O DBA de Alto Desempenho
Otimizando seus bancos de dados e seu tempo
para melhor desempenho
Por Scott Walz, diretor sênior de gestão de produtos
Maio de 2010
Sede Americana
100 California Street, 12th Floor
San Francisco, California 94111
Sede na Europa, Oriente
Médio e África
York House
18 York Road
Maidenhead, Berkshire
SL6 1SF, United Kingdom
Sede na Ásia-Pacífico
L7. 313 La Trobe Street
Melbourne VIC 3000
Australia
O DBA de Alto Desempenho
INTRODUÇÃO
Com o passar do tempo, o trabalho do administrador de banco de dados se tornou cada vez mais
complexo. Se, por um lado, os DBAs sempre tiveram de lidar com tarefas complexas em meio a
prioridades de mudança, as dificuldades têm sido maiores nos últimos anos e o trabalho do DBA
nunca foi tão desafiador. Alguns dos fatores que afetam os DBAs incluem:
•
•
•
•
•
Mais dados – O crescimento de dados tem sido enorme. Os DBAs cada vez mais devem lidar
com dados ao nível de terabytes e até mesmo petabytes. Esse crescimento criou uma
demanda interminável por maior armazenamento e aumentou a complexidade de tarefas
comuns de gerenciamento de banco de dados, tais como back-ups, planejamento de
capacidade e conformidade com acordos de nível de serviço.
Mais bancos de dados – Apesar de alguns DBAs gerenciarem apenas um punhado de
bancos de dados, a maioria precisa gerenciar dezenas ou mesmo centenas. À medida que os
bancos crescem em tamanho e quantidade, cresce também o número de tipos diferentes de
plataformas de banco de dados e de versões a serem administrados. Hoje em dia, a maioria
dos DBAs precisa gerenciar ambientes complexos de bancos de dados heterogêneos,
tornando a tarefa de estender seus conhecimentos sobre outros tipos de banco de dados um
desafio.
Consolidação / Virtualização – A pressa em se consolidar e virtualizar data centers criou
novos tipos de problemas em termos de administração de banco de dados, abrangendo
desde o planejamento da capacidade de servidores ao monitoramento do desempenho e a
resolução de problemas, entre outros.
Complexidade adicional – Apesar de os fatores acima aumentarem tremendamente a
complexidade do dia-a-dia dos DBAs, os fornecedores têm reagido com bancos de dados
cada vez mais "autogerenciados" ou "autoconfigurados". Trata-se de um ideal positivo e
melhorias certamente estão aparecendo. A verdade, porém, é que a complexidade do
ambiente de SGBD está aumentando e não parece haver previsão quanto ao fim da
necessidade de gestão e intervenção humana qualificadas. Conforme as coisas evoluem,
ainda há muito que aprender compreender e dominar a cada novo lançamento.
Carência de pessoal – Administradores de banco de dados experientes sempre foram
difíceis de encontrar. Mesmo com cada vez mais liberdade de contratação, muitas empresas
não conseguem achar o talento ou o conhecimento especializado de que precisam para
gerenciar seus bancos de dados prioritários. Isso implica uma maior proporção de bancos de
dados gerenciados por DBA, fazendo com que as empresas, por sua vez, tenham de
encontrar maneiras de habilitar seus DBAs a serem mais produtivos e "expansíveis".
Independentemente desses desafios, espera-se que o DBA, sobrecarregado de trabalho, mantenha
os sistemas de banco de dados essenciais disponíveis e otimizados para alto desempenho. Para
cumprir essas metas, o DBA deve adotar uma estratégia e equipar-se com as ferramentas certas para
enfrentar esses desafios. O DBA de alto desempenho deve concentrar-se nas áreas fundamentais do
gerenciamento de banco de dados que mais contribuem para alta disponibilidade e desempenho,
incluindo:
• Gestão de armazenamento
• Gerenciamento de desempenho
• Gerenciamento de capacidade
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O DBA de Alto Desempenho
Este artigo descreve técnicas que você pode utilizar para agilizar e automatizar o gerenciamento
dessas áreas críticas de forma que você possa proporcionar grande desempenho e disponibilidade
aos bancos de dados.
GESTÃO DE ARMAZENAMENTO
A gestão de armazenamento é uma tarefa complexa por si só, mas quando um DBA precisa gerenciar
diferentes plataformas e versões de bancos de dados em uma variedade de sistemas operacionais, o
desafio é extremo. O DBA atual, por sua natureza multiplataforma, pode ter de lidar com sistemas,
bancos de dados, logs de transações e segmentos em Sybase® durante a manhã e alternar para
tablespaces, arquivos temporários e "redo logs" em Oracle® à tarde. A "simples" tarefa de se
lembrar da sintaxe dos comandos de armazenamento para gerenciar as mais diversas plataformas
pode ser difícil o suficiente.
As duas maiores preocupações com gestão de armazenamento são sempre disponibilidade e
desempenho. O DBA deve garantir que problemas de armazenamento não tornem um banco de
dados inteiro indisponível, além de proteger o desempenho do sistema contra efeitos adversos de
containers de armazenamento e objetos.
Os DBAs sabem que problemas de armazenamento podem paralisar um banco de dados
rapidamente. Basta deixar que o destino de um log de arquivamento em Oracle atinja a capacidade
máxima ou impedir a expansão de um log de transações em Microsoft® SQL Server para ver a reação
do sistema de processamento dinâmico de transações. Felizmente, os fornecedores de banco de
dados oferecem diversos recursos novos que tratam dos problemas de disponibilidade. Todos os
principais bancos já oferecem o recurso de "auto-expansão", permitindo que os arquivos do sistema
operacional subjacente cresçam automaticamente para corresponder à demanda dos volumes de
dados. Quer se trate de containers em IBM® DB2®, arquivos de dados em Oracle ou logs de
transação em Microsoft SLQ Server, todos possuem a capacidade de se expandirem conforme
necessário. Ainda assim, tais recursos não são 100% garantidos contra falhas. Por exemplo, um
arquivo em SQL Server pode enfrentar a imposição de um limite de crescimento ou um arquivo
temporário de tablespace em Oracle pode ser incapaz de se expandir no nível do sistema
operacional caso um drive atinja a capacidade máxima. Portanto, o DBA ainda deve monitorar o
armazenamento para garantir disponibilidade.
Apesar de os DBAs compreenderem como um problema sério de armazenamento pode paralisar um
banco de dados, muitos DBAs não percebem o quanto o armazenamento pode afetar o seu
desempenho. Fragmentação, tanto em nível global como de objetos, pode resultar em um número
significativo de processos de E/S desnecessários em um banco de dados. O espaço desperdiçado
em tabelas e índices também pode causar problemas e contribuir com tempos excessivos de leitura.
Alguns poucos fornecedores adicionaram novos recursos que ajudam a proteger contra esses
problemas. Por exemplo, o Oracle 10g lançou o recurso de gestão automática de armazenamento
(ou ASM, na sigla em inglês) que permite que o DBA forneça ao mecanismo do banco de dados um
conjunto de drives a serem gerenciados automaticamente, em termos de alocação de arquivos.
Sempre que áreas problemáticas são detectadas, é realizada uma realocação automaticamente, sem
intervenção do DBA. Em termos de assistência a fragmentação global, Oracle8i e versões superiores
fornecem tablespaces gerenciadas localmente, eliminando a necessidade de reorganizações
completas de tablespaces.
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Além disso, problemas com o armazenamento de objetos podem criar grandes obstáculos ao
desempenho de um banco de dados. Um DBA deve entender como detectar e eliminar esses
problemas o mais rápido possível.
Independentemente da plataforma, problemas de armazenamento de objetos geralmente incluem:
•
Espaço desperdiçado – Quando uma tabela, índice, etc. possui mais espaço alocado do que
necessário, isso pode não aparecer como um problema, mas pode afetar negativamente o
desempenho. Por exemplo, se as páginas de um objeto em SQL Server contidas em um armazém
de dados não estiverem 100% utilizadas, mais páginas do que o necessário serão examinadas
durante leituras de tabelas. Isso, por sua vez, contribui com um maior tempo de resposta a
consultas do usuário. O mesmo problema surge com tabelas em Oracle que possuem marcas
d'água altas acima das áreas onde residem os dados.
•
Pouca proximidade de extensão – Os mecanismos de leitura antecipada de um banco de dados
são mais eficientes quando os objetos estão contidos em extensões que estejam juntos ou
próximos uns dos outros. Por exemplo, o Read Ahead Manager do SQL Server pode ler grupos
de dados muito maiores se o objeto de destino possui extensões e páginas contíguas. O mesmo
vale para o Sybase. Da mesma forma, quando um objeto possui pouca extensão ou proximidade
entre páginas, o tempo de leitura aumenta.
•
Ordem de dados fora de sincronia – Quando índices possuem uma ordem lógica que não
corresponde à ordem física real dos dados armazenados, o desempenho do acesso aos índices
pode ser afetado. Se as ordens lógica e física estiverem sincronizadas, a cabeça de leitura do
disco poderá ler em uma só direção, ao invés de mover-se para frente e para trás para obter as
informações necessárias. De outra forma, a cabeça de leitura terá de efetuar saltos através do
disco com muita frequência. Por exemplo, leituras com baixa proporção de clusters em índices de
cluster do Sybase são indesejadas porque tal proporção quase sempre indica uma situação que
requer uma reorganização da ordem dos dados.
•
Encaminhamento de linhas – Todas as linhas de uma tabela devem caber em uma só página, se
possível, exceto no caso de tabelas grandes de objetos/texto. Se uma linha se expande devido ao
crescimento de dados de comprimento variável, entretanto, o banco de dados pode realocar a
linha em outra página, deixando um ponteiro para indicar a nova página, ou ele pode ser forçado
a dividir a linha entre duas ou mais páginas. Nenhuma situação é a ideal, pois elas aumentam o
número de processos de E/S necessário para se obter a linha. Isso pode ser observado em Oracle
na forma de linhas encadeadas ou movidas e em SQL Server e Sybase como linhas
encaminhadas.
Sendo assim, como um DBA responsável por SGBDs em múltiplas plataformas pode detectar e
diagnosticar esses problemas com o armazenamento de objetos? Afinal, cada mecanismo possui seu
próprio conjunto de diagnósticos que se aplicam a cada situação. Além disso, como um DBA pode
garantir que nenhum tempo de inatividade seja atribuído a faltas de espaço em seus vários
servidores? É importante que o DBA de alto desempenho estabeleça um plano proativo de
monitoramento do armazenamento, que o alerte sobre questões envolvendo espaço antes que se
tornem problemas. Tal plano deve levar em conta o aspecto multiplataforma do banco de dados e
buscar automatização completa 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo menos no caso de
bancos de dados essenciais.
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A VANTAGEM DA EMBARCADERO
O Embarcadero® Performance Center™ é a ferramenta ideal para se
detectar e diagnosticar problemas com o armazenamento de objetos.
O Performance Center é uma solução de monitoramento contínuo de
banco de dados multiplataforma e totalmente automatizada, que
permite você configurar os limites de armazenamento e as
notificações de forma proativa em todos os seus bancos de dados
essenciais. Com o Performance Center, você sempre será o primeiro a
ser alertado quanto a problemas de armazenamento.
O que dizer sobre o diagnóstico e a solução de problemas com
bancos de dados e armazenamento de objetos que estejam afetando
o desempenho? Isso pode ser um desafio para um DBA Visualize informações essenciais sobre
em um formato de fácil
multiplataforma, levando-se em conta as diferenças significativas entre problemas
compreensão e navegação.
os métodos de diagnóstico e tratamento que existem entre as diversas
plataformas de banco de dados. O premiado DBArtisan XE da Embarcadero contém um sistema
avançado de diagnóstico e gestão de armazenamento que elimina as "adivinhações" e o trabalho ao
se lidar com problemas de armazenamento em bancos de dados multiplataforma.
Space Analyst, disponível com o DBArtisan XE, permite que você lide com dilemas complexos de
armazenamento mesmo se você não tiver familiaridade com a plataforma subjacente de banco de
dados. O Space Analyst avisa quando problemas de armazenamento nos objetos do banco de dados
estão diminuindo o desempenho ao identificar visualmente todos os problemas de armazenamento e
apontar com precisão quais objetos necessitam de atenção. A vantagem do Space Analyst é que
você não precisa ter familiaridade com uma plataforma de banco de dados específica ou com os
tipos de problemas de espaço típicos de uma plataforma específica, pois o Space Analyst realiza
toda a análise por você. O produto inclui um conjunto completo de limites destinados a revelar
problemas de espaço que estejam ameaçando o desempenho geral do sistema. Os limites podem
ser utilizados desde a instalação do produto, mas você pode personalizá-los para atender às
necessidades únicas de seu ambiente.
A ferramenta Space Analyst do DBArtisan XE também pode
ajudar a resolver problemas complexos de espaço, tratando
rapidamente das reorganizações mais complexas. Não
importando se for um banco de dados inteiro em Sybase, uma
grande tablespace em Oracle ou objetos individuais em SQL
Server ou DB2, o Space Analyst pode reorganizar e reconstruir
seus objetos para um desempenho ideal.
O Space Analyst pode até mesmo ser utilizado proativamente
para configurar seus planos de reorganização em "piloto
automático". O Space Management Wizard o ajuda a criar um
Com a capacidade de exibir dados tanto em forma
trabalho de reorganização automática que faz uma busca em
textual como gráfica, o DBArtisan XE dá aos
administradores de banco de dados as informações de
todo o banco de dados (ou um conjunto específico de
que necessitam, no formato que desejam.
objetos) por objetos que violem seu conjunto especificado de
limites. Se quaisquer objetos problemáticos forem encontrados, o Space Analyst os reorganizará
dinamicamente para melhor desempenho. Assim que esses trabalhos estiverem configurados e
agendados, você nunca mais terá que reorganizar seus bancos de dados manualmente.
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Já que a gestão de armazenamento pode ser uma tarefa complexa, especialmente se você estiver
trabalhando em ambiente multiplataforma, é importante que você seja proativo em sua abordagem e
automatize o gerenciamento sempre que possível. O Embarcadero Performance Center e o
DBArtisan XE (com Space Analyst) podem lidar com todos os aspectos da gestão de armazenamento
relacionados com desempenho e disponibilidade, encontrando e resolvendo problemas antes que se
tornem sérios.
GERENCIAMENTO DE DESEMPENHO
Cada DBA deseja que seus bancos de dados rodem o mais rápido possível. O mesmo pode ser dito
para cada pessoa que utiliza um sistema que se conecta a esses bancos de dados: eles desejam que
suas consultas e processos tenham o tempo de resposta mais curto possível. Mais uma vez, a situação
é complicada quando você possui mais de uma plataforma de banco de dados. Assim como na
gestão de armazenamento, as variáveis e as soluções são diferentes de uma plataforma para outra.
Como resultado, você deve estabelecer um plano neutro em termos de plataforma que se aplique a
todos os mecanismos de banco de dados gerenciados por você.
O primeiro passo é definir os diferentes métodos de análise que serão usados em todas as
plataformas e, em seguida, aplicar um conjunto de diagnósticos e ações que podem ser usados para
cada plataforma conforme cada método. Esses métodos de análise incluem:
•
Análise dos obstáculos de desempenho e tempos de resposta
•
Análise da carga de trabalho
•
Análise de coeficientes
A seguir, examinamos como cada método pode ser usado para gerenciar o desempenho de
qualquer banco de dados.
ANÁLISE DOS OBSTÁCULOS DE DESEMPENHO E TEMPOS DE
RESPOSTA
Independente da plataforma, quando um banco de dados está ativo e disponível, cada processo
conectado pertence a uma dentre duas situações: ocupado trabalhando ou aguardando para ser
utilizado. Um processo em espera pode não significar nada, mas pode também indicar a existência
de um gargalo de desempenho. DBAs utilizam a análise de obstáculos de desempenho ou tempos
de resposta para determinar se sua presença em um banco de dados contribui com um problema de
desempenho.
A análise de obstáculos de desempenho é um método essencial de se medir o desempenho pois
ajuda o DBA a rastrear onde o banco de dados está utilizando seu tempo. Se um processo de "latch
contention" em Oracle ou uma atividade pesada de leitura de tabelas em DB2 estiver atrasando o
desempenho de um banco de dados, o DBA poderá utilizar uma análise de obstáculos de
desempenho para encontrar a causa. Assim que uma ou mais causas em potencial forem
identificadas, o DBA poderá investigar em detalhes as sessões e objetos que estão causando o
problema.
Esse método é a estratégia preferida dos analistas de alto desempenho do setor. Nesse caso, quase
todos os fornecedores de banco de dados desenvolveram seus mecanismos para que forneçam
indicadores que possam ser usados de forma inteligente para analisar gargalos de desempenho e
tempos de resposta. O Oracle 10g introduziu novos indicadores em sua visualização de desempenho
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V$, permitindo que DBAs compreendam obstáculos de desempenho e tempos de resposta em níveis
globais e de sessão. O Microsoft SQL Server disponibilizou eventos de espera através de um
comando DBCC não-documentado (DBCC SQLPERF(WAITSTATS)) e o Sybase oferece novas
visualizações de monitoramento em mecanismos de versão 12.5.03 e superiores.
ANÁLISE DA CARGA DE TRABALHO
A análise da carga de trabalho envolve a investigação de duas áreas cruciais do desempenho de um
banco de dados:
•
Atividade e consumo de recursos da sessão
•
Análise da execução em SQL
Quando o desempenho de um banco de dados diminui subitamente, não é raro encontrar uma ou
duas sessões que estejam gerando a maior parte da carga de trabalho. A questão é o equilíbrio do
sistema. Em um sistema bem-equilibrado, nenhuma sessão isolada deveria consumir a maior parte
dos recursos por um período extenso, com exceção de processos de trabalhos em lote que rodam
com segurança em horários fora de pico. Se sessões individuais estão utilizando a maioria dos
recursos do sistema, o DBA deve examinar cada sessão problemática em detalhes para revelar sua
atividade.
Normalmente, isso pode ser realizado facilmente ao se visualizar os metadados da sessão
emparelhados com dados estatísticos do consumo de recursos e execução. Alguns mecanismos de
banco de dados, tais como o Oracle 10g, fornecem bastante detalhes sobre as atividades atuais e
anteriores de uma sessão.
Compreender os padrões de execução em SQL atuais e anteriores permite ao analista de banco de
dados obter o segundo conjunto de pontos de dados necessário para se realizar uma análise
apropriada da carga de trabalho. A otimização de código em SQL é o segundo melhor método
disponível para se impulsionar o desempenho de um banco de dados, sendo design físico adequado
o melhor. Qual conjunto de indicadores você deveria utilizar, entretanto, para comparar um SQL
“bom” com um SQL “ruim”? Naturalmente, fatores gerais como tempo decorrido, tempo de CPU e
atividade de E/S exercem uma certa influência. Outros fatores mais sutis, porém, podem fazer a
diferença, tais como o número de vezes que uma declaração é executada ou se ordenamentos são
realizados na memória ou no disco. É aí que a análise de SQL se torna mais uma arte do que uma
ciência exata.
Todos os fornecedores de bancos de dados oferecem uma janela para análise de SQL. Dentre todos
os fornecedores, o Oracle 10g possui o conjunto mais completo de indicadores. O Microsoft SQL
Server oferece utilitários de perfis de código que podem ser usados para se coletar e medir
execuções de procedimentos armazenados e SQL. O Sybase começou bem com suas visualizações
de execução em SQL nas versões 12.5.03 e superiores. O DB2 oferece seus próprios recursos de
rastreamento em SQL.
ANÁLISE DE COEFICIENTES
A análise baseada em coeficientes tem sido aplicada há vários anos e costumava ser a única técnica
que os administradores de bancos de dados utilizavam para diagnosticar a causa da queda de
desempenho. Os DBAs têm grande familiaridade com as taxas de acertos no cache do buffer do
Oracle, no plano de procedimentos da Microsoft, no cache de dados do Sybase e assim por diante.
Muitos gurus na área de desempenho avisam que tais coeficientes já perderam a importância e a
confiabilidade devido aos avanços na análise de gargalos de desempenho e tempo de resposta. Tais
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alegações são em parte verdade, mas alguns coeficientes ainda são muito importantes, tais como a
taxa de acertos no cache da biblioteca do Oracle e as taxas de acertos nos planos de procedimento
da Microsoft e do Sybase.
Outros coeficientes mais obscuros também podem ser úteis. Por exemplo, se alguém lhe dissesse
que uma tabela em Sybase possui 100 linhas encaminhadas, você consideraria isso algo bom ou
ruim? Evidentemente, você não pode responder a essa pergunta a menos que saiba quantas linhas
existem na tabela como um todo. Porém, se você soubesse que 98% de todas as linhas em sua tabela
em Sybase foram encaminhadas, isso seria informação suficiente para decidir realizar uma
reorganização. Nesses tipos de situação, a aplicação de uma análise adequada de coeficientes pode
ser vantajosa.
A VANTAGEM DA EMBARCADERO
Assim como na análise de armazenamento, DBAs
multiplataforma precisam de uma maneira inteligente de
utilizar cara técnica de análise de desempenho para as
plataformas suportadas. Mesmo que você lide com apenas
uma plataforma, digamos, Oracle, você ainda precisa de
agilidade nos métodos de diagnóstico e solução de
problemas de desempenho em seu banco de dados.
A Embarcadero fornece duas soluções para agilizar o
desempenho multiplataforma. O Performance Center
oferece o monitoramento 24 horas por dia, sete dias por
semana que é essencial para seus bancos de dados
prioritários. Você pode configurar limites e notificações
personalizados em todas as plataformas para qualquer
coeficiente, gargalo de desempenho ou tempo de resposta
de modo a ser alertado instantaneamente em caso de
anomalias.
Uma interface poderosa elimina a necessidade de se
"adivinhar" os níveis de desempenho de um banco de
dados e indica instantaneamente se um banco de dados
essencial precisa de atenção.
Para uma análise detalhada, o Embarcadero Performance Analyst (um recurso incluído no DBArtisan
XE) permite acesso instantâneo a informações-chave através de todos os métodos disponíveis,
apresentando recursos de grande detalhamento hierárquico que permitem a identificação de
qualquer questão relacionada ao desempenho. Em execução com a ferramenta heterogênea de
administração DBArtisan XE, o Performance Analyst organiza os indicadores de desempenho de um
banco de dados de acordo com cada tipo de método para facilitar a tomada de decisões. Não há
scripts complicados a serem executados ou dados impressos a serem interpretados – o Performance
Analyst apresenta visualmente todas as informações de que você precisa. Não importa a plataforma
em que você trabalha ou sua familiaridade com uma plataforma específica se seu banco de dados
está saudável.
O DBArtisan XE, combinado ao Performance Analyst, inclui um conjunto completo de limites que
determinam automaticamente a saúde de seus bancos de dados essenciais. Quer você use Oracle,
SQL Server, Sybase ou DB2, tudo é organizado da mesma maneira fácil de compreender para que
você possa descobrir rapidamente quaisquer problemas de tempo de resposta ou desempenho,
encontrar código em SQL ou sessões intrusas de usuários e determinar se quaisquer coeficientes
estão em desequilíbrio. Um log de alarme global o mantém completamente informado sobre os
problemas atuais, e a integração ao DBArtisan XE com apenas um clique permite que você solucione
muitos dos problemas encontrados no Performance Analyst. Para a resolução de problemas de
código, o DBArtisan XE também contém depuradores de código multiplataforma e criadores de
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perfil que podem informar exatamente que linha de código consome mais tempo de execução em
procedimentos ou pacotes de até milhares de linhas.
GERENCIAMENTO DE CAPACIDADE
O gerenciamento de capacidade é algo normalmente negligenciado por DBAs, pois suas atividades
diárias simplesmente não deixam espaço para análises proativas e de histórico. Isso é uma lástima
porque um planejamento de capacidade adequado pode ajudar tanto o DBA como o
gerenciamento, respondendo perguntas importantes como "De quanto armazenamento este banco
de dados irá precisar em seis meses?" e "Este servidor de banco de dados se encontra
subaproveitado?".
O planejamento da capacidade geralmente envolve três processos:
1. Coleta de indicadores essenciais do banco de dados
2. Análise retroativa dos indicadores coletados
3. Previsões quanto às necessidades futuras
Cada empresa terá necessidades diferentes, mas, em geral, a maioria irá coletar as seguintes
informações:
•
"Instantâneos" da utilização global do armazenamento, incluindo indicadores de dispositivos
do Sybase, estatísticas do banco de dados do SQL Server, dados da tablespace do Oracle e
estatísticas de objetos que dizem respeito à utilização do espaço. Elementos como espaço
total alocado, espaço utilizado e espaço livre também devem ser coletados, além de outros
itens relacionados com desempenho como o número de linhas encadeadas.
•
Instantâneos de indicadores de desempenho, incluindo estatísticas cruciais de bancos de
dados como desempenho de E/S e eventos de espera
•
Instantâneos do consumo de recursos, incluindo indicadores como utilização da CPU,
utilização da memória e tráfego de usuários
Apesar de alguns DBAs conseguirem dar conta de utilizar scripts e processos manuais para gerenciar
o armazenamento e o desempenho, o fardo de utilizar tais técnicas para o planejamento de
capacidade é normalmente muito pesado. Com complicações como ambientes multiplataforma, a
necessidade de construir e manter um repositório que contenha todas as estatísticas necessárias,
"costurar" manualmente scripts de coleta e trabalhos agendados e gerar relatórios complexos de
histórico e de previsão, é evidente que a manutenção manual não é algo prático para o DBA de alto
desempenho.
A VANTAGEM DA EMBARCADERO
A Embarcadero fornece uma única solução para simplificar o planejamento de capacidade em todas
as suas plataformas de banco de dados. O Embarcadero DBArtisan XE oferece a ferramenta Capacity
Analyst, um aplicativo inteligente de análise de capacidade que automatiza toda a coleta de dados
estatísticos, análise de históricos e previsões.
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O DBA de Alto Desempenho
Sendo executado com o Embarcadero DBArtisan XE, o Capacity Analyst constrói um repositório que
você pode utilizar para rastrear todos os indicadores essenciais de banco de dados. Ele apresenta
assistentes, que o auxiliam durante o processo de criação de
coletas estatísticas para tudo o que você quiser rastrear em
seus bancos de dados. O recurso incorporado de agendamento
permite que você execute as coletas automaticamente e com a
frequência desejada. Em relação à análise de dados de
históricos, um recurso visual de análise permite que você volte
no tempo e analise as tendências de armazenamento,
desempenho e utilização de recursos. Além disso, o Capacity
Analyst possibilita prever necessidades futuras ao apresentar
requisitos iminentes de armazenamento, desempenho e
recursos através de gráficos ou relatórios bem-apresentados em
HTML, de fácil compreensão pela gerência. O DBArtisan XE da
conduzidos por assistentes facilitam enormemente as
Embarcadero com o Capacity Analyst oferece a base para o Recursos
coletas estatísticas e o agendamento incorporado permite que
planejamento de capacidade, algo vital no mundo de hoje com você efetue coletas em horários fora de pico, com a frequência
suas necessidades de armazenamento em crescimento que você deseja.
exponencial.
GERENCIAMENTO DE CAPACIDADE
A combinação entre ambiente heterogêneo, maior complexidade de banco de dados, mais dados e
menos pessoal, faz com que o trabalho do DBA ao manter altos níveis de disponibilidade e
desempenho seja um verdadeiro desafio. A chave para se manter os bancos de dados disponíveis e
saudáveis é implementar uma estratégia multiplataforma de armazenamento, desempenho e
gerenciamento de capacidade. Tal estratégia deve ser independente de plataforma e mais
automatizada possível.
A Embarcadero Technologies fornece um conjunto completo de ferramentas profissionais de banco
de dados para que o DBA de alto desempenho assuma o controle do armazenamento, desempenho
e gerenciamento de capacidade. O Embarcadero Performance Center, DBArtisan XE, e Analyst Series
Tools foram desenvolvidos para proporcionar maior produtividade, independentemente de seu nível
atual de conhecimento especializado. Além disso, essas ferramentas essenciais de suporte lhe dão a
segurança para realizar até mesmo as tarefas mais complexas, algo importante para garantir o
sucesso de seus bancos de dados.
SOBRE O AUTOR
Scott Walz possui mais de 15 anos de experiência na área de
desenvolvimento de bancos de dados e hoje atua como diretor
sênior de gestão de produtos na Embarcadero Technologies. Nessa
posição, Scott supervisiona a linha de produtos de banco de dados
da empresa, focando em produtos de administração e
desenvolvimento de bancos de dados. Antes de fazer parte da
Embarcadero há quatro anos, Scott trabalhou como líder de
desenvolvimento na Louisville Gas & Electric. Scott é bacharel em
sistemas de informática pela Western Kentucky University.
Embarcadero Technologies
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A Embarcadero Technologies, Inc. é a fornecedora líder de ferramentas de software que
permitem que desenvolvedores de aplicativos e profissionais de gerenciamento de dados
desenhem, construam e executem aplicativos e bancos de dados de forma mais eficiente em
ambientes heterogêneos de informática. Mais de 90 empresas presentes no ranking Fortune
100, bem como uma comunidade ativa de mais de três milhões de usuários em todo o mundo,
dependem dos produtos premiados da Embarcadero para otimizar custos, agilizar processos
de conformidade e acelerar o desenvolvimento e a inovação. Fundada em 1993, a
Embarcadero está sediada em San Francisco, Estados Unidos, com filiais em todo o mundo.
Visite a Embarcadero on-line: www.embarcadero.com. 
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O DBA de Alto Desempenho - Embarcadero Technologies