AGÊNCIA TRANSFUSIONAL - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MULLER
Rua Luis Philippe Pereira Leite, S/N – Jardim Alvorada
CEP – 78048-902 Fone: 3615-7391
Título: Transfusão Sanguínea
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO
TRANSFUSÃO SANGUÍNEA
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Título: Transfusão Sanguínea
Elaborado: Hildenete Monteiro Fortes
Assinatura:
Data da Elaboração: 13/05/03
Aprovado e liberado por: Hildenete Monteiro Fortes
Data da implantação: 26/05/03
Data da Revisão: 23/10/11
Revisado por: Hildenete Monteiro Fortes
Marcia Beatriz C. De Mello
Periodicidade da Revisão: anual
Tempo de arquivo: 05 anos
Setor: Clínicas do Hospital Universitário Júlio Müller
Código do documento: TRANSANG 04
Número da versão atual: 05
Número total de Páginas: 18
Número de cópias-distribuição: 10 – Original para a direção – arquivo
Todas as Clínicas do HUJM
ESTE É UM DOCUMENTO CONTROLADO – Não deve ser copiado ou distribuído
sem a autorização do Chefe da Agência Transfusional do HUJM.
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Título: Transfusão Sanguínea
I - INTRODUÇÃO
O Serviço de Hemoterapia é baseado em normas vigentes (Portaria No1353 de
13 de Junho de 2011), com critérios de coleta de amostras de sangue, checagem de
dados e assistência pré, intra e pós-transfusional.
Toda transfusão de sangue traz em si um risco, seja imediato ou tardio, devendo,
portanto, ser criteriosamente indicada.
II - SETOR: Clínicas do HUJM
III - OBJETIVOS
Os procedimentos transfusionais devem ser precisos e seguros, com a finalidade
de assegurar o bem-estar do paciente e a qualidade do serviço.
A normalização de procedimentos transfusionais e a introdução do controle de
qualidade têm por objetivo minimizar a probabilidade de ocorrência de reações
transfusionais.
IV - CONSIDERAÇÕES GERAIS
Toda transfusão de sangue ou hemocomponente deve ser prescrita por um médico
e registrado no prontuário médico do paciente de acordo com a Portaria Nº1353 de
13/06/11.
1.
Transfundir somente sob prescrição médica – prontuário
(formulário específico) que devem constar os seguintes dados:
Nome completo do paciente, data do nascimento
Sexo, idade, peso, número do prontuário ou registro
Número do leito se for paciente internado
Diagnóstico, antecedentes transfusionais, gestacionais, reações a transfusao
Hemocomponente solicitado com o respectivo volume ou quantidade
Tipo da Transfusão – programada, rotina, urgente e emergência
Resultados laboratoriais que justifiquem a indicação do hemocomponente
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requisição
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Data, assinatura e CRM do médico solicitante
Atenção:REQUISIÇÃO INCOMPLETA, ILEGÍVEL OU RASURADA NÃO DEVEM SER
ACEITAS PELO SERVIÇO DE HEMOTERAPIA EXCETO EM SITUAÇÃO
CLINICAMENTE JUSTIFICÁVEL, COLHER AS INFORMAÇÕES NA SEQUENCIA
DO EVENTO TRANSFUSIONAL.
2.
Coleta da amostra de sangue para as provas pré-transfusionais
Identificar os tubos no momento da coleta com o nome completo do paciente, número
do prontuário, data da coleta, identificação do coletador.
A identificação da amostra pode também ser feita por códigos de barra.
Não colher amostras de uma linha intravenosa que esteja sendo administrado
soluções.
Caso a coleta seja executada a partir de um catéter, este deve ser irrigado para
limpar qualquer vestígio de soluções previamente administradas. Recomenda-se para
tal a infusão de 5 ml de solução fisiológica e, antes de colher as amostras para
transfusão, desprezar um volume de sangue correspondente ao dobro do conteúdo da
linha intravenosa.
As amostras não corretamente identificadas NÃO devem ser aceitas pelo serviço de
hemoterapia.
As amostras devem ser transportadas de forma segura e em recipiente
apropriado.
3.
Cuidados no ato transfusional
De acordo com a PORTARIA No1353 de 13/06/2011 – I - Transfusão
Sanguínea: I.1.2.1.
As transfusões sanguíneas devem ser realizadas, PREFERENCIALMENTE, no período
diurno.
As transfusões devem ser realizadas por profissionais de saúde habilitado,
qualificado e conhecedor dessas normas, e só podem ser realizadas sob a supervisão
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médica, isto é, em local em que haja, pelo menos, um médico presente, que possa intervir
em casos de reações transfusionais.
1. Observar se os resultados dos exames sorológicos, imunohematológicos, data da
coleta e prazo de validade estão referidos no rótulo da bolsa
2. Imediatamente antes da transfusão identificar corretamente o receptor e solicitar
que ele comunique a enfermagem qualquer sinal ou sintoma que ocorra durante a
transfusão.
3. Transfundir componentes com hemácias, somente após prova de compatibilidade.
4. A infusão de grande quantidade de hemocomponentes gelados deve ser evitada.
5. É obrigatória a observação do paciente nos dez minutos iniciais após instalação da
transfusão.
6. São obrigatórios que fiquem registrados no prontuário os sinais vitais do paciente
antes e após a transfusão, ABO/Rh, número da bolsa, tipo e origem dos
hemocomponentes transfundidos, hora do início e término da transfusão, bem como a
data, assinatura de quem realizou a transfusão.
7. Durante a transfusão o receptor deve ser observado periodicamente para detecção
de eventuais reações adversas. Se houver alguma reação adversa o médico deve ser
chamado imediatamente.
8. Antes da instalação da transfusão verificar e registrar os sinais vitais.
4. Identificação do hemocomponente
1.
2.
3.
4.
5.
Deve ser AFIXADA, a toda unidade a ser transfundida, um rótulo ou etiqueta com:
Nome completo, leito e enfermaria do receptor
Identificação numérica ou alfanumérica e o grupo ABO e fator Rh (D) do receptor
Número de identificação do hemocomponente, seu grupo ABO e Rh (D)
Conclusão prova de compatibilidade e a data do envio do hemocomponente para a
transfusão
Nome do responsável pela realização dos testes prétransfusionais e pela liberação do
hemocomponente.
V - ADMINISTRAÇÃO DE HEMOCOMPONENTES
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Antes da transfusão os componentes eritrocitários só podem permanecer à
temperatura ambiente por, no máximo, 30 minutos. Se este tempo for atingido, o
componente deve ser recolocado, imediatamente, no refrigerador, caso contrário deverá
ser descartado.
As unidades de PLASMA devem ser transfundidos o mais brevemente possível após seu
descongelamento, não excedendo 24 horas se armazenados a 4 +/- 2C.
Os componentes PLAQUETÁRIOS devem ser mantidos em agitação continua, devendo
ser transfundidos, no Maximo ate 24 horas depois de saírem do agitador continuo de
plaquetas, agitando-se antes do uso.
O Crioprecipitado uma vez descongelado deve ser transfundido o mais breve possível, na
impossibilidade manter em temperatura ambiente por no máximo 6 horas.
A - PUNÇÃO VENOSA
Escolher uma boa via de acesso – preferencialmente na mão não dominante, nos
casos de transfusão de concentrado de hemácias usar agulhas de calibre 18-19 G, para
outros componentes são aceitáveis agulhas de menor calibre.
TÉCNICA PARA PUNÇÃO VENOSA
Buscar inicialmente as veias distais das mãos ou braços para a venopunção.
Assim, se a região apresentar dificuldade de acesso, resta opções para as veias na
região proximal.
Fazer inspeção da rede venosa com o uso de garrote (se necessário);
Palpar a veia sentindo seu calibre e trajeto;
Proceder à anti-sepsia conforme a técnica descrita (não palpar após este
procedimento);
Puncionar a veia, penetrando primeiramente a pele com o bisel voltado para cima e
depois perfurar a veia;
Verificar o fluxo e o refluxo;
Proceder a fixação do dispositivo com esparadrapo ou micropore;
Realizar o procedimento com a abertura do roler do equipo.
B - EQUIPOS COM FILTROS
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Deve-se utilizar equipos com filtros standard de 170 e 220 micra, estéreis,
apirogênicos e descartáveis após uso único, para todos os hemocomponentes
transfundidos, fazendo a troca, em transfusões seqüenciais, se cada equipo permanecer
por mais de 2 horas.
Filtros de microagregados (10 a 40 micras) podem ser utilizados em bolsas de
sangue com período de estocagem superior a cinco dias, com formação de
microagregados. Estão indicados em transfusões maciças.
Filtros para leucorredução, utilizados para retenção de leucócitos dos
componentes eritrocitários, plaquetários e plasmáticos.
C - RITMO DE PERFUSÃO
Depende da condição: clínica do receptor, calibre da agulha e do componente a
transfundir. Os primeiros 25/50 ml devem ser transfundidos lentamente 2 ml/minuto e,
caso não se detecte nenhuma reação durante este período, aumentar o ritmo.
O tempo máximo de infusão do hemocomponente é de 4 horas, transcorrido esse
tempo a transfusão deve ser suspensa e o hemocomponente descartado. Transfusão de
concentrado de hemácias na ausência de hemorragia aguda não deve ser
superior a
2 ml/Kg/hora (40 gotas/minuto no adulto), devendo ser reduzida para 1ml/Kg/hora nos
casos de anemia crônica grave, idosos, renais crônicos e cardiopatas. Nos casos de
Hemorragia Grave a velocidade é determinada por sua gravidade. Concentrado de
plaquetas o ritmo é de 10 a 12 minutos por unidade.
D - ADIÇÃO DE DROGAS OU SOLUÇÕES
NENHUM MEDICAMENTO pode ser adicionado à bolsa do hemocomponente, e
NEM SER INFUNDIDO EM PARALELO ( na mesma linha venosa ), à exceção da solução
de cloreto de sódio a 0.9%, em CASOS EXCEPCIONAIS – PORTARIA No 1353 de
13/06/11 – art 128 item VIII.
Em caso de absoluta necessidade interromper a transfusão e lavar a linha de
infusão com soro fisiológico.
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NÃO ADMINISTRE PELA MESMA LINHA DE INFUSÃO:
Soluções glicosadas, pois pode causar hemólise;
Ringer lactado contém cálcio e pode induzir a formação de coágulos;
Medicamentos (antibióticos, quimioterápicos e outros).
E - AQUECEDORES DE SANGUE
Este procedimento não é necessário na grande maioria dos receptores. Nos casos
de transfusão muito rápida de grandes volumes a baixa temperatura, sobretudo em
cateteres centrais, pode aumentar a incidência de parada cardíaca.
Os aquecedores devem possuir termômetro visível e alarme sonoro e visual,
controlá-lo a temperatura máxima de 37ºC, pois acima deste valor pode ocorrer
hemólise. No caso de transfusões rápidas ou maciças, em pacientes com aglutininas frias,
anticorpos de amplitude térmica anormal e ou na ausência de aquecedores próprios, o
hemocomponente deve permanecer em temperatura ambiente 20 a 24 ºC por 30 minutos.
É recomendável o aquecimento do hemocomponente nas seguintes circunstâncias:
Adultos recebendo volumes além de 50ml/kg/hora;
Crianças recebendo volumes além de l5ml/kg/hora
Exsanguíneo-transfusão neonatal;
Pacientes com crioaglutininas;
Plasmaféreses;
Infusão rápida de sangue através de cateteres centrais, pois pode induzir arritmias.
F - Bombas de Infusão
Sua utilização permite controlar de forma precisa o ritmo de infusão do
componente a transfundir. Levar em consideração sempre o calibre da agulha (igual ou
superior a 18 G) uma vez que a pressão exercida pode causar hemólise. Alternativamente
usa-se o aparelho de pressão que é simples e eficaz, mas não controla a pressão exercida
o que pode acarretar hemólise.
VI - SINAIS VITAIS
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Técnica para verificação de sinais vitais
1. PRESSÃO ARTERIAL
Colocar o paciente deitado, com o antebraço apoiado na cama e a palma da mão
voltada para cima;
Expor o braço evitando comprimir o mesmo;
Colocar o manguito ao redor do braço;
Ajustar acima da dobra do cotovelo ± 4 cm;
Localizar a artéria braquial na fossa antecubital;
Colocar o diafragma do estetoscópio sobre a artéria, com leve pressão local;
Colocar as olivas do estetoscópio nos ouvidos, observando a curvatura anatômica,
(olivas para frente);
Fechar a válvula da pêra de borracha;
Insuflar o ar no manguito até que não se possa sentir a pulsação da artéria braquial;
Abrir a válvula vagarosamente, deixando o ar escapar, observando a oscilação do
manômetro;
Repetir o processo tantas vezes quanto for necessário, optando pelo outro braço;
Abrir totalmente a válvula da pêra de borracha;
Deixar sair todo o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente;
Anotar no prontuário.
2. PULSO
Palpar levemente com o dedo indicador ou médio, a artéria radial;
Sentir os batimentos cardíacos;
Contar os batimentos durante 30 segundos e multiplicar por 2;
Anotar o resultado no prontuário, quaisquer alteração comunicar a enfermagem.
3. RESPIRAÇÃO
Deixar o paciente deitado;
Sentir os movimentos da respiração e contar durante 30 segundos e multiplicar por 2;
Anotar o resultado no prontuário;
Comunicar à enfermeira quaisquer alterações na respiração.
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4. TEMPERATURA
Pedir ao paciente para secar a axila;
Colocar o termômetro na axila do paciente e aguardar 3 minutos;
Verificar a temperatura registrada no termômetro e anotar no prontuário
Comunicar à enfermeira se temperatura for 38º C para providências;
Fazer desinfecção do termômetro;
VII - AO TÉRMINO DO PROCEDIMENTO TRANSFUSIONAL
Verificar os sinais vitais do paciente e anotar no prontuário,
Desligar a venopunção;
Fazer compressão do local com algodão, cerca de três minutos;
Bloquear o acesso com curativo transparente ou esparadrapo ou micropore, tipo mini
curativo.
Observar atentamente o paciente nos 15 a 30 minutos após o término da transfusão
Orientar pacientes ambulatoriais quanto a eventuais reações adversas nas primeiras
24 horas após o procedimento transfusional
Orientar e observar pacientes internados nas primeiras 24 horas após termino da
transfusão
Observar e tratar as eventuais reações adversas transfusionais.
VIII - CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS:
1. Plasma Fresco e o isento de crioprecipitado deverá ser descongelado a 37oC em
dispositivo devidamente validado. Uma vez completado o descongelamento, deve ser
transfundido o mais breve possível, não devendo exceder 24 horas, se armazenado a
4 +/- 2oC. NÃO PODE SER RECONGELADO
2. Crioprecipitado deverá ser descongelado 37oC uma vez completado o
descongelamento, deve ser transfundido o mais breve possível e na impossibilidade,
manter as unidades a temperatura de 22 +/- 2C por no máximo, 6 horas.
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3. Concentrado de Plaquetas para receptores Rh negativo, do sexo feminino e com
menos de 45 anos de idade, se as plaquetas transfundidas forem Rh positivo, devese realizar uma pesquisa de anticorpos irregulares pré-transfusional na receptora. Se
esta não possuir anti-D, deve ser recomendada a administração de anti-D (200 a 300
uG) por via intravenosa ou subcutânea, até 72 horas após a transfusão. Nas
transfusões subseqüentes, deve ser repetida a pesquisa de anti-D; se este não for
detectado, deve-se repetir a dose de imunoglobulina anti-D.
4. Os componentes plaquetários devem ser transfundidos, no máximo, até 24 horas
após saírem do agitador contínuo de plaquetas. Os componentes plaquetários, no caso
de preparo de “pools” em capela de fluxo laminar tipo II, podem ser utilizados, desde
que mantidos em agitação contínua a temperatura adequada até 6 horas após seu
preparo.
5. Os crioprecipitados e as plaquetas podem ser misturadas em “pool”. Quando
existirem hemácias visíveis no “pool” qualquer anticorpo anti-eritrocitário presente
no plasma do receptor exigirá que as hemácias transfundidas sejam desprovidas do
(s) antígeno (s) correspondente (s).
6. BANHO-MARIA – São utilizados para o descongelamento de: Crioprecipitado, plasma
fresco, NUNCA imergir as bolsas diretamente na água do banho-maria, envolver as
bolsas em embalagem plástica hermética ou manter a abertura da embalagem fora do
banho. O Banho-Maria deve ter a temperatura rigorosamente controlada entre 37 +/2ºC.
7. A amostra da bolsa de sangue que foi transfundida e a amostra do receptor devem
ser conservadas a 4+/- 2 C pelo menos durante 03 dias após a transfusão.
8. TRANSPORTE – de sangue e ou hemocomponentes deve ser feita em caixas térmicas,
com temperaturas adequadas para a manutenção das suas características.
9. INSPEÇÃO do sangue a transfundir – Avaliar a cor do sangue, a integridade do
sistema, a presença de hemólise ou de coágulos, data de validade e o seu rótulo que se
não contiver as informações necessárias, o hemocomponente não deve ser liberado.
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10.
Reintegração
ao estoque de componentes eritrocitários devolvidos:
Os componentes eritrocitários liberados para transfusão, mas não utilizados, podem
ser REINTEGRADOS ao estoque se as condições de transporte e estocagem forem
conhecidas e adequadas, devendo os mesmos ser submetidos à inspeção visual antes
da reintegração. São condições indispensáveis para a reintegração: o sistema não
estar aberto, o sangue não ter alcançado temperaturas acima de 10ºC durante mais
de 30 minutos, ou abaixo de 1ºC, durante o armazenamento ou transporte.
IX - SELEÇÃO DE HEMOCOMPONENTES PARA TRANSFUSÃO/ PROVA DE
COMPATIBILIDADE
Baseada na Portaria No1353 de 13 de Junho de 2011
1. Sangue total e concentrado de hemácias devem ser ABO compatíveis. Desde que
compatíveis, pode-se utilizar sangue total e concentrado de hemácias heterogrupo no
sistema ABO.
2. Os receptores Rh(D) positivo, poderão receber sangue total ou hemácias Rh(D)
positivo ou Rh(D) negativo.
3. Os receptores Rh(D) negativo, deverão receber sangue total ou hemácias Rh(D)
negativo, exceto em circunstâncias justificadas e desde que não apresentem
sensibilização prévia.
4. Plasma dos indivíduos AB é isento de anticorpos dirigidos contra antígenos ABO,
podendo ser este transfundido para qualquer grupo ABO.
5. As transfusões de plasma devem ser ABO compatíveis com as hemácias do receptor,
ou seja, devem ser transfundidos com o mesmo grupo sanguíneo do receptor –
isogrupos.
6. É desnecessária a realização de prova de compatibilidade antes da transfusão de
plasma, Crioprecipitado e concentrados de plaquetas.
7. As transfusões de Crioprecipitado em crianças devem ser isogrupo ou ABO
compatíveis.
8. Em recém-nascidos, o plasma contido nos concentrados de plaquetas deverá ser ABO
compatível com as hemácias do receptor.
9. É obrigatória a inspeção visual do sangue, antes da realização da prova de
compatibilidade, quando esta inspeção verificar anormalidades, o produto não deverá
ser liberado.
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10.
É obrigatória a realização da Prova de compatibilidade maior, entre as
hemácias obtidas do tubo coletor da bolsa do doador, e o soro do receptor, sempre
que for realizar transfusão de hemocomponentes que contenha HEMÁCIAS.
11.Casos de transfusão de extrema urgência se não houver amostra de sangue do
receptor no serviço ou se não houver tempo para tipá-lo é recomendável o uso de
sangue “O Negativo”. Não havendo este tipo de sangue em estoque no serviço, poderá
ser usado sangue “O Positivo”, sobretudo em pacientes do sexo masculino ou em
pacientes de qualquer sexo com mais de 45 anos de idade.
12.
Quando os resultados das provas pré-transfusionais, demonstrarem que não há
sangue compatível para o receptor, o técnico do serviço de Hemoterapia deve
comunicar este fato ao médico solicitante da transfusão, e em conjunto com este,
realizar uma avaliação clínica do paciente. Caso seja feita a opção de se transfundir
sangue incompatível, esta decisão deve ser justificada por escrito, em termo que deve
ser assinado pelo Hemoterapeuta, pelo médico-assistente do paciente e, quando
possível, pelo próprio paciente ou por seu responsável legal.
13. O médico do serviço de Hemoterapia pode suspender uma transfusão, quando
considera-la desnecessária. Estes casos deverão ser discutidos no Comitê
Transfusional da Instituição.
14. Casos de EXSANGUINEOTRANSFUSÃO em recém-nascidos devem ser utilizados
sangue, colhido a menos de 5 dias, caso não haja disponibilidade, poderá ser utilizado
sangue colhido a mais de 5 dias; desde que haja autorização por escrito do médicoassistente e do médico do Serviço de Hemoterapia. É obrigatório o uso de plasma
compatível com as hemácias do paciente. Nos casos de incompatibilidade pelo sistema
Rh ou por outros sistemas, as hemácias devem ser compatíveis com o SORO DA MÃE
e serem desprovidas do(s) antígeno(s) contra o(s) qual (is) a mãe está imunizada.
15. Casos de Transfusão Intra-Uterina devem ser usados concentrados de Hemácias
do grupo “O”, e que sejam compatíveis com os anticorpos maternos. Devem ser
utilizados componentes desleucocitados (ou anti-CMV não reagentes) e irradiados.
X - RESPONSABILIDADES: Dos colaboradores que executam as atividades neste
setor.
XI – COMENTÁRIOS
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Os procedimentos técnicos aplicados devem seguir criteriosamente normas
federais e estaduais vigentes, visando à conformidade e à qualidade da assistência do
Serviço de Hemoterapia. Este procedimento operacional foi elaborado, implantado e
revisado para ser seguido por todos os profissionais envolvidos, padronizando todas as
atividades desenvolvidas neste setor.
XII - NORMAS DE SEGURANÇA
Os profissionais da área de saúde que manipulam materiais biológicos devem
obedecer aos procedimentos básicos de Biossegurança também deverão estar fazendo a
segurança do meio ambiente.
Procedimentos de Biossegurança
GERAIS:
Não jogar material biológico na pia;
O banheiro deve ser constantemente limpo e manter com todos os acessórios tais
como papel higiênico, toalha de mãos e sabão anti-séptico;
Lixo comum acondicionar em sacos escuros;
Lixo infectante acondicionar em sacos brancos leitoso;
Em caso de derramamento de material biológico, despeje hipoclorito de sódio 1% e
deixe agir por 20 minutos, limpar com papel toalha e descartá-lo em recipiente
apropriado;
Caso ocorra algum ferimento durante seu trabalho, procure imediatamente o serviço
médico dos funcionários para comunicar a ocorrência e receber orientação;
Todo material cortante, perfurante ou perfuro-cortante, tais como ampolas, lâminas
cortantes, agulhas e seringas, devem ser lacrados e enviados ao expurgo. Não
despreze estes materiais em outros cestos de lixo;
As bolsas de hemocomponentes não devem ser colocadas diretamente nas latas ou
depósitos de lixo;
Toda bolsa de sangue e hemocomponentes a ser descartada, deve ser submetida a
algum método que elimine a infectividade de patógenos eventualmente presentes;
Depois de inativados, as bolsas devem ser acondicionadas em sacos plásticos
destinados a resíduos biológicos;
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É permitido o transporte de bolsas para serem incineradas em outros locais desde
que, sejam transportados em recipientes rígidos, lacrados, identificados e em veículos
apropriados;
Os demais materiais que deverão ser desprezados tais como frascos de soros,
seringas e equipos que não contenham sangue devem ser colocados em outro cesto de
lixo.
INDIVIDUAIS:
Lavar as mãos antes e após qualquer procedimento;
O papel utilizado para enxugar as mãos após a lavagem pode ser usado para fechar a
torneira, evitando uma eventual "recontaminação";
Troque as luvas imediatamente caso elas se contaminem com material biológico ou
apresentem sinais de perfuração ou rompimento;
Ao remover as luvas inverta-as completamente, evitando, que sua porção exterior
entre em contato com qualquer superfície;
Quando estiver utilizando luvas evitar tocar superfícies limpas, tais como telefones,
mesas ou maçanetas de portas;
Ao manipular o paciente utilize uma nova luva desprezando a anterior em local
adequado.
Utilizar os equipamentos de proteção individual.
Trajar vestimentas totalmente brancas ou aventais longos brancos de mangas
compridas, caso estejam trajando roupas que não sejam brancas;
Troque o avental sempre que estiver sujo e/ou contaminado;
Evitar sentar nas macas ou nas camas dos pacientes, no chão, nas mesas ou nos
balcões existentes no ambulatório;
Cabelos longos devem ser presos.
XIII - TREINAMENTO - Objetivo é o aprimoramento contínuo
Será dado treinamento a todos os colaboradores da agência transfusional, antes
da implantação deste manual de procedimentos, será responsabilidade dos colaboradores
participarem dos treinamentos e implantá-los na prática. A reciclagem será feita
anualmente ou quando novos colaboradores sejam admitidos.
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XIV – RESULTADOS verificar se :
O paciente foi bem assistido antes e durante a transfusão;
O paciente recebeu todo o componente sangüíneo prescrito pelo médico;
O paciente apresentou qualquer sintoma ou sinal de reação transfusional, e se esta foi
comunicada ao serviço de hemoterapia;
Houve notificação de reação transfusional – Hemovigilância.
XV - FORMULÁRIOS/DOCUMENTOS RELACIONADOS
POP de solicitação de transfusão;
POP de coleta de sangue;
POP de exames imunohematológicos pré transfusionais;
Ficha de investigação de reação transfusional;
Formulário de solicitação de transfusão – APAC
XVI - CONTROLE DE REGISTRO
Sinais vitais do paciente antes e após a transfusão;
ABO/Rh, número da bolsa, tipo e origem dos hemocomponentes transfundidos;
Hora do início e término da transfusão;
Data, assinatura de quem realizou a transfusão;
Números das unidades transfundidas no prontuário dos pacientes
ARQUIVAR POR 20 ANOS.
XVII - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. AABB, Technical Manual Committee. 12 th edition. 1996.
2. Hematologia e Hemoterapia – Fundamentos de morfologia, fisiologia, patologia e
clínica – Therezinha Verrastro, Therezinha Ferreira Lorenzi e Silvano Wendel Neto 1996
3. Ministério da Saúde – Técnicas para Coleta de Sangue. Coordenação Nacional de
Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. Brasília 1997– Série Telelab.
4. Conselho Federal de Enfermagem – Resolução COFEN – Nº 200, 15 de Abril de 1997
Versão atual: 05 código: Transang - 04
Paginação: 16 de 18
AGÊNCIA TRANSFUSIONAL - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MULLER
Rua Luis Philippe Pereira Leite, S/N – Jardim Alvorada
CEP – 78048-902 Fone: 3615-7391
Título: Transfusão Sanguínea
5. Ministério da Saúde – Coleta de Sangue de Doadores. Coordenação Nacional de
Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. Brasília 1998 – Série Telelab.
6. Manual de Transfusão Sanguínea – Dalton de Alencar Fischer Chamone, Marcia
Cristina Zago Novaretti e Pedro Enrique Dorlhiac-Llacer – 2001
7. Ministério de Estado de Saúde – PORTARIA Nº 1353, 13 de Junho 2011.
8. Manual Prático de Hemoterapia – Joseph D. Sweeney, Yvonne Rizk -2005
Versão atual: 05 código: Transang - 04
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Título: Transfusão Sanguínea
Ficha de seguimento das Transfusões no HUJM
Nome:...............................................................Registro:............ Sexo:...........................
Clínica:.......................Data Nascimento:................. Data transfusão: ...............................
Diagnóstico prontuário:...................................................................................................
Diagnóstico da Solicitação:..............................................................................................
Reação: imediata: ( ) Tardia ( ) não houve ( )
Tipo transfusão: homóloga ( ) autóloga ( )
Transfusões prévias: até 5 ( ) 5-10 ( ) 10-20 ( ) ignorada ( ) não houve
História de incidentes transfusionais prévios: Sim ( ) não ( ) ignorado ( )
Manifestações clínicas: calafrios ( ) náuseas ( ) Dor lombar ( ) Choque ( ) Febre ( )
Cianose ( ) CIVD ( ) Dispnéia ( ) Edema agudo de pulmão ( ) Soro conversão ( )
Hipertensão ( ) Hemoglobinúria ( ) Icterícia ( ) Urticária ( ) Vômitos ( ) Taquicardia ( )
Outros especificar:.........................................................................................................
Entrevistador: .............................................................................................................................
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POP – Transfusão sanguínea