EDITORIAL
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da revista “The Club Megazine” são
terminantemente proibidos sem autorização
escrita dos titulares dos direitos autorais.
Impressão e acabamento:
Aqui estamos com mais uma edição da The Club Megazine, trazendo o
melhor conteúdo sobre programação para facilitar o seu dia-a-dia.
Começamos com um artigo apresentando a ferramenta MKR que é um
modelador de relatórios para Firebird/Interbase totalmente gratuita desenvolvida
por Agnaldo Silva, através da qual você poderá criar relatórios ‘por fora’ de sua
aplicação, facilitando a manutenção e atendendo a diferente demanda dos
usuários.
Depois de um longo tempo, nosso amigo Mário da Bohm Soluções retoma
sua coluna em nossa revista e, em seu artigo de reestréia compartilha as
inovações que vêm adotando em sua empresa, não deixe de conferir.
Prosseguindo com sua série de artigos metodológicos, Marcelo Nogueira
demonstra como obter maior qualidade no software a partir de técnicas
padronizadas de teste.
Entrando no universo do Delphi 2005, nosso consultor Claudinei Rodrigues
aborda a utilização de namespaces dentro deste ambiente. E ainda falando em
.NET, nosso consultor Alessandro Ferreira apresenta um componente gratuito
para criar Menus em páginas ASP.NET, confira!
Ainda muito utilizado, o BDE é sempre um incômodo no momento de
distribuir a aplicação. Pensando nisso, nosso consultor Alessandro Ferreira
demonstra como distribuir o BDE através do InnoSetup, um gerador de
instalações que vem se popularizando dia-a-dia meio a comunidade Delphi.
E para finalizar, a consagrada sessão Perguntas & Respostas, onde
compartilhamos com os leitores algumas das solicitações feitas aos nossos
consultores neste mês.
Abraço e sucesso à todos,
GRAFILAR
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Copyright The Club Megazine 2005
Diretor - Presidente
Celso Jefferson M. Paganelli
Diretor Técnico
Mauro Sant’Anna
Colaboradores
Marcelo Nogueira, Mário Bohm,
Aguinaldo P. Silva
Delphi é marca registrada da Borland International,
as demais marcas citadas são registradas
pelos seus respectivos proprietários.
Editorial .................................................................................. 03
Modelador de Relatórios para FireBird/Interbase ................... 04
Integrando o melhor “Front-End” com o melhor banco de
dados do mundo .................................................................... 08
Buscando qualidade de software com a aplicação de
técnicas de teste .................................................................... 10
Usando namespaces no Delphi 2005 .................................... 14
Adicionando menus em aplicações ASP.NET ........................ 16
Instalando o BDE via InnoSetup ............................................. 23
Perguntas & Respostas ......................................................... 27
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Firebird/Interbase
Modelador de Relatórios para
FireBird/Interbase
por: Agnaldo P. da Silva - super_bird79@hotmail.com
O software MKR é um modelador de relatórios de alto nível
desenvolvido para acessar base de dados Firebird/Interbase. Um
dos grandes problemas encontrados hoje pelos desenvolvedores de
softwares é a adequação de relatórios às necessidades específicas
de seus clientes, trazendo grande transtorno aos mesmos e
muitas vezes obrigando-os a compilar e controlar versões
individuais de relatórios para cada cliente. Com o MKR os
próprios clientes poderão modelar os relatórios e até mesmo
alterar o conteúdo filtrado pelo mesmo de forma fácil e visual.
Estarei exemplificando a seguir como utilizar o MKR em um
relatório mestre-detalhe, assim como acessar este relatório
através de sua aplicação. O MKR é um software GRATUÍTO e
poderá ser utilizado e distribuído gratuitamente com suas
aplicações.
Conectado ao banco de dados exemplo que vem com o MKR, o
usuário irá clicar sobre o menu <Arquivos><Novo>. Neste
instante será acionado uma janela denominada “Gerenciador de
Dados”, onde devemos escrever a SQL mestre do relatório. Dentro
do MKR a SQL mestre é a responsável por disponibilizar as
informações mestre ou principais do relatório, o usuário poderá
ainda adicionar quantas SQLs secundárias necessitar, estas por
sua vez, serão responsáveis pelas informações de detalhes para a
SQL principal.
Criando um Relatório Mestre-Detalhe com o MKR
Para utilizar o MKR para modelar relatórios dinâmicos
devemos primeiramente configurar a conexão ao banco de dados
do Interbase/Firebird desejado, para isso clique no menu
<Configurações><Conexão> e adicione as informações solicitadas
na figura a seguir.
Clique sobre a guia <SQLs Secundária> e adicione uma nova
fonte de dados denominada “ENDERECOS”.
4
Firebird/Interbase
Depois devemos ligar a fonte de
dados secundária “ENDERECOS” à
tabela mestre. Observe que o campo
utilizado para link deve ter o mesmo
nome da tabela mestre
(CLI_CODIGO).
OBS: O relacionamento mestredetalhe também pode ser feito entre
fontes secundárias (ver figura ao lado)
Criado a SQL mestre e sua detalhe
o usuário poderá modelar seu relatório
facilmente acrescentando objetos da
barra de ferramentas do MKR, o
usuário dispõe de um ambiente
amigável com recursos como: copiar e
colar, excluir, alinhamentos, alterações
de propriedades, etc.
Começaremos acrescentando duas
bandas de relatório, onde, uma será o
cabeçalho de páginas e a outra uma
detalhe contendo informações
adicionais sobre a SQL mestre.
5
Firebird/Interbase
6
Firebird/Interbase
Com um duplo clique
sobre a banda, o usuário
poderá acionar a janela de
propriedades e alterar o
seu tipo para “Banda
cabeçalho de página” para
a primeira banda e
“Banda Detalhe” para a
segunda respectivamente.
Vamos agora
acrescentar objetos
conscientes de dados para
apresentar as informações
do banco de dados.
Acrescente três “Textos de
Tabelas”. (ver figura
acima ao lado esquerdo)
Ao clicar duas vezes
sobre o objeto “Texto de
Tabela” será acionada a
janela de configurações
onde podemos alterar as
propriedades visuais e de
conexão para este objeto.
Selecionaremos como fonte de dados a tabela “SQL Mestre” e
como campo de tabela “CLI_CODIGO” que nos mostrará o código
cadastro do cliente em nossa tabela no banco de dados.
Agora é só implementarmos uma função no nosso aplicativo
que acione o programa MKR.exe passando parâmetros de
conexão e o path para o relatório desejado:
Repetimos este processo para os campos “CLI_NOME” e
“CLI_DATACAD”.
ShellExecute(Application.Handle, ‘open’,
‘C:\MKR\MKR.exe’,’”C:\MKR\Exemplos\MKR.GDB”
“SYSDBA” “masterkey” “ “ “none”
“C:\MKR\Exemplos\MKR2005.qrp”’, ‘’, SW_NORMAL);
Para mostrar os dados de detalhamento da SQL mestre,
iremos utilizar uma banda Sub-Detalhe e ligaremos a mesma a
fonte de dados “ENDERECOS” em sua janela de propriedades.
Dê um duplo clique sobre a banda sub-detalhe e altere esta
propriedade agora. (ver figura abaixo ao lado)
Adicionaremos um objeto “Texto de Tabela” ligando-o à fonte
de dados “ENDERECOS” e o campo de tabela
“END_ENDERECO”, agora poderemos visualizar uma prévia de
como está nosso relatório clicando no menu
<Visualização><Prévia> ou teclando-se <F9>. (figura a direita)
Para salvar seu relatório clique no menu <Arquivos><Salvar
Como>, selecione um diretório e salve o relatório como
MKR2005.qrp.
Para mais informações sobre os parâmetros consulte o
manual que vem com o MKR.
Para baixar o programa com as últimas versões acesse:
http://www.tqsplanear.com.br/download/MKR.zip
Sobre o autor
Agnaldo P. da Silva
super_bird79@hotmail.com
Engenheiro, Analista de Banco de Dados
7
Oracle
Integrando o melhor “Front-End” com o
melhor banco de dados do mundo
Mário Camilo Bohm - mario@bohm.com.br
Em dezembro de 1997, há 5 anos atrás, escrevemos uma das
primeiras matérias para a revista, onde fazíamos a apologia do
uso de Oracle com Delphi. Na época, o uso de Oracle ainda era
muito pouco difundido entre as pequenas e médias corporações e
o Delphi estava com sua versão 3.0 recém-lançada.
Neste retorno, queremos fazer uma “revisão” dessa matéria e
trazer suas conclusões para 2005. Um exercício interessante
para orientarmos o início de novos temas que iremos levantar!
Relembremos então, um trecho dessa matéria de 1.997:
Há apenas 2 anos do final do século, é impossível para um
desenvolvedor profissional pensar em construir aplicações
complexas sem o suporte de um banco de dados robusto. Todos os
problemas que enfrentamos diariamente utilizando arquivos de
dados como DBASE ou PARADOX, desaparecem quando
utilizamos bancos de dados, como ORACLE, SQL SERVER,
SYBASE e DB2.
Para as aplicações de gestão que serão exigidas de agora em
diante, quando todas as empresas estarão envolvidas em um
ambiente empresarial de grande concorrência e precisarão
atingir elevados níveis de eficácia, eficiência e produtividade para
sobreviverem em um mercado definitivamente globalizado, a
utilização de um banco de dados é requisito fundamental (notem
que não citamos INTERBASE nem ACCESS como opções,
porque não os encaramos como produtos destinados à utilização
profissional... Evite utilizá-los!).
Alicerces da tecnologia cliente-servidor, que passa para o
8
banco de dados todas as tarefas de manipulação de informações
antes executadas nas estações, diminuindo o tráfego da rede e
aumentando a produtividade da empresa inteira, os bancos de
dados passarão a ser a partir de agora um item indispensável em
qualquer computador da face da terra, seja instalado localmente,
seja conectado via LAN (rede local), via WAN (rede remota via
modem) ou via INTERNET...
E porque não usar o melhor, mais robusto, mais rápido e
mais vendido banco de dados do mundo??? A ORACLE tem a
melhor linha de soluções para utilização nas mais diversas
situações...
O que deveria mudar, nesta pequena parte da matéria, em
junho de 2.005? Nada. Absolutamente nada...
Realmente, como já falávamos há 5 anos atrás, as empresas
que hoje utilizam aplicações baseadas em bancos de dados (e
notem que nós restringimos o “conceito” de banco de dados a
algumas poucas opções) estão efetivamente melhor posicionadas
em eficiência e produtividade, além de estarem prontas para
crescer à qualquer taxa.
As empresas mais eficientes estão fundamentadas em bancos
de dados e todos os bons sites da internet voltados para
relacionamento ou comércio, sem exceção, se fundamentam em
bancos de dados.
Ao contrário, as empresas que ainda não tem essa condição
estão começando a se dar conta da carência e iniciando uma nova
“corrida de atualização tecnológica”: a grande maioria das vendas
Oracle
de ERPs nos últimos 2 anos foi gerada pela necessidade de
migração para banco de dados relacionais.
Muitas empresas, inclusive algumas de grande porte, que
ainda não estão baseadas em bancos de dados relacionais, estão
sentindo falta de poderem se integrar com facilidade à internet e
de poderem operar com processos operacionais eficientes. E isso
está fazendo transparecer: NESTE SÉCULO, O LUCRO DAS
ORGANIZAÇÕES ESTARÁ RELACIONADO À ATUALIZAÇÃO
TECNOLÓGICA!
E dessa realidade se pode tirar outra premissa: não existe
atualização tecnológica de fato que não esteja fundamentada em
bancos de dados relacionais, para nenhuma empresa do mundo!
E que importância tem Oracle neste contexto?
De 1.997 para cá muitas tecnologias surgiram, muitas outras
morreram...
Oracle, no entanto, cresceu em “market share”, cresceu em
recursos e teve seu preço por usuário reduzido de US$ 600,00
para US$ 149,00! Em outras palavras, é muito mais usado, ficou
muito melhor e muito mais barato.
Uma outra mudança significativa nestes 5 anos que se
passaram (e não podemos esquecer que estamos num veículo
“focado” em desenvolvedores de sistemas) é que os usuários hoje
não querem mais aplicações escritas para Windows
simplesmente. Querem aplicações escritas para a internet.
Prontas para qualquer integração e para acesso fácil em
qualquer máquina, de qualquer lugar do mundo...
Pois bem. Há 5 anos atrás, em diversas matérias escritas
mensalmente, defendíamos fervorosamente um conceito não
muito difundido e que ainda hoje a grande maioria dos
desenvolvedores “não compra”... Defendíamos que a forma mais
inteligente de construir aplicações de negócios era escrever todas
(e todas quer dizer todas mesmo, sem exceção!!!) as “regras de
negócio” no banco de dados, utilizando o Delphi apenas como
“front-end”, ou seja, apenas para construir “interface”.
Em 2005 fica evidente porque nós abraçamos esse conceito e
não abrimos mão (conceito esse, aliás, que faz nossa empresa
crescer quase 60% ao ano em vendas pela satisfação de Clientes
no uso de nossas soluções)! Em 2005 fica evidente ainda para
todos os desenvolvedores que utilizam Delphi, onde nos incluímos,
que a “era Delphi” já acabou! Como acabou a era Clipper...
E isso nos trouxe um desafio que é “cíclico” em nosso
mercado: escolher uma nova ferramenta de desenvolvimento, o
que equivale a dizer “refazer tudo o que já está pronto e
funcionando”! Quem, como nós, escreveu todas as “regras de
negócio” diretamente no Oracle, não tem que reescrever nada
disso. Precisa apenas refazer o “front-end”! Já quem escreveu
“regras de negócio” em Delphi para utilizar qualquer coisa como
banco de dados, não vai ter muita tranqüilidade nos próximos
anos não.
Clipper é inesquecível! Delphi nos levou para o mundo
Windows...
E que ferramenta nos levará para a Internet, com a mesma
produtividade?
É ainda hoje um desafio para qualquer desenvolvedor que
ferramenta utilizar para construir aplicações fundamentadas em
bancos de dados e para ambiente web, com a mesma
produtividade que nos ofereceram Clipper e Delphi.
Muitas opções se colocaram nos últimos anos, mas nenhuma
ferramenta que fosse produtiva, simples e fácil de usar e com
recursos a altura da nossa criatividade e do nível de exigência do
mercado. Quem não se aventurou em escrever aplicações em ASP
ou PHP?
Pois bem! Nós já fizemos nossa opção: Microsoft Visual Studio
.Net.
Até com a ajuda do valoroso Mauro Sant’Anna, que
corroborou nossa decisão e que treinou nossa equipe interna nos
primeiros contatos com a ferramenta, a Bohm tomou a opção
estratégica de utilizar Microsoft Visual Studio .Net para
construir suas soluções já há mais de 1 ano. E 1 ano depois temos
a declarar: já construímos muito mais e já fomos muito mais
longe do que poderíamos imaginar e muito mais longe ainda que
iríamos com qualquer outra opção disponível no mercado!
Evidentemente que estamos reconstruindo apenas “frontend”, já que temos todas as “regras de negócio” escritas no Oracle,
mas é fantástico o que se consegue fazer com esta ferramenta...
Num mesmo ambiente podemos construir aplicações para
Windows (Windows Forms), aplicações para web (Web Forms),
aplicações para Windows CE e, melhor, utilizando diversas
linguagens: podemos escolher o que usar como linguagem
padrão. Nós escolhemos C# e não nos arrependemos em nenhum
momento disso.
9
Oracle
O leitor mais atento pode argumentar que em Delphi 8 ou
2005 temos quase a mesma realidade, e ainda pode-se
“aproveitar” a experiência em Pascal. Sem dúvidas. Mas
preferimos optar pelo Visual Studio porque é uma ferramenta
nativa do ambiente .NET e oferece uma produtividade fora do
comum. Além disso, como dependemos do fabricante das
ferramentas que utilizamos, chegamos à conclusão óbvia de que
a Microsoft merece mais crédito do que a Borland quanto à
continuidade e evolução das ferramentas. Alguém dúvida disso?
Portanto, estamos considerando que não há, pelo menos no
momento, decisão mais acertada do que construir aplicações de
negócios utilizando Visual Studio e acessando bancos de dados
Oracle.
O leitor mais atento ainda pode argumentar que “Microsoft já
era” e que “o negócio agora é Linux”. Para esses quero deixar um
desafio: vamos encontrar juntos 3 (apenas 3) empresas sérias, de
porte e com representatividade no mercado, que estejam
utilizando soluções de gestão escritas para ambiente Linux... Eu
não conheço.
E é com base nisso que voltaremos a escrever nossas
matérias: vamos passar à vocês a experiência, as facilidades e as
vantagens em utilizar Microsoft Visual Studio com Oracle.
Você usa o que a Microsoft tem de melhor e o que a Oracle
tem de melhor. Nada de aventuras, como usar banco de dados da
Microsoft ou ferramentas de desenvolvimento da Oracle. É dor de
cabeça à vista.
Até lá.
Sobre o autor
Para esses ainda deixo como conclusão que na nossa opção,
além de um servidor de aplicações rodando Windows Server 2003
(que é uma plataforma excepcional!) com IIS, podemos ter todas
as estações e o servidor Oracle rodando Linux!
10
Mário Camilo Bohm
Bohm Soluções Corporativas
mario@bohm.com.br - www.bohm.com.br
Software
Buscando qualidade de software com a
aplicação de técnicas de teste
por: Marcelo Nogueira
Resumo: Teste de software é um elemento crítico da
garantia de qualidade de software e representa a revisão final
da especificação, projeto e geração do código.
O desenvolvimento de software envolve uma série de atividades
de produção em que as oportunidades para injetar a falibilidade
humana são enormes. Com a aplicação de técnicas de teste, é
possível obter qualidade no processo de desenvolvimento de
software.
Palavras-chave: Testes, Engenharia de Software.
Introdução
Apresenta-se neste artigo um conjunto de procedimentos e
técnicas para a realização do fluxo de testes de software. Embora
menos eficazes que as revisões e inspeções para a remoção de
defeitos, os testes são indispensáveis para detectar os defeitos que
ainda escapam das revisões e para se avaliar o grau de qualidade
de um produto e de seus componentes.
O teste exaustivo é geralmente impossível, mesmo para
produtos relativamente simples. Para testar um programa cuja
entrada seja um texto de dez caracteres, por exemplo, é
necessário analisar 2610 . [6]
Combinações. Enquanto muitos desses testes são
redundantes, a utilização de força bruta pode deixar descoberto
muitos casos com alta probabilidade de defeitos, como entradas
com mais de 10 caracteres. Focaliza-se aqui o desenho de testes
que tenham a mais alta probabilidade de descobrir defeitos com o
mínimo de esforço.
Relevância
Atualmente com a visão global permitindo a participação nas
exportações de software para outros países, cada vez mais a
qualidade no processo de desenvolvimento e do produto de
software ganha maior observação e adoção das melhores práticas
e soluções tecnológicas que atendam os requisitos estabelecidos.
É nesse âmbito que os testes de software participam em
caráter crítico para o sucesso do desenvolvimento.
Engenharia de Software
Engenharia de Software é a metodologia de desenvolvimento
e manutenção de sistemas modulares, com as seguintes
características [8]:
· Adequação aos requisitos funcionais do negócio do cliente e
seus respectivos procedimentos pertinentes;
· Efetivação de padrões de qualidade e produtividade em suas
atividades e produtos;
· Fundamentação na tecnologia da informação disponível,
viável e oportuna;
· Planejamento e gestão de atividades, recursos, custos e
datas.
Como conclusão, pode-se relatar que engenharia de software
é um conjunto de práticas para desenvolvimento de soluções de
software, ou seja, roteiro que pode utilizar diversas técnicas.
Objetivos Da Engenharia De Software
De um modo geral, considera-se que os objetivos primários da
Engenharia de Software são o aprimoramento da qualidade dos
produtos de software e o aumento da produtividade dos
engenheiros de software, além do atendimento aos requisitos de
eficácia e eficiência, ou seja, efetividade [5].
Com base nos objetivos da Engenharia de Software, fica
evidente a necessidade da adoção de um modelo sistêmico para
padronizar e gerenciar os processos de desenvolvimento de
software.
Crise do Software
Para generalizar o termo, ocorre quando o software não
satisfaz seus envolvidos, sejam clientes e/ou usuários,
desenvolvedores ou empresa [8] [7].
Esses problemas não se referem apenas a programas que não
funcionam.Na verdade, a chamada “Crise do Software” abrange
todos os problemas relacionados a [8]:
· Como sistemas computacionais são construídos;
· Como sistemas computacionais são implantados, referindose aqui ao processo de substituir sistemas antigos, desativando
sistemas correntemente em operação, ou ao processo de instalar
um sistema inteiramente novo;
· Como é provida a manutenção da quantidade crescente de
software construído, associado a sistemas computacionais cada
11
Software
vez mais complexos;
· Como fazer face à crescente demanda para construção de
software, visando satisfazer ao conjunto enormemente variado de
necessidades, atualmente detectadas na sociedade moderna;
· Como administrar as questões comportamentais,
envolvendo os clientes e/ou usuários e a política, cultura e
filosofia empresarial.
Qualidade De Software
Atingir um alto nível de qualidade de produto ou serviço é o
objetivo da maioria das organizações. Atualmente não é mais
aceitável entregar produtos com baixa qualidade e reparar os
problemas e as deficiências depois que os produtos foram
entregues ao cliente. [9]
Abordagens importantes como as normas ISO 9000 e a ISO /
IEC 12207, o modelo CMM (Capability Maturity Model) e o
SPICE (Software Process Improvement and Capability
dEtermination) sugerem que melhorando o processo de software,
podemos melhorar a qualidade dos produtos.
Prevê-se que na primeira década dos anos 2000, após
ajustarem seus processos para a produção de software de
qualidade dentro de prazos e orçamentos confiáveis, as
organizações serão pressionadas por seus concorrentes a reduzir
substancialmente os prazos para a entrega de produtos.
Organizações que sejam capazes de integrar, harmonizar e
acelerar seus processos de desenvolvimento e manutenção de
software terão a primazia do mercado [4].
Requisitos
Segundo Pádua, o fluxo de requisitos reúne as atividades que
visam a obter o enunciado completo, claro e preciso dos requisitos
de um produto de software. [6]
Esses requisitos devem ser levantados pela equipe do projeto,
em conjunto com representantes do cliente, usuários chaves e
outros especialistas da área de aplicação [3].
Objetivos dos Testes
O fluxo de testes é crítico para o desenvolvimento de software.
Freqüentemente, o fluxo de testes insere tantos erros em um
produto quanto à própria implementação. [6]
Por outro lado, o custo para correção de um erro na fase de
manutenção é de sessenta a cem vezes maior que o custo para
corrigi-lo durante o desenvolvimento.
Embora as revisões técnicas sejam mais eficazes na detecção
e remoção de defeitos, os teste são importantes para
complementar às revisões e aferir o nível de qualidade
conseguido. A realização de testes é, quase sempre, limitada por
restrições de cronograma e orçamento; eles determinam quantos
testes será possível executar. É importante que os testes sejam
bem planejados e desenhados, para conseguir-se o melhor
12
proveito possível dos recursos alocados para eles.
Um objetivo central de toda a metodologia dos testes é
maximizar a sua cobertura, ou seja, a quantidade potencial de
defeitos que podem ser detectados por meio do teste. Deseja-se
conseguir detectar a maior quantidade possível de defeitos que
não foram apanhados pelas revisões, dentro de dados limites de
custo e prazos. [6]
Métodos de Testes
Para serem eficazes, os testes devem ser cuidadosamente
desenhados e planejados. Testes irreproduzíveis e improvisados
são quase inúteis e devem ser evitados. Durante e após a
realização dos testes, os resultados de cada teste devem ser
minuciosamente inspecionados, comparando-se resultados
previstos e obtidos, pois nem sempre é óbvio quando um teste
detectou um defeito. [6]
Os desenvolvedores não são as pessoas mais adequadas para
testar seus próprios produtos. Assim como nas revisões, os
autores têm maior dificuldade em enxergar problemas,
comparados com pessoas que não participam do desenho e da
implementação. O trabalho de testadores independentes é
particularmente importante no caso dos testes de aceitação e de
integração, que exercitam o produto como um todo.
O planejamento e o desenho dos testes devem ser feitos por
pessoas experientes, que conheçam adequadamente a
metodologia de testes usada. Por outro lado, a realização dos
testes baseados em planos e especificações de testes bem-definidos
pode ser feita por pessoas menos experientes, ou pode até ser
parcialmente automatizada. [6]
Os testes são indicadores da qualidade do produto, mais do
que meios de detecção e correção de erros. Quanto maior o
número de defeitos detectados em um software, provavelmente
maior também o número de defeitos não-detectados. A ocorrência
de um número anormal de defeitos em uma bateria de testes
indica uma provável necessidade de redesenho dos itens testados.
Existem basicamente duas maneiras de se construírem
testes:
· Método da caixa branca: tem por objetivo determinar
defeitos na estrutura interna do produto, através do desenho de
testes que exercitem suficientemente os possíveis caminhos de
execução.
· Método da caixa preta: tem por objetivo determinar se os
requisitos foram total ou parcialmente satisfeitos pelo produto. Os
testes de caixa preta não verificam como ocorre o processamento,
mas apenas os resultados produzidos. [6]
Bateria de testes
A lista a seguir enumera e descreve brevemente os tipos de
Software
bateria de testes, ou conjuntos de testes de software de
determinada categoria:
1. Testes de aceitação têm por objetivo validar o produto, ou
seja, verificar se ele atende aos requisitos especificados. No Praxis
padrão, são executadas duas baterias de testes de aceitação: ao
final da construção, na iteração de testes Alfa, eles são
executados no ambiente do fornecedor, no início da transição, na
iteração de testes Beta, eles são executados nos ambientes
definitivos de operação. Os testes de aceitação podem ser divididos
em testes funcionais e não-funcionais. [6}
2. Testes de integração têm por objetivo verificar as interfaces
de uma arquitetura de produto. Dentro do praxis, esses testes
têm por objetivo verificar se as unidades implementadas em cada
iteração funcionam corretamente, em conjunto com as unidades
já implementadas em iterações anteriores, realizando
corretamente os casos de uso que se quer nessa iteração. No
praxis padrão, existe tipicamente uma bateria de testes de
integração para a iteração de desenho implementável e para cada
liberação. [6]
3. Testes de unidade têm por objetivo verificar um elemento
que possa ser logicamente tratado como uma unidade de
implementação. Em produtos implementados com tecnologia
orientada a objetos, uma unidade é tipicamente uma classe. Em
alguns casos, pode ser conveniente tratar como unidade um
grupo de classes correlatas. No praxis padrão, apenas unidades
especialmente críticas são testadas por baterias formalizadas.
Essas seriam unidades cuja falha pudesse acarretar
conseqüências graves, como risco de vida ou perdas materiais
vultosas. Normalmente, os teste de unidades são feitos pelos
próprios desenvolvedores, como parte do fluxo de implementação.
[6]
No padrão de nomenclatura de software do IEEE, na UML, a
bateria de testes para validação do produto como um todo é
chamada de testes de sistema, reservando-se o termo testes de
aceitação para os testes feitos pelo cliente como parte de um
procedimento de aceitação do produto. Como no praxis o conteúdo
desses dois grupos de testes é idêntico, preferiu-se chamá-los de
testes de aceitação, sejam eles realizados no ambiente do
fornecedor (no praxis padrão, na iteração de testes Alfa) ou do
cliente (no praxis padrão, na iteração de testes Beta). [6] [1] [2]
Uma categoria especial de baterias de teste é formada pelos
testes de regressão, que executam novamente um subconjunto de
testes previamente executados em uma das baterias acima
descritas. Seu objetivo é assegurar que alterações em partes do
produto não afetem as partes já testadas. As alterações
realizadas, especialmente durante a manutenção, podem
introduzir erros nas partes previamente testadas. Os teste de
regressão, na prática, devem ser sempre automatizados; as
demais baterias podem ser executadas de forma manual ou
automatizada. [6]
Figura 1: Estrutura de Testes
Conclusão
É importante que os desenvolvedores de software reconheçam
que não é possível desenvolver sistemas com qualidade, cumprir
prazos e custos e atender às expectativas dos usuários sem ter
um processo de testes definido, compreendido e utilizado por toda
a equipe. O nível de complexidade da sua implementação pode
ser dimensionado de acordo com o porte do sistema, viabilizando
para as pequenas organizações desenvolvedoras de software.
Possibilita então ser um dos fatores críticos para o sucesso no
desenvolvimento de software.
Referências Bibliográficas
[1] IEEE STD. 610 12-1990, IEEE Standard Glossary of Software
Engineering Terminology, IEEE, Piscataway, NJ, 1997.
[2] LEE, RICHARD C. e TEPFENHART, WILLIAM M., UML
e C++ - Guia de desenvolvimento orientado a objeto, São Paulo, Ed. Makron
, 2002.
[3] LEITE, JULIO CESAR SAMPAIO DO PRADO, in
WEBER, KIVAL CHAVES, et al. Qualidade e Produtividade em
Software, São Paulo, Ed. Makron Books, 2001.
[4] MACHADO, CRISTINA ÂNGELA FILIPAK in WEBER,
KIVAL CHAVES, et al. Qualidade e Produtividade em Software, São
Paulo, Ed. Makron Books, 2001.
[5] MAFFEO, BRUNO, Engenharia de Software e Especificação de
Sistemas, Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1992.
[6] FILHO, WILSON DE PÁDUA PAULA, Engenharia de
Software, Rio de Janeiro, Ed. LTC, 2003.
[7] PRESSMAN, ROGER S., Engenharia de Software, Rio de
Janeiro, Ed. McGraw-Hill, 2002.
[8] REZENDE, DENIS ALCIDES, Engenharia de Software e
Sistemas de Informações, Rio de Janeiro, Ed. Brasport, 1999.
[9] SOMMERVILLE, IAN, Engenharia de Software, São Paulo,
Ed. Pearson Education, 2003.
Sobre o autor
Marcelo Nogueira é Mestre em Engenharia de Produção com
ênfase em Gestão da Informação, bacharel em Análise de
Sistemas, Professor Universitário, Instrutor e
Desenvolvedor Delphi desde 1995, Membro fundador do
DUG-BR. e-mail: marcelo@noginfo.com.br
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Delphi
Usando namespaces no Delphi 2005
por: Claudinei Rodrigues - nei@activenet.com.br
No Delphi uma unit é o local onde montamos as nossas rotinas, declaramos
nossas variáveis, etc. O Common Language Runtime (CLR) da Microsoft
introduziu uma outra camada de organização chamada de namespace. No .NET
Framework o namespace é um novo conceito que vai além do conhecemos hoje
como unit. No Delphi um namespace pode conter várias units. A inclusão do
namespace dá ao Delphi a habilidade de acessar e estender classes no .NET
Framework. Diferente das units tradicionais os namespaces podem ser aninhados
para formar um conteúdo hierárquico. Um conjunto de namespaces fornece um
caminho para organizar os tipos e identificadores, e são usados para diferenciar
tipos com o mesmo nome. A partir do momento que eles são um pacote para as
units do Delphi, os namespaces podem também diferenciar entre units do mesmo
nome, que residem em pacotes diferentes. Por exemplo, a classe TCClass em
TCNameSpace é diferente da TCClass em CTNameSpace. Em tempo de execução o
CLR sempre se refere à classe e tipo pelos seus nomes completos: o assembly name,
seguido pelo namespace que contém o tipo. O próprio CLR não tem o conceito ou
implementação de hierarquia de namespace. Ele é puramente uma referência a
marcação da linguagem de programação.
Declaração de namespaces
No Delphi 2005, um arquivo de projeto como programa, biblioteca ou pacotes
implicitamente introduzem o seu próprio namespace. Uma unit pode ser um
membro do projeto principal ou pode implicitamente declarar o seu próprio
namespace. Em outros casos, declarasse uma unit como membro de um
namespace no cabeçalho da unit. Por exemplo, considere a seguinte declaração:
unit TheClub.TCProg.TCUnit;
Primeiro, note que os namespaces são separados por pontos. Os namespaces
não incluem nenhum símbolo para identificação entre os pontos; os pontos são
partes do nome da unit. O nome do código fonte, por exemplo, é
TheClub.TCProg.TCUnit.pas e o arquivo compilado será
TheClub.TCProg.TCUnit.dcuil. Veja que os pontos indicam o conceito de
agrupamento de um namespace com outro. O exemplo acima declara a unit
TCUnit para ser membro do namespace TCProg que está contido no namespace
TheClub. Veja que isto é para propósito de documentação. Um namespace do
projeto principal declara um namespace para todas as units dentro do projeto.
Veja as seguintes declarações.
Program TheClub.Programas.TCProg;
Library TheClub.Libs.TCLib;
Package TheClub.Packages.TCPackage;
Estas declarações estabelecem o namespace do projeto para o programa,
biblioteca e pacotes respectivamente. O namespace é determinado removendo o
identificador mais a direita da declaração. Uma unit que omite um namespace
explicito é chamada de unit genérica. Dando procedimento a declaração do
programa, a declaração da unit a seguir faria o compilador tratar TCUnit como
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um membro do namespace TheClub.TCProg.
unit TCUnit;
O namespace padrão do projeto não afeta o nome do arquivo de origem para
uma unit genérica. No exemplo anterior o nome do arquivo de origem deveria ser
TCUnit.pas. O compilador coloca o prefixo dcuil no nome do arquivo. O arquivo
dcuil no nosso exemplo deveria ser TheClub.TCProg.TCUnit.dcuil. As strings do
namespace não são case-sensitive. O compilador considera dois namespaces que
só difere no caso de ser equivalente. Porém, o compilador preserva o caso de um
namespace e usará o conjunto em um arquivo de saída, mensagens de erro, e
identificadores RTTI. O RTTI incluirá para as classes e tipos uma especificação
completa do namespace.
Procurando Namespaces
Uma unit deve ser declarada a outra unit na qual ela é dependente. Como na
plataforma Win32, o compilador deve procurar aquelas units. Para units em
namespaces explícitos a extensão de procura já é conhecida, mas para units
genéricas o compilador deve estabelecer uma extensão de procura de namespace.
Considere a seguinte unit e declaração de uses:
unit TheClub.Programs.Units.TCUnit1;
uses TheClub.Programs.Libs.Unit2, Unit3, Unit4;
As declarações estabelecem TCUnit1 como um membro do namespace
TheClub.Programs.Units. TCUnit1 depende de três outras units:
TheClub.Programs.Libs.Unit2 e as units genéricas Unit3 e Unit4. O compilador
pode resolver nomes de identificadores dentro da Unit2 a partir da cláusula uses
especificada. Para resolver os nomes de identificadores dentro da Unit3 e Unit4 o
compilador deve estabelecer um namespace de pesquisa.
Pesquisa de Namespaces
Pesquisar localizações pode ser feito de três formas: Compiler Option, o
namespace default do projeto e finalmente na unit corrente. Um arquivo de projeto
(program, library ou package) pode ocasionalmente especificar uma lista de
namespaces para serem localizadas quando resolver o nome das units genéricas.
A cláusula namespaces deve aparecer no arquivo do projeto imediatamente após a
declaração program, library ou package e antes de qualquer outra cláusula ou
qualquer bloco. A cláusula namespaces é uma lista de identificadores namespaces
separado por vírgulas.
Um ponto e vírgula deve terminar a lista de namespaces. O compilador
identifica os nomes na seguinte ordem.
1. O namespace corrente.
2. O namespace do projeto.
3. Os namespaces informados nas opções do compilador.
Um exemplo de localização de namespace
O seguinte exemplo de projeto e unit usam a cláusula namespace para
Delphi
especificar uma lista de pesquisa.
// Declaração do projeto...
program TheClub.Programs.TCProg;
namespaces TheClub.Libs.UIWidgets,
TheClub.Libs.Network;
// Declaração de uma unit
unit TheClub.Programs.Units.TCUnit1;
Dado o programa de exemplo, o compilador irá procurar os namespaces na
seguinte ordem.
1. TheClub.Programs.Units
2. TheClub.Programs
3. TheClub.Libs.Network
4. TheClub.Libs.UIWidgets
5. Namespaces informado em Compiler Options
Observe que se a unit corrente for genérica, então a decisão começa com o
namespace do projeto padrão.
Usando Namespaces
A cláusula uses do Delphi traz uma parte dentro do contexto da unit corrente.
A cláusula uses deve também referir-se a um contexto pelo seu nome completo, por
exemplo, incluindo o namespace completo, ou o nome genérico, através disso
contando com os mecanismos de resolução de nomes para localizar a unit.
Nomes de units completamente qualificados
O exemplo a seguir demonstra o uso da cláusula uses com namespaces.
unit TheClub.Libs.TCUnit1
uses TheClub.Libs.Unit2, UnitX;
Uma vez que o módulo foi trazido ao contexto, o código de origem pode
consultar os identificadores dentro daquele módulo por um nome não qualificado
ou pelo nome qualificado. Veja o exemplo a seguir utilizando o writeln:
uses TheClub.Libs.Unit2;
begin
writeln(TheClub.Libs.Unit2.MeuTexto);
writeln(MeuTexto);
end.
Um nome completamente qualificado deve incluir o namespace completo. No
exemplo anterior seria um erro referir-se a MeuTexto usando apenas uma parte do
namespace:
writeln(Unit2.MeuTexto);
// -> ERRO
writeln(Libs.Unit2.MeuTexto); // -> ERRO
writeln(TheClub.Libs.Unit2.MeuTexto); // -> Correto
writeln(MeuTexto);
// -> Correto
Também é um erro referir-se a apenas uma parte do namespace na cláusula
uses. Não existe nenhum mecanismo para importar todas as units e símbolos de
uma unit. O código a seguir não importa todas as units e símbolos do namespace
TheClub.
uses TheClub;
// -> ERRO
Esta restrição também se aplica a instrução with-do. A linha a seguir irá
reproduzir um erro:
with TheClub.Libs do
// -> ERRO
Namespaces e Metadatas .NET
O compilador do Delphi .NET não retira o nome da unit dentro do código. Ao
invés disto, ele apenas reparte o que se encontra mais a esquerda. Tudo até o
ultimo ponto é retirado.
unit TheClub.TCClasses.TCUnit
O compilador irá retirar o namespace TheClub.TCClasses dentro do
metadata. Ele faz isto para facilitar que outras linguagens do .NET possam
encontrar os códigos em Delphi. Esta diferença é visível apenas em códigos
externos que utilizarão este código. O código ainda dentro do Delphi trabalha com
o nome completo.
Namespaces Multi-Unit
Várias units podem ser agrupadas dentro de um namespace usando a
extensão in dentro do código fonte. O nome do arquivo pode ser listado em
múltiplas units separadas com ponto e vírgula.
uses
TheClub.TCNamespace in ‘dir/unit1.pas;dir2/
unit2.pas’;
Neste exemplo, o namespace TheClub.TCNamespace logicamente contém
todos os símbolos de interface da unit1 e unit2. O nome dos símbolos em um
namespace deve ser único, por todas as units do namespace. No exemplo anterior,
se a unit1 ou unit2 definissem uma variável global com o nome de TCVariavel, o
compilador iria retornar um erro na cláusula uses. Você usa um namespace multiunit para especificar o namespace na cláusula uses do arquivo fonte. O código
fonte que utilizar um namespace multi-unit implicitamente utiliza todas as units
listadas como sendo membros daquele namespace.Todas as units definidas pelo
projeto corrente como membro daquele namespace estarão disponíveis para o
compilador para busca de símbolos enquanto estiver compilando aquele código
fonte. As units individuais agregadas em um namespace não estão disponíveis ao
código fonte, a menos que a unit individual esteja explicitamente sendo utilizada
na cláusula uses. Em outras palavras, se um código fonte utilizar apenas o
namespace, então as expressões de identificador completamente qualificados que
recorrem a um símbolo em uma unit naquele namespace tem que usar o nome do
namespace, não a unit atual que está definida aquele símbolo. Uma cláusula uses
pode referenciar a um namespace assim como uma unit dentro de um namespace.
Neste caso, uma expressão completamente qualificada que recorre a um símbolo a
partir de uma unit especifica listada na cláusula uses pode recorrer a usar o nome
da unit atual ou o namespace para o instrumento. As duas formas de referência
são idênticas e recorrem ao mesmo símbolo.
Conclusão
Estas são algumas novas informações do Delphi 2005 no ambiente .NET.
Muitas novidades ainda estão por vir e nós estamos atentos a isto. Nas próximas
edições estaremos trazendo mais novidades.
Sobre o autor
Claudinei Rodrigues, Consultor Técnico do The
Club nei@theclub.com.br
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Delphi
Adicionando menus em aplicações ASP.NET
Por Alessandro Ferreira, alessandro@theclub.com.br
Introdução
O desenvolvimento de aplicações com interface web vem
crescendo a cada dia que passa e, buscar aprimorar a troca de
informações com o usuário deixando-o a vontade para navegar
em sua aplicação não é uma tarefa muito fácil, devido uma
grande maioria dos programadores Delphi ainda estarem
habituados com GUI (interface de formulários no Windows) e
quando necessitam desenvolver aplicações ASP.NET, sentem-se
um pouco ‘perdidos’ neste ambiente.
Contudo, isso é natural, pois toda mudança requer um tempo
para adaptação e agora com o Delphi 2005 você poderá aos poucos
ir se familiarizando e em pouco tempo tudo se tornará corriqueiro
novamente. Neste artigo irei abordar o componente skmMenu, o
qual permite criar menus (semelhantes aos menus padrão
Windows) em aplicações ASP.NET com um visual bastante
atrativo. Vale lembrar que o skmMenu é um componente nativo
.NET e como tal, poderá ser utilizado em qualquer IDE de
desenvolvimento .NET (Delphi 8, C#Builder, Visual Studio, etc).
Instalando o componente
Você poderá efetuar download do skmMenu diretamente no
site do fabricante: http://skmmenu.com/menu ou se preferir
baixar em nosso site no endereço ao final deste artigo.
Descompacte o arquivo em uma pasta onde você mantenha seus
componentes instalados, abra o Delphi 2005, acesse o menu
Component | Installed .NET Components... e com isso irá
acessar os componentes .NET instalados em seu Delphi 2005,
conforme apresentado na figura 1.
Prosseguindo, para instalar, digite ‘skmMenu’ em Category,
clique em ‘Select an Assembly’ e localize o arquivo: skmMenu.dll
que o componente será instalado automaticamente.
Arquivos de estilo (CSS)
Os arquivos css (Cascading Style Sheets) são
arquivos que possibilitam armazenar códigos para
garantir uma formatação homogênea e uniforme
em páginas web, bastando fazer referência ao
mesmo em sua página (webforms) selecionando
um estilo existente no css para alterar o visual da
página. Neste artigo, iremos armazenar algumas
configurações que serão utilizadas na construção
dos menus, por isso, recomendo efetuar download
do projeto de exemplo mencionado no final deste
artigo, no qual encontrará os arquivos css prontos
à serem utilizados.
Construindo nosso projeto de
exemplo
Figura 1
16
Estando com o componente skmMenu
instalado, vamos construir nossa primeira
aplicação ASP.NET com menu. Para isso, acesse o
menu File | New | Asp.Net Web Application e informe Menu no
parâmetro ‘Name’, clique OK e salve a aplicação. Altere o nome
Delphi
deste webform de ‘webform1.aspx’ para ‘index.aspx’. Esta será
nossa página principal a partir da qual iremos chamar vários
exemplos para demonstrar o skmMenu. Além do index.aspx,
adicione oito webforms (acesse o menu File | New | Other |
Delphi for .NET Projects | New ASP.NET Files | ASP.NET Page
preservando o nome sugerido, ou seja, webform1, webform2 e
assim sucessivamente.
Para efetuarmos a chamada destas novas páginas, adicione
oito componentes HiperLink apontando sua propriedade
NavigateURL para webform1.aspx, webform2.aspx e assim
sucessivamente. A figura2 ilustra nosso index.aspx.
Figura 2 – Index.aspx
Exemplo #1
Vamos construir um menu dinâmico, ou seja, adicionando as
opções do menu via programação no evento Page_Load de nosso
webform1. Primeiro, adicione um componente skmMenu em
nosso webform1, depois, acesse o evento Page_Load e adicione as
instruções apresentadas na listagem 1.
procedure TWebForm1.Page_Load(sender:
System.Object; e: System.EventArgs);
var
submenu1, submenu2, submenu3:
skmMenu.MenuItem;
begin
If not (IsPostBack) Then
begin
submenu1 := skmMenu.MenuItem.Create
(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 1');
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create (‘Sub Item 1’, ‘page1.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.Create
(‘Sub Item 2’, ‘page2.html’));
submenu3 := skmMenu.MenuItem.Create
(‘Sub Item 3 ->’, ‘’);
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 3 - 1’,‘page1.html’));
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 3 - 2’,‘page2.html’));
submenu1.SubItems.Add(submenu3);
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 4’, ‘page4.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 5’, ‘page5.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 6’, ‘page6.html’));
Menu1.Items.Add(submenu1);
submenu2 := skmMenu.MenuItem.
Create(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 2');
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 1’, ‘page3.html’,
‘tooltip1’));
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 2’, ‘page4.html’,
‘tooltip2’));
Menu1.Items.Add(submenu2);
Menu1.CssClass := ‘menustyle’;
Menu1.DefaultCssClass := ‘menuitem’;
Menu1.DefaultMouseOverCssClass :=
‘mouseover’;
Menu1.HighlightTopMenu := True;
Menu1.Opacity := ‘75’;
Menu1.zIndex := 100;
Menu1.ClickToOpen := True;
End;
end;
Listagem 1 – Adicionando itens ao skmMenu.
Antes de executar a aplicação, observe que o skmMenu
permite a utilização de arquivos de estilo para configuração da
aparência através das propriedades CssClass, DefaultCssClass e
DefaultMouseOverCssClass. Assim sendo, criamos um arquivo
chamado Styles5.css que contém estas definições o qual deverá
ser referenciado em nossa página, para isso, acesse o webform1.aspx
e adicione as instruções seguintes:
<head>
<title></title>
<link href=”Styles5.css” type=”text/css”
17
Delphi
rel=”stylesheet”>
</head>
Outro aspecto interessante é em relação ao construtor da
classe MenuItem, o qual foi sobrecarregado podendo receber até
nove combinações diferentes de parâmetro, sendo a mais
completa apresentada na listagem 2.
public MenuItem(
string itemText,
string itemUrl,
string itemToolTip,
string itemCssClass,
string itemMouseOverCssClass,
string itemMouseDownCssClass,
string itemMouseUpCssClass,
string itemImage,
string itemMouseOverImage,
string itemMouseDownImage,
string itemMouseUpImage,
string itemName
);
Listagem 2 – Construtor do MenuItem.
Dessa forma, no momento da criação dos itens do menu,
poderemos estar definindo todas as configurações necessárias ao
mesmo. Vamos agora testar nosso primeiro exemplo, compile e
rode a aplicação, clique na primeira opção definida em nosso
index.aspx e se tudo estiver OK será apresentado um menu
parecido com a figura 3
informações necessárias para compor o menu. Na listagem 3
apresentamos a estrutura do arquivo XML utilizado neste
exemplo.
<?xml version=”1.0" encoding=”utf-8" ?>
- <menu>
- <menuItem>
<text>XML Item 1</text>
- <subMenu>
- <menuItem>
<text>Sub Item 1</text>
<url>page1.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<text>Sub Item 2</text>
<url>page2.html</url>
</menuItem>
</subMenu>
</menuItem>
- <menuItem>
<text>XML Item 2</text>
<cssclass>highlighteditem</cssclass>
- <subMenu>
- <menuItem>
<text>Sub Item 3</text>
<url>page3.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<text>Sub Item 4</text>
<url>page4.html</url>
</menuItem>
</subMenu>
</menuItem>
</menu>
Listagem 3 – Arquivo XML contendo itens do menu.
Analisando a estrutura teremos:
Figura 3 – Exemplo #1.
Exemplo #2
Vamos construir mais um exemplo utilizando o skmMenu,
porém, agora buscando os itens a partir de um arquivo XML que
deverá conter uma hierarquia a fim de fornecer ítens, sub-ítens,
texto dos ítens, a página que o item deverá abrir, enfim, as
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- <menu>
: nó principal indicando menu
- <menuitem> : item de menu
- <text>
: texto que será apresentado no
item ou sub-item
- <submenu> : abre sessão indicando subitens a partir desse ponto.
- <url>
: endereço/página à ser aberta.
- <cssclass> : estilo (CSS)
Prosseguindo, acesse o webform2, adicione um componente
skmMenu e depois vá ao evento Page_Load onde vamos efetuar a
Delphi
carga dos itens do menu a partir do arquivo XML. Na listagem 4
apresentamos esta codificação.
procedure TWebForm2.Page_Load(sender:
System.Object; e: System.EventArgs);
begin
If not (IsPostBack) Then
begin
Menu1.DataSource :=
Server.MapPath(‘menu2.xml’);
Menu1.CssClass := ‘menustyle’;
Menu1.HighlightTopMenu := True;
Menu1.DataBind();
End;
end;
Listagem 4 – Page_Load do webform2.
Observe que o código é bem simples, bastando passar o
caminho e nome do arquivo XML à propriedade DataSource do
componente skmMenu. O método MapPath do objeto Server
devolve o caminho físico de um arquivo existente em um diretório
virtual. Assim como no exemplo anterior, também utilizamos um
arquivo CSS para controlar a aparência de nosso menu, então,
lembre-se de fazer referência ao mesmo em seu webform2.aspx
conforme apresenta a listagem 5.
<head>
<title></title>
<meta name=”GENERATOR” content=”Borland
Package Library 7.1">
<link href=”Styles.css” type=”text/css”
rel=”stylesheet”>
</head>
Listagem 5 – CSS.
Salve tudo e vamos testar a aplicação, bastando para isso
teclar <F9> (ou CTRL+SHIFT+F9 para rodar sem debug), depois
clique na opção referente o exemplo#2 e se estiver tudo OK o
resultado será parecido com a figura 4.
Figura 4 – Exemplo#2.
Exemplo #3
Até agora, nossos exemplos foram de menus horizontais.
Vale ressaltar que o componente skmMenu possui uma
propriedade chamada layout que possibilita definir qual será a
orientação do menu, ou seja: horizontal ou vertical. Neste
exemplo iremos criar um menu vertical utilizando imagem em
cada ítem de menu, além ainda de gerar o efeito Rollover que irá
trocar a imagem ao passar o mouse sobre o item. Então, abra o
webform3, adicione um skmMenu e ajuste sua propriedade layout
para ‘Vertical’.
Os itens deste menu serão obtidos a partir de um arquivo
XML o qual possui a estrutura apresentada na listagem 6.
<?xml version=”1.0" encoding=”utf-8" ?>
- <menu>
- <menuItem>
<image>images/btn_pmt.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_pmt_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page1.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_faq.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_faq_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page2.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_stm.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_stm_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page3.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_mng.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_mng_over.gif
</mouseoverimage>
- <subMenu>
- <menuItem>
<image>images/btn_mng2.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_mng2_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page1.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_mng3.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_mng3_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page2.html</url>
19
Delphi
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_mng4.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_mng4_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page3.html</url>
</menuItem>
</subMenu>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_pay.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_pay_over.gif
</mouseoverimage>
- <subMenu>
- <menuItem>
<image>images/btn_web1.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_web1_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page1.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_web2.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_web2_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page2.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_web3.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_web3_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page3.html</url>
</menuItem>
- <menuItem>
<image>images/btn_web4.gif</image>
<mouseoverimage>images/btn_web4_over.gif
</mouseoverimage>
<url>Page4.html</url>
</menuItem>
</subMenu>
</menuItem>
</menu>
Obs.: Neste exemplo estamos assumindo que as imagens
estão disponibilizadas em uma pasta chamada Images dentro da
pasta principal do projeto.
Finalizando, faça a referência ao arquivo styles.css no
webform3.aspx e no evento Page_Load a carga dos itens do menu a
partir do arquivo XML, veja listagem 8.
<head>
<title></title>
<meta name=”GENERATOR” content=
”Borland Package Library 7.1">
<link href=”Styles.css” type=
”text/css” rel=”stylesheet”>
</head>
procedure TWebForm3.Page_Load(sender:
System.Object; e: System.EventArgs);
begin
If not (IsPostBack) Then
begin
Menu1.DataSource :=
Server.MapPath(‘nav.xml’);
Menu1.DataBind();
end;
end;
Listagem 8 – Aspx e Page_Load.
Salve o projeto, compile e o resultado será parecido com o
apresentado na figura 5.
Listagem 7 – XML.
Neste exemplo estamos utilizando todos os parâmetros
disponibilizados no construtor do MenuItem. Observe que
estamos definindo uma imagem através do parâmetro Image e a
imagem que será utilizada no efeito RollOver através do
parâmetro MouseOverImage.
20
Figura 5 – Exemplo#3.
Obs.: As imagens e o arquivo XML utilizados neste exemplo
estão disponíveis para download no endereço ao final deste
artigo.
Delphi
Exemplo #4
Neste exemplo iremos utilizar uma pequena imagem junto ao
texto dos itens principais do menu, mesclando código html e
texto. Outro aspecto interessante será o efeito Up/Down no
momento que o item receber o clique do mouse, ou seja, ao clicar
no item ele irá ter o efeito de ‘abaixar’ e ‘voltar’, assim como um
botão padrão Windows.
Abra o webform4, adicione um componente skmMenu, faça a
referência ao Styles2.css utilizando a mesma sintaxe dos
exemplos anteriores e no evento Page_Load vamos adicionar os
itens ao menu, conforme código apresentado na listagem 9.
procedure TWebForm4.Page_Load(sender:
System.Object; e: System.EventArgs);
var
submenu1, submenu2, submenu3:
skmMenu.MenuItem;
begin
If not (IsPostBack) Then
begin
submenu1 := skmMenu.MenuItem.Create
(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 1');
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 1’,
‘page1.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 2’, ‘page2.html’));
submenu3 := skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 3 ->’, ‘’);
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 3 - 1’,
‘page1.html’));
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 3 - 2’,
‘page2.html’));
submenu1.SubItems.Add(submenu3);
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 4’, ‘page4.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 5’,
‘page5.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 6’,
‘page6.html’));
Menu1.Items.Add(submenu1);
submenu2 := skmMenu.MenuItem.Create
(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 2');
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 1’,
‘page3.html’, ‘tooltip1’));
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 2’,
‘page4.html’, ‘tooltip2’));
Menu1.Items.Add(submenu2);
Menu1.CssClass := ‘menustyle’;
Menu1.DefaultCssClass := ‘menuitem’;
Menu1.DefaultMouseDownCssClass :=
‘mousedown’;
Menu1.DefaultMouseOverCssClass :=
‘mouseover’;
Menu1.DefaultMouseUpCssClass :=
‘mouseup’;
Menu1.HighlightTopMenu := True;
Menu1.Opacity := ‘75’;
Menu1.zIndex := 100;
End;
end;
Listagem 9 – Page_Load do webform4.
Observe que a definição da aparência do menu mais uma vez
foi determinada com base no arquivo de estilo.
Compile e execute o projeto, o resultado será parecido com a
figura 6.
Figura 6 – Exemplo#4.
Exemplo#5
Este exemplo basicamente possui as mesmas características
do exemplo anterior, tendo porém, um visual diferente
previamente definido no Styles3.css. Assim sendo, abra o
webform5.aspx, faça referência ao arquivo de estilo, adicione um
skmMenu e no evento Page_Load adicione o código apresentada
na listagem 10.
21
Delphi
Menu1.CssClass := ‘menustyle’;
Menu1.DefaultCssClass := ‘menuitem’;
Menu1.DefaultMouseOverCssClass :=
‘mouseover’;
Menu1.HighlightTopMenu := True;
Menu1.Opacity := ‘75’;
Menu1.zIndex := 100;
procedure TWebForm5.Page_Load(sender:
System.Object; e: System.EventArgs);
var
submenu1, submenu2, submenu3:
skmMenu.MenuItem;
begin
If not (IsPostBack) Then
End;
end;
begin
submenu1 := skmMenu.MenuItem.
Create(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 1');
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 1’,
‘page1.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 2’,
‘page2.html’));
submenu3 := skmMenu.MenuItem.Create
(‘Sub Item 3 ->’, ‘’);
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 3 - 1’,
‘page1.html’));
submenu3.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 3 - 2’,
‘page2.html’));
submenu1.SubItems.Add(submenu3);
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 4’,
‘page4.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 5’,
‘page5.html’));
submenu1.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 6’,
‘page6.html’));
Menu1.Items.Add(submenu1);
submenu2 := skmMenu.MenuItem.
Create(‘<img src=”menublip.gif”
align=”absmiddle”>Dynamic Item 2');
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.MenuItem.
Create(‘Sub Item 1’, ‘page3.html’,
‘tooltip1’));
submenu2.SubItems.Add(skmMenu.
MenuItem.Create(‘Sub Item 2’,
‘page4.html’, ‘tooltip2’));
Menu1.Items.Add(submenu2);
22
Listagem 10 – Page_Load do webform5.
Salve, compile e execute a aplicação e selecione o exemplo#5
para ver o resultado.
Outros exemplos
Os exemplos #6, #7 e #8 basicamente seguem a mesma linha
dos exemplos anteriores, apenas com pequenas alterações no
layout. Dessa forma, não iremos detalhá-lo aqui, visto que
estaríamos apenas repetindo código sem necessidade, contudo,
poderá verificá-los no projeto de exemplo disponível para
download referente este artigo.
Conclusão
Procurei demonstrar neste artigo algumas das
funcionalidades do componente skmMenu, o qual como pôde ser
visto possibilita criar menus em aplicações ASP.NET de forma
bastante simples e profissional, além ainda de ser gratuito e
compatível com a maioria das IDEs de desenvolvimento .NET. Se
você tiver alguma sugestão de artigos que gostaria de ver
publicado em nossa revista, sinta-se a vontade em nos escrever,
teremos imenso prazer em atendê-lo.
Abraço e sucesso à todos,
Download
O componente skmMenu e o projeto de exemplo referente este
artigo encontra-se disponível para download em: http://
www.theclub.com.br/revista/download/skmMenu.zip
Sobre o autor
Alessandro Ferreira,
Consultor Técnico do The Club
alessandro@theclub.com.br
Delphi
Instalando o BDE via InnoSetup
por: Alessandro Ferreira, alessandro@theclub.com.br
Introdução
O InnoSetup é um gerador de instalações que vem tendo
grande aceitação meio a comunidade Delphi principalmente por
sua flexibilidade e facilidade, além ainda de ser bastante poderoso
e o melhor: é gratuito!
Neste artigo irei demonstrar como efetuar a instalação do
BDE através do InnoSetup, utilizando a versão: 5.1.4 e a
ferramenta IsTool versão: 5.0.8. O InnoSetup está disponível para
download em: www.innosetup.com e o IsTool em: http://
www.istool.org. Não irei mencionar aspectos básicos em ambas
ferramentas, visto que já publicamos um artigo introdutório a
respeito das mesmas em nossa revista de: Agosto/2003 “Criando
Instalações personalizadas com o Inno Setup”, assim sendo, caso
tenha dúvidas, poderá consultar o artigo que está disponível em
nosso site, www.theclub.com.br.
Onde conseguir o BDE?
Você deve estar se perguntando onde conseguiremos o BDE
para utilizarmos como fonte em nossa instalação, correto? Bem,
isso será bem simples: na pasta de instalação do BDE,
geralmente em: C:\Arquivos de programas\Arquivos
comuns\Borland Shared\BDE você encontrará um
arquivo chamado: BdeInst.cab o qual nada mais é que um
arquivo compactado (formato CAB) o qual possui uma DLL
que possibilita efetuarmos a instalação do BDE de forma
muito fácil. Poderíamos utilizar o arquivo CAB, contudo,
para facilitar vamos descompactá-lo e utilizar diretamente
a DLL obtida. Para descompactá-lo utilize a seguinte linha
de comando:
Figura 1 – Adicionando BdeInst ao instalador
O arquivo BdeInst.dll será copiado para a pasta temporária
do Windows na máquina onde for instalado visto que este
arquivo representa apenas a ‘fonte’ de instalação e não o BDE.
Estando o arquivo disponibilizado na máquina para instalação,
iremos registrar esta DLL através do comando: RegSvr32 (do
próprio Windows) fazendo isso através do próprio instalador.
Clique no item ‘Executar na Instalação’ e adicione um novo ítem
configurando conforme sugere a figura 2.
extract /e bdeinst.cab
Pronto! Com isso teremos o BdeInst.dll.
Criando o projeto de Instalação
Abra o utilitário IsTool e vamos criar nosso projeto para
gerar a instalação do BDE o qual iremos salvar com o
nome: InstalaBDE.iss. Prosseguindo, selecione o ítem
‘Arquivos e Diretórios’ e vamos adicionar o arquivo:
BdeInst.dll informando como destino a pasta temporária do
Windows, veja a figura 1.
Figura 2 – Registrando o BDE
23
Delphi
Finalizando, salve e compile a instalação e com isso já
teremos um instalador do BDE prontinho para ser utilizado!
Como criar/configurar um Alias?
Nosso instalador está pronto, contudo, ele apenas irá instalar
o BDE com as configurações padrões e, se estamos utilizando
BDE provavelmente será necessário criar e configurar um Alias
para nossa aplicação. Para isso vamos utilizar um pequeno
programa escrito em Delphi que será embutido e executado pelo
instalador recebendo como parâmetros as informações do Alias à
ser criado. Na listagem 1 apresentamos o código completo deste
projeto:
{
Programa para adicionar Alias no BDE.
parâmetros:
0: nome deste programa + path (padrão)
1: Nome do Alias
if começar com ‘-’ então deveremos
apagar a primeira posição.
2: path (pasta onde estão as tabelas)
3: Driver utilizado (PARADOX, INTRBASE...)
}
program AddAlias;
uses
Windows, SysUtils, BDE;
var
GAlias:
GDriver:
GAliasDir:
FParams:
FDrvName:
FDelete:
i:
string = ‘New’;
string = szPARADOX;
string;
string;
string;
boolean;
integer;
function StrToOem(const AnsiStr: string):
string;
begin
SetLength(Result, Length(AnsiStr));
if Length(Result) > 0 then
CharToOem(PChar(AnsiStr), PChar(Result));
end;
{——————————————————————————————————————}
begin
{ Pega valor dos parâmetros }
for i := 1 to ParamCount do
begin
24
case i of
1: GAlias
:= ParamStr(1);
2: GAliasDir := ParamStr(2);
3: GDriver
:= ParamStr(3);
end;
end;
//default alias
if GAliasDir = ‘’ then GAliasDir :=
ExtractFilePath(ParamStr(0))+’Data’;
//a primeira posição é ‘-’?
if GAlias[1] = ‘-’ then
begin
FDelete := True;
Delete(GAlias, 1, 1);
end
else
FDelete := False;
FDrvName := GDriver;
//ajusta parâmetros, driver e server name.
if (CompareText(GDriver,
szCFGDBSTANDARD) = 0) or
(CompareText(GDriver, szPARADOX) = 0) or
(CompareText(GDriver, szDBASE) = 0)
or
(CompareText(GDriver, szFOXPRO) = 0) or
(CompareText(GDriver, szASCII) = 0)
then
begin
if (CompareText(GDriver,
szCFGDBSTANDARD) = 0) then
FDrvName := szPARADOX;
//ajusta parâmetros para o novo alias.
FParams := Format(‘%s:”%s”’,
[szCFGDBPATH, GAliasDir]) +
Format(‘;%s:”%s”’,
[szCFGDBDEFAULTDRIVER, GDriver]) +
Format(‘;%s:”%s”’, [szCFGDBENABLEBCD,
szCFGFALSE]);
end
else
begin
if (CompareText(GDriver, ‘INTRBASE’) = 0)
then
FParams := Format(‘%s:”%s”’,
[szSERVERNAME, GAliasDir])
else
FParams := Format(‘%s:”%s”’,
[szDATABASENAME, GAliasDir]);
Delphi
{No caso do Interbase, adicione aqui
outros parâmetros que venham ser necessários}
end;
DbiInit(nil);
try
if FDelete then
try
DbiDeleteAlias(nil, PChar(GAlias));
except
end;
try
DbiAddAlias(nil,
PChar(StrToOem(GAlias)),
PChar(StrToOem(FDrvName)),
PChar(FParams), True);
DbiCfgSave(nil, nil, True);
except
end;
finally
DbiExit();
end;
end.
Listagem 1 – Programa AddAlias.
Vale lembrar que este pequeno aplicativo foi criado como uma
aplicação console, ou seja, não possui formulários.
Dando continuidade, vamos adicionar o AddAlias ao nosso
instalador e efetuar sua chamada ao término da instalação para
criarmos o Alias no BDE recém instalado. Para isso, selecione
‘Arquivo e Diretórios’ e adicione o AddAlias destinando-o à pasta
temporária do Windows da mesma forma que fizemos com o
BdeInst.cab. Feito isso, acesse ‘Executar na Instalação’ e adicione
um novo item para efetuarmos a chamada (execução) do AddAlias,
veja a figura 3.
SQL-Links
Obs.: Os passos a seguir somente serão necessários se você
estiver utilizando banco de dados Interbase/Firebird.
Quando efetuamos a instalação do BDE através da
BdeInst.dll a instalação não leva os drivers referentes servidores
SQL, ou seja, a instalação irá funcionar perfeitamente para
acesso a tabelas Paradox, contudo, caso utilize Interbase/Firebird
será necessário adicionar e configurar mais alguns arquivos. No
caso do Interbase/Firebird iremos adicionar os seguintes arquivos
(vá em ‘Arquivos e Diretórios’ para
adicionar):
SQLINT32.DLL
SQL_INT.CNF
driver do Interbase
BDE-config para
driver Interbase
Além de adicionar estes arquivos será
necessário criar chaves no registrador do
Windows onde será feita a configuração do
referido driver para que possamos estar
criando um Alias ‘em cima’ do mesmo.
Uma forma bastante prática para isso é
acessar o registrador do Windows e
exportar a chave desejada para um
arquivo REG e depois importá-la via IsTool:
Figura 3 – Chamada do AddAlias
1. Abra o registrador do Windows
(Executar | RegEdit)
2. Vá até a chave:
HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\
Borland\Database Engine\Settings\
DRIVERS\INTRBASE
3. Clique com o botão direito do mouse e
selecione: Exportar
4. Salve como ‘RegistraInterbase.reg’
25
Delphi
Volte ao IsTool e selecione a sessão ‘Registro’, clique com o botão
direito, escolha ‘Importar do Arquivo’ e selecione o
‘RegistraInterbase.reg’ e com isso o IsTool irá criar todas as
chaves necessárias durante o processo de instalação, configura a
figura 4.
Salve e compile o projeto e com isso teremos pronta nossa
instalação do BDE!
Conclusão
Mais uma vez você pôde perceber o poder e a facilidade em se
utilizar o InnoSetup, lembrando que esta ferramenta têm muito
mais à ser explorada.
Ela conta com uma boa documentação que poderá ajudar a
sanar dúvidas e conhecê-la melhor, ou ainda, você poderá acessar
uma lista de discussão mantida pelo fabricante onde
programadores de várias partes do mundo trocam informações e
Figura 4 – Chaves no registro quando utilizado Interbase/Firebird
26
experiências sobre o IS no endereço: http://www.jrsoftware.org/
newsgroups.php.
Abraço e sucesso a todos,
Download
O exemplo apresentado neste artigo está disponível para
download em:
http://www.theclub.com.br/revista/download/isbde.zip.
Sobre o autor
Alessandro Ferreira,
Consultor Técnico do The Club
alessandro@theclub.com.br
Perguntas & Respostas
Pergunta: Como alterar a impressora padrão para onde o
Rave Reports irá enviar a impressão?
Resposta: Bastará informar o índice da impressora da
seguinte forma:
uses
RpDevice, Printers;
procedure TForm1.Button1Click
(Sender: TObject);
begin
Printer.PrinterIndex := 0;
RPDev.DeviceIndex := Printer.PrinterIndex;
rvTestes.ExecuteReport(‘Rep_Employee’);
end;
Dúvida enviada por TEI Informática, Rio de Janeiro/RJ.
Pergunta: Gostaria de saber como desenvolver aplicações
para internet via Delphi.
Resposta: No caso do Delphi 7 você poderá criar aplicações
web utilizando o Intraweb que é um framework de
desenvolvimento de aplicações para internet. Em nossa revista de
Janeiro, Fevereiro e Março de 2004 encontrará artigos a respeito.
No caso do Delphi 2005 (que é o mais recomendado para
programação web) você poderá criar aplicações web utilizando
ASP.NET que é uma das melhores tecnologias para
desenvolvimento web no mercado atualmente. Em nossa site
encontrará vários artigo (na sessão Revistas) referentes Delphi 8
e Delphi 2005 (ambos para internet).
Dúvida enviada por Elson Carlos Almeida, Irecê/BA.
Pergunta: Mostro os registros de uma tabela em um
DBGrid com os seguintes campos: Código, Nome e Seguimento,
como por exemplo:
Código
-------1
2
3
4
5
Nome
------teste 1
teste 2
teste 3
teste 4
teste 5
Seguimento
--------------001
002
003
002
001
Eu gostaria de estar colorindo as linhas do DBGrid definindo
um cor para cada seguimento igual. Isso é possível?
Resposta: Isso é possível, contudo, dará um pouco de
trabalho visto não sabermos exatamente quantos seguimentos
teremos na tabela e quais cores estaremos definindo para cada
seguimento. Dessa forma, iremos criar uma lista que irá
armazenar o código de seguimento e a cor dada ao mesmo para
podermos colorir os seguimentos ‘iguais’ com esta mesma cor,
tudo isso no evento OnDrawColumnCell do DBGrid, acompanhe o
exemplo a seguir:
var
Form1: TForm1;
Regs: TStringList; { Irá guarder a lista de
códigos/cores }
implementation
{$R *.dfm}
procedure
TForm1.DBGrid1DrawColumnCell(Sender:
TObject; const Rect: TRect;
DataCol: Integer; Column: TColumn; State:
27
Perguntas & Respostas
TGridDrawState);
var
Cor: TColor;
begin
Randomize;
{ Guarda código e sua respectiva cor }
if Regs.IndexOf(FloatToStr(tabItensPartNo.
AsFloat)) < 0 then
Regs.AddObject(FloatToStr(tabItensPartNo.
AsFloat), TObject(RGB(Random($100),
Random($100),Random($100))));
Cor := TColor(Regs.Objects[Regs.IndexOf
(FloatToStr(tabItensPartNo.AsFloat))]);
{ Cor do fundo }
DBGrid1.Canvas.Brush.Color := Cor;
{ Cor da fonte }
DBGrid1.Canvas.Font.Color :=
(not Cor) and $FFFFFF;
DBGrid1.DefaultDrawColumnCell(Rect,
DataCol, Column, State);
end;
Resposta: Como você está acessando uma página HTTPS é
necessário a utilização de mais um componente da palheta Indy
chamado IdSSLIOHandlerSocket. Vá até a propriedade
IOHandler do componente idHTTP e informe o nome deste novo
componente ou seja IdSSLIOHandlerSocket1. O componente
IdSSLIOHandlerSocket utiliza duas DLLs chamadas libeay32.dll
e ssleay32.dll que não acompanham o Delphi. Assim sendo, você
precisa baixar estes dois arquivos de um site de terceiros segundo
o fabricante do componente Indy, como você poderá ver as
informações no link http://www.indyproject.org/Sockets/SSL.iwp.
Após efetuar download, copie estas DLLs para o diretório System
do Windows. Feito isto a sua aplicação rodará normalmente.
Poderá efetuar download dos arquivos em nosso site,
www.theclub.com.br/revista/download/indy_openssl096k.zip.
Dúvida enviada por Carlos Norival Espinosa, Pedreira/SP.
initialization
Regs := TStringList.Create;
Pergunta: Hoje preciso de uma ajuda à moda antiga.
Preciso criar um arquivo de lote (Bat) que execute a tarefa de
criar uma pasta, cujo nome será igual á data do dia corrente no
formato ano, mês e dia. Como fazer isso utilizando um arquivo de
lote (Bat)?
finalization
Regs.Free;
Resposta: Essa veio do fundo do baú! Poderá criar seu
arquivo batch assim:
Poderá criar um arquivo batch que o seguinte código:
end.
Observe que geramos cores aleatórias para cada seguimento,
porém, cada grupo de segmentos terá a mesma cor.
Dúvida enviada por Donizeti de Paula Ribeiro, Anápolis/GO.
Pergunta: Geralmente utilizo o componente IdHTTP para
retornar o conteúdo de uma página web, como por exemplo:
Var
P: String;
Begin
P := IdHttp.Get
(‘http://www.theclub.com.br’);
End;
FOR /f “tokens=2-4 skip=1 delims=
(-)” %%G IN (‘echo.^|date’) DO (
FOR /f “tokens=2 delims= “ %%A IN
(‘date /t’) DO (
SET v_all=%%A
)
)
SET dia=%v_all:~0,2%
SET mes=%v_all:~3,2%
SET ano=%v_all:~6,4%
MD %ano%%mes%%dia%
Dúvida enviada por Carlos Henrique Ciccolani, Campinas/
SP.
Isso funciona sem problemas. Porém, estou tentando
retornar o código de uma página que está em HTTPS e com isso,
o método GET do IdHTTP não está funcionando. Existe alguma
forma de obter uma página que está em HTTPS via Delphi?
28
Pergunta: Como faço para criar um determinado número
de botões (TSpeedButton) em forma de uma grade (N linhas com
Perguntas & Respostas
N colunas de botões) em um formulário, adicionando o evento
OnClick aos mesmos?
Resposta: Para criar N botões em cima de um formulário
poderá utilizar um Array de TSpeedButtons, como exemplo:
const
OffSet = 10;
var
Botao: Array of TSppedButton;
i, Topo: Integer;
begin
// Define a quantidade de Botoes. Poderá
pegar a quantidade de registros.
SetLength(Botao, 10);
// Top inicial.
Topo := 10;
// Looping para criar.
for i := Low(Botao) to High(Botao) do
begin
Botao[i] := TSppedButton.Create(Self);
with Botao[i] do
begin
Parent := Self; { onde irá aparecer
}
Top := Topo;
Left := 50;
Caption := ‘Botão ‘ + IntToStr(i);
OnClick := ClickDosBotoes;
Name := ‘sbtnBotao’ + IntToStr(i);
end;
Topo := Topo + Botao[i].Height + OffSet;
end;
end;
Em relação ao evento OnClick, deverá criar
uma procedure em seu formulário assim:
procedure TForm1.ClickDosBotoes(Sender:
TObject);
begin
// para saber qual botão:
if TSpeedButton(Sender).Name = ‘sbtnBotao1’
then
ShowMessage(‘Botão 1’);
end;
Dúvida enviada por Fundação Assistência Empreg. da
Cesan, Vitória/ES.
Pergunta: Estou utilizando os componentes da suíte Indy
para enviar emails visto através deles ser possível efetuar a
autenticação SMTP exigida por alguns provedores, contudo,
quando tento utilizar o IG para enviar emails, a autenticação
está falhando. Um detalhe interessante: se eu utilizar o discador
do IG, consigo enviar o email. O que pode estar ocorrendo?
Resposta: Segundo informações obtidas junto ao próprio IG,
é necessário efetuar a conexão via discador, pois do contrário não
será efetuada a autenticação. Abaixo segue parte do texto
disponível no site do IG:
Posso configurar o Outlook para receber e enviar mensagens
do Big Mail?
Sim, através dos servidores: pop.ig.com.br (ou
pop3.ig.com.br) e smtp.ig.com.br. Você conseguirá receber
mensagens utilizando outro provedor. Mas para enviar, terá que
se conectar através do discador iG ou entrar no seu Webmail
(acessar o Big Mail colocando o seu email e sua senha na home
do iG - www.ig.com.br -, nos campos em branco em frente a iG
Mail).
Dúvida envida por WSys Produtos Inteligentes Ltda, Rio de
Janeiro/RJ.
Pergunta: Em uma aplicação MDI, como posso impedir que
um mesmo formulário seja aberto mais de uma vez?
Resposta: Poderá fazer o seguinte:
{ Chamada do Form }
if fmClientes = nil then
Application.CreateForm(tfmClientes,
fmClientes);
fmClientes.Show;
{ evento OnDestroy do Form }
fmClientes := nil;
Dúvida enviada por byte Software e Cons. Ltda, Belo
Horizonte/MG.
Pergunta: Utilizo Delphi 6 e tabelas Paradox. O cliente está
utilizando Windows 98, apenas dois computadores sendo um
“servidor”. Em ambos está dando o erro. No “Servidor” está dando
29
Perguntas & Respostas
erro, ora “External Exception 46”, ora dá tela azul (ocorreu erro
fatal 0E em 0028:C0059C8D) Na estação só está dando a tela
azul, com a mesma mensagem.
Resposta: As informações que encontramos a este respeito é
que aplicações escritas em Delphi 2, 3, 4, 5, 6, 7 que usem ou não
acesso a banco de dados ou arquivos de qualquer natureza podem
a vir congelar a máquina apresentando este erro.
Isso acontece porque as placas mãe que estão sendo
produzidas a algum tempo foram “otimizadas” para rodarem com
o Windows XP.
Sendo assim caso estejamos rodando o Delphi nestas placas
com Windows 98 o hardware pode retornar uma instrução
diferente da esperada pelo sistema operacional e pelo Delphi
ocasionando o erro.
Nas mesmas máquinas que apresentavam o erro bastou
substituir o sistema operacional para Windows XP que o sistema
voltou a rodar sem maiores problemas.
Dúvida enviada por Concentro Dist. Mat. Eletr. Hidr. Ltda,
Campo Grande/MS.
Pergunta: Tenho centenas de arquivos MP3 listados em um
componente FileListBox, e gostaria de fazer pesquisas/buscas
nesta lista de itens que tenho neste componente. Exemplo: Quero
digitar em um TEdit “Minha vida” e aí o FileListBox vai
disponilizar todas as músicas que tenham este texto digitado em
qualquer parte do texto (nome da música).
Resposta: Isto pode ser resolvido de uma forma bastante
simples, utilizando a propriedade Mask do componente
FileListBox, como exemplo:
procedure TForm1.Button1Click(Sender:
TObject); begin
FileListBox1.Mask := ‘*’+Edit1.Text+’*.*’;
FileListBox1.Update;
end;
Dúvida enviada por Sandro George, Belém/PA.
Pergunta: Qual é a função do comando
Application.ProcessMessages? Como, quando e onde utilizá-lo?
Resposta: Este comando é utilizando com freqüência para
30
liberar recursos para informações a serem apresentadas na tela.
Vamos supor que você monte um laço em uma tabela e queira
apresentar os registros em um label. Logo após atribuir a
informação ao label você pode utilizar este comando.
Dúvida enviada por MEC-Q Comércio e Serv. Metrologia,
Santo André/SP.
Pergunta: Gostaria de saber como obter a lista de usuário
conectados em um banco SQLServer 2000.
Resposta: O SQLServer 2000 possui uma gama de stored
procedures de sistema que retornam várias informações, entre
elas, a lista de usuários. Para executar, utilize um AdoQuery
assim:
procedure TForm1.Button1Click(Sender:
TObject);
begin
ADOQuery1.SQL.Add(‘Exec SP_WHO’);
ADOQuery1.Active := True;
end;
Poderá ligar esta AdoQuery em um DataSource e um DBGrid
para visualização dos dados.
Dúvida enviada por Almir R. Borges, Araçatuba/SP.
Pergunta: No Firebird 1.5 sei que é possível utilizar uma
mesma trigger para INSERT, UPDATE e DELETE, contudo,
como eu sei qual operação está sendo executada no momento?
Resposta: Existem variáveis que controlam isso dentro do
Firebird, sendo:
INSERTING
UPDATING
DELETING
Exemplo:
IF (INSERTING) THEN
NEW.ID = GEN_ID(G_GENERATOR_1, 1);
Dúvida enviada por Ricardo Romero da Silva, Fartura/SP.
Pergunta: Gostaria de saber se existe alguma instrução
que, após a utilização de um arquivo texto no Windows (seja
Perguntas & Respostas
leitura ou gravação) eu consiga liberar o arquivo para outros
aplicativos.
Tenho notado que o arquivo fica em uso e apenas após fechar
minha aplicação é que ele está sendo realmente liberado. As
instruções utilizadas estão basicamente assim:
var
f : TextFile;
2. aponte a propriedade Engine do RvProject para o
RvSystem
3. expanda a propriedade SystemPreview do RvSystem e
configure:
. FormHeight = 0
. FormWidth = 0
. FormSytle = wsMaximize
4. Estes valores devem estar = 0.
Dúvida de Paulo Henrique Geloramo Esteves, Assis/SP.
begin
AssignFile(f, ‘c:\teste.txt’);
ReWrite(f);
WriteLn(F, ‘meu texto’);
CloseFile(f);
end;
Resposta: Existe um API do Windows chamada
FlushFileBuffers que ‘força’ descarregar e liberar o arquivo em
disco e é bem simples de ser utilizada, acompanha o código
abaixo:
var
f : TextFile;
begin
AssignFile(f, ‘c:\teste.txt’);
ReWrite(f);
WriteLn(F, #27);
FlushFileBuffers(TTextRec(f).Handle);
CloseFile(f);
end;
Dúvida de Eccus Informatica Ltda – Me, Guariba/SP.
Pergunta: Estou portando uma aplicação escrita em Delphi
7 para Delphi 2005 (Win32) e utilizo o Rave Reports como
gerador de relatórios. No Delphi 7, eu configurei através do
RvSystem para que a visualização do relatório ficasse em tela
maximizada, contudo, ao compilar a aplicação no Delphi 2005
esta configuração foi ignorada e a visualização não fica
maximizada. Como resolver?
Resposta: Estivemos realizando testes e detectamos que
para a visualização no Rave Reports (Delphi 2005) funcionar
corretamente é necessário ajustar as seguintes propriedades no
componentes RvSystem:
1. adicione um componente RvSystem
Pergunta: Utilizo um componente DataGrid em uma
aplicação ASP.NET escrita em Delphi 8 e gostaria que ao clicar
em um template button que tem a função de apagar o registro,
efetivar esta exclusão. Como fazer?
Resposta: Quando o usuário clicar no botão ‘excluir’ em seu
DataGrid será acionado o evento DeleteCommand e neste evento
você poderá adicionar instruções para excluir o registro, veja o
código a seguir:
procedure
TWebForm1.DataGrid1_DeleteCommand(source:
System.Object; e:
System.Web.UI.WebControls.DataGridCommandEventArgs);
begin
with BdpDataAdapter1 do
begin
DeleteCommand.Connection.Open;
DeleteCommand.Parameters[0].Value :=
DataTable1.Rows[e.Item.DataSetIndex]
[‘name’].ToString();
DeleteCommand.ExecuteNonQuery;
DeleteCommand.Connection.Close;
end;
DataTable1.Rows[e.Item.DataSetIndex].Delete();
DataTable1.AcceptChanges();
DataGrid1.DataBind;
end;
Ou ainda, trabalhar diretamente com o DataTable:
DataTable1.Rows[e.Item.DataSetIndex].Delete();
BdpDataAdapter1.Update(DataTable1);
DataGrid1.DataBind;
Dúvida enviada por Cial Informática Ltda, Cruzeiro/SP.
31
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editorial - The Club