15.000 EXEMPLARES – DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL – MARÇO DE 2015 – ANO 2 – Nº 18
Medos, culpa, remorsos
e perdão a si mesmo
Veja matéria nas páginas 12 e 13
O AUX
ÍLIO VI
RÁ
e
TENSÃ
EMOCI O
ONAL
página
5
“(...) a primeira luz que
assinalará o alvorecer do
Cristianismo na intimidade
de nosso coração será o
exato momento em que
nos alegrarmos com o
contentamento de nosso
semelhante!” - Rogério
Coelho - veja na página 15.
Fechamento autorizado
Pode ser aberto pela ECT
Palestras com Marisa Cajado
Marisa Cajado (Guarujá-SP) visita várias cidades em extensa
jornada no período de 19 a 26 de março. Veja programa no site
do Instituto Cairbar Schutel. www.institutocairbarschutel.org
PÁGINA 2
Março de 2015
Editorial
Regionalização
do jornal
F
aremos experiência piloto
a partir de cidade paulista
para tentar regionalizar a
publicação do Tribuna do Espiritismo, visando diluir os custos
e possibilitar que o jornal chegue
às diversas regiões do pais com
publicidade regional específica,
mantido o conteúdo geral.
A experiência ainda está em
fase de estudos e depois do teste
acima referido, poderemos iniciar essa ampliação. Em tese, os
arquivos digitais com o conteúdo
original do jornal poderão ser
remetidos às regiões ou cidades
interessadas, com espaço em
branco das publicidades para
serem preenchidos com os patrocínios locais. Ou, se remetidos para nós os patrocínios,
poderemos enviar concluído
apenas para impressão.
Os interessados poderão
manter contato imediato para
estudarmos a viabilidade a partir
dos primeiros estudos. Isso vai
facilitar mais ampla distribuição em experiência inédita no
país. Assim que concluídos os
estudos, divulgaremos, mas já
podemos receber contatos para
essa finalidade. Agora é desfrutar
a rica edição de março, em suas
mãos leitor. r
Carta Aberta
Texto publicado em “colega” do Tribuna, em
Botucatu, o jornal do C.E. A Caminho da Luz, chama
a atenção pela lucidez e oportunismo do autor.
Francisco Habermann – membro da Assoc. Médico-Espírita de Botucatu-SP
[email protected]
Q
uero cumprimentar a todos os colaboradores dos
veículos de divulgação
espírita do Brasil. A tarefa é nobre
e o esforço de cada um é sempre
multiplicado infinitamente. Conquistar o leitor é a primeira missão
da palavra de ajuda.
Nesta semana, estive na firma
de um dos abençoados patrocinadores de publicação espírita e ouvi
com alegria a informação que os
exemplares (dispostos no balcão
gratuitamente) têm despertado o
interesse do público frequentador
daquele estabelecimento comercial.
Os clientes (não espíritas) levam o
jornal, demonstrando curiosidade,
disse-me o responsável.
Fiquei feliz e imaginei a nossa
responsabilidade cada vez maior
diante daquela observação auspiciosa.
Ao escrever artigos, devemos
cuidar para atrair e esclarecer o leitor, especialmente aquele movido
pela curiosidade sobre a Doutrina
Espírita. Se possível, com temas
atuais que estão envolvendo o
nosso cotidiano. A partir deles, insere-se o pensamento esclarecedor
e consolador.
Nos tempos atuais de alto di-
“
Ao escrever artigos,
devemos cuidar para
atrair e esclarecer o leitor,
especialmente aquele
movido pela curiosidade
sobre a Doutrina Espírita.
Se possível, com temas
atuais que estão
envolvendo o nosso
cotidiano. A partir deles,
insere-se o pensamento
esclarecedor e
consolador.
namismo eletrônico na veiculação
noticiosa e de reduzido conteúdo
reflexivo, convém nos ater aos itens
da boa didática: linguagem sim-
ples e correta, baseada em Kardec;
textos curtos e esclarecedores (500
a 600 palavras); inserção de experiência própria (descrição de um
fato, uma história ilustrativa, etc.)
que fixe no leitor a ideia central
do artigo.
Certamente, esse leitor novato
assim fisgado não deixará de buscar
a nova edição. De cliente ocasional,
passa a ser leitor assíduo.
Bom para a vida dele, para o
Centro, para o patrocinador e,
sobretudo, para o Movimento
Espírita - em nome do qual,
também, o jornal é veiculado. E
o Centro Espírita cumpre mais
uma de suas tarefas.
Que os bons espíritos nos ajudem. r
Nota da Redação: a responsabilidade
amplia-se com o compromisso individual espírita de não permitir acúmulo de
publicações – inclusive de mensagens
avulsas – para utilizá-las em continuada
distribuição nas instituições, inclusive
com o estímulo de comentários sobre
conteúdo e entrega individual, de mão
em mão.
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Março de 2015
O Kindle Espírita chegou para ficar
Novo conceito de leitura, publicação
e colecionamento de livros.
H. M. Monteiro
[email protected]
D
e tempos em tempos surge
algo realmente bom e revolucionário para o público
leitor. Foi assim com o Kindle, um
formato proprietário da Amazon,
lançado nos EUA em Novembro
de 2007 mas que só chegou ao
Brasil em 2011.
Chegou mas não vingou: foi
preciso esperar até 2013 para que
editoras e leitores brasileiros acordassem em peso para essa nova
maneira de ler, publicar e colecionar livros, todos convenientemente
organizados em um mesmo lugar,
formando bibliotecas virtuais portáteis, automaticamente atualizadas e repletas de recursos integrados tanto para o leitor casual como
para estudiosos e pesquisadores.
Entre as editoras espíritas pioneiras no Kindle está a Editora
Allan Kardec (portal Kindle no
http://goo.gl/09sSwK), hoje lida e
respeitada em todo o mundo, sobretudo no Brasil, EUA e Canadá,
a qual gentilmente disponibilizou
um de seus títulos para a elaboração
desta matéria.
O aplicativo de leitura
Kindle é também sua
biblioteca pessoal
Ao contrário de outros formatos
de eBook, o aplicativo Kindle armazena ele mesmo todos os livros
do usuário. Basta clicar na capa de
um título adquirido para lê-lo ou
pesquisá-lo instantaneamente.
Uma vantagem a mais é que
o aplicativo é totalmente portátil
e sincronizável. Quer dizer, você
pode iniciar a leitura de um livro
em seu computador e depois retomá-la de onde parou, em seu lap-
top, tablet ou smartphone, usando
os sofisticados aplicativos de leitura
da Amazon disponíveis pelo http://
goo.gl/JdA4cs. Os aplicativos são
todos gratuitos, mas para espíritas
sem maiores preocupações financeiras há também os aparelhos
termo desconhecido ou erudito.
Basta clicá-lo duplamente para
obter sua definição instantânea na
tela, sem interromper a leitura para
buscar o significado em dicionário impresso ou pela Internet. O
excelente dicionário embutido é
vro Kindle, clique no ícone da lupa,
digite o termo desejado e... voilà!
Lá estarão, em segundos, absolutamente todas as passagens do livro
sobre o assunto, listadas de uma só
vez e acessáveis instantaneamente
ao clicar-se na coluna de resultados.
Digo e repito “instantâneo” porque
é de uma rapidez impressionante: é
preciso ver para crer. Daí, então, é
só copiar e colar os trechos no seu
trabalho ou documento.
Muitos outros recursos e benefícios compõem o Kindle espírita.
Para descobri-los e explorá-los
desde já, instale o aplicativo e
Dicionário integrado instantâneo. Espírito Augusto, Clayton Levy. Saúde e Espiritualidade © Editora Allan Kardec – Amazon Kindle
leitores Kindle vendidos pela própria Amazon. Note, porém, que
em certos aspectos os aplicativos
gratuitos são até superiores a eles ,
além de democratizarem o acesso
a essa notável tecnologia.
Aplicativo Kindle em ação:
palavras obscuras e difíceis
Digamos que você esteja lendo
um livro e, de repente, surge um
baixado automaticamente em seu
aplicativo logo no primeiro uso,
sem qualquer custo.
Poderosa ferramenta de
busca e pesquisa relâmpago
Outra hora você está realizando
um estudo ou preparando uma
aula ou palestra cujo assunto é, por
exemplo, a obsessão. Abra o seu li-
depois baixe alguns livros Kindle
gratuitos da Amazon (pelo endereço http://goo.gl/vH9xNc),
antes de começar a adquirir suas
obras espíritas.
Ah, e pense nas florestas que
você salvará do desmatamento,
além do espaço tomado pelos livros
de papel, ao aderir ao leve formato
eletrônico que veio par ficar... cada
vez melhor. Boa leitura! r
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Março de 2015
150 anos da obra “O Céu e o Inferno”
Livro contém documentos preciosos e depoimentos.
Alessandro Viana de Paula
[email protected]
O
obra “O Céu e o Inferno
ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo” é o
quarto livro do chamado “pentateuco de Kardec” (há cinco livros que compõem as
chamadas “obras básicas
da codificação espírita”)
e foi lançado em Paris no
mês de agosto de 1865,
portanto, este ano, em
que se comemora os 150
anos de lançamento dessa
obra, cabe aos espíritas a
excelente oportunidade
de estudar com profundidade as valiosas lições
do livro em questão.
O livro, segundo o
próprio Allan Kardec,
contém “o exame comparado das doutrinas sobre a
passagem da vida corporal
à vida espiritual, as penas
e as recompensas futuras,
os anjos e os demônios, as
penas eternas, etc., seguido
de numerosos exemplos sobre a situação real da alma
durante e após a morte”.
Anote-se que Allan Kardec
dividiu pedagogicamente o livro
em duas partes. A primeira enfrenta as questões relacionadas
aos locais onde a alma ficaria após
a morte e os assuntos correlatos,
como anjos e demônios, as penas
eternas e as penas futuras segundo
o espiritismo, etc. A segunda parte
traz a narrativa dos espíritos que se
encontram em diversas situações
no mundo espiritual, desde que
aqueles que são felizes e outros
que estão em sofrimento, arrependidos ou não.
Dessa forma, o livro aprofunda-se em questões primordiais, de
cunho filosófico-religioso, porque
responderá dúvidas milenares a
respeito da morte e do que acontece logo após a sua ocorrência,
demonstrando que os conceitos
exarados pelas doutrinas judaicocristã em torno do céu e do inferno
e do destino da alma após a morte
estão equivocados.
Vale a pena conferir a lógica
exposta por Allan Kardec ao refutar
os conceitos convencionais de céu,
de inferno e de purgatório, bem
como as ideias errôneas a respeito
do demônio e de sua intervenção
sobre as criaturas humanas.
O Espiritismo parte da premissa de que Deus é amor infinito e
soberanamente justo, portanto, não
poderia gerar um local de sofrimento eterno e não criaria espíritos em
condições de privilégio, como, por
exemplo, os anjos, os serafins,
os querubins e os arcanjos.
Vamos entendendo que
somos o autor do nosso
destino e que fomos criados simples e ignorantes,
de forma que todos, sem
exceção, atingiremos a plenitude, sendo que poderemos retardar ou apressar
esse estado evolutivo da
alma, através dos acertos ou
erros, e a reencarnação é o
método pedagógico criado
por Deus para permitir que
essa fatalidade divina, a
perfeição relativa, aconteça
para todos.
Assim sendo, céu e inferno não são locais geográficos, mas são estados
íntimos da alma, quer ela
esteja no corpo ou fora dele.
Todo erro, por mais grave que seja, é passível de
reparação, podendo o espírito, a
partir do arrependimento, refazer
seu caminho e prosseguir na estrada da evolução.
Imaginemos quanto consolo o
Espiritismo oferta aos familiares
de um suicida, de um criminoso
contumaz, de uma pessoa com
desvios morais, porque ensina que
nenhum investimento de amor é
perdido e que eles terão infinitas
oportunidades de conquistarem
a felicidade, sendo que as preces
intercessoras serão valiosíssimas
nesse processo de recuperação, por
revigorar o ânimo deles.
Existe, sim, locais de sofrimento
na erraticidade, mas são estados
transitórios, porque os benfeitores
espirituais lá estão trabalhando,
socorrendo os espíritos arrependidos. Existe, também, locais de
felicidade no além, destinados aos
espíritos que aprenderam a amar e
a servir ao próximo, mas eles não
ficam lá reclusos, indiferentes ao
sofrimento alheio, num estado de
contemplação, mas agem em favor
daqueles que ainda sofrem.
Certa feita, Chico Xavier foi
questionado se o céu, conforme o
conceito clássico, estaria cheio ou
vazio, e ele respondeu que estaria
vazio, porque os bons estariam ajudando no “inferno”. Vejamos que
resposta sábia. Quem ama, jamais
está parado, inativo.
Pode-se perguntar: Como é que
nós, os espíritas, sabemos disso tudo?
Através da abençoada mediunidade,
porque são os próprios espíritos, que
estão em sofrimento ou que já estão
em condições melhores, que vêm nos
contar a sua história pessoal, para
nos servir de aprendizado.
Por essa razão, a 2ª parte do livro
“O Céu e o Inferno” é belíssima,
porque a narrativa dos espíritos, em
diversas situações morais, vem dar
credibilidade e veracidade a toda
argumentação lógica exposta por
Allan Kardec na 1ª parte da obra.
Os ensinos espíritas constantes
nessa obra fazem-nos entender a
morte e por que não devemos temê
-la, bem como nos faz compreender a lição de Jesus exarada na frase:
“A cada um será dado segundo as
suas obras” (Mateus 16:27), não
havendo privilégio concedido por
Deus e/ou a eliminação de nossas
faltas, pela confissão dos pecados
ou pela oração intercessória, mas
cabe a cada um de nós, espíritos
imortais que somos, optarmos o
quanto antes pelo caminho do bem,
da verdade e do amor, a fim de que
o “céu interior” surja em nós, pois o
Reino de Deus está dentro de nós
(Lucas 17:20-21). r
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Março de 2015
Preciosidades de Emmanuel
Duas mensagens psicografadas por Chico Xavier trazem imenso
conforto diante das angústias e adversidades.
Seleção especial para a presente edição
Tensão emocional*
Não raro, encontramos, aqui e
ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
Quase sempre, não caminham.
Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação. E
provado está que na Terra, a tensão
emocional da criatura encarnada se
dilata com o tempo.
Insegurança, conflito íntimo,
frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão,
com outros estados negativos da
alma, espancam sutilmente o corpo
físico, abrindo campo à moléstia
de etiologia obscura, à força de se
repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.
***
Se conseguires aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa
ou daquela religião em que mais
te reconfortes, preserva-te contra
semelhantes desequilíbrios.
Começa, aceitando a própria
vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.
Aprenda a estimar os outros,
como se te apresentem, sem exigirlhes mudanças imediatas.
Dedica-te ao trabalho em que
te sustentes, sem desprezar a pausa
de repouso ou o entretenimento
em que se te restaurem as energias.
Serve ao próximo, tanto quanto
puderes.
Detém-te lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo
o que te pareça inconveniente ou
desagradável.
Não carregues ressentimentos.
Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e
de assuntos improdutivos que te
furtem a paz.
Admite o fracasso por lição
proveitosa, quando o fracasso possa
surgir.
Tempera a conversão com o
fermento da esperança e da alegria.
Tanto quanto possível, não te
faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais,
olvida o que já se foi, usando o
presente na edificação do futuro
melhor.
Se o inevitável acontece, aceita
corajosamente as provas em vista,
na certeza de que todas as criaturas
atravessam ocasiões de amarguras
e lágrimas.
Oferece um sorriso de simpatia
e bondade, seja a quem for.
Quanto à morte do corpo,
não penses nisso, guardando a
convicção de que ninguém existiu
no mundo sem a necessidade de
enfrentá-la.
E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa
que não seja a bênção da paz na
consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto
ou doença, de vez que se cumpres o
teu dever com sinceridade, quando
te falte força Deus te sustentará e
onde não possas fazer todo o bem
que desejas realizar Deus fará sempre a parte mais importante.
*Constante do livro Companheiro, edição IDE.
O auxílio virá**
O problema que te preocupa
talvez te pareça excessivamente
amargo ao coração.
E tão amargo que talvez não
possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é
tamanha que tens a ideia de haver
perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te
assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Deus não nos abandona.
Faze silêncio e não te queixes.
Alegra-te e espera porque o Céu
te socorrerá.
Por meios que desconheces,
Deus permanece agindo.
** Constante do livro Recados do Além,
edição Edit. Chico Xavier.
Março de 2015
Universo Inteligente?
Com a abordagem do autor, nossa homenagem ao Codificador
do Espiritismo, cuja desencarnação ocorreu em 31/03/1869.
José Benevides Cavalcanti
[email protected]
C
hega a ser surpreendente o
caminhar do conhecimento
humano em busca de explicações para as causas e origens
do universo. Uma obra do filósofo
Thomas Nagel, lançada em 2012 –
e que, em tradução livre, tem por
título “Mente e Cosmos” – rejeita
a ideia de que o universo se resume
em matéria e forças físicas, e de
que a lei de evolução, diferentemente do que acreditava Charles
Darwin, depende apenas e tão
somente do acaso. Nagel é um respeitável professor da Universidade
de Nova York e seus trabalhos se
concentram em filosofia da mente,
filosofia política e ética.
O que mais surpreende nas
ideias de Nagel é o fato de que,
embora se proclame ateu, sua proposta é buscar a verdade além da
matéria e da energia para explicar
o universo, aproximando-se mais
das ideias espíritas do que das
teorias materialistas.
Vejam que interessante! Para
ele a inteligência do homem,
capaz de elaborar a ciência e
principalmente a matemática,
está em sintonia com o universo
e é, por isso, que o homem consegue explicar as leis da natureza.
Acontece que essas explicações
“
(...) os fenômenos
que ocorrem no universo
não acontecem de forma
aleatória, o que significa
que a evolução teria uma
direção específica – ou
seja, um fim determinado.
Em linguagem mais
simples, poderíamos dizer
que Nagel, embora ateu,
acredita num princípio
inteligente ou, no
mínimo, acha que o
universo é consciente e,
portanto, sabe o que está
fazendo.
caminham em direção à verdade
e, embora não consigam atingi-la
plenamente, demonstram que a
mente humana é “um princípio
fundamental da natureza” e que
“vivemos em um universo preparado para gerar seres capazes de
compreendê-lo”.
Disso resulta para esse filósofo
observador que os fenômenos que
ocorrem no universo não acontecem de forma aleatória, o que
significa que a evolução teria uma
direção específica – ou seja, um
fim determinado. Em linguagem
mais simples, poderíamos dizer
que Nagel, embora ateu, acredita
num princípio inteligente ou, no
mínimo, acha que o universo é
consciente e, portanto, sabe o que
está fazendo.
Esse posicionamento de Thomas Nagel tem levado vários
estudiosos a repensar o que realmente a ciência está buscando.
Outro filósofo, David Chalmers,
diretor de estudos da consciência da Universidade Nacional da
Austrália, coloca as conclusões de
Nagel ainda mais próximas das
ideias espíritas, quando sugere
que os cientistas, que buscam
uma teoria do tudo, considerem a
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hipótese do universo consciente,
no qual um tipo de inteligência
atua sobre todos os seus fenômenos, canalizando-os para um fim
providencial.
A concepção de Pitágoras, 5
séculos antes de Cristo, de que
os números têm significado e
que, a princípio, pode parecer
ingênua ou imaginosa, na verdade, pode ser algo muito mais
sério do que se pensa, pois, de
certa forma, ela revela que a
matemática não é uma simples
criação humana, mas uma decorrência natural desse universo
inteligente, que o físico Amit
Goswami, da Universidade do
Oregon, chama de “Universo Autoconsciente”, título de uma de
suas obras. Já o cosmólogo, Max
Tegmark, professor do Instituto
de Tecnologia de Massachusets,
que afirma ser o universo uma
estrutura matemática e vários
outros estudiosos de diversas
áreas científica, notadamente da
física e da biologia, também estão
voltando sua atenção para essa
“descoberta” de Nagel.
Entretanto, o que eles ainda
não sabem e, por certo custarão
a entender, é que o Espiritismo,
desde a sua constituição em 1857,
já afirmava que por trás de toda essa
complexa e inimaginável realidade
fenomênica a que pertencemos está
uma “inteligência suprema, causa
primária de todas as coisas”. r
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Março de 2015
Respeitado por gregos e troianos
E quem é o meu próximo? – Lucas, 10:29
Sidney Fernandes
[email protected]
U
ma das cenas mais famosas
de todos os tempos, repetida incessantemente em
peças teatrais, filmes e musicais, é
o encontro de Jean Valjean com o
Bispo de Digne, do livro Os Miseráveis, de Victor Hugo.
Jean Valjean havia acabado de
ser libertado da prisão, depois de
cumprir dezenove anos de trabalhos forçados, por ter roubado pão
para seus sobrinhos, que passavam
fome.
Dom Bienvenu (Monsenhor
Benvindo) o acolhe. Dá-lhe comida e pouso. Que retribuição recebe?
Jean Valjean, na madrugada, rouba
seus talheres de prata. Preso novamente, desta vez para cumprir pena
perpétua, é defendido pelo bispo,
que afirma ter dado a prataria de
presente ao criminoso.
Este gesto generoso muda a vida
de Jean Valjean, que, até o resto de
seus dias, torna-se um homem de
bem.
Teria Victor Hugo se inspirado
em algum personagem real para
criar o personagem Bienvenu?
Aurélio Agostinho nasceu na
África no dia 13 de novembro de
354. De temperamento impulsivo
e veemente, em sua juventude não
gostava muito de estudar. Viveu
muitos anos com o ânimo disperso,
vazio de Deus e distanciado do
devotamento cristão de sua mãe
Mônica (Santa Mônica).
A chave para sua transformação
e aquisição dos preciosos ensi-
namentos religiosos de sua mãe
surgiu no ano de 386.
Estava em um jardim de Milão, quando ouviu a voz de uma
criança invisível, que cantava
repetidamente: Toma e lê, toma e
lê. Ele tomou a epístola de Paulo
ao Romanos e leu, no capítulo 13,
versículos 13 e 14, o texto que o
conduziu definitivamente à sua
transformação moral.
Tornou-se um dos maiores intelectuais e oradores do cristianismo. Seu pensamento influenciou
profundamente a visão do homem
medieval. Conseguiu uma proeza
extraordinária:
- É considerado Santo na Igreja
Católica e na Igreja Anglicana;
- É considerado Pai Teólogo de
muitos dos protestantes, notadamente os calvinistas e os luteranos;
- É louvado na Igreja Ortodoxa
Oriental; e
- É respeitado e citado pelos
espíritas.
As reflexões de Santo Agostinho foram e continuam sendo
respeitadas por todos nós:
Fazei o que fazia, quando vivi
na Terra: ao fim do dia, interrogava
a minha consciência, passava revista
ao que fizera e perguntava a mim
mesmo se não faltara a algum dever, se
ninguém tivera motivo para de mim
se queixar. (Santo Agostinho em O
Livro dos Espíritos)
Quem é o meu próximo? Indaga
o Doutor da Lei. A pergunta é
respondida pelas atitudes de Dom
Bienvenu e Santo Agostinho. Sigamos os seus exemplos e façamos
o mesmo. r
Deixar disponível não adianta
Solicitamos a gentileza da distribuição do jornal na entrada ou saída das atividades do Centro, de mão em mão. Deixar disponível o
jornal para o público em cima de mesas ou bancadas não surte efeito de distribuição. Ideal é a entrega pessoal, motivando sua leitura,
principalmente se acrescentado de comentário sobre conteúdo. O mesmo com outras publicações, todas importantes nessa imensa tarefa
de divulgação espírita. Não permitamos acúmulo de jornais, revistas e mensagens avulsas, pois, assim acumuladas, não cumprem sua função esclarecedora e consoladora. Sejamos, individualmente ou como instituições, distribuidores de mensagens, jornais, revistas, boletins
e livros acumulados, que muito podem beneficiar a coletividade. Inclusive fora do centro, com o “esquecimento” desse material impresso
em locais de grande fluxo de pessoas.
Março de 2015
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Marília reuniu família
espírita no carnaval
2º Encontro da Família Espírita aconteceu
entre os dias 13 e 15 de fevereiro.
O
Amauri Corona e Halumi Arashiro
2º. Encontro da Família
Espírita de Marília e
região, de realização da
USE local, ocorreu no período
de 13 a 15 de fevereiro de 2015,
durante o carnaval, na sede do
Colégio Bezerra de Menezes.
Revestido de pleno êxito pela
intensa participação dos inscritos
em palestras, oficinas e integração
sócio recreativa, a assimilação do
conteúdo doutrinário planejado
foi expressivo, face ao entusiasmo e alegria manifestados pelos
participantes. Apesar do surto de
dengue na cidade, no período – o
que ocasionou inúmeros cancelamentos na participação regional e
local – o evento superou a adver-
sidade surgida com o satisfação
verificada nas inúmeras atividades.
Como afi rmam seus organizadores, pelo segundo ano – e já
previsto para também ocorrer em
2016 –, a meta foi promover uma
opção sadia durante o carnaval. As
atividades artísticas, o rico conteúdo das palestras e as oficinas
interativas, entretenimento para
crianças, o que se viveu foi um
“
Constatou-se
novamente a importância
desses eventos que unem
e estimulam o estudo e a
fraternidade.
grande congraçamento das pessoas, aliado ao estudo e pesquisa
espírita, além da boa alimentação
servida no evento, que fez sucesso
a parte. Até para o pessoal que
passou todo o tempo na cozinha,
no preparo das refeições, foi um
grande acontecimento, exatamente pela integração entre os diferentes grupos participantes que se
doaram em favor de um grande
evento, já aguardado novamente
para o próximo ano. Constatou-se
novamente a importância desses
eventos que unem e estimulam o
estudo e a fraternidade. Aberto
na noite de sexta-feira, o evento
estendeu-se até domingo, com
diversos coordenadores e palestrantes na condução das atividades doutrinárias. Nossa gratidão
a todos! r
PÁGINA 9
Março de 2015
Bauru, Jaú e S.J. Rio Preto realizam
feiras do livro em Shoppings
Cidades interioranas paulistas solidificam modalidade
de divulgação espírita em espaços de grande público.
Redação
A
s três progressistas cidades do interior paulista
que intitulam a presente
reportagem encontram uma maneira muito prática de colocar o
grande público em contato com
o livro espírita na modalidade de
realizar as conhecidas Feiras do
livro espírita em Shoppings. Em
Jaú e São José do Rio Preto, sob
coordenação das USEs locais, os
eventos tem alcançado grande
êxito e repercussão já em algumas
edições, o que também ocorre
em Bauru, onde a iniciativa é da
Associação Chico Xavier, parceira
do Instituto C. Schutel na edição
do Tribuna.
Com montagem de modernas
instalações e ornamentadas carinhosamente com lindos banners
que cativam e emocionam – seja
pelas fotos ou pelas frases que se
integram ao esforço do conforto
oferecido pelo conhecimento espírita – os eventos não se limitam
apenas à exposição de livros para
venda, mas são enriquecidos com
palestras e atividades interativas.
Durante toda a presença do evento
nos espaços utilizados e de grande
circulação de público, oradores
destacam as obras, abordam o
conhecimento espírita com o entusiasmo e a vibração própria de convívio com o livro, ali na presença do
público que comparece em massa
para apreciar, ouvir e também adquirir os livros, sempre oferecidos
com descontos convidativos.
S eguido de momentos de
autógrafos com a presença de autores nas palestras, o evento fica
muito enriquecido de fraternidade, cuja programação se estende
por vários dias e horários e que
pode ser conhecida nos sites das
instituições:
http://usesaojosedoriopreto.
com.br/ = Período do evento: 3
a 14 de março/15, no Rio Preto
Shopping, em São José do Rio
Preto.
http://useregionaljau.com.br/
= 4 a 12 de abril de 2015, no Jaú
Shopping, em Jaú.
http://associacaochicoxavier.com.
br/home = 3 de abril a 3 de maio
de 2015, no Boulevard Shopping
Nações, em Bauru r
PÁGINA 10
Março de 2015
O céu ou inferno de cada um
Comportamentos definem estado de espírito.
Ângela Moraes
[email protected]
A
lcides e Ana Maria lutavam com dificuldade
para manter a casa com
todas as suas despesas, ainda mais
tendo Juninho, o mais velho, nascido com grave debilidade física e
mental. Expressava-se parcamente por grunhidos e locomovia-se
por cadeiras de rodas, demandando ainda a dedicação de alguém.
A filha do meio, Janaína, tinha
espírito bastante irascível e rebelde. Crescera com mágoas e
carências devido à pouca atenção
que recebia em relação ao irmão e
agora, já na adolescência, mostrava seu temperamento explosivo e
impositivo, doesse a quem doesse.
O caçula, João Pedro, era este o
braço direito da mãe nos cuidados
com o mais velho. De espírito
dócil e inteligência algo superior,
muito auxiliava com seus apenas
10 anos.
Alcides, o pai, trabalhava o dia
todo para custear as despesas da
família e, verdade seja dita, para
manter-se longe daquele ambiente
hostil por mais tempo possível.
Não era dado a boemias nem leviandades, mas também não tolerava chegar em casa e presenciar as
discussões e os brigueiros da filha
com o mais novo ou a mãe; a casa
não lhe cheirava agradavelmente
com resquícios de gordura mal
limpa na cozinha, poeira mal tirada
nos móveis ou o menino que, muitas horas sentado em sua cadeira,
exalava certo cheio de transpiração
com a fralda em necessidade de
troca. A esposa, exaurida, à noite
pouco assunto interessante tinha
lhe oferecer. Não! Bastassem os
infortúnios que vivia no escritório
com funcionários mal intencionados a lhe acionarem direitos trabalhistas, enfurecendo-o; os clientes
que tudo exigiam e negavam-se
ao pagamento devido, acionando
sua indignação íntima; as tarefas
executadas imperfeitamente que
lhe demandava retrabalho e nervosismo; a instabilidade do ofício
que poderia lhe reduzir o salário
caso algum cliente não renovasse
contrato; o trânsito que lhe deixava
louco e estressado; e as contas a
pagar que lhe tiravam o sono quase
todas as noites. E os bandidos a
lhe cercarem o carro no semáforo?
E os crimes hediondos que a tevê
noticiava e poderia acontecer a
qualquer momento, talvez por um
desconhecido aparentemente inofensivo que cruzasse seu caminho?
Não, o ambiente doméstico não
lhe o forneceria o repouso de que
precisava. Solitário, pensava para
consigo o inferno que era a sua
vida, e como poderia achar um jeito
de cair fora dela.
Ana Maria, a mãe, por sua vez,
punha-se de pé ainda antes das
seis da manhã. Preparava o café do
caçula e o ajeitava para a perua escolar que passaria logo mais. Agradecia intimamente a Deus por ter
aparecido aquele serviço em seu
bairro e poderem pagar por ele, já
que seria grande transtorno ausentar-se deixando Juninho só. Indo
também a filha para a escola, eis
que aproveitava os primeiros raios
de sol da manhã para já banhar o
homenzinho franzino e postá-lo
confortavelmente no quintal. O
sol lhe facilitava a respiração e ela
percebia que o filho, mesmo em
sua dificuldade de expressão, sorria
desajeitado com as peraltices do
cãozinho da família. A mãe sabia
suas limitações e, a cada dia, conseguia notar-lhe minúsculos progressos que lhe enchiam o coração
de alegria. Deus e ela viam, era o
que bastava. Enquanto isso, corria
com afazeres domésticos conforme
o tempo e a coluna permitiam.
Priorizava higienizar o quarto
“
Ao deitar-se, sabia
que o dia havia sido
pesado, mas enxergara
tantos pequenos
progressos e grandes
bênçãos que pipocaram,
diminutas, entre os
ponteiros do relógio, que
tudo o que tinha a fazer
era agradecer. Além disso,
a sensação do dever
cumprido lhe enchia o
coração de uma íntima
satisfação que ela
oferecia ao Pai com a
humildade e a felicidade
dos bons obreiros.
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dos filhos para que não viessem a
adoecer e assim dedicava-se por
não mais que meia-hora, tempo
suficiente para o Junior querer ser
posto para dentro. Aí vinha o horário da inalação; da fisioterapia; e
do almoço a fazer debaixo dos protestos grunhidos e choramingados
do filho, que ansiava a presença
integral da mãe. Quando estava
terminando de alimentar Juninho,
Janaína e João Pedro chegavam
para o almoço. Começavam aí as
encrencas banais que enchiam a
casa: - Mãe, olha ele! – Mãe, olha
ela! – Mãe, ele pegou minha caneta
sem pedir, aquele moleque! – Mãe,
não fui eu! – Sai do meu quarto! – Pára! – ô mããããe!!! – e Ana
saía tentando resolver aqui e ali,
enquanto Juninho protestava novamente com seus grunhidos. Ao
chegar o final do dia, suas pernas
pesavam e sua cabeça ansiava por
silêncio. Dava graças a Deus por
a filha ir a um curso profissionalizante no período da noite, dando
sossego em casa pelo menos até às
dez. Sentia-se feliz por perceber
que apesar de seu temperamento
difícil, a moça mostrara bons propósitos na vida e estava se enca-
Março de 2015
minhando bem profissionalmente.
Junior dormia cedo, e o pequeno
João Pedro aproveitava a mãe exclusiva pra se embrenhar com ela
um pouquinho no sofá antes de ir
para a cama. Ele pedia que ela lhe
fizesse cafunézinho nas costas, e
ela adorava quando o garoto vinha
dengoso assim. Sabia que o amor
deles era muito mais extenso do
que aqueles poucos dez anos, e
agradecia a Deus pelo reencontro
bendito. O marido chegava sempre
muito tarde e conversavam muito
pouco. Ela sentia saudades de um
tempo de ilusões, mas via nos olhos
dele o peso de sua jornada. Resignava-se. Ao deitar-se, sabia que o
dia havia sido pesado, mas enxergara tantos pequenos progressos e
grandes bênçãos que pipocaram,
diminutas, entre os ponteiros do
relógio, que tudo o que tinha a
fazer era agradecer. Além disso, a
sensação do dever cumprido lhe
enchia o coração de uma íntima
satisfação que ela oferecia ao Pai
com a humildade e a felicidade
dos bons obreiros. Para Ana Maria,
trabalhar para Deus era estar no
céu. E ela não desejaria estar em
outro lugar naquele momento. r
Eventos pelo Brasil
Homenagem a Kardec na Câmara
Municipal em Piracicaba (SP)
15 de abril de 2015, quarta-feira, com transmissão ao vivo
Veja informações no site: www.usepiracicaba.com.br
Encontro Chico Xavier em Guaxupé (MG)
25 e 26 de julho de 2015 – sábado e domingo
Local: Escola Barão de Guaxupé
Rua Alvarenga Peixoto, 19 - Vila Rica
SEMEAR – Semana Espírita de Arapiraca (AL)
16, 17 e 18 de abril de 2015 – Praça Luiz Pereira Lima
Com Andrei Moreira, Juselma Coelho e Celso Santos
Teremos caravana de Matão em ônibus fretado, passando
por Araraquara
Veja informações completas no site:
www.institutocairbarschutel.org
4° Encontro Espírita da Academia da
Força Aérea em Pirassununga (SP)
23 e 24 de maio de 2015
Informações e inscrições: www.encontroespiritaafa.com.br
(19) 99937-7894 (Renato)
[email protected]
Congresso Espírita do Rio Grande
do Sul em Gramado (RS)
1 a 4 de outubro de 2015
Inscrições e informações completas no site:
www.espiritismors.org.br
Março de 2015
Medos, culpa, remorsos e
perdão a si mesmo
Entrevista com Cláudia Gelernter.
Transcrição parcial da revista eletrônica O Consolador
E
ntrevistamos Cláudia´Gelernter, psicóloga clínica
residente em Vinhedo (SP).
Vinculada ao Centro Espírita
Allan Kardec na mesma cidade,
atua na aplicação de passes, é
palestrante, médium e educadora. Dedicada ao estudo da culpa,
até por força da profissão, suas
respostas apresentam lúcido
esclarecimento para esse grande
flagelo individual.
1 - O que é exatamente a culpa?
(...) costumo explicar que a
culpa, em sua gênese, não é algo
ruim, mas importante, pois se
trata da tomada de consciência
do erro cometido. (...) Entretanto,
após essa tomada de consciência, urge uma decisão positiva:
a reparação. (...) só sente culpa
aquele que (...) consegue sentir
vibrar, dentro de si, a campainha
da consciência. Psicopatas, por
exemplo, não possuem esta capacidade que, em resumo, parte de
uma postura empática. É o sentimento que nos coloca em cheque,
fazendo surgir uma cobrança
íntima, através de uma pergunta
direta: “O que fizeste da lição
áurea ensinada pelos Mestres, que
nos pede para amarmos ao próximo como a nós mesmos?”. (...)
2 - Como lidar com ela sob o ponto de vista do terapeuta?
(...) Já atendi pessoas que amargavam sérios desajustes psíquicos
sem terem se dado conta de que
guardavam culpa por algum mal
cometido. (...) O mais importante
é auxiliar o paciente a tornar consciente determinados conteúdos
www.oconsolador.com.br (edição 376, de 17/08/14)
e entender que a culpa não deve
caminhar para o remorso, sob
risco de criar-se maior sofrimento
que o necessário, sem crescimento
algum. Além disso, devemos ajuda-lo a perceber que o erro é algo
essencialmente humano, necessário
para aprendermos muitas das lições
da vida.
3 - E sob o ponto de vista de quem
experimenta tal sentimento?
Não é fácil. A dor, quando bate
em nossa porta, não pede licença e
nem diz exatamente quando irá se
retirar. Mas se nos traz angustia,
por outro lado tem uma função
belíssima na pedagogia divina: é a
Mestra que nos ensina a escolher
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outros caminhos, muito melhores
para nós e para o mundo. Precisamos aprender a ouvir o que a dor
tem a nos dizer. A culpa dói, por
certo. Se pudéssemos voltar no
tempo, faríamos muitas coisas de
forma diferente! O bonito nisso é
que, se assim pensamos é porque
já entendemos o que ela veio para
nos dizer e não iremos repetir a
dose. Ou seja, a culpa já cumpriu
o seu papel. Agora é batalhar no
caminho da reparação, que pode
ser direta ou indireta, conforme as
possibilidades. Deus nos quer felizes e em paz, por certo. Então, se
entendemos que não faríamos mais
as coisas da mesma forma, Ele, que
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é misericórdia infinita, Pai amoroso
e Educador Perfeito, nos enviará
experiências diferentes, a fim de
testarmos novas possibilidades e
situações. Devemos virar a página!
4 - Nos casos de terapia em consultório, o que mais sobressai como
efeito direto da culpa?
Infelizmente, o remorso e, a partir dele, problemas mais sérios, tais
como: dificuldade nas decisões do
cotidiano, baixa autoestima, tristeza constante, distúrbios do sono,
distúrbios alimentares, anedonia,
podendo desaguar em depressões
leves ou mesmo mais graves.
5 - E sob o ponto de vista espírita?
O Espiritismo nasce com um
proposito claro: o de auxiliar o Ser
em sua auto educação. (...) Disse
Emmanuel que ““Toda vez que a
Justiça Divina nos procura para
acerto de contas, se nos encontra
trabalhando em benefício dos outros, manda a Misericórdia Divina
que a cobrança seja suspensa por
tempo indeterminado.”
6 - Como perdoar-se?
Esta tarefa é preciosa, urgente e
difícil para nós, seres em evolução.
O que acontece é que, sem o auto
perdão, não conseguiremos amar
nem nosso próximo nem a nós mesmos. É preciso compreender que
somos experimentadores em um
mundo repleto de ignorâncias. Somos muito influenciados pelo meio,
muita vez sendo impulsionados a
determinadas atitudes equivocadas.
Março de 2015
Ninguém neste mundo consegue
acertar todas as vezes. E até que a
virtude seja interiorizada, podemos
errar até mais de uma vez na mesma
questão. O importante é não desistir,
jamais! Lamentaremos a ação, refletiremos sobre ela e partiremos para
novas ações, de forma diferente,
sem carregarmos na alma o peso de
amarguras que não ajudam em nada.
Guardemos da experiência apenas o
necessário: a aprendizagem.
7 - Que caso marcante gostaria
de transmitir aos leitores?
Certa vez, uma avó me procurou, sofrendo a perda de sua netinha, que desencarnou na piscina
de sua casa, então com dois anos
de idade. O caso já era grave por
si só, mas ainda mais complexo
porque foi ela quem esqueceu o
portão da grade de proteção da
área da piscina aberto. Como aliviar
aquela dor? Palavras raramente
fazem algum sentido nestes casos,
então foi preciso permitir que a dor
viesse com toda a sua intensidade
a fim de aliviar o represamento da
angustia daquela pobre senhora.
Depois, sentindo-se amparada,
acolhida, pôde falar sobre o seu
remorso, sobre a vontade de se
auto punir, pelo erro cometido. Já
não conseguia mais dormir, não
queria se alimentar e pensava em
suicídio, constantemente. Fizemos
diversos testes de realidade, a fim
de demonstrarmos, em conjunto,
que o ato não fora intencional, mas
que aconteceu por esquecimento.
Outro teste servia para resgatar-
mos a questão de sua vontade, pois
autopunir-se não traria a neta de
volta ao convívio familiar. Depois
de alguns meses, já melhor em seus
sintomas, surgiu um presente que
jamais esquecerei. Uma daquelas
dádivas que Deus nos permite
experimentar, a fim de mostrar
sua Misericórdia infinita para
conosco. Ela conseguiu receber
uma mensagem psicografada em
Uberaba, com 47 páginas, na qual
a menina contava que ela não tivera culpa alguma neste caso, pois
estava previsto o desencarne e que
a neta nada sentira ao cair na agua
pois sua alma “saltou” para o colo
de Maria Dolores, enquanto que
o corpo se jogara na piscina, já
sem vida. Recordo-me que a carta
continha dados confiáveis, que só
ela e poucos parentes conheciam,
como, por exemplo, o nome de
uma tia que desencarnou muitos
anos antes e que estava ajudando a
cuidar dela, no Mundo Espiritual.
Surgiu, então, uma nova vida para
aquela senhora, com um novo sol
a brilhar, mais forte e iluminado
ainda: estava provado para ela tanto
a questão da imortalidade da alma
como a possibilidade de um reencontro, no tempo certo. (...)
10 - Algo mais que gostaria de
acrescentar?
Estamos no meio de uma longa
caminhada, pela estrada da evolução. Nosso orgulho muitas vezes
nos impede de vermos as pedras
que colocamos no próprio caminho, pois achamo-nos maiores e
melhores do que verdadeiramente
somos. O remorso surge principalmente do nosso “orgulho ferido”.
Para muitos é difícil aceitar o erro,
então preferem a desistência em
vez da reparação. Quando nos
percebemos como realmente somos
– seres falíveis, aprendizes na escola
da vida, devedores uns dos outros,
porém cheio de potencialidades
para o bem, conseguiremos nos
perdoar, entendendo que Deus não
usa de castigos ou recompensas,
mas de experiências importantes
para nos ensinar a exercitarmos o
amor, em todas as situações, com
todos os seres, em todos os lugares,
a qualquer momento. É isso.
11- E para o medo nessa questão
toda, originário de causas tão variadas, qual a medida mais prática
para vencê-lo?
A medida mais prática será
sempre mental. Focar no aqui-e-agora com qualidade nos liberta das
ansiedades e medos com relação
ao futuro. Costumo dizer que, na
base da ansiedade, existe o medo.
Pessoas ansiosas vivem no futuro, sofrendo com aquilo que não
aconteceu e que, na maior parte
das vezes, nem acontecerá. Por
fim, como já dizia Jesus, façamos
o melhor no hoje, e tudo o mais
nos será acrescentado... e, portanto,
nada teremos a temer! r
Nota: apenas a última pergunta foi acrescentada, sem constar da entrevista original, que sugerimos ao leitor conhecer
na íntegra buscando a edição citada da
revista eletrônica em referência.
Março de 2015
Um depoimento de imortalidade
Durante afogamento de criança, espíritos
familiares são fotografados.
Marcos Antonio da Silva
[email protected]
E
stávamos numa festa, numa
chácara. Meu filho de 2 anos
de idade, afogou-se na piscina
(sei o horário, pois foi quando surgiu a foto que menciono abaixo),
quando não havia mais ninguém, a
qual considerávamos fechada. Ele
já estava boiando, sem sinais vitais,
quando minha esposa o tirou. Eu,
sem qualquer experiência, consegui
fazer todos os procedimentos, e
ele retornou à vida. Isso tudo deuse no domingo. Na terça-feira,
quando fui ver as fotos que minha
esposa havia batido, no aniversário,
deparei-me com uma foto que ela
não havia tirado (foto espontânea),
no horário do afogamento. Na foto,
aparecem os espíritos de meu padrasto e meu tio, desencarnados há
1 ano e 4 meses, e 5 anos, respectivamente. Havia mais espíritos na
foto, mas não aparecem os rostos.
Cópias da foto foram entregues
a alguns espíritas, aqui de minha
cidade. A foto mostra com detalhes seus rostos, aparecendo ainda
a materialização do ectoplasma
(conforme me informado por espíritas mais experientes).
No final deu tudo certo, meu
filho está com vida e sem qualquer
sequela, e nossa família mais unida
que nunca.
Tenho a intuição que o fato
deve ser divulgado, para o maior
número de pessoas possível.
Inclusive aceitei um convite de
uma igreja evangélica, para falar
sobre o ocorrido, e foi muito
gratificante, o pastor ficou muito emocionado e chorou, assim
como boa parte dos presentes.
Também foi assim em uma igreja
católica, onde, a pedido de familiares católicos, uma missa de
agradecimento, com um mês. O
frei franciscano ficou igualmente
emocionado, tratando como verdadeiro milagre, fazendo questão
de ir, durante a missa, até nós e
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apresentar o menino aos presentes. Pediu-me que eu fosse outro
dia, em missa com maior tempo,
para relatar o testemunho. Prometi que irei, assim como a todas
que desejarem, pois acredito que
tal acontecimento está acima de
quaisquer divergências religiosas,
entendimento também dos espíritas mais experientes com quem
me aconselhei.
Sou espírita há mais de 20
anos, a esposa é católica. Quando
via foto, dois dias após o acidente, fomos diretamente à casa de
minha mãe (espírita, há mais de
40 anos), minha avó (evangélica
da Congregação Cristã do Brasil) mora ao lado. Reuni todos
(esposa, avó, mãe, primos, cunhado e irmã), e mostrei a foto para
eles, sem falar do que se tratava.
Todos reconheceram os rostos,
na hora em que viram. Minha
avó chorava muito e dizia “Meu
filho está vivo, graças a Deus!”,
minha mãe, também chorando,
disse “Mãe, é ele e o João, atrás”.
Então, confirmou-se, assim, minha impressão, que se tratavam
de meu tio e meu padrasto. Dorival Braz Furlaneto, tio (irmão de
minha mãe), desencarnado em
02/05/2009, com 59 anos; João
Terezim Pereira Lima, padrasto,
desencarnado em 29/04/2013,
com 62 anos. Como eram vizinhos, estavam sempre juntos e
tinha boa convivência. O Arthur
(meu filho que se afogo u) nasceu
no dia de aniversário de meu
padrasto (23/06/2012).
A família toda, independentemente de religião, não tem
dúvidas de que são eles. Todos
ficamos muito impressionados e
agradecidos. Nós todos nos tornamos ainda mais unidos. Eu e
minha esposa fizemos um trato de
tentarmos ser “pessoas melhores”,
procurando ajudar mais a quem
necessita. Tentarmos, enfim, demonstrar nosso agradecimento
com ações. r
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Março de 2015
O irmão do filho pródigo
Anda temos dificuldades de nos
alegrarmos com o júbilo alheio.
Rogério Coelho
[email protected]
“O
verdadeiro amigo é
aquele que ri junto
conosco”. (Lia)
Mãos vazias, humilhado, famélico, recursos financeiros dilapidados pela própria irresponsabilidade, pelos falsos amigos e pelo
imediatismo no jogo hedônico
e rasteiro dos sentidos animalizados, volta o fi lho pródigo ao
aconchego e segurança do lar,
onde é recebido pelo carinho paterno entre as mais puras efusões
de contentamento!...
Em pouco tempo, o ritmo alegre
e contagiante das músicas, emoldurava o lauto banquete, servido
indistintamente a todos, a guisa
de comemoração do feliz retorno
daquele filho, até então, considerado perdido...
Em meio às notas alegres, o Sol
declinava suave, dourando o acume
dos outeiros, como se ouro líquido
se lhe derramasse das entranhas na
direção das inclinações onduladas
das encostas, enquanto suave brisa
perpassava, fagueira, carreando o
perfume das flores silvestres, dos
loendros e das árvores frondosas,
mesclado com o ar salitrado do
mar, embalsamando a ambiência
festiva de pura estesia!...
Eis que retorna da árdua faina
diária o irmão do filho pródigo...
Desde longe, vislumbra estranha e inusitada movimentação no
lar paterno. Aproxima-se e indaga
– curioso - de um dos servos o que
estava acontecendo... A curiosidade
transforma-se em animosidade ao
tomar conhecimento do motivo da
inusitada agitação: o irmão, néscio
e dilapidador retornara! Sua indignação atingiu paroxismos de loucura; e recusou-se a entrar. E, saindo
o pai, debalde instava com ele.
Por fim, estremunhado, vomitando o fel da revolta que lhe
requeimava as vísceras, dirige-se
ao pai1: “eis que te sirvo há tantos
anos, sem nunca transgredir o teu
mandamento, e nunca me deste um
cabrito para alegrar-me com os meus
amigos. Vindo, porém, este teu filho,
que desperdiçou a tua fazenda com
as meretrizes, mataste-lhe o bezerro
cevado”.
Respondendo-lhe, disse o Pai:
“filho, tu sempre estás comigo, e todas
as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque
BANDEIRA PAULISTA
este teu irmão estava morto, e reviveu;
e tinha-se perdido, e achou-se”.
*
“
(...) amar os inimigos
não é, ter-lhes uma
afeição que não está na
natureza, visto que o
contato de um inimigo
nos faz bater o coração
de modo muito diverso
do seu bater, ao contato
de um amigo. Amar os
inimigos é não lhes
guardar ódio, nem rancor,
nem desejos de vingança;
é perdoar-lhes, sem
pensamento oculto e sem
condições, o mal que nos
causem (...).
“ Eu porém, vos digo: amai os
vossos inimigos”...
O ínclito Mestre Lionês ensi2
na : “(...) amar os inimigos não é,
ter-lhes uma afeição que não está na
natureza, visto que o contato de um
inimigo nos faz bater o coração de
modo muito diverso do seu bater, ao
contato de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem
rancor, nem desejos de vingança; é
perdoar-lhes, sem pensamento oculto
e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à
reconciliação com eles; é desejar-lhes
o bem e não o mal; é experimentar
júbilo, em vez de pesar, com o bem
que lhes advenha; é socorrê-los, em
se apresentando ocasião; é abster-se,
quer por palavras, quer por atos, de
tudo o que os possa prejudicar; é,
f inalmente, retribuir-lhes sempre
o mal com o bem, sem a intenção de
os humilhar”.
Os irmãos do filho pródigo
somos todos nós que ainda temos
dificuldades de nos alegrarmos com
o júbilo alheio. Nem mesmo dois
mil anos de Evangelho somados
ao século e meio de Espiritismo
impedem que ainda acoroçoemos
nas mais íntimas anfractuosidades
da Alma a terrível chaga denominada: egoísmo.
Portanto, a primeira luz que assinalará o alvorecer do Cristianismo na intimidade de nosso coração
será o exato momento em que nos
alegrarmos com o contentamento
de nosso semelhante! r
1. Lc., 15:29 a 32.
2. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o
Espiritismo. 125.ed. Rio: FEB, 2006, cap.
XII, item 3, § 4º.
Março de 2015
REMETENTE:
Instituto Cairbar Schutel
Caixa postal 2013
15997-970 - Matão-SP
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Premiada duas vezes
pelo Criança Esperança
Trabalho educativo conquistou destaque.
Orson Peter Carrara
E
m visita recente a Araranguá
(SC) para palestra em data
comemorativa de 27 anos de
fundação da Casa da Fraternidade, pudemos conhecer o trabalho
desenvolvido pela instituição,
premiada várias vezes – entre eles
pelo conhecido Criança Esperança, da Globo. A cidade localiza-se
no extremo sul do estado, a 10
km do litoral e com população
de 65.000 habitantes. Na ocasião
entrevistamos sua presidente, CÁTIA SIRLENE G HAHN, que
é espírita desde 1985 e natural da
capital paulista. Produtora cultural
e formada em Arte-Educação,
Cátia concedeu-nos entrevista
(publicação na íntegra na revista
eletrônica O CONSOLADOR),
cujos pontos principais compactamos aos leitores do Tribuna, em
transcrição parcial: (...)
3-Quantas pessoas a Casa da
Fraternidade já atendeu?
Já passaram pela Casa mais de 5
mil crianças. (...)
6 - Qual o público alvo e quantas pessoas atendidas diariamen-
[email protected]
te? É em regime de internato ou
semi-internato?
Hoje atendemos 205 crianças e
adolescentes entre 06 a 14 anos, e
20 adolescentes entre 15 e 18 anos
em diversas of icinas culturais em
horário oposto ao escolar, em aulas
de canto, balé clássico, teatro, violão,
percussão, informática, artesanato,
artes visuais, xadrez, capoeira e
outras. As crianças fazem reforço
escolar, aulas de ética e cidadania
e atividades literárias, almoçam
e tomam café na entidade, recebem orientação psicológica, apoio
psicopedagógico e suas famílias
são acompanhadas pelo serviço de
assistência social.
7 - E qual foi a premiação recebida pelo trabalho? E o que significou
essas premiações para a instituição?
Em 2010 o Projeto também
ganhou a chancela de “Ponto de
Cultura” do Ministério da Cultura
e Secretaria de Cultura do Estado.
Além do reconhecimento governamental, isso fez com que novos
públicos viessem também a participar das atividades. Com os recursos
conseguimos manter uma equipe de
trabalho – que hoje conta com 21
profissionais contratados – ampliar
nossas instalações e adquirir novos
equipamentos. Em 2012 ganhamos
o Criança Esperança. Em 2013 fomos classificados como semifinalistas
do prêmio Itaú-Unicef. E em 2014
ganhamos novamente o Criança
Esperança e um prêmio da Fundação
Biblioteca Nacional. (...)
12 - Quais os contatos para quem
desejar auxiliar ou visitar?
A Casa da Fraternidade f ica
na Rua Pedro Gomes, 740- Bairro
Lagoão- Araranguá/SC. Telefone:
(48) 3527-0214 – e-mail: casa.
f [email protected] Site:
www.projetojuventude.com.
br. Quem quiser contribuir financeiramente pode fazer um
deposito na conta Banco do
Brasil – agencia 5280-9 – C/C
9752-7. r
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