ENTOMOLOGIA
SELETIVIDADE DE PRODUTOS
FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS
NATURAIS DE PRAGAS DOS CITROS
PEDRO TAKAO YAMAMOTO1 e RENATO BEOZZO BASSANEZI 2
RESUMO
O trabalho tem por objetivo apresentar uma compilação de resultados de seletividade de agroquímicos aos inimigos naturais de pragas dos citros, obtidos por diversos autores,
e opções para controle de pragas seletivas aos artrópodes
benéficos, agentes de controle biológico na citricultura.
Termos de indexação: acaricidas, inseticidas, fungicidas, MIP,
Citrus sinensis.
SUMMARY
SELECTIVITY OF AGROCHEMICALS TO NATURAL
ENEMIES OF CITRUS PESTS
The purpose of this report is to show available data on
pesticides selectivity to natural enemies of citrus pests, obtained
from many authors, and to show options of pest control
selective to arthropods and fungi that are agents of biological
control in citriculture.
Index terms: acaricides, insecticides, fungicides, IPM, Citrus
sinensis.
1
2
Centro de Pesquisas Citrícolas – Fundecitrus. Caixa Postal 391. 14801-970 Araraquara (SP). E-mail:
ptyamamoto@fundecitrus.com.br
Centro de Pesquisas Citrícolas – Fundecitrus. Caixa Postal 391. 14801-970 Araraquara (SP). E-mail:
rbbassanezi@fundecitrus.com.br
ARTIGO TÉCNICO
354
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
1. INTRODUÇÃO
No programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), o controle biológico ocupa posição de destaque, seja como responsável pela manutenção do nível de equilíbrio das pragas, seja como importante medida de
controle. A tendência natural do MIP é direcionar o desequilíbrio ecológico entre as pragas e seus inimigos naturais em favor desses últimos. O
termo usual para se referir a essa tática do MIP é seletividade, que pode
ser entendido como o produto químico seleciona a praga no
agroecossistema em que atua, não afetando, em diferentes graus, as populações de inimigos naturais.
Quando se faz uma pulverização no agroecossistema, pode-se levar à morte não somente a praga-alvo, mas, também, outros organismos,
entre os quais os inimigos naturais das pragas. Em virtude da sua mortalidade, podem ocorrer efeitos colaterais indesejáveis que, na maioria dos
casos, levam a um aumento nos custos de produção.
Os inimigos naturais das pragas atuam no equilíbrio biológico, retardando a ressurgência das pragas-chave, mantendo-as abaixo do nível de
dano econômico, evitando os surtos de pragas secundárias e auxiliando na
diluição da resistência das pragas aos produtos fitossanitários.
O produto fitossanitário ideal, do ponto de vista da produção agrícola e do MIP, seria aquele que apresentasse seletividade total, isto é, que
matasse somente as pragas visadas e preservasse os artrópodes benéficos, evitando, com isso, o desequilíbrio biológico.
Os primeiros conceitos e definições de seletividade foram propostos por RIPPER et al. (1951), que classificaram a seletividade em fisiológica e ecológica. A fisiológica se dá quando inseticidas, em vista das
diferenças fisiológicas entre pragas, predador` es e parasitóides, matam
as pragas a uma concentração que não afeta os insetos benéficos. A
ecológica é o efeito seletivo dos produtos fitossanitários com base nas
diferenças ecológicas das pragas e dos inimigos naturais, isto é, técnica
ou método com que o defensivo possa ser empregado sem atingir diretamente o inimigo natural inserido no contexto do agroecossistema.
METCALF (1994) classifica a seletividade em fisiológica, ecológica,
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
355
devida ao aperfeiçoamento da aplicação, e comportamental. A seletividade
devida ao aperfeiçoamento da aplicação baseia-se na redução de dosagem, baixa persistência, aplicação seletiva, aplicação de inseticidas
sistêmicos, tratamento de sementes e granulados no plantio. Já a
comportamental baseia-se no uso de atraentes, com utilização de armadilhas de luz e feromônio.
A seletividade nos programas de MIP é um conceito importante no
momento da escolha do defensivo ou da maneira de aplicá-lo para preservar os inimigos naturais, espécies inofensivas e outros organismos benéficos que convivem no agroecossistema. Em última análise, a atribuição
que o MIP delega aos produtos fitossanitários é manter as pragas em níveis abaixo daqueles que causam danos econômicos sem suprimir totalmente os insetos pragas, com raras exceções, pois a população “residual”
da praga serve de alimento para preservação dos inimigos naturais. Os
produtos fitossanitários, contudo, não podem afetar as populações desses
inimigos. Para atingir tais metas, a seletividade fisiológica, pela falta de
produtos com essa característica, é insuficiente. A ela devem-se acrescentar os princípios de seletividade ecológica; juntas, tornarão realidade
o manejo integrado de pragas que todos almejam, haja vista os inúmeros
exemplos práticos de pleno sucesso que desponta no mundo todo, em
várias culturas e em diferentes climas.
Em função da não-padronização de método, que atualmente está
sendo realizado pela International Organization of Biological Control
(IOBC), muitos dos resultados obtidos pelos diferentes autores não podem
ser comparados, podendo ser questionáveis. Por estar utilizando diferentes métodos, há resultados distintos, inclusive para a mesma espécie.
Contudo, o objetivo do presente artigo é apresentar uma compilação dos
principais trabalhos sobre seletividade de produtos fitossanitários para
os mais importantes inimigos naturais de pragas dos citros e tabelas específicas, com uma nova forma de abordagem, onde, em função da pragaalvo de controle, os técnicos possam escolher o produto que tenha menor
impacto sobre os inimigos naturais e/ou em função da ocorrência desses,
determinada pela amostragem realizada pelo pragueiro, escolher o produto mais seletivo.
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356
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
2. SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS
ÁCAROS PREDADORES DE PRAGAS
Em relação aos ácaros predadores, principalmente os da família
Phytoseiidae, que engloba a maioria dos predadores, os principais produtos
fitossanitários utilizados em citros são considerados nocivos (Tabela 1).
Considerando-se aqueles com ação acaricida, com exceção de
diflubenzuron que é inócuo, hexythiazox, que é levemente nocivo, e enxofre
e óxido de fenbutatin, que são moderadamente nocivos, os demais são nocivos aos principais ácaros predadores encontrados na cultura. Esse resultado
provavelmente se deva ao fato de pertencerem à mesma classe, indicando
que a aplicação da maioria dos acaricidas pode causar desequilíbrio pela
mortalidade desses inimigos naturais. Como é inevitável a aplicação de
acaricidas na citricultura, para evitar esses desequilíbrios, deve-se levar em
consideração os conceitos de seletividade ecológica e aplicar as táticas de
MIP, pulverizando somente os talhões onde forem atingidos os níveis de ação
para controle dos ácaros pragas, principalmente Brevipalpus phoenicis
(Geijskes) e Phyllocoptruta oleivora (Ashmead), responsáveis pela maioria
das aplicações desse defensivo.
Em sua maioria, os inseticidas são considerados nocivos aos fitoseídeos,
indicando que a aplicação destes também pode acarretar a morte desse grupo
de inimigos naturais, que são importantes para a manutenção da população
de ácaros pragas em níveis abaixo do nível de dano econômico. Entre os
inseticidas, aldicarb, malathion e fenitrothion são inócuos ou levemente
nocivos aos ácaros predadores. Aldicarb apresenta seletividade devida ao
modo de aplicação, na forma de granulado sistêmico, via solo, não entra em
contato com os predadores e, portanto, não lhes causa a mortalidade. Os
óleos minerais e vegetais, que são usados para controle de pragas e também
misturados aos inseticidas para aumentar-lhes a eficiência, são nocivos aos
ácaros predadores, principalmente a Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma,
um dos fitoseídeos mais comuns encontrados nos pomares cítricos. Entretanto, o óleo mineral, para as demais espécies e quando considera o complexo de ácaros predadores, apresentou-se inócuo ou moderadamente nocivo. A
mistura desses óleos com inseticidas, apesar de aumentar-lhes a eficiência,
provoca também um incremento da ação sobre os ácaros predadores.
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SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
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Tabela 1. Seletividade de produtos fitossanitários aos ácaros predadores dos
citros1
Uso2
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A, F
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I, N
I
I, A
I
I
I
I
I
I
I
I
I
F
F
F
F
F, A
F
F
F
F
F
F
1
Ingrediente ativo
Acrinathrin
Azocyclotin
Bifenthrin
Chlorfenapyr
Cyhexatin
Dicofol
Fenpyroximate
Flufenoxuron
Hexythiazox
Óxido de fenbutatin
Propargite
Pyridaben
Pyridafenthion
Enxofre
Abamectin
Diflubenzuron
Ethion
Fenpropathrin
Óleo mineral
Óleo vegetal
Triazophos
Carbosulfan
Acephate
Aldicarb
Carbaryl
Deltamethrin
Diazinon
Dimetoato
Fenitrothion
Fenthion
Malathion
Metidathion
Triclorfon
Captan
Chlorothalonil
Fosetyl-Al
Hidróxido de cobre
Mancozeb
Oxicloreto de cobre
Óxido cuproso
Sulfato de cobre + cal
Tebuconazole
Thiophanate-methyl
Ziram
Ácaros
predadores
em geral3
Euseius
concordis3
–5
M
N
N
L/M/N
M/N
–
M/N
I/L/M
L/N
L/M
–
–
I/M/N
I/L
–
N
N
I/L/M
–
–
N
N
L
N
N
M/N
N
L
N
I
N
L/M
I
I
–
–
I/N
I/L
I
–
L
L/M
L/M
M
N
N
–
M/N
N
M
–
I/L
L/M
–
N
–
I/L/M
I/M/N
–
N
N
I
–
N
N
–
–
L/N
–
–
–
–
–
–
–
–
I
–
–
–
I/L
–
–
L
–
–
–
Euseius Iphiseiodes
citrifolius3 zuluagai4
M
N
N
–
M/N
N
M
–
L
I/L/M
N
N
–
M
–
I
–
N
I
–
N
–
–
–
I/N
–
–
–
–
–
–
–
–
I
–
–
–
–
–
–
L
–
–
–
N
N
N
L/N
M/N
N
N
–
I/L
I/L/M
N
N
N
M
L/N
I
–
N
N
N
N
N
–
–
N
–
–
M
–
–
–
–
–
I
N
I
I
N
I
I
L
–
L/M
L
I = inócuo; L = levemente nocivo; M = moderadamente nocivo; N = nocivo. 2 A = acaricida; I = inseticida;
F = fungicida; N = nematicida. 3 Fonte: YAMAMOTO et al. (1992 e 1995), KOMATSU & NAKANO
(1998), REIS & SOUSA (2001), MONTEIRO (2001). 4 Fonte: REIS et al. (1998). 5 Sem informações.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
358
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
Os fungicidas são praticamente inócuos para os ácaros predadores,
com exceção de mancozeb, benomyl e chlorothalonil. A baixa seletividade
de mancozeb provavelmente seja devida à sua ação acaricida, sendo, em citros,
recomendado para controle do ácaro da ferrugem P. oleivora. Esses resultados indicam que a aplicação dos fungicidas captan, fosetyl-Al, hidróxido de
cobre, oxicloreto de cobre, óxido cuproso, calda bordalesa, tebuconazole,
thiophanate methyl e ziram não provoca a morte de ácaros predadores e,
conseqüentemente, desequilíbrio relacionado a esse grupo de inimigo natural. Entretanto, os três primeiros fungicidas são constantemente utilizados
em citros, devendo, portanto, ser empregados de forma criteriosa para não
causar morte dos fitoseídeos.
3. SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS
ÀS JOANINHAS PREDADORAS
Os produtos que apresentam somente ação acaricida, em geral, são
pouco nocivos aos coccinelídeos que ocorrem em citros (Tabela 2). Entretanto, azocyclotin, bifenthrin e pyridafenthion são considerados moderadamente nocivos ou nocivos às joaninhas, devendo ser usados com critério nos
períodos de maior ocorrência desse grupo de predadores. Para algumas espécies da família Coccinellidae, os acaricidas podem ser considerados nocivos,
mas, para outras espécies, moderadamente nocivos. Essa diferença em termos de seletividade se relaciona às espécies estudadas ou também à diferença no método utilizado para estudo. Apesar de não causar grande impacto
na população das joaninhas, pode-se escolher os acaricidas de menor impacto sobre esses inimigos naturais e, dessa maneira, causar menor prejuízo
no controle biológico de pragas.
Considerando os acaricidas com ação fungicida, como o enxofre, que
independente da espécie, é pouco nocivo às joaninhas predadoras, podendo
ser aplicado nos momentos de alta população desse grupo de inimigos naturais sem causar grande impacto na redução populacional e, conseqüentemente,
prejudicar o controle biológico, sobretudo das cochonilhas, que são as presas
preferidas da maioria dos coccinelídeos.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
359
Tabela 2. Seletividade de produtos fitossanitários às joaninhas predadoras de
pragas dos citros1
Uso2 Ingrediente ativo
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A, F
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
I, A
I
I
I
I
I
I
Acrinathrin
Azocyclotin
Bifenthrin
Bromopropilato
Chlorfenapyr
Cyhexatin
Dicofol
Óxido de fenbutatin
Fenpyroximate
Flufenoxuron
Hexythiazox
Propargite
Pyridaben
Pyridafenthion
Enxofre
Abamectin
Carbosulfan
Diflubenzuron
Ethion
Fenpropathrin
Óleo mineral
Triazophos
Aldicarb
Carbaryl
Diazinon
Dimetoato
Fenthion
Metidathion
Triclorfon
Joaninhas Azya Coccidophilus Cycloneda Pentilia
em geral luteipes
citricola
sanguinea egena
–3
N
N
I/L
–
I/L
I/L
L
–
I/L
–
L/M
–
–
L
L
N
–
M/N
N
I/L
–
L
N
N
N
N
N
M/N
L
–
M
–
–
I/L
L
L
L
–
–
–
I
–
L
–
M
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
L/M
M
M/N
I
–
L/M/N
I/L/N
I/L
I/L
–
I
L/M/N
I/L/M
–
I/L
I
M/N
–
N
N
–
N
–
–
N
N
–
–
–
L
–
M
–
–
I/L
L
L
L
–
–
–
I
–
L
I
M
–
–
–
I
–
–
–
–
–
–
–
–
M/N
N
M/N
I
I/L
L/M/N
I/L
I/L
L
–
–
L/M
L
M/N
I/L
I
M/N
I
I
I/N
–
N
–
–
–
–
–
–
–
1
I = inócuo; L = levemente nocivo; M = moderadamente nocivo; N = nocivo. 2 A = acaricida; I =
inseticida; F = fungicida; N = nematicida. 3 Sem informações.
Fonte: YAMAMOTO et al. (1992), IOBC/WPRS (2002).
Os inseticidas comumente utilizados em citros, na sua maioria, são
nocivos às joaninhas que ocorrem na cultura, com exceção de aldicarb, que é
levemente nocivo, provavelmente em vista de seu modo de aplicação (granulado sistêmico de solo), que confere uma seletividade ecológica aos
coccinelídeos.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
360
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
Por serem nocivos às joaninhas, os inseticidas, cujo emprego objetiva
o controle dos diversos insetos que atacam os citros, devem ser usados de
forma criteriosa, procurando explorar a seletividade ecológica como meio de
diminuir os seus impactos.
Os óleos minerais, que podem ser uma opção para controle de algumas cochonilhas, são inócuos ou levemente nocivos aos coccinelídeos, mas
a sua mistura com outros inseticidas, prática comum, acarreta um incremento da mortalidade das joaninhas.
4. SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS
ÀS ARANHAS E AOS PARASITÓIDES
Para as aranhas, poucos são os dados encontrados na literatura. Os
produtos testados (Tabela 3), incluindo os acaricidas, na maioria são levemente nocivos; somente bifenthrin, fenpropathrin e carbosulfan foram
moderadamente nocivos a nocivos às aranhas. Todavia, mais estudos devem
ser realizados no sentido de estabelecer o efeito dos produtos sobre esses
inimigos naturais.
Entre os produtos fitossanitários adotados em citros com dados obtidos de sua ação sobre os parasitóides (Tabela 3), somente bromopropilato,
cyhexatin, óleo mineral e aldicarb foram inócuos ou levemente nocivos; os
demais foram moderadamente nocivos ou nocivos. Já para Ageniaspis citricola
Logvinovskaya, importante inimigo natural do minador-dos-citros
Phyllocnistis citrella Stainton, a maioria dos produtos fitossanitários utilizados foi nociva, com poucas exceções inócuas a esse parasitóide, que foram
dicofol, hexythiazox, diflubenzuron, óleo mineral e o fungicida benomyl.
Apesar da utilização constante de inseticidas e produtos com grande impacto
sobre A. citricola, esse parasitóide tem aumentado a sua população, disseminando-se com grande velocidade e reduzindo drasticamente a população de
P. citrella. Esse inimigo natural apresenta, possivelmente, meio de defesa
contra os produtos fitossanitários ou fica protegido dentro da presa, não sendo atingido por estes, podendo completar seu ciclo e exercer o controle
biológico da praga.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
361
Tabela 3. Seletividade de produtos fitossanitários aos aracnídeos e parasitóides
de pragas dos citros1
Uso2 Ingrediente ativo Aranhas Parasitóides Trichogramma Encarsia Ageniaspis
em geral
spp.
formosa citricola
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A, F
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I
A, I, N
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
F
Acrinathrin
L
Azocyclotin
–
Bifenthrin
M
Bromopropilato
I
Chlorfenapyr
–
Cyhexatin
L
Dicofol
L
Dinocap
–
Óxido fenbutatin
L
Fenpyroximate
L
Hexythiazox
–
Lufenuron
–
Propargite
L
Pyridaben
–
Enxofre
L
Abamectin
–
Diafenthiuron
–
Diflubenzuron
–
Ethion
–
Fenpropathrin
M/N
Flufenoxuron
–
Óleo mineral
–
Carbosulfan
M
Acephate
–
Aldicarb
–
Bacillus thuringiensis
–
Buprofezin
–
Carbaryl
–
Chlorpyrifos
–
Deltamethrin
–
Diazinon
–
Dimetoato
–
Fenthion
–
Imidacloprid
–
Metidathion
–
Triazophos
–
Triclorfon
–
Benomyl
–
–3
–
N
L
–
I
I/M
–
–
–
–
–
L/M
–
I/L/N
–
–
–
M/N
N
–
I/L
–
–
L
–
–
L/N
–
–
N
N
M
–
N
–
N
–
–
N
N
–
–
N
M
–
I
–
I
L
I
–
–
N
N
I
–
N
I
–
–
N
–
I
I
N
N
N
N
N
–
N
N
N
N
–
N
M
N
–
–
N
M
N
I
N
L
N
M
–
–
N
N
I
–
N
–
–
–
N
N
I
I
N
N
N
N
N
–
N
N
M
M
–
N
N
—
L/M
N
N
I
—
N
—
I
N
N
—
M/N
N
—
I
N
—
—
I
—
—
—
—
—
—
N
N
—
N
—
—
N
—
—
I
1
I = inócuo; L = levemente nocivo; M = moderadamente nocivo; N = nocivo. 2 A = acaricida; I =
inseticida; F = fungicida; N = nematicida.
Fonte: YAMAMOTO et al. (1992); GRAVENA et al. (2001); IOBC/WPRS (2002).
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PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
Para o parasitóide de ovos Trichogramma spp., os inseticidas e
acaricidas, em sua maioria, são nocivos, indicando que sua aplicação pode
levar a efeitos colaterais indesejáveis (Tabela 3).
Entre os que poderiam ser utilizados, sem efeitos indesejáveis, há
o dicofol, considerado moderadamente nocivo, e o lufenuron, levemente
nocivo. Já fenpyroximate, hexythiazox, propargite, diflubenzuron,
flufenoxuron, Bacillus thuringiensis e buprofezin são inócuos ao
Trichogramma spp.
Para Encarsia formosa, importante inimigo natural de moscas-brancas, a lista de produtos com efeito nocivo é maior do que para Trichogramma
spp. Entre os que podem ser utilizados, pelo seu moderado a baixo efeito,
estão: Bacillus thuringiensis, buprofezin, diflubenzuron e óxido de fenbutatin
(inócuos), hexythiazox (levemente nocivo) e azocyclotin, dicofol, propargite,
triazophos e triclorfon (moderadamente nocivos). Os demais inseticidas e
acaricidas devem ser empregados de forma criteriosa para não causar alta
mortalidade ao parasitóide.
Os inseticidas, de maneira geral, são nocivos aos parasitóides que ocorrem em citros, embora faltem ainda muitas informações. Desse modo, sua
utilização deve estar relacionada à ocorrência das pragas-alvo de controle.
Os acaricidas, embora menos nocivos, apresentam ingredientes ativos também altamente impactantes quando aplicados no agroecossitema citrícola,
devendo seu uso estar atrelado aos níveis de ação recomendados para os
ácaros-praga.
5. SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS
AOS CRISOPÍDEOS
Em relação aos crisopídeos, importantes inimigos naturais de pragas
dos citros, os acaricidas bromopropilato, cyhexatin, óxido de fenbutatin,
dicofol, hexythiazox e propargite foram inócuos ou levemente nocivos, indicando que seu emprego provoca pouco impacto a esses inimigos naturais
(Tabela 4).
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
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Tabela 4. Seletividade de produtos fitossanitários aos crisopídeos predadores
de pragas dos citros1
Uso2
A, I
I
I
A
A, I, N
A
I
A
A
I
A, I
I
A
I
A, I
I
A
A, I
I
I
A, I
A
I
I
A
I
I
A, I
I
A
A
A, I
I
I
I
I
I, A
I
I
Ingrediente ativo
Ovo
Abamectin
Acephate
Acetamiprid
Acrinathrin
Aldicarb
Azocyclotin
B. thuringiensis Var. kurstaki
Bifenthrin
Bromopropilato
Carbaryl
Carbosulfan
Chlorpyrifos
Cyhexatin
Deltamethrin
Diafenthiuron
Diazinon
Dicofol
Diflubenzuron
Dimetoato
Fenitrothion
Fenpropathrin
Fenpyroximate
Fenthion
Flufenoxuron
Hexythiazox
Imidacloprid (SL)
Imidacloprid (PM)
Lufenuron
Methidathion
Óxido de fenbutatin
Propargite
Pyridafenthion
Pyriproxyfen
Tebufenozide
Thiacloprid
Thiamethoxam
Triazophos
Trichorfon
Triflumuron
I
–3
I
–
–
–
–
I
–
N
–
N
–
I
–
–
–
–
–
–
–
–
L
N
–
–
I
I
–
I
–
–
I
I
I
I
L
–
–
Fases do crisopídeo
Larva
Pupa
I/L
N
I
–
L
N
I
L/N
I/L
M/N
L/N
N
L/N
N
I/L
N
I
M/N
N
M
M/N
I/N
N
L/N
I/L
N
I
N
N
I
I
N
I
I
I
N
M/L
L
M
I
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
I/N
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
I/N
–
I
–
–
–
I
I
L/M
–
–
–
Adulto
I/N
N
–
I
–
N
I
N
I
N
–
N
N
I/N
I
N
L
M
N
N
N
L
–
N
I
–
–
I/N
N
I
I
–
–
I
N
L/M
N
–
–
1
I = inócuo; L = levemente nocivo; M = moderadamente nocivo; N = nocivo. 2 A = acaricida; I =
inseticida; F = fungicida; N = nematicida. 3 Sem informações.
Fonte: YAMAMOTO et al. (1992); BUENO (2001); CARVALHO et al. (2002); GODOY et al. (2002a,b);
IOBC/WPRS (2002).
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
364
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
O enxofre, que também tem ação fungicida, é inócuo ou levemente
nocivo aos crisopídeos, podendo ser utilizado sem causar grande redução da
população desse predador.
Já os acaricidas com ação inseticida ou os inseticidas com ação
acaricida, em sua maioria, com exceção de abamectin, são moderadamente
nocivos ou nocivos aos crisopídeos. Os inseticidas, na sua grande maioria,
são nocivos a esse grupo de inimigo natural, com exceção de aldicarb e
triclorfon, levemente nocivos. Assim como para as joaninhas, os inseticidas
devem ser usados de modo criterioso a fim de não provocar grande impacto
e redução na população dos crisopídeos, diminuindo o controle biológico e
propiciando, com isso, o aumento populacional de pragas.
Entretanto, os dados apresentados são uma compilação de resultados
obtidos por vários autores, que, na grande maioria, estudaram a ação dos
produtos fitossanitários sobre adultos e larvas dos crisopídeos. Alguns desses produtos, embora pouco nocivos à fase adulta, são bastante nocivos à
fase de ovo e jovem dos crisopídeos e vice-versa. Lufenuron, embora seja
nocivo para a fase adulta e ovos de Chrysoperla externa (Hagen), foi inócuo
para as fases jovens e de pupa e, apesar de não ser seletivo para adultos, teve
pouco efeito na viabilidade de ovos. Thiamethoxam foi levemente ou moderadamente nocivo para pupas e adultos e inócuo para ovos; entretanto, foi
nocivo para a fase jovem. Outro produto com toxicidade diferencial para as
diversas fases dos crisopídeos é o thiacloprid, que é inócuo para ovos, larvas
e pupas e nocivo para adultos.
Deltamethrin apresenta características semelhantes; contudo, somente
é inócuo para ovos. De maneira geral, os produtos apresentam consistência
no efeito sobre neurópteros: quando tóxicos, são para todas as fases e, quando de baixa toxicidade, também são para todos os estádios.
6. SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS
AOS FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS
Segundo ALVES et al. (2000), a ação dos produtos fitossanitários sobre o entomopatógeno pode variar em função da espécie e da linhagem, da
natureza química do ingrediente ativo, das formulações e das dosagens utili-
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
365
zadas. Essas formulações podem atuar inibindo o crescimento vegetativo e a
reprodução dos microorganismos e, até mesmo, causar mutações genéticas nos
entomopatógenos, resultando em diminuição da virulência a determinada praga.
Entre os acaricidas mais utilizados em citros, azocyclotin e cyhexatin
foram muito tóxicos para os fungos Beauveria bassiana, Metarhizium
anisopliae e Verticillium lecanii (Tabela 5). Dicofol foi tóxico para os dois
primeiros fungos, mas compatível com V. lecanii. Lufenuron, ao contrário,
foi tóxico para os dois últimos fungos e compatível com B. bassiana. Os
demais acaricidas foram compatíveis ou tóxicos para somente um dos fungos testados. Apesar de pertencer ao mesmo grupo químico de azocyclotin e
cyhexatin, óxido de fenbutatin foi compatível com os entomopatogênicos
estudados.
O enxofre, apesar de ter ação fungicida, foi compatível ou apresentou
moderada toxicidade sobre B. bassiana, M. anisopliae e V. lecanii (Tabela
5). Esse resultado pode ser decorrente do uso excessivo e por longo tempo do
enxofre, que pode ter exercido uma pressão de seleção no decorrer das gerações do fungo, selecionado propágulos mais resistentes, que predominaram
sobre os mais sensíveis.
Os inseticidas, com exceção de acephate, deltamethrin, dimetoato e
imidacloprid, foram muito tóxicos para, pelo menos, um dos fungos
entomopatogênicos estudados (Tabela 5). O óleo mineral, que apresenta ação
inseticida e acaricida, e é constantemente adicionado aos inseticidas para
aumentar-lhes a eficiência, foi muito tóxico para M. anisopliae, tóxico para
B. bassiana e compatível para V. lecanii. Assim como ocorre o efeito
sinergético no controle de pragas, a associação entre inseticidas e óleos
minerais também incrementa o efeito tóxico sobre fungos entomopatogênicos
de ambos. O uso dessa associação, portanto, deve ser criteriosamente analisado, em função da época de utilização, produto associado ao óleo mineral e
dosagens.
Com relação aos herbicidas empregados em citros, glifosato, o único a
ser estudado, foi compatível com os fungos testados (Tabela 5).
Os fungicidas benomyl, fosetyl-Al, oxicloreto de cobre e thiophanate
methyl, provavelmente em vista da ação sobre fungos, foram muito tóxicos
para B. bassiana, M. anisopliae e V. lecanii (Tabela 5). Esses resultados indi-
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
366
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
cam que a utilização excessiva de fungicidas pode estar afetando o controle
biológico dos insetos-pragas pelos fungos entomopatogênicos, principalmente
nas áreas em que ocorre o fungo Guignardia citricarpa, agente causal da
pinta-preta ou mancha-preta, nas quais são realizados até cinco aplicações de
fungicidas por safra, com base na aplicação dos fungicidas testados e em
alguns casos adicionados ao óleo mineral.
Tabela 5. Seletividade de produtos fitossanitários aos fungos
entomopatogênicos de ocorrência em citros1
Uso
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A, F
A, I
A, I
A, I
A, I
I
I
I
I
I
I
I
I
F
F
F
F
H
1
2
2
Ingrediente ativo
Acrinathrin
Azocyclotin
Bifenthrin
Bromopropilato
Cyhexatin
Dicofol
Espirodiclofeno
Lufenuron
Óxido de fenbutatin
Propargite
Enxofre
Ethion
Fenpropathrin
Óleo mineral
Triazophos
Acephate
Carbaryl
Chlropyrifos
Deltamethrin
Dimetoato
Fenthion
Imidacloprid
Metidathion
Benomyl
Fosetyl-Al
Oxicloreto de cobre
Tiophanate-methyl
Glyphosate
Fungos entomopatogênicos3
Beauveria
Metarhizium
Verticillium
bassiana
anisopliae
lecanii
C
MT
C
T
MT
T
C
C
C
C
C
MT
MT
T
MT
C
MT
T
C
C
MT
C
MT
MT
MT
MT
MT
C
C
MT
C
C
MT
T
C
T
C
C
MD
MT
C
MT
MT
C
MT
MD
C
C
T
C
MT
MT
MT
MT
MT
C
C
MD
C
C
T
C
C
T
C
C
MD
C
C
C
MD
C
MD
C
C
C
C
–4
MT
MT
MT
MT
MT
C
C = compatível; MD = moderadamente tóxico; T = tóxico; MT = muito tóxico (ALVES et al., 1998).
A = acaricida; I = inseticida; F = fungicida; H= herbicida. 3 Fonte: ALVES et al. (2000). 4 Sem informações.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
367
V. lecanii foi o fungo mais resistente aos produtos fitossanitários testados, provavelmente em decorrência de sua exposição contínua aos mesmos,
por ser um fungo encontrado com freqüência no agroecossistema citrícola,
que pode ter exercido uma pressão de seleção, selecionado propágulos mais
resistentes, resultando em menor efeito dos produtos sobre o entomopatógeno.
Os trabalhos foram desenvolvidos in vitro, como a maioria daqueles
visando detectar o efeito de produtos fitossanitários sobres os fungos
entomopatogênicos. Dessa forma, pode-se ter certeza de que, quando o produto é compatível em condições de laboratório, não há dúvidas sobre a
seletividade em condições de campo. Por outro lado, a alta toxicidade em
laboratório não sugere uma elevada toxicidade em campo e, sim, a possibilidade de causar danos à natureza.
7. SELETIVIDADE DE AGROQUÍMICOS UTILIZADOS
PARA CONTROLE DAS PRINCIPAIS PRAGAS
E DOENÇAS FÚNGICAS DOS CITROS
Nas Tabelas de 6 a 12, encontram-se os resultados de seletividade de
agroquímicos aos diferentes grupos e espécies de inimigos naturais em função das essenciais pragas-alvo de controle. A idéia é apresentar os primordiais produtos para controle das principais pragas, em função de sua ação
sobre os inimigos naturais, sendo uma tabela de consulta para que os produtores e técnicos possam escolher o produto a ser empregado com menor impacto sobre os agentes de controle biológico de insetos fitófagos.
A compilação não levou em consideração a eficiência do produto sobre as pragas-alvo e, sim, a seletividade aos grupos de inimigos naturais; na
escolha do produto para se obter melhor controle, deve-se levar em conta a
eficiência sobre a praga.
Como leva em consideração a seletividade aos diferentes grupos e espécies de inimigos naturais e fungos entomopatogênicos, sua identificação
deve ser aprimorada pelos inspetores de pragas e passar a ser cotidiano dos
mesmos. Além de identificados, os inimigos naturais devem ser quantificados
e anotados nas planilhas de inspeção de pragas.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Joaninhas
Bicho-lixeiro
Aranhas
Parasitóides
Ação
sobre IN
Ácaros predadores
Grupo de inimigos
naturais (IN)
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
Cyhexatin
Bromopropilato, quinometionato
Dicofol, propargite
Acrinathrin, azocyclotin, bifenthrin, fenpropathrin
Bromopropilato
Acrinathrin, cyhexatin, dicofol, fenpyroximate, óxido de fenbutatin, propargite
Bifenthrin
Fenpropathrin
–2
Bromopropilato, cyhexatin, dicofol, hexythiazox, propargite
–
Azocyclotin, bifenthrin, fenpropathrin
Continua
Bromopropilato, diflubenzuron, hexythiazox
Chlofenapyr, cyhexatin, dicofol, fenpyroximate, flufenoxuron, óxido de fenbutatin
Acrinathrin, propargite
Azocyclorin, bifenthrin, fenpropathrin
Hexythiazox
Acrinathrin, bromopropilato, fenpyroximate, flufenoxuron, óxido de fenbutatin
Azocyclotin, bifenthrin, chlorfenapyr, cyhexatin, dicofol, fenpropathrin, propargite
Produto
Tabela 6. Seletividade de acaricidas para controle de Brevipalpus phoenicis a artrópodes predadores, parasitóides
e fungos entomopatogênicos1
368
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
M
N
I
L
M
Trichogramma spp.
Encarsia formosa
Beauveria bassiana
Metarhizium anisopliae
Verticilium lecanii
Acrinathrin, bifenthrin, bromopropilato, dicofol, fenpropathrin, óxido de fenbutatin, propargite
Enxofre
Cyhexatin
Acrinathrin, bifenthrin, bromopropilato, fenpropathrin, óxido de fenbutatin, propargite
Dicofol
Azocyclotin, cyhexatin
Acrinathrin, bifenthrin, óxido de fenbutatin, propargite
–
Bromopropilato
Azocyclotin, cyhexatin, enxofre, fenpropathrin
–
Hexythiazox
Azocyclotin, dicofol, propargite
Acrinathrin, bifenthrin, cyhexatin, dinocap, fenpropathrin
Óxido de fenbutatin, hexythiazox, propargite
–
Dicofol
Azocyclotin, bifenthrin, cyhexatin, fenpropathrin
Dicofol, diflubenzuron, hexythiazox
–
Bromopropilato
Acrinathrin, azocyclotin, chlorfenapyr, cyhexatin, enxofre, óxido de fenbutatin, propargite
Produto
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
I
L
M
N
Ageniaspis citricola
1
Ação
sobre IN
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Tabela 6.Conclusão
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
369
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
I
L
M
N
I
L
Joaninhas
Bicho-lixeiro
I
L
M
N
I
L
M
N
Aranhas
Parasitóides
M
N
I
L
M
N
Ação
sobre IN
Ácaros predadores
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Cyhexatin
Aldicarb, bromopropilato, formetanate, óleo mineral
Dicofol
Enxofre, ethion
Bromopropilato
Cyhexatin, enxofre, fenpyroximate, óxido de fenbutatin
Carbosulfan
–
Continua
Mancozeb
Abamectin, aldicarb, bromopropilato, carbosulfan, cyhexatin, enxofre, óxido de
fenbutatin, óleo mineral
–2
Azocyclotin, pyridafenthion, ethion
Bromopropilato
Cyhexatin, óxido de fenbutatin, fenpyroximate, enxofre, aldicarb
Pyridafenthion, ethion
Azocyclotin
Óleo mineral
Aldicarb
Abamectin, bromopropilato, enxofre
Azocyclotin, carbosulfan, cyhexatin, ethion, pyridafenthion,
Produto
Tabela 7. Seletividade de acaricidas para controle de Phyllocoptruta oleivora a artrópodes predadores,
parasitóides e fungos entomopatogênicos1
370
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
I
L
M
N
Verticilium lecanii
Bromopropilato, ethion, óxido de fenbutatin, óleo mineral
Azocyclotin, enxofre
Cyhexatin, lufenuron
–
Bromopropilato, ethion, óleo mineral óxido de fenbutatin
Azocyclotin, enxofre
Lufenuron
Azocyclotin, cyhexatin, ethion, óleo mineral
Óxido de fenbutatin, lufenuron
–
Bromopropilato, óleo mineral
Azocyclotin, cyhexatin, enxofre, ethion
–
–
Azocyclotin
Abamectin, aldicarb, cyhexatin, lufenuron
Óxido de fenbutatin
Lufenuron
–
Azocyclotin, cyhexatin
Diflubenzuron, óleo mineral
–
Bromopropilato
Abamectin, azocyclotin, cyhexatin, enxofre, ethion, lufenuron, óxido de fenbutatin
Produto
I= inócuo, L= levemente nocivo, M= moderadamente nocivo, N= nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
I
L
M
N
Metarhizium anisopliae
1
I
L
M
N
Beauveria bassiana
I
L
M
N
Trichogramma spp.
I
L
M
N
I
L
M
N
Ageniaspis citricola
Encarsia formosa
Ação
sobre IN
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Tabela 7. Conclusão
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
371
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Joaninhas
Bicho-lixeiro
Parasitóides
Ageniaspis citricola
Ação
sobre IN
Ácaros predadores
Grupo de inimigos
naturais (IN)
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
Óleo mineral
–
–
Chlorpyrifos, deltamethrin, dimetoato, metidathion
–
Aldicarb, óleo mineral
–
Carbaryl, diazinon, dimetoato, ethion, metidathion
Óleo mineral
Aldicarb
–2
Carbaryl, diazinon, dimetoato, ethion, fenthion, metidathion, pyridafenthion
Óleo mineral
Aldicarb
Ethion
Carbaryl, diazinon, dimetoato, fenthion, metidathion
Óleo mineral
Aldicarb
Dimetoato
Carbaryl, deltamethrin, diazinon, ethion, metidathion, triazophos
Produto
Continua
Tabela 8. Seletividade de inseticidas para controle de cochonilhas a artrópodes predadores, parasitóides e
fungos entomopatogênicos1
372
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Encarsia formosa
Beauveria bassiana
Metarhizium anisopliae
Verticilium lecanii
Chlorpyrifos, deltamethrin, dimetoato, ethion, fenthion, óleo mineral
Carbaryl, triazophos
–
Metidathion
Deltamethrin, dimetoato
Chlorpyrifos
Fenthion
Ethion, triazophos, carbaryl, metidathion
Deltamethrin, dimetoato
–
Óleo mineral, chlorpyrifos
Carbaryl, ethion, fenpropathrin, fenthion, metidathion, triazophos
Buprofezin
–
Triazophos, trichlorfon
Acephate, aldicarb, carbaryl, clorpyrifos, deltamethrin, diazinon, dimetoato, fenpropathrin,
imidacloprid, metidathion
Buprofezin
–
–
Acephate, carbaryl, chlorpirifos, deltamethrin, diazinon, dimetoato, fenpropathrin, metidathion,
triazophos, trichlorfon
Produto
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
I
L
M
N
Trichogramma spp.
1
Ação
sobre IN
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Tabela 8. Conclusão
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
373
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
374
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
Tabela 9. Seletividade de inseticidas para controle de Phyllocnistis citrella a
artrópodes predadores, parasitóides e fungos entomopatogênicos
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Ação
sobre IN
Produto
Ácaros predadores
I
L
M
N
Diflubenzuron
–2
Abamectin, dimetoato
Pyridafenthion
Joaninhas
I
L
M
N
Abamectin
–
Pyridafenthion
Dimetoato
Bicho-lixeiro
I
L
M
N
–
Abamectin
–
Dimetoato, metidathion, pyridafenthion
Parasitóides
I
L
M
N
–
–
–
Dimetoato, metidathion
Ageniaspis citricola
I
L
M
N
–
–
–
Abamectin, dimetoato, lufenuron
Trichogramma spp.
I
L
M
N
Diflubenzuron
Lufenuron
–
Abamectin, dimetoato
Encarsia formosa
I
L
M
N
Diflubenzuron
–
–
Abamectin, dimetoato, lufenuron
Beauveria bassiana
I
L
M
N
Dimetoato, lufenuron
–
–
–
Metarhizium anisopliae
I
L
M
N
Dimetoato
–
Lufenuron
–
Verticilium lecanii
I
L
M
N
Dimetoato
–
Lufenuron
–
1
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Joaninhas
Bicho-lixeiro
Aranhas
Parasitóides
Ageniaspis citricola
Ação
sobre IN
Ácaros predadores
Grupo de inimigos
naturais (IN)
–
–
–
Chlorpyrifos, deltamethrin, dimetoato, ethion
–
–
Fenthion
Diazinon, dimetoato, ethion, fenpropathrin, triclorfon
–
–
–
Fenpropathrin
–
Triclorfon
–
Diazinon, dimetoato, ethion, fenpropathrin, fenthion
–
–
Ethion, trichlorfon
Dimetoato, fenpropathrin, fenthion, malathion
–2
–
Dimetoato, trichlorfon
Deltamethrin, ethion, fenpropathrin, malathion
Produto
Continua
Tabela 10. Seletividade de inseticidas para controle de moscas-das-frutas (Ceratitis capitata e Anastrepha
spp.) a artrópodes predadores, parasitóides e fungos entomopatogênicos1
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
375
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Encarsia formosa
Beauveria bassiana
Metarhizium anisopliae
Verticilium lecanii
Chlorpirifos, deltamethrin, dimetoato, ethion, fenpropathrin, fenthion
–
–
–
Deltamethrin, dimetoato
Chlorpirifos
Fenthion
Ethion, fenpropathrin
Deltamethrin, dimetoato
–
Chlorpirifos
Ethion, fenpropathrin, fenthion
–
–
Triclorfon
Chlorpirifos, diazinon, dimetoato, fenpropathrin
–
–
–
Chlorpirifos, deltamethrin, diazinon, dimetoato, fenpropathrin, triclorfon
Produto
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
I
L
M
N
Trichogramma spp.
1
Ação
sobre IN
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Tabela 10. Conclusão
376
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Joaninhas
Bicho-lixeiro
Aranhas
Parasitóides
Ageniaspis citricola
Ação
sobre IN
Ácaros predadores
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Diflubenzuron
–
–
Deltamethrin, lufenuron
–
–
–
Carbaryl, dimetoato, fenpropathrin
–
–
Bifenthrin
Fenpropathrin
–
–
–
Carbaryl, dimetoato, fenpropathrin
Diflubenzuron
–
Pyridafenthion
Bifenthrin, carbaryl, fenpropathrin, malathion
Continua
Diflubenzuron
–2
–
Bifenthrin, carbaryl, deltamethrin, fenpropathrin, malathion, pyridafenthion
Produto
Tabela 11. Seletividade de inseticidas para controle de Ecdytolopha aurantiana a artrópodes predadores,
parasitóides e fungos entomopatogênicos1
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
377
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
I
L
M
N
Encarsia formosa
Beauveria bassiana
Metarhizium anisopliae
Verticilium lecanii
Bifenthrin, deltamethrin, fenpropathrin
Carbaryl
Lufenuron
–
Bifenthrin, deltamethrin, fenpropathrin
–
Lufenuron
Carbaryl
Bifenthrin, deltamethrin, lufenuron
–
–
Carbaryl, fenpropathrin
Bacillus thuringiensis, diflubenzuron
–
–
Acephate, bifenthrin, carbaryl, deltamethrin, fenpropathrin
Bacillus thuringiensis, diflubenzuron
–
–
Acephate, bifenthrin, carbaryl, deltamethrin
Produto
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
I
L
M
N
Trichogramma spp.
1
Ação
sobre IN
Grupo de inimigos
naturais (IN)
Tabela 11. Conclusão
378
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
379
Tabela 12. Seletividade de fungicidas para controle de doenças fúngicas a
artrópodes predadores, parasitóides e fungos entomopatogênicos1
Grupo de inimigos Ação
naturais (IN)
sobre IN
Produto
Ácaros predadores
I
L
M
N
Captan, fosetyl-Al, hidróxido de cobre, óxido cuproso
Calda bordalesa, tebuconazole
Thiophanate methyl, ziram
Benlate, carbendazin, chlorothalonil, mancozeb
Joaninhas
I
L
M
N
Mancozeb
–2
–
–
Bicho-lixeiro
I
L
M
N
Mancozeb
–
–
–
Aranhas
I
L
M
N
–
–
–
–
Parasitóides
I
L
M
N
–
–
–
–
Ageniaspis citricola
I
L
M
N
Benlate, mancozeb, oxicloreto de cobre
–
–
–
Beauveria bassiana
I
L
M
N
–
–
–
Benomyl, fosetyl-Al, oxicloreto de cobre, thiophanate methyl
Metarhizium anisopliae
I
L
M
N
–
–
–
Benomyl, fosetyl-Al, oxicloreto de cobre, thiophanate methyl
Verticilium lecanii
I
L
M
N
–
–
–
Benomyl, fosetyl-Al, oxicloreto de cobre, thiophanate methyl
1
I = inócuo, L = levemente nocivo, M = moderadamente nocivo, N = nocivo. 2 Sem produtos na classificação.
LARANJA, Cordeirópolis, v.24, n.2, p.353-382, 2003
380
PEDRO TAKAO YAMAMOTO e RENATO BEOZZO BASSANEZI
Entretanto, a amostragem de inimigos naturais, embora desejável no
sistema de manejo integrado de pragas, ainda não é uma prática corriqueira.
Uma alternativa no momento de escolha dos agroquímicos é a seleção dos
que, além da eficiência comprovada no controle da praga-alvo, seja seletivo
ao maior número possível de grupos e espécies de inimigos naturais, causando, dessa maneira, menor desequilíbrio e perdas relacionadas ao controle
biológico das pragas.
8. CONSIDERAÇÃO FINAL
A partir dos anos oitentas-noventas, houve um avanço em relação ao
desenvolvimento de novas moléculas com ação tóxica às pragas, menos
nocivas aos organismos que não são alvo de controle e mais seletivos aos
inimigos naturais. Apesar desse avanço, poucos são os produtos fitossanitários
com seletividade fisiológica a todos os artrópodes benéficos. Em face disso,
o que resta aos citricultores é utilizar os princípios da seletividade ecológica,
que busca preservar os inimigos naturais, pré-requisito básico para o sucesso
do MIP.
Entretanto, para uma correta escolha dos defensivos a utilizar, além do
monitoramento da praga, é essencial a quantificação dos inimigos naturais
que estão ocorrendo nos pomares cítricos. Apesar de ainda não ser realizada
rotineiramente, a quantificação dos artrópodes benéficos e dos fungos
entomopatogênicos deve ser adotada, pois, sem ela, a escolha dos produtos
seletivos a utilizar será empírica e baseada somente na seletividade à maioria
dos inimigos naturais.
No caso da não-adoção dos levantamentos populacionais dos inimigos naturais, a medida mais recomendada é a escolha do produto em função
da seletividade ao maior número desses inimigos, levando sempre em consideração a eficiência no controle da praga-alvo ou grupos de pragas. Dessa
maneira, o desequilíbrio ocasionado será menor e, com isso, pode-se evitar
os efeitos colaterais, tais como ressurgência e surtos de pragas secundárias, e
essa prática pode auxiliar na diluição da resistência de pragas aos produtos
fitossanitários.
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SELETIVIDADE DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS AOS INIMIGOS ...
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