notas
NÃO AO TABAGISMO
O presidente americano Barack Obama sancionou, no dia 22
de junho, uma nova lei de controle do tabaco que impõe mais
rigor à produção, venda e publicidade de cigarros nos
Estados Unidos. A legislação americana agora autoriza
a Agência de Medicamentos e Alimentos (FDA, na
sigla em inglês) a proibir a comercialização de cigarros
com sabor, além de prever que as companhias do ramo
reduzam os níveis de nicotina nos cigarros. Fica proibido ainda o uso de
termos como “baixo nível de alcatrão”, “suave” ou “light”. As advertências
sobre os males causados pelo fumo deverão ganhar mais espaço nos
maços vendidos nos Estados Unidos. Desde 1999, o Brasil já proíbe o uso
de termos que possam induzir o consumidor a uma interpretação errônea
em relação ao produto, e há oito anos exige que advertências sanitárias,
acompanhadas de imagens, sejam estampadas nas embalagens e no
material publicitário. Também desde 1999, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) exige que a indústria registre seus produtos e apresente
informações sobre composição, emissão de compostos na fumaça e teores
das substâncias presentes. O avanço em relação à legislação brasileira é
a proibição da venda do cigarro com sabor (ou flavorizado), estratégia da
indústria para atrair novos consumidores.
FAIXA ETÁRIA PARA RASTREAR
CÂNCER DE MAMA EM DEBATE
Para debater a faixa etária ideal para
rastreamento do câncer de mama no
Brasil, especialistas da Europa, dos Estados
Unidos, do Chile e do Canadá estiveram reunidos nos
dias 16 e 17 de abril, no Rio de Janeiro, durante o Encontro
Internacional sobre Rastreamento de Câncer de Mama. O
documento final do evento indica parâmetros para a implementação
de um programa de rastreamento no Brasil. A experiência internacional aponta
a faixa etária de 50 a 69 anos como a de melhor custo-efetividade para rastrear
a doença por mamografia, destacando a importância de garantir e aprimorar
a qualidade em todas as etapas do processo. Prioridade do Programa Mais
Saúde, do Ministério da Saúde, o controle do câncer de mama e do colo do
útero no Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ser assegurado pela Lei
11.664/2008, em vigor desde abril. Para rastreamento, ou monitoramento das
mulheres sem sintomas, as recomendações são a realização anual de exames
clínicos das mamas a partir dos 40 anos e a realização de mamografia a cada
dois anos em mulheres de 50 a 69 anos. Para o controle do câncer do colo do
útero, todas as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, principalmente
aquelas com idade de 25 a 59 anos, devem submeter-se ao Papanicolaou. Os
dois primeiros exames devem ser feitos com um intervalo de um ano. Se os
resultados forem negativos, o exame precisará ser feito cada três anos.
6 Rede câncer
BRASIL ATINGE UM
MILHÃO DE DOADORES
DE MEDULA ÓSSEA
Três anos antes da data prevista
no Programa Mais Saúde, do
Ministério da Saúde, o Brasil
chega à marca de um milhão de
doadores voluntários de medula
óssea. O crescimento do número
de doações começou em 2004,
quando havia apenas 60 mil
doadores no país. Naquele ano,
um projeto em nível nacional
foi lançado para informar e
sensibilizar a população a respeito
da doação de medula óssea. Um
trabalho em rede levou então o
REDOME – Registro Nacional
de Doadores Voluntários de
Medula Óssea – a se tornar o
terceiro maior banco do gênero
no mundo, atrás apenas dos
Estados Unidos e da Alemanha.
O primeiro passo foi mobilizar os
diversos profissionais envolvidos
na captação de doadores. O
objetivo era chegar a 920.000
doadores até 2011. Esse número,
no entanto, foi ultrapassado em
novembro do ano passado, quando
o REDOME chegou a 940.000
doadores. Nos últimos cinco
meses, foram realizados mais de
130.000 cadastros, possibilitando
ao Registro contabilizar 1.070.000
doadores em abril deste ano.
ARTISTAS SE UNEM POR UMA BOA CAUSA
O show beneficente Com Você, pela Vida, realizado na noite de 28
de junho, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, contou com a participação
de artistas da música e da televisão. Canções consagradas de
Frank Sinatra foram interpretadas pelas atrizes Juliana Paes, Marjorie
Estiano e Alessandra Maestrini. Durante 1h30 de espetáculo, cerca
de mil pessoas acompanharam as performances das atrizes e
do ator e diretor de novelas Fred Mayrink, idealizador do evento,
que arrecadou fundos para a Fundação do Câncer. O show, sob
direção de Jorge Fernando, ainda contou com apresentações das
cantoras Marina Elali e Taryn Szpilman. Com os acordes da Rio Jazz Orchestra, regida por Marcos Szpilman, um
clima nova-iorquino tomou conta da noite. O ator Rodrigo Lombardi, o Raj da novela Caminho das Índias, da
Rede Globo, subiu ao palco ao lado de dançarinos em clima indiano e falou sobre a importância da campanha.
“Quero destacar os projetos da Fundação do Câncer e lembrar que a continuidade dessas atividades depende da
colaboração de cada um de nós”, afirmou.
Bancos de tumores vão se interligar em rede
A proposta de criação de uma rede nacional de banco de tumores foi tema de um encontro
que reuniu cento e cinquenta profissionais de diferentes estados brasileiros. Os bancos servem
para armazenar amostras dos tipos de câncer que mais atingem a população brasileira, doadas
por pacientes que passaram por cirurgias, e serão utilizadas no desenvolvimento de pesquisas
para o controle da doença. A integração entre os centros, além de permitir traçar o perfil genético da
população brasileira, pretende aprimorar o diagnóstico e o tratamento do câncer no país. Para que todos
os bancos que formarem a rede possam se comunicar, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) cederá o
sistema eletrônico de gerenciamento e se encarregará da capacitação de pessoal. Durante o encontro,
foram discutidos temas essenciais para a operacionalização da rede, como o uso e a adequação dos
questionários epidemiológicos que reúnem todas as informações relevantes sobre cada doador, do
histórico familiar aos hábitos de vida que possam estar associados ao desenvolvimento do tumor. A
proposta foi discutida durante o II Fórum do Banco Nacional de Tumores (BNT) e DNA, promovido pelo INCA
com o apoio da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS).
ONGS LATINAS VISITAM O PAÍS
Representantes de 14 ONGs latino-americanas estiveram no Brasil, em junho, para a terceira etapa do projeto
de capacitação e assistência técnica que a American Cancer Society (ACS) promove desde 2007. O objetivo é
estruturar e fortalecer essas entidades para atuarem em rede nas ações de controle do câncer na América Latina.
Cada etapa do treinamento dura cinco dias e aborda diferentes aspectos da doença e da gestão de entidades. O
tema da primeira edição, no México, foi a gestão de programas. Já o voluntariado ganhou destaque no treinamento
do ano passado, na Argentina. Desta vez, os 28 representantes das
ONGs receberam treinamento em estratégias de comunicação e
gestão de recursos humanos. Os participantes tiveram chance de
conhecer, em uma visita guiada, as instalações da unidade sede
do Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro. A ACS realiza
um trabalho intenso nos Estados Unidos, país que demonstra bons
resultados no controle da doença. Em relação ao câncer de mama,
por exemplo, apesar de a incidência de câncer de mama ser maior
que no Brasil, as taxas de mortalidade, no entanto, já apresentam
queda nos últimos anos. Prevista para 2010, a última etapa do projeto
abordará a temática do advocacy.
Rede câncer 7
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Notas diversas