Rosy ane de Jesus Pereira Araujo Barros
Definição
 A ausência de gestação após 12 meses de relações
sexuais freqüentes, sem a utilização de métodos
contraceptivos, é indicativo de infertilidade.
 É considerada pela Sociedade Americana de Medicina
Reprodutiva uma entidade epidemiológica de grande
importância por representar uma função anormal do
sistema reprodutivo
Spira A: Epidemiology of human reproduction. Huamn
Reprod 1986; 1:11-15.-chance de concepção.
Definição
 A avaliação do fator masculino deve fazer parte do
protocolo inicial da análise do casal infértil, uma vez que a
avaliação é rápida e não invasiva
 A propedêutica básica bem dirigida pode esclarecer em
cerca de 90% das vezes a alteração determinante da
infertilidade masculina, diferente da análise feminina, que
normalmente requer procedimentos diagnósticos invasivos
Spira A: Epidemiology of human reproduction. Huamn
Reprod 1986; 1:11-15.-chance de concepção.
Definição
Manual de reprodução humana da FIGO
Fatores relacionados
Incidência
Acomete 10 a 20% dos casais
Etiologia Feminina
Causas:
•Ovulatória
•Tubo-peritoneal
•Uterina
•Cervical
•Secundaria a endométrios
•Imunológica
OVULATÓRIA
Anovulação em dois ciclos consecutivos, verificados por monitorização USG
e medidas plasmáticas seriadas de LH e estradiol.
Responsável por 30 a 40% dos casos de infertilidade feminina
Propedêutica (métodos para documentar ovulação):
•Temperatura corporal basal: aumento de 0,6 ºC em relação a fase
folicular.
•Progesterona sérica no meio da fase lútea (21o ao 23 º dia do ciclo de 28
dias): nível > 3 ng/ml confirma ovulação.
•Monitorização do pico de LH.
•Biopsia de endométrio (2 a 3 dias antes da data prevista para a
menstruação): endométrio secretor confirma a ovulação.
•Monitorização por USG: acompanha o desenvolvimento do folículo
dominante até a ovulação, geralmente acorre quando o folículo atinge
21-23 mm, variando de 17 a 29 mm
Defeito da fase lútea ou fase lútea inadequada ocorre quando há atraso de 2 dias em
relação ao dia real do ciclo
OVULATÓRIA
Tratamento
Citrato de clomifeno: varia o dia de inicio do 2o ao 5o dia, indo
até o 6o ou 9o dia, nas doses de 50 a 150 mg/dia.
Pode se associar progesterona natural 100 a 200mg/3x dia
(óvulo vaginal) ou HCG (gonadotrofina coriônica humana)
1000 a 2000 UI via intramuscular com intervalo de 2 a 3 dias ou
ainda HCG 5000 a 10000 UI em aplicação única IM quando o
diâmetro folicular médio atingir 18 mm ao USG, para induzir
ruptura e luteinização. Na anovulação crônica o clomid é
medicação de escolha para iniciar o tratamento
OVULATÓRIA
Tratamento
Gonadotrofinas: mimetiza a fase folicular do ciclo menstrual, tem-se usado
o HMG (Gonadotrofina menopausal humana- PERGONAL OU
HUMEGON), que é mistura de partes iguais de LH e FSH. Administrada de
75 a 225 UI (1 a 3 ampolas)/ dia, do 1º ao 6o ou 7o dia, quando se avalia os
níveis séricos de estradiol para se verificar a resposta ovariana.
Indução ideal para procedimentos assistidos. Necessita de monitorização
ultra-sonografica diária para avaliar a dose adequada. Usualmente associa-se
5000 a 10000 UI de HCG IM, quando o diâmetro médio do folículo atinge 18
mm, a ovulação é esperada 36 h depois.
Riscos de hiperestimulação ovariana, que pose ser evitado suspendendo a
dose de HMG quando o ultra-som logo no inicio da monitorização mostrar
um grande numero de folículos pequenos (< 10 mm) ou nível de estradiol
plasmático igual ou maior a 400 pg/ml por folículo
OVULATÓRIA
Tratamento
Agonistas de GnRH: maior risco de hiperetimulação ovariana. Deve-se
administrar até que os níveis de estradiol estejam abaixo de 30 pg/ml, então
inicial-se a administração de HMG conforme esquema descrito.
Antagonistas de GnRH: usados também em conjunto com as
gonadotrofinas, administrada no meio do ciclo para evitar o pico endógeno
de LH. Aparentemente não altera tão profundamente o organismo como os
agonistas e parecem atingir os mesmos resultados.
FSH puro (METRODIN): administrado nos casos onde há maior proporção
de LH em relação ao FSH.
Bloqueadores de opiáceos: as endorfinas alteram a secreção endógena de
GnRH (gênese comum da amenorréia em atletas).
FATORES TUBÁRIOS E PERITONEAL
30 a 40% das causas de infertilidade feminina.
Propedêutica:
Histerossalpingografia
Laparoscopia (padrão ouro para o diagnostico
tubário e peritoneal)
Falopioscopia
FATORES TUBÁRIOS E PERITONEAL
Tratamento
Obstrução tubária: mais comum por seqüelas de
doença inflamatória pélvica.
Proximal: microcirurgia
Distal: salpingoneostomia, os resultados depende
da integridade funcional do órgão (pregueamento
da mucosa tubária)
FATORES TUBÁRIOS E PERITONEAL
Tratamento da endometriose:
Danazol 400 mg/dia por 3 a 6 meses
Medroxiprogesterona 100 mg/dia ou mais por 3 a
6 meses.
Agonistas do GnRH (dose controladas pelos
níveis de estrogênios) que deve estar menor que 30
pg/ml por 3 a 6 semanas.
FATOR CERVICAL
5% dos casos
Propedêutica:
Teste pós-coito: deve ser realizado 1 a 2 dias antes
da ovulação, avalia a qualidade do muco cervical, a
presença e o numero de espermatozóides moveis
(coito 2 a 12 h antes da coleta do exame, o ideal
seria de 2 h)
O citrato de clomifeno pode reduzir o muco por
seu efeito anti-estrogênico sobre as glandular
cervicais
FATOR CERVICAL
Tratamento
Melhora da qualidade: tratamento das cervicites
(agentes antimicrobianos), do pH acido (com
alcalinizantes) e quando há escore de Insler reduzido
(estinilestradiol 0,01 a 0,02mg/dia no período
periovulatório
Sobrepasse da barreira cervical: inseminação intraútero, caso o fator cervical seja o único responsável
pela infertilidade
FATOR UTERINO
Propedêutica:
USG
Histerossalpingografia
Tratamento:
Miomas são causas raras de infertilidade, mesmo os
submucosos.
Sinéquias devem ser removidas através da
histeroscopia.
FATORES IMUNOLÓGICOS
Presença de anticorpos antiespermatozoides classe
IgG e IgM.
Propedêutica:
Teste de imunoconta ou aglutinação mista (para
detectar anticorpos)
Etiologia Masculina
Causas:
•Genéticas
•Relações sexuais fora do período fértil (5%)
•Parotidite endêmica: 30% unilateral e 10%
bilateral
•Álcool em excesso (altera esteroidogênese)
•Fumo (altera movimento ciliar dos
espermatozóides – diminuindo a densidade do
esperma em 13 a 17%)
•Varicocele (calor excessivo na região)
Etiologia Masculina
Etiologia Masculina
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Infertilidade conjugal