Biossegurança e
Infecção Hospitalar
Profº Enfº Gleidson Sena
Infecção Hospitalar - Visão
Histórica Mundial
1796 – Edward Jenner : Vacina da Varíola.
1847 - Ignaz Semmelweiz : Lavagem das
Mãos.
1860 - Florence Naghtingale – O Ambiente.
1863 - Louis Pasteur – Vacinas Atenuadas.
1877 – Joseph Lister : Antissepsia.
Robert Lawson Tait – Assepsia.
1882 - Robert Koch – Tuberculose.
1889 - William Halsted – Luvas Cirúrgicas.
1941 - Alexander Fleming: Penicilina.
Edward Jenner
Joseph
Lister
Ignaz
Semmelweis
Robert Koch
Florence
Nightingale
William Halsted
Louis
Pasteur
Alexander
Fleming
Edward Jenner –
O Pai da Imunologia
- 1796
• Observou que os fazendeiros que
contraíram
varíola
bovina
ficavam
protegidas da varíola humana. Inoculou
então um menino de 8 anos com a varíola
bovina. Ele chamou de VACINA- ou seja, “da
vaca”.
Ignaz Semmelweis
Lavagem das Mãos -1847
Em maio de 1847 Semmelweis
• Tornou
compulsório
a
lavagem das mãos* com
uma solução clorada.
*Com essa simples medida a queda dos
índices de infecção puerperal foi de
12,24% para 1,89%!
Florence Nightingale
Cuidado com o Ambiente - 1860
Na Guerra da Criméia, em
1854.
• Melhorou as condições sanitárias
do hospital de atendimento de
feridos
de
guerra,
instalando
condições adequadas de higiene na
cozinha, lavanderia e quartos dos
pacientes.
significativa
mortalidade.
Com
isto,
redução
obteve
de
Louis Pasteur, vacinas atenuadas
- 1863
• Pasteur
estava
estudando a bactéria
que causa a cólera,
cultivando-a
e
injetando em galinhas.
Ao voltar de férias,
ele usou uma cultura
velha para injetar e,
surpreendentemente,
as galinhas adoeceram
mas melhoraram.
• Pasteur concluiu
que foi por causa
da cultura velha, e
fez uma cultura
fresca. Desta vez,
como ele tinha
poucas galinhas,
resolveu usar
algumas do
experimento
anterior.
• Resultado: as galinhas do experimento
anterior sobreviveram e as não
inoculadas previamente morreram.
Pasteur reconheceu que o
envelhecimento da cultura tinha
enfraquecido a bactéria, a ponto de
torná-la não letal, e aplicou este
conhecimento para proteger outras
doenças. A partir desse experimento,
Pasteur então produz vacinas para
cólera, anthrax, e raiva.
Joseph Lister, 1877
• Utilização do fenol como
antisséptico,
reduzindo o número de mortes por infecções
pós-operatórias, criando a medicina antiséptica.
Robert Lawson Tait –
Assepsia
Pioneiro da
• Fazia questão de lavar seu teatro operatório
com água e sabão com o zelo de uma dona de
casa, e todos seus casos de ovariotomias
sobreviveram.
Robert Koch
1882 - Tuberculose
• Bacilo da tuberculose, do
vibrião do cólera e da origem
da doença do sono, o que
lhe valeu o Prêmio Nobel em
1905.
Considerado,
junto
com Pasteur, o criador da
Bacteriologia Médica.
William Halsted - As Luvas do Amor,
1889
• Mãos mergulhadas em soluções
fenólicas antes das cirúrgicas,
assim como os instrumentos e
outros utensílios que fossem
utilizados.
• Dano causado à pele pelo fenol,
pois não se usavam luvas para
cirurgias.
• Carolina Hampton
Alexander Fleming -
Descoberta da
Penicilina - 1941
• Cultura de estafilococos sendo
destruída por um fungo* que
aparecera por acaso. Isolou a
substância
que
dissolvia
as
bactérias sem atacar o organismo
humano e desenvolveu a penicilina,
o
primeiro
antibiótico.
1- Comentários Gerais
Nós vivemos em um
mundo
povoado
por
Microorganismos, que se
espalham
pelo
meio
ambiente, e pelo nosso
corpo.
É impossível eliminá-los
totalmente.
Fique Atento!!
• Os microorganismos não possuem
capacidade de se movimentar.
a
Os Microorganismos
se Tornam Nocivos...
• Baixa Resistência;
• Alimentação;
• Estresse;
• Lesões;
• Quando mudam seu
habitat natural;
• Multiplicação
Desordenada.
2- Microbiota Humana
• O homem só está
livre
de
microorganismos no
útero.
• Entretanto, a partir
de duas semanas de
vida,
a
flora
microbiana
já
é
semelhante a do
adulto.
A Microbiota Humana Normal
Flora Transitória
Se classifica em:
Flora Residente
Microbiota ou “Flora Microbiana
Residente”
• Instala-se
em
duas
semanas após o nascimento.
Tem
o
poder
de
restabelecer-se por si só.
Os
tecidos
do
corpo
humano representam seu
habitat natural, e quando
em equilíbrio, não provoca
doenças, e sim atua como
barreira antiinfecciosa.
A Flora Microbiana Residente
• Sua redução se dá através da
utilização de anti-sépticos ou
descamação da pele.
• Vive nos tecidos nos quais
se instalou sem causar
dano algum. mas pode ser
alterada, ou transportada
de um tecido para outro,
tornando-se
ecologicamente
inadaptada, e aí sim pode
ocasionar um processo
infeccioso.
Microbiota ou “Flora Microbiana
Transitória
• Colonizam os tecidos
temporariamente, por
horas, dias ou semanas,
não sendo
restabelecidas por si só.
A sua interação com os
tecidos é reversível
podendo ser removida
com água e sabão.
• Geralmente originase do meio ambiente
ou de outros tecidos
do próprio indivíduo.
Não apresenta
problema se a Flora
residente estiver
intacta. As mãos são
o principal fator de
sua veiculação.
• É facilmente removida com
água e sabão, ou morre em
01 hora “se não encontrar
ambiente favorável”.
Fatores que Alteram
Microbiota:
• Condições da pele;
• Idade;
• Dieta;
• Hábitos de higiene;
• Doenças;
• Poluição do ar;
• Saneamento básico;
Flora Normal?
Doenças?
Células Humanas
Colonização
3- A Distribuição
da
Microbiota
• Estima-se que nos seres humanos
o n° de células microbianas seja
10 vezes maior que o n° de células
próprias do organismo.
• A microbiota está presente
principalmente na pele e anexos.
Mas alguns órgãos internos são
colonizados e outros são
totalmente livres de
microorganismos.
Classificação dos Procedimentos
Quanto à Distribuição da Microbiota:
• Invasivos: ultrapassam
as barreiras naturais
do organismo. Exigem
técnicas rigorosamente
assépticas. Apresentam
maior risco de infecção.
Ex: punção venosa,
cirurgias, aspiração,
Sondagem Vesical...
Classificação dos Procedimentos Quanto
à Distribuição da Microbiota:
• Não invasivos: se
restringem a áreas
colonizadas. Exigem
cuidados de limpeza.
Ex: verificação de
dados vitais, banho do
paciente com pele
íntegra, alimentação do
paciente...
4-Classificação dos Microorganismos
patogênicos
•
•
•
•
•
Príons;
Vírus;
Bactérias;
Fungos;
Protozoários.
Príons
• São
proteínas
infectantes,
não
possuem
estrutura
celular,
causam
doenças
principalmente no SNC;
• Ex:
Encefalopatia
espongiforme (“vaca-louca”).
Vírus:
• São parasitas
intracelulares
obrigatórios, isto é
precisam de uma célula
viva para se multiplicar,
pois não possuem
metabolismo próprio.
• Ex: hepatites, AIDS ,
herpes, rubéola, sarampo,
Nota: os vírus além de serem
meningite, resfriado,
agentes infecciosos possuem
gripe ...
potencial oncogênico - Ex: HPV-
Carcinomas genitais, Herpesvirus
8- Sarcoma de Kaposi e o Vírus da
Hepatite C – hepatocarcinoma.
Bactérias - Classificação
• De acordo com a
coloração* da parede
celular são
classificadas como
Gram-positivas ou
Gram-negativas;
• De acordo com o
metabolismo aeróbias
e anaeróbias.
*Trata-se de um método de coloração
diferencial. Esta diferenciação baseia-se
no teor lipídico, da parede celular de
bactérias Gram positivas e Gram
negativas.
Bactéria- Morfologia
PRINCIPAIS DOENÇAS
• Tuberculose
Agente: Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch).
• Hanseníase
Agente: Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen).
• SÍFILIS
Agente: Treponema pallidum (espiroqueta).
• Meningite Meningocócica
Agente: Neisseria meningitidis (meningococo).
Fungos
• As doenças causadas por
fungos são as micoses,
podem ser superficiais
(tineas,
ptiríase
versicolor) ou sistêmicas
(paracoccioidemicose).
São classificadas como
infecções
oportunistas
quando
acometem
indivíduos
com
baixa
resistência imunológica.
5 – Relação Entre os Seres
Vivos
Relação Harmônica:
• Comensalismo: um dos
seres obtém vantagem
sem que o outro se
prejudique;
• Simbiose: benefício é
mútuo, e um não vive sem
o outro.
Na flora microbiana do homem
temos exemplos de simbiose e
comensalismo
5 – Relação entre os seres
vivos
Relação Desarmônica
• Predação: o maior
destrói o menor;
• Parasitismo: um causa
dano ao outro, dano
este que pode ou não
levar a morte.
O parasitismo no homem pode
causar infecção ou infestação
Patogenicidade
• Patogenicidade :Dizer que
um microorganismo é
patogênico significa dizer
que ele é capaz de causar
doença. Mas para que a
doença se manifeste
dependerá de outros
fatores como o tempo de
exposição, a suscetibilidade
do hospedeiro, a virulência
deste agente.
Virulência:
• Dizer que um
microorganismos é
altamente virulento quer
dizer que ele tem poder de
causar a doença mesmo
com um pequeno número de
agentes infectantes e
mesmo em pessoas com o
estado imunológico ótimo.
Só é virulento o
microoganismo que é
patogênico.
Os microorganismos penetram
no corpo, através:
• Orofaringe;
• Vetores;
• Soluções de continuidade;
• Via hematogênica;
• Via Linfática;
• Via placentária;
• Relação sexual;
• Outros.
O Mecanismo de Produção de
Doenças Depende de:
• Quantidade de
invasores;
• Fatores de virulência;
• Resistência do
hospedeiro;
• Estado Vacinal do
hospedeiro;
6 – Mecanismos de defesa
Inespecífica: Atua indiretamente
• Epitélio ciliado da
traquéia
• Suor
• Saliva
• Lágrima
• Muco vaginal
• Flora bacteriana
• Tosse
• pigarro
• espirro
• A pele íntegra
• Acidez
estomacal
• Peristaltismo
Específica:
age especificamente contra o agente
infeccioso.
• Passiva:
1. Natural
2. Artificial
• Ativa:
1. Natural
2. Artificial
Passiva – Esta forma de defesa é
temporária
• Natural: a criança
que recebe os
anticorpos via
transplacentária e
através do
aleitamento
materno.
• Artificial: quando o
indivíduo adoece e não foi
vacinado ele recebe um
soro contendo anticorpos
prontos para agirem
imediatamente na defesa
contra o agente agressor.
Ex: soro antitetânico, e
antiofídico.
Ativa – confere memória imunológica
temporária ou permanente
1.Natural: o
organismo
desenvolve
imunidade pelo
contato direto
com a doença.
2. Artificial: o
organismo
desenvolve
umunidade pela
administração
de vacinas.
Infecção Comunitária:
• Constatada ou em
período
de
incubação no ato
de admissão do
paciente,
desde
que
não
relacionada
à
internação
anterior;
Associada à complicação ou extensão da
infecção já presente na admissão, desde que
não haja troca de microorganismos;
Em Recém Nascidos, adquirida
de forma transplacentária;
• Em RN associadas a tempo de
bolsa rota superior a 24 horas.
Infecção Hospitalar
 Adquirida após a admissão do paciente e que se
manifeste durante a internação ou após a alta,
quando poder ser relacionada com a internação ou
a procedimentos invasivos.
Infecção Hospitalar
 Toda infecção
adquirida após 72
horas
de
internação,
quando
se
desconhece o período de incubação do
microorganismo.
Infecção Hospitalar
 Aquelas manifestadas antes de 72 horas
de
internação , desde
que
esteja
relacionada
com
procedimentos
diagnósticos ou terapêuticos, realizados
durante este período.
Fatores que Interferem nas
Taxas de Infecção Hospitalar
• Gravidade dos pacientes internados;
• Disponibilidade de técnicas invasivas;
• Grau de atuação e de atualização da
CCIH;
• Qualidade técnica e nível de
compromisso da equipe de saúde;
• Higiene hospitalar que compreende
higienização
das
mãos
,
processamento de artigos e limpeza
ambiental.
Origem da Infecção
• Endógena – quando a fonte é
um local do corpo do paciente,
como a pele, o nariz, a boca, o
trato
gastrintestinal
ou
vaginal.
Origem da Infecção
• Exógena – quando a fonte
é externa ao paciente,
como o pessoal que lhe
presta
assistência,
visitantes, equipamentos,
instrumentais e materiais
de uso médico-hospitalar
ou o próprio ambiente.
Cuidados com o Material
Os materiais são classificados de acordo com o risco
de infecção em:
• Artigos críticos
• Artigos semi-críticos
• Artigos não críticos
Artigos Críticos
• Usados
em
procedimentos invasivos,
precisam
ser
esterilizados.
• Ex: agulhas e cateteres,
material de implante
Artigos Semi-críticos
• Entram em contato com
pele não íntegra, mucosas
íntegras,
devem
desinfecção
sofrer
de médio
a
alto nível.
• Ex:
espéculo
material
aerossolterapia.
vaginal,
de
Artigos Não Críticos
• Entram em contato com pele
íntegra, ou não entram em
contato com paciente , devem
sofrer
limpeza
ou
desinfecção de baixo nível, e
dependendo do uso anterior
ou próximo, esterilização.
• Ex: termômetro, bacias, cuba
rim.
Regras Gerais
Conceitos
• Descontaminação
• Limpeza
• Biofilme
• Esterilização
• Desinfecção ou
assepsia
• Anti-sepsia
Descontaminação
• Entende-se por descontaminação o
processo de desinfecção prévia de artigos
contaminados, ou seja, que tiveram
contato com matéria orgânica
Limpeza
• É o procedimento utilizado para remoção de sujidade
presente em qualquer superfície de artigo, utilizandose de ação manual ou automatizada.
Biofilme –
“crostas”
• Os processos de
desinfecção e
esterilização se
tornam ineficientes
na presença de
sujidade.
• Matéria orgânica
= biofilme
Esterilização
Uso de processos físicos ou químicos com a
finalidade de destruir microorganismos viáveis
Desinfecção ou assepsia
Uso de processos físicos ou químicos, sobre
objetos
inanimados,
para
eliminar
microorganismos patogênicos conhecidos
Anti-sepsia
Aplicação de germicida sobre a pele ou tecido vivo
com a finalidade de destruir microorganismos ou
inibir o seu crescimento
Limpeza Ambiental
• Abolir varredura seca, usar como técnica
de limpeza a varredura úmida;
• Usar para limpeza, como regra geral,
apenas água e sabão;
• Usar vários panos, mantendo-os sempre
limpos ( pano de chão deve ser branco ), o
ideal é usar “esfregão” tipo “mops”;
• Jamais reutilizar esponjas de limpeza
usadas em banheiros.
Tipos de Limpeza Hospitalar
• Limpeza concorrente
É aquela realizada, de forma
geral, diariamente e sempre
que necessário.
Utiliza-se a limpeza úmida e o
uso de água e sabão.
Limpeza terminal
• É uma limpeza mais completa,
abrangendo todo o ambiente e
todos os materiais e
equipamentos, em todas as suas
superfícies externas e internas,
em todos os cantos.
Cuidados com o Ambiente
Deve-se usar os produtos químicos apenas onde o
seu uso é imprescindível, como:
• Na presença de secreções e
excreções tais como nos ambientes
com
pessoas susceptíveis em
adquirir infecção - creches, asilos,
escolas, hospitais, no domicílio que
tenham pessoas acamadas/doentes.
Nota: os produtos devem ser usados
com indicação e dose correta. Lembrese os microorganismos possuem a
capacidade de adquirir resistência
quanto a ação dos produtos químicos.
Cloro Orgânico (em pó)
Indicação:
• Desinfecção de
pisos em geral:
0,05% em 10
min;
• Descontaminação
de matéria
orgânica: 2% em
10 min.
Observações:
• Colocar apenas sobre a
matériaria orgânica;
• Não é inativado por matéria
orgânica;
• Não precisa frasco escuro;
• Preparar no momento do uso;
• Menos corrosivo que o
hipoclorito de sódio;
• válido por 12 meses.
Hipoclorito de Sódio a 1%
Indicação:
• Desinfecção de
áreas e itens
• Branqueador
• Desodorizador
• Tratamento de
água
Observações:
• É inativado por
matéria orgânica;
• Precisa frasco
escuro – é
inativado pela
luz;
• É tóxico e muito
corrosivo;
• válido apenas por
24 horas.
Álcool à 70 %
Indicação:
• Desinfecção de artigos
semi críticos;
• Desinfecção de pequenas
superfícies: mesas, banca
das, e similares;
• Desinfecção de superfície
de equipamentos
Observações:
• É importante limpeza
prévia com água e
sabão.
• Secar após a limpeza.
• Passar o álcool e
deixar secar,
• Repetir a operação
3 vezes
Glutaraldeído
Observações:
Indicação:
• Desinfecção de alto • Pode ser usado como
quando
nível, principalmente esterilizante,
aumentado o tempo de
de
endoscópios, exposição.
equipamentos
de • É importante limpeza
anestesia
e
de prévia c/água e sabão.
terapia respiratória.
secar após a limpeza.
• Imergir todo material pelo
tempo indicado pelo
fabricante.
PVPI
Indicação:
• Degermação;
• Anti-sepsia.
Observações:
• É inativado por
matéria orgânica;
• Causa irritação
em pele e
mucosa;
• É tóxico para
pessoas sensíveis
Clorehexidina
Indicação:
• Degermação;
• Anti-sepsia;
• Procedimentos de
maior risco, mais
demorados,
• Pacientes com
sensibilidade ao iodo,
• Pacientes debilitados
Observações:
• Não é inativado
por matéria
orgânica;
• Baixa toxicidade;
• Perde a ação na
presença de iodo;
Álcool à 70 %
Indicação:
• Após
a lavagem
das mãos, como
antissepsia
complementar;
• Antissepsia
das
mãos,
na
impossibilidade de
lavagem
das
mesmas.
Observações:
• É inativado por
matéria orgânica;
• Causa
ressecamento na
pele.
Sabão Líquido
Indicação:
• Lavagem simples das mãos.
Observações:
• Lavar as mãos antes e
após qualquer
procedimento;
Lavagem das mãos:
Regras e Ações importantes
Direito do paciente;
Segurança do profissional.
• A LAVAGEM DAS MÃOS é o
principal fator na prevenção da IH.
Como Proceder a Lavagem
das Mãos:

Não existe rigor em relação
aos passos indicados para a
lavagem das mãos, e sim
atenção especial com as áreas
mais propícias ao
esquecimento no momento da
lavagem.
Áreas esquecidas durante a
lavagem das mãos:
Técnica de Lavagem das Mãos
1. Abra a torneira, 2.
não toque na pia (a
água deve ser
preferencialmente
em temperatura
ambiente).
Coloque sabão nas
mãos,
em
quantidade
para
fazer
espuma
abundante
(a
espuma
é
importante
para
eliminar a sujidade
-flora microbiana.
transitória).
3) Ensaboe as mãos
esfregando uma na
outra, por
aproximadamente
01 minuto (O tempo
depende do fator
que motivou a
lavagem das mãos,
ou da atividade que
se vai ser
executada)
Dê atenção especial à:
•Todas as
faces das
mãos.
Espaços
Interdigitais:
Ponta de dedos e
polegar.
E unhas:
Finalmente:
5. Enxágüe em água abundante;
6. Enxugue as mãos com papel
toalha descartável;
7. Não encoste na pia e nem
torneira, feche-a usando o papel
toalha.
Considerações sobre
o sabão
Não existe indicação de marca.
 Pode-se usar qualquer sabão,
desde que tenha boa capacidade
emulsificante, e que seja líquido.
Preferencialmente deve ser
glicerinado.

Pense Nisso !!
• “O combate a infecção
depende da medicina e da
ciência. A prevenção da
infecção depende de água,
sabão e da NOSSA
CONSCIÊNCIA”.
Adriana M. Falcão*
Biossegurança - Acidente Biológico
Muitos são os cuidados que devem ser tomados pelos
profissionais e/ou pelas entidades de saúde.
Destacamos os principais pontos:
• O trabalhador deve
ser informado do
quadro clínico do
paciente;
• O trabalhador deve
ser capacitado
continuamente;
• A empresa tem o
dever de fornecer
EPI para todos os
funcionários
e
capacitá-los com a
forma
de
uso
correto de cada
equipamento.
• O trabalhador deve
receber apoio total
em
casos
acidentes
biológicos;
de
Outros Cuidados Importantes:
• O trabalhador
deve ser
vacinado contra os agentes
que se expõe no ambiente de
trabalho;
Vacinas Fortemente
Recomendadas:
• Hepatite B
• Influenza
• MMR
• Varicela
• BCG
• Tétano
Vacinas que Podem Ser
Recomendadas:
• Hepatite A
• Meningocócica
• Coqueluche
• Febre tifóide
Outras:
• difteria e
pneumocócica
• A
empresa
deve
estabelecer normas e
rotinas de prevenção
de
acidentes
biológicos
fornecer
infra-estrutura
para
seu funcionamento, e
supervisionar para que
as mesmas não sejam
negligenciadas.
Biossegurança
Conceito geral:
• É o conjunto de estudos
e
procedimentos
que
visam
evitar
ou
controlar os eventuais
problemas
suscitados
por pesquisas biológicas
e/ou por suas aplicações.
Símbolo internacional de
identificação de riscos
biológicos
Biossegurança – Em Relação à Saúde
do Trabalhador.
• Conjunto
de
medidas técnicas,
administrativas,
educacionais,
médicas
e
psicológicas,
empregadas para
prevenir
acidentes
em
ambientes
biotecnológicos.
O Conceito Aplicado em sua
Totalidade
• Biossegurança é o conjunto de ações
disciplinares , educativas e
administrativas, que somadas ao
comportamento e às atitudes éticas dos
profissionais no contexto da prática
assistencial, vão efetivar as medidas
adotadas pela equipe para a prevenção,
minimização ou eliminação do risco a que
ficam expostos não só o profissional
como também o usuário do serviço.
Nível de Biossegurança –
NB-1:
O Nível de Biossegurança 1, é o nível que se
aplica aos laboratórios de ensino básico, onde
são manipulados os microrganismos
pertencentes a classe de risco 1. Esses
microrganismos têm baixa probabilidade de
provocar infecções no homem ou em animais.
Exemplos: Bacillus subtilis - bactéria usada na
produção de enzimas -industrialmente
importante e geralmente, não patogênica.
Nível de Biossegurança –
O NB-2, diz respeito ao
laboratório
onde
são
manipulados microrganismos da
classe de risco 2. São
microrganismos que podem
provocar infecções, porém,
dispõe-se
de
medidas
terapêuticas e profiláticas
eficientes. Exemplos: Vírus da
Febre Amarela e Schistosoma
mansoni.
NB-2:
Se aplica aos
laboratórios clínicos
ou hospitalares, sendo
necessário, além da
adoção das boas
práticas de
Biossegurança, o uso
de cabine de
segurança biológica e
EPI.
Nível de Biossegurança –
NB-3:
• O NB-3 é destinado ao
trabalho com microrganismos
da classe de risco 3*. Esses
patógenos podem provocar
infecções no homem e nos
animais na forma grave,
podendo se propagar de
indivíduo para indivíduo, porém
existem medidas terapêuticas
e de profilaxia. Exemplo:
Mycobacterium tuberculosis.
*Ou para manipulação de
grandes volumes e altas
concentrações de
microrganismos da classe
de risco 2.
• Para este nível são requeridos
além dos itens referidos no
nível 2, deve ser mantido
controle rígido quanto a
operação, inspeção e
manutenção das instalações e
equipamentos e o pessoal
técnico deve receber
treinamento específico sobre
procedimentos de segurança
para a manipulação destes
microrganismos.
Níveis de Biossegurança -NB-4
• O NB-4, destina-se a
manipulação de
microrganismos da
classe de risco 4. São
microrganismos que
representam sério risco
para o homem e para os
animais, sendo
altamente patogênicos,
de fácil propagação, não
existindo medidas
profiláticas ou
terapêuticas. Exemplos:
Vírus Ebola.
Para melhor entendimento desse
tema, consulte:
• http://www.fiocruz.br/biosseguranca/B
is/lab_virtual/nb1.html
• http://www.fiocruz.br/biosseguranca/B
is/lab_virtual/nb2.html
• http://www.fiocruz.br/biosseguranca/B
is/lab_virtual/nb3.html
• http://www.fiocruz.br/biosseguranca/B
is/lab_virtual/nb4.html
Medidas gerais, e condutas de
segurança
• Ser treinado de
forma adequada
antes de assumir
suas atividades;
• Ter cópia das
“Normas para
atendimento de
Emergências” no local
de trabalho;
• Considerar
todo material
biológico
infecctado;
• Usar EPI de
forma
adequada;
• Nunca sair do
local de trabalho
usando EPI,
inclusive jalecos;
• Nunca reencapar
ou dobrar
agulhas;
• Nunca pipetar
com a boca;
• Nunca fumar,
comer ou beber
no local de
trabalho;
• Não mastigar ou
colocar na boca
lápis/caneta;
• Lavar as mãos após
tirar as luvas: nunca
lavar as mãos
enluvadas;
• Lavar as mãos após
sair do local de
trabalho;
• Não tocar em
maçanetas,
interruptores ou
telefones de luvas;
Manter controle
rotineiro dos insetos e
roedores;
Para trabalhos com
animais, seguir as
normas básicas para
trabalho em
laboratório;
Manter limpos todos
os equipamentos e as
áreas de trabalho;
• Descartar materiais contendo resíduos
biológicos em sacos brancos específicos para
RSS: Resíduo de serviços de Saúde;
Respeite as
marcações
existentes na caixa
para descarte de
material pérfurocortante
O preenchimento do
recipiente não deve
ultrapassar 2/3 de
sua capacidade;
Nunca usar sandálias
- os sapatos devem
ser fechados. Evite
sapatos/tênis de
tecido;
Usar EPI de acordo
com o risco: máscara,
viseira, óculos, 1 ou 2
luvas, capote, gorro,
etc..
Fluxograma do Acidente com Material
Biológico
Lavar a área exposta Pele: água e sabão Mucosa: soro fisiológico
Comunicar o acidente ao
profissional plantonista:
Enfermeiro, supervisor
administrativo.....
Encaminhar o funcionário
para o PA, para obter o
laudo médico
Se indicado uso de medicação
profilática, encaminhar o
funcionário para a farmácia
Colher sangue
do paciente e do
funcionário.
Notificar o
acidente por
escrito à CCIH,
SESMT,
gerência.
•Controle clínico
•CAT/carteira de
trabalho/INSS
•RH
•Acompanhamento
Doenças
Período estimado de afastamento
Conjuntivite
03 a 07 dias
Hepatite B
Profissionais que exercem atividade
cirúrgica devem aguardar a
negativação do HbeAG e HbsAG
Até melhora clínica e negativação de
baciloscopia, em média 21 a
30 dias
Na duração da doença, e se trabalhar
com paciente imunodeprimido, após
controle bacteriológico negativo de
SWAB nasal
Remanejar profissionais que trabalhem
com pacientes imunodeprimidos, pós
transplantados
TBC
Furunculose
Herpes
Simples
Precaução Padrão e
Isolamento
• Historicamente a atuação dos
profissionais quanto a
prevenção de infecções sofreu
várias mudanças.
• Nos tempos antigos era
preconizado o Isolamento do
doente haja visto os sanatórios
– locais de reclusão dos
doentes de tuberculose e
hanseníase.
Ex.: Hospital de
hansenianos na Ilha
da Pólvora – na Baía
de Vitória.
• Com o passar do tempo
foi utilizado as
Precauções Universais, e
hoje a atividade mais
correta é a PRECAUÇÃO
PADRÃO, ou seja a
padronização do cuidado
frente a situação
apresentada.
As Precauções Padrão
Devem ser Seguidas:
1. No atendimento a TODO
e QUALQUER Paciente
2. E sempre que houver a
possibilidade de
Manipular sangue ou
outras secreções,
mucosas e pele não
integra
No Rastro da AIDS
• Todas essas mudanças veio
devido a mudança de
conduta provocada pela
surgimento da AIDS.
• No entanto, o Risco de
contaminação acidental com
a AIDS é bem pequeno.
AIDS………………..0,3 %
Hepatite B….30 a 40 %
Hepatite C......4 a 10 %
As Precauções Padrão
Incluem o Uso de
Barreira




• O uso será de acordo
com o risco e a forma de
contágio da doença.



Isto compreende o
uso dos
Equipamentos de
Proteção Individual
ou EPIs:
Luvas;
Máscaras;
Óculos ou viseiras;
Avental;
Gorros;
Etc.
A Escolher do EPI
Os funcionários devem ser capacitados para a escolha
mais adequada do EPI, levando em conta:
• Patologia do paciente;
• Cuidado a ser
executado;
• Riscos de respingos;
• A condição individual
do funcionário.
Modos de
Transmissão de
Microorganismos
Transmissão
por contato
1. Direto
2. Indireto
Transmissão por via aérea
3. Gotículas
4. Aerossóis
Transmissão por exposição a sangue e outros
fluídos corpóreos
Transmissão por
Contato
1. Direto - a transmissão é através do
contato com a pele. São exemplos
de agentes os estafilococos,
estreptococos, enterococos,
herpes, etc.
Características:
• Microorganismos com alto poder
de infectividade;
• Bactérias multirresistentes;
• Geralmente causam Surtos.
Transmissão por
Contato
2. Indireto : a transmissão é
através de vetores
(insetos, roedores,
mamíferos, etc) ou
fômites (artigos,
equipamentos, ambiente
contaminados).
Transmissão por
Via Respiratória
3. Por Gotículas: acontece através da tosse, espirros,
respiração, procedimentos como aspiração de
secreções e nebulização.
Características:
• Atingem até um metro de distância, e
rapidamente se depositam no chão.
• A transmissão não ocorre por períodos
prolongados.
• Não atingem longas distâncias, e nem ficam
suspensas no ar.
Transmissão por Via
Respiratória
4. Por Aerossóis : algumas
partículas eliminadas através
da fala, respiração, tosse ou
espirro, se ressecam e ficam
suspensas, por horas,
podendo ser carreadas por
corrente de ar. Exemplo:
bacilo da Tuberculose.
Transmissão por
Sangue e Secreções
• Ocorre por exposição da pele
não íntegra ou mucosa. Exemplo:
HIV, hepatite B e C, Malária,
Treponema Pálidum,
Tripanossoma Cruzi.
• O risco varia de acordo com
características próprias do
microorganismo, e com o tipo e
gravidade da infecção.
Sistema de Precaução
e Isolamento
• Precaução padrão
• Precaução de Contato
• Precaução para aerossóis
• Precaução para gotícula
• Precaução de Contato e gotícula
• Precaução de Contato e aerossóis
Tipos de Precauções e
Pacientes que
Requerem
Precauções
Tipo
de precaução
Pacientes
Precaução padrão
Todos
Precaução com aerossol
Tuberculose, varicela, sarampo
Precaução com gotícula
Meningite, caxumba, rubéola
Precaução de contato
Infecções cutâneas, gastrointestinais,
colonização por agentes multirresistentes.
Precaução Padrão
• lavar as mãos antes e após
contato com o paciente,
• usar avental luvas, viseira
e máscara, quando na
possibilidade de contato
com sangue e secreções,
• descarte adequado de
RSS.
• estas recomendações
valem para todos os tipos
de isolamento
Precaução por
Contato
• Luvas não estéril ao
manusear o paciente
ou mobiliário;
• Lavar as mãos antes e
após o uso de luvas;
• Material de aferição
de sinais vitais
individual;
• Uso de avental e luvas.
Precaução para
Aerossóis
• Quarto privativo manter
portas fechadas e a
janela aberta;
• Máscara N 95 para o
profissional (vestir antes
de entrar no quarto)
• Transporte:o paciente
deve usar máscara
cirúrgica.
Ex.:Sarampo;Tuberculose
bacilífera
Precaução para
Gotícula
• Quarto privativo;
• Máscara comum
para profissional e
paciente
Precaução de Contato
e Gotícula
• Quarto privativo manter
portas fechadas;
• Usar avental e luvas;
• Máscara comum para o
profissionais dentro do
quarto (desprezá-la no
quarto);
• Para o paciente máscara
comum para transportálo.
Precaução
Respirtatória +
Contato
• Quarto
privativo: manter portas
•
•
•
•
Varicela, Zoster
disseminado, Zoster
localizado em pacientes
imunossuprimidos
fechadas.
Máscara c/ filtro N-95: apenas para
profissional de saúde e visitantes não
imunes.
Transporte: o paciente deve usar
máscara cirúrgica ao sair do quarto.
Luvas de procedimento e capote de
mangas longas.
Lavar as mãos antes de entrar no
quarto e após a retirada das luvas
Pacientes com SARG
(Pneumonia Asiática)
• Restringir ao máximo o número de entrada de
profissionais.
• Visitas estão proibidas.
• Quarto privativo c/ filtro HEPA: manter portas
fechadas, na indisponibilidade deste quarto,
manter janelas abertas.
• Coloque a máscara c/ filtro N-95 antes de entrar na
ante-sala.
• Coloque na ante-sala: luvas de procedimento,
capote de mangas longas, óculos de proteção e
gorro.
Lavagem das Mãos
• Barreiras físicas: tipos de torneiras, altura
das pias, localização do lavabo em relação
ao procedimento.
• Operacionais: na impossibilidade de lavar
as mãos em todas as enfermarias deve-se
optar pelo uso do álcool a 70%, que deve
estar disponível em recipientes individuais
que poderão ser carregados no bolso.
• Em situações de emergência: usar álcool a
70% e manter sempre um par de luvas de
procedimento no bolso para o atendimento
ágil.
Uso de Máscaras,
Óculos, Protetores
Faciais
Devem proteger
mucosas de olhos, nariz,
boca e pele facial não íntegra.
• Colocar e retirar
imediatamente após o
cuidado;
• Jamais usar
pendurada no
pescoço;
• Proteção sem
conversar: 4 hs;
• Proteção
conversando: 02 hs;
Uso de Luvas
• Todos os funcionários devem conhecer a finalidade
de cada tipo de luva;
• Técnica correta de calçar e retirar a luva esterilizada,
deve ser seguida;
• Calçar a luva imediatamente antes do cuidado;
• Retirar a luva imediatamente após o cuidado;
• Jamais lavar a mão enluvada;
• Lavar as mãos antes e após o uso de luvas.
Avental
• Escolher o avental apropriado de acordo
com a situação: impermeável ou não
impermeável esterilizado ou não
esterilizado;
• Colocar o avental imediatamente antes do
cuidado;
• Retirar o avental imediatamente após o
cuidado;
• Lavar as mãos antes e após o uso de
aventais.
Cores Representativas
dos Riscos Ambientais
Riscos Ambientais
Agentes Físicos
Agentes Químicos
Agentes Biológicos
Agentes Ergonômicos
Agentes Mecânicos
Riscos Locais
Riscos Operacionais
Cores Representativas
Verde
Vermelho
Marrom
Amarelo
Azul
Laranja
Preto
Resíduos de Serviços de Saúde - RSS
• Os resíduos de serviços de
saúde são os resíduos gerados
em
estabelecimento
caracterizado como Serviço de
Saúde ou naquele que,
embora de interesse à saúde,
não tenha suas atividades
vinculadas diretamente à
prestação de assistência à
saúde humana ou animal.
São geradores de RSS:
• Os hospitais, clínicas, serviços ambulatoriais de
atendimento médico e odontológico, serviços
veterinários;
• serviços de ensino e pesquisa na área de saúde;
• serviços de acupuntura e de tatuagem;
• serviços de atendimento radiológico, de
radioterapia, de medicina nuclear e de tratamento
quimioterápico;
• serviços de hemoterapia e unidades de produção
de hemoderivados;
• laboratórios de análises clínicas e de anatomia
patológica;
• necrotérios e serviços que realizam atividades
de embalsamamento e de medicina legal;
• drogarias, farmácias, inclusive as de
manipulação;
• unidades de controle de zoonoses;
• indústrias farmacêuticas e bioquímicas;
• unidades móveis de atendimento à saúde;
• demais serviços relacionados ao atendimento
à saúde, que gerem resíduos perigosos.
Os RRS Podem Ser Um Fator de Risco:
• Risco à saúde – decorrentes da
exposição humana a agentes físicos,
químicos e biológicos;
• Risco para o meio ambiente –
decorrentes da ação de agentes
físicos, químicos ou biológicos,
causadores de condições ambientais
potencialmente perigosas que
favoreçam a persistência,
disseminação e/ou modificação
desses agentes no ambiente;
Gerenciamento de Risco
• Envolve uma série de
medidas, que devem ser
seguidas a fim de
proteger
a
saúde
humana e promover a
preservação ambiental.
Gerenciando o Resíduo de Serviço
de saúde - RSS
• As
medidas
de
responsabilidade
da
instituição
hospitalar,
tem início no momento
em que o RSS é gerado
e termina no seu
recolhimento
pela
coleta
pública
ou
privada
Fatores de Classificação e a Seleção
do RSS
1. Procedimento que
gerou o RSS:
• Presença de matéria
orgânica (lixo infectante)
ou não (lixo comum);
• Ligação direta com
procedimentos invasivos
etc..
Fatores de Classificação e a Seleção
do RSS
RESÍDUO
BIOLÓGICO
RESÍDUO
TÓXICO
REJEITO
RADIOATIVO
2. Grau de
periculosidade do
RSS
• Pérfuro-cortantes;
• Líquidos;
• Corrosivos;
• Tóxicos;
• Radioativos.
RDC ANVISA 33/2003
GRUPO A – POTENCIALMENTE INFECTANTES;
GRUPO B – QUÍMICOS;
GRUPO C – REJEITOS RADIOATIVOS;
GRUPO D – COMUNS;
GRUPO E –PERFUROCORTANTES
Aplicação dos Símbolos de
Identificação aos Grupos:
AeE
B
C
D
GRUPO A (POTENCIALMENTE
INFECTANTES
 Vasilhames de vacinas de
microrganismos vivos ou
atenuados.
 Bolsas transfusionais contendo
sangue ou hemocomponentes.
 Vísceras e outros resíduos
provenientes de animais
submetidos a processos de
experimentação com inoculação de
microorganismos.
GRUPO B (QUÍMICOS)
- Produtos hormonais e
produtos
antimicrobianos;
citostáticos;
antineoplásicos.
- Produtos considerados
perigosos, conforme
classificação da ABNT
(tóxicos, corrosivos,
inflamáveis e reativos).
GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS)
• Rejeitos radioativos ou contaminados com
radionuclídeos
(que
emitem
radiação),
provenientes de laboratórios de análises
clínicas, serviços de medicina nuclear e
radioterapia.
GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS)
- Papel de uso sanitário e fralda, absorventes
higiênicos, peças descartáveis de vestuário, resto
alimentar de paciente, material utilizado em antisepsia e hemostasia de venóclises, equipo de soro
e outros similares não classificados como A1;
- Sobras de alimentos e do preparo de alimentos;
- Resto alimentar de refeitório;
- Resíduos provenientes das áreas administrativas;
- Resíduos de varrição, flores, podas e jardins;
- Resíduos de gesso provenientes de assistência à
saúde.
GRUPO E (PERFUROCORTANTES)
• Agulhas, escalpes, ampolas
de vidro, brocas, lâminas de
bisturi, lancetas; tubos
capilares;
micropipetas;
lâminas
e
lamínulas;
espátulas; e todos os
utensílios
de
vidro
quebrados no laboratório
(pipetas, tubos de coleta
sanguínea e placas de Petri)
e outros similares
Código de Cores para os
Diferentes Tipos de Resíduos
• LARANJA: resíduos
perigosos;
• BRANCO: resíduos
ambulatoriais e de
serviços de saúde;
• ROXO: resíduos
radioativos;
• MARROM: resíduos
orgânicos;
• CINZA: resíduo geral
não reciclável ou
misturado, ou
contaminado não
passível de separação.
Sugestão:
• Sangue, fezes, pus,
urina, líquor e outros
líquidos orgânicos —
devem ser
recolhidos e
despejados no vaso
sanitário, acionandose a descarga
imediatamente;
• Resíduos líquidos ou
pastosos de origem
radioativa — seguem
as regras da
Comissão Nacional
de Energia Nuclear
(CNEN);
• Lâminas de aço,
agulhas, fragmentos
de vidro, ampolas,
lâmpadas etc
• Descartar em caixa
de paredes rígidas,
impermeável,
encher até 2/3 do
recipiente, fechar e
descartar no lixo do
expurgo.
• Tubos ou plásticos contendo
cultura de microrganismos ou
tecidos — deverão ser
esterilizados antes de ser
encaminhados para a coleta. O
local de espera para o serviço
de coleta deve ser uma
dependência coberta, arejada e
iluminada, com janelas com
telas, porta sem frestas,
paredes e piso laváveis;
• Fetos, placenta,
membros, órgãos etc
— a legislação
determina o
sepultamento dessas
peças anatômicas;
• Gaze, algodão,
curativos,
fraldas Embalar no local
onde é gerado e
descartar no
lixo do expurgo.
• Materiais que não
tenham contato com
matéria orgânica:
Descartar em saco
plástico comum no
local onde é gerado quarto, enfermaria,
sala de cirurgia, carro
de medicação.
Em Resumo,
• O lixo infectante deve ser
acondicionado em saco branco
leitoso;
• O comum em sacos de outra cor,
que pode ser definida pela
instituição (geralmente preta), e
• O pérfuro-cortante em coletores
rígidos adequados e
identificados pela cor amarela.
FIM!!!
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Nível de Biossegurança