Realidade Aumentada
para além da
realidade virtual
Uma Visão Global
com Alguns Problemas
e Muitas Utilizações
• José Braz - EST/DSI
Realidade Aumentada
Uma Apresentação em
3 Actos
• Uma visão global
– Definição, objectivo, exemplos e
comparações.
• Tecnologicamente exigente
– Componentes, tecnologias e problemas
• Com várias aplicações
– Sempre que o Super-homem não esteja lá
Uma Definição
de Realidade Aumentada
• Uma “área de investigação” que
pretende
– Desenvolver mundos que combinem
– O mundo real observado pelo utilizador
– Com uma cena virtual gerada por
computador e que aumente o mundo real
com informação adicional.
• E com os quais o utilizador possa
interagir em Tempo Real
I ACTO: Uma Visão Global
Um Graal
para a Realidade Aumentada
• O Objectivo (Utópico ?) é criar um
sistema tal que o utilizador não
consiga distinguir o mundo real do
virtualmente aumentado.
– Ao utilizador de tal “utopia” parecer-lhe-ia
estar a “viver” num mundo perfeitamente real
I ACTO: Uma Visão Global
Realidade Aumentada
Alguns exemplos
A Torre Virtual
está
absolutamente
inserida
no Mundo Real
I ACTO: Uma Visão Global
Realidade Aumentada
Alguns exemplos
O Globo Virtual
Não existe no Mundo Real
I ACTO: Uma Visão Global
Realidade Aumentada
Alguns exemplos
O utilizador
vê a
Realidade
Aumentada
através do
capacete de
RA
Nós podemos vê-lo no monitor ao centro
I ACTO: Uma Visão Global
RA versus RV
em palavras
• Realidade Virtual: a imersão no
mundo virtual é total.
– Ao utilizador é completamente negado o
acesso ao mundo real.
• Realidade Aumentada: a imersão
no mundo real é total.
– O utilizador vê o mundo real que o
rodeia...mas com objectos virtuais embutidos
nesse mundo real.
I ACTO: Uma Visão Global
RA versus “Hollywood Movies”
em palavras
• Muitos dos efeitos especiais recorrem à
composição de imagens reais e virtuais
• Mas:
– Os efeitos especiais são aplicados quadro
a quadro sobre um “produto acabado”.
– O espectador não pode interagir com o
filme.
• Não é Realidade Aumentada
I ACTO: Uma Visão Global
II Acto:
A Realidade Aumentada
É Tecnologicamente exigente
– Componentes de um Sistema Típico
– Tecnologias de Apresentação
• Simples monitor (Fish Tank)
• Video See-through
• Optical See-through
– Tecnologias de Seguimento
•
•
•
•
Sensores
Sensores
Sistemas
Sistemas
Magnéticos
Ópticos
Gráficos
Híbridos
– Problemas Típicos de um Sistema Típico
II ACTO: Tecnologias Usadas
Componentes de um
Sistema Típico
Mundo
Real
Realidade
Aumentada
Sistema de Seguimento
( Para alinhar a
Câmara Virtual
com a Câmara Real )
Imagem
Real
Imagem
Virtual
Objecto
Virtual
Câmara
Virtual
Sistema
Gráfico
II ACTO: Tecnologias Usadas
Componentes de um
Sistema Típico
Mundo
Real
Sistema de Seguimento
( Para alinhar a
Câmara Virtual
com a Câmara Real )
Realidade
Aumentada
Imagem
Real
Imagem
Virtual
Objecto
Virtual
Câmara
Virtual
Sistema Gráfico
II ACTO: Tecnologias Usadas
Um Sistema Típico
Em resumo
• Um Dispositivo de Captação de Imagem (DCI).
• Um Dispositivo de Seguimento
– obrigatoriamente do DCI.
– eventualmente de outros elementos reais que se
movimentem.
• Um Sistema Gráfico para gerar objectos virtuais
• Um Sistema que misture os mundos.
• Um Dispositivo de Apresentação
– HMD ou Monitor.
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Baseadas em Ecrans (fish tank)
Realidade
Aumentada
(opcionalmente em Stereo)
Mundo
Real
Posição da
Câmara
Sistema
Gráfico
Imagem
Video
Objectos
Virtuais
Misturadora
de Video
Video
Aumentado
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Video See Through
Capacete de RA
Mundo
Real
Imagem
Video
Monitores
Posição da
Cabeça
Visão
do
Utilizador
Video
Aumentado
Misturadora
de Video
Objectos
Virtuais
Sistema
Gráfico
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Video See Through
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Optical See Through
Capacete de RA
Monitores
Objectos
Virtuais
Posição da Cabeça
Mundo
Real
Lente
(Mistura Óptica)
Sistema
Gráfico
Visão
do
Utilizador
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Optical See Through
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Apresentação
Optical See Through
II ACTO: Tecnologias Usadas
Optical versus Video
Optical See-Through
• prós
– o mundo real é “realmente” observado em tempo
real e directamente pelo olho humano.
• contras:
– é mais difícil controlar os desfasamentos porque
só o canal virtual é processado electronicamente.
• conclusão:
– aparentemente mais simples torna-se de
utilização mais limitada.
– Tem sido abandonado em favor do Video See
through
II ACTO: Tecnologias Usadas
Optical versus Video
Video See-Through
• prós
– Podemos compensar o alinhamento e a latência
porque tanto o mundo real (video) como o virtual
são processados electronicamente.
• contras:
– O mundo real observado está sempre atrasado em
relação ao mundo real de facto (pelo menos um
quadro ou 30 ms).
• conclusões:
– Aparentemente mais complexo é mais controlável.
– Tem ganho preponderância sobre o Optical See
through
II ACTO: Tecnologias Usadas
Tecnologias de Seguimento
• Tecnologias de Radiolocação
• Fraca precisão… mas aplicáveis em grandes espaços
• Tecnologias Magnéticas
• Objectos metálicos introduzem erros...(abandonada...)
• Tecnologias Ópticas
• Diodos sensíveis à luz no tecto- emissores luminosos no
HMD - algoritmo calcula deslocamentos.
• Metodologias Gráficas (RA sem calibragem)
• Cálculos e transformações geométricas com base na
imagem. Só para Video See Through.
• Tecnologias Híbridas
• Tecnologia Óptica (rude) - Métodos Gráficos (fino)
• Tecnologias de radiolocação - Ópticas e Gráficas (para
grandes espaços)
II ACTO: Tecnologias Usadas
Um Sistema Típico
Enfrenta Um Grande Problema
Vemos
demasiado bem!
Distinguimos o
real do virtual
Melhor desempenho
dos sistemas gráficos
leva a mundos virtuais
mais realistas
Desfasamento
Temporal
entre o mundo real
e o objecto virtual
(latency)
Desfasamento
Espacial
entre o mundo real
e o objecto virtual
(registration)
Principal Campo de Investigação
na Realidade Aumentada
II ACTO: Tecnologias Usadas
Realidade Aumentada
Mas para quê
tudo isto
III ACTO: Domínios Aplicacionais
III Acto:
Realidade Aumentada
Domínios aplicacionais
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Navegação em espaços desconhecidos
Uma simples “visão de Raios X”
Manutenção e reparação
Televisão
Comércio
Militar
Projectos de Engenharia
Robótica e Telerobótica
Medicina
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Realidade Aumentada
Navegação em espaços desconhecidos
• A imagem
virtual pode
guiar um
bombeiro numa
estrutura
habitacional
desconhecida
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Realidade Aumentada
Visão de Raios X
• A imagem virtual
permite ver
– A temperatura dos
canos
– Ou os fios eléctricos
• no interior de uma
parede
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Sistemas de Manutenção
•
Durante a manutenção
duma impressora Laser o
utilizador vê como remover
tabuleiro de alimentação
de papel através da
imagem em “fio de arame”
gerada por computador.
Grupo de Steve Feirner Columbia University
KARMA- (Knowledge-based
Augmented Reality for Maintenance
Assistance)
III ACTO:
Domínios Aplicacionais
http://www.cs.columbia.edu/graphics/projects/karma
Aplicações de Realidade Aumentada
Televisão: Chroma-Keying
O estúdio Virtual, ao
recorrer a técnicas
de RA, permite
ultrapassar os
problemas do
tradicional chromakeying
GMD Digital Media Lab:
The Virtual Studio
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Televisão: Chroma-Keying
Fundo e
Máscara do fundo
Plano real e
Máscara do plano real
Mistura e
Máscara da mistura
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Televisão: Chroma-Keying
No blue-room tradicional:
a camera é estática
e o fundo “idem idem”.
Como a camera e o fundo não estão
correlacionados se a camera se
movimenta-se notar-se-iam distorções de
perspectiva
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Televisão: Chroma-Keying
No blue-room virtual:
a camera pode mover-se
e o fundo é um cenário virtual
3D gerado por computador.
A posição da camera tem de ser seguida
por forma a manter as relações entre esta
e o fundo
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Televisão: Chroma-Keying
Vantagens do blue-room virtual:
As pessoas frente às cameras
podem mover-se livremente.
Os cenários virtuais são
facilmente alteráveis tanto antes
como durante a produção.
Os cenários são transportados…
no disco do PC e não no
contentor de um camião TIR...
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Comércio
• Decoração de Interiores
– Superimposição de peças
decorativas virtuais nos
interiores reais
• Vestuário
– Experimentar vestidos virtuais e
executar as alterações nesses
vestidos
• Institutos de Beleza
– Experimentar cortes de cabelo e
executá-los sobre o modelo virtual
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Militar
• Projecção de informação no cockpit de um
avião.
• Superimposição de imagens virtuais dos
alvos no capacete do piloto.
• Superimposição de imagens virtuais
(captadas por satélite) do “inimigo”
localizado fora do raio de visão no capacete
do soldado
SIMNET - sistema distribuído
de simulação dos jogos da
guerra
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Anotação e visualização em Projectos de Engenharia
European ComputerIndustry Research
Centre (ECRC)
O utilizador
aponta para
determinada
localização e o
sistema de RA
mostra a
respectiva
legenda.
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Anotação e visualização em Projectos de Engenharia
Augmented Reality
through Graphic Overlays
on Stereovideo (ARGOS)University of Toronto
Em sistemas de
vigilância de
instalações a
imagem das
camcorder é por
vezes indistinta. O
seu realce por
wireframe ajuda o
operador
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Robótica e Telerobótica
• Um operador de
telerobótica usa uma
imagem visual do
espaço de trabalho
remoto para conduzir o
robô.
• O aumento da imagem
real com o modelo
virtual (wireframe)
facilita a visualização
da geometria 3d
remota.
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Robótica e Telerobótica
• O operador
testa a operação
com a imagem
virtual.
• E manda
executar apenas
a sequência de
passos completa
para obtenção
dos resultados
desejados
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Robótica e Telerobótica
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
Uma
colaboração
entre o
Laboratório de
IA do MIT e o
Laboratório de
Planeamento
Cirúrgico
Feminino de
Brigham
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
• Objectivo:
– Suportar cirurgia guiada por imagem
• Vamos ver:
– Construção de modelos tridimensionais
– A sala de operações
– Digitalização por laser
– Alinhamento espacial
– Visualização da Realidade Aumentada
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
Construção de Modelos Tridimensionais
As estruturas
anatómicas que
aparecem na RM ou
na TC são
explicitamente
extraídas ou
segmentadas antes
de serem aplicadas
no alinhamento de
superficie para
visualização 3D
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
A sala de operações
Braço
Articulado
Video camera
calibrada por laser
SUN UltraSPARC
workstation
Digitalizador
Laser
Dispositivo de
seguimento
Controlador do
dispositivo de
seguimento
Hardware do
digitalizador lazer
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
Digitalização por lazer
O modelo 3D
obtido a partir da
RM é alinhado
com a posição do
paciente na mesa
de operações
recorrendo a um
digitalizador
laser
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
Alinhamento espacial
O modelo 3D
obtido a partir
da RM é
“projectado”
no cérebro do
paciente
deitado na sala
de operações
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Medicina
Projecto sobre Cirurgia Guiada por Imagem
Visualização da realidade Aumentada
“Removendo a pele” do modelo tridimensional
obtido a partir da RM o cirurgião passa a dispor de
visão de raio X sobre a estrutura interna
relativamente á posição da camera de video
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Notas Finais
• Várias das aplicações apresentadas dispõem,
já de sistemas comerciais em utilização.
• As principais dificuldades actuais prendemse com:
– A precisão da sincronização espacial e
temporal da imagem virtual com a real.
– O seguimento do utilizador e de objectos
que se movam na cena real.
– Os objecto virtuais têm (muitas vezes)
uma aparência demasiado simplista
III ACTO: Domínios Aplicacionais
Aplicações de Realidade Aumentada
Agradecimentos
• E pronto…
• Obrigado pela vossa atenção
• Caso tenham questões a colocar
terei o maior prazer em tentar
responder.
Epílogo: agradecimantos
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Aplicações de Realidade Virtual Aumentada