ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
•
Distribuição gratuita. Venda Proibida.
Aos 51, SRL tem
seu próprio Jornal
Conheça a família Fortunato e o patrimônio
que ela preserva.
12
Pág.
ENTREVISTA exclusiva com o
primeiro prefeito eleito de SRL
Sr. José Schmidt.
4
Pág.
Leia as colunas das
COMUNIDADES.
3
Pág.
E nasce um jornal: o Canal SRL. Uma publicação com cara de jornal comunitário, feito na comunidade, pela comunidade, para
a comunidade. Um jornal cujo objetivo principal é a informação, mas que trabalhará sempre na perspectiva da formação de
seus leitores. Seu nascimento sempre foi pensado como um bem cultural voltado aos santarosalimenses. Por isso, publicará
notícias e opiniões que abranjam os mais diversos interesses sociais.
MULHERES
homenageia as Mães.
Acompanhe as
Organizações nas colunas das ENTIDADES.
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
Editorial
Os princípios do Canal SRL
Acreditamos no leitor santarosalimense.
Julgamos que o leitor de Santa Rosa de Lima está cada
vez mais plural, mais exigente e mais atento. Consideramos
que ele já é capaz de perceber quando a cobertura jornalística começa a trombar com os fatos e a brigar com a notícia.
Por isso, ele estará com o Canal SRL.
Chegamos para servir a esse leitor
O Canal SRL veio para servir melhor ao interesse dos
leitores de Santa Rosa de Lima. Isso não significa querer ser
simpático com todo mundo. Isso não quer dizer que, para
não ser tachado de chato ou de criador de casos, o jornal irá
tolerar o intolerável e aceitar o inaceitável. É preciso que o
jornal estimule uma postura crítica. É importante que contribua para transformar. Hoje, a mídia vende o que o cliente
deseja e cada vez mais se afasta de preocupações formadoras e transformadoras. Henry Ford, que praticamente criou a
indústria de automóveis, afirmava que se ele tivesse apenas
escutado o que seus clientes diziam que queriam “tudo o
que teria feito seria um cavalo mais rápido”.
Nossa lealdade é com a sociedade santarosalimense e
não com a opinião pública dominante
Os interesses da sociedade são permanentes e são diferentes daqueles dos que ocupam o poder e procuram, a
partir dele e por diversos meios, moldar a opinião pública.
Por isso, o Canal SRL buscará constantemente a independência dos poderes locais e tratará sempre de se apoiar nas
empresas de pequeno porte que marcam a economia santarosalimense, assim como na sociedade civil organizada do
município.
Trabalhar a rotina como notícia.
Editar uma publicação mensal em um pequeno município
rural como Santa Rosa de Lima é fazer jornalismo. Mas um
jornalismo diferente. Hoje, na internet e na TV, só aquilo que
se afasta da rotina da vida cotidiana é considerado notícia.
Por isso, estamos diante de uma avalanche de violência, de
coisas esquisitas, de falsas celebridades, de fofocas entre
apresentadores, atores de novelas, concorrentes de BBB,
músicos ou esportistas.
Como os donos dos veículos de comunicação buscam, a
qualquer preço, a audiência, a publicidadee, sobretudo, o dinheiro, a informação acaba distorcida. Na verdade, a maioria
das novidades veiculadas pela imprensa está no grau zero
da informação. As partes normais da vida são omitidas das
notícias justamente porque são normais. A Editora O ronco
do bugio e o Canal SRL sabem que a maioria das coisas
que acontecem aqui em Santa Rosa de Lima são rotineiras.
Julgam, no entanto, que vale a pena escrever sobre elas.
Política editorial do Canal SRL
Cada jornal tem sua política editorial. Poucos deles, contudo, a revelam para seus leitores. Aqui, nós apresentamos
claramente a nossa. Para isso, vamos parafrasear os princípios editoriais apresentados há 25 anos por um veículo
nacional de comunicação. Fazemos isso porque os achamos
simples e diretos. Como queremos e buscaremos ser a cada
edição.
CREDIBILIDADE: Cada informação deve ser confirmada.
Nenhum boato ou rumor pode ser divulgado pelo jornal.
RESPEITABILIDADE: Devemos conquistar o respeito do
nosso leitor e das nossas fontes. Somos incorruptíveis e honestos.
ISENÇÃO: Ouvir sempre os dois lados da informação.
APARTIDARISMO: Nosso compromisso é com a informação e com o leitor.
ESPAÇO PARA OPINIÃO: é fundamental abrir espaço
para colunistas que promovem a reflexão e o debate através
de suas provocações, mesmo que agudas ou ácidas. Esse
espaço é de inteira responsabilidade do colunista, mas será
assegurado pelo jornal e nunca será objeto de qualquer
transação.
PRODUTO INDISPENSÁVEL: Nosso jornal deve ser esperado pelo leitor, a cada mês, como ele aguarda o salário que
remunera o seu trabalho, ou a chuva que molha sua lavoura.
PRODUTO POPULAR: Ser popular não significa ser populista ou querer agradar todo mundo. O jornal deve ser
escrito, entretanto, de uma forma que seja entendido por
aqueles que, hoje, não são formadores de opinião e que têm
acatado versões esquisitas dos fatos.
PRODUTO DIDÁTICO: o jornal não pode complicar a vida
do leitor, mas, ao contrário, dar instrumentos para facilitá-la.
A informação deve ser destinada a instruir.
Apresentação
Vista parcial de Santa Rosa de Lima
aos 51 anos de emancipação política.
limenses, suas histórias e suas ações. Desta maneira,
Canal SRL: uma publicação que chegou para ficar!
Há tempos, Santa Rosa de Lima ansiava ter o seu todas as notícias serão sobre o nosso município. Fará
próprio jornal, produzido aqui e por santarosalimenses isso com uma apresentação gráfica leve e agradável aos
(veja matéria sobre a criação do Canal e da formação de leitores.
sua equipe). E isso ocorre no 51º aniversário da emanciO objetivo não é “fazer dinheiro”. É proporcionar inpação política do município.
formação. No entanto, para poder assegurar o foco na
A ampliação das fontes de informação a que os ci- informação completa e no seu leitor, é indispensável dar
dadãos podem recorrer faz parte da própria noção de ao jornal autonomia financeira e independência do poder
democracia. A vantagem de termos uma publicação lo- público e de partidos políticos.
cal, escrita e mensal é que ela dá maior espaço para a
Como fica claro em nossa política editorialesse será
informação completa e para a reflexão.
um jornal apartidário. Mas não, apolítico.Procurará
Desta forma, o que esse
promover a cidadania dos sanjornal vai conter poderá ser
tarosalimenses. Assim como,
“O teu solo produz a riqueza
bastante diferente do que se
defenderá um modelo de desenfala nos bares ou rodas de bavolvimento solidário e sustentáQue te faz dignamente viver
te-papo e do que se tecla no
vel para o município. Isso é estar
facebook. Na maioria das ve- Mas, além deste pão sobre a mesa do lado do nosso leitor. Isso é
zes, no município, as converTambém queres cultura e lazer.” buscar que o leitor reconheça
sas e os “posts” são fontes de
e apoie incondicionalmente seu
Hino de Santa Rosa de Lima
desinformação e de alienação.
Canal.
O Canal SRL pretende
Esse compromisso social e
apresentar uma informação precisa, isenta, correta e econômico se estenderá à política comercial do Canal
completa.
SRL e da Editora O Ronco do Bugio. O jornal priorizará
O nome do jornal é uma homenagem ao saudoso veicular publicidade do comércio e dos serviços instalaOdair Baumann que, ao fazer brotar sua coluna em um dos no município.
periódico de Braço do Norte, foi o pioneiro do jornalismo
O Diretor da editora, Sebastião Vanderlinde, destaca:
em Santa Rosa de Lima.
– Consideramos que esse jornal é um fato. E lutaremos
A logomarca da publicação faz referência direta a com todas as nossas forças para que tal fato se torne
uma paisagem que nos diz muito e que pode ser vista de irreversível. Sabemos, contudo, que a perenidade do Cavárias comunidades do município: o recorte das Encostas nal SRL vai depender, sobretudo, de você leitor. De você
da Serra.
gostar dessa publicação e de apoiá-la. A parceria como
Como instrumento de comunicação local, o Canal anunciante do município também poderá ser importante.
SRL procurará, acima de tudo, valorizar os santarosa- Na nossa perspectiva, o Canal SRL veio para ficar.
Um jornal
santarosalimense
vem à luz.
E nasce um jornal: o Canal SRL. Uma publicação com
cara de jornal comunitário, feito na comunidade, pela comunidade, para a comunidade. Um jornal cujo objetivo principal
é a informação, mas que trabalhará sempre na perspectiva
da formação de seus leitores. Seu nascimento sempre foi
pensado como um bem cultural voltado aos santarosalimenses. Por isso, publicará notícias e opiniões que abranjam os
mais diversos interesses sociais.
Espera-se que com o tempo ele se transforme em importante fonte de pesquisa, porque registrará para a posteridade os fatos ocorridos em Santa Rosa de Lima. Se suas
edições forem guardadas e conferidas ao longo dos meses,
o leitor poderá conferir quem disse e depois desdisse; quem
afirmou, mas não confirmou; quem prometeu, mas não
cumpriu. Assim, uma publicação mensal que escreve sobre o
que se passa no município poderá ajudar a escrever o futuro
de Santa Rosa de Lima.
Nosso município sempre foi carente de informações escritas e completas, geradas localmente. Os jornais que aqui
chegam, hoje, tratam muito pouco e apenas parcialmente o
que se passa em nossas comunidades. Ao mesmo tempo em
que em Santa Rosa de Lima acontecem fatos e histórias que
podem gerar informação de qualidade e com bom conteúdo,
que interessem ao leitor e que o motivem a praticar cada vez
mais o hábito da leitura.
O Canal SRL veio ao mundo como resultado da mobilização de muita gente. Para ser um jornal comunitário, ele
precisava da participação de pessoas de todas as comunidades e das organizações da sociedade civil. Qual o perfil dessas pessoas? Quem seriam os colaboradores? A resposta era
óbvia: jovens! Mas que jovens? Uma juventude talentosa e
com gosto pela escrita e pela leitura, que, ao mesmo tempo,
demonstra apostar efetivamente no futuro de seu município.
Foram contatados quase quarenta rapazes e moças de todas
as comunidades. E vinte e sete deles se dispuseram a participar de uma oficina de redação jornalística.
A oficina foi realizada no dia 6 de abril de 2013, na E.E.B.
Professor Aldo Câmara. Nela, foram trabalhadas as técnicas
básicas de redação jornalística. Os elementos básicos da notícia, como realizar entrevistas e como humanizar uma matéria de jornal, foram alguns dos conteúdos trabalhados. O
curso foi ministrado pela jornalista e mestra em ciências da
linguagem, Darlete Cardoso, professora do curso de Jornalismo da Unisul. Ela enfatizou que a colaboração de jovens
que acreditam em uma comunidade e que querem, mais do
que nunca, nela permanecer, é um dos pilares mais fortes
do jornalismo comunitário. “Esta ideia é a saída para a não
espetacularização da notícia. O jornalismo se pauta em fragmentos da realidade, seja para a transmissão de cultura, seja
para influir na formação de opinião pública. O jornalismo fala
ao mundo, fala do mundo e fala no mundo”.
Para os jovens que participaram da formação as dúvidas,
medos, expectativas parecem grandes. Afinal, agora desempenham o papel de jornalistas. Sabem do compromisso e
da postura profissional que precisam manter. Graziela Nack
é santarosalimense do Rio do meio, hoje estuda Letras na
UFSC e, nesta edição, assina a coluna Estudantina. Relata
que escrever para um jornal de Santa Rosa de Lima é algo
acima das suas expectativas. “Sempre sonhei em escrever
livros, criar histórias que emocionassem as pessoas. Poder
escrever para minha comunidade, para pessoas que vivem
comigo e que partilham das minhas experiências é algo
incrível! Quando recebi o convite, fiquei muito feliz. Tenho
confiança de que este jornal será muito bem recebido pelos
moradores de Santa Rosa além de ser uma grande experiência de conhecimento para nós”.
Uma das mais jovens correspondentes do interior é Liliane Becker. Ela estuda na 1ª série do ensino médio e mora
na comunidade de Mata Verde. “Quando me convidaram, eu
aceitei na hora. Gostei muito do treinamento. Aprendi um
monte. Depois, fiquei com medo. O que será que as pessoas
vão achar? Será que vão rir do que eu escrever? Mas mesmo
assim encarei o desafio. Estou orgulhosa de participar deste
jornal”, afirma a nova colunista Liliane.
Para Junior Alberton, um dos correspondentes do Rio
Bravo Alto, a sensação não é diferente. Ele acha muito legal
participar deste jornal. “A gente vai poder informar e falar
todas as coisas que acontecem. Isso valoriza as pessoas e
as comunidades”.
COMUNIDADE
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Nova Fátima
Deliana Feldhaus
Quando a comunidade Nova Fátima foi fundada era
conhecida como Santa Rosa Baixa. Entre 25 e 30 famílias
viviam na localidade. A maioria trabalhava nas lavouras
de subsistências e algumas famílias no ramo madeireiro.
É uma comunidade muito unida. O salão e a igreja foram
construídos através do esforço e união dos moradores.
Conta a história que um de seus moradores, Francisco
Feldhaus, foi curado de uma grave doença. Sua família,
por acreditar que tal cura foi resultado da devoção que
Francisco tinha à Nossa Senhora Fátima, doou uma imagem dela à igreja existente na localidade. Depois disso, a
comunidade passou a se chamar Nova Fátima. A mesma
imagem abençoa até hoje os habitantes locais, além de
atrair muitos fiéis de outros lugares.
Atualmente, a principal atividade econômica da Nova
Fátima está ligada à agricultura familiar, principalmente à
criação de gado leiteiro. Temos também empresas madeireiras, granjas de criação de suínos e a Pousada Cantinho
da Família, que também já consolida o turismo em nossa
comunidade.
Recentemente, a Nova Fátima viu ser construída em
seus limites a barragem de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). O lago que foi formado modificou bastante a
paisagem e o próprio Rio Braço do Norte.
Atualmente, a comunidade conta com a força de mais
de 50 famílias. E, neste mês de maio, todas têm motivos de sobra para comemorar. No dia 13, é celebrada a
comemoração em honra a Nossa Senhora de Fátima. A
Virgem Maria recebeu esta denominação em memória de
aparições a três crianças,em Fátima (Portugal), no ano
de 1917. Essas crianças – Lúcia, Francisco e Jacinta –
declararam que as principais mensagens que Nossa Senhora deixou faziam referência a orações, penitências e
sacrifícios.
Programação
Festa de Nova Fátima
Dia 12 de maio
09:00 - Missa em honra a Nossa Senhora de
Fátima.
10:00 - Início do Almoço dançante, com comida
típica colonial servida ao meio-dia.
À tarde segue com animação de Gilberto e
Adriano.
Dia 13 de maio
Dia de Nossa Senhora de Fátima
10:00 - Missa
11:30 - Almoço comunitário.
A comunidade espera por todos.
E, desde já, agradece a sua presença.
Cerca de 30 jovens participaram da capacitação com a Profª. Darlete Cardozo.
Diretor: Sebastião Vanderlinde
Diretora: Mariza Vandresen
Estrada Geral Águas Mornas, s/n.
CEP 88763-000
Santa Rosa de Lima SC.
Tel. (48) 99446161 / 9621-5497
E-mail: oroncodobugio@yahoo.com.br
Fundado em
10 de maio de 2013;
dia do 51º aniversário
de Santa Rosa de Lima
Jornalista Responsável: Mariza Vandresen
Diretor-executivo (Circulação, Comercial, Financeiro, Publicidade e Planejamento): Sebastião Vanderlinde
Revisores e editores (voluntários): Eliete May da Rosa,
Suely Defrein e Wilson (Feijão) Schmidt.
O Canal SRL é uma publicação mensal da Editora O ronco
do bugio. Só têm autorização para falar em nome do
Canal SRL os responsáveis pela Editora que constam deste
expediente.
Distribuição: Editora O ronco do bugio
Tiragem desta edição: 1000 exemplares
Circulação: Santa Rosa de Lima (entrega gratuita em
domicílio). Dirigida, também, a prefeituras, câmaras e
veículos de comunicação do Território das Encostas da
Serra Geral e a órgãos do Executivo e Legislativo estadual
e federal.
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
No momento em que festeja e relembra os 51 anos de sua emancipação, Santa Rosa de Lima tem
o privilégio de contar com o testemunho de dois dos principais articuladores daquele processo. Infelizmente, não há como registrar a memória e a visão do terceiro homem-chave: Fernando Hermesmeyr,
falecido em outubro de 1978.
José Schmidt foi o primeiro prefeito de SRL e peça chave no processo de criação do município.
Marcos Vandresen era, em 1962, prefeito do “município-mãe”, Rio Fortuna. Nesta condição, esteve
presente em quase todas as conversas e ações que resultaram na emancipação.
O Canal SRL, cumprindo compromisso assumido com o leitor santarosalimense, resgata aquele
período através desses depoimentos inéditos e exclusivos.
A história não registra que tenha havido um verdadeiro movimento emancipatório por parte dos
santarosalimenses. Existiu, sim, uma oportunidade para que a emancipação ocorresse. As memórias
do “Seu Zé Schmidt” e do “Seu Marcos Fandreis” fortalecem essa perspectiva. E mostramque as principais lideranças locais daquela época tinham grandeza política. E que souberam mobilizar esforços,
trabalho e coragem para instalar o município e começar a construí-lo.
José Schmidt
foi o primeiro prefeito de SRL.
É filho de Antônio Schmidt, naquela época o mais importante cabo eleitoral do velho PSD. Nosso entrevistado exclusivo
“caiu”, assim, na política. Foi vereador em Braço do Norte,
quando nosso território pertencia àquele município. Depois,
foi suplente de vereador em Rio Fortuna, quando aquele município foi criado e abrangia a área que hoje corresponde a
SRL. Assumiu a titularidade justamente para tratar da emancipação de Santa Rosa de Lima. Depois, foi prefeito no primeiro
(1963-1969) e no terceiro (1973-1977) mandatos.
“Seu Zé Schmidt” é reconhecido quase consensualmente
como o maior homem político da história do município. Em
2013, aos 88 anos, ele continua impressionando os interlocutores pela inteligência, lucidez e simpatia. Características que
permitiram que ele fizesse as “costuras” políticas indispensáveis para o grande avanço que o município teve naqueles dez
anos em que governou para os santarosalimenses.
A entrevista “ping-pong”, a seguir, é o registro de parte de
uma conversa de mais de duas horas.
Canal SRL: Como surgiu a ideia de emancipação?
José Schmidt: O prefeito e alguns vereadores de Rio Fortuna pediram para que nós organizássemos uma reunião. O
intuito já era de criar um município. E eles vieram um dia
aqui, na casa do Fernando Hermesmeyer. O Fernando era o
principal cabo eleitoral da UDN (União Democrática Nacional)
aqui em Santa Rosa de Lima. Na oportunidade, ele já disse:
– José, nós vamos criar o município e tu vais ser o prefeito.
Porque nosso município além de novo vai ser pequeno e nós
vamos precisar ir a Florianópolis para falar com o Governador.
O Celso Ramos é do teu partido (o PSD) e tu vais te ajeitar
melhor com ele.
O Fernando foi muito consciente, apesar de sermos oposição um ao outro.
Canal SRL: Mas essa grandeza política foi bem aceita na
UDN, partido dele?
José Schmidt: Depois, vieram os deputados da UDN. O
Ademar Ghizi veio aqui e insistiu com o Fernando. Disse que
ele não podia entregar de graça assim. Foi, foi... Mas o Fernando, no final, disse que tinha dado a palavra dele e não
voltaria atrás. Então, outros membros da UDN da Santa Rosa
vieram pessoalmente falar comigo. Eu disse a eles que tinha
aceitado um convite que foi também deles e que era, então, o
candidato do PSD. Naquela condição, a resposta não poderia
ser mais pessoal, minha, mas do diretório do meu partido.
Disse a eles que procurassem a turma do diretório. E, aí, morreu por ali mesmo... Eu fui candidato único.
Canal SRL: Foi um belo gesto político do Fernando Hermesmeyer...
José Schmidt: É... Depois, na segunda eleição, nós do PSD
apoiamos o Fernando, da UDN. Eu o indiquei. Eu disse no
PSD que era a vez do Fernando ser nosso candidato porque
ele cedeu na primeira eleição e era a nossa vez de apoiá-lo.
Naquele tempo não tinha reeleição e eu disse que não custava
nada fazer isso.
Canal SRL: Então naquele tempo não tinha esse clima
de briga política?
José Schmidt: Não! Não tinha... Tanto que ele foi candidato único e, depois dele, em 1972, eu fui novamente candidato
único.
Canal SRL: Vamos tratar, agora, da votação da emancipação na Assembleia Legislativa. É verdade que, no dia 10
de maio de 1962, houve risos após a decisão dos deputados
estaduais?
José Schmidt: Eu estava lá na Assembleia no dia da aprovação. Foi feito aquele rito: quem estiver de acordo permaneça como está; quem for contrário se levante. Nenhum de-
Depoimentos
putado levantou e, em seguida, todos eles começaram a rir.
Eu acho que acharam engraçado por causa da insignificância
do município naquele momento. Era sabido que a “cidade”
contava somente com sete edificações.
Canal SRL: Quem daqui participou com o senhor daquela
sessão histórica para o município?
José Schmidt: Que eu me lembre, fomos somente eu e o
Fernando Hermesmeyer, que era comerciante e me sucedeu
na prefeitura. Nós fomos de ônibus. Pegamos o coletivo em
Braço do Norte e fomos para Florianópolis. Lá, apenas assistimos à votação, sentados no plenário da Assembleia. Mas
nós tínhamos o apoio dos deputados da região; o Frederico
Kuerten e o Lauro Locks, de Braço do Norte, o Valdemar Sales, de Tubarão.
Canal SRL: E, depois, houve comemoração?
José Schmidt: Após a sessão, à noite, fomos com o Frederico (Kuerten) e o Valdemar (Sales) em um restaurante para
festejar. Eles foram tomando, tomando e nós só dando umas
lambiscadas. Mas no final, quem saiu tonto fomos eu e o Fernando. Os deputados saíram firmes para ir embora para casa.
Canal SRL: E em seguida quem assumiu a administração
do município?
José Schmidt: O prefeito provisório foi o falecido Adolfo
Boeing, que era vereador em Rio Fortuna, município ao qual,
então, Santa Rosa pertencia. Depois, teve eleição, em outubro de 1962. Eu fui candidato único pelo PSD (Partido Social
Democrático), que era o partido do então Governado Celso
Ramos. Eleito, com trinta e sete anos, eu tomei posse em 31
de janeiro de 1963. O mandato inicial era de cinco anos, mas
tive o acréscimo de mais um ano, porque foi estabelecida uma
coincidência das eleições municipais no estado. No primeiro
mandato, eu fiquei na prefeitura de janeiro de 1963 a janeiro
de 1969.
Canal SRL: O senhor foi eleito prefeito e tinha tudo por
fazer. Que estrutura dispunha para isso?
José Schmidt: Não tinha nada! No começo, vinha para a
prefeitura o que se chamava de cota federal. Era um dinheiro
que vinha uma vez por ano. Só! Não tinha o FPM (Fundo de
Participação dos Municípios), como tem hoje. A cota federal
era uma soma razoável, com a qual eu podia fazer o que bem
entendesse. Aplicava onde queria. No primeiro ano, como era
uma dificuldade para se locomover aqui no município e como
para ir a Florianópolis era sempre de ônibus, eu comprei um
jipe. Acho que não foi nem dez por cento da cota daquele ano
para comprar o jipe. Mas o restante do dinheiro era preciso
controlar, para não terminar antes da chegada da cota do ano
seguinte. Porque outra arrecadação não
tinha... IPTU? Eu ia cobrar de quem? (risos) Foi assim em 1963 e 1964.
Rosa de Lima, como ficou?
José Schmidt: Eu fiquei aqui, não sabendo mais o que
fazer. Só não desisti por capricho. Porque sair ou abandonar o
município ficaria ruim. Iriam me chamar de covarde... Felizmente o Ivo Silveira se elegeu e depois de tomar posse [em
1966], chamou novamente os prefeitos. Eu lembro que fui de
jipe a Florianópolis. Chegamos lá e ele disse que tinha uma
novidade para nós. Que se tivéssemos alguma obra para fazer, o governo do estado iria contribuir. Nós entraríamos com
vinte por cento e ele daria oitenta por cento do valor da obra.
E completou que podíamos jogar fora os nossos chapeuzinhos
de pedicheiro, que ele iria nos ajudar. Aí que eu pensei: eu
vou me atracar com ele para fazermos a ponte. E, de fato, no
final de 1966 ou início de 1967, começamos a obra.
Canal SRL: Quanto tempo durou a construção? Também
teve adicional de contrato e superfaturamento de empreiteira?
José Schmidt: Empreiteira? (risos) Não tinha jeito... Eu
e a turma de trabalhadores da prefeitura é que fizemos a
ponte. Lembre-se que eu trabalhava com construção. Fora o
material, a única coisa que a prefeitura pagou para terceiros
foi para fazer as cabeceiras. Pagou o cara que cortou as pedras e montou as cabeceiras. O resto, fomos eu e a turma “do
pega” da prefeitura que construímos. O estado ajudou com o
dinheiro para o material. A nossa mão de obra representou os
vinte por cento de contrapartida. Assim, a ponte foi inaugurada em 1969.
Canal SRL: E ainda está lá. Assim como o senhor está
aqui.
José Schmidt: É... nem a enchente de 1974 a levou. A estrutura foi bem feita. Quanto a mim, estou com oitenta e oito
anos e, hoje, lembrando daquela época, vejo que tudo é completamente diferente. Atualmente, se eu fosse novo e me dissessem: pega aí, tu não precisas nem fazer campanha, vem
Canal SRL: O que mudou depois?
José Schmidt: Em 1965, os prefeitos
catarinenses foram chamados a Joinville. Aí veio a novidade de que o dinheiro passaria a ser recebido mensalmente
pelas administrações municipais. Era a
criação do FPM. Mas aí é que o dinheiro
encurtou. Não vinha praticamente nada
para os municípios pequenos. Com a cota
federal os municípios recebiam quase a
mesma coisa. Florianópolis e Santa Rosa
de Lima recebiam dinheiro quase do
mesmo tamanho. Aí, [com o FPM] deram
um corte que foi uma coisa para os municípios pequenos.
Canal SRL: E o prefeito de Santa
Construção da cabeceira da ponte Henrich Marx Wilke - Década de 60.
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Históricos
aqui só para assumir a prefeitura de Santa Rosa de Lima... Eu
responderia: muito obrigado! Hoje, eu não assumiria. O povo
exige muito. Nunca está satisfeito. Não há o retorno que se
espera. E para que não haja confusão em relação à noção de
recompensa, faço questão de destacar que quando terminei
o meu segundo mandato na prefeitura eu tinha bem menos
posses do que quando comecei o primeiro.
Canal SRL: Pois é tudo é diferente e Santa Rosa de Lima
vê o lançamento de um jornal local nesse 51º aniversário. O
que o Senhor acha disso? Naquelas suas idas a Florianópolis
de jipe, sonhou que um dia isso poderia acontecer?
José Schmidt: Primeiro, eu nunca havia pensado que Santa Rosa de Lima seria município um dia. E, menos ainda, que
eu seria seu prefeito. Também nunca imaginei que Santa Rosa
teria seu próprio jornal. Acho que, para mim e para qualquer
pessoa, montar um jornal dentro de Santa Rosa é bem importante. É publicidade para o município, que fica mais conhecido. E o pessoal local vai ter alguma coisa interessante para
ler. Tudo é progresso...Olha, eu já estou interessado em ler
esse jornal.
Marcos Vandresen
não é difícil:
Definir
carismático, inteligente e dono de uma memória privilegiada.
Nasceu em 1933, em Rio Fortuna, na véspera (24 de abril) do
dia do padroeiro São Marcos e foi nele batizado. Não poderia
ter outro nome.
No dia seguinte ao festejo de seus 80 anos, recebeu o
Canal SRL esbanjando vitalidade e visão positiva. Falou entusiasmado, por exemplo, da formação de um polo socioeconômico político e cultural envolvendo os municípios da região
e com foco nos turismos rural e religioso; para ele a vocação
desse território. Visionário, suas metas para esse polo alcançam 2058.
Fica fácil entender porque, em 1961, com apenas 24 anos,
ao ser o primeiro prefeito de Rio Fortuna, implantou uma gestão revolucionária para a época. Propôs, de saída, a elaboração de um plano diretor e urbanístico; coisa que 52 anos
depois ainda faz tremer vereadores e prefeitos da região.
Suas prioridades eram a educação, a saúde e a agricultura,
combinadas com uma ação em infraestrutura, especialmente
um plano rodoviário e outro de eletrificação. Fazia tudo com
uma concepção de liderança que buscava unir esforços ao
invés de dividir forças.
Isso tudo será melhor contado no livro que Marcos Vandresen prepara: “Rio Fortuna; construindo a sua história”.
Nele, contará também sua vida cheia de sustos e realizações.
De uma trajetória que o levou da lousa negra da escolinha
local, às teses de filosofia em Viamão e aos estudos de administração. Da batina ao casamento com Maria e a chegada
dos filhos. Do executivo municipal em Rio Fortuna à militância
na Federação de Agricultura do estado e à realização de empreendimentos econômicos bem sucedidos em Florianópolis.
O foco da entrevista foi o processo de emancipação de
Santa Rosa de Lima, visto a partir do município mãe, Rio Fortuna. Essa perspectiva surgiu da conversa com José Schmidt
(que ele indica como um grande amigo), que considerou o
processo emancipatório mais “de fora para dentro” do que “de
dentro para fora”. Vandresen reforça e ilustra essa perspectiva. Leia, a seguir, um extrato dessa rica conversa de quase
duas horas.
meyer, José Francisco Schmidt, Henrique Heidemann, Raimundo Lucktemberg, José Heidemann,
Daniel Roecker, Helmuth Baumann, Bertolino Wilemann, Conrado Heidemann, Antônio Schmidt e
outros.
Essas pessoas manifestaram essa ideia e essa
aspiração.. E nós, como prefeito,imediatamente respaldamos esse movimento. Realmente, em
1961, pela lei 677, de 25 de janeiro, foi criado o
distrito. E eu tive a felicidade de ser o orador na
instalação do distrito.
O nascimento da articulação e a ausência de
contrariedade da administração de Rio Fortuna
A articulação para a criação do distrito nasceu
de uma conversação que nós tivemos lá na Câmara de Vereadores. Um dia, muito reservadamente... Estavam os quatro vereadores da UDN e os
três do PSD. No meio da conversa alguém disse
que se estava falando na possibilidade de criar o
distrito de Santa Rosa. Eu disse que sabia pouco
disso, mas que poderíamos ajudar. Em termos de
território seria uma perda, mas na época eu já era
um defensor da aproximação do atendimento pelo
poder público, para todo o ser humano. Eu não
lembro quem, mas alguém disse naquela reunião
que talvez fosse bom criar o distrito. E eu disse que
não tinha receio dessa criação e que achava que
poderia ser até muito bom.
O nome do distrito ainda ficou sem o Lima
Nesse processo, nós tínhamos uma preocupação. Já existia um município com o nome Santa Rosa. Então não poderia
surgir um distrito com a mesma designação. Assim, no momento em que se pensou na criação do distrito, já se pensou
em distrito de Santa Rosa de Lima. Só que na hora de elaboração da lei essa preocupação não chegou até a Assembleia
Legislativa do Estado. Como o lugar era conhecido por Santa
Rosa, ficou esse nome.
Informações inéditas sobre a emancipação
Marcos Vandresen, por ter convivido intimamente com
as principais lideranças políticas mobilizadas no processo de
emancipação, revela, pela primeira vez, detalhes de bastidores e histórias saborosas do processo. Trata-se de um registro
importante para a memória do município.
O município como um presente
Passado praticamente um ano da criação do distrito, um
belo dia o Deputado Estadual Frederico Kuerten, que gostava
muito do Fernando Hermesmeyer, num momento de expansão da alegria por estarem juntos disse para ele:
– Fernando, eu ainda tenho que te dar um grande presente. Mas você não vai saber antes de acontecer.
O Fernando disse que queria saber o que era. E o Frederico respondeu de rompante:
Passo para a emancipação: a criação do distrito de
Santa Rosa
Marcos Vandresen valoriza em seu depoimento o processo
de criação do distrito de Santa Rosa. Prevista desde 11 de novembro de 1957, na Câmara Municipal de Braço do Norte, tal
instalação vai se dar pela lei estadual 677, aprovada em 25 de
janeiro de 1961 na Assembleia Legislativa, a partir de projeto
apresentado pelos deputados da região Frederico Kuerten, da
UDN, e Lauro Locks, do PSD.
As origens e o fortalecimento da ideia
[No começo da gestão, em 1959-60,] nós já tínhamos
atendido uma parte boa de trabalhos em Santa Rosa. Antes
de 1961, um grupo de pessoas começou a aflorar o interesse
de fazer um distrito. Porque Rio Fortuna foi distrito de Braço
do Norte quando era parecido com Santa Rosa. Esse grupo
entendeu que como Rio Fortuna havia passado de distrito a
município, Santa Rosa poderia ser um novo distrito do nosso
município recém-criado.
Esse grupo era composto por José Fernando Hermes-
Única referência nos Jornais da Capital à criação do Município.
Jornal O ESTADO 02/06/1962.
– Pois eu vou te dar o município! Eu fui o autor da lei que
criou o distrito e vou ser o autor da que criará o município.
[A conversa] ficou por ali... Mas o Frederico não parou! Ele
me disse depois que tinha sido impetuoso, que tinha falado
sob emoção. E que achava que havia prometido o que não
poderia cumprir. Mas ele levou a ideia para a Assembleia, fez
o projeto de lei e aprovou a criação do município de Santa
Rosa de Lima.
Assim, na verdade, todo o mérito dessa criação, eu diria
que foi do próprio Deputado Frederico Kuerten. Para atender
ao trabalho bonito que o Fernando [Hermesmeyer], o José
[Schmidt] e toda a comunidade de Santa Rosa vinham fazendo com Rio Fortuna. O Deputado me disse que gostaria de reconhecer essa contribuição. Depois, o Fernando até reconheceu que não esperava que a criação do município fosse de fato
acontecer. E eu disse: - Fernando, está aí! Vamos nos alegrar.
Aliás, eu como prefeito do município que teria o distrito
emancipado, ouvi depois do Frederico: – Eu nem falei para ti
direito que eu iria fazer isso. Estou te contando agora como eu
fiz. No que eu respondi: mas fizeste bem!
Vandresen contesta a existência de interesse político
partidário na criação do município
A política em Santa Rosa era diferente. O Fernando Hermesmeyer era político, mas também comerciante. Então, ele
fazia uma política da boa vizinhança. Tinha que ter esse papel.
A UDN tinha os votos daquela faixa de Santa Rosa, que eram
da liderança dele; mais a cabeceira da Santa Bárbara; do Rio
dos Índios, menos; mais os votos dos Baumann no Rio do Bravo e de outros. Na Nova Fátima, dividia. O Antônio Schmidt,
os Heidemann e os Westphal lá em cima eram líderes do PSD.
Essas forças tinham um equilíbrio. Eu tinha uma noção clara
de quem era da UDN e de quem era do PSD. Mas eu sabia
também com quem eu podia contar no PSD e com quem eu
não podia contar na UDN.
Para a criação de Santa Rosa não foi colocado, em nenhum
momento que eu tivesse visto, qualquer coisa de política PSD
X UDN. Lá se falou foi da comunidade de Santa Rosa. Isso
falava o José Schmidt. Isso falava o Fernando Hermesmeyer.
E eu falava a mesma coisa. A voz deles era a minha. Então,
não havia essa concepção.
Sobre os risos na Assembleia Legislativa
Na Assembleia Legislativa, o projeto de criação de Santa
Rosa de Lima caiu como uma surpresa, já que era visto como
um distrito muito pequeno em termos de população. Eu não
estava lá, mas me contaram que nos debates um deputado
questionou:
– Deputado Kuerten, tem tantos eleitores lá para criar um
município?
O Frederico replicou:
– Mas você duvida? E se não tiver, não tem problema, porque nós podemos mudar um desses limites de um riacho para
outro e, nesse meio, acredita-se que tem esse pessoal que o
senhor acha que falta.
Aí o presidente da Assembleia perguntou se os deputados
estavam satisfeitos e sem dar tempo para a resposta, imediatamente botou em votação. Aprovado! Aprovado o município... Os risos foram uma consequência. (dá uma boa risada)
Sim, me contaram que houve risos. Mas acho que o sentido foi
esse. Foi da forma que foi encaminhada a votação.
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
COMUNIDADE
Rio Santo Antônio
Marileia Torquato | Carol Rodrigues
Os primeiros moradores da área em que fica nossa
comunidade foram os índios. Não se sabe ao certo a data,
mas foi por volta de 1915 que chegaram os primeiros “colonizadores”, vindos de Armazém e redondezas.
Estas terras foram, então, ocupadas por Francisco
Shulam, Gregório Soares e, o depois celebre ou famigerado bugreiro, Ireno Pinheiro.
Na produção, a renda era gerada pela criação de porcos e a venda da banha. Na extração, a derrubada das
árvores nativas para“serrar” madeira“de lei”já começava
a dar a dinâmica da economia da comunidade. No auge
desse ciclo no final da década de 1970, muitas “serrafitas” (serrarias) tinham se instalado no Santo Antônio. Por
consequência, a comunidade chegou a ter mais de 130
famílias de moradores e se viu transformada em uma das
mais fortes de Santa Rosa de Lima.
Com o fim das reservas de madeira nobre, entretanto,
os madeireiros “de fora” recolheram seus equipamentos
e seus lucros e deixaram a região. Santo Antônio passou
por uma depressão econômica e sofreu um esvaziamento
de sua população.
Hoje, na comunidade, participam 31 famílias. A economia está baseada principalmente no reflorestamento
com eucaliptos, mas também na criação de gado de leite
e, mais recentemente, no plantio de hortaliças orgânicas.
Educação e escola
A “escola” chegou no Santo Antônio no ano de 1958.
Na verdade, chegou o professor, o senhor Leopoldo Willemann. Porque, no início, dava aulas na sala de uma casa
emprestada por uma família. O prédio da escola só foi
construído em 1959 e quem o fez não foi o estado ou o
município. Foram os próprios colonos, que acreditando
na importância da educação escolar e lutando para que
seus filhos tivessem acesso a ela, forneceram o material e
construíram a escola local.
Homenagem ao dia das mães. E às avós, bisavós e
tataravós...
Nossa homenagem a todas as mães é lembrar a festa
de ação de graças, realizada no mês de abril, pelo aniversário de 90 anos de Dona Maria da Silva Walter. Uma das
fundadoras da comunidade de Santo Antônio, Dona Maria
é um exemplo de mulher guerreira, mãe, avó, bisavó e
tataravó. Parabéns por seus 90 anos, com saúde e muita
lucidez.
A Santa Rosa de Lima com
51 anos e do Século 21
Hédipo Leonardo da Silva
A Santa Rosa de Lima do século 21 não tem uma população muito maior do que tinha quando da sua emancipação
há 51 anos. Mas como ela mudou... Muito! E em variados aspectos.
A economia do município se adequa às exigências atuais das leis e dos mercados. Por isso, Santa Rosa de Lima está
aprendendo a gerar trabalho e renda usando o que a natureza generosamente concedeu e concede a ela.
No século passado, praticamente se extraiu até a quase extinção a “madeira de lei” em seu território. Agora, Santa
Rosa de Lima sabe que a economia da madeira deve se dar dentro da lei. E sabe que se deve respeitar cada área com
remanescentes da Mata Atlântica. Tudo isso para não acabar com um dos grandes potenciais para o futuro do município:
suas belas paisagens naturais, sua flora e sua fauna.
Na agricultura, Santa Rosa de Lima passou da roça de toco para a lavoura química e, depois, avançou para a agricultura orgânica. Hoje, o município é reconhecido no estado, no país e até no estrangeiro, pela sua produção em escala comercial de alimentos livres de agrotóxicos e de fertilizantes de síntese química, sendo modelo para outras cidades e regiões.
Destaque-se que, em alguns casos, infelizmente, a relação da economia com os recursos naturais continua sendo feita de forma muito precipitada e com uma visão de curto prazo. Um dos exemplos é o das pequenas centrais hidrelétricas
(PCH). É verdade que elas podem gerar uma das energias mais limpas produzidas pelo homem. Na escala com que foram
implantadas aqui, entretanto, elas vão é causar sérios danos ao meio ambiente e à população. É uma pena que só agora,
quase tarde demais, este tema está sendo discutido pela comunidade. Mas, antes tarde...
Tudo isso faz parte da Santa Rosa que completa os seus 51 anos. E tem muito mais. O município fornece internet de
graça para todos os moradores de todas as suas localidades. Fez parcerias com instituições internacionais como a IAF
(Fundação Inter Americana), que auxiliou na restauração da igreja na comunidade de Santa Catarina. Tem como trunfo
sua cultura, a sua gastronomia, o agroturismo, as pousadas, as exuberantes paisagens.
Desta maneira, a Santa Rosa de Lima com 51 anos e em sintonia com o século 21 pode se orgulhar de ter sido um
município que, no passado, parecia condenado ao esquecimento e ao abandono.
Os depoimentos coletados ajudam a mostrar que essa mudança de perspectiva está ligada a sua gente. Gente que
tem vontade de fazer acontecer; que tem capacidade de criar e trabalhar; que tem orgulho de ter nascido e sido criado
por aqui; que tem lembranças do passado e desejo de construir o futuro.
Impressões
“Quando meu avô, o Francisco Willemann, fez a casa
dele, a madeira foi toda serrada a braço e puxada nas
costas e no carretão. Chegando no Daniel Schulz, ainda
tinha que passar o rio com a madeira amarrada em corda.” (Eugenio Volnei Baumann, 56 anos, aposentado)
“Gosto de morar em Santa Rosa porque é um lugar
tranquilo, ainda com pouca violência. E o custo de vida
é bom. Eu adorava ser professor aqui.”
(Salesio Eller. 57 anos, professor aposentado)
“Santa Rosa me remete à infância. Foi onde nasci e me
criei. Ela me aproxima da natureza.”
(Leandro Richard da Silva, 34 anos, gerente comercial,
mora em Araranguá)
“Até já morei em outras cidades como Tubarão e Blumenau, mas não troco a tranquilidade de Santa Rosa
por nenhum outro lugar.”
(Maria Goretty S. da Silva, 57 anos, pensionista)
“Na inauguração do salão paroquial na Santa Rosa, a
banda começou a tocar e, como era quaresma, ninguém queria dançar. Tinham medo de criar rabo. Aí
eu disse pr’á minha mulher: se na terceira música ninguém dançar, nós vamos. Deu a terceira música e ninguém foi. Eu e a mulher fomos e, assim, inauguramos
o salão.”
(Nazareno Mendes, 54 anos, vigilante noturno)
“Quando eu estudava à noite, aqui na Santa Rosa, depois da aula tinha que esperar a Kombi levar os alunos
da Fátima primeiro. Prá depois ela levar a gente. Enquanto isso, ficávamos na frente da igreja conversando. Às vezes, bebendo...”
(Alexandre Tenfen, 36 anos, vendedor)
“Moro aqui em Santa Rosa porque sou obrigado. (risos) Brincadeira! Gosto daqui. Nasci aqui. Me criei aqui.
Nem sei como é morar em outro lugar.”
(João Neckel, 53 anos, agricultor)
“Vim para cá em busca de experiência profissional e
acabei gostando de Santa Rosa pela segurança e tranquilidade. Encontrei aqui o grande amor da minha vida
e construí minha família.”
(Edimilson Tavares Elias, 52 anos, médico veterinário)
“Santa Rosa é um lugar calmo. Sem uma coisa que eu
odeio que é trânsito. Aqui tem fácil acesso ao poder
executivo e, apesar de ter pouca oportunidade de trabalho para crescer, é bom viver aqui.”
(Ricardo Eller, 19 anos, estudante)
“Gosto de morar na Santa Rosa por ser sossegado. Nos
finais de semana, entretanto, gosto de sair com os amigos, prá quebrar a rotina.”
(Edimar Kulkamp, 24 anos, estudante)
“Gosto de me reunir com os amigos de infância para
um churrasco e para relembramos algumas histórias e
aventuras que fizemos em Santa Rosa.”
(Heitor Boing, 19 anos, estudante)
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“Aqui é muito sossegado. As pessoas são mais gentis
e humanas. Apesar das dificuldades, não troco Santa
Rosa por nada.”
(Auvina Mello Rocha, 61 anos, aposentada)
“Há um tempo, aqui na Santa Rosa, se reuniram 21
amigos que formaram a operação “Comando Grama”.
O evento foi realizado num pasto lá na Pitinga e foi
alegria e diversão durante dois dias.”
(Lenoir Schlickmann, 47 anos, administrador escolar)
“Gosto da liberdade que se tem em Santa Rosa.Posso
dormir e andar descansado por aí. Coisa que na cidade
grande não dá... Gosto de trabalhar na roça também.
Mas, por causa da saúde, não posso mais.”
(Renito May, 57 anos)
“Gosto de trabalhar, de conversar com os amigos, andar a cavalo, comer um churrasco, do contato com a
natureza. Todas essas coisas que aqui na Santa Rosa
ainda se faz com tranquilidade.”
(Auventino Soares, 45 anos, microempresário)
“Na época da revolução de 30, dos gaúchos com os
paulistas, os gaúchos passaram por aqui pela Santa
Rosa indo prá Garganta. E o pai afundou uma balsa
que nós tínhamos, com medo deles virem querer matar
boi nosso prá comer. Pois eles faziam isso.”
(José Schmitz, 86 anos, aposentado)
“Eu adorava brincar de boneca, quando criança.Geralmente, brincava sozinha. Às vezes, quando os meninos
deixavam, eu brincava com eles de canoa ou de carretilha. Lá na Pitinga.” (Fridiani Eller, 30 anos, pedagoga)
Gosto de morar na Santa Rosa porque ela é pacata,
tem segurança. A gente conhece quase todos que moram aqui. E sem sair de casa, posso respirar ar puro e
beber água mineral.”
(Alexandre B. Michels, 20 anos, microempresário)
“Eu gosto da Santa Rosa porque é bonita e limpa. E
porque a gente pode andar por ai sem se preocupar.”
(Yara da Silva Soares, 11 anos, estudante)
“Gosto de Santa Rosa por que é um lugar tranquilo,
onde todas as pessoas se conhecem. Tem também inúmeras belezas naturais. Há uma coisa ruim: aqui não
se tem muitas oportunidades de emprego. Mas fora
isso é bom morar aqui.”
(Josiel Roecker, 20 anos, estudante)
Mulheres
Nesta primeira edição, que sai exatamente
no mês que é delas, o Canal SRL presta uma
homenagem a todas as mães de Santa Rosa
de Lima: mães agricultoras, mães professoras, mães estudantes, mães trabalhadoras,
mães empreendedoras, mães que tocam
pousadas, mães vovós, mães tudo...
Como é também aniversário do município nos fizemos
a pergunta: como era ser mãe na Santa Rosa de Lima nos
primeiros tempos? Primeiro, era preciso casar, quase sempre
bem moça. Aí, logo vinha a gravidez. Dona Valda, hoje com
76 anos, conta que quando era criança, as mães nem tocavam neste assunto. De gravidez não se falava. As barrigas
eram escondidas embaixo de largos vestido e aventais. “O
assunto não era comentado com as crianças. Só as mulheres
falavam entre si, e em murmurinhos. Acredito ser por causa
da sexualidade, que até hoje ainda é um tabu”, relembra
Dona Valda.
Quando em alguma casa uma mulher entrava em trabalho de parto, as crianças eram levadas para dormir fora, em
alguma família vizinha. Quando voltavam o bebê já estava
lá. Dona Valda conta que as explicações eram bem engraçadas:“Eu, por exemplo, fui “achada” embaixo de uma figueira
que tinha do lado da ponte. Alguns ‘eram achados’ no quintal, na cabeça de um repolho, em uma bananeira. Até que
veio a tal cegonha, que se tornou a responsável por todos
aqueles bebês ‘aparecidos’. Hoje, parece muito engraçado,
mas a gente acreditava. Até em cegonha, que nunca se viu
por aqui”.
E como nasciam bebês naqueles tempos. Era comum a
mulher dar à luz a uma dezena de herdeiros. Duas eram
as razões principais. Primeira, adotar qualquer método anticoncepcional era visto como um pecado; e as mulheres,
quase todas devotas, temiam a punição divina. Segunda, era
importante a produção de mão de obra, quanto mais filhos
tinha a família, mais força de trabalho ela teria.
E os partos. Ah, os partos. Estes eram verdadeiras aventuras. Tanto para as mães quanto para as parteiras. Dona
Eliza e Dona Benedetta, também mães, em lombo de cavalo,
desafiavam chuvas e tempestades, noites e escuridão para
honrar o juramento que tinha feito: “Juro ser polivalente, jamais deixar morrer uma paciente por falta de atendimento”.
Muitas vezes, com o seus próprio rebento no colo.
E as mães, que riscos e desafios passavam para parir.
Hospital muito longe, partos caseiros, pouco ou nenhum
acompanhamento pré natal, riscos de complicações. Nos casos extremos, tinham que ser carregadas nas tais brandas
(macas) até a ajuda mais próxima.
Depois, os cuidados e tabus. A reclusão em quartos fechados. Na primeira semana, nem pensar em lavar a cabeça.
Logo, a vida seguia e, em pouco tempo, vinha mais uma
gestação. Sempre com muita roça para “ajudar”, louça para
lavar, casa para arrumar, marido e muitos filhos para cuidar.
E as mães dessa Santa Rosa de Lima que completa 51
anos. Jogam bola, andam de moto, de cavalo, fazem rafting,
dançam, transam por indicação médica. Exibem suas barrigas de grávida com o maior orgulho. Usam os mais diversos
métodos anticoncepcionais e ainda que alguns ainda digam
que é “pecado”, têm em média “apenas” dois filhos. Fazem
acompanhamento médico desde os primeiros sinais e dão
à luz por cesariana com data marcada no hospital de Rio
Fortuna ou Braço do Norte. São mães modernas, trabalham
fora, estão conectadas com o mundo através das redes sociais. Um turbilhão.
Com os filhos, alguns dizem que tudo parece mais fácil.
Divide-se mais com o companheiro o cuidar dos filhos. Existe
a creche e se a jornada de trabalho é diferente a contratação
de babás pode ser uma solução.
Os tempos mudaram, mas os desafios e preocupações
de mães nunca findarão. Hoje o risco está nas drogas, nas
grandes velocidades dos automóveis e motos, nas ilusões
do filho que quer ir pra cidade grande, na preocupação com
uma educação de qualidade.
Mas a unanimidade é certa. Todo sacrifício é superado ao
se ouvir aquele primeiro chorinho. Considerado o som mais
lindo que uma mãe pode ouvir. O dia em que a obra-prima
e sua autora começam a trilhar o destino de filha ou filho e
mãe.
Feliz Dia das Mães!
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
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Nosso Chão
Antes de tudo, saudamos o Canal SRL como um novo instrumento de
comunicação entre as organizações da sociedade civil e todos os santarosalimenses. Nesta primeira edição, vamos publicar dois editais.
A partir das próximas, “conversaremos”, neste espaço, com nossos
associados e com os leitores dessa bem vinda publicação. Até Breve!
Estado de Santa Catarina
Município de Santa Rosa de Lima
Edital de Convocação de Assembleia Geral Ordinária
Edital Nº 01/2013
O Coordenador do SINTRAF - Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Santa Rosa
de Lima/SC no uso de suas atribuições e no disposto dos artigos 12º, 13º, 50º e 51º do Estatuto Social convoca todos os associados para a Assembléia Geral Ordinária da entidade que será
realizada no dia 16 (dezesseis) de maio de dois mil e treze às 19:00 horas tendo como local o
Centro de Convivência (salão velho) sito à Rua Germano Hermesmeyer, S/N, nesta cidade para
deliberarem sobre o seguinte:
1º - Prestação de contas do exercício de 2012;
2º - Eleição para a Coordenação Municipal e Conselho Fiscal da entidade;
3º - Outros.
Para efeito de quorum a entidade conta com 210 sócios.
Santa Rosa de Lima, 30 de abril de 2013.
Luiz Schmidt
Coordenador Municipal
A partir da segunda edição, você leitor terá o seu espaço de expressão
direta no nosso Canal SRL. Envie seu comentário com opiniões, manifestações, críticas, sugestões e tudo mais o que você quiser dizer para Santa Rosa
de Lima.
Por questões de espaço e clareza, o Canal SRL se reserva o direito de
publicar apenas uma parcela dos comentários recebidos. Da mesma forma,
poderá publicar trechos deles.
Somente serão considerados remetentes que informarem o nome, endereço, telefone e profissão.
Não serão aceitos comentários que atentem contra as leis brasileiras.
Assim, serão rejeitados comentários que:
Sejam falsos ou não tenham fundamento;
Invadam a privacidade de terceiros ou tenham o objetivo de prejudicar
alguém;
Promovam qualquer forma de fanatismo político ou religioso;
Favoreçam racismo contra grupos de minorias, discriminando pessoas ou
etnias;
Promovam a discriminação ou ações que incitem a violência;
Explorem o medo e a superstição;
Tenham conotação publicitária, promocional ou de propaganda;
Desrespeitem valores ambientais.
Envie seus comentários para: oroncodobugio@yahoo.com.br
Correio: Editora o Ronco do Bugio. Estrada Geral das Águas Mornas.
Estado de Santa Catarina
Município de Santa Rosa de Lima
Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
Edital de Convocação para a Eleição da Coordenação Municipal e do Conselho Fiscal do SINTRAF
de Santa Rosa de Lima/SC
Edital Nº 001/2013
O Presidente da Comissão Eleitoral do SINTRAF de Santa Rosa de Lima/SC Sr. Sebastião Vanderlinde, no uso de suas atribuições legais e no disposto nos artigos 52º, 53º e 54º do Estatuto
da Entidade, deixa público, que convoca seus associados aptos para a inscrição de chapas que
concorrerão às eleições da Coordenação Municipal e do Conselho Fiscal do SINTRAF-SRL, que
ocorrerão de acordo com as normas previstas no Estatuto Social da Entidade e o disposto no
presente Edital.
Art. 1º - A eleição dar-se-á por votação a ser realizada no Centro de Convivência (salão velho)
sito à Rua Germano Hermesmeyer, s/n, Centro de Santa Rosa de Lima/SC, no dia 16 (dezesseis)
de maio de 2013, das 19:00 horas às 21:00 horas impreterivelmente.
Art. 2º - Poderão votar e ser votados os(as) associados(as) que estiverem em dia com as obrigações legais disposto no estatuto social.
Art. 3º - A votação se destina a eleger chapa completa mínima conforme artigos 20º e 31º do
estatuto social, a saber:
- Coordenador Geral;
- Secretário Geral e Comunicação;
- Coordenador de Finanças e Administração;
- Coordenador de Desenvolvimento Local e Produção;
- Coordenador de Políticas Públicas e Sociais;
- Coordenador de Formação;
- Coordenador de Organização Sindical;
- Coordenador da Comissão de Gênero;
- Coordenador da Comissão de Jovens;
- 03(três) membros suplentes;
- 03(três) membros efetivos do Conselho Fiscal;
- 03(três) membros suplentes de Conselho Fiscal.
Art. 4º - Serão aceitas somente inscrições de chapas completas.
Art. 5º - As inscrições das chapas serão feitas junto à comissão eleitoral na sede do Sindicato sito
à Rua Germano Hermesmeyer, s/n, centro de Santa Rosa de Lima, até às 11:30 horas do dia 13
de maio de 2013, mediante preenchimento de requerimento com a apresentação dos documentos
previstos no artigo 58º do estatuto social.
Art. 6º - Para efeito de quorum, a entidade conta com 210 associados.
Santa Rosa de Lima, 30 de abril de 2013.
Sebastião Vanderlinde
Presidente da Comissão Eleitoral
Dia 12 de Maio: Missa em honra as mães na igreja matriz de
Santa Rosa de Lima, as 8:30h.
Dias 12 e 13 de Maio: Festa em honra a Nossa Senhora de Fátima (veja programa na coluna da comunidade Nova Fátima).
Anote
aí !
Dia 24 de Maio: Bingo Beneficente Clube de Mães Em Busca de
Novas Amizades - Águas Mornas, no Balneário Paraíso das Águas,
às 19:30h. Serão sorteados 30 prêmios. A cartela cheia ganhará
uma TV de 14 polegadas.
Dia 24 de Maio: Conferência Municipal das Cidades – às 9 horas.
Divulgue suas reuniões, festas e eventos
em Santa Rosa de Lima.
Envie as informações para:
oroncodobugio@yahoo.com.br
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
COMUNIDADE
Rio dos Índios
Kelin Dutra | Ivonete Walter Dutra
Nesta coluna, escreveremos sobre toda a linha do Rio
dos Índios. Os santarosalimenses sabem que estamos
agrupados em três comunidades: a Cabeceira do Rio dos
Índios, também conhecida como “dos Wiemes”; o Alto Rio
dos Índios, como “dos Dutra”; e o Baixo Rio dos Índios,
que era chamado de “Quatro S”.
O nome de nossa comunidade vem, justamente, por
serem terras habitadas pelos índios. Até hoje, é muito comum encontrarmos, nas roças, flechas e outros indícios
da vida deles por aqui.
A economia provém da agricultura familiar, com destaque para o gado leiteiro. Em agroindústrias, podemos
destacar o Laticínio Geração. O ramo madeireiro tem forte
papel na comunidade e na sua subsistência. Antigamente,
o plantio de fumo também tinha grande destaque. Hoje,no entanto, são pouquíssimas as famílias que ainda cultivam o tabaco.
Para o nossos encontros, contamos com uma área de
lazer com campo de futebol, cancha de bocha, salão de
festa e bar. Na igreja, fazemos nossa celebração a cada
domingo. No primeiro sábado de cada mês, temos missa
às quinze horas.
Nossa comunidade sempre foi um lugar calmo. Bom
de viver. Atualmente, contudo, o tráfego de caminhões
que transportam argila tem nos preocupado e tirado nosso sossego. A comunidade de Rio dos Índios é cortada
pela estrada que desce da Santa Bárbara até o centro do
município ficando, assim, na rota da extração e expedição
de argila.
O sobe e desce constante de caminhões aumenta em
muito os riscos de acidentes para motos, automóveis e
outros veículos dos moradores locais. O excesso de poeira
também é um fator que incomoda muito os habitantes
do Rio dos Índios. Ainda estamos na expectativa de que
a empresa, pelo menos, disponibilize um caminhão pipa
para molhar o leito da estrada. Mas a paciência tem limites. Como moradores, temos que nos mobilizar e exigir
nossos direitos.
Ponha bocha na sua agenda
A prática da bocha é uma tradição e uma atividade de
esporte e lazer importante na maioria das comunidades
de Santa Rosa de Lima. No Rio dos Índios não poderia
ser diferente.
No dia 4 de abril teve início o nosso sexto campeonato
anual de bocha. Esta edição conta com 22 duplas convidadas e está organizada em três fases mais a finalíssima.
Na primeira, todo mundo joga com todo mundo e se classificam as 16 duplas com maior pontuação. Na segunda
fase, serão constituídas quatro chaves com quatro duplas
cada. As duplas da Chave A enfrentarão as da D; e as da
Chave B jogam contra as da C. Classificam-se duas duplas
por chave que, no sistema de “mata-mata” da terceira
fase, disputam as duas vagas de finalistas. A finalíssima,
prevista para o mês de julho, revelará a dupla campeã.
O sucesso dos cinco anos anteriores já vem se repetindo em 2013, o que só consolida o campeonato do Rio
dos Índios. As rodadas são sempre as quintas, sextas e
sábados.
Venha prestigiar os jogos. E confraternizar conosco.
Fique ligado:
Acompanhe nossa coluna.
Propostas de habitantes do Rio dos Índios sobre temas
a serem abordados e sugestões de melhorias serão sempre bem vindas. Até a próxima edição!
Wilson Feijão Schmidt
Meine Meinung
Minha Opinião
Wilson Feijão Schmidt
Não faz mal. Não faz mal. Limpa com jornal...
O jornal ainda é um meio de comunicação que
tem uma credibilidade de fazer inveja. Houve tempos em que as pessoas só acreditavam nas notícias
quando publicadas no jornal. E se alguém duvidasse,
sempre haveria por perto quem dissesse de forma
categórica: “isso está no jornal!” Virava verdade.
Como afirma o jornalista Franklin Martins, os jornalistas e os jornais têm um contrato informal com a
sociedade. É esse acordo não escrito que garante a
eles o privilégio de ter acesso a informações de caráter público, o respeito ao sigilo das fontes, uma certa
tolerância no caso de transgressões à privacidade de
terceiros se houver interesse público relevante em
jogo, o direito de fazer perguntas e cobrar respostas,
o direito de divulgar o que apuram ou pensam. Isso
é o que se chama de liberdade de imprensa.
Não é preciso dizer que saudamos vivamente o
surgimento de um jornal santarosalimense com os
princípios editoriais e os compromissos de independência do Canal SRL. Assim, após ver transacionado o espaço de opinião que mantinha em outra
publicação, este humilde escriba passa a ser colunista autorizado desta publicação. E julga importante, neste momento, desvendar o funcionamento dos
jornais regionais no país.
O tripé
Primeiro, é preciso lembrar que esses jornais regionais têm equipes de redação minúsculas. Depois,
que eles adotam políticas comerciais e de captação
de recursos bastante agressivas. São vistos pelos
seus donos como simples negócios que, ademais,
devem ser muito lucrativos. Só a publicidade (e alguns jornais parecem mais um folheto de propaganda) não é julgada suficiente por esses empresários
da comunicação. Eles querem “parcerias” com as
prefeituras.
Na outra face da moeda, há os políticos que assumem as administrações municipais e que desejam
uma cobertura favorável aos seus governos ou desgovernos. Mais do que isso, esses políticos fazem
tudo para evitar qualquer investigação jornalística
séria. E detestam opiniões contrárias às deles.
Para juntar essa duas pontas, existem as agências de propaganda, que repassam recursos de um
para o outro, sem que essa movimentação financeira
apareça de forma transparente nas contabilidades da
prefeitura e dos jornais. É claro que nesse repasse
fica uma comissãozinha.
O funcionamento da engabelação
O jornal reserva um espaço para as prefeituras e
recebe dinheiro por isso. As assessorias de imprensa
das prefeituras, seguindo uma linha “chapa branca”,
preparam as “notícias” para o jornal. Este recebe a
matéria por correio eletrônico e a publica sem qualquer trabalho de reportagem ou análise de relevância. Na verdade, esses textos chegam às redações
como um copo de água para um sedento. Neste processo, não há espaço para o compromisso com o
leitor. Neste esquema não se ouve o outro lado. As
informações não são verificadas ou conferidas. Não
há trabalho de investigação ou reportagem. Na quase totalidade das vezes as matérias não são nem ao
menos editadas. Com seus erros factuais e gramaticais, tal qual como chegaram por e-mail, são postas
diretamente nas páginas que serão impressas. E são
esses empresários de comunicação e os políticos que
destinam dinheiro público para tal engabelação que
ainda querem nos dar sermões sobre boas maneiras
e boas práticas em jornalismo.
O resultado e a postura do leitor
Aí, nós lemos essas“notícias” assim produzidas
e acreditamos que elas são reais porque estão publicadas em um jornal. E,por consequência,que os
princípios jornalísticos teriam sido cumpridos.
Sabendo disso, a partir de agora leia os jornais
regionais com mais atenção. Seja mais crítico. Reflita
se o contrato informal que esses jornais deveriam ter
com a sociedade está sendo cumprido.
Estrangeiro?
Duas “ôtoridades” de Santa Rosa de Lima – um
rio-fortunense e um são-martinhense – têm insistido
muito que esse colunista é estrangeiro; que não é
daqui. Eu gosto muito de uma história que se conta sobre Carlos Gardel, o maior cantor de tango de
todos os tempos. Havia uma dúvida se ele havia
nascido no interior do Uruguai ou na França. Ou
seja, diziam que ele não era argentino nem porteño.
Quando perguntado sobre isso,Gardel respondia: “–
Eu nasci em Buenos Aires, aos dois anos e meio de
idade”. Ouçam, então, senhor rio-fortunense e senhor são-martinhense: eu nasci em Santa Rosa de
Lima, aos 40 anos de idade! E por isso, me considero
santarosalimense.
Assim, não se escondam atrás da xenofobia e
argumentem seriamente. Seriam capazes para isso?
Esta é uma coluna de opinião,
de responsabilidade total de seu autor.
O Canal SRL não necessariamente partilha
os conceitos nela emitidos.
11
Vitrine
CDL/NDL
Anitápolis/Santa Rosa de Lima
Parabéns e apoio a esta iniciativa.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anitápolis e o Núcleo de Dirigentes Lojistas de
Santa Rosa de Lima parabenizam a Editora
O ronco do bugio pela iniciativa de criação
do Canal SRL. Essa publicação já nasce
como um meio de comunicação importante
não somente para Santa Rosa de Lima, mas
para toda a região. A criação de um jornal
local sempre foi um dos objetivos desta
CDL. Assim só podemos apoiar essa iniciativa com notícias, informações e divulgações
da própria cidade.
É de suma importância que a população saiba, de forma transparente e correta,
das informações que circulam no município.
Isso faz gerar uma maior integração entre a
própria comunidade, produzindo debates e
formando opiniões sobre os mais diversos
assuntos. O município cresce quando sua
população toma conhecimento dos fatos
e cria um senso crítico sobre os assuntos
de seu cotidiano. Para tanto, nada melhor
do que um jornal, um dos primeiros e mais
eficientes meios de comunicação já criados
para proporcionar esse conhecimento e, por
consequência, para favorecer o desenvolvimento local e regional.
Para os lojistas da cidade, o Canal SRL
significa ainda a abertura de um novo e bom
espaço para levar à população a ideia de valorização do comércio local. E para divulgar
a qualidade dos serviços que eles prestam.
Por isso, a CDL de Anitápolis e o NDL de
Santa Rosa de Lima demonstram, de forma
incisiva, seu apoio ao Canal SRL. Mais do
que isso, esperam tornar cada vez mais firme esta parceria.
Parabéns aos idealizadores e sucesso a
todos os colunistas e colaboradores.
Fernando Kirchner de Souza - Presidente
CDL Anitápolis
Taxa de juros deve continuar subindo
Cresce a convicção no governo de que
o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá manter a prática de elevar a taxa Selic
para evitar o aumento da inflação. No dia 17
de abril, o comitê decidiu elevá-la em 0,25
ponto percentual, para 7,5% ao ano. O colegiado do Copom entendeu que era preciso
neutralizar os riscos de que a inflação continue alta, principalmente no próximo ano. A
maioria dos seus membros considerou que,
hoje, a inflação mostra resistência.
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Vasconcelos
Araújo, ressaltou que embora reconheça
que a inflação e as projeções para os preços
estejam elevados, não há descontrole. “Vou
discordar daqueles que argumentam que a
inflação no Brasil está fora do controle. Não
está nem estará”. Fonte Site FCDL/SC
Empresários defendem fim da Substituição Tributária
Audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado serviu
para a defesa da extinção da substituição
tributária. Previsto em lei, o mecanismo é
usado na cobrança do ICMS. A substituição
atribui a um contribuinte a responsabilidade
pelo recolhimento de um tributo relativo a
fato gerador praticado por terceiro. Para o
presidente da Confederação Nacional das
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva, a substituição tributária nunca deveria ter nascido e representa uma “falta de consciência”
com o setor que mais gera emprego no país.
Ele também defendeu a revisão das alíquotas do Supersimples. “São muito altas. Começa com 4% e vai até 11,75%. A micro
e a pequena empresa têm custo fixo, alto,
com energia, funcionário, aluguel. Queremos pagar o que o segmento pode pagar. A
burocracia é muito alta. Queremos ser formais, legais, pagar impostos, não pedimos
isenção. Mas queremos pagar aquilo que
é possível pagar. No final, o segmento vai
para a informalidade e a sonegação, o que
não queremos de forma alguma”, afirmou.
Representante do Sebrae, Bruno Quick
disse que vêm sendo mantidos contatos
com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para a resolução desses conflitos. “Há relação direta e inversa
em termos de crescimento da cobrança do
ICMS e o ritmo de crescimento das pequenas empresas nos estados”. Como solução,
ele apontou o resgate dos princípios da
substituição, a seleção de produtos a serem
contemplados com o mecanismo, a autorização de pautas regionais, o uso intensivo
da nota fiscal eletrônica, a educação fiscal
e o tratamento diferenciado das micro e
pequenas empresas, que representam 99%
das empresas nacionais e respondem pela
geração de 54% dos postos de trabalho no
país. Fonte Site FCDL-SC.
Reconhecimento
Ousar criar um jornal independente nunca é fácil. Fazê-lo em um
pequeno munícipio rural sem uma
prática consolidada de anunciar
em órgãos de mídia fazia com que
tal tarefa parecesse impossível.
Por isso, a Editora O ronco do
bugio e a equipe do Canal SRL
reconhecem de público a sensibilidade e a aposta que fizeram os
empreendedores de Santa Rosa
de Lima.
Sem ter visto sequer um primeiro número do jornal, souberam
perceber a importância de uma
publicação local. Todo o espaço
de publicidade foi comercializado
rapidamente.
Isso nos animou e aumentou
nosso desafio de oferecer um produto da mais alta qualidade.
Esperamos que os anunciantes
avaliem positivamente o resultado
do nosso esforço.
Partilhamos o desejo manifestado pelo CDL Anitápolis / NDL
Santa Rosa de Lima de que essa
parceria seja duradoura.
Juntos, iremos
estimular a reflexão, a leitura e a
sustentabilidade da
nossa Santa Rosa
de Lima.
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
Patrimônio
Santarosalimense
Atafona dos Fortunato: um patrimônio que não pode virar farinha.
Um desavisado que passa pelo Santo Antônio certamente vai deixar para trás, sem sequer notar, um
tesouro cultural e arquitetônico.
Chegando à sede da comunidade, não pegue a direita para a ponte, mas a curva à esquerda. Logo, há
outra. Bem nela, à beira da estrada, se vê um pequeno galpão. Em seguida, mais afastada para o fundo,
uma casa. Depois, uma cruz e uma edificação. Todas de madeira. Só a última recebeu pintura. O galpãozinho é uma garagem que guarda um velho jipe. Na casa, mora a família Fortunato: Seu Divo, Dona Ernestina
e a filha Cleimar. A casinha branca serve de igreja aos habitantes do local.
O conjunto dessas construções acaba por esconder uma edificação rústica, também em madeira de lei,
daquelas serradas a braço. As telhas são de barro e no formato de goivo. Estão enegrecidas pelo tempo.
De fora, nada de mais.
O espanto do visitante ocorre quando abre uma porta feita com o mesmo tipo de tábuas. Descortina
um engenho de farinha de mandioca, uma atafona para produzir fubá e uma pila para descascar arroz que
convivem ali, em uma disposição apertada, há mais de 50 anos. Tudo praticamente como sempre foi.
O encantamento só aumenta quando Dona Ernestina sobe em uma espécie de mezanino, acima do solo
pouco mais de um metro. Lá, manejando uma régua com pregos que servem de regulagem, aciona através
de uma longa e fina travessa de madeira a roda d’água que fica nos fundos. Um barulho de água jorrando
é logo seguido de um ronronar de engrenagens, correias e discos menores girando e fazendo a transmissão
da energia gerada.
A reação é imediata. O visitante busca rapidamente uma forma de chegar ao fundo do engenho e ver
a roda em movimento. Os sinais do tempo são claros. Mas aquela bela estrutura, que parece saltar de um
livro de história, continua, ainda hoje, cumprindo sua função. Graças aos cuidados do Seu Divo. A calha, que
trás a água desde a barragem distante do engenho, parece decoração. Flores, musgos, samambaias a ela
fixados fazem pensar em um arranjo de floricultura de cidade, daquelas para gente bem rica.
Voltando ao espaço do engenho, é possível ter muitas explicações da Dona Ernestina, que durante muito
tempo respondeu sozinha pelo funcionamento da moagem. E ouvir histórias e comparações com o passado.
Da época em que todo mundo por ali plantava, colhia
e, de tempos em tempos, ia até o engenho para beneficiar seus produtos para o gasto da família. A dona do
moinho cobrava em dinheiro pelo serviço e todo mundo
ficava contente. – Hoje, o pessoal só quer luxo e comprar em mercados, lamenta Ernestina.
Há muito tempo o rendimento da família com a moagem é insignificante. Apesar disso, os Fortunato prestam um grande serviço à Santa Rosa de Lima e aos
santarosalimenses, preservando esse conjunto arquitetônico e cultural.
Seu Divo diz-se desacorçoado. Às vezes, pensa em
deixar tudo e ir morar “na Santa Rosa”. Dona Ernestina parece receber a energia da roda d’água e de suas
lembranças do passado e dá um jeito de adiar qualquer
mudança. Cleimar nutre a expectativa de construir uma
atividade que proporcione a ela renda e razão para ali
permanecer. A possibilidade de receber visitas ao engenho e de servir refeições faz com que ela olhe à frente.
É fácil perceber, contudo, que se está em uma corrida contra o relógio. Se nada for feito brevemente para
apoiar os Fortunato, Santa Rosa de Lima vai perder sua
última atafona com moinhos de pedra em condições de
funcionar e de manter esse conhecimento. Se a roda
d’água não receber manutenção logo ela cairá. Se a
calha não for revisada irá ao chão. A barragem teria se
rompido no ano passado, se não fosse a teimosia e o
gasto do Seu Divo e o apoio dos vizinhos.
Os sinais são evidentes de que é preciso uma ação
de apoio rápida do poder público, da iniciativa privada
e das organizações da sociedade civil de Santa Rosa de
Lima. Esse apoio pode ser financeiro ou material. Além
disso, é preciso dinamizar aquela estrutura. Nenhuma
outra família que tivesse faturado R$ 350,00 em nove
meses com um engenho continuaria a cuidar dele como
os Fortunato o fazem. Eles são quase heróis.
Mas que pequenas iniciativas poderiam ser realizadas?
Professores afirmam que as três escolas locais poderiam visitar esse verdadeiro museu vivo e valorizar
o patrimônio do município. Dizem que lanches poderiam ser servidos pela família aos estudantes e que há
condições para remunerar esse tipo de serviço. Outros
educadores sugerem que nessas excursões seria possível fornecer um saco de milho para moer e cada criança levar para sua casa um quilo da farinha que viu e
ajudou a produzir. Seria uma bela lição de história, de
física, de matemática e, sobretudo, de vida. De novo,
os Fortunato poderiam ser remunerados pela moagem.
E pela aula!
A Acolhida na Colônia diz que está procurando incluir o engenho no circuito de visitas em articulação
com as suas pousadas. Um primeiro contato já foi feito com a família. Acenou, inclusive, com a possibilidade de fazer neste mês de maio uma atividade com os
“Amigos da Acolhida”. Trata-se de uma associação de
pessoas que moram na cidade e que buscam fortalecer
o agroturismo e a agricultura familiar e que, por isso,
vem promovendo almoços e outras atividades em propriedades de famílias que precisam ser estimuladas e
apoiadas. A vantagem do engenho é que já há muitas
coisas interessantes para os urbanos ver.
Da mesma forma, a atafona dos Fortunato foi incluída em projetos em que a Acolhida solicita financiamentos não reembolsáveis a organismos internacionais. Os
responsáveis por esse projetos alertam, entretanto, que
tais processos são concorridos e demorados.
O alerta já foi feito: há urgência! É importante que
todo e cada um santarosalimense se sinta responsável
por esse patrimônio, por animar e apoiar o Seu Divo,
por dar condições para que Dona Ernestina se mantenha “elétrica” e para que Cleimar construa o futuro dela
no Santo Antônio e possa sorrir mais.
13
Um olhar tímido, mas cheio de sonhos.
Cleimar é a única das quatro filhas que ainda reside com os pais. Hoje, relembra saudosa das brincadeiras de criança com os vizinhos
no Rio Santo Antônio e conta que a maioria deles foi embora para a cidade. Ela também já esteve fora por um tempo.
– Assim como muitas pessoas que conheço e que abandonaram o serviço e a vida no interior, fui morar em Braço do Norte, em busca de
alternativas e qualidade de vida, oportunidades de emprego e cursos, relata Cleimar.
Permaneceu lá por quatro anos e meio. Primeiro, trabalhou em uma padaria. Depois,numa malharia. Não conseguiu se adaptar à rotina.
Além disso, por saber controlar o que ganha e o que gasta, fez as contas e viu que, morando sozinha, pagando aluguel e comprando tudo no
mercado, nunca conseguiria fazer um “pé de meia” com o pequeno salário que ganhava. Decidiu, então, retornar à casa dos pais, em Santo
Antônio. Hoje, ajuda nos afazeres domésticos e na lida da roça.
Cleimar tem ares de uma menina tímida e insegura. Ao longo de uma conversa, mostra, entretanto, que aos trinta e um anos é uma mulher
vaidosa, que luta para fortalecer sua autoestima e que é cheia de sonhos.
Afirma que a formação que fez no Cedejor (Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural), concluída em 2009, abriu novos horizontes. E a
despertou para novas possibilidades de geração de renda no meio rural. Seu projeto era um empreendimento de agroturismo na propriedade
onde vive com Seu Divo e Dona Ernestina. Cleimar relembra:
– Tinha vontade de fazer um projeto de valorização, atrair turistas... Porque o engenho aqui, em vista de outros, é bem conservado, limpo e
organizado. E, aqui, os produtos ainda têm muito mais qualidade e são mais baratos do que no mercado.
A jovem empreendedora queria, desta forma, ganhar o seu dinheiro e fazer a história ser preservada, perpetuando um patrimônio que
aprendeu a valorizar. Na época, entretanto, a ideia não foi bem aceita pela família, porque implicaria em tomar um empréstimo para a reforma do
engenho e para preparar a propriedade para receber turistas. Seu Divo não gosta de fazer dívidas e teme por tudo a perder com financiamentos
e bancos. Cleimar acabou optando por propor ao Cedejor um projeto relacionado a um atelier de costura, já que também gosta de artesanato
e de moda.
Mas, como se mantivesse no fogão a lenha uma brasa sempre acesa entre as cinzas, Cleimar manteve nesses últimos anos o plano de
transformar a propriedade dos Fortunato em um atrativo turístico. Agora, parece que a ideia começa a fazer parte dos pensamentos do pai e
da mãe. Ao menos, eles já não dizem mais que isso é impossível. É possível que a chama esteja se produzindo. Cada santarosalimense pode
contribuir com um sopro suave. Perfil por: Ana Gabriela Reis e Gisele Hermermeyer.
Ernestina Honório Fortunato
nasceu há 64 anos na comunidade de Santo Antônio, onde vive até hoje. É uma mulher miudinha, mas com uma energia muito grande. Parece bem mais
jovem. Durante a entrevista, se movia e gesticulava constantemente. Os olhos sempre vivos e expressivos pareciam também querer falar.
Conta que ela e Seu Divo “se acharam” em um culto. Porque baile e festa, não iam. Foi se verem na igreja e começar a namorar, diz Ernestina. Namoro do jeito antigo, que durou três anos. Queriam
fazer casamento “de noivo e tudo”, mas o pai e a mãe acharam que eram muito novos para isso. Então, Ernestina com 16 anos e Divo com 21,“se mandaram” e foram morar juntos. Fugiram, como se
comentava à época. Depois, é que foram a pé até Anitápolis para “casar”. Moraram “mais p’rás bandas do Costão” e ficaram lá até que os filhos estivessem na idade de aula. Porque lá era ruim de escola
para as crianças. Aí mudaram para onde estão até hoje. Foram ser vizinhos de uma “escolinha novinha e pintadinha, que o governo tinha feito”.O interessante é que era muito perto da vida de criança
e das lembranças de
Ernestina. A casa que serviu de primeira escola para ela, hoje está dentro da propriedade e é onde Divo afia serras “para fora”. O conjunto de atafona, engenho
de farinha e pilador de arroz, que Ernestina chama simplesmente de engenho, já existia.
– Esse engenho está aqui desde que eu me conheço por gente. Quando eu era pequena, antes de eu estar na escola, a minha avó e o meu avô faziam farinha
aqui a noite inteira. Eu tinha uns seis anos e eles já estavam torrando farinha aqui.
Mais ou menos dezoito anos depois, Ernestina e Divo compraram o engenho para que a mulher tivesse“o que fazer”. Afinal, sempre se ocupara da roça.
Agora, “ia olhar as filhas estudar, mas e o que faria”?Qual seria o trabalho dela? Daí – e isso faz uns quarenta anos, começou a lidar com o engenho. Depois
das rocinhas “de empreiteira”, pilava arroz até de noite. A colonada plantava muito arroz, trazia bastante para o engenho e Ernestina pilava à noite. Também
moía milho até a hora de ir dormir. Naquele tempo tinha muita moagem, o que faz o período ser lembrado com saudades:
– Era muito bom, que não tinha muito luxo. Não tinha muita coisa de mercado. Era tudo da roça. Todo mundo plantava sua malha de batata, sua malha
de mandioca, sua malha de milho, sua malha de arroz e iam viver daquilo. Tinha família grande que gastava um saco de farinha de milho por mês. E vinham
moer aqui. Só eu que moía, porque meu marido trabalhava fora. Eles pagavam em dinheiro. Eu acho que era metade de um conto por saco.
A moleira diz que o que mais gosta é de moer milho e que prefere fazer a farinha mais fininha. Depois, nos mostra sorridente e com gestos precisos
como mexer em diversas regulagens“das pedras” para conseguir a finura.
E esse mesmo engenho traz lembranças doces da infância a Dona Ernestina. Mostrando o terreninho na frente do engenho, hoje preparado para
receber sua horta, afirma que ali ficava a produção de açúcar. Em seguida, nos explica com muitos gestos onde e como giravam os bois. Para finalmente,
com um olhar terno e um meio sorriso, nos contar:
– Eu e a gurizada vínhamos da escola, durante o recreio, e o dono do engenho estava fazendo açúcar. Aí, ele botava água dentro do forno, fazia
puxa-puxa e entregava para nós. Eram umas bolas de puxa-puxa...(mostrando com as mãos o tamanho)
Nós saíamos com aquelas bolas grandes, nos melando todos. E nós gostávamos tanto... Nunca vou
esquecer daquilo!
Um homem calmo e paciente. Conversador, mas conservador. Sua fala tranquila e sem muitos gestos não deixa muitas abas para perguntas. No início, olha
quase somente para o objeto da conversa: as serras e os instrumentos que usa para afiá-las. Essa é, hoje, a sua principal ocupação: “– Já amolei muita serra.
É dente por dente. As pequenas têm 120. E as maiores chegam a 166 dentes. Leva quase uma manhã pra amolar uma das grandes”. Como especialista no
assunto, explica o processo de amolação. Conta também que já andou muito pelas serrarias do Sul do estado fazendo estre trabalho. Com o tempo, resolveu
adquirir equipamentos próprios e se fixar em Santo Antônio, ao lado da esposa e da filha. No ano passado, sofreu com uma doença. O coração ficou inchado
(“deste tamanho”, e faz um gesto com as duas mãos). Por isso, diminuiu o ritmo: “vem um monte de gente me procurar pra fazer amola, mas eu nem pego,
porque é muito serviço”. Já se sente, contudo, bem melhor, “tomando certinho a medicação”.
Divo Fortunato
Esse é
, que está perto de completar 69 anos. E a vida dele parece, agora, focada no trabalho e no cuidado com a saúde. Trabalho
que é visto como se fosse remédio.
“– Um dia eu fui numa palestra e o homem disse que a depressão ataca quem fica parado”.
O trabalho é muito bom p’rá isso, receita Divo. Ao mesmo tempo, fica resmungão com diversas de suas atividades. Há o cuidado com a vaca, mas não toma
leite. Há o açude, que era para ser lazer, mas foi invadido pela braquiária e exige muitas roçadas.
Perguntado sobre o moinho, se diz “desacorçoado”:
“– Aquilo lá não tem mais jeito, não. Hoje, os caminhões de feira entregam a farinha [de mandioca], o arroz e o fubá na porta do agricultor. Ninguém mais
planta pra pilar ou pra moer. Anos atrás a pila de arroz funcionava até meia noite, hoje não dá mais”, lamenta Fortunato. Aliás, no princípio da conversa, tratou
com descrédito e desânimo qualquer referência ao engenho.
Todavia, o quadro muda bastante quando, já dentro do moinho, Seu Divo mostra as engrenagens, as polias e a roda d’água. A transformação só aumenta quando fala do eixo mestre, dos braços, das
gavetas, das cambotas e das madeiras que foram usadas em cada peça. Do que se faz para montá-las ou conservá-las.
“– A roda d’água aguenta por que de vez em quando eu dou uma arrumação. Agora, tem que trocar umas gavetas dela. Eu estou cuidando, senão ela já teria caído há muito tempo”.
E explica com ares de engenheiro e nos mínimos detalhes os reparos que precisam ser feitos para que tudo continue funcionando. Por trás dos óculos de grau que usa, é possível ver um brilho diferente
no seu olhar.
Um ar de abatimento é retomado, entretanto, quando compara o que gastou, há nove meses, para recuperar a represa e quanto tirou em moagem nesse período.
“– Eu gastei quase R$ 700 de madeira na barragem. E de moagem, de lá para cá, eu tirei R$ 355. Por causa disso, eu não queria mais fechar o açude e deixar isso aqui se acabar, cair de uma vez. Não
compensa!”
Ao ouvir que conserva esse patrimônio para todos os santarosalimenses e que esse esforço precisa ser reconhecido e muito valorizado,Seu Divo fica com a voz embargada e parece querer nos prevenir:
“– Aqui nessa região só tem essa atafona. Os outros pararam tudo!”
Ao se despedir, com um ar diferente de animação, dá certo alento à expectativa de ver aquele patrimônio arquitetônico e cultural preservado: “– Olha, eu vou ver se acho a madeira certa que preciso
para a reforma da roda d’água”. A impressão é de que foi mais um recado, que essa conversa precisa continuar. Há, portanto, esperança. Mas as indispensáveis iniciativas de apoio virão ainda em tempo?
14
ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
Eu conheço
SRL e Valorizo
COMUNIDADE
Rio Bravo Alto
Ideli Salvatti – Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais
da Presidência da República
Karla Folster | Ana Paula Vanderlinde | Júnior Alberton
A comunidade de Rio Bravo Alto teve papel fundamental na chegada dos colonizadores que se instalaram no município. Vindos à Santa Rosa de Lima, via São Bonifácio, os
imigrantes foram se fixando nessa localidade, por tratar-se
de um lugar com terras planas e ricas em água. Em outras
épocas, já se pensou inclusive que “a praça da Santa Rosa”
poderia ser no Rio Bravo Alto.
Os moradores da nossa comunidade ainda preservam,
fortemente, a língua alemã. Há muitas construções no estilo enxaimel, muito usado nas colônias germânicas. Apesar
da ação do tempo, existem, também, em nossa comunidade atafonas e engenhos de farinha e melado que poderiam
ser recuperados e preservados.
A igreja católica de Rio Bravo Alto é uma das mais belas
do município. Já a religião predominante em nossa comunidade é a protestante. O número de participantes supera
a dos católicos. Ficamos em uma área privilegiada, aqui
brota água mineral. O Balneário Paraíso das Águas, importante ponto turístico, fica em nossas terras. Temos a bela
Pousada Tenfen, que também atrai um bom número de
turistas. Temos uma associação de futebol de campo bem
reconhecida. Enfim, nossa comunidade é um lugar muito
bom de viver.
Revivendo o passado
Nesta nossa primeira coluna, vamos relembrar um episódio realizado no Rio Bravo, em 2006. Com o apoio do
professor Odair Baumann, um grupo de alunos da 2° série
do ensino médio realizou um trabalho de resgate da cultura
local. O trabalho resultou em uma exposição de fotografias,
de dinheiro e peças antigas, objetos e materiais indígenas.
Houve também a montagem de um quarto como eles eram
antigamente e a simulação dos casamentos de outrora.
Para Márcio, Karla, Renata, Rosane, Edson (Mentira) e Aline, os estudantes que participaram do episódio relatado,
foi uma forma de fazer com que não se perdessem as nossas tradições. E, assim, que as gerações atuais pudessem
saber como era a vida de seus pais e avós. Sete anos depois, fica a pergunta: o que nossas crianças sabem sobre o
nosso passado, nossa cultura e tradições?
Que a lembrança da prática proposta pelo “Tio Oda”
faça pensar os professores; que o relato desta pesquisa
escolar desperte os estudantes de hoje.
Produção orgânica no Rio Bravo Alto
Há mais de uma década, a família do agricultor Osmar Alberton cultiva e comercializa orgânicos. Associados à
Agreco (Associação de Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral) desde 1998, os Alberton têm a propriedade certificada pela Ecocert Brasil há sete anos. A família
destina dois hectares ao cultivo de uma grande variedade
de hortaliças e frutas. Para Osmar, produzir de modo orgânico, além de uma forma de se obter renda, respeita e
preserva a natureza. A saúde, tanto para quem consome,
quanto para quem produz, é melhor, afirma. Na propriedade, não se faz uso de agrotóxicos e outros produtos de
síntese química. Além da produção orgânica, a propriedade, que também é associada à Acolhida na Colônia, recebe
visitas de pessoas de diversas regiões, inclusive, de outros
estados. Estas visitas são, geralmente, de interessados em
conhecer de perto a forma de cultivo. Além disso, há também o turismo pedagógico. Nesse caso, grupo de estudantes buscam aprender conteúdos ligados à agroecologia e à
vida junto à natureza.
Torneio de laço movimenta Águas Mornas
A comunidade de Águas Mornas se transformou no final
de semana de 13 e 14 de abril. Um movimento anormal,
muitos cavalos e grande quantidade de tradicionalistas e
apreciadores do “tiro de laço” de toda a região. A causa
da mudança foi um evento para a inauguração do Piquete Velho Ernesto, que conta com uma boa estrutura para
camping, serviços de bar e cozinha. “Juninho Kuehl” e sua
equipe organizaram um torneio de laço, combinado com
muitas outras atrações. O clima foi de muita festa e confraternização. Esse evento serviu para mostrar que a partir de
agora os apreciadores deste esporte terão mais um destino
e que nós, jovens da comunidade, teremos mais algumas
oportunidades de lazer.
Há uns três ou quatro anos, eu e meu marido resolvemos fazer de carro e em apenas um final de semana prolongado,
um circuito que nos levasse de Florianópolis à Serra e da Serra ao mar.
Começamos por Urubici e depois descemos a Serra do Corvo Branco. Quando estávamos em Ayurê (Grão Pará), fizemos uma parada em uma unidade da Acolhida da Colônia. Lembrei-me, então, que ouvia falar muito do município de
Santa Rosa de Lima, da sua produção orgânica e de ser o berço do agroturismo em Santa Catarina. Recordei-me, também, dos insistentes convites do meu amigo Círio Vandresen para que visitasse o município, do qual ele só falava bem.
Resolvi conhecer Santa Rosa de Lima de um jeito diferente, sem agendas políticas, no contato direto com as pessoas.
Por sugestão de um agricultor da Acolhida, telefonei para uma pousada chamada Doce Encanto e fiz uma reserva para
aquela noite.
Ao chegar fui literalmente acolhida em uma unidade de agricultura familiar, por três pessoas especiais. Naquela noite,
tudo me marcou: a boa estrutura da pousada; o cuidado com cada detalhe; a comida colonial preparada com alimentos
produzidos na propriedade; o fato da família, jantar conosco e contar sua história de vida. Uma noite muito agradável!
No dia seguinte, depois de um café da manhã, também maravilhoso na pousada, visitei a Agreco e comprei alimentos
orgânicos. Já conhecíamos a marca e a boa reputação dos produtos dessa associação de agricultores familiares ecológicos. Mas é sempre um privilégio poder adquirir alimentos no local de produção e falar com quem é responsável por
fornecer aos brasileiros produtos saudáveis e de qualidade superior.
Desfrutei de bons momentos, em meio ao verde da mata, e de um ambiente agradável ao visitar as instâncias de
águas termais e a infraestrutura do local, com um excelente restaurante. O dia colaborava: havia um belo sol e o céu
estava completamente azul. Fizemos mais uma refeição saborosíssima e em seguida “descemos” para Laguna.
Foi, certamente, uma passagem rápida. Contudo, apesar do passar dos anos, continua representando uma boa e
permanente lembrança nas nossas vidas. São raros os meus dias de folga e ter o privilégio de conhecer uma cidade que
une bem-estar com desenvolvimento sustentável. E seu povo hospitaleiro é um orgulho.
Essa visita reforçou minha certeza de que as ações e políticas dos governos dos presidentes Lula e Dilma para valorizar
a agricultura familiar, a produção orgânica e alternativas como o agroturismo foram e são acertadas. E, por isso, precisam
continuar gerando renda, novas oportunidades de emprego e qualidade de vida.
Assim, eu posso afirmar: conheço e valorizo Santa Rosa de Lima.
Circuito
Laudir Coelhor - Presidente
CERAL
É com muita satisfação que, já a partir desta primeira edição do Canal SRL, a Ceral (Cooperativa de
Eletrificação de Anitápolis e Santa Rosa de Lima) partilha
deste esforço de comunicação social. Queremos fazer
deste jornal mais um “condutor” para estabelecer uma
“corrente positiva” com todos os nossos associados da
Capital da Agroecologia. Aproveitamos a ocasião histórica dos 51 anos de Santa Rosa de Lima para contar um
pouco como foi a chegada da “luz” por estas paragens.
Eletricidade por aqui era obtida com pequenos geradores. Mas iluminação para a maioria era na base da
lamparina de querosene. A vinda da energia elétrica foi
uma decisão do então governador do estado Ivo da Silveira. Primeiro, ele solicitou a realização de um estudo.
Em Anitápolis já existia uma pequena usina, mas os técnicos afirmaram que ela não era viável e que o melhor
seria trazer a energia de Braço do Norte.
Existia, contudo, um obstáculo: o número de consumidores da região não chegava nem perto do mínimo
exigido para realizar este tipo de obra. Mas a resposta do
governador foi a seguinte: “Pode ser 20, 30 ou 50 consumidores, não importa, vai ser feito” Foi muito importante
para esta postura do governador a influência do Doutor
Clodorico Moreira. Então diretor regional do INCRA, esse
médico de profissão tinha enorme preocupação com as
condições de vida no meio rural catarinense.
E assim, no dia 1 de abril de 1968, seis anos depois
da emancipação de Santa Rosa de Lima, ela recebia luz.
E estava criada a primeira cooperativa de eletrificação
rural. Antes mesmo da de Rio Fortuna, que na época
usava a energia gerada em uma pequena usina na comunidade de São José.
Naqueles tempos de pioneiro, as dificuldades foram
muitas. Era pouca rede e pouca arrecadação. Apenas
quem morava na praça podia usufruir desta comodidade.
Em 1978, as coisas começaram a melhorar. Houve
um apoio governamental mais efetivo com a criação da
ERUSC – Eletrificação
Rural de Santa Catarina. Aí vieram muitas
conquistas. As redes
foram expandidas para
o interior. Foi possível
iluminar ruas e praças. A Ceral só crescia e só melhorava a
qualidade dos serviços que prestava. E essa tendência permaneceu até hoje.
Atualmente, nossa cooperativa atende, entre associados e
não associados, cerca de 3900 consumidores. Em Santa Rosa
de Lima são aproximadamente mil medidores ativos.
Possuímos uma rede de 408,73 km em alta tensão e 235
km em baixa tensão, dando cobertura total até atingir os limites de Santa Rosa de Lima e Anitápolis. Nenhuma residência
está fora de nossa área de abrangência.
Todos os nossos projetos são realizados atendendo aos
preceitos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da
Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Federação das Cooperativas de Energia e Desenvolvimento Rural de
Santa Catarina (Fecoerusc). Além disso, operamos o sistema
com um monitoramento contínuo dos níveis de qualidade da
energia fornecida aos consumidores. Nosso plantão 24 horas
por dia assegura o atendimento a emergências.
Ainda que a iluminação pública seja da responsabilidade
da prefeitura municipal, a Ceral realiza trabalhos de manutenções e reparos.
Nossa Cooperativa de Eletrificação é sua. Por isso, está a
inteira disposição dos associados e consumidores santarosalimenses (assim como está dos anitapolenses). Para fazer solicitações de serviços ou para buscar qualquer esclarecimento,
procure a nossa sede. A razão da nossa existência é prestar
a você nossos serviços respeitando-o ao máximo. Por isso, o
cooperativismo é a nossa “força”.
Façam a sua ligação no Canal SRL que haverá a transmissão de muitas informações e dicas sobre energia e sobre
cooperativismo. Até o próximo mês.
Estudantina
Estudar em uma universidade federal, longe de
casa, em uma cidade grande demais, barulhenta demais, tão colorida. Não ter dinheiro para o pão de
queijo, viver comendo as bananas que sua mãe lhe
envia, aquelas que ela mesma colheu, e tomar o leite
que você a viu ordenhar da vaca, tudo isso é ser
uma estudante vinda do interior. Mas como seria um
dia comum dessa universitária santarosalimense na
UFSC?
Acordo às seis e meia da manhã. E já saio correndo para pegar o ônibus, porque se perder este,
você já pega o tão temido trânsito da ponte Pedro
Ivo, em direção à ilha. Ah, a porta! Tem que chavear.
Aqui não é Santa Rosa de Lima, lá eu podia dormir
de janela aberta, não tinha risco, todo mundo se conhece, quando ocorre um roubo, as pessoas avisam
umas às outras, e a “urupuca” é armada para pegar
“o gambá”.
Chego correndo e subo no coletivo, faço todos
os malabarismos para ficar de pé, sem esbarrar a
mochila em ninguém. Com sorte, alguém se oferece
para segurar meus livros, mas não é sempre. Chegando ao centro, novamente saio correndo para pegar o próximo ônibus que me leva à universidade.
Não me lembro da última vez que andei tranquilamente por Florianópolis, mas pelo menos estou sempre em forma.
O “latão” que vai à UFSC é um caso à parte: não
tem fila para entrar como na época do ensino fundamental em Santa Rosa de Lima. Aqui, entrar no
ônibus e conseguir um lugar para sentar é uma verdadeira luta pela sobrevivência. É difícil não notar o
sorriso de triunfo de alguém que conseguiu roubar
o lugar de outra pessoa. Nessa selvageria estranha,
às vezes ainda há gente educada, que cede lugar a
um idoso, ou a uma mulher com bebê no colo. Com
sorte, vinte minutos depois estamos todos na UFSC,
e então a correria é outra: Para não chegar atrasado
na aula e perder a chamada (depois de quatro anos
de faculdade, acho que algumas vezes a chamada é
mais importante que a própria aula). A primeira, é de
teoria literária. É preciso anotar tudo, até os suspiros
da professora, porque o temor de todo aluno é sempre o mesmo, desde o jardim de infância e não muda
na academia: “Será que cai na prova?”.
Partimos para o segundo tempo, agora a aula é
de metodologia. Para mim, ela só dura até às onze
horas, pois depois desse horário eu e a turma só pensamos no almoço do RU (restaurante universitário), e
fica difícil prestar atenção.
O almoço é uma das partes favoritas do meu dia
de estudante, não porque sou uma “morta da fome”,
mas porque é o intervalo mais longo que tenho e
como temos que ficar pelo menos meia hora na fila
do RU, dá tempo de conversar sobre coisas banais,
rir de casos curiosos e fazer amizades. Sim, se faz
amizade na fila do RU! Sempre começa com um “tem
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COMUNIDADE
Grazi Nack
Rio do Meio
Ana Beatriz Kulkamp | Diana Kulkamp | Karine Neckel
A comunidade do Rio do meio
Fundada por volta de 1980, a comunidade do Rio do meio
conta atualmente com 47 famílias participantes.
Situada a oito quilômetros do centro de Santa Rosa de
Lima, esta localidade tem sua economia baseada na produção
da agricultura familiar. Desde outrora e até hoje, a maioria
das famílias produz grande parte de sua alimentação e vende os excedentes. Lavouras de aipim, milho, feijão, batata,
frutas e legumes fazem parte da paisagem do Rio do meio.
Também há criação animal e uma agroindústria de processamento de carnes orgânicas.
Hoje, a comunidade é rota turística em função do projeto
de recuperação e revitalização do conjunto arquitetônico da
igreja Santa Catarina. Construída em alvenaria em 1942, foi a
primeira desse tipo no município. A igreja estava com sérios
problemas e um projeto desenvolvido pela Acolhida na Colônia e Ecovila fez a diferença. A comunidade inteira se uniu
para recuperar aquele patrimônio que, hoje, é orgulho para
todos. Do roteiro faz parte também a Ponte Coberta Kulkamp,
construída como antigamente, mas com um toque de sustentabilidade: as telhas são ecológicas.
um passe para me vender?” e se transforma numa
discussão filosófica sobre a espera.
Chegando finalmente ao restaurante, podemos
ficar felizes ou tristes, depende da carne do dia: se
for uma bisteca acebolada, todo mundo sai sorrindo satisfeito; se são almôndegas ao molho, pode-se
perceber a cor nauseabunda dos alunos que saem;
e se for peixe empanado, é só ver o tamanho da fila,
ela estará contornando prédios do outro lado da rua.
Depois do almoço, mais aulas, depois dessas aulas, mais aulas e assim vai até a noite. Quando saio
da última aula, passo na BU (biblioteca universitária),
pego os livros listados pelo professor para fazer relatórios e vou para casa, agora já sem precisar correr,
afinal estou no fim da jornada. Chegando ao terminal, somente entro no ônibus e já estou a um passo
de casa.
Quando passo pela ponte, eu observo a tão iluminada Hercílio Luz, e vejo que, afinal, o dia não foi tão
ruim. Foi um dia, um dia de estudante. Como outros.
E ainda haverá muitos pela frente. Mas ver algo tão
bonito, com a vista tão cansada me faz pensar que,
afinal, mesmo vindo até aqui só para poder cursar
uma faculdade, posso ter meu “momento” turista, e
admirar as coisas bonitas de Floripa, mesmo que seja
da janela de um ônibus.
Mas chega de divagar, preciso ligar para minha
mãe e pedir que mande mais bananas, com sorte,
ela manda também um pedaço de cuca que eu tanto
gosto.
Campeonato de bocha entre casais
Todas as terças e sextas, a partir das 19 horas, o Bar
Jundiá, na comunidade do Rio do Meio, está sendo sede de
um torneio inovador. Trata-se do primeiro campeonato de bocha entre casais do município. Participam 12duplas: Wilson e
Valdirene, José e Cristiane, Alberto e Valdira, Nelso e Luciana,
Isaltino e Edite, Silvério e Salete, Gabriel e Olivia, Teodoro e
Florentina, Alfonso e Valdete, Ivo e Marlene, Adolfo e Vitória
e Lindomar e Evani.
Terminada a 8ª rodada e faltando três para definir os
semifinalistas, a disputa está apertada. Na liderança,estão
Isaltino-Edite, com 18 pontos; em segundo, empatados com
16 pontos Alfonso-Valdete e Alberto-Valdira. Um pouco mais
distantes e também com o mesmo número de pontos (12),
estão Wilson-Valdirene e Lindomar-Evani.
Crônica de uma torcedora.
Assistir aos jogos do campeonato de bocha entre
casais, no Rio do Meio, é
garantia de divertimento.
Maridos e esposas, ao mesmo tempo em que jogam
juntos, discutem muito.
Os homens pensam que
as mulheres, que só agora
tiveram essa oportunidade
de jogar, já tem que saber
tanto quanto eles sabem.
E aí os comentários começam... “– Ô mulhé, joga por
aqui; até parece que ainda
não sabe”. “– Contigo não
tem mais jeito; não aprende mesmo.” “– Eu não vou
te falar mais nada, você
sempre acaba fazendo errado.” “– Mas é um bicho
teimoso mesmo”.
As mulheres são mais quietas, mas se o homem comete o menor erro e dá opor-
tunidade, logo elas se cobram:
“– Ah, tu também erra...”
“– Para quem xinga tanto, tu
joga pouco.” “Reclama, reclama, mas na hora do pega...”
E há muitas outras discussõezinhas dentro da cancha.
Algumas que é melhor não
reproduzir aqui...
Na plateia é só risada. Todos
levam na esportiva. Até porque uma parte sabe que em
seguida estará lá dentro, tentando pontear ou russar. Aliás,
esse ambiente de gozação,
de brincadeiras e de risadas é
normal na comunidade.
Antes de terminar, é preciso
destacar que quando o jogo
do casal dá certo, homem e
mulher se animam; brincam
carinhosamente um com o
outro. Parecem um parzinho
romântico, daqueles de novela
na TV. (Ana Beatriz Kulkamp)
Juventude Unida: O Grupo Juventude Ativa Rio do Meio
(JUARM), depois de alguns meses em recesso, realizou a primeira reunião de 2013. Para o retorno às atividades ficou
acordado que será promovida uma “rifa” para arrecadar fundos que permitam as ações do grupo.
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
Promoção da SAÚDE
Murilo Leandro Marcos
A promoção é o melhor remédio
Fui médico da estratégia saúde da família de Santa Rosa de Lima até 2011.
Hoje, neste espaço do Canal SRL, volto
a refletir com os santarosalimenses sobre a
saúde e o modo de viver no interior.
Do tempo que passei no município e do
trabalho desenvolvido em conjunto com a
sua equipe de saúde, guardo sinceras lembranças pessoais e produtivas recordações
profissionais. São bagagens integradas ao
meu trabalho atual, também como médico
de família, na capital do estado.
Tenho a convicção de que, naquele período, a promoção da saúde, no seu sentido
mais transformador, foi efetivamente colocada em prática, na tentativa de conscientizar
a população sobre sua saúde, estimular o
autocuidado e melhorar a qualidade de vida.
Viver em Florianópolis me faz lembrar
que a vida no interior é mais tranquila. Não
há engarrafamentos, nem poluição sonora.
Não se veem grandes edifícios, favelas ou
multidões caminhando apressadas nas ruas.
Falar de violência ainda parece história de
TV. E as crianças ainda brincam soltas nos
terrenos e aprendem a vida olhando e ajudando no trabalho dos pais. O ritmo da vida
é mais lento. O tempo é contado pelo sol. E
se acorda com o galo cantando. Tudo isso
não significa que no interior as pessoas trabalhem menos. Ou que passam o tempo de
pernas “p’ro ar”. O trabalho é duro e indispensável para ganhar a vida. E ajuda também a encarar a vida.
Em alguns municípios do interior, existem
Zelar
mais outras coisas interessantes. Há famílias
que produzem alimentos ricos, saborosos e
sem agrotóxicos. Criam, assim, alternativas
saudáveis na alimentação de um mundo já
tão poluído e envenenado.
Alguns poucos lugares possuem incontáveis nascentes de água potável; líquido precioso, constituinte básico dos seres vivos.
Ainda em menor quantidade, há municípios no interior em que pessoas juntam
todas essas características e as oferecem a
visitantes e viajantes. Fundamentados na vivência e na cultura das famílias locais, constroem opções de agroturismo e turismo rural
baseadas na vida.
Quando misturamos todos esses ingredientes, como acontece em Santa Rosa de
Lima, estamos falando de promover a saúde.
Porque a promoção da saúde é um conjunto de hábitos e condições de vida que
nutrem o corpo, tranquilizam e alegram a
mente e dão sentido à vida. Ou seja, hábitos
e condições que ajudam a viver bem.
Desta maneira, a promoção da saúde é
o sentido mais amplo da prevenção das doenças.
Para evitar um problema de saúde, você
não precisa ter medo dele.
O importante é focar naquilo que faz
bem a você.
Se isso for feito, será possível entender
por que a promoção da saúde é o melhor
remédio.
cidadão compreenda o que é esse órgão e
que conheça o Estatuto da criança e do adolescente (ECA). Essa ação educativa é básica para consolidar uma relação positiva do
Conselho Tutelar com os santarosalimenses
e para melhorar a qualidade do nosso papel
de zelar pelos direitos da criança e do adolescente.
O Conselho Tutelar de SRL e a sociedade santarosalimense
Nesta nossa primeira coluna, fazemos
questão de manifestar nossa opinião de que
este jornal presta um grande serviço à sociedade de Santa Rosa de Lima ao abrir esse
canal de comunicação permanente para o
Conselho Tutelar. É fundamental que cada
O que é o Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos
da criança e adolescente, definidos na Lei nº
8.069, de 13 de julho de 1990, conhecida
como ECA. Ao contrário do que muita gente
pensa – e até deseja – o Conselho Tutelar
não é “polícia de menores”, não tem papel
repressor e nem pune crianças e adolescente.
Quem são os Conselheiros Tutelares?
São pessoas que têm o dever de assegurar os direitos das crianças e adolescentes na
comunidade em que vivem. São escolhidas
pela sociedade através de voto direto, com
No próximo mês, as crianças terão uma página inteira do Canal SRL só para
elas.
Será um espaço para aprender e para se divertir.
Para pegar o gostinho, abrimos este espacinho já na primeira edição.
Criança SRL é de vocês meninos e meninas santarosalimenses.
A Mata Atlântica
Quando o Brasil foi descoberto, a Mata Atlântica era encontrada na maior parte
do nosso país. Infelizmente, essa floresta foi muito devastada ao longo dos anos.
Hoje, ela aparece só em poucas áreas.
Ainda assim, é um dos nossos grandes tesouros e devemos ajudar a preservá-la!
Uma boa maneira de começar é conhecê-la melhor.
mandato de quatro anos. Em todos os municípios deve haver no mínimo cinco conselheiros tutelares.
Qual é a missão do Conselho Tutelar?
Zelar pelo cumprimento dos direitos da
criança e do adolescente.
O que é zelar?
Zelar é fazer com que aqueles que devem atender efetivamente o façam. O que
tem acontecido é que a comunidade, os próprios conselheiros tutelares e outras autoridades no município têm confundido estas
duas ações.
Deve ficar claro que zelar é totalmente
diferente de atender.
Quem atende aos direitos da criança e do
adolescente são os profissionais presentes
nos programas, nas ONGs ou nas entidades.
Quem zela é o Conselho Tutelar.
O que significa o caráter permanente
do Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar é uma ação ininterrupta da comunidade, zelando pelos direitos
da criança e do adolescente. Este caráter
permanente não diz respeito apenas à necessidade de haver plantão de atendimento
24 horas nos finais de semana e feriados,
mas expressa sua necessidade de existência
real, continua e eficaz.
Quer dizer, o Conselho Tutelar não é uma
experiência passageira ou uma simples tentativa de transformação social.
É uma exigência constitucional sujeita a
penalidades legais se o Executivo municipal
não lhes garantir meios e condições de existir
e atuar.
A ação do Conselho Tutelar em Santa
Rosa de Lima
Em 2013, foram registradas 31 ocorrência que exigiram a intervenção do Conselho
Tutelar.
Fone: (48) 3654-0226
Rua Antônio Schmidt - Santa Rosa de Lima
ctsantarosadelima@hotmail.com
A Farmácia Santa Rosa trabalha agora com o programa Farmácia Popular.
O programa do Governo Federal beneficia pacientes hipertensos e diabéticos com
medicamentos gratuitos. Além disso, disponibiliza uma série de produtos com até
90% de desconto. Venha fazer parte desse programa.
A Farmácia Santa Rosa espera por você!!!
Fone: (48) 3654-0230
- Rua Germano Hermesmeyer - Santa Rosa de Lima
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ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
COMUNIDADE
Santa Bárbara
Edinei Boeger | Igor Bonetti
Santa Bárbara é a comunidade de Santa Rosa de Lima
mais afastada da “praça”. A distância é de 24 quilômetros.
Não sei se por isso, mas ela é muito simples e acolhedora.
Também é pacífica. Não há discussões, nem brigas. Apenas
brincadeiras e festejos.
Por volta de 1950, cerca de 40 famílias fundaram a Santa Bárbara.
Na época, a economia era bem diversificada. Plantavase milho, mandioca, abóbora, trigo, arroz, erva mate, entre
outras culturas. E se criava e comercializava porcos, bois,
patos, cavalos, galinhas e perus. A madeira, cortada a machado e topeador, era transportada por carros de bois ou
guinchada com animais. Uma parte era usada para construções de casas e paióis. O excedente era comercializado.
Praticamente 60 anos depois, constata-se que a comunidade encolheu. Hoje, apenas 14 famílias residem aqui. E
outras mudanças aconteceram. Atualmente, nossa economia está baseada no gado leiteiro e de corte, na ovinocultura e na madeira. Temos internet e telefone. Nosso ponto de
encontro é nas celebrações de domingo. Depois da missa,
vamos todos para a cancha de bocha, jogar e contar as
novidades da semana.
Patrimônios: a Serra e o “Nono”
Nosso maior patrimônio é a Serra Geral. É nossa maior
beleza natural, com exuberantes paisagens e magníficas
cachoeiras. Em dias de chuva, o espetáculo das águas é
genial. Temos um atrativo para qualquer pessoa do mundo
ver e admirar. Somos um cartão postal. Possuímos cenários
para belas fotos e para aquele passeio de final de semana.
No topo da serra, podemos encontrar muitas araucárias e
xaxins seculares. O pinheiro brasileiro, com um papel fundamental na nossa paisagem, além de fornecer o pinhão
para nós e para os animais.
Outro “patrimônio” que temos é o senhor Remi Bonetti,
o “Nono”. Paranaense, veio pra cá na década de 30, com
apenas três anos de idade. Seu pai era carpinteiro e construtor e ajudou na edificação de muitas igrejas, inclusive
daquela que foi a primeira da Santa Bárbara. Hoje, com
85 anos de idade, esbanja saúde e disposição e é um dos
melhores contadores de história da região das Encostas da
Serra Geral.
Festa de Santo Antônio foi um sucesso
A comunidade da Santa Bárbara dá mais uma prova
de união. No final do mês de abril, realizou uma grande
festa para celebrar Santo Antônio, o nosso padroeiro. Todo
mundo “pegou junto”. As mulheres trabalharam a todo vapor para conseguir preparar cuidadosamente uma comida
saborosa que agradasse a todos. Para dar uma ideia da tarefa, no domingo foram servidos 360 almoços. Os homens
assumiram os trabalhos de organização e de finalização da
cancha de bocha. Também eles cuidavam de cada detalhe, para que tudo saísse perfeito e deixasse satisfeitos os
moradores da comunidade e os visitantes. Juntos se empenhando para fazer uma festa para agradar a todos. Ao
final a opinião era geral: a festa foi um grande sucesso e
superou todas as expectativas de público. Parabéns a nossa
comunidade da Santa Bárbara. Ano que vem tem mais...
Fique ligado
Convidamos todos para acompanhar nossa coluna, pois
procuraremos, sempre, trazer novidades por aqui. E esperamos despertar no leitor a vontade de conhecer a nossa
bela Santa Bárbara. Até a edição junho!
Espaço d’Acolhida
Rosângela Bonetti Vanderlinde | Luiza Heidemann
Turistas em Santa Rosa de Lima, quem diria...
Muitos santarosalimenses têm avistado gente diferente no município, ônibus de excursão ou de escolas e universidades, ciclistas, pessoas falando outras línguas, grupos tirando fotos em pontos diferentes do município. Entretanto, muitos leitores deste Canal SRL ainda não sabem muito bem o que essas pessoas vêm fazer aqui. Continuam
especulando sobre o que trouxe e continuará trazendo esses turistas ao nosso pequeno município.
Por isso, nesta primeira coluna de comunicação com o associado e com o público santarosalimense, é bom
apresentar a história e o trabalho da Acolhida na Colônia.
Você, leitor, provavelmente não sabe que essa associação de agroturismo, criada em Santa Rosa de Lima, em
1999, já apareceu em programas de redes nacionais de televisão, em jornais e revistas que circulam em todo o país
e que, recentemente, um filme sobre ela passa em cada voo dos aviões da TAM. Tudo isso divulga Santa Rosa de
Lima e valoriza nossa gente e nosso modo de vida. Porque a principal finalidade da “Acolhida”, além de gerar uma
renda extra com atividades de turismo, é valorizar a produção dos agricultores familiares e a vida no campo.
A Acolhida precisa de um município acolhedor.
As pessoas da cidade querem conhecer o agricultor, viver um dia com o agricultor e como agricultor. Nós da
Acolhida os recebemos em nossas casas ou pousadas simples e aconchegantes. Dividimos com eles nossas histórias
em conversas à beira do fogão a lenha. Partilhamos a fartura e o sabor de nossas mesas. Apresentamos nossos
conhecimentos sobre a agricultura e a natureza. Assim como, promovemos passeios que permitem que eles descubram nossas paisagens e nossas belezas naturais. E é isso tudo, exatamente, o que querem os turistas que você vê
circulando por Santa Rosa de Lima.
Desta forma, é importante que você conheça e valorize o trabalho da Acolhida na Colônia. A melhor forma
de apoiar e ajudar a “Acolhida” é receber bem os turistas que visitam Santa Rosa de Lima. Acolhê-los bem e afetuosamente no município como todos nós, da colônia, sempre recebemos nossas visitas, nossos amigos e parentes.
Os cinco princípios da Acolhida
Os agricultores familiares associados a Acolhida na Colônia devem respeitar cinco aspectos básicos.
Primeiro, a ação deve ser associativa: os agricultores familiares trabalham em parceria para o desenvolvimento
da atividade turística.
Segundo, a visão deve ser de longo prazo: a perspectiva é que as propriedades rurais possam evoluir aos poucos na atividade de agroturismo, adaptando estruturas existentes e realizando novos investimentos.
Terceiro, a ênfase na qualidade: a proposta é que os agricultores garantam uma condição de boa estadia para
os visitantes.
Quarto, o respeito ao meio ambiente: deve haver o tratamento adequado de esgotos e a proteção na nascente
de água que abastecem a propriedade e o agricultor tem um prazo para converter o seu sistema produtivo para
orgânico.
Finalmente o quinto princípio é o de diminuir a “distância” entre o rural e o urbano para que um contribua para
a permanência do outro.
A Acolhida na Colônia
A associação de agroturismo nasceu em Santa Rosa de Lima e é composta hoje por mais de 180 famílias de
agricultores em diversas regiões de Santa Catarina. Em nosso município, possui 21 famílias associadas. Está integrada à Rede Accueil Paysan, que atua na França desde 1987 e que hoje está presente em diversos lugares do mundo.
Assembleia Geral Ordinária
Superando todas as expectativas de participação de associados, a Regional Encosta da Serra da Acolhida na
Colônia teve casa cheia na sua Assembleia Geral Ordinária de 2013. No dia 11 de abril, na Pousada Doce Encanto,
os participantes do encontro apreciaram prestação de contas de 2012, o plano de trabalho para 2013, projetos em
desenvolvimento e aprovaram o ingresso de um novo associado
SC Rural em SRL: uma conquista importante da “Acolhida”
Iniciado em 2011, o Projeto SC Rural compreende várias ações voltadas ao fortalecimento do agroturismo. A
Acolhida na Colônia é a pioneira neste projeto no estado. O Programa com recursos do Banco Mundial e Governo
do estado disponibiliza recursos para investimentos nas propriedades, com 50% de subsídio (a fundo perdido), capacitação e formação para os beneficiários, sinalização turística e recursos para infraestrutura. Ou seja, permite o
investimento em melhoria dos acessos para os empreendimentos. O convênio foi assinado recentemente e em breve
deverão ser realizadas as licitações e iniciados os trabalhos em Santa Rosa de Lima. Voltaremos a este assunto nas
próximas edições.
Fone: (48) 3654-0186 - Santa Rosa de Lima - www.acolhida.com.br
19
COMUNIDADE
Nova Esperança
Jaqueline Tonn
Antes de Nova Esperança existir como comunidade consolidada, as famílias pertenciam àquela do Rio dos Índios
Alto. As festas eram realizadas nessa localidade vizinha.
Os habitantes dos sítios que hoje compõem a nossa Nova
Esperança sempre contribuíram de forma muito positiva para
o desenvolvimento de Santa Rosa de Lima. Nos primeiros
tempos, a produção de mel era a principal fonte de renda. Por
isso, daquele período, a família do senhor Guilherme Tonn,
um grande apicultor, é muito lembrada. E não só por isso,
porque ele, sempre humilde, lutou firmemente pela comunidade.
Naqueles tempos idos, o caminho até o município era feito a cavalo. Não existiam estradas e outros meios de locomoção eram raros.
Por volta de 1970, foram abertas estradas para a passagem de caminhões, em virtude da saída de frutas produzidas
pela família de Guilherme Tonn. Até então, essas produções
eram transportadas em lombos de cavalos e mulas até embaixo do morro. Só ali, se conseguia um meio de transporte mais
adequado para fazer chegar as frutas aos municípios vizinhos.
Outra fonte de trabalho e renda importante foi a produção
de fumo. Na Nova Esperança, surgiram muitas plantações.
Há alguns anos, havia doze estufas de fumo na comunidade.
Hoje, apenas uma está em funcionamento.
Os moradores de Nova Esperança sempre buscaram e
continuam buscando uma maneira de ter acesso a uma boa
educação. A primeira escola foi fundada em 1983. Tinha 15
metros quadrados e nela se podia estudar somente até o
terceiro ano do ensino fundamental (o antigo primário). Os
alunos, com oito anos já ajudavam nos afazeres de casa e
da lavoura ou criação. Essa antiga escola isolada foi fechada
em 2001. Hoje, naquela edificação, são realizados os cultos
religiosos. Claro que depois de feita ali uma grande transformação.
As famílias da comunidade continuam unidas para criar
uma infraestrutura que melhore a qualidade de vida de todos. O objetivo agora é buscar recursos para a construção de
um salão. A comunidade já recebeu grande ajuda, mas não
o suficiente para permitir a conclusão das obras. Há muita
dificuldade para que isso aconteça. Mas na Nova Esperança,
justamente a esperança é a última que morre.
Poucos são os jovens que vivem na comunidade. Os que,
como nós, permaneceram, formaram o grupo Juventude Unida de Nova Esperança (June). A nossa participação é muito importante para a comunidade, porque a fortalece. Basta
lembrar que, ainda hoje, muitos jovens acabam deixando
Santa Rosa de Lima em busca de oportunidades de renda ou
da ilusão da liberdade.
Enquanto isso, por aqui, cresce a produção de tijolos na
única empresa do setor cerâmico no município. Cresce também a produção de hortaliças sem agrotóxicos e o seu beneficiamento e em agroindústria. Ao mesmo tempo, podemos
dizer que vivemos em um paraíso. Possuímos belas paisagens, lindas cachoeiras, ar puro e vida ligada à natureza. A
tranquilidade nos permite ver o quanto é bom vivermos aqui.
E que no nosso lugar, na nossa Nova Esperança, podemos
buscar novos horizontes.
20
ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
COMUNIDADE
Mata Verde
Liliane Becker
Antes que existisse a comunidade da Mata Verde, seus
moradores pertenciam àquela do Rio dos Índios Baixo. Foi
com a constituição da Associação Mata Verde e a construção de sua sede que nossa comunidade ganhou um nome
e uma identidade. Até hoje, aos domingos, esse é o ponto
de encontro de todos nós.
Anteriormente, bem poucas famílias residiam na localidade. A agricultura sempre foi a principal fonte de renda.
Nossa comunidade tem, entretanto, muitas histórias. Por
exemplo, aqui foi construída uma das primeiras escolas de
Santa Rosa de Lima. Isso ocorreu por volta de 1930.
Hoje, cerca de 20 famílias moram aqui. Continuamos a
viver da agricultura familiar. A maioria dos moradores trabalha com criação de vacas de leite. Na produção animal,
destaca-se também a suinocultura. Nas lavouras, o cultivo
do fumo, que nos últimos anos tem diminuído bastante. A
produção de carvão é outra atividade econômica. Temos
também agroindústrias familiares, como a padaria Santa
Luzia e o Laticínio Mata Verde. E acho que somos a única
comunidade rural que tem um salão de beleza, o da Felícia.
Além disso, alguns moradores daqui trabalham “na praça”,
de empregados.
Em nossa comunidade não existe igreja. As famílias
participam das missas na matriz de Santa Rosa de Lima.
No poder legislativo, hoje, somos representados por
dois vereadores: Robson Siebert e Alberto Henrique Becker.
Por nossas terras passam dois importantes rios, o dos
Índios e o Braço do Norte. Na entrada de nossa comunidade, da ponte da Mata, podemos ver a casa de força
de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), estrutura que
modificou muito a paisagem e as condições deste lindo rio.
O morador mais antigo de nossa comunidade é o meu
tio, Henrique Becker. Infelizmente, em função da idade
avançada, suas histórias estão se perdendo. Mas buscaremos outras fontes, seja para saber mais dos tempos de
antigamente, seja para contar sobre fatos e eventos que
aconteçam na Mata Verde.
Fique ligado
Esta foi minha primeira coluna. E você sabe que começar uma coisa nova é sempre difícil. Ajude-nos com críticas e sugestões. Saiba que é ótimo escrever em um jornal
como o Canal SRL para ser lido por você. Continue nos
acompanhando neste espaço. Vamos melhorar juntos.
Esporte Total
Ana Maria Vandresen
Futsal: time feminino de SRL é vitorioso
As meninas do time de futsal Santa Rosa de Lima/Balneário Paraíso das Águas conseguiram passar à grande
final do campeonato feminino em Grão Para. Para chegar
a essa última etapa, enfrentaram nas semifinais a equipe
da CME de Braço do Norte. No primeiro jogo, muito disputado, o placar foi de 4 x 4. Na segunda partida, Santa
Rosa dominou completamente o adversário e “deu um
chocolate” de 12 x 1.
Os jogos da grande final aconteceram quando esta
edição do Canal SRL já estava fechada (nos dias 8 e 10
de maio).
Confira, no próximo número, fotos e detalhes do desfecho do campeonato.
Ser prata já é, contudo, uma grande vitória para SRL.
Família Defrein levanta taça em Anitápolis
Havia um claro favorito para a decisão do campeonato de futsal de Anitápolis. Afinal, o time da família Seemann
conseguiu se manter invencível ao longo de toda a competição. Como quase todas as finais, contudo, essa acabou também sendo uma partida “pegada”, disputada lance por lance. A equipe adversária era a família Defrein, que apostou na
velocidade de Leandro e nos chutes fortes de Gelvane. A tática funcionou e surpreendeu os Seeman, que perderam pela
primeira vez, mas no jogo mais importante. Ao fazer bonito, com um placar final de 6 x 3, os Defrein ergueram o caneco
e fizeram a festa. Na disputa do terceiro lugar, venceu a Família Pessoa. Os David ficaram com a quarta colocação.
Dudu e Germano dão show
Na competição de motocross associada à festa de São Marcos, em Rio Fortuna, o sábado era só um dia de treino. Por isso, Germano e Dudu, os representantes de Santa Rosa de Lima, estavam muito tranquilos. No entanto, uma
queda mais séria e uma contusão no joelho preocuparam Dudu. Havia até
dúvidas se ele poderia correr no dia seguinte. – Aguentei a dor e fui, lembra
Dudu. Na primeira prova, da categoria intermediária, o piloto de SRL mesmo
com dores fez uma boa largada e, no final, assegurou com certa tranquilidade
o primeiro lugar.
Na categoria de base, a MX2, com motos de 125cc 2t até 250cc 4t, Dudu
caiu na largada e ficou em último. Mas fez uma corrida de recuperação e conseguiu terminar a prova em 5º lugar. Germano, que realizou uma prova mais
tranquila e regular, chegou em 4º. Na categoria mais importante, a MX1, com
motos de 250cc 2t até 450cc 4t, os dois santarosalimenses largaram entre
os cinco primeiros. A corrida foi cheia de acidentes e erros de pilotagem. Um
deles foi cometido por Germano, que “negociou” mal uma curva e com isso
perdeu o segundo lugar. Quem ganhou o posto foi seu companheiro de equipe
Dudu. Que aproveitou ainda um erro do então líder, assumiu a ponta e a manteve até receber a bandeirada. Germano,
por sua vez, se recuperou muito bem e cruzou a linha de chegada em segundo. Uma dobradinha santarosalimense, que
alegrou os muitos torcedores do município que aproveitaram a proximidade e foram prestigiar a dupla Germano-Dudu.
JESC 12 a 14 anos
A etapa microrregional do JESC da categoria 12 a 14 anos foi disputada no período de 16 a 20 de abril em Grão Pará.
Santa Rosa de Lima foi representada pela E.E.B. Prof. Aldo Câmara e os resultados foram muito positivos. A equipe feminina foi vice-campeã e a masculina alcançou a quarta posição.
No tênis de mesa masculino, Jean Heidemann ficou em segundo lugar e José Luiz Herdt, em terceiro. Já no feminino,
Natalia Schlickmann ficou na terceira colocação e Camila Kuhl, na quarta.
Depois, a E.E.B. Prof. Aldo Câmara entrou em quadra novamente, agora em Braço do Norte, para representar Santa
Rosa de Lima na categoria de 15 a 17 anos. Resultados e fotos na próxima edição.
Máquina do tempo
Na época da foto, lazer eram os bailes, as domingueiras, o
futebol e um esporte pouco reconhecido: o voleibol. Hoje, ele
se transformou em esporte nacional.
Naquele tempo, o primeiro problema era formar uma equipe. Poucos eram os praticantes da modalidade. O segundo,
como chegar ao lugar do jogo. Seja pela precariedade das
estradas, seja para encontrar um caminhão para a excursão.
Com o passar doa anos, não só mais jovens aderiram ao
vôlei, como ele deixou de ser apenas lazer, para ser mais competitivo. As rivalidades foram surgindo entre os times das paróquias, que acabavam representando os municípios.
Um foto tirada durante uma competição disputada na quadra atrás do Núcleo Escolar, em frente a casa que hoje é da
Tati e do Willian.
De cima para baixo: Danilo, Marivaldo, Dairson, Rudi, Ademar, Bertilo (Tilico)
SRL no campeonato da ADESC
Foram iniciadas as competições de 2013 nas categorias inferiores da Associação Desportiva Sul Catarinense (ADESC).
A CME de Santa Rosa de Lima teve seu primeiro confronto, dentro dessa liga esportiva, no dia 20 de abril. Foi no
masculino e contra a CME de Armazém. Consideradas as diversas categorias, os resultados foram equilibrados: no sub11,
6 x 3 para Santa Rosa; no sub13, 8 x 1 para Armazém; e no sub15, 4 x 3 para Santa Rosa. Na segunda rodada, ocorrida
no dia 4 de maio, o adversário foi Rio Fortuna. Na categoria sub11, o município vizinho levou a melhor pelo placar de 14
x 3. No sub13 também, por 8 x 2. Já no sub15, a vitória foi de Santa Rosa pelo placar de 5 x 3. No naipe feminino, SRL
enfrentou Criciúma na casa das adversárias. As meninas santarosalimenses ganharam na categoria sub 12, pelo placar de
4 x 2, e no sub 14, por 2 x 1. No sub 16 a vitória não foi possível e as criciumenses fizeram 8 x1.
21
Rede
Desde 1996, a Agreco (Associação dos
Agricultores Ecológicos das Encostas da
Serra Geral) desenvolve ações para a produção e comercialização de alimentos orgânicos. A partir de Santa Rosa de Lima, o
trabalho foi estendido para outros municípios das Encostas da Serra Geral.
Em 2009 a CooperAgreco (Cooperativa
dos Agricultores Ecológicos das Encostas da
Serra Geral) passou a cuidar da estrutura
de produção e comercialização, para atender à demanda do mercado institucional e à
indispensável organização do quadro social.
Hoje, o trabalho é realizado por uma rede
com 22 agroindústrias de pequeno porte e
com mais de 200 famílias distribuídas em
oito municípios.
A CooperAgreco comercializa seus produtos em supermercados, restaurantes e
no mercado institucional em programas
com o poder público. No mercado institucional destaca-se o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), colocado em prática
com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS),
através da CONAB (Companhia Nacional de
Abastecimento). O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) é responsável
pelo escoamento de outra parte importante
da produção.
Entenda como você agricultor pode
participar do programa PAA e PNAE:
• Ter a DAP – Declaração de Aptidão ao Pronaf;
• Associar-se a uma Cooperativa;
• Organizar produção de alimentos conforme orientação baseada na demanda das
instituições atendidas;
A participação dos beneficiários e organizações fornecedores segue os seguintes
limites segundo legislação específica:
I - por unidade familiar:
• R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais), por ano, na modalidade Compra com
Doação Simultânea;
• R$ 8.000,00 (oito mil reais), por ano, na
modalidade Apoio à Formação de Estoques;
• R$ 8.000,00 (oito mil reais), por ano, na
modalidade Compra Institucional;
• R$ 20.000 (vinte mil reais), por ano, na
modalidade PNAE – Programa Nacional de
Alimentação Escolar
II - por organização fornecedora, respeitados os limites por unidade familiar:
a) R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), por ano, na modalidade Apoio
à Formação de Estoques; e
b) valor a ser definido em função do número
de beneficiários fornecedores contemplados
na aquisição para as demais modalidades;
O beneficiário fornecedor poderá participar de mais de uma modalidade, desde
que o valor total a receber por unidade familiar no ano não ultrapasse R$ 8.000,00
(oito mil reais), à exceção das modalidades
Compra Institucional, PNAE e Apoio à Formação de Estoques, quando envolve quitação financeira, não cumulativas às demais.
O limite de participação por unidade familiar na modalidade Compra com Doação
Simultânea será ampliado para R$ 4.800,00
(quatro mil e oitocentos reais) nas aquisições realizadas por meio de organizações
fornecedoras.
Orgânico X Convencional
A CooperAgreco tem enfoque na produção orgânica, uma vez que essa produção
certificada tem venda no mercado institucional ou para as agroindústrias da Rede.
A produção convencional não tem venda
garantida, já que a Cooperativa só opera
no varejo com produção orgânica. A produção convencional faz parte das vendas no
mercado institucional, e só existe dentro da
perspectiva dos novos associados realizarem, num curto espaço de tempo, a transição para a produção orgânica.
Converse com as organizações que
são a nossa força
A CooperAgreco e Agreco estão à disposição. A CooperAgreco para oferecer
oportunidades aos interessados na produção Orgânica. A Agreco para as atividades
sustentáveis de nosso território.
Fone: (48) 3654-0038
www.agreco.com.br
10
motivos para
consumir orgânicos
1. Evita problemas de saúde;
2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos;
3. Alimentos orgânicos são mais saborosos.
Sabor e aroma são mais intensos;
4. Protege futuras gerações de contaminação química;
5. Evita a erosão do solo;
6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o
solo, alcançam os lençóis d’água e poluem
rios e lagos;
7. Restaura a biodiversidade, protegendo a
vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando
ecossistemas saudáveis;
8. Ajuda os pequenos agricultores;
9. Economiza energia. O cultivo orgânico
dispensa os agrotóxicos e adubos químicos;
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada
por um Selo de Certificação emitido pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
22
ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
M&M Maracha e Mentira
Gemüse Fest Tanz Grupp.
Não foi só nas pistas de barro que
Santa Rosa de Lima fez bonito na
Festa de São Marcos. Participamos
da cavalgada, da trilha de motos e,
é claro,das pistas de dança. Para
estes colunistas, o destaque maior
foi a belíssima apresentação do
grupo de dança germânica Gemüse
Fest Tanz Grupp na categoria Terceira Idade. Como um dos “M”lá de
cima é do coordenador do grupo,
esta coluna poderia ser vista com
suspeição. Mas os aplausos e o
carinho da plateia não nos deixam
mentir (mesmo que o Mentira faça
parte desta dupla...).
É sempre emocionante ver nossos
“fatas” e nossas “motas”, com uma
idade bem avançada, dançando
com desenvoltura e muita simpatia. Parece que a dança os revigora
e trás a mais pura alegria àqueles
rostos vincados. Foi uma belíssima apresentação, com o mérito de
resgatar a cultura germânica que
marca a história de Santa Rosa de
Lima. Obrigado fatas e motas pelas
lições de vida e por cultivar nossas
raízes.
Dupla Germano Vandresen e Eduardo Rosing, nossos pilotos.
Galera, quero destacar nossos amigos Eduardo (Dudu) e Germano (Botinha) pelo bom desempenho que tiveram na Copa Grilo de Moto Cross, realizada durante a festa de São Marcos, em Rio Fortuna. Esses jovens são um orgulho para Santa Rosa de Lima. O Moto Cross
é um esporte cheio de riscos e eles treinam duro para obter bons resultados nas corridas.
Continuem assim, guerreiros.
Família Kuehl
Juninho e toda a Família Kuehl estão de parabéns. Inauguraram, no dia 12 de abril, o Piquete Velho Ernesto.
Para marcar o início do novo empreendimento prepararam um evento que ocupou todo o final de semana, com
provas campeiras como o torneio de laço. Quem esteve presente diz que foi um sucesso. E essa é a melhor
propaganda.
Edésio Willemann
Edson Baumann
Casal Gilberto da Silva e Ana Paula Baumann
Esse jovem casal de empreendedores ofereceu um belo coquetel, no
dia 23 de abril, para marcar abertura das novas instalações da Panificadora Encosta da Serra. Muitos santarosalimenses compareceram
à boca-livre e puderam ver o cuidado no preparo do ambiente. Ficou
bonito e aconchegante. Destaque para a estilização do enxaimel na
fachada. Foram apresentados, ainda, novos produtos e novidades que
complementarão os pães, doces e salgados que já caíram no gosto
dos santarosalimenses. Parabéns ao Gilberto, à Paulinha, à Dida, ao
Jackson e a todos os colaboradores da Panificadora. É ótimo ver jovens
apostando em Santa Rosa de Lima.
23
Didio e Ivonete
Dizia o fotógrafo Henry Cartier Bresson,
que fotografar é colocar na mesma mira a
cabeça, o olho e o coração. Este parece ser
exatamente o lema do jovem casal Ivonete
e Geovânio Wens. Mas eles não o aplicam
apenas às lentes objetivas. Também aos
objetivos de empreender, que perseguem
desde que cursaram o Cedejor (Centro de
Desenvolvimento do Jovem Rural). No dia 2
de maio abriram seu negócio, que chamam
de “lojinha”. “Nosso sonho era ter um espaço para oferecer e mostrar nossos produtos.
Gostamos muito de fotografar e queremos
proporcionar cada vez melhores serviços”,
afirma sorridente o nosso amigo Didio.
Com seu jeito tímido, Ivonete complementa
quase como quem recita um mantra:“Era
meu projeto do Cedejor. Hoje nos sentimos
realizados. Mas queremos sempre continuar à frente. Esse é só o primeiro passo de
mais uma caminhada”. Além dos serviços
de fotografia de festas de aniversários, casamentos, formaturas ou batizados, o casal
agora também têm sugestões de presentes
personalizados e criativos, que incluem, é
claro, fotografias. São canecas, camisetas,
chaveiros, porta canetas, além de quadros
e porta retratos. Tomara que “a lojinha” do
Didio e da Ivonete fique bem na foto. O
M&M torcem por isso.
De diácono a padre
Santa Rosa de Lima já conhece bem Marcelo W. Buss. Atuando como diácono na Paróquia de Rio Fortuna, ele já celebrava em nosso município. No dia 27 de abril, em Braço do
Norte, ele foi ordenado sacerdote. A emocionante missa foi
concelebrada pelo nosso Bispo Dom João Francisco Salm e
pelos padres da diocese na Igreja Nosso Senhor do Bonfim.
Tínhamos um diácono, ganhamos mais um padre. O agora
Padre Marcelo vai atuar juntamente com o Padre Pedrinho,
na nossa Paróquia, nos ajudando a construir em união um
mundo melhor, mais feliz, com mais dignidade e fé. Marcelo,
nossas felicitações. E seja muito bem vindo, Padre Marcelo.
24
ANO 1 - Nº 1 • Edição Mensal - Maio/2013 • O Jornal de Santa Rosa de Lima
Regra da sombra
Agora é regra, porque supostamente “está no regimento
interno” da Câmara Municipal: solicitação de informações ou
de quaisquer documentos, só por requerimento. E o pedido formal precisa da aprovação da maioria do plenário. Por
que? A quem servem as sombras?
Frase ouvida em SRL
A proibição para fumar em lugares públicos está na Lei
municipal nº 1.147/2011. Já a proibição para gravar ou filmar nas dependências da Câmara de Vereadores de SRL,
ninguém sabe em que lei está.
Avaliação de impacto das PCH ganha importante respaldo
O “Movimento a favor do Rio Braço do Norte”conquistou
seu primeiro resultado concreto. Foi criada junto ao Comitê
da Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, uma Câmara Técnica para tratar especificamente de estudos sobre as
PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas).
Essa iniciativa foi uma indicação do Seminário sobre os
Impactos das Pequenas Centrais Hidrelétricas, realizado em
SRL no dia 5 de abril, que por sua vez, resultou de uma mobilização da sociedade.
Agora, seria interessante que as autoridades públicas
de SRL mostrassem clara e concretamente que ações estão
realizando para zelar pelo Braço do Norte e pelo futuro do
município.
De fato, não pode gravar nem filmar...
A vereadora Edna Bonetti solicitou ao plenário do legislativo municipal que qualquer cidadão e contribuinte santarosalimense pudesse filmar ou gravar as sessões públicas da
“casa do povo”. Tal requerimento recebeu votos contrários
dos vereadores Alberto Becker, Claudiomir Mendes, Ivo Vandresen, Odenir Herdt e do presidente Leonísio Laurindo, que
deu o voto de desempate. Não se entende qual possa ser o
temor desses nobres edis. Um deles chegou a afirmar que o
ato de filmar ou gravar poderia ser motivo para “pancadaria”
naquela casa. Alguém entendeu? Todo cidadão considera a
Câmara como uma casa de muito respeito. E não como uma
casa de tolerância, onde costumam ocorrer pancadarias.
Na contramão
No dia 16 de maio, a lei de acesso à informação completará um ano. O interessante é como se comporta a Câmara
municipal de vereadores de SRL frente a essa obrigação federal. Conhecida como “lei de transparência”, ela deve ser
cumprida por todas as instituições que recebem dinheiro
público. Isso parece não importar ao legislativo santarosalimense que optou pelas trevas. Solicita a emissão de pareceres, com ares de interpretação jurídica, sobre o seu próprio
regimento, para que a situação possa transformá-lo em uma
“lei do não acesso à informação”. Por que?
Argumentos e práticas
Naquela sessão o principal argumento foi de que não
teria sentido permitir que o povo gravasse porque isso já
era feito pela Câmara e as gravações estariam disponíveis a
quem solicitasse. O problema é que na sessão seguinte foi
apresentada pela própria direção da Câmara uma interpretação do regimento que recomendava o contrário.
Vale assim, no Poder legislativo aquela máxima da política antiga e perversa: aos amigos tudo, aos adversários
o rigor de uma má interpretação jurídica da lei, ou do regimento.
Solicitação de um equipamento suplementar
Dada a situação, será preciso adquirir um equipamento
de gravação suplementar para a Câmara. Afinal, parece que
tem havido falhas nos registros de momentos chave de pronunciamentos feitos naquela tribuna. Uma gravação dupla
evitaria esses incidentes indesejáveis.
Palmas lá; risos aqui. Mas não há o que aplaudir.
Em uma série de matérias sobre o Brasil que mais cresce, a Folha de São Paulo tratou de Palmas, no Tocantins.
De passagem, falou da eleição do prefeito, um colombiano
muito rico que teria feito uma campanha milionária. A Folha
indica que ele gastou R$ 60 por voto. Sessenta Reais! Essa
informação deve fazer rir muita gente aqui no Vale do Rio
Braço do Norte. Riem e nem ficam vermelhos...
Servidores públicos e povo
Alguns poucos servidores públicos santarosalimenses
ainda não entenderam que é o povo que paga os salários
deles. Ainda não compreenderam que um funcionário público municipal é remunerado para servir bem aos munícipes.
Com cordialidade, presteza e simpatia. Com cuidado e precaução.
Não se pode aceitar servidores públicos que vivem afirmando que não gostam de povo e que têm nojo de povo.
Não se pode concordar com posturas de funcionários que
“se acham” e tratam cidadãos simples como se fossem chefes deles.
Atualmente, há muitas reclamações em relação a motoristas da saúde. A apenas uns poucos. Velocidade e forma
imprudente de dirigir; relacionamento inadequado com os
pacientes; insolência.
Esse é um ponto importante de melhoria que pode ser
trabalhado pelos responsáveis pela saúde no município. Que
certamente não estão de acordo com estas posturas. E não
darão costas quentes a quem não tem a postura adequada
ao serviço público.
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Conheça a família For- tunato e o patrimônio que ela