#Hipertexto2013
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Catalogação na publicação (CIP)
Ficha catalográfica produzida pelo editor executivo
X3
Xavier, Antônio Carlos.
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola: livro de resumos. 5º Simpósio Hipertexto
e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias / Antônio
Carlos Xavier; Alex Sandro Gomes [orgs.]. - Recife: Pipa Comunicação, 2013.
248p.
ISBN 978-85-66530-25-4
1. Educação. 2. Tecnologias. 3. Aprendizagem móvel. 4. Escola. 5. Hipertexto. I. Título.
370 CDD
37 CDUc.pc:
16/13ajns
antonio CarloS xavier e alex Sandro gomeS
(.ORGS)
pipa ComuniCação
RECIFE - 2013
Recife. Outubro, 2013 © Este livro poderá sofrer ajustes.
Sobre o Evento
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação
1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola Entidades organizadoras
Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (NETHE/UFPE)
Grupo Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional (CCTE/UFPE)
Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UFPE)
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Computação (Cin/UFPE)
Apoiadores
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Pró-Reitoria de Pesquisa e
Pós-Graduação (Propesq/UFPE); Pró-Reitoria de Extensão (Proext/ UFPE);
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES);
Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco
(FACEPE); Editora Universitária (UFPE); Departamento de Letras (UFPE);
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Secretaria de Ciência e
Tecnologia (SECTEC/PE); Porto Digital; Pipa Comunicação; Redutech;
Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional
(ABEHTE).
Equipe de organização
Prof. Dr. Antonio Carlos Xavier – Coordenador – Nehte/UFPE
Prof. Dr. Alex Sandro Gomes – Coordenador – CCTE/UFPE
Profa. Dra. Fatiha Parahyba – Letras/UFPE
Profa. Dra. Joice Armani Galli – Nehte/UFPE
Profa. Dra. Simone Aubin – Nehte/UFPE
Profa. Ms. Simone Reis – Nehte/UFPE
Prof. Ms. Luis Carlos de Castro – Nehte/UFPE
Karla Vidal - Pipa Comunicação
Augusto Noronha - Pipa Comunicação
Marca, divulgação e comunicação geral
Pipa Comunicação
Comissão científica
Prof. Dr. Alberto Poza (UFPE); Profª. Drª. Ana Beatriz Gomes (EDUMATEC/UFPE);
Prof. Dr. Artur Stamford da Silva (UFPE); Profª. Drª. Evandra Grigolleto (UFPE);
Profª. Drª. Fabiana Komesu (Unesp/SP); Prof. Dr. Lafayette Batista Melo (IFET/
PB); Prof. Dr. Lourival Holanda (UFPE); Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes (Uniso/
SP); Prof. Dr. Paulo Gileno Cysneiros (UFPE); Prof. Dr. Sébastien Joachin (UFPE/
UEPB); Profª. Drª. Vera Menezes (UFMG).
Capa, Projeto Gráfico e diagramação
Karla Vidal e Augusto Noronha
(Pipa Comunicação - www.pipacomunicacao.net)
Apresentação
Mais uma vez com muita satisfação nos dirigimos aos participantes do 5º Simpósio de
Hipertexto e Tecnologias Educacionais para anunciar-lhes as atrações deste evento, que já faz
parte do calendário de atividades acadêmicas brasileiras. Este ano o Simpósio recebe o reforço
do 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias.
O tema central desta edição é Aprendizagem móvel dentro e fora da escola. E para
nos ajudar a pensar como utilizar as mídias móveis para “alavancar” a educação brasileira,
convidamos renomados pesquisadores nacionais e internacionais sobre a temática. Estudiosos
experientes vindos dos Estados Unidos da América, França e Portugal e pensadores brasileiros
estarão reunidos proferindo conferências, debatendo em mesas-redondas e lecionando oficinas
nos dois grande eventos simultâneos.
Professores e estudantes vindos de 24 Estados da Federação, somando um total de mais de
600 apresentadores expondo 435 trabalhos acadêmicos no total, buscarão encontrar modelos
de integração das novas tecnologias ao cotidiano escolar que estejam “antenados” com as
expectativas dos aprendizes do século XXI.
Complementando à programação científica, os 10 melhores trabalhos classificados
no Prêmio Artes digitais e Tecnologias Educacionais poderão ser conhecidos pelo público
ao visitarem os stands em que os trabalhos estarão expostos. Os dois primeiros vencedores
receberam a hospedagem para os três dias do evento por conta do Simpósio, bem como
um valor em dinheiro. O objetivo do Prêmio é desvelar virtuoses do mundo digital seja no
desenvolvimento de aplicativos pedagógicos, seja na criação de formas fruídas e estéticas de
bom gosto sobre suporte digital.
Mais de 150 pessoas estarão trabalhando para fazer deste evento um grande acontecimento
científico, artístico e cultural para todos os que vierem participar.
Ao final do evento, será divulgado o ganhador do Troféu Luiz Antonio Marcuschi para
o melhor trabalho de Iniciação Científica aos estudantes apresentadores de pôsteres digitais.
Logo após a premiação, haverá o sorteio de brindes, entre eles um Ipad Mini. Fechando em
grande estilo o evento, os congressistas terão o privilégio de participar do show acústico de um
dos maiores nomes da cultura musical nordestina e brasileira, o forrozeiro Maciel Melo.
Como você pode já percebeu, sua presença e a programação preparada farão deste evento
novamente um verdadeiro sucesso em todos os aspectos.
Seja bem-vindo!
Antonio Carlos Xavier e Alex Sandro Gomes
Cordenadores
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simposiohipertexto
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Síntese
Programa
13/11/2013
7h às 9h – Credenciamento e entrega de material (Cecon/UFPE)
9h – Cerimônia de Abertura – Mesa com autoridades acadêmicas (Cecon/UFPE)
9h15 – Conferência de Abertura – JIM LENGEL – NEW YORK – EUA (Cecon/UFPE)
10h – Coquetel de abertura e Lançamento de Livros (Cecon/UFPE)
10h30 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
12h30 – Almoço
13h30 às 15h30 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
15h30 às 17h – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE)
15h30 às 17h – Mesas-Redondas (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
17h às 18h – Conferência – LUCIANO MEIRA – UFPE (Cecon/UFPE)
18h às 19h30 – Oficinas (Cecon/UFPE e NIATE/UFPE)
14/11/2013
8h às 9h40 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
9h40 às 11h20 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
11h20 às 11h30 – Intervalo para café e visita à Feira de Livros
11h30 às 12h30 – Conferência – ANA AMÉLIA CARVALHO – PORTUGAL (Cecon/UFPE)
12h30 – Almoço
13h30 às 15h30 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
15h30 às 17h – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE e NIATE/UFPE)
15h30 às 17h – Mesas-Redondas (Cecon/UFPE, BC/UFPE e NIATE/UFPE)
17h às 18h – Conferência – STEPHANE SIMONIAN – LYON II – FRANÇA (Cecon/UFPE)
18h às 19h30 – Oficinas (Cecon/UFPE e NIATE/UFPE)
15/11/2013
8h às 9h20 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE e NIATE/UFPE)
9h20 às 10h40 – Sessões de Comunicação Oral (Cecon/UFPE e NIATE/UFPE)
11h às 12h – Conferência – JOSÉ MANUEL MORAN – USP – SÃO PAULO (Cecon/UFPE)
12h – Premiações, sorteios e show de encerramento (Cecon/UFPE)
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Conferências
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Conferências
Educação 3.0
James G. Lengel, Hunter College, City University of New York
Para entender a educação de hoje, nós precisamos olhar para o passado da história. Há 150
anos, pessoas trabalhavam sobre a terra, ao ar livre, com ferramentas produzidas manualmente
e em pequenos grupos. Elas não viajavam muito. O trabalho quase não mudava de geração
para geração. Filhas faziam o mesmo trabalho de suas mães e de suas avós e suas mães antes
delas. Com as mesmas ferramentas. Elas conversavam enquanto trabalhavam. O mesmo valia
para os filhos e pais e avôs. Grupos de trabalho incluíam jovens e velhos. A tecnologia para o
trabalho mudava lentamente. Quando as ferramentas quebravam, as pessoas podiam consertálas. Podemos chamar isso de Ambiente de Trabalho 1.0. Agora, vamos olhar para as escolas
daquela época. Os estudantes aprendiam na terra, ao ar livre, em pequenos grupos. Eles não
viajavam muito. Usavam simples ferramentas produzidas manualmente. O trabalho em grupo
incluía jovens e velhos. Pais e avós frequentavam a mesma escola e aprendiam as mesmas coisas.
Nós podemos chamar isso de Educação 1.0. Educação e trabalho se correspondiam. A escola
produzia os tipos de cidadãos necessários para o mundo ao seu redor. Alguém que pudesse
trabalhar em um pequeno grupo, com ferramentas manuais, executando uma variedade de
tarefas a cada dia, com uma visão clara do mundo exterior, e um pequeno círculo de conexões.
Quinze anos depois, o trabalho mudou. As pessoas foram trabalhar em fábricas, com ferramentas
mecânicas. Elas trabalhavam em grandes grupos, mas sozinhas em suas máquinas. Todos faziam
a mesma coisa e ao mesmo tempo, durante todo o dia. Eles não podiam conversar. Usavam
papel e lápis e ficavam sentados em suas mesas. Eles não eram felizes e eram supervisionados
de perto. Vamos chamar isso de Ambiente de Trabalho 2.0. Esse novo trabalho exigia um
novo conjunto de habilidades e um novo tipo de cidadão. E então as escolas mudaram para
acompanhar as necessidades da nova economia industrial. Estudantes se formavam em grandes
grupos, com a mesma idade. Eles ficavam em lugares fechados e trabalhavam de acordo com o
relógio. Usavam ferramentas mecânicas, lápis e papel. Todos faziam a mesma coisa e ao mesmo
tempo e eram supervisionados de perto. Vamos chamar isso de Educação 2.0. Novamente,
educação correspondia a trabalho. Em ambos os locais as pessoas trabalhavam sozinhas, mas
em grandes grupos. Elas usavam ferramentas mecânicas, faziam a mesma coisa durante todo o
dia, e tinham uma pequena conexão com o mundo exterior. Agora, vamos olhar para o trabalho
de hoje, no ambiente 3.0, muito diferente das fábricas. A maioria das pessoas, atualmente,
trabalha em pequenos grupos. Elas resolvem problemas juntas. Usam ferramentas digitais. Elas
apresentam novas ideias para o outro. Robôs fazem trabalhos mecânicos. Elas trabalham com
problemas que ninguém tinha visto antes. Elas devem recorrer à química, matemática, biologia,
história e literatura para solucionar problemas. Elas devem reunir informações de várias fontes, a
maior parte na rede de relacionamentos, chegando a muitos formatos diferentes. Elas devem ser
multitarefas. Elas conversam umas com as outras. E usam ferramentas digitais para comunicação.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Trabalham com um amplo círculo de pessoas, de todo o mundo. Vamos chamar isso de Ambiente
de Trabalho 3.0. Agora, vamos levar a nossa câmera para dentro das escolas de hoje em dia
para ver se a educação mudou para encontrar a nova economia. O que nós vemos? Estudantes
em grandes grupos, utilizando papel e lápis como ferramentas. Todos eles fazendo a mesma
coisa e ao mesmo tempo. Eles aproveitam as poucas conexões com o mundo exterior. E são
supervisionados de perto. Eles fazem as mesmas coisas durante todo o dia. Não conversam entre
si. Não são felizes. O que está errado? A educação não evoluiu para acompanhar as necessidades
do mundo ao seu redor. Os trabalhos de hoje em dia demandam pessoas que possam trabalhar
em pequenos grupos para resolverem problemas, utilizando ferramentas digitais, preparados
para realizar muitas diferentes tarefas durante o dia, sem supervisão próxima, e com um vasto
círculo de conexões. As escolas não estão fazendo isso. Elas não inventaram a Educação 3.0. Ainda
estão fazendo a Educação 2.0. A questão de hoje para nós é: “Como deve ser a Educação 3.0 para
desenvolvermos crianças e cidadãos que necessitamos formar para hoje e para amanhã?”. Qual
é o seu sonho de Educação 3.0?
Ensinar na Era Mobile-Learning
Ana Amélia Carvalho (Universidade de Coimbra, Portugal)
Os nossos alunos usam dispositivos móveis em qualquer lugar e a qualquer hora e os docentes
não podem estar alheios a essa realidade. Rentabilizar esses dispositivos móveis é uma forma
de os motivar para aprender. São apresentados exemplos e estudos sobre a utilização de
ferramentas da Web 2.0 e de recursos online acessíveis a todos e que podem contribuir para
fomentar a aprendizagem. Reconhece-se o esforço que os professores estão a fazer para se
adaptarem à evolução tecnológica, dado a maioria pertencer a uma geração que foi educada
através de livros e de manuais. Por fim, apresentam-se dados de um projeto sobre jogos que os
alunos portugueses jogam em dispositivos móveis, refletindo-se sobre as suas preferências e
implicações para aprender.
France-Brésil : une situation différente, des
problématiques communes
STEPHANE SIMONIAN – LYON II – FRANÇA
La thématique de ce colloque me semble centrale : « l’apprentissage mobile à l’intérieur et à
l’extérieur de l’école ». En effet, au-delà même des caractéristiques techniques des outils (tablette
numérique, Tableau numérique interactif, smatphone), l’utilisation de ces outils hors des murs
de l’école et leur tentative d’intégration dans le secteur éducatif et formation pose le problème
de la mobilité des savoirs. Si un contenu numérique est considéré comme un savoir accessible à
partir d’une connexion Internet et d’une multitude de supports (ordinateur, téléphone, etc.), le
savoir devient mobile (comme le précisait déjà Pierre Levy en 1997) car le détenteur, le référent,
n’est plus l’enseignant mais un contenu numérique dont l’auteur est parfois non identifié. Le
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
savoir est mobile car il se déplace des enseignants vers individus qui construisent des savoirs
en créant des pages html, des blogs, en interagissant sur les réseaux sociaux, pour trouver des
consensus sur leurs idées, leurs points de vue, leurs expériences. Le savoir est mobile car il n’est
plus enclavé, détenteur de processus spécifique à la communauté scientifique. Il est un construit
social, intercuturel, qui pose de nombreuses difficultés quant au statut même du contenu
numérique. Peut-on considérer un contenu sur un moteur de recherche comme google ou sur
wikipédia comme un savoir ? Enfin, le savoir est mobile car les outils techniques le permettent
: le lien hypertexte en est un exemple saisissant : l’hypertexte se détache du « papier » par
son adaptabilité à la requête de l’utilisateur, ainsi que par les multiples chemins qu’il offre en
constituant un réseau. Ceci favorise un approfondissement dans la recherche d’information mais
aussi dans la construction d’un parcours personnel et social : Au plus des liens sont consultés, au
plus la pertinence s’élève. Ainsi, la pertinence d’un lien est avant tout une construction collective
(un réseau sémantique) liée à des démarches personnelles. Lorsque vous cliquez sur un lien
hypertexte, vous activez un réseau lié à votre processus de pensée (association d’idées) et
contextualisez votre recherche. Vous donnez ainsi du sens à ce que vous cherchez et à la requête
formulée car seul vous pouvez donner du sens. Si vous trouvez le document ou l’information
que vous cherchez c’est que d’autres internautes ont donné le même sens que vous. Vous avez
donc participé et renforcé un réseau sémantique en parcourant ou cheminant d’hypertexte en
hypertexte. Vous faites donc partie d’un réseau sémantique à chaque fois que vous naviguez
sur Internet mais cette participation reste anonyme (aucun d’entre nous ne sait qui fait partie
de ce réseau sémantique). La faille du réseau qui en est donc aussi sa force est que cheminer ne
signifie pas obligatoirement accéder à l’information ou aux documents recherchés. Dans cette
perspective les résultats des recherches, dont nous parleront ultérieurement, montrent que les
performances des individus lors de la recherche d’information, la localisation d’information,
mais aussi la mémorisation, l’application d’une formule ou théorie, sont davantage élevées dans
une structuration séquentielle – proche du livre ou de l’audiovisuel, que dans une structuration
non-linéaire symbolisée l’hypertexte. Il semblerait même qu’une non linéarité non contrainte
augmente la fracture sociale entre des individus ayant des connaissances élevées en lecture,
écriture et, dans le cas de la recherche d’information, des connaissances élevées sur ce qu’il
cherche. Ainsi l’hypertexte et plus largement le numérique pose un double problématique:
•
•
celui de la fracture numérique et donc de la fracture sociale dont une des missions de
l’école est précisément de la réduire.
celui du conflit pédagogique entre des savoirs construits hors de l’école et ceux
construits dans l’école par l’utilisation de ces objets.
Pour traiter ces deux points, je me baserai sur l’article de Sorj Bernardo et Remold Juli (2005) publié
en 2005 qui me conduit à penser qu’entre la Fance et le Brésil, la situation est différente mais les
problématiques sont communes : Cet article s’intitule publié dans la revue Revue Education et
sociétés, s’intitule : « La fracture numérique et l’éducation au Brésil : dedans et dehors de l’école ».
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
A falência da aula e a reinvenção da escola
Luciano Meira (UFPE)
Os contextos interacionais e de circulação de conteúdos na escola de ensino médio são
naturalmente complexos, pois resultam da articulação de diferentes dimensões, incluindo as
formas próprias de participação social e engajamento cognitivo dos jovens, a história cultural da
instituição escolar e a experiência singular dos educadores, a atualização cotidiana de currículos
e práticas didáticas, além de muitas outras condições emergentes. O sucesso ou fracasso da
articulação destas diferentes dimensões depende fortemente das metáforas e premissas
educacionais que regulam e direcionam estrategicamente os espaços físicos e simbólicos da
escola. Possivelmente, devem falir todos os modelos de educação escolar baseados em metáforas
de “transmissão do conhecimento”, “absorção de informação, “retenção da aprendizagem”,
“seriação” como forma de hierarquizar conteúdos e “controle” como forma de hierarquizar
pessoas ou papeis na sala de aula. A aula baseada nestas metáforas é restritiva e desinteressante
aos propósitos de alunos e professores: a aula como metáfora faliu. O centro e a periferia das
manifestações mais autênticas e legítimas da juventude hoje se espelham na cultura de mídias,
em arranjos sociais construídos nas redes sociais virtuais, na mobilidade da comunicação, na
diversão como forma de aprendizagem. Mas, ao subtrairmos a cultura de mídias, criamos uma
escola alheia aos propósitos dos jovens e cega às suas formas de engajamento social e modos
singularizantes de aprendizagem. Pretendo neste debate propor uma visão estratégica que pode
colaborar para a reinvenção da escola, a partir da criação de cenários imersivos de aprendizagem
centrados na ludicidade, nos contextos comunicativos próprios das redes sociais, e enriquecidos
pela virtualização do conhecimento através de nuvens de aplicativos, organizadas de tal forma a
produzir dados que geram inteligência educacional para a escola.
Novas metodologias para aprendizagem com tecnologias
móveis
José Manuel Moran (USP)
Pensar as tecnologias móveis a partir de uma nova ecologia da aprendizagem, propondo
metodologias muito mais centradas no aluno, em desafios, na personalização e colaboração,
adaptados para professores em diferentes fases de apropriação tecno-pedagógica.
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#Hipertexto2013
MESAS
APRENDIZAGEM MÓVEL E AFFORDANCES SOCIAIS E EDUCACIONAIs
Mediação: Paulo Gileno Cysneiros (UFPE)
A leitura sócio-interativa no curso de Letras-Francês EAD
da UFPE
Joice Armani Galli (UFPE)
Ao longo dos tempos, a sociedade contemporânea, tipicamente grafocêntrica, tem atribuído
de forma progressiva maior importância à competência leitora. Assim, a leitura socio-interativa
tem se tornado um elemento decisivo para a constituição do sujeito enquanto ator social da
linguagem. Acrescente-se a tal constatação, o fato de que a leitura é condição sine qua non
para o entendimento linguístico em um mundo globalizado, cujas demandas do conhecimento
digital são intrínsecas à formação de todo e qualquer cidadão. Nesse sentido, o presente trabalho
discorrerá sobre a importância da leitura socio-interativa proposta por Galli (2004), à luz de
Cicurel (1991 e 2011) no ensino a distância do curso de Letras-Francês da UFPE. Perspectivado
sob o caráter social do processo de letramento digital, a aprendizagem desta língua estrangeira
(LE) incide fundamentalmente sobre três resultados para a pesquisa acadêmico-científica.
Primeiramente, renova o conceito de leitura em pesquisa, situado em relação ao contexto
histórico, político e de poder, repercutindo em linhas investigativas de cunho eminentemente
qualitativo. Renova-se igualmente pela dimensão pedagógica multidimensional atribuída ao
desenvolvimento de um EAD em LE e, por fim, traz elementos relevantes para o letramento
digital, particularmente para a competência leitora em francês, foco do presente debate.
Tradução e tecnologia: reflexões sobre a atividade
tradutória
Fatiha Dechicha Parahyba (UFPE)
A inserção das diferentes ferramentas de tradução constitui, atualmente, uma mudança de
paradigma na atividade tradutória. Diante desse novo cenário, o trabalho discute, por um lado,
o potencial dos novos recursos e aquilo que eles representam para a tradução, tanto em termos
de tornar a atividade mais célere, quanto em relação à resolução dos problemas de tradução. Por
outro lado, o trabalho apresenta algumas reflexões sobre essa nova realidade considerando que,
o tradutor, além de sua capacidade cognitiva e sua capacidade discursiva nas línguas materna
e estrangeira(s), lida com outra dimensão: a variedade de ‘recursos externos’ (Alves et al. 2000).
Ademais, os saberes sobre a tradução, bem como os procedimentos de tradução (Barbosa,
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
2004), passam por transformações, tendo em vista que as novas ferramentas desempenham um
papel importante na tomada de decisão do tradutor, com vistas à resolução de determinados
problemas de tradução. Nesse sentido, é necessário incorporar o uso dos novos recursos na
formação do tradutor, de forma a capacitá-lo a fazer destes um uso consciente e ético.
APRENDIZAGEM MÓVEL:
DESAFIOS POLÍTICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
Mediação: Maria José Luna (UFPE)
Aplicativos digitais para ensino de inglês
Vera Menezes (UFMG)
O iTunes (http://www.itunes.com) disponibiliza para usuários de I-pads e I-phones uma enorme
quantidade de aplicativos para aprendizagem de inglês. Alguns são gratuitos, outros são pagos
ou semi-gratuitos e outros são meras propagandas de cursos pagos. Após selecionar e analisar
alguns desses aplicativos, farei uma síntese sobre as características gerais de aplicativos utilizados
para o ensino de (1) vocabulário, (2) gramática, (3) leitura, (4) compreensão oral, (5) escrita e (6)
pronúncia. Em seguida farei uma descrição mais detalhada de 6 desses recursos digitais gratuitos
considerados de boa qualidade. Os critérios de análise serão os seguintes: gratuidade ou semigratuidade; público a que se destina; nível de ensino; tipo de atividade; conceito de língua(gem),
qualidade da instrução; qualidade do insumo linguístico.
Políticas para Mobilidade Digital nas Escolas
Rodrigo Camargo Aragão (UESC)
Apresento um panorama das políticas públicas para mobilidade digital nas escolas. Partirei do
cenário global com algumas experiências reunidas pela UNESCO (2012). Logo após, apresento
como o governo federal está lidando com o tema nos âmbitos da infra-estrutura, produção
de conteúdos didáticos, distribuição de equipamentos, formação de professores e avaliação
de impactos de projetos que tratam de tecnologias. Focalizarei em contraste alguns casos em
curso no país de governos municipais e estaduais. A partir do panorama apresentado, reflito
sobre os potenciais e limites de lidarmos com estas políticas dentro da situação atual do país
e as estratégias que podem ser usadas para lidar com os desafios que teremos à medida que a
sociedade se torna cada dia mais móvel e com maior acesso aos dispositivos e sua conectividade.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
Aprendizagem móvel, redes neurossociais e construção de
conhecimento
Rafael Vetromille-Castro (UFPel)
A partir da ideia de rede neurossocial, um desdobramento proposto a partir do conceito de
rede neural, pretende-se discutir as condições para construção de conhecimento dentro e fora
do contexto escolar, com ou sem uso de tecnologias da informação e da comunicação (TIC). É
objetivo também debater as implicações dos dispositivos móveis na aprendizagem e nas ações
docentes e discentes, como possivelmente também nas políticas educacionais.
(EM)REDADOS: ENSINANDO E APRENDENDO INGLÊS NA ERA DA
CONECTIVIDADE
Mediação: Kyria Finardi (ABEHTE/UFES)
O ensino-aprendizagem de gramática mediado pelo
computador: percepções dos alunos sobre uma abordagem
híbrida
Gicele Vergine Vieira Prebianca (IFC); Marli Fátima Vick Vieira
Apesar da incorporação massiva de recursos tecnológicos no ensino-aprendizagem de língua
estrangeira (L2) na atualidade, pouca atenção tem sido dada ao ensino-aprendizagem de
gramática mediado pelo computador (BATURAY; DALOGLU; YILDIRIM, 2010). Devido ao fato
de alunos nativos digitais serem cada vez mais comuns nas escolas, acredita-se na importância
de conduzir estudos que investiguem o uso que esses alunos fazem dos recursos tecnológicos
providos pela Internet para aprender Inglês, em especial suas percepções a respeito de
atividades implementadas na plataforma Moodle. Portanto, o objetivo desta fala é relatar o
nível de satisfação de estudantes de L2 em relação a uma abordagem híbrida de ensino que
combinou instrução gramatical face a face e instrução gramatical mediada pelo computador em
aulas de Inglês para alunos do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico na modalidade integrada.
Vinte e sete alunos participaram do estudo. Os dados foram coletados por meio de questionários
aproximadamente trinta dias após o início da instrução gramatical híbrida. Os resultados
apontam para uma postura positiva dos alunos em relação à abordagem híbrida. Porém,
indicam diferentes preferências dos mesmos quanto à utilização dos recursos tecnológicos para
aprendizagem de Inglês. Provavelmente, isto se deve ao perfil heterogêneo dos aprendizes e
suas áreas de interesse.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
A ABORDAGEM HÍBRIDA NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE
VOCABULÁRIO EM L2
Gisele Luz Cardoso (IFSC/GASPAR)
A abordagem híbrida no processo de ensino-aprendizagem tem atraído a atenção de
pesquisadores de aquisição de vocabulário em L2, os quais entendem que para o ensino de L2
ser bem sucedido, aprendizes e professores precisam combinar duas abordagens diferentes, mas
complementares: Aprendizagem de Línguas Assistida pelo Computador (CALL) e a interação face
a face (NEUMEIER, 2005). Esta fala apresentará os resultados de um estudo sobre as impressões de
alunos de um curso de Inglês para fins específicos (ESP) sobre a metodologia híbrida de ensinoaprendizagem de vocabulário em L2. Os dados foram coletados através de: questionários online,
postagens nos fórums do Moodle, uma entrevista e autoavaliações dos estudantes. O estudo
produziu resultados positivos. Os participantes apreciaram as oportunidades de executarem as
atividades no Moodle, de terem acesso imediato a dicionários online e sites de busca e relataram
estarem conscientes do processo de aprendizagem através da metodologia empregada. Eles
também tinham consciência de que as atividades tradicionais impressas contribuíam para o
processo de aprendizado deles. O ambiente híbrido de aprendizagem favoreceu a aquisição de
vocabulário. Os resultados sugerem que a abordagem híbrida em um curso de ESP é bem aceita
pelos alunos e contribui para a aquisição de vocabulário em L2
Aprendizagem de Língua Estrangeira: aulas que nunca
terminam
Raquel Carolina Souza Ferraz D’Ely (UFSC)
A educação a distância tem sido concebida como modalidade de ensino e aprendizagem que se
constitui em lócus de formação de professores e que se caracteriza pela inovação ao promover
mediações em ambiente virtual de ensino e aprendizagem (Belonni, 2005), ainda que o conceito
de inovação não deva estar unicamente atrelado ao uso de ferramentas tecnológicas (Hernández,
2000). Com o intuito de oferecer aos alunos do Curso de Letras- Inglês da Universidade Federal de
Santa Catarina a oportunidade de ensino e aprendizagem on-line, e desta maneira visar a inclusão
dos alunos nessa modalidade, como também desenvolver sua autonomia, 20% da disciplina LLE
7416 – Ensino e Aprendizagem de Língua Estrangeira foi ministrada a distancia por meio de
fóruns de discussão, tarefas , e questionários disponibilizados na plataforma Moodle. De acordo
com a voz dos alunos e sua participação nas atividades propostas o ambiente virtual podese afirmar que o ambiente virtual serviu de fator motivacional para os alunos e foi percebido
como oportunidade frutífera de aprendizagem. De qualquer forma, a pouca participação em
atividades não mandatórias sinaliza desafios em relação a construir dinâmicas que levem à
autonomia como também a conscientização do uso da tecnologia para fins pedagógicos.
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
APRENDIZAGEM COM APLICATIVOS DIGITAIS NA ESCOLA 3.0
Mediação: Edilson Fernandes (UFPE)
Mobile Learning
Jim Lengel (Nova Iorque - EUA)
We’ll examine a Day in the Life of a university student armed with a mobile device, and compare
that with what you are doing now in your school. Then we will analyze how mobile devices can
change the landscape of learning, and what you need to to do encourage this trend.
Aplicativos educacionais: teoria e prática
Antonio Carlos Xavier (UFPE)
É inegável a avalanche de aplicativos computacionais que vivenciamos atualmente. O
barateamento dos equipamentos informáticos e do acesso à internet por banda larga, 3G
e 4G em conexão sem fio, bem como a popularização dos dispositivos móveis têm levado os
desenvolvedores de programas a criarem uma multiplicidade de softwares compactos para
oferecer soluções às mais diversas necessidades da sociedade. Produzidos para diferentes setores
como serviço, lazer e entretenimento, eles também chegaram à educação. Porém, o que deve
ter um aplicativo para ser considerado educativo? Quais os critérios pedagógicos mínimos para
o professor adotar um aplicativo como ferramenta pedagógica? Saber quais as características,
as concepções de ensino/aprendizagem e o efetivo potencial pedagógico que constituem
tais aplicativos ditos educacionais são requisitos fundamentais para nortear a escolha e o uso
de tais equipamentos de aprendizagem na escola. Este trabalho tem como objetivo principal
apresentar diretrizes e critérios pedagógicos que orientem o professor a selecionar aplicativos
para dispositivos móveis que despertem o interesse do estudante e promovam a aprendizagem
de modo inovador.
Aprendizagem com aplicativos digitais na Escola 3.0
Alex Sandro Gomes (UFPE)
A aprendizagem na escola ocorre aninhada em um complexo contexto social e histórico. Uma
das formas de simplificar a análise desse contexto de relações é pelo referencial da didática.
Atividades didáticas serão sempre mediadas por artefatos culturais. O que se discute nesta
mesa é a apropriação de artefatos digitais na prática profissional de professores. Nesta mesa,
formularemos perguntas e apresentaremos uma agenda de pesquisa acerca do entendimento
dos fenômenos didáticos, como estes são transformados qualitativamente pela incorporação de
aplicativos digitais e quais as implicações para o design de novos produtos e para a formação de
professores.
#Hipertexto2013
l 17
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
MÍDIAS MÓVEIS NA FORMAÇÃO DOCENTE E NO
DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Mediação: Simone de Campos Reis (UFPE)
Interação e presença em EaD
José Carlos Gonçalves (UFF)
A percepção da ausência ou distância do professor/tutor pode levar a sentimentos de
isolamento, frustração, ansiedade, perda da identidade e rejeição, e consequentes cenários
de abandono, evasão, insucesso nas tarefas e atividades. Como evitar ou minimizar a
distância física, social e psicológica do professor/tutor, na interação em AVA, agravada
por dificuldades operacionais no uso da tecnologia e operacionalização do sistema? Em
perspectiva sociolinguística interacional (Ribeiro e Garcez, 2002), investiga-se a natureza da
comunicação em interação nas comunidades de aprendizagem, suas categorias descritivas
e funções na interação professor/alunos. Discutem-se os conceitos de distância (Tori, 2010),
tipos de distância, variáveis e consequências. Enfocam-se os conceitos de presença (Gonçalves
2013), tipos de presença, e os fatores que determinam graus de presença e resultados para a
interação. Como unidades de análise, investigam-se enquadres, alinhamentos, estruturas de
expectativas e de participação e pistas de contextualização que sinalizam o significado das
mensagens para os participantes em interações de um curso de Português Instrumental EaD.
O artigo sugere as tecnologias leves da escuta atenta, re-enquadre da tarefa pedagógica e
estratégias de aproximação para a diminuição da distância e a otimização da presença, visando
à autonomia do aprendiz e à transformação dos AVA em comunidades de aprendizagem.
Mídias móveis na formação docente e no desenvolvimento
profissional
Ana Beatriz Gomes Carvalho (UFPE)
O uso de mídias móveis no contexto da aprendizagem pressupõe mudanças na percepção do
uso das tecnologias digitais. Da mesma forma que “Um Computador por Aluno” propõe uma
revolução no modelo de inclusão digital na perspectiva 1:1, o uso das mídias móveis possibilita
a inovação a partir do próprio conceito que está agregado aos softwares, gadgets, apps etc.,
permitindo uma interação mais fluida, imediata e compartilhada, com foco no uso intensificado
da comunicação em rede. É necessário discutir a apropriação tecnológica que está associada ao
processo de internalização, transformação e apropriação participativa proposto (ROGOFF, 1995;
BAR et al., 2005; BUZATO, 2010), uma vez que a interação social é a forma pela qual os indivíduos
adaptam, modificam e dão novo significado ao uso das tecnologias e ao mesmo tempo são
transformados por elas. Assim, não basta fornecer o conhecimento específico dos dispositivos
18 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
tecnológicos, é necessário pensar ainda durante o processo de formação em como todos os
dispositivos poderão ser apropriados e utilizados no trabalho, especificamente no contexto da
consolidação da cultura digital e no processo de formação docente.
Educação e Cidades Inteligentes
Kiev Gama (CIn/UFPE)
O conceito que vem sendo chamado de Cidades Inteligentes (Smart Cities) é uma tendência
mundial que diz respeito ao uso de soluções intensivas de Tecnologia de Comunicação e
Informação como instrumentos para tornar cidades mais inteligentes, otimizando certos
aspectos da vida urbana. Esta necessidade é oriunda do crescente aumento populacional
urbano, que tem trazido grandes desafios para os gestores de cidades. Problemas relacionados
ao tráfego, segurança, educação, saúde, consumo de água e energia, dentre outros, têm sido
cada vez mais difíceis de serem administrados. Especificamente, como a educação se insere no
contexto de uma cidade inteligente? Graças ao uso de tecnologia, já pudemos extrapolar as
fronteiras das salas de aulas, por exemplo, através do uso da Internet para o ensino à distância.
Discutiremos os potenciais para se explorar a tecnologia de várias formas, visando mudar os
paradigmas do aprendizado e se adaptar a este novo cenário de cidades inteligentes.
APRENDIZAGEM MÓVEL E JOGOS EDUCACIONAIS NA ESCOLA
Mediação: Siane Góis (UFPE)
Podcasting e Jogos: rentabilizar o celular para aprender
Ana Amélia Carvalho (Universidade de Coimbra, Portugal)
Apresentam-se pesquisas realizadas em Portugal sobre podcasting nos diferentes níveis de
ensino, comentando-se as reações dos professores e dos alunos. Salienta-se a pertinência da
utilização de jogos no ensino para aprender os conteúdos escolares, apresentando-se exemplos.
Dá-se particular destaque à utilização do celular como ferramenta de aprendizagem.
Mobile learning: explorando potencialidades em sala de
língua inglesa
Giselda dos Santos Costa (IFPI)
Nenhum outro empreendimento na história mundial tem causado tanta mudança, num espaço
de tempo tão curto, como o uso da tecnologia móvel em geral, e do celular, em particular. De
acordo com os estudos de Feldmann (2005), as tecnologias móveis não são um fenômeno
#Hipertexto2013
l 19
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
recente. Os jornais, as revistas, o rádio e outras mídias já eram móveis. No entanto, o que é
novo é a possibilidade de, através do celular, chegarmos diretamente a uma pessoa e não a
um local. Estamos vivendo em um contexto da computação ubíqua, no qual os celulares
estão incorporados em nossas atividades diárias, de modo que nós, inconscientemente,
aproveitamos suas comodidades digitais como estratégias para alcançar certos benefícios em
nossa vida real. Então, por que não tirarmos proveito desta situação? Por que não explorarmos
as potencialidades deste dispositivo no ensino-aprendizagem de línguas? Como a tecnologia
móvel tornou-se onipresente na vida cotidiana e no mundo do trabalho, sua incorporação na
educação é inevitável. Sabemos que a maioria das tecnologias utilizadas em sala de aula não
foram originalmente projetadas para uso educacional, entretanto, podem ser reaproveitadas
se o professor tiver consciência e competência em práticas pedagógicas com tecnologia.
Aprendizagem móvel ou m-learning não é uma tecnologia, mas a tecnologia ajuda o m-learning
acontecer. Nesse sentido, o objetivo desta comunicação é apresentar alguns affordances que
emergiram da interação do aluno com o celular e que potencializaram o desenvolvimento
de algumas habilidades linguísticas no ensino-aprendizagem de língua inglesa como língua
estrangeira, no Instituto Federal do Piaui. Esperamos, com essa fala, ajudar os professores a
implementar soluções criativas em suas práticas linguístico-pedagógicas.
Aprendizagem móvel e jogos educacionais na escola
José Manuel Moran (USP)
Na educação presencial e a distância cresce a importância da aprendizagem ativa, por atividades
e desafios. Hoje temos várias formas interessantes de aprender por jogos e desafios, competitivos
e cooperativos, individuais e em grupo, que motivam os alunos e permitem o equilíbrio entre
aprendizagem personalizada e em grupo.
Cenários Futuros da Educação que o Recife Precisa
Mediação: Regina Celi (UFPE)
André Regis (Vereador do Recife)
Susana Leal (Observatório do Recife)
Antônio Paulo Resende (UFPE)
No debate promovido serão apresentados os Indicadores de Educação do Observatório do
Recife, movimento da sociedade civil que reúne setores empresariais, acadêmicos, movimentos
sociais e cidadãos, mobilizados com o intuito de selecionar, propor e monitorar indicadores da
cidade do Recife na busca da melhoria dos níveis de vida de todos os que habitam a capital
pernambucana. Aberto a contribuições múltiplas, o ODR não tem destaque para lideranças
individuais nem direcionamento político-partidário ou privilégio de grupos específicos.
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#Hipertexto2013
Comunicações coordenadas
LÍNGUA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO:
NOVOS DESAFIOS, MÚLTIPLOS OLHARES
Coordenação: Benedito Gomes Bezerra (UPE)
Nesta sessão, serão apresentados trabalhos que, a partir de diferentes perspectivas teóricas,
discutem questões cujo foco se coloca ora na língua portuguesa, ora nos processos de ensinoaprendizagem e letramento em diversos níveis de formação escolar, tendo como fio condutor
a relação com as tecnologias de informação e comunicação. No primeiro trabalho, Benedito
Gomes Bezerra problematiza o discurso científico sobre a língua e a linguagem em uso na
internet, especialmente nos contextos de redes sociais, com base na análise de um corpus de
artigos publicados em periódicos nacionais. Em seguida, Amanda Cavalcante de Oliveira Lêdo
discute as práticas de letramento subjacentes a um evento de letramento típico da educação
a distância, tendo como objeto um curso de letras nessa modalidade. O terceiro trabalho, de
Emmanuella Farias de Almeida Barros, apresenta uma pesquisa sobre o papel de um blog
educacional em mediar atividades de leitura e escrita de alunos do ensino fundamental. Por
fim, o quarto trabalho, de Débora Amorim Gomes da Costa Maciel, examina o modo como as
propostas curriculares de universidades brasileiras contribuem para uma formação docente
apta a atender às demandas de uso e interação com as novas tecnologias de informação e
comunicação.
O DISCURSO ACADÊMICO SOBRE LÍNGUA E LINGUAGEM NA INTERNET
Benedito Gomes Bezerra (UPE)
O desenvolvimento crescente das tecnologias digitais de informação e comunicação tem
trazido como consequência inelutável a instauração de novas práticas discursivas. No contexto
brasileiro, a internet, particularmente, tem sido frequentemente considerada como criadora
e veiculadora de uma linguagem própria que não poucas vezes é vista como uma ameaça à
integridade da língua portuguesa. A partir de uma concepção de língua como atividade
interacional complexa e heterogênea, variada e variável, meu objetivo, neste trabalho, é refletir
criticamente sobre possíveis sentidos construídos pelo discurso científico manifesto acerca da
língua e da linguagem na/da internet. Para os propósitos do trabalho, analisei um corpus de
05 artigos científicos publicados nos últimos 10 anos, aleatoriamente colhidos em periódicos
envolvendo as áreas de letras, educação e comunicação. A análise foi orientada principalmente
para as referências a língua e linguagem, vistas como reveladoras das concepções dos autores
sobre as práticas discursivas no ambiente digital. Entre os achados mais salientes, destacamse temores sobre a decadência da língua e prognósticos de uma possível interferência da
“linguagem da internet” sobre a escrita em situações formais, além de diversos equívocos na
descrição da modalidade de uso da língua rotulada como “internetês”, especialmente no que
toca à relação fala e escrita.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA: O QUE PROPÕE O CURRÍCULO PARA A
FORMAÇÃO DOCENTE?
Benedito Gomes Bezerra (UPE)
Débora Amorim Gomes da Costa Maciel (UPE)
O trabalho examina o modo como as propostas curriculares de universidades brasileiras
contribuem para uma formação docente apta a atender às demandas de uso e interação com
as novas tecnologias de informação e comunicação. Analisa ementários de componentes
curriculares do curso de licenciatura em Pedagogia, cujo objetivo é a formação docente para o
uso das Tecnologias na Educação. Dialoga com o Plano Nacional de Educação (PNE, 2011-2020),
com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia, documentos norteadores
da formação docente no século XXI, e com teóricos que discutem e problematizam o uso das
ferramentas tecnológicas na prática docente (PERRENOUD, 2000; ALAVA, 2002; CATAPAN, 2003;
XAVIER 2007; UMBELINA, 2012). A pesquisa sinaliza que as disciplinas tecem uma formação
baseada na discussão a respeito da Ciência, tecnologia, sociedade e cultura; da Prática pedagógica;
da Modalidade de ensino e do Ensino da técnica. Revela, também uma compreensão de que há
um novo modo de ser, de saber e de apreender dos sujeitos.
LÍNGUA PORTUGUESA E O BLOG EDUCACIONAL: LEITURA E ESCRITA
MEDIADAS PELAS NOVAS TECNOLOGIAS
Emmanuella Farias de Almeida Barros (UFPE)
Atualmente, se espera que o sujeito após alguns anos de escolarização possa utilizar o seu
conhecimento acerca do código grafofônico em práticas sociais diversas, e, não apenas dominar
as técnicas simples de ler e escrever. Para tanto, é investigado aqui como o hipertexto, a partir
do uso do Blog em sala de aula, pode contribuir com o letramento de crianças, utilizando o
computador não apenas como um instrumento a mais, e sim explorando todas as ferramentas
que são oferecidas, de modo à contemplar estudos gramaticais mais dinâmicos. A pesquisa foi
realizada no município de Garanhuns – PE, em uma instituição privada, com o processo analítico
direcionado as aulas de Língua Portuguesa, em uma turma de sétimo ano. Diante disso, a pesquisa
em questão voltou-se, principalmente para a base conceitual de Soares (2008), Marcuschi
(2000), Lévy (1996). Os resultados indicaram que o blog pode contribuir com o letramento, pois
os educandos podem explorar outras formas de ler e escrever em um suporte mais interativo e
atual, bem como auxiliar no estudo de conteúdos específicos dessa disciplina.
PRÁTICAS E EVENTOS DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Amanda Cavalcante de Oliveira Lêdo (UFPE)
Considerando a necessidade de investigar a questão do letramento em cursos de nível superior,
o presente trabalho tem por objetivo analisar as práticas e os eventos de letramento ocorridos
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
no Ambiente Virtual de um curso de Letras a Distância. Teoricamente, estamos baseados em
uma perspectiva social do letramento, conforme proposta dos Novos Estudos sobre Letramento
(STREET, 2007; 2010; BARTON; HAMILTON, 2005), a partir dos quais discutiremos os conceitos de
práticas e eventos de letramento. Metodologicamente, analisaremos, pautados nas categorias
propostas por Hamilton (2000), os elementos visíveis e não visíveis que compõem as práticas
e os eventos de letramento dos quais os estudantes participam no AVA, partindo dos dados
obtidos pela descrição do AVA realizada pela pesquisadora e pela descrição das atividades
diárias realizadas por um dos estudantes no ambiente. Os resultados preliminares sugerem uma
diversidade de eventos de letramento, que apresentam os elementos previstos por Hamilton e
estão permeados por práticas específicas do ambiente acadêmico.
#Hipertexto2013
l 23
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERACIONAIS EM AMBIENTES DE FÓRUM,
CHAT E ELABORAÇÃO DIGITAL DE ATIVIDADES
Coordenação: Rita de Cássia Souto Maior Siqueira Lima (UFAL)
Esta sessão propõe refletir sobre situações de ensino/aprendizagem em ambientes virtuais
ou na perspectiva dos Novos Letramentos, analisando práticas linguístico-discursivas próprias
desses contextos e apresentando as implicações pedagógicas desses processos interativos.
Cristiano Lessa de Oliveira analisa uma situação de ensino/aprendizagem, através do Gênero
Digital Fórum Eletrônico (FE), em contexto da Educação a Distância, observando não só os traços
constitutivos desse gênero digital como também o fazer colaborativo nesse ambiente. Poliana
Pimentel apresenta análise de aulas de Língua Inglesa na perspectiva dos Novos Letramentos,
com uma proposta de atividade com o gênero propaganda, utilizando diversos recursos digitais.
Antônio Lima, também no contexto de Educação a Distância, trata das simetrias das interações,
analisando o uso do fórum para ressaltar sua importância como instrumento para promoção
de aprendizagem. Por fim, Rita Souto Maior analisa uma aula de Língua Portuguesa, ofertada
por meio do Chat, observando a configuração de Ethos Especular dos sujeitos envolvidos e as
estratégias linguístico-discursivas envolvidas nesse momento interacional que promovem o
monitoramento de papeis sociais. Esses estudos redirecionam o olhar para as práticas reflexivas
de ensino que extrapolam a mera perspectiva de transmissão de conhecimento, deslocando o
processo para a noção de construção coletiva e atualização do saber.
ENSINO-APRENDIZAGEM ATRAVÉS DE CHAT: OBSERVANDO O ETHOS
ESPECULAR DAS ESTRATÉGIAS DE MONITORAMENTO INTERACIONAL
Rita de Cássia Souto Maior Siqueira Lima (UFAL)
Consideramos que os conflitos ocorridos nas ações de sala de aula, observados em análises
de microcenas, implicam ações linguístico-discursivas reveladoras de ethos especular (SOUTO
MAIOR, 2009, 2011, 2012) dos sujeitos envolvidos. No âmbito da Linguística Aplicada, este estudo
objetiva analisar situações interacionais de ratificação de imagens entre professora e alunos
em contexto de aula de Língua Portuguesa, no curso de Ciências Sociais, por meio do Chat. De
cunho qualitativo (CHIZZZOTTI, 2001), algumas questões de pesquisa nortearão a discussão,
como: quais marcas linguístico-discursivas são mais comuns nos conflitos interacionais neste
ambiente? O que essas marcas revelam do ethos dos sujeitos envolvidos? O conflito entre
imagens pode manifestar-se de diversas formas e, no processo interativo, a ratificação, dada pelo
professor, consiste em estabelecer interlocução com o aluno “como falante legítimo, que tem
fácil acesso ao piso conversacional, que é ouvido com atenção e cujas contribuições são bem
recebidas, aprovadas, expandidas e aproveitadas no curso da interação” (BORTONI-RICARDO &
DETTONI, 2001, p. 81). Observamos que, pela configuração social do Ethos especular, observada
através das atuações nos eventos linguísticos, os sujeitos envolvidos engajam-se numa sucessão
de estratégias de monitoramento de língua e desvelamento de papeis assimétricos.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
O HUMOR E OS ESTUDOS SOBRE OS NOVOS LETRAMENTOS NO
GÊNERO PROPAGANDA COM RECURSOS DIGITAIS
Poliana Pimentel Silva (UFAL)
Calcado nos preceitos teóricos da Linguística Aplicada, a presente pesquisa tem como objetivo
analisar o humor (BAKHTIN, 2010; BERGSON, 2004; MINOIS 2008) durante as atividades
desenvolvidas nas aulas de inglês aliado aos estudos sobre os Novos Letramentos (GEE, 2008;
LANKSHEAR & KNOBEL, 2006). Tendo mente a importância dos aspectos sociais abordados pelo
viés do humor, analisaremos o gênero propaganda como uma proposta de atividade utilizando
diversos recursos digitais disponíveis. No âmbito das pesquisas qualitativas e com base nas
referências metodológicas da pesquisa-ação (BARBIER, 2007) a pesquisa foi realizada em uma
turma de inglês do 9º ano em uma escola pública do município da Barra de Santo Antônio (AL).
Portanto, a temática desse trabalho transita em torno do estudo da linguagem e dos seus variados
conceitos e do reflexo desses conceitos no ensino e aprendizagem do inglês. No final desse
estudo, mais do que expor teorias e métodos, pretendemos suscitar possibilidades pedagógicas
que norteiem o ensino de língua estrangeira dentro de práticas educacionais, na qual os
aprendizes possam estar envolvidos em contextos que reclamem trocas de conhecimentos e
valores sociais.
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO DIGITAL FÓRUM
ELETRÔNICO: O FAZER COLABORATIVO E OS TRAÇOS HIPERTEXTUAIS
Cristiano Lessa de Oliveira (IFAL)
Neste estudo, analiso o Gênero Digital Fórum Eletrônico (FE) em contexto de ensino-aprendizagem
na Educação a Distância, considerando não somente seus traços hipertextuais, mas também o
fazer colaborativo presente na sua elaboração. Assim, entendo o FE como um ambiente propício
a reflexões, bem como um espaço destinado a discussões em torno de temas propostos por seus
usuários. É um local que serve à argumentação, sendo de natureza assíncrona, permitindo o envio
de mensagens on-line. O corpus é constituído por um FE, usado na disciplina Fundamentos da
Linguística, do Curso de Letras/Português, do Instituto Federal de Alagoas, tendo como suporte
de aprendizagem a plataforma Moodle. Aponto como traços constitutivos do referido Gênero
Digital a aprendizagem colaborativa, tendo como principais características a responsabilidade
individual, a interdependência positiva, a habilidade de colaboração, a interação e a avaliação.
Com relação aos elementos hipertextuais, constato os seguintes traços: a intertextualidade,
a multissemiose e os hiperlinks, sendo estes últimos considerados dispositivos digitais que
permitem ao hiperleitor navegar na Web, deslocando-se virtualmente por uma infinidade de
páginas. Portanto, considero importante o FE, pois, através de seu uso, os alunos poderão se
aprofundar no tema, refletindo sobre suas respostas e as respostas dos outros, num contínuo
processo interativo.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
AÇÕES DIGITAIS EM DIFERENTES SALAS DE AULA BRASILEIRAS
Coordenação: Núbio Delanne Ferraz Mafra (UEL)
A velocidade dos avanços das novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC) no
cotidiano social é infinita e reconhecidamente maior que a capacidade da escola em lidar
com estes mesmos avanços. Em aulas de língua materna e estrangeira na educação básica, os
padecimentos não são menores. Os avanços constatados na familiaridade do professor com
as NTIC têm sido importantes, porém insuficientes para uma renovação dos procedimentos
didático-pedagógicos. Além disso, as recentes demandas do letramento digital desafiam estas
aulas para além de paradigmas estritamente linguísticos. Esta sessão coordenada se insere neste
contexto de ações digitais no âmbito do ensino de línguas, com o olhar voltado para diferentes
realidades do nosso país. Mafra analisa teses e dissertações produzidas sobre este assunto na
última década no Brasil em programas de Letras/Linguística. Um trabalho desenvolvido com
diferentes tecnologias digitais em escola técnica de Floriano (PI) é apresentado por Batista Júnior.
Acri reflete sobre os resultados do desenvolvimento de escrita colaborativa em Google Docs
em Rolândia (PR), junto a alunos de ensino médio público. Já Paixão analisa as possibilidades
de ações didático-pedagógicas com redes sociais no ensino de línguas, a partir de pesquisa
desenvolvida com discentes de cidades paranaenses do chamado Norte Pioneiro.
PROJETO DE PESQUISA LEDINT: LETRAMENTO DIGITAL EM PESQUISAS
DE INTERVENÇÃO
Núbio Delanne Ferraz Mafra (UEL)
Não obstante o reconhecimento da presença na escola de novas tecnologias de informação e
comunicação (NTIC), e dos problemas a ela associados, constatamos (MAFRA; MOREIRA, 2012)
a falta de capacitação dos professores para o uso pedagógico das NTIC. Ou seja: “reflexões”
sobre a presença da tecnologia em sala de aula continuam importantes, mas definitivamente
não são suficientes. Ações mais propositivas, ainda que não menos reflexivas, colocam-se na
contemporaneidade como uma inadiável agenda para todos que pensam o ensino em suas
diferentes articulações. Nesta empreitada que se impõe, a academia e a pesquisa – em nosso
caso, sob o viés da Linguística Aplicada – precisam se fazer parceiros do chão da sala de aula.
Tendo em vista uma primeira análise das teses e dissertações produzidas no Brasil sobre
o assunto, entre 2000 e 2010 (MAFRA; COSCARELLI, 2013), pretendemos apresentar nesta
comunicação os resultados parciais do projeto de pesquisa “LEDINT – Letramento digital nas
aulas de Língua Portuguesa: teorias e práticas em pesquisas de intervenção” (Grupo de Pesquisa
FELIP), buscando discutir a noção de pesquisa de intervenção, no âmbito do letramento digital
em aulas de língua portuguesa, permeando teses e dissertações produzidas na última década,
em diálogo com as concepções de linguagem e de aprendizagem.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
Letramento digital e escrita colaborativa: níveis de
interação no Google Docs
Marcelo Cristiano Acri (Núcleo Regional de Educação - Londrina)
Apresentam-se aqui resultados de uma pesquisa de mestrado realizada em um colégio
público da cidade de Rolândia-PR, em que 25 alunos foram convidados a elaborar um blog
jornalístico escolar. O foco foi o desenvolvimento da escrita colaborativa através da utilização
do processador de textos oferecido pelo Google Docs e foram analisadas as intervenções e
os níveis de interação entre os alunos. A pesquisa, caracterizada como pesquisa-intervenção,
baseia-se em Lemos (2002), Primo (2003, 2005), Chartier (1999) e Ribeiro (2008; 2009; 2012),
para tratar da interatividade, escrita colaborativa e hipertextualidade; em Vigotski (2007), para
tratar da aprendizagem; Bakhtin (2006; 2010), da interação verbal; Soares (2003), Kleiman (1995),
Coscarelli (2007) e Ribeiro (2009), sobre letramento, multiletramento e letramento digital.
Realizamos oficinas para apresentar a ferramenta digital. Em seguida, os alunos escolheram
os temas e iniciaram a produção escrita. Segundo nossas hipóteses, a utilização da tecnologia
digital estimularia e potencializaria a produção escrita, o discurso seria aprimorado por meio
da multimidiação e desenvolver-se-ia uma leitura mais crítica e baseada na confiabilidade
das referências devido ao fato de lidarem com fontes de informação virtuais e construírem
hipertextualidade.
REDES SOCIAIS DA INTERNET E O ENSINO DE LÍNGUAS
Sergio Vale da Paixão (IFPR)
Com o avanço da tecnologia dos últimos anos e a consideração de um novo perfil de alunos que
chegam a escola nessa era digital, há uma certa exigência para que os recursos tecnológicos, bem
como os espaços utilizados para a comunicação virtual façam parte dos instrumentos didáticos
para o ensino nas disciplinas que compõem o currículo escolar. A dinamicidade, característica
da língua, permite-nos afirmar que tais recursos tecnológicos são extremamente bem vindos
ao ensino. O uso de recursos linguísticos presentes nas esferas digitais de comunicação têm se
mostrado uma importante ferramenta para que professores possam melhorar e proporcionar
o letramento aos alunos, como nos apontam os pressupostos teóricos advindos de Kleiman,
(1995; 1998), Soares, (2000; 2002; 2004.), e estudos sobre o letramento digital como os trabalhos
de Xavier, (2005); Araújo; Dieb, (2009); Coscarelli; Ribeiro, (2012). Nesse sentido, apresentaremos
em nossa comunicação, discussões teóricas e possibilidades de trabalhos escolares para o ensino
de línguas utilizando-se das redes sociais da internet e dos recursos disponíveis na tecnologia
atual. Tal apresentação é um recorte de nossa dissertação de mestrado e que representa nossa
particular prática de trabalho com língua portuguesa e inglesa na educação básica de ensino
mediadas pelas TICs.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
AÇÃO LEGAL - TECNOLOGIAS DIGITAIS E CIDADANIA PARA A
AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS NO ENSINO MÉDIO
PROFISSIONALIZANTE
José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI)
A vivência social que garante o exercício da cidadania é um dos objetivos da escola. Desenvolver
a argumentatividade, contribuindo significativamente para a melhoria do espaço social tem
sido um desafio. Segundo Barton (2007) esse domínio passa pela construção de pontes de
significado, entre a escola e a sociedade. Em 2013, no Colégio Técnico de Floriano, propomos
às turmas de terceiro ano dos cursos de Agropecuária e Informática o projeto Ação Legal. Os
grupos selecionariam temas sociais considerados por eles um problema a ser enfrentado, como
a doação de sangue e de órgãos; obesidade; gravidez na adolescência; meio ambiente. Para
a militância na causa, o grupo construiria um calendário de atividades de divulgação, com
elaboração de fanpages, cartazes, folders, vídeos, manifestações de conscientização, camisetas,
palestras e exposições, que se desmembrariam ao longo do período letivo. Realizamos oficinas
e minicursos sobre conhecimentos jurídico/legal, redação oficial, causas sociais e meios de
mobilização de massas – redes sociais, internet e suas ferramentas para muni-los de ferramentas
técnicas para a atuação cidadã. Ao longo da atividade pudemos diagnosticar a importância da
interação escola/sociedade e do uso das tecnologias digitais para a formação crítica bem como
para o enriquecimento do debate e amadurecimento das habilidades argumentativas.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
WEBAULA NO FORMATO DE E-BOOK: A EXPERIÊNCIA DO IFCE
Coordenação: Nukácia Meyre Silva Araújo (UECE)
Esta sessão apresentará uma experiência de criação e desenvolvimento de uma ferramenta
de ensino: o e-book interativo. Esse material educacional digital (MED) foi desenvolvido para
o curso de Licenciatura em Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Considerando-se os diversos profissionais
que trabalharam na construção, o processo será descrito a partir de quatro olhares diferentes:
a) a diretoria de Educação a Distância e Núcleo de Tecnologias Educacionais do IFCE discutirão
os motivos da mudança do antigo formato de webaulas em slide para o e-book; b) a equipe
design instrucional apresentará um resultado de pesquisa em que alunos opinam sobre cada
uma das versões de MEDs já desenvolvidas pela Diretoria de Educação a Distância; c) a equipe
de revisão analisará o processo de escrita hipertextual do e-book; e d) a equipe de diagramação
refletirá sobre o papel do diagramador web para a efetivação dessa proposta de MED interativo
e hipertextual. A sessão traz uma grande contribuição para avançarmos ainda mais nos estudos
sobre a produção de MEDs, em especial de e-books didáticos, pois apresenta uma abordagem
geral da criação e desenvolvimento, sob a perspectiva de toda a equipe multidisciplinar
envolvida no processo.
PRODUÇÃO TEXTUAL DO E-BOOK: DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE
ESCRITA
Nukácia Meyre Silva Araújo (UECE)
Débora Liberato Arruda Hissa (IFCE)
Neste trabalho, descreveremos o processo de escrita do gênero webaula no formato de
e-book desenvolvido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).
Apresentaremos as etapas do planejamento da produção textual, desde a concepção do texto
no formato impresso, até a versão final do e-book em que se incluem recursos hipertextuais
e em que se fazem as adequações de linguagem e inserções de recursos, como links, áudio e
vídeo. Traçaremos um panorama das várias atividades interdependentes, que são necessárias
para que seja produzida uma webaula em formato e-book, além do perfil da equipe pedagógica
responsável pela produção, dando ênfase ao professor especialista no conteúdo informacional
da webaula, o professor conteudista. Analisaremos a distribuição das diferentes funções e tarefas
entre os sujeitos produtores do texto (conteudista, designer instrucional, revisor, diagramador,
pesquisador iconográfico), a fim de discutirmos as implicações desse processo de produção
coletiva de um texto que se materializará em um gênero hipertextual. O propósito de escrita
dos produtores do e-book é desenvolver um texto que seja eficiente no que diz respeito ao
ensino-aprendizagem dos alunos de EaD e que atenda às exigências de currículos acadêmicos
de graduação e especialização previamente traçados pela instituição de ensino superior.
#Hipertexto2013
l 29
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CONSTRUÇÃO DO E-BOOK: CONTRIBUIÇÃO DA DIAGRAMAÇÃO WEB
(DESCRIÇÃO DOS APLICATIVOS, DAS DECISÕES OPERACIONAIS,
RECURSOS E NOVAS TENDÊNCIAS)
Fabrice Marc Joye (IFCE)
Lilian Freitas Coelho (IFCE)
Lívia Maria de Lima Santiago (IFCE)
Neste trabalho, apresentaremos a nova modelagem web adotada pela equipe técnica da
Diretoria de Educação a Distância (DEaD) do Instituto Federal do Ceará (IFCE), para a construção
da nova proposta de layout da webaula no modelo e-book. Sabendo que o aspecto central no
processo de elaboração do material didático é desenvolver a comunicação fluída e constante
entre os atores envolvidos no processo de produção de conteúdo e promover a discussão entre
equipe técnica e pedagógica, buscaremos apresentar o papel do diagramador web como agente
de contribuição sob uma perspectiva técnica, apontando quais recursos e ferramentas de caráter
operacionais melhor se ajustam a proposta didática e tecnológica do modelo e-book da Diretoria
de EaD. Além disso, descreveremos as etapas que compuseram a elaboração do e-book desde
seu planejamento, desenvolvimento até sua construção propriamente dita. Tomaremos por base
a nova organização do conteúdo didático, a inserção de novos atores no fluxograma de produção
de conteúdo da DEaD e a incorporação de elementos midiáticos na estrutura do e-book.
DA BARRA DE ROLAGEM AO E-BOOK: A VISÃO DO ALUNO DO IFCE
Iraci de Oliveira Moraes Schmidlin (IFCE)
Karine Nascimento Portela (IFCE)
Márcia Roxana da Silva Régis (IFCE)
O presente artigo reflete sobre a construção dos materiais educacionais digitais (MEDs), seus
formatos e sua adequação ao aprendizado, a partir da visão do aluno. Visa analisar os MEDs
produzidos pela equipe da Diretoria de Educação a Distância do Instituto Federal do Ceará
(DEaD-IFCE) para os cursos de graduação ofertados na modalidade semipresencial. O objetivo
geral é apurar, de forma comparativa, as visões dos alunos de cada uma das versões de MEDs
desenvolvidos pela DEaD-IFCE, batizados pela equipe como “barra de rolagem”, “slides” e “e-book”.
Pretende-se ainda descrever os MEDs, seus recursos e elementos de design pedagógico, a partir
dos parâmetros para construção de MEDs propostos por Torrezzan e Behar (2009), Palange
(2009) e Vaz (2009). A pesquisa é de cunho exploratório, descritivo e comparativo, analisando
aspectos quantitativos e qualitativos dos MEDs e de sua utilização por parte do aprendiz. Como
principal procedimento para coleta de dados, foram aplicados questionários entre os alunos dos
cursos, levantando a visão deles acerca dos MEDs para eles disponibilizados. A pesquisa pretende
contribuir para a melhoria das práticas em EaD, no design educacional do modelo e-book em
construção, abordando as evoluções, acertos, problemas e erros identificados pelos alunos nos
formatos analisados.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
E-BOOK INTERATIVO: A GESTÃO DE UM PROJETO MULTIDISCIPLINAR NA
EVOLUÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO DOS CURSOS A DISTÂNCIA NO IFCE
Cassandra Ribeiro Joye (IFCE)
Gina Maria Porto de Aguiar (IFCE)
Fabrice Marc Joye (IFCE)
Este trabalho apresenta um relato de experiência realizada entre a gestão e a equipe
multidisciplinar da Diretoria de Educação a Distância (DEaD) do Instituto Federal do Ceará, em
torno da mudança de formato das webaulas, partindo do conteúdo web em janelas com barra
de rolagem para o que se denomina e-book “interativo”. A mudança visa atender a demanda do
leitor atual, que se identifica com o formato dos livros digitais, por guardarem a representação
mental dos modelos físicos de livros, com diferencial da interatividade permitida pela tecnologia.
O objetivo dessa mudança é proporcionar mais interatividade com o conteúdo a partir dos
recursos tecnológicos próprios para a construção de e-books, bem como utilizar esse formato
para outras mídias com o objetivo de possibilitar maior mobilidade, acesso e controle do
percurso de aprendizagem pelo aprendiz na interação com o material didático. O processo de
construção envolve um trabalho sistemático com toda equipe multidisciplinar para construção
da identidade desse e-book, utilizando a pesquisa e o trabalho coletivo de discussões e testes
para o projeto piloto da mudança. Envolve observação e análise dos materiais didáticos digitais
de outras instituições, a observação participante junto à equipe multidisciplinar da DEaD e a
revisão bibliográfica na temática.
#Hipertexto2013
l 31
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CULTURAS, LETRAMENTOS E TECNOLOGIAS NO ENSINO DE LÍNGUAS
Coordenação: Rodrigo Aragão (IAT/UESC)
Apresentaremos aqui trabalhos no âmbito do grupo de pesquisa do projeto FORTE – Formação,
Linguagens e Tecnologias. Para esta sessão coordenada, faço um recorte dos trabalhos que tem
se debruçado sobre os letramentos em culturas digitais e no ensino de línguas. Inicialmente,
farei uma exposição sobre conceitos de linguagem, tecnologia e cultura para lidarmos com
os letramentos demandados atualmente e propormos estratégias de ensino/aprendizagem
pautadas na aproximação articulada de práticas sociais com linguagens e tecnologias, a pesquisa
acadêmica e a educação básica. Em seguida, debatermos três trabalhos que aprofundam a
apresentação inicial. Resultados de uma pesquisa sobre os letramentos digitais e a Educação
de Jovens e Adultos de escolas do município de Itabuna-BA nos mostram como o uso de TICs
na escola são configuradas por situações e representações de professores sobre seu público
alvo e uma cultura de ensino na EJA. Observaremos também como práticas didáticas digitais
com blogs no ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa e Inglesa demandam conceitos de
multimodalidade, hipertextualidade e multiletramentos para que sejam efetivamente parte de
uma cultura digital. Finalmente, será apresentada uma pesquisa-ação sobre letramentos em
redes sociais com alunos de inglês em uma escola pública de ensino fundamental atendida pelo
projeto UCA.
LINGUAGENS E TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS SOCIAIS, POLÍTICAS E
ESCOLARES
Rodrigo Aragão (IAT/UESC)
Práticas sociais com as tecnologias da comunicação têm desafiado a escola enquanto agência
de letramento e de apropriação de conhecimentos. Se por um lado, vivemos imersos em uma
cultura digital no cotidiano, o mesmo pode não ser dito sobre o cotidiano da escola. Os governos
buscam inserir equipamentos nas escolas e também criar diretrizes curriculares (Brasil, 1999,
2006). Vemos que alguns estudos têm mostrado dificuldades de fazer com que a cultura digital
seja uma realidade no ensino/aprendizagem de línguas (Aragão, 2009; Mateus, 2004; Paiva,
2010). Observamos que maiores investimentos em equipamentos, ou na produção de textos
oficiais, dissociados de uma epistemologia da prática e em articulação sistêmica com usuários e
contextos de uso, não tem gerado os resultados esperados. Notamos desarticulação entre o uso,
a infra-estrutura, e as ambiências relacionais necessárias à gestão e consolidação de culturas
digitais. Ainda, os letramentos contemporâneos nos demandam repensar a escola e sua cultura
tradicional ao passo que, se levarmos isso a cabo, os próprios conceitos de escola e política
pública devem ser reinventados. Apresentarei nesta comunicação os fundamentos e exemplos
práticos desta reflexão.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
MULTILETRAMENTOS E HIPERTEXTUALIDADE NO ENSINO/APRENDIZAGEM
Manoela Oliveira de Souza Santana (UESC)
Rodrigo Aragão (IAT/UESC)
No cenário de uma cultura social imersa em práticas diversas com tecnologias da comunicação,
espaços educacionais, para acompanhar as solicitações desse contexto, implementam práticas,
utilizando suportes digitais. Os multiletramentos requerem atos leitores e escritores mediados
também pela multimodalidade e pelo hipertexto. O que se coloca no cerne para reflexão nesta
comunicação é a forma do trabalho com o hipertexto e a multimodalidade nas práticas textuais
do ensino de línguas – português e inglês – com blogs de docentes, do Ensino Médio, de
escolas baianas. A discussão que segue, qualitativa no âmbito da Linguística Aplicada, e mais
especificamente a área de Linguagem e Tecnologia, nos leva a percepção de que, na interface
entre blog e ensino/aprendizagem de línguas, aprendizes e mediadores da práxis precisam se
reconhecer como sujeitos dessas linguagens, podendo ler e gerir textos, articulando linguagens,
novas rotas para a leitura e escrita, por meio da linguagem verbal, imagens e sons, e vivenciar
culturas digitais, com criticidade, o caráter interacional que demandam os letramentos da
sociedade contemporânea.
LETRAMENTOS DIGITAIS E A EJA EM ITABUNA
José Wanderley Souza Oliveira (UESC)
Rodrigo Aragão (IAT/UESC)
Esta pesquisa parte de concepções de letramentos (SOARES, 2003) e de letramentos digitais
(BUZATO, 2006; XAVIER, 2012) para compreendermos a ação de professores da EJA do município
de Itabuna-Bahia em relação ao uso de tecnologias no ensino de línguas. Com isto, espera-se
poder fortalecer estratégias para lidar com esse cenário na escola pública e difundir formas de lidar
com o conhecimento a partir do uso de tecnologias. Adotamos a pesquisa de cunho etnográfico,
através de observação e entrevista gravada, com seis docentes da área de linguagens da EJA, em
seis escolas de Itabuna-BA. Os resultados indicam que a aversão ao uso de TICs não está em
limitações de letramento digital dos professores da EJA, mas na maneira como entendem suas
práticas de letramento e uma representação da cultura dos alunos da EJA. Outra observação da
pesquisa é a necessidade de termos mecanismos para que estados, governo federal e municípios
construam suas orientações, diretrizes e marcos legais em consonância com uma política de EJA
que não exclua, mas inclua todos e todas em ações articuladas.
#Hipertexto2013
l 33
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CIBERCULTURA E REDES SOCIAIS NO ENSINO DE INGLÊS
Iky Anne Dias (UESC)
Rodrigo Aragão (IAT/UESC)
Hoje, em que tudo está interconectado em redes, mais que ensinar coisas novas, insta educar
de outra maneira, segundo uma prática que compreenda a complexidade das culturas e
linguagens em fluxo. Foi a esse desafio que nos propomos ao investigar as redes sociais no
ensino/aprendizagem de Língua Inglesa. Para isso realizamos uma revisão sobre cibercultura e
redes sociais (CASTELLS, 2003; RECUERO, 2009); estudos da Linguística Aplicada voltados para o
uso das TICs no ensino de língua estrangeira segundo a teoria da complexidade (PAIVA; BRAGA,
2009; PAIVA, 2010; FARIA, 2010), além das orientações sobre os multiletramentos (BRASIL, 2006;
ROJO, 2012). Essa base teórica subsidia a execução de uma pesquisa-ação realizada em uma
classe de oitavo ano na Escola Estadual Padre Carlo Salerio em Itabuna, Bahia, durante um
semestre letivo de 2013. Neste, desenvolvemos junto com a professora-pesquisadora, uma
prática de ensino/aprendizagem que pretende fomentar a apropriação dessas redes na cultura
da sala de aula, com resultados nos multiletramentos docentes, discentes e em ações alinhadas
com as práticas socioculturais contemporâneas. Apontaremos aqui os limites e os potenciais
para o ensino/aprendizagem de inglês na educação básica fundamentadas na cibercultura e em
redes sociais.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
MULTILETRAMENTOS, PESQUISA ETNOGRÁFICA E TECNOLOGIA
Coordenação: Luiz Fernando Gomes (Uniso)
Esta sessão coordenada apresenta trabalhos de pesquisa que envolvem três instituições:
Universidade Federal de Alagoas- UFAL, Universidade Federal de Sergipe – UFS e Universidade
de Sorocaba – Uniso, tendo como núcleo comum propostas de uso de tecnologias em práticas
sociais de usos da linguagem. O referencial teórico central sobre letramento, nas três propostas,
baseia-se em Lankshear & Knobel, Kalantzis & Cope Rojo e Bakhtin, e em Rocha e Tosta sobre os
estudos etnográficos. Duas propostas envolvem trabalhos em uma comunidade de bordadeiras,
em Maceió, onde se propôs a criação coletiva, por cerca de dez mulheres da associação das
bordadeiras, de um blog e de uma página no Facebook, que mostrasse não apenas o trabalho
por elas desenvolvido, mas também falasse sobre o Pontal da Barra e sobre suas histórias
individuais. Dessas atividades de uso efetivo da linguagem sobressaiu uma nova visão da língua
escrita e de suas possibilidades emancipadoras. Também questões sobre o posicionamento
ético e científico do pesquisador etnográfico emergiram desse contato-envolvimento com os
membros da comunidade. A proposta sobre o uso do rádio para programas sobre música e
cultura hispano-americanas revela a importância da integração das mídias para a comunicação
multicultural.
A PESQUISA ETNOGRÁFICA EM PROJETOS DE LETRAMENTO:
DISCUSSÕES INICIAIS SOBRE O PAPEL DO PESQUISADOR EM
ATIVIDADES COMUNITÁRIAS
Luiz Fernando Gomes (UNISO)
O objetivo deste trabalho é trazer algumas considerações a respeito das atribuições, necessidades
e dificuldades com as quais se depara o pesquisador ao propor e desenvolver atividades de
letramento em comunidades periféricas. As reflexões partem de nossas experiências e de
registros em áudio e anotações de campo durante a realização de um projeto de extensão
desenvolvido em parceria Uniso-UFAL, intitulado “Novos letramentos e ativismo social: em
busca de uma palavra outra para as mulheres da Comunidade do Pontal da Barra”, (Maceió-AL).
Trabalhos de Lankshear & Knobel, do Grupo de Nova Londres e de Rojo falam dos letramentos
como práticas contextualizadas de uso da língua e das linguagens em sua variedade modal e
cultural e Rocha & Tosta esclarecem que conhecer as culturas locais pressupõe ouvir o outro e
a maneira como percebemos o outro está relacionada à distância que assumimos perante ele.
Nossa presença na comunidade do Pontal da Barra trouxe-nos vários questionamentos acerca
das formas de aproximação dos membros da comunidade e do entendimento de tempos,
culturas, necessidades e expectativas deles e nossas, com relação ao projeto proposto.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
A FUNÇÃO SOCIAL DO RÁDIO: PRÁTICAS DE LETRAMENTO EM MINI
PROGRAMAS SOBRE MÚSICA E CULTURA HISPANO-AMERICANAS
Raquel de La Corte dos Santos (UFS)
O objetivo deste trabalho é apresentar o projeto de extensão: “Um programa de rádio voltado
para a música e cultura hispano-americanas”, considerando sua relação com práticas de
letramento, envolvendo tanto a mídia radiofônica quanto os espaços de interação em meio
digital possibilitados pelas novas tecnologias de comunicação e informação. Na discussão sobre
letramento me apoio em (SOARES, 1998, XAVIER, 2002, ROJO, 2009) e outros. Considerando os
objetivos pedagógicos e socioculturais do projeto e a prática interdisciplinar complexa, utilizo
também a perspectiva da complexidade (MORIN,1999). Converso também com teorias sobre
as tecnologias digitais, da língua estrangeira e da função social do rádio. Metodologicamente,
faço uma descrição do projeto, da etapa de levantamento de temas até a gravação dos
“programates”, mini programas de 3 a 5 minutos que oferecem música e informações sobre
a cultura de países hispano-americanos. Os resultados esperados são que o público ouvinte,
universitários e comunidade em geral, se aproximem de outras realidades, entrando em contato
com a diversidade linguística, sociocultural e artística de países de língua espanhola, através do
acesso e uso de recursos tecnológicos.
DA GRAMÁTICA AO USO DA LÍNGUA COMO PRÁTICA SOCIAL
Andréa da Silva Pereira (UFAL)
Esta pesquisa está vinculada a um projeto de extensão que objetiva introduzir novos usos da
escrita na Associação das Mulheres Bordadeiras do Pontal da Barra (Maceió- AL). Iniciamos
um trabalho com as associadas na perspectiva dos novos letramentos (KALANTZIS e COPE,
2006; ROJO,2012), considerando três dimensões das práticas sociais que ocorrem na(s) e
pela(s) linguagem(s): a da diversidade produtiva, a do pluralismo cívico e a das identidades
multifacetadas. Objetiva-se aqui discutir questões do processo que propõe às mulheres uma
mudança de posicionamento discursivo, desafiando-as a se deslocarem do espaço em que se
situam os padrões linguísticos para o do uso efetivo da linguagem, lugar este de inserção cidadã
e, portanto, de maior liberdade. Os resultados da pesquisa, que metodologicamente, combina
as abordagens etnográfica e discursiva, apontam para a presença marcante de representações
do conceito anacrônico e discriminatório de gramática no discurso das mulheres bordadeiras,
que as impossibilita de enxergar outros benefícios de usos da língua tanto para a venda dos
produtos artesanais produzidos na comunidade, como também para a construção da identidade
coletiva da associação.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CLIQUE CLIQUET, O FACEBOOK ENSINA VOCÊ
Coordenação: Iara Sanches Rosa (Centro Universitário Módulo)
Há propostas nos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997) que sugerem que
um dos objetivos da educação básica é desenvolver nos alunos a autonomia intelectual. Esta
autonomia inclui a possibilidade de o aluno saber utilizar diferentes fontes de informação e de
recursos tecnológicos no processo de construção do conhecimento. Neste sentido, a presente
proposta – “CLIQUE CLIQUET, O FACEBOOK ENSINA VOCÊ” – tem por objeto a utilização das
redes sociais como lócus de compartilhamento de saberes, de experiências, de informações
novas e de conhecimentos já construídos, com intencionalidade educativa. Pretende-se que
alunos do ensino presencial de três professoras – de Língua Portuguesa, de Língua Inglesa e
de Geografia – complementem sua formação fora da sala de aula, interagindo nas redes sociais
(no caso, Facebook) e transformando-as em redes de aprendizagem colaborativa. Espera-se
com esta participação maior envolvimento dos alunos nos estudos e, consequentemente,
favorecimento de seu rendimento escolar, além de aproximar a escola da vida real.
CLIQUE CLIQUET, O FACEBOOK ENSINA VOCÊ
Iara Sanches Rosa (Centro Universitário Módulo)
Giovana Flavia de Oliveira (Prefeitura Municipal de São Sebastião)
As tecnologias de informação e comunicação têm proporcionado mudanças na educação
brasileira. No ensino fundamental, em especial na rede pública, essas mudanças ainda não estão
muito presentes. Os motivos são variados: precariedade no acesso à Internet, equipamentos
sucateados nos laboratórios de informática, falta de material didático para esse nível de ensino,
falta de interesse e conhecimento por parte dos professores. No entanto, paralelamente a
essa realidade, observa-se uma grande utilização das redes sociais, em especial do Facebook,
entre os adolescentes de escolas públicas. Pensando nessa realidade, três professoras criaram
um grupo fechado na rede social Facebook e o utilizam como um espaço para compartilhar
material educativo a um grupo de alunos de uma escola pública da periferia de São Sebastião.
Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é descrever as estratégias linguísticas utilizadas pelas
professoras para despertar o interesse dos alunos por assuntos educativos nas redes sociais,
ampliando, assim, o conhecimento. Os resultados apontam que, se utilizado de modo planejado,
é possível utilizar os grupos fechados da rede social Facebook para promover a interação entre
alunos e professores e, com isso, aumentar o conhecimento.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
LET’S SHARE: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO COMUNICATIVA NO
ENSINO DE INGLÊS VIA FACEBOOK
Manuella Lisboa Gomes da Silva (Prefeitura de São Sebastião)
O conhecimento da língua inglesa é fundamental no mundo globalizado, sua presença é visível
no dia a dia. Contudo, a importância da aprendizagem desta língua ainda não é plenamente
percebida pelos alunos de escolas públicas de periferia, que não têm oportunidades para
aplicação prática da língua. Com apenas duas aulas de cinquenta minutos semanais, salas muito
cheias e pouco material didático-pedagógico disponível, fica difícil inseri-los em situações reais
de uso do inglês. Os grupos fechados em redes sociais, como o Facebook, podem ser uma
extensão da sala de aula presencial e um caminho para a aproximação desses estudantes em
contextos significativos de uso da língua. Desse modo, o objetivo desta pesquisa é descrever
as estratégias utilizadas por uma professora em um grupo fechado na rede social Facebook,
visando à inserção dos alunos em prática de língua estrangeira. Os dados foram obtidos por
meio de uma pesquisa-ação e analisados qualitativamente. Os resultados demonstram que os
alunos são capazes de participar das atividades comunicativas propostas em língua inglesa no
Facebook.
A GEOGRAFIA NO FACEBOOK
Marcia Gomes da Silva (Prefeitura de São Sebastião)
A internet é uma ferramenta que possibilita conhecer novos espaços, sejam eles locais, regionais
ou globais. Em escolas públicas de periferia, esse recurso dentro das aulas de geografia pode
ampliar o universo de conhecimento dos estudantes. O pouco tempo em sala de aula, a falta de
equipamentos adequados, o despreparo dos alunos em pesquisar na rede dificultam o trabalho
com essa ferramenta no espaço escolar. Uma proposta para melhorar essa situação foi utilizar a
rede social Facebook como espaço para ampliar as discussões realizadas em sala de aula. Dessa
forma, os objetivos desta pesquisa são: verificar se os alunos compreendem o grupo fechado
Facebook como extensão da sala de aula presencial e analisar os tipos de participação que os
estudantes realizam nesse ambiente. Os resultados mostram que é possível utilizar a internet
como ferramenta para ampliar o conhecimento dos alunos de forma local, regional e global.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
LETRAMENTO DIGITAL EM FLE
Coordenação: Joice Armani Galli (UFPE)
A proposta da presente Comunicação Coordenada objetiva agrupar trabalhos em torno da
discussão sobre o uso de TICE no ensino de FLE e o ensino de FLE à distância no Brasil.
ESTADO DA ARTE TICE/FLE NO BRASIL: ALGUMAS FERRAMENTAS PARA
O LETRAMENTO DIGITAL EM FRANCÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA
Joice Armani Galli (UFPE)
Simone Pires Barbosa Aubin (UFPE)
Rachel Andrade (UFPE)
Ezequiel Izaias de Macedo (UFPE)
De acordo com Galli (2011), o recurso às tecnologias para o ensino de línguas estrangeiras (LE)
é uma prática na história das metodologias. O emprego das ‘novas tecnologias’ no ensino do
Francês como Língua Estrangeira (FLE) ou do Francês como Língua Segunda (FLS/FL2) ocorre
justamente por ser parte da natureza desse campo do saber promover, de forma mais verossímil
possível, a contextualização do processo de ensino e aprendizagem de uma LE, conforme
sustentado por Segundo Puren (2001). Assim, o LENUFLE/UFPE, grupo de estudos acerca do
‘Letramento numérique/digital do FLE’, propõe a apresentação de uma de suas linhas de
pesquisa. Trata-se do levantamento da produção acadêmica relativa às TICE – Tecnologias da
informação e da comunicação para o ensino do FLE no Brasil. O critério para a apresentação
deste panorama quanto ao estado da arte referido diz respeito à investigação a partir dos anos
50, centrada nas produções científicas sob o formato de teses, dissertações e artigos publicados
em periódicos reconhecidos pelos órgãos de fomento à pesquisa, como Capes e CNPQ. Além de
Galli (2011) e Puren (1988 e 2001), nos valeremos da concepção preconizada pela abordagem
sociodidactique sugerida na obra Guide pour la recherche en didactique des langues et des
cultures (2011), cuja organização é assinada por Philippe Blanchet e Patrick Chardenet. O
emprego dessas novas tecnologias para o ensino de línguas implica um novo entendimento
especialmente para o ensino do FLE. Portanto, o presente mapeamento permitirá que se reúna
o referencial teórico desta área, contribuindo para o avanço das demais pesquisas de TICE no
processo de aquisição e desenvolvimento de uma LE.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS COM UTILIZAÇÃO DE NOVAS
TECNOLOGIAS NA ABORDAGEM DE LIVROS INFANTIS EM LÍNGUA
ESTRANGEIRA
Lorena Kathy Valentim Santos (UFPE)
O presente trabalho refletirá sobre algumas possibilidades de abordagem da literatura infantil
no ensino do Francês Língua Estrangeira (FLE), através dos recursos tecnológicos disponíveis ao
professor. Para isso analisaremos sequências pedagógicas passíveis de serem implementadas no
livro La Peur du Monstre, de Mario Ramos. Essa ‘recherche-action’ insere-se nas experiências de
leitura da BCCT - Biblioteca Comunitária Comunidade Tabaiares, no projeto de ensino de FLE para
crianças, intitulado Les Crabes (Os caranguejos) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A PRESENÇA DAS TICE NO ENSINO DE FRANCÊS LÍNGUA
ESTRANGEIRA ATRAVÉS DO LIVRO DIDÁTICO ALTER EGO
Simone Aubin (UFPE)
Recentes mudanças metodológicas quanto ao ensino do Francês Língua Estrangeira (FLE)
na UFPE provocaram a troca do manual didático Reflets para Alter Ego, da editora Hachette.
Propomos aqui uma reflexão sobre este último no que tange a utilização das novas tecnologias
na formação dos docentes em francês. Através de um estudo dos cinco volumes desse método,
procuraremos analisar a presença e a pertinência das TICE tanto na sua macroestrutura (conjunto
de capítulos) quanto na sua microestrutura (interior de cada unidade). Assim, tentaremos
compreender a progressão dessa temática no conjunto da obra e sua relação com os conteúdos
metodológicos e linguísticos propostos. Para nortear essa reflexão, apoiar-nos-emos sobretudo
nos trabalhos de Nicolas Ghuichon (2012), de Jean-Pierre Cuq e Isabelle Gruca (2005), sobre a
integração das TICE no ensino de línguas estrangeiras assim como no Guide pour la recherche
en didactique des langues et des cultures (2011), organizado por Philippe Blanchet e Patrick
Chardenet, que sugere uma metodologia de análise de livros didáticos em língua estrangeira.
Essa abordagem comparatista não poderia deixar de levar em conta os fatores psicológicos,
sociológicos, antropológicos, linguísticos e metodológicos presentes nos livros didáticos e sua
relação com as novas tecnologias na educação.
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#Hipertexto2013
Comunicações INDIVIDUAIS
CI -01
A CULTURA EDUCACIONAL NO MUNDO EM REDE O USO PRODUTIVO
DO FACEBOOK
Uiara Wanderley (Fundaj/UFPE)
Solange C. Carvalho (Fundaj/UFPE)
Não há como negar que a interação on-line vem causando forte impacto na Educação,
revolucionando a cultura da prática de ensino do professor, que é convocado a atender às novas
demandas da construção do saber. Trata-se de um desafio a ser enfrentado pelo professor na
formação do cidadão em tempos de tecnologia. Este artigo traz uma reflexão sobre as mudanças
na cultura contemporânea, a nova cultura digital, cultura de rede, a cibercultura, que sintetiza a
relação entre a sociedade contemporânea e as novas tecnologias da informação e comunicação.
O objetivo deste artigo é analisar a cultura educacional do mundo em rede a partir da atuação
dos professores no uso das redes sociais. Nosso foco de análise são as interações ocorridas no
Facebook. Observamos que são vários os motivos que favorecem o despreparo do professor, em
termos do uso das redes sociais. Nesse entendimento, a pesquisa analítica realizada por outros
estudiosos das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – NTIC, vem comprovar que
é possível o uso produtivo dessa ferramenta de comunicação, contribuindo para a mudança
da cultura educacional no processo de Formação do Professor da Rede Pública de Ensino. Para
tanto, nos apoiamos nos pressupostos teóricos de Freire (1992; 1996), Castells (1999; 2003; 2006),
Santaella (2003), entre outros olhares, que contemplem o professor inserido no mundo em rede.
A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA O USO DAS
MÍDIAS DIGITAIS: UMA NECESSIDADE DA ESCOLA CONTEMPORÂNEA
Elma Silvanda Dantas Correia (UFPB)
João Wandemberg Gonçalves Maciel (UFPB)
O estudo em tela destaca a grande importância da utilização das mídias e das tecnologias digitais,
como suporte à docência, visando promover uma aprendizagem significativa nas escolas de
abrangência do Núcleo de Tecnologia Municipal de João Pessoa/PB. Os procedimentos desta
averiguação têm como cerne saber como as mídias digitais são utilizadas pelos professores do
Ensino Fundamental das escolas, sob a perspectiva do letramento digital, após vivenciarem
a formação do ProInfo. Para alcançarmos os resultados esperados objetivou-se analisar a
prática docente dos professores do ensino fundamental na perspectiva do letramento digital,
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
considerando a aplicabilidade do Proinfo Integrado; averiguar o conhecimento dos professores
após a formação continuada; identificar as tecnologias existentes e mais utilizadas nas escolas,
pelos docentes e caracterizar as práticas no cotidiano escolar, voltadas ao letramento digital. A
metodologia utilizada foi de caráter descritivo e o marco teórico embasou-se nos autores: Bastos
et al, (2008); Salgado e Amaral (2008); Prado e Almeida (2009); Soares (2002 e 2006) e outros.
Diante do estudo, constata-se a necessidade do desenvolvimento de práticas pedagógicas
inovadoras, que favorecerão a construção/reconstrução do conhecimento indispensável ao
processo ensino e aprendizagem, bem como ao exercício pleno da cidadania, consoante aos
objetivos proposto pelo ProInfo Integrado.
A LINGUAGEM DOS MATERIAIS DIDÁTICOS INTERATIVOS E O
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM POR MEIO DE MÍDIAS MÓVEIS
Paulo Roberto Colusso (UFSM)
Volnei Antônio Matté (UFSM)
Ricardo Brisolla Ravanello (UFSM)
Marcos Brod Junior (UFSM)
Este artigo possui como tema as mudanças proporcionadas pelas tecnologias digitais na educação
e sua relação com o processo de ensino e aprendizagem por meio do uso de novas plataformas
digitais, mais especificamente os tablets. O problema de pesquisa aqui abordado consiste em
discutir: como as novas linguagens e recursos didáticos, utilizados no ensino, potencializam
o processo de ensinar e aprender na sociedade da diversidade. O objetivo principal do artigo
é investigar a educação com base no uso de novas linguagens e recursos didáticos, visando
potencializar o processo de ensinar e aprender. Os objetivos secundários são: (i) compreender a
relação entre a educação à distância e a tecnologia, seus processos e materiais; (ii) apresentar a
evolução e organização de elementos, recursos e materiais didáticos; e (iii) propor novos rumos
para a educação à luz das tecnologias de comunicação, com base em pesquisas recentes sobre
recursos didáticos e linguagens. Os procedimentos metodológicos utilizados foram a pesquisa
bibliográfica e revisão de literatura com redação compilatória. Os resultados apresentados
incluem definições de categorias e conceitos para auxiliar o desenvolvimento de materiais
didáticos interativos, permitindo assim novas organizações criativas no uso das tecnologias
digitais e mídias móveis na educação.
A PESQUISA ESCOLAR E O USO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO
Roziane Keila Grando (UNICENTRO)
Josias Ricardo Hack (UFSC)
Os avanços tecnológicos sempre foram determinantes nas transformações que ocorrem nas
formas de se comunicar e interagir. A internet é uma fontes de informação mais usadas para
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
pesquisas escolares e os profissionais envolvidos com o ensino não podem ficar indiferentes
com esta situação. Para tanto, é preciso compreender e aprender com as Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC).O jornalismo é uma das maneiras de se divulgarem estudos ou
comportamentos que visem o uso das TIC na educação. Por meio de uma análise interpretativa,
o trabalho tem por objetivo a investigação das preocupações relativas à qualidade do que é
pesquisado na internet, acerca do que se divulga em matérias de revistas como a Educação e
Nova Escola. A investigação foi pautada em autores como Lévy (1999) e Morin (2005) ao se tratar
da cibercultura e em Demo (1997; 2006), com relação às práticas de orientação da pesquisa
escolar. As análises confirmaram que as revistas trazem exemplos de pesquisas feitas na web; os
quais, na sua tessitura, evidenciam as preocupações com respeito à qualidade do que os alunos
pesquisam por meio da internet e que a orientação é o um fator importante no processo de
pesquisa em ambientes virtuais.
A REDE SOCIAL FACEBOOK COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO E
FORMAÇÃO NA ESCOLA: UM ESTUDO EMPÍRICO
Alexandre Ramos dos Santos (USP)
A pesquisa buscou analisar o potencial das redes sociais como instrumento auxiliar na sala
de aula, apoiando professores e alunos nos conteúdos trabalhados no dia a dia. Para isso, foi
escolhida a rede social Facebook e a apropriação que alunos de uma escola pública de São Paulo
fizeram, por meio de um grupo criado na própria rede social. Através da coleta de dados, da
observação participativa e da análise bibliográfica, o presente trabalho buscou evidenciar se as
redes sociais possibilitam ou não uma nova forma de aprendizado que ultrapasse as barreiras
físicas do espaço escolar. Nesse contexto, a pesquisa procurou dois objetivos principais: a. a
forma como alunos de uma escola pública utilizam as redes sociais, relacionada aos assuntos
escolares, e b. se a utilização dessa rede social realmente pode ajudar o aluno no dia a dia das
tarefas escolares, facilitando sua compreensão dos conteúdos passados na sala de aula.
A TELA: ASPECTOS TOPOLÓGICOS NA CONSTRUÇÃO DE TEXTOS
SINCRETICOS E NÃO VERBAIS
Dinora Fraga (Uniritter)
O objetivo deste estudo consiste em estender a problemática da arquitetura interna dos textos
(cf Bronckart, 1997; 2002; 2004) ao estudo do hipertexto em ambiente digital, como texto na
tela do computador. O corpus da pesquisa(textos em blogs) é investigado em sua sequencia
não linear,cf(Greimas 1987;Fontanille(2005);Helmslev(1976),na produção de hipertextos. A
pesquisa tem caráter empírico, vinculada ao método fenomenológico Ocupa-se da teorização
de um conjunto de blogs produzidos por alunos de escolas municipais da cidade de Novo
Hamburgo/RS.O estudo esta permitindo propor a ênfase em aspectos topológicos da tela e do
aprofundamento do estudo do sincretismo para compreensão do hipertexto como textualidade
#Hipertexto2013
l 43
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
digital, aspectos que se entendem como contribuição do estudo para as discussões sobre
arquitetura textual do ISD. Entre esses aspectos destacam-se a compreensão dos atos de clicar
tal como constituídos nos blogs. O estudo orientou para a concepção de tela como interface(
Johnson,2009) como superfície plana bidimensional que, pela linguagem digital, permite
produção de sentido baseados na imprevisibilidade e aleatoriedade(relação estabelecida com a
vertente dos escritos de Saussure, cf Arrivé(2010) e com sincretismo(Helmslev,1976),sendo tais
aproximações uma das contribuições teóricas do estudo sobre hipertexto, assim como a possível
aproximação com a área de design,no que se refere a tela como superfície plana bidimensional e
as implicações decorrentes para o texto na tela.
CI -02
APONTAMENTOS SOBRE JOGOS DIGITAIS PARA ENSINO DE
LITERATURA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Alexandre Vilas Boas da Silva (UEL/UNOPAR)
Este trabalho visa realizar uma discussão acerca do uso de jogos digitais como ferramenta para
ensino de literatura, na educação básica. Para tanto, serão analisados sete jogos educacionais,
relacionados a temas literários, disponíveis em portal educativo institucional. A análise busca
centrar foco no design e na exploração de elementos narrativos para a construção dos jogos.
Para embasar teoricamente o trabalho, foram utilizadas algumas das discussões encontradas em
estudiosos como Johan Huizinga (1993), Janet Murray (2003), Simon Penny (2004), David Michael
e Sande Chen (2006), e Martha Gabriel (2013). Além disso, intenta-se confrontar a análise dos
jogos com documentação oficial que regulamenta o ensino de literatura em escolas públicas,
com o objetivo de discutir a adequação dos temas e conteúdos. Um dos desafios levantados por
esta análise é conciliar a relevância dos conteúdos dos jogos com um design envolvente, que
propicie diversão, imersão e aprendizagem por parte de seus jogadores. Espera-se, a partir de
tal discussão, favorecer a reflexão crítica acerca das atuais possibilidades de uso pedagógico de
tais jogos na educação básica.
APRENDIZAGEM COLABORATIVA: WEBQUEST NO ENSINO SUPERIOR A
DISTÂNCIA, POTENCIALIZANDO A PESQUISA, A INTERATIVIDADE
Olga Ennela Bastos Cardoso (UFJF)
Eliane Mederios Borges (UFJF)
Este trabalho tem como objeto de estudo a análise do potencial da Metodologia Webquest
para a construção colaborativa, potencializando a pesquisa, a interatividade e a construção da
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
autonomia do estudante no contexto da formação superior a distância. Utilizando a pesquisa
intervenção, o objetivo foi analisar as potencialidades e os limites para a implementação da
Metodologia Webquest, na perspectiva do “ensinar através da pesquisa”, a partir do conceito
desenvolvido por Demo. Como arcabouço teórico pauto-se nos estudos de autores como Otto
Peters, Edméa Santos, Celina A. A. Abar, Jarbas Novelino Barato, José Armando Valente, José
Manuel Moran, Marco Silva e outros que, de alguma maneira, abordam a Metodologia Webquest
como possibilidade de pesquisa e interatividade na web. A experiência envolveu o professor
da disciplina, tutores e alunos do curso de Licenciatura em Pedagogia/UAB da Universidade
Federal de Juiz de Fora. A Webquest construída para o estudo, “Mobilização Familiar”, agregou
recursos da plataforma Moodle e da Web, visando ampliar os momentos de interatividade e de
construção colaborativa. Os resultados apontaram para a aceitação de todos ao trabalhar com a
Metodologia Webquest, mas, também demonstraram que há questões internas no processo de
aprendizagem da modalidade a distância que ainda carecem de maior aprofundamento.
APRENDIZAGEM MEDIADA POR ARTEFATOS DIGITAIS MÓVEIS
Turla Alquete (UFPE)
Silvio Barreto Campello (UFPE)
Angela Samways (IFPB)
Silvio Bernardino (IFPB)
Filipe Marques (IFPB)
Nas instituições de ensino, atualmente, o uso de materiais digitais têm se popularizado como
forma de complementar o processo de ensino-aprendizagem. O Tablet (computador em forma
de prancheta) se insere nesse contexto, sendo muitas vezes utilizado em sala de aula como
substitutivo do material impresso ou como apoio ao ensino através de aplicativos educacionais.
Com esse avanço tecnológico é necessário desenvolver estudos sobre as relações entre o aluno
e este novo artefato. Desta forma, este artigo tem como objetivo investigar a aprendizagem
mediada por artefatos educacionais impressos e digitais móveis. Para entender como se dá a
transição entre o paradigma analógico e digital de aprendizagem, desenvolveu-se um estudo
piloto com alunos do ensino médio do IFPB, que teve como base analítica a Teoria da Atividade
de Leontiev e modelo do Sistema de Atividade de Engeström. Espera-se que estes resultados
possam contribuir para a construção de artefatos digitais móveis que atendam às necessidades
de aprendizagem dos alunos.
AS INFLUÊNCIAS DA TECNOLOGIA DIGITAL NA APRENDIZAGEM
Lia Beatriz Muller Beck (Escola Neli Betemps)
Desenvolvi um projeto com meus alunos do 2º ano em 2012 e continuo com a mesma turma:
3º ano do Ensino Fundamental da Escola Neli Betemps, tendo como título: “As influências
da Tecnologia digital na apredizagem”, e usei como base para meu trabalho os netbooks do
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Programa UCA (Um Computador por aluno). Nesse trabalho os alunos usaram constantemente
os net, onde cada tema proposto em sala de aula, após algumas explicações, os alunos partiam
para o uso da tecnologia, ou seja, aprofundam mais seus conhecimentos através de pesquisa na
Internet. A cada dia me surpreendiam ainda mais com suas pesquisas e descobertas, sobre os
temas propostos. Também criei um blog, onde após cada pesquisa realizada, e concluído o tema
proposto, postamos no blog da turma.
AS PRÁTICAS DE LETRAMENTOS EM TEMPOS DIGITAIS
Marta Jordanna Queiroz Ouriques (UFCG)
Lorena Guimarães Assis (UFCG)
Rossana Delmar de Lima Arcoverde (UFCG)
O cenário educacional contemporâneo traz à tona questões que põe em foco as inovações
tecnológicas, a escola, aprendizagem e aprendizes. Esse tema exige refletir sobre essa escola, no
sentido de pensá-la enquanto espaço propício à utilização das tecnologias digitais diante das
infinitas possibilidades pedagógicas que propiciam. Este estudo, parte do projeto de pesquisa
“Letramentos digitais na formação docente” desenvolvido com alunos de uma instituição
pública, tem o objetivo de investigar o que esses futuros professores compreendem sobre a
incorporação das tecnologias em situações de aprendizagem, bem como saber sobre o que eles
vislumbram em relação à incorporação das novas práticas de escrita e leitura digitais também em
sala de aula, sugerindo o uso de ferramentas da web 2.0 enquanto possibilidades pedagógicas.
Para tanto, utilizamos depoimentos como fonte de dados e produções escritas dos alunos,
em relação ao objeto de estudo em foco. A análise e discussão dos dados, fundamentadas em
estudos na área (COSCARELLI, 2010; DEMO, 2009, 2012; FREITAS, 2009; ROJO, 2012), mostram
que conhecer o potencial e as possibilidades de uso dessas ferramentas contribui para ações
pedagógicas efetivas e reforçam a necessidade de formação dos professores em letramentos
digitais.
AS TIC NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA PROBLEMÁTICA PARA
PROFESSORES NO ENSINO DO PORTUGUÊS
Cristiane Dominiqui Vieira Burlamaqui (UEPA)
Neste trabalho propomos uma análise crítica da relação entre sujeito, linguagem e contexto
social problematizando a inclusão das novas tecnologias da informação e comunicação no
ensino e aprendizagem da língua portuguesa na educação básica, para tal lançamos mão do
suporte teórico disponibilizado pela linguística aplicada e seus contingenciais diálogos com as
ciências humanas, a sociologia e o discurso (Moita Lopes et alii, 2008; Castells, 2005; Magalhães
& Stoer, 2003). Tal análise tem o objetivo de estabelecer uma reflexão sobre as dificuldades
enfrentadas por professores que diante das demandas do capitalismo globalizado e sua
relação com a inclusão das NTIC no ensino básico se veem impelidos a forjar alternativas que
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
acabam por reproduzir os mesmos modelos de intervenção didática da escola tradicional. Para
contribuir com o debate, apresentamos os resultados de pesquisas que acreditamos colaborar e
sugerem novas práticas de ensino do português a partir de uma perspectiva sócio interacionista
e “indisciplinar” de ensino da língua com as NTIC.
CI -03
AUTOMATIZANDO A ELABORAÇÃO DE EXERCÍCIOS
Cláudio C. Gonçalves (UnB)
Esta comunicação apresenta um software aplicativo cuja finalidade é elaborar automaticamente
exercícios gramaticais para uso em ensino de língua estrangeira. Sua implementação usa técnicas
de processamento de linguagem fundadas nos pressupostos teóricos da estatística bayesiana
(Manning et al. 1999) e técnicas de linguística de corpus (Pustejovsky et al. 2012). O aplicativo,
que foi escrito na linguagem Python seguindo princípios metodológicos de programação
orientada a objetos, tem quatro módulos que dividem a tarefa de elaboração dos exercícios: (a)
‘web-crawler’; (b) algoritmo que seleciona sentenças; (c) algoritmo que transforma sentenças em
exercícios; (d) especificação de ementas de cursos. Descrevemos brevemente o funcionamento
do aplicativo. O componente (a) busca sentenças na internet e as organiza em banco de dados.
O componente (d) fornece regras para que, depois de analisar gramaticalmente as sentenças,
o componente (b) decida quais devem ser fonte de exercícios para quais pontos gramaticais
da ementa. O componente (d) fornece regras também para que o componente (c) insira HTML
nessas sentenças selecionadas para que sejam exibidas como exercícios em um navegador.
Apresentaremos resultados concretos da implementação: exercícios automaticamente gerados
pelo sistema sendo usados em um serviço online de ensino de inglês (wordbuzz.bz). Discutiremos
limites e possibilidades de extensão da proposta.
AUTONOMIA, AUTORIA E COLABORAÇÃO DOS ALUNOS EM REDE:
EXPERIÊNCIAS EM UM CURSO TÉCNICO NA MODALIDADE A DISTÂNCIA
Maria Helena Cavalcanti da Silva (UFPE)
Eber Gustavo da Silva Gomes (UFPE)
George Bento Catunda (SEE-PE)
Após o surgimento das tecnologias digitais podemos perceber um novo olhar para a Educação a
Distância (EaD) no que concernem as propostas didáticas de interatividade entre os pares, muitos
para muitos (SILVA, 2003). Neste contexto de transformações, o pensar educacional para atender
a demanda social deverá ser sistematizado para uma prática educativa holística e significativa
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
(AUSUBEL, 2003), para uma concepção de autonomia do aluno, envolvendo também: a autoria e
a colaboração em rede.O objetivo deste artigo é analisar as autonomias, autorias e colaborações
existentes entre os alunos da disciplina de Empreendedorismo ofertada no curso Técnico de
Logística , modalidade EaD da Secretaria de Educação de Pernambuco em convênio com a rede
E-Tec Brasil, Ministério da Educação. Para a construção desta pesquisa, escolhemos a etnografia
virtual (HINE, 2002) como instrumento de coleta e como método de análise adotamos a análise
de conteúdo (BARDIN, 1997). Como resultados esperados, identificaremos as contribuições
entre os sujeitos analisados bem como entre estes e seus pares consonante à sua autonomia,
autoria e colaboração (ANDRADE, 2013). Ainda são esperados como resultados a contribuição e a
concepção de autonomia dos alunos ao orientar uns aos outros na construção do conhecimento
colaborativo.
AVALIAÇÃO DO USO E USABILIDADE DOS SITES DE CURSOS DE
ODONTOLOGIA
Marco Antônio Dias da Silva (UFCG)
Andresa Costa Pereira (UFCG)
O uso da internet para fins educacionais tem crescido muito. Apesar disso, verificamos
recentemente que as tecnologias de informação e comunicação continuam pobremente
utilizadas nos cursos de odontologia do Brasil. O objetivo desse estudo foi verificar se e como
os cursos de odontologia da Paraíba utilizam seus websites para prover conteúdo educativo
e analisar sua usabilidade. Primeiramente o site do ministério da educação foi utilizado para
obtenção das páginas oficiais dos cursos. Em seguida foi checada a presença de conteúdo
educacional em cada uma das webpages. Depois, foi avaliada a usabilidade dos sites dos cursos.
Foram utilizados dois diferentes testes por cinco examinadores treinados. Observou-se que
apenas quatro dos cursos apresentam webpage e que apenas dois destes as utilizavam com fins
educativos. Verificou-se resultados similares nos testes de usabilidade e nestes as taxas foram de
77,16% e 77,11% para os melhores e 47,5% e 49,1% para os piores sites. Conclui-se que os sites
dos cursos de Odontologia da Paraíba têm sido pouco utilizados fornecimento de conteúdo
educativo e que necessitam de ajustes para aumentar a usabilidade.
AVALIANDO GÊNEROS DIGITAIS E CONTEXTO INTERACIONAL EM
ATIVIDADES PEDAGÓGICAS PARA APRENDIZAGEM MÓVEL NO
FACEBOOK
Lafayette Batista Melo (IFPB)
Este trabalho trata da análise de gêneros digitais em educação móvel. O objetivo é integrar
estudos de interação humano-computador com análises de gêneros digitais no domínio
pedagógico, utilizando-se de dispositivos móveis para acesso a redes sociais. Parte-se do conceito
de reelaboração de gêneros para se inferir sobre transformações que ocorrem nos gêneros
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
pedagógicos (notas de aula, projetos, testes etc). É utilizado o conceito de contexto interacional,
envolvendo: polifocalidade (atividades simultâneas), acessibilidade interacional (forma de
exposição) e configuração contextual (como as pessoas percebem e gerenciam as configurações
dos seus ambientes). É feito um estudo de caso, registrando o uso de smartphones com o aplicativo
Facebook para Android por professor e alunos em atividades de apoio a um curso superior. Os
resultados apontam que a observação da configuração contextual traz pistas que não seriam
obtidas apenas avaliando os gêneros do domínio pedagógico, mas que o enquadre do gênero
em um domínio esclarece pontos que só o atendimento a padrões de interface não esclareceria.
Observou-se uma reelaboração de gêneros inovadora, cujo reconhecimento decorre do modo
como são mescladas as formas de postar conteúdo, comentar aulas e interagir via mensagens e
bate-papo para tirar dúvidas, mesmo que em aparelhos e versões de sistemas diferentes.
BLOG, BLOG MEU: QUEM SOU EU?
Elizângela Fernandes dos Santos (PCR)
Compreender linguístico-imageticamente o sujeito é uma prática que possibilita (re) conhecer
a singularidade dele a partir da partilha de experiências com o outro, como também respostas
dos contextos sociais, históricos e culturais que o circunda. O gênero Blog contemplado por
essa experiência científica foi tomado, então, como contexto mobilizador de marcas linguísticas,
mas também como um espaço de projeção e tematização das imagens de seus produtores
(DASCAL, 2013). Logo, a fim de se verificar as manifestações linguísticas e imagéticas em Blogs
pessoais, elegeu-se o tópico linguístico Adjetivo como materializador e canal discursivo de tais
manifestações. Para tanto, os objetivos foram: verificar como linguisticamente o produtor de Blog
se comporta; verificar como imageticamente o produtor de Blog se representa e, compreender
a funcionalidade social da relação de Adjetivos em Blogs a partir de seus produtores e leitores.
Dessa discussão, anconrada por alguns pressupostos da Teoria dos Atos de fala (AUSTIN,1970;
LEVISON, 2007), concluiu-se que seja pela organização composicional do Blog pessoal ou pela
seleção e uso de certas categorias de Adjetivos em comentários, títulos ou descrições, o sujeito
e, em alguns casos inconscientemente, reconstrói-se linguístico e imageticamente naquele
ambiente virtual.
[email protected], BRINCANDO COM O SÉRIO: UMA ABORDAGEM
METODOLÓGICA PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA
PORTUGUESA
Marilena Inácio de Souza (UNEMAT)
O uso do computador nas mais variadas atividades humanas é hoje uma realidade. O computador
se tornou tão importante que está presente em quase todos os lugares, mesmo que às vezes não
o percebamos, em razão de seu tamanho e formato. É inegável a presença dessa máquina em
todas as áreas de conhecimento e no ambiente escolar não poderia ser diferente. Cada vez mais,
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
o computador tem sido usado como ferramenta pedagógica. Com a introdução da internet e
a subsequente explosão do seu alcance no contexto educacional, um crescente número de
trabalhos e pesquisas vem sendo implementados, a fim de utilizar e investigar as possibilidades
e as repercussões do uso de recursos tecnológicos no ensino-aprendizagem de diversos
conteúdos. É nesse contexto que se insere o presente trabalho. Ao tomar a gênero “charge”
como objeto de ensino-aprendizagem de língua portuguesa, propomos a WebQuest “[email protected]:
brincando com o sério”. Trata-se de um conjunto de atividades orientadas, disponibilizado na
Web. O gênero charge é abordado a partir do modelo de sequência didática (DOLZ E SCHNEULY,
2004), permitindo, ao aluno, uma aprendizagem, ao mesmo tempo, dinâmica e diferenciada.
CI -04
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARES EDUCATIVOS NUMA
PERSPECTIVA INTERACIONAL DA LINGUAGEM
Ana Cristina Barbosa da Silva (UFPE)
Este estudo versa sobre softwares educativos (SE) de leitura e compreensão textual, tendo
como objetivo propor critérios e aplicá-los na avaliação desse tipo de material. Para a pesquisa
foram consideradas a teoria e a metodologia de Bakhtin/Volochinov (2002) de estudo da língua,
interação com as enunciações da interface com Peres (2007), abordagem sobre hipertexto Ribeiro
(2005) e Coscarelli (2009), ensino de língua materna Dolz e Schneuwly (2004) e o processamento
de leitura como interação verbal que requer ações cognitivas a partir de Giasson (2011) e Kleiman
(2002). Percebeu-se a necessidade de considerar três dimensões para proposição de critérios:
técnica, pedagógica e específica, constituídas de categorias. Na técnica: Documentação,
compatibilidade e instalação; Navegabilidade e feedback; Refacção de atividade e interpretação
de erro; Elementos da interface, 14 critérios. Pedagógica: Fundamentos e objetivos pedagógicos;
Conteúdo pedagógico; Recursos motivacionais e de responsividade e 14 critérios. Na leitura:
Leitura e compreensão; Reconhecimento de elementos discursivos; Identificação de elementos
textuais; Elementos de uso circunstanciais e de efeitos de sentido; Relações entre partes
do texto, 22 critérios. Na avaliação do software Educandus 2010, obtiveram-se os seguintes
aproveitamentos nas dimensões técnica, pedagógica e específica, respectivamente: 72,86%,
bom, 35,93%, regular, 24, 57%, fraco.
CULTURA DA MOBILIDADE E EDUCOMUNICAÇÃO
Rosângela de Araújo Medeiros (UEPB)
A educomunicação tende a se concretizar cada vez mais por meio das mídias móveis, em um
processo que envolve as características da Web 2.0. Afinal com a crescente popularização dos
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
smartphones e a inserção dos tablets nas escolas, torna-se urgente pensarmos esse processo.
Assim, o presente trabalho versa sobre educomunicação e cultura da mobilidade. Tem como
objetivo apresentar uma revisão teórica com base em três repositórios online, buscando verificar
o que tem sido pesquisado e publicado nos últimos cinco anos sobre o uso de dispositivos
móveis como prática educomunicativa. Para tanto, utilizamos as reflexões de Soares (2011),
Aparici (2010), Citelli (2011), Lemos (2002; 2000). Como metodologia, organizamos uma
pesquisa bibliográfica, para levantamento da produção científica publicada no Banco Digital
de Dissertações e Teses (BDTD), no site da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em
Educação, no grupo de trabalho Educação e Comunicação e na biblioteca eletrônica Scielo, de
periódicos científicos. Pudemos verificar que ainda é muito incipiente a divulgação de pesquisas
sobre a cultura da mobilidade relacionada a educomunicação, porque ambas são temáticas
recentes. Mesmo assim, pudemos concluir que o uso de mídias móveis pode se configurar
como prática educomunicativa, já que possibilita a instituição de processos comunicativos e
educativos.
DA FOLHA DE PAPEL À TELA DIGITAL: CENAS DE LETRAMENTOS EM
OFICINAS DE TIRINHAS
Luiza Alice Lima Rocha (UFC)
Frente ao avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), buscamos inseri-las na
sala de aula durante o desenvolvimento de um Projeto que visa a elaboração de tirinhas digitais
através do software HagáQuê. Cientes da nossa responsabilidade com a educação linguística
dos alunos (SANTOS&ARAÚJO,2012), buscamos aprimorar as capacidades de linguagem dos
mesmos com o auxílio de oficinas de letramento. O trabalho foi realizado com alunos do 5º
ano de uma escola pública municipal localizada na cidade de Caucaia – Ceará. A pesquisa
está fundamentada, principalmente, nos estudos realizados por: Araújo (2012), Ribeiro (2012),
Kleiman (1995). Ao término do Projeto concluímos que, a utilização da ferramenta digital à
prática pedagógica proporciona uma melhor compreensão do conteúdo proposto e um maior
interesse do aprendiz, facilitando o processo de ensino-aprendizagem por tornar as aulas mais
atraentes para os educandos, já que estes não possuem fácil acesso as tecnologias digitais.
DIÁLOGOS ENTRE AS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO E PRÁTICAS
DOCENTES NO ENSINO DE ARTE
Tácia Graciele de Albuquerque Silva (Associação Artística Cia. do
Chapéu)
O projeto de pesquisa “Ensino de Arte: estudo sobre práticas docentes e tecnologias na educação
na cidade de Maceió” visa mapear e discutir o ensino de Arte a partir do uso de tecnologias de
informação e comunicação (TIC) no ambiente escolar embasado nos conceitos de letramento
digital, hipertexto e dos gêneros textuais digitais. A pesquisa engloba uma primeira fase
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
diagnóstica: a) entrevistar docentes do ensino fundamental I (1º ao 5º ano) sobre suas práticas e
a utilização de TICs na área de Arte; b) o registro fotográfico e audiovisual de aulas); c) a análise e a
catalogação de material pesquisado; Em uma segunda fase: a) a avaliação dos dados levantados
e a capacitação para os docentes através de oficinas; b) e a organização do dados da pesquisa
em um artigo científico. O Projeto está vinculado a Associação Artística Cia. Do Chapéu e será
desenvolvido numa escola da rede municipal. O foco da pesquisa são as relações entre o ensino
de Arte e o uso de tecnologias na sala de aula, investigadas a partir das práticas docentes. O
presente artigo traz o plano de pesquisa e resultados parciais da primeira fase iniciada em 2013.
DISPOSITIVOS MÓVEIS CONECTADOS À INTERNET: USOS,
APRENDIZAGENS E DEPENDÊNCIAS DA WEB
Robério Pereira Barreto (UNEB)
Este trabalho apresenta resultado parciais de pesquisa – em andamento – realizada com
estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares de Santo Antonio de Jesus –
BA. Para isso aplicou-se 20 questionários aos estudantes da 1°, 2° e 3º anos do ensino médico,
totalizando 120 questionários nas duas escolas, sendo uma particular e a outra pública.
Objetivo maior foi analisar o grau de dependência da internet do referido público, mensurando
qualitativa e quantitativamente o nível de interação e aprendizagem em rede em que vivem
os envolvidos na pesquisa, a partir da compreensão da frequência e o uso da internet através
do acesso pelos dispositivos móveis: celular, iphone, ipad, smartphones, etc. O suporte teóricometodológico são os modelos etiológicos da dependência da internet, (Young, 1996). As
mensurações tiveram como base o protocolo do Internet Addiction Test (IAT) no qual se pondera
a extensão, a classificação e o envolvimento da pessoa com dependência de mídias a partir das
categorizações: leve: 0-30 pontos; leve: 31- 49 pontos; moderado: 50-a 79 pontos; grave: 80-100
pontos. Nas mensurações realizadas nos dados fornecidos pelos estudantes de escolas públicas
pesquisadas, a média de pontos 31,79 pontos. O protocolo (IAT) mostra dependência leve e
convivência diária na internet.
EDUCAÇÃO NA ERA DA CONEXÃO MÓVEL: EXPERIÊNCIAS EM ESPAÇOS
ESCOLARES PÚBLICOS
Rafael Arosa de Mattos (UERJ)
Helenice Mirabelli Cassino Ferreira (UERJ)
Baseado nos estudos sobre juventude e nas áreas que intersecionam cibercultura e educação, o
artigo propõe uma reflexão sobre a mediação dos dispositivos móveis de comunicação para a
construção de conhecimento, entendendo que os usos de celulares e smartphones fazem parte
dos cotidianos das juventudes contemporâneas, dentro e fora da escola, e de suas constituições
identitárias. O recorte aqui apresentado traz parte de dois estudos, um de mestrado e outro
de doutorado, ambos em fase de finalização, desenvolvidos através de oficinas com jovens
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
estudantes do segundo segmento do ensino fundamental em duas escolas públicas de
municípios do Estado do Rio de Janeiro. Os dados que embasam esse artigo dizem respeito à
mediação dos dispositivos na produção de crônicas sobre a cidade e na produção de cartografias
construídas colaborativamente. Os resultados considerados até agora apontam a pertinência e
a urgência de aproximar a cultura escolar das culturas juvenis, considerando que a mobilidade
caracteriza o atual momento da cibercultura, afetando os espaços/tempos de aprendizagem e
de ensino, trazendo desafios e também um grande potencial para o campo da Educação.
CI -05
ENSINAR E APRENDER: O USO DO TABLET NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Maria Cristina do Nascimento S. Brandão (Colégio Fazer Crescer)
Ana Célia Barreto Marques (Colégio Fazer Crescer)
Bárbara Noronha Souza Raposo (Colégio Fazer Crescer)
Este trabalho trata-se de um relato de experiência que descreve e analisa a utilização do tablet
como ferramenta na construção do conhecimento e aprendizagem de crianças de 1 a 3 anos.
Os trabalhos foram iniciados em 2012 e, tem como campo de pesquisa a primeira etapa da
Educação Infantil, no Colégio Fazer Crescer, que faz parte da Rede Privada de Ensino em Recife/
PE. Discute as potencialidades e benefícios das tecnologias móveis na aquisição de novas
competências para os primeiros anos de vida, como também, considera-se que a utilização
da internet e dos aplicativos obtidos por meio do tablet é um importante instrumento para
desenvolver habilidade e competências aos nativos digitais.
ENSINO DE HISTÓRIA, TECNOLOGIAS E MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Celeste Maria Pacheco de Andrade (UEFS)
Os componentes curriculares dos cursos de formação docente, cada vez mais têm buscado
atender às demandas do presente e considerando diferentes realidades. Nosso estudo baseiase na prática do Laboratório de ensino do Curso de História voltado para o uso de novas
tecnologias no ensino de História. Trata-se de curso presencial que tem atentado para uma
das demandas da atualidade, os processos formativos voltados para uma educação a distância
que consideram a diversidade cultural e pluralidade social que estão presentes nas redes
colaborativas e ambientes virtuais de aprendizagem, mediante o uso que fazem das tecnologias
da informação e comunicação como ferramenta importante na organização de movimentos
sociais. Questões como preservação ambiental, combate à violência, direitos humanos, entre
outras são motivações para a conquista de uma dimensão ética da cidadania e estão presentes
no cotidiano local que se redimensiona e ressignifica através dos ambientes virtuais. Nesse
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
sentido, busca-se compreender tais ambientes como lugar de interação para o exercício de
mobilização entre sujeitos sociais e culturas diversas.
ENTRE O ROTEIRO E O IMPROVISO - (RE)CRIANDO MÉTODOS PARA
PRODUZIR VÍDEOS MOBILE COM JOVENS DE PERIFERIA
Márcia Gonçalves Nogueira (UFPE)
Márcio Henrique Melo de Andrade (UFPE)
Edilma Maria Santos Silva (UFPE)
Maria Auxiliadora Soares Padilha (UFPE)
A produção de conteúdos digitais funciona como mote do Programa de Extensão [email protected],
da Universidade Federal de Pernambuco, executando oficinas de áudio, vídeo, blog e animação
para que jovens de periferia usem as tecnologias digitais para desenvolver expressividade artística
e intelectual. Para isso, a Oficina de Vídeo desenvolveu uma metodologia linear do processo
criativo (roteiro, gravação e edição), exibindo, contudo, dificuldades que os participantes tinham
com a escrita. Essa situação conduziu para outra metodologia, que priorizava a gravação de
imagens sem um roteiro prévio para posterior roteirização e edição. Ainda assim, estes métodos
não favoreciam a instantaneidade das mídias digitais, o que levou ao terceiro método: a produção
de vlogs que permitiu um maior envolvimento dos sujeitos no processo criativo e uma sensação
de interferência maior dos seus discursos sobre seus contextos. A partir disso, concluiu-se que as
atividades que almejam a inclusão digital por meio do processo criativo precisam se equilibrar
entre a criatividade e a crítica, seguindo a lógica rizomática da cultura digital: de criação contínua,
não linear, hipertextual etc., para favorecer a espontaneidade, o sentimento de pertencimento e
autonomia - aspectos primordiais no processo de inclusão.
FABRICANDO A MIMOSA: CONSIDERAÇÕES SOBRE APROPRIAÇÃO
TECNOLÓGICA E LETRAMENTO DIGITAL
Gabriela Carvalho (UFPE)
Igor Cabral (UFPE)
O letramento digital requer, além da capacidade de de codificação/decodificação de elementos
verbais e não-verbais em mídias digitais, uma apropriação dessa habilidade para usos e práticas
sociais. Tendo em vista a importância do letramento digital - igualmente concebida sob o discurso
de apropriação tecnológica -, a Rede MetaReciclagem propõe oficinas de criação de dispositivos
móveis multimidiáticos a partir da reutilização de peças e aparelhos eletrônicos descartados.
Tanto o processo de construção como o produto final dessas oficinas são chamados de MimoSa
(Mídia Móvel SA). Nos atos de desconstrução/reconstração das MimoSa, os participantes vão
desmistificando as novas tecnologias ao irem se “alfabetizando” sobre o funcionamento técnico
do equipamento e seus recursos midiáticos. Ao mesmo tempo, dialogam sobre as possibilidades
de inventar um novo equipamento apropriado às necessidades e aos desejos do grupo, com
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
potencial para ser ferramenta de transformação social- Quais os recursos midiáticos necessários?
Qual a importância desses recursos? Este trabalho propõe uma discussão sobre a MimoSa
enquanto prática pedagógica para o desenvolvimento do letramento digital, a partir da análise
de duas oficinas realizadas com crianças e jovens, em comunidade periféricas de Recife (PE),
entre os anos 2011 e 2012.
EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA: QUE LETRAMENTOS DIGITAIS
PRATICAM OS FUTUROS PEDAGOGOS?
Ana Paula Domingos Baladeli (UNIOESTE)
As práticas de letramento mediadas por tecnologias digitais tornam-se cada vez mais comuns
entre os estudantes, dado que evidencia a emergência na atualização de práticas pedagógicas
e também da formação de professores, sujeitos que irão atuar diretamente na educação da
geração digital (LANKSHEAR, 1997; XAVIER, 2009, 2011; BUZATO, 2010; ABRANCHES, 2011). O
presente artigo apresenta os dados coletados com um grupo de futuros pedagogos de uma
universidade pública do Paraná. O objetivo foi conhecer os usos que fazem do computador e da
web e problematizar a formação que estão recebendo a partir do cenário da cibercultura. Para
tanto, os acadêmicos que aceitaram participar desta coleta responderam a um questionário
disponibilizado na ferramenta Google docs, espaço onde indicaram as práticas de letramentos
digitais que realizam bem como a sua percepção do tratamento dado ao tema em sua formação
inicial. Os dados revelam que além de interessados no tema - tecnologia na educação, os
professores em formação inicial já realizam diferentes práticas de letramento digital, indicando,
portanto, a possibilidade de problematização de futuras práticas pedagógicas com o uso de
tecnologias digitais.
CI -06
GESTOR ESCOLA: SUA INFLUÊNCIA NO USO DAS TECNOLOGIAS NO
PROGRAMA UCA EM PERNAMBUCO
Dagmar Heil Pocrifka Bley (PMC)
Ana Beatriz Gomes de Carvalho (UFPE)
As políticas públicas de inclusão digital têm focado a formação digital do professor para o uso
das tecnologias no processo ensino-aprendizagem nas escolas públicas, através de diversos
programas implementados nas esferas dos governos municipal, estadual e federal, mas o papel
do gestor frente à implantação e uso destas tecnologias não é bem definido nestas políticas.
Esta pesquisa tem como objetivo geral investigar o papel do gestor frente a uma política pública
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
de inclusão digital. Foi analisada a proposta federal, com o projeto Um Computador por Aluno
(UCA) no estado de Pernambuco. Trabalhou-se a hipótese de que se não houver um trabalho de
reconhecimento, apoio e adesão do gestor da unidade educacional, Como referencial teórico
para análise do papel do gestor no projeto analisado foi utilizada as contribuições de Almeida
(2005). A pesquisa qualitativa foi delineada a partir dos pressupostos apresentados por André
(1995), Triviños (1997) e Laville (1999). Aplicou-se o processo de análise de conteúdo definido
Bardin (2010) e Moraes (1999), apoiado no uso do software Atlas TI obtido por meio da pesquisa
de diplomas normativos e entrevistas semiestruturadas com sujeitos.
HIPERTEXTO E METADADOS O TWITTER COMO FERRAMENTA DE
GESTÃO DO CONHECIMENTO
Clara Maria Abdo Guimarães (UERJ)
Antonio Luiz de Medina Filho (UERJ)
A convergência midiática proporcionou diversas mudanças nos paradigmas do processo da
aprendizagem, em especial, a urgência da intensificação do processo de letramento digital
e a ampla inserção dos meios digitais na educação e na aprendizagem. O presente trabalho
tem como objetivo geral analisar o uso da rede social Twitter como ferramenta de gestão do
conhecimento. A priori, a Internet, a partir do conceito de websemântica, é abordada como ampla
plataforma de banco de dados que permite o armazenamento e o acúmulo de conhecimento em
linguagem própria. Esses novos formatos de escrita e transfiguração da semiótica para a Internet
são expostos através da explanação do conceito de hipertexto. Posteriormente, o Twitter é
apresentado estrutural e funcionalmente. Diante desse ponto, a partir do embasamento teórico
trabalhado até então, é descrito o processo que justifica esta rede social como ferramenta de
excelência de gestão do conhecimento, levando em consideração razões específicas relacionadas
ao design do software que possibilitam ao usuário utilizar a referida página e obter resultados
eficazes. A análise final se baseia em pesquisa empírica quantitativa e webgráfica realizada para
compreender e exemplificar as estratégias de utilização da plataforma de metadados Twitter
como uma das ferramentas principais da gestão do conhecimento online.
INTERSECÇÕES ENTRE REDES SOCIAIS E ESPAÇOS INSTITUCIONAIS DE
APRENDIZAGEM
Gabriela da Silva Bulla (UFRGS)
Lia Schulz (UFRGS/UNILASALLE)
As redes sociais podem ser entendidas como espaços em que os participantes se engajam
em diferentes atividades e, por meio do uso da linguagem e recursos multimídias, realizam as
mais diversas ações. Em termos de participação e aprendizagem, pode-se dizer que as redes
sociais possibilitam experiências complexas bastante distintas das tradicionalmente vividas por
estudantes e professores em escolas. O objetivo deste trabalho é analisar e discutir a realização
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
de atividades de aprendizagem institucionais que ultrapassaram seus espaços comuns e
passaram a ocupar redes sociais. Para tanto, analisamos dados netnográficos de interação escrita
via Moodle e Facebook, gerados em um curso de Português como língua adicional a distância. A
analise de dados demonstra que, embora se possa propor institucionalmente a transposição do
uso de redes sociais para a sala de aula, é preciso atentar para a especificidade destes espaços
interacionais e, portanto, para os tipos de tarefas pedagógicas que poderiam ser propostas de
modo a aproveitar as qualidades que tornaram as redes sociais amplamente utilizadas fora da
escola.
LEITURA DE HIPERTEXTO DIGITAL: UM LINK NO PROFESSOR
Lucienne de Castro Gomes (UFMG)
A leitura de hipertextos está cada dia mais comum no meio digital e conhecer e refletir como
ocorre esta leitura faz parte da investigação desse trabalho. O hipertexto, assim como em qualquer
outro texto, requer do seu leitor estratégias e habilidades para compreensão, investigaremos
como acontece a leitura de um hipertexto digital em um grupo de professores. Este estudo
é de base qualitativa, com o objetivo de analisar e verificar as habilidades e competências de
navegação no hipertexto digital e qual a consequência da leitura ou não dos hiperlinks para
compreensão desse formato textual. Realizamos um experimento com um hipertexto digital,
um infográfico, que foi apresentado aos participantes para leitura com o objetivo de responder
algumas perguntas após a leitura. O estudo revela que a leitura do hipertexto não é tão diferente
do texto impresso, de acordo com os autores (Lévy,1993; Chartier 2001; Coscarelli 2006; Ribeiro,
2012) nenhum texto é linear, e a leitura de hipertextos não é tão diferente assim. Queremos
com este trabalho inserir um link para refletir como acontece a leitura de um hipertexto pelo
professor e que caminhos poderemos navegar para contribuir com a interação entre o professor,
o hipertexto digital e seus alunos.
LETRAMENTO DIGITAL E A FORMAÇÃO DE LEITORES COMPETENTES NO
ENSINO TÉCNICO E TECNOLÓGICO
Emanuela Francisca Ferreira Silva (PUC MINAS)
Flavio da Silva (CEFET-MG)
Este trabalho é um convite a pensar a formação de leitores competentes no Ensino Médio à luz
das NTICs (Novas Tecnologias da Informação e Comunicação). Neste início do século XXI em que
o uso de tecnologias da informação e comunicação (TIC) é uma constante entre os estudantes
do Ensino Técnico Integrado é possível formar bons leitores? Na tentativa de responder a
essa pergunta far-se-á um estudo teórico passando pelas reflexões de Marcuschi e Xavier
sobre Hipertexto e Gêneros Digitais (2004), de Soares sobre Letramento (2002) e os estudos
sobre cibercultura e ciberespaço de Pierre Levy ( 1996, 2010). A experiência em sala de aula e
a convivência com alunos do Ensino Técnico serão utilizadas também como metodologia na
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
tentativa de responder afirmativamente ao questionamento acima.Tentar-se-á por fim, defender
que bons leitores pode ser sinônimo de hiperleitores. Assim, as NTICs não seriam obstáculos
para as aulas de português mas, ferramentas propícias a um trabalho abrangente que abarcaria
os diversos letramentos, entre eles, o letramento digital.
LETRAMENTO DIGITAL NO ÂMBITO ESCOLAR: UM OLHAR PARA ALÉM
DO INSTRUCIONAL
Norma Suely Macedo (UNEB)
Este trabalho traz uma reflexão sobre o meio técnico/digital e a influência das tecnologias de
informação e comunicação na vida das pessoas e da escola. Discute-se sobre as características
dos dispositivos (AGAMBEN, 2010) e dos aparelhos (FLUSSER, 2011), contrastando com
as “novas” tecnologias digitais, considerando sua abrangência e possibilidades de uso na
contemporaneidade. Reflete sobre a exigência do novo tipo de letramento, o digital, alertando
que professores e estudantes, enquanto sujeitos sociais, necessitam “dominar” os recursos
necessários à sobrevivência e inserção cidadã, destacando que a formação letrada digital
envolve não apenas o mero domínio técnico, mas, sobretudo uma leitura e uso críticos dos
textos/recursos digitais que permeiam a vida dos sujeitos, devendo o docente desenvolver um
trabalho pedagógico que caminhe para esse fim.
CI -07
LETRAMENTO DIGITAL: A PRÁTICA DE LEITURA E DE ESCRITA MEDIADA
PELO BLOG
Flávia Sirino de Oliveira (UFPB)
JOÃO Wandemberg Gonçalves Maciel
A escola atual encontra-se diante do desafio de desenvolver estudos voltados ao letramento
digital, favorecendo condições para que o aluno aprenda a fazer uso das novas práticas sociais
de leitura e de escrita na plataforma virtual. Nessa perspectiva, o estudo em tela objetiva
investigar como o blog pode ser utilizado pelo professor de Língua Portuguesa do Ensino
Fundamental II, enquanto recurso e estratégia pedagógica no desenvolvimento do letramento
digital. Os objetivos específicos visam identificar as características desse letramento; mapear as
experiências de uso do blog na mediação do processo de ensino-aprendizagem e compreender
como as ideias pedagógicas de aprendizagem são pensadas e incorporadas na construção
e no uso desse suporte digital. Através de uma abordagem crítico-reflexiva veremos que o
blog é um ambiente que possibilita debates, estimula a comunicação, a democratização das
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
ideias, dissemina informações e proporciona apreensão de conhecimentos com liberdade de
expressão. A pesquisa é exploratória e implica em novas alternativas que poderão subsidiar a
prática pedagógica dos professores de Língua Portuguesa, visando mostrar resultados práticos
oriundos do uso do Blog na sala de aula.
LETRAMENTO DIGITAL: EM QUE NÍVEL SE ENCONTRAM OS DOCENTES
DA REDE PÚBLICA DA CIDADE DE RIO TINTO
Any Caroliny Duarte Batista (UFPB)
Leandro de Almeida Melo (UFPB)
João Wandenberg Gonçalves Maciel (UFPB)
O projeto de pesquisa, Letramento digital: em que nível se encontram os docentes da rede
pública das cidades de Mamanguape e Rio Tinto/PB, objetivou investigar a utilização dos recursos
tecnológicos digitais da contemporaneidade na escola, de forma pedagógica, bem como o
nível de letramento digital dos docentes. A metodologia utilizada foi de caráter descritivo e os
pressupostos teóricos embasaram-se nas obras dos seguintes autores: KLEIMAN, (2004); LÉVY
(1999); FREIRE (1998); SOARES (2002 e 2006); TFONI (1995). Os sujeitos da pesquisa foram 39
docentes de duas escolas públicas municipais de Ensino Fundamental I, ambas localizadas em
Rio Tinto – PB. Os dados foram obtidos através da aplicação de questionários. Os resultados
indicam que os sujeitos reconhecem que precisam ser habilitados tecnologicamente, mas,
atribuem à falta de incentivo aliada à falta de tempo para o aperfeiçoamento dessas habilidades
como as principais causas da não incorporação das tecnologias contemporâneas às suas práticas
pedagógicas, apesar de reconhecerem a importância e a urgência dessa apropriação tecnológica.
Verificou-se ainda que 76% dos professores afirmaram desconhecer o termo letramento digital,
logo, não conseguem atribuir significado ao termo, nem perceber as implicações no contexto
atual. Os demais, apesar de afirmarem conhecer o termo não se sentem letrados digitalmente.
MAPAS CONCEITUAIS DIGITAIS ENQUANTO FERRAMENTAS
HIPERTEXTUAIS
Fernanda Laureano da Silva (UNIFACS)
Denise Azevedo Lefrançois (UNIFACS)
André Ricardo Magalhães (UNEB)
Diante de profundas e contínuas mudanças no cenário educacional com a inserção das
tecnologias da informação e comunicação, urgem, na contemporaneidade, novas atitudes
comunicacionais que contemplem técnicas e estratégias para a resignificação do conhecimento.
Assim, este trabalho discute a utilização de mapas conceituais digitais como ferramenta
hipertextual na construção do conhecimento e, sobretudo, sua influência na autonomia criativa
do sujeito, evidenciando-se no seu processo autoral. A intervenção foi realizada em um curso
de Licenciatura em Matemática, na modalidade à distância. Nesta experiência, foram escolhidos
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
mapas conceituais digitais, por estes apresentarem uma plasticidade e dinâmica de utilização
compatível com as tecnologias digitais usadas em curso na modalidade à distância. Para a
confecção dos mapas foi usado o software CmapTools. A intervenção teve a duração de 6 sessões.
Em cada seção era construído um mapa com os conceitos tratados na atividade didática. Os
dados analisados centraram atenção principalmente nas escolhas envolvidas por cada um dos
estudantes na hora de criar os hiperlinks nos mapas. Os resultados demonstraram que o uso dos
mapas como uma ferramenta hipertextual se torna bastante justificável na medida em que estes
favorecem a construção de hipertextos mais estruturados com o desenvolvimento cognitivo do
sujeito envolvido.
LETRAMENTO DIGITAL: UMA ANÁLISE DAS ESTRATEGIAS DE LEITURA
UTILIZADAS A PARTIR DO GENERO NOTICIA ONLINE
Roviane Oliveira Santana (UNEB)
Este trabalho buscou analisar as práticas de leitura de hipertextos noticiosos a partir de uma
turma de alunos do 3º ano do ensino médio, visando verificar que estratégias de leitura eram
utilizadas por esses estudantes na compreensão da notícia online, considerando que esse
formato de texto tem se tornado cada vez mais atrativo aos jovens e exigido desse leitor uma
maior atenção e uso adequado das estratégias de leitura. Para isso, seguimos os pressupostos
teóricos de Bakhtin (1997), Marcuschi (2010) para refletirmos o gênero notícia online numa
perspectiva dialógica e sociointeracionista quanto ao conceito de língua e de texto. Além das
referências nos trabalhos de Xavier (2010), Komesu (2010) para se pensar o hipertexto no campo
linguístico. A metodologia utilizada segue os pressupostos da pesquisa-ação abordada por
Thiollent (1997), consistindo numa investigação na ação que possibilita uma colaboração maior
dos sujeitos investigados, para que haja uma intervenção direta sobre a realidade. Os resultados
obtidos indicaram as principais dificuldades enfrentadas pelos alunos na leitura do hipertexto
bem como a necessidade de se trabalhar o hipertexto e as estratégias de leitura em sala de
aula, a fim de desenvolver competências e habilidades no processo de leitura, formando assim
leitores críticos.
LETRAMENTO DIGITAL: UMA PROPOSTA PARA A COMPREENSÃO
TEXTUAL DE ALUNOS DE EJA
Sidiane Ferreira Batista (UFAL)
O presente trabalho visa apresentar, a partir do letramento digital, uma proposta de compreensão
textual para os alunos da Educação de Jovens e Adultos. O letramento digital não é nada alheio
a realidade dos alunos contemporâneos, em muitas situações os alunos tornam-se letrados
digitalmente antes mesmo de chegarem à escola. Será realizada, nesta pesquisa, uma proposta
de como o uso das diversas mídias pode melhorar a compreensão textual dos alunos da EJA.
Tais alunos, apesar de terem passado muito tempo longe da escola, normalmente trazem para
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
o processo de ensino aprendizagem muito mais experiências vividas que se traduzem em
uma espécie de letramento. O desafio é trazer para a escola o letramento que está presente
na sociedade, no cotidiano dos alunos. Neste processo de formação é necessário salientar que
as mídias por si só não resolverão o problema do baixo rendimento escolar no que se refere à
compreensão de textos orais e escritos, faze-se necessário a interferência do educador letrado
digitalmente.
LETRAMENTOS DIGITAIS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE
LÍNGUA MATERNA
Leonardo Bruey Brito Madeira (UFPI/FAPEPI)
Este trabalho tem por objetivo, destacar as condições do letramento digital nas atividades
de um grupo de alunos, bem como observar os contextos socioculturais e suas relações na
utilização dos letramentos digitais em situações de ensino de língua materna. Desta forma,
promovemos um olhar sob as teorias do letramento e suas implicações no processo de ensino.
Posto isto, trabalhamos sobre os preceitos teóricos de Soares (2006); Tfouni (2004); Rojo (2009);
Leal (2004); Xavier (2005) dentre outros; no que tange as teorias do letramento, destacando as
bases sociocomunicativas que atuam na manifestação do letramento digital. Sob essa condição,
este trabalho atentou para uma análise de material escrito por alunos em meio digital (e-mail,
facebook) em situação do cotidiano, ou seja, a pesquisa se deu em uma escola da rede pública,
elencando as condições digitais de escrita, o que permitiram destacar as situações pertinentes
para os objetivos destacados. Quanto aos resultados visualizados, observamos uma repercussão
positiva através das atividades desenvolvidas por meio dos letramentos digitais, o que mostra a
importância deste para os estudos da Linguística, na atualidade.
CI -08
AS NTICS COMO MEIO DE FORMAÇÃO DE ALUNOS E PROFESSORES
Márcia Azevedo Coelho (Unicamp)
A pesquisa aqui apresentada fundamentou-se no preceito de que possibilitar a formação de
cidadãos competentes no uso das mídias digitais além de ser meio de inclusão social apresentase, no contexto escolar, como forma de resgatar o interesse do aluno que percebe “um abismo”
entre a interação exigida em seu cotidiano e a passividade em que se encontra forçosamente
condicionado nas salas de aula tradicionais. Para aplicar as teorias e verificar as hipóteses, foi
criado de um blog interdisciplinar. A hipótese inicial era a de que a interação estimulasse o
estudante a assumir o papel de sujeito na construção de seu conhecimento, fomentando nele
a capacidade de relacionar fatos e dados, de discutir, de formar opiniões, em um processo de
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
colaboração entre usuários de uma mesma rede de interesses. A conclusão à qual se chegou
foi a de que o trabalho pedagógico, por meio da hipermídia, proporciona o desenvolvimento
do pensamento complexo no ambiente escolar como um todo, formando concomitantemente
professores e alunos, e que as novas tecnologias, constituídas pelo paradigma da complexidade,
conseguem impactar positivamente a postura do aluno e sua concepção frente ao conhecimento.
LICENCIANDO DE LETRAS: SUJEITOS CARTESIANOS E HIPERTEXTUAIS?
Maria Aparecida Gomes Barbosa (UERN/UERJ)
Este estudo de base teórico-conceitual está inserido no meu projeto de doutorado do PROPED/
UERJ e, busca pistas que expliquem teoricamente como os dois sujeitos sociais: o cartesiano e
o hipertextual está/estão sendo formado (s) no Curso de Letras, para coexistir nos ambientes
sociais, incluindo a escola/universidade. Estas explicações técnicas partirão delas mesmas e serão
posteriormente - no desenvolvimento da pesquisa empírica -, investigadas entre as experiências
vivenciais desses dois sujeitos. Na verdade, embora utilizarmos estes termos, temos claro que
nenhum dos dois age rigidamente de uma única forma. Entretanto, nos ambientes acadêmicos,
os sujeitos tendem a aparentarem e ter atitudes mais cartesianas, totalmente opostas àquelas
desenvolvidas nos demais ambientes sociais. Dentre os objetivos específicos dessa pesquisa,
pretendemos: identificar os dois tipos de sujeitos no curso de Letras, no intuito de caracterizá-los.
E verificar em que medida o futuro professor de Língua/Literatura é habilitado pela universidade
a compreender e trabalhar com a mídia hipertextual como ela está sendo considerada nos
demais ambientes sociais.
LINGUAGEM E REDES SOCIAS: O FACEBOOK COMO ESPAÇO DE
APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ALUNOS SURDOS
Erivan Lopes Tomé Júnior (UFPB)
A Internet dispensa qualquer forma de apresentação de suas funcionalidades, sendo hoje uma
importante ferramenta de contato e inclusão social. Assim, esta pesquisa se propõe a contribuir
para dimensionar alguns aspectos das dinâmicas de inclusão dos alunos surdos, através do uso
do Facebook. O uso dessa rede social apresenta-se como uma das possibilidades que pode
contribuir com o letramento digital e mais especificamente, na prática da leitura e da escrita dos
alunos surdos. O tipo dessa pesquisa foi baseado no modelo descritivo e exploratório, já que
após o experimento, utilizou-se tais métodos para a organização e interpretação dos resultados,
analisando o uso do Facebook, envolvendo os alunos surdos. Nestes perfis foram observadas
as postagens, publicações e interações ocorridas com outros usuários. Diante de tudo isso,
pode-se afirmar que a interação estabelecida através dele encurta distâncias, transpõe barreiras
e inaugura um modo totalmente inédito de estabelecer a comunicação entre internautas no
ciberespaço. Portanto, durante a pesquisa percebeu-se que o Face veio introduzir uma nova
maneira de se comunicar pela internet. E mais uma vez, confirma seu papel de disseminador de
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
conhecimentos múltiplos e diversificados.
INTERNET, BLOG E MOTIVAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUAS
ESTRANGEIRAS
Cristiane Moura Lima de Aragão (USP)
Esta comunicação tem como objetivo apresentar nossa experiência em um curso de italiano
com enfoque cultural, com a utilização da Internet e a elaboração de um blog interativo com a
participação nossa e dos alunos. Nossos objetos de estudo são os textos do blog e os questionários.
Nossos objetivos são a) analisar os efeitos da utilização da Internet e do blog na produção escrita
dos alunos, e b) verificar a ocorrência de mudanças nos textos dos alunos, na sua autonomia, na
sua motivação e na colaboração entre os participantes. Nossa pesquisa apoia-se nos trabalhos
de Swain (1985, 2005) e de Long (1996). Consideramos, também, os resultados reunidos por
Wang e Vásquez (WANG, 2012). No primeiro semestre, o curso foi ministrado a um grupo de três
alunas, neste semestre, o grupo é formado por 10 alunos. Os participantes são alunos dos cursos
extracurriculares da FFLCH/USP, de níveis A2/B1/B2. Nossos dados constituem-se dos textos do
blog, e-mails, e questionários. Os primeiros resultados mostram que não houve uma mudança
significativa na produção escrita das participantes, mas houve mudanças na autonomia e na
motivação. Neste semestre, estamos coletando dados com um grupo maior e mais heterogêneo
para, posteriormente, confrontá-los com os já obtidos.
O CIBERESPAÇO COMO SUPORTE PARA APRENDIZAGEM, ENSINO, USO
E A DIFUSÃO DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA
Maria Nilza Oliveira Quixaba (UFMA)
O estudo em tela objetiva refletir sobre o impacto das redes de transformação na aprendizagem,
no ensino, no uso e na difusão da língua de sinais brasileira. Para tal reflexão, serão revisitados os
conceitos de ciberespaço, surdo e sociedade em rede, aprendizagem, língua de sinais brasileira e
outros. O estudo foi orientado pelos pressupostos da pesquisa bibliográfica. Compreende-se que
as novas tecnologias trouxeram para os surdos várias possibilidades não apenas sociais, laborais
e educativas, mas, sobretudo a oferta de espaços de interatividade. A maneira de se relacionar
antes considerada inacessível, hoje é uma realidade para estas pessoas, o tempo e o espaço
geográfico se encurtou. Os ciberespaços têm sido usado frequentemente pelas comunidades
surdas urbanas e a língua de sinais tem sido difundida nesses espaços, possivelmente por se
configurar de baixo custo em comparação a outras mídias. Constata-se assim, que os ciberespaços
contribuem para o ensino da língua de sinais se popularizar, aumentado as possibilidades de
ensino e aprendizagem, apesar de ainda persistir, problemas relacionados, à aquisição dela por
uma parcela significativa de surdos e educadores em todo país.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
RETÓRICA MIDIÁTICA: O ETHOS E A CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DE
UMA POPSTAR
Leonardo Mozdzenski (UFPE/ECPBG)
Este trabalho lança mão da noção de “retórica digital”, tal como definida por Xavier (2013),
direcionando-a especificamente ao domínio midiático. Mais particularmente, esta investigação
parte de um deslizamento conceitual de ethos, levando a discussão dos mecanismos retóricos
para os meios audiovisuais na contemporaneidade. Para tanto, assumo que todo orador constrói
discursivamente uma imagem de si com base nas representações sociais que julga adequadas
para conquistar a confiança e a adesão do auditório. Essa autoimagem construída pelo orador
é chamada de ethos e, para a sua constituição, são orquestrados tanto elementos verbais (orais
ou escritos) quanto não-verbais (gestos, expressões faciais, tom de voz, movimento corporal,
vestuário, etc.). Objetivando analisar esse fenômeno em um gênero midiático atual, o presente
estudo discute em videoclipes estrelados por cantoras de que modo se dá a construção da
identidade feminina de ‘popstar’. Com esse fim, encontram-se aqui conjugados conceitos da
Retórica Clássica (Aristóteles, 2007), da Escola Americana da Nova Retórica (Bazerman, 2006;
Miller, 2009); da Análise do Discurso (Maingueneau, 2008; Charaudeau, 2010), bem como
da Sociocognição (Marcuschi, 2007; Van Dijk, 2008). Como corpus, apresento o videoclipe
“Hollywood”, da cantora norte-americana Madonna (2003), para observamos suas estratégias
retóricas, intertextuais e multissemióticas de construção da sua autoimagem.
CI -09
O USO DO TABLET COMO OBJETO DE APRENDIZAGEM POR CRIANÇAS
NO PERÍODO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Regina Felicio (UNESA)
Rafael Monteiro (UNESA)
Crianças com idade do período de Educação Infantil na fase de alfabetização apresentam
dificuldade na fase de escrita devido à coordenação motora não está definida e com isso o
processo de alfabetização em alguns casos é realizado com atraso. Após esta observação
foi realizada uma análise e verificação de possíveis estratégias com o auxílio das tecnologias
educacionais digitais e aplicativos adequados que pudesse amenizar a situação da inclusão
da criança na tarefa da escrita. O objetivo é comprovar que o TABLET e o aplicativo LOUSA
DIGITAL podem ser ferramentas para promover o desenvolvimento da coordenação motora e
a aprendizagem. Como meta tem o uso do o TABLET e o aplicativo LOUSA DIGITAL como uma
ferramenta para a estratégia de aprendizagem. Inclusive porque a alfabetização tecnológica
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
acontece de forma simultânea. A Metodologia e estratégia de ação utilizada foi através de um
estudo das teorias da aprendizagem que embasam a aplicação da Tecnologia Educacional
como ferramenta de aprendizagem e as teorias educacionais que embasam a questão da
aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo.
O JORNAL E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA
SALA DE AULA
Ana Carolina Guedes Mattos (UFJF)
Andreia Alvim Bellotti Feital (Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF)
A pesquisa investigou de que maneira o desenvolvimento de um jornal (projeto piloto) e o
uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem contribuir na aprendizagem
e na reflexão dos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal de Juiz de
Fora, Minas Gerais, a partir da construção de um jornal. Os objetivos foram: I) pesquisar de que
maneira os gêneros textuais podem auxiliar no aprendizado dos alunos; II) analisar de que forma
as TIC contribuem no processo de ensino e de aprendizagem nas séries iniciais; III) construir
com os educandos uma visão crítica a respeito do jornal como meio de comunicação. Buscamos
subsídio teórico em alguns autores, dentre eles: Pierre Lévy, Lúcia Santaella, Manuel Castells,
Lúcia Amante, Luiz Antônio Marcuschi e Lev Vygotsky. A pesquisa é qualitativa e teve como
fundamentação teórica: a teoria Histórico-cultural. Os dados foram coletados a partir de análise
de documento - Projeto Político Pedagógico -, observações das atividades produzidas pelos
alunos e entrevista coletiva sobre o projeto piloto. As considerações emergentes do campo de
investigação apontaram para o relacionamento entre Educação e Comunicação Social como
potencializadoras da construção do conhecimento e reflexão crítica sobre o uso social da mídia
jornal.
O OLHAR DE PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL SOBRE A ESCOLA
NA ERA DIGITAL
Rossana Delmar de Lima Arcoverde (UFCG)
Lais Venâncio de Melo (UFCG)
Na era digital a tarefa da escola se volta para o trabalho de mediação entre o aluno e as novas
tecnologias, no sentido de formá-lo sujeito crítico, criativo e produtivo. Assim, este estudo, de
natureza qualitativa, objetiva refletir sobre os pontos de vista de sujeitos em processo de formação
e se insere na tentativa de entender a função social da escola nesse cenário contemporâneo
em que as tecnologias digitais invadem as relações sociais. Dezoito (18) posicionamentos, por
escrito, no que diz respeito a esse tema constitui o corpus de análise e foram interpretados sob
as perspectivas teóricas de Palfrey e Gasser (2011), Demo (2010), Kenski (2007), Petarnella (2008),
Tardif e Lessard (2009). Os dados evidenciam que a escola não perdeu seu caráter formativo,
além de estar diante do desafio para o enfrentamento dos usos das tecnologias digitais em sala
#Hipertexto2013
l 65
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
de aula. Os olhares dos sujeitos estão perpassados por visões prospectivas, críticas, negativas,
ativas ou apenas adaptativas no que se refere às ações da escola como instituição educativa. No
entanto, revelam a necessidade da formação docente, de modo que possa garantir conhecimento
de práticas pedagógicas efetivas para os letramentos digitais.
O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DOS
TABLETS NA SALA DE AULA: DA ALFABETIZAÇÃO DIGITAL A CRIAÇÃO
DE CONHECIMENTO
Patrícia Brandalise Scherer Bassani (Universidade Feevale)
Elias Wallauer (Universidade Feevale)
Lovani VolMer (Universidade Feevale)
Cristina Ennes da Silva (Universidade Feevale)
Estudos apontam que há um descompasso entre o potencial das tecnologias digitais no contexto
educativo e o seu uso efetivo para impulsionar os processos de ensino e de aprendizagem.
Também pesquisas nacionais mostram, que apesar de todo o investimento realizado para
a introdução das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação, o uso efetivo
do computador e da Internet pelos professores nas atividades com os alunos ainda se
caracteriza como um grande desafio. Dentre as maiores dificuldades destacam-se problemas de
infraestrutura e a necessidade de formação de professores. O Projeto de Padrões de Competência
em TIC para Professores, desenvolvido pela UNESCO, tem por objetivo apresentar diretrizes que
possam orientar e impulsionar novas práticas educativas combinando habilidades em TIC com
inovações em pedagogia, currículo e organização escolar. A proposta da UNESCO contempla
três abordagens complementares: alfabetização digital, aprofundamento do conhecimento, e
criação de conhecimento. Este artigo apresenta um relato de experiência envolvendo a proposta
de formação de professores para uso dos tablets na sala de aula, desenvolvida no âmbito do
projeto Educanet, na Escola de Aplicação Feevale/RS. Resultados parciais apontam para um
avanço na proposta curricular, contemplando os tablets como artefatos tecnológicos digitais.
O PROJETO UCA EM 11 ESCOLAS DE SANTA CATARINA: A REINVENÇÃO
DO OLPC
Gisele Luz Cardoso (IFSC)
Selma dos Santos Rosa (UFSC)
Carlos Alberto Souza (IFSC)
Valdir Rosa (Universidade do Minho)
No Brasil, o uso de Laptops em sala de aula (projeto UCA) – inspirado no projeto americano OLPC
(On Laptop Per Child) – tem como finalidade promover a inclusão digital, pedagógica e social
mediante a aquisição e a distribuição de computadores portáteis -os laptops educacionais - em
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
escolas públicas (BRASIL, 2010). O presente trabalho visa mostrar os resultados obtidos por um
grupo de pesquisa do estado de Santa Catarina que avaliou o uso dos Laptops Educacionais
em 11 escolas do estado. Depois da avaliação, as escolas foram visitadas e dados foram
colhidos através de questionários e entrevistas respondidos por alguns gestores, alunos, pais/
responsáveis e docentes das disciplinas de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias
(CNMT) nas 11 escolas. Depois da análise dos dados, foi oferecida para as escolas uma oficina
denominada “Estratégias Pedagógicas para o Ensino de CNMT com apoio das Tecnologias
Educacionais Móveis” a qual objetivou abordar o ensino de CNMT e a aplicação da estratégia
pedagógica Hands-on-Tec, que busca contribuir com o uso de tecnologias educacionais móveis,
com destaque para aos Laptops Educacionais. Resultados preliminares indicam que os docentes
participantes da oficina avaliaram-na positivamente devido, principalmente, a sua dinamicidade
e alta qualidade.
CI -10
O USO DAS TIC E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA
PORTUGUESA
Veraluce da Silva Lima (UFMA)
Utilização das TIC no contexto educacional. Apresentamos os resultados da pesquisa realizada
em escolas públicas da região metropolitana de São Luís-MA. A pesquisa teve como objetivo
“Investigar a utilização das TIC, mais especificamente, da Internet na prática pedagógica do
professor”. Dentre os teóricos que embasaram a pesquisa, destacamos: Almeida d´Eça (2002),
Castells (2005), Castro (1995), Fonseca (2002), Marcuschi; Xavier (2004), Paiva (2004), Pereira
(1995), Husserl (2000), os quais discutem as novas tecnologias e sua influência na sociedade
contemporânea. A metodologia foi de base fenomenológica, com aplicação de questionários
com perguntas abertas a professores de português, de dez escolas da rede pública: quatro
do município de Paço do Lumiar-MA e seis de São Luís. Com a análise dos questionários,
chegamos ao seguinte resultado: a não utilização das TIC pelos professores decorre de: Falta
de espaço adequado e equipado com computadores funcionando; Formação do professor;
Ausência de políticas educacionais eficientes que viabilizem a integração das TIC no ensino; Não
reconhecimento das potencialidades das tecnologias digitais como ferramentas pedagógicas.
#Hipertexto2013
l 67
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CLARICE NUNCA DISSE: IDENTIDADES E SUBJETIVIDADES DA
LITERATURA NAS REDES SOCIAIS DIGITAIS
Anderson Gomes Paes Barretto (FAFIRE)
O trabalho traz uma reflexão sobre a recepção da literatura nas redes sociais digitais, tomando
como base a presença de Clarice Lispector no Facebook e no Twitter, ao ponto da escritora,
mesmo após mais de três décadas de sua morte, ser transformada num fenômeno pop. A
própria noção de identidade na era digital, veloz e fragmentada, contribui para que conteúdos
falsos, ou mesmo desconectados de contexto, continuem sendo publicados na web. Uma das
consequências disso, por exemplo, é a criação de comunidades virtuais de fãs de Clarice Lispector
que, nascidos na era do computador, jamais chegaram a ler um de seus livros. É nesse cenário
que a crítica se faz ainda mais necessária, com ética e responsabilidade, no ensino de literatura
nas escolas, especialmente, diante de modismos e comportamentos atuais, descompromissados
com as obras canônicas, em meios que permitem o anonimato graças à virtualidade nas relações
sociais.
O USO DO CELULAR NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS AULAS
DE HISTÓRIA
Aline Musse Alves Pereira (Colégio Pedro II/Seeduc-RJ)
Este trabalho apresenta uma proposta pedagógica de utilização do celular como ferramenta de
suporte na construção do conhecimento nas aulas de História. O relato refere-se a atividades
desenvolvidas com alunos do 3º Ano do Ensino Médio da Rede Estadual do Rio de Janeiro.
A partir do estudo das formações históricas da Constituição Federal e da leitura dos direitos
fundamentais do cidadão nela inscritos, observou-se o interesse dos alunos em verificar a
efetiva aplicabilidade destes, na sociedade. Propôs-se uma pesquisa documental e de campo
para averiguar a situação atual de tais questões e, como produto final, a produção de um vídeo
em que cada tema fosse retratado, a partir do material coletado. As pesquisas foram construídas
em grupos, utilizando-se do celular para coleta de materiais e o uso da rede social Facebook para
interação com os colegas e orientação do professor. Após a exibição nas turmas, os vídeos foram
postados no Youtube. A proposta buscou desenvolver o senso crítico dos alunos, promovê-los
enquanto cidadãos e aproximar os conteúdos históricos das necessidades sociais atuais, como
propõe a autora Maria Aparecida Behrens. A escolha das ferramentas pautou-se na importância
de integração das tecnologias na educação, tendo como referencial teórico José Manuel Moran.
68 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
O USO DO FACEBOOK PELOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA:
TRABALHO COM A LÍNGUA/LINGUAGEM
Renalle Meneses Barros (UFCG)
Rossana Delmar de Lima Arcoverde (UFCG)
Os sites de redes sociais, consolidados socialmente como espaços sociointerativos, possibilitam
não apenas a efetivação de atividades interativas, mas também o surgimento e consolidação de
legítimas práticas sociais, que perpassam necessariamente pelo uso de múltiplas linguagens.
Rememorando a recente inserção dos professores de língua portuguesa nesses ambientes,
temos como objetivo geral investigar o uso que esses profissionais fazem do Facebook em
relação ao seu objeto de ensino (a língua/linguagem). Para tanto, descrevemos e interpretamos
esse fazer a partir da observação sistemática das publicações por eles realizadas, no período
compreendido entre dezembro de 2012 a maio de 2013. Os fundamentos mais relevantes para
essa investigação foram aquelas que envolvem o caráter enunciativo da linguagem de Bakhtin/
Volochinov (1997 [1929]), com foco na interação verbal, além de buscarmos amparo em áreas
afins como a Pedagogia e a Comunicação. A partir da observação, categorização e triagem
do corpus, estabelecemos três categorias de análise: dicas gramaticais; interações sociais e
interações afetivas. A partir da análise realizada foi possível diagnosticar que os professores
utilizam, com predominância, o Facebook em sua forma mais inerente: interagindo socialmente,
o que demonstra a função social da rede, na qual os professores se entrelaçam em relações
sociais ora com seus pares, ora com seus alunos.
OS DESAFIOS DO USO DO TABLET PELO PROFESSOR NA ESCOLA
PÚBLICA DE ENSINO MÉDIO
Angélica Magalhães Neves (UCB)
Caroline Rodrigues Cardoso (SEDF)
Em maio de 2013, 3 mil professores de ensino médio da rede pública de ensino do Distrito
Federal receberam tablets como parte do Plano de Ações Articuladas da Secretaria de Estado de
Educação do Distrito Federal (SEDF) com o Ministério da Educação (MEC). Para esses professores,
a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do DF (EAPE) ministrará um curso
de formação semipresencial, de agosto e novembro. Assim, esta pesquisa objetiva investigar
os desafios do uso do tablet pelos professores de uma escola pública de ensino médio do
Distrito Federal e contribuir com algumas propostas metodológicas para o trabalho com esse
recurso pedagógico em sala de aula. Com base na Teoria da Enunciação (Bakhtin, 1997; Bakhtin/
Volochinov, 1999) e na Pedagogia dos Multiletramentos (The New London Group: Cazden; Cope;
Fairclough; Gee; Kalantzis; Kress; Luke; Luke; Michaels; Nakata, 1996), esta investigação, de cunho
qualitativo, utiliza como principais instrumentos metodológicos o questionário, a observação
participante e a entrevista. Como resultados, espera-se que o tablet seja usado não só como
ferramenta de ensino e aprendizagem, mas também como um recurso de aprimoramento da
#Hipertexto2013
l 69
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
prática pedagógica, de rompimento do medo para com a tecnologia e de troca de experiências
exitosas entre professores e estudantes.
CI -11
POROROCA DIGITAL: UM RECORTE DO LETRAMENTO DIGITAL DO
PROFESSOR NA CIDADE DE ANANINDEUA – AMAZÔNIA – PARÁ
Teodomiro Pinto Sanches Neto (UNAMA)
Objetiva-se apresentar neste artigo uma investigação das práticas de letramento digital e a
metodologia do professor e sua reflexão no ambiente de trabalho após participação no programa
de formação continuada nos cursos - Introdução à Educação Digital, Tecnologias na Educação:
Ensinando e Aprendendo com as Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC e Elaboração
de Projetos, ofertados pelo Núcleo de Tecnologia Educativa – NTE - Ananin para docentes de
Educação Básica de escolas publicas estaduais do município de Ananindeua – Pa. Os resultados
indicam a importância da aquisição do letramento digital e da formação continuada para a
inovação das práticas pedagógicas, com o dilema: tecnologia x metodologia. Para tanto, será
apresentado um recorte de como a máquina/computador é introduzido na escola ao longo da
história. As reflexões baseiam-se na teoria do dialogismo de Bakhtin e nos estudos de Kleiman,
1995; Lévy 2003; Marcuschi, 2004; Moran, 2008; Soares, 2006; e outros estudiosos.
POTENCIALIDADES E LIMITES PEDAGÓGICOS NA UTILIZAÇÃO DOS
DISPOSITIVOS MÓVEIS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Fabíola Anita Romêro Gomes (Cefet-MG/Pref. de Belo Horizonte)
Buscamos analisar os limites e as possibilidades trazidas pelo contexto emergente de
aprendizagem com mobilidade – mobile learning, considerando os recursos e ferramentas
presentes nos aparelhos celulares. Os dados foram coletados em uma escola pública de
Educação de Jovens e Adultos (EJA) na cidade de Contagem em Minas Gerais, através da
pesquisa qualitativa, por meio do estudo de caso. Para a coleta de dados, foram utilizados
questionários, entrevistas, diário de bordo e arquivo contendo a troca de mensagens enviadas
e recebidas (SMS) entre a pesquisadora e os sujeitos participantes da pesquisa. Os resultados
obtidos indicam que os estudantes e os professores participantes na investigação são favoráveis
à utilização do celular enquanto recurso pedagógico, sendo viabilizado por meio dos projetos de
trabalho. As principais limitações encontradas foram: a infrequência dos estudantes; alteração
do calendário escolar; dificuldades em lidar com algumas funcionalidades e a incompatibilidade
entre aparelhos diferentes. Mesmo com as dificuldades apresentadas, foi possível verificar as
70 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
seguintes possibilidades: a flexibilização dos tempos e espaços; os projetos de trabalho; as
funcionalidades - internet, vídeo e câmera; a familiaridade com a tecnologia; a autonomia e a
interação entre os sujeitos e a disponibilidade para se letrarem digitalmente, tanto o professor,
quanto os estudantes.
PRÁTICAS DE LETRAMENTO DIGITAL NO SKOOB
Sérgio Araújo de Mendonça Filho (IFPB)
O presente trabalho visa estimular a leitura literária dos alunos do ensino médio técnico
integrado do IFPB Campus João Pessoa a partir das práticas de letramento digital por meio do
uso interativo nas redes sociais, especificamente da rede de leitores Skoob. Estando os alunos
cada vez mais afeitos às redes sociais e, portanto, mais sujeitos às práticas de interação nesse
meio, faz-se necessário a transposição de parte da aula de literatura entre as quatro paredes da
sala ao ambiente virtual a fim de propor aos educandos atividades relacionadas à leitura literária
e, consequentemente à interação e escrita mediadas pelo professor, pois “o ensino de literatura
precisa estar atrelado ao contexto dinâmico das novas ferramentas tecnológicas. No contexto
atual, marcado pela cibercultura, (...) a literatura busca caminhos para se adaptar à era (...) da
hipermídia...”. (MARTINS, 2006, p. 97). Ancorado na fundamentação teórico de estudiosos como
Lévy (1999), Xavier (2009) Marcuschi (2008) e Cosson (2012), o trabalho ora apresentado obteve
significativas mudanças de atitude e hábitos entre boa parte dos estudantes de ensino médio
do IFPB.
PRÁTICAS DE LETRAMENTO NO CONTEXTO DIGITAL: USOS DA LEITURA
E ESCRITA NO TELECENTRO DE UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA
Maria Jacy Maia Velloso (Unimontes)
Maria Lúcia Castanheira (UFMG)
Neste artigo apresentamos a pesquisa em andamento cujo objeto de estudo centra-se na
análise das maneiras de apropriações das práticas de leitura e escrita no uso do computador
e da internet em uma comunidade quilombola situada ao norte de Minas Gerais. Estão sendo
observados aspectos como letramento no contexto digital, os significados, valores e finalidades
que essa comunidade confere ao uso do computador e da internet no telecentro. Tendo como
referência os estudos de Heath (1983) e Street (1984) Kress (1998, 2003), Knobel e Lankshear
(2006), buscaremos examinar como a escrita articulada a uma ‘cultura digital’ é vivenciada
e visionada por determinados grupos sociais. Optamos como eixo metodológico uma
abordagem etnográfica com o intuito de verificar como as práticas de letramento se instauram
naquele contexto, possibilitando observar quem são esses sujeitos na comunidade que usam
o computador, que ações passam a executar e as diversas interações que se estabelecem no
telecentro. A pesquisa tem como resultado estimado que os diferentes grupos da comunidade
utilizem o computador construindo seus letramentos conforme a demanda de uso em seu
#Hipertexto2013
l 71
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
cotidiano, atuando com estratégias diferenciadas para apropriação de novas relações com a
oralidade e a escrita no ambiente digital.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE ENSINO DE ELE NO MOODLE PARA O CESB
Valéria Jane Siqueira Loureiro (UFS)
O Curso de Espanhol Básico (CESB) oferecido à comunidade interna da Universidade Federal
de Sergipe e promovido pelo Departamento de Letras Estrangeiras com o Centro de Educação
Superior a Distância da Universidade Federal de Sergipe na modalidade a distância se trata de
um curso de extensão que oferece o ensino de espanhol como língua estrangeira a distancia pela
plataforma moodle como forma de proporcionar para os alunos da UFS que não podem realizar
o curso na modalidade presencial a possibilidade de aprender o espanhol proporcionando
a aprendizagem da língua de forma interativa e comunicativa, a partir de uma metodologia
comunicativa com enfoque multicultural. O curso conta com a colaboração de 12 estudantes da
graduação em Licenciatura em Letras (espanhol e português/espanhol) integrantes do Projeto
em “Novas tecnologias e a construção/uso do Material Didático”. Neste curso, se objetiva também
a formação inicial dos estudantes que atuam como tutores, pois passam pela experiência da
prática docente de criação e elaboração de material didático on line, tendo como intenção
o aperfeiçoamento da formação acadêmica no que se refere à prática docente em língua
espanhola. Neste trabalho trataremos o projeto do CESB desenvolvido com a elaboração de
materiais didáticos online para os alunos.
CI -12
PRIMAVERA EM NOVA IORQUE: O FACEBOOK QUEBRA O SILÊNCIO DE
UMA COMUNIDADE MARANHENSE
Tânia Regina Barbosa de Sousa (IFS)
Rita Simone Barbosa Liberato (IFS)
Patrícia Santos de Jesus (IFS)
Este estudo objetiva analisar qual o papel das redes sociais – especificamente o Facebook,
para a promoção do discurso dos eleitores da cidade de Nova Iorque-Maranhão, partindo-se
da pesquisa de análise de conteúdo das postagens e comentários das páginas “Nova Iorque
Maranhão”, criada para divulgação da agenda político-social e cultural daquela cidade, e do
grupo “Notícias de Nova Iorque”, ambos com postagens feitas por cidadãos residentes no
local e/ou residentes que migraram para outros espaços urbanos, a fim de se investigar se há
alteração no discurso desta população no que tange às eleições municipais ocorridas em 2012.
Este estudo se baseou nas pesquisas sobre hipertexto, análise do discurso e análise da página
72 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
“Nova Iorque Maranhão”, nos meses de outubro e novembro de 2012 a julho de 2013, por serem
aqueles primeiros os que permearam o momento eleitoral e os últimos em que constam uma
análise parcial do primeiro semestre da nova administração municipal.
PROGRAMA ALUNO CONECTADO
Cíntia Virgínia Sales (UFPE)
O Governo do Estado de Pernambuco, sobretudo a partir de 2006, tem dirigido sua política de
governo para o tema inclusão digital (ID). Professor Conectado, Projeto Gestor Móvel e o Programa
Aluno Conectado que se afirma enquanto promotora da inclusão digital a partir da distribuição
para os estudantes do 2º e 3º ano do Ensino Médio e Normal Médio, de um equipamento híbrido,
um netebook tablet. Pretendemos com esta pesquisa analisar a efetivação do Programa Aluno
Conectado (PAC), bem como investigar o discurso do poder público quanto à inclusão digital
nos documentos oficiais do programa e compará-lo ao discurso dos beneficiários da distribuição
dos equipamentos. Quanto ao arcabouço teórico compreendemos ID como uma inclusão que
seja social e não informacional. Dentre os pressupostos metodológicos trabalharemos em uma
abordagem qualitativa, utilizando observação sistêmica, entrevistas e corpus latente a internet
para a coleta de dados. Como resultado destacam-se, que programa nasce sem a preocupação
de incluir entretanto, os próprios estudantes recriam o programa, o equipamento e sua lógica a
partir da Cultura Harker e efetivam a ID ao seu modo.
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS PARA O USO DA NARRATIVA TRANSMÍDIA
NAS AULAS DE LITERATURA
Daniele Toledo Machado (UCB)
O século XXI veio marcado pela tecnologia, e nele nasceu uma geração de alunos dependentes
dos aparelhos eletrônicos. Assim, percebemos os desafios que os professores têm enfrentando
dentro da escola, principalmente nas aulas de literatura. Os alunos leem 400 páginas das aventuras
de Harry Potter, mas não se sentem atraídos por Machado de Assis (obrigatório para o vestibular
da UnB). Acreditamos que o fenômeno está associado ao conceito de narrativa transmídia,
criado por Jenkins (2008) e comumente aplicado à história do bruxo. A transmídia possibilita
a construção da autonomia intelectual a partir da leitura de obras complexas e rompe com as
verdades absolutas impostas por professores. O objetivo desta análise é associar tecnologia
móvel à literatura. Apresentaremos a narrativa transmídia como instrumento de estímulo ao
educando a fim de torná-lo capaz de trabalhar com diferentes interpretações das obras literárias,
relacionando o conhecimento adquirido por meio da obra com aquele que ele produz como
sujeito social. A intenção é mostrar o uso de diferentes tipos de letramentos que o aluno pode
ter acesso diariamente no processo de ensino e aprendizagem. Ele deve compreender que a
sociedade somente é construída e transformada, em razão da intervenção e da interpretação de
diferentes fatores.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
REDES SOCIAIS E CONSTRUÇÃO COLETIVA DE CONHECIMENTOS: UMA
EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGOS POR MEIO DE
UM “FACEGROUP”
Gilberto Lacerda Santos (UnB)
Os espaços de formação de pedagogos para o uso de tecnologias digitais na educação no currículo
do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade de Educação da universidade de Brasília
são bastante restritos e limitam-se a algumas disciplinas optativas. A disciplina Computadores
e Educação é um desses raros espaços de trabalho em que, de forma paliativa, tenta-se, em
um curto espaço curricular, promover o letramento digital dos futuros pedagogos. No segundo
semestre de 2012, testamos uma estratégia de promoção da construção colaborativa de
conhecimentos sobre o tema por meio do uso de um grupo criado na rede social Facebook, com
o objetivo de levar os alunos a abordar os conteúdos e as práticas visadas e a compreender o
potencial educativo das redes sociais. Este foi o objetivo da pesquisa-ação, conduzida com uma
turma de 20 alunos, os quais puderam vivenciar diversas situações de aprendizagem mediada
pela informática, a partir de pressupostos teóricos de Juliani et alli (2012) e de Santos e Andrade
(2010). Os resultados apontam para o sucesso da experiência e para diferentes possibilidades de
letramento digital de pedagogos em formação.
SISTEMATIZAÇÃO INTERDISCIPLINAR DE APRENDIZAGEM: UM
CAMINHO PARA A CONSTRUÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE
CURSOS
Jussara Mendonça de Oliveira Seidel (UCB)
Ana Paula Costa e Silva (UCB)
Chris Alves da Silva (UCB)
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa com discentes de curso de pós-graduação
a distância em Orientação Educacional. A pesquisa refere-se às contribuições da Sistematização
Interdisciplinar, um instrumento de avaliação de aprendizagem, centrado no no estudante e
dirigido pelo professor. Foi realizada pesquisa bibliográfica e exploratória por meio da aplicação
de questionário e análise de conteúdo das respostas. O referencial teórico enfatiza que a
avaliação eficaz, formativa, interdisciplinar e aplicada ao contexto contribui para aprendizagem
e mudança de hábitos de estudantes e professores. Os resultados revelam uma relação direta do
processo avaliativo com o processo de elaboração de trabalhos de conclusão de curso e com o
alcance dos objetivos de aprendizagem do curso.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -13
SOCIOLOGIA DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA: INTERAÇÃO SOCIAL MEDIADA
POR TECNOLOGIA E O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM
André Dala Possa (IFSC)
O texto apresenta reflexões de pesquisa na qual pretende-se evidenciar contribuições da
sociologia para compreender melhor as interações sociais mediadas por tecnologias digitais
para o processo de ensino aprendizagem. Desde os estudos da Escola Sociológica de Chicago,
pelo interacionismo simbólico, ocorreram remodelações importantes no “interagir”. Em rede,
com realidades cada vez mais complexas, a sociedade contemporânea impõe ao sistema
educacional reinventar-se; conhecer as formas de interação, os valores simbólicos, o “comunicar”
que se popularizou com a Internet. No Brasil, o aumento da oferta de cursos à distância
concomitante à expansão da rede pública de educação profissional consagrou metodologias
didáticas ciberculturais que, talvez, não passem de adaptações de um modelo offline a outro
online. A escola não é etérea e a sociologia pode contribuir para conhecer e melhorar esses
processos em prol de mais resultados em sala de aula, mesmo que esta tenha sido transferida
para a aba do chat das redes sociais. No que se refere à metodologia, o projeto coloca-se aberto à
discussão, não apenas pela transdisciplinaridade, mas também porque os próprios métodos de
investigação demandam nova episteme: mais qualitativa, menos unitária – a proposta é inovar
a partir das epistemologias reticulares.
TECNOLOGIA DIGITAL EM SALA DE AULA: DIFICULDADES PARA A
INSERÇÃO DE RECURSOS AVANÇADOS DE TECNOLOGIA DIGITAL POR
PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
Geyza de Freitas Santos (UFPE)
O presente trabalho busca fazer uma análise sobre as dificuldades da inserção das TIC na educação,
analisando o papel do professor dentro desse contexto. De acordo com a temática levantamos
o seguinte problema: Quais as dificuldades apresentadas pelos professores do Ensino Médio em
relação ao uso de recursos tecnológicos implantados? Escolhemos por objetivo geral investigar as
causas das dificuldades apresentadas para o uso das novas tecnologias por parte dos professores
do Ensino Médio de uma escola do município de Belo Jardim Pernambuco. Foram nosso suporte
teórico, Bogdan (1994), Coll e Monereo (2010),Kenski (2007), Veiga(2010), entre outros. Os dados
foram tratados a partir da análise de conteúdo e as categorias analíticas são: I – Inserção de
tecnologias virtuais na educação; II – A demanda contemporânea para a docência e III – O papel
da formação continuada para o uso de recursos tecnológicos. Os resultados apontam que os
professores demonstram ter dificuldade em acompanhar a velocidade da tecnologia, bem como
#Hipertexto2013
l 75
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
adequar o seu planejamento aos recursos tecnológicos oferecidos, necessitando assim de uma
formação continuada mais intensa, para lidar com esse atual contexto. Concluímos que o papel
do professor na sociedade atual é de transformador da sociedade da qual ele também faz parte.
WEBQUEST, INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E ENSINO DE INGLÊS COMO
LA: UMA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Maria Carolina Porcino (UFES)
Kyria Finardi (UFES)
A Webquest propõe a aprendizagem através da realização de tarefas em grupos baseadas
primordialmente em recursos da internet. Grupos estes essencialmente heterogêneos, que se
constituem de indivíduos com múltiplas inteligências. O presente trabalho tem como objetivo
analisar uma Webquest que contempla as inteligências múltiplas e refletir como esta pode
favorecer a aprendizagem do inglês como língua adicional (LA) de forma mais colaborativa.
O processo de elaboração da webquest seguiu as orientações e etapas sugeridas por Dodge
(2004). Este estudo utilizou uma metodologia qualitativa para analisar a ferramenta proposta
levando em consideração os princípios do método de ensino baseado em tarefas (NUNAN, 2008,
SKEHAN, 1998) e da teoria de múltiplas inteligências (GARDNER, 2000). Resultados preliminares
do estudo sugerem que a proposta de se trabalhar esta ferramenta com foco nas inteligências
múltiplas pode facilitar a integração dos diversos perfis de aluno e favorecer uma aprendizagem
colaborativa ainda mais significativa.
A INSERÇÃO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA:
PREPARAÇÃO E CONDUÇÃO EFICIENTE DE AULAS E ATIVIDADES
Felipe de Brito Lima (UFPE)
Este estudo é uma investigação a respeito de como técnicas de didática e gerenciamento
das dinâmicas de sala de aula podem otimizar a preparação e condução de atividades de
aprendizagem utilizando dispositivos móveis. A literatura sobre blended learning é uma ampla
fonte de referências sobre o uso de ferramentas tecnológicas no contexto da sala de aula. No
entanto, levantamentos recentes mostram que ainda são poucos os estudos conduzidos em
escolas, fora do âmbito dos ensinos superior, técnico e profissionalizante. Apesar de haver neste
campo um claro foco em teorias da aprendizagem, questões referentes a dinâmicas de sala de
aula – como disciplina, eventual dispersão por parte dos alunos e a condução e o desenrolar
das atividades – costumam não receber ênfase, o que aumenta a insegurança e desestimula
a adesão por parte dos professores. Este trabalho é um esforço no sentido de preencher esta
lacuna, combinando revisão bibliográfica nas áreas de didática e blended learning a relatos de
experiência de atividades e projetos realizados utilizando dispositivos móveis em aulas de inglês
como língua estrangeira. Como resultado, são sugeridas formas concretas de utilizar diferentes
dispositivos como instrumentos de aprendizagem eficazes, buscando aproximar-se de forma
objetiva da realidade das salas de aula.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA: ALTERNATIVAS DE APLICATIVOS
FACILITADORES À EXPRESSÃO ORAL PARA PORTADORES DE
NECESSIDADES ESPECIAIS
Ana Liz Souto Oliveira de Araújo (UFPB)
Jailma Souto Oliveira da Silva (UEPB)
As pessoas portadoras de necessidades especiais para comunicarem-se através da palavra falada
enfrentam dificuldades em interagirem nos contextos educacionais e sociais. Sabemos que a
comunicação não se restringe apenas a pronúncia do verbete oral, e que o desejo de expressarse move os sujeitos a criarem alternativas de comunicação. Apesar disso, a fluência do discurso é
de suma importância em função da fala ser intrínseca ao ser humano, que comunicar-se fora da
oralidade, coloca esses sujeitos a margem da “normalidade” esperada. Atualmente, a tecnologia
oferece recursos utilizáveis como elementos facilitadores permitindo a esses sujeitos fazer laço
social, minimizando os problemas de comunicação oral. Nesta vertente, este trabalho propõese a uma revisão sistemática apresentando aplicativos existentes para dispositivos móveis que
podem ser utilizados como instrumentos que propiciem autonomia na comunicação e na
mobilidade de seu portador. Com base nesses dados, realizamos uma discussão a respeito do uso
desses aplicativos no contexto educacional, identificando a necessidade de maior capacitação
do professor a fim de favorecer, via tecnologia, recursos facilitadores para a comunicação oral
desses alunos. Espera-se que capacitando o Educador no manejo dos softwares, esse instrumento
possa ser melhor utilizado quando associado às necessidades singulares desses alunos dentro
de seu contexto especifico.
CI -14
ELABORAÇÃO DE UMA PROPOSTA DE ENSINO DE DESENHO BÁSICO A
DISTÂNCIA
Ilton da Costa Souza Filho (UFPB/UNIPE)
Flávia Veloso Costa Souza (UFPB)
Marcos Aurélio Pereira Santana (UFPB)
O objetivo deste trabalho é conceber uma proposta pedagógica para o ensino de desenho básico,
nos cursos de engenharia, na modalidade semipresencial. Para isso, serão estudadas formas
de integrar conceitos e procedimentos de modo a proporcionar um aprendizado autônomo.
É importante destacar que o ensino do desenho básico nos dias de hoje, em que a maior parte
dos desenhos são digitais, deve-se dedicar especificamente ao ensino da linguagem gráfica,
ou seja é fundamental a compreensão e execução da linguagem do desenho projetivo pelos
#Hipertexto2013
l 77
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
estudantes, sendo o traço, o desenho à mão, e a habilidade de manuseio dos instrumentos de
desenho secundários. Em termos metodológicos, este estudo se caracterizará pela exploração
dos software de computação gráfica sketchUp e Autocad, os quais serão utilizados para a
elaboração de materiais instrucionais para apoiar o ensino dos conteúdos da disciplina bem
como para a execução dos trabalhos práticos a serem desenvolvidos pelos alunos. Esperamos o
desenvolvimento de conteúdos específicos e adequados para o ensino a distância da disciplina
Desenho Básico, bem como uma redução do índice de desistência dos alunos através do
desenvolvimento de uma disciplina dinâmica em que o mesmo possa fazer suas atividades
utilizando conhecimentos básicos de computação gráfica.
FOMENTO AO USO DE TENOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
NO ENSINO PRESENCIAL: PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS A
PARTIR DO EDITAL 15/2010/CAPES NA UFJF
Diovana Paula de Jesus (UFJF)
Priscila Aleixo da Silva (UFRJ)
Eliane Medeiros Borges (UFJF)
O presente artigo objetiva traçar um panorama geral acerca do material didático produzido
na Universidade Federal de Juiz de Fora, em consonância com o projeto atendido pelo edital
n°15/2010/CAPES/DEG que propõe o “Fomento ao uso das tecnologias de comunicação
e informação nos cursos de graduação”. Esse edital tinha por finalidade favorecer a
institucionalização de métodos e práticas de ensino e aprendizagem inovadores por meio das
TIC, buscando promover a integração e a convergência entre as modalidades de ensino presencial
e a distância. A partir da proposta do edital, este trabalho procura perceber de que forma
cumpriu-se o objetivo de contribuir para uma cultura acadêmica pautada no uso de tecnologias.
Para melhor fundamentar nossas análises, recorre-se ás contribuições de autores como Moran
e Valente, por sua relevância no debate reflexivo do uso das tecnologias nos ambientes de
ensino. O objeto de estudo aqui apresentado são CDs e DVDs produzidos por alguns cursos da
universidade, adotando um modelo com cinco variáveis para análises mais especificas de tais
produções. Como considerações finais, trazemos reflexões em relação à defasagem na utilização
dos recursos audiovisuais em materiais analisados, assim como a necessidade de aprimoramento
dos recursos acadêmicos produzidos, no âmbito da universidade, para esse edital.
78 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
FÓRUM INTERATIVO POR FASES: UM INSTRUMENTO DE MEDIAÇÃO E
AVALIAÇÃO
Mercia Helena Sacramento (UCB)
Jussara Mendonça de Oliveira Seidel (UCB)
Tema: O Fórum enquanto ferramenta didática propicia um processo de interação que amplia a
autonomia do estudante, facilitando o processo ensino e aprendizagem. Objetivos: Pesquisar se o
fórum por fases contribui para o “pensar” individual e coletivo, como instrumento de mediação e
avaliação, possibilitando a interação e o trabalho colaborativo e facilitando o processo de ensino
e aprendizagem. Pressupostos Teóricos: O referencial teórico destaca que um fórum dinâmico
e bem planejado representa uma maior possibilidade de interação e trabalho colaborativo.
Metodologia: Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre às contribuições de
um fórum interativo por fases, realizada com discentes de curso de graduação a distância,
PROFORM – Programa de Formação de Professores, na disciplina Formação e Prática Docente
II. Foi realizada pesquisa bibliográfica e exploratória por meio da aplicação de questionário e
análise de conteúdo das respostas. Resultados: A análise dos dados revela a importância das
presenças cognitiva, social e de ensino do professor e do estudante nos fóruns, destacando a
produção colaborativa e o desenvolvimento da autonomia individual.
LOUSA DIGITAL: CRIAÇÃO DE TUTORIAL ELETRÔNICO PARA O USO
DESTE RECURSO POR PROFESSORES
Ana Paula Rodrigues Kuhls Lemos (UFSM)
Patrícia Varaschini Poetini (UFSM)
Carmem Elisete Gabbi (UFSM)
Leila Maria Araújo Santos (UFSM)
O avanço da tecnologia constantemente desenvolve novos produtos, plataformas e conceitos
em diferentes áreas de conhecimento, inclusive na educação. Para dinamizar o ensino,
profissionais das áreas de tecnologia e educação juntam esforços com o objetivo de aprimorar
as ferramentas para uso no campo educacional e um exemplo é a Lousa Digital. Este artigo
apresenta a pesquisa que está sendo realizada junto ao Mestrado em Tecnologias Educacionais
em Rede da UFSM, com o objetivo de criar um tutorial digital em rede para a capacitação de
professores para o uso dos recursos da Lousa Digital em sala de aula. Podendo, assim, o professor
elaborar aulas mais dinâmicas e diferenciadas, com ensino participativo e significativo que
essa ferramenta proporciona. A metodologia utilizada passa pelo mapeamento e seleção dos
recursos que a Lousa Digital dispõe, e pela criação de materiais com o uso de textos, imagens e
vídeos demonstrativos sobre como utiliza-la, bem como exemplos de sua utilização no ensino
de áreas específicas do conhecimento. Espera-se com este trabalho difundir a cultura do uso
da Lousa Digital como algo que pode auxiliar o professor em sala de aula, o que não acontece
atualmente devido à falta de conhecimentos no uso deste recurso na educação.
#Hipertexto2013
l 79
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
FORMAÇÃO DE PROFESSORES, TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO (TIC) E EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Heloisa Helena Oliveira de Magalhães Couto (UFRJ)
Como os professores compartilham seus saberes e práticas referentes às TIC é a pesquisa associada
a esse estudo. Busco descrever não apenas a forma de apropriação pedagógica, mas compreender
os efeitos dessa transposição para os Currículos. Nesse trabalho, orientada pelos subsídios teóricometodológicos do Ciclo Contínuo de Produção de Políticas (BALL, 2009), defendo a micropolítica
escolar na ressignificação de Políticas Curriculares concernentes à temática Promoção da
Saúde. Em projeto interdisciplinar, os professores hibridizam conhecimentos pedagógicos,
disciplinares, curriculares, com a sua própria visão educacional, e usos cotidianos das TIC. Assim,
percebo a micropolítica escolar como prática institucionalizada, capaz de imprimir sentidos e
definir estratégias que, ao configurar a apropriação pedagógica das TIC no espaço da educação,
descontextualizam práticas tradicionais de Promoção da Saúde, vigentes em Programas de
Formação de Professores; ainda marcadas pelo paradigma biomédico, o tratamento a partir da
individualidade, e a responsabilização do sujeito pelo adoecimento, ou por qualquer desequilíbrio
na relação saúde-doença; e mais do que reiterando uma intenção, tais práticas inovadoras,
estão buscando trilhar uma trajetória em educação em saúde inovadora. Entendo com ajuda de
Laclau (2011), que as Políticas são tentativas de fixação provisórias e contingentes, resultando de
processos articulatórios defendidos por grupos sociais diversos.
CI -15
MARCAS E INDÍCIOS DE AUTORIA NA PÁGINA ‘DIÁRIO DE CLASSE’
Suara Macedo dos Santos (UFPE)
Este trabalho apresenta uma discussão sobre autoria no contexto das redes sociais. Através de
um objeto que tem fomentado a discussão sobre Educação e Política, objetiva identificar marcas
de autoria sobre esses temas. Partindo de autores como Focault e Roland Barthes, apresenta
uma análise discursiva da categoria de autoria de textos publicados na Fan Page ‘Diário de Classe’
da estudante Isadora Faber. Utilizando como referencial teórico-metodológico o linguista Sírio
Possenti, o texto aponta indícios e marcas de autoria nas publicações da blogueira mirim. Como
metodologia de análise busca indícios e marcas de autoria em textos publicados na página da
estudante. Conforme as proposições de Possenti (2008) verificou-se que em suas publicações
a autora: dar voz ao outro e mantém distância do seu texto (indícios de autoria para o autor).
Também se verificou que só é possível identificar os elementos apresentados como marcas de
autoria (singularidade, peculiaridade na escrita e domínios de memória que façam sentido) a
partir de uma memória histórica e social em que estão localizados o público e a referida autora.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
O USO DAS TIC’s EM TURMAS DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS: REFLEXÃO NECESSÁRIA À APRENDIZAGEM DISCENTE
Luana Machado (IFAL)
Este artigo apresenta uma reflexão sobre a relevância do uso das Tecnologias da Informação e da
Comunicação - TIC’s em turmas de alfabetização da modalidade da Educação de Jovens e Adultos
– EJA. Nesse sentido o trabalho aqui descrito foi construído com o objetivo de compreender
sobre a necessidade de incluir nas estratégias metodológicas docentes um trabalho pautado
no uso das TIC’s. Elaborado por meio de uma breve revisão bibliográfica direcionada à temática,
com esta reflexão, acredita-se que o trabalho pedagógico com as Tecnologias da Informação e
da Comunicação, possibilitam aos discentes em fase de alfabetização da EJA, maior participação
e interesse quanto à aquisição das competências de alfabetização, uma vez que os alunos desta
modalidade de ensino possuem peculiaridades específicas e as aulas devem ser interativas,
dinâmicas e significativas. Os resultados dessa investigação fundamentam a reflexão de que o
aperfeiçoamento das estratégias metodológicas diferenciadas, em especial o uso das TIC’s na
alfabetização de jovens e adultos, ampliam as condições de uma aprendizagem significativa.
O USO DE TABLET COMO RECURSO DIDÁTICO POR UM PROFESSOR NO
ENSINO SUPERIOR: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Arnott Ramos Caiado (Universidade Salgado de Oliveira)
Roberta Caiado (UNICAP)
Este estudo teve por objetivo explorar as possibilidades do uso do tablet como recurso didático
por um professor do ensino superior. Para atingir tal fim, realizou-se um estudo de caso, durante
o período de um ano, focando suas práticas de elaboração e apresentação de conteúdos
multimídia e interação com discentes, a partir de recursos de computação em nuvem (cloud
computing). Em seu marco teórico esta pesquisa fundamenta-se em Lobato e Pedro (2012) e
Moran (2012), que afirma: “[...] que este é um campo minado de discussões, decisões, interesses”.
Há diversas razões para uso dos notebooks pelo professor. E tantas outras razões que justificam
o uso dos tablets (MORAN, 2012). Pôde-se realizar ao longo do período de um ano, a completa
substituição do notebook como recurso de apresentação e exposição de conteúdos pelo tablet
iPad. Os resultados preliminares apontam para algumas dificuldades, tais como: necessidade de
aprendizagem de novos aplicativos (software) pelo professor e mudança nos seus paradigmas de
utilização, principalmente, no que se refere à forma de armazenamento de dados, predominante,
ainda, em pen drives e hard disks - no notebook, mudando para intenso uso da computação em
nuvem - no tablet.
#Hipertexto2013
l 81
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
O USO DO SOFTWARE EDUCACIONAL P3D NO ENSINO DE BIOLOGIA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Luzivone Lopes Gomes (UEPB)
Filomena Mª Gonçalves da Silva Cordeiro Moita (UEPB)
O presente trabalho é um recorte da pesquisa de Mestrado em andamento e objetiva refletir
sobre o uso do software educacional P3D e suas contribuições para o ensino de Biologia.
Acreditamos que a inserção de suportes digitais em sala de aula contribui para a melhoria da
prática pedagógica e para uma aprendizagem mais lúdica e desafiadora. Uma pesquisa qualitativa
analisa e descreve o uso do software com alunos do 9º ano de uma escola privada da cidade de
Campina Grande/PB. Para a coleta dos dados, utilizou-se a observação em sala de aula, além de
entrevista semiestruturada com professores e alunos, com apoio de autores como Lévy (2005),
Gee (2007), Moita (2007), Valente (2009) e Mattar (2009), entre outros. Os resultados parciais
parecem indicar que o P3D, compatível com tablet, desktop e móbile, é de grande valia para o
ensino de Biologia por apresentar um ambiente intuitivo que estimula alunos e professores a
explorar as diferentes partes do esqueleto humano e, de forma dinâmica, observar e discutir a
importância da caixa torácica, músculos, órgãos vitais, entre outros conceitos abstratos que, em
um espaço de sala de aula tradicional, baseado em texto e imagem linear, não seria possível.
TECNOLOGIA ACESSÍVEL: REFLEXÕES ACERCA DA UTILIZAÇÃO DE
RECURSOS TECNOLÓGICOS SONOROS COMO INSTRUMENTOS DE
ACESSIBILIDADE AOS TEXTOS LITERÁRIOS PARA O APRENDIZ COM
DEFICIÊNCIA VISUAL
Ivan Vale de Sousa (UEE Jonas Pereira de Melo)
O presente trabalho aborda a utilização dos recursos tecnológicos sonoros como ferramenta
de acessibilidade às obras literárias para alunos com deficiência visual, na perspectiva de uma
educação para todos, ou seja, a inclusão educacional. Tem por objetivo discutir as possibilidades
da pessoa com deficiência visual usufruir dos mesmos direitos das pessoas ditas normais,
nesse sentido, a presente investigação parte da análise bibliográfica e metodologia teóricoreflexiva acerca dos recursos tecnológicos sonoros disponíveis a esse público, tomando por
base a utilização e a importância do Sistema Dosvox e do Programa Mecdaisy, os quais são
concebidos, segundo a presente discussão como tecnologias assistivasutilizadas na promoção
participativa de todos os envolvidos no processo educacional, na autonomia e no convívio
social da pessoa com deficiência visual. Tais recursos, não objetivam substituir a aprendizagem
intermediada pelo Sistema Braille, mas como recursos complementares à maneira peculiar de
leitura e escrita daquele que não utiliza a visão como via de instrução e aprendizagem. Para a
fundamentação teórico-reflexiva, os autoresHogetop (2002), Lira (2004), Sonza (2004), Delpizzo
(2005), Barbosa (2010) contribuem com a reflexão acerca da acessibilidade por intermédio
dos recursos tecnológicos das pessoas com deficiência visual. Assim, espera-se que através da
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
reflexão enaltecida, a familiarização do educando incluso com as obras literárias no contexto da
escola inclusiva seja constante e valorizada a sua forma aprendizagem.
CI -16
TWITTER: A PRÁTICA SOCIAL DA ESCRITA NA PRODUÇÃO DE
MENSAGENS CURTAS EM LÍNGUA INGLESA
Adriana Teixeira Alves (FA7)
A proposta deste trabalho é mostrar a ferramenta digital “twitter” em uma proposta de
comunicação e aprendizagem colaborativa nas aulas de Língua Inglesa em uma turma do 9º
ano de uma escola pública da cidade de Fortaleza. Ir ao encontro dos interesses dos jovens
estudantes para a prática da escrita e leitura de mensagens de até 140 caracteres, modifica a
comunicação nas aulas de Língua Inglesa e pode proporcionar uma aprendizagem efetiva de
um segundo idioma, proporcionando um ambiente de interação instantânea. Da análise do
trabalho desenvolvido verifiquei que os educandos se envolveram de forma efetiva no processo
de construção de mensagens instantâneas. No entanto, apesar de se verificarem condições
básicas para a colaboração, sentiu-se alguma dificuldade nos níveis básicos da língua inglesa.
Aborda ainda, uma breve analise discursiva dos assuntos de interesse dos jovens em estudo e
como as redes sociais podem contribuir para novas práticas pedagógicas no processo de ensino
e aprendizagem mediados pelas redes sociais.
A APRENDIZAGEM NÃO FORMAL DA LÍNGUA ESTRANGEIRA USANDO
O SMARTPHONE: POR QUÊ VOLTAMOS A METODOLOGIAS DO SÉCULO
XIX?
Thomas Petit (UnB)
Gilberto Lacerda Santos (UnB)
A didática das línguas, em busca de maior autenticidade e sensação de imersão linguística e
cultural, evoluiu substantivamente desde a integração das mídias tradicionais até as tecnologias
digitais conectadas à Internet, oferecendo um leque de possibilidades cada vez mais diversificado.
O objetivo da investigação realizada foi o de avaliar um dispositivo de aprendizagem móvel de
Francês, a fim de verificar o grau de integração, na proposta didática do curso, de inovações
pedagógicas suscetíveis de usufruírem desse leque de possibilidades. Para realização do trabalho
de avaliação, submetemos um grupo de utilizadores à exploração de um curso de francês em
smartphone. Em seguida, propusemos aos mesmos um questionário com questões incitando-os
a refletirem sobre a experiência. A análise dos dados revelou que assistimos hoje a um retrocesso
#Hipertexto2013
l 83
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
didático surpreendente, com uma prevalência da dimensão tecnológica sobre a pedagógica e
indicou como pista de investigação que, numa era profundamente digital, os novos desafios
não deveriam referir-se tanto à integração das tecnologias na aprendizagem, mas pelo contrário
apontar estratégias de imersão da aprendizagem nas tecnologias do cotidiano.
A CRIAÇÃO DE UM CURSO DE INGLÊS INSTRUMENTAL ONLINE
Ana Emilia Fajardo Turbin (UnB)
A disciplina de Língua Inglesa Instrumental é obrigatória na maioria dos cursos da Universidade
de Brasília, gerando assim uma grande demanda para complementação de créditos. A disciplina
não tem pré-requisito e a oferta do curso é insuficiente para atender a todos. Além disto, os
cursos são presenciais, o que limita o número de alunos que pode, de fato, se matricular. Como
o departamento de Ensino de Inglês e Tradução possui um ambiente virtual de aprendizagem
de línguas a partir do CMS - Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment),
a pesquisadora levanta a hipótese de implementação do ambiente Moodle associado às aulas
presenciais como componente obrigatório e necessário para realização dos cursos de Inglês
Instrumental, com o objetivo de alcançar mais alunos e dar-lhes a possibilidade do aprendizado do
Inglês Instrumental. A abordagem teórica contempla conceitos como interação e estratégias de
aprendizagem aplicadas no ensino presencial e transpostas ao ambiente virtual. A metodologia
consistirá na criação de um projeto piloto para novos cursos de Inglês Instrumental que se
iniciam em Agosto. Os resultados serão categorizados focalizando a eficiência do ambiente
Moodle quanto à produção do conhecimento linguístico construído.
AGÊNCIA, GÊNEROS DISCURSIVOS, TECNOLOGIA E ENSINO: O CASO DA
ESCOLA PÚBLICA DE UMARIZAL-RN
Ângela Cláudia Rezende do Nascimento Rebouças (UFPE)
Este ensaio visa estudar a tecnologia como de agência para o aprendizado de gêneros discursivos
numa abordagem de Hanks (2008) que considera a língua como prática social e cujo estudo não
pode desconsiderar questões de contexto, além de abordagens de teóricos como Bazerman
(2007, 2011, 2011), Miller (2012). O estudo é feito com um grupo de alunos do Ensino Médio
que criou um ambiente virtual no servidor joomla com o intuito de divulgar os projetos de
pesquisa feitos na escola pública 11 de agosto e observar o contato destes alunos com novos
gêneros discursivos. Foi feito um questionário e uma análise sobre os gêneros que eles passaram
a conhecer depois que iniciaram o projeto, além da linguagem específica para criar o ambiente
denominado AVEUS (ambiente virtual de aprendizagem utilizando servidor). Como resultado
preliminar ficou constatado que muitos gêneros que eles não conheciam e não tinha contato
passaram a fazer parte do repertório de gêneros deles, como o artigo, o relatório, o questionário
confirmando a importância de situações específicas para a aprendizagem de novos gêneros.
84 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
AS CONTRIBUIÇÕES DAS MÍDIAS PARA O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE
PROFESSORES
Carmen Vera Scorsatto Brezolin (IFSul)
Edimara Luciana Sartori (IFSul)
O amplo acesso às informações proporcionado pelas tecnologias de rede promove a quebra
de paradigmas estabelecidos pela sociedade. Na educação, isso implica em repensar o
processo pedagógico. Para Lipovetsky (2012), surge uma “cultura planetária”, na qual ocorre
uma aproximação cultural entre civilizações, o que promove o desenvolvimento de um novo
contexto e uma espécie de “inflação do conhecimento” e da informação, impulsionada pelo
desenvolvimento das mídias. O autor afirma ainda que a internet revolucionou de tal forma as
comunicações que se torna impossível não conectá-las ao ato pedagógico. Lévy (1996) referese a esse contexto do ciberespaço como um ambiente onde professores e alunos interagem
constantemente, estabelecendo um processo recíproco de ensino aprendizagem. Nesse sentido,
este artigo apresenta as contribuições e implicações de um curso EAD de mídias na educação
para o processo de formação de professores. Entretanto, desafios se estabelecem no decorrer
do curso, sendo um dos principais o de manter o interesse dos participantes nesse processo. Por
isso, é preciso promover a afetividade na relação tutor/aluno para motivá-los evitando a evasão.
Devem-se desenvolver estratégias para o uso eficaz das mídias em favor do processo ensinoaprendizagem, pois os alunos ainda manifestam pouca habilidade e autonomia na sua utilização.
CI -17
COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO ASSISTIDA: AMBIENTES VIRTUAIS E
TELEVISÃO DIGITAL
José Anderson Santos Cruz (UNESP)
Ana Carolina Franco dos Santos (UNESP)
Maria da Graça Melo Magnoni (UNESP)
José Luis Bizelli (UNESP)
O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) está cada vez mais inserido na
Educação. Por isso, “comunicação/educação inclui, educação para os meios, leitura crítica dos
meios, uso da tecnologia em sala de aula [...]” (BACCEGA, 2011, p. 32). Os meios podem ser
os smartphones, tablets, notebooks e Televisão digital – TVD. Com isso, os conceitos do EaD
e Educação Assistida em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) passa pelo cenário da
educomunicação – que abrem novos horizontes educativos convergentes. E “aqui a EaD é, sem
dúvida fundamental, garantindo uma perspectiva formativa no sentido amplo e não reduzida
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
à extensa distribuição de informações” (PRETO e PICANÇO, 2012, p. 37 [web]). Este artigo tem
como pretensão abordar os pontos positivos da EaD através dos (AVA’s) e a Televisão Digital
como mediadora da formação e aprendizado. Para tanto, se utilizou do Projeto de Pesquisa - Uso
das Tecnologias de Comunicação e Informação – TIC nos Programas de Pós-graduação da UNESP
– Edital nº 01/2012-PROPG. A metodologia deu-se com fundamentação teórica, entrevistas com
docentes a partir da titulação de especialista e pesquisa bibliográfica e em artigos.
CARACTERIZAÇÃO DO GÊNERO CHAT ATRAVÉS DO APLICATIVO
WHATSAPP
Camila Mota Oliveira (UFS)
É perceptível o quanto os aparatos tecnológicos atrelados à telefonia móvel vêm crescendo nos
últimos anos, bem como a sofisticação que tais dispositivos oferecem aos indivíduos, propiciando
maior interação no contexto social. Diante disso, o presente trabalho, ao considerar a relevante
contribuição da teoria dos gêneros textuais digitais, pretende realizar uma caracterização do
gênero Chat, através dos serviços disponíveis pelo Whatsapp, visto que sua popularização tem
aumentado consideravelmente. Para tanto, utilizou-se como metodologia a descrição e análise
das possibilidades oferecidas pelo aplicativo em dadas situações comunicativas. Os resultados
da pesquisa consideram que o Whatsapp, ao proporcionar várias modalidades de Chat em um
único aplicativo e apresentar características que facilitam sua incorporação a dispositivos móveis
distintos, interfere na escolha de determinados serviços e aplicativos para a produção de gêneros
específicos, como o Chat. Para fundamentar tais postulados teóricos, foram utilizados, dentre
outros, trabalhos sobre gêneros textuais de Bakhtin (1992) e Miller (2012), e especialmente,
sobre os gêneros textuais digitais, em Marcuschi (2010) e Araújo (2010).
DESENVOLVIMENTO DA COGNIÇÃO E DA FORMAÇÃO DE HABITUS DE
JOVEM APRENDIZ DA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE TI EM AMBIENTE
VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Zoraia da Silva Assunção (UFRN)
Desenvolvimento da cognição e da formação de habitus de jovem aprendiz da educação
tecnológica de TI em ambiente virtual de aprendizagem: perspectivas e desafios. Pesquisa
de doutorado em andamento. Investiga mudança de cognição e aquisição de novo habitus
escolar, na ultrapassagem de aluno do ensino médio de escolas da rede pública e particular do
RN para estudante do Instituto Metrópole Digital (IMD) no campus, produção institucional e
intelectual, da UFRN, através do ambiente virtual de aprendizagem e em momentos presenciais.
Problemática está no descompasso entre a proposta do IMD em formar uma grande quantidade
de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho e a reduzida quantidade de jovens
que permanecem no curso, e àqueles que permanecem sentem a necessidade de prosseguir
academicamente. Pesquisa qualitativa etnográfica, utiliza-se ferramentas metodológicas, grupos
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
focais, com jovens da primeira turma, observação participante no 1º Seminário de Avaliação
IMD. Resultados preliminares mostram mudanças cognitivas, reveladas na atuação em estágios
em TI, associadas à aquisição do novo habitus, a partir da afiliação, institucional e intelectual, no
campo da pesquisa. Tensiona na análise da fragilidade da influência de atuação mediadora da
tutoria na formação de valores éticos e morais para construção da identidade e cidadania.
DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS EM CURSOS PRESENCIAIS DE
GRADUAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE O USO DA LINGUAGEM NA
PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO
Giovana Flávia de Oliveira (Centro Universitário Módulo)
As tecnologias da informação e da comunicação transformaram a maneira de interação entre os
sujeitos da sociedade atual. Acredita-se que nunca se escreveu tanto como nos últimos anos, com
a ampliação da rede mundial de computadores. Buscando acompanhar essas mudanças sociais,
as instituições de ensino superior passaram ofertar, em cursos presenciais, disciplinas integrantes
do currículo na modalidade semipresencial. Entretanto, alguns alunos de cursos presenciais não
se sentem totalmente seguros de sua aprendizagem na modalidade semipresencial de ensino.
Nesse contexto, objetiva-se no presente artigo apontar estratégias de produção textual na
modalidade escrita que colaborem para que o aluno se sinta um participante ativo no processo
de aprendizagem em disciplinas da modalidade semipresencial. Estudos teóricos na área da
Linguística Textual embasam esta pesquisa. Os resultados apontam que o conhecimento teórico
de estratégias linguísticas utilizadas na leitura e na produção de textos pode colaborar para a
diminuição da sensação de insegurança que alguns alunos de cursos presenciais ainda sentem
em relação ao aprendizado por meio de disciplinas da modalidade semipresencial.
EDUCAÇÃO A DISTANCIA ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGEM: A BUSCA PELA QUALIDADE
Jane Aparecida Gonçalves de Souza (UFJF/FACSUM)
O objetivo do trabalho é avaliar o desempenho dos alunos da Licenciatura em Física a
Distancia UFJF utilizando diferentes estratégias pedagógicas na plataforma Moodle, bem como
estabelecer a forma de como é percebida a gestão do tempo por estes alunos. O trabalho de
observação durou 4 meses na disciplina de Fundamentos da Educação, em 4 pólos da UFJF/
UAB distribuídos no estado de Minas Gerais. Dentre as atividades utilizadas, a atividade que
apresentou maior participação foram as Tarefas propostas como Resenhas. Além destas, as
participações nos Fóruns possibilitaram amadurecimento nas discussões entre os alunos. O
resultado desta estratégia pedagógica pode ser observado ao notar um amadurecimento dos
alunos entre as discussões apresentadas entre a primeira avaliação presencial (AP1) e a segunda
avaliação presencial (AP2) onde os alunos aumentaram a média em 14,19%. A conciliação das
atividades entre uma semana de leitura e uma semana de atividades associada ao planejamento
#Hipertexto2013
l 87
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
do tempo na Plataforma foi positiva e auxiliou para o cumprimento dos prazos pelos alunos.
Pretendemos mostrar que a educação à distância veio possibilitar a eliminação das distâncias
geográficas, econômicas, sociais, culturais e até mesmo psicológicas. Além disto, proporcionar
ao próprio aluno a organização do seu tempo de estudo, sem limitações físicas.
EXPERIÊNCIAS NOS AMBIENTES VIRTUAIS: INGLÊS APLICADO
Larissa Cavalcanti (FAFIRE)
Elaine Pereira (IFPE)
Nesse trabalho pretendemos dar novas perspectivas as experiências didáticas referentes ao
componente Inglês Aplicado, pertinente ao curso de e-tec em Manutenção e Suporte em
Informática – oferecido pelo IFPE. O estudo instrumental da língua inglesa se deu via Moodle,
totalizando 60 horas; houve apenas um encontro presencial. Os recursos organizados para
as aulas no ambiente virtual foram voltados para as aulas e para as atividades avaliativas do
ambiente virtual de aprendizagem (envios de arquivo, questionários e fóruns). Com base em
Almeida (2003), Barreto (2004), Gomes (2005), Lisboa (2004), Pretto e Picanço (2005), Soares
(2005), bem como na participação dos alunos via plataforma Moodle, discutimos a concepção
dos alunos do aprendizado de inglês instrumental na modalidade à distância; como articular as
aulas de inglês instrumental para um curso semipresencial e; como realizar avaliações continua
e integradamente. Nossas observações preliminares permitem afirmar que há necessidade de
se atender aos diversos estilos de aprendizagem; já quanto às práticas avaliativas, a articulação
entre envios de arquivo e fóruns se demonstrou mais produtiva em detrimento de questionários
ou envios de arquivo somente.
CI -18
EXPERIMENTAÇÃO EM TICS: O DESENVOLVIMENTO DE UM AMBIENTE
HÍBRIDO DE APRENDIZAGEM (AHA)
Karina Fernandes dos Santos (UnB)
O desenvolvimento da oralidade em língua francesa por meio de atividades em Ambiente Virtual
de Aprendizagem (AVA), promovido pela prática e pela reflexão, foi objetivo e desafio da minha
pesquisa de mestrado, de título “Experimentação em TICs: Reflexões sobre o desenvolvimento
da oralidade no ensino de L.E em dimensão virtual de ensino-aprendizagem”, do Programa
de Linguística Aplicada (PPGLA) da Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa, realizada pela
metodologia da pesquisa-ação, inicialmente analisou e refletiu sobre as etapas de planejar,
elaborar e vincular um AVA, pelo pacote Moodle, para inter-relacioná-lo às aulas presenciais de
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
um curso de francês, configurando um Ambiente Híbrido de aprendizagem (AHA). Embora a
pesquisa tivesse o foco sob o desenvolvimento da oralidade, esta etapa inicial de planejamento
e abertura do AHA/Moodle apresentou ricos apontamentos e reflexões sobre o processo
organizacional de um AVA como espaço gerenciador e promovedor de diversas informações
voltadas para a aprendizagem. Como resultados, além da discussão metodológica sobre as
etapas organizacionais do AHA/Moodle desenvolvido, a presente pesquisa também apresenta
reflexões sobre a escolha e o uso de um ambiente virtual híbrido, não apenas como uma
expansão do espaço de aprendizagem, mas, das experiências e das ações que possam motivá-la
e as dinamizá-la.
FOLKSONOMIAS COMO ELEMENTO IDENTIFICADOR DE
COMUNIDADES: UMA ANÁLISE SOB A PERSPECTIVA DE PLE
Patrícia Brandalise Scherer Bassani (Universidade Feevale)
Adriana Neves dos Reis (Universidade Feevale)
Sandra Teresinha Miorelli (Universidade Feevale)
O potencial de interação da web 2.0 está impulsionando estudos sobre seu uso na educação.
Neste trabalho, o foco está no uso destas ferramentas para o desenvolvimento de ambientes
pessoais de aprendizagem (Personal Learning Environments-PLE). Um PLE se organiza a partir
de ferramentas, mecanismos e atividades para ler, para fazer e para compartilhar/refletir em
comunidades. Um dos desafios do uso de ferramentas web 2.0 no contexto educacional formal
consiste em localizar o material produzido pelos alunos e distribuído na Internet. Considerandose que os processos de ensino e aprendizagem, na perspectiva do PLE, acontecem em grandes
contextos, envolvendo o uso de diferentes ferramentas, como o professor pode acompanhar
a produção individual e coletiva? Como localizar o material produzido pelos alunos em um
contexto amplo como a Internet? O uso da folksonomia pode ser uma possibilidade para localizar
o material produzido e compartilhado na web. Este estudo tem como objetivo investigar se a
folksonomia pode contribuir para identificar os grupos em ambientes abertos. A abordagem de
pesquisa é exploratória. Resultados apontam que, apesar do potencial das folksonomias como
modo de caracterização de conteúdo pelo usuário, são encontradas limitações na sua aplicação
como identificador de autoria de recursos produzidos no contexto de PLE.
GAMIFICATION: UM ESTÍMULO À APRENDIZAGEM
Fabrícia Faleiros Pimenta (UnB)
Bianca Starling Rosauro de Almeida (IESB)
O presente resumo tem por objetivo apresentar os resultados da pesquisa realizada acerca
da utilização de elementos de jogos no Ambiente Virtuais de Aprendizagem (AVA) “Moodle”.
O objetivo da investigação é verificar empiricamente se a “Gamificação” pode ser uma
experiência engajante para os alunos de forma que suas ações dentro do Ambiente Virtual
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
de Aprendizagem tenham impacto no seu processo de ensino-aprendizagem. Conceito novo
que emergiu nos últimos cinco anos nos cenários educacional e empresarial, o Gamification
utiliza elementos e técnicas de design de jogos em contextos não necessariamente de jogos
para a solução de problemas reais. Esta técnica tem sido utilizada largamente em empresas de
diferentes áreas de atuação (Microsoft, Nike, Samsung, Dell, Universal Music, entre outras). Há
um crescente reconhecimento de que este conjunto de técnicas tem valor em determinadas
circunstâncias e a proposta da apresentação é utilizar o conceito voltando-o para o processo de
ensino-aprendizagem. Espera-se que com a “Gamificação do Moodle” aconteça a vivência de um
processo educacional que privilegie a exploração, a experimentação, a interação, a colaboração,
a autonomia e a autoria criativa, provocando nos cursistas a tomada de consciência sobre o
próprio processo de aprendizagem.
GEOMETRIA INTUITIVA - UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA O SEXTO
ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Eduardo Melloni Lucchesi (UFRGS)
Melissa Meier (IFC)
Observamos, a partir de nossa experiência como professores das redes públicas municipais
(Esteio e Canoas no estado do Rio Grande do Sul), que o ensino de geometria tem sido deixado
de lado nos anos iniciais do ensino fundamental. É fácil constatar, também, que no ensino médio
o estudo desta área da matemática recebe um tratamento baseado em fórmulas e conceitos
que devem ser decorados e repetidos como se fazia nos livros didáticos utilizados no Brasil
desde antes da década de 50. Por considerarmos a geometria essencial ao desenvolvimento
do pensamento matemático, tanto quanto a álgebra e a aritmética, o que propomos é uma
abordagem mais intuitiva aos alunos baseando-nos em algumas ideias que Euclides Roxo
pensava para o Brasil (este por sua vez inspirado pelos matemáticos europeus e em particular
por Poincaré) e que tentou colocar em prática na Reforma Francisco Campos. Nosso trabalho
apresenta algumas atividades como pentaminós e tangram, onde os alunos reproduzem em
folhas de papel quadriculado, desenhos apresentados no quadro. Atualmente buscamos a
adaptação desse mesmo material para um formato virtual através da criação de um site e nosso
objetivo final é investigar a receptividade por parte dos alunos ao utilizar essa nova sistemática
de estudo.
LAVILI - LABORATÓRIO VIRTUAL DE LÍNGUAS, EM UMA UNIVERSIDADE
DO RIO GRANDE DO SUL
Rosi Ana Grégis (Universidade Feevale)
O Laboratório Virtual de Línguas, LAVILI, é um projeto do Curso de Letras, da Universidade
Feevale, que, como modalidade de ensino a distância, oportuniza a estudantes de Ensino Médio,
aos acadêmicos da Feevale e à comunidade em geral um espaço de aprimoramento de suas
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
competências para o uso das línguas portuguesa, espanhola e inglesa, na modalidade escrita,
através de um intercâmbio de informações textuais e gramaticais básicas. O projeto oportuniza
também a atuação dos acadêmicos de Letras, por meio de bolsas de extensão, constituindo
um espaço privilegiado para a aprendizagem, investigação e análise do contexto educacional,
com a possibilidade de criar novas propostas de intervenção pedagógica, incluindo diferentes
gêneros textuais e o uso da tecnologia informatizada. Constitui-se de diversos módulos de
estudo, divididos em tarefas, que são disponibilizadas semanalmente aos inscritos. Os alunos,
após efetuarem sua matrícula, têm acesso às tarefas que devem ser realizadas e anexadas ao
respectivo ambiente. O projeto, que visa também ao uso de novas tecnologias da informação
na educação, contribui para o desenvolvimento da competência discursiva dos participantes,
considerando que a aprendizagem de uma segunda língua depende em grande parte de leituras
e exercícios de reflexão e de produção escrita.
MÍDIAS DIGITAIS COMO POTENCIALIZADORAS DE MÚLTIPLAS
INTELIGÊNCIAS
Ismênia Mangueira Soares (UFPB)
Edna Gusmão de Góes Brennand (UFPB)
Sttiwe Washington F. de Sousa (UFPB)
Ed Porto Bezerra (UFPB)
Esta pesquisa insere-se no tema ambientes virtuais, aplicativos e plataformas de EaD e tem como
objetivo a construção de um modelo conceitual para produção de conteúdos digitais ancorados
na Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner - TIM. Trata-se de uma pesquisa exploratória e
para tal, concebemos um modelo conceitual para a criação de conteúdos educativos interativos
com base na TIM e utilizamos este modelo para nortear a implementação do protótipo de uma
ferramenta para criação de conteúdos audiovisuais interativos para a Televisão Digital Interativa
– TVDI. O uso desta ferramenta na construção de uma videoaula interativa ajudou a validar este
modelo. A associação de recursos como a TVDI e conteúdos educativos interativos na educação
propicia o surgimento de uma plataforma midiática capaz de alavancar a construção de uma
educação pautada em estratégias que lancem mão de técnicas e práticas que possam favorecer
a aquisição do conhecimento.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CI -19
M-LEARNING EM APLICATIVOS PARA TABLETS: PARÂMETROS DE
DESIGN DE INTERAÇÃO PARA O AVA MOODLE
Taciana de Lima Burgos (UFRN)
Dianne Cristina Souza de Sena (UFRN)
Este trabalho tem por objetivo discutir o design de interação de aplicativos Moodle na versão
mobile learning (m-Learning), uma vez que aplicações deste AVA, antes exclusivas de ambientes
desktops, agora também podem ser acessadas em dispositivos móveis. Para tal, analisamos a
versão para tablet do AVA http://mdl.sedis.ufrn.br/moodle/, o qual corresponde à plataforma
Moodle de ensino-aprendizagem da UFRN. Empregamos pressupostos convergidos entre
Tecnologias da Informação e Comunicação presentes em Buzato (2009), Valente (2002),
Kenski (2003) e Keegan (2006); Design Instrucional para EaD via web, discutidos por Filatro
(2004- 2008) e do Design de Interação abordados por Preece, Rogers e Sharp (2005). Como
método empregamos os parâmetros de design para interfaces touchscreen de Saffer (2009):
detectabilidade, confiabilidade, responsividade, adequação, significância, inteligência, sutileza,
divertimento, estética e ética. Os resultados revelaram que parte dos princípios essenciais da
interação foram desconsiderados, o que comprometeu a consistência de padrões, visibilidade,
reversibilidade e a escalabilidade do AVA em questão. Este trabalho integra o projeto institucional
intitulado “Design de interfaces para ambientes virtuais de aprendizagem de Ensino a Distância”,
UFRN/CNPQ.
MODELAGEM GEOMÉTRICA E O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO
MATEMÁTICO
Melissa Meier (UFRGS)
Dante Augusto Couto Barone (UFRGS)
Marcus Vinícius de Azevedo Basso (UFRGS)
Nossa proposta é apresentar uma discussão sobre o desenvolvimento de um Objeto de
Aprendizagem (OA), disponível para qualquer dispositivo móvel com sistema operacional
androide, que trabalhe conceitos da geometria utilizando a Modelagem Geométrica. Inspirados
pelas características da Geometria Dinâmica, buscamos em Paul Goldenberg a fundamentação
teórica necessária para justificar a escolha da Modelagem Geométrica como estratégia didática
para o desenvolvimento do pensamento/raciocínio matemático. Os programas de geometria
dinâmica são ferramentas que permitem a construção de figuras geométricas a partir das
propriedades que as definem. Apresentam o interessante recurso de “estabilidade sob ação de
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
movimento”, ou seja, feita uma construção, a figura se transforma quanto ao tamanho e posição,
mas preserva as propriedades geométricas que foram impostas no processo de construção,
bem como as propriedades delas decorrentes. Uma Modelagem Geométrica é baseada neste
recurso e com ele é possível criar replicas de mecanismos nos quais as formas geométricas estão
em movimento. O interessante para o trabalho com a modelagem geométrica é a possibilidade
de modificar o olhar diante das situações cotidianas – perceber a presença da matemática em
atividades do dia-a-dia. É com este olhar de “geômetra” que imaginamos os usuários do OA
transformando objetos comuns em dinâmicos objetos geométricos.
O DESIGN PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO ONLINE: UM ENFOQUE
DIALÓGICO
Ana Conceição Alves Santiago (UNEB)
Este estudo analisa o movimento das Tecnologias da Informação e Comunicação e seu processo
de inserção no contexto educacional no âmbito da Educação Online, Design Pedagógico e
Enfoques Dialógicos embasados nas teorias de Freire, Baktin e Vygotsky, a partir de uma reflexão
sobre a Contemporaneidade. A intenção é analisar o design pedagógico e sua influência na
Educação online a partir de uma concepção dialógica da aprendizagem. A pesquisa teórica
acerca das temáticas aqui abordadas permitiu uma análise e coleta de materiais para que se possa
definir, conceituar e aplicar o Design Pedagógico, Educação Online e Enfoque Dialógico, tendo
como respaldo teórico, as pesquisas de diversos autores, como: Moran, Behar, Torrezzan, Okada,
Silva, Castells, Lévy, entre outros. Este processo constitui-se como um desafio para os docentes
que precisam participar no processo de desenvolvimento de currículos e projetos pedagógicos
em que as tecnologias da informação e comunicação não sejam apenas ferramentas, mas
recursos que constituem uma nova forma de aprender e de ensinar, a partir de uma lógica de
interatividade, colaboração, cooperação e dialogicidade.
ORIENTAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO POR MEIO DO
AVA MOODLE
Cynara Maria da Silva Santos (UNCISAL)
João Ribeiro Oliveira (UFS)
Paulo Gustavo Alves Calado (UNCISAL)
Este artigo apresenta os resultados da experiência do uso do Moodle, um Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA), como suporte à orientação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Objetivou-se, neste trabalho investigar as contribuições do Ambiente, por meio de relato de
experiência durante a prática do exercício do suporte pedagógico quando do momento de
orientação do Trabalho de Conclusão de Curso. Para o levantamento dos dados, optou-se pela
pesquisa qualitativa com a técnica de grupo focal constituído por professores do Curso de pósgraduação a distância em Gestão Pública Municipal. Os resultados da pesquisa revelam que
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
são inúmeras as contribuições do uso do AVA Moodle no processo de orientação de TCC. Neste
cenário e diante dos relatos verificou-se o percurso e desenvolvimento dos participantes diante
do domínio com a tecnologia e mais precisamente com o AVA. Desta forma, corrobora-se o valor
e a importância do uso de tecnologias inovadoras no meio acadêmico.
PERSPECTIVAS SOBRE A INSERÇÃO DAS TIC NOS PROCESSOS
DOS COLEGIADOS ESCOLARES: REFLEXÕES SOBRE A GESTÃO DO
CONHECIMENTO
João Marciano de Sousa Neto (UFBA)
O presente artigo apresenta reflexões acerca da inserção das Tecnologias da Informação e
Comunicação nos processos dos Colegiados nas escolas da rede pública do estado da Bahia.
O Módulo Colegiado configura-se como suporte tecnológico em formato webnet para
armazenamento de dados e informações relacionados às funcionalidades dos colegiados
escolares. Esse sistema tem como propósito contribuir para a difusão e gestão do conhecimento
nesses organismos como espaço de múltiplas aprendizagens. Os referenciais teóricometodológicos contemplam revisão bibliográfica sobre as TIC e as possíveis interfaces com
objeto em estudo, análise do ordenamento normativo e de relatórios dos processos formativos
com os conselheiros escolares. Os resultados parciais deste estudo evidenciam o potencial
das tecnologias a serviço da comunicação e mobilização entre os conselheiros e o papel dos
colegiados escolares, bem como as interações necessárias para superar a fragmentação das
ações e desafios para democratização da gestão escolar.
POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: ANALISAR AS
CONCEPÇÕES INSTRUCIONAIS AO ORIENTAR OS PROFESSORES AO
PRODUZIREM MATERIAIS DIDÁTICOS AOS CURSOS TÉCNICOS NA
MODALIDADE A DISTÂNCIA A PARTIR DO E-TEC BRASIL
Eber Gustavo da Silva Gomes (UFPE)
Após os avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) as sociedades passam
a ter novas configurações de relações entre os pares promovidas por tecnologias. (CASTELLS,
2003). Paralelo a estas concepções de relações sociais, a educação, não pode ficar de fora, e para
isso, Políticas Públicas de Educação a Distância são criadas, como propostas de democratizar
a Educação, entre elas podemos destacar o E-Tec Brasil que oferta Educação Profissional na
modalidade a distância. Com isso, o objetivo deste artigo é para analisar o que está definido pelas
Instituições, no que tange a produção de materiais didáticos para os seus respectivos alunos que
estão separados geograficamente e fisicamente. A metodologia adotada será de uma proposta
qualitativa descritiva, e como instrumento de coleta terá a entrevista, com todos envolvidos
na equipe de uma Instituição Estadual de Pernambuco, que orientam os professores, quanto
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
a produção dos materiais didáticos. Em seguida, as análises serão definidas a partir da analise
de conteúdo. Dentre os resultados esperados, podemos analisar a concepção institucional ao
definir os padrões educacionais, entre eles uma concepção Fordista ou de uma Ação Flexível,
atendendo a demanda atual social.
CI -20
PORTAL FOR THE ENGLISH TEACHER: FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
INGLÊS DA ESCOLA PÚBLICA NA ERA DIGITAL: TEORIA E PRÁTICA
Reinildes Dias (UFMG)
Sabemos que o papel social da escola prevê a formação cidadã do aluno para os desafios de agir
criticamente na sociedade digital (Prensky, 2011; Kalantzis & Cope 2012). Os alunos lidam com
as tecnologias para as interações sociais, com pouco ou nenhum apoio do ambiente escolar,
e quase não as utilizam para aprender. Percebe-se que o letramento digital do professor de
inglês torna-se básico para sua atuação nos contextos educacionais atuais. Para contribuir para
a sua formação tecnológica, um portal foi criado tendo por suporte a perspectiva da integração
das novas tecnologias ao fazer pedagógico do professor (Bull; Anstey, 2010), nos princípios da
aprendizagem colaborativa (Lamy; Hampel, 2007), nas premissas do design (Kalantzis e Cope) e
no uso de gêneros como ações sociais (Bazerman, 2006). Ainda como parte da pesquisa, a “url”
do portal foi enviada para alguns professores da rede pública de Belo Horizonte para utilização e
avaliação posterior através de um questionário on-line. Os resultados obtidos evidenciam que a
maioria dos professores aprendeu a usar os recursos disponíveis e passou a utilizá-los com seus
alunos, o que pode ser um indicativo ao uso deste portal virtual, e de outros semelhantes, na
formação do professor para a era digital.
OUVIR PARA “VER”: O AUDIOLIVRO E A INCLUSÃO DA LEITURA DIGITAL
Eudesia Maria Carvalho de Freitas (E.M. Celestino Pimentel, NatalRN)
A escola deste século não só objetiva proporcionar um ensino de qualidade. Ela se preocupa
também com o exercício da cidadania e este último se torna mais forte com a inclusão de pessoas
com deficiência na escola regular. Mas, o sucesso desses alunos pode ficar comprometido pela
falta de recursos que os auxiliem na superação de dificuldades no ambiente da sala de aula. Por
isso, torna-se necessário fomentar a produção de tecnologia assistiva, facilitando,desta forma,
sua vida dentro e fora da escola. Tendo em vista que a escola pública precisa elaborar estratégias
de inclusão de forma coerente, nasceu o projeto “ouvir para ver” que objetiva o uso de softwares
gratuitos para a produção de audiolivros para alunos com deficiência aproximando-o do universo
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
da leitura. O projeto foi realizado com a turma de 7o ano do ensino fundamental de uma Escola
Municipal em Natal- RN, no ano de 2012 com a duração de três meses, com a produção de
audiolivros, de obras escolhidas pelos próprios alunos, utilizando os aplicativos Baixaki e Itunes.
O resultado deste projeto se deu com a edição de três volumes,entregues a biblioteca e a Sala
Multifuncional da própria escola.
TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS EM CURSOS A DISTÂNCIA:
IMPLICAÇÕES NO USO DE AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM
Maria Dalvaci Bento (UFRN)
Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) têm favorecido a oferta de cursos a distância, que
vem se dando de maneira diferente das outras possibilidades desenvolvidas, anteriormente.
Esses ambientes por estarem inseridos num suporte que tem como principal característica
ser a convergência dos diversos meios de comunicação amplia a possibilidade de interação.
Isso é possível porque em sua estrutura são utilizadas diversas ferramentas (fóruns, chat,
diário de bordo, etc.) que, quando bem utilizadas, favorecem a interatividade e a colaboração
contribuindo para que professores e alunos possam construir conhecimentos. No entanto, em
experiências como tutora de cursos a distância, mas também como pesquisadora nessa área,
utilizando o ambiente virtual e-proinfo, percebemos que algumas dessas ferramentas, muitas
vezes, vêm sendo subutilizadas nos cursos. Por isso, o presente artigo tem a finalidade de discutir
a subutilização de ferramentas de AVA na Educação a Distância. As discussões feitas aqui foram
fundamentadas nos estudos de Schlemmer (2005), Silva; Silva (2009), Sanchez (2005), Moraes
(2007), Proença (2010). Este é um recorte de uma pesquisa em andamento.
UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO PERMANENTE DE ENFERMEIROS
Ana Paula Scheffer Schell da Silva (UFCSPA)
O Estágio Curricular Supervisionado é um momento essencial na formação do futuro enfermeiro.
Diante disso, esta etapa necessita ser adequadamente organizada de forma que professor
orientador e enfermeiro supervisor se corresponsabilizem pelo processo educativo do aluno. Este
trabalho tem como objetivo analisar as contribuições de um curso a distância para a formação
do enfermeiro supervisor no acompanhamento de alunos em estágio curricular. Trata-se de
estudo de caso qualitativo realizado com 13 enfermeiras de um hospital universitário de Porto
Alegre - RS. A coleta de dados ocorreu em duas etapas: na primeira realizaram-se três sessões
de grupo focal e, na segunda, um curso no Ambiente Virtual Moodle®, que se caracterizou
como uma intervenção educativa a distância que se aproximou da perspectiva epistemológica
da educação de Paulo Freire. Os dados produzidos foram organizados no software NVivo® e
analisados mediante a técnica de Análise de Conteúdo do Tipo Temática. Evidenciou-se que o
curso a distância, por meio das interações em fórum, chat e wiki, possibilitou a compreensão
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
do enfermeiro como agente corresponsável pela formação do futuro profissional, juntamente
com o professor, bem como a necessidade e a importância de fundamentação teórica para a
supervisão do aluno que cursa o estágio curricular.
UTILIZAÇÃO DE UM MASSIVE OPEN ONLINE COURSE (MOOC) COMO
RECURSO DIDÁTICO E INTERCULTURAL NAS AULAS DE E.L.E.
Verônica Rangel Barreto (IFES)
Durante o século XX, o ambiente de aprendizagem predominante foi a escola (Álvarez, 1995).
No início do século XXI, nos deparamos com o desmoronamento dos espaços físicos e a fusão
destes com os espaços digitais, o que nos levou a refletir sobre os entornos de aprendizagem e a
sua concepção a partir da vivência adquirida pelo aluno (Santamaría, 2011). No Instituto Federal
do Espírito Santo (IFES) campus Vila Velha, Brasil, o curso de Espanhol como Língua Estrangeira
(E.L.E.) é ministrado com o foco de aprendizagem direcionado ao conceito de interculturalidade.
Portanto, decidiu-se utilizar um Curso Aberto Online Masivo (MOOC) exatamente sobre
Tecnologías de la Información y Comunicación (TIC) en la Educación, como recurso didático nas
aulas de E.L.E. e, ao mesmo tempo, como âncora de motivação a novas experiências de/sobre
aprendizagem. A partir de uma perspectiva de B-learning, em que mezclaram-se o ambiente
de aprendizagem real (sala de aula) e o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), praticaram-se
as quatro habilidades de aquisição da Língua Espanhola: ouvir, falar, ler e escrever. Verificou-se
que os estudantes demostraram autonomia, consciência investigativa e colaborativa ao usar a
Língua Espanhola em um contexto real e siginificativo, e as aulas mostraram-se mais motivadoras
e instigantes.
UTILIZAÇÃO DO GOOGLE PLUS +1 NO PROCESSO ENSINO
APRENDIZAGEM
Alessandra Conceição Monteiro Alves (FiSe)
Ítalo Emanuel Rolemberg dos Santos (FiSe)
Gilvânia Andrade do Nascimento (FiSe)
Este artigo tem como objetivo principal apresentar a plataforma colaborativa Google Plus +1,
como elemento estratégico colaborativo na construção do conhecimento, além de identificar
que está proposta educativa pode contribuir para o desenvolvido lógico e cognitivo do aprendiz,
promovendo, a aprendizagem significativa e colaborativa, evidenciando que particularmente a
Web 2.0, pode ser considerada a revolução da era da virtualização, visto que as pessoas ampliaram
o locus de interação e,colaboração, pois antes era preciso o encontro face a face em espaços
físicos para concretização de suas tarefas. Agora, tem-se o ciberespaço, que tem como definição
o locus de extrema complexidade e heterogeneidade, estabelecendo-se em seu interior as mais
diversas e variadas formas de interação, como mais um local não físico (virtual, mas real) em
que as pessoas podem interagir e aprender juntas. Destacamos ainda que os resultados obtidos
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
através deste estudo oferecem para a Educação e seus profissionais a condição de inovar suas
práticas educativas, de modo que o ambiente escolar e o método de ensino sejam favorecidos
por agregar em sua interface atributos de colaboração que estimulam a uma variedade de
estratégias de aprendizagem.
CI -21
A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS DIGITAIS NOS PROCESSOS DE
APRENDIZAGEM
Carla Alexandre Barboza de Sousa (UFPE)
Marcelo Sabbatini (UFPE)
Entre os muitos artefatos tecnológicos voltados à educação, os jogos digitais são um dos que
mais promovem engajamento e motivação nos aprendizes. No entanto, questiona-se muito
sobre a eficácia de sua utilização na construção do conhecimento. Assim, essa pesquisa visa
investigar como os jogos digitais contribuem com a aprendizagem dos estudantes levando
em consideração a ludicidade, o engajamento e a motivação. Muitos jogos, mesmo sem serem
instrucionais, auxiliam os estudantes no desenvolvimento de certas habilidades e os colocam
na experimentação de alguns conteúdos de forma mais lúdica, é a chamada aprendizagem
periférica ou tangencial, ou disfarçada ou colateral. Termos que surgiram à medida que conceitos
e/ou conteúdos foram sendo transformados em games – é a gamificação da aprendizagem.
Sabemos que os jogos podem promover ações colaborativas, a formação de grupos e a busca
pela superação, pela vitória, porém o trajeto, as ações que levam a tudo isso é muito importante
para compreendermos os ganhos qualitativos no contexto educacional. Dessa forma, faremos
uma discussão teórica acerca dessas “aprendizagens” promovidas pelos jogos, bem como sobre
a gamificação da aprendizagem, com o intuito de estabelecermos os fundamentos teóricos da
pesquisa e delineamento da problemática.
A DISSEMINAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS NO TRÂNSITO PARA CRIANÇAS
POR INTERMÉDIO DOS JOGOS ELETRÔNICOS
Rafaela Elaine Barbosa (Softplan)
O trânsito hoje é com certeza um dos maiores problemas do país. As grandes cidades buscam
alternativas para tornar o trânsito mais seguro. Mas, punições e multas, apesar de diminuírem
o número de acidentes, não bastam. É preciso começar a prevenção na infância, já que
atropelamento é a maior causa de mortes de crianças no país, segundo dados de 2010 da ONG
Criança Segura. Este trabalho abordará como a ‘Educação para o Trânsito’ pode se beneficiar
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
com o uso dos jogos eletrônicos, nos quais crianças e adolescentes poderão simular e assimilar
o comportamento que devem adotar no trânsito. Será apresentada uma pesquisa sobre o que
pode e deve ser desenvolvido no âmbito dos jogos eletrônicos para auxiliar na prevenção de
acidentes de trânsito envolvendo crianças, para que elas aprendam de maneira lúdica como
se comportar no trânsito. Utilizando como metodologia as pesquisas descritiva, histórica e
bibliográfica; dados, estatísticas e argumentos de autores como Lúcia Santaella, João Mattar,
Paulo Freire, Harry Jenkins, Pierre Levy, Janet Murray e David Buckingham nortearão este trabalho
e apresentarão que os jogos eletrônicos podem ajudar e muito na conscientização e prevenção
desses acidentes, que se tornaram um dos maiores flagelos de nosso país.
A FALA E A EXPRESSÃO DE COMPREENSÕES A PARTIR DE ATIVIDADES
COM SOFTWARES PARA O ESTUDO DE MATEMÁTICA NOS ANOS
INICIAIS
Simone de Paula Rodriggues Moura (Semect/UniEvangélica)
Maria de Fátima Teixeira Barreto (UFG)
A presente pesquisa investiga o que expressam as falas de alunos dos anos iniciais nas aulas
de matemática em que se utilizam softwares pedagógicos. Foi utilizada uma abordagem
qualitativa fenomenológica de investigação com dados obtidos a partir de vivências de aulas
com o uso de softwares indicados para o estudo da matemática com uma turma de 29 alunos do
4º ano do Ensino Fundamental da rede Municipal de Anápolis-GO. Tais vivências foram gravadas,
transcritas e analisadas por meio de interpretação e organização de ideias convergentes em
núcleos de ideias, que desencadearam nas categorias abertas. O estudo ressalta o falar e o ouvir
como caminho para a exploração de compreensões acerca da matemática, acerca do software,
de si mesmo e do outro com quem se fala, evidenciando : a necessidade de se olhar para as
expectativas do outro; as possibilidades de problematização e as potencialidades do jogo; as
relações presentes no mundo em que se é com o outro; e as possibilidades e dificuldades que se
fazem para o trabalho com tecnologias na escola.
A UTILIZAÇÃO DOS JOGOS ELETRÔNICOS DE MOVIMENTO NAS AULAS
DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Valdo Vieira (UVA/UNISUAM)
A utilização de jogos eletrônicos na escola sempre foi um assunto polêmico na área de Educação
Física. Entre as críticas negativas pode-se destacar o risco ao sedentarismo, o isolamento social
e o incitamento à violência. Com o avanço da tecnologia e o surgimento dos Jogos Eletrônicos
de Movimento (JEM) começou a se vislumbrar o seu uso pedagógico em contexto escolar.
Esse estudo, caracterizado como relato de experiência pedagógica, descreve uma prática de
ensino na disciplina Educação Física, utilizando o console Xbox 360 com Kinect (detector de
movimentos), em uma turma do 9º ano do ensino fundamental em uma Escola pública do Rio
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
de Janeiro. Durante as vivências buscou-se desenvolver os conteúdos conceituais, atitudinais
e procedimentais. Os resultados observados mostram que questões antes consideradas
impeditivas, como ‘violência’ e ‘sedentarismo’, temas notadamente contemporâneos, podem,
através dos JEM, estimular enriquecedores debates sobre essas temáticas, favorecendo uma visão
crítica da realidade; que as dinâmicas dos jogos podem aumentar as interações e vínculos entre
os alunos; e que as atividades práticas podem contribuir para a formação da cultura corporal
de movimento, colaborando para uma vida ativa. Conclui-se que há uma real possibilidade de
aplicação dos JEM nas aulas de Educação Física.
CI -22
AÇÃO MEDIADA, COGNIÇÃO SITUADA E COMUNIDADES DE PRÁTICA:
DESDOBRAMENTOS CONTEMPORÂNEOS DA TEORIA DA ATIVIDADE
PARA O DESENVOLVIMENTO DE GAMES EDUCACIONAIS
Flavia Peres (UFRPE)
Dyego Morais (UFRPE)
Glaucileide Oliveira (UFRPE)
Neste trabalho, propomos a Teoria da Atividade como uma abordagem em potencial para projetos
com tecnologias digitais em ambientes educacionais, especificamente contextos escolares.
Apesar das divergentes interpretações sobre essa teoria, assumimos uma continuidade entre
as ideias de Leontiev e a escola de Vigotsky, e recorremos a alguns de seus desdobramentos
contemporâneos para fundamentar uma pesquisa sobre o desenvolvimento de games
educacionais no contexto escolar, com participação de alunos e professores do ensino médio.
Ancorados em princípios e conceitos decorrentes da Teoria da Atividade, como ação mediada,
cognição situada e comunidades de prática, compreendemos as interações dos sujeitos
engajados no desenvolvimento participativo de softwares educativos, e analisamos os aspectos
da situação que favoreceram a emergência de conceitos científicos e a produção de significados
culturais próprios às áreas de design e programação, evidenciados nas práticas discursivas. A
análise dos enunciados situados nos permitiu compreender os games desenvolvidos como
processo-produto de aprendizagem. Os contextos escolares estudados foram favorecidos pela
metodologia aplicada, que mobilizou estratégias de aprendizagens mais autorais, responsivas,
motivadas, divertidas, aproximando-se dos processos cognitivos típicos dos “nativos digitais” e
favorecendo a emergência de competências linguísticas e técnicas nos alunos, durante o trânsito
entre os polos complementares (não antagônicos) de desenvolvimento-uso de software.
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
ENSINO-APRENDIZAGEM DE GÊNEROS DE TEXTOS NA ESCOLA
A PARTIR DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA DE
DESENVOLVIMENTO DE JOGO EDUCATIVO
Maíra Cordeiro dos Santos (UFPB)
Este artigo tem como tema o desenvolvimento e a utilização de objetos de aprendizagem (OA)
para o ensino de gêneros textuais na escola. Os objetivos são reconhecer as necessidades do uso
de tal ferramenta tecnológica no processo de ensino-aprendizagem de língua materna, bem
como apresentar uma proposta preliminar de criação de um jogo educativo (OA), tomando por
base o aparato metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD), a partir de Bronckart
(1999; 2006; 2008). Sendo assim, para a construção da proposta contida neste artigo, utilizar-seão os pressupostos teóricos de Dolz, Noverraz, Schneuwly (2008), Barbosa (2008), Leffa (2006),
Silveira (2008), dentre outros, relativos a conhecimentos sobre texto, gêneros textuais, sequências
didáticas, uso de OA na escola. Para o desenvolvimento do OA, será utilizada a metodologia
do RIVED/SEED/MEC (Rede Internacional Virtual de Educação), empregada como parâmetro,
atualmente, para a construção de diversos OA no Brasil. A partir da análise, percebe-se, como
resultados, que o trabalho com o OA à luz do ISD proporcionará ao aluno o desenvolvimento das
capacidades linguísticas de produção de texto, a partir de condições sócio-históricas e tomando
por base o processo de aperfeiçoamento progressivo do texto (sequências didáticas).
GAMIFICATION NO ENSINO SUPERIOR: COMO MANTER O RITMO DO
APRENDIZADO CONTÍNUO?
Kelly Cristina Marques (Senai-SP)
Na maioria das universidades brasileiras o currículo dos cursos é fixo, neste sentido, o aluno
não tem autonomia de escolher as disciplinas que julgue interessantes para a sua formação
e também não é possível optar pela melhor modalidade de cursar as disciplinas obrigatórias.
Portanto, o educador depara-se com um dilema: como manter o ritmo do aprendizado em alta
ou em ritmo de flow? Segundo João Mattar, os games e as simulações precisam ser combinados
e integrados em situações diferentes de aprendizagem que sejam semelhantes a contextos
reais, mas também tenham um caráter de diversão e de exploração do desconhecido, deixando
o aprendiz fluir num ritmo intuitivo, porém construtivo. O objetivo deste trabalho é demonstrar
como o SENAI-SP, através do Departamento de EAD, concebe e aplica o conceito de gamification
nas disciplinas ofertadas à distância nos cursos superiores (tecnólogos), e quais foram os
resultados obtidos e como foi a atuação dos docentes como mediadores deste novo processo
dialético de aprendizagem.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
O JOGO DA LEITURA E A LEITURA DO JOGO: SEMIÓTICA, GAMES E
ENSINO
Ana Paula Pinheiro da Silveira (UNOPAR)
Nos últimos anos alguns indicadores têm demonstrado a necessidade de se refletir sobre as
mudanças socioculturais advindas na sociedade e, principalmente, suas implicações para a
escola. Nesse contexto transformacional, dois importantes movimentos imbricam-se: o advento
das novas tecnologias, que acarreta mudanças relacionadas à produção e à leitura de textos;
e a multiculturalidade, que coloca em relevo noções de identidade e divergência, exigindo da
escola propostas de ensino que comportem a multiplicidade de culturas. Nessa perspectiva,
esse estudo apresenta resultados de uma pesquisa de caráter qualitativo interventivo, realizada
em uma escola pública de Ensino Fundamental da cidade de Londrina-PR, com o objetivo de
investigar os letramentos necessários para a construção dos sentidos do texto Dante’s Inferno,
enquadrado no gênero “videogame”. O desenvolvimento teórico parte de múltiplas reflexões
sobre: os conceitos de letramento, de multiletramento, de ludoletramento; a relação entre
textos sincréticos e ensino. Os resultados da pesquisa apontam a indiscutível viabilidade de
uma proposta para o uso de videogames como estratégia para propiciar o gosto pela leitura e,
também, pela literatura, além de aprofundar a importante discussão sobre as novas tecnologias
como suporte para a leitura e a escrita.
CI -23
O USO DE APLICATIVOS EDUCACIONAIS DENTRO E FORA DA SALA DE
AULA: RECONTANDO NO MUNDO VIRTUAL
Kelly Ramos de Souza Bitencourt (UCB)
Sylvana Karla da Silva de Lemos Santos (IFB)
A presença de dispositivos móveis em salas de aula é cada vez mais frequente, inclusive
durante o processo de alfabetização. Crianças vivenciam esses recursos tecnológicos com uma
curiosidade inata que promove a aprendizagem de maneira quase imperceptível e ao mesmo
tempo prazerosa. A experiência com uma atividade proposta para uma turma de alunos com 6
anos inspirou o desenho instrucional de um aplicativo educacional para tablets e smartphones.
A atividade foi proposta para ser realizada durante as férias das crianças, quando deveriam
registrar em um mapa do Brasil os locais por onde passaram. O projeto do aplicativo propõe o
relacionamento do local visitado com itens a serem assinalados, como características de clima,
gastronomia e atividades culturais da localidade. O objetivo é estimular o desenvolvimento
cognitivo da criança ao recontar acontecimentos reais utilizando tecnologias de forma virtual.
Para crianças em fase inicial da alfabetização, sugere-se criar uma interface lúdica e intituiva,
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
com balões, diálogos e ilustrações que sugiram o reconhecimento dos locais e assimilação
de suas características. Este trabalho pretende apresentar os elementos que constituíram
o planejamento e o desenvolvimento do projeto, bem como compartilhar os resultados da
apropriação de multitecnologias no processo de ensino-aprendizagem de crianças em fase de
alfabetização.
O USO DE REPOSITÓRIOS EDUCACIONAIS DIGITAIS COMO
INSTRUMENTO PEDAGÓGICO PARA APRIMORAR O ENSINO DE FÍSICA
Paloma Alinne Alves Rodrigues (USP)
Maria Inês Ribas Rodrigues (UFABC)
Neste artigo apresentamos resultados parciais de uma pesquisa de mestrado do programa
de pós- graduação em Ensino, História e Filosofia da Ciência e da Matemática na Universidade
Federal do ABC. A pesquisa possuiu uma abordagem qualitativa e contou com a participação
de um professor de Física; quatorze professores de diferentes áreas; e setenta e cinco alunos
do 3°ano do Ensino Médio de uma escola pública. A investigação tinha como objetivo principal
analisar a formação do professor de Física, para o uso do repositório educacional do Banco
Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) que disponibiliza diferentes Objetos Educacionais
(OE). Todavia, no presente artigo pretende-se divulgar os resultados referente a análise de um
questionário aplicado aos alunos, no qual foram indagados sobre o atual cenário do ensino de
Física no Brasil; e de duas entrevistas realizadas com o professor de Física sobre a implementação
dos OE de Física.
O ENSINO DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA NO PROGRAMA ALUNO
CONECTADO
Janaina Fernanda Dias da Silva (UFPE)
Thelma Panerai Alves (UFPE)
Saber utilizar estratégias de leitura é fundamental para que os leitores possam compreender o
texto e realizar inferências corretas. Os professores que pretendem formar leitores competentes
e autônomos precisam ensinar seus alunos a fazer uso das estratégias antes, durante e depois da
leitura (SOLÉ, 1998). Para nós, a leitura é um ato social entre autor e leitor que interagem através
do texto, sendo os conhecimentos de mundo, textual e linguístico necessários para reconstruir
o sentido do texto (MARCUSCHI, 2008). Diante disto, esta pesquisa de abordagem qualitativa,
tem o objetivo de analisar como tem sido o ensino de estratégias de leitura no Programa Aluno
Conectado. Será realizado um estudo de caso com dois professores de Língua Portuguesa do
Ensino Médio, tendo como instrumentos de coleta de dados, um questionário, uma entrevista
semiestruturada e a observação. Pretendemos com isto, elencar as estratégias ensinadas, analisar
a relação delas com os gêneros utilizados e observar como o professor faz a mediação da leitura,
no momento do ensino.
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
OBJETOS DE APRENDIZAGEM, UMA VISÃO SOBRE A ATUALIDADE
Angela Maria de Almeida Pereira (UFPE)
Thelma Panerai Alves (UFPE)
Este trabalho teve a intenção de entender o conceito, as características e a classificação dos
Objetos de Aprendizagem – OA. Para isso, analisamos o programa RIVED (Rede Internacional
Virtual de Educação), que foi criado pela extinta SEED (Secretaria de Educação a Distância), com
a finalidade de produzir e publicar conteúdos pedagógicos digitais, na forma de OAs, visando
estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, e, assim, melhorar a aprendizagem
na educação básica e na educação superior. Apoiamos nossa pesquisa em autores como
Gretchen Macêdo (2004), Rocha Farley, (2011) e Coelho, (2009), buscando entender suas idéias
e identificando as diferenças e semelhanças entre elas. Com base nesta pesquisa exploratória,
foi possível concluir que o programa está desatualizado - embora todo o conteúdo disponível
funcione - e que há uma concentração de conhecimentos por área. Outra conclusão foi a de que
os profissionais envolvidos na criação de OAs, encontram-se, em sua maioria, no eixo Rio-São
Paulo.
CI -24
OBJETOS DE APRENDIZAGEM: EXPERIÊNCIA COM O JCLIC
José Marcos Rosendo de Souza (UERN)
Elenice Alves Pereira (UERN)
Com o advento da tecnologia, a educação tem vivido novos patamares no que diz respeito
aos objetos que estão inseridos no processo de ensino/aprendizagem, isto é, hoje o professor
não se limita, somente, a utilizar pincel e lousa, pois há uma gama de recursos tecnológicos
que o auxilia nesse processo. Desse modo, evidenciando o papel das mídias na educação,
tendo em vista que, durante muito tempo passaram por transformações, pelas quais o seu
uso não é somente o doméstico. Então, o advento da sociedade tecnológica fez surgir novas
possibilidades para o desenvolvimento da aprendizagem pelas mídias, que durante muito
tempo fora ignorado pela escola, já que, para esta, o professor era tido como detentor de todo o
saber. Assim, a presente pesquisa pretende apresentar o software Jclic como uma possibilidade
de aprimorar os conhecimentos do aluno desenvolvidos em sala de aula. Vale evidenciar, que a
presente pesquisa foi desenvolvida a partir do contato dos pesquisadores com essa ferramenta,
no desenvolvimento da aprendizagem, da turma de 2º/3º ano de uma escola do município de
Pau dos Ferros – RN, podendo assim ser classificada como pesquisa participante. E ainda, para
fundamentá-la consultaram-se autores como Freire (1996), Alves (2003) e Gomes (2007), dentre
outros.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
PERCEPÇÕES DE ALUNOS DO CURSO TÉCNICO EM AUTOMAÇÃO
INDUSTRIAL SOBRE ENSINO APRENDIZAGEM POR MEIO DE JOGOS
DIDÁTICOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Leandro Felipe Aguilar Freitas (UFSM)
Isabel Cristina da Costa Araldi (UFSM)
Gilciano Sala (UFSM)
Paulo Roberto Colusso (UFSM)
Atualmente, o Brasil passa por um período de crescimento tecnológico, necessitando de
7,2 milhões de profissionais com formação técnica profissionalizante até 2015, conforme
levantamento do SENAI em 2012. Neste contexto, encontra-se o Colégio Técnico Industrial de
Santa Maria que desde 2009 oferece o curso Técnico em Automação Industrial na modalidade
a distância. Visando contribuir com a formação dos alunos, foram desenvolvidos jogos digitais
como objetos que favorecem na aprendizagem de conteúdos das disciplinas do curso. Logo,
este estudo tem como objetivo dimensionar as influências e as contribuições quanto à utilização
destes jogos pelos alunos, a partir da coleta de dados por meio de um questionário. Com as
informações obtidas, constatou-se a apreciação destes recursos e algumas percepções individuais
de como as experiências enriqueceram o aprendizado. Nos relatos dos alunos, verificou-se que
o uso dos jogos digitais e a consequente disseminação no uso de Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) foram eficazes, pois há conteúdos complexos que requerem extensas leituras
e um nível elevado de abstração. E desta forma, os jogos auxiliam na compreensão dos temas
estudados e colaboram na formação de profissionais que atendam às exigências referentes ao
novo perfil de profissional técnico necessário ao mercado de trabalho.
REFLETINDO SOBRE O USO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM NA
FORMAÇÃO DOCENTE
Jéssica Tayrine Gomes de Melo Bezerra (UFPB/Capes)
Paula Michely Soares da Silva (UFPB/Capes)
Os Objetos de Aprendizagem (OAs) são recursos digitais reutilizáveis que auxiliam a aprendizagem
(WILEY, 2000). Mas, para que a aprendizagem ocorra de maneira satisfatória, há a necessidade de
uma reflexão sobre os OAs em cursos de licenciatura, visto que se trata de uma formação superior
para futuros docentes que precisarão de conhecimento prévio sobre essa temática, antes de
aplicar no cotidiano profissional. Além do mais, esses futuros professores encontrarão em sala
de aula os nativos digitais (PRENSKY, 2001). Foi proposta aos alunos do curso de licenciatura de
Letras/EAD, através da plataforma Moodle, que explorassem o objeto de aprendizagem “Por uma
vírgula,” (PROATIVA/UFC). Em seguida, foi pedido que respondessem o questionário que avaliava
o grau da qualidade de conteúdo, a usabilidade e o potencial como ferramenta de aprendizagem
desse Objeto de Aprendizagem. Após as duas etapas, os alunos interagiram com os colegas e
tutores em Fórum temático, discutindo o uso dos OAs como ferramenta de aprendizagem de
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
determinados conteúdos nos diferentes níveis e modalidades de ensino. Através das respostas
do questionário e interação no Fórum, tem-se o objetivo de analisar os dados e os diálogos que
os alunos de licenciatura realizam sobre a realidade tecnológica a serviço da aprendizagem.
A DIMENSÃO RETÓRICA, COMPOSICIONAL E LINGUÍSTICA DO BLOG
PROERD NO SERTÃO
Débora Maria da Silva Oliveira (UFRN)
Cada segmento da atividade humana possui gêneros específicos para dar conta de propósitos
também específicos e assim atender demandas em situações de comunicação que emanam
cotidianamente. Nesse sentido, o gênero blog é uma ferramenta digital utilizada por policiais
formadores do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas) no intuito de divulgar
as ações do programa de prevenção às drogas. Diante do exposto, a pesquisa proposta
objetiva analisar as características do referido gênero, considerando suas dimensões retórica,
composicional e linguística. Teoricamente, adotam-se os postulados apresentados por Bronckart
(1999), Dionísio (2006), Karwoski (2012), Komesu (2004), Marcuschi (2001), Miller (2012), Oliveira
(2008), Rojo (2009), dentre outros. Em termos metodológicos, trata-se de uma investigação que
se insere no campo da Linguística Aplicada (LA) e segue vertente de abordagem qualitativa
(BOGDAN; BIKLEN, 1994; CHIZZOTTI, 2005), com foco na análise de documentos (GIL, 2006). O
estudo aponta que o gênero estudado evidencia características próprias no tocante às suas
dimensões retórica, composicional e linguística, inclusive no que diz respeito à multimodalidade.
A relevância da pesquisa situa-se no fato de trazer para o âmbito acadêmico produções próprias
do domínio do trabalho, o que contribui significativamente para a expansão e o aprimoramento
das discussões acerca dos gêneros textuais.
CI -25
A FERRAMENTA VOICETHREAD E A PRODUÇÃO ORAL EM INGLÊS COMO
LÍNGUA ADICIONAL EM UMA ABORDAGEM HÍBRIDA
Lorena Azevedo de Sousa (UFRN)
Janaina Weissheimer (UFRN)
VoiceThread é uma ferramenta da web 2.0, colaborativa e assíncrona, que permite a criação
de apresentações orais com auxílio de imagens, documentos, textos e voz, possibilitando que
grupos de pessoas naveguem e contribuam com comentários de várias maneiras: utilizando a
voz, texto e arquivo de áudio/vídeo. A experiência híbrida com o VoiceThread permite que o
aprendiz planeje sua fala antes de gravá-la, sem a pressão geralmente existente em sala de aula.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
Além disso, as apresentações podem ser regravadas várias vezes, possibilitando que ele se ouça,
perceba as lacunas em sua produção oral (noticing) e a edite inúmeras vezes antes de publicála online. Neste contexto, o presente estudo visa a reportar de que forma a prática sistemática
com a ferramenta VoiceThread, em uma abordagem híbrida, impacta o desenvolvimento oral
global dos aprendizes, sua produção oral (fluência, acurácia gramatical e complexidade), e a
sua habilidade de noticing. Buscou-se, também, saber quais as impressões dos aprendizes em
relação ao uso dessa ferramenta. Os resultados preliminares, em geral, apontam para um impacto
positivo da ferramenta VoiceThread sobre as variáveis da produção oral dos aprendizes e sua
habilidade de noticing, e revelam uma reação positiva dos aprendizes em relação à experiência
híbrida com esta ferramenta.
A FORÇA ARGUMENTATIVA DO E-FÓRUM: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA
PRÁTICAS ESCRITAS NO AMBIENTE ESCOLAR
Anelilde Lima (FACHO)
O gênero E-Fórum pode ser utilizado em vários espaços da mídia digital e apresenta, como
característica principal, um alto teor interativo. Por esse motivo, este trabalho tem como objetivo
principal apresentar esse gênero como importante instrumento discursivo e otimizador de
práticas argumentativas escritas no ambiente escolar. Para isto, foram adotados os pressupostos
teóricos sobre gêneros textuais, com Bazerman (2006), Marcuschi (2005) e Xavier (2009); e
acerca das concepções de Argumentação na Língua, com Perelman (2005) e Ducrot (1987). Para
alcançar os resultados pretendidos, de início, fez-se um estudo do gênero E-fórum, em seguida,
fez-se uma acurada análise sobre os processos argumentativos usados em quatro apresentações
desse gênero. Por fim, foram aplicados questionários aos mesmos usuários desse gênero digital.
Com essas análises, esse estudo constatou como o gênero E-fórum tem proporcionado maior
prática de construções argumentativas e como essas práticas puderam auxiliar nas atividades
escritas no ambiente escolar.
A INTEGRAÇÃO DE RECURSOS SEMIÓTICOS EM BLOGS JORNALÍSTICOS
E A PRODUÇÃO DE SENTIDOS
Daglécia dos Santos Pinto (UFBA)
Este trabalho pretende abordar a interação entre a linguagem verbal e a não-verbal em posts
de blogs jornalísticos para a produção de sentidos. Objetiva-se analisar como se dá o processo
de leitura e compreensão desses textos, demonstrando a contribuição dos vários recursos
semióticos à produção de sentido. Para tanto, serão analisados três posts de blogs jornalísticos.
Será considerada a perspectiva dialógica bakhtiniana, na qual os interlocutores estão situados em
um ambiente histórico e social, e que, no momento da produção e/ou compreensão, interagem
com outros discursos, outras vozes; e a noção de gêneros discursivos. Uma das características
do blog é a intergenericidade, pois nota-se uma mistura de gêneros que, por conseguinte,
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
dialogam entre si. O blog se insere no espaço midiático e se materializa através de várias formas
de expressão, além de ser sensível ao contexto sócio-histórico e cultural, pois a linguagem não
é suficiente por si só. Vale salientar que o exercício com este gênero textual em sala de aula
possibilita o trabalho com a linguagem em uso, contextualizada, bem como o desenvolvimento
da leitura crítica, visto que o leitor, ao dialogar com todos os aspectos constituintes do texto,
efetuará estratégias para a produção de sentido do mesmo.
A INTERFERÊNCIA DE GÊNEROS DIGITAIS NA CONSTITUIÇÃO DO
ETHOS DE ESTUDANTES EM GRUPOS DO FACEBOOK
Morgana Soares da Silva (UFPE/UFRPE)
Este estudo, recorte de nossa pesquisa de doutorado em andamento intitulada Ethos
de estudantes e ciberviolência contra professores em redes sociais, tem o objetivo de refletir
sobre a interferência de gêneros digitais na constituição do ethos de estudantes praticantes
da ciberviolência contra professores em grupos do Facebook. A justificativa deste trabalho está
na recorrência sociotecnológica do fenômeno discursivo. Metodologicamente, procedemos a
uma análise qualitativa de três páginas iniciais de grupos do Facebook. A análise dos dados
ancora-se em pesquisadores da Análise do Discurso, da Teoria de Gêneros e da Ciberviolência,
para os quais: i) os gêneros de discurso têm um contrato genérico que interfere na constituição
do ethos (MAINGUENEAU, 2010, 2002); ii) os ethés têm feições diversas e difusas (MAINGUENEAU,
2010, 1998); iii) a ciberviolência é a agressão realizada em ambiente virtual (HERRING,
2002; HODEGHIERO, 2012; LIMA, 2011); iv) as redes sociais são o celeiro de diversos gêneros
textuais, ambientes nos quais sujeitos se agrupam, partilham ideologias (CASTELLS, 2001;
RECUERO, 2009) e filiam-se a discursos e a comunidades imaginárias (MAINGUENEAU, 2008b).
Constatamos que a virtualidade dos gêneros digitais observados em grupos do Facebook
interfere diretamente na constituição do ethos dos estudantes, auxiliando na disseminação da
ciberviolência contra professores. APOIO: CAPES.
CI -26
A LINGUÍSTICA NA PRODUÇÃO DE PODCAST EM QUÍMICA
Quesia dos Santos Souza (FAFIRE)
Bruno Silva Leite (UFRPE)
A linguagem vem a ser definida como a representação do pensamento por sinais que
permitem a comunicação e a interação entre as pessoas. Assim, na Era Digital existem vários
meios para essa comunicação, um desses meios é o Podcast, que é um recurso utilizado para
emissão pública de arquivos disponíveis na rede (LEITE, LEÃO, ANDRADE, 2010). Neste trabalho
analisamos a linguística abordada em Podcasts de Química. O trabalho segue os moldes de uma
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
pesquisa qualitativa, na qual segundo Lüdke e André (2012) afirmam que o pesquisador buscará
descrever a reação de cada aluno ou do grupo de alunos segundo sua percepção ou segundo as
palavras dos alunos, sem o foco em contabilizar os dados. Nos Podcasts analisados encontramse as linguagens: verbal, não verbal e mista; em que alguns apresentam uma língua de caráter
científico, que possivelmente dificulta a aprendizagem no contexto químico, necessitando
um conhecimento prévio na área. Percebe-se que os Podcasts com perfis contextualizados
apresentam uma abordagem acessível aos usuários, fazendo uso da variação linguística,
contribuindo no processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho permitiu observar que
a produção contextualizada de Podcasts de Química vem a contribuir de forma eficiente no
processo de ensino e aprendizagem na rede.
A PRÁTICA DE PRODUÇÃO TEXTUAL VIA TWITTER: POSSIBILIDADES
DIDÁTICAS COM O GÊNERO NOTÍCIAS
Francisca Francione Vieira de Brito (UERN)
Maria Lúcia Pessoa Sampaio (UERN)
Marília Costa de Souza (UERN)
Por perceber a resistência e desinteresse que o alunado demonstra quando da produção de
textos nas aulas de Língua Portuguesa e, em contrapartida, a curiosidade para com o uso de
recursos tecnológicos diversos, propomos integrar a Tecnologia com o ensino-aprendizagem
dessa prática pedagógica a partir do contexto escolar,atentando para as possibilidades
didáticas e sua real eficácia via Twitter. Este trabalho, apresenta, pois, os primeiros achados de
uma pesquisa de dissertação em andamento, cujo corpus é constituído por tweets do gênero
notícia produzidos por alunos do 9 ano em sua timeline individual; onde se procura analisar
os indícios da escrita interacional e a presença dos elementos constitutivos da notícia quando
da reelaboração deste padrão genérico para a limitação de 140 caracteres. Nesta investigação,
utilizaremos como principal norteador os estudos de Bakhtin (1981, 2003) acerca da linguagem
como interação, da concepção de gêneros textuais/discursivos e sua transmutação em esferas
comunicativas, além dos pressupostos teóricos de Koch & Elias (2012) com a escrita interacional,
Marcuschi& Xavier (2004) também sobre gênero, e ainda Araújo (2006) e Costa (2010)que vão da
transmutação à reelaboração genérica.
A REPRESENTAÇÃO DO SELF NAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS
ACADÊMICAS
Robson Santos de Oliveira (UFRPE)
A partir de um instrumento etnográfico aplicado em ambientes online, o Modelo Etnográfico
Virtual de Estudo das Representações do Self na Internet (MEVERSI), apresentamos a análise
das formas de manutenção das faces em duas redes sociais virtuais acadêmicas, o LinkedIn,
a Academi.edu e o FollowScience, tomando como referência o Facebook, observando os
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
aspectos de permanência e impermanência constitutivos do Self. Utilizamos o esquema teórico
e observacional de Erving Goffman sobre a representação da pessoa em ambientes públicos
para identificar o comportamento do Self nestas redes sociais e os modos de gerenciamento de
sua própria impressão apresentada aos outros. O estudo fez parte das investigações do REGE
(Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais) sobre o Self, no Programa de Pós-Graduação em
Linguistica (PPGL) da Universidade Federal do Ceará (UFC), sob a orientação do prof. Dr. Júlio
Araújo.
A REFERENCIAÇÃO TEXTUAL NO GÊNERO DIGITAL
Maria Francisca Oliveira Santos (UNEAL/CESMAC)
Este trabalho, intitulado “A referenciação textual no gênero digital” fórum tem como objetivo
mostrar a importância da atividade interativa digital, o fórum, recurso coletivo de aprendizagem
que tem o professor como mediador em sala de aula, na produção textual, com ênfase nos aspectos
referenciais, a fim de que o sentido nas produções escritas seja mais bem compreendido pelo
sujeito leitor. Tem como fundamentos teóricos, quanto aos aspectos textuais Koch (1084, 1997
e 2002), Fávero (1991), Marcuschi (2008), Santos (2001), dentre outros; aos tecnológicos Tacia
e Carli (2010), Mercado (2009), Miller (2009) e outros. A metodologia persegue uma linha dos
estudos qualitativos, razão por que foram organizados oito encontros entre alunos/professor/
tecnologia, sendo dois presenciais e os outros a distância, para o ensino de disciplinas afins, em
instituição de nível superior, em várias áreas do conhecimento, na modalidade semipresencial.
Os resultados apontam para um melhor desempenho na escritura de alunos de graduação que
têm a ferramenta fórum, em interação assíncrona, para criação de novas habilidades no seu
processo criativo de aprendizagem.
CI -27
AGRUPAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DOS NÚMEROS TELEFÔNICOS
NO PORTUGUÊS BRASILEIRO (PB): UMA CONTRIBUIÇÃO AO
APRIMORAMENTO DO GOOGLE TRADUTOR
Oyedeji Musiliyu (UFAL)
Esta pesquisa desenvolve o tema agrupamento e distribuição dos números telefônicos
no português brasileiro (PB): uma contribuição ao aprimoramento do google tradutor. O
desenvolvimento da tecnologia da fala tornou o uso de sistemas automatizados de síntese de voz
bastante frequente com aplicações múltiplas – a exemplo o serviço de tradução on-line gratuito
do Google. Entretanto, a performance desses sistemas é sofrível, não processando devidamente
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
os números telefônicos no PB. O propósito deste estudo é investigar a estratégia padrão de
agrupamento e de distribuição sonora aplicada aos números telefônicos de comprimento
diferente no PB. O corpus consiste em um total de trinta números telefônicos extraídos de uma
lista telefônica local. Oitenta e cinco falantes nativos do PB leram os números de maneira natural,
em slideshow, e a gravação era feita. Os enunciados produzidos pelos participantes foram
segmentados e transcritos no software PRAAT (Boersma; Weenink, 2013) em agrupamentos
e distribuições sonoras. Os resultados das análises descreveram um padrão de agrupamento
e de distribuição sonora na elocução dos números telefônicos no PB. Tal modelo poderia ser
base informacional ao aprimoramento de sistemas automatizados de síntese de voz do Google
tradutor.
ANÁLISE DE BLOGS ESCOLARES SOBRE SEXUALIDADE
Gabriela Petró Valli (UFRGS)
Ana Luísa Petersen Cogo (UFRGS)
Os blogs vem sendo utilizados em escolas como ferramenta pedagógica. O estudo objetivou
analisar a estrutura e a utilização do blog por estudantes adolescentes ao abordarem questões de
sexualidade desenvolvidas em aula. Trata-se de pesquisa quantitativa exploratória documental
realizada na internet. Os critérios de seleção da amostra foram blogs sobre sexualidade,
desenvolvidos em atividade escolar, produzidos de 2007 a 2012, em idioma português e
hospedados gratuitamente na plataforma Blogspot. Os dados foram analisados pela estatística
descritiva. Identificaram-se 11 (100%) blogs sobre sexualidade, nove (81,81%) de escolas de
Portugal e dois (18,18%) do Brasil; dez (90,90%) com posts assinados por todos os participantes;
três (27,27%) com atualizações frequentes; seis (54,54%) apresentaram seguidores; dois (18,18%)
apresentaram número de acessos; seis (54,54%) apresentaram comentários; oito (72,72%) com
texto de estilo formal, nove (81,81%) sobre métodos contraceptivos e sete (63,63%) sobre
doenças sexualmente transmissíveis. O blog proporciona um método ativo de aprendizagem,
no qual os estudantes podem interagir com colegas e com a comunidade em geral, indo além
do espaço da sala de aula. Esta ferramenta também é um recurso de discussão de temas que
despertam o interesse dos adolescentes e que possam causar polêmica e constrangimentos ao
serem discutidos presencialmente.
ARTIGOS CIENTÍFICOS ELETRÔNICOS: UMA EXPERIÊNCIA DE
PRODUÇÃO ESPECÍFICA PARA A WEB 2.0
Lucas Pazoline da Silva Ferreira (UFS)
Situado na perspectiva dos gêneros textuais, este trabalho tem por objetivo descrever uma
experiência de produção de artigos científicos eletrônicos, direcionada para a Web 2.0, partindo
da hipótese de que há certa relação “clônica” entre os artigos científicos em suportes físico e
virtual. A metodologia empregada se constituiu na utilização do programa Adobe Acrobat (para
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
criação de PDF – Portable Document Format), visto que em seu conjunto de ferramentas, é
possível introduzir recursos dinâmicos ao gênero textual em questão. Os resultados deste estudo
corroboram a ideia de que tanto a produção quanto a divulgação de artigos científicos através
da mídia eletrônica podem incorporar características da Web 2.0, o que raramente é encontrado,
porém são necessárias certas transformações, dentre elas: ambientes para publicação eletrônica
mais flexíveis, dinâmicos e interativos, e principalmente, uma comunidade científica cuja prática
escritora/leitora esteja desenvolvida para o espaço virtual. Como fundamentação teórica, foram
utilizados, entre outros, os trabalhos sobre gêneros textuais de Bakhtin (1992), Koch (2010) e
Marcuschi (2008; 2010); os estudos sobre periódicos e publicações científicas, em Biojone (2003);
e, por fim, teorias sobre as tecnologias da Web 2.0, em O’Reilly (2011).
LETRAMENTOS DIGITAL E ACADÊMICO: RESSIGNIFICAÇÃO DE GRUPOS
DO FACEBOOK COMO PLATAFORMA DE ENSINO
Eunice Braga Pereira (UFPA)
Apresentamos os resultados preliminares de um projeto de ensino em andamento na graduação
em Letras/Português da UFPA/Belém. Entendemos que apenas seguir uma progressão curricular
não é condição suficiente para que o graduando participe de modo efetivo das práticas sociais e
discursivas da esfera acadêmica. Além disso, percebemos que apesar de nossos alunos serem da
chamada geração dos “nativos digitais”, o uso de dispositivos tecnológicos bem como das redes
sociais pouco tem sido revertido para as práticas acadêmicas desses sujeitos. Assim, objetivamos
contribuir para a elevação do grau de Letramento digital e acadêmico por meio do uso de grupos
do Facebook resignificados como plataformas de ensino. Realizamos tarefas através dessa rede
social com o intuito de ampliar as discussões da sala aula para o ambiente virtual. Para isso
nos valemos da modalidade Blended Learning, isto é, um ensino misto (presencial e online).
Dessa forma, acreditamos que a aprendizagem poderia se tornar um processo mais contínuo.
Apoiamo-nos teoricamente nos Estudos sobre Letramento, conforme Coscarelli (2007), Street
(2012) e Soares (2002). A pesquisa é de caráter etnográfico; busca analisar os Letramentos em
contexto, entendidos como práticas sociais. Analisamos ainda os comportamentos e discursos
dos graduandos quando das interações no ambiente virtual supramencionado.
CI -28
BLOG “IDEIAS E IDEAIS”
Cristina Gottardi Van Opstal Nascimento (Unisanta)
A criação do blog “Ideias e ideais” (http://www.textosunisanta.blogspot.com), em 2012,
com os graduandos em Administração, na disciplina de Português, buscou aprimorar-lhes
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
a competência discursiva, promovendo a leitura crítica e a exposição de suas ideias, com a
produção de textos autorais e o uso de recursos multimídias. Para além do objetivo linguístico,
visou-se, ainda, à assunção de uma postura discente ética e proativa diante das questões sociais
mais relevantes, em especial, a da sustentabilidade. Como metodologia, executou-se uma
sequência didática a fim de suscitar o pensamento reflexivo e o debate, por meio da leitura de
diferentes gêneros textuais e com o uso das novas TICs e das redes Facebook e YouTube, para
que os alunos aprofundassem a reflexão e produzissem um texto, expondo suas considerações,
contra-argumentações, descobertas, etc. Embora todos tenham vivenciado as discussões, a
produção discente foi voluntária, pois o aluno deveria perceber que escrever é um ato discursivo,
de engajamento, e o blog ampliaria exponencialmente o alcance dessa “escrita”. Dentre os
resultados relevantes, têm-se a produção de mais de 50 posts discentes (com a produção de um
vídeo); e o compartilhar, em classe e nas redes sociais, de reportagens, fotografias, vídeos sobre
o tema, pelos próprios alunos.
BLOG UM INSTRUMENTO AUXILIADOR PARA ENSINAR E APRENDER
GEOGRAFIA
Eloiza Lima e Souza (UEPB)
Karenine Farias Lima (UEPB)
O impacto das tecnologias na escola, sugere transformações no ato de ensinar, aprender,
organizar a sala de aula e a própria escola. O presente trabalho faz um relato sobre a experiência
da criação e uso dos blogs de Geografia com alunos do ensino médio da Escola Agrotécnica
do Cajueiro-Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba localizada na Cidade de Catolé
do Rocha-PB como ferramenta auxiliadora no processo de ensino aprendizagem. E teve como
objetivo inserir os alunos no contexto das novas tecnologias voltado para educação motivandoos a pesquisar conteúdos geográficos e consequentemente aprender Geografia. Para a
execução deste trabalho foram realizadas algumas etapas metodológicas como: Criação do
blog de Geografia na rede e inserção dos alunos no blog. A partir desta experiência foi possível
constatar que os alunos passaram a ter mais interesse pelas aulas de Geografia e a proximidade
com conteúdos científicos na rede.
BLOG: UMA CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E NO
DESENVOLVIMENTO DO LETRAMENTO DIGITAL DE PROFESSORES
ALFABETIZADORES
Ana Paula Dias Ronquini (UFOP)
Flávia Aparecida Lopes (UFOP)
Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência do uso do Blog como uma contribuição
positiva na formação profissional e no desenvolvimento do letramento digital de professores
alfabetizadores das redes públicas de educação que participaram ou participam de políticas
#Hipertexto2013
l 113
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
públicas de formação em serviço. O blog alfabetizacaoeletramento.blogspot.com.br foi criado
em 2011, a partir da experiência com o Pró-Letramento em Poços de Caldas MG. Desde então ele
já recebeu cerca de 80.000 visitas de professores envolvidos com o Pró-Letramento, o PNAIC e
também professores de redes públicas e privadas de todo o Brasil. Os resultados indicam que, ao
longo desse período, os educadores têm se utilizado desse recurso e suas possibilidades para a
promover sua formação docente: enriquecem seus trabalhos por meio das pesquisas realizadas
no blog, interagem nacionalmente, trabalham numa perspectiva colaborativa e na construção
coletiva do conhecimento.
CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE HIPERMÍDIA PARA ENSINO DAS
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Viviane Rolim de Holanda (UFPE)
O ambiente virtual tem-se apresentado como uma nova forma educacional da contemporaneidade
que acrescenta significado aos conteúdos incentivando a participação ativa no processo de
aprendizagem. Trata-se de estudo de desenvolvimento que objetivou descrever o processo
de construção e validação de hipermídia sobre doenças sexualmente transmissíveis para o
ensino de acadêmicos de enfermagem. A construção da hipermídia seguiu as etapas: produção
do conteúdo, seleção das mídias, organização do espaço aluno-tutor e transição didática dos
textos em linguagem HTML hospedados no ambiente virtual SOLAR da Universidade Federal do
Ceará. A hipermídia é composta por nove módulos que apresentam vídeos, imagens, podcast,
hipertextos, hiperlinks, espaços de comunicação, avaliações e materiais de apoio direcionados
à prática do enfermeiro, com ênfase na abordagem sindrômica e promoção da saúde. Está
sendo avaliada por especialistas que atuam nas áreas de enfermagem e informática, a partir de
critérios de elegibilidade, englobando a avaliação de conteúdo e técnica, respectivamente, a
fim de verificar a pertinência dos itens desenvolvidos. Os especialistas de enfermagem avaliarão
o conteúdo, a relevância e ambiente de aprendizado. Os especialistas técnicos julgarão a
funcionalidade, usabilidade e eficiência da hipermídia. Espera-se que a hipermídia validada
possa auxiliar o ensino de enfermagem de maneira inovadora, flexível e interativa.
114 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -29
CENÁRIOS EDUCATIVOS NO FACEBOOK: NOVOS RUMOS PARA AS
POLÍTICAS DE DIVERSIDADE E INCLUSÃO
Patrícia Guedes Corrêa Gondim (UFPB)
O reconhecimento, o respeito e o direito à diversidade, atualmente, constituem-se como “palavras
de ordem” das atuais políticas educacionais. Todavia, a implementação de práticas educativas
capazes de favorecer uma cultura de inclusão, na escola e para além dela, ainda são muito
tímidas. Ao evidenciar que a diversidade cultural é um dos elementos fundantes das relações
que se estabelecem na rede social Facebook, considera-se pertinente refletir as aprendizagens
colaborativas na “Rede”, com foco nos coletivos sociais que, histórica e culturalmente, carregam
consigo as marcas da exclusão. Nesse sentido, objetiva-se nesse trabalho discutir as possibilidades
educativas no Facebook em face de novos rumos para as políticas educacionais de diversidade
e de inclusão. Remete-se a importância de repensar concepções e práticas acerca das questões
multiculturais no contexto da cibercultura. O elemento metodológico parte de um recorte
bibliográfico com base em um diálogo teórico-conceitual e tem como pressupostos teóricos o
atual Projeto de Lei 8035/2010 que aprova o novo Plano Nacional de Educação até o ano de 2020
e conceitos relevantes para o entendimento da discussão proposta, como: inclusão, diversidade,
diferença, multiculturalismo e aprendizagem colaborativa. Almeja-se como resultado, visibilizar
as diferenças no contexto da diversidade em uma “sociedade em rede”.
COMUNICAÇÃO MEDIADA POR COMPUTADOR: O E-MAIL NO AMBIENTE
DE TRABALHO
Aucélia Vieira Ramos (UFPI)
Juscelino Francisco do Nascimento (UFPI)
O surgimento da internet provocou grandes impactos nas relações de interação estabelecidas
na comunicação humana. Este impacto foi e continua sendo tema de inúmeras discussões ao
redor do mundo. A comunicação medida por computador vem provocando mudanças em nossa
maneira de ler e escrever; e isso acontece pela necessidade de se utilizar os recursos do meio
digital. Partindo desse pressuposto, este trabalho tem como objetivo descrever as regularidades
de conteúdo, estilo e a forma e substância do gênero textual e-mail. O corpus da pesquisa é
composto por e-mails da esfera profissional, especificamente por aqueles trocados entre duas
instâncias educativas do estado do Piauí. Os e-mails formam coletados do correio eletrônico
da SEDUC-PI (Secretaria de Educação e Cultura do Piauí) e da 5ª GRE (Gerência Regional de
Educação). As análises do gênero e-mail foram feitas sob o enfoque da teoria sociorretórica de
gêneros textuais, por meio de um estudo comparativo entre a teoria de forma, conteúdo e estilo
#Hipertexto2013
l 115
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
de Bakhtin (1989) com a teoria de forma e substância defendida por Miller (1984). Os dados
estão em fase de análise e, dessa forma, pretendemos constatar as regularidades supracitadas,
bem como a forma e a substância do gênero em estudo.
DIGITALIZANDO CONHECIMENTOS
Yanna Dias da Silva (Colégio Metropolitano Júnior)
Os chamados “Nativos Digitais” exigem uma postura mais dinâmica e envolvente dos conteúdos
a serem aprendidos, esses necessitam de uma aprendizagem significativa, que valoriza o
conhecimento prévio e utilize os meios tecnológicos dos quais já estão habituados. Então, o
que temos hoje são os educandos no centro cartesiano do universo da aprendizagem, e as
transformações para essa nova realidade são inevitáveis, assim, o professor deve ser visto como
mediador da aprendizagem. Dessa forma, surgiu o projeto “Digitalizando conhecimentos”,
cuja proposta era utilizar as ferramentas tecnológicas como âncora no processo de ensinoaprendizagem, tendo em vista que a Educação não é inicializada pela presença da tecnologia
educacional, mas é fortalecida por ela. O Encantamento pelas redes e mídias sociais é uma
realidade, cabe a escola e aos educadores, conhecer, entender , instruir e utilizar esses meios
como produtores de conhecimentos. A ferramenta tecnológica utilizada foi o blog, cuja proposta
era filtrar os conteúdos apresentados na net, e incentivar a criatividade e escrita do educandos
, que também realizaram postagens, criaram vídeos e animações, sobre o conteúdo estudado.
ESTRATÉGIAS RETÓRICO-DISCURSIVAS DE ENVOLVIMENTO NO
GÊNERO DISCURSIVO FÓRUM PERMANENTE: UMA ANÁLISE NO
AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)
Ricardo Jorge de Sousa Cavalcanti (IFAL)
Maria Inez Matoso Silveira (UFAL)
Este trabalho visa a uma abordagem sobre as estratégias retórico-discursivas de envolvimento,
despendidas por um professor-pesquisador, na disciplina Estágio Curricular Supervisionado
em Língua Portuguesa, no Curso de Letras, na modalidade a distância, em uma Instituição
Pública de Ensino. O corpus de análise para este estudo é formado a partir de perguntas e
respostas dadas na interação entre professor e graduandos do mencionado Curso, com base
em uma temática-chave, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), via Gênero Discursivo
Fórum Permanente. Assim, o propósito deste estudo é perceber como essas estratégias de
envolvimento proporcionaram, nos interlocutores, respostas mais coerentes ao tema debatido;
além de uma participação mais ativa no AVA. Para tal discussão, debruçamo-nos teóricometodologicamente na abordagem de Gêneros Discursivos de Bakhtin (2003); nos aspectos
da Textualidade, advindos da Linguística Textual, cunhados por Marcuschi (1983; 2008); além
das estratégias retórico-discursivas, alicerçadas na Nova Retórica, consoante Perelman & Tyteca
(2005); Reboul (1998); Plantin (2008); dentre outros. Nesse tocante, acreditamos que tal debate
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
proporcionará aos professores e pesquisadores inseridos na EaD uma incursão nos mecanismos
retórico-discursivos necessários às práticas linguageiras de aprendizagem na interação virtual.
CI -30
FACEBOOK E INFÂNCIA: PREFERÊNCIAS DE USO PELAS CRIANÇAS
Dayse Rodrigues de Oliveira (UFPE)
Viviane de Bona (UFPE)
Lícia de Souza Leão Maia (UFPE)
O Facebook tornou-se a rede social preferida de crianças e adolescentes nos últimos tempos.
Troca de mensagens, jogos, compartilhamento de imagens e vídeos, e toda a convergência
proporcionada por essa rede social, ganha cada vez mais espaço no cotidiano das crianças.
Neste trabalho, tivemos por objetivo analisar as preferências de uso no facebook por 20 alunos,
na faixa etária de 10 a 13 anos, de uma escola pública da cidade do Recife. Utilizamos como
instrumento de coleta de dados um questionário online com perguntas fechadas, de múltipla
escolha. As respostas obtidas foram analisadas em níveis de escala, possibilitando identificar as
atividades mais frequentes realizadas pelos participantes no facebook. Sete em cada dez alunos,
afirmaram ficar mais de 3 horas por dia, conectados à rede social. As opções preferidas dos alunos
em todas as vezes que acessam o facebook, foram, em primeiro lugar, bater papo com alguém,
em segundo, jogar online, seguida da alternativa compartilhar e comentar fotos, vídeos e status.
Os resultados evidenciam que as opções mais utilizadas pelos sujeitos pesquisados tem relação
direta com a interatividade proporcionada pela rede social.
FÓRUM DE DISCUSSÃO: QUANDO A PRESENÇA SOCIAL E A INTERAÇÃO
SOBREPÕEM AS DISTÂNCIAS
Joelma de Medeiros Ramos (UCB)
Este artigo apresenta o resultado da pesquisa exploratória realizada com o público-alvo de
alunos e professores-tutores de cursos realizados a distância de diferentes instituições de
ensino e capitais brasileiras. O objetivo do estudo foi identificar a relevância da presença social
para a efetividade da interação através do fórum de discussão, e como a atuação do professortutor poderia interferir positivamente ou negativamente na qualidade do debate, na evasão e
no processo de aprendizagem através deste espaço de comunicação assíncrona existente no
ambiente virtual de aprendizagem (AVA). O resultado da pesquisa mostrou como as distâncias
físicas, geográficas e temporais podem ser atenuadas na EAD através do empenho e técnicas
pedagógicas a serem utilizadas pelo professor-tutor no curso realizado nesta modalidade de
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
ensino; como também a participação ativa deste profissional durante os debates realizados nos
fóruns de discussões, seja para dirimir dúvidas, mediar ou acompanhar a evolução e necessidade
de cada aluno em suas aprendizagens, continuará sendo relevante para que os alunos sintamse acolhidos e apoiados no ambiente virtual, evitando assim a evasão e promovendo a
aprendizagem colaborativa.
GÊNERO DIGITAL TWITTER: O RETWEET COMO UMA NOVA
MODALIDADE DE INTERTEXTUALIDADE
Gisélia Evangelista de Sousa (UFBA)
Este trabalho busca analisar o gênero twitter a partir da noção de intertextualidade, proposta
por Koch (2007). Tem como fundamentação teórica a Linguística Textual, na qual o texto é
efetivamente um lugar de interação. Para tanto, será realizado um levantamento bibliográfico
sobre a concepção de texto e os tipos de intertextualidade apoiado nas perspectivas teóricas
de Koch, Bentes e Cavalcanti (2007) e, em seguida, serão analisados três tweets que dialogam
com outros textos, inclusive através de “RT” (ReTweets) que sugerimos ser uma nova modalidade
de intertextualidade, por replicar a mensagem de um usuário para a lista de seguidores, dando
porém o crédito a seu autor original. Observando-se as contribuições da Linguística Textual
para a análise do texto como mediador da interação entre interlocutores e para a produção de
sentido deste, este trabalho justifica-se por apresentar como a intertextualidade no twitter pode
ser trabalhada em sala de aula de forma a possibilitar o entendimento do texto de forma crítica
e contextualizada.
GÊNEROS DIGITAIS DOS MULTI E NOVOS LETRAMENTOS?
Katia Sayuri Fujisawa (Unicamp)
Neste trabalho, estudamos o site de rede social (SRS) Facebook, pelo qual seus usuários podem
permanecer conectados a outros usuários, graças a relacionamentos pessoais externos ao meio
digital, a afinidades ou interesses em comum. Muitos brasileiros utilizam esse SRS, fazendo o
Brasil posicionar-se como o segundo país com mais usuários no Facebook. Analisaremos algumas
postagens de um grupo aberto cujo interesse central é o aprendizado de língua japonesa ou
portuguesa, com base no conceito de multiletramentos (NEW LONDON GROUP, 1996), que
conjuga a multimodalidade e também a multiculturalidade, e nos novos letramentos, ou seja,
práticas sociais de linguagem que abrangem a escrita e outras semioses, combinadas através das
novas tecnologias, e que apresentam novo ethos, implicando em sujeitos mais “participativos,
colaborativos e distribuídos” (LANKSHEAR; KNOBEL, 2006, p. 9). Para tanto, selecionamos um
pequeno corpus de postagens, descreveremos cada postagem tendo em vista a perspectiva
bakhtiniana de gêneros do discurso e verificaremos se podem ser inseridas na práticas de
multiletramentos e/ou de novos letramentos, considerando as semioses que compõem os
enunciados e como eles são produzidos.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -31
GÊNEROS DIGITAIS E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA SURDOS:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Antonio Henrique Coutelo de Mores (UNICAP)
Wanilda Maria Alves Cavalcanti (UNICAP)
Gêneros textuais são aqui tratados como textos materializados que encontramos em nossa
vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos,
propriedades funcionais, estilo e composição característica, como, por exemplo, bilhete, batepapo por computador (chat) e perfil de sites de relacionamento (MARCUSCHI, 2002). Esses textos
históricos vêm sendo cada vez mais discutidos no campo do ensino de línguas estrangeiras.
Contudo, o uso desses conhecimentos no ensino de inglês para surdos é ainda recente. Desse
modo, o objetivo desse trabalho foi discutir as ideias presentes em trabalhos de conclusão
de cursos stricto sensu que abordam a temática e reconstruir os referenciais disponíveis. A
metodologia utilizada foi a qualitativa. Nela encetamos uma discussão em torno da utilização
de gêneros em intervenções descritas em dissertações de mestrado com base em autores como
Marcuschi (2002), com a teoria dos gêneros textuais, e em Pinto (2002) e Colferai (2007) com a
aplicação dessa teoria ao ensino de língua inglesa em uma intervenção realizada com um grupo
de surdos para o trabalho com os gêneros Página Pessoal (PP) e Chat. Com os bons resultados
dessa pesquisa, esperamos abrir caminhos para novos trabalhos e para melhoria da prática
docente de professores de inglês com alunos surdos.
GESTÃO ESCOLAR E AS TECNOLOGIAS NA ERA DO FACEBOOK: A
EXPERIÊNCIA DA EDUCAÇÃO 3.0 NA ESCOLA PRESIDENTE MÉDICI DE
2009 A 2013
Francisco Romildo da Silva (SEDUC-PE)
A Escola Presidente Médici, Arcoverde, PE e contrariando o paradigma de pobreza da região do
semiárido nordestino, a escola dispõe de enorme potencial tecnológico. Dois laboratórios de
informática, lousa digital, data-show e computador com wireless em todas as 12 salas de aula,
wireless aberta em toda área da escola possibilitando que os [email protected] tragam e utilizem seu
xing ling com android. Foi neste cenário que a Equipe Gestora desta UE encontrou as condições
para desenvolver o projeto de intervenção para facilitar o uso e integrar os novos instrumentos
tecnológicos presentes na escola trabalhando o conceito de educação 3.0 provocando
educadores e educandos a explorar cada instrumento e torna-lo um recurso didático. Desta
forma recursos portáteis interativos programáveis na mão dos educandos conectado com a web
#Hipertexto2013
l 119
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
desenvolvemos blog, facebook (grupo por interesse), canal de vídeo e o projeto apresente seu
trabalho em slide: a natureza agradece. Todos com alto nível de adesão dos educandos e pouca
resistência dos educadores. Hoje os educadores aceitam tranquilos a gestão que os educandos
fazem das mídias em sala de aula em nossa escola.
GRUPOS FECHADOS NA REDE SOCIAL FACEBOOK: UM ESTUDO NO
ÂMBITO DA COMUNICAÇÃO E DO APOIO ACADÊMICO
Joice de Espindola (UFPE)
Angela Maria Pereira (UFPE)
Thelma Panerai Alves (UFPE)
O objetivo deste trabalho foi o de verificar a importância do Facebook para os alunos do PPGE
EDUMATEC, da UFPE, em 2012/2013, que eram originários da região metropolitana do Recife, de
cidades do interior de Pernambuco e de estados vizinhos. O grupo criou um ambiente fechado
no Facebook, que pretendeu funcionar como espaço de interação e de apoio acadêmico, com
a inclusão de material didático, indicações de eventos científicos da área e intercâmbio de
mensagens pessoais. Para a realização deste estudo, nos apoiamos nas ideias de Silva, (2010),
Primo (2007), Castells (2005) e Lemos (2003). Optamos por uma pesquisa de abordagem
quantitativa, com a aplicação de questionário estruturado, enviado ao grupo por e-mail. A
análise dos dados comprovou que, apesar da distância geográfica existente entre os alunos, não
houve maiores empecilhos à comunicação rápida e eficiente que se estabeleceu e a rede social
Facebook realmente funcionou como apoio acadêmico.
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS ELETRÔNICAS NA EDUCAÇÃO: RELATO
DE EXPERIÊNCIA NO PROCESSO DA PRODUÇÃO TEXTUAL
Célia Fonsêca de Lima (NTE José Augusto-RN)
O presente trabalho: “Histórias em quadrinhos eletrônicas na educação: relato de experiência
no processo da produção textual” tem como objetivo auxiliar o desenvolvimento do processo
construtivo na produção textual dos alunos do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Estadual
Antônio Aladim – Caicó-RN, com o uso e apropriação do software HagáQuê (editor de histórias
em quadrinhos). Fundamenta-se teoricamente nos estudos de alguns autores, dentre eles
pode-se destacar: Valente (1993); Garcia (2002); Carneiro (2001); Hawad (1994); Borges (2001).
Na metodologia foram desenvolvidas aulas expositivas dialogadas e práticas no laboratório de
informática e também realizações de observações sistemáticas. Dentro desse contexto podese afirmar que o software Hagáquê é uma excelente ferramenta pedagógica para o processo
da construção na produção textual dos alunos, uma vez que auxilia a leitura e a escrita através
dos seus elementos constitutivos que estimula-os a interagir com as diferentes linguagens do
pensamento potencializando o imaginário e auxiliando a expressão narrativa. Além disso, ajudaos a organizarem o seu pensamento a partir das sequências de desenhos por eles criados.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -32
INDÍCIOS DE AUTORIA EM COMENTÁRIOS DO BLOG DIÁRIO VIRTUAL
DE LEITURA
Marília Costa de Souza (UERN)
Francisca Lúcia Barreto de Lima Soares (UERN)
Francisca Francione Vieira de Brito (UERN)
Maria do Socorro Maia Fernandes Barbosa (UERN)
Este artigo apresenta a análise de um recorte de dissertação de mestrado em andamento que
propõe analisar os indícios de autoria nos textos produzidos por alunos do Ensino Médio postados
no blog Diário Virtual de Leitura, blog educacional. Para isso, mobiliza conceitos para uma
análise discursiva cujo tema aborda aspectos sobre os conceitos de autor e de autoria em textos
produzidos em ambiente escolar. A escolha do corpus reflete o interesse pela escrita autoral,
caracterizada por apresentar traços singulares da escrita de alunos-autores, que apesar de terem
sido produzidas em situação escolar, revela características de um texto literário. Partindo de uma
proposta geral, busca-se constatar se há indícios de autoria no texto da postagem do aluno
assim como nos comentários. Nessa reflexão sobre autoria, destaca-se Bakhtin (1997) como o
encaminhador teórico do estudo e Possenti (2001, 2002) que reforça a importância de práticas
de leitura e escrita mediadas pelos gêneros textuais. Através dos conceitos de autoria analisamse textos produzidos por alunos de escola pública publicados no blog e posteriormente os
comentários referentes a eles.
LEITURAS JOVENS DO MUNDO, ESCRITORES EXTREMOS: A JORNADA
NACIONAL DE PASSO FUNDO
Miguel Rettenmaier (UPF)
Tania Mariza Kuchenbecker Rösing (UPF)
Passo Fundo é a sede de um dos maiores encontros culturais e literários da América Latina, a
Jornada Nacional de Literatura, idealizada há mais de três décadas pela professora da Universidade
de Passo Fundo, Tania Rösing. Na base da ideia que mobilizava e ainda mobiliza as Jornadas está
a intenção de formar leitores e de mudar a realidade. No que se consolida hoje, o objetivo de
formar sujeitos autônomos, críticos e esteticamente sensíveis, nas Jornadas, está pautado pelo
contato consciente com a arte literária, com a cultura e com as tecnologias. Tal movimentação em
prol da leitura valeu à cidade, em 2006, por lei federal, o título de Capital Nacional da Literatura.
Em 2013, a Jornada de Literatura teve como tema Leituras Jovens do Mundo, o que envolveu
tanto o público jovem e suas formas de expressão, em grande e importante parte baseadas
#Hipertexto2013
l 121
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
nas interfaces digitais, quanto escritores igualmente jovens, usuários também das plataformas
digitais das TIC. Este trabalho pretende refletir sobre a expressão literária em meio digital de
alguns dos autores presentes na 15ª Jornada, usando como base teórica críticos e pesquisadores
também presentes em Passo Fundo em agosto de 2013, dentre eles Massimo Canevacci.
LETRAMENTO ACADÊMICO E MEDIAÇÃO EM FÓRUNS DE DISCUSSÃO
Hércules Tolêdo Corrêa (UFOP)
Este trabalho tem como objetivo analisar as interações realizadas pelos alunos, professor e
monitora da disciplina EAD700 Prática de Leitura e Produção de Textos, do curso de Ciência
da Computação da Universidade Federal de Ouro Preto durante o primeiro semestre de 2013.
Como referenciais teóricos usamos os conceitos de letramento acadêmico, mediação em
ambientes virtuais de aprendizagem e polidocência. Metodologicamente, procedemos à análise
dos posts dos fóruns criados durante a realização da disciplina. Os resultados apontam para a
maior conscientização dos alunos quanto à apropriação das normas acadêmicas (registros de
linguagem, formas de citação, referenciações bibliográficas impressas e digitais, movimentos
retóricos dos gêneros acadêmicos) e desconstrução da imagem de disciplinas ligadas à escrita
em cursos de exatas como desnecessárias.
NOVAS FORMAS DE ENSINAR E APRENDER: O USO DO TABLET NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
Maria Cristina do Nascimento S. Brandão (Colégio Fazer Crescer)
Ana Célia Barreto Marques (Colégio Fazer Crescer)
Bárbara Noronha Souza Raposo (Colégio Fazer Crescer)
Este trabalho trata-se de um relato de experiência que descreve e analisa a utilização do tablet
como ferramenta na construção do conhecimento e aprendizagem de crianças de 1 a 3 anos.
Os trabalhos foram iniciados em 2012 e, tem como campo de pesquisa a primeira etapa da
Educação Infantil, no Colégio Fazer Crescer, que faz parte da Rede Privada de Ensino em Recife/
PE. Discute as potencialidades e benefícios das tecnologias móveis na aquisição de novas
competências para os primeiros anos de vida, como também, considera-se que a utilização
da internet e dos aplicativos obtidos por meio do tablet é um importante instrumento para
desenvolver habilidade e competências aos nativos digitais.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -33
NARRATIVAS VISUAIS E HIPERTEXTUAIS – NOVAS CONFIGURAÇÕES DE
ESPAÇOS E TEMPOS NA APRENDIZAGEM
Edemir Jose Pulita (UnB)
Nossa pesquisa busca verificar quais elementos provenientes das interfaces entre as experiências
de aprendizagem, as tecnologias digitais e os processos comunicacionais estão presentes na
construção do conhecimento atualmente. Para tanto propomos a realização de uma análise de
fotografias e narrativas (legendas) postadas numa rede social a propósito da visita à cidade de
Brasília. Nossa hipótese é que tais narrativas, analisadas sob uma abordagem sócio-histórica
de linguagem, se configuram como bases de uma nova epistemologia nas formas de acessar,
produzir e socializar conhecimentos, frente à emergência de novas mídias comunicacionais,
fundadas em novos paradigmas de comunicação e aprendizagem. Os conceitos de hipertexto
(Bakhtin), de flâneur (Benjamin) e de experiência (Bondía) mostram-se essenciais para a
compreensão das modificações nos processos de aprendizagem acarretadas pelas mídias
comunicacionais atuais no que tange às linguagens. A aprendizagem e a comunicação em rede
mostram uma transgressão de papéis, de momentos e de processos até então cristalizados pela
pedagogia tradicional e que deve ser questionada para responder aos novos desafios e às novas
possibilidades trazidas pelas redes sociais e por toda teia mundial de computadores.
O GÊNERO FACEBOOK NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UM
MAPEAMENTO DAS FANPAGES MAIS “CURTIDAS”
Jaciara de Barros Brasil (UECE)
Antônia Dilamar Araújo (UECE)
Recursos tecnológicos conectados à rede estão cada vez mais presentes no processo de
ensino-aprendizagem onde alunos e professores desenvolvem novas formas de interação. As
redes sociais vêm obtendo grande crescimento nos últimos anos possibilitando uma ampla
comunicação em tempo real por parte de seus usuários. O Facebook destaca-se por sua
popularidade e revela-se um novo gênero digital altamente multimodal. Este trabalho tem
como objetivo explorar o Facebook como ferramenta pedagógica através do mapeamento e
caracterização de duas fanpages direcionadas ao ensino de Língua Inglesa. Foram identificados
e contabilizados os tipos de gêneros mais recorrentes dentre as postagens referentes aos
últimos seis meses de atividade de cada fanpage. Além disso, buscou-se verificar os aspectos
multimodais presentes nos conteúdos disponibilizados de acordo com o sistema de relações
texto-imagem de Martinec & Salway (2005). Os resultados mostram uma predominância de
gêneros autênticos produzidos para serem publicados no Facebook e que trazem em grande
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
maioria textos em Língua Inglesa para leitura. Há também conteúdos gramaticais e vocabulário.
Por fim, constatamos haver forte presença de recursos e modos multimodais na totalidade das
postagens – imagens, cores e tipografia – contribuindo efetivamente para a compreensão, por
parte dos usuários, das informações expostas nas fanpages.
O GOOGLE DOCS E O MSN NA PESQUISA SOBRE AS CONCEPÇÕES
DOCENTES ACERCA DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO
A DISTÂNCIA
Valéria do Carmo de Oliveira (UFPE)
O artigo busca apresentar o percurso metodológico da pesquisa de mestrado sobre as concepções
docentes acerca da avaliação da aprendizagem na EAD online. O estudo teve como objetivo
investigar as concepções docentes sobre avaliação da aprendizagem, o que necessariamente
implicou na construção de uma metodologia qualitativa de pesquisa. Levando em consideração
que estudo esteve inserido na linha de pesquisa Educação Tecnológica, do Programa de Pós
Graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE, no qual as discussões acerca das
tecnologias de informação e comunicação (TICs), suas concepções e usos são amplamente
difundidas, surgiu o interesse na construção de técnicas e instrumentos de coleta de dados
usando as TICs. Na primeira etapa da pesquisa, foi utilizado o questionário eletrônico, através
da ferramenta de formulários do Google Docs. Na segunda etapa foi utilizado o Windows Live
Messenger em duas sessões de grupo focal online. A ousadia nessa opção metodológica tornouse um elemento que validou os achados, com o devido rigor científico, demonstrando que as
ferramentas tecnológicas utilizadas favoreceram uma maior aproximação às concepções dos
docentes sobre avaliação na EAD.
O HIPERTEXTO E A CONSTITUIÇÃO DE DISCURSIVIDADES LÍQUIDAS:
UMA ANÁLISE DA BLOGAGEM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍTICA
Gerenice Ribeiro de Oliveira Cortes (UESB)
Este trabalho tem por objetivo discutir a constituição das discursividades líquidas inscritas
no hipertexto, especificamente no processo de blogagem de divulgação científica. Ancorase teoricamente nos estudos sobre as Novas Tecnologias de Linguagens e de Comunicação
(NTICS) - particularmente nos estudos relacionados ao hipertexto e ao blog, como também
nos pressupostos da Análise do Discurso de filiação pecheuxtiana, além dos estudos sobre vida
e modernidade líquida (BAUMAN,2001,2007). O corpus é constituído de um recorte de posts
publicados em blogs de divulgação científica do ScienceBlogs Brasil (www.scienceblogsbrasil.
com.br). A análise mostra que a ciência divulgada nos blogs constitui-se de discursividades
líquidas que caracterizam a era contemporânea do mundo virtual. Ou seja, no contexto da
Web e de modo peculiar no discurso da blogagem, as novidades e as informações envelhecem
rapidamente. Assim, a divulgação científica constitui-se de informações curtas e rápidas de
124 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
novidades sobre a ciência, e, sob o efeito ideológico do capital-informação, funciona como uma
mercadoria-informação que, afetada pelo discurso eletrônico, produz efeitos de liquidez.
CI -34
O QUE OS ELEMENTOS DE UMA HOMEPAGE DIZEM SOBRE O ATIVISMO
VIRTUAL?
Monique Alves Vitorino (UFPE)
Tendo em vista que a internet apresenta-se, cada vez mais, como uma ferramenta para a
mobilização social na discussão de questões que envolvem decisões de cunho ambiental,
político e social, neste trabalho objetivamos descrever e analisar a homepage do grupo ativista
Avaaz a fim de caracterizar sua ação. Seguimos os pressupostos da análise de gêneros textuais
orientados, principalmente, por Swales (2009), Bazerman (2006) e Bezerra (2007). Assim, nossa
investigação, de caráter qualitativo-interpretativo, é norteada pelos conceitos de comunidade
discursiva, propósito comunicativo e movimentos retóricos elaborados por John Swales.
Partimos, portanto, da caracterização da comunidade discursiva e, em seguida, analisamos os
propósitos comunicativos e os moves realizados pela homepage segundo o modelo proposto
por Bezerra (2007). Os resultados apontam que o ato de acessar uma petição, lê-la (ou não),
assiná-la e compartilhá-la torna o internauta membro de uma crescente comunidade discursiva
com objetivos bem definidos, ligados à expressão da cidadania e à conquista de novos membros.
Porém, a ausência, na homepage, de links que direcionem o leitor para acessar outros espaços
e informações sobre os eventos motivadores das mobilizações e para os resultados alcançados
por campanhas antigas coloca em evidência a unilateralidade dos pontos de vista postos em
questão.
O USO DE BLOGS NA FORMAÇÃO CRÍTICA DO PROFESSOR DE
LÍNGUA INGLESA: NOVAS PERSPECTIVAS NO PROCESSO DE ENSINO/
APRENDIZAGEM
Marcos Antonio de Araújo Dias (UFAL)
As novas formas de ensino e aprendizagem estão abrindo e realizando através das TIC’s, novos
paradigmas na educação brasileira. O blog vem sendo utilizado nas escolas como mais uma
orientação pedagógica, principalmente com fins de uma maior integração entre alunos e
professores. No que tange às escolas, já se observa blogs de autoria individual - professores,
alunos – ou mesmo de autoria coletiva. Nessa inevitável conectividade, analiso que tipo de
interferência/diálogo essa ferramenta tem interferido no processo de ensino/aprendizagem
#Hipertexto2013
l 125
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
em uma escola pública na cidade de Maceió/AL. A pesquisa busca refletir acerca da relação
entre tecnologia e a formação crítica do professor aliando suas práticas às teorias estudadas.
Diante disso, e pelo cunho qualitativo da pesquisa, utilizamos em nossas teorizações um efetivo
diálogo metodológico ancorado na linha investigativa da pesquisa-ação. A amostra se dará com
um professor da disciplina de língua inglesa e os 22 alunos que compõem sua turma. Nessa
perspectiva, avaliaremos se o uso dos blogs tem contribuído de maneira efetiva no processo
de ensino/aprendizagem, levando em consideração a riqueza de material encontrado nesse
ambiente virtual, principalmente por ampliar noções tradicionais de leitura e escrita dentro das
práticas sociais contemporâneas.
O USO DE BLOGS NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA COMO FERRAMENTA
DE APRENDIZAGEM
Juliana Patricia Nunes Costa (CESMAC/Capes)
Este trabalho tem como título “O uso de blogs nas aulas de Língua Inglesa como ferramenta de
aprendizagem”, e é um projeto de conclusão do Programa de Desenvolvimento de Professores
de Língua Inglesa – PDPI, realizado de 14 de janeiro a 22 de fevereiro de 2013 em Tuscaloosa,
Alabama – EUA, da Fulbright e financiado pela Capes. O objetivo deste projeto é inserir a
ferramenta tecnológica nas aulas de inglês contribuindo para a motivação e autonomia no
processo de aprendizagem, promovendo o desenvolvimento das habilidades linguísticas por
meio de novas práticas de linguagem, com ênfase no uso de blogs, que podem não somente
tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes, como também promover um incentivo relevante
na construção de sentido de novos letramentos e letramento digital. Como pressupostos teóricos,
a pesquisa apresenta Souza (2003), Marcuschi (2005), Caiado (2007), Paiva (2009), Lévy (2009),
dentre outros. A metodologia de cunho qualitativo engloba a criação de um blog em Língua
Inglesa, com análise e comparação do desenvolvimento das habilidades de leitura e produção
escrita em Língua Inglesa. Com o projeto, espera-se que alunos e professores se interessem em
dinamizar o ensino de línguas, tornando-o agradável para ambas as partes, proporcionando
uma aprendizagem mais significativa.
O USO DO BLOG COMO RECURSO DE APOIO AO PROCESSO
PEDAGÓGICO
Josete Maria Zimmer (USP)
Este artigo traz um estudo a respeito das facilidades e dificuldades dos professores para melhor
utilizar as tecnologias digitais de informação e comunicação integradas ao projeto pedagógico
da escola. O estudo deu-se numa escola estadual de São Paulo com professores de Ensino
fundamental de 6º ao 9º ano. Buscamos fundamentar a base metodológica nas abordagens de
Vygotsky, Paulo Freire e Pierry Levy, como também, na pesquisa de Mestrado dessa autora. A
pesquisa em 36 blogs de professores e entrevista a 18 dos autores desses blogs, por meio de
126 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
e-mail fundamentou a hipótese de que a “netnografia” é uma metodologia para pesquisadores
online. As entrevistas aos professores tiveram como objetivo analisar o processo de criação,
manutenção do blog e a percepção sobre os objetivos e utilização desse recurso. As respostas
coletadas permitiram o aprofundamento da perspectiva dos professores sobre as contribuições
do uso do blog e os desafios enfrentados. As respostas atestaram também, que os professores
autores dos blogs confirmam que este recurso permite o enriquecimento da prática pedagógica,
assim como o desenvolvimento de projetos de pesquisa.
CI -35
O USO DO FACEBOOK COMO ALIADO NA PRODUÇÃO TEXTUAL NA
ESCOLA ROCHA CAVALCANTI EM UNIÃO DOS PALMARES/AL
Herbert Nunes de Almeida Santos (IFAL)
O século XXI, dentre as várias transformações sociais e políticas, trouxe um progresso que,
aqui, chamamos de Boom tecnológico. Ele não surge nem para competir entre si nem muito
menos com a escola. Existe como um novo espaço atrativo de ensino e aprendizagem. Diante
disso, buscamos a articulação de um projeto que busca fortalecer de forma científica, cultural
e, sobretudo, tecnológica a prática de leitura e escrita dos alunos da escola estadual Rocha
Cavalcanti no município de União dos Palmares-AL. Observamos que a escola possuía um
moderno laboratório de informática, porém sem uma utilização que direcionasse os alunos para
a prática da pesquisa e produção textual. Assim, construímos uma página (ambiente facebook),
direcionada para as funções didáticas oferecidas por essas novas tecnologias. A utilização do
laboratório de informática era inóspita e avessa a essas novos adventos. Reunimos-nos com os
professores e com os alunos e nos propusemos a criar um ambiente que integrasse seus anseios
pedagógicos e o dinamismo desejado por eles. Teóricos como Pierry Levy (2010), Antônio Carlos
Xavier (2010), assim como os PCN’S nos ajudaram nos aspectos que tangem a tecnologia e a
consequente metodologia a ser utilizada no processo de ensino/aprendizagem.
OS BLOGS E A ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO: UM ESTUDO DE
CASO DA POTENCIALIDADE DEMOCRATIZANTE E CRÍTICA DESSA
FERRAMENTA NO EVENTO DA GREVE DOS PROFESSORES DA REDE
PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE 2009
Fernanda Pinheiro de Souza e Silva (Faculdade Guararapes)
Esta pesquisa investiga a função dada aos blogs no evento da greve dos professores da Rede
Pública de 2009, eles são vistos aqui como um instrumento que vai além de sua similaridade
#Hipertexto2013
l 127
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
com o diário digital, posto que não são produções meramente autobiográficas, são interativas.
Segundo Xavier (2010) um texto remete a uma dessacralização do autor e a uma emancipação
do leitor, é então nesse sentido que o blog se insere, como ferramenta propulsora de debates,
discussões, e produções de conhecimentos anti-hegemônicos, reconhecendo a hegemonia
como, segundo Gramsci (1971) prática política de uma classe dominante. Analisaram-se aqui
notícias sobre a greve, mostrando o posicionamento dos atores sociais envolvidos: o governo e o
sindicato dos professores (Sintepe). E foi verificado que tanto o governo quanto o próprio Sintepe
compartilham de um discurso semelhante. Percebeu-se com isso que os blogs, ao possuirem
um discurso mais próximo da situação enfrentada pelos professores podem ser utilizados
como ferramenta mobilizadora e crítica para a educação, coadunando com a pedagogia crítica
freireana. A Análise Crítica do Discurso foi a ferramenta teórica e metodológica utilizada para
desvelar o abuso do poder institucional e ressaltar o valor que os blogs possuem: ao construir
nas discussões uma prática anti-hegemônica.
SISTEMA SIGNWRITING DE GRAFIA DAS LÍNGUAS DE SINAIS:
DESAFIOS DO ENSINO-APRENDIZAGEM EM AMBIENTES VIRTUAIS
Severina Batista de Farias Klimsa (UFPB)
Bernardo Luís Torres Klimsa (IFPE)
As línguas de sinais são línguas naturais das pessoas surdas, sendo utilizada como forma de
expressão e comunicação da comunidade surda de um determinado país. Porém, é de todo
impossível escrever estas línguas através de um alfabeto comum como o da Língua Portuguesa.
Em 1974, surge nos Estados Unidos o SignWriting, um sistema de escrita das línguas gestuais,
contrariando a ideia de que as línguas espaço-visuais não poderiam ter uma representação
gráfica. Em 2006, no Brasil, com a criação do curso de graduação em Letras/Libras, a escrita de
sinais foi introduzida na matriz curricular como disciplina obrigatória para a licenciatura e o
bacharelado. Surgem então os desafios do ensino-aprendizagem de uma língua tridimensional
no ambiente virtual do referido curso. Assim, iniciamos uma investigação sobre processo de
ensino-aprendizagem da escrita de sinais com os recursos tecnológicos disponíveis no ambiente
virtual do curso de Letras/Libras da UFPB. Os resultados nos mostram que a tecnologia é um
meio facilitador com inúmeras possibilidades de ensino-aprendizagem da escrita de sinais. A
pesquisa contribui para a formação dos profissionais que atuarão diretamente com pessoas
surdas, pois a escrita de sinais possibilita aos surdos escreverem na sua própria língua sem
recorrer a uma língua oral.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
PRÁTICAS LETRADAS SOCIOCULTURAIS EM BLOG PEDAGÓGICO
Rhávila Rachel Guedes Alves (UFCG)
Williany Miranda da Silva (UFCG)
O presente trabalho, recorte do estudo monográfico intitulado Práticas letradas em blog
pedagógico, têm como objetivo caracterizar as práticas letradas socioculturais que norteiam
as postagens de um blog pedagógico administrado por um professor de uma universidade
pública do estado da Paraíba. Para tanto, utilizamo-nos de procedimentos metodológicos que
indicam uma pesquisa de enfoque qualitativo do tipo descritivo-interpretativo, caracterizada
como sendo um estudo de caso, com evidências documentais. Como fundamentação teórica,
recorremos à abordagem de Kleiman (2004), Soares (2009), Tavares (2009), Rojo (2009; 2012),
para a concepção de letramento; como também aos estudos de Levy (2004; 2009), Hoff (2004),
Pinheiro (2005), Komesu (2005) e Marcuschi (2007), dentre outros, para a reflexão sobre os usos
da tecnologia digital. Os resultados obtidos sinalizam que este ciberespaço orienta a vivência de
outras experiências que não estejam vinculadas unicamente aos bens intelectuais, uma vez que
apresenta postagens de cunho social e cultural, concernentes às artes propagadas na sociedade.
CI -36
PRODUÇÃO E LEITURA NOS COMENTÁRIOS DO FACEBOOK
Elias Coelho da Silva (FAFIRE)
Aline Rodrigues Malta (FAFIRE)
Este trabalho visa refletir sobre novas formas de produção e leitura em ambientes virtuais.
Acreditamos que as novas mídias não só dão suporte à escrita e leitura, mas também interferem na
forma como esses processos acontecem. Tomamos como pressupostos de análise as concepções
de autor/leitor-modelo, de Eco (2004 b); a função dos links como formas de referenciação
hipertextual, de Xavier (2009) e a cultura digital virtual, de Lévy (2012), para demonstrar, por
meio da análise dos comentários do Facebook, que além das tradicionais figuras do autor e do
leitor, a produção e recepção dos comentários nessa rede social passam a ter a interferência
do sistema. Até o momento, constatou-se que, durante a produção do comentário, o sistema
oferece hiperlinks ao autor, que pode ou não aceitá-los. No entanto, ao aceitar a oferta, o texto
perde a sua linearidade e passa a ser “hipertextualizado”, fazendo com que a leitura que seria
linear passe a ser descontínua. Além disso, o próprio sistema seleciona possíveis leitores aos
quais o link selecionado possa interessar. Dessa forma, acreditamos que, no contexto virtual dos
comentários do Facebook, o sistema também seleciona autores-modelos e leitores-modelos
virtuais, com os quais dialoga.
#Hipertexto2013
l 129
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
[email protected] E OS JOVENS NA OFICINA DE BLOG: EXPERIÊNCIAS,
MEDIAÇÃO E EDUCAÇÃO
Patricia Carvalho Matias (UFPE)
Maria Auxiliadora Soares Padilha (UFPE)
Este artigo visa analisar aspectos do perfil de alunos de escola de periferia em Recife, participantes
de uma oficina de blog do Programa de Extensão [email protected], da Universidade Federal de
Pernambuco, considerando a mediação no ato educativo com sujeitos ativos contribuintes
nesse processo em prol de aprendizagens significativas e suas possibilidades de mediação. Essas
informações foram obtidas através de um questionário, sobre acesso a internet, sites que são
cadastrados, uso dos mesmos e expectativas em relação a oficina. Na análise realizada a partir de
suas respostas pudemos evidenciar que os alunos possuem uma vivência na rede, com acesso
frequente, login em sites e redes sociais, salvo as peculiaridades de cada experiência. Essas
experiências podem contribuir nos processos seguintes da oficina, como a construção de blogs
e postagens, para guiá-los na rede, tirar dúvidas dos colegas e até mesmo esclarecer as próprias,
entrando em contato com outras possibilidades e aprendizagens até então não experienciadas.
Essas ações podem contribuir na mediação ocorrida na oficina, com envolvimento dos
professores e alunos, participantes desse processo, carregados de intencionalidade, experiências
e individualidade que influenciam e constroem o ato educativo.
TRANSFORMANDO ATIVIDADE EM SABER REFLEXIVO: UM ESTUDO
SOBRE O PLANO DE ENSINO DE UMA OFICINA DE BLOG
Jéssica Maria Muniz Côrtes (UFPE)
Edilma Maria dos Santos Silva (UFPE)
O presente artigo visa analisar aspectos de um planejamento de ensino tomando por base a
oficina de blog que faz parte do Programa de Extensão [email protected] da Universidade Federal de
Pernambuco considerando o planejamento das práticas, métodos e técnicas dentro do contexto
dos jovens de periferia, foco do projeto, bem como a contribuição, através do uso da tecnologia,
que cada atividade contemplada proporciona ao desenvolvimento do saber reflexivo. Foi
realizada uma análise documental considerando o estímulo ao desenvolvimento da escrita e
criatividade relacionado à temática, a autonomia, a criação, o trabalho coletivo e a interação
entre os participantes contemplados no planejamento. Evidenciamos, dentro do planejamento
construído, possibilidades de aprendizagens diversas, com discussões não somente utilizadas
no contexto blogosfera, mas abrangentes para a rede e fora dela, estimulando os participantes
a refletirem sobre seu papel de sujeito no espaço digital e social. Consideramos essas questões
desafiantes tanto para o aluno quanto para os oficineiros desse programa de extensão, pois o
trabalho com mídias digitais requer não só a manipulação do blog, como também a reflexão
objetiva e integrada. Um planejamento que estimule o saber reflexivo requer o diálogo entre
aquele que está no papel de educador e o educando.
130 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
TECNOLOGIA PARA A INTERAÇÃO: FOMENTANDO PRÁTICAS
COMUNICATIVAS ATRAVÉS DE PLATAFORMAS DIGITAIS NA AULA DE
LÍNGUA ESTRANGEIRA
Thiago da Camara Figueredo (UFPE)
Se a tecnologia desempenha um papel significativo no processo de interação social, parece
incoerente a prática de um processo de ensino e aprendizagem, sobretudo de língua, que feche
os olhos para o comportamento dos alunos na conteporaneidade. Desse modo, este estudo
objetiva refletir sobre possibilidades de uso de plataformas digitais (computadores, tablets e
celulares), na sala de aula, de maneira comunicativa, i.e., considerando situações autênticas
de interação. Servem de guias para tal reflexão os trabalhos de Brown (2001), Richards (2002),
Widdowson (1998), Chapelle (2003) e Hubbard (2006), seja por descreveram e defenderam
o desenvolvimento da competência comunicativa dos educandos, seja por destacarem a
relevância e por investigarem práticas de ensino mediadas pelo computador. Parte-se, assim, de
uma caracterização da abordagem comunicativa e de princípios do letramento digital. O passo
seguinte diz respeito ao estabelecimento das conexões entre tais elementos e da exemplificação
de atividades didáticas que os conjuguem, ou seja, que utilizem computadores, tablets e celulares
para fins interativos. Espera-se, com isso, suplementar o conceito de competência linguística
em relação às práticas comunicativas estabelecidas a partir de plataformas digitais, bem como
oferecer sugestões de práticas pedagógicas conscientes deste processo.
CI -37
UM OUTRO ESPAÇO PARA APRENDIZAGEM
Tâmara Lyz Milhomem de Oliveira (IFPI)
O ensino de Língua Portuguesa tem como um dos seus objetivos formar competentes usuários
da língua, que sejam capazes de comunicar-se em diversos espaços. Partindo dessa afirmativa
iniciou-se este estudo cujo viés é um dos ambientes de utilização da linguagem, o meio virtual,
que detêm diferentes leituras e múltiplas semioses. O objetivo da pesquisa é trazer o ambiente
virtual para a educação, transformando-o em objeto de aprendizagem de Língua Portuguesa.
Este estudo foi composto por duas modalidades de pesquisa: a bibliográfica e a pesquisa de
campo, durante essa segunda etapa observou-se a relação, anterior a implantação do projeto,
que existia entre o público observado (alunos do Ensino Médio Integrado ao Técnico em
Desenvolvimento de Software, que ingressaram em 2012 no Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Piauí - Campus Picos) e o espaço virtual. Em seguida, o blog sugerido
como extensor das aulas de Língua Portuguesa foi apresentado aos alunos e a partir da interação
#Hipertexto2013
l 131
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
do público observado com este espaço verificou-se o envolvimento do aluno e os efeitos da
inserção de outra didática no ensino de língua materna.
UM PADRE “DO OUTRO MUNDO” NO CIBERESPAÇO: A CONSTITUIÇÃO
DO ETHOS CATÓLICO EM UM BLOG ESPÍRITA
José Antonio Ferreira da Silva (ISEP)
Neste trabalho, reflete-se sobre a constituição do ethos discursivo em um blog atribuído ao
“espírito” Helder Câmara. Entendemos “psicografia”, como uma prática social que acontece na
esfera religiosa e gera textos. A prática existe, e, é inegável. Sendo o texto psicografado um
produto cultural resultante de uma prática religiosa que, agora, utiliza os espaços midiáticos
como instância de realizações da atualização da questão da fé, ou seja, as instituições religiosas
percebem os meios de comunicação não somente como instrumentos, mas organizam-se
a partir dos recursos estruturais dos gêneros do discurso, sociointeragindo para apropriar-se
dos meios que legitimem suas ideologias. Partindo dessas considerações, este artigo busca
trazer algumas reflexões acerca do ethos religioso católico propagado na internet através do
blog espírita: “Novas Utopias”. Procurando observar e analisar como o enunciador desse tipo
de discurso constitui o ethos revelando sua ideologia. O estudo está pautado nos pressupostos
teóricos de Miller (2012) no que se refere blog, Bazerman (2007; 2009; 2011) no que se refere
aos gêneros textuais; e de Maingueneau (2008a; 2008b; 2008c; 2008d; 2010; 2011) sobre a
constituição do ethos discursivo.
UMA ANÁLISE DO FÓRUM ELETRÔNICO À LUZ DO CONCEITO
BAKHTINIANO DIALOGISMO
Cristiano Lessa de Oliveira (IFAL)
Nathália Alves Agra (IFAL)
Aizzi Vanja Mota Melo (IFAL)
Baseando-nos em um referencial teórico de Bakhtin (1997, 2003), bem como em autores
que tratam de questões relativas à formação de leitores e produtores de textos enquanto
sujeitos ativos (ZOZZOLI, 1998; LOPES-ROSSI, 2005), pretendo tecer neste trabalho algumas
considerações concernentes ao gênero discursivo Fórum Eletrônico (FE) como, por exemplo:
os elementos constitutivos do FE e seu caráter não somente colaborativo, mas também
hipertextual. Entendemos o FE como um espaço para discussões em torno de temas propostos
por seus integrantes e como uma ferramenta adequada para um aprofundamento reflexivo
dos usuários no contexto específico. Assim, propomos uma reflexão, a partir das produções de
alunos do Curso de Letras/Português, do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), acerca da noção
bakhtiniana Dialogismo, a fim de observar as múltiplas vozes que se fazem presentes em seus
discursos. Nesse tocante, o dialogismo é tomado como uma característica presente nesse
gênero discursivo digital, sobretudo, pelo fato de os enunciados dos alunos serem construídos a
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
partir da voz do outro, ou seja, os sujeitos envolvidos nessas relações são construídos nas/pelas
interações estabelecidas nesse contexto de atuação.
UTILIZAÇÃO DO FACEBOOK PARA O ESTUDO DE QUÍMICA
Joycyely Marytza de Araujo Souza Freitas (UFRPE)
Reneid Emanuele Simplício Dudu (UEPB)
Josiane Maria de Souza (FAEST)
As redes sociais tomaram proporções além de manter os vínculos virtuais de amizade, podem
ser ambiente extraclasse para discussão e debate de temas sobre a ciência estudada na escola.
Dessa forma o objetivo da pesquisa é investigar a possibilidade do uso de facebook como um
ambiente virtual de aprendizagem de Química. O estudo se classifica como explicativo, cuja
natureza é qualitativa e quantitativa. Tem ainda como proposta o estudo de caso, utilizando
como técnica de coleta de dados a observação sistemática e um formulário avaliativo. Aplicadas
em 60 alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental II de uma escola particular de Olinda
(PE). Os resultados revelaram sobre as participações e interações dos educandos, os principais
temas da Química abordados e a importância da comunicação fora da escola. Portanto foi
admissível concluir que o facebook pode servir de ferramenta extraescolar para despertar o
estudo domiciliar e causar maior interação dos alunos com uma ciência tão nova pra eles que é
a Química no ensino fundamental.
CI -38
VAMOS PRODUZIR UM BLOG? INOVAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR
POR MEIO DE RUPTURAS COM A FORMA, SABERES E PARTICIPAÇÃO
DISCENTE TRADICIONAIS
Patricia Smith Cavalcante (UFPE)
Deise France Ferreira (UFPE)
Dentro do tema Gêneros Digitais – BLOG, este artigo analisa a produção de onze blogs por alunos
do Curso de Pedagogia, da UFPE, na Disciplina de Educação e Tecnologias da Informação e
Comunicação. Partindo dos pressupostos teóricos para a inovação no Ensino Superior de Cunha
(2008), discutimos em que medida a atividade de produção de blogs como metodologia ativa
para construção do conhecimento promoveu rupturas necessárias à melhoria da qualidade no
Ensino Superior. Em paralelo, utilizamos a matriz para tipificação de blogs de Primo (2008) para
classificar a natureza dos blogs produzidos. Durante 2013.1, pesquisamos e discutimos sobre o
gênero digital blog com os alunos. Em grupos eles criaram blogs, com a supervisão das professora
e monitora. Criamos categorias de análise de conteúdo temática dos blogs, que também foram
#Hipertexto2013
l 133
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
avaliados por todos os alunos. Os resultados mostraram que foram criados blogs de diversos
tipos e que esta atividade auxiliou na ruptura com a forma tradicional de ensino, na promoção da
gestão participativa na sala de aula, na reconfiguração de saberes e no protagonismo discente.
WEBGINCANA COMO ESTRATÉGIA DIDÁTICA FUNDAMENTADA NO USO
DAS TIC PARA O ENSINO SUPERIOR
Marcela Fernandes Peixoto (UFAL)
Luís Paulo Leopoldo Mercado (UFAL)
O artigo é resultado de uma experiência realizada com foco na utilização das Tecnologias
da Informação e Comunicação (TIC) nas práticas de ensino e aprendizagem, especialmente
mediante estratégias didáticas direcionadas ao ensino superior. Quanto às estratégias, de
forma mais particular, este estudo teve como base à apresentação do recurso metodológico
webgincana, método que se pauta no uso estruturado da internet e favorável a trabalhos que
envolvam pesquisa e que busquem, entre outros fatores, estimular a autonomia do aluno.
Com fundamento na abordagem qualitativa, a metodologia envolveu uma análise documental
ao contexto da pesquisa na internet, visando apresentar potencialidades provenientes de
webgincanas constituídas para fins educacionais, por meio de um processo amostral intencional
(FLICK, 2009). De forma abrangente visualizou-se, diante as reflexões promovidas, a necessidade
em relacionar as ações docentes ao processo de reconfiguração curricular; e de maneira
mais específica, constataram-se aspectos significativos quanto o uso de webgincanas, como:
aumento do fluxo de informações; multiplicidade de linguagens; uso de sistemas simbólicos; e
a possibilidade de comunicação em rede.
“FACEBOOQUEANDO” A SALA DE AULA: A LÓGICA DE USO DAS REDES
SOCIAIS ONLINE E A REESTRUTURAÇÃO DA ESCOLA
Mariana Marlière Létti (UnB)
Os brasileiros são, atualmente, o povo que mais acessa as redes sociais online no mundo e, ao
mesmo tempo, estão entre os países com o maior índice de evasão escolar. Como mudar estes
números? A presente pesquisa buscou compreender, inicialmente, qual o apelo que as redes
online, e em especial o Facebook, possuem sobre os jovens brasileiros, partindo do princípio
de que a escola é, também, uma rede social que busca o compartilhamento de informações,
conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. A partir da análise de
entrevistas a estudantes de escolas públicas e particulares do Distrito Federal concluímos que a
solução para que os alunos enxerguem a escola como uma atividade prazerosa, como sentem
ao navegar na internet, está longe da simples inserção da tecnologia no dia a dia escolar ou
da substituição da sala de aula física pelas redes online. Diante disto, passamos a traçar, então,
com base no conceito de “Geração C”, estratégias de transposição da lógica de uso dessas redes
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
sociais online, como a descentralização da autoridade, o poder do discurso e a possibilidade de
reparação de erros, para uma nova estrutura e pedagogia escolar.
A COLABORAÇÃO E A COCRIAÇÃO NOS GRUPOS DE ACADÊMICOS NO
FACEBOOK
Alexandre Meneses Chagas (UNIT)
Ronaldo Nunes Linhares (UNIT)
Keyne Ribeiro Gomes (UNIT)
Laís Thiele Carvalho de Souza (UNIT)
Vera Maria Tindó Freire Ribeiro (UNIT)
Este artigo apresenta resultados parciais de um estudo em desenvolvimento no programa de
pós-graduação em educação da Universidade Tiradentes, envolvendo discentes do curso de
Comunicação Social - Publicidade e Propaganda desta instituição. Pretende primeiro identificar
como os discentes utilizam os grupos do Facebook como recurso de cocriação, em seguida,
identificar o grau de colaboração no processo de aquisição dos conteúdos entres os participantes
do grupo. Ao descrever um Grupo do Facebook enquanto interface mediada pelo computador
e pela internet e demonstrando as possibilidades de interação que a rede permite para uma
educação informal. A fim de verificar o grau de colaboração dos pesquisados adotamos o
instrumento para a identificação e medição de colaboração em uma discussão assíncrona online de Murphy (2004, p. 426-427), em um grupo criado para a disciplina de Marketing II do 4º
período do curso, em 2012/01. Identificamos quais estratégias são utilizadas para se alcançar
os objetivos de uma aprendizagem colaborativa e os processos de cocriação por meio desta
interface. Percebem-se as formas em que os discentes se apropriam desta interface para
colaborar no processo de criação de trabalhos acadêmicos conforme o grau de colaboração.
CI -39
A FOTOGRAFIA EM REDES: RETÓRICA E APRENDIZAGEM
Nubia Oliveira da Silva (UMa)
Antenor Rita Gomes (UNEB)
O presente trabalho discute sobre os processos da produção de sentido da fotografia nas redes
e comunidades virtuais como processo-produto cognitivo da cultura visual no âmbito das
narrativas e linguagens contemporâneas; elucidamos, assim, o papel crítico, social e cultural do
diálogo fotográfico veiculado nas redes sociais, na perspectiva da aprendizagem colaborativa
#Hipertexto2013
l 135
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
e situada. O texto apresenta os sentidos da fotografia como multirreferenciais, moventes
e interconectados como numa espécie de hipertexto, que se conectam nas redes subjetivas
criadoras dos significados e, portanto, da aprendizagem. De modo que o indivíduo se apresenta
e se identifica como sujeito pertencente a uma coletividade, e destas conexões participam
diversas instâncias, que participam de um universo simbólico, que transita entre o real e o virtual,
o vivido e o imaginado, o presente e o ausente. O tema é abordado em duas perspectivas (a
aprendizagem colaborativa por meio das redes da fotografia e a retórica da imagem fotográfica
nas comunidades virtuais para a comunicação contemporânea).
A INFLUÊNCIA DAS TAREFAS DE APRENDIZAGEM DE INGLÊS
MEDIADAS PELA LOUSA DIGITAL INTERATIVA: EFEITOS SOBRE A
MOTIVAÇÃO SITUACIONAL DOS APRENDIZES
Samara Freitas Oliveira (UFRN)
Janaína Weissheimer (UFRN)
As lousas digitais interativas (LDI) já foram relacionadas como propulsoras de engajamento
e entusiasmo em aulas de línguas adicionais, podendo assim afetar variáveis afetivas que
influenciam a aprendizagem (motivação, ansiedade, dentre outras.) Este estudo pretende verificar
como as tarefas de aprendizagem de inglês, em que as LDI são usadas, impactam a motivação
situacional dos aprendizes. Trata-se de um estudo transversal realizado com 29 aprendizes
de inglês durante quatro meses. Utilizamos uma abordagem de métodos mistos para coletar
dados qualitativos e quantitativos, através de: observações de aulas e notas de observação,
um questionário sobre as percepções dos aprendizes sobre as tarefas, um questionário sobre
motivação e atitudes (adaptado de GARDNER, 2004), escalas de motivação situacional e as
notas globais dos aprendizes no semestre. Nosso referencial teórico ancora-se na aprendizagem
baseada em tarefas e nos processos cognitivos ativados por diferentes tarefas (WILLIS, 1996;
SKEHAN, 1996), no modelo processual de motivação (DÖRNYEI, 2000) e em reflexões sobre os
efeitos do uso da LDI na aprendizagem da língua inglesa. Os resultados preliminares mostram
que há variabilidade na motivação situacional dos aprendizes, possivelmente devido às
demandas dos diferentes tipos de tarefas e aos recursos utilizados pelo professor dentro das
fases de condução da tarefa.
136 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
A LEITURA DO HIPERTEXTO DIGITAL NA CONSTRUÇÃO DOS SENTIDOS
DAS REPORTAGENS PELO LEITOR
Franciane da Silva Santos (UFAL)
Maria Francisca Oliveira Santos (UNEAL)
Neste trabalho que tem como título “A leitura do hipertexto digital na construção dos sentidos
das reportagens pelo leitor”, buscamos entender a presença recorrente e dinâmica dos gêneros
digitais nos mais variados contextos de convívio social, sendo imprescindível seu conhecimento,
enquanto prática linguística, dentre eles destaca-se o hipertexto e as leituras em ambientes
digitais. O objetivo geral deste trabalho é analisar o hipertexto como estimulador a leitura de
forma dinâmica de reportagens online e ainda avaliar a incidência e importância das metáforas
(retóricas) para a construção e compreensão das reportagens pelo leitor a partir da leitura
do hipertexto. Esta pesquisa tem como pressupostos teóricos Marcuschi (2005, 2008), Koch
(2003), Bezerra (2011), Fachinetto (2005), Santos (2001), dentre outros. Constatamos por meio
de metodologia de cunho qualitativo a partir análise comparativa entre a reportagem ofertada
em ambiente digital e o texto escrito convencional que os recursos ofertados pelo hipertexto
possibilitam ao leitor construir uma rede de sentidos mais estruturada e dinâmica que o texto
escrito convencional. A relevância do trabalho se dá pela análise feita das reportagens, enquanto
hipertexto e os recursos por ele disponibilizados no ambiente digital que estimulam o leitor e
permitem maior compreensão da reportagem e das metáforas retóricas.
A RELAÇÃO SOCIOAMBIENTAL ENTRE JOVENS DO ENSINO MÉDIO
PRIVADO: PERSPECTIVAS E DESAFIOS NO ESPAÇO VIRTUAL E REAL
Anderson Messias Roriso do Nascimento (Col. Marista de Brasília)
Gissele Alves (Col. Marista de Brasília)
Hanna Yahya (Col. Marista de Brasília)
Maria Vitória Mansur Fortes (Col. Marista de Brasília)
Miguel José Ferreira da Silva (Col. Marista de Brasília)
Rafaela Souza (Col. Marista de Brasília)
O trabalho apresenta a investigação realizada sobre a ação das juventudes em relação à
preservação ambiental, cujo objetivo precípuo é compreender como os sujeitos jovens interagem
no espaço virtual e como essa interação impacta a construção de uma consciência socioambiental
a partir do uso das tecnologias da informação e comunicação. Para tanto, o referencial teórico
do trabalho investigativo compreende os estudos sobre juventudes no contexto escolar de
Bourdieu (1983), de Dayrell (2007), Leccardi (2005) entre outros; a problemática socioambiental,
com base, sobretudo, em Boff (2003), Carvalho (2004), Hutchison (2000) e Jacobi (2005) e
o impacto das novas tecnologias da informação e comunicação nas sociabilidades juvenis, a
partir das reflexões de estudiosos como Domingues (1999), Filmus (2004), Garbin (2003), Peixoto
(2008). Quanto à fundamentação metodológica, considerando as possibilidades de interação
#Hipertexto2013
l 137
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
nos espaços real e virtual, o trabalho pauta-se pela pesquisa qualitativa, sob as perspectivas de
Denzin e Lincoln (2006) e Flick (2009). Assim, ao estudar as culturas digitais juvenis, pretendese discutir o papel da escola no uso das tecnologias voltadas à consciência ambiental e propor
ações que favoreçam o comportamento ecológico entre os jovens do ensino médio privado.
CI -40
APRENDIZAGEM COLABORATIVA NA FORMAÇÃO DOCENTE - O PIBID
UFSM EM FOCO
Juliane Paprosqui (UFSM)
Leila Maria Araujo Santos (UFSM)
Cleonice Maria Tomazzetti (UFSM)
Carlos Gustavo Lopes da Silva (UFSM)
Anderson Monteiro (UFSM)
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Brasil/2009) é destinado a
acadêmicos das licenciaturas que realizam inserção na Educação Básica visando melhorar sua
formação docente. O PIBID da Universidade Federal de Santa Maria contempla 12 licenciaturas
às quais é disponibilizado um ambiente virtual de ensino-aprendizagem – Moodle - para
repositório de materias (adquirido com verbas do Programa de Consolidação das Licenciaturas
– Prodocência). Este trabalho objetiva comunicar a problemática deste projeto na pesquisa
de mestrado cuja perspectiva prevê a comunicação e a interatividade destes acadêmicos com
coordenadores e demais colegas através da utilização do Moodle, ampliado para ser utilizado
como rede colaborativa de aprendizagem, entre pessoas com níveis semelhantes de habilidades
que poderão alcançar resultados melhores do que se trabalhassem sozinhas. Além de auxiliar
na formação inicial, a produção dos materiais didáticos será disponibilizada a quem interessar
através do uso de Recursos Educacionais Abertos. Será utilizada a abordagem qualitativa para
análise das respostas do questionário aplicado aos acadêmicos e coordenadores dos projetos
PIBID. A investigação aponta para a utilização de aprendizagem colaborativa mediada pelas
tecnologias da informação/comunicação como estratégia para a prática docente.
138 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
APRENDIZAGEM COLABORATIVA NA REDE SOCIAL FACEBOOK: UM
ESTUDO NO ENSINO SUPERIOR
Jailma do Socorro Uchôa Bulhões Campos (UFPA)
O desenvolvimento das atividades acadêmicas dificilmente pode ser considerado exclusivamente
individual, independente das competências do outro, mas como atividades de grupos, que
envolvam um trabalho colaborativo. Assim, verificando-se que os ambientes virtuais de
aprendizagem estão cada vez mais presentes no processo educacional e que há latente destaque
para a cooperação e colaboração dos sujeitos virtualmente, este trabalho buscou evidenciar o uso
de grupos virtuais em redes sociais como ferramentas fomentadoras de ações que pressupõem
a aprendizagem colaborativa. Para tanto, ao longo de 2 semestres letivos no Curso de Letras –
Língua Portuguesa da UFPA, estendemos as atividades didático-pedagógicas da sala de aula
presencial para um grupo virtual na rede social Facebook, com o intuito de analisar e descrever
as estratégias utilizadas pelos discentes no processo de interação. Apoiando-nos teoricamente
em estudos sobre aprendizagem colaborativa em rede, conforme Torres (2010), Romanó (2003)
e Carvalho (2011), desenvolvemos uma pesquisa de cunho etnográfico e analisamos as formas
de participação e interação utilizadas para produzir documentos de forma colaborativa. Como
principais resultados, destacamos a análise e identificação de estratégias de coparticipação e
negociação de funções em atividades, confecção e partilha de materiais e formação de estruturas
como importantes suportes para a promoção do trabalho colaborativo.
O USO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DOS
DOCENTES DO PROGRAMA DE ENSINO MÉDIO INOVADOR (PROEMI)
Maria José Moreira da Silva (UFPB)
Lebiam Tamar Gomes Silva (UFPB)
Rebecca Queiroz Bichara Dantas (UFPB)
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são objeto de constante análise e reflexão,
fomentando discussões acerca das contribuições possíveis para processos educativos, tanto na
modalidade de ensino presencial quanto na educação a distância. Dentre essas tecnologias,
destacam-se gradativamente as Tecnologias Móveis Sem Fio (TMSF), a exemplo do Tablet, tendo
em vista a sua característica de mobilidade. A denominada M-learning ou aprendizagem com
mobilidade pode ser compreendida como a aprendizagem que ocorre por meio da utilização de
dispositivos móveis. Partindo do pressuposto de que os Tablets possuem potencial significativo
para o desenvolvimento de aplicações pedagógicas nos processos de ensino e aprendizagem.
Esta pesquisa tem por objetivo principal analisar as práticas educativas mediadas por TMSF de
docentes das escolas do Programa do Ensino Médio Inovador (ProEMI), da 1ª Gerência Regional
de Educação(1ªGRE), do Estado da Paraíba. Pautada numa abordagem qualitativa e quantitativa,
a pesquisa consiste num estudo empírico, cujos dados coletados resultam da aplicação de
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
um questionário semiestruturado, aos docentes que atuam no 1º ano do Ensino Médio em
seis escolas do referido Programa. Os resultados obtidos serão tratados estatisticamente para
permitir a categorização e a análise das práticas educativas identificadas.
CRIANDO CULTURA PARA O USO DIDÁTICO DE MOBILES NA
CONSTRUÇÃO DE HIPERTEXTOS
Alvino Moser (UNINTER)
Armando Kolbe Junior (UNINTER)
O tema da apresentação é verificar que é feito para estimular os estudantes de Ensino superior
para uso de mobiles. Os objetivos são: Verificar a recepção dos estudantes em relação ao
uso de mobiles para estudo colaborativo. Analisar sua aceitação para elaborar hipertextos
interativamente com mobiles. Identificar as resistências possíveis à introdução da cultura
colaborativa. Parte-se do pressuposto do sociointeracionismo (Vygotsky) modulado pelo
conectivismo (G. Siemens) como meio de uma aprendizagem eficiente e prazerosa, pois os
hipertextos colaborativos são mais ricos do que as elaborações individuais. Por outro lado, essa
interação exige participação na comunidade de prática. Como metodologia, vários docentes
solicitaram a estudantes que fizessem diversas tarefas: assistir a um filme, pesquisa sobre algum
tema. Como tarefa os estudantes deveriam escrever suas reflexões e enviá-las a três ou mais
colegas para discutir seja por Chat no Ava, seja por Facebook de grupo, seja por e-mail comum.
Sua tarefa era construir um hipertexto conjunto, discutindo resultante das interações do grupo.
Finalmente, os professores analisaram os posts colaborativos e verificaram a recepção dos alunos
mediante questionário, cujos resultados exporemos nessa comunicaç
CI -41
EXPERIMENTAÇÕES RIZOMÁTICAS DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS
NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: DESLOCAMENTOS DOS CONCEITOS
DELEUZIANOS PARA O CAMPO EDUCACIONAL
Eli Lopes da Silva (UFSC)
Dulce Márcia Cruz (UFSC)
Terezinha Fernandes Martins de Souza (UFSC)
Este artigo apresenta possíveis deslocamentos de conceitos deleuzianos para o campo
educacional, sobretudo no caso das práticas pedagógicas voltadas para o uso das tecnologias
digitais. A proposta deste trabalho é apresentar pistas de como os agenciamentos coletivos dos
docentes que utilizam as tecnologias poderiam se apropriar da filosofia de Deleuze para fazer
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
experimentações rizomáticas que criem circunstâncias geradoras de afetividade criativa. Como
percurso metodológico este texto faz uma ponte entre a perspectiva teórica e sua articulação
com o trabalho docente. Nos resultados apontamos possibilidades de atuação do professor a
partir do pensamento deleuziano. As conclusões apontam para a necessidade de criação de
circunstâncias (para usar um termo deleuziano) como fundamental para que as tecnologias
digitais sejam incorporadas nas práticas pedagógicas com o intuito de se tornarem objetos de
desejo não apenas no artefato em si, mas de paixões pelo que se produz com ele. Além disto,
na prática cotidiana, quando o virtual se atualiza é que o acontecimento faz emergir a criação,
o que não vem do vazio, pois são necessários agenciamentos coletivos que provoquem esta
atualização.
FACEBOOK E APRENDIZAGEM HÍBRIDA DE INGLÊS NA UNIVERSIDADE:
UMA ANÁLISE DA AUTONOMIA ATRAVÉS DA TEORIA DOS GRAFOS
Janaina Weissheimer (UFRN)
Diêgo Cesar Leandro (UFRN)
O Facebook tem potencial para incrementar o ensino-aprendizagem de Língua Adicional (LA)
e uma série de pesquisadores (BOSCH, 2009; MUNOZ; TOWNER, 2011) têm investigado o uso
pedagógico dessa rede social. A presente comunicação relata resultados de uma pesquisa em
andamento na UFRN. Em um modelo de aprendizagem híbrida, 20 licenciandos em Letras/Inglês
interagiram em um grupo no Facebook durante um semestre acadêmico. Baseados na Teoria dos
Grafos (WATTS; STROGATZ, 1998; RECUERO, 2004) e em teorias de autonomia e aprendizagem
de línguas (NICOLAIDES, 2003), objetivamos: (1) investigar o caráter dinâmico da formação de
novos clusters a partir da inserção de cada nova proposta de interação (postagem) no grupo do
Facebook; (2) verificar qual a posição que professor e aprendizes ocupam nos clusters e hubs,
analisando os dados a partir dos conceitos de learner-centeredness e teacher-centeredness; e
(3) analisar qualitativamente as impressões dos aprendizes sobre a experiência com o grupo do
Facebook. Resultados preliminares utilizando a ferramenta Speech Graphs (MOTA et al, 2012)
apontam para um engajamento mais expressivo dos aprendizes em postagens cujos hubs
são formados por seus pares e, ainda, clusters mais robustos em redes formadas apenas por
aprendizes, sem a mediação do professor.
MÍDIAS SOCIAIS E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO ENSINO SUPERIOR
Leatrice Ferraz Macário (FTC - Vitória da Conquista)
Este trabalho traz reflexões acerca o uso de mídias sociais como ferramentas pedagógicas capazes
de auxiliar o processo de aprendizagem. Tendo como pressupostos teóricos, principalmente,
as obras de Levy (1999), Castells (1999), Kenski (1998) e Moran (2000), objetiva apresentar os
principais benefícios do uso de mídias sociais como estratégias pedagógicas. Trata-se de um
estudo de caso, onde foram analisados os resultados alcançados em oito turmas de graduação
#Hipertexto2013
l 141
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
em que os alunos foram estimulados a criarem blogs pra produção de conteúdo e foi utilizado
o grupo privado da rede social Facebook para compartilhamento e discussões acerca dessas
produções. Tais estratégias foram implementadas com o objetivo de se estabelecer o processo
de ensino e aprendizagem além do espaço da sala de aula, criando-se ambientes de discussão,
leitura e colaboração na Web. A iniciativa foi motivada pela alta conectividade dos alunos,
aproveitando-se da familiaridade e interesse que os jovens têm nas ferramentas em questão. Em
dois anos de utilização da prática, foi possível constatar que o uso das mídias sociais configuramse como diferenciais pedagógicos importantes para motivação e melhoria, principalmente, da
leitura, escrita e interesse dos alunos em relação às disciplinas ministradas, tornando-os autores,
além de meros receptores de conteúdo.
AS IDENTIDADES CULTURAIS NOS MEIOS DIGITAIS
Thaís Pereira de Souza Fiscina (UNEB)
As mudanças a partir das tecnologias no mundo globalizado e tecnológico têm despertado ideias
nunca pensadas sobre o futuro, ocasionando possibilidades inimagináveis de interação. Mas como
é percebida a identidade cultural apresentada por meios de ambientes digitais? Se considerarmos
a identidade cultural com aquela que enfatiza aspectos relacionados à nossa pertença à cultura
definida por Hall (1999), como também o significado que as palavras “identidade” e “cultura”
produzem juntas através da expressão “saber se reconhecer”, este estudo se faz pertinente. Até
porque, o ambiente de redes eletrônicas conforme as paisagens culturais de classe, gênero, etnia,
nacionalidade e outras, não fornecem mais sólidas localizações para os sujeitos em transformação
devido à contemporaneidade tecnológica apresentar descentramentos, deslocamentos e
ausência de referentes sólidos para as identidades, inclusive as que se baseiam numa ideia de
nação. Desta forma, o objetivo deste estudo é apresentar as possíveis tensões geradas pela
desterritorialização das identidades culturais nos meios digitais através do método de desmonte
por Derridá (1997), pois as tecnologias têm invadido o espaço cultural e pode ser sentidas através
das diferentes maneiras de conjugar as flexões do imaginário capazes de influenciar a transmissão
de valores e alterar as relações entre as culturas locais e globais.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -42
NARRATIVAS DE SI: A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES PROJETIVAS NO
FACEBOOK
Rosangela Silveira Garcia (UFRGS)
Ygor Corrêa (UFRGS)
Este artigo tem por objetivo estabelecer uma reflexão teórico-metodológica acerca da noção de
identidades projetivas de usuários da rede social Facebook, compostas por meio de narrativas
de vida, logo, narrativas de si materializadas em práticas discursivas. Desta maneira, este estudo
compreende esta ferramenta tecnológica enquanto cenário de produção discursiva-imagética,
onde as interações baseiam-se em uma relação dialógica – eu versus outro - sendo polifônica,
no que tange os atos navegacionais na rede social. As interações, via ato de curtir, encontram-se
impregnadas de sentido, assim as identidades, natureza de base social estruturada pelo discurso,
por sua vez, representam as significações estéticas e éticas projetadas pelos sujeitos por meio
de suas narrativas. Nesta perspectiva, tendo como objeto de análise o discurso de usuários da
rede social Facebook, propõe-se uma análise da composição dessas identidades projetivas, a
partir do viés bakhtiniano, portanto das formas de produção de intersubjetividade. A análise das
narrativas dos sujeitos observados revelou a dinâmica de construção, ou seja, de materialização
de identidades projetivas, construídas via ato de contemplação do outro, neste caso, o usuário/
amigo.
NOVAS TECNOLOGIAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: RELATOS DE
EXPERIÊNCIA DO CURSO DE LETRAS/INGLÊS DA UNEB/CAMPUS IV –
JACOBINA/BA
Rodrigo dos Reis Nunes (UNEB)
Graciélia Novaes da Penha (UNEB)
A presença das tecnologias contemporâneas na educação tem ganhado destaque nos últimos
tempos, fomentadas pelo impacto transformacional que tais recursos oferecem à sociedade.
Ao transpormos essa ótica à formação de professores de língua estrangeira, percebemos que
é de extrema relevância buscar subsídios teóricos que forneçam caminhos para uma ação mais
coerente e efetiva na utilização de recursos tecnológicos por estagiários. Tal ação proporcionará
também uma visão mais clara aos estudantes sobre as mudanças que essas tecnologias podem
trazer diretamente à formação docente, garantido que o uso de tais recursos não transcorra na
ação errônea de substituir uma “velha” tecnologia por uma “nova”. Através da disciplina “Novas
Tecnologias e EAD Aplicadas ao Ensino de Língua Inglesa”, disponibilizada a turmas do oitavo
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
semestre do curso de Letras/Língua Inglesa, na Universidade do Estado da Bahia, é possível
desenvolver atividades presenciais com discussões teóricas; estudos através do moodle da
instituição e oficinas que ajudam os alunos quanto ao uso das tecnologias como propostas
didático-pedagógicas. Assim, estabeleceu-se uma parceira entre esta disciplina com Estágio
Supervisionado IV, com o propósito de que os estagiários apliquem atividades utilizando essas
tecnologias. Desse modo, este texto versará sobre implicações e resultados deste trabalho
interdisciplinar e colaborativo entre esses componentes.
O ESPAÇO PAULO FREIRE DO FISL COMO LOCUS DE
COMPARTILHAMENTO DE CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM
COLABORATIVA
Wilkens Lenon Silva de Andrade (MPPB)
Rafaela da Silva Melo (UFRGS)
O presente trabalho propõe um relato das experiências vivenciadas no Espaço Paulo Freire,
um locus criado a partir de um movimento de ativistas das tecnologias digitais na educação,
dentro do Fórum Internacional de Software Livre. O Espaço tem como propósito discutir,
divulgar e socializar experiências dos atores da educação, com uso de softwares livres na prática
pedagógica, baseado no compartilhamento do conhecimento e na aprendizagem colaborativa.
A partir das contribuições de Lévy (1999), Silveira (2003), Pretto (2006) e Dias (2011), discute-se
os conceitos de inteligência coletiva, aprendizagem em rede e ecossistemas de colaboração.
Como metodologia, realizou-se uma pesquisa documental sobre a criação e construção do
Espaço Paulo Freire a partir das listas de discussões, reportagens midiáticas, documentos oficiais
e de depoimentos dos organizadores e posteriormente, uma análise documental que, segundo
Ludke e André (1986), constitui-se como uma técnica importante na pesquisa qualitativa, no
desvelamento de novos aspectos de um tema ou problema. Conclui-se que iniciativas, como
a da criação do Espaço Paulo Freire num evento como o fisl, promove a interculturalidade, a
autonomia dos alunos, o protagonismo docente e a socialização do conhecimento além de
fomentar a criação e a consolidação de comunidades para uma contínua colaboração em rede.
O MUNDO EM REDE: UMA REFLEXÃO SOBRE O PODER DO FACEBOOK
PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Solange Carvalho (Fundaj)
Uiara Wanderley (Fundaj/UFPE)
Jefferson Pessoa (CEPE/UFPE)
Estamos na era da informação, a chamada infoera, e cresce cada vez mais o quantitativo de
uma geração conectada em tempo integral e, conforme pesquisa recente para o curso em
EaD Tecnologias Aplicadas à Aprendizagem da Língua Portuguesa, o Facebook é a rede social
de maior acesso dessa Geração C, como é conhecida. Diante desse fato, questionou-se: os
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
interactantes do Facebook são pessoas consideradas “bem informadas” ou somente conectadas?
Por que os professores resistem à utilização das redes sociais como forma de motivar os alunos
à construção do saber? O quantitativo de informações que tais usuários curtem e compartilham
nos levou a hipótese de que ser conectado integralmente não significa ser bem informado, em
termos de refletir sobre as informações e ser capaz de tecer comentários sobre várias áreas do
conhecimento e não ser bem formado. Em busca de atender às indagações impostas, realizamos
uma pesquisa sobre o acesso ao Facebook como forma de interação construtiva para a Educação.
Para tanto, utilizamos o método da análise de conteúdo, com análises estruturais de elementos
que revelaramm aspectos subjacentes e implícitos no processo interativo entre professores e
alunos, e analisamos os fatores condicionantes do aprendizado.
CI -43
O PAPEL ESCOLAR DO PODCAST
Eugênio Paccelli Aguiar Freire (UFRN)
Oriundo da tese “Podcast na educação brasileira: natureza, potencialidades e implicações de
uma tecnologia da comunicação”, o presente estudo visa delinear o papel escolar do podcast,
de modo a oferecer subsídios teóricos ao desenvolvimento de aplicações escolares adequadas
a tal tecnologia. A análise do entorno educacional da tecnologia em questão será norteada
pela perspectiva de Paulo Freire (1971), o qual entende a educação como prática de diálogo
e expressão livre dos Sujeitos. Para efetivação do objetivo posto, serão utilizados os resultados
da tese supracitada no concernente ao delineamento estabelecido, razão pela qual as análises
almejadas serão precedidas pela descrição dos procedimentos metodológicos daquela pesquisa
de doutoramento. Desse modo, será buscado o oferecimento de um alicerce teórico às reflexões
a serem dispostas. Ao final do presente estudo, chegou-se à consideração do podcast como
uma tecnologia cuja função escolar direciona-se à sofisticação do manejo da oralidade, a qual
poderá implicar em efetiva contribuição pedagógica se relacionada a norteadores pedagógicos
progressistas.
PROJETO ARTE CIBERNÉTICA: O PNEU CHORÃO
Bernardete Maria Andreazza Gregio (Instituto Educacional
Paulo Freire)
É desde pequeno que se começa a conscientização ambiental que formará adultos conscientes
de suas atitudes em relação ao nosso planeta. No ano de 2013, trabalhamos o projeto com
o uso de tecnologias com os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental: “Arte Cibernética”
desenvolvido com o objetivo de envolvê-los num projeto de sustentabilidade que buscou
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
não só a conscientização da importância da preservação do planeta, mas da ação de cada um
por meio do não-desperdício, do reaproveitamento de matéria-prima e da reciclagem do lixo.
Pensando nisso, os alunos recontaram a história do Pneu Chorão com a técnica stop motion,
que se utiliza de bonecos feitos de biscuit. Cada turma criou desenhos das cenas, gravaram as
narrações, fizeram as personagens de biscuit e fotografia quadro a quadro para dar a ideia de
animação. A história animada, fala de embalagens recicláveis que se comovem com o Pneu
Chorão e descobrem juntas que pneu pode ser reutilizado. Assim as crianças concluíram que é
melhor reciclar e reutilizar do que comprar e descartar. Para ver o resultado acesse o link www.
youtube.com/watch?v=WlSMC4FxXM8
REDES SOCIAIS E EDUCAÇÃO: O USO DO YOUTUBE
Josiane Cristina dos Santos (UFJF)
Rita de Cássia Florentino Barcellos (UFJF/SRE Juiz de Fora)
Rosilãna Aparecida Dias (Faculdade Metodista Granbery/SRE Juiz
de Fora)
As tecnologias têm possibilitado o rompimento com a linguagem escrita, fomentando a
produção do conhecimento a partir de novas linguagens. Podemos expor nossas ideias a partir
do audiovisual, motivando os espectadores a repensarem o mundo social e educacional. Desta
forma, nosso objetivo neste trabalho é analisar as postagens dos professores, no Moodle, a partir
da seguinte provocação: “Faça aqui um relato de sua experiência sobre o uso do YouTube, tanto
no nível de espectador quanto de produtor de informação”. Os dados foram coletados na referida
plataforma por meio de um curso realizado no Centro de Educação a Distância da Universidade
Federal de Juiz de Fora. Nossa análise, de cunho qualitativo, dialoga teoricamente com Xavier
(2009) e Coll e Monereo (2010), autores que discutem o binômio interação e linguagem na ótica
da cibercultura. Como categorias de análise elencamos: interação como espectador e interação
como produtor. Analisamos que as experiências da maioria dos professores resumem-se a
consumir vídeos postados no YouTube. Todos vêem positivamente os novos mecanismos de
produção e disseminação da informação no formato audiovisual, apostando no rompimento
com o academicismo da linguagem escrita. Alertam, no entanto, para questões como
intencionalidade – tanto de quem produziu quanto daqueles que utilizarão os vídeos.
REDES SOCIAIS: A POSSIBILIDADE DA EMANCIPAÇÃO NO CONTEXTO
DA INDÚSTRIA CULTURAL
Lenildes Ribeiro da Silva (UnB)
Este trabalho advém de uma pesquisa de pós-doutorado, em andamento, sob o tema: Redes
Sociais e Indústria Cultural, com o objetivo de interrogar a utilização das redes sociais buscando
seu aspecto formativo, emancipador. Sua metodologia parte da análise crítica do fenômeno das
redes sociais fundamentada em autores frankfurtianos como Adorno, Horkheimer e Marcuse,
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
em suas críticas à massificação da cultura, à alienação social e manipulação do tempo livre e da
subjetividade na sociedade tecnológica. A pesquisa traz a coleta e análise de iniciativas exitosas
das redes sociais em perfis, fãs pages, postagens de imagens, vídeos, comentários, entre outras que
demonstram a possibilidade de pensar as redes sociais como espaço de formação, conscientização,
debate e participação política. A acessibilidade ao mundo virtual é um processo com o qual não se
pode romper ou estancar e é sobre esta problemática que a pesquisa se debruça, ou seja, buscar
um sentido das redes sociais que extrapole os reclames da Indústria Cultural, abrangendo uma
formação ampla. Intenta-se, assim, buscar nas brechas da Indústria Cultural, a constituição de
novas possibilidades, em que os jovens encontrem espaços de discussões voltadas para questões
éticas e políticas do nosso tempo, essenciais a uma educação emancipadora.
CI -44
REDES SOCIAIS: LIMITES E POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO
Rosilana Aparecida Dias (Faculdade Metodista Granbery)
Márcio Fagundes Alves (Faculdade Metodista Granbery)
O curso Web 2.0 nos permitiu discutir as redes sociais digitais com um grupo de professores
da equipe de formação do Centro de Educação a Distância da Universidade Federal de Juiz de
Fora (CEAD/UFJF). Portanto, a pesquisa que relatamos tem como objetivo compreender como os
professores percebem os limites e possibilidades pedagógicas do uso destas redes na educação.
A partir da provocação “Quais os limites e possibilidades pedagógicas das plataformas Facebook,
Blog e Twitter?” foi proposto que os professores fizessem um relato de trajetória do referido
curso, na plataforma Moodle. Os dados foram coletados e analisados, qualitativamente, a partir
das referências teóricas de Bakhtin (2010) e Xavier (2009), autores que discutem linguagem,
conhecimento e interação. Os resultados das análises demonstram que os professores têm
ressalvas em relação ao uso das redes sociais como ferramentas educacionais, com exceção
do Blog que, segundo eles, adéqua-se mais aos objetivos educativos, com características “mais
duradouras” e “personalizadas”. Outro ponto analisado refere-se ao seguinte questionamento
apresentado pelos professores: “Os alunos querem a presença de educadores nas redes sociais?
Corre-se o risco de que a multiplicidade de informações não vire, de fato, conhecimento? A
reflexão é comprometida?”
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
REDU: UM OLHAR SOBRE SUA PERSPECTIVA COLABORATIVA
Thaís Oliveira de Lima (UFPE)
Ana Beatriz Gomes Pimenta de Carvalho (UFPE)
Essa pesquisa objetivou fazer um levantamento das possibilidades colaborativas e mediadoras
das ferramentas disponíveis no ambiente virtual da Rede Social de educação a distância
Redu, verificando como o ambiente virtual, através de suas ferramentas pode possibilitar um
trabalho significativo que corrobore com práticas efetivas de colaboração em rede. Para isso,
analisamos as ferramentas disponíveis, identificando as possibilidades que fornecem para
um trabalho colaborativo e mediador, elencando como em suas particularidades podem
possibilitar e assegurar uma mediação e ações colaborativas, tecnológica/pedagógica eficiente
e significativas. A metodologia adotada está fundamentada na abordagem qualitativa em uma
pesquisa exploratória. Os resultados apontam para a eficácia dos instrumentos na promoção de
situações colaborativas e no apoio eficiente as ações de mediação.
YAHOO RESPOSTAS - O PROFESSOR É UM ANÔNIMO
Viviane Santa Rosa (UFPE)
Segundo as concepções pedagógicas mais recentes, o conceito de aprendizagem precisa ir
além da transmissão de informações. O conhecimento deve ser construído pela interação social.
No entanto, esta mudança de paradigma implica uma maior exposição das faces negativas dos
sujeitos. Já que o aluno não é apenas um receptor do conteúdo ele deve fazer mais perguntas. Por
um lado, esta proposição coloca o nível de conhecimento do professor à prova a todo momento.
E por outro, o aluno, ao compartilhar suas dúvidas, pode ser percebido como incompetente ou
desatento. Portanto, neste trabalho, vamos investigar o site Yahoo Respostas, uma comunidade
virtual aberta, cuja dinâmica permite que qualquer pessoa poste perguntas e respostas sobre
inúmeros temas. O objetivo da pesquisa é descobrir de que maneira é construído o ethos destes
sujeitos a fim de observar se o anonimato, permitido por esta ferramenta, é impedimento para
a colaboração. Os primeiros resultados apontam para um alto nível de contribuições entre os
usuários. A análise qualitativa do corpus vai observar a argumentação das perguntas e respostas
tendo como base a teoria da Preservação das Faces de Levinson e Brown e a Análise do Discurso
Francesa de Pêcheux.
A LINGUAGEM DOS HIPERTEXTOS E DAS ARTES VISUAIS NO ESPAÇO
ESCOLAR: A RELAÇÃO ENTRE DISCURSO E VISIBILIDADE
Graciane Cristina Mangueira Celestino (UnB)
O presente trabalho apresenta a significação do quadrinho V de Vendetta, a partir da observação e
enquadramento dos alunos de Artes do 9º ano de uma escola pública , nessa temática é abordado
um país governado por um estado totalitário. A pesquisa apresentada é fruto de aulas baseadas
148 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
na criação artística e seu construto no ciberespaço, por meio da internet e seu objeto de estudo
é o processo de formação do educando em relação às narrativas hipertextuais e visuais,como
se dá sua interpretação e conteúdos estruturantes,além de analisar a apropriação de termos
provindos da pós-modernidade, buscando compreender a penetração/difusão/expectativa do
uso das artes para a formação das potencialidades, estruturas e concepções narrativas que no
desenrolar das últimas duas décadas vêm inserir-se no contexto atual de “recursos precários”
e informações veiculadas por uma indústria altamente técnica e coercitiva engendrada nos
meios de comunicação que é a “indústria cultural”. A relação entre essa mídia virtual e aquelas
de cunho cultural que traduzem a perspectiva de desenvolvimento das narrativas hipertextuais
e das artes visuais e sua caracterização na própria feitura e a relação com a “indústria cultural” é
o principal propósito desse trabalho.
CI -45
FALTA 1 MINUTO! - IMPROVISO, SUBJETIVIDADE, TWITTCENAS E
MICROCONTOS NO TWITTER COM JOVENS DE PERIFERIA
Márcio Henrique Melo de Andrade (UFPE)
Patricia Carvalho Matias (UFPE)
Artur Vicente Bezerra Ferreira da Silva (UFPE)
Este artigo discute como os métodos de estímulo à criação de narrativas digitais no Twitter
podem estimular a formação de subjetividades distintas em jovens de periferia através da
oficina Twittando e Retwittando Microcontos, do Programa de Extensão [email protected] - Espaço de
Criação para Inclusão Digital de Jovens de Periferia de Recife, Olinda e Caruaru, da Universidade
Federal de Pernambuco. Enfatizando atividades de criação literária colaborativa, esta oficina
modificou sua metodologia três vezes para contextualizar melhor a participação dos sujeitos
no Twitter: enquanto a primeira focava a produção de microcontos partindo do analógico
ao digital e a mesclagem de narrativas através de retweets, a segunda contou com a criação
individual e em dupla de microcontos a partir de estímulos textuais e visuais, além de twittcenas
improvisadas com situações dramáticas que funcionavam como mote. A terceira metodologia,
por sua vez, enfatizou mais os aspectos multimidiáticos da plataforma, incluindo a produção
e postagem de fotos, vídeos, links etc., de modo a ampliar as possibilidades de produção de
conteúdo. Concluiu-se que as mudanças sucessivas na metodologia possibilitaram aos jovens
participar de um processo criativo multimidiático que favoreciam as características do microblog
e, consequentemente, a formação de subjetividades intrínsecas ao meio digital.
#Hipertexto2013
l 149
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
LITERATURA LÍQUIDA: A NARRAÇÃO EM AMBIENTE DIGITAL
Eliane Hatherly Paz (PUC-Rio)
Zygmunt Bauman, em sua vasta obra sociológica sobre a pós-modernidade, adotou o termo
‘liquidez’ para definir a nossa atual condição sociocultural, segundo ele marcada pela falta
de solidez e durabilidade como os líquidos, que são incapazes de reter sua forma por muito
tempo. Deslocando essa discussão para o campo literário, podemos afirmar que a narrativa em
ambiente digital também vem assumindo formas fluidas, como consequência da natureza da
web, que subverte os paradigmas de produção, circulação e recepção dos textos. Nas novas
estratégias narrativas digitais – nano-conto, conto, crônica – assim como nos novos gêneros
e-literários – remix, fan-fiction, realidade aumentada, games, enhanced books – não vemos
apenas a adaptação de uma mídia à outra, mas uma transmidiação que dá origem a uma obra
única, flexível, plurivocal e pluriforme, que mixa narrativas orais, textuais, visuais e acústicas em
um suporte marcado pela fragmentação e pela efemeridade. Partindo das considerações do
sociólogo Zygmunt Bauman e tendo como fundamento primordial os estudos sobre os novos
horizontes para o literário no ciberespaço da crítica literária Katherine Hayles e da Professora
de Literatura Inglesa em Harvard, Janet Murray, discutirei as mudanças provocadas pela
interatividade na antiga tradição humana de contar histórias.
MAPEAMENTO DO ACASO: FRAGMENTOS DE COTIDIANO NO
BLOGESSINGER.BLOGSPOT.COM.BR
Juan Filipe Stacul (PUC-Minas)
Silvia Maria Alves Jorge (UFV)
O presente estudo propõe uma análise sobre as possibilidades de se compreender o sujeito
contemporâneo na produção virtual do escritor/cantor/compositor Humberto Gessinger.
Para tanto, busca-se uma articulação entre os estudos acerca da identidade cultural na pósmodernidade de Hall (2005) e Bauman (2004, 2010), com os estudos sobre texto levantados por
Koch (2002, 2006, 2007, 2011) e Marcuschi (1999, 2001, 2004, 2005), bem como os referentes a
estilo propostos por Henriques (2012). Gessinger apresenta produções pertinentes de análise
relacionadas ao tema, a exemplo de textos, contos, livros, letras de música, além de sites e um
blog, no qual publica impressões sobre a vida e o cotidiano, e que será o foco principal deste
estudo. Neste sentido, em um primeiro momento, serão discutidos alguns conceitos relevantes
sobre texto e novas formas de construções textuais. A seguir, através de fragmentos extraídos
do blog do autor, serão feitas algumas considerações sobre a sociedade pós-moderna, para,
deste modo, buscar uma tentativa de definição do sujeito na contemporaneidade. Faremos,
assim, uma análise dos escritos de Gessinger, destacando algumas características do autor
relacionadas a estilo, além de aspectos culturais e de contemporaneidade presentes em suas
publicações virtuais.
150 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
NOVAS TECNOLOGIAS NA EJA: NARRAÇÃO EM AMBIENTE DIGITAL DE
CONTOS E CRÔNICAS, UTILIZANDO OS PODCASTS
Maria Romoaldo de Oliveira (Pref. Mun. de Uberlândia-MG)
Débora Cristina Pereira (Pref. Mun. de Uberlândia-MG)
A sociedade em que vivemos é marcada com o advento tecnológico onde uma quantidade infinita
de informações chegam aos alunos por meio de aparelhos eletrônicos como computadores,
mídias móveis e com a facilidade do acesso a internet surgem os questionamentos de como
utilizar essas ferramentas na educação. Partindo desse princípio este artigo apresenta os
resultados da pesquisa realizada em uma escola da rede municipal de Uberlândia-MG, com os
alunos da EJA do ensino fundamental no ano de 2013. Baseado em pesquisas bibliográficas em
diferentes fontes utilizou-se o podcast como recurso tecnológico e o software para edição foi o
audacity. O objetivo da pesquisa foi analisar como foi à utilização de tecnologias da informação
e comunicação como a narração em ambiente digital de contos e crônicas que possibilitaram
aos educandos novas formas de utilização e aprendizagem das novas tecnologias. Utilizou-se
como ambiente de pesquisa o laboratório de informática onde foram registrados os áudios
pelos alunos. Neste sentido a pesquisa trouxe importantes contribuições sobre a utilização das
tecnologias da informação e comunicação, para a disponibilização de produções dos alunos do
oitavo ano do EJA através de diferentes mídias.
CI -46
100 ANOS “SEM AUGUSTO” DOS ANJOS: EXPECTATIVAS DE UM
PROJETO COLETIVO E INTERDISCIPLINAR ATRAVÉS DA WEB
Luís Cláudio Costa Fajardo (UFJF)
O projeto “Sem Augusto” visa a co-elaboração de um website comemorativo para centenário de
morte do poeta Augusto dos Anjos em 2014. O poeta aborda a morte e o pessimismo utilizando
termos científicos em seus versos. Trata-se portanto, não apenas de poesia, mas também de
um veículo interdisciplinar entre literatura, artes, biologia e química. Aliado às características do
hipertexto na web, o projeto consiste numa plataforma integrada de inteligência coletiva. Sua
metodologia se divide em três etapas: elaboração, colaboração e compartilhamento. A primeira
etapa já concluída como atividade acadêmica pelos alunos do curso de Design da UFJF foi a
criação do website, atualmente em fase de transferência para seu domínio. A segunda etapa
inicia em outubro de 2013 e termina em agosto de 2014 visando realizar oficinas multimídia para
alunos e orientar escolas de ensino médio no desenvolvimento de projetos para o centenário
de morte do poeta. A terceira etapa visa organizar e divulgar os projetos das escolas junto
#Hipertexto2013
l 151
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
ao website “Sem Augusto”. O projeto se alinha teoricamente com o “princípio hologramático”
encontrado nos estudos sobre a complexidade de Edgar Morin, que vê na expressão individual
a constituição de um organismo global que é a sociedade.
DISPOSITIVOS MÓVEIS DENTRO DA ESCOLA: POSSIBILIDADES DE
APRENDIZAGEM QUE SE ABREM TAMBÉM PARA ALUNOS SURDOS
Reinaldo de Jesus da Silva (UEMA)
Maria Nilza Oliveira Quixaba (UFMA)
Maria Eugênia Rodrigues Araújo (UFMA)
Maira Teresa Gonçalves Rocha (UFMA)
Os dispositivos móveis têm sido frequentemente utilizados na educação, tanto como
suporte de pesquisa para acessar conteúdos nas diversas áreas do conhecimento, quanto
para o estabelecimento da comunicação entre alunos, professores e tutores, em diferentes
modalidades educativas, seja ela à distância ou não. Os alunos surdos também tem se
beneficiado desses dispositivos móveis, vários aplicativos têm surgido, entre eles: Rybená,
ProDeaf, Hand Talk, Mapp4All, Acerp, Acesso TV INES, o LVI-LIBRAS. Estes aplicativos facilitam
na mobilidade, comunicação e educação de alunos surdos. Permitindo, acessibilidade de
informações pela comodidade que estes recursos oferecem. Diante disso, propomos investigar
sobre a aplicabilidade desses dispositivos na educação de surdos. Para tanto, utilizou-se os
fundamentos da pesquisa qualitativa e bibliográfica. Tendo como pressupostos teóricos, os
estudos de Ciro (2009), Maes (1994), Wooldridge (2002), Rezende (2005), Russel (2001), Santaella
(2004), entre outros. Constatamos que os dispositivos móveis têm sido grande aliado no
suporte a comunicação e educação dos surdos pela facilidade de acesso a conteúdos de forma
imediata. Os aplicativos podem ser acessados em celulares e tablets, os quais disponibilizam
conhecimentos em diversas áreas na língua de sinais, língua portuguesa e por meio do Sign
Writing, o que amplia as possibilidades de aprendizagem dos conteúdos escolares.
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS PRODUÇÕES DE
DOCUMENTÁRIO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM TEMPOS DE REDES
SOCIAIS E CIBERCULTURA
Sebastião da Silva Vieira (Sec. Educação Itapissuma-PE)
O presente trabalho tem como objetivo compreender os vídeos desenvolvidos pelos discentes
à luz do uso das tecnologias digitais como documentário para a divulgação cientifica. Essas
produções dos discentes podem ser compreendidas como documentário para a divulgação
científica? No ano de 2012 os alunos do 9º ano da Escola Municipal João Bento de Paiva, uma
escola pública do município de Itapissuma (PE) produziram um Documentário chamado “A vida
no lixão” o filme criado através das tecnologias digitais teve o propósito de investigar a vida
dos moradores da área, mostrar a realidade de quem trabalha e vive perto da localidade. Este
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
trabalho foi elaborado a partir da revisão bibliográfica de obras que tratam sobre documentário
de divulgação cientifica. Estudos do jornalista e doutor em ciência da Informação Bienvenido
Leon que realiza estudos sobre a produção deste gênero audiovisual baseando o seu estudo
em referências notórias do documentarismo mundial. O desenho e o planejamento do método
da pesquisa se desenvolvem numa pesquisa de cunho etnográfico. O estudo constitui como
uma pesquisa qualitativa através de um estudo de caso, onde o pesquisador não intervém na
situação a ser analisada, apenas busca conhecê-la em sua realidade de forma “natural”. No vídeo
que analisamos houve espaço para a elaboração de auto representações pelos próprios sujeitos
que participaram da experiência; para evidenciar a construção da filmagem; esforço para
problematizar as condições do ambiente em que viviam, o diálogo deve ter sido de extrema
importância entre os alunos realizadores e os alunos coletivos, e a comunidade.
CAST E EDUCAÇÃO: PARÂMETROS DE CARACTERIZAÇÃO DE
TECNOLOGIAS ORIUNDAS DO PODCAST
Eugênio Paccelli Aguiar Freire (UFRN)
Oriundo da tese “Podcast na educação brasileira: natureza, potencialidades e implicações de
uma tecnologia da comunicação”, o presente estudo pauta-se pela construção de critérios
educativos de caracterização de tecnologias casts (videocast, screencast, podcast, enhanced
podcasts), de modo a superar a inconsistência da bibliografia da área no referente à definição
de tais tecnologias. O intuito justifica-se na medida em que, em diversas circunstâncias, tais
definições acabam por suscitar dúvida na definição das tecnologias referidas, que acabam por
confundirem-se em vista do pouco aprofundamento de suas conceituações. Em vista disso,
dificulta-se o planejamento educativo do uso de tais tecnologias pelo pouco esclarecimento
de suas especificidades, carentes de uma caracterização rigorosa. Para a elaboração pretendida,
esta investigação partirá de uma revisão bibliográfica do campo abordado, a qual se seguirá da
realização de uma análise acerca da apropriação social das tecnologias em pauta, de modo a
elucidar a determinação de critérios que superem o problema de pesquisa investigado neste
estudo. Ao final, chegou-se à elaboração de definições que atendem aos objetivos delimitados,
oferecendo, assim, subsídios à reflexões educativas mais claras acerca de cada tecnologia cast.
#Hipertexto2013
l 153
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CI -47
TETRAPLEGIA E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA ACESSIBILIDADE
WEB
Marcia Maria Girola (SEED-PR)
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) possibilitam, a todos aqueles que delas
se apropriam, um incontável número de verbos e funções como acessar, interagir, integrar,
conhecer, explorar, refletir, e, entre tantos outros, incluir. Para incluir, existem leis, pesquisadores
e desenvolvedores de diversos recursos e aparatos tecnológicos visando garantir o acesso às e
por meio das TICs. Recursos esses que vão desde o humano a softwares e hardwares, do simples
ao sofisticado, do pago ao gratuito, visando atingir objetivos propostos pelas realidades dos
grupos sociais, bem como pelas legislações que regem esses mesmos grupos. Quando o tema
é Educação, vem à mente um montante de palavras-chave. Dentre as mais significativas, não
podem faltar: inclusão, tecnologia, inovação, interação, intervenção, sujeito, conhecimento,
ensino-aprendizagem. Contudo, tem faltado acrescentar a palavra acessibilidade. E para além
da acessibilidade enquanto espaço e recurso físico, acessibilidade web. A intenção é questionar
e propor soluções para uma acessibilidade web além do previsto no artigo 47 do Decreto 5.296
de dezembro de 2004, como aspectos referentes à usabilidade e navegabilidade dos conteúdos
digitais e as necessidades específicas das pessoas com deficiência física no acesso de sites na
web, principalmente, os sites governamentais e educacionais.
A INTEGRAÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS NO ENSINO DE
JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Maria Francilene Câmara Santiago (SEED-RN)
Este trabalho faz uma análise da educação atual no mundo globalizado onde os conhecimentos
se processam e se transformam cotidianamente em confronto com alguns modelos de educação
bancária que ainda se perpetuam em práticas tradicionais como a memorização e assimilação
informações ainda consideradas eficientes no processo de ensino e de aprendizagem por
muitos atores escolares. Nesta realidade, constatamos que existe a necessidade da efetivação de
novas praticas docentes que dinamizem os processos de aprendizagem com a incorporação das
mídias educacionais nas atividades didáticas. Por essa razão essa produção teve como finalidade
apresentar como os professores de educação de jovens e adultos de uma escola estadual
em Apodi/RN, estão trabalhando em sala de aula com as novas tecnologias da informação e
comunicação. A pesquisa contou com a colaboração de quatro professores e o gestor escolar,
estes fizeram relatos de como os recursos midiáticos estão sendo utilizados na Educação de
Jovens e Adultos. A investigação nos mostrou que inexiste um trabalho consistente com as
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
novas tecnologias educacionais existente na escola, seja pela despreparação dos professores,
pela carência de apoio técnico ou pedagógico. Assim sugerimos uma proposta de formação
continuada na utilização das novas NTICs como alternativa para tentar sanar as dificuldades
encontradas.
A INTERNET: TECENDO ITINERÁRIOS NO DESENVOLVIMENTO
PROFISSIONAL DOCENTE
Carla Patricia Monteiro Ribeiro (UFS)
José Gomes da Silva (UFS)
Na perspectiva atual de educação o papel de mediador do processo de ensinar e aprender cabe
ao docente que frente aos desafios educacionais utilizam de variadas estratégias para mediar as
relações dos saberes do cotidiano dos alunos com os saberes escolares. À luz desse pensamento
atual que emerge nas discussões teóricas, propomos neste artigo debater o papel do docente na
relação ensino e aprendizagem, identificar os desafios enfrentados na mediação desse processo
e, sobretudo, a utilização da internet enquanto ferramenta pedagógica que possibilita o seu
desenvolvimento profissional, questões discutidas no decorrer de uma pesquisa de mestrado e
confrontadas com as ideias de teóricos como Charlot (2005), Castells (2002), Levy (2000), Tardif
(2002), Nóvoa (1995), Curi (2004), Haddad (2001) e Fonseca (2002). A pesquisa foi realizada com
docentes formados em pedagogia que ministram aulas a Jovens e Adultos nos anos iniciais do
Ensino Fundamental da rede pública municipal. A pesquisa teve uma abordagem metodológica
qualitativa e como instrumentos de coleta de dados foram aplicados questionários e entrevistas
a partir dos grupos focais. Os resultados revelam os itinerários que os docentes foram tecendo
na internet e sua importância enquanto recurso pedagógico e meio para seu desenvolvimento
profissional.
CONSTRUINDO CONHECIMENTO COLABORATIVO ATRAVÉS
LINGUAGEM IMAGÉTICA A PARTIR MOVIE MAKER
Fabrizio Fiscina (UNEB)
Thaís Fiscina (UNEB)
As céleres alterações tecnológicas da atualidade exigem novos compassos e dimensões à tarefa
de educar e aprender. O trabalho hora apresentado foi desenvolvido com base na possibilidade
de efetivar o conhecimento prático colaborativo a partir da aprendizagem educador/aprendente
desenvolvido em sala de aula através do Movie Maker como ferramenta tecnológica na criação
e edição de vídeo mensagens com alunos do I semestre do curso de Sistema de Informação
da Uneb. Esta prática permitiu aos alunos a possibilidade de serem autores do seu próprio
material e produtores de conteúdos com base numa aprendizagem crítica e significativa sobre
o meio digital utilizado, devido o Movie Maker possibilitar no tocante a uma temática a edição
e organização de imagens (linguagem imagética), músicas e textos. Uma ferramenta tecnologia
#Hipertexto2013
l 155
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
acessível que unida ao uso reflexivo das mídias pode representar um grande aliado do educador
a sua prática educativa, capaz de proporcionar uma atitude transdisciplinar e colaborativa como
se tem idealizado. Além de evidenciar a relevância de um olhar mais abrangente do aprendente
e do educador sobre a linguagem e/ou recurso imagético nas práticas culturais da atualidade
conforme os autores BERGER(1999), GITLIN(2003), SANTAELLA(2008) e SOUZA(2010) que
discutem sobre o tema.
CI -48
CONVERSAÇÕES ENTRE FUTUROS PROFESSORES DE FLE, OU AS
POSSIBILIDADES DE UM CURSO DE EXTENSÃO INTERUNIVERSITÁRIA
BRASIL-FRANÇA NA FORMAÇÃO DOCENTE: UM ESTUDO DE CASO
Maria del Carmen de la Torre Aranda (UnB)
Karina Fernandes dos Santos (UnB)
Thomas Petit (UnB)
A formação inicial de professores de francês língua estrangeira (FLE) nas Licenciaturas em Letras
no Brasil visa também formar, em quatro anos, falantes de francês, sem terem necessariamente
contato direto com uma cultura francófona. Em 2013, criamos o curso de extensão
interuniversitária Conversações entre futuros professores de FLE, a fim de romper as fronteiras
geográficas. Apresentamos aqui esta pesquisa-ação, cujo objetivo era estabelecer um diálogo
entre licenciandos em Letras-Francês da Universidade de Brasília (UnB) em fase de regência
de Estágio Supervisionado e estudantes do Master FLE da Universidade de Poitiers (França).
Apoiado em uma perspectiva sociointeracionista da linguagem, o Conversações... reuniu esses
futuros professores de FLE para uma série de debates síncronos realizados por Skype. Para
os estudantes da UnB o objetivo era duplo: trocar suas experiências da prática didática com
os estudantes da França, e ao mesmo tempo desenvolver a oralidade em francês. Na UnB o
Facebook foi usado, em modo assíncrono, para a preparação e os feedback dos debates. Os
resultados parciais indicam um ganho de estratégias conversacionais na construção do texto
falado pelos estudantes brasileiros, além de sugerirem que o próprio design do Conversações...
lhes dá novas pistas de usos das tecnologias para suas aulas de FLE.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CULTURA DA MOBILIDADE E EDUCAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SOBRE O CURSO DE EXTENSÃO REALIZADO NO DEPARTAMENTO DE
EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
Tatiana Paz (UNEB)
Lynn Alves (UNEB/Senai)
A cibercultura em tempos de mobilidade tem instaurado uma relação diferente dos sujeitos
com a cidade e com a internet ao possibilitar o ato de mover-se conectado. O cotidiano se
transforma a partir dessas novas práticas estabelecidas pelos sujeitos que estão conectados
através de seus dispositivos móveis e se comunicam através deles. Diante deste cenário que
começa a se expandir, nota-se a necessidade de reflexão a fim de explorar as potencialidades
culturais e educacionais destes artefatos.Por isso, foi proposto no Departamento de Educação
da Universidade do Estado da Bahia, Campus I, um curso de extensão que teve como objetivos
criar um espaço para apropriação das tecnologias móveis (tablets) e possibilitar uma reflexão
sobre as potencialidades pedagógicas destes artefatos. Este artigo tem como objetivo socializar
a experiência deste Curso a fim de apontar dificuldades e possíveis caminhos em experiências
pedagógicas com dispositivos móveis. As bases teóricas que norteiam as análises têm referência
nos trabalhos de Levy, Castells, Lemos, Santaella, Santos, Xavier. O trabalho aponta que no
contexto universitário a aprendizagem móvel envolve questões referentes ao letramento dos
sujeitos em tecnologias móveis e à orientação metodológica do professor-mediador que ganha
especificidades nos modos de compartilhamento e produção de conteúdos e na avaliação.
CURSINHO POPULAR INSTITUTO: ENSINO DA MATEMÁTICA E O USO DE
MÍDIAS EM UM CURSINHO POPULAR
Allan Gomes dos Santos (UAB/IFAL)
Laura Cristina Vieira Pizzi (CEDU/UFAL)
O Cursinho Popular Instituto: ensino da matemática e o uso de mídias em um cursinho popular
é um trabalho que relata a execução de um projeto de integração entre o ensino da Matemática
e o emprego das mídias, com uma reflexão teórica sobre a experiência desenvolvida e todo seu
desenrolar, tanto nas práticas pedagógicas como no conhecimento e uso das mídias. Buscar
fomentar a percepção sobre a importância da construção do conhecimento matemático através
do desenvolvimento de habilidades e o apoio e suporte das mídias, visando à formação de um
cidadão crítico são objetivos propostos. Nesse contexto, teóricos colaboram com suas ideias
no intuito do embasamento que envolva os enlaces do construir uma proposta de aquisição
de conhecimento de forma contínua e permanente compreendendo o emprego das mídias na
evolução do ensino da matemática em um cursinho. Portanto, as conquistas pessoais em forma
de aprovação nos vestibulares e concursos são resultados obtidos neste projeto educacional
que nos mostra que o desenvolver do ensino e o aprender da Matemática num contexto
participativo e consistente baseado em abordagens e recursos metodológicos que empreguem
#Hipertexto2013
l 157
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
os diversos tipos de mídias em seu desenvolvimento e em sua participação ativa do processo
são fatores essenciais.
DISPOSITIVOS MÓVEIS NA ESCOLA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA
SALA DE AULA
Jessica Kelly Sousa Ferreira (UEPB)
O presente artigo visa comprovar o auxílio que o uso dos dispositivos móveis em sala de aula
pode trazer para o processo de ensino aprendizagem, assim como para o desenvolvimento do
trabalho do professor, mesmo que a sua inserção no meio escolar, por vezes ainda seja vista
como um universo de desafios. Para isso, realizamos um estudo de caso com professores/
cursistas de uma pós-graduação oferecida por uma instituição pública do estado da Paraíba,
contando com a aplicação de um questionário versando sobre o tema proposto, buscando
entender como o professor avalia esse uso. Baseados nos estudos de Lima e Moita (2011) que
afirma que a tecnologia favorece a elaboração e à ampliação de conhecimentos que permitem
procedimentos pedagógicos voltados à realidade, e Menezes (2009) que propõe que a escola e
o professor não podem estar alheios a essas inovações, dentre outros. Assim, após a realização
da análise dos dados obtidos verificamos a concretização das hipóteses comprovando, assim,
a relação entre o uso dos dispositivos móveis e o desenvolvimento de um processo de ensinoaprendizagem mais dinâmico e real, auxiliando o trabalho do professor.
CI -49
ENTRE A PROIBIÇÃO E A APROPRIAÇÃO: USOS DOS DISPOSITIVOS
MÓVEIS EM ESCOLAS PÚBLICAS
Lívia Neiva (UEG)
Mirza Seabra Toschi (UEG)
Apesar da promulgação de leis municipais, estaduais e federais e regimentos internos de cada
escola, que proíbem o uso do celular no ambiente dessa instituição, ele está lá, nas mãos, no
bolso da calça jeans, dentro da bolsinha de lápis, no jaleco branco que alguns professores
trajam, na mesa da diretora. Identificar e analisar quais são os usos que diretores, coordenadores,
professores e estudantes fazem de seus celulares quando estão nas escolas é o objetivo dessa
pesquisa de mestrado, em andamento. De abordagem qualitativa, os procedimentos de coleta
de dados incluíram a observação direta nas salas de aula, na entrada e saída, nos intervalos
de recreio, em duas escolas municipais de ensino fundamental e duas estaduais de ensino
médio, localizadas no município de Anápolis. Na próxima etapa serão realizadas entrevistas
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
semi estruturadas com professores e gestores e grupo focal com alunos. A pesquisa leva em
consideração os estudos teóricos de Lemos, Santaella, Nicalaci da Costa, Souza e Silva, Prensky,
Moura, Caron e Caronia, Buckingham entre outros. Deseja-se como resultado conhecer as razões
que os sujeitos da escola apresentam para justificar o uso de seus celulares nessa instituição,
contribuindo com as reflexões sobre usos intencionais dos dispositivos móveis em contexto
escolar.
ESTRATÉGIAS DE HIPERTEXTUALIZAÇÃO: ATIVIDADES DE FORMAÇÃO,
ENSINO E INCLUSÃO DIGITAL
Azenaide Abreu Soares Vieira (IFMS)
Este trabalho apresenta o projeto de extensão intitulado a linguagem em suporte digital:
estratégias de hipertextualização e o resultado da reformulação da proposta, com base na
primeira oferta do curso. O curso foi oferecido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do
Sul (UEMS) em 2012. O objetivo do curso consistiu em promover aperfeiçoamento tecnológico
a professores quanto ao ensino e aprendizagem da produção hipertextual. Por considerarmos
uma proposta inovadora e urgente na era digital, apresentamos as ações metodológicas e os
pressupostos norteadores do referido projeto. A proposta de formação está embasada nos
estudos sobre os novos conceitos de Letramento e Hipertexto Digital. A análise nos permite
aferir que o projeto contempla, principalmente, aspectos referentes ao letramento digital e
a multimodalidade, com lacunas quanto aos preceitos do letramento crítico. Com base nos
resultados, apresentamos, também, o referido projeto reformulado. Mediante ações de formação
contempladas na primeira oferta do curso, constitui-se uma nova proposta de formação
webtecnológica com início em agosto de 2013. Assim, na segunda parte do presente texto,
descrevemos o curso Webtecnologia e ensino: estratégias de hipertextualização
EXPERIÊNCIAS DE DOCENTES E DISCENTES SOBRE A FORMAÇÃO
PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL NA MODALIDADE [email protected] NA
UNOPAR DO TERRITÓRIO DE CIDADANIA DE ITAPARICA
Adailton Soares da Silva (UFS)
Esta pesquisa tem como objetivo principal, analisar sob a ótica dos docentes, tutores e discentes
egressos da turma de 2010.1, o processo de formação acadêmico e profissional no curso de
Bacharel em Serviço Social na modalidade de Educação a Distância, no polo de ensino da
Universidade do Norte do Paraná, na cidade de Paulo Afonso BA. Metodologicamente, optouse pela investigação do tipo qualitativa, por meio do estudo de caso histórico-organizacional,
envolvendo o Polo de Ensino Presencial dentro Território de Cidadania de Itaparica. Consultaramse várias fontes de informação como: a literatura pertinente ao objeto e documentos de
instituições vinculadas. Especial destaque foi atribuído a realização de entrevistas focalizadas
com os atores sociais, profissionais envolvidos diretamente com a formação dos estudantes e os
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
discentes egressos do referido curso. Após a análise dos discursos, constatou-se uma “fragilidade”
neste modelo de ensino e ao mesmo tempo uma contradição pela inserção de boa parte destes
profissionais no mundo do trabalho, em especial no enfrentamento da questão social na região
do semiárido brasileiro. Por fim, o acesso ao ensino superior no país, deve ter como princípio
a equidade entre todos/as os estratos sociais, em diferentes regiões do país, sendo o mesmo
público de qualidade e emancipatório.
CI -50
MOBILE LEARNING E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: LIMITES E
POSSIBILIDADES
Deise France Moraes Araújo Ferreira (UFPE)
Dayse Rodrigues de Oliveira (UFPE)
Angelo Branco Jofilsan Callou (Faculdade SENAC)
Os alunos da Educação a Distância (EAD) apresentam um perfil diferenciado que demanda
flexibilidade de tempo e espaço na busca de informações. Por meio da rede, os estudantes
criam seus próprios percursos de aprendizagem e aprendem colaborativamente, utilizandose de aparatos tecnológicos diversificados, capazes de subsidiar o acesso às informações. Na
iminência de os computadores de mesa, serem substituídos pelos portáteis, o Mobile Learning
passa a ter mais espaço no ensino formal, já que oferece mobilidade temporal e espacial
(SACCOL, SCHLERMMER e BARBOSA, 2011). O objetivo deste trabalho é discutir as possibilidades
de adaptação de cursos a distância para o formato Mobile Learning. Partindo de uma pesquisa
bibliográfica, levantamos o estado da arte que pode fornecer elementos para se pensar nos
limites e possibilidades de unir o contexto da mobilidade com a EAD. Entendemos que se faz
necessário um desenho de curso a distância, que garanta ao aprendiz condições de explorar as
diversas potencialidades do Mobile Learning, sem com isso transpor modelos tradicionais para
as ferramentas móveis. A simples adaptação do design educacional do curso, não garante a
mudança metodológica necessária à aprendizagem móvel, antes é primordial que o curso seja
planejado visando atender a esse formato de aprendizagem.
160 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
MOBILE LEARNING: AVANÇOS E DESAFIOS NA FORMAÇÃO DOCENTE
NAS ESCOLAS PARTICULARES DE FORTALEZA
Karine Pinheiro de Souza (Universidade do Minho)
Rebeca Helangela Albuquerque Mendes (Editora Abril Educação)
João Batista Rodrigues de Castro (Rede Privada de Fortaleza)
Com o grande avanço das tecnologias móveis pode-se trabalhar, aprender e estudar em
qualquer lugar e a qualquer instante, a aprendizagem está cada vez mais “cloud-based”.
Diante do cenário de uma escola do futuro, o estudo visa demonstrar os avanços e desafios
dos professores com uso de tecnologias móveis. A experiência pesquisada teve como principal
foco a observação e aplicação dos conceitos m-learning (mobilidade – aprendizagem móvel),
no contexto de escolas que implantaram o uso de ipads/ tablets em sala de aula. A experiência
apresenta o processo descritivo da implantação de recursos móveis, no trabalho com e-books
e objectos de aprendizagem com base na observação direta de professores de uma escola da
rede privada de Fortaleza – CE. Com a descrição de algumas metodologias e recursos educativos
utilizados, pretende-se contribuir para a superação das dificuldades dos professores quanto a
nova modalidade, a organização dos conteúdos e a abordagem pedagógica necessária para o
trabalho com m-learning.
O CELULAR E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DA REDE
MUNICIPAL DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS, SC
Sandrine Allain (UDESC)
O presente trabalho parte de reflexões e pesquisas bibliográficas preliminares sobre a formação
docente quanto às mídias digitais, apresentando análises e resultados da pesquisa de mestrado
Fotografias produzidas com celulares nas escolas: retrato de um novo ensino? (2012), sobre
o uso do celular em três escolas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Investigando
representações e concepções pedagógicas que envolvem a inserção desta mídia móvel no
contexto escolar da RME, deste recorte da pesquisa, de metodologia quali-quantitativa e
instrumentos de questionários e entrevistas, participaram doze professores da RME de sétimas
e oitavas séries. As categorias de análise consideram a familiaridade dos professores com a
tecnologia, seu uso cotidiano e em sala de aula; o estatuto do celular na escola; a recorrência
de uso do celular como ferramenta didática, entre outros. Através do cruzamento dos dados
apresentados pelos estudantes e professores, percebem-se complementações e divergências
entre as práticas presentes nas escolas pesquisadas, além de implicações e convergências
encontradas com o corpo teórico levantado. Verificou-se que o uso do celular para fins
educativos é considerado viável para a maioria dos professores, confirmando as manifestações
favoráveis, atitudes e motivação dos professores para implementação de mudanças e produção
de inovações na prática educativa.
#Hipertexto2013
l 161
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PERFIL DOS FUTUROS PROFESSORES IDIOMAS EM RELAÇÃO AO USO
DE MÍDIAS MÓVEIS
Janaina Cardoso (UERJ)
Pierre Levy (2013) afirma que “é impossível controlar a mídia social como se faz com a mídia
tradicional” e acrescenta que os protestos que emergem da internet para as ruas nos últimos
anos são organizados por “uma nova geração de pessoas ... que usam a internet e que querem
ser ouvidas.” É desta geração, que clama por uma melhor educação, que sairão os futuros
professores. No entanto, será que eles estão preparados para a construção de uma escola
mais “problematizadora, desafiadora, agregadora de indivíduos pensantes que constroem
conhecimento colaborativamente e de maneira crítica”? (Leite 2011). Buscando conhecer melhor
os futuros professores e otimizar a utilização de mídias móveis no processo de aprendizagem
de idiomas, a presente pesquisa vem desenhar o perfil de um grupo de alunos de licenciatura
em Letras. Procura-se verificar se as mídias móveis são utilizadas por eles unicamente no
processo de comunicação ou se são também empregadas no aprendizado de idiomas. Outro
fator investigado é se há uma relação entre idade e uso dessas mídias. Para tanto, foi aplicado
um questionário em diferentes grupos do curso Inglês-Literaturas (cerca de 100 participantes).
A apresentação consiste da análise dos resultados obtidos e da apresentação da proposta de
trabalho futuro.
CI -51
PRÁTICAS DE LETRAMENTOS DIGITAIS NA PRIMEIRA TURMA DO
PROFLETRAS DA UFAC
Margarete Edul Prado de Souza Lopes (UFAC)
O letramento digital é um processo minucioso e necessita dominar os detalhes da ferramenta
digital que se vai utilizar. Como professora do PROFLETRAS, na UFAC, da disciplina de Tecnologias
Educacionais, além de ensinar o uso de ferramentas digitais, no ensino de Língua Portuguesa e
Literatura, realizei um projeto de pesquisa, utilizando meus 18 alunos do PROFLETRAS como
corpus do estudo. Meu objetivo foi verificar o impacto da utilização de tecnologia digital no
ensino público de Rio Branco, ainda uma novidade, através da prática de meus alunos, que são
todos professores da rede Estadual. O viés teórico foi baseado em livros e artigos de Antônio
Carlos Xavier, lidos com os mestrandos. A metodologia foi, ao longo da execução da disciplina,
ir mapeando as reações e experiências dos alunos com as novas ferramentas digitais, visto que
grande parte deles ainda nem sabia operar no Facebook e Twitter. Nosso trabalho em sala de
aula teve reflexos na educação e formação dos meus alunos, na prática de cada um em sala de
aula e implicações no repensar certas práticas de ensino tradicionais
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
PROJETO TABLET EM SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE INOVAÇÃO
ACADÊMICA
Vicente Willians (Universidade Estácio de Sá)
O artigo apresenta a pesquisa sobre o projeto Tablet em sala de aula da UNESA, o objetivo
desse projeto é promover a integração, de forma crítica, das Tecnologias Digitais e, mais
especificamente, do Tablet aos processos pedagógicos. A metodologia de pesquisa é composta
de questionários (presenciais e on-line), entrevistas e observação de campo. O artigo descreve
as características do projeto, seu embasamento teórico, resultado parcial da pesquisa, um case
sobre o uso de recurso digital e as conclusões preliminares. Por tratar-se de uma pesquisa-ação a
partir dos resultados obtidos, a equipe do projeto vai propor ações pedagógicas como encontros,
palestras, workshop, oficinas e cursos (presenciais e on-line). Essa formação tem o objetivo de
capacitar docentes, não só para o uso de recursos digitais em sua prática pedagógica, mas,
principalmente, capacitá-los a promover a geração de metodologias pedagógicas inovadoras.
Os resultados parciais desse trabalho nos revela que, em sua grande maioria, nossos docentes
poucos utilizam os recursos digitais, inclusive o Tablet, em sua prática pedagógica e, quando isso
ocorre, na maioria das vezes, esses recursos são usados apenas para expor conteúdos e não para
promover o desenvolvimento de estratégias pedagógicas baseadas na participação dos alunos.
TECNOLOGIAS MÓVEIS: INTERAÇÕES MEDIADAS PELO SMARTPHONE
Ana Elisa Drummond Celestino Silva (UFBA)
Edvaldo Souza Couto (UFBA)
As tecnologias móveis, em especial os smartphones, são responsáveis pela atual dinâmica
da internet, na qual os processos de interação tornam-se mais ágeis e as produções e o
compartilhamento de informações e conhecimentos mais amplos e coletivos. A mobilidade e
a conexão constantes transformam as práticas sociais e educacionais, viabilizando diferentes
formas de pensar e agir no mundo. O trabalho apresenta resultado de uma pesquisa em que
o problema foi saber como os professores que atuam no Núcleo de Tecnologia Educacional
17 (NTE 17) vivenciam a atual dinâmica do ciberespaço, em que há constante interação, troca
de mensagens, acesso à internet, registro de fotos, produção de vídeos, compartilhamento de
produções. O estudo tem como objetivo analisar as possibilidades de comunicação, interação e
compartilhamento de informações e conhecimentos produzidos, por meio do smartphone, por
um grupo de professores da rede municipal de Salvador. O método utilizado foi o da pesquisa
qualitativa, de cunho descritivo e analítico. Dentre outros aspectos, a pesquisa verificou que
os professores, em diferentes níveis, possuem práticas inovadoras de interação, produção e
compartilhamento de informações e conteúdos, pelo smartphone.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
TEDUM BAND: PERFORMANCE E APRENDIZAGEM MUSICAL COM
CELULARES, TABLETS E NOTEBOOKS
Juciane Araldi Beltrame (UFPB)
Fábio Henrique Ribeiro (UFPB)
As múltiplas funcionalidades dos celulares, tablets e a mobilidade dos notebooks, ultrabooks,
trazem para a área de música importantes discussões acerca dos impactos das tecnologias para
a produção, consumo e aprendizagem musical. Tendo como objetivo estudar os impactos das
tecnologias digitais na pedagogia musical, o grupo de estudos Tecnologias Digitais e Educação
Musical (TEDUM) criou, em maio de 2013, o projeto TEDUM Band, que busca investigar as
possibilidades do trabalho com os dispositivos móveis em aulas de música. Trata-se de uma
experiência teórico-prática dividida em duas fases: 1) pesquisa e análise de experiências de
performance musical com celulares, tablets, e notebooks; 2) prática de performance musical
em grupo, explorando aplicativos que simulam instrumentos musicais e efeitos sonoros. Os
aplicativos estão sendo avaliados nas suas potencialidades e limitações para o uso na prática
de conjunto musical. Fazem parte desse estudo, dois professores e seis alunos do curso de
Licenciatura em Música da UFPB. A análise da experiência será a partir dos estudos sobre
aprendizagem móvel e sobre tecnologia e educação musical. Espera-se com esse projeto,
contribuir na formação dos alunos de licenciatura, permitindo um espaço de experimentação e
estudos acerca do papel das mídias móveis para o ensino e aprendizagem musical.
CI -52
UM ESTUDO DE CASO SOBRE O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS DE
PROFESSORES PARAIBANOS
Vanusa Valério dos Santos (UEPB)
Rosângela de Araújo Medeiros (UEPB)
Esse trabalho discute sobre cibercultura e educação. Seu objetivo principal é refletir sobre a
vivência que professores e professoras tem com as tecnologias digitais, na vida pessoal e na
escola. Assim, apresentamos um estudo de caso comparativo com um grupo de educadores e
educadoras que atuam em unidades escolares estaduais em diferentes regiões da Paraíba. Para
organizar este estudo, foram aplicados questionários com mais de 100 professores e professoras,
de modo a identificar os usos pessoais e profissionais das tecnologias digitais. Utilizamos como
embasamento teórico as reflexões de Pierre Lèvy (2010; 2007; 1993), Lúcia Santaella (2008), Vani
Kenski (2007; 2003), José Manuel Moran (2009; 2007) e André Lemos (2002, 2000), entre outros.
Verificamos que os usos já envolvem dispositivos móveis, mas a utilização dos recursos digitais
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
pelo universo investigado é mais voltada para planejamento de aulas, do que para a realização
de projetos didáticos que contemplem tais recursos, sejam online ou offline, como os programas
disponíveis no sistema operacional Linux Educacional.
UMA REFLEXÃO DO USO DA TECNOLOGIA NO PLANEJAR E NO
EXECUTAR DA PRÁTICA EDUCACIONAL
Daniela Moura Queiroz (Marista)
O objetivo do trabalho é refletir sobre a utilização dos recursos tecnológicos na educação e a
sua construção didática. Verificando como os educadores administram a inserção dos recursos
tecnológicos em seu dia-a-dia e na sala de aula, a visão deles sobre o uso e como os desenvolve
didaticamente. Destaca-se a problemática: o professor conhece o uso dos diversos recursos
tecnológicos? Utilizam os recursos tecnológicos em casa? Prepara as suas aulas utilizando os
recursos? Como? A presente pesquisa é descritiva e quali-quantitativa. Seu método é científico e
indutivo. Seu procedimento requer coleta de dados. A educação vem sofrendo modificações em
todos os aspectos. O professor para acompanhar tal realidade precisa se inserir nesse processo
apara alcançar os seus objetivos educacionais. O procedimento metodológico, desta pesquisa,
foi o de investigar a vivencia docente na preparação de suas aulas e na utilização dos recursos
tecnológicos. Como resultado da pesquisa se percebe o quanto o docente hoje é informado da
existência das tecnologias. Entretanto, não as utiliza para refletir como a tecnologia pode ser mais
bem utilizada em sala de aula e o quanto sentem a necessidade de informações metodológicas
sobre o seu uso.
UTILIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM MÓVEL NO ENSINO SUPERIOR: UM
SUPORTE AO ENSINO E A APRENDIZAGEM
Marcia Pereira (UFABC)
Com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) cada dia mais presente na sociedade, a
escola sente-se pressionada a inserir as TICs na rotina escolar dos alunos e professores, para assim
preparar cidadãos, que possam atuar na sociedade do século XXI. Diante desta necessidade a
aprendizagem móvel se mostra como uma opção de grande potencial apresentando vários
aspectos positivos como a disseminação de equipamentos móveis, a mobilidade humana,
a ubiquidade, o baixo custo dos equipamentos e a facilidade de uso. Este artigo apresenta
um estudo de caso aplicando os recursos da tecnologia móvel no curso de Pedagogia. Com
o objetivo de preparar os futuros profissionais da educação a descobrir e vivenciar situações
propícias ao uso da tecnologia móvel na educação, explicitando também, a viabilidade da
aprendizagem móvel como suporte ao processo ensino aprendizagem. Os resultados mostram
que os alunos acreditam na tecnologia móvel, como uma ferramenta prática e produtiva para o
ensino e aprendizagem.
#Hipertexto2013
l 165
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
ALÉM DAS FRONTEIRAS - BRASIL/MOÇAMBIQUE: DEMOCRATIZAÇÃO
E CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA DO ALUNO EM EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
Alessandra Menezes dos Santos Serafini (UFJF)
Priscila Aleixo da Silva (UFRJ)
Priscila Trogo Pereira (UFJF)
Olga Ennela Bastos Cardoso (UFJF)
O presente artigo pauta-se, inicialmente, na análise do processo histórico-social de
democratização do ensino à distância no Brasil, superando fronteiras nacionais, através do
convênio estabelecido entre universidades moçambicanas e brasileiras, na oferta de cursos
superiores a distância. Entendemos que uma política de democratização com qualidade, envolve
iniciativas conjuntas no campo da gestão e do pedagógico para que seja efetiva, principalmente,
por se tratar de Educação a Distância (EaD), imersa num universo comunicacional, regido pelas
tecnologias. Neste contexto, muitos projetos políticos pedagógicos vêm propondo a formação
de um aluno autônomo. Como se configura esta autonomia? Objetivamos, então, identificar
alguns pressupostos filosóficos e epistemológicos da concepção de autonomia; analisar como
ela vem se configurando na formação do aluno de EaD e confrontar a autonomia e o autoestudo,
termos tão evidenciados nos cursos a distância. A partir da pesquisa bibliográfica, percebemos
que, na literatura atual sobre EaD, existe a premissa de que o aluno deve ser autônomo, mas
isto não condiz com a realidade. Consideramos, portanto, que a autonomia é um processo
em construção, que não depende somente do indivíduo, mas também de elementos e ações
pedagógicas que o levem a se tornar um sujeito autônomo.
CI -53
APONTAMENTOS SOBRE AUTORIA, AUTONOMIA E CONHECIMENTO NA
UNIVERSIDADE: A APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DA SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO
Edimara Luciana Sartori (IFSul)
Carmen Vera Scorsatto Brezolin (IFSul)
O final do século XX é cenário de uma verdadeira ‘revolução tecnológica’, como observam Bévort
e Belloni (2009), originária da evolução na telecomunicação e na informática. Lévy (1998) defende
que o World Wide Web disponibiliza interconectar, por meio de vínculos hipertextos, todos os
documentos digitalizados do planeta, tornando-os acessíveis a qualquer pessoa, independente
do local do mundo onde ela se encontre, a qualquer momento – meio caracterizado pelo
166 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
autor como ciberespaço. Diante desse contexto, este trabalho visa analisar a produção textual
acadêmica de alunos de graduação do Curso de Tecnologia em Sistemas para Internet do
Instituto Federal Sul-rio-grandense, a fim de verificar a qualidade da produção textual no que diz
respeito ao desenvolvimento da autoria e da autonomia desses alunos. Com essa análise, visa-se
responder ao questionamento sobre como os alunos estão interagindo com o ciberespaço. Os
resultados dessa análise apontam a fragilidade da constituição da autoria, revelando a limitação
da construção do conhecimento e a falta de ética em relação à preservação dos direitos autorais.
Nesse sentido, conclui-se que é necessário desenvolver estratégias de prevenção em relação ao
plágio e a autonomia crítica e reflexiva dos alunos, que devem formar seu caráter participativo e
seu desenvolvimento intelectual na universidade.
INTERCULTURALIDADE COMO MEIO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
IDENTIDADE LOCAL NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA
Cledson Oliveira dos Santos (UNEB)
O presente artigo discute a importância de uma educação intercultural, especificamente
no ensino de Língua Inglesa visando buscar uma melhora na metodologia de ensino desta
disciplina. Este trabalho permite a reflexão e a discussão de questões acerca de uma educação
Intercultural, intencionando obter resultados que realmente justifiquem a sua inclusão nos
currículos escolares. Assim, realizamos na Escola Municipal Francisco José da Silva, no povoado
de Casa Nova no município de Ourolândia – Ba. Aplicamos a metodologia na sala de aula
do 8º ano do ensino fundamental II. Apresentamos, portanto, um relato de experiência com
uma metodologia que sinaliza para uma educação promotora de cidadania, que requeira o
desenvolvimento de comportamentos, posturas, crenças, que reforçam a identidade local e
a consciência intercultural crítica de todos que do processo participem. Lima (2009) reflete e
sugere que ensinar uma língua estrangeira implica a inclusão das competências gramatical e
comunicativa, proficiência na língua, assim como a mudança de comportamento e de atitude em
relação à própria cultura e às culturas do outro. No tocante à aprendizagem e ao conhecimento,
chegamos a uma transformação sem precedentes oportunizando a aprendizagem por meio da
cultura tanto na escola como extraescolar.
JORDÃO: RIO OU CANAL?
Audrey Rejane Gomes Carneiro (PCR)
O nome do bairro está diretamente ligado ao Rio Jordão que corta aquela área. O rio Jordão tem
11 km de extensão. O seu percurso começa no bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão, e atravessa
4 bairros. Nos bairros do Jordão e de Boa Viagem, transforma-se em um canal. Através de visita
de campo, tirando fotografias, usou-se o recurso de desenho chamado Paint para representar o
caminho do canal e compará-lo ao atual; Pesquisou-se na internet informações sobre o rio e o
bairro, aspectos como população, número de residências a fim de criar planilhas de informação.
#Hipertexto2013
l 167
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Finalmente fizeram um blog e postaram suas considerações. Os alunos perceberam que não é
apenas um canal, mas o que restou de um rio do qual só consegue enxergar apenas em épocas
chuvosas. Através das redes sociais expuseram suas insatisfações e sugestões para o rio-canal
que atualmente merece solução de políticas públicas, representando-os nas soluções dos
mesmos. Os alunos interessaram-se pelo bairro através das questões ambientais que afligiam
os moradores e descobrindo que nem sempre o que é canal é água descartada e sim um antigo
rio que ficou poluído.
PLÁGIO: ESTAMOS ORIENTANDO DIREITO NOSSOS ESTUDANTES?
Christinne Costa Eloy (IFPB)
Henrique Elias Cabral França (UEPB)
A facilidade de acesso e uso das Tecnologias da Informação e Comunicação, potencializada
pela internet, representou mudanças impactantes nas relações sociais e, inevitavelmente, no
processo de ensino/aprendizagem. Nesse sentido, apesar da possibilidade de aprendizado
jamais vista, essa “explosão informacional” em bits trouxe a reboque uma característica negativa:
o alto índice de trabalhos plagiados verificados em todas as instâncias do ensino – do básico à
pós-graduação. Entender a dimensão e o porquê dessa prática, especialmente entre alunos dos
níveis Médio e Superior, é a proposta deste trabalho. Para isso, foram distribuídos questionários
semi-estruturados, resguardada e identidade dos respondentes, com abordagem direta acerca
de práticas de plágio e dos possíveis motivos para isso. Os resultados apontam que os estudantes,
apesar de praticarem o plágio de forma consciente, são unânimes em afirmar que esta prática,
por ser desonesta, deve ser abolida em trabalhos escolares. As principais causas indicadas pelos
entrevistados: a facilidade de “copiar” e “colar” informações da internet e o fato da instituição de
ensino não deixar claro as consequências em relação à prática do plágio. E mais: a maioria dos
entrevistados concorda que os trabalhos copiados recebem melhores notas e que grande parte
dos professores não checa se há plágio nessas atividades.
CI -54
PROFESSORES LEIGOS PERANTE OS EQUIPAMENTOS TECNOLÓGICOS:
GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E DESIGUALDADES
Antônio Marques do Vale (UEPG)
Ricardo Richene de Góes (UEPG)
O objeto do trabalho são a experiência de professores leigos do Paraná na segunda metade do
século XX e suas análises críticas sobre os instrumentos de ensino disponíveis. Ainda, o confronto
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
com o recente emprego de equipamentos tecnológicos na educação. Depois de considerar
as diferenças de situações no âmbito educativo no Paraná, se pretende expor a palavra dos
professores entrevistados sobre a utilização de equipamentos modernos. Noutros tempos,
professores rurais ou de periferia encontraram dificuldades para ter equipamentos de ajuda no
ensino-aprendizagem; atualmente, a educação se depara com a globalização econômico-cultural
de um mercado de ofertas abundantes. A reflexão permite detectar carências de envolvimento
consciente e político com pessoas, comunidades e projetos. Marx, Gramsci, frankfurtianos, Paulo
Freire e outros ajudam a enfrentar os perigos de que o muito uso dos modernos equipamentos
esconda jogos de interesses e processos de indústria cultural; forçam a buscar formação crítica
e solidariedade com os simples e oprimidos. Fundamentalmente, a metodologia inclui análise
de textos originados de pesquisas e também leituras de comentários. Todo o trabalho encerra
convite a discutir sobre as tecnologias educativas, de modo que diferentes circunstâncias não
impeçam lutar pela superação de desigualdades econômico-sociais.
A INSERÇÃO DA INFORMÁTICA EDUCATIVA NO CURRÍCULO ESCOLAR:
UM ESTUDO DE CASO NO MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS
Simone Silva Cunha (UERJ)
José Eduardo Ramalho Dantas (CEFET-RJ)
A presente pesquisa foi um estudo de caso realizado em duas escolas públicas no município de
Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro, para abordar a relação entre a Informática Educativa
e o currículo escolar no que concerne a inserção dos conceitos acerca da tecnologia no contexto
escolar. Uma vez verificada a essa relação, foi feita uma constatação da aplicabilidade dessa
práxis pedagógica e subsequente reflexão da construção dos Projetos Políticos Pedagógicos
das unidades escolares estudadas. A coleta de dados foi realizada através de questionário
semiestruturado que continha algumas questões abertas e outras fechadas Os resultados
obtidos pela pesquisa de cunho qualitativo, numa avaliação final, comprovaram a importância
da inserção Informática Educativa nos Projetos Políticos Pedagógicos, uma abordagem cotidiana
própria para a educação qualitativa, auxiliando a construção de uma educação voltada para
a sociedade globalizada em que nos encontramos. Assim, a tecnologia está para a educação
como a educação está para a tecnologia.
A RÁDIO DA ESCOLA NA ESCOLA DA RÁDIO: UMA EXPERIÊNCIA VÍDEO
DOCUMENTADA COM OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE
SALVADOR-BA
Jordan Mendes (UNEB)
Comunicar, através de um filme documentário, uma experiência educacional que rompe as
barreiras da habitual prática docente e discente é a motivação à participação neste evento,
pois os processos comunicativos e informacionais adentram as esferas educacionais e, nelas,
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
geram novas práticas. Dessa forma, este artigo, oriundo da pesquisa do Programa de Mestrado
Profissional Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação, tem como objetivo demonstrar os
processos de produção de um filme documentário sobre as potencialidades das Tecnologias
de Informação e Comunicação na Iniciação Científica Júnior, como princípio formativo junto
aos alunos de Ensino Médio da Rede Pública de Ensino da cidade de Salvador/BA. Esta proposta
envolve um percurso desde 2011, a partir da execução do projeto A Rádio da Escola na Escola
da Rádio: Resgate e Difusão de Conhecimentos sobre os Espaços da Cidade de Salvador/BA,
financiado pela FAPESB e desenvolvido pelo GEOTEC/UNEB, em quatro escolas da Rede. Essa
iniciativa, pioneira em Salvador, produziu ressonâncias em outras escolas públicas; criou
perspectivas profissionais e acadêmicas; concebeu novas possibilidades ao mundo da vida e
do trabalho; exerceu um papel importante, aos participantes, no conhecimento da cidade e no
sentimento de pertença como elemento propositivo ao futuro de cada sujeito soteropolitano.
A TECNOLOGIA DIGITAL NA INFÂNCIA: INVESTIGANDO O PROJETO
KIDSMART NOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE
CURITIBA
Maria da Glória Galeb (UFPR)
Ricardo Antunes de Sá (UFPR)
A utilização das tecnologias da informação e comunicação para diferentes fins é uma realidade
e precisa perpassar a instituição de Educação Infantil. Uma das iniciativas mundiais visando a
inclusão digital de pré-escolares é o Kidsmart, da IBM. O Kidsmart foi implantado nos Centros
Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Curitiba em 2008. A pesquisa buscou investigar
como os profissionais apropriam-se/integram o Kidsmart em sua prática docente. Foram tecidas
reflexões sobre tecnologia, educação e cultura: Forquin (1993), Freire (1996), Levy (1999), Morin
(2000), Castells (2001) e Lemos (2003, 2010). Discutiu-se prática docente e uso de tecnologias:
Santos (apud ELIAS, 1996), Valente (1999), Braga e Calazans (2001), Brito e Purificação (2008), Moran
(2011) e Tardif (2012). A pesquisa utilizou-se de abordagem qualitativa, tendo por instrumentos
de coleta de dados a análise documental e questionário, respondido por 49 profissionais. Os
resultados apontam que o Kidsmart trouxe vários impactos para a rotina e espaço educativo
dos CMEIs e as crianças que acessam o computador apresentaram ganhos no desenvolvimento.
Concluiu-se que a maioria dos profissionais utiliza o computador para melhorar o que já existia
em sala e que 40% dos educadores e professores pesquisados demonstram domínio técnico e
pedagógico do computador em sua prática docente.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -55
ACESSIBILIDADE EM CURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: NOTAS
SOBRE UM ESTUDO DE CASO
Maria Aparecida Queiroz Rocha (UFJF)
Este trabalho vem sendo desenvolvido tendo como objetivo identificar como uma Instituição de
Ensino Superior mineira mobilizou estratégias e recursos de modo a favorecer a acessibilidade,
permanência, interação/interatividade de uma pessoa com necessidades especiais em um
curso de graduação a distância. Foram realizadas duas entrevistas semiestruturadas com um
tutor a distância, duas entrevistas exploratórias não estruturadas, sendo uma com uma tutora
a distância e outra com uma tutora presencial, e análise da legislação acerca da EaD vigente na
instituição. Os relatos colhidos, bem como a análise da legislação parecem revelar a ausência
de uma mobilização institucional para contemplar, de forma legal, em ações cotidianas e de
maneira ampla, a acessibilidade em seus cursos de graduação a distância, mas evidenciam
mobilizações pontuais de alguns profissionais envolvidos no curso em questão. Pudemos
levantar pistas, tomando especialmente o relato de um dos tutores a distância como fundamento,
de que o próprio aluno frequentemente não evidenciava interesse em receber um tratamento
diferenciado, seja pela ajuda recebida de familiares, seja por considerar o desafio de desenvolver
as atividades como os demais colegas como caminho para superar desafios e limitações e uma
motivação a mais para a continuidade dos seus estudos e conclusão exitosa do curso.
AÇÕES CRÍTICAS E REFLEXIVAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM EM
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ONLINE
Verônica Danieli de Lima Araújo (Fundaj)
A crescente utilização dos meios telemáticos (internet, videoconferência e teleconferência)
tornaram a educação online a forma predominante de se implementar propostas em EAD
(MORAN,2003); no entanto, tem-se observado que, apesar de sua expansão, essa modalidade
tem recebido críticas e questionamentos, referentes principalmente à qualidade do processo
de ensino-aprendizagem; as discussões apresentadas em Mercado(2002), Filatro(2003), Kenski
(2004), Harasim et Al (2005), entre outros reforçam a constatação de que o campo da EAD online
necessita defina o que lhe é específico em termos de métodos, técnicas e ações pedagógicas
para que o processo de ensino e aprendizagem nesta modalidade seja realmente qualitativo.
Nessa perspectiva, este artigo tem por objetivo discutir a EAD online em relação aos equívocos
e problemas existentes na proposição e realização de atividades e as mudanças necessárias
para que se oferecer um processo de ensino e aprendizagem qualitativo nesta modalidade.
Metodologia: Pesquisa exploratória; Pesquisa bibliográfica. Resultados obtidos: elementos
como o design instrucional, interface, perfil do aluno, atuação docente, entre outros precisam
#Hipertexto2013
l 171
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
ser levados em conta no planejamento e desenvolvimento de atividades em educação online
para garantir a qualidade do processo de ensino e aprendizagem nesta modalidade.
ALFABETIZAR CLICANDO
Célia da Conceição de Assis França (Sec. Mun. Educ. Belém)
O presente artigo apresenta o relato da experiência “Clicar e alfabetizar”, que objetiva estimular o
processo de leitura e escrita, através de coisas e fatos que fazem parte da vida diária dos alunos,
como identificação do próprio nome e do grupo familiar, usando o computador. A experiência
aconteceu com três turmas do 1º e 2º ciclos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olga
Benário, em Belém-PA. A ideia surgiu pela percepção, nas atividades desenvolvidas no laboratório
de informática, que nossos alunos do 2º ciclo, ainda apresentavam dificuldade na escrita e leitura
do próprio nome. Apesar disso, os alunos se sentiam motivados por estarem manuseando os
computadores. Segundo Piaget os conceitos mais complexos não devem ser transmitidos como
fazemos hoje nas escolas, mas criar ambientes adequados de aprendizagem, por intermédio
da interação com o mundo, contando com ajuda de indivíduos mais experientes. Os alunos
confeccionaram hipoteticamente carteiras de identidades, utilizando os aplicativos kolour paint
e a construção de um livrinho “Minha Família” no editor de texto write, no laboratório da escola.
As parcerias das professoras regentes e sala de leitura foram fundamentais na realização das
atividades.
ALUNOS CONECTADOS: A RECONFIGURAÇÃO DO DISCURSO
PUBLICITÁRIO EDUCACIONAL
Rita de Kássia Araújo da Silva (IBGM)
Beatriz Braga Bezerra (UFPE)
Carlysângela Silva Falcão (UFPE)
As constantes inovações tecnológicas e a inclusão da linguagem digital nos discursos midiáticos
cotidianos resultam em transformações culturais complexas. A mudança no contexto
informacional faz os internautas tornarem-se público-alvo do sistema publicitário que, por
sua vez, realiza esforços para alcançá-los de forma eficaz. O conteúdo persuasivo sofre, então,
alterações de formato e de pauta, no intuito de aproximar-se dos hábitos de um consumidor
cada vez mais “conectado”, exigente e participante. As instituições de ensino abrem também
espaço para esse contexto tecnológico. Pretende-se neste trabalho investigar a transformação
dos enunciados publicitários no âmbito educacional, tendo em vista uma reconfiguração
no perfil do público e considerando o aumento do acesso às plataformas digitais. Para isso,
serão analisadas campanhas publicitárias realizadas pelo Colégio Fazer Crescer - tradicional
instituição educacional pernambucana - com o intuito de averiguar a valorização da tecnologia
e do letramento midiático junto aos demais elementos persuasivos integrantes de sistemas
educacionais construtivistas.
172 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -56
AS VANTAGENS DO LIVRO DIDÁTICO DIGITAL NO PROCESSO DE
ENSINO-APRENDIZAGEM
Filipe Carvalho de Almeida (UFPB)
A mesma condição de portabilidade que originou o livro impresso passa a ser encontrada
também no livro digital, porém, com uma grande diferença: o suporte digital é capaz de
armazenar centenas de obras no mesmo dispositivo. Devido ao constante avanço tecnológico
e à popularização dos dispositivos portáteis, o livro didático precisa ser reconfigurado, a fim
de possibilitar novas experiências de leitura e interatividade. Procuramos demonstrar neste
artigo, no viés de novos hábitos de leitura e acesso ao conhecimento provocado pelo livro
digital, as vantagens da utilização desse novo modelo de livro didático, com a finalidade de
reconfigurar o processo de ensino-aprendizagem e vislumbrar uma melhoria significativa na
prática educacional. Para tal, utilizaremos McLuhan (1972) para tratar do processo histórico do
livro; Lévy (1999), Procópio (2010) e Darnton (2010), com o intuito de abordar especificidades
típicas do livro digital.
CELULAR: UMA TECNOLOGIA EM FAVOR DO ENSINO DA ARTE
CONTEMPORÂNEA
Vanessa Alves Fonseca de Carvalho (Pref. Mun. Rio Claro)
Este trabalho buscou investigar as possibilidades do uso do celular como ferramenta didática
aplicada nas aulas de arte cujo enfoque é conhecer, contextualizar e produzir arte contemporânea
baseada na vida e obra do artista Vik Muniz . Visando o sucesso do processo ensino aprendizagem
aliada à familiaridade dos jovens com o aparelho e os seus diversos recursos, é que este trabalho
enfoca a importância de se inserir este aparelho nas práticas pedagógicas, tornado o ensino
mais dinâmico, criativo e inovador. O trabalho foi realizado com os alunos do 9º ano, da Escola
Municipalizada Getulândia, Município de Rio Claro/ RJ. Na sensibilização, os alunos receberam
vídeos sobre a vida e obra do artista Vik Muniz, pelo Bluetooth. Realizamos um seminário
referente às questões da arte contemporânea e o trabalho de Vik Muniz. A turma foi dividia
em duplas para a elaboração de um projeto de releitura da obra “O mapa Mundi” de Vik Muniz.
Neste trabalho os alunos só poderiam utilizar materiais recicláveis. De posse das fotografias foi
produzido um vídeo das releituras, com as respectivas indicações do tempo de decomposição
dos materiais utilizados em cada trabalho. O vídeo foi projetado durante a Feira Municipal
INOVATEC para todos os visitantes.
#Hipertexto2013
l 173
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA COM O USO DO FACEBOOK: RELATO DE
EXPERIÊNCIA COM LICENCIANDOS DO CURSO DE LETRAS/INGLÊS DA
UFPA
Marcus de Souza Araújo (UFPA)
As pesquisas sobre formação inicial e continuada de educadores com o uso das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TICs) têm merecido discussões teórica-metodológicas como base
de um processo de reflexão crítica no campo da Linguística Aplicada. Assim, esta comunicação
tem como objetivo apresentar um relato de experiência desenvolvida com alunos da graduação
em Letras/Inglês na disciplina “Morfologia do Inglês” de uma Universidade Federal do norte
do país com o uso do facebook. A proposta se baseia em discutir assuntos teóricos e práticos
dessa disciplina usando a rede social como meio de ensino e aprendizado de inglês na Web. O
estudo se desenvolve por meio de referenciais teóricos da perspectiva reflexiva na formação
de professores de línguas (CELANI, 2004, 2010; 2011; RAMOS, 2010; entre outros) e acerca das
contribuições da tecnologia no ensino de línguas (CÉSAR-ARAÚJO, 2009, 2010; DIAS, 2011, 2012;
ROJO, 2012). Os resultados da pesquisa sugerem que os alunos estão mais conscientes sobre
sua aprendizagem, mais motivados em aprender a língua inglesa tendo como suporte a rede
social, a buscar por conta própria seu conhecimento e compartilhá-lo no ambiente virtual, ou
seja, observamos que esse grupo de alunos está mais responsável por sua aprendizagem e mais
letrado digitalmente.
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ACERCA DAS DIFICULDADES
ENCONTRADAS NO PAPEL DE TUTORIA NA EAD
Paula Michely Soares da Silva (UFPB)
Jéssica Tayrine Gomes de Melo Bezerra (UFPB)
Com os avanços na área tecnológica e a necessidade de disseminação do conhecimento, surge
no âmbito educacional o Ensino a Distância (EAD). Segundo Silva (2004), o avanço tecnológico
e da informática permitiu que a EAD avançasse cada vez mais com relação à disponibilização
de cursos em diferentes instituições e níveis de ensino, atendendo dessa forma a um maior
número de pessoas. Dessa maneira, a participação e a qualificação do tutor, que interage com os
alunos diretamente, são de suma importância, pois muitas vezes esses profissionais apresentam
dificuldades na utilização das ferramentas do ensino a distância. O objetivo desse trabalho é
realizar um estudo de caso sobre os problemas enfrentados pelo professor tutor nos Ambientes
Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Para análise, observaremos recortes de entrevistas realizadas
por um grupo de tutores da UAB/UFPB, em situação de interação com alunos através do AVA
Moodle, que utilizavam e avaliavam atividades da plataforma como fóruns, chats, mensagem,
entre outros. Os resultados preliminares nos mostram que os tutores apresentam dificuldades
para interagir através de algumas atividades devido a problemas técnicos da plataforma ou a
falta de capacitação.
174 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -57
DIALOGICIDADE EM WEBAULA: UM ESTUDO DE CASO
Marcelo Silveira (Unopar/UEL)
Celso Leopoldo Pagnan (Unopar)
O ensino a distância é modalidade com interação constante entre professor e aluno. Um meio
utilizado para estabelecer essa interação (Marcusschi 2002) é pela webaula, aula construída com
diversos recursos midiáticos, como texto, som, imagem, links etc.. Sua característica essencial é a
dialogicidade, a capacidade de se promover a reflexão de compreender o conteúdo programático
de modo dinâmico, em que professor e aluno se revelam coautores do texto. Considerando tal
aspecto, o presente artigo analisa como diferentes cursos EaD se utilizam das webaulas como
recurso didático. O objetivo é refletir se, e como, a dialogicidade é utilizada como ferramenta
pedagógica (Marcuschi 2002). Para tanto, efetuamos análise fundamentada na embreagem
semiótica, analisando-se os elementos da enunciação, como actantes, tempo e espaço, (Travaglia
2007; Greimas 1973) que explicitam a dialogicidade. Os resultados esperados é que o professor,
autor das webaulas, consiga construir um texto em que se verifica a dialogicidade como recurso
pedagógico, e não apenas como estratégia discursiva.
DISCURSOS DE PROFESSORES E ALUNOS SOBRE A UTILIZAÇÃO DO
LAPTOP UCA EM SALA DE AULA
Lindinalva Messias do Nascimento Chaves (UFAC)
Propõe-se, neste estudo, que faz parte do projeto LAPTOP EDUCACIONAL UCA: Análise das
práticas pedagógicas e da formação dos professores do Projeto Piloto do Acre, financiado pelo
CNPq, um exame dos discursos de professores e de alunos de duas escolas de ensino fundamental,
em Rio Branco – Acre, acerca da utilização do laptop UCA no espaço formal da educação. As duas
escolas estão inseridas no Programa Um computador por Aluno (UCA) desde o início de 2011
e seus professores receberam formação para o uso do laptop. Trabalha-se na perspectiva da
Análise de Conteúdo e, como instrumento de pesquisa, estão sendo efetuadas entrevistas em
que docentes e discentes expõem suas ideias e reflexões acerca do uso pedagógico das TICs, em
geral, e do laptop UCA, em particular. Formulam-se, dentre outras, as seguintes questões: Quais
as dificuldades para a utilização do laptop UCA em sala de aula?; está havendo na prática dos
professores, superação do uso meramente instrumental do computador? Busca-se entender
qual é a percepção que essas comunidades têm acerca do trabalho de implantação do programa
UCA em suas escolas.
#Hipertexto2013
l 175
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
DISCUSSÃO DE TEXTOS EM SALA DE AULA COMO ATIVIDADE
DIALÓGICA
Roseane Leite Machado (UFAL)
Este trabalho reflete sobre o processo de produção textual e leitura nas aulas de língua
portuguesa em uma turma do 8º ano e tem como objetivo analisar a perspectiva de língua
trabalhada em atividades com gêneros textuais. Esta pesquisa considera a perspectiva dialógica
da linguagem ( Bakhtin, 2001), em que a partir das aulas registradas e gravadas , selecionamos
a que a professora discutiu o uso da internet seguindo o texto com o título:” Geração cyber”
apresentado no livro didático dos alunos. O gênero textual representado por meio desse texto
foi revista em quadrinhos, mas em nenhum momento houve uma análise desse gênero, em
que a professora iniciou a aula com a leitura do texto, e em seguida realizou algumas perguntas
sobre a temática abordada no texto. Os dados coletados mostram a compreensão de língua e
linguagem de maneira dinâmica pelo fato dos questionamentos realizados pela docente sobre
a internet, além das implicações linguístico discursivas que puderam ser retiradas a partir da
atividade proposta na aula, contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem em língua
materna.
DOCÊNCIA E PERSPECTIVAS: DESAFIOS PARA BUSCA DE UMA
CONVIVÊNCIA HARMONIOSA NA ERA DO CONHECIMENTO
Cláudia Costa dos Santos (UFPE)
O presente trabalho busca refletir sobre aspectos que envolvem os docentes diante da convivência
com os artefatos tecnológicos e as possibilidades que essa convivência pode trazer para os
jovens na escola. Para tanto, utilizou-se algumas variáveis como o perfil, a formação, a qualidade
no trabalho, dificuldades encontradas, convivência com os artefatos tecnológicos e a pratica
pedagógica dos sujeitos participantes. A ferramenta utilizada foi GDOCs – recurso disponível no
drive do Google através da conta Gmail que facilita a construção e envio de formulário eletrônico,
todos os participantes residem no município de Caruaru – PE. Buscamos nossos sujeitos através
de convite pela rede. Para fornecer um suporte às reflexões no trabalho, procuramos dialogo
com CASTELLS (2003), MORAN (2003), KENSKI, (2007), LEMOS (2002), ARON91965). Sendo estes
norteadores para as reflexões dos resultados encontrados. Nas primeiras analises os professores
mostraram-se cientes que a tecnologia é facilitador que enriquece suas práticas, porém existem
outros elementos que precisam melhorar para que de fato a tecnologia possa contribuir de uma
forma mais dinâmica e proporcionar maiores resultados positivos.
176 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -58
FACEBOOK E YOUTUBE: REDES SOCIAIS DA INTERNET COMO
FERRAMENTAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
André Luís Bento dos Santos (UFPE)
Maria do Carmo de Siqueira Nino (UFPE)
Nossa pesquisa de mestrado em andamento tem como tema a aprendizagem da Literatura
nas redes sociais da internet (RSIs), especificamente o Facebook e o YouTube, para os quais,
selecionamos as principais teorias das redes, no que assume especial relevância a de Manuel
Castells, conforme indicação de Lucia Santaella, autora que tomamos como ponto de partida para
a revisão da literatura. O objetivo deste trabalho consiste no entrecruzamento de linguagens,
códigos e recursos, privilegiando o estudo das relações entre Literatura e outras manifestações
artísticas, por meio de tecnologias da informação e da comunicação. Os resultados apontam
potencialidades na disponibilização de links de vídeos com licença padrão do YouTube em“grupo”
do Facebook criado especificamente para a experiência. Partindo do estudo de caso do poema
Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, e de seus desdobramentos audiovisuais,
empregamos o Facebook e o YouTube como ferramentas de experiências intersemióticas em
Literatura, capazes de despertar o interesse de alunos para a aprendizagem.
FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS:
EXPERIMENTAÇÕES DO GRUPO CAPTE COM OFICINAS DE WEBQUEST E
OUTROS RECURSOS DIGITAIS
Thais Hoffman Arnoni (SENAC)
Eli Lopes da Silva (SENAC)
Este artigo apresenta as experiências de formação docente para o uso das tecnologias digitais,
por meio das oficinas de webquest, realizadas pelo grupo CAPTE (Centro de Apoio às Práticas
com Tecnologias na Educação), vinculado à Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. O
grupo objetiva fomentar e investigar as práticas pedagógicas com uso de tecnologias digitais
na Educação. Nas oficinas são apresentadas também outras tecnologias digitais para a prática
pedagógica. Durante um ano e meio de existência do grupo, foram realizadas 5 oficinas,
sendo 2 delas na faculdade e outras 3 em instituições diferentes, inclusive em outro estado.
Como resultados apresentamos as percepções dos professores sobre o uso de tecnologias
digitais, sobretudo webquest, bem como suas considerações sobre a formação para uso destas
ferramentas. Embora o grupo tenha como foco das suas ações os docentes do ensino superior,
tem-se contemplado, nessas formações, professores dos diversos níveis de escolarização.
#Hipertexto2013
l 177
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Como conclusões argumentamos que o uso das tecnologias digitais nas práticas pedagógicas
não requer tanto tempo de formação quanto muitos poderiam pensar e que é possível, com
programas e portais gratuitos, produzir e usar muita coisa em sala de aula.
INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO NA REDE VIRTUAL: UM PASSO
PARA A COMUNICAÇÃO PÚBLICA
Ana Carolina de Araújo Abiahy (IFPB)
O espaço da vivência escolar não é só o do conhecimento formal, sabemos que os vínculos
e valores perpassados na instituição são determinantes para o desempenho dos estudantes.
Cientes disso, as instituições de ensino estão valorizando, cada vez mais, a imagem que
transmitem a seus públicos e compreendendo que a construção de espaços nas redes é uma
necessidade preponderante hoje para a interação. Nessa perspectiva, nossa pesquisa analisa
como é a presença da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica nas mídias sociais,
precisamente no Twitter e Facebook. O objetivo é identificar estratégias dos perfis oficiais no
relacionamento com os públicos, além de mapear parceiros nos canais e analisar a linguagem
utilizada. Um dos problemas estimulantes para a pesquisa é o impasse entre a tradicional
impessoalidade na comunicação oficial das instituições públicas e a aproximação exigida nas
mídias sociais. Percebe-se que a vivência na rede virtual pode facilitar a compreensão do papel
ativo de diversos públicos como construtores da imagem institucional, o que é um anseio da
Comunicação Pública (CP). Como suporte teórico, além da CP, utilizamos autores como Castells
e Primo, para abarcar os conceitos de rede e Tecnologias da Informação e Comunicação.
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: UM RECURSO NO LABORATÓRIO DE
APRENDIZAGEM
Rosemayre Botto Andrade (E. M. Murilo Mendes-MG)
Caroline Souza Ferreira (E. M. Murilo Mendes-MG)
Apresentar uma pesquisa que venho desenvolvendo como professora do Laboratório de
Aprendizagem que tem por objetivo investigar a capacidade criativa do aluno de processar
informações favoráveis a construção do conhecimento, a partir da mediação do professor e da
interação com ferramentas tecnológicas. Adotei a sala informática por ser um espaço de estímulo
à aprendizagem e ao desenvolvimento de projetos e pesquisas complementares. Entendo como
Lalueza, Crespo e Camps, que “o impacto cognitivo das tecnologias reside nas práticas dentro
das quais elas são utilizadas, no seu papel de mediação das atividades realizadas por meio dessas
práticas”(2010, p. 60). A perspectiva interativa proposta no trabalho do Laboratório retrata o aluno
de forma ativa e o uso de tecnologias visto como um recurso para o processo de aprendizagem e
não um fim em si mesmo. “[…] para procurar informação e acessá-la, representá-la, processá-la,
transmiti-la e compartilhá-la”(Coll, Mauri e Onrubia, 2010, p. 76) Adoto pesquisa qualitativa de
Freitas (2003)com observações e intervenções/mediações durante atividades desenvolvidas. As
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
sessões registradas por fotografias, vídeos-gravação e produções dos alunos como instrumentos
na investigação durante o desenvolvimento do projeto. A análise e divulgação do material
observado e registrado acontece a partir do diálogo com autores citados no projeto.
CI -59
MÍDIA EDUCAÇÃO: NOVOS DESAFIOS DA INFORMAÇÃO NA
APRENDIZAGEM
Rossana Viana Gaia (IFAL)
Esta pesquisa investiga estudos que abordam o uso de mídias síncronas e assíncronas ma
educação desenvolvidos na última década e tem como objetivo ampliar análise anterior sobre
práticas educomunicativas e publicado no livro Educomunicação & Mídia. A metodologia
utilizada inclui pesquisa bibliográfica para revisão e estudo de conceitos básicos no campo, tais
como educação presencial, semi-presencial e a distância e busca no Google sobre os termos
educomunicação e .educomunicador, em artigos científicos, além de mapeamento inicial sobre
grupos coordenados por professores ou alunos com propósitos educomunicativos. Os resultados
desejados inclui identificar os tipos de estratégias utilizadas por professores em plataformas
sociais como Facebook, Twitter e Youtube. Desde estudos anteriores identifica-se que o perfil do
educomunicador requer planejamento e compartilhamento de aulas em atividades presenciais
(mesas-redonda, seminários etc.) e/ou semi-presenciais ou a distância (fóruns, chats,, grupos
interativos virtuais abertos ou fechados). Os estudos nesse campo potencializam debates
cidadãos e indicam um trânsito entre a informação e o aprendizado como construtores de
conhecimentos.
NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: A LOUSA DIGITAL (LDI) COMO
RECURSO PEDAGÓGICO
José Gomes da Silva (UFS)
Carlos Alberto Vasconcelos (UFS)
Carla Patrícia Monteiro Ribeiro (UFS)
O presente texto é parte integrante do projeto de mestrado que desenvolvemos junto ao
programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática, na Universidade Federal
de Sergipe, cujo título, a principio, Lousa Digital Interativa (LDI) como recurso pedagógico no
ensino de ciências. Pretende-se investigar os efeitos das tecnologias digitais, com ênfase na LDI,
no processo ensino-aprendizagem de acordo com as representações dos professores, nos anos
iniciais do Ensino Fundamental, especificamente no ensino de Ciências. Para isso, buscaremos
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
embasamento em teóricos no cenário nacional e internacional, tais como: Castells (2002),
Charlot (2005), Astolfi e Develay (1991), Moran (1999), Amaral e Nakashima (2007), Gomes (2010),
Dulac e Alconada, Marqués (2006), Levy (2000), Santaella (2004). De antemão, apresentaremos
nossas primeiras reflexões epistemológicas e alguns dados, assim como desenvolveremos uma
analogia entre a LDI e o espelho mágico do conto de fadas “Branca de Neve”, o que trará ao
nosso trabalho um toque de magia e encanto, ingredientes essenciais ao ser humano e perdidos
com a educação instrucional da Era Industrial. A metodologia adotada constará de abordagem
qualitativa, na qual utilizaremos entrevistas semi-estruturadas e aplicações de questionários.
O LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS E O ENSINO DOS GÊNEROS
DIGITAIS
Silvania Maria de Santana (UFPE)
O livro didático, por ser um agente institucionalizado, assume a função de participar da
escolarização das gerações. Por isso, os seus autores tendem a apresentar nas suas obras: as
atuais propostas de ensino-aprendizagem. Este trabalho tem por objetivo analisar, nas coleções
didáticas Português: linguagens e Língua Portuguesa: linguagem e interação, as atividades
direcionadas aos gêneros digitais. A metodologia deste trabalho seguiu as seguintes etapas:
i) seleção de dois livros didáticos do Ensino Médio publicados nos anos de 2012, quando os
debates sobre gêneros digitais vêm se tornando cada vez mais presentes no mercado editorial,
ii) livros que apresentassem como proposta de ensino a língua como interação social. Para
tanto, nos apoiamos nos pressupostos teóricos da Teoria Dialógica da Enunciação e dos
Gêneros Discursivos (Volochínov e Bakhtin) e no Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart). Os
resultados apontaram que os gêneros digitais, nessas coleções didáticas, nem sempre recebem
um tratamento de enunciado, visto que poucas vezes são tratados como gêneros e servem
apenas de indicação e/ou ilustração para complemento de informações.
O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA DISPONIBILIZAÇÃO DE CONTEÚDO DE
ANATOMIA PARA OS CURSOS DE ODONTOLOGIA DO BRASIL
Andresa Costa Pereira (UFCG)
Marco Antonio Dias da Silva (UFCG)
Atualmente, o processo educacional sofre modificações devido a expansão tecnológica
oferecida pela internet. No Brasil, diversas universidades já estão inseridas na ação de ensino
complementar a distância para seus alunos, entretanto, nem todos os cursos apresentam
essa ferramenta educacional. O objetivo deste trabalho foi avaliar se os cursos de odontologia
cadastrados pelo INEP oferecem websites sobre Anatomia, com foco nas particularidades do
curso de odontologia. Todos os cursos de odontologia brasileiros foram avaliados para verificar
a presença de sites contendo os conteúdos supracitados. Foi demonstrado que dentre os 212
cursos de odontologia do Brasil, apenas três (da mesma universidade pública do estado de
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
São Paulo) possuem websites sobre Anatomia voltada para o curso de odontologia, podendo
ser encontrado de maneira fácil por qualquer usuário, sem a necessidade de senha de acesso.
Foram encontrados outros sites vinculados aos cursos de odontologia, entretanto apresentam
conteúdo sobre Anatomia Geral ou apresentam acesso restrito. Assim, foi possível concluir
que, hoje, apenas uma universidade possui a ferramenta de ensino a distância de qualidade,
produzido por professores de um curso de odontologia e podendo ser acessada facilmente por
qualquer estudante que busque informações sobre anatomia focada na odontologia.
CI -60
O PAPEL E A TELA: INVESTIGANDO A BIBLIOTECA ESCOLAR E O
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA
Lúcia Helena Schuchter (UFJF)
Adriana Rocha Bruno (UFJF)
A sociedade atual é marcada pela presença acentuada das tecnologias digitais de comunicação
e da informação, cujas características principais são as possibilidades de acesso, disseminação e
produção de informações, aliadas às transformações nas formas de comunicação, aprendizagem
e relações sociais. Neste cenário, apresentamos uma pesquisa - respaldada por Bruno, Coscarelli,
Lévy, Marcuschi, Pesce, Soares - que buscou compreender como são utilizados, na escola,
a Biblioteca e o Laboratório de Informática, enquanto espaços de multiletramentos. Buscouse fundamentação metodológica na pesquisa qualitativa de abordagem histórico-cultural,
respaldada por Lev Vygotsky e Mikhail Bakhtin. O campo investigativo se constituiu de duas
escolas públicas situadas na cidade de Juiz de Fora/MG. A investigação se desenvolveu
por meio dos instrumentos metodológicos: entrevistas semiestruturadas (com professores
regentes, bibliotecários, coordenadores pedagógicos); análise de documentos; observação
e questionário. A pesquisa apontou que relações entre os espaços investigados e sala de aula
devem ser promovidas, pois formar alunos leitores e escritores, hoje, não se restringe somente ao
impresso ou ao digital. Para que isso ocorra é premente promover a formação para o uso técnico
e pedagógico das tecnologias a toda comunidade escolar, promovendo os multiletramentos.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
(TIC) POR PROFESSORES FORMADORES DO ENSINO SUPERIOR DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
Angelo Branco Jofilsan Callou (Faculdade SENAC)
Flávia Barbosa Ferreira de Santana (Faculdade SENAC)
Este artigo tem como objetivo investigar o uso das novas tecnologias da informação e
comunicação pelos docentes formadores do Núcleo de Formação Didático-Pedagógica dos
Professores da UFPE (NUFOPE). O ensino nas universidades passa por um processo contínuo de
modificações na sua estrutura com a adoção de novas tecnologias. Essa inserção, sem mudança
na prática docente não criará efeito realmente positivo no processo de ensino aprendizagem
como corrobora Kenski (2012) quando afirma que: novas tecnologias e velhos hábitos de
ensino não combinam. Aplicamos um questionário junto aos professores formadores, além de
entrevista-los e analisar seus planos de aulas com a finalidade de entender com que finalidade
fazem o uso dessas tecnologias. Como resultados, identificamos que os professores utilizam
slides, vídeos, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais com o intuito de promover o
processo de ensino-aprendizagem e a promoção da autonomia dos docentes que estão sendo
formados, buscando refletir o uso de tecnologias baseado nas demandas institucionais (compra
e instalação de equipamentos como projetores multimídia, lousa digital e rede sem fio) e sociais,
mediadas e implementadas de acordo com a aceitação e o engajamento dos professores que
passam pela formação do NUFOPE.
O USO DAS TIC NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA
EDUCAÇÃO INFANTIL: MUDANDO PARADIGMAS E PROJETANDO A
EDUCAÇÃO 3.0
Guilmer Brito Silva (UFAL)
Gizelda da Conceição Silva Ferreira (Espaço Educar)
Vivian Maria Lima da Silva (Espaço Educar)
Este trabalho relata da experiência de um grupo de professores que atua no laboratório de
informática em uma escola de educação infantil. Onde foi realizado um projeto para modificar
a forma de atuação desses professores através de mudanças conceituais e metodológicas
realizadas nesse ambiente, buscando integrar as TIC com conteúdos pedagógicos da escola e
oferecendo aos alunos possibilidades de aprofundar ou construir novos conhecimentos. Este
trabalho tem como objetivo descrever a mudança de paradigma realizada na escola em relação
ao uso das TIC no processo de ensino e aprendizagem, além de analisar como os professores
implantaram uma mudança na forma interagir, utilizar e ver as TIC na escola, através de
trabalhos colaborativos, maior interação e envolvimento dos professores, pais e alunos com os
projetos desenvolvidos, entre outras ações pedagógicas interativas e lúdicas utilizando as TIC e
incorporadas ao projeto pedagógico da escola. Foi adotado procedimentos de uma pesquisa
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
qualitativa e a metodologia de um estudo de caso. O estudo mostra-se relevante à medida que
traz uma reflexão sobre como promover mudanças no modo de utilizar as TIC em uma escola de
educação infantil, buscando uma educação 3.0, modificando o modo de ensinar e de enxergar
as crianças dessa geração.
OS TABLETS CHEGARAM À ESCOLA?! UM ESTUDO DE CASO NO
MUNICÍPIO DE SALVADOR – BAHIA
Handherson Leyltton Costa Damasceno (UFBA)
Estamos diante de uma escola na qual as exigências de mudança são latejantes. O tempo da
Globalização corre num ritmo mais rápido que o da Educação, que ainda caminha a passos
específicos e cujo tempo é bastante peculiar. Se pensarmos no mundo como um território
flutuante e as pessoas fluidas, em permanente estado de transgressão, adaptando-se
facilmente a qualquer território (MAFFESOLI, 2001), bem como se existem “Novas tecnologias
e novas educações” (PRETTO, 2006), acreditamos que esta pesquisa justifica-se na questão:
as transformações sociais e tecnológicas por que passa a sociedade e, consequentemente, a
escola. Este trabalho tem como principal objetivo discutir os meandros políticos, educacionais
e tecnológicos, advindos da chegada dos tablets em 12 escolas do município de Salvador, por
intermédio do “Projeto Tecnologias Móveis na Escola”, analisando seu contexto de recepção e
implementação. A pesquisa é qualitativa, com inspiração na “natureza etnográfica e clínica das
etnopesquisas” (MACEDO, 2000, p.144) por ter foco nas interrelações da realidade pesquisada,
considerando seus componentes sociais, culturais e subjetivos. Finalmente, cremos que esses
artefatos móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que os professores são
o centro e efetivar novas práticas e oportunizar mais espaços de uma aprendizagem colaborativa
e integrada.
CI -61
POLÍTICA E LEGISLAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL: UM
CENÁRIO PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Tatiane Simone Campos Magalhães (UFAL)
Marcela Fernandes Peixoto (UFAL)
Anamelea de Campos Pinto (UFAL)
O artigo discute as possibilidades de formação docente desenvolvidas por meio da modalidade
de Educação a Distância (EAD), estabelecendo articulação entre as políticas públicas e legislações
consolidadas pelo Ministério da Educação (MEC). Nesse contexto, formulou-se a seguinte
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
problemática: quais as propostas vinculadas ao MEC e destinadas à formação docente que existem
relacionadas às práticas educativas a distância? Com base na abordagem qualitativa, o estudo
envolveu uma pesquisa documental diante as bases de dados do site do MEC para investigar
e analisar a presença de programas e ações destinados à formação de professores, ofertados
pela Secretaria de Educação Básica (SEB), Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,
Diversidade e Inclusão (SECADI) e pelo sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), durante o
ano de 2012. As reflexões suscitadas demonstram que os programas e projetos apresentados
estão voltados, principalmente, à inserção das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
à prática docente. Mas também, visualizou-se que a necessidade pela criação desses se justifica
diante uma educação compensatória (MEDEIROS; OLIVEIRA, 2010), (FREITAS, 2007).
PRÁTICAS DE LETRAMENTO MULTIMODAL NAS AULAS DE HISTÓRIA
NUMA TURMA DE 8ª SÉRIE DA EJA
Lorene Dutra Moreira e Ferreira (UFOP)
O Grupo de Pesquisa MULTDICS – Multiletramentos e usos de tecnologias digitais de informação
e comunicação coordenado pelo Prof. Dr. Hércules Tolêdo Corrêa é formado por um grupo de
alunos do Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado da Universidade Federal de Ouro
Preto. Tem por objetivo trazer reflexões teórico-conceituais abrangendo os multiletramentos,
bem como as possibilidades de promoção das diferentes modalidades de letramento(s) com
o uso das TDICS na educação básica. Esta comunicação pretende apresentar resultados de
uma pesquisa que utilizou a fotografia como recurso didático para enriquecer as relações de
aprendizagem em uma turma de 8ª série da EJA numa escola da periferia de Ouro Preto /MG.
A fotografia foi o marco de transição para outras tecnologias, que passaram a ser utilizadas
de forma integrada. Optou-se pela pesquisa qualitativa, pois os sujeitos foram também seus
participantes. A pesquisa norteou-se pela perspectiva freireana, tomando como possibilidade
a baliza da autonomia dos sujeitos envolvidos na condução da aprendizagem. Apurou-se que
os sujeitos participantes desenvolveram maior interesse pelo conteúdo estudado e maior
facilidade na produção de textos. O estudo permitiu, ainda, a reflexão sobre a necessidade
de formação de professores para a EJA e o entendimento de que a tecnologia pode propiciar
melhorias metodológicas.
PROCESSO SELETIVO DE TUTORES DA UAB DA UFAL: ASPECTOS PARA
UMA SELEÇÃO CRITERIOSA E SIGNIFICATIVA
Rosana Sarita de Araujo (UFAL)
Roosseliny Pontes Silva (UFAL)
O presente trabalho tem como foco de discussão o processo seletivo de tutores da UAB da UFAL,
considerando os aspectos legais, bem como os aspectos técnicos pedagógicos que traduzem
a seleção como criteriosa e significativa. São objetivos desta pesquisa: analisar os indicadores
184 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
legais propostos pela CAPES sobre seleção de tutores; discutir a relevância de algumas etapas
para o processo seletivo de tutores; e analisar o impacto de dois processos seletivo de tutores
realizados pela UFAL. Os pressupostos teóricos que conduzem o estudo apoiam-se em
LITWIN (2001), MACHADO (2010), OLIVEIRA (2010), entre outros. Caracterizada como pesquisa
qualitativa utiliza a metodologia de estudo de caso e de comparação para estudo de dois editais
utilizados pela UFAL no processo seletivo de tutores. A análise dos dados aponta as limitações
que a legislação delineia para a seleção de tutores, as diferenças nos índices de aprovação dos
candidatos em relação as etapas utilizadas no processo de seleção, os impactos da prova de
conhecimento versus entrevista, bem a crescente credibilidade do processo de seleção de
tutores da UFAL.
Blog um ambiente de autoria potencializando autonomia no
processo formativo
Osimara da Silva Barros (UNEB)
Carlos de Jesus Filho (UNEB)
Ivan Luiz de Santana (UNEB)
Antonete Araújo Silva Xavier (UNEB)
Valnice Paiva (UNEB)
Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a utilização de blog na educação, abordando suas
tensões e convergências, objetivando identificar alguns limites, possibilidades e potencialidades
de sua utilização em cursos de graduação. Para tanto, utilizamos a abordagem qualitativa, tendo
como instrumentos de coletas de dados observação participativa, entrevistas não estruturadas e
questionários, sendo que os sujeitos participantes da pesquisa foram professores e estudantes de
um curso de licenciatura em Pedagogia. Em vista disso, analisou-se a forma como os participantes
desta pesquisa viam a prática pedagógica permeada pelas tecnologias, principalmente no
que se referia à utilização do blog na educação; a visão dos estudantes frente a perspectiva
de tecnologia em sua formação e também as potencialidades e dificuldades encontradas por
estes participantes ao explorarem e utilizarem o blog no contexto da educação. Elegemos como
referencial, autores como: Levy, Freire, Alarcão, Silva, Kenski, Leite e Gomes. E, constatou-se que,
em geral, a utilização do blog na educação potencializa construção de saberes, inserção dos
estudantes no novo modelo da sociedade contemporânea, além de evidenciar diferenciadas
possibilidades de comunicação e autoria, inovando assim na prática pedagógica e contribuindo
para a melhoria da qualidade do processo ensino/aprendizagem em cursos de licenciatura em
pedagogia.
#Hipertexto2013
l 185
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
CI -62
PROGRAMA UM COMPUTADOR POR ALUNO: LIMITES, POSSIBILIDADES
E MUDANÇAS NA VISÃO DA GESTÃO ESCOLAR
Viviane de Bona (UFPE)
Bruno França de Souza (UFPE)
Diógenes Maclyne Bezerra de Melo (UPE)
Gilce Cleana Brandão Zarzar (UFPE)
Renata da Costa Lima (UFPE)
Neste trabalho sistematizamos relatos de experiências vivenciadas no âmbito do Programa Um
Computador por Aluno - PROUCA em uma escola pública da região metropolitana da cidade
do Recife. As contingências enfrentadas para a aplicação de uma política pública educacional
pensada em larga escala, contribuem para o questionamento de como problemas sociais,
dentre eles, a violência, impactam nas atividades escolares. Nosso objetivo foi discutir os
limites e possibilidades do Programa, bem como as mudanças proporcionadas a partir dele na
instituição, tendo como foco a visão da gestão. Com a intenção de conhecer as ações realizadas
pela gestão escolar, utilizamos a entrevista semiestruturada como procedimento de coleta de
dados e a análise de conteúdo para descrição e sistematização das mensagens. Os achados
revelaram importantes elementos para compreensão de como um trabalho de gestão pautado
no diálogo com a comunidade escolar pode reverter problemas de diversas ordens, garantindo
o funcionamento de projetos que englobem o uso das novas tecnologias.
PROJETO LETDIC - LEITURA E ESCRITA COM OS USOS DAS TDIC:
CONTRIBUIÇÕES HUMANÍSTICAS NA FORMAÇÃO DE ENGENHEIROS DA
UFOP
Daniela Rodrigues Dias (UFOP)
Hércules Tolêdo Corrêa (UFOP)
Este artigo relata a experiência de um projeto denominado LETDIC - Leitura e Escrita com os usos
das tecnologias digitais de informação e comunicação, desenvolvido no âmbito da disciplina
Prática de Leitura e Produção de Textos com alunos dos cursos superiores de Engenharia da
Computação e Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Ouro Preto durante o primeiro
semestre de 2013, no Campus de João Monlevade. O projeto teve como objetivo levar os
alunos a ler e produzir textos em diferentes linguagens, a partir da linguagem verbal escrita,
usando as tecnologias digitais de informação e comunicação. Os alunos foram motivados a
produzir logomarcas, apresentações e vídeos utilizando as tecnologias digitais de informação
186 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
e comunicação e, a partir daí, desenvolveram artigos acadêmicos. Usamos como referenciais
teóricos conceitos associados aos multiletramentos, tais como letramento acadêmico,
letramento digital, letramento visual e letramento metamidiático, segundo pesquisadores
como Cope & Kalantzis, Rojo, Lemke, Coscarelli, Araújo, Corrêa, Xavier, dentre outros. Em nossos
resultados, identificamos formas de aprendizagem significativas e colaborativas, pois os alunos
reconheceram a importância da disciplina na vida acadêmica e utilizaram a multiplicidade de
linguagens e recursos multissemióticos, tornando-se assim efetivos leitores e produtores de
textos nas culturas digitais, locais e globais.
PROJETO UM COMPUTADOR POR ALUNO EM ARAUCÁRIA (UCAA):
INVESTIGANDO A PRÁTICA DOS PROFESSORES
Fabricia Cristina Gomes (UFPR)
Ricardo Antunes de Sá (UFPR)
Este artigo apresenta os resultados obtidos em uma investigação qualitativa sobre a prática
dos professores do município de Araucária/PR após a implantação do Projeto UCAA (Um
Computador por Aluno em Araucária), visando compreender como os docentes se apropriam e
integram o uso do laptop educacional às aulas. A coleta de dados se deu por meio da aplicação
de questionário e realização de entrevista semi-estruturada. As questões examinadas foram
orientadas sob a perspectiva de autores como Brito e Purificação (2006, 2011), Forquin (1993),
Moran (2000, 2007), Valente (1995, 1998, 1999, 2001) entre outros. A partir da análise dos dados
foi possível identificar cinco categorias fundamentais para a apropriação técnico-pedagógica dos
docentes: experiência com o uso da tecnologia, formação continuada, suporte técnico, suporte
pedagógico e questões infraestruturais. Os resultados indicaram que os professores reconhecem
que o computador possibilita um novo jeito de aprender, no entanto, encontram-se ainda em
fase de apropriação das potencialidades que o laptop em sala de aula pode proporcionar e suas
práticas centram-se no uso das tecnologias para melhorar práticas existentes e para promover
mudanças pontuais. A partir disso, pontua-se a necessidade de uma política institucional que
incorpore teórica e metodologicamente o uso do laptop educacional à prática docente.
PROMOVENDO A DIFUSÃO DA LEITURA NAS ESCOLAS A PARTIR DE
AÇÕES DO PROJETO ATLAS
Rodrigo Alves Costa (UFPE)
Jucelio Soares dos Santos (UEPB)
Khayles Nobrega Pereira Alves (UFPB)
No ambiente escolar, é um desafio despertar o interesse dos alunos pela leitura, mesmo com
as inúmeras formas atuais de interação midiática e virtual. Utilizar recursos tecnológicos para
desenvolver a prática da leitura é uma tarefa que demanda planejamento e metodologia.
São necessárias abordagens inovadoras para que o processo da leitura e, consequentemente,
#Hipertexto2013
l 187
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
da escrita se dê de maneira lúdica e efetiva. O objetivo deste trabalho é investigar e utilizar
ferramentas tecnológicas para estimular no alunado o interesse pela leitura. Nosso estudo
de caso consiste na descrição das atividades realizadas em uma escola atendida durante a
execução do projeto ATLAS (Ação das TecnoLogias na Aprendizagem Signiticativa), do Campus
VII (Patos-PB) da Universidade Estadual da Paraíba. Nessa atividade, usamos um cineclube como
ferramenta auxiliadora do processo multidisciplinar e significativo de ensino-aprendizagem,
buscando despertar o interesse estudantil pela prática da leitura. Observamos que esse recurso
de multimídia incentivou o contato com as obras literárias disponíveis na biblioteca da escola.
Para cada obra trabalhada, além da exibição de filmes relacionados, foram realizadas também
atividades complementares em sala de aula, que estimularam os estudantes a lerem, não por
obrigação curricular, mas como atividade de lazer, propiciando sua familiarização com o universo
dos livros.
CI -63
REQUISITOS DE APRENDIZAGEM MÓVEL
Gilce Cleana Brandão Zarzar (UFPE)
Patricia Smith Cavalcante (UFPE)
Diferentes teorias têm sido utilizadas para modelar os diversos processos envolvidos na
aprendizagem móvel. Dentre elas, destacam-se a Teoria da Atividade (TA), na sua versão
expandida, de Engestrom (1987), e a Teoria Ecológica, conforme desenhada por Pachler et al
(2010). Enquanto a primeira apresenta a estrutura estática das atividades orientadas a objetivos
e revela a importância da mediação tecnológica, a segunda acrescenta novos elementos que
permitem que se tenha uma visão mais ampla da aprendizagem móvel: as estruturas e as práticas
culturais. O objetivo deste trabalho foi levantar, com base na literatura, requisitos importantes
para que a aprendizagem móvel seja efetiva, bem como identificar ferramentas existentes que,
dentro de determinadas condições, atendem aos requisitos levantados. Tendo sido atingidos os
objetivos almejados, foi possível também, como fruto deste trabalho, sugerir abordagens que
podem ser utilizadas pelas instituições de ensino para que os diversos interessados no processo
de ensino e aprendizagem possam efetivamente se apropriar das novas tecnologias com o
intuito de ampliar as suas habilidades e o seu conhecimento.
188 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
TESSITURAS ENTRE MEDIAÇÃO E AUTORIA NA FORMAÇÃO A
DISTÂNCIA: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM FÓRUNS DE
DISCUSSÃO DO MOODLE NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO
Mary Valda Souza Sales (UNEB)
Mediação e a autoria são práticas constantes no processo de construção do conhecimento,
principalmente em AVA durante a formação a distância. A interrelação entre os processos
interativos de mediação e autoria desenvolvidas nos fóruns de discussão foi o foco dessa pesquisa
realizada em um curso de especialização lato sensu na modalidade de EAD. Objetivo geral é
compreender em que arquitetônica se consolida a interrelação entre processos de autoria e de
mediação, nos fóruns de discussão enquanto práticas de currículo, que objetivam a construção
do conhecimento na formação a distância. Pressupostos teóricos foram Bakthin, Ponty, Orlandi,
Xavier, Ardoino, Barbero, Castells, Chartier, Faraco, Lenoir, Macedo dentre outros. Construímos
metodologia com lastro fenomenológico e multirreferencial, orientada pela abordagem
qualitativa para realizar análises e intepretações compreensivas dos discursos nos fóruns de
discussão. Como resultados parciais percebemos que os sujeitos constroem conhecimento
colaborativamente no imbricamento entre mediação e autoria que ocorre nas interações críticas
e argumentativas, da interpretação e da colaboração desenvolvidas no decorrer das discussões
durante a formação.
UM MUNDO NA TUA FRENTE! EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE
CIBERCULTURA
Ana Carolina Pereira da Silva Rosa (UERJ)
Maria Luiza Oswald (UERJ)
Este trabalho está inserido no tema educação e cibercultura e constitui-se como parte de minha
pesquisa de mestrado que teve como objetivo investigar o papel mediador das tecnologias
digitais nos processos de ensino-aprendizagem. A pesquisa foi realizada em uma escola
de Ensino Médio, no Rio de Janeiro, que oferece formação técnica voltada para as áreas de
tecnologias digitais e busca constituir-se enquanto espaço de inovações pedagógicas O estudo
desenvolveu-se como pesquisa-intervenção, implicando-se com a construção de processos
de ensino-aprendizagem que considerem as transformações da cultura contemporânea. Foi
fundamentado teórico-metodologicamente nos conceitos de dialogismo e alteridade de
Bakhtin e em autores que buscam estudar a relação entre educação, juventude e cibercultura
(Canclini, Lévy, Lemos, Santaella e outros). A metodologia envolveu observações, análise
de documentos da escola e entrevistas com estudantes e professores. O recorte trazido para
esse trabalho aborda alguns resultados, como: possibilidades e dificuldades nos processos de
ensino-aprendizagem mediados pelas tecnologias digitais e como a presença de marcas da
cibercultura (como a interatividade, a conectividade e a colaboração) traz tensões a um espaço
onde tradicionalmente triunfa a lógica linear pautada no impresso.
#Hipertexto2013
l 189
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
MÍDIAS DIGITAIS COMO POTENCIALIZADORAS DE MÚLTIPLAS
INTELIGÊNCIAS
Ismênia Mangueira Soares (UFPB)
Edna Gusmão de Góes Brennand (UFPB)
Sttiwe Washington F. de Sousa (UFPB)
Ed Porto Bezerra (UFPB)
Esta pesquisa insere-se no tema ambientes virtuais, aplicativos e plataformas de EaD e tem como
objetivo a construção de um modelo conceitual para produção de conteúdos digitais ancorados
na Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner - TIM. Trata-se de uma pesquisa exploratória e
para tal, concebemos um modelo conceitual para a criação de conteúdos educativos interativos
com base na TIM e utilizamos este modelo para nortear a implementação do protótipo de uma
ferramenta para criação de conteúdos audiovisuais interativos para a Televisão Digital Interativa
– TVDI. O uso desta ferramenta na construção de uma videoaula interativa ajudou a validar este
modelo. A associação de recursos como a TVDI e conteúdos educativos interativos na educação
propicia o surgimento de uma plataforma midiática capaz de alavancar a construção de uma
educação pautada em estratégias que lancem mão de técnicas e práticas que possam favorecer
a aquisição do conhecimento.
CI -64
VÍDEO EDUCATIVO-INTERATIVO: UMA INTERVENÇÃO À LUZ DA TEORIA
HISTÓRICO-CULTURAL PARA PROMOVER A APRENDIZAGEM
Marion Rodrigues Dariz (UFPel)
Este trabalho é um recorte de minha dissertação de Mestrado, a qual se constitui em uma pesquisa
do tipo intervenção pedagógica (DAMIANI, 2012), cujo objetivo foi planejar um vídeo educativointerativo, implementá-lo e avaliar os impactos de sua utilização para a aprendizagem de um
conteúdo de Língua Portuguesa (ambiguidade lexical), em uma turma de 8ª série do Ensino
Fundamental de uma escola pública de Pelotas. O vídeo – aplicação multimídia – foi elaborado
à luz da Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky. Para produções gráficas, animação, tratamento de
imagens, captura e digitalização sonora desse objeto foram utilizados programas como o Sony
Sound Forge, a Adobe Master Collection CS5®. A avaliação da intervenção foi por meio de um
procedimento qualitativo (BAUER & GASKELL, 2002). Os dados para a avaliação foram coletados
por meio dos instrumentos: observação, análise de documentos e entrevistas semiestruturadas
e analisados por meio dos procedimentos da Análise Textual Discursiva (MORAES, 2003): um
misto de análise de conteúdo e análise de discurso. Os achados da intervenção pedagógica
190 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
sugerem que a ferramenta foi um instrumento mediador capaz de propiciar a internalização do
conteúdo, contribuindo para a tomada de consciência do conceito trabalhado, favorecendo o
processo de aprendizagem e gerando o desenvolvimento mental.
VISÕES DE ALUNOS/PROFESSORES SOBRE AS TICS NA EAD: O CASO DA
UAB EM SERGIPE
Carlos Alberto de Vasconcelos (UFS)
A educação a distância vem se destacando nas últimas décadas como uma educação para todos,
visto que as vantagens dessa modalidade de ensino são comprovadas pelo aumento no número
de matrículas a cada ano, alcançando diversos lugares do território mundial. Pretende-se neste
texto investigar os entendimentos dos alunos/professores sobre as tecnologias da educação e
da comunicação no ensino a distância na UAB Sergipe, em polos selecionados, como também
identificar em sua prática pedagógica as contribuições que as TIC’s têm propiciado para o ensino/
aprendizagem. A metodologia teve enfoque no estudo de caso, com a aplicação de questionários
para alunos, que na maioria são professores; na observação e conversação com atores envolvidos
na EaD, apoiando-se em bibliografias conexas à temática abordada. À princípio, percebese que esta modalidade de ensino se depara como um contraponto ao ensino convencional,
redimensionando comportamentos, formatos e conteúdos. Novas competências são exigidas,
como conhecimentos de informática, interação com o aluno na plataforma e fornecimento de
feedback´s, disponibilidade de tempo, conhecimento de ferramentas e “curiosidade pelo novo”,
além de não temer as novas tecnologias, principalmente na educação.
CONTRIBUIÇÕES INTERDISCIPLINARES NA FORMAÇÃO DOCENTE COM
O USO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS
Tatiana Palma Guerche (UFSM)
Matheus Camargo Moreno (UFSM)
Angelica Neuscharank (UFSM)
Andreia Machado Oliveira (UFSM)
O presente artigo aborda o projeto de extensão “Arte e TIC: contribuições interdisciplinares na
formação docente”/UFSM (160h - Edital Proext 2013) constituindo-se de ações de formação
continuada e qualificação no ensino com o uso das TIC, particularmente com dispositivos móveis,
para professores da rede pública de ensino. Entendemos que o campo da Arte e Tecnologia pode
contribuir de maneira privilegiada para o ensino das TIC, uma vez que trabalha com especificidades
da linguagem hipermídia e hipertextual, desenvolvendo experiências significativas na área de
Arte Locativa. O foco do projeto é qualificar professores para que possam interagir de maneira
reflexiva através do uso deTablets em sala de aula. Nesta abordagem sobre Arte e TIC, buscamos
referencias teóricos que dão suporte ao uso das tecnologias e seus modos de produção em
escolas, possibilitando uma dupla construção nos agenciamentos entre tecnologia e sociedade.
#Hipertexto2013
l 191
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Dentro da metodologia do trabalho, elaboramos e aplicamos nove workshops sobre o uso de
tablets em sala de aula. Como resultado, estamos acompanhando os projetos, oriundos desses
workshops, que estão sendo desenvolvidos em diversas escolas do RS.
O TUTOR E A PROMOÇÃO DO LETRAMENTO DIGITAL: UMA
EXPERIÊNCIA EM EAD
Maria Darcilene de Aragão (UFJF)
Lúcia Helena Schuchter (UFJF)
Adriana Rocha Bruno (UFJF)
O presente trabalho tem como objetivo socializar uma experiência de tutoria e discorrer sobre
o processo de aquisição do letramento digital pelos alunos do Curso de Pedagogia a distância
(Universidade Aberta do Brasil), da Universidade Federal de Juiz de Fora. As aulas online foram
realizadas por meio de um AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem): a plataforma Moodle,
que oferece várias possibilidades e recursos para a utilização do ambiente da web e suas
interfaces. Para a efetivação deste relato de experiência, foram realizadas: (a) uma pesquisa
teórica sobre o uso das tecnologias na educação, letramento digital e aprendizagem do adulto
e (b) uma pesquisa empírica, através da observação do desempenho dos alunos na realização
das atividades que lhes foram propostas, ao longo do curso. O resultado foi o levantamento
e a elaboração de estratégias didáticas, buscando um aprendizado mais eficiente para o uso
das tecnologias digitais de informação e comunicação na realização de um curso a distância,
ressaltando a importância da mediação - via tutor - nesse processo.
CI -65
DO FORMATO .DOC À LINGUAGEM HTML: O PROCESSO DE REVISÃO DE
AULAS PARA PUBLICAÇÃO EM AVAS NO CONTEXTO EAD
Camila Oliveira Lopes (UECE)
Nukácia Meyre Silva Araújo (UECE)
O ensino a distância tem se tornado um dos principais meios para a aprendizagem, assim, os
professores de ensino superior se veem diante de um novo desafio: a elaboração de material
didático para a aprendizagem à distância. Para um entendimento sobre tal produção, uma
análise da revisão textual desse material didático pode esclarecer muitos aspectos de sua
confecção. Neste trabalho, tratamos de uma pesquisa em andamento cujo objetivo geral é
analisar o processo de revisão de aulas produzidas para publicação em AVAs (ambientes virtuais
de aprendizagem) para o contexto EaD. O trabalho é orientado pela concepção sociocognitiva-
192 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
interacionista da escrita (BAKHTIN, 2006). Para a pesquisa, serão coletadas as versões escritas
e reescritas de aulas a serem postadas em um AVA a fim de saber como ocorre esse processo
de revisão e de transição didática das aulas produzidas pelo professor-conteudista. Embora
ainda estejamos em fase de coleta de corpus, análises preliminares indicam que as estratégias
mais utilizadas pelos professores são o acréscimo de articuladores discursivo-argumentativos e
metadiscursivos (KOCH, 2009; CARVALHO, 2005).
ENSINO MÉDIO COM INTERMEDIAÇÃO TECNOLÓGICA (EMITEC):
EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO EM ITAGUAÇU DA
BAHIA NO TERRITÓRIO DE IRECÊ
Maria da Conceição Araújo Correia (UNEB)
Avelar Luiz Bastos Mutim (UNEB)
Este artigo apresenta uma reflexão sobre o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica
(EMITec ) tendo como referência a análise da implantação deste projeto no município de
Itaguaçu da Bahia no território de Identidade de Irecê. Para contextualizar o campo da pesquisa
fizemos uma breve descrição das diretrizes e da operacionalização do EMITec na Bahia e a
caracterização socioeconômica do município de Itaguaçu da Bahia. Para complementar a análise
será feito levantamento e análise das percepções de estudantes, professores e gestores sobre a
implantação do EMITec, questionando sobre a viabilidade técnica, social e política do EMITec
no município de Itaguaçu da Bahia. A intenção é contribuir para a reflexão sobre a relação
educação, tecnologia e desenvolvimento no município de Itaguaçu da Bahia problematizando
sobre a operacionalização do programa nos municípios e no âmbito da Secretaria da Educação
no Estado da Bahia. O caminho metodológico desta investigação é a pesquisa aplicada, com
abordagem qualitativa tendo como método a pesquisa participante, os instrumentos de coleta
de dados a observação participante, a entrevista, a análise documental, a conversa com os
envolvidos, o registro no diário de campo. Para tanto, fundamentaremos em Lima Junior (2005),
Lévy (1999 ) Hetkowiski (2004), Aragão (2004) entre outros.
ESTRATÉGIAS E TÉCNICAS DE ENSINO DE CIÊNCIAS: PRÁTICAS E
PERSPECTIVAS POSSIVEIS COM O USO DAS TECNOLOGIAS
Francisco Marcos Pereira Soares (FAIBRA/IFPI)
O ensino de Ciências é uma preocupação em todo o mundo, tendo em vista uma sociedade
globalizada que exige dos alunos conhecimentos basais vinculados à realidade que os cerca.
Para isso, é necessário que as escolas apresentem novas metodologias dando ênfase a estratégias
e técnicas que promovam a aprendizagem significativa. As tecnologias são ferramentas
fundamentais para esta inovação metodológica, pois permitem uma formação cultural voltada
para o tratamento contextualizado de problemas científicos buscando-se a compreensão básica
das ciências e de seus impactos na vida dos discentes. Com esta visão, o objetivo deste estudo
#Hipertexto2013
l 193
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
é analisar as metodologias de ensino de cinco escolas de Ensino Fundamental de Buriti dos
Montes – Piauí por meio de observações destas instituições e questionários aplicados aos seus
corpos docentes e discentes. Além disso, realizou-se a pesquisa bibliográfica analisando os novos
paradigmas educacionais sobre o ensino de Ciências que aponta para a necessidade de novos
métodos e estratégias com o uso de tecnologias como promotoras de saberes significativos ao
ser humano. Neste contexto, foram apresentados também os enfoques didáticos que este ensino
deve contemplar, elencando perspectivas inovadoras que reflitam a realidade dos educandos. A
pesquisa teve cunho quantitativo e qualitativo nas discussões dos dados. Através deste estudo,
percebeu-se que a ação de muitos docentes ainda pauta-se em metodologias que fogem a
nova cultura tecnológica. No entanto, percebe-se que alguns deles já buscam mudanças para
que suas práticas pedagógicas tornem-se mais ricas e contemplem a verdadeira aprendizagem
científica que os educandos tanto precisam no mundo atual.
ESCRITA CRIATIVA NA ERA TECNOLÓGICA ENQUANTO PRÁTICA DE
LETRAMENTO
Patricia Correa Junqueira (UEG)
Alexandre Bonafim Felizardo (UEG)
O presente estudo tem o intuito de auxiliar na discussão acerca das responsabilidades da escola
nas funções que se desenrolam, sobretudo, do letramento enquanto precursor das habilidades
de leitura, escrita e interpretação. Aqui propomos o uso dos aparatos tecnológicos como aliados
em sala de aula e, principalmente, da escrita criativa ( uma linguagem mais dinâmica, com
imagens, re-contos etc.) como um dos caminhos a serem percorridos para isso. Este projeto
ainda está em fase inicial, partindo de leituras bibliográficas e também da seleção de uma
escola pública na cidade de Anápolis/GO como objeto para uma pesquisa qualitativa. Dentre os
objetivos, citamos: fazer um levantamento da qualidade de leitura e escrita dos alunos, promover
um estudo enfocando a visão do aluno quanto à leituras que acredita ser necessárias à suas vida
cotidiana e compreender as metodologias adotadas pelos professores no que se refere ao ensino
da leitura e da escrita. Para tal, serão feitas observações das aulas ministradas, questionários com
professores e alunos e por fim, esboçaremos um projeto que envolva a escrita criativa na escola.
Dentre os teóricos que amparam esse projeto estão: João de Mancelos, Marcos Masetto, José
Manuel Moran, Magda Soares, Lúcia Santaella, Francis Bon e outros.
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CI -66
LIVROS DIGITAIS: MAIS UM JEITO DE LER OU UMA NOVA
POSSIBILIDADE PARA APRENDER?
Caroline Serqueira (Marista)
Juliane Franceschi (Marista)
Cleusa Diniz (Marista)
Janete Aparecida G Ranciaro (Marista)
Este trabalho objetiva apresentar práticas de uso dos livros digitais, em suas diferentes formas e
possibilidades, envolvendo a produção por professores e alunos para ampliar as possibilidades
de leitura e aprendizagem. Serão apresentadas as primeiras experiências de utilização dos livros
digitais em três Colégios Maristas. Curitiba: Desenvolvimento de livros digitais para Educação
Infantil e Fundamental 1, São Paulo: Desenvolvimento de quatro livros digitais para um material
de História do Brasil para o Fundamental II e a Chapecó: Criação de um espaço interativo anexo
a Biblioteca, para expandir as experiências de leitura agregando livros impressos e digitais. São
utilizados os seguintes autores e suas obras como referencial teórico: CRISTENSEN, Clayton
M. et al. Inovação na sala de aula. Porto Alegre: Ed. Bookman, 2012; DEMO, PEDRO. Educação
Hoje: Novas Tecnologias, pressões e oportunidades. São Paulo: Ed. Atlas, 2009. Como resultado
pretende-se ampliar os espaços de aprendizagem, apropriando-se de novas experiências de
leitura por meio de diferentes tecnologias digitais, que possibilitam a produção de significados
mais significativos.
LETRAMENTO DIGITAL: LINGUAGENS COMO PROCESSO DE POLIFONIA
NO CIBERESPAÇO
Terezinha Fernandes Martins de Souza (UFMT/UFSC)
Eli Lopes da Silva (Senac/UFSC)
Dulce Marcia Cruz (UFSC)
O estudo tematiza os processos virtuais e convergentes das linguagens na cultura digital
(transversais, interativas e cooperativas), que operam forças que se atualizam e sintetizam-se em
mudanças nos sistemas de representação (escrita, pintura, desenho, fotografia, arte, sistemas de
telecomunicação). Nesse contexto, o objetivo é problematizar o conceito de letramento digital
como um processo análogo a noção de polifonia (redes sociais, escritas eletrônicas e digitais,
entorno tecnológico e midiático, imaginário e inteligência coletiva), presentes no ciberespaço,
na vida cotidiana dos sujeitos e as possíveis implicações de sua emergência à educação como
agencia formadora. Com base em revisão bibliográfica o estudo tem como pressupostos teóricos
#Hipertexto2013
l 195
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
a noção de linguagens e polifonia em Bakthin (2011), cultura digital em Buckingham (2010),
ciberespaço em Levy (1999), cultura da convergência em Jenkins (2009) virtual em Deleuze
(1996) e letramento digital em Soares (2004); Buzato (2007); Ribeiro (2009) e Xavier (s.d). Esperase contribuir para a reflexão sobre o conceito de letramento digital, sua presença no ciberespaço
e nas práticas sociais como um emaranhado de linguagens que se influenciam polifonicamente
(dispositivos, formatos, suportes e gêneros) e seu alcance nos processos educativos dos sujeitos
para a participação cidadã na cultura digital.
O PROFESSOR E A CONSCIÊNCIA DO TEXTO/GÊNERO
Angela Paiva Dionisio (UFPE)
Para o professor de língua materna a consciência de que conhecimentos sobre os recursos
semióticos constituintes de um texto, favorecidos pelas potencialidades de suportes textuais
que os veiculam, devem ser inseridos nos itens de textualidade, uma vez o texto não é mais
escrito de forma estática, constitui um fato inquestionável para a sua prática pedagógica.
Baseando-nos em Bazerman (2005), Marcuschi (2008), Dionisio (2011, 2013) e Rojo (2012, 2013),
discutiremos a noção de gênero/texto que subsidia o projeto PIBID Letras UFPE, salientando
fatores como a veiculação de um gênero só se dá através de um suporte, o uso de tecnologias
modernas no contexto educacional, que favorece a produção de gêneros, oferece um leque
maior de possibilidades tecnológicas para a construção de materiais didáticos etc. A análise dos
materiais didáticos produzidos para as Séries Verbetes Enciclopédicos e Sugestões Didáticas
nos permitiu refletir sobre o conceito de texto/gênero, correlacionando-o às práticas de escrita/
leitura centradas numa construção textual multissemiótica, destacando assim interatividade,
diversidade genérica e de mídias, bem como apontar para mudanças na formação do futuro
professor do ensino básico no que se refere ao emprego de multiletramentos (além do impresso)
em suas aulas mediadas por tablets doados através do Projeto Aluno Conectado.
IMERGIR PARA MOBILIZAR: COMO REDES SOCIAIS, JOGOS SOCIAIS E
TV DIGITAL SUPORTAM A EDUCAÇÃO SOBRE CONSUMO?
Hélio Craveiro Pessoa Júnior (UnB)
Como a propaganda gesta o tempo e os corpos dos indivíduos nas sociedades capitalistas? Como
redes sociais, jogos sociais e TV digital suportam a educação sobre consumo? Como pensar
narrativas hipermidiaticas que explorem a obesidade infantil, as propagandas? Como visualizar
políticas educacionais que integrem família e escola no exercício do controle social e parental
da propaganda obesogênica? As narrativas que envolvem os jogadores de Ecocity, por exemplo,
podem servir de base para pensarmos em princípios narratológicos aplicados à educação sobre
TV e consumo, orientando cooperação na gestão de cidades (virtuais) em que, por exemplo,
num momento inicial as economias destas cidades requereriam mais energia e gerariam mais
doenças e insatisfação ao focarem suas atividades numa logística de produção e distribuição
de alimentos obesogênicos e num segundo momento requereriam menos energia e gerariam
196 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
menos doenças e insatisfação por focarem na produção e distribuição de alimentos sustentáveis.
Por um lado vemos gestos constrangedores propostos pelas propagandas obesogênicas que
engendram os corpos de todos os membros das famílias para funcionarem como máquinas de
produção; por outro vemos falas sendo registradas pelos jogos e redes sociais e veiculadas na
TV digital.
CI -67
INTERAÇÃO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: O
PAPEL DO FÓRUM NA SIMETRIA DO DISCURSO E NA PROMOÇÃO DA
APRENDIZAGEM
Antonio Carlos Santos de Lima (IFAL)
Na sala de aula, a construção do conhecimento abrange sujeitos singulares, porém sociais,
ocupantes de diferentes papeis, compartilhando experiências entre si. Mas é a figura do professor
que, em geral, se sobressai sobre a dos demais sujeitos. Por essa razão, e também em razão da
escolha teórico-metodológica, a interação na sala tende a ser mais assimétrica; os interlocutores,
devido à diferença de papéis, não têm a mesma oportunidade de fala. Entretanto, na Educação a
Distância, pela própria natureza dessa modalidade de ensino, tende-se a oferecer oportunidades
de interação simétrica, e o fórum, por sua vez, assume importante papel nesse tipo de interação,
o que pode contribuir para a promoção da aprendizagem. O presente trabalho tem como
objetivo analisar a importância do fórum como instrumento para a promoção da aprendizagem
a partir de uma relação simétrica, pois nessa vivência, o aprendiz exerce sua autonomia a partir
dos conteúdos que lhe são apresentados. Portanto, numa perspectiva de interação simétrica e
de construção colaborativa de conhecimento, favorece-se o desenvolvimento de competências
e habilidades relacionadas com a escrita para expressar o próprio pensamento, interpretação de
textos, hipertextos e leitura de ideias registradas pelo outro participante (ALMEIDA, 2003).
AS POTENCIALIDADES DA WEBQUEST NA LEITURA, PRODUÇÃO E
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS UMA CONTRIBUIÇÃO PARA O ENSINO DA
LÍNGUA PORTUGUESA
Shirleide Bezerra (UFPE)
Solange Carvalho (Fundaj)
José Carlos Leandro (UFPE)
Com a presença das estratégias de educação on-line, ampliam-se nas variadas redes de ensino
as experiências síncronas de aprendizagens. Nesse sentido, nosso estudo apresentou as
#Hipertexto2013
l 197
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
potencialidades da WebQuest na disciplina Língua Portuguesa, com foco na Leitura, Produção
e Interpretação Textual Teremos por objetivo principal mostrar como a aprendizagem mediada
pelas ferramentas digitais, sobretudo on-line, cria espaços de construção coletiva de saberes
e conhecimentos a partir da interatividade nas pesquisas realizadas pelos discentes. Assim,
aprofundaremos os componentes da WebQuest de forma metodológica e socioconstrutivista.
Para isso, a pesquisa realizada buscou propor aos grupos de estudo criarem WebQuest tendo
como foco os conteúdos necessários das respectivas disciplinas. Além do da interatividade
como componente estruturante da ferramenta, defendemos que as estratégias na condução
dos objetivos e os resultados desejados em cada etapa das atividades propostas mostraram
para todos que, na organização sistemática das informações, foi possível perceber como os
conhecimentos e os saberes são produzidos. Dessa forma, acreditamos que os resultados na
criação das páginas de WebQuest possibilitarão aos docentes a percepção de como os alunos
compreendem o potencial hipertextual da linguagem hipermidiática presentes num só suporte
em busca de soluções para evidenciar a sua autonomia no processo pedagógico.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COM O USO DE RECURSOS EDUCACIONAIS
ABERTOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Carloney Alves de Oliveira (UFAL)
Este artigo apresenta uma pesquisa sobre a utilização dos Recursos Educacionais Abertos
(REA), tais como: Moodle, portal do professor, Software Cmap Tools e laboratório virtual de
Matemática nas aulas da disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Matemática 1 no Curso
de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) no Centro de Educação, como prática
pedagógica de ensino e aprendizagem na formação do pedagogo. O objetivo da pesquisa
foi investigar como os REA foram utilizados pelos alunos e professor no auxílio ao processo
de ensino e de aprendizagem, buscando compreender o domínio das interfaces, a dinâmica
de utilização na elaboração e construção do conhecimento, tanto individual como em grupo.
Baseado nos estudos de Almeida (2003), Bairral (2003), Borba (1999), Kenski (2007) e Valente
(2004) sobre o uso das tecnologias e o ensino de Matemática buscou-se a fundamentação teórica.
A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso numa abordagem qualitativa, coletando os
dados através das entrevistas semiestruturadas, questionários para os alunos matriculados na
disciplina. Foi constatado que os REA e as temáticas propostas através desses ambientes nunca
foram utilizadas pelo grupo nas aulas do Curso de Pedagogia e quando bem utilizadas as aulas
se tornam mais prazerosas e investigativas.
198 l
#Hipertexto2013
O SKYPE COMO CRIAÇÃO DE NOVOS AMBIENTES DE ENSINO E
APRENDIZAGEM
Isis Cássia Silva dos Santos (UNEB)
Cledson Oliveira dos Santos (UNEB)
O presente trabalho trata da inserção do Skype como uma ferramenta de ensino-aprendizagem
que aproveita a comunicação de voz e vídeo entre os usuários do software. Escolhemos o Skype,
pois ele oferece uma gama de opções potencializando o envolvimento multissensorial, afetivo e
intelectual do alunado inserido. Tomamos como base teórica as ideias de Piaget e Vygotski, pois,
de modo profundo e racional vimos que ambas assumidas em suas riquezas e complexidades
conduzem crianças críticas, capazes de interpretar o mundo, questionando-o. O projeto
aconteceu em uma abordagem de aprendizagem colaborativa entre Geografia e Língua Inglesa
com alunos do 8º ano Fundamental II de duas escolas (rede privada e pública) em municípios
diferentes (Jacobina-BA e Ourolândia-BA). Em Língua Inglesa pontou-se maior compreensão da
influência nas habilidades de ler, falar, ouvir, escrever, pois potencializa a interação por meio
de discussões numa perspectiva prazerosa de aprender. Em Geografia discutimos aspectos
relacionados às categorias da analise Geográfica, simulando visitas a países para conhecermos
melhor o espaço de vivência do outro, além disso, buscou-se compreender as transformações
dos espaços como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder. Como resultados,
percebemos o fortalecimento do sentimento de solidariedade e respeito mútuo desencadeando
novos conflitos cognitivos.
#Hipertexto2013
l 199
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Pôsteres DIGITAIS
PO -01
A SALA DE INFORMÁTICA COMO AÇÃO E ESTRATÉGIA DO PROCESSO
ENSINO APRENDIZAGEM NA ESCOLA RIO CAETÉ - BRAGANÇA-PARÁ
Sonia Maria Bessa da Silva (UFRA)
Valdson Mario de Morais Castro (UFRA)
Janaina Costa (UFRA - orientadora)
A escola necessita de novos paradigmas e repensar a educação nos dias de hoje passa
necessariamente pela compreensão do tipo de sociedade que vivemos e o nível tecnológico
em que estamos inseridos, para então, estabelecermos o perfil do cidadão que se quer formar.
Os objetivos desta pesquisa são: analisar como professores e alunos desse estabelecimento de
ensino apropriam-se dos recursos tecnológicos disponíveis na Sala de Informática, verificar se a
prática docente está de acordo com a proposta do Projeto Político Pedagógico (PPP) em relação
à informática e se houve alteração do rendimento dos alunos que realizaram atividades na sala
de informática. A metodologia utilizada foi: aplicação de questionário junto aos professores
e alunos, levantamento de dados na secretaria da escola e junto à coordenação pedagógica
e análise do PPP. O estudo aponta a hipótese que os professores da Escola Rio Caeté pouco
utilizam os computadores da Sala de Informática com seus alunos por falta de capacitação e por
certa resistência à utilização das novas tecnologias.
APRENDENDO COM TEXTO, SOM E IMAGEM: REDES SOCIAIS,
PRODUTOS CULTURAIS E LETRAMENTO DIGITAL NA SALA DE AULA
Welton de Sousa Batista (Colégio Técnico de Floriano)
José Ribamar Lopes Batista Júnior (Colégio Técnico de Floriano/
UFPI - orientador)
As novas formas de socialização, dentre elas a internet e as redes sociais (letramento digital),
correspondem a novas práticas de leitura, escrita e comunicação da sociedade atual. Nossa
investigação busca avaliar a utilização da internet e suas ferramentas (redes sociais) em articulação
com produtos culturais - filmes, livros, CDs e DVDs como recurso para o desenvolvimento de
habilidades linguísticas e letramento no ensino médio profissionalizante do Colégio Técnico de
Floriano/UFPI. Nesse contexto, apresentamos o resultado do estudo piloto, em que objetivamos
verificar a familiarização dos alunos do curso técnico de Agropecuária e de Informática com a
internet e suas ferramentas. Os resultados apontam para o constante e progressivo uso da internet
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
entre os jovens, numa média de 2 horas/dia, com destaque para o acesso via smarthphones e a
preferência da leitura por meio eletrônico de 73,3%. O estudo piloto aponta para a diversidade
de usos digitais, bem como para uma abertura dos jovens para práticas pedagógicas quanto
combinadas às ferramentas digitais. Conclui-se pela presente investigação que houve uma
mudança nos hábitos de leitura e escrita que justificam a inserção dessas novas práticas nos
contextos pedagógicos e, principalmente, nas aulas de leitura e escrita para promoção dos
letramentos digitais.
AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DAS TIC COMO FERRAMENTA
COMPLEMENTAR NO ENSINO DA HISTOLOGIA NAS FACULDADES DE
ODONTOLOGIA DA REGIÃO SUL DO BRASIL
Esther Carneiro Ribeiro (UFCG)
Marco Antônio Dias da Silva (UFCG - orientador)
A incorporação de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) pode auxiliar no
processo de ensino, por permitir, aos alunos e professores, maior interatividade e favorecer o
autoaprendizado. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a presença e utilização das TIC como
ferramenta complementar no ensino da Histologia nos cursos de Odontologia da região Sul do
Brasil. Foram realizadas avaliações nos sites e enviados questionários online para os responsáveis
pelas disciplinas de Histologia dos cursos de Odontologia. Observou-se que a maioria (82,06%)
das universidades não apresentaram sites de Histologia e que o estado Rio Grande do Sul
apresentou os sites com a maior diversidade de TIC. Além disso, verificou-se que a grande maioria
das universidades (86,84%) possui ambiente online, sendo que 97% desses ambientes eram de
acesso restrito. Dos questionários enviados, apenas 7,69% foram respondidos por professores
que, apesar de não possuírem sites da disciplina, consideravam as TIC como importantes
ferramentas didáticas de apoio. Portanto, conclui-se que a região Sul apresenta potencial para
a inclusão de TIC no ensino da Histologia, mas a utilização destas ainda encontra-se aquém do
ideal.
APRENDENDO COM A TEVÊ: A DIMENSÃO PEDAGÓGICA DA
TELENOVELA
Aguimario Pimentel Silva (UFAL)
O trabalho tem por objetivo avaliar de qual forma a telenovela, entendida como uma tecnologia
moderna de narração de histórias, pode ser útil no processo de ensino-aprendizagem, dada
a sua caracterização enquanto narrativa literária audiovisual. O produto teleficcional tem
sido duramente criticado e relegado ao plano da cultura de massa como obra menor ou sem
compromissos nítidos com a realidade. Aqui, tomam-se como exemplos, em comparação com as
produções atuais, as telenovelas João da Silva e Meu Pedacinho de Chão, exibidas nas décadas de
1960-1970, cuja proposta era a veiculação de conteúdos educativos no formato eletrônico. Com
#Hipertexto2013
l 201
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
base em autores como Esther Hamburger, Artur da Távola, Maria Luíza Belloni e Maria Lourdes
Motter, entre outros, discutem-se questões relativas à caracterização do produto telenovela e
sua correlação com o tema da educação. Como conclusão, aponta-se para o fato de a telenovela
representar um elemento da indústria cultural que exerce enorme influência na sociedade, e
que a grande aceitação por parte do público pode constituir um fator propício à sua utilização
como ferramenta educativa. Destaca-se o caráter de verossimilhança que é inerente à forma
teledramatúrgica, o que a põe numa fronteira, às vezes confusa, entre ficção e realidade.
FACEBOOK E SUAS DICOTOMIAS: DESAFIOS, REALIDADES E
POSSIBILIDADES
Elza Maria da Silva (UNICAP)
Luciana Barbosa da Silva (UNICAP)
Robson Teles (UNICAP - orientador)
Objetiva-se com esse trabalho discutir a utilização do Facebook como ferramenta didática
em sala de aula a partir da experiência vivenciada em 2012/2013 através do PIBID (Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) da Unicap. A pesquisa revela a necessidade de
apropriar-se da tecnologia e das redes sócias, nesse caso o Facebook, como mecanismos que
possibilitam a aquisição do conhecimento, integrando-os a uma proposta de ensino articulável
e flexível, capaz de estabelecer diretrizes para o trabalho do professor e contribuir para o
desenvolvimento de competências e habilidades que permeiam no âmbito da interpretação,
argumentação e produção textual. Utilizou-se de recursos experimentais em uma instituição
da rede pública estadual de ensino cujos alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio receberam o
tablets doado pelo governo. A chegada da tecnologia contemplou o acesso às redes sociais
em sala de aula, isso gerou dicotomias acerca da sua funcionalidade como recurso didático.
Com tanto acesso à informação, como priorizar o conteúdo? A partir da interatividade, notou-se
um rendimento satisfatório dos alunos, podendo concluir que as redes sócias em sala de aula,
especificamente aqui o Facebook, despertam o interesse do aluno e contribuem para melhorar
o desempenho cognitivo, tornando-os críticos e participativos.
LOUSA DIGITAL: INTERATIVIDADE NO ENSINO DA LÍNGUA MATERNA
Jeanynni Fortunato Severo (UFRPE)
Aliete Gomes Carneiro Rosa (UFRPE - orientadora)
Este trabalho analisa a inclusão da lousa digital em uma sala de aula da rede pública de ensino
da cidade de Garanhuns-PE. A pesquisa, em andamento, observa como ocorre a inserção dessa
tecnologia bem como esta influencia o processo de ensino da língua materna e a formação dos
alunos. Para isso, vimos observando o contexto de uma turma do 3º Ano do Ensino Fundamental,
a docente e suas concepções de ensino de língua, apoiadas pelas novas tecnologias e práticas
de letramento digital na educação básica. Caracterizada como pesquisa ação, o estudo usa
202 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
instrumentos como observação, entrevistas e registros fotográficos além da aplicação de
atividades interativas, análise de dados, intervenções e elaboração de novas atividades. Foi
possível observar, até aqui, que as tecnologias vêm contribuindo para o letramento mais amplo
dos educandos, além de proporcionar o letramento digital do grupo observado. Usamos como
aporte teórico as ideias de Sorj e Guedes (2005), Demo (2005) sobre inclusão e exclusão digital,
além das ideias de Magdalena (2003), Araújo e Glotz (2009) para tratar das práticas de letramento
digital e os pressupostos de Nakashima (2008) ao retratar a interatividade da lousa digital e as
várias concepções de aprendizagem.
O USO DAS TIC’S COMO FERRAMENTA NO PROCESSO DE ENSINO/
APRENDIZAGEM NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE SÃO JOSE DA
LAJE/AL
Fernando Batista Chicuta da Rocha (IFAL)
Etevaldo João Macena de Lima (IFAL)
Herbert Nunes de Almeida Santos (IFAL - orientador)
Estamos vivenciando um momento em que as TIC’s (Tecnologias da Informação e Comunicação),
tornaram-se uma importante aliada no processo de ensino/aprendizagem. Diante disso, a
pesquisa analisa como o uso dessas ferramentas pode contribuir para uma melhor dinâmica do
ensino e da aprendizagem de língua portuguesa em uma turma do 9º ano, da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Professor Benício Barbosa, no município de São José da Laje/AL. Assim,
analisaremos os métodos tradicionais de ensino aliados ao uso dessas ferramentas como, por
exemplo, o uso do celular. Esta metodologia parte, fundamentalmente, dessa intensa conexão
entre alunos e tecnologias. Diariamente conectados a estas TICs, observamos nessas ferramentas
um importante meio de diálogo entre alunos e professores resultando, contudo, em uma efetiva
colaboração no processo educativo. A metodologia utilizada dialoga com teóricos como Pierry
Levy (2010), Antônio Carlos Xavier (2010), assim como os PCN’S, sobretudo, quando discutem
essa relação tecnologias, ensino/aprendizagem. O uso dos celulares na sala de aula propõe uma
maior interatividade com essas tecnologias emergentes produzindo, contudo, uma melhor
emissão e recepção dos conteúdos, principalmente por proporcionar uma nova relação de
aprendizagem.
PROJETO “CRIANDO UM SITE COM WIX”
Felipe de Luna Berto (UFRPE)
Emerson Morais Raimundo (UFRPE)
Aliete Gomes Carneiro Rosa (UFRPE - orientadora)
Este trabalho tem como objetivo relatar experiência de aplicação de projeto realizado com
estudantes de escola da rede pública de ensino do município de Garanhuns-PE. A Sociedade
da Informação tem desafiado também a escola às práticas digitais para apropriação de
#Hipertexto2013
l 203
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
conhecimento (WERTHEIN, 2000), assim como para o desenvolvimento do letramento digital
dos alunos, tornando os suportes digitais um aliado para as práticas de leitura e escrita (XAVIER,
2005). O trabalho fez uso de ferramentas digitais, proporcionando aos alunos a experiência
de aprendizagem por meio da plataforma WIX para criação de sites. 12 estudantes do Ensino
Médio, divididos em grupos, manusearam a plataforma e desenvolveram sites para consolidação
e comunicação do resultado de suas pesquisas sobre quatro áreas temáticas relativas ao
currículo do ensino médio. O projeto trouxe ainda como proposta a vivência multimidiática no
planejamento, coleta, processamento e transmissão das informações estudadas pelas equipes.
Os resultados apontam para o reconhecimento dos próprios estudantes sobre a importância da
produção de conteúdo para a internet em que os mesmos se reconhecem como protagonistas
e coautores na divulgação do conhecimento.
PO -02
PROJETO LITERATOUR
Giorgia Melo de Souza Ramos (UFRPE)
Ketlly Lahanny (UFRPE)
Aliete Rosa (UFRPE - orientadora)
A ideia principal do Projeto Literatour consiste no incentivo à leitura da literatura e seus estudos
no meio virtual. O projeto vem com o propósito de facilitar o acesso com a criação de um
site (http://projetoliteratour1.wix.com/acervo) como meio de unir um acervo de conteúdos
(bibliotecas, blogs e vlogs selecionados) que tenham como tema a literatura. O site foi criado
por Giorgia Melo e Ketlly Lahanny, discentes do curso de Licenciatura Plena em Letras da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) - Unidade Acadêmica de Garanhus (UAG).
O mesmo foi utilizado como objeto virtual de aprendizagem na execução do Projeto Literatour.
Este projeto foi aplicado nos dias 04 e 05 de setembro de 2013, na Escola de Referência em
Ensino Médio Frei Caetano de Messina, na Turma do 1º ano “A” sob a supervisão da Professora
Colaboradora Ana Flávia e depois foi submetido à avaliação dos alunos presentes através de
formulários online. As respostas dos formulários nos fizeram acreditar que o objeto principal foi
alcançado e que o projeto foi aplicado com êxito.
204 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
UMA ANÁLISE DO EMPREGO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO NO ENSINO DO FRANCÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA
Ezequiel Bezerra Izaias de Macedo (UFPE)
Joice Armani Galli (UFPE - orientadora)
A sociedade atual se mostra aberta a novas ideias. A partir do momento em que o ser humano
passa a desfrutar das potencialidades de uma Língua Estrangeira, ele vai crescer intelectual
e culturalmente. Nesse sentido, aparece o idioma francês, o qual, geograficamente, continua
sendo a segunda língua no mundo, contando com mais de 250 milhões de pessoas que o falam,
ao longo de todos os continentes. Partindo dos estudos de Mikhail Bakhtin (1970), que afirma
que a língua deve ser vista como ideológica e dialógica, por natureza e de Christien Puren
(1988), que estuda a história das metodologias e o emprego das novas tecnologias voltadas para
a educação, o presente trabalho objetiva analisar o emprego das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC), no ensino do Francês Língua Estrangeira (FLE), buscando também: realizar
um levantamento da produção expressiva de trabalhos publicados no Brasil que explorem o
emprego das TIC no ensino do FLE e descrever as principais metodologias de aprendizagem
do FLE, desde o final da segunda guerra mundial até os dias de hoje; e, finalmente, analisar o
emprego das TIC no manual de ensino do FLE, denominado Echo A 1, organizado em Paris, no
ano de 2010.
USO DE SMARTPHONES E TABLTES NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE
INGLÊS
Naiade Almeida Ferreira (UFPA)
Marcus Araújo (UFPA - orientador)
As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), sobretudo o celular e o computador,
movimentam a educação e provocam novas mediações entre a abordagem do professor, a
compreensão do aluno e o conteúdo veiculado. Quando bem utilizados, provocam a alteração
dos comportamentos de professores e alunos, levando-os ao melhor conhecimento e maior
aprofundamento do conteúdo estudado. Isso posto, o objetivo deste trabalho é demonstrar
como smartphones e tabltes podem ser usados no ensino e aprendizagem de inglês como
língua estrangeira, além de analisar como aplicativos disponíveis na tecnologia android podem
ser usados pelos professores em seus contextos de ensino. Para tanto, faz-se uma breve revisão
dos conceitos de multiletramentos (ROJO, 2012) e letramento digital (BUZATO, 2010, 2012; DIAS,
2012). O uso dessa tecnologia se encontra cada vez mais presente em salas de aula e acompanha
o estudante até em casa. Sabendo como trabalhar com esses aplicativos, algumas necessidades
e deficiências dos alunos, podem ser superadas. A ideia é que os professores conheçam alguns
aplicativos e reflitam em maneiras de inseri-los em suas aulas. Encaradas como recursos didáticos,
o celular e o computador ainda estão longe de serem usados em todas as suas possibilidades
para uma melhor educação.
#Hipertexto2013
l 205
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
A RÁDIO ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PARA O APRIMORAMENTO
LINGUÍSTICO
Bruna Carolina Siementkowski (UDESC)
Geovana Mendonça Lunardi Mendes (UDESC - orientadora)
A incorporação de tecnologias digitais nos processos educativos é uma demanda atual nas
políticas públicas. O presente estudo problematiza as experiências vivenciadas por alunos e
professores de escolas contempladas com o Programa UCA – Um Computador por Aluno no
Estado de Santa Catarina a partir dos resultados da pesquisa: Aulas Conectadas? Mudanças
Curriculares e Aprendizagem Colaborativa entre as escolas do PROUCA em Santa Catarina. O
objetivo é discutir quais são os fatores que proporcionam inovações tecnológicas e mudanças
significativas no currículo a partir da entrada do laptop na escola. As observações foram feitas a
partir da criação de uma rádio escolar, hospedada no blog das escolas envolvidas, tendo como
princípio a pesquisa colaborativa e participativa de aprendizagem. A análise dos dados permite
afirmar que a entrada desse novo artefato na escola provocou novas discussões e a necessidade
de (re)articular algumas práticas consagradas pela tradição escolar.
COMUNICAÇÃO MEDIADA PELO COMPUTADOR: HIPERTEXTO E
COMUNICAÇÃO - O COMPUTADOR COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO
NAS AULAS DE PORTUGUÊS, CONSTRUÇÃO DE VÍDEOS E PARÓDIAS
Silvana Sousa Andrade (UESC)
Geane Vieira de Matos (UESC)
Este relato de experiência traz resultados positivos de um trabalho realizado com crianças do 5º
Ano de uma escola pública no Sul da Bahia. Trabalhado a proposta Hipertexto e Comunicação:
o computador como instrumento pedagógico nas aulas de Português, construção de vídeos e
paródias - proposta para o ensino de leitura e escrita na educação básica. Objetivando apresentar
novas estratégias metodológicas para trabalhar leitura e produção textual com crianças em
processo de alfabetização através do uso do computador e do software Windows Live Movie
Maker, usando novos textos a partir de paródias e construção de vídeos usando conteúdos
de Língua Portuguesa. O pressuposto teórico parte da perspectiva da necessidade de inserir
na escola e na sala de aula ferramentas atrativas para as crianças, uma vez que, vivemos numa
sociedade tecnológica na contemporaneidade. As atividades partiram da construção de novos
textos (paródias), ilustração dos textos e transformação em vídeos/clipes, trabalhando leitura,
escrita, interpretação textual e ortografia com os conteúdos curriculares. Ao final, constatou-se
a assiduidade, progresso na escrita e leitura, produção e interpretação textual. Percebe-se que
tecnologia e escola devem caminhar juntas para o êxito do processo ensino e aprendizagem na
Educação Básica.
206 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
CONECTANDO SABERES ENTRE TECNOLOGIA ASSISTIVA, MATEMÁTICA
E GEOGEBRA: UM ESTUDO REALIZADO COM ALUNOS DA REDE
PÚBLICA DE ENSINO EM ANGICOS (NORDESTE, RIO GRANDE DO
NORTE, BRASIL)
Mayane Ferreira de Farias (UFERSA)
Ingridy Marina Pierre Barbalho (UFERSA)
Ricardo Antônio Faustino da Silva Braz (UFERSA - orientador)
A Tecnologia Assistiva (TA) consiste numa área do conhecimento que engloba recursos,
metodologias e práticas que possibilitam participação de pessoas das mais variadas idades,
tornando-as mais autônomas e independentes, possibilitando qualidade de vida e inclusão
escolar mais efetiva. O Geogebra, por sua vez, consiste num aplicativo de matemática dinâmica
que combina conceitos de álgebra e geometria em uma única janela. O objeto de estudo do
presente trabalho consistia em compreender como o Geogebra podia ser utilizado na transmissão
do conhecimento matemático em aulas com TA direcionadas a alunos da rede pública de ensino
em Angicos. Para isso traçou-se alguns objetivos: inserir o Geogebra no processo de ensinoaprendizagem de alunos da rede pública de ensino; observar o comportamento e o nível de
aprendizagem de alunos ao utilizar o Geogebra elencando as operações matemáticas que
obtiveram melhor fixação do conhecimento no processo de ensino-aprendizagem. Além disso,
foi necessário a realização de pesquisa bibliográfica, artigos e sites que trabalhavam com essas
temáticas possibilitando aprofundamento das discussões e entendimento dos resultados
gerados. Concluiu-se, ao final da pesquisa teórica e prática, que o Geogebra inserido em aulas
com TA desempenha um importante papel colaborativo na transmissão do conhecimento
matemático a alunos, de variadas faixas etárias.
PORTAL UNIVERSITÁRIO: UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
NO CURSO DE LETRAS
José Nildo Barbosa de Melo Junior (Centro Universitário CESMAC)
Maria Luzimar Fernandes (Centro Universitário CESMAC)
Manoel Coelho da Cruz (Centro Universitário CESMAC - orientador)
Este trabalho teve como objetivo refletir sobre o uso do Portal Universitário como suporte
pedagógico no Curso de Letras do Centro Universitário CESMAC, levando em consideração os
entraves que dificultam o uso efetivo dessa ferramenta por parte de professor e aluno, a frequência
e o modo com que ambos utilizam-na, ponderando o domínio que estes têm sobre as novas
tecnologias. A fundamentação teórica está alicerçada nos estudos sobre mídias na educação,
com as acepções de Melo (2012), Mercado (2009), Moran (2007), Oliveira & Fumes (2008), Pinto
& Costa (2008), e nos estudos sobre formação do professor, elencando os pressupostos teóricos
de Cunha (2007), Masetto (2003), Nóvoa (1992). Optou-se por uma metodologia do estudo de
#Hipertexto2013
l 207
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
caso com abordagem qualitativa, seguindo os pressupostos de André (1995 e 2004), Bogdan &
Biklen (1982), Gatti (2002), Ludke & André (2003), sem desprezar dados numéricos necessários
à compreensão do estudo. A coleta de dados foi feita através de conversas informais e de
questionários aplicados a alunos e professores do Curso. A análise dos dados permitiu concluir
que, embora o Portal reúna uma variedade de recursos de aprendizagem, comunicação e
colaboração, uma série de entraves ainda limita a participação efetiva de professores e alunos
no ambiente.
A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA COMO SUPORTE NO ENSINO À DISTANCIA
Andreza Silva de Souza (UEPB)
Kaline Brasil Pereira Nascimento (UEPB - orientadora)
Este trabalho pontua o uso instrumental da tecnologia pedagógica que anuncia uma cultura
nova na evolução em cursos digitais. É fundamental fornecer suporte na preparação do
professor para exercer suas funções neste novo ambiente virtual, aproveitando ao máximo os
recursos tecnológicos oferecidos nessa modalidade. Objetivando aprofundar a importância do
professor na sala virtual através da interface computacional. Um obstáculo a ser superado é a
visão tradicional de ensino do professor e a aplicação da tecnologia na aula virtual, que para
muitos professores é vista como um risco. Nesse sentido, pretende-se apresentar indicações de
como ambientes virtuais podem se tornar instrumentos capazes de garantir a aprendizagem
significativa, como objetivos claros na utilização dos mesmos por parte de instituições que
oferecem educação a distância. Nos últimos anos, esta modalidade de ensino vem crescendo
vertiginosamente em todo o mundo. Na interação dessas pesquisas de Araújo (2005), Rodrigues
(2005), Lévy (2009), percebe-se que alunos e professores dispõem de meios colaborativos para
atingir o potencial de múltiplos caminhos para a aprendizagem.
PO -03
A RELAÇÃO SEMÂNTICA DE ANTONÍMIA NO MAPEAMENTO DAS
EMOÇÕES NO CONTEXTO DE EAD
Jéssica Braun de Moraes (UNISINOS)
Daniela Deitos Haas (UNISINOS)
Isa Mara da Rosa Alves (UNISINOS - orientadora)
Um dos fatores que contribuem para o sucesso da Educação a Distância (EAD) é a sensibilidade
do professor em perceber o sentimento de seus alunos. Tal tarefa é prejudicada pela dificuldade
de localizar e interpretar as declarações dos estudantes. Nesse cenário, o presente estudo visa
208 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
a auxiliar no mapeamento das opiniões e sentimentos registrados em um ambiente virtual de
aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar ancorada na Linguística Cognitiva, em
interface com a área do Processamento Automático de Língua Natural, a partir das teorias da
Semântica Lexical Computacional na área de Análise de Sentimento (Sentiment Analysis). Este
trabalho está vinculado a um projeto maior - apoiado pela FAPERGS - que objetiva a proposta de
uma estratégia de representação linguístico-computacional da semântica do léxico da emoção,
no contexto da EAD, da plataforma virtual de aprendizagem Moodle. Apresentaremos resultados
da primeira etapa: as estratégias adotadas para a descrição de antônimos a partir dos sentimentos
elencados na Roda da Emoção, do psicólogo cognitivo Scherer (2005). Para a descrição linguística,
evocaremos Cruse (1986, 2000) e Murphy (2003). Pela natureza interdisciplinar desta pesquisa, a
metodologia adotada envolve três domínios mutuamente complementares (Dias-da-Silva 1996;
1998; 2003; 2006): o linguístico, o linguístico-computacional e o computacional.
APLICATIVO BUBBLETION: UMA NOVA OPÇÃO PARA CONTRIBUIR NO
APRENDIZADO DO ALGORITMO DE ORDENAÇÃO BUBBLE SORT
Jonas Mendonça Targino (UFPB)
Josué da Silva Gomes Júnior (UFPB)
Ana Liz de Oliveira Souto (UFPB - orientadora)
Um das competências esperadas nos alunos dos cursos da área de computação é desenvolver
a habilidade em resolver problemas através de algoritmos e programação. Pesquisas apontam
que esses alunos em geral enfrentam dificuldades na disciplina de Estruturas de Dados. Essa
disciplina é responsável por apresentar estruturas algorítmicas pré-definidas para representação
de diferentes problemas e estruturas de ordenação que trazem como beneficio melhor eficiência
na execução de acordo com o contexto do problema. Uma das dificuldades apresentadas
decorre da complexidade em entender o passo a passo do código nas estruturas de ordenação.
Esse déficit é causado pela falta de ferramentas que possam trazer para o aluno certo grau
de abstração, proporcionem o entendimento do código e de toda estrutura de execução
interna e externa. Diante desse contexto, este trabalho apresenta um aplicativo com animação
interativa chamada Bubbletion que tem por intuito contribuir para o aprendizado do algoritmo
de ordenação Bubble Sort (ordenação bolha). Bubbletion permite ao aluno inserir diferentes
entradas de números, acompanhar toda a interação através da animação e chegar ao resultado
final. Espera-se que o aplicativo Bubbletion seja uma ferramenta facilitadora no processo de
aprendizagem e contribua de forma construtiva para o entendimento do conteúdo.
#Hipertexto2013
l 209
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
AVALIA - SOFTWARE PARA AVALIAR A APRENDIZAGEM EM AMBIENTES
VIRTUAIS DE ENSINO
Lanylldo Araujo dos Santos (UEMA)
Lidinalva de Almada Coutinho (UEMA)
Luís Carlos Costa Fonseca (UEMA - orientador)
Este trabalho propõe estudar a possibilidade de automação do processo de avaliação da
aprendizagem escolar, utilizando os dados obtidos a partir da análise de provas com o uso
da Teoria de Resposta ao Item. O interesse em pesquisa sobre esta temática vem ao encontro
de utilizar os recursos computacionais para auxiliar os professores durante o processo de
criação e analise das avaliações. O software pedagógico AVALIA disponibiliza para os docentes:
interfaces para cadastrar e editar as prova e fornecer relatórios sobre os níveis de proficiências
e habilidades dos alunos. Para os discentes a ferramenta oferece um ambiente para realização
dos testes e acesso as mensagens de feedback, que são enviadas pelo software. A ferramenta
desenvolvida torna-se um importante recurso que esta a disposição dos docentes e discentes do
ensino presencial e/ou à distância. Até o momento os resultados dos testes realizados junto ao
laboratório de informática do curso de Licenciatura em Informática da UFMA, apresentaram um
bom desempenho das funções do software e serviram como referencia para identificar alguns
recursos que precisão ser aprimorados como interface gráfica do sistema.
CODE: O ENSINO DE LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO EDUCATIVAS
COMO FERRAMENTAS DE ENSINO/APRENDIZAGEM
Ricardo Fidelis Dantas (UEPB)
Francisco Eudes Almeida da Costa (UEPB)
Rosangela de Araújo Medeiros (UEPB - orientadora)
A facilidade das novas tecnologias permite que as pessoas consigam acompanhar a informação
de forma rápida e se inserir no contexto da modernidade. Apesar de timidamente, ainda, está
sendo incorporado também na educação, às escolas estão passando por um processo de
informatização. Portanto, se faz necessário usar das novas tecnologias de forma construtiva,
pensando nas suas inúmeras possibilidades e tentando alinhá-las no contexto interdisciplinar.
Através da prática de programação de computadores podemos extrai conhecimentos que
somarão habilidades de raciocínio lógico, conhecimentos matemáticos, trabalho em equipe,
capacidade de resolver problemas e o estimulo da criatividade, se faz necessário apenas, que
possamos enxergar o ato de programar como uma atividade criativa. Partindo desses dois
princípios básicos que nasceu o projeto Code.org, uma colaboração de vários integrantes de
empresas de tecnologia o objetivo principal do projeto é fazer com que alunos em todas as
escolas possam ter a oportunidade de aprender programação de computador.
210 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
ENTRE FERRAMENTAS DIGITAIS E AS TECNOLOGIAS DA PLATAFORMA:
UMA ANÁLISE SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O USO DAS TECNOLOGIAS E
APLICATIVOS DENTRO E FORA DO CONTEXTO EDUCACIONAL
Matheus Freitas Gonçalves (UFJF)
Amanda Horta Novaes (UFJF)
Eliane Medeiros Borges (UFJF - orientadora)
O artigo propõe realizar uma análise do uso de tecnologias e ferramentas digitais e online de
docentes de dois cursos na modalidade a distancia da Universidade federal de Juiz de Fora (UFJF).
Fazendo uso de referenciais teóricos como Valente e Belloni, o trabalho traz como questão o uso
das tecnologias como recurso importante para educação atual. Por meio da aplicação e análise
de questionários a uma parcela dos docentes que já atuaram nos cursos estudados, a proposta do
estudo é verificar o uso e a familiaridade com as ferramentas em ambientes diferentes: primeiro
no que se refere ao uso de tais tecnologias nas plataformas de ensino dos cursos (AVA, Moodle),
dentro das disciplinas ministradas; segundo referente ao uso de ferramentas, aplicativos e
tecnologias fora do ambiente acadêmico. Intenta-se, com isso, perceber se há correlação entre
o manuseio e famil iaridade do docente com as ferramentas disponíveis na web com o uso mais
intenso de recursos da plataforma. Como considerações finais o artigo sinaliza a existência de
relação direta entre o uso que o professor faz das ferramentas da web dentro e fora do ambiente
acadêmico das disciplinas ministradas.
INTERLIGANDO ÁREAS E ESPAÇOS: O USO DA PLATAFORMA
CODECADEMY COMO FERRAMENTA PARA EDUCACIONAL AMBIENTAL
Thais Karoline Ferreira da Silva (UFRPE)
Thays Ferreira da Silva (UFRPE)
Gilberto Amado de Azevedo Cysneiros Filho (UFRPE - orientador)
Este artigo descreve a experiência do uso de uma plataforma educativa interativa online
(Codecademy) para capacitação de bolsistas do projeto de extensão: “Programa Capivara:
educação socioambiental na bacia do Capibaribe” na criação de materiais digitais on-line para
o ensino de Educação Ambiental em instituições de ensino. A metodologia usada foi a criação
de um curso usando a plataforma Codecademy sobre tecnologias fundamentais (HTML, CSS,
JavaScript e jQuery) para criações de aplicações na web. No final do curso, os bolsistas foram
divididos em grupos para elaboração e implementação de projetos, tais como: a criação de um
mapa interativo do Parque Dois Irmãos e a criação de uma trilha interativa da Fazenda Fieza
(área ecológica na cidade de Santa Cruz de Capibaribe). Vários estudos comprovam a eficácia
do uso de TICs como uma ferramenta de apoio ao ensino e aprendizado. Em particular, o uso
da web é uma importante ferramenta pois as escolas participantes do Programa Capivara estão
distribuídas em diferentes regiões do Estado. Contudo para uso efetivo dessa ferramenta, houve
uma necessidade de capacitação dos bolsistas. O desafio era que os bolsistas (especialistas
#Hipertexto2013
l 211
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
em Educação Ambiental) tinham pouca experiência com tecnologia, mas o Codecademy foi
fundamental para vencermos esse obstáculo.
PO -04
O PAPEL DO DESIGN INSTRUCIONAL FRENTE A PRODUÇÃO DE
MATERIAIS PARA A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD)
Silvana Maria Medeiros (UEPB)
Rosângela de Araujo Medeiros (UEPB - orientadora)
A educação tem mostrado novas formas de atuação e interação, viabilizando a oferta do ensino
de qualidade ao alcance de todos, por meio dos recursos midiáticos e virtuais. Nesse contexto,
a Educação à Distancia (EaD) tem se destacado, sendo a área de Design Instrucional (DI) que
organiza e estrutura os processos de EaD. Assim, objetivando investigar o papel do DI na EaD,
realizou-se um estudo bibliográfico a partir das reflexões teóricas de Silva e Menezes (2001);
Guilhermo (2002); Gomes Filho e Belisário (2003); Marconi e Lakatos (2006); Inácio, Maia e Matar
(2007); Filatro, Batista e Menezes (2008); Bürdek (2010) e Pimentel (2012). Como resultado
deste estudo, pudemos averiguar que a atuação do DI vai além do processo de montagem de
interface e/ou produção de material impresso, uma vez que envolve a concepção pedagógica
de que ensinar vai além do transmitir, implicando na organização de um processo de ensinoaprendizagem baseado na produção, na intervenção, na interação e na atuação efetiva do
sujeito que aprende.
ALPHAGAME: JOGO PARA AUXÍLIO AO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
Dorgival Pereira da Silva Netto (UFPB)
Mayara Wanessa Alves dos Santos (UFPB)
Rafaela Fischer Augusto da Silva (UFPB)
Este artigo visa mostrar a importância do ensino da Língua Inglesa nas séries iniciais, pois este
se torna mais eficaz quando iniciado nessa etapa do processo de ensino-aprendizagem, pois
as crianças tendem a aprender com mais naturalidade uma nova língua. Utilizar de um recurso
estático como, por exemplo, livros ou algo pouco motivador como, por exemplo, cd’s de áudio
com repetições pode não ser a estratégia mais eficiente para o ensino de Língua Inglesa para
esse público-alvo. Visando despertar o interesse e motivá-las a aprender a Língua Inglesa de
forma lúdica e prazerosa, utilizamos dos jogos educacionais como estratégia para tornar o
aprendizado mais divertido e animado. Este artigo descreve um jogo educacional cujo propósito
é desenvolver o raciocínio, despertar a curiosidade, estimular a aprendizagem cognitivista, além
212 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
de ensinar conteúdos básicos da Língua Inglesa através da utilização de recursos como mouse,
teclado e áudios. O jogo possui cinco desafios, a citar-se: alphabet, vowels, consonants, numbers
e colors que buscam desenvolver o aprendizado. Uma vez que elas interagem com o símbolo
clicando ou digitando escutam o respectivo som da vogal, consoante ou número, nos desafios
alphabet, vowels, consonants e numbers; e conhecem as cores e a pronúncia destas no desafio
colors.
APRENDENDO TEORIA X-BARRA COM UM OBJETO DE APRENDIZAGEM
Eva Vilma Aires Cabral Gondim (UFPB)
Thiago Gouveia da Silva (IFPB)
Márcio Martins Leitão (UFPB - orientador)
A crescente evolução tecnológica e a grande difusão da internet provocaram mudanças
profundas em vários âmbitos da sociedade. Após influenciar a maneira como as pessoas se
comunicam, realizam negócios, entre outras atividades cotidianas, a Web e o uso das TIC’s
(Tecnologias de Informação e Comunicação) têm impactado o campo educacional com a
disseminação de recursos digitais disponibilizados para o processo de ensino-aprendizagem.
Dentre esses recursos, encontram-se os Objetos de Aprendizagem (OA) que, segundo Wiley,
são materiais digitais que podem ser reutilizados para dar suporte à aprendizagem. Com base
nisso, o presente trabalho objetiva apresentar um Objeto de Aprendizagem em forma de Jogo
Educativo, desenvolvido por meio do software Macromedia Flash, que visa facilitar/ reforçar a
aprendizagem de árvores sintáticas básicas da Teoria X-barra, postulada pela Teoria Gerativa. A
Teoria X-barra trata dos princípios de organização estrutural das sentenças e dos constituintes
(sintagmas) das línguas naturais. Tendo em vista que os conceitos dessa teoria são considerados
de difícil aprendizagem para vários alunos de graduação em Letras – Português, o objeto de
aprendizagem desenvolvido neste estudo foi elaborado para auxiliar, de forma interativa, a
compreensão dos princípios de organização das sentenças.
GAMES NO ENSINO DA MATEMÁTICA: PROCESSOS DE VIRTUALIZAÇÃO
DE JOGOS PARA USO ENTRE ESTUDANTES E PROFESSORES DA REGIÃO
AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Sebastião Rogério da Silva Neto (UPE)
Wilk Oliveira dos Santos (UPE)
Clóvis Gomes da Silva Júnior (UPE - orientador)
Este trabalho descreve a realização de um projeto de pesquisa e extensão ligado ao curso
de Licenciatura em Computação e o departamento de Ciências Exatas da Universidade de
Pernambuco, este projeto, busca analisar e desenvolver, processos de virtualização de jogos
matemáticos tradicionais, isto com base no processo metodológico de transformação de jogos
matemáticos tradicionais em jogos digitais. Este trabalho busca analisar jogos tradicionais
#Hipertexto2013
l 213
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
usados no ensino da Matemática, obtidos por meio de pesquisa bibliográfica em livros do
gênero, além de pesquisa em textos acadêmicos, obtidos por meio de pesquisas eletrônica,
havendo ainda a participação de professores em atividade na área de Matemática, expondo
suas concepções sobre o uso e adequações dos jogos, isto com o objetivo de escolher-se 10
(dez) jogos tradicionais, para serem submetidos ao processo de virtualização, que criará verões
digitais para os jogos tradicionais, mantendo os seus aspectos pedagógicos e psicopedagogos,
fundamentais ao seu funcionamento, a fim de disponibilizar, para estudantes e professores da
região Agreste de Pernambuco, jogos usados de forma positiva no ensino da Matemática, porem
de em versões digitais, presentes no contexto atual destes estudantes e professores.
GEOSOMA
Albérico Henrique dos Santos (UFRPE)
Leid Jane Queiroz dos Santos (Universidade Salgado de Oliveira)
Luciano Cabral (UFPE/IFPE/FMN - orientador)
Os estudos relacionados a primatas não-humanos é um processo difícil de ser realizado por
pesquisadores pouco experientes, uma vez que cada espécie apresenta características particulares.
Para os pesquisadores iniciantes da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal
do Pará uma das dificuldades está relacionada com a classificação da qualidade do sêmen de
primatas com base em características testiculares. É devida essa dificuldade que o SICLASP
(Sistema de Classificação de Sêmen de Primatas) está sendo desenvolvido, uma vez que o
mesmo consiste em uma aplicação Web que permite aos pesquisadores realizar a classificação
do sêmen, indicando se o mesmo tem boa ou má qualidade, mediante a inserção das medidas
testiculares e seminais de primatas, e ainda consultarem uma base de dados relacionada ao
assunto, o que auxiliaria seus estudos. O SICLASP utiliza o algoritmo de classificação J48 para
minerar os dados fornecidos pelos pesquisadores e indicar se o sêmen é de qualidade. De acordo
com análises preliminares, a tarefa de classificação tem apresentado um grau de confiança
de 98%, indicando a eficácia no processo de classificação, o que permitirá aos pesquisadores
utilizarem a ferramenta como um método complementar e/ou alternativo aos livros didáticos,
uma vez que esses são muito caros.
JOGOS GEOMÉTRICOS ESPACIAIS
Albérico Henrique dos Santos (UFRPE)
Luciano Cabral (UFPE/IFPE/FMN - orientador)
O jogo é uma ferramenta que auxilia o aprendizado. Pensando nisso, desenvolvemos jogos
matemáticos geométricos (Geosoma) que trabalham a operação matemática da soma,
semelhantes ao consagrado quadrado mágico e triângulo mágico. Aproveitando o fascínio que
os jogos digitais exercem sobre as crianças, iremos adicionar a tudo isso as Novas Tecnologias de
Comunicação e Informação. Por meio das figuras geométricas diversas como círculos, triângulos,
214 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
quadrados e pentágonos, tais figuras, agrupadas, irão compor uma figura maior, consistente em
três linhas e três colunas, com algumas figuras sobrepostas. Os números de 1 até 9 devem ser
distribuídos dentro de cada figura, de forma que a soma de cada grupo deve ser igual a um
valor predeterminado. Podem-se conferir alguns exemplos no site: “www.geometricos.com.br”,
todo mês serão disponibilizados novos jogos, pois são inúmeras variedades de Geosomas. Caso
tenha algum problema com o site veja em: https://docs.google.com/presentation/d/1zzQtwBih
XdMPF3C7WFR814xuxwbwbKXiBdIBEUjNys/edit#slide=id.ged27f1f5_06 As novas alternativas
apresentadas para o ensino-aprendizagem da Matemática são bem recebidas pelos professores.
Os alunos, diante da novidade, ficam mais atentos à matéria. E essa junção, alunos mais atentos
e professores certos da eficácia da alternativa, só pode gerar bons frutos.
A Globalização e o processo de produção agro-industrial
Gregory Augusto de Lima Laborde (Fafica),
Ana Luiza de Souza Rolim (Fafica - orientadora)
Este artigo visa, através do relato de experiência da utilização de webquest e dispositivos digitais
(câmeras, celulares e tablets), a explanar aos estudantes do IFPE-Belo Jardim a ligação entre
ciência e tecnologia que abrange a disciplina de física utilizando os PCN que traz propostas de
consciência ambiental, preservação responsável do ambiente e posicionamento critico referente
a utilização das tecnologias em suas mais variadas interfaces. Tendo como exemplos a TI-Verde
e as mídias digitais temáticas bastante discutidas nos dias atuais, possibilitando a integração
entre tecnologia da informação e o curso técnico em agroindústria, demonstrando a construção
dos conceitos e vivências por meio de criação de videos, slides, galeria de imagens virtuais e
entrevistas utilizando-se de aplicativos móveis, realizadas com os participantes, questionando
a importância do trabalho vivenciado para o curso técnico em agroindústria e as interferências
das novas mídias e da globalização nos processos de produção.
PO -05
O GAME “VAMOS ÀS COMPRAS” COMO FERRAMENTA DE
APRENDIZAGEM
Danilo Raniery Alves Coutinho (UFPB)
José Raul de Brito Andrade (UFPB)
Ana Liz Souto Oliveira de Araújo (UFPB - orientadora)
O game educacional “Vamos às compras” é direcionado para crianças do ensino fundamental,
abordando memorização e conteúdos básicos de português e matemática. O jogo tem por base
#Hipertexto2013
l 215
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
a teoria cognitiva comportamental, pois, em situações de erros, o jogador é obrigado a retornar
ao ponto anterior, só permitindo seguir para o nível seguinte após a conclusão correta do nível
atual e incentiva a memorização. O jogo está dividido em três partes e é iniciado quando o
jogador escolhe o nível de dificuldade (fácil, médio e difícil). Na parte um, o jogador trabalha
com formação de palavras e separação de sílabas, com o objetivo de encontrar letras faltando
de nomes de brinquedos. Na parte dois, o jogador treina memorização no intuito de formar uma
lista de compras de brinquedos. A parte três envolve operações matemáticas básicas através da
compra dos brinquedos da lista. No final, há também um desafio matemático extra, opcional
ao jogador, relacionado às compras realizadas. O resultado esperado é que o game favoreça a
aprendizagem didática a partir do instrumento lúdico.
O JOGO DA SUSTENTABILIDADE COMO FERRAMENTA
INTERDISCIPLINAR
Josiane Maria de Souza (FACET)
Reneid Emanuele Simplicio Dudu (UEPB)
Joycyely Marytza de Araujo Souza (UFRPE - orientadora)
Gradativamente a tecnologia vem tomando espaço dentro das instituições e tem têm chegado
às escolas como ferramentas para dinamizar a aprendizagem. Assim o objetivo geral foi analisar
o jogo da sustentabilidade como uma alternativa interdisciplinar de ensino, além de se ser
tema transversal dos Parâmetros Curriculares Nacional. A metodologia aplicada baseia-se
na classificação exploratória e quanti-qualitativa, logo utiliza-se do procedimento técnico da
pesquisa bibliográfica e do estudo de caso. Para coleta de dados foram empregados formulários
para estudantes de uma escola da rede privada de ensino de Olinda – PE. Nos resultados do estudo
foram questionados sobre o jogo, pontos positivos e negativos enfrentados pelos estudantes.
Dessa forma foi possível concluir que o jogo é uma metodologia divertida e interativa para o
aprendizado, apesar de precisar de complemento.
OS OBJETOS DE APRENDIZAGEM COMO FERRAMENTAS NO ENSINO
APRENDIZADO
Maria do Socorro Braga Reis (UFRA)
José Pereira Smith Junior (UFRA)
Joneson Rosa Reis (UFRA)
Janaina Costa (UFRA - orientadora)
A tecnologia assume um papel de proporções magníficas, o universo escolar não pode ficar
alheio a essa revolução. Nesse contexto, surgem os Objetos de Aprendizagem como um
importante elemento para auxiliar no processo ensino aprendizagem de disciplinas essenciais
no currículo escolar. Propôs-se a produção de OAs para serem usados como ferramenta de ensino
aprendizado, dentro do contexto educacional possibilitando o desenvolvimento do raciocínio,
216 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
através de diferentes linguagens de mídia na escola. A pesquisa do uso e aplicação dos OAs para
os docentes que constituiu o estudo de caso, foram divulgadas nas escolas publicas, buscando
resultados sobre o nível de aprendizagem dos alunos que utilizaram os OAs na assimilação do
conhecimento. Embasada e fundamentada nos teóricos: Moran (2012), Levy (2009 e 2011),
Valente (2002). Constatou-se que os professores que implementaram os OAs em suas aulas
consideraram-no positivo o fato de poder se carregado em qualquer tipo de mídia, facilitando a
sua aplicação em espaços sem internet e sugerindo modificações em alguns, e novas versões. Os
Objetos de Aprendizagem permitiram a instigar novos pensamentos, sendo interativos, fazendo
com que o aluno estabelecesse uma relação ativa, apropriando-se de uma aprendizagem mais
significativa.
USO DE GAMES NO ENSINO DA MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA DE
VIRTUALIZAÇÃO DOS JOGOS TRADICIONAIS, PARA USO COMO
MECANISMO DE APOIO AO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Wilk Oliveira dos Santos (UPE)
Sebastião Rogério da Silva Neto (UPE)
Clovis Gomes da Silva Junior (UPE - orientador)
Este trabalho apresenta uma análise critica, fundamentada em torno de uma pesquisa
bibliográfica em conjunto com uma pesquisa social, realizada a fim de buscar e conhecer os
jogos digitais usados no ensino da Matemática, traçando assim um mapeamento sistemático,
baseado nos resultados obtidos, além de uma análise crítica, permeada por estes resultados,
buscando assim, propor uma discussão em função deste objeto de estudo. A pesquisa nos
levou a perceber a existência de uma lacuna entre os jogos tradicionais, usados com resultados
positivos comprovados no ensino da Matemática, e os jogos digitais disponíveis atualmente,
no que se diz respeito aos seus aspectos pedagógicos e psicopedagógicos, que consideramos
necessários para uso dos jogos como mecanismo de apoio ao processo de ensino e aprendizagem.
Tais resultados nos levaram a propor o que denominamos “virtualização de jogos tradicionais”,
processo que consiste em criar versões digitais para os jogos tradicionais, de modo que alunos
e professores possam fazer uso dos jogos tradicionais, a anos usados da Matemática, porem em
versões digitais, presentes atualmente no contexto escolar de estudantes e professores.
UTILIZAÇÃO DE JOGOS E ANIMAÇÕES NO ENSINO DE EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Priscila Gabriele Marques dos Santos (UFRPE)
Gilberto Amado de Azevedo Cysneiros Filho (UFRPE - orientador)
Este artigo descreve a experiência da aplicação de novas tecnologias de informação no processo
do ensino de educação ambiental. É conhecido que jogos e animações são capazes de despertar
interesse, motivação e envolvimento do participante com determinada atividade. Dessa forma,
#Hipertexto2013
l 217
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
partindo do referencial teórico da eficácia do uso de jogos e animações a nível educacional, esta
experiência se pauta na utilização de ambientes de animações gráficas de modo a contribuir
com o processo educativo. A escolha dos ambientes gráficos se justifica tendo em vista que são
necessárias tecnologias simples para que os educadores estejam aptos a construir jogos sem que
para isso precisem depender das sintaxes e lógicas complexas das linguagens de programação.
Neste sentido, ambientes de programação como Scratch e Alice constituem tecnologias que
podem ser empregadas como catalisadores no processo de ensino e aprendizagem, tendo
em vista que buscam em sua própria estrutura se assemelhar a jogos de videogame; sendo,
portanto, mais acessíveis que as outras linguagens de programação.
VANTAGENS PEDAGÓGICAS DO JOGO MINECRAFT
Roselis Silva da Cruz (UFRA)
Ana Laura Souza (UFRA)
O presente trabalho trata do uso do jogo de entretenimento Minecraft na educação. Tem como
objetivo analisar as vantagens pedagógicas da aplicação do Minecraft em uma proposta de
valorização dos pontos turísticos do município de Bragança-Pará. Para isso, foi realizada pesquisa
bibliográfica e de campo. Na pesquisa os teóricos utilizados foram José Manuel Moran, Seymour
Papert, Guilherme Solari e Danilo Viana. Estes teóricos fundamentaram a elaboração da proposta
pedagógica para a aplicação do jogo Minecraft, assim como a análise dos resultados. A pesquisa
de campo ocorreu com alunos e professores da turma 101, do 9º ano da escola E.E.E.F.M.profº
Bolivar Bordalo da Silva da cidade de Bragança-Pará. Estes em colaboração criaram um cenário
virtual com os principais pontos turísticos de Bragança. A análise dos dados coletados na pesquisa
bibliográfica e de campo indicou como resultados algumas vantagens do uso do Minecraft,
como desenvolver a criatividade com ludicidade, favorecer a colaboração e o trabalho em grupo,
instigar a resolução de problemas, favorecer a contextualização da aprendizagem, possibilitar a
interdisciplinaridade, desenvolver a atenção, possibilitar a maior autonomia e contribuir para
mudar a visão que o aluno tem da escola.
“MANTENHA A INTERATIVIDADE!”: UM ESTUDO SOBRE ENQUADRES
SOCIOINTERACIONAIS EM VIDEOAULAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
DA UFRPE
Jéssica Cristina dos Santos Jardim (UFPE)
Siane Gois Cavalcanti Rodrigues (UFPE - orientadora)
Este trabalho é um dos resultados da pesquisa PIBIC/CNPq/UFPE 2012-2013 “Enquadres
sociointeracionais em videoaulas de EAD: aspectos funcionais e discursivos em videoaulas
de educação a distância da UFRPE”, vinculada ao projeto “Linguagem e ensino na EAD: um
estudo sobre interatividade em videoaulas de educação a distância da UFRPE”, coordenado
pelos professores Drª Siane Rodrigues, Drª Maria José Luna e Ms. Éwerton Luna. Nosso objetivo
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#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
foi compreender aproximações e distanciamentos entre aulas presenciais e videoaulas, duas
realizações de um mesmo gênero discursivo, a aula didática. Selecionamos três videoaulas, pelo
critério de disponibilidade, para análise qualitativa do conceito de “enquadres sociointeracionais”.
Segundo Garcez (2002, p.260), os enquadres possibilitam significações e se baseiam em
sinalizações de fala e gestos e, “ao enquadrar os eventos, os participantes fazem que certos
focos de atenção se tornem relevantes, e que outros passem a ser ignorados. Os enquadres,
portanto, incluem e excluem elementos contextuais [...]”. Concluímos que, nas videoaulas,
torna-se necessário os chamados professores executores lançarem pistas contextuais explícitas,
por vezes em linguagem metacomunicativa, para se fazerem compreender pelos cursistas. No
estudo, contamos com o aporte da Sociolinguística Interacional e as contribuições de Goffman
(1985; 2002), Blom e Gumperz (2002), Garcez et al. (2002) e Broncart (1999).
A ESCRITA COLABORATIVA POR MEIO DO GOOGLE DOCS:
TRABALHANDO O LETRAMENTO DIGITAL ATRAVÉS DO PIBID/LÍNGUA
PORTUGUESA
Glênio Morais Régis (UFRN)
Ana Maria de Oliveira Paz (UFRN - orientadora)
Com o advento das novas tecnologias na educação, a forma tradicional de ensino tem sofrido
um significativo declínio dando espaço para um novo fazer pedagógico. Nesse sentido, as aulas
de produção textual estão fazendo uso desses recursos a fim de proporcionar ao aluno um
aperfeiçoamento da escrita, por meio de um editor de documentos online desenvolvido pelo
Google. O projeto “Letramento Digital: linguagens e interação virtual” desenvolvido através do
Pibid/Língua Portuguesa proporciona aos alunos envolvidos tal experiência, objetivando tornar
a escrita como uma prática social e interativa. Dessa forma, os bolsistas do subprojeto lançaram
mão de tal recurso e, juntamente com os discentes das escolas participantes, estão produzindo
diversos gêneros textuais com o auxílio do computador e do editor online. Nesse sentido, os
alunos utilizam a plataforma denominada Google Docs, construindo o texto de forma em
que todos participam e, consequentemente, os bolsistas realizam a orientação acerca dessas
produções, sendo, portanto, uma construção colaborativa. Para o desenvolvimento do projeto
tomou-se as teorias acerca do letramento digital e da escrita colaborativa desenvolvidas por
Arruda (2004), Lévy (2004) e Xavier (2004). Como resultado, espera-se que, os alunos desenvolvam
a capacidade da escrita em vários meios sociais, com o auxílio das novas tecnologias.
#Hipertexto2013
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PO -06
A IDENTIDADE MARANHENSE: UM ESTUDO DA ESCRITA NA WEB
Flavia Regina Neves da Silva (UFMA)
Clecio Marques dos Santos (UFMA)
Veraluce da Silva Lima (UFMA - orientadora)
A integração de práticas de aprendizagem móvel dentro dos espaços escolares vêm apresentando
um crescimento significativo, buscando explorar as características particulares oferecidas pelos
dispositivos móveis para a construção do conhecimento. Contextos autênticos de aprendizagem
móvel fomentam a aprendizagem de forma ubíqua: em qualquer lugar e a qualquer momento.
Objetivando um melhor aproveitamento das especificidades dos dispositivos móveis no
âmbito educacional, este trabalho apresenta um levantamento de ferramentas que permitem
que usuários que não possuem conhecimento técnico-formal em programação possam criar
aplicações para os mesmos. Assim, professores e estudantes não familiarizados com este tipo de
programação podem desenvolver suas próprias aplicações para dispositivos móveis. O resultado
deste trabalho é uma avaliação das principais ferramentas disponíveis para as plataformas
Android, iOs e Windows Phone, a partir da análise de diversos critérios técnicos e pedagógicos.
Adicionalmente, são apresentados artefatos criados a partir destas ferramentas, bem como
possíveis práticas pedagógicas que facilitem a incorporação da aprendizagem móvel.
A INFLUÊNCIA DA USABILIDADE DOS PROVEDORES DE CONTEÚDO NO
COMPORTAMENTO DOS USUÁRIOS DE REDES SOCIAIS
Thaynan Escarião da Nóbrega (UFCG)
Andresa Costa Pereira(UFCG)
Marco Antonio Dias da Silva (UFCG - orientador)
As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) facilitam a propagação das notícias e
permitem que os leitores compartilhem e comentem o conteúdo. Entende-se que a qualidade
do conteúdo e facilidade de uso do site podem afetar o comportamento dos usuários. Sendo
a usabilidade representada pela facilidade com que um usuário utiliza uma nova ferramenta o
objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a usabilidade e o comportamento do usuário
nas redes sociais Facebook e Twitter. As páginas dos cinco principais provedores de notícias
do Brasil foram avaliadas durante três meses e tiveram sua usabilidade testada, uma vez por
mês, por três pesquisadores distintos. A cada mês, em horários predeterminados, foi realizada a
avaliação das atividades de comportamento dos usuários de cada um dos provedores de notícia
nas redes sociais. Observou-se que as notícias postadas pelos provedores donos das páginas
com maior usabilidade eram os que possuíam maiores médias de participação dos usuários
220 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
nas redes sociais. Conclui-se, dentro dos limites desse estudo, que pode haver relação entre o
grau de usabilidade do site de notícias e o perfil de participação do usuário de redes sociais. O
presente trabalho foi realizado com o apoio do UOL (www.uol.com.br), através do Programa
UOL Bolsa Pesquisa, processo número 20130220164200
A INTERAÇÃO NO TWITTER: CONSTRUINDO UNIVERSOS DE SENTIDO A
PARTIR DE ENUNCIADOS HIPERTEXTUAIS
Douglas Lopes de Melo (USP)
Zilda Gaspar Oliveira de Aquino (USP - orientadora)
Este trabalho tem como propósito descrever o microblog, com ênfase no serviço Twitter,
enquanto gênero discursivo digital, em busca de observar as rotinas de uso estabelecidas pelos
participantes, analisar as estratégias promovidas pelos participantes através dos elementos
textuais e hipertextuais em seus enunciados (tweets), e identificar usos de referenciação na
enunciação hipertextual (ênfase no uso do <@nome_de_usuario>), bem como as estratégias
discursivas a partir destes elementos dêiticos. Para tanto, nos valemos de recortes do perfil do
jornalista Tiago Leifert em agosto de 2011, em uma análise qualitativa que envolve marcas de
textualidade e hipertextualidade, à luz das teorias de MARCUSCHI (2005), KOCH (2009), BAKHTIN
(1997, 2010), com enfoque nas teorias de dêixis e sua interface com o discurso (LEVINSON, 2007;
MAINGUENEAU, 1993). Acreditamos que a discursivização das categorias de dêixis, presentes no
@nome_de_usuário, constrói um universo de sentido a partir da própria enunciação, bem como
a construção da imagem pública do usuário do serviço.
DAS NUVENS PARA A SALA DE AULA
Alexandre Rodrigues Caitano (UFERSA)
Edjane Mikaelly Silva de Azevêdo (UFERSA)
Servulla Cristianne Marques Trindade (UFERSA)
Jacimara Villar Forbeloni (UFERSA - orientadora)
Com o avanço das NTICs é aberto um grande leque de opções metodológicas para que o
educador consiga atender as necessidades pedagógicas, de forma que facilite o ensinoaprendizagem dos nativos digitais, esse novo educando que procura encontrar na escola o
reflexo do seu mundo tecnológico. A Internet é uma das maiores ferramentas tecnológicas,
pois diversos usuários podem usá-la ao mesmo tempo e em lugares e dispositivos diferentes,
é como se fosse uma grande nuvem pairando sobre nossas cabeças. Uma das contribuições
da Computação em Nuvem é a agilidade que os professores ganham ao compartilhar arquivos
e notas dos seus alunos diretamente na rede (LABORDE, 2011). Essa “nuvem” pode ser usada
em sala de aula facilitando a comunicação professor-aluno, transformando-se também em um
método simplificador que agrega valores na transformação educacional. Este artigo tem por
objetivo encaminhar fundamentos e conceitos básicos da Computação em Nuvem, abordando
#Hipertexto2013
l 221
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
seus benefícios e desvantagens, discutindo as dúvidas que esta nova tecnologia provoca.
Demonstrando, a partir da experiência desenvolvida com professores da rede estadual de ensino
no RN, como a computação em nuvem é um forte elemento de transformação didática, pois ela
facilita o acesso a arquivos e programas, de forma simples, rápida e barata.
O FACEBOOK COMO NOVA FACE DE LEITURA E DE ESCRITA: QUE TEM A
ESCOLA A VER COMO ISSO?
Josimar Santana Silva (UNEB)
Obdália Santana Ferraz Silva (UNEB - orientadora)
Este estudo monográfico objetiva discutir sobre o Facebook como recurso pedagógico
relevante no ensino-aprendizagem da leitura e da escrita, no Ensino Médio. Entendemos que
tal rede social poderá proporcionar aos indivíduos uma aprendizagem expressiva, no âmbito
da leitura e da escrita, uma vez que se configura como nova linguagem, novo meio de trocar
informações e construir conhecimentos. Como suporte teórico, nos apoiamos nos estudos de
Araújo (2009) e Xavier (2009), que discutem sobre os letramentos na internet; Lorenzo (2013),
para refletir sobre o uso das redes sociais na educação; Silva (2000), para tratar da importância
se transformar a sala de aula em um ambiente interativo, entre outros autores. Trata-se de uma
pesquisa em andamento, que lançará mão de entrevista semiestruturada com professores do
Ensino Médio, para dialogar sobre como o Facebook, tão usado pelos alunos, no ambiente extraescolar, poderá adentrar o espaço escolar para a aprendizagem da leitura e da escrita, numa
visão crítico-reflexiva. Acreditamos que este trabalho poderá contribuir para uma reflexão sobre
a necessidade de o professor de língua materna preparar-se para o desafio de acolher esses
espaços virtuais de letramentos no seu projeto curricular, promovendo novas relações entre os
sujeitos envolvidos nesse processo e a linguagem.
PO -07
O GÊNERO TEXTUAL E-MAIL: UM ESTUDO DE CASO NO IFRS - CÂMPUS
CANOAS
Ana Maria de Oliveira Correia (IFRS)
Fabiana Cardoso Fidelis (IFRS - orientadora)
O projeto de extensão Comunicação nas Organizações: práticas de linguagem focaliza a
qualificação dos servidores da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Canoas (RS)
e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) no uso da
linguagem e da comunicação escrita e oral. Para isso, oferta-se aos servidores um curso de 132
222 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
horas, dividido em quatro módulos: Redação Oficial, Leitura e Produção Textual, Comunicação
Oral e Redação Científica. Paralelamente ao curso, está sendo desenvolvida uma pesquisa
sobre a utilização do e-mail institucional pelos servidores do IFRS – Câmpus Canoas. O gênero
textual e-mail, apresentando formas de produção típicas e já padronizadas (MARCUSCHI,
2004), é atualmente um dos mais praticados nas organizações públicas. A pesquisa aborda as
características textuais e as temáticas dos e-mails enviados pelos servidores, a relevância desta
forma de comunicação para a instituição, a quantidade, a qualidade e a segurança das informações
recebidas ou enviadas através da ferramenta. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica,
análise de e-mails, questionário avaliativo aplicado aos servidores do IFRS - Câmpus Canoas e
a tabulação dos dados coletados. A pesquisa trará subsídios para fundamentar e enriquecer as
aulas do curso Comunicação nas Organizações: práticas de linguagem.
O USO DO SOFTWARE HAGÁQUÊ NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
TEXTUAL
Adriana da Conceição Barros do Rosário (UFRA)
Roseane do Socorro Monte Palma (UFRA)
Luzmarina de Melo Muniz (UFRA - orientadora)
O trabalho “O uso do software hagáquê no processo de construção textual”, teve como
objetivo aprimorar a produção textual dos alunos do 4º ano da EMEF Jorge Daniel de Souza
Ramos através da utilização do software hagáquê. Este trabalho foi fundamentado na teoria
de: Bandeira (2009, p.1), que defende o uso das histórias em quadrinhos (HQs), pois segundo
ele elas ajudam as crianças e jovens a consolidar seus hábitos de leitura e a compreensão das
idéias. E na teoria de Valente (1998, p.30), pois segundo ele o computador pode enriquecer
ambientes de aprendizagem onde o aluno, interagindo com os objetos desse ambiente, tem a
chance de construir seu conhecimento. Os alunos realizaram a leitura de HQs e construíram HQs
em material impresso, em seguida foi apresentado o software hagáquê e ocorreu a construção
do HQs no software. A seqüência de imagens disponíveis no software suscita a imaginação dos
alunos que é estimulado a criar as falas dos personagens, pois ao criar mentalmente as falas
dos personagens, o aluno já sabe o que vai escrever e passa a construir palavras e frases que
compõem o diálogo entre personagens. O projeto culminou com a produção de uma revista de
HQs.
PROMOVENDO A AUTONOMIA NA COMPREENSÃO ORAL EM LÍNGUA
INGLESA ATRAVÉS DO SITE LISTEN AND WRITE
Kleiton de Souza Borges (UFPA)
Marcus de Souza Araújo (UFPA - orientador)
A tecnologia atual está avançando de uma forma rápida, mostrando novos equipamentos,
novos dispositivos e melhores condições no processo de ensino-aprendizagem. Com o avanço
#Hipertexto2013
l 223
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
da Internet, podemos aprender, por nós mesmos, qualquer língua estrangeira através de vários
sites de treinamento de habilidades, com exercícios específicos e uma interação motivacional
para os usuários. Sabemos que o professor encontra muitos alunos com dificuldades de escuta
do inglês. O site Listen and Write (www.listen-and-write.com) é uma ferramenta para ensinar a
habilidade de listening através de áudio, apresentando nível básico ao avançado, podendo ser
direcionado para crianças e adultos. Com essa proposta, é uma ferramenta para desenvolver
a capacidade de compreensão oral em língua inglesa. Kern (2006) e Rodrigues (2005) são os
teóricos para este trabalho. O objetivo é promover a autonomia na habilidade de escuta e a
compreensão oral dos alunos de língua inglesa, ensinando a utilizar o site Listen and Write
através dos recursos nele contidos.
REFLEXÕES SOBRE O USO DO BLOG EM SALA DE AULA
Luziane Oliveira Santana (UNEB)
José Flávio Soares (UNEB - orientador)
Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a utilização do gênero digital blog enquanto
ferramenta pedagógica a partir das vivências de uma turma de estudantes do curso de
Pedagogia, verificando assim as dificuldades e as contribuições do blog na interação do grupo
e na aprendizagem colaborativa. Desse modo, seguimos os pressupostos teóricos de Marcuschi
(2010) e Komesu (2010) sobre gênero digital e blog, tendo em vista a sua concepção dialógica
de texto, além de outros referenciais que fundamentam aprendizagem mediada pelo uso da
tecnologia. Para o desenvolvimento desse estudo, buscamos trabalhar com a metodologia da
pesquisa participante para que possibilite uma colaboração maior dos sujeitos envolvidos. Os
resultados esperados são de que tragam indicadores importantes para a reflexão do blog em
sala de aula e contribuam para estudos posteriores sobre a temática.
REPENSANDO AS PRÁTICAS DISCURSIVAS DE ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS NO FACEBOOK
Liliane Alves da Silva (UPE)
Diante da necessidade de refletir sobre as práticas discursivas emergentes no ambiente
virtual, a presente pesquisa teve como principal finalidade analisar as práticas de leitura e
escrita de estudantes universitários no Feed de notícias, página do Facebook. Além de tentar
compreender como essas práticas se desenvolvem e de que forma elas podem ser relacionadas
com o letramento dos graduandos. Para podermos atingir os nossos objetivos fez-se necessária
a observação das práticas discursivas dos estudantes no mural do Feed de notícias do Facebook,
durante um período de três meses, bem como a aplicação de um questionário sobre as práticas
discursivas desenvolvidas por eles no ambiente virtual. Para a concretização deste estudo
baseamo-nos nas pesquisas feitas por Marcuschi sobre Produção textual, análise e compreensão
de gêneros (2008), Estudos sobre letramentos por Kleiman (2008) e Multiletramentos por Costa
224 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
(2008). Os resultados indicam que os estudantes expressam sentimentos de tristeza, alegria,
decepção, entre outros, através dos textos publicados. Além disso, eles postam comentários
criticando as injustiças sociais, os quais demonstram a indignação com relação aos temas mais
discutidos na sociedade.
PO -08
WHATSAPP MESSENGER: UMA FERRAMENTA PARA MOTIVAR OS
ALUNOS NA PRODUÇÃO ESCRITA EM LÍNGUA INGLESA
Luiz Carlos Reis Ferreira Júnior (UFPA)
Marcus de Souza Araújo (UFPA - orientador)
Motivar o aluno a escrever em uma Língua Estrangeira não é uma tarefa fácil. Os educadores
precisam saber aliar o grande potencial dos recursos tecnológicos com o ensino da língua
estrangeira no contexto atual. O WhatsApp Messenger é, assim, um aplicativo multiplataforma
que permite trocar mensagens pelo celular sem pagar por SMS, basta ter uma conexão 3G ou
WiFi. Isso posto, o objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta de atividade de escrita
em língua inglesa com o uso do WhatsApp. Esse é um aplicativo que pode permitir os alunos
a praticarem a escrita em língua inglesa com seus colegas de sala de aula e também fora dela.
Acreditamos que é preciso adequar o ensino de Línguas Estrangeiras com o uso da tecnologia
para poder tornar as aulas mais motivadoras. A criação de um grupo no WhatsApp pode ser uma
alternativa para motivar esses alunos a escreverem mais em língua inglesa. Nosso referencial
teórico foi baseado em Lévy (1999), Ramal (2002) e Belloni (2001). Esperamos com essa proposta
promover a autonomia dos alunos no processo de ensino e aprendizagem de escrita em língua
Inglesa a partir do uso das tecnologias.
A IDENTIDADE NORDESTINA NA ESCRITA NA WEB: UMA ANÁLISE DO
DISCURSO DA FANPAGE SURICATE SEBOSO
Mayara Crystina Rego da Silva (UFMA)
Dayana dos Santos Costa (UFMA)
Veraluce da Silva Lima (UFMA - orientadora)
Análise da linguagem empregada nos textos da fanpage Suricate Seboso, página da rede
social facebook. O estudo tem como objetivo “Analisar a identidade nordestina retratada na
escrita digital”. Buscamos, nos discursos e imagens coletados na referida página, dar ênfase à
identidade nordestina, principalmente a expressões típicas da variação linguística do nordeste
brasileiro. Com a ascensão das redes sociais e a disseminação de discursos produzidos nessas
#Hipertexto2013
l 225
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
redes, observamos fenômenos cada vez mais comuns relacionados à variação linguística.
Um deles é a caricaturização por meio da palavra escrita e de imagens caricaturadas. Para
fundamentar o estudo, buscamos os preceitos da sociolinguística e teóricos como Bakhtin,
Hall, Tarallo, procurando destacar as particularidades da escrita digital como um fenômeno
inerente à língua que leva à variação linguística. A metodologia é de base qualitativa, tendo
como instrumento de coleta de dados a construção de um corpus, constituído de imagens e
comentários de internautas. Através da linguagem empregada nos textos retirados da página
escolhida, desvelamos traços da cultura nordestina, destacando o resgate e a valorização de
costumes típicos da região nordeste.
APRENDIZAGEM COLABORATIVA E PRÁTICA DOCENTE: UM ESTUDO DE
CASO NO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DA
UFPB
Jonnathann Silva Finizola (UFPB)
Izabelly Soares de Morais (UFPB)
Flávia Veloso Costa Souza (UFPB - orientadora)
Ana Liz Souto Oliveira de Araújo (UFPB - orientadora)
Este trabalho tem objetivo de estudar a relação entre práticas docentes e aprendizagem
colaborativa em disciplinas semipresenciais. Para isso, iniciamos uma revisão das metodologias
de ensino utilizadas nas modalidades a distância e semipresencial, destacando atividades de
planejamento, ensino e avaliação no exercício da prática docente, e a percepção, comunicação
e interação que ocorrem nas plataformas entre alunos e professores. Buscamos identificar como
essas metodologias são aplicadas em um ambiente virtual de aprendizagem, seus benefícios
e a forma como o mesmo promove a colaboração entre os participantes. O método utilizado
para o presente trabalho se baseia, inicialmente, em revisões bibliográficas sobre a prática
docente e a aprendizagem colaborativa em AVAs. Em uma segunda etapa, será investigada a
relação entre prática docente e aprendizagem colaborativa através de um estudo de caso com
professores do curso de Licenciatura em Ciência da Computação da UFPB que utilizam AVAs. Por
fim, será realizada análise a partir da categorização dos resultados obtidos no estudo de caso.
Esperamos compreender a relação entre prática docente e aprendizagem colaborativa, ou seja,
como a prática docente nos ambientes virtuais podem propiciar ao aluno um ambiente em que
a aprendizagem ocorra de maneira satisfatória para construção do seu conhecimento.
226 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
BURLANDO REGRAS E CONSTRUINDO SIGNIFICADOS EM REDE: A
EXPERIÊNCIA DE CRIANÇAS NO FACEBOOK
Merylane Cândido dos Santos (UEPB)
Rubenice Lopes de Sousa (UEPB)
Marta Lúcia de Souza Celino (UEPB - orientadora)
O entendimento de que as crianças, na atualidade, experienciam outros modos de viverem
a infância e dão novos significados ao mundo, numa cultura que é própria da cibercultura,
impulsionou-me a investigar o processo de construção de significados das crianças usuárias da
rede social Facebook, procurando compreender sua forma de ser e de viver em meio às novas
tecnologias de comunicação e de informação. A pesquisa realizada é do tipo netnográfica
(MERCADO, 2012), com utilização da observação no Facebook, onde foram coletados os
dados. Tomaram-se como sujeitos da pesquisa 10 crianças (5 meninas e 5 meninos). O estudo
se fundamentou em autores como: Couto Junior (2012), Sarmento (2008), Ariès (1981), Veen
& Vrakking (2009), Vygotsky (1989), dentre outros. O estudo mostrou que, burlando regras, as
crianças mergulham no Facebook, fazendo uso cada vez mais dessa rede social para se comunicar
e se relacionar. Revelam uma nova maneira de interagir com o mundo, ressaltando visões acerca
da escola. Tais achados nos revelam que a escola precisa atentar para os discursos em torno de
suas práticas, repensá-las e inserir as novas interfaces tecnológicas nas experiências de ensino
em classes de crianças.
IDENTIDADES FEMININAS NO FACEBOOK
Maria Valdelange Virginio da Silva (UPE)
Poliana Mireli Barbosa Leite (UPE)
Jaciara Josefa Gomes (UPE - orientadora)
Em visitas a página da comunidade “Feministas do Brasil”, no Facebook, surgiu a inquietação
de analisar postagens e comentários de mulheres sobre questões emblemáticas. Percebemos
lutas marcantes das mulheres por direitos iguais, a mulher embora continue vítima de muitos
preconceitos reclama para si outros papéis sociais, assumindo direitos sobre seu corpo, sobre sua
sexualidade e lutando contra a opressão machista no Brasil. Nesse cenário, observamos que há
posicionamentos distintos que mudam de contexto para contexto. Por isso, o presente trabalho
objetiva investigar a construção de identidades femininas no Facebook. Para tanto, analisaremos
os significados identificacionais do discurso, segundo a proposta de Fairclough (2001). Tal
construção se efetiva nos estilos, ou seja, na maneira como alguém se identifica e identifica o
outro. Vamos analisar a modalidade na perspectiva da análise crítica do discurso (ACD), conforme
apresentam Resende e Ramalho (2006). Para a investigação, foram selecionados postagens
e comentários a respeito de questões feministas relacionadas à violência, ao movimento da
marcha das vadias e ao estatuto nascituro, no período de junho a julho de 2013. Esse estudo nos
permite mostrar, entre outras questões, que todo discurso é moldado por relações de ideologia
e poder que refletem e constroem a organização social.
#Hipertexto2013
l 227
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PO -09
OBJETOS DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA COMO ALTERNATIVA À
DISLEXIA
Jucelio Soares dos Santos (UEPB)
Rodrigo Alves Costa (UEPB)
Crianças que possuem dislexia enfrentam uma série de dificuldades no processo de aprendizagem.
Um dos problemas mais significativos é a dificuldade de associar os sons às letras. Embora haja
um esforço por parte do aluno, a dificuldade em juntar as letras para formar sílabas e em juntar
as sílabas para formar palavras compromete os primeiros passos na escrita e na leitura. Diante de
tal necessidade, uma alternativa proposta para superar essas barreiras é a utilização de recursos
educacionais digitais. Neste trabalho, apresentaremos um estudo bibliográfico e uma análise de
objetos de aprendizagem colaborativa, apontando sua importância na utilização no processo de
ensino de crianças disléxicas. A pesquisa tem por objetivo apontar quais benefícios os objetos
de aprendizagem proporcionam para uma educação significativa e inclusiva dessas crianças
no âmbito escolar. Como resultado, tais ferramentas, através de atividades lúdicas e de caráter
educacional, proporcionam espaços relevantes que, uma integradas a ações multidimensionais,
contribuem para aprendizagem de alunos disléxicos, especialmente na fase de alfabetização.
AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DAS TICS COMO FERRAMENTA
COMPLEMENTAR NO ENSINO DA HISTOLOGIA NAS FACULDADES DE
ODONTOLOGIA DA REGIÃO SUDESTE
José Klidenberg de Oliveira Júnior (UFCG)
Thaynan Escarião Nóbrega (UFCG)
Marco Antônio Dias da Silva (UFCG - orientador)
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) surgem como uma forma auxiliar no
processo de ensino, associada à internet essas tecnologias possibilitam a consolidação da
aprendizagem. Objetivou-se avaliar a presença das TIC como ferramenta complementar no
ensino da histologia nas Faculdades de Odontologia da Região Sudeste. Para tanto, utilizou-se
o banco de dados disponível em <www.e-mec.org.br> para acessar e avaliar as webpages dos
cursos de Odontologia. Foi observado que das 87 instituições analisadas, apenas quatro (5%)
possuíam site da disciplina de histologia e que a TIC mais utilizada foram figuras. Na segunda
parte da pesquisa enviou-se um questionário online aos responsáveis pela disciplina através
da plataforma Google Docs®. Foram recebidas dez respostas, nas quais oito dos professores
afirmavam que apesar de não possuir um site para a disciplina de histologia costumam indicar
228 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
conteúdo online para o aprendizado. Outros dois docentes disseram possuir um site de acesso
restrito aos seus alunos para disponibilizar, sobretudo imagens. Conclui-se que a Região Sudeste
mostrou-se deficiente quanto ao uso das TIC como ferramenta complementar no ensino da
histologia nos cursos de Odontologia, o que possivelmente gera escassez de fontes confiáveis
para estudo online.
O DITO HIPERTEXTO: EM MARCELINO
Karla Karine Claudino Tenório (UPE)
Elcy Luiz da Cruz (UPE - orientador)
Na obra de Marcelino Freire “Era o dito” as palavras ganham diferentes sentidos e maneiras de
provocarem o leitor, dotada de recursos semióticos o entrelaçamento hipertextual na construção
desta escrita passa por uma mesma plataforma enunciativa, uma maneira própria do autor
dispor a apresentação não linear, e não sequencial dos ditos aqui analisados. Por se tratar de
uma obra que traz em sua estética a revolução digital; é possível repensar à pós-modernidade
através de frases “que foram inspiradas livremente em provérbios, ditados, locuções, palavras
e pensamentos de domínio público”, (FREIRE, 2002). Ao introduzir esta leitura “semiótica” e
“hipertextual” do livro “Era o dito” transversalmente pelos aportes teóricos de Gomes (2010);
Xavier (2009) e Santaella (2005) são possíveis refletir o processo de escrituração produzido por
Marcelino Freire (2002). Os métodos aqui abordados foram de levantamentos bibliográficos
de revisões literárias, tendo como foco principal a análise dos “hyperlinks” e “downloads”, nas
informações expressas no contexto da obra Freiriana. Considera-se que em “Era o dito” as
palavras clamam por significados, inaugurando por meio desses micro-contos o fazer literário,
Terry Eagleton (2001) nos dar a possibilidade de discutir sobre o pós- estruturalismo na obra
fictícia
A VIDEOAULA NA EAD: DIFERENTES CONCEPÇÕES E PRÁTICAS
Leandro Gracioso de Almeida e Silva (UFJF)
Noélia Bonfim Silva (UFJF)
Eliane Medeiros Borges (UFJF)
Com a expansão da educação a distância (EaD), fez-se necessário discutir alguns aspectos relativos
ao conceito de videoaula e à produção de material audiovisual voltado a esta modalidade de
ensino. Foi objeto de estudo deste trabalho a produção de material audiovisual para a Ead de
três instituições que ministram cursos a distância, sendo estas a Universidade de São Paulo, a
Universidade Federal de Juiz de Fora e, com o objetivo de comparação, videoaulas produzidas
pela Khan Academy. Embora o uso de mídias seja uma característica inerente à EaD, salientase que o suporte pedagógico videoaula, ao ser trabalhado por diferentes instituições, possui
características particulares, tanto quanto a seu método de preparação como com relação ao
seu uso efetivo. Foram analisados nesse trabalho uma amostra dos vídeos disponíveis destas
#Hipertexto2013
l 229
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
instituições e, com base nessa análise, pretendeu-se perceber qual era a concepção de videoaula
adotada, e com quais objetivos o material foi produzido. Para isto parte-se do suporte de teorias
e princípios advindos do campo da Comunicação e da Pedagogia.
DESENVOLVIMENTO DE PORTAL WEB ACESSÍVEL PARA A APAE
PETROLINA
Micarlla Anniele Pinheiro de Melo (IF Sertão-PE)
Eudis Oliveira Teixeira (IF Sertão-PE - orientador)
A inclusão social fornece oportunidades iguais a todos independentemente de condições
financeiras, formação física ou cor de pele. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
(APAE) de Petrolina insere socialmente pessoas com necessidades especiais proporcionando
tratamento, educação, habilitação e reabilitação. Para divulgar o trabalho realizado pela APAE
foi construído um portal web que reúne experiências vivenciadas pela instituição, informações
para voluntariado e doações, com características acessíveis e de usabilidade. O portal foi
desenvolvido com o suporte de manutenção do gerenciador de conteúdo Joomla. A interface
foi prototipada inicialmente em papel (paper prototype), foi aperfeiçoada com a ferramenta de
edição vetorial Inkscape e utilizou-se o framework CSS Twitter Bootstrap para criar uma interface
simples, fácil de utilizar e acessível. Recursos de acessibilidade utilizados: legendas nas imagens,
ajuste da fonte e contraste entre conteúdo e plano de fundo, permitindo que usuários de baixa
visão compreendam o conteúdo do portal. Ao final, realizou-se uma capacitação dos gestores
da APAE para efetuarem manutenções no website. Por fim, esse projeto proporcionou divulgar
através de um website simples e acessível o trabalho da instituição perante a sociedade.
PO -10
E-BOOK MULTIPLATAFORMA: UM RECURSO EDUCATIVO PARA
ACESSIBILIDADE DE CRIANÇAS SURDAS
Márcio Cleyton Vasconcelos Barbosa (UFPE)
Tamires Maria de Lima Silva (UFPE)
Anna Rita Sartore (UFPE - orientadora)
É inegável a presença das tecnologias digitais nas atividades corriqueiras dos indivíduos da
sociedade contemporânea. Estas têm promovido mudanças de paradigmas e protocolos de
ação da sociedade hodierna. Assim, seus recursos devem atender a todos, inclusive viabilizando
acessibilidade. Nesse sentido, foi proposta a criação de um e-book multiplataforma, voltado para
ações de ensino e aprendizagem de crianças surdas, devido à escassez de materiais educativos,
230 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
em português, para tablets e sistemas operacionais Windows, Macintosh e Linux, direcionado
a esse público. O e-book é baseado no livro Brincando com origami: portas da imaginação, da
autora Constância M. Soares, e foi elaborado a partir da técnica de animação Stopmotion, que
tem como característica a captura fotográfica das pequenas variações de movimento. Ainda na
elaboração do objeto educacional, utiliza-se softwares como iBooks Author e o Adobe Premiere
para animação e efeito de imagem. Além da versão da história disposta por uma intérprete de
LIBRAS . Como arcabouço teórico foram utilizadas as significativas contribuições de autores
como Barbosa (2005), Almeida (2005) e Coll e Monereo (2010), acerca das novas tecnologias
digitais em prol da informação e da ampla comunicação.
MAPA INTERATIVO DO PARQUE DOIS IRMÃOS
Thays Ferreira da Silva (UFRPE)
Thais Karoline Ferreira da Silva (UFRPE)
Gilberto Amado de Azevedo Cysneiros Filho (UFRPE - orientador)
Mapa é a representação virtual de uma área. Com o avanço da tecnologia, mapas interativos
começaram a surgir com mais frequência, principalmente para fins comercias e estatísticos.
O mapa interativo vai além de escalas e legendas, pois comporta uma gama de informações
diferenciadas. Sobretudo com o auxílio do hipertexto, que possibilita a adição de links a partes
importantes, é possível construir o mapa de forma a atender as mais diferentes necessidades.
Este artigo descreve a criação de mapas interativos com HTML e CSS para educação ambiental.
A educação Ambiental ainda não está bem relacionada com as Tecnologias da Informação
e Comunicação, de forma que falta material digital apropriado para o ensino da educação
ambiental. O mapa interativo é dinâmico, pode acentuar a curiosidade e, por se tratar de uma
página web, é capaz de propagar suas informações rapidamente. A metodologia consistiu
na criação do mapa do Parque Dois Irmãos por alunos da UFRPE com auxilio de pesquisa de
assuntos ambientais e introdução às linguagens CSS e HTML. Cada aluno ficou responsável
em criar uma parte do mapa do parque em que modificaram um modelo de página aplicando
dados e conhecimentos aprendidos. Agregando recursos tecnológicos e educação ambiental.
REVISTA SINALE: UMA NOVA CONCEPÇÃO DE CONTEÚDO EM TABLET
PARA SURDOS
Mariane Pires Ventura (UFSC)
Mariana Ciré de Toledo (UFSC)
Rita de Cássia Romeiro Paulino (UFSC - orientadora)
A revista Sinale é um produto para tablet voltado principalmente para o público surdo, cujo
objetivo é criar um modelo de publicação com recursos que facilitem a compreensão da
informação por eles. Por ser um protótipo de revista bilíngüe Português-Libras, a publicação
oferece recursos como tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) de todos os textos da
#Hipertexto2013
l 231
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
revista, através de um vídeo contendo um intérprete. Os recursos visuais e interativos também
foram amplamente utilizados com intuito de tornar a leitura uma experiência multissensorial. A
importância dessa revista se dá pelo fato de que os surdos por não escutarem, não aprendem a ler
e a escrever como os ouvintes que associam as palavras escritas àquilo que ouvem, e em muitos
casos não aprendem a Língua Portuguesa. Logo, é visível a necessidade do desenvolvimento de
recursos para a acessibilidade e inclusão através da Libras. A Sinale é o resultado de um Trabalho
de Conclusão de Curso produzido por duas acadêmicas da Universidade Federal de Santa
Catarina. Ao final do processo de produção da Sinale, foram realizados testes de navegação e
usabilidade com o público surdo e ouvinte o qual teve resultado bastante positivo.
CONTRIBUIÇÕES INTERDISCIPLINARES NA FORMAÇÃO DOCENTE COM
O USO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS
Tatiana Palma Guerche (UFSM)
Matheus Moreno dos Santos Camargo (UFSM)
Andréia Machado Oliveira (UFSM - orientadora)
O presente artigo aborda o projeto de extensão “Arte e TIC: contribuições interdisciplinares na
formação docente”/UFSM (160h - Edital Proext 2013) constituindo-se de ações de formação
continuada e qualificação no ensino com o uso das TIC, particularmente com dispositivos
móveis, voltadas para professores da rede pública, em especial professores vinculados ao
curso de especialização de TIC aplicadas à Educação/CAL/UFSM. Entende-se que o campo da
Arte e Tecnologia pode contribuir de maneira privilegiada para o ensino das TIC, uma vez que
trabalha com especificidades da linguagem hipermídia e hipertextual. O foco do trabalho é
qualificar professores para que possam interagir de maneira reflexiva com alunos integrantes
de uma geração digital, através do uso deTablets em sala de aula. Nesta abordagem sobre
Arte e Tecnologia e TIC, busca-se voltar à tecnologia e seus modos de produção em escolas,
possibilitando uma dupla construção nos agenciamentos entre tecnologia e sociedade: as
interfaces tecnológicas constituem formas de subjetividade, determinam maneiras de pensar,
agir e sentir. O contato com ferramentas web e uso de Tablets para professores da rede pública
participantes do projeto é uma maneira de apropriarem-se do conhecimento tecnológico e
aplicá-lo em sala de aula.
DADOS ESTATÍSTICOS DO PORTAL CAPTE
Manoela Albertoni da Silveira (SENAC-SC)
Nádia Henedi Lemos Simão (Faculdade SENAC-SC)
Eli Lopes da Silva (Faculdade SENAC-SC - orientador)
O objetivo deste trabalho é apresentar os números referentes às publicações de Webquests
e acessos na plataforma do Centro de Apoio às Práticas e Tecnologias na Educação, o Portal
CAPTE, desde sua criação no ano de 2012. O CAPTE enquanto grupo de pesquisa, objetiva
232 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
fomentar o uso de tecnologias, sobretudo digitais, nas práticas pedagógicas. Os resultados
abordam índices estatísticos significativos de acessos e submissões de docentes da Faculdade de
Tecnologia Senac Florianópolis, bem como, as variáveis de temáticas relacionadas a tecnologia e
seu contexto multidisciplinar. A observação estatística possibilita o acompanhamento do fluxo
da informação no portal e em contrapartida, a trajetória e iniciativas do grupo de pesquisa a
promover o interesse dos docentes em publicações. As contribuições evidenciam a escolha por
um espaço em que Webquests são elaboradas e disponibilizadas para consultas sem necessidade
de cadastro de login, uma vez que, torna relevante as iniciativas de divulgação.
PO -11
MENINO DESLIGA O CELULAR QUE EU QUERO DAR AULA!
Jocielle Viviane Soares de Souza (UFERSA)
Francisco Rayron Ribeiro Barreto (UFERSA)
Rita Diana Freitas Gurgel (UFERSA - orientadora)
Atualmente as escolas do Brasil vêm inserindo através de programas federais equipamentos
tecnológicos que facilitam e auxiliam no processo ensino aprendizagem. Sabemos que conhecer
e utilizar os recursos tecnológicos sem suas práticas pedagógicas para alguns professores não
é fácil, muitos desconhecem ou resistem ao uso das TIC’s. Além dos computadores é muito
frequente os alunos utilizarem celulares sem fins de aprendizagem, o que acaba comprometendo
as atividades em sala de aula. É comum ouvirmos professores determinando que os alunos
desliguem seus celulares para começarem as aulas, entretanto, o celular é um instrumento que
pode ser utilizado interdisciplinarmente. A afirmativa parte da observação feita numa escola
de Assú/RN, onde há dificuldades de lecionar devido a problemática acima citada. A falta de
estratégia para utilizar esses e outros recursos no planejamento de atividades desafiadoras,
chamou nossa atenção para o receio dos professores em relação às TIC’s, nos levando a querer
orientá-los quanto aos benefícios da utilização dos equipamentos digitais, contribuindo para um
ensino atraente e prazeroso, realizando primeiramente uma entrevista com professores e alunos
sobre do uso do celular, iniciando então o trabalho de orientação. Entretanto para construção do
nosso trabalho incorporamos as atribuições teóricas de Fazenda (2012), Kensky (2003) e outros.
#Hipertexto2013
l 233
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
MOBILIDADE DIGITAL NA ESCOLA: OS DESAFIOS DO PROGRAMA UCA
EM SANTA CATARINA
Sabrina de los Santos Silveira (UDESC)
Elisa Maria Quartiero (UDESC - orientadora)
Valdeci Reis (UDESC - orientador)
Este trabalho discute resultados de pesquisa sobre a inserção de laptops do Programa UCA (Um
Computador por Aluno) em uma escola pública municipal, localizada em Jaraguá do Sul, estado
de Santa Catarina. Investigou-se os usos dos laptops educacionais por estudantes e professores
dentro e fora de sala de aula e as possíveis melhorias na qualidade do ensino e da aprendizagem.
As ações ocorreram durante o ano de 2012 e envolveram o levantamento de dados – por meio
de entrevistas e grupos focais – sobre a infraestrutura disponível para o uso dos equipamentos
assim como a formação dos professores e ações de apoio ao seu uso na Escola. O estudo foi
realizado em torno de duas linhas de análise: uma destinada à avaliação global da inserção dos
laptops, junto aos gestores. A segunda teve como objetivo analisar e compreender os eventuais
ganhos com a inserção dos laptops na Escola e identificar possíveis práticas inovadoras, com
entrevistas aos professores e grupos focais com estudantes. A intenção foi abranger o valor que
os participantes dão a este projeto – “Um Computador por Aluno” - e a forma como incluíram
esta tecnologia no cotidiano escolar.
MOBILIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE: INSIGHTS DA ELABORAÇÃO
DE UM APLICATIVO MÓVEL PARA PROFESSORES DE INGLÊS
Carlos Alberto Hildeblando Junior (UFES)
Sabrina Ponath Peruzzo (UFES)
Kyria Finardi (UFES - orientadora)
Este trabalho é parte de um projeto de iniciação científica cujo objetivo é elaborar, analisar e
compilar materiais, objetos e aplicativos didáticos para o ensino de língua estrangeira. O principal
produto do projeto de pesquisa é a elaboração de um blog para apoio e formação de professores
de inglês com língua estrangeira. Um dos aplicativos do blog elaborado será a compilação de uma
biblioteca virtual e de um repositório virtual de atividades e conteúdos didáticos para professores
de inglês. A proposta deste trabalho é migrar esse aplicativo para telefones móveis com acesso
à internet a fim de disponibilizar seus conteúdos para professores em quaisquer ambientes. A
proposta deste trabalho se baseia na teoria de e-learning e m-learning e em estudos sobre o uso
de aparelhos móveis para o aprendizado do inglês (por exemplo, CARVALHO, 2012; GEORGIEV,
2004; GRADDOL, 2006; MORENO & MAYER, 2007; OLIVEIRA, 2008; O’MALLEY, 2003; QUINN, 2000;
SANTOS COSTA, 2013). A apresentação abordará a fase de metodologia para compilação dos
conteúdos que comporão a biblioteca e repositório virtual bem como resultados preliminares
da elaboração da proposta.
234 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
NTICS NO ENSINO DE LI: EXPERIÊNCIA
Maria Virginia dos Santos Souza (UEPB)
Um dos desafios que rodeiam o trabalho docente é utilizar as NTICs nas aulas, na tentativa não
só de torná-las mais dinâmicas e interativas, mas de fazer com que essas ferramentas se tornem
aparatos que melhorem as aulas de LI. Nesta perspectiva, investigamos, sob a ótica do ISD, com
Bronckart (2006) e Machado (2009) que nos forneceu as vozes, como categoria de
análise; da Ergonomia da Atividade e na Clínica da Atividade com Amigues (2004) e Clot (2007
[1999]) respectivamente; dos PCNEM (2000) e de Perrenoud (2000), entre outros, porque poucos
professores de LE conseguem incluir as NTICs a sua metodologia, visando identificar quais
impedimentos circundam o fazer desses profissionais. Para alcançar nosso objetivo, tivemos
como dado para análise o discurso dos PCNs e a fala de uma professora de LI da rede pública
de ensino no Estado da Paraíba. Ao final de nosso estudo, os resultados sugerem que: os PCNs
indicam os professores como responsáveis pelo uso das NTICs; e a professora, mesmo com
dificuldades, consegue desenvolver atividades em sua sala através das NTICs.
POLÍTICAS DE FORMAÇÃO WEBTECNOLÓGICA DE PROFESSORES DE
QUÍMICA
Beatriz Silva Oliveira (IFMS)
Azenaide Abreu Soares Vieira (IFMS - orientadora)
A presente pesquisa objetiva mapear programas que contemplam a formação webtecnológica
do professor de Química. Para tanto, fizemos estudo dos Programas oferecidos pelo Ministério
da Educação e Cultura (MEC), pela Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/
MS), pela Secretaria Municipal de Educação de Coxim (SEMEC/COXIM) e analisamos o Projeto
do Curso de Licenciatura em Química oferecido pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul
(IFMS), câmpus de Coxim. Buscamos com a investigação responder as seguintes perguntas de
pesquisa: a) quais projetos de informatização da educação e ações de formação webtecnológica
são desenvolvidos junto a professores de Química? b) os cursos oferecidos contemplam as
políticas de integração de tecnologias na educação? Trata de uma pesquisa bibliográfica e
análise documental. As informações foram coletadas mediante estudo minucioso de Programas
e Projetos cujos objetivos são de melhorar a qualidade do ensino de Química, mediante utilização
de recursos webtecnológicos. A pesquisa tem como base teórica os estudos sobre Educação
do século XXI e Educação e Tecnologia. O estudo revela que há um crescente processo de
modernização da educação mediante integração de Tecnologias da Informação (TI), entretanto
há alguns obstáculos na formação do professor de Química.
#Hipertexto2013
l 235
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PO -12
AS NOVAS RELAÇÕES DO SUJEITO COM O TEXTO NA MÍDIA: UMA
REFLEXÃO PARA A SALA DE AULA
Mirelle da Silva Monteiro (UEPB)
Linduarte Pereira Rodrigues (UEPB - orientador)
A contemporaneidade é marcada por um notável crescimento tecnológico. O uso das diversas
tecnologias e aparelhos portáteis permite uma nova forma de comunicação realizada no espaço
virtual denominado também de ciberespaço. Este espaço de comunicação proporciona o acesso
instantâneo e aos mais variados textos. É perceptível uma mudança na relação do homem
com a leitura e as práticas linguísticas. Os gêneros textuais, como afirma Bonini (2011), têm
sofrido modificações e assumido outras formas de representação: alguns gêneros midiáticos
são compostos de outros gêneros e chamados de hipergêneros. Partimos do pressuposto de
que boa parte de nossos alunos estão utilizando diariamente o ciberespaço para ler e produzir
textos, e que o professor de língua portuguesa deve, segundo Marcuschi (2001; 2008), analisar
a língua e o texto como um conjunto de práticas sociais vinculadas aos seus usos. Apoiados
também nas contribuições teóricas de Dolz & Schneuwly (2010) e Fávero (2007), e mediante
uma pesquisa qualitativa, buscamos apresentar os resultados de um estudo que averiguou
se os professores em formação acadêmica do curso de Letras (Língua Portuguesa), da UEPB,
abordaram o hipergênero e o hipertexto, na elaboração de suas sequências didáticas, exigidas
como parte das atividades da componente curricular Estágio Supervisionado IV (2013.1).
AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO E ALGUMAS
IMPLICAÇÕES PARA O PROCESSO EDUCATIVO
Emanuelle de Souza Barbosa (UFPE)
Pedro Brandão da Costa Neto (UFPE)
O presente trabalho tem como objetivo debater sobre as transformações causadas pela
incorporação das tecnologias digitais na educação. Para tanto, buscou-se indícios de como o
projeto da modernidade tem interferido (ou interferiu) na disseminação das tecnologias, bem
como, em que medida a crise que esse projeto tem vivenciado influencia na organização das
políticas educacionais. Além disso, oferecemos algumas perspectivas teóricas que visualizam
os artefatos tecnológicos disseminadores de informações como objetos sociais catalisadores
de mudanças desejáveis na sociedade e no espaço escolar. Diante disso, consideramos que é
papel da escola indagar quais alterações lhe são demandadas por uma sociedade que se vê
cercada pelas tecnologias digitais contemporâneas. Enfatizamos a necessidade de enxergar a
236 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
chegada das TIC ao ambiente educacional, através de lentes críticas, capazes de considerar tanto
as possibilidades que apresentam, quanto os riscos que camuflam. Utilizou-se as abordagens de
Bauman (1999); Foucault (1987) e Maia & Barreto (2012).
ATIVIDADE PEDAGÓGICA COM ANIMAÇÃO EM 3D: UM ESTUDO
DE CASO COM A FERRAMENTA BLENDER E COM CÂMERAS
ESTEREOSCÓPICAS
Alexsandro Learte Santos (UFMA)
Angelo Rodrigo Bianchini (UFMA - orientador)
Este trabalho tem como objetivo apresentar e avaliar uma atividade pedagógica que utiliza
como metodologia as tecnologias de animação em 3D. Estas tecnologias são um dos principais
métodos de reprodução computacional da natureza óptica da fisiologia humana e se constituem
um importante meio para a comunicação com adolescentes e jovens. A metodologia tem
como pressuposto a aplicação das tecnologias de animação em 3D com enfoque na técnica
de estereoscopia anaglífica, como um instrumento midiático para o processo de ensinoaprendizagem. Para tanto, adotamos a Teoria Histórico-Cultural como fundamentação
pedagógica para o trabalho, tendo como principais eixos norteadores: mediação, zona de
desenvolvimento, atividade e motivação. As ações que compõem a metodologia são: a)
construção dos óculos 3D; b) apropriação dos conceitos e comandos básicos da ferramenta
Blender 3D; c) desenvolvimento de uma animação; d) criação de um vídeo em 3D com o uso das
câmaras estereoscópicas; e e) apresentação das atividades desenvolvidas para a comunidade
escolar. Espera-se com este trabalho que as tecnologias de animação de 3D contribuam como
instrumentos mediadores no processo de ensino e aprendizagem, possibilitando aos discentes
vivenciar experiências que antes só eram possíveis por meio de imagens ilustrativas de livros.
CORRELAÇÕES ENTRE A TEORIA DA PROGRAMAÇÃO
NEUROLINGUÍSTICA E A FILOSOFIA DO SOFTWARE LIVRE NA
EDUCAÇÃO
William Lídio Carvalho de Sousa (UEPB)
Rosângela de Araújo Medeiros (UEPB - orientadora)
o contexto da educação atual, existe uma variedade de tecnologias digitais que podem ser
trabalhadas no universo educativo. Mas ainda temos muito a investigar nessa área, porque fazse necessário ampliarmos as formas de explorar e pensar sobre a utilização de tais tecnologias
na educação. Nesse sentido, organizamos uma pesquisa bibliográfica, que teve como objetivo
identificar as correlações teóricas entre a Programação Neurolinguística (PNL) e a filosofia do
software livre, voltados para a educação. Para tanto, construímos um resumo do corpus teórico
da PNL a partir das ideias de Richard Bandler e John Grinder (1987), Alain Cayrol e Patrick Barrère
#Hipertexto2013
l 237
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
(1997) e buscamos embasamento nas proposições de Sergio Silveira (2004), Vicente Aguiar
(2009), Rafael Evangelista (2010) e Francisco Caminati (2013). Pudemos verificar que conceitos
básicos da PNL, como sistemas de representação, rapport e feedback podem ser correlacionados
a filosofia e até ao uso do software livre na educação, na medida em que é adaptável aos
diferentes contextos e necessidades de aprendizagem.
DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVOS EDUCACIONAIS POR SEUS
USUÁRIOS: FERRAMENTAS E FACILITADORES
Tancicleide C. S. Gomes (UFRPE)
Jeane C. B. de Melo (UFRPE)
A integração de práticas de aprendizagem móvel dentro dos espaços escolares vêm apresentando
um crescimento significativo, buscando explorar as características particulares oferecidas pelos
dispositivos móveis para a construção do conhecimento. Contextos autênticos de aprendizagem
móvel fomentam a aprendizagem de forma ubíqua: em qualquer lugar e a qualquer momento.
Objetivando um melhor aproveitamento das especificidades dos dispositivos móveis no
âmbito educacional, este trabalho apresenta um levantamento de ferramentas que permitem
que usuários que não possuem conhecimento técnico-formal em programação possam criar
aplicações para os mesmos. Assim, professores e estudantes não familiarizados com este tipo de
programação podem desenvolver suas próprias aplicações para dispositivos móveis. O resultado
deste trabalho é uma avaliação das principais ferramentas disponíveis para as plataformas
Android, iOs e Windows Phone, a partir da análise de diversos critérios técnicos e pedagógicos.
Adicionalmente, são apresentados artefatos criados a partir destas ferramentas, bem como
possíveis práticas pedagógicas que facilitem a incorporação da aprendizagem móvel.
PO -13
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO CURSO DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL): NORMATIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO
Maria Fernanda de Oliveira Souza (UFAL)
Gilcileide Rodrigues da Silva (UFAL - orientadora)
A construção desse trabalho intitulado Educação a Distância no Curso de Geografia da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL): normatização e implantação surgiu mediante ao
seguinte questionamento: Em quais parâmetros legais está regulamentada a modalidade da
educação a distância (EAD) do curso de Geografia Licenciatura na Universidade Federal de
Alagoas? A partir desse questionamento buscamos entender as particularidades na estruturação
238 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
dos cursos ofertados a distância, refletido no Projeto Político Pedagógico - PPP. Portanto, como
alternativa metodológica optou-se pela abordagem qualitativa através da pesquisa documental,
por meio do método analise documental. A coleta dos dados foi realizada mediante visitas nos
sites do Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Educação a Distância (SEED). Possibilitandonos verificar inicialmente que, em relação à elaboração do projeto político pedagógico do
curso de Geografia Licenciatura à distância, o mesmo encontra-se devidamente construindo,
conforme as exigências estabelecidas na regulamentação em vigor. Desse modo, pensar na
elaboração de cursos à distância, é entender o que é ensinar e aprender do ser professor e aluno,
e compreendendo o que é educação como fundamento primeiro, antes de organizar um curso
a distância.
EDUCOMUNICAÇÃO NO AGRESTE PERNAMBUCANO
Paula Cavalcante (FAVIP/DeVry)
Jucielli Pereira (FAVIP/DeVry)
Mariano Hebenbrock (FAVIP/DeVry)
Educomunicação pressupõe uma colaboração estreita e efetiva entre duas disciplinas – a
comunicação e a educação. O projeto em questão visa à aproximação entre a instituição de
ensino, Favip/DeVry e a Escola Padre Zacarias Tavares na comunidade do Salgado, zona centro
da cidade de Caruaru através da aplicação prática dos conceitos visto em sala de aula à realidade
dos alunos. Objetiva-se levar o conhecimento científico acadêmico à sociedade, promovendo o
desenvolvimento regional, através de práticas comunicacionais, permitindo uma apropriação,
pelos alunos, das mídias e tecnologias da comunicação na produção de seus próprios veículos.
Para isso, utilizar-se-ão os seguintes métodos: observação participativa, oficinas de meios
de comunicação, técnica de entrevista, palestras, reuniões de pautas, construção de blog,
exposição fotográfica, entre outras que podem – e devem – ser sugeridas pela comunidade.
Tais práticas terão como aportes teóricos, a Newsmaker de Mauro Wolf (2003) e Nilson Lage
(2003) e Agenda Setting de McCombs & Shaw (1972). Como conclusões, aspiramos contribuir
para o desenvolvimento regional da localidade, o bem estar social da comunidade, a facilitação
da aprendizagem, o aprimoramento do relacionamento aluno/professor e a ampliação do
conhecimento.
LES CRABES: UMA ABORDAGEM REFLEXIVA SOBRE O ENSINO DO FLE
PARA CRIANÇAS A PARTIR DE CARTAS E LIVROS INFANTIS
Lorena Kathy Valentim Santos (UFPE)
Joice Armani Galli (UFPE - orientadora)
O presente artigo trará uma reflexão sobre o ensino-aprendizado do Francês Língua Estrangeira
(FLE) para crianças da Comunidade Caranguejo Tabaiares, localizada na cidade de Recife.
Analisaremos as práticas pedagógicas do projeto de extensão Les Crabes (Os Caranguejos) da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que é supervisionado pela professora Dra. Joice
#Hipertexto2013
l 239
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
Armani Galli e realizado por uma estudante de Letras-Francês. Este projeto foi pensado à partir
de um contrato institucional feito em 2009 por ocasião do “Ano da França no Brasil”, entre as
prefeituras de Recife e Nantes (França). A parceria entre as duas cidades aproximou a Biblioteca
Comunitária Caranguejo Tabaiares do projeto francês “Nantes lit dans la rue” (Nantes lê na rua)
realizado pelo Atelier do 14, o que proporcionou a troca de cartas e livros infantis entre as duas
instituições. A partir da abordagem reflexiva sobre o ensino do FLE para crianças das autoras
Hélène Vantier (2011) e Martine Menès (2012). Procuraremos analisar como este intercâmbio
intercultural pode contribuir para o progresso do ensino do francês para um público infantil.
PRODUÇÃO DE MATERIAIS INSTRUCIONAIS POR PROFESSORES DO
ENSINO MÉDIO
Izabelly Soares de Morais (UFPB)
Jonnathann Silva Finizola (UFPB)
Flávia Veloso Costa Souza (UFPB - orientadora)
Ana Liz Souto Oliveira (UFPB - orientadora)
Este estudo tem a finalidade de analisar métodos para produção de materiais instrucionais
com objetivo de propor metodologias para elaboração desses materiais por professores do
ensino médio. Para isso, serão identificados métodos e ferramentas existentes para produção
de diferentes materiais instrucionais que possam ser adaptados para serem utilizadas pelos
professores. Também será disponibilizado um ambiente onde professores possam discutir
e trocar experiências sobre a prática docente usando tecnologias e o desenvolvimento de
materiais instrucionais. Esse ambiente terá a finalidade de motivar os docentes na produção
de recursos para apoiar o aprendizado de conteúdos específicos. Para realização do trabalho,
serão feitas pesquisas sobre métodos e ferramentas de produção de materiais instrucionais.
Em seguida, será organizado tutorial e ambiente apresentando as metodologias, ferramentas e
recursos que podem ser desenvolvidos. Serão organizadas oficinas e seminários para formação
dos professores visando o desenvolvimento de materiais instrucionais e elaboração de projetos
de ensino. Espera-se contribuir para a produção de recursos que possam apoiar a aprendizagem
dos alunos e melhoria da prática docente. Acreditamos que a possibilidade do professor
disponibilizar um material que tenha sido desenvolvido visando atender as demandas de sua
realidade proporcionará maior motivação do professor no uso de tecnologias na prática docente.
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, VERDADES, MITOS E DESAFIOS DA EAD: A
PERCEPÇÃO DOS ESTUDANTES DE LICENCIATURA DA MODALIDADE DE
ENSINO A DISTÂNCIA
Amanda Glaucia dos Santos Lucena (UFPE)
O presente estudo teve como finalidade identificar as representações sociais sobre Educação a
Distância a partir da percepção de estudantes de licenciatura que optaram por essa modalidade
de ensino, buscou-se promover uma reflexão sobre questões relacionadas à EAD, destacando
240 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
como o tema está sendo abordado, e percebido pelos discentes. Essa pesquisa teve como base a
Teoria das Representações Sociais de Moscovici (1961), mencionando os principais aspectos da
mesma, com o intuito de compreender a construção da percepção dos estudantes. Assim, a partir
da compreensão dessas representações, pode-se refletir como os discentes dessa modalidade de
ensino definem a mesma; sobre os desafios enfrentados pelos aprendizes dessa modalidade, e
por fim, investigar a veracidade de afirmações comuns acerca da EAD. Metodologicamente, esta
pesquisa é de abordagem qualitativa, foram considerados dados quantitativos e qualitativos
fornecidos pelos sujeitos participantes, estes foram submetidos à Técnica de Associação Livre de
Palavras (TALP), a qual possibilitou um levantamento das representações sociais dos estudantes
sobre a EAD, e a aplicação de questionários, os quais possibilitaram verificar como os alunos
percebem algumas questões polêmicas relacionadas a essa modalidade de ensino, e entre elas
definir quais são verdades e mitos.
VIDEOCLIPES, FILMES, TEASERS, ANIMAÇÕES E FORMAÇÃO ESCRITA
DOCENTE
Ágnes Christiane de Souza (UFPE)
Elilson Gomes do Nascimento (UFPE)
Angela Paiva Dionisio (UFPE - orientadora)
No projeto A Leitura de Linguagens Diversas- PIBID Letras UFPE, a utilização de filmes, videoclipes,
teasers, animações etc perpassa desde as reflexões teóricas e práticas da formação pedagógica
até as etapas de produção bibliográfica. O “Cine Letras” é uma atividade contínua, mensal, que
consiste na exibição e debate de filmes, documentários e entrevistas com temáticas atreladas
à formação docente. O presente trabalho por objetivo discutir como a utilização de diversos
gêneros em vídeo perpassam as ações do PIBID Letras, sobretudo na formação escrita do docente,
salientando a criticidade na escolha das mídias em sua sala de aula. Como bases teóricas, recorremos
a Apkon e Scorcese (2013), sobre cinema e letramento visual, e Marcuschi e Dionisio (2011) sobre
gêneros textuais e multimodalidade. As atividades do “Cine Letras” subsidiaram a produção da
Série Verbetes Enciclopédicos, uma vez que, como participantes-autores, contávamos com certa
familiaridade com os recursos cinematográficos que nos guiou e, de certa forma, orientou nas
escolhas das “imagens em movimento” e seus aspectos multimidiáticos, os quais passaram a
funcionar como estratégia discursiva nos textos dos verbetes.
#Hipertexto2013
l 241
5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
PO -14
ROBÓTICA EDUCATIVA COM LEGO MINDSTORMS: UM METODOLOGIA
PARA O ENSINO MÉDIO INTEGRAL
Jaian Tales Gomes Santos (UEPB)
A robótica educacional sugere a utilização de kits de robótica educacional, como mediadores
do conhecimento, que além de garantir o desenvolvimento, servem como facilitadores no
processo de ensino-aprendizagem. Desenvolvendo no aluno características motivacionais,
colaborativas e de produção. A partir da robótica torna-se necessária a utilização de conceitos
de diversas disciplinas para a construção de modelos, levando os alunos em uma rica vivência
interdisciplinar. A construção dos protótipos robóticos se caracteriza por apresentar simulações
de um ambiente real, proporcionando aos envolvidos, situações de diferentes magnitudes,
que devem ser superadas, com acerto, até que se alcancem os objetivos desejados. Com a
implantação do Programa Ensino Médio Inovador, as escolas estão incluindo em seu currículo o
desenvolvimento de projetos pedagógicos que trabalhem com as tecnologias da informação e
comunicação como mediadoras do conhecimento, por meio das disciplinas de macrocampos.
Pensando nessas contribuições foi desenvolvido na escola de Ensino Médio Inovador Padre
Jerônimo Lauwen o projeto Robótica Livre Educacional. O projeto tem como objetivo,
desenvolver nos discentes o conhecimento sobre a construção de protótipos robóticos, sua
programação, controle e a utilização de softwares livres, estimulando o pensamento crítico e
reflexivo dos alunos, proporcionando práticas de socialização e interação, pesquisas, autonomia.
A APRENDIZAGEM DA ESCRITA MULTIMODAL DIDÁTICA
Raquel Lima Nogueira (UFPE)
Larissa Ribeiro Didier (UFPE)
Angela Paiva Dionisio (UFPE - orientadora)
Com base na vivência A Leitura de Linguagens Diversas (PIBID Letras 2011-2013), e na noção de
sala de aula como cenários de gêneros textuais (Bazerman 2006), dois cenários surgiram como
questões de gêneros textuais: a sala de aula do professor em formação (graduandos) e a sala de
aula da escola básica (espaço de intervenção do graduando). O espaço sala de aula é um fórum
complexo de escrita, no qual o estudo da língua se pauta na noção de um objeto heterogêneo,
social, histórico e o estudo dos gêneros/textos num artefato multissemiótico e psicossóciohistoricamente construído (Marcuschi, 2008; Bazerman, 2005, 2006; Rojo, 2012). Apresentaremos,
neste trabalho, o processo de apropriação de escrita de verbetes enciclopédicos multimodais,
ressaltando etapas de pesquisa e seleção de outras linguagens, de elaboração do texto escrito
multimodal e ações de autoria numa perspectiva didática. Busca-se contribuir para a melhoria
242 l
#Hipertexto2013
Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
do desempenho dos alunos da escola pública, ao abordarmos questões de leitura, envolvendo
recursos semióticos, uma vez que as avaliações nacionais têm apontado tal inabilidade como
um problema a ser superado.
O DESENHO ANATÔMICO NA AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA:
SUGESTÕES DIDÁTICAS PARA O ENSINO MÉDIO
Cássia Fernanda de Oliveira Costa (UFPE)
Daniella Duarte Ferraz (UFPE)
Angela Paiva Dionisio (UFPE - orientadora)
O desenho anatômico consiste na representação de organismos vivos, através de traços
e cores. Para a sua produção, são necessárias observações dos seres organizados a serem
representados. Com o Renascimento, tal gênero passou a ser encontrado além das telas. Unindo
os conhecimentos artísticos às descobertas feitas pelos estudos provenientes da dissecação, os
renascentistas tornaram o desenho anatômico científico e multissistêmico. O desenvolvimento
das tecnologias possibilitou o aprimoramento dos usos do desenho anatômico, como o
computador, que tornou possível a criação de novas técnicas de desenho através de softwares
especializados. Investigar gêneros multissemióticos que atendem a diferentes áreas do currículo
escolar, objetivando construir materiais didáticos que favoreçam a ampliação do conhecimento
enciclopédico e do letramento multissemiótico compreende uma das ações do PIBID Letras
(CAPES-UFPE). O desenho anatômico, verbete da Série Verbetes Enciclopédicos, constitui o nosso
objeto de estudo. Neste trabalho, destacamos a produção de sugestões didáticas fundamentadas
nesse verbete e que se baseiam teoricamente em Kress & van Leeuwen (2001); Bazerman (2005)
e Dionisio (2011). A elaboração dessas sugestões favoreceu o uso da diversidade de gêneros
e de mídias. Para os alunos, as sugestões proporcionaram uma experiência interdisciplinar e a
possibilidade de ver um mesmo gênero em diversos domínios.
PERFIL DE LEITOR: A CONSTRUÇÃO DE EXPERIÊNCIAS NO ENSINO
MÉDIO
Anne Caroline Araújo de Lima (UFPE)
Mariana Bandeira Alves Ferreira (UFPE)
Angela Paiva Dionisio (UFPE - orientadora)
Ao nos depararmos com a resistência dos alunos para realizar algumas das atividades propostas
com gêneros multimodais, com a falta de flexibilidade cognitiva para tentar compreender por
afirmarem desconhecer gêneros utilizados nas questões, com a falta de identidade dos alunos
como leitores, sentimos a necessidade de uma intervenção que buscasse estimular no aluno
como leitor independente de quais fossem suas opções de leituras. Apoiados em Bazerman
(2005, 2006), Marcuschi (2008), Dionisio (2011) e Rojo (2012), planejamos, no âmbito do no
âmbito do PIBID Letras UFPE a unidade de estudo “Perfil de Leitor” para séries iniciais do ensino
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
médio. Durante as intervenções didáticas, foram discutidos os hábitos de leitura dos alunos,
o gênero textual Perfil (perfil de celebridades, Currículo Vitae, perfil Facebook, por exemplo),
para, em seguida, serem elaborados os Perfis de Leitor de cada aluno das turmas envolvidas no
projeto. Os perfis foram materializados em cinco gêneros textuais diferentes: calendário 2013,
bloco de anotações, pôster de parede, marcadores de livro e livro em pdf. Este ação inicial serviu
de motivação e de orientação para as sugestões didáticas que estão sendo construídas a partir
de textos multimodais informativos.
OS EDUCADORES FRENTE ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA
COMUNICAÇÃO E ÀS POLÍTICAS DE INCLUSÃO DIGITAL: EM FOCO O
PROINFO E O ALUNO CONECTADO
Pedro Brandão da Costa Neto (UFPE)
Emanuelle de Souza Barbosa (UFPE)
O presente trabalho aborda uma discussão referente às TIC – Tecnologias da Informação e da
Comunicação – e a introdução dos elementos que elas proliferam na sociedade na educação,
considerando-se a necessidade de novas estratégias pedagógicas para inserção e uso dos
novos equipamentos tecnológicos oferecidos às instituições de ensino, com vista à inclusão
digital dos estudantes, entendida como essencial para inclusão social dos indivíduos na
contemporaneidade. Deste modo, reflete sobre as políticas de inclusão digital no Brasil, mais
especificamente, sobre o PROINFO e sobre o programa ALUNO CONECTADO, posto em prática
pelo Governo do Estado de Pernambuco no ano de 2012. Investiga-se como esses programas se
estabelecem no cotidiano das escolas contempladas e quais as suas limitações, bem como o que
tem orientado o uso dos equipamentos tecnológicos disponibilizados às instituições escolares
no que refere-se ao desenvolvimento de estratégias didático-pedagógicas pelos professores
com vista a aprendizagem dos estudantes. Quanto aos resultados da investigação, observa-se
que adjacente a maior democratização do acesso de alunos com o computador e a internet
não é propiciada a formação adequada dos professores para fazer bom uso dessas tecnologias.
Tece-se o trabalho a partir das apreciações teóricas de Coll e Monereo (2010), Kenski (2008),
Warschauer (2006), entre outros.
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
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A AULA DE INFORMÁTICA COMO UM ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO
PARA O LETRAMENTO DIGITAL: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Gustavo Leal Silva (UFPB)
Junio Santos da Silva (UEPB)
O homem vive um processo de aprimoramento constante, com o advento da revolução
tecnológica suas atividades tomaram rumos imprescindíveis, e a quebra de paradigmas
acompanham toda essa evolução. Nos mais variados espaços de dinâmica humana são
possíveis dialogar frente ás novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC. Este artigo
objetiva relatar, a experiência vivenciada com o papel das TIC na Educação, através das aulas
de informática com estudantes do ensino fundamental menor da Escola dos Meninos de Jesus,
localizada no município de Duas Estradas – Paraíba, onde se trabalha animações de personagens
a partir do desenvolvimento de histórias relatadas pelos mesmos. Para realizar este trabalho
usufruímos do software Microsoft Power Point e de literaturas infantis. De acordo com os autores
Moreira (2012), Bawden (2008), Gilster (2006) as TIC não se restringem apenas no manusear de
um equipamento, trata-se também de ser letrado digitalmente, ou seja, utilizar-se dessas novas
ferramentas e saber avaliar o que esta sendo posto a sua frente. Com isso, o espaço utilizado
aqui das aulas de informática, oferece os primeiros passos para o letramento digital, com uso de
softwares e métodos de ensino que incentive a leitura e a criatividade do estudante.
A ESCOLA NA CIBERCULTURA: CARACTERIZAÇÃO DO NATIVO E DO
IMIGRANTE DIGITAL NA ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA DA CIDADE DE
PATOS PB
Pablo Roberto Fernandes de Oliveira (UEPB)
Rosângela de Araújo Medeiros (UEPB - orientadora)
Os alunos da atual geração, nascida na Era Digital, são denominados Nativos Digitais, que
cresceram junto com as tecnologias digitais e desenvolveram habilidades que as gerações
passadas não possuem – os Imigrantes Digitais. Ainda assim, dados nos alertam sobre a exclusão
digital. Desta forma, o objetivo desta pesquisa é identificar como estão caracterizados o Nativo,
o excluído e o Imigrante Digital na escola pública e privada da cidade de Patos PB. Realizamos,
portanto, um estudo de caso comparativo em duas escolas de ensino médio, uma pública e outra
particular, a fim de constatarmos a presença destes em escolas que atendem diferentes grupos
sociais. Como técnica de coleta de dados, aplicamos questionários e entrevistas com os gestores
destas instituições, assim como aos professores e alunos. Como resultado pudemos observar
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5º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 1º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias
que a escola pública tem sido inserida na Cibercultura, principalmente através de programas
governamentais como o ProInfo, percebemos também a diferença do Nativo Digital da Escola
Pública – muitos excluídos digitais – e da Escola Privada, assim como os Imigrantes Digitais –
professores e gestores –, de ambas as escolas, ainda enfrentam dificuldades na utilização dos
recursos digitais. Nosso próximo passo assim é estender esta pesquisa para as demais escolas de
Patos PB e região.
A INTERGENERICIDADE EM TIRINHAS DE MEMES DO FACEBOOK
José André de Lira da Silva (UFRPE)
Morgana Soares da Silva (UFRPE - orientadora)
Este trabalho, recorte de nosso projeto de pesquisa de TCC em andamento, tem por objetivo
analisar a ocorrência do fenômeno da intergenericidade em tirinhas de memes compartilhadas
no Facebook, um ambiente midiático singular, que engendra, graças à sua interface e às suas
ferramentas, uma crescente manifestação deste novo tipo de tira. Para alcançar o objetivo desta
apresentação, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa e explicativa (XAVIER, 2010), com um
corpus composto de três tirinhas coletadas no Feed de Notícias do Facebook, de 1 a 7 de agosto
de 2013. O marco teórico utilizado são os estudos de Marcuschi (2000, 2002, 2008) acerca dos
gêneros textuais, para quem a intergenericidade é uma estratégia sociocomunicativa de mescla
de gêneros. Um debruçamento investigativo sobre os memes é de suma importância tanto para
a compreensão de suas características e de suas funções quanto para a percepção de como
ocorre a intergenericidade nas divertidas tirinhas. Os resultados preliminares apontam para a
riqueza linguístico-textual do gênero analisado e para sua massiva veiculação no ciberespaço,
especialmente na rede social enfocada.
A INTERNET COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA
Larissa Cunha (UFERSA)
Hélida Fernandes (UFERSA)
Samuel Lopes (UFERSA)
Este trabalho tem como objetivo apresentar o uso da internet nas escolas como instrumento
pedagógico no auxilio a aprendizagem. Trata-se de uma analise, tendo como enfoque as escolas
e suas estratégias de ensino. Dentro da sala de aula a internet ainda é pouco utilizada pelos
docentes, sabemos que muitos deles ainda não recebem formação apropriada para o uso de
novas tecnologias como parte de suas metodologias de ensino, tornando assim a aula na visão
dos discentes comum como tantas outras. A insegurança de ministrar conteúdos com uma
máquina que pouco se sabe a respeito pode restringi-los de utilizá-la. Então, se tratando de um
conhecimento ainda em descoberta a insegurança se faz presente os impedindo muitas vezes
de utilizar uma ferramenta como a internet, que é tão eficaz quanto um acervo de livros em uma
biblioteca, que vem para somar e facilitar os saberes. Nesse contexto, a principal utilização de
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Aprendizagem móvel dentro e fora da escola
aplicações de blogs, pesquisas, e redes sociais na área de educação são métodos apresentados
como ferramentas facilitadoras dos conteúdos ministrados, visando uma aula dinâmica, atrativa,
e de maior eficácia na construção do conhecimento. Como resultados apontamos as experiências
que acompanhamos em escolas do município de Angicos, Rio Grande do Norte.
AS NOVAS RELAÇÕES DO SUJEITO COM O TEXTO NA MÍDIA: UMA
REFLEXÃO PARA A SALA DE AULA
Mirelle da Silva Monteiro (UEPB)
Linduarte Pereira Rodrigues ( UEPB - orientador)
Estudo da identidade maranhense através da língua escrita na Web. Focaliza, de maneira concisa,
as particularidades da escrita digital como um fenômeno inerente à língua, uma vez que trata
de um elemento dinâmico: a variação linguística. Nessa perspectiva, esse estudo desenvolve-se
embasado nos pressupostos teóricos da Sociolinguística, destacando-se, dentre outros teóricos,
as concepções de Calvet, o qual assevera que as variações não são uma deformidade da língua,
mas o registro da diversidade da linguagem de um povo. A metodologia é de base qualitativa
e empregará como princípio de coleta de dados a construção de um corpus, constituído de
imagens e comentários de internautas coletados na página da rede social Facebook - Indiretas
Ludovicenses. Pela linguagem empregada nos textos capturados na página da rede social
escolhida, é possível apreender os sentidos da cultura do usuário da língua na web, visando ao
resgate e à valorização dos usos e costumes regionais do povo maranhense.
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resumo - Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação