PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E CIÊNCIA DO DESPORTO
TIAGO DE ANDRADE LIMA
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TESTES CARDIORRESPIRATÓRIOS
(COOPER E VAI-VEM).
Porto Alegre
2006
1
TIAGO DE ANDRADE LIMA
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TESTES CARDIORRESPIRATÓRIOS
(COOPER E VAI-VEM).
Trabalho de Conclusão de Curso, como requisito
parcial à obtenção do grau de Licenciado Pleno,
pela Faculdade de Educação Física e Ciências
do Desporto da Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul.
Orientador: Prof. Me. Jonas Lírio Gurgel
Porto Alegre
2006
2
AGRADECIMENTOS
Agradeço principalmente aos meus pais Renato Martinez Lima e Cleusa
de Andrade Lima por dedicar suas vidas ao crescimento e educação de
seus filhos, por nunca faltar com apoio e carinho principalmente nos
momentos de dificuldade e por serem excelentes pais.
Muitos agradecimentos a numerosos colegas acadêmicos que
colaboraram com meu trabalho que sem suas críticas seria impossível.
Quero agradecer a equipe da Academia Sport Center em especial a
Felipe Pavão e Jean da Silva, por terem me dado à oportunidade de
crescimento profissional.
Ao Prof. Me. Jonas Lírio Gurgel junto com o grupo de pesquisa (NUBA) e
os participantes dos testes por terem se dedicado na realização desta
pesquisa.
A DEUS que não deixou um instante sequer de estar a meu lado.
3
RESUMO
No início da década de 90 chegava ao Brasil uma nova proposta de exercício
supervisionado chamado (Personal Trainning).
O mercado passou a requisitar
profissionais que fossem capacitados para elaborar programas de exercícios
individualizados com maior grau de especificidade e controle no acompanhamento
das atividades desenvolvidas. Para isso, se faz necessário o uso de uma avaliação
física eficiente, o presente estudo tem como objetivo avaliar e analisar através do
teste de Cooper e teste de Vai-Vem, se há diferença significativa entre ambos na
predição da capacidade cardiorrespiratória de 8 indivíduos estudantes de Ed. Física
fisicamente ativos da PUCRS.
No teste de Cooper foram encontrado resultados de média e desvio padrão de
48,89 ± 5,28, e no teste de Vai-Vem de 46,48 ± 6,98, confirmando a hipótese do
presente estudo. Durante a realização da pesquisa, e analise dos resultados, foi
possível observar que não há diferença significativa, no que diz respeito ao
VO 2 máximo obtido em ambos os testes. Estes testes são possíveis de aplicá-los,
pois requerem poucos recursos e podem ser utilizados por profissionais de diversas
áreas como escolas, clubes e personal treinners.
Sendo possível quantificar melhor um programa de treinamento com cargas
de trabalho cardiorrespiratório devidamente estabelecidas através de resultados
concretos do nível de aptidão física do(s) indivíduo(s).
Palavras-chave: Teste de Cooper. Teste de Vai-Vem. Capacidade
cardiorrespiratoria.
4
ABSTRACT
In the beggining of the 90´s, arrived in Brazil a new proposal of supervised
exercise called " Personal Trainning". The trade started to ask for professionals who
has the capacity to create individual exercises programs more especific and
controlled in the accompaniment of the activity developed. For that it´s necessary an
eficient physical evaluation. This study has the purpose of evaluate and analyse
through the " Cooper Test" and " Léger Test", if there is any significant difference
between both tests in the prediction of the cardiorespiratory capacity of 8 individuals,
students of Physical Education phisically actives of PUCRS.
In the Cooper Test were found results with average and measure diversion of
48,89 ± 5,28, and in the Léger Test of 46,48 ± 6,98, confirming the hypothesis of this
study. During the realization of the search and analysis of the results, was possible to
observe that there is no significant difference regarding VO2 Max acquired in both
tests. Those tests are possible to aply, because requests a few resources and can be
using for professionals of different areas like schools, clubs and personal trainners.
That makes possible to quantify better a training program with cardiorespiratory
work load duly determinated throug the concret results of the each individual aptitude
level.
Key-words: Cooper Test. Léger Test. Cardiorespiratory Capacity.
5
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO ............................................................................................ 7
2
PROBLEMA ................................................................................................. 8
3
OBJETIVOS ................................................................................................ 10
3.1
3.2
Objetivo Geral.............................................................................................. 10
Objetivo Específico ...................................................................................... 10
4
JUSTIFICATIVA .......................................................................................... 11
5
RELEVÂNCIA .............................................................................................. 12
6
HIPÓTESES ................................................................................................ 13
7
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS ................................................................... 14
7.1
7.2
7.3
7.4
7.5
Mitocôndria .................................................................................................. 15
Complexo Fosfato-de-alta-energia .............................................................. 15
Sistema Creatina-fosfocreatina (ATP-CP) .................................................. 15
Sistema glicolítico anaeróbio....................................................................... 16
Sistema aeróbio........................................................................................... 16
7.5.1 Ciclo de Krebs ............................................................................................. 17
7.5.2 Cadeia de transporte de elétrons ................................................................ 17
7.6
7.7
7.8
Fisiologia respiratória .................................................................................. 18
Ventilação pulmonar .................................................................................... 18
Volumes pulmonares ................................................................................... 19
7.8.1
7.8.2
7.8.3
7.8.4
7.8.5
Volume minuto............................................................................................. 20
Volume corrente .......................................................................................... 20
Volume reserva inspiratório......................................................................... 20
Volume reserva expiratório ......................................................................... 20
Volume residual ........................................................................................... 21
7.9
Capacidades pulmonares............................................................................ 21
7.9.1
7.9.2
7.9.3
7.9.4
Capacidade vital .......................................................................................... 21
Capacidade inspiratória ............................................................................... 21
Capacidade residual funcional .................................................................... 22
Capacidade pulmonar total ......................................................................... 22
7.10
7.11
7.12
7.13
7.14
Difusão pulmonar ........................................................................................ 22
Transporte de O2 ........................................................................................ 23
Fisiologia respiratória do exercício .............................................................. 24
Fatores que afetam o VO2 max .................................................................. 24
Avaliação física............................................................................................ 25
8
Metodologia ................................................................................................ 26
8.1
8.2
8.3
8.4
Instrumentos ................................................................................................ 26
Fase de treinamento ................................................................................... 27
Seleção da amostra .................................................................................... 27
Cuidados pré-teste ...................................................................................... 27
6
8.5
8.6
8.7
Protocolos.................................................................................................... 28
Riscos .......................................................................................................... 29
Análise estatística........................................................................................ 29
9
Resultados................................................................................................... 30
10
Discussão .................................................................................................... 36
Conclusão .................................................................................................... 39
Referencias bibliográficas ........................................................................... 40
Apêndice A .................................................................................................. 43
Anexo........................................................................................................... 45
7
1
INTRODUÇÃO
No início da década de 90 chegava ao Brasil uma nova proposta de exercício
supervisionado chamado (Personal Training). O treinamento físico personalizado, o
(Personal Training) é um conceito múltiplo de satisfação aos objetivos propostos, e
que são integrados à qualidade de vida e saúde. Como produtos são muito
almejados pela sociedade moderna: que cada vez mais deseja viver mais e com
mais qualidade. Esse nicho da área da Educação física ganhou ascensão como
modismo nas academias de ginástica, mas hoje já se afirma no mercado pelos
resultados obtidos e por um público seleto e exigente que contrata esse serviço.
O mercado passou a requisitar profissionais que fossem capacitados para
elaborar programas de exercícios individualizados com maior grau de especificidade
e controle no acompanhamento das atividades desenvolvidas. Mas para que haja
um melhor controle no programa de treinamento é necessário que se faça antes e
durante o plano de treino a avaliação física, para que se tenha segurança, e
respaldo teórico da aptidão física, essa na qual é definida de diversas maneiras, a
American Colllege of Sports Medicine (2000) define aptidão física como: Um estado
caracterizado por (a) capacidade de realizar as atividades diárias com vigor e (b) a
demonstração de traços e capacidades que estão associados com um baixo risco do
surgimento prematuro das doenças hipocinéticas (aquelas associadas com a
inatividade física), para isso, se faz necessário utilizar testes que meçam todas as
valências a serem trabalhadas. De acordo com pesquisadores e profissionais de
medicina, saúde e exercícios que se encontraram no congresso Second
International Consensus Symposium, a aptidão cardiorrespiratória é composta por
(a) resistência ao exercício submáximo, (b) potência aeróbia máxima, (c) função
pulmonar e cardíaca e (d) pressão arterial (BARROW e MCGEE; 2003). As baterias
de aptidão física variam consideravelmente em termos de foco, população-alvo e
testes específicos. É comum que toda bateria de testes, entretanto, tenha pelo
menos um teste de aptidão cardiorrespiratória (BARROW; MCGEE, 2003). Devido a
esta preocupação, este presente estudo tem como objetivo comparar dois testes
cardiorrespiratórios, sendo que ambos são indiretos (Cooper e Vai-Vem), com a
intenção de poder utilizar como predição fidedigna para a aferição do VO2 máximo,
que Amorin e Gomes (2003) definem, através da equação de Fick, como o produto
8
do débito cardíaco máximo e a máxima diferença arteriovenosa de O2. E testar a
hipótese de que não haverá diferença estatisticamente significativa entre o método
direto e indireto de determinação do VO2máx.
Nos capítulos do presente estudo, será abordado fatores fisiológicos e
bioquímicos para que haja uma melhor compreensão sobre o funcionamento do
organismo humano durante o exercício, porém foi dada uma ênfase maior na
fisiologia respiratória, pois está diretamente relacionada aos testes que foram
realizados durante a pesquisa e que serão mostrados a seguir. Também será
mostrada toda a metodologia dos testes aplicados, assim como, seus resultados e
discussões sobre a validação dos mesmos.
9
2
PROBLEMA
Os testes indiretos de (Cooper e Vai-Vem) podem se correlacionar na
predição para a aferição do VO2 máximo em indivíduos alunos de Ed. Física da
PUCRS fisicamente ativos.
10
3
OBJETIVOS
3.1
OBJETIVO GERAL
Comparar o teste indireto de 12 minutos de Cooper com o teste indireto de
Vai-Vem de 20 metros, com intuito de analisar e comparar ambos os testes, para
verificar se os métodos podem ser utilizados como um modo seguro para a predição
do VO2 máximo.
3.2
OBJETIVO ESPECÍFICO
1. Determinar o Volume de Oxigênio máximo (VO2 máx.) no teste de 12 minutos de
Cooper;
2. Determinar o Volume de Oxigênio máximo (VO2 máx.) no teste de Vai-vem;
3. Analisar e verificar se existem diferenças estatisticamente significativas nos
resultados de ambos os testes de cada indivíduo;
4. Verificar o coeficiente de progressão entre os métodos.
11
4
JUSTIFICATIVA
O treinamento físico individualizado possibilita ao preparador físico e ao aluno
(a) um maior rendimento em seu treinamento. A realização dos testes escolhidos
servirá para verificar se há a possibilidade de usar com segurança os métodos
indiretos (Cooper e Vai-Vem). Outro fator importante é a carência de testes de
campo no Brasil e em especial no Rio Grande do Sul, principalmente na população
escolar.
12
5
RELEVÂNCIA
As análises que serão realizadas servirão como referenciais teóricos para
profissionais da área da educação física, fazendo com que os mesmos tenham um
suporte, se desejado, para especificar mais o treinamento de seus atletas, a fim de
um maior rendimento. Também poderá servir como respaldo para professores de
Educação Física escolar em suas avaliações físicas.
13
6
HIPÓTESES
1. Não haverá diferença estatisticamente significativa entre o método de
Cooper e o método de Vai-Vem na determinação do VO2máx.
14
7
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
Durante este capitulo será abordado, principalmente, os fatores que implicam
nas características de um exercício aeróbio, assim como, suas fontes energéticas e
a fisiologia respiratória. Os exercícios aeróbios dependem de oxigênio (O2) para
produção de energia, ao contrário dos anaeróbios, que não necessitam de O2 para
produzir energia. A função primordial dos sistemas respiratório e cardiovascular é
manter a troca gasosa celular dentro de limites compatíveis com as demandas
energético-metabólicas e o equilíbrio ácido-básico (NEDER; NERY, 2003). Logo, as
contribuições dos diferentes sistemas de produção de energia dependem do tipo e
da intensidade do exercício (REILLY; BANGSBO, 2000). Porém deve-se saber,
antes de explicar os sistemas, a importância do limiar de lactato que Neder e Nery
(2003) definem como sendo um aumento súbito e sustentado da concentração de
acido lático, que pode ser observado numa intensidade submáxima de exercício
dinâmico progressivo; limiar ventilatório que é quando a ventilação começa a ter um
aumento maior que o VO2 durante o esforço físico, devido a um aumento de pressão
do CO2 no sangue venoso, a fim de normalizar a concentração dos gases O2 e CO2.
O limiar anaeróbio é um termo de amplo conhecimento popular e diz respeito ao
mesmo fenômeno do limiar de lactato e ventilatório (THOMPSON, 2004). O VO2
pode ser conceituado como o consumo de oxigênio corrente e VO2máx é o consumo
máximo de oxigênio durante exercício dinâmico progressivo, que segundo o
American Colllege of Sports Medicine (2000) é aceito como medida normativa de
aptidão cardiorresepiratória. Sendo que, o consumo máximo de oxigênio (VO2
será à base dos testes propostos neste estudo.
máx.)
15
7.1
Mitocôndrias
As mitocôndrias são as usinas da célula, pois são as principais
transformadoras de energias através de compostos orgânicos. Estas por sua vez
têm alto potencial de capturar energia dos alimentos e convertê-las em energia
celular. Este processo tem varias etapa é chamada de respiração celular, pois
requer O2 para se concretizar (PORTH, 2004).
As mitocôndrias são compostas por duas membranas: a primeira, mais
externa esta envolvida na síntese de lipídios e metabolismo de ácidos graxos. A
membrana mais interna contém as enzimas da cadeia respiratória e transporta as
proteínas necessárias à síntese do ATP (PORTH, 2004).
7.2
Complexos fosfato-de-alta-energia
Os substratos energéticos provenientes dos alimentos geram energia química
potencial para que haja contração muscular, Neder e Nery (2003) expressão da
seguinte maneira:
A energia química potencial é primeiramente armazenada na
porção terminal da molécula de adenosina trifosfato (ATP), sob
forma de ligações fosfato-de-alta-energia (~PO4). A ATP,
portanto, constitui a “moeda energética” orgânica: é através de
sua hidrólise, por um complexo enzimático disponível na
miozina muscular (ATPase) ,que suficiente energia livre ∆G é
fornecida para a contração.
7.3
Sistema creatina – fosfocreatina (ATP - CP)
Sua função é manter suprimento constante. Quando é solicitado o ATP é
degradado virando ADP mais Pi isso faz com que se ative uma enzima denominada
CK (creatina quinase) essa enzima libera o fosfato da creatina-fosfato (CP) e faz ele
16
se unir a ADP formando assim ATP novamente (WILMORE; COSTIL, 2001). Esse
processo ocorre rapidamente, e por não necessitar a presença de O2 é considerado
anaeróbio alático, ou seja, não produz ácido lático (DOUGLAS, 2002). Outro
processo que pode ocorrer envolve duas moléculas de ADP, em situações de alta
demanda energética duas moléculas de ADP se unem a partir do efeito de liberação
da enzima adenilato cinase (AK) fazendo com que se forme no fim da reação ATP e
AMP (NEDER; NERY, 2003).
7.4
Sistema glicolítico anaeróbio
Esse processo necessita da presença de glicose e do glicogênio, tanto
muscular quanto hepático, esses são convertidos em glicose-6-fosfato, só após
desta última conversão que se inicia o sistema glicolítico anaeróbio. Ao final da
reação é produzido ácido pirúvico, e como esse processo não utiliza O2 que
determinaria o destino deste ácido pirúvico, então o mesmo se transforma em ácido
lático produzindo também três moles de ATP (WILMORE; COSTIL, 2001). Por haver
acúmulo de lactato esse processo é caracterizado como anaeróbico lático
(DOUGLAS, 2002). Para cada 1 mol de glicose são produzidos 2 moles de ATP, e
para cada 1 mol de glicogênio são produzidos 3 moles de ATP (PLATONOV, 2001).
7.5
Sistema aeróbio
Enfim tem-se o processo final de produção de energia (WILMORE; COSTIL,
2001), esse por sua vez é mais complexo. Como há uma necessidade constante de
energia durante provas de longa duração, esse processo se responsabiliza para a
produção desta energia. Este processo se inicia através da glicólise aeróbia, esta
por sua vez, se diferencia da anaeróbia pela presença de O2. Assim o ácido lático
não se acumula, porém não inibe a ressíntese de ATP, devido a isso, 1 mol de
glicogênio é transformado em 2 moles de ácido pirúvico. Após a produção do ácido
17
pirúvico proveniente da glicólise, esse com a presença do O2 será transformado em
acetil coenzima A (Acetil CoA) (FOSS; KETEYIAN, 2000). Segundo Williams e
Wilkins (1998), o piruvato é preparado para entrar no ciclo de Krebs pela associação
com a coenzima A derivada da vitamina B (A se refere a ácido acético) para formar o
composto de dois carbonos Acetil-Coa. Este é o ponto de entrada no ciclo de Krebs
para todos combustíveis metabólicos. Já a regulação do metabolismo energético é
descrita por (WILLIAMS; WILKINS, 1998, p. 109) da seguinte maneira:
Em condições normais, a transferência de elétrons e subseqüente
liberação de energia estão associadas intimamente a fosforilação do
ADP. O controle regulador enzimático da glicólise e do Ciclo de
Krebs é modulado por compostos que tanto inibem quanto ativam as
enzimas nos pontos essenciais de controle nas vias oxidativas. Mais
especificamente, ATP e NADH agem como inibidores enzimáticos,
enquanto ADP e NAD+ funcionam como ativadores. Esses papéis
fazem um sentido considerável, pois esse feedback químico faz com
que o nível metabólico possa ajustar-se rapidamente às
nessecidades energéticas das células.
7.5.1 Ciclo de Krebs
Uma vez formado Acetil CoA
esse penetra nas mitocôndrias para então
iniciar o ciclo de Krebs (ciclo do ácido pirúvico) que após uma série de reações
químicas para a oxidação desse ácido libera dois moles de ATP e dióxido de
carbono (CO2) e hidrogênio (H+).
7.5.2 Cadeia de transporte de elétrons
Após a liberação de H+, o mesmo se une a duas coenzimas que o
transportam para a cadeia de transporte de elétrons, após ser clivado em prótons e
elétrons o H+ se une ao O2 formando água controlando a acidificação, os elétrons
que foram clivados fornecem energia para fosforilação do ADP formando ATP,
18
devido à necessidade de O2 esse processo se chama fosforilação oxidativa
(WILMORE; COSTIL, 2001).
7.6
Fisiologia respiratória
A fisiologia respiratória trata da respiração, onde Foss e Keteyian (2000)
definem como: Os pulmões e todo o sistema respiratório têm como finalidade
primária facilitar a permuta de O2 e CO2. Esta ainda pode ser dividida em quatro
partes: ventilação pulmonar, difusão pulmonar, transporte de O2 e fisiologia
respiratória do exercício, onde serão explicados a seguir:
7.7
Ventilação pulmonar
Trata do movimento do ar para dentro e para fora dos pulmões (PORTH,
2004). Esse ar que entra irá ser levado até os alvéolos, onde ocorrerá a troca
gasosa que será discutida mais tarde. Então, quando se tratar de ventilação
pulmonar deve-se levar em consideração os gases atuantes e suas respectivas
pressões, assim como, os músculos envolvidos para que se possa entender a
mecânica pulmonar. Tratando da parte muscular Guyton e Hall (1997) afirmam que
os pulmões podem ser cheios e esvaziados por dois mecanismos, o de movimento
do diafragma para cima e para baixo, que fazem com que a caixa torácica se encurte
ou se alongue, ou, pela elevação e abaixamento das costelas que fazem com que
aumentam ou diminuem o diâmetro antero-posterior da caixa torácica. Leva-se em
consideração que em repouso isso ocorre mais por conta do diafragma, que na
inspiração se contrai gerando uma zona de baixa pressão que suga para baixo as
superfícies inferiores dos pulmões, assim, enchendo-os de ar, e, o simples fato de
relaxar faz com que durante a expiração as estruturas elásticas dos pulmões, da
caixa torácica e dos músculos abdominais comprimam os pulmões. Durante o
exercício este mecanismo de expiração não é eficiente necessitando assim da
contração dos músculos abdominais.
Já tratando de pressões, para a inspiração e expiração, quando o diafragma
contrai, o mesmo diminui a pressão interna dos pulmões, em relação ao meio
externo, fazendo o ar entrar nos pulmões equilibrando as pressões, após a
inspiração o tórax esta expandido e as pressões são iguais, quando o tórax volta a
19
suas dimensões normais a pressão interna dos pulmões é maior que da atmosfera
fazendo o ar sair para dos pulmões ocorrendo assim à expiração (WILMORE;
COSTILL, 2001).
Também se deve levar em consideração, que nem todo ar que é inspirado
chega até os alvéolos, muito deste ar preenche o espaço do nariz, a faringe, a
traquéia e os brônquios. Após a inspiração esse ar é expirado sem ter sido utilizado
para troca gasosa, ou seja, esse ar se torna totalmente inútil tratando de oxigenação
sangüínea, formando assim, nas passagens respiratórias, o que chamamos de
espaço morto. Esse espaço corresponde aproximadamente a 150ml, o que significa
que se o volume corrente é de normalmente 500ml, o ar que chega aos alvéolos é
350ml durante uma inspiração (GUYTON, 1988). Porém Berne e Levy (1996) falam
que esse espaço morto pode ser medido, e que pode corresponder a 2ml/kg de peso
corporal ideal.
West (2002) concorda com Guyton (1988) quando trata de que a média do
espaço morto é de 150ml podendo aumentar com inspirações mais forçadas, porém,
também lembra que o mesmo pode ser mensurado levando em consideração o
tamanho e postura do individuo.
Os pulmões não diminuem de volume até ficarem completamente vazios de ar
a cada expiração, isso se deve devido à caixa torácica se tornar mais rígida ao final
de cada expiração (BERNE; LEVY, 1996).
Dentro dos parâmetros ventilatórios estão os volumes e capacidades
respiratórias que será abordado a seguir:
7.8
Volumes pulmonares
Os registros dos volumes pulmonares são feitos pela expirometria, metodologia
que será explicada mais adiante, que é um método simples e pratico de estudar a
eficiência pulmonar (HESPANHA, 2005).
20
7.8.1 Volume minuto
“A ventilação minuto ou volume minuto é o volume de ar que inspiramos ou
expiramos durante um minuto. Freqüentemente é utilizado o ar expirado, sendo o
produto do volume corrente pela freqüência respiratória”.(HESPANHA, 2005, p. 58).
7.8.2 Volume corrente
“O volume corrente reflete a profundidade da respiração e compreende o
volume de ar inspirado e expirado em cada ciclo respiratório”.(HESPANHA, 2005, p.
59).
Normalmente esse volume corresponde a 500ml para cada ciclo respiratório
(GUYTON, 1997).
7.8.3 Volume reserva inspiratório
“É o volume de ar que ainda pode ser inspirado ao final da inspiração do
volume corrente normal; usualmente vale cerca de 3.000ml”.(GUYTON, 1997, p.
438).
7.8.4 Volume reserva expiratório
“É o volume de ar que, por meio de uma expiração forçada, ainda pode ser
exalado ao final da expiração do volume corrente normal; normalmente, vale cerca
de 1.100ml” (GUYTON, 1997, p. 438).
21
7.8.5 Volume residual
“É o volume de ar que ainda permanece no interior dos pulmões após uma
expiração máxima”. Não é medido diretamente, mas sim pela subtração CRF – VRE
(capacidade residual funcional menos volume reserva expiratória). (HESPANHA,
2005, p. 59).
7.9
Capacidades pulmonares
Para descrever alguns eventos do ciclo ventilatório, é às vezes necessário,
conciderar dois ou mais volumes mencionados. Tais combinações constituem as
chamadas capacidades pulmonares (GUYTON; HALL, 1997), e assim seguem:
7.9.1 Capacidade vital
Berne e Levy (1996) mencionam que a capacidade vital é o maior valor que o
volume corrente pode atingir. Porém a outras versões (GUYTON, 1988) diz ser uma
medida de a pessoa inspirar e expirar ar, porém Guyton e Hall (1997) e Hespanha
(2005) tratam desse assunto da seguinte forma: como sendo a soma do volume
reserva inspiratório, volume corrente e volume reserva expiratório. E como sendo a
maior quantidade de ar que uma pessoa pode expelir dos pulmões, após ter enchido
completamente e esvaziado completamente.
7.9.2 Capacidade inspiratória
“É igual à soma do volume corrente com volume reserva inspiratória. Essa
quantidade de ar (cerca de 3.500ml) é aquela que a pessoa pode inspirar, partindo
22
do nível expiratório basal e enchendo ao Máximo os pulmões”.(GUYTON; HALL,
1997, p. 438).
7.9.3
Capacidade residual funcional
“Volume de ar contido nos pulmões após uma expiração máxima, ou seja: é o
volume que expressa a posição de equilíbrio entre a caixa torácica e os pulmões
quando o organismo esta em repouso”.(HESPANHA, 2005, p. 60).
7.9.4 Capacidade pulmonar total
É o maior volume que os pulmões podem alcançar ao final de um esforço
inspiratório, essa capacidade é a soma da capacidade vital com o volume residual, e
pode chagar a 5.800ml (GUYTON; HALL, 1997).
7.10 Difusão pulmonar
Suas duas principais funções são: repor O2 no sangue, o qual é depletado a
nível tecidual, onde ele é utilizado para produção oxidativa de energia; e remoção do
CO2 do sangue venoso (WILMORE; COSTILL, 2001). A difusão ocorre
simplesmente da movimentação aleatória das moléculas, em ambos os sentidos, da
membrana alveolar. Assim para uma melhor compreensão dessa movimentação é
importante um entendimento de pressões parcial dos gases que decidirá o sentido
do fluxo e a velocidade que ocorrera a troca gasosa. A pressão de um gás é dada
pelo impacto das moléculas em movimento contra a superfície, assim a pressão total
desse gás esta diretamente relacionada com a concentração de suas moléculas. O
sentido predominante da troca gasosa de um gás ocorre da área de maior pressão
para a de menor pressão, referentes ao mesmo gás. Ou seja, quando o sangue
23
venoso chega aos pulmões sua concentração de O2 é mais baixa do que a que se
encontra nos alvéolos, e a concentração de CO2 nos alvéolos é menor do que as
que contêm no sangue venoso, assim, o O2 é difundido dos alvéolos para o sangue
então arterial, e, o CO2 é difundido do sangue venoso para os alvéolos para ser
expirado. O (O2) será então transportado para os tecidos (GUYTON; HALL, 1997).
Para maior compreensão da difusão dos gases envolvidos na respiração, e um
possível desequilíbrio na relação entre ventilação alveolar e fluxo sangüíneo
pulmonar será dada uma noção sobre relação ventilação-perfusão (GUYTON; HALL,
1997).
A relação ventilação-perfusão é expressa pelo símbolo Va/Q (GUYTON; HALL,
1997, p. 461) tem uma explicação completa sobre o assunto, e assim segue:
Quando a Va (ventilação alveolar) é normal para um dado alvéolo e Q (fluxo
sanguíneo) também é normal para esse mesmo alvéolo, diz-se que a
relação ventilação-perfusão (Va/Q) nesse alvéolo também é normal.
Contudo, quando a ventilação (Va) é nula e, o alvéolo ainda recebe
perfusão (Q), a relação ventilação-perfusão desse alvéolo vale zero. No
outro extremo, quando existe ventilação (Va) adequada, mas a perfusão é
nula, então a relação Va/Q tem valor infinito. Quando a relação tem valor
nulo ou infinito, não há, nos alvéolos afetados, trocas gasosas através da
membrana respiratória, o que explica a importância desse conceito.
7.11 Transporte de O2
O (O2) é transportado pelo sangue sob duas formas, dissolvido no plasma ou
em combinação com a hemoglobina. Quando dissolvido o (O2) é transportado em
uma razão de 0,3 ml de O2 para 100 ml de sangue (WEST, 2002). Logo se repara
uma necessidade de uma outra forma de transportar O2, que seria ligado à
hemoglobina que é capaz de transportar 1,34ml de O2 pra cada 1g da mesma, isso
faz com que ela seja responsável por 98 a 99% do transporte de O2 (PORTH, 2004).
A hemoglobina combinada ao O2 é denominada oxiemoglobina e ao ser liberada
esta passa a se chamar desoxemoglobina, sua concentração em 100ml de sangue é
de 14 a 18g nos homens e de 12 a 16g nas mulheres (WILMORE; COSTILL, 2001).
Este transporte deve ser eficaz, pois para a realização de trabalho físico, a
captação e o transporte de O2 são de extrema necessidade à fosforilação oxidativa e
à produção eficiente de ATP, a fim de atender as demandas metabólicas
(THOMPSON, 2004).
24
7.12 Fisiologia respiratória do exercício
Durante o exercício as exigências de trocas gasosas dos pulmões são
aumentadas. O consumo de O2 em repouso é de 300 ml/mim, e pode subir para
3000ml/mim em um individuo moderadamente treinado, ou até 6000ml/mim em
atletas de elite (WEST, 2002). Apesar de se acreditar que as pressões dos gases
O2 e CO2 não variam muito durante o exercício, sabe-se que durante a atividade
física há um aumento da ventilação, Guyton (1997) diz que esse aumento pode se
dar devido a consideráveis variações entre as pressões dos gases, tanto na
inspiração quanto na expiração, e diz também, que a hipóxia que se desenvolve nos
músculos durante o exercício resulte no envio, para o centro respiratório, de sinais
nervosos aferentes que estimulam a respiração. Quando uma pessoa começa a se
exercitar, usualmente os fatores nervosos estimulam o centro respiratório quase que
exatamente na medida certa para suprir a demanda extra de O2 e para eliminar o
excesso de CO2 produzido. O consumo de O2 (VO2) aumenta, quase linearmente,
com o grau de trabalho, até que o VO2 máx. seja atingido (WEST, 2002).
7.13 Fatores que afetam o VO2 máx.
Pesquisadores na área de fisiologia do exercício têm estudado os fatores que
implicam na potência aeróbia de um indivíduo e podem ser determinadas pelo sexo,
idade e carga genética. Segundo Barrow e McGee (2003),
A quantidade de oxigênio que pode ser consumida, medida em
termos absolutos, aumenta rapidamente durante a infância, alcançando um
pico na puberdade para ambos os sexos. Se, no entanto, o VO2 máx. é
medido em
ml. kg-1. min-1 , os valores dos meninos se mantêm
constante entre 6 e 16 anos. Nesse mesmo período, os valores das
meninas declinam, conforme a gordura corporal aumenta. À medida que as
idades de homens e mulheres ultrapassam cerca de 25 anos, o VO2 máx.
declina de 1% por ano. Manter-se ativo retarda, mas não evita esse declínio.
25
7.14
AVALIAÇÃO FÍSICA
Um programa de treinamento aeróbio eficiente deve começar essencialmente
por uma boa avaliação física, em uma avaliação, mede-se, testa-se e avalia-se um
indivíduo ou um grupo. A avaliação é o processo de descrever subjetivamente, de
forma qualitativa e quantitativa, um atributo de interesse. Também pode se referir
coletivamente tanto para medida como para avaliação (BARROW; MCGEE, 2003).
Medida é o processo de se determinar sistematicamente valores numéricos para um
atributo de interesse (BARROW; MCGEE, 2003).
Há muitas razões para se avaliar. A maioria dos comportamentos
humanos intencionais que vinculam escolhas consiste de um processo de
quatro passos: (a) estabelecer um critério, (b) realizar uma avaliação, (c)
fazer interpretações com os dados da avaliação e (d) escolher entre as
possíveis formas de ação. Muitas vezes, o aspecto de se processar uma
tomada de decisão é informal1.
1
BARROW, W. H; MCGEE, G, R. Medidas e avaliação em Educação Física e
Esportes. São Paulo: Barueri, 2003. 828 p.
26
8
METODOLOGIA
Foram utilizados 2 dias para coleta de dados para o teste de Cooper,
separando os indivíduos em grupos de 4 participantes, estes realizaram um teste de
doze minutos (12 min.), seguindo o protocolo de Cooper, no qual foi avaliado: VO2
máx. Os indivíduos foram informados de como proceder durante o teste, onde os
participantes devem correr ou andar a distância que puder percorrer em condições
físicas confortáveis durante 12 minutos. Caso esses sentissem dificuldades em
respirar confortavelmente, deveriam diminuir a marcha até que a facilidade de
respirar fosse recuperada. Em seguida, corra outra vez, cobrindo a distância máxima
que puder (COOPER, KENNETH; 1972). Os participantes foram avisados de que
aos 11 minutos seria soados um silvo e os 12 minutos (termino do teste) seriam
soados dois silvos, no momento em que os participantes ouvissem os dois silvos, os
mesmo deveriam marcar o local onde estavam no momento, para em seguida aferir
a distância percorrida.
Para a realização do teste de Vai-Vem com protocolo de 20 metros, com
velocidade inicial de 8 Km/h com aumento crescente de 0,5 Km/h a cada 1 minuto,
foram utilizados 2 dias para a coleta dos dados, devido à incompatibilidade de um
dos participantes os indivíduos foram divididos em um grupo de 3 pessoas no
primeiro dia, e no dia seguinte um grupo de 5 pessoas.
Este teste consiste no
mesmo objetivo de avaliação do teste anterior, e os participantes, assim como, no
teste anterior foram informados de como proceder podendo desistir do teste a
qualquer momento.
8.1
Instrumentos
1. Aparelho de cd
2. Apito
3. Cd com o ritmo do teste
4. Cones
27
5. Cronômetro (Mondaine)
6. Fita Crepe
7. Pista de Atletismo
8. Trena 50 metros (Lufkin)
8.2
Fase de treinamento
Não haverá fase de treinamento durante a realização desse estudo.
8.3
Seleção da amostra
A seleção da amostra será intencional e por comodidade. Serão
selecionados, para a realização dos testes, doze indivíduos (n = 8) entre eles sete
(7) do sexo masculino e um (1) do sexo feminino, com média de idade entre 18 à 29
anos. Os indivíduos selecionados são fisicamente ativos e sem habito de tabagismo
e alcoolismo.
8.4
Cuidados pré-teste
Os indivíduos convidados para a realização dos testes foram informados de
todos os procedimentos a serem realizados, bem como de seus riscos na realização.
Os mesmos receberam um termo de consentimento (Apêndice A) onde todas as
informações pertinentes aos testes estavam descritas, além de serem informados de
uma possível publicação da pesquisa.
Foi pedido aos participantes do teste que não realizassem atividade física
vigorosa nas 24 horas que antecedessem os experimentos, e, que não utilizassem
nenhuma substancia estimulante para a realização do teste.
28
Também foi importante o esclarecimento total de como os testes seriam
realizados. Na hora da realização dos testes também era induzido que somente
pessoas, as quais participavam da avaliação fiquem presentes.
8.5
Protocolos
Existem hoje, dois métodos para avaliação da capacidade aeróbia máxima,
direto e indireto. Os testes diretos ou laboratoriais, que aferem o VO2max são
realizados em laboratório e são testes de esforço máximo de múltiplos estágios que
é realizado em uma esteira ou em uma bicicleta ergométrica. O examinado corre ou
pedala em cargas de trabalho cada vez maiores até a exaustão (BARROW, MCGEE;
2003). Durante a realização dos testes são examinadas as trocas gasosas do ciclo
respiratório a fim de registrar quando o consumo de oxigênio alcançou o pico ou
atingiu um platô. A decisão de se utilizar um ou outro teste direto depende muito das
razões para execução do teste, do tipo de indivíduo a ser testado e da
disponibilidade de equipamento e pessoal apropriados (ACSM, 2003).
Em contra partida temos os testes indiretos ou testes de campo que além de
ter um custo mais baixo, não necessita de avaliadores especializados por ter seus
protocolos de fácil compreensão. Os testes de campo exigem um esforço explosivo
assim como os testes laboratoriais e também são utilizados para predizer o VO2max.
Porém existem vantagens e desvantagens, as vantagens dos testes de campo
consistem no fato de poderem ser testados grandes números de indivíduos de cada
vez e de ser necessário pouco equipamento. As desvantagens residem no fato de
serem todos presumidamente testes máximos e, por sua própria natureza, não
serem monitorados (ACSM, 2003).
29
8.6
Riscos
Por se tratar de um teste de esforço Máximo, onde o individuo avisa quando
não consegue mais prosseguir parando o teste, os riscos são insignificantemente
baixos. O American Colege of Sports Medicine (2003) afirma que o risco de ocorrer
morte durante a realização de um teste de esforço Maximo é inferior a 0,01%, e que
os acidentes ocorrem por os responsáveis pelos testes não terem conhecimento
necessário ou não estão preparados para realização do teste, bem como não terem
tomado as medidas preventivas para a realização do mesmo.
8.7
Análise Estatística
Para a realização do tratamento estatistico foi utilizado o software Excel e
SPSS 11, no qual se utilizou teste t para amostras pareadas com nível de
significância p≤0,05, para verificação do grau de correlação utilizou-se correlação de
Pearson.
30
9
RESULTADOS
A seguir serão mostrados os resultados obtidos durante a realização da
pesquisa. Essa tem como objetivo correlacionar os dados coletados entre os testes
de Cooper e Vai-Vem. A tabela 1 mostra a distância percorrida e o valor do VO2 max
obtido no teste de Cooper: Equação de predição do VO2 máx em ml/kg/min teste
aeróbio de 12 minutos de Cooper (DANTAS; 2003):
vo2 max =
dist. − 504,1
44,8
Na qual VO2 max = consumo máximo de oxigênio; e dist. = distancia em metros.
Tabela 1- referente ao teste de Cooper de 12 minutos
Nome
Participante
Distância percorrida
(em metros)
Consumo de Oxigênio
(ml/ kg/min.)
Indivíduo A
2,600
46,78
Individuo B
3,100
57,94
Individuo C
2,750
50,13
Individuo D
2,450
43,43
Individuo E
2,510
44,77
Individuo F
2,475
43,99
Individuo G
2,335
40,86
Individuo H
2,640
47,67
31
Os valores referentes a distancia percorrida e o VO2 max. No teste de VaiVem de 20 metros estão descritos na tabela 2 onde o valor do consumo de oxigênio
foi obtido através da equação: (DUARTE; DUARTE, 2001).
Y= -24,4 + 6,0 X
Onde Y= VO2 em ml/kg/min; X= velocidade em km/h (no estágio atingido).
Tabela 2 – referente ao teste de Vai-Vem de 20 metros
Nome
Participante
Voltas
Percorridas
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Indivíduo A
28
35,6
Individuo B
82
53,6
Individuo C
77
50,6
Individuo D
47
41,6
Individuo E
38
38,6
Individuo F
74
50,6
Individuo G
62
47,6
Individuo H
83
53,6
32
Será apresentada agora uma série de gráficos mostrando a comparação
dos resultados do consumo de oxigênio de cada indivíduo com base nos testes
aplicados.
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 1 - referente ao individuo A
50
40
30
20
10
0
Cooper
Vai-Vem
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 2 - referente ao individuo B
60
58
56
54
52
50
Cooper
Vai-Vem
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 3 - referente ao individuo C
50.8
50.6
50.4
50.2
50
49.8
Cooper
Vai-Vem
33
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 4 - referente ao individuo D
44
43.5
43
42.5
42
41.5
41
40.5
Cooper
Vai-Vem
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 5 - referente ao individuo E
46
44
42
40
38
36
34
Cooper
Vai-Vem
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 6 - referente ao individuo F
52
50
48
46
44
42
40
Cooper
Vai-Vem
34
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 7 - referente ao individuo G
50
48
46
44
42
40
38
36
Cooper
Vai-Vem
Consumo de Oxigênio
ml/kg/min
Grafico 8 - referente ao individuo H
56
54
52
50
48
46
44
Cooper
Vai-Vem
35
A seguir, será mostrado no gráfico 9 dados dos resultados da média e desvio
padrão de ambos os testes.
Média e desvio padrão
60
50
ml/kg/min
40
Cooper
30
Vai e Vem
20
10
0
1
Foi realizada uma analise estatística para ver a significância dos resultados
obtidos. Não houve valor de diferença significativa em nenhuma das variáveis.
Tabela 3 – referente ao teste t para amostras pareadas
Teste-t: duas amostras em par para médias
Variável 1
Média
Variância
Observações
Correlação de Pearson
Variável 2
46,8875
46,475
27,86696429
48,69642857
8
8
0,441656507
Hipótese da diferença de média
0
gl
7
Stat t
0,175842426
P(T<=t) uni-caudal
0,432698259
t crítico uni-caudal
1,894577508
P(T<=t) bi-caudal
0,865396518
t crítico bi-caudal
2,36462256
36
10
DISCUSSÃO
O principal objetivo deste estudo foi verificar se há correlação entre os testes
indiretos (Cooper e Vai-Vem) para a predição da capacidade cardiorrespiratória em
indivíduos fisicamente ativos estudantes de Educação Física.
Após tratamento estatístico, confirmando a hipótese 1, não foram verificadas
diferenças significativas de VO2 max, cuja média e desvio padrão dos indivíduos no
teste de Cooper foi 48,89 ± 5,28, e no teste de Vai-Vem foi 46,48 ± 6,98. Souza et.
al (2000) verificou através do teste de Vai-Vem, o VO2 max em atletas de handebol
participantes da liga Nacional, obtendo o valor médio de 47,04 ± 1,82, esse resultado
é significativamente igual ao encontrado no presente estudo. Grant et. al (1995), ao
compararem os resultados de VO2max obtidos pelo teste de Cooper, shuttle run de
multiestágios progressivos e pelo teste submáximo em bicicleta com medida direta
em homens saudáveis, verificaram maior eficácia nos valores fornecidos pelo teste
de Cooper. Confirmando resultados obtidos na realização deste estudo, quando
correlacionados os valores de VO2max obtidos em ambos os testes, observou-se uma
fraca correlação na medida dos testes indiretos.
Correlação de Pearson
Cooper 12
minutos
Cooper 12 minutes
Vai -Vem
léger
Pearson Correlation
1
.442
Sig. (2-tailed)
.273
N
Vai-Vem Léger
8
8
.442
1
Pearson Correlation
Sig. (2-tailed)
.273
N
8
8
37
Quanto aos valores obtidos na comparação entre os testes, é possível que a
correlação dos resultados tenha sido fraca por não terem sido controladas
determinadas variáveis como, temperatura ambiente, motivação e medidas
antropométricas. Nos gráficos a seguir, será mostrado que a curva normal não
apresentou uma distribuição gaussiana, tendendo a esquerda.
Histogram
4
Frequency
3
2
1
Mean =46.8875
Std. Dev. =5.27892
N =8
0
40.00
45.00
50.00
Cooper 12 minutos
.
55.00
60.00
38
4
Frequency
3
2
1
Mean =46.475
Std. Dev. =6.97828
N =8
0
36.00
39.00
42.00
45.00
48.00
51.00
54.00
vai e vem léger
O fato das curvas não ter apresentando uma distribuição gaussiana pode
estar relacionado ao reduzido n amostral, o que pode comprometer, sobremaneira,
os achados do presente estudo. Sugere-se que futuramente aumente-se o número
de sujeitos desse estudo.
39
11
CONCLUSÃO
Pode-se concluir que os testes aeróbios de corrida de Cooper de 12 minutos
e Vai-Vem de 20 metros são testes simples, que permitem serem aplicados a
pessoas de diferentes condições cardiorrespiratórias, que em termos educacionais é
válido, pois leva o avaliado a conhecer seu corpo em situações de esforço máximo,
levando ao conhecimento das suas limitações fisiológicas no presente momento. Já
para o avaliador, são bons instrumentos de avaliação e podem ser utilizados em
escolas, clubes e por personal treinners, público alvo dessa pesquisa.
Após analise estatística dos dados, execução dos procedimentos para coleta
de dados e elaboração do referencial teórico, foi possível observar que para atingir
um resultado conciso é necessário um n superior ao utilizado no presente estudo.
Entre tanto, os resultados mostraram a confirmação da hipótese de que não
haveria diferença estatisticamente significativa entre os testes de Cooper e Vai-Vem
na predição cardiorrespiratória de indivíduos estudantes de Ed. Física fisicamente
ativos da PUCRS.
40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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testes de esforço e sua prescrição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 239
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41
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J Sports Med 1995;29:147-52.
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42
WILLIAMS; WILKINS. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho
Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 694p.
43
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TESTES CARDIORRESPIRATÓRIOS
(COOPER E VAI-VEM).
O Sr (a) fará dois testes em pista de atletismo que servirá para uma análise do
VO2 máximo. O Sr (a) será encorajado a correr até o máximo cansaço ou
desconforto possível. Os testes só servem quando há um esforço máximo, ou seja, o
Sr (a) só deverá parar de correr quando não houver mais fôlego, força nas pernas ou
se houver dor no peito. O Sr (a) tem toda liberdade de interromper os testes a
qualquer momento.
O ritmo do coração será observado a todo o momento bem como sua
respiração. Se houver qualquer mal estar, ou alteração no ritmo cardíaco, o teste
será interrompido para possível tratamento necessário.
Estes testes serão feitos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul e não há relação alguma com qualquer instituição financeira ou empresa
particular.
Existe a possibilidade de certas alterações durante o teste: de pressão arterial
(para mais ou para menos), dos batimentos cardíacos, dores no peito e, muito
raramente, arritmias e ataques cardíacos. Como citado acima, o Sr (a) poderá, a
qualquer momento, interromper os testes.
As informações obtidas nos seus testes servirão para o estudo do VO2 máximo,
a fim de verificar se existe alguma diferença entre o teste de Cooper e o teste de
Vai-Vem.
Fica aqui afirmado que o Sr (a) não receberá quaisquer benefícios financeiros,
autorizando a realização dos testes e a sua publicação. Lembramos, também, que o
Sr (a) terá toda a liberdade para obter qualquer informação adicional referente aos
testes.
Eu,.........................................................
(voluntário
ou
responsável)
fui
informado dos objetivos da pesquisa acima de maneira clara e detalhado. Recebi
informação a respeito do tratamento recebido e esclareci minhas dúvidas. Sei que
44
em qualquer momento poderei solicitar novas informações e modificar minha
decisão se assim eu o desejar. O professor Jonas Gurgel certificou-me de que todos
os dados desta pesquisa referentes a mim serão confidenciais e terei liberdade de
retirar meu consentimento de participação na pesquisa, face a estas informações.
Fui informado que caso existam danos à minha saúde, causados diretamente
pela pesquisa, terei direito a tratamento médico e indenização conforme estabelece
a lei.
Caso o Sr (a) tenham perguntas sobre este estudo, podem chamar o professor
Jonas Gurgel, pelo telefone 51 81319934 ou por e-mail [email protected]
_____________________________
Assinatura do participante
Identidade nº
_____________________________
Assinatura do médico
_________________________
________________________
Assinatura de testemunha
Porto Alegre, _______de____________________de 2006.
45
ANEXO – Questionário do nível de atividade física regular (NEDER; NERY,
2003)
QUETIONÁRIO DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR
NOME:_________________________________________________________
SEXO:__________________________ IDADE:_________________________
A) OCUPAÇÃO
P1) Qual sua principal ocupação (descrever): __________________________
1 Trabalho em escritório, motorista, vendas, lecionando, estudando, em
casa, médico/ paramédico, outra profissão de nível universitário,
segurança.
3 Trabalho fabril, encanador, carpinteiro, serralheiro, mecânica.
5 Construção civil, pedreiro, marceneiro, carregador.
P2) No trabalho, o Sr (a) se senta:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 sempre
P3) No trabalho, o Sr(a) fica de pé:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 sempre
P4) No trabalho, o Sr (a) anda:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 sempre
46
P5) No trabalho, o Sr(a) carrega objetos pesados:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 muito freqüentemente
5 sempre
P6) Depois do trabalho, o Sr(a) se sente fisicamente cansado(a):
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 muito freqüentemente
5 sempre
P7) No trabalho, o Sr(a) se esforça a ponto de suar:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 muito freqüentemente
P8) Em comparação com outras pessoas do seu convívio e da mesma idade, o
Sr(a) acha que seu trabalho é fisicamente:
1 muito mais leve
2 mais leve
3 da mesma intensidade
4 mais intenso
5 muito mais intenso
ÍNDICE OCUPACIONAL = [ P1 + (6-P2) + P3 + P4 + P5 + Pֹ ◌ֹ + P7 + P8] ÷ 8 =
B) ESPORTES
47
P9) O Sr( a) pratica algum esporte:
SIM ( )
NÃO ( )
P9a) No caso de resposta afirmativa:
INTENCIDADE
Qual esporte pratica mais freqüentemente:
0,76 bilhar, boliche, vela, outro esporte sem deslocamento corporal ativo
1,26 ciclismo, dança, natação, tênis, vôlei, caminhada
1,76 basquete, boxe, futebol, canoagem, ginástica, corrida, musculação
TEMPO
Quantas horas por semana:
0,5
<1
1,5 1-2
2,5 2-3
3,5 3-4
4,5 > 4
PROPORÇÃO
Quantos meses por ano:
0,04 < 1
0,17 1-2
0, 42 4-6
0,67 7-9
0,92 > 9
P9a = INTENCIDADE x TEMPO x PROPORÇÃO = _____________________
P9b) O Sr(a) pratica um segundo esporte:
0,76 bilhar, boliche, vela, outro esporte sem deslocamento corporal ativo
1,26 ciclismo, dança, natação, tênis, vôlei, caminhada
1,76 basquete, boxe, futebol, canoagem, ginástica, corrida, musculação
48
TEMPO
Quantas horas por semana:
0,5 < 1
1,5 1-2
2,5 2-3
3,5 3-4
4,5 > 4
PROPORÇÃO
Quantos meses por ano:
0,04 < 1
0,17 1-3
0,42 4-6
0,67 7-9
0,92 > 9
P9b = INTENCIDADE x TEMPO x PROPORÇÃO = ___________________
P9 = P9a + P9b = _____________
1 0
2 0,01 -< 4
3 4- < 8
4 >8
P10) Em comparação com outras pessoas de seu convívio e de mesma idade,
o Sr(a) acha que sua atividade durante o lazer é:
1 muito menor
2 menor
3 da mesma intensidade
4 maior
5 muito maior
P11) Durante o lazer, o Sr(a) se esforço a ponto de suar:
49
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 muito freqüentemente
P12) Durante o lazer, o Sr(a) pratica esportes:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 muito freqüentemente
ÍNDICE DE ATIVIDADE ESPORTIVA = [ P9 + P10 + P11 + P12 ] ÷ 4 = __
C) LAZER
P13) Durante o lazer, o Sr(a) se exercita:
5 nunca
4 raramente
3 algumas vezes
2 freqüentemente
1 muito freqüentemente
P14) Durante o lazer, o Sr(a) anda a pé:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
4 freqüentemente
5 muito freqüentemente
P15) Durante o lazer, o Sr(a) anda de bicicleta:
1 nunca
2 raramente
3 algumas vezes
50
4 freqüentemente
5 muito freqüentemente
P16) Quantos minutos por dia, habitualmente, o Sr(a) anda a pé ou de
bicicleta, indo e voltando do trabalho, escola ou compras:
1 <5
2 5-15
3 15-30
4 30-45
5 > 45
ÍNDICE DE ATIVIDADE NO LAZER = [(6-P13) + P14 + P15 + P16] ÷ 4 = ___
ÍNDICE
a) Ocupacional
b) Atividade Esportiva
c) Atividade no Lazer
TOTAL ABSOLUTO (a + b + c)
TOTAL MÉDIO (a + b + c / 3)
VALOR
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Tiago de Andrade Lima