ADMINISTRAÇÃO GERAL
1º ANO TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO / CONTABILIDADE
Professora: Cleide Comparcida
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
1
Sumário
OBJETIVOS PEDAGÓGICOS ................................................................................... 4
CONCEITO DE EMPRESA........................................................................................ 5
Praticando: .......................................................................................................................... 5
CONSTITUINDO UMA EMPRESA: ........................................................................ 6
Praticando: .......................................................................................................................... 8
TIPOS DE EMPRESA: ........................................................................................... 8
Praticando: ........................................................................................................................ 10
CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS .................................................................... 11
Praticando: ........................................................................................................................ 12
CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO ......................................................................... 13
Praticando: ........................................................................................................................ 14
O ADMINISTRADOR (GESTOR)............................................................................. 16
Praticando: ........................................................................................................................ 17
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ......................................................................... 19
Praticando: ........................................................................................................................ 20
COMPONENTES DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .................................... 20
Sistema de Responsabilidade ........................................................................................... 21
Sistema de Autoridade ...................................................................................................... 21
Sistema de Comunicação .................................................................................................. 23
Praticando: ........................................................................................................................ 23
TIPOS DE ESTRUTURAS.................................................................................... 25
Praticando: ........................................................................................................................ 27
FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS .............................................................................. 29
Praticando: ........................................................................................................................ 31
AS TEORIAS ADMINISTRATIVAS ......................................................................... 32
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA – TAYLOR ......................................................... 33
Praticando: ........................................................................................................................ 34
Princípios da Teoria Científica ......................................................................................... 35
Considerações finais ......................................................................................................... 36
Praticando: ........................................................................................................................ 36
ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA – FAYOL.............................................................. 38
Praticando: ........................................................................................................................ 39
Princípios da Teoria Clássica ........................................................................................... 40
Considerações finais ......................................................................................................... 41
Praticando: ........................................................................................................................ 42
LINHA DE MONTAGEM E PRODUÇÃO EM MASSA – FORD ............................. 43
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2
Praticando: ........................................................................................................................ 45
Princípios do Fordismo..................................................................................................... 46
Considerações finais ......................................................................................................... 47
Praticando: ........................................................................................................................ 48
RELAÇÕES HUMANAS - ELTON MAYO ............................................................. 48
Princípios .......................................................................................................................... 49
Considerações finais ......................................................................................................... 50
Praticando: ........................................................................................................................ 50
HIERARQUIA DAS NECESSIDADES – MASLOW .............................................. 51
Praticando: ........................................................................................................................ 54
TEORIA XY – DOUGLAS M. MCGREGOR .......................................................... 55
Princípios da teoria x ........................................................................................................ 55
Princípios da teoria y ........................................................................................................ 56
Considerações finais ......................................................................................................... 56
Praticando: ........................................................................................................................ 58
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS (OSM) ................................................ 59
Praticando: ........................................................................................................................ 61
MODELO DE ADMINISTRAÇÃO JAPONESA ........................................................ 64
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA ..................... 67
INSTRUMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA ......................................... 74
LIDERANÇA ............................................................................................................ 77
TIPOS DE LÍDERES ............................................................................................ 78
Chefe ou líder? ................................................................................................................. 80
FERRAMENTAS PARA A LIDERANÇA ............................................................... 83
LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO .................................................................................. 86
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 88
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OBJETIVOS PEDAGOGICOS
O Curso Técnico em Administração tem como objetivo geral formar profissionais-cidadãos
empreendedores, com conhecimentos técnicos, eticamente responsáveis e comprometidos com o
bem estar da coletividade e que saibam associar a teoria à prática, fazendo uso das habilidades e
atitudes compatíveis com a área de gestão e negócios.
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CONCEITO DE EMPRESA
Para entendermos o que é e como funciona a Administração temos primeiro que entender o conceito
e a definição de empresa.
Uma empresa é um conjunto organizado de meios que visa exercer uma atividade particular, pública
ou de economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objetivo de atender a alguma
necessidade humana. O lucro, na visão moderna das empresas privadas, é a consequência do
processo produtivo e o retorno esperado pelos investidores.
Empresa, aqui significa o empreendimento, os esforços humanos organizados, feitos em comum, com
um fim específico, um objetivo. As instituições (empresas) podem ser públicas, sociedades de
economia mista ou privadas, com ou sem fins lucrativos.
As empresas de titularidade do Poder Público têm a finalidade de obter rentabilidade social.
As empresas podem ser individuais ou coletivas, dependendo do número de sócios que as compõem.
Definição: empresa é uma unidade de produção constituída para o desenvolvimento de atividades
econômicas com o objetivo de lucro.
Pessoa física: é a pessoa natural, o indivíduo fisicamente representado.
Pessoa jurídica: é uma organização constituída por uma ou mais pessoas com ou sem finalidade de
lucro. Possui: nome fantasia (marca), razão social e CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas.
Praticando:
1- Qual a definição de empresa?
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_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- João possui CPF – Cadastro de Pessoas Físicas e não exerce nenhuma atividade
empresarial, podemos dizer que João é uma pessoa _____________________.
3- Maria tem uma empresa de doces e salgados e está devidamente registrada nos órgãos
competentes possuindo, assim, CNPJ. Nesse caso, dizemos que Maria é uma pessoa
_____________________.
CONSTITUINDO UMA EMPRESA:
1.1.1
A primeira etapa para a constituição de uma empresa é a definição da sua missão, visão
e valores. Missão – são os objetivos institucionais, e aos motivos pelos quais foi criada, à
medida que representa a sua razão se ser. A Missão é algo perene, sustentável. Visão –
é um plano, uma ideia mental que descreve o que a organização quer realizar
objetivamente nos próximos anos de sua existência. Normalmente é um prazo longo
(pelo menos, cinco anos). Visão é mutável por natureza, algo concreto a ser alcançado.
Jamais confundir Missão e Visão. Valores – representam os princípios éticos que
norteiam todas as suas ações. Normalmente, os valores são compostos de regras morais
que simbolizam os atos de seus administradores, fundadores, e colaboradores em geral.
1.1.2
A segunda etapa envolve o Fator territorial: sua localização é fundamental. Deve-se
escolher o local exato para a instalação da empresa considerando fatores como:
proximidade dos consumidores, fornecedores, residência dos funcionários, melhor
transporte, alimentação e estacionamento. E as Condições de trabalho: as perfeitas
condições de trabalho influenciam o desempenho das tarefas e representam um dos
principais fatores para a alta produtividade. Um ambiente de trabalho onde a iluminação,
ventilação, limpeza, som, decoração, disposição de móveis, equipamentos estão bem
apresentados e dispostos geram um maior desempenho por parte dos empregados.
1.1.3
OBJETO: O objeto social não poderá ser ilícito, impossível, indeterminado ou
indeterminável, ou contrário aos bons costumes, à ordem pública ou à moral. Ele deverá
indicar com precisão e clareza as atividades a serem desenvolvidas pelo empresário,
sendo vedada a inserção de termos estrangeiros, exceto quando não houver termo
correspondente em português ou já incorporado ao vernáculo nacional. Entende-se por
precisão e clareza a indicação de gêneros e correspondentes espécies de atividades.
Assim temos as atividades CIVIS – aquelas que têm por objetivo a prática de atos
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relacionados principalmente com a prestação de serviços. Exemplos: hotéis, escolas
particulares, bancos etc. MERCANTIS – aquelas que se encarregam da prática de atos
de natureza comercial. Exemplos: o comércio em geral (lojas, supermercados, etc.).
1.1.4
O número de proprietários deve ser definido para que a empresa seja classificada. Essa
classificação será: EMPRESÁRIO: são aquelas que pertencem a um único proprietário.
SOCIEDADES EMPRESÁRIAS: são aquelas que pertencem a um ou mais proprietários,
que são geralmente denominados sócios.
1.1.5
A definição da origem e valor do capital a ser investido na empresa. Empresas
constituídas com capital do Governo (federal, estadual ou municipal), para atender
interesse da coletividade. Exemplos: Caixa Econômica Federal, Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos, etc, são denominadas PÚBLICAS. As PRIVADAS também
denominadas empresas particulares, são constituídas com capitais de particulares.
Exemplo: Casas Bahia, Carrefour, etc. E as MISTAS são constituídas com capital do
Governo e de particulares ao mesmo tempo, sendo o Governo seu maior proprietário, isto
é, mais de cinquenta por cento do capital a ele pertence. Exemplo: o Banco do Brasil S.A.
é uma instituição bancária de economia mista, com participação da União (governo
federal brasileiro) com 70% das ações; Eletrobrás é uma empresa de economia mista e
de capital aberto sob controle acionário do Governo Federal brasileiro e atua como uma
“holding” – empresa com participação acionária majoritária em uma ou mais empresas- ,
controlando empresas de geração e transmissão de energia elétrica.
1.1.6
A definição da responsabilidade dos sócios sobre a
empresa. Empresa de
responsabilidade LIMITADA: são sociedades em que a responsabilidade dos sócios
perante os compromissos assumidos pela empresa tem como limite o valor do capital.
Em caso de falência, os bens particulares dos sócios não serão utilizados para
pagamento das obrigações, salvo nos casos de fraude. Empresa de responsabilidade
ILIMITADA: podem ser firmas individuais ou sociedades, nas quais a responsabilidade
dos proprietários ou dos sócios perante o compromisso assumido pela empresa é
integral, isto é, não se limita ao valor do capital. No caso de falência, os bens particulares
do proprietário ou dos sócios podem ser utilizados para pagamento das dívidas.
Empresas de responsabilidade MISTA: são sociedades das quais participam sócios com
responsabilidade limitada ao valor do capital e sócios com responsabilidade ilimitada ao
valor do capital.
Ao constituirmos uma empresa estamos definindo o setor da economia que iremos atuar. A economia
de um país pode ser dividida em setores (Primário, Secundário e Terciário) de acordo com os
produtos produzidos, modos de produção e recursos utilizados. Estes setores econômicos podem
mostrar o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região.
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SETOR PRIMÁRIO: está relacionado à produção através da exploração de recursos da natureza.
Podemos citar como exemplos de atividades econômicas do setor primário: agricultura, mineração,
pesca, extrativismo vegetal e caça. É o setor primário que fornece matéria – prima para a indústria de
transformação.
Este setor da economia é muito vulnerável, pois, depende muito dos fenômenos da natureza como,
por exemplo, do clima.
A produção e exportação de matérias – primas não geram muita riqueza para os países com
economias baseadas neste setor econômico, pois, estes produtos não possuem valor agregado como
ocorre, por exemplo, com os produtos industrializados.
SETOR SECUNDÁRIO: é o setor da economia que transforma as matérias – primas (produzidas pelo
setor primário) em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, casas, alimentos
industrializados, eletrônicos, etc.). Como há conhecimentos tecnológicos agregados aos produtos do
setor secundário, o lucro obtido na comercialização é significativo. Países com bom grau de
desenvolvimento possuem uma significativa base econômica concentrada no setor secundário. A
exportação desses produtos também gera riquezas para as indústrias destes países.
SETOR TERCIÁRIO: é o setor econômico relacionado aos serviços. Os serviços são produtos não
materiais em que as pessoas ou empresas prestam a terceiros para satisfazer determinadas
necessidades. Como atividades econômicas deste setor, podemos citar: comércio, educação, saúde,
telecomunicações, serviços de informática, seguros, transporte, serviços de limpeza, serviços de
alimentação, turismo, serviços bancários e administrativos e etc.
Este setor é marcante nos países de alto grau de desenvolvimento econômico. Quanto mais rica é
uma região, maior é a presença de atividades do setor terciário. Com o processo de globalização,
iniciado no século XX, o terciário foi o setor da economia que mais se desenvolveu no mundo.
Praticando:
1- Considerando as etapas para a constituição de uma empresa. Crie uma empresa definindo o
setor da economia que atuará. A atividade deverá ser realizada em grupo.
TIPOS DE EMPRESA:
1.1.7
EMPRESÁRIO: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. É a antiga
Firma Individual, assim, muitos dos que até então eram considerados autônomos,
passam a ser empresários, como é o caso do representante comercial, do mecânico de
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automóveis, do profissional que conserta eletrodoméstico, do encanador, do pintor, do
pedreiro etc.
1.1.8
EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LTDA – EIRELI: Constituída por
uma única pessoa, física ou jurídica, que será titular da totalidade do seu capital social.
Cada pessoa natural somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.
Ao contrário do que acontece hoje com o EMPRESÁRIO, a pessoa que constituir uma
EIRELI gozará de proteção patrimonial e seguirá as mesmas regras aplicáveis às
sociedades empresárias limitadas, naquilo que couber. O capital social não poderá ser
inferior a cem vezes o maior salário mínimo vigente no país, que deverá ser totalmente
integralizado. Conforme sua natureza jurídica, essa empresa será registrada nas Juntas
Comerciais ou nos Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas.
1.1.9
SOCIEDADE EMPRESÁRIA LTDA: É o tipo de sociedade mais comum, constituída por
dois ou mais sócios com sua responsabilidade limitada e restrita ao valor de suas quotas.
1.1.10 SOCIEDADE EM NOME COLETIVO: Tipo societário pouquíssimo utilizado, pois exige
que os sócios sejam pessoas físicas, com responsabilidade solidária e ilimitada por todas
as dívidas da empresa, podendo o credor executar os bens particulares dos sócios,
mesmo sem ordem judicial. Usa sempre razão social no nome (não podendo utilizar
nome fantasia ou denominação), composta pelo nome dos sócios, podendo ser
acrescentada a expressão "& Cia" ao final (Ex.: José e Maria ou José, Maria & Cia).
ESCLARECENDO: Razão Social é composta pelo nome de um ou mais sócios por
inteiro ou abreviado aditando a expressão e CIA antes do tipo societário no caso LTDA,
quando ocultar algum sócio. Denominação é composta por uma expressão qualquer
seguida de uma das atividades e LTDA tipo societário. Podendo ainda mesclar a Razão
Social com a Denominação. Art. 1158 NCC – Normas Contábeis e Comerciais.
1.1.11 SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES: Também pouco utilizado, sendo formada a
empresa
por
sócios comanditados (participam
com
capital
e
trabalho,
tendo
responsabilidade solidária e ilimitada) e comanditários (que aplicam apenas capital;
possuindo responsabilidade limitada ao capital empregado e não participando da gestão
dos negócios da empresa). Empresa de capital fechado (não negociável em Bolsa). Usa
sempre razão social no nome (devem figurar apenas os sócios comanditados, sob pena
de responsabilidade solidária e ilimitada do sócio que constar na razão social).
1.1.12 SOCIEDADE ANÔNIMA: Espécie mais utilizada que as anteriores, principalmente nos
casos de grandes empresas, onde o capital encontra-se dividido em ações e cada
acionista é responsável apenas pelo preço de emissão de suas próprias ações
(responsabilidade limitada e não solidária). Os acionistas controladores respondem por
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abusos. Possui várias espécies de títulos (ações, partes beneficiárias, debêntures e
bônus de subscrição), é regulamentada por diversos órgãos (Assembleias Gerais e
Especiais, Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal), devendo publicar
seus atos no Diário Oficial e em jornal de grande circulação editado no local da sede da
companhia (atos arquivados no registro do comércio). Seu nome pode ser a
denominação ou nome fantasia (não utiliza razão social), acrescidos da expressão "S/A"
ou antecedido da expressão "Companhia" ou "Cia".
1.1.13 SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES: Também em processo de extinção, é
regida pelas normas relativas às sociedades anônimas (artigos 280 e seguintes da Lei
6.404/76), salvo a restrição de que somente os acionistas podem ser diretores ou
gerentes (sócios comanditados, nomeados no estatuto e destituídos por 2/3 do capital),
respondendo ilimitadamente pelas obrigações da empresa, enquanto os sócios
comanditários (demais acionistas não gerentes ou diretores) possuem responsabilidade
limitada ao capital social. Assim como as S/As, pode ser empresa de capital aberto
(ações em Bolsa de Valores). Seu nome é denominação ou nome fantasia, firma ou
razão social, acrescidas da expressão "Comandita por Ações" ou "C/A".
Praticando:
1- Quais são os tipos de empresas existentes?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Ana investiu o valor de R$50.000,00, sozinha, para abertura de uma pequena loja de roupas.
Com base
nesses
dados podemos dizer
que
o
tipo
de
empresa
da
Ana é
_________________.
3- Pedro e Pietra investiram R$100.000,00 cada para a abertura de uma empresa, nesse caso a
responsabilidade
de
cada
sócio
sobre
o
capital
da
empresa
é
__________________________.
4- Antônio possui um colégio, no entanto seu faturamento está gerando prejuízos. Pensando em
uma estratégia para tal situação resolveu abrir o capital social da empresa. Nesse caso
Antônio acaba de criar uma __________________________________________.
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5- Júnior da Silva é mecânico e abriu uma mecânica sozinho com R$100.000,00. Esta
classificado como __________________________.
CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS
As empresas são classificadas quanto ao seu porte conforme legislação vigente. É importante saber
qual a classificação de sua empresa, para que esta possa ter acesso às linhas de financiamento
diferenciadas.
O SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas e o BNDES – Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social têm definições diferentes para classificar essas
empresas. O primeiro segue o Estatuto da Micro e Pequena Empresa de 1999, atualizado pelo
Decreto nº 5.028/2004, de 31 de março de 2004 e o segundo se baseia no regime de tributação
simplificado – Simples Nacional, conforme Lei Complementar 123/2006 de 01.07.2007 e atualizada
pela Lei Complementar 139/2011 de 01.01.2012.
Conforme o SEBRAE os pequenos negócios são divididos da seguinte maneira:
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL: Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que
trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Seu faturamento anual é de
até R$60.000,00;
MICROEMPRESA – ME: sociedade empresária, sociedade simples ou empresário a que se refere o
art. 966 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados no
registro de empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Seu faturamento anual é
de até R$360.000,00;
EMPRESA DE PEQUENO PORTE – EPP: sociedade empresária, sociedade simples ou empresário
a que se refere o art. 966 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro),
devidamente registrados no registro de empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas
Jurídicas. Seu faturamento anual é entre R$360.000,01 até R$ 3.600.000,00
Conforme o BNDES a classificação de porte de empresa é de acordo com a receita operacional bruta
anual da seguinte forma:
MICROEMPRESA: menor ou igual a R$ 2.400.000,00;
PEQUENA EMPRESA: maior que R$2.400.000,00 e menor ou igual a R$16.000,00;
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MÉDIA EMPRESA: maior que R$16.000.000,00 e menor ou igual a R$90.000.000,00;
MÉDIA-GRANDE EMPRESA: maior que R$90.000.000,00 e menor ou igual a R$300.000.000,00.
Praticando:
1- Segundo o SEBRAE qual o conceito de ME?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Segundo o SEBRAE qual o conceito de EPP?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- A empresa Silva e Silva Ltda fatura R$380.000,00 anuais, podemos classificá-la como
_____________________.
4- A empresa Começando Ltda fatura R$150.000,00 anuais, podemos classifica-la como
_______________________.
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CONCEITO DE ADMINISTRAÇAO
Administração é o ato de Administrar ou Gerenciar negócios, pessoas ou recursos, com o
objetivo de alcançar metas definidas. É uma palavra com origem no latim “administratione”, que
significa “direção, gerência”.
A administração é um ramo das ciências humanas que se caracteriza pela aplicação prática de um
conjunto de princípios, normas e funções dentro das organizações. É praticada especialmente nas
empresas, sejam elas públicas, privadas, mistas ou outras. E pode ser classificada em cinco grupos:
Administração de produção; Administração financeira; Administração de Recursos Humanos;
Administração de Marketing; e Administração Geral.
A Administração, também chamada Gerenciamento ou Gestão de Empresas, supõe a existência
de uma instituição a ser administrada ou gerida, ou seja, uma Entidade Social de pessoas e recursos
que se relacionem num determinado ambiente, físico ou não, orientadas para um objetivo comum,
estabelecido pela a empresa.
A necessidade de organizar os estabelecimentos nascida com a revolução industrial levou os
profissionais de outras áreas mais antigas e maduras a buscar soluções específicas para problemas
que não existiam antes. Assim a aplicação de métodos de ciências diversas para administrar estes
empreendimentos deu origem aos rudimentos da ciência da administração.
A organização constitui um ponto de convergência de inúmeros fatores de produção (recursos
naturais, capital e trabalho), isto é, de recursos produtivos, que devem ser aplicados com eficiência e
eficácia.
Recursos naturais: a natureza oferece a matéria-prima que será processada e transformada em
produto.
Capital: proporciona meio de pagamento para a aquisição dos materiais e matérias-primas e para
pagamento da mão-de-obra empregada.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Trabalho: representa a intervenção humana.
Administrar significa dirigir os Recursos Organizacionais reunidos em unidades organizadas,
dinâmicas e capazes de alcançar os objetivos da organização. Esses recursos são:
 Humanos: que são as pessoas que trabalham em todos os níveis da empresa, desde o
presidente até o mais humilde dos operários. As pessoas são os únicos recursos vivos e
inteligentes de uma empresa, capazes de lidar com todos os demais recursos empresariais;
 Financeiros: que são recursos monetários, como capital, dinheiro em caixa ou em bancos,
créditos, investimentos, contas a receber etc.;
 Mercadológicos: que são os recursos comerciais que as empresas utilizam para colocar
seus produtos ou serviços no mercado, como vendas, promoção, propaganda, pesquisa de
mercado, definição de preços etc.;
 Administrativos: que são os recursos gerenciais que as empresas utilizam para planejar,
organizar, dirigir e controlar suas atividades, e
 Materiais: que são os recursos físicos, como: edifícios, prédios, máquinas, equipamentos,
instalações, ferramentas, matérias-primas etc.
Numa organização empresarial capitalista, são três os objetivos principais:
 A satisfação do consumidor;
 O serviço produzido; e
 O lucro na comercialização.
Em uma empresa, o ato de administrar significa planejar, organizar, coordenar e controlar tarefas
visando alcançar produtividade, bem-estar dos trabalhadores e lucratividade, além de outros
objetivos definidos pela organização.
A forma como as organizações são administradas é que vai determinar se conseguirão utilizar
eficazmente os seus recursos para atingir os objetivos propostos. Por isso, o papel do administrador
tem um forte impacto sobre o desempenho das organizações. Cabe a ele buscar o máximo com o
mínimo de esforços. Os administradores de todas as organizações devem ter: Eficiência – a melhor
forma de desenvolver uma tarefa, (fazer certo). Eficácia – cumprimento dos objetivos traçados, (fazer
a coisa certa).
Praticando:
1- Qual a definição de Administração?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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2- Onde é aplicada a Administração e como ela pode ser classificada?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- É necessária a existência de uma empresa para que haja a prática da Administração?
Justifique.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
4- Como a revolução industrial contribuiu para a origem da ciência administrativa?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
5- Cite e explique os fatores de produção.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
6- Quais são os recursos organizacionais?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
7- Qual o principal objetivo de uma organização capitalista?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________
8- Qual a diferença entre eficiência e eficácia?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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O ADMINISTRADOR (GESTOR)
O administrador é responsável pelo gerenciamento da rotina diária de uma organização; desde o
controle dos recursos financeiros, materiais e humanos ao desenvolvimento de estratégias de
mercado.
O administrador tem conhecimentos alargados para atuação em diversas áreas, como por exemplo,
Marketing e Publicidade, Comércio Exterior, Sistemas de Informação, Gestão Ambiental, Logística,
Terceiro Setor etc.
As mudanças ocorrem a todo o momento, e dentro das organizações essas mudanças ocorrem cada
vez mais rapidamente. A dinâmica que envolve desenvolver novas tecnologias, novos produtos e
serviços, buscando atender às novas necessidades e aos desejos dos consumidores, e até a própria
sobrevivência da empresa frente à concorrência, está inteiramente ligada ao papel do gestor, como
esse profissional irá administrar o andamento adequado dos processos e alcançar os objetivos
desejados.
Hoje o gestor está à frente de uma equipe deve exercer princípios adquiridos como: planejamento,
organização, liderança e controle. Planejar é definir o futuro da empresa ou projeto, os recursos que
serão utilizados, as pessoas que participarão do desenvolvimento do projeto e os caminhos para
alcançar os objetivos com sucesso.
O gestor precisa conhecer tudo acerca do projeto para organizar o seu andamento – os recursos
físicos, humanos e financeiros. A organização deve ser bem desempenhada para evitar contratempos
durante a execução do projeto, como por exemplo, gastos excessivos ou não previstos.
Nunca um tema foi tão abordado como liderança. As pessoas mudaram a forma de pensar, trabalhar
e viver em sociedade ou grupo. Tornou-se cada vez mais desafiante para os líderes gerenciar uma
equipe de diferentes culturas, hábitos, personalidades e costumes, trabalhando dentro do mesmo
time. Além de administrar conflitos, o gestor ainda desenvolve o papel motivacional para sua equipe,
e talvez essa seja a tarefa mais difícil dentre as atividades do líder, pois pessoas diferentes sentem
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necessidades distintas, e suprir necessidades individuais não é nada fácil, pois a empresa tem
políticas padronizadas, que buscam atender a maior proporção de colaboradores.
No processo controle, o papel do gestor é averiguar se as atividades estão ocorrendo dentro da
programação, se os resultados prévios estão dentro do esperado para o projeto, como prazos e
custos. Exercendo o controle o gestor, junto com sua equipe, pode identificar se as etapas do projeto
estão sendo realizadas conforme planejado.
O gestor precisa possuir todas essas habilidades? Sim, é necessário ter o conhecimento para
dominar a situação e desenvolver um bom projeto ou gerenciar uma equipe. Porém, como ninguém
nasce preparado para desempenhar esse papel de múltiplas atividades, o caminho é a busca pelo
constante de conhecimento e aperfeiçoamento. Para se tornar um excelente gestor o caminho está
em desenvolver habilidades técnicas, humanas e conceituais.
As habilidades técnicas são ligadas à execução do trabalho e ao domínio do conhecimento específico
para executar o trabalho operacional. As humanas são necessárias para um bom relacionamento. Já
as habilidades conceituais são necessárias: aos gestores, ao proprietário, presidente, CEO “Chielf
Executive Officer” – Diretor Executivo em Português, pois mantêm a visão da organização como um
todo, influenciando diretamente no direcionamento e na administração da empresa.
O desenvolvimento de habilidades é um processo longo e contínuo, que pode ser iniciado ainda na
universidade. O conhecimento atribuído às experiências adquiridas ao longo da vida ajudará na
formação do profissional que deseja ser. O importante para ser um excelente gestor é gostar do que
está fazendo e amar sua equipe. A dedicação e a disciplina são fatores de sucesso para obtenção de
resultados. Fazer sempre as melhores escolhas possíveis também, pois, em todo projeto, ser o gestor
é carregar a responsabilidade de sucesso do projeto, da equipe e da organização como todo. E, mais
do que tudo isso, ter satisfação do sucesso na obtenção dos objetivos.
O Dia do Administrador é comemorado no Brasil em 9 de setembro, desde 1965, data em que foi
regulamentada a profissão de administrador.
Praticando:
1- Como deve ser o perfil de um gestor?
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2- Qual é o papel do gestor em uma organização?
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3- Qual o conceito de CEO?
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4- Pedro é administrador de uma loja de roupas. Atualmente ele possui 3 vendedoras, 1 caixa,
1 supervisora e 1 faxineira. A caixa Maria está grávida de 7 meses, sabendo-se que é
novembro. Como Pedro resolverá o problema?
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5- Joaquim é administrador da agência de veículos MM Ltda. Com o aumento dos impostos
veiculares suas vendas tiveram uma queda brusca e esse mês ele não possui o valor para
pagamento de seus funcionários. Como ele deve resolver essa situação?
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ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A Estrutura organizacional é o elemento fundamental para que uma empresa mantenha o foco nos
seus objetivos, depois de definidos a missão, a visão, os valores que servem de bases para definição
de como a empresa vai dirigir suas atividades no mercado, isto é quais são as suas estratégias de
mercado. Estas servirão de base para a formulação da sua estrutura.
Os benefícios de uma estrutura adequada são:
 Identificação das tarefas necessárias;
 Organização das funções e responsabilidades;
 Informações, recursos, e “feedback” aos empregados;
 Medidas de desempenho compatíveis com os objetivos;
 Condições motivadoras.
A estrutura organizacional dentro de um contexto geral se subdivide em duas: Estrutura Informal e
Formal.
ESTRUTURA FORMAL: Deliberadamente planejada e formalmente representada, em alguns
aspectos pelo seu organograma.
Suas principais características são:
 Ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades.
 É estável.
 Está sujeita a controle.
 Está na estrutura.
 Líder formal.
ESTRUTURA INFORMAL: Surge da interação social das pessoas, o que significa que se
desenvolvem espontaneamente quando as pessoas se reúnem. Representa relações que usualmente
não aparecem no organograma.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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São relacionamentos não documentados e não reconhecidos oficialmente entre os membros de uma
organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos
empregados.
Suas principais características são:
 Está nas pessoas.
 Sempre existirão.
 A autoridade flui na maioria das vezes na horizontal.
 É instável.
 Não está sujeita a controle.
 Está sujeita aos sentimentos.
 Líder informal.
 Desenvolve sistemas e canais de comunicação.
Praticando:
1- Qual a importância da estrutura organizacional?
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2- Como se divide a estrutura organizacional?
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3- Explique como se dá a estrutura informal de uma empresa.
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COMPONENTES DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Nas organizações encontramos: Autoridade – são os que cobram, dão ordens e instruções; e
Responsabilidade – são os que recebem ordens e orientações. Essa relação denomina-se
hierarquia.
Hierarquia é a ordenação de elementos em ordem de importância, podendo significar também, mais
especificamente:
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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 A distribuição ordenada de poderes.
 A
graduação
das
diferentes
categorias
de funcionários ou
membros
de
uma organização, instituição ou igreja.
 A ordenação de elementos visuais para tornar a informação mais facilmente inteligível ou
para
destacar
elementos
de
uma
composição
nos
campos
da arquitetura, artes
plásticas, desenho, design gráfico, escultura, pintura, tipografia, entre outros.
Os componentes da estrutura organizacional são:
 Sistema de Responsabilidade;
 Sistema de Autoridade;
 Sistema de Comunicações.
Sistema de Responsabilidade
É constituído por: Departamentalização; Linha e assessoria; Especialização do trabalho.
DEPARTAMENTALIZAÇÃO: é o agrupamento, de acordo com um critério específico de
homogeneidade, das atividades e correspondente recursos (humanos, financeiros, materiais e
equipamentos) em unidades organizacionais. O processo organizacional de determinar como as
atividades devem ser agrupadas chama-se departamentalização.
LINHA E ASSESSORIA: As unidades organizacionais de Linha têm ação de comando e é ligada às
atividades fins da empresa. Já as de Assessoria não têm ação de comando, pois só aconselham as
unidades de linha no desempenho de suas atividades e é ligada às atividades meio da empresa.
ESPECIALIZAÇÃO DO TRABALHO: o grau em que as funções na organização são subdivididas em
tarefas separadas.
Sistema de Autoridade
É constituído por: amplitude administrativa ou de controle; níveis hierárquicos; delegação;
centralização ou descentralização.
Ao descer do nível Hierárquico mais alto para o nível hierárquico mais baixo, a amplitude de
autoridade vai diminuindo até chegar ao limite mínimo.
AMPLITUDE DE CONTROLE: Número de subordinados que um chefe pode supervisionar
pessoalmente, de maneira efetiva e adequada.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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NÍVEIS HIERÁRQUICOS: Representam um conjunto de cargos na empresa com um mesmo nível de
autoridade.
ORGANOGRAMA: É uma espécie de diagrama usado para representar (visualizar) as relações
hierárquicas dentro de uma empresa, ou simplesmente a distribuição dos setores, unidades
funcionais e cargos e a comunicação entre eles.
Exemplos:
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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DELEGAÇÃO: Transferência de determinado nível de autoridade de um chefe para seu subordinado,
fazendo com que ele esteja comprometido com a execução da tarefa delegada.
CENTRALIZAÇÃO OU DESCENTRALIZAÇÃO: É a maior concentração do poder decisório na alta
administração de uma empresa. Já a descentralização é a menor concentração do poder decisório na
alta administração da empresa, sendo, portanto, mais distribuído por seus diversos níveis
hierárquicos.
Sistema de Comunicação
Resultado da interação das unidades organizacionais é constituído por: o que, como, quando, de
quem e para quem comunicar.
Para uma organização ser orientada para o cliente é necessário que haja um ótimo fluxo de
comunicação, ou seja, de baixo para cima; de cima para baixo e lateral. Criando-se uma estrutura
mais apropriada, com uma equipe multidisciplinar em que todos se interajam, é possível alcançar
todos os objetivos estabelecidos.
Praticando:
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1- Defina hierarquia.
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2- Quais são os componentes da estrutura organizacional?
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3- Como é constituído o sistema de responsabilidade?
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4- Qual a importância da departamentalização para uma organização?
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5- Como é constituído o sistema de autoridade?
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6- Defina organograma.
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7- O que é e como é constituído o sistema de comunicação?
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ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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TIPOS DE ESTRUTURAS
ESTRUTURA FUNCIONAL: São agrupadas de acordo com as funções da empresa.
Vantagens: Economias de escala; Boa coordenação interdepartamental; Desenvolvimento de
habilidades funcionais.
Desvantagens:
Resposta
lenta
às
mudanças,
baixa
flexibilidade;
Baixa
cooperação
interdepartamental; Visão restrita da organização.
A especialização do trabalho na Estrutura Funcional faz com a organização seja mais formalizada,
não permite visão ampla entre o conjunto, é mais centralizada e ainda a especialização gera conflitos
entre as unidades. Para que ela seja mais orientada ao cliente, é melhor a estrutura orgânica, onde o
ambiente é flexível permitindo mudanças, aceitando novas ideias, podendo ser mais criativo e
inovando para obter uma estrutura que melhor satisfaça aos clientes. Outro aspecto é o
departamento de Marketing que é o que foca no cliente, pois é o marketing quem busca o cliente, é
ele quem faz pesquisa de mercado, busca todas as informações a respeito do cliente, então se faz
necessário que este departamento tivesse certo grau de autoridade sobre os demais departamentos,
a fim de criar interação e através disso, que a organização realize os seus objetivos e metas.
ESTRUTURA TERRITORIAL (OU LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA): Este tipo é usado por empresas
territorialmente espalhadas.
Vantagens: Responsabilidade sobre produtos/regiões é clara; Permite adaptação à diferenças,
considerando produto/região/cliente.
Desvantagens: Duplicação de recursos entre as divisões; Identificação regional, mas não global;
Exige alto grau de coordenação.
ESTRUTURA POR PRODUTOS: Neste tipo, as atividades são agrupadas feitas de acordo com as
atividades essenciais a cada um dos produtos ou serviços da empresa.
Vantagens: Descentralizada; Responsabilidade sobre produtos e contatos é clara; Permite adaptação
à diferenças de produto/cliente.
Desvantagens: Duplicação de recursos entre as divisões; Dificulta a padronização entre linhas de
produtos; Exige alto grau de coordenação.
ESTRUTURA POR CLIENTES: Neste tipo as atividades são agrupadas com base as necessidades
diversas e exclusivas dos clientes da empresa.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
25
Vantagens: condições para conhecer e dar melhor tratamento ao cliente; atendimento contínuo e
rápido aos diferentes tipos de clientes.
Desvantagens: Troca de recursos, pois várias vezes o atendimento ao cliente é sazonal, ou seja
periódico; Dificuldade de coordenação devido ao tratamento especial exigido pelos gerentes de cada
departamento de cliente.
ESTRUTURA POR PROCESSOS: Neste são agrupadas conforme as etapas de um processo.
Vantagens: Níveis hierárquicos reduzidos; Controle de processos, não de pessoas (capacitação
permanente); Aumento da comunicação externa e interna.
Desvantagens:
Baixa
coordenação
interdepartamental/
baixa
flexibilidade
para
ajustes;
Fragmentação/ especialização: cada departamento tem somente parte do processo.
ESTRUTURA POR PROJETOS: As atividades e as pessoas recebem atribuições temporárias.
ESTRUTURA
MATRICIAL:
Caracterizada
por
dupla
linha
de
autoridade;
combina
a
departamentalização funcional com a departamentalização de produto.
ESTRUTURA VIRTUAL: Organização pequena, concentrada em suas essência e com a maior parte
de suas funções terceirizadas.
ESTRUTURA POR EQUIPE: Organizada a partir de equipes multifuncionais.
ESTRUTURA SEM FRONTEIRAS: Busca eliminar a cadeia de comando, ter amplitude ilimitada de
controle e substituir os departamentos por equipes autônomas.
A empresa orientada para o cliente é aquela que busca conhecer o seu público alvo a fundo, trazendo
informações sobre seus desejos e necessidades; é aquela que busca compreender seu cliente e
comparar o que ela oferece com os produtos e serviços do concorrente. E então procura criar maior
valor, obtendo vantagem competitiva. Seu principal objetivo é surpreender o cliente, e lucrar ao
satisfazê-lo. Segundo Drucker (1995), hoje em dia, toda a empresa deve orientar suas ações de
acordo com o cliente, mas também de acordo com o mercado.
Pode-se dizer que a estrutura da organização com este enfoque serve como elemento facilitador, a
estrutura funcional, por exemplo, garante maior especialização nos departamentos específicos, tudo
depende de quais as prioridades e estratégias da empresa. Se ela foca suas ações no cliente, esta
estrutura
deve
dar
mais ênfase nas
características
deste, e
no mercado
onde
atua.
Cada estrutura enfatiza a uma área da empresa ou a um objetivo específico, isso significa que nem
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
26
sempre o cliente está em primeiro lugar, no entanto é possível independente da estrutura a empresa
ter metas apoiadas por informações do mercado e dos clientes. Mas isso não é corriqueiro, na
maioria dos casos ocorre o contrário muitas empresas se dizem focada no cliente mais não
conseguem
traduzir
as
informações
coletadas
em
ações
e
metas
executáveis.
Partimos do princípio de que existem muitos fatores que moldam uma "empresa cliente", mas, o
principal
deles
são
as
pessoas,
a
cultura,
a
missão
e
os
objetivos
da
empresa.
.
Não existe um modelo de estrutura organizacional que todas as empresas possam seguir, não existe
uma estrutura perfeita, existe aquela mais adequada as atividades e estratégias da organização. E a
estrutura depende inteiramente da definição dos objetivos, se ela volta-se para o mercado como a
orientação ao cliente sua estrutura deve facilitar:
 O fluxo de informação – para cima, para baixo e lateral;
 Favorecer a geração de ideias - inovar – equipes multidisciplinares; Proporcionar maior grau
de autoridade ao departamento de marketing;
 Ser flexível – maior grau de descentralização;
 Possibilitar uma visão ampla da organização.
A empresa deve:
 Adotar critérios de medidas de desempenho baseadas em resultados, das informações
obtidas no mercado e dos clientes.
 Valorizar e incentivar mudanças – ser flexível.
 Valorizar as informações obtidas pelos vendedores ou outros departamentos mais próximos
do cliente.
Praticando:
1- Quais são os tipos de estruturas?
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2- Faça em seu caderno organogramas para representar uma:
a) Estrutura funcional
b) Estrutura territorial
c) Estrutura por produtos
d) Estrutura por clientes
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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3- Existe um modelo de estrutura organizacional que todos podem seguir? Justifique.
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4- O administrador deve elaborar sua estrutura organização com foco:
a) No cliente
b) No produto
c) No resultado
d) No serviço
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
28
FUNÇOES ADMINISTRATIVAS
A função administrativa abrange desde o instante inicial de criação e imaginação, estendendo-se por
todos os passos até a materialização dos objetivos e sua consequente avaliação.
Ao administrador cabe planejar as atividades a serem executadas, prover o devido suporte
organizacional, orientar as ações que derivam e controlar o rumo dos acontecimentos de forma usual
e constante.
A tendência de classificar as funções deve ser encarada como uma forma prática de estudá-las, visto
que na realidade do dia a dia de um administrador, essas atividades fundem-se causando o
desempenho de todas as funções simultaneamente.
Agora estudaremos cada uma para entender melhor o conceito e como cada uma se aplica no
cotidiano das empresas:
PLANEJAR: o planejamento é a mais fundamental de todas as funções administrativas, pois envolve
a seleção de cursos alternativos de ação para a empresa como um todo, e para cada departamento e
pessoa que a integram.
Função que estima os meios que possibilitarão realizar os objetivos. Para que as decisões sejam
tomadas de forma correta, evitando futuros problemas que venham a atrapalhar os processos
organizacionais.
Deve-se antecipadamente especificar e selecionar os objetivos a serem alcançados e quais os planos
aplicados para se atingir este objetivo.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
29
Planejar é decidir antecipadamente o que fazer, de que maneira fazer, quando fazer e quem deve
fazer. Significa, portanto escolher entre as diversas alternativas disponíveis as que melhor satisfaçam
todas as condições para se atingir um objetivo.
Quem planeja também comanda; e às pessoas que exercem o comando são essenciais que tenham
alguns poderemos, tais como: Poder de Decisão; Poder de determinação das tarefas a outras
pessoas; Poder de delegar – transferir ao outro parte do seu próprio poder; Poder de propor sanções
(créditos ou penalidades) àqueles que cumpriram ou não as determinações feitas.
É necessário avaliar (verificar e analisar) constantemente se o determinado ou o estabelecido atingiu
os objetivos esperados. Assim se torna possível corrigir as decisões os objetivos fixados e/ou os
procedimentos que levam a fixação errada de objetivos.
ORGANIZAR: ocupa a atenção do administrador sob várias formas. Esta função visa dispor
adequadamente os diferentes elementos: materiais, humanos e processos que compõem a
organização. Sempre com o objetivo de aumentar a eficiência organizacional.
A função de organizar contribui decisivamente para o sucesso da empresa, motivo pelo qual é
importante a observação e aplicação dos princípios organizacionais e a conscientização de que tal
função deverá ser exercida com toda cautela.
Uma vez organizada a empresa é necessário coordenar (ligar, unir, harmonizar) todos os atos e
todos os esforços coletivos. Há dois tipos de coordenação: Vertical / Hierárquico - que se faz com as
pessoas sempre dentro de uma rigorosa observância das linhas de comando; Horizontal - possibilita
a comunicação entre as pessoas de vários departamentos e de diferentes níveis hierárquicos.
DIREÇÃO: o ato de dirigir (supervisionar) abrange vários aspectos, tais como: comunicação,
liderança e motivação. Essa função deve servir como guia aos esforços desenvolvidos por
subordinados na busca dos objetivos da empresa. O administrador pelo fato de conhecer a estrutura
da empresa, suas tradições e sua história deverá dirigir da forma mais racional e eficaz possível. As
formas de dirigir são variadas, porém a direção desenvolvida com honestidade faz com que exista um
clima mais favorável a confiança, facilitando assim a consecução dos objetivos empresariais.
CONTROLAR: Esta função se aplica tanto para pessoas como para tarefas e processos. É a função
administrativa através da qual se verifica se o que foi estabelecido ou determinado foi cumprido (sem
entrar especificamente no mérito se deu ou não bons resultados).
Um sistema de controle deve ter:
 Um objetivo, um padrão, uma linha de atuação, uma norma, uma regra, um critério e uma
unidade de medida.
 Um meio de medir a atividade desenvolvida.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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 Um procedimento para comparar tal atividade com o critério fixado.
 Algum mecanismo que corrija a atividade com o critério fixado.
O processo de controle é realizado em quatro fases:
 Estabelecimento de padrões ou critérios;
 Observação do desempenho;
 Comparação do desempenho com o padrão estabelecido;
 Ação para corrigir o desvio entre o desempenho atual e o desempenho esperado.
Praticando:
1- Quais são as funções administrativas?
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2- Existe uma hierarquia que as funções administrativas devem obedecer? Justifique.
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3- Qual a função administrativa mais importante? Justifique.
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4- Relacione corretamente:
(A)
CONTROLAR
(
)
Função que estima os meios que possibilitarão realizar os objetivos.
Para que as decisões sejam tomadas de forma correta, evitando
futuros problemas que
venham a
atrapalhar
os processos
organizacionais.
(B)
DIREÇÃO
(
)
Esta função visa dispor adequadamente os diferentes elementos:
materiais, humanos e processos que compõem a organização.
(C)
ORGANIZAR
(
)
Abrange vários aspectos, tais como: comunicação, liderança e
motivação.
(D)
PLANEJAR
(
)
É a função administrativa através da qual se verifica se o que foi
estabelecido
ou
determinado
foi
cumprido
(sem
entrar
especificamente no mérito se deu ou não bons resultados).
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
31
AS TEORIAS ADMINISTRATIVAS
FENÔMENO:
ASPECTOS DA
REALIDADE QUE
PODEM SER
PERCEBIDOS OU
VIEVENCIADOS.
As teorias administrativas surgem como forma de permear as relações de trabalho, de modo a
analisar o comportamento do homem, os fatores que interferem nesse comportamento e os
resultados desse trabalho.
O pensamento administrativo acompanha momentos históricos, políticos e sociais e se diferem entre
si pela ênfase em certos tópicos e conteúdos específicos. No entanto, todas as teorias divergem para
cinco temas em comum: pessoas, ambiente, estrutura, tarefas e tecnologia.
Segundo Jean-Jacques Rousseau, na Teoria do Contrato Social, o homem constitui um ser de
natureza pacífica e acaba por ser deturpado pela sociedade. Karl Marx e Engels defendiam a teoria
do Estado como força da dominação sobre o homem. No Marxismo a natureza humana limitada no
seu tempo e espaço se opõe ou desejo idealista.
Tanto a Igreja Católica como a organização militar tinham como influência o poder centralizado,
porém o segundo determinou a divisão por hierarquia tendo como preceitos a disciplina e a unidade
de direção, mostrando a importância de que todos os envolvidos tivessem ciência de suas funções e
dos objetivos finais.
Os economistas influenciaram as teorias administrativas com o conceito de livre concorrência,
motivadas pelas drásticas mudanças ocorridas no setor industrial como a produção em larga escala e
a divisão do trabalho.
Com o início da Revolução Industrial, os produtos deixam de ser fabricados por estrutura familiar de
forma artesanal e passam a fabricação por complexo industrial com o surgimento das máquinas a
vapor, em seguida a invenção do motor a combustão e eletricidade, aumento da demanda trabalhista,
produção em larga escala, péssimas condições de trabalho, conflitos trabalhistas, cenário em que foi
criada a primeira lei trabalhista na Inglaterra.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
32
Estudaremos a seguir alguns precursores da Administração e suas teorias. Aproveitem o passeio
pela história.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA – TAYLOR
“O indivíduo atinge sua maior prosperidade,
isoladamente, quando alcança o mais alto grau
de eficiência, isto é, quando diariamente
consegue o máximo rendimento.”
Frederick W. Taylor
Esta teoria foi desenvolvida por Frederick Winslow Taylor, nascido aos 20 dias do mês de Março de
1856, na cidade de Filadélfia, Estado da Pensilvânia – EUA.
Iniciou sua carreira aos 18 anos como aprendiz de torneiro e maquinista de uma fábrica de bombas
hidráulicas, chegando ao posto de engenheiro chefe tendo uma rápida ascensão em pouco tempo de
carreira.
Sendo homem de posses chegou a registrar 50 patentes de invenção, Taylor é visto como um
cientista insensível e desumano, porém, é notório que a preocupação dele era com o aumento da
eficiência da produção, buscando redução dos custos não apenas para elevar os lucros, mas também
para elevar a produtividade dos trabalhadores, aumentando seus salários.
Neste período, dedica-se a diversos estudos que visam racionalizar o desempenho dos funcionários,
objetivando sempre a melhor maneira de executar um determinado trabalho, entre os quais se
destacam:
O Estudo dos Tempos – que tinha por objetivo determinar o tempo-padrão para cada operação do
processo produtivo, além de determinar os requisitos físicos para o operário padrão;
O Sistema de Incentivo a Produção por Peça – cujo objetivo era estimular o funcionário premiandoo com um aumento em seus ganhos após um limite de peças produzidas.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
33
Em 1911, publica sua obra mais famosa, “Princípios da Administração Científica”, a qual tinha por
objetivo indicar por meio de uma série de exemplos práticos a enorme perda que as empresas
sofriam em função da ineficiência dos seus empregados.
Praticando:
1- Taylor é considerado o “pai da administração”, no entanto é visto como um cientista
insensível e desumano, porquê?
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2- Quais foram os estudos que Taylor fundamentou sua teoria?
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3- Qual a obra mais famosa publicada por Taylor?
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4- No que consistia esta obra?
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ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Princípios da Teoria Científica
SELEÇÃO CIENTÍFICA DO TRABALHADOR: o trabalhador deve desempenhar a tarefa mais
compatível com suas aptidões. A maestria da tarefa, resultado de muito treino, é importante para o
funcionário (que é valorizado) e para a empresa (que aumenta sua produtividade).
TEMPO-PADRÃO: o trabalhador deve atingir no mínimo a produção-padrão estabelecida pela
gerência. É muito importante contar com parâmetros de controle de produtividade, porque o ser
humano é naturalmente preguiçoso. Se o seu salário estiver garantido, ele certamente produzirá o
menos possível.
PLANO DE INCENTIVO SALARIAL: a remuneração dos funcionários deve ser proporcional ao
número de unidades produzidas. Essa determinação se baseia no conceito do “Homo-Economicus”,
que considera as recompensas e sanções financeiras as mais significativas para o trabalhador.
TRABALHO EM CONJUNTO: os interesses dos funcionários (altos salários) e da administração
(baixo custo da produção) podem ser conciliados, através da busca do maior grau de eficiência e
produtividade. Quando o trabalhador produz muito, sua remuneração aumenta e a produtividade da
empresa também.
GERENTES PLANEJAM OPERÁRIOS EXECUTAM: o planejamento deve ser de responsabilidade
exclusiva da gerência, enquanto a execução cabe aos operários e seus supervisores.
DIVISÃO DO TRABALHO: uma tarefa deve ser dividida no maior número possível de subtarefas.
Quanto menor e mais simples a tarefa, maior será a habilidade do operário em desempenhá-la. Ao
realizar um movimento simples repetido várias vezes, o funcionário ganha velocidade na sua
atividade, aumentando o número de unidades produzidas e elevando seu salário de forma
proporcional ao seu esforço.
SUPERVISÃO: também deve ser funcional, ou seja, especializada por áreas. A função básica do
supervisor, como o próprio nome indica, é controlar o trabalho dos funcionários, verificando o número
de unidades produzidas e o cumprimento da produção-padrão mínima.
ÊNFASE NA EFICIÊNCIA: existe uma única maneira certa de executar uma tarefa - “the best way”. A
administração deve empreender um estudo de tempos e métodos, decompondo os movimentos das
tarefas executadas pelos trabalhadores.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
35
Considerações finais
Enfoque mecanicista do ser humano – a visão da organização como uma máquina, que pode e
deve seguir um projeto definido, recebe críticas. Concepção, de que cada funcionário é considerado
uma mera engrenagem no corpo da empresa, tendo desrespeitada sua condição de ser humano.
Homo Economicus – o incentivo monetário, apesar de importante, não se revela suficiente para
promover a satisfação dos trabalhadores. O reconhecimento do trabalho e os incentivos morais e
Autorrealização são aspectos fundamentais, que a administração científica desconsidera.
Abordagem fechada – a administração cientifica não faz referência ao ambiente da empresa. A
organização é vista de forma fechada, desvinculada do seu mercado, tendo negligenciadas as
influências que recebe e impõe ao que cerca.
Superespecialização do operário – com a fragmentação das tarefas, a qualificação do funcionário
passa a ser supérflua. Ele passa a desenvolver tarefas cada vez mais repetitivas, monótonas e
desarticuladas do processo como um todo.
Exploração de seus empregados – a alienação do funcionário, da falta de consideração de seu
aspecto humano, falta de legislação trabalhista digna, proibição de movimentos sindicais, cria-se um
ambiente para a administração científica legitimar a exploração dos operários, em prol dos interesses
patronais.
Observa-se com base nestes princípios, que para Taylor a Administração Científica se constituía em
uma combinação global, podendo ser resumida:
 Ciência em lugar de empirismo (tentativa e erro);
 Harmonia em lugar da discórdia;
 Cooperação e não ao individualismo;
 Rendimento máximo ao invés de produção reduzida;
 Desenvolvimento de cada homem no sentido de alcançar maior eficiência e prosperidade;
 Cooperar cordialmente, com os empregados para articular todo o trabalho com os princípios
da ciência que foi desenvolvida;
 Manter a divisão equitativa do trabalho e da responsabilidade.
Praticando:
1- Por que na teoria científica cada funcionário é tido como uma mera engrenagem no corpo da
empresa?
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
36
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Explique o conceito de Homo Economicus.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- De que forma a empresa é vista na administração cientifica?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
4- Como as tarefas eram realizadas pelos funcionários na administração científica?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
5- Como a administração cientifica legitimou a exploração dos funcionários?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
6- Quais são os princípios da teoria científica?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
37
ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA – FAYOL
“Dirigir é conduzir a empresa, tendo em vista os
fins visados, procurando obter as maiores
vantagens possíveis de todos os recursos de que ela
dispõe.”
Henri Fayol
Henri Fayol nasceu em Constantinopla (atualmente Istambul) – Turquia, a 29 de Julho de 1841. Aos
19 anos formou-se pela Escola de Minas de Saint Etiene. Toda sua vida profissional desenvolveu-se
dentro de uma indústria de mineração, começando como estagiário e galgando postos em nível de
diretoria.
Fayol desenvolveu suas atividades com base em princípios técnicos, que por ele formulados,
originaram um conjunto de princípios da administração, que poderiam ser úteis para todo tipo ou
ramo de empresa.
O fundamento da teoria de Fayol se baseia em um conjunto de seis funções básicas existentes
dentro da empresa, estabelecidos por ele da seguinte forma:
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
38
Operações Técnicas: corresponde à atividade produtiva da empresa (produção, fabricação,
transformação).
Operações Comerciais: abrange as tarefas de compra de mercadorias (matéria – prima, materiais
de consumo, etc.), necessários ao desenvolvimento das atividades empresariais, assim como a
venda dos bens e serviços por ela produzidos.
Operações Financeiras: refere-se à atividade de obtenção e gerência dos recursos financeiros, em
termos de dinheiro e crédito.
Operações Contábeis: correspondem à atividade de classificação e registro dos fatos econômicos –
financeiros ocorridos na empresa, com a finalidade de apurar seus bens, seus direitos e obrigações,
lucros ou prejuízos.
Operações de Segurança: diz respeito ao controle de um conjunto de normal e materiais, visando a
proteção do humano (salubridade dos trabalhadores, condições de iluminação, temperatura e
prevenção de acidentes), e à proteção material (segurança de equipamentos, instalações e
construções), em geral combater todos os obstáculos que possam comprometer o progresso e até a
vida da empresa.
Operações Administrativas: refere-se ao trabalho gerencial (planejamento, organização, comando,
coordenação e controle) das atividades para que a empresa possa atingir racionalmente seus
objetivos.
Para Fayol o administrador devia possuir predicados mentais, físicos, morais, além de uma educação
geral (conhecimento de assuntos não ligados especificamente à função desempenhada),
conhecimento especializado (peculiar à função que desempenhava) e experiência (conhecimento a
partir do desempenho da função).
Praticando:
1- Henri Fayol desenvolveu toda sua carreira dentro de uma indústria de mineração. Essa
afirmação está:
a) Correta
b) Incorreta
2- No que se baseia o fundamento da teoria clássica?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
39
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- Relacione corretamente:
(A)
Administrativas
(
)
corresponde à atividade produtiva da empresa (produção, fabricação,
transformação).
(B)
Segurança
(
)
abrange as tarefas de compra de mercadorias (matéria – prima,
materiais de consumo, etc.), necessários ao desenvolvimento das
atividades empresariais, assim como a venda dos bens e serviços por
ela produzidos.
(C)
Contábeis
(
)
refere-se à atividade de obtenção e gerência dos recursos financeiros,
em termos de dinheiro e crédito.
(D)
Financeiras
(
)
correspondem à atividade de classificação e registro dos fatos
econômicos – financeiros ocorridos na empresa, com a finalidade de
apurar seus bens, seus direitos e obrigações, lucros ou prejuízos.
(E)
Comerciais
(
)
diz respeito ao controle de um conjunto de normal e materiais,
visando a proteção do humano (salubridade dos trabalhadores,
condições de iluminação, temperatura e prevenção de acidentes), e à
proteção material (segurança de equipamentos, instalações e
construções), em geral combater todos os obstáculos que possam
comprometer o progresso e até a vida da empresa.
(F)
Técnicas
(
)
refere-se ao trabalho gerencial (planejamento, organização, comando,
coordenação e controle) das atividades para que a empresa possa
atingir racionalmente seus objetivos.
Princípios da Teoria Clássica
DIVISÃO DO TRABALHO: a especialização dos funcionários, dos executivos da administração aos
operários da fábrica, favorece a eficiência na produção, aumentando a produtividade.
AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE: autoridade é o direito dos superiores hierárquicos de dar
ordens que serão supostamente obedecidas; responsabilidade é a contrapartida da autoridade.
UNIDADE DE COMANDO: um empregado deve receber ordens apenas de um superior, evitando
contraordens.
UNIDADE DE DIREÇÃO: o controle único é possibilitado com a aplicação de um plano para grupos
de atividades com os mesmos objetivos.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
40
DISCIPLINA: necessidade de se estabelecer normas de conduta e de trabalho, válidas para todos os
funcionários. A ausência de disciplina joga a organização no caos.
PREVALÊNCIA DOS INTERESSES GERAIS: os interesses gerais da corporação devem prevalecer
sobre os interesses individuais.
REMUNERAÇÃO: deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da organização.
CENTRALIZAÇÃO: as atividades cruciais da organização e a autoridade para a sua adoção devem
ser centralizadas.
HIERARQUIA: defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de
autoridade fixa.
ORDEM: deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar para cada coisa (pessoa) e
cada coisa (pessoa) em seu lugar.
EQUIDADE: a justiça deve prevalecer também no ambiente de trabalho, justificando a lealdade e a
devoção dos funcionários à empresa.
ESTABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS: a alta rotatividade do pessoal tem consequências negativas
sobre o desempenho da organização e o moral dos trabalhadores.
INICIATIVA: deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.
COOPERAÇÃO: o trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro das equipes. Os
componentes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para com isso estimular o
espírito de equipe e a conjunção dos esforços para meta final.
Considerações finais
Obsessão pelo comando: tendo como ótica a visão da organização a partir da gerência
administrativa, Fayol centrou seus estudos na unidade de comando, na autoridade e na
responsabilidade. Em função disso, é normalmente visto como obcecado pelo comando gerencial.
A empresa como sistema fechado: outra crítica frequentemente endereçada à administração
clássica é que considerava a empresa como um sistema fechado, ou seja, parte isolada do ambiente.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
41
Manipulação dos trabalhadores: assim como na administração cientifica, a administração clássica
foi tachada de incentivar a exploração dos trabalhadores. A causa disto é provavelmente a
deturpação da teoria por parte de alguns empresários.
Divisão do Trabalho: tanto no tempo como no espaço, isto é, abrangendo fases e etapas de um
mesmo trabalho e diversos trabalhos de um mesmo conjunto.
Autoridade e responsabilidade: tanto do ponto de vista da posição na empresa como pessoal, ou
seja, moral e em termos de qualificação.
Disciplina: mediante regras de subordinação aos superiores.
Unidade de comando: certo número de subordinados recebe e acata ordens de um único superior.
Unidade de direção: certo número de atividades obedece à supervisão de um único supervisor.
Subordinação do interesse individual ao coletivo: o interesse de um indivíduo não deve
prevalecer contra o interesse coletivo.
Remuneração: salários justos do ponto de vista da empresa e do trabalhador.
Centralização: concentrando a maior soma de direção possível nas mãos de um único controle ou
direção.
Cadeiras hierárquicas: definindo uma rigorosa estrutura de autoridade e responsabilidade.
Ordem: a perfeita ordenação humana e material.
Equidade: garantindo a conciliação mais justa entre os interesses empresariais e trabalhistas.
Iniciativa: abrangendo o dinamismo desde o principal executivo até os mais baixos níveis de
autoridade.
Cooperação: estimulando o espírito de equipe e a conjugação dos esforços para a meta final.
Praticando:
1- Quais são os princípios da administração clássica?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Por que Fayol é visto como obcecado pelo comando gerencial?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- Na administração clássica a empresa é vista considerando o ambiente externo. Essa
afirmação está:
a) Correta
b) Incorreta
4- Certo número de subordinados recebe e acata ordens de um único superior. Esse é o
conceito de qual princípio da administração clássica?
_________________________________________________________________________________
5- As técnicas criadas por Fayol são aplicáveis em qualquer tipo de empresa? Justifique.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
LINHA DE MONTAGEM E PRODUÇÃO EM MASSA – FORD
“O fracasso é a oportunidade de se começar de novo
inteligentemente.”
“Se existe um único segredo do sucesso, ele está na
capacidade de ver as coisas do ponto de vista da
outra pessoa.”
Henry Ford
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
43
Com a Revolução Industrial (máquinas e divisão do trabalho) a economia deixou de ter uma base
artesanal e manufatureira para se firmar na produção industrial mecanizada provocando um processo
de transformação em toda a sociedade.
O nascimento das fábricas impõe o primeiro paradigma da administração, defendendo a
racionalização da produção, divisão das tarefas em múltiplas etapas, supervisão cerrada e obediência
hierárquica.
Henry Ford nasceu a 30 de Julho de 1863, na cidade de Dearborn, Estado do Michigan; desde os 12
anos de idade demonstrou forte inclinação pela mecânica onde passava a maior parte de seu tempo
numa pequena oficina consertando e reparando máquinas da fazenda e dos vizinhos.
É visto como um dos grandes responsáveis pelo grande salto qualitativo no desenvolvimento da atual
organização empresarial. Ciente da importância do consumo de massa, lançou alguns princípios que
buscavam agilizar a produção, diminuindo seus custos e tempo de fabricação:
Em 1903 funda a Ford Motor Company, seu primeiro automóvel produzido e vendido a 23 de Julho no
mesmo ano.
Ford desejava criar um modelo de carro útil, de baixo preço e que fosse produzido em grande
quantidade. A partir de 1909, o modelo T é fabricado com exclusividade, e o principal mérito de Ford
foi criar a linha de montagem na fabricação de automóveis.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
44
Praticando:
1- O principal objetivo do fordismo era reduzir ao máximo os custos de produção e assim
baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Essa
afirmação está:
a) Correta
b) Incorreta
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
45
2- Como Henry Ford foi visto?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- Qual empresa foi fundada por Ford em 1903?
a) Ford Motor Company
b) Ford City Company
c) Ford Company
d) N.d.a.
4- Qual modelo de carro foi criado por Ford em 1909?
_________________________________________________________________________________
5- Qual foi o objetivo da criação do Ford Modelo T?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
6- Filme Tempos modernos.
Princípios do Fordismo
O Fordismo caracterizou-se pelo trabalho dividido, repetido, contínuo e se fundamentou
principalmente nos princípios da eficiência, produtividade, intensificação e economicidade:
PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA: Não temer o futuro, nem idolatrar o passado – o insucesso é apenas
uma oportunidade para começar o novo com mais inteligência. Não há vergonha alguma num
insucesso, há vergonha em temer o sucesso, quanto as passado ele nos serve para fornecer
indicações para os progressos do futuro.
Despreocupar-se da competição – quem faz o melhor deve ser o único a fazer, é um crime aproveitarse em benefício próprio da situação conquistada por seu semelhante; é imperar pela força, em vez de
imperar pela inteligência.
Sobrepor a produção ao interesse do produtor – sem lucros, não se desenvolve uma empresa, mas
os lucros só devem vir e vem como a recompensa de uma boa produção.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
46
Não reduzir a indústria à arte de vender caro o que se fabrica barato – a indústria consiste em obter
matéria-prima por preços razoáveis, transformá-la com a menor despesa possível em produtos
vendáveis e entregar estes ao consumidor, o jogo de especulação e a fraude só podem entravar a
marcha das operações.
PRINCÍPIO DA PRODUTIVIDADE: Consistia em se aumentar sucessivamente a capacidade de
produção de cada operário, este princípio partia da visão em que se ao mesmo tempo, consegue o
trabalhador produzir mais em um curto espaço de tempo e recebendo maio salário,
consequentemente seriam beneficiados o próprio operário e consumidor.
PRINCÍPIO DA INTENSIFICAÇÃO: Visa reduzir o ciclo de produção relacionado ao capital aplicado.
O capital de giro é aplicado em operações de transformação, pagando as compras dos itens
necessários e os salários.
Vendido o produto o capital de giro é recuperado com certa margem de lucro, voltando a perfazer seu
fluxo, dessa forma, reduzindo os processos de fabricação, implica tornar mais rápido o ciclo de
produção, reavendo assim do consumidor o capital investido em menor prazo.
PRINCÍPIO DA ECONOMICIDADE: Consistia em reduzir o volume de matéria-prima em curso de
transformação, como escreveu Ford: “se o transporte fosse perfeito e a entrada de matéria-prima
regular, não haveria a necessidade de estoques. Os materiais chegariam na ordem, de acordo com
os contratos, se encurtaria o ciclo de manufatura reduzindo assim o empate de dinheiro em material”.
Considerações finais
Com sua filosofia de produção em massa, preços baixo, altos salários e organização eficiente do
trabalho, destacando-se nela a rapidez de fabricação, Ford apresentou à admiração mundial de um
dos maiores exemplos de Administração eficiente individual que a história conhece.
INTEGRAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL – produção integrada, da matéria-prima ao produto final
acabado (integração vertical) e instalação de uma enorme rede de distribuição (integração horizontal).
PADRONIZAÇÃO – ao instaurar a linha de montagem e a padronização do equipamento utilizado,
Ford obtinha agilidade e redução de custos, em detrimento da flexibilização do produto. É anedota
comum atribuir a Ford a ideia de que o consumidor podia escolher qualquer carro Ford, desde que
fosse “de bigode preto”.
ECONOMOCIDADE – redução dos estoques e agilização da produção. “o minério sai da mina
sábado e é entregue sob a forma de um carro, ao consumidor, na terça-feira à tarde”.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Praticando:
1- Quais são os princípios da teoria da linha de montagem e produção em massa?
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Por que o Fordismo é tido como um dos maiores exemplos de Administração eficiente
individual que a história conhece?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- Como o capital de giro era utilizado no Fordismo?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
4- Qual o princípio do fordismo que consistia em reduzir o volume de matéria-prima em curso de
transformação, considerando a não necessidade de estoques?
_________________________________________________________________________________
5- O fordismo começou a declinar em 1980 com o aparecimento do Toyotismo. Essa afirmação
está:
a) Correta
b) Incorreta
RELAÇÕES HUMANAS - ELTON MAYO
"A primeira transformação necessária para que ocorra
a felicidade é passar a acreditar na possibilidade de um
mundo onde todos possam se realizar".
Elton Mayo
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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George Elton Mayo, australiano, é considerado o precursor do movimento das Relações Humanas e
da Sociologia Industrial.
Para Elton Mayo, o trabalho era uma atividade grupal, assim sendo, o administrador deve liderar
grupos bem estruturados, e não horda de indivíduos independentes.
A busca de uma maior eficiência nas empresas exigiu a reconsideração da humanização dos
conceitos administrativos, que permitiam compreender melhor o funcionamento da psicologia do
trabalhador.
Suas pesquisas propiciaram um cenário favorável à introdução de uma nova abordagem na solução
dos problemas da administração, focalizada no processo de motivar os indivíduos para alcançar as
metas organizacionais.
Princípios
Integração e comportamento social – embora dotado de excelentes condições físicas para o
trabalho, o trabalhador socialmente desajustado terá baixa eficiência. Isso porque os aspectos
sociológicos, psicológicos e emocionais são mais importantes do que os técnicos. O papel da
integração grupal é patrimonial para o bem estar psicoemocional dos trabalhadores. Eles não agem
individualmente, mas como membros de grupos. A administração que busca a eficiência e o aumento
da produtividade deve então atentar as conciliação dos objetivos empresariais com os interesses dos
trabalhadores, para obter os resultados desejados.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
49
Participação nas decisões – o trabalhador é um ser pensante; ele deve estar sujeito a um controle
de resultados, mas não a uma supervisão estrita principalmente no que se refere ao modo de realizar
sua tarefa. A participação nas decisões, favorecida através de uma comunicação de baixo pra cima,
estimula a iniciativa dos funcionários e aumento a produtividade empresarial.
Homem social – o comportamento dos trabalhadores está condicionado não somente a aspectos
biológicos, mas também a normas e padrões sociais. Trabalhador necessita de reconhecimento,
aprovação social e participação.
Conteúdo do Trabalho – trabalhos simples e repetitivos são monótonos e negativos para a
motivação do trabalhador. As tarefas devem ser estimulantes, incentivando o trabalhador a se
interessar pela produtividade e qualidade do que se desenvolve.
Considerações finais
A integração social do individuo é o fator determinante de seus níveis de produtividade.
O comportamento do indivíduo é determinado pelas normas de funcionamento do grupo a que
pertence.
As organizações são compostas por diferentes grupos formais que não coincidem exatamente com
sua estrutura formal.
Uma supervisão mais cooperativa e preocupada com os trabalhos influencia positivamente a
eficiência organizacional.
Praticando:
1- Assinale a alternativa correta quanto ao precursor do movimento das Relações Humanas e
da Sociologia Industrial.
a) Elton Mayo
b) Taylor
c) Fayol
d) Ford
e) N.d.a.
2- Como o trabalho era visto por Elton Mayo?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- A motivação era considerada importante para Mayo? Justifique.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
4- Quais são os princípios da teoria de Mayo?
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
5- Qual foi o método de solução de problemas, adotado pelo movimento das relações humanas?
a) Método da barganha
b) Método da integração..
c) Método da força
d) N.d.a.
6- A Escola das Relações Humanas achava que a principal tarefa da administração seria de:
a) Solucionar o problema da produtividade.
b) Resolver o conflito entre os interesses dos operários e dos patrões, no sentido de
incrementar os lucros de ambos.
c) Solucionar o conflito entre os interesses humanos e os da organização, no sentido de
aumento a satisfação e a felicidade..
d) Resolver o conflito entre indivíduos e grupos com a preocupação de estabelecer uma
convivência prática entre o homo economicus e o homem social
e) N.d.a
HIERARQUIA DAS NECESSIDADES – MASLOW
“Há sempre a escolha entre voltar atrás para a segurança
ou seguir em frente para o crescimento. O crescimento
deve ser escolhido uma, duas, três e infinitas vezes; o
medo deve ser superado uma, duas, três e infinitas vezes.”
Abraham Maslow
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Abraham Maslow (1908-1970) foi um dos primeiros representantes das teorias motivacionais. Em um
artigo publicado em 1943, ele sugere que os seres têm cinco níveis de necessidade: fisiológica, de
segurança, de pertencimento ao grupo social, de autoestima e autorrealização.
As necessidades seguem uma hierarquia, não sendo possível satisfazer as necessidades de escalas
mais altas, tais como autoestima e de autorrealização, sem antes satisfazer as necessidades mais
básicas, como as de ordem fisiológicas e de segurança.
No campo da corporação caberia aos administradores facilitar esse processo, encorajando ações que
satisfaçam, simultaneamente, os objetivos organizacionais e as necessidades das pessoas.
Escala a partir
Natureza das
das mais baixas
Necessidades
1º.
Fisiológicas
Estímulo motivador “dominante”
Os estímulos motivadores de consideração são
inoperantes; o que surte efeito é mesmo o aumento
salarial.
2º.
Segurança
Os melhores estímulos motivadores são os planos
assistenciais, estabilidade no emprego.
3º.
Sociais
Os melhores estímulos motivadores são provocados
por: elogio, valorização e trabalho em grupo.
4º.
Ego (estima/ status)
Os estímulos motivadores devem proporcionar:
confiança, respeito, reconhecimento.
5º.
Autorrealização
Os estímulos motivadores envolvem: delegação,
independência para definir táticas de ação, missões
desafiadoras
com
exigência
de
criatividade
e
inovação.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Ilustrações sobre a hierarquia das necessidades
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Praticando:
1- No que se baseou o artigo publicado por Maslow em 1943?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- Segundo Maslow as necessidades seguem uma hierarquia, porque essa hierarquia não pode
ser quebrada?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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3- Relacione corretamente:
(A)
Fisiológicas
(
)
Os estímulos motivadores envolvem: delegação, independência
para definir táticas de ação, missões desafiadoras com exigência de
criatividade e inovação.
(B)
Segurança
(
)
Os estímulos motivadores devem proporcionar: confiança, respeito,
reconhecimento.
(C)
Sociais
(
)
Os melhores estímulos motivadores são provocados por: elogio,
valorização e trabalho em grupo.
(D)
Ego
(
)
Os melhores estímulos motivadores são os planos assistenciais,
estabilidade no emprego.
(E)
Autorrealização
(
)
Os estímulos motivadores de consideração são inoperantes; o que
surte efeito é mesmo o aumento salarial.
4- Em seu caderno monte uma escala de necessidades pessoais e uma escala de necessidades
profissionais.
TEORIA XY – DOUGLAS M. MCGREGOR
São vários os estudos voltados para o comportamento humano; mas para alguns estudiosos de
Douglas M. Mcgregor ele foi um dos mais famosos autores behaviorista (Behaviorismo = o
comportamento como objeto da Psicologia) da administração, que se preocupou em comparar dois
estilos opostos e antagônicos de administrar: de um lado, um estilo baseado na teoria tradicional,
excessivamente mecanicista e pragmática (a que deu nome a teoria X) e de outro, um estilo baseado
nas concepções modernas a respeito do comportamento humano (a que determinou a teoria Y).
Princípios da teoria x
 As pessoas têm aversão natural ao trabalho e sempre possível o evitarão;
 Dada essa aversão ao trabalho, as pessoas devem ser controladas, forçadas, dirigidas, etc.,
para que seus esforços sejam dirigidos no sentidos dos objetivos empresariais;
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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 As pessoas normalmente procuram evitar responsabilidades, tem pouca ambição, preferem
ser dirigidas a dirigir e se preocupam, acima de tudo, com sua própria segurança;
Se atentarmos para as afirmações acima, notaremos que elas levam a crer na impossibilidade de
aplicação da motivação positiva dentro de uma organização.
Princípios da teoria y
 As pessoas não tem aversão ao trabalho; ao contrário, pode ser fator de motivação, desde
que existam condições favoráveis;
 As pessoas não são dirigidas apenas a partir do controle externos ou através de ameaças,
punições, etc., pois, em condições controláveis podem exercer autocontrole ou auto dirigir-se,
desde que sejam convencidas a fazê-lo;
 As pessoas podem aceitar e assumir responsabilidades;
 As pessoas em geral têm potencial criativo normalmente “esquecido” pelas organizações,
assim sendo, uma participação maior pode ser conseguida.
 As pessoas não buscam apenas satisfações econômicas no trabalho. Existem outras
necessidades ou interesses.
Considerações finais
Institucionalização da ideia de que as organizações são altamente dependentes do comportamento
dos indivíduos que a compõem, assim como os grupos sociais.
Ênfase na motivação como fator relevante do comportamento humano no contexto organizacional.
Crescente compreensão das variáveis complexas que influenciam o fenômeno de liderança nas
organizações.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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Praticando:
1- Defina Behaviorismo.
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
2- No que consiste a teoria XY?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
3- José, gestor de serviços da Empresa “A”, comanda uma equipe com pessoas que têm
aversão ao trabalho, precisam ser dirigidas e premiadas materialmente para se esforçarem.
Antônio, por sua vez, gestor de serviços da Empresa “B”, comanda uma equipe com pessoas
que aceitam responsabilidades e são compromissadas com o objetivo da organização.
É correto afirmar que o gestor da empresa:
a) “A” e o da “B” adotam o estilo de gestão da Teoria Y.
b) “A” adota o estilo de gestão da Teoria X..
c) “A” adota o estilo de gestão da Teoria Z.
d) “B” adota o estilo de gestão da Teoria X-Y.
e) “B” adota o estilo de gestão da Teoria Z.
4- O estilo tradicional de direção (Teoria X) está apoiado numa concepção da natureza humana
que enfatiza:
a) o caráter egocêntrico dos homens e a oposição entre os objetivos pessoais e os objetivos
da organização..
b) o caráter naturalmente empreendedor e ativo dos homens quando motivados por
objetivos organizacionais ambiciosos.
c) a natureza independente, a predisposição ao autocontrole e facilidade ao comportamento
disciplinado.
d) a capacidade de imaginação e de criatividade na solução de problemas como atributo
comum à maioria dos homens.
e) a responsabilidade da administração em proporcionar condições para que as pessoas
reconheçam e desenvolvam suas potencialidades.
5- Qual é a posição adotada pelo líder na teoria Y?
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
58
ORGANIZAÇAO, SISTEMAS E METODOS
(OSM)
Organização, Sistemas e Métodos é uma área clássica da administração que lida com um conjunto
de técnicas que tem como objetivo principal aperfeiçoar o funcionamento das organizações. A função
de Organização e Métodos é reconhecida pelas siglas: O&M e OSM (Organização, Sistemas e
Métodos).
Para Oliveira (2005, p.478), a responsabilidade básica da área de Sistemas, Organização e Métodos
é a de executar as atividades de levantamento, análise, elaboração e implementação de sistemas
administrativos na empresa. O objetivo é o de criar ou aprimorar métodos de trabalho, agilizar a
execução das atividades, eliminar atividades em duplicidade, padronizar, melhorar o controle, fazer o
gerenciamento
dos
processos e
solucionar
problemas,
também
chamados
de patologias organizacionais.
Segundo Cury (2005, p.122) a função de Organização e Métodos é uma das especializações de
Administração que tem como objetivo a renovação organizacional. Ela modela a empresa,
trabalhando sua estrutura (organograma), seus processos e métodos de trabalho.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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A função de Organização e Métodos baseava-se originalmente na abordagem estruturalista da
administração, composta da Teoria da Burocracia de Weber e na Teoria Estruturalista. Hoje a ênfase
de O&M é dada pela Teoria da Contingência e Holismo, embora a base ainda seja a Teoria do
Desenvolvimento Organizacional e Teoria Geral dos Sistemas.
Dentre as atividades de O&M, as mais comuns são (Caldas, 1999, p. 7):
 Desenho, racionalização e normatização de processos e procedimentos organizacionais;
 Desenho, formalização e mudança da estrutura organizacional;
 Desenho, racionalização e normatização de formulários;
 Normatização e racionalização do uso do espaço físico e layout na empresa.
A metodologia do trabalho de O&M consiste na realização de um diagnóstico também chamado de
Análise Administrativa. Suas fases são: identificação do problema, coleta de dados, análise
propriamente dita, elaboração de sugestões ou do novo sistema, treinamento, implantação e
acompanhamento.
No Brasil, a carreira de Organização e Métodos teve muito prestígio nas décadas de 1970 e 1980,
sendo incluída no currículo mínimo do curso de administração pelo Conselho Federal de Educação.
Graças a isto e ao aumento do número de administradores, houve um avanço significativo na gestão
das empresas brasileiras. Paralelamente, a partir da década de 1980, a função da qualidade ganha
prestígio e incorpora algumas das atribuições de O&M.
Os principais cargos dos profissionais desta área são: Analista de O&M e Gerente de O&M. Embora
tenha sido reduzida a demanda destes profissionais, muitas empresas ainda os procuram como
forma de obter melhorias consistentes em suas organizações. Outras organizações se utilizam de
consultorias externas, cujas metodologias consistem basicamente em técnicas de O&M.
O conceito de organização dentro do campo administrativo é de gerir capital, recursos humanos,
equipamentos e processos com o objetivo de se atingir um determinado resultado.
A Organização no sentido sistêmico ou no sentido puro da atividade de OSM é vista como o
desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da Empresa, de forma a capacitá-la ao
desenvolvimento de suas atividades dentro dos conceitos de produtividade.
Quanto ao Método, de forma mais prática, seria traduzido como a forma de executar os referidos
sistemas com o menor dispêndio de energia e maior eficácia do executante.
EVOLUÇÃO DA FUNÇÃO: história, relacionamento sistêmico.
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Dentro dos princípios da Escola Clássica de Administração, o pioneirismo ditava o desenvolvimento
dos métodos de trabalho a serem cumpridos rigidamente por seus executores, dando ênfase,
exclusivamente, à forma de se fazer o trabalho e à forma final do produto.
A função da área de OSM era voltada para o desenvolvimento de um sistema "entre quatro paredes"
para as várias unidades organizacionais da Empresa, às quais cabia a implantação.
A prática mostrou inviável esta forma de atuação uma vez que:
 Não havia comprometimento das unidades com o sistema implantado;
 O sistema era imposto "de cima para baixo" e, não raras vezes, deixado de lado depois de
algum tempo;
 Os empregados não se sentiam parte integrante da Empresa, uma vez que não eram ouvidos
no desenvolvimento de sistemas que afetavam diretamente suas atividades;
 Depois de implantado, verificava-se que o sistema não atendia ao usuário, cuja visão e
conhecimento específico não eram levados em consideração;
 Choque de poder entre as unidades, com a área de OSM sendo vista como impostora.
Na atualidade, analisa-se o homem como peça fundamental do processo, estuda-se o
comportamento das funções e o comportamento do indivíduo.
Assim, as normas ou métodos de trabalho deixam de serem trilhos rígidos e passam a ser trilhas
orientadoras. Abre-se espaço para a criatividade e para as metas desafiadoras, jogando-se com
estes mecanismos motivacionais para o atingimento dos propósitos da Organização, aliado ao
desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados.
Atualmente é considerado o ideal que os sistemas sejam desenvolvidos "pelas" várias unidades
organizacionais usuárias, sob a atuação efetiva do princípio sistêmico da área de Sistemas,
Organização e Métodos.
Praticando:
1- Qual o conceito de OSM?
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2- No que consiste a metodologia do trabalho em OSM?
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3- Quais são as fases do diagnóstico de OSM?
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4- Quais são os principais cargos dos profissionais de OSM?
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5- Atualmente algumas organizações se utilizam de consultorias externas, cujas metodologias
consistem basicamente em técnicas de OSM. Essa afirmação está:
a) Correta
b) Incorreta
6- Organização no sentido sistêmico de OSM significa:
a) É gerir capital, recursos humanos, equipamentos e processos com o objetivo de se atingir
um determinado resultado.
b) É vista como o desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da empresa, de
forma a capacitá-la ao desenvolvimento de suas atividades dentro dos conceitos de
produtividade..
c) É um conjunto de bens, direitos e obrigações.
d) N.d.a.
7- Método em OSM significa:
a) A forma de executar os sistemas com o menor dispêndio de energia e maior eficácia do
executante..
b) Maneira de ordenar os sistemas com eficiência.
c) É um trabalho sistemático, na busca de respostas às questões estudadas, é o caminho
que se deve seguir para levar à formulação de uma teoria científica.
d) N.d.a.
8- Por que a área de OSM se mostrou inviável na administração clássica?
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9- Atualmente o ideal é que os sistemas sejam desenvolvidos pelas várias unidades
organizacionais usuárias, sob a atuação efetiva do princípio sistêmico da área de OSM. Essa
afirmação está:
a) Correta
b) Incorreta
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MODELO DE ADMINISTRAÇAO
JAPONESA
A administração japonesa nasceu no chão de fábrica, nos setores operacionais da manufatura, com a
filosofia básica de evitar qualquer tipo de desperdício e de promover o melhoramento continuo. Com
esta filosofia, agregada a permanente busca de conhecimentos e tecnologias avançadas de produção
(controle estatístico de processos, planejamento de produção, engenharia de produtos) e aliados ao
favorecimento da política econômica governamental, os produtos japoneses alcançaram um
diferencial competitivo no mercado internacional. A partir disso, a gestão da produção passou a ser
novamente incluída na discussão das estratégias do negócio. Buscou-se, então, adaptar o sistema de
produção japonês a outros ambientes, desprendendo-o de sua origem na manufatura, buscando
implementá-lo amplamente em qualquer tipo de indústria e em outros setores.
O sistema de produção japonês tal como é estruturado atualmente surgiu nos vinte e cinco anos
seguintes à Segunda Guerra Mundial, na Toyota Motor Co. Seu maior idealizador foi o engenheiro
Taiichi Ohno. Daí decorre as duas outras denominações do método: Sistema Toyota de Produção ou
Ohnoismo.
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São características básicas do Ohnoismo:
JUST IN TIME – sincronização do fluxo de produção, dos fornecedores aos clientes.
É o coração do sistema. É um sistema sincronizado de produção em fluxo sem estoques.
Significa que as partes certas necessárias devem chegar na hora certa e somente na quantidade
necessária. Pensa a produção ao contrário, do fim para o começo. A linha de montagem final é, na
verdade, o ponto de partida na concepção toyotista, regulando e balanceando o sistema, definindo as
necessidades de materiais para os processos anteriores. O operador vai até o processo anterior
pegar apenas o material e peças necessários.
Evita que os problemas sejam escondidos. Eles vêm à tona e têm que ser resolvidos imediatamente
de modo a evitar danos maiores. Daí exigir 100% de qualidade no processo, obrigando-se a fazer
certo da primeira vez. Reduz o tempo total de produção, reduz as necessidades de espaço físico e
possibilita aumentar a flexibilidade.
KANBAN – sistema de informação visual, que aciona e controla a produção.
O kanban é o sistema de informação que aciona e controla a produção, definindo através de um
simples cartão a quantidade a ser produzida do tipo de peça e componente determinado. Ao mesmo
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tempo, dá instruções de trabalho, controla visualmente o volume de produção, previne o excesso de
produção e indica os problemas. E a forma de conectar uma seção à outra. Nada deve ser produzido
ou retirado sem o kanban. Sua simplicidade esconde sua mágica. Um simples pedaço de papel
contém um volume enorme de informações confiáveis, atualizadas e importantes.
Os trabalhadores cruzam os braços se não tiverem nada para produzir. Param a linha se algum
problema ocorrer. Isso cria embaraços e, ao tornar o problema visível a todos, obriga sua
resolução. "Uma linha de produção que não para ou é perfeita, ou tem enormes problemas", afirmou
Ohno.
MUDA – busca da eliminação total de qualquer tipo de desperdício.
Significa eliminar totalmente desperdícios de materiais, pessoal, movimentos, peças defeituosas,
transportes desnecessários, esperas, produzir além do necessário etc. O principal estímulo da
redução de desperdícios é o próprio JIT. Por exemplo, produzir além do necessário, um dos piores
desperdícios, cria estoques supérfluos, espaço físico desnecessário, custos financeiros extras,
papelada a mais, pessoal extra para controle, mais confusão etc. A obsessão e agressividade com
que Ohno busca eliminar todas as atividades que não adicionam valor superaram os esforços de
Henry Ford e Frederick Taylor.
A ênfase em produtividade torna o processo de contratação de um novo funcionário muito rigoroso,
devendo sua justificação ser extremamente convincente de que a nova pessoa vai fazer algo que não
pode ser feito por outra já empregada.
Os métodos de trabalho são analisados cuidadosamente, de modo a serem otimizados, evitando
movimentos desnecessários. A simplificação do trabalho é fundamental para garantir a sincronização,
facilitando o aprendizado dos trabalhadores e a rotação entre as diferentes tarefas, permitindo que os
operadores tenham mais facilidade de ver e possam sugerir as melhorias possíveis.
A simples distinção entre tempo de máquina e tempo de trabalho do operador implicou em uma série
de decorrências, como a múltipla operação de máquinas e os dispositivos de controle automático de
parar a máquina quando a produção se encerrava, na medida em que o operador não precisa
simplesmente ficar monitorando a máquina. Um trabalhador que esteja olhando a máquina funcionar,
para intervir só no caso de algum problema, é considerado um desperdício a ser evitado.
Andar não é considerado sinônimo de trabalhar. Uma movimentação desnecessária para pegar uma
ferramenta situada em lugar não adequado deve ser evitada. Os sistemas de movimentação de
materiais, a disposição de ferramentas etc. devem facilitar o trabalho. A ergonomia é levada a sério,
de modo a não causar esforços físicos inúteis.
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Talvez o desperdício mais importante que o sistema reduziu tenha sido o das capacidades
intelectuais dos trabalhadores, subutilizada nos sistemas de produção anteriores.
KAIZEN – busca do melhoramento continuo em todos os aspectos, portanto se refletindo na
produtividade e na qualidade, sendo os círculos de controle da qualidade apenas um dos seus
aspectos.
As outras características do Sistema Toyota de produção são de certa forma, decorrentes dessas
citadas e outras são parcialmente independentes, mais relacionadas ao ambiente cultural que
privilegia a coletividade.
É o melhoramento contínuo da produtividade e qualidade. Ohno afirmou que o melhoramento é
eterno e infinito. Por melhor que possa parecer uma situação, ela pode sempre ser melhorada. E
deve. Esse princípio deve estar presente no dia a dia da administração, sendo responsabilidade de
todos, embora alguns programas especiais, como Círculos de Controle de Qualidade (CCQ), planos
de sugestões individuais etc, tenham a responsabilidade pelo desenvolvimento dessas melhorias. A
atitude da administração deve favorecer constante aprendizado e ser receptiva às mudanças e
sugestões.
A Toyota foi a segunda empresa no Japão a adotar um programa de Círculos de Controle de
Qualidade, em 1962, e tem tido um enorme sucesso em termos de participação, número e qualidade
das sugestões, medido pela porcentagem de implementação e pelos resultados econômicos
alcançados.
As outras características do SPT (Sistema de Toyota de Produção), algumas decorrentes dessas
citadas e outras parcialmente independentes, são:
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA
ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA - A administração japonesa se baseia na forma participativa de
gestão, envolvendo participação dos funcionários no processo decisório, negociação de metas
trabalha em grupo, controle exercido através de liderança, comunicação bilateral, participação nos
resultados.
PREVALÊNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – A falta de planejamento desperdiça mão-deobra, recursos materiais e tempo, elevando os custos de produção, gerando perdas de mercado e
desemprego. Através do estabelecimento de um planejamento estratégico a empresa ganha
flexibilidade, utilizando seus pontos fortes para atender às necessidades de seus clientes e conquistar
os clientes da concorrência.
VISÃO SISTÊMICA – A empresa é um sistema, pressupondo o conhecimento das inter-relações de
seus diversos componentes. O desempenho de cada componente do sistema deve ser considerado
por sua contribuição ao objetivo do sistema. Os objetivos propostos só podem ser atingidos
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eficientemente quando os membros da organização agem de forma eficiente. O trabalhador tem
consciência de que se a empresa alcançar lucros maiores, ele terá benefícios diretos (melhorando
seu nível de vida) e indiretos (participando dos resultados).
SUPREMACIA DO COLETIVO – O coletivo prevalece sobre o individual. O ser humano, visto como o
bem mais valioso das organizações deve ser estimulado a direcionar seu trabalho para as netas
compartilhadas da empresa, preenchendo suas necessidades humanas e se auto-realizando através
do trabalho. Satisfação e responsabilidade também passam a ser valores coletivos.
BUSCA DA QUALIDADE TOTAL – A Qualidade Total é assegurada pelo Controle de Qualidade Total
– (TQC ou TQM), baseado em um sistema de métodos estatísticos, centralizado no melhoramento do
desempenho administrativo. Seus resultados são garantia da qualidade, redução de custos,
cumprimento dos programas de entrega, desenvolvimento de novos produtos e administração do
fornecedor. A abrangência do TQC ultrapassa os limites físicos da empresa, começando com os
esforços totais de treinamento de gerentes e operários. Verticalmente tem início na alta gerencia,
prolongando-se
até
supervisores e
operários.
Horizontalmente,
inclui
de
fornecedores a
consumidores externos. A forma mais usual de se por em prática o
TQC é através dos círculos de controle de qualidade, grupos pequenos, que executam
voluntariamente as atividades de controle de qualidade.
A própria estrutura do sistema JIT obriga a produzir com qualidade. Assume-se que o operador é
responsável pela qualidade de sua produção. Foram incorporadas inúmeras técnicas de Controle
Estatístico de Qualidade, basicamente desenvolvidas por norte-americanos e simplificadas de modo a
poderem ser compreendidas e manipuladas pelos operadores da produção. Os gráficos de Controle
Estatístico do Processo (CEP) ao lado de cada máquina são preenchidos e analisados pelos
operadores, que podem tomar várias decisões, caso algum problema ocorra. Outro conceito
importante foi estender a preocupação com qualidade para todas as fases do processo, chegando até
os fornecedores, de um lado, e de outro, a procurar produzir de acordo com o desejo do consumidor
(Controle Total de Qualidade). Assim, as atividades de controle de qualidade abrangem da pesquisa
de mercado até o desenvolvimento de produtos, passam pela produção e vão até o desenvolvimento
dos fornecedores.
No chão da fábrica, os dispositivos bakayoke funcionam como sensores das máquinas, detectando
disfunções; são capazes de identificar partes faltantes e montagens erradas, de parar
automaticamente as máquinas e de garantir assim, a qualidade do processo. A inexistência de área
de reparo no final das linhas é uma indicação da expectativa de se produzir seus defeitos e é uma
das evidências mais fortes da falta de problemas de qualidade em uma linha, não exigindo retrabalho.
Nas fábricas da Toyota, praticamente inexistem áreas de reparo no final da linha.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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PRODUTIVIDADE – O aumento da produtividade é um dos objetivos de qualquer organização. A
administração japonesa propõe que, para atingi-lo seja adotada uma visão cooperativa dos
funcionários, incentivando o envolvimento de todos na consecução das metas da empresa. Além da
participação nas decisões e da autorrealização profissional, resultante do sucesso da empresa, as
gratificações por níveis de produtividade são freqüentes nas organizações orientais. Apesar de calcar
sua filosofia nos valores de realização pessoal dos funcionários, a empresa japonesa reconhece que
o incentivo monetário é uma poderosa ferramenta na busca do comprometimento de seus membros
com os objetivos empresariais.
FLEXIBILIDADE – Para responder rapidamente às flutuações de mercado, a flexibilidade é refletida
em vários aspectos: racionalização do espaço, equipamentos de utilidade geral e versáteis, layout
celular, nivelamento e seqüenciamento da produção em pequenos lotes, redução de estoques,
quadro de trabalhadores qualificados e flexíveis.
a) tecnologia e administração do espaço. Devem-se evitar equipamentos fixos e especializados em
favor de equipamentos que tenham utilidade geral e versatilidade. O layout funcional é substituído
pelo celular, com o agrupamento de diferentes máquinas a partir da sequência de produção,
facilitando transportes, utilizando melhor a força de trabalho com um operador cuidando de mais de
uma máquina, evitando estoques, facilitando a produção de lotes pequenos, estimulando a
comunicação entre os trabalhadores e aproveitando melhor o espaço. Novas tecnologias como robôs
e máquinas-ferramentas de comando numérico devem ser flexíveis, de modo a serem fácil e
rapidamente programadas para acomodar as mudanças constantes da linha de produtos.
b) nivelamento e sequência da produção. A linha de montagem ideal é aquela que produz muitos
modelos diferentes e pequena variância no volume de produção. O sequenciamento da linha de
produção garante um modelo diferente em seguida do outro. Por exemplo, em uma linha, a sequência
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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A-B-C-A-B-C-A-BC é melhor do que A-A-A-B-B-B-C-C-C. Assim, se uma empresa tem um volume de
produção de 100.000 unidades por mês de três produtos diferentes com a seguinte distribuição
(50.000 de x e 25.000 de y e z), a programação da produção diária seria feita de tal modo que,
supondo 20 dias no mês, 2.500 x e 1.250 y e z seriam produzidos, balanceada a linha da seguinte
forma (x y x z x y x z). Se houver uma redução de demanda, para esse esquema é mais fácil ajustar
do que se fossem produzidas, em duas semanas, todas as unidades x, uma semana para y e outra
para z. Não se acumulam estoques, a programação da produção pode ser mais facilmente mudada,
no dia anterior se for o caso, economiza-se espaço porque se pode ter uma linha ao invés de duas e
não se requerem tantos supervisores.
Combinada com isso, tem-se a rápida troca de ferramentas e moldes. Na metade dos anos 50, a
troca de moldes na Toyota demorava de 2 a 3 horas; chegou a 15 minutos em 1962. No final dos
anos 60, reduziu-se para três minutos. Algumas inovações tecnológicas facilitam essa melhoria, como
a padronização dos moldes, a redução do tamanho dos equipamentos (exemplo: prensas maiores),
carrinhos para o transporte dos moldes, métodos de otimização das trocas etc.
c) trabalhadores qualificados e flexíveis (shojinka). Não deve haver rígidas especializações de
tarefas e os trabalhadores devem fazer o máximo possível de rodízio entre as diferentes tarefas.
Deve haver muito treinamento e qualificação. Assim, além de conhecer bem diferentes tipos de
máquinas e tarefas, o operador deve ser responsável pela qualidade, manutenção corretiva, limpeza
e transporte de materiais.
d) organização flexível minimizando os conflitos entre fronteiras. Muitas vezes, os conflitos entre
departamentos diferentes de uma mesma empresa são tão ou mais significativos do que entre os
diferentes níveis hierárquicos. Para que o SPT funcione efetivamente, torna-se necessária muita
cooperação entre os diferentes departamentos envolvidos como CQ, manutenção, métodos e
processos, os diferentes setores da produção etc.
Uma das consequências mais visíveis desse princípio é, por exemplo, a organização de equipes
conjuntas de pessoal de produção e projeto do produto, para o desenvolvimento de novos modelos
que levem em conta a manufaturabilidade, resultando em ciclos de desenvolvimento de produtos
mais curtos e em produtos muito mais fáceis de fabricar, com mais partes em comum, reduzindo ou
facilitando operações de montagem.
RECURSOS HUMANOS – A ênfase é no trabalho em grupo, na cooperação no aproveitamento da
potencialidade humana. Nas grandes empresas existe estabilidade no emprego, distribuição de
bônus e outros benefícios. A ascensão na carreira é lenta. O treinamento é intenso e a estrutura de
cargos é extremamente vaga (distanciada).
Apesar de todas as inovações e revoluções tecnológicas trazidas pelo SPT, sem dúvida sua força
fundamental encontra-se na qualidade e motivação do pessoal. O aproveitamento da potencialidade
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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humana em todos os seus níveis é um dos grandes méritos do sistema. A ênfase é no trabalho em
grupo e na cooperação. Algumas características da relação de trabalho no Japão favorecem o maior
envolvimento dos funcionários. A estabilidade no emprego nas grandes empresas tem tanto um
sentido moral como econômico, retendo trabalhadores que desenvolveram um elevado grau de
conhecimento sobre as operações específicas da empresa.
A ascensão na carreira é lenta, baseada em tempo de serviço, e promoções são definidas
cuidadosamente baseadas em uma avaliação minuciosa do desempenho individual em um período
longo, no qual se acompanham não apenas a produtividade no trabalho mas, também, participação,
criatividade, assiduidade etc. O recrutamento é baseado mais em habilidades sociais de convivência,
capacidade de adaptação ao trabalho em grupo e atitude com relação ao aprendizado, do que
propriamente em conhecimento técnico.
O treinamento é extensivo, realizado no próprio local de trabalho porque é na produção que
efetivamente
se
aprende?
Comumente,
engenheiros
recém-contratados
passam um ano
desempenhando tarefas manuais, trabalhando em todas as fases do processo produtivo para,
posteriormente, por exemplo, trabalhar no desenvolvimento de novos produtos; ou então, um
economista contratado pode passar meses manobrando uma empilhadeira antes de ir trabalhar com
custos.
A estrutura de cargos é extremamente vaga, sem tarefas rigorosa ou rigidamente definidas, com
demarcações genéricas, facilitando as constantes transferências de posições. Os salários não são
vinculados diretamente à estrutura de cargos e são definidos pelo tempo de serviço, pelo nível
educacional e pelo status da posição, além de bônus individuais e da companhia. Não há
discriminação entre horistas e mensalistas, sendo todos mensalistas. Os sindicatos por
empresa tendem a colaborar com a administração. Os benefícios adicionais como esporte, lazer,
casa na empresa, empréstimo financeiro para casa própria, hospital, cooperativa de consumo, clube
de campo, fazem parte de um conjunto de práticas paternalistas que tratam o funcionário de uma
forma "integral", reforçando sua identificação com a empresa.
TECNOLOGIA E PADRONIZAÇÃO – busca-se a harmonia entre o homem, máquina e processo. O
trabalho padronizado é tido como fundamental para garantir um fluxo contínuo de produção. Primeiro
ocorre à racionalização do processo, depois se conveniente, a automação.
A constatação de que os tipos de máquinas e equipamentos têm embutidos determinados conceitos e
pressupostos a respeito do processo produtivo foi uma importante descoberta do SPT Ohno não
acredita que as tecnologias sofisticadas sejam necessariamente melhores. Presume, por exemplo,
que os computadores, embora muito importantes, produzem mais informações do que o ser humano
pode assimilar devendo sua utilização ser cuidadosa, pois pode eventualmente causar mais
problemas do que resolvê-los. Um dos exemplos mais evidentes são a simplicidade, clareza,
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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facilidade de operação e baixo custo do kanban em oposição à complexidade, dificuldade de
alimentação e uso, e alto custo do MRP (Planejamento das Necessidades de Materiais), ambos tendo
objetivos semelhantes. Ohno procura a harmonia da tecnologia com o homem e da máquina com o
processo produtivo, que é mais importante do que a sofisticação. Alta tecnologia e alta velocidade
tendem a gerar capacidade ociosa e desperdício. Manter máquinas antigas funcionando, de acordo
com ele, seria, muitas vezes, melhor do que comprar novas.
Trabalho padronizado. Os ciclos de trabalho, o tempo para cada operação, tendem a ser bastante
reduzidos e a seqüência de trabalho definida através da utilização das tradicionais técnicas de
tempos e métodos. A diferença é que seu desenvolvimento tende a ser feito em conjunto com os
trabalhadores, com muitas tentativas e modificações, sempre sujeito a melhorias dentro do princípio
do kaisen. A padronização do trabalho torna possível manter o mesmo nível de produtividade e
qualidade independente do operador individual, balanceando as linhas e evitando os estoques em
processo. Facilita o aprendizado, tornando possível a múltipla qualificação dos trabalhadores. A
monotonia que os ciclos reduzidos trazem é compensada com as freqüentes mudanças e a
ampliação das tarefas. E fundamental para garantir o fluxo contínuo da produção e facilita a
introdução de inovações tecnológicas. O melhoramento do trabalho é mais importante do que o
melhoramento em tecnologia.
MANUTENÇÃO – Os operadores são responsáveis pela manutenção básica, dispondo de enorme
autonomia para interromper um processo errado. A manutenção preventiva também é privilegiada.
As máquinas não podem parar sem colocar em risco o sistema, dado o elevado grau de
interdependência de todo o processo. Os operadores são treinados com princípios básicos de
manutenção para poder desempenhar atividades corretivas, sem precisar chamar pessoal
especializado. Procura-se, assim, garantir o máximo de autonomia ao próprio operador para resolver
os problemas de manutenção corretiva. De qualquer maneira, uma excepcional manutenção
preventiva também é imperativa.
LIMPEZA E ARRUMAÇÃO - São responsabilidades de todos, visando à manutenção do ambiente e a
facilitação da administração dos recursos.
Os trabalhadores são responsáveis por suas próprias áreas de trabalho. A fábrica deve ser bem
iluminada e limpa. As ferramentas devem estar guardadas apropriadamente. Não apenas porque as
pessoas se sentem melhor, mas, também, porque facilita a administração da produção, livrar-se de
"lixos" dos mais diferentes tipos. Especial atenção é dada para organização dos estoques, sendo
frequente a marcação, no chão, dos locais que devem ser usados para eles, o que constitui mais uma
pressão para sua redução. Para facilitar a política de comunicação visual e do kanban na linha de
montagem e de visualização das luzes, a fábrica deve estar limpa e organizada. Uma boa iluminação
também facilita o controle de qualidade.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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RELAÇÃO COM FORNECEDORES E DISTRIBUIDORES – A subcontratação externa, prática antiga
no Japão, mantém-se e é reforçada pela formação dos Keiretsu. Com o desenvolvimento no pósguerra, ela evoluiu para uma relação de apoio técnico e financeiro, cooperação e confiança.
Ao contrário do fordismo tradicional, que procurava aumentar ao máximo os níveis de integração
vertical, o SPT trabalha com um alto nível de subcontratação externa. Em parte por razões históricas porque a Toyota não tinha recursos financeiros para verticalizar -, a empresa desenvolveu uma rede
de fornecedores em torno de Toyota City, muitos dos quais têm participação acionária da Toyota. A
relação com esses fornecedores tem sido de apoio técnico, cooperação e confiança. Aliás, as
relações com os distribuidores seguem os mesmos princípios. Os fornecedores começaram a
entregar JIT apenas depois que a Toyota conseguiu implantá-lo em todas as suas unidades internas.
Atualmente, os fornecedores entregam peças diretamente à linha, tendo sua qualidade assegurada,
sem a necessidade de inspeções prévias antes de chegar à linha porque se sabe que o material não
tem defeitos. As entregas são múltiplas durante um mesmo dia.
CULTURA ORGANIZACIONAL – Procura-se estabelecer um clima de confiança e responsabilidade,
baseado no respeito à hierarquia, na participação das pessoas no desenvolvimento da tarefa, nas
decisões consensuais e na harmonia das relações.
Uma vez listadas as características do sistema de produção japonês, não fica difícil abstrair
características genéricas do estilo de administração japonesa que podem ser aplicadas em outros
ambientes culturais. Paralelamente, é possível articular melhor os temas afins, tais como
terceirização, gestão da qualidade total e organização de células de produção, no sentido de facilitar
a comunicação e não romper com a hierarquia.
Uma das mais fundamentais mudanças requeridas por esse sistema é a de valores e de cultura.
Assumem-se diferentes concepções a respeito da natureza e do relacionamento humano, muitas
delas derivadas da própria cultura japonesa. Procura-se estabelecer relações de confiança e
responsabilidade. Os trabalhadores devem ter sua dignidade respeitada e suas opiniões
consideradas. Devem ser informados ao máximo do que ocorre na organização. Deve-se estimular
seu aprendizado constante e não se deve temer cometer erros. A simplicidade deve estar presente
em todas as atividades. Cooperação e ajuda mútua devem ocorrer entre todos os membros da
organização. Distâncias sociais e diferenças de status precisam ser diminuídas. A administração
precisa descer do pedestal em que acredita estar e aproximar-se dos problemas cotidianos da
produção. Menos ênfase nos indivíduos e mais nos grupos e nas relações. Há uma tendência a se
criarem estruturas organizacionais achatadas, com equipes de trabalho autogeridas e responsáveis
pela maioria das atividades diretas e indiretas na produção, staff reduzido e alta administração
preocupada com planejamento a longo prazo e decisões estratégicas. A organização deve procurar
desenvolver-se sempre e manter-se flexível, inovadora e dinâmica.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
73
VULNERABILIDADES E PONTOS FORTES: Conforme ressaltado, o sistema de produção japonês
não é um sistema perfeito, como alguns de seus defensores querem fazer crer. Dois pontos frágeis
são bastante visíveis, o sistema depende da cooperação irrestrita das pessoas, e é um sistema
praticamente sem folgas. Sendo assim, qualquer erro gera graves repercussões em todo o processo.
Ele depende basicamente das pessoas, da sua competência, exigindo, portanto qualificação,
treinamento e reciclagem constantes. Outros pontos vulneráveis poderiam ser inferidos. A busca de
consenso e o emprego vitalício, por exemplo, podem favorecer a burocracia e a morosidade no
processo decisório. A estabilidade no emprego implica no rigoroso planejamento das necessidades
de pessoal, seu plano de carreira e critérios de avaliação, mas depende principalmente da relativa
estabilidade do faturamento da empresa, que é cada vez mais influenciado pelas tendências e
preferências de um mercado globalizado.
Outro aspecto vulnerável não tão explicita é a eficiência das atividades administrativas, outros é o
crescimento excessivo do número de produtos, a diminuição do seu ciclo de vida, o desenvolvimento
de um consumismo ambientalmente irresponsável e a concorrência predatória também podem ser:
INSTRUMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA

O processo de tomada de decisão por consenso;

A proposta de decisão nasce nos níveis mais baixos;

Cerimonial e respeito por gerações;

Controle implícito;

Prioridade para atividades fins;

Cooperação, harmonia e lealdade.
Deve-se sempre perguntar por que cinco vezes, de modo a poder chegar à raiz dos problemas,
evitando-se assumir posições precipitadas e incorretas. Deve-se evitar a atitude de procurar os
culpados e enfatizar uma perspectiva construtiva de resolver conjuntamente o problema. A ênfase
deve ser na ação. É mais uma forma de reduzir desperdícios. Um dispositivo custando $200,00 pode
ser inicialmente justificado porque substitui um trabalhador, mas quando se analisa melhor e se
chega à conclusão de que mudando a sequência de trabalho se obtém o mesmo resultado, então,
esse investimento é supérfluo. Não se deve deixar levar pelas aparências e pelas primeiras
impressões. Segundo Ohno, a administração tem uma parcela de mágica (ninjutsu); e com
treinamento, competência e criatividade é possível resolver problemas que parecem insuperáveis a
princípio.
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COM ISSO PODEMOS CONCLUIR QUE APESAR DAS INUMERAS TEORIAS SURGIDAS AO
LONGO DAS ULTIMAS DECADAS, AS ORGANIZAÇÕES AINDA SE “ESTRUTURAM” NO MODELO
DE TAYLOR, FORD, MAYO, FAYOL E TAIICHI OHNO, EMBORA JA SE TENHA UMA OUTRA
VISÃO DO HOMEM, A DE SER UM SER
PRODUTIVO E QUE TAMBÉM ESPERA
RECOMPENSAS SOCIAIS ALÉM DAS FINANCEIRAS.
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LIDERANÇA
A formação de Liderança tem como objetivo trabalhar desenvolver o potencial individual dos
participantes para a prática da liderança diária.
Liderança é o processo de influenciar pessoas no sentido de que ajam em prol dos objetivos da
instituição. É a capacidade de levar alguém a cooperar espontaneamente. Quando o gerente
não tem liderança, o funcionário adota a estratégia de fingir que faz ou que obedece e faz o
mínimo necessário para não perder o emprego. A liderança traz o poder sólido e sustentável.
Nesse sentido atuaremos:
 No desenvolvimento da autodisciplina e do autocontrole;
 No processo de mudança e flexibilidade na empresa;
 No reconhecimento e utilização dos diversos estilos de liderança nas situações adequadas;
 Na comunicação como fator motivador para a equipe;
 No gerenciamento de pessoas e na administração do tempo com eficácia;
 No planejamento de suas atividades,
 Na administração de conflitos de forma produtiva e
 Na delegação de tarefas para tornar-se um agente de mudanças dentro da empresa,
direcionando os funcionários para uma visão de futuro.
Liderança consiste em:
 INFLUENCIAR;
 COOPERAR;
 TER UM OBJETIVO ESPECÍFICO E CLARO PARA AÇÃO DE TODOS.
Os instrumentos para a Liderança são:
 Contatos frequentes e estreitos;
 Manter os colaboradores informados;
 Oferecer a todos a atenção, justiça e imparcialidade;
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 Assumir suas responsabilidades;
 Ser um Comunicador.
TIPOS DE LÍDERES
LÍDER AUTOCRÁTICO

Determina as ações do colaborador/grupo

Preocupação com as tarefas

Tende a centralizar a autoridade

Tende a gastar tempo, desenvolvendo as tarefas de seus subordinados

Tende a controlar por inspeção

Tende a dar maior ênfase aos resultados
LÍDER DEMOCRÁTICO

Ênfase em compartilhar, facilitar e cooperar

Valoriza as decisões/realizações do grupo

Compartilha a autoridade

Encoraja o grupo a buscar soluções, propõe desafios

O líder busca se ocupar do planejamento organizacional

Idêntica às necessidades do grupo e os direciona no sentido de obter resultados lucrativos
LÍDER LIBERAL

Ênfase em delegar tarefas

Possibilita grande autonomia ao pessoal

Contribui com opiniões e recursos quando solicitado

Acompanha e valoriza os resultados eficientes

A equipe deve estar altamente treinada e motivada, profissionais competentes e dispostos

O líder se ocupa do planejamento organizacional
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Falar de liderança e de competências gerenciais é hoje em dia algo tão trivial como dizer que as
empresas possuem uma responsabilidade social perante a sociedade. Sem dúvida alguma tais
assuntos são extremamente debatidos e estudados no âmbito organizacional, mas as
explicações às quais se encontram nos diversos artigos, livros e obras sobre tais assuntos nem
sempre vêm de encontro às necessidades das empresas.
Na maioria das vezes, discute-se a respeito do que um líder deve fazer, e se esquece de refletir
sobre aquilo que ele deve ser. Tal distinção não é de modo algum irrelevante, ou seja, é
importante levar-se em consideração sua personalidade, seu caráter e suas características
intrínsecas não somente as ações e atitudes nas tomadas de decisões.
Sabe-se que a busca de resultados tangíveis sempre foi um dos grandes motores da vida das
organizações. Foi com este objetivo que Taylor com a administração científica, Ford com a linha
de montagem, Fayol com o processo de administração e Max Weber com a teoria da burocracia
desenvolveram a Escola Clássica. Depois, através de Elton Mayo e seu famoso estudo de
Hawthorne incorporam-se novas variáveis ao processo de Management, ou seja, gerência ou
administração, como por exemplo, a necessidade de reconhecimento, segurança e sentido de
pertinência, conforme discutido no capitulo anterior. A descoberta destes fatores promoveu a
primeira grande mudança na forma de conduzir a empresa e os seus empregados. Como
consequência, mudou-se também os parâmetros que definiam um bom chefe e começou a
delinear-se a concepção do moderno conceito de liderança.
É verdade que houve uma mudança de enfoque, mas não se alterou significativamente o modo
de tratar com as pessoas dentro da organização, justamente porque continuaram sendo vistas
como um instrumento para conseguir aquilo que se deseja.
Liderar é liberar a capacidade criativa das pessoas, visando atingir objetivos de acordo com os
valores da organização. Tal nível de comprometimento leva consigo uma dupla exigência: 1) que
a liderança seja digna da confiança dos seus liderados e 2) que os liderados sejam por sua vez,
dignos da confiança do líder. A confiança, ao mesmo tempo em que é recíproca pode ser
também uma consequência das atividades do líder (BULLARA, 2003). O líder não é aquele que
consegue resultados através das pessoas, mas com as pessoas. Enquanto no primeiro caso, o
resultado é o fim em si mesmo, e as pessoas, o instrumento, ou seja, usa as pessoas para se
alcançar algo mesmo que para isso seja necessário manipular; no segundo caso, o resultado é a
consequência natural do processo de liderança, e as pessoas estão em primeiro lugar. Chega-se
a um ponto onde a confiança mútua é manifestada. Líderes e liderados realmente trabalham em
conjunto visando a um objetivo comum.
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Chefe ou líder?
Muitos autores fazem uma diferenciação entre chefe e líder, outros comparam gerente e líder, há
ainda os que chamam de patrão e líder. Para Gibb (apud Penteado 1981) há uma distinção
muito clara entre liderança e dominação.
1 - A Dominação é mantida através de um sistema organizado e não por um reconhecimento
espontâneo.
2 - O objetivo do grupo é escolhido pelo chefe, de acordo com os interesses dele, chefe, sem ser
determinado pelo próprio grupo.
3 - Na Dominação há pouco ou nenhum sentimento de participação na consecução dos
objetivos.
4 - Nas relações de Dominação há um abismo entre chefe e subordinados e o chefe procura
manter essa distância como uma ajuda à coação que exerce sobre o grupo.
5 - Basicamente, essas duas formas de influência diferem quanto à fonte da autoridade exercida:
a Dominação não leva em conta o consentimento.
Ainda seguindo essa linha de raciocínio Charles W. Johnson (apud Penteado 1981) faz algumas
comparações entre o patrão e o líder, vistas no Quadro 1:
PATRÃO
LÍDER
Manda Orienta Amedronta
Entusiasma DIZ: Vá! Diz: Vamos!
Baseia-se na autoridade
Baseia-se na cooperação
Diz: eu
Diz: nós
Atrapalha
Ajuda
Procura “culpados
Assume responsabilidades
Faz mistério
Comunica
Fiscaliza
Acompanha
Desmoraliza
Confia
Promete e não cumpre
Nunca promete o que não possa cumprir
Fonte: PENTEADO, Whitaker J. R. Técnica de Chefia e Liderança. 6 ed. São Paulo: Pioneira,
1981.p. 108.
Este paralelo mostra os diferentes pontos de vista de quem chefia e de quem lidera. É
absolutamente indispensável realizar um esforço para ampliar a visão das empresas no sentido
de acreditar que além das qualificações de gerenciamento, são necessárias também as
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qualidades de liderança, a fim de que a eficiência e a eficácia sejam alcançadas e o êxito seja
concretizado.
Ainda na mesma linha façamos outra comparação:
CHEFE
LÍDER
Diz: Eu, Façam
Diz: Nós, Façamos
Manda, impõe
Sugere, orienta, comanda
Inspira medo
Inspira confiança
Isola-se do Grupo
Está com o grupo
Desconfia
Confia
Interesse exclusivo pelo Trabalho
Interesse também pelas pessoas
Pouco disposto a escutar
Disposto a escutar sempre
Não considera as diferenças individuais
Leva em conta as diferenças pessoais
É grosseiro
É educado
Toma sempre as decisões sem consultar o
Com frequência ouve o grupo antes de tomar
grupo
decisões
O chefe muitas vezes é fruto de ato administrativo, pelo qual, se assume o cargo sem habilitação.
Sua principal atribuição, em muitas vezes é fazer o grupo funcionar. Porém, ele deve ir além, buscar
a aproximação com o ideal.
Chefes que não são líderes têm apenas o poder da autoridade, não de respeito e comando. Ele
apenas “manda”, buscando impor-se pelo poder de coação e dominação, sem exercer uma ação
humana individual e grupal em busca de um objetivo comum.
O líder não muda as pessoas, ele influencia o querer das pessoas. O líder é aquele que conquista,
cativa, desenvolve a automotivação, influencia as ideias e por meio delas promove mudanças.
Ele deve simbolizar os objetivos, aspirações e anseios do grupo de trabalho.
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Todo líder sabe que a empresa é uma fábrica de ideias e, como tal, deve haver a possibilidade de
que as ideias fluam, permitindo a inovação e a eficácia de seus colaboradores.
Profissional Eficiente
Profissional Eficaz
Preocupada em trabalhar
Preocupada com resultados
O esforço, a atividade e o tempo contam
Só conta o resultado final, independente de esforço,
muito
tempo.
Voltada para resolução de problemas
Voltada para exploração de suas potencialidades,
criatividade e limitações.
Zela pelos recursos
Maximiza, otimiza, agilizando os recursos
Diminui custos, gastos
Aumenta os lucros, produz
Faz o planejado
Tem flexibilidade a novos fatos
Elimina riscos
Calcula os riscos
Segundo pesquisa da Harvard Business School, uma cultura forte e flexível, baseada em valores
compartilhados levou algumas empresas americanas a, num período de 11 anos, faturarem
quatro vezes mais, criarem sete vezes mais emprego, terem suas ações aumentadas 12 vezes
mais rápido e obterem lucratividade 750% superior às com cultura rígida e autoritária.
Outro estudo mostrou que cada valor limitante de uma empresa centralizadora pode aumentar os
custos em até 7%. Neste sentido, para sustentar as mudanças necessárias, é necessário uma
transformação pessoal dos níveis superiores das organizações, que capacite os profissionais a
responder, e não a reagir aos desafios. Reagir é o fundamento da impulsividade ou da
acomodação, de acordo com padrões limitadores do passado – é “dirigir olhando pelo retrovisor”.
Responder é a base da responsabilidade, agindo de forma consciente, com referência no
presente (abertura) e no futuro (visão). Líderes responsáveis discernem as ameaças imaginárias
(modelos mentais pessoais) das reais (questões objetivas) e assim enxergam oportunidades e
criam uma visão motivadora. Valorizam o trabalho em equipe e apoiam o aprendizado e a
iniciativa. Não abrem mão da ética por objetivos de curto prazo, pois sabem que a missão da
empresa vai além dos resultados financeiros.
No primeiro estágio da mudança – transformação pessoal – os novos líderes têm de encarar
seus medos e se tornar mais autênticos, aprendendo a questionar verdades estabelecidas e
práticas que limitam a evolução da empresa. Por exemplo, libertam-se do pressuposto de que
para crescerem e estarem “bem na foto” e precisam ser viciados em trabalho. Eles se tornam
líderes facilitadores.
Entre os desafios estão: ter clareza e apoiar os valores no trabalho, estabelecer uma missão e
uma visão pessoal e alinhá-las com as da empresa, saber gerenciar a transição – isso é, libertar-
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se das atitudes de gerente e apoiar as de líder – e ter as competências para lidar com o
estresse. No segundo estágio – competência emocional – eles aprendem a se conectar com os
seus colegas para fortalecer o espírito de equipe e de coesão interna. Tornam-se líderes
colaboradores. Para isso, aprendem as habilidades do líder-coach, como a capacidade de
escutar de forma ativa e de fazer perguntas desafiadoras (sem oferecer respostas prontas).
Parece muito trabalhoso? O fato é que enquanto muitos dirigentes estão paralisados pelas
possíveis consequências das mudanças listadas acima, principalmente sobre o seu estilo de
gestão, seus competidores podem ter reconhecido serem elas o elemento chave para criar
organizações eficientes e de sucesso financeiro.
Lembre-se: não são as organizações que se transformam, mas as pessoas (ZIEMER 2005).
O resultado final disto é o crescimento da organização como um todo. O verdadeiro líder é
aquele que percebe esta realidade. Tem plena consciência de que não basta apenas conseguir
resultados - ser eficaz.
Torna-se necessário pensar sobre o modo pelo qual se obtém tais resultados. Segundo Hersey
(2005), a liderança ideal é feita por quem sabe influenciar sem manipular, é flexível na medida
exata para se adaptar rapidamente a situações diversas, não se deslumbra facilmente com o
poder que o cargo lhe confere e, acima de tudo, vibra quando os que estão à sua volta são bem
sucedidos.
Somente o verdadeiro líder tem essa intenção de ajudar ao seu grupo a ponto de vibrar com uma
vitória conjunta.
Um líder não nasce feito, ele se faz em decorrência do desenvolvimento de sua
personalidade
FERRAMENTAS PARA A LIDERANÇA
Gerenciamento de Pessoas: O líder precisa ter uma perspectiva de visão global, onde possa
perceber a organização como um todo, mostrando como sua equipe se integra a empresa e a
importância de cada atividade para os resultados gerais.
Baseado nessa visão global deve definir e solucionar problemas, avaliar as oportunidades do ponto
de visto amplo, não só de sua equipe.
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Precisa saber receber, transmitir e implementar metas e planos da direção, equilibrando
necessidades e expectativas pessoais, com os resultados e necessidades empresariais.
O líder é aquele que representa a sua equipe, transmitindo aos superiores as suas ideias,
preocupações e sugestões, repassando informações que os ajude a planejar, organizar, direcionar e
administrar toda a empresa.
Quando você estiver gerenciando pessoas que ainda não conhece, procure conversar com elas,
ouça, observe o que fazem, qual a situação geral de sua área e suas preocupações especiais.
Solicite as pessoas da equipe impressões sobre os problemas de trabalho, ouça suas sugestões e
opiniões de melhoramentos, implemente-as tanto quanto forem possíveis.
Procure conhecer a escolaridade, a experiência, as atribuições e habilidades de cada membro.
Administração do Tempo: Se administrássemos bem nosso tempo não reclamaríamos de sua falta.
Muitos de nós não controlamos o tempo, é o tempo que nos controla, já que muitas vezes fazemos
coisas, sem pensar sobre como nossas horas são gastas.
Se planejarmos nosso tempo de modo a nos concentrarmos nas atividades que se relacionam com
nossas metas e deixarmos de lado as atividades menos importantes, com certeza atingiremos nossos
objetivos.
A administração do tempo ajuda a prevenir muitos problemas e distrações que poderiam interromper
seu trabalho.
Um líder tem várias atividades importantes, por isso é preciso administrar bem seu tempo para não se
perder.
Algumas regras básicas para administração do tempo:
 Organize sua mesa e sua área de trabalho para uma eficácia máxima. Posicione-a fora da
vista de quem passa, evitando muitos visitantes e paradas de trabalho desnecessárias;
 Verifique as tarefas que você pode delegar aos funcionários;
 Organize e classifique a correspondência que você recebe e crie uma pasta de arquivo para
cada categoria, não guarde papéis que sejam inúteis, elimine tudo o que puder;
 Cuide de cada documento apenas uma vez, se possível;
 Prepare modelos de cartas, relatórios, deixando prontas os já padronizados;
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Planejamento de Ações: Uma pessoa bem sucedida é aquela que tem um objetivo na vida, uma
meta profissional e planeja passo a passo o que irá fazer para atingi-los.
Definida a meta e preciso traçar os planos para alcançá-la. Planejar antes a ação impede
improvisações e riscos desnecessários, que só nos fazem perder tempo e dinheiro.
Ao planejar é preciso ter flexibilidade suficiente para permitir alterações, se as circunstâncias
exigirem.
Algumas regras básicas para Planejamento:
 Decide o que deve ser feito, por que, quando e como. Em seguida atribua responsabilidades
a seus funcionários;
 Mostre os benefícios reais que os planos se propõem a produzir para a equipe e para cada
funcionário;
 Estimule-os a perguntar, esclarecer todas as dúvidas. Faça acompanhamentos sempre que
necessários para esclarecer e obter feedback.
 Expresse suas metas em números tornando-as claras e objetivas.
 Mantenha controles para medir o ritmo do progresso conquistado pelo grupo, utilizando
recursos como gráficos, fotos, permitindo a todos constatarem como as coisas mudaram,
melhoraram.
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LIDERANÇA E MOTIVAÇAO
“A melhor forma de liderar um grupo começa por procurar conhecê-lo.”
Para começar é necessário ter
empatia com ele, se colocar no lugar da outra pessoa. Na
verdade a empatia requer a capacidade de compreender o quadro geral, isto é, a situação global de
uma pessoa ou de um grupo, buscando reconhecer seus pensamentos e sentimentos.
Para identificar-se com o que as outras pessoas pensam ou sentem começa com o fato de escutálas. Se o grupo percebe que você escuta irão dizer-lhe o que sentem ou pensam. Escutar suas
queixas, ideias, recomendações ou conselhos. Isto quer dizer que precisamos utilizar nossas
percepções, ouvir, ver e sentir o nosso meio e as pessoas que fazem parte dele, para conseguirmos
atingir um nível de comunicação mais amplo e refinado.
Além disso, é importante dar atenção ao que “escutamos” e agir com base nessas informações, caso
contrário às pessoas do grupo acharão inútil informar-nos sobre as situações, sentimentos e tudo
mais, se nada acontecer para mudar ou melhorar.
Regras para a escuta ativa, segundo Donald Weiss:
Preparar-se para a ação: você escuta de maneira ativa, preparando-se para agir e limpando a
mente de qualquer coisa que possam meter-se no caminho.
Seja franco: deixe a outra pessoa dizer o que tem para dizer, não importando o que seja, agrade ou
não a você. Ficar na defensiva, recusar-se a ouvir coisas desagradáveis, soa fatores que obstruem a
comunicação.
Faça Perguntas: compreenda tudo o que a outra pessoa esta dizendo, e assegura-se de que
compreendeu fazendo perguntas para esclarecimento ou para detalhar melhor.
Estude a Linguagem corporal: As pessoas “falam” com seu tom de voz, com os olhos, com as
mãos, com a postura. E, em geral, aquilo que dizem dessa maneira comunica o que sentem mais do
que as palavras. Enquanto alguns sinais tem significado universal, as pessoas também transmitem
sinais que lhes são únicos, sinais que você tem que aprender a decodificar.
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Reconhecer: deixe a pessoa saber que você compreende e, sobretudo, deixe saber que você
compreende seus sentimentos.
Dê feedback: parafraseie o que a outra pessoa diz. Reflita os sentimentos dela, sendo empático
diante da situação.
Faça Resumos: antes de avançar ou mudar de assunto, assegure-se de que a outra pessoa
terminou. Demonstre interesse e respeito pelo o que o outro apresenta.
Lembre-se que a comunicação é o resultado que você obtém dela. Isto significa que transmitir uma
informação pura e simplesmente não significa que tenha sido entendida pelo outro: preste atenção no
feedback (retorno) que esta pessoa lhe dá como consequência do que você quis transmitir.
Para que a comunicação ocorra é necessário:
EMISSOR
(aquele que vai emitir a mensagem)
MENSAGEM
(o conteúdo transmitido)
RECEPTOR
(o que recebe a mensagem)
Para a comunicação existir é preciso pelo menos duas pessoas, o Emissor e o Receptor, percebemos
que a maior responsabilidade da comunicação eficaz esta nas mãos do Emissor, pois somente ele
pode verificar se sua mensagem foi entendida pelo Receptor. Precisamos ser claros: Explique,
demonstre, escreva etc.
ADMINISTRAÇÃO GERAL – 1º ANO TÉCNICO - 2015
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