Jornal da Pontifícia Universidade Católica de Goiás Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 - Ano XXII N. 494 Tudo pronto para o início das aulas Todas as providências foram adotadas para o inicio das atividades do primeiro semestre letivo de 2011 na PUC Goiás, que será marcado por uma série de iniciativas: XXVIII Semana de Integração Acadêmica e Planejamento, tradicional reunião desse período com os professores para uma reflexão e avaliação das ações; ‘Calourada’, calorosa forma de receber os novos alunos e mostrarlhes o funcionamento da instituição; e a reunião com os gestores. Na parte física, 16 frentes de serviço cuidavam de deixar prontos, até o fim deste mês, todos os espaços acadêmicos, como salas de aula, laboratórios e áreas de convivência. Páginas 3 e 4. As obras no prédio do Parque Tecnológico estão concluídas Aprovado projeto do Museu de Zoologia D. Washington recebe comenda do TRT A Assembléia Legislativa do Estado aprovou em primeira votação, em dezembro de 2010, o projeto do Governo do Estado que autoriza a transferência de recursos para a Sociedade Goiana de Cultura, mantenedora da PUC Goiás, no valor de R$ 2,625 milhões. O repasse financeiro destina-se à implantação do Museu de Zoologia no Campus II, que vai colocar à disposição da sociedade estudos e pesquisas científicas da instituição, como as obras de taxidermia do acervo particular doado pelo professor José Hidasi. O Museu vai reunir exemplares da fauna mundial, incluindo animais que se encontram em vias de extinção e que poucas pessoas terão a oportunidade de vê-los em seu ambiente natural, e servirá como instrumento educativo e de apoio técnico para pesquisadores e estudiosos. Jantar com Ministro da Saúde Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e reitor Wolmir Amado O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sua primeira visita oficial ao Estado, a convite do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, para conhecer a Folha PUC 494.pmd 1 Unidade Básica de Saúde da Família, no Jardim São Judas Tadeu, foi homenageado na noite do dia 20 deste mês, no Castro’s Hotel, com um jantar. Convidado especial do Prefeito, o reitor Wolmir Amado participou do evento, quando falou ao Ministro sobre a situação da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, que é administrada pela PUC Goiás. O Ministro pretende acompanhar com atenção a área de saúde em Goiás e destacou que uma de suas prioridades será o combate ao mosquito da dengue, diante do quadro preocupante. Conforme boletim da Vigilância Epidemiológica, Goiás viveu, em 2010, a maior epidemia de dengue da última década, com mais de 112 mil notificações, 155% a mais do que em 2009, e 83 óbitos. O desembargador Pio de Oliveira e dom Washington Cruz O arcebispo de Goiânia e grão-chanceler da PUC Goiás, dom Washington Cruz, recebeu no dia 17 deste mês, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, em Goiânia, a Comenda Ordem Anhanguera do Mérito Judiciário, em ato presidido pelo presidente do TRT, desembargador Gentil Pio de Oliveira. O chefe de gabinete da PUC Goiás, professor Lorenzo Lago, representou o reitor Wolmir Amado. Com essa Comenda, o TRT homenageia pessoas que se destacam em Goiás nos trabalhos em prol da comunidade. “Atribuo todas essas honrarias a nosso Senhor Jesus Cristo, a quem represento na Igreja”, disse dom 1/2/2011, 08:39 Washington, ao agradecer. Logo após, celebrou uma missa em ação de graças, com a participação do padre Everson de Faria. O Presidente do TRT enfatizou a importância do Arcebispo para Goiás. “Este evento é uma honra para o Ministério Trabalhista. Ele é uma figura ímpar na história do estado por sua grandeza e simplicidade na sua conduta”, reconheceu. Em seu pronunciamento, dom Washington ressaltou o papel do Poder Judiciário: “É aqui que a balança pesa. Não é o mais forte, o mais rico ou o mais importante que deve vencer. Isso deve ser feito àquele que a possui, ainda que seja o mais pobre ou o mais humilde”. Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Carta do Editor Novo momento O início do semestre letivo representa um novo momento na história da PUC Goiás, instituição pioneira na educação superior na região e que prima por formar profissionais competentes, éticos, críticos e conscientes de seu papel social. É um recomeço de atividades acadêmicas que se repete há 50 anos, no cumprimento de sua nobre missão, de formação do cidadão para atuar em sua comunidade. No período, já são mais de 70 mil profissionais graduados, das mais diversas áreas, que se destacam nos mais diversos setores, público e privado. Esse início de atividades do semestre, na PUC Goiás, tem um significado diferente. Na Universidade não se permite o tradicional “trote”, que constrange o novo aluno e acaba se tornando, pelos excessos, um ato de agressão e violência. Na PUC Goiás a preocupação é receber bem os alunos e mostrar aos calouros, que estão chegando, como funciona a instituição e como proceder para melhor utilizar os diversos serviços que presta. Como exemplo, o Sistema de Bibliotecas, com o maior acervo da região; os laboratórios; as oficinas de arte e cultura (dança, música, teatro etc.); e as promoções realizadas ao longo do semestre, como cursos, debates, palestras, semanas de estudos e oportunidades de estágio. O estudante tem que ficar antenado. Logo no primeiro dia recebe o “Manual do Aluno”, que detalha os principais procedimentos acadêmicos e os benefícios que pode usufruir; os veículos de comunicação, como o boletim “Conhecer” e o jornal “Folha PUC”, além do Calendário acadêmico e do Calendário de eventos. Neste começo de atividades letivas, como acontece em todo início de semestre, a preocupação é acolher bem e oportunizar para que o aluno sinta-se em casa e possa melhor conduzir este seu sonho, pessoal e profissional. Jales Naves Editor Folha PUC 494.pmd 2 Folha PUC 494 - 2 Família PUC Epaminondas Luiz Ferreira Júnior Goiano de Morrinhos, 35 anos, casado, uma filha, Epaminondas Luiz Ferreira Júnior é graduado em Engenharia Civil pela PUC Goiás, em 1999, com Mestrado em Material de Construção e Construção Civil pela Universidade Estadual de Campinas, em 2005, realizando estudos quanto à durabilidade de concretos submetidos a cura térmica, para verificar a qualidade do produto. Ele ingressou na PUC Goiás em 2005, como professor convidado e, em 2009, passou no concurso público, lecionando quatro disciplinas: ‘Materiais de Construção Civil’ I e II e “Construção Civil’, I e II. Aluno pesquisador, ele integrou a equipe da PUC Goiás que ganhou no Brasil, em 2000, o prêmio sobre concreto, iniciativa do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon) e, depois, conquistou o primeiro lugar no concurso realizado nos Estados Unidos, pelo American Concrete Institute, sendo os primeiros do hemisfério sul, desbancando os mexicanos, que há oito anos eram os vencedores. Adriana Ribeiro de Freitas Coordenadora de Estágio e Extensão da PUC Goiás desde 2007, a professora Adriana Ribeiro de Freitas foi homenageada pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembléia Legislativa de Goiás e pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados no dia 10 de dezembro de 2010, no plenário do Parlamento goiano, quando da comemoração pelos 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Goianiense, casada, três filhos, fonoaudióloga formada pela PUC Goiás em 1992, é professora do Departamento de Fonoaudiologia desde 2000, especialista em Linguagem Oral e Escrita e em Comportamento Vocal pelo Cefac, em 2001. Foi assessora da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil e atualmente é mestranda em Ciências da Saúde na Universidade Federal de Goiás. Marta Carvalho Loures Docente do Departamento de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da PUC Goiás, a professora Marta Carvalho Loures defendeu a sua tese de Doutorado no Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Goiás, intitulada “Qualidade de vida de participantes de um programa – Universidade Aberta à Terceira Idade”. Foi no dia 2 de dezembro de 2010, na Faculdade de Medicina da UFG. Goiana de Mineiros, graduada em Enfermagem pela PUC Goiás em 1979, ela ingressou como professora na instituição em 1989, lecionando as disciplinas ‘Monografia II’ e “Trabalho de Conclusão de Curso III’ no Curso de Enfermagem. Foi coordenadora da Unati e vicepresidente do Conselho Estadual do Idoso. É especialista em Educação pela PUC Goiás, em 1997, e Mestre em Ciências da Saúde pela UnB, em 2001, com a dissertação intitulada “Avaliação da depressão, do estresse e da qualidade de vida dos alunos antes e após frequentarem a Universidade Aberta à Terceira Idade – UCG”. Casada, tem três filhos: José Mendonça de Carvalho Neto e Flávia, graduados em Direito pela PUC Goiás, e Thaís, formada em Turismo. Lívia Ferreira Santana Após dois anos como professora convidada do Departamento de Engenharia da PUC Goiás, Lívia Ferreira Santana recebeu a portaria de sua efetivação como docente no dia 12 deste mês. Ela tem mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB) e destaca o empenho da instituição em sempre melhorar a estrutura que oferece aos alunos. “Na nossa área, por exemplo, todas as mesas de desenho foram reformadas”, assinalou Lívia, que ministra as disciplinas ‘Expressão gráfica’, “Desenho aplicado I’ e ‘Desenho aplicado II’. Goianiense, 29 anos, casada com Leyser de Melo Alves, é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC Goiás, em 2005. “Sinto-me muito feliz com a efetivação”, declarou. Júlio Cezar Rubin de Rubin Diretor do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA) da PUC Goiás, o professor Júlio Cezar Rubin de Rubin é o mais novo bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. A vigência da bolsa vai de março deste ano até fevereiro de 2014, com o tema “Abordagem Geoarqueológica na Prospecção do Sítio Cangas 1, Terraço Aluvial do Rio Araguaia/ Goiás”. O projeto é inovador, já que poucos pesquisadores desenvolveram estudos nesta área. Na pesquisa, desenvolvida desde agosto de 2007, o professor pôde observar que o sítio se encontra bem delimitado. “Trata-se de uma área perturbada devido à ação antrópica e efeitos neotectônicos”. Gaúcho de Júlio de Castilhos, 51 anos, casado com a professora Rosicler Theodoro da Silva, também do IGPA, uma filha, ele graduou-se em Geologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo, RS, em 1988, e tem doutorado em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, em 2003, com a tese “Sedimentação Quaternária, Contexto Paleoambiental e Interação Antrópica nos Depósitos Aluviais do Alto rio Meia Ponte - Goiás/GO”, orientado pelo professor doutor Antonio Roberto Saad. Membro do Conselho Científico da revista “Gestão Pública: Práticas e Desafios”, do Mestrado Profissional em Gestão Pública da UFPE, é Professor do curso de graduação em Arqueologia e Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde, ambos da PUC Goiás. 1/2/2011, 08:40 Folha PUC 494 - 3 Atividades do semestre, que terá 121 dias letivos, começam dia 31 As atividades do primeiro semestre na PUC Goiás, que terá 121 dias letivos, começam no dia 31 deste mês, para os alunos calouros, e no dia 1º de fevereiro para os veteranos, conforme o Calendário acadêmico de 2011. Todas as providências foram adotadas para esse início, para dar a melhor acolhida aos estudantes e mostrar-lhes toda a estrutura colocada à sua disposição. Pode-se citar o espaço em que irão estudar; os ambientes laboratoriais; o Sistema de Bibliotecas, que possui um dos maiores acervos da região e migrou sua base de dados para o software ‘Pergamum’, ampliando os serviços, dando maior agilidade e mais acesso de busca ao usuário; as oportunidades de estágio; e as oficinas de arte e cultura. A diferença no relacionamento o calouro vai sentir já nos primeiros dias: na Universidade, o tão temido ‘trote’, que constrange e agride os novatos, é proibido na instituição, conforme Ato Normativo da Reitoria, que Obras e reformas foram realizadas nas férias A Central de Monitoramento garante a segurança na PUC não permite as manifestações violentas. Já no primeiro dia o estudante recebe um exemplar do ‘Manual do aluno’ – um guia que o orienta no cotidiano da vida universitária, detalhando os principais procedimentos acadêmicos e informando sobre oportunidades e benefícios que poderá usufruir na instituição – e o informativo Conhecer, com informações de interesse dos novos acadêmicos da PUC Goiás. A PUC Goiás, como ressalta o reitor Wolmir Amado, é comprometida com a forma- ção de profissionais competentes, éticos, criativos, críticos e conscientes de seu papel social, e oferece diversificadas oportunidades de aprendizagem, formação cidadã e desenvolvimento sociocultural. “Busque conhecer sua Universidade. Só assim você poderá usufruir dos numerosos benefícios da vida acadêmica”, afirmou. “Aproveitem por estar cursando uma Universidade, investindo na sua capacitação e buscando sintonia com o padrão de excelência de uma PUC”, completou o Reitor. Semana de Integração Acadêmica e Planejamento Como parte das iniciativas para a retomada dos trabalhos acadêmicos, os professores vão participar, do dia 31 deste mês ao dia 4 de fevereiro, em diversos espaços da instituição, da ‘XXVIII Semana de Integração Acadêmica e Planejamento’, tradicionalmente realizada no início do semestre letivo, e que vai discutir o tema “Projeto Excelência PUC”. Neste ano, houve um acréscimo de dias letivos, sem prejuízo para férias e recessos, em decorrência de dispositivos legais do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação. De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação, há décadas, a duração dos cursos e da hora aula vem sendo discutida por diferentes instâncias gestoras da educação superior brasileira. Pareceres do CNE Aprovado em 9 de novembro de 2006, o Parecer CNE/CES n. 261 dispõe sobre procedimentos a serem adotados quanto ao conceito de hora aula. A carga horária mínima dos cursos superiores (bacharelados, licenciaturas, tecnológicos e sequenciais de formação específica) é mensurada em horas (60 minutos), de atividades acadêmicas e de trabalho discente efetivo, “o que é uma forma de normatizar os cursos superiores, resguardando os direitos dos alunos e estabelecendo parâmetros inequívocos tanto para que as instituições de educação superior definam as cargas horárias totais de seus cursos, quanto para que os órgãos competentes exerçam suas funções de supervisão e avaliação adequando seus instrumentos aos termos deste Parecer”, afirmou o documento da Prograd. “A hora aula é decorrente de necessidades acadêmicas das ins- Folha PUC 494.pmd 3 tituições de educação superior, não obstante também estar referenciada às questões de natureza trabalhista. Nesse sentido, a definição quantitativa em minutos do que consiste a hora aula é uma atribuição das instituições de educação superior, desde que feita sem prejuízo ao cumprimento das respectivas cargas horárias totais dos cursos”, complementa o documento. “As instituições de educação superior devem ajustar e efetivar os projetos pedagógicos de seus cursos aos efeitos deste Parecer até o encerramento do primeiro ciclo avaliativo do Sistema, Nacional de Avaliação de Educação Superior (SINAES), bem como atender ao que institui o parecer referente à carga horária mínima”. Em 31 de janeiro de 2007, o Conselho Nacional de Educação, por sua Câmara de Educação Superior, emitiu o parecer CNE/ CES n. 8/2007, que define carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. O Parecer estabelece que as cargas horárias mínimas “manifestam-se nas IES como um piso para definição das cargas horárias totais, associam-se às diretrizes curriculares, relacionam-se aos projetos pedagógicos e submetem-se às injunções do calendário letivo. À luz da LDB é importante que as IES tenham margem para adequar às suas realidades educacionais específicas a execução dos currículos e o cumprimento da carga horária total de seus cursos”, esclareceu o documento. Ciclo avaliativo Considerando que se encerrou em 2010 o primeiro ciclo avaliativo do SINAES, o aumento de dias letivos tornou-se imperativo para que a PUC Goiás atenda às exigências legais quanto ao cumprimento de carga horária estabelecida nos Projetos Pedagógicos dos Cursos. A Prograd organizou um Nº DE CRÉDITOS 2 4 6 8 10 quadro destacando o número de créditos e horas aula atribuídos a cada disciplina nas matrizes curriculares dos cursos e a frequência mínima de 75% exigida ao aluno, conforme a Resolução CFE nº 04/1986 e o Regimento Geral da PUC Goiás, Artigo 86: Nº MÍNIMO DE AULAS/SEMESTRE 40 80 120 160 200 FREQUÊNCIA MÍNIMA PARA APROVAÇÃO 30 60 90 120 150 O aumento do número mínimo de aulas no semestre, para além do cumprimento de exigências legais, enseja revisão dos planos de cursos em todas as disciplinas, considerando o tempo maior para o processo de ensino-aprendizagem, com esperado impacto na qualidade. Calendário acadêmico Atividades do mês de fevereiro de 2011 DATA 01 01 01 01 a 12 04 04 04 05 07 07 a 11 07 a 18 10 11 15 18 17a 22 21 21 21 21 a25 21 a 25 22 25 28 ASSUNTO Início das aulas do 1º semestre letivo para veteranos Início do período de Trancamento de Matrícula para alunos sem registro de disciplinas em 2010.2. Início do prazo destinado ao Trancamento de Matrícula para alunos matriculados em 2010.2. Inclusão de disciplinas Encerramento da XXVIII Semana de Integração Acadêmica e Planejamento. Início do período destinado à Colação de Grau dos Formandos de 2010.2. Término do prazo para cadastramento de bolsas de estudo de servidores, docentes e dependentes (DRH/Prodin) Início das aulas do Católica Idiomas (Proex) Início do período de agendamento para Orientação e Apoio Psicológico na CAE/Proex. Período para inscrição às oficinas da Coordenação de Arte e Cultura (CAC/Proex) Período destinado à assinatura do Termo de Compromisso ou Desistência da Monitoria para 2011.1 (CAE/Proex) Teste de nível para Calouros. Término do prazo para requerer reabertura de matrícula para 2011.1. Término do prazo para regularização de matrículas 2011.1. Encerramento da inscrição ‘on line’ aos cursos gratuitos do Programa de Apoio ao Aluno (CEAD/Prograd) Inscrição e matrícula de Alunos Extraordinários e de Alunos Ouvintes. Término do período para apresentar à CAE a justificativa de Reprovação dos Bolsistas ProUni (CAE/Proex) Término do período para solicitação do Regime de Acompanhamento. Último prazo para Trancamento de Matrícula sem registro de disciplinas. Matrícula dos alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati/Proex). Período para inscrição nos Grupos de Desenvolvimento de Habilidades, do Programa Qualidade de Vida Acadêmica, na CAE/Proex. Início dos cursos gratuitos do Programa de Apoio ao Aluno, ‘on line’ (CEAD/Prograd). Entrega de relatório final de Iniciação Cientifica para os alunos que terminaram o plano de trabalho em janeiro de 2011. Último prazo para pagamento da 2ª parcela da semestralidade de 2011.1. Dias letivos: 24 1/2/2011, 08:40 EXCELÊNCIA PUC NO ENSINO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 EXCELÊNCIA PUC NO ENSINO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Folha PUC 494 - 4 Obras em todas as áreas preparam o início das aulas A Pró-Reitoria de Administração da PUC Goiás mantém, neste mês de janeiro, 16 frentes de serviço, em todas as áreas da instituição, com vistas a oferecer, no início do período letivo do semestre, no dia 31, melhores condições de trabalho para seus servidores da administração e docentes e para os alunos. De acordo com o pró-reitor Daniel Barbosa, algumas obras tiveram início no semestre passado e outras já neste ano, no objetivo de atender as reivindicações e preparar os ambientes para o início das aulas. Os trabalhos envolvem, em especial, os Câmpus I (Áreas 1, 2, 3 e 4), II e V, com pintura geral em todas as áreas. De outra parte, a Proad conclui os projetos do Laboratório do Curso de Ciências Aeronáuticas (Simulação) e para adequações no Teatro Católica; elabora projetos do Laboratório de Física (Área 3), de reforma do espaço da Divisão de Comunicação Social e de estacionamento na área da Biblioteca (Câmpus V); e já faz orçamentos de outras obras: Secretaria do Departamento de Psicologia, salas da Coordenação Pedagógica e de reuniões do Câmpus V, de manutenção em subestações e revisões nos corredores dos blocos “F” e “G” e pintura, na Área 1. Obras De acordo com relatório encaminhado ao reitor Wolmir Amado, a Proad realiza, por meio da Divisão de Serviços Gerais (DSG), no Câmpus I: serviços nas escadas metálicas, na Área 2; na sala de máquinas do quarto pavimento, no Laboratório de Desenho (Sala 108, Bloco F) e no sistema de vigilância (monitoramento), na Área 3; e na Secretaria Geral, o projeto da Ouvidoria / Comissão Disciplinar, a acessibilidade no Bloco K e instalação de cápsula de elevador, e a implantação de vestiários no Bloco E, na Área 4. Nas Áreas 1, 2, 3 e 4 foram realizados os serviços de pintura das guaritas e demarcação de vagas nos estacionamentos. No Câmpus V são realizadas obras nos laboratórios do Núcleo de Prática Jurídica; na guarita; no sistema de iluminação; na Seção de Administração de Recursos Humanos (SARH), na galeria aberta, por solicitação do Curso de Publicidade e Propaganda, e na calçada e grelha externa, além de pintura. Ainda, foi implantado um sistema de vigilância eletrônica, com a empresa Sampa e o pessoal do Centro de Processamento de Dados (CPD), já realizando os testes, em conjunto com a DSG. Reitor vistoria obras em andamento O reitor Wolmir Amado visitou no dia 25 deste mês as obras em andamento nos diversos espaços da PUC Goiás, além do Câmpus V e do Católica Idiomas. Na área 4, pelo menos cinco mudanças estão a todo o vapor. A transferência da Secretaria Geral e da Coordenação de Assuntos Estudantis (CAE) para um espaço mais amplo visa o melhor atendimento e acomodação dos alunos que buscam diferentes serviços, como solicitação de bolsas do ProUni, diploma, efetivação da matrícula, entre outros. Poltronas e televisão na recepção pretendem dar conforto aos dois ambientes, que serão interligados por um hall. Também na Área 4, por solicitação principalmente dos acadêmicos de Enfermagem e Medicina, que cursam período integral, os dois banheiros foram transformados em vestiários, com instalações de duchas. O elevador que permitirá a acessibilidade de pessoas com deficiência física ao prédio da Medicina está em estágio avançado. Outra mudança é a transferência da Ouvidoria e da Comissão Disciplinar para onde funcionava a Central de Correspondência e Processos (CCP). No Câmpus V, está pratica- Folha PUC 494.pmd 4 mente concluída a instalação de guarita no estacionamento, para a entrada de carros de professores e servidores, liberando o atual portão para os veículos dos alunos, o que desafogará o tráfego no local. Um novo calçamento na porta do estacionamento está em fase final. O plantio de novas árvores é outra meta para o Câmpus V. No Católica Idiomas, as novidades também são muitas. Toda a parte inferior do prédio, antes alugada a comerciantes, passa a integrar o projeto arquitetônico do centro de línguas. Serão mais salas de aula, um auditório, novos espaços para professores e coordenadores, recepção remodelada, móveis e equipamentos novos – inclusive está programada a aquisição de uma lousa digital, onde o conteúdo poderá ser visto em 3D, para o auditório - projeto que deve se estender futuramente para as salas dos alunos. Na Área 3 o Reitor conferiu a reforma da Central de Monitoramento e Segurança. O diretor da DSG, José Rubens Pereira, destacou que 32 novas câmeras foram instaladas no Câmpus V e que o sistema da central também está interligado com a UCG TV. Calendário de eventos - Fevereiro 08 - Apresentação Calourada 2011.1 (Coordenação de Arte e Cultura/Dança) 09 - Aula inaugural (Departamento de Enfermagem/ENF, isioterapia) 09 - Aula inaugural (Departamento de Matemática e Física / MAF, Engenharia de Alimentos 10 - Conferência de abertura do ano letivo do Programa de Pós-Graduação ‘Stricto Sensu’ em Ciências da Religião (PPGCR) 10 e 11 - Curso Propedêutico (PPGCR) 11 - Aula inaugural (Departamento de Zootecnia) 15 – Aula conjunta, mat./not. (ENF/Nutrição) 16 - Aula inaugural do Curso de Relações Internacionais (Departamento de História, Geografia, Ciências Sociais e Relações Internacionais / HGSR) 18 - 1º Ciclo de Palestras (MAF / Engenharia de Alimentos) 19 - Início do Grupo de Jovens da Paróquia Universitária São João Evangelista 21 a 25 - Seleção de novos alunos das oficinas (CAC/Dança) 21 a 25 - Período de matrícula para Unati (Coordenação de Extensão e Estágio/Programa de Gerontologia Social) 21 a 25 - 7ª Etapa do Programa de Formação Continuada – Curso 1 (Prograd) 22 - Missa em Ação de Graças pelo início do semestre (Campus IV / Ipameri) 22 - Conferência de abertura do período letivo do Mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas (Mepros) 22 - Aula inaugural (Departamento de Engenharia / ENG) 22 - Visita aos Laboratórios de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal de Minas Gerais (ENG) 23 - 1º Colóquio sobre Projeto de Pesquisa de Computação (Departamento de Computação / CMP) 24 - Aula inaugural do Curso de Arquitetura e Urbanismo (Departamento de Artes e Arquitetura / ARQ) 24 - Aula inaugural do Curso de História (HGSR) 25 - Aula inaugural do Curso de Design (ARQ) 25 - Missa em Ação de Graças à fundação do Curso de Fonoaudiologia da PUC Goiás (Departamento de Fonoaudiologia) 28 - Aula inaugural do 1º Semestre, manhã (Departamento de Educação Física e Desporto) OUTRAS AATIVIDADES TIVIDADES DO MÊS (*) - Encontro com os alunos do Programa Primeiro Ano – Comissão de Ingressantes (Departamento de Educação) - Aula inaugural dos cursos de Administração, Tecnologia em Agronegócios, Tecnologia em Eventos e Tecnologia em Gastronomia (Departamento de Administração / ADM) - Reuniões do Reitor com Congregrações / Colegiados de Cursos para apresentação da 2ª versão do Plano de Desenvolvimento Institucional (Gabinete do Reitor) - Calourada dos cursos de Administração, Tecnologia em Agronegócios, Tecnologia em Eventos e Tecnologia em Gastronomia – visita Campus II (ADM) - Semana de Integração do Curso de Administração (ADM) - Inscrições e início das aulas para as oficinas de dança da CAC (CAC/Dança) - Participação do Coral Vozes e Cores na Calourada (CAC/Vozes e Cores) - Abertura da Campanha da Fraternidade 2011 (Paróquia Universitária) - Encontros de Oração e Reflexão nos Departamentos da PUC Goiás (Paróquia Universitária) - Reunião Mensal de Pastoral. Local: Centro Pastoral Dom Fernando, 08h30 às 12h30, Paróquia Universitária (*) Verificar datas com as unidades responsáveis 1/2/2011, 08:40 Folha PUC 494 - 5 CNPq aprova projeto para demonstrações públicas de química Profa Sandra Regina Longhin Imagine um “laboratório de química móvel”, transitando por espaços públicos de Goiânia, com demonstrações e aulas que orientem seu cotidiano? Essa é a idéia do projeto “Química Mambembe”, coordenado pela professora do Curso de Licenciatura em Química da PUC Goiás, Sandra Regina Longhin, aprovado recentemente por meio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto também prioriza pessoas portadoras de necessidades especiais (com deficiência visual e auditiva), já que os próprios alunos da Universidade têm na matriz curricular aulas de Libras. Além da divulgação da importância da própria Química, as atividades são inclusivas, pois o foco são todas as pessoas, sem discriminação. Para isso, a equipe contará com toda uma estrutura, incluindo materiais em Braille. “Vamos usar os órgãos dos sentidos, para que as pessoas aprendam os conceitos da Química”, disse. A proposta do “Química Mambembe” também é de integrar os calouros do curso por meio do incentivo a projetos de pesquisa, iniciação científica, publicação de artigos e socialização do conhecimento. “O curso de licenciatura tem que formar um professor e ele deve ser diferenciado e construir o cidadão”, afirmou. O projeto tem validade de dois anos e será levado para eventos promovidos pela PUC Goiás, como a Semana de Cultura e Cidadania e Semana de Ciência e Tecnologia. O Instituto do Trópico Subúmido da Universidade, a Festa da Pecuária de Goiânia, escolas e outros espaços da rede municipal e estadual também serão recebidos pelos “itinerantes”. PUC Goiás foi a única Dos 14 projetos aprovados, a PUC Goiás foi a única Universidade particular no Brasil que obteve essa conquista. “O objetivo é de popularizar e melhorar o ensino da Química”, explicou Sandra. Durante este ano, atividades vão ocorrer em várias cidades no País em comemoração ao Ano Internacional da Química, uma iniciativa da Unesco, para estimular o debate sobre a importância dessa área do conhecimento para os seres humanos. Projeto AlfaDown tem saldo positivo e já inscreve monitores Com saldo positivo, o Projeto AlfaDown da PUC Goiás encerrou o segundo semestre de 2010 em dezembro, com animada confraternização que reuniu os alunos com Síndrome de Down, familiares, professores, parceiros e acadêmicos. A cada semestre, o projeto atende 40 alunos e acolhe 44 acadêmicos por ano, dos mais diversos departamentos da PUC Goiás, como monitores. As inscrições para monitores neste ano já podem ser feitas pelo site www.pucgoias.edu.br, sendo que as atividades No encerramento das atividades, em dezembro, a professora Sandra Regina recebeu alunos e seus familiares começam em março. O objetivo é auxiliar no pro- “Os alunos são muito carinho- professora Sandra Regina de cesso de alfabetização de crian- sos e inteligentes. Aqui você não Matos Costa, confirma a percepças, jovens e adultos com neces- apenas ensina, você aprende ção dos monitores: “Com relasidades especiais. Além disso, também”, avaliou. ção aos acadêmicos, já aparecevisa criar um ambiente onde o A acadêmica do 2º período ram várias oportunidades no acadêmico da PUC Goiás possa de Pedagogia, Weslayne Silva mercado de trabalho por terem vivenciar uma prática pedagógi- Dias, 19 anos, considera que sua no currículo essa experiência. ca com portadores da Síndrome experiência irá auxiliar na prá- Eles saem do projeto com uma de Down. O aluno Leandro Fer- tica pedagógica. “Não é só para visão diferenciada das pessoas”. reira Martins, 21 anos, cursa o alfabetizar, é uma experiência As aulas são adequadas ao 4º período de Fisioterapia e é um para a vida”, afirmou. perfil e à necessidade de cada aluno. Para facilitar o processo dos monitores do projeto. Quande aprendizagem, são utilizados do terminar o curso, ele pretenVisão diferenciada de trabalhar na área da saúde. A coordenadora do projeto, softwares educacionais. “O moni- Folha PUC 494.pmd 5 1/2/2011, 08:40 tor elabora a atividade com base na dificuldade que o aluno apresenta. É um processo bem diversificado e pessoal”, informou. Irma Palhares e Osmar Fraga frequentam as comemorações do projeto há quase oito anos. Eles são pais de Fernando Palhares, 31 anos, o caçula dos três filhos do casal, carinhosamente chamado como “Dudu”, que é aluno do Projeto AlfaDown. No período, eles puderam acompanhar a evolução do filho, por meio das atividades de alfabetização e estímulo ao processo de aprendizagem. “Ele tem facilidade com o computador; tem coisas que ele faz que eu não sei. Ele gosta do ambiente e se interage com os colegas”, avaliou Irma. Parceria O Projeto Alfadown é uma parceria da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil da PUC Goiás com a Associação Down de Goiás e a Superintendência de Ensino Especial da Secretaria da Educação do Estado. EXCELÊNCIA PUC NO ENSINO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 EXCELÊNCIA PUC NA EXTENSÃO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Entrevista Folha PUC 494 - 6 Janira Sodré Miranda A sociedade brasileira é racializada” Coordenadora do Programa de Estudos e Extensão Afro-Brasileiro (Proafro) da PUC Goiás, a professora Janira Sodré Miranda (foto) passou por vários estados antes de se mudar para a capital goiana. Natural do Maranhão, estado que tem 80% da população negra, a filha de migrantes mudou-se aos sete anos de idade, com a família, para a Amazônia, em 1978, quando a Nação estava sob regime militar. Sua trajetória não parou aí: ela se radicou na capital de Roraima, o estado mais indígena do Brasil. Além da formação acadêmica em História, estudou Teologia no Seminário Arquidiocesano de Manaus, fez especialização na PUC-SP e concluiu o mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Já foi diretora do Instituto de Pesquisa e Estudos Históricos do Brasil Central (IPEHBC), da PUC Goiás, e atualmente é doutoranda em História pela Universidade de Brasília (UnB). Nesta entrevista à jornalista Belisa Monteiro, do “Folha PUC”, Janira fala sobre os avanços e desafios da questão negra no Brasil. “Penso que cada vez mais a visibilidade negra quebra uma visão exótica, estigmatizada e discriminadora. A presença negra era vista como se fosse algo extemporâneo da sociedade brasileira”, refletiu. Ela aborda a política de cotas e o papel da universidade, sobretudo a comunitária, que forma 85% dos professores do País; e discorda da ideia de que o racismo no Brasil seja velado. “Acho que nós temos um racismo institucionalizado, é naturalizado e não estranhado, não problematizado e não criticado”, afirma. O Proafro existe há 28 anos. Quais os principais avanços neste período? O nascimento do Proafro ocorreu no início da década de 1980, no contexto da abertura democrática, por homens e mulheres que acreditaram na importância ética, republicana e estratégica de combater as desigualdades raciais no Brasil. Eles o fizeram por meio de uma série de adensamentos teóricos e lutas políticas que no cenário nacional desembocaram na Constituição de 1988, a “Constituição cidadã”, assim chamada porque trouxe uma série de demandas de cidadania, um conjunto de perspectivas para o País, dentre elas a questão negra no Brasil. No transcurso de sua existência, o Proafro foi dirigido por homens e mulheres negras, mas também por pessoas brancas. O que demonstra que na PUC Goiás não há uma visão única e segmentada da questão racial. Para nós, o racismo não é um problema apenas dos negros. A questão negra no Brasil é uma questão de nacionalidade, de identidade, de justiça, de reparação. De nossas muitas lutas, sobretudo da luta daqueles que nos antecederam, temos da década de 1980 a Constituição da República, que trouxe vários aspectos relacionados à questão negra, sobretudo a quilombola; e da década seguinte o próprio Estatuto da Igualdade Racial, que ficou 13 anos no Congresso Nacional antes de ser aprovado, em 2010, não sem perdas, sobretudo na questão quilombola e educação superior. Tivemos (e isso acho que é o mais importante) o adensamento da questão negra e do movimento negro que, a partir da década de 80, não parou de crescer e de aprofundar debate, reflexão e de disputar o cenário nacional em um campo de políticas públicas que pudesse dar respostas. Existe hoje um plano nacional de políticas de promoção da igualdade racial no Brasil, compartilhado entre os entes federativos (municípios, estados e União) e sendo implementado. Para nós do Proafro, são 28 anos de muitas lutas, mas de muitas vitórias. Penso que é uma história de avanços, de ganhos. Houve uma mudança no enfoque do debate sobre a questão negra no País? Hoje o Brasil reconhece a existência do ra- Folha PUC 494.pmd 6 Quando estudei na universidade existia essa perspectiva, dos colegas dizerem que éramos “exóticos” cismo, sua persistência, as desigualdades raciais. E reconhece a necessidade de reparação e promoção da igualdade racial no País. Hoje vemos mudanças. Cada vez mais a visibilidade negra quebra uma visão exótica, estigmatizada e discriminadora. A presença negra era vista como se fosse algo extemporâneo da sociedade brasileira. Percebo que essa presença na universidade vai fazer com que os negros venham a participar cada vez mais como cidadãos da sociedade brasileira. Acredito que a convivência nesses ambientes permite que o brasileiro “não-negro” possa ter um olhar mais aproximado e menos discriminatório, menos exotizante. Quando estudei na universidade existia essa perspectiva, dos colegas dizerem que éramos exóticos. Em termos de indicadores se observarmos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a distância entre a população branca e a negra permanece. Em termos de expectativa de vida, atualmente, existe uma diferença de quatro anos entre a população branca e a negra: para a branca é de 78 anos e, para a negra, 74. Uma pessoa negra tem em média oito anos a menos de estudo que uma pessoa branca. E assim é, para cada indicador, percebida exclusão da população negra. São indicadores que parecem muito as estatísticas de 40 anos atrás. Cabe afirmar ganhos, mas percebo a persistência de um modelo que ainda discrimina. Que ações poderiam reverter esse quadro? A política de cotas pode ser uma alternativa? A política de cotas é uma possibilidade de melhoria, porque abre a porta que está fechada à sociedade negra que concluiu o ensino médio. É uma possibilidade tímida, porque, na verdade, quando a sociedade brasi- 1/2/2011, 08:40 leira tem 48% de população negra, as cotas falam um índice de 10%, nos lugares mais otimistas 20%. O acesso à educação é visto pela sociedade, por todos os governos do mundo democrático e por todos os organismos internacionais, como a única forma de desenvolvimento de um povo. Quanto mais acesso ao conhecimento maior a chance de desenvolvimento de um povo. Nós, que estamos nesse campo teórico-político da questão racial, observamos o campo da educação como muito importante. Esperar por reformas na educação básica para que os negros possam ir à universidade? Essa conversa existe há 122 anos, desde que o Brasil é República, e se nós fossemos esperar a escola básica melhorar, por quantas décadas mais a sociedade brasileira esperaria?! As cotas almejam não a desigualdade – como seus detratores afirmam - mas produzir uma igualdade para o futuro da nação. E isso é o que muitos brasileiros puderam, mas não quiseram ver. Mas o País avançou, embora esse avanço não tenha sido completo. Ainda que as cotas não tenham sido contempladas no Estatuto de Igualdade Racial, elas são uma realidade, hoje com decisão do Supremo Tribunal Federal afirmando sua constitucionalidade. A sociedade brasileira é racializada, é o que vemos. Apenas políticas adequadas que dêem um tratamento sério à questão étnico-racial poderão superar esse modelo, produzindo a “desguetização”, permitindo a inserção plena, cidadã da população negra à vida nacional. A visibilidade negra quebra uma visão exótica, estigmatizada, e discriminadora. A presença negra era vista como se fosse algo extemporâneo da sociedade brasileira Mesmo em condições adversas, uma criança negra pode superar todas as dificuldades e se tornar uma pessoa resiliente, mesmo dentro de um mundo racista O preconceito na sociedade brasileira se dá de uma maneira velada? Eu não diria velado. É fato que nunca tivemos uma legislação de um país racista, como ocorreu no caso dos países que viveram o ‘apartheid’, que poderíamos chamar de uma ‘apartação” racial. Nós nunca tivemos um país “apartado” do ponto de vista jurídico. Mas sempre tivemos um país racializado do ponto de vista do acesso a todos os bens materiais e imateriais. Existe uma territorialidade branca e outra negra no Brasil. Existe uma divisão social do trabalho no País: o trabalho intelectual é destinado a uma camada, e o braçal a outra. Não é só uma questão de classe. E isso eu também acho que não é velado. A sociedade brasileira é acostumada a ver a população negra como subalterna, inferior. E todos consideram natural que em um País com metade da população negra nós não tenhamos representação e participação social correspondente. As instituições brasileiras são racistas. Creio que nós temos um racismo institucionalizado, que é naturalizado e, portanto, não estranhado, não problematizado, não criticado. No Mês da Consciência Negra na PUC Goiás você afirmou que o sistema educacional brasileiro é excludente e que os professores não estão bem preparados para lidar, por exemplo, com o buylling. Como orientar esses professores? É um desafio muito grande da universidade, não falo só da PUC Goiás, como também da universidade como instituição no País: a universidade pública prepara 15% dos professores, enquanto a particular ou comunitária prepara 85%. É preciso educar esse licenciando para perceber a seriedade dessa problemática e, sobretudo, o impacto que esse problema tem na psiquê das crianças negras e brancas. Ao tratar desse impacto, tanto na formação inicial como continuada, a universidade precisa fazer com que esse professor tenha a possibilidade de saber valorizar a pluralidade das culturas que formaram o Brasil e das práticas artísticas e religiosas que formam o País, inclusive da nossa matriz africana. Acredito que o professor que tenha uma visão ampla da questão racial saberá fazer uma abordagem valorativa da ma- Folha PUC 494 - 7 triz cultural, étnica e religiosa negra. Saberá tratar a questão do racismo em sala de aula. Estará preparado/a e terá condições de fazer uma intervenção mais adequada no ambiente escolar. O docente também precisa de uma sensibilidade pedagógica para dar um impulso positivo no desenvolvimento da autoestima das crianças negras dentro da sala de aula. Na verdade a questão da autoestima é bastante central. Mesmo em condições adversas, uma criança negra pode superar todas as dificuldades e se tornar uma pessoa resiliente e vitoriosa, mesmo dentro de um mundo racista. A diferença é que ela tem uma mãe ou outra pessoa nesta posição, que seja confiante nesta criança e que transmita essa autoconfiança para essa criança negra. Então, neste contexto, os professores são peça chave. Os professores, como parte do sistema, pecam ao não tratar essa problemática na sala de aula e isso faz com que a criança negra fique ou invisibilizada ou inferiorizada – ou ainda acreditando que a permanência dela na escola tenha a menor importância. As próprias condições da escola oferecidas às crianças negras são sofríveis. A ausência de perspectiva pós-escolar também é muito presente. Daí os índices de evasão, de falta de apego à escola, tudo isso ligado a uma série de outras questões sócio-raciais comprometem o presente e o futuro da infância e juventude negras. A festa da Natal da Escola de Circo A Escola de Circo do Instituto Dom Fernando, da PUC Goiás, promoveu uma confraternização de Natal com as crianças participantes do projeto, para encerrar o ano letivo, no dia 7 de dezembro. Música eletrônica, mesa de frutas, jantar e sorteio de brinquedos foram os atrativos para a meninada. É um projeto da Pró-Reitoria de Extensão e Apoio Estudantil. Coordenadora geral, a pedagoga Iolanda Ferreira Machado explica que o objetivo não é a formação de artistas, mas a formação para a vida. “Mas isso não impede que eles sejam artistas. Trabalhamos com o circo social que não visa a arte pela arte, mas esta como instrumento de ação”, ressaltou. Atualmente, 130 alunos de sete a 16 anos estão matriculados na escola. Porém, o número de pessoas atingidas indiretamente é bem maior, devido aos projetos e espetáculos realizados pela escola nos meses de março, junho, setembro e dezembro. O bairro Dom Fernando oferece poucas opções culturais para as crianças. “Há praças, lan houses e boates que não são espaços para Folha PUC 494.pmd 7 Música e sorteio animaram a comemoração confraternização em família. Os espetáculos promovidos pelo circo são gratuitos e voltados a toda comunidade”, afirmou. São montados em grupo e todos abordam uma temática com viés educativo. As aulas ocorrem duas vezes por semana: uma turma nas terças e quintas, e outra nas quartas e sextas, nos turnos matutino e vespertino. As crianças passam por todo um ritual de organização e trabalho em equipe: primeiramente elas recolhem o lixo da praça e depois passam pela etapa da “gotinha mágica”, para lavar e higienizar as mãos. Após as tarefas iniciais, há uma roda de conversa, com temas livres, e depois são direcionados às atividades circenses, de acordo com o planejamento semanal. Os alunos aprendem noções de organização por meio de atividades simples. Os educadores criaram um “chinelódromo” para que os alunos possam guardar seus sapatos, sem deixá-los esparramados pelo circo. Há também as “caixinhas de tesouro”. “Nelas, as crianças guardam os seus pertences: um relógio, um adesivo, qualquer coisa que é valiosa pra elas... No final do dia, esse objeto tem que estar lá. Se não estiver, ninguém sai, enquanto não aparecer”, conta. 1/2/2011, 08:40 Frutos do Projeto O educador cultural Fábio Nunes da Silva, servidor do circo, já foi educando do projeto. Aos 14 anos, ele acompanhou um amigo na escola e, a partir daquele momento, não parou mais. “O que intimidou primeiro foi a perna de pau, mas depois peguei o jeito”, disse Fábio aos risos. Ele confessa ser um apaixonado pela arte circense e nunca deixou de estudar. Aos 27 anos, é casado, trabalha com o que gosta e tem uma filha, de sete anos que também é aluna do circo. “Ela tem vocação, mas quero que ela tenha liberdade de escolha. Não obrigo nada, quero que siga seu caminho e seja feliz”, disse. Fábio também é um dos fundadores do circo Lahetô, situado próximo ao estádio Serra Dourada. Além de todo o trabalho sócio-cultural realizado pelo projeto, as crianças são servidas com café da manhã, almoço e jantar. Em 2009, a escola ganhou do Ministério da Cultura o Prêmio Pontinho de Brincar, e foi contemplada pela Funarte com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo. A escola existe no bairro Dom Fernando há 14 anos. “As premiações concretizaram nosso trabalho. Foi muito gratificante, porque coroou a nossa luta”, ressaltou a coordenação. EXCELÊNCIA PUC NA EXTENSÃO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 EXCELÊNCIA PUC EM QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Folha PUC 494 - 8 Graduados pela PUC Goiás que se destacam Equipe de Marconi tem 10 egressos A equipe nomeada pelo governador Marconi Perillo, do PSDB, que assumiu no dia 1º deste mês, tem 10 profissionais graduados pela PUC Goiás, um professor da instituição e um ex-professor. Dentre os novos titulares de Secretarias de Estado e dirigentes de empresas e instituições estatais formados Novos secretários São graduados pelo Departamento de Ciências Jurídicas da PUC Goiás o vice-governador José Eliton Figueiredo Júnior, também empossado como presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg); os secretários de Estado da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy; e de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Ra- José Eliton Figueiredo Júnior Luiz Alberto de Oliveira pela PUC Goiás cinco fizeram o curso de Direito, dois cursaram Economia e os demais são graduados em Pedagogia, Administração, História, Secretariado Executivo e Engenharia Civil. Há, ainda, um professor do curso de Ciências Econômicas, Mauro Fayad, novo Secretário de Estado de Ciência e Tecno- logia, e um ex-professor do curso de Direito, Vilmar Rocha, novo titular da Casa Civil, que lecionou de 1975 a 1981. “Mais do que reforçar, a escolha desses profissionais é o testemunho do que a PUC Goiás faz, de formar e capacitar pessoas para servir ao Estado e à sociedade”, destacou o reitor Wolmir Amado. Conforme ressaltou, a decisão do Governador reafirma a presença histórica da Universidade, há 51 anos qualificando lideranças. “A Universidade se sente feliz e orgulhosa”, afirmou o Reitor, para acrescentar que no êxito deles a PUC Goiás se vê reconhecida. cial, Gláucia Teodoro Reis; o diretor geral da Polícia Civil, Edemundo Dias; e o secretário do Gabinete de Representação do Governo em Brasília, Luiz Alberto de Oliveira. Graduados em Ciências Econômicas pela PUC Goiás: os presidentes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Antenor Nogueira; e da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Marcos Abraão Roriz. A presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, Eliana França, graduou-se em Pedagogia pela PUC Goiás (ainda não empossada); a chefe do Gabinete Particular da Governadoria, Glória Miranda, é graduada em História e Secretariado Executivo Bilíngue pela PUC Goiás; o presidente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo), José Taveira, é graduado em Administração; e o secretário de Infraestrutura, Wilder Morais, também suplente de senador pelo Partido Democratas, é graduado em Engenharia Civil. Alexandre Baldy Marcos Abraão Roriz Gláucia Teodoro Reis Glória Miranda Edemundo Dias Antenor Nogueira José Taveira Wilder Morais Engenheiros de Alimentos, graduados pela PUC Goiás, criam associação Por iniciativa de um grupo de engenheiros de alimentos, todos formados pela PUC Goiás, com apoio do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás (CREA-GO), foi fundada na noite do dia 3 de dezembro, no auditório do Conselho, a Associação Goiana de Engenheiros de Alimentos (AGEA). Esse processo foi encabeçado pela engenheira de alimentos Larissa Ribeiro Pereira, há três anos formada pela PUC Goiás, que a indicou para representar a Universidade como conselheira do CREA nesta área da engenharia. Uma de suas primeiras atividades foi propor a criação da nova associação, mobilizando um grupo de colegas da área. Na oportunidade, foi eleita e Folha PUC 494.pmd 8 empossada a primeira diretoria da Agea, que ficou assim constituída: presidente, Larissa Rodrigues Ribeiro Pereira (foto); vice-presidente, Gleice de Oliveira Miguel; 1º secretário, Vitor de Matos Costa; 2º secretário, Danilo Henrique Lima Araujo; 1ª tesoureira, Viviane Cordeiro Lopes Dias; 2ª tesoureira, Gracyana Fernandes dos Santos; e, membros do Conselho fiscal, Maria Luiza Mendes Filgueiras, Elisângela Pereira dos Santos e Silmara Damaso Fernandes. Fundação Na reunião de fundação da Agea, Larissa Pereira afirmou que, pela primeira vez, a Engenharia de Alimentos está representada no CREA; como conselheira, sentiu-se na responsabilidade de lutar para o reconhecimento profissional no mercado de trabalho e da sua importância como responsável pela fabricação e defesa da qualidade do alimento. “Queremos conscientizar as empresas de alimentos da necessidade de terem em seu quadro técnico um profissional da área”, disse. Explicou que o grupo que representava tomou as iniciativas necessárias para a organização 1/2/2011, 08:40 dos profissionais da área e de uma entidade para representá-los, quando apresentou uma chapa para constituir a primeira diretoria da entidade, que foi eleita pelos presentes. Apoio do CREA A assembléia foi encerrada com o pronunciamento do presidente do CREA, Gerson de Almeida Taguatinga, elogiando o trabalho da conselheira pela PUC Goiás, como representante da área de Engenharia de Alimentos. Apoiou também a iniciativa dos engenheiros na fundação da Associação, dizendo que a nova entidade contará com todo o apoio do CREA e convocou todos os engenheiros de alimentos a se inscreverem na AGEA, para fortalecer a sua categoria profissional. Folha PUC 494 - 9 Projetos da PUC Goiás aprovados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia Carla Lacerda O ano de 2011 promete ser ainda mais promissor do que os anteriores para a área de pesquisa da PUC Goiás. Dois projetos coordenados por professores da instituição foram aprovados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para integrar a Rede Centro-Oeste de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Rede Pró-Centro-Oeste). Juntas, as duas propostas selecionadas, por meio de edital, foram contempladas com R$ 1,3 milhão. Com o título de “Investigação das Causas Genéticas e Genômicas do Retardo Mental Autossômico”, o projeto capitaneado pelo professor Aparecido Divino da Cruz faz parte da Rede de Excelência em Genética e Genômica Molecular Aplicada à Saúde. A pesquisa envolve a participação de pelo menos sete professores dos cursos de Biologia, Medicina, Psicologia e do Mestrado em Genética, além de técnicos e alunos de graduação e de pós-graduação da PUC Goiás – estes últimos serão contemplados com bolsas de estudos. Uma das participantes da iniciativa, a professora Daniela de Melo e Silva destaca que o projeto irá possibilitar o diagnóstico genético de pelo menos 900 pessoas, que têm retardo mental, ao longo de três anos, prazo de execução da pesquisa. A estimativa é de que cerca de 90% dos pacientes, que serão encaminhados pelo SUS, via Hospital Materno Infantil, Hospital das Clínicas, Crer e Apae’s de Goiânia e de Anápolis, sejam crianças. “O SUS praticamente não trabalha com o diagnóstico genético. Já na rede particular, esses exames, com as três metodologias que iremos usar, custariam mais de R$ 1.000”, detalha. “Apesar de o retardo mental não ter cura, o diagnóstico genético é importante para a família, principalmente para calcular novos riscos no caso dos pais desejarem mais filhos”, explica a cientista. Segundo a literatura médica atual, o retardo mental corres- Professor Aparecido Divino da Cruz Professor Nelson Jorge da Silva Júnior ponde a uma das categorias mais amplas de distúrbios, acometendo de 1% a 3% da população nos países industrializados e quase 10% nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Devido à heterogeneidade de fatores causais associados a essa condição, sua investigação diagnóstica pode ser dificultada e 40% dos casos não têm sua origem determinada. Saúde e biodiversidade O outro projeto da PUC Goiás aprovado pelo edital da Rede Pró-Centro Oeste é o do professor Nelson Jorge da Silva Júnior. “Filogeografia e Diversidade Toxinológica de Micrurus (cobra coral) na Área de Contato CerradoAmazônia-Caatinga” faz parte da Rede Genética Geográfica e Planejamento Regional para a Conservação de Recursos Naturais no Cerrado e foi contemplado com R$ 80 mil na primeira fase do projeto, este ano. “Nosso intuito é estudar a diversidade da cobra coral nesta área de transição, com foco não somente nas características do animal, como também no veneno, que tem sido uma ferramenta importante de estudo médico”, explica Nelson. “O veneno da coral, por exemplo, tem um componente 200 vezes mais potente do que o da jararaca, que já é utilizado como remédio para tratar a hipertensão arterial”, informa o cientista, que patenteou a descoberta em relação à micrurus. “Também sabemos que a toxina da coral tem afinidade pelas mesmas áreas cerebrais afetadas pelo Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer. Portanto, os estudos experimentais podem nos ajudar a mapear melhor essas áreas do cérebro e a entender melhor as patologias”, complementa, ao informar que o projeto contará também com a colaboração do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e do museu paraense Emílio Goeldi. Intercâmbio, aliás, é um nome forte que norteia os projetos da PUC Goiás. Tanto que até parcerias internacionais estão Tecnologia O valor liberado pelo MCT para a pesquisa em genética da PUC Goiás, de R$ 950 mil, irá subsidiar a compra de um sequenciador automático de DNA, orçado em R$ 310 mil. “Além disso, o dinheiro será investido na compra de insumos (reagentes de laboratórios) e em bolsas de mestrado e de Desenvolvimento Tecnológico para que nossos alunos e ex-alunos também possam participar da pesquisa”, explica Daniela. “A aprovação do projeto é um marco na área de genética humana no Centro-Oeste, ainda incipiente se comparada com outras regiões do País. Essa seleção consolida o grupo de pesquisa da PUC Goiás, pioneiro no Estado, aprimora a capacitação técnica, contribui para a pós-graduação, propicia o intercâmbio de conhecimento, entre outros”, lista a professora. Ela lembra que, além do projeto da PUC Goiás, fazem parte da Rede de Genética propostas das Universidades de Brasília (UnB), Federal de Goiás (UFG), Católica de Brasília (UCB) e Federal do Mato Grosso (UFMT). “Cada uma terá um tema diferente, mas atuaremos como parceiros”. sendo firmadas. Os pesquisadores russo Sasha Mikheyev e o americano Steven Aird, ambos atualmente no Japão, já demonstraram interesse em participar da pesquisa goiana. “Vivemos um momento único na PUC Goiás. Nunca a Universidade teve tantos projetos aprovados em instâncias oficiais. Estamos trazendo as pesquisas para serem desenvolvidas dentro da nossa instituição, o que é muito importante”, ressalta o professor. “Temos recebido o apoio necessário na PUC Goiás, como a disponibilização da estrutura física e a valorização do pesquisador”. No primeiro dos cinco anos do projeto, a meta é estruturar o banco de venenos. A iniciativa envolve a comunidade acadêmica dos cursos de Biologia, Medicina e Biomedicina, e do Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde. “Não podemos esquecer que a pesquisa também é importante para a preservação do Cerrado”, finaliza Nelson. Rede Pró-Centro-Oeste A Rede Centro Oeste de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação, instituída por meio da Portaria Interministerial nº 1.038, de 10 de dezembro de 2009, visa à formação de recursos humanos e à produção de conhecimentos científicos, tecnológicos e de inovação que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Região Centro-Oeste. A Rede é formada pelas instituições de ensino e pesquisa dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, suas respectivas Secretarias de Estado de Ciência e Tecnologia e Fundações de Amparo à Pesquisa. Ela terá duração de cinco anos, a partir da data de publicação da portaria de criação, podendo ser renovada, a critério do Ministério de Ciência e Tecnologia, observados os indicadores apontados por uma comissão independente de avaliação, criada especificamente para este fim. CARA VÍDEO OFERECE DESCONTO EM LOCAÇÃO PARA A PUC GOIÁS Estudantes, professores e funcionários da PUC Goiás têm desconto de 20% na Locadora, à Rua 10 n.213, Centro, ao lado da Catedral. Basta apresentar carteira de identificação estudantil ou funcional. Folha PUC 494.pmd 9 1/2/2011, 08:40 EXCELÊNCIA PUC NO ENSINO Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 EXCELÊNCIA PUC EM DOCUMENTAÇÃO HISTÓRICA Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Folha PUC 494 - 10 HISTÓRIAS DE VIDA Luiz de Gonzaga Vieira A “ Universidade faz parte de minha vida” Jales Naves No time de professores do Liceu de Goiânia, em 1970 Luiz Gonzaga, em foto recente A displicência naquele ano de 1964, quando estava concluindo o curso ginasial no Colégio Regina Pacis, em Araguari, MG, sua terra natal, e ficou de segunda época em Matemática, acabou definindo, mais tarde, a trajetória de Luiz de Gonzaga Vieira. Como havia sido reprovado por dois décimos pelo professor João Duarte, casado com sua tia, ele prometeu que iria estudar muito, as férias inteiras, e tirar 10. Queria recuperar o prestígio com o pai, o fotógrafo Geraldo Vieira, o mais famoso da cidade, que se recusara a ir à formatura dele, com receio de que não passasse na matéria. A lição foi positiva, ele se empenhou bastante, conseguiu a nota máxima e, ao mesmo tempo, passou a gostar da disciplina, que abriu as portas para ele em vários colégios e na Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Na PUC Goiás construiu uma elogiada carreira no magistério superior, à qual dedicouse integralmente, e a partir daí, ocupou as mais diversas funções – professor, dirigente sindical e gestor. João Duarte teve um segundo momento importante em sua vida: ao se envolver com o movimento estudantil em sua cidade, em meados dos anos 1960, na época efervescente, acabou sendo indiciado em Inquérito Policial Militar (IPM). Ele atuava na União dos Estudantes de Araguari (UEA), participou de um congresso na cidade mineira de Governador Valadares, de grande repercussão, e quando os militares assumiram o poder vários de seus colegas foram presos. A sua sorte foi o tio ter boas relações com o pessoal do Batalhão Ferroviário, que comandou os IPMs na cidade, e o livrar da prisão. que eu”, recorda-se. Lecionar, até então, não constava de seus planos. Ele sonhava em cursar Geologia em Ouro Preto, MG, e seguir a profissão. Chegou a fazer um cursinho preparatório à noite, em Uberlândia, MG, enquanto começava a lecionar. O percurso entre as duas cidades, de 58km, era pela estrada de chão, passando pela antiga ponte do pau furado, sobre o rio Araguari, famosa pela triste lembrança da violenta injustiça cometida contra os irmãos Joaquim e Sebastião Naves, no mais famoso caso de erro judiciário do País. Nesse ano começou a gostar de Matemática, quando decidiu se mudar para Goiânia, para prestar vestibular. A opção não poderia ser outra, passou, matriculou-se na então Universidade Católica de Goiás, e começou a estudar. Como não tinha bolsa de estudo e nem queria contar com a ajuda financeira do pai, que não teria como ajudá-lo, decidiu trabalhar para se manter. Como só achava emprego durante o dia, teve que trancar a matrícula por dois anos, e o curso, que normalmente dura quatro anos, foi completado em seis. Mudando de planos Nascido no dia 31 de julho de 1947 e segundo dos sete filhos de Célia de Souza Vieira, que fora professora quando solteira e depois apenas cuidou de criar a família, e de Geraldo Vieira, Luiz Gonzaga fez o curso científico no Colégio Estadual de Araguari, que concluiu em 1967. Como exercia grande influência no meio estudantil e tinha bom relacionamento com os colegas, com os professores e com o pessoal administrativo, logo foi convidado pelo diretor Antônio Marques para lecionar no colégio. “Não era dos mais brilhantes. Tinha colegas que sobressaíam mais do Carreira no magistério O primeiro emprego em Goiânia, como professor de Matemática, em 1968, no Colégio Ipiranga, oportunizou uma amizade com o proprietário, o professor Zeuxis de Morais, que foi vereador em Goiânia e seu aluno na então UCG. Na seqüência, lecionou no Liceu de Goiânia, no Instituto de Educação de Goiás, no Colégio Assunção e no Educandário Pio XII. Em 1971, surgiram outras oportunidades, que aproveitou: convidado pelo diretor Mozart Barbosa, trabalhou no então Departamento de Ensino de 2º Grau da Secretaria da Educação do Estado, como inspetor; e, depois, a Folha PUC 494.pmd 10 Com a mãe, Célia, na primeira comunhão 1/2/2011, 08:40 convite do diretor do Departamento de Ensino Supletivo, da SEE, Delson Leone, criou o Centro de Estudos Supletivos, no Setor Aeroporto, que serviu de modelo para a unidade que funciona hoje no Setor Universitário. Logo após a formatura, em 1974, prestou dois concursos públicos para o magistério, e passou em ambos: da Escola Técnica Federal de Goiás e da UCG, quando começou a sua carreira, pelo então 1º Ciclo de Estudos Gerais, passando a atuar só nessas duas instituições de ensino. Foi o primeiro concurso para contratação de professores que a Universidade realizou. Houve um intervalo de dois anos (1978 e 79), para fazer o Mestrado em Estatísticas e Métodos Quantitativos na Universidade de Brasília, quando se mudou para a Capital Federal. Na época, passou em concurso para ser professor da UnB e lecionou nesse período. Mas os planos tiveram que ser mudados: a ETFG não o liberou para fazer a dissertação de Mestrado e, com isso, depois de concluídos os créditos, teve de retornar à Goiânia. Conseguiu apenas o título de especialista. Na ETFG ocupou as mais diversas funções, de professor a vice-diretor, passando pela Diretoria de Ensino, Coordenação da Supervisão Pedagógica e a Coordenação de Matemática. Trajetória na PUC Goiás Luiz Gonzaga sempre se dedicou ao magistério, com algumas rápidas passagens pela administração e pela representação classista na hoje PUC Goiás. Em 1981 foi eleito diretor do Departamento de Matemática e Física, cumprindo dois mandatos de dois anos. Na época, era elaborada uma lista tríplice, cabendo ao reitor a escolha. O professor Antonio Marques o cumprimenta em sua formatura Em família: com o filho Luciano, a nora Graziela, o filho Luiz Guilherme, a nora Alessandra e o neto Guiguinha, o filho Daniel, a nora Waira, a filha caçula Gabriela, e a mulher Cida, com os filhos Hugo e Larissa Nunca se filiou a qualquer agremiação partidária, mas sempre teve atuação política, liderando seus colegas e se destacando. Seu estilo discreto, conciliador e a seriedade como sempre atuou serviram para um convite para ser o ‘tértius’ numa disputa entre as duas forças políticas que sempre dominaram a Associação dos Professores da Universidade Católica (APUC): o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Brasil (PC do B). Com a sua escolha, conciliando os dois lados nessa briga, foi eleito para presidir a gestão 1996/ 98 da APUC e no período conseguiu três importantes feitos: acordos coletivos de trabalho, em conjunto com o Sindicato dos Professores de Goiás (Sinpro-GO), com algumas conquistas sociais, vantagens financeiras e ganhos reais no salário; dobrar o número de filiados à entidade, a partir de reuniões em todas as congregações; e os primeiros estudos para a criação de um Plano de Previdência Complementar para os professores, que chegou a ser discutido com a Reitoria, mas não levado adiante. Constatou-se que, na época, era elevada a média de idade dos professores e se tornava necessário criar uma opção de aposentadoria ao sistema oficial, que lhes assegurasse mais recursos financeiros para a sua manutenção. Chegou a contratar um especialista para elaborar um plano de Previdência Privada Complementar. Em 2001 foi convidado pelo então grãochanceler, padre José Pereira de Maria, para assumir a então Vice-Reitoria Acadêmica da instituição, num período de transição, que exerceu por quase dois anos. Na época, teve condições de imprimir o seu estilo conciliador, conseguindo resultados positivos em sua atuação. Na Prefeitura de Goiânia Ele teve uma única experiência no Setor Público, no terceiro mandato do prefeito de Goiânia, professor Nion Albernaz (1996/ 2000). Convidado pela sua colega na PUC Goiás, professora Geralda Albernaz, então primeira dama da cidade e presidente da Fundação Municipal de Desenvolvimento Comunitário (Fumdec), assumiu a Superintendência da instituição, responsável pelas ações sociais em Goiânia, e desempenhou com eficácia o seu trabalho. Função técnica, levou sua experiência para ajudar a melhor estruturar, funcionalmente, a Fumdec, dando-lhe condições para o melhor exercício de suas atividades, no auxílio a pessoas que mais Folha PUC 494.pmd 11 Folha PUC 494 - 11 Com Cida e os colegas Cristian, Dian, Lúcia e Marisvaldo Com os filhos Luiz Guilherme, Luciano e Daniel, em 1990 Com a filha caçula Gabriela e a mulher Cida, em 2008 Com os irmãos Bruno, Maria Célia, Leandro e Antônio Marcos necessitavam do apoio do Poder Público. “Foi uma experiência rica e uma oportunidade de trabalhar com uma pessoa séria, dedicada, muito atuante e presente nessa área, a professora Geralda Albernaz, responsável por um período de grandes realizações, quando a Prefeitura de Goiânia teve uma atuação forte e eficaz no atendimento social”, disse. No período, ele conseguiu uma parceria consistente da Fumdec, através do Conselho Municipal de Assistência Social, que presidia, com a PUC Goiás, a partir do apoio da então secretária nacional de Assistência Social, a hoje senadora Lúcia Vânia, do PSDB. A parceria viabilizou recursos financeiros para programas sociais da Sociedade Goiana de Cultura, como o Instituto Dom Fernando, utilizados na usina de reciclagem de lixo, na Escola de Circo e na consolidação do Centro de Estudo e Pesquisa Aldeia Juvenil (CEPAJ), inclusive liberando técnicos para trabalhar no CEPAJ. Gerais; e Larissa, que faz o sexto ano do curso de Medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP. Vida sentimental Tranquilo no falar, no agir e no andar, sem pressa para nada, sempre com um sorriso ao falar, Luiz Gonzaga teve três experiências conjugais. A primeira, com a professora Rose Meire Ribeiro do Nascimento, que conheceu em Uberlândia e com quem se casou em 1971 em Brasília. Eles tiveram três filhos: Luiz Guilherme, zootecnista graduado pela PUC Goiás; Luciano, corretor; e Daniel, professor de Educação Física, todos casados, e que lhe deram dois netos. Quando estava na Fumdec conheceu Juliana Cláudio Camilo Néri, com quem se casou em 1998 e que lhe deu a filha Gabriela, em 2000. A união durou mais três anos. A caçula, hoje, o faz lembrar os velhos tempos, ao levá-la para as diversas atividades, como cursos de dança, esportes etc. É casado, desde 2003, com a advogada Maria Aparecida de Medeiros Vieira, com a qual tem dois filhos: Hugo, médico, formado pela Universidade Federal de Minas 1/2/2011, 08:40 Aposentadoria Já aposentado pela ETFG e pelo INSS, Luiz Gonzaga se prepara para encerrar, em definitivo, a carreira no magistério e passar a cuidar de seu sítio, no vizinho município de Santo Antônio de Goiás, onde já passa todos os momentos disponíveis que tem. Ali, cuida do jardim, das plantações, dos pequenos animais e aves que tem, e leva uma vida tranquila, com a qual todos sonham. Ele se lembra de quando chegou à Universidade, para estudar. Nessa época, a Rua 10 tinha asfalto até o córrego Botafogo, onde havia uma ponte de madeira. Era reitor o padre Cristóbal Álvares Garcia, e a Praça Universitária era um projeto, que se concretizaria nos anos seguintes. “A Universidade faz parte de minha vida”, afirma, para destacar que essa presença foi nos bons e nos maus momentos. Conforme relata, participou dos mais diversos momentos na instituição, primeiro como aluno, depois como professor, dirigente de entidade representativa dos professores e, por fim, como gestor, numa área vital para a instituição, sempre colhendo frutos positivos. “Você só conhece uma pessoa quando ela passa por todas as funções”, ressalta, para resgatar as palavras do presidente do Sinpro-GO, Geraldo Santana, sobre sua participação na mesa de negociações dos dois lados: primeiro como representante dos docentes e, depois, representando a Universidade, sempre com uma postura de equilíbrio e bom senso nas discussões. “É um fato raro”, lembra. Por onde passa, só encontra amigos. O gerente Contábil e Financeiro da PUC Goiás, João Sobreira de Macedo, que o conhece desde que entrou na Universidade, ao vê-lo, dálhe um abraço e faz a observação: - O Luiz é uma relíquia. EXCELÊNCIA PUC EM PESQUISA Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Goiânia, 2ª quinzena de janeiro de 2011 Folha PUC 494 - 12 Dom Washington mostra importância da educação católica A educação é o bem mais precioso com o qual os pais devem presentear seus filhos. Com esta mensagem aos pais católicos, o arcebispo de Goiânia e grão chanceler da PUC Goiás, dom Washington Cruz, lidera campanha pela valorização da escola católica e para que as prestigiem, enviando seus filhos para nelas estudar. “Orientada por princípios e valores cristãos, a educação católica, juntamente com a indelegável missão da família, ajuda a formar na criança, no jovem e no adulto – destinatários da ação educativa – uma formação integral, que articula as dimensões científica, técnica, estética, ética, espiritual, ambiental e social”, afirmou, para completar: “O ensino-aprendizagem da educação católica orienta para aprender a aprender, aprender a conviver e aprender a ser”. No documento, ele ressalta a presença da Igreja na educação há quase dois milênios: “A escola católica formou, ao longo dos séculos, milhares de pessoas, muitas das quais foram e continuam sendo ocupantes de posições de destaque social no Brasil e no mundo”. No passado e no presente, grande número de padres, religiosos e cristãos leigos dedicaram-se e dedicam suas vidas em prol da educação, disse, para informar que a As- Dom Washington Cruz sociação Nacional de Educação Católica (ANEC), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), congrega 80 instituições de ensino superior, entre universidades católicas, centros universitários e faculdades integradas, e 1.400 escolas católicas de educação básica. No ensino católico há 91 mil professores a serviço da educação de 1.522.000 alunos. Competência e dedicação Os alunos encontram na escola católica, conforme salientou, um ambiente saudável e zeloso para com todos, desde os mais pequenos. “Em todas as nossas instituições ca- Bento XVI recebe imagem do Divino Pai Eterno tólicas de ensino, do maternal ao ensino superior, professores e servidores trabalham com competência acadêmica, dedicação e abnegado espírito de serviço. Isso por que a escola católica entende a sua ação educativa como missão e formação, procurando desenvolvê-la a partir dos melhores métodos de ensino consagrados pela prática pedagógica e em sintonia com os mais profundos valores do Evangelho”, afirmou. “Recomendo aos senhores pais que considerem a escola católica como uma instituição-irmã que se coloca na corresponsabilidade pelo presente e pelo futuro de seus filhos. Visitem-nos e procurem conhecê-la”, disse, para citá-las, presentes em cidades que integram a Arquidiocese de Goiânia: Colégio Claretiano, Colégio Santa Clara, Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás, Colégio Jesus Maria José, Ateneu Dom Bosco, Instituto San Damiano, Escola Madre Olívia Benz, Instituto Santa Cruz, Núcleo Educacional Mãe Dolorosa, Externato São José, Colégio Auxiliadora, Escola Dom Fernando, Colégio Agostiniano, Escola Imaculada Conceição, Colégio Santo Agostinho, Colégio Marista, Escola Centro de Orientação e Valorização do Adolescente e da Mulher e PUC Goiás. João Paulo II será beatificado em maio Santuário/Basilica Trindade www.vatican.va Padre Robson de Oliveira, de Trindade, cumprimenta o papa Bento XVI. Ao fundo, a imagem do Divino Pai Eterno A imagem peregrina do Divino Pai Eterno já está em Roma, na Itália, desde o último dia 13 de novembro, quando foi entregue pelo arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, ao papa Bento XVI, que explicou o sentido daquele momento e ficou muito feliz por recebê-la no Vaticano. “Neste encontro, reafirmamos a comunhão eclesial da Igreja com os fiéis, que são os filhos amados do Divino Pai Eterno. Foi um momento único e ficará marcado na história desta devoção, que é a que mais cresce hoje no País”, disse o reitor do San- tuário Basílica de Trindade, padre Robson de Oliveira. Esse momento ocorreu em ano especial para os devotos, pois em 2010 foram comemorados os 170 anos de devoção ao Divino Pai Eterno, que surgiu em terras goianas. Padre Robson faz visitas peregrinas com a imagem e agora a levou ao Papa, junto com dom Washington Cruz. Na entrega, ele pediu uma bênção especial do Santo Padre para todos os membros da Associação Filhos do Pai Eterno e, em especial, àqueles que colaborarão com a construção da nova Basílica. Instituição juridic ament juridicament amentee mantida ociedade Goiana de CCultura ultura - SGC pela SSociedade Expediente Folha PUC - Jornal da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), produzido pela Divisão de Comunicação Social - Dicom/GR - Tel.: 3946-1010 DIRETORA: Eliane Borges Silva Pereira (GO n. 00370 JP) REDAÇÃO: Jales Naves (GO n. 00268 JP), editor; Carla Lacerda (DF n. 3501 JP), Belisa Monteiro (GO n. 2343 JP) e Paulo José da Silva (GO n. 00743 JP) DIAGRAMAÇÃO: Adriano Abreu REPORTAGEM FOTOGRÁFICA: Wagmar Alves e Weslley Cruz IMPRESSÃO: Gráfica da PUC Goiás Folha PUC 494.pmd 12 O papa Bento XVI aprovou, no dia 14 deste mês, a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II (foto) e, dessa forma, a sua beatificação já tem data: 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia. A data escolhida recorda a celebração litúrgica mais próxima da sua morte, na véspera dessa festa religiosa. O milagre, agora confirmado, refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, França, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos. Segundo o cardeal prefeito da Congregação das Causas dos Santos, dom Ângelo Amato, o decreto sobre a cura da irmã Marie Simon é o que terá mais ressonância na Igreja Católica e no mundo. No dia 13 de Maio de 2005, apenas 42 dias após a morte de João Paulo II, Bento XVI anunciou o início do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa; e em dezembro de 2009 assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação. João Paulo II foi Papa entre 16 de outubro de 1978 e 2 de abril de 2005, quando faleceu após mais de 25 anos como sucessor de São Pedro. ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA PUC GOIÁS GRÃO-CHANCELER: Dom Washington Cruz, CP REITOR Prof. Wolmir Therezio Amado VICE-REITORA Profa. Olga Izilda Ronchi PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO Profa. Sônia Margarida Gomes Sousa PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO E APOIO ESTUDANTIL Profa. Márcia de Alencar Santana PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA Profa. Sandra de Faria 1/2/2011, 08:40 PRÓ-REITORA DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL Profa. Helenisa Maria Gomes de Oliveira Neto PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO Prof. Daniel Rodrigues Barbosa PRÓ-REITOR DE COMUNICAÇÃO Prof. Eduardo Rodrigues da Silva PRÓ-REITOR DE SAÚDE Prof. Sérgio Antônio Machado CHEFE DE GABINETE Prof. Lorenzo Lago