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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PERMANENTE DA 2º REGIÃO
PENITENCIÁRIA - SANTA MARIA RS
Suleima Gomes Bredow e Carine Spiazzi Gonzatti1
1. INTRODUÇÃO
A 2ª Região Penitenciária com Sede em Santa Maria, responsável pela Execução
Penal é composta por 12 (doze) unidades prisionais. Compreendendo um total de 1.525
pessoas privadas de liberdade e 373 servidores. Destaca-se que os serviços realizados nesta
região, são supervisionados pela 2º Delegacia Penitenciária Regional.
Neste contexto, é pertinente uma ressalva sobre a função simbólica empregada a pena
privativa de liberdade na sociedade contemporânea. Com base nas reflexões propostas por
Baratta (2002), Thompson (2000), Caravalho (2010) e Wolff (2005), concorda-se que tal
função é de excluir, sequestrar e segregar determinada camada da população.
Contudo, linhas de ações neste sentido, exigem investimentos em capacitações, com o
intuito de enfrentar este cenário, atendendo as prerrogativas do Art.77 da Lei de Execuções
Penais. Proporcionar-se-ia ao quadro de servidores, condições adequadas às atividades
desenvolvidas, afinal este grupo social compõe direta ou indiretamente o ambiente
penitenciário.
A capacitação permanente aliada às estratégias de gestão participativa é um
instrumento que possibilita a construção entre interesses e necessidades dos trabalhadores. A
gestão lida com uma diversidade de atravessamentos no mundo do trabalho, possibilitando
um modo de administrar que inclui o pensar e o fazer coletivo, sendo, portanto uma diretriz
ético-política que visa democratizar as relações, fornecendo significação ao trabalho
desenvolvido.
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Suleima Gomes Bredow - Assistente Social Superintendência dos Serviços Penitenciários - SUSEPE
- Mestre em Política Social, [email protected]; Carine Spiazzi Gonzatti - Psicóloga da
SUSEPE, Pós Graduação em Psicologia Social e Institucional: Instituições em Análise, [email protected]
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2. OBJETIVOS
Desenvolver através de capacitações competências, habilidades, saberes e atitudes
daqueles que desempenham funções no sistema penitenciário, com vistas a garantir um
ambiente de trabalho mais harmônico e um tratamento penal adequado aos pressupostos da
Lei de Execução Penal com o pleno respeito aos Direitos Humanos.
3. METODOLOGIA
As capacitações acontecerão com periodicidade bimestral, com a supervisão da Escola
dos Serviços Penitenciários. Conforme Matriz Curricular Nacional para a Educação em
Serviços Penitenciários as ações devem contemplar a administração, saúde e qualidade de
vida, segurança, relações humanas e reinserção social.
4. RESULTADOS
No primeiro encontro no qual participaram 45 servidores, foi realizado o levantamento
de sugestões. Desta forma destacaram-se à necessidade de treinamento do INFOPEN,
armamento menos letal e operações táticas, dependência química e cuidado do servidor.
5. CONCLUSÕES
Através do referido programa esperamos que o trabalho dos servidores penitenciários
não contribua para aprisionar destinos, mas na busca de caminhos para sua libertação,
transversalizando
os
preceitos
éticos
dos
direitos
humanos.
6. REFERÊNCIAS
BARATTA, Alessandro. Criminologia crítica e crítica do Direito Penal. 2ª ed. Rio
de Janeiro: Freitas Bastos, 2002.
CARVALHO, SALO. Substitutivos Penais na era do grande encarceramento. In:
GAVER, Ruth Maria Chittó (org.) Criminologia e sistemas jurídicos. Volume II. Porto
Alegre: EdiPucrs, 2010.
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THOMPSON, Augusto. A questão penitenciária. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense,
2000.
WOLFF, Maria Palma. Antologias de vidas e histórias da prisão: emergências e
injunção de controle social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
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Programa de Capacitação permanente da 2ª região