UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC
CURSO DE PSICOLOGIA
ALINE BENDET VELHO
PSICOLOGIA DO ESPORTE: UMA ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE
SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ATLETAS DE ESPORTES
COLETIVOS E INDIVIDUAIS
CRICIÚMA, JUNHO DE 2010
ALINE BENDET VELHO
PSICOLOGIA DO ESPORTE: UMA ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE
SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ATLETAS DE ESPORTES
COLETIVOS E INDIVIDUAIS
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado
para obtenção do grau de Bacharel no curso de
Psicologia da Universidade do Extremo Sul
Catarinense, UNESC.
Orientador(a): Prof. (ª) MSc.Paulo de Tarso
Ferreira Corrêa
CRICIÚMA, JUNHO DE 2010
2
ALINE BENDET VELHO
PSICOLOGIA DO ESPORTE: UMA ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE
SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ATLETAS DE ESPORTES
COLETIVOS E INDIVIDUAIS
Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela
Banca Examinadora para obtenção do Grau de
Bacharel, no Curso de Psicologia da
Universidade do Extremo Sul Catarinense,
UNESC, com Linha de Pesquisa em Saúde e
Qualidade de Vida.
Criciúma, 29 de Junho de 2010.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Paulo de Tarso - Mestre - (UNESC) - Orientador
Prof. Cleber de Medeiros -Mestre - (UNESC)
Prof. José Antônio Carrilho - Especialista - (UNESC)
3
Dedico este trabalho ao meu pai
Amauri, a minha mãe Eva e ao meu
companheiro
de
vida
Pablo
paciência e amor a mim dedicados.
pela
4
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais Amauri Velho e Eva Benedet Velho, que em todos os
momentos desta jornada estiveram ao meu lado e me apoiaram com todo
amor e paciência e acreditaram na minha capacidade quando eu mesma não
o fiz.
Ao meu companheiro de vida Pablo Di Palma que mesmo a muitos
quilômetros de distância sempre me amparou e me incentivou, fazendo-se
presente em todos os momentos, sendo minha fortaleza e refúgio.
A minha irmã Patrícia pelo incentivo e compreensão.
As minhas especiais amigas Cristiane Dias, Luana Karklis, que estiveram
mais que presentes durante todo o percurso fazendo com que o objetivo fosse
alcançado, e por me darem a certeza absoluta de que jamais estaremos
sozinhos enquanto existirem amigos.
Aos amigos Fábio Cossa, e Sabrina Antunes, pela atenção e preocupação a
mim dedicadas.
A todos os colegas que de maneira direta ou indireta fizeram parte da
caminhada.
5
“Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer
sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que
é possível fazer sentido. Eu não quero é uma verdade inventada.
Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de
outro.
(Clarice Lispector
)
6
RESUMO
Considera-se esporte a atividade composta de por três elementos, que são o jogo, o
exercício físico e a competição, em aspecto tanto individual, quanto coletivo dos
atletas. Os psicólogos do esporte estão diretamente envolvidos na investigação das
relações entre exercícios e estados de humor e emoções, com desígnio de ajudar
atletas a usar os princípios psicológicos para melhorar o desempenho, e
compreender como a participação em atividades físicas, esportes, exercícios e jogos
afetam o desenvolvimento psicológico, a saúde e o bem-estar ao longo da vida. Este
trabalho tem como objetivo principal analisar a incidência de sintomas depressivos
em atletas de alto rendimento nas modalidades grupal e individual.
Palavras-chave: Depressão, Esporte, Modalidades Esportivas.
7
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 8
2 REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................. 10
2.1 História da psicologia do esporte .................................................................... 10
2.2 A Psicologia do Esporte ................................................................................... 11
2.3 O Esporte e as Emoções .................................................................................. 12
2.4 Depressão .......................................................................................................... 13
2.5 Grupos................................................................................................................ 14
3 OBJETIVOS ........................................................................................................... 15
3.1 Objetivo Geral .................................................................................................... 15
3.2 Objetivos Específicos ....................................................................................... 15
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 16
NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DA REVISTA ALETHEIA ..................................... 18
ARTIGO ........................................................................... Erro! Indicador não definido.
ANEXO ..................................................................................................................... 40
APÊNDICE ................................................................................................................ 41
8
1 INTRODUÇÃO
O presente projeto visa à compreensão dos fatores que podem contribuir
para o desenvolvimento de quadros depressivos em atletas da equipe feminina de
Futsal da UNESC, o enfoque será através da Psicologia do Esporte.
Um dos fenômenos de maior importância neste século é o esporte, tendo
em vista a constante evolução em muitas modalidades.
Segundo Machado e Presoto (2001) o esporte é composto por três
elementos, que são o jogo, o exercício físico e a competição.
O esporte é um fenômeno socializante, em que se colocam em cena
emoções, sentimentos, esforços, melhora-se a condição física, propicia o bem estar,
reduz a ansiedade. Deve-se também considerar o custo que em muitas modalidades
é baixo, e acaba por abranger as diferentes camadas sociais.
Outro fator relevante, conforme Rubio (2000) é que, a prática de esportes
coletivos, faz com que o atleta tenha que ter habilidade para deslocar-se em
diferentes categorias de controle de estimulo e humor, o atleta precisa ter
capacidade de deslocar sua atenção de um tipo de estimulo para o outro. O “em
torno” desse indivíduo pode acabar influenciando seu desempenho no momento em
que está desenvolvendo seu papel de atleta, logo, entende-se que as variáveis
podem influenciar no campo das emoções do mesmo, haja visto, que o desempenho
acaba sendo visado pelas pessoas que o cercam, seja torcida, técnico, família ou a
própria equipe. Dentro disso, apresenta-se o papel do Psicólogo nesse contexto, que
pode auxiliar esse atleta a lidar com as emoções provenientes das “pressões”
exercidas pelos outros e por ele mesmo.
A Psicologia do Esporte vem alcançando um espaço cada vez maior no
cenário mundial, tanto no que diz respeito aos esportes Olímpicos quanto aos
Paraolímpicos. Vários fatores contribuem para o crescimento dessa área,
principalmente o fato de atletas de alto rendimento estar se tornando cada vez mais
equiparados entre si no que diz respeito ao desempenho físico e técnico. Essa
situação faz com que as decisões tomadas durante uma competição dependam mais
de um bom preparo mental e emocional do atleta.
Esse profissional pode estar atuando no viés de pesquisa dentro do
esporte, de modo a fazer intervenções mais assertivas e dentro disso, auxiliando o
9
atleta nesse movimento de lidar com suas emoções, influenciadas pelo contexto que
vivencia. Especificando a questão dos quadros depressivos dentro do esporte, pode
se validar desses mecanismos para ajudar o indivíduo, não só no seu desempenho
técnico, mas também na sua saúde mental, que permeia todos os papeis que exerce
em sua vida. (SAMULSKI, 1995; NARDI, 2006)
Mostra-se necessário considerar de igual modo, a influência que a equipe
exerce sobre o indivíduo, onde o profissional da psicologia também poderá contribuir
positivamente com esse processo grupal. O grupo em si permite ao indivíduo, além
de muitos outros fatores, a socialização, e nesta, ele o influencia e vice-versa, sendo
que esses processos de interação se mostram necessários para o desenvolvimento
do sujeito, a nível cognitivo, afetivo e social. Freire (1997, apud TATAGIBA, 2002, p.
13) diz que “grupo é o resultado da dialética entre a história do grupo e a história dos
indivíduos com seus mundos internos, projeções e transferências na sucessão da
história da sociedade em que estão inseridos” e essa configuração dentro do
esporte, precisa ser observada.
A obtenção de conhecimento não tem limites e pesquisas nessa área se
mostram relevantes no que tange o aspecto tanto individual, quanto coletivo dos
atletas. A psicologia em sua amplitude, mais uma vez pode corroborar para a
manutenção da saúde psicológica dessas pessoas, a pensar especificamente, na
equipe feminina de futsal da UNESC bem como os integrantes do atletismo.
10
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 História da psicologia do esporte
Na última década do século passado a psicologia do esporte emergia com
trabalhos teóricos que
tinham por objetivo elucidar os motivos pelo qual os
profissionais de Educação física deveriam estar entrosados com a psicologia, assim
como os benefícios psicológicos que as atividades proporcionariam. (BURITI, 2000)
A idéia da psicologia aplicada ao esporte ou às práticas esportivas já
vinha criando força desde 1895 quando, pelo reverendo William August Stearn, foi
criada a primeira cátedra de educação física e trabalhos sobre as vantagens de uma
prática esportiva orientada. (RAPOSO, 1996)
A psicologia do esporte quando começou a ser desenvolvida tinha suas
abordagens calcadas apenas nas opiniões pessoais dos estudiosos da época e não
sendo sustentadas por estudos experimentais ou evidências empíricas, visando
apenas explicar porque o homem jogava e qual a relação do jogo com o
desenvolvimento pessoal do indivíduo. (BURITI, 2001)
Apesar de no ano de 1981 George W. Feitz ter montado o primeiro
laboratório de Educação Física no qual trabalhava com estudos experimentais,
Weinberg e Gould (1995) consideram o estudo de Norman Triplett como a primeira
pesquisa ligada a psicologia do esporte. O estudo em questão que data de 1895
verificava o rendimento de ciclistas em situações pré-determinadas, onde concluiu
que o rendimento dos ciclistas aumentavam quando postos a correr com outros
ciclistas. (BURITI, 2001)
Além dos estudos supracitados muitos outros, ora de natureza filosófica,
ora sócio-psicologica, foram realizados abordando o tema das vantagens da prática
de educação física. (WEINBERG e GOULD 1995)
No Brasil foi através da procura pelo desempenho desejado e a
preocupação com resultados não só positivos como além dos níveis já conhecidos,
que surgiu a psicologia do esporte. (ABDO, 2000)
11
2.2 A Psicologia do Esporte
A psicologia do esporte vem sendo pesquisada e estudada com mais
constância devido ao reconhecimento, por parte dos psicólogos, do fenômeno
esportivo como uma perspectiva de extrema relevância no comportamento humano.
Nos tempos atuais o esporte de alto rendimento estabelece um fenômeno
econômico social de primeira importância.
Segundo Souza Filho (2000), psicologia do Esporte é o estudo científico
dos fatores psicológicos que estão associados à participação e performance nos
esportes, exercícios e outros tipos de atividade física.
Em diversas culturas o esporte e os jogos recreativos têm imenso
reconhecimento, isso devido ao fato de que quando se esta praticando o esporte o
indivíduo dispõe de sua energia, seus esforços e também as emoções.
A psicologia do esporte tem como objetivo a obtenção de dados e a
conseqüente intervenção tendo por objetivo a melhoria da atuação dos esportistas.
Juntamente com a psicologia estão a medicina desportiva, a nutrição desportiva, a
biomecânica, a sociologia dos esportes, entre outras, faz parte de uma grande área,
denominada Ciências do Esporte. (SOUZA FILHO, 2000)
De acordo com Weinberg e Gould (1995 apud SOUZA FILHO, 2000), os
profissionais da psicologia do esporte têm dois objetivos principais: ajudar atletas a
usar os princípios psicológicos para melhorar a performance, e compreender como a
participação em atividades físicas, esportes, exercícios e jogos afetam o
desenvolvimento psicológico, a saúde e o bem-estar ao longo da vida.
Os psicólogos do esporte estão diretamente envolvidos em investigações
relacionadas às relações entre exercícios e estados de humor, depressão,
ansiedade, resistência à dor, responsividade ao stress, compulsão ao exercício,
drogadição no esporte, distúrbios alimentares. Logo, percebe-se a importância e
relevância desse profissional no âmbito do esporte. (WEINBERG E GOULD, apud
SOUZA FILHO, 2000)
12
2.3 O Esporte e as Emoções
As emoções são parte da vida de todos os indivíduos e influenciam
comportamentos. De acordo com Samulski (2002), as emoções exercem duas
funções básicas, que são a função de orientar, organizar e controlar as ações, e a
função energética de ativação.
Algumas emoções e sentimentos permeiam as equipes quando estas
estão prestes a alguma competição, como stress, depressão e ansiedade précompetitiva.
Segundo Ribeiro (2004), através das conquistas do corpo o indivíduo
acaba desenvolvendo o poder emocional, isso faz com que se sinta enaltecido
diante de seus esforços e conquistas. Quando este mesmo indivíduo desenvolve
poder emocional torna-se mais tolerante e com mais compaixão o que resultará
inclusive numa melhora de qualidade de vida de quem o rodeia.
O corpo, no caso da atividade física, é um caminho para se chegar à
mente do individuo, e através dela se obtém resultados que vão mudar a forma com
a qual ele se percebe, já que este vivencia transformação de uma forma concreta e
prática, pois é ele mesmo quem o faz. E com estes feitos vamos dando ao nosso
corpo e a nossa mente, condições de acreditar de forma vigorosa que somos
capazes. (RIBEIRO, 2004)
Lima (1991) realizou um estudo que teve por objetivo averiguar as
situações criticas no tênis de mesa, e analisar as técnicas de auto-regulação
utilizada pelos atletas. As participantes foram jogadoras da seleção brasileira
feminina de tênis de mesa. Foram escolhidas situações criticas através de um
instrumento especifico a modalidade. Por meio desta pesquisa pode-se concluir que
o estress pode afetar o atleta de diferentes maneiras. Deve-se levar em
consideração fatores como sexo, idade, nível de rendimento e modalidade. As
atletas jovens do sexo feminino e com pouca experiência tem maior probabilidade de
apresentar valores mais elevados em relação ao estresse competitivo.
Essas questões possibilitam reflexões sobre a maneira como as emoções
influenciam a vida e o desempenho dos atletas e atrelado a isso, os quadros
depressivos também demonstram sua representatividade.
13
2.4 Depressão
O CID-10 aponta que A depressão é um transtorno do humor que poder
se apresentar em três níveis, leve, moderado e grave, que ocasiona amplo
sofrimento e gravidade na vida do indivíduo. Afeta físico, o humor e o pensamento,
ou seja, provoca alterações psíquicas e orgânicas. Como nos relata Nardi (2006, p.
40):
Os principais sintomas da depressão são: humor triste e perda do interesse
e prazer (anedonia). A estes se somam, em número e intensidade variáveis,
diversos sintomas físicos e psicológicos, como perda de energia (cansaço),
alterações do apetite, distúrbios do sono, dores, sensação de desconforto,
alterações nos movimentos, baixa auto-estima e sentimento de culpa,
dificuldade de concentração, retraimento social, uso e abuso de drogas,
problemas no trabalho, irritabilidade, distorção da realidade, ideação suicida
e diminuição da libido.
Conforme Nardi (2006) a depressão pode se manifestar como Depressão
Típica ou Atípica, segundo a autora, a Depressão Típica é manifestada com
sintomas emocionais típicos, como apatia, desânimo, tristeza, desinteresse, etc.
Neste tipo há um cansaço e, até inibição das atividades psíquicas e físicas. Percebese um comprometimento com o ânimo. Na Depressão Atípica a pessoa não percebe
estar deprimida, ela não é capaz de associar os sintomas à doença. Entre eles está
ganho de peso ou aumento do apetite significativo, hipersonia, sensação de peso
nos braços e pernas, padrão persistente de sensibilidade à rejeição interpessoal.
Vários são os fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver tal
psicopatologia, e relacionado ao contexto do esporte, percebe-se a importância da
observação da presença desses sintomas em atletas.
Nardi (2006) diz que esta doença em si pode afetar tanto homem e
mulher, de qualquer faixa etária, porém as mulheres são mais afetadas que os
homens. Por isso é importante estar atento quando um indivíduo demonstra ter um
sofrimento intenso e que a duração é por mais de duas semanas. Um diagnóstico
precoce proporciona um tratamento mais rápido e eficaz. Sendo que o mesmo se faz
com atendimento médico que utiliza os antidepressivos e com a psicoterapia.
14
Pelo fato das relações influenciarem os sentimentos e emoções, tanto o
indivíduo com ele mesmo quanto este, com os grupos aos quais pertence se valida
de igual modo uma observação nesse sentido, como poderá ser visto a seguir.
2.5 Grupos
Zimerman e Osório (1997) Ressaltam que os indivíduos a partir de seu
nascimento começam a fazer parte de diferentes grupos, e que estes são inerentes
ao homem pois durante toda sua vida ele vai estar inserido em diferentes tipos
grupais buscando assim sua identidade dentro do grupo e também a identidade
individual. A prática esportiva possibilita a um grupo de indivíduos reunidos a
alcançar um objetivo comum definido anteriormente.
Segundo Tatagiba e Filartiga (2002, p. 13), “a vida em grupo oportuniza
um universo de experiências para o desenvolvimento e crescimento das pessoas a
partir da descoberta de si mesmo e dos outros”. Pensando nessas questões
levantadas, entende-se a influência desse processo grupal na vida dos atletas.
Diferentemente de outros grupos cada membro do grupo esportivo oscila
entre maus e bons momentos individuais, que virão por interferir no rendimento do
grupo como uma identidade afirmada. (ZIMERMAN, 1997)
Conforme o referido autor, neste mesmo contexto considera-se que o
grupo/equipe tem identidade própria, pois cada integrante assume um papel com
suas funções especificas e comportamentos diferenciados, que vão em busca de um
objetivo comum, diante de uma interação planejada.
Segundo o autor supracitado, quando os membros do grupo estão
comprometidos e conscientes das suas responsabilidades perante o grupo, com a
função a ser desenvolvida e consigo mesmo, melhor será a formação desta equipe e
consequentemente isso influenciará na qualidade das emoções coletivas, mas
individuais também.
15
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral

Compreender os fatores que podem influenciar no surgimento de sintomas
depressivos em atletas de alto rendimento nas modalidades grupal e
individual.
3.2 Objetivos Específicos

Avaliar quais sentimentos e emoções permeiam a equipe de futsal feminino e
os atletas da modalidade individual da UNESC quando se aproxima de uma
competição importante;
 Verificar a existência dos sintomas depressivos nas modalidades individual e
coletiva;
 Analisar qual o índice de atletas que apresentam quadro depressivo;
 Compreender a importância da inserção dos psicólogos nas equipes
desportivas.
16
REFERÊNCIAS
ABDO, Eliane. Psicologia do Esporte no Brasil. In: Encontros e Desencontros:
Descobrindo a Psicologia do Esporte. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
CUNHA, J. A. Manual da versão em português das Escalas Beck. São Paulo:
casa do psicólogo, 2001.
CID10 / Organização Mundial da Saúde ; tradução Centro Colaborador da OSM para
Classificação de Doenças em Português. 5. ed. – São Paulo : Editora da
Universidade de São Paulo, 1999.
LIMA, T. Competição para jovens. Lisboa: Horizontes, 1991.
MACHADO, Afonso Antonio. PRESOTO, Daniel. Iniciação esportiva: seu
redirecionamento psicológico. In: BURITI, Marcelo (org.). Psicologia do esporte.
Campinas, SP:editora Alínea, 2001
NARDI, Antonio Egidio. Questões atuais sobre depressão. São Paulo: Lemos,
2006, 269 p.
OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica: Projetos de
Pesquisas, TGI, TCC, Monografias, Dissertações e Teses. 2ª. ed. Pioneira, 2002.
RAMOS, Paulo; RAMOS, Magda Maria; BUSNELLO, Saul José. Manual Prático de
Metodologia da Pesquisa: Artigo, Resenha, Projeto, TCC, Monografia, Dissertação
e Tese. Blumenau: Acadêmica, 2003.
RIBEIRO, Nuno Cobra. A Semente da Vitória. 25ª ed. - São Paulo: SENAC São
Paulo, 2002.
RUBIO, Katia. Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte.
São Paulo: Casa do psicólogo, 2000.
RUBIO, Katia. Análise Social do Fenômeno Esportivo e o papel do Psicólogo.
IN: RUBIO, Katia (org). Psicologia do Esporte Aplicada. São Paulo: Casa do
Psicólogo, 2003.
17
SAMULSKI, D.(2002). Psicologia do esporte. Barueri: Manole,. 380p.
SOUZA FILHO, P.G., O que é a Psicologia dos Esportes. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 8
(4): p. 33-36, 2000.
TATAGIBA, M. Carmen; FILÁRTIGA, Virginia. Vivendo e Aprendendo com Grupo:
uma metodologia construtivista de dinâmica de grupo. Rio de Janeiro: DP&A,
2002.
ZIMERMAN, David E. OSORIO, Luiz Carlos et al. Como trabalhamos com grupos.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
18
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19
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20
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Colocar tabelas e figuras incorporadas ao texto.
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21
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ano de publicação. Exemplo: Carvalho, 1997, 2000a, 2000b, 2000c.
▪ Citação cuja idéia é extraída de outra ou citação indireta: Utilizar a expressão
citado por. Ex: Lopes, citado por Martins (2000),... Na seção Referências, incluir
apenas a fonte consultada (Martins).
▪ Transcrição literal de um texto ou citação direta: sobrenome do autor, data, página.
Exemplo: (Carvalho, 2000, p.45) ou Carvalho (2000, p.45).
NORMAS PARA REFERÊNCIAS
As referências bibliográficas deverão ser apresentadas no final do artigo. Sua
disposição deve ser em ordem alfabética do último sobrenome do autor e em
minúsculo.
Livro
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Artigo de revista científica no prelo
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Tese ou dissertação publicada
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Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento, Universidade Federal do Rio
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Tese ou dissertação não-publicada
Silva, A. (2000). Conhecimento genital e constância sexual em crianças préescolares. Dissertação de Mestrado ou tese de Doutorado. Programa de Estudos de
Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS.
Obra antiga e reeditada em data muito posterior
Segal, A. (2001). Alguns aspectos da análise de um esquizofrênico. Porto Alegre:
Universal. (Original publicado em 1950).
Autoria institucional
American Psychological
ed.).Washington:Autor
Association
Endereço para envio de artigos
Universidade Luterana do Brasil
Curso de Psicologia
Revista Aletheia
Av. Farroupilha, 8001 – Bairro São José
CEP: 92425-900
Sala 121 - Prédio 01
Canoas – RS – Brasil
(1994).
Publication
manual
(4ª
23
Psicologia do Esporte: uma análise da incidência de sintomas depressivos em atletas de
esportes coletivos e individuais
Aline Benedet Velho1
Deivid Douglas Carvalho da Rosa2
Daniela Bavaresco3
Samira S. Valvassori 4
Paulo de Tarso Ferreira Corrêa 5
Resumo: Considera-se esporte a atividade composta de por três elementos, que são o jogo, o
exercício físico e a competição, em aspecto tanto individual, quanto coletivo dos atletas. Os
psicólogos do esporte estão diretamente envolvidos na investigação das relações entre
exercícios e estados de humor e emoções, com desígnio de ajudar atletas a usar os princípios
psicológicos para melhorar o desempenho, e compreender como a participação em atividades
físicas, esportes, exercícios e jogos afetam o desenvolvimento psicológico, a saúde e o bemestar ao longo da vida. Este trabalho tem como objetivo principal analisar a incidência de
sintomas depressivos em atletas de alto rendimento nas modalidades grupal e individual.
Palavras-Chave: Esporte. Depressão.
Sports Psicology: a analyze of the incidence of depressive symptoms in athlets of
collective and individual sports
Abstract: It is considered sport activity consists of three elements, which are the play,
exercise and competition, look at both individual and group of athletes. The sports
psychologists are directly involved in the investigation of the relationship between exercise
and mood states and emotions, with the intention of helping athletes use psychological
principles to improve performance, and understanding how participation in physical activities,
sports, exercises and games affect psychological development, health and wellbeing
throughout life. This study aims at investigating the incidence of depressive symptoms in
high-performance athletes in individual and group modalities.
Key Words: Sport. Depression.
1
Acadêmica da 9ª fase do Curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.
Participante do GPPE/UNESC (Grupo de Pesquisa em Psicologia do Esporte).
Endereço: Estrada Geral Km 107 Lauro Muller (048)96099550. E-mail: aline_benedet@hotmail.com
2
Acadêmico da 6ª fase do Curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.
Participante do GPPE/UNESC (Grupo de Pesquisa em Psicologia do Esporte).
Endereço: Avenida José Inacio Junior nº 124 Ed. Centro – 88990-000 – Praia Grande-SC – Brasil. Tel.: 48
91683138. E-mail: de_puro@hotmail.com
3
Acadêmica da 7ª fase do Curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.
Participante do GPPE/UNESC (Grupo de Pesquisa em Psicologia do Esporte) e Laboratório de Neurociência.
Av: Universitária, 1105, Bairro Universitario 88806-000 - Criciúma, SC – Brasil Telefone: (48) 99266481
danibavaresco@gmail.com
4
Laboratório de Neurociências e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCTTM), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Unidade Acadêmica de Ciências da Saúde,
Universidade do Extremo Sul Catarinense, 88806-000 Criciúma, SC, Brazil. 48 8832 2021 E-mail:
samirasv@yahoo.com.br
5
Psicólogo Professor Mestre do Curso de Psicologia e Coordenador do Grupo de Pesquisa em Psicologia do
Esporte da Universidade do Extremos Sul Catarinense (GPPE/UNESC). End. Av Municipal, 103/201 Centro
Siderópolis, CEP 88860-000 – (048)99159379 e-mail: paulodetarso@unesc.net
24
Psicologia do Esporte: uma análise da incidência de sintomas depressivos em atletas de
esportes coletivos e individuais
Aline Benedet Velho1
Deivid Douglas Carvalho da Rosa2
Daniela Bavaresco3
Samira S. Valvassori4
Paulo de Tarso Ferreira Corrêa5
Resumo: Considera-se esporte a atividade composta de por três elementos, que são o jogo, o
exercício físico e a competição, em aspecto tanto individual, quanto coletivo dos atletas. Os
psicólogos do esporte estão diretamente envolvidos na investigação das relações entre
exercícios e estados de humor e emoções, com desígnio de ajudar atletas a usar os princípios
psicológicos para melhorar o desempenho, e compreender como a participação em atividades
físicas, esportes, exercícios e jogos afetam o desenvolvimento psicológico, a saúde e o bemestar ao longo da vida. Este trabalho tem como objetivo principal analisar a incidência de
sintomas depressivos em atletas de alto rendimento nas modalidades grupal e individual,
sendo que não foram encontradas diferenças significativas entre as amostras pesquisadas.
Palavras-Chave: Esporte. Depressão.
Sports Psicology: a analyze of the incidence of depressive symptoms in athlets of
collective and individual sports
Abstract: It is considered sport activity consists of three elements, which are the play,
exercise and competition, look at both individual and group of athletes. The sports
psychologists are directly involved in the investigation of the relationship between exercise
and mood states and emotions, with the intention of helping athletes use psychological
principles to improve performance, and understanding how participation in physical activities,
sports, exercises and games affect psychological development, health and wellbeing
throughout life. This study aims at investigating the incidence of depressive symptoms in
high-performance athletes in individual and group modalities, and that there werw no
significant differences among the samples surveyed.
Key Words: Sport. Depression.
Introdução
Um dos fenômenos de maior importância neste século é o esporte, tendo em vista a
constante evolução em muitas modalidades e o mesmo é composto por três elementos, que
são o jogo, o exercício físico e a competição (Machado & Presoto, 2001).
Apesar de no ano de 1981 George W. Feitz ter montado o primeiro laboratório de
Educação Física no qual trabalhava com estudos experimentais, Weinberg e Gould (1995)
consideram o estudo de Norman Triplett como a primeira pesquisa ligada à psicologia do
25
esporte. O estudo em questão que data de 1895 verificava o rendimento de ciclistas em
situações pré-determinadas, onde concluiu que o rendimento dos ciclistas aumentava quando
postos a correr com outros ciclistas (Buriti, 2001).
A obtenção de conhecimento não tem limites e pesquisas nessa área se mostram
relevantes no que tange o aspecto tanto individual, quanto coletivo dos atletas. A psicologia
em sua amplitude, mais uma vez pode colaborar para a manutenção da saúde psicológica
dessas pessoas, a pensar especificamente, na equipe de futsal feminina e nos integrantes do
atletismo da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).
Psicologia do Esporte
A Psicologia do Esporte tem alcançado um espaço no cenário mundial, no que diz
respeito aos esportes Olímpicos e Paraolímpicos. O fato dos atletas de alto rendimento estar se
tornando cada vez mais nivelados entre si no desempenho físico e técnico vem para contribuir
com crescimento de tal área, por isso, a importância de um bom preparo mental e emocional
do atleta (Samulski, Anjos & Parreiras, 2006).
Os psicólogos do esporte estão diretamente envolvidos em investigações
relacionadas às relações entre exercícios e estados de humor, depressão, ansiedade, resistência
à dor, responsividade ao stress, compulsão ao exercício, drogadição no esporte, distúrbios
alimentares. Logo, percebe-se a importância e relevância desse profissional no âmbito do
esporte (Weinberg & Gould, 1995).
De acordo com Weinberg e Gould (1995), os profissionais da psicologia do esporte
têm dois objetivos principais: ajudar atletas a usar os princípios psicológicos para melhorar a
performance, e compreender como a participação em atividades físicas, esportes, exercícios e
jogos afetam o desenvolvimento psicológico, a saúde e o bem-estar ao longo da vida.
26
Modalidades
Zimerman e Osório (1997) Ressaltam que os indivíduos a partir de seu nascimento
começam a fazer parte de diferentes grupos, e que estes são inerentes ao homem, pois durante
toda sua vida ele vai estar inserido em diferentes tipos grupais buscando assim sua identidade
dentro do grupo e também a identidade individual. A prática esportiva possibilita a um grupo
de indivíduos reunidos a alcançar um objetivo comum definido anteriormente.
Segundo Tatagiba e Filártiga (2002, p. 13), “a vida em grupo oportuniza um universo
de experiências para o desenvolvimento e crescimento das pessoas a partir da descoberta de si
mesmo e dos outros”. Pensando nessas questões levantadas, entende-se a influência desse
processo grupal na vida dos atletas.
Ainda de acordo com a autora supra citada é necessário considerar de igual modo, a
influência que a equipe exerce sobre o indivíduo, onde o profissional da psicologia também
poderá contribuir positivamente com esse processo grupal. O grupo em si permite ao
indivíduo, além de muitos outros fatores, a socialização, e nesta, ele o influencia e vice-versa,
sendo que esses processos de interação se mostram necessários para o desenvolvimento do
sujeito, a nível cognitivo, afetivo e social. Diz que, “grupo é o resultado da dialética entre a
história do grupo e a história dos indivíduos com seus mundos internos, projeções e
transferências na sucessão da história da sociedade em que estão inseridos” e essa
configuração dentro do esporte, precisa ser observada.
Diferentemente de outros grupos cada membro do grupo esportivo oscila entre maus
e bons momentos individuais, que virão por interferir no rendimento do grupo como uma
identidade afirmada (Zimerman & Osório, 1997).
27
Conforme o referido autor, neste mesmo contexto considera-se que o grupo/equipe
tem identidade própria, pois cada integrante assume um papel com suas funções especificas e
comportamentos diferenciados, que vão em busca de um objetivo comum, diante de uma
interação planejada. Quando os membros do grupo estão comprometidos e conscientes das
suas responsabilidades perante o grupo, com a função a ser desenvolvida e consigo mesmo,
melhor será a formação desta equipe e conseqüentemente isso influenciará na qualidade das
emoções coletivas, mas individuais também.
Os critérios utilizados por Durand (1959) para classificar as modalidades esportivas
foram: a situação do praticante, a forma da atividade e o local que ela ocorre; assim tais
modalidades foram classificadas como:
Individuais: Nesta modalidade o atleta precisa vencer determinado obstáculo
podendo ser adversário, aparato ou elemento; não há contato físico entre os competidores. São
exemplos, atletismo, natação ginástica artística dentre outros.
Coletivas: considera-se tal a atividade em que o atleta necessita integrar-se numa
ação em grupo. São exemplos basquetebol, rugby, futebol;
De combate: A modalidade permite confronto direto entre dois oponentes. Ex: judô,
esgrima.
Depressão
As emoções são parte da vida de todos os indivíduos e influenciam comportamentos.
De acordo com Samulski (2002), as emoções exercem duas funções básicas, que são a função
de orientar, organizar e controlar as ações, e a função energética de ativação. Algumas
emoções e sentimentos como stress, depressão e ansiedade pré-competitiva, envolvem os
sujeitos quando estes estão prestes a enfrentar alguma competição.
28
O corpo, no caso da atividade física, é um caminho para se chegar à mente do
individuo, e através dela se obtém resultados que vão mudar a forma com a qual ele se
percebe, já que este vivencia transformação de uma forma concreta e prática, pois é ele
mesmo quem o faz. E com estes feitos vamos dando ao nosso corpo e a nossa mente,
condições de acreditar de forma vigorosa que somos capazes (Ribeiro, 2004).
O CID-10 aponta que a depressão é um transtorno do humor que poder se apresentar
em três níveis, leve, moderado e grave, que ocasiona amplo sofrimento e gravidade na vida do
indivíduo. Afeta físico, o humor e o pensamento, ou seja, provoca alterações psíquicas e
orgânicas. Conforme Nardi (2006) a depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou
Atípica, segundo a autora, a Depressão Típica é manifestada com sintomas emocionais
típicos, como apatia, desânimo, tristeza, desinteresse, etc. Neste tipo há um cansaço e, até
inibição das atividades psíquicas e físicas. Percebe-se um comprometimento com o ânimo. Já
na Depressão Atípica a pessoa não percebe estar deprimida, ela não é capaz de associar os
sintomas à doença. Entre eles está ganho de peso ou aumento do apetite significativo,
hipersonia, sensação de peso nos braços e pernas, padrão persistente de sensibilidade à
rejeição interpessoal.
Del Porto (2000) diz que as conseqüências advindas da depressão como as limitações
e o custo social, são muito grandes considerando que apenas uma pequena parte da população
afetada tem acesso ao diagnóstico e a o tratamento da doença.
Para o referido autor consideram-se no diagnóstico de depressão os sintomas
psíquicos, fisiológicos e as evidências comportamentais.
No plano psíquico observam-se: humor depressivo, sensação de tristeza, sentimento
de culpa; para o indivíduo com tal doença existe a crença da perda irreversível de tudo que da
prazer, em crianças e adolescentes o humor pode ser irritável, alguns pacientes relatam o
“sentimento da falta de sentimento”, apatia; dificuldade de sentir prazer em acontecimentos
29
que antes eram agradáveis; fadiga, onde há um cansaço físico mesmo sem exercer nenhum
tipo de atividade; a dificuldade da capacidade de se concentrar, tomar decisões e pensar, o
curso do pensamento também torna-se mais lento, em crianças e adolescentes percebe-se a
queda do rendimento escolar, devido ao déficit de atenção, bem como a fadiga (Del Porto,
2000).
No plano fisiológico evidenciam-se alterações do sono, comumente pode aparecer
insônia bem como hiper-sonolência; alteração do apetite, diz respeito à perda bem como o
aumento do mesmo; redução do interesse sexual;
No que tange as evidencias comportamentais notam-se choro, rebaixamento social,
comportamentos suicidas, retardo e agitação psicomotora.
Nardi (2006) diz que esta doença em si pode afetar tanto homem e mulher, de
qualquer faixa etária, porém as mulheres são mais afetadas que os homens. Por isso é
importante estar atento quando um indivíduo demonstra ter um sofrimento intenso e que a
duração é por mais de duas semanas. Um diagnóstico precoce proporciona um tratamento
mais rápido e eficaz. Sendo que o mesmo se faz com atendimento médico que utiliza os
antidepressivos e com a psicoterapia. E relacionado ao contexto do esporte, percebe-se a
importância da observação da presença desses sintomas em atletas.
Pelo fato das relações influenciarem os sentimentos e emoções, tanto o indivíduo
com ele mesmo quanto este, com os grupos aos quais pertence se valida de igual modo uma
observação nesse sentido.
Metodologia
30
Todas as atividades observarão os princípios éticos conforme diretrizes da resolução
196/96 do Coselho Nacional de Saúde e do Código de Ética do Psicólogo e serão
desenvolvidas mediante a submissão do projeto ao Comitê de Ética da UNESC.
Caracterização da Pesquisa
O estudo foi realizado nas dependências do ginásio de Esportes da UNESC e na pista
de Atletismo da mesma no município de Criciúma – SC, tendo como objeto de pesquisa os
atletas das modalidade grupal e individual. Sendo assim, a pesquisa caracteriza-se por ser de
natureza quantitativa, do tipo exploratória e descritiva.
Oliveira (1999) define o método quantitativo como sendo uma forma de abordar o
objeto de estudo por meio da quantificação de opiniões, dados, informações coletadas além de
técnicas estatísticas simples ou mais complexas.
De acordo com Oliveira (1999) o método quantitativo também pode ser utilizado no
desenvolvimento de pesquisas descritivas, que se propõem a desvendar e relacionar as
variáveis e a relação entre causalidade na relação estabelecia entre fenômeno causa e efeito.
O objetivo da pesquisa exploratória é tornar o problema mais explícito ou constituir
hipóteses a partir de uma maior compreensão do problema, além de proporcionar o
aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições (GIL, 2002). O mesmo autor coloca
ainda que a pesquisa envolve alguns aspectos que acabam tornando esse tipo de pesquisa
como sendo bastante flexível, possibilitando novas formas de abordar o problema. A
população do presente estudo será composta por 32 atletas de ambos os sexos, pertencentes ao
setor de Esportes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), sendo 16 atletas do
esporte coletivo provenientes da equipe de futsal feminino e 16 do esporte individual, da
equipe de atletismo.
31
Instrumento de coletas de dados
Para coleta de dados será utilizada a Escala de Beck.
O Inventário para Depressão de Beck (BDI) pode ser usado tanto para adultos e
adolescentes acima de 13 anos de idade. É um instrumento padronizado para medir o grau de
depressão, utilizado principalmente em pesquisas e para a avaliação da eficácia das terapias e
tratamentos de depressão.
A escala original consiste em 21 itens, incluindo sintomas e atitudes, cuja intensidade
varia de 0 a 3. O diagnóstico é dado de acordo com o somatório das pontuações de cada
questão (Cunha, 2001). A aplicação da escala de BECK foi realizada em dia de treinamento,
tendo a duração de 20 min, A pesquisa foi desenvolvida entre os meses de Março e Maio de
2010.
No dia da aplicação, foi feita uma explicação breve dos objetivos da pesquisa, e a
solicitação da assinatura do termo para aqueles que concordaram em participar do
experimento. Tendo o mesmo sido assinado, ocorreu o preenchimento do questionário do BDI
- Beck Depressive Inventory (Beck, Ward, Mendelson, Mock, & Erbaugh, 1961; BDI). A
análise de dados será feita a partir dos Resultados da Escala de Beck indo ao encontro dos
objetivos específicos.
Critérios da análise de dados
Será realizada a análise de dados através do Software estatístico SPSS - Statistical
Package for the Social Science, versão 17.0 para Windows, análise Teste T para Amostras
Independentes, considerando como significância de P>0,05. Sendo criado um banco de dados
para efetuar as análises descritivas das variáveis da amostra. Foi feito o consentimento
informado.
32
Da instituição: encaminhamento e submissão do projeto ao comitê de Ética da
UNESC, solicitando autorização para o desenvolvimento da pesquisa.
Dos sujeitos: autorização por escrito da participação voluntária dos sujeitos por meio
do consentimento livre e esclarecido, assegurando-se o direito a recusa, desistência em
qualquer fase da pesquisa e sem nenhuma penalização ou prejuízo. O TCLE (Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE – Res. CNS 196/96-VI. 3.e) será preenchido
antes da pesquisa durante um momento específico previamente agendado em dia de treino.
Sigilo e anonimato: assegurada a sua privacidade quanto â sua identidade e dados
confidenciais da pesquisa.
Riscos e benefícios: a pesquisa não apresenta dados que possam apresentar riscos
aos sujeitos.
Resultados e discussão
A partir do estudo realizado, compreende-se que de acordo com a figura A1 na
amostra pesquisada, tanto na modalidade grupal quanto individual no questionário BDI os
resultados estatísticos não demonstram diferenças significativas. A figura A2, analisa os
mesmos resultados, porém de forma mais detalhada e nos mostra que na modalidade
individual os resultados apontam que os indivíduos não se encontram em um estado
depressivo, representando 69% da amostra; igualmente na modalidade grupal caracteriza-se
que 87,5% dos indivíduos não se encaixam em qualquer grau de depressão diante da escala
utilizada.
33
Figura A1
Figura A2
A partir destes dados gerais foram analisados mais especificamente alguns itens
presentes na escala que representam diferença significativa (P>0,05) tais como, irritabilidade
(figura B) que demonstra diferença significativa na modalidade grupal, apresentando maior
incidência. Este resultado pode ser compreendido como contrário ao esperado uma vez que o grupo
tem a função de minimizar os sentimentos dos seus integrantes (Zimmerman, 1997). Podemos inferir
que este resultado pode ser devido à faixa etária da amostra, uma vez que estas se encontram
34
na puberdade, e nesta idade, de acordo com Papalia e Olds (2006). O adolescente tende a ter
seus sentimentos exacerbados.
Figura B IRRITABILIDADE
No item pessimismo (figura C) se considera a diferença significativa na modalidade
individual. O pessimismo, de acordo com Ferreira (2000), configura-se pela disposição de
espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, no que tange a área desportiva
diz respeito a esperar sempre os piores resultados. Podemos entender que o esporte individual,
devido a falta de ter com quem dividir os sentimentos de angustia e/ou ansiedade, o atleta
sente-se em determinado momento, pessimista em relação a sua performance.
Figura C PESSIMISMO
35
Já na questão anorexia, (figura D) percebe-se a diferença significativa nos atletas da
modalidade grupal, no entanto faz-se necessário um olhar mais apurado devido ao grupo ser
especificamente feminino, adolescentes e por tanto, mais preocupadas com questões
relacionadas ao corpo.
Figura D ANOREXIA
De acordo com Papalia (2006), a adolescência é uma época onde as mudanças
corporais podem influenciar positiva ou negativamente, na construção da auto-estima, e
devido a esse fato, podemos entender que os resultados obtidos neste gráfico estão
relacionados com as mudanças corporais e com a necessidade de manter o peso para o bom
desempenho no esporte. O grupo individual mostra resultado não significativo, o surgimento
de pessoas do sexo masculino na amostra pode ser o fator que proporcionou tal resultado, uma
vez que ainda neste grupo encontramos dois sujeitos com escores altos.
No que diz respeito a individual a amostra é formada por indivíduos do sexo
feminino e masculino, sendo que este pode ser o fator que influenciou em tal resultado.
No quesito insatisfação (figura E) a diferença significativa se refere à modalidade
individual. Bem como no gráfico relativo ao pessimismo, podemos compreender que o
resultado significante para insatisfação seja o fato de que os praticantes de esportes
36
individuais não tenham com quem dividir suas angústias durante a prática esportiva, angústias
essas que podem se originar das cobranças sucessivas a eles pedidos, propostos por Samulski
(2002).
Figura E INSATISFAÇÃO
Referente ao senso de fracasso (figura F) a diferença significativa se refere a atletas
da modalidade individual. Assim como nos dois últimos gráficos que se referem ao
pessimismo e a insatisfação, o senso de fracasso tem sua manifestação na modalidade
individual devido à dificuldade dos atletas dividirem suas frustrações com companheiros, de
modo como aborda Zimmerman (1997) no grupo vemos uma integração onde se permite a
troca de informações e a descarga de material afetivo.
37
Figura F SENSO DE FRACASSO
Considerações finais
A psicologia do esporte se ocupa em colaborar para melhor rendimento dos atletas
bem como compreender a manifestação das emoções e suas influências nesse desempenho,
sempre se preocupando com saúde e bem-estar dos indivíduos.
O presente trabalho teve por objetivo refletir sobre uma possibilidade de instalação de
sintomatologia depressiva em atletas das modalidades coletiva e individual, pensando por este
viés se realizou uma pesquisa comparativa onde não foi encontrado resultado significativo
sobre a diferença na qualidade dos sintomas nos indivíduos de uma modalidade comparada
com a outra. Em termos gerais se pode dizer que ambos os grupos apresentam sintomatologia
depressiva igualitária, na escala geral referente a figura (A1).
Quando passamos a qualificar a sintomatologia encontramos algumas diferenças
pertinentes, quanto à irritabilidade e anorexia podemos ver que os atletas da modalidade de
grupo apresentam sintomatologia aumentada se comparada aos atletas da modalidade
individual, na relação com o peso cremos que o fato de serem todos os indivíduos do sexo
feminino isso seja pertinente para esse resultado, pensamos ainda que por se apresentarem na
adolescência isso possa ser um reflexo da personalidade do grupo, porém é um fator que
38
merece melhor investigação para sabermos qual a satisfação desses indivíduos nesse grupo ao
qual pertencem.
Referentes aos atletas da modalidade individual temos em destaque o pessimismo,
insatisfação e senso de fracasso e isso provavelmente se deve ao fato de não estarem
vinculados a algum grupo onde possam estar trocando experiências tanto boas como
frustrante e devido a toda pressão por parte do meio social exigindo resultados, mas ainda
precisamos de investigações mais adequadas para que tenhamos informações de melhor
resultado sobre a satisfação desses atletas em ambas as modalidades. Contudo podemos
afirmar que estatisticamente temos sintomas depressivos em ambas as amostras e que os
sentimentos de irritabilidade são representados por indivíduos de modalidade de grupo
enquanto sentimentos de fracasso e insatisfação são referentes a modalidades individuais.
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40
ANEXO
41
APÊNDICE
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NOME DO ACADÊMICO - Universidade do Extremo Sul Catarinense