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MERCADO IMOBILIÁrio
LUXO
Lar, doce
(e exclusivo)
lar
Comprador de imóveis de luxo busca projetos personalizados,
é exigente, quer diferenciais — e o mercado sabe como atendê-lo
POR Beatrice Teizen
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e funcionais. “Neste mercado, o cliente geralmente é um cidadão do mundo, tem referências, conhece arquitetura, estética, frequenta
eventos internacionais, gosta de arte... A proposta do empreendimento precisa, enfim,
enquadrar-se em uma série de demandas”,
afirma Maurício Eugenio, uma das principais
referências do país no segmento e fundador da
Eugenio, agência especializada em marketing
imobiliário e que tem mais de duas décadas.
No começo dos anos 1990, o mercado imobiliário nacional era bastante básico. A arquitetura de então era “dura” e não havia
grandes preocupações estéticas. O que se
construía na época eram prédios verticais
puros, com muros altos, sem muito glamour.
Agora, as construtoras sabem da importância
do uso de um projeto renomado, moderno,
assinado por escritórios internacionais e por
nomes importantes desse meio. “Um apartamento é algo essencial, todos precisamos de
um lar. Nos últimos 25 anos esse mercado
evoluiu demais. Foi bom ter me especializado
nele, pois se trata de um setor no qual se precisa saber atender com padrões altos de exce-
Ao lado, uma
perspectiva do
empreendimento
Mondrian. Abaixo,
o empresário
Mauricio Eugenio
divulgação; Alexandre Rezende/Folhapress
U
m imóvel de alto padrão é classificado, principalmente, a partir da região em que está
situado. Bairros paulistanos
como Itaim Bibi, Vila Nova
Conceição, Alto de Pinheiros, Moema, Jardim
Anália Franco e Jardim Paulistano são áreas
nobres, repletas de empreendimentos luxuosos. O valor do metro quadrado de apartamentos
desse nível? Algo entre R$ 20 mil e R$ 25 mil.
Itens exclusivos, que no passado eram encarados apenas como um bônus que valorizava o
imóvel, hoje são fator imprescindível à comodidade. Além de uma excelente localização,
o consumidor de alto padrão busca uma proposta arquitetônica que privilegie o design —
moradias inteligentes, simultaneamente belas
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lência”, conta. Alguns anos atrás, a
demanda no setor era gigantesca. Hoje
ela se destaca mais por ser exigente. Há
bastante estoque, mas é possível achar
empreendimentos que se destacam.
E quais são as inovações e diferenciais
que as construtoras estão oferecendo aos
compradores de seus empreendimentos
de alto padrão? “Há muitas novidades
na área, como pisos de banheiro aquecidos e outras. A sustentabilidade dos
empreendimentos também está em alta.
Projetos que promovam algum tipo de
gentileza urbana e com funcionalidades
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No sentido horário, os condomínios
residenciais Maria Callas, Emiliano,
Josephine e Katherine, todos projetos
da Porte Engenharia e Urbanismo
inteligentes, tecnologia de segurança
e administração eficiente são muito
importantes.” Para Eugenio, os consumidores querem adquirir uma experiência,
algo distinto. O imóvel, o conceito que o
permeia, deve traduzir a personalidade e
as aspirações pessoais de seu comprador.
Um bom exemplo de empresa do ramo
que está cada vez mais focada em pro-
postas inovadoras é a Porte Engenharia
e Urbanismo. Criada em 1986, ela é reconhecida como sinônimo de alto padrão
em empreendimentos na parte leste da
cidade de São Paulo, especificamente
no Jardim Anália Franco e Tatuapé. Seu
fundador, Marco Antônio Melro, nasceu
e cresceu na região e percebeu tanto a
carência quanto o potencial da área para
imóveis de luxo. “Na época, famílias que
eu conhecia e que tinham melhorado
de vida estavam saindo do bairro para
morar em outros endereços da capital.
Foi então que percebi que algo precisava
ser feito. Focamos em residenciais de
alto padrão e empreendimentos comerciais que alavancassem o desenvolvimento local”, conta Melro.
Atualmente, a empresa tem mais de
40 empreendimentos no portfólio —
quatro em construção. Residenciais
como Sainte Claire, Maria Callas, Amedeo Modigliani e Camille Claudel enfeitam as ruas e avenidas onde a Porte
atua, além do recém-entregue Josephine, de 40 andares e que evidencia a
modernidade e renovação daquela parte
da cidade. São todos imóveis dotados de
alta tecnologia, sustentáveis, com acabamento de primeira linha e muitos
diferenciais. Geram até 40% de economia em eletricidade ao usar energia
solar para aquecer água nos banheiros,
na pia da cozinha e no terraço gastronômico. Também reaproveitam a água da
chuva, via dreno do ar-condicionado.
Sua iluminação é automatizada e de alta
eficiência. Os elevadores dos prédios
contam com sistema biométrico nos
acessos sociais e de serviço. Janelas e
ar-condicionado são comandados via
tablets. Os apartamentos vêm com aspiração por sucção central instalada nos
rodapés, sistema antiembaçante nos
espelhos e vidros duplos em dormitórios e salas. Tudo é pensado visando a
criação de um produto exclusivo.
“O consumidor de alto padrão
reforma o apartamento inteiro assim
que o compra. Ele quer imprimir ali sua
história e ter um lar personalizado”,
observa Eugenio. Para tanto, essas pes-
divulgação
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Ao lado, o salão
de festas do
condomínio Medley.
Abaixo, o Narã
Bar Lounge, no
hotel Tivoli São
Paulo-Mofarrej,
ambos assinados
pelo escritório
de Patricia
Anastassiadis
Compradores
de residências
de luxo querem
que o imóvel
traduza sua
personalidade
e aspirações
pessoais
Romulo Fialdini; divulgação
divulgação
soas procuram arquitetos ou designers
de interiores que saibam conferir tal
exclusividade. Há 20 anos no mercado,
Patricia Anastassiadis, fundadora e
diretora da Anastassiadis Arquitetos, é
especialista em personalizar e entregar
projetos únicos a cada cliente. Com um
time de 60 profissionais de áreas distintas, o escritório atua em projetos de
hotéis de luxo — seu foco atual —, mas
também na arquitetura de interiores de
lojas e restaurantes, além de empreendimentos imobiliários. “Nossa marca
traz um grande diferencial de mercado,
que é aquilo que chamamos de arquite-
tura integrada. Oferecemos um serviço
que vai desde o desenvolvimento do
conceito e do planejamento do empreendimento, passando pela arquitetura
dos interiores, até chegar ao design de
produtos”, conta Patricia. Ela explica
que um projeto precisa ter um conceito
formulado, que possa ser elaborado. Por
isso, ela estuda cada detalhe dos trabalhos que assume, buscando unir preocupação estética às melhores soluções
técnicas e funcionais. “Como trabalhamos com projetos exclusivos, há uma
preocupação com todas as minúcias e
detalhes. Nossos clientes são exigentes
e, cada vez mais, sabem bem o que
querem”, finaliza.
O mercado imobiliário de luxo é mais
delicado que o comum, e as construtoras
precisam estar preparadas para seduzir
e encantar seu consumidor — o qual,
vale frisar, é rigoroso, quer personificação e identidade própria, além de distinção e um relacionamento exclusivo e
de satisfação com a incorporadora. As
empresas sabem bem a importância e
o peso que tais características têm para
seu público-alvo; por isso, estão dispostas a não medir esforços ao investir em
diferenciais, inovações e tecnologia.
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BrandVoice
porte engenharia e urbanismo
Oportunidade de
investimento
O Polo Corporativo do Tatuapé
Perspectiva
preliminar de
empreendimento
de uso
misto. Autor:
Königsberger
Vannucchi.
P
olo Corporativo do Tatuapé, um projeto com mais de
310 mil m² de construção. Objetivo: oferecer oportunidades de emprego qualificado aos jovens daRegião
Leste – hoje, encontrado apenas em outras áreas da
cidade de São Paulo. Idealizado pela Porte Engenharia e Urbanismo, é um dos maiores complexos de desenvolvimento humano
e econômico da metrópole.
Vários edifícios de uso misto, torres corporativas, hotéis, teatro
e estrutura para grandes empresas de varejo. Apenas com os projetos já em aprovação, o empreendimento atrairá mais de 20.000
postos de trabalho. Com experiência na região e no desenvolvimento de produtos que possam atrair recursos econômicos, serviços e tecnologia, a Porte já estruturou e construiu vários edifícios
comerciais na área, todos com taxa de ocupação superior a 95%
-- um índice muito acima da média atual de São Paulo.
A Porte, com forte vocação urbanística, trouxe para o Tatuapé
a primeira grande unidade hospitalar fora do eixo centro/sul, viabilizando a construção do Hospital São Luiz Anália Franco, com
mais de 42 mil m² de área. Com foco no desenvolvimento da
Região Leste há quase 30 anos, a empresa idealizou e construiu
mais de 40 edifícios residenciais com projeto e acabamento “premium”. Com isso, manteve e atraiu para a região inúmeras famílias
que prosperaram nas mais diversas localidades.
A inexistência de empreendimentos corporativos na Região
Leste é interpretada como uma oportunidade única pela Porte.
Com tanta experiência e conhecimento urbanístico, oferece aos
investidores e ao consumidor final a possibilidade de aproveitar
o necessário desenvolvimento da região. E promete não parar por
aí. Já está atraindo para o Polo Corporativo estabelecimentos de
ensino superior e empreendedores gastronômicos e culturais.
Inovação é marca registrada do plano do Polo Corporativo. Será
instalado no eixo formado pelas estações Belém, Tatuapé e Carrão
do metrô, onde nunca foi sequer projetado algum investimento
trará emprego qualificado
e desenvolvimento
econômico para a Região
Leste de São Paulo
nessa escala. As prospecções levam em conta também fatores
geográficos, como proximidade do Aeroporto de Cumbica, acesso
a vias importantíssimas para o país, como Ayrton Senna, Dutra e
Fernão Dias e o complexo Maria Maluf, além da construção da
estação Anália Franco, que aproximará o Tatuapé ao tradicional
centro financeiro da Av. Paulista.
O projeto da Porte auxiliará o crescimento da região mais
populosa da maior cidade do país, que, apesar disso, enfrenta
a baixa oferta de emprego qualificado e o deslocamento diário
de mais de 2 milhões de pessoas para trabalhar e estudar. “Só
este fato já ‘fecha a conta’ dos empreendedores interessados
no projeto” afirma Marco Antonio Melro, diretor presidente da
Porte. “O empreendimento trará um enorme ganho econômico
e social para a Região Leste, ajudando a fortalecer a ‘São Paulo
do futuro’”.
A empresa credita o sucesso do empreendimento aos números
apresentados pela região, como o inventário de salas comerciais,
quase totalmente ocupado, e com enorme potencial de crescimento. “Afinal,o Tatuapé inteiro ainda tem menos metros de salas
comerciais que duas ou três quadras da avenida Luiz Carlos Berrini, no Brooklin”, diz Melro. Com base em prospecções e análises,
a Porte já trabalha para identificar as necessidades dos futuros
usuários do Polo. Para isso, desenvolveu parcerias com empresas
como Colliers, InterCity e Opus, unindo o expertise de cada uma
para fortalecer o projeto.`
Com esse modelo de negócio e sua visão moderna, a empresa
tem valorizado a região onde seus empreendimentos são instalados. Atualmente, o metro quadrado de um imóvel Porte é maior
do que a maioria à sua volta. Identificar a necessidade, e, portanto,
oportunidade de desenvolvimento, é fator gerador de sucesso e
valorização. “Nossos empreendimentos são equipamentos urbanos. Qualidade de vida é premissa para viabilidade de qualquer
projeto Porte”, define Melro.
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