Debate na Faculdade de Letras
III Feira da Reforma Agrária
A Adufrj-SSind realiza debate sobre a Carreira Docente na Faculdade de Letras. Será
nesta quarta-feira, 18, às 14h, na sala F 101. Participam da mesa o presidente eleito da
entidade, Cláudio Ribeiro, e Luciana Boiteux, atual diretora que teve seu mandato renovado.
17 e 18 de setembro
9h às 19h
Campus da Praia Vermelha,
em frente à biblioteca do CFCH
Jornal da Seção Sindical dos Docentes da UFRJ
Andes-SN - 10/09/2013
www.adufrj.org.br
Basta de
injustiças
com os
aposentados!
Página 5
Andes-SN Ano XII no 817 16 de setembro de 2013 Central Sindical e Popular - Conlutas
Adufrj-SSind
elege novos
diretores
Páginas 3, 4 e 7
Marco Fernandes - 12/09/2013
Elisa Monteiro 13/09/2013
O Consuni em dois momentos. Acima, a sessão viva, com a presença da
comunidade universitária. Abaixo, um registro da reunião da última quinta-feira
Marco Fernandes - 03/05/2013
Elisa Monteiro 13/09/2013
Elisa Monteiro 13/09/2013
Marco Fernandes - 05/09/2013
Silvana Sá - 12/08/2013
A tentativa de se
estabelecer normas
restritivas de
acesso às sessões
do Conselho
Universitário foram
neutralizadas na
reunião da quintafeira 12. O pretexto
para a adoção do
controle seriam
os incidentes
ocorridos na
reunião do dia 5.
No curso do debate,
porém, ficou claro
que o tumulto
teve origem nos
procedimentos
de manipulação
regimental
para facilitar
a aprovação
da Ebserh. A
sessão do dia
26, para debater
o assunto, será
em um auditório,
provavelmente
o do CT.
Elisa Monteiro 13/09/2013
Democracia
em xeque
Elisa Monteiro 13/09/2013
CONSELHO UNIVERSITÁRIO
Presidente:
Cláudio
Ribeiro
Faculdade de
Arquitetura e
Urbanismo
1ª vicepresidente
Luciana
Boiteux
Faculdade
Nacional
de Direito
2ª vicepresidente:
Cleusa
Santos
Escola de
Serviço Social
1º secretário:
José
Henrique
Sanglard
Escola
Politécnica
2º secretário:
Romildo
Bomfim
Faculdade
de Medicina
1º tesoureiro:
Luciano
Coutinho
Faculdade de
Administração
e Ciências
Contábeis
2ª tesoureira:
Regina
Pugliese
aposentada
do Colégio de
Aplicação
2
16 de setembro de 2013
www.adufrj.org.br
sEGUNDA pÁGINA
Reação ao capitalismo
Sociólogo francês aponta que alternativa ao atual sistema nasce das lutas
Luc Boltanski realizou
cinco palestras
na universidade
vantes na Europa contra regimes
autocráticos) e em outros momentos”, afirmou Boltanski. Ele
lembrou que o capitalismo reage às críticas éticas e estéticas e
que, através da mudança, procura não só perpetuar-se como
estender seus domínios. “A ideologia atual o justifica pelo desenvolvimento sustentável, pela
responsabilidade social, além de
colocá-lo favorável ao progresso
tecnológico e às liberdades individuais e políticas. Entretanto,
tudo isto é feito em nome da exigência do lucro contábil”.
O fluxo de capitais e o mundo “conexionista” criado para
otimizar os rendimentos capitalistas trazem contradições e,
com elas, resistências. “Surgem novas técnicas de protesto,
como as que se produzem pelas
redes de computadores”, analisou Boltanski.
Rodrigo Ricardo
Especial para o Jornal da Adufrj
P
lasticidade. A partir desta
propriedade física, o sociólogo francês Luc Boltanski explicou a capacidade do
capitalismo de superar as crises
que o ameaçam de tempos em
tempos. Emérito da École des
Hautes Études em Sciences Sociales, o professor realizou cinco palestras na UFRJ a convite
do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Colégio Brasileiro de Altos Estudos
(CBAE). Durante um destes encontros, dia 12 de agosto, com
o tema Conversações sobre o
Novo espírito do capitalismo,
seu livro mais conhecido no
país e escrito em coautoria com
Ève Chiapello, frisou que a alternativa nasce das lutas.
Quanto à obra – O novo espírito do capitalismo –, ela foi
publicada em 2000, após a pesquisa de cem livros sobre gerenciamento empresarial. “A evolução capitalista é rápida. Em
1990, por exemplo, considerava-se ele quase invisível, natural, confundido com o próprio
mundo”, lembrou Boltanski,
enfatizando o retorno dos movimentos anticapitalistas e ainda
Efeitos no corpo
as ideias da publicação de Max
Weber (A ética protestante e o
espírito do capitalismo) em se
acumular ilimitadamente e de
forma pacífica. “A visão ainda
resiste e aliada à flexibilidade,
às terceirizações e à precarização do trabalhador. Valorizase o autônomo, empregável é
aquele polivalente que se ajusta
aos novos empreendimentos.
Tudo aquilo que pode limitar
a mobilidade (laços afetivos) é
sacrificável. O homem contemporâneo é, praticamente, um
nômade, dentro de um sistema
absurdamente injustificável”.
A reação
“Ninguém sabe o que fazer; o
que leva gente às ruas é não ter
mais alternativa. Foi assim nas
barricadas de Paris (1832), na
Primavera dos Povos (1848 – le-
Homenagem a Salvador Allende
O mais novo mural da AdufrjSSind na lateral do ex-Canecão
faz uma homenagem a Salvador Allende, presidente chileno
deposto por um golpe militar em
11 de setembro de 1973.
Há quarenta anos, enquanto resistia ao ataque dos militares, no palácio do governo,
Allende fez um pronunciamento à rádio Magallanes.
Para o mural da Seção Sindical, foi extraído o seguinte
trecho das últimas declarações: “Sigam sabendo que,
antes do que pensa, de novo
se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma
sociedade melhor”. Para o sociólogo, o efeito
mais visível do capitalismo sobre o corpo está no grande número de academias de ginástica.
“Aqui, no Rio de Janeiro, isto
chama a atenção. No passado,
havia a caricatura do burguês
rico como um homem gordo e
pesado, com dificuldades para
se mover. Hoje, há uma ‘despersonificação’ dessas figuras
dominantes, porque o capitalismo de hoje exige uma eterna
juventude, sempre disposta a se
inserir em novos projetos”.
Kelvin Melo - 12/09/2013
SEÇÃO SINDICAL DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO DO SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
Sede e Redação: Prédio do CT - bloco D - sala 200 Cidade Universitária CEP: 21949-900 Rio de Janeiro-RJ Caixa Postal 68531 CEP: 21941-972
Paralisação
agrária e popular
na Colômbia
A Adufrj-SSind é uma das
signatárias de um documento
de solidariedade com as greves
e paralisações na Colômbia. O
movimento, iniciado em 19 de
agosto, tem tomado conta das
estradas, rodovias e ruas daquele país. Trata-se de uma manifestação legítima da luta pela
dignidade e soberania de todo o
povo colombiano. A manifestação, que já é alvo da conhecida
e brutal repressão por parte do
Estado, é também um exemplo
para todos os povos que sofrem
com a tirania dos mercados dominados pela lógica neoliberal.
Plantões do
convênio com
a Unimed
Nesta semana, continuam
os plantões especiais para
atendimento a professores
interessados no convênio
firmado com a Unimed. Os
docentes que preferirem
agendar atendimento em
suas Unidades poderão fazêlo pelo telefone 9969-1348
(Solange). Informações também podem ser obtidas pelo
e-mail: solangejm-1957@
hotmail.com.
A tabela de valores, os
serviços opcionais, os adicionais gratuitos e a relação
de documentos exigidos para
a adesão ao plano podem ser
conferidos em:
http://migre.me/g4qXL.
Plantões de atendimento:
16/09/2013 (segunda-feira)
10h às 16h
Sede da Adufrj-SSind, no prédio
do CT, Bloco D, sala 200 (Fundão)
17/09/2013 (terça-feira)
10h às 15h
Sala da Administração
da Sede da Decania do
CCJE (Praia Vermelha)
18/09/2013 (quarta-feira)
10h às 16h
Sede da Adufrj-SSind, no prédio
do CT, Bloco D, sala 200 (Fundão)
Vale lembrar que, para começar a usufruir o plano no
início de outubro, as adesões
devem ser completadas até
este dia 19 de setembro.
Errata
Na edição nº 816, em
uma das legendas da
página 4, saiu sem acento
o nome da conselheira
Mônica Pereira dos Santos.
Tel: 2230-2389, 3884-0701 e 2260-6368
Diretoria da Adufrj-SSind Presidente: Mauro Iasi 1º Vice-Presidente: Luis Eduardo Acosta 2ª Vice-Presidente: Maria de Fátima Siliansky 1º Secretário: Salatiel Menezes dos Santos 2ª Secretária: Luciana Boiteux 1º Tesoureiro: José Henrique
Sanglard 2ª Tesoureira: Maria Coelho CONSELHO DE REPRESENTANTES DA ADUFRJ-SSIND Colégio de Aplicação Letícia Carvalho da Silva; Renata Lucia Baptista Flores; Simone de Alencastre Rodrigues; suplentes: Maria Cristina Miranda da
Silva; Mariana de Souza Guimarães; Rosanne Evangelista Dias; Escola de Belas Artes Beany Guimarães Monteiro; Patricia March de Souza; suplentes: Cláudia Maria Silva de Oliveira; Rogéria Moreira de Ipanema; Escola de Comunicação Eduardo Granja
Coutinho; Escola de Enfermagem Anna Nery Walcyr de Oliveira Barros; Marilurde Donato; Escola Politécnica José Miguel Bendrao Saldanha; Escola de Serviço Social Rogério Lustosa; Janete Luzia Leite; suplente: Marcos Paulo O. Botelho; FACC Vitor Iorio;
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Cláudio Rezende Ribeiro; Eunice Bomfim Rocha; suplentes: Luiz Felipe da Cunha e Silva; Sylvia Meimaridou Rola; Faculdade de Educação Claudia Lino Piccinini; Rosa Maria Corrêa das Neves; Roberto Leher; suplente:
Vânia Cardoso da Motta; Faculdade de Direito Mariana Trotta Dallalana Quintans; Faculdade de Letras Gumercinda Nascimento Gonda; Vera Lucia Nunes de Oliveira; Faculdade de Medicina Romildo Vieira do Bomfim; IESC Regina Helena Simões Barbosa;
EEFD Alexandre Palma de Oliveira; Luís Aureliano Imbiriba Silva COPPE Vera Maria Martins Salim Instituto de Economia Maria Mello de Malta; Alexis Saludjian; Instituto de Física José Antônio Martins Simões Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano
e Regional Cláudia Ribeiro Pfeiffer; suplente: Cecília Campello do Amaral Mello; Coordenador de Comunicação Luiz Carlos Maranhão Editor Assistente Kelvin Melo de Carvalho Reportagem Silvana Sá e Elisa Monteiro Projeto Gráfico e Diagramação
Douglas Pereira Estagiário Darlan de Azevedo Junior Tiragem 4.000 E-mails: [email protected] e [email protected] Redação: [email protected] Diretoria: [email protected] Conselho de Representantes: [email protected] Página
eletrônica: http://www.adufrj.org.br Os artigos assinados não expressam necessariamente a opinião da Diretoria.
16 de setembro de 2013
www.adufrj.org.br
3
Conselho Universitário
Participação democrática
questionada no colegiado
Aliados do reitor tentam impor normas restritivas de acesso da comunidade acadêmica ao Consuni, mas
iniciativa é rechaçada por boa parte dos conselheiros e por todos que assistiam à sessão do último dia 12
Fotos: Marco Fernandes - 12/09/2013
Ebserh deve voltar à
pauta do colegiado
em 26 de setembro
Crise da
representação
Silvana Sá
[email protected]
A
expectativa era quanto
à realização de mais um
Conselho Universitário
para tratar do modelo de gestão
dos HUs da UFRJ. No entanto,
a reitoria surpreendeu ao convocar a reunião do último dia
12, com o tema “Discussão sobre as condições de realização
das sessões do Conselho Universitário”. O que se verificou
no colegiado, porém, foi uma
tentativa dos setores favoráveis
à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para
atacar os movimentos organizados da universidade.
Diante da confusão que se
estabeleceu ao final do Consuni
anterior (dia 5), a administração
e seus aliados buscaram caracterizar uma espécie de “vandalismo” no conselho. Talvez
querendo “limpar o terreno”
para uma futura votação a favor
da contratação da empresa do
governo. O conselheiro Afrânio Kritski (Titulares do CCS)
chegou a ler uma proposta de
resolução assinada pelo decano do CT, Walter Suemitsu, e
pelo diretor da Faculdade de
Medicina (e decano substituto
do CCS), Roberto Medronho.
Pelo documento, as sessões
do Consuni só poderiam ser
acompanhadas por no máximo
25 pessoas, o que corresponde
à quantidade de cadeiras destinadas à assistência. A proposta
também previa que todos os
que desejassem acompanhar as
sessões deveriam ser identificados previamente.
Os absurdos não paravam
por aí. De acordo com o texto
lido por Afrânio, não poderiam
participar das reuniões as pessoas que não fizessem parte da
universidade, ou seja, que não
fossem alunos, professores ou
técnicos da instituição. Além
disso, a assistência deveria se
manter em silêncio durante
os debates e qualquer ação de
ocupação ou atividades organizadas dos movimentos sociais
da UFRJ suspenderia imediatamente o colegiado.
Houve revolta entre os presentes, especialmente porque
Para setores pró-Ebserh, acompanhar o Consuni deve ser um privilégio para poucos
No detalhe da imagem do fim do colegiado do dia 5, o professor Walter Suemitsu.
O conselheiro Ângelo Cister pediu um processo administrativo contra o decano
a reação dos movimentos na
sessão do dia 5 só ocorreu após
uma série de atos da presidência do colegiado. A começar
pelo fato de o reitor abrir mão
de sua condição de mediador
para se colocar como proponente ativo da Ebserh. Como disse
o estudante Julio Anselmo: “A
violência maior que está sendo
cometida neste Conselho é rasgar o Estatuto. O que tenho visto são as regras do jogo serem
mudadas a todo o momento em
favor de um lado”.
Luta pela
democracia
Sobre a pauta apresentada
naquela sessão, o estudante se
disse surpreso, especialmente
por se tratar de uma tentativa
de limitar a participação dos
segmentos da UFRJ na instân-
cia máxima de deliberação da
universidade: “Qualquer medida que impeça a participação
da comunidade acadêmica fará
a nossa luta tomar outros ares.
Deixará de ser somente contra a
Ebserh e passará a ser pela democracia na UFRJ”.
O professor Alcino Câmara
Neto também defendeu a democracia na instituição, especificamente, nas participações
no Conselho Universitário:
“Existe um processo grave de
criminalização das opiniões.
Isso é diminuir, descaracterizar
o diálogo, que é a seiva desta
universidade”.
O docente analisou o desconforto exposto por muitos conselheiros com as mobilizações de
estudantes, docentes e técnicos
nas sessões do colegiado: “Não
existe paz onde não existe justiça. Prefiro estudantes subindo
na bancada e correndo o risco
de caírem sobre mim, do que
ver dois policiais na porta, convocados sabe-se lá por quem,
para impedirem a participação
das pessoas”.
Processo mal
conduzido
Para Diana Maul (Associados do CCS), a responsabilidade da crise institucional
pela qual passa a universidade
não é dos movimentos. “Esse
é um processo que vem sendo
conduzido há bastante tempo
de uma forma errada. De uma
forma que não constrói, mas divide. Essa condução chegou a
um limite quando a proposta da
Ebserh nos vem não mais como
uma proposta vinda do MEC,
mas sim entra em pauta como
uma proposta do reitor”.
O presidente da AdufrjSSind, Mauro Iasi, falou sobre a conjuntura no Brasil
de hoje em que as pessoas
demonstram não aceitar mais
a formalidade de uma representação, sem que elas próprias participem dos processos decisórios. “Vão às ruas,
se manifestam, exercem e
exigem seu direito de acompanhar aqueles que os dizem
representar. Na universidade
não poderia ser diferente”.
O dirigente sindical desconstruiu o argumento daqueles que afirmavam terem
sofrido agressões gratuitas:
“Este também é um país que
aprendeu a filmar. Eu convido a todos os conselheiros
a assistirem aos vídeos dos
acontecimentos no final da
reunião. É bom que se assista
antes de acusar pessoas para
ver que conselheiros também
tiveram postura de provocadores. É bom ver quem, inclusive, agrediu alunos”.
Neste sentido, Ângelo Cister (Adjuntos do CCJE), um
dos representantes eleitos
pelo Centro para o mandatotampão que o reitor desejava
vetar, denunciou o decano
do CT, Walter Suemitsu, por
ter agredido estudantes na
sessão do Consuni do dia 5.
Cister pediu que fosse aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o
decano. O reitor, porém, fez
“ouvidos de mercador”.
Estatuinte
Lúcia Rabello (Titulares do
CFCH) questionou qual é, de
fato, a representação do Conselho Universitário: “Hoje se falou muito sobre a legitimidade
de nossa representação, mas a
gente sabe que muitos de nós,
conselheiros, contam com uma
percentagem muito pequena do
universo de nossos representados. Eu acho que isso coloca pra
gente pensar qual é a legitimidade de nossa representação aqui.
Nós evocamos essa representação quando ela não é plena”.
Para a conselheira, as questões
relacionadas ao funcionamento
interno do Consuni deveriam ser
pautadas a reboque da Estatuinte, que ainda não avançou.
Leia mais sobre o Consuni
do dia 12 na página 4 desta
edição.
4
www.adufrj.org.br
16 de setembro de 2013
Conselho Universitário
Consuni muda de endereço
para debater a Ebserh
Reunião do dia 26 será realizada em um auditório maior no Fundão – provavelmente o do bloco A do CT
Fotos: Marco Fernandes - 12/09/2013
Escolha de local
mais amplo derrota
proposta de setores
pró-empresa
Na UFF e na
UniRio, há
expectativa
Silvana Sá
[email protected]
A
O conselheiro defendeu as
regras que dirigem a universidade e criticou a postura de se
querer votar uma proposta que
muda o Estatuto da UFRJ em
uma sessão ordinária. “O que a
Constituição determinou para a
universidade é o gozo pleno da
autonomia. E autonomia se expressa por duas prerrogativas:
“
Regras foram quebradas
“
Por que não fazemos uma
assembleia universitária,
na qual todos tivessem
direito ao voto?
Edwaldo Cafezeiro
Emérito da Faculdade de Letras
autogoverno e autonormação.
O que significa que o Estatuto
é a nossa lei. Portanto, procedimentos que esta instituição adota somente serão reconhecidos
como encaminhamentos legítimos se de fato o Estatuto e o
Regimento forem respeitados”.
O docente chamou atenção
para a prevalência de um parecer minoritário da Comissão
de Legislação e Normas, lido
na reunião do dia 5: “A maioria dos integrantes da CLN teve
uma posição, mas o parecer
minoritário foi lido primeiro.
Isto é inadequado. O mérito dos
pareceres que traduziam a nos-
“
O que a Constituição
determinou para a
universidade é o gozo
pleno da autonomia
“
próxima reunião do Conselho Universitário – prevista para a quinta-feira,
26 setembro – será realizada
excepcionalmente em um dos
auditórios do campus do Fundão, provavelmente o localizado
no bloco A do CT. A decisão,
tomada na sessão do Consuni
desta quinta-feira (12), foi resultado do debate sobre normas de
funcionamento do colegiado. A
sessão do dia 26 retomará o assunto da Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (Ebserh).
A escolha de um local mais
amplo para sessões que envolvam temas polêmicos – como
é o caso da discussão de propostas de gestões para hospitais
universitários – foi proposta
pelo conselheiro Roberto Leher
(Titulares do CFCH). Ele neutralizou as ideias de um setor do
Consuni que apontava para soluções restritivas à participação
da comunidade acadêmica nas
reuniões do conselho. sa reflexão não foram examinados. E o debate sobre os pareceres de Legislação e Normas e
de Ensino e Títulos foram interditados por uma inacreditável
questão de ordem”, afirmou
Professor emérito
critica empresa
Em um momento de crise
institucional e Consuni dividido, a participação do professor
Edwaldo Cafezeiro (Emérito da
Faculdade de Letras) uniu o colegiado no dia 12. Ele, cuja chegada foi aclamada por todos,
não hesitou ao se manifestar
sobre o tema polêmico das úl-
Roberto Leher
Representante dosTitulares do CFCH
timas semanas: Cafezeiro criticou a possibilidade de contrato
entre a UFRJ e a Ebserh. “Não
há nada que permita unir universidade pública à propriedade, seja ela pública ou privada”.
Ele propôs que a votação sobre o destino dos hospitais universitários não fosse restrita aos
conselheiros, mas que pudesse
ser verdadeiramente uma decisão de toda a comunidade acadêmica: “Por que não fazemos
uma assembleia universitária,
na qual todos tivessem direito
ao voto? Assim saberíamos o
que verdadeiramente a universidade quer”.
Reitoria anunciou que a próxima sessão ordinária do Consuni, agendada para 26 de setembro, vai voltar ao tema da Ebserh
Enquanto a reitoria da
UFRJ faz todos os esforços
para viabilizar o mais rapidamente possível a contratação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(Ebserh), outras instituições do estado estão em
compasso de espera.
Na UniRio, depois de
algumas sinalizações da
administração central no
sentido de acelerar o processo de adesão à Ebserh, a comunidade local
mobilizou-se e garantiu um
calendário de discussões.
Uma comissão indicada
pelo Conselho Universitário organizou agenda que
prevê dois debates em setembro (dias 17 e 24), outro em outubro (23) e um
quarto ainda sem previsão
de data. Somente depois
a matéria entraria na pauta do colegiado, “Mas em
caráter não deliberativo”,
informou Viviane Narvaes,
do Conselho de representantes da AduniRio.
Já na Federal Fluminense (UFF), o tema não está
agendado para debate no
Conselho Superior local
(CUV). O vice-reitor e candidato à nova gestão, Sidney Luiz de Matos Mello,
chegou a dar declarações
públicas contrárias a uma
possível contratação com
a Ebserh. Algum tempo
depois, contudo, argumentou ter compromisso com
a administração da universidade frente à proposta
do governo. De acordo
com a assessoria da seção sindical (Aduff), o processo está parado, mas
a comunidade acadêmica
acompanha com atenção
os desdobramentos do debate na UFRJ e está alerta
para um possível retorno
do assunto à pauta do conselho a qualquer momento.
As entidades sindicais e os
estudantes da UFF pretendem discutir a Ebserh entre
todos os segmentos e com
a população usuária do
Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), antes de
qualquer definição institucional. (Elisa Monteiro)
16 de setembro de 2013
www.adufrj.org.br
5
Funcionalismo
Pelo fim da injustiça contra
aposentados e pensionistas
Diversas entidades sindicais, entre elas o Andes-SN, buscam acabar com a contribuição previdenciária dos
servidores públicos aposentados e pensionistas. Proposta zera a taxação a partir dos 65 anos de idade
Fotos: Andes-SN - 10/09/2013
Emenda já contaria
com o apoio de
339 deputados
C
erca de 500 representantes de diversas entidades sindicais, entre
elas o Andes-SN, participaram,
durante o dia 10, do ato promovido pelo Movimento dos
Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap). A
atividade, no auditório Nereu
Ramos, da Câmara dos Deputados, reivindicou a inclusão
na pauta do Congresso da PEC
555/2006 – que prevê o fim gradativo da contribuição previdenciária do funcionalismo. Ela
zera a contribuição de 11% dos
vencimentos – criada em 2003
– a partir dos 65 anos de idade
do aposentado. A extinção seria
gradual, a partir dos 60 anos.
O presidente do Mosap
(Movimento dos Servidores
Aposentados e Pensionistas),
Edison Haubert, ao abrir o Encontro Nacional, lembrou que
apenas uma liderança partidária
– o deputado José Guimarães
(PT/CE) – não assinou o requerimento que solicita urgência na
votação da matéria na Casa. “O
nosso objetivo é colocar em votação a PEC 555/06”, ressaltou
Haubert. O movimento diz contar com o número necessário de
assinaturas para garantir a aprovação da proposta. Seriam 339 parlamentares
favoráveis à PEC. Para que seja
aprovada na Câmara, são precisos 307 deputados. As propostas de emenda constitucional
requerem quórum quase máximo e dois turnos de votação
em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e
Senado Federal.
Vários deputados federais
ocuparam a tribuna do Auditório Nereu Ramos e se declaram favoráveis à extinção da
cobrança estabelecida durante a Reforma da Previdência
promovida pelo governo Lula,
através da Emenda Constitucional 41/2003. Os parlamentares
aproveitaram para fazer a defesa da Previdência Social, uma
vez que o Executivo alega que o
suposto déficit no sistema é um
dos fatores que contribuem para
o retardamento na aprovação da
proposta.
“Temos que continuar batendo na tecla de que a Previdência é altamente superavitária”,
Auditório da Câmara dos Deputados ficou lotado para pedir a aprovação da PEC 55/2006
Andes-SN está
nesta luta
No ato, servidora levou seu recado aos parlamentares
desabafou o deputado Arnaldo
Faria de Sá (PTB/SP). Ele criticou o fato de haver, por meio
da grande imprensa, uma intensa propaganda a favor dos
planos de previdência privada,
de modo a favorecer o empresariado.
O autor da PEC 555/6, deputado Carlos Mota (PSB/MG),
elogiou o Mosap e as entidades parceiras pela realização
do evento e analisou o trabalho
feito pela aprovação da matéria.
“Espero que essa mobilização
de fato consiga sensibilizar todos os paramentares no sentido de pôr fim a essa tremenda
injustiça contra os aposentados
e os pensionistas do serviço pú-
blico brasileiro.”
Motta ressaltou que a perda de receita decorrente da
não cobrança da contribuição,
o que considerou um assalto
à aposentadoria e pensão dos
servidores, não representa impacto nos grandes números do
orçamento da União. “É insignificante, se levarmos em consideração todos os gastos que
o governo já teve com as obras
da Copa e as exonerações de
impostos a alguns setores da
economia, por exemplo. Não é
justo que os servidores públicos
sejam os únicos a pagar essa
conta junto ao governo brasileiro”, argumentou o deputado
mineiro.
“Intensificar a luta
pela aprovação
da PEC 555/2006
junto aos deputados
federais, sobretudo,
aos líderes partidários”
foi uma das
deliberações do 58º
Conad do Andes-SN,
realizado em Santa
Maria (RS), entre 18 e
21 de julho deste ano.
O deputado Ivan Valente
(PSOL/SP) disse que o seu partido seguirá cobrando a inclusão
imediata da matéria na pauta da
Câmara e ressaltou que não há
argumento que justifique a não
aprovação da proposta. O parlamentar lembrou que na véspera
(9), a Casa aprovou a medida
provisória 615/2013, que prevê, entre outros pontos o parcelamento da dívida e anistia de
multa para Bancos, que estão
isentos do pagamento de PIS e
Cofins.
“O governo tira dinheiro da
aposentadoria do funcionalismo para dar aos banqueiros em
isenções fiscais e benefícios.
Reserva 49% do orçamento
para o pagamento de juros e
amortizações aos bancos e não
tem dinheiro para a folha de
pagamento, para destinar 10%
do PIB à Educação, 10% da
receita líquida ao Sistema Único de Saúde e para melhorar o
transporte público”, denunciou.
Ele destacou a necessidade de
se resgatar o papel do Estado
brasileiro e da valorização do
servidor público. Valente lembrou ainda que o
PSOL, junto de várias entidades
sindicais – entre elas o AndesSN –, entrou com uma Ação
Direta de Inconstitucionalidade
(ADIn) pedindo a anulação da
Reforma da Previdência, considerada ilegal e inconstitucional,
com base no argumento utilizado no julgamento do mensalão,
da compra de votos de centenas de parlamentares de vários
partidos em 2003. “Com base
nessa constatação, a reforma
também foi corrompida e deve
ser anulada”, afirmou.
Pressão precisa continuar
No início da noite desta terça, uma comissão formada por
representantes de entidades que
compõem o Mosap se reuniu
com o presidente da Câmara
dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), para
mais uma vez solicitar que a
PEC seja pautada.
“A reunião com o presidente
da Câmara não teve o resultado
pretendido já que o deputado
Henrique Alves enfatizou que o
ministro da Previdência, senador Garibaldi Alves, não é favorável à PEC, o que explicita
a falta de interesse do governo
em encaminhar a questão”, comentou José Carneiro, 1º vicepresidente da Regional Norte
II do Andes-SN, que participou
do ato representando o Sindicato Nacional.
Carneiro acrescentou que o
parlamentar informou ao Mosap que tentaria uma audiência
da comissão com o ministro
da Previdência. “Fizemos uma
grande atividade, mas o dia
terminou da forma como começou, sem perspectiva, em
curto prazo, da PEC 555 entrar
na pauta de votação da Câmara dos Deputados. Logo, precisamos manter a mobilização
e continuar pressionando os
parlamentares”, avaliou o diretor do Andes-SN. (Fonte: Andes-SN, com informações do
Sindifisco Nacional. Edição:
Adufrj-SSind)
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16 de setembro de 2013
Megaeventos X População
Vila Autódromo resiste
Prefeitura tenta remover moradores das proximidades do Parque Olímpico, na zona oeste da cidade,
mas comunidade luta por sua sobrevivência com o apoio de núcleos de pesquisa da UFF e da UFRJ
Divulgação/Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas
Plano Popular de
urbanização do local
foi desenvolvido
Darlan de Azevedo
Estagiário e Redação
N
Por estar
localizada
muito próxima
ao núcleo
esportivo dos
próximos Jogos
Olímpicos, o
local novamente
sofre pressões
imobiliárias
Moradores e apoiadores da Vila Autódromo estiveram na Prefeitura para o lançamento do Plano Popular, em agosto de 2012
as vidas das pessoas estabelecidas no local há tantos anos.
Coordenador do Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza (Ettern),
do qual o Neplac faz parte, o
professor Carlos Vainer ressalta que o papel de consultoria
da universidade está atrelado
às vontades da comunidade.
“A Ampava entrou em contato com o Neplac para garantir uma viabilidade técnica ao
Plano Popular alternativo já
em desenvolvimento por eles
próprios”, disse. Os moradores se organizaram através de
oficinas e debates para discutir
os problemas de infraestrutura.
“O Neplac, por exemplo, desenvolve formas de drenagem
em áreas marcadas por enchentes. A população é quem notifica essas áreas mais precárias”,
complementa Vainer.
No intuito de atender às diversas demandas, o Plano Popular é subdividido em quatro
programas: Programa Habitacional (atendimento à demanda
por novas moradias), Programa de Saneamento, Infraestrutura e Meio Ambiente (visando
implantar uma rede de esgoto
sanitária e abastecimento de
água), Programa de Serviços
Públicos (educação e saúde) e
Programa de Desenvolvimento
Cultural e Comunitário (voltado para o aproveitamento de
espaços públicos e mobilização interna).
Prefeitura ainda
pressiona moradores
Mesmo depois da reunião
do início de agosto, a prefeitura tenta empurrar moradores
para o programa “Minha Casa
Minha Vida”, do governo federal. Foi criado um cadastramento individual e quem
aceitar será realocado para
apartamentos de aproximadamente 40m² (bem mais apertados que as casas atuais), a
dois quilômetros de distância
da atual comunidade. Pelo
plano popular, prédios menores com apartamentos maiores levam em consideração o
tamanho das famílias. Porém,
a pressão do poder municipal
é constante, seja induzindo
ao preenchimento do cadastro
ou até telefonemas periódicos
para relembrar prazos.
Altair Guimarães, de 58
anos, morador da comunidade e presidente da Ampava,
critica a postura da prefeitura:
“Eles não podem nos obrigar a
assinar nossa saída daqui. Não
se pode decidir pela vida das
“
Pelo atual
acordo proposto
pela prefeitura,
grande parte
da comunidade
seria destruída.
Isso não pode
ser chamado de
negociação
“
o início de agosto, a
Associação de Moradores, Pescadores e
Amigos da Vila Autódromo
(Ampava) obteve uma grande notícia: em reunião com o
prefeito do Rio, Eduardo Paes,
houve o reconhecimento de
que a comunidade, ameaçada
de remoção, na Zona Oeste da
cidade, não estava sendo tratada corretamente. Como resultado daquele encontro, ficou
proposta a abertura de negociações para permanência e urbanização da vila, uma iniciativa que conta com o apoio de
núcleos de pesquisa da UFRJ e
da UFF.
Não há nada ganho ainda,
mas trata-se de um alento à
mobilização que dura desde
1999, quando a cidade do Rio
de Janeiro tornou-se candidata
aos jogos Pan-americanos de
2007. Já pelos projetos daquela
ocasião, a Vila Autódromo deveria ser demolida. Agora, por
estar localizada muito próxima
ao núcleo esportivo dos próximos Jogos Olímpicos, o local
novamente sofre pressões imobiliárias.
Para fazer frente à ameaça,
os moradores montaram uma
parceria com o Núcleo Experimental de Planejamento Conflitual (Neplac) da UFRJ e com
o Núcleo de Estudos e Projetos
Habitacionais e Urbanos da
UFF. Juntos, eles desenvolveram um Plano Popular muito
mais barato que o projeto de
remoção da prefeitura (as estimativas do Comitê Popular
Rio falam em R$ 13,5 milhões
contra R$ 38 milhões). Melhor:
respeitando o meio ambiente e
Altair Guimarães
Presidente da Ampava
pessoas, elas precisam pelo
menos do direito de livre escolha”, afirma. Segundo ele,
a maioria dos moradores não
deseja sair do local e a prefeitura lança números fictícios
de adesão. “Pelo atual acordo
proposto pela prefeitura, grande parte da comunidade seria
destruída. Isso não pode ser
chamado de negociação, negociar é quando os dois lados
tentam ceder em partes para
chegar a um acordo”.
Manifestações pelo
país impulsionam
luta da comunidade
Durante as manifestações
de junho, o governo municipal viu-se obrigado a modificar sua política de diálogo,
segundo Altair Guimarães.
“O prefeito sempre tentava
nos dizer que nossa ocupação é ilegal, o que não é
verdade. E agora admite que
existe a possibilidade de parte da comunidade continuar
a existir. Nossa união aqui
é prova de que a população
junta pode ser ouvida”.
Carlos Vainer afirma que
o plano original do Parque
Olímpico, localizado ao lado
da Vila Autódromo, não previa a remoção total das casas da comunidade, no qual
moradias a pelo menos 15
metros da Lagoa de Jacarepaguá (área de preservação
ambiental) seriam mantidas.
Para ele, modificações arbitrárias por parte da Secretaria de Habitação do município, como a duplicação das
avenidas Abelardo Bueno e
Salvador Allende, procuram
inviabilizar o projeto popular.
“O IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) desenvolveu
um parecer em que ambos
os projetos, do Parque Olímpico e do plano popular, não
seriam conflitantes entre si”,
disse Vainer.
16 de setembro de 2013
www.adufrj.org.br
Painel Adufrj
O diretor do Instituto Multidisciplinar (IM) da UFRRJ,
em Nova Iguaçu, Alexandre
Fortes, quer chamar a polícia
para acabar com o movimento
dos estudantes que ocupam a
instituição há mais de 20 dias.
Os estudantes querem discutir
a situação de funcionários terceirizados que trabalham no
IM e são submetidos a condições de superexploração.
Mas o tal diretor, vinculado ao
Proifes (chegou a afirmar que
tem como objetivo acabar com
a influência do Andes-SN na
Rural), propôs que o Conselho
de Unidade (Consuni), o colegiado máximo do instituto,
solicite à reitoria da Rural uma
ação de “reintegração de posse” para expulsar os alunos.
Ou seja, quer resolver a crise
na base da força.
Marco Fernandes - 12/09/2013
Professores têm reagido à
ofensiva conservadora do diretor, cuja atitude vai na contramão da tradição democrática da UFFRJ de tratar as crises
com diálogo e negociação.
DA REDAÇÃO
Retrocesso
Reacionarismo
Reitor
No início da semana passada,
Carlos Levi reuniu a equipe para
apertar alguns parafusos soltos.
Boas-vindas
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Notas e boatos que antecederam a última sessão do Consuni, convocada para discutir sobre “as condições” de
funcionamento do colegiado,
tentavam, digamos, pôr professores, estudantes e técnicos – mobilizados na defesa
da autonomia universitária
– na defensiva. Seriam responsabilizados pelas hostilidades no encerramento da
sessão do dia 5 de setembro.
A ativa minoria conservadora do Consuni, então, usaria
o episódio para tentar cercear
o acesso às reuniões da comunidade universitária. Mas
o tiro saiu pela culatra: ficou
claro que a principal responsável pelo clima de confrontação foi a rede de aliados
que patrocinou a quebra do
estatuto para viabilizar uma
votação que favoreça a Ebserh. A onda conservadora
não passou.
Luciana Boiteux - 12/09/2013
HUCFF
As próximas eleições para a
direção do Clementino Fraga
Filho trarão surpresas.
Vozes da rua
Mascarado
Gabriela Nascimento, da bancada estudantil, denunciou lei
aprovada na Alerj que proíbe
máscaras nas manifestações.
Nas galerias do Consuni, estudante fez o seu protesto.
Vida de Professor
“Dimensões da luta: vozes da
rua e as reflexões da universidade” será o tema do próximo
número da Revista Universidade e Sociedade, do Andes-SN.
O prazo final para o recebimento dos artigos é 18 de outubro de 2003.
Dezoito professores foram empossados na quinta-feira, 12, em ato organizado pela PR-4.
Dirigentes da Adufrj-SSind estiveram lá para as boas-vindas aos novos companheiros.
No próximo 30 de setembro, um novo grupo de profissionais ingressará na UFRJ.
Diego Novaes
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16 de setembro de 2013
ADUFRJ-SSIND
Diretoria e CR são eleitos
Eleição trouxe novidades como a primeira urna no campus Macaé da universidade
Elisa Monteiro 13/09/2013
Votação aconteceu
nos dias 11 e 12
A
chapa “Adufrj de Luta e
Pela Base” foi eleita pela
categoria com 388 votos,
12 brancos e 13 nulos. Na votação, destaque para as seções
localizadas da Praia Vermelha,
Letras, Reitoria e Colégio de
Aplicação. A chapa que estará
à frente da entidade no biênio
2013-2015 tomará posse nos cargos em 15 de outubro de 2013.
Cláudio Rezende Ribeiro (da
FAU), presidente eleito da Adufrj-SSind, avaliou o processo:
“Estamos em um momento em
que várias questões decisivas
para o futuro da universidade estão em pauta. A eleição teve um
resultado qualitativo na medida
em que alcançou o conjunto da
UFRJ, mostrando disposição
para integração e cooperação”.
Para Cláudio, o resultado nas
urnas expressa a luta da universidade contra a fragmentação. “Tivemos votação importantes em
unidades tratadas como isoladas
e que, ao mesmo tempo, enfrentam sérias ameaças como Macaé
e o CAp, hoje ameaçado até de
municipalização”, disse Cláudio.
Conselho ampliado
Em relação ao Conselho de
Representantes, o saldo também é positivo, para o dirigente
eleito. “Unidades como a minha (FAU), a EBA (Escola de
Belas Artes) e IPPUR (Instituto
de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional) sequer tinham
representações. Depois da greve, ganhamos uma composição,
reforçada nesta eleição”.
Cláudio explica que a chapa não fez uma campanha de
“divulgação de programa”. “A
chapa já estava em campanha
contra a Ebserh, pois era um
compromisso. Não poderíamos
abrir mão”, explica. Em sua
avaliação, a mobilização contra
Ebserh não “atrapalhou a eleição”, mas “acabou atropelando
o processo, como está atropelando tudo (na universidade)”.
Luciana Boiteux, 1ª vice-presidente eleita, analisa o crescimento de participação de eleitores na
FND. “Em dois anos, estamos
tendo um salto de qualidade, primeiro na sindicalização e agora
na votação”. Segundo Boiteux, se
antes havia mais engajamento entre os professores aposentados da
unidade, hoje há mais expressão
dos que estão em atividade. “Há
um processo de renovação. Essa
boa votação reflete um aumento
da confiança no sindicato”.
Mais envolvimento
De acordo com a comissão
eleitoral, o processo transcorreu
Eleitos do
Conselho de
Representantes
CFCH
Escola de Serviço Social
Mauro Luis Iasi
Luis Eduardo Acosta Acosta
Henrique Andre Ramos Wellen
Lenise Lima Fernandes
Faculdade de Educação
Claudia Lino Piccinini
Andrea Penteado de Menezes
Alessandra Nicodemos
Oliveira Silva
Filipe Ceppas de
Carvalho e Faria
Roberto Leher
Escola de Comunicação
Luiz Carlos Brito Paternostro
CCJE
Faculdade de Administração
e Ciências Contábeis
Vitor Mario Iorio
Parte da nova diretoria eleita comemora o resultado das urnas. Da esq. para a dir.,
José Sanglard, Cláudio Ribeiro, Cleusa Santos, Luciana Boiteux e Luciano Coutinho
Chapa Adufrj de
luta e pela base:
Presidente:
Cláudio Rezende
Ribeiro
1ª Vice-presidente:
Luciana Boiteux
de Figueiredo
Rodrigues
Instituto de Economia
Alexis Nicolas Saludjian
Eleição para a Diretoria da
Adufrj-SSind, biênio 2009-2011
Seção Eleitoral
Instituto de Pesquisa
e Planejamento
Urbano e Regional
Cecilia Campello do
Amaral Mello
Votos
Chapa 1 Brancos Nulos Total
Faculdade Nacional de Direito
Mariana Trotta
Dallalana Quintans
Vanessa Oliveira Batista
01 - Praia Vermelha 1
38
0
0
38
02 - Praia Vermelha 2
42
0
2
44
1º Secretário:
José Henrique Erthal
Sanglard
03 - Praia Vermelha 3
30
0
2
32
04 - IFCS
12
5
1
18
2ª Secretário:
Romildo Vieira do
Bomfim
05-Direito
17
0
0
17
06 - Música
2
0
0
2
1º Tesoureiro:
Luciano Rodrigues
de Souza Coutinho
07 - Museu
6
0
0
6
08 - Anna Nery
18
0
2
20
2ª Tesoureira:
Regina Célia
Pugliese
09 - HUCFF
7
1
0
8
10 - IESC
5
0
0
5
11 – CCS1
18
0
3
21
Faculdade de Letras
Gumercinda
Nascimento Gonda
Vera Lucia Nunes de Oliveira
12- CCS2
14
0
0
14
CCS
13 - EEFD
11
2
0
13
14 - Letras
39
3
1
43
15 - Reitoria
39
0
1
40
16 - CT 1
18
0
0
18
Escola de Educação
Física e Desportos
Luis Aureliano Imbiriba Silva
Alexandre Palma de Oliveira
Marcelo Paula de Melo
Michele Pereira de
Souza da Fonseca
17 - CT 2
6
0
0
6
18 - CCMN 1
11
0
1
12
19 - CCMN 2
2
0
0
2
20 - CAp
41
1
0
42
21 - Macaé
12
0
0
12
Totais
388
12
13
413
2ª Vice-presidente:
Cleusa dos Santos
sem incidentes. “Apesar das dificuldades para mobilização frente
à questão da Ebserh ”, destacou
Maria Mello de Malta. Segundo
a integrante da comissão eleitoral,
houve um envolvimento inédito
dos docentes com o pleito. “Mesmo dispondo de pouco tempo
para ficar nas mesas, tivemos um
número expressivo de professores
se oferecendo para abrir as urnas
nas unidades, mostrando interesse
pelas questões que dizem respeito ao sindicato”, conta. Além de
Maria, fizeram parte da Comissão
Eleitoral da Adufrj-SSind as professoras Maria Cristina Miranda e
Sandra Maria Souza.
Os resultados completos da
eleição serão divulgados no site
da Adufrj-SSind
CLA
Faculdade de Arquitetura
e Urbanismo
Eunice Bomfim Rocha
Luciana da Silva Andrade
Sylvia Meimaridou Rola
André Orioli Parreiras
Escola de Belas Artes
Patrícia March de Souza
Carlos de Azambuja Rodrigues
Rogéria Moreira de Ipanema
Escola de Enfermagem
Anna Nery
Walcyr de Oliveira Barros
Gerson Luiz Marinho
CT
Coppe
Vera Maria Martins Salim
Escola Politécnica
José Miguel Bendrao Saldanha
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