VOX ACADEMICAE
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Já o professor M. Sc. da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas, Amauri
Clemente, é enfático ao dizer que a anatomia é imprescindível na vida de um médico e que,
se este não tem um bom embasamento teórico e prático da matéria, sofrerá na vida
profissional. “Quando fazemos um paralelo entre a profissão médica e a construção de uma
casa pode comparar a anatomia ao alicerce desta. Se o alicerce não for bem feito, toda a
estrutura da casa ficará comprometida e vulnerável às intempéries”. Amauri fala que
profissionais de todas as especialidades médicas precisam ter como base a anatomia, porque
esta servirá de fundamento para as outras disciplinas do curso médico. Ele cita como
exemplo a fisiologia, pois estrutura e função são interdependentes, na medida em que uma
justifica a outra. Também são exemplos a semiologia e a patologia.“Tendo estudado
anatomia, quando se vai para a patologia estudar as doenças, vai-se sabendo diferenciar a
estrutura normal da estrutura doente. E quando alguém consegue articular semiologia,
fisiologia e anatomia, consegue enxergar o ser - humano como um todo, passando a
entender e exercer sua prática.”
Tais ideias são reiteradas pelo professor Célio: “Para que possamos entender a
fisiologia, necessitamos da anatomia. É impossível desconectar uma da outra. Quando eu
ausculto o coração, eu preciso saber qual anatomia está ali e imaginar as valvas cardíacas
abrindo e fechando.”
Devido à quantidade de informação que traz logo no primeiro ano da graduação, a
disciplina anatomia é vista por muitos como sendo uma das etapas mais difíceis a se vencer
em um curso na área de saúde. Entretanto, segundo o professor Amauri, este é o momento
mais propício para uma assimilação eficaz do conteúdo: “Quem, no início do curso médico,
não se dedica ao estudo da anatomia a fim de aprender, dificilmente conseguirá recuperar o
tempo perdido. O volume de informação na Medicina é tão grande, e a cada dia que passa
surgem coisas novas, de maneira que não dá pra voltar atrás. Então esse é o momento de
você tentar acumular o máximo de informação e tentar atrelar isso à atividade prática. É o
que nós tentamos mostrar para vocês”.
O professor Amauri afirma, ainda, que a aprendizagem se torna mais fácil quando
se segue uma linha de ensino que começa na exposição teórica, passa pela prática e chega à
aplicação clínica do que foi estudado. Quando o acadêmico compreende a funcionalidade
daquilo que vê em sala de aula, torna-se mais receptivo ao conteúdo; da mesma forma ocorre
quando ele depara com desafios, como a dissecação, que lhe aguça um instinto investigador:
“A dissecação serve para você desvendar os mistérios do corpo”.
Portanto, é interessante ver a anatomia não como um obstáculo, mas como uma
escalada necessária ao crescimento e ao amadurecimento do profissional médico.
Acadêmica Maria Carolina Malafaia
“A vida é uma coisa maravilhosa; cabe a gente saber vivê-la.” José Sometti
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INFORMATIVO DO 1º ANO DE MEDICINA
ANO I – Nº 1 – Maceió, AL, maio de 2010
CAMPEÃO INVICTO
EDITORIAL
O Informativo VOX ACADEMICAE
visa a divulgar temas variados, em particular,
os relativos à Medicina, utilizando hipertextos
produzidos pelos acadêmicos: uma forma de
os futuros médicos aperfeiçoarem a sua
comunicação. Sua publicação será mensal, na
primeira semana do mês. Os artigos a serem
publicados deverão ser enviados ou entregues
à equipe editorial.
DICAS
DE LEITURA
Como ser um bom leitor?
1 – Leia com um objetivo
determinado
2 – Adquira bom vocabulário
3 – Debata sobre o que você lê
4 – Leia assuntos diversificados
Time do 1º ano de Medicina
foi o campeão invicto do torneio
de Beach Soccer.
Parabenizamos, também, os
campeões dos Jogos de Praia da
UNCISAL 2010.
MURICI
Campeão Alagoano de 2010
FERAS DO AUTOBILISMO
Todos os anos, no mês de maio, os fãs brasileiros do
automobilismo lamentam a morte de um e talvez o maior
ídolo do esporte nacional, ao lado de Pelé, que não poderia
ficar de fora.A geração que não teve o prazer de ver
Ayrton Senna teve a felicidade de acompanhar Michael
Schumacher, o alemão que divide as opiniões dos
brasileiros. Os números refletem suas trajetórias e
alimentam as discussões nas rodas de amigos, apaixonados
pelo brasileiro e maravilhados com o alemão.
5 – Leia muito e goste de ler.
Quem lê sabe mais.
“Todo ato só é humano
se for livre.”
Anônimo
SENNA:
161 GPs disputados, três títulos, 41 vitórias, 80 pódios, 65
poles e 19 voltas mais rápidas.
SCHUMACHER:
248 GPs disputados, sete títulos, 91 vitórias, 154 pódios,
68 poles e 76 voltas mais rápidas.
“Educação é o processo pelo qual o ser humano desenvolve todas as suas
potencialidades.”
Immanuel Kant (1724-1804)
SOCIEDADE E PRECONCEITO
Durante as aulas de O Médico e Seu Trabalho, diversas vezes, a Turma B se envolveu numa calorosa
discussão: o preconceito contra os homossexuais.
Com este artigo, espero poder cutucar as opiniões
da sala e, com um debate fraterno, enriquecer e
racionalizar nossos posicionamentos.
O preconceito contra o homossexual na nossa sociedade é regra. Não dá para negar isso. A observação
de qualquer grupo de conversa onde o assunto seja
levantado é suficiente para que se perceba. A grande maioria da população, independente de classe ou
grupo social a que pertença, manifesta-se de alguma
forma contra o homossexualismo, muitas vezes de
forma violenta.
A questão que vejo como central é: por que parece
ser tão difícil conviver (ou mesmo admitir a possibilidade de existência) do que é diferente de si? Ou
ainda, o que há para que pareça ser tão inviável a
convivência entre pessoas que buscam o prazer de
formas diferentes? Há na existência do diferente
uma ameaça à existência do dito “comum”? E por
último: até que ponto nós, quando médicos, conseguiremos fazer com que nossos preconceitos não
interfiram no trato com o paciente?
Somos filhos de uma sociedade e, queiramos ou
não, é-nos impossível fugir de toda a bagagem que
o passado nos transmite, mesmo que não concordemos. Somos todos, em maior ou menor grau, preconceituosos em vários aspectos. Mas se isso é verdade, também o é que cabe a nós refletir e construir
o mundo que queremos. Não nos cabe meramente
reproduzir o que existe. Sendo assim, porque não
repensar a intransigência com o que é diferente de
mim?
Acadêmico Rafael Costa
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SUFIXO: -OSE
Do grego OSIS = ação
ou processo;
normalmente, indica
aumento.
Ex.: acantose, acidose,
alcalose, endometriose,
furunculose, virose.
CONSELHO EDITORIAL
Editor-Chefe
Acad. José Carlos de Freitas
Equipe
Acad. José Carlos Santos
ARTIGO 41: O MOMENTO DE DEIXAR IR
Desde o dia 13 de abril deste ano, uma nova pauta tomou conta de várias mesas
de debate. É que o novo código de Ética Médica destaca a importância dos cuidados
paliativos. No artigo 41, lê-se que “Nos casos de doença incurável e terminal, deve o
médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações
diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a
vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.”
Mesmo não citando diretamente a palavra, o Código de Ética abre precedentes
para a ortotanásia, procedimento que consiste na
suspensão dos tratamentos agressivos e inúteis entre as vítimas
de doenças incuráveis e irreversíveis. É, em outras palavras,
tornar do paciente a decisão de continuar ou não o tratamento
para prolongar o que lhe resta de vida. Uma decisão que é muito
difícil de ser tomada.
Segundo a geriatra Ana Cláudia Arantes, o papel do médico
é fundamental nesses casos. - “Nós médicos temos a obrigação
de conversar abertamente com paciente sobre o fim da vida, e
isso tem de ser feito enquanto ele é capaz de tomar decisões importantes.” Mas o
Código Penal afirma que: o abreviamento da vida de um doente terminal por seu
médico pode ser interpretado como “homicídio piedoso”, quando o médico comete o
homicídio por motivo de relevante valor moral ou social. Trata-se de uma atenuante
para o homicídio doloso. Mesmo assim, nenhum médico foi condenado no Brasil por
essa prática, já que ela só é utilizada em acordo com o paciente.
Acadêmica Rose Viviane
Anatomia: um dos pilares do exercício médico
Acad. Maria Carolina
Acad. Rafael Costa
Acad. Rose Viviane
Diagramador (linhas e cores)
Acad. José Carlos de Freitas
Revisores
Acad. José Carlos de Freitas
Correspondências:
[email protected]
[email protected]
O desejo natural de conhecimento e as necessidades vitais levaram o homem,
desde a pré-história, a se interessar por anatomia. A importância daquilo que esta
desvendou a tornou um dos pilares da Medicina, uma vez que, para realizar
procedimentos preventivos e curativos de males do corpo, é preciso conhecê-lo.
Quando perguntado sobre a importância da anatomia para a carreira médica,
o professor Dr. da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas, Célio Fernandes,
respondeu que ela é a base para todo curso da área de saúde, não apenas para a
Medicina. “Todo procedimento que nós fazemos com um paciente visa a restaurar uma
anatomia que está alterada. [...] Às vezes estamos realizando um exame físico simples,
uma palpação de um fígado, por exemplo, e não lembramos que aprendemos na
anatomia como este órgão é. Uma boa base de anatomia facilitaria o exame.”
continua na página 4
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