REAFES
NÚMERO ESPECIAL: 1º Congresso Ibero-americano de Desporto, Actividade Física,
Educação e Saúde
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Editor
Francisco Carreiro da Costa
Editor da área de Actividade Física e Saúde
Dartagnan Pinto Guedes
Editor da área de Desporto
José Antonio González Jurado
Editor da área de Educação Física
Miguel González Valeiro
REAFES Gymnasium 2015
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FICHA TÉCNICA
Título: Gymnasium – Revista de Educação Física, Desporto e Saúde
ISSN: 1645 – 3298
Sítio:
Publicação da REAFES – Rede Euro-americana de Actividade Física, Educação e
Saúde
Propriedade:
Faculdade de Educação Física e Desporto – Universidade Lusófona de
Humanidades e Tecnologias, Cofac – Cooperativa de Formação e Animação
Cultural
Depósito Legal nº 312855/10
REAFES Gymnasium 2015
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1º Congresso Ibero-americano
REDE EURO-AMERICANA DE ACTIVIDADE
FÍSICA, EDUCAÇÃO E SAÚDE - REAFES
22, 23, 24 e 25 de Outubro, 2015
Lisboa – Portugal
RESUMOS
Editores:
Francisco Carreiro da Costa, F. & António Palmeira
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
ISSN: 1645-3298
REAFES Gymnasium 2015
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Organização:
Presidente do Congresso
Jorge Proença
Comissão de Honra
- Embaixador do Brasil
- Embaixador da Colômbia
- Embaixador da Espanha
- Embaixador da Mêxico
- Mário Moutinho, Reitor da Universidade Lusófona
- José Manuel Constantino, Presidente do Comité Olimpico
- Jorge Bento, Presidente da Faculdade de Desporto, Universidade do Porto
- José Alves Diniz, Presidente da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de
Lisboa
- Nuno Ferro, Presidente da Sociedade Portuguesa de Educação Física
- João Lourenço, Presidente do Conselho Nacional das Associações de Profissionais de
Educação Física
Comissão Científica
- Francisco Carreiro da Costa, Universidade Lusófona
- António Palmeira, Universidade Lusófona
- Xurxo Dopico Calvo, REAFES, Universidad de La Coruña
- Miguel Gonzalez Valeiro, REAFES, Universidad de La Coruña
- Lidia Guillermina León Fierro, REAFES, Universidad de Chihuahua
- José Antonio González Jurado, REAFES, Universidad Pablo Olavide
- António José Silva, Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro
- Armando Raimundo, Universidade de Évora
- Carlos Neto, Universidade de Lisboa
- Francisco Leitão, Universidade Lusófona
- João Abrantes, Universidade Lusófona
- João Paulo Vilas Boas, Universidade do Porto
- Jorge Castelo, Universidade Lusófona
- Jorge Mota, Universidade do Porto
- José Brás, Universidade Lusófona
- Luis Bettencourt Sardinha, Universidade de Lisboa
- Manuel João Coelho e Silva, Universidade de Coimbra
- Salomé Marivoet, Universidade Lusófona
Comissão Organizadora
- Ana Margarida Sousa (presidente)
- João Pinto da Costa
- João Figueira Martins
- João Valente dos Santos
- Raquel Barreto Madeira
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Boas Vindas
Jorge Proença
Director da Faculdade de Educação Física e Desporto, Universidade Lusófona
De Lisboa partiram, há cinco séculos, ‘por mares nunca dantes navegados’, caravelas e
homens que ‘deram novos mundos ao mundo’. Lisboa, ponto de partida e de chegada;
cidade milenar, histórica, multicultural; cidade das sete colinhas, cidade do Fado –
património Imaterial da Humanidade – que tão bem expressa um modo português de sentir.
É nesta cidade que temos o privilégio de organizar o Congresso da REAFES, causa
próxima da honra de vos receber.
Um Congresso que, reunindo-nos em torno das mais importantes e atuais temáticas
científicas – Educação, Saúde, Desporto e Bem-Estar – queremos que fique gravado na sua
memória como um tempo de conhecimento, amizade e felicidade.
E que, no final, levem no coração a palavra e sentimento mais portugueses – saudade.
Esperamos por si.
Xurxo Dopico
Coordinador General de la REAFES
La REAFES (Red Euroamericana de Actividad Física, Educación y Salud) es una
organización internacional creada por las Universidades Europeas, y de América Latina,
dedicada a la creación, transferencia y difusión de la cultura, la ciencia y la tecnología. Está
formada por las universidades asociadas, las cuales son aceptadas en Asamblea General, y
representadas por un responsable (coordinador/a) acreditado por la máxima autoridad de
cada universidad.
Los principales objetivos de la REAFES son promover la cooperación y los intercambios
entre universidades europeas y de América Latina, promover el intercambio de experiencias
humanísticas y culturales entre las distintas universidades, fomentar la creación de los
Programas de Formación de cualquier nivel, especialmente en las Universidades
Latinoamericanas y promover, organizar, ejecutar y difundir las experiencias científicas y
tecnológicas en las áreas de las Ciencias del Deporte, la Educación, la Educación Física y
la Salud.
Entre estas últimas, y tras la realización de XI Simposios Internacionales, la REAFES
celebra su 1º Congresso Ibero Americano – Desporto, Educação, Atividade Física e Saúde,
el cual tendrá lugar en Lisboa, entre el 22 y el 25 de Octubre de 2015, y organizado por la
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Desde la Presidencia de la REAFES realizamos una invitación a la participación, y al
intercambio del conocimiento y de las experiencias que, en materia de Educación Física,
Deporte y Salud, serán desarrolladas en este evento internacional.
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Índice
ORGANIZAÇÃO
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BOAS VINDAS
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CONFERÊNCIAS
SIMPÓSIO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
8
SECÇÃO ACTIVIDADE FÍSICA
15
SIMPÓSIOS
15
COMUNICAÇÕES
18
SECÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA
78
SIMPÓSIOS
78
COMUNICAÇÕES
79
SECÇÃO TREINO DESPORTIVO
128
SIMPÓSIOS
128
COMUNICAÇÕES
129
AGRADECIMENTO:
A Comissão Científica deve um especial agradecimento aos avaliadores dos trabalhos submetidos
ao congresso, a saber:
Francisco Ramos Leitão, João Abrantes, Jorge Proença Martins, José António Jurado, José Brás,
Luís Massuça, Miguel Gonzalez Valeiro, Salomé Mariovoet, Xurxo Dopico, Susana Veloso, Eliana
Carraça, Marlene Silva, Sandra Martins, António Palmeira, João Valente-dos-Santos, Ricardo
Gonçalves, Rui Batalau, Raquel Barreto, Ricardo Silvestre, Adílson Marques.
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CONFERÊNCIAS
A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO FÍSICA COMO ESSÊNCIA DA PROMOÇÃO DE UMA
CIDADANIA ACTIVA E SAUDÁVEL
Marcos Onofre
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana
Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, Instituto de
Educação, Universidade de Lisboa, Portugal
A cidadania ativa e saudável envolve uma participação social autónoma e motivada através
da prática de atividades físicas, nomeadamente desportivas e expressivas, nos vários
contextos formais e informais. A competência e o sentimento de bem-estar de cada cidadão
na prática das atividades físicas está associada ao nível literacia e cultura neste âmbito.
Para fazer face aos dados assustadores da baixa prevalência de participação na atividade
física e desporto das populações de grande parte dos países, os respetivos governos têm
procurado desenvolver políticas em que os programas esporádicos de animação, a
produção de equipamentos de acesso fácil sem o enquadramento pedagógico e as
campanhas de informação sobre o valor atividade física são marcadamente são as suas
prioridades. Estas políticas baseiam-se em insistentes sugestões de várias organizações
internacionais que se circunscrevem à necessidade de promover uma prática significativa
de atividade física e de informar as populações da sua importância. Estas políticas têm
ignorado que é na formação cultural no domínio das atividades físicas de cada cidadão que
o conhecimento, gosto e hábitos de prática duradoura se baseiam e que, para esta
finalidade o processo educativo desenvolvido na escola, através da disciplina de educação
física é essencial. De facto, aí se reúnem quatro condições de qualidade: o facto de um
espaço social todas as crianças e jovens, sem exceção, têm acesso a uma educação
generalista tendencialmente gratuita; a circunstância dessa educação ser orientada por
pedagogos preparados para esse efeito; a existência de programas, mais ou menos
centralizados, tendencialmente ajustados às necessidades das crianças e jovens; e um
cenário
eclético
de
recursos
raramente
disponíveis
noutros
espaços
sociais.Contraditoriamente, é exatamente nos países de mais baixa prevalência de
atividade física e desportiva que se observa o uso de políticas de restrição das
possibilidades de usufruto da educação física como fator de promoção de uma cidadania
ativa e saudável. Isso pode observar-se na tentativa ou efetiva substituição da oferta
curricular obrigatória da educação física pela oferta de outro tipo de atividade física,
nomeadamente de cariz essencialmente desportivo-competitivo, na facilitação da entrada
de agências pedagogicamente impreparadas para o ensino das atividades físicas nas
escolas, na redução da carga horária da educação física, na vulgarização do seu projeto
educativo a partir. Estes são, simultaneamente, países cuja literacia geral é mais baixa. É
imenso o que os profissionais da educação física podem fazer para contrariar esta
tendência ao nível da academia, das escolas e das associações profissionais e científicas.
Uma verdadeira procura do significado da qualidade da EF e da sua implementação é
essencial para esse efeito. Esta conferência procurará analisar o papel e as ações que se
estão e podem ainda desenvolver a estes diferentes níveis.Portugal é, neste âmbito, um
caso de estudo inadiável, pelo que será usado nesta conferência para ilustrar as ideias
acima reportadas.
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OBSERVATÓRIO DE ACTIVIDADE FÍSICA DO LANCET: VIGILÂNCIA, PESQUISA E
POLÍTICA NA ÁREA DE ACTIVIDADE FÍSICA NO MUNDO
Pedro Hallal
Universidade Federal de Pelotas, Brasil
Desde a publicação da Série de Atividade Física do Lancet em 2012, foi criado o
Observatório de Atividade Física do Lancet, como um comitê da Sociedade Internacional de
Atividade Física e Saúde (ISPAH). O Observatório monitora o status de vigilância, pesquisa
e política em atividade física em todos os países do mundo. Durante o ano de 2015, foram
lançados os Cartões Nacionais de Atividade Física, caracterizados como documentos de
uma página sumarizando a situação de cada país do mundo no que se refere à vigilância,
pesquisa e política em atividade física. Para cada país, foi identificada uma pessoa para
atuar como ponto de contato do Observatório. Os cartões foram traduzidos para mais de 20
línguas. Os indicadores presentes no cartão foram criados pelo Comitê Executivo do
Observatório e submetidos a um período de consulta online, no qual pesquisadores de
diversos países deram sugestões e ajudaram a desenvolver os cartões. Para o ano de
2016, uma nova versão dos cartões será preparada. Durante o ano de 2015, será feito novo
processo de consulta para aprimoramento do layout e dos indicadores presentes no cartão.
Os cartões serão apresentados no Congresso Internacional de Atividade Física e Saúde
Pública, na Tailândia em 2016.
A EVIDÊNCIA E TEORIA DA MODIFICAÇÃO DOS COMPORTAMENTOS DE SAÚDE: UM
ITINERÁRIO PARA O FUTURO
Pedro Teixeira
Faculdade de Motricidade Humana,Universidade de Lisboa, Portugal
A manutenção de um esilo de vida saudável é um dos grandes desafios das sociedades de
hoje, repercutindo-se nos decisores políticos. profissionais e população em geral.
Para se atingir o progresso na prevenção e tratamento da diabetes, obesidade, cancro e
outras denominadas doenças não comunicáveis, é fundamental uma investigação
comportamental sólida, em áreas como a actividade física e comportamentos sedentários,
nutrição, hábitos tabágicos e redução do stress.
Entre outras considerações, o caminho a percorrer envolve a disseminação alargada da
evidência actual acerca da regulação do comportamento e determinantes da modificação do
comportamento; o uso apropriado e sistemático de teorias da modificação comportamental;
e a procura de melhorar o desenho e o teste de (cada vez mais efectivas) intervenções.Com
o intuito de ajudar, potencialmente, a definir este itinerário para a evolução da investigação
e prática na área da modificação comportamental em saúde, esta comunicação explorará
estes temas, com base em exemplos de pesquisas anteriores e actuais na área da
obesidade e exercício. Será dado ênfase aos mecanismos motivacionais associados à
manutenção a longo-prazo dos comportamentos salutogénicos, aos métodos e técnicas de
modificação comportamental, e ao desenho de intervenções com tecnologias da informação
baseadas na evidência e teoria que suportem a alteração do estilo de vida.
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A ESPECIFICIDADE DOS EXERCÍCIOS
METODOLÓGICA À NEUROLÓGICA
DE
TREINO
–
DA
JUSTIFICAÇÃO
Jorge Castelo
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Portugal
Na atualidade a teoria e metodologia do treino aponta para uma crescente especificidade
dos meios de preparação dos praticantes e das equipas. Cada modalidade desportiva para
evoluir, tem que suportarse em exercícios de ensino/treino que, por sua vez, assentam
numa lógica individualizada e intransmissível. Neste quadro, a especificidade é um conceito
chave no processo de treino reajustandose aos novos conhecimentos, realidades e
exigências da luta competitiva. Ora, a presente apresentação desenvolve paradigmas
essenciais à compreensão da importância na construção e prática de exercícios
subordinados ao conceito de especificidade de ensino/treino, justificandoa sob três planos:
(i) Metodológico. A especificidade é uma qualidade complexa e constitutiva de um grupo de
exercícios que se distinguem de todos os outros, por exercerem uma relaçãode
representatividade e semelhança com a lógica de como se pretende que o praticante ou
equipa exprima a sua dinâmica estratégico/táctica. Dai que se observe uma ampla e
constante aproximação dos conteúdos dos exercícios a "modelos de execução individual e
colectiva, os quais afinam e calibram atitudes, decisões e ações numa direção
intencionalmente construída de modo a tornar inteligível a complexidade de cada fenómeno,
ou seja, de cada modalidade desportiva ou de cada contexto situacional" (Castelo, 2015).
(ii) Fisiológico. O ATP sempre foi estudado como produtor de energia no interior das células
vivas, estabelecendose regimes alácticos lácticos e aeróbios. Todavia, para além da
produção de energia, o ATP desempenha igualmente um papel relevante fora da célula
como transmissor de informação, atuando como informador acerca dos múltiplos estados
que o corpo vivencia em diferentes instantes, “sendo por isso uma molécula determinante
para a proprioceptividade e como tal para assegurar a funcionalidade criteriosa dos milhões
de neurónios existentes no cérebro” (Khakh e Burnstock, 2011). A especificidade deste
mecanismo irá potenciar uma intencionalidade e uma finalidade acelerando os processos de
adaptação fisiológica e decisório/motora dos praticantes.
(iii) Neurológico. Perante a necessidade de cumprir um conjunto de tarefas que emanam da
especificidade do exercício de ensino/treino ativase uma complexa e concreta rede neural,
cuja persistência da sua utilização produz processos químicos em cascata. Estas alterações
têm um impacto fundamental nas sinapses devido a mecanismos intracelulares que
invariavelmente sintetizam novas proteínas para realizar uma tarefa específica, sendo
transportadas desde da célula até à fenda sináptica propiciando alterações das conexões
cerebrais, tendo como impacto o aumento da eficácia das decisões/ações dos praticantes e
a redução do apoio cognitivo na resolução das situações.
Na verdade, “somos aquilo que (especificamente) fazemos todos os dias”, mas somos
“sobretudo o que (especificamente) fazemos para mudarmos o que somos” (Eduardo
Galaeno).
EDUCACIÓN FÍSICA Y ESTILO DE VIDA ACTIVO Y SALUDABLE: TRANSFERENCIA DE
LA INVESTIGACIÓN A LA INTERVEWNCIÓN ESCOLAR
Juan Luis Hernández-Álvarez
Departamento de Educación Física, Deporte y Motricidad Humana
Universidad Autónoma de Madrid, España
El inadecuado uso de los espacios públicos en las grandes ciudades, junto con extensión
de la utilización de los medios tecnológicos, provocan un aumento de comportamientos
sedentarios que tienen un reflejo relevante en el incremento de enfermedades no
trasmisibles, tanto de carácter físico como psicosocial, así como en los déficits en el
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desarrollo de niños y adolescentes. El estilo de vida activo y saludable constituye un reto
social, educativo y sanitario que debe involucrar a todos los agentes sociales.
En la actualidad, la investigación ofrece significativos hallazgos sobre los beneficios, tanto
físicos como psicosociales, que conlleva la actividad física realizada en determinadas
circunstancias de duración, intensidad y adecuación. Además, los estudios han puesto de
manifiesto la existencia de relaciones entre diversos factores físicos, sociales y ambientales
y adecuados niveles de práctica de actividad física. Sin embargo, ni los conocimientos que
relacionan la actividad física con los beneficios para la salud, ni el conocimiento sobre los
factores que contribuyen a la adopción de estilos de vida activos, ni los programas que han
tratado de incentivar la actividad física, han evitado que, para un significativo porcentaje de
la población, en torno al 50%, los niveles de actividad entre los niños y adolescentes no
alcancen las recomendaciones de organismos internacionales.
En ese contexto, cabe preguntarse por el papel que la educación física puede jugar en la
adopción de estilos de vida activos. ¿Cómo utilizar los conocimientos generados en la
investigación en el ámbito de la intervención escolar, entendiendo que es, precisamente, en
la edad escolar en la que deben asentarse hábitos, actitudes y valores vinculados a una
práctica de actividad física saludable, además, de desarrollarse los conocimientos básicos y
habilidades que permitan a cada persona integrarse en las actividades físicas del grupo
social?
La respuesta no es fácil ni sencilla en las circunstancias actuales. Existen dificultades para
que los conocimientos acumulados en la investigación sean transferidos a acciones y
programas de intervención con razonables expectativas de éxito. Si bien la respuesta a la
preocupación de salud personal y pública debe involucrar a todos los agentes sociales, el
fomento de la adopción de un estilo de vida activo debe constituir una referencia ineludible
en los objetivos escolares. La Educación Física puede asumir un liderazgo legitimado por la
relevancia que tienen las referencias a la salud en el currículo oficial.
Tomando en consideración los resultados de los diversos estudios, la intervención debe
centrarse en dos grandes ámbitos. Por un lado, el ámbito de actuación referido a informarformar y dinamizar a la comunidad educativa y su entorno, apoyándose en el conocimiento
de los factores que facilitan la práctica de actividad; por otro, el ámbito directamente
vinculado con la intervención en el desarrollo curricular, promoviendo conocimientos,
habilidades y actitudes que sustenten un compromiso crítico y fundamentado de los niños y
adolescentes con la adopción de un estilo de vida activo y saludable. En este último ámbito,
una mención destacada merece el fomento de la autonomía de los jóvenes como elemento
clave para el compromiso con la búsqueda de la calidad de vida personal y social.
INVESTIGACIÓN EN LA COMPETICIÓN Y EN EL ENTRENAMIENTO DE LOS DEPORTES
SOCIOMOTES DE EQUIPO
Rafael Martín Acero.
Universidad de Coruña, España
En la búsqueda de líneas de estudio de los deportes de equipo (DSEQ) se indagan variables que
expliquen la actividad de los jugadores (Menaut, 1982), o que orienten la intervención de los
entrenadores (Teodorescu, 1984), generandose líneas de investigación (Garganta, 1997),
también el análisis del rendimiento en la competición. El conocimiento, la identificación y la
definición que conforma cada DSEQ precisa de la formalización y utilización de modelos capaces
de interpretar y explicar la lógica de su contenido (cualitativo y cuantitativo) a partir de las
dimensiones consideradas como esenciales o más representativas del fenómeno sometido a
estudio.
La explicación causal de la acción motriz intencional representa el principal reto al que se
enfrentan los investigadores que abordan el estudio de los juegos deportivos colectivos. En los
DSEQ la acción se construye colectivamente mediante la interacción de los deportistas que
participan en cada uno de los actos molares que la componen. A medida que la acción evoluciona
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en el tiempo se hace más compleja, mediante la progresiva complicación de la estructura de
relaciones interpersonales (definida como el sistema N+1) interviniente en la acción, y la dificultad
para llevar a cabo los comportamientos solicitados (Serrano, 1996). La implicación de los
participantes no se limita a un único entorno inmediato: su comportamiento se ve afectado por
hechos que ocurren en escenarios en los que a veces ni siquiera se hallan presentes. La
actividad intencional que cada deportista dispone en los diferentes episodios del juego no se
corresponde necesariamente con las conductas motrices que percibe un observador externo.
Tal singularidad encierra dos importantes obstáculos a la hora de comprender el comportamiento
de los deportistas en la competición. ¿Cómo superar esta situación?, asumiendo la casi
imposibilidad de que una teoría general de la acción motriz en los DSEQ fuese capaz de contener
todas las posibles ocurrencias de comportamiento que se suceden a lo largo de un encuentro
ludo-deportivo, y aunque asumimos el alcance limitado de cualquier teoría general intentaremos
definir los ejes sobre los que se deberían articular las explicaciones causales de la acción motriz
intencional en los deportes de equipo.
Para poder realizar las necesarias y progresivas aproximaciones al conocimiento científico de los
DSEQ, nos situaremos en la noción de teoría de alcance intermedio (Merton, 1972), que va de la
mano de una concepción sistémica de la acción motriz según la cual los comportamientos
desarrollados por los participantes son explicables finalmente a partir de cálculos individuales de
optimización de la situación de juego sobre los que ejercen influencia las relaciones motrices
interpersonales que comunican a los deportistas entre sí (Martín Acero y Lago, 2001).
Para los registro y su análisis disponemos de la metodología observacional, cuya expansión es
innegable en las últimas décadas y cuyo carácter científico se halla perfectamente avalado
(Anguera, 1991; Bakeman y Gottman, 1997; Sackett, 1978; Suen y Ary, 1989), quela hace
especialmente válida en el ámbito de los DSEQ, pues además permite el acceso de los
investigadores a la construcción de modelos formalizados (matematizados) en la explicación
causal de la acción motriz.
SIMPÓSIO SPEF-SOCIEDADE PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
EDUCAÇÃO FÍSICA – QUE IDENTIDADE PROFISSIONAL?
O LUGAR DO CORPO E DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Rui Machado Gomes
Universidade de Coimbra, Portugal
Um dos mais pregnantes lugares-comuns que de modo recorrente tem justificado a
presença do corpo-desportivo nos estudos universitários diz respeito à utilidade da
exercitação do corpo na melhoria da saúde das populações. O topos mais usado é o
da mente sã em corpo são, actualizado por versões mais recentes como a promoção da
saúde através de estilos de vida activos e saudáveis baseados em actividades físicas.
Proponho-me revisitar este topos sujeitando-o a uma análise crítica severa de modo a
verificar se ele resiste ao teste da falsificabilidade.
A contemporaneidade vive um regime visual marcado pelo poder crescente das tecnologias
da imagem, particularmente as usadas pela medicina, acederem ao interior do corpo e,
desse modo, jogarem um papel constituinte na formação de normas sobre o
aperfeiçoamento e as possibilidades de modificação do corpo humano. Em consequência
dos progressos científicos e tecnológicos desenvolvidos em esferas tão diversas quanto a
biomedicina, a engenharia genética, os transplantes de órgãos e tecidos, a reprodução, a
cirurgia plástica, os implantes ou a fisiologia do exercício, o corpo tornou-se no novo
território de exercício das liberdades individuais. Não é apenas a engenharia genética que
nos vem propor uma nova arquitectura do corpo; os engenheiros de materiais, os físicos e a
cirurgia também estão envolvidos no processo de criação de seres híbridos compostos por
elementos orgânicos e electrónicos. O corpo deixou de ser a expressão de um dado fixo da
natureza, de um destino, para se sujeitar progressivamente aos ditames das opções da
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sociedade de consumo, passando a ser uma escolha. Na sociedade de consumo e da crise
das grandes narrativas o corpo surge assim como último reduto de controlo dos
acontecimentos.
O Desporto moderno também participou activamente neste processo desde o seu
surgimento no século XIX. No Desporto actual podemos identificar pelo menos três lógicas
diferentes de os sujeitos construírem identidades e alteridades: a lógica estatal, a lógica
mercantil e a lógica comunitária.
A lógica estatal sujeita o corpo ao controlo, avaliação e treino de competências típico do
controlo burocrático e gestão reproduzidos nos desportos e nas ginásticas de massas
promovidas pelo Estado. Este modelo trabalha para a integração do sujeito no sistema
social através da disciplina, adaptação e correcção.
CRÍTICA DA «CRISE DE IDENTIDADE» EM EDUCAÇÃO FÍSICA
Luís Bom,
Universidade Lusófona de Humanidades eTecnológicas, Portugal
A escolha do tema «identidade profissional» sugere, à partida, que se trata de um problema.
Mas de que problema se trata?
Teremos dificuldade em reconhecermos o que nos é próprio? Haverá uma indefinição do
nosso campo, da nossa profissão, ou profissões, faltando-nos um conceito claro e
definitivo? Se assim for, será possível um tal conceito unificador?
Ou, pelo contrário, teremos múltiplos conceitos profissionais, várias definições identitárias,
com pressupostos e finalidades diversas ou até contraditórias? Se assim for, essas
definições podem ser coerentes e complementar-se, ou correspondem a facções
antagónicas, que se contestam?
Seremos actores circunstanciais, com múltiplos papéis, cuja unidade escapa à nossa
compreensão? Faltar-nos-á uma clarificação das nossas competências e responsabilidades,
um estatuto bem estabelecido?
Ou, ao invés teremos um estatuto muito delimitado, uma formatação demasiado restritiva
das nossas funções?
Teremos de mudar o nosso estatuto, ou conquistar um outro poder e reconhecimento, para
ultrapassar uma identidade difusa?
Estaremos demasiado isolados, faltando-nos alianças e colaborações, ou encontramo-nos
dependentes de outros actores e poderes, que nos submetem e desvalorizam?
Porventura, estas e outras questões fazem sentido, expressam tendências na formação
inicial e na formação “ao longo da vida”, nas oportunidades de emprego, nas condições e
exigências dos trabalhos que exercemos, no desenvolvimento (ou na frustração) de uma
carreira profissional.
São situações que dependem não só das escolhas individuais, mas também das dinâmicas
sociais, de oportunidades e constrangimentos que nos ultrapassam.
Mas estas interrogações não são novas, nem são exclusivas da Educação Física (EF).
A identidade da Educação Física tem sido sempre problemática, em todos os aspectos.
O conceito e a prática da EF, os objectivos e os processos, o reconhecimento e os meios,
os resultados e os pressupostos, etc., têm sido, desde meados do século XIX, temas de
crítica sobre o valor e o significado de «educação física».
O questionamento sobre o que é, o que pode ser e o que deve ser a EF, e também sobre o
que não é, o que não pode ou não deve ser, tem animado a nossa área, em vez de a
debilitar.
A EF continua a ser um problema a resolver, que se actualiza e projecta no futuro,
interessando-se pelas necessidades de desenvolvimento pessoal e social, no domínio das
actividades físicas.
Nesta linha, verifica-se que os pressupostos e objectivos da EF se renovam e aprofundam.
Conhecemos novos esforços e ideias, em todos os campos profissionais da EF, ou afins, na
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educação formal e informal, na escola e na “educação ao longo da vida”, na recreação e
nos desportos, nos costumes e estilos de vida.
Esta vitalidade contraria aqueles que, dentro da nossa área, se precipitaram na «crise da
EF», ao ponto de declarar a falência e ou até a morte deste projecto.
O debate dos fundamentos, das limitações e das possibilidades, não é uma deficiência
típica da EF, é um processo vital – a crítica dos problemas de desenvolvimento, caracteriza
não só o campo educativo, mas também as ciências sociais e humanas, a ciência, em geral,
e a política.
Em Educação, esse debate é indispensável para que se formem, se apliquem e se revejam
os compromissos que organizam a actividade pedagógica, nos planos políticos, institucional
e profissional.
São compromissos que enquadram a realidade social e a vivência pessoal da Educação.
Mas não se pode ignorar que a “realidade” e a “vivência” educativa são irredutíveis a uma
perspectiva ou a um consenso, isto é, não se deixam encerrar em hábitos, ideologias, ou
teorias, nem nas profissões ou nos lugares, seja o lar, a escola, a biblioteca, o ministério, o
estádio, o clube, o recreio, a rua, etc.
Sendo necessário, por isso mesmo, reflectir e debater criticamente a nossa identidade
profissional, discutimos nesta comunicação cinco pontos de vista sobre a «crise de
identidade» dos profissionais de Educação Física, destacando um erro genérico – o
reducionismo.
No primeiro ponto, identificamos determinadas narrativas sobre a «crise da Educação
Física», em que se tenta uma desconstrução que não é analítica mas, antes, interessada
em substituir a EF por outra coisa. Neste âmbito, argumentamos o conceito de EF que
seguimos, fazendo a distinção e a relação com o Desporto, a Saúde e os fundamentos
científicos na nossa área.
No segundo ponto, interpretamos a crise epistemológica, ou académica, da EF. Focando o
contexto universitário, criticamos concepções de formação em EF como uma subespecialidade (variante de outras especialidades ou aplicação de uma ciência fundamental).
Em terceiro lugar, analisamos a posição periférica e a orientação instrumental e
compensatória atribuída à EF no contexto da instituição escolar.
A quarta perspectiva incide na crise do projecto educativo da nossa área. Refutamos
diversas posições alternativas ou de substituição da EF, com referência aos seus fins,
conteúdos e processos.
Finalmente, consideramos o problema do estatuto profissional dos diplomados em EF,
Desporto e Exercício. Interpretamos exemplos da crise de autonomia e de reconhecimento
das nossas responsabilidades, pedagógica e científica, responsabilidades que não devem
reduzir-se à execução de regulamentos, rotinas ou automatismos.
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SECÇÃO ACTIVIDADE FÍSICA E SAÚDE
SIMPÓSIOS
ACTIVIDADE FÍSICA RELACIONADA À SAUDE
Dartagnan Pinto Guedes 1, António Palmeira, 2, Jorge Mota 3, Juan LopezTaylor 4
1 Centro de Pesquisa em Ciências da Saúde, Universidade Norte do Paraná, Brasil
2 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Portugal
3 Universidade do Porto, Portugal
4 Universidad de Guadalajara, México
Durante a maior parte dos aproximadamente dois milhões de anos que se supõe a
existência do homem, este, de forma geral, viveu sob intensa atividade física. Sua
alimentação, composta principalmente por animais e vegetais de difícil acesso, sua
proteção contra inimigos naturais como animais selvagens e as adversidades climáticas
eram asseguradas graças ao empenho de suas habilidades físicas. Para sua sobrevivência,
diariamente o homem primitivo tinha necessidade de utilizar suas capacidades e aptidão
física.
Hoje, diferentemente do que ocorriam em tempos idos, as máquinas têm executado grande
parte do trabalho físico que o homem costumava realizar manualmente. Na realidade, o
homem típico do século XXI desempenha tarefas que exigem muito pouco esforço físico. A
maioria deles utiliza veículos motorizados em seu transporte, recorrem a inúmeros
dispositivos tecnológicos para desempenhar suas funções no trabalho e ainda optam por
atividades que reduzem ao mínimo o esforço físico no preenchimento de seu tempo livre ou
dedicado ao lazer. Por conseqüência, o homem moderno, caso deseje, pode levar uma vida
totalmente isenta de esforço físico mais intenso.
Não se pode negar que a evolução tecnológica observada nos últimos séculos tem
resultado em grande melhoria na qualidade de vida do homem moderno. O maior indício
desse fato é, por exemplo, o progressivo aumento da longevidade da espécie humana. Os
avanços na área médica vêm contribuindo de forma decisiva para que isso ocorra;
entretanto, a maioria desses avanços tem auxiliado, de forma mais acentuada, no
tratamento e na prevenção das doenças infecto-contagiosas, mas infelizmente não têm o
mesmo êxito na prevenção das enfermidades crônico-degenerativas, como é o caso das
coronariopatias, da hipertensão, da obesidade, do diabetes, do câncer e de outros males.
Ao consultar a literatura serão encontradas evidências científicas sugerindo que o estilo de
vida inativo ou o sedentarismo provocado pela tecnologia moderna são contribuintes em
potencial para muitas das doenças crônico-degenerativas que podem, de uma forma ou de
outra, afetar diretamente a saúde do homem, tornando-o incapaz para determinadas tarefas
de seu cotidiano ou, até mesmo, levando-o a morte de maneira prematura. Diante dessa
perspectiva, fica bastante evidente que, se de um lado a industrialização e a tecnologia
moderna têm contribuído enormemente para o progresso de nossa civilização, de outro tem
deixado o homem vulnerável a um conjunto de fatores que colocam em risco o seu estado
de saúde. Portanto, acredita-se que o grande desafio para os profissionais da área consiste
em procurar reduzir ao mínimo a predisposição do homem moderno frente a esses
problemas.
Não obstante isso, ao admitir a enorme contribuição que a prática de atividade física,
exercício físico e esporte, estruturados e orientados de forma adequada, pode trazer a
preservação do bom estado de saúde, mediante a melhoria da capacidade funcional dos
indivíduos, o presente seminário pretende reunir três especialistas na área da atividade
física relacionada à saúde para tratar de temas voltados à promoção e à adoção de um
estilo de vida ativo e saudável para a nossa população. Neste sentido, o Professor Doutor
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António Palmeira (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal)
deverá oferecer um enfoque às regulações motivacionais para a prática de atividade física,
enquanto o Professor Doutor Jorge Mota (Universidade do Porto, Portugal) deverá abordar
estratégias vinculadas aos programas comunitários de prática de atividade física
direcionadas especificamente às populações latinas, e o Professor Doutor Juan Lopez
Taylor (Universidad de Guadalajara, México) deverá colocar em discussão os paradigmas
tratados na prescrição e na orientação do exercício físico.
EXERCÍCIO E NATUREZA: RELAÇÃO COMO BEM ESTAR, SAÚDE E ACTIVIDADES DE
AR LIVRE
Veloso, S., Loureiro, A., Vidal, A.
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Portugal
A atividade física é fundamental para a prevenção das doenças não transmissíveis e para a
melhoria do nível geral de saúde pública, ajudando a enfrentar os desafios da saúde da
humanidade.
O “green exercise” ou “exercício verde” (ié., prática de exercício ou actividade física em
ambiente natural) e outras formas de atividades recreativas ao ar livre promovem a saúde
física e psicológica e o bem-estar de várias formas (Bowler et al, 2010; Pretty et al., 2005;
Thompson Coon et al., 2011). Por conseguinte, os benefícios sinérgicos da combinação da
actividade física e exposição à natureza vão para além dos resultados diretos na saúde
física e mental do indivíduo. Um modelo proposto por Hartig e col. (2014) sobre a relação
entre o exercício verde e a saúde e bem estar, mostra o impacto positivo ao nível pessoal
(desempenho, alívio do stress, motivação, bem estar subjectivo), social (interação social),
comunitário (convívio no bairro, sentimento de comunidade) e público (morbilidade,
mortalidade e longevidade).
A conexão com a natureza resultante do aumento do contato com o ambiente natural, há
muito proporcionada pelas actividade de ar livre e aventura, mas também pela prática de
exercício verde, pode ser um caminho para o desenvolvimento de mais atitudes e valores
ambientais, e, assim, ter um efeito sobre os comportamentos e decisões com impacto
ambiental para os indivíduos e sociedades (Collado, Corraliza, Staats, e Ruiz, 2015; Hartig,
Kaiser, e Strumse, 2007). Os benefícios para as sociedades atuais e futuras podem vir de
caminhos diferentes na mudança de valores e de ações que apoiem um desenvolvimento
social, económico e ambiental sustentável.
Este simpósio pretende apresentar as evidências científicas que emergem deste conceito
chave – exercício verde – que parece representar um recurso útil e válido para diferentes
áreas, como a prevenção e promoção da saúde em todo o mundo, a preservação
ambiental, a sustentabilidade económica e social das sociedades modernas (Gladwell et al.,
2013; Haluza et al, 2014; Pretty et al., 2011).
No seu conjunto as intervenções deste simpósio pretenderão demonstrar a importância para
a humanidade da prática de actividade física e do contacto com a natureza, através das
implicações que a combinação das duas actividades trazem para a saúde, bem estar e
desenvolvimento da sociedade.
IMPORTÂNCIA DA EQUIPA MULTIDISCIPLINAR: APLICAÇÃO AO TRATAMENTO
CIRURGICO DA OBESIDADE EDA DIABETES TIPO 2
Sandra Martins 1, Jorge Limão 2, Cidália Almeida 2, Zélia Santos 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Baroclínica e British Hospital, Portugal
Objetivo global: Sensibilizar para a relevância da formação e acompanhamento por equipas
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multidisciplinares no tratamento da obesidade mórbida e da diabetes tipo 2.
Relevância e atualidade: A obesidade, em particular, a sua forma mais grave, a obesidade
mórbida e a diabetes tipo 2 constituem duas das mais preocupantes doenças nãotransmissíveis do século XXI. Estas doenças requerem particular atenção devido ao
aumento crescente da sua prevalência e devido às suas comorbilidades, as quais incluem
disfunção metabólica, cardiovascular, articular, psicossocial, física, entre outras. Devido à
etiologia multifactorial e à complexidade que envolve a obesidade mórbida e a diabetes tipo
2, as recomendações internacionais destacam a cirurgia bariátrica e metabólica como
intervenções eficazes a curto e longo prazo, no entanto o sucesso destas intervenções
requer o acompanhamento pré e pós-cirurgico por equipas multidisciplinares diferenciadas.
Objetivos específicos:
Os participantes no simpósio deverão compreender:
- A complexidade do tratamento da obesidade mórbida e da diabetes tipo 2;
- O contributo da cirurgia para o tratamento destas patologias;
- A importância e composição da equipa multidisciplinar;
- O contributo das diversas áreas disciplinares nos períodos pré e pós-cirurgico.
Plano do Simpósio:
Introdução. Jorge Limão.
Definição do problema, caracterização das intervenções cirurgicas na obesidade mórbida e
na diabetes tipo 2, coordenação da equipa multidisciplinar.
- Avaliação e acompanhamento psicológico, Cidália Almeida
Avaliação psicológica do candidato a cirurgia bariátrica e metabólica, intervenção e
acompanhamento no período pós-cirurgico, articulação com a equipa multidisciplinar.
- Avaliação e acompanhamento nutricional, Zélia Santos
Avaliação alimentar e nutricional do candidato a cirurgia bariátrica e metabólica, preparação
das alterações alimentares a introduzir no período pós-cirurgico, acompanhamento póscirurgico e articulação com a equipa multidisciplinar.
- Avaliação e prescrição de exercício, Sandra Martins
Avaliação da aptidão física e prescrição de exercício nos períodos pré e pós-cirurgico,
articulação com a equipa multidisciplinar.
O LADO “NEGRO” DA INTERVENÇÃO MOTIVACIONAL NA PROMOÇÃO
ACTIVIDADES FÍSICAS: PROPOSTAS DE EXPLICAÇÃO EDE SOLUÇÃO
DE
Marlene Nunes Silva 1 3, João Moutão 2, António Labisa Palmeira 3, Frederico Raposo 2,
Tomás Garcia Calvo 4, David Sanchez-Oliva 4
1 Universidade de Lisboa, Portugal
2 Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
4 Universidad de Extremadura, Espanha
Objectivo global do simpósio e justificação da sua relevância e actualidade: A investigação
na área da promoção das atividades físicas, suportada teoricamente pela Teoria da
Autodeterminação (TAD), tem demonstrado de forma consistente que estilos motivacionais
de ordem autónoma estão associados com uma integração mais estável dos
comportamentos-alvo nas rotinas e estilos de vida, com reflexos também ao nível do bemestar. No entanto a larga maioria da investigação desenvolvida até ao momento no âmbito
da TAD tem-se focado nos participantes de exercício, sublinhando-se a crescente
necessidade de se investigar também a motivação dos profissionais envolvidos na
promoção de atividades físicas (AF) e de que forma esta condiciona o tipo de estratégias
motivacionais por eles utilizadas utilizadas, sendo este o objectivo geral deste simpósioObjectivos Específicos: Apesar de já existir literatura e bom nível de evidência acerca da
possibilidade de treinar profissionais para darem suporte a um clima promotor de
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motivações autónomas, algumas questões permanecem em aberto, sendo de importância
crucial para o desenvolvimento do conhecimento e práticas neste domínio. Neste sentido o
presente simpósio procurará aprofundar
I) Que factores influenciam a motivação dos profissionais envolvidos na promoção de AF e
através de que mecanismos o fazem?
II) Qual a influência desta motivação nas estratégias motivacionais desenvolvidas (direta e
indiretamente)?
III) O que é um estilo motivacional promotor de autonomia vs. controlador (e que padrões de
coexistência podem apresentar) e quais as suas implicações para o próprio profissional.
COMUNICAÇÕES
AF_1
A GINÁSTICA PARA TODOS E A PROMOÇÃO DA SAÚDE
Tsukamoto, M.
Universidade de São Paulo, Brasil
Introdução: Em uma sociedade na qual a preocupação na adoção de medidas que
proporcionem a promoção da saúde é uma realidade, reconhecer práticas que contribuam
para este estado é uma necessidade. O presente estudo tem como objetivo analisar
possíveis contribuições da Ginástica para Todos (GPT) para a promoção da saúde.
Metodologia: Para a realização do presente trabalho, fez-se uso da pesquisa bibliográfica.
Para tal, foAram selecionadas referências significativas em cada uma das áreas abordadas
no trabalho, em bases de dados eletrônicas e impressas, a partir das quais realizou-se a
reflexão e análise sobre a temática proposta.
Resultados e Discussão: A GPT constitui-se em uma modalidade gímnica de esporte
participativo e predominantemente de caráter demonstrativo. Possui regulamentos bastante
flexíveis, o que permite a participação de indivíduos de todas as idades, sem impedimentos
quanto a limitações físicas ou nível de habilidade. Geralmente praticada em grupos,
possibilita o desenvolvimento de uma série de valores, favorecendo a sociabilização e o
intercâmbio cultural. Seu principal objetivo é proporcionar ao praticante o prazer pela pratica
da atividade. Porém, através dela, observamos a melhora da condição física, a
aprendizagem de novas habilidades e a promoção da saúde (AYOUB, 2003;
BORTOLETTO, 2008). No mundo contemporâneo, a preocupação com a promoção da
saúde e o desenvolvimento de atitudes no sentido de garantir uma boa qualidade de vida
para todos os indivíduos é uma realidade. Desde a década de 1980, com a publicação da
Carta de Ottawa na Primeira Conferência Internacional de Promoção à saúde (WHO,1986),
diversos países vem desenvolvendo ações em diferentes níveis (pessoal, social, político e
institucional) visando ao estabelecimento da promoção da saúde (WHO, 2011). Sem dúvida
a prática de atividades físicas e esportivas constitui uma relevante ferramenta neste cenário.
Compreendemos que a GPT se aproxima de conceitos importantes para a promoção da
saúde no que diz respeito aos níveis pessoal e social, uma vez que em suas sessões de
prática, na constituição de grupos e quando da ocorrência de festivais, observamos a
ênfase em fatores como autonomia, empowerment e consciência crítica, pilares importantes
para promoção da saúde.
Referências
Ayoub, E. (2003) Ginástica Geral e Educação Física Escolar. Campinas, Editora da
Unicamp.
Bortoleto, M. A. C. (2008) Uma reflexão sobre o conceito de técnica na Ginástica Geral. In.
Paoliello, E. Ginástica Geral experiência e reflexões. São Paulo: Phorte, pp.167-180.
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WORLD HEALTH ORGANIZATION (1986) The ottawa charter for health promotion.
Disponível em: < http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/ >
Acesso em 25 de maio de 2015.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (regional office for Europe) (2011) Promoting sport and
enhancing health in European Union countries: a policy content analysis to support action.
Disponível em < http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0006/147237/e95168.pdf.>
Acesso em 25 de maio de 2015.
AF_2
A INFLUÊNCIA DOS FACTORES PSICOSSOCIAIS NA ACTIVIDADE FÍSICA E
DESPORTIVA DOS JOVENS
Almeida, M. J. 1, Sabino, B. 2, Teixeira, J. 3
1 Universidade De Coimbra, Portugal
2 Universidade do Porto, Portugal
3 Clube Desportivo Escola de Santana, Portugal
Introdução: Atualmente, é inquestionável os efeitos que atividade física tem na saúde da
população. Os jovens não cumprem as recomendações diárias de atividade física,
verificando-se uma decréscimo com o avanço da idade, particularmente nas raparigas. Para
controlar esta atual epidemia de inatividade física é essencial descrever e monitorizar todos
os determinantes da atividade física. Neste sentido, este estudo tem como objetivo
determinar a relação entre fatores psicossociais e os níveis de atividade física.
Métodos: Participaram neste estudo 1606 alunos, com idades entre os 10 e os 15 anos, de
8 escolas do ensino público da Região Autónoma da Madeira. O nível de atividade física
dos participantes foi avaliado pelo questionário PAQ-C (Crocker et al., 1997). As variáveis
psicossociais avaliadas foram a percepção de autoeficácia, a percepção das barreiras para
a prática de atividade física e o apoio dos pares. As escalas contêm 8, 10 e 4 itens,
respetivamente. Recorremos ao software SPSS para realizar o tratamento estatístico.
Resultados: Os rapazes reportaram um maior score geral de AF do que as raparigas
(p<0,05). Os rapazes em média apresentam um maior nível de percepção de autoeficácia e
maior percepção das barreiras para a pratica de AF (p<0,05). As raparigas reportam em
média um maior apoio de pares relativamente à prática de atividade física (p>0,05). Níveis
mais elevados de atividade física estão relacionados com uma maior percepção de
autoeficácia e apoio dos pares (p<0,05) e uma menor percepção de barreiras para a prática
(p<0,05).
Discussão/Conclusão: A influência social, nomeadamente o apoio dos pares, é um dos
determinantes de atividade física dos adolescentes, sendo a presença dos amigos
fundamental para este comportamento nesta fase da vida. Para o desenvolvimento de
intervenções eficazes que visem a modificação deste comportamento nesta população, é
determinante a inclusão de variáveis psicossociais.
Referências:
Crocker PR, Bailey DA, Faulkner RA, Kowalski KC, McGrath R. (1997). Measuring general
levels of physical activity: preliminary evidence for the Physical Activity Questionnaire for
Older Children. Med Sci Sports Exerc.;29, 1344-9.
AF_3
ALTERAÇÕES DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E DOS INDICADORES
ANTROPOMÉTRICOS APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA EM DOENTES COM OBESIDADE
MÓRBIDA – ASSOCIAÇÃO COM OS HÁBITOS DE ACTIVIDADE FÍSICA
Marreiros, A. 1, Martins, S. 1 2 3, Santos, Z. 3, Limão, J. 3
1 Universidade Lusófona, Portugal.
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2 Universidade de Lisboa, Portugal.
3 Baroclínica, Serviço Integrado de Cirugia Bariátrica e Metabólica, Lisboa, Portugal.
Introdução: A obesidade mórbida é uma doença epidémica a nível mundial. A cirurgia
bariátrica (CB) deve ser considerada no seu tratamento, de modo a combater a prevalência
elevada, simultaneamente com uma redução muito significativa das suas comorbilidades.
Para além da redução do peso, a melhoria da composição corporal também ocorre em
resultado da CB mas ainda são escassas as investigações que reportam estas alterações
decorrentes de bypass gástrico e de sleeve. O contributo da atividade física (AF) para estas
modificações também está pouco estudado.
Método: Realizou-se a pesquisa de artigos científicos através do motor PubMed Central e
Google Académico, publicados em língua inglesa, de Janeiro de 2010 a Abril de 2015.
Foram extraídos os dados referentes a: desenho do estudo, participantes, instrumentos de
avaliação, intervenção realizada e resultados.
Resultados: Onze estudos foram incluídos para análise. Após CB por bypass gástrico ou
sleeve, ocorreram reduções acentuadas da massa gorda [7.3kg-22.5kg], massa isenta de
gordura [7.3-12.9kg], IMC [11.7-42.3kg/m2], perímetro da cintura [23.3cm-36.7cm],
percentagem de peso em excesso perdido [29.4kg-70.7kg], %PEP [34.2%-81.7% PEP] e
peso corporal [29.5kg-62.6kg], independentemente da prática de AF. A maior perda de peso
ocorreu dos 12 aos 24 meses do período pós-cirurgico, variando entre 71.8% e 81,7% PEP.
Após 16 anos de follow-up verificou-se que 80% dos participantes obtiveram sucesso na
manutenção da %PEP (70% PEP). Observou-se, ainda, que a realização de mais de 1
sessão/semana de AF moderada a vigorosa (AFMV), comparativamente à não-realização,
levou a uma probabilidade 3,5 vezes maior de manter atualmente ≥50% PEP, o dobro da
probabilidade de manter ≥80% PEP e à recuperação significativamente menor do peso.
Conclusão: Os estudos analisados indicam que o tratamento da obesidade mórbida por CB
conduz à redução da MG e dos indicadores antropométricos, mas também da MIG, em
conjunto com a redução acentuada de co-morbilidades. Após follow-up prolongado no
período pós-cirurgico, a recuperação ponderal ocorreu aproximadamente em 20% dos
doentes, mas a prática de AFMV mais de 1 vez por semana parece contribuir para a sua
diminuição. É necessária a realização de investigação direcionada para estas variáveis,
utilizando metodologias mais rigorosas.
AF_4
AMBIENTE OBESOGÊNICO E SÍNDROME METABÓLICA NO CONTEXTO ESCOLAR:
CIDADES DO BRASIL E DA ESPANHA.
Ferreira-Lima, W. 1,2, Fuentes, J.P. 1, Silva-Lima, S.B. 1,2, Bandeira-Lima, F.E. 3,
Bandeira-Lima, F. 4, Molena-Fernandes, C.A. 5
1 Universidad Extremadura, Espanha
2 Ciência Sem Fronteiras - CAPES Foundation, Ministério da Educação, Brasil
3 Universidade Estadual do Norte do Paraná, Brasil
4 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
5 Universidade Estadual do Paraná, Brasil
No Brasil, o crescimento da prevalência de excesso de peso, nas últimas três décadas, foi
superior a 200%, na Espanha o problema não é diferente, segundo vários estudos a
prevalência da obesidade entre os mais jovens triplicou da década de 1980 até os dias
atuais. O estilo de vida está diretamente relacionado ao ambiente considerado obesogênico,
caracterizado pela influência das condições ambientais nas oportunidades e escolhas, por
parte dos indivíduos, em relação a hábitos de vida que promovam à adoção de
comportamentos alimentares inadequados e o sedentarismo. Portanto, torna-se
imprescindível conhecer o papel e a interação desses ambientes, a fim de que seja possível
reunir informações suficientes para combater as crescentes proporções de indivíduos
REAFES Gymnasium 2015
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acometidos pela obesidade, uma vez que adolescentes obesos têm maior probabilidade de
desenvolver a síndrome metabólica. O objetivo desta investigação será estimar a
prevalência de síndrome metabólica e analisar a associação com o ambiente obesogênico
no contexto escolar, em Paranavaí (Brasil) e Cáceres (Espanha). A amostra será
selecionada por um plano de amostragem de conglomerados em dois estágios, com
escolares de 11 a 16 anos de idades. A coleta de dados será realizada por professores de
educação. As variáveis bioquímicas serão coletadas por laboratórios qualificados. O
desfecho será a síndrome metabólica, as variáveis independentes: ambientais, sóciodemográficas, socioeconômicas, antropométricas (Obesidade Geral e Abdominal),
hemodinâmicas (pressão arterial sistólica e diastólica e a frequência cardíaca de repouso) e
bioquímicas (Glicemia de jejum:. Triglicérides; HDL-colesterol e LDL-colesterol e Insulina). A
análise Estatística será realizada com critérios científicos, por meio dos principais testes
estatísticos. Temos como principais metas: - publicação de artigos científicos em periódicos
especializados; divulgação dos resultados da pesquisa por meio de veículos de informação,
com intuito de sensibilizar a comunidade a respeito da importância da adoção de um estilo
de vida saudável desde a infância e adolescência; reuniões com os responsáveis pelas
instituições escolares para divulgação dos resultados e proposição de programas,
campanhas e outras abordagens educativas que englobem questões relacionadas à
promoção da saúde no contexto escolar; ampliação do currículo dos professores envolvidos
no projeto por meio de publicações em anais de congressos e revistas científicas. Esperase encontrar os seguintes resultados nesta investigação: existe associação entre ambiente
obesogênico e SM; não existe diferença estatisticamente significativa entre a prevalência de
fatores de risco para SM; existe uma prevalência maior de um dos fatores de risco para SM
e que existe associação entre as variáveis antropométricas, hemodinâmicas e bioquímicas,
além de outras relações relevantes, no contexto escolar, nas cidades foco desta
investigação.
AF_5
ANÁLISE DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A EXPERIÊNCIA PROFISIONAL, A FORMAÇÃO
ACADÉMICA DOS PERSONAL TRAINERS, A PRESSÃO NO TRABALHO E A
SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES BÁSICAS PSICOLÓGICAS
Cerca, L.
Universidade Lusófona, Portugal
Este estudo teve como objectivo analisar as pressões no trabalho e a sua relação com a
satisfação das necessidades psicológicas básicas dos personal trainers. As pressões no
trabalho podem advir de três níveis: a) pressões de cima que podem ser identificadas como
as políticas de gestão dos quadros superiores, dos colegas, do tempo e dos processos de
avaliação; b) pressões de dentro, traços de personalidade que afectam as regulações
comportamentais, como a regulação introjetada; e c) as pressões vindas de baixo, ou seja,
por parte dos clientes/sócios. Nesta análise consideraram-se ainda variáveis
antecedentes como o género, os anos experiência e formação académica.
Método: Trata-se de um estudo observacional transversal e com uma amostra constituída
por 377 personal trainers dos quais 193 eram homens, 262 licenciados e com uma
experiência profissional de 7,69 ± 5,76 anos. Foram aplicados questionários sobre as
pressões no trabalho (nos três níveis) e satisfação das necessidades psicológicas básicas.
Recolheram-se ainda dados sobre o género, o grau académico e os anos de experiência
como personal trainer. Testes-t analisaram as diferenças entre género e grau académico.
Quatro modelos de regressão, com os antecedentes demográficos num primeiro passo, e
as pressões no segundo, foram construídos para a predição da satisfação das
necessidades psicológicas básicas.
Resultados: Os resultados indicaram que não existem diferenças entre licenciados e não
licenciados e as variáveis estudadas (p<.0,5), os homens apresentam valores mais altos da
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22
satisfação das necessidades psicológicas básicas totais, na competência e na autonomia
(p<.021) .Mais anos de experiência estiveram associados a menores valores de pressão
(p<.013). O modelo de regressão explicou em 27,8% da satisfação das necessidades
psicológicas básicas, 21.3% da autonomia, 22,1 % na competência e 21,1% no
relacionamento (todas p<.001). Nas regressões realizadas as variáveis preditoras, que
tiveram um influencia negativa, foram as pressões de cima, enquanto que as pressões de
dentro e de baixo tiveram um influência positiva.
Conclusão: Os resultados deste estudo demonstram que o grau académico dos personal
trainers não tem influência nas variáveis estudadas. As pressões de cima são as que,
realmente, influenciam de uma forma negativa a satisfação das necessidades psicológicas
básicas. Podemos concluir que os personal trainers que estão sujeitos a estas pressões têm
dificuldades em gerir as mesmas e é da responsabilidade dos quadros superiores encontrar
estratégias de proteção da satisfação das NPB. Sendo algo necessário para a evolução de
um mercado cada vez mais exigente, a forma e o entendimento destas estratégias de
pressão deverão ter uma solução para minimizar este efeito negativo e que deverá passar
por um melhor enquadramento das mesmas e a sua aceitação da parte dos personal
trainers. Por outro lado as pressões de dentro e de baixo parecem influenciar as
necessidades psicológicas básicas refletindo-se num efeito positivo das necessidades
psicológicas básicas.
AF_6
ANÁLISE DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A SATISFAÇÃO E A FRUSTRAÇÃO DAS
NECESSIDADES PSICOLÓGICAS BÁSICAS NO TRABALHO E AS ESTRATÉGIAS
MOTIVACIONAIS UTILIZADAS POR PROFISSIONAIS DE EXERCÍCIO FÍSICO
Simões, A.S.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Um trabalho “saudável” e produtivo baseia-se em pressões apropriadas sobre
os funcionários relativamente às suas capacidades e recursos, ao nível de controlo sobre o
trabalho e ao apoio recebido de colegas e supervisores.
Método: Estudo observacional transversal, realizado com a aplicação de quatro
questionários a 174 profissionais de exercício físico, 74 do sexo feminino e 88 do sexo
masculino. Os questionários mediram a satisfação e a frustração das necessidades
psicológicas básicas (NPB) e a utilização de estratégias motivacionais de suporte ou
controladoras.
Resultados: As três variáveis da perceção de apoio apresentam uma correlação significativa
com a satisfação das NPB. Relativamente à frustração das NPB nem todas as variáveis
apresentam uma correlação significativa. Na comparação entre géneros, a satisfação de
competência apresenta valores significativos e positivos em ambos os géneros
relativamente às estratégias motivacionais de suporte. Na frustração a única correlação
significativa em comum nos dois géneros é entre a frustração de autonomia e a perceção de
crítica e depreciação.
Conclusões: Existe uma associação positiva entre a satisfação das NPB e a perceção de
apoio das NPB. Já a frustração não parece estar tão fortemente relacionada com as
estratégias motivacionais como a satisfação. Individualmente, o género masculino, quando
satisfeitas as NPB, utilizam estratégias motivacionais de suporte, mas quando frustradas,
estão mais predispostos a utilizar estratégias motivacionais de controlo. O género feminino,
apenas a satisfação de competência conduz à adoção de estratégias motivacionais de
suporte mas a frustração mas parece não levar a estratégias motivacionais de controlo.
Referências
http://www.who.int/occupational_health/topics/stressatwp/en/
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AF_7
ANÁLISE DO MÉTODO ADAPTADO DE TABATA (HIGH INTENSITY INTERVAL
TRAINING) EM PARTICIPANTES TREINADOS E DESTREINADOS: PERFIL DA
INTENSIDADE DO ESFORÇO E DO DISPÊNDIO ENERGÉTICO
Santos, M.A. 1, Raposo, F.Z. 1, Martins, S.S. 1,2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: Com o aumento dos níveis de obesidade cada vez se tem dado mais
importância a treinos de menor duração mas com maior intensidade, com o objetivo de
reduzir a percentagem de massa gorda. O High Intensity Interval Training (HIIT) consiste na
realização de breves explosões de atividade vigorosa (80 a 100% da FCmáx) intercaladas
com períodos de descanso ou de exercício de intensidade leve a moderada (40 a 50%). O
objetivo deste estudo foi comparar e caracterizar o perfil da intensidade de esforço e o
dispêndio energético (DE) durante uma sessão de HIIT em indivíduos treinados e
destreinados.
Métodos: 16 participantes do sexo masculino foram divididos em 2 grupos: 9 indivíduos
treinados(T) (21,8±1,4 anos; 23,8±7,8 kg/m2; 61±7,3 bpm repouso; 59,0±5,0 ml.kg- 1.min-1)
e 7 indivíduos destreinados (D)(20,1 ± 0,3 anos; 23,5 ± 1,6 kg/m2; 78,9 ± 2,8 bpm repouso;
52,9 ± 5,1 ml.kg-1.min-1). Foram realizados 4 Tabatas (1 Tabata=8 séries de 20 segundos à
máxima intensidade e 10 segundos de recuperação), com 2 minutos de recuperação entre
cada Tabata. Os exercícios realizados em cada Tabata foram: Jumping Jacks e Skater (1º);
Squat e Suicide (2º) Skipping High e Switch Feet (3º) e Jumping Jacks e Moutain Climbers
(4º). A frequência cardíaca (FC) e o DE foram registados no final de cada Tabata e no final
da sessão.
Resultados: A % média da FC durante o treino foi respetivamente 88,3%(T) e 91,6%(D),
não sendo significativamente diferente (p>0,05), assim como não se encontraram
diferenças entre os dois grupos nos vários Tabatas. O grupo T registou diferenças
significativas (p =330 kcal), em apenas 22 minutos de treino. Os valores de FC observados
vão ao encontro dos descritos na literatura, para protocolos de HIIT. Os resultados sugerem
que os exercícios com o peso do corpo podem ser uma alternativa à realização de treinos
de HIIT em cicloergómetros.
AF_8
ANÁLISE ERGONOMICA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM UMA EMPRESA DE
CONFECÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE DOS COLABORADORES
Veiga Bruniera, C. A., Antonio Guarido, E., Garcia Freitas, L.A.
Universidade Estadual de Londrina, Brasil.
Introdução: Hoje, vivemos em uma época em que a tecnologia e o desenvolvimento da
informática levam o homem cada vez mais ao sedentarismo. Com isso, as pessoas
acomodam-se mais, reduzindo o nível de atividade física, ao mesmo tempo passam horas
na mesma posição no trabalho, podendo causar uma série de doenças ocupacionais, que
podem tornar-se sérios problemas de saúde, algumas vezes irreversíveis. E o mundo
moderno tem tornado a vida cada vez mais estressante, acabando por comprometer a
qualidade de vida e a saúde no trabalho. Portanto, é necessário que ocorram
transformações no trabalho, na relação homem – máquina – ambiente, e não adianta
investir só em tecnologia, mas também em recursos humanos, em sua educação,
qualificação, ferramentas e mobiliário (VAN NIEKERK et al, 2012). O objetivo deste trabalho
foi o de avaliar os aspectos ergonômicos do ambiente de trabalho da empresa de confecção
e propor recomendações que possam reduzir os esforços sobre o sistema músculo
REAFES Gymnasium 2015
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esqueléticos gerados pelos mobiliários e/ou ambiente de trabalho e pela repetitividade do
movimento.
Método: Foram avaliados 53 colaboradores de uma empresa de confecção de roupas
femininas de pequeno porte, onde realizou-se visitas ao local de trabalho para analisar as
atividades desenvolvidas através de questionários e check-list. O questionário aplicado
analisou o ambiente de tabalho, além do check-list de Couto - versão outubro de 2007:
"Avaliação Simplificada do Fator Biomecânico no Risco para Distúrbios
Musculoesqueléticos de Membros Superiores Relacionados ao Trabalho" e o Questionário
Nórdico de Sintomas Osteomusculares (NMQ - Nordic Musculoskeletal Questionnaire),
todos aplicados para a coleta de informações sobre o posto de trabalho, o desenvolvimento
das atividades e as possíveis doenças ocupacionais adquiridas no decorrer do tempo em
que trabalham no local.
Resultados: A boa postura do tronco do corpo em relação à mesa de trabalho foi observada
em poucos postos analisados. Nenhum dos postos de trabalho analisado apresentou apoio
para os pés. Aproximadamente 50% das mesas apresentaram bordas arredondadas e 50%
apresentaram cantos vivos com riscos de acidentes. Do total de funcionários analisados
63,2% apresentaram alguma lesão, sendo uma maior concentração de lesões nas
articulações do joelho (41,6%), ombro (50%) e coluna vertebral (58,3%).
Discussão: O fator biomecânico encontrado foi de moderada importância, que significa que
há possibilidade de riscos ergonômicos, portanto é necessária uma maior atenção para que
não se manifestem. Pelo fato da tarefa de confecção de roupas exigir grande esforço e
movimentos repetitivos de diferentes partes do corpo, muitas das atividades desenvolvidas
podem resultar em alguma doença ocupacional no decorrer do tempo de trabalho e, isto
ocorre devido ao excesso de movimentos e posturas inadequadas adotadas ao realizar as
tarefas, e este fato pode acarretar em prejuízos à saúde dos colaboradores e à empresa.
Referências
Van Niekerk et al. (2012). The effectiveness of a chair intervention in the workplace to
reduce musculoskeletal symptoms. A systematic review. BMC Muculoskeletal Disorders;
13:145.
Couto, H. A. (2007). Ergonomia aplicada ao trabalho: conteúdo básico: guia prático. Belo
Horizonte: Ergo.
AF_9
APTIDÃO CARDIORRESPIRATÓRIA E DESEMPENHO ESCOLAR EM CRIANÇAS E
ADOLESCENTES
Oliveira, T., Costa, M., Mota, J., Silva, G., & Ribeiro, J.
Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer, Faculdade de Desporto,
Portugal
Introdução: Como parte integrante da aptidão geral relacionada à saúde de crianças e
adolescentes, a baixa aptidão cardiorrespiratória (ACR) está relacionada com a obesidade e
é considerada um marcador relevante na saúde cardiovascular. Estudos recentes mostram
que a ACR também está relacionada positivamente com o desempenho escolar (DE), no
entanto, apesar da plausibilidade dos argumentos neurofisiológicos, as evidências sobre a
relação entre ACR e DE continua fraca (Van Dusen, 2011), fatores confundidores como o
estatuto socioeconómico (ESE) precisam de ser considerados. O nosso objetivo foi
contribuir para o debate, procurando identificar uma associação entre a ACR e o DE.
Métodos: A amostra foi composta por 1632 crianças e adolescentes, 856 raparigas e 776
rapazes, na faixa etária de 6 a 18 anos. A ACR foi avaliada através do teste 20 metros Vaivém de acordo com os procedimentos descritos no protocolo Fitnessgram e dividida por
quartis. O DE foi avaliado através dos registros escolares de todas as notas do final do ano
letivo. Para fins padronizados foram classificadas de 1 a 5, onde o 1=Mau e o 5=Muito Bom,
REAFES Gymnasium 2015
25
e divididas por ciclos de estudos – 1ºciclo, 2º e 3ºciclo e ensino secundário. Peso, altura e
índice de massa corporal (IMC) foram avaliados.
Resultados: Os resultados indicam que os alunos que se encontram no quarto quartil da
ACR têm melhores desempenhos escolares - aferidos pela análise do somatória das notas (3,204±0,061) do que os alunos do primeiro quartil (2.877±0.065), (p<0,05). Não existem
diferenças significativas para peso, altura e IMC.
Discussão: De acordo com estes resultados verificamos que a ACR está positivamente
relacionada com o somatório das notas escolares. Em consonância com estudos recentes
os nossos dados suportam a hipótese de que o DE é superior em crianças e adolescentes
com níveis mais elevados de ACR. Embora ainda seja difícil retirar conclusões sobre esta
relação pensa-se que a atividade física pode contribuir para esta associação através de
mecanismos fisiológicos, como o aumento do fluxo sanguíneo cerebral, melhoria da
funcionalidade neuroelétrica e aumento da síntese do fator neurotrófico derivado do
cérebro, conhecido por BDNF, que facilita a aprendizagem e mantém as funções cognitivas,
melhorando plasticidade sináptica.
Referências
Van Dusen DP, Kelder SH, Kohl HW, Ranjit N, Perry CL (2011). Associations of physical
fitness and academic performance among schoolchildren. J Sch Health 81, 733-40.
Projeto de Investigação suportado por: SFRH / BD / 79886 / 2011; PTDC/DTPDES/1328/2012 (FCOMP-01-0124-FEDER-028619); e Centro de Pesquisa apoiado
por: FCT: UID/DTP/00617/2013
AF_10
ATIVIDADE FÍSICA, COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO E APTIDÃO FÍSICA DE
ESCOLARES: COMPARAÇÃO ENTRE PERÍODO INTEGRAL E PARCIAL.
Ferreira-Lima, W. 1,2, Silva-Lima, S.B. 1,2, Fuentes, J.P. 1, Ferreira de Faria, W. 3, Farias,
J.P. 3, Bandeira-Lima, F.E. 3, Marques Elias, R.G. 3
1 Universidad Extremadura, Espanha
2 Ciência Sem Fronteiras - CAPES Foundation, Ministério da Educação, Brasil
3 Universidade Estadual do Norte do Paraná, Brasil
Evidências indicam que a atividade física regular melhora a composição corporal, o
desempenho motor, a saúde óssea e o perfil lipídico entre crianças e adolescentes. Para
tanto, adolescentes devem envolver-se em atividade física de intensidade moderada a
vigorosa por pelo menos 60 min./dia, sendo que tais atividades podem ser praticadas dentro
ou fora da escola, de forma estruturada ou não estruturada. Objetivou-se comparar a prática
de atividade física, comportamento sedentário e aptidão física entre escolares de período
integral e parcial. A amostra foi composta por 72 escolares. Foram coletadas informações
sobre a maturação sexual, composição corporal, aptidão física, questionário sobre atividade
física, comportamento sedentário e características sócio-demográficas. Os questionários
foram aplicados em forma de entrevista. Atividade física habitual foi analisada a partir das
respostas ao (IPAQ-8 versão reduzida). Sendo computada a frequência, duração e
intensidade das atividades físicas realizadas na semana anterior a coleta de dados. O
comportamento sedentário foi analisado por meio do tempo de tela do avaliado,
considerando o valor médio entre o tempo relatado durante a semana habitual com a média
do final semana [Tempo de tela = (semana + média final de semana) / 2]. O nível
socioeconômico foi avaliado pelo questionário de classificação socioeconômica da
Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. A maturação biológica foi avaliada pelo
processo de auto avaliação das características sexuais secundárias, elaborado por Tanner.
A massa corporal foi determinada por meio de uma balança digital da marca Welmy, com
precisão de 100 gramas e a estatura através de um estadiômetro portátil, fixado a parede,
graduado de 0 a 200 cm, com escala de precisão 0,1 cm. Para análise criterial foram
utilizados os pontos de corte propostos por Conde e Monteiro estratificado por gênero e
REAFES Gymnasium 2015
26
idade. Os escolares foram submetidos a uma bateria de testes motores do Projeto Esporte
Brasil para a análise de diversas capacidades, exceto para a potência aeróbia, no qual foi
substituído o teste de corrida e caminhada de nove minutos pelo teste vai e vem de 20
metros proposto por Léger et al. Para a estimativa do consumo máximo de oxigênio foi
utilizada a equação proposta por Léger et al. Os dados revelaram que as meninas de
período integral apresentaram menor tempo diário despendido com comportamento
sedentário (p < 0,05). Observaram-se valores significativamente inferiores de % Gordura
para os meninos de período integral, além de diferenças significativas nos testes sentar e
alcançar, salto horizontal, medicine ball e quadrado. As meninas de período integral
demonstraram um desempenho significativamente superior nos testes salto horizontal e
quadrado, comparadas a seus pares. Os escolares de período integral apresentam menor
tempo gasto em comportamento sedentário e melhores índices de aptidão física na maioria
dos testes utilizados independentemente do gênero sexual.
AF_11
CARACTERIZAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA DE UM SUB-GRUPO OPERACIONAL DE
POLÍCIAS DE ELITE
Belchior, F. 1, André, N. 1, Morgado, S. 2, Massuça, L. 3
1 Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Portugal
2 Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O facto dos agentes policiais se encontrarem bem preparados fisicamente
contribui para melhorar a resolução de ocorrências que exijam o uso da força física
(Lagestad, 2012). Segundo a literatura, se determinado nível de aptidão física (ApF) for
exigido para desempenhar o trabalho de polícia, então deverá ser esse o nível a requerer,
independentemente da idade e do género (e.g., Bonneau & Brown, 1995). OBJETIVOS.
Estudar o impacto da idade na aptidão física (ApF) e no desempenho na prova de aptidão
técnica (PAT).
Método: Foram considerados neste estudo os resultados do desempenho dos operacionais
da SO/CI em 4 provas de avaliação da ApF (elevações na barra, extensões de braços no
solo, flexão do tronco à frente, e teste Cooper) e 1 PAT, realizadas desde 2010 a 2014 (n =
1747 avaliações). Os dados foram facultados pelo Subgrupo Operacional Técnico de
Formação do Corpo de Intervenção, e as observações foram distribuídas de acordo com a
classe de idade dos avaliados (i.e.: 25-29 anos; 30-34 anos; 35-39 anos; 40-44 anos; 45-49
anos).
Resultados: Observou-se que com o aumento das classes de idade, o desempenho nos
testes de avaliação da ApF e na PAT decrescem significativamente.
Discussão: Os resultados sugerem que o treino físico dos operacionais (ao longo da vida
profissional), é uma estratégia fundamental, no sentido de não comprometer a ApF e
aptidão técnica (i.e., contribuindo para atenuar o impacto do aumento daidade).
Referências
Bonneau, J., & Brown, J. (1995). Physical ability, fitness and police work. Journal of Clinical
Forensic Medicine, 2, 3, 157–164.
Lagestad, P. (2012). Physical skills and work performance in policing. International Journal
of Police Science and Management, 14, 1, 58–70.
AF_12
CARATERIZAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA E ANÁLISE DA SUA ASSOCIAÇÃO COM
INDICADORES DE RISCO PARA A SAÚDE EM ADULTOS
Raposo, C. 1,2, Martins, S. 1,3
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1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Tiagos Clínica, Portugal
3 Universidade de Lisboa, Instituto de Saúde Ambiental, Portugal
Introdução: A avaliação da aptidão física como indicador de saúde é considerada uma
prática indispensável na classificação de risco cardiovascular e metabólico (ACSM, 2009;
NSCA, 2012). Assim, o objetivo deste estudo consistiu em caracterizar a aptidão física e
analisar a interação entre as suas componentes tendo como referência indicadores de
saúde em adultos.
Método: Este estudo apresentou um desenho observacional e transversal cuja recolha de
dados se realizou durante 10 anos (2002 a 2012) e correspondeu à avaliação da aptidão
física inicial de 1904 adultos: 733 do género masculino (idade, 37,29 ± 11,35 anos) e 1171
do género feminino (idade, 36,92 ± 11,12 anos). Avaliou-se a pressão arterial, peso, altura e
perímetro da cintura (PC) seguindo protocolos pré-definidos. A aptidão cardiorrespiratória
(ACR) foi estimada utilizando um teste submáximo em cicloergómetro, a percentagem de
gordura (%MG) foi avaliada através de Luz infravermelha, a força muscular através do teste
sit up e a flexibilidade pelo teste sentar e alcançar.
Resultados: Os homens apresentaram valores mais elevados nos indicadores
antropométricos e melhores níveis de desempenho na ACR e força, enquanto as mulheres
apresentaram resultados mais altos nos indicadores de composição corporal e na
flexibilidade (pObesidade, p0,05).
Conclusão: De um modo geral, os homens obtiveram melhores níveis de desempenho nos
testes de avaliação da aptidão física inicial, com exceção da flexibilidade. Não se
verificaram diferenças nos níveis de aptidão física entre os diferentes intervalos etários e
não se verificou nenhuma associação entre a aptidão física e a idade. Os indivíduos
normoponderais apresentaram melhores níveis de aptidão física à exceção da força
abdominal, observando-se ainda que a aptidão física diminuiu com o aumento da condição
de IMC.
Referências
National Strength and Conditioning Association [NSCA], (2012). NSCA’s Guide to tests and
assessments. USA: Human Kinetics; American College of Sports Medicine
[ACSM], (2014). ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription (Ninth Edition).
Baltimore, MD: Lippincott Williams & Wilkins.
AF_13
COMPARAÇÃO DA VARIAÇÃO DA PRESSÃO INTRAOCULAR E CONCENTRAÇÕES DE
LACTATO PLASMÁTICO ENTRE EXERCÍCIOS AERÓBIOS E ANAERÓBIOS EM
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Ferreira, V.1, Silva, M. 1, Gaspar, A. 1, Conte, M. 2
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 Escola Superior de Educação Física de Jundiaí, Brasil
Introdução: Os efeitos do exercício resistido são conhecidos pelo aumento da massa magra,
manutenção da força e potência muscular, além de prevenção de patologias. Por outro lado,
a influência dos exercícios resistidos na pressão intra-ocular (PIO) ainda é pouco explorada
no âmbito das ciências do esporte e/ou visuais. Discutir a associação entre a concentração
de lactato plasmático após o exercício resistido e exercícios aeróbicos com a variação da
(PIO).
Método: Foram avaliados 16 estudantes, selecionados de acordo com os seguintes critérios
de inclusão: i) sexo masculino; ii) praticantes de musculação com pelo menos seis meses
de pratica;iii) com idades entre 18 e 30 anos;iv) sem presença de lesões e aptos fisicamente
a realizar os exercícios (teste negativo ao Par-q); v) ausência de patologias oculares. Após
a determinação das cargas os voluntários realizaram duas sessões de treinamento resistido
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(exercício supino-reto), de forma randômica: E1-1 S1: 3x8 85% de 1RM com 180” de
intervalo entre as séries e E1-2 S2: 3x15 65% de 1RM com 60” de intervalo entre as séries,
E2) Exercício aeróbio contínuo realizado a 60% da Freqüência Cardíaca de Reserva (FCR)
por 30 minutos em esteira ergométrica e E3) Exercício Aeróbio Intervalado�com duração
de 30 minutos, mas com intensidade variando entre 50% da FCR (2 min) a 80% FCR (1
min). Também foi solicitado aos avaliados para que evitassem esforço excessivo nos dois
dias que antecediam os testes. A aferição da PIO (tonometro de Perkins) e do lactato
(lactimetroaccu-check) ocorreram em duas oportunidades, antes da execução do exercício;
e imediatamente após a execução do mesmo. Como procedimentos estatísticos foram
aplicados para comparação das médias referente as variáveis estudadas foi utilizado
ANOVA com medida, repetidas, adotando-se um intervalo de confiança de 95%. O software
utilizado foi Graphpad Prism®.
Resultados: Houve redução da (PIO) significativa, aonde as concentrações de lactato
aumentaram significativamente também. Conclusão: Há uma redução da PIO após a prática
de exercícios físicos dinâmicos, independente da modalidade aparentemente, desde que
haja consigo um aumento significativo das concentrações de lactato.
AF_14
COMPARACIÓN DEL PATRÓN PSICOMOTRIZ EN NIÑOS CON TDAH Y NIÑOS SANOS.
REVISIÓN SISTEMÁTICA.
Amatriain, S., Ezquerro, M.
Universidad de La Coruña, España
Introducción: La dimensión psicomotriz reviste una importancia crucial en el desarrollo de
los niños, tanto con TDAH como sanos. El conocimiento preciso de los parámetros
implicados es relevante, tanto para el diagnóstico, como para el tratamiento. El creciente
número de publicaciones sobre el perfil psicomotriz de niños con TDAH y la divergencia de
los resultados, plantea la necesidad de realizar una revisión sistemática de la literatura, con
objeto de esclarecer el estado de la cuestión. El estudio se ha desarrollado alrededor de
tres preguntas: ¿Existen diferencias significativas entre el patrón motor de niños con TDAH
y sanos? ¿Puede contribuir el conocimiento del perfil psicomotriz a una mejora en el
diagnóstico del TDAH? ¿La metodología utilizada respalda la validez de los datos?
Método: Se han utilizado tres bases de datos: Psycinfo, SPORTdiscus y Pubmed. La
búsqueda se ha dirigido a resolver las preguntas referenciadas previamente. Palabras
clave: ADHD/hyperactivity, motor performance/skills. Criterios de inclusión: 1) idioma: inglés
y castellano; 2) Participantes: niños de edad escolar con TDAH; 3) Instrumentos de
evaluación motriz; 4) Grupo control; 5) Especifica el tratamiento de los niños. Los estudios
han sido revisados en base a los criterios de la escala AMSTAR para evaluar la calidad
metodológica de los mismos.
Resultados: El perfil psicomotriz es cuantificable y existen abundantes herramientas para su
evaluación. Numerosos autores encuentran diferencias significativas a nivel psicomotriz
entre niños con TDAH y sanos, pero también hay quienes afirman no encontrar tales
diferencias. No existen referencias específicas al perfil psicomotriz como complemento para
el diagnóstico del TDAH. La metodología utilizada en los estudios analizados presenta
numerosas deficiencias, especialmente, en lo que se refiere al tamaño de muestras y su
composición, lo que pone en cuestión la validez de los datos, considerando la elevada
variabilidad interindividual de los niños.
Conclusiones: Estos resultados muestran que, pese a la abundante información existente
sobre el perfil psicomotriz en niños con TDAH y sanos, hay desacuerdo sobre la existencia
de diferencias significativas entre ambos grupos. Las muestras de los estudios tienden a ser
pequeñas, favoreciendo la variabilidad de los datos. Las herramientas de evaluación
utilizadas varían, dificultando la comparación objetiva entre estudios.
Referências:
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1. Vidarte, J.A. et al. (2007). Caracterización del perfil psicomotor de los niños en edades
entre 5 y 12 años diagnosticados clínicamente con TDAH en la ciudad de Manizales
(Colombia). Tesis Doctoral. UDC.
2. Tseng, M.H. et al. (2004). Relationship between motor proficiency, attention, impulse, and
activity in children with ADHD. Developmental Medicine & Child Neurology 2004, 46: 381–
388 381.
AF_16
COMPORTAMENTOS DE RISCO A SAÚDE E FATORES SOCIOCULTURAIS
ASSOCIADOS EM ESTUDANTES DO BRASIL E ESPANHA.
Silva-Lima, S.B.1,2, Fuentes, J.P. 1, Ferreira-Lima, W. 1,2, Bandeira-Lima, F.E. 3,
Bandeira-Lima, F. 4, Molena-Fernandes, C.A. 5
1 Universidad Extremadura, Espanha
2 Ciência Sem Fronteiras - CAPES Foundation, Ministério da Educação, Brasil
3 Universidade Estadual do Norte do Paraná, Brasil
4 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
5 Universidade Estadual do Paraná, Brasil
O atual estilo de vida sedentário, com hábitos alimentares pouco saudáveis, níveis de
estresse elevado, abuso de álcool e fumo, são favoráveis para aumentar os fatores de risco
e o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e diabetes tipo 2,
estes comportamentos levam também ao aumento da obesidade. Neste sentido, o objetivo
desta investigação será verificar a prevalência de comportamentos de risco à saúde e
fatores socioculturais associados, em estudantes de Paranavaí - Brasil, e Cáceres Espanha. Será um estudo transversal de base escolar por meio de amostra probabilística.
Com estudantes de 11 a 16 anos de idade, matriculados em escolas das duas cidades. A
amostra será selecionada por um plano de amostragem de conglomerados em dois
estágios. Para o cálculo do tamanho da amostra será utilizado: nível de confiança de 95%,
um poder de teste 80%, a prevalência estimada de 6% (±3 pontos percentuais). Todos os
procedimentos éticos serão realizados, tais como: utilização de Termos de Consentimento
para menores e professores participantes; pedidos de autorizações para todos os órgãos
competentes e Comitê de Bioética. Os dados serão coletados por professores de Educação
Física, capacitados e testados. Serão realizados Testes Piloto da Coleta de Dados, para
avaliação, adequação e correção dos instrumentos utilizados. Serão utilizados questionários
com variáveis ambientais, sociodemográficas, socioeconômicas, comportamentais
(inatividade física, comportamento sedentário, horas de sono, hábitos alimentares, consumo
de tabaco e bebidas alcoólicas), para estudantes e para seus pais. Medidas
Antropométricas, Hemodinâmicas e Análises Laboratoriais para estudantes. Os
questionários passarão por etapas de tradução, adaptação cultural e validação. Os dados
serão tratados com critérios científicos. O critério de significância estatística estabelecido
será de 5%. A Razão de Prevalência (RP) com intervalo de confiança de 95% (IC95%),
usando a regressão de Poisson, será aplicada para quantificar a associação bruta e
ajustada entre o desfecho. A análise ajustada será realizada de acordo com um modelo
hierárquico elaborado previamente em cinco níveis: 1) sócio demográficas 2) ambientais, 3)
socioeconômicas, 4) comportamentais, 5) antropométricas. Espera-se encontrar como
resultado final nesta investigação uma prevalência elevada de comportamentos de risco à
saúde e fatores socioculturais associados, tanto em Paranavaí como em Cáceres, podendo
haver uma prevalência maior e relevante entre as meninas espanholas, valores
influenciados talvez por diferenças culturais existentes entre os estudantes nestas cidades
do Brasil e da Espanha.
REAFES Gymnasium 2015
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AF_17
EFECTO DE UN PROGRAMA DE KARATE AEROBICO SOBRE COMPONENTES DE
SINDROME METABOLICO Y CAPACIDADES FISICAS
Navarrete-Miramontes, V., Torre-Díaz, M., Muñoz-Daw, M.J.
Universidad Autónoma de Chihuahua, México
Introducción: El Síndrome Metabólico (SM) es un conjunto de alteraciones metabólicas
interrelacionadas entre sí, como lo son la circunferencia de cintura, triglicéridos (TG)
elevados, lipoproteínas de alta densidad (HDL) disminuida, hipertensión y glucosa elevada
en ayunas1. La ENSANUT 2012 revela que en México 6.4 millones de adultos mexicanos
padecen diabetes, de los cuales, el 47% ya ha sido diagnosticado también con hipertensión.
La prevalencia de sobrepeso y obesidad en adultos mexicanos es de 71.28%2.
Objetivo: Determinar el efecto de un programa de karate aeróbico sobre componentes del
SM y capacidades físicas en adultos.
Metodología: Estudio longitudinal en 13 varones de 32-45 años con SM de acuerdo a
criterios del NCEP. Se realizó un programa de ejercicio físico de cargas incrementales (5070% FC Karvonen) con duración de 6 semanas, monitorizando la intensidad con
pulsómetro. Antes y después del programa de ejercicio se determinó: perfil de lípidos,
glucosa, presión arterial, capacidades físicas y antropometría.
Resultados: Disminuyó el peso de 100.54 ± 18.45 a 98.72 ± 18.15 kg (-2.38%), IMC 34.52 ±
5.95 a 33.73 ± 6.11 (-2.38%), circunferencia de cintura 108.16 ± 12.44 a 104.48 ± 12.06 cm
(-3.41%) y el IC 1.68 ± .06 a 1.64 ± .06 (-2.22) todos p <0.001. La circunferencia de cuello
44.61 ± 2.51 a 44.31 ± 3.34 cm (-3.16%) y el ICC .99 ± .04 a 96 ± .04 (-2.01%) ambos
p<0.01. Se redujo significativamente (p<0.05) VLDL 42.96 ± 28.06 a 30.31 ± 16.35 mg/dL (21.18%) y TG 212.08 ± 140.54 a 151.62 ± 81.10 mg/dL (-20.79%). Colesterol total 202.54 ±
32.93 a 185.85 ± 30.04 mg/dL (-7.92%), y el IA 4.93 ± 1.14 a 4.35 ± 1.12 (-11.63) ambos
p<.01. La reducción significativa del cuello se correlaciona con mejoras en: colesterol (r=
.803 p<.01), LDL (r=.727 p<.01), VLDL (r=.663 p<.05), TG (r=.657 p<.05), IA (r=.678 p<.05),
circunferencia de cintura (r=.701 p<.05), IC (r=.727 p<.05). En las capacidades físicas: 1000
mts 6.40 ± 1.23 a 5.21 ± .59 minutos (-15.31%) (p<.001), VO2max 41.57 ± 9.84 a 51.25 ±
4.55 mL·kg-1·min-1 (24.1%), abdominales 16.91 ± 10.25 a 26.42 ± 9.14 repeticiones
(89.05%) y lagartijas 22 ± 13.81 a 31.67 ± 21.21 repeticiones (51.84%) todos p<.01.
Discusión: El SM se asocia con un aumento de 2 veces el riesgo de las enfermedades
cardiovasculares, mortalidad cardiovascular, infarto de miocardio y accidente
cerebrovascular. Para promover o mejorar la capacidad funcional del individuo es necesario
desarrollar y trabajar las capacidades físicas. En conclusión un programa de ejercicio
aerobio de 6 semanas con cargas incrementales en pacientes con SM, mejora
significativamente IA, VO2max, resistencia, velocidad y fuerza en abdomen, piernas y
brazos. Reduce circunferencia de cintura, circunferencia de cuello, IC, IMC, ICC, TG,
colesterol y VLDL.
Referencias
Executive Summary of The Third Report of The National Cholesterol Education Program
(NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in
Adults (Adult Treatment Panel III). (2001). JAMA.
Gutiérrez, J., Rivera-Dommarco, J., Shamah-Levy, T., Villalpando-Hernández, S., Franco,
A., et al. (2012). Encuesta Nacional de Salud y Nutrición 2012. Resultados Nacionales.
Cuernavaca, México: Instituto Nacional de Salud Pública.
AF_18
EFEITO DE 12 SEMANAS DE TREINAMENTO COMBINADO SOBRE A COMPOSIÇÃO
CORPORAL E AUTOIMAGEM DE ADOLESCENTES COM EXCESSO DE PESO
REAFES Gymnasium 2015
31
Silva, L.R. 1, Stefanello, J.M.F. 1, Berbetz, S. 1, Lopes, W.A. 2, Cavaglieri, C.R. 2, Ferreira,
J.P.L. 3, Paes, M.J. 1, Radominski, R.B. 4, Leite, N. 1
1 Universidade Federal do Paraná, Brasil
2 Universidade de Campinas, Brasil
3 Universidade de Coimbra, Portugal
4 Hospital de Clinicas da Universidade Federal Paraná, Brasil
Introdução:A satisfação com a imagem corporal está relacionada com desordens
alimentares e distúrbios de autoimagem em adolescentes (FLAMENT et al., 2012) e pode
ser componente fundamental na relação entre o excesso de peso e as doenças crônicas
degenerativas nesta população (FARHAT et al., 2014). Portanto, o objetivo deste estudo foi
analisar o efeito de 12 semanas de treinamento combinado sobre a composição corporal e
a autoimagem corporal de adolescentes.
Métodos: A amostra foi composta por 26 adolescentes que foram alocados em grupo treino
(n=13) e grupo controle (n=13), os quais foram avaliados quanto a antropometria, aptidão
física (VO2 max e teste de 1 repetição máxima), composição corporal (DXA). A escala de
avaliação de silhuetas foi utilizada para avaliar a satisfação com a imagem corporal. A
intervenção consistiu de exercícios de resistência (70-85% 1MR) e aeróbicos 50-85%
VO2max) em cada sessão, totalizando 60 minutos ao todo, três vezes na semana por 12
semanas.
Resultados: O peso não apresentou diferenças após a intervenção em ambos os grupos
(F=1,927; p=0,178). CA diminui apenas no grupo que realizou o programa de treinamento
(F=5,749; p=0,02). Houve redução da MG (F=9,617; p=0,05) e do %G (F=13,021; p=0,001)
nos adolescentes que realizaram as sessões de treinamento. Além disso, a MM (F= 9,640;
p=0,005) e o %MM (F= 13,172; p=0,001) aumentaram apenas no grupo treinamento. Os
adolescentes que participaram das sessões de exercícios físicos apresentaram uma
melhora na satisfação corporal após a intervenção (p<0,01). Além disso, na avaliação da
autoimagem corporal atual identificou-se que o grupo treino reduziu esta variável após a
intervenção, o que não aconteceu no grupo controle (p<0,05). No entanto, na autoavaliação
da silhueta ideal não houve alterações nos dois grupos (p>0,05).
Discussão: A obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de doenças e alterações
metabólicas, a qual se associa a maior insatisfação corporal e autoimagem negativa em
adolescentes. Fator que pode representar componente importante na efetividade e na
manutenção dos tratamentos da obesidade nesta faixa etária. Este programa de
intervenção foi efetivo para promover mudanças na composição corporal e na satisfação
corporal de adolescentes sobrepesados, independente de mudanças no peso corporal.
Referências
Farhat T., Iannotti R.J., Caccavale L.J. (2014). Adolescent Overweight, Obesity and Chronic
Disease-Related Health Practices: Mediation by Body Image. Obes Facts, 7, 1-14.
Flament M.F., Hill E.M., Buchholzc, A., Hendersonc, K, Tascad, G.A., Goldfielde, G. (2012).
Internalization of the thin and muscular body ideal and disordered eating in adolescence:
The mediation effects of body esteem. Body Image, 9, 68–75.
Silva LR, Cavaglieri C, Lopes WA, Pizzi J, Coelho-E-Silva MJC, Leite N. (2014).Endothelial
wall thickness, cardiorespiratory fitness and inflammatory markers in obese and non-obese
adolescents. Braz. J. Phys. Ther, 18, 1,:47-55.
Stunkard A, Sorensen T, Schulsinger F. (1983). Use of the Danish Adoption Registery for
the study of obesity and thinness. In, Kety SS, Sidman RL, Matthysse SW, (Eds). The
Genetics of Neurological and Psychiatric Disorders (pp. 115-120). Raven Press; New York,
NY, 115-120.
AF_19
EFEITO DE 12 SEMANAS DE TREINAMENTO REFORÇADO EXCENTRICAMENTE
SOBRE INDICADORES DE CAPACIDADE FUNCIONAL EM PESSOAS COM
ESCLEROSE MÚLTIPLA – UM ESTUDO PILOTO
REAFES Gymnasium 2015
32
Patrocínio de Oliveira, C.E. 1 2, Costa Moreira, O. 1 2, Medina-Pérez, C. 1, Romero-Pérez,
E.M. 3, De Paz, J.A. 1
1 Instituto de Biomedicina – Universidad de León, Espanha
2 Universidade Federal de Viçosa, Brasil
3 Universidad de Sonora, México
Introdução: O treinamento excêntrico com volantes inerciais é relativamente recente e, por
isso, pouco se sabe sobre como esse tipo de treinamento poderia afetar alguns parâmetros
indicadores de saúde, qualidade de vida ou capacidade funcional em pessoas com a saúde
comprometida, como é o caso dos pacientes com Esclerose Múltipla (EM). Deste modo, o
objetivo desse estudo foi determinar o efeito de 12 semanas de treinamento reforçado
excentricamente sobre indicadores de capacidade funcional em pacientes com EM.
Métodos: 24 pacientes com EM, de ambos os sexos (12 homens e 12 mulheres), realizaram
4 séries de 8 repetições de um exercício que resistido que estimulava, conjuntamente,
ações concêntricas e excêntricas, em uma prensa de pernas com volantes inerciais
denominada Flywheel Multgym (YoYo Inertial Technology, Stockholm, Sweden), duas vezes
por semana, durante 12 semanas. A capacidade funcional desses pacientes foi avaliada por
meio dos testes de sentar e levantar da cadeira (LS) (RIKLI, JONES, 1999) e de levantar e
caminhar 3 metros [Timed up-and-go (TUG)] (PODSIADLO, RICHARDSON, 1991) que
foram aplicados antes do início do programa e logo ao final das 12 semanas de
treinamento. Para comparação dos resultados obtidos antes e depois do treinamento, nas
duas provas, foi utilizado o teste T de Student para amostras pareadas, com um nível de
significância estatística de p<0,05. Os resultados estão apresentados em média ±desvio
padrão (DP).
Resultados: Todos os pacientes completaram as 12 semanas de treinamento. Os mesmos
apresentaram média de idade de 45,75 ± 10,98 anos, estatura média de 1,69 ± 0,1 cm,
massa corporal de 70,28 ± 12,61 Kg e IMC médio de 24,42 ± 3,32 Kg/m². Foram obtidos
valores médios de 8,34 ± 4,00 segundos para a prova TUG e 15,42 ± 5,12 repetições para a
LS na avaliação inicial. Depois de 12 semanas de treinamento reforçado excentricamente
foram observados valores médios de 6,31 ± 2,19 segundos para TUG e 20,17 ± 6,17
repetições para LS, com melhora estatisticamente significante nas duas provas.
Discussão: Os resultados do presente estudo indicam que o treinamento excêntrico com
volantes inerciais foi capaz de promover um incremento na velocidade de caminhada, bem
como um aumento da força (potência) de membros inferiores, visto que os pacientes
puderam realizar um maior número de repetições por unidade de tempo, em relação à
avaliação inicial. Assim, a partir dos resultados obtidos é possível concluir que a realização
de 12 semanas de treinamento reforçado excentricamente foi capaz de promover melhoras
em indicadores de capacidade funcional de pacientes com EM.
Referências
Podsiadlo D, Richardson S. (1991) The timed "Up & Go": a test of basic functional mobility
for frail elderly persons. J Am Geriatr Soc, 39, 2:142-8.
Rikli RE, Jones CJ. (1999). Development and validation of a functional fitness test for
community-residing older adults. J Aging Phys Activity,7: 129-61.
AF_20
EFEITO DE DIFERENTES TIPOS DE EXERCÍCIO NA MODULAÇÃO HORMONAL, NAS
DIFERENTES ACTIVIDADES DA VIDA DIÁRIA E NO RISCO DE QUEDAS EM IDOSAS
PRÉ-FRÁGEIS
Rieping, T. 1; Furtado, G. 1 2; Ulba, M. 1 2; Ferreira, J. P. 1; Teixeira, A. 1
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 CAPES/CNP, Brasil
REAFES Gymnasium 2015
33
Introdução: Entre as várias consequências da imunossenescência destacam-se o declínio
na autonomia funcional e na capacidade de realizar atividades da vida diária (AVDs), que
estão associadas ao aumento do risco de quedas em idosos frágeis (Milte & Crotty, 2014).
O Cortisol (COR) e a alfa-amílase (AA) salivar, por serem substâncias essenciais na
regulação da resposta ao stress e com actividade ao nível do sistema nervoso autónomo
simpático (Maruyama et al., 2012), podem fornecer pistas para compreensão destas perdas,
principalmente quando avaliados sob modulação do exercício. Neste sentido o objetivo
deste estudo é analisar o impacto de diferentes programas de exercício (PsE) sobre os
níveis salivares de COR e AA, nas AVDs e no risco de quedas (RQ) em idosas
institucionalizada pré-frágeis.
Métodos: Participaram neste estudo 61 idosos institucionalizados do sexo feminino (idade =
82 ± 7,30) de três instituições distintas, estratificados em função do fenótipo de fragilidade
(Fried et al, 2001) e divididos em três grupos: a) Exercício aeróbico/caminhada (EAC, n =
23); b) Treino Força com Banda-Elástica (TF-BE, n = 21) e c) Grupo controle sedentário
(GC, n = 21). Para avaliar a autonomia funcional foram utilizados o índice de Katz, o índice
Lawton e a Escala de Tinneti. Os níveis hormonais de COR foram determinados por ELISA
e os da AA através de ensaio cinético. Todos os testes foram aplicados pré e pós as 14
semanas dos PsE em todos os grupos.
Resultados: Registou-se uma tendência para o aumento dos níveis de COR (p = 0,61) para
os grupos de intervenção, enquanto a atividade sAA diminuiu substancialmente em todos os
grupos (p = 0,21). Nenhuma mudança na perceção de autonomia funcional foi relatada, no
entanto, uma diminuição significativa na média da perceção RQ foi verificada para todos os
PsE. Já o GC não apresentou alterações substanciais em nenhuma dimensão avaliada.
Discussão: O ligeiro aumento do COR ocorrido nesta amostra em estudo pode representar
uma característica comum à resposta hormonal modulada pelo exercício (Maruyama et al,
2012). Programas de exercício com intensidades moderadas em populações idosas podem
levar a uma menor influência da atividade simpática, o que poderá explicar a diminuição da
secreção de AA. Esta alteração poderá estar também relacionada com um estado antiinflamatório causado pelo incremento da atividade parassimpática. A diminuição da
perceção do RQ nesta amostra de idosos frágeis pode estar relacionada com ganhos de
força e equilíbrio.
Referências
Fried, L. P., Tangen, C. M., Walston, J., Newman, a B., Hirsch, C., Gottdiener, J., McBurnie,
M. a. (2001). Frailty in older adults: evidence for a phenotype. The Journals
of Gerontology. Series A, Biological Sciences and Medical Sciences, 56, 3, M146–56.
Maruyama, Y., Kawano, A., Okamoto, S., Ando, T., Ishitobi, Y., Tanaka, Y., Akiyoshi, J.
(2012). Differences in salivary alpha-amylase and cortisol responsiveness following
exposure to electrical stimulation versus the Trier Social Stress Tests. PloS One, 7(7),
e39375.
AF_21
EFEITO DE TREINO CONCORRENTE VS TREINO EM CIRCUITO NA FORÇA MÁXIMA
DINÂMICA DOS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES EM JOVENS ADULTOS
Santos, S., Figueiredo, T., Nunes, P., Espada, M., Pereira, A.
Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
O treino simultâneo de exercícios de força e predominantemente aeróbios na mesma
sessão, designado de treino concorrente é importante tanto para atletas de determinadas
modalidades, como para a promoção da saúde em geral. No entanto, o treino em circuito
também apresenta benefícios em sujeitos que iniciam a prática de exercício físico associado
às Atividades de Academia. Têm sido realizados diversos estudos acerca das interferências
destes treinos, avaliando a performance muscular após a aplicação de um programa de
treino. No entanto, em jovens os efeitos diferenciados carecem de investigação científica
REAFES Gymnasium 2015
34
dado que a maioria dos estudos têm sido realizados em idosos e em populações
específicas, desde atletas a sujeitos com diferentes patologias. O objetivo deste estudo foi
avaliar os efeitos de dois programas de treino na melhoria da força máxima dos membros
superiores e inferiores [a) treino concorrente (TC, n=5, 19.2 (1.3 anos): 60-80% 1RM; 6075% FC reserva; 10-15 repetições; 13 séries e em b) treino circuito (TCC, n=4, 20.1 (0.5
anos):): 40-60% 1RM; 6075% FC reserva; 8-15 estações; 10-15 repetições e 13 séries]
antes e após 9 semanas de treino consecutivas (uma vez por semana). Para tal foi aplicada
uma bateria de testes [força máxima dinâmica (1RM): supino (1RMSUP e prensa de pernas
(1RMPP]. Após o período de treino foram observadas melhorias na performance muscular
total em ambos os grupos (TC e TCC, entre 64% 81%) (P≤0.05). No entanto, relativamente
aos membros inferiores o grupo TC evidenciou um incremento de força superior ao grupo
TCC (75% e 64%, respetivamente) (SPSS V20.0, ANOVA, P=0.045). Comparativamente
aos membros superiores, o grupo TCC melhorou em cerca de 21% em relação ao grupo TC
(81%60%, respetivamente) (P=0.032). O facto do treino concorrente ter iniciado em cada
sessão primeiramente com os exercícios de treino de força, e posteriormente exercícios
predominantemente aeróbios, poderá condicionar as melhorias da força muscular nos
membros inferiores na mesma magnitude dos sujeitos que realizaram o treino em circuito
(alternando grupos musculares do membro superior e inferior). Variáveis como o intervalo
de descanso e a velocidade de execução poderão determinar os efeitos de cada tipo de
treino, assim como o volume e intensidade realizada em cada sessão e a sua relação com a
fadiga e perceção subjetiva do esforço de cada sujeito.
AF_22
EFEITO ERGOGÉNICO DA INGESTÃO DE CAFÉ NO DESEMPENHODE UMA PROVA DE
APTIDÃO PROFISSIONAL NUM GRUPO OPERACIONAL DE POLÍCIAS DE ELITE
Neves, A., 1, Belchior, F., 1, Morgado, S., 1, 2, Massuça, L., 1, 3: 1,
1 Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Portugal
2, Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Não é recente o interesse da comunidade científica pela compreensão dos
efeitos ergogénicos da cafeína, em particular, quando consumidos por atletas com vista à
obtenção de melhores desempenhos desportivos (Braga & Alves, 2000). No entanto,
Laurence et al. (2012) referem que são poucos os estudos sobre o efeito ergogénico da
cafeína onde foi utilizada uma população não atleta (e.g., Wallman & Guelfi, 2010).
Objetivos: Estudar o efeito da ingestão de cafeína (1) no desempenho da prova de aptidão
técnica (PAT); (2) sobre a FC durante a realização da PAT; e (3) sobre a PSE6-20; de
policias de elite.
Método: Trata-se de um estudo com um desenho randomizado, duplocego com avaliação
de controlo, em que participaram no estudo 12 homens fisicamente ativos, pertencentes ao
Corpo de Intervenção (CI) da Polícia de Segurança Pública (PSP), e com idade entre 27 e
35 anos (estatura, 179.75 ± 3.44 cm; massa corporal, 76.92 ± 3.77 kg). Os participantes
efetuaram: (1) Teste inicial com a PAT (T0, CON). Vinte e quatro horas após T0, os
participantes realizaram a PAT com suplementação de cafeína (T1, CAF) ou placebo (T1,
NCAF). Em todos os momentos foi registado o tempo despendido na realização da PAT, o
score referente à PSE6-20 e FC. Posteriormente foram calculados os valores relativos da
FC máxima (%FCmáx) e de reserva (%FCR).
Resultados: Observou-se que não existe evidência estatística de que as diferenças
registadas nas médias sejam significativas quando.
Discussão: Os resultados sugerem que a cafeína não tem efeito ergogénico no
desempenho da prova de aptidão técnica (PAT) do CI/PSP. De facto, o referido também foi
observado em exercícios de força (e.g., Mora-Rodriguez et al., 2014), em exercício de
características anaeróbias (sem utilização de cargas adicionais ou saltos) (e.g., Lee et al.,
REAFES Gymnasium 2015
35
2014), e em exercícios de características predominantemente aeróbias (e.g., Bortolotti et al.,
2014).
Referências
Bortolotti, H., Altimari, L. R., Vitor-Costa, M., & Cyrino, E. S. (2014). Performance during a
20-km cycling time-trial after caffeine ingestion. J Int Soc Sports Nutr, 11, 45, 1-7.
Braga, L., & Alves, M. (2000) A cafeína como recurso ergogênico nos exercícios de
endurance. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 8, 3, 33-37.
Mora-Rodriguez, R., Pallares, J. G., Lopez-Gullon, J. M., Lopez-Samanes, A., FernandezElias, V. E., & Ortega, J. F. (2014). Improvements on neuromuscular performance with
cafeine ingestion depend on the time-of-day. J Sci Med Sport, 18(3), 338-342.
Laurence, G., Wallman, K., & Guelfi, K. (2012). Effects of cafeine on time trial performance
in sedentary men. J Sports Sci, 30, 12), 1235-1240.
Lee, C. L., Cheng, C. F., Astorino, T. A., Lee, C. J., Huang, H. W., & Chang, W. D. (2014).
Effects of carbohydrate combined with caffeine on repeated sprint cycling and agility
performance in female athletes. J Int Soc Sports Nutr, 11(17), 1-12.
Wallman, K. E., Goh, J. W., & Guelfi, K. J. (2010). Effects of cafeine on exercise
performance in sedentary females. J Sports Sci Med, 9(2), 183-189.
AF_23
EFEITOS DE UM PROGRAMA COMUNITÁRIO DE EXERCÍCIO FÍSICO NA APTIDÃO FÍSICA,
EQUILÍBRIO E NA SUA RELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES IDOSAS:
UM ESTUDO QUASI-EXPERIMENTAL.
Batalau, P. 1, André, H. 4, Batalau, R. 1,2, Gonçalves, R. 1,2, Leal, J. 3
1 Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 Instituto Politécnico de Beja, Portugal
4 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: A prática de atividade física regular (AF) tem efeitos benéficos na capacidade física
geral, na prevenção da perda progressiva de capacidades físicas e promove melhores
desempenhos nas atividades funcionais, como sentar, subir escadas e caminhar. As
recomendações relativas à AF em idosos contemplam as dimensões aeróbia, força, flexibilidade
e equilíbrio. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um programa comunitário de
exercício físico na aptidão física (APF), no equilíbrio e na qualidade de vida (QV) de mulheres
idosas portuguesas.
Métodos: Participaram no estudo 92 mulheres (M=68,9±6,2; Idade: ≥60), integradas em quatro
grupos (G): G1(N=15) - ginástica e hidroginástica duas vezes por semana; G2(N=20) - ginástica
e hidroginástica uma vez e duas vezes por semana, respetivamente; G3(N=38) - ginástica duas
vezes por semana; e G4(N=19) - ginástica uma vez por semana. As variáveis antropométricas
(VA) e de composição corporal (CC) (IMC e % gordura corporal - bioimpedância), aptidão física
(Baterias de Fullerton) e qualidade de vida relacionada com a saúde - QVRS (EQ-5D) foram
avaliadas no início e final da intervenção de 24 semanas. Para controlar a AF habitual utilizaramse acelerómetros Actigraph (wGT3X) em 7 dias consecutivos (cut-points de Freedson, 1998).
Utilizou-se a análise correlacional de Spearman e para as análises comparativas uma ANOVA
2x2.
Resultados: Considerando a totalidade da amostra verificaram-se melhorias em todas as VA, CC
e de APF (p<.01), exceto IMC (F(1,75)=1,64, p=.20) e equilíbrio unipedal (F(1.75)=0.70, p=.41).
A QVRS também mostrou melhorias significativas para o índice de saúde (F(1,75)=40,78,
p<.001) e para o estado de saúde (F(1,75)=17,13 p<.01). Na comparação entre grupos não se
verificaram diferenças para as variáveis descritas, bem como na AF avaliada com recurso à
acelerometria.
Discussão: Este programa de exercício físico parece ter promovido efeitos positivos nas variáveis
principais (APF e QVRS). Não obstante, a inexistência de diferenças entre grupos de acordo com
REAFES Gymnasium 2015
36
a frequência e tipo de exercício semanal pode suscitar diversas interpretações: 1) a variável
volume de exercício semanal não foi tão revelante; 2) a eventual diferente intensidade com que
os participantes realizaram as sessões pode ter sido determinante, pelo que o controlo objetivo
desta variável deverá considerado no futuro; 3) para haver melhorias no equilíbrio unipedal,
parecem ser necessárias intervenções mais prolongadas que contemplem também exercícios
mais específicos.
AF_24
EFEITOS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO TERMAL COM
HIDROCINESIOTERAPIA NA LOMBALGIA E MOBILIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS
COM LOMBALGIA CRÓNICA NÃO ESPECÍFICA
Mota, C., Mendes, R.
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
Introdução: A lombalgia é uma das patologias músculo-esqueléticas mais comuns, com
importantes consequências na mobilidade funcional e absentismo laboral (Direção-Geral da
Saúde, 2004). Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de um programa de
reabilitação termal com hidrocinesioterapia na lombalgia e mobilidade funcional em
indivíduos com lombalgia crónica não específica.
Metodologia: Este estudo apresenta um desenho longitudinal. Foram recrutados 18
voluntários (10 mulheres e 8 homens; 64.44 ± 7.11 anos de idade) com lombalgia crónica
não especifica na consulta de Hidrologia Clínica das Termas de Longroiva (Meda, Portugal).
Os indivíduos foram submetidos a um programa de reabilitação termal com 14 dias de
tratamentos, constituído por sessões diárias de hidrocinesioterapia, duche massagem vichy
e vapor parcial à coluna. As sessões de hidrocinesioterapia englobaram um aquecimento
baseado em atividades de marcha, a realização de 6 exercícios resistidos, e exercícios de
Ai Chi, com uma duração total de 30 minutos. A lombalgia foi avaliada pela Escala Visual
Analógica da Dor (antes e após o programa de reabilitação; pré- e pós-sessões de
hidrocinesioterapia) e a mobilidade funcional através do Timed Up and Go Test e do Chair
Sit and Reach Test (antes e após o programa de reabilitação).
Resultados: A adesão aos tratamentos foi de 89.69 ± 8.21 %. A intensidade das sessões de
hidrocinesioterapia foi de 11.99 ± 0.27 pontos na Escala de Borg (6 a 20 pontos). Foram
observadas diferenças signficativas na lombalgia antes e após o programa de reabilitação
termal (4.56 ± 2.81 vs. 1.50 ± 1.86 pontos; p < 0.001), assim como no desempenho do
Timed Up and Go Test (7.36 ± 2.07 vs. 6.14 ± 1.64 s; p < 0.001) e do Chair Sit and Reach
Test (5.19 ± 8.27 vs. 0.67 ± 8.29 cm; p < 0.001). As sessões de hidrocinesioterapia
induziram uma redução aguda imediata significativa na lombalgia desde o 1º ao 12º dia de
tratamentos.
Discussão: Um programa de reabilitação termal com hidrocinesioterapia com apenas 14
dias de tratamentos melhorou a lombalgia e a mobilidade funcional em indivíduos com
lombalgia crónica não específica. Os resultados indicaram ainda que as sessões de
hidrocinesiterapia tiveram um papel importante ao induzirem um alívio imediato da dor
lombar após cada sessão. A inclusão da hidrocinesioterapia nos programas de reabilitação
termal para esta patologia parece ser relevante.
Referências
Direção-Geral da Saúde (2004). Programa Nacional Contra as Doenças Reumáticas.
Lisboa: Direção-Geral da Saúde.
AF_25
EFEITOS DE UM PROGRAMA DE TREINO DE FORÇA NOS MARCADORES SALIVARES
DA IMUNIDADE, EM MULHERES IDOSAS FRÁGEIS.
REAFES Gymnasium 2015
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Furtado, G.1 2, Uba-Chupel, M.1 2, Ferreira, J. P.1, Teixeira, A. M.1
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 CAPES/CNPQ, Brasil
Introdução: A síndrome da fragilidade (SF) é uma complexa condição associada ao
envelhecimento. O aumento do stress crónico acelera a imunossenescência levando a
desordens fisiológicas multiplas resultando no idoso frágil (Yao, Li, & Leng, 2011). A
literatura aponta muitos estudos que encontraram uma elevada concentração de
marcadores inflamatórios tais como IL-1β e IL-6 em idosos frágeis. Outros estudos reforçam
ainda a importância da quantificação de marcadores envolvidos na protecção contra
infecções bacterianas, às quais os idosos são mais vulneráveis, para verificação da função
imunitária (FI) destes (Gil et al., 2013). O estudo destes marcadores em função da
modulação pelo exercício, com base na hipotética melhoria do PI causada pelo exercício
precisa ainda de ser investigado nesta população. Assim, o objectivo deste estudo foi o de
verificar os efeitos do treino de força com bandas elásticas (TF-E) nas alterações dos níveis
salivares da IgA (sIgA), lisozima (LIZ), IL-1β e IL-6 mulheres em idosas-frágeis.
Métodos: A amostra foi composta por 27 participantes idosos que vivem em regime de
institucionalização (n = 27; 83,5 ± 4,9 anos) avaliados em função do fenótipo da fragilidade
(Morley et al. 2013). Os participantes foram divididos dois grupos: Treino de força com
bandas elásticas (TF-E, n = 16) e grupo controlo (GC, n = 11). Todos os indivíduos foram
avaliados pré e pós programa de TF-G, que teve duração de 28 semanas, com frequência
de 2-3 vezes por semana, controlado a uma intensidade de esforço que variou de 60-85%
da frequência cardíaca máxima. O GC não passou pelo programa de exercício. Para
avaliação da FI, foram coletadas amostras de saliva em tubos de polipropileno. Os níveis
salivares de IgA, lisozima, IL-1β e IL-6 foram analisados por ELISA. Todos os dados foram
recolhidos no período pré e pós exercício, em repouso. As diferenças entre as variáveis nos
grupos foram verificadas utilizando test t de student para amostras emparelhadas e as
variações dos marcadores expressas em percentagem do delta.
Discussão: Os resultados apontam para um ligeiro aumento dos valores de sIgA e LIZ
mediado pelo TF-E (Δ% = 23% e Δ + 27, respetivamente). No GC ocorreu uma diminuição
significativa na concentração de IgA após 28 semanas (p = 0,05), bem como na taxa de
secreção de IgA (p = 0,01). Não foram observadas alterações significativas nos níveis
salivares de IL-1 β e IL-6 em ambos os grupos. De acordo com outros estudos (Akimoto et
al., 2003), a prática do TF-E parece ter sido capaz mediar a manutenção dos níveis de sIgA
e lisozima salivares, ao contrário do que que ocorreu no CG. Estes resultados sugerem que
a prática regular de exercício reforça a FI da mucosa de mulheres idosas, mesmo quando
apresentam condição frágil.
Referências
Gill SK, Teixeira AM, Rama L, Rosado F, Hankey J, Scheer V, Robson-Ansley P, Costa RJ.
(2013). Salivary antimicrobial protein responses during multistage ultramarathon competition
conducted in hot environmental conditions. Appl Physiol Nutr Metab.;38,9:977-87.
Morley JE1, Vellas B, van Kan GA, Anker SD, Bauer JM, Bernabei R, Cesari M, Chumlea
WC, Doehner W, Evans J, Fried LP, Guralnik JM, Katz PR, Malmstrom TK, McCarter
RJ, Gutierrez Robledo LM, Rockwood K, von Haehling S, Vandewoude MF, Walston J.
(2013). J Am Med Dir Assoc. 14, 6:392-7.
Yao, X., Li, H., & Leng, S. X. (2011). Inflammation and immune system alterations in frailty.
Clinics in Geriatric Medicine, 27, 1:, 79–87.
AF_27
EFEITOS DE UMA INTERVENÇÃO MULTIDISCIPLINAR NOS COMPORTAMENTOS
SEDENTÁRIOS E NAS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS DE CRIANÇAS PORTUGUESAS
- PROJETO PANK. ESTUDO RANDOMIZADO CONTROLADO.
REAFES Gymnasium 2015
38
Batalau, R. 1,2, Gonçalves, P. 2, Cruz, J. 1, Cabrita, P. 1, Guerreiro, T. 1, Santos, M. 1,
Gonçalves, R. 1, Leal, J. 3, & Palmeira, A. 2,4
1 Instituto Superior Manuel Teixeira, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 Instituto Politécnico de Beja, Portugal
4 CIPER – Universidade de Lisboa, Portugal
Objetivo: Uma elevada percentagem de crianças europeias passa muito tempo em
comportamentos sedentários (CS), sendo conhecida a associação entre estes e diversos
fatores de risco cardiovascular e metabólico (RCM), nomeadamente, a obesidade infantil.
Este estudo representa uma parte do Projeto PANK (Atividade Física e Nutrição para
Crianças), uma intervenção escolar multidisciplinar durante seis meses com o objetivo de
melhorar diversas variáveis associadas ao aumento do RCM. Este estudo mostra os
resultados obtidos nos CS e nas medidas antropométricas (MA).
Metódos: Foram recrutadas crianças com excesso de peso e obesidade, da região Sul de
Portugal (N=77, 7-10 anos, ambos os géneros). O grupo de intervenção (GI = 40) foi sujeito
a um programa baseado na atividade física (AF) contemplando três consultas para as
crianças e encarregados de educação (EE), uma aula de Educação Física adicional por
semana (1 hora) e seis sessões educacionais em grupo sobre AF e CS. Simultaneamente,
o GI teve uma intervenção nutricional envolvendo a realização de três consultas para as
crianças e EE e seis sessões educacionais dinamizadas por uma nutricionista. O grupo de
controlo (GC) não foi sujeito a intervenção, pelo que os CS e as MA foram avaliadas antes e
no final do programa. No GI, as MA foram avaliadas antes e no final programa. Os CS foram
avaliados antes de começar o programa, após três meses e no final através de
acelerómetros GT3X durante sete dias.
Resultados: O GI diminuiu significativamente o IMC z-score (p<.001), o perímetro de cintura
(p=.013) e o perímetro de cintura indexado à estatura (p<.001), quando comparado com o
GC. Nos períodos de CS (1-4, 5-9, 10-14, 15-29 e mais de 30 minutos), não foram
encontradas diferenças entre grupos. O GI apresentou um número mais elevado de
interrupções dos CS para praticar AF vigorosa (p=.043). Não foram encontradas diferenças
entre grupos no tempo total de CS, quer nos dias úteis, quer nos fins-de-semana. Não se
verificou uma associação entre as alterações nas MA e as modificações nos CS dos
participantes do GI durante o programa.
Conclusões: Os resultados positivos nas MA mostram a eficácia do projeto PANK,
confirmando as atuais evidências sobre intervenções escolares multidisciplinares.
Considerando os resultados verificados nos CS, as possíveis modificações
comportamentais relacionadas com a prática de AF (não reportadas) podem explicar os
resultados positivos verificados nas MA. Para reduzir os CS nestas idades, parecem ser
necessárias intervenções mais específicas e a implementação de outras componentes nos
programas escolares.
AF_28
ESTIMACIÓN ANTROPOMÉTRICA DE LA MASA BLANDA APENDICULAR LIBRE DE
GRASA POR MEDIO DE PLIEGUES CUTÁNEOS
López y Taylor, J., Gonález Mendoza, R., Gaytán, A. Delgadillo, C., Velazquez Nande, S.
Universidad de Guadalajara, México
Introducción: La evaluación de la composición corporal es un componente básico en el
desarrollo de un perfil fisiológico de todo atleta. Se ha postulado a la antropometría como un
método cómodo con la capacidad de estimar distintos tejidos a partir de ecuaciones, siendo
lo relacionado con la masa y porcentaje de grasa las que más se han presentado en la
literatura. Se conoce la estrecha relación que existe entre la masa muscular total y la masa
blanda apendicular libre de grasa (Kim, 2002), y se han publicado algunas ecuaciones para
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39
predecir este tejido por mediciones antropométricas (Quiterio,2009), con resultados
aceptables. En este estudio se evalúa la aplicabilidad de las tres ecuaciones propuestas por
Sigurbjom, 2009, que desarrolló 3 modelos para estimar el Tejido Blando Apendicular Libre
de Grasa (ALST) basado en peso y 7 (tríceps, subescapular, pectoral, axilar, abdomen,
cresta iliaca y muslo frontal), 3 (tríceps, abdomen y muslo frontal) o 1 (cresta iliaca) pliegue
cutáneo en jugadores profesionales de futbol soccer.
Método: Se realizó una toma de mediciones antropométricas y escáner de cuerpo entero
por DXA a 148 jugadores de futbol soccer de entre 15 a 37 años de edad, todas las
mediciones fueron realizadas bajo las especificaciones de ISAK. Las variables evaluadas
fueron el peso, estatura, y 7 pliegues cutáneos (tríceps, subescapular, pectoral, axilar,
cresta iliaca, abdominal y muslo frontal). Las mediciones fueron tomadas por personal
certificado. El análisis estadístico consistió en una test de Barlett´s para determinar la
igualdad de varianzas, un ANOVA para evaluar las diferencias entre las ecuaciones y un
test de Dunet como post hoc tomando a DXA como el valor de referencia.
Resultados: Se obtuvieron diferencias promedio entre el DEXA y los tres modelos de 1.04,
0.41, y 1.36 con SD de 0.76, 0.81, 0.9 kg. Esto representado en porcentaje es en promedio 3.83, -1.44, -5.01 con SD 2.59, 2.86, 3.02 % para los modelos de 7, 3 y 1 pliegues cutáneos
respectivamente. El análisis estadístico de Barlett´s no mostro diferencias entre las
varianzas, ANOVA arrojo diferencias significativas entre los grupos siendo la ecuación que
utiliza 3 plagues cutáneos la que no mostro ser estadísticamente diferente.
Discusión: Es posible estimar el ALST por medio de la toma de pliegues cutáneos en
jugadores de soccer con un error aceptable. Estos resultados presentan la posibilidad de
poder estimar diferentes tejidos por medio de la sola toma de pliegues cutáneos, ahorrando
en tiempo de evaluación, sin embargo aún falta evaluar la eficacia para evaluar los cambios
longitudinales a nivel personal
Referencias
Kim J. (2002). Am J Clin Nutr.,2, 378-83.
Quiterio AL. (2009). Med Sci Sports Exerc., 414,828-36.
Arngrímsson S. (2009), Med Sci Sports Exerc, 41,5,15-16.
AF_29
ESTIMACIÓN DE VALORES DE CORTE PARA EL CUESTIONARIO DE ACTIVIDAD
FÍSICA PARA NIÑOS (PAQC) UTILIZANDO RECOMENDACIONES INTERNACIONALES
DE ACTIVIDAD FÍSICA COMO CRITERIO.
Benítez-Porres, J., López Fernández, I., Alvero-Cruz, J. R., Carnero, E.A.
Universidad de Málaga, España
Introducción: El cuestionario de actividad física para niños (PAQC) (Crocker, Bailey,
Faulkner, Kowalski, & McGrath, 1997) ha sido ampliamente utilizado para evaluar la AF en
la población escolar. No obstante, existe una cierta controversia acerca de su validez y la
información proporcionada por su puntuación. El objetivo de este estudio fue determinar los
puntos de corte en el resultado global del PAQC utilizando los umbrales de AF evaluada
objetivamente.
Métodos: Un total de 157 escolares (n=88 niños, n=69 niñas) participaron en el estudio. Los
escolares llevaron un acelerómetro (Actigraph GT3X) durante 7 días y completaron el PAQC
el día de su retirada. En base a las recomendaciones internacionales de AF se crearon tres
criterios relativos a si lo participantes cumplían o no con las mismas (AFMV >60 min/día, AF
Vigorosa >30min/día, and AF Total >116 min/día; respectivamente). El análisis de las curvas
ROC (Zweig & Campbell, 1993) fue llevado a cabo para identificar los puntos de corte en la
puntuación del cuestionario.
Resultados: Las áreas bajo las curvas ROC del resultado del PAQC para AFMV >60
min/día, AF Vigorosa >30min/día, and AF Total >116 min/día fueron de 0.57 ± 0.05 (95% CI
0.49 a 0.65); 0.56 ± 0.05 (95% CI 0.48 a 0.64) y 0.73 ± 0.12 (95% CI 0.65 a 0.80);
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respectivamente (todas P>0.05). La sensibilidad y especificidad obtenidas fueron del 68.8%
(95% CI 57.3 a 78.9), 50% (95% CI 38.6 a 61.4); 28.3% (95% CI 17.5 a 41.4), 86.6% (95%
CI 78.2 a 92.7); 100% (95% CI 97.6 a 100), 0% (95% CI 0 a 45.9); respectivamente. El
análisis de las curvas ROC mostró unos puntos de corte de 2.9, 3.7 y 1.3 para discriminar
las recomendaciones de AFMV, AF Vigorosa y AF Total, respectivamente.
Discusión: De acuerdo con los resultados de sensibilidad y especificidad del análisis ROC,
el PAQC no parece ser una herramienta útil para clasificar niños activos y sedentarios en
concordancia con las recomendaciones para AFMV. Por el contrario, nuestros resultados
sugieren que los puntos de corte para la AF Total y vigorosa podrían ser utilizados para
conocer qué niños cumplen o no con las recomendaciones.
Referencias
Crocker, P. R., Bailey, D. A., Faulkner, R. A., Kowalski, K. C., & McGrath, R. (1997).
Measuring general levels of physical activity: preliminary evidence for the Physical Activity
Questionnaire for Older Children. Med Sci Sports Exerc, 29, 10: 1344-134.
Zweig, M. H., & Campbell, G. (1993). Receiveroperating characteristic (ROC) plots: a
fundamental evaluation tool in clinical medicine. Clin Chem,39, 4: 561577.
AF_30
ESTUDO COMPARATIVO DOS CORRELATOS PSICOSSOCIAIS DA ATIVIDADE FÍSICA
EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM E SEM DIFICULDADES INTELECTUAIS E
DESENVOLVIMENTAIS
Figueiredo, V., Santos, S., Marques, A.
Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: Os benefícios da atividade física (AF) ao nível da saúde estão bem
documentados. No entanto, em Portugal, o sedentarismo, excesso de peso/obesidade
indiciam que a promoção de estilos de vida saudáveis é uma necessidade emergente. Esta
situação é preocupante nas camadas jovens e principalmente entre as pessoas com
dificuldades intelectuais e desenvolvimentais (DID). O objetivo do estudo foi compreender
os correlatos psicossociais da AF de crianças/adolescentes com DID, tentando perceber o
contributo da escola e Educação Física (EF) na promoção da prática de AF.
Métodos: Participaram no estudo 60 adolescentes estudantes (com e sem DID) entre os 1016 anos (35 rapazes; 25 raparigas), de Lisboa: 30 tinham um diagnóstico de DID com
capacidade de compreensão e resposta às questões do questionário (validado
anteriormente – Marques, 2010), que também foi aplicado a 30 participantes sem DID. O
questionário tinha questões sobre as atividades de lazer, hábitos alimentares; prática das
AF e desportivas; perceção de saúde, competência e imagem corporal.
Resultados: Os adolescentes com DID apresentaram níveis de prática de AF
significativamente inferiores aos adolescentes sem DID. Nas atitudes face à AF e EF os
resultados são similares, ao contrário do expectável, assim como na perceção de
competência e saúde. No desporto escolar, não se verificaram diferenças significativas
entres os 2 grupos. Neste campo, os resultados apontam para a escola como elemento
fundamental na promoção de estilos de vida ativos, inferindo-se que parecem existir
oportunidades para todas as crianças experienciarem diversas modalidades na escola.
Conclusão: Parece crucial promover mais oportunidades para adolescentes com DID
praticarem AF, para melhoria do seu estado de saúde e promoção de uma melhor qualidade
de vida.
Referências
Marques, A. (2010). A escola, a educação física e a promoção de estilos de vida activa e
saudável: Estudo de um caso. Dissertação apresentada à FMH para a obtenção do grau de
Doutor em Ciências da Educação. UTL (não publicado).
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41
AF_31
EVIDÊNCIAS DO EFEITO ERGONOGÉNICO DA CAFEÍNA NO PERÍODO 2010-2014:
REVISÃO SITEMÁTICA DA LITERATURA
André, N. 1, Belchior, F. 1, Morgado, S. 2, Massuça, L. 3
1 Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Portugal
2 Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
Objetivos: Identificar e analisar os estudos científicos produzidos nos últimos 5 anos (20102014), por forma a clarificar o efeito da suplementação de cafeína no desempenho físico de
populações atletas e não atletas em exercícios com características aeróbias e anaeróbias.
Método: Critérios de Inclusão: (1) Em relação aos participantes, Englobaram-se atletas e
não atletas, saudáveis, não havendo uma limitação em relação à idade e às características
físicas; (2) Na revisão foram aceites vários tipos de intervenções no que concerne ao tipo de
esforço realizado; (3) Foram englobados trabalhos datados do ano 2010 ou posterior; (4)
Foram incluídos estudos de revisão sistemática sobre o tema. Critérios de exclusão: (1)
Excluíram-se os estudos em que a ação da cafeína não foi estudada de forma isolada; (2)
Não foram considerados estudos com a utilização de bebidas energéticas. Fontes de
informação: (1) Os estudos foram identificados utilizando a base de dados electrónica
PubMed durante os meses de Outubro e Novembro de 2014. Estratégias de pesquisa: (1) A
recolha bibliográfica foi realizada através de uma pesquisa por palavras-chave no título e
resumo.
Resultados: Foram identificados 47 estudos, nos quais participaram 751 sujeitos (sendo a
população mais estudada a desportiva). Em 41 dos estudos a administração de
suplementação de cafeína foi realizada 60-min antes do esforço físico. As doses de cafeína
utilizadas variaram entre 1 mg.kg-1 e 10 mg.kg-1 (sendo que as doses mais utilizadas foram
5 mg.kg-1 e 6 mg.kg-1), e a maioria dos estudos adotou um desenho experimental que se
caracteriza por ser duplo cego, randomizado, com controlo através de placebo (i.e.:
classificação 1B de evidência científica segundo o Oxford Centre for Evidence-based
Medicine). Observou-se ainda que em 70% dos estudos identificados permitem observou-se
o efeito ergogénico da cafeína, e consequente melhoria do desempenho, i.e., em 70% do
estudos centrados em exercícios de força, em 70% dos estudos centrados em exercício de
características anaeróbias (sem utilização de cargas adicionais ou saltos), e 74% dos
estudos centrados em exercícios de características predominantemente aeróbias.
Discussão: Embora se observe uma maior percentagem de estudos que sugerem que a
cafeína tem um efeito ergogénico em tarefas física, os resultados não são esclarecedores,
pelo que se sugere um maior investimento por forma a colmatar esta lacuna.
AF_32
EXERCÍCIO FÍSICO E RISCO CARDIOVASCULAR EM ADULTOS COM DIFERENTES
PERCURSOS ESCOLARES.
Rabelo da Silva, M. A. 1, Silva Ferreira, V. 1, Almeida Duarte, P. 2, Elias, F. 3, Simões
Martins, R. 1
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Portugal
3 Universidade São Judas Tadeu, Brasil
Introdução: Sabe-se que saúde cardiovascular tem uma relação com o nível de atividade
física. A falta de conhecimento, ou nível de conhecimento baixo, tem sido também
apresentada com um fator de risco para a deterioração da saúde cardiovascular.
Objetivo: O propósito da presente investigação consiste na caraterização de um conjunto de
variáveis associadas com a saúde cardiovascular, das quais destacou-se para o presente
REAFES Gymnasium 2015
42
trabalho, as variáveis antropométricas de pessoas adultas, explorando a existência de
diferenças associadas com diferentes percursos escolares.
Metodologia: 78 participantes do “Programa de Iniciação à Atividade Física”, PIAF®, dos
quais 17 eram homens e 61 mulheres com a média de idade e desvio padrão de 59 ± 12 e
59 ± 11, respectivamente; o IMC era de 30,1 ± 5,2 para homens e 28,5 ± 4,7 para mulheres.
As variáveis análisadas foram estatura (mensurada em uma escala com precisão de 1mm),
massa corporal- Kg (balança digital com precisão de 100g), circunferência da cintura (com
uma fita métrica especifica para avaliação de circunferência com precisão de 1mm) e Indice
de massa corporal- IMC (a partir da formula altura2/peso). A comparação entre os
participantes com diferentes níveis de escolaridade (básico, secundário e técnico/superior)
foi efetuada com recurso à análise multivariada da variância (MANOVA). As diferenças
entre sexos foram exploradas com recurso à análise multivariada da covariância
(MANCOVA), assumindo-se o nível de escolaridade como co-variável. A comparação
múltipla foi efetuada com recurso ao teste Least Square Differences (LSD). Foi estabelecido
diferenças significativas em p≤ 0,05.
Resultados: Encontrou-se diferenças significativas (p=0,01) na variável estatúra, onde o
nível escolar mais elevado aprensentou uma média de 164,3 ± 68,2cm, em relação ao nível
básico 159,5 ±90,1cm e o secundário 158,2 ± 51,1cm. As variáveis massa corporal,
circunferência da cintura e IMC não apresentaram diferenças significativas entre os grupos
(a partir da MANCOVA), mesmo assim o grupo que aprensentou maior média coletada foi o
Técnico/Superior (79,8 ± 15,6kg , 95,2 ± 12,9cm e 29,5 ± 5,1kg/m2 respectivamente), em
comparação ao grupos Secundário (71,8 ± 11,3kg, 90,3 ± 11,2cm e 28,5 ± 4,5kg/m2), e
Básico (74,0 ± 16,7kg, 91,8 ± 12,7cm e 28,9 ± 4,7kg/m2). No entanto, a partir da
comparação múltipla que resulta do teste Least Square Differences (LSD), observa-se que
entre os participantes com formação de nível ‘secundário’ e os de nível ‘técnico/superior’, há
diferenças significativas (P = 0,04), com os menos qualificados a apresentarem menor
massa corporal (71,8 ± 11,3kg versus 79,8 ± 15,6kg).
Conclusão: Conclui-se a presente investigação evidenciou que em uma amostra com
diferentes percursos escolares não foi encontrado diferenças em algumas variáveis (IMC e
circunferência do quadril) relacionadas com a saúde cardiovascula. A maior altura e peso
corporal para o nível técnico superior pode estar atrelado a fatores nutricionais afetados
pelo nível de conhecimento.
AF_33
FATORES DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
Rossato, V.M., Krug, M.D., Panda, M.D.J, Schnneider, C., Figueiró, M.F.
Universidade de Cruz Alta, Brasil
Introdução: Nos últimos anos a organização demográfica do Brasil sofreu grandes
modificações, levando a um crescimento acentuado da população de idosos. O
envelhecimento é um processo natural do ser humano, mas se acompanhado de doenças
pode produzir problemas para os sistemas sociais, previdenciários e principalmente para as
instituições de longa permanência de idosos. Pesquisar sobre o envelhecimento e suas
consequências é de fundamental importância a fim de tomar medidas preventivas,
principalmente os fatores de quedas.
Metodologia: Estudo exploratório descritivo com abordagem qualitativa com os coletados no
ano de 2014 com 66 idosos moradores no asilo Santo Antônio da cidade de Cruz
Alta/RS/Brasil. Pesquisa financiada pelo programa institucional de bolsas de iniciação
científica–PIBIC–UNICRUZ–Universidade de Cruz Alta/RS/Brasil. Como instrumento
utilizado para a avaliação do risco de quedas foi utilizado o protocolo fall risk score de
Downton, adaptado para idosos brasileiros. Para o tratamento dos dados utilizou-se a
estatística descritiva do programa SPSS 20.0. O estudo foi aprovado pelo CEPUNICRUZ,
protocolo nº758.726 em 01/08/2014.
REAFES Gymnasium 2015
43
Resultados: Nos resultados quanto a idade e sexo observou-se que, os 66 idosos
apresentaram média de idade de 76,56, com a mínima 52 e a máxima 96 anos, (dp 11,3).
Quanto ao sexo, 39 eram do sexo feminino (59.09%), e 27 do sexo masculino (40.9%).
Desse total, 27 já sofreram quedas, equivalendo a (40.9%), sendo 12 do sexo masculino
(44.4%) e 15 são do sexo feminino (55,5%). Para os que não sofreram quedas o número é
de 39 (59.09%), destes 24 (61,5%) eram do sexo feminino e 15 (38,4%) do sexo masculino.
Discussão: Na análise dos idosos do grupo que sofreu quedas, estes tiveram uma média de
2,11 repetições no decorrer do ano, (dp1,34). Estas quedas são resultantes de factores
intrínsecos; como o uso constante de medicamentos, associados a um deficit sensório,
estado mental confuso, deficiências no equilíbrio e fraqueza muscular; e fatores extrínsecos
como, desnível do piso, pouca iluminação e piso escorregadio. Para o grupo que não sofreu
quedas no decorrer do ano, mas apresenta características semelhantes ao grupo anterior,
como utilização de medicamentos, deficiências na locomoção, unidos a estados de
confusão mental e déficit sensório, apresenta também uma projeção de alto risco de
quedas. Esta perspectiva necessita ser evitada já que após a primeira queda, os idosos
tornam-se inseguros e temerosos restringindo seus movimentos e convívio social.
Referências:
Farinatti, P. (2010). V. Envelhecimento. Promoção da saúde e exercício. São Paulo:
Manole.
Schiaveto, F. V (2008). Avaliação do risco de quedas em idosos na comunidade de Ribeirão
Preto, SP. Dissertação de mestrado apresentado à escola de enfermagem da Universidade
de São Paulo. Ribeirão Preto.
AF_35
FORÇA MUSCULAR E PERFIL ANTROPOMÉTRICO EM PESSOAS COM DIABETES
TIPO 2
Almeida, J. P. 1, Almeida, A. 1, Alves, J. 1, Sousa, N. 1, Mendes, R. 1,2
1 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
2 Unidade de Saúde Pública, ACES Douro I – Marão e Douro Norte, Portugal
Introdução As pessoas com diabetes tipo 2 possuem um conjunto de comorbilidades
características da doença que estão associadas a uma menor funcionalidade do sistema
muscular, nomeadamente a diminuição da força como capacidade motora (1). O perfil
antropométrico parece ser uma das condições que poderá influenciar a função muscular.
Tomando em consideração este contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a associação
entre a força muscular dos membros superiores e inferiores e o perfil antropométrico em
pessoas com diabetes tipo 2.
Metodologia: Noventa pessoas com diabetes tipo 2 (46 homens e 44 mulheres; 66.27 ± 6.42
anos de idade; 10.69 ± 7.59 anos de duração da doença) candidatos ao programa Diabetes
em Movimento® em Vila Real (2) participaram neste estudo transversal. A força dos
membros superiores foi determinada pela performance no Seated Medicine Ball Throw Test
(SMBT) e a dos membros inferiores através da performance no 30-Seconds Chair Stand
Test (30-SCS). Foi medido o peso e a altura, para cálculo do índice de massa corporal
(IMC), o perímetro da cintura (PC) e determinada a massa gorda (%MG) por bioimpedância.
Foram utilizados coeficientes de correlação de Pearson para analisar a relação entre as
variáveis de força muscular (SMBT e 30-SCS) e as variáveis do perfil antropométrico (IMC,
PC e %MG). O nível de significância estatística foi definido em p < 0.05.
Resultados: Após a análise das variáveis em estudo (SMBT 206.94 ± 71.83 cm; 30-SCS
12.72 ± 3.39 s; IMC 30.21 ± 3.80 kg/m2; PC 98.05 ± 10.52 cm; %MG 37.59 ± 8.27 %), foram
observadas as seguintes correlações: SMBT e IMC (r = -0.061, p = 0.568); SMBT e PC (r =
0.199, p = 0.060); SMBT e %MG (r = -0.618, p < 0.001); 30-SCS e IMC (r = 0.090, p =
0.398); 30-SCS e PC (r = 0.046, p = 0.670); 30-SCS e %MG (r = -0.043, p = 0.684).
REAFES Gymnasium 2015
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Discussão: Foi apenas encontrada uma correlação significativa entre o SMBT e a %MG.
Interpreta-se dos dados uma associação negativa moderada entre a performance no SMBT
e a %MG, ou seja, os indivíduos com uma maior percentagem de massa gorda apresentam
valores de força mais baixos nos membros superiores. Esta associação parece não existir
nos membros inferiores. Não foi obervada uma relação entre o IMC e o PC com nenhum
dos testes de força.
Referências
1 – Park SW, Goodpaster BH, Strotmeyer ES, de Rekeneire N, Harris TB, Schwartz AV, et
al. (2006). Decreased muscle strength and quality in older adults with type 2 diabetes: the
health, aging, and body composition study. Diabetes,55, 6,1813-8.
2 – Mendes R, Sousa N, Reis VM, Themudo Barata JL. (2013). Diabetes em Movimento® Community-based exercise program for patients with type 2 diabetes. Br J Sports Med, 47,
10,:e3.43.
AF_36
GASTO ENERGÉTICO POR ACELEROMETRÍA EN ESCOLARES
Jiménez-Ponce, B.P., 1, De León, L.G., 1, Flores, L.A., 1, Carrasco-Legleu, C.E., 1, OrtizRodríguez, B., 1, Urita, O., 1
1 Universidad Autónoma de Chihuahua, México
Introducción: La acelerometría es una herramienta que ha sido muy utilizada en la última
década para la evaluación de la actividad física (AF), debido al rápido desarrollo de su
tecnología, proponiéndose como un nuevo estándar de oro. Pero la diversidad en la
interpretación y resultados no ha permitido caracterizar uniformemente el nivel de AF de los
evaluados. El objetivo fue analizar el gasto energético (GE) de escolares de 6 a 11 años de
edad con acelerometría triaxial.
Método: Se reclutaron 107 escolares de 9.3±1.8 años, en quienes se determinó el gasto
energético por actividad física (GAF) de cuatro días consecutivos (de jueves a domingo)
utilizando el Acelerómetro ActiGraph wGT3X-BT. El acelerómetro se colocó en la muñeca
del brazo no dominante del niño. Los períodos de medición fueron ajustados con épocas de
60s, después de mediciones básicas de peso y estatura. Se estimaron las kilocalorías por
kilogramo de peso (kcal/kg/día), así como el tiempo promedio en minutos dedicado a tres
niveles de actividad: sedentaria, ligera y moderada-vigorosa, de acuerdo al reporte de la
plataforma de análisis de datos ActiLife 6, en donde se utilizó como algoritmo de referencia
a Freedson VM3 Combination (2011). Se realizó un análisis de varianza de medidas
repetidas entre los días evaluados, a una p≤ 0.05.
Resultados: El GAF promedio durante los cuatro días fue de 20.46 ± 7.34 Kcal/kg/día. Se
observó que el GAF en los días de entre semana (jueves y viernes) fue de 21.3 ± 8.7
Kcal/kg/día y en los días de fin de semana (sábado y domingo) de 19.7 ± 7.7 Kcal/kg/día
(p=0.051). El 48% del tiempo de los días evaluados fue gastado en actividades sedentarias,
el 37% en actividades ligeras y para las actividades moderadas-vigorosas fue de 14.5%.
Discusión: En los valores de GAF se observa una tendencia a la significación mayor en los
días de entre semana y que en fin de semana, lo que establece la probabilidad de que las
actividades escolares representen la mayor demanda de GE, que las actividades de fin de
semana. Destaca el hecho de que la AF sedentaria-ligera representa un gran porcentaje del
día (85.5%), mientras que la AF moderada-vigorosa significó un 14.5%. Este último valor es
equivalente a un poco mas de 200 minutos/día de AF moderada-vigorosa, coincidente con
la recomendación del ACSM respecto a la cantidad de AF de esa intensidad para estas
edades. Pero aún no están claros los criterios que permitan identificar la magnitud de estos
valores en la totalidad de los niños, lo que nos limita para la clasificación de la AF en estas
edades.
Referencia
REAFES Gymnasium 2015
45
Bornestein, D., Beets, W., Byun, W., & Mclver, K. (2011). Accelerometer-derived physical
levels of preschoolers: A meta-analysis. Journal of Science and Medicine in Sport, 504-511.
AF_37
GREEN EXERCISE: RELAÇÃO ENTRE MINDFULNESS E VITALIDADE
PRATICANTES DE EXERCÍCIO INDOOR E EM AMBIENTE NATURAL
EM
Lobo, J., Veloso, S., Loureiro, A.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A investigação tem demonstrado que a actividade física melhora os níveis de
bem estar físico e psicológico (Gladwell, Brown, Wood, Sandercock & Barton, 2013). No
entanto é necessário compreender como o contexto em que a actividade é praticada poderá
influenciar e moldar os benefícios para a saúde já demonstrados (Gladwell et al., 2013). O
contacto com a natureza promove índices de saúde. Para descrever a interacção entre a
prática de actividade física e a natureza foi criado em 2003 o termo “Green Exercice”. A
vitalidade é definida como a energia física e psicológica disponível para o próprio (Ryan,
Weinstein, Bernstein, Warren Brown, 2009). Quem vivencia este estado, sente-se disponível
para si próprio, vivo e entusiasmado (Ryan et al., 2009). O mindfulness é, segundo Kabbat
Zin (1990), a integração da capacidade de prestar atenção à singularidade do momento
presente na prática do dia-a-dia. É também encarado como uma abertura para a
experiência de “sentir e ser” no momento presente, sem resistência, facilitando o
funcionamento integrado com o respeito congruente pela percepção. A Teoria da
Restauração da Atenção, Attention Restoration Theory (Joye, Pals, Steg, Evans, 2013)
segundo a qual, o contacto com fontes de envolvimento natural ajuda a recuperar o focus
atencional, sobretudo em indivíduos que apresentem fadiga ou cansaço mental, pode
oferecer-nos uma explicação para os efeitos benéficos do green exercise na vitalidade e no
mindfulness. O poder de fascínio e a capacidade restauradora da natureza são superiores
ao envolvimento urbano, tendo sido comprovado em inúmeros estudos que o aumento da
vitalidade, a melhoria da disposição e bem estar geral seriam igualmente superiores quando
comparados estes dois contextos (Joye et al., 2013).
Método:
Participantes
Indoor
N=29
Misto
N=78
Outdoor
N=13
N
%
N
%
N
%
Masculino
13
10,8
39
32,5
13
9,4
Feminino
16
13,3
39
32,5
0
0
A tabela apresenta a distribuição dos participantes por contexto de prática de acordo com o
género. O contexto de prática foi dividido em Indoor, Misto e Outdoor. O ambiente misto é
caracterizado por conter participantes que optem pelos dois ambientes de prática, indoor e
outdoor. Para medir o mindfulness foi utilizado o MAAS (Mindfulness Attention Awareness
Scale) validada por Brown e Ryan (2003), numa versão adaptada para português por
Gregório e Pinto-Gouveia, (2011). Para medir a vitalidade foi utilizada a Escala da Vitalidade
Subjectiva (SVS - Subjective Vitality Scale) de Ryan e Frederick (1997), na versão
Portuguesa de Gouveia, Milfont, Gouveia, Medeiros, Vione e Soares, (2012).
Resultados: Os resultados revelam não existir relação significativa entre o mindfulness e
vitalidade nos praticantes indoor, nem nos praticantes outdoor, mas apenas nos praticantes
mistos que demonstraram a relação positiva entre as variáveis estudadas.
Conclusão: Comparando dois contextos de prática: indoor e outdoor). O mindfulness só se
relaciona com a vitalidade nos praticantes que fazem exercício simultaneamente nos dois
contextos indoor e outdoor. A existência de relação no ambiente misto pode demonstrar que
uma prática num ambiente diversificado poderá ser considerada em relação a uma prática
REAFES Gymnasium 2015
46
exclusiva a um desses ambientes. Estamos confrontados com um dado importante que
pode ter implicações para a prática e promoção do exercício na população e que pode
aumentar a sensibilidade dos especialistas em exercício para promoverem as suas aulas
em diversos contextos contribuindo para os índices de vitalidade e mindfulness dos seus
alunos. A ausência de relação no grupo de prática exclusivamente indoor e presença da
relação positiva nos praticantes mistos, mostra que a componente outdoor é influência na
relação destas duas variáveis. Os benefícios das variáveis estudadas, assim como outras
variáveis associadas ao bem estar vão somando nos benefícios da prática de actividade
física e contribuindo para a compreensão mais extensa da actividade física como fenómeno
de intervenção holística.
Referências
Gladwell, V. F., Brown, D. K., Wood, C., Sandercock, G. R. & Barton, J. L., (2013). The great
outdoors: how a green exercise environment can benefit all. Extreme Physiology &
Medicine, 2:3.
Pretty J., Peacock J., Hine R., Sellens M., South N. & Griffin M., (2007) Green Exercise in
the UK Countryside: Effects on Health and Psychological Well-Being, and Implications for
Policy and Planning. Journal of Environmental Planning and Management, 50 ( 2), 211 –
231.
Ryan, R., Weinstein, N., Bernstein, J., Warren, K., Mistretta, L., & Gagne, M. (2009).
Vitalizing effects of being outdoors and in nature. Journal of Environmental Psychology 30
(2010) 159–168.
Joye, Y., Pals R., Steg L., Evans L. (2013). New Methods for Assessing the Fascinating
Nature of Nature Experiences. PLOS ONE 8(7): e65332. Dol:10.1371/ journal.pone.0065332
Brown, W. & Ryan,. (2003). The Benefits of Being Present: Mindfulness and its Role in
Psychological Well-Being. Journal of Personality and Social Psychology, 84, 4, 822-848.
Gregório & Pinto-Gouveia (2013). Mindful Attention and Awareness: Relationships with
Psychopathology and Emotion Regulation. The Spanish Journal of Psychology,16, e79, 1–
10.
Gouveia, V.,Milfont, T., Gouveia, R., Medeiros, E., Vione, K., Soares, A., (2012). Escala de
Vitalidade Subjetiva – EVS: Evidências de sua Adequação Psicométrica, Psicologia: Teoria
e Pesquisa,
AF_38
IMPACTO DA APTIDÃO FÍSICA NO DESEMPENHO DE POLÍCIAS DE ELITE NUMA
PROVA DE APTIDÃO TÉCNICA
Belchior, F. 1, André, N. 1, Morgado, S. 2, Massuça, L. 3
1 Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Portugal
2 Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Algumas profissões requerem níveis de aptidão física (ApF) mínimos para que
seja possível cumprirem a sua missão com sucesso (Anderson et al., 2001). Destaca-se
assim o conceito de aptidão funcional, termo também utilizado para caracterizar o trabalho
de polícia, com o intuito de escalpelizar as componentes da ApF e as habilidades
necessárias para desempenhar o mesmo (Anderson et al., 2001). Para Strating et al.
(2010), uma das estratégias para monitorizar e melhorar a ApF dos elementos policiais
passa mesmo pela implementação de uma prova de aptidão técnica (PAT) como forma de
aferição da habilidade da pessoa em causa em desempenhar e suportar as exigências
físicas das tarefas relacionadas com o trabalho policial. Para o autor (Strating et al., 2010),
esta avaliação poderá servir como ferramenta para aferir a ApF dos polícias no ativo.
Objetivo: Identificar os atributos de aptidão física (ApF) que melhor explicam o desempenho
na prova de aptidão técnica (PAT) de polícias de elite. MÉTODO. Foram considerados
neste estudo os resultados do desempenho dos operacionais da SO/CI em quatro provas
REAFES Gymnasium 2015
47
de avaliação da ApF (i.e.: elevações na barra, extensões de braços no solo, flexão do
tronco à frente, e teste Cooper) e uma PAT, realizadas desde 2010 a 2014 (n = 1747
observações). Os dados foram facultados pelo Subgrupo Operacional Técnico de Formação
do Corpo de Intervenção (SO/CI), e as observações foram distribuídas por cinco classe de
idade dos avaliados (i.e.: 25-29 anos; 30-34 anos; 35-39 anos; 40-44 anos; 45-49 anos).
Resultados: Observou-se que, à exceção da classe de idade 40-44 anos, todos os modelos
RLM têm como variável explicativa do desempenho na PAT o desempenho no teste
Cooper, i.e., a capacidade aeróbia. DISCUSSÃO. O impacto da capacidade aeróbia na
aptidão técnica enfatiza a necessidade do treino físico dos operacionais (ao longo da vida
profissional), no sentido de não comprometer a aptidão técnica e, ao mesmo tempo, atenuar
o impacto do aumento da idade.
Referências
Anderson, G., Plecas, D., & Segger, T. (2001). Police officer physical ability testing: Revalidating a selection criterion. Policing: An International Journal of Police Strategies &
Management, 24, 1, 8–31.
Strating, M., Bakker, R. H., Dijkstra, G. J., Lemmink, K. A., & Groothoff, J. W. (2010). A jobrelated fitness test for the Dutch police. Occupational Medicine, 60, 4, 255 – 260.
AF_39
IMPACTO DE INTERVENÇÕES MULTIDISCIPLINARES NA REDUÇÃO DE
COMPORTAMENTOS SEDENTÁROS EM ADOLESCENTE COM OBESIDADE – REVISÃO
SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Rebelo, F. 1, Martins, S., 1 2 Veloso, S. 1
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: Com uma prevalência de 40 milhões de crianças em idade pré-escolar com préobesidade, a obesidade pediátrica é um dos mais sérios problemas de saúde pública do
século XXI. A prevenção focada na mudança comportamental através de uma equipa
multidisciplinar é considerada a estratégia de eleição para inverter a situação. Intervenções
com ênfase na redução dos hábitos sedentários parecem ser eficazes na mudança
comportamental e no controlo do peso nesta população. Assim, o objetivo da presente
revisão sistemática de literatura é avaliar o impacto de intervenções multidisciplinares na
redução de comportamentos sedentários, no âmbito do tratamento da obesidade pediátrica.
Métodos: Realizou-se uma pesquisa através do motor de busca Pubmed entre Janeiro e
Abril de 2013. Foram extraídas informações referentes a: desenho do estudo, participantes,
instrumentos de avaliação, intervenção realizada e resultados.
Resultados: Foram identficados 4697 artigos mas apenas 5 artigos de texto completo
satisfaziam todos os critérios de inclusão. Quatro dos estudos incluídos eram RCT’s e um
era de coorte. Em todos, os participantes eram adolescentes com obesidade submetidos a
uma intervenção multidisciplinar com instrumentos de avaliação de comportamentos
sedentários. Em 3 dos 4 RCT’s o tempo em actividades sedentárias fo avaliado por
questionário. Apenas dois dos estudos reportaram diminuições médias significativas de 0,8
e 2,1 horas em tempo de ecrã e de 3,2 horas por semana em actividades sedentárias fora
do ecrã. Das restantes investigações, uma reportou uma redução significativamente menor
destes comportamentos no grupo de intervenção comparativamente ao de controlo e no
estudo de coorte não foram observadas diferenças no tempo despendido em atividade
sedentária.
Conclusões: Apesar de terem sido observados benefícios na redução dos comportamentos
sedentários e em múltiplas variáveis no âmbito da saúde, os resultados destas intervenções
são modestos e controversos. Uma possível explicação poderá ser a curta duração das
intervenções e o número reduzido de sessões de acompanhamento realizadas. O facto da
maioria dos estudos nesta revisão ter avaliado os comportamentos sedentários através de
REAFES Gymnasium 2015
48
dados auto reportados pode ter retirado alguma fiabilidade aos resultados. Assim existe a
necessidade de realizar novos estudos com instrumentos de avaliação mais objetivos e
desenhos mais robustos que permitam uma melhor análise e compreensão do impacto
deste tipo de intervenções na redução de comportamentos sedentários na obesidade
pediátrica.
AF_40
INATIVIDADE FÍSICA NO LAZER E DECLÍNIO COGNITIVO EM IDOSOS COM BAIXA
CONDIÇÃO ECONÔMICA: ESTUDO MONIDI
Souza, N. 1, Nascimento, R. 2, Batista, R. 2, Rocha, S. 2, Vasconcelos, L. 2
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 NESP UESB, Brasil
Introdução: Com o processo de envelhecimento verifica-se redução e deterioração dos
domínios funcionais, celulares, teciduais e ao nível dos órgãos, com a diminuição da
capacidade de adaptação (Fedarko et al. 2011). Apesar dessas mudanças, as pessoas
podem viver de modo produtivo e sem dependência (Rantanen, 2013), sendo a atividade
física um comportamento importante para prevenção de perdas cognitivas (Guimarães et al.
2014). Neste sentido, o objetivo deste estudo é avaliar a associação entre inactividade física
no lazer e declínio cognitivo em idosos de baixa condição econômica.
Métodos: Estudo transversal com amostra constituída de 310 idosos residentes no
município de IbicuíBA, 56,5% do sexo feminino e 43,5% do sexo masculino com média de
idade de 71,62 ± 8,15 anos. Foi utilizado o Mini Exame do Estado Mental para a avaliação
do estado cognitivo global e uma questão dicotômica para avaliação da atividade física.
Para verificar a associação entre inatividade física e declínio cognitivo utilizou-se o teste quiquadrado χ2.
Resultados: A prevalência global do estado cognitivo foi de 18,7%. Em relação ao nível de
atividade física no lazer, 68,7% dos idosos eram inativos, ou seja, não praticavam nenhuma
atividade física no tempo livre. Observa-se maior déficit cognitivo que não realizavam
atividade física no lazer (19,7%). No entanto, a associação não foi estatisticamente
significante (p>0.05).
Discussão: Apesar de não ter sido observada associação entre a atividade física no lazer e
declínio cognitivo, um maior percentual de déficit cognitivo foi observado entre os indivíduos
insuficientemente ativos. Achados da literatura atestam que a pratica de atividade física
regular favorece o aumento da circulação sanguínea cerebral, estimulando a síntese das
substâncias (neurotrofinas). Ainda, o maior fluxo sanguíneo no cérebro (em diferentes
regiões) também contribui para o aumento na oferta de nutrientes (ex: carboidratos,
creatina) e maior aporte energético (ATP) favorecendo o desempenho cognitivo (Merege
Filho et al. 2014).
Referencias
Fedarko NS. The biology of aging and frailty. (2011). Clin Geriatr Med ; 27, 27-37
Guimarães AV, Rocha SV, Barbosa AR.(2014). Exercise and cognitive performance in older
adults: a systematic review. Medicina (Ribeirão Preto).
Merege Filho CA, Rodrigues Alves CR, Sepúlveda CA, et al. (2014). Influência do exercício
físico na cognição: uma atualização sobre mecanismos fisiológicos. Rev Bras Med Esporte;
20, 3, 237-241.
Rantanen, T. (2013). Promoting Mobility in Older People. Journal Preventive Medical Public
Health, 46, 50-54.
AF_41
INFLUENCIA DEL ESTADO PONDERAL EN LA CALIDAD DE VIDA RELACIONADA CON
LA SALUD DE ADOLESCENTES LATINOAMERICANOS
REAFES Gymnasium 2015
49
Pinto Guedes, D., 1, Villagra Astudillo, H., 2, Moya Morales, J., 2, Pires Júnior, R., 1
1 UNOPAR, Brasil
2 Universidad Autónoma de Madrid, Espanha
Introducción: Los componentes de la calidad de vida relacionada con la salud (CVRS)
vienen despertando un creciente interés en el área de la salud pública. Por otro lado, el
sobrepeso y la obesidad son disfunciones nutricionales endémicas en todo el mundo, sobre
todo en países latinoamericanos. El objetivo del presente estudio es determinar diferencias
en relación con el sexo, la edad, el país de origen y el estado ponderal, en los componentes
de la CVRS, en una muestra de adolescentes de tres ciudades localizadas en Argentina,
Brasil y Chile.
Métodos: Se aplicó el cuestionario Kidscreen-52 a 1357 adolescentes con edades
comprendidas entre 12 y 17 años (48,6% chicos) en muestras seleccionadas en las tres
ciudad/países (Tucumán/Argentina; Londrina/Brasil; Valparaíso/Chile). Estado ponderal
(sobrepeso y obesidad) fue definido según el índice de masa corporal. Se tomaron como
referencia los estándares sugeridos por la International Obesity Task Force – IOFT. Para
establecer comparaciones entre los estratos formados, se utilizó el análisis de varianza
univariada y multivariada, teniendo como variables dependientes los componentes de CVRS
y como variables independientes la ciudad/país de origen de los adolescentes, el sexo, la
edad y el estado ponderal, acompañadas del test de comparación múltiple de Scheffe para
la identificación de diferencias específicas.
Resultados: Los datos indican diferencias significativas en componentes específicos de
CVRS entre las tres ciudades/países. Los chicos consiguieron puntuaciones
significativamente más elevadas que las chicas en los componentes Bienestar físico,
Bienestar psicológico, Estado de ánimo y emociones, Autopercepción, Autonomía y
Relación con los padres y vida familiar. Las puntuaciones medias atribuidas a los
componentes Bienestar físico, Bienestar psicológico, Autopercepción, Autonomía, Relación
con los padres y vida familiar, Entorno escolar y Recursos económicos muestran un
descenso significativo con el avance de la edad; en cuanto al componente Rechazo
social/bullying, los puntajes medios encontrados aumentaron significativamente con la edad.
En comparación con los adolescentes eutróficos, los adolescentes obesos presentaron
puntuaciones significativamente más comprometidas en los diez componentes de CVRS.
Conclusiones: Las evidencias encontradas apuntan que los componentes de la CVRS
deben recibir atención especial en los programas de intervención asociados con el control
del peso corporal y con la prevención del sobrepeso/obesidad de los adolescentes.
AF_42
INFLUENCIA DEL MÉTODO PILATES EN LA PERCEPCIÓN DE MOLESTIAS DURANTE
EL EMBARAZO.
Feria Ramírez, M.C.1, González Sanz, J.D.1, Barquero González, A. 2
1 Servicio Andaluz de Salud, España
2 Universidad de Huelva, España
Introducción: La práctica de ejercicio físico favorece la calidad de vida durante el embarazo,
ya que influye en la percepción de modificaciones tanto a nivel emocional como físico que
conlleva la gestación y que pueden favorecer la aparición de molestias. Debido al aumento
de la práctica del Método Pilates durante el embarazo, el propósito de este estudio fue
evidenciar la influencia de dicho método en la disminución de la percepción de molestias
asociadas al embarazo.
Material y Método: Se llevó a cabo un estudio cuasi-experimental en el que participaron 66
mujeres embarazadas, de las cuales 39 pertenecían al grupo control y 27 pertenecían al
grupo caso. Se recogió información sobre la actividad física previa mediante el cuestionario
REAFES Gymnasium 2015
50
internacional de actividad física (IPAQ), se valoró el apoyo social percibido por parte de la
gestante a través del cuestionario de valoración de apoyo social percibido (DUCKUNC) y los
datos relativos a la percepción de molestias relacionadas con el embarazo se recogieron
mediante un cuestionario de elaboración propia. Todos ellos fueron autocumplimentados
por las gestantes en tres momentos diferentes de la asistencia a la educación maternal por
parte del grupo control o de la asistencia a las sesiones del Método Pilates por parte del
grupo caso, continuando en ambos grupos con el seguimiento normal del programa de
embarazo de su Centro de Salud.
Resultados: Se concluye que existe efecto significativo entre la práctica del Método Pilates y
la percepción del dolor lumbar, pélvico, abdominal y de espalda, disminuyendo dicha
percepción a medida que avanza en el tiempo la práctica del Método Pilates durante la
gestación. No se ha podido concluir que exista efecto significativo entre la práctica del
Método Pilates y los edemas en miembros superiores e inferiores, calambres, varices,
hemorroides y estreñimiento.
Discusión: La disminución de la percepción del dolor asociado al embarazo contribuye a la
disminución del gasto sanitario, ya que favorece la disminución del número de consultas y
bajas médicas, así como el uso de medicación por dichos motivos. Por todo ello, se debería
tener en cuenta la inclusión de la práctica deportiva, y más concretamente del Método
Pilates en los programas de preparación para la maternidad.
AF_43
INTERVENÇÕES COLABORATIVAS E COMPORTAMENTO NUTRICIONAL DE ALUNOS
DO ENSINO BÁSICO
Krug, M.R., 1, Ilha, P.V., 2, Rossi, D.S., 2, Lima, A.P.S., 2, Soares, F.A.A., 2
1 Universidade de Cruz Alta, Brasil
2 Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Introdução: Intervenções na promoção de hábitos alimentares saudáveis ao ser enfatizada
durante a infância permanecem ao longo da vida. Segundo Gabriel, Santos e Vasconcelos
(2008), o estilo de vida saudável precisa ser introduzido e mantido na idade escolar,
priorizando a formação de hábitos alimentares adequados mediante estratégias de
educação nutricional. Assim, objetivou-se identificar a modificação nos aspectos nutricionais
em escolares, durante o projeto, desenvolvido em uma escola da rede pública em Santa
Maria–RS.
Métodos: Participantes, alunos e professores do ensino fundamental. As variáveis foram: o
estado nutricional (EN) e o conhecimento nutricional (CN) e os hábitos alimentares (HA) que
foram avaliadas no início e final de 2011 e 2012, através de instrumentos pré-existentes.
Durante o período de dois anos realizou-se intervenções colaborativas com os professores.
Os dados quantitativos foram analisados através da estatística descritiva e os qualitativos a
partir da análise de conteúdo. ´
Resultados: Os alunos melhoraram o CN do início para o final do ano de 2011. Porém,
observou-se uma diminuição desse conhecimento em 2012/1 e 2. Embora tenha ocorrido
melhora no CN a maioria, permaneceu com moderado a baixo CN. Outra melhora
significativa foi no EN o percentual de alunos eutróficos (estado nutricional normal)
aumentou de 58,1% em 2011/1 para 76,7% em 2012/2, diminuindo em 18,6% a prevalência
de alunos com sobrepeso/obesidade de 2011 para 2012. No decorrer da intervenção não se
observou modificações nos HA dos alunos, embora o CN tenha melhorado os hábitos
permaneceram, para a maioria, como regulares.
Discussão: Os HA dos escolares estudados não melhoraram significativamente, entretanto
o EN modificou-se, ocorrendo uma redução de alunos que apresentaram sobrepeso e
obesidade, no decorrer das avaliações, o que pode estar diretamente relacionado com o
aumento do CN. É importante salientar que nesse estudo não foi avaliado a ingesta
calórica, no entanto, relatos das professoras e alunos, mostraram que os escolares
REAFES Gymnasium 2015
51
diminuíram a quantidade de alimentos calóricos ingeridos em relação aos demais, o que
pode estar relacionado com a melhora do EN observada de 2011 para 2012.
Conclusão: Intervenções colaborativas no ambiente escolar podem repercutir
favoravelmente nos aspectos nutricionais de alunos, no entanto conteúdos de promoção da
saúde escolar precisam ser melhor abordados junto aos docentes, os quais ainda
apresentam dificuldades quanto ao significado dessa prática.
Referências
Gabriel, C. G.; Santos, M. V.; Vasconcelos, F. A. (2008). Evaluation of a program to promote
healthy eating habits among schoolchildren in the city of Florianópolis, State of Santa
Catarina, Brazil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 8, 299-308.
AF_44
MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DA IDADE ÓSSEA
Araújo, J. 1, Pinto, V., 2, Dantas, R., 2, Mortatti, A., 1, Cabral, B., 2
1 Centro Universitário de Rio Grande do Norte, Brasil
2 Universidade Federal de Rio Grande do Norte, Brasil
Introdução: A maturação esquelética é reconhecida como o melhor indicador isolado do
estado de maturidade, sendo considerada como um registro verdadeiro da idade biológica.
A técnica de raio x de mão e punho para verificar a idade óssea é considerado padrão ouro
na literatura, para a interpretação das radiografias são utilizados atualmente os atlas de
Grave e Brown, Pyle e Greulich e Tanner-Waterhouse, porém, a busca por um método de
identificação da maturação óssea mais econômica, prático e sem a necessidade de
especialistas tem sido uma constante nas ciências do esporte. Tal método facilitará a
identificação do estágio maturidade, possibilitando assim, a elaboração de uma iniciação
e/ou treinamento esportivo adequado ao estágio maturidade. Diante do exposto, o estudo
tem como objetivo estabelecer uma correlação entre os protocolos de verificação de idade
óssea de óssea.
Métodos: A amostra foi composta por escolares, com idades entre 8 a 14 anos, de ambos
os sexos, sendo 14 meninas e 11 meninos, totalizando 25 sujeitos. Os participantes foram
submetidos à avaliação antropométrica de: Estatura, peso corporal, perímetro corrigido de
braço, dobra cutânea triciptal e diâmetros de fêmur e úmero. Para determinação da idade
óssea, foram aplicados três protocolos: O exame radiológico (RX) de mão e punho que foi
interpretado através do atlas proposto por Grave e Brown (1976), o modelo matemático
preditora de idade (MMP) óssea proposto por Cabral et al (2013) e a Idade cronológica (IC)
em anos foi determinada pela soma dos meses de vida do indivíduo, a partir de sua data de
nascimento dividida por 12, resultando, assim, em sua idade cronológica em anos. Para a
análise estatística foi aplicado o teste Kolmogorov-Smirnov e calculados o coeficiente de
correlação de Pearson, apresentando significância de 5%.
Resultados: Encontramos entre os protocolos correlação alta para IC x MM (,759) moderada
para IC x RX e RX x MMP (,533) em meninas de 8 a 14 anos de idade. Em meninos da
mesma faixa etária, foi possível observar correlação alta entre os protocolos de IC x MM
(,948), IC x RX (,839) RX e MMP (,848). A magnitude dessas correlações foram avaliadas
qualitativamente de acordo com Hopkins et al. (2009) - (>0,70 – elevado, 0,30 a 0,70 –
moderado e <0,30 – fraco).
Discussão: Frente à diferença entre os gêneros, ao observar a idade óssea, os resultados
encontrados corroboram com estudos que concluíram que todos os eventos do crescimento
e fases do esqueleto aconteceram mais cedo em indivíduos do gênero feminino do que em
indivíduos do gênero masculino. Expondo a positiva correlação de entre os protocolos de
RX de mão e punho e MMP em ambos os sexos. Dessa forma, apuramos que o modelo
matemático preditor de idade óssea é uma ferramenta objetiva e de fácil aplicabilidade que
contribuirá na seleção e promoção de novos talentos esportivos.
Referências:
REAFES Gymnasium 2015
52
Cabral, BHAT et al (2013). Equação preditora de idade óssea na iniciação esportiva através
de variáveis antropométricas. Rev. Bras.Med.Esporte, 19, 2.
AF_45
MODELAÇÃO MULTINÍVEL DAS ALTERAÇÕES LONGITUDINAIS NA APTIDÃO
CARDIORRESPIRATÓRIA, UTILIZANDO MEDIDAS OBJETIVAS DE ATIVIDADE FÍSICA E
TEMPO SEDENTÁRIO EM ADOLESCENTES MASCULINOS
Valente-dos-Santos, J. 1,2, Coelho-e-Silva, M. J. 2, Sherar, L. B. 3, Elferink-Gemser, M.T. 4,
Malina, R. M. 5
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Coimbra, Portugal
3 SSEHS-LU, Reino Unido
4 CHMS, UMCG-UG, Holanda
5 DKHE-UT, EUA
Introdução: A aptidão cardiorrespiratória é influenciada por diversos fatores, incluindo o
crescimento, maturação biológica, gordura corporal, idade, sexo, estado de saúde e
genética (Teran-Garcia et al., 2008). Porém, as suas principais determinantes modificáveis
parecem ser a atividade física (AF) de intensidade moderada e vigorosa (AFIMV) e os
comportamentos sedentários. O presente estudo foi desenhado para examinar as interrelações longitudinais entre sedentarismo, AFIMV, em paralelo ao crescimento e maturação,
com a aptidão cardiorrespiratória em adolescentes do sexo masculino.
Metodologia: Foram observados 110 rapazes (11,0-14,5 anos de idade no início do estudo),
classificados como aptos de acordo com os valores de corte do FITNESSGRAM para a
zona saudável de aptidão cardiorrespiratória. As variáveis morfológicas (estatura, massa
corporal, perímetro abdominal e pregas de gordura subcutânea), a AF e a aptidão
cardiorrespiratória, foram avaliadas bianualmente, durante 2 anos. O maturity offset foi
utilizado como indicador de maturação biológica. A aptidão cardiorrespiratória foi avaliada
com o recurso ao Progressive Aerobic Cardiovascular Endurance Run test (PACER). O
tempo sedentário e a AF habitual foram determinados com o recurso à acelerometria
uniaxial, para um período de observação de 7 dias consecutivos. Para a análise dos dados
longitudinais recorreu-se à modelação multinível.
Resultados: Após controlar para a variabilidade inter-individual e intra-individual, atribuível à
idade biológica, para a adiposidade subcutânea e perímetro abdominal, o modelo multinível,
com melhor bondade ajustamento estatístico, indica que um decréscimo de 100 minutos por
dia no tempo sedentário (P < 0,001) e a participação desportiva federada (3,1 ± 1,2 horas
por semana; P < 0,001) contribuíram, independentemente, para um incremento de 2,5 ± 0,9
e 7,5 ± 2,1 percursos, respetivamente, no desempenho no PACER.
Discussão: É possível concluir que o tempo sedentário apresenta uma associação negativa
com a aptidão cardiorrespiratória, nesta amostra de adolescentes masculinos saudáveis,
após se controlar estatisticamente para a idade biológica e adiposidade. Os resultados
sugerem, ainda, que a promoção da participação desportiva de não elite é suficiente para
promover níveis mais saudáveis de aptidão cardiorrespiratória durante a puberdade.
Resumindo, a aptidão cardiorrespiratória, durante os anos pubertários, parece resultar de
um cruzamento de forças em que a idade biológica assume mais preponderância que a
idade cronológica. A gordura corporal assume-se como uma agravante, mas não dispensa
um olhar sobre o padrão de gordura. Por fim, será importante que os programas dedicados
à promoção de AF e desportiva considerem, simultaneamente, o combate ao sedentarismo.
Referências
Teran-Garcia, M., Rankinen, T., & Bouchard, C. (2008). Genes, exercise, growth, and the
sedentary, obese child. Journal of Applied Physiology, 105, 3, 988–1001.
REAFES Gymnasium 2015
53
AF_46
MORFOLOGIA EXTERNA EM ADOLESCENTES ESCOLARES DA CIDADE DE MACEIÓAL, BRASIL
Silva, M.E.A. 1,2, Ramos, M. 2,3, Medeiros, D. 1,2, Ferreira, J.P. 2, Figueiredo, A.J. 2
1 Universidade Federal de Alagoas, Brasil
2 Universidade de Coimbra, Portugal
3 Instituto Federal de Alagoas, Brasil
Introdução:O objetivo foi descrever o perfil morfológico em função do sexo em adolescentes
da cidade de Maceió (AL), Brasil.
Método: Amostra foi composta por 544 do sexo masculino (M) e 728 do sexo feminino (F)
escolares com idade entre 12-15 anos. As variáveis e os instrumentos utilizados para coleta
dos dados foram: estatura (EST) estadiométro, massa corporal (MC) Balança elétrica SECA
mod 770, e dobras cutâneas (DC) Slim Guide Skinfold Caliper. O índice de massa corporal
(IMC) foi calculado a partir da estatura e massa corporal. A estatura matura predita (EMP)
através do método Khamis Roche. Foram considerados valores de p<0,05 como sendo
significativos.
Resultados: Os resultados mostram que o sexo masculino possuem médias maiores que o
sexo feminino nas variáveis: massa corporal e estatura. Já o sexo feminino apresenta
valores médios de IMC, DC e EMP superiores ao sexo masculino. No sexo masculino
obtivemos correlações fracas entre a DC e a EST (r=,129 p=,003), DC e a EMP (r=,135
p,002) e moderada entre o IMC e a EMP (r=,302 p=,000). Observou-se ainda no sexo
masculino, fortes correlações entre MC e EMP (r=,588 p=,000) e EMP com EST (r=,746
p=,000). No sexo feminino observaram-se fortes correlações moderadas entre a EMP e o
IMC (r=,571 p=,000), EMP e DC (r=,520 p=,000) bem como EMP e EST(r=,633 p=,000). O
t-test demostrou que existem diferenças significativas entre os sexos nas variáveis: EST,
DC, EMP (p=,000) e IMC (p=,001).
Discussão: O perfil morfológico em função do sexo em adolescentes da cidade de MaceióAL, Brasil demostra que na amostra estudada o sexo feminino obteve médias maiores que o
sexo masculino em IMC, DC e EMP e o sexo masculino nas variáveis de MC e EST. Estes
resultados foram também encontrados por Anjos et al (2003) e Minatto, et al. (2010) em
pesquisas realizadas em outras regiões do Brasil. Tais diferenças entre os sexos poderão
ser justificadas pelos efeitos do crescimento e da maturação, que normalmente ocorrem
primeiro nas meninas e só depois nos meninos. As relações existentes entre as variáveis
nos sexos indiciam a urgência em melhorar a Aptidão física destes jovens em especial no
sexo Feminino.
Referências
Dos Anjos, L. A., de Castro, I. R. R., Engstron, E. M., & Azevedo, A. M. F. (2003).
Crescimento e estado nutricional em amostra probabilística de escolares no Município do
Rio de Janeiro, 1999. Cad Saud Publ, 19(Suppl 1), 171-9.
Malina,R. Bouchard, C. & Bar-Or, O.. (2004). Growth, maturation, and physical activity, 2nd
edition. Champaign: Human Kinetics.
Minatto, et al. (2010). Idade, maturação sexual, variáveis antropométricas e composição
corporal: influências na flexibilidade. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum, 12, 3, 1518.
AF_47
MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO EM PROGRAMAS DE PERDA
DE PESO EM ADULTOS COM PRÉ-OBESIDADE OU COM OBESIDADE
Sobral, S. 1, Caetano, C. 2, Martins, C. 1,3
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Direção de Exercício e Saúde, Ginásio Clube Português, Portugal
REAFES Gymnasium 2015
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3 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: A prevalência da pré-obesidade e da obesidade em adultos está a aumentar
significativamente em todo o mundo. Sendo a realização de exercício uma das
componentes das intervenções para a prevenção e tratamento desta doença, é necessário
compreender em que medida a mudança comportamental e a motivação para a prática de
exercício promovem a adesão e manutenção dos indivíduos em programas de perda de
peso e consequente perda de peso e/ou a sua manutenção.
Método: A pesquisa foi efetuada através do motor de pesquisa PubMed e após a aplicação
dos critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 4 artigos para esta revisão
sistemática de literatura, todos eles com incidência nos processos de motivação e mudança
comportamental associados à prática de exercício, em adultos com obesidade em processo
de perda ou manutenção do peso.
Resultados: Dos estudos incluídos dois tinham desenho RCT e dois de coorte. Apenas três
intervenções envolviam a realização de exercício físico (Exercícios de força e/ou aeróbios, a
uma intensidade moderada, 30 minutos de duração e 5 dias por semana), sendo que a
outra intervenção se baseava na mudança comportamental. Os estudos analisados
originaram uma melhoria significativa na mudança de comportamentos, como a adesão ao
exercício a manutenção do mesmo e alimentação saudável, na motivação (principalmente
na motivação intrínseca), na perda e manutenção do peso e também na motivação para a
prática de exercício e alimentação saudável.
Discussão: Intervenções multidisciplinares orientadas para a mudança comportamental
aparentam ser eficazes na redução do peso corporal e no tipo de motivação existente
relativamente à prática de exercício para a perda de peso. A motivação intrínseca parece
ser aquela que promove a autonomia para a prática de exercício e mudança de
comportamento de forma positiva, para chegar a resultados de perda de peso. Seria
importante realizar estudos com mais especificidade relativamente ao exercício, envolvendo
a motivação em todas as suas dimensões e mudança comportamental na população com
obesidade.
AF_48
O EFEITO DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIO FÍSICO NA CAPACIDADE FUNCIONAL E
PERFÍL LIPÍDICO DE DOENTES CARDÍACOS
Tavares, N. 1, Madeira, R. 2, Nuno, L. 3
1 Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 Hospital de Vila Franca de Xira, Portugal
Introdução:A inclusão do exercício físico em programas de reabilitação cardíaca é
reconhecida como um componente essencial na optimização do doente com patologia
cardíaca (1). Intervenções que se enquadram no cluster da saúde e do bem-estar com
enfoque nos operadores da cadeia de valor entre o cidadão, as equipas de saúde e a
sociedade (2).
Objetivo: Aplicar o exercício físico supervisionado (grupo ES), em fase ambulatória
realizada na comunidade, com vista a analisar e comparar os resultados desta aplicação
com os dados obtidos pelos doentes em tratamento convencional (grupo TC).
Método: O estudo teve duração superior a 3 meses, dividindo-se os doentes cardíacos em
dois grupos (grupo ES vs. grupo TC), esclarecendo por consentimento informado o seu
propósito e procedimentos. O grupo ES foi submetido a um plano de intervenção
estruturado em três fases segundo a frequência, intensidade, tempo e tipo de exercício
físico atendendo à estratificação de risco e recomendações da AACVPR (3). As avaliações
foram realizadas no Hospital, recorrendo à prova de esforço segundo protocolo de Bruce
para avaliar a capacidade funcional (grupo ES n=12 vs. grupo TC n=10) e ao laboratório de
REAFES Gymnasium 2015
55
patologia clínica (grupo ES n=22 vs. grupo TC n=14) para os parâmetros bioquímicos.
Avaliou-se a M±SD para todas as variáveis em estudo recorrendo-se aos teste paramétricos
e não paramétricos para p<.05.
Resultados: Observaram-se melhorias estatisticamente significativas ao nível do MET, CT,
C-LDL e CT/C-HDL (p<.01) no grupo ES, o qual obteve variações percentuais entre as
avaliações superiores ao grupo TC ao nível do MET e do Duplo Produto e decrescente para
CT, C-LDL e CT/C-HDL.
Conclusão: O exercício físico supervisionado aplicado em fase ambulatória precoce,
realizada na comunidade logo após alta hospitalar com uma intensidade pelo menos
moderada, potência a capacidade funcional e influência o perfil lipídico.
Referências:
Balady, G., Williams, M., Ades, P., Bittner, V., Comoss, P., Foody, J., Franklin, B.,
Sanderson, B., Southard, D. (2007). Core Components of Cardiac Rehabilitation/Secondary
Prevention Programs. American Heart Association Circulation. 115, 2675-2682.
Mendes, T., Sepúlveda, A., Neto, I., Reis, P., Paralta, S. (2013). O Cluster da Saúde e Bemestar: Uma Aposta de Futuro. Confederação do Comércio e Serviços Portugal.
Franklin, B., Jong, A.(2007). Compêndio de programas de Reabilitação Cardíaca:
Prescrição do Exercício. American Association of Cardiovascular and Pulmonary
Rehabilitation. São Paulo: Editora Roca, 1, 83-97.
AF_49
O LAZER NOS ESTILOS DE VIDA DOS JOVENS UNIVERSITÁRIOS DA EDUCAÇÃO
FÍSICA E DESPORTO. PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS ENTRE PÚBLICOS-ALVO
BRASILEIRO, PORTUGUÊS E SUL-AFRICANO
Porfírio Couto, A.C. 1, Marivoet, S. 2, Cabral, J.F. 3
1 Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 ICESSD/UWC, África do Sul
Introdução: O lazer é uma atividade humana de tempos livres, marcada pela necessidade
de fruir as práticas sociais constituídas culturalmente (Gomes, 2014). O desporto como
prática de lazer, desenvolve-se fora das obrigações profissionais sujeitas a um elevado
nível de rotina (Elias & Dunning,1992). Os lazeres são constitutivos de estilos de vida,
determinados pela classe social, género, idade e residência (Pais, 1996; Stigger, 2002;
Marivoet, 2005). Pretendeu-se com esta investigação conhecer as práticas de lazer dos
jovens estudantes da licenciatura em Educação Física e Desporto em três Universidades
(Portugal, Brasil e África do Sul), de modo a traçarmos um perfil dos estilos de vida desta
população face às suas representações e culturas.
Métodos: Foi aplicado um inquérito por questionário on-line ao universo de análise. A
amostra foi determinada pelo critério de saturação. Considerámos como variáveis o perfil
social, as representações de lazer e o estilo de vida. Para a análise dos dados recorremos
ao SPSS.
Resultados: Os dados demonstraram que 54% dos inquiridos são do sexo feminino e 46%
do masculino. A faixa etária predominante situa-se acima dos 24 anos, sendo a maioria
apenas estudantes. A maioria dos inquiridos concebem o lazer como o ato de se fazer o
que quer. 81% optam por utilizar os espaços públicos. O desporto constitui a prática de
lazer mais escolhida pelos estudantes portugueses e sul-africanos, enquanto os brasileiros
o sair com amigos. Nas práticas recorrentes encontra-se ainda a internet.
Discussão: A prática do desporto e o sair com os amigos são a marca do estilo de vida dos
jovens impresso nas práticas de lazer. Grosso modo, tanto quanto pudemos concluir,
verificámos que os estudantes de EFD nos três países em estudo, apesar das
peculiaridades, apresentam práticas culturais e sociais focados na melhoria da qualidade de
vida e bem estar, i.e., praticam desporto e mantêm ativas as suas redes de sociabilidade.
REAFES Gymnasium 2015
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Referências
Elias,N. & Dunning, E. (1992). O Lazer no espectro do Tempo Livre. In A Busca da
Excitação (pp.130-185). Lisboa: Difel.
Gomes, C. (2014). Lazer: Necessidade Humana e Dimensão da Cultura. Revista Brasileira
do Lazer, 1, 3-20.
Pais, J. M.(1996). Culturas juvenis. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda.
Marivoet, S. (2005). Prática Desportiva nos Estilos de Vida dos Europeus: Obstáculos e
Tendências. In R. M. Gomes (org.), Os Lugares do Lazer (pp. 39-53). Lisboa: IDP.
Stigger, M.P. (2002). Esporte, Lazer e Estilos de Vida. Campinas: Autores Associados.
AF_51
PERFIL ANTROPOMÉTRICO E SINTOMATOLÓGICO DE CRIANÇAS COM
TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO
Toscano, C. 1, Ferrreira, J.P. 2
1 Universidade Federal de Alagoas, Brasil
2 Universidade de Coimbra, Portugal
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é constituído por diferentes perturbações do
desenvolvimento neurológico com três eixos principais: prejuízo na interação social, na
comunicação, repertório marcantemente restrito de atividades e interesses. A categoria TEA
é constituída pelas subcategorias: autismo (AUT), síndrome de Asperger (AS) e transtornos
do desenvolvimento sem outra especificação (TDSE) (DSM-V, 2012). Pesquisas
relacionadas ao perfil antropométrico de crianças com TEA são escassas (Pan, 2011). A
justificação da escassez pode dar-se em função da variabilidade do quadro sintomatológico
e da necessária adequação dos procedimentos da avaliação antropométrica (Sowa &
Meulenbrouek, 2012). O objetivo do estudo foi descrever a relação existente entre o perfil
sintomatológico e as variáveis antropométricas nas diferentes subcategorias do TEA. O
estudo descritivo englobou amostra de 42 crianças do sexo masculino, com idade entre 04
a 10 anos, com diagnóstico de AUT, AS e TDSE atendidas em instituição especializada da
cidade de Maceió-Alagoas/Brasil. As variáveis antropométricas avaliadas foram estatura,
altura e perímetro da cintura. O perfil sintomatológico foi obtido a partir da aplicação da
Escala de Traços Autístico (ATA). Os dados foram determinados a partir do grau de
associação entre variáveis ordinais e correlação linear simples em programa informático
SPSS version 20.0 for Windows. Os resultados demonstraram que não foram detectadas
diferenças significativas para cada uma das variáveis antropométricas em função de cada
subcategoria do TEA. Não se verificou também qualquer correlação entra a severidade do
TEA e as variáveis antropométricas. Foram encontradas diferenças significativas entre as
subcategorias do TEA e o valor total da ATA. As diferenças entre as subcategorias AUT e
TDSE foram p ≤ 0.001 e entre as subcategorias AS e TDSE p ≤ 0.044. Há correlação
negativa entre a ATA e cada uma das subcategorias do TEA. Quanto maior o valor total da
ATA, o que implica maior número de sintomas autísticos presente no comportamento da
criança, menor será seu nível de autonomia e maior será a severidade do TEA. Conclui-se
que não existe uma associação entre o perfil sintomatológico e as variáveis antropométricas
nas diferentes subcategorias da TEA.
Referências
Pan, C. Y. (2011). The efficacy of an aquatic program on physical fitness and aquatic skills
in children with and without autism spectrum disorders. 5, 657-665.
Sowa M. & Meulenbroek R. (2012), Effects of physical exercise on autism spectrum
disorders: a meta-analysis. Research in Autism Spectrum Disorders 6, 46-57.
Home | APA DSM-5. Developed by© 2012 American Psychiatric Association. Disponível em
<http://www.dsm5.org/>. Acesso em: 24 abril. 2015.
REAFES Gymnasium 2015
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AF_52
PERFIL DE ATIVIDADE, FREQUÊNCIA CARDÍACA E PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE
ESFORÇO DURANTE PRÁTICA DE SURF RECREATIVO EM ADULTOS
Barreto Madeira, R., Carozza, M.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A prática do surf sofreu um grande crescimento nas últimas décadas, seja como
desporto de competição seja como um desporto de lazer, apreciado por pessoas de
diferentes faixas etárias, sexo e nível físico. O objetivo deste estudo foi analisar as
respostas fisiológicas durante a prática do surf recreativo e contribuir para o aumento do
conhecimento sobre as características e os benefícios da prática do surf.
Método: Participaram no estudo 24 indivíduos adultos de sexo masculino (idade
27,09±3anos, peso 75,7±6,67kg, altura 1,74±0,06m, IMC 25±1,53 kg/m2), divididos em dois
grupos, básico e avançado, para verificar a influência do nível técnico sobre a intensidade
da sessão. Os dados foram produzidos a partir da monitorização da Frequência Cardíaca,
sincronizada à filmagem vídeo dos movimentos e da classificação da Perceção Subjetiva do
Esforço durante uma sessão de 20 min de surf recreativo, A capacidade aeróbia dos
participantes foi avaliada através do Chester Step Test para verificar a sua influência sobre
as variáveis caraterizantes da prática.
Resultados: Na fase de remada foi gasto 50% do tempo total, 32% na fase estacionária, 9%
na fase de arranque na onda e 8% na fase de outros movimentos. Foram encontradas
diferenças entre os dois grupos na fase de arranque na onda e na fase de outros
movimentos (p<0,05). Uma média de FC média e máxima correspondente, respetivamente,
a 73,83% e 93,63% da FCmax predita com valores mais elevados durante a fase de remada
(FC média 151,79 bpm) e durante a fase de arranque na onda (FC média 163,38 bpm). Os
dados da PSE mostram resultados compatíveis com os dados da FC - valor médio 3,54
(p<0,05). Não foram encontradas diferenças entre o grupo básico e avançado relativamente
as respostas da FC a da perceção subjetiva do esforço. O VO2max não se correlacionou
com o tempo gasto nas diferentes fases da sessão, mas verificou-se uma correlação
negativa forte (p<0,05) entre o VO2max e a FC média, a FC pico, e a FC média em cada
categoria de movimento.
Discussão: Verificamos que a prática do surf é uma atividade predominantemente aeróbia
com uma intensidade média moderada. Independentemente do nível técnico e do
condicionamento físico, os praticantes são altamente solicitados durante o desempenho da
atividade, mostrando intensidades suficientes para melhorar e manter a aptidão
cardiovascular em adultos saudáveis.
Referências
Farley, O., Harris, N., & Kilding, A. (2012) Physiological Demands of Competitive Surfing. J
Strength & Conditioning Research. 26(7), 1887-1896, doi: 10.1519/JSC.0b013e3182392c4b
Meir, R., Lowdon, B., & Davie, A. (1991). Heart Rates and Estimated Energy Expenditure
During Recreational Surfing. The Australian J Science and Medicine in Sport, 23, 70-74.
Mendez-Villanueva, A. & Bishop, D. (2005). Physiological Aspects of Surfboard Riding
Performance. Sports Medicine, 35, 1, 55-70.
AF_53
QUAL A INFLUÊNCIA DOS AMIGOS NOS NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA E
SEDENTARISMO DE ADOLESCENTES?
Torrado, P., Martins, J., Rendeiro, P., Marques, A., Carreiro da Costa, F.
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
REAFES Gymnasium 2015
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Introdução: Os níveis de atividade física (AF) dos adolescentes são reduzidos e tendem a
diminuir com a idade. Por outro lado, o tempo passado nos comportamentos sedentários é
superior ao recomendado e tende a aumentar com a idade. Em Portugal, são necessários
mais estudos para compreender a influência dos amigos na AF e CS dos adolescentes.
Objectivo: Analisar a influência do apoio dos amigos nos níveis de AF e no CS de
adolescentes. Metodologia: 783 adolescentes (404 rapazes), com 15.7±1,5 anos, do 9º e
12º ano de 16 escolas de Lisboa e Setúbal preencheram um questionário. As questões
permitiram recolher informação sobre AF [formal, informal, desporto escolar, índice AF; AF
moderada a vigorosa (AFMV)], CS [tempo ver TV – dia de semana e dia de fim de semana
(fds)], a perceção sobre a AF e o apoio dos amigos para a AF e para realizar CS (ver TV em
conjunto). Para analisar os dados recorreu-se ao teste t, de Mann-Whitney e ao Rho de
Spearman.
Resultados: Os níveis de AF dos adolescentes foi de 4,6 e 4,2, para o 9º e 12º ano
respetivamente. O tempo passado a ver TV nos dia semana foi de 78,6 e 111,1 min e no fds
foi de 65,5 e 98,6 min. Cerca de 32% dos alunos do 9º ano foram classificados como tendo
um baixo apoio para AF e 21,9% elevado apoio (apoio intermédio não considerado). No 12º
ano, 45% destes alunos foram classificados como tendo baixo apoio e 12% elevado apoio.
Os alunos do 9º ano apresentam níveis superiores de AF informal do que os do 12º ano
(M=2,7 vs. M=2,1, p<0.05), tal como apoio dos amigos (9,8 vs. 9,1 p<0.05). No 9º e no 12º
ano, os alunos com maior apoio para a AF dos seus amigos apresentaram níveis de AF
formal (9ºU=12,10; 12ºU=4,44), informal (9ºU=10.82; 12ºU=3,77), AFMV (9ºU=11.55;
12ºU=3,73), AF total (9ºU=12.15; 12ºU=4,58), superiores aos dos alunos do mesmo ano de
escolaridade com baixo apoio para a prática de AF (p<0.05). Registou-se uma relação
positiva e significativa entre ter amigos ativos e o índice AF, no 9º (r=0,257) e 12º ano
(r=0,266). Constatou-se, no 9º ano, uma associação positiva significativa (p<0.05) e
moderada da frequência com que os adolescentes vêem TV durante a semana com ver TV
ao fds (r=0,610) e com ver TV com os amigos (r=0,206), tal como no 12º ano (r=0,641 e
r=0,253, respectivamente).
Conclusão: Os alunos com mais apoio dos amigos revelaram ter níveis de AF superiores.
Os alunos que viam TV durante a semana foram, tendencialmente, aqueles que indicaram
fazê-lo ao fds e em conjunto com os amigos. A influência dos amigos nos níveis de AF e CS
dos adolescentes deve ser considerada nos programas que visem promover estilos de vida
ativos entre os jovens.
AF_54
QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA COM A SAÚDE EM PESSOAS COM DIABETES
TIPO 2: INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL E DA APTIDÃO FÍSICA
Almeida, A., Fernandes, H.M., Monteiro, M.J., Rodrigues, V., Mendes, R.
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
Introdução: O presente estudo teve como objetivo investigar o efeito da atividade física
habitual (AFH) e das principais componentes de aptidão física (AF) nas diferentes
dimensões da qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) em pessoas com
diabetes tipo 2.
Metodologia: Este estudo apresenta um desenho transversal com análises comparativas e
correlacionais. A amostra foi constituída por 95 pessoas com diabetes tipo 2 (47 do género
feminino e 48 do género masculino; 66.23 ± 6.34 anos de idade), candidatos ao programa
Diabetes em Movimento® em Vila Real (1). Foi aplicado o questionário de QVRS SF36v2, o
International Physical Activity Questionaire para avalair a AFH, e testes funcionais para
avaliar as principais componentes da AF: aptidão aeróbia (6min walk test, 6MW), força dos
membros superiores (seated medicine ball throw test, SMBT), força dos membros inferiores
(30s chair stand test, 30SCS), agilidade/equilíbrio (timed up and go test, TUG), flexibilidade
REAFES Gymnasium 2015
59
dos membros superiores (back scratch test, BS) e flexibilidade dos membros inferiores e
tronco (chair sit and reach test, CSR).
Resultados: Indivíduos com níveis elevados de AFH reportaram níveis superiores de saúde
geral (p < 0.05), tendo-se verificado uma correlação positiva entre a AFH e a medida
sumário física (MSF; r = 0.202; p < 0.05). As dimensões função física (FF), desempenho
físico (DF), vitalidade (VT) desempenho emocional (DE), saúde mental (SM) e a MSF
correlacionaram-se positivamente (rs > 0.224; p < 0.05) com o desempenho no SMBT e no
30SCS, e negativamente com os valores no TUG (rs > −0.236; p < 0.05). O desempenho no
6MW correlacionou-se de forma positiva (rs > 0.206; p < 0.05) com as dimensões FF, DF,
VT, DE e MSF. Por sua vez o desempenho no BS também se correlacionou positivamente
com a dimensão DF (r = 0.320; p < 0.05).
Discussão: Quer a AFH, quer as componentes da AF parecem influenciar a maioria das
dimensões da QVRS nesta população. No geral, quem apresenta maior AFH e AF reporta
melhor QVRS.
Referências
1 Mendes R, Sousa N, Reis VM & Themudo Barata JL. (20013). Diabetes em Movimento®
Community-based exercise program for patients with type 2 diabetes. Br J Sports Med , 47,
e3.43.
AF_56
REPRESENTAÇÕES DE ESPORTE E ATIVIDADE FÍSICA EM PALMEIRA DOS ÍNDIOSAL-BRASIL
Ramos, M.1,2; Silva, M.2,3; Medeiros, D.2,3; Almeida, V.1; Santiago, L.3
1 Instituto Federal de Alagoas, Brasil
2 Universidade de Coimbra, Portugal
3 Universidade Federal de Alagoas, Brasil
Introdução: O objetivo desse estudo foi identificar e interpretar as representações de
esporte e atividade física da população de Palmeira dos Índios - AL, verificando
semelhanças e diferenças entre os gêneros, a quantidade de sedentários e buscando
soluções para os problemas enfrentados.
Métodos: A pesquisa é qualitativa, exploratório-descritiva e um estudo de caso. O grupo de
estudo foi formado por 97 pessoas, sendo 41 mulheres e 56 homens, com idades de15 a 72
anos. O instrumento para coleta de dados foi um questionário. A análise e a interpretação
dos dados foram feitas a partir de categorias elencadas a posteriori, de acordo com as falas
dos entrevistados, através da análise de conteúdo.
Discussão e Resultados: A população representou a atividade física e o esporte como
termos idênticos, mas sem mencionar conceitos específicos. Os homens indicaram
diferentes tipos deesportes e as mulheres apontaram seus benefícios. Identificou-se que as
mulheres são mais ativas fisicamente que os homens e, que os sujeitos sedentários
reclamam da falta de tempo para prática. Houve alguns relatos sobre as faltas de segurança
pública, de locais apropriados para a prática e de profissionais qualificados para a
orientação das atividades nos locais públicos. A construção e melhoria dos espaços
destinados à prática de atividades físicas foram colocadas como medidas importantes,
porém identificou-se que a falta de informação sobre os benefícios da prática da atividade
física, ainda deixa muitas pessoas sedentárias.
Sugestões: Sugere-se a implantação de projetos de prática de atividade física com
orientação de profissionais da área, buscando um esclarecimento da população que ainda é
sedentária. Sugere-se ainda, para aqueles que já têm no seu quotidiano hábitos que
passam pela atividade, a diversificação das atividades para que possam alcançar maior
prazer advindo dessa prática.
Referências
REAFES Gymnasium 2015
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Almeida, G. (2005). As representações sociais, o imaginário e a construção social da
realidade. In, M. Santos, L. Almeida. Diálogos com a teoria das representações sociais.
Recife: Univ.UFPE.
Giuselini, M. (2006). Aptidão física, saúde, bem-estar: fundamentos teóricos e exercícios
práticos. (2a ed.). São Paulo: Phorte.
Guerra, I. (2012). Pesquisa qualitativa e análise de conteúdo – sentidos e formas de uso.
Portugal: Princípia.
Nogueira, Q. (2011). Esporte, desigualdade, juventude e participação. Florianópolis:
Rev.Bras.Cien. Esp., 33, 1.
Ramos, M. & Santiago, L. (2013). As representações das aulas teóricas de educação física
sob o ponto de vista dos alunos do ensino médio. In, L. Santiago (Org). Estudos qualitativos
em Educação Física e Esporte – representações e sentidos. Maceió: EDUFAL.
AF_57
RESPOSTA AGUDA DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NO TREINO DE FORÇA EM
CIRCUITO EM ADOLESCENTES COM OBESIDADE: A INFLUÊNCIA DA DENSIDADE DO
TREINO NA INTENSIDADE RELATIVA E NA PERCEPÇÃO SUBJECTIVA DE ESFORÇO
Ribeiro, P. 1, Martins, S. 1,2, Palmeira, A. 1,2, Fonseca, H. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: O treino de força em circuito (TFC) é recomendado para adolescentes obesos e
com elevados níveis de sedentarismo, pois contribui para promover mudanças na
composição corporal, reduzindo a massa gorda (Faigenbaum et al., 2009). O objectivo
deste estudo foi comparar a resposta aguda da frequência cardíaca (FC) em duas sessões
de TFC e testar a hipótese de que uma densidade e volume de treino superiores
desencadeariam uma resposta aguda mais intensa da FC.
Métodos: Os participantes foram 12 adolescentes com obesidade (8 raparigas e 4 rapazes;
15,92±1,44 anos; IMC≥P95). A FC foi monitorizada através do Polar Team2 e a percepção
subjectiva do esforço (PSE) avaliada pela OMNIRES (Robertson et al., 2005). Utilizou-se
50% de uma repetição máxima e duas séries em circuito com oito exercícios de força. A
diferença entre as duas sessões de TFC, consistiu no aumento na duração do exercício e
na redução do tempo de pausa. Nas análises emparelhadas usaram-se os testes t e de
Wilcoxon e para comparar amostras independentes, os testes t e U de Mann-Whitney.
Resultados: As médias da % FCmax avaliadas na 2ª sessão foram superiores às registadas
na 1ª sessão (p=,001). Em relação à PSE, na 2ª sessão registaram-se valores mais
elevados na média (p=,007). A comparação entre géneros revelou diferenças no volume do
treino, tendo os rapazes atingido valores mais elevados em ambas as sessões (p≤,001).
Conclusões: Em adolescentes com obesidade, a resposta aguda da FC e da PSE indica
que, para um mesmo plano de exercício e com a mesma duração total, é possível atingir
uma maior intensidade de esforço através do aumento da duração de cada exercício e
redução do tempo de pausa.
Referências
Faigenbaum, A. D., Kraemer, W. J., Blimkie, C. J. R., Jeffreys, I., Micheli, L. J., Nitka,
M., & Rowland, T. W. (2009). Youth Resistance Training: Updated Position Statement
Paper from the National Strength and Conditioning Association. Journal of Strength and
Conditioning Research, 0(0), 1–20.
Robertson, R. J., Goss, F. L., Andreacci, J. L., Dub, J. J., Rutkowski, J. J., Frazee, K. M.,
Aaron, D. J., et al. (2005). Validation of the Children’s OMNI-Resistance Exercise
Scale of Perceived Exertion. Medicine & Science in Sports & Exercise, 37(5), 819– 826.
REAFES Gymnasium 2015
61
AF_58
VALIDAÇÃO CRUZADA DE MODELO PREDITOR DE IDADE ÓSSEA A PARTIR DE
VARIAVEIS ANTROPOMETRICAS
Pinto, V.C.M., Souza, F.E.S., Simões, T.B.S., Cabral, S.A.T., Cabral, B.G.A.T.
Universidade Federal do Rio Grande do norte, Brasil
Introdução: As pesquisas em ciências do esporte vêm buscando, nas estratégias de
avaliação física e orientação ao treinamento, instrumentos que auxiliem na prescrição do
exercício e consequente melhora no desempenho dos atletas. Os atletas que se destacam
no início do processo de especialização esportiva são aqueles com estado de maturidade
avançados sendo poucos aqueles em estado tardio, que conseguem ser bem-sucedidos
nesse período, embora, esses atletas se destacam mais tardiamente no processo de
seleção e orientação. O objetivo desse estudo é realizar a validação cruzada através de
variáveis antropométricas.
Métodos: A população foi constituída por 25 sujeitos, entre 8 a 14 anos, ambos os sexos.
Os sujeitos foram submetidos avaliação antropométrica (estatura, peso corporal, perímetro
corrigido de braço, dobra cutânea triciptal, diâmetro de úmero e fêmur) seguindo as
diretrizes da International Society for the Advancement of Kinanthropometry. A partir das
variáveis antropométricas, foi aplicada a equação preditora de idade óssea proposto por
Cabral et al. (2013) e administrado uma dosagem de Raio-x de mão e punho e utilizado o
atlas propostos por Grave e Brown (1976) para interpretação das radiografias.
Resultados: Coeficiente de correlação intraclasse em ambos os gêneros sexuais (CCI)
0,951 e o intervalo de confiança de 95% (IC) 0,890 – 0,979. O gráfico Bland e Altman
apresentou alta correlação entre os protocolos de idade óssea, o mesmo, foi encontrado no
gráfico de BoxPlot para comparação visual. No gráfico de regressão linear o coeficiente de
reprodutibilidade (R) foi r=0,839.
Discussão: Os valores encontrados demonstram fortes correlações entre os métodos de
mensuração da idade óssea, uma correlação ainda mais forte que a verificada no estudo de
Cabral et al. (2013). A correlação estabelecida por Bland e Altman entre os protocolos de
idade óssea possibilita assim, a equação matemática a ser uma ferramenta prática e
eficiente a ser utilizada no meio esportivo. A relação positiva entre os protocolos que devese ao fato da equação ser composta de variáveis antropométricas que colaboram para
avaliação da maturação possibilitando estimar a idade óssea. Dessa forma, facilita o
processo de seleção e orientação esportiva, assim como o desenvolvimento e planejamento
de métodos de treinamento esportivo, levando em consideração fatores de interveniência
como a maturação, que poderá ser um fator de influencia nas diferentes variáveis
analisadas no esporte.
Referências
Cabral, B. G. A. T., Cabral, S. A. T., Vital, R., Lima, K. C., Alcantara, T., Reis, V. M., &
Dantas, P. M. S. (2013). Prediction equation of bone age in sports initiation through
anthropometric variables. Revista Brasileira Medicina do Esporte, 19, 2, 99-103.
AF_59
CIRCUNFERENCIA DE CINTURA ABDOMINAL EN RELACIÓN A LA ADIPOSIDAD
EN ESCOLARES.
Flores, L.A., De León, L. G., Carrasco Legleu, C.E., OrtizRodríguez, B., Urita, O.
Universidad Autónoma de Chihuahua, México
Introducción: La circunferencia de cintura abdominal (C) es comunmente utilizada como un
indicador de adiposidad, que identifica de manera indirecta la obesidad central y la
generalizada. Se reportan diferentes sitios de medición y a la fecha, no se ha unificado una
zona para su medición que pueda tener la mejor capacidad para identificar la grasa
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corporal, por lo que el objetivo de este trabajo fue analizar la asociación de cuatro sitios de
medición de la circunferencia de cintura abdominal con indicadores de adiposidad corporal,
en un grupo de escolares de 6 a 11 años de edad.
Métodos: Se reclutaron 48 niños y 59 niñas sanas, con edades promedio de 9.2±1.7 años y
9.5±1.5 años, respectivamente. Se determinaron peso corporal, estatura y C en cuatro
sitios: 1) Mínima (CM); 2) Umbilical (CU); 3) Punto medio entre el borde superior de la
cresta iliaca y la última costilla (CPM) y 4) Inmediatamente por arriba del borde superior de
la cresta iliaca (CCI); todos los valores fueron ajustados a la estatura phantom a través de la
fórmula C*(170.18/estatura). Como indicadores de adiposidad se determinaron la suma
proporcional de 6 pliegues (SP6P), el porcentaje de grasa corporal con la ecuación de
Slaughter (%GC); y el componente endomorfo del somatotipo antropométrico (Endo) a partir
de la medición de seis pliegues cutáneos (tricipital, subescapular, supraespinal, abdominal,
muslo anterior y pierna medial). Se utilizó regresión lineal para determinar la relación entre
los indicadores de adiposidad y cada una de las circunferencias.
Resultados: Todos los sitios de medición de la C mostraron asociación significativa con
cada uno de los tres indicadores de adiposidad con valores de R2 corregida por arriba de
0.80 (p=0.000). Las circunferencias de cada uno de los sitios medidos no fueron diferentes
entre hombres y mujeres, aunque en las niñas, la CCI fue mayor que la CM (p=0.018).
Discusión: Los cuatro sitios de medición de la C evidenciaron una alta correlación con cada
uno de los indicadores de adiposidad, por igual en hombres y mujeres. Este hecho parece
señalar que la C puede identificar adiposidad independientemente del sitio de medición; sin
embargo, el hecho de que en las niñas los valores de la CCI resultaron mayores que la CM,
advierte la presencia de diferentes formas corporales que pueden ser atribuidas a la
presencia de dimorfismo sexual desde etapas tempranas.
Referencias
Wang, J., Thornton, J., Bari, S., Williamson B., Gallagher, D., Heymsfield, S., et al (2003).
Comparisons of waist circumferences measured at 4 sites. American Journal of Clinical
Nutrition, 77,379–84.
AF_60
EFECTOS DE UN PROGRAMA DE EJERCICIO FÍSICO SOBRE LA COMPOSICION E
IMAGEN CORPORAL EN UNA POBLACIÓN INFANTIL (DE 8-11AÑOS) CON
SOBREPESO U OBESIDAD
Romero,E. 1, De Paz, J. 2, Camberos, N. 1, Tánori, M.1, Patrocinio, C. 2
1 Universidad de Sonora, México
2 Universidad de Léon, España
El aumento en las tasas de obesidad infantil en el mundo y así como en México, es un
problema de salud de origen multifactorial que ha sido abordado desde diferentes enfoques:
genético, metabólico, social y psicológico. El impacto psicológico de la obesidad a edades
tempranas durante la etapa de formación de la personalidad, puede originar trastornos de
autopercepción de la imagen corporal, también puede propiciar elevación en los niveles de
ansiedad y depresión o trastornos en la socialización y el desempeño académico. Todo ello
facilita la aparición de conductas obsesivo compulsivas como en los frecuentes trastornos
alimentarios. El objetivo de este trabajo fue determinar los cambios producidos por un
programa de ejercicio físico en las variaciones de indicadores antropométricos, el grado de
satisfacción con la imagen corporal y el nivel de ansiedad y depresión, y la condición física
de los participantes. Se reclutó a 119 niños en edad escolar con índice de masa corporal
(IMC) de 26.59 ±4.2 (kg/m2) un peso de 55.9 ± 12.05 kg y una estatura de 144.28 ± 8.1 cm.
Antes y después de participar en un programa de 20 sesiones en 20 semanas de ejercicio,
se evaluó la capacidad física (batería FITNESSGRAM) ; la antropometría (pliegues y
circunferencias); la grasa total y abdominal (Absorciometría de Rayos X de doble energía,
DXA); y se evaluaron aspectos psicológicos de la ansiedad (Escala de ansiedad manifiesta
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en niños Revisada, CMASR), la depresión (Escala de depresión en niños, CDS) y el grado
de satisfacción con la imagen corporal (Escala de Satisfacción con la Imagen Corporal,
SIC). Los resultados con cambios significativos (P≤0.05), entre el pre-test y el post-test se
identifican en la fuerza de abdomen y la flexibilidad; el peso y la talla, atribuibles éstos
últimos a la etapa de crecimiento, más que a la intervención. La grasa total y abdominal,
evaluadas solo en el grupo experimental, muestran cambios con significancia estadística.,
Se observan cambios significativos En 15 de los 18 componentes del cuerpo que forman la
imagen corporal, en los niños del grupo experimental, especialmente en el área del
abdomen, pecho, muslos, glúteos, cintura y cadera. No se hubo cambios relativos a la
ansiedad o la depresión. Concluimos que el ejercicio físico, auque no produce cambios
significativos en indicadores como el IMC, e incluso sin producir mejoras sustanciales en la
capacidad física modifica positivamente la percepción de su imagen corporal.
Referencias
Cebolla, A., Baños, R., Botella, C., Lurbe, E. y Torró, I. (2011). Perfil Psicopatológico de
Niños con Sobrepeso u Obesidad en Tratamiento de Pérdida de Peso. Revista de
Psicopatología y Psicología Clínica, 16, 2, 125-134.
Chen, L., Fox, K., y Haase, A. (2010). Body Image and physical activity among overweight
and obese girls in Taiwan. Women´s Studies Intenational Forum, 33, 3, 234-243.
AF_62
CAMBIOS EN EL RENDIMIENTO FÍSICO DE LOS ALUMNOS DE NUEVO INGRESO DE
LA GENERACIÓN 2014A DE LICENCIATURA EN CULTURA FÍFICA Y DEPORTES DE LA
UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA (CUCOSTA) CAMPUS
Gómez Chávez. L., Almanzar, P.
Universidad de Guadalajara, México
Introducción: Algunas Universidades en México y en el extranjero que ofrecen programas
educativos de nivel superior relacionados con las distintas áreas de la cultura física realizan
pruebas de aptitud física como parte de sus requisitos de ingreso, tal es el caso de la
universidad de León campus Ponferrada en Ponferrada – León, España y la Escuela Nacional
de Entrenadores Deportivos (ENED) en México. Se aplicará a los alumnos que ingresarán a la
Licenciatura en Cultura Física y Deportes de la Universidad de Guadalajara, Centro Universitario
de la Costa (CUCosta), Campus Puerto Vallarta, en el ciclo escolar 2014A en el marco del curso
de inducción; una batería de 5 pruebas físicas; estas pruebas no condicionan en ninguna
medida su ingreso a la Carrera, su tránsito por el plan de estudios o el área de formación
especializante de su elección; posteriormente al término de su segundo ciclo escolar (1 año) se
les aplicará la 2da muestra.
Método: A una muestra de 34 alumnos de nuevo ingreso de la Licenciatura en Cultura Física y
Deportes de la Universidad de Guadalajara, Centro Universitario de la Costa, Campus Puerto
Vallarta; 76.4% del género masculino y 23.6% del femenino se les aplicó la primer muestra
durante su curso de inducción a la carrera, una batería de 5 pruebas físicas; esta batería se
seleccionó a partir de baterías de pruebas similares aplicadas en otras universidades tal es el
caso de la universidad de León campus Ponferrada en Ponferrada – León, España (2013). La
2da muestra se les tomó al término de ciclo escolar (1 año después). La interpretación de los
datos será cuantitativa y correlacional.
Resultados: Se arrojaron los siguientes resultados de la comparación de los resultados de la
prueba 1 contrastados con la prueba 2: en velocidad a cíclica el 48% de los alumnos
presentaron una mejoría, en fuerza explosiva en tren superior 46% de los alumnos presentó
mejoría, en fuerza explosiva en tren inferior 51% de los alumnos presentaron mejoría en su
registro, en el Test Léger 68% presentaron mejora y por último 46% de los alumnos presentaron
mejoría en su prueba de movilidad articular. Estos resultados pueden ofrecer información sobre
el impacto en el rendimiento físico de los alumnos de Cultura Física después de un año de
cursar la Licenciatura.
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Discusión: Los resultados sobre el impacto en el rendimiento físico de los alumnos de nuevo
ingreso a la licenciatura en cultura física, se puede vincular en primera instancia con las horas
práctica de actividad física curricular y extra curricular de los alumnos durante el primer año de
su formación universitaria, también se podrá asociar con la práctica cotidiana de hábitos
saludables y la disminución de las prácticas de riesgo, derivada, de los conocimientos adquiridos
en los primeros dos ciclos escolares.
Referencias
Fisher, G. (2007). Test y Pruebas Físicas. Barcelona: Ed. Paidotribo.
Mártinez, E. (2003). Las Pruebas de Aptitud Física en la Evaluación de la Educación Física,
Fundación DIALNET / Universidad de la Rioja, España.
Sánchez, E. (2005). Cómo Superar las Pruebas Físicas de las Oposiciones. Alcalá: Ed. MAD.
AF_64
PERFIL DO ESTILO DE VIDA INDIVIDUAL: UM ESTUDO DESCRITIVO COM ALUNOS DO
ENSINO MÉDIO
Krug, M.1, Pedrotti, P.1, Fernandes, R.1, Soares, F.2
1 Universidade de Cruz Alta, Brasil
2 Universidade Federal de Santa Maria, Brasil
Introdução: Conhecer o estilo de vida de escolares pode ser um instrumento valioso para a
elaboração de estratégias que possam proporcionar aos escolares conhecimentos para
adotar uma atitude favorável em relação aos seus hábitos de vida. Dessa forma, esse
estudo teve como objetivo analisar o perfil do estilo de vida de alunos do ensino médio e a
relação deste com os aspectos socioeconômicos.
Métodos: Participaram desse estudo descritivo, 31 alunos do 2º ano do ensino médio de
uma escola estadual. Foi utilizado um formulário contendo as informações socioeconômicas
e o Pentáculo do Bem Estar proposto por Nahas, Barros e Francalacci (2000) para
identificação do estilo de vida nos componentes: nutricional, atividade física, comportamento
preventivo, relacionamento social e controle de estresse. Os dados foram analisados
através da estatística descritiva e as variáveis foram correlacionadas por meio do
Quiquadrado (P=0,05).
Resultados: Os resultados evidenciaram que nem a baixa renda e nem a baixa escolaridade
estavam afetando o perfil dos estudantes, considerando que a maioria apresentou índice
positivo em três dos cinco componentes estudados, atividades física, relacionamento social
e controle do estresse. No entanto pareceu estar afetando os componentes nutricionais e
preventivos, já que a maioria apresentou índice regular. Observou-se uma associação
significativa entre o componente atividade física (p=0,038) e sexo (p=0,012), sendo os
homens mais ativos e mais preocupados com a prevenção em relação às mulheres.
Discussão: Corroborando com o presente estudo, Angonese et al. (2013) encontraram
resultados semelhantes no componente nutricional, mostrando que comumente
adolescentes não se preocupam com a ingesta de alimentos. Com relação ao componente
preventivo, Nahas, Barros e Francalacci (2000) salientam que cinto de segurança, uso de
protetor solar, uso de preservativo nas relações sexuais, não fumar, não ingerir bebidas
alcoólicas e não usar drogas entram como comportamento preventivo devendo ser parte da
vida cotidiana de qualquer ser humano, salienta, ainda, que os adolescentes não se
preocupam com esses componentes o que confirma nossos resultados.
Referências:
Angonese, C. M., Aires, A., Gonçalves, T., Sampedro, L.. (2013). Anais do II Congresso
Estadual de Educação Física na Escola: Educação Física Escolar: desafios a prática
pedagógica –UNIVATES, 1° Edição – pág. 86 Lajeado.
Nahas, M. V.; Barros, M. , Francalacci, V. (2000). O Pentáculo do bem estar: base conceitual
para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Revista Brasileira de Atividade Física e
Saúde, 2, 5, 48-59.
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AF_65
EFEITOS DO EXERCÍCIO SOBRE OS NÍVEIS DE IgA E LISOZIMA DE IDOSOS
INSTITUCIONALIZADOS
Souza, N.1 2, Furtado, G. 1 2, Uba, M., Martins, R. 1 2, Teixeira, A. 1
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 CAPS, Brasil
Introdução: Os estudos envolvendo os níveis de IgA e da Lisozima salivares são muito
importantes na monitorização da imunidade das mucosas, particularmente envolvidas na
protecção contra infecções bacterianas, a que alguns indivíduos (especialmente idosos) são
mais vulneráveis (Gill et al. 2013) ). O objetivo deste trabalho é verificar o efeito do exercício
aeróbio nos níveis de IgA e Lisozima salivares, e sua relação com a aptidão física funcional
de idosos institucionalizados.
Métodos: 29 mulheres (n= 29, 81,5±7,5 anos) foram divididas em dois grupos: exercício
aeróbio (ExAer, n=18) e grupo controlo (GC, n=11). Todos os idosos foram avaliados antes
(T0) e após (T1) o programa. O grupo ExAer fez caminhadas, 2-3 vezes por semana, por
um período de 28 semanas, com intensidade de 60-65% da FCM. O GC não participou do
programa. Amostras de saliva foram recolhidas em T0 e T1, para análise das concentrações
de IgA e Lisozima. Para avaliar a aptidão física funcional foi adaptada a bateria de testes
desenvolvida por Rikli & Jones (2001). Diferenças entre os momentos foram analizadas
através de teste T-Student para amostras emparelhadas e as variações dos marcadores
expressas em percentagem do delta. A existência de correlações entre as variáveis foi
determinada utilizando o teste de Pearson.
Resultados: Não foram encontradas diferenças nos níveis de Lisozima entre T0 e T1 e
houve um decréscimo da concentração de IgA em ambos os grupos (p <0,05). A Aptidão
Física Funcional apresentou os seguintes resultados para os diferentes testes: para Sentar
e Levantar houve um aumento do número de repetições no ExAer (Δ=+17%), todavia, um
decréscimo foi observado no GC (Δ=-4%); na caminhada de 2,44m uma diminuição do
tempo foi observada no ExAer (p: 0,05), ao mesmo tempo que ocorreu um aumento no GC
(Δ=+21%). Os valores do 2MStep Test aumentaram em T1 apenas no ExAer (Δ=+11%),
tendo diminuido para o GC (Δ=-17%). O teste de sentar e levantar apresentou correlações
significativas com o 2MStep Test (p <0,001, r=0,510), e uma associação negativa com o
tempo de caminhada de 2,44m (p<0,001, r=-0,720).
Discussão: De acordo com outros estudos (Martins et al. 2008), verificou-se uma melhoria
nas variáveis de aptidão física funcional na nossa pesquisa. No entanto, o nosso protocolo
de exercício não foi capaz de promover um aumento dos índices de IgA e Lisozima
salivares, na população estudada.
Referências
Gill, SK. et al. (2013) Physiologie appliquée, nutrition et métabolisme, 38(9):977-87
Martins R. Rosado F. Cunha MR. et al (2008). Exercício físico, IgA salivar e estados
emocionais em pessoas idosas. Motricidade,4(1):5-11
Rikli RE, Jones CJ. (2001).Senior fitness test manual. Champaign (Illinois): Human Kinetics
Books; 176p.
AF_66
DIFERENÇAS NA APTIDÃO FÍSICA ENTRE GÉNEROS EM INDIVÍDUOS COM DIABETES
TIPO 2
Silva, M., Almeida, A., Sousa, N., Marques, M., Mendes, R.
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
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Introdução: A aptidão física é um forte preditor da mortalidade por todas as causas na
população com diabetes tipo 2, para além de estar associada com a qualidade de vida e
com o risco de queda, especialmente nos indivíduos envelhecidos (1). Este trabalho teve
por objetivo identificar e analisar diferenças na aptidão física entre géneros em pessoas
com diabetes tipo 2.
Metodologia: Este estudo apresenta um desenho transversal e analítico. Noventa indivíduos
com diabetes tipo 2 (44 mulheres e 46 homens; 66.27 ± 6.42 anos de idade), candidatos ao
programa Diabetes em Movimento® em Vila Real (2), foram avaliados nas principais
componentes da aptidão física: aptidão aeróbia (6min walk test, 6MW), força dos membros
superiores (seated medicine ball throw test, SMBT), força dos membros inferiores (30s
chair stand test, 30SCS), agilidade/equilíbrio (timed up and go test, TUG), flexibilidade dos
membros superiores (back scratch test, BS) e flexibilidade dos membros inferiores e tronco
(chair sit and reach test, CSR).
Resultados: Os testes t para amostras independentes identificaram diferenças significativas
entre homens e mulheres na performance do SMBT (257.28 ± 57.02 cm vs. 154.32 ± 41.62
cm; p < 0.001), do TUG (6.88 ± 1.1 s vs. 8.20 ± 2.29 s; p = 0.001) e do CSR (10.49 ± 8.95
cm vs. 3.08 ± 10.60 cm; p = 0.001). Não foram identificadas diferenças significativas na
performance dos outros testes de aptidão.
Discussão: Os resultados deste estudo demonstraram que as mulheres possuem menor
força nos membros superiores, menor agilidade/equilíbrio, e maior flexibilidade nos
membros inferiores e tronco, em relação aos homens. Estas diferenças podem ter
implicações na realização das tarefas da vida diária e no risco de queda. Os programas de
intervenção na área da atividade física devem ter em consideração estas diferenças e
adequar as estratégias de exercício.
Referências
1 Kokkinos P, Myers J, Nylen E, Panagiotakos DB, Manolis A, Pittaras A, et al. Exercise
capacity and allcause mortality in African American and Caucasian men with type 2
diabetes. Diabetes Care 2009;32(4):6238.
2 Mendes R, Sousa N, Reis VM, Themudo Barata JL. Diabetes em Movimento®
Communitybased exercise program for patients with type 2 diabetes. Br J Sports Med
2013;47(10):e3.43.
AF_67
EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS COM
ARTRITE REUMATOIDE
Aleixo, P.1, Coelho, P.2, Patto, V.2, Abrantes, J.1
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 IPR, Portugal
Introdução: Doentes com artrite reumatóide (AR) apresentam redução da força muscular
relativamente a pessoas saudáveis(1), sendo esta redução acompanhada por um risco
acrescido de quedas(2). Esse risco é igualmente maior em mulheres pós-menopáusicas(3).
A marcha é uma das atividades diárias com maior incidência de quedas(4) e nesta atividade
estes doentes apresentam: menor velocidade e passada mais curta(5); menor pico máximo
do momento de força do tornozelo (PMMF)(6). O pico máximo de potência do tornozelo
(PMP) é um parâmetro essencial na fase propulsiva da marcha e na mobilidade
funcional(7). Exercícios de equilíbrio e coordenação (propriocetivos) reduzem o risco de
quedas e aumentam o controlo propriocetivo em idosos(8). É objetivo analisar os efeitos de
um programa individualizado de exercícios propriocetivos em mulheres pós menopáusicas
com AR, relativamente ao peso da massa muscular de cada membro inferior (MMI), e aos
PMMF e PMP da fase de apoio na marcha.
Métodos: Programa individualizado de 12 semanas com exercícios propriocetivos para os
membros inferiores (3 sessões/semana; 30 minutos/sessão). MMI calculada por
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bioimpedância octopolar. PMMF e PMP determiados por um modelo biomecânico 3D que
utilizou tecnologia e software do sistema Vicon® Motion Capture (9 câmeras, 200Hz)
sincronizado com uma plataforma de forças (AMTI BP400600-200, 1000Hz). As mulheres
realizaram 7 ensaios válidos do pé esquerdo na plataforma e 7 do direito. Análise estatística
através do teste t.
Resultados: As 14 mulheres pós-menopáusicas com AR melhoraram os valores do PMP
(2.33 vs 2.60 W; p<0.05). Na MMI e no PMMF não se verficaram diferenças entre a pré e a
pós intervenção (6.07 vs 6.12 kg; 1.12 vs 1.16 N.m/kg).
Conclusões: Os resultados parecem indicar que o programa individualizado de exercícios
propriocetivos proporcionou às participantes a alteração positiva de um dos parâmetros que
está na génese do risco acrescido de quedas, isto é, melhorar a capacidade de gerar mais
potência articular. O facto de não alterar a quantidade de massa muscular ou a capacidade
de produzir maiores momentos de força poderá indicar que este tipo de exercícios
melhoraram essencialmente a propriocetividade e algumas especificidades do controlo
motor.
Referências
Meireles S, Oliveira L, Andrade M et al. J Bone Spine. 2002;69(6):566–73
Hayashibara M, Hagino H, Katagiri H et al. Osteoporos Int. 2010;21(11):1825–33
Cangussu L, Nahas-Neto J, Nahas E et al. BMC Musculoskelet Disord. 2012;13:2
Rubenstein L. Age Ageing . 2006;35 Sup2:ii37–41
Khazzam M, Long J, Marks R et al. J Orthop Res. 2007;25(3):319–29
Weiss R, Wretenberg P, Stark A et al. Gait Posture. 2008;28(2):229–34
Suzuki T, Bean J, Fielding R. J Am Geriatr Soc. 2001;49:1161–7
Gillespie L, Robertson M, Gillespie W et al. Cochrane Database Syst Rev. 2012
AF_68
APTIDÃO
FÍSICA
RELACIONADA
PIBID/UNICRUZ/EDUCAÇÃO FÍSICA
A
SAÚDE
DE
ESCOLARES
DO
Panda, M., Fuhmann, M., Krug, R., Rossato, V., Krug, M.
Universidade de Cruz Alta, Brasil
Introdução
Respiratóriamotoras, sua aptidão física é utilizada para expansão do seu desenvolvimento
onde o movimento é seu meio de comunicação e aprendizagem. Além disso, índices
satisfatórios dos aspectos da aptidão física relacionados a saúde protegem quanto ao
surgimento e desenvolvimento de distúrbios orgânicos. Esse estudo se apresenta de
extrema importância para definir em que estágio se encontra a aptidão física dos alunos em
termos de saúde, indicadores que servirão para refletir a prática docente da Educação
Física na escola.
Metodologia: Pesquisa descritiva de caráter diagnóstico, sendo sujeitos os alunos dos anos
iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) das escolas estaduais integrantes do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID da UNICRUZ –
Universidade de Cruz Alta/RS/Brasil na subárea de Educação Física, totalizando 643
crianças na faixa etária de sete a onze anos. O instrumento utilizado é o PROESPBR,
Projeto Esporte Brasil (GAYA, 2012). Para tratamento dos dados foi utilizada a estatística
descritiva no SPSS 2.0. O estudo é parte do projeto aprovado no CEPComitê de ética em
pesquisa sob o número 818.441 em 18/09/2014.
Resultados: Os resultados mostram que 52,41% são do sexo masculino e 47,59% são do
sexo feminino. Quanto ao índice de massa corporal IMC 38,58% dos meninos e 42,81% das
meninas estão na zona de risco. A aptidão cardiorrespiratória mostrou 44,21% dos meninos
e 61,76% das meninas em zona de risco. A resistência muscular localizada RML
determinou 59,05% dos meninos e 60,13% das meninas em zona de risco. A flexibilidade
revelou 35,61% dos meninos e 68,63% das meninas em zona de risco.
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Conclusão: As variáveis relacionadas a aptidão física para a saúde mostrou um significativo
percentual de alunos em zona de risco, determinando preocupação com relação ao futuro
dessas crianças. Esses resultados podem estar relacionados a prática de atividade física
ineficiente e uma alimentação inadequada. A escola tem um papel importante na orientação
dos alunos e dos familiares na busca de uma vida saudável, e foi informada dos resultados
do estudo sendo sugerido a busca de estratégias, juntamente com os bolsistas do programa
PIBID/UNICRUZ/Educação Física no sentido de melhorar essa realidade.
Referências
GAYA, A.; et al. Projeto Esporte Brasil – PROESP – BR: Manual de testes e
avaliação. Versão 2012. Disponível em www.proesp.ufrgs.br
AF_69
ASSOCIAÇÃO ENTRE APTIDÃO CARDIORESPIRATÓRIA, PRÉOBESIDADE NO 4º ANO
DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO NO AGRUPAMENTO DE ESCOLA PROFESSOR
ARMANDO LUCENA
Ruivo, E.
Universidade Lusófona, Portugal
Enquadramento: O declínio da atividade física (AF) em crianças em Portugal é hoje uma
evidência, com consequências no aumento da pré -obesidade e obesidade infantil. Objetivo:
Analisar a associação entre a aptidão cardiorrespiratória (ACR), e a prevalência da préobesidade e obesidade em crianças do 4.º ano.
Método: Estudo transversal, incidindo sobre 143 crianças, (73 raparigas) dos 9 -12 anos de
idade do Concelho de Mafra. Registou -se o índice de massa corporal (IMC) e a % de
massa gorda (MG) por bioimpedância. Foram utilizados os pontos de corte da International
Obesity Task Force, para definir a pré -obesidade e obesidade. A avaliação da ACR foi
efetuada através do teste Vaivém 20 metros do Fitnessgram. Os alunos foram ainda
avaliados por questionário sobre a AF extra-curricular (QAD); os pais sobre os níveis de AF
com recurso a questionário (IPAQ), e o estatuto sócio -económico (ESE).
Resultados: Não houve diferenças entre géneros na prevalência de pré -obesidade e
obesidade: rapazes (20.55% e 8.21%) e raparigas (34.28% e 5.71%) (p=0.176). As crianças
com maior ACR tinham menor IMC (p<0.01) e MG (p<0.01). A ACR (VO2max) foi superior
nos rapazes (46.88 vs 39.15 raparigas) (p<0.001). A idade não esteve associada à ACR. Os
pré-obesos eram maioritariamente insuficientemente ativos, e os normoponderais eram
insuficientemente ativos ou suficientemente ativos (p=0.033). Não houve associação entre o
ESE e AF dos pais e o IMC, ACR ou QAD dos alunos.
Conclusões: As crianças que tiveram maior ACR registaram menor IMC e MG,
independente da idade e do sexo. Verificou -se que o estatuto sócio-económico e a AF dos
pais não estão associados aos resultados da ACR, IMC ou MG das crianças. Será essencial
sensibilizar a comunidade educativa para a continuidade de estudos similares.
AF_70
EFEITOS DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIO DE FORÇA EM PARÂMETROS
HEMATOLÓGICOS DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
Direito, F. 1, Uba-Chupel, M. 1,2, Furtado, G. 1,2, Rieping, T. 1, Souza, N. 1, Rosado, M.F.
1, Ferreira, J.P.L. 1, Teixeira, A.M. 1
1 Universidade de Coimbra, Portugal
2 CAPES, Ministério da Educação, Brasil
Introdução: A modulação hematológica torna-se instável com o envelhecimento. O
hemograma, nestes casos, é essencial para a investigação das doenças hematológicas.
REAFES Gymnasium 2015
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Devido à sua diversidade, é um dos exames mais requisitados para as práticas clínicas e
cirúrgicas. As alterações periféricas com a idade incluem uma leve e isolada elevação na
taxa de sedimentação de eritrócitos, uma leve linfocitopenia sem manifestações clínicas, e
um decréscimo na concentração média de hemoglobina e no hematócrito (Sganolin et al.
2013). Porém, não existem muitas evidências sobre o efeito do exercício na variação
quantitativa e morfológica dos elementos do sangue, especialmente em indivíduos idosos.
O objetivo deste trabalho é verificar as alterações hematológicas em idosos praticantes de
um programa de exercício de força.
Métodos: Trinta e cinco idosos (n=35, idade = 83,9±5,2 anos) participaram no estudo, e
foram divididos em 2 grupos: Treino de Força (TF, n=17) e Grupo Controlo (GC, n=18).
Todos os sujeitos foram avaliados antes (M0) e após (M1) o programa de exercício. TF foi
realizado 2-3 vezes por semana, durante 28 semanas, com intensidade de 60-65% da FCM.
Amostras de sangue foram recolhidas para realização de um hemograma em M0 e M1.
Teste T-Student foi usado para verificar diferenças entre as variáveis. Alguns resultados são
apresentados em variação delta percentual.
Resultados: No TF ocorreu uma diminuição da contagem de leucócitos (Δ=-7%; p <0,05)
comparativamente ao GC (Δ=+10). Apesar de não ser estatisticamente significativo,
ocorreram alterações na percentagem de monócitos no TF e no GC (Δ=+13% e Δ=-12%,
respectivamente). O volume corpuscular médio em TF aumentou significativamente
(p=0,001) e foi observado um leve aumento na média concentração de hemoglobina em TF
(Δ=+4%) o que não ocorreu no GC. Os parâmetros plaquetários não sofreram alterações
significativas em ambos grupos.
Conclusão: Apesar de desconhecidos os mecanismos pelos quais ocorreu uma diminuição
no número de leucócitos no grupo de TF e aumentou no GC, é possível que eventos
inflamatórios e infecciosos tenham levado à elevação destas células no GC. Um aumento
no VCM no grupo TF mostra que, mesmo em idosos, a prática de TF foi capaz de melhorar
a morfologia de algumas células do sangue positivamente.
Referências
Desai, A. et al. (2010). Leukocyte function in the aging immune system. J Leukoc Biol,
87(6):1001-9
Simpson, RJ. et al. (2012). Exercise and the aging immune system. Ageing Res Rev, 11(3):
404-20
Sgnaolin, V. et al. (2013). Hematological parameters and prevalence of anemia among freeliving elderly in south Brazil. Rev Bras Hematol Hemoter, 32(2):115-118
AF_71
NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS DE CRUZ ALTA,
BRASIL
Krug, M.R., Panda, M., Rossato, V.M., Krug, R.
Universidade de Cruz Alta, Brasil
Introdução: último censo brasileiro indicou uma população de quase 21 milhões de pessoas
com mais de 60 anos de idade. Número este que deixa o Brasil entre os países com maior
número de idosos no mundo. Este rápido crescimento acarretará um grande impacto na
economia do país e agravamento dos problemas de saúde (IBGE, 2010). Assim, busca-se
com esse estudo analisar a relação entre a qualidade de vida (QV) e o nível de atividade
física (AF) em indivíduos idosos assistidos pelas Estratégias de Saúde da Família da cidade
de Cruz Alta-RS, visando sugerir ações preventivas para a saúde dos mesmos.
Métodos: Participaram desse estudo 900 idosos (+60 anos), que foram avaliados a partir do
WHOQOL-OLD e do Questionário Internacional de Atividades Físicas. Os dados foram
analisados pelos testes: U Mann Whitney e Correlação de Spearman (p<0.05).
Resultados: Observou-se que a maioria (60%) dos idosos eram sedentários. A avaliação da
QV evidenciou maiores escores nas facetas: intimidade (74,51%), atividades passadas,
REAFES Gymnasium 2015
70
presentes e futuras (74,72%), autonomia (76,50%) participação social (72,45%) e menores
escores para as facetas: funcionamento do sensório (43,61%), morte e morrer (36,98%). Os
idosos ativos apresentaram maior escore, na faceta Autonomia (76,50%) e para os
sedentários na faceta Intimidade (69,46%). Já o menor escore, para os ativos e sedentários,
relacionou-se à faceta Morte e Morrer (36,98% e 41,98%, respectivamente). Verificou-se
que os ativos apresentaram maiores escores nas facetas autonomia (p=0,000), atividades
passadas, presentes e futuras (p=0,000), participação social (p=0,000) e intimidade
(p=0,001) quando comparados aos sedentários.
Discussão: Embora um grande corpo de conhecimento evidenciem o papel da atividade
física como um dos elementos decisivos na qualidade de vida, estes níveis, em diferentes
países, continuam baixos e na região Sul do Brasil não é diferente. Martins et al. (2007)
também observaram um alto nível de QV, relatado pelos idosos. Isto pode ser explicado
pelo fato de algumas pessoas idosas terem um bom processo adaptativo para conviver com
as dificuldades decorrentes do envelhecimento humano e essa adaptação pode influenciar
na percepção da QV.
Conclusão: Conclui-se que a maioria dos idosos de Cruz Alta são sedentários e que o nível
de atividade física está influenciando significativamente quatro das seis facetas estudadas.
Referências
IBGE. Síntese de indicadores sociais – Uma análise das condições de vida da população
brasileira.
Rio
de
Janeiro:
IBGE,
2010.
Disponível
em:
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1> acesso em: 26 de junho de 2011.
Martins et al. (2007). Avaliação da qualidade de vida subjetiva dos idosos: uma comparação
entre os residentes em cidades rurais e urbanas. Estud. interdiscip. envelhec., Porto Alegre,
v. 11, p. 135-154.
AF_72
RISCO DE QUEDAS EM INDIVÍDUOS COM DIABETES TIPO 2: RELAÇÃO COM O
PERFIL ANTROPOMÉTRICO
Alves; J., Almeida, A., Almeida, J.P., Sousa, N., Mendes, R.
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
A diabetes tipo 2 está associada a um aumento do risco de quedas e a um aumento da
severidade das lesões consequentes. A obesidade parece ser um dos fatores que contribui
para o aumento da incidência de quedas e maior incapacidade para as atividades da vida
diária após este evento adverso (1). O objectivo deste estudo foi analisar a associação entre
o perfil antropométrico e o risco de queda em indivíduos
Metodologia: Foram analisados 90 indivíduos (46 homens e 44 mulheres; 66.27 ± 6.42 anos
de idade; 10.69 ± 7.59 anos de duração da doença) candidatos ao programa Diabetes em
Movimento® em Vila Real (2). Foi medido o peso e a altura, para cálculo do índice de
massa corporal (IMC), o perímetro da cintura (PC) e determinada a massa gorda (%MG) por
bioimpedância. O risco de queda foi calculado através do desempenho no Timed Up and Go
Test (TUG). Foram calculadas as correlações entre o TUG e o IMC, PC e %MG.
Resultados: Após a análise dos dados (IMC 30.21 ± 3.80 kg/m2; PC 98.05 ± 10.52 cm;
%MG 37.59 ± 8.27 %; TUG 7.52 ± 1.93 s) foi encontrada uma correlação positiva e
significativa entre o TUG e a %MG (r = 0.293, p = 0.005), não tendo sido encontradas
correlações significativas entre o TUG e o IMC (r = 0.026, p = 0.809) e o TUG e o PC (r =
0.099, p = 0.352). Os resultados demonstraram uma associação entre a %MG e um menor
desempenho no TUG, sugerindo que, a população com diabetes tipo 2 com maior %MG
apresenta um maior risco de queda. Por outro lado, não foi observada qualquer associação
entre o TUG e o IMC e o PC.
Referências
1 Himes CL, Reynolds SL. Effect of obesity on falls, injury, and disability. J Am Geriatr Soc
2012;60(1):12-49.
REAFES Gymnasium 2015
71
2 Mendes R, Sousa N, Reis VM, Themudo Barata JL. Diabetes em Movimento®
Communitybased exercise program for patients with type 2 diabetes. Br J Sports Med
2013;47(10):e3.43.
AF_73
RELAÇÃO ENTRE IMAGEM CORPORAL E ESTADO NUTRICIONAL EM ESCOLARES DE
MARINGÁ, PARANÁ – BRASIL.
Bandeira-Lima; F.E. 1, Silva-Lima, S.B. 2, Ferreira-Lima, W. 2, Bandeira-Lima, F. 3,
Pellegrinotti, I.L. 4, Lopes Vieira, J.L. 5
1 Universidade Estadual do Norte do Paraná
2 Universidad Extremadura, Espanha
3 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
4 Universidade Metodista de Piracicaba, Brasil
5 Universidade Estadual de Maringá, Brasil
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre imagem corporal e IMC de
adolescentes escolares de Maringá, Paraná – Brasil.
Metodologia: Instrumentos utilizados: Ficha de identificação e avaliação antropométrica,
questionário de Imagem Corporal (BSQ). A análise descritiva dos dados foi realizada
através do Excel 2007 e SPSS 15.0. O teste Qui-quadrado foi utilizado para analisar as
diferenças entre os percentuais. Os valores de Odds Ratio para possíveis associações. O
intervalo de confiança adotado foi 95%. Para a correlação dos dados utilizou-se o teste de
normalidade de Kolmogorov Smirnov. Não apresentando normalidade, o teste foi
Spearman.
Resultados: A amostra foi de (n) 372 adolescentes (249 meninas, 123 meninos) com idade
média 13,3 anos (±0,8), peso médio de 53,3kg (±12.1), estatura média de 1,59m (±0,08),
IMC médio 20,7 kg/m2 (±3,7). Avaliando o estado nutricional dos adolescentes pelo IMC, a
maioria (66,4%) encontra-se dentro do valor esperado de IMC. Entretanto, 32% dos
adolescentes estão acima do valor de peso ideal para a idade e sexo (24,2% sobrepeso e
7,8% obeso). Analisando a prevalência de sobrepeso em relação ao sexo, os escolares do
sexo feminino apresentam 103,7% mais chances de apresentarem sobrepeso do que os do
sexo masculino. A Imagem Corporal encontra-se dividida em quatro graus: ausência, leve,
moderada e alta distorção. Observa-se que 33% dos adolescentes apresentam um dos
graus de insatisfação corporal, sendo esse dividido em leve (16,9%), moderado (10,5%) e
alto (5,9%). Verificando a prevalência de distúrbio da Imagem Corporal em relação ao sexo,
observa-se uma tendência linear entre as variáveis (OR 4,698), ou seja, a probabilidade das
meninas apresentarem grau de distorção de Imagem Corporal é 469,8% maior que os
meninos. Analisando imagem corporal com o sexo verifica-se que 28,8% das meninas e
13,7% dos meninos estão insatisfeitos com sua imagem corporal. Comparando Imagem
Corporal com IMC, os dados apresentam que, mesmo um número significante de
adolescentes apresentando sobrepeso e obesidade, alguns desses adolescentes não
possuem distorção de Imagem Corporal. Verificando a relação de imagem corporal com o
IMC, observa-se uma tendência linear entre variáveis (OR 3,351), ou seja, a probabilidade
dos escolares com obesidade apresentarem nível de distorção de imagem corporal é
335,1% maior do que os escolares que não apresentam obesidade.
Conclusão: Conclui-se que mesmo a maioria dos adolescentes apresentar-se dentro do
IMC, cerca de um terço dos adolescentes estão acima do peso ideal. As meninas possuem
mais chances de apresentar obesidade que os meninos. Verificou-se que a insatisfação
com a Imagem Corporal atinge mais de um terço dos escolares. A prevalência de distúrbio
da Imagem Corporal em relação ao sexo foi maior no sexo feminino. Analisando a relação
do nível de imagem corporal com o IMC, observa-se a probabilidade dos escolares com
sobrepeso apresentarem nível de distorção de imagem corporal.
REAFES Gymnasium 2015
72
AF_74
PUNTOS DE CORTE PARA CLASIFICAR ADOLESCENTES ACTIVOS A TRAVÉS DEL
CUESTIONARIO DE ACTIVIDAD FÍSICA PARA ADOLESCENTES (PAQ-A).
Benítez-Porres, J.1, López Fernández, I.1, Barrera-Expósito J.1,2, Alvero-Cruz J.R.2,
Carnero E.A.1
1. Universidad de Málaga, España.
2. Universidad de Málaga, España.
Introducción: El cuestionario de actividad física para adolescentes (PAQ-A) es una
herramienta económica para evaluar la actividad física (AF) durante la adolescencia (Janz,
Lutuchy, Wenthe, & Levy, 2008) y ha sido ampliamente utilizado en investigaciones de
campo. Sin embargo, la puntuación final del PAQ-A puede ser optimizada. El objetivo del
presente estudio fue determinar los valores de corte en el resultado del PAQ-A utilizando las
recomendaciones internacionales como criterio.
Métodos: Doscientos veintitrés adolescentes (n=110 chicos, n=113 chicas) participaron en
el estudio. Se utilizó acelerometría triaxial (Actigraph GT3X) durante siete días y los
participantes completaron el PAQ-A al entregar el acelerómetro. En base a las
recomendaciones internacionales de AF se crearon tres criterios relativos a si los
participantes cumplían o no con las mismas (AFMV >60 min/día, AF Vigorosa >30min/día, y
AF Total >116 min/día; respectivamente). El análisis de las curvas ROC (Zweig & Campbell,
1993) fue utilizado para identificar los puntos de corte.
Resultados: Las áreas bajo las curvas ROC de la puntuacón del PAQ-A para AFMV >60
min/día, AF Vigorosa >30min/día, and AF Total >116 min/día fueron de 0.69 ± 0.04 (95% CI
0.63 a 0.75); 0.67 ± 0.04 (95% CI 0.60 a 0.73); y 0.74 ± 0.04 (95% CI 0.67 a 0.79),
respectivamente (todas P<0.001). La sensibilidad y especificidad obtenidas fueron del 8.1%
(95% CI 2.7 a 17.8), 99.4% (95% CI 96.6 a 100); 59.7% (95% CI 46.4 a 71.9), 73.9% (95%
CI 66.4 a 80.5); y 98.9% (95% CI 96.1 a 99.9), 12.5% (95% CI 4.2 a 26.8); respectivamente.
El análisis de las curvas ROC mostró unos puntos de corte de 4.01, 2.73 y 1.25 para
discriminar las recomendaciones de AFMV, AF Vigorosa y AF Total, respectivamente.
Discusión: Nuestros resultados sugieren que el PAQ-A puede ser una herramienta útil para
clasificar adolescentes activos e inactivos siguiendo las recomendaciones internacionales
de AF como criterio. Una puntuación superior a 4.01 parece ser válida para detectar
adolescentes que realicen suficiente AFMV, mientras que puntuaciones inferiores a 1.25
indicarían sedentarismo.
Referencias
Janz, K. F., Lutuchy, E. M., Wenthe, P., & Levy, S. M. (2008). Measuring activity in children
and adolescents using self-report: PAQ-C and PAQ-A. Med Sci Sports Exerc, 40(4), 767772.
Zweig, M. H., & Campbell, G. (1993). Receiver-operating characteristic (ROC) plots: a
fundamental evaluation tool in clinical medicine. Clin Chem, 39(4), 561-577
AF_75
DOMINÂNCIA DE PÉ, ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE.
Atalaia, T., 1, Abrantes, J.M.C.S., 2.
1. Escola Superior de Saúde Cruz Vermelha Portuguesa, Portugal.
2. Universidade Lusófona, Portugal.
Introdução: A dominância de pé é compreendida como a utilização preferencial de um
membro inferior em relação ao seu contra lateral. Deste modo, parece lógico que a
dominância influencie a estabilidade articular, com implicações tanto a nível do desempenho
de atividade física bem como em questões relacionadas com a área da saúde. A
REAFES Gymnasium 2015
73
estabilidade articular pode ser medida com recurso a medidas de rigidez, tais como a
rigidez dinâmica articular (DJS), a rigidez vertical (KVERT) e a rigidez de membro inferior
(KLEG). O objetivo deste estudo foi o de verificar qual a influência da dominância de pé nas
medidas de rigidez citadas, e de compreender esta influência à luz da prática da saúde e da
atividade física.
Métodos: A amostra estudada incluía 20 mulheres (média de idade 23,0±2,98 anos) e 11
homens (media de idade 23,64±2,25 anos), com diferentes demonstrações de dominância
de pé (81,8% destros e 18,2% canhotos). Cada sujeito executou três tarefas diferentes:
marcha, triplo salto unilateral (SLTJD) e saltitar unilateral (UH). Dados cinemáticos (sistema
de análise de movimento 3D VICON®) e cinéticos (plataforma de forças AMTI®)
sincronizados, foram utilizados para calcular cada uma das medidas de rigidez
especificadas. Para avaliar a influência da dominância de pé nas medidas de rigidez, foi
utilizado o teste t-Student para amostras emparelhadas.
Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas entre membro dominante e
não dominante com exceção da DJS do tornozelo, medida na fase de propulsão do UH
(p<0,05): Foi registado um aumento da rigidez no membro não dominante.
Discussão: Os resultados indicam que a dominância de pé parece não influenciar a
estabilidade articular medida pela DJS, KVERT e KLEG. Os presentes resultados suportam
a teoria de que a dominância de pé não se relaciona com uma determinada estabilidade
articular específica. Por outro lado, a diferença significante registada na fase de propulsão
do UH pode suportar o conhecimento de que a dominância é dependente da tarefa, sendo
que diferentes dominâncias podem ser observadas em diferentes tarefas. Deste modo, a
dominância de pé não deve ser considerada em medidas de desempenho físico, assim
como não deve ser considerada como um indicador de risco de lesão.
Referências
Atalaia, T., Abrantes, J., & Castro-Caldas, A. (2015). Influence of Footedness on Dynamic
Joint Stiffness during the Gait Stance Phase. JSRR, 5 (2), 175-183.
Atalaia, T., Abrantes, J. M. C. S., & Castro-Caldas. (2015). Is Footedness Consistent?
Journal of Basic and Applied Research International, 3(1), 1-8.
Atalaia, T., Abrantes, J. M. C. S., & Castro-Caldas, A. (2015). Adaptação cultural e
fidedignidade da versão portuguesa do Lateral Preference Inventory para a avaliação do
perfil de lateralidade. Salutis Scientia, 7 (Março), 5-11.
Atalaia, T., Abrantes, J. M. C. S., & Castro-Caldas, A. (2015). Footedness-related
differences in dynamic joint stiffness and leg stiffness measurements. JSRR, 6 (5), 363-370.
AF_76
CONSISTÊNCIA NA ANÁLISE DE SINAL EMG DE SUPERFÍCIE NOS MEMBROS
INFERIORES EM DIFERENTES CONTRAMOVIMENTOS VERTICAIS.
Rodrigues, C. 1, Abrantes, J.M.C.S. 2, Correia, M.V. 1, Nadal, J. 3, Rodrigues, M.A.B. 4
1 Universidade do Porto, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil
4 Universidade Federal de Pernambuco, Brasil
Este trabalho tem por objetivo avaliar a consistência de análise e resultados obtidos por
aplicação de diferentes técnicas de estudo dos sinais EMG de superfície associados a
grupos musculares estratégicos em diferentes contramovimentos (CM) nos membros
inferiores (MI) avaliados em saltos de máxima impulsão vertical (MIV). A amostra
experimental é composta por um grupo de n=6 estudantes de licenciatura em educação
física e desporto, sem aptidão ou treino físico específico. Os sujeitos foram pesados
(76,7±6,7) kg e medida a sua estatura (1,79±0,05) m, tendo sido colocados após
preparação da pele, elétrodos Skintact F55 Aqua-Wet na configuração bipolar de acordo
com a convenção SENIAN nos músculos recto femoral (RF), vasto medial (VM), vasto
REAFES Gymnasium 2015
74
lateral (VL) e gémeos interno e externo (GI/GE), de acordo com as contribuições indicadas
pela anatomia funcional para a flexão da anca, extensão do joelho e flexão plantar. Cada
sujeito realizou um total de três ensaios para cada um dos tipos de saltos MIV
considerados, nomeadamente sem CM (SJ - Squat Jump), com CM longo (CMJ - Counter
Movement Jump) e com CM curto (DJ - Drop Jump). Durante os ensaios foram registadas
as atividades EMG de superfície dos grupos musculares selecionados, com recurso a
sistema eletromiográfico sem fios Biotell 99 da Glonner Electronic GmbH à frequência de
2000 Hz e as forças de reação do solo com recurso a plataforma de força AMTI BP24164000CE à frequência de 1000 Hz.
Foram detetadas as fases de movimento a partir dos perfis de força registados e
selecionados o melhor salto de cada tipo de MIV de acordo com o tempo máximo de voo
por ausência de contacto com a plataforma de força. Os sinais brutos EMG foram retificados
e filtrados com filtro passa-baixo Butterworth de 2ª ordem e frequência de corte 2,3 Hz
aplicado no sentido direto e inverso para evitar deslocamento de fase e obtenção da
envolvente. Os sinais obtidos foram correlacionados (CR) para deteção de atividade
sinergística, agonista e antagonista, análise de componentes principais (ACP) para deteção
de componentes não correlacionados explicativos da maior variabilidade e correlação
cruzada normalizada (CCRN) para deteção de correlações máximas e atraso
eletromecânico. As CR por pares das envolventes dos sinais EMG permitiram detetar
coatividades superiores em DJ relativamente a SJ e coatividades superiores em SJ quando
comparadas com CMJ com maior atividade sinergista em DJ relativamente a SJ e CMJ. As
CR permitiram ainda detetar vários ciclos em SJ e CMJ indicando desfasamento temporal
nos traçados EMG individuais. A ACP permitiu detetar 1 componente principal (CP) em SJ e
CMJ e 2 CP em DJ explicativos de 97,7%, 97,1% e 97,3% da variabilidade dos sinais EMG.
As CCRN entre as actividades EMG dos vários músculos considerados apresentaram
também valores superiores em DJ e SJ do que em CMJ o que associada a uma maior
simultaneidade de recrutamento em DJ em virtude da solicitação provocada pelo salto em
profundidade e em SJ por ausência de contramovimento relativamente a CMJ. Os métodos
CR, ACP e CCRN revelaram-se consistentes no que respeita à análise dos sinais EMG dos
músculos considerados nos diferentes CM.
AF_77
EFEITOS NA ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA ATRAVÉS DO SUPORTE
SOCIAL E DAS REGULAÇÕES COMPORTAMENTAIS PARA O EXERCÍCIO NUMA
INTERVENÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR: O PROGRAMA PESSOA.
Quaresma, A. M. 1, Palmeira, A. L. 1, Martins, S. S. 1, Minderico, C. S. 2, Sardinha, L. B. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: O objetivo deste estudo foi explorar os efeitos do suporte social e das
regulações comportamentais para o exercício, na atividade física (AF) e na qualidade de
vida (QV) de adolescentes Portugueses, após uma intervenção de dois anos em contexto
escolar. O programa PESSOA – Promoção do Exercício e Saúde no Sedentarismo e
Obesidade da Adolescência – financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia
(PTDC/DES/108372/2008), procurou desenvolver e avaliar um modelo de intervenção
centrado na Escola para a prevenção e tratamento do excesso de peso/obesidade juvenil,
no âmbito global dos estilos de vida saudáveis.
Método: A amostra foi constituída por 1042 alunos (549 rapazes), dos 10 aos 16 anos com
IMC=19.31 ± 3.51. Foram utilizados questionários para avaliar a AF (PAQ - Physical Activity
Questionnaire), a QV (Kidscreen-10), as regulações comportamentais (BREQ-2 –
Behavioural Regulations for Exercise) e o suporte social (PEACH - Personal and
Environmental Associations with Childrens Health). Foram efetuadas análises de mediação
múltipla (Preacher & Hayes, 2008) e de mediação série (Hayes, 2013).
REAFES Gymnasium 2015
75
Resultados: Verificou-se: a) nos participantes que aumentaram a sua AF, a existência de
efeitos indiretos positivos da intervenção na QV, através do suporte de pares (Intervalo
Confiança - IC de .029 a .089) e da motivação intrínseca (IC de .057 a .144) e, efeitos
indiretos negativos na QV através da regulação introjetada (IC de -.034 to -.006); b) que os
efeitos indiretos em série positivos (P < 0.01) na QV e AF foram explicados através do
aumento do suporte de pais/pares através da motivação intrínseca; e, c) o suporte de pais
levou a um aumento na motivação externa (P <0.05), o que veio a amortecer os efeitos da
intervenção.
Discussão: O suporte de pares e a satisfação de regulações mais autodeterminadas
explicaram o efeito indireto da AF na QV dos adolescentes. Esta intervenção em meio
escolar promoveu o desenvolvimento de suporte social (pares e pais) e de mecanismos
motivacionais que explicaram maiores níveis de AF e QV. Estes resultados sugerem que os
pares poderão desempenhar um papel importante na promoção de um estilo de vida mais
ativo/saudável.
Referências:
Hayes, A. F. (2013). Introduction to mediation, moderation, and conditional process analysis:
A regressionbased approach. New York: The Guilford Press.
Preacher, K. J., & Hayes, A. F. (2008). Asymptotic and resampling strategies for assessing
and comparing indirect effects in multiple mediator models. Behavior Research Methods,
40(3), 879-891. doi: 10.3758/brm.40.3.879
AF_78
PRECISÃO DA DXA E REPRODUTIBILIDADE INTRAOBSERVADOR PARA AVALIAÇÃO
DA COMPOSIÇÃO CORPORAL.
Moreira, O.C. 1,2, Oliveira, C.E.P.1,2, Romero-Pérez, E.M.3, Paz Fernández, J.A.1
1 Universidade de León, Espanha
2 Universidade Federal de Viçosa, Brasil
3 Universidade de Sonora, México.
Introdução: A precisão das medidas da composição corporal pode interferir no diagnóstico e
prescrição de tratamento de doenças. Além disso, no que diz respeito à dupla
absorciometría de raios X (DXA), pode haver diferenças importantes entre as medidas das
regiões de interesse (ROI) realizadas automaticamente por DXA ou manualmente por um
avaliador, fato que pode causar erros de medida e influenciar na avaliação ou no
diagnóstico. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a precisão da medição da
composição corporal por DXA, bem como a reprodutibilidade intraobservador para a medida
das ROI.
Métodos: 15 adultos jovens foram avaliados duas vezes com um mapeamento de corpo
total por DXA, sob as mesmas condições. Após a primeira avaliação, os voluntários saíam
do aparelho e voltavam a se colocavam no mesmo, para a segunda avaliação. Além disso,
a primeiro avaliação de todos os voluntários foi escolhida para a determinação e leitura das
ROI, em duas ocasiões separadas por um período de duas semanas, por um único
avaliador treinado na definição e leitura das mesmas. O coeficiente de variação (CV) e o
coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foram calculados com um nível de significância
de p <0,05.
Resultados: Foram obtidos indicadores de alta precisão das medidas da DXA para a massa
corporal total (CCI= 0,999; CV= 2,3%), massa gorda (CCI= 0,998; CV= 1,6%), massa magra
(CCI= 0,995; CV= 0,3%) e conteúdo mineral ósseo (CCI= 0,996; CV<0,1%). Além disso, foi
observada alta reprodutibilidade intraobservador para a medida das ROI, com valores de
CCI variando entre 0,952 e 0.999.
Discussão: Com base nos resultados deste estudo, a DXA pode ser considerada como um
método preciso para determinar a composição corporal, sendo uma tecnologia avançada e
de baixo custo que é útil para a aquisição de dados, desde que suas limitações sejam
REAFES Gymnasium 2015
76
consideradas durante o planeamento da intervenção. Além disso, os valores encontrados
neste estudo indicam uma excelente reprodutibilidade para as definições e leituras
intraobservador para a medida das ROI, independentemente da região analisada. Assim, é
possível concluir que, a avaliação da composição corporal por DXA apresenta elevada
precisão para a massa de corpo inteiro, massa gorda, massa magra e conteúdo mineral
ósseo, além de alta reprodutibilidade intraobservador para a medida das ROI, indicando
elevado grau de precisão do aparelho e das medidas realizadas pelo avaliador.
AF_79
PREFERÊNCIAS DOS IDOSOS RELATIVAMENTE AO FEEDBACK DOS INSTRUTORES
EM AULAS DE GRUPO DE FITNESS
Mercê, C., Franco, S., Simões, V.
Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal
Introdução: Os instrutores de aulas de grupo de fitness devem procurar adequar o seu
comportamento à preferência dos participantes, nomeadamente o seu feedback, de forma a
promover aprendizagem, motivação e a satisfação dos participantes (Franco et al, 2012), e,
consequentemente, a sua adesão ao exercício. O presente estudo teve como objetivo
caracterizar a preferência dos idosos relativamente ao feedback dos instrutores em aulas de
grupo de fitness.
Métodos: A amostra foi composta por 62 idosos participantes em aulas de grupo de fitness,
com idades compreendidas entre os 60 e 82 anos de idade (M±DP=68,4±5,8) de ginásios
em Portugal. Foi aplicado o Questionário Feedback dos Instrutores de Fitness: Aulas de
Grupo (Simões et al, 2013).
Resultados: Verificou-se que os idosos preferem que os instrutores emitam feedback:
direccionado para a classe, avaliando positivamente a sua performance, explicando a forma
de realizar o exercício, referindo a respiração, sobre um exercício em separado, utilizando o
canal auditivio e/ou visual, durante a realização do exercício e com o instrutor perto de si,
com o instrutor a realizar o mesmo exercício e em posição de espelho, seguido de
observação, e com afetividade positiva.
Discussão: Os resultados obtidos no presente estudo parecem ir ao encontro da literatura
relativa à preferência dos adultos. Normalmente, os adultos participantes em aulas de grupo
de fitness referem preferir os seguintes tipos de feedback: positivo descritivo, separado,
auditivo e/ou visual, durante o exercício, com o instrutor a realizar o mesmo exercício e
perto de si, em posição de espelho, seguido de observação, e com afetividade positiva
(Simões, 2013). Os instrutores devem atuar de acordo com a preferência dos idosos, de
modo a promover a sua satisfação e adesão ao exercício.
Referências
Franco, S., Rodrigues, J., & Castañer, M. (2012). The behaviour of fitness instructors and
the preferences and satisfaction levels of users. In O. Camerino, M. Castañer & M. T.
Anguera (Eds.), Routledge Research in Sport and Exercise Science. Mixed Methods
Research in the Movement Sciences - Case studies in sport, physical education and dance.
Oxon: Routledge.
Simões, V. (2013). Análise do Feedback Pedagógico em Instrutores Estagiários e
Experientes na Atividade de Localizada: Comportamento observado, auto-perceção dos
instrutores e preferências dos praticantes. Tese de Doutoramento, UTAD, Vila Real.
Simões, V., Rodrigues, J., Alves, S., & Franco, S. (2013). Validação do questionário de
feedback de instrutores de fitness em aulas de grupo. Revista da Unidade de Investigação
do Instituto Politécnico de Santarém, 1(1), 227-246.
AF_80
RELAÇÃO ENTRE DADOS OBTIDOS COM A APLICAÇÃO DO FITNESSGRAM E
PROTOCOLOS ESPECÍFICOS EM ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR
REAFES Gymnasium 2015
77
Miranda, S., Lopes, C., Reis, J., Silva, M., Conceição, P., Canhola, F., Nunes, P., Pereira,
A., Figueiredo, T., Espada, M.
Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
Introdução: Encontra-se bem definido que existe uma relação direta entre o envolvimento
em atividade física (AF) e benefícios para o bem-estar holístico. Baixos níveis de atividade
física (AF) podem colocar os indivíduos em risco de obesidade e doenças cardiovasculares
(Sacheck et al., 2010). Por outro lado, tem sido sugerido que a AF é um meio para redução
e controlo da massa gorda corporal (MG) (Zaccagni et al., 2014). É prática comum a
aplicação da bateria de testes fitnessgram® nas escolas portuguesas, contudo, pouca
investigação tem sido realizada nas escolas com recurso a outros instrumentos que
permitem o diagnóstico de capacidades físicas. O objetivo do presente estudo foi comparar
os resultados obtidos em testes da bateria fitnessgram® e testes específicos realizados
com recurso a instrumentos tecnológicos não acessíveis às escolas básicas e secundárias
Métodos: Participaram no estudo 32 jovens a frequentar uma licenciatura em Desporto no
Ensino Superior, 28 do género masculino e 4 do género feminino (21.4 ± 3.7 anos; 1.74 ±
0.08 m; 69.0 ± 8.2 kg). Foi aplicado o teste “vai e vem” para aptidão aeróbia (teste de
patamares de esforço progressivo de 20 metros publicado por Léger et al. (1988). Para
composição corporal foi utilizada uma balança de bioimpedância Tanita (modelo Bc 601).
Para o teste de força dos membros inferiores recorreu-se a um sistema ergojump que
possibilitou a cada estudante a realização de 3 saltos máximos em contramovimento (CMJ)
para avaliar a altura máxima do salto (registo do melhor dos três saltos - cm). Foi utilizado
um dinamómetro digital (Camry 90 Kg) para avaliar força de preensão manual e para pregas
adiposas utilizou-se um plicómetro caliper fat 1 (GIMA) aplicado de acordo com Gonçalves e
Mourão (2007). Concretizou-se ainda um sprint de 40 metros.
Resultados: O teste “vai e vem” (72.6 ± 13.4 voltas) revelou-se correlacionado com os
valores de prega adiposa crural (12.3 ± 8.9 mm) (r = 0.52; p < 0.01), prega adiposa geminal
(7.2 ± 4.6 mm) (r = 0.49; p < 0.01) e também % massa gorda (14.8 ± 4.3 mm) (r = 0.48; p <
0.01) e sprint de 40 m (4.4 ± 0.4 segundos) (r = -0.49; p < 0.01). Prega adiposa tricipital (9.8
± 4.7 mm) revelou-se correlacionado com sprint de 40 m (r = 0.52; p < 0.01), força de
preensão manual (45.6 ± 8.8 kg) (r = -0.38; p < 0.05) e CMJ (42.7 ± 6.8 cm) (r = -0.51; p <
0.01).
Conclusão: Os resultados evidenciam a relação entre composição corporal, força de
preensão manual, força dos membros inferiores e capacidades que se pretendem avaliar
com recurso ao fitnessgram®. Estes dados tornam pertinente a possibilidade de utilização
de instrumentos científicos na avaliação de alunos paralelamente à aplicação da bateria de
testes do fitnessgram®, situação para poderá beneficiar o diagnóstico de capacidades e a
dinâmica das aulas de EF.
Referências
Gonçalves, F. e Mourão, P. (2007). A Avaliação da Composição Corporal: A Medição de
Pregas Adiposas como Técnica para a Avaliação da Composição Corporal. Motricidade;
4(4): 13-21.
Léger, L.A., Mercier, D., Gadoury, C., Lambert, J. (1988). The multistage 20 meter shuttle
run test for aerobic fitness. J S ports Sci; 6: 93-101.
Sacheck, J.M., Kuder, J.F., Economos, C.D. (2010). Physical fitness, adiposity, and
metabolic risk factors in young college students. Med Sci Sports Exerc; 42(6):1039–1044.
Zaccagni, L., Barbieri, D., Gualdi-Russo, E. (2014). Body composition and physical activity in
Italian university students. J Transl Med; 12(120): 1-9.
REAFES Gymnasium 2015
78
SECÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA
SIMPÓSIOS
A FORMAÇÃO INICIAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA E A PROMOÇÃO DE UM ESTILO DE
VIDA ACTIVO EM CONTEXTO ESCOLAR
Francisco Carreiro da Costa 1, Marcos Onofre 2, Martin Villa Lobos 3, Miguel Gonzalez
Valeiro4
1 Universidade Lusófona de Humanidadese Tecnologias, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
3 Universidad de Guadalajara, México
4 Universidad de la Coruña, España
Pouco se conhece, ainda, sobre os Programas de Formação Inicial em Educação Física, a
sua qualidade e o seu impacto sobre o ensino da Educação Física visando a promoção de
estilos de vida activos e saudáveis. Com o objectivo de colmatar esta lacuna, está a
realizar-se no âmbito da Rede Euro-americana de Actividade Física e Saúde um projecto de
investigação procurando responder à seguinte pergunta: Estarão as instituições de
formação a preparar adequadamente os profesores, isto é, fazendo-os adquirir os
conhecimentos e as competências necessárias para que estejam motivados e sejam
capazes de organizar, e pôr em prática, aulas de Educação Física susceptíveis de
promoverem um estilo de vida activo e saudável nos alunos? Baseado no “modelo
educativo” de Educação Física relacionada com a saúde (Haerens, Kirk, Cardon, y De
Bourdeaudhuij (2011) e na teoria da socialização ocupacional, o projecto de investigação
está centrado nos programas de formação inicial de professores de Educação Física,
interrogando os formadores e os estudantes em formação sobre temas relacionados com a
promoção de um estilo activo e saúdável. O projecto possui uma dimensão quantitativa e
uma dimensão qualitativa/interpretativa.
No simpósio serão apresentados e discutidos resultados de alguns temas e questões
objecto de investigação e relativos a três contextos: o português; o espanhol; e o mexicano.
EDUCAÇÃO COMPARADA
José Brás 1, António Teodoro 1, Ana Madeira 2, José Curado 2, Marcos Onofre 2
1 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
2 Universidade de Lisboa
A teoria do sistema mundial mostra que os sistemas educativos se modificam por
contaminação e que as transferências educacionais se operam pela circulação física de
pessoas e de ideias pedagógicas intensificando-se as relações de interdependência em
todo o mundo (Nóvoa, & Jungen, 2000). Schriewer (2000, 2001) serve-se do conceito de
externalização para se referir aos modelos de referência cuja difusão e recepção em vários
países contribuem para o movimento de internacionalização.
Assim, pretendemos neste Congresso abrir um Simpósio Temático onde se possa discutir a
educação, a educação física, o desporto numa perspectiva internacional.
REAFES Gymnasium 2015
79
COMUNICAÇÕES
EF_1
AVALIAÇÃO AUTÊNTICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA – O PROBLEMA DOS JOGOS
DESPORTIVOS COLECTIVOS
Comédias, J.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: No esforço de qualificação representado pelas avaliações alternativas, ganha
destaque a avaliação autêntica como linha de melhoria do conceito e das práticas de
avaliação. Alinhadas com novas perspectivas de ensino dos Jogos Desportivos Colectivos
(JDC), surgiram formas de avaliação autêntica, alternativas aos testes de habilidades.
Contudo, os instrumentos mais utilizados, Game Performance Assessment Instrument
(GPAI) e Team Sport Assessment Procedure (TSAP), mantêm dificuldades metodológicas
(Memmert & Harvey, 2008), faltando-lhes níveis de jogo que sirvam de referência para a
avaliação. O objectivo geral deste estudo é responder ao problema: como produzir
classificações válidas e fiáveis do domínio dos JDC a partir de provas de avaliação
autênticas que usam níveis de jogo?
Método: Participaram no estudo 151 professores. Garantimos três condições
metodológicas: tomar como referência empírica a avaliação feita por um Grupo de EF que
pratica a avaliação autêntica; utilizar objectos de avaliação já classificados em função de um
«padrão de ouro»; realizar uma pesquisa quasi experimental em três etapas, como na
experiência de Noizet e Caverni (1985). O trabalho de campo consistiu em situações de
classificação dos níveis de jogo e do desempenho dos jogadores, num processo de
observação sistemática em vídeo, tendo os dois grupos experimentais recebido instruções
diferentes para essa classificação, distintas do grupo de controlo. Num dos grupos
experimentais, os observadores, em primeiro lugar, avaliaram o jogo, situando-o num nível,
e, a partir daí, situaram cada um dos jogadores.
Resultados: A adoção do paternalismo pela Companhia Paulista estimulou a popularização
do futebol no interior do Estado de São Paulo. Diante deste cenário, foi fundado em 1909 o
Rio Claro F.C.. Ao longo de sua trajetória, este clube migrou do amadorismo ao
profissionalismo amparado pelo suporte oferecido pela empresa ferroviária e, ao mesmo
tempo, se manteve envolto pelas transformações políticas ocorridas no Brasil.
Discussão: Os resultados revelam que o conhecimento dos níveis do Programa Nacional de
Educação Física e a sua utilização adequada fez melhorar, significativamente, as
classificações, quer do jogo, quer dos alunos. Dos dois grupos experimentais, o que melhor
classificou os jogadores foi o que identificou o nível de jogo em primeiro lugar. Os
observadores atribuíram significado ao desempenho colectivo para melhor compreender o
jogador. Não somaram as partes para chegar a uma pontuação que reflectisse um nível.
Nesta abordagem que se revelou eficaz, directa e económica, não foram necessários nem
recursos especiais, nem muito tempo. Argumentamos em conclusão que, sendo a
actividade de grupo a essência da própria matéria, esses resultados indicam ser mais
correcto partir do grupo para o individual, do todo para a parte e do jogo para o jogador.
Referências
Memmert, D., & Harvey, S. (2008). The Game Performance Assessment Instrument (GPAI):
Some concerns and solutions for further development. Journal of Teaching in Physical
Education, 27, 220-240.
Noizet, G., & Caverni, J. P. (1985). Psicologia da avaliação. Coimbra: Coimbra Editora.
REAFES Gymnasium 2015
80
EF_2
A DANÇA E O MOVIMENTO CRIATIVO ENTRE MÃES E FILHOS COM DEFICIÊNCIA
Lopes, K.1, Salerno, M. B.2, Ferreira de Araújo, P.1
1 Universidade Estadual de Campinas, Brasil
2 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil
Introdução: O presente estudo teve como objetivo refletir sobre os depoimentos de mães de
crianças com deficiência que participaram de práticas com dança e movimento criativo
juntamente com seus filhos. As atividades foram planejadas e desenvolvidas para a díade
crianças e jovens com deficiência motora e cognitiva e suas mães, e executadas com
movimentos dirigidos e espontâneos.
Métodos: Este estudo caracterizou-se por uma pesquisa qualitativa. Para a coleta de dados
utilizamos a entrevista realizada com as mães de crianças e jovens com deficiência motora
e cognitiva, aplicada após seis meses de trabalho com dança realizado no Centro de Dança
Integrado, na cidade de Campinas/SP, com encontros semanais. Oito mães aceitaram
participar da pesquisa e relataram aspectos referentes à relação com seus filhos. A faixa
etária das crianças e jovens variou de nove a dezessete anos, sendo sete do sexo feminino
e um do masculino. Para a análise dos dados, utilizamos as contribuições de Bardin (1977).
As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. A presente pesquisa obteve
aprovação do Comitê de Ética da FCM/Unicamp, com Parecer de número 910/2009.
Resultados: Foi possível constatar nos depoimentos das mães participantes deste estudo
que a interação com seus filhos mediada pela dança e pelo movimento corporal trouxe
benefícios nos aspectos motores e emocionais para ambas as partes, destacando a
melhoria nos movimentos corporais e nas relações afetivas nas díades mãe e filho.
Discussão: Ao considerarmos os depoimentos das mães observamos que para as crianças
e jovens com deficiência, os benefícios dessa atividade se estenderam no âmbito motor e
emocional, evidenciando o ganho na autoestima e autonomia de atitudes. As mães, que
participaram da atividade a fim de beneficiar ou auxiliar o desenvolvimento de seus filhos,
também encontraram realização pessoal na atividade e no contato com o grupo, através
das trocas de experiências com outras mães. A prática com o movimento corporal facilitou o
relacionamento entre mãe e filho na vida cotidiana e em contextos diferentes do ambiente
artístico criativo. Ao mesmo tempo trocas e dinâmicas expressivas ocorreram também em
situações no espaço familiar. Consideramos necessário, incentivar o envolvimento das
mães e/ou pais para realização de actividades corporais e expressivas com seus filhos,
principalmente se considerarmos os benefícios desta atividade para crianças ou jovens que
possuem uma condição de deficiência.
Referências
Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
EF_3
A EDUCAÇÃO FÍSICA NA PROPAGANDA REPUBLICANA
Brás, J. 1, Gonçalves, M. 1, Robert, A.
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universitée Lyon -2, France
Nos últimos decénios da Monarquia, em Portugal, a propaganda republicana intensificou-se.
A educação, uma das principais bandeiras da ideologia antidinástica, era recorrentemente
tratada ao ponto do “discurso escolar constituir um facto de militância” (Costa, 1993, p. 262).
A propaganda republicana foi um veículo de grande importância para disseminar as suas
ideias para o combate político. Com isto pretendia-se angariar simpatizantes para a causa
da República. Neste sentido, a questão de partida que colocamos está em saber qual o
espaço atribuído à educação física na propaganda. Assim, definimos como objectivos:
REAFES Gymnasium 2015
81
identificar a presença da área da educação física na propaganda republicana; discutir o
valor atribuído à educação física no imaginário educativo. Como fontes para a análise do
trabalho, destacamos: imprensa, almanaques, debates parlamentares, manifestos aos
eleitores e comícios. Realçamos a importância dos comícios, como fonte do nosso trabalho,
pois, como disse o republicano Magalhães Lima, “eram uma arma poderosa contra a
marcha dos governos e (…) verdadeiros acontecimentos políticos” (Lima [1925], vol. 1, p.
126).No que respeita à metodologia, as fontes serão exploradas, tendo como critérios de
análise e de interpretação os seguintes descritores: imaginário educativo, educação física,
educação cívica, higiene, saúde, regeneração e decadência. Como resultados da pesquisa,
realçamos que a educação física teve um papel relevante na propaganda republicana e que
serviu para legitimar o novo poder que se queria afirmar para estabelecer uma nova ordem.
Elias Garcia, então deputado republicano, sintetizou esta ideia ao afirmar no Parlamento,
“não deixemos essa educação �intelectual� completamente separada da educação física”
para “decoro e honra do Parlamento e de todos aqueles que se dedicam à educação”, pois,
no seu entender, “a educação moral, intelectual e física eram indispensáveis” (Diário da
Câmara dos Senhores Deputados, sessão n.º 41, de 10 de Março de 1883, p. 631).
EF_4
A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO CAMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA AMÉRICA
LATINA: ELEMENTOS DO PROCESSO HISTÓRICO.
Silva, A. M., Lazzarotti Filho, A., Salles da Silva, A. P., Antunes, P. C.
Universidade Federal de Goiás, Brasil
Este texto constitui-se como recorte de pesquisa mais ampla cuja metodologia utilizada foi à
técnica de grupo focal com pesquisadores de dez dos países investigados e de revisão
bibliográfica e documental com técnica de análise de conteúdo categorial. Objetivou
apresentar uma caracterização histórica do processo de formação profissional em
Educação Física em treze países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile,
Colômbia, Cuba, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela). Como
síntese conclusiva indica-se que o primeiro curso registrado entre esses países foi no Chile
na primeira década do século XX e Equador e Bolívia com inicio do processo de formação
mais recente, entre as décadas de quarenta e sessenta do mesmo século. A terminologia
para designar o campo era majoritariamente Educação Física nesses países investigados, o
que, porém vem se alterando com o passar do tempo. Comparativamente, o campo da
Educação Física mostra-se amplo e diverso no âmbito da formação profissional na América
Latina, mostrando-se ainda em processo de consolidação acadêmica.
EF_5
A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES DE OUTRAS ÁREAS DISCIPLINARES SOBRE O
ESTATUTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO CURRÍCULO. UM ESTUDO DE CASO
Gomes, L., Claro, J., Martins, J, Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O papel da Escola e da Educação Física (EF) tem sido identificado como
importante na promoção de estilos de vida ativos ao longo da vida. Para que a Escola seja
consequente no seu projeto educativo é necessário que os valores e princípios
estabelecidos, sejam partilhados por toda a comunidade educativa. Os objetivos deste
estudo foram: a) analisar as percepções de Professores (Prof) das outras áreas
disciplinares relativamente ao estatuto da disciplina de EF no currículo; e b) comparar as
percepções dos Prof em função da sua percepção de competência passada em EF.
Metodologia: Participaram no estudo 147 Prof (122 mulheres e 26 homens) de um
REAFES Gymnasium 2015
82
agrupamento de Escolas de Lisboa. A percepção dos Prof sobre o estatuto da EF foi
recolhida a partir das seguintes alternativas de resposta: obrigatória com avaliação e
contando a média para acesso ao Ensino Superior(ES); obrigatória com avaliação, sem que
a média conte para acesso ao ES; não deve ser obrigatória; opcional; não deve existir no
currículo. A percepção de competência passada em EF foi medida através da pergunta:
Considerava-se um aluno de que nível em EF no Ensino Básico e utilizando a seguinte
escala: Fraco, médio, bom e muito bom. O tratamento dos dados foi levado a cabo
utilizando o teste Kruskal-Wallis H com p<0,05.
Resultados: A maioria dos Prof referiu que a EF deve ser obrigatória com avaliação (86%).
Cerca de 6% dos Professores mencionou que não deve ser obrigatória. Os Prof. com boa e
muito boa percepção de competência passada, consideram que a disciplina de EF deve ser
obrigatória com avaliação e contando para o acesso ao ES(n=31;43%). Os Prof com fraca e
média percepção de competência passada, referem que a EF deva ser obrigatória, com
avaliação, mas sem contar para a média de acesso ao ES(n=45;59%). Os resultados
revelam diferenças significativas entre a percepção de competência passada no ensino
básico e o estatuto da EF(H=8,768, p<0,05)
Discussão: Os resultados estão em linha com os alcançados por Carreiro da Costa &
Marques(2011) quando verificaram que 82% dos Prof consideravam que a disciplina deveria
ser obrigatória com avaliação e 15% eram de opinião que deveria ser obrigatória sem
avaliação. Os resultados sugerem que a EF ainda não atingiu entre a comunidade escolar o
pleno reconhecimento, limitando as suas potencialidades formativas. A situação reclama
dos Prof de EF uma capacidade de diálogo permanente com os colegas das outras áreas
curriculares sobre o valor educativo da disciplina e o impacto que esta poderá ter na
qualidade de vida dos alunos.
Referências
Carreiro da Costa, F.& Marques, A.(2011). Promoting active and healthy life styles at
school:Views of students, teachers, and parents in Portugal. In, Ken Hardman & Ken Green
(Eds.)Contemporary Issues in Physical Education(pp.249-268). Maidenhead:Meyer &
Meyer.
EF_6
A PERCEPÇÃO DO CLIMA MOTIVACIONAL EM ALUNOS DE PROFESSORES
ESTAGIÁRIOS E EM ALUNOS DE PROFESSORES COOPERANTES
Mendes, J., Martins, J., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O papel fundamental que a Educação Física (EF) pode e deve assumir na
promoção de um estilo activo é reconhecido por numerosas organizações e investigadores.
A consecução daquela finalidade implica um ambiente educativo que valorize as variáveis
psicológicas associadas à prática da actividade física. O clima motivacional orientado para a
maestria é uma das variáveis que deverá ser considerada. Os objectivos do estudo foram
os seguintes: (a) analisar a percepção de clima motivacional em alunos de professores
estagiários (PE) e de professores cooperantes (PC); e (b) analisar a atitude dos alunos face
à disciplina de Educação Física.
Métodos: Participaram no estudo 122 alunos (66 de PE; 56 de PC) do ensino secundário
(59 rapazes e 63 raparigas), com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, de
quatro escolas da área urbana de Lisboa. Os dados foram recolhidos através da versão
portuguesa dos questionários Achievement goals questionnaire e Perception’s of teachers
emphasis on goals questionnaire (PTEGQ) (Papaioannou, Tsiglis, Kosmidou e Milosis,
2007), validados por Martins (2015). O teste t-Student foi utilizado para analisar as
diferenças nas variáveis dependentes (clima motivacional, orientação de objectivos, atitude
face à Educação Física e percepção de competência).
REAFES Gymnasium 2015
83
Resultados: Verificaram-se diferenças nas variáveis dependentes nos dois grupos de
alunos. Os valores da orientação de objectivos para a maestria dos alunos de PE foram
superiores aos alunos de PC (T (119) =2.257, p=0.032). O grupo de alunos de PE
apresentou valores superiores na maioria das variáveis, em relação ao outro grupo, excepto
no clima motivacional performance-evitamento (cuja média foi 1.99±0.81 vs 2.12±0.94,
respectivamente para os alunos de PE e os alunos de PC). Na importância atribuída à EF
os alunos de PE (3.47±1.07) apresentaram médias inferiores às dos alunos de PC
(3.52±1.01).
Conclusão: Estes resultados parecem denunciar a existência de preocupções pedagógicas
diferentes entre os dois grupos de professores. Uma preocupação em criar um clima
orientado para a maestria por parte de PE, enquanto as prioridades pedagógicas de PC
centram-se na promoção de uma atitude positiva face à EF.
Referências
Martins, J. (2015). Educação Física e Estilos de Vida: Porque são os adolescentes
fisicamente in)ativos? Tese de Doutoramento. Faculdade de Motricidade Humana,
Universidade de Lisboa.
Papaioannou, A., Tsigilis, N., Kosmidou, E. & Milosis, D. (2007). Measuring perceived
motivational climate in physical education. Journal of Teaching in Physical Education, 26,
236-259.
EF_7
ANÁLISE DOS NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA NAS AULAS DO ESTÁGIO PEDAGÓGICO
EM ESTUDANTES DA FORMAÇÃO INICIAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA
Guimarães, M., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Uma das finalidades da Educação Física (EF) é garantir níveis adequados de
actividade física (AF). Preparar os futuros professores de EF para uma intervenção eficaz
neste domínio, é um desígnio dos cursos de formação de professores. O objetivo deste
estudo foi analisar os níveis de intensidade de AF nas aulas lecionadas por Professores
Estagiários (PE) de um Mestrado em Ensino da EF.
Métodos: Participaram no estudo 14 PE. Foram gravadas em vídeo 42 aulas de EF (3 de
cada PE). As matérias objeto de aprendizagem foram Jogos Desportivos Coletivos (JDC),
Ginástica, Atletismo, Badmínton, Orientação, Luta e Condição Física. A quantificação e
qualificação da AF foi realizada através do sistema SOFIT (McKenzie, 2015).
Resultados: A média total de atividade física moderada e vigorosa (afmv) das aulas
observadas foi de 52%. Estes níveis de afmv variaram entre 18% e 89%. Ao contrário do
que era expectável os níveis de AF não se apresentaram associados às matérias
lecionadas. Por exemplo foi possível observar níveis de AF acima e abaixo de 50%, em
aulas de JDC e em aulas de Ginástica. Em todas as suas aulas observadas somente dois
PE garantiram um nível superior a 50% de afmv.
Discussão: Estes resultados apontam níveis de afmv nas aulas de EF ligeiramente
superiores aos resultados verificados em estudos internacionais onde os níveis de afmv
foram inferiores a 50% do tempo útil da aula de EF (Fairclough & Straton, 2006). No
entanto, estão em linha com resultados obtidos em Portugal por Adilson, Ferro & Carreiro
da Costa (2011) que reportam 60,5% de tempo em afmv. Deve referir-se, todavia, que
aquele estudo foi realizado num contexto escolar reconhecido pela qualidade do ensino
ministrado. Ao analisar a atividade de ensino dos PE e em linha com a média global de
afmv (52%), este estudo parece evidenciar alguma influência favorável da formação inicial
neste domínio. No entanto, os resultados deste estudo apontam para a necessidade de
examinar com maior profundidade as razões porque alguns PE, ainda não garantem em
nenhuma das suas aulas níveis adequados de afmv (acima de 50% do tempo útil). Por outro
REAFES Gymnasium 2015
84
lado, aponta para o interesse em estudar o impacto da socialização profissional a longo
prazo.
Referências
Fairclough, S. J., & Stratton, G. (2006). A Review of Physical Activity Levels During
Elementary School Physical Education. Journal of Teaching In Physical Education, 25, 2,
239-257.
Marques, A.,Ferro, N. & Carreiro da Costa, F. (2011). Análise Comparativa da Intensidade
das Aulas de Educação Física de 45 vs 90 Minutos. Gymnasium, 3, 4, 55-72.
McKenzie, T. L. (2015). SOFIT: System for Observing Fitness Instruction Time. Available at:
http://activelivingresearch.org/sofit-system-observing-fitness-instructiontime.
EF_8
ANÁLISIS DE LOS ESTILOS DE ENSENÃNAZ DE LOS PROFESORES DE EDUCACIÓN
FÍSICA DE LAS INSTITUCIONES DE BACHILLERATO DEL MUNICIPUIO DE IBAGUÉ
Correa Cabezas, D., .Aponte Lopez, W., Castillo Lozano, E.
Universidad de Tolima, Colombia
Los estilos de enseñanza en Educación Física han cobrado una gran relevancia, esto por
ser una de las herramientas principales para un aprendizaje significativo como también un
gran apoyo para lograr los objetivos planteados en las clases de Educación Física. La
relevancia de esta investigación radica en dar a conocer por primera vez el uso y
preferencia de los estilos de enseñanza de los profesores de educación física de las
instituciones educativas de bachillerato del municipio de Ibagué. En la presente
investigación se plantea identificar cuáles son los estilos de enseñanza de los profesores de
Educación Física en las instituciones educativas de bachillerato del municipio de Ibagué. El
enfoque de investigación es cuantitativo de tipo descriptivo utilizando como instrumento de
recolección de datos el cuestionario denominado “DEMEVI” Delgado, M. A., Medina, J. y
Viciana, J. que consta de sesenta expresiones o afirmaciones relacionadas con los Estilos
de Enseñanza. (Adaptado por juicio de expertos y se buscó coherencia interna), se realizara
técnicas de análisis documental. La población se seleccionara a través de una muestra
aleatoria estratificada, a los docentes de las instituciones educativas de bachillerato del
municipio de Ibagué distribuidos por sus 13 comunas. En el análisis de resultados se
encontró una tendencia a los estilos de enseñanza tradicionales-conductistas dejando a un
lado los estilos participativos dejando de lado los Tradicionales. Para el análisis de los
resultados se utilizó el software estadístico SPSS versión 21. CONCLUSIONES: Se
encontraron modelos pedagógicos tradicionales directamente relacionados con los estilos
de enseñanza. Es necesario establecer planes de formación continua de docentes cuyos
contenidos estén relacionados con modelos didácticos modernos que estén basados en
enfoques de enseñanzas constructivistas.
Bibliografia:
Delgado, M. A (1991). Estilos de enseñanza en la educación Física. Propuesta para una
reforma de la enseñanza. ICE Universidad de Granada.
Delgado, M. A. (1998). Comparación de la valoración de los estilos de enseñanza por
futuros profesores de educación física durante la formación inicial y profesores de
educación física en formación permanente. Lecturas: Educación Física y Deportes, 3, 12,
s/p.
Tinning, R. (1992). Educación Física: la escuela y sus profesores. Universidad de Valencia.
EF_9
AS APRENDIZAGENS DE GRUPO EM EDUCAÇÃO FÍSICA- UM QUADRO DE
SISTEMATIZAÇÃO DAS ACTIVIDADES FÍSICA, SEGUNDO OTIPO DE PROVA E O TIPO
DE RELAÇÃO INTERPESSOAL
REAFES Gymnasium 2015
85
Bom, L.; Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
As decisões de organização e o desenvolvimento curricular, bem como as decisões da
prática pedagógica, requerem a definição e a especificação de conteúdos, ou matérias de
ensino. Trata-se de sistematizar os objetos culturais, sistemas de prática e de
conhecimento, a apropriar pelo sujeito da educação, o aluno, na perspectiva do
desenvolvimento, quer pessoal, quer do conjunto da sociedade. O valor de cada disciplina e
matéria, que é escolhida para compor o currículo escolar, decorre do reconhecimento social
da sua especificidade. Tratase do específico de cada uma das unidades curriculares,
considerado relevante para a realização das finalidades, e das qualidades pedagógicas,
formalizadas no projecto educativo e nos compromissos curriculares, desde o nível de
responsabilidade política (para todos os alunos), até ao nível de responsabilidade
pedagógica de cada professor (com a sua turma), passando pelas decisões da gestão
escolar. Quanto à especificidade curricular da Educação Física (EF), consideramos três
características principais: 1) a EF centra-se no domínio das atividades físicas (e não em
conteúdos intelectuais); 2) a EF afeta directamente a saúde, em termos de atividades,
conhecimentos e atitudes; 3) a EF integra matérias de desempenho coletivo. Estas
matérias, especialmente os jogos de equipa, e também a ginástica acrobática, as danças,
etc., implicam aprendizagem de grupo e, não apenas, a aplicação de métodos de
aprendizagem em grupo, dos conteúdos de desempenho individual, típicos da generalidade
das disciplinas curriculares. Relativamente à 3ª característica, apresentamos um quadro de
sistematização das matérias de ensino dos Programas Nacionais de EF (PNEF) de
Portugal, em vigor desde 1989, adotando o projeto curricular de EF do 1º ano ao 12º ano de
escolaridade, proposto por Bom et al. (1989/90). Neste quadro, consideramos diversas
categorias de AF, em duas dimensões: o tipo de prova e o tipo de relação interpessoal
(formas de interdependência dos alunos). Argumentamos as opções de prática pedagógica
e desenvolvimento curricular a partir dessa tipologia (categorias, dimensões e tipos de AF),
considerando a conceção geral dos PNEF, segundo a qual a EF curricular é eclética
(aprendizagem dos diferentes tipos de AF) e não enciclopédica (experiências de uma
variedade de desportos, os programas “multiactividades”), nem de prática desportiva
opcional (programas de “educação desportiva”). Assim, discutimos as implicações do
quadro no processo de ensinoaprendizagem em EF, relacionandoas com as finalidades,
objetivos gerais e especificações, as orientações metodológicas e de avaliação dos PNEF,
originalmente elaboradas em 1989/90 e revistas em 2000 e em 2010.
EF_10
AS ATITUDES DOS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO FACE À INCLUSÃO DOS SEUS
PARES COM DEFICIÊNCIA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – AS ESTRATÉGIAS
COMPETITIVAS CENTRADAS NOS OBJECTIVOS
Leitão, F., Ramos Leitão, F.
Universidade Lusófona, Portugal
O estudo teve como objectivo analisar a atitude dos alunos do ensino básico e secundário
face à inclusão dos seus pares com deficiência nas aulas de E. F., bem como o tipo de
associação entre essas atitudes e as estratégias competitivas centradas nos objectivos. A
amostra é constituída por 2094 alunos, distribuídos por doze escolas dos distritos de Lisboa
e Setúbal, que frequentam o 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e o ensino secundário. Os
dados foram recolhidos através do AIDEF (Leitão, 2014), que avalia as atitudes dos alunos
face à inclusão dos seus pares com deficiência nas aulas de E.F. e o ESCOOP (Leitão,
2014), que é uma escala de competição/cooperação. Realizou-se uma análise descritiva
dos dados e posteriormente uma análise inferencial, utilizando-se o teste de correlações de
REAFES Gymnasium 2015
86
Pearson através do programa estatístico SPSS. As atitudes dos alunos em relação aos
seus pares com deficiência nas aulas de E. F. são um dos factores mais importantes para o
sucesso da inclusão escolar (Tripp e alt. 2007; Siperstein e alt., 2007; Obrusnikova e alt.,
2010; Papaioannou e alt., 2014). Isolamento e baixos níveis de interação social entre alunos
com e sem deficiência (Block e Obrusnikova, 2007; O’Brien e alt., 2009; Kalymon e alt.,
2010; Spencer-Cavaliere e Watkinson, 2010) estão entre os desafios que se colocam à
inclusão nas aulas de E. F. As revisões da literatura realizadas por Block e Obrusnikova
(2007), O´Brien (2009) e Qi e Ha (2012) confirmam os resultados encontrados em revisões
anteriores, nomeadamente a de Block e Vogler (1994), relativos ao impacto das práticas
inclusivas (Faison-Hodge e Porretta, 2004; Goodwin e Watkinson, 2000; Obrusnikova e alt.,
2003). Se neste domínio a investigação se tem centrado nas atitudes dos alunos, já os
estudos sobre a associação entre atitudes, competitividade e inclusão (Block, 1995; Kalyvas
& Reid, 2003; Yang & alt., 2010; Evaggelinou e & alt., 2013; Papaioannou & alt.,2013) são
quase inexistentes ou apresentam resultados contraditórios. Os nossos resultados
confirmam uma atitude favorável dos alunos em relação à inclusão dos seus pares com
deficiência nas aulas de E. F. (atitudes favoráveis, crenças normativas e de controlo).
Contrariando a usual dicotomia entre competição e cooperação, que suporta a ideia que a
cooperação é um facilitador da inclusão e a competição uma barreira a essa mesma
inclusão, os nossos dados indicam que há uma correlação positiva, embora fraca, entre as
estratégias competitivas centradas nos objectivos e as crenças comportamentais favoráveis,
desfavoráveis, normativas e de controlo externo. Só no caso das crenças de controlo
interno não foi encontrada uma correlação positiva.
EF_11
AS EXPERIÊNCIAS DOS ALUNOS NA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA. UM ESTUDO
MULTICASO
Claro, J., Gomes, L., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A Escola e a Educação Física (E.F.) têm um papel preponderante na criação de
estilos de vida ativos e saudáveis ao longo da vida. A literatura refere que as experiências
positivas ou negativas durante os Ensinos Básico e Secundário influenciam o estilo de vida
na idade adulta (Bradley, Cardinal, Yan, & Cardinal, 2013). O objetivo do estudo foi
identificar os fatores associados às experiências positivas e negativas na disciplina de E.F.
Metodologia: Participaram no estudo 6 alunos (3 rapazes e 3 raparigas) do Ensino
Secundário de uma Escola no distrito de Lisboa, com diferentes níveis de prestação motora.
Foi solicitado aos alunos, através de uma entrevista, que falassem sobre as suas
experiências nas aulas de Educação Física. As entrevistas foram posteriormente
submetidas a uma análise de conteúdo por via indutiva.
Resultados: As experiências positivas e negativas relatadas pelos alunos surgiram
associadas às características das aulas; do professor e dos espaços e equipamentos. A
falta de planeamento e de organização das aulas, a ausência de regras e a falta de controlo
do Professor foram identificados como fatores associados às experiências negativas. A
centração na aprendizagem, o clima de aula positivo, a atenção disponibilizada pelo
Professor, e a existência de regras foram os fatores associados às experiências positivas.
Discussão: Os resultados sugerem que os comportamentos de ensino considerados
eficazes pela investigação processo-produto proporcionam um ambiente de aprendizagem
com impacto positivo na atitude dos alunos face à Educação Física.
Referências
Bradley J., Cardinal, B.,Yan, Z. & Cardinal, M. (2013) Negative Experiences in Physical
Education and Sport: How Much Do They Affect Physical Activity Participation Later in Life?,
Journal of Physical Education, Recreation & Dance, 84,3, 49-53, DOI:
10.1080/07303084.2013.767736
REAFES Gymnasium 2015
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EF_12
AS ORIENTAÇÕES EDUCACIONAIS DOS ESTUDANTES DE UM CURSO DE
PROFISSIONALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
Meireles, J.; Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A formação inicial constitui um período fundamental de socialização dos
professores, isto é, de construção dos valores, crenças e representações sobre a profissão.
A literatura refere, igualmente, que os processos de pensamento dos professores influencia
as suas decisões e comportamentos de ensino. Assim, o objectivo deste estudo foi analisar
as orientações educacionais dos estudantes de um curso de Mestrado em Ensino da
Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário.
Método: Participaram no estudo 96 estudantes (56=1º ano; 40=2ºano; 63=homens;
33=mulheres). Na identificação das orientações educacionais utilizou-se a versão
portuguesa do “Value Orientation Inventory – Short Version” (Vieira, 2003). As variáveis
género, ano de formação, experiência como atleta e experiência como treinador, foram
analisadas com recurso à estatística descritiva (médias, modas e desvio-padrão) e
estatística inferencial, na qual foram usados os testes de correlação de Pearson e do Chiquadrado.
Resultados: Os estudantes apresentaram um perfil educacional diversificado, conferindo
alta prioridade a uma ou mais orientações educacionais. A “Mestria Disciplinar” e a
“Processo Aprendizagem” foram as orientações mais valorizadas, e a “Auto-realização” a
menos valorizada. Não se verificaram diferenças significativas nas orientações educacionais
em função do género dos participantes, ano de formação, e experiência como atleta ou
como treinador. No entanto, o género feminino atribuiu maior valor às orientações
“Integração Ecológica” e “Auto-realização”, enquanto os estudantes de 1º ano valorizaram
mais a “Responsabilidade Social”.
Discussão e Conclusões: O facto de a maioria dos inquiridos se situar na média de
prioridade em todas as orientações educacionais parece indicar que os estudantes não
possuem uma concepção de Educação Física bem definida. Estes resultados sugerem a
necessidade dos formadores reflectirem não só sobre o modo como o curso está a moldar o
sistema de crenças sobre a Educação Física dos estudantes, mas também se os está a
tornar capazes de argumentarem de forma pedagógica e cientificamente consistente a
importância social da Educação Física.
Referências
Vieira, F. (2007). As Orientações Educacionais dos Professores de Educação Física e o
Currículo Institucional. Lisboa: Instituto Piaget.
EF_13
AUTOEFICÁCIA DOS ESTAGIÁRIOS NA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO
FÍSICA
Martins, M., Onofre, M., Costa, J.
Universidade de Lisboa, Portugal
Introdução: Os estudos referentes à formação inicial de professores não são unânimes
relativamente às atividades de intervenção pedagógica (AIP) face às quais os professores
estagiários apresentam maior e menor autoeficácia (AE) (e.g. Oberski et al, 1999; Poulou,
2007). Considerando que este conhecimento concorre para melhorar a formação de
professores, esta pesquisa pretendeu identificar as AIP em que os professores estagiários
REAFES Gymnasium 2015
88
(PE) de Educação Física (EF) apresentam maior e menor AE e se estas tarefas diferem no
decorrer da primeira etapa de formação de estágio pedagógico.
Método: Aplicou-se um questionário de AE específica (Onofre, 2000) a 263 professores
estagiários de seis instituições do ensino superior, em dois momentos: no início e no final da
primeira etapa de formação, outubro e dezembro respetivamente. Para a identificação das
AIP relativamente às quais os professores estagiários se sentiam mais e menos capazes,
utilizaram-se respetivamente os percentis 20 e 80 da distribuição.
Resultados: Os resultados mostram que, tanto no início como no final da primeira etapa de
formação, os PE destacam maior AE nas AIP relacionadas com a prevenção da disciplina e
com o clima relacional entre o professor e o aluno. Inversamente, evidenciam uma menor
perceção de capacidade nas tarefas relativas à introdução, acompanhamento e avaliação
das tarefas de aprendizagem.
Conclusões: formação, apresentam maior AE em dimensões de cariz mais relacional que
contribuem para a ocorrência de um clima propício à aprendizagem. Não obstante, as
tarefas associadas à instrução necessitam de um trabalho específico para que os PE se
possam sentir capazes no ensino dos conteúdos de aprendizagem aos seus alunos. Assim,
ao nível dos cursos de formação é essencial que os futuros professores sejam
intencionalmente envolvidos em experiências de formação desencandadoras de mestria em
tarefas de instrução com complexidade progressiva. A este nível a supervisão assume um
papel essencial no planeamento e na implementação de técnicas supervisivas que
concorram para experiências de sucesso por parte dos futuros professores.
Referências
Oberski, K. Ford, S. Higgins, & Fisher P. (1999). The Importance of Relationships in Teacher
Education.. Journal of Education for Teaching, 25, 2, 135–150.
Onofre, M. (2000). Conhecimento prático, autoeficácia e qualidade de ensino: um estudo
multicaso em professores de educação física. Dissertação de Doputoramento, Universidade
Técnica de Lisboa.
Poulou, M. (2007). Personal Teaching Efficacy and Its Sources: Student Teachers’
Perceptions. Educational Psychology, 27, 2, 191–218.
EF_14
AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR: IDENTIFICANDO A IDADE MOTORA EM
RELAÇÃO À IDADE CRONOLÓGICA DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Simões, T.B.S. 1, Albuquerque, A.C.C. 1, Silva, A.A. 2, Dantas, P.M.S. 1, Cabral, B.G.A.T. 1
1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil
2 Faculdade Natalense de Ensino e Cultura, Brasil
Introdução: Na infância a coordenação motora deve ser estimulada desde cedo, mesmo que
involuntariamente. O simples ato de pegar um brinquedo, rastejar, arremessar, saltar e
correr a criança está desenvolvendo a sua motricidade. Promover atividades envolvendo a
capacidade coordenativa, tanto fina como global é muito importante em todos os níveis da
educação. O objetivo do trabalho é identificar a idade motora em relação às habilidades de
motricidade fina e global em crianças com idade variando entre 08 e 09 anos, pertencentes
à rede pública de ensino.
Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa. A amostra foi
composta por 21 crianças estudantes do ensino fundamental I (09 meninos e 12 meninas)
de 08 e 09 anos. O procedimento de coleta teve início com a aplicação de um questionário
para traçar o perfil das tarefas realizadas no cotidiano destas crianças, em seguida aplicouse a bateria de testes de motricidade proposta por Rosa Neto (2002) que compreende um
conjunto de provas diversificadas e de dificuldade progressiva, conduzindo a uma
exploração minuciosa de diferentes setores do desenvolvimento.
Resultados: Identificou-se nos resultados que: na comparação das habilidades finas e
globais, um maior nível de desenvolvimento foi demonstrado na coordenação fina; 48% dos
REAFES Gymnasium 2015
89
alunos apresentam um atraso médio de 15 meses em relação a sua Idade Cronológica (IC);
o Quociente Motor Geral está com média de idade de 99 meses, isso mostra uma diferença
de 8 meses em relação a IC na população estudada que é 107 meses. De acordo com a
Escala de Desenvolvimento motor classificaram-se em: 38.1% como normal médio; 23.8%
como normal alto; 14.3% normal baixo; 14.3% inferior e 9.5% como superior.
Discussão: Estes resultados indicaram que as crianças com idade motora baixa são menos
inativos, pois estas realizam atividades que não proporcionam um maior repertorio motor
para ajudar em seu desenvolvimento. A baixa diversidade das vivências motoras pode ser o
fator primordial para este resultado, pois isso mostra uma irregularidade do
desenvolvimento. Fatores como; o ambiente, a hereditariedade e as atividades motoras
podem influenciar diretamente. É importante que a prática de jogos, brincadeiras, lutas,
atividades rítmicas e esporte, para que esta apresente mais experiências motoras, o que irá
proporcionar uma ampliação do repertório motor e consequentemente, melhor aquisição de
padrões motores e habilidades que serão necessárias para a vida.
Referências
Rosa Neto F.(2002). Manual de Avaliação Motora. Porto Alegre: Artmed.
EF_15
COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA – UMA
REVISÃO SISTEMÁTICA
Costa, J., Onofre, M., Martins, M.
Universidade de Lisboa, Portugal
A investigação sobre o desenvolvimento profissional contínuo sob a perspetiva de
aprendizagem social no seio das unidades coletivas de professores de Educação Física
(EF) raramente alcança uma dimensão concetual de trabalho colaborativo sobre o grupo
disciplinar de EF. O modelo das Comunidades de Aprendizagem Profissional (CAP) (Hord,
2008) apresenta-se como uma configuração que permite aos professores de EF
organizarem-se colaborativamente nos seus grupos para potenciarem a aprendizagem dos
alunos, bem como permite à investigação assumir uma organização concetual facilitadora
da compreensão das dimensões que contribuem para essa organização. Através de uma
revisão sistemática de literatura sobre este tema procurámos esclarecer o estado da arte
sobre o trabalho colaborativo dos grupos disciplinares de EF como entidades coletivas, a
partir do quadro concetual das CAP proposto por Hord. Globalmente, pouca literatura
provém de contextos latinos e/ou ibéricos, indicando um alheamento destas questões no
geral e deste modelo em particular em relação aos benefícios que pode induzir. A dimensão
“valores, crenças e visão partilhada” é essencialmente orientada por forças externas ao
grupo que induzem maiores necessidade sobre a legitimação da EF em detrimento da
promoção das aprendizagens dos alunos que é pouco alicerçada na integração ecológica
ou no currículo. Paralelamente, sobressai a importância da herança histórica de cada grupo
na forma como afeta esta dimensão.
Na “liderança partilhada”, a importância dos líderes (in)formais para o trabalho colaborativo
do grupo de EF é revelada fundamentalmente pelas perceções que os professores traçam
dos seus líderes como elementos facilitadores ou dificultadores do trabalho colaborativo e
pouco pelos líderes na primeira pessoa. Na “aprendizagem intencional coletiva e sua
aplicação” identificam-se diversos focos de aprendizagem dos grupos disciplinares de EF
embora pouco centrados na pedagogia e no currículo e esclarecedores da sua
operacionalidade. Adicionalmente, identificam-se aspetos facilitadores e inibidores do
desenvolvimento desta dimensão. Nas “condições de suporte” o tempo disponível é o
recurso mais protegido internamente e simultaneamente atacado em diversas frentes
contextuais. Contudo, esta dimensão representa um processo tendencialmente reativo e
pouco intencional nos grupos disciplinares de EF. Sobre a “prática pessoal partilhada”
pouco se sabe acerca das condições, caraterísticas e objetivos com que os professores de
REAFES Gymnasium 2015
90
EF observam as aulas uns dos outros, e que benefícios (ou desafios) essas práticas
acarretam para alunos e professores. Este estudo contribui para o esclarecimento do grupo
profissional de EF como uma CAP a nível internacional, lançando importantes reflexões
sobre a prática e a investigação do desenvolvimento profissional na EF com vista à melhoria
das aprendizagens dos alunos.
Referências
Hord, S. (2008). Evolution of the professional learning community. Journal of Staff
Development, 29, 3, 10-13.
EF_16
CONHECIMENTO EM PRIMEIROS SOCORROS: ANÁLISE DE PROFISSIONAIS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE QUE ATUAM EM ESCOLAS DE FUTEBOL DE BASE
EM CLUBES DA CIDADE DE POÇOS DE CALDAS – MG, BRASIL.
Rosário G. P., Ressurreição, K. S.
Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
Introdução: As aulas de futebol, tanto nas categorias de base, quanto no ambiente
profissional, possuem riscos de acidentes ou fatalidades que podem levar a algum tipo de
lesão. Na urgência deverá ocorrer uma ação de outros profissionais, não médicos,
habilitados para prestar atendimento de emergência, que possuam os seguintes requisitos:
equilíbrio emocional (autocontrole), disposição para cumprir ações orientadas e treinamento
em suporte básico de vida. Logo, o objetivo deste estudo foi verificar, se os profissionais de
Educação Física e Esporte que atuam na área de futebol de base, possuem conhecimentos
básicos sobre primeiros socorros em casos de emergência.
Método: Este estudo caracterizou-se como pesquisa de campo e a amostra foi composta
por 17 técnicos do gênero masculino, com idade entre 23 e 67 anos, sendo ou não
profissionais de Educação Física e Esporte, atuantes em escolas de futebol de base da
cidade de Poços de Caldas – MG, Brasil. Como instrumento de coleta, foi realizada uma
entrevista com perguntas abertas e fechadas relacionadas a primeiros socorros através de
um questionário, adaptado de Pérgola e Araújo (2008).
Resultados: Na amostra desse trabalho foram encontradas em suma, nove sujeitos que
tiveram em sua grade curricular a Disciplina de Primeiros Socorros e seis sujeitos
graduados que não possuíram tal disciplina. Por fim dois sujeitos que não tiveram nenhum
tipo de disciplina de Primeiros Socorros em nenhum grau de escolaridade.
Discussão: Os dados apresentados afirmam que os profissionais que atuam na área de
futebol de base possuem conhecimentos básicos necessários caso ocorra com seus atletas
uma lesão ou seja necessário um atendimento imediato emergencial clinico, como um
desmaio ou convulsão. Porém apenas um sujeito, acertou todas as questões e está apto a
um atendimento em primeiros socorros. dentro dos treinamentos de futebol de base. Apesar
dos resultados desta pesquisa, concluímos que devemos manter um olhar mais atento para
a disciplina de primeiros socorros na graduação, França et al (2007) sugere que nas
academias e clubes deve-se implantar capacitação na prestação de socorros para
professores, e no dia-a-dia, os próprios profissionais, devem ter o interesse e iniciativa de
se aprimorarem em sua segurança e nos conhecimentos básicos em primeiros socorros.
Referências
Pergola, A. M., & Araujo, I. (2008). O leigo e situação de emergência. Revista da Escola de
Enfermagem da USP, .42, 4, p.769-776.
França, I. et al. (2007). Enfermagem e práticas esportivas: aprendendo com os dilemas
éticos. Revista Brasileira de Enfermagem,.6 0,.6,.724-727.
REAFES Gymnasium 2015
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EF_17
CONHECIMENTO EM PRIMEIROS SOCORROS: ANÁLISE DE PROFISSIONAIS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE QUE ATUAM EM ESCOLAS DE FUTEBOL DE
BASE EM CLUBES DA CIDADE DE POÇOS DE CALDAS – MG, BRASIL.
Ressurreição, K.S. & Rosário, G.P
Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
Introdução: As aulas de futebol, tanto nas categorias de base, quanto no ambiente
profissional, possuem riscos de acidentes ou fatalidades que podem levar a algum tipo de
lesão. Na urgência deverá ocorrer uma ação de outros profissionais, não médicos,
habilitados para prestar atendimento de emergência, que possuam os seguintes requisitos:
equilíbrio emocional (autocontrole), disposição para cumprir ações orientadas e treinamento
em suporte básico de vida. Logo, o objetivo deste estudo foi verificar, se os profissionais de
Educação Física e Esporte que atuam na área de futebol de base, possuem conhecimentos
básicos sobre primeiros socorros em casos de emergência.
Método: Este estudo caracterizou-se como pesquisa de campo e a amostra foi composta
por 17 técnicos do gênero masculino, com idade entre 23 e 67 anos, sendo ou não
profissionais de Educação Física e Esporte, atuantes em escolas de futebol de base da
cidade de Poços de Caldas – MG, Brasil. Como instrumento de coleta, foi realizada uma
entrevista com perguntas abertas e fechadas relacionadas a primeiros socorros através de
um questionário, adaptado de Pérgola e Araújo (2008).
Resultados: Na amostra desse trabalho foram encontradas em suma, nove sujeitos que
tiveram em sua grade curricular a Disciplina de Primeiros Socorros e seis sujeitos
graduados que não possuíram tal disciplina. Por fim dois sujeitos que não tiveram nenhum
tipo de disciplina de Primeiros Socorros em nenhum grau de escolaridade.
Discussão: Os dados apresentados afirmam que os profissionais que atuam na área de
futebol de base possuem conhecimentos básicos necessários caso ocorra com seus atletas
uma lesão ou seja necessário um atendimento imediato emergencial clinico, como um
desmaio ou convulsão. Porém apenas um sujeito, acertou todas as questões e está apto a
um atendimento em primeiros socorros. Dentro dos treinamentos de futebol de base.
Apesar dos resultados desta pesquisa, concluímos que devemos manter um olhar mais
atento para a disciplina de primeiros socorros na graduação, França et al (2007) sugere que
nas academias e clubes deve-se implantar capacitação na prestação de socorros para
professores, e no dia a dia, os próprios profissionais, devem ter o interesse e iniciativa de se
aprimorarem em sua segurança e nosconhecimentos básicos em primeiros socorros.
Referências
Pergola, A. & Araujo, I.(2008). O leigo e situação de emergência. Revista da Escola de
Enfermagem da USP, 42, 4, 769-776.
França, I.et al. (2007). Enfermagem e práticas esportivas: aprendendo com os dilemas
éticos. Revista Brasileira de Enfermagem, 6 0, 6, 724-727.
EF_18
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: AÇÕES DO PRESENTE
E PERSPECTIVAS FUTURAS
Nascimento, R.1; Fujita, O.2; Guazzi, D.1; Ayrosa, P.1
1 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
2 Universidade de S. Paulo, Brasil
Introdução: O presente texto apresenta de forma sucinta o pioneiro processo educacional
de três cursos na modalidade EAD realizado na Universidade Estadual de Londrina (UELPR). Durante a coleta de dados os pesquisadores deram maior ênfase ao processo do que
propriamente ao produto em si e ao “significado” que as pessoas dão às coisas e à sua
REAFES Gymnasium 2015
92
vida. Estes aspectos característicos da Pesquisa Qualitativa permitiram que a análise dos
dados estatísticos tivesse um “olhar” diferenciado em relação aos resultados obtidos.
Depoimentos, comentários e impressões confirmam a positividade desta ação e projeta
perspectivas promissoras futuras para a instituição, a curto e a médio prazo.
Metodologia: A pesquisa foi desenvolvida segundo a Abordagem Qualitativa do tipo
Pesquisa-Ação. Os pesquisadores tiveram participação direta nos projetos oferecidos
(concepção, planejamento, desenvolvimento, execução, avaliação) e por um período de
cinco meses realizaram a coleta de dados: os dados foram apresentados em sua maioria de
maneira descritiva e a análise seguiu o processo indutivo.
Resultados: Os resultados obtidos no processo educacional da UEL no tocante à cursos na
modalidade EAD, foram extremamente positivos, pois atendeu a demanda e as
necessidades estruturais da instituição, além do aspecto pioneiro e significado visionário
que ele possui. Os depoimentos, comentários, projetos desenvolvidos no AVA Moodle e as
avaliações formativas e diagnósticas aplicadas no curso comprovam tais afirmações. Diante
dos resultados apresentados e expectativas promissoras, novos cursos serão oferecidos
para a edição PACC/UEL (2015/2016). Discussão: Por ser considerada uma ação
inovadora, tanto para a UEL assim como para os participantes (docentes, discentes e
funcionários) o processo foi amplamente discutido e debatido nos fóruns de discussão e
explanado na avaliação final. As análises deste instrumento sinalizam que algumas
melhorias necessitam ser realizadas, em especial, no tocante ao sistema avaliatício, pois
novas tecnologias, novas metodologias de ensino e aprendizagem também exigem e
requerem novos formatos de avaliação.
EF_19
EFECTO DEL NIVEL DE ACTIVIDAD FÍSICA PROGRAMADA EN ESTUDIANTES ENTRE
14 Y 17 AÑOS
Reyes, T.
Universidadad de Playa Ancha y Universidad de Viña del Mar, Chile
Actualmente niños y jóvenes tiene un bajo nivel de actividad física, lo cual implica un
incremento en el sobrepeso y la obesidad infantil. Ante este fenómeno la Organización
Mundial de la Salud (OMS) como factor protector de enfermidades recomienda 60 minutos
de actividad física diariamente. Objectivo. Comparar el nivel de actividad física programada
entre 2 grupos, en las variables estado nutricional, fuerza muscular y consumo máximo de
oxígeno. Metodo: investigación cuantitativa, diseño descriptivo. Muestra; 22 varones de 14 a
17 años, separados en 2 grupos, 11 correspondieron al grupo activo (GA) y 11 al grupo
inactivo (GI). Instrumentos: Cuestionario del Instituto de Nutrición y Tecnología de los
Alimentos, Índice de Masa Corporal (IMC), Salto a Pies Juntos (SPJ) y Test Course Navette.
Para el análisis estadístico se aplicó descriptivo inferencial, test de normalidad y luego
Anova de un Factor. Valor de significación p < 0,05. Software SPSS 20.0. Resultados: El
IMC promedio del GA; 23,32 Kg/m2; y del GI; 24,58 Kg/m2; no presentan diferencia
significativa (p < 0,51), el SPJ promedio GA fue 200 cm mientras que GI 184 cm, esta
diferencia tampoco es significativa (p < 0,19), el VO2máx promedio obtenido por GA fue
48,23 ml/kg/min mientras que GI 30,97 ml/kg/min, este resultado establece un alta
diferencia significativa (p < 0,001) entre los grupos. Conclusión. GA en todos los parámetros
tiene mejores resultados que GI, sin embargo sólo en el VO2máx presenta diferencia
significativa. nivel de actividad física; estudiantes; consumo máximo de oxígeno; fuerza;
nutrición.
EF_20
FACTORES DE QUALIDADE DAS EXPERIÊNCIAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM FUNÇÃO
DO GÉNERO
REAFES Gymnasium 2015
93
Martins J., Martins, M., Costa, J., Onofre, M.
Universidade de Lisboa, Portugal
No âmbito de um projeto mais amplo e internacional desenvolvido pela REAFES sobre a
socialização dos professores e a promoção de estilos de vida ativos, e reconhecendo que
as mulheres tendem a enfrentar maiores dificuldades de acesso a uma EF de qualidade,
assim como a apresentarem níveis mais baixos de actividade física (UNESCO, 2015), este
estudo visa identificar os fatores da qualidade da experiência anterior em Educação Física
Escolar (EF), percecionada por alunas e alunos da Licenciatura em Ciências do Desporto
(LCD) e do Mestrado em Educação Física (MEF). Participaram no estudo um total de 285
alunos (192 homens, 93 mulheres), sendo que 239 (168 homens, 71 mulheres)
frequentavam o 1º ano da LCD e 46 alunos (24 homens, 22 mulheres) o 1º ano do MEEF,
com uma média de idades de 19,7±4,1 e 23,1±2,2 anos, respetivamente. Foi aplicado
questionário por autoadministração para recolher a informação sobre a perceção acerca da
qualidade da experiência anterior em EF, da importância dos fatores que contribuíram para
essa experiência e da competência em EF nos ensinos básico e secundário. Os dados
foram submetidos ao teste de Mann-Whtiney para comparar as perceções entre os dois
géneros e a uma regressão linear múltipla para estimar a preponderância dos fatores na
qualidade da EF Os homens (x̅= 3.9±0.7) e as mulheres (x̅= 3.9±0.6) revelaram uma
perceção favorável da qualidade da experiência anterior em EF, embora sem diferenças
estatisticamente significativas (U=8784,5; p=0,932), o que evidencia a relação entre uma
perceção positiva da qualidade da EF e a longevidade na relação com esta área disciplinar,
independentemente do género. Não obstante, foram encontrados dois modelos de
regressão linear, sendo que, no caso dos homens, a relação com o professor (β=0,207,
p=0,013) e com os pares (β=0,184, p=0,016), as características das aulas (β=0,179,
p=0,016) e os benefícios colhidos (β=0,175, p=0,025) foram as variáveis preditoras que
integraram um modelo que explicou 16,2% da qualidade da experiência em EF
(R2ajustado=0,162; F=4,240). No caso das mulheres, foram as condições materiais
(β=0,281, p=0,013) e a relação de companheirismo com o professor (β=0,236, p=0,05) que
integraram um modelo que explicou 18,5% da qualidade da experiência em EF
(R2ajustado=0,185; F=2,818). Estes resultados revelam, simultaneamente, a potencialidade
do professor de EF, ao nível da gestão da aula para melhorar a qualidade da EF, no caso,
facilitando um clima motivacional favorável e a enfase no benefício dos seus efeitos, e a
forma como os recursos podem condicionar essa qualidade, sobretudo, na perspetiva das
mulheres.
Referências
UNESCO. (2015). Quality PE: Guidelines for policymakers.
EF_21
GINÁSTICA NA ESCOLA: A MATÉRIA INCOMPREENDIDA
Ribeiro da Silva, E.
Universidade de Coimbra, Portugal
Introdução: Deparamo-nos constantemente com uma metodologia de ensino analítica das
modalidades gímnicas que, para além de se afastar do seu espírito (sequências de
elementos de exigências psicomotoras variadas, ligados de forma lógica, executadas com
alternância de ritmos) não favorece a motivação para a aprendizagem nem a inclusão no
ensino, cada vez mais reclamada. Alunos com condicionantes físicas ou psicológicas vêemse excluídos do processo de aprendizagem, porque não lhes são proporcionadas as
mesmas oportunidades para aprenderem o que lhes interessa e como lhes interessa. Este
estudo, em que fomos conhecer as representações sobre as aulas de Ginástica vividas na
escola, junto duma população em formação para a docência da Educação Física, serviu de
REAFES Gymnasium 2015
94
justificação a propostas de intervenção pedagógica inovadoras e de maior valor pedagógico
para o ensino daquela matéria.
Métodos: Construímos e aplicámos um questionário com cinco questões referentes à
caracterização pessoal e académica dos indivíduos e quatro questões semia-bertas
relativas às suas perceções/representações sobre as aulas de Ginástica vividas no seu
percurso académico básico e secundário. Conciliámos uma metodologia quantitativa
traduzida em técnicas de estatística descritiva com uma metodologia qualitativa de análise
de conteúdo.
Resultados: Dos resultados obtidos destacamos os 55,3% de afirmações de carga negativa
relativas à Ginástica, sendo 40,4% atribuídos às características das aulas e 14,9% a
sentimentos (negativos), enquanto as afirmações positivas representam 44,7%, das quais
23,4% atribuídas às características das aulas e 21,3% aos sentimentos positivos. Já os
pontos fracos das aulas vividas respeitam à Organização/Dinâmica das aulas (53,8%) e às
Condições para a prática (12,8%) e os pontos fortes aos Ganhos/Benefícios formativos e à
Organização das aulas, ambas com 19%. Se numa população em vias de profissionalização
em Educação Física, a impressão retida sobre a respetiva prática das Atividades Gímnicas
na escola é significativamente negativa, parece-nos legítimo colocarmos a hipótese que
aquela impressão se agravará em indivíduos que nada tenham a ver com aquele âmbito.
Reflexões Finais: A Ginástica, nas suas várias modalidades, apresenta-se como uma
matéria desinteressante para a maioria dos alunos, pelo que é necessário que surjam
conceções e práticas de ensino diferentes, viradas para o trabalho em grupo e explorando
mais a coordenação nas suas diferentes formas, que respondam, na linha de Blázquez
(2013), à necessidade de se desenvolverem aprendizagens nas dimensões fisiológica,
motora, psicológica e sociológica, que o tipo tradicional de trabalho não permite com tanta
intensidade.
Referências
Blázquez, D. (2013). Diez competencias docentes para ser mejor profesor de Educación
Física – La gestión didáctica de la clase. Barcelona: INDE
EF_22
IDENTIDADE SOCIOPROFISSIONAL, PARTICIPAÇÃO E INTERAÇÕES ENTRE OS
PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA E A COMUNIDADE EDUCATIVA
Valente-dos-Santos, J. 1, Matos, A. P. 2, Ferreira, A. G. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Coimbra, Portugal
Introdução: A identidade socioprofissional dos professores de Educação Física (EF) alinhase, fortemente, com a crítica social, alentada por antinomias em torno do conhecimento,
práticas e conteúdos da disciplina de EF e do seu profissional (Wrench & Garrett, 2012).
Considerando, adicionalmente, que a participação dos professores de EF na vida da escola
se assume como um constructo social, que ultrapassa o espetro de práticas estrito das
competências da disciplina (Kirk, 2010), a presente investigação procurou analisar as
perceções que os professores de EF têm acerca da sua identidade socioprofissional, do
grau de participação na vida da escola e das relações que estabelecem com os vários
elementos da comunidade educativa.
Metodologia: O estudo apresenta uma natureza não experimental, quantitativa e descritiva.
Recorreu-se à aplicação do questionário como instrumento de recolha de dados. Foram
utilizados o questionário “identidade socioprofissional dos professores de EF”, o
questionário “clima escolar e participação dos professores” e o questionário “relação entre
os professores de EF e a comunidade educativa”. Para a realização do estudo, recorreu-se
a uma amostra não probabilística de 464 professores de EF dos 2.º, 3.º ciclos do ensino
básico e ensino secundário, de um total de setenta e sete estabelecimentos escolares
distribuídos por quarenta e um concelhos do Continente e três da ilha da Madeira.
REAFES Gymnasium 2015
95
Resultados: Existe, em geral, uma perceção positiva sobre a identidade socioprofissional do
professor de EF. Quanto à participação dos professores de EF nos diferentes momentos e
tarefas da vida da escola, verifica-se que, na sua maioria, os professores percecionam
níveis de participação elevados, nomeadamente no que se refere à colaboração com os
órgãos de administração e gestão e à colaboração com os professores das outras
disciplinas na realização das atividades escolares. Verifica-se, também, que quanto mais
positiva é a relação dos professores de EF com os professores das outras disciplinas e com
a comunidade educativa, mais elevado é o grau de participação na vida da escola.
Discussão: É possível concluir que os resultados sugerem que um aumento das
habilitações académicas poderá contrubuir para maior poder de iniciativa e capacidade
organizativa dos professores de EF, sem prejuízo da sua identidade socioprofissional. Será
importante que os professores de EF aproveitem a sua imagem social positiva, as boas
relações com os colegas das outras disciplinas e o facto de os (as) directores (as)
propenderem a aceitar as suas sugestões, para melhorar as perceções da comunidade
educativa sobre a importância da disciplina de EF. Também parece necessário perspetivar
novas formas de colaboração com os pais dos alunos para este efeito, o que possibilitará o
desenvolvimento de um entendimento mais adequado, por parte destes últimos, do trabalho
realizado pelos professores de EF.
Referências
Kirk, D. (2010). Defining physical education: Nature, purposes and future's. Physical
Education Matters, 5, 3, 30-31.
Wrench, A., & Garrett, R. (2012). Identity Work: Stories Told in Learning to Teach Physical
Education. Sport, Education and Society, 17, 1, 1-19.
EF_23
CARACTERIZACIÓN DE LOS ESTILOS DE ENSEÑANZA EN LOS DOCENTES DE LAS S
UB ÁREAS DIDÁCTICASEN LA LICENCIATURA EN EDUCACIÓN FÍSICA, DEPORTES
Y RECREACIÓN, UNIVERSIDAD DEL TOLIMA, COLOMBIA
Castro Campos, P., Rojas Rojas, J., Aponte Lopez, N.
Universidad de Tolima, Colombia
Introducción: Los Estilos de Enseñanza son un tema de trascendencia para la comunidad
educativa, de ahí el objetivo de esta investigación: caracterizar los estilos de
enseñanza utilizados por losprofesores de la licenciatura en Educación Física Deportes y
Recreación, universidad del Tolima, Colombia. El análisis e los estilos de enseñanza ofrece
indicadores
que ayudan a guiar las diferentes interacciones
y decisiones
e enseñanza (Sicilia Camacho & Delgado Noguera, 2002). Metodología: De corte
descriptivo transversal, para el desarrollo de este estudio se empleó como referencia el
cuestionario DEMEVI 1991 (Delgado Noguera, 1998), el cual se adaptó y valido para esta
investigación a través de un juicio de expertos y se verifico su fiabilidad con el método de
consistencia interna. También se realizó un análisis documental, y se adelantó un registro
Audiovisual de algunas de las clases.
Resultados: Se encontró a partir de las respuestas en el cuestionario; una variedad
de estilos deenseñanza; cognoscitivos, participativo y creativo. En cuanto a la observación
de lasasignaturas encontramos ue los docentes tienen prácticas marcadas a estilos de corte
tradicionalista, otro instrumento que se utilizó arrojó unos resultados diferentes a lo
observado en la práctica; la matriz mostro que los docentes proponen una metodología
basada en ABP, descartando estilos tradicionalistas, una evaluación que tiene en cuenta
más el proceso y no solamente la verificación de la memorización de contenidos
destacando diferencias entre la teoría y la práctica.
REAFES Gymnasium 2015
96
Discusión: Es pertinente realizar este tipo de estudios donde se puede
identificar las metodologías
utilizadas
por los docentes y
articularmente los Estilos de enseñanza empleados
por losprofesores
del
programa
Licenciatura en Educación Física Deportes y Recreación Universidad del Tolima,
considerando que este tipo de investigaciones son de tipo exploratorio porque no sean
realizado anteriormente en la región y son un importante indicador del proceso enseñanza–
aprendizaje con miras a la elaboración de planes de mejoramiento, en esta investigación se
pudo identificar diversas orientaciones de los docentes y algunas incoherencias con lo que
está plasmado en los planes curso frente a la práctica de las asignaturas didácticas,
elementos que describe en cierta forma (Crum, 2012) en su círculo vicioso de la Educación
Física.
Referencias
Crum, B. (2012). Memoria Académica. Recuperado el 23 de octubre de 2014,
dehttp://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/art_revistas/pr.5667/pr.5667.pdf
Delgado Noguera, M. A. (Diciembre de 1998). EF Deportes.com. Recuperado el 13 de
septiembre de 2014, de http://www.efdeportes.com/efd12/estilos.htm
Sicilia Camacho, A., & Delgado Noguera, M. A. (2002). Educacion Fisica
Y Estilos deEnseñanza. Barcelona: Inde.
EF_24
IMAGEM CORPORAL DE ADOLESCENTES E INFLUÊNCIA DA MÍDIA: UM ESTUDO
SOBRE AS RELAÇÕES DE GÊNERO
Gonçalves, V.1; Parra Martínez, J.2
1 UFGRegional Jataí, Brasil
2 Universidad de Castilla-La Mancha, Espanha
O objetivo do estudo é conhecer as diferenças de gênero em uma amostra de adolescentes
em relação à percepção da imagem corporal e percepção da influência da mídia. Realizouse uma pesquisa quanti-qualitativa com 237 adolescentes de Toledo (Espanha), aplicando o
BSQ-34 e o CIMEC-26, e realizando grupos de discussão com 60 alunos da amostra
anterior. Os resultados indicam maior insatisfação com o corpo entre os participantes do
sexo feminino em comparação com o sexo masculino, e a associação entre a insatisfação
corporal e a influência da mídia, ao transmitir estereótipos corporais de beleza que afetam
principalmente às mulheres.
EF_25
OS ALUNOS E A ESCOLA: A PERCEPÇÃO SOBRE A ESCOLA, A DISCIPLINA DE
EDUCAÇÃO FÍSICA E OS COMPORTAMENTOS DE ENSINO DO PROFESOR
Santos, B. 1, Martins, J. 2, Carreiro da Costa, F. 3
1 Agrupamento de escolas 4 de Outubro, Loures, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
3 Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Ao longo do processo ensino aprendizagem o aluno assume um papel ativo,
intervém necessariamente no decurso educativo, não sendo um mero recetor, pelo que as
suas atitudes, pensamentos e perceções continuam a chamar a atenção dos
investigadores. Para melhor compreensão desta realidade torna-se importante reforçar a
investigação dos processos cognitivos dos alunos e no papel que eles assumem como
mediadores, entre o comportamento do professor e os seus desempenhos.
REAFES Gymnasium 2015
97
Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar a forma como alunos do ensino básico e
secundário percecionam a escola, a disciplina de Educação Física (EF) e os
comportamentos de ensino do professor nas dimensões: instrução, clima,
gestão/organização e disciplina.
Metodologia: Responderam a um questionário 478 alunos (226 raparigas, 251 rapazes),
sendo 79 do 2º ciclo de ensino básico, 197 do 3º ciclo do ensino básico e 202 do ensino
secundário. Para analisar os dados dividiu-se a amostra em três escalões etários, 10-12
anos, 13-15 anos e 16-19 anos, recorrendo-se à ANOVA e ao teste não paramétrico de
Kruskal-Wallis.
Resultados: Numa escala de 1 a 5, os alunos do escalão etário 10-12 anos são os que
revelam uma atitude mais positiva, os que mais gostam de frequentar a escola (3,9±1) e os
que dão maior importância para o seu sucesso na vida futura (4,5±0,7). A disciplina de EF é
a preferida dos alunos nos três escalões, contudo, são os alunos mais novos (4,6±0,8) que
revelam uma atitude mais favorável. Os alunos valorizam mais os comportamentos do
professor relacionados com as dimensões clima de aula (3,8±0,5) e instrução (3,9±0,6) do
que os relacionados com as dimensões gestão/organização (3,5±0,6) e disciplina (3,5±0,7).
Os resultados revelaram que com o avançar da idade os alunos tendem a diminuir a
importância dada aos vários comportamentos de ensino do professor. Especificamente,
registaram-se diferenças significativas entre o escalão etário 10-12 anos (4,2±0,7) e o
escalão 16-19 anos (3,8±0,4) na dimensão instrução (ρ<0,001).
Conclusões: A maioria dos alunos apreciam a escola e a disciplina de EF, no entanto, os
resultados patenteiam que à medida que os alunos vão crescendo a importância da escola
e ao que lá se aprende diminui. Os alunos mais novos revelaram-se os mais preocupados
com a importância do desenvolvimento da condição física ao longo das aulas.
Relativamente à perceção que os alunos têm dos comportamentos de ensino do professor,
podemos concluir que os alunos tendem a dar mais relevo às questões relacionadas com as
dimensões clima e instrução do que às dimensões gestão/organização e disciplina.
EF_26
KARATÊ COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NA REDUÇÃO DA AGRESSIVIDADE
Rebecca, C. J, Viana, F.C.F, Almeida, J.D.L, Ressurreição, K.S., Braz, L.
Faculdade Nossa Cidade, Brasil
Introdução: A agressividade dos alunos em sala de aula é um dos problemas sociais que
mais preocupam os professores, os pais e as próprias crianças. É nesse contexto que as
lutas podem tornar-se uma excelente ferramenta de desenvolvimento holístico para o
educando, pois em sua essência tem a formação do caráter e da pessoa como objetivo.
SASAKI (2007).
Método: Esta pesquisa se caracteriza como pesquisa de campo (GIL, 2008). Para análise
do questionário com perguntas abertas, foi avaliado com base na Análise de Conteúdo de
Bardin (2009), e as perguntas fechadas foram realizados de maneira quantitativa. Foram
pesquisados 15 pais e 11 professores da rede pública no município de Carapicuíba – Sp –
Brasil.
Resultados: Perguntamos aos pais por que colocaram seu filho (a) nas aulas de karatê, e
observamos que 53% deles responderam que o próprio filho quis praticar o karatê.
Perguntamos se houve melhora no comportamento e 73% disseram que sim na escola e
em família. Perguntamos qual era a sua visão quanto ao karatê antes de seu filho pratica-lo,
53% dos pais acreditam que o karatê é um esporte disciplinador, e por fim, qual é o maior
benefício que o karatê trouxe para seu filho, e 34% dos país responderam que foi a melhora
no rendimento escolar e outros 33% a melhora no condicionamento físico. Aos professores
perguntamos qual o maior benefício que o karatê traz para o aluno 55% disseram que é a
redução da agressividade. Quando perguntados se o karatê praticado pode colaborar com a
redução da agressividade 100% dos professores responderam que sim. Indagamos se
REAFES Gymnasium 2015
98
utilizam o karatê nas suas aulas e 64% dos professores não utilizam. Na última pergunta
sobre quanto tempo em média o aluno precisa praticar o karatê 64% responderam que o
aluno precisa praticar o karatê entre 1 a 6 meses para se notar a diferença em seu
comportamento.
Discussão: Observamos que o karatê tem uma boa aceitação dentro da escola e que pode
contribuir para um bom relacionamento entre todos, porém é pouco utilizado pelos
professores nas aulas de Educação Física. Em relação aos pais notamos que a
agressividade não é um fator determinante para a prática do karatê, pois os itens mais
relacionados foram condicionamento físico e rendimento escolar. Os profesores
pesquisados consideram que o karatê pode sim, colaborar com a redução da agressividade
dos alunos nas escolas de ensino regular e em seu entorno. Concluímos que a pratica do
Karatê é benéfica e auxiliará nos aspectos biopsicossociais desta criança.
Referencias
Bardin, L. (2009). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
Gil, A. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. 6 ed, São Paulo: SP, Atlas.
Sasaki, Y. (2007). História do Karatê Shoto-Kan. São Paulo: Litografia.
EF_27
NATAÇÃO: UMA RELAÇÃO ENTRE OS ALUNOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO
IFSULDEMINAS – CAMPÛS MUZAMBINHO E A MODALIDADE.
Machado,M., Bueno, D.,Coelho, J., Ribeiro, S.,Bazilio,M.
Instituto Federal do Sul de Minas, Brasil
Introdução: A formação do professor de natação acontece, na maioria das vezes, nos
cursos superiores de Educação Física, portanto, espera-se que estes sejam capazes de
oferecer serviços confiáveis e de qualidade e além disso, demonstrar uma postura ética e
profissional embasada teoricamente. O profissional ligado a natação não pode se limitar
apenas ao ensino dos quatro nados e sim procurar diversificar os conhecimentos, pois
assim conseguirá perceber a riqueza que a modalidade pode oferecer às pessoas
(TAHARA & SANTIAGO, 2006). Este estudo identificou a percepção dos alunos do sexto
período do Curso de Educação Física do IFSULDEMINAS-Câmpus Muzambinho, no que
diz respeito a natação e ainda conhecer suas perpectivas em relação a disciplina de
Metodologia e prática de atividades aquáticas.
Métodos: A amostra foi composta por 34 alunos graduando do curso de Educação Física
que responderam um questionário semi estruturado composto pelas perguntas a) Você
sabe nadar? B) Por que você aprendeu ou aprenderia a nadar? C) O que você espera da
disciplina de Atividades Aquáticas enquanto futuro profissional da área?
Resultados: Na primeira pergunta aproximadamente 64% dos entrevistados já sabem
nadar. Na segunda questão 39,4% responderam motivo de sobrevivência, 31,5%
aprenderam por lazer, 7,8% por motivo de saúde e 18,4% outras respostas como por
curiosidade, necessidade profissional e por gostar de água foram apontadas. Na terceira
pergunta questionamos os alunos sobre as expectativas com as aulas da disciplina de
atividades aquáticas e os mesmos acreditam que será interessante adquirir subsídeos
teórico-práticos para ser um profissional que proporciona a seus alunos, uma maior vivência
motora no meio líquido e uma boa convivência social.
Discussão: Moises (2006) em seu estudo traz que as pessoas procuraram aprender a nadar
para evitar afogamentos e traumas. Outro fator que poderia explicar a escolha deste esporte
seria os dados de pesquisa da ONG Criança Segura (2012)que apresentam o afogamento
como segunda causa morte por acidente até aos 14 anos de idade na região sudeste.
Segundo Reis e Santos (2009) a natação proporciona aos seus praticantes seis benefícios,
sendo eles: físico, psíquico, social, recreativo, terapêutico e preventivo.
Referencias
REAFES Gymnasium 2015
99
Moisés,M.P. (2006). Ensino da natação:expectativas dos pais de alunos.Revista Mackenzie
de Educação Física e Esporte,São Paulo,.5, .2,.65-74.
Reis,R., Santos,Z. (2009). A Natação e a visão de futuros professores em dois momentos
distintos.Coleção Pesquisa em Educação Física,Várzea Paulista, 8, 1, 31-36.
Tahara, A. , Santiago,D. (2006). Lazer, lúdico e atividades aquáticas:Uma relação de
sucesso.Movimento & Percepção.Espírito Santo do Pinhal.SP,.6.
EF_28
O QUE É UM “BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA”? PERCEÇÕES DOS
ESTUDANTES NO INÍCIO DO CURSO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
Martins, M., Onofre, M., Martins, J., Costa, J.
Universidade de Lisboa, Portugal
Os estudos sobre a identidade do professor de Educação Física (EF) têm-se focado no final
da formação inicial, embora a investigação evidencie maior resistência à mudança nas
crenças formadas precocemente. Assim, no âmbito de um projecto internacional sobre a
socialização dos professores e a promoção de estilos de vida ativos (REAFES), este estudo
pretende identificar as características que alunos iniciantes do curso de Educação Física
(AICEF) associam a um “bom professor” de EF. Aplicou-se um questionário de resposta
aberta a 143 AICEF (101 homens, 42 mulheres), com 17,9±1,1 anos. Neste questionário foi
solicitado aos participantes que indicassem as características que consideravam mais
importantes num “bom professor” de EF. Para o tratamento de dados recorreu-se à análise
de conteúdo dedutiva, seguindo o modelo por camadas sugerido por Korthagen (2004) na
análise da conceção do “bom professor” que contempla diferentes níveis: Missão,
Identidade, Crenças, Competências, Comportamentos e Contexto. Os resultados mostram
que a maioria dos AICEF identifica características do "bom professor” de EF relativas ao
Comportamento (nível externo). Este nível surge associado a diversas características de
intervenção pedagógica. Em primeiro lugar: promover um bom clima de aprendizagem =
65,7%; em segundo lugar: realizar instrução = 30,1%; em quarto lugar: planificar = 18,2%, e
em sexto lugar: organizar aulas = 11,2%. O nível referente às Competências foi mencionado
em terceiro lugar, estando associado à competência científica = 23,1%. A Identidade
emergiu como a principal camada interna relacionando-se com os traços de personalidade
= 11,9% (quinto lugar) e com a atitude profissional = 11,2% (sexto lugar). O Contexto e a
Missão foram os menos mencionados. Os resultados evidenciam que os AICEF
percecionam que são essencialmente as características comportamentais que caracterizam
o “bom professor”. Os cursos de formação de professores devem considerar estes dados
referentes às perceções dos AICEF no sentido de analisarem formas de promoção de níveis
de reflexão mais profundos acerca do “como” e do “porquê”, enquanto parte integrante da
sua identidade. Paralelamente a investigação referente à formação de professores de EF
carece de esclarecimento acerca das experiências de formação que se assumem como
mais determinantes no desafio das crenças dos futuros professores acerca do que significa
ser um “bom professor” de EF.
Referências
Korthagen, F. (2004). In search of the essence of a good teacher: Towards a more holistic
approach in teacher education. Teaching and Teacher Education, 20, 1, 77-97.
EF_29
O QUE É UM “ALUNO BEM-EDUCADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA”? PERSPETIVAS DOS
ESTUDANTES À ENTRADA DE UM CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Costa, J., Onofre, M., Martins, M., Martins, J.
Universidade de Lisboa, Portugal
REAFES Gymnasium 2015
100
No âmbito do estudo da identidade dos professores de Educação Física (EF) é escassa a
literatura sobre as perceções dos estudantes na formação inicial em relação aos objetivos
educacionais (Shulman, 1986). Integrado num projeto internacional sobre a socialização dos
professores e a promoção de estilos de vida ativos da REAFES, e reconhecendo o potencial
que pode encerrar na construção da sua identidade, nomeadamente da argumentação
sobre a legitimação da EF à luz das atuais orientações programáticas em Portugal, este
estudo analisou as ideias daqueles estudantes sobre o que é um aluno “fisicamente bemeducado”. Foi aplicado um questionário de resposta aberta aos alunos de 1º ano de
licenciatura de uma instituição do ensino superior em Portugal (N = 143; 101 homens, 42
mulheres; 17.9±1.1 anos), onde se solicitou que participantes indicassem as suas ideias
acerca dos objetivos educacionais da EF e do que é um aluno “fisicamente bem-educado”.
Os dados foram submetidos a uma análise de conteúdo dedutiva com recurso às categorias
dos objetivos de EF propostos por Bailey et al (2009) e das conceções curriculares de EF
(Crum, 1994). A maioria dos estudantes identificou o aluno “fisicamente bem-educado”
representando-a por uma competência desportiva (24.5%) ou pelo domínio dos
conhecimentos teóricos da disciplina (21.7%). Uma terceira visão representou aquele
conceito por uma capacidade integradora da competência desportiva e da condição física
(14.7%). Em relação aos objetivos da EF, a maioria dos estudantes situou-os num âmbito
de uma perspetiva recreativa da disciplina (32.0%). Num segundo plano, foram valorizados
os objetivos relacionados com uma socialização acrítica no desporto (28.0%) e com a
aptidão física (23.1%), sendo que apenas 6.3% da amostra se referiu a objetivos da
disciplina relacionados com uma visão sociocrítica da EF. Os resultados deste estudo
mostram que as identidades dos estudantes na formação inicial são várias, relacionadas
com ideias e objetivos que não correspondem à identidade da disciplina enunciada nos
Programas Nacionais de Educação Física, sugerindo que a formação inicial assuma a
discussão e análise destas percepções como um elemento crítico para o desenvolvimento
da profissionalidade daqueles estudantes assente nas orientações programáticas.
Referências
Bailey, R., et al. (2009). The educational benefits claimed for physical education and school
sport: an academic review. Research Papers in Education, 24,1, 1-27.
Crum, B. (1994). A critical review of competing physical education concepts. In: J. Mester
(Ed.) Sport Science in Europe 1993. Current and Future Perspectives (pp.516-533). Aachen:
Meyer & Meyer.
Shulman, L. (1986). Those who understand: Knowledge growth in teaching. Educational
Researcher, 15, 2, 4-14.
EF_30
OS JESUITAS: A CIÊNCIA, A EDUCAÇÃO FÍSICA E O NOVO CONCEITO DE SALVAÇÃO
Brás, J., Gonçalves, M.
Universidade Lusófona, Portugal
A Companha de Jesus é vulgarmente atacada pelo seu obscuratismo, por ter desprezado e
até condenado o progresso do país. Aliás, esse é o motivo principal que levou às suas
expulsões do território português. Na esteira da visão antijesuítica republicana, Magalhaes
Lima haveria de caracterizar o ensino das escolas oficiais, como “verdadeiras sucursais da
Companhia de Jesus, onde se mantêm ainda, para vergonha de todos, os velhos processos
da rotina, inspirada no sectarismo jesuítico” (Vanguarda, 1 de Fevereiro de 1905). Neste
sentido, parece parodoxal, mas destacamos como objectivo axial da nossa comunicação
dar a conhecer a importância que a actividade dos jesuítas teve para a história da educação
física em Portugal. Como fontes do nosso trabalho seleccionámos: Revista de Educação
Física (1920); (ii) A educação moral e religiosa nos colégios dos Jesuítas (1913); (iii)
Colégio de Campolide: 18731898; (iv) História do Colégio de Campolide da Companhia de
REAFES Gymnasium 2015
101
Jesus. (v) jornais: Vanguarda, O Século, O Mundo. A metodologia centra-se na heurística e
na exploração das fontes tendo como critérios de análise e interpretação os seguintes
descritores: ciência, pedagogia científica, higiene, exercício físico e educação física. Pela
análise e investigação em curso, poderemos desde já adiantar como resultados da pesquisa
que temos vindo a desenvolver que os jesuítas, contrariamente à visão dominante
generalizada caracterizada por Miguel Bombarda como “o afogamento das inteligências em
oceanos de ignorância” (O Mundo, 25 de Março de 1901) ajudaram a promover no seu
tempo a ciência, a higiene e a educação física.
EF_31
PERSPETIVAS DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE AS FINALIDADES
DA DISCIPLINA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS INICIANTES E FINALISTAS DA
FORMAÇÃO
Onofre, M., Martins, J., Costa, J., Martins, M.
Universidade de Lisboa, Portugal
Este estudo desenvolveu-se no âmbito de um projeto internacional sobre a socialização dos
professores e a promoção de estilos de vida ativos da REAFES, e procurou comparar as
perspetivas de iniciantes de cursos iniciais de educação física (1º ano da licenciatura) com
alunos finalistas (do 1º ano de mestrado) em relação às suas perceções sobre as
finalidades da Educação Física (EF). Um inquérito foi aplicado a 142 estudantes (91
homens e 51 mulheres, com idades média de 21.4 ±4.3 anos, Foram analisadas as
respostas dos participantes à seguinte questão aberta: "Na sua opinião, qual é o papel
(efeitos) da EF no currículo escolar?" com recurso à análise de conteúdo dedutiva.
Posteriormente, foi realizada uma análise Bivariada para aquilatar as relações entre o tipo
de estudante (BS vs FS) e as finalidades da EF. Realizou-se uma Análise de Cluster para
identificar os perfis distintos de finalidades de EF dos estudantes. Para efeitos estatísticos o
nível de significação usado foi p<0.05. Os estudantes finalistas foram significativamente
superior aos dos estudantes iniciantes, nas seguintes finalidades: efeitos educativos gerais
(65.2% and 29.2%, p<0.001), promoção do gosto pela atividade física (28.3% and 9.4%,
p=0.008) e promover a aprendizagem do desporto (58.7% and 33.3%, p=0,011). Não foram
encontradas diferenças significativas em relação à promoção de estilos de vida ativos e
saudáveis (FS=65,2%; BS=45.8%), promoção da aprendizagem sobre o conceito de aptidão
física e de saúde (FS=30.4%; BS=9.8%) e promoção da aptidão física (FS=19.6%;
BS=33.3%). A Análise de Clusters confirmou que os estudantes finalistas e iniciantes
tinham diferentes perfis de perceção sobre as finalidades da EF. Enquanto os finalistas
eram significativamente caraterizados por se reportarem a efeitos educativos gerais, ao
desenvolvimento do gosto pela atividade física, e pela promoção da aprendizagem do
desporto, os iniciantes, não se caracterizaram-se por reportar este tipo de finalidades. Em
conclusão identificamos a alteração de perceções ao longo da formação, sendo que os
estudantes finalistas estão mais próximos de uma perspetiva sociocritica acerca das
finalidades do curriculum da EF escolar, em contraste com uma perspetiva menos clara dos
iniciantes.
EF_32
PESQUISA INTERVENTIVA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: EXPERIÊNCIAS
DESENVOLVIDAS NOS CURSOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFG/REJ/BRASIL
Machado de Assis, R.
Universidade Federal de Goiás, Brasil
REAFES Gymnasium 2015
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Introdução: Atualmente, a Educação Física tem se apropriado de pesquisas interventivas
para o desenvolvimento de investigações que Demo (1995) caracteriza como
comprometidas com intervenções que contemplam o autodiagnóstico, a construção de
estratégia de enfrentamento e a organização política. Este trabalho relata o
desenvolvimento de pesquisas interventivas como foco da disciplina Oficina Experimental,
nos cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física (EF) da Universidade Federal
de Goiás (UFG), Regional Jataí (REJ), Brasil.
Métodos: No primeiro semestre os alunos fazem contato com um local a ser investigado, de
preferência que não tenham experiência com a área escolhida. Em seguida fazem as
observações não participantes, caracterizam o local de pesquisa e elaboram o projeto de
pesquisa. No segundo semestre, desenvolvem a pesquisa ação ou a pesquisa participante,
com apoio de instrumentos de coleta de dados variados. Ao final do segundo semestre é
feita a análise de todo o processo de pesquisa e elaborado um relatório final.
Resultados: A pesquisa ação e a pesquisa participante requerem muita leitura, preparação
e conhecimento por parte dos pesquisadores, pois, de acordo com Demo (1995), trata-se de
uma forma de avaliar qualitativamente as manifestações sociais, e se apóiam no paradigma
crítico dialético de produção científica. Portanto, nem sempre os objetivos da disciplina são
alcançados, pois as pesquisas se mostram incipientes, e os pesquisadores (alunos) não
demonstram nem mesmo o domínio do conhecimento sobre pesquisa interventiva,
essencial para o desenvolvimento do trabalho. Percebe-se, com os relatórios finais
apresentados, que há uma tentativa de conhecer de forma mais profunda o campo
investigado, e de contribuir com a realidade encontrada, mas os pesquisadores têm
dificuldade em sistematizar o trabalho e em analisar os dados coletados.
Discussão: Este tipo de pesquisa torna-se relevante na formação dos acadêmicos dos
cursos de Educação Física, pois, de acordo com Freire (1984), propõe um método de
pesquisa alternativa em que se aprende a fazer por meio da ação. Esta disciplina permite
que os acadêmicos conheçam, problematizem e intervenham em realidades que
possivelmente não conheceriam durante seu curso de formação. A despeito das
dificuldades de construção do conhecimento e de domínio metodológico, esta experiência,
sem dúvida, contribui no processo formativo dos futuros profissionais de Educação Física.
Referências
Demo, P. (1995). Metodologia científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas.
Freire, P. (1984). Criando métodos de pesquisa alternativa: aprendendo a fazê-la melhor
através da ação. In, Brandão, C. R (Org.). Pesquisa participante (pp. 34-41). São Paulo:
Brasiliense.
EF_33
PRÁTICA DE ENSINO SUPERVISIONADA EM EDUCAÇÃO FÍSICA: A REALIDADE
ESCOLAR AOS OLHOS DOS ESTUDANTES ESTAGIÁRIOS
Lima, R. 1, Resende, R. 2, Cardoso, S. 3
1 Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Portugal
2 Instituto Superior da Maia, Portugal
3 Universidade Nova, Portugal
O estágio pedagógico é o processo final na formação de professores, e segundo Pacheco
(1995), a passagem a estagiário significa uma descontinuidade tripartida da instituição de
formação para a escola, de aluno para professor, da teoria para a prática, destacando-se
como fortes e marcantes fatores de socialização o contexto prático em que se passa a atuar
e os elementos que têm a responsabilidade de o avaliar. Para compreendermos de que
forma o futuro professor de Educação Física estabelece os primeiros laços na escola,
através de uma metodologia qualitativa, aplicou-se um focus group a 5 estudantes
estagiários no final da sua prática de ensino supervisionado. Desta forma, o objetivo deste
estudo é percecionar as dificuldades dos estudantes quando contactam a realidade escolar,
REAFES Gymnasium 2015
103
assim como é construída a sua relação com o Professor Cooperante e o Orientador durante
o ano de prática. Os resultados evidenciaram que os estudantes estagiários necessitam de
um maior contacto com a realidade escolar durante a sua formação académica. A relação
com o Professor Cooperante é fundamental para um bom desempenho da sua prática, no
entanto, estes vêem o Orientador da faculdade como um mediador da sua avaliação,
referindo que a presença deste deve ser mais frequente para um acompanhamento regular
do crescimento dos estagiários enquanto futuros professores de Educação Física.
Referências
Pacheco, J. A. (1995). Formação de professores: teoria e práxis. Braga: Instituto de
Educação e Psicologia.
EF_34
PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA [NA NATUREZA] NA EDUCAÇÃO FÍSICA
ESCOLAR: UMA EXPERIÊNCIA EM ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE GOIÂNIA
Inácio, H.L.D, Sousa, C., Machado, L. F.
Universidade Federal de Goiás, Brasil
Introdução: O objetivo dessa pesquisa foi identificar algumas possibilidades de inserção das
Práticas Corporais de Aventura (PCANs) na escola, bem como avaliar a ampliação de seu
repertório de manifestações corporais buscando com isso propor uma metodologia de
ensino das mesmas.
Método: A pesquisa se caracterizou como um estudo qualitativo e utilizou a observação
participante, o diário de campo, registros iconográficos e a análise de documentos, como
instrumentos para a coleta de dados. Foi desenvolvida em duas escolas da rede pública de
ensino de Goiânia (GoiásBrasil), com 60 alunos entre 9 e 12 anos de idade, de ambos os
sexos. Foram ministradas 11 aulas em cada escola, planejadas desde uma metodologia
crítica (COLETIVO DE AUTORES, 1992). Os conteúdos foram práticas corporais diversas
que continham elementos de queda livre, deslizamento e deslocamento, com materiais
alternativos. Entretanto, também foram realizadas práticas de tirolesa e de slack-line, com
materiais e equipamentos disponibilizados pela universidade.
Resultados: Os resultados obtidos nas análises evidenciaram que as sensações e emoções
dos alunos correspondem, em geral, a percepções de liberdade, confiança e autonomia.
Identificamos a existência de alguns limites, porém as análises mostram que as
possibilidades de inserção foram bem maiores. Como dificuldades de uso das PCANs na
escola pode-se destacar a falta de espaços e equipamentos, bem como a dificuldade em
planejar aulas dinâmicas, nas quais uma parte significativa dos alunos não fique parada
esperando a ‘sua vez’. Como ponto mais significativo pode-se indicar a motivação que tais
conteúdos provocam, reforçando a necessidade de expansão da Educação Física para
além dos esportes tradicionais.
Discussão: Desde que as PCANs vêm assumindo significado e relevância social no
contexto brasileiro, em especial nos âmbitos do lazer e esportivo, que pesquisadores tem se
dedicado a refletir sobre sua inserção na Educação Física Escolar. Contudo, poucos têm
sido os trabalhos mais sistematizados, com rigor científico e proposições baseadas em
experimentações planejadas. Neste sentido, o estudo aqui apresentado se mostrou positivo
ao apontar limites e possibilidades das PCANs na Educação Física, contribuindo para que
possa ser criada uma metodologia específica de ensino das mesmas, dadas suas
especificidades e características.
Referências
Coletivo de Autores (2009). Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo. Editora
Cortez.
Freire, P. (1991). Educação de Corpo Inteiro: Teoria e Prática da Educação Física. São
Paulo: Editora Scipione.
REAFES Gymnasium 2015
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Inácio, H. L. D. et al. (2005). Bastidores das práticas de aventura na natureza. In, A.
M..Silva, I. R. Damiani, (Org.). Práticas corporais (pp. 69-87). Florianópolis: Nauemblu e
Ciência e Arte.
EF_35
PRÁTICAS CORPORAIS DE LAZER, CONSCIÊNCIA E COMPORTAMENTO AMBIENTAL
NO RIO ARAGUAIA.
Inácio, H.L.D, Nascimento, O.
Universidade Federal de Goiás, Brasil
Este estudo buscou identificar as principais práticas corporais presentes nos acampamentos
montados nas praias do rio Araguaia (Aruanã, estado de Goiás-Brasil). Os resultados
mostraram que a consciência e o comportamento ambiental dos turistas se enquadraram no
nível médio. Haviam poucas práticas corporais presentes nos acampamentos, sendo a
opção pelo "descanso" predominante. A cidade de Aruanã (Goiás-Brasil) é local de encontro
de dois grandes rios, o Araguaia e o rio Vermelho. Na temporada de férias de julho a cidade
vive seus dias de maior movimentação, pois recebe milhares de turistas, devido ao período
de seca, causando uma baixa no volume de água dos rios, surgindo grandes praias de
areia, combinadas com o clima quente e ensolarado da região. Métodos: Foram visitados
quatro acampamentos: dois organizados por sindicatos, um terceiro caracterizado por
diversas famílias e um quarto acampamento caracterizado por atividades de um só dia.
Utilizamos a observação sistematizada em conjunto com a aplicação de questionário
fechado (234 questionários). Os dados foram tratados com o SPSS® 15.0. A avaliação dos
níveis de consciência e comportamento ambiental foi feita de acordo com BAENA; INÁCIO,
2013. Resultados: As observações dos acampamentos mostraram uma diversidade em sua
organização. Os turistas ocupavam seu tempo com descanso. Sobre práticas corporais
sistematizadas pouco foi encontrado: Vôlei na Praia, Tênis de Mesa, futevôlei e crianças
brincando no rio com jogos aquáticos. Nos questionários, obtivemos uma diversidade de
dados que apontam um nível de comportamento médio, com 81,28% (191) dos indivíduos, e
um nível de consciência ambiental médio de 80,43% (189). Conclusões: Os resultados
mostram a necessidade de estudos que investiguem a relação entre o poder público e o
turismo no local, bem como os impactos ambientais da acção humana. No rio Araguaia há
uma gama de possibilidades para a realização de práticas corporais, mesmo que,
atualmente, estas pouco se manifestem. A opção pelo descanso é a mais escolhida. Há
contradições entre a consciência e o comportamento ambiental, percebidas pela falta de
conexão das respostas entre si e em comparação destas com a realidade observada.
Referências
Garcia Angelo, P. Carvalho, A.R. (2007). Valor recreativo do rio Araguaia, região de Aruanã,
estimado pelo método do custo de viagem. Acta Scientiarum. Biological Sciences, . 29, 4,
421-428.
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciBiolSci/article/view/886/432>.
Acesso em 18 jul 2014
Ináciuo, H. L. (2007) Ecoturismo como vetor de desenvolvimento territorial sustentável. Tese
de Doutorado (Centro de Filosofia e Ciências Humanas) – UFSC. Santa Catarina.
EF_36
PRIMEIROS SOCORROS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ALTERNATIVA OU
OBRIGAÇÃO?
Lacerda, C. S., Paiano, R., Ressurreição, K.
Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
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Introdução: A educação é uma forte aliada na prevenção de acidentes. A prova que isso
funciona é que crianças estão salvando vidas e ensinado aos mais velhos, lições de
cidadania, Darido; Souza Junior, (2007). Sempre é bom lembrar que no caso dos primeiros
socorros não basta conhecer, mas também se dispor e estar preparado para em frações de
segundos decidir o que fazer e enfrentar um cenário, muitas vezes, chocante. O objetivo
deste trabalho foi analisar o conhecimento que alunos do ensino médio possuem sobre os
primeiros socorros.
Método: A amostra foi composta por 45 alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino médio,
com idade entre 14 e 18 anos, sendo 23 meninas e 22 meninos. Como instrumento de
coleta, foi entregue um questionário adaptado de Pérgola e Araújo (2008), com perguntas
abertas e fechadas relacionadas aos Primeiros socorros, nas situações mais comuns como
desmaios, convulsões, hemorragias e Parada Cardiorrespiratória. Para análise das
perguntas abertas, foi considerado a análise de Conteúdo de Bardin (2009), para as
perguntas fechadas foi usado tabulação quantitativa.
Resultados: Perguntamos aos alunos se já tiveram algum treinamento, aula ou palestra
sobre primeiros socorros, apenas quatro responderam positivamente (cerca de 9%). Quanto
a estarem preparados para prestar primeiros socorros em qualquer tipo de situação, três
responderam sim (cerca de 7%), sendo que alguns citaram que o motivo é pela falta de
capacitação. Quando perguntado se já tinham visto alguma pessoa desacordada
necessitando de socorro, qual era a situação e o que fez, Vinte e seis alunos responderam
que nunca presenciaram alguém desacordado necessitando de socorro (cerca de 58%).
Quando perguntado aos alunos se sabiam verificar sinais de vida, somente cinco alegaram
não saber (cerca de 11%), porém a maioria que afirmou saber, respondeu de maneira vaga,
apenas citando que deve-se checar pulso, batimento cardíaco, respiração, etc.
Discussão: Apesar de pouquíssimos alunos terem participado de algum treinamento sobre
primeiros socorros (9%) e de uma reduzida parcela (7%) se sentir preparada para prestar
um atendimento, conclui-se que os alunos possuem conhecimento básico sobre
procedimentos em situações de emergência, mas falta para eles uma formação concreta e
conhecimento adequado para salvar vidas de maneira correta e segura. Alguns alunos não
saberiam o que fazer nesses casos, devido essa insegurança, ou levadas pelo senso
comum agiriam de maneira inadequada causando consequências mais graves para a vítima
Referências
Bardin, Laurence (2009). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
Darido, S. & Souza Junior, O. (2007). Para ensinar Educação
Física: possibilidades de intervenção na escola (Capítulo 8). ED. PAPIRUS-SP - 2007
Pergola, A. & Araujo, I. (2008). O leigo e situação de emergência. Revista da Escola de
Enfermagem da USP, 42, 4, 769-776.
EF_37
RELAÇÃO ENTRE A PERCEÇÃO DE SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES
PSICOLÓGICAS BÁSICAS E AS ESTRATÉGIAS MOTIVACIONAIS EMPREGUES PELOS
PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO 3º CICLO E DO ENSINO SECUNDÁRIO
Costa, M. & Palmeira, A.
Universidade Lusófona, Lisboa
Enquadramento: Professores de Educação Física (EF) com valores elevados de satisfação
das necessidades psicológicas básicas (NPB), tendem a utilizar melhores estratégias
motivacionais (EM) nas suas turmas. Entre outros fatores, os anos de experiência e o
género do professor podem condicionar a satisfação das NPB no contexto do seu trabalho
enquanto professores e assim o recurso a estratégias motivacionais promotoras dos
melhores resultados na aprendizagem.
REAFES Gymnasium 2015
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Objetivo: Analisar a relação entre a perceção de satisfação das necessidades psicológicas
básicas (NPB) e as EM empregues pelos professores de EF do 3º ciclo e do ensino
secundário, na região de Lisboa.
Método: A amostra foi constituída por 131 professores de EF (67 do sexo feminino), com
uma média de 16,84±8,12 anos de experiência profissional. Utilizámos as versões
portuguesas do Teaching as Social Context Questionnaire para as estratégias
motivacionais, e do Basic Psychological Needs at Work Scale para a satisfação das NPB no
trabalho.
Resultados: Verificámos que as estratégias motivacionais de estrutura e de envolvimento
estão positivamente associadas à satisfação das NPB (p<,05). Esta associação foi
registada independentemente do género, enquanto que o grau da correlação entre as
variáveis foi quase sempre superior nos estagiários relativamente aos professores mais
experientes.
Conclusões: O nosso estudo verificou que a satisfação das NPB estão associadas a
estratégias motivacionais de envolvimento e estrutura. No entanto, estes níveis de
satisfação não estiveram associados às estratégias de suporte de autonomia.
EF_38
RELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO CORPORAL, NÚMERO DE PASSOS E AUTOIMAGEM
DE ALUNOS DO CURSO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO IFSULDEMINAS.
Machado Tassote, E., Maria de Araújo, J., Missaki Nakamura, P., Silva, E, Gomes Martins
Bueno, D.
IFSULDEMINAS, Brasil.
Introdução: Nos dias atuais a sociedade é influenciada pela mídia que dita o padrão de
beleza, rotula os corpos, modela perfis antropométricos magros e fortes sugestionando a
autoestima e autoimagem do ser humano. Para Schilder (1999), autoimagem é definida pela
representação do próprio corpo na mente. A insatisfação com a autoimagem faz com que
seja incessante a busca por uma melhor aparência pelos praticantes de atividade física
tornando-se um fenômeno sociocultural muitas vezes mais significativo do que a própria
satisfação econômica, afetiva ou profissional (Damasceno et. al., 2005). Assim, o objetivo
deste estudo foi relacionar a composição corporal, o número de passos e a autoavaliação
da imagem corporal dos futuros profissionais da Educação Física.
Metodologia: A pesquisa caracteriza-se como comparativa transversal e tem como universo
de estudo 65 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 à 28 anos matriculados no
Curso Superior de Educação Física do IFSULDEMINAS. A autoimagem foi avaliada por
meio do questionário de Sorensen e Stunkard (1993) “A Escala de figuras silhuetas
corporais”. Para composição corporal foram adotados o índice de Massa Corporal (IMC) e o
Percentual de gordura (%G) dados pela Balança de Bioimpedância InBody 720 e o nível de
atividade física foi avaliado por meio do pedômetro Ultra Slim 3D Sensor PW15 WiSO. O
questionário de autoimagem foi aplicado antes da avaliação da composição corporal para
eliminar interferências na escolha da silhueta do indivíduo avaliado.
Resultados: A amostra apresentou as médias de idade de vinte dois anos, peso de 70,8
quilos, altura de 170, 8 cm. Foram considerados ativos 62,71% indivíduos a composição
corporal esteve dentro das taxas de normalidade. Relacionados os dados não foi observada
diferença significativa (P>0,05) entre eles.
Discussão: Diante dos resultados supracitados, a análise das variações revelou que mesmo
não havendo uma significância estatística considerável, na amostra estudada observamos
uma tendência que os indivíduos que estão insatisfeitos com a autoimagem buscando o
emagrecimento possuem um maior número de passos e ainda uma maior relação entre
número de passos e IMC do que o número de passos e o %G. Uma das hipóteses que se
estabelece para a não significância estatística é a de que a amostra tenha se apresentado
muito homogênea, não tendo nenhum indivíduo com obesidade e nem magreza.
REAFES Gymnasium 2015
107
Referências
Damasceno, V. et al. (2005). Tipo físico ideal e satisfação com a imagem corporal de
praticantes de caminhada. Rev Bras Med Esporte, . 11, 181-6.
Schilder, P. (1999). A imagem do corpo: as energias construtivas do psique. 3.ed São Paulo:
Martins Fontes.
EF_39
SABERES E COMPETÊNCIAS CONSTRUÍDOS DURANTE UMCURSO DE
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA: A PERCEPÇÃO DOS EGRESSOS
Freire, E.S.1; Oliveira, G. K 2.; Paiano, R.2; Souza, J. X.1; Verenguer, R. C.2
1 Universidade São Judas Tadeu, Brasil
2 Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
Introdução: No Brasil, os cursos de Licenciatura em Educação Física passaram por grandes
mudanças, em decorrência da alteração na legislação sobre a Formação de Professores,
implementada a partir de 2001. O impacto dessas mudanças na qualidade da formação dos
novos professores tem sido investigada por diversos pesquisadores. No entanto, poucos
são os estudos que buscam conhecer a perspectiva dos egressos sobre a qualidade do
curso que realizaram. O objetivo deste estudo foi conhecer os saberes e competências que
egressos de um curso de licenciatura em Educação Física acreditam ter construído durante
seu processo de formação inicial.
Método: Foi realizada uma pesquisa qualitativa com a participação de 19 professores de
Educação Física, egressos de um curso de Licenciatura em Educação Física de uma
Universidade Privada de cidade da Grande São Paulo. A entrevista com roteiro
semiestruturado foi utilizada como recurso para obtenção das informações. As entrevistas,
gravadas e transcritas, foram analisadas com a técnica de análise de conteúdo.
Resultados: Os professores participantes identificaram um conjunto de saberes e
competências, classificados em duas subcategorias. A primeira delas é constituída por
saberes e competências profissionais gerais, que envolvem dialogar e trabalhar em equipe;
saberes de âmbito cultural; gerir sua formação continuada; valorizar, compreender, articular
e participar da produção do conhecimento científico, comprometerse com a profissão e
apresentar argumentos para justificar suas decisões. A segunda subcategoria é composta
por saberes e competências específicas para a intervenção pedagógica como: avaliar a
realidade com a qual se depara; diagnosticar as características e aprendizagem do aluno;
elaborar o planejamento; trabalhar com as dimensões dos conteúdos; construir recursos
didáticos; e trabalhar com pessoas com necessidades especiais.
Conclusões: A pesquisa revelou que apesar da possível dificuldade de obtenção da clareza
acerca do conceito de competências por parte dos egressos, estes apresentaram o
reconhecimento de saberes e competências importantes e constantes do projeto de
formação de professores da instituição participante do estudo. Os resultados deste estudo
permitem aplicação pedagógica, aperfeiçoando o curso avaliado, assim como uma
aplicação científica, contribuindo para melhor compreensão sobre a construção de
competências e saberes por parte do professor.
Referências
Borges, C. & Tardif, M. (2001). Os Saberes dos docentes sua formação. Educação
e Sociedade, 2, 74, 11-26.
Tardif, M. (2002). Saberes docentes e formação profissional. Rio de Janeiro: Vozes.
EF_40
SERÁ QUE O NÍVEL DE PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DOS ADOLESCENTES VARIA
DE ACORDO COM A PRÁTICA E O APOIO QUE OS PAIS FACULTAM AOS SEUS
FILHOS?
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Rendeiro, P. 1, Torrado, P. 1, Gomes, L. 1, Marques, A. 2, Martins, J. 1
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
Enquadramento : A atividade física (AF) está associada a benefícios na saúde e qualidade
de vida. Porém, os níveis de AF dos adolescentes são reduzidos. É importante perceber
quais os fatores relacionados com a AF, onde o papel dos pais parece ser fundamental,
sobretudo, ao nível do modeling e apoio para a prática de AF.
Objetivos: Analisar os níveis de AF dos pais e o seu apoio para a prática de AF dos filhos.
Metodologia: Participaram 783 alunos (404 alunos, 379 alunas) de 16 escolas dos distritos
de Lisboa (n=9) e Setúbal (n=7), com idades entre os 14 e os 18 anos. Os dados foram
recolhidos com recurso a um questionário. Para verificar a associação entre AF e o
modeling recorreu-se ao coeficiente de associação de Rho de Spearman, para comparar os
níveis de AF dos alunos (formal, informal, desporto escolar e total) em relação ao apoio
social (alto ou baixo) ao teste de Mann-Whitney e para verificar se há dependência entre AF
(ativos e inativos) e o apoio dos pais (alto e baixo) ao teste do Qui-Quadrado de
Independência. Os alunos considerados ativos reportaram praticar AF 7 ou mais vezes por
semana.
Resultados: No total, 28,1% dos alunos foram considerados fisicamente ativos e 71,9%
inativos. Relativamente ao apoio, de uma forma geral, foi considerado elevado para 14,8%
dos casos e para 85,2% baixo. No que concerne à relação entre AF e o modeling, existe
uma associação significativa, mas fraca, entre o tempo dedicado à prática de AF ao ponto
de ficar ofegante e a transpirar e a prática de AF da mãe (r=0,112; p<0,001) e do pai
(r=0,151; p=0,002). Indicadores similares foram encontrados para a relação entre a AF
informal, formal e total com a prática de AF do pai e da mãe. Analisando a relação entre o
apoio total dos pais e a prática de AF, verifica-se que os alunos com elevado apoio tinham
níveis de AF informal (U=32,515, p<0,05), formal (U=31,666, p<0,05), total (U=29,208,
p<0,05), AF moderada a vigorosa (U=32,515, p<0,05) significativamente superiores aos dos
alunos com baixo apoio. Por último, ser ativo depende do elevado apoio recebido (Quiquadrado=52,936, p<0,001).
Conclusões: Este estudo permitiu verificar que os alunos mais ativos tinham um maior apoio
do pais. Com isto é importante criar ações de intervenção, por parte dos professores de
Educação Física, junto dos pais para mobilizar um maior apoio juntos dos seus filhos em
relação à prática de AF, promovendo um aumento significativo de promoção de estilo de
vida ativo e saudável na população juvenil.
EF_41
TENDENCIAS PEDAGÓGICAS Y DIDÁCTICAS EN LAS INSTITUICIONES EDUCATIVAS
DE BACHILLERATO DEL MUNICIPIO DE IBAGUÉ
Castillo Lozano, E., Correa Cabezas, D., Aponte Lopez, W.
Universidad de Tolima, Colombia
Los aspectos relacionados con las estrategias metodológicas y didácticas del profesor,
siempre han sido causa de estudio para el mejoramiento del proceso enseñanza –
aprendizaje, lo cual nos lleva a enfocarnos cada vez más en el papel del docente, ya que él,
es determinante en el proceso formativo del estudiante, como también su socialización e
inserción en el mundo que lo rodea, de ahí la importancia de estudiar los estilos de
enseñanza del docente de educación física de las instituciones educativas de bachillerato
del municipio de Ibagué. En la presente investigación se plantea conocer cuáles son los
estilos de enseñanza utilizados por los docentes de Educación Física de las instituciones
educativas de bachillerato del municipio de Ibagué. El enfoque de investigación es
cuantitativo de tipo descriptivo utilizando como instrumento de recolección de datos
REAFES Gymnasium 2015
109
cuestionarios y la técnica de análisis documental. La población se seleccionara a través de
una muestra aleatoria estratificada, en las instituciones educativas de bachillerato del
municipio de Ibagué distribuidos por sus 13 comunas. En el análisis de resultados se
encontró que las instituciones educativas de bachillerato del municipio de Ibagué manejan
un enfoque pedagógico tradicionalistas, los enfoques humanistas y constructivistas Para el
análisis de los resultados se utilizó el software estadístico SPSS versión 21.
Conclusiones: Los planes de área se encuentran descontextualizados y sin ninguna
pertinencia al contexto y los nuevos enfoques pedagógicos y didácticos de la Educación
Física. Las instituciones educativas de bachillerato del municipio de Ibagué en su PEI
denotan enfoques constructivistas pero en la practica son tradicionalista y conductistas.
Esta investigación será el punto de partida para realizar propuesta para resignificar los
currículos de la de la educación física.
Bibliografria:
Contreras, J. (2004). Didáctica de la educación física: un enfoque. Madrid: Editorial INDE.
Delgado, M. A (1991). Estilos de enseñanza en la educación Física. Propuesta para una
reforma de la enseñanza. ICE Universidad de Granada.
Tinning, R. (1992). Educación Física: la escuela y sus profesores. Universidad de Valencia.
EF_42
O TAPEMBOL COMO UMA POSSIBILIDADE DE CONTEÚDO BÁSICO NA EDUCAÇÃO
FISICA ESCOLAR
Souza da Costa, I., Caxeta da Silva, R., Ferreira Olanda, A., Tiengo Cristina de Oliveira, R.,
Fernandes da Silva, F.
Instituto Federal do Sul de Minas, Brasil.
Introdução: A educação física (EF) sofreu diversas alterações com o passar dos anos, e
atualmente tem como objetivo formar um cidadão capaz de posicionar-se criticamente
diante das novas formas da cultura corporal de movimento. O ensino médio por sua vez,
merece atenção, pois alguns estudos apontam uma progressiva desmotivação em relação à
EF, uma possibilidade pedagógica que pode ser inserida é o Tapembol (TPB) é baseado no
Handebol. Foi criado em Caeté/MG - em julho de 2007, na Escola Centro Educacional
Washington de P. e Silva, por meio de uma experiência do professor Marco Aurélio C.
Rocha. De uma simples brincadeira de “tapa na bola”, o aluno através do desejo de jogar
algo diferente surgiu um novo jogo que foi sendo construído coletivamente (ROCHA,
PRUDENTE E MEDINA, 2010). O presente verificou o nível de aceitação de alunos do
ensino médio em relação ao (TPB).
Metodologia: A amostra foi constituída por 516 alunos (202 meninos e 314 meninas) entre
15 - 17 anos de idade, matriculados no ensino médio das escolas estaduais de MG: O
trabalho foi dividido em uma sequência de 4 aulas. Onde a primeira aula se deu a partir de
observações do comportamento dos alunos, segunda aula foi feita a apresentação da
modalidade que continham informações sobre a criação, como se jogar e as principais
regras, Na terceira aula, foi aplicado o jogo propriamente dito. A aula foi de 50 minutos.
Resultados: Para análise de dados procurou-se identificar a satisfação dos alunos em
relação ao TPB e sua metodologia, através de um questionário. Além disso, foram feitas
filmagens de depoimentos de alunos para mensurar qualitativamente o nível de aceitação.
Os dados referentes à avaliação realizada pelos alunos sobre a modalidade TPB são
apresentados e percebe-se que apenas 2,71% (n=14) dos alunos entrevistados consideram
como ruim e 66,86% consideram a modalidade como muito boa (n=165) ou excelente
(n=180). Os valores absolutos de como os alunos avaliam a metodologia das aulas é de
parte dos alunos (73,25%) considera muito boa (n=163) ou excelente (n=215). Ficou
evidente a satisfação dos alunos, onde 90,11% responderam que gostaram (n=306) ou
gostaram muito (n=159) do jogo.
REAFES Gymnasium 2015
110
Discussão: Diante do exposto, nossos resultados permitem inferir que o TPB e sua
metodologia foram bem aceitos pelos alunos do ensino médio envolvidos nesse estudo, e
que esta modalidade pode ser uma excelente ferramenta pedagógica capaz de promover a
participação dos alunos.
Referências
Rocha, M., Prudente, P., MEDINA, A, (2010). Tapembol – um jogo para a educação física.
Belo Horizonte.
Melo, R., FERRAZ, O. (2007). O novo ensino médio e a ed. física. Rev. Motriz., 13, 2, 8696.
EF_43
VALIDAÇÃO DA SERVE-SPECIFIC CORE SELF-EVALUATION SCALE
Machado, T.l; Stefanello, J.
Universidade Federal do Paraná, Brasil
Encontra-se uma grade dificuldade em avaliar construtos psicológicos em atletas devido a
escassez de instrumentos de medida para tal. Desta forma, o objetivo deste estudo foi
validar a tradução e adaptação transcultural da Serve-Specific Core Self- Evaluation Scale
(SS-CSES) para atletas brasileiros de voleibol.
Métodos: Inicialmente foi realizada a tradução e adaptação do instrumento SS-CSES para
língua portuguesa, validação de conteúdo por um grupo de 10 especialistas e por 10 atletas
bilíngues. Também a análise do construto por meio da análise fatorial exploratória e análise
fatorial confirmatória, consistência interna geral e de cada questão, estabilidade da escala
(teste e reteste), validade de critério, sensibilidade da escala em três categorias (infantil,
infanto-juvenil e adulta) para atletas de ambos os sexos (Pasquali, 2010).
Resultados: A validação de conteúdo obteve índice geral de validade de 0.91. Houve
correlação entre as versões em inglês e português respondidas pelos atletas bilíngues
(ICC= 0.95 e Kappa 0.93). A análise fatorial exploratória apontou 4 dimensões, a análise
fatorial confirmatória demonstrou valores próximos aos recomendados pela literatura,
embora ainda não se possa confirmar a dimensionalidade do instrumento. A consistência
interna apresentou valores itens e geral α= 0.87. A estabilidade da escala apresentou
ICC=0.95 e Kappa 0.93 e Correlação de Pearson 0.96 para fidedignidade. A validade de
critério demonstrou correlação (r= -0.19). A sensibilidade da SS-CSES foi confirmada para
as categorias infantil, infanto-juvenil e adulta masculina e infantil feminina.
Discussão: Os achados do processo de tradução da SS-CSES para atletas brasileiros Escala de Autoavaliação no Saque do Voleibol demonstraram indicadores de validade de
conteúdo adequados no que diz respeito à clareza de linguagem, pertinência prática e
relevância teórica, bem como para fidedignidade e consistência interna. A sensibilidade da
escala foi demonstrada na maioria das categorias avaliadas, embora, para a categoria
infanto-juvenil e adulta femininas novas pesquisas devem ser conduzidas. A validade de
construto da SS-CSES obteve discrepâncias em relação ao instrumento original e sua
adaptação para atletas de voleibol. Embora os resultados tenham-se aproximado aos
valores recomendados pela literatura, ainda se fazem necessários outros estudos para que
o modelo possa ser confirmado e a escala obtenha índices aceitáveis para validação. A
validade de critério não demonstrou ser uma boa medida para analisar a validade
concorrente. Por fim, sugere-se a aplicação da validade preditiva para futuros estudos, a fim
de relacionar a SS-CSES com o escalte no saque dos atletas em jogos e competições.
Referências
Pasquali, L. (2011). Psicometria: teoria dos testes na psicologia e na educação. Petrópolis:
RJ: Vozes.
REAFES Gymnasium 2015
111
EF_44
SINCRONIZAÇÃO OU SEQUENCIALIDADE INTERSEGMENTAR NOS MEMBROS
INFERIORES EM DIFERENTES CONTRAMOVIMENTOS VERTICAIS
Rodrigues, C. 1, Abrantes, J.M.C.S. 2, Correia, M.V. 1, Nadal, J. 3, Rodrigues, M.A.B. 4,
1 Universidade do Porto, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
3 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil
4 Universidade Federal de Pernambuco, Brasil
Este trabalho tem como objetivo avaliar a coordenação intersegmentar com recurso à
análise de fase nos membros inferiores (MI) em diferentes contramovimentos (CM)
executados em saltos de máxima impulsão vertical (MIV). A amostra é composta por um
grupo de n=6 estudantes de licenciatura em educação física e desporto, sem aptidão ou
treino físico específico. Os sujeitos foram pesados (76,7±6,7) kg e medida a sua estatura
(1,79±0,05) m, tendo sido colocadas marcas refletoras adesivas nos pontos anatómicos das
articulações do ombro, anca, joelho, tornozelo, calcanhar e terceiro metatarso. Cada sujeito
realizou um total de três ensaios para cada um dos tipos de saltos MIV considerados,
nomeadamente sem CM (SJ – Squat Jump), com CM longo (CMJ – Counter Movement
Jump) e com CM curto (DJ – Drop Jump). Durante os ensaios foram registadas as
coordenadas 3D das marcas refletoras com recurso a duas câmaras JVC9800 à frequência
de 100 Hz posicionadas num plano paralelo ao sagital e as forças de reação do solo com
recurso a plataforma de força AMTI BP2416-4000CE à frequência de 1000 Hz. Foram
detetadas as fases de movimento a partir dos perfis de força registados e selecionados o
melhor salto de cada tipo de MIV de acordo com o tempo máximo de voo por ausência de
contacto com a plataforma de força. Modelizaram-se a partir das coordenadas 3D os
segmentos dos MI como pêndulos invertidos oscilando em torno da articulação distal e
consideraram-se os ângulos do tronco, coxa, perna e pé com a horizontal. Representaramse os planos de fase com recurso à velocidade angular e aos ângulos segmentares e
obtiveram-se para cada segmento anatómico os ângulos de fase. Os planos de fase
angulares segmentares apontam para a existência de ciclos limite e fases caraterísticas em
cada tipo de MIV. Os padrões de coordenação apresentados pelas fases segmentares
durante a impulsão revelam um comportamento com características mistas de
sincronização e sequencialidade, de acordo com a necessidade inicial de Produção
simultânea de maiores níveis de força e posterior propulsão com maior velocidade. Em SJ a
coxa apresenta durante a impulsão um avanço de fase relativamente ao troco e o tronco um
avanço de fase relativamente à perna. Em CMJ o tronco, a coxa e a perna apresentam no
início do contramovimento fase negativa passando depois a positiva na impulsão
ascendente com elevada sincronização de fase dos três segmentos. Em DJ verifica-se que
no início da impulsão o tronco apresenta fase positiva enquanto a perna e a coxa
apresentam fase negativa, invertendo-se em seguida a tendência com o tronco apresentar
fase negativa e a coxa e a perna fase positiva. O pé apresenta em todos os tipos de MIV
oscilação de fase considerável ao longo da impulsão e sincronização de fase com os
restantes segmentos anatómicos na fase final de impulsão anterior ao take-off.
EF_45
LA FIABILIDAD TEST-RETEST DE UNA EVALUACIÓN DE LA CONDICIÓN FÍSICA PARA
NI-NOS DE 3-6 AÑOS
Latorre Román, P., Párraga Montilla, J., García Pinillos, F., Serrano Huete, V.
Universidad de Jaén, España
El presente estudio tiene como objetivo determinar la fiabilidad test-retest de una batería de
pruebas de evaluación de la condición física en niños de 3-6 años. Un total de 553 niños
participaron voluntariamente en el estudio; todos los niños tenían entre 3 y 6 años.
REAFES Gymnasium 2015
112
Características demográficas revelan que 274 niños eran varones (edad: 4,63 ± 0,94 años
de edad, el índice de masa corporal [IMC] = 16,30 ± 2,07 kg / m 2), y 279 eran niñas (edad
4,70 ± 0,97 años de edad, IMC = 16,28 ± 2,09 kg / m 2), y que fueron seleccionados de
entre 8 escuelas en el sur de España. Todas las pruebas seleccionadas para evaluar la
condición física, con excepción de la prueba de 10x20 metros (m) que fue diseñada ad hoc
para este estudio, se han utilizado en estudios anteriores y se centran en los componentes
básicos de la condición físico-motora como la resistencia, fuerza , velocidad, tiempo de
reacción y el equilibrio (10x20 m, salto de longitud, 20 m de velocidad, Ruler drop test y
flamingo). Los resultados obtenidos en este estudio indican que la batería de condición
física ha obtenido parámetros de fiabilidad adecuados, y es capaz de discriminar con la
edad entre las diferentes pruebas en niños sanos de entre 3 y 6 años de edad. Las pruebas
utilizadas eran seguras, fáciles de realizar, muy aceptables y comprensibles para los niños.
EF_46
DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA – COMO A ENTENDEM OS
PROFESSORES
Constantino, A., Silva, E.
Universidade de Coimbra, Portugal
Não obstante a sobrecarga numérica das turmas atuais, a individualidade de cada aluno
não pode ser descurada. A consciência sobre os diferentes níveis de maturidade emocional
e social, de modos e ritmos de aprendizagem, de personalidades, de pensar e de poder de
decisão dos alunos, deve estar subjacente a todas as decisões dos professores
(préinterativas, ativas e pósinterativas). Compete-lhes elaborarem propostas pedagógicas
que tenham em consideração as múltiplas potencialidades dos seus alunos e onde tentem
perceber as formas que mais facilitam a sua aprendizagem, devendo, para isso, de se
interessarem em encontrar as razões que impedem alguns alunos de aprenderem,
identificando suas dificuldades, de modo a que, alunos com condicionantes físicas ou
psicológicas não sejam excluídos do processo de aprendizagem por não lhes serem
oferecidas as mesmas oportunidades para aprenderem o que lhes interessa e como lhes
interessa (Ribeiro da Silva, 2015). Só colocando cada aluno perante a situação mais
favorável ao seu processo de aprendizagem (Perrenoud, 1994), é possível “agitar” a sala de
aula (Tomlinson, 2008), permitindo a alunos de diferentes idades, aptidões,
comportamentos e savoirfaire, mas agrupados na mesma turma, atingir, por vias distintas,
objetivos comuns (Gomes, 2006). Método: Objetivando perceber o entendimento e as
técnicas e estratégias de diferenciação pedagógica mais comumente utilizadas pelos
professores nas aulas de Educação Física, optámos por uma metodologia qualitativa em
que os dados da entrevista semiestruturada, composta por seis questões, por nós realizada,
foram sujeitos a análise do conteúdo e consequente categorização. A amostra foi
constituída por nove professores de Educação Física do distrito de Coimbra, com serviço
docente inferior a cinco anos. Reflexões Finais: Se por um lado é unanimemente aceite
pelos professores de Educação Física a importância dum processo de ensinoaprendizagem
assente na diferenciação pedagógica, por outro, o conhecimento sobre esta e sobre a sua
abrangência é manifestamente insuficiente. Tal levanos a concordar com Zylberberg (2007)
quando afirmou que os professores, apesar de concordarem com a ideia de que os alunos
são diferentes, necessitando de aprender por estratégias e atividades diferenciadas e
devendo dedicar durações distintas a uma mesma proposta educativa, apresentam
propostas pedagógicas sempre voltadas à semelhança. Nesta linha, os nossos resultados
conduziramnos à perceção de que existe desconhecimento da parte dos professores de
Educação Física sobre o trabalho em diferenciação pedagógica, tendoa associado apenas
a duas situações: à divisão das turmas em grupos de nível de desempenho ou à
intervenção pedagógica com alunos com Necessidades Educativas Especiais. Sabemos
que apesar deste desconhecimento muitas outras técnicas e estratégias de diferenciação
REAFES Gymnasium 2015
113
do ensino são, mesmo que inconscientemente, utilizadas pelos professores nas aulas de
Educação Física pelo que consideramos pertinente o prosseguimento na exploração desta
problemática.
Referências
Gomes, M. H. (2006). O Despacho n.º 50/2005 e a Diferenciação pedagógica. Lisboa.Editorial
Presença.
Perrenoud, P. (2000). Pedagogia Diferenciada, das intenções à ação. Alegre: Artmed Editora.
Ribeiro da Silva, E. (2015). Ginástica na Escola: a matéria malquista. Comunicação apresentada
in IV Fórum Internacional das Ciências da Educação Física sob o tema: Educação Física no
Contexto Europeu programas, estratégias e formação profissional. 24 de Abril 2015. FCDEFUC.
Coimbra.
Tomlinson, C. (2008); Diferenciação Pedagógica e Diversidade. Porto Editora.
Zylberberg P. (2007). Possibilidades corporais como expressão da inteligência humana no
processo de ensinoaprendizagem. Tese (Doutorado em Pedagogia do Movimento)
– Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
EF_47
CONTRIBUIÇÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA O CUMPRIMENTO DAS
RECOMENDAÇÕES DA ACTIVIDADE FÍSICA EM JOVENS
Costa, M., Oliveira, T., Mota J., Silva G., Santos M. P. & Ribeiro, J.
Universidade do Porto, Portugal
Introdução: A escola, com o objetivo de favorecer aprendizagens, deve ser um espaço de
promoção do acesso à prática desportiva organizada e regular, orientando na criação de
hábitos de vida saudáveis. A Educação Física escolar (EF) é o meio mais privilegiado para
promover as atividades físicas (AF) junto dos mais novos. As recomendações para a AF em
jovens sugerem 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa (AFMV). Nesse
sentido, com este estudo pretendemos analisar a contribuição relativa das aulas de EF de
45 e 90 minutos para o cumprimento das recomendações diárias de AFMV, tendo em conta
o género e o Índice de Massa Corporal (IMC).
Métodos: A amostra foi constituída por 472 jovens, 206 rapazes e 266 raparigas, com
idades compreendidas entre os 10 e os 22 anos. A AF foi medida por acelerometria durante
as aulas de EF de 45 e 90 minutos com recurso a acelerómetros Actigraph (GT1M e
GT3Xs). O tempo total em AFMV foi calculado pela soma de minutos em AF moderada e
vigorosa (Evenson et. al., 2008). O IMC foi calculado com o peso e altura dos jovens
[peso(Kg)/altura2(m)].
Resultados: Os resultados mostram que os níveis percentuais de AFMV são semelhantes
em aulas de EF de 45 e 90 minutos (31.9±19.1% vs 28.9±16.7%, respetivamente). As aulas
de 45 min contribuem 16.9±10,4% para os 60 minutos diários de AFMV e as aulas de 90
min contribuem cerca de 31,7±18,4%. Os rapazes têm valores mais elevados de AFMV do
que as raparigas nas aulas de 45 e 90 min [(18,6±11,2% vs 14.9±9,1%);(42,8± 21,5% vs
26.0±14,7%), respetivamente, (p<0,05)] e alunos com peso normal têm valores mais
elevados do que alunos com excesso de peso e obesos nas aulas de 45 e 90 [(18,7±1,1%
vs 15.1± 1,2%) ; ( 35,2±1,0% vs25.6±1,5%), (p<0,05)].
Discussão: Os níveis recomendados de 50% do tempo de aula em AFMV não estão a ser
cumpridos nem nas aulas de 45 nem de 90 min. O género parece ser uma variável
importante, com os rapazes a passar mais tempo em AFMV que as raparigas. Ter excesso
de peso ou obesidade parece estar relacionado com tempos mais baixos em AFMV. É
importante criar estratégias que tornem as aulas mais interessantes para os jovens e as
questões relacionadas com o sexo e IMC não podem ser ignoradas, devendo-se procurar
contrariar a menor participação destes grupos.
Referências: Evenson, K.R., Catellier, D.J., Gill, K., Ondrak, K.S., & McMurray,
R.G.(2008).Calibration of two objective measures of physical activity for children. Journal of
REAFES Gymnasium 2015
114
sports sciences, 26(14), 1557-65.
Projeto de Investigação suportado por: MCTES-FCT:SFRH/BD/79980/2011; PTDC/DTPDES/1328/2012 (FCOMP-01-0124-FEDER-028619); e Centro de Investigação suportado
por: FCT: UID/DTP/00617/2013.
EF_48
CENÁRIOS E MODELOS DE DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO 1º CEB –
ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CURICULAR
Rodrigues, J., Neves, R.
Universidade de Aveiro, Portugal
Introdução: A Educação Física (EF) na escola enfrenta constantes desafios em seu
desenvolvimento curricular, principalmente nos anos iniciais, ressaltando assim uma
preocupação, pois é nesta fase que as crianças mostram mais prazer e estão mais
propensas a se envolverem em atividades físicas. Se realizada regularmente e de modo
organizado podem-se obter ganhos para uma vida mais saudável e fisicamente ativa. Em
Portugal, a EF no 1º ciclo do ensino básico (ceb) apresenta uma realidade peculiar quanto à
sua prática, evidenciada como uma área marginalizada no desenvolvimento curricular, e por
vezes reconhecida como “baldio pedagógico”. A escola do 1º ceb, que tem como matriz de
modelo de intervenção a monodocência, apresenta atualmente distintos modelos. Esses
modelos de docência têm implicações na organização do desenvolvimento curricular da
área, evidenciando o interesse da nossa investigação sobre as diferentes formas de
organização da EF no 1º ceb estruturada a partir da diversificação de cenários e contextos
relativamente aos modelos de docência.
Objetivos: O nosso estudo visa investigar a organização do desenvolvimento curricular da
EF no 1º ceb num agrupamento de escolas da região centro de Portugal (Águeda),
caracterizando diferentes cenários a partir dos modelos de docência. Pretende-se analisar
como as finalidades educativas da EF, a forma da sua organização curricular (planificação,
organização da aula), a regularidade da prática, e a perceção acerca das competências
específicas emergem face à diversidade de contextos em que a EF é desenvolvida pelo
professor generalista (monodocência), por um professor generalista coadjuvado por um
especialista (monodocência apoiada), e por fim, por um especialista da área.
Metodologia: O estudo será de natureza qualitativa, baseado no método de estudo de caso,
pois tem como foco interpretar um contexto específico, buscando retratar uma realidade e
suas múltiplas dimensões acerca de determinado problema ou situação. A sequência de
recolha de dados prevê: i) análise documental dos projetos educativo, planeamentos de
turma e outros ii) entrevistas semi-estruturadas com os docentes dos diferentes cenários
apresentados, iii) dinâmica(s) de focus group com professores entrevistados. Os dados
serão analisados em termos de conteúdo (Bardin, 2007) e tratados tendo como suporte o
auxílio do software WebQda (Web Qualitative Data Analysis) versão 1.0.
Resultados Esperados: Ao caracterizar os diferentes modelos de organização da EF no 1º
CEB espera-se que os resultados possam contribuir tanto no campo da construção
curricular, ao identificar formas mais sustentáveis do desenvolvimento da área, em termos
da sua regularidade e qualidade, como também auxiliar na definição ecológica de políticas
locais nos territórios educativos.
Referências
Bardin, L. (2007). Análise de Conteúdo. 3ª Edição. Lisboa: Edições 70.
Neves, R. (2001). Educação Física no 1o ciclo ensino básico. Do Baldio Pedagógico à
construção curricular. Revista Digital Efdeportes, 6(31), 1–5. Retrieved from
http://www.efdeportes.com/efd31/ef11.htm
Neves, R. (2007). A construção curricular da educação física no 1º ciclo do ensino básico –
conhecimento e percepções dos professores. Tese de Doutoramento (não publicada).
Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa – Universidade de Aveiro.
REAFES Gymnasium 2015
115
Neves, R., Rocha, L., Campos, C. (2003). Equipas ou Monodocência: Para que serve o
Professor do 1º Ciclo – o caso da Educação Física, mesa-redonda promovida pela revista
Escola Informação do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Nº 177 Fevereiro
Sloan, S. (2010). The continuing development of primary sector physical education: Working
together to raise quality of provision. European Physical Education Review, 16(3), 267–281.
http://doi.org/10.1177/1356336X10382976.
EF_49
RELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO CORPORAL, NÚMERO DE PASSOS E AUTOIMAGEM
DE ALUNOS DO CURSO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO IFSULDEMINAS.
Clicia Machado Tassote, E., Maria de Araújo, J. , Missaki Nakamura, P., Silva, E, Gomes
Martins Bueno, D..
IFSULDEMINAS, Brasil.
Introdução: Nos dias atuais a sociedade é influenciada pela mídia que dita o padrão de
beleza, rotula os corpos, modela perfis antropométricos magros e fortes sugestionando a
autoestima e autoimagem do ser humano. Para Schilder (1999), autoimagem é definida pela
representação do próprio corpo na mente. A insatisfação com a autoimagem faz com que
seja incessante a busca por uma melhor aparência pelos praticantes de atividade física
tornando-se um fenômeno sociocultural muitas vezes mais significativo do que a própria
satisfação econômica, afetiva ou profissional (DAMASCENO et. al., 2005). Assim, o
objetivo deste estudo foi relacionar a composição corporal, o número de passos e a
autoavaliação da imagem corporal dos futuros profissionais da Educação Física.
Metodologia: A pesquisa caracteriza-se como comparativa transversal e tem como universo
de estudo 65 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 à 28 anos matriculados no
Curso Superior de Educação Física do IFSULDEMINAS. A autoimagem foi avaliada por
meio do questionário de Sorensen e Stunkard (1993) “A Escala de figuras silhuetas
corporais”. Para composição corporal foram adotados o índice de Massa Corporal (IMC) e o
Percentual de gordura (%G) dados pela Balança de Bioimpedância InBody 720 e o nível de
atividade física foi avaliado por meio do pedômetro Ultra Slim 3D Sensor PW15 WiSO. O
questionário de autoimagem foi aplicado antes da avaliação da composição corporal para
eliminar interferências na escolha da silhueta do indivíduo avaliado.
Resultados: A amostra apresentou as médias de idade de vinte dois anos, peso de 70,8
quilos, altura de 170, 8 cm. Foram considerados ativos 62,71% indivíduos a composição
corporal esteve dentro das taxas de normalidade. Relacionados os dados não foi observada
diferença significativa (P>0,05) entre eles.
Discussões: Diante dos resultados supracitados, a análise das variações revelou que
mesmo não havendo uma significância estatística considerável, na amostra estudada
observamos uma tendência que os indivíduos que estão insatisfeitos com a autoimagem
buscando o emagrecimento possuem um maior número de passos e ainda uma maior
relação entre número de passos e IMC do que o número de passos e o %G. Uma das
hipóteses que se estabelece para a não significância estatística é a de que a amostra tenha
se apresentado muito homogênea, não tendo nenhum indivíduo com obesidade e nem
magreza.
Referências
Damasceno, V. et al. (2005). Tipo físico ideal e satisfação com a imagem corporal de
praticantes de caminhada. Rev Bras Med Esporte, 11, 181-6.
Schilder, P. (1999). A imagem do corpo: as energias construtivas do psique. São Paulo:
Martins Fontes.
REAFES Gymnasium 2015
116
EF_50
EL CENTRO EDUCATIVO COMO ENTIDAD PROMOTORA DE ESTILOS DE VIDA
ACTIVOS: PRACTICA DE ACTIVIDAD FISICA, EDAD Y GÉNERO
Cantero Castrillo, P.1, Mayor Villalaín, A. 1, Fernández Villarino, M.A. 2, Toja Reboredo,
B.1, González Valeiro, M. 1
1 Universidad de A Coruña, España
2 Universidad de Vigo, EspAña
Introducción: En España se está fomentando que los centros educativos tengan un papel
importante en la promoción de estilos de vida saludables (Ley Orgánica-LOMCE 8/2013).
Este trabajo nace en el contexto de la comunidad autónoma de Galicia y en los centros
educativos que pusieron en práctica el Proyecto Deportivo de Centro-PDC (Xunta de Galicia
2013) como vertebrador de la actividad física formal, no formal e informal que se puede
realizar en sus instalaciones y en su ámbito de influencia.
Método: Estudio descriptivo de encuesta de una muestra de 1697 escolares entre 12 y 15
años y 2335 madres/padres pertenecientes a centros educativos en los que se desarrolla un
PDC participaron en la primera parte del estudio donde se abordan múltiples aspectos
(actividades de tiempo libre y ocio, alimentación, hábitos de sueño, concepciones hacia la
escuela y la Educación Física, práctica motriz, oferta de actividades en el entorno escolar).
Presentamos la fase de diagnóstico del estudio en cuanto a práctica real de actividad física
y su categorización según las recomendaciones de la Organización Mundial de la Salud
(2010) en función de la edad (curso académico) y género. Para ello se realiza un sumatorio
de lo que cada escolar contesta sobre la práctica de actividad física que dice hacer de tipo
formal (clases de Educación Física), no formal (actividades extraescolares y deporte de
club) e informal (pasear, andar en bicicleta, patinar). Se realizan pruebas estadísticas de V
de Cramer para detectar la relación de dependencia entre las variables estudiadas.
Resultados: Se clasifica a los escolares participantes en el estudio en cuatro categorías:
muy poco activo, poco activo, activo y muy activo, atendiendo a las recomendaciones de la
OMS (2010), pero a la vez diferenciando entre aquellos escolares que están muy lejos de
llegar a los índices de la recomendaciones y a aquellos que están muy por encima de ellas.
En general, los resultados sugieren que un 60% de escolares no llega al mínimo de horas
de actividad físico-deportiva recomendadas. Se presentan las diferencias significativas que
encontramos en virtud del género en todas las edades estudiadas.
Bibliografía
Xunta
de
Galicia.
(2013):
Plan
Proxecta.
Disponible
en:
ttp://www.edu.xunta.es/web/planproxecta
Ley Orgánica 8/2013: Ley Orgánica 8/2013, de 9 de diciembre, para la mejora de la calidad
educativa.
Organización Mundial de la Salud (2010): Recomendaciones mundiales sobre actividad
física para la salud. Ginebra: Ediciones de la OMS.
EF_51
CONDICIONES QUE DEBE CUMPLIR UN CENTRO EDUCATIVO PARA CONVERTIRSE
EN PROMOTOR DE ESTILOS DE VIDA ACTIVOS PARA LOS ESCOLARES
Mayor Villalaín A.1, Cantero Castrillo, P.1, Fernández Villarino, M.A.2, Toja Reboredo, B., 1,
González Valeiro, M.1
1 Universidad de A Coruña, España
2 Universidad de Vigo, España
Introducción: En España se está fomentando que los centros educativos tengan un papel
importante en la promoción de estilos de vida saludables (Ley Orgánica-LOMCE 8/2013).
Este trabajo nace en el contexto de la comunidad autónoma de Galicia y en los centros
REAFES Gymnasium 2015
117
educativos que pusieron en práctica el Proyecto Deportivo de Centro (Xunta de Galicia
2013) como vertebrador de la actividad física formal, no formal e informal que se puede
realizar en sus instalaciones y en su ámbito de influencia. Entendemos que la existencia de
una planificación es requisito indispensable para cumplir la función que se le quiere asignar
a los centros educativos. Otras variables a analizar serán: Gusto hacia la escuela, hacia la
Educación Física y hacia la oferta de actividad física que tiene el centro de los escolares y
opinión de sus madres/padres sobre la Educación Física y sobre la oferta de actividad física
del centro.
Método: Estudio descriptivo de encuesta de una muestra de 1697 escolares entre 12 y 15
años y 2335 madres/padres participaron en la primera parte del estudio donde se abordan
múltiples aspectos (actividades de tiempo libre y ocio, alimentación, hábitos de sueño,
concepciones hacia la escuela y la Educación Física, práctica motriz, oferta de actividades
en el entorno escolar). Presentamos en esta comunicación la fase de diagnóstico del
estudio en cuanto a la opinión que los escolares tienen hacia la escuela y hacia la
Educación Física como asignatura del currículo escolar y la de sus madres/padres hacia la
consideración que tienen de nuestra asignatura. Se realizan pruebas estadísticas de V de
Cramer para detectar la relación de dependencia entre las variables estudiadas.
Bibliografía
Xunta de Galicia. (2013): Plan Proxecta. Disponible en:
ttp://www.edu.xunta.es/web/planproxecta
Ley Orgánica 8/2013: Ley Orgánica 8/2013, de 9 de diciembre, para la mejora de la calidad
educativa.
EF_52
IDENTIFICAÇÃO DE SITUAÇÕES PROBLEMA E FACTORES QUE INFLUENCIAM A
PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. A REFLEXÃO
E FORMAÇÃO DE UMA PROFESSORA ESTAGIÁRIA ATRAVÉS DA INVESTIGAÇÃOACÇÃO
Marques, M., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Alguns alunos adotam comportamentos inapropriados nas aulas de Educação
Física, circunstância que pode comprometer, não só o bom clima que deve caracterizar a
relação professor-alunos(s), mas também a qualidade das aprendizagens estabelecidas
para o processo educativo. Conhecer as atitudes e perceções dos alunos face aos
comportamentos inapropriados e as razões que os conduzem a realizá-los constitui uma
informação que ajudará o(a) professor(a) a desenvolver estratégias de ensino que permitam
superar de forma mais adequada as situações problema. Esta circunstância apresenta
especial relevância em professores inexperientes. Este estudo visou identificar e analisar
situações problema nas aulas de Educação Física de uma Professora Estagiária, mais
concretamente, as atitudes e percepções dos alunos face a 11 comportamentos
inapropriados, bem como as razões que conduzem os alunos envolvidos a realizálos.
Métodos: O registo em vídeo de 6 aulas (3 em espaço interior e 3 em espaço exterior)
permitiu identificar as situações problema e os comportamentos inapropriados dos alunos,
através da técnica de incidentes críticos. A aplicação de um questionário e a realização de
entrevistas aos alunos visou aferir as perceções de 23 alunos do 9º ano de escolaridade,
quanto ao grau de gravidade dos comportamentos identificados e as razões que os
conduziram à adopção de tais comportamentos. As entrevistas foram audiogravadas e
submetidas posteriormente a uma análise de conteúdo por via indutiva.
Resultados: Os resultados obtidos apontaram que: a) a maioria dos alunos da turma não
actuava em conformidade com a sua percepção do grau de gravidade dos comportamentos;
b) a falta de motivação e interesse pelas matérias/tarefas e a perceção de competência,
eram as razões mais evocadas pelos alunos como justificação dos seus comportamentos;
REAFES Gymnasium 2015
118
c) existia um maior número de ocorrências de comportamentos inapropriados evidenciados
pelo género masculino comparativamente ao género feminino; d) os comportamentos de
modificação da tarefa, recusa da tarefa solicitada pela professora e a utilização e
manipulação inadequadas do material didático foram os comportamentos inapropriados
mais comuns.
Discussão: A utilização da investigação-acção permitiu analisar e reflectir sobre as razões
subjacentes às situações problema experienciadas e compreeender os motivos que
desencadeiam os comportamentos observados nas aulas de EF e tomar consciência que
muitas das situações problema são o resultado de decisões inadequadas do professor.
Revelou-se, assim, um óptimo instrumento de formação didáctica da professora
estagiária.apresenta especial relevância em professores inexperientes.
EF_53
CARACTERIZAÇÃO DE PAIS EM RELAÇÃO À SUA PERCEÇÃO DA EXPERIÊNCIA
PASSADA COM A DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Cruz, J., Gomes, L., Claro, J., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Em Educação não é possível operar mudanças de atitudes e paradigmas sem
considerar o papel decisivo dos pais no acompanhamento de todo o processo. Para além
de se assumirem como modelos comportamentais, marcos sinalizadores de caminhos a
seguir e a evitar, os pais são, hoje como nunca, instrumentos privilegiados dos poderes
decisores para a adoção de políticas educativas num ou noutro sentido. Para que possa
haver na Escola e nos professores de Educação Física (EF) uma compreensão e uma
intervenção conducente à promoção do estatuto da disciplina, é necessário ter em conta
este importante fator, as crenças e valores que o orientam, bem como os fenómenos que
estão na origem dos mesmos. Os objetivos deste estudo foram três: caracterizar as
perceções dos pais e mães em relação à experiência vivida em EF; perceber se existem
diferenças significativas entre pais e mães nestas perceções; perceber quais os fatores que
assumem importância na construção de tais perceções.
Método: Participaram no estudo 106 pais e 324 mães selecionados aleatoriamente nas
populações de dois Agrupamentos de Escolas da Região de Lisboa. A opinião dos pais
sobre a própria experiência da disciplina de EF foi recolhida através da questão: “Tomando
como referência a sua experiência pessoal, como classifica a Educação Física na escola
(ou escolas) que frequentou?”. As respostas foram dadas utilizando uma escala de cinco
níveis. Pedia-se também que identificasse, numa escala de Likert de cinco níveis, o grau de
importância que fatores como professor, benefícios, convívio, condições materiais,
conteúdos, organização institucional, características das aulas tinham na formação dessa
opinião.
Resultados: Não considerando o género, 5,8% das pessoas inquiridas consideram má ou
muito má, enquanto 66,5% consideram boa ou muito boa a passagem pela disciplina de EF.
10,4% dos pais considera má ou muito má, enquanto 56,6% considera boa ou muito boa.
4,6% das mães considera má ou muito má, ao passo que 70,4% perceciona como boa ou
muito boa. Excetuando as condições materiais, para as mães todos os fatores considerados
se correlacionam positivamente com a qualidade da experiência manifestada, enquanto
para os pais, tal correlação apenas existe com as características do professor.
Discussão: É esmagadora a maioria dos progenitores que consideram positiva a passagem
pela disciplina. O mesmo acontece quando consideramos grupos diferenciados por género.
Em termos percentuais, são mais as mães que encontram na EF uma experiência boa ou
muito boa, quando comparadas com os pais. Esta diferença é estatisticamente significativa.
Os pais revelam maior percentagem (33%) de indiferença do que as mães (25%) em
relação à experiência passada em EF. Parece consensual entre pais e mães o papel
desempenhado neste processo pelo professor. Tal consenso parece desaparecer quando
REAFES Gymnasium 2015
119
considerados outros fatores, secundarizados no caso dos pais, mas valorizados no caso
das mães. As condições materiais não parecem assumir grande importância para uns e
outros. Estes dados poderão ser um contributo importante para a interação com os pais no
processo de educação dos filhos, com vista à promoção de estilos de vida ativos.
Referências
McBride, B. A., Schoppe-Sullivan, S. J., & Ho, M. H. (2005). The mediating role of fathers'
school involvement on student achievement. Journal of Applied Developmental
Psychology, 26(2), 201-216.
Ornelas, I. J., Perreira, K. M., & Ayala, G. X. (2007). Parental influences on adolescent
physical activity: a longitudinal study. International Journal of Behavioral Nutrition and
Physical Activity, 4(1), 3.
EF_54
A PERCEPÇÃO DE ALUNOS FISICAMENTE ATIVOS E INATIVOS SOBRE OS
COMPORTAMENTOS DE ENSINO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Anjos, R., Martins, J., Carreiro da Costa, F.
Universidade Lusófona, Portugal
O objectivo do estudo foi analisar a percepção de alunos do ensino secundário
relativamente aos comportamentos de ensino do professor considerados eficazes pela
investigação processo-produto, nas dimensões instrução, gestão/organização, clima e
disciplina e verificar se a percepção dos alunos variava em função do seu nível de
actividade física (AF). Participaram no estudo 112 alunos, 46 rapazes e 66 raparigas, com
idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos (Midade =15,7). A percepção dos alunos foi
medida através de um questionário adaptado de Leal (1993), e o nível de AF através de um
pergunta sobre a frequência, duração e intensidade da AF praticada. Com base na
frequência de AF reportada criaram-se dois grupos: inativos (0-4 vezes por semana) e
ativos (≥5). A dimensão instrução foi analisada utilizando o teste –t, enquanto as dimensões
clima e gestão/organização foram analisadas através do teste Mann-Witney. A dimensão
disciplina apenas foi analisada com recurso à estatística. Em geral, os cinco
comportamentos mais valorizados pelos estudantes foram os seguintes: “o professor é
educado com os alunos”, “o professor tem paciência, quando os alunos têm dificuldades em
aprender”, “ o professor demonstra respeito pelos alunos”, “o professor apoia os alunos,e
ajuda-os a resolver as suas dificuldades”,”o professor trata todos os alunos do mesmo
modo”. Os comportamentos menos valorizados foram: “o professor deixa os alunos
entregues a si mesmos”, “o professor ameaça, por vezes, o aluno com castigo”, “o professor
dá informações demoradas”,”os alunos ficam muito tempo à espera da sua vez, para fazer o
exercício”. Os alunos classificados como ativos e inativos representavam 65,2% e 34,8% da
amostra, respetivamente. Numa escala de 1 a 5, a dimensão instrução foi a mais valorizada
(Média: ativos=4; inativos=3,8), seguindo-se a dimensão clima (Média: ativos=3,8;
inativos=3,7) e gestão/organização (Média: ativos=3,5; inativos=3,3). Não se verificaram
diferenças significativas na percepção dos dois grupos de alunos, activos e inativos, nas
dimensões instrução e clima, tendo-se verificado diferenças significativas na dimensão
gestão/organização. Na dimensão gestão/organização os alunos activos atribuiram maior
importância ao facto do professor garantir o máximo de tempo possível na tarefa e
conseguir controlar visualmente toda a classe, tendo atribuido menor valor às situações em
que o professor leva muito tempo a iniciar a aula e a aula apresenta muitos tempos mortos.
Este estudo contribui para compreender melhor os resultados da investigação processoproduto e a importância dos processos mediadores nos resultados da aprendizagem em
Educação Física.
Referência
Leal, J.(1993). A Atitude do Aluno face à Escola, à Educação Física e aos Comportamentos
de Ensino do Professor. Dissertação de Mestrado, FMH –Universidade Técnica de Lisboa.
REAFES Gymnasium 2015
120
EF_55
PESQUISA INTERVENTIVA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: EXPERIÊNCIAS
DESENVOLVIDAS NOS CURSOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFG/REJ/BRASIL
Machado de Assis, R.
Universidade Federal de Goiás, Brasil
Atualmente, a Educação Física tem-se apropriado de pesquisas interventivas para o
desenvolvimento de investigações que Demo (1995) caracteriza como comprometidas com
intervenções que contemplam o autodiagnóstico, a construção de estratégia de pesquisas
interventivas como foco da disciplina Oficina Experimental, nos cursos de licenciatura e
bacharelado em Educação Física (EF) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regional
Jataí (REJ), Brasil. Métodos: No primeiro semestre os alunos fazem contato com um local a
ser investigado, de preferência que não tenham experiência com a área escolhida. Em
seguida fazem as observações não participantes, caracterizam o local de pesquisa e
elaboram o projeto de pesquisa. No segundo semestre, desenvolvem a pesquisa ação ou a
pesquisa participante, com apoio de instrumentos de coleta de dados variados. Ao final do
segundo semestre é feita a análise de todo o processo de pesquisa e elaborado um
relatório final. Resultados: A pesquisa ação e a pesquisa participante requerem muita
leitura, preparação e conhecimento por parte dos pesquisadores, pois, de acordo com
Demo (1995), trata-se de uma forma de avaliar qualitativamente as manifestações sociais, e
se apóiam no paradigma crítico dialético de produção científica. Portanto, nem sempre os
objetivos da disciplina são alcançados, pois as pesquisas se mostram incipientes, e os
pesquisadores (alunos) não demonstram nem mesmo o domínio do conhecimento sobre
pesquisa interventiva, essencial para o desenvolvimento do trabalho. Percebese, com os
relatórios finais apresentados, que há uma tentativa de conhecer de forma mais profunda o
campo investigado, e de contribuir com a realidade encontrada, mas os pesquisadores têm
dificuldade em sistematizar o trabalho e em analisar os dados coletados. Discussão: Este
tipo de pesquisa tornase relevante na formação dos acadêmicos dos cursos de Educação
Física, pois, de acordo com Freire (1984), propõe um método de pesquisa alternativa em
que se aprende a fazer por meio da ação. Esta disciplina permite que os acadêmicos
conheçam, problematizem e intervenham em realidades que possivelmente não
conheceriam durante seu curso de formação. A despeito das dificuldades de construção do
conhecimento e de domínio metodológico, esta experiência, sem dúvida, contribui no
processo formativo dos futuros profissionais de Educação Física.
Referências
Demo, P. (1995). Metodologia científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas.
Freire, P. (1984). Criando métodos de pesquisa alternativa: aprendendo a fazêla melhor
através da ação. In, Brandão, C. R (Org.). Pesquisa participante. São Paulo:
Brasiliense, 34-41.
EF_56
DESENVOLVIMENTO DO NÍVEL DO JOGO EM ALUNOS DE 3º CICLO NAS
MODALIDADES DE FUTEBOL E BASQUETEBOL: A EFICÁCIA DE UM PROGRAMA DE
INTERVENÇÃO COM BASE EM EXERCÍCIOS DE TRABALHO COOPERATIVO
Gonçalves, B., Guerra, J., Pomar, C., Folgado, H.
Universidade de Évora, Portugal
Introdução: A cooperação é uma característica fundamental em diferentes contextos, quer
de interação social quer desportivos. Os jogos desportivos coletivos podem proporcionar um
meio eficaz para o desenvolvimento desta competência. Este estudo analisou os efeitos de
REAFES Gymnasium 2015
121
um programa de intervenção com base em exercícios de trabalho cooperativo e sua a
relação com o nível de jogo. Aplicado a uma turma de 9º ano durante as aulas de Educação
Física.
Métodos: Após caracterização das capacidades e competências individuais dos 16 alunos,
formaram-se dois grupos homogéneos – grupo experimental e grupo controlo. A
performance de ambos os grupos foi avaliada em dois momentos, pré e pósintervenção
numa situação de jogo 4x4, com a duração de 8 min. em cada modalidade. Esta avaliação
foi registada em vídeo. Um total de 8 exercícios, com constrangimentos específicos, foram
aplicados ao grupo experimental, durante 6 semanas nas aulas de Educação Física.
Durante as aulas, o grupo de controlo teve o mesmo tempo de prática específica, com
exercícios que promovem a aquisição de habilidades e competências explícitas nos
Programas Nacionais de Educação Física. O software TACTO (Duarte, Ferreira, Folgado, &
Fernandes, 2010) foi usado para capturar as posições dos alunos durante o jogo.
Posteriormente, foram quantificadas as seguintes variáveis; (i) regularidade da distância do
aluno ao centro geométrico da própria equipa; (ii) regularidade da distância de cada aluno
ao centro geométrico da equipa adversária; (iii) sincronização entre alunos da mesma
equipa. A regularidade foi medida através do cálculo da entropia amostral e a sincronização
foi quantificada através do cálculo da fase relativa.
Resultados: Os resultados indicam aumentos; (ii) irregularidade na distância de cada aluno
ao centro geométrico da equipa adversária em ambas as modalidades, (iii) sincronização
dos alunos da mesma equipa nos movimentos longitudinais em basquetebol.
Discussão: O aumento da irregularidade na variável (ii), sugere um aumento da
imprevisibilidade face à equipa adversária, criando maior incerteza no seu deslocamento
relativamente ao adversário. Quanto ao aumento na variável (iii) em basquetebol, sugere
que os alunos melhoraram o seu nível de sincronização interpessoal, característica
relacionada com o nível de expertise. Estes resultados sugerem que os alunos do grupo
experimental melhoraram a sincronização de movimentos entre a sua equipa, ao mesmo
tempo que aumentaram a imprevisibilidade face à equipa adversária.
Referências: Duarte, R., Ferreira, R., Folgado, H., & Fernandes, O. (2010). Interpersonal
dynamics in team sports: The role of TACTO and its applications. International Journal of
Sport Psychology, 41, 4, 62.
EF_57
REVISÃO DA MATÉRIA DADA E OLHARES SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA NO 1º CEB
EM PORTUGAL – CENÁRIOS E SUSTENTABILIDADE
Neves, R.
Universidade de Aveiro, Portugal
A educação física (EF) na escola do 1º ceb em Portugal tem uma história de avanços e
recuos, de ostracismo e afirmação ao longo dos tempos. O surgimento das atividades
físicas e desportivas nas atividades de enriquecimento curricular constituíramse
simultaneamente como um avanço na promoção da atividade física dos alunos e um recuo
na regularidade da EF de cada turma. Mais recentemente o discurso dominante da
“hierarquização curricular” cruzado com as institucionalizadas práticas avaliativas por
exame, produzem uma pressão profissional e social sobre os professores do 1º ceb que
impedem a sua liberdade de decisão curricular perante as diversas áreas. Por outro lado a
organização vertical das unidades orgânicas, parece ter promovido práticas profissionais de
homogeneização, onde as questões da hiperespecialização são apresentadas como
vantagens. A escola do 1º ceb tem especificidades que a tornam diferente, começando
desde logo pelo seu modelo de docência, com um docente com responsabilidades sobre
todas as áreas do currículo. No entanto outros modelos têm sido equacionados face ao que
se consideram mudanças na escola do 1º ceb. Todas estas questões possuem fortes
implicações na realização, na regularidade e na qualidade da EF na escola do 1º ceb. Neste
REAFES Gymnasium 2015
122
quadro e em função da análise das práticas e de estudos realizados importa equacionar
onde estamos, em termos da sustentabilidade da EF na escola do 1º ceb e do seu papel na
vida escolar dos seus alunos. A partir daqui poderemos descrever cenários e refletir sobre
“futuros possíveis” para a sustentabilidade da EF na escola do 1º ceb, não dependente de
variáveis circunstanciais ou de vontades isoladas. Os alunos da escola do 1º ceb precisam
da EF, mas não de uma EF qualquer e esta só perdurará no impacto junto deles quando se
conseguir afirmar no tempo e no modo, alicerçada nas suas aprendizagens, nos benefícios
pessoais e na promoção de uma cultura motora para a vida.
EF_58
O CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM PORTUGAL EM CONTEXTOS DE MUDANÇA
SISTÉMICA. A PRÁCTICA PEDAGÓGICA E AS OPÇÕES DOS PROGRAMAS
NACIONAIS EM 1989, 2001 E 2010
Mira, J., Bom. L.
Universidade Lusófona, Portugal
A escola alterou-se profundamente, em Portugal, a partir da revolução democrática de 25
de Abril (1974). Currículo, estrutura central do Ensino, foi objeto de inovação e reforma e
também uma base para a ação inovadora e reformista. Esta ação foi especialmente
importante em Educação Física (EF), no sentido de se afirmar como área/ disciplina
nuclear. Na última década da ditadura, tivemos uma expansão escolar limitada e com atraso
de muitos anos em relação ao conjunto da OECD. A Constituição de 1976 instituiu a
garantia de educação de todos na escola pública, que continua a ser um importante factor
de democratização e de desenvolvimento. Após Abril de 1974, verificou-se um forte
crescimento da procura escolar, associada a expectativas positivas de progresso e
mobilidade social. O “período crítico” de expansão desafiou a capacidade do sistema de
ensino responder de forma adequada e equitativa, havendo elevados níveis de retenção e
desistência. Esta nova realidade desafiou também a política, a economia e a cultura, no
sentido de apoiar e integrar as necessidades e as expectativas educacionais. Durante as
décadas de 70 e 80, a EF manteve diversas limitações, tendo um estatuto curricular
reconhecido apenas no 5º e 6º ano (“Ciclo Preparatório”). Em geral, o compromisso
educativo em EF era limitado à dedicação do professor na prática pedagógica. De acordo
com a orientação programática oficial no ensino secundário (7º-11ºano) a EF consistia em
animação pré-desportiva conforme os recursos disponíveis e as motivações dos alunos. Em
1986, a Lei de Bases do Sistema Educativo reorganizou todos os sectores e níveis do
ensino, alargando a escolaridade obrigatória para 9 anos (era de 6 anos desde 1964). Em
2009, a frequência escolar obrigatória passou para 12 anos. Os PNEF foram elaborados
entre 1988 e 1991, na Reforma iniciada com a Lei de Bases (Dec-Lei nº 286/89). Os
Governos aprovaram diversas revisões do Currículo, sendo as principais em 2001, 2004,
2009 e 2012. Os PNEF foram confirmados e atualizados em 2001 e 2010, quanto às
especificações das matérias e orientações de avaliação pedagógica, A EF manteve-se uma
área/ disciplina no Currículo definido por lei, do 1º ao 12º ano, reforçando o seu estatuto
nuclear não só nos planos curriculares (de 1992 até 2012), mas também na avaliação dos
alunos do ensino secundário, de 2004 a 2012. Apresentamos o quadro geral de
pressupostos e opções de aplicação dos PNEF, no âmbito da prática pedagógica e, a partir
daí, as decisões de política educativa e de gestão escolar indispensáveis para sustentar o
desenvolvimento das melhores práticas. Argumentamos a orientação global dos PNEF de
“inovação incremental” e discutimos estratégias de superação das principais posições
adversas ao estatuto curricular e à qualificação da EF.
REAFES Gymnasium 2015
123
EF_59
ORGANIZAR O ESTÁGIO PEDAGÓGICO PARA QUALIFICAR A ORGANIZAÇÃO
PEDAGÓGICA. INOVAÇÕES NO ESTÁGIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA FEFD –
UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Petrucci, R., Bom, L.
Universidade Lusófona, Portugal
O estágio pedagógico é geralmente reconhecido como um processo estruturante na
formação do professor, envolvendo encontros múltiplos, diversas relações, com significados
e efeitos complementares Primeiro, e o mais importante, o encontro do estagiário com “os
seus alunos”, numa relação que se pretende pedagógica, assumida, tanto quanto possível,
com a autonomia que decorre da sua (do estagiário) capacidade de intervenção e de
autoria; O encontro dos estagiários (núcleo) com o orientador que os acolhe no seu espaço
próprio de prática pedagógica, espaço partilhado e que se amplia no encontro dos
estagiários com os colegas professores de EF e também os professores de outras
disciplinas – encontro de gerações e de personalidades, com diferentes sensibilidades,
expectativas e capacidades, Antes do estágio, durante o processo e depois, o encontro,
entendimento mútuo, entre, por um lado, a instituição de formação, a Faculdade, e, por
outro, a Escola cooperante – encontro que é protagonizado pelos docentes universitários e
pelos seus colegas especialistas da profissão (professor de EF) em que se pretende
diplomar os estagiários. Foi a partir desta perspectiva relacional que se estruturou o
«Regulamento e a Organização» do Estágio Pedagógico de EF na FEFD- ULHT, a partir de
1995 até este momento, mantendo a coerência da formação, em termos de «modelo»,
perante diversas mudanças, muito profundas, da legislação sobre a formação inicial de
professores, ao longo de 20 anos. A coerência do modelo assenta no conceito de
desenvolvimento, que não foi limitado à dimensão individual, embora a responsabilidade e a
aprendizagem de cada um sejam centrais nesta formação. Para concretizar esta
concepção, foram delineados, experimentados, avaliados e integrados na organização do
Estágio, três processos centrados na avaliação formativa e formadora, com carácter
colaborativo, que constituem também, formas de participação de todos (estagiários,
orientadores e outros professores das escolas) para o desenvolvimento de comunidades
pedagógicas, comunidades de aprendizagem focadas na aprendizagem dos alunos.
Argumentamos esses três processos, estruturados a partir de 1996/ 97 até ao presente: Projectos dos estagiários, focados nas aprendizagens dos alunos (turmas da Escola), na
sua própria aprendizagem (dos estagiários) e na elevação das possibilidades de resposta
pedagógica da Escola: - Professor a Tempo Inteiro e Semana de Ensino Intensiva,
processos de prática pedagógica alargada a diversas turmas e anos de curso, em
colaboração com o conjunto de professores do grupo de Educação Física; - Processo de
Aferição de Critérios, incluindo a “observação cruzada” e “conferências de Zona”, de
colaboração entre grupos de orientadores e estagiários de diversos núcleos de estágio.
EF_60
AS ATITUDES DOS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO FACE À INCLUSÃO
DOS SEUS PARES COM DEFICIÊNCIA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – AS
ESTRATÉGIAS CENTRADAS NA RELAÇÃO
Veiga, F., Leitão, F.
Universidade Lusófona, Portugal
O objectivo desta desta investigação centra-se na análise das atitudes dos alunos do ensino
básico e secundário face à inclusão dos seus pares com deficiência nas aulas de educação
física, bem como no estudo das relações entre essas atitudes e as estratégias competitivas
centradas na relação. A amostra é constituida por 2094 alunos, pertencentes a escolas dos
REAFES Gymnasium 2015
124
distritos de Lisboa e Setúbal, que frequentam o 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e os
ensino secundário. Os dados foram recolhidos através da aplicação do ESCOOP (Leitão,
2014)
Escala
de
Competição/Cooperação e do AID-EF
(Leitão,
2014)
Atitude dos alunos sobre
a inclusão dos seuspares com deficiência nas aulas de E.F.
Procedeu-se uma análise descritiva e inferencial dos dados obtidos, utilizando-se o Teste
de Correlação de Pearson, através do programa estatístico SPSS. Adulterando os
pressupostos básicos da teoria da competição/cooperação e da interdependência social,
tem prevalecido um pensamento antitético e dicotómico entre os valores da
cooperação e da competição, algo que necessita de uma profunda clarificação. Stanne e alt.
(1999), num estudo de meta-análise sobre os efeitos da cooperação e da competição, bem
como,
entre
outros,
Epstein e Harackiewicz
(1992,
Reeve e Deci
(1996);
Tauer e Harackiewicz (1999), Tauer e Harackiewicz (2004), Hutzler e Levi (2008),
Obrusnikova e alt. (2010), Cocquyt eSigmund (2011), evidenciam igualmente que a
competição pode ter um efeito positivo na motivação intrínseca, relacionando esses efeitos
com as características e estrutura da tarefa, nomeadamente o grau de interdependência
que a sua realização exige. Resultados consistentes com os longínquos estudos de
Johnson (1990) e Slavin (1996) quando concluem que os efeitos positivos da cooperação
aumentam quando em articulação com contingências ou recompensas exteriores, como é o
caso
da
competição.
O
presente
estudo,
centrando
a
atenção nas estratégias competitivas centradas na relação, vem de alguma forma
questionar o paradigma de que a competição é uma barreira para a inclusão, revelando
algumas associações positivas entre a competição, as atitudes e a inclusão, particularmente
entre estratégias de
competição centradas na relação e crenças
comportamentais
favoráveis, normativas e de controlo.
EF_61
EDUCAÇÃO FÍSICA E ESTILOS DE VIDA:ANÁLISE COMPARATIVA DAS POPULAÇÕES
DO 12º ANO DE 2011 E 2015 DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE LISBOA
Martins, J. 1,2, Marques, A. 1, Carreiro da Costa, F. 1,2.
1 Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
2 Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Os níveis de atividade física (AF) dos adolescentes são reduzidos, sobretudo
entre as raparigas e aqueles com baixo estatuto socioeconómico (ESE). Em Portugal, com
o decreto lei 139/2012 [redução carga horária da Educação Física (EF); deixa de contar
para nota final e acesso ao ensino superior], acentua-se a marginalização político-cultural
da EF.
Objetivo: Realizar uma análise comparativa do estilo de vida e dos fatores psicológicos,
sociais e educacionais relacionados com a prática de AF em alunos de uma escola pública
em Lisboa, antes e após implementação do decreto de lei 139/2012.
Método: Participaram 224 alunos do 12º ano (95 rapazes), com 17,9±1,1 anos, dos quais
80,5% tinha um ESE médio-baixo. Destes, 119 alunos (58 rapazes) participaram em 2011 e
105 (37 rapazes) em 2015. Todos preencheram um questionário com perguntas sobre AF
[informal, formal, desporto escolar (DE), intensidade], perceções (competência, saúde,
imagem corporal), atitudes (escola, EF), orientação de objetivos (OO), clima motivacional
(CM) e rendimento escolar. Os alunos considerados ativos reportaram praticar AF 7 ou mais
vezes por semana. Os dados foram recolhidos no primeiro trimestre de 2011 e de 2015 e
analisados com recurso ao Teste t e ao Qui-Quadrado.
Resultados: A maioria dos alunos em 2011 (76,5%) e 2015 (78,1%) foram classificados
como inativos, não havendo diferenças significativas entre os anos estudados (p=0,772). Os
alunos de 2015 comparativamente aos de 2011 apresentaram valores significativamente
(p<0,05) inferiores no DE (M=2,7 e M=2 respetivamente), atitude face à escola (M=3,4 e
M=3,1), OO para a mestria (M=4,1 e M=3,8). Os rapazes em 2015 apresentaram níveis
REAFES Gymnasium 2015
125
estatisticamente inferiores aos de 2011 (p<0,05) na OO para a mestria (M=4,2 e M=3,8
respetivamente). Comparadas com as raparigas de 2011, as de 2015 evidenciaram níveis
significativamente inferiores (p<0,05) de participação no DE (M=2,8 e M=1,5), atitude face à
escola (M=3,5 e M=3,2) e no CM para a performance-aproximação (M=3 e M=2,3), e
superiores na AF formal (M=0,5 e M=1,2).
Conclusão: De 2011 a 2015 os níveis de AF foram considerados baixos e não houve uma
alteração significativa. Ao longo dos anos verificou-se a atribuição de menor importância ao
esforço e progresso individual em EF, importante indicador motivacional. Para promover os
níveis de AF, a perceção de competência e o CM para a mestria devem ser potenciados
pelos professores de EF.
EF_62
COOPERAÇÃO E COMPETIÇÃO, DIMENSÕES OBRIGATORIAMENTE ANTAGÓNICAS?
Leitão, R., Paulo, A.
Universidade Lusófona, Portugal
Anos de investigação, desde os pioneiros trabalhos de Deutsch (1949, 1973) e Johnson e
Johnson (1974, 1978, 1979) fizeram com que a aprendizagem cooperativa tenha sido
largamente confirmada, como reconhece Fitch (2007: 1), “for cultivating multicultural
democratic citizenship, no other approach has proven as effective in promoting positive
intergroup relations, increasing academic achievement and building bridges across borders
of difference”. Ao longo de todos estes anos, adulterando os pressupostos básicos da teoria
da competição/cooperação e da interdependência social, tem prevalecido um pensamento
antitético e dicotómico entre os valores da cooperação e da competição, algo que necessita
de uma profunda clarificação, já que esta antinomia reflecte de alguma forma a disputa
entre uma concepção hobbesiana e neodarwinista do homem, como animal agressivo e
competitivo, e uma visão humanista e democrática que deriva do naturalismo
rousseauniano do bom selvagem. Nos últimos anos esta visão antinómica tem vindo a
esbaterse criandose um ethos mais positivo e construtivo em relação à competição.
Competição e cooperação são dois modos básicos de cognição social que, envolvendo
formas diversas de regulação social dos comportamentos, têm em comum quadros mentais
que põem em jogo questões como a flexibilidade comportamental, a antecipação de
comportamentos ou a capacidade de ler os sinais comunicativos do outro. A complexidade
da temática revelase logo na multiplicidade de constructos a que os autores têm recorrido:
competição construtiva e destrutiva (Deutsch, 2006), competição apropriada e não
apropriada (Stanne e alt., 1999), competição e hipercompetição (Ryckman, 1991),
selfcontained individualism e ensemble individualism (Sampson, 1988), competing to win e
competing to excel (Hibbard e Buhrmester, 2010). O objetivo deste estudo prendeuse com a
construção e validação de uma escala de competição/cooperação suportada nas teorias da
interdependência social (Johnson e Johnson, 1974, 1978, 1979, 2009) e da dupla
preocupação (Blake e Mouton, 1964; Kilmann e Thomas, 1975; Flynn e Elloy, 1987), pelo
que quer para a cooperação quer para a competição foi integrada a “dupla preocupação”
dos objectivos e das relações. Foi utilizada uma amostra de 2658 sujeitos, 1350 do sexo
masculino e 1308 do sexo feminino, representantes de diferentes ciclos de ensino (N 1º
Ciclo =173; N 2º Ciclo=607; N 3º Ciclo=1233; N Secundário=478; N Licenciatura=132; N
Mestrado=35). A validação de constructo foi concretizada através de análise de
componentes principais com rotação oblíqua. Os resultados mostram que o instrumento
mede 4 dimensões: a) Cooperação, objectivos e relações; b) Competição e objectivos; c)
Trabalho individual; d) Ansiedade, cooperação e competição. A fiabilidade do instrumento,
comprovada através do coeficiente alfa de Cronbach, foi de .69 para a escala, e entre .68 e
.76 nas dimensões enunciadas.
REAFES Gymnasium 2015
126
EF_63
O TEXTO ESCRITO UTILIZADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: ANÁLISE DAS
CARACTERÍSTICAS E DOS GÊNEROS TEXTUAIS
Vieira, P..1, Freire, E. 1 2, Rodrigues, G.2
1 Universidade São Judas Tadeu, Brasil
2 Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
Introdução: Embora o texto escrito seja muito utilizado como recurso didático na escola, ele
raramente está presente nas aulas de educação física. Contudo, este quadro começa a ser
alterado. Por iniciativa própria ou por exigência da escola na qual trabalha, alguns
professores têm utilizado materiais escritos em suas aulas. A presente pesquisa teve como
objetivo identificar as características do texto escrito selecionado pelo professor.
Método: Foi realizada uma pesquisa qualitativa com 21 professores de Educação Física do
Estado de São Paulo, que declararam utilizar texto escrito em suas aulas. Foram realizadas
entrevistas semiestruturada com os participantes, que falaram sobre seu trabalho com
textos escritos e forneceram cópias de alguns dos textos utilizados. Entrevistas e textos
foram analisados com a aplicação da técnica de análise de conteúdo.
Resultados: Foi possível identificar a utilização de diferentes gêneros textuais pelos
participantes do estudo. Alguns deles são didáticos, como os livros didáticos e os
paradidáticos. O material didático é aquele preparado com a finalidade de facilitar a
aprendizagem de determinado conhecimento. Na Educação Física brasileira o uso de livros
didáticos parece estar em crescimento, sendo recurso utilizado por 10 dos professores
participantes. O aumento no uso desse material pode estar associado ao surgimento de
diversas propostas curriculares adotadas oficialmente em Municípios e Estados brasileiros.
Os professores participantes também utilizam textos didatizados, ou seja, aqueles que não
foram elaborados com a finalidade didática. Entre esses textos estão charges, tirinhas,
história em quadrinhos, textos jornalísticos, textos acadêmicos, poemas, poesias, letras de
música, crônicas e textos elaborados pelos próprios alunos. Os textos didatizados mais
citados pelos participantes foram os textos jornalísticos e os acadêmicos.
Conclusão: A diversidade de materiais apresentados evidencia a preocupação dos
professores participantes com a elaboração de recursos didáticos diversificados para
utilização em suas aulas para possibilitar a seus alunos o acesso ao conhecimento. É
preciso, entretanto, identificar quais conhecimentos são apresentados nesses textos, bem
como a forma como os estudantes percebem e avaliam a utilização de textos nas aulas de
Educação Física.
Referências:
Marcuschi, L. A. (2008) Produção Textual, Análise De Gêneros E Compreensão. São Paulo:
Parábola Editorial.
Brandão, H.; Micheletti, G., (2011) Aprender E Ensinar Com Textos Didáticos E
paradidáticos. v.2, 6ed. São Paulo: Cortez.
EF_64
COMPARACIÓN DEL NIVEL DE ACTIVIDAD DURANTE LA CLASE DE EDUCACIÓN
FÍSICA Y EL RECREO DE NIÑOS DE QUINTO GRADO DE UNA ESCUELA PÚBLICA Y
UNA ESCUELA PRIVADA A TRAVÉS DEL SOFIT.
Alfaro Jiménez, D. & Salicetti Fonseca, A.
Universidad de Costa Rica, Costa Rica
En la edad escolar, la actividad física regular es de suma importancia ya que trae consigo
beneficios tanto mentales como físicos. En las instituciones educativas, los niños tienen la
oportunidad de moverse e involucrarse en algún tipo de ejercicio físico ya sea en su clase
regular de Educación Física o bien durante los recreos. Para la observación del ejercicio
REAFES Gymnasium 2015
127
físico se han implementado diferentes técnicas de observación directa, entre ellas se
encuentra el system for observing fitness instruction time (SOFIT). Partiendo de la
información anterior, se realizó un estudio que tuvo como propósito comparar el gasto
energético durante el recreo y la clase de Educación Física de dos tipos de centros
educativos y comparar la intensidad de trabajo de un monitor de frecuencia cardiaca
(lat/min) con la reportada en los datos finales del SOFIT.
Metodología: Un total de 30 estudiantes de quinto año participaron en la investigación. Para
la recolección de datos de la actividad física se utilizó el SOFIT diseñado por McKenzie,
Sallis & Nader (1991) y monitores de frecuencia cardiaca (polar FT7). Durante 3 clases y 3
recreos se escogieron 5 estudiantes al azar observados durante cuatro minutos cada uno
alternando hasta que finalizaran los mismos.
Resultados: La comparación de los datos de gasto energético del SOFIT y el monitor de
frecuencia cardiaca demostró que no hay diferencia estadísticamente significativa entre los
dos métodos de medición (F: 0,62, sig: 0.55). Además, no se encontró diferencia
estadísticamente significativa entre los tipos de centro educativo y los tipos de situación en
los puntajes de gasto energético reportados por el SOFIT.
Discusión: Los datos conseguidos son alarmantes ya que para esta población el gasto
energético de la clase de Educación Física no fue estadísticamente diferente al del recreo
(F: 0.91, sig: 0.76). Se demuestra la importancia del recreo en relación al gasto energético
conseguido, siendo una posible estrategia para aumentar la actividad física en las escuelas.
Por otra parte, los datos obtenidos al comparar el monitor de frecuencia cardíaca y e SOFIT
concuerdan con lo encontrado en la investigación de Pope et al., (2000), donde realizan una
validación este test utilizando una población de 56 niños de tercer a quinto grado,
encontrando una f: 0,61 (en nuestro estudio, F: 0,62).
Referencias
McKenzie, T. L., J. Sallis, et al. (1991). "System for observing fitness instruction time." J
Teach Phys Educ 11: 195-205.
Pope, R. P., Coleman, K. J., Gonzalez, E. C., Barron, F., & Heath, E. M. (2002). Validity of a
revised System for Observing Fitness Instruction Time. (SOFIT) / Fiabilite du nouveau
Systeme d ' observation du temps d ' activite physique (SOFIT). Pediatr Exerc Sci, 14(2),
135-146.
REAFES Gymnasium 2015
128
SECÇÃO TREINO DESPORTIVO
SIMPÓSIO
FORMAÇÃO DE TREINADORES – EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS
Paulo Cunha 1, José Curado 1, Isabel Mesquita 2, Pedro Sequeira 3, Rafael Acero 4,
Fernando Del Villar Alvarez 5
1 Universidade Lusófonade Humanidades e Tecnologias, Portugal
2 Universidade do Porto, Portugal
3 Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
4 Universidade da Corunha, Espanha
5 Universidade da Extremadura, Espanha
As preocupações com o reconhecimento da profissão, a formação e as qualificações
dos(as) treinadores(as) não são recentes. Contudo, e no contexto da União Europeia, elas
sofreram um enorme incremento na sequência do desenvolvimento, entre 2003 e 2007 e
sob coordenação da European Network of Sport Sciences, Education and
Employment/ENSSEE, do Projeto Temático AEHESIS (Aligning a European Higher
Education Structure in Sport Science) e a consequente assinatura da Convenção de Rio
Maior (23 de Setembro de 2007) por um significativo número de instituições da EU
relacionadas com a formação de treinadores(as). A par de outras iniciativas, o European
Coaching Council, até há pouco tempo o sub-comité da ENSSEE especializado para os
problemas dos(as) treinadores(as) mas agora instituição autónoma, coordenou o Projeto da
EU CoachNet entre 2012 e 2014, o qual integrou treze instituições de nove países da UE
relacionadas com a formação de treinadores(as) e ajudou a aprofundar as vias para a
disseminação das melhores soluções para o fortalecimento das organizações de
treinadores no espaço europeu, condição indispensável para o reconhecimento da
profissão. Na generalidade dos países da EU, incluindo Portugal e Espanha, estão em
curso desenvolvimento de trabalhos conducentes à implementação das principais
orientações contidas no texto da Convenção de Rio Maior.
O International Council for Coaching Excellence/ICCE, organização mundial que desenvolve
o seu trabalho também no âmbito do reconhecimento da profissão e do aprofundamento da
qualidade da formação e das qualificações dos(as) treinadores(as), tem vindo a seguir com
muita atenção os desenvolvimentos no espaço da EU e a usá-los como referência
fundamental para o resto do Mundo.
Por tudo isto consideramos pertinente a inclusão desta temática no 1º Congresso IberoAmericano de Desporto, Educação, Atividade Física e Saúde, consubstanciada no Simpósio
subordinado ao título “Formação de Treinadores – Exemplos de boas práticas”, no qual
especialistas de Portugal e Espanha, profundamente envolvidos nos diferentes setores e
vias de formação e qualificação de treinadores, darão a conhecer aos participantes no
Congresso interessados na temática os traços fundamentais das práticas em curso nos dois
países. Sendo certo que a temática é importante para os nacionais de Portugal e Espanha,
ela será especialmente relevante para os que virão do outro lado Atlântico, até porque é no
espaço americano de língua não inglesa que o ICCE tem sentido mais dificuldade em fazer
passar as suas mensagens e divulgar as suas preocupações. Chegados aqui convirá
esclarecer que não existe um “modelo europeu” de formação de treinadores que se está a
tentar “impor” noutras paragens. Não é, não poderá ser esse o caminho. Aliás, no próprio
espaço da EU não existe uma única solução. As que já existem estão próximas umas das
outras e com muitos pontos comuns. O importante é que se considerem as experiências já
existentes como referências fundamentais para o muito trabalho que há para fazer noutras
culturas e noutros contextos. Sob esse ponto de vista a posição do ICCE é muito clara ao
ter disponibilizado para todo o Mundo o International Sports Coaching Framework (2013),
uma publicação eu contem os aspetos essenciais a serem tomados como referências por
REAFES Gymnasium 2015
129
todos aqueles que se interessam e operam no intricado mundo da formação de treinadores
– formadores, instituições, países.
COMUNICAÇÕES
TD_1
A INTENSIDADE NO PLANEAMENTO DE TREINO DE JOVENS NADADORES
Fidalgo, J. 1, Proença, J. 1, Cunha, P. 1, Cardoso, L. 1, Rama, L. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Coimbra, Portugal
Independentemente da modalidade desportiva espera-se que os programas de treino
estimulem as componentes específicas do desempenho, com o objetivo de alcançar a
adaptações desejadas (Reilly, Morris & Whyte (2009). Apesar de, na natação pura, 80% das
competições apresentarem durações entre os 20,91’’ e os 140,12’’, os regimes de treino
privilegiam o elevado volume (TEV), em intensidades muito inferiores às que ocorrem
durante essas competições (Mujika, 2010). Mesmo para os jovens nadadores, que no
essencial se preparam para o mesmo programa competitivo dos nadadores mais velhos,
tradicionalmente o volume é apresentado como o principal fator na prescrição do treino.
Atualmente tem sido apresentada a intensidade como o principal fator que influencia os
resultados competitivos (Aspenes & Karlsen, 2012; Mujika, 2010). No entanto, o aumento da
intensidade de treino em tarefas, como o treino intervalado de alta intensidade (TIAI),
deverá ser adequado ao grupo etário ao nível de prática e à periodização do treino. O treino
mais intenso promove adaptações: ao nível das fibras musculares, no transporte de O2 para
o músculo; na dinâmica cardiovascular; nos padrões de recrutamento neuromusculares; no
suporte bioenergético e morfologia muscular, assim como, no controlo do pH a nível
muscular (Buchheit & Laursen, 2013). Do mesmo modo o TEV estimula adaptações
fisiológicas fundamentais e por isso não deve ser considerado uma estratégia inadequada
na preparação dos atletas. Os ganhos com o TIAI parecem ser rápidos mas, uma base
aeróbia construída pelo TEV parece ser uma condição prévia para a tolerância e
adaptações à intensidade de treino num curto espaço de tempo. Ambos os tipos de treino
melhoram o perfil celular, no entanto o TIAI parece conseguir esses resultados em menos
tempo. Alguns autores propõem o treino de alta intensidade após um período de trabalho de
baixa intensidade e a polarização das intensidades de treino, para atingir melhores
resultados, pois potenciam as adaptações que se conseguem com a alta intensidade
(Buchheit & Laursen, 2013)
Referências
Mujika, I. (2010). Intense training: the key to optimal performance before and during the
taper. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20 Suppl. 2, 24-31.
Aspenes, S., & Karlsen, T. (2012). Exercise training intervention studies in competitive
swimming. Sports Medicine, 42, 6, 527-43.
Buchheit, S., & Laursen, T. (2013). High-intensity interval training, solutions to the
programming puzzle: Part 1: cardiopulmonary emphasis. Sports Medicine, 43, 5, 313-38.
Laursen, P. (2010). Training for intense exercise performance: high-intensity or high volume
training? Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20 Suppl 2:, 1- 10.
Mujika, I. (2010). Intense training: the key to optimal performance before and during the
taper. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 20 Suppl. 2, 24-31.
Reilly, T., Morris, T., & Whyte, G., (2009). The specificity of training prescription and
physiological assessment: a review. Journal of Sports Science. 27, 6, 575-89.
TD_2
A RESILIÊNCIA E O EMPENHAMENTO EM ATLETAS DE LUTA OLÍMPICA
REAFES Gymnasium 2015
130
Pedro, S.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A investigação sobre a importância dos factores psicológicos como variáveis
pessoais demonstra o efeito destes no desempenho dos atletas. Estudar a relação entre a
resiliência e o empenhamento do atleta que lhe possibilita cooperar com situações adversas
e de ameaça aos seus objectivos durante a carreira desportiva, permite-nos perceber o
porquê da importância dos factores psicológicos para uma melhor performance desportiva e
de como estes se interligam (Sarkar & Fletcher, D., 2013). Este estudo tem como objectivo
perceber a relação do empenhamento e as suas quatro dimensões com a resiliência em
atletas de lutas olímpicas.
Método: O estudo é de caracter observacional transversal em que 20 atletas de lutas
olímpicas com idades (M=16,8 anos; DP 1,96) e com um tempo de prática (M= 5,4 anos;
DP 4,2) dos escalões de cadetes (9), Juniores (9) e seniores (2) reportaram as suas
percepções de empenhamento e resiliência, foram utilizados os instrumentos AEQ e RS13A. O método de estudo é uma correlação de Pearson, para observar a relação entre o
empenhamento nas suas quatro dimensões (Dedicação, Entusiasmo, Confiança e Vigor) e
a resiliência dos atletas. As relações com a percepção de esforço e o nível competitivo,
também foram realizadas.
Resultados: Existe uma correlação positiva e significativa entre o empenhamento e a
resiliência nos lutadores (r = .655, P<0.05). A percepção de esforço está significativa e
positivamente correlaciona da com a resiliência (r = .489, P<0.05), com o nível competitivo
(r = .474, P<0.05) , o empenhamento dos atletas (r = .485, P<0.05) e com a dimensão
entusiasmo (r = .506, P<0.05) do empenhamento. As dimensões do empenhamento com
maior relação com a resiliência são o entusiasmo (r =491, P<0.05), a dedicação (r = .580,
P<0.05) e a confiança (r = .729, P<0.05).
Discussão: Nas lutas olímpicas observa-se que um maior empenhamento é preditor de
maior resiliência. Os atletas com maior percepção de esforço demonstram maior resiliência,
associado talvez à grande exigência física e psicológica das Lutas olímpicas. A percepção
de esforço ainda se relaciona com o nível competitivo dos atletas, tendo os atletas
internacionais uma maior percepção de esforço. Uma maior percepção de esforço está
também relacionada com um maior empenhamento total, mostrando a relação entre a
quantidade de esforço imprimida no treino e o nível de empenhamento do atleta. Com este
estudo é possível relacionar o empenhamento com a resiliência, ainda percebemos que a
percepção de esforço também se relaciona com a resiliência. Concluindo, este estudo
permite perceber que atletas que sejam mais empenhados terão mais possibilidades de ser
resilientes afectando positivamente a sua performance.
Referências:
Sarkar, M. y Fletcher, D. (2013). How should we measure psychological resilience in sport
performers? Measurement in Physical Education and Exercise Science, 17, 264-280.
TD_3
ANÁLISE DOS MÉTODOS E MICROCICLOS DE TREINO DO SPORT LISBOA E
BENFICA. SENIORES B, ÉPOCA DESPORTIVA 2013/2014
Veríssimo, N., Castelo, J.
Universidade Lusófona, Portugal
As equipas B assumem-se como um espaço de transição entre o futebol de formação e o
futebol sénior profissional, permitindo que os jovens jogadores tenham competição num
contexto de maior exigência no qual se confrontam com jogadores mais velhos, com mais
maturidade e com outras experiências. Este trabalho tem como objetivo efetuar uma análise
profunda e reflexiva sobre o processo de treino conceptualizado e operacionalizado pela
REAFES Gymnasium 2015
131
equipa técnica dos seniores B do Sport Lisboa e Benfica, assim como uma descrição do seu
modelo de jogo. Ao longo da época desportiva, os métodos específicos de preparação,
parecem ser os métodos preferenciais para operacionalizar o modelo de jogo
conceptualizado, representando os exercícios competitivos e os sectoriais cerca 38% do
tempo total de treino. Estes dados são replicados, quando se comparou a utilização dos
métodos de treino usados no período pré competitivo e competitivo e quando se comparou
o microciclo com um e com dois momentos competitivos. A conceptualização e
operacionalização do modelo de treino a partir de uma dimensão diagonal parece potenciar
os efeitos das adaptações funcionais, ou seja, os métodos de treino devem estar ligados
entre si e revelar transferibilidade de forma lógica. Quando aplicados isoladamente, os
métodos de treino têm um menor efeito sobre os jogadores e a equipa. Definiram-se os
microciclos (MC) padrão da época desportiva, do período pré competitivo (PPC), do período
competitivo (PC), do microciclo com um jogo (MC1) e com dois jogos (MC2), tendo-se
chegado às seguintes conclusões: (1) no microciclo padrão da época desportiva, os
exercícios mais utilizados foram os de velocidade, os exercícios de manutenção da posse
da bola e os exercícios competitivos; (2) quando comparados os MC padrão do PPC e PC
verificamos uma alteração da predominância dos exercícios de resistência (PPC) para os
exercícios de força (PC) e manutenção da predominância dos exercícios de posse da bola e
dos exercícios competitivos; (3) quando comparados os MC padrão com um e com dois
momentos competitivos, verificamos ao longo da semana, uma variabilidade nas
capacidades condicionais trabalhadas com manutenção da predominância dos exercícios
de manutenção da posse da bola e dos exercícios competitivos.
TD_4
ANALISIS DEL TIEMPO DE MOVIMIENTO (TIME-MOTION) DE LAS TAEKWONDISTAS
CADETES DEL CAMPEONATO MUNDIAL
Menescardi, C.1, Estevan, I. 2, Moya-Mata, I. 2.
1 UCV, España
2 Universidad de Valencia, España
Introducción: La relación entre los tiempos de lucha (L), no lucha (NL) y pausa (P) en
taekwondo (TKD) ha sido utilizada para caracterizar las demandas físicas de este deporte
(Santos et al., 2011; Tornello et al., 2013). Investigaciones en TKD han centrado su atención
en competidores adultos (Santos et al., 2011), sin embargo, no es posible generalizar la
información obtenida a competidores cadetes, quienes tienen normas de competición
diferente acorde a su edad (i.e. menor duración del combate) (Tornello et al., 2013). Puesto
que el comportamiento de los taekwondistas puede ser diferente en función de la categoría
de competición (Santos et al., 2011), el objetivo del presente estudio fue comparar las
diferencias del tiempo de L, NL y P entre las categorías de competición en las
taekwondistas cadetes.
Método: Se analizaron 25 combates femeninos (finales y semifinales) del primer
Campeonato del Mundo de Taekwondo Cadete siguiendo las fases de tiempo de
movimiento establecidas por Tornello et al., (2013) (L, NL y P) en función de la categoría de
competición (ligero, medio y pesado). Para comparar las diferencias entre grupos se realizó
un ANOVA univariante seguido de las pruebas post hoc de Bonferroni para realizar las
comparaciones por pares (p < 0.05).
Resultados: Se encontraron diferencias significativas en la fase de NL (F [1000, 3] =3.160; p =
0.04) en función de la categoría de competición, siendo los competidores de peso pesado
quienes realizaron fases más largas (3.64±2.65s) que los competidores de peso ligero
(3.17±2.62s) (p = 0.04). No se encontraron diferencias significativas en la fase de L (F [1035,
3]= 2.621; p = 0.07) ni en la fase de P (F[296, 3] = 0.012; p = 0.98) en función de la categoría de
competición.
REAFES Gymnasium 2015
132
Discusión: Los resultados obtenidos coinciden con Tornello et al. (2013), quienes muestran
un tiempo de movimiento independiente de la categoría de competición ya que la única
diferencia encontrada fue en la fase de NL donde los competidores de pesado estuvieron un
mayor tiempo en NL que los competidores de ligero, lo cual podría deberse a la mayor masa
corporal de los pesados quienes gastar más energía golpeando al oponente y por tanto,
necesitarían un tiempo mayor para descansar que los competidores de peso ligero (Santos
et al., 2011). Los resultados del presente estudio pueden ser aplicados en los
entrenamientos de TKD, no dividiendo a los taekwondistas en función de la categoría de
competición en esta población (cadetes).
References
Santos V.G., Franchini E., Lima-Silva A.E. (2011). Relationship Between Attack and
Skipping in Taekwondo Contests. J Strength Cond Res, 25, 6, 1743-1751.
Tornello F., Capranica L., Chiodo S., Minganti C., Tessitore A. (2013). Time-motion analysis
of youth olympic taekwondo combats. J Strength Cond Res, 27,1, 223–228.
TD_5
ASSOCIAÇÃO ENTRE A PERCEPÇÃO SUBJECTIVA DO ESFORÇO E CORTISOL
SALIVAR EM COMBATES SUCESSIVOS DE JUDO, CONTROLANDO A IDADE
Massuça, L. 1, Branco, B. 2, Monteiro, L. 1, Miarka, B. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de São Paulo, Brasil
Introdução: As competições em geral, e os combates de judo em particular, são situações
geradoras de stress. De facto, as alterações dos níveis hormonais decorrentes desse
estímulo, também podem resultar do esforço solicitado durante uma competição de judo,
como sinónimo de acumulação de fadiga. No entanto, parece relevante estudar o impacto
da idade na associação entre a resposta biológica e a perceção do atleta de judo em
situações reais de competição.
Objetivo: Estudar o impacto da idade na associação entre a perceção subjetiva do esforço e
a resposta hormonal de judocas em combates sucessivos realizados durante uma
competição oficial. Método: Participaram no estudo oito atletas de judo do sexo masculino
(idade, 22.8±4.3 anos; massa corporal, 81.2±20.2 kg; estatura, 1.74±0.09 m), com mais de
6 anos de prática regular e sistemática de judo, que realizam semanalmente 5 sessões de
treino de 90-min. Todos os atletas são cintos negros (2º ou 3º Dan) com experiência
competitiva nacional e internacional. Foram registadas as respostas fisiológicas dos
participantes durante os 3 primeiros combates de uma competição oficial de judo (T1, T2 e
T3), i.e.: uma medida objetiva (cortisol salivar pós-combate - sC) e uma medida subjectiva
(escala PSE6-20). Resultados: Observou-se que (1) a correlação parcial de primeira ordem
entre a PSE6-20 e sC, em T3, passa a ser significativa quando se controla a variável idade
(sC: r = 0.896, p = 0.006); e (2) a concentração de sC no final do 3º combate (T3) explica
80.3% da variância da perceção subjetiva do esforço, contra 23.9% sem controlar o efeito
da variável idade.
Discussão: A idade do judoca (ou anos efetivos de prática!) parece ter um efeito significativo
na explicação da variância da perceção subjetiva do esforço em situações de acumulação
de fadiga (i.e., após 3 combates de judo, numa mesma competição). Contudo, importa
destacar que os participantes não pertencem todos à mesma categoria de peso, pelo que,
de acordo com a dinâmica de combate que caracteriza cada uma das categorias de peso, a
perceção também pode variar. Assim, para clarificar a relação observada, parece relevante
considerar em estudos futuros dinâmica do combate de judo (i.e., a estrutura temporal de
cada um dos combates).
TD_6
REAFES Gymnasium 2015
133
CARACTERISTICAS ANTROPOMÉTRICAS, FISIOLÓGICAS E MUSCULOESQUELÉTICAS EM JOGADORES DE FUTEBOL FEMININO
Barreto Madeira, R., Justiniano, V.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O futebol feminino é um desporto que tem crescido grandemente em Portugal,
no entanto sem a popularidade e tradição do futebol masculino. Para ter sucesso no futebol
de elite, é exigido uma boa aptidão física para lidar com as exigências do jogo e permitir que
suas habilidades técnicas e táticas sejam utilizadas de forma plena durante o jogo.
Pretende-se caracterizar e verificar se existem diferenças fisiológicas, antropométricas e
músculos esqueléticas entre as posições de guarda-redes, defesa, médio e avançada, num
grupo de futebol feminino sénior profissional.
Método: Foram selecionadas 25 jogadoras de futebol feminino da liga profissional
(24.76±5.42 anos). A avaliação das jogadoras foi realizada como equipa (GT) e de acordo
com a posição em campo: avançado JA, médio JM, defesa JD e guarda-redes JGR. Foi
avaliada a Agilidade, Força dos Membros Inferiores, Flexibilidade, Resistência Abdominal e
Aeróbia Máxima, Peso, Altura, Índice Massa Corporal, Superfície Corporal, Massa Gorda,
Peso Massa Gorda, Peso Massa Isenta de Gordura. Resultados: As jogadoras apresentam
valores médios de peso 57.88 ± 6.68kg, altura 1.66 ± 0.05 m, IMC 21.24 ± 1.88 kg/m2, SC
1.63 ± 0.1 m2, %MG 20.22 ± 4.01%; PMIG 46.00 ± 0.09 kg; PMG 11.87± 3.46 kg. A altura
das JD é superior à das JM, as JGR são mais pesadas e com maior IMC que as JM, JD e
GT, o mesmo se passa com a SC mas apenas entre as JGR e JM e GT (p<.05). A %MG e
PMG das JGR com valores superiores relativamente a JA, JM, JD e GT, e no PMIG as JGR
com valores superiores relativamente a GT e JD e as JD com valor superior relativamente a
JM (p<.05). Relativamente à aptidão física, valores médios de Agilidade 11.24±0.65
segundos, FMI 39.53±6.29 cm e 180.7±18.76 cm, RA 68.8±12.7, Flexibilidade 31.73±7.37
cm e VO2max 35.89±5.33 ml/kg/min. Na FMI, Flexibilidade, VO2max, Agilidade as JD
apresentaram melhor resultado comparado com JGR e na RA as JD em relação às JM e
JGR (p<.05).
Discussão: A avaliação do desempenho tornou-se uma componente relevante de
desenvolvimento do jogador dentro de programas de controlo no futebol, mas os dados
disponíveis são limitados para jogadores do sexo feminino. Os resultados apresentados não
revelam grandes diferenças entre as jogadoras de acordo com a posição que ocupam em
campo. Em jogadoras de futebol feminino, não é evidente a determinação de um perfil
fisiológico ideal e de aptidão física. É necessário desenvolver mais estudos nesta
modalidade.
Referencias
Ingebrigtsen, J., Dillern, T, Shalfawi, S. (2011). Aerobic Capacities and Anthropometric
Characteristics of Elite Female Soccer Player. J Strength Condition Res Dec, 25,12, 3352-7
Vescovi, J., Brown, T., Murray, T. (2006). Positional Characteristics of Physical Performance
in Division I College Female Soccer Player. J Sports Med Physical Fitness, 46, 2, 221-6.
Vescovi, J., Rupf, R., Brown, T., Marques, M. (2010). Position Performance Characteristics
of High-Level Female Soccer Player. Scand J Med Science Sports. Mar 11.
TD_7
COMPARAÇÃO DO PERFIL MORFOFUNCIONAL E DA MATURAÇÃO DE JOVENS
ATLETAS DE BASQUETEBOL DE DIFERENTES NÍVEIS COMPETITIVOS
Ramos, S., Massuça, L.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: Os atributos antropométricos e de ApF são fatores determinantes no rendimento
desportivo e influenciam o processo de seleção de atletas para as equipas de elite em
REAFES Gymnasium 2015
134
equipas de formação, especialmente em desportos, como é o caso do basquetebol, em que
o confronto físico é relevante (Hoare, 2000). De facto, nos clubes de elite, a escolha de
atletas para as equipas principais (equipa A) parece ter em consideração os atributos
antropómétricos e de ApF, sendo estes fortemente influenciados pelo processo de
maturação dos atletas (Coelho-e-Silva et al., 2004). Face ao exposto, parece relevante
comparar atletas de níveis competitivos diferenciados (equipa A e B) relativamente aos
atributos morfológicos e de ApF e ao processo de maturação.
Método: Participaram no estudo 57 atletas de basquetebol (sexo masculino) pertencentes
aos escalões: (1) SUB14 (A, n=14; B, n=11); e (2) SUB16 (A, n=14; B, n=18); de um clube
de elite. Todos os atletas que aceitaram participar no estudo, foram avaliados durante o
período competitivo, entre os meses de Novembro e Dezembro de 2014. A avaliação
realizada abrangeu três categorias, nomeadamente: (1) morfologia (antropometria e
composição corporal); (2) aptidão física; e (3) maturação.
Resultados: Observou-se que: (1) no escalão SUB14 apenas existiram diferenças
significativas na resistência abdominal entre os atletas da equipa A e B; (2) no escalão
SUB16 os atletas da equipa A possuiam melhores atributos morfológicos (massa corporal,
estatura e envergadura) e melhores desempenhos nas provas de ApF (agilidade, força nos
membros superiores e inferiores e capacidade anaerobia) que os atletas da equipa B; e (3)
não existiram diferenças significativas na maturação entre atletas da equipa A e B em
ambos os escalões.
Discussão: Os resultados sugerem que os atributos antropométricos e de ApF tiveram
influência no processo de seleção dos atletas no escalão de SUB16 enquanto no escalão
SUB14 tal evidência não foi confirmada.
TD_8
EFEITO DA IDADE RELATIVA NO CAMPEONATO DA EUROPA DE BASQUETEBOL DE
U16
Ramos, S., Massuça, L.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O estudo da distribuição das datas de nascimento dos jovens atletas
caracteriza-se por assimétrica, sendo usual uma maior representação dos atletas nascidos
no início do ano de seleção (Musch & Hay, 1999). Assim, o objetivo deste trabalho é:
analisar a distribuição dos quartis de nascimento dos atletas participantes no Campeonato
da Europa de Basquetebol Sub16.
Método: Foram considerados no estudo os atletas das 16 equipas que participaram no
Campeonato da Europa de Basquetebol U16 em 2013 (divisão A; n=192). A recolha de
dados foi realizada através da página oficial da FIBA Europa, e os atletas foram distribuído,
consoante a sua data de nascimento, em: (1) em quartis (1ºQ: Janeiro a Março; 2ºQ: Abril a
Junho; 3ºQ: Julho a Setembro; 4ºQ: Outubro a Dezembro; e (2) em semestres (1ºS:
1ºQ+2ºQ; 2ºS: 3ºQ+4ºQ).
Resultados: Observou-se que: (1) os atletas nascidos no 1ºQ e 2ºQ têm uma maior
representatividade que os nascidos no 3ºQ e 4ºQ do ano de seleção (35% e 26% vs 21% e
18%, respectivamente); (2) 61% de atletas nasceram no 1ºS (n=108); (3) das 16 equipas
estudadas, 11 apresentam uma distribuição maior no 1ºS (Espanha, Bélgica, Lituânia,
Turquia, Suécia, França, Polónia, Sérvia, Croácia, Ucrânia e Letónia), 3 uma simetria na
distribuição por semestres (Rússia, Alemanha e Grécia) e 2 uma maior representatividade
no 2ºS (Itália e Montenegro); e (4) das 11 equipas que evidenciaram uma maior
representatividade de atletas no 1ºS, em 9 delas (Espanha, Bélgica, Turquia, Suécia,
França, Polónia, Sérvia, Ucrânia e Letónia) verificou-se que os atletas nascidos no 1ºS
duplicavam.
Discussão: A maioria dos participantes nasceram no 1ºS do ano de seleção, tendo-se
observado uma sobre-representação de atletas no 1ºQ e uma sub-representação no 4ºQ,
REAFES Gymnasium 2015
135
evidenciando deste modo o efeito da idade relativa nesta população. A comparação
realizada entre as várias equipas presentes na competição também permite destacar que
existe uma maior representatividade de atletas nascidos no 1ºS na maior parte das equipas,
com exceção feita a 2 equipas onde a influência desta variável não se verificou. Numa
destas equipas, o desenvolvimento físico manifestado pelos atletas mais jovens, revelado
pela comparação das suas alturas com as dos mais velhos pode explicar a não influência
da idade relativa nesta parte da amostra.
TD_9
EFEITO DA MATURAÇÃO NO PERFIL MORFO-FUNCIONAL DE JOVENS ATLETAS DE
BASQUETEBOL
Ramos, S., Massuça, L.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O desempenho motor na infância e na adolescência está fortemente associado
aos processos de crescimento e maturação, sendo que os indivíduos com maturação
precoce, ou seja aqueles que iniciaram antes o seu processo de maturação, apresentam
melhores desempenhos motores que aqueles mais atrasados no seu desenvolvimento
biológico (Malina et al., 2004). De facto, parece que o desempenho motor dos adolescentes
do sexo masculino está significativamente relacionada com o seu estado de maturidade,
sendo que os rapazes de maturação avançada evidenciam, geralmente, melhores
performances que os de maturação tardia (Seabra et al., 2001). Face ao exposto, parece
relevante clarificar o efeito da maturação no perfil morfo-funcional de jovens atletas.
Método: Participaram no estudo 57 atletas de basquetebol (sexo masculino) pertencentes
aos escalões: (1) SUB-14 (n=25); e (2) SUB-16 (n=32); de um clube de elite. Todos os
atletas que aceitaram participar no estudo, foram avaliados durante o período competitivo,
entre os meses de Novembro e Dezembro de 2014. A avaliação realizada abrangeu três
categorias, nomeadamente: (1) morfologia (antropometria e composição corporal); (2)
aptidão física; e (3) maturação.
Resultados: Observou-se que: (1) os atletas SUB-16 apresentaram valores
significativamente superiores em todos os atributos antropométricas e de ApF que os atletas
SUB-14; e (2) a maturação teve influência nas diferenças observadas entre os atletas SUB14 e SUB-16 nas dimensões corporais (massa corporal, estatura, envergadura, diâmetro
palmar) e força. Discussão: Os atributos antropométricos e de ApF melhoram com a idade.
De facto, os resultados sugerem que a maturação teve efeito nas diferenças observadas
nos atributos antropométricos e de ApF em jovens basquetebolistas SUB-14 e SUB-16.
Referências
Malina, R., Bouchard, C., & Bar-Or, O. (2004). Growth, maturation and physical activity. UK:
Human Kinetics.
Seabra, A., Maia, J., & Garganta, R. (2001). Crescimento, maturação, aptidão física, força
explosiva e habilidades motoras específicas. Estudo em jovens futebolistas e não
futebolistas do sexo masculino dos 12 aos 16 anos de idade. Revista Portuguesa de
Ciências do Desporto, 1,2, 22-35.
TD_10
ESTUDO DAS VARIÁVEIS ESPECIFICADORAS DA AÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO EM
VOLEIBOL EM EQUIPAS MASCULINAS DE ALTO NÍVEL.
Esteves, F., Lopes, A., Fonseca, S., Castro, J., Seixas, A.
Universidade Lusófona, Portugal
REAFES Gymnasium 2015
136
Os Jogos Desportivos Coletivos têm sido alvo de interesse de muitos especialistas e
investigadores, que visam procurar e identificar as variáveis que melhor definam o
rendimento desportivo. Atualmente, as equipas de alto nível de Voleibol trabalham com um
único jogador responsável pelas ações de distribuição. Assim o distribuidor passou a ser
visto como uma peça chave para o sucesso de qualquer equipa de voleibol. As opções de
distribuição tomadas por estes, parecem interferir diretamente no sucesso das equipas. A
funcionalidade do jogo de Voleibol é regida por compartimentos de jogo designados de
Complexos, os quais determinam, entre outros aspetos, a maior ou menor estabilidade das
condições iniciais de organização das ações de jogo. Neste sentido, o objetivo deste estudo
é perceber as relações funcionais e dinâmicas do jogo de Voleibol de eventos precedentes
e sucedentes da ação de distribuição e que determinam o comportamento do jogador
distribuidor. Pretende-se assim conhecer o possível efeito preditor de eventos de jogo
antes, durante e após a ação de distribuição, nomeadamente no Complexo 1 e complexo 2.
De forma a operacionalizar o presente estudo, numa primeira fase será realizado um
levantamento das variáveis relacionadas com ação de distribuição utilizadas em diferentes
estudos. Posteriormente realizar-se-ão entrevistas a jogadores Distribuidores de referência
na modalidade de forma a estes se pronunciarem sobre a pertinência de cada uma das
variáveis, selecionando no final as variáveis com mais representatividade para os mesmos.
A amostra deste estudo será composta por observações retiradas das ações de jogo no
Complexo 1 e 2, no Campeonato do Mundo de Voleibol de Seniores Masculinos realizado
na Polónia, de 30 de Agosto a 21 de Setembro de 2014, contemplando seis Seleções e
perfazendo um total de onze jogos que englobam quarenta e três sets disputados. Neste
estudo recorrer-se-á a modelos estatísticos dinâmicos como seja a Regressão Logística
Multinomial, a qual se baseia na análise da predição de uma variável a partir da
consideração do efeito da interação de variáveis que a determinam. Com este estudo
pretende-se identificar as variáveis determinantes da ação de distribuição no contexto do
alto rendimento do Voleibol masculino. Através do tratamento da informação recolhida na
competição o treinador estará mais apto a intervir em todo o processo de treino e na
regulação da competição.
TD_11
ESTUDO DOS FATORES DETERMINANTES NO ATAQUE ORGANIZADO NO VOLEIBOL
DE ALTO RENDIMENTO EM SITUAÇÃO DE SIDE-OUT
Seixas, A., Lopes, A., Fonseca, S., Esteves, F., Castro J.
Universidade Lusófona, Portugal
Para a organização do processo de treino e preparação do jogo de voleibol é necessário
compreender os fatores determinantes no sucesso. Os estudos recentes em Voleibol
procuram detetar padrões comportamentais dos jogadores recorrendo à análise de variáveis
discretas. Contudo, os resultados destes estudos não têm permitido identificar os fatores
determinantes no sucesso do ataque organizado devido à subjetividade das variáveis
utilizadas. Com base na teoria dos sistemas dinâmicos é possível recorrer a métodos que
possibilitem a identificação objetiva de factores determinantes no ataque organizado no
Voleibol de Alto Rendimento, complementando a informação existente das variáveis atrás
referenciadas. Assim, o objetivo deste estudo consiste na identificação dos fatores
determinantes no sucesso e na tática ofensiva no jogo de Voleibol de Alto Rendimento, em
ataque organizado na situação de Side-Out, através da análise dos padrões existentes na
organização espacial individual e coletiva. A amostra deste estudo serão todas as
sequências ofensivas com finalização em ataque organizado na situação de Side-Out do
último Campeonato do Mundo de Voleibol de Seniores Masculinos (a partir da terceira
ronda) realizado na Polónia, de 30 de Agosto a 21 de Setembro de 2014, contemplando
seis Seleções e perfazendo um total de onze jogos que englobam quarenta e três set’s
disputados. Para analisar esta amostra serão utilizadas, num primeiro momento, a análise
REAFES Gymnasium 2015
137
sequencial para a deteção de padrões de conduta, baseado num sistema de categorias que
será ordenado e validado por peritos da modalidade, o qual terá como base categorias do
sistema estatístico DataVolley; num segundo momento, a análise dos dados posicionais dos
jogadores através do recurso a técnicas não lineares. Os fatores determinantes serão
identificados com base nas análises referidas. Com este estudo, esperamos conseguir
identificar e relacionar as medidas espaciais com o sucesso da tática ofensiva, através do
posicionamento inicial individual e coletivo dos jogadores, definindo desta forma padrões de
movimento.
TD_12
EVALUACIÓN DE LA TÉCNICA DE DISCENTES DE LA ASIGNATURA TENIS DE LA
UNIVERSIDAD FEDERAL RURAL DE RÍO DE JANEIRO
Nunes, J. W., Pacheco, W.,
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil
Introducción: La práctica regular de deportes está relacionada al mantenimiento de una
buena salud, que envuelve aspectos síquicos, físicos y sociales. El tenis, por su
especificidad, promueve el equilibrio entre estas variables durante el aprendizaje y el partido
en sí. Partiendo de la necesidad de obtener conocimientos sobre el proceso de evaluación y
de la indicación de la imagen capturada durante el proceso, la pesquisa ha tenido como
objetivo verificar el desempeño de los alumnos por medio del análisis de los gestos técnicos
durante los partidos de dúos.
Metodología: El estudio ha sido exploratorio. La muestra ha sido constituida por un profesor
especialista, que ha conducido el proceso, y diez alumnos de ambos sexos de la asignatura
Tenis divididos en cinco dúos. Los propios alumnos se han evaluados, unos a otros, durante
los partidos de dúos. El instrumento para la evaluación ha sido un cuestionario de
evaluación objetiva de trece preguntas relacionadas a la técnica de los fundamentos
―posición de espera, empuñadura, desplazamiento, preparación, ejecución, golpe de
derecha y de revés, servicio, voleas, globo y remate― evaluados en una escala de tipo
Likert, con las calificaciones muy bueno, bueno, razonable y malo. En la evaluación
subjetiva ha habido alrededor de cinco ítems de posibles correcciones de acuerdo a la
percepción de cada evaluador.
Resultado: La posición de espera, empuñadura, desplazamiento, preparación y ejecución
del golpe de derecha han alcanzado la calificación muy bueno. La finalización del golpe de
revés ha alcanzado la calificación bueno. La preparación, ejecución y finalización del golpe
de revés, servicio, voleas, globo y remate han alcanzado la calificación razonable. En lo
subjetivo, la posición de espera, empuñadura, desplazamiento, preparación y ejecución no
han presentado elementos significativos de corrección. La finalización del golpe de derecha
no ha sido una fase constante, pues no se ha realizado el movimiento completo. La
preparación, ejecución y finalización del golpe de revés han sido fases imperfectas. El
servicio ha presentado un resultado aceptable. Las voleas, globos y remates han
presentado fases incorrectas en consecuencia de la falta de práctica.
Discusión: La indicación de los gestos adecuados es necesaria para que el alumno
comprenda las acciones biomecánicas de cada golpe, auxiliándolo así en la busca de la
ejecución correcta del golpe. La relación profesor-alumno puede influir en el aprendizaje. La
didáctica utilizada durante la evaluación puede favorecer positivamente el progreso de los
alumnos. Diversas evaluaciones relacionadas a la técnica del deporte pueden convertirse
en un mecanismo de obtención de informaciones que el profesor puede usar en sus clases
y entrenamientos. Para ser un profesional competente es necesario tener conocimientos
teóricos y prácticos sobre la modalidad.
Referencias
Álvarez, J.A. (2010) – Unidad didáctica del tenis para niveles de iniciación infantil,
Universidad Miguel Hernández de Elche, – España
REAFES Gymnasium 2015
138
Sanz, D., Crespo, M. (2013) – Propuesta metodológica para la iniciación al tenis –
Departamento de Desarrollo e Investigación – ITF
Nunes. W.J. (2012) Tênis: a arte, o jogo e o esporte. Rio de Janeiro: Ed. Letra Capital.
TD_13
FERROVIA E POLÍTICA NO BRASIL: INFLUÊNCIAS NA HISTÓRIA DO FUTEBOL DE RIO
CLARO
Vidal Mina, R., Bettine de Almeida, M. A.,
Universidade de São Paulo, Brasil
Introdução: Entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, tem-se um
período de profundas transformações na cidade de Rio Claro. Fausto (1986) aponta que o
excedente econômico advindo da cafeicultura possibilitou a dinamização dos investimentos
visando à implantação das linhas férreas para escoar a mercadoria para os portos. No bojo
deste processo, criou-se a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, cujos trilhos também
serviram para propagar a cultura futebolística. Assim, a proposta deste estudo foi analisar
os interesses da Companhia Paulista em estimular o futebol em Rio Claro, bem como o
influxo das transformações da política brasileira no referido esporte local.
Métodos: O estudo pautou-se pela interpretação de documentos e literatura temática,
considerando os seguintes tópicos: “ferrovia”, “Companhia Paulista de Estradas de Ferro”,
“tempo livre”, “cafeicultura”, “urbanização”, “industrialização”, “paternalismo”, “São Paulo”,
“futebol”, “Rio Claro” e “Rio Claro Futebol Clube”. Selecionou-se como recorte histórico o
período de 1876 a 1948, o qual remete a uma fase de relevantes transformações sociais,
econômicas e políticas no Brasil, abarcando desde a época de um país agroexportador e
mestiço, passando pela Primeira República e alcançando a etapa populista.
Resultados: A adoção do paternalismo pela Companhia Paulista estimulou a popularização
do futebol no interior do Estado de São Paulo. Diante deste cenário, foi fundado em 1909 o
Rio Claro F.C.. Ao longo de sua trajetória, este clube migrou do amadorismo ao
profissionalismo amparado pelo suporte oferecido pela empresa ferroviária e, ao mesmo
tempo, se manteve envolto pelas transformações políticas ocorridas no Brasil.
Discussão: Buscando controlar o tempo livre dos ferroviários e enfraquecer a organização
destes enquanto classe social, os diretores da Companhia Paulista subsidiaram o
desenvolvimento do Rio Claro F.C.. Assim, além de ajudar na promoção dos embates do
Rio Claro F.C. com os principais clubes de futebol do Estado de São Paulo, verificou-se que
nas décadas de 1920 e 1930 a agremiação local disputou partidas contra clubes
estrangeiros e contra um selecionado regional de jogadores negros. Os jogos internacionais
refletiam a política da Primeira República, que incentivou a realização destes duelos a fim
de criar um sentimento de unidade na população, especialmente após as tensões da
Primeira Guerra. A partida contra os negros, por sua vez, demonstra que o clube estava se
enquadrando na proposta de ampliação da inserção social no futebol difundida pelo
presidente Getúlio Vargas. Esta transição de uma raiz elitista para um movimento de
democratização no âmbito esportivo resultou, por fim, na adesão do Rio Claro F.C. ao
profissionalismo em 1948.
Referências
Fausto, B. (1986). Trabalho urbano e conflito social. São Paulo: Difel.
TD_14
O EFEITO DA IDADE NO TEMPO DE REAÇÃO E NA FORÇA EXPLOSIVA NO SALTO
VERTICAL EM CRIANÇAS DOS 6 AOS 9 ANOS DE IDADE
Monteiro L. 1, Perdiz, A. 1, Garcia J.M. 2, Carratalá V. 3, Calvo Rico, B. 2
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1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidad de Castilla-La Mancha, Espanha
3 Universidad de Valencia, Espanha
Introdução: Atualmente as organizações mundiais de saúde recomendam 60 minutos de
atividade física moderada a vigorosa na maioria dos dias da semana para as crianças em
idade escolar (WHO, ACSM, 2009). A atividade física deve ser agradável, adequada ao
desenvolvimento da criança, e deve consistir numa variedade de atividades. As crianças em
idade escolar devem envolver-se na prática de jogos recreativos e atividades de corrida, de
saltos, de pontapear, de arremessar e de jogar (Johnson, B. et al., 2011). É de grande
interesse investigar a percentagem de fibras musculares de contração rápida, como o
tempo de reação e a força explosiva máxima, parâmetros que podem fornecer informações
sobre a força do músculo durante o crescimento (6-7 contra 8-9 anos de idade). Ainda, os
ganhos de força em crianças pré-púberes têm sido atribuídas a adaptações neurais. O
objetivo deste estudo foi: (1) comparar as diferenças das qualidades de velocidade, de
força, de potência, da parte inferior do corpo, em crianças de 6 e 7 anos vs. 8 e 9 anos de
idade; e (2) determinar o efeito da idade no tempo de reação e da força explosiva do salto
com contramovimento (CMJ). Método: 24 crianças de 6 a 9 anos masculinas e femininas
participaram neste estudo, e foram classificados em dois grupos, com mesma idade (6 e7
anos vs. 8 e 9 anos). Para avaliar o salto vertical utilizou-se a plataforma de forças ISONET
500, e as crianças foram instruídas a flexionar os joelhos a 90º, e para manter as mãos nos
quadris ao longo do salto. Posteriormente realizavam a extensão dos joelhos e
completavam o salto. As crianças foram orientados e instruídas a saltar “o mais alto que
conseguissem”.
Resultados: Foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos de idade: (1)
avaliação da potência (G6-7anos = 423 ± 110 W vs. G8-9 anos = 615 ± 243 W; p <0.01),
velocidade do salto (G6-7anos = 2.16 ± 0.11 m/s vs. G8-9 anos = 2.38 ± 0.43 W; p <0.05), e força
explosiva máxima (CG = 5118 ± 1910 N/s vs. G8-9 anos = 8493 ± 2050 N/s; p <0.01). Foram
ainda observadas fortes associações entre o tempo de reação (ms) e: (1) Idade (r = -0.593;
p <0.01), (2) altura CMJ (r = -0.549; p <0.01), (3) Velocidade do salto (r = -0.411; p <0.05),
(4) potência (r = -645; p <0.001), e (5) força (r = -0.515; p <0.01).
Discussão: A idade/grupo da criança tem um efeito significativo na explicação da variância
do tempo de reação e da força explosiva máxima na realização do salto com
contramovimento (CMJ).
Por razões éticas, a medição do metabolismo anaeróbio por biópsia não é possível em
crianças durante o exercício. Consequentemente, os esforços de investigação têm-se
centrado sobre a medição da produção de curta duração de alguns parâmetros como tempo
de reação, velocidade, força explosiva, que no caso deste estudo recorreu-se ao tempo de
reação e a outras formas de manifestação de força, medido no início e durante a execução
do salto vertical.
Referências
Johnson, BA, Salzberg, CL, & Stevenson, DA. (2011). A systematic review: plyometric
training programs for young children. J Strength Cond Res, 25(9): 2623–2633.
TD_15
PREDIÇÃO DO DESEMPENHO NO REMO, EM MODADALIDADE DE ESCALER, A
PARTIR DE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS.
Silva, F. 1, Oliveira, R. 2, Brito, J. 2, Ribeiro dos Reis, V. 1
1 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
2 Escola Superior de Desporto de Rio Maior, Portugal
Introdução: Os escaleres são embarcações de dez remadores, de proa fina e popa
quadrada, tendo tido origem na Marinha do Brasil para a formação, cerimonias e,
REAFES Gymnasium 2015
140
atualmente, são utilizados em competições Nacionais e internacionais. Diversos estudos
dedicaram-se à predição do desempenho no remo, com suporte em remoergómetros, não
existindo, no entanto, informações sobre o remo em escaler. Este facto limita a adequada
tomada de decisão para o planeamento e controlo do treino nesta modalidade. O estudo da
associação da aplicação de uma bateria de testes de avaliação da aptidão física afigura-se
pertinente, por não existirem referências que suportem a predição do desempenho,
auxiliando no controlo e prescrição do treino.
Objetivo: Verificar se o desempenho conjunto no barco pode ser predito pelas
características individuais dos remadores (antropométricas, fisiológicas e desempenho no
remoergómetro).
Metodologia: Participaram do estudo 20 atletas de remo em escaler da Escola Naval, do
sexo masculino (idade 21,42±0,24 anos; estatura, 174,57±1,32 cm; massa corporal,
79,16±1,56 kg). Todos mantiveram um volume semanal de treino entre 10 a 15 horas. As
variáveis analisadas foram a idade, estatura, envergadura, massa corporal, massa magra,
massa gorda, pico do consumo máximo de oxigénio, frequência cardíaca máxima,
velocidade do barco, velociadade do remoergometro, força máxima nos exercícos de
“levantamento terra”, “agachamento” e na “remada deitada”. Como medidas de associação
foram usados os coeficientes de Pearson ou Spearman, regressões lineares simples e
múltiplas, com o nível de significância de P<0,05. A robustez das regressões foi indicada
pelo erro padrão das retas.
Resultados: Verificou-se que a envergadura (185,2±6,7 cm, p=0,52, p<0,05) e a força
máxima na remada deitada (86,00±1,29 kg, p=0,46, p<0,05) foram os dois melhores
preditores de desempenho conjunto do barco na água. A correlação negativa moderada
indica que, com o aumento da força máxima da “remada deitada” e/ou envergadura, o
tempo médio nos 500 metros do barco na água tende a reduzir, obtendo-se melhora no
desempenho conjunto. As demais variáveis deste estudo não apresentaram significância
estatística, não contribuindo para a predição do desempenho conjunto do barco na água,
dos atletas estudados.
Conclusão: Os testes realizados em laboratório não apresentam correlação com o
desempenho no barco, desta forma apenas as variáveis envergadura e força máxima na
“remada deitada” se apresentam como preditores de desempenho para a amostra de
remadores na modalidade de escaler.
TD_16
PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DO ATHLETE BURNOUT QUESTIONNAIRE PARA
USO EM ATLETAS JOVENS BRASILEIROS
Octaviano Sousa, R., Pinto Guedes, D.
UNOPAR, Londrina, Brasil
Introdução: Burnout é tema de interesse crescente na literatura vinculada ao esporte. No
entanto, no caso de atletas jovens, investigações mais seguras vêm sendo obstaculizadas
devido a falta de instrumentos validados especificamente para uso neste segmento.
Proposta universalmente aceita para dimensionar e ordenar os componentes de burnout em
atletas é o Athlete Burnout Questionnaire (ABQ), originalmente proposto em língua inglesa;
contudo, já traduzido para vários outros idiomas inclusive português sul-americano. Objetivo
do estudo foi identificar propriedades psicométricas do ABQ para uso em atletas jovens
brasileiros.
Métodos: O ABQ verifica escores de burnout em relação à frequência com que são
experimentados sentimentos pessoais e atitudes do atleta diante da prática de esporte. O
inventário é conformado por 15 itens distribuídos igualmente em três componentes
(exaustão física/emocional, reduzido senso de realização pessoal e desvalorização
esportiva). No estudo o ABQ foi administrado em amostra de 1217 atletas jovens de ambos
os sexos, praticantes de diferentes modalidades esportivas, com idades entre 12 e 17 anos.
REAFES Gymnasium 2015
141
Para identificar as propriedades psicométricas foi realizada análise fatorial confirmatória e,
na sequência, para análise da consistência interna de cada fator foi empregado coeficiente
alfa de Cronbach.
Resultados: Análise fatorial confirmou estrutura de três fatores originalmente proposta,
mediante indicadores estatísticos equivalentes à χ2/gl = 1,81, ao GFI = 0,927, AGFI = 0,939
e RMSR = 0,069. Com relação à saturação fatorial do modelo proposto, verificou-se que
todos os valores de r encontrados apontaram significância estatística (p<0,001), não sendo
encontrados itens com saturação fatorial ≥ 0,40 em mais de um componente ou com
saturação insuficiente. Os escores equivalentes aos componentes de burnout atenderam
aos pressupostos teóricos de distribuição normal dos dados e apresentaram valores médios
de 1,86 a 2,59, com desvios-padrão associados entre 0,56 e 0,81. Alfa de Cronbach
apresentou coeficientes equivalentes aos componentes exaustão física/emocional e
desvalorização esportiva discretamente mais elevados (0,88 e 0,87, respectivamente) que
ao componente reduzido senso de realização pessoal (0,81).
Conclusão: O ABQ alcançou bom desempenho psicométrico frente à amostra do estudo,
apresentando satisfatórios coeficientes alfa de Cronbach calculados para os três
componentes de burnout. Solução fatorial gerada mediante análise fatorial confirmatória foi
similar à apresentada originalmente. Desta maneira, versão traduzida para o idioma
português sul-americano do ABQ mostrou-se promissora para utilização em futuras
intervenções com objetivo de identificar burnout em atletas jovens brasileiros.
TD_18
RESPOSTAS FISIOLÓGICAS À PRÁTICA DE SURF RECREATIVO EM ADULTOS
Barreto Madeira, R., Carozza, M.,
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: A prática do surf sofreu um grande crescimento nas últimas décadas, seja como
desporto de competição seja como um desporto de lazer, apreciado por pessoas de
diferentes faixas etárias, sexo e nível físico. O objetivo deste estudo foi analisar as
respostas fisiológicas durante a prática do surf recreativo e contribuir para o aumento do
conhecimento sobre as características e os benefícios da prática do surf.
Método: Participaram no estudo 24 indivíduos adultos de sexo masculino (idade
27,09±3anos, peso 75,7±6,67kg, altura 1,74±0,06m, IMC 25±1,53 kg/m2), divididos em dois
grupos, básico e avançado, para verificar a influência do nível técnico sobre a intensidade
da sessão. Os dados foram produzidos a partir da monitorização da Frequência Cardíaca,
sincronizada à filmagem vídeo dos movimentos e da classificação da Perceção Subjetiva do
Esforço durante uma sessão de 20 min de surf recreativo, A capacidade aeróbia dos
participantes foi avaliada através do Chester Step Test para verificar a sua influência sobre
as variáveis caraterizantes da prática.
Resultados: Na fase de remada foi gasto 50% do tempo total, 32% na fase estacionária, 9%
na fase de arranque na onda e 8% na fase de outros movimentos. Foram encontradas
diferenças entre os dois grupos na fase de arranque na onda e na fase de outros
movimentos (p<0,05). Uma média de FC média e máxima correspondente, respetivamente,
a 73,83% e 93,63% da FCmax predita com valores mais elevados durante a fase de remada
(FC média 151,79 bpm) e durante a fase de arranque na onda (FC média 163,38 bpm). Os
dados da PSE mostram resultados compatíveis com os dados da FC - valor médio 3,54
(p<0,05). Não foram encontradas diferenças entre o grupo básico e avançado relativamente
as respostas da FC a da perceção subjetiva do esforço. O VO2max não se correlacionou
com o tempo gasto nas diferentes fases da sessão, mas verificou-se uma correlação
negativa forte (p<0,05) entre o VO2max e a FC média, a FC pico, e a FC média em cada
categoria de movimento.
Discussão: Verificamos que a prática do surf é uma atividade predominantemente aeróbia
com uma intensidade média moderada. Independentemente do nível técnico e do
REAFES Gymnasium 2015
142
condicionamento físico, os praticantes são altamente solicitados durante o desempenho da
atividade, mostrando intensidades suficientes para melhorar e manter a aptidão
cardiovascular em adultos saudáveis.
Referências
Farley, O., Harris, N., & Kilding, A. (2012) Physiological Demands of Competitive Surfing. J
Strength & Conditioning Research. 26, 7, 1887-1896, doi: 10.1519/JSC.0b013e3182392c4b
Meir, R., Lowdon, B., & Davie, A. (1991). Heart Rates and Estimated Energy Expenditure
During Recreational Surfing. The Australian J Science and Medicine in Sport, 23, 70-74.
Mendez-Villanueva, A. & Bishop, D. (2005). Physiological Aspects of Surfboard Riding
Performance. Sports Medicine, 35,1, 55-70.
TD_19
RESPUESTA PSICOFISIOLÓGICA A LA COMPETICIÓN DEPORTIVA EN JUGADORES
DE FÚTBOL DE CATEGORÍA SUB-15
Jiménez, M. 1 ; García Romero, J. 2; Alvero Cruz, J. 2
1 Universidad Internacional de La Rioja, España
2 Universidad de Málaga, España
Introducción: La testosterona (T) se asocia a la motivación por tener impacto sobre los
demás y luchar por mantener o buscar estatus social (Mazur, 1985). El modelo bio-social de
Mazur relacionó victoria y derrota en contextos competitivos con la T circulante. El cortisol
(C) también juega un papel importante en el afrontamiento de estos desafíos preparando el
cuerpo para la acción, además de ser un indicador fiable de estrés (Filaire et al., 2009). El
objeto de estudio fue analizar si el modelo biosocial puede ser aplicable a deportistas pospúberes. Se estudió una muestra de 15 jugadores de fútbol masculino de nivel provincial en
entrenamiento y competición oficial (edad = 14.73±0.46; IMC = 21.638±2.91; años en
competición = 6.33±2.22). Se recogieron muestras de saliva (23 ml) en tubos de plástico
(Eppendorf) instruyéndolos previamente en el protocolo. Las muestras se codificaron y
congelaron a 30º C, almacenadas hasta su análisis. Se usaron kits estandarizados
(DiaMetra, Segrate, Mi, Italy) para inminoensayo, los coeficientes de variación intra e
interanálisis fueron 5,5 y 6,58 % para T y 8,8 y 16,05 % para C. Límites inferiores de
detección para T y C de 2,96 pg/ml y 0,05 ng/ml, respectivamente.
Resultados: Se observaron correlaciones directas entre las concentraciones entre T y C al
iniciar entrenamiento y competición (rho = 0,61, p < 0,001; rho = 0,81, p < 0,001
respectivamente) y correlaciones directas del C inicial con las concentraciones de T a la
finalización del entrenamiento y la competición (rho = 0,44, p < 0,015; rho = 0,58, p < 0,024,
respectivamente) sugiriendo influencia de activación arousal inicial en rendimiento. Lo más
destacable del presente estudio fueron los incrementos de T observados al vencer el partido
(z = 2,102, p < 0,036), incrementos que no fueron observados durante el entrenamiento. Las
concentraciones de C por el contrario incrementaron en ambas situaciones (83,61%; z =
2,222, p < 0,026 en entrenamiento y 177,63%; z = 3,181, p < 0,01 en competición).
Conclusiones: En conclusión, el presente sugiere que el modelos biosocial podría ser
extensible a adolescentes pos-púberes, que podrían responder con similar intensidad a la
competición como los adultos en otros deportes (Filaire et al., 2009; Jiménez et al., 2012).
Este descubrimiento sirve de apoyo para avanzar en futuras investigaciones que analicen
cuáles son las diferencias y similitudes en la búsqueda y mantenimiento de estatus social en
jóvenes y adultos.
Referencias
Filaire, E., Alix, D., Ferrand, C., & Verger, M. (2009). Psychophysiological stress in tennis
players during the first single of a tournament. Psychoneuroendocrinology, 34, 150-157.
Jiménez, M., Aguilar, R., Alvero Cruz, J.R. (2012). Effects of victory and defeat on
testosterone and cortisol response to competition: Evidence for same response patterns.
Psychoneuroendocrinology, 37, 1577-1581.
REAFES Gymnasium 2015
143
Mazur, A. (1985). A biosocial model of status in face to face primate groups. Social Forces,
64, 377-402.
TD_20
UNA PROPUESTA DE FORMACION EN BALONMANO, DENTRO DEL CURRICULUM
DEL GRADO/LICENCIADO EN CIENCIAS DE LA ACTIVIDAD FISICA Y EL DEPORTE, EN
LA UNIVERSIDAD DE A CORUÑA-ESPAÑA
Torres Tobío, G., Avila Alvarez, A., Saavedra García, M., Dopico Calvo, X., González
Valeiro, M.
Universidade de A Coruña, España
Se presenta una propuesta de optimización de la formación inicial en Balonmano, dentro del
currículum del grado/licenciado de Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, en la
Universidad de A Coruña-España. Partiendo de un breve análisis de la evolución de la
asignatura de Balonmano en los diferentes planes de estudio de Ciencias de la Actividad
Física de la Universidad de A Coruña, desde su implantación en 1987; se manifiesta que en
los sucesivos planes de estudios se ha producido una pérdida progresiva y relevante del
número de créditos en la enseñanza del Balonmano, que afecta no sólo a las decisiones de
programación de la enseñanza del profesor, sino también al aprendizaje del alumno. Esta
transformación puede afectar a la calidad del proceso de enseñanza-aprendizaje, y
provocar cambios en el perfil de los titulados, afectando al conocimiento, a la experiencia
vivencial, y a su saber metodológico. Aunque este artículo es un ejemplo de la materia de
Balonmano, se plantea como un modelo del proceso de transformación del currículum que
afecta a todos los deportes de los planes de estudio. En consecuencia, esta situación del
diseño curricular obliga a los profesores a adaptarse, a realizar un profundo análisis
didáctico de los contenidos a impartir, y a retroalimentar sus decisiones de programación.
Pero ¿qué hacer?. Esa es la propuesta que se presentará con esta comunicación, que
propone optimizar la formación inicial suplementando las actividades formales del
currículum con otras no formales (extracurriculares, complementarias), para mejorar la
calidad de enseñanza y revertir la influencia negativa que la pérdida del número de créditos
ocasiona a la formación inicial de los alumnos; mediante la propuesta, fundamentalmente,
de un conjunto de actividades prácticas, relacionadas con el entrenamiento y la
competición.
TD_21
VARIABILIDADE DA FREQUENCIA CARDÍACA, CARGA DE TREINO E
CARACTERIZAÇÃO PSICOFISIOLÓGICA NO TÉNIS: ESTUDO DE CASO
Figueiredo, P., Madeira, R., Fonseca, S.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O desempenho no desporto de alto rendimento e em particular no ténis, requer
cargas de treino significativas e estratégias eficazes para o seu controlo. O objectivo deste
estudo foi monitorizar as variações nos índices de variabilidade da frequência cardíaca
(VFC) e estado psicofisiológico ao longo de microciclos de treino em atletas de elite em
ténis, e perceber se elas reflectem a carga de treino (CT) e a percepção subjectiva de
esforço (PSE).
Métodos: Dois atletas profissionais de ténis, um masculino (atleta A) e outro feminino (atleta
B) participaram neste estudo durante 4 e 3 microciclos de treino respectivamente. A análise
da VFC foi obtida através dos intervalos RR todos os dias ao acordar. A CT de cada sessão
foi determinada através do produto da PSE de cada sessão e duração em minutos. No
início de cada semana e no final do estudo, foi aplicada a versão portuguesa, do
REAFES Gymnasium 2015
144
questionário RestQ-Sport (Leite et al., 2013) para avaliar os níveis de stress (E Index) e
recuperação (R Index) dos atletas.
Resultados: No que respeita ao atleta A, verificamos uma tendência para a diminuição dos
valores das variáveis FC média, SDNN, RMSSD, PNN50, SD1 e SD2; ligeiro aumento dos
RR e estabilização dos valores de LF, HF e LF/HF. O R Index diminui e o E Index aumenta.
As variáveis que apresentam as correlações mais fortes quando relacionadas com a PSE
são o RR, FC e PNN50 (r=-0.484, r=0.446, r=-0.328); Com a CT são o RR, FC, VLF e HF
(r=-0.434, r=0.435, r=-0.299, r=0.251). Para a atleta B verificamos uma tendência para a
diminuição dos valores das variáveis FC média, VLF e HF e aumento de SDNN, RR,
RMSSD, PNN50, LF, LF/HF, SD1 e SD2. A escala E Index aumenta e a R Index aumenta
ligeiramente. As variáveis que apresentam as correlações mais fortes quando relacionadas
com a PSE são SDRR, PNN50, VLF e LF (r=-0.292, r=-0.258, r=-0.539, r=0.245); Com a CT
são RR, FC, PNN50, VLF e LF (r=-0.285, r=0.361, r=-0.336, r=0.432, r=-0.268).
Discussão: Neste estudo observamos que a VFC reflecte a carga de treino e o estado
psicofisiológico de dois atletas de elite. Sabe-se que a VFC representa o desequilíbrio
autónomo característico de estados de cansaço excessivo. No caso do atleta A não se
observa aumento da LF e diminuição da HF ao longo do tempo ao contrário da atleta B o
que parece indicar uma recuperação deficiente, reforçada pelos resultados do RestQ-Sport.
A avaliação da VFC e administração do RestQ-Sport durante um período de treino pode ser
uma forma acessível e adequada para avaliar o estado de recuperação-stress destes
atletas.
Referências
Leite, A., Rosado, A., Alves, F. (2013). Recuperação subjetiva: validação da escala de
recuperação subjetiva para o desporto (ERSD), Revista Portuguesa de Fisioterapia no
Desporto, 7, 1, 15 - 28.
TD_22
VIDA E OBRA DE TEOTÓNIO LIMA: UM CONTRIBUTO PARA (RE)PENSAR O
DESPORTO PORTUGUÊS
Coelho, O.
Universidade Lusófona, Portugal
Introdução: O Professor José Teotónio Lima é uma figura ímpar do Desporto e da Educação
Física Nacionais que imprimiu, durante várias décadas, pelo seu pensamento e intervenção,
marcas indeléveis no tecido desportivo português. Justifica-se, assim, o objetivo de
caracterizar as múltiplas dimensões do seu pensamento identificando: a) As circunstâncias
históricas, sociais e profissionais em que se forjou. b) A sua pertinência e impacto
estruturante nos domínios institucional e da profissão. c) A sua atualidade e potencial
contributo para uma indispensável reformulação conceptual do desporto nacional.
Método: Este estudo, de natureza qualitativa, desenvolve-se na lógica da Teoria Alicerçada
nos Dados (Grounded Theory) e operacionaliza-se no tratamento de documentos
publicados, documentos inéditos e documentos que possam emergir do próprio
desenvolvimento do processo de pesquisa, recorrendo ao Método Biográfico e à “Análise de
Conteúdo.” A pesquisa incide em cerca de dez mil documentos oriundos de 102 dossiês,
facultados pelo sujeito do estudo, a que foram agregados os seus livros e artigos, assim
como um considerável número de textos, entrevistas e referências publicados na imprensa.
Resultados/Discussão: A natureza do tema e o modelo de pesquisa adotado não permitem,
no estado atual do desenvolvimento do estudo, apontar, formalmente, resultados. No
entanto, os documentos coletados, submetidos a uma análise genérica, permitem identificar
os seguintes traços caracterizadores do pensamento do sujeito do estudo: 1- Evidencia uma
perspetiva cultural do desporto devendo a sua prática cumprir uma função social de
valorização humana. 2- Acentua que respeitar os valores de ordem cultural e social não é
contraditório com o facto de os praticantes procurarem alcançar a vitória nas competições
REAFES Gymnasium 2015
145
em que participam. 3- Salienta a vinculação do desporto à organização social, numa
perspetiva política, pois é esta que lhe atribui ou lhe nega o conteúdo cultural e a sua
função social. 4- Adopta uma perspetiva sistémica do Desporto analisando criticamente, de
forma integrada, as diferentes etapas do processo desportivo, da iniciação ao alto
rendimento, assim como todos os seus atores: praticantes, treinadores, dirigentes e juízes.
5- Considera a formação como a alavanca das indispensáveis mudanças no sistema
desportivo no sentido da sua qualificação. 6- Proclama que saber de desporto é uma
condição cultural para governar e dirigir o edifício desportivo do País. Identificam-se, ainda,
como principais temas sobre os quais o sujeito do estudo concentra a sua reflexão, que
constituirão linhas orientadoras da continuidade e aprofundamento da pesquisa, os
seguintes
- Desenvolvimento desportivo
- Formação desportiva
- Liderança e comunicação
- Ensino e treino desportivos
- Análise do movimento humano e das técnicas desportivas.
TD_23
RESPUESTA NEUROMUSCULAR DE ATLETAS
ENTRENAMIENTO DE INTERVALO EXTENSIVO
DE
RESISTENCIA
EN
UN
García Pinillos, Párraga Montilla, J., Latorre Román, P.
Universidad de Jaén, España
El propósito de este estudio fue analizar los efectos de un entrenamiento de intervalo (EIT)
en el salto con contramovimiento (CMJ) y la fuerza de prensión manual en atletas de
resistencia para determinar la relación entre la fatiga y el fenómeno de potenciación
postactivación. Treinta corredores de larga distancia masculinos, sub-élite con experiencia
(edad = 28,26 ± 8,27 años, índice de masa corporal = 22,24 ± 2,50 kg /m 2, VO2 máx = 58,7
± 4,50 ml · kg · min ) participaron voluntariamente en este estudio. Los sujetos realizaron el
protocolo en una pista de atletismo al aire libre, que consistía en 12 carreras de 400 m,
agrupadas en 4 grupos de 3 carreras, con una recuperación pasiva de 1 minuto entre
carreras y 3 minutos entre las series (4 × 3 × 400 m). Durante el protocolo, los parámetros
de fatiga (lactato, frecuencia cardiaca y la tasa de esfuerzo percibido) y los parámetros de
rendimiento (CMJ, la fuerza de prensión y el tiempo empleado en cada uno de los 400 m)
fueron controlados. El análisis de la varianza reveló una mejora significativa en CMJ (p
<0,001) en todo el protocolo. Un análisis de conglomerados agrupando a los atletas de
acuerdo a si se produjo potenciación (grupo de responders, n = 17) o no (grupo de no
responders, n = 13) en relación con el incremento del CMJ desde el reposo a la condición
de fatiga al final de la actividad. Grupo de respuesta mejoró significativamente (p ≤ 0.05) el
rendimiento en el CMJ, la fuerza de agarre manual y el tiempo empleado en cada uno de
400 m. Los resultados sugieren que a pesar de la fatiga inducida por EIT, los sujetos
entrenados pueden mantener sus niveles de fuerza y potencia y su capacidad de trabajo.
Este hecho apoyaría el argumento de que las mejoras en el rendimiento pueden deberse no
sólo a las adaptaciones metabólicas, sino también a las adaptaciones neuromusculares
específicas.
TD_24
PERFIL NEUROMUSCULAR EN EL JUDO DE COMPETICIÓN
Serrano Huete, V., García Pinillos, F., Latorre Román, P., Párraga Montilla, J.
Universidad de Jaén, España
REAFES Gymnasium 2015
146
El judo puede ser considerado como un deporte de combate con agarre sobre un judogi
(Bónitch-Góngora et al, 2012), ya que esto permite el uso tanto de técnicas específicas
como de dificultar las acciones del oponente en un período de 5 minutos. Así, sucesivos
combates producirán fatiga y un considerable deterioro de las capacidades físicas durante
los combates. Por ello, en sucesivos combates de judo intervienen variables fisiológicas,
neuromusculares y metabólicas, entre otras (Detanico et al, 2015) que causan altos niveles
de fatiga. El principal propósito de este estudio fue caracterizar el perfil neuromuscular
durante sucesivos combates de judo. 29 judokas (20.953.19 años; 74.438.53 kg;
174.04.6 cm) participaron en un estudio de campo de medidas repetidas en el que las
variables de rendimiento muscular (salto con contramovimiento (CMJ), fuerza isométrica
manual (HS) y lumbar (BIS) y fuerza dinámica máxima (MDS) fueron recogidas en varias
ocasiones durante una competicion simulada de judo (5 combates sucesivos). Los
resultados revelaron que todos los combates afectan a las capacidades HS, BIS, MDS y
CMJ (p<0.001) y una reducción significativa fue verificada entre ellas Según el análisis post
hoc, fueron encontrados cambios significativos del 2º al 5º combate en CMJ y en los
combates 3, 4, y 5 en MDS. Finalmente, el principal hallazgo de este estudio fue la
obtención de altos valores de fatiga, generando estos un importante declive en la capacidad
neuromuscular, que se reflejó en miembros superiores, inferiores y tronco.
TD_25
EFECTO AGUDO QUE TIENEN SUCESIVOS COMBATES DE JUDO SOBRE LOS
VALORES FISIOLÓGICOS
Párraga Montilla, J., Latorre Román, P., García Pinillos, F., Serrano Huete, V.
Universidad de Jaén, España
Detanico et al (2015) investigaron los efectos de sucesivos combates de judo sobre
marcadores de fatiga, concluyendo que producen fatiga y un considerable deterioro en las
capacidades físicas. Además, se hace necesario cuantificar el esfuerzo en judo sobre
aspectos metabólicos durante sucesivos combates de judo. Por ello, el principal objetivo de
esta investigación fue caracterizar el efecto agudo expresado en las variables fisiológicas
durante 5 combates de judo sucesivos. 29 judokas (20.953.19 años; 74.438.53 kg;
174.04.6 cm) participaron en un estudio de campo de medidas repetidas en el que las
variables fisiológicas (frecuencia cardíaca (HR), lactato (LAC) y escala de esfuerzo
percibido (RPE) fueron recogidas en varias ocasiones durante una competicion simulada de
judo (5 combates sucesivos). Los resultados revelaron un incremento significantivo en
HRmax (p=0.045), HRmean (p=0.018) y RPE (p<0.001). Con estos datos, podemos concluir
que el principal hallazgo de la presente investigación fue la obtención de altos valores de
fatiga, a lo que habría que añadir que los marcadores fisiológicos mostraron que los
participantes acumularon fatiga durante cada combate, empezando uno nuevo con signos
evidentes de fatiga.
TD_26
ÍNDICE DE MASA MUSCULAR EN JUGADORES PROFESIONALES DE FUTBOL
SOCCER
Lopez y Taylor, J., Gonález Mendoza,R., Jimenez Alvarado, J., Contreras de la Torre; G.,
Jauregui Ulloa, E.
Universidad de Guadalajara, México
Introducción: El desarrollo de métodos de imagen como DXA para la evaluación de la
composición corporal, ha brindado la posibilidad de profundizar más en este campo en los
REAFES Gymnasium 2015
147
diferentes compartimentos corporales. Sabemos que el tejido blando apendicular libre de
grasa (ALST) tiene una relación muy estrecha con la masa muscular total. Vantalin (1990)
ha postulado el Indice de Masa Muscular (IMM); resultado del ALST dividido entre la
estatura al cuadrado, que podría brindar información comparable a lo largo de tiempo entre
individuos. El objetivo del presente estudio es brindar información sobre el IMM en
futbolistas de soccer según la posición de juego.
Método: Se realizó un escáner de cuerpo entero por DXA, toma de peso y estatura a 183
jugadores profesionales de futbol soccer de entre 15 a 37 años, se organizaron según su
posición de juego en portero (P), defensa (DE), medio(M) y delantero (D). Se calculó el IMM
de acuerdo Vantalin. Se realizó una prueba de Barlett´s para confirmar la igualdad de
varianzas, un ANOVA y un análisis de Tukey como post hoc a la estatura, peso e IMM.
Resultados: Se obtuvo un peso promedio de 78.8, 73.22, 67.2 y 72.9, SD de 6.6, 6.4, 7.1 y
7.2 kg, estatura de 1.82, 1.8, 1.73, 1.76 SD, 0.03, 0.04, 0.05, 0.04 m, los IMM promedio
fueron de 8.66, 8.77, 8.55, 8.96, SD de 0.65, 0.66, 0.64 y 0.62 kg/m2 para P, DE, C y D
respectivamente. Se obtuvo una diferencia significativa para el peso y estatura de P y DE
contra M y D. El IMM es similar entre los grupos a excepción M contra D.
Discusión: La medición de la masa muscular total representa un verdadero reto puesto que
los métodos más exactos representan un alto costo de tiempo y dinero. Se ha comprobado
la estrecha relación entre el ALST medido por DXA y su alta relación con la masa muscular
total (Kim, 2002 ). VanItallie (1990) menciona la necesidad de utilizar un IMM, ya que en
individuos con un mismo porcentaje de músculo la masa muscular puede ser muy variable.
Los resultados del presente estudio han mostrado que independientemente de la edad, la
dinámica de la masa muscular en las distintas posiciones es igual, esto a pesar de haber
encontrado diferencias en el análisis ANOVA entre medios y delanteros, considerando la
diferencia promedio de 0.5 kg/m2. Es notable observar que los porteros y defensas que
tuvieron un valor mayor de peso tengan un IMM similar a la de sus demás compañeros lo
cual indica una mayor composición de masa grasa en estas posiciones.
TD_27
HíPER-REDES MULTINÍVEL REVELAM PROPRIEDADES DA DINÂMICA COLECTIVA DO
JOGO DE FUTEBOL
Ramos, J. 1, Araújo, D. 2, Lopes, R. 3
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Lisboa, Portugal
3 Instituto Universitário de Lisboa, Portugal
As equipas desportivas podem ser consideradas como sistemas complexos, com estruturas
e dinâmicas especiais nas interações interpessoais, que contribuem para a sua organização
e funcionamento (Duch, Waitzman, & Amaral, 2010). O estudo da estrutura relacional entre
os jogadores, tem-se limitado às interações através do fluxo da bola (topologia local),
consequentemente havendo no máximo 2 jogadores da equipa atacante em cada ligação
(Grund, 2012; Passos et al., 2011). Esta representação, tem descurado a influência dos
jogadores da equipa adversária em relações. Para isso, a representação do jogo pode e
deve ser efectuada num nível superior, com relações nárias, n>2 jogadores, envolvendo
não só os colegas de equipa mais próximos, mas também o(s) adversários diretos.
Segundo Johnson e Iaravani (2007) o estado do sistema (jogo) com uma estrutura
relacional em diferentes níveis, pode ser representado pela utilização de híperredes
multinível. As alterações do seu estado ao longo do tempo, refletem a dinâmica do jogo.
Este conceito de híperredes multinível pode ser aplicado a quaisquer sistemas
multiagentes, através do seu formalismo matemático. Esta metodologia de análise permite
acoplar os elementos (símplices: constituídos pelos atacantes e respetivos
defesa/guardaredes direto) mais próximos entre si, caraterizandose a sua dinâmica por
processos de tomada de decisão como o “dilema do defesa” ou “dilema do guardaredes”
REAFES Gymnasium 2015
148
(“cubro a progressão/remate ou o passe?”) (Johnson & Iravani, 2007). Neste trabalho
estudámos a dinâmica das interações entre os símplices (e portanto a topologia global)
constituídos pelos conjuntos nários, n>2 jogadores de um jogo de futebol de 11 e sua
evolução na topologia em função da proximidade ao golo e ao longo do tempo de jogo.
Referências
Duch, J., Waitzman, J. S., & Amaral, L. A. N. (2010). Quantifying the Performance of
Individual Players in a Team Activity. PLoS ONE, 5, 6, e109-37. doi:
10.1371/journal.pone.0010937. Grund, T. U. (2012). Network structure and team
performance: The case of English Premier League soccer teams. Social Networks, 34, 4,
682690. doi: 10.1016/j.socnet.2012.08.004.
Johnson, J. H., & Iravani, P. (2007). The multilevel hypernetwork dynamics of complex
systems of robot soccer agents. ACM Transactions on Autonomous and Adaptive Systems
(TAAS), 2, 2, 5.
Passos, P., Davids, K., Araújo, D., Paz, N., Minguéns, J., & Mendes, J. (2011). Networks as
a novel tool for studying team ball sports as complex social systems. Journal of Science and
Medicine in Sport, 14, 2, 170-176. doi:10.1016/j.jsams.2010.10.459.
TD_28
RELACION ENTRE EL PERFIL ANTROPOMETRICO, MORFOLOGICO Y LA POTENCIA
ANAEROBICA DE PATINADORAS JOVENES DE BOGOTA.
Reyes, Y.G., Gálvez Pardo, Á. Y., Santos Alemán, J. S.
Universidad Santo Tomas, Colombia
El patinaje colombiano ha tenido grandes éxitos a nivel internacional, sin embargo esta
situación contrasta con los pocos estudios realizados en Colombia y a nivel latinoamericano.
El patinaje es un deporte cíclico en el que se necesita una alta preparación física, técnica,
táctica y psicológica (Lozano, Contreras & Navarro, 2006); adicional a una elevada
demanda anaeróbica por los constantes cambios de velocidad y de explosión en
determinados momentos de la prueba (Lozano, Villa, & Morante, 2006). Las variables que
se tuvieron en cuenta en el estudio son determinantes para la detección de talentos en
jóvenes futuros deportistas (Contreras & Lozano, 2009). El objetivo del estudio fue
determinar la relación existente entre el perfil antropométrico, morfológico y la potencia
anaeróbica de patinadoras de diferentes niveles. Este estudio fue realizado con 39
patinadoras (10 elite y 29 no elite) perteneciente a la liga de Bogotá, a las cuales se les
realizó la toma de medidas antropométricos y la prueba de Wingate. Las patinadoras
presentaron una predominancia en el componente mesomorfico-ectomórfico. Al realizar la
prueba de Wingate se tuvieron en cuenta el pico máximo alcanzado (472,12 W ± 84,64 W),
la media de la prueba (377,75 W ± 55,28), el índice de fatiga (7,24 W/s ± 2,32), la potencia
anaeróbica (9,67 W/Kg ± 1,61) y la capacidad anaeróbica (7,70 W/s ± 0,77). Al establecer
correlaciones se obtuvo significancia entre el pico máximo y el índice de fatiga (r=0,896); la
masa corporal y la potencia media durante la prueba (r=0,765); la potencia media durante la
prueba y el IMC (r=0,680). Además, entre la edad y el pico máximo, la media durante la
prueba y el IMC existen relaciones altamente significativas. Se concluye que aquellas
deportistas que presentaron un somatotipo mesomórfico pueden mantener la media cercana
al pico máximo de potencia anaeróbica.
Referencias
Contreras, D. G. & Lozano Zapata, R. E. (2009). Caracteristicas antropometricas de los
patinadores de velocidad en linea torneo nacional de transiciòn cartagena de indias
diciembre
2005.Revista
digital
Efdeportes,
11(102).
Recuperado
de:
http://www.patincolombia.com/areamedica/medicina/investigacionkikelozano2.html
Lozano, R., Contreras, D., & Navarro, L. (2006). Descripcion antropometrica de los
patinadores de velocidad sobre ruedas participantes en los juegos deportivos nacionales de
venezuela. Recuperado de: http://www.efdeportes.com/efd102/patin.htm
REAFES Gymnasium 2015
149
Lozano, R., Villa, J. G., & Morante, J. C. (2006). Caracteristicas fisiologicas del patinador de
velocidad sobre ruedas determinadas en un test de esfuerzo en el laboratorio. Recuperado
de: http://www.efdeportes.com/efd94/patin.htm.
TD_29
CONTEÚDO TÉCNICO DE EXERCÍCIOS INDIVIDUAIS DE GINÁSTICA RITMICA EM
DIFERENTES APARELHOS: VOLUME DE CARGA, VARIEDADE E DIVERSIDADE
Leandro, C.1,2, Ávila-Carvalho, L, 3, Bobo-Arce, M. 2,Sierra-Palmeiro,E.2
1 Universidade Lusófona do Porto, Portugal
2 Universidad de A Coruña, Espanha
3 Universidade do Porto, Portugal
Introdução: O principal determinante do sucesso em competição de Ginástica Rítmica
(GR) é a capacidade de executar com a máxima correção, elementos de técnica corporal
e de aparelho de elevado nível, em perfeita harmonia com o carater e ritmo da música.
Deste pressuposto devem resultar coreografias que pela sua originalidade e diversidade se
apresentem como um magnifico espetáculo de arte para quem vê e sejam um desafio ao
alto rendimento. O Volume de carga dos exercícios de competição pode ser determinado
pela quantidade, qualidade e diversidade dos parâmetros da Composição. ( Arkaev, 2004).
O resultado da análise destes fatores pode, segundo Ávila (2012), influenciar os programas
de desenvolvimento da prática, bem como, os desenhos experimentais utilizados na
pesquisa científica em GR. Neste contexto, o principal objetivo deste estudo é analisar os
elementos técnicos usados nos exercícios individuais, nos aparelhos Arco, Bola, Maças e
Fita, do Campeonato do Mundo de Ginástica Rítmica em Kiev 2013 e identificar
características estruturais do conteúdo dos exercícios de ginástica rítmica de elite que
definam o volume de carga que os exercícios de competição representam.
Metodologia: Foram analisadas 288 cartas de competição, utilizadas no Campeonato do
Mundo de GR em Kiev 2013, respetivas a 72 exercícios individuais em cada aparelho
(Arco, Bola, Maças e Fita). A análise dos elementos de Dificuldade corporal (D) foi
organizada de acordo com as exigências de composição do COP2012/2016, em Equilíbrios,
Saltos, Rotações, Dificuldades Mistas, Mestrias, Passos Rítmicos e Elementos dinâmicos
com rotação e lançamento (DER). Este estudo teve a aprovação da Federação
Internacional de Ginástica (FIG). Os dados foram analisados com recurso a estatística
descritiva e testes não paramétricos (Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e teste de Friedman),
com utilização do programa SPSS. Resultados e Discussão: Os principais resultados
obtidos, registam que as ginastas no Campeonato do Mundo em KIEV2012 usaram
dificuldades corporais similares, na composição dos seus exercícios, nos diferentes
aparelhos. Os elementos de dificuldade identificados com maior frequência de execução
são o pivot em atitude, rotação em penché, equilíbrio com perna livre em elevação superior
e tronco na horizontal sem ajuda e o salto geté en tournant, com uma diferença
estatisticamente significativa para todos os outros tipos de elementos de dificuldade. Os
grupos de D com maior valor na composição são os DER e Rotações e representam uma
evolução significativa no coeficiente de dificuldade dos exercícios. O grupo de dificuldade de
equilíbrio foi a categoria menos utilizada em todos os aparelhos As principais diferenças
estatisticamente significativas, no padrão de composição dos exercícios nos diferentes
aparelhos, foram : (i) Número de Mestrias e Passos Rítmicos (ii) Valor de Mestrias, Passos
Rítmicos e DER. Este estudo fornece informações atualizadas sobre o volume de carga dos
exercícios individuais de ginástica rítmica de elite, a ser considerado (i) na possibilidade de
alteração do presente código de pontuação, nomeadamente na definição das exigências de
Composição, que favoreçam a Variedade e Diversidade da composição, (ii ) no processo de
treino e perfil de desempenho de ginastas de elite de GR.
REAFES Gymnasium 2015
150
Referências
Arkaev, L.I.&Suchilin, N.G.(2004). How to create champions - the theory and methodology of
training top-class gymnasts. Oxford: Meyer&Meyer Sport.
Ávila-Carvalho, L., Klentrou, P., Palomero, M. d. L., & Lebre, E. (2012) Analysis of the
Technical Content of Elite Rhythmic Gymnastics Group Routines. The Open Sports
Sciences Journal, 5, 146-153.
FIG. (2012). Code of Points for Rhythmic Gymnastics Competitions. from http://www.figgymnastics.com/site/page/view?id=472
TD_30
FLEXIBILIDADE E FORÇA EM ATLETAS DE GINÁSTICA RÍTMICA DE DIFERENTES
NÍVEIS DE RENDIMENTO
Santos, A. 1, Leandro, C. 2, Ávila-Carvalho, L. 1
1 Universidade do Porto
2 Universidade Lusófona do Porto, Portugal
Introdução: A Ginástica Rítmica é uma modalidade que reúne de modo harmonioso e
singular capacidades motoras como flexibilidade e força. Estas valências são consideradas
imprescindíveis para que uma ginasta atinja o alto nível de rendimento. Neste sentido, o
presente estudo teve como objetivos, verificar os níveis de flexibilidade, força explosiva e
resistência muscular das ginastas Portuguesas da 1ª divisão no escalão Júnior e verificar a
existência de possíveis assimetrias funcionais. Ainda, comparar os resultados das ginastas
da Seleção Nacional e ginastas não pertencentes à Seleção.
Metodologia: A amostra foi constituída por 30 ginastas, com média de idade de 13,73 ± 0,17
anos, sendo 5 ginastas da Seleção Nacional. Na avaliação dos diferentes parâmetros foi
utilizada a Bateria de Testes da Federação Internacional de Ginástica, (Fig,2014), bem
como o recurso à filmagem. Para a análise estatística recorremos aos Testes Paramétricos
(Teste T) e não Paramétricos (Teste Mann-Whitney e Teste de Wilcoxon), com utilização do
programa SPSS.
Resultados e Discussão: Entre os principais resultados registamos que as ginastas da
Seleção Nacional apresentaram níveis de flexibilidade com membro inferior preferido e
níveis de força, superiores às ginastas não pertencentes à Seleção. Nos testes de
flexibilidade executados com o membro inferior não preferido, os grupos demostraram
resultados semelhantes com níveis de flexibilidade limitados. Constatamos ainda que 86,7%
das ginastas avaliadas apresentaram diferentes níveis de assimetrias de flexibilidade entre
os membros inferiores.
Referências
Laffranchi B. (2005). Planejamento, Aplicação e Controle da Preparação Técnica da
Ginástica Rítmica: Análise do Rendimento Técnico alcançado nas Temporadas de
Competição: Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
FIG ( 2010). Age group development program for rhythmic gymnastics sample physical
testing program. Lausanne: Federation International de Gymnastique.
Marchetti PH(2009). Investigações sobre o controle motor e postural nas assimetrias em
membros inferiores. São Paulo: Universidade de São Paulo.
TD_31
AVALIAÇÃO DO PERFIL NEUROMUSCULAR DOS JUDOCAS DE ELITE MASCULINOS E
FEMININOS COM RECURSO À TENSIOMIOGRAFIA
Monteiro L. 1, Hormigo A. 1, Crisóstomo J. 1, Pratas, P. 1, Calvo Rico B. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
REAFES Gymnasium 2015
151
2 Universidad de Castilla La Mancha , Espanha
Introdução: A força dos músculos dos braços é considerada um importante fator de
desempenho no judo. A coordenação eficiente dos músculos agonistas e antagonistas é
uma das importantes adaptações precoces no treino da força, responsável por um grande
aumento na força (Baker & Newton, 2005; Robbins et al., 2010). Apesar da utilidade da
tensiomiografia (TMG), dados de referência dos músculos (grande dorsal, bíceps braquial,
tríceps braquial e peitoral) não são conhecidos em judocas, no entanto, em outros
desportos têm sido utilizado para este fim, sendo usados como valores de referência
neuromusculares em atletas de elite, ou como um meio para determinar a simetria lateral e
funcional do atleta, tal como foi sugerido por Garcia-Garcia et al. (2015) em canoístas (que
estudou o grande dorsal Deltoide e trapézio). O objetivo deste estudo foi avaliar (1) as
propriedades contráteis dos músculos entre masculinos e femininos, (2) as percentagens de
simetria dos músculos laterais: bíceps braquial, tríceps braquial, peitoral e grande dorsal em
mulheres e homens judocas de elite, (3) analisar o equilíbrio agonista / antagonista dos
braços, e (4) determinar a associação entre as propriedades contráteis dos músculos e dos
valores de desempenho no exercício de supino e da remada.
Método: Vinte e oito atletas de judo voluntários participaram neste estudo, divididos em dois
grupos: dez mulheres judocas de elite (ME), dezoito judocas masculinos de elite (HE),
(idade: 21.6 ± 3.3 vs. 20.4 ± 5.2 anos; altura: 1.60 ± 0.02 vs. 1.75 ± 0.05 m; massa corporal:
60.5 ± 9.3 vs. 76.7 ± 13.1 kg) foram avaliados através de tensiomiografia (TMG). O
deslocamento máximo (Dm), tempo de reação (Tr), o tempo de contração (Tc), o tempo de
sustentação (Ts) e o tempo de relaxamento (Trx) foram obtidos no lado esquerdo e lado
direito de cada músculo estudado: (1) grande dorsal; (2) bíceps braquial; (3) tríceps
braquial; e (4) peitoral, em todos os sujeitos. Fora utilizados o t-teste (p≤ 0.05) e tamanhos
do efeito d de Cohen, além do algoritmo do TMG-BMC tensiomyography® para determinar
as percentagens de simetria laterais.
Resultados: Foram encontradas diferenças entre HE e ME a favor dos atletas masculinos,
no tempo de contração do bíceps braquial (Tc), no deslocamento máximo (Dm) do grande
dorsal e peitoral. Também foi encontrado, em alguns grupos musculares (bíceps braquial e
grande dorsal), um maior equilíbrio (simetria bilateral) em HE que em ME. Foi ainda
verificado que, se o Tc diminuía e o Dm aumentava, significava uma boa resposta muscular
ao treino de força.
Discussão: Neste grupo de elite de judocas, as propriedades contrácteis dos músculos das
ações de puxar (grande dorsal e bíceps braquial) e das ações de empurrar (peitoral e
tríceps braquial): (1) deslocamento máximo (Dm); (2) tempo de reação (Tr); (3) tempo de
contração (Tc); e (4) tempo de sustentação (Ts) parecem ter um efeito significativo na
explicação da variância do desempenho da força máxima, da força média e da potência
média e máxima nas ações do exercício da remada e do supino.
Referências
Baker, D., & Newton, R. U. (2005). Acute effect on power output of alternating an agonist
and antagonist muscle exercise during complex training. Journal of Strength and
Conditioning Research, 19(1), 202-205.
García-García, O., Cancela-Carral, J.M., & Huelin-Trillo, F. (2015). Neuromuscular Profile of
Top Level Women Kayakers, Assessed Through Tensiomyography. The Journal of Strength
and Conditioning Research, 29(3), 844-853.
Robbins, D.W., Young, W.B., & Behm, D.G. (2010). The Effect of anUpper-Body Agonist–
Antagonist Resistance Training Protocol on Volume Load and Efficiency. The Journal of
Strength and Conditioning Research, 24(10), 2632–2640.
TD_32
REAFES Gymnasium 2015
152
IMPACTO DA FADIGA FISIOLÓGICA E NEUROMUSCULAR NUM EXERCÍCIO DE CINCO
MINUTOS DE ALTA INTENSIDADE EM ATLETAS OLÍMPICOS DE JUDO MASCULINOS E
FEMININOS
Monteiro, L 1., Massuça, L.1, Garcia, M. 2, Rico, B., 2, Carretã, V. 3
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidad de Castilla La Mancha, Espanha
3 Universidad de Valencia, Espanha
Introdução: O Judo é um desporto caracterizado por breves episódios de exercício
intermitenteque exige um desempenho neuromuscular (Góngora-Bonitch et al., 2012).
Monteiro et al. (2013) observaram que estas ações de alta intensidade podem causar
grandes episódios de fadiga em atletas de judo do sexo masculino. No entanto, a fadiga em
contrações dinâmicas não é clara, além do efeito do sexo no padrão neuromuscular de uma
competição de judo não ter sido estudado. Assim parece relevante clarificar o efeito do sexo
do atleta sobre a fadiga nos músculos extensores do braço num exercício intermitente de
intensidade elevada.
Métodos: Quarenta e dois atletas olímpicos do judo participaram no estudo (masculinos,
n=30; femininos, n=12). Todos os participantes realizaram um teste intermitente de judo COPTEST (um teste de duração de 5 minutos, com 9 Nage-komis, 9 Uchi-komis, 9 Jujigatame e quatro repetições de supino), com a carga de potência (~50% 1RM) em cada
minuto, i.e., T1 a T5). A carga da potência no supino foi testada em pesos livres dois dias
antes da realização do teste. Durante o COPTEST foram registados quatro parâmetros: (1)
velocidade; (2) força; (3) potência; e (4) taxa de produção de força. A frequência cardíaca
também foi registada em cada minuto do teste, e a %FCmáx foi calculada. No tratamento
estatístico utilizou-se a ANOVA de medidas repetidas.
Resultados: Observou-se que a variação das diferentes formas de manifestação da força
não difere significativamente (1) com a evolução do teste; e (2) dos atletas masculinos e
femininos. Também se observou que o efeito do sexo sobre a variação das formas de
manifestação da força durante o COPTEST não foi significativo.
Discussão: Os resultados sugerem que o padrão de fadiga em judocas masculinos e
femininos é semelhante em esforços específicos de judo de alta intensidade, i.e., o sexo
não diferencia a fadiga em judocas. Destaca-se ainda, que os resultados do estudo não
ajudam a explicar a alteração das regras de arbitragem, da Federação Internacional de
Judo, no que respeita à redução do tempo dos combates de Judo feminino (i.e., de 5
minutos para 4 minutos).
Referências
Góngora-Bonitch, J., Dominguéz-Bonitch, J., Paulino, P., & Feliche, B. (2012). The
Effect of Lactate Concentration on the Handgrip Strength during Judo Bouts. J Strength
Cond Res, 26(7), 1863-1871.
Monteiro, L., Massuça, L., Garcia-Garcia, J.M., Carratalá, V., & Calvo-Rico, B. (2013).
Effect of fatigue on strength performance. In 4th European Science Symposium – 27
April 2013, Budapest, Hungary.
TD_33
PRESCRIÇÃO E CONTROLO DAS VELOCIDADES DE TREINO AERÓBIO EM
NADADORES, ASSOCIADAS A PARÂMETROS CINEMÁTICOS
Cunha, P. 1, Proença, J. 1, Fidalgo, J. 1, Cardoso, L. 1, Rana, L. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Coimbra, Portugal
Os nadadores têm de construir uma consistente base aeróbia, procurando adaptações
bioenergéticas através do uso em tarefas de treino de diferentes zonas de intensidade - A1
REAFES Gymnasium 2015
153
(Limiar Aeróbio), A2 (Limiar Anaeróbio) - para concretizar elevados volumes de treino [1].
Contudo, são escassos os estudos realizados com atletas de nível competitivo elevado. São
objetivos específicos deste estudo comparar as velocidades (Vs) calculadas através de
protocolo incremental adaptado [2] para as intensidades de A1 e A2, com as Vs prescritas
pelos treinadores, com as Vs cumpridas pelos nadadores, e as variáveis cinemáticas
associadas: frequência gestual (FG) e índice de nado (IN). A amostra: 16 nadadores
masculinos absolutos de nível nacional e internacional, com idade de 20±3,70 anos. Foram
avaliadas as seguintes tarefas: A1 – 8x400m L 70% p=30” (T1) e 32x100m L 65% p=10”
(T2); A2 – 2x(7x200m L 80% p=30”)P=3’ (T3) e 3x(10x100m L 75% p=15”)P=3’ (T4),
definidas em [3]. Resultados e Discussão – Em A1 verificaram-se diferenças entre V
determinada no teste (1.43m/s ±0.07) e V prescrita pelos treinadores em T1 (1.35m/s ±0.06)
e T2 (1.38m/s ±0.05). As Vs prescritas pelos treinadores foram sempre cumpridas pelos
nadadores e inferiores ao calculado protocolarmente; esta situação pode questionar o efeito
real da carga aplicada, que poderá ser insuficiente para as adaptações desejadas. Em A2
verificaram-se diferenças entre V determinada no teste (1.50m/s ±0.06) e V prescrita pelos
treinadores em T3 (1.47m/s ±0.05); em T4 verificaram-se diferenças na V entre a 1ª série
(1.47±0.05) e as restantes, tendo eventualmente ocorrido uma estratégia de poupança
energética para as duas séries subsequentes, cujas Vs definidas são cumpridas. Parte das
diferenças encontradas nas Vs em A1 e A2 poderão ser explicadas pelas características do
protocolo aplicado [4]. Verifica-se uma diferença na FG de T4 entre a 1ª serie (33.0±3.0) e a
3ª serie (34.3±2.7), o que traduz um aumento da V decorrente de uma maior FG.
Conclusões – Os treinadores tendem a prescrever Vs inferiores ao definido
protocolarmente, sobretudo em A1. Maioritariamente, os nadadores cumprem com as
prescrições dos treinadores. Os valores de FG e IN não sofrem alterações importantes,
mesmo quando se verificam diferenças nas Vs.
Referências
[1] Maglischo, E. (2003). Swimming Fastest. Human Kinetics; USA
[2] Pyne, D.; Lee, H.; Swanwick, K. (2000). Monotoring the lactate threshold in worldranked
swimmers. Medicine & Science in Sports & Exercise. American College of Sports and
Medicine
[3] Cunha, P.; Proença, J.; Rama, L. (2014). Development of aerobic capacity in swimmers –
criteria for the prescription and control of sets oriented towards basic aerobic intensity. 19th
Annual Congress of the European College of Sport Science. Amsterdam; The Netherlands
[4] Bentley, D; Newell, J. e Bishop, D. (2007). Incremental Exercise Test Design and
Analysis – Implications for performance diagnostics in endurance athletes. Sports Med.;
37(7): 575-586.
TD_34
RELAÇÃO ENTRE VELOCIDADES EM REGIME AERÓBIO E PARÂMETROS DE
CONTROLO DA CARGA, EM NADADORES
Cunha, P. 1, Proença, J. 1, Fidalgo, J. 1, Cardoso, L. 1, Rana, L. 2
1 Universidade Lusófona, Portugal
2 Universidade de Coimbra, Portugal
A frequência cardíaca (FC), a lactatemia (La) e a percepção do esforço (PE), são
importantes indicadores no controlo da carga de treino aeróbia - A1 (Limiar Aeróbio), A2
(Limiar Anaeróbio) - [1] [2]. São objetivos deste estudo comparar as implicações das
velocidades (V) calculadas através de protocolo incremental adaptado [3] para A1 e A2,
com as V cumpridas pelos nadadores sob prescrição técnica, e a resposta fisiológica
associada a: La e FC, bem como a PE. A amostra foi constituída por 16 nadadores
masculinos absolutos de nível nacional e internacional, com idade de 20±3,70 anos. Foram
avaliadas as seguintes tarefas: A1 – 8x400m L 70% p=30” (T1) e 32x100m L 65% p=10”
(T2); A2 – 2x(7x200m L 80% p=30”)P=3’ (T3) e 3x(10x100m L 75% p=15”)P=3’ (T4),
REAFES Gymnasium 2015
154
definidas em [4]. Resultados e Discussão – Em A1 as diferenças entre V determinada no
teste (1.43m/s ±0.07) e V em T1 (1.36m/s ±0.05) e V em T2 (1.39m/s ±0.03), implicaram
diferenças entre os valores de La do teste (2,35±0,54 mM) com os de T1 (1,50±0,64 mM) e
os de T2 (1,29±0,35 mM). O mesmo verificou-se na PE: teste (3,25±0,86), em T1 (2,56
±0,96) e em T2 (2,25±0,78); os valores da FC não apresentaram diferenças. Em A2 apesar
das diferenças entre V determinada no teste (1.50m/s ±0.06) e a V nas duas séries de T3
(1.47m/s ±0.05 e 1.48m/s ±0.05), não evidenciam diferenças na La, FC e PE.
Contrariamente, em T4, na V verificaram-se diferenças apenas entre a 1ª série (1.47±0.05)
e as restantes em: a) La no teste (3,56±0,53mM), com 1ª série (2,56±1.00mM) e 2ª série
(2,46±1.61mM); b) FC no teste (161±7.96 bpm), com 3ª série (173±11.3 bpm) e desta com a
1ª série (166±12.0 bpm). Nos valores da PE não foram encontradas diferenças. As
diferenças encontradas poderão ser explicadas pelas características do protocolo de
avaliação usado [5]. Conclusões – Em A1 as diferenças de V são acompanhadas por
diferenças de La e PE, mas não da FC. Em A2 as diferenças de V nem sempre tiveram uma
correspondência direta com as restantes variáveis do estudo, particularmente em PE.
Referências
[1] Dekerle, J., Baron, B., Dupont, L., Garcin, M., Vanvelcenaher, J., e Pelayo, P.
(2003). Effect of incremental and submaximal constant load test: Protocol o Perceived
Exertion (Cr10) values. Percept Motor Skills, 96, 896-904
[2] Maglischo, E. (2003). Swimming Fastest. Champaig: Human Kinetics.
[3] Pyne, D.; Lee, H.; Swanwick, K. (2000). Monotoring the lactate threshold in worldranked
swimmers. Med & Scien in Sports & Exerc. American Coll of Sports and Med.
[4] Cunha, P.; Proença, J.; Rama, L. (2014). Development of aerobic capacity in swimmers –
criteria for the prescription and control of sets oriented towards basic aerobic intensity. 19th
Annual Cong. of the Europ Coll Sport Science. Amsterdam; Netherlands.
[5] Bentley, D; Newell, J. e Bishop, D. (2007). Incremental Exercise Test Design and
Analysis – Implications for performance diagnostics in endurance athletes. Sports
Med.; 37(7): 575-586.
TD_75
ESTUDIO LONGITUDINAL (1997-2014) DE LA TÉCNICA DE APARATOS EN AL
GIMNASIA RÍTMICA INDIVIDUAL DE ÉLITE
Sierra-Palmeiro 1,E Bobo-Arce, Marta 1; Fernandez-Villarino, Mª Angeles 2
1 Universidade de A Coruña, España
2 Universidade de Vigo, España
Introducción: La Gimnasia Rítmica es un deporte que se mueve entre parámetros técnicos y
estético-artísticos cuyo resultado depende de la reproducción de un modelo estipulados en
un Código de Puntuación. La evolución de este código se convierte en un factor clave para
definir la lógica interna de la Gimnasia Rítmica y en la herramienta básica para las
entrenadoras y para las jueces en la evaluación del rendimiento. El objetivo es analizar la
evolución de las composiciones de los ejercicios desde la perspectiva del trabajo técnico de
aparatos el período comprendido entre el año 1997 y 2014 en ejercicios de G.R. realizados
por las finalistas en las grandes competiciones internacionales desde el Campeonato de
Europa de Zaragoza 1997 hasta el Campeonato del mundo de Izmir 2014.
Métodología: Se procedió a la observación de una muestra de 400 ejercicios finalistas en 10
competiciones de ámbito internacional (Campeonatos del Mundo y campeonatos de
Europa). Se utilizó un instrumento de observación partir de un sistema de categorías de
carácter deductivo, avalado por los 5 Códigos de puntuación utilizados, que permitió el
registro objetivo, sistemático y específico de las acciones realizadas por las gimnastas con
los aparatos. Los datos recogidos a partir de esta observación se sometieron a un análisis
descriptivo de los datos recogidos, un análisis no paramétrico, análisis de la varianza de
comparación de muestras independientes (Anova de una factor y la prueba de Kruskal-
REAFES Gymnasium 2015
155
Wallis), y un análisis de la correlación (correlación de Pearson) utilizando el programa SPSS
20.0 para Windows.
Resultados y Discusión: La cinta es el aparato que mayor número global de elementos
realiza casi 10 puntos por encima, en las competiciones en las que aparece (46,51.4,09),
seguido de Mazas (36,13.4,14), y Aro (35,86.4,87). La cuerda es el aparato que menos
elementos presenta (29,60.4,31), Las gimnastas ha aumentado el número de elementos
técnicos realizados con todos los aparatos, entre 10 y 15 puntos, con fluctuaciones que
varian de un aparato a otro a lo largo del período 1997-2014. Los valores más elevados se
obtienen de forma común en los 5 aparatos en Izmir 2014. No encontramos correlación
significativa entre el número de elementos realizados durante el ejercicio y la clasificación
obtenida en al final del aparato. En todos los aparatos el índice de correlación de Spearman
es no significativo.
Referencias:
Aversani, M. (2010). O incostante Código de Puntuaçao da Gimnástica rítmica.
Posibilidades da Gnástica rítmica. Sao Paulo. Norte editor.
Avila, L., Lebre, E. y Palomero M.L. (2010). Estudio del valor artístico de los ejercicios de
conjunto de Gimnasia Rítmica de la Copa del Mundo de Portimao 2007 y 2008. Apunts.
Educación Física y deporte. 2103, 1º trimester, 68-75
Bobo, M y Sierra, E. (2005). Estudio de las repercusiones de los cambios de código de
puntuación en la composición de los ejercicios individuales de gimnasia rítmica en la técnica
de aparatos. Revista de entrenamiento deportivo Tomo XVIII
Federación Internacional de Gimnasia (2013) (2011) (2009) (2003) (2001) (1997). Código
de puntuación Gimnasia Rítmica Deportiva. París.
TD_76
RESPUESTA PSICOFISIOLÓGICA A LA COMPETICIÓN DEPORTIVA EN JUGADORES
DE FÚTBOL DE CATEGORÍA SUB15
Jiménez, M.1, García Romero,J.2, Alvero Cruz, J.2
1 Universidad Internacional de La Rioja, España
2 Universidad de Málaga, España
Introducción: La testosterona (T) se asocia a la motivación por tener impacto sobre los
demás y luchar por mantener o buscar estatus social (Mazur, 1985). El modelo biosocial de
Mazur relacionó victoria y derrota en contextos competitivos con la T circulante. El cortisol
(C) también juega un papel importante en el afrontamiento de estos desafíos preparando el
cuerpo para la acción, además de ser un indicador fiable de estrés (Filaire et al., 2009). El
objeto de estudio fue analizar si el modelo biosocial puede ser aplicable a deportistas
pospúberes. Se estudió una muestra de 15 jugadores de fútbol masculino de nivel provincial
en entrenamiento y competición oficial (edad = 14.73±0.46; IMC = 21.638±2.91; años en
competición = 6.33±2.22). Se recogieron muestras de saliva (23 ml) en tubos de plástico
(Eppendorf) instruyéndolos previamente en el protocolo. Las muestras se codificaron y
congelaron a -30 º C, almacenadas hasta su análisis. Se usaron kits estandarizados
(DiaMetra, Segrate, Mi, Italy) para inminoensayo, los coeficientes de variación intra e
interanálisis fueron 5,5 y 6,58 % para T y 8,8 y 16,05 % para C. Límites inferiores de
detección para T y C de 2,96 pg/ml y 0,05 ng/ml, respectívamente.
Resultados: Se observaron correlaciones directas entre las concentraciones entre T y C al
iniciar entrenamiento y competición (rho = 0,61, p < 0,001; rho = 0,81, p < 0,001
respectivamente) y correlaciones directas del C inicial con las concentraciones de T a la
finalización del entrenamiento y la competición (rho = 0,44, p < 0,015; rho = 0,58, p < 0,024,
respectivamente) sugiriendo influencia de activación arousal inicial en rendimiento. Lo más
destacable del presente estudio fueron los incrementos de T observados al vencer el partido
REAFES Gymnasium 2015
156
(z = -2,102, p < 0,036), incrementos que no fueron observados durante el entrenamiento.
Las concentraciones de C por el contrario incrementaron en ambas situaciones (83,61%; z
= -2,222, p < 0,026 en entrenamiento y 177,63%; z = -3,181, p < 0,01 en competición).
Conclusiones: En conclusión, el presente sugiere que el modelos biosocial podría ser
extensible a adolescentes pospúberes, que podrían responder con similar intensidad a la
competición como los adultos en otros deportes (Filaire et al., 2009; Jiménez et al., 2012).
Este descubrimiento sirve de apoyo para avanzar en futuras investigaciones que analicen
cuáles son las diferencias y similitudes en la búsqueda y mantenimiento de estatus social en
jóvenes y adultos.
Bibliografía:
Filaire, E., Alix, D., Ferrand, C., & Verger, M. (2009). Psychophysiological stress in tennis
players during the first single of a tournament. Psychoneuroendocrinology, 34, 150-157.
Jiménez, M., Aguilar, R., AlveroCruz, J.R. (2012). Effects of victory and defeat on
testosterone and cortisol response to competition: Evidence for same response patterns.
Psychoneuroendocrinology, 37, 1577-1581.
Mazur, A. (1985). A biosocial model of status in face to face primate groups. Social Forces,
64, 377-402.
TD_77
A FASE COMO FATOR DE OTIMIZAÇÃO DO MOVIMENTO DO CG EM DIFERENTES
CONTRAMOVIMENTOS VERTICAIS
Rodrigues, C. 1, Abranço, J.2, Correia, M. 3, Nadal, J. 3 & Rodrigues, M. 4.
1 Universidade do Porto, Portugal.
2 Universidade Lusófona, Portugal.
3 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
4 Universidade Federal de Pernambuco, Brasil
O objetivo deste trabalho consiste na avaliação das diferenças de fase entre grandezas
físicas complementares, como forma de otimização do movimento do centro de gravidade
(CG) em diferentes tipos de contramovimentos (CM) dos membros inferiores avaliados em
saltos de máxima impulsão vertical (MIV). A amostra é composta por um grupo de n=6
estudantes de licenciatura em educação física e desporto, sem aptidão ou treino físico
específico. Os sujeitos foram pesados (76,7±6,7) kg e medida a sua altura (1,79±0,05) m,
tendo cada sujeito realizado um total de três ensaios para cada um dos tipos de saltos MIV
considerados, nomeadamente salto sem CM (SJ – Squat Jump), salto com CM longo (CMJ
- Counter Movement Jump) e salto com CM curto (DJ - Drop Jump). Durante os ensaios
foram registadas as forças de reação do solo com recurso a plataforma de força AMTI
BP2416-4000CE à frequência de 1000 Hz. Foram detetadas as fases de movimento a partir
dos perfis de força registados e selecionados o melhor salto de cada tipo de MIV de acordo
com o tempo máximo de voo por ausência de contacto com a plataforma de força.
Obtiveram-se por integração numérica da aceleração vertical resultante (az) do CG a
variação da velocidade vertical (Dvz) e por integração numérica da velocidade (vz) o
deslocamento vertical (Dz) do CG. A partir de az, vz e Dz foram traçados os respetivos
planos de fase e obtidas as diferenças de fase em cada um dos planos, nomeadamente
f(vz, z), f(az, vz) e f(az, z). A partir das variações temporais de fase em cada um dos planos
é possível verificar a existência de padrões distintos de coordenação neuro-motora em cada
tipo de MIV.
Assim, durante a impulsão f(vz, z) começa por ser positiva, correspondente a um
comportamento ativo de adiantamento de fase de vz relativamente a z, passando durante a
impulsão f(vz, z) a negativa, correspondente a um comportamento reativo de atraso de fase
de vz relativamente a z. Enquanto em SJ esta inversão de fase ocorre por curtos intervalos
de tempo entre os 400 e os 200 ms anteriores ao take-off, em CMJ a inversão de fase
ocorre em intervalos de tempo superiores entre os 350 e os 40 ms anteriores ao take-off e
REAFES Gymnasium 2015
157
em DJ a inversão de fase ocorre entre os 100 ms anteriores ao take-off e os 200 ms após o
take-off. Os resultados obtidos apontam para a existência de ciclos limites distintos em cada
plano de fase e tipo de MIV com semelhanças entre sujeitos. Foram rejeitadas com base no
teste de Rayleigh as hipóteses de concentração nula de fase e detetadas com base nos
testes de von Misses a existência de diferenças de fase entre os diferentes tipos de MIV,
permitindo apontar a fase como um fator descriminante na otimização do movimento do CG
para os diferentes CM verticais analisados.
TD_78
UM ESTUDO AUTOETNOGRÁFICO SOBRE A APRENDIZAGEM PROFISSIONAL DE UM
TREINADOR SIMULTANEAMENTE EM PRÁTICA PROFISSIONAL E EM FORMAÇÃO
INICIAL.
Pedro, S., Costa, J.
Universidade Lusófona, Portugal.
A controvérsia na investigação sobre a educação dos treinadores indica que o
desenvolvimento e a sua aprendizagem profissional tende a ocorrer maioritariamente na
experiência prática, mesmo nos casos que passam por uma etapa de formação inicial
estruturada. As experiências e conteúdos de aprendizagem são elementos essenciais na
aprendizagem e construção de conhecimento. Este estudo teve como objectivo contribuir
para o aprofundamento e esclarecimento sobre construção da aprendizagem do treinador.
Considerámos especialmente, o caso dos treinadores com oportunidade de se envolverem
em educação formal, enquanto integrados na prática profissional. Tal aprofundamento pode
trazer contributos importantes para a formação dos treinadores, permitindo que estes
proporcionem experiências de treino mais intencionais e efectivas aos atletas.
Um dos autores lecciona aulas de Luta Olímpica a crianças há três anos e participa numa
licenciatura de formação de treinadores para a obtenção da qualificação de nível 2. Através
de uma abordagem autoetnográfica durante o segundo semestre do segundo ano do curso,
o autor reflectiu sobre experiências de aprendizagem significativas. O conteúdo de cada
uma das sete reflexões decorrentes foi submetido a uma análise de conteúdo temática e a
uma revisão por pares, assegurando a confiabilidade. O esquema de codificação foi
inicialmente definido de modo dedutivo em relação à forma e ao conteúdo das experiências
de aprendizagem, permitindo ainda, a emergência de novas categorias ou temas,
conjugando para isso, uma estratégia indutiva.
Nos conteúdos de aprendizagem, a gestão da actividade do treinador foi central e o
conhecimento pedagógico e contextual mostraram-se como as dimensões de conhecimento
mais relevantes, estando o conhecimento pedagógico do conteúdo ausente. Do ponto de
vista da forma, as experiências de aprendizagem directas apareceram como as mais
relevantes para a construção de conhecimento, por sua vez, a educação formal foi uma
experiência de aprendizagem quando associada internamente a fontes informais
provenientes do contexto real da prática. As fontes informais conseguiram ser mais
significativas quando cruzadas e integradas na reflexão sobre as experiências da educação
formal. O processo de investigação em si introduziu um passo metacognitivo, como uma
extensão ao modelo de reflexão do treinador de Gilbert e Trudel (2001).
Esta investigação suporta que algumas experiências específicas podem ser mais
importantes para conteúdos específicos, e que nem a experiencia prática ou a educação
formal são suficientes por si só para a aprendizagem profissional do treinador. Este estudo
abre uma linha de discussão sobre a relação entre as experiências que induzem
aprendizagem profissional e os respectivos conteúdos, bem como sobre a importante
relação entre os contextos formais e informais de aprendizagem.
Referências:
Gilbert, W., & Trudell, P. (2001). Learning to coach through experience: Reflection in model
youth coaches. Journal of Teaching in Physical Education, 21(1), 16-34.
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TD_79
ÁGUAS ABERTAS: UMA DISCIPLINA, DIFERENTES VARIÁVEIS.
Bonança, M. 1, Rama, L. 2, Proença, J. 1.
1 Universidade Lusófona, Portugal.
2 Universidade de Coimbra, Portugal.
O ressurgimento eminente das águas abertas (AA) como disciplina mais recente da
natação, tem suscitado a curiosidade de treinadores, nadadores e intervenientes. O
aparecimento da prova de 10km no programa olímpico em 2008, tem vindo a evidenciar a
importância de um maior conhecimento em torno desta competição. Os principais estudos
referentes às velocidades de nado dos atletas apontam para que nas provas do
campeonato do mundo estas sejam superiores, quando comparadas com outras provas.
Contrariamente a outras ultra modalidades como maratona ou ciclismo, a diferença
verificada, na velocidade de nado entre géneros, é reduzida, sendo superior nas prestações
masculinas em 7% (Vogt, Rüst, Rosemann, Lepers, & Knechtle, 2013).
As dificuldades para alguns atletas ou facilidades para outros, começam quando o contexto
de prova é diferente de uma prova em piscina. Diferentes variáveis (ondulação, radiação
solar, temperatura ambiente e da água) e uma exigente capacidade de adaptação por parte
dos intervenientes coabitam num contexto incerto. Associada a estas variáveis do contexto
da disciplina está o fator suplementação em competição. A exposição dos atletas a todo um
contexto possível em determinada prova, desempenha um papel significativo na
determinação das estratégias nutricionais adotadas. No que respeita a considerações
nutricionais, as principais recomendações apontam para um conjunto de medidas pré prova
que privilegiam uma adequada hidratação e uma otimização das reservas de glicogénio
muscular. A preparação para a prova deve incluir nos dias que a antecedem, uma
combinação eficaz do processo de treino com um aporte significativo (1012g/kg BM) de
hidratos de carbono (Bussau, V.A., Fairchild, T.J., Rao, A. Steele, P., & Fournier, 2002).
Durante a competição é essencial um aproveitamento tático dos pontões e plataformas de
abastecimento existentes no circuito. (Shaw, Koivisto, Gerrard, & Burke, 2014).
A exposição a todas as variáveis inerentes a uma prova de AA, faz com que atletas e
treinadores devam planear com detalhe estratégias táticas e nutricionais, encorajados a
recorrer a especialistas na matéria, de modo a otimizar o desempenho destes atletas no dia
da competição.
TD_80
OS EFEITOS DA PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA NO DESENVOLVIMENTO
MORFOLOGIA DO VENTRÍCULO ESQUERDO EM JOVENS MASCULINOS
DA
Valente-dos-Santos, J. 1, Coelho-e-Silva, M. J. 2, Castanheira, J. 3, Elferink-Gemser, M. T.
4, Malina, R. M. 5
1 Universidade Lusófona, Portugal.
2 Universidade de Coimbra, Portugal.
3 Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal
4 Universidade de Groningen, Holanda
5 Universidade do Texas, EUA
Introdução: A remodelagem cardíaca, entendida como alteração dos diâmetros das
cavidades e espessura das paredes, tende a acontecer logo a partir dos anos prépubertários, existindo evidências que isso acontece como resposta a períodos de treino de
curta duração (Zdravkovic et al., 2010). Contudo, a literatura dedicada a este tópico é,
essencialmente, de natureza transversal ou longitudinal analisada transversalmente. O
presente estudo foi desenhado para examinar o desenvolvimento da massa ventricular
esquerda (MVE) em jovens adolescentes, sendo dedicada especial atenção aos preditores
REAFES Gymnasium 2015
159
biológicos longitudinais da MVE. Foi analisado, ainda, o efeito da participação desportiva
regular na MVE.
Metodologia: Foram observados 110 rapazes (11,0-14,5 anos de idade no início do estudo),
bianualmente, num espaço temporal de 2 anos. Consideraram-se variáveis morfológicas
(massa corporal, estatura, altura sentado e pregas de gordura subcutânea), maturação
(maturity offset) e variáveis ecocardiogáficas (parâmetros de dimensão da estrutura
cardíaca para determinar a MVE). A informação relativa à participação desportiva foi
acedida por questionário. Para a análise dos dados longitudinais recorreu-se à modelação
multinível.
Resultados: A MVE aumentou, em média, 42 ± 18 g dos 11 aos 15 anos de idade (P < 0,05)
e 76 ± 14 g dos -3,5 anos de idade em que ocorre o pico de velocidade de crescimento em
estatura (PVC) aos +1,5 anos de idade em que ocorre o PVC. O modelo multinível, com
melhor ajustamento estatístico (P < 0,05), indica que após controlar para a idade biológica
(1 ano = 4,7 ± 1,2 g de MVE), estatura (1 cm = 0,5 ± 0,2 g de MVE) e massa magra (1 kg =
1,0 g ± 0,2 de MVE), não se verifica um efeito significativo independente da participação
desportiva de não elite na MVE.
Discussão: É possível concluir que as variáveis que mais contribuem para explicar
alterações na MVE, de jovens adolescentes caucasianos, estão associadas a processos de
maturação biológica, crescimento linear e massa magra. A adiposidade subcutânea não
apresenta uma associação significativa, independente do tamanho corporal, com a MVE.
Estes resultados sugerem que a adiposidade subcutânea não assume uma importância
biológica e clinica significativa na determinação da MVE em jovens adolescentes saudáveis.
Adicionalmente, os dados não apoiam a premissa de que a participação desportiva, em
níveis de não elite, por si só, influencia a MVE. Este resultado assume especial importância
na medida em que o desporto de não elite é de fácil acesso à maioria das crianças e jovens
e não requer elevados níveis de treino desportivo.
Referências
Zdravkovic, M., Perunicic, J., Krotin, M., Ristic, M., Vukomanovic, V., Soldatovic, I., &
Zdravkovic, D. (2010). Echocardiographic study of early left ventricular remodeling in highly
trained preadolescent footballers. Journal of Science and Medicine in Sport, 13(6), 602-606.
TD_81
O EFEITO DE 16 SEMANAS DE TREINO EM JOGADORES INICIADOS DE FUTEBOL
Miranda, S., Gomes, P., Palinhos, C., Carvalho, I, Nora, D., Fernandes, G., Nunes, P.,
Pereira, A., Figueiredo, T., Espada, M.
Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
Introdução: O futebol moderno é caracterizado por uma grande dinâmica ao nível do jogo,
situação que requer um aprimorado processo e controlo do treino. É uma modalidade
desportiva exigente do ponto de vista fisiológico requerendo a repetição de diversas
atividades tais como jogging corrida e sprint (Mohr et al., 2003). A análise de estudos tem
demonstrado que o futebol requer dos praticantes a repetida produção de ações máximas
ou quase máximas de curta duração com pequenos períodos de recuperação (Spencer et
al., 2005), situação que objetiva uma preparação específica desde a formação ao alto
rendimento. O objetivo do estudo foi analisar o efeito de 16 semanas de treino em jogadores
do escalão iniciados ao nível da composição corporal, medidas antropométricas e
capacidades físicas.
Métodos: Participaram no estudo 23 jogadores masculinos (13.3 ± 0.5 anos de idade), a
recolha de dados decorreu em dois momentos da época, fevereiro e maio. Os atletas
treinavam três vezes por semana aproximadamente 1 hora e 30 minutos, competindo um
dos dias do fim-de-semana. O processo de treino não envolveu trabalho específico, sendo
privilegiado o trabalho com bola. Para análise da composição corporal dos jogadores foi
utilizada uma balança de bioimpedância Tanita (modelo Bc 601). Para o teste de força dos
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160
membros inferiores recorreu-se a um sistema ergojump que possibilitou a cada jogador a
realização de 3 saltos máximos em contramovimento (CMJ) para avaliar a altura máxima do
salto (registo do melhor dos três saltos - cm). O teste técnico específico (TTE) relacionou-se
com uma distância de 26 m de comprimento com 8 m de largura em que os sujeitos tinham
de percorrer em condução de bola os cones colocados na zona central das linhas (situados
a 6.4 m de distâncias uns dos outros), este teste foi repetido 3 vezes e contou o menor
registo cronométrico (Mattos, 2012). O tratamento dos dados foi realizado no software
SPSS 20.0. Para análise de diferenças foi realizado o teste T de amostras emparelhadas.
Resultados: Não se verificaram diferenças significativas nos dois momentos ao nível do
peso (50.2 ± 7.2 vs. 50.7 ± 7.2 kg), altura (1.62 ± 0.07 m nos dois momentos) e índice de
massa corporal (IMC) (19.2 ± 2.5 vs.19.4 ± 2.4 kg/m2). Já no que concerne a outras
variáveis foram verificados valores significativamente diferentes (p < 0.01), nomeadamente
na massa gorda (MG) (14.6 ± 5.1 vs. 13.9 ± 4.5 %) CMJ (29.0 ± 5.6 vs. 30.5 ± 4.9 cm) e
TTE (15.7 ± 1.0 vs. 15.2 ± 0.9 seg.). Paralelamente, verificou-se uma correlação entre CMJ
e TTE no primeiro (r = -0.62; p < 0.01) e segundo momento de testes (r = -0.57; p < 0.01). A
% MG correlacionou-se igualmente com CMJ (r = -0.67; p < 0.01) e TTE (r = 0.58; p < 0.01)
no primeiro momento de testes, no segundo apenas com CMJ (r = -0.64; p < 0.01). Também
o IMC se verificou como correlacionado com o TTE nos testes realizados em fevereiro (r =
0.42; p < 0.05).
Conclusão: Verificou-se que 16 semanas de treino no futebol de formação possibilitam
melhorias ao nível das capacidades dos jogadores, nomeadamente, composição corporal,
força dos membros inferiores e desempenho num TTE, associado a velocidade e
coordenação. No passado, foi verificado que numa partida de futebol, a cada 90 segundos,
em média, é realizado um sprint com dois a quatro segundos de duração (Really e Thomas,
1976), concluímos que as correlações entre CMJ, TTE e composição corporal apontam no
sentido da importância da correta prescrição e fundamentalmente controlo do treino no
futebol de formação com o objetivo de avaliar o impacto do treino nos jovens e relação com
as necessidades específicas do jogo.
Referências
Mattos, F. (2012). Proposição e validação de uma bateria de testes para avaliar as
habilidades técnicas em jovens jogadores de futebol. Graduação, Universidade Federal do
Rio Grande do Sul.
Mohr, M., Krustrup, P., Bangsbo, J. (2003). Match performance of high-standard soccer
players with special reference to development of fatigue. J Sports Sci; 21: 519-528.
Reilly, T. e Thomas, V. (1976). A motion analysis of work-rate in different positional roles in
professional football matchplay. J Hum Mov Stud; 2(1): 87–97.
Spencer, M., Bishop, D., Dawson, B., Goodman, C. (2005). Physiological and metabolic
responses of repeated-sprint activities: specific to field-based team sports. Sports Med; 35:
1025–1044.
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