Ficha técnica
Coordenador
David Santos
Conservação e investigação
Produção
Apoio à pesquisa
Luísa Duarte Santos
Graça Silva
Sílvia de Araújo Igreja
Luísa Cordeiro
Lurdes Aleixo
Lurdes Pina
David Santos
Secretariado
Catalogação
Luísa Duarte Santos
Maria Trindade Veiga
Sílvia de Araújo Igreja
Sílvia de Araújo Igreja
Gabriela Candeias
Inventariação e catalogação
Luísa Duarte Santos
Eugénia Viana
Conservação e restauro
Sílvia de Araújo Igreja
Lulsa Duarte Santos
Graça Silva
Sílvia de Araújo Igreja
Luísa Cordeiro
Lurdes Pina
Montagem
Luísa Duarte Santos
Serviço Educativo
Sílv ia de Araújo Igreja
Marta Borges
Ana Anacleto
Ana Anacleto
Eugénia Viana
Comunicação e Relações públicas
David Santos
Graça S ilva
Rogério Silva
Comunicação e edição
David Santos
Rogério Silva
Lurdes Aleixo
Registo
Luísa Duarte Santos
Sílvia de Araújo Igreja
Luísa Cordeiro
Lurdes Aleixo
Lurdes Pina
Marta Borges
Rogério Silva
Miguel Oliveira/GGIRP
Sílvia de Araújo Igreja
Lurdes Aleixo
Vanda Isabel Arsénio
Organização
Câmara Municipal
Rogério Silva
ISBN
978-989-8254-0 1-6
Seguros
295409/09
Tiragem
600 exemplares
Museu do Neo-Realismo
Rua Alves Redol. 45
Allianz Seguros
2600-099 Vila Franca de Xira
Comunicação
www.museudoneorealismo.pt
Rogério Silva
GGIRP
Filomena Serrazina
neorealismo@cm-vfxira
© Museu do Neo-Realismo
© Dos textos e das fotografias.
Prazeres Tavares
os autores
Serviço Educativo
Agradecimentos
Marta Borges
Ana Anacleto
de Vila Franca de Xira
Urbano Tavares Rodrigues
Ana Maria Salvado
Nuno Júdice
António Castanheira
Divisão de Património e Museus
Museu do Neo·Realismo
Revisão
Luísa Duarte Santos
Sílvia de Araújo Igreja
Depósito Legal
Luísa Duarte Santos
David Santos
Rute Oliveira
Palm igráfica
Longitude, 8' 59' 22,79' W
Secretariado
Alice Cardoso
Pré-impressão. Impressão e Acabamento
Coordenadas
Maria Trindade Veiga
Maria Guiomar Alves
Eugénia Viana
Produção gráfica:
Latitude, 38' 57' t 6. t 5' N
Planeamento e logística
Recepcionistas-vigilantes
Luísa Duarte Santos
Grafimeios
Biblioteca
Eugénia Viana
GGIRP
Fotografia e digitalização
DOVSM/ DEFG,
António Castanheira (realizador)
Gabriela Candeias
Dulce Antunes
carpintaria, pintura e electricidade
Graça Silva
Luísa Cordeiro
Design gráfico
Francisco Simões
Edição
Possidónio Cachapa
Câmara Municipal
Rui Breda / Publicações
Silvia de Araújo Igreja
de Vila Franca de Xira
e Museu do Neo·Realismo.
Museu Nacional de Arqueologia
Junho de 2009
Torre do Tombo
Assistência de curadoria
Lurdes Aleixo
Organização e coordenação editorial
Curadoria
Luísa Duarte Santos
Investigação. selecção
e org. documental
Luísa Duarte Santos
Silvia de Araújo Igreja
Apoio à pesquisa
Luísa Duarte Santos
Textos
Maria da Luz Rosinha
David Santos
Lulsa Duarte Santos
Sílvia de Araújo Igreja
Graça Silva
Nuno Júdice
Luisa Cordeiro
Urbano Tavares Rodrigues
Lurdes Pina
Apoio
Produção
Concepção e museografia
Luisa Duarte Santos
Luisa Duarte Santos
Sílvia de Araújo Igreja
Sílvia de Araújo Igreja
Apolo à concepção
Dulce Antunes
Dom Quixote
Apoio à produção
Lurdes Aleixo
Pesquisa e organização documental
Coordenação de Produção
Luísa Duarte Santos
Luísa Duarte Santos
Silvia de Araújo Igreja
AnTEnA9ê
Urbano Tavares Rodrigues: o escritor incansável
Maria da Luz Rosinha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
U rbano Tavares Rodrigues (Lisboa , 1 923) é hoje reconhecido como um dos mais
import a n tes e profícuos escritores de l í n g u a portuguesa, tendo dado à estampa i n úmeros
t ít u los ao longo de q uase seis décadas. Ficcion ista na á rea do roma nce, do conto e da
nove l a , é também poeta, ensa ísta e cron ista, a p rese n ta ndo uma diversi dade de temas e
de interesses q u e o defi n em como um escritor de g ra nde dimensão huma n ista. Do
existencial ismo ao neo-rea l ismo, da anál ise psicológ ica das personagens à p rofu ndidade
de l e i t u ra e a n á l ise sobre a l i teratura portug uesa , Urbano Tavares Rodrigues revela
sempre um a p u rado sent ido das pa lavras, en tre a metáfora e a observação do real,
transformando o nosso olhar através de uma consciencialização soci a l q ue não esquece
o va lor próprio da imagi nação, como se a utopia social e polít ica fosse o espelho de um
sonho ou de um desejo de ra i z l i terária.
Tendo perte ncido ao M U D (Movimento de U n idade Democrá t i ca ) , part icipou em i n úmeras
actividades da oposição ao Estado Novo, nas J u ntas de Acção Pat riótica , no assa lto ao
Quartel de Bej a . N a seq uência do apoio à candida t u ra do Ge neral Humberto Del gado
( 1 958), foi expu lso da U n i versidade, sendo ai nda impedido de dar a u las nas esco las
portug uesas. Em 1 963, foi preso no Alj u be, vo ltando a sê -lo em várias outras ocasiões.
Desde esses tempos, o escritor tem t ido uma constante i n tervenção cívica e pol ítica .
An tes e depois do 25 de Abri l , part icipou em i ncontáveis sessões e colóq uios sobre
l i tera t u ra, tea t ro e o u t ros temas c u l t u ra is, por todo o pa ís, n uma actividade de divu lgação
sem par. Tendo vivido a i nfância no Alen tejo, dedicou a esta reg i ã o e aos seus problemas
grande pa rte da sua obra, a i nda que o cosmo p o l i t ismo das g randes cidades tenha estado
também prese nte em mu i tos dos seus t ítu los.
Conhecedor do mundo, tendo viajado por q u ase todos os con t i nen tes, U rbano Tava res
Rodrigues soube, como poucos, expressar por pa lavras a dive rsidade c u l t u ra l das
sociedades, contri b u i ndo assim para uma visão ma is j usta e esperançosa so bre a
huma n i dade, pensa ndo-a de um modo g lobal sem n u nca olvidar o respeito pelas
di ferenças. Por isso, sempre preservou valores ma i ores como a l i berdade, a sol i da riedade
e a coragem de transforma r a vida, abri ndo cami nhos de reflexão e pa ixão sobre a acção
dos homens, no compromisso esse ncial de uma defesa i nabalável da dignidade do Homem.
Deste modo, é para nós uma g rande honra poder homenagea r um homem e um escritor da
dimensão de U rbano Tava res Rodrigues, produ z i ndo com dedicação e empenho a exposição
biobi b l i og ráfica que agora lhe dedicamos. O nosso ma ior ag radecimento vai
necessa riame n te para o escritor e a sua famíl i a , que nos a b r i ram as portas da sua casa,
permi t i ndo con hecer e da r a ver import a n te docume n tação que nos reve la uma vida e uma
obra ímpa res. O Muse u do Neo-Rea l ismo prosseg u e , assim, com a exposição
Escrevivendo Urbano , a sua tarefa de valorização e conhecimento sobre a c u l t u ra
port u g u esa , a f i rmando-se cada vez ma is no pa n o rama museo lóg ico do nosso pa ís.
7
Urbano Tavares Rod rigues, Alves Redol, Armando Bace l a r, Ferreira de Castro, Jorge Amado,
Á lvaro Salema, Alexandre Cabral, M a n u e l A l pedrinha, Corregedor da Fonseca, na festa em
honra do escritor brasileiro, nas Publicações Europa-América, a 26 de Fevereiro d e 1966,
8
cat.146
9
N u m jardim de Frankfurt, no f i n a l dos a n os 60.
10
cat.
40
Apresentação
David Santos
Coordena dor do Museu do Neo-Rea lismo
o M useu do N eo- Rea l ismo tem dese nvolvido uma actividade prog ramá tica assente na
i nvest igação e divu lgação da c u l t u ra port ug uesa, em particular, a q u e nos a p roxima do
movimento neo-real ista, isto é, de uma l e it u ra ma is ampla e p l u ra l sobre o seu sig n i ficado.
Escrevivendo Urbano, exposição b i o b i b l i og rá fica dedicada ao escritor U rbano Tavares
Rodrig ues, i nsere-se, assim, como momento ma ior de um percu rso museológ ico que i nsiste
em promover novas l i nhas de i nvest igação e l e i t u ra em torno de a l g u ns dos maiores
valores da l i terat u ra port u g u esa do úl timo séc u l o .
Ai nda que o percu rso l i terário d o escritor, i n iciado a o n ível da ficção com A Porta dos
Limites ( 1 952) , não se reduza, evidentemente, ao desejo de i n tervenção soc i a l que
ca racteriza o neo-rea l i smo, tendo no existenci a l ismo e no " nouveau roma n " o u t ras
i nfl uências est i lísticas decisivas, o seu l a bor não deixa estar sempre l i g ado, nas suas
d i versas fases, a uma profu nda utopia sobre a tra nsformação da sociedade. Esse desíg n io
é, a l iás, uma das suas mais coerentes característ icas, confirmando U rbano Tava res
Rodrig ues como um dos escritores q ue, n uma segunda fase do movimento neo-rea l ista ,
mais con t r i b u i u pa ra um l i rismo empenhado na simultâ nea descoberta do ser humano e
do seu s i g ni ficado pol ít ico e socia l . Desse período fica ram-nos obras como Uma pedrada
no charco ( 1 95 7) , Bastardos do Sol ( 1 959) , As aves da madrugada ( 1 95 9) , Nus e
Suplicantes (1 960) e Os Insubmissos (1 96 1 ) , na rrativas marcadas pela atmosfera
o p ressora do regime salazarista e pela necessidade de uma l i bertação socia l , i ndividu a l
e co lectiva .
O i nca nsável l a bor l i terário de U rbano Tava res Rodrigues tradu z i u -se, no entanto, ao longo
de quase seis décadas, n uma vasta produção que em muito su pera a sua dimensão
rea l ista, i n c l u i ndo roma nces que i nvestem ma is no se nt ido poético do amor ou na
a p reciação dos peq ue nos rumores da vida, ou ai nda i núme ros ensaios (a l g u ns deles de
reflexão sobre os dest i n os do neo-rea l i smo português) que nos aj udam a compreender,
p o r dent ro , a idioss incrasia da l i t era t u ra portug uesa das ú l timas décadas. O número
de tít u los p u b l i cados pelo escritor nos ma is diversos géneros l iterários dá conta de uma
extraordi n á ria actividade, como se viver e escrever formassem de facto um novo verbo:
escreviver. Verbo i nventado por Urbano em 1 970 a propósi to de uma prime i ra edição
dos seus "e nsa ios l i terários" 1 . Por isso, a i nevita b i l idade do tít u l o escolhido para esta
expos ição: Escrevivendo Urbano, que remete, no enten der das cu radoras Lu ísa Duarte
S a n tos e Sílvia de Araújo I g reja , para uma plena consciência da i ndissocia b i l idade destas
duas dimensões em U rbano Tava res Rodrigues e matriz de uma ambição parti lhada
con nosco, a busca de um mu ndo melhor. Isso mesmo nos é confi rmado na mensagem
d i ri g i da pelo escritor ao M useu do Neo-Real ismo e que é uma súm u l a do se u caminho,
espécie de t ransversal desej o: "Acumu lar l ivros, roma nces, nove las, m u i tos contos,
ensa ios, prefácios, artigos, pode s i g n i ficar uma procura i n cessa nte de perfei ção e
11
sobretudo de desejo de comu nicar, de l u t a r por uma soc iedade mel h o r, por uma nova
frate rnidade. São despojos de uma vida i n tensa , sempre l igada à esc r i t a , mas também de
resistê n c i a , risco e sofrimento. Neste fim de jornada a i n d a não deponho as armas, isto é,
a pena, o q u e me resta"2 . Nós desejamos a penas que assim se ma n t e n ha por muito
tempo, fazendo da escrita a sua a rma , o seu i n est imável cont ributo para a soc i edade que
n os rodeia e da q ual todos fazemos parte.
Esta exposição não teria sido possível sem o c o n t ributo de vá rias pessoas, pelo que
g ostaria aqui de a g radecer, em nome do comissa riado desta exposição, ao escritor Urbano
Tava res Rodrig ues pela amizade e generosidade sempre demonstradas ao longo de todo o
processo de prepa ração e produção da prese nte mostra. À Ana Maria Salvado, sua
compa n h ei ra , a d i spo n ib i l idade e a simpatia com que sempre nos acol heu e a p reciosa
a j u d a na recolha de documentação. Ao poeta e professor N u n o Júdice pela imediata
d isponibi l idade e pelo i n c o n tornável estudo cujo texto aqui publ icamos. A Rui B red a , das
Pub l i cações Dom Quixote, aos rea l i zadores António Castanhe i ra e Possidónio Cachapa ,
a o mestre Francisco S imões, a Pa u l o Tremoceiro da Torre do Tombo e ao Museu Nacional
d e Arq ueolog i a , pelos se us con t ribu tos para esta exposição.
Um agradecime n t o espec i a l , n a t u ra lmente, às obreiras desta exposição docume n ta l ,
L u ísa Duarte Santos e Sílvia d e Araújo I g reja , curadoras i nca nsáveis q u e n ã o só
d esenha ram o g u i ão como coordenaram todo o p rocesso da sua execução, bem como
do catálogo que agora se publ ica . Agradecimentos extensíveis a i nda à equ i pa do M useu
do Neo- Rea l i smo pelo apoio e colaboração prestados, assim como ao G G I R P e, em
particu l a r, a D u lce Antu nes, bem como aos resta ntes serviços da Câmara M u n icipa l
pela cooperação na prod ução desta exposição e respectivo catálogo.
1 Cf.
2 Cf.
12
Urbano Tavares Rodrigues,
neste catálogo,
p.
59.
Ensaios de Escreviver.
Porto, Inova,
1 970.
Bastardos do Sol
cato 10
1 9 59. l' ed. E d . Arcá d i a
Capa de V i t o r P a l i a
13
14
Alvor de um poeta de generosidade militante
Luísa Duarte Santos
Fi m de ta rde de I nverno. Ta rde chuvosa . A u m a mesa repleta de pa péis, livros e o u t ros
objectos necessários, o escritor. Escrevendo, a i n d a e sem p re, escrevivendo. E n t ra m os
na sa l a , no m u ndo de U rba no. N u m a sala de estantes cheias de v i d a , nas pa redes q u a d ros
cheios de histórias. H istórias de afectos, a m i zades e c u m p l icidades. Na mesi n h a a o centro
u m dese n h o i n fa n t i l de António; a t rás da cade i ra , u m retrato do p a i U rbano, fei t o com
traços esboçados do peq ueno a rt ista de pouco mais de 2 a nos: " é a m i n h a a legria " ,
confidencia- nos aberta mente, por e n t re recordações e i n c u rsões a o passado. No seu olhar
de 85 a nos , t respassa a g e n t i leza , a perspicá c i a , a vivacidade i ntelect u a l , mas t a m bém
u m a certa mela nco l ia q u e coabita com a espera n ç a . Lá fora, a chuva e o frio; lá den tro,
a t ra n q u il i d a d e acol hedora e d e l icada; a l g u res no centro de Lisboa.
Cidade onde nasce a 6 de Dezem b ro de 1923, na freguesia de Santa Catari n a , fi lho
do escritor e republicano U rbano da Pa l m a Rodrigues e de M a ria da Conceição Tavares.
O pai t i n h a s i d o , depois da i m pla ntação da R e p ú b l ica, chefe de g a b i nete de Afonso Costa ,
e deputado à Assem b leia Consti t u i n te . Dois a nos m a is tarde, nasce seu i rmão M ig u e l
U rbano, escritor e jornalista .
Com t rês a nos, Urba no vai viver com a fa m í l ia para Moura, terra dos seus a ntepassados
paternos. O " monte da Esperança" , l u g a r que m a rca decisiva mente a sua i n fâ n c i a , e m
d escobertas d e espaços de l iberdade e de gentes , em a prend izagem do 'a mor pelos seres
e pelas coisas' e colori ndo de tons solares toda a sua vida de escritor. . . . errando por
"
aquele vasto Alentejo (. . .) cavalgávamos sempre pela luz dos campos e das nossas
alegrias, eles iam vagueando à sombra de uma desgraça sem nome nem razão" 1 .
D u ra n te a " revol ução de Feverei ro de 1927, o jornal O Mundo, do q u a l o meu pa i era
d i rector, a poiou os revolucionários. O meu pa i foi preso e o jornal desa p a receu , e ncerra d o
p e l a d i ta d u ra militar. Depois ven deu a casa de Lisboa e f o i viver con nosco p a ra M o u ra a t é
q u e a v i d a o forçou nova me n te a vol t a r pa ra Lisboa "2. Nesse a n o nasce o segu n do i r m ã o ,
J o rge E d u a rd o .
M esmo d epois dos q u atro a n os da escola p r i m á r i a , q u a ndo volta a Lisboa pa ra freq u e n t a r
o Liceu Ca mões em 1934, as terras a l e n teja n a s con t i n u a m a fazer parte da s u a
adolescê n c i a , em reg ressos sazonais: "Os cavalos cheiravam a pêlo suado, a ervas
mortas e a coirame. Era um aroma campestre de força e de aventura! . . "3.
As pri m e i ras l e i t u ras, nos l ivros retirados dos caixotes e da estante do escri tório do pa i ,
que l h e fazi a m bri l h a r o s ol hos, como a d e Cerva ntes, aos 1 0 ou 1 1 a nos q u a ndo ele e o
" i rmão M i g uel l emos o Q u ixote em espan hol sem perceber m u ito e riamos à g a rg a l h a d a
c o m o sonhador do i m possível percorre n d o o s cam pos da M a n cha "4 - u m a d a s s u a s
pr i meiras l i tera t u ras de v i a g e n s , m a s i g u a l mente prolongando este conceito p a r a u m
sentido m a is lato, como " a procura d o o u t ro mas, s i m u ltaneamente, sendo a procura
.
15
d o o utro, acaba por ser m u i tas vezes a nossa própria d escoberta, porq ue é na viagem
q ue , com pa ra n d o o o u t ro mundo com o nosso, descobrimos as d i ferenças, as simil i tudes
p rofundas e os traços mais marca n tes - isso aconteceu comigo"s.
Desde jovem, a n uncia um carácter sensíve l , delicado , a tento ao mundo, e q uestionador
do seu l ug a r nele, como escreveu n a sua prime i ra publ icação monográfica: "adolescente,
tive uma sensibilidade excessiva, de que me envergonhava . . "6 ; ou como parti l h a mu itos
a nos mais t a rde: "nascido na burguesia rural alentejana, com parentela rica, de tradições
.
a ntifascistas e saudosista da legalidade democrática, mas conservadora em matéria
social, hesitei radicalmente, aos 13 anos - primeira crise - entre Deus e o Socialismo,
sem outra alternativa. Como tantos na minha geração " 7
Na adol escênci a , "em Lisboa, repudiando embora u m a farda [da mocidade portug uesa]
que me quiseram impor e que significava o contrário dos valores em que eu fora criado
e que até por mim próprio erigira, vivi a existência quotidiana dos estudantes da c/asse
média, com suas primeiras reinvenções eróticas, seus ócios e leituras, suas amizades
viris, zaragatas marialvescas, com o deslumbramento e o asco do prostíbulo e do clube,
com a violência, a exaltação e a repulsa de quem não se adaptava, apesar de tudo,
à própria vida"S.
Após os estudos l icea i s , U rbano concorre à Faculdade de D i reito da U n iversidade
d e L isboa, n a qual frequenta apenas o prime i ro a no .
Aos 20 a nos é i n corporado no Serviço d e Admin istração M i l i tar, como "soldado-cadete
no Q ua rtel d o Lu m i a r, tendo logo em seg u i da baixado a o Hospital M i l i t a r d a E stre l a ,
em Lisbo a , onde f o i d a d o como i n capaz, por sofrer de lesão pulmo n a r " g . Vai conva lescer
para Card igos, e m Mação, onde permanece uns meses.
E m 1944, opta pelo curso d e Filologia Româ nica n a Faculdade d e Letras, em Lisboa, tendo
como mestres J a c i n to do Prado Coelho, Vitorino Nemésio, Hern â n i Cidade, e como
colegas David M ourã o - Ferreira , Luís L i n d ley C i n tra, Aug usto Abela i ra , António Coimbra
M a rt i n s , M á rio Soares, e n t re o u t ros. É com a l g u ns deles q u e se envolve sol i d a ri a me n te na
Greve Académica desencadeada pelos estudantes da Faculdade de Med i c i n a , por a l t u ra
do Dia do Estudante. Na seq uência destas l utas estu d a n t i s são detidos vários d i ri g e ntes
do M U D juven i l , em particular d a Comissão Académica de Lisbo a , e umas semanas
depois, o M U D é ilega l izado pelo M i n istro do I n terior. Esta foi a sua primeira part i c i pação
pol ít ica n u m a a l t u ra em que a i n d a não estava suficientemente desperto para as q uestões
pol íticas, embora já fosse sensível às sociais, mormente pelas suas vivências a le ntej a na s .
E n q uanto a l u n o de Letras, f a z as p rimei ras i n c u rsões n a escri ta: u m a prime i ra na rra tiva ,
ou 'tentativa' de romance e m ensa ios de escrevi n h a r, em horas perdidas ou g a n h a s , e q ue
só será publica d o , a desoras, nos f i n a i s dos a nos 60; e como repórter, na redacção
do Diário de Notícias.
No a n o de 1949, con c l u i a l icenciatura em Româ n i ca s , tendo a sua d issertação s i d o
orie ntada pelo Prof. J a c i n t o d o Prado C o e l h o e a p rovada c o m dezoito valores. O tema
Manuel Teixeira Gomes: Introdução ao Estudo da sua Obra tem sido recorren te n a sua
l o n g a vida de e n saísta e académico, nomea d a mente n a sua tese de dou toramento,
M. Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo, publ icadas respectivamente em 1950 e
198410. Como refere, aquele a u t o r foi um " escritor de viagens que eu descobri na esta nte
do meu pa i ,ll q u e mais tarde havia de ter uma e n o rme importâ ncia q u e r n a minha obra
e n s a ística q u e r n os meus l ivros de ficção" ma rca n d o - o " no sentido da viagem, mas
também n uma espécie de esteticismo, de crítica socia l " 1 2 e sensua l i smo.
No a n o a n terior, em 1948, t i n ha feito uma viagem à G a l iza onde freq uentou os C u rsos
16
de Verano para Naciona les y Extranjeros na U n iversidade de S a n t i a go de Com postela,
e da qual res u l t a um conj u n t o de cró n i cas q u e é p u b l i cado com o nome daq u e l a cidade
g a lega . Aponta mentos, reflexões e exp ressões e m otivas do seu olhar sobre os peregri nos,
a 'a l m a espa n hola ' , as fies tas na rua , retratos em movi mento das diversas formas
de estar de o u t ras gen tes. S u rgem logo neste p r i m e i ro vol u m e , a b o rdagens aos temas
da m o rte e do a m o r, 'forças natura is' que acompa n h a m toda a sua obra .
É na Fac u l dade, no a n t i g o edi fício da Academia de C iências de Lisboa, que conhece, em
1 944, a sua colega do curso de Germân icas, M a ri a J udite de Carva l h o , f u t u ra escritora .
Casa m a 3 de Outu bro de 1 949, e partem para o s u l de França, pa ra a Provença, onde
U rbano assu m e o cargo de leito r de Língua e Litera t u ra Port ug uesas, na U n iversidade
de M o n t p e l l ier; logo depois acu m u l a - o com o de responsável do c u rso de Lín g u a
e Literatura Po rtuguesa n a Facu ldade d e Letras d e Aix-en- Provence, até 1 95 1 -52.
D u ra n te o pri meiro verão dessa estadia e m terras provençais, nasce a f i l ha do casa l :
M a ri a Isa bel, q ue permanecerá e m Portugal sob o s cuidados d a avó paterna no Alentej o ;
m a is t a rde tam bém envereda por uma carreira nas letras 1 3 .
É t a m bém em c h ã o gálico q u e M aria J udite e U rbano encontram a escrita d e contos: e l a
c o m o q u e viria a s e r Tanta gente, Mariana 1 4; e l e c o m A porta dos limites ( 1 952) 15, a sua
p rime i ra o b ra ficcio n a l , publ icada .
Influen ciada pelo existencialismo, pelo em brião de uma escrita q u e marcaria o 'nouvea u
rom a n ' , este l ivro i n icial const i t u i uma porta a berta para um l i m ia r ficcio n a l q ue
progressivam e n te se foi abri ndo e a l a rgando n u m espaço l i terário de l i berdade, de
resistência e de coerência, de experimentação est i l ística e experienciação h u mana.
Escritos em França e convocando loca is a p a rentemente tão díspa res como I tá l i a , Paris,
B a rcel o n a , Berl i m , Alexandr i a , ou Alentejo e Lisbo a , estes contos e novelas refl ectem
um cosmopolitismo nas personagens e nos a mbientes , represen ta ndo histórias u n iversa is,
sem l ug a res, onde h a b i t a m a sol i dã o no meio das g entes, os sentimentos, as pa ixões, a
necessidade de i n t i m idade ou a sua a usência , os actos criadores e destrutivos i n trínsecos
ao ser h u m a no. Logo desde os primórdios, U rbano revela-se um "contista-poeta do Amor,
do Sexo, da I ntel igência e da Aven t u ra " 1 6.
Idêntico l u g a r de acção no seu seg u ndo l ivro de ficção , Vida perigosa ( 1 955) 1 7 ,
o n de personagens l usas vivem em loca is rom â n i cos (To u l o n , Paris, M a rse l h a ) n u ma
rep resen tação dos p rocessos de ada ptação e ajustamento das duas mentalidades
cu l turais ( a u t o - b io g rá fico?); como no pri m e i ro l ivro , um conto f i n a l , de reg resso a o
Alentejo, reduto úl t i m o ou 'porto seg u ro' em l u g a r d e acalento d e U rbano Tavares
Rodrig ues, como c u l m i na r do dramat ismo q u e percorre aqueles textos.
Depois do Sul de França, U rbano é convidado e m 1 952 para a Faculdade de Letras,
no I ns t i t u t o de Estudos Portugueses e B rasi l e i ros, na Sorbonne em Paris, t ra b a l h ando
com os p rofessores Robert R icard e Léon B o u rdon. Publ ica em 1 954, como separata
do Bulletin des É tudes Portugais, a conferência que pron unciou nesse I nsti tuto em Maio
de 1 95 3 , e i n t i t u lada Présentation de Castro Alves ( 1 954), acerca do poeta brasi l e i ro,
de u m a estética lírica e sol idá ria , " poeta p u ro da l i berdade " , e dos seus cruzamentos
com a l iterat u ra euro pe i a .
" E u e r a professor n a Sorbo n n e , m u i to jove m , e encarregado d e c u rso, e o V i n ícius
[de M o raes] era secretário da e m ba ixada. Comecei a falar com ele n u m a festa
de Ca rnaval em que ele esteve a toca r violão. Lem bro- me de a m igos que tive e evo l u íra m
difere n temente na vida e foram f i g u ras m a rcantes na m i n h a o b ra . Estão no princípio e,
q u em souber l e r, vê que con t i n u a m lá . Al bert Cam us, Jea n - Pa u l Sa rtre, André M a l ra ux.
17
E m férias, perto da Casa d a Barca junto a o rio Ardi l a , e m M o u ra, e m 1 953.
Em 1 95 1 , com M a ria Judite de Ca rvalho,
em Montpellier
18
Fu i a m igo do Camus, con heci u m pouco Sart re , d e i - m e com ele, estivemos j u ntos n u m
cong resso pa ra a l i berdade d a c u l t u ra e m F l o rença . Com o M a l raux d e i - m e pouco mas
é como se me t ivesse dado sempre. Livros como A Esperança ou A Condição Humana
m a rca ra m para sem pre a m i n h a perso n a l i dade e a m i n h a obra "lB Autores e pensa d o res
onde vai beber questões que m a rcam a sua l i tera t u ra , as personagens que c r i a , os
a m b i e ntes q u e d e l i n e i a : a consciência do a ba n d o n o e da solidão (elegida ou
co ndicionada ) , o si lên cio, a i m potência e a i nexpl icabi l idade das acções, o a bsurdo
do m u ndo e da barbárie i nj ustificad a , as relações q u o t i d i a nas, em suma, o q uest ionamento
da existência h u ma n a , são as temáticas q u e a p roxi m a m o a u t o r do existenci a l ismo,
em reflexões d e índole h u m a n ista , sobretudo i nd ividua l , mas q u e como seres sociais
e c u l t u ra is se expa nde para u m colectivo, com maior ou menor a m p l i t u d e .
Destes a nos e m Fra nça , a b u n d a ntes em c u l t u ra , vivências pessoais e p rofiss i o n a i s ,
n u ma l i berdade que em Port u g a l não exist i a , U rbano reitera q u e 'foram o s m e l h o res a n os
da nossa v i d a' .
E m A noite roxa ( 1 956) a s s u a s narrat ivas s ã o a i nda de atmosfera cosmopol ita,
transm i t i n d o uma sensi b i lidade da geração pós-g uerra , em particu lar modos de vida
de port u g u eses tra nspla ntados para terras europeias. Contudo, coexiste em outras
n ovelas, como Jornada sem regresso ou Poema do «Monte» agoirado (dedicado à m u l her,
M a ria J u d i te) , uma recriação l írica ou mesmo socia l , em particular naq uelas em q u e evoca
a rura l idade a l entej a n a , tela da sua i nfâ n c i a . D uas novelas deste l ivro, são e l evadas
por João Gasp a r S i m ões a obras-primas; tal como Ba ptista- Bastos que tam bém ass i m
q u a l i fica a novela Escombros, n o prefácio à 2a edição: " a m a i s autêntica, m a is livre, m a i s
interveniente peça l i terá ria "lB C o m a acção situada em Berl i m , encru z i l ha d a e u ropeia
da g u erra fri a , d ramaticamente e n t relaça existências em sol i dã o , onde a morte é a via
ú l t i ma de vidas perigosas, mesmo q u e a voz d a vida clame a consciência nessa , e dessa ,
c i rcu nstâ n c i a .
"Eu reg ressei a Portugal e comecei a t ra b a l h a r como jorna l ista no Diário de Lisboa .
Isso deu - m e u m a imagem da vida e do poder. O fascismo portug uês repug nava - me.
E u tinha u m a â nsia de l u ta e norme q u e faz com que escreva l ivros de resistê n c i a q u e se
con f u n de m com o Neo- rea lismo, um período onde escrevi Uma Pedrada no Charco,
Os insubm issos. ( . . ) Fu i , sobre t u d o , u m escritor de resistência q ue, por vezes, se pode
confu n d i r com o escritor neo-real ista " 20.
Neste seu retorno, em 1 95 5 , e ao i n g ressa r na redacção daquele periód ico ( o n d e t ra b a l h a
até 1 96 1 ), v i a j a amiúde c o m o s e u correspondente. D e q u ase d o i s meses de u m a viagem
ao Ori e n t e , e Méd i o Oriente, resulta o l ivro de crón icas Jornadas no Oriente ( 1 956)
,
e "a consciência de novos valores, a revelação de mais latas dimensões da vida . Para
além da elegância e da estesia, do erotismo e da piedade, do subjectivismo e da
complacência (. . . ) senti crescer em mim, ao contacto com o Orien te, invadindo-me,
alagando-me, uma avassaladora, ingente, solidariedade humana " 21.
Género l i terário a q u e volta recorrentemente: notas e crónicas de viagens q u e assu mem
forma em Jornadas na Europa ( 1 958) q u e recebe o Prém io Afonso de B raga nça 22 . Textos
escritos e ntre 1 949 em Veneza , e 1 95 7 na G récia e no M a g re b , a l g u mas das q u a i s
e n q u a n to correspondente, reve l a ndo a sua relação com u m con t i nente: a "Europa tem
para mim ( .. . ) um profundo valor moral, cultural e afectivo. É a família cultural a que
pertenço, família complexa e ramificada pelo mundo " 23
E m 1 963 p u blica De Florença a Nova Iorque, g rande pa rte dos textos p rod uzidos como
repórter d a q u e l e d i á rio, o u t ros n a seq uência de viagens como con ferencista e académ ico -
19
d esta bela cidade ita l iana à eterna Paris, à n a ta l Lisboa , à i l h a da M a d e i ra , a o B rasi l ,
à s costas l usita nas, a t é à viagem a l é m - a t l â ntico - nas suas "andanças pelo m undo " ,
e m torno de s i "próprio e a o encontro dos outros o u de miragens"24 Três a n os m a i s
t a rd e , d á à esta m pa Roteiro de Emergência ( 1 966), prosas soltas, e n t revistas q u e
a po n t a m v i a s do pensamento, do gosto e d a sensi b i l idade de u m t e m po vivo, a t ravés
da sensação e do d i á logo. Textos sobre socio- polít ica , a rte, a rquitectu ra, l i tera t u ra ,
registos d iversos das passagens d e U rba no por u m m u n d o com gente. E m Tempo de
cinzas ( 1 968), p a ra a lém de recu perar textos mais a n t igos, ensaísticos e novel ísticos,
lêem -se testemu nhos de passagens coevas por I t á l i a , França, Argent i na e Bra si l , a b ri ndo
o vol u m e com crónicas sobre o 'Con g resso I n ternacional sobre as Van g u a rdas E u ropeias
de Ontem e de Hoje', no qual part icipou em Roma e m 1 965.
C ró n i cas e viagens q ue va i imprimindo sol tas, mas que também vão i m p regnando as
atmosferas das suas ficções n u m est i l o q ue a l g u ns denominaram como socio-existenci a l ista .
I m p ressões q u e assu mem na sua escrita ficci o n a l u m pendor rea l i sta e h u m a n ista
de q ue é exem p l o Uma pedrada no charco, editado em 1 95 7 , com o q ua l Urbano Tava res
Rod rigues recebeu o seu p r i m ei ro pré m i o l i terá ri o , o Prém io Ricardo M a l h e i ros da
Acad e m i a d e Ciê ncias de Lisboa 2 5, num recon heci mento públ ico do seu mérito l it e rá rio.
N o posfácio à 3a edição, Jacinto d o Prado Coe l h o red i g e lucidamente acerca d a o b ra
de U rb a n o : " E scri tor, não há dúvid a , rea l ista (, . . ) tem praticado u m rea l ismo cada vez
m a i s consc i e n t e e d e l i bera d o , a n a l isan d o sem complacências aspectos si n tom á t i cos
da a ct u a l i d a d e portug uesa , (, . . ) n u nca se a traiçoou , perfi l h a , porta nto, uma a m p l a
concepção d e rea lismo" 2 6.
Constituído por t rês novelas e u m conto, este q ua rto volume de ficção fecha com
O Monte das Rosas, rem i n i scência constante e q uase nostálg ica de U rba no " à p a i sagem
m ítica d a i n fâ n c i a , a o Alentej o " 27, mas desta feita i nt roduzindo expl i c i t a m e n t e ,
e d e ba t e n d o n u m contexto ficcional e na boca de u m a d a s personagens femi n i na s ,
u m d os temas centrais daquele que virá a ser, a nos mais tarde, um d o s seus e nsa ios m a i s
m a rcan tes Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura ( 1 966), est udo fundamental
sobre a sua concepção de neo-rea l ismo e o seu posicionamento n u ma l i tera t u ra
de va ng u a rd a , coloca ndo q uestões e n t re a a rte 'úti l' e a a rte 'l ivre ' , a i ntenção a rt ística
e a q u a l id a d e da arte.
Ent re a experiência própria como escritor e os contributos de reflexões que f o i fazendo
como e nsa ísta e crítico de l i te ra t u ra , U rbano a f i rma em meados da década d e sessen ta ,
mas com u m a i n tenciona l i dade, o u com u m a l ucidez q u e começou a g e rm i n a r a n o s a n tes,
a n ecess i d a d e de uma "nova cultura como síntese de uma nova consciência estética
e de uma concepção socialista do mundo e do futuro. (. . .) uma arte com historicidade,
( .. ,) um amplo neo-realismo"28, e com os va lores q u e ele mesmo rec l a m a no seu acto
cri a d or : "são precisamente os valores consciência, descoberta, beleza, invenção
os factores de renovação dessa cultura humanista (. . . ). Aspecto capital desta nova
cultura (ou deste realismo sem crisma) será a liberdade de criação, a negação da obra
de arte de encomenda, (. . . ) [pois] só perduram as obras que ao talento reúnam a
autenticidade"29. E p rosse g u e : "O artista a utêntico está por natureza comprometido
como tal (. . . ) mas no real e não n uma ideologia, ainda que, como cidadão a propugne30
e, n o caso do escritor. inevitavelmente a reflicta"31 .
Nestes ensaios , sobretudo no p rimeiro, é revelada expressa mente a prox i m i d a de
de U rb a n o aos p rincípios c u l t u rais e de criação a rt ística que se fun d a m no rea l ismo
h u m a n ista, e n ca ra n d o - a como a verd a d e i ra c u l t u ra de vanguard a , o u a n t es, que supera
20
"a vã polémica com a chamada vanguarda"32. É d a n d o um novo nome ao m u n d o que se
pode recriá-lo, e só pela sua recriação, se pode processar a a l mejada tra nsformação.
É t a m bém sob estes p i l a res que assenta este ensa io essencial - e crucial i g u a l m e n t e
para o estudo e compreensão do(s) n e o - real ismo(s) - , e q u e U rbano Tavares Rodrig ues
funda a sua ren omeação do m u n d o a t ravés da escrita .
Nos ú l t i m os a n os da década de c i n q u e n t a , a pa r da sua actividade jorna lística no referido
jornal d i á r i o , começa uma activa colaboração com va riadas p u b l icações periód i cas Colóquio, Almanaque, Vértice, Gazeta Musical e de todas as Artes , entre o u t ros - e, em
1 957 é c o - d i rector do efémero Europa - Jornal de Cultura.
Nesse período , Urb a n o lecciona no Liceu Ca mões, e é convidado para professor de ensino
da Litera t u ra Portug uesa a est u d a ntes estra ngei ros na Facu ldade de Letras de Lisboa .
No a n o seg u i nt e é a d m i t i d o como seg u n d o assistente nesta Facu ldade, tendo a regência
da disc i p l i n a Li tera t u ra Francesa, p rimeiro sob a orientação do Professor Vitorino Nemésio
como seu assistente e, depois regendo ele mesmo, as a u las de Litera t u ra Portug uesa .
O e m p e n h a mento p o l ítico na ca n d i d a t u ra de H u m berto Delgado à presidência
da Repúbl ica é o prim eiro passo de u m ca m i n ho de resistência e de sem i -cla ndest i n as
acções oposic i o n istas, q u e o levará a ser p!eso, por três vezes, nos a n os sessen t a , pelas
mãos d a P I D E . E m O u t u b ro de 1 959 é afastado da Faculdade por motivos polít i cos,
e em 1 96 1 ocorre a sua pri m e i ra prisão, n u m processo colectivo, com os i nte lectu a i s
su bscritores do 'Programa pa ra a Democrat ização d a Repúbl i ca'33.
Da lig ação pri mord i a l a terras a l e n teja nas, surge o n a t u ra l convite, pelo responsável
da colecção, Luís Forjaz Trig u e i ros, p a ra que org a n i zasse para a 'A n tolog i a d a Terra
Portug uesa ' , uma selecção de " p rosas e versos q u e ao leitor oferecessem a «a l m a
alenteja na»"34 Dez a nos m a i s t a rde virá a elabora r u m o u t ro vol u me, desta vez sobre a
Estremadura35.
A sua vida l i terá ria é, a l iás, pontuada por d iversas a ntologias, em d i ferentes temáticas
que l h e são ca ras; relembremos a penas d uas: O mundo do toureio na literatura de língua
portuguesa ( 1 966) e A saudade na poesia portuguesa ( 1 967). É de sa l i e n t a r neste
aspecto , a convivência e a í n t i m a relação que sempre teve com outros com p a n h e i ros
de ofício, se pe nsarmos nos múlti plos prefácios e a ntologias para os quais g e n e rosa mente
contri buía , e nos diversos cong ressos e conferências e m que partici pou em Port u ga l ,
no Brasi l , e e m d iversos pa íses e u ropeus. E m 1 959 q u e é eleito para a D i recção
da Sociedade Portug uesa de Escritores, e t rês a nos m a i s foi proclamado presidente
da secção portug uesa da Comunidade E u ropeia d e Escritores, d u rante um triénio.
Bastardos do Sol ( 1 959), o pri m e i ro roma nce de U rba no Tavares Rod rigues, é t a lvez
o títu l o q u e m a i s comum mente l h e está associado como escritor. Objecto de múltiplas
ed ições e t ra d u ções em várias l í n g uas estra ng e i ras ( francês, búlg a ro, caste l h a n o , g rego),
este l ivro é de u ma " ma turidade extrema " , de uma " poesia d i fi c i l mente t ra d u zíve l " , "de um
rigor est i l ístico d i f i c i l mente i g u a l ável nas n ossas l e t ras contemporâ n eas"36, ass i m o define
o seu p refaciador C l a ude M ichel Clu ny, si ntetiza n d o : " d a rea l idade a m a rga [a len teja na]
C. . ) eleva - se um câ n tico despojado que é o de uma u n iversa l idade"37 . Para Luiz Fra ncisco
Rebe l l o , no estudo que acom panha a 2a ed ição e seg u i ntes, "o que está em causa ,
em Bastardos do Sol, é a própria d i g n i d a d e do h o m e m , e o sentido do seu d evi r " ,
"aq u i , C . . ) a rea lidade move-se, evo l u i . Passado e presente são como a tese e a ntítese
q u e d i a lect ica mente preparam a síntese do futuro. C . . ) U m a concepção h u m a n ista
do m u n d o como é a do materialismo d ia l éctico e uma prospecção de novos rumos
estéticos não só não são i ncompatíveis como rec i p roca mente se exigem uma à o u t ra "38
21
Há, em Urbano, uma " fidelidade a u ma temática profundamente em penhada na dignificação
e l i bertação do h omem C . . ) u m a consciência estética C . . ) q u e se expri me pela recusa
del i berada dos esq u emas prefixos da narrativa tradicion a l " 39.
Da seq uência de narrativas q u e se i n icia com Uma pedrada no charco (1957) até a
Os Insubmissos (196 1 ), passando pelos Bastardos do Sol ( 1 959), As aves da madrugada
(1959), Nus e Suplicantes (1960), podemos dizer q u e são ta lvez estas q u e no conj unto
da obra mais se a proximara m de u m neo-rea l ismo, pelo i m pu lso denu nciador das
condições confra ngedoras de pobreza, de o p ressão e de a n g ústi a , pelo sentido utópico
e q u a n tas vezes idea l ista, pelo motor t ransformador de estados de consciênc i a , pessoal
e colectiva. E m bora haja q uem considere o 'neo-re a l ismo de U rba no' como n ã o 'ortodoxo'
ou q u e revele a penas contornos de uma 'seg unda fase' neo-rea l ista porq ue sempre
evidencia n i tida mente as características l i terá rias q u e lhe são idiossincrát icas: "é u m a
experiência existencia l , social e i ndivi dua l m ente construída que U rbano Tavares Rodrigues
t ra ba l ha ficc i o n a l mente ( . . . ) : a representação de u ma situação de asfixia das suas
esperanças, idea is o u poss i b i l idades"40 De facto, as suas personagens são constru ídas
n u m co n texto de bloqueio; bloqueio experienciado no repressivo a m biente sócio-polít i co
do país e q u e U rbano tra nsporta na criação das suas a tmosferas romanescas - cerco q u e
pode s e r sent ido de u m modo í n t i m o ou d e u m a forma mais expressivo-co m u n icante,
ou de u m modo mais i ndividual ou de uma forma m a i s socia l , mas q u e é sem p re patente
na sua tensão p rópria. Mas não terão estas m ú l t i p l as expressões l i terá rias u m a i ntenção
de m u da nça , de t ransformação pa ra um m u ndo, i nterior e exterio r, de j ustiça, de paz,
de (procura da) felicidade?!
" Na ma ioria dos exem plos, a personagem q u e mais n i t i da mente faz a experiência
concreta , existencial e reflexiva, do bloqueio, é uma personagem fem i n i n a "4 1 , não apenas
porque no a u t o r o feminino sempre foi u m a temática constante, velada entre o amor, o
desejo e a morte , mas porq ue social mente ocu pa , à época , u m l ug a r de suba l t ernidade
social e de supressão e o b l i teração como pessoa .
Desde o i n ício d a sua escri t a , o u n iverso fem i n i n o tem sido revis itado com m ú l t i plos
o l h a res por U rb a no, através das i n úmeras personagens q u e imag i na , sonha e constró i ,
sempre s o b di ferentes nomes, como s e cada m u l he r fosse ú n ica : Lúc i a , L i n a , Mari-Sol,
E l isabet h , Made l e i n e , Ana Maria, Maria, M a ria do A m paro, Mariana, J u l iette, Mari-Paz,
Françoise, Céci l e , Luzia, Soledad, P i l a r, Ester, Pao l a , Rosário, Teresa, Beatriz . . . Como se
procurasse o e n tendimento, a descoberta de u m a o u t ra 'metade' q u e , ao mesmo tempo,
é sua e forasteira; o corpo como segredo, não num desvel ar g ra t u i t o , mas modo de
a lcançar o m istério ú l t i mo: a (re-)criação estética de si mesmo e da sua obra .
" É o cântico do corpo, que começa pela raiz e ressoa surdamente n o segredo dos seios;
é o desvelar do corpo que encerra a luz e o sangue, a descoberta do ventre felino, liso
e polido, das ancas, do monte de Vénus, das pernas gráceis . . . É Deméter, é Diana, é
Astarté. É o cântico à beleza da vida, da sua origem, da sua foz: é a Mulher"42
Do con j u n t o das 5 n a rrativas que formam As aves da madrugada ( 1 959), Ó scar Lopes
considera-as " c l a ramente exem plares C .. ) ao n ível da concepção da intriga, C ..)
da composiçã o , ( . . . ) c i rcu lam certos cu riosos temas l íricos C . . ) [e os] das obsessões
ou tensões cen t rais da sua m undividência pessoa l "43 . A " ét ica da dignidade pessoal
g ra t u i t a vem a q u i en troncar n u m dos temas dom i n a ntes de U rb a n o Tava res Rodrig ues
C . . ) : o tema de uma â nsia de ir ao «encontro da brasa» no sofri mento, no sacri fício ,
n a coragem. N a ânsia de, pera n te os outros ou pera nte si próprio ( . . . ) , pôr à p rova uma
i ntegridade mora l totalmente i ndiferente às consequências, ao êxito ou i nêxito prático C .. ):
22
cat, 30
1 952-55. Com os seus a l u nos da Sorbonne, P a r is,
A porta dos limites
1960. 2" ed. Ed. Arcádia
Ca pa de Vitor Palia
cal. 254
23
o i m perativo i ncondicionado da lei que a consciência se dá form a l mente a si mesma "44. É
por u m a consciê ncia ética em cada ser h u ma n o (com existência real ou ficci o n ada) e em
todos os seres e m sociedade, pela resistência à a n g ú stia e à desesperança , pela liberdade
i mperativa, q ue i ntervém U rb a n o nestes seus escritos, contudo sem n u nca esq uecer q ue
um rom a nce, u m a novela, um conto é u m a o b ra estética . Contornos dia lécticos t a m bém
se observa m em Nus e Suplicantes ( 1 960), g a l a rdoado com o Prémio dos Le i t o res, em
" u m equilíbrio e n t re o sociológ ico e o psicológ ico C . . ) e n t re o social e o i ndivi dual, u m
a profundamento d e consciências q u e s e s i t u a m e p roblematizam "45.
Em Os insubmissos ( 1 96 1 ), seu seg u ndo rom a nce, para a l é m da pro blemática soc i a l ,
é colocada uma assu nção ética , man ifesta n u m idea l i s m o centrado n o conce i t o d e h o n ra ,
tomado de u m modo l a t o . H o n ra como dign idade, d e u m homem ( n a personagem Ernesto)
e de um povo, magistralmente expressa nas pa lavras espera nçosas daquela f i g u r a :
" Quando este povo h umilde e refilão, este nosso povo adormecido, quando ele acordar
de novo e crescer! . . . "46
Por um lado, a i n fâ ncia e o contacto com u m a realidade q u e lhe estava próx i m a mas que
não era a sua: "Da infância no campo me ficou para sempre a memória de um paraíso
perdido e a nostalgia da charneca, das terras secas, da atmosfera transparente
do Alentejo. Do meu convívio com os camponeses, do conhecimento directo das suas
dificuldades, da sua dignidade no sofrimento, vem a solidariedade espontânea, a
fraternidade para com eles"47; por o u t ro, a l i berdade e a democracia, mas ta m bé m a s
q u estões d e solidão e d e existência q u e presenciou n o s países m a i s desenvolvidos, fora m
e r i g i ndo as bases estr u t u rais de uma i n q u ietude, de u m a i n terrogação vita l , em q u e não
l he basta captar e i n terpretar a rea l i dade su perficial do m u ndo.
N o decorrer da década de sessenta, U rba no Tavares Rodrigues p u b l ica a lg u n s l ivros
do dom í n i o da e nsaística: Teixeira Gomes e a Reacção Antinaturalista ( 1 960), O Mito de
Don Juan e o Donjuanismo em Portugal ( 1 960), O Algarve na Obra de Teixeira Gomes
( 1 962), O Romance Francês contemporâneo ( 1 964), O Tema da morte ( 1 966)
e f i n a l mente Escritos temporais ( 1 969), fru tos do seu papel académ ico, mas sobretudo
do seu papel e n q uanto i n telectu a l i n terve n t ivo na p romoção da c u l t u ra e na reflexão
de a l g u mas questões existenciais ca p i t a i s : " nu m a sociedade n ã o - l ivre, o escritor
ou e ncarna a luta pela cu l t u ra ou dela se a l he i a , ou se torna c ú m p l ice. C . . ) [porq u e n']
as relações do escrit o r com a cu l t u ra, que é sempre condição de l i berdade e condição
de prog resso social C . . ) a c u l t u ra é condição de l i berdade, e a l i berdade condição
de c u l t u ra " 4B
Em 1 96 1 , U rba n o deixa o Diário de Lisboa e vai part i c i p a r no nascimento de um novo
projecto, o Jornal de Letras e Artes (até 1 966, data da sua ext i nção); como chefe
de redacção e como crítico de teat ro, uma das suas pa ixões a n t igas. Nesse a n o é editado
o 1 ° vol u m e de Noites de Teatro49, série de a rtigos e críticas rel a t ivas a q uestões teat ra i s ,
d e u m p o n t o d e vista teórico , d a criação, d a encenação, d o espectáculo,
percorrendo p l a teias em Paris, com Mol iere ou José Rég io, ou em Lisboa, co m peças
de Luiz Fra ncisco Rebel l o . Nas breves palavras que se seg uem, podemos e n t ender o
porq u ê desta a rte dramática ser tão cara a U rban o , q u er produzi ndo críti ca e m diversas
p u b l icações periódicas, ou depois la nçando o 2° tomo daquele tít u l o , ou a i nda com o
escritor d a peça As Torres Milenárias q u e s ã o p u b l icadas em 1 97 1 5°, [ o teatro]
"uma arte, social por natureza, uma arte de comunicação e de participação (. . .) e de
tribuna da inteligência vigilante (. . . ) discussão dos valores morais, políticos e estéticos
da sociedade "51 .
24
Real iza c l a n destinamente u ma viagem a dois pa íses proi bidos por serem estados
socia l istas em 1 96 2 : C h ecoslová q u i a e Cuba; esta ú l t i m a j o rnada feita a partir de Pra g a ,
já c o m u m visto e m i tido p e l a e m ba i xada checa em Pa ris, passa p e l a Terra N ova , até
chegar à i l h a o nde estava Che Gueva ra , q u e chegou a con hecer e , onde assiste a um
a m biente e ntus iást ico, só comparável ao 25 de Abri l , confessa - nos U rba no, com um brilho
n o o l h a r.
Acu m u l a a chefia de redacção do Jornal de Letras e Artes, com o i n g resso para o q uadro
de O Século em 1 963, e con t i n ua a cola borar com vá rias revistas, nacionais e
est ra n g e i ras, t a m bém n u m propósito de sustento f i n a n ce i ro. J á t i n h a sido preso em 1 96 1 ,
e é detido pela seg u nda vez a 4 de Dezem b ro de 1 963 pela polícia política do Estado
N ovo, acusado de pertencer às J u n tas de Acção Patriótica (JAP) , tendo s i do l i bertado a
23 do mesmo mês. Nessa passagem pela cadeia do Alj u be , U rba no cruza-se com Ma noel
de Ol ive i ra; este encontro episódico, mas m a rca n t e , será i nc l u ído por Olive i ra no seu f i l m e
Visita - ou memórias e confissões ( 1 982), sendo a m bos p rotagon istas 52 A pa r t i r d e 1 964
já estava referenciado nos ficheiros da P I D E como " p rofessando ideias com u n istas" 5 3 ,
a pós ser signa tário de vários aba ixo-assinados e petições, nomeada mente para a realização
de u m cong resso de democratas, de a m n istia pa ra os presos políticos, con t ra a censu ra ,
ser teste m u n h a de defesa em j u lgamen tos de presos polít icos, e por u mas q u a n tas
actividades e a cções mais o u menos 'suspei tas' e clandest i nas nas JAP. Em 1 965 é
proi b i do de da r a u l as no ensino part i c u l a r, porq u e " não oferece g a ra n t i as de coopera r
na rea l ização dos fins superiores do Estado " 54
Em 1 968, m a i s uma vez preso, está q uase seis meses enca rcerado em Caxias, sem
seq u e r ter t ido direito a j u lgamento, por fictícia q u e fosse a Justiça' em vigor. Ao sa i r da
cade i a escreve de um fôlego a sua peça de tea t ro As Torres Milenárias, em duas semanas
de 'recu p e ração médica ' , a qual tinha sido pensada e concebi da d u ra n te o isol amento
p risional.
Foram a n os críticos para U rbano e Maria J udite, com o cerco q u e a polícia polít ica l h es
m ovia, sob a forma de escutas telefónicas, a p reensão de correspondênc i a , i m pedi men tos
p a ra lecc i o n a r, mesmo no ensino pa rt i c u l a r, i nterdição de saída do país na sua p rofissão
de jornal ista ou para a l g u m congresso na á rea da l i te ra t u ra55 . Foi p roibido de lecci o n a r
n o Colég i o M oderno, depois d e dois a nos a ensi nar 'Litera t u ra Portug uesa ' . " M u itas vezes
t i n ha q u e ter dois empregos ao mesmo tempo pa ra , caso perdesse um deles
por perseg u ição polít ica , poder susten t a r- nos at ravés do o u t ro "56. Contudo, conseg ue
con t i n u a r a leccionar no Liceu Charles Lepierre, pela a u to n o m i a q u e a secção francesa
deste l iceu t i n h a relativa m e n te ao M i n istério da Educação e à a lçada da PI DE.
Maria J udite " sofreu m u ito com isso, mas aguentou-se sem pre nas situações difíceis.
Foi-me sem p re ver à prisão. Por exe m p l o , em Caxias, em 1 968, com u n icávamos at ravés
de um vidro com peq uenos b u ra q u i n hos. Não n os podía mos tocar um no o u t ro. E l a parecia
que estava m u i to longe" 5 7
Um pouco a n tes, em 1 965, morre a mãe de U rb a n o , u m golpe q u e o a b a l a profu nda mente,
como c o n fidencia a Mário Sacrament0 58 n u m dos i n ú meros ca rtões q u e enviava aos
a m ig os.
Após o rom a n c e Os insubmissos, escreve um tercei ro , Exílio perturbado ( 1 962) o n de
"se conce n t r a , de modo i nvol u n tário, a própria trajectória de U .T. R . , desde o hedo n ismo
i n q u ieto dos p r i m e i ros l ivros à h u ma nística veemência que os ú l t i mos documenta m " 5 9,
em suma, "um l ivro consu bsta nciando u m escritor"6 0 Q uase no f i n a l , n u ma frase U rb a n o
si ntetiza e e l u cida toda u m a problemática d e intencional idade art ística que encerra no seu
25
â ma g o uma i ntenção/acção transformadora através do uso da própria pa lavra : "porque
sem crítica, sem polémica, sem liberdade como iluminada meta, não haveria renovação
e correcção do presente, nem progresso no próprio campo dos mais justos"61, porque o
escritor não se pode deixar levar pelo a m o r das palavras ao ponto de esq uecer o q u e tem
para dizer62 . Ou sej a , uma ética e u m a estética q u e se en trelaça m , na própria vida e na
vida das pal avras.
Sete novelas, incl usive Uma noite e nunca63, integram As Máscaras Finais ( 1 963);
segundo Jacinto do Prado Coel h064, observa-se um novo ponto de equilíbrio, resu ltado
de u m ciclo recente de experiências humanas e estéticas, em especial uma maturação
da visão do homem, uma diferenciação de caracteres, na harmonização da teia do social
com o ind ividual.
Terra ocupada ( 1 964) é " u m livro profundamente característico do que considero a
segunda fase da obra de UTR, ( . . . ) de transposição do tema do erotismo para as
a legorias sociais domi nadas pela imagem da morte, (. .. ) o tom dominante (. .. ) o de uma
esperança no futuro, quer dizer, o de uma crença na acção colectiva"6S, A narrativa
desenvolve-se como u ma luta desesperada pela efectiva construção de um mu ndo novo que vá
substituir um desterrado m u ndo que apenas vive como utopia de algu ns.
N u ma linha a náloga, os contos e novelas de Dias Lamacentos ( 1 965) são também "obras de
combate ( . . . ) numa atitude de identificação com o sofrimento, de ligação ao povo e à terra .
( . . . ) Um combate que fundamentalmente assenta na exigência moral, na revolta da
consciência, na su bjectividade"66
Sobre Imitação da Felicidade ( 1 966) escreve Mário Sacramento no prefácio à 2a edição: " no
p la n o estético, faz confluir o existencialismo literário português e o neo - realismo histórico
português para uma encruzilhada de alternante e mútua separação realista"67. Reunindo sete
contos e novelas, uma das quais dá nome ao título do vol ume, compreende uma outra novela
q ue já tinha sido publicada isoladamente em 1 964 e considerada, " no seu género, uma
pequena obra-pri ma", por João Gaspar Simões68 , A Samarra.
Esta obra , depois de editada, foi mandada apreender pela PI DE69 , tendo sido reeditada apenas
a pós o 25 de Abri l. À época, este acto de censura não impediu contudo que fosse galardoada
com o Prémio da I m p rensa Cultural.
O último livro de novelas desta década de sessenta é Casa de Correcção ( 1 968), " u m a
viagem no i nterior d o horrível quotidiano português, i n u ndado de l u z exterior e sepultado e m
d oçuras piores que todos o s suplícios", ficções de uma real idade t ã o vivida p o r U rbano, uma
escrita à "flor do tempo"70. Compreende a novela Carnaval Negro, "uma das melhores e mais
acabadas novelas de Urba no " 7 1 que já tinha sido publicada num pequeno opúsculo pela E ditora
Movimento, no ano anterior, cuja n arrativa de atmosfera nocturna evoca universos boschianos.
Outra das novelas, A Morte da Cegonha, de apenas cinco páginas, transporta-nos
nostalgicamente pelos "tempos dos medos e maravilhas", de rememorações da i n fância
e da fratern idade, de "mágica vibração afectiva", quando "era tudo de azul e de lágrimas
congeladas"n Ave branca e bela cuja vida foi ceifada, pelos "excessos de sensibilidade, de
timidez e de violência" adolescente, "da ternura que me sufocava e não podia, não sabia
expandir-se". Das raras narrativas não declarada mente dedicadas, mas que se pressente ser a
seu irmão M iguel, na altura já no exílio no Brasil , d u ra nte o qual participa no assal to ao
paquete 'Santa M aria ' . É um perfeito canto de ave, ou poema autêntico, esta prosa em
i ncessante procura de "margens de névoa, de luta e de amor", porq ua nto "faltou-me o beijo
de perdão da ave morta"73. O beijo do perdão em i nconformada vida, ou morte.
26
27
Para f i n a l izar e s t a breve resenha pelos títu l os p u b l icados n o s pri m e i ros v i n t e a nos de vida
l i terá ri a . mencione -se dois. d e características algo disti n tas: o a rg u mento c i n e m atográfico
Despedidas de Verão ( 1 967). a partir d e uma ideia de Jorge Brum d o Canto. e a narra t iva
Horas Perdidas ( 1 969). Este cons t i t u i u de facto. o primeiro 'romance' (ou na rrativa . como
p refere desi g n á - lo) d e Urbano Tava res Rod rigues. iniciado nos bancos da Fac u l d a d e de
Letras e m 1 944. test e m u n ho de " uma verdade subjectiva e uma verdade de geração - a
inquietação e a dúvida - de certos jovens dos anos 40 "74. mas com poucos t raços
a utobiográficos. Mais de vinte a nos esquecidos. os cadernos onde permanecia m as Horas
Perdidas reencon tra ram-se com o próprio autor. t a l como a i magem das palavras escritas
- num reflexo recon hecido de u m · eu · . mas s i m u l ta neamente a estra n heza das distâncias
percorrid a s por a mbos - homem e escritor. Resistindo à tentação de mod ifica r a estética
ou o conteúdo. a posteriori. U rba n o pu b li ca- o na íntegra. a penas com leves retoques
l i ng u ísticos. n ã o n u m retorno. mas como reg isto d os seus p r i m e i ros passos na l itera t u ra75.
"Os anos 60 foram os de maior intensidade para mim. Escrevi romances e contos em
que simultaneamente procurei (aliás procurei sempre) processos narrativos diferentes e
a recuperação. a transformação do vivido. Do observado. do sonhado. Fiz traduções.
desde o Boccaccio a Robbe-Grillet. e tive um ritmo febril de produção"76
Além de trad uções das suas obras . totais ou p a rc i a i s . em checo. caste l h a n o . russo.
francês. a lemã o. sueco. b ú l g a ro . muitas das reedições das suas o b ra s . p a ra a lém
d e revistas. i ncorpora ra m estudos críticos e prefácios d e alguns dos m a i o res teóricos
da l i te ra t u ra portuguesa e de compa n h e i ros das letras: Ó scar Lopes. E d u a rd o Lourenço.
David M o u rã o - Ferre i ra . Á lvaro Ma nuel Machado. José M a n uel Mendes. Fern a ndo Luso
Soa res. J a c i nto do Prado Coel ho. Baptista- Bastos. Fernando Namora . Mário d e
Sacra m e n t o . J o ã o de Melo. J osé Pa l i a e Carmo. Luiz Francisco Rebello. José Sara m a g o .
Arm a n d o Ven t ura Ferreira. De m u i tas destas reflexões. há u m a que t alvez su bsta n c i e
d e form a n otável a sua o bra e a sua i ntenção criadora:
" Toda a sua o b ra é uma p rofu n d a e lúcida reflexão sobre o h o m e m . a sua n a t u reza
e a sua condiçã o " . ( L u i z Fra nci sco Rebello)
Após a 3a prisão pela P I D E . U rbano prosseg ue corajosa mente a sua actividade cívica
e m i l it a n te. em Port u g a l e no estra n g e i ro. p u g n a n d o pela paz e pelos d i rei tos h u ma n o s .
C a n d i d a ta - se à s e leições legislativas de O u t u bro d e 1 969. pelo Círcu l o d e Bej a . n a s l istas
d a Com issão Democrát ica E leitoral ( C D E ) . as primei ras rea l izadas a pós a saída de
Olive i ra Salazar d a Presidência do Conselho de M i n istros. A cen s u ra . as l i m it ações
à d i fusão de propaganda e mesmo as a g ressões físicas a candida tos rea l izadas por
e lementos d a P I D E e da Leg ião Portug uesa . como a de que foi a lvo U rb a n o . no f i m
de uma sessão d e propa g a n d a elei tora l no Tea t ro Vasco S a n ta n a . em Lisboa 7 7 • m a rcam
a c a m p a n h a d a CDE que não elege q u a lq u e r d e p u tado no escru t í n i o viciado. A q u elas
acções con t ri b u e m . no e n t a n t o . pa ra a consc i e n c i a l i zação d a população e a i n iciação
de m u i tos jovens na oposição ao Estado Novo. Esse é também o ano em que adere
ofi c i a l m e n t e . e m bora de modo clandestino. ao Pa rtido C o m u n ista Portug uês.
Corro bo ra n d o nesta acção. a sua prática de vida. de generosa m i l i t â ncia pela cul t u ra .
pelo h u m a n i s m o e pela l i berdade. soc i a l . i n d iv i d u a l . existencia l .
28
Para f i n a l izar, gosta ria de deixar u m a derra d e i ra nota acerca do título e l i m i tes tem pora i s
d este texto. Por u m propósito metodológico, decidi mos reparti r estas viagens pela v i d a e
o b ra de U rb a n o Tavares Rod rigues t raça ndo um meri d i a n o a p roximadamente a meio da
vida: fins da d écad a de sessenta - i n ícios d a de set e n t a . O a lvor7 8 de u m poeta: os
primórdios e o cam i n ho para a m a t u ridade de u m escritor com u ma prosa lírica, sensua l ,
d everas plástica, qua ntas vezes d ra m á t ica , e m ecos de solidão o u e m g ritos d e com u n hã o .
Anos 4 0 . encostado a o b a rco S . Joã o .
29
1 Rodrigues, U.
T,
A Porta dos Limites (Conto: Tornada
da Primavera) , 1 952, 1 a e d . , Empresa Nacional de
20
l n Revista A . 2 3 online, nO 4 , E ntrevista p o r Ricardo
Pa u l o u ro e António Melo, 1 9- 1 0-2008,
Publicidade, p. 305.
2
l n JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, a n o XXV I I ,
http://www. a230nline. com/portal/?p= 1 49.
http://www. instituto-camoes.pt/encarte/
p.
n O 955, (Suplemento, nO 1 1 2) , 9 de M a i o de 2007;
21 Rodrigues, U.
encarte 1 1 2e.htm
22
Tornada da Primavera) , 1 952, 1 a ed., E mpresa Nacional
2
3 Rodrigues, U . T, A Porta dos Limites. (Conto:
d e P u b l icidade, p . 299.
4
ln J L - Jornal de Letras, Artes e Ideias, a n o XXV I I ,
http://www. instituto-camoes.pt/encarte/
encarte 1 1 2e.htm.
5 l n JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, ano XXV I I ,
nO 955, (Suplemento d o J L , nO 1 1 2) , 9 de M a i o de 2007;
h ttp://www.instituto-camoes.pt/encarte/
encarte I 1 2e.htm.
6 Rodrigues, U .T. , Santiago de Compostela, 1 949,
ed . , E m p . Nac. Publ icidade, I n t rodução.
7 Rodrigues, U .T. , Tempo de cinzas, 1 968, 1 a e d . ,
E d . U l isseia, p. 8 .
8 Rodrigues, U . T , Tempo d e cinzas, 1 968, l a ed . ,
E d . U l isseia.
9 Arquivos da Torre do Tombo, Processo 324/GT S C N T
9
(Apresentação).
Prémio atribuído pelo Secretariado Nacional de
I n formação.
3 Rodrigues, U.
T,
Jornadas na Europa: crónicas ,
24 Rodrigues, U. T, De Florença a Nova Iorque:
viagens, 1 963, 1 a e d . , Liv. Bertra n d , p. 1 2 .
2
5 Urbano Tavares Rodrigues é actualmente um dos
cinco membros efectivos da Classe de Letras, Secção
d e literatura e Estudos literários desta pres t i g i a d a
i n s t i t u i ç ã o q u e promove a c u l t u ra portuguesa.
2
6 Coelho, J. do P. - Posfácio. Rodrigues, U.
T,
Uma pedrada n o charco, 1 967, 3" e d . revista,
Liv. Berta n d . p . 252.
27
Idem , p. 244.
28
Rodrigues, U .
T,
Nova Cultura, 1 966,
Realismo, Arte de Vanguarda e
1"
e d . , E d . U l isseia, p. 43. Foi
reed itado em 1 978 pela Ed. Nova Crítica, com revisão
do texto e i n c l u i ndo mais seis ensaios
2
9 Rodrigues, U. T, Realismo, Arte de Vanguarda
1 404, p . 5 1 , 52. A u t o de perguntas da P I D E
e Nova Cultura, 1 966, 1 a ed . , E d . U l isseia, p. 44.
1 0 Retorna a este tema com os ensaios Teixeira Gomes
Nova Cultura, 1 966, 1 a e d . , E d . U l isseia, p. 49.
e m 1 9/ 1 / 1 968, acerca d a s u a situação militar.
e a Reacção Anti-naturalista ( 1 959) e O Algarve na
Obra de Teixeira Gomes ( 1 962; 200 1 ) .
1 1 Q u e t a m b é m se t i n h a debruçado sobre e s t e autor:
A vida romanesca de Teixeira Gomes: notas para
o estudo da sua personalidade e da sua obra ( 1 946)
1
2
l n JL - Jornal d e L etras, Artes e Ideias, a n o XXV I I ,
nO 955, (Suplemento d o J L , nO 1 1 2l . 9 de M a i o de 2007;
h ttp://www.instituto-camoes.pt/encarte/
T,
Realismo, Arte de Vanguarda e
3 1 Acrescenta na 2a edição revista. p . 52.
3
2
R o d r i g u e s , U . T , Realismo, Arte d e Vanguarda e
Nova Cultura, 1 966, 1 a ed . , E d . U l isseia, p. 4 3 .
3 3 J o r n a l Avante (clandestino), de 3 de J a n e i ro d e
1 96 2 . Artigo sobre as prisões de S a l g a d o Z e n h a ,
O r l a n d o de Carva lho, Joa q u i m Namorado, Alberto
Vilaça, Mário Vilaça e Urbano Tavares Rodrigues entre
Dias Coelho.
1 3 Isabel Fraga, escritora e tradutora.
34 Rodrigues, U. T ( I ntrod . , selec. e notas), O Alentejo:
1 4 E m bora só tenha sido publicado em 1 959.
1 5 O u t ras edições em 1 960, 1 970 (revista e com
prefácio d e Armando Ven t u ra Ferreira) , 1 97 9 e 1 99 0
( a m ba s c o m prefácio d e Fernando Namora).
1 6 Coelho, J . P. - Posfácio (e a propósito deste livro).
ln
30 Rodrigues, U .
outros. O mesmo exemplar noticia o assassínio d e José
encarte I 1 2e.htm.
Rodrigues, U. T, Uma Pedrada no Charco, 1 96 7 ,
3 a ed . , liv. Bertra n d .
Antologia da terra portuguesa, [ 1 9581. l a ed . ,
liv. Bertra n d .
35 Rodrigues, U .
T
( I ntrod . , selec. e notas),
Estremadura: Antologia da terra portuguesa, [ 1 9 6 8 1 .
1 a ed . , liv. Bertrand.
36 Clu ny, C . M . - Prefácio da Edição francesa. ln
Rodrigues, U.
T,
Bastardos do Sol, 1 966, 2a e d .
1 7 Outras edições e m 1 97 0 (com prefácio de David
revista, Liv. Bertrand, prefácio. Edição c o m estudo d e
1 8 E n t revista a Isabel Lucas, Diário de Notícias,
37 Idem .
Mourão-Ferreira) e 1 974.
26 de Agosto de 2007.
19
Baptista-Bastos _ Escombros ou a literatura
considerada como pirataria. ln Rodrigues, U.
T,
Outras edições em 1 956, 1 972 e 1 976.
Luís Francisco Rebello.
3 8 Rebello, L.
Rodrigues, U.
A noite
roxa, 1 96 7 , 2a ed. revista, Liv. Berta n d , prefácio.
30
Jornadas no Oriente: (Lisboa ­
1 958, 1 a ed . , Pub. Europa-América.
nO 955, (Suplemento do J L , n O 1 1 2) , 9 de M a io de 2007;
1a
T,
Goa e volta) , 1 956, l a ed . , Portugá l ia Ed . ,
F. - Uma nova consciência romanesca.
T, Bastardos do Sol, 1 966, 2a e d .
revis t a , L i v . Bertrand, estudo.
3 9 Idem.
ln
,
..,
Praia dos três i rmãos, Alga rve, 1965.
I
\
I
,
,
, �
�.
31
40
Gusmão, M. - Prefácio. ln Rodrigues, U.T , Obras
Volume I I , 2009, 1 a ed., Pub. Dom Quixote,
p . 1 2.
4 1 Idem, p. 1 3.
Completas,
42 De um manuscrito de U rbano Tavares Rodrigues.
Reprodução-ampliação patente nesta Exposição.
43
Lopes, O. - Um Pequeno Ensaio de Compreensão
Estrutural. l n Rodrigues, U. 1., As aves da madrugada,
1 966, 2a ed. revista, Liv. Bertrand, p. xiii.
4 4 Idem, p . xiv.
45
Vasconcelos, J . C . - Prefácio. ln Rodrigues, U. 1. ,
Nus e suplicantes, 1 978, 5a e d . revista e mod.,
L iv. Bertrand, p. 2 1 . Este prefácio foi publicado
na 3a edição.
46
Rodrigues, U. 1., Os insubmissos, 1 96 1 , la ed.,
Liv. Bertrand, p. 1 27 .
47 Rodrigues, U.T., O Tema d a Morte, 1 966, 1 a ed.
Cronos, p . 1 4 1 (Apontamentos e Confissões).
4 8 Idem,
p. 88, 90.
4 9 O segundo volume deste título sai em 1 962.
50 Encontrou-se uma referência a uma peça em dois
quadros, inspirada num poema de Eugénio de Castro,
para a RTp, em 1 957, nos Arquivos da PIDE. Essa peça
intitula-se Constança.
51
Rodrigues, U.T,
Ed. Ática, prefácio.
Noites de Teatro,
1 96 1 ,
la
ed.
52
Trata-se de um documentário autobiográfico, mas
por desejo expresso d o realizador, a ser projectado
unicamente após a sua morte.
53
Arquivos da Torre d o Tombo. Processo SC Boi
1 1 5.37 7 .
5 4 Arqu ivos da Torre do Tombo. Processo SC Boi
1 1 5 .377. Documento datado de 2 de Junho de 1 965.
55 Arquivos da Torre do Tombo, Processo 330 CI, NT
6989.
5 6 Palavras de UTR em
Reportagem, Diário de Notícias,
1 1 Maio 2002, p. 2 1 .
57 Idem,
58
p. 2 1 -22.
M useu do Neo-Realismo, Espólio de Mário
Sacramento, Correspondência (MNR/A23/6).
59
Carmo, J. P. - Crítica à Guisa de Prefácio.
Rodrigues, U . 1., Exílio Perturbado, 1 969, 2a ed.,
Liv. Bertrand, p . 1 3 .
ln
6 0 Idem,
61
p. 1 9.
Rodrigues, U. 1., Exílio Perturbado, 1 969, 2a ed.,
Liv. Bertrand, p. 279.
62 Adaptação l ivre de uma frase do referido livro
(p. 277-278).
32
63
Novela dedicada a Cardoso Pires, editada nas
Edições Tempo, em 1 962 , cuja série de ficção estava a
cargo de Alexandre Pinheiro Torres. O volume inclui o
conto Os supliciados, dedicada a Raul Rego.
64 Rodrigues, U . 1. , As máscaras
Liv. Bertrand, badana do volume.
finais,
1 963, 1 a ed.
65
Machado, A. M . , - Urbano Tavares Rodrigues ou o
«exílio« e o «reino». ln Rodrigues, U. 1., Terra ocupada,
[ 1 972], 2a ed., Liv. Bertrand, p. 1 5- 1 6.
66 Cardia, M. S. - O segredo de uma resistência. ln
Rodrigues, U . 1. , Dias Lamacentos, 1 97 2 , 2a ed. revista,
Liv. Bertrand, p. [ 1 0- 1 1 ] .
67 Sacramento, M. - [ Prefácio]. ln Rodrigues, U. 1. ,
1 974, 2 a ed., Liv. Bertrand,
p. [ 1 2] .
68 Simões, J. G . ln Rodrigues, U . 1. , Imitação da
Felicidade, 1 966, 1 a ed., Liv. Bertrand, badana.
Imitação da Felicidade,
69
Arqu ivos da Torre d o Tombo, Processo PIDE/DGS
Porto nO 22500, NT 3808, p.62. Faz referência à circular
nO 4.500 - S . R . de 4 de Novembro de 1 966 que ordena
a apreensão da obra.
70 Lourenço, E . - O último expressionista_ ln Rodrigues,
U . 1., Casa de Correcção : novelas, 3a ed., 1 987,
Pub. E u ropa-América, p . 1 8, 1 5.
7 1 Saramago, J. - Leitura incómoda. ln Rodrigues, U .
1. , Casa d e Correcção : novelas, 2a ed. revista, [ 1 97 2 ] ,
Liv. Bertrand, p . 1 1 .
7 2 Rodrigues, U . 1. , Casa de Correcção : novelas,
la
73
ed., 1 968, Liv. Bertrand, p. 1 44.
Idem,
p . 1 44, 1 45, 1 47 .
74
Rodrigues, U . 1. , Horas Perdidas : Narrativa, 1 969,
l a ed" Liv. Bertrand, p. 1 2 (Nota introdu tória de UTR)
75 Já que os seus escritos mais adolescentes, a partir
dos 1 2 , 13 anos, se perderam.
76
Autobiografia Urbano Tavares Rodrigues: O tempo
revivido, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Ano XXIV, nO
898, 2 - 1 5 Março 2005, p. 44.
7 7 Arquivos da Torre do Tombo, Processo PIDE/DGS
Porto nO 22500, NT 3808.
78 Perm itam-me uma nota pessoal. A pa lavra Alvor,
pela qual se inicia o título deste texto, não foi escolhida
por acaso. Foi perto desta terra algarvia, tão grata ao
escritor, onde há muitos anos, ainda eu era criança e
não vivíamos em liberdade, q ue conheci o Prof. Urbano.
A essas memórias infantis, acrescentam-se outras . . .
acrescentam-se o u complementam-se, porque a
delicadeza e a generosidade que tinham ficado inscritas
nas minhas recordações de menina, foram vivificadas,
com a oportunidade d e comissariar esta exposição.
33
U r b a n o Tavares Rod ri g ues a escrever à m á q u ina .
34
cal. 89
Estórias de um escritor:
vocação e ofício
{ J"
"{ J é aquilo
. . .
que sou de
. . .
Sílvia de Araújo Igreja
" S o u u m a pessoa m a i o r p o rq u e l e i o " .
U r b a n o Ta va res Rod rigues ( p o r H u g o To rres , Rascu n h o . n e t [ E m l i n h a ] , 5 N ov. 2 0 08)
E s c ri t o r j á co n sag rad o d e l a rg a a u d i ê n c i a , i nvest i g a d o r, p ro fessor u n ivers i t á r i o
e c rít i c o l i te r á r i o , U r b a n o A u g u s t o Tava res R o d r i g u e s ( L i s b o a , 6 Deze m b ro 1 9 2 3 ) ,
" h o m e m c o m u n i st a " 1 , d e fo rtes se n t i m e n t os, a u t o r p ro l í f i c o e p rest i g i a d o , c o n s t i t u i
u m a d a s referê n c i a s m a i s i n te nsas d a L i t e ra t u ra P o r t u g u esa C o n t e m p o râ n ea
dos s é c u l o s X X I X X I , t a m bé m " L , . ] d evid o à s u a post u ra m a rca d a p o r u m a
ge n e ro s i d a d e e u m a so l i d a r i e d a d e ra ríss i m a s e n t re n ó s " 2 , evoca n d o a a te n ç ã o
dos d e m a is.
"[ . . . 1
um
a l e n t e j a n o n a c i d a d e e u m c i t a d i n o n o A l e n t ej o " .
M a n u e l A l e g re ( Urbano Ta vares Rodrigues
-
5 0 Anos de Vida Literária , 2003) 3
Teve u m a i n fâ n c i a favore c i d a , a i n d a q u e se d e b at esse com a p ro c u ra do seu e u
i n te r i o r e com a a p rovação d o s seus s e m e l h a n t es , m a i s c o n c re t a m e n t e d o seu i rm ã o
M i g u e l4 I n d u b i tave l m e n t e , desta reg i ã o brotou a consc i e n c i a l i zação do a u t o r p a ra a
reve r ê n c i a e respe i to pelos seres v i vos em g e ra l , e p e l a s co isas c i rcu n d a n t e s . E s t a
vivê n c i a , com a f l o ra e a f a u n a a l e n tej a n a s , m a s t a m bé m com as perseg u i ções
a q u e a sua f a m í l i a estava s uj e i t a , const i t u í r a m o ce r n e dessa g ra n deza de a l m a ,
u m a e s t ru t u ra q u e i n f l u e n c i o u a s u a v i d a f u t u ra e conseq u e n t e m e n te a s u a o b ra
l i t e rá r i a , s o b re as q u a i s nos d e bruça rem os a p a r t i r da d é c a d a d e 7 0 :
" Po r u m l a d o, rece bi a o ra l i d a d e e a m a g i a d a s conve rsas dos c a m pon eses,
por o u t ro l a d o , t ive u m a relação m u i to p róxi m a com a n a t u reza , com o rio o n d e
a p re n d i a n a d a r, com o s cava los [ . . . ] t u d o , a l u a , as est rel a s , as á rvores , o s a n i m a i s
era m - me m u i t o fa m i l i a res. [ . . ] ao l o n g o d o s l ivros [ . . . ] q u a n d o vo l t o ao A l e n t ej o ,
cre i o q u e é q u a n d o e u e n c o n t ro u m a certa q u a l i d a d e l írica e m á g ica d a l i n g u a g e m " 5 .
N a a d o l escê n c i a c o n s t a t o u q u e " E ra o f i m d a m i n h a i n fâ n c i a [ . . ] com ecei
a t a c t e a r a v i d a , a dar p e l a s i n j u s t i ç a s soc i a i s m e s m o a o m e u l a d o , a c res c e r
e n t re c h e i ros e s o n s , visões, b e m d i f e re n t e s , m a s m i s t u r a d os, d o p a r a íso e
do i n f e rn o . S e n t i m en t o s e m g u erra n a sc i a m d e n t ro d e m i m e a os m e u s m o m e n t o s
co n t e m p l a t i v a s d o f i m d o d i a, a pós a s h o ras d e es t u d o o u os passe i o s p e l a b e i ra
do Ard i l a , a pé ou a cava l o , s u c e d i a m - se i n te r r o g a ç õ e s s e m res posta " 6 . " [ . . . ]
o q u e é b e m certo é que o prazer da escrita t e n h o - o conh ecido sobretudo
.
.
a o evocar, ao rein ventar, ao escrever o Alentejo, o que pode parecer paradoxa l,
já que a l g u m a s destas estórias [sic] são negras , dra m á t icas como o des tino do
35
povo junto a o q ual cresci e com quem abri os olhos para a vida " 7 .
C o m u m a v i d a d ivi d i d a e n t re P o rt u g a l e Fra n ç a , e n t re a s a c t i v i d a d e s d e l e i t o r,
esc r i t o r, j o r n a l i s t a , t ra d u t o r, a c t i v i s t a , n a c o m p a n h i a d a s u a m u l h e r M a r i a J u d i t e d e
C a rva l h o e d a f i l h a de a m bo s , a s u a p r i m o g é n i t a M a ri a I s a b e l d e C a rva l h o Tav a res
R o d r i g ues 8 , d e p o i s d a Revo l uç ã o , e m O u t u b ro d e 1 97 4 , a o a c e i t a r o c o n v i te
do D r. L u i s F. L i n d ley C i n t ra9, é i n t e g ra d o na F LL c o m o P ro fessor E x t ra o rd i n á ri o
do G ru po d e F i l o log i a R o m â n ica e , e m J a n e i ro d e 1 984, o b t é m o d o u t o ra m e n t o
em Letras c o m a tese M . Teixeira - Gomes: o discurso do desejo. S o b re esta
pe rson a l i d a d e m a rc a n t e h a v i a p u b l i c a d o , e m 1 960, Teixeira - Gomes e a reacção
antinaturalista , s eg u i n do-se e m 1 96 2 , O Algarve n a obra de Teixeira - Gomes . U rb a n o
Tav a res R od r i g u es c h e g a a ser c o n s i d erado " O m a i s rep u t a d o especi a l ista e m
P o rt u g a l d e M . Teix e i ra - G o m es " 1 0. J u b i l a d o , e m 1 99 3 , c o m o Professor C a te d rá t i c o
d a Fa c u l d a d e d e Le t ras d e Lisboa e h o m e n a g e a d o p e l a mesma Facu l d a d e, e m 9 d e
M a rço d e 1 99 4 , por o c a s i ã o d o seu 7 0° a n iversá r i o 1 1 , co n t i n uo u a d a r a u l as n a
U n ivers i d a d e A u tó n o m a d e L i s b o a .
N ã o s e n d o s u rrea l i s t a , sofreu i n f l u ên c i a s d o su rrea l i s m o fra n cês d e 50 q u e l e u desde
m u i to ced o . E s t a t e rá sido a sua p r i m e i ra i n f l u ê n c i a . A f i l osofia h u m a n ista está
p rese n t e n a o b ra e n o seu m o d o d e esta r p e ra n t e a vida fe i t o d e convicções,
ca m a ra d a g e m, a fect iv i d a d e e b o n d a d e , e e x t re m a m e n t e f i e l à é t i c a q u e l h e
s u s t e n t a a v i d a e a l i t e ra t u ra . A l bert C a m us, J ea n - Pa u l S a r t re ( p ri n c i pa l m e n te)
e A n d ré M a l ra u x fora m f i g u ras m a rc a n tes p a ra o a u t o r n a a d o lescê n c i a, t a n t o
q u e l ivros c o m o A Esperança o u A Condição Humana ( d este ú l t i mo) m a rc a r a m p a ra
sem p re a s u a p erso n a l i da d e e o b ra . No q u e concerne a o est i lo d a esc r i t a , ver t i d o p o r
u m a B ic 1 2, e xp l i ca q u e " L . . ] é a m i s t u ra d o est i l o d e Te i x e i ra - G o m es , u m est i l o q u e
t e m a v e r c o m o deca d e n t i s m o e o s i m bo l i s m o, o C a m i l o Pessa n h a c u j o o n i ri s m o m e
ma rcou p rof u n d a m e n te " 1 3 . O c o m e ç o de u m l o n g o e, p o r vezes, s o f r i d o p e rcu rso,
m a s consa g ra d o p e l a c rí t i ca c o m o esc r i t o r e p o r v á r i as vezes g a l a rd o a d o .
A i n d a q u e o u t ro s o faça m , d u r a n t e o reg i me d i ta t o r i a l a q u e f e z o posi ç ã o , U rb a n o
Tava res Rod r i g u es n ã o s e v ê c o m o u m esc r i t o r v e rd a d e i ra m e n t e n e o - rea l i sta ,
m a s s i m , u m esc r i t o r de resist ê n c i a :
" [ . . . ] m e s m o n esse perío d o , n u nca a b a n d o n e i ca racterís t i cas q u e n ã o são
n e o - rea l i st a s, c o m o a convicção d e q u e n ã o se pode se p a r a r o conteúdo d a f o r m a ,
q u e r d i zer, t e n h o p reocu p a ções estéticas a o n ível d a l i n g u a g e m q u e o N eo - re a l i s m o
n u n ca teve, o u t eve m u i to p o u c o . P o r o u t ro l a d o , n ã o t e n h o u m h e ró i colectivo e o s
m e us l ivros d e sa g u a m m u i t a s vezes e m z o n a s m u i t o som br i a s . E m re l a ç ã o a o povo
t e n h o q u ase s e m p re uma visão s u bject iva q u e não é p r ó p r i a do N e o - Rea l i s m o e
a p a rece a p e n a s, em certa m e d i d a , em Ca rlos d e O l ive i ra , q u e é u m Neo- R e a l ista
m u i to sui g e n e r i s " 1 4 .
O seu p e rc u rso l i te r á r i o , n ã o sendo u m h o m e m d e h á b i tos, isto é , sem u m a rot i n a
e u m s í t i o ú n i c o pa ra escrever, e m bora dest a q u e A l e n t ej o , Li sboa e Paris como l oc a i s
d e esc r i t a 1 5, pa u ta - se p e l a g r a n d e d ivers i d a d e d e g é n e ros ( poesi a , contos - u m d o s
seus g é n eros favori tos - n ove l a s , e n sa i os, ro m a n ces, esc r i t a p a ra c i ne m a e t e l evisão
e l e t ras d e c a n ções, críticas l i t e r á r i a s , d e t e a t ro ) , t e m á t ica ( a m o r, morte - não r a ro
l ig a d a ao a mo r - t e m p o , l i b e rd a d e, revo l u ç ã o ) e u m a fo n t e d e i n s p i ra ç ã o recorre n t e ,
a m u l he r :
" [ . . ] e u o l h o e o l h e i sem p re com e nca n t a m e n t o p a ra a m u l h e r. A m u l he r c o m o a m i g a ,
c o m o n a m o ra d a , co m o a m a n te . A m u l h e r f o i sem p re, pa ra m i m , u m a fo r m a
.
36
de com p re e n d e r m e l h o r o m u n d o , de i r às raízes da v i d a . A experiência da m u l her é ,
para m i m , u m a experiência erótica ou f o i m u i t o u m a experi ência erót ica , m a s a l g u mas
vezes pensei q ue estava a usar m u l he res um pouco como i ns t r u m e n tos L . . ] s u g a r t u d o
o q u e elas me pod i a m t razer de com p reensão mais a m p l a d o m u n d o " 1 6.
E n q u a nto v i g i l a nte de consc i ê n c ias, de e n t re o u t ras o b ras q u e rep rese n t a m o f u l g o r
da sua a rte no nosso p a ís e no m u ndo s ã o , n a t u ra l m e n te c o m a d evida su bject ividade
i n e re n te a q u a l q ue r escolha por e n t re t a n tas o b ras d e mérito, Desta água beberei
( 1 979) , Fuga imóvel ( 1 982) ( P ré m i o Aq u i l i no R i b e i ro da Aca d e m i a das C i ências de
Lisboa , 1 98 2 ) , Violeta e a noite ( 1 9 9 1 ) ( Prém i o Fern a n d o Na m o ra ) , consid e ra d o u m
ex-libris, A horas e desoras ( 1 993) ( Prém i o J a c i n to d o Prad o Coel h o , 1 99 3 ) , O adeus à
brisa ( 1 998), q u e Possidónio Cachapa escolheu para t í t u l o do seu f i l me, Os cadernos
secretos do Prior do Crato (2007) , o romance q u e m a i s gostou , talvez por t e r ele próprio
"L . . ] q ua l q ue r coisa de cavaleiro anda nte, desde a a d o l escê n c i a " 1 7,
A estação dourada ( Prémio C a m i l o Castelo B ra n co ) . E e n t re as o bras que foram
tra d uz i das p a ra a l e m ã o , búl g a ro, cast e l h a n o , c h eco, francês, g rego, ro m e n o , podemos
destacar As máscaras finais ( 1 967 ) , Bastardos do Sol ( 1 9 8 3 ) , Os insubmissos ( 1 98 7 ) ,
A vaga de calor ( 1 997) ( P ré m i o d a C rítica da Associação Port u g u esa de C ríti cos
Literários, 1 98 6 ) , Deriva ( 1 997) ( Prém i o L i t e ra t u ra e E colog i a do Lyons C l u b de Avei ro,
1 994) , Imitação da felicidade ( 1 999) ( Prém i o I m prensa C u l t u r a l , 1 966) , O supremo
in terdito (200 1 ) . Pa ra a l é m d a sua actividade criat iva , prefa c i o u e t ra d u z i u vários l ivros.
A última colina (2008) , foi o l ivro de contos q u e m a i s g ost o u .
Seg u n d o Sottomayor C a rd i a ( 1 973) " [ . . . ] é ta lvez p o r s e a l i me n t a r d e u m a bateria
revo l u c i o n á r i a p ró p r i a , e por isso s u bjectiva, emociona l , que u m esc r i t o r como Urbano
Tavares Rodrigues, que l e g i t i m a m e n t e a d optou como seu o termo 'escreviver',
pode n esta terra de si n g u la rida des d a r o exe m p l o vivo do q u e é a cora g e m e a
determ i nação n a l u ta [ . . . ] e a perm a n e n t e generosi d a d e de todas as h o ras"lB
U rb a n o Tavares Rod rig u es i ns p i rou-se em t rês aco n te c i m e ntos m a rca n tes
da História M u n d i a l , p a ra u m a n a rra t iva , A flor da utopia (2002) , com m u i t o de poético
e i m a g i n a t ivo, sobre as barricadas q u e surg i ram nas ruas de Paris d u ra n te a Revol ução
d e 1 84 8 , a C o m u n a de Pa ris, em 1 87 1 , e a i ns u rreição est u d a n t i l de M a i o de 1 96 8 .
"O l ivro tem i l u strações bel íssi mas de Rogério R i b e i ro , q u e expressa m o e n tusiasmo
revo l u c i o n á r i o e a d o r h u ma na, e m sintonia com o espíri to do m e u texto " 1 9.
Fo ram várias as acções q u e c o m p l e m e n ta ra m u m a ca rre i ra já de si m u l tifacet a d a , como
pres i d e n te d a Associação Portug uesa de Escritores ( 1 980/82) , m e m bro da secção
portu g uesa d o Pen C l u b , da Associação I n te r n a c i o n a l d os C ríticos Literários, d a
Associação Port u g u esa de L i t e ra t u ra Compara d a , d a Aca d e m i a d a s Ciências d e Lisboa
(mem b ro correspo n d e n t e e posteriormente mem b ro efectivo) , d a Aca d e m i a B rasi l e i ra de
Let ras e d a Aca dém ie E u ropéenne des Sci ences, d es Arts et des Lett res, i n t e g ro u o júri
do Pré m i o C írcu lo d e Leitores e p roferiu i n ú meras co nferências, sobret u d o nos a n os 80,
em conseq u ê n c i a d a sua actividade doce n t e . E m 1 99 2 , j u n t a m e n t e com J osé Saramago,
Arm i n d o Mag a l hães, Ma n u e l d a Fonseca , foi u m dos fu n d a d o res d a Fre n t e Nac i o n a l para
a Defesa da C u ltura ( F NDC) .
A " pe q u e n a c a i xa m á g i c a " n ã o passou desperceb i d a ao escri tor. Red i g i u p a ra a televisão
o t exto d e um fi l me sobre Aq u i l i n o R i b e i ro , viu a sua n ovela Impossível evasão passad a
para o c i n e m a por E d u a rdo G e a d a e participou n o g u iã o d a série t e l evisiva Retalhos da
vida de u m médico . S o b re U rb a n o Tavares Rodrigues, Poss i d ó n i o C a c h a p a rea l izou u m
docu m e n t á ri o , O adeus à brisa, e An t ón io Casta n h e i ra rea l i z o u Memória das
37
U R BA N O TAVA R E S R O D R I G U E S
cal.
Ca rtão dirigido a José Ferreira M o n t e .
URBANO TAVARES RODRIGUES
•
Imitação da Felicidade
1 966. 1
a
ed. Liv. Bertrand
Obra a p re e n d i d a p e l a P I D E
_
38
cal.
224
119
pa lavras - Urbano Tavares Rodrigues, c u j a v e r s ã o f i n a l e s t re o u n o d i a 1 2 d e M a i o
d e 2 0 0 9 n a B i b l i o t eca - M u s e u R e p ú b l i c a e R e s i s t ê n c i a , e m L i s b o a . Q u a nd o f o i p reso
e m 1 96 3 (4 d e Deze m b ro) , p o r a c t i v i d a des s u bvers ivas, n u m a cela d o A l j u b e , o n d e
f o i t o r t u ra d o , a c u s a d o de pertencer à s J u n t a s d e Acção Pa t r i ó t i ca ( p e r t e n c e u a o
M U D - M ov i m e n t o de U n i d a d e D e m o c rá t i c a , t a m b é m m o d e ra d os n ã o - c o m u n i stas) ,
c h e g o u a c r u z a r-se com M a n o e l de O l i ve i ra . O c i n e a s t a re p a ro u q u e o e s c r i t o r a i n d a
t i n h a os a t a c a do res n o s s a p a t o s , e i sso a p a rece n o f i l m e Visita - Ou Memórias e
C o n fissões re a l i z a d o p o r M a n oe l d e O l i ve i ra e m 1 9 8 2 , n o q u a l U rb a n o p a r t i c i p o u ,
como actor - fazendo o p a p e l d e s i próprio - a t é h o j e n ã o comercial izad0 2 0
F o i t a m bé m u m p r o f íc u o j o rn a l i s t a . C o m o b reve referê n c i a do s e u l o n g o p e rc u rs o ,
m e n c i o n a m o s a s u a c o l a b o ra ç ã o c o m i n ú m e ra s e d i t o ra s e m p e n h a d a s n u m a a m p l a
d i fu s ã o d e textos d e a l c a n ce s o c i o l ó g i c o , c í v i c o e i n fo r m a t i v o , e n t re a s q u a i s o
B u lletin des É tudes Portugaises, Colóquio- Letra s , JL-Jorn a l de Letra s , Artes e
Ideias , Vértice, Nouvel Observateur, Seara Nova , Prelo e Inova , t e n d o s i d o
d i re c t o r d o j o rn a l E urop a : Jorn a l de Cultu ra , red a ct o r p r i n c i p a l d o J o rnal d e Le tras
e Artes e j o r n a l i s t a de O Século e de O Diário de Lisboa . Os s e u s a rt i g os
c a p t a r a m e d esc reve r a m os a c o n t e c i m e n t o s de Port u g a l e do m u n d o p o r v á r i a s
d éca d a s , e s t e s d o c u m e n t o s s o c i a i s s ã o a u t ê n t i cos re l a t o s p a ra a s g e ra ç õ e s
futuras.
A s s u a s o r i g e n s l eva m - n o a p a l m i l h a r a h i s t ó ri a , o p o v o , a s u a h e ra n ç a c u l t u ra l
e n a t u ra l , a s u a imago m un d i , e a t r a n s p ô - l o s p a ra a s u a o b ra , n u m a d i m e n s ã o
u n iv e rs a l i s t a . E , d es t a form a , a b i o g ra f i a d o escri t o r c o n f u n d e - s e c o m a d o p a ís ,
n a l u t a i nc e s sa n t e p e l a l i be r d a d e n o E s t a d o N ov o , o e s p e c t ro d a ce n s u ra ,
os e n c a rcera m e n t o s , a revo l u çã o d e 25 d e A b r i l d e 1 9 7 5 : " [ . . . ) q u e r n o m e u
c o m p o r t a m e n t o p o l í t i c o , q u e r n o s m e u s l iv r o s , q u e f a z e m p a rte d e m i m e d a m i n h a
.
visão d o mundo [ . . . ) "21
"Se o texto lit erário reflecte a vida, t a m b é m se prop õ e , n a l g u n s casos,
p elo m e n o s , n ela interferir, tra n s fo rm a n do - a ".
U rb a n o Ta va res Rod r i g u e s (Ensaios de Escreviver, 1 9 7 8 , p . 1 8 8 )
F e r n a n d o D a c o s t a re f e re q u e " N a v a n g u a rd a d a o po s i ç ã o à d i t a d u r a , à c e ns u ra ,
à c l a u s u ra , à u s u ra d o s a l a z a r i s m o , [ U rb a n o Tava res R o d ri g u es ) s e rv i u - s e , c o m o
n i n g u é m , d a e s c r i t a , d a p a l a v ra , d a c o ra g e m p a ra defe n d e r a s s u a s u to p i a s ,
p o ss u i n d o u m d o m í n i o c r i a t i v o e i m a g i n a t i v o s e m p a ra l e l o . E l e n ã o escreve ( é dos
ra ros a fazê-lo) com imagens m a s com p a l a v ra s , rec u pera nd o - l hes, restit u i nd o - l h es a
resson a n t e g ra n d i os i d a d e q u e elas têm na n ossa c u l t u ra . É dos poucos q ue s a b e q u e a
escri t a representa a ú l ti ma t r i n c h e i ra da l i b e rd a d e porq ue n ã o é, como a i m a g e m ,
m a n i p u l a d a pelos poderes i ns t i t u ídos - d a í a s u b a l te r n i d a d e a q u e foi vot a d a " 22 .
P o r v e z e s , a H i s t ó r i a a s s e m e l h a - s e a u m l o op 23 de a c o n t e c i m e n t o s , o n d e o
p a s s a d o se c o n f u n d e com o p re s e n t e e v i c e - ve rsa . U m loop reves t i d o ,
n a t u ra l m e n t e , de o u t r a s n u a n c e s , m a s a s a n a l o g i a s s ã o i n e g á v e i s , o u n ã o f o s s e m
a s m e n t a l i d a d es o ú l t i m o red u t o , a res i s t ê n c i a d e rra d e i r a .
P o d e m o s c o n s t a t a r p e l o s i n ú m e ros e s t u d o s c o n c e r n e n t e s à s d é ca d a s d e 3 0 a 7 0 ,
q u e a s a cç õ e s q u e m a i s m a rc a ra m a m e m ó r i a d o povo p o r t u g uês fora m a c e n s u ra
e u m a P o l íc i a I n t e r n a c i o n a l d e D e fesa d o E s t a d o ( co m u m m e n t e d e s i g n a d a P I D E ) ,
p o rq u e o m n i p re s e n t e e c o m g r a n d e p o d e r, s e m e o u o t e rro r, o m e d o e o s i l ê n c i o ,
39
r e p r i m i u q u a l q u e r o po s i ç ã o p o l í t i c a e x p ress a , ou s o m e n t e s u s p e i t a , ao reg i m e ,
s e m c r i t é r i o s v e ros í m e i s . E , a q u e l e s q u e a p o i av a m o u p e rt e n c i a m a o rg a n i za ç õ e s
q u e d e fe n d i a m a l u ta a rm a d a c o n t ra o R eg i m e o u q u e t i n h a m l i g a ções à s p o t ê n c i a s
i n i m i g a s d e Po r t u g a l era m p o r v e z e s t o r t u ra d o s e d e t i d o s e m p ri s õ e s ,
n o m e a d a m e n t e n a P r i s ã o d e Pe n i c h e e n a P ri s ã o d e C a x i a s , e e m c a m p o s
d e c o n c e n t r a ç ã o , c o m o n o c a s o d o Ta rra fa l . E x p e r i ê n c i a q u e U rb a n o Tav a res
R o d r i g u e s v i v e n c i o u p o r t rês vezes , n u nca i n d o a j u l g a m e n t o : " E t e n h o p a g o
p o r i s s o . Pa g a - s e s e m p re q u a n d o se l u t a co n t ra a c o r re n t e " 24 " Te n h o n a re t i n a
a s i m a g e n s d a perseg u i çã o " 25 .
U r b a n o Tav a res Rod rig u es foi p o l i t i c a m e n t e a c t i v o . S ã o v á r i a s as refe rê n c i a s
a o a u t o r n o s a u t os d a P I D E ( q u e re m o n t a m aos f i n a i s d a d é c a d a d e 40) q u e r sej a m
r e l a t os d a s s u a s act i v i d a d e s , q u e r sej a m esc u t a s t e l efó n i cas o u a p re e n s ã o
d e c o r res p o n d ê n c i a .
O s e u e nv o l v i m e nto act ivo res u l t o u , em 1 95 9 , n o afast a m e n t o d a docê n c i a
d a Facu l d a d e d e Let ras d e L i s boa 2 6 , à q u a l v i r i a a reg ressar p r i m e i ro e m 1 9 7 4 , c o m o
P rofessor E x t r a o rd i n á r i o ; d e p o i s em 1 98 4 , p o r c o n c u rso, q u a n do é i n te g r a d o n o
q u a d ro d a F L L c o m o p ro fessor asso c i a d o ; e e m 1 99 3 , c o m o Professor C a t ed rá t i c o .
N e m o c á rc e re a fa s t o u a p a l avra escr i t a , o u t a lvez i n s p i ra d a p o r e l e , p o rq ue foi
em tais c i rc u n s t â nc i a s que o autor escreveu Con tos da solidão ( 1 9 7 0 ) e m papel
h i g i é n i c o . G ue d e s d e A m o r i m escreveu no Século /lustrado : " Se m p re o ri g i na l , s e m p re
perf e i t o , s e m p re co m p l e t o , U rba n o Tava res R o d r i g u e s d á - n o s , em Contos da solidã o ,
a l g u ns dos m e l h o res c o n tos da s o l i d ã o d o h o m e m d e h oj e " . A s rá d i os Portugal Livre,
Voz da Liberdade, Rádio Moscovo , c h eg a ra m a a n u n c i a r, e m d iversas e m i ssões,
a s u a d e t e n çã o e so l t u ra 2 7 M a s t a m bém o Le Monde e o Jorn al do Brasil
m o s t ra ra m - se a t e n t os à s v i c i s s i t udes d e s u m a n a s por que passava o escri t o r2B
" O a m or e o e ro t i smo, a par do A l e n t ejo, do ideal revo l u c i o n á r i o ,
d a resi s t ê n c i a e d o com p ro m e t i m e n t o soc i a l e político, s ã o u m legado f u n d a m e n t a l p a ra c o m ­
p re e n d e r Port u g a l a n t e s e depois do 25 d e A b ri l " .
M a n u e l Aleg re (Urbano Tavares Rodrigues - 5 0 Anos de Vida Literária, 2003)
E n q u a n to c i d a d ã o a c t i v o , e m 1 97 0 a d e re ao C o n s e l h o M u nd i a l d a Paz; vê - se
i m p e d i d o , p e l a P I D E , de v i s i t a r a U n i ã o Sovi é t i ca (vi r i a a conseg u i r em 1 9 7 3 ,
a o c o n t rá r i o d e Alexa n d re C a b ra l , A u g u s to A b e l a i ra e Al exa n d re B a bo 29 ) ; em 1 9 7 3 ,
f o i c a n d i d a t o s u p l e n t e , p o r L i s boa , a d e p u t a d o n a s e l e i ções l e g i s l a t iv a s , i n te g r a d o
nas l i s t a s d a C O E ; em 1 97 4 , v i a j o u c l a n d est i n a m e n t e a Sóf i a , B u l g á r i a ; a i nd a
n o m e s m o a n o , a 9 d e A b r i l de 1 9 7 4 , ass u m i u a d efesa d e Ca rlos Co u t i n h o , e n t ã o
p rese n t e n o Tri b u n a l d a Boa - H o ra , e m L i s boa , p o r p rofess a r i d e i a s c o n t rá ri a s a o
reg i m e30; e e m 1 97 5 , ca n d i d a t a - s e a d e p u t a d o à Ass e m b l e i a C o n s t i t u i n t e p o r L i s b o a ,
i n teg ra d o n a s l i stas do P C P. Se a t é à d é c a d a de 60 e ra t i d o como u m s i m pa t i za n te
pe l a s i d e i a s a n t i - s i t u a c i o n i s t a s , em 1 9 64 e ra i n d i c a d o como p rofessa n d o i de i a s
c o m u n i s t a s3 1 .
No E st a d o N ov o - Fasc i s m o , u m serviço de c e n s u ra p révia às p u b l i ca ções
peri ó d i c a s , e m i ssões d e rád i o e d e t e l evisã o , e de f i sca l i zaçã o d e p u b l i ca ções
não p e r i ó d i c a s n aci o n a i s e e s t ra n g e i ra s , p roteg i a perm a n e n t e m e n t e a d o u t r i n a
e i d eo l o g i a d o reg i m e d i t a t o r i a l e d e fe n d i a a m o r a l e os b o n s cos t u m e s . A o b ra
d o e s c r i t o r n ã o esca pou i l esa à cen s u ra a pe r t a d a 3 2 . E x e m p l o d isso m e s m o s u c e d e u
40
D i sc u r s a n d o n u m c o m í c i o do M D P/C D E , a p ó s o 25 de A b ri l .
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Declaração e n q u a n t o c a n d i d a t o
às e l eições p e l a C D U .
c a t . 1 29
41
c o m o s e u ro m a n ce Imitação da felicidaqe ( 1 966 ) , a p re e n d i d o p e l a P I D E
e m c u m p r i m e n t o d a " C i rc u l a r- C o n fi d e n c i a l N . � 500 - S . R . " d e 4 d e Deze m b ro
d e 1 96633, e q u e só v i r i a a s e r p u b l i ca d o a pós o 2 5 d e A b r i l de 1 97 4 ( re c e b e u o
P ré m i o d a I m p rensa C u l t u ra l ) e com a Redescoberta da Fran ça ( 1 9 7 3 ) : " D u ra n t e
m u i t o t e m p o o m e u n o m e foi a fa s t a d o dos m e i o s de c o m u n i c a ç ã o , a té q u e a i d a d e ,
o p re s t í g i o , o facto d e n ó s d e ixarmos de s e r perigosos [ . . . ] Tu d o i s s o f e z c o m
q ue m e dessem a te n ç ã o " 3 4 . A p ó s o 25 d e Abri l , s e g u e pa ra o p r e l o
Pala vras de combat e , o seu p ri m e i ro e n s a i o p o l ít ic o , p u b l i c a d o e m 1 97 5 .
S e g u n d o L u ís H u m berto M a rc o s , D i rector d o M u seu N a c i o n a l d e I m p re ns a ,
"A c o n sc i ê n c i a d e mocrá t i ca a i n d a é re l a t iv a m e n t e frá g i l e m m u i tos d o s q u e v i v e r a m
o 2 5 d e A b r i l . [ . . ] o l ivro "O E va n g e l h o S eg und o J e s u s C ri s t o " d e S a ra m a g o ,
o " Ca s o M a rc e l o " [ . . ] exe m p l i f i c a m s i t u a ções q u e a me a ç a r a m o p l e n o exercício
d a l i be rd a d e d e i m p re n s a [ . ] A l i berdade d e i m p re n sa co rre s e m p re riscos q u a n t o
m e n os c i m e n t a d a es t i v er a c o n s c i ê n c i a d e m oc rá t ica " 35 . E s t a s p a l av ra s
pod e r- s e - i a m a pl i c a r a o u t ros sectores d a socied a d e .
O l e g a d o d estes factos h i s t ó ricos p re n d e - se com u m a c o n sc i ê n c i a co m u m , u m a
d et e r m i n a ç ã o d e m u d a r o m u nd o , e e n q u a n t o c i d a d ã o , c o m a s e l e i ções d o 25 de A b r i l
p a ra a Ass e m b l e ia d a R e p ú b l i ca , U rb a n o Tava res R o d rig ues a c re d i tava
q ue "[ . . ] não será posta e m causa, nem traída, decerto, uma constituição
.
.
.
.
.
democrá tica e a van çada, que consagra as nacionalizações, a reforma agrária, o
con trole operário, as liberdades que conquistámos e pelas quais nos bateremos,
todos os democratas que lutámos con tra o fascismo antes e depois da g loriosa
a rran cada dos capitães do MFA" . M a s em n o t a corr i g e : "É com mágoa que,
n a Prima ve ra de 1 9 7 7 , ao rever este texto, constato que o meu optim ism o de um
ano a n tes está a ser desmen tido pela realidade " 36 . Afi n a l , a s l i b e rd a d es não são
d ad os a d q u i ri d o s , h á que l u t a r por e l a s , c o n s t a n t e m e n t e .
Afi r m a t a m b é m q u e q u a n d o fa l a e m d e m oc r a c i a s , n ã o fa l a " [ . . . ] e m fa l s a s
d em ocraci a s , c o m o a c h o q u e neste m o m e n t o é a n ossa , m a s n u m a d e m oc rac i a ,
p o r exem p l o , c o mo a q u e foi p ra t i ca d a e m Porto Aleg re q u a n d o h o u ve a u n i ã o
d o PT e d o P a rt i d o Com u n i s t a dos Tra b a l h a d o res [ . . . ] " 37 .
E s t e s e n t i m e n t o ref l ec t e - se p a r t i c u l a r m e n t e n ' Os cadernos secretos do Prior
do Cra t o ( 2007 ) , so b re o q u a l o a u t o r c o m e n t a " [ . ] Port u g a l e s t á n u m a
d ec a d ê n c i a ext re m a . Perd em o s o o rg u l h o , o s e n t i m e n t o p a t r i ó t i c o . O P r i o r
d o C ra t o l ev a n t a t u d o i s s o [ . . . ] u m herói d e causas p e rd i d a s , c o m o eu f u i
n a l u t a d u ra n t e a m i n ha v i d a tod a , d u ra n t e o fasc i s m o e , d e p o i s , l u t a n d o
p o r u m a d e m o c r a c i a ava n ça d a , a ca m i n h o do soci a l i s m o " 3 8 .
U rb a n o Tav a res Rod r i g u es a c red i tou p rof u n d a m e n te no g ra n d e s o n h o
d a f ra t e r n i d a d e q u e l ev a ra ( e ta l vez u m d i a l eve) à c o n s t ru ç ã o d o s o c i a l i s m o c o m o
q ue n u m s e n t i d o de existê n c i a : " [ . . ] e s t i v e s e m p re a o l a d o d os q u e l eva m
p a n ca d a . E est a rei a té ao f i m da v i d a , do l a d o dos fracos c o n t ra os fo rtes " 3 9 .
D e p o i s do 2 5 d e Ab r i l , o n d e re i n ou na s u a escrita u m período m a i s o p t i m i st a , os seus
ú l t i m os l iv ros a c u s a m u m flash back à l i t e ra t u ra d e c o m b a t e e de p e rc e p ç ã o
d a rea l i d a d e , m a n i f e s t a d a e m termos d a i n t e rroga ç ã o a ng us t i a d a sob re a c r i s e
d e va l o res d o a m bi e n t e d e f i m d e sécu l o , e p re s e n t e nos rom a nces O supremo
interdito ( 2 000) e Nunca diremos quem sois ( 2 0 0 2 ) e n o conto God Bless America !
( 20 0 3 , p o r t e r e s t a d o no I ra q u e ) :
" H o j e , t u d o é d i fere n t e , n u m a d e m ocra c i a rep res e n t a t iva q u e a s s u m e t e o r i c a m e n t e
. .
.
42
a defesa d a s l i berdades e asse g u ra de facto a l g u m a s na p r á t ica , m a s s e g u e o m o d e l o
econó m i co d o c a p i t a l i s m o neo - l i b e ra l , q u e g era d e s i g u a l d a d e , m i séri a , co rru pçã o ,
c ri m e e a d o rm ece as consci ê n c i a s . O o p o rt u n i s m o , p o r u m l a d o , e , p o r o u t ro ,
o e g o í s m o d a c o m p e t i ç ã o fre n é t ica e a â ns i a d e d i n h e i ro e s t ã o a d e g ra d a r o p r ó p r i o
e s t i l o d e v i d a port u g u ê s , à s e m e l h a nç a d o q u e se p a s s a e m q u ase t o d a a E u ro p a ,
c o m a a g rava n te do a b i s m o q u e há em Port u g a l en t re o s ren d i m e n t os d o c a p i t a l
e o s d o t ra b a l h o " 4o
A i m po r t â n c i a da s u a o b ra e s t á e x p l a n a d a nos d iversos t e s t e m u n hos e sessões
de h o m e n a g e m q u e lhe s ã o d e d i c a d os e m vida p o rq u e , como b e m refe r i u Possi d ó n i o
C a c h a p a , " É t e m po de c o m e ç a r a h o m e n a g e á - l o s [ a os escri t o res] e m v i d a " 4 1 .
P a ra a l é m dos p ré m ios à o b ra , em 2000 v i r i a a receber da M a i ri e de Pa r i s a m e d a l h a
d a Vi l l e d e Pa ris, a i n d a nesse a n o , foi - l he a t ri b u íd o o Pré m i o Consagração d e Ca rrei ra
p e l a Soc i e d a d e Port u g u e s a de A u t o res e, em 2 0 0 2 , a Assoc i a ç ã o Port u g u e s a
d e E s c ri t o res d i st i n g u i u U rb a n o Tava res R o d r i g u es com o G ra n d e Pré m i o V i d a
L i t e rá r i a A P E/CG D " [ . . . ] p o r u m a v i d a i n t e i ra me n t e d o a d a à l i te r a t u r a , c o m
p a rt i c u l a r rel evo nos d o m í n i os d a f i c ç ã o e d o ensa ísm o , re l eva n d o , a este p ro p ó s i t o ,
a extrema l u c i d ez e g e n e ros i d a d e com q u e , e m m a i s de m e i o séc u l o , s e m p re l e u os
a u t o res d e s u cess ivas g erações " 4 2 . Em 200 3 , c o m e m o rava 50 a n os d e vida l i t e r á r i a .
Foi t a m bém a g raciado c o m o G ra u d e C o m e n d a d o r d e d u a s ordens m u i t o i m p orta ntes,
n om e a d a m e n t e a 20 d e J a n e i ro d e 1 994 rec e b e u do Pres i d e n t e d a Re p ú b l i ca M á r i o
S o a res a O rd e m d o I n fa n t e D . H e n r i q u e e a 1 0 de J u n h o ( D i a d e Port u g a l ) d e 2 0 0 8 ,
e m V i a n a d o C a s t e l o , U rba n o Tava res Rod r i g u e s rece b i a d o Pre s i d e n t e d a R e p ú b l i c a
Cavaco S i lva , a G rã - C r u z d a O rd e m d e Sa n t ' l a g o d a E s pa d a43.
A p a r e passo com um d o s períodos mais con f l i t u osos d a H i s t ó r i a d e Po rt u g a l , como
o foi o Estado Novo, U rb a n o A u g u sto Tava res Rod r i g u e s , " u m a rt i s t a q u e s e m se
t ra i r d e ci d i u q ue a s u a obra seg u i sse p o r novos ca m i n h os L . . ] d e u a m u i t os
escritores u m a l i ç ã o de c o m o é possível conci l i a r a rte e a m o r p e l os h o m e n s " 44 ,
d esej os d e l i be rd a d e , s o l i d a ri e d a d e e es pera n ç a q u e m a n t é m a t é h o j e e q u e a i n d a
sonha ver c u m pridos:
" E n a d a m a t a em m i m os s o n h o s d e s e m p r e , d e q u e os m e u s l ivros e s t ã o c h e i o s
t a m b é m . O t e m p o m u d o u - m e , c o m o a t o d a a g e n t e , e d e u - m e a l g u m a e x p e ri ê n c i a ,
a t é d a d o r e d o d es e n c a n t o , m a s c o n t i n u o r i g o rosa m e n t e f i e l a o s m e u s v a l ores
esse n c i a i s , a l i be rd a d e e a j u s t i ç a soc i a l , q u e d es e j o a i n d a ver h a rm o n i o s a m e n t e
u n i d a s n u m a s o c i e d a d e b e m d i fe r e n t e d a d e h O j e " 45.
U rb a n o A u g u s t o Tav a res R o d r i g u e s ( Li s b o a , 1 92 3 ) co n t i n u a a vive r f i e l a o s s e u s
p r i n c í p i o s , i m u tável n os s o n h o s m a i s l i n d os d e a m o r s i n c e ro p e l o h o m e m ,
n a c o m pa n h i a da s u a m u l h e r, A n a M a ri a S a l va d o , m é d i ca de p r o f i s s ã o ( c a s a d o s
d e s d e 1 9 d e S e t e m b ro 2 0 0 2 ) , e d o s e u f i l h o A n t ó n i o , a g o ra c o m t rês a n o s :
" U m e n c a n t a m e n t o m u i t o g ra n d e [ . . . ] " 46, " [ . . . ] a m i n h a m e l h o r o b ra " 47.
43
1 "Entrevista a Urbano Tavares Rodrigues: o
Comunismo da União Soviética nunca mais regressará "
(conduzida por Isabel Lucas e Paulo Spranger),
i n Diário de Notícias. DN Artes (26 Ago. 2007)
2
" U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia e a
palavra", in Café Literário [ Em linha], (1 Ago. 2004)
3
Santos, José da Cruz, Coord . , Urbano Tavares
Rodrigues - 50 Anos de Vida Literária, 2003.
4 Urbano Tavares Rodrigues, Casa de correcção, 1 968
5 'A casa da minha infância" (por U rbano Tavares
Rodrigues), in Seixo Review: Revista Semestral
de Artes e Letras [ E m linha ] , a. 2, n.o 6
6 Idem
7
U rbano Tavares Rodrigues,
Estórias alentejanas,
1 977
Rodriguesl [ M a nuscrito], Lisboa, 5 Jun. 1 974
1 ° Fernando J . B . Martinho, Romântica , 3, p. 222
1 O acto simbólico d e "a última aula d o professor"
não foi perpetrado pelo autor " ( " . ) como reacção ao
facto de o Estado não lhe ter contado para a reforma
o tempo em que, por motivos políticos, esteve impedido
de dar aulas, os longos anos que mediaram entre o final
dos a nos 50 e o 25 de Abril de 1 974", in JL: Jornal
de Letras, Artes e Ideias, n.o 338 (8 Mar. 1 994)
1 2 A caneta Bic (criada no fim da década de 30,
I
i nícios de 40) é a ferramenta que o autor mais gosta
para escrever no papel.
1 3 "Entrevista a Urbano Tava res Rodrigues" (conduzida
14
Online
1 5 " U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia
e a palavra", i n Café Literário [Em linha ] , ( 1 Ago. 2004)
1 6 " E ntrevista a Urbano Tavares Rodrigues:
o Comunismo da União Soviética nunca mais regres­
sará" (conduzida por Isabel Lucas e Paulo Spranger), in
Diário de Notícias. DN Artes (26 Ago. 2007)
1 7 Idem
1 8 " U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia e a
palavra " , in Café Literário [ Em linha], (1 Ago. 2004)
1 9 "Nos 50 anos de vida literária" (conduzida por Leonel
Gonçalves), in Avante [Em linha ] , n.o 1 5 1 1 ( 1 4 Nov. 2002)
2 0 " U rbano Tava res Rodrigues: biografia",
in Direcção Geral d o Livro e das Bibliotecas [ E m linha],
(Jun. 2004)
2 1 " N os 50 anos de vida l i terária" (conduzida por
44
no ANTT. Cód. Ref" PT-H-PIDE/ E/ 1 0/ 1 33/ 26457
(PIDE/DGS, SC, BOL 1 1 5377)
27
Processo de Urbano Tavares Rodrigues acessível
no ANTT. Cód. Ref" PT-H-PIDE/ E/ 1 0/ 1 33/ 26457
(PI DE/DGS, SC, GT 324, NT 1 404)
28
Processo de Urbano Tavares Rodrigues acessível
no ANTT. Cód. Ref." PT-H- PIDE/ E/ 1 0/ 1 33/ 26457
(PIDE/DGS, SC 320, CI (2), 1 ° volume)
29 ln Expresso, ( 1 2 Maio 1 973)
30
Alegação no Tribunal da Boa-Hora [Manuscritol.
[9 Abr. 1 9741. Acessível no Museu do Neo-Realismo, em Vila
Franca de Xira, Portugal. Cota: MNR A9/ 1 0. 1 / Cx. 5-N.o 1
31
Processo de Urbano Tavares Rodrigues acessível
no ANTT. Cód. Ref." PT-H-PIDE/ E/ 1 0/ 1 33/ 26457
(PIDE/DGS, SC, BOL 1 1 5377)
32
Urbano Tavares Rodrigues refere as perseguições
políticas de que é alvo num cartão escrito dirigido
a José Ferreira Monte em 9 de Janeiro de 1 960
33 Processo de Urbano Tavares Rodrigues acessível
no ANTT. Cód. Ref." PT-H- PIDE/ E/ 1 0/ 1 33/ 26457
(PI DE/DGS, SC 320, CI (2) 1° volume)
3 4 " E ntrevista a Urbano Tavares Rodrigues"
(conduzida por Isabel Lucas e Paulo Spranger), i n Diário
(26 Ago. 2007)
35
"25 de Abril: Fraca consciência democrática pode
de Notícias. DN Artes,
Idem
Leonel Gonçalves),
( 1 4 N ov. 2002)
Leonel Gonçalves), in Avante [Em linha], n.o 1 5 1 1
( 1 4 N ov. 2002)
25
"Tenho na retina as imagens da perseguição"
(por Urbano Tavares Rodrigues), in Diário de Notícias,
(4 Abr. 1 998), p. 6
26 Processo de Urbano Tavares Rodrigues acessível
8 Maria Isabel de Carvalho Tavares Rodrigues viria a ser
educada pelos pais de Urbano Tavares Rodrigues em
Portugal e, enquanto filha e neta de escritores, mais tarde
abraçou a profissão dos progenitores,
a palavra escrita.
9 [Carta d e Lui s F. Lindley Cintra a Urbano Tavares
por Ricardo Paulouro e António Melo), in A23
[ Em linha ] , ( 1 9 Oul. 2008)
22
" U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia
e a palavra " , in Café Literário [Em linha], ( 1 Ago. 2004)
23
Palavra inglesa que originalmente significa "aro " ,
"anel" o u "sequência", e q u e n o contexto da língua
portuguesa é usada com este último s i g n i ficado.
24 " Nos 50 anos de vida literária" (conduzida por
in Avante
[Em linha], n.o 1 5 1 1
pôr em causa a liberdade de imprensa" (conduzida por
Patrícia Posse) , in Jornalismo Porto Net [ E m linha],
(25 Abril de 2007)
36
Urbano Tavares Rodrigues, Elegia à esperança,
1 970, p. 83
3 7 "Entrevista a Urbano Tavares Rodrigues"
(conduzida por Isabel Lucas e Paulo Spranger),
in Diário de Notícias. DN Artes, (26 Ago. 2007)
38 Idem
39
" U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia
e a palavra", in Café Literário [Em linh a ] , ( 1 Ago. 2004)
40 " N os 50 anos de vida l i terária" (conduzida por
Leonel Gonçalves), in Avante [Em linha ] , n.o 1 5 1 1
( 1 4 Nov. 2002)
4 1 " Especial visões d o Sul" (entrevista a Possidónio
Cachapa conduzida por Hugo Torres), in Rascunho.net
[Em linha], (05 Nov. 2008).
Contos da solida o
1 97 0 . 1 a e d . Liv. Bertrand
cal. 1 91
45
42 " U rbano Tavares Rodrigues: entre a utopia e a
palavra", in Café Literário [Em linha), ( 1 Ago. 2004 )
4 3 " U rbano Tavares Rodrigues recebe Santiago e
Espada" (conduzida por Francisco Almeida Leite),
i n Diário de Notícias [Em linha), ( 5 Jun. 2 008 )
44 Augusto Abelaira ( 1 958 ) , apud "Urbano Tavares
Rodrigues: entre a utopia e a palavra " , in
[ E m linha), ( 1 Ago. 2 004)
Café Literário
4 5 "Nos 0 anos de vida literária" (cond uzida por
5
Leonel Gonçalves), in Avante [Em linha), n.o 1 5 1 1
( 1 4 Nov. 2 00 2 )
4 6 " U rbano Tavares Rodrigues: a voz do escritor " ,
in Lusografias: retalhos de
[ E m linha ) , ( 2 1 Jun. 2 008 )
língua portuguesa
4 7 Comentário proferido por Urbano Tavares Rodrigues
na homenagem feita ao a u tor pela Bibl ioteca Nacional
de Portugal, a 1 3 de Maio de 2 00 9
A Flor da Utopia
2003. 1 a ed. Ed. ASA
I lustrações de Rogério
46
R i b e i ro
La /leur d 'utopie
Urbano Tavares Rodrigues
Tra d ução f r a n c e s a . 2007
cal , 281
La fleur d'utopie
A flor da utopia
Nouvelles traduitcs du portugais
par João Carlos Vitorino Pereira
, nll/
tfármattan
L
Palavras de combate
1 97 5 . 1 " e d . Seara Nova
cal. 1 23
47
R E F E R ÊNCIAS B I BLIOGRÁFICAS
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[ Manuscri to).
[9 Abr. 1 974). Acessível no Museu do Neo-Realismo,
em Vila Franca de X i ra, Portugal. Cota: MNR A9/
1 0 . 1 / Cx. 5-N.o l
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Elegia
Rodrigues:
•
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1 33/ 26457, PIDE/DGS, SC, BOL 1 1 5377
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urbano- tavares-rod rigues-a -voz-do-escritor-4/
49
50
Cinza e rosa no eixo do real
Nuno Júdice
Q u a n d o fa l a m o s em n e o - rea l i s m o , e s t a m o s a co b r i r c o m e s t a d e s i g n a ção
um co n j u n t o de a u t o res e d e o b ras q u e , a p a r t i r d a d é c a d a de q u a re n t a d o séc u l o
X X a t é à déca d a d e sesse n t a , i n s c revem u m p ro j e c t o d e re l a c i o n a r l i t e ra t u ra
e h i s t ó r i a de u m a f o r m a e m p e n h a d a , e m f u n ç ã o d e u m d e s e j o de t ra n s fo r m a ç ã o
revo l u c i o n á r i a d a s o c i e d a d e c u j a s i nj u s t i ça s s ã o d e n u n c i a d a s . As c o n d i ções
d a é poca , e m q u e uma c e n s u ra d u p l a se exerc i a , exte r i o r m a s t a m b é m i n t e r i o r,
d a d o q u e o e s c r i t o r s a b i a q u e t i n h a de c i rc u n sc rever a s u a e s c r i t a a c e rtos m o l d e s
q u e n ã o exc e d e s s e m a t o l e râ n c i a d o reg i m e , e m b o ra m u i t a s vezes i s s o n ã o
i m ped i sse a p re e n sões d e l ivros e m e s m o re p resá l i a s q u e p o d e r i a m i r a t é à p r i sã o ,
o b r i g a m n o e n t a n t o a q u e a d e n ú n c i a s u rj a m i t i g a d a p o r u m " l ivro d e es t i l o "
a va n t - Ia - /ettre e m q u e é p os s íve l reco n h ec e r os cód i g o s d e t r a n s m i s s ã o
d a " m e n s a g e m " s u b l i m i n a r q u e a p e l a à revo l t a .
E s te c o n d i c i o n a l i s m o va i , s e m d úv i d a , prej u d i c a r a q u i l o q u e s e r i a u m a e x p ressão
l iv r e q u e r d o e s t i l o p r ó p r i o q u e r d o s t e m a s q u e m u i t a s vezes não se e n ca m i n h a m
n o q u e s e r i a a d i re c ç ã o n a t u ra l d e u m t ra t a m e n t o e m q u e o c o n t e x t o t e m p o ra l
d e v e r i a s e r d a d o d e m o d o exp l íc i t o e c o n c reto . N e m o p a ís é a p res e n t a d o
d i rect a m e n t e n a s u a rea l i d a d e h i s t ó r i c a , n e m a s s i t u a ções c o n c r e t a s d os
pe rso n a g e n s e d a s s u a s m o t ivações p ro f u n d a s s a e m de u m s u be n t e n d i d o q u e n e m
s e m p re c l a ri f i c a a m o t i v a ç ã o d a s s u a s a cções . I s t o n ã o s i g n i fi c a q u e e s s a l i te ra t u ra
n ã o seja d i g n a do reco n h ec i m e n t o p e l a q u a l i d a d e d o s a u t o res e p e l a c o e rê n c i a
d o m ovi m e n t o q u e se a f i r m a c o m o u m d o s m a i s e s t ru t u ra d o s d e n t ro e s s e pe r í o d o
d a D i t a d u ra c o r re s p o n d e n t e a o s a n os e u ro p e u s d o pós - 2 a G u e rra M u n d i a l .
A p ró p r i a d e s i g n a ç ã o n e o - rea l i s t a é a p l i c a d a d e m o d o n e m s e m pre p re c i s o ,
a l a rg a n d o - se a t o d o u m c o n j u n to de o b ras a p e n a s p o rq u e , n e l a s , se v e r i f i c a essa
i n t e rve n ç ã o c r í t i ca s o b re a s i t u a ç ã o p o l í t i c a d a a l t u ra . É s e m d úv i d a m u i t o m a i s
co m p l exo o q u a d ro d a l i t e ra t u ra q u e se i n c l u i d e n t ro d o p ro j e ct o , e ca d a a u t o r
t e m o s e u m o d o p e s s o a l d e v i v e r esse c o m p ro m i s s o , e n t re u m m o d o m a i s rea l i s t a
( c a s o d e Fe r n a n d o N a m o ra ) , o u t ro m a i s l í r i co ( c a s o d e M a n u e l d a Fo n seca ) , o u t ro
m a i s a l e g ó r i c o (caso d e C a r l o s de O l i ve i ra ) , p a ra d a r a p e n a s a l g u n s exem p l o s
d e e n t re os g ra n d e s represe n t a n tes d e s s a e s t é t i c a .
É p o r t u d o i s t o q u e s e t o r n a n ecessá r i o re - fa z e r a l e i t u ra d o s a u t o res q u e se
a s s oc i a m a esse p e rí o d o a i n d a o b j e c t o d e p o l é m i ca s e vi sões excess i v a m e n t e
m a rc a d a s p o r p re c o n c e i t o s i d eo l óg i c o s , q u e p rej u d i c a m u m a v i s ã o o bj e c t i va e s é r i a
d a s u a q u a l i d a d e e o r i g i n a l i d a d e . S e rá o caso d e U rb a n o Tava res Rod r i g u e s ,
s o b re t u d o n o q u e a o s p r i m e i ros l ivros d i z res p e i t o . S e a c o i n c i d ê n c i a d e a t i t u d e ,
i m p l i c a n d o a c rí t i c a d o reg i m e e o e s p í r i t o d e res i st ê n c i a , o l i g a a o m ovi m e n t o
n e o - re a l i s t a , n ã o p o d e m o s p o r o u t ro l a d o d e i x a r d e ve r i f i c a r a s u a d i f e re n ç a
51
e s i n g u l a r i d a d e , d e s i g n a d a m e n t e n a a te n ç ã o a um e s p a ç o p o l í t i co e c u l t u r a l
m u i to m a i s a m p l o d o q u e a q u e l e a q u e se res u m i a P o r t u g a l , a b r i n d o p a ra u m l a rg o
h o r i z o n t e o s e u u n i ve r s o n a rra t i v o .
D e s d e l o g o , a f i cç ã o d e U r b a n o co n t e m p o râ n e a d a f a s e h e ró i c a d o n eo - rea l is m o
d i s t i n g u e - s e p o r u m a v i s ã o i n te rc l a s s i s t a e cos m o p o l i t a d o m u n d o s o c i a l . N ã o
t e m o s p e rs o n a g e n s - t i p o , c o n s t r u í d o s a p a r t i r d e m o l d es i l u s t ra t ivos de u m a v i s ã o
p re d et e rm i n a d a da s o c i e d a d e , m a s s e res c u j a c o m p l e x i d a d e , m u i t a s v e z e s , e m e rg e
d e a t i t u d es q u e , à p ri m e i ra l e i t u ra , d e c o r re r i a m d a s u a o r i g e m d e c l a s s e . Ve m o s
t a m bé m c o m o e s s a co m p l ex i d a d e d eco r re d e u m p ô r e m s i t u a çã o o i n d ivíd u o ,
forç a n d o - o a a s s u m i r a s s u a s c o n t ra d i ç õ e s e a reso l vê - I a s , o u n ã o , d e a co r d o c o m
o p rog ress o d o esq u e m a n a rra t i v o . O q u e d i s t i n g u e e s t e s t e x t o s d e o u t ros d a
m e s m a l i n h a e s t é t i c a d o n eo - rea l i s m o , e m q u e o l a d o p ro g ra m á t i c o co n d i c i o n a
m u i t as vezes o c o m p o rt a m e n to d o s perso n a g e n s , é e s s a u t i l i z a ç ã o d e u m f u n d o
exi s t e n c i a l q u e d e s e n h a o p e r f i l d a s u a evo l u ç ã o , a f a s t a n d o - o s d a c a ri c a t u ra o u
d o íco n e p a ra o s a p rese n t a r n u m a e m e r g ê n c i a d ra m á t i ca d e a t i t u d es q u e i m põ e a
s u a co m p re e n s ã o , m a i s d o q u e a rej e i çã o ou a a d es ã o a c r í t i ca s do l e i t o r.
N ã o é e s t a , s e m d úv i d a , u m a b a se fá c i l p a ra a a c e i t a ç ã o d a f i c ç ã o d e U rb a n o
d e n t ro d o h o r i z o n t e d e rece p ç ã o d a l i t e r a t u ra c o m p ro m e t i d a ; m a s n ã o d ev e rá
s u r p re e n d e r, p o r ou t ro l a d o , q u e t e n h a a t i n g i d o u m l a rg o p ú b l i c o , d e s d e s e m p r e ,
d ev i d o a o m o d o envo lve n t e c o m o e s t e u n iverso é a p re s e n t a d o , d e s i g n a d a m e n t e
rec o rre n d o a e l e m e n t o s p ró p r i o s d a l i n g u a g e m p o é t i c a q u e , n o e n t a n t o ,
s ã o n a t u ra l m e n t e i n t e g ra d o s n a s u a esc ri t a , s e m o d e s íg n i o d e e m b e l eza r
a r t i f i c i a l m e n t e a p rosa . Te m os t a m bé m u m con h e c i m e n t o p ro f u n d o d a s t é c n i c a s
ro m a n e s c a s q u e s u rg e m n a s g ra n d e s l i t e ra t u ra s d o pós - g u e rra , e m p a r t i c u l a r a
f ra n ce s a ; e se U rb a n o n ã o a d e re a o e x i s t e n c i a l i s m o , c o m o o fa rá Verg í l i o Ferre i r a ,
s e n t e - s e s e m d úv i d a a m e s m a p re o c u p a ç ã o d e i n te g r a r u m a d i m e n s ã o p s i c o l ó g i c a
d o s p e rso n a g e n s q u e , m a i s d o q u e i s o l á - l o s c o m o re p r e s e n t a ções d e e s pa ç os
m e n t a i s c o n s t ru ídos p a ra exe m p l o de c o n c e i tos a b s t ra c t o s , v i s a c o l o c a r u m a
h i p ótese d e a b e rt u ra , a t ravés d a l i b e rd a d e d e d ec i d i r q u e l h es é c o n c e d i d a ,
p a ra ca d a s i t u a çã o .
O l ivro q u e m e l h o r c o n ce n t ra e s t e m o m e n t o d e f i x a ç ã o d o c â n o n e n e o - rea l i s t a
e d e a be rt u ra p a ra u m o u t ro t i po d e rea l i s m o , e m q u e o m u n d o é t ra n s m i t i d o
d e f o r m a e x p a n siva c o m v i s t a a u m a c o m p re e n s ã o e n g l o b a n t e d os s e u s
d e t e rm i n i s m os e c o n d i c i o n a n t e s , é Bastardos do S o l ( 1 959 ) . U rb a n o t e m j á , n essa
d a t a q u a s e u m a década d e a c t i v i d a d e l i te r á ri a , o n d e o conto a d q u i re um p a p e l
c e n t ra l ; e p o d e m o s ve r i f i ca r, n este rom a n c e , u m p rocesso c o n s t ru t ivo q u e d e c o rre
da p rá t i ca d es s e g é n e ro , em q u e a a t e n ç ã o se fixa n u m p o n t o n u c l e a r ( s i t u a ç ã o
o u p e rso n a g e m ) d o rea l q u e se preten d e q u e s o b ressa i a d o p a i n e l d e f u n d o d a v i d a
soc i a l . E ss e p o n t o é a re l a ç ã o a m o rosa , e a d i n â m i ca s u bversiva d ec o r re d o s e u
as s u m i r c o m o a f i rm a ç ã o d e l i b e r d a d e e d e revo l t a d a f i g u ra f e m i n i n a , I r i s a l v a ,
q u e se e n t re g a a D e l f i n o p a ra esca p a r a o a s c e n d e n t e d o i rm ã o , A r m é n i o , t a n t o
d o p o n t o d e v i s t a e co n ó m i co c o m o s o b re t u d o p e l a re p r e s s ã o p s i co l ó g i c a q u e v i s a
fec h á - I a n o e s p a ç o fa m i l i a r, e l i m i n a nd o a s u a v o n t a d e p ró p r i a .
A c a s a c o m o e s pa ço i s o m o rfo do p a ís é s e m d ú v i d a u m a l e i t u ra s i t u a d a ; m a s i s s o
n ã o e s g o t a a s l i n h a s d e s i g n i f i c a ç ã o q u e d ec o r·r em d e s t a re l a ç ã o fa m i l i a r o n d e
u m c l i m a d e t ra g é d i a g re g a d o m i n a o q u a d ro n a rr a t i v o , ace n t u a d o p e l o d e s fe c h o
e m q u e a p u n i ç ã o b á r b a ra d e D e l f i n o p e l o i rm ã o d e I ri s a lva , a t ravés d a s u a
52
UVRARIA
Bastardos do Sol
1 966. 2' ed. Liv. Bertrand
BERTRAND
cal. 1 80
URBANO TAVARES RODRIGUES
BASTARDOS
DO
SOL
Realismo. Arte de Vanguarda e Nova Cultura
1966 - l ' e d . Ed. U l i ss e i a
cal. 44
53
c a s t r a ç ã o , se t ra n s fo r m a n u m r i t u a l q u e t e m n a s u a ú l t i m a m o t i v a ç ã o o fa n ta s m a
d o i n c e s t o . É e s ta c a p a c i d a d e d e reg re s s a r a o c â n o n e c l á s s i c o q u e p e r m i t e
a o l e i t o r c o l oca r, s o b re os e p i s ó d i os d e su p e r f í c i e d os co n f l i tos soc i a i s e p o l ít i cos ,
esse f u n d o i m e m o r i a l o n d e se s i t u a , e n t re a g ra n d e z a e a a bj e c ç ã o , o m o t o r
q u e f a z m o v e r o h o m e m . E t a m bé m n ã o é p o r a c a s o q u e o ro m a n c e s e i n i c i a
c o m a p re s e n ç a d o fog o n o c i n z e i ro o n d e a rde u m a ca rta d e q u e s ó s e v ê ,
" n a extrem idade d o papel carbonizado " , a a ss i n a t u ra d e D e l f i n o . É n e s t e
c o n t r a s t e e n t re o S o l , n o t í t u l o , re m e t e n d o pa ra A p o l o d e q u e m o m u n d o d os
p e r s o n a g e n s d esce n d e n u m a l i n h a g e m b a s t a rd a , q u e d esva l o r i z a o s e u es t a t u t o
h e r ó i c o , o u o reco n ve r t e d e f o r m a n e g a t iva n o i nv e rso d o e s p l e n d o r a p o l ín e o ,
e a c i n za q u e evoca o p rece i t o b a rroco d a o p o s i ç ã o e n tre o l u m e e o p ó , q u e o
excesso d o s c o m po rt a m e n tos e n c o n t ra a s u a m o t i va ç ã o .
E c h e g a m o s a o p o n t o d e e q u i l íb r i o q u e s u s t e n t a os i ns t a n t e s d e ru p t u ra i n d i c i a d os p e l a s ag ressões de q u e A rm é n i o é o bj e c t o p o r p a rt e d o s p o b re s ,
o u p e l o s s o n h o s d e I ri s a lva . N u m c o m o n o u t ro caso t e m os a d i m e n s ã o n oc t u rn a
d e u m e s p a ç o f a n t a s m á t i c o o n d e a s s o m b ra s - a s d o s a g re s s o res d a p r o p r i e d a d e
d e A rm é n i o , a s d a s o b s e s s õ es d e I ri s a l v a , q u e se p o l a r i z a m n a s i m a g e n s
e x p ress i o n i s t a d o "homem que ria " , c o m " u m gra n de riso cómico e medon h o " ,
e d o "homem pássaro " q u e s u r g i a "se mpre ráp ido, fugidiço, e vanesce n te " ,
e n a i m a g e m m o rt u á r i a d a "m ulher informe, m a is do que n unca encoberta,
n a q u e la n oite, em seus véus de rosa-pálido " - v ã o f a z e r d a s s u a s v i d a s u ma
"falsa vida póstum a " , t ra n s fo r m a n d o I ri s a lva n u m "cadáver insepulto de ilusões "
e d e A rm é n i o "seu carrasco sa grado " .
S e n t i m os , n e s t e reg i s t o n o ct u rn o , u m a l i n h a q u e t e rá a s u a f o n t e n o m u n d o
d e R a u l B ra n d ã o , m a s i g u a l m e n t e a s s o c i a d a a u m e x p ress i o n i s m o q u e n ã o rec u a
pera n t e a h i p é rbol e , e m b o ra c i rc u n sc r i t a a o p l a n o d o s o n h o . O t e xt o , p o ré m ,
rec o n d u z - n o s a u m a n a rra t i va q u e e n c o n t ra a s u a l ó g i c a n o f i o seq u e n c i a l
do p e rc u rs o q u e l eva I ri s a lva d a p r i s ã o fa m i l i a r à f u g a l i be r t a d o ra . E é c o m o s e
e s s e p e rc u rs o t i vesse a s u a o r i g e m n u ma l i n h a m e l ó d i c a s u bc o n sc i e n t e , q u e n ã o
d e i x a d e e s t a r p res e n t e e m c a d a m o m e n to d a a c ç ã o , i ns t a u ra n d o u m r i t m o p o é t i c o
q u e d á o c o n t ra po n t o s o l a r a o c l i m a a s f i x i a n t e d a c a s a . S ã o a s v o z e s d o c a n t o
p o p u l a r, d o c o ro a l e n t ej a n o q u e é p e rso n i f i c a d o n a "voz da q u e le trova dor s e m
rosto, e m e rg i n do a gora d e u m coro pastoso e dolente de ébrios m a n s os e m
véspera de fe ira ". M a s a i m a g e m q u e g a n h a a s ce n d e n t e s i m bó l i co , e s e v a i
i m po n d o a t é f i n a l , é a ros a q u e se t o r n a ra " co i s a s a g r a d a " e n t re I ri s a l va e D e l f i n o ,
q u e a c a n çã o d esc reve c o m o " a rosa d e sangue / Qu 'inda n ã o foi desfolh a da " .
"Coisa sag rada " o u " flor sa grada " , e s t a i n s i s t ê n c i a n o l a d o s a c r a l q u e p ro l o n g a
a q u a l i f i c a ç ã o d e A r m é n i o c o m o "carra sco sagrado " v e m a s s i m i n s t i t u i r u m a
t r i n d a d e d e p ó l o s n e g a t i v o s , e m q u e os h o m e n s se re p e l e m , e a m u l h e r se d iv i d e
e n t re o ó d i o a A rm é n i o e o a m o r a D e l f i n o , e m bora sej a m s e n t i m e n t o s t ã o
excess i v o s , n a "veemên cia d e brasa, n o delírio das sensações extrem as " , q u e
co n d u z e m a o m e d o , e n o l i m i t e à l o u c u r a . E s t a p r e s e n ç a d o s a g r a d o n a s u a
e p i f a n i a rosa l a ssoc i a - se a o s a c r i f íc i o , q u e t e m n o m o m e n t o d a c a s t r a ç ã o o
C a lvá r i o s i m b ó l ico de D e l f i n o , e v a i d i l u i r a s e n su a l i d a d e d e I ri s a l va a t ravés
d a a s s o c i a ç ã o d a flor à á g u a , q ua n d o "ali onde o oiteiro confina com ° reg a t o , u m
inesp e rado lilás cai n a á g u a estagnada. Ao lado, u m a roseira brava " E rea p a rece
a " flor de s a n g ue " , o q u e é s i n t o m á t i c o d a m o rt e d u p l a do d e s ej o , e m D e l f i n o p e l o
.
54
s a c r i f í c i o , e n e la p e l a re n ú n c i a . A i m po t ê n c i a e o a l h e a m e n to co n j u g a m - s e n a
i m a g e m d es s a ros a :
"Irisa lva n ã o a colhe. Somente s e l h e acerca, cheira - a . Qua tro pétalas. Rosa
singela, desacompanhada, quase sem perfu m e . Já as rosas não cheira m . A água
podre , o sol. A imagem dela, trémula e esgrouviada, no veio de água, en tre os
espinh eiros " .
E é t a m bé m u m a f l o r q u e v a i s u rg i r, j á no fi m , a t ravés d a f i g u ra reg e n e r a d o r a
d a cri a n ça q u e I r i s a lva c o n h e c e , n o c o m b o i o q u e a l eva p a ra L i s boa , e q u e b r i n c a
co m e s s a f l o r q u e e n f e i t a o s e u ves t i d o d o m i n g u e i ro . A p rese n ta d a i n i c i a l m e n te
c o m o "adorno barroco " q u e e l a a rr a n c a d a c i n t u ra p a ra a o fe re c e r à c r i a n ç a ,
t ra ns f o rm a - s e p o r f i m n u m a "rosa quase vermelh a . N ã o é b e m salmão: é cor
de sangue desmaiado, de san gue esquecido " . E n c o n t ra mo s a s s i m u m d e sfec h o
q u e p o d e m o s c o n s i d e r a r s a l v í f i co n o f i n a l d e u m p ro c e s s o q u e c o n d u z à l i b e r t a ç ã o
d e s s a m u l h e r, p o n d o o a c e n t o pos i t ivo n o fe m i n i n o e m c o n t ra p o n t o c o m o
d e s fe c h o n e g a t i v o p a ra A r m é n i o - a ba n d o n a d o p e l a i rm ã e c o n d e n a d o a s o frer,
n a s o l i d ã o , a h ost i l i d a d e d o s q u e o rod e i a m - e p a ra D e l f i n o - c u j a c a s t ra çã o pôs
fim à v o c a ç ã o d o n j u a n esca d e sed u t o r.
Se o rom a n c e se i n sc reve no c o n t ex t o d e s s a l i t e ra t u ra de c o m b a t e , n ã o rec u a n d o
p e ra n t e a c o l o c a ç ã o d e t o d a s a s q u e s t õ e s q u e e nv o l v e m o t ra t a m e n t o d a rea l i d a d e
p o r t u g u e s a d a época , o m o d o c o m o o f a z e v i t a p r e c i s a m e n t e os r i s c o s d e s e
s u b m e t e r à s i m pos ições d e u m rea l i s m o e s t r e i t o q u e fec h a ri a o u n iverso
ro m a n es c o n u m excessivo c i rc u n s t a n c i a l i s m o . O f e c h o d e Basta rdos do sol, p o r
o u t ro l a d o , re p re s e n t a d e f a c t o u m a a be rt u ra p a ra o u t ro h o r i z o n t e - o q u e se i rá
pa s s a r e m L i s boa , na seq u ê n c i a d a f u g a d e I ri sa lva . H á u m p a s s o em f re n te
re l a t i v a m e n t e ao q u e é re t ra t a d o em A impossível evasão ( n ove l a i n c l u í d a e m
U m a p edrada no charco, 1 95 8 ) c u j o a m b i e n te d a b o é m i a a rt ís t i c a l i s b oe t a ,
a s s oc i a d a à p rost i t u i ç ã o , evoca Z o l a , e e m q u e a m u l h e r n ã o t e m o u t ra s a í d a
p o s s ív e l d o m e i o d e m i s é r i a p a ra q u e é a rr a s t a d a . Ta m bé m a q u i p o d e m o s veri f i c a r
a d i m e n s ã o d e sse a rco q u e se a b re , d es d e o p u ro rea l i s m o u r b a n o de ssa n ove l a
a t é a o m e i o d e p rov í n c i a r u r a l d e bastardos do sol, d e s d e a d e n ú n c i a p o n t u a l
d e s i t u a çõ e s d a peq u e n a b u rg u e s i a s e m e s p e ra n ç a , c o n d e n a d a a o s u i cíd i o o u à
e s c rav i d ã o d o b o rd e l , a t é a o d e s e n h o de u m a e s p e ra n ç a q u e , no f i m e m a be r t o ,
p e rm i t e u m a s o l u çã o q u e v a i d e e n c o n t ro a o g es t o d e revo l t a q u e a f u g a
re p re se n ta .
P o d e m o s ve r i f i ca r, n e s t a d éc a d a q u e v a i de A porta dos limites ( 1 9 5 2 ) a
Basta rdos do Sol , u m a rea l t ra n s f o r m a ç ã o d a l i n g u a g e m ro m a nesca d e U rb a n o
Ta v a res R od r i g ues q u e f a z o n osso ro m a n c e ace rta r o p a s s o p e l a E u ro pa . N ã o é
u m p e q u e n o g e st o , esse d e n o s f a z e r s a l t a r de u m rea l i s m o a i n d a c o n t a m i n a d o
p e l o m o l d e d e oi t o ce n t o s , m e s m o q u e n e s s e m o l d e s e e n c o n t re m o s F l a u bert ,
Z o l a , D o s t o i evsky, G o rky, e t c . p a ra u m a e s c r i t a q u e d e n o t a a l e i t u ra a t e n t a d o q u e
s e p a s s a n o n e o - rea l i s m o i t a l i a n o , q u e p re s s e n t e a s m u d a n ça s d o novo ro m a n ce ,
q u e a d ere à s r u p t u ra s t e m á t i c a s d o s f ra n c e s e s , d e M a l ra u x a C a m u s , S a r t re ,
S i m o n e d e B e a uvo i r. N ã o s e r á o q u e s t i o n a m e n to f i l o s ó f i c o , a i n t e rrog a ç ã o , a
a n g ú s t i a , u m p r i m a d o d a e s c r i t a d e U rb a n o ; m a s s e m d úv i d a q u e e l e p ro b l e m a t i z a
o s s e u s p e rs o n a g e n s , e o q ue d o s e u re t r a t o e m e rg e é , m u i t a s vezes , esse
cl a ro - o bs c u ro que nos o b r i g a a ir a l é m das s i m pa t i a s ou a n t i pa t i a s i m e d i a ta s q u e
s u s c i t a m a d es ões o u re p ú d i o s fáce i s . N a s u a b r u t eza e b o ç a l i d a d e , A rm é n i o é u m
55
d e s s e s casos q u e q u e s t i o n a a n ossa a t i t u d e , e o q u e d e l e s o b revive é esse h a l o
t rá g i co de s o l i d ã o q u e o c o l oca a p a r d e u m o u t ro c a s o a n á l og o n a s u a d i m e n s ã o
t rá g i c a : O Barã o d e B ra n q u i n h o d a Fo n seca , b e m l o n g e do n e o - rea l i s m o o n d e
U rb a n o se s i t u a , m a s a o m e s m o t e m po p róxi mo d e l e n o q u e l i g a t o d o s o s g ra n d e s
esc r i t o res , q u e é a s u a c a p a c i d a d e d e d e se n h a re m c o m a n i t i d e z e a p r e c i s ã o d a
s u a pa l avra a g ra n d eza e a m i s é r i a d o h o m e m .
URBANO
TAVARES
R ODRIGUES
UMA PEDRADA NO CHARCO
LIVRARIA BERTRAND
Uma pedrada n o charco
1 95 7 . I a ed. Liv. B e r t r a n d
P r é m i o R i c a rdo M a l h e i ros
56
cal.
91
57
Em 1 95 5 , ao l a d o do s e u r e t r a t o p i n t a d o por Maria J u d i t e de C a rva l h o
58
cat. 9 5
Mensagem
Urbano Tavares Rodrigues
Acu m u l a r l ivros , ro m a n c e s , n ove l a s , m u i t os c o n t o s , e n s a i o s , p re fá c i o s ,
a rt i g o s , p o d e s i g n i fi c a r u m a p roc u ra i n cess a n t e d e perfe i ç ã o e s o b r e t u d o
d e d esejo d e com u n i ca r , d e l u t a r p o r u m a soci e d a d e m e l h o r , p o r u m a
n ova fra t e r n i d a d e .
S ã o d e s pojos d e u m a v i d a i n t e n s a , s e m p re l i g a d a à escri t a , m a s t a m bé m
d e res i s t ê n c i a , risco e sofri m e n t o .
N es t e fi m d e j o r n a d a a i n d a n ã o d e p o n h o as a r m a s , i s t o é a p e n a , o q u e
m e res t a .
O f u t u ro é escu ro e i n ce r t o , m a s h á u m a m u d a n ça d e civi l i za ç ã o à v i s t a ,
a b a rb á r i e n eo- l i b era l , ao ext i n g u i r- s e ( o u refo rma r - s e ? ) d e ixa a n t ever
c a m p o s d e e s p e ra n ç a .
A m i g o s , o b ri g a d o p o r e s t a c o m e m o ração d o m e u p e rc u rs o . E s t o u
convosco, m es m o q u e o m e u esta d o d e s a ú d e n ã o m e perm i t a a p re s e n ça
efect iva . M a i s u m a v e z , o b r i g a d o !
59
60
Catalogação
1 ) [ U m m o i n h o de M o u ra , j u n to do rio Ard i l a ,
n o Alentejo] [ R egisto vis u a l ] . - [ S . d . ] . 1 fotog ra f i a : p & b ; 6 x 9cm
R e prod ução do o ri g i n a l
C o l ecção U rbano Tavares Rod rigues
2 ) [ Sa fões] [ O bjecto ] . - [ S . 1 . : s . n . , 1 9 - - ] . 1 safões: couro ; 9 9 , 5 x 84cm
Traje q u e U rbano Tavares Rodrigues usava
p a ra a n d a r a cava l o
C o l ecção U rbano Tavares Rod r i g u e s
[ Pa i s a g e m d e M ou ra , n o Alentejo] [ Reg isto
v i s u a l ] . - [S. d . ] . - 1 fotog ra f i a : p&b ; 6 x 9cm
R e p ro d u ç ã o do o ri g i n a l
C o l e cção U rb a n o Tavares Rodrigues
3 ) O A l e n t ejo: Alto e Ba ixo Alentejo / U rb a n o
Tava res Rod r i g u e s . - L i sboa : B e r t ra n d ,
[ 1 9 5 8 ] . - 2 0 4 p . : i I . ; 1 8 c m . - (An t o l o g i a d a
Te rra Portug u esa ; 3 )
M N R B i b l i oteca Part i c u l a r A l ves Redol
[O rio Ard i l a , M o u r a , n o Alentejo] [ Reg isto
v i su a l ] . - [S. d . ] . - 1 fotog ra f i a : p&b ; 6 x 9cm
A o fundo vê-se u m a casa j u n to ao rio.
R e p ro d u ç ã o do o ri g i n a l
C o l ecção U rb a n o Tavares Rodrigues
[O rio Ard i l a visto d e cima, M o u r a , n o
A l e n tejo] [ Re g i sto v i s u a l ] . - [ S . d . ] . 1 fotog ra fia : p & b ; 6 x 9cm
R e prod ução do o ri g i n a l
C o lecção U rb a n o Ta vares Rodrigues
[ U rbano Ta v a res Rodrigues a cava l o n o
A l e n t e j o ] [ Re g i s t o v i s u a l ] . - [ S . d . ] . 1 fo togra f i a : p & b ; 1 2 x 9cm
R ep ro d u ç ã o do o ri g i n a l
C o lecção U rb a n o Tava res Rodrigues
[ U rbano Tav a res Rodrigues n o campo]
[ R e g i s t o v i s u a l ] . - [S. d . ] . - 1 fotog rafi a :
p & b ; 6 x 9cm
R e prod ução do orig i n a l
C o lecção U rb a n o Ta vares Rodrigues
[O rio Ard i l a , M o u ra , n o A l e n tejo] [ R e g i sto
v i s u a l ] . - [S. d . ] . - 1 fot ografia : p&b ; 6 x 9cm
R e prod u ç ã o d o ori g i n a l
C o lecção U rb a n o Ta vares Rodri g u e s
4) [ U rbano Rodrigues: p a i de U r b a n o Tava res
Rod r i g u e s ] [ Re g i s t o vis u a l ] . - [ S . d . ] . 1 fot o g ra fi a : p&b ; 1 2 x 9cm .
C o l ecção U rbano Tavares Rodrigues
5) [ U rbano Tava res Rodrigues com a s u a
m ã e ] [ R e g i s t o visu a l ] . - [ 1 9 5 - ] . 1 fot o g ra fi a : p&b ; 9 x 5 c m .
C o l ecção U rb a n o Tavares Rod r i g u es
6) [ U rbano Tava res Rod r i g u es com seu i r m ã o
M i g u e l e v á r i o s p r i m os e a m i g os e m M o u ra . . . ]
[ Re g i s t o visua l ] . - [ 1 94- 7 ] . - 1 fotog ra f i a :
p&b ; 6 x 9cm.
Col ecção U rba no Tavares Rodrigues
7 ) [ U rbano Tavares Rodri g ues ] [ R e g i s t o
vis u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotog ra fi a : p & b ;
1 4 x 9c m .
C o l ecção U rbano Tavares Rod rig u es
8) A l e n tejo i m u táve l , A l e n tejo t rá g i co
[ M a n u scrito] / U rbano Tavares Rod r i g u e s . [ S . d . ] . - 5 f. ; 28cm
Ms.
C o l ecção U rb a n o Tavares Rod r i g u e s
61
9) A l e n t ejo i m u táve l , A l e n tejo t rág ico
[ M a n u sc r i t o ] / U rb a n o Tava res R o d r i g u es . [ S . d . ] . - 6 f. ; 30cm
D a c t i l oscrito
Colecção U rb a n o Tava res R o d r i g ues
1 0) B a s t a rd o s d o S o l / U rb a n o Tavares
Rod r i g u e s . - L i s b o a : Arcá d i a , 1 9 5 9 . 1 4 3 , [ 5 ] p . ; 1 8 c m . - (Colecção A u t o res
Port u g u eses ; 8 )
O b r a a u t og ra fa d a p e l o a u t o r d i ri g i d a a o Alves
Red o l
M N R B i b l i oteca Pa rt i c u l a r Alves R e d o l
1 6) Um g ra n d e escritor d o A l e n t e j o :
homenagem
l n : Ava n t e . - [ S . 1 . ] . - (24 O u t . 1 9 96)
M N R H 1 / 1 5/ Cx. 30
1 7 ) O s meus vários a l en tejos / U rb a n o
Tava res R o d r i g u es
l n : E x p resso. - [ S . I . ] . - ( 1 9 Ago. 2000) ,
p. 24-31
MNR H2/ 48/ Cx. 1 1
1 1 ) P a r a u m perfi l soc i a l d a m u l h e r d o Ba ixo
Alen tejo / U rb a n o Tava res R o d r i g u es
l n : D i á r i o de L i s b o a . - [ Lisboa ] . ( 7 Fev. 1 97 1 )
M N R H2/ 48/ Cx. 1 1
1 8) [ C a d e rn e t a M i l i t a r d e U rb a n o Aug usto
Tava res R o d r i g u e s ] [ M a t e r i a l g rá f i co ] /
R e p ú b l ica Port ug u esa . - Port uga l : R P, 1 9 4 4 . 1 c a d e r n e t a : 64 p . ; 1 5 x 1 1 cm
C a d e rneta M i l i t a r n O 4 5 , com o n . o d e
m a t ríc u l a 1 944/ A / 5 3 5 , d o Serviço d e
A d m i n i s t ra çã o M i l i t a r
C o l ecção U rb a n o Tava res Rod rig ues
1 2) U m a s i m p les nota sobre a i ro n i a e m
M a n u e l d a F o n s e c a [ M a n u scri t o ] / U rb a n o
Tava res R o d r i g u e s . - [ S . d . ] . - 2 f . ; 28cm
Ms.
Col ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
1 9) [ U rb a n o Tava res R o d r i g u es com M a r i a
J u d i t e d e C a rva l h o n o p á t i o d a Facu l d a d e d e
Letras d e Lisboa ] [ R e g i s t o vis u a l ] . [ 1 945 ] . - 1 fotogra f i a : p&b ; 9 x 6c m .
Col ecção U rb a n o Ta v a res Rod rig u es
1 3) [ U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s com M a n u e l
d a Fonseca , N a tá l i a C o rre i a e o u tros , c o m o
R a n c ho C o ra l d a s V i n d i m a s da Vid i g u e i r a , n a
Casa d o A l e n t ej o ] [ Re g isto vi s u a l ] . [ 1 9 7 0 ] . - 1 foto g ra f i a : p&b ; 1 2 x 1 8cm
C o l e cção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
20) M a n u e l Te ixeira G o m e s : i n t ro d u ç ã o a o
e s t u d o d a s u a o b ra / U rb a n o Tav a res
R o d r i g u es . - [ L isboa ] : Portu gá l i a , 1 95 0 . 1 2 9 , [ 1 0 ] p. ; 20 c m
O b r a a u t o g ra f a d a p e l o a u t o r d i r i g i d a ao
Rogério Fe rna ndes
M N R R D R/ E n s/3969
1 4) [ Ca s a d o A l e n t ej o : 80 a n o s : h o m e n a g e m
a o escri t o r U rb a n o Tava res R o d r i g u e s ]
[ O bjec t o ] . - [ S . I . : s. n . ] , 1 0 J u n . 2003. 1 p l a c a : p r a t a ; 9 x 5cm + 1 c a i xa a z u l ;
9 x 1 4c m
C o l ecção U r b a n o Ta va res R o d r i g ues
1 5) [ S a b eres e s a bores d o d i s t r i t o d e Bej a :
C o n f r a d e d e H o n ra I I I C a p ít u l o ] [ O bjecto] /
[ Co n f ra r i a dos G a s t ró n o m o s do D i s t r i t o d e
Bej a ] . - M o u ra : C G D B , 20 O u l . 1 99 8 . 1 m e d a l h a p e n d e n t e ; 9cm de d i â m e t ro +
b a n d a b i c o l o r : a m a re l a e n e g ra ; 1 2 1 cm
Atri b u íd a a U rb a n o Ta v a res R o d r i g ues e m
2 0 O u l . 1 9 98
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g ues
62
2 1 ) [ D i p l o m a d e l i ce n c i a t u ra e m F i l o l o g i a
R o m â n i c a ] [ M a t e r i a l g ráfico] / Fa c u l d a d e d e
Letras d e L i s boa . - L i s b o a : U L , F L L , 1 8 J u l .
1 94 9 . - 1 d i p l o m a : 1 f. e m p a pe l ; 5 5 x 4 1 cm
+ f i t a : seda a z u l ; 65cm + s e l o : caixa em
m et a l p ra t e a d o com l a c re a z u l n o i n t e r i o r ;
5 x 5cm + t u b o : ferro ; 43 x 8cm de d i â m e t ro
Ms.
Lice n c i a t u ra e m F i l o l o g i a Româ n i c a , c o n c l u í d a
e m 1 94 9 , p e l a F L L
Col ecção U rb a n o Ta va res Rod rig u es
22) A metáfo ra em Te ixe i ra - G o m e s : a face
d i u rn a e a face n o c t u r n a [ M a n u s c r i t o ] /
U rb a n o Tavares R o d r i g u es . - [ D e p o i s d e
1 96 6 7 ] . - 4 , [ 1 ] f . ; 28cm
Ms.
C o l ecção U rbano Ta va res Rod rig u es
/litUANO '/'. 1 1 A lt t;S IIOD II I G U /::S
LIVRARIA
BERTRAND
cal. 3
63
2 3) [ U rb a n o Tavares R o d r i g u e s com M a ria
J u d i t e d e Ca rva l h o e a m igos n a p ra i a d e
C a rcavelos] [ Re g i s to vis u a l ) . - 1 94 8 . 1 fotog ra f i a : p&b ; 9 x 1 4c m
E s t a fot o g ra f i a f o i retocada a cores
C o l e cç ã o U rb a n o Tava res R o d r i g ues
24) Á g u a s d e verã o : d i á rio d e um escri tor:
/ U rb a n o Tav a res Rod r i g u e s
I n : D i á r i o d e L i s b o a . - [ Lisboa ) . ( 1 2 J u l . 1 96 8 ) , p. 1 2 e 23
M N R H 2 / 4 8/ C x . 1 1
25) [ C e rt i f icado d a U n ivers i d a d e de Sa n t i a g o
d e C o m p os t e l a ] [ M a t e r i a l g rá fi c o ] /
U n i ve rs i d a d de S a n t i a g o de C o m p os t e l a . S a n t i a g o de C o m p ost e l a : U S C , 2 Ago.
1 94 8 . - 1 certificado: 1 f. em papel ; 25 x 33cm
Ms.
At r i b uído a U rb a n o Ta v a res R o d r i g u e s pelo
Secre tário d os C u rsos de Ve rã o p a ra
N a c i o n a i s e E s t ra n g e i ros l eccionad os p e l a
U n ivers i d a d e d e S a n t i a g o d e C o m p o s t e l a
C o l e cção U r b a n o Tava res Rodrigues
26) [ C a rtão d e i d e n t i f i cação de U rb a n o
Tava res Rod r i g u e s d a U n ivers i d a d e d e
S a n t i a g o d e C o m p ost e l a ] [ M a t e r i a l g rá fico] /
U n iversidad de S a n t i a g o de C o m p o s t e l a . Sa n t i a g o de C o m p ost e l a : U S C , 1 94 8 . 1 ca rtão ; 1 1 x 1 7 c m
C a r t ã o d e i d e n t i fi cação a q u a n d o i n scrito n o s
c u rsos d e Verão p a ra naci o n a i s e estra n g e i ros
p e l a U n ivers i d a d e de S a n t i a g o de
C o m pos t e l a , 2 J u l . 1 94 8 .
C o l e cç ã o U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
27) S a n t i a g o d e Com pos t e l a : q u a d ros e
s u g estões de G a l iza / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s . - L i s boa : E m p resa N a c i o n a l de
P u b l i c i d a d e , 1 94 9 . - 50 p . ; 1 9 cm
M N R R D R/E ns/6 7 7 7
30) [ U rbano Tavares Rodrigues com os seus
a l u nos da Sorbonne] [ Registo visu a l ] . [ 1 9 5 - 7 ] . - 1 fotog rafia: p&b ; 2 1 x 30cm
Aquando docente de Litera t u ra Portug uesa na
Facu ldade de Letras da U n iversidade de
Paris -Sorbonne
Colecção U rbano Tavares Rod rigues
3 1 ) [Cartão de identificação de U rbano Tavares
Rodrigues da B i b l i oteca da U n iversidade de
Paris, Sorbonne] [ Ma t e r i a l g ráfico] /
U n iversidade de Paris, Sorbo n n e . - Paris: U p,
1 954. - 1 cartão ; 9 x 1 2cm
Ca rtão de identi ficação da B i b l ioteca da
U n iversidade d e Paris, n O 7 3 7 , a q ua ndo
docente de Li tera t u ra Portug uesa na Faculdade
d e Letras da U n iversidade d e Paris-Sorbonne
Col ecção U rbano Tavares Rodrig u es
32) [ U rbano Tavares Rodrigues com André
M a u rois e m Paris] [ Reg isto visua l ) . [ 1 95 - ] . - 1 fotogra f i a : p&b ; 20 x 29cm
Colecção Urbano Tavares Rodri g u es
33) [ U rbano Tavares Rodrig ues com Maria
J udite de Carva l ho e a filha de a m bos Maria
Isabel em Paris] [ Registo vi s u a l ] . - [ 1 95 1 ou
1 95 2 7 ] . - 1 fotog rafi a : p&b ; 1 3 x 1 8c m
Reprodução do orig i n a l
Colecção U rbano Tava res Rodrig u es
34) A porta dos l i m ites: contos e novelas /
U rbano Tavares Rodrigues. - Lisboa: E m p resa
Naciona l d e Publ icidade, 1 95 2 . - 320, [3] p . ;
20 cm
M N R R D R/Li t/990
35) [ U rbano Tavares Rodrigues e m
Fo n ta i neblea u ] [ Reg isto visua l ] . - [ 1 954 ] . 1 fotogra f i a : p&b ; 1 3 x 1 8cm
Colecção U rbano Tavares Rodrig u es
2 8 ) [ U rbano Tavares Rodrigues c o m M a ri a
J u d i te d e Ca rva l h o no d i a do casa mento]
[ Re g isto vis u a l ] . - [ 1 949]
(Lisboa: João Melo). - 1 fotografia: p&b ; 1 7 x 23cm
Col ecção U rbano Tava res Rodri g ues
36) Trois écriva ins étra ngers : fra n ça i s ou l e
pouvo i r d ' a bsorption de I ' a ctuelle l i ttéra t u re
fra nçaise [ M a nuscrito] / U rbano Tavares
Rodri g u es. - [S. d . ) . - 3 f. ; 28cm
Ms.
Col ecção Urbano Tavares Rod rigues
29) [ Fachada da casa d e U rbano Tavares
Rod rigues em Montpe l l ier] [ Registo visua l ] . [ 1 95 - 7 ] . - 1 fotog rafi a : colar. ; 1 0 x 1 5cm
Col ecção U rbano Tava res Rodrig ues
37) Prése ntation de Castro Alves/ U rbano
Tava res Rodrigues. - Co i m b ra : Coim bra Edit ora,
1 954. - 35 p . ; 25 cm
M N R R D R / E ns/647
64
38) [ V i l l e de Paris à U r b a n o Ta vares
Rod r i g ues] [ O bjecto ] . - [ Pa ri s : s . n . ] . 2 0 0 0 . 1 m ed a l h a ; 5 c m de d i â m e t ro + 1 c a i xa : verde
; 8 x 8 x 2cm
N o verso da m e d a l h a lê-se F l u c t u a t Nec
M e rg i t u r ( " F l u t u a Não Afu n d a " ?)
C o l ecção U rba n o Ta v a res R o d r i g u e s
44) Rea l i s m o , a rt e de va n g u a rd a e nova
c u l t u ra / U rbano Ta va res R o d r i g ues . - L i s b o a :
U l i sse i a , i m p . 1 9 6 6 . - 1 2 0 , [ 3 ] p . ; 1 9 c m . ( Poesia e E n saio ; 1 5 )
O b r a a u to g ra f a d a p e l o a u t o r d i ri g i d a ao A l ves
Redol
M N R B i b l i oteca Pa r t i c u l a r A l v e s R e d o l
39) [ La m éd a i l l e de l a V i l l e d e P a r i s . . U rbano
Ta vares R o d r i g u es] [ M a t e r i a l g ráfico ] . [ Pa ris: s. n . ] . 2000. - 1 certificado: 1 f. papel ;
40 x 29cm
Colecção U rb a n o Tav a res Rodrigues
4 5 ) [ C a rta d e L u i s F. L i n d l ey C i n t ra a U rb a n o
Ta va res R o d r i g u e s ] [ M a n uscri t o ] / L u i s F.
L i n d l ey C i n t r a . - L i s b o a , 5 J u n . 1 9 7 4 . - 1 f. ;
28cm
M s . em p a p e l t i m brado d a Fa c u l d a d e d e
L e t ra s d e L i s boa .
Convite a U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s pa ra
Professor E x t ra o rd i n á rio p a ra o G r u po d e
F i l o l og i a R o m â n i c a d a Fa cu l d a d e d e Letras d e
L i s b o a , em n o m e d a Com issão D i re c t iva .
C o l ecção U rb a n o Tav a res R o d r i g u es
40) [ U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s , num j a rd i m ,
s e n t a d o n u m a " b o l a " d e p e d r a ] [ R egisto
v i s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotog ra f i a :
p&b ; 2 0 x 2 1 c m
R e p ro d u ç ã o do orig i n a l
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
4 1 ) [ C a d e rn o p a u t a d o da Fa c u l d a d e d e
Le t ra s ] [ M a n u s c r i t o ] / U rbano Tav a res
R o d r i g u e s . - [ E n t re 1 95 7 e 1 95 9 ] . - [ 1 0 0 ] f. ,
e n c a d e r n a d o ; 2 1 cm
Ms. c o m a p o n t a mentos d e U rbano Tav a res
Rod rig u es a q u a n do docente d a c a d e i ra d e
Fi l o l o g i a e d e L i t e ra t u ra Port u g uesa d a
Fa c u l d a d e d e L e t ra s , U n ive r s i d a d e d e L i s boa .
C o n t é m : 1 d a c t i l oscrito sobre " D i a lectos
espa n o l es " .
Al g u m a s f o l h a s e m b r a n c o
C o l ecção U rb a n o Ta v a res R o d r i g u es
42) [ U rb a n o Ta v a res Rod rig u es com a l u n os n a
e n t ra d a d a Fa c u l d a d e d e Let ras d e L i s b o a ]
[ R e g i s t o v i s u a l ] . - [ 1 9 58 ] . - 1 fotog ra f i a :
p&b ; 1 7 x 24cm
U rb a n o Ta v a res Rod rig u es c o m V i t o r i n o
N e m é s i o , D é l i o N o b re d o s Sa n t o s , L i n d l e y
Ci n t ra , e n t re o u t ros
Co l ecção U rb a n o Ta v a res R o d r i g u e s
43) P r o j e c t o d e C u rsos d e L i t e ra t u ra
[ M a n u s c r i t o ] / U rb a n o Tavares Rodrig u e s . [ 1 9 - - ] . - 1 f. ; 2 8 c m
Ms.
C o l ecção U rb a n o Tavares R o d r i g u es
46) O d i s c u rso do d esejo [ M a n uscrito] /
U rb a n o Tava res R o d r i g u es . - [ D e p o i s d e
1 97 7 7 ] . - 5 4 f . ; 28cm
Ms.
Col ecção U rb a n o Ta va res R o d r i g u es
47) [ U rbano Tavares R o d r i g u e s no s e u
D o u t o r a m e n t o com M a ri a L ú c i a Lepecki e
A n t ó n i o J osé S a ra iva ] [ Re g i s t o visu a l ] . [ 1 9 8 4 ] . - 1 fotog ra fia : color. ; 1 8 x 1 0c m
Col ecção U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s
4 8 ) [ C a rtão d e i d e n t i f icação d a F L L l
[ M a t e r i a l g rá f ico] / U n ivers i d a d e d e L i s b o a ,
Fa c u l d a d e d e Le t r a s . - Lisboa : U L , F L L ,
1 98 8 . - 1 cartão ; 7 x 1 0cm
Ca rtão d e i d e n t ificação n . o 1 4 5 3 , a q u a n d o
Professor Assoc i a d o d a Fa cu l d a d e d e Letras
d a U n ivers i d a d e d e L i s boa
C o l ecção U rbano Tav a res R o d r i g u e s
4 9 ) [ U rb a n o Tav a res Rod r i g u e s na
a p resen tação e d e fesa da d i ssertação de
Mestrado p o r Te resa M o u ra G u e d e s , na
reitoria d a U n ivers i d a d e d e Lisboa] [ Re g i s t o
vis u a l ] . - [ 1 98 - ] . - 1 fotog ra f i a : co l o r. ;
1 3 x 1 8 cm
U rb a n o Tava res R o d r i g u es n a com p a n h i a de
H e l e n a Buescu, M a n u e l G u s m ã o , M a ri a A l z i ra
Seixo, David M o u rã o - Ferre i ra , E u g é n i a Lea l ,
e n t re o u t ros
C o l ecção U rb a n o Tavares R o d r i g u es
65
URBANO TAVARES RODRIGUES
MAN U E L TEIX E I R A
GOM E S
Infrodl/(üo lIO rslllllo
/111 SIIII obra
F\1�rlll ;,\I.lA f.J1ITI111.\
cal. 20
�lni"t\'oiIJAU t1r SAntiAgo t1r Itompootrlft
C u r s o s dr t l n a n o
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(nor
I>t
194 8
cal. 26
66
50) U r b a n o h o m e n a g e a d o p e l a s u a facu l d a d e
l n : J o r n a l d e Letras, Artes e I d e i a s . [ L i s boa ] . - (8 M a r. 1 994)
M N R H 1 / 1 5/ C x . 3 0
5 1 ) [ M o c h o ] [ O bjec t o ] . - G u a t e m a l a : [ s . n . ,
s . d . ] . - 1 escu l t u ra d e u m m o c h o : m a d e i r a ,
esc u l p i d a e m t ro n co d e á rvore n a t u ra l ;
7 x 1 1 cm
Este m o c h o , e l e i to como u m dos p referi d o s ,
f a z p a rt e d e u m a colecção con s t i t u íd a por
U rb a n o Tav a res R o d r i g u e s .
C o l ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g u es
52) [ É o câ n t i co do corpo . . . ] [ M a n u sc r i t o ] /
U r b a n o Tav a res R o d r i g u es . - [ S . d . ] . - 1 f. ;
24cm
Ms.
E s c reve sobre a m u l h er.
R e p rod ução d o o ri g i n a l
C o l ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g u es
53) [ C a rta de U rba n o Tavares R o d r i g u es a
M á rio B r a g a ] [ M a n u sc r i t o ] / U rb a n o Tav a res
R o d rig ues - [ L i s boa ] , 2 3 O u ! . 1 9 5 - . - 1 f. ;
21 cm
M s . e m p a p e l t i m b ra d o d o D i á rio d e Lisb oa .
S o b re as c r ó n i c a s s o b re t e a t ro e o livro
esboça d o de U rb a n o Tava res R o d r i g u e s ,
i n t i t u l a d o " Tea t ro d o a ct u a l " .
M N R A/1 8 6 . 2/ Cx. 8
54) [ C a rta de U rba n o Tavares R o d r i g u es a
M á rio Sacra m e n t o ] [ M a n u sc r i t o ] / U rbano
Tav a res R o d r i g u es - L i s boa , 1 5 Abr. 1 9 6 0 . 1 f. ; 2 9cm
Ms.
So bre críticas d e t e a t ro d e U rb a n o Tava res
R o d ri g u es a serem p u b l i c a d a s na Bertra n d ,
e o co l ó q u i o s o b re Te i xe i ra - G o m es n o q u a l o
a u t o r p a rt i c i p o u
M N R A/23/ Cx. Co rres p o n d ê n c i a
55) N o i tes d e t e a t ro / U rb a n o Tav a res
R o d ri g u e s . - L i s boa : Á t i c a , 1 96 1 . 260 , [ 1 ] p . ; 1 7 c m . - ( E n s a i o ; 1 )
O b ra a u t o g r a f a d a p e l o a u t o r d i r i g i d a a o
A l f redo M a rq u es
M N R R D R / L i t/630
56) [ U rb a n o Tava res R o d ri g u e s com M a ria
J u d i te d e Ca rva l h o e B e rn a rd o S a n t a re n o ]
[ R e g i s t o visua l ] . - [ S . d . ] . - 1 fotog ra f i a :
p&b ; 7 x 1 0c m .
Anos 50-60
C o l ecção U rb a n o Tav a res Rod r i g u e s
5 7 ) O d u e l o / U rb a n o Ta va res R o d r i g u es
l n : Seara N ova . - L i s b o a . - N . o 1 50 7
( M a i o 1 97 1 ) , p. 45
C rítica d e tea t ro à p e ç a " O d u e l o " d e
B e rn a rd o S a n t a re n o
MNR PP/ 2
58) As t o rres m i l e n á ri a s : peça em d o i s actos
/ U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s . - A m a d o ra :
B e r t ra n d , 1 9 7 1 . - 1 5 8 , [ 1 ] p . ; 1 9 cm
O b ra a u t o g r a fa d a p e l o a u t o r d i ri g i d a
a o Rogério Fern a n des
M N R R D R/ L i t/3973
59) [ U rb a n o Tav a res R o d ri g u e s com actores
de tea t ro ] [ R e g i s t o vis u a l ] . - [ 1 9 - - ? ] . 1 fotogra f i a : col ar. ; 1 5 x 2 1 c m .
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
60) [ O t e a t ro é . . . ] [ M a n u s c r i t o ] / [ U rb a n o
Tavares Rod rig u e s ] . - [ S . d . ] . - 2 f. ; 2 8 c m
Ms.
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
6 1 ) [ U rbano Tava res R o d r i g u e s com R o g é r i o
P a u l o , L u i z Fra n c i sco R e b e l l o e M a ri a n a V i l a r
n o C a s t e l o d e S . J o rg e e m L i s boa ] [ Re g i s t o
v i s u a l ] . - [ 1 9 6 1 ] . - 1 fotogra f i a : p&b ;
1 2 x 1 8cm.
C o l ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g u es
62) R e t a l h o s da v i d a de u m m é d ico [ R e g i s t o
vídeo] / rea l i z a d o p o r A rt u r R a mos e J a i m e
S i l va . - Lisboa : RTP, cap. 1 9 7 9/80. 1 cassete (VHS) : c o l o r. ( S é ries Port u g u esas / RTC )
U m a série baseada na o b ra do escritor
Fe r n a n d o N a m o ra .
Va i . 2 - H i s t ó r i a d e u m p a rt o ; C a rd o s ,
C a rdos n a f l o re s t a .
U rb a n o Tava res R o d ri g u es p a r t i c i p o u n a
a d a p tação e d i á l ogos d es t a s é r i e
M N R L/ 2
67
63) O a d e u s à brisa [ R eg i s t o vídeo] /
rea l i zado por Poss i d ó n i o C a c h a p a . - Lisboa :
F i l m e s do Tej o , 2 0 0 8 . - 1 DVD ( 55 ' ) : color.
O d o c u m e n tá rio retrata a vida
i n t e rvencion i sta d o escritor U rbano Tava res
Rod r i g u e s , d e m o r a n d o - s e n a s u a veia
h u m a n i s t a , m a i s d o que nos 60 a n os de vida
l i t e rária e a c a d é m i ca o u n a vida pessoa l .
M N R LI 335
64) O adeus à brisa / U rb a n o Tava res
Rod r i g u e s . - L i s b o a : E u rop a -América, 1 99 8 . 1 5 1 , [ 1 ] p. ; 2 1 c m . - (Co n t e m po râ n ea ; 6)
Contém ded i c a t ó r i a d o a u t or à s u a m u l h e r
A n a M a r i a S a lvado
Col ecção A n a M a ri a S a lvado
65) [ C a r t e i ra Profiss i o n a l d e J o rn a l i s t a
n . o 348 ] [ M a t e r i a l g rá fico] / Si n d i c a t o
N a c i o n a l de J o r n a l ista s . - L i sboa : S N J ,
1 94 9 . - 1 ca rtão ; 8 x 1 2 cm ( 4 1 c m )
Ca r t e i ra Prof iss i o n a l d e J o rn a l i st a a t ri b u íd a
p e l o S i n d ic a t o N a c i o n a l de J o r n a l i s t a s ,
rev a l i d a d a e m 1 94 8 e em 1 94 9 .
C o l e cção U r b a n o Tava res Rodrigues
66) [ U rbano Tava res R o d r i g u e s na redacção
d o D i á r i o d e L i s b o a , e m Lisbo a ] [ Re g i s t o
vis u a l J . - 1 9 56? - 1 fotogra f i a : p&b ;
1 2 x 9c m .
Col ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g u e s
67) [ Ca rtão d e I d e n t i dade d a R e n a scença
G rá f i ca - D i á ri o d e Lisboa J [ M a t e ri a l g rá f i c o J
/ R e nascença G rá f ica , D i á rio d e Lisboa. Lisboa : R G , D L , 9 O u ! . 1 95 3 . - 1 ca rtão ;
8 x 1 1 cm
Ca rtão d e I d e n t i d a d e d a R e n a scença G rá f i c a ,
p ro p ri e t á r i a d o D i á r i o d e L i sboa , n a q u a l id a d e
d e Corres p o n d e n t e e m Pa r i s , e m 9 O u t . 1 95 3
Colecção U r b a n o Tava res R o d r i g u e s
6 8 ) [ U rba n o Ta va res R o d r i g ues em
Ca m b r i d g e J [ R e g i sto visua l ] . - 1 9 5 5 . 1 fotogra f i a : p&b ; 1 3 x 9 c m .
Colecção U r bano Ta va res Rod r i g u es
69) J o r n a d a s no O r i e n t e : L isboa-Goa e vo l t a
/ U rb a n o Tav a res Rod r i g u e s . - [ S . I . J :
B e r t ra n d , 1 95 6 . - 2 8 2 , [ 1 ] p . ; 1 9cm
O b ra a u tog ra fada pe l o a u t o r
M N R R D R/ L i t/992
68
70) Clovis Graciano: pin tor da rea lidade
brasileira / U rbano Tavares Rodrigues
ln: Diário de Lisboa. Magazine. - [ Lisbo a ] . N . o 1 4 ( 1 8 O u ! . 1 958), p. 1 e 5
M N R PP/ 66
7 1 ) [Carta de Urbano Tavares Rodrigues a Má rio
BragaJ [ Ma n uscritoJ / U rbano Tavares
Rodri g ues. - Lisboa , 3 J u n . 1 959? - 1 f. ; 27cm
Ms. em papel t i mbrado do Diário d e Lisboa .
Urbano Tavares Rodrigues refere q u e a nseia por
ler o l ivro d e M á rio Braga " Livro das
sombras" e a crítica que este fez a o seu livro
''Aves da madrugada " , menciona vários
periódicos para os q uais enviou artigos
M N R A1 8/ 6 . 2 . 1 0/ CX. 3 - N ° 1 0
72) [Cartão de U rbano Tavares Rodrigues a
Mário Sacra mentoJ [ Ma n uscritoJ / Urba no
Tavares Rodrigues. - [Lisboa , s. d . ] . 1 cartão ; 6 x 1 0cm
Ms.
Urbano Tavares Rodrigues a g radece a
colaboração de M á rio Sacramento
a o jorna l E u ropa
M N R A23/ 6/ Cx. 7
73) E u ropa: Jornal d e C u l t u ra / d i r. Urbano
Tavares Rodrigues. - [ Lisboa J . - N ° 1 (Jan.
1 95 7 ) , p. 1
M N R PP/ 25
74) [ U rbano Tavares Rodrigues, e m Lourenço
M a rq ues, Moçambique, com Rui Knopfl i J
[ Registo visu a l J . - 1 963. - 1 fotografi a : p&b ;
1 1 x 1 7c m .
Colecção Urbano Tava res Rodrigues
75) [ U rbano Tavares Rodrigues no aeroporto de
Orly, Pa ris J [ Registo visu a l J . - [ 1 96 - J . 1 fotog raf i a : p&b ; 9 x 1 2cm.
Colecção U rbano Tavares Rodrigues
76) [ C a rtão de Identificação de I m prensa
C u l t u ral n.o 9 1 554J [ Material g ráficoJ /
I nternationale des Arts ; Préfecture de Paris. Pa ris: IA ; PP, [s. d . J . - 1 cartão ; 9 x 1 3cm
Cartão de Identificação de Imprensa C u ltural em
Paris, na q u a l idade de Mem bro Titular, cred itado
pela I n ternationale des Arts e pela Prefeitura de
Paris com o Cartão de Imprensa n O 9 1 554
Colecção Urbano Tavares Rodrigues
77) [ U rbano Tavares Rodrigues com Sofia de Mello
Breyner Andresen] [Registo visua l ] . - 1 96 1 . 1 fotog rafia: p&b ; 1 8 x 1 3cm.
Colecção U rbano Tavares Rodrigues
78) Saudade e anti-saudade na poesia
portuguesa 1 Urbano Tavares Rodrigues
ln: Jornal de Letras e Artes / dir. Azevedo Martins. Lisboa. - A. 1 , n.o 1 0 (6 Dez. 1 96 1 ) , p. 1 - 2
Urbano Tava res Rodrigues foi Chefe de Redacção
deste jornal.
Este n.o inclui o inq uérito sobre " O que é a
poesia " , ao qual responderam vários autores,
nomeadamente J oaquim Namorado.
MNR PPI 1 8
79) [Carta d e Urbano Tavares Rodrigues a
Joaquim Namorado] [Manuscrito] 1 U rbano
Tavares Rodrigues. - Lisboa, 1 3 Nov. 1 96 1 . - 1 f.
27cm
Ms.
Urbano Tavares Rodrigues pede cola boração a
Joaquim Namorado para o Jornal de Letras e
Artes do qual é Chefe de Redacção,
especificamente para o inquérito "O que é a
poesia"
MNR A51 6 . 2041 Cx. 2 1 - N.o 1 2
80) [Carta de Urbano Tavares Rodrigues a José
Ferreira Monte] [ Manuscrito] / Urbano Tavares
Rodrigues. - Monfortinho, 29 Set. 1 96-. - 1 f. ;
20cm + 1 envelope
Ms. em papel timbrado do Hotel da Fonte Santa,
nas Termas de Monfortinho.
Urbano Tava res Rodrigues pede colaboração de
José Ferreira Monte para o Jornal de Letras e
Artes do q u a l faz parte
MNR A61 6 . 2 2 1 61 Cx. 45 - N ° 44
8 1 ) [ U rbano Tavares Rodrigues com colegas de
redacção] [ Registo visual]. - [ 1 96 - ] . 1 fotografia: p&b ; 1 3 x 1 8cm
Colecção U rbano Tavares Rodrigues
82) [Cartão de Identidade da Renascença Gráfica
- Diário de Lisboa] [ Material gráfico] 1
Renascença Gráfica, Diário de Lisboa. - Lisboa:
RG, DL, 25 Jan. 1 961 . - 1 cartão ;
8 x l l cm
Ca rtão d e Identidade da Renascença Gráfica, pro­
prietária d o Diário de Lisboa, na qual idade de
Redactor, em 25 J a n . 1 961
Colecção Urbano Tava res Rodrigues
83) I m portâ n c i a e s i g n i f icado de u m a nova
i n d ú s t r i a em Ve n d a s N ovas 1 U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s e J o ã o C o rreg e d o r da Fonseca
ln: Sea ra N ova 1 d i r. A u g u sto Ca s i m i ro . L i s b o a . - N ° 1 4 37 (J u l . 1 9 65) , p. 1 9 6 - 1 98
R e p o r t a g e m d e U rb a n o Tav a re s R o d ri g u es
e J oã o Co rreg e d o r da Fo n seca
M N R PPI 2
84) [ U r b a n o Tava res R o d r i g u e s ] [ R e g i s t o
v i s u a l ] . - [ 1 96 - 7 ] . - 1 fotogra f i a : p & b ;
1 8 x 1 0c m
A fotog rafia f o i r a s g a d a a o m e i o
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
8 5 ) [ U rb a n o Tav a re s R o d ri g u e s na reda cção
d e O D i á ri o com uma c r i a n ç a ] [ Reg i s t o
vi s u a l ] . - [ 1 98 1 ] . - 1 fotogra fi a : p & b ;
1 1 x 1 7 cm
C o l ecção U rb a n o Ta va res Rod r i g u es
86) [ U rb a n o Tavares R o d r i g u e s com M a ri a
J u d i t e d e C a rva l h o n a red acção d o D i á ri o d e
L i s b o a ] [ R e g i s t o visu a l ] . - 1 9 7 7 . 1 fotog r a f i a : p&b ; 1 5 x 1 0 c m .
C o l e c ç ã o U rb a n o Ta v a re s R o d r i g u e s
8 7 ) M e m ó r i a d e M a ri a J u d i te d e C a rava l h o 1
U rb a n o Tav a res R o d r i g ues
l n : Ava n t e . - [ L i s bo a ] . - ( 1 5 M a r. 2 0 0 1 )
Recorte de j o r n a I
M N R H 2 1 481 Cx. 1 1
88) P a i n e l com t í t u l osl c a b eç a l h o s d e
a l g u m a s p u b l ica ções p e r i ó d i c a s c o m a s q u a i s
U rb a n o Tav a res R o d r i g u es c o l a b o ro u . 1 p a i n e l ; 90 x 63cm
M o n ta g e m com re p rod uções d o s o r i g i n a i s
8 9 ) [ A s m ã o s d e U rb a n o Tavares R o d ri g ues a
b a t e r um texto na m á q u i n a de escreve r]
[ Re g i s t o vis u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotog ra fi a :
p&b ; 1 8 x 25cm
R e p ro d u ç ã o d o o r i g i n a l
C o l ecção U rb a n o Tav a res Rod r i g u e s
[ U r b a n o Ta va res Rod r i g u e s d e fre n t e ]
[ R e g i s t o vi s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 f o t o g ra f i a :
p&b ; 7 x 7 cm
R e p ro d u ç ã o d o o r i g i n a l
C o lecção U rb a n o Tav a re s R o d r i g u e s
69
[ U rb a n o Tav a res R o d r i g u e s d e perfi l ] [ R e g i s t o
v i s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotogra f i a : p & b ; 7 x 7 c m
R e p ro d u ç ã o d o o ri g i n a l
Col ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
[ U r b a n o Tava res R od r i g ues a sorrir] [ Re g i s t o
vis u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 foto g ra f i a : p&b ; 7 x 7 c m
R e p ro d u ç ã o d o o r i g i n a l
Col ecção U rb a n o Tavares R o d r i g ues
[ U rbano Tava res Rodrigues a ler o jorna l ]
[ Re g isto vi s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotog rafi a :
p&b ; 7 x 7 c m
R e p ro d u ç ã o d o o r i g i n a l
Col ecção U r b a n o Tavares R o d ri g u es
[ U r b a n o Tava res Rodrigues p e n s a t ivo a l e r o
j orna l ] [ R e g i sto v i s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . 1 fotog rafi a : p&b ; 7 x 7cm
R e p ro d u ç ã o d o o r i g i n a l
Col ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
9 0 ) O l ivet t i S t u d i o 44 [ O bject o l . - I t á l i a :
O l ivett i , [ 1 9 5 2 ] . - 1 m á q u i n a de escrever
se m i - po rt á t i l : ferro f u n d i d o , m e t a l e massa ;
34 x 42 x 1 8c m + m a l e t a : c o u ro v e r m e l h o ;
29 x 38 x 1 2c m
Esta má q u i n a d e escrever a c o m p a n h o u
U rb a n o Tava res R o d r i g ues por t o d o o m u n d o ,
na s u a a c t i v i d a d e profiss i o n a l .
Col ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
9 1 ) U m a p e d r a d a no c h a rco: nove l a s /
U r b a n o Tava res R o d r i g u e s . - A m a d o r a :
B e r t ra n d , 1 95 7 . - 239, [ 2 ] p . ; 1 9 c m
Obra a u tografada pelo a u t o r d i ri g i d a
a A l ves R e d o l
M N R B i b l i ot eca P a rt i c u l a r A l v e s R e d o l
92) [ U r b a n o Tava res Rod ri g u es n a a t ri b u ição
d o Prémio Ricardo M a l h e i ro s n a Aca d e m ia
d a s C i ê n c i a s de L i s boa] [ Re g i s t o visu a l ] . [ 1 9 5 9 ] . - 1 fotog rafia : p&b ; 1 8 x 24cm
Ao rece b e r o P ré m i o R i cardo M a l h e i ros d a
Aca d e m i a d a s C i ê n cias d e L i s b o a , Secção d e
Let ras, d e J ú l i o D a n t a s
Col ecção U rb a n o Tav a res R o d r i g ues
70
93) [ Certificado d e a t r i b u ição do Prémio
R icardo M a l h e i ro s ] [ M a te r i a l g r á fico] /
Aca d e m i a de C i ê n c i as d e L i s boa . - L i s boa :
ACL, 1 9 58 ( L i s boa : O t tosgráfica ) . - 1 f. ;
49 x 3 1 cm
Prémio a t ri b u ído pela Aca d e m i a d e C i ências
d e L i sboa a U rb a n o Tava res Rod r i g u es pelo
l ivro " U m a pedrada no c h a rco " , n ov e l a de
1 95 7
Colecção U rb a n o Tavares R od r i g u es
94) [ P rojecto para nove l a s ] [ M a n u sc r i t o ] /
[ U rb a n o Tava res Rod ri g u e s ] . - [ 1 949 o u
1 95 2 7 ] . - 34 f. ; 2 6c m
M s . e m fo l ha t i m b ra d a d a U n iv e r s i t é d e
M o n t p e l l i e r.
M s . e n co n t ra d o no i n t e r i o r do m s . " Páscoa
e m neve"
Co l ecção Urbano Tava res Rod r i g u es
95) [ U rb a n o Tava res R o d r i g ues c o m o seu
re trato p i n t a d o p o r Ma ria J u d i t e d e Carva l h o ]
[ Re g i s t o vi s u a l ] . - [ 1 95 5 ] . - 1 fotografi a :
p & b ; 1 5 x 20cm.
Colecção U rb a n o Tavares R od r i g u es
96) Os i n s u b m issos / U r b a n o Tava res
Rod ri g ue s . - A m a d o ra : Bertra n d , 1 96 1 . 306 p . ; 1 9 c m . - (Autores port u g u eses)
MNR B i b l ioteca Particu l a r Alves R e d o l
97) Pa l a vras d a ú l t i m a h o ra [ M a n u s c r i t o ] /
U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s . - [ 1 9 6 - 7 ] . - 2 f.
29cm
Ms.
Escreve sobre a reed ição d a s u a o b ra " Os
i n s u b m i ssos"
Col ecção Urbano Tavares Rodri g u e s
9 8 ) [ U rba n o Tava res R o d r i g u e s n u m a pa l es t ra
na Feira do Livro ] [ R eg isto vis u a l ] . [ 1 9 7 - 7 ] . - 1 fotogra f i a : p&b ; 24 x 1 6c m .
Col ecção U r b a n o Tava res R o d r i g u e s
99) Fuga imóve l / U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s .
- L i s boa : M o raes, 1 9 8 2 . - 1 6 9 , [ 2 ] p . ;
20 c m . - (Círc u l o de prosa)
Esta o b ra recebeu o Prémio Aq u i l i n o R i b e i ro
da Aca d e m i a das Ciências de L i s b o a , 1 9 82
M N R R D R/ L i t/256
cat.
33
cat.
38
71
�,.,,;o d.
�Q da.
_ _
_
cat. 47
cat. 4 1
cal. 46
72
1 00) A vaga de ca l o r / U rb a n o Tav a re s
Rodri g u e s . - 2 8 ed . - M e m M a r t i n s :
P u b l i c a ções E u ropa -América , c o p o 1 98 6 . 1 1 7 p . ; 2 1 c m . - (Século 20 ; 268)
MNR R D R/ L i t/252
1 0 1 ) [ U rb a n o Tavares Rod rig ues n a
a p re s e n t a ç ã o d o l ivro "A v a g a de c a l o r " , e m
Fra n kfu rt] [ R eg isto vi s u a l ] . - [ 1 9 9 5 ] . 1 fotog ra fi a : c o lor. ; 9 x 1 3c m
C o l ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g u e s
1 02) V i o l e t a e a n o i t e / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s . - Mem M a rt i n s : P u b l icações
E u ropa -Am é r i c a , Copo 1 99 1 . - 1 64 , [3] p .
2 1 c m . - (Sécu l o 2 0 ; 3 2 8 )
E s t a o b ra recebeu o P r é m i o Fe r n a ndo N a m o ra
O b ra a u t og ra f a d a p e l o a u t o r d i r i g i d a a
Fernanda Damas
M N R B i b l i o t e c a Particu l a r Alexa n d re C a b ra l
1 03) [ Tre m e m - m e o s l á b i os . . . ] [ M a n u s c r i t o ] /
[ U rb a n o Tav a re s Rodri g u es ] . - [ 1 9 8 9/90 ] . 2 f. ; 30cm
D a c t i l os c r i t o com e m e n d a s .
M s . d o livro " V i o l e t a e a n o i t e "
C o lecção U rb a n o Tava res Rod r i g u e s
1 04) [ U rb a n o Tavares Rod rig u es a u t o g r a f a n d o
o s e u l i vro " R o t e i ro de e m e rg ê n c i a " ] [ Re g i s t o
v i s u a l ] . - [ 1 96 6 ] . - 1 fotog ra fia : p&b ;
1 2 x 1 8 cm
C o lecção U rb a n o Tava res R od r i g u es
1 05) [ U r b a n o Tavares Rod r i g u es no
l a n ç a m e n t o d o l ivro " O s u p re m o i n terdito " ]
[ R e g i s t o v i s u a l ] . - [ 2 000 ] . - 1 fotog ra f i a :
c o l o r. ; 9 x 1 3 c m
Acom p a n h a d o p e l o Prof. E d u a rdo P ra d o
C o e l h o , L u i z Fra n c i sco R e be l l o e F. Lyon d e
C a s t ro n o H o t e l A l t i s
C o l ecção U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s
1 06) A e s t a ç ã o d o u ra d a [ M a n u sc r i t o ] /
U rb a n o Tav a re s Rod r i g u e s . - [ A n t e s d e
20037 ] . - 2 2 f. ; 2 9 c m
Ms.
Texto m s . d a o b ra "A estação d o u ra d a "
C o l ecção U rb a n o Tavares Rod r i g u e s
1 07) A e s t a ç ã o d o u ra d a / U rb a n o Tav a re s
Rod ri g u e s . - M e m M a r t i n s : P u b l icações
E u ro p a - A m é r i c a , 2003. - 2 1 9 , [3] p.
23 c m . - ( C o n t e m porâ nea ; 86)
ISBN 972- 1 -05278-7
Esta obra recebeu o P r é m i o C a m i l o
Castelo B r a n c o
M N R R D R/ Li t/7268
1 08) A ú l t i m a c o l i n a / U rb a n o Ta va res
Rod r i g u e s . - L i s b o a : D . Q u i xo t e , 2 0 0 8 . 253 p . ; 24 cm
ISBN 9 7 8 - 9 7 2 - 2 0 - 3 6 5 2 - 8
M N R R D R/ L i t/7602
1 09) CMEPTb AHCTA = [ M o r t e d a c e g o n h a ] /
[ U rbano Tav a re s Rod r i g u es ] . M o c k b a
[ M oscovo ] : IhuatellbCTBo IIPAB.L\A, 1 9 7 7 . 46, [ 2 ] p . ; 1 7 c m . (OrOHEK ; 45)
Tra d u ção russa d e t rês con tos d o a u t o r :
" M o rte da cegon h a " , do l ivro C a s a de
Correcção ; " U m a pedrada no c h a rc o " , do
l i vro com o mesmo n o m e ; " M e s m o q u e a s s i m
sej a " , do l ivro Aves d a Madru g a da .
Co lecção U rb a n o Tavare s Rod r i g u e s
1 1 0) Prefá c i o à a n tolog i a " Ba s t a rdos do S o l "
[ M a n u s c ri t o ] / E m í l i a l u l z a r i . - [ 1 9 8 3 ] . - 5 f. ;
28cm
Dacti loscrito com e m e n d a s
Colecção U rbano Tav a res Rod rig u es
111) HE3AKOHHH AEUA HA CAbHETO
[ B a s t a rdos do S o l ] / [ U rb a n o Ta v a re s
Rodrigues ; p ref. e t r a d . E m í l i a l u l z a ri ] . IIAPMU3dAM [Bulgária]: IIAPTH3.L\ATI COCPIUI
[Partizdet l . 1 98 3 . - 2 6 8 , [ 3 ] p ; 20cm
Tra dução b ú l g a ra do l ivro do a u t o r " B a s t a rdos
do S o l "
C o l ecção U rbano Tav a re s Rod rig u es
1 1 2) " B a s t a rdos do S o l " na B u l g á ri a
l n : O D i á r i o . - [ S . I . ] . - ( 1 J u l . 1 9 83)
Recorte de jorna I
M N R H 1 / 1 5/ Cx. 30
1 1 3) "A vaga de c a l o r " bem rece b i d a e m
Fra nça
l n : J o r n a l d e Letra s . Pesso a l e
i n t ra n s m i s s íve l . - [ S . 1 . ] . - N . o 3 7 4
(5 S e t . 1 989) , p . 3
Recorte de j o r n a l
M N R H 1 / 1 5/ Cx. 3 0
73
1 1 4) [ U rb a n o Tava res R o d r i g u e s a u to g ra f a n d o
l ivros e m Fra n ç a ] [ Reg isto v i s u a l ] . - [ 1 99 - ] . 1 fotogra f i a : c o l o r. ; 1 0 x 1 5c m
C o l ecção U rb a n o Tavares R o d r i g ues
1 1 5) [ F i c h a c a d a s t ra l d e U rb a n o Ta va res
Rod r i g u e s ] [ M a n u s c r i t o ] / P I D E . - L i s b o a :
P I D E , 1 96 1 . - 1 f . ; 2 9 x 20cm
R e p rodução d e o ri g i n a l .
I ma g e m ced i d a p e l o A NTT, C ó d i g o d e
R e f e rê n c i a : P T/TT/PI D E/ E / 1 0 / 1 33/26457
Arqu ivos N a c i o n a i s To rre d o Tom bo
1 1 6 ) [ U rb a n o Tava res R o d r i g u e s a d i s c u rs a r
n o I I C o n g resso R e p u b l ic a n o e m Ave i ro ]
[ Re g isto vi s u a l ] . - [ 2 1 M a i o 1 96 9 ] . 1 fotogra f i a : p&b ; 24 x 1 9c m .
C o l e cção U rb a n o Tava res R o d r i g u es
1 1 7 ) Te n h o na ret i n a as i m a g e n s d a
p e rs e g u i ção / U r b a n o Tavares R o d r i g u es
l n : D i á r i o de N o t í c i a s . - [ S . 1 . ] . (4 A b r. 1 998)
Recorte d e j o r n a l
C o l e cção U rb a n o Tava res R o d r i g ues
1 1 8 ) [ C a rt a da Sociedade Port u g uesa de
E sc r i tores p a ra o M i n i s t ro d a E d ucação
N a c i o n a l ] [ M a n u s c r i t o ] / Soc i e d a d e
Port u g u esa d e E s c ri t o re s . - [ 2 1 Dez. 1 96 9 ] . 2 f. ; 34cm
D a c t i l os c ri t o .
Tra t a d a i n t e rvenção d a D i recção d a
Soc i e d a d e Portu g u esa d e E s c r i t o res j u n t o d o
M i n i s t ro d a E d uca ção N a c i o n a l , a l e r t a n d o
p a ra o e n c a rc e ra m e n t o d e v á r i o s e s c r i t ores,
e n t re e l e s U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
M N R A 6 / 6 . 3 1 33/ C X . 6 0 - N .o33
1 1 9) [ C a rtão d e U rba n o Tava res R o d r i g u e s
para J o s é Ferrei ra M o n t e ] [ M a n u s c r i t o ] /
U r b a n o Tava res R o d r i g u e s . - [9 J a n . 1 96 0 ] . 1 cartão de v i s i t a ; 9 x 1 3 cm + e n velope
Ms.
O a u t or esc reve s o b re a s pers e g u ições
p o l í t i c a s d e que é a lvo
M N R A6/ 6 . 2055/ CX. 43 - N . o 20
74
1 20) [ Ca rtão d e i d en t i fi cação de U rb a n o
Tava res R o d r i g ues d o C o n s e l h o P o r t u g u ê s
p a ra a P a z e Cooperação] [ M a t e r i a l g rá f i c o ]
/ C P P C . - 1 9 7 7 . - 1 c a rtão ; 7 x 1 0c m
Cartão d e i d e n t i fica ção d e U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s , n O 007 7 , onde s e propõe
p a r t i c i pa r n a luta pela paz e pela coopera çã o
e n tre os povos
Col ecção U r b a n o Tavares R o d ri g u e s
1 2 1 ) A l e g a ção no Tri b u n a l d a Boa - H o ra
[ M a n uscrito] / U rb a n o Tavares R o d r i g u e s . [ 1 9 Abr. 1 97 4 ] . - 1 f. ; 30cm
D a c t i loscrito.
Tes t e m u n ho escrito d e U rb a n o Tav a re s
R o d r i g u e s no j u l g a m e n to d e C a r l o s C o u t i n h o
n o Tr i b u n a l d a Boa - H o r a . S e r i a e n t re g u e a
u m a j o rn a l ista da B B C caso não p u d esse
fa l a r no j u l g a m e n t o , o que a c a b o u p o r não
aco n t ecer.
M N R A9/ 1 0 . 1 / Cx. 5 - N ° 1
1 22) [ U r b a n o Tava res R o d r i g u e s c o m u m
cartaz a l u s i vo ao 2 5 d e Abri l . c o m u m cravo]
[ Re g i s t o v i su a l ] . - [ 1 9 74 ] . - 1 fotog r a f i a :
c o l o r. ; 1 7 x 8 c m .
R e p rodução d e ori g i n a l e m posta l .
U rb a n o Tavares R o d r i g u es e m To ro n t o ,
Canadá
C o l e cção U rba no Ta vares Rod r i g u e s
1 23) Pala vras d e c o m b a t e / U r b a n o Tava res
Rod r i g u e s . - L i s boa : S e a ra N ova , 1 9 7 5 . 239, [ 1 ] p . ; 1 9 cm
P ri m e i ro l ivro de e n s a i o p o l í t i co s a íd o a p ó s o
25 de Abri l
M N R R D R/Lit/ l 003
1 24) [ Ca rtão d e i d e n t i ficação d e U rb a n o
Tavares Rodrig ues d a L i g a Port u g u e s a d o s
D i re i tos d o H o m e m ] [ M a t e r i a l g rá f i c o ] /
L P D H . - 1 S e ! . 1 9 7 6 . - 1 cartão ; 7 x 1 1 c m
C a rtão d e i d e n t i f i cação d a L i g a Po r t u g u esa
dos D i re i tos d o H o m e m , n.o 2 4 7 / 76
Col ecção U rb a n o Ta vares R o d r i g ues
1 25) [ U rb a n o Tavares R o d r i g ues com
A l exa n d re C a b ra l n a " Festa do M e rca d o d o
Povo " e m B e l é m ] [ R e g i s t o v i s u a l ] . - [ 1 9 7 4 ] . 1 fotogra f i a : color. ; 9 x 1 3c m
I n t e rvenção d e escritores
M N R A4/ R . 5 4 2
1 26) [ C a rtão de i d e n t i ficação de U rb a n o
Ta vares R o d r i g u es d a I n t e rn a t i o n a l
C o n ference of S o l i d a r i t y w i t h Afg h a n i s t a n ]
[ M a t e r i a l g rá f i c o ] / I C SA. - 1 9 7 9 . 1 cartão : 7 x 1 0cm
U rb a n o Tava res Rodrigues p a r t i c i p o u n a
C o n fe r ê n c i a I n t e r n a c i o n a l d e S o l i d a ri edade
pelo Afeg a n i s t ã o , que teve lugar e m K a b u l d e
2 4 - 2 7 Ag o . 1 9 7 9 , a t ravés do Movimento
Port u g u ê s para a Paz
C o lecção U rb a n o Ta vares Rodrig ues
1 32) [Ca rta de U rbano Tavares Rodrigues,
e n tão Presidente da D i recção d a Associação
Portugu esa de escri tores, para Joa q u i m
N a m orado] [ M a n u scrito] / U rb a no Tava res
Rodrigues. - [ 6 Ou!. 1 98 1 ] . - 2 f. : 6 x 1 0cm
Dactiloscri to.
Tra ta d e u m convite d i rigido a Joa q u i m
N a morado p a r a fazer parte da Com issão
Naciona l de a poio a o I I Congresso d e E scritores
Portugueses.
M N R A5/ 6 . 862/ Cx. 33
1 27) [ C a rtão de i d e n t i ficação d e U rb a n o
Ta va res R o d r i g u e s d a Confe rê n c i a M u n d i a l
d e S o l i d a r i ed a d e com o Povo Á rabe e a
P a l e s t i n a ] [ M a t e ri a l g rá f i co ] / C M S PAP. 1 9 7 9 . - 1 c a r t ã o p l a s t i ficado : 6 x 8cm
U rb a n o Ta v a re s Rod rigues participou n a
C o n f e r ê n c i a M u n d i a l de S o l i d a riedade c o m o
Povo Á rabe e a Pa l es t i n a , q u e teve l u g a r e m
L i s bo a de 2 - 6 N ov. 1 9 7 9
C o lecção U rb a n o Tavares Rodrigues
1 33) I I Congresso dos Escritores Portug ueses /
e d . Associação Portuguesa de Escritores. Lisboa : APE : Dom Q u ixote, 1 98 2 . 4 1 4 , [ 1 ] p. : 25 cm
M N R PRT/Ens/6661
1 28) A pe rve rsão d o conceito de l i berdade
e a u rg ê n c i a d a s u a reva lorização / U r b a n o
Ta vares R o d r i g u es
l n : Ava n t e . Pa l a vras e C ro m o s . - [ S . 1 . 1 . (9 J u n . 1 99 8 )
R ecorte d e j o rn a l
M N R H 2/ 48/ Cx. 1 1
1 29) P o rq u e s o u ca n d i d a t o [ M a n u s c r i t o ] /
U rb a n o Tav a re s Rod r i g u e s . - [ 1 9 - - ] . - 1 f. :
28cm
M s . com e m e n d a s .
D i s c u rso d e U rb a n o Tava res Rodri g u e s p e l a
CDU
Co lecção U rb a n o Ta vares Rodrigues
1 30) [ U rb a n o Ta vares Rodrigues n a
m a n i fe s t a ç ã o d o 1 0 d e M a i o ] [ R e g i s to v i s u a l ] .
- [ 20 0 2 ] . - 1 fotogra f i a : c o l a r. : 1 0 x 1 5c m .
Co lecção U rb a n o Ta vares Rodrigues
1 3 1 ) [ U rb a n o Ta vares Rodrigues a d i s c u rs a r
n u m c o m í c i o d o M D P/ C O E ] [ Re g i sto
vi s u a l ] . - [ 1 9 - - ] . - 1 fotogra f i a : p&b :
1 9 x 23cm
U rb a n o Ta v a re s Rodrigues a d i scurs a r, de
p u n h o fec h a d o , n u m comício do M o v i m e n t o
Democrático Português.
R e p ro d u ç ã o d o o rig i n a l
Co lecção U rb a n o Ta va res R o d r i g u e s
1 34) [ M edalha de H o n ra pelos 80 a nos de
U rbano Tavares Rodrigues] [Objecto] /
Sociedade Portug uesa de Autores. - [ S . 1 . ] :
SPA, [ 2005 ] . - 1 meda lha : 8cm d e d i â m etro +
1 p i n : 1 x 2cm + 1 caixa preta :
1 2 x 1 2 x 3cm
Atri b u ída a Urbano Tava res Rod rigues e m 2005
Colecção Urbano Tava res Rodrigues
1 35) [ U rbano Tavares Rod rigues com Joaq u i m
Pessoa e José d o Ca rmo Francisco n a
Sociedade Portug uesa de Autores e m Lisboa]
[ Re g i sto visua l ] . - [ 1 980 ] . - 1 fotogra fia :
p&b : 9 x 1 3c m .
Colecção U rbano Tavares Rodrig u es
1 36) [ P laca d e homenagem da Sociedade
Port u g u esa de Autores no seu 800 a n iversário a
U rbano Tavares Rodrigues] [ O bjectol /
[ S . 1 . ] : SPA, 2005. - 1 p laca : 7 x 1 1 cm +
1 ca ixa preta : 1 0 x 1 5 x 3cm
Atri b u ída a U rbano Tavares Rodrigues e m 27
J u n . 2005
Colecção Urbano Tavares Rodri g ues
1 37) [Ca rtão de U rbano Tavares Rod rigues para
M á rio Sacra m e n t o ] [ M a nuscrito] / U rbano
Tavares Rodrig ues. - [ 4 J a n . 1 96 0 ] . - 1 cartão
d e visita : 6 x 1 0cm + envelope
Ms.
O a u t o r refere o Ciclo de Conferências sobre o
Romance Conte mporâ neo para a Sociedade
Portu g u esa de Escritores, no qual partici pou
com " O roma nce francês con t e m porâ neo"
M N R A23/ 6/ Cx. 7
75
1 38) O romance contemporâneo [ M a t e r i a l
g ráfico] / Soc i e d a d e P o r t u g u e s a d e
E scri tores ; p a t r. Fund ação C a l o u ste
G u l b e n ki a n . - L i s boa : SPE ; FCG, 1 9 60. 1 folheto
M N R G6/ 24/ Cx. 7
1 39) O ro m a n ce francês co n t e m porâneo
[ Se p a r a t a ] / U rbano Tava res Rodrigues. L i sboa : S P E , 1 96 4 . - 2 2 , [ 1 ] p . ; 26cm
S e p a ra t a de: O ro mance co n t e m porâneo:
c i c l o d e c o n fe rên c i a s / Sociedade Port u g uesa
de E scrit ores ; p a t r. F u n da ção Ca louste
G u l be n k i a n . - Lisboa: S P E ; F C G , 1 960
M N R R D R/ E n s/983
1 40) [ U rbano Ta va res Rod r i g u e s na
h o m e n a g e m / exposição n a S N BA ] [ Re g i s t o
v i sua l ] . - [ 1 9 6 6 ] . - 1 fotog ra f i a : p&b ;
9 x 1 3c m .
U rbano Tavares R o d r i g ues nos 5 0 a n o s d a
carre i ra l i terária d e Fe rre i ra d e Castro
M N R A 1 9/ 8/ C x . 6
1 4 1 ) [ C a rtão de i d e n t i ficação d e U r b a n o
Tavares Rod r i g u e s da C o m u n i tà E u ropea d eg l i
Scri t t o r i ] [ M a t e ri a l g rá fico] / C O M E S . 1 J a n . 1 96 1 . - 1 cartão ; 1 1 x 1 4c m
C a rtão d e i d e n t i ficação d e U rbano Tava res
Rod r i g u es , n O 3 9 2 , d a Co m u n i d a d e E u ropeia
d os escri tores
C o l ecção U r b a n o Tava res Rodrigues
1 42 ) E n t re dois t i ros = [ Les g o m me s ] / Ala i n
Rob b e - G ri l l e t ; pref. e t ra d . Urbano Tava res
Rod r i g u es . - Lisboa: L ivros d o B ra s i l ,
[ 1 9 5 3 ] . - 2 5 6 , [ 7 ] p. ; 2 2 c m . ( Do i s m u n do s )
M N R G R L/Li t/4 865
1 43 ) M o n ó l o g o no país d e O d i n [ M a n uscrito]
/ Koste Va l e t a ; t r a d . U rb a n o Tavares
R o d r i g u es. - [ 1 9 - - ] . - 3 f. ; 2 5cm
Ms. com e m e n d a s .
Livro t r a d u z i d o d o g re g o p o r U rbano Tava res
Rod r i g u e s , a t ravés do texto francês de Roger
S a l o m on
Col ecção U r b a n o Tava res Rod r i g u e s
76
1 44) [ U rb a n o Tavares R o d r i g u es no C e n t ro
C u l t u r a l Portug uês da F u n d a ção C a l o u s t e
G u l be n k i a n e m P a r i s ] [ Re g i s t o visu a l ] . [ 1 980 ] . - 1 fotog ra f i a : p&b ; 9 x 1 3c m .
U rb a n o Tavares R o d r i g u e s com H ercu l a n o d e
Ca rva l h o , Arn a l d o S a ra i va e José Vitorino d e
Pina Martins
Co lecção U rbano Tavares Rodrigues
1 45) O s r u mo s e a s l i ções d a o b ra d e A l ves
R e d o l / U rbano Tava res Rodrigues
l n : D i á rio d e L i s boa . - [ L isboa ] . - ( 1 1 Dez.
1 969)
Recorte de j o r n a l
M N R H 1 / 37/ Cx. 1 0
1 46) [ U rbano Tava res R o d r i g u e s na festa e m
h o n ra d e Jorge A m a d o n a e d i tora P u b l ica ções
E u ro p a - A m é r i c a ] [ R e g i s t o v i s ua l ] . - [26 Fev.
1 9 66 ] . - 1 fotogra f i a : p&b ; 1 2 x 1 7 cm
N a fotogra fia estão Arm a n do Bacelar, Alves
R e d o l , U rb a n o Tava res R o d r i g u e s , Fe rrei ra d e
C a s t ro , J o rge A m a d o , Á lvaro S a l e m a ,
Alexa n d re C a b ra l , M a n u e l Alped r i n h a ,
Co rreg e d o r d a Fonseca
M N R A4/ 8
1 47 ) [ C a rtão de a s s i n a n te da "Vértice" d e
U rbano Tavares R o d r i g u es ] [ M a t erial g rá fico]
/ Revista Vértice. - [S. d . ] . - 1 cartão ;
7 x 1 0c m
C a r t ã o d e a s s i n a n t e d a "Vértice " , n . o 1 09
Co l ecção U rbano Tavares R o d r i g ues
1 48) Com J osé Gomes Ferreira: u m Verão no
C á u caso [ M a n us c r i t o ] / U rbano Tava res
R o d r i g u e s . - [ 1 98 6 ] . - 3 f. ; 30cm
Dact i l oscrito com e m e n d a s .
E s t e t e x t o f o i p u b l icado n a revista "Vért i ce " ,
vol . 4 6 , n . o 4 7 3 - 4 7 5 (J u l . - De z . 1 98 6 ) ,
p . 1 60 - 1 6 1
M N R B2/ Cx. C o l a b . O r i g . 1 985/86
1 49) Com José Gomes Fe rreira: um Verão n o
C á u caso / U rbano Ta va res Rod r i g u e s
l n : V é r t i c e : revista d e c u l t u ra e a rt e . C o i m b ra . - Vo l . 4 6 , n O 473-475 ( J u l . - D e z .
1 9 86) , p . 1 60 - 1 6 1
M N R P P/ 1
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77
1 50) [ U rbano Tava res Rod r i g u es n u m a
m a n i festação po p u lar] [ Re g i s t o vis u a l ] . [ 2 1 J u n . 1 980]. - 1 fotografia : p&b ; 1 6 x 24cm
E n t re os m a n i fes ta n tes enco n t ra mos
A l exa n d re Babo, A l exa n d re C a b ra l , José
G o m e s Ferre i ra e a esposa Rosá l i a e U rb a n o
Tava res R o d r i g u e s , com a u toco l a n tes
" Governo Sá C a r n e i ro p a ra a rua ! "
M N R A4/ Cx. 40
1 54) [ U rbano Tava res R o d r i g ues com J osé
Saramago na Fundação Luso-Am erica n a ]
[ R e g i s t o vis u a l ] . - 2 2 M a i o 2 0 0 1 . 1 fotogra f i a : color. ; 1 0 x 1 5c m
A p resentação d e " O n S a ra m a g o " , vol . 6 d e
" Po r t u g u ese L i t e ra r y & C u l t u r-a l S t u d i e s " ,
c o m p a rt i c i pação d e J o s é S a ra m a g o e H a ro l d
Bloom
Colecção U rbano Tavares Rod r i g u e s
1 5 1 ) [ C a rtão d e i d e n t i ficação d e U rb a n o
Tava res R o d r i g u e s d a Assoc iação
I n t e r n a c i o n a l d e C ríticos L i t e rá r i o s ] [ M a t e r i a l
g ráfico] / A I C L . - 1 97 2 . - 1 cartão ;
1 2 x 8cm
C a r t ã o de i d e n t i fi cação d a Associ a t i o n
I n t e r n a t i o n a l e des C r i t i q ues L i t t e r a i res,
n.o 31 1
C o l ecção U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s
1 55) Pa ra l á d a mágoa [ M a n uscri t o ] /
Fern a n d o P i n t o do A m a ra l . - [ 1 9 9 8 ] . - 3 f. ;
30cm
M s . com e m e n d a s .
Texto l i do n a a p resentação d o l ivro " M a rg e m
d a a u s ê n c i a " d e U rb a n o Tavares R o d r i g u e s ,
e d i t a d o p e l a A s a e m 1 99 8
Co lecção U rbano Tava res R o d r i g u e s
1 52) [ Ca rtão d e U rba n o Tava res R o d r i g u e s
p a ra J o a q u i m N a m o ra d o ] [ M a n uscrito] /
U rb a n o Tavares R o d r i g u e s . - 24 D e z . 1 97 8 . 1 cartão de v i s i t a ; 6 x 1 0c m
Ms.
O a u t o r escreve a i nd a g a r sobre o s e u a rt i g o
p a ra a revista " V é r t i c e " s o b re M a n u e l d a
Fonseca e e x p r i m e o d esejo d e se t o r n a r
a ss i n a n t e d a rev i s t a . E s t e a r t i g o foi p u b l icado
na " V é r t i c e " , vol . 3 8 , n O 4 1 5 ( De z . 1 978) ,
p . 689- 7 0 1
M N R A5/ 6 . 674/ Cx. 3 0 - N ° 30
1 53 ) O ve n t o , coro da t rag é d i a , s i g n o do
e s p a n to e d a v i o l ê ncia e m " Seara de Ve n t o " /
U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
l n : V é rt i c e : rev ista d e c u l t u ra e a rt e . C o i m b ra . - Vo l . 3 8 , n O 4 1 5 ( D e z . 1 9 78) ,
p. 689-701
Trata a o b ra " Se a r a d e Ven to " d e M a n u e l
L o p e s d a Fo n seca
M N R P P/ 1
1 56) [ D esenho p a ra capa d e A n o i t e roxa ]
[ Re g i s t o v i s u a l ] / A n t ó n i o Vaz Pe re i r a . [ 1 9 56 ] . - 1 d e s e n h o : t i n t a - d a - c h i n a s/ papel ;
26 x 1 8 cm ( d i m e nsões com m o l d u ra )
N .a, n.d.
Co lecção U r b a n o Tava res Rod rigues
1 57 ) [ Pe rf i l d e U rb a n o ] [ R egisto vis u a l ] /
A n t ó n i o Vaz Pere i r a . - [ 1 95- 7 ] . - 1 d e s e n h o :
t i n ta - d a - c h i n a s / p a p e l ; 34 x 30 c m
( d i m e n sões com m o l d u ra )
N.a, n.d.
Colecção U rbano Tav a res Rod rig ues
1 58) E s t u d o Urbano [ Re g i s t o v i s u a l ] /
Franc isco S i m õ e s . - 1 98 6 . - 1 d e s e n h o :
g ra f i t e s / papel ; 6 6 x 50cm
M N R Doação por Fra n c i sco S i mões
1 59) [ B i l h ete d e I d e n t i d a d e d a R e p ú b l ica
Port u g uesa] [ M a t e r i a l g ráfico] / R e p ú b l i c a
Port u g u e s a . - Lis boa : D i recção d o s Serviços
d e I d e n t i f icaçã o , 1 96 5 . - 1 cartã o :
p l a s t i ficado ; 8 x 1 2 c m
B i l h e t e d e I d e n t i d a d e d a Rep ú b l i ca
Port u g uesa n . o 1 2 05546
Co lecção Urbano Ta va res R o d r i g u es
1 60) [ B i l hete de I d e n t i d a d e da A ca d e m i a das
C i ê n c i a s d e Lisboa ] [ M a t e r i a l g r á f i c o ] /
R e p ú b l i ca Port u g u e s a , M i n i s t é r i o d a
E d ucação e C u l t u ra . - L i s b o a : R P, M E C ,
[ s . d . ] . - 1 cartão ; 8 x 1 2c m
Co lecção U rb a n o Tava res Rod r i g u e s
78
1 6 1 ) [ M e m bro E fect ivo da Aca d e m i a das
C i ê n c i a s d e L i s boa ] [ M a t e r i a l g rá fico] /
Acad e m i a d a s C i ê n c i a s de Li sboa . - L i sboa :
A C L , 1 4 A b r. 1 98 8 . - 1 d i p l o m a : 1 f. em
p a pe l ; 5 9 x 40cm
M e m b ro E fectivo d a C l asse Letra s , Secção 1 ,
L i tera t u ra e E s t u dos L i terários.
P r i m e i ro f o i m e m b ro Corres p o n d e n t e d a
A ca d e m ia d a s C i ê n c i a s d e L isboa a 1 2 J u l .
1 97 5
C o lecção U rbano Ta vares Rodrig ues
1 62) [ Ca n et a M o n t b l a n c ] [ O bjec t o ] . - [ S . I . ] :
M o n t b l a n c , [ s . d . ] . - 1 caneta d e a pa ro :
p reta ; 1 3c m
C a n eta d e a p a ro M o n t b l a n c c o m o n . o 342 na
t a m pa .
N o a p a ro da canet a está g ravado M o n t b l a n c
1 4 0 se g u i d o d e M o n t b l a n c 5 8 5 .
C o lecção U rb a n o Ta vares Rod r i g u es
[ C a n e t a Parker] [ O bjecto ] . - USA: Parker,
[ s . d . ] . - 1 ca n eta de a p a r o : m e t a l d o u ra d o ;
1 3c m
N o a p a ro d a cane ta está g ravado Pa rker 6 5
C o lecção U r b a n o Tavares Rod rigues
1 63) [ U rb a n o Ta vares Rodrig ues n o P ré m i o
V i d a L i te r á r i a n a C u l t u rgestl [ R e g i s t o
v i s u a l ] . - [ 2 0 00 ] . - 1 fotogra f i a : color. ;
1 0 x 1 5c m .
Prém i o V i d a L i t e rá ri a a t r i b u íd o a U rbano
Ta vares R o d r i g u es. E n tre o u t ros, est iveram
p re s e n t es n a mesa o D r. J o rg e S a m p a i o
C o lecção U r b a n o Ta vares Rod rigues
1 64) [ U rb a n o Ta vares Rodrigues q u a n d o foi
c o n decorado com a O rd e m d o I n fa n t e
D . H e n r i q u e ] [ R egisto visua l ] . - [ 2 0 J a n .
1 99 4 ] . - 1 fotog ra f i a : c o l o r. ; 20 x 2 5 c m .
U r b a n o Ta va res Rodri gues fo i condecora d o
c o m a O rd e m d o I n fa n te D . H e n r i q u e c o m
o G r a u d e C o m e n d a d o r, en treg u e p e l o
D r. M á ri o S o a res
C o lecção U rb a n o Ta va res Rodrigues
1 65) [ O rd e m d o I n fa n t e D . H e n r i q u e : G ra u de
C o m e n d a d o r ] [ O bjecto] / [ R e p ú b l ica
Portug uesa ] . - ( L i s boa : F rede rico Cos t a ,
[ s . d . ] ) . - 1 c r u z pátea p e n d e n t e : e s m a l t e
vermelho f i t e l a d o d e o u ro ; 5 , 5 x 6 , 5cm +
b a n d a t ricolor: seda a z u l , bra n ca e n e g ra +
p l a c a : p ra t a , e s m a l t e branco no c e n t ro com
rea l ce d e o u ro , contido por l i s t e i c i rc u l a r
n e g ro c o m a m á x i m a " Ta l e n t d e B i e n Fa i re " ;
7 , 5 c m + 1 a l f i n e t e de l a p e l a : l a t ã o com
a p l icação de fita az u l , b ranca e n e g ra ; 5cm +
1 a l finete c ru z pátea pen d e n t e : e s m a l t e
verm e l h o f i t e l a d o d e o u ro ; 1 x 2 c m + f i t a
t ri color: s e d a a z u l , branca e n eg ra ; 9 c m +
1 caixa a z u l ; 1 4 x 28 x 5cm
A t r i b u í d a a U rb a n o Tavares R o d r i g ues e m 2 0
J a n . 1 99 4 ( p u b l icado e m D R e m 1 8 Fev. 1 994)
C o l ecção U rbano Tavares Rod r i g u e s
1 66) [ U rba n o Tava res Rodrigues n a s a l a d e
p i n t u ra ] [ Re g i s t o visua l ] . - [ 2 0 0- 7 ] . 1 fotogra f i a : col or. ; 1 0 x 1 5c m .
Colecção U r b a n o Tavares Rod ri g u es
1 67) [ B loco com a p o n t a m e n t o s ] [ M a n u scrito]
/ U rbano Tavares R o d ri g ues. - [ 2 0 0 - ] . 26 f. ; 28cm
Ms. com e m e n d a s .
N a p r i m e i ra fo l h a d o b l oco l ê - s e s o b re
"A n o i t e em B o m ba i m " .
E m Dezem bro d e 2002 U rba n o Tava res
R o d r i g u es foi à í n d i a fazer c o n ferê n c i a s sobre
L i t e r a t u ra Port u g u esa em Goa e em D e l h i , a
convite da Fund ação Oriente, e foi aí q u e
começou a esboçar o l ivro " R ostos d a í n d i a e
a l g u n s s o n h os " , q u e v i r i a a ser p u b l i c a d o em
2005.
Várias folhas em branco
Co lecção U rbano Tavares Rod r i g u e s
1 68) U rbano Ta vares Rod r i g u e s : R o s t o s d a
í n d i a e a l g u ns son hos [ M a n us c r i t o ] / U rb a n o
Tavares Rod rigues. - [ 2 00 - ] . - 1 6 f. ; 2 9 c m
Ms.
E s t e m s . envolve várias versões d o l iv ro
Rostos da í n d i a e a l g u n s s o n h o s , p u b l i ca d o
em 2005.
Co lecção U rba n o Tava res Rod r i g u e s
79
Europa
e
Consciência
EVROPA
jornal de cultura
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1 69) Rostos da í n d i a e a l g u n s s o n h o s /
U rb a n o Tavares R o d r i g ues. - Lis boa : Asa ,
2 0 0 5 . - 4 2 , [ 5 ] p . : i I . ; 23cm. - ( Pe q u e n o
forma to)
C o n t é m uma g ra v u ra h i n d u .
C o n t é m poema d e d ica do à s u a a c t u a l m u l h e r,
Ana Maria Salvado
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
1 70) [ U rb a n o Tava res Rodrigues e o f i l h o
A n t ó n i o ] [ Reg i s t o visua l ] . - [ 2 00- ] . 1 fo t o g ra f i a : col o r. ; 1 5 x 1 0c m .
C ol ecção U rb a n o Tavares Rodrigues
[ U rbano Ta va res R od r i g u es e a s u a m u l h e r
A n a M a r i a ] [ Re g i s t o visu a l ] . - [ 2 00- 7 ] . 1 fotogra f i a : c o l o r. ; 1 0 x 1 5c m .
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
1 7 1 ) Escreviver: f é r i a s e não [ M a n uscri t o ] /
U rb a n o Tava res R od r i g u e s . - [ 1 9 8 - ? ] . - 2 f.
2 8c m
M s . com e m e n d a s .
E screve sobre o romance "A v a g a d e c a l o r "
C o l e cção U rb a n o Tava res Rod r i g ues
1 72 ) [ U r bano Ta va res Rod r i g u es à secre t á r i a ]
[ R eg i s to vis u a l ] . - [200 - ? ] . - 1 foto g r a f i a :
p&b ; 1 8 x 1 3c m .
C o l e cção U rb a n o Tava res Rodrigues
1 73 ) [ O rd e m d e S a n t ' l a g o d a E s pa d a :
G r ã - c r u z ] [ M a t e r i a l g ráfico ] / [ Re p ú b l ica
Port u g u esa ] . - [ S . 1 . ] : R P, 2008. - 1 d i p l o m a :
1 f . e m p a p e l ; 33 x 24cm
At r i b u íd o a U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s e m 6
J u n . 2 0 0 8 , p u b l icado em DR n O 1 93 , 2a Série
( 6 Ou!. 2 00 8 )
C o l ecção U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
1 74) O b ras c o m p l e tas : vol . 2 / U r b a n o
Tava res R o d r i g u e s ; p ref. M a n u e l d e G u s m ã o .
- L i s boa : D o m Q u ixo t e , 2 00 9 . - 5 1 8 p . ;
24 c m
C o n t é m : " U m a p e d ra d a no c h a rco " . - p . 2 1 1 8 3 ; "As aves da mad rugada " . - p. 1 85 - 3 3 1
" Ba s t a rd o s d o S o l " . - p . 333-409. - " N u s e
s u p l i ca n tes " . - p . 4 1 1 - 5 1 1
I S B N 9 7 8 - 9 7 2 - 2 0 - 3 765-5
M N R R D R/ L i t/7598
82
1 75) H o ra d e O u tono / U rbano Tavares
R o d r i g ues
l n : Vé r t i c e : revista d e c u l t u ra e a rte / d i r.
R a u l G o m e s . - Vo l . 1 8 , n . o 1 7 2 ( J a n . 1 95 8 ) ,
p. 9
M N R PP/ 1
1 76) Abecê da negação / U rbano Tava res
R o d r i g u e s . - L isboa : C a m i n ho , 1 98 0 . 1 1 1 p . ; 1 9 c m . - (O campo da pa lavra ; 8)
O b ra a u t o g ra fa d a p e l o autor d i ri g ida
a Al exa n d re C a b ral
M N R B i b l i oteca Part i c u l a r Alexa n d re C a b r a l
1 7 7) A s aves d a m a d rugada / U r bano Tava res
R o d r i g u e s . - Amad ora : Bertra n d , 1 95 9 . 1 96 , [ 1 ] p . ; 1 9 c m . - (Autores port u g ueses)
O b ra a u t o g rafada pelo a u t o r d i ri g i d a
a A l exa n d re Ca bra l
M N R B i b l ioteca Pa rticu l a r A l exa n d re C a b r a l
1 78) A s aves d a madrugada / Urba no Tavares
Rod rig ues. - 2a ed. revista - Amadora: Bertra n d ,
1 966. - 2 1 6 , [3] p. ; 1 9 c m . - (Autores
portugueses)
M N R R D R/Lit/8 1 4
1 79) As aves d a madrugada / Urbano Tavares
Rodrigues; apresento Oscar Lopes. E d . brasileira. - Rio de Janeiro: Civilização
Brasi leira, 1 97 2 . - 1 46 p. ; 21 cm. (Caravelas ; 5)
M N R RDR/Lit/761
1 80) Bastardos do Sol / Urbano Tavares
Rodrigues. - 2a ed . revista. - Amadora:
Bertra n d , 1 966. - 1 63 p. ; 1 9 cm. (Autores portug ueses)
Contém um estudo de Luiz Francisco Rebello
M N R RDR/Lit/62 1 2
1 8 1 ) B a s t a rdos d o Sol / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s ; p refácio da e d . francesa p o r
C l a u d e M i c h e l C l u ny. - 3 a e d . revi s t a . A m a d o r a : Bertra n d , 1 97 2 . - 1 8 2 , [ 1 ] p .
19 cm
C o n t é m u m e s t u d o d e L u i z Fra n c i sco Rebel l o
M N R R D R/Lit/2 1 1 7
1 82) Bastardos do Sol / Urbano Tavares Rodrigues ;
prefácio da ed. francesa por Claude Michel Cluny. 4a ed. revista. - Lisboa: Círculo de Leitores.
1 974. - 1 75. [7) p. ; 2 1 cm
M N R RDR/Lit/81 3
1 8 3) Basta rdos do Sol / U rb a n o Ta vares
R o d r i g ues ; prefácio da ed. francesa por
C l a u d e M i c h e l C l u ny. - 5a ed. rev i s t a . L i s b o a : C a m i n h o . copo 1 9 8 2 . - 1 74 p .
2 1 c m . - ( O b ra s [ d e ) U rb a n o Tava res
R o d ri g ues)
Contém um estudo d e Luiz Franci sco R e b e l l o
M N R R D R/Lit/254
1 84) B a s t a rdos do Sol / U rb a n o Tavares
Rodri g u es ; i n t ro d . João d e M e l o . - 5a e d .
rev i s t a . - L i s b o a : C a m i n h o . copo 1 98 2 . 1 7 4 p. ; 2 1 c m . - ( O b ras [ d e ) U rb a n o
Ta va res R o d r i g u es)
C o n t é m um e s t u d o d e L u i z Fra ncisco Rebe l l o
M N R R D R/ L i t/95 1
1 85) Os cadernos secretos do Prior do Crato
/ U r b a n o Tava res Rodrigues. - L i s boa :
D o m Q u ixote. 2 0 07 . - 1 04 . [ 6 ) p. ; 24 cm
M N R R D R/Li t/7 6 0 1
1 86) C a r n a v a l n e g ro / U rb a n o Ta vares
R o d r i g u es . - L i s b o a : M ovi m e n to . 1 96 7 . 4 2 . [ 1 ) p . ; 1 7 c m . - ( N ovela ; 4)
M N R R D R/ L i t/987
1 8 7 ) Casa d e co rrecção / U rbano Tavares
R o d r i g u e s . - A m a d o ra : B e r t ra n d . 1 96 8 . 1 85 . [ 2 ) p . ; 1 9 c m . - (Autores portugueses)
O b ra a u t o g ra f a d a pelo a u t o r d i ri g i d a
a A l ves R e d o l
M N R B i b l ioteca Part i c u l a r Alves Redol
1 88 ) Casa d e correcção / U rb a n o Tavares
R o d r i g u es ; posfácio d e José Sara m a g o . 2a e d . rev i s t a . - Amad ora : Bertra n d . 1 97 2 . 1 9 1 . [ 2 ) p . ; 1 9 cm
M N R R D R / L i t/ 1 7 1 8
1 89) Casa d e co rrecção / U rb a n o Tavares
R o d r i g u es ; p ref. E d u a rd o Lourenço. - 3a e d .
rev i s t a . - M e m M a rt i n s : P u b l icações
E u ro p a - A m é r i c a . 1 98 7 . - 1 54 . [ 1 ) p . ;
2 1 c m . - ( S é c u l o 20 ; 2 7 8 )
M N R R D R / L i t/6576
1 90) O cava lo d a n o i te / U rb a n o Tavares
Rodrigues ; i I . R a f fa e l l o Be rgo n s e . - L i sboa :
Dom Q u ixote. 2 0 0 6 . - 28 p . : i I . ; 27 c m
L i te ra t u ra i n fa n t i l .
I S B N 9 7 2 - 2 0 - 3042 - 6
M N R R D R/Lit/7597
1 9 1 ) C o n tos da solidão / U rba no Tavares
Rod r i g u e s . - A m a d o ra : B e rt ra n d . [ 1 9 7 0 ) . 280. [3) p . ; 1 9 cm
O b ra a u t ografada p e l o a u to r d i ri g i d a
a Alexa n d re C a b ra l
B i b l i oteca Part i c u l a r Al exandre C a b ra l
1 92) Con tos da s o l i d ã o / U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s . - 2a ed. rev i s t a . - A m a d o ra :
Bertra n d . [ 1 97 2 ) . - 2 8 4 . [ 3 ) p . ; 1 9 c m . ­
(Au tores port u g u eses)
M N R R D R/L it/560
1 93) Ao co n t rá r i o das ondas / U r b a n o
Tavares R o d r i g u e s . - Li sboa : Dom Q u ixote.
2007. - 2a e d . - 1 25 . [8) p . ; 24 cm
1 a e d . e m 2006
M N R R D R/Lit/7599
1 94) Deserto com vozes / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s . - Porto : I n ova . [ s . d . ) . 300. [ 1 1 ) p . ; 20 c m . - ( Ofício de viver ; 1 7 )
O b ra a u to g ra fa d a p e l o a u t o r d i ri g i d a
a A l exa n d re C a b ra l
M N R B i b l io teca Pa r t i c u l a r Alexandre C a b ra l
1 95) Deserto co m vozes / U rb a n o Tava res
R od r i g u e s . - 2a e d . rev i s t a . - Lisboa :
Seara Nova . 1 97 6 . - 3 1 6 p . ; 1 9 c m
M N R R D R/ L i t/556
1 96) Des ped idas d e verão / U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s . - [ A m a d o ra ) : Bert ra n d . 1 96 7 . 1 74 . [ 2 ) p . ; 1 9 c m . - (Autores port u g u eses)
O b ra a u tografa d a pelo a u to r d i ri g i d a
a Alexa n d re C a b r a l
M N R B i b l io teca Particu l a r A l e x a n d re Cabral
1 97) Despedidas d e verão / U rb a n o Ta vares
Rod r i g u e s . - 2a ed. rev i s t a . - Amadora :
Bertra n d . i m p . 1 9 7 4 . - 1 9 2 . [ 1 ) p .
1 9 c m . - (Au tores port u g ueses)
M N R R D R/Lit/557
83
1 9B) Desvi a d os / U r b a n o Tava res R o d r i g u e s ;
d i r. A n t ó n i o Fe i o . - L i s b o a : E d i t o r i a l
O rg a n i zações, [ 1 9 - - ? ] . - 5 6 p . ; 1 7 c m . ( N ovela / d i r. M a n u e l do N a s c i m e n t o ; 2 3 )
M N R R D R/ L i t/4476
1 99 ) O dia ú l t i m o e o p ri m e i ro / U r b a n o
Tava res Rod r i g u e s . - Lisboa: C a m i n ho ,
1 99 9 . - 35 p . ; 2 1 c m . - ( C a m i n h o d e Abri l )
I n i c i a t iva d a E d i to r i a l C a m i n h o c o m vista
a a s s i n a l a r o 25° a n iv e rs á r i o d o 25 d e A b ri l .
C o l ecção «fec h a d a » q u e e n cerrou com
a p u b l icação d e 1 1 t í t u los d e 1 1 a u t o res
d i fe r e n t e s , e d i t a d a n o mês d e A b ri l d e 1 999
I S B N 9 7 2 - 2 1 - 1 25 1 - 1
M N R R D R/ L i t/6236
200) D i a s l a mace n tos / U rb a n o Tav a res
Rod r i g u e s . - L i s boa: Port u g á l i a , 1 96 5 . 1 39 , [ 8 ] p . ; 20 c m . - ( C o n t e m porâ nea ; 73)
O b r a a u tografada p e l o autor d i r i g i d a
a A l ves R e d o l
M N R B i b l i o teca P a rt i c u l a r Alves R e d o l
201 ) D i a s l a m a c e n tos / U rb a n o Tavares
Rod r i g u e s . - 2" e d . revi s t a . - A m a d ora :
B e r t ra n d , 1 9 7 2 . - 1 5 3 , [ 2 ] p . ; 1 9 c m . (Au t ores port u g u eses)
Obra a u tografada pe l o a u t o r d i r i g i d a
a Alexa n d re C a b r a l
M N R B i b l i o teca Part i c u l a r Alexa n d re C a b ra l
202) D i á ri o d a a u sência e textos d e presença
activa / U r b a n o Tava res R o d r i g u e s . Amadora: Bertra n d , 1 975. - 286 p . ; 1 9 cm. ( A u t ores port u g u eses)
M N R R D R/ L i t/4243
203) Dissolução / Urbano Tavares Rodrigues. Amadora: Bertra n d , i m p . 1 974. - 247 p. ;
1 9 c m . - (Autores portugueses)
Obra a u tografada pelo autor d i rig ida a Alexa ndre
Cabral
MNR B i b l ioteca Particular Alexandre Cabral
204) D i s s o l u ç ã o / Urbano Tavares Rod r i g u e s .
- 3" e d . rev i s t a . - M e m M a rt i ns :
P u b l i c a ções E u ro pa-América, 1 99 9 . 1 97 [ 2 ] p . ; 23 c m . - (Contem porâ n ea ; 1 2 )
I S B N 9 7 2 - 1 -046 1 4 - 0
M N R R D R/ L i t/6358
84
205) E l e g i a à esperança / U rb a n o Ta vares
Rod r i g u e s . - L i s boa : D i a b r i l , 1 97 7 . 1 44 , [ 2 ] p . ; 20 c m
O b ra a u to g ra fa d a p e l o a u t o r d i r i g i d a
a Alexa n d re C a b r a l
M N R B i b l iot eca P a r t i c u l a r A l exa n d re Cabra l
206) E n s a ios d e a pós-Abril / U rb a n o Tavares
Rod r i g u e s . - Lisboa: M o raes, 1 97 7 . 1 20 , [ 5 ] p . ; 23 c m . - (Te m a s e p ro b l e m a s .
Literatura, ciências d a l i nguagem)
M N R R D R/ E n s/645
207) E n sa ios d e escreviver / U rb a n o Tavares
Rod r i g u e s . - Port o : I n ova , 1 97 0 . 2 7 4 , [ 7 ] p . ; 20 c m . - (As p a l a v ras e as
c o i s a s . C u l t ura l i t e rá r i a )
O b ra a u t o g rafada p e l o a u t o r d i r i g i d a
a A l exa n d re C a b ra l
M N R B i b l i oteca P a rt i c u l a r A l ex a n d re Cabral
20B) Escritos t e m porais / U rba n o Tavares
R o d r i g u e s . - [ S . 1 . ] : A l i cerce, l i m p o 1 96 9 ] . 1 5 5 , [ 4 ] p . ; 1 9 c m . - ( E n sa i o ; 1 )
O b ra a u t o g rafada p e l o a u t o r d i ri g i d a
a Alexa n d re C a b r a l
M N R B i b l i o teca P a rt i c u l a r Alexa n d re Cabral
209) E s t a est ra n h a L i s boa / U r b a no Tavares
R o d r i g u es ; foI. E d u a rd o G a g e i r o . - Lisboa :
Pre l o , 1 9 7 2 . - 1 3 1 , [ 4 ] p . : i I . ; 2 1 cm
M N R R D R/Li t/4634
2 1 0) E s t ra d a d e m o rrer / U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s . - A m a d ora : B e r t ra n d , [ 1 97 2 ] . 1 8 2 , [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - (Autores port u g u eses)
O b ra a u t o g ra fa d a pelo a u t o r d i r i g i d a
a A l exa n d re C a b r a l
M N R B i b l ioteca Part i c u l a r A l exa n d re Cabral
2 1 1 ) Estremad u ra / U rb a n o Tav a res
Rod r i g u e s . - L i s b o a : Livraria B e rtra n d ,
[ 1 9- - ] . - 254, [ 1 ] p. ; 1 B cm. ­
( A n t o l o g i a da Te rra Port u g u esa ; 1 5 )
O b ra a u t ografada p e l o a u tor d i r i g i d a
a Alexa n d re C a b r a l
M N R B i b l i oteca Particu l a r Alexa n d re Cabral
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85
2 1 2) U m a e t a p a da revolução / U r b a n o
Tava res Rod r i g u e s . - L i s b o a : S e a r a N o v a .
1 9 7 5 . - 1 54 . [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - (Cadernos
S e a r a N ova . Actualidade n a c i o n a l )
M N R B i b l i o t eca Pa rt i c u l a r A l ex a n d re C a b r a l
2 1 3) O eterno efém ero / U rb a n o Tavares
Rod r i g u e s . - L i s boa : Dom Q u ixote . 2 0 0 7 . 3a e d . - 1 34 . [ 6 ] p . ; 24 c m
1 a ed. em 2005
M N R R D R/ L i t/7600
2 1 4) E x í l i o pertu rbado / U rb a n o Tav a res
R o d r i g u es . - A m a dora : Bertra n d . 1 96 2 . 2 8 0 p . ; 1 9 c m . - (Au tores port u g u eses)
Obra a u tog rafada pelo autor d i ri g i d a
a Alves Redol
MN R B i b l i o t eca Pa rt i c u l a r Alves Redol
2 1 5) Exíl i o p e r t u rbado / U rbano Tavares
Rod r i g u e s ; p ref. J osé Pa l i a e C a r m o . 2a e d . revi s t a . - Amad ora : Bert ra n d . 1 96 9 . 2 9 3 p . ; 1 9 c m . - (Aut ores portug u eses)
M N R R D R/ L i t/763
2 1 6) E x í l i o p e r t u rbado / U rb a n o Ta va res
Rod r i g u e s . - M e m M a rt i n s : Publ icações
E u ro p a - A m é rica . [co p o 1 98 2 ] . - 1 60 . [ 1 ] p .
1 8 c m . - ( L ivros d e Bolso E u ro p a - A m érica ;
370)
M N R R D R/Li t/259
2 1 7 ) F i l ipa nesse dia / U rbano Tava res
Rod r i g u e s . - M e m M a rt i n s : P u b l icações
E u ro p a - A m é rica . copo 1 98 8 . - 1 07 . [3] p.
2 1 c m . - ( S éc u l o 20 ; 298)
I S B N 972- 1 -02632-8
M N R R D R/Lit/250
2 1 8) De F l o re n ç a a N ova I o rq u e / U rb a n o
Tava res Rod r i g u e s . - L i s b o a : Port u g á l i a .
1 96 3 . - 2 8 6 . [ 1 3 ] p . ; 1 7 c m . (O L ivro de B o l s o ; 4 6 - 4 7 )
O b ra a u tog ra f a d a p e l o a u t o r d i ri g i d a
a R o g é r i o Fernan des
M N R R D R/ L i t/3987
86
2 1 9) Fuga i m óvel / U rba n o Tava res
R o d r i g u e s . - 2a ed. rev i s t a . - M e m M a rt i n s :
E u ropa -América . 1 99 2 . - 1 7 1 . [ 4 ] p .
2 1 c m . - (Séc u l o 2 0 ; 343)
I S B N 9 7 2 - 1 -03497-5
M N R R D R/Li t/3367
220) O gosto d e ler / U rb a n o Tav a re s
R o d r i g u e s . - Porto: Nova Crít i c a .
[ 1 9807]. - 246. [2] p . ; 2 1 cm. ( B i b l i oteca Nova Crítica ; 1 5)
O b ra a u to g ra fada pelo a u t o r d i r i g ida
a Alexa n d re C a b ra l
M N R B i b l i oteca Pa r t i c u l a r A l ex a n d re C a b r a l
2 2 1 ) As g rades e o rio / U r b a n o Tav a re s
R o d r i g u e s . - Porto: I n ova . 1 9 7 4 . 2 9 7 . [ 6 ] p . ; 20 c m . - (Ofício de vive r ; 2 3 )
O b ra a u tografada p e l o a u t o r d i r i g i da
a Al exa n d re Ca bra l
M N R B i b l ioteca Pa rticu l a r Alexa n d re C a bra l
222) Horas p e rd i d a s / U r b a n o Tava res
Rod r i g u e s . - [Amadora ] : B e rt ra n d .
i m p . 1 96 9 . - 2 e d . - 2 2 2 . [ 1 ] p . ; 1 9 c m
O b ra a u t og rafada p e l o a u to r d i ri g ida
a A l exa n d re Cabral
M N R B i b l iot eca Particu l a r A l exa n d re C a b r a l
2 2 3 ) H o ras perdidas / U r b a n o Tava res
Rod r i g u e s ; pref. M i g u e l U r b a n o Rod r i g u e s . Amad ora : Bertra n d . i m p . 1 97 3 . - 2 e d . 224. [ 1 ] p. ; 1 9 cm
O b ra a u togra fada p e l o a u t o r d i ri g i d a
a Alexa n d re Cabral
M N R B i b l i oteca Pa rticu l a r A l exa n d re C a b ra l
224) I m i t ação d a f e l i c i d a d e / U r bano Ta vares
R o d r i g u e s . - Amadora : Bertra n d . [ 1 96 6 ] . 2 1 0 . [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - (Autores port u g u eses)
O b ra a u t o g rafada pelo autor d i r i g i d a
a Alves Redol
M N R B i b l i o teca Part i c u l a r Alves Redol
225) I m i t ação da fe l i c i d a d e / U rb a n o Tavares
Rod r i g u es . - 2a ed. - A m a d o ra : B e rt ra n d .
1 97 4 . - 2 1 6 p . ; 1 9 c m
C o n t é m u m texto crítico de M á r i o
Sacra m e n t o
M N R R D R/Lit/4244
226) Os i n s u b m issos / U rbano Tavares
R o d ri g u e s . - 2a ed. revista . - A m a d o ra :
B e rtra n d , 1 96 5 . - 30 1 , [ 2 ] p . ; 1 9 c m . (Autores port u g ueses)
O b ra a u t o g ra fada pelo a u tor d i rig ida
a Alves Redol
MNR B i b l i o teca Pa rticu l a r Alves Redol
227) Os i n s u b m issos / U rbano Tavares
Rodrig u e s . - [ S . 1 . ] : E d i t o res Associados,
[ s . d . ] . - 2 0 3 , [5] p . ; 1 9c m . ( B i b l i o teca u n iversa l ; 1 4)
M N R B i b l i oteca Part i c u l a r Alexa n d re Cabral
228) Jornadas n a E u ropa / U rb a n o Tavares
Rodri g u e s . - [ L isboa ] : P u b l icações
E u ro p a - A m é r i ca , 1 95 8 . - 357, [3] p. ;
1 9cm
M N R R D R/Li t/6390
229) M [ a n u e l ] Te ixe i ra - Gomes : o d i s c u rso do
d esejo / U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s . - L i sboa :
E d ições 7 0 , 1 9 8 2 . - 442 p . : i I . ; 22 c m . ( S i g n os ; 4 1 )
O b ra a u t o g ra f a d a pelo a u to r d i ri g i d a
a A l ex a n d re C a bral ( e à Ferna nda)
MNR B i b l i oteca Part i c u l a r Alexa n d re Cabral
230) M a rg e m d a ausência / U rbano Tavares
Rodrig ues ; fot. Fern a n d o C u ra d o M a t o s ,
Ca rlos M e l o S a n tos. - P o r t o : Asa , 1 99 8 . 7 5 , [ 2 ] p . : i I . ; 25 cm
ISBN 9 7 2 - 4 1 - 1 975-0
M N R R D R/ L i t/6745
23 1 ) As m ás c a ras f i n a i s / U rb a n o Tavares
Rodri g u e s . - A m a d o ra : Bertra n d , 1 96 3 . 27 1 , [ 4 ] p . ; 1 9 c m . - (Au tores port u g u eses)
O b ra a u to g rafada pelo autor d i r i g i d a
a A l ex a n d re C a bral
MNR B i b l i ot e ca Part icu l a r Alexa n d re Cabral
232) As m á sca ras finais / U rb a n o Tava res
Rodrig ues ; p ref. Fe rn a n d o Luso Soares. 2a e d . revi s t a . - Amad ora : B e rtra n d ,
[ 1 972]. - 289, [2] p. ; 1 9 cm. (Autores p o r t u g ueses)
M N R R D R / l i t/260
233) O m u n d o do t o u re i o n a l i t era t u ra d e
l í n g u a Port u g u esa / U rbano Tavares
R o d r i g u e s . - L i sboa : Port u g á l i a , 1 96 6 . 343, [ 6 ] p . : i I . ; 1 9 cm. - (Antologias
u n iversa i s . Vária ; 2)
As i l u s t rações que f i g u ra m neste volume são
reproduções d e quadros do P i n t o r J ú l i o Po m a r
M N R R D R/Lit/ 1 753
234) Uma noite e n u nca / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s . - Lisboa: Te m p o , [ 1 9 - - ] . ­
[ 3 2 ] p . ; 20 c m . - ( Ficçã o ; 1 ) .
C o n t é m dois folhetos d e d iv u l g a ç ã o
O b ra a u to g ra fada por Alexa n d re P i n h e i ro
To rres.
C o n t é m d e d icatória ao Ch efe d e R e d a cção
d a " Se a ra N ova " .
M N R R D R/Li t/3979
235) A n o i te roxa / U rbano Tavares
R o d r i g u e s . - Amadora : Bertra n d , 1 9 5 6 . 2 6 1 , [ 2 ] p . ; 1 9 cm
O b ra a u tog rafa d a pelo a u to r d i r i g i d a
a Alves Redol
M N R B i b l i oteca Pa rt i c u l a r Alves R e d o l
236) A n o i te roxa / U rbano Tavares
Rod r i g u e s ; pref. Baptista - Bastos. - 2a ed .
rev i s t a . - A m a d o r a : Bertra n d , 1 96 7 . 2 7 3 , [ 2 ] p . ; 1 9 c m . - (Autores portug u eses)
O b ra a u togra fa d a pelo a u to r d i ri g i d a
a A l ex a n d re C a b ra l
M N R B i b l i oteca Pa rticu l a r Alexa n d re C a b ra l
237) A n o i t e roxa / U rba n o Tavares R o d r i g u e s
; p r e f . B a p t i s t a - Bastos. - M e m M a rt i n s :
P u b l icações E u ropa -América , [ 1 96 7 ] . 2 0 8 , [ 3 ] p . ; 1 8 c m . - ( livros d e B o l s o
E u ro pa-Amé rica ; 4 6 )
O b ra a u to g rafada pelo a u to r d i ri g i d a
a A l e xa n d re Cabral
M N R B i b l i o teca Pa r t i c u l a r Alexa n d re C a b r a l
238) A n o i t e roxa / U rbano Tavares R o d r i g u e s
; p ref. B a p t i s t a - Bastos. - 4 a e d . rev i s t a . A m a d o r a : Bertra n d , i m p . 1 9 7 6 . 2 0 8 , [ 3 ] p . ; 1 8 cm . - (Au tores portug u e ses)
M N R R D R/Lit/ 1 386
87
TESSEI?A N.
'3 92
:. 1 GE.li. 1961
. Urbttno
Tavttres Rodr3ues
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... ",l'I"L'OLA RE
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PRESIDr
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cato 1 4 1
cal. 1 34
cal. 1 37
88
239) U m novo o l h a r sobre o N e o - R e a l i s m o /
U r b a n o Tava res Rod r i g u e s . - L i sboa :
M oraes, 1 9 8 1 . - 1 1 6 , [ 2 ] p . ; 23 c m . ( M a rg e n s do texto ; 1 8)
O b ra a u to g ra fada p e l o a u t o r d i r i g i d a
a Alexa n d re Ca bral
M N R B i b l i o teca Part i c u l a r A l exa n d re C a b ra l
240) N u nca D i remos q u e m sois / U rbano
Tavares R o d r i g ues. - M e m M a r t i n s :
P u b l icações E u ropa-Améri c a , 2 0 0 2 . 2 1 2 , [ 4 1 p . ; 23 c m . - ( C o n t e m porânea ; 69)
E d ição c o m e m o ra t iva dos 5 0 a n os d e ca rre i ra
l i t e rária
I S B N 9 7 2 - 1 - 05099-7
M N R R D R/ L i t/7 1 3 8
24 1 ) N u s e s u p l icantes / U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s . - Amadora : Bertra n d , 1 96 0 . 1 4 7 , [ 2 1 p . ; 1 9 c m . - (Au t o res port u g ueses)
O b ra a u tog rafada pelo a u to r d i r i g i d a
a Alves Red o l
M N R B i b l i o teca Part i c u l a r Alves Redol
242) Nus e s u p l ican tes / U r b a n o Tavares
R o d ri g u e s . - 2a ed. - Amadora: B e r t ra n d ,
1 96 0 . - 1 4 7 , [ 2 1 p . ; 1 9 c m . ( A u t o res p o r t u g ueses)
O b ra a u to g rafada pelo a u t o r d i r i g i d a
a A l f r e d o M a rques
M N R R D R/ L i t/629
243) N u s e s u p l icantes / U r bano Tavares
Rodrigues ; pref. José Carlos de Vasconcelos. 5a e d . rev i s t a e modi ficad a . - A m a d o ra :
B e rt ra n d , [ 1 9 7 8 1 . - 1 67 , [ 2 1 p . ; 2 1 c m . ­
( A u t o res da L í n g u a Port u g u esa)
M N R R D R/ L it/253
244) N u s e s u p l i cantes / U rbano Tava res
R o d ri g ues ; p ref. José Ca rlos d e Va sconce l o s .
- 5a e d . rev i s t a e mod i f i c a d a . - A m a d o ra :
P l a n e t a DeAgost i n i , 2000. - 1 47 , [ 2 1 p . ;
2 1 c m . - ( O s g ra n d es escritores portug u eses
a c t u a i s)
M N R R D R/ L i t/253
245) Obras completas l / U r b a n o Tav a re s
R o d r i g u e s . - Lisboa: Dom Q u ixote, 2 0 07 . 495 p . ; 24 cm
C o n t é m : "A porta dos l i m i t es " . - 1 9 - 1 8 2 p . ;
"Vida pe rigosa " . - 1 83 - 305 p. ; "A n o i t e
roxa " . - 3 1 7 - 467 p .
I S B N 9 7 8 - 9 7 2- 2 0 - 3 3 2 8 - 2
M N R R D R/ L i t/7588
246) Oceano o b l í q u o / U rb a n o Ta vares
Rod r i g u e s . - M e m M a r t i n s : P u b l icações
E u ropa-América, [ 1 98 5 1 . - 1 8 7 , [ 1 1 p. ;
2 1 c m . - (Séc u l o 20 ; 238)
MNR R D R/Lit/25 1
247) O o u ro e o son h o / U rbano Tava res
Rod r i g u e s . - Mem M a rt i n s : P u b l icações
E u ropa -Amé rica , 1 99 7 . - 1 58 p . ; 2 1 c m . ­
(Sécu l o 20 ; 362)
M N R R D R/Li t/56 1 8
248) A p a l m a da mão: s u m á r i o dos d i a s
i n q u ietos / U rbano Tavares Rodri g u e s . Porto: I n ova , 1 9 7 0 . - 2 6 2 , [ 7 1 p . ; 20 c m . (Ofício de viver ; 8 )
O b ra a u tog rafada p e l o a u t o r d i r i g i d a
a Alexandre Ca bra l
M N R B i b l io teca Pa r t i c u l a r A l e xa n d re C a b r a l
249) U m a pedrada no c h a rco / U rb a n o
Ta va res R o d r i g u e s ; posfá c i o do Prof. J a c i n to
do Prado Coelho. - 3a e d . rev i s t a . Amadora : Bertra n d , 1 96 7 . - 2 5 2 , [ 3 1 p .
1 9 c m . - (Au tores portug ueses)
O b ra a u to g rafada pelo autor d i ri g i d a
a A l e xa n d re C a b ra l
M N R B i b l ioteca Pa r t i c u l a r A l e xa n d re C a b ra l
250) Perdas e d a nos / Urbano Tav a re s
R o d r i g u e s . - Lisboa: Seara N ova , 1 97 4 . 3 4 8 , [ 1 1 p . ; 1 9 cm
M N R R D R/Li t/26 1 2
25 1 ) Poes ia da n o i t e / U r b a n o Tav a re s
Rod ri g u e s . - B ruxelas: U C B D i v i s ã o
Farmacê u t i c a , [ 1 97 0 1 . - 6 4 , [ 3 1 p . ; 1 9 c m
M N R R D R/ L i t/989
252) As pombas são verme l h a s / U rb a n o
Tavares Rodri g u e s . - Amadora : B e rt ra n d ,
1 97 7 . - 1 66 , [ 1 1 p . ; 1 9 c m . (Au t o res portug u eses)
M N R R D R/Li t/9 2 8
89
253) As p o m b as são ve rme l h as / U rb a n o
Tava res R o d r i g u e s ; i n t rod . J orge C o rre i a
J e s u ín o . - 2 a ed . revi s t a . - M e m M a rt i n s :
E u ropa -Amé rica . 1 98 5 . - 1 50 . [ 2 ] p . ;
1 8 c m . - ( Livros de bo l so E u ropa -Amé rica ;
427)
M N R R D R/ L i t/2906
260) Rot e i ro d e e m e rg ê n c i a / U r b a n o Tav a res
Rod r i g ues. - L i sboa : Port u g á l i a . 1 9 6 6 . 2 7 6 . [ 1 1 ] p . ; 1 6 c m . - (O l ivro d e bolso ;
87/88)
O b ra a u t o g ra fa d a p e l o a u to r d i ri g ida
a Alexa n d re Cabral
MNR B i b l i o teca Pa r t i c u l a r A l exa n d re C a b ra l
254) A porta dos l i mites / U r b a n o Tavares
R o d r i g u e s . - 2a e d . - Lisboa Arcá d i a .
1 96 0 . - 2 7 1 . [ 5 ] p . ; 1 8 c m . ( A u t o res p o r t u g u eses ; 1 9 - 2 0)
1 a e d . em 1 9 5 2
M N R R D R/ L i t/9 6 7
26 1 ) A sama rra / U rbano Tavares Rod r i g u e s ;
pref. J osé S a r a m a g o . - [ L isboa ] : E s t úd i os
C o r. 1 96 4 . - 2 9 . [ 3 ] p . : i I . ; 20 cm
C o n t é m d esenhos de C i p r i a n o D o u r a d o .
O b ra a u to g ra fada pelo a u t o r
M N R B i b l i oteca Particu l a r A l ves Redol
2 5 5 ) A p o r t a dos l i m i t e s / U r b a n o Tavares
R o d r i g u e s ; p ref. Armando Ven t u ra Ferre i r a . 3a e d . revista . - L i sboa : Bertra n d . [ 1 969 ] . 3 0 3 . [ 2 ] p . ; 2 1 c m . - (Au t o res portug ueses)
M N R R D R/ L i t/ 1 8 9 3
262) A s a u d a d e n a poesia Port u g u esa /
U r b a n o Ta vares Rod r i g u e s . - Lisboa:
Port u g á l i a . [ 1 9 67 ] . - 2 3 5 . [6] p . ; 1 9 cm. (An t o l og i a s u n ivers a i s . Poes ia ; 7 )
M N R R D R/Lit/3 1 6 2
256) A porta d o s l i m i tes / Urbano Tavares
Rodrigues; pref. Fernando Namora . - 4a ed. Amadora: Bertrand. imp. 1 979. - 307. [ 2 ] p. ;
2 1 c m . - ( A u t ores da L í n g u a Po r t u g u esa)
M N R R D R / L i t/255
263) O s u premo i n t e rd i t o / U r b a n o Tavares
Rod r i g u e s . - 2a ed. - Mem M a r t i n s :
P u b l i cações E u ropa-América. [ 2 0 0 0 ] . 1 94 . [ 2 ] p . ; 2 3 c m . - ( C o n te m po râ n e a ; 3 1 )
I S B N 97 2 - 1 - 0 4803 - 8
M N R R D R/ L i t/6620
257) R ea l i s m o . a r t e d e va n g u a rd a e nova
c u l t u ra / U r b a n o Tava res Rod ri g u es. - 2a e d .
revista e a u m e n t a d a . - Po rto: Nova Crít ica.
i m p . 1 97 8 . - 1 8 1 . [ 1 0 ] p. ; 2 1 cm. ­
( B i b l i o teca N ova C rítica ; 9)
O b ra a u t o g r a fada pelo autor d i ri g i d a
a A l ex a n d re C a b r a l
M N R B i b l ioteca Part i c u l a r Alexa n d re C a b ra l
258) Redescoberta da Fra nça / U r b a n o
Ta va res R o d r i g u e s . - Lisboa : S e a ra N ova .
1 9 7 3 . - 1 0 0 . [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - ( C a d e rnos
S e a ra N ova. Leste a Oeste)
M N R R D Rl L i t/ 1 0 04
259) R e g i s t o s do O u t o n o q u e n t e e a l g umas
n o t a s d e viagem / U rbano Ta va res R od r i g u e s .
- L i sboa : S e a ra N ova . 1 9 7 6 . - 9 5 . [ 3 ] p . ;
1 9 c m . - ( C a d e r n o s Seara N ov a .
Act u a l i d a d e n a c i o n a l )
O bra a u t o g r a fa d a p e l o a u t o r
M N R B i b l i o t eca Part i c u l a r Alexa n d re Cabra l
90
264) O tema d a morte: e n saios / U r b a n o
Tava res Rodri g u e s . - 2a e d . - [ S . 1 . ] : Cronos.
i m p . 1 96 6 . - 1 66 . [2] p . ; 1 9 c m . (Cronos ; 1 )
O b ra a u t ografada pelo a u t o r d i ri g ida
a Rogério Fe rnandes
M N R R D R / E n s/397 2
265) Te mpo d e c i n zas / U rbano Tavares
Rod r i g u e s . - L i s b o a : U l i s s e i a . 1 96 8 . 2 0 2 . [ 5 ] p . ; 1 9 c m . - ( S u cessos l i terários ;
52)
O b ra a u t o g rafada pelo a u t o r d i ri g i da
a Alexa n d re C a bra l
M N R B i b l i oteca Particu l a r Alexa n d re C a b ra l
266) Te rra ocupada / U rbano Tav a res
Rod r i g u e s . - [Amad ora ] : Bertra n d . 1 96 4 . 2 2 8 . [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - (Autores p o r t u g ueses)
O b ra a u to g ra fada pelo a u t o r d i ri g ida
a Alexa n d re Cabral
MNR B i b l i oteca Pa rticu l a r Alexa n d re C a b r a l
cal. 1 57
cat. 1 56
91
cat o 1 64
cal. 1 59
cat. 1 70
92
267) Te rra ocu pada / U rb a n o Ta vares
R o d r i g u e s . - 28 ed. revis t a . - [Amadora ] :
B e r t ra n d , 1 9 7 2 . - 244, [ 1 ] p . ; 1 9 c m . ( A u t o res port u g ueses)
M N R R D R/ L i t/ 1 239
268) As to rres m i l e n á ri a s : peça em dois actos
/ U rb a n o Tava res Rod r i g u e s . - 28 e d . A m a d o r a : B e rt r a n d , 1 9 7 5 . - 1 7 4 , [ 1 ] p . ;
1 9 cm
M N R R D R/ L i t/258
269) V i a g e m à União Sov i é t i c a : e o u t ra s
p á g i n a s / U r b a n o Tavares Rod r i g u e s . [ 38 ed . ] . - L i s b o a : Seara Nova, [ 1 9 7 5 ] . 2 1 2 , [ 3 ] p . ; 1 9 c m . - ( D e Leste a Oeste)
M N R R D R/ L i t / 1 00 2
270) V i a m o r o l ê n c i a / U r b a n o Tavares
R o d r i g u e s . - Amad ora : B e r t ra n d , 1 97 6 . 1 5 1 , [ 2 ] p . ; 1 9 c m . - (Au t o re s portug ueses)
O b ra a u t o g ra fada p e l o a u to r d i ri g ida
a Al exa n d re C a bral
M N R B i b l i ot ec a Part i c u l a r Alexa n d re Cabral
2 7 1 ) Vida peri g osa / U rb a n o Ta vare s
R o d r i g u e s . - [ L isboa ] : Bertra n d , 1 9 5 5 . 2 0 1 , [ 2 ] p . ; 1 9 cm
M N R R D R/ L i t/63 1
2 7 2 ) V i d a p e r i g osa / U rb a n o Tavares
R o d r i g ues ; p ref. David M o u rã o - Ferre i r a . 2a e d . revi sta . - Amadora : Bert ra n d ,
[ 1 9 7 0 ] . - 242 p . ; 19 cm. ( A u to re s port u g ueses)
O b ra a u tografada pelo a u t o r d i ri g i d a
a R o g é r i o Fe r n a ndes
M N R R D R/ L i t/3980
273) Vida p e r i g osa / U rb a n o Tava res
R o d r i g u e s ; p ref. d a 2a ed. por David
M o u rã o - Ferre i r a . - 38 e d . rev i s t a . A m a d o r a : B e r t ra n d , 1 9 7 4 . - 2 4 2 , [ 1 ] p . ;
1 9 c m . - (Autores port u g u eses)
M N R R D R/ L i t/262
274) 2 1 dias d e luta / U rb a n o Tavares
R o d r i g u e s . - L i sboa: Seara Nova, 1 9 7 5 . 8 1 , [ 4 ] p . ; 1 9 c m . - (Cade rnos Sea ra Nova.
Actual idade nacional)
M N R R D R/E ns/1 390
275) B a s t a rd e der sonne = B a s t a rdos do Sol
/ U rb a n o Tavares Rod rig ues ; t ra d . G u d r u n
H o h l ; e p í l og o d e José C o u t i n h o . - L e i p z i g
(Alema nha): Neues Leben, 1 97 8 . - 1 43, [ 1 ] p. ;
20 c m . - ( B u c h c l u b ; 65)
Col ecção U rbano Tava res Rod r i g u es
276) D i e h i t zewe l l e = Va g a d e c a l o r / U rbano
Tavares Rodrigues ; trad. Curt M eyer-Clason. Erkelenz (Alemanha): Altius, 1 99 7 . - 1 68 p. ;
20 c m . - (Al t i u s E d i t i o n Port u g a l ; 1 )
ISBN 3-932483-02-2
Col ecção U r ba no Tava res Rod r i g u es
277) D e r schwarze Ka rneval = C a rnaval
neg ro / U rb a n o Tava re s R o d r i g u e s . - Le i pz i g
(Al e m a n h a ) : P h i l i p p Rec l a m , 1 98 2 . 1 1 5 , [ 5 ] p. ; 1 8 c m . - ( U n iversal b i b l i o t h e k)
Col ecção Urbano Tava res Rod rig u es
278) F i l i p a ln z i u a aceea = F i l i pa nesse d i a /
U rb a n o Tavares Rod rig u es ; t ra d . M i c a e l a
G h i te sc u . - B u c u re s t i ( B u ca re st e , R o m é n i a ) :
E d i n t e r, 1 99 1 . - 1 03 , [ 1 ] p . ; 1 6 c m . ­
( B i b l ioteca U n i versa l a )
Col ecção U rbano Ta va res Rod rig u es
279) N e s u p u s i i = I n s u b m i s s o s ; s flrs i t de exil
= Exílio p e rt u rbado / Urbano Tav a re s
Rodrigues ; t ra d . M i caela G h i t e sc u . B u c u re s t i ( B u c a res t e , R o m é n i a ) : U n ivers,
1 98 7 . - 374, [2] p . ; 2 0 c m
Col ecção U r ba no Tavares Rod r i g u es
280) B â t a rd s d u s o l e i I = B a s t a rd o s do Sol /
U r b a n o Tavares Rod r i g u e s ; t r a d . R e n é
Q u e msera t . - P a r i s : La D i fférance, 2 0 0 6 . 1 25 , [ 2 ] p . ; 1 7 c m . ( M inos / Colette La m b ri c h s )
I S B N 2 - 7 2 9 1 - 1 640-0
Co l ecção U rbano Tava res Rod r i g u e s
2 8 1 ) La f l e u r d ' u to p i e = A f l o r d a u t o p i a /
U rb a n o Tava res R o d r i g u e s ; t r a d . J o ã o C a r l o s
V i t o r i n o Pere i ra . - E d . b i l i n g u e . - Pa r i s :
L: H a rm a t t a n , 2 0 0 7 . - 1 0 8 , [ 1 ] p . ; 2 2 cm . ( E c r i t u res)
I S B N 9 7 8 - 2 - 2 9 6 - 03 1 6 3 - 0
Col ecção U r b a n o Tava res Rod r i g u e s
93
282) L i m i t a t i o n d u bo n h e u r = I m i t ação da
f e l i c i d a d e / U rb a n o Tavares Rodrigues ; t rad .
J o a q u i m Vi t a l . - Paris: La D i fférence. 1 99 9 . 1 4 3 . [ 1 ] p . ; 20 c m . - ( L i t t é ra t u re é t ra n g e re)
I S B N 2 - 7 29 1 - 1 2 1 9 - 7
C o l ecção U rb a n o Tava res Rod r i g u es
283) Les o i s e a u x de la n u i t = As aves d a
m a d ru g a d a / U r b a n o Tavares Rodrigues ;
t r a d . Fra n ç o i s e Laye. - Paris: La D i f férence.
1 9 9 1 . - 99. [ 4 ] p. ; 2 0 c m . - ( L a t i t udes)
I S B N 2-7291 -0624-3
C o l ecção U rb a n o Tavares Rod r i g u e s
284) Te rres p ro m i ses = Te rra p ro m e t i d a /
U rb a n o Tava res R od ri g ues ; t ra d .
M a rie - H é l e n e P i w n i k . - Paris: La D i fférence.
2 0 0 0 . - 8 8 . [8] p . ; 20 c m . ( l i t t é ra t u re é t ra n g e re)
I S B N 2 - 7 29 1 - 1 30 6 - 1
C o l ecção U rb a n o Ta vares Rod r i g u e s
285) L o r e t l e r ê v e = O o u ro e o s o n h o /
U rbano Tava res R o d r i g u e s ; t r a d . Fra nçoise
Laye. - Paris: La D i ffé rance. 2 0 0 0 . 1 5 8 . [ 2 ] p . ; 20 c m . - ( L i t t é ra t u re é t r a n g e re)
I S B N 2 - 7 29 1 - 1 3 2 1 - 5
C o lecção U r b a n o Tavares Rodrigues
286) Tu n e t u e ra s poi n t = O s u premo i n t e rd i ­
t o / U rb a n o Tav a res R od r i g u es ; t ra d .
M a r i e - H é l e n e Piwn i k . - Pa r i s : La D i fféra n c e .
2001 . - 1 99 . [7] p . ; 20 cm. ( L i t t é ra t u re é t r a n g ere)
I S B N 2 - 7 29 1 - 1 3 6 2 - 2
C o lecção U rb a n o Tava res Rodri g u es
2 87) V i o l e t a et la n u i t = Violeta e a n o i te /
U rbano Ta va res R o d r i g u e s ; t r a d .
M a r i e - H é l e n e Piw n i k . - P a r i s : La D i fféra nce.
2006. - 1 7 2 . [3] p . ; 2 0 c m . ( l i t t é ra t u re é t r a n g ere)
ISBN 2-7291 - 1 639-7
C o lecção U rb a n o Tavares Rod r i g u e s
2 8 8 ) B a s t a rdos d e i Sol = B a s t a rdos do Sol /
U rb a n o Tava res R o d r i g u e s ; t r a d . P i l a r
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2 0 0 2 . - 1 40 . [ 2 ] p . ; 22 c m
ISBN 84- 8 1 36-240-9
C o l e cç ã o U rb a n o Tava res Rod r i g u e s
94
289) E u ropea n U n i o n : s e l ected s h ort stories
from EU co u n t r i e s . - [ S . 1 . : s. n . ] , 2 0 0 3 . 2 8 2 p. ; 20 c m . - (Tales from E u ro p e a n
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U rbano Tavares R od r i g u e s . - 57 - 7 9 p .
O b ra monog ráfica e m caracteres c h i n eses
I S B N 7 - 80040 - 7 0 1 - 2
Colecção U rb a n o Tava res Rod ri g u es
290) I m i tacja szczêcecia = I m i t a ç ã o
da f e l i c i d a d e / U rbano Tava res R o d r i g u e s . Kra ków ( C racóv i a . Poló n i a ) : Wyd a w n i ctwo
L i terackie. i m p . 1 9 80. - 1 6 0 . [3] p .
I S B N 83-08-00256-0
Colecção U rbano Tava res Rod rig u es
29 1 ) Alen tejo sem pre / U rbano Tava res
Rodrigues
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Vítor L o u ro . . . [ e t a i . ] . - L i sboa : E d ições
Ava n t e . i m p . 1 97 7 . - p . 53
M N R B i b l i oteca Pa rt i c u l a r Al exa n d re C a b ra l
292) I m a g e n s d a m u l h e r n a l i t e ra t u ra
portug uesa do s é c u l o XX / U rbano Tava res
R od r i g u es
l n : A m u l h e r na sociedade con tem porâ n e a /
Org . Secção C u l t u ra l da Assoc i a ç ã o
Aca d é m i c a d a Fa c u l d a d e d e D i re i to d e
L i s b o a . - L i sboa : Prelo. i m p . 1 9 6 9 . p. 1 87 - 220
C o n t é m as s i n a t u ra de A l exa n d re C a b r a l
M N R B i b l i oteca Particu l a r Alexa n d re C a b ra l
293) O l e n c i n h o d e seda / U r b a n o Tava res
Rod r i g u e s
l n : S e i s contistas a l e n teja nos / d i r.
G a r i ba l d i n o de And ra d e [ e ] Le o n e l C o s m e . A n g o l a : I m bo n d e i ro . 1 9 6 3 . - p. 8 0 - 1 04
M N R B i b l i o teca Pa rt i c u l a r Alexa n d re C a b r a l
2 9 4 ) Te rra verm e l h a / U rbano Tav a re s
Rodrigues
l n : A s e m e n t e nas p a l a vras: a n to l og i a / Alves
Red o l . [et a i . ] . - 2a ed. m o d i f i c a d a . C o i m b r a : C e n t e l h a . 1 9 7 7 . - p. 1 7 9 - 1 93
C o n t é m d e d i c a t ó r i a d e J osé M a n u e l M e ndes
a A l exa n d re Cabral
M N R B i b l ioteca Pa rticu l a r Alexa n d re Cabral
295) Crón ica do t e m p o / M a ria I sa b e l
B a rreno ; nota b i o b i b l i o g rá fica U rbano
Tava res R o d r i g u e s . - L i s b o a : P l a n e t a
OeAgos t i n i , 2 000. - 306 p . ; 2 1 c m . ( O s g ra n d es escri t o res port u g u eses a c t u a i s /
d i r. U r b a n o Tavares R o d r i g u es)
I S B N 9 7 2 - 7 4 7 -43 8 - 1
M N R B R R/ L i t/6760
296) H o m ens e cães / A. Vice n t e C a m p i n a s ;
p ref. U r b a n o Tavares R o d r i g u e s . - L i s b o a :
A l fa ó m e g a , 1 97 9 . - 1 48 , [ 4 ] p . ; 2 1 c m . ­
( A u t o res ; 1 )
M N R C M P/ L i t/ 1 2 8 8
30 1 ) M e m ó r i a das p a l avra s : U rbano Tavares
Rodri g u e s [ Reg isto vídeo] / rea l i z a d o por
A n t ó n i o Cas t a n h e i ra . - Lisboa : Cão M e n or,
2008. - 1 OVO : color.
O documentário ret ra t a a vida e a o b ra
i n te rv e n c i o n i s t a do escritor U rbano Ta vares
Rodrigues.
M o n t a g e m do rea l i za d o r António C a s t a n h e i ra
com excertos da edição orig i n a l e o u t ros
i n éd i tos , p a ra passar nesta exposição.
M N R L/ 336
2 9 7 ) M a g i a a l e ntej a n a : poesia e d e s e n h o s /
J osé da Fo n t e Sa n ta ; pesq. e rec o I s a b e l
d a Fonte S a n t a ; p ref. U r b a n o Tavares
R o d r i g u e s . - L i s boa: C o l i b ri ; S a n t i a g o do
Cacém: C â m a ra M u n i c i pa l , 1 9 9 9 . 2 4 6 , [ 1 ] p . ; 23 cm
M N R E s p ó l i o José da Fo n te S a n t a
2 9 8 ) N o m e u t e m p o / Alexa n d re Babo ; pref.
U rb a n o Ta vares Rodrigues. - Porto: C a m po
d a s Letra s , 1 9 99. - 1 30 p . ; 2 1 cm
I S B N 972-6 1 0 - 2 1 3 - 8
M N R B B/Li t/6534
299) R e s p o n d o por mim / O r l a n d o N eves ;
p ref. U r b a n o Ta vares R o d ri g u e s . - [ Lisboa ] :
N ovo M u n d o , [ s . d . ] . - 9 2 p . ; 1 9c m . ­
( C a d e r n o s de poes i a )
NVS/ Lit/ 1 27 1
300) O s d esesperados: conferência e m forma
d e d ra m a e m d u as p a rtes / Costa Ferre i ra ;
p ref. U rb a n o Tavares R od r i g u e s . - L i sboa :
M i n ot a u ro , 1 96 1 . - 1 34 p. ; 2 0 c m . ( C o l e cção de t ea t ro )
E s t a p e ç a f o i recusada p e l o C o n s e l h o d e
Le i t u ra do O . Tea t ro N a c i o n a l O . M a ria I I ,
pa ra a t e m porada 1 96 1 -62
FRR/ L i t / 2 2 0 3
95
e
URBANO TAVARES RODRIGUES
NUS
S U PLI CANTES
Nus e Suplicantes
1 96 0 . I " ed. L i v. Bertrand
cal. 241
As Pombas s ã o Ve rmelhas
1 9 7 7 . I " ed. Liv. B e r t r a n d
cat . 2 5 2
Estrada de Morrer
1 9 7 1 . I " e d . Liv. Bertrand --..'
cato 2 1 0
96
il�J�...:2:11i-';':.Jl.i�:':::1iiid1till
Bibliografia
*
Viagens e crónicas
Santiago de Compostela I 1 949
Jornadas no Oriente / 1 956
Jornadas na Europa / 1 958
De Florença a Nova Iorque / 1 963
Roteiro de Emergência / 1 966
Tempo de Cinzas / 1 968
A Palma da Mão / 1 970 / 1 974
Deserto com Vozes / 1 971 / 1 972
Esta Estranha Lisboa / 1 972
Redescoberta da França
(apreendido pela Censura)
/ 1 973
Viagem à União Soviética e Outras Páginas / 1 973 / 1 973 / 1 975
A s Grades e o Rio / 1 974
Perdas e Danos / 1 974
Diário da A usência e Textos de Presença Activa / 1 975
Palavras de Combate / 1 975
Registos de Outono Quente e Algumas Notas de Viagem / 1 976
A Luz da Cal / 1 996
Agosto no Cairo: 1 956 / 1 999
God Bless América / 2003
Ensaio e Crítica
Manuel Teixeira Gomes / 1 950
Présentation de Castro Alves / 1 954
O Tema da Morte na Moderna Poesia Portuguesa / 1 957
O Alentejo (prefácio e selecção) / 1 958 / 1 959
O Mito de Don Juan e o Donjuanismo em Portugal / 1 960 / 1 98 1
Teixeira Gomes e a Reacção Antinaturalista / 1 960
Noites de Tea tro / 1 96 1 e 1 962 (2
vais.)
O Algarve na Obra d e Teixeira Gomes / 1 962 / 2001
O Romance Francês Contemporâneo / 1 964
O Tema da Morte / 1 966 / 1 978
97
o Mundo do Toureio na Literatura de Língua Portuguesa
(prefácio e selecção)
/ 1 966
Realismo, Arte de Vanguarda e Nova Cultura I 1 966 / 1 978
A Saudade na Poesia Portuguesa
A Estremadura
(prefácio e selecção)
(prefácio e selecção) / 1 968
/ 1 96 7
Escritos Temporais I 1 969
Poesia da Noite / 1 970
Ensaios de Escreviver / 1 970 / 1 978 / 2001
21 Dias de L uta / 1 975.
Uma Etapa da Revolução / 1 975
Ensaios de Após-Abril I 1 977
Elegia à Esperança e Alguns Textos do Futuro Presente / 1 977
O Gosto de Ler / 1 980
Um Novo Olhar Sobre o Neo-Realismo / 1 98 1
Manuel Teixeira Gomes: O Discurso do Desejo / 1 984
A Horas e Desoras / 1 993
Tradição e Ruptura / 1 994
O Homem Sem Imagem: a Persistência das Marcas Surrealistas nos Romances de Aragon
/ 1 995
Os Tempos e os Lugares na Obra Lírica, Épica e Narrativa de Manuel Alegre / 1 996
O Cristal da Palavra: Cartas Inéditas de Manuel Teixeira Gomes a Afonso Lopes Vieira
1 999
(Correspondência) I
Retratos para Aquilino
(colabor.)
/ 2000
O Texto sobre o Texto: Uma Visão Sobre Literatura Portuguesa Contemporânea / 2001
A Flor da Utopia / 2003
O Algarve em Poemas I 2003
A Obra Literária de Á lvaro Cunhal / Manuel Tiago Vista por Urbano Ta vares Rodrigues /
2005
Ficção
A Porta dos Limites / 1 952 / 1 960 / 1 970 I 1 979 / 1 990
Vida Perigosa / 1 955 / 1 970 / 1 974 / 1 985
A Noite Roxa / 1 956 / 1 967 / 1 972 / 1 976 / 1 982
Uma Pedrada no Charco / 1 957 / 1 960 / 1 967 / 1 973 / 1 998
Bastardos do Sol / 1 959 / 1 966 / 1 972 / 1 974 / 1 982 / 1 987 / 1 994
As A ves da Madrugada / 1 959 / 1 966 / 1 970 / 1 974 / 1 990
Nus e Suplicantes 1 960 / 1 962 I 1 970 / 1 972 / 1 978
Os Insubmissos / 1 96 1 / 1 965 / 1 969 / 1 97 1 / 1 973 / 1 976 I 2001
Exílio Perturbado / 1 962 / 1 969 / 1 982
Uma Noite e Nunca / 1 962
A s Máscaras Finais / 1 963 / 1 97 1 / 2000
Terra Ocupada / 1 964 / 1 972 / 200 1
A Samarra / 1 964
Dias Lamacentos / 1 965 / 1 972 / 1 989 / 1 998
98
Imitação da Felicidade / 1 966 / 1 974 / 1 988
Despedidas de Verão / 1 967 / 1 974
Carnaval Negro / 1 967 / 2005
Casa de Correcção / 1 968 / 1 972 / 1 987
Horas Perdidas / 1 969 / 1 973
Contos da Solidão / 1 970 / 1 972 / 1 975 / 1 992
A s Torres Milenárias
(teatro) /
1 97 1 / 1 975 / 2001
Estrada de Morrer / 1 97 1 / 1 976 / 1 996
A Impossível Evasão / 1 972
Viamorolência / 1 976 / 1 987
A s Pombas são Vermelhas / 1 97 7 / 1 985
Dissolução / 1 974 /1 983 / 1 999 / 2000
Estórias Alentejanas / 1 977
Desta Água Beberei / 1 979 / 1 986
Abecê da Negação / 1 980
Fuga Imóvel / 1 982 / 1 992
Oceano Oblíquo / 1 98 5
A Vaga d e Calor / 1 986 / 1 986 / 1 987
Filipa Nesse Dia / 1 989
Violeta e a Noite / 1 99 1
Deriva / 1 993
A Hora da Incerteza / 1 995
O Ouro e o Sonho / 1 997
Os Campos da Promessa / 1 998
O Adeus à Brisa / 1 998
O Último Dia e o Primeiro / 1 999
O Supremo Interdito / 2000
Nunca Diremos Quem Sois / 2002 / 2003 /2003
A Estação Dourada / 2003
Zona Xis / 2003
O Eterno Efémero / 2005 / 2006 /2008
Ao Contrário das Ondas / 2006 / 2007
O Ca valo da Noite / 2006.
Os Cadernos Secretos do Prior do Crato / 2007
A Última Colina / 2008
Poesia
Os Rostos da índia e Alguns Sonhos / 2005
'Principais obras monográficas do autor
99
1 00
índice
U rb a n o Tavares Rodrigues: o escritor i n c a nsáve l
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
M a ria da L u z R os i n h a
Pres i d e n t e d a C â m a ra M u n i c i p a l de V i l a Fra nca de X i ra
Apresentação
7
1 1
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
David S a n tos
Coord e n a d o r do M u seu do Neo-Real ismo
Alvor de um poeta d e gene ros i d a d e m i l i t a nte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5
Lu isa D u a rte San tos
C u radora da Exposição
E stórias d e u m escritor: U[
. . .
S í lvia de Ara új o I g reja
C u rad ora da Exposição
l
C i nza e rosa no eixo d o rea l
é a q u i l o q u e sou d e vocação e ofício [ . . .
lu
. . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
N u no J ú d ice
M ensagem
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
U rb a n o Tava res R o d r i g u e s
Catal ogação
B i b l i o g ra f i a
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
35
51
59
61
97
1 01
Download

Escrevivendo Urbano Tavares Rodrigues