EDITORIAL |
AÇÃO AMBIENTALISTA E
QUALIDADE DE VIDA
O mundo inteiro volta a sua atenção para a questão ambiental. Os cientistas alertam para as
medidas que devem ser adotadas para controlar os efeitos do aquecimento global. Se nada for
feito agora, o planeta que conhecemos pode não ser o mesmo para as gerações futuras.
Já há algum tempo, empresas, organizações e governos responsáveis pensam sobre como agir
não só no aspecto ambiental. Amadurece uma nova consciência para tomada de atitude frente a
todos os problemas sociais que preocupam hoje a sociedade.
Nesta edição da Centro Empresarial de São Paulo News retratamos iniciativas adotadas por
empresas que estão instaladas neste pioneiro condomínio empresarial. Elas se preocupam em
proteger o ambiente em que vivemos.
Em sintonia com essas empresas, os empreendedores do centro empresarial que as abriga vislumbraram
um dos mais avançados condomínios do gênero, também destinado a oferecer às pessoas um
espaço de trabalho agradável, justamente onde elas passam a maior parte de suas existências.
O Centro Empresarial de São Paulo, que completa 30 anos, mantém ao redor do conjunto de
prédios inteligentes, que abriga dezenas de importantes empresas, uma das maiores áreas
verdes da cidade. São 185 mil metros quadrados de jardins e vegetação, que constituem um
importante espaço de preservação ambiental, beneficiando a qualidade do ar de toda a região.
SE NADA FOR FEITO
AGORA, O PLANETA QUE
CONHECEMOS PODE NÃO
SER O MESMO PARA AS
GERAÇÕES FUTURAS
Qualidade de vida também é o assunto abordado na entrevista com o médico e psiquiatra
Roberto Shinyashiki, autor de livros que já ultrapassaram a marca de 6.000.000 de exemplares
vendidos. Ele nos ensina a desenvolver as qualidades de empreendedor, que, segundo ele, todos
possuímos, e a administrar nosso tempo para conciliar nossas atividades profissionais com o
desejo de satisfação também na vida pessoal.
Aproveitando o clima do Pan, outro de nossos entrevistados é o supercampeão Roberto Scheidt,
que participa da competição, mais uma vez como um dos principais favoritos ao pódio no iatismo.
Entre os assuntos abordados, trazemos um pouco da inspiração do café, essa nossa bebida cada
vez mais sofisticada. O prazer de apreciar um bom café também está associado à boa leitura.
Portanto, aproveite.
Orestes Quércia,
Presidente da Panamby Administração e Participações Ltda.
de olho no pan
24
22
especial
18
estilo
capa
10
entrevista
14
destaque
6
viaje
SUMÁRIO
3 EDITORIAL | 9 CARREIRA | 28 RÁPIDAS | 30 VITRINE
EXPEDIENTE
Panamby Administração e Participações Ltda.
PRESIDENTE: Orestes Quércia DIREÇÃO E ADMINISTRAÇÃO: Marcos Antonio Biasi CENTRO EMPRESARIAL DE SÃO PAULO NEWS: Junho / 2007 EDIÇÃO E
PRODUÇÃO: Diferencial Assessoria & Comunicação JORNALISTA RESPONSÁVEL: Lucimar Franceschini (MTb. 889/5/137 DF) EDITOR CHEFE: Silvano
Tarantelli (MTb 14.492) REDAÇÃO: Davi Brandão, Fabiana Cabral, Eduardo Olimpio e Fernando Caldas DIAGRAMAÇÃO: Pentágono Publicidade IMAGENS:
Paulo Alexo, Paulo Bareta e Márcia D’ambrósio SUPERVISOR DE GESTÃO A CLIENTES: Alex Sandro Correia CONDOMÍNIO CENTRO EMPRESARIAL DE SÃO
PAULO: Av. Maria Coelho Aguiar, 215 – Bloco D ASSESSORIA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS: Tel.: (11) 3741-6685 / Fax: (11) 3741-5152 CENTRO EMPRESARIAL
DE SÃO PAULO NEWS: é uma publicação do Centro Empresarial de São Paulo, com distribuição gratuita interna e via postal para executivos, clientes,
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DESTAQUE |
Discutindo facilidades
Nesta 4 a edição, Congresso Infra recepcionou 372 participantes
Fotos: Alexandre Placido
Paulo Bareta
Foram mais de 23 horas de troca de informações e experiências, numa oportunidade rara de meeting e
networking. Mais de 30 palestrantes e 372 congressistas participaram das atividades promovidas pela Talen
Editora e Revista Infra entre os dias 25 e 27 de abril.
O tema central da quarta edição do Congresso Infra – Evitando o Desperdício e Garantindo Performance nas
Propriedades – mostrou que a gestão efetiva de facilidades está na correta prestação de serviços e manutenção
da infra-estrutura predial. Estas devem proporcionar retorno financeiro aos proprietários, investidores e usuários
e melhorar o conforto e a segurança das pessoas que trabalham dentro das edificações.
De acordo com a editora da Revista Infra e idealizadora do evento, Léa Lobo, toda a programação do congresso
foi pensada com a finalidade de proporcionar aos participantes uma nova forma de planejar suas atividades
gerenciais. “O foco estava na melhoria dos níveis de serviço, redução de custos e, ao mesmo tempo, na
importância dos profissionais que fazem parte da atividade de Facility Management”, explica.
Nas palestras, foram abordados temas como responsabilidade socioambiental em edificações corporativas;
gerenciamento de facilidades; investimentos em Real Estate; segurança corporativa; sustentabilidade; e
tecnologias e softwares.
06 |
| JUN/AGO 2007
O CENTRO EMPRESARIAL DE SÃO PAULO FOI PALCO DO IV CONGRESSO INFRA, MAIOR ENCONTRO
BRASILEIRO DE LÍDERES EM GESTÃO DE SERVIÇOS E DE INFRA-ESTRUTURA DE ESPAÇOS EMPRESARIAIS
Palestras abordaram temas relativos ao gerenciamento de facilidades
As novidades desta edição foram a realização da 1aº Mostra de Ambientes
de Trabalho do Presente-Futuro, com a instalação de um showroom com
as tendências de novos ambientes de trabalho, e do I Fórum de Facility
Management no Ambiente Hospitalar.
“Reuniões e encontros como este são muito importantes para que ações
e idéias de facilities saiam das corporações e sejam objetos de debates
e de melhoria contínua”, afirmou o gerente de Facilidades da Firmenich &
Cia., Mauro Sérgio Kyriazi Campos.
No primeiro dia do evento, alguns profissionais puderam conhecer toda a
estrutura de manutenção predial e de telecomunicações do Centro
Empresarial de São Paulo, numa visita técnica coordenada pelo gerente de
Manutenção, Operação de Utilidades e Obras do complexo, Marcos Maran.
A participação dos profissionais no Congresso Infra tem crescido a cada
edição. No primeiro evento participaram 150 pessoas. No segundo, 242.
O número saltou para 345 participantes na terceira edição. Neste IV
Congresso, 372 congressistas marcaram presença.
Os resultados do IV Congresso Infra
Segundo Léa Lobo, as avaliações do IV Congresso Infra e do I Fórum de
Facility Management no Ambiente Hospitalar foram positivas. “A nota
geral do IV Congresso foi 4,1, enquanto o Fórum obteve 4,3. Um bom
resultado, considerando que o critério de avaliação fixou a escala de
1 a 5”, explica a idealizadora do evento.
“Verificamos que o mercado começa a despertar para a importância da
atividade de gestão de facilidades dentro das organizações. Estamos,
ano a ano, chamando a atenção para este importante segmento, que é
estratégico para as ações de governança corporativa das organizações e
também para os gestores/proprietários de grandes empreendimentos
institucionais”, completa Léa.
JUN/AGO 2007 |
| 07
DESTAQUE |
VERIFICAMOS QUE O MERCADO COMEÇA
A DESPERTAR PARA A IMPORTÂNCIA DA
ATIVIDADE DE GESTÃO DE FACILIDADES
DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES
LÉA LOBO
Showroom apresenta tendência de novos ambientes de trabalho
Benchmarking: onde estamos, aonde queremos
chegar e como chegar
O painel “Gestão Compartilhada, Best Practices e Benchmarking”, apresentado pelo Grupo de Profissionais Administradores de Serviços (GAS),
despertou o interesse dos congressistas. Benchmarking é uma prática
para reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos por
meio da gestão compartilhada. A idéia é desenvolver o planejamento
estratégico baseado na troca de informações entre gestores de facilities
de várias empresas.
Em reuniões mensais, o GAS promove intercâmbio de informações e
experiências entre gestores de 25 empresas. As melhores práticas servem
de referência para a criação de ações e soluções próprias. De acordo com
o gestor de Facilities do Mc Donald´s, Paulo Araújo de Lima, o Bechmarking
surgiu da necessidade de informações e do desejo de aprender depressa
a solucionar problemas.
A implementação do Benchmarking nas corporações é simples. “Deve ter
cinco fases: planejamento; coleta de dados; análise e consolidação das
informações; agrupamento de dados e aprovação de soluções; e
implementação baseada na melhoria contínua”, destaca Edson Compioni
Filho, responsável pela área de Facilities da Merck Sharp & Dohme
Farmacêutica.
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| JUN/AGO 2007
Por dentro do Centro Empresarial
de São Paulo
O modelo de gestão do maior complexo de escritórios
da América Latina foi tema de uma das palestras do
programa do IV Congresso Infra. O “Case Centro Empresarial
de São Paulo”, apresentado pelo gerente de Manutenção
e Obras do complexo, Marcos Maran, mostrou como é
feita a gestão da manutenção do empreendimento.
De acordo com Maran, os tipos de manutenção utilizados
no Centro Empresarial são: corretiva, preventiva, preditiva
e detectiva. “Os melhores resultados surgem quando
todos estes tipos são dosados”, explicou. Os congressistas
acompanharam também o programa de manutenção
do complexo, que inclui a classificação dos sistemas e
equipamentos, a freqüência de intervenção e a adoção
das melhores práticas, ou seja, equipes treinadas,
técnicas de execução e planejamento.
CARREIRA |
Muito além
da graduação
Uma das formas de adquirir um diferencial diante da acirrada concorrência no mercado de trabalho
é a opção por cursos de especialização. “Fazer cursos de pós-graduação – MBA, mestrado ou
doutorado – é um modo de buscar o aperfeiçoamento contínuo diante de um mercado cada vez
mais competitivo, que muda muito rapidamente. O profissional precisa de atualização constante
que complemente sua formação”, explica Adriano Araújo, vice-presidente do Grupo Foco.
Em março deste ano, a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) lançou dois cursos de pósgraduação no Centro Empresarial de São Paulo: Administração de Empresas e Administração de
Marketing.
De acordo com o coordenador de Pós-graduação de Administração de Marketing da Faap, Acácio
Hypólito, a decisão de realizar os cursos no Centro Empresarial foi tomada após ter sido constatado
o grande interesse de pessoas que tinham dificuldades de acompanhar as aulas na sede da
Faap. “A resposta dos alunos a esta iniciativa foi muito positiva e estamos muito satisfeitos com
os primeiros resultados. Temos projetos de trazer outros cursos de pós-graduação para o Centro
Empresarial e estamos trabalhando para isso”, afirma Hypólito.
FORMAÇÃO DE NÍVEL
SUPERIOR NÃO É MAIS
GARANTIA DE BOA
COLOCAÇÃO NO
MERCADO DE TRABALHO,
PROFISSIONAIS PRECISAM
DE ATUALIZAÇÃO E
APERFEIÇOAMENTO
CONSTANTES
A assistente de marketing da Procter & Gamble, Valéria Flávio Simões, optou pelo curso de
Administração de Marketing, no Centro Empresarial de São Paulo, pela comodidade. “Moro perto e
trabalho aqui. A iniciativa é um grande incentivo para as pessoas que trabalham no Centro
Empresarial”, diz Valéria.
A farmacêutica Renata Vendrame não trabalha no Centro Empresarial, mas faz o curso de
Administração de Marketing no complexo porque trabalha próximo a ele. “O espaço traz muita
comodidade e facilidade”, conta Renata.
Os cursos de pós-graduação em Administração de Empresas e Administração de Marketing têm
duração de 18 meses. As aulas são ministradas todas as quartas e quintas-feiras, das 18h às
21h50, nas salas do Centro de Eventos Panamby, localizado no 2oº andar do Bloco G.
JUN/AGO 2007 |
| 09
ENTREVISTA |
O entusiasta
do sucesso
Em meio ao lançamento do livro O Segredo dos Campeões,
Roberto Shinyashiki conversou com a reportagem da
Centro Empresarial de São Paulo News
sobre carreira e sucesso.
Por: Fabiana Cabral
Fotos: Divulgação
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| JUN/AGO 2007
Faz 30 anos que o médico psiquiatra Roberto Shinyashiki deixou os consultórios e passou a
ministrar palestras. Tempos depois, lançou o primeiro livro: A Carícia Essencial. Rapidamente, tornouse best-seller. E não parou por aí. Atualmente, são mais de dez publicações, entre elas: Pais e Filhos
– Companheiros de Viagem, O Sucesso é ser Feliz e Você – A Alma do Negócio. Hoje, ele já tem
mais de 6.000.000 de livros vendidos.
Shinyashiki estimula a reflexão sobre a busca do sucesso e do equilíbrio pessoal. Ele é considerado
um entusiasta da capacidade do ser humano de realizar sonhos e ser feliz. O novo trabalho do
psiquiatra, Os Segredos dos Campeões, chega às lojas neste mês. Nele, o autor ensina quatro
passos para vencer na vida pessoal e profissional.
Revista – Depois de mais de 10 publicações e mais de 6 milhões de livros vendidos,
você está lançando Os Segredos dos Campeões, pela Editora Gente. No que
consiste este novo trabalho?
Roberto Shinyashiki – É um livro sobre carreira. Minha preocupação é que os artigos publicados sobre
esse tema são um pouco equivocados. De uma forma geral, vejo especialistas falando sobre a importância
de se trabalhar mais e mais, como se trabalhar muito fosse o segredo dos campeões. Eu diria que o
desafio do Brasil não é trabalhar mais, é trabalhar melhor. Muitos orientadores de carreira dão conselhos
que são meros detalhes e fazem, no final das contas, pouquíssima diferença na vida profissional das
pessoas. Por exemplo, alguns dizem que é importante estudar mandarim porque a economia chinesa
está crescendo. Mas a utilização desse idioma é mínima, pois no exterior só se fala inglês. Falta a discussão
dos fundamentos para criar uma carreira de sucesso. E é isso que o livro aborda.
O DESAFIO DO BRASIL
NÃO É TRABALHAR MAIS,
É TRABALHAR MELHOR
Revista – Você pode nos adiantar os segredos dos campeões?
Shinyashiki – Neste novo livro eu falo sobre os quatro pilares de uma carreira de sucesso: o
primeiro é ter um objetivo claro; o segundo, uma estratégia bem definida; posteriormente, o
trabalho consistente; e o último, uma competência superior.
Infelizmente, grande parte dos profissionais não tem um objetivo claro. São como um taxista dirigindo
sem saber o endereço de seu destino: gastam energia, tempo e não rendem nada, porque não
sabem como orientar suas carreiras. Existem aqueles que têm objetivo, mas não têm uma boa
estratégia. É importante saber como você vai chegar onde se propôs.
Por que ser consistente? Um dia meu filho me perguntou o que eu achava de ele estar cursando
marketing. Eu disse: “Filho, tente ler todos os dia, pelo menos por meia hora, sobre marketing, que ao
final de quatro anos você será um profundo conhecedor do assunto”. Na realidade, poucos fazem um
trabalho regular como esse. Em nosso país, os profissionais têm muitos espasmos. Começam um
curso e param. Não é desta forma que criamos uma carreira. Os profissionais mais admirados treinam,
estudam, estão em constante aprendizado e superam os desafios.
O quarto pilar é fundamental: ser competente. Por isso, devemos saber o que estamos fazendo.
Revista – E o que está faltando para cumprir essa regularidade?
Shinyashiki – O desafio é fazer o profissional estudar. Nos Estados Unidos, uma enfermeira tem
faculdade, especialização e mestrado em enfermagem e, mesmo assim, continua estudando. A
maioria dos profissionais do nosso país, quando termina a faculdade, não faz outros cursos. Não há
orientação para buscar novos conhecimentos. Ainda estamos “brigando” para que os nossos adultos
façam uma faculdade. Isto é muito pouco.
Revista – No livro, você utilizou a “pesquisa da vida real”. Como ela foi desenvolvida?
Shinyashiki – Há 30 anos acompanho organizações, conheço empresários e observo profissionais.
Em todo esse tempo, tive oportunidade de ser terapeuta de ministros, políticos, artistas e grandes
empresários. Vi muita gente “subir” e muita gente “descer”. Durante este período, observei o que os
profissionais bem-sucedidos têm que os diferenciam dos demais: eles apresentam várias habilidades
simultaneamente. Não adianta ter só trabalho e não ter conhecimento e competência, ou o contrário.
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ENTREVISTA |
Revista – Nas suas publicações e em boa parte do seu trabalho, de uma forma
geral, você aborda o tema “sucesso”. A busca deste deve ser contínua?
Shinyashiki – Sucesso é um estilo de vida. Fracasso, também. O empresário Pedro Cardoso
afirma que o sucesso é uma viagem sem fim e que devemos estar sempre viajando. Mas,
infelizmente, a maior parte das pessoas nem parte nessa viagem. Outras param na primeira
estação. Contentar-se com pouco, acomodar-se, é um estilo de vida que leva ao fracasso. Por
exemplo, o empresário Antônio Ermírio de Moraes continua trabalhando 12 horas por dia, como se
precisasse manter o emprego e ganhar mais dinheiro. Mas ele não trabalha por isso. Ele realiza
uma missão de vida. Por isso tem sucesso. Para ele, o trabalho é um estilo de vida, assim como,
conseqüentemente, o sucesso.
Revista – E como obter sucesso pessoal e profissional ao mesmo tempo?
Shinyashiki – Sempre acreditei que devemos pensar grande. Infelizmente, para algumas pessoas,
esse pensamento é ter muito dinheiro, mas isso é pensar pequeno. Então, eu as questiono: “No
seu pensar grande não tem uma família legal, um relacionamento bom com filhos? Não tem
espiritualidade?”. É importante que o “pensar grande” inclua várias áreas da nossa vida.
Vejo que as pessoas falam de qualidade de vida de uma maneira freqüentemente equivocada.
Muitos falam de qualidade de vida referindo-se a dormir bastante, comer bem, ir para casa e ver
novela. Acredito que qualidade de vida é viver apaixonadamente. Aí começamos a pensar
verdadeiramente grande.
Revista – Nos dias de hoje fala-se muito em empreendedorismo. O que é ser
empreendedor e como tornar-se um?
Shinyashiki – Um empreendedor é um ser humano que não reprimiu a sua vocação. É da
natureza do ser humano explorar novos limites. Em 1500, o empreendedor estava na Europa
pensando que algo deveria existir além do oceano. Então ele saiu e descobriu a América. E após
descobrir todo o planeta, quis conhecer a Lua. Isso é a alma humana: conhecer e conquistar novos
espaços. O empreendedor é aquele que mantém viva a alma do ser humano. Eu diria que todo ser
humano tem vocação para ser empreendedor, basta não anulá-la.
É MUITO FÁCIL FAZER A
DIFERENÇA E SER UM
PROFISSIONAL QUE
CONQUISTE RESULTADOS:
BASTA AMAR O SEU
CLIENTE E AS PESSOAS
QUE COMPARTILHAM
A VIDA COM VOCÊ
Revista – Em uma de suas palestras, você aborda a “Era da Competitividade”.
Como fazer a diferença nessa realidade?
Shinyashiki – Fazer a diferença é fazer diferente do que a maioria faz. Muitos profissionais têm
o pensamento muito acomodado e conservador. A maioria trabalha para receber o cheque no final
do mês e ainda não aprendeu a amar o seu trabalho, o seu cliente. A maioria não aprendeu a
procurar a felicidade do cliente. Uma das coisas que eu sempre digo é que se você quiser ficar rico,
deixe seu cliente feliz. A maior parte das pessoas não está preocupada se o cliente está feliz ou
não. É muito fácil fazer a diferença e ser um profissional que conquiste resultados. Basta amar o
seu cliente, amar as pessoas que compartilham a vida com você. Desta forma, é possível ser um
profissional diferente.
SERVIÇO
Revista – Como não deixar que as preocupações com o trabalho e com o dinheiro
afetem as relações humanas, constantemente relegadas a segundo plano?
Shinyashiki – Uma das coisas mais importantes que um profissional deve saber hoje é administrar
o tempo. Para isso, existem dois segredos: o primeiro é definir prioridades e o segundo é aprender
a fazer primeiro as coisas chatas. E como definir prioridades? Devemos nos perguntar se é mesmo
preciso fazer determinadas atividades. Assim, percebe-se que 60% das tarefas realizadas não
precisam ser feitas. E por que fazer primeiramente as coisas chatas? Quando observamos que uma
pessoa está atrasada, com certeza, é porque ela tinha coisas chatas para fazer, mas demorou a
fazê-las. Quando se administra o tempo, percebemos que sobra muito mais para o que realmente
importa ao ser humano: os relacionamentos. Criamos resultados por meio das pessoas. São elas
que nos trazem o lucro, os resultados e, conseqüentemente, o sucesso.
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Os Segredos dos Campeões
Autor: Roberto Shinyashiki
Editora: Gente
Preço: R$ 19,90
JUN/AGO 2007 |
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CAPA |
Uma ilha verde
Por: Fabiana Cabral
Fotos: Paulo Bareta
COM 185.000 M 2 DE
ÁREA VERDE, O
CENTRO EMPRESARIAL
DE SÃO PAULO É
EXEMPLO DE
PRESERVAÇÃO
AMBIENTAL E DE
QUALIDADE DE VIDA.
Jardins perfeitos para caminhar, apreciar o desenho dos canteiros, sentir o cheiro das flores e ouvir o canto dos
pássaros. Num local de trabalho, este cenário parece utópico. Mas, no Centro Empresarial de São Paulo é
realidade. Todos os sete blocos do empreendimento são cercados por muitas árvores, arbustos, gramados e
floríferas. Uma verdadeira ilha de verde, onde se pode andar sem preocupação com abordagens ou violência.
Os números não mentem. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda 12 metros quadrados de área
verde por pessoa, enquanto o espaço verde do Centro Empresarial de São Paulo provê 18,5 metros quadrados
por pessoa, o equivalente a quatro vezes ao do Parque Trianon, considerado o pulmão da região da Avenida
Paulista. A cidade de São Paulo, por sua vez, oferece para cada cidadão apenas quatro metros quadrados.
Também a umidade relativa do ar no complexo possui índices até 30% superiores aos das regiões adjacentes
(índices baixos de umidade provocam uma série de doenças, em especial as respiratórias). A diferença de temperatura
em relação a outros locais da cidade pode chegar a até 10oC. Por isso, a sensação é a de estar num grande parque.
De acordo com a paisagista do Centro Empresarial de São Paulo, Assucena Tupiassú, as áreas verdes do
empreendimento têm um papel muito importante para toda a região. “É só olhar o entorno para percebermos
a carência de vegetação. Estas áreas verdes atuam na melhoria da qualidade ambiental e, conseqüentemente,
na redução do aquecimento global. Enquanto só agora as empresas e a população começam a perceber a
necessidade da preservação ambiental para o controle do aquecimento global, o Centro Empresarial já cuida do
espaço verde há muitos anos”, explica.
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| JUN/AGO 2007
CONCEITOS ATUAIS
“O projeto do Centro Empresarial de São Paulo, concebido no final dos anos
70, baseou-se em conceitos que hoje se revelam atuais, respeitando,
como poucos, dois aspectos: preservação ambiental e qualidade de vida”,
afirma Marco Antônio Biasi, diretor da Panamby, administradora do complexo.
A vegetação é composta por cerca de 3 mil árvores. São mais de 100
diferentes espécies, nativas, exóticas e frutíferas, que funcionam juntas
como um filtro para diversos tipos de poluição. “Considerando que três
toneladas de gás carbônico (CO2) podem ser neutralizadas pelo plantio
de cinco árvores em média e sabendo que o Centro Empresarial possui
esta quantidade de árvores de grande porte, podemos dizer que a ação
do complexo demonstra consciência ambiental e preocupação de
resguardar a atmosfera em que vivemos”, destaca Assucena.
Segundo ela, todos os movimentos humanos geram CO2, componente
que, em excesso, pode comprometer o equilíbrio do planeta. A paisagista
diz que uma das formas de compensar a grande quantidade de poluição é
o plantio de árvores. “Em média, seis árvores são suficientes para compensar
o que um carro movido à gasolina lança no ar em um ano”, destaca.
O gerente de Manutenção e Obras do Condomínio Centro Empresarial de
São Paulo, Marcos Maran, conta que, periodicamente, é feito algum tipo
de plantação ou alguma mudança nas espécies de plantas. “Quando
fazemos implantação de novas árvores e plantas, procuramos colocar
espécies da flora brasileira para prestigiar a natureza do nosso país”,
ressalta.
Semanalmente, a equipe de paisagismo do Centro Empresarial de São
Paulo, comandada por Assucena, visita os jardins do empreendimento
para verificar as condições das áreas verdes. “Algumas árvores ficam
doentes, caem com vendavais, e sempre propomos o plantio de novas.
A preocupação é com o bem-estar das pessoas que prestam serviços no
Centro Empresarial de São Paulo, pois áreas verdes, bonitas e bem
cuidadas proporcionam harmonia, paz e alegria”, completa.
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CAPA |
A preocupação com o meio ambiente também Alcoa: em busca da sustentabilidade
mobiliza as empresas instaladas no Centro
Em 2000, a Alcoa Alumínio lançou o Quadro Estratégico para
Empresarial de São Paulo. Conheça alguns
Sustentabilidade 2020, que estabelece objetivos de redução do
projetos desenvolvidos por elas:
consumo de energia e de água, da geração de resíduos e da emissão
de efluentes e gases de efeito estufa.
MAPFRE: debatendo o meio ambiente
Por meio da Fundação MAPFRE, o Grupo MAPFRE Brasil promove discussões
e troca de informações sobre temas ambientais relevantes para o
desenvolvimento sustentável. “Os seminários Fundação MAPFRE de
Gestão de Risco, Saúde e Meio Ambiente aproximam o poder público, a
iniciativa privada e sociedade organizada. Para isso, são realizadas parcerias
com entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo”, explica
a superintendente da Fundação MAPFRE, Fátima Lima.
A meta da empresa é incrementar a ecoeficiência em nível global,
reduzir em 70% o consumo de água e a geração de efluentes em todo
o mundo até 2010, além de fazer cair a zero todas as emissões até
2020. Além dos planos de sustentabilidade, a empresa mantém os
programas Ambiente Consciente e o Dez Milhões de Árvores.
O primeiro, iniciado no escritório da Alcoa no Centro Empresarial de São
Paulo, promove alterações nas rotinas de consumo para diminuir
gradualmente os 220 kg de resíduos gerados diariamente, que ao fim
de cada mês somam cinco toneladas. Os primeiros passos foram a
Outras ações da empresa em prol do meio ambiente são as campanhas substituição dos cestos de lixo individuais por estações de descarte
educativas, que buscam conscientizar escolas e prefeituras sobre a coletivas e a troca de copos descartáveis por canecas e squeezes.
responsabilidade de cada um na preservação ambiental.
Com o programa Dez Milhões de Árvores, a empresa fixou para si uma
Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Grupo MAPFRE lança meta de plantio a ser atingida até 2020 em várias partes do mundo.
o calendário de suas atividades ambientais, que inclui a realização de No Brasil, o último placar, atualizado em dezembro de 2006, mostrava
dois seminários, do primeiro encontro técnico e das campanhas de um total de 696 mil árvores plantadas. O presidente mundial da Alcoa,
educação ambiental. “Estuda-se para este ano a possibilidade de realizar Alain Belda, enfatiza que a questão ambiental precisa ser tratada com
também investimentos diretos na preservação da biodiversidade mais agressividade.
global”, completa.
Boehringer Ingelheim: foco na reciclagem
A redução da quantidade de resíduos gerados pela corporação é a
principal preocupação da Boehringer Ingelheim. A política de preservação
do meio ambiente implantada na fábrica brasileira vem reduzindo
drasticamente a emissão de poluentes. Nos últimos anos, os efluentes
já foram reduzidos em 20%. Em 2006, mais de 50% do montante de
resíduos gerados foi reciclado.
Entre as ações realizadas periodicamente pela empresa estão: a coleta
seletiva de papel, copos, plásticos, cartuchos de impressora, pilhas e
baterias; campanhas de conscientização e produção de informativos e
jornal semanal com temas relacionados a questões ambientais;
passeios ecológicos; a Semana do Meio Ambiente, que aborda a
preservação ambiental e projetos de reciclagem; e entrega de mudas
de espécies nativas para todos os seus colaboradores.
De acordo com a gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Boehringer
Ingelheim, Laura Murray, todas estas ações têm contribuído para o
aumento do indicador de reciclagem, tanto na fábrica quanto no
escritório da empresa, instalado no Centro Empresarial de São Paulo. O
grupo investe, no mundo, cerca de US$ 600 milhões por ano na proteção
do meio ambiente e na segurança. De 1997 até 2006, foram investidos
US$ 2,6 milhões na fábrica do Brasil.
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| JUN/AGO 2007
São 185 mil m2 de área verde,
a maior em centros comerciais
do Brasil.
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ESTILO DE VIDA |
Momento de
bom gosto e satisfação
O CONSUMO DO CAFÉ ESTÁ EM EVIDÊNCIA NO PAÍS. COMO O VINHO, ESSA TRADICIONAL BEBIDA É
CADA VEZ MAIS VALORIZADA POR REFINADOS PALADARES.
Por: Davi Brandão e Fabiana Cabral
Fotos: Paulo Bareta e Divulgação
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Projeto arquitetônico do Octávio Café que está sendo construido na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996
Dos balcões das tradicionais padarias ou do coador de pano das donas de
casa, o café conquistou novos horizontes. Em meados dos anos 1990, teve
sua explosão com a inauguração de grandes redes de cafeterias gourmet,
apresentando até um profissional especializado no assunto: o barista.
O segmento gastronômico e outros ramos adotaram a bebida como
diferencial para a capacitação e fidelização da clientela. Atualmente, é
comum que o cliente, ao adentrar em livrarias, lojas de luxo e até mesmo
em grandes magazines, tenha de responder a uma pergunta: você
aceita um cafezinho?
De olho neste mercado promissor, o ex-governador de São Paulo e
empresário Orestes Quércia manteve, ao longo dos últimos anos, investimentos na cafeicultura e, em meados do ano passado, anunciou a
criação de uma marca própria, nomeada Octávio Café. “Nas grandes
metrópoles, como Nova York e São Paulo, assim como é comum o hábito
de se tomar um café, também percebemos a desinformação dos empresários em relação à bebida”, explica. “O café necessita ser algo especial,
pois é o último sabor a ficar na boca”, Quércia sintetiza.
Semeado na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Pedregulho, região da Alta Mogiana, o Octávio Café dá seqüência à dedicação do
patriarca da família, Octávio Quércia (tradicional produtor de café da região). O cafeicultor, já falecido, é homenageado agora com a intitulação
da marca. A escolha do nome Octávio também coincidiu com avaliação
sensorial da bebida do café baseada em metodologia proposta pela
Organização Internacional do Café. Nesta avaliação, oito atributos do
café (aspecto, torração, aroma, corpo, acidez, doçura, conceito e bebida),
foram analizados resultando em um gráfico na forma de um octógono,
no qual o município de Pedregulho, onde são produzidos os cafés e
blends da Octávio Café, alcança um equilíbrio único na produção de café.
Para apresentar todas as nuances de seu bom café, a grife Octávio Café
presenteará os paulistanos com um espaço multisensorial, a ser inaugurado
entre julho e agosto na avenida Brigadeiro Faria Lima. “Vamos promover a
marca na paulicéia, com o objetivo de comercializá-la em estabelecimentos
do ramo, como restaurantes, bistrôs e outros”, sintetiza Quércia.
Com a excelência de qualidade que seu produto mantém, o empresário
também visa à exposição de sua marca em outros sítios do globo, como
o mercado americano, onde adquiriu a centenária torrefadora Dallis Coffee,
que mantém em seu portfólio 34 blends, que se somarão ao blend
Octávio Café.
Point paulistano
No roteiro de cafeterias da cidade, o espaço Octávio Café pretende introduzir
inovações. Contando com o profissionalismo da renomada barista Silvia
Magalhães – tricampeã do Campeonato Brasileiro de Barista e que
defenderá o País no World Barista Championship, em Tóquio, no final do
mês de julho – e com uma área total de cerca de mil metros quadrados,
o estabelecimento reservará muitas sensações ao público.
No espaço, o cliente contará com um amplo salão principal, destinado a
degustações, um aconchegante lounge para eventos, uma ampla área
externa com jardim, além de uma loja para as vendas dos produtos da
marca. “Certamente, um lugar moderno, que servirá para encontros e
para promover o bem-estar do público”, diz Alfredo Farné, sócio da Seragini
Farné Guardado Design, empresa que assina o projeto arquitetônico do
local. “Será um point da cidade de São Paulo”, conclui.
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ESTILO DE VIDA |
Para relaxar
No Shopping Panamby Jaraguá, entre 12h e 14h, não são somente os
restaurantes que se mantêm movimentados. As cafeterias que compõem o espaço também são procuradas por usuários e visitantes do
Centro Empresarial de São Paulo. “Já é rotina almoçar e, depois, tomar
um cafezinho em uma das cafeterias do shopping. Isso dá força e ânimo
para voltar ao trabalho”, afirma o funcionário da Priscilla Flores, Edgar
Namimatsu.
Na Kopenhagem, o famoso café espresso é servido com um diferencial.
O cliente pode escolher cookie, petit wafer, pastilhas de menta, minimania de abacaxi ou de maça verde. Além disso, também são destaques de cafés especiais o “Cappuccino” e o “Café com Conhaque”, cujo
valor varia de R$ 4,00 a R$ 7,00.
Variedade é o que não falta no Centro Empresarial de São Paulo para
apreciar o bom e velho café. Atualmente, seis cafeterias oferecem os
produtos mais clássicos, como o café espresso, além de outras receitas
especiais.
Para quem gosta de café, mas prefere uma bebida gelada, uma boa
opção é o “Cappuccino Gelado” do Café da Praça. A receita é composta por
café, leite condensado, leite em pó, chocolate e canela, servida em uma
taça de 200ml. O preço é R$ 3,20.
O item mais pedido pelos clientes da Brunella é o “Canelinha”, uma
combinação de café, um pouco de leite e canela. Mas os destaques ficam
por conta das receitas especiais como a “Brunella”, que mistura numa
caneca grande calda de chocolate, uma bola de sorvete de coco, café e
chantilly coberto com flocos de coco, e “Bruna”, que contém café espresso
com licor de baunilha e chocolate. O preço do espresso é R$ 2,00 e as
receitas especiais custam R$ 7,00.
Freqüentador assíduo das cafeterias do Centro Empresarial de São Paulo, o gerente de finanças do Grupo Fidelity, Eduardo Pinheiro, toma café
desde que se conhece por gente. “Sempre gostei muito de café. Desde
menino. Gosto muito de experimentá-lo. É um produto delicioso, espetacular. Não consigo viver sem”, afirma.
O Villa Café está de cara nova, mas a predileção dos clientes da cafeteria
ainda é pelo simples e famoso cafezinho. Porém, o produto não é pedido
sozinho. A opção “Café da Manhã”, uma xícara média de café acompanhada de pão com manteiga na chapa, é a mais famosa e custa R$ 3,00.
Outra combinação tradicional faz sucesso na Carmine’s: o café espresso
com pão de queijo. O valor do conjunto é R$ 3,40.
Cappuccino e acompanhamentos da Kopenhagem
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O chantily também é um acompanhamento do café muito procurado. No
Mister Coffee, a combinação é a mais pedida e custa de R$ 1,80 a R$ 2,30.
A paixão pelo café brasileiro fez com que Eduardo quebrasse as regras de
um hotel nos Estados Unidos. “O café norte-americano parece chá, de tão
fraco. Num hotel em Los Angeles, perguntei ao recepcionista se eu mesmo
poderia preparar um café ‘à brasileira’. O funcionário o achou forte”, descreve.
Para Eduardo, o segredo para preparar um bom café é não ferver a água
antes de coar. “Não se pode deixar a água borbulhar, ou seja, eu desligo
o fogo antes de a água entrar em ebulição porque o líquido fervente
altera o sabor”, explica.
Café da manhã, do Villa Café
Consumo e saúde
O café é uma bebida muito apreciada no Brasil pelo seu aroma e sabor.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostram que o
consumo interno do produto no ano passado cresceu de forma acentuada. Entre novembro de 2005 e outubro de 2006, o consumo de café
atingiu 16,33 milhões de sacas, registrando um acréscimo de 5,10% em
relação ao período anterior.
De acordo com a entidade, o consumo por habitante também cresceu.
Em 2006, foram ingeridos o equivalente a 70 litros de café por pessoa,
uma evolução de 3,9% em comparação com 2005. A projeção para 2007
é de que 52% de todo o café colhido durante o ano seja destinado ao
consumo interno.
A Abic atribui este crescimento à melhoria da qualidade do café brasileiro; à
consolidação do mercado de cafés tipo gourmet ou especiais; à relação do
produto aos aspectos benéficos à saúde; e aos investimentos da indústria.
O médico e responsável pelo Site Café & Saúde (www.cafeesaude.com.br), Darcy
Roberto Lima, afirma que o café pode prevenir a depressão, melhora a atenção,
a concentração e o aprendizado escolar e atua na prevenção do câncer de cólon
e reto, doença de Parkinson, diabetes, cáries dentárias, entre outros.
Segundo Lima, a cafeína ingerida em doses moderadas, de até quatro
xícaras, não é prejudicial à saúde humana, desde a gestação até o final
da vida. Todavia, o excesso do produto pode fazer mal. “A administração
aguda de cafeína pode causar aumento modesto da pressão sanguíneo-arterial e da secreção gástrica, alterando o humor e o padrão de
sono das pessoas”, explica o médico.
Café da Praça tem o Cappuccino Gelado
“Brunella”: café, sorvete e chocolate
Café com chantily: o preferido no Mister Coffe
Espresso do Carmine’s
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DE OLHO NO PAN |
O colecionador de títulos
ELEITO DUAS VEZES MELHOR VELEJADOR DO MUNDO PELA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE VELA,
ROBERT SCHEIDT DISPUTA MAIS UM TÍTULO NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DO RIO DE JANEIRO
Fotos: Chris Ray e Márcio Rodrigues
A paixão que Robert Scheidt tem pela vela é antiga. Surgiu quando o iatista tinha apenas cinco anos, com um veleiro que
a família mantém na Represa de Guarapiranga. “Lembro que eu ficava assustado com as manobras e me escondia na
cabine toda vez que nos aproximávamos da bóia. Quem diria que agora eu faço isso sem nenhum medo e com muito
prazer”, ele recorda. A vela deixou de ser apenas um hobby quando Scheidt começou a treinar na Escola Infantil do Esporte
Clube Banespa e no Esporte Clube Pinheiros. Aos 11 anos conquistou seu primeiro título: campeão sul-americano de
Optimist, em Algarrobo, no Chile. O menino foi bicampeão no ano seguinte, 1986. Começava então a sucessão de títulos.
Em 1991, após vencer o Mundial Júnior de Laser na Escócia, ingressou no primeiro time da vela mundial. Quatro anos mais
tarde, conquistou medalha de ouro nos Pan-americanos em Mar Del Plata, Argentina. Assim, ficou conhecido
internacionalmente. Entre os títulos mais importantes, Scheidt foi oito vezes campeão mundial na categoria Laser,
ganhou três medalhas de ouro em Jogos Pan-americanos e duas medalhas de ouro e uma de prata em Olimpíadas.
Para chegar onde está, o iatista cumpre uma rotina bastante árdua. Treina diariamente musculação e natação durante
duas ou três horas, seis vezes por semana, e veleja o mesmo número de horas, cinco dias por semana. Competindo
desde o ano passado na categoria Star, o próximo desafio de Robert Scheidt são os Jogos Pan-americanos do Rio de
Janeiro, onde disputará um lugar no pódio na classe Laser. “Acho que esse Pan será o mais difícil da minha vida. Eu vou
tentar com todo o meu empenho conquistar um ouro para o Brasil”, declara.
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Entre um treino e outro, o iatista bateu um papo com a reportagem da
Centro Empresarial de São Paulo News.
Revista – Quais foram as maiores dificuldades que você
encontrou em sua carreira? O que fez para superá-las?
Robert Scheidt – A dificuldade e o desafio são inerentes ao esporte.
Essa é a grande graça, não existe certeza alguma. Cada regata é uma
regata, cada campeonato é um campeonato. Eu, pessoalmente, consegui
superar a maior dificuldade do esporte, que é contar com patrocinadores
que confiem e apóiem em todos os momentos. Isso é fruto de muito
trabalho duro.
Revista – Qual foi o título mais importante que você
conquistou na sua carreira e por quê?
Scheidt – Sem dúvida, as três medalhas olímpicas tiveram a maior
importância, mas o vice-campeonato mundial na Classe Star em 2006,
em San Francisco, EUA, foi muito importante, pois mostrou a mim e ao
Bruno Prada (seu parceiro na classe Star) que estamos no caminho certo.
Revista – Você competiu 15 anos na categoria Laser. No
ano passado, velejou pela Star. Agora, nos Pan-americanos
do Rio, você retornou à antiga categoria. Qual a diferença
entre as duas? Você tem alguma preferência?
CADA ESPORTE TEM SUAS
CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS, MAS
O MAIS IMPORTANTE DE TUDO É
QUE AQUELA GARRA, AQUELA
PEQUENA DIFERENÇA QUE VEM DE
DENTRO, TEM DE SER A MESMA
PARA UM ATLETA VENCEDOR
Scheidt – Lógico que tenho um carinho muito grande pela Laser, que
me proporcionou tantos êxitos. Mas também estou amando essa nova
classe, o novo desafio na Star. A principal diferença é que a Laser é
solitária e na Star eu tenho um parceiro, no caso o Bruno Prada, meu
amigo desde a infância.
Revista – O técnico de futebol Jair Picerni e o treinador da
seleção masculina de vôlei, Bernardinho, já o utilizaram
como exemplo de como permanecer no topo por muito
tempo. Como é para você ser exemplo para atletas de
outras modalidades esportivas?
Scheidt – É uma honra! Cada esporte tem suas características próprias,
mas o mais importante de tudo é que aquela garra, aquela pequena
diferença que vem de dentro, tem de ser a mesma para um atleta
vencedor.
Revista – Quais são suas expectativas para o Pan do
Rio de Janeiro?
Scheidt – Defender o Brasil sempre foi para mim um objetivo, por si só.
Em janeiro, tive de enfrentar uma parada dura para me classificar, pois
passei o ano inteiro de 2006 sem velejar de Laser, só de Star, e estava
fora de forma. Ainda bem que consegui, mas deu para ver que a molecada
está evoluindo muito. Acho que fiz valer a minha experiência. Que isso
sirva para elevar o nível da classe Laser. Por conta de tudo isso, e levandose em consideração que estarei competindo até a semana da véspera
em outra categoria, acho que esse Pan será o mais difícil da minha vida.
Mas, por isso mesmo, será um desafio motivador. Eu vou tentar com
todo o meu empenho conquistar um ouro para o Brasil. Vencer em casa
é bom demais!
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VIAJE |
Píer localizado em Gijón,
cidade do Principado de Astúrias
Bufones de Arena vislumbra
pela vista do Cantábrio
Catedral de Oviedo apresenta e conserva
o charme do estilo gótico asturiano
Tão belo...e tão pouco conhecido!
TRADIÇÕES E REGIONALISMO MARCAM O PRINCIPADO DE ASTÚRIAS, NA ESPANHA; CIDADES DE OVIEDO E
GIJÓN SE DESTACAM PELA BELA ARQUITETURA E SÃO PASSAGENS OBRIGATÓRIAS AOS TURISTAS.
Por: Davi Brandão
Fotos: Davi Brandão
Consagrada pela natureza, com o verde brotando por todo lado, a bucólica
região do Principado de Astúrias, no norte da Península Ibérica, é uma
preciosidade abrigada pelos rios Eo e Deva, que a separam da Galícia e
Cantábria. Não necessariamente oposta, mas diferente dos principais
centros urbanos espanhóis, como a capital, Madrid, e a histórica Barcelona,
a Astúrias mantém em suas pequenas cidades e vilarejos uma forte
tradicão regional ainda não ‘descoberta’ pela globalização. Visitado
especialmente por europeus, esse oásis de belezas naturais não foi,
todavia, descortinado ainda pelos turistas brasileiros, que optam, em
sua maioria, por sítios mais tradicionais do território hispânico.
Com opções de acesso aéreo, ferroviário ou rodoviário, bons hotéis, pontos
turísticos indispensáveis, enograstronomia impecável e agitação noturna,
o Principado é um destino proveitoso para os viajantes. Sua capital
política e administrativa é a cidade de Oviedo, situada no centro da
região, que tem ainda como destinos principais as cidades de Gijón –
autêntica capital da costa asturiana – e Avillés, todas interligadas por
uma única estrada, conhecida como “Y”.
Cidade-monumento
Marcada pela arquitetura medieval, presente em diversas ruas e vielas, a
cidade de Oviedo, ao contrário de outras da região, caracteriza-se por
manter uma agitação tanto diurna como noturna. Pode-se dizer que
Oviedo é a mais cosmopolita das cidades asturianas, até porque é a
capital e onde o visitante se depara com ruas comerciais, muitas lojas de
luxo e os quarteirões da boemia, pois existe uma concentração de sidrerias
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— locais onde se bebe sidra, bebida típica da região —, além de boas
vinherias, danceterias, bares e restaurantes.
É no chamado Casco Antiguo (centro antigo) que se concentra toda a
essência da cidade, com seus monumentos e sua história. Na capital do
Principado está situada a Catedral de Oviedo, que apresenta em seus
arredores um conjunto de nobres edifícios, como a Capilla de la Balesquida,
capela construída no século XIII; a Casa de los Llanes, construção barroca
do século XVIII; e o Palácio de la Rúa, edificação tida como a mais antiga
da cidade, datada de 1522. Todas essas construções ofuscam os olhares,
em especial por sua impecável conservação.
Do rio para o mar
Também obrigatória é a passagem por Gijón. Emoldurada por edificações
históricas, esta tranqüila cidade abriga diversos locais turísticos como o
Acuario de Gijón, o Jardín Botánico e a região portuária.
Inaugurado há quase um ano, o Acuario (aquário) é um ponto de
passagem indispensável aos visitantes da sossegada Gijón. Visitá-lo
traz a sensação de se estar no fundo do mar. Seu grande espaço abriga
mais de 4 mil espécies de peixes. No circuito, composto por seis partes, o
visitante começa conhecendo as espécies que habitam o rio Cantábrico.
Nos grandes tanques, há uma diversidade de lulas, salamandras e
tartarugas, além do salmão, um pescado típico da região.
Do rio para o mar, a seqüência de tanques apresenta espécies de diversos
oceanos e mares do globo. O primeiro é o Atlântico, onde há uma
multiplicidade de ostras, arraias, crustáceos e merluzas. Sucessivamente,
passa-se pelo Atlântico Tropical, pelo mar Vermelho e pelo Atlântico Sul. O
percurso do fascinante mundo do mar é realizado entre 30 e 45 minutos.
A entrada neste universo custa entre 3 e 10 euros. Ao sair do aquário,
nada melhor do que apreciar a região portuária, onde funciona um grande
píer para barcos, lanchas e veleiros.
Diversão noturna
Assim como nas grandes metrópoles mundiais — como São Paulo e
Nova York — , a boemia começa após a meia-noite. A partir desse horário,
pubs, danceterias, bares e sidrerias começam a receber a clientela em
busca de diversão. Inversamente ao que se está acostumado na Paulicéia,
os estabelecimentos não cobram a famigerada ‘taxa de entrada’. O cliente
pode conhecer diversas casas pagando somente o que consumir.
Também diferenciada dos costumes paulistanos, a noite da cidade não se
restringe somente ao público juvenil, que busca freneticamente
entretenimento. Nos calçadões — em especial na seara portuária — vê-se
muitos casais, senhores e crianças que passeiam e aproveitam os sabores
oferecidos pelas lanchonetes, como as tortillas ou as famosas patatas.
Vista inesquecível
Localizados no extremo ponto oriental de Astúrias, Los Picos de Europa
constituem uma das áreas de maior destaque da Cordilheira Cantábrica.
A região, além de ser cartão postal, tornou-se referência aos praticantes
de esportes radicais — trilhas e escaladas — por sua verticalidade e pela
natureza, que arrebata os olhares dos que chegam à altitude de 2,6 mil
metros alcançados nos territórios de Torrecerréu, Peña Vieja, Tesorero y
Urriellu. Habitadas por animais silvestres, como os lobos, as montanhas
de Los Picos de Europa, que no inverno despertam atenção redobrada
pelo charme da neve, também encantam graças à beleza dos lagos de
Enol e La Ercina.
Viagem ao passado
Nessa viagem à região norte do território hispânico, outro ponto que
também ostenta (mas sem disputar) uma beleza natural é o Museo del
Jurásico de Asturias. Com arquitetura moderna, o prédio que o abriga
tem o formato de uma pata de dinossauro, um destino indispensável na
rota turística do Principado. Em suas dependências, réplicas de dinossauros
da pré-história ‘passeiam’ até os dias de hoje, enquanto os visitantes
percorrem o caminho inverso. Na parte externa do Museo, uma vista
deslumbrante: à esquerda, a beleza das águas do Cantábrico, e à direita,
o cenário encantador das montanhas asturianas.
caranguejos e vieiras (espécie de molusco), na maioria das vezes
acompanhados por batatas.
A degustação dos menus ofertados pelos restaurantes asturianos é
uma viagem (de aromatização) dentro da viagem. Harmonizados com
um bom rótulo de vinho, ou ainda com uma sidra de mesa — espécie de
vinho de maç㠗 , os pratos levados à mesa são de dar água na boca. Na
cidade de Gijón, por exemplo, saborear os ouriços-do-mar é uma tradição.
Também saboroso, o Foie Gras acompanhado com torradas é uma das
boas sugestões de entrada servidas pelos espaços asturianos.
Prato tradicional
A feijoada também faz sucesso por lá. Preparada com feijão-branco (faba) e
carne de porco — longamente cozidos —, a “fabada” é o prato mais
representativo do Principado de Astúrias. Não se deve deixar de experimentálo ao visitar a região. Assim como a paella valenciana, o gazpacho andaluz,
o caldo gallego, o cozido madrileño, a fabada se tornou um dos principais
representantes gastronômicos regionais do país.
A visita a uma quesería artesanal é outra coisa imperdível na rota
gastronômica. Composto de aroma e sabor concentrados, o queijo
cabralles, produzido artesanalmente, é destaque. Produzida na região
do Principado, a iguaria de massa cremosa e consistente equivale ao
francês roquefort, ao inglês stilton ou ao italiano gorgonzola, por ser de
massa azul — provocada pela presença do mofo Penicillium. Contudo, há
que se levar em conta que ele se distingue de outros queijos por ser
elaborado por três tipos de leite: o de vaca, o de cabra e o de ovelha.
Cozinha reconhecida
Além do que se possa imaginar, o Principado de Astúrias se converteu na
comunidade espanhola com a maior representação no Guia Michelin,
considerado a “bíblia” da gastronomia mundial. Atualmente, a região
possui mais indicações que centros tradicionais hispânicos como Galícia,
Baleares, Navarra, Castilla y León, Andaluzia e Aragón, entre outros. É um
lugar do mundo que, certamente, remete os visitantes a fortes emoções.
Menu de sabores
Propulsora importante das regiões turísticas pelo mundo, a gastronomia
também ergue reverência à região de Astúrias. Tendo em vista que o
Principado situa-se em uma região costeira, naturalmente grande parte
das delícias de Astúrias provém do mar. Entre os pratos mais tradicionais
oferecidos pelos chefs estão experimentações de polvos, lagostas,
Restaurantes asturianos: clima intimista e aconchego
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ESPECIAL |
Centro Empresarial de São Paulo:
30 anos de sucesso
Centro Empresarial de São Paulo mantém-se há três décadas como referência nacional em edifícios corporativos
Fotos: Arquivo
Desde a sua inauguração em 1977, o Centro Empresarial de São Paulo é considerado um dos mais modernos
e completos conjuntos de edifícios corporativos da cidade de São Paulo.
Pioneiro no conceito de empreendimento para escritórios integrado a espaços verdes e áreas de prestação
de serviços (centro de eventos, restaurantes, bancos e lojas de diversos segmentos), o Centro Empresarial de
São Paulo se mantém na vanguarda tecnológica e é referência nacional em edifícios inteligentes.
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| JUN/AGO 2007
A história do maior complexo de escritórios da
América Latina
Em meados dos anos 70, o Grupo Bunge y Born – presente no Brasil
através de empresas como S.A. Moinho Santista e Tintas Coral – decidiu
construir um local que abrigasse a sede de todas as suas companhias,
centralizando suas operações no país.
O projeto, de autoria do arquiteto carioca João Henrique Rocha, era
pioneiro para a época. Tratava-se do primeiro empreendimento brasileiro
com o conceito de Intelligent Building, até então presente em países
como Canadá, Japão e Alemanha. Nascia, então, o Centro Empresarial de
São Paulo.
A construção teve início em 1973 e envolveu 4 mil homens. A inauguração
oficial aconteceu no dia 15 de abril de 1977, quando os blocos A, B, C, D e
G já estavam prontos (incluindo cinco restaurantes, quatro bancos, serviço
médico e barbearia, entre outros) para acomodar as primeiras empresas
que chegavam: Santista Trigo, Fábrica de Tecidos Tatuapé, Tintas Coral e
Quimbrasil.
Nos anos seguintes, foram concluídos os blocos E (1984) e F (1988), e mais
empresas se instalaram no local. O empreendimento despontou no mercado
imobiliário como modelo de modernidade por suas instalações físicas, custos
competitivos e, principalmente, pelas inovações tecnológicas oferecidas.
Em 1990, por exemplo, o sistema de telecomunicações do Centro Empresarial
já era considerado um dos mais modernos e eficientes do país.
Atualmente, o complexo possui 40 empresas instaladas, shopping de
conveniência com mais de 80 lojas, cerca de 30 restaurantes e nove
agências bancárias.
Área de 200 mil m2 escolhida para abrigar o centro empresarial (1/11/1974)
Dois anos após o início das obras, cinco blocos começam a despontar (20/12/1975)
O Centro Empresarial em números:
Área total do terreno:
Área total construída:
Área verde:
População:
Visitantes por dia:
233.496 m2
409.258 m2
185 mil m2
12 mil
10 mil
Dez anos após a inauguração, centro empresarial vira um marco para toda a cidade (1988)
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RÁPIDAS |
Exposições: Embu das Artes
e fuscas antigos
Foto: Paulo Bareta
Foto: Fabiana Cabral
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Nos meses de abril e maio, a arte e o
automobilismo foram destaques na
Praça Central do Centro Empresarial de
São Paulo.
Quadros pintados a dedo, móveis
rústicos e antigos, miniaturas de cidades em cerâmica, esculturas em
madeira e a arte naïf (que aborda a
cultura popular, a fauna e a flora
brasileira, destacando o colorido) de 12
artistas puderam ser vistos e
apreciados na “Exposição Embu das
Artes”, realizada entre os dias 23 e 27
de abril.
Já na “Exposição de Fuscas Antigos”, ocorrida entre 1º e 4 de
maio, o público pôde conhecer um pouco mais da história e da
evolução do carro mais popular do Brasil. Cinco modelos antigos
e personalizados do Volkswagen, incluindo um fusca limosine,
causaram sensação e nostalgia.
“As duas primeiras exposições deste ano no Centro Empresarial
de São Paulo foram um sucesso, com alto número de visitantes
todos os dias”, conta Márcia D’Ambrósio, responsável pelos
eventos.
Campanha do Agasalho 2007:
ainda dá tempo para ajudar!
19a Jornada AAPSA
Nos dias 15, 16 e 17 de maio, o Espaço Panamby
Eventos do Centro Empresarial de São Paulo foi
palco da 19aº Jornada AAPSA (Associação Paulista
de Gestores de Pessoas) – Congresso e Feira,
que expôs produtos e serviços para RH.
A Campanha do Agasalho 2007 do Centro Empresarial de São Paulo vai
até o dia 22 de junho. Aproveite os últimos dias da ação e separe peças
do seu guarda-roupa não mais utilizadas. Elas podem fazer a diferença
para outras pessoas neste inverno! Sua ajuda é muito importante!
O evento abordou o tema “Pessoas, Negócios
e Educação: Os Três Lados da Moeda” e, além
de promover o contato com as mais novas
tendências do mercado, possibilitou a
integração entre profissionais de diversas
áreas.
Sejam
bem-vindos!
A AAPSA é uma entidade criada há 47 anos
com o objetivo de congregar, formar e
desenvolver profissionais ligados à gestão de
pessoas.
Todos os itens serão doados a entidades beneficentes da região do Centro
Empresarial, reconhecidas pelo bom trabalho que promovem. Para fazer a
sua doação, basta comparecer à Assessoria de Assuntos Institucionais do
Condomínio, localizada no Bloco D, térreo (ao lado do Banco Real), de
segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Contamos com o seu apoio!
Mais uma loja chegou ao Shopping Panamby Jaraguá: o
Studio & Center Cabeleireiros.
Com serviços de cabeleireiro, como corte, escova,
hidratação e coloração, e de estética, como manicure,
pedicure, massagem, depilação e estética facial, o
estabelecimento tem 21 profissionais. Funciona de
segunda a sexta-feira das 7h às 20h.
O Studio & Center Cabeleireiros está localizado no térreo
do Bloco A. Mais informações no telefone: 3747-7202 ou
ramal 77202.
Foto: Paulo Bareta
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VITRINE |
Demonstre seu AMOR!
AMIGOS E AMIGAS, NAMORADOS E NAMORADAS, NOIVOS E NOIVAS, ESPOSOS E ESPOSAS... TODOS MERECEM SER PRESENTEADOS NO 12 DE JUNHO,
DIA DOS NAMORADOS! A CENTRO EMPRESARIAL DE SÃO PAULO NEWS PERCORREU O SHOPPING PANAMBY JARAGUÁ, LOCALIZADO NO COMPLEXO, E
MOSTRA ALGUMAS SUGESTÕES DE PRESENTES PARA TODOS OS ESTILOS E GOSTOS.
Fotos: Márcia D’Ambrósio
Produção: Fabiana Cabral
Perfume Egeo Man Dolce
e Egeo Woman Dolce
O Boticário: R$ 64,90 cada.
Calça jeans, diversos modelos
Maitily: a partir de R$ 89,00.
Conjunto Valfrance, cores preto,
vinho e lilás - Milhões de Meias:
R$ 47,80.
Ikebana com 4 rosas colombianas
Priscilla Flores: R$ 45,00.
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Bota salto anabella, cores marrom
e preta - Zatta: R$ 159,00.
Cueca Boxer Red Nose
Basic Wear: R$ 19,90.
Óculos de sol masculino
Mormaii – Óptica Ortiz:
R$ 260,00.
Blusa – Dress Up: R$ 59,80.
Coruja de pelúcia - MTM: R$ 52,90.
Livro “Meu coração é seu”,
de Martina Shlossmacher
News & Cia: R$ 18,90.
Óculos de sol feminino
Vogue – Óptica Ortiz:
R$ 890,00.
JUN/AGO 2007 |
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Download

- Centro Empresarial de São Paulo