SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO
FORMAÇÃO
MISSIONÁRIA
Prêmio Direitos Humanos 2004
Sede Nacional- Rua do Riachuelo, 75, Centro
Rio de Janeiro- RJ- CEP 20230 010
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A Missão como
Vocação Vicentina
O que é Vocação?
Vocação é o chamado de Deus que
tem como finalidade a realização
plena da pessoa humana. É um gesto
gracioso de Deus que visa a plena
humanização da pessoa humana.
Vocação é dom, é graça, é eleição
cuidadosa, visando a construção do
Reino de Deus.
É fazer aquilo que gosta, e sentir
prazer no que faz.
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A mensagem do Evangelho é um
convite contínuo a seguir Jesus Cristo:
“Vem e segue-me”.
Vem é chamado: é um convite pessoal
dirigido por Deus a uma pessoa.
Segue-me é Missão: é o seguimento da
prática de Jesus. É uma iniciativa
gratuita, proposta que parte de Deus
(dimensão teológica).
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Vocação Vicentina
Na condição de vicentinos, somos
chamados a uma missão: amar e servir
o Cristo na pessoa dos Pobres, agindo
de forma organizada nas causas e
libertando-Os de todas as misérias.
Somos chamados a seguir Jesus Cristo
Evangelizador e Servidor dos Pobres.
Ter a mesma missão que teve Jesus
Cristo na terra.
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Na verdade, os Pobres são os principais
destinatários da vida e missão sobre a terra.
“Vejam se não é - comenta Vicente de Paulo quando veio a esse mundo escolheu como
tarefa principal o “cuidar e assistir os Pobres”.
E se perguntássemos a Jesus: O que viestes
fazer aqui na terra? Ele responderia: Eu vim
assistir aos Pobres. O que mais viestes fazer?
E Ele responderia outra vez: Assistir aos
Pobres. Se olharmos bem, veremos que
Jesus não tinha outros em sua companhia a
não ser os Pobres”.
SVP - Coste, XI,33-34
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MISSIONÁRIA
A missão vicentina é levar a vivência do
Evangelho a partir do carisma deixado
por Vicente de Paulo e por Frederico
Ozanam: amar e servir o Cristo na
pessoa dos Pobres, agindo de forma
organizada nas causas e libertando-Os
de todas as misérias.
Evangelizar os Pobres. A evangelização
e o resgate da dignidade humana são a
mesma coisa. Por isso, são chamados
de “místicos da ação”.
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- É importante ressaltar ainda que a
santificação é consequência deste trabalho
da prática de caridade. A missão de Jesus
Cristo consistiu em levar à humanidade esta
vida em palavras e em ações. Pelo Batismo,
somos
chamados
a
ser
agentes
anunciadores e transformadores.
- Ser missionário não é só percorrer
grandes distâncias, ir para outros
continentes, ficar dias e dias fora de casa,
mas é a difícil viagem de sair de si, ir ao
encontro do outro, ir ao encontro do
“diferente”, ir ao encontro dos Pobres – os
preferidos de Jesus Cristo.
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Perfil do missionário vicentino
O perfil do missionário vicentino está
fundamentado no pensamento e na
ação de São Vicente de Paulo. O
próprio Frederico Ozanam utilizou
dessa fórmula para empreender o
trabalho de leigo junto aos Pobres. Há
três fundamentos, segundo Euzébio
Spisla”. São “bases dogmáticas
visadas por São Vicente de Paulo:
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1. Visão Cristológica:
O Cristo Missionário dos Pobres “O
Senhor me enviou para Evangelizar
os Pobres”. São Vicente de Paulo
apresenta o Cristo como o próprio
Cristo se apresenta “o enviado do
Pai”. Cristo não se contentou em
pregar aos Pobres. Ele os serviu. A
visão Cristológica de São Vicente de
Paulo é profundamente marcada pelo
mistério do Verbo Encarnado e pela
Redenção de Cristo”.
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São Vicente disse: “Olhemos para o
Filho de Deus. Que coração cheio de
Caridade! Que chama de amor! Fonte
de amor que veio até nós. Quem amou
o próximo mais do que Ele? Somente
Jesus Cristo poderia ter deixado a casa
de seu Pai para vir e tornar-se um de
nós. E para que fez isto? Para mostrarnos, por palavras e exemplos, a
Caridade para com o próximo.”
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2. Visão Antropológica:
São Vicente de Paulo teve uma
preocupação com o ser humano: “Não
devo considerar um Pobre camponês
segundo seu exterior... nem parecem
ser gente e são grosseiros e rudes.
Mas virai a medalha e vereis à luz da
fé, que o Filho de Deus quis ser Pobre
e nos é apresentado nesses Pobres”;
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3. Visão Eclesiológica:
A Igreja para São Vicente de Paulo deve
ser uma Igreja missionária, encarregada de
transmitir a Boa Nova a todas as pessoas,
mas, sobretudo, aos Pobres. Para
concretizar estes objetivos, São Vicente de
Paulo fundou uma Congregação de
sacerdotes e irmãos leigos, a que chamou
desde a origem: Congregação da Missão,
cujo fim primeiro foi “evangelizar os
Pobres”, por meio da pregação de missões
nos campos.
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Todo missionário vicentino é chamado a ser
“porta-voz” da Palavra de Deus para os mais
Pobres. Falar com o estilo próprio de um
missionário vicentino. Isto exige escuta atenta
à realidade do excluído, olhar o mundo com o
modo de Deus olhar, sentir com as entranhas
de Deus e atuar com o compromisso de Deus.
• Os missionários (as) carregam os mesmos
anseios, preocupações, alegrias e sonhos de
quem luta e acredita num mundo melhor. O
missionário vicentino deve ser alguém que
procura conhecer e lutar contra as causas da
pobreza de maneira dinâmica e criativa.
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• É aquele que se solidariza com a vida, os
anseios, os projetos, a luta dos empobrecidos e
participa de alguma forma da condição dos
mesmos.
• É aquele que denuncia as estruturas de injustiças
e exploração geradoras de pobreza e anuncia o
Reino de Deus como proposta de uma sociedade
nova, promotora e libertadora de
todo ser
humano.
• É estar atento aos sinais dos tempos e de modo
especial aos clamores que partem do sofrimento
do povo explorado, do Pobre.
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Atitudes dos Missionários
Vicentinos
Vicente de Paulo dizia sobre a ação
missionária: “se existe alguém entre nós
que está na Missão para evangelizar os
Pobres e não para assisti-Los, para
remediar suas necessidades espirituais
e não as necessidades corporais e
materiais lhes direi que temos que
assisti-Los e fazer que os assistam de
todas as maneiras, tanto nós quanto os
outros. Fazer assim é evangelizar com
palavras e ações.
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• Frederico Ozanam dizia: “É preciso imitar
Jesus Cristo quando Ele pregava o Evangelho.
Vamos aos Pobres!” E ainda: “Pobres: Vocês
são nossos senhores e nós sempre seremos
vossos servidores. Não sabemos amar a Deus
de outra maneira; amamos a Deus nas vossas
pessoas”.
• O missionário vicentino deve ter uma atitude
fundamentada na inculturação, ou seja,
respeitar as manifestações culturais e as
opções do mundo, harmonizar os valores
desses com a identidade cristã e vicentina, que
não pode ser dissimulada. "A inculturação é o
centro da Nova Evangelização e seu aspecto
mais importante". Ele deve "ouvir", "escutar",
"deixar falar".
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MISSIONÁRIA
A vocação vicentina não se limita apenas ao
serviço com os Pobres, mas ao conhecimento,
aprofundamento e vivência da espiritualidade
vicentina, que diz respeito às relações entre a
pobreza, a justiça e a caridade.
Fala-se hoje que no serviço do próximo e,
sobretudo, dos mais Pobres, há uma espécie
de “sacramento” que é a proximidade do Cristo
sofredor, presença nos Pobres.
É na vocação vicentina que situa o centro da
espiritualidade vicentina: ela põe à prova aquilo
que pode significar a presença de Cristo na
Eucaristia, como a sua presença nos Pobres”.
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Conclusão
O Vicentino não se resume em “ser
voluntário”. Vai além disso. É um
vocacionado à causa de Jesus Cristo,
que é a causa dos Pobres.
Somos chamados a amar e servir
Jesus Cristo na Pessoa dos Pobres,
dos marginalizados e abandonados.
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Louvado seja nosso
Senhor Jesus Cristo!
ECAFO - CNB
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