Preservação de acervos
culturais
A importância de se elaborar uma
política de segurança
Preservação: termo que abrange todas as ações que
possibilitem a garantia da integridade das informações e
dos significados de um bem cultural, através de sua
gestão e proteção. São ações multidisciplinares que
envolvem todos os setores da Instituição.
Segurança: sistema preventivo ou não, para combater e
evitar danos à instituição. Engloba a salvaguarda e a
proteção do acervo, dos funcionários, dos usuários e do
imóvel.
Segurança é sinônimo de interdisciplinaridade e de ações
conjuntas.
Por que fazer?
 Aspectos a serem considerados para se
justificar a elaboração de uma política de
Segurança:
Mais de 70
quadros
roubados são
recuperados
pela
polícia
argentina
Quadros
foram
roubados em
ataque
violento em
2009, diz
jornal.
.


Museu de Boston
Esse próximo é considerado o maior
assalto a obras de arte na história.
Dois homens vestidos como policiais
convenceram dois guardas
inexperientes (obviamente) do
Museu Gardner que eles estariam
respondendo a um chamado.
Contrariamente a política de
segurança do museu, os dois
guardas deixaram os “policiais”
entrarem no museu, descobrindo
em seguida que eles haviam sido
enganados e amarrados pelos
policiais no porão do museu. Os
dois homens passaram os próximos
81 minutos calmamente
selecionando 12 obras de arte que
juntas valeriam algo acima dos 300
milhões de doláres.

SÃO PAULO - A
polícia indiciou
quatro pessoas
pelo roubo de
obras de arte
de bibliotecas
públicas de São
Paulo e do Rio
de Janeiro e
pode indiciar
por receptação
os sócios da
livraria Carioca
Babel Livros e o
leiloeiro Raul
Barbosa. A
livraria e o
leiloeiro seriam
responsáveis
pela venda das
obras.
Como fazer?

Delinear o perfil da instituição: a quem ela se dirige; que tipo
de acervo possui e o que pretende adquirir; quais as áreas que
abrange e qual a sua linha de atuação, definindo claramente suas
missões e objetivos.

Diagnóstico institucional - refletirá a realidade de cada órgão,
departamento, setor, traçando um perfil da instituição de forma a
relacionar os pontos frágeis que possui.

Uma Política de Segurança deverá:





ser objetiva;
ter critérios claros e bem definidos;
ser escrita e assinada pelo responsável maior da instituição;
ser aprovada pela direção e ser acatada por todos ;
ser um projeto dinâmico, com estratégias de divulgação, permanente
revisão e adequação às mudanças da instituição

São basicamente três os pontos a serem analisados na
elaboração de uma política de segurança:

as pessoas;

o prédio;

os acervos.

Programa de segurança - implica, muitas vezes, em
mudanças no comportamento das pessoas: técnicos,
terceirizados, visitantes, pesquisadores. Cada um
deve ter suas ações esclarecidas e seus limites
delineados de forma clara.

A equipe tem que ter noção de que todos tem o seu
papel e que são elos que se unem para compor um
conjunto maior de ações preventivas. Que qualquer
quebra nesses sistema implicará diretamente no bom
desempenho da política e, conseqüentemente, da
segurança
de
todos
e
do
acervo.
 Por isso a análise do aspecto humano é tão
importante. Uma política de segurança implica, em
alguns casos, em mudanças de hábitos e atitudes de
cada membro da equipe.

Uma boa política deve unir a tecnologia ao fator
humano, bem treinado periodicamente. Não adianta
ter um equipamento tecnológico de última geração
para detectar movimento, por exemplo, se o guarda
ou quem fica responsável pelo local não souber o que
fazer ou a quem se dirigir ao ser disparado o alarme.

Responsabilidade
diretor/presidente
instituição.
de
todos,
o responsável
sendo
o
nº1 em uma
Cabe às pessoas:
 Identificar riscos, ameaças e sinistros;
 Prevenir, minimizar ou eliminar riscos e perdas;
 Agir e responder em casos de violações, crimes e
violências;
 Notificar ocorrências a equipe de segurança ou
responsáveis;
 Obedecer regras e procedimentos de emergências;
 Proteger a Instituição como um todo;
 Cumprir e fazer cumprir regras e
normas
estabelecidas;
 Responder prontamente aos alarmes acionados ou
qualquer outro tipo de alarmes de emergências;
 Dar o alarme em casos de emergências e/ou sinistros;
Itens a serem enfocados








Responsabilidade
Limites de proteção
Segurança da área externa
Segurança do prédio – portas, janelas e outras
aberturas, fechaduras, chaves e outros dispositivos de
segurança.
Segurança do Acervo – documentação do acervo, acervo
em reserva técnica, em exposição, em empréstimo e
trânsito, em sala de consulta, em circulação interna,
conservação e restauração, reprodução de documentos,
manuseio/consulta, digitalização, priorização de acervo.
Segurança das pessoas/política de pessoal – equipe de
segurança, equipe de emergência, primeiros socorros.
Segurança contra incêndio/plano de emergência
Fiscalização e avaliação
Quem faz?
 Elaboração feita preferencialmente por alguém da casa,
com o apoio da direção e de todos do corpo funcional.
 Perfil: conhecimento de todas as áreas de atuação da
instituição, conhecimento real da situação financeira da
instituição a curto e médio prazo, conhecimento no
assunto segurança de acervo, disponibilidade de tempo,
experiência na área de preservação (com apoio/suporte
de todas as chefias e serviços institucionais) e um bom
tempo de casa.
 Pode contar com uma consultoria externa que irá nortear
os trabalhos, mas não elaborar efetivamente a política.

“Trabalhar com memória é tornar vivo o que já aconteceu.
Dessa forma, nossa responsabilidade é muito grande. A nós
compete guardar e cuidar de uma parte de um passado e, sem
poder manipular o tempo, convivemos com ele, entrando em
túneis do tempo, vivendo e imaginando outras vidas
testemunhadas em tantos documentos, ilustradas por tantos
objetos e relatadas em tantos livros... Nós nos tornamos
“parceiros” de personagens históricos, cientistas, músicos,
artesãos, pintores... Somos médicos e enfermeiros do legado
que nos deixaram e que escolhemos adotar. Somos cúmplices,
intérpretes e administradores do que nos é confiado. Então,
como não tentar fazer o melhor para preservar isso.”
Política de Segurança para Arquivos, Bibliotecas e Museus.
2006
Obrigada,
Solange Rocha
solange@mast.br
sola.rocha@hotmail.com
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