ANO 19 - Nº 193 - Outubro 2014
CIRCULAÇÃO LATINO-AMERICANA
www.paintshow.com.br
Biocidas
Mais
Mais proteção
proteção com
com
tecnologia
tecnologia sustentável
sustentável
Biocides
More
More Protection
Protection With
With
Sustainable
Sustainable Technology
Technology
Biocidas
Más
Más protección
protección con
con
tecnología
tecnología sustentable
sustentable
3 | Paint&pintura | Outubro 2014
editorial
Revista PAINT & PINTURA
Ano 19, N.º 193 - Outubro 2014
Será uma recuperação?
A
CAPA - Talita Correia
Diretor presidente
Agnelo de Barros Neto
Lucélia Monfardini
s últimas informações do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) revelam uma
expansão do PIB em 1,5% em julho de 2014.
Esse foi um avanço e tanto, e considerado
até a maior alta mensal dos últimos seis anos. Apesar de o primeiro semestre ter apresentado baixo
crescimento e até certa retração, agora o segundo
semestre já traz esperança de um resultado melhor
e com grandes chances de recuperação da economia
brasileira. Ainda de acordo com o Banco Central, nos
primeiros meses deste ano houve uma alta de 0,07%,
o que indicou uma estabilidade no nível de atividade.
As previsões para este ano continuam conservadoras
e sem muitas mudanças. O mercado financeiro, por
exemplo, estima um crescimento do PIB em torno de
0,48%. O Banco Central espera uma expansão de 1,6%;
e o governo federal prevê um crescimento de 1,8%.
Mas esses números serão revistos no final deste mês.
Na 9ª edição do Fórum Abrafati especialistas do setor de tintas demonstraram suas expectativas e o tão
delicado momento que nosso país vive atualmente. Começando por Dilson Ferreira, presidente-executivo
da Abrafati, que deixou um conselho para o mercado: “Neste momento de incertezas no campo político
e econômico é fundamental debater os cenários futuros e conhecer os desafios a serem enfrentados para
planejar ações, identificar oportunidades e decidir as estratégias a serem seguidas.”
Uma das principais atrações do fórum foi Míriam Leitão, jornalista econômica, que falou sobre as perspectivas e os desafios que se apresentam para o Brasil e seus reflexos nos negócios. Míriam deixou uma
importante declaração para o setor: “O Brasil está passando por uma conjuntura econômica difícil. Está
carregando o peso dos erros recentes. Nos últimos 20 anos, o Brasil enfrentou e superou situações e crises
que pareciam insuperáveis. Então, porque o Brasil não superaria um momento como este de incertezas.”
Já a apresentação de Antonio Carlos Lacerda, presidente do conselho diretivo da Abrafati, trouxe dados
importantes e específicos do mercado de tintas. As previsões para o setor automotivo, para os próximos
12 meses, apontam uma queda acentuada de 12% a 15% na produção, chegando ao mesmo nível de 2010,
com um expressivo crescimento das formulações base água. No setor de tintas decorativas, a expectativa
é de um crescimento instável, mas com excelentes perspectivas. Já o setor de repintura é um mercado
em transformação para melhor.
O fórum Abrafati 2014 também contou com um importante painel - “Para onde vai a indústria de tintas?”
- no qual três executivos de fabricantes de tintas - Carlos Santa Cruz, presidente da PPG; Freddy Carrillo,
presidente da Sherwin-Williams; e Marcelo Cenacchi, diretor-geral da Renner Sayerlack - analisaram o
mercado. E aproveitando o gancho deste evento, a Revista Paint & Pintura fez uma entrevista com esses
profissionais, que opinaram sobre várias situações do mercado, como absorção de custos, produtos premium, investimentos em tecnologia e melhoria de processos, desoneração do setor e sustentabilidade
etc. Confira essa entrevista nas páginas a seguir.
Boa leitura!!
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Diretora financeira
Samantha Barros
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Editor Chefe
Marcos Mila
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Editora Responsável
Lucélia Monfardini (MTb 35.140)
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Edição de arte
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Diagramação
Talita Correia
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Revisão
Marcello Bottini
Tradução Espanhol
Maria Lucia de O. Marques
Tradução Inglês
Marcio Mendonça
Editor de fotografia
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Publicidade
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Patrícia Géa
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Distribuição/assinaturas
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CTP e Impressão
Vox Editora
Assessoria Jurídica
Conselho Editorial
Albio Calvete Rotta, diretor da Acrotta
Consultoria Industrial; Luiz Martinho,
consultor da LAPM Consulting; Luis Manuel
Mota, consultor; Maria Cristina Kobal
de Carvalho, diretora técnica da Renner
Sayerlack; Carlos Roberto Tomassini, diretor
da Tomas M&C Consulting;
PAINT & PINTURA é uma publicação mensal de
AGNELO EDITORA. Circulação latino-americana.
Dirigida às indústrias de tintas, revestimentos,
vernizes, impermeabilizantes e tintas gráficas. Os
artigos assinados são de inteira responsabilidade
de seus autores.
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OUTUBRO 2014
sumário
paint&Pintura • Ano 19 • no 193
20
Entrevista
A entrevista da Revista Paint & Pintura deste mês traz uma análise setorial de importantes temas discutidos no setor de tintas, com a opinião de
dirigentes das principais indústrias, como PPG, BASF, Renner Sayerlack e
Sherwin-Williams
Eventos
28
O 17º Fórum Paint & Pintura de Tecnologia e Gestão em Tintas levou a Ribeirão Preto novidades em gestão e em tecnologia do setor
Biocidas
32
No combate aos fungos, bactérias e algas, os biocidas vêm acompanhando
a evolução do mercado de tintas com tecnologias cada vez mais eficientes
e que não agridem ao meio ambiente
4 | Paint&pintura | Outubro 2014
mais:
03 Editorial
43 Indústria em destaque Quimisa
58 Embalagens Plásticas
68 Eventos - 18º Fórum
Paint & Pintura
08 Clipping
46 Blends de Aditivos
62 Investimentos - Sinteplast
69 LAWN
14 Reseña
54 Indústria em destaque Sintequímica
64 Eventos - Fórum Abrafati
72 Guia de Produtos
31 Radar
56 Panorama Setorial - Tintas
Imobiliárias
66 Eventos - Feitintas
Cartas
“Quero agradecer a inserção da matéria na edição de agosto da Revista Paint & Pintura: ‘Presidente da Resicolor Tintas assume
cargo no Sinquisul’. Todos na empresa, da diretoria aos colaboradores, comemoraram essa matéria e a inserção nessa renomada publicação. Iremos sempre enviar conteúdos a vocês e agradecemos a veiculação sempre que possível. Escaneamos a
matéria e enviamos como ‘e-mail marketing’ a todos os colaboradores e representantes da empresa.”
Leonardo Porto, gerente de marketing do Sinquisul
“Gostaria de agradecer à Revista Paint & Pintura por ter colaborado pelo sucesso das nossas vendas de embalagens no segmento de tintas. Esse trabalho está sendo fundamental para conquistarmos novos clientes. Estamos muito contentes com a
procura e os resultados até agora obtidos.”
Raphael Gallardo, da Liderkraft
ANUNCIANTES
6 | Paint&pintura | Outubro 2014
Air Products......................... 49......................
Lonza.................................... 9......................
Alcolina............................... 51..........................
Mayercryl............................ 37...................
Archroma......................... 3ª capa................
Mineração Itália................. 16............................
Aromat................................ 42.....................
Mineração Serra Branca..... 12...........................
A Tonal............................4ª capa..................
Netzsch...............................15.....................
BASF.................................... 7......................
Oxiteno................................. 5..........................
Bomix.............................. 2ª capa..................
Paranacal........................... 29..........................
Brasilminas........................ 47..........................
Polystell............................... 69.....................
Chromaflo........................... 53....................
quantiQ................................ 61............................
Evonik................................. 19.................
Química Anastácio.............. 13..................
FSI Filters........................... 21...................
Quimicraft.......................... 23...................
Groupack............................. 25....................
Reichhold............................ 27..................
Ipel...................................... 59.............................
Rentank............................... 41......................
Intertank............................. 17...........................
Vincentz............................... 39.................................
Lanxess............................... 11.....................
Wacker................................ 63....................
Liderkraft............................ 35.................
Wana Química....................67....................
Tudo tem solução
clipping
8 | Paint&pintura | Outubro 2014
Could It Be an Upturn?
According to the latest Activity Index published by Brazil’s Central
Bank (IBC-Br), the country’s GDP grew by 1.5 percent for July
2014. That was quite a step forward, considered even the highest
monthly increase in the past six years. While the first half was a
period of slow growth, and even downturn here and there, the
second half is already inspiring hopes of a better result, and there
is a big chance of an upturn in the Brazilian economy. Still according to the Central Bank, there was a 0.07-percent increase in the
level of business activity for the first half of this year, ultimately
indicating stability.
Forecasts for this year remain conservative and mostly unchanged. The financial market, for example, estimates GDP growth of
around 0.48 percent. The Central Bank expects a growth rate of
1.6 percent, and the federal government 1.8 percent. But these
figures will be reviewed at the end of the month.
At the 9th edition of the Abrafati Forum, paint industry experts
revealed their expectations and discussed the delicate situation
in which our country is today. It was kicked off by Abrafati’s executive president Dilson Ferreira, who gave the market a word of
advice: “In these times of uncertainty in the political and economic
arena, discussing future scenarios and knowing the challenges
that are facing us is fundamental for planning actions, finding
opportunities, and deciding the strategies to be followed.”
One of the main attractions at the forum was economic journalist
Miriam Leitão, who talked about the prospects and the challenges presenting themselves to Brazil, as well as their effects
on business. Miriam left an important message to the industry:
“Brazil is going through a tough economic period. It is carrying
the weight of recent mistakes. Over the past 20 years, though,
Brazil has successfully faced situations and even crises that seemed insurmountable. So why wouldn’t Brazil get over a time of
uncertainty like this?”
The presentation by Antonio Carlos Lacerda, chairman of
Interview - An Overview of the Industry
The interview in this month’s edition of Paint & Pintura Magazine,
available in Portuguese only, brings you an industry-wide analysis
of important themes being discussed in the paint industry, with
opinions of the leading executives of major paint companies like
PPG, BASF, Renner Sayerlack, and Sherwin-Williams.
During the 9th edition of the Abrafati Forum, which took place
on August 27, Paint & Pintura Magazine had the honor and the
great opportunity to interview important personalities in the paint
industry. The first of them was Abrafati’s executive president Dilson
Ferreira, who talked about the actions carried out by the entity he
leads to incentivize and support growth in the industry.
Following Ferreira, four other leading executives of major paint
Abrafati’s management board, provided important data specifically
on the paint market. Forecasts for the automotive industry for the
next 12 years point to a steep drop of 12 to 15 percent in production,
going back to 2010 levels, while water-based formulations experience
dramatic growth. In the decorative paint segment, even though unstable growth is expected, there are bright prospects. The automotive
refinish segment, for its part, is changing for the better.
The Abrafati Forum 2014 also included an important panel on the
theme, “Where Is the Paint Industry Going,” where the market was
analyzed by three paint company executives: Carlos Santa Cruz,
president of PPG; Freddy Carrillo, president of Sherwin-Williams; and
Marcelo Cenacchi, business director at Renner Sayerlack. Seizing the
opportunity, Paint & Pintura Magazine was there to get an exclusive
interview with these professionals, who shared their views on several
industry-related themes, such as cost absorption, premium products,
investments in technology and process improvement, tax relieves for
the industry, sustainability, etc. Check that interview firsthand on the
following pages!
Enjoy!
Lucélia Monfardini
companies also shared their views on several industry-related themes,
such as cost absorption, premium products, investments in technology
and process improvement, tax relieves for the industry, and sustainability,
namely: Carlos Santa Cruz, president of PPG, Freddy Carrillo, president of
Sherwin-Williams, Marcelo Cenacchi, business director at Renner Sayerlack, and Antonio Carlos Lacerda, BASF’s vice president of paints & coatings
and infrastructure for South America.
Biocides - Protection with Greater Environmental Safety
At providing anti-fungal, anti-bacterial and anti-algae protection, biocides
have kept pace with the evolution of the paint and coatings market, with
increasingly efficient and environmentally harmless technologies.
Advances in technologies, environment-friendlier and human-friendlier
this market, without a doubt, goes to the increased appreciation
of the products and higher technology that manufacturers and formulators put into them, which has lead to growth in the industry’s
volumes and revenues,” Ribeiro says.
The market for paint biocides is expected to experience growth of
around 4 percent, and one of the challenges facing the industry is
the competition with imports from China, according to Marcia Regina Rios, Clariant’s industrial application manager for Latin America.
“The paint preservative market is in a technological development
process where products that are more harmful to humans, such as
formaldehyde, are being gradually replaced by friendlier solutions.
Obviously, this process is also a challenge from a product performance point of view, as controlling microorganisms requires utilization
of different preservation strategies and products.”
clipping
products, and enhanced product performance, efficiency and functionality. These are some of the benefits and features in which suppliers of
raw materials are investing to favor evolution and growth in the biocide
market.
Biocides are indispensable raw materials in paint formulations. “Biocides,
whether on the packaging or dry film, provide protection from proliferation of microorganisms (bacteria, fungi, and algae). The market for
biocides is proportional to the production of paints and coatings. And
Brazil’s manufacturing sector at large is experiencing low growth rates,
as families consume less due to increased debt, which contributes to a
downturn in consumption of construction products, thus affecting the
paint market. However, there is a constant demand for biocides for new
applications, as the industry is constantly developing, and the demand
also follows production tends,” says Luis Gustavo Ligere, Lanxess sales
coordiantor for South America.
According to Ailton Ribeiro, field manager at Alcolina’s industrial division,
the market is on the rise and open to new, more efficient technologies.
“In 2014, smart molecules have been introduced with not only act in a
broader spectrum, but also enhance the properties of standard products.
Paint manufacturers are definitively introducing encapsulated molecules
in their formulations, which makes for enhanced technological efficiency
and better results in long-term weather exposure. New specifications
have caused the demand to increase. But the most credit for growth in
Additive Blends - Unity is Strength
Suppliers of raw materials are investing in a new way of further
facilitating the manufacture of paints: using additive blends that
provide a series of advantages and benefits to manufacturers.
Additive blends are a new development for the paint and coatings
industry, and while spreading slowly, they have already gained
ground among paint manufacturers. In some paints, achieving a
good coating performance requires synergies between additives,
Paint&pintura | Outubro 2014 | 9
clipping
10 | Paint&pintura | Outubro 2014
whether during or after application, leading to better results. “For
this reason, some suppliers of paint raw materials are investing in
the blend segment, as is the case with BASF,” says Marlon Braidott,
consultant on technical services to BASF.
The evolution of the market for additives and additive blends keeps
pace with the very development of chemistry for new materials,
applications and performance requirements in user market formulations, according to Polystell business director Wildon Lopes Silva.
“This is how we go about coping with new challenges facing the
industry and meeting the specific requirements of each company’s
end product. The resulting large variety of chemicals enable new
blends to be designed to for new consumer demands and differentiated technological innovations.”
Plastic Packaging - Innovative in Technology, Shapes,
Sizes and Printing
The plastic packaging industry has been investing more and more
in products that set themselves apart for their technology, safety,
quality, more modern molds, and better-looking, more colorful
packaging designs to catch the eyes of end consumers.
Plastic packaging producers are increasingly seeking innovations
for their products in order to meet the requirements of Brazil’s
paint market. They have invested and innovated so much that this
packaging type is now becoming much more appealing to paint
manufacturers and especially to end consumers.
According to Marcus Zippinotti, regional director at Bomix, plastic
packaging materials are now used in more than 60 percent of the
paint market worldwide. This shift is already in progress in Brazil,
as several paint companies either already are using or have plans
to use plastic packages. “It won’t be long before we see plastic
packaging product replacing metals, and doing so with great benefits for consumers. The largest producer of plastic pails in Latin
America, Bomix has been developing and increasingly improving
our products for this market with a view to making paint producers
more confident in our performance and supply.”
Groupack has also been preparing itself to meet the demand in the
domestic as well as the international market. “We invest in quality,
research, ABNT standards and certifications, and we provide quality-assured products for the paint industry. Over the past several years,
consumers and businesses that use paints and coatings in their
products and services have become more demanding. As a result,
paint manufacturers and their packaging suppliers invest in molds
for more modern, easier-to-use and safer packaging products. That
has a direct effect on the economy and on paint sales, helping the
entire supply chain grow and evolve in sustainable development,”
says sales manager Priscila Marques.
Events - Paint & Pintura Forum Presents Technical
Lectures to the City of Ribeirão Preto
With 76 registered attendees, the 17th Paint & Pintura Coatings
Technology and Management Forum took place on September 4 at
Hotel JP, in Ribeirão Preto, São Paulo, presenting lectures as part of special
program with the participation of leading suppliers to the paint industry,
such as Lubrizol, Intertank, Polystell, MAST, Allnex, and Momentive.
The forum was kicked off by the opening plenary session entitled, “Brazilian Paint Market: A Brief Outlook on 2013 and Prospects for 2020”,
comprising data on the Brazilian paint market for 2013 by segment and
how it has evolved over the past few years, which was conducted by
Francisco Racz, of Racz Consultoria.
Thereupon, Lubrizol presented a lecture on the theme of “Resins and
Additives for Formulating Industrial Coatings and for Architectural/Construction Applications.”
Still in the morning period, attendees were able to watch Intertank’s
lecture “Stainless Steel IBCs – Safety, Economy and Regulations.”
Polystell joined the ranks of forum participants with its lecture on “Additive
Solutions for Premium Formulations.”
In the afternoon period, MAST took to the stage with the lecture “Quality
Control: Why Test?”
Also participating in the forum was Allnex with the lecture “UV-Curing
Paints, Finishes and Applications.”
It was followed by Momentive with its lecture “Improving Performance
in Epoxy-Polysiloxane Coatings.”
The forum was closed by RadTech South America’s lecture on “UV Curing
Paints – Trends and Applications.”
Paint & Pintura Forum to Close 2014 Program in the City
of Goiânia
The Paint & Pintura Coatings Technology and Management Forum is going
to the Midwest region for the third time, set to take place on October 9
at Castro’s Park Hotel, in Goiânia, Goiás. The two previous editions in that
region had record audiences, definitely putting it on Agnelo Editora’s
events calendar.
For the first forum in the region, which took place on June 29, 2011, there
were 230 registered attendees, 180 of whom were professionals at 50
local paint companies. For the second edition, which took place on June
14, 2012, there were more than 160 registered attendees, and the forum
was relocated to a larger venue with better infrastructure to host the
professionals of the region’s paint and coatings industry.
This year’s edition is already promising to be another success, with a
special program of lectures by important companies in the paint industry,
namely: Ashland, with the lecture “Foam Control Agents Technology”,
Cabot, with “Fumed Silica Fundamentals Focusing on Paint Application”,
Lonza, with “Lonza Preservatives and Additives – We Want to be Part of
Your Solution”, Coatex, presenting the lecture “Rheology Modifiers”,
Evonik, presenting “Tego Defoamer and Deaerators – Efficiency and
Sustainability”, Iguatu, with a lecture on alkyd resins, Imerys do Brasil, with
“Performance Mineral Additives”, Intertank, with the lecture “Stainless
Steel IBCs – Safety, Economy and Regulations”, Oxiteno, with “Exploring
the Concept of Volatile Organic Compounds (VOCs) in Decorative Paints”,
and quantiQ, with “Optimizing Formulations by Using Hydroxyethyl
Cellulose”.
To close the forum, Francisco Racz, of Racz Consultoria, will be delivering
PAIXÃO ENERGIZED BY
Bayferrox® é uma marca registrada da Bayer AG, Leverkusen, Alemanha/ foto ©: Canindé Soares/ © stap
Você veste as cores do seu time. E os estádios vestem as nossas. Este ano,
o Brasil é sede da maior festa do futebol mundial e a LANXESS, empresa
de especialidades químicas, traz as cores. Há décadas, os Pigmentos
Inorgânicos da LANXESS trazem beleza e sustentabilidade para os
estádios, complexos turísticos e projetos de infraestrutura e urbanização,
como ruas, praças, faixas exclusivas e ciclovias. No Brasil, também fazemos
parte do jogo. Como o maior produtor mundial de pigmentos sintéticos de
óxido de ferro, estamos orgulhosos por oferecer um vasto portfólio de alta
qualidade a nossos clientes em todo o mundo. Com excelente resistência à
luz, a intempéries e a materiais químicos combinados à inovação e a mais
moderna e sustentável tecnologia de produção, a LANXESS traz sua
expertise para o campo! www.bayferrox.com.br
clipping
a lecture entitled “Brazilian Paint Market: A Brief Outlook on 2013
and Prospects for 2020”.
Investments - Sinteplast Invests in Brazilian Market
An Argentine-based company specializing in decorative and automotive paints, industrial and powder coatings, Sinteplast has
invested US$ 38 million its plant located in Ezeiza, Argentina, over
the past ten years. In addition, US$ 8 million have been invested in
the water-based paint plant. It is not the company’s intent to expand
only in Argentina, but to grow in Latin America.
Sinteplast set up a plant in Rio de Janeiro in 1999, but only from this
year on is it intensifying its actions in order to gain representativeness. “Back in Argentina we are the market leader, and we intend to
be as big in Brazil, too. The products we have launched in Brazil are
unquestionably high quality. We believe our products so much that
we give a five-year warranty certificate in written,” stresses Gabriel
Rodríguez, general manager at the Sinteplast group.
The company is currently located in Rio de Janeiro and is making
an entry in São Paulo and Espírito Santo. “Our plan is to get the
job started this year in Minas Gerais, and then to be spread all over
the Southeast region by the end of the year,” Rodríguez reveals.
Sinteplast’s goal is to introduce a new brand in Brazil. Its directors
want to change the way in which waterproofing systems are used.
Waterproofing is something related to construction in Brazil, whereas for us it is connected with protection and decoration, because
when you paint the façade of a building, you’re protecting it from
humidity and also decorating, says Rodríguez, adding that in Europe, Argentina and the United States waterproofing is ubiquitous
on buildings, irrespective of size. So much so that consumers, in a
preventive way, always chose products that will paint and waterproof the surface at the same time, but not in Brazil, where he sees
no such care. “Accordingly, today paints and waterproofing products
are showcased in separate spaces at stores, and even sold by different
channels, so presenting products that play the double role of decorating
and waterproofing is one of our challenges,” Rodríguez explains.
Focused on Dispersions
Attaining 60 years of existence, Sintequímica started out in the city of
Olinda, Pernambuco, where it brought pigment dispersions into the
Brazilian market. It was founded by the brothers Hilton and Aécio Duarte,
who had the idea of introducing dispersions in the region, which at that
time was a major textile industry powerhouse, because there was no local
production, and all materials were imported.
“Aécio, who unfortunately died a short while ago, was the ‘father of
pigments’ in Brazil. He’s been working at SunChemical, and then he took
the excellent initiative of bringing into our country from the United States
the pigment dispersion technology. The company founders carried on
with this business for three decades, but the region’s textile industry
eventually migrated to the South, so the company was acquired by a
São Paulo-based group called Primatex, which had many technologies
for the textile industry, but didn’t produce dispersions until then,” says
sales director Marcelo Amaral Leite de Macedo.
The companies Sintequímica and Primatex remained together for several years, until the inevitable split happened. Back then, not only did
Sintequímica’s manufacturing facilities stayed up and running in Recife,
they also expanded to São Paulo, with local inventories and local technical
and sales support. “In 2011 we acquired this space in Caieiras, São Paulo,
and started producing here. Everything has been brought down to São
Paulo, and we no longer have the Olinda site. However, we do have a
logistic support service handling our customers in the region. Sintequímica
is the textile market leader, with a large advantage in the first position,”
Macedo points out.
12 | Paint&pintura | Outubro 2014
A Serra Branca Mineração vem oferecendo ao mercado a linha de produtos CARBONA.
Nesta linha existem produtos com diâmetro médio de 0,5 até 2,5 microns, trazendo benefícios
como: brilho, cobertura, lavabilidade e excelente acabametno com baixa absorção.
O CARBONA é um carbonato de cálcio micronizado que pode ser aplicado na fabricação de
diversos produtos como: papel, tinta a base d´água ou a base solvente esmalte, PVC, cosméticos,
farmacêuticos, têxteis, cerâmicos, borracha, etc.
O CARBONA, dependendo do diâmetro médio de suas partículas, pode substituir consideravelmente cargas minerais
de alto custo, segundo testes já realizados.
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Santa Catarina e Pernambuco;
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• Logística customizada às necessidades dos clientes;
reseña
14 | Paint&pintura | Outubro 2014
¿Se trata de una recuperación?
Las últimas informaciones del Índice de Actividad del Banco
Central (IBC-Br) revelan una expansión del PIB del 1,5% en julio
de 2014. Se considera un gran avance e incluso la más grande
alza mensual de los últimos seis años. A pesar de que hubo en
el primer semestre bajo crecimiento y alguna retracción, ahora
el segundo semestre trae esperanza de mejores resultados, con
posibilidad de recuperación de la economía brasileña. Según el
Banco Central, los primeros meses de 2014 tuvieron alza del 0,07%,
lo que señaló estabilidad en el nivel de actividad.
Las previsiones para este año siguen conservadoras y sin muchos
cambios. El mercado financiero, por ejemplo, estima crecimiento
del PIB en torno al 0,48%. El Banco Central espera una expansión
del 1,6% y el gobierno federal prevé el 1,8%. Pero esas cifras se
revisan a fines del mes.
En la 9ª edición del Foro Abrafati, especialistas del sector de
pinturas mostraron sus expectativas en el delicado momento
que vive nuestro país. Dilson Ferreira, presidente ejecutivo de
Abrafati, dio un consejo al mercado. “En este momento de
incertidumbre en los campos político y económico, es fundamental debatir los escenarios futuros y conocer los desafíos a
enfrentar, para planear acciones, identificar oportunidades y
decidir las estrategias que habemos de seguir”, afirmó Ferreira.
Una de las principales presencias del foro fue Miriam Leitão,
periodista económica, que habló de las perspectivas y desafíos
que se presentan y sus reflejos en los negocios. Sostuvo Miriam:
“Brasil atraviesa una difícil coyuntura económica. Está cargando el
peso de los recientes errores. Durante los últimos 20 años, Brasil
ha enfrentado y superado situaciones y crisis que se mostraban
insuperables. ¿Por qué ahora no habría de superar un momento
como éste de incertidumbre?”
La presentación de Antonio Carlos Lacerda, presidente del ConEntrevista - Una visión general del sector
La entrevista de la Revista Paint & Pintura trae un análisis sectorial de
importantes temas discutidos en el sector de pinturas, con la opinión
de dirigentes de las principales industrias, como PPG, BASF, Renner
Sayerlack y Sherwin-Williams
Durante la 9ª edición del Foro Abrafati, que tuvo lugar el día 27 de
agosto, la Revista Paint & Pintura tuvo el honor y la gran oportunidad de entrevistar a importantes personalidades del mercado de
pinturas. El primero de ellos fue Dilson Ferreira, presidente ejecutivo
de Abrafati, quien habló sobre las acciones de la entidad a fin de
incentivar y ayudar el crecimiento del sector de pinturas.
Además de Ferreira, otros cuatro dirigentes de las principales indus-
sejo Directivo de Abrafati, aportó datos importantes y específicos del
mercado. Las previsiones para el sector automotriz, para los próximos
12 meses, apuntan una caída acentuada del 12% al 15% en la producción,
llegando al mismo nivel de 2010, con un expresivo crecimiento de
las formulaciones base agua. En el sector de pinturas decorativas, la
expectativa es un crecimiento inestable, pero con excelentes perspectivas. Cuanto al sector de repintura, se trata de un mercado en
transformación. Y para mejor.
El Foro Abrafati 2014 también tuvo un importante panel – “¿Hacia
dónde va la industria de pinturas?” - en el que tres ejecutivos de fabricantes de pinturas - Carlos Santa Cruz, presidente de PPG; Freddy
Carrillo, presidente de Sherwin-Williams y Marcelo Cenacchi, director
general de Renner Sayerlack - analizaron el mercado. Y aprovechando
la oportunidad, Paint & Pintura consiguió entrevistarlos, en exclusiva.
Opinaron acerca de diversas situaciones del mercado, como absorción
de costos, productos Premium, inversiones en tecnología y mejora de
procesos, exoneración del sector, sustentabilidad etc. ¡Léalo ahora en
primera mano!
¡Buena Lectura!
Lucélia Monfardini
trias de pinturas también opinaron sobre varias situaciones del mercado,
como absorción de costos, productos Premium, inversiones en tecnología
y mejora de procesos, exoneración del sector y sustentabilidad. Fueron
ellos: Carlos Santa Cruz, presidente de PPG; Freddy Carrillo, presidente de
Sherwin-Williams; Marcelo Cenacchi, director general de Renner Sayerlack
y Antonio Carlos Lacerda, vicepresidente de pinturas y barnices e infraestructura para Sudamérica de BASF.
Vea con exclusividad lo que cada una de esas personalidades dijo sobre
el mercado de pinturas.
Biocidas - Protección con más seguridad ambiental
En el combate a los hongos, bacterias y algas, los biocidas vienen acom-
eficientes tecnologías. “En 2014, tuvimos la entrada definitiva de las
moléculas inteligentes que, además de actuar en un espectro más
amplio, potencian los productos convencionales. Las industrias de
pinturas, de manera definitiva, introducen en sus formulaciones las
moléculas encapsuladas, así tenemos mayor eficiencia tecnológica y
mejores resultados en el largo periodo de exposición a la intemperie.
Las nuevas especificaciones lograron que la demanda fuera mayor.
Pero la mayor responsable del crecimiento de ese mercado es, sin
duda, la valoración de los productos y la tecnología ofrecida por los
fabricantes y formuladores: siempre le brindan al cliente con algún
servicio además del propio producto, proporcionando un crecimiento de volumen y valores al sector”, declara Ribeiro.
La expectativa es que el mercado de biocidas para pinturas tenga un
crecimiento de alrededor del 4%. Una de las grandes dificultades que
enfrenta el sector es la competencia con los productos importados
de China, según Marcia Regina Rios, gerente de aplicación industrial
para América Latina de Clariant.
reseña
pañando la evolución del mercado de pinturas, con tecnologías cada vez
más eficientes y que no agreden al medio ambiente
Avances de la tecnología, productos más amistosos con el medio ambiente
y con el ser humano, aumento de desempeño de los productos, eficiencia
y funcionalidad. Son algunas características en los cuales las empresas proveedoras de materia prima están invirtiendo, lo que favorece la evolución
y el crecimiento del mercado de biocidas.
El biocida es una materia prima indispensable en la formulación de pinturas. “Su uso proporciona protección en el embalaje o en la película seca
contra la proliferación de microorganismos (bacterias, hongos y algas).
El mercado de biocidas es proporcional a la fabricación de pinturas. Y la
producción industrial brasileña, de manera general, está viviendo un bajo
índice de crecimiento y un menor consumo de las familias en virtud del
aumento de sus deudas. Eso redujo el consumo de productos del mercado
de construcción, afectando al mercado de pinturas. Sin embargo, existe
una constante demanda de biocidas para nuevas aplicaciones, pues la
industria está en constante desarrollo y, también, la demanda sigue la
tendencia de producción”, informa Luis Gustavo Ligere, coordinador de
ventas para Sudamérica de Lanxess.
Según Ailton Ribeiro, gerente de campo de la División Industrial de Alcolina, el mercado está en franco crecimiento y abierto a nuevas y más
Mezclas de Aditivos - La unión hace la fuerza
Las empresas proveedoras de materia prima están invirtiendo en una
nueva manera de facilitar más aún la fabricación de pinturas. Se trata
Paint&pintura | Outubro 2014 | 15
reseña
16 | Paint&pintura | Outubro 2014
de mezclas de aditivos que proporcionan una serie de
ventajas y beneficios para las industrias
Una novedad para el mercado es la mezcla de aditivos, que llega poco a poco, pero que ya conquista su
espacio entre los fabricantes de pinturas. En algunas
pinturas, para obtener un buen desempeño de revestimiento, es necesario que haya sinergia entre los
aditivos, ya sea durante o después de la aplicación,
proporcionando un mejor resultado. “Por ese motivo,
algunas empresas proveedoras de materia prima para
pinturas están invirtiendo en el mercado de mezclas,
como es el caso de BASF”, declara Marlon Braidott,
consultor de servicios técnicos de la compañía.
La evolución del mercado de aditivos y mezclas
acompaña al propio crecimiento de la química de
nuevos materiales, aplicaciones y desempeño en las
formulaciones del mercado que los usa, según Wildon
Lopes Silva, director general de Polystell. “Eso ocurre
para responder a los nuevos desafíos de la industria y
a los diversos productos finales específicos de cada
empresa. Esta gran variedad de productos químicos
permite que las nuevas mezclas generen nuevas demandas de consumo e innovaciones
tecnológicas diferenciadas”.
Embalajes Plásticos - Innovadores en tecnología, formato, tamaño
e impresión
Cada vez más, el mercado de embalajes plásticos invierte en productos de tecnología
diferenciada, seguridad, calidad, moldes más modernos, y diseño de embalajes más bellos
y coloridos, para llamar la atención del consumidor final
Las empresas productoras de embalajes plásticos se vienen empeñando cada vez más y
buscando innovaciones para sus productos, con el objeto de atender a las necesidades
del mercado brasileño de pinturas. Debido a tantas inversiones e innovaciones, este tipo
de embalaje se está volviendo mucho más atractivo para los fabricantes de pintura, y
principalmente para el consumidor final.
Según Marcus Zippinotti, director regional de Bomix, actualmente, más del 60% del
mercado mundial usa embalajes plásticos para el segmento de pinturas. En Brasil este
cambio ya está en curso, pues varias empresas del sector de pinturas ya los usan o tienen
proyectos para usar el plástico. “Veremos en poco tiempo los embalajes plásticos sustituyendo al metal con grandes ventajas para el consumidor. Bomix, la mayor productora
de baldes de plástico de América Latina, viene desarrollando y mejorando cada vez más
sus productos para este mercado, para trasmitir más confianza al productor de pinturas
cuanto al desempeño y abastecimiento”.
Groupack también se viene preparando para atender al mercado nacional e internacional.
“Invertimos en calidad, investigaciones, normas ABNT y certificaciones, y ofrecemos al
mercado de pinturas productos de calidad asegurada. Aumentó, en los últimos años,
la exigencia del consumidor brasileño y de las empresas que utilizan la pintura en sus
productos y servicios. Los fabricantes de pintura y sus proveedores de embalajes consecuentemente invierten en moldes para embalajes más modernos, de fácil manejo
y seguros. El efecto es directo y consistente sobre la economía y la venta de pinturas,
contribuyendo a que crezca la cadena productiva, evolucionando hacia el desarrollo con
sustentabilidad”, declara Priscila Marques, gerente comercial.
Eventos - Foro Paint & Pintura lleva conferencias técnicas a la ciudad
de Ribeirão Preto (SP)
Con 76 inscritos, el 17º Foro Paint & Pintura de Tecnología y Gestión de Pinturas, que tuvo
lugar el día 4 de septiembre, en el Hotel JP, en Ribeirão Preto (SP), presentó una programación especial de conferencias con la participación de grandes empresas proveedoras
del mercado de pinturas, como Lubrizol, Intertank, Polystell, MAST, Allnex y Momentive.
Francisco Racz, de Racz Consultoria, presentó la Plenaria de Apertura: “El mercado brasileño de pinturas: un breve escenario de 2013 y perspectivas para 2020”.
A continuación, Lubrizol abordó el tema “Resinas y Aditivos para la formulación de Pinturas
Industriales y Aplicaciones Arquitectónicas/Construcción”.
La ponencia de Intertank fue sobre “IBC de acero Inoxidable - Seguridad, Economía y
Legislación”.
Polystell abordó el tema “Aditivos Solucionadores para Formulaciones Premium”.
Por la tarde, MAST presentó la conferencia “Control de Calidad: ¿Por qué probar?”.
Allnex también participó en el foro con una ponencia acerca de “Pinturas, acabados y
aplicaciones de curado por radiación UV”.
reseña
18 | Paint&pintura | Outubro 2014
A continuación, Momentive impartió la conferencia “Mejorando el
desempeño de los revestimientos epoxi-polisiloxano”.
La conferencia de RadTech South America sobre “Pinturas de Curado
UV - Tendencias y Aplicaciones”.
Eventos-Foro Paint&Pintura cierra su programación
de este año en la ciudad de Goiânia (GO)
Por tercera vez, el Fórum Paint & Pintura de Tecnología y Gestión
de Pinturas llega a la región Centro-Oeste, el día 9 de octubre, en el
Castro’s Park Hotel, en Goiânia (GO). Con un récord de público en
sus dos primeras ediciones, el evento ya está definitivamente en el
calendario de eventos de Agnelo Editora.
El primer encuentro, del día 29 de junio de 2011, contó con 230 inscritos, siendo 160 profesionales de 50 industrias de pinturas de la
región, y tuvo la participación de 180 personas del sector de pinturas
y revestimientos. El segundo, que ocurrió el día 14 de junio de 2012,
tuvo más de 160 inscritos, y se transfirió a un lugar más amplio y con
mejor infraestructura para recibir a los profesionales de la industria
de pinturas de la región.
El evento de este año promete ser otro éxito, con una programación
especial de conferencias de importantes empresas del sector de
pinturas. Ashland presentará el tema “Tecnología en agentes para
control de espuma”; Cabot abordará los “Fundamentos de la sílice
pirogénica con foco en la aplicación de pinturas”; Lonza con la ponencia “Conservantes y aditivos Lonza - queremos formar parte de
su solución”; Coatex presentará “Modificadores reológicos”; Evonik,
“Antiespumante y desaireadores Tego - Eficiencia y Sustentabilidad”;
Iguatu, “Resinas alquídicas”; Imerys do Brasil - “Aditivos Minerales
de Desempeño”; Intertank - “IBC de acero inoxidable - Seguridad,
economía y legislación”; Oxiteno, “Explorando el concepto de
compuestos orgánicos volátiles (VOC) en pinturas decorativas”
y quantiQ - “Optimización de formulaciones a través del uso de
Hidroxietilcelulosa”.
El cierre del evento será la conferencia “Mercado brasileño de
pinturas: un breve escenario de 2013, perspectivas para 2020”, que
será proferida por Francisco Racz, de Racz Consultoria.
Inversiones - Sinteplast invierte en el mercado
brasileño
Empresa argentina especializada en pinturas decorativas, automotrices, en polvo e industrial, Sinteplast invirtió US$ 38 millones en la
fábrica de Ezeiza, Argentina, en los últimos diez años. Además, US$
8 millones en la planta de pinturas al agua. La empresa no tiene
intención de expandirse solo en Argentina, sino quiere crecer en
América Latina.
Desde 1999 Sinteplast creó en Rio de Janeiro una fábrica, pero a partir
de este año intensificó las acciones para conseguir representatividad.
“En Argentina, somos líderes del mercado; la intención es tener el mismo
tamaño en Brasil también. Los productos con que comenzamos en Brasil
tienen calidad indiscutible. Confiamos tanto en el producto que damos
por escrito un certificado de garantía de cinco años”, destaca Gabriel
Rodríguez, director general del Grupo Sinteplast.
Actualmente, la empresa está en Rio de Janeiro e inicia su entrada en
São Paulo y Espírito Santo. “La idea es comenzar este año el trabajo en
Minas Gerais, y hasta fines del año, llegar a toda la Región Sudeste”, revela
Rodríguez.
El objetivo de Sinteplast es introducir una nueva marca en Brasil. Los
directores quieren cambiar la forma de usar los impermeabilizantes. “En
Brasil, la impermeabilización es algo relacionado a la construcción pero,
para nosotros, está ligada a la protección y decoración, pues al pintar
la fachada de un edificio se lo protege contra la humedad, además de
decorarlo”, afirma Rodríguez. Observa que en Europa, Argentina y Estados Unidos la impermeabilización ni se discute en las construcciones,
independientemente del porte de la obra. Tanto que, de forma preventiva,
los consumidores siempre escogen productos que pinten la superficie, y, a
la vez, la impermeabilicen. Sin embargo, no advierte esa preocupación en
Brasil. “Así, las pinturas y los impermeabilizantes se encuentran en espacios
separados en los comercios e incluso se venden en canales diferentes,
siendo que uno de los desafíos es presentar productos que desempeñen
el papel de decorar e impermeabilizar”, explica Rodríguez.
Industria en Destaque - Enfoque en dispersiones
Sintequímica completa 60 años de haber iniciado sus actividades en la
ciudad de Olinda (PE), fundada por los hermanos Hilton y Aécio Duarte.
Aportó al mercado brasileño las dispersiones de pigmentos, en una región, que era, entonces, un gran polo de la industria textil, que importaba
todos los productos, porque no había producción local.
“Aécio, que infelizmente falleció hace poco tiempo, fue el ‘padre del pigmento’ en Brasil. Trabajó en SunChemical y tuvo la excelente iniciativa de
traer a nuestro país la tecnología de dispersión de pigmentos de los Estados
Unidos. Durante tres décadas los fundadores realizaron ese trabajo, pero el
mercado textil de la región acabó migrando hacia el Sur, así quien adquirió
esta empresa fue un grupo paulista, llamado Primatex, que tenía muchas
tecnologías para la industria textil, pero no producía dispersiones”, cuenta
Marcelo Amaral Leite de Macedo, director comercial.
Las empresas, Sintequímica y Primatex, estuvieron juntas varios años,
pero la separación societaria fue inevitable. La fabricación de Sintequímica continuó en Recife y se expandió también a São Paulo, con stocks
locales, soporte técnico y comercial. “En 2011, adquirimos este local en
Caieiras (SP), donde comenzamos a producir. Actualmente, estamos en
São Paulo, y ya no tenemos la unidad de Olinda. Pero contamos con un
apoyador logístico que atiende a los clientes de la región. Sintequímica
es líder en el mercado textil, con una gran ventaja en el primer lugar”,
destaca Macedo.
entrevista
Uma visão estratégica do setor
A entrevista da Revista Paint & Pintura deste mês traz uma análise setorial de
importantes temas discutidos no setor de tintas, com a opinião de dirigentes
das principais indústrias, como PPG, BASF, Renner Sayerlack e Sherwin-Williams
Lucélia Monfardini
D
urante a 9ª edição do Fórum Abrafati, realizada
no dia 27 de agosto, a Revista Paint & Pintura
teve a honra e a grande oportunidade de entrevistar importantes personalidades do mercado
de tintas. O primeiro deles foi Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati, que falou sobre as ações da
entidade a fim de incentivar e ajudar no crescimento
do setor de tintas.
Além do presidente-executivo da Abrafati, outros
quatro dirigentes das principais indústrias de tintas
também opinaram sobre várias situações do mercado, como
absorção de custos, produtos premium, investimentos em
tecnologia e melhoria de processos, desoneração do setor
e sustentabilidade. São eles: Carlos Santa Cruz, presidente
da PPG; Freddy Carrillo, presidente da Sherwin-Williams;
Marcelo Cenacchi, diretor-geral da Renner Sayerlack; e Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente de tintas e vernizes e
infraestrutura para a América do Sul da BASF.
Confira o que cada uma dessas personalidades disse sobre
o mercado de tintas.
20 | Paint&pintura | Outubro 2014
Entrevista - Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati
Revista Paint & Pintura: Como a entidade
tem trabalhado no sentido de tentar
desonerar o setor de tintas?
Dilson Ferreira: O custo da operação é
significativo, principalmente no Brasil; uma carga
tributária alta e uma logística e burocracia grandes
fazem com que se perca muita competitividade.
Uma maneira de se recuperar isso, além de buscar
eficiência nas operações, formulações e nos
serviços prestados ao mercado pelas empresas,
é institucionalmente procurarmos melhorar essas
condições. O que nós temos feito é trabalhar
junto ao governo e em setores em que existem
Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati
possibilidades de redução de imposto, com uma
contrapartida que é sempre o crescimento do setor, e ter sempre os nossos produtos em condições mais competitivas,
até para o próprio governo, como é o caso das tintas imobiliárias para as habitações populares, como o Programa Minha
Casa Minha Vida.
O que conseguimos nos últimos anos foi uma desoneração do IPI por meio da redução desse imposto das tintas imobiliárias
para zero, uma diminuição do imposto de importação para produtos que não são fabricados no Brasil ou são fabricados no
Brasil com uma quantidade, volume ou num nível de qualidade não suficientes para atender o nosso mercado, como, por
exemplo, o dióxido de titânio, que hoje estamos operando com uma alíquota de 2% versus a alíquota tradicional de 12%, ou
seja, uma redução de 10% no custo do produto, para um total de 120 mil toneladas para cada 12 meses, o que é basicamente
o volume total importado complementado pela produção local da Cristal.
Revista Paint & Pintura: Existe um trabalho da Abrafati
no sentido de apoiar a legislação para produtos
menos nocivos ao homem e ao meio ambiente?
Dilson Ferreira: A Abrafati apoia toda e qualquer
legislação o tempo todo, não podemos fazer diferente, isso
já faz parte do nosso DNA.
Revista Paint & Pintura: Quais os resultados dos
programas de capacitação implementados pela
Abrafati?
Dilson Ferreira: Hoje, a Abrafati oferece uma lista
com 4.200 pintores profissionais, que são conhecidos,
identificados, testados, e que com essa identificação
estão prontos para prestar os serviços que o consumidor
precisa. Lembrando que o consumidor vai até uma
loja de materiais de construção ou uma loja de tintas
e compra a tinta para pintar a sua casa, porém não
tem quem pinte a casa, e ele não quer aquela tinta
líquida e sim uma parede pintada. E ele pergunta para
o balconista: o senhor tem um pintor para indicar?
E é difícil o balconista indicar, pois se alguma coisa
der errada e a pintura não ficar boa, é ele quem se
responsabilizará por isso. O que nós fazemos é suprir
por meio de um site específico (www.pintorprofissional.
org.br) essa lista de 4.200 pintores capacitados, para
que o balconista possa responder: temos o programa
da Abrafati “Pintor Profissional”. Com isso, tivemos
um retorno muito bom por parte dos balconistas,
revendedores e dos próprios usuários. De uma forma
geral, ter um pintor dentro de casa é uma dor de cabeça,
mas o nosso programa faz com que essa dor de cabeça
se transforme num motivo de satisfação de ter a casa
bem pintada e decorada.
entrevista
Outra área de grande contribuição foi a desoneração da folha
de pagamento, um incentivo do governo para promover a
industrialização e a competitividade da indústria local, o que
para nós foi muito bom. Essa desoneração foi substituída por
um pequeno imposto sobre as vendas, o que dá um benefício
de custo, além disso, a atratividade de transformar a um custo
fixo, que é uma parte do custo da folha de salário, num custo
variável que é o percentual de 1% sobre as vendas. E ter o custo
variável é preferível a ter custo fixo, pois as vendas sobem,
o custo sobe, mas tem-se o recurso adicional de estarmos
vendendo mais, e se as vendas caem esse custo diminui proporcionalmente, por isso, é muito atrativo, principalmente,
num mercado como o nosso, que tem sazonalidade, na qual
vende-se mais em determinados períodos do ano. Então isso
tem sido uma contribuição muito significativa para o setor.
Revista Paint & Pintura: O setor ainda sofre
com a informalidade? Como a entidade tem
Paint&pintura | Outubro 2014 | 21
Soluções em sistemas de filtração para líquidos, envolvendo
elementos filtrantes tipo bag e cartucho, filtração nominal e absoluta.
Construção de equipamentos filtrantes em aço carbono ou inox 316,
316L, 304 e 304L.
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entrevista
atuado no sentido de coibir essa prática?
Dilson Ferreira: A informalidade tem diminuído.
O Programa Setorial da Qualidade tem enquadrado
os fabricantes de tintas dentro de regras mais rígidas
de produção da tinta e está dentro da legislação e das
normas da ABNT. Isso tem contribuído bastante para que
as empresas adquiram uma formalidade de maneira mais
ampla e não apenas formalidade só na qualidade, com
menos impostos e menos incentivo para a sonegação,
ou seja, menos informalidade.
Revista Paint & Pintura: Como estão os
preparativos para a Abrafati 2015?
Dilson Ferreira: Nós estamos no processo agora de um
racionamento muito construtivo com os expositores. Tivemos
uma reunião inicial com os expositores patrocinadores, que
escolhem primeiro os estandes, e uma segunda reunião com
todos os outros expositores, onde apresentamos a planta,
projeto e o programa. Nesta oportunidade, eles tiveram a
chance de escolher num espaço muito bom e amplo o tamanho
que preferem para terem os seus estandes. O que nós fazemos
é garantir a satisfação de todos, pois vamos atender bem e ter
um evento de altíssima qualidade.
22 | Paint&pintura | Outubro 2014
Entrevista:
Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente de tintas e vernizes e infraestrutura para a América
do Sul da BASF
Carlos Santa Cruz, presidente da PPG
Freddy Carrillo, presidente da Sherwin-Williams
Marcelo Cenacchi, diretor-geral da Renner Sayerlack
Revista Paint & Pintura: A absorção
de custos tem sido uma constante no
setor. Como as empresas têm assimilado
essa questão e como têm trabalhado
no sentido de minimizar esse impacto?
Antonio Carlos Lacerda:O aumento de
custos tem que ser trabalhado por meio do
aumento da eficiência, não existe outra forma de se
trabalhar. Desde 2004, temos aumentos reais acima
da inflação de 2%, que é o dissídio salarial, temos
uma inflação que vem em dólar, grande parte das
nossas matérias-primas é dolarizada, e isso faz com
que a gente tenha que obrigatoriamente buscar
uma maior eficiência nas nossas operações.
Carlos Santa Cruz: O entorno econômico
Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente de tintas e
vernizes
e infraestrutura para a América do Sul da BASF
do país não está fácil, o produto interno quase
não cresceu este ano, a inflação com 6,5%. Os custos são variáveis e estamos trabalhando muito focados e basicamente
ficamos no incremento da produtividade. Para incrementar a produtividade, estamos realmente focados em automação,
investimos em novos equipamentos na fábrica, e por outro lado estamos com um processo de revisão de todos os processos
da empresa na área administrativa. Mas o foco total é a eficiência em custo e em incremento de produtividade.
Marcelo Cenacchi: Na verdade, temos sempre buscado aumentar nossa eficiência, aumentar produtividade com
redução de perdas e de custo, investir em inovação e tecnologia, para tentar amenizar esses custos. Os custos no Brasil têm
aumentado significativamente, e isso tem tirado um pouco da nossa competitividade, mas temos trabalhado nesse sentido,
24 | Paint&pintura | Outubro 2014
entrevista
ou seja, sempre buscando melhores soluções para
minimizar esses impactos.
Freddy Carrillo: Nós temos muitas ações
ligadas ao desenvolvimento e reformulações
de produto. Temos uma equipe grande de
pessoas no Brasil, como químicos que estão se
especializando, e buscando constantemente a
substituição de algumas matérias-primas, para
poder reduzir o impacto das taxas internacionais
ou de câmbio sobre os custos, que inclusive no
começo deste ano foram altos. Vamos fazer um
trabalho de reformulação.
Revista Paint & Pintura: O foco em produtos
premium pode ser uma saída para aumentar
a rentabilidade?
Antonio Carlos Lacerda: Sem dúvida, o foco nos
produtos premium é sim uma saída para aumentarmos a
eficiência e a produtividade. O aumento do ticket médio
de toda a cadeia de valor é fundamental para manter a
sustentabilidade financeira dessa cadeia, não somente
a empresa produtora de tintas, mas também a revenda
e os produtores de matérias-primas são beneficiados.
E, é claro, o consumidor, que é o maior beneficiado,
pois terá acesso a um produto premium de maior
qualidade. Hoje, a relação de mão de obra e preço de
tinta está quase 10 para 1. Para pintar um apartamento
de 100 metros quadrados custa em média R$ 10 mil, e
para gastar R$ 1 mil em tinta é preferível que seja uma
tinta de qualidade, para que ofereça as características
de lavabilidade, resistência, pigmentação adequada,
produtividade, rentabilidade e rendimento. Isso é muito
importante nesse momento para que tenhamos um
desenvolvimento sustentável da indústria, e as tintas
premium têm um papel fundamental nessa alavancagem
da sustentabilidade em toda a cadeia.
Carlos Santa Cruz: Sem dúvida, porque quando se
tem um produto premium a equação preço e valor se
fecham, e se fazem menos sensíveis a uma guerra de
preços de qualquer que seja o mercado, pois estamos
tentando trazer competitividade para o cliente com
um produto diferenciado, que geralmente tem uma
Carlos Santa Cruz, presidente da PPG
maior margem quando se tem menos concorrentes, porque
investiu em tecnologias diferenciadas, que suportam esse
preço e valor.
Marcelo Cenacchi: Sem dúvida nenhuma. Acreditamos
que os produtos de melhor qualidade, com mais tecnologia
embarcada e melhor performance, com certeza, vão trazer
benefícios, tanto para nós, como fabricantes de tintas, como
também para os consumidores.
Freddy Carrillo: Acredito muito nessa movimentação
de ter produtos no mercado de maior qualidade, com
melhor desempenho e tentar que os consumidores busquem
constantemente melhor performance por meio de tintas
super premium, ou seja, acima da premium normal que
temos no mercado brasileiro. O trabalho que foi feito pela
Abrafati em termos de qualidade há muito anos tem sido
bom, mas agora também temos que evoluir e tentar subir
e melhorar o teto que temos em qualidade, o que é muito
interessante, e a Sherwin-Williams vai participar também
dessa movimentação, trazendo tecnologias, inovações e
valor agregado para uma tinta de parede.
Revista Paint & Pintura: Os investimentos em
tecnologia e melhoria de processos têm sido
fundamentais para aumentar a competitividade?
Antonio Carlos Lacerda: Sem dúvida. Ao longo dos anos
investimos em várias frentes, a primeira delas foi a inovação,
em que começamos um investimento forte há cinco anos; isso
tem gerado uma economia substancial. A outra frente foi na
reformulação de produtos, fundamental para que tenhamos
Carlos Santa Cruz: Sem dúvida. Hoje, a PPG tem no
Brasil 1.200 empregados em diferentes setores de negócios.
Nos últimos três anos, investimos entre R$ 200 milhões e
R$ 250 milhões, sendo R$ 150 milhões em investimentos
em fábrica, outros R$ 30 milhões em novos sistemas, que
estamos implementando na companhia para melhorar os
processos, e ainda temos investimentos em capital humano,
com treinamento, inclusive, hoje temos cerca de 70 vagas
em aberto, das quais 40% são destinadas ao pessoal de
chão de fábrica e outros 60% para a área administrativa.
Sem dúvida, investimentos em todos os aspectos, como
tecnologia, manufatura, pessoas e processos, trazem
mais competitividade.
Marcelo Cenacchi: Sim. Estamos buscando
constantemente novos sistemas de produção e controle,
para que a gente consiga fazer melhor, com mais rapidez,
facilidade e com menos esforço. Com isso, vamos ser
mais competitivos.
Freddy Carrillo: Sim. Muito do nosso trabalho
está voltado para processos de reformulação,
mas também produtividade que vem por meio de
equipamentos e tecnologias novas. Estamos fazendo
muitos investimentos em nossas fábricas no Brasil,
trazendo o melhor que temos em outros países para
alavancar a tecnologia, e obter melhores resultados
em produtividade, que impacta diretamente no custo,
além de oferecer melhores produtos a um preço mais
entrevista
acesso às matérias-primas de qualidade, que tenham maior
rentabilidade, produtividade e qualidade ao nosso consumidor.
Isso é fundamental para garantirmos um futuro sustentável da
indústria, fazer com que a excelência operacional se traduza
em todos os pontos da cadeia, não somente na indústria, mas
também ao consumidor e revendedor.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 25
entrevista
26 | Paint&pintura | Outubro 2014
acessível para o público consumidor. Nossa empresa
está constantemente realizando investimentos em
equipamentos, fábrica, produção e logística. Vemos toda
a realidade da cadeia até chegar ao consumidor final.
Revista Paint & Pintura: Quais as expectativas
em relação à desoneração do setor com
a s m e d i d a s já a d o ta d a s e c o m o q u e,
eventualmente, se venha a pleitear?
Antonio Carlos Lacerda: O grande desafio que
temos como indústria é fazer com que toda a cadeia
tributária seja simplificada. Hoje, o número de pessoas
que trabalham na área fiscal da empresa é o mesmo de
quem trabalha na área de vendas, e isso é inconcebível
em qualquer lugar do mundo. Você não pode ter o
mesmo número de vendedores e o mesmo número de
analistas de impostos para que se recolha os impostos
de maneira adequada, para que entenda a legislação
tributária; isso é completamente inaceitável e faz parte
do custo Brasil. Temos, em primeiro lugar, que simplificar
a carga tributária, ou seja, temos que simplificar tudo o
que tem a ver com o recolhimento tributário, isso é o
mais importante para nós, e mais importante até do que
a carga tributária em si. No momento em que tivermos
uma simplificação de toda a tributação que temos que
pagar já será um grande ganho. Eu nem defendo tanto a
redução de impostos em si, mas defendo a simplificação
dos impostos, que seja um imposto único, algo que seja
fácil, o que já iria trazer uma grande economia.
bem-vindas, mas ainda foram tímidas. Acho que o setor
tem uma carga de tributos, tanto fiscais como trabalhistas,
extremamente elevada, o que dificulta e acaba empurrando
a indústria a buscar uma ação em detrimento de mão de
obra. Mas não é fácil, é um tema difícil, discutido há bastante
tempo, mas é muito importante e devemos trabalhar como a
associação e como setor, para tentar buscar essa desoneração,
e para que possamos ser mais competitivos.
Revista Paint & Pintura: Quais as ações de sua
empresa ligadas à sustentabilidade e meio
ambiente?
Antonio Carlos Lacerda:
A BASF tem como pilar estratégico a sustentabilidade. Em
primeiríssimo lugar, trabalhamos com a comunidade externa
e interna, para educar as pessoas sobre o que é a sustentabilidade; é muito mais do que meio ambiente. Temos três pilares:
social, econômico e ambiental. O pilar ambiental é um deles,
e social é tão importante quanto o ambiental, e obviamente
o pilar econômico é a base desses três pilares. Introduzimos
matérias-primas renováveis, fomos a primeira empresa a trazer
resinas base garrafa PETs, que são utilizadas na formulação de
resinas alquídicas. Trazemos continuamente inovações que
trabalham o tema da sustentabilidade e que têm que estar
no nosso DNA. Nossos funcionários e colaboradores têm que
entender o que é sustentabilidade, o mercado também tem
que entender o que é sustentabilidade, porque sem sustentabilidade não existe futuro.
Carlos Santa Cruz: Nós sabemos que o Brasil
tem problemas estruturais, o custo de mão de
obra é muito alto, e quando temos uma iniciativa
do governo que favorece a desoneração da
folha é muito positivo, pois estamos investindo,
crescendo, e nessa conjuntura qualquer
benefício que seja só reforça a intenção da PPG
de continuar investindo no Brasil, pois faz, de
alguma maneira, ser um pouco mais competitiva.
Qualquer tipo de benefício é muito positivo para
a nossa empresa.
Marcelo Cenacchi: Entendo que as medidas
já adotadas foram boas, logicamente são
Freddy Carrillo, presidente da Sherwin-Williams
Marcelo Cenacchi: A Renner Sayerlack está sempre investindo, desde o início
das suas atividades, em novas tecnologias que atendam a questão ambiental,
como produtos à base d’água que no cimento-madeira é uma tecnologia bastante
nova, a qual nossa empresa domina e vende em vários países, não só no Brasil.
Estamos constantemente investindo em produtos que sejam mais amigáveis ao
meio ambiente e que nos tragam maior sustentabilidade.
entrevista
Carlos Santa Cruz: Investimos de 7% a 8% em sustentabilidade, o que é uma
porcentagem muito alta, mas basicamente temos três pilares em nível mundial,
trabalhamos inovação em tecnologia, sustentabilidade e liderança em cores. E
quando falamos em sustentabilidade, nos referimos ao tripé econômico, social
e meio ambiente. E esse foco é um pilar estratégico da PPG. Sustentabilidade,
liderança em cores e inovação em tecnologia nos dão vantagens competitivas
no mercado.
Freddy Carrillo: A sustentabilidade é muito importante para nós, é uma
realidade e uma visão global da nossa empresa. Estamos sempre fazendo muitas
ações voltadas nesse sentido.
Marcelo Cenacchi, diretor-geral da Renner Sayerlack
Paint&pintura | Outubro 2014 | 27
eventos
Fórum Paint & Pintura leva palestras técnicas
à cidade de Ribeirão Preto (SP)
O 17º Fórum Paint & Pintura de Tecnologia e Gestão em Tintas levou a Ribeirão Preto
novidades em gestão e em tecnologia do setor
28 | Paint&pintura | Outubro 2014
C
om 76 inscritos, o 17º Fórum Paint & Pintura de
Tecnologia e Gestão em Tintas, realizado no dia 4
de setembro, no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP),
apresentou uma grade especial de palestras com
a participação de grandes empresas fornecedoras do
mercado de tintas, como Lubrizol, Intertank, Polystell,
MAST, Allnex e Momentive.
A plenária de abertura foi apresentada por Francisco
Racz, da Racz Consultoria, que ministrou a palestra
“Mercado Brasileiro de Tintas: Um breve cenário de
2013, perspectivas para 2020”. Logo em seguida, a Lubrizol abordou o tema “Resinas e Aditivos para formulação de Tintas Industriais e Aplicações Arquitetônicas/
Construção”, com os palestrantes Camila Baroni Selim
Barboza, gerente técnica de produto para o segmento
arquitetônico / construção, e Antonio Dominguez Lopez,
gerente técnico de produto para o segmento industrial.
A Lubrizol apresentou neste evento as novas tecnologias
que disponibiliza para o mercado de tintas industriais,
arquitetônicas e construção. Estas tecnologias incluem
as plataformas de ceras modificadoras de superfícies
para obtenção de propriedades como fosqueamento
e resistência a risco e abrasão; hiperdispersantes, para
dispersão efetiva de pigmentos e cargas em sistemas
base água, solvente e UV; e resinas, dentre as quais des-
Patrocínio Platina
Patrocínio Prata
Patrocínio Ouro
eventos
Paint&pintura | Outubro 2014 | 29
tacamos emulsões acrílicas puras e híbridas, dispersões aquosas de PU e
emulsões de PVDC, as quais permitem a obtenção de propriedades como
resistências química, à eflorescência alcalina, às intempéries e à
pega de sujeira; resistência à corrosão, aplicações DTM, etc. Estas
tecnologias combinadas permitem a formulação de soluções de alta
performance (telhados frios, primer anticorrosivo e convertedor de
corrosão base água e sistemas tingidores universais) para atender
as demandas atuais e futuras destes mercados.
Ainda no período da manhã, os participantes puderam conferir a
palestra da Intertank – “IBC’s de Aço Inox - Segurança, Economia
e Legislação”, que foi proferida por Emiliano Rodrigues de Sousa,
gerente comercial OnShore. A apresentação trouxe a abrangência
do IBC de aço inox com relação à segurança, abordando a resistência mecânica do IBC inox, agilizando o processo logístico e a Camila Baroni Selim Barboza, gerente técnica de produto
dissipação da energia estática, minimizando riscos de incêndio; a para o segmento arquitetônico / construção da Lubrizol
Antonio Dominguez Lopez, gerente técnico de produto
Legislação, passando pelas Portarias do Inmetro e Resolução 420
para o segmento industrial da Lubrizol
da ANTT; a economia, com a verificação das vantagens do IBC inox
x tambores e bombonas e outras embalagens, e sobre o meio ambiente,
com a proteção intrínseca - válvulas de segurança; reciclagem e controle
total sobre resíduos - que o aço inox oferece.
A Polystell abordou o tema “Aditivos Solucionadores para Formulações
Premium”, apresentado por Afonso Monteiro, gerente comercia, e José
Jordano Pernomian, vendas técnicas e mercado. Nesta palestra, a Polystell
Aditivos apresentou aos profissionais e técnicos da indústria de tintas as suas
principais linhas de produtos, que contribuem diretamente com a relação
custo e qualidade para a fabricação das tintas premium. Em destaque: Coalescentes Poliméricos, Quelato de Titânio, Hiperdispersante/Umectante,
Redutores de odor, agente Bactericida/Antimicrobiano (Polyclean 6020
- Nano Prata) e o Polytio - pigmento especial para tintas imobiliárias, que
substitui parcialmente o dióxido de titânio - sem a necessidade de ajustes
nos processos de formulação.
No período da tarde, a MAST apresentou o tema “Controle de Qualidade:
Por que testar?”, palestra feita por
Marco Storel, presidente & CEO do
Grupo MAST, que abordou os seguintes temas: “MAST Lab: quem
somos e o que fazemos”; “Ensaios
de Intemperismo: principais tipos
de ensaios e objetivos de cada um”;
“Outros ensaios feitos por nós”;
“Análises e relatórios”; “Escopo
de acreditação ISO 17025”; e “Pacotes diferenciados de ensaios: um
Francisco Racz, da Racz Consultoria modelo para cada necessidade”.
eventos
Emiliano Rodrigues de Sousa,
gerente comercial OnShore da
Intertank
Marco Storel, presidente &
CEO do Grupo MAST
30 | Paint&pintura | Outubro 2014
A Allnex também participou do fórum com a palestra “Tintas, acabamentos e aplicações de cura por radiação UV”,
apresentada por Paulo Roberto Vieira Junior, PhD - coordenador técnico América Latina. Esta palestra abordou a
constante necessidade do mercado latino-americano em
aliar desempenho e competitividade, seguindo a tendência
de sistemas cada vez mais equilibrados considerando a
relação processo, rendimento e desempenho, o que faz da
tecnologia de cura por UV (cura instantânea por radiação)
uma excelente opção de alta eficiência de rendimento e
desempenho técnico, agregando alta tecnologia química
e vantagens de processo, com desenvolvimentos que
visam superar os desafios de aplicação mais exigentes. A
apresentação ainda contou com as tecnologias disponíveis
atualmente e novos desenvolvimentos para sistemas de
cura UV, principalmente focados em competitividade de
processo e fabricação de tintas e acabamentos industriais,
de forma a satisfazer as necessidades mais atuais de mercado, com melhorias no desempenho e possíveis reduções
de custos operacionais.
Paulo Roberto Vieira Junior,
PhD - coordenador técnico
América Latina da Allnex
Afonso Monteiro, gerente
comercial da Polystell
José Jordano Pernomian, vendas
técnicas e mercado da Polystell
Na sequência, a Momentive apresentou a palestra “Melhorando o desempenho de revestimentos epóxi-polissiloxano”,
com André Victor Danc, gerente de marketing de Silanos para
América Latina. Os sistemas epóxi/ polissiloxanos são alguns dos
atuais revestimentos de proteção, com melhor desempenho,
geralmente exibindo boa resistência à corrosão e aos raios
UV. Estes revestimentos podem desenvolver fragilidade após
o envelhecimento e muitas vezes as soluções que abordam
a flexibilidade diminuem outras propriedades importantes. A
Momentive Performance Materials desenvolveu um novo produto, o modificador CoatOSil FLX, que demonstrou as seguintes
melhorias nas propriedades finais de revestimentos: flexibilidade do revestimento, resistência a intempéries, resistência à
corrosão e resistência química.
O fórum foi encerrado com a palestra da RadTech South America
– “Tintas de Cura UV - Tendências e Aplicações” –, ministrada por
Roberto Caforio, gerente operacional da RadTech South America.
No final do evento, a Agnelo Editora, por meio do parceiro Grupo
MAST, sorteou quatro vouchers no valor de R$ 1.000,00 aos
representantes de empresas de tintas participantes do evento
para serem usados em
serviços de manutenção, calibração em instrumentos ou ensaios de
intemperismo e controle
de qualidade. Os ganhadores foram: Gunter do
Nascimento, da Bruni
Química; Lorraine Mello,
da Tintas Angra; Alexandro Nicoluzzi, da WEG; e
André Victor Danc, gerente de
Roberto Caforio, gerente
Mateus de Oliveira Leme,
marketing de Silanos para América operacional da RadTech South
Latina da Momentive
America da Nankim.
radar
Radar
Por Agnelo de Barros Neto
Críticas, dicas e sugestões para: [email protected]
Negócios à vista
Segundo nota da Agência Reuters em 2 de setembro, a
AkzoNobel fez uma oferta de mais de US$ 7 bilhões para
a aquisição da Axalta Coating Systems, pertencente ao
grupo de investimentos americano Carlyle. No entanto,
nenhum dos três envolvidos se manifestou sobre o assunto. A Axalta (antiga DuPont Performance Coatings)
foi adquirida mundialmente pelo Grupo Carlyle, em 2013,
por US$ 4,9 bilhões, o que representa uma valorização
de mais de US$ 1,1 bilhão em pouco mais de um ano. A
oferta deve balançar o Grupo Carlyle, que tem como meta
dobrar o valor das empresas que adquire num prazo entre
cinco a dez anos.
Reviravolta I
Reviravolta II
Outra reviravolta irá acontecer com o retorno da AkzoNobel para esse segmento de mercado, onde já não operava
havia anos. O certo é que a empresa holandesa está com
um plano de metas ambiciosas. Depois de inaugurar um
multisite em Ningbo, em 2010, acaba de lançar também
Panorama Setorial - Tintas Imobiliárias
O estudo inédito dos mercados de tintas de Brasil, Chile,
Argentina e Uruguai está fazendo muito sucesso no setor.
O “Panorama Setorial - Tintas Imobiliárias”, publicado pela
Agnelo Editora, está contribuindo muito com o planejamento
estratégico e de marketing das empresas brasileiras e, inclusive, tornou-se referência em dados estatísticos e informações
sobre a evolução do mercado de tintas. Confira matéria nesta
edição que traz com exclusividade depoimentos de representantes de grandes empresas que já utilizam o estudo em prol
do seu crescimento.
Acordo internacional
E o sucesso da publicação já correu o mundo: a partir deste mês
de outubro, a Vincentz, editora líder no universo de tintas da
Europa, será responsável pela comercialização do Panorama
Setorial em diversos países. O acordo entre as editoras foi realizado no início deste ano. Em contrapartida, a Agnelo Editora
vai revender vários livros da Vincentz no Brasil.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 31
Com base nos Estados Unidos, a Axalta produz tintas
automotivas O&M, repintura e tintas industriais, operando 35 fábricas e negócios em mais de 130 países. Caso o
negócio se concretize, deverá haver uma reviravolta no
mercado brasileiro, pois além dos investimentos que
estão sendo realizados nos segmentos em que atua, a
Axalta está em vias de adquirir ou montar uma fábrica
de tintas imobiliárias de âmbito nacional.
a pedra fundamental de sua nova fábrica de tintas imobiliárias
em Chengdu (capital da província de Sichuan), também na
China. A fábrica faz parte de um investimento de mais de €50
milhões na construção de instalações de produção de tintas
em pó e tintas imobiliárias. Localizada no Parque Industrial de
Qionglai Yang’na, a nova unidade - a quarta fábrica de tintas
decorativas da empresa na China - ocupa uma área de 55 mil
metros. A inauguração da primeira fase está marcada para
2016, com operação total prevista para até 2017.
biocidas
32 | Paint&pintura | Outubro 2014
Proteção com mais segurança ambiental
No combate aos fungos, bactérias e algas, os biocidas vêm acompanhando a
evolução do mercado de tintas com tecnologias cada vez mais eficientes e que
não agridem ao meio ambiente
Lucélia Monfardini
serviço junto ao produto, proporcionando
crescimento de volume e valores ao setor”,
declara Ribeiro.
A expectativa é de que
o mercado de biocidas
para tintas tenha um
crescimento em torno
de 4%, sendo que uma
das maiores dificuldades enfrentadas pelo
setor é a concorrência
com produtos importados da China, segunDavid Suarez, gerente de
marketing da Dow Microbial
do Marcia Regina Rios,
Control na América Latina
gerente de aplicação
industrial para América
Latina da Clariant. “O mercado de preservantes para
tintas vem passando por uma evolução tecnológica
em que produtos mais agressivos aos seres humanos,
como, por exemplo, o formol, estão sendo substituídos
gradualmente por soluções mais amigáveis. Obviamente,
esse processo também é um desafio do ponto de vista
de performance dos produtos, uma vez que é necessário
explorar diferentes produtos e estratégias de preservação para controle dos microrganismos.”
Paint&pintura | Outubro 2014 | 33
Necessidades
Uma das principais demandas do mercado de tintas está
relacionada com o desenvolvimento de biocidas menos
tóxicos ao meio ambiente, porém mantendo a mesma
performance, eficiência e funcionalidade dos produtos.
“Com algumas tendências de mercado de utilização
de biocidas menos agressivos aos seres humanos e ao
ambiente e com a restrição ao uso do formol, os fabricantes de tintas têm a necessidade de implantar controles microbiológicos em suas fábricas, visando às boas
práticas de fabricação, ao planejamento de sanitização
das empresas, às analises microbiológicas de matérias-primas e também da água. Este é um trabalho que exige
especialista e investimento”, revela Marcia, da Clariant.
Na opinião de Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing e negócios internacionais da Ipel, as necessidades
biocidas
A
vanços em tecnologias, produtos mais amigáveis ao meio
ambiente e ao ser humano, aumento de performance dos
produtos, eficiência e funcionalidade. Esses são alguns
benefícios e características nos quais as empresas fornecedoras de matérias-primas estão investindo, para favorecer a
evolução e o crescimento do mercado de biocidas.
O biocida é uma matéria-prima indispensável na formulação de
tintas. “O seu uso proporciona proteção na embalagem ou no
filme seco contra a proliferação de microrganismos (bactérias,
fungos e algas). O mercado de biocidas é proporcional à fabricação de tintas. E a produção industrial brasileira, de maneira
geral, está vivenciando um baixo índice de crescimento e o
menor consumo das famílias em virtude do aumento do endividamento, o que contribuiu para uma retração no consumo
de produtos do mercado de construção, afetando o mercado
de tintas. Porém, existe uma constante demanda de biocidas
para novas aplicações, pois a indústria está em constante
desenvolvimento e, também, a demanda segue a tendência
de produção”, informa Luis Gustavo Ligere, coordenador de
vendas para América do Sul da Lanxess.
Para Ailton Ribeiro, gerente de campo da Divisão Industrial da
Alcolina, o mercado está em franco crescimento e aberto às
novas e mais eficientes tecnologias. “Em 2014 tivemos a definitiva entrada das moléculas inteligentes que, além de atuar em
espectro mais amplo, potencializam os produtos convencionais. As indústrias de tintas, de maneira definitiva, introduzem
em suas formulações as moléculas encapsuladas, assim temos
uma maior eficiência
tecnológica e melhores resultados no longo período de exposição às intempéries. As
novas especificações
fizeram com que a
demanda fosse maior.
Mas a maior responsável pelo crescimento desse mercado é,
sem dúvida, a valorização dos produtos
pela maior tecnologia
disponibilizada pelos
Marcia Regina Rios, gerente de Industrial fabricantes e formuApplication para América Latina da Clariant ladores, que colocam
biocidas
34 | Paint&pintura | Outubro 2014
Luis Gustavo Ligere, coordenador de vendas
para América do Sul da Lanxess
são as mesmas de outros mercados, como custos mais
reduzidos, alta eficiência, versatilidade para que o mesmo
produto possa ser utilizado em várias formulações distintas, reduzindo a diversidade de produtos. “Outro ponto
importante que cada vez é mais requisitado é de que os
produtos a serem utilizados nas formulações de tintas
apresentem baixa toxicidade e agressividade aos seres
vivos e ao ambiente. Também ligado a essas exigências
está a utilização de biocidas com baixo VOC. A Ipel tem,
há alguns anos, o seu programa chamado Sidec (Sistema
de Desenvolvimento em Conjunto com o Cliente), que
proporciona, por meio da assinatura de um contrato de
confidencialidade, que protege as informações confidenciais de ambas as partes, o desenvolvimento de produtos
adequados às necessidades específicas de cada aplicação e de cada cliente. Temos vários destes contratos já
concluídos e que resultaram em produtos que hoje são
usados em vários países e exclusivos dos clientes que os
solicitaram.”
Além do fornecimento de produtos com amplo espectro
de ação para preservação na embalagem e no filme seco,
o mercado de tintas necessita de fornecedores aptos
a monitorarem a qualidade microbiológica de todo o
processo fabril, aumentando o grau de confiabilidade da
preservação e otimizando a dosagem final de produtos,
afirma Ligere, da Lanxess. “Existe uma busca constante
para obtenção de formulações capazes de aumentar a
performance e se adequar ao aumento dos requisitos ambientais. A Unidade de Negócio Proteção de Materiais da Lanxess
(MPP) está apta para desenvolver soluções customizadas aos
nossos clientes, como, por exemplo, alta proteção para quartos úmidos, nível de emissão zero, fachadas livres de algas e
mofos, e proteção algicida sustentável com técnica inovadora
de liberação lenta de ingrediente ativo.”
Para Karina Zanetti, da assistência técnica da Miracema-Nuodex, a busca do mercado é por produtos que tenham boa
performance nas condições reais de uso, em baixas dosagens,
que apresentem custo benefício compatível com a realidade
do mercado, e que tenham baixa toxicidade e VOC. “Um dos
grandes diferenciais da Miracema-Nuodex está na flexibilidade
para o desenvolvimento de novos biocidas. Além do produto,
temos a estrutura de laboratório para testar a performance dos
novos desenvolvimentos antes de introduzi-los no mercado
ou em um cliente específico.”
Alessandro Machado, gerente de vendas Brasil da Lonza, também confirma que o mercado busca sistemas preservantes que
tenham uma boa relação custo benefício, com baixos níveis
de VOC e pouco agressivos ao meio ambiente. “A Lonza busca
oferecer ao mercado moléculas e formulações sinérgicas com
alta performance e baixa concentração de uso. Além do mais
completo e inovador portfólio de biocidas, a nossa empresa é
conhecida por fornecer ao mercado soluções biocidas para as
mais diversas necessidades de aplicação. A estrutura de pesquisa, desenvolvimento e aplicação disponível em nosso centro
de tecnologia em Salto (SP) nos dá agilidade e versatilidade
para desenvolvermos sistemas preservantes sob medida para
atender as situações reais de processo dos cliente, respeitando
as mais rígidas normas internacionais.”
Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing e negócios
internacionais da Ipel
são utilizados fungicidas para o “dry film”. “A tendência
é que o mercado está se movendo para o uso de tintas
e revestimentos em sintonia com o desenvolvimento
sustentável, consequentemente os biocidas utilizados
seguem a mesma tendência por meio do uso de conservante com concentração otimizada de produtos com
baixo ou zero VOC e formaldeído free. A Troy já dispõe
em sua linha de bactericidas e fungicidas zero VOC.”
A Troy tem a capacidade de desenvolver novos produtos
conforme as necessidades de seus clientes. “Além de
poder fornecer suporte técnico e inspeções de higiene,
temos um sistema denominado TMMA (Troy Microbial
Management Advantage), que é o gerenciamento do
suporte de avaliações de contaminações e pontos críticos
biocidas
As principais necessidades do mercado, segundo José Sebastião de Sá, gerente técnico da Thor, são: primeiro a preservação
no estado úmido, com uso de bactericidas com amplo espectro de ação, para que a tinta, enquanto embalada e durante
a garantia do fabricante, não se contamine e mantenha suas
propriedades sem perdas em sua aplicação, bem como a marca
do fabricante, evitando impactos no mercado e de retorno
de produto contaminado. “Depois a preservação do filme
seco, após aplicado, seja em uma parede, madeira ou metal,
neste caso, com uso de fungicidas e algicidas, e em algumas
aplicações, bactericidas, como nas tintas higiênicas. Em ambos
os casos, o biocida recomendado precisa apresentar um bom
custo benefício, preservar os produtos atendendo a normas
locais de desempenho nas tintas, reguladas pela ABNT e as
restrições internas que, algumas vezes, o cliente tem quanto
ao uso de alguns ativos, como, por exemplo, o formaldeído.”
A Thor comercializa no Brasil e países da região produtos de
especificação global da empresa, bem como produtos da
linha Acticide LPB, voltada ao mercado local. “Esses produtos podem ser customizados para cada cliente, atendendo
suas necessidades em bactericidas ou fungicidas e algicidas”,
informa Sá.
Fabiana Suizu, gerente regional de vendas da Troy, ressalta
que os biocidas são necessários em tintas base água que
requerem um conservante em seu estado “in-can”, em tintas
para proteção de exteriores; além do uso de biocidas também
Alessandro Machado, gerente de vendas Brasil da Lonza
Paint&pintura | Outubro 2014 | 35
biocidas
36 | Paint&pintura | Outubro 2014
que possam existir no processo produtivo. Outro serviço
fornecido é a assistência técnica na formulação, avaliação
de produto com análises microbiológicas e analíticas, bem
como testes de campo e suporte regulatório”, destaca
Fabiana.
A performance, eficiência e funcionalidade são as principais necessidades, segundo David Suarez, gerente de
marketing da Dow Microbial Control na América Latina.
“Além da preocupação em reduzir o impacto ao meio
ambiente, que é outro fator importante para o mercado,
o alinhamento das estruturas regionais e o desenvolvimento de novas aplicações e de soluções customizadas
compõem a estratégia da Dow Microbial Control. Oferecemos biocidas para o controle microbiano em diversas
áreas, desde o mercado de tintas até o de petróleo e gás.
Para isso, a Dow investe mais de US$ 1,7 bilhão por ano em
pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo e conduz
amplas iniciativas que promovem a inovação em todas as
áreas para a criação de soluções personalizadas de acordo
com cada mercado e suas respectivas necessidades.”
De acordo com Ribeiro, da Alcolina, a sua empresa faz
importantes trabalhos customizados para atender a necessidade técnica e comercial do cliente. “No último mês,
fechamos um trabalho no qual o cliente teve uma eficácia
e velocidade do projeto que deixou a Alcolina Química
como parceira exclusiva num contrato de longo prazo.
Temos muitos bons trabalhos e serviços prestados no
segmento. Quem nos deu uma oportunidade de trabalhar
um projeto customizado certamente tem resultados e
retorno plenamente
satisfeitos.”
Custo benefício
Os biocidas destinados
ao mercado de tintas
trazem bom custo benefício para as indústrias. “Após agregar
valor e tecnologia,
deixa o usuário com
muito mais margem de
segurança e vida útil
Karina Zanetti, da assistência de produto. Assim, o
técnica da Miracema-Nuodex consumidor final fide-
liza ao preço do resultado final”, declara Ribeiro, da Alcolina.
De acordo com Machado, da Lonza, sem dúvidas, o uso de
um sistema biocida correto pode trazer bons resultados às
indústrias de tintas. “A relação custo benefício é fundamental
em todo o mercado competitivo, não é um diferencial, é uma
exigência. Por isso, é importante desenvolvermos sistemas
preservantes de alta performance, que gerem um baixo impacto no custo das formulações.”
Para o gerente técnico da Thor, “sem os biocidas, não seria
possível manter as características das tintas inalteradas na
embalagem e, principalmente, depois de aplicadas.”
Inovações
São diversas as inovações neste setor. Na opinião de Marcia,
da Clariant, as principais evoluções técnicas de biocidas têm
como embasamento manter a eficiência no controle dos microrganismos, com menor impacto aos seres humanos e ao
meio ambiente. “Os biocidas sem liberadores de formol são
uma evolução significativa dos sistemas preservantes, pois
apresentam soluções menos agressivas ao meio ambiente.
Outro fator tecnológico importante é a evolução de sistemas
de co-encapsulamento, pois é uma tecnologia de liberação
controlada de biocidas que permite exposição menor ao meio
ambiente e a seres humanos. Além disso, no setor de tintas,
um fator relevante são os produtos com baixo VOC.”
Marcia ainda explica que a indústria de tintas no Brasil não
conta com legislação que impeça o uso de formol ou qualquer
outra substância biocida que agrida o meio ambiente ou os
seres humanos. “Porém, as principais empresas brasileiras,
de maneira proativa, vêm eliminando a utilização dessas
substâncias mais agressivas em seus produtos. Obviamente,
essa transição representa um avanço tecnológico dos sistemas
preservantes, que necessitam manter sua eficiência de proteção com menor toxicidade e impacto ambiental. A Clariant,
que conta com grande expertise em biocidas, trabalha com o
enfoque de oferecer tecnologias e soluções para o mercado,
permitindo às empresas trocarem seus sistemas preservantes por soluções mais ecológicas sem perder a eficiência de
proteção. Exemplos desse modelo de atuação são os últimos
lançamentos da Clariant no setor de biocidas, promovendo a
nova tecnologia de co-encapsulamento.”
Para Leite, da Ipel, a grande inovação, que já tem alguns anos
em marcha, é a incorporação cada vez maior de componentes
orgânicos ou naturais nas formulações, reduzindo as emissões
biocidas
Paint&pintura | Outubro 2014 | 37
de voláteis orgânicos e a eliminação de
produtos com alto risco nas formulações.
“Nossa linha Olus, de produtos naturais,
tem sido incorporada nos mais variados
produtos de mercado, como tintas e revestimentos especiais, produtos de limpeza
e de cuidado pessoal e outros. Isto é uma
exigência do mercado e os clientes exigem
cada vez produtos mais seguros, com zero
ou baixo VOC e ativos com baixa toxicidade.
Este movimento é impulsionado pelas regulamentações em vários países que têm sido
cada vez mais restritas e rigorosas, como
a nova regulamentação CLP na Europa, e
Fabiana Suizu, gerente regional de
também das políticas verdes fomentadas
vendas da Troy
por organizações não governamentais,
como o Selo Verde e o Greenshield.”
A grande inovação da Lanxess, segundo Ligere, é a linha Preventol Next, desenvolvida para corresponder à crescente demanda da indústria por produtos de alta
performance e com menor impacto ambiental. “O Preventol Next A6 D é uma
formulação algicida, com a tecnologia da Lanxess, de liberação gradual de princípio ativo e que proporciona benefícios, tais como: reduz a perda de atividade por
meio da lixiviação causada pela água da chuva; menor impacto ambiental para as
tintas; ativos altamente eficientes em quantidades reduzidas; e aumento do período de proteção do filme seco. Também temos produtos com VOC free (ausência
de compostos orgânicos voláteis), como o Sporgard WB, que possui um sistema
de proteção patenteado de proteção contra mofos baseado em três ingredientes
ativos e que garantem proteção contra praticamente todas as espécies de mofo
de ambiente interno. As características do Sporgard WB são: isento de compostos
orgânicos voláteis (VOC free), isento de odores, estável à luz, facilmente bombeável
(sistemas automáticos de dosagem), uso interno em tintas base água e seguro para
os fabricantes, aplicadores e residentes.”
Fabiana, da Troy, ressalta que sua empresa dispõe de uma linha de produtos bactericidas e fungicidas, zero VOC, que são conhecidos como conservantes “verdes”, que
podem ser utilizados nas linhas de tintas e revestimentos. “A Troy é um dos líderes
globais de mercado em biocidas ecológicos. Nós também temos o conhecimento e
a experiência para orientar nossos clientes por essa transição difícil. Temos na linha
de bactericidas de fungicidas produtos zero VOC.”
Ribeiro, da Alcolina, destaca como inovação as novas tecnologias encapsuladas que
têm ação microbicida e são, além de algicidas, excelente potencializador para os
bactericidas e fungicidas, com bons resultados em tintas hospitalares, aumentando
a durabilidade em áreas, como banheiros e cozinhas, e mantendo o revestimento
isento de contaminações a vida útil do acabamento é infinitamente superior. “Hoje,
esta tecnologia tem custo muito interessante, além de estar disponível a todo o
biocidas
38 | Paint&pintura | Outubro 2014
mercado e não mais somente restrito por contrato aos
grandes clientes. Além disso, toda nossa linha de biocidas
é composta de produtos ambientalmente corretos, além
de outros aditivos da linha Alcolina Química serem também de fontes renováveis. Essa bandeira dos produtos
mais amigos da natureza é para nossa empresa motivo de
muito orgulho, e é com muita humildade que lembramos
ter iniciado em fóruns a abordagem do assunto.”
A Dow Microbial Control (DMC) lançou, durante a 14°
Abrafati, um novo produto, o BioBan 551S, a primeira
formulação MBIT (metil benzoisotiazolona) comercial
lançada nos últimos cinco anos para preservação do
produto na embalagem, focado nas tintas “eco”. “O
BioBan 551S oferece aos fabricantes de tintas e látex um
alto desempenho conservante ao produto in-can à base
de água e de baixo VOC graças à capacidade do MBIT,
um agente livre de halogênios e metais pesados que
pode ser formulado sem adição de compostos orgânicos
voláteis. Para a Dow, sustentabilidade é mais do que uma
postura ambiental, é um modelo de negócio. Nossa área
de controle microbiano está focada em produtos sustentáveis de baixa toxicidade para seus mercados. Somente
trabalhamos com ativos como doadores de formaldeído,
ou isotiazolinonas de baixa toxidade.”
O gerente técnico da Thor ressalta como inovação sua
linha de produtos formulados com tecnologia de microencapsulamento de ativos fungicidas e algicidas, a
Thorammetm. “Essa tecnologia traz expressivos ganhos,
como performance - alta eficácia de fungicidas e algicidas
com menores teores de ativos; emissão e lixiviamento -
menor perda de ativos, baixa lixiviação, redução na emissão de
ativos no ambiente (interno ou externo); estabilidade - melhor
estabilidade na lata, pH alcalino, térmica, luz ultravioleta e
redução na descoloração; toxicológica - redução na toxicidade
ao meio ambiente, biodegradável, redução na toxicidade ao
ser humano”, informa Sá.
A Miracema-Nuodex também tem trabalhado com produtos
de baixo VOC, baixo odor e menor toxicidade, sem que essas
características onerem a performance do biocida. “A performance é um dos pilares que precisam ser mantidos e o nosso
desafio está em formular blends de ativos sinérgicos que atendam os requisitos ambientais e de manuseio seguro, mantendo
sua efetividade em baixas dosagens de uso”, afirma Karina.
Para Machado, da Lonza, as tintas antibacterianas foram a
grande inovação dos últimos tempos no mercado de tintas.
“O conceito de tinta antibacteriana vem sendo trabalhado pela
Lonza há mais de 10 anos. Neste período realizamos diversos
desenvolvimentos e submetemos nossos produtos a testes
rigorosos em hospitais. Assim, o trabalho de anos de pesquisa
foi colocado à prova e os ativos da Lonza estão presentes nas
principais tintas antibacterianas do mercado.”
Por ser uma empresa global, a Lonza trabalha para atender as
mais rígidas normas internacionais para disponibilizar ao mercado produtos ambientalmente corretos, o menos agressivo
possível e que possam ser utilizados em baixas concentrações,
segundo Machado. “Desenvolvemos alternativas bactericidas
isentas de formaldeído ou doadores de formaldeído, com
baixas concentrações de CMIT e MIT, fungicidas isentos de
carbendazin, além de blends de biocidas de alta performance
que requerem baixas dosagens de aplicação.”
biocidas
Linha de Produtos
Alcolina
A Alcolina possui diversos tipos de biocidas para o mercado de tintas. “Temos os bactericidas BC 5051 T e BC 5051 AT,
desenvolvidos e customizados para tintas e revestimentos; fungicidas BF 5056 T e BF 5056 AT (com espectro algicida)
desenvolvidos e customizados para tintas e revestimentos; bactericida/fungicida BFC 5151 T, para tintas e revestimentos
e de dupla ação; e algicidas BFA 5058 T e BFA 5058 AT - algicidas e microbicidas encapsulados de altíssimo rendimento
com espectro atuante também como bactericida e fungicida; e é o maior e mais eficiente produto desenvolvido pela
Alcolina Química nos últimos anos”, destaca Ribeiro.
40 | Paint&pintura | Outubro 2014
Clariant
A Clariant fornece para o mercado de tintas bactericidas, fungicidas e algicidas. “Temos no nosso portfólio produtos de baixíssima toxicidade, com redução de VOC e substituição de produtos base solvente por base água.
Sempre procuramos trabalhar com otimização de dosagens que mantém o poder biocida na menor concentração
possível”, informa Marcia.
A Clariant lançou recentemente, durante a Abrafati 2013, o produto Nipasafe Syn. “Este produto foi desenvolvido
para o mercado de tintas imobiliárias, com enfoque nas construções litorâneas que sofrem com a degradação
da pintura devido à proliferação de algas e fungos nas paredes. O Nipasafe Syn confere uma proteção prolongada ao filme da tinta, pois o produto detém uma tecnologia de co-encapsulamento de componentes algicidas
e fungicidas de baixa toxicidade, mantendo a pintura sempre nova. O Nipasafe Syn tem elevada resistência à
lixiviação, sem interferir nas propriedades básicas da tinta”, destaca Marcia.
A empresa também conta com laboratório de microbiologia moderno e totalmente equipado, além de sua equipe
técnica altamente especializada, para prover suporte aos clientes na aplicação de suas linhas de produtos. “Estamos totalmente preparados e capacitados para realizar análises microbiológicas, treinamentos para manuseio
de biocidas e inspeções de fábricas industriais. Recentemente, a Clariant vem investindo em novas tecnologias
de co-encapsulamente de sistemas preservantes, que são capazes de garantir proteções mais prolongadas com
baixo nível de toxicidade”, conclui Marcia.
Dow
A Dow Microbial Control possui em seu portfólio soluções inovadoras que atendem às necessidades do mercado
de tintas. “Uma delas é o Bio-Pruf, tecnologia que confere à tinta um efeito antibacteriano, antimofo e antialgas.
Além disso, o selo Bio-Pruf é utilizado pelo fabricante em suas embalagens, assegurando ao consumidor que a
tinta passou pelos mais rígidos testes e comprovando a sua eficácia. Outro produto de destaque é o biocida Bioban 551S com a presença do MBIT (metil benzoisotiazolinona) em sua formulação. Graças à presença desse ativo,
o produto se configura com eficácia melhor que CMIT (cloro metil isotiazolinona) e BIT (benzoisotiazolinona),
não contém formaldeído e CMIT. A formulação é base água, portanto compatível com produtos considerados
verdes, baixo VOC ou livre de VOC, seguindo a tendência mundial de produtos mais sustentáveis”, divulga Suarez.
O portfólio de biocidas da Dow tem as moléculas mais utilizadas para preservação de tintas, segundo Suarez,
“como, por exemplo, as isotiazolinonas (CMIT/MIT y BIT), suas misturas com outros ingredientes ativos (como
formaldeído, liberadores de formaldeído e bronopol), assim como fungicidas e algicidas para proteção do filme
seco (OIT, IPBC y DCOIT).”
Lonza
A Lonza usa tecnologia avançada e inovação, associadas ao entendimento das
interações entre as formulações e seus preservantes, suporte técnico altamente
qualificado e o controle microbiológico de cada etapa do processo de fabricação,
para apresentar o mais completo e inovador portfólio de biocidas para preservação
“in can” e “dryfilm” nas mais diferentes formulações de tintas, garante Machado.
“São bactericidas, fungicidas, algicidas, além de ativos para tintas antibacterianas,
que atendem as mais diversas necessidades do mercado.”
Paint&pintura | Outubro 2014 | 41
Lanxess
A Lanxess possui uma grande experiência na pesquisa e produção de biocidas
(desde 1907) e um amplo portfólio de produtos para proteção na embalagem
(in can protection) e no filme seco (dry film protection). “O nosso portfólio alia
tradição e inovação por meio da linha de produtos Preventol e Sporgard. Além
disso, nossa empresa possui modernos laboratórios e um corpo técnico especializado em biocidas. Somos certificados pela ISO 14000 e ISO 9001:2008, e os
colaboradores seguem rígidas normas relacionadas às questões de meio ambiente,
saúde e qualidade. A Lanxess também possui uma equipe dedicada aos assuntos
regulatórios”, informa Ligere.
biocidas
Ipel
Para o mercado de tintas, a Ipel fornece os produtos para a proteção de tintas
no estado úmido (proteção na embalagem), com novos produtos isentos de liberadores de formaldeído e totalmente base água, com baixíssimo VOC. “Nossa
linha BP conta com produtos ideais para o atendimento dessas novas exigências,
como o Ipel BP 503 e o Ipel BP 560. Ainda na proteção no estado úmido, temos a
linha Olus, de produtos totalmente naturais, formulados com extratos vegetais
e flavonoides que promovem a mesma proteção que os biocidas convencionais
em dosagens similares e com apelo verde. São produtos especiais para aplicações
especiais”, destaca Leite.
No segmento de proteção para o filme seco, a Ipel lançou produtos isentos de
Diuron ou com liberação controlada de Diuron. “O Diuron é um ativo algicida que
sofre algumas restrições e esses novos produtos atendem novas normas regulatórias. O Ipel FBP 782 é um destes produtos, isento de Diuron e de formaldeído, é
um produto isento de VOC com baixo perfil de toxicidade que o faz ideal para os
futuros sistemas verdes. Além disso, na nossa linha de antimicrobianos, temos o
Ipel FBP 440, produto largamente usado em tintas decorativas e de nicho que apresentam propriedades de superfície antimicrobianas. Nessa linha temos também o
Ipel FAP 747 antimicrobiano e antifouling para tintas e revestimentos decorativos e
marítimas. Já o Ipel FAP 778, e um produto antimicrobiano e antifouling cujo ativo
encontra-se encapsulado e tem liberação lenta por meio de contato com água
salgada ou com umidade. O FAP 778 oferece uma alta eficácia antimicrobiana com
a utilização de baixas dosagens, já que o ativo microbicida não é desperdiçado por
lixiviação ou perda por excesso”, ressalta Leite.
biocidas
Miracema-Nuodex
A Miracema-Nuodex fornece diversos produtos ao mercado de tintas. “Temos bactericidas - Liocide 967, Liocide 711, Liocide
196, Liocide 193, que são blendas de ativos para preservação das tintas na embalagem no estado úmido; fungicidas - Coryna
153, que proporciona a preservação do filme seco contra fungos; e fungicidas / algicidas - Coryna DF, Coryna 253, Liocide
EP 2015, para preservação do filme seco contra fungos e algas”, divulga Karina.
Thor
A Thor oferece a linha Acticide de bactericidas, fungicidas, algicidas e sanitizantes. “São produtos, em sua maioria, de
fabricação local no Brasil, com alto controle de qualidade. A Thor é uma das principais produtoras de biocidas à base das
isotizolinonas, e possui ampla linha para atender todas as aplicações em tintas. Além disso, realizamos treinamentos regulares em nossos clientes, voltados para capacitação dos operadores sobre segurança e manuseio no uso de biocidas e
práticas de manufatura, incluindo auditorias de planta para sugerir pontos de melhoria com uso de sanitizantes que temos
em linha; o principal é o Acticide DB 20”, destaca Sá.
Troy
A Troy possui a linha de bactericidas Mergal e de fungicidas Polyphase. “Temos diversos ingredientes ativos e diferentes
concentrações cobrindo todas as necessidades do mercado, oferecendo soluções para a maioria dos problemas que esta
indústria enfrenta. Um dos principais princípios ativos utilizados pelos fungicidas da Troy é o IPBC - iodopropynyl carbamato
butílico, que oferece muitas vantagens técnicas e se apresenta como uma excelente alternativa com os registros exigidos
nos diversos organismos internacionais”, garante Fabiana.
A Troy tem quatro linhas de aditivos: agentes reológicos (Troythix), anti-espumantes (Troykdy), dispersante de pigmentos
(Troyperse) e promotores de adesão (Troysol). “Oferecemos também a linha de agentes secantes (Meko, entre outros)”,
conclui Fabiana.
42 | Paint&pintura | Outubro 2014
PRODUTOS QUÍMICOS COM QUALIDADE INTERNACIONAL
• AGENTES REOLÓGICOS/ESPESSANTES
• ÉTERES DE CELULOSE (HPMC, HEC)
• MATERIAIS PARA CURA UV
• CERAS MICRONIZADAS
• ANTIESPUMANTES
• DISPERSANTES
• PIGMENTOS
• SOLVENTES
Com 55 anos, a Quimisa reúne experiência e eficiência em soluções de produtos
e serviços para diversos mercados. No setor de tintas, a empresa garante
a qualidade, preço e assistência técnica de seus produtos, fornecidos por
importantes distribuídas
Lucélia Monfardini
C
dereço. “A empresa de Jandira ficou pequena e, por isso, já
adquirimos outra unidade em Itu (SP), que está em fase de
aprovações de licenças. Prevemos que até o mês de março
de 2015 estaremos definitivamente na nova fábrica em Itu,
que tem uma área de 27 mil metros, com 4 mil metros de
área construída. Por enquanto, esse investimento está em
R$ 6,5 milhões, porém ainda precisamos adquirir a área de
tancagem”, revela Wehmuth.
Outro grande investimento da Quimisa será na filial de Nova Esperança, onde existem apenas mil metros de área construída.
“Nessa filial do Paraná temos uma área total de 50 mil metros,
e também temos um projeto de expansão para os próximos
12 meses, que prevê mudança para uma área construída de 15
mil metros. Será um investimento de R$ 15 milhões”, anuncia
Wehmuth.
Atuação
Atualmente, a Quimisa tem atuação em diversos segmentos,
como tintas e vernizes, têxtil, curtumes, tratamento de água
e efluentes, papel e celulose, agropecuária e pet, alimentício,
metal-mecânica, lavanderia industrial, formuladores, sabão,
domisanitários, calçadista, automotivo, cosméticos, estamparias, espumadores, madeireira e resinas, petroquímica,
sucroalcooleiro e vidros e cristais.
A filial do Rio Grande do Sul está focada nos segmentos de
ração animal, indústria de metal-mecânica, curtumes, têxtil,
tratamentos de água e assepsia de recipientes Tetra Pak. Já
Paint&pintura | Outubro 2014 | 43
Com a missão de expandir os negócios para diversos
setores da economia, Ary Arnoldo Wehmuth (já falecido) fundou a Quimisa, em 1959, a princípio com
a atividade de distribuição de corantes e produtos
químicos para os segmentos têxteis, metalúrgicas, curtumes e indústrias em geral, no Estado de Santa Catarina.
“Com a empresa localizada em Brusque (SC) estávamos
inseridos logisticamente num forte polo têxtil, que era
toda essa região de Santa Catarina. Mas com o passar
do tempo, muitas indústrias desse setor deixaram de
existir após a concorrência de produtos vindos da China,
Paquistão e Honduras. Com isso, sentimos a necessidade
de atuarmos em outros Estados, como Rio Grande do Sul,
Paraná e São Paulo”, conta Rogério Gilberto Wehmuth,
diretor administrativo financeiro.
Atualmente, a empresa possui, além da matriz em
Brusque, com 160 mil m², sendo 25 mil metros de área
construída, mais três filiais localizadas em Sapucaia do
Sul (RS), com 40 mil metros de área total, sendo 5 mil
de área construída; Jandira (SP), com 5 mil m², sendo 4
mil metros de área construída; e Nova Esperança (PR),
com 50 mil metros de área total e mil metros de área
construída. Mas mudanças e grandes investimentos já
irão modificar esse cenário da Quimisa, em 2015.
A filial de São Paulo irá se expandir e terá um novo en-
indústria em destaque
Dedicação às melhores soluções
indústria em destaque
44 | Paint&pintura | Outubro 2014
em Santa Catarina está mais voltada para a área têxtil, mas
também atua em outros setores. Na filial do Paraná, a Quimisa
tem suas atividades concentradas nos setores de usinas de
açúcar e álcool e lavanderias. “Em São Paulo temos outro tipo
de aplicação, como no setor têxtil, de acrílicos, mas também
estamos desenvolvendo nossa atuação no tratamento de
água, ração animal e tintas”, destaca Wehmuth.
Tintas
No mercado de tintas há apenas três anos, a Quimisa já conta
com importantes distribuídas, como Lyondell, Dow, BASF e
Dawn (empresa chinesa). “Temos uma importante linha de
produtos para o setor de tintas, como o solvente oxigenado
da linha Arcosolv, dióxido de titânio, cloreto de metileno, TDI,
glicóis, propileno glicol Ind, butilglicol etc. Nosso carro chefe
é o dióxido de titânio, do qual importamos uma grande quantidade, pois apresentou muitos benefícios para a maioria dos
nossos clientes, como, por exemplo, boa dispersão, bom grau
de branco, além de bom custo benefício. É um produto com
a alta qualidade e melhor preço”, informa Raissa de Souza,
laboratorista.
A empresa já tem o setor de tintas como uma das principais
linhas de produtos, apesar de pouco tempo de atuação no
segmento. “Nos últimos anos, crescemos muito nos setores
de ração animal, tintas e vernizes e tratamento de água. Isso
só foi possível graças a muita confiabilidade e reconhecimento
no mercado. Disponibilizamos aos nossos clientes somente
produtos de alta qualidade e baixo custo. Os clientes que já
testaram nossos produtos gostaram e voltaram a comprar
Rogério Gilberto Wehmuth,
diretor administrativo - financeiro
conosco, e isso é sinal de que estamos realizando muito
bem nosso dever de casa”, garante Wehmuth, acrescentando que o mercado de tintas já representa cerca de 15%
para a Quimisa.
Mas não é só em produtos que a Quimisa se destaca no
setor de tintas. “A assistência técnica e o atendimento
também fazem toda a diferença. Não vendemos apenas
o produto, fornecemos também o serviço de assistência
técnica e um bom relacionamento com o cliente. Dificilmente o cliente comprará sem que tenha um profissional
responsável para oferecer assistência e suporte. Nosso
grande patrimônio são as pessoas que trabalham na
empresa, pois sem equipe não se chega a lugar algum.
Por isso, oferecemos um pacote completo: produto de
qualidade, preço bom e uma equipe preparada e experiente para oferecer toda a assessoria necessária aos
nossos clientes”, afirma Wehmuth.
A empresa
Com 195 profissionais e mais 60 funcionários da transportadora Quimilog, a Quimisa acabou de ser novamente avaliada pela ISO 9001. “Este ano não tivemos
nenhuma não conformidade e estamos certificados
pela ISO 9001 por mais três anos. Além dessa certificação, também temos o Prodir - Processo Distribuição
Responsável, da Associquim; e a SASSMAQ - Sistema
de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e
Qualidade”, destaca Rafael Potrich, supply chain.
O estoque é outra área de grande importância para
a empresa, que se prepara e planeja abastecimentos
constantes para garantir os produtos aos seus clientes.
Raissa de Souza, laboratorista “Normalmente, temos, somente de dióxido de titânio,
600 toneladas para pronta entrega, o que nos permite
ICIS - Top 100
A Quimisa se destaca mais uma vez na revista internacional
ICIS Chemical Business, edição
de julho de 2014, na qual aparece no ranking das 100 maiores
empresas distribuidoras de
produtos químicos do mundo,
ocupando a 95º posição. “Já no
ranking das maiores empresas
da América Latina, a Quimisa
é a 11ª colocada. Essa é uma
pesquisa mundial de grande importância para nós e um motivo
de grande orgulho por sermos
uma empresa 100% de capital
nacional”, conclui Wehmuth.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 45
Meio ambiente
Uma reserva ambiental faz parte do cenário da Quimisa
em Brusque. A empresa investiu em uma área com preservação da natureza e das espécies animais existentes
no local. A empresa, inclusive, contratou um profissional para identificar as espécies de sua fauna. “Nossa
preocupação é grande com a sustentabilidade. O nosso
parque demonstra que podem viver em harmonia a área
industrial e o meio ambiente. Para isso, temos todo o
cuidado necessário com a natureza, não poluímos, não
temos despejo de efluentes nem fumaça, ou seja, nada
aqui agride a natureza, tanto que os animais vivem soltos
livremente pela empresa”, ressalta Wehmuth.
Outra grande preocupação da Quimisa é instruir todos
os seus clientes para que haja a logística reversa das
embalagens. “Quando é possível, sempre buscamos
nossos recipientes e vasilhames, para que sejam higieni-
zados adequadamente, e
se possível reutilizados, e
se não puderem ser reutilizados enviamos para uma
empresa de descarte após
as embalagens serem higienizadas. Caso não seja
possível buscar o vasilhame, nosso cliente assina
uma documentação sobre
o descarte adequado que
terá que fazer”, explica
Wehmuth.
A Quimisa também realiza
Rafael Potrich, supply chain
constantes seminários para
alunos de ensino primário e secundário. “Os alunos passam o
dia todo dentro da nossa empresa, onde assistem vídeos de
conscientização, aprendem a manusear corretamente os produtos químicos e até a descartar corretamente os vasilhames
em suas casas, como, por exemplo, de shampoos, detergentes
etc. Também enfatizamos a coleta de lixo seletiva; inclusive
temos na empresa, para que possamos contribuir com um
Brasil melhor e com boa qualidade de vida. Outra importante
atividade da Quimisa é a SISSMAQ - Semana Interna de Saúde,
Segurança, Meio Ambiente e Qualidade -, com a realização de
palestras sobre os temas saúde, segurança, meio ambiente e
qualidade”, destaca Raissa.
indústria em destaque
abastecer por 90 dias nossos clientes, sem risco de ruptura. Além disso, possuímos uma grande área de tancagem
na matriz em Brusque e estamos ainda investindo em
tancagem em Nova Esperança”, conta Wehmuth.
Na área logística, a Quimisa possui 60 caminhões disponíveis diariamente para São Paulo, Sapucaia e Nova
Esperança. “Temos nossa própria transportadora, o que
nos garante uma entrega diferenciada e personalizada
aos nossos clientes, que são atendidos 24 horas por dia
e 365 dias por ano. Até aos finais de semana conseguimos atender nossos clientes, que, eventualmente, numa
urgência, precisam de produtos e assistência, inclusive
alguns deles possuem meu telefone particular, e eu prontamente disponibilizo caminhão, motorista, profissionais,
nota fiscal, empilhadeira e tudo mais que ele precisar para
solucionar o seu problema”, afirma Wehmuth.
Blends de Aditivos
46 | Paint&pintura | Outubro 2014
A união faz a força
As empresas fornecedoras de matérias-primas estão investindo em uma nova
maneira de facilitar ainda mais a fabricação de tintas. Trata-se de blends de
aditivos que proporcionam uma série de vantagens e benefícios para as indústrias
Lucélia Monfardini
Paint&pintura | Outubro 2014 | 47
Vantagens e benefícios
Para Silva, são diversas as vantagens que os blends de aditivos proporcionam à
formulação de tintas. “Por meio dos blends de aditivos conseguimos resistência à
abrasão, resistência à temperatura e ao intemperismo, reologia e uniformidade das
partículas em suspensão e otimização do processo produtivo do usuário final. Além
disso, com o processo produtivo otimizado, ganha-se tempo nas preparações dos
lotes produtivos, maior equilíbrio na formulação, os operadores ficam satisfeitos e
o custo final é reduzido”, assegura.
Para Carlos Russo, diretor técnico da Adexim-Comexim, o uso dos aditivos completa
a formulação para atender as especificações do produto final. “Sem esses produtos
não se alcança o resultado necessário ou esperado. Cada aditivo tem a sua função,
e alguns poucos, mais de uma. Nosso maior mercado está nos aditivos de agentes
de fluxo para todos os níveis de tintas, inclusive automotivas originais, coil coating, can
coating, e alguns especiais para cura UV.”
Marcelo Graziani, gerente de desenvolvimento de mercado para América do Sul da
Air Products, afirma que a vantagem dos
blends de aditivos é ter um aditivo completo
e pronto para a aplicação do cliente. “Com
certeza, os blends de aditivos trazem uma
boa relação custo benefício, e é isso que
as indústrias estão procurando. Às vezes
encontramos barreiras com as pessoas sem
formação técnica ou que têm a visão de
preço de produto, ao invés da relação custo
benefício.”
Carlos Russo, diretor técnico da Na opinião de Paulo Ghidetti, coordenador
Adexim-Comexim técnico da BU Additivies para América Latina
Blends de Aditivos
U
ma novidade para o mercado é o blend de aditivos, que está chegando aos
poucos, mas já ganha espaço entre os fabricantes de tintas. Em algumas tintas,
para que seja obtido um bom desempenho do revestimento, é necessário que
haja sinergia entre os aditivos, seja durante ou após a aplicação, proporcionando um melhor resultado. “Por esse motivo, algumas empresas fornecedoras
de matérias-primas para tintas estão investindo no mercado de blends, como é o
caso da BASF”, declara Marlon Braidott, consultor de serviços técnicos da BASF.
A evolução no mercado de aditivos e blends de aditivos acompanha o próprio crescimento da química de novos materiais, aplicações e desempenho nas formulações
do mercado usuário, segundo Wildon Lopes Silva, diretor-geral da Polystell. “Isso
acontece para atender os novos desafios da indústria e aos diversos produtos finais
específicos de cada empresa. Essa grande variedade de produtos químicos permite
aos novos blends projetar novas demandas de consumo e inovações tecnológicas
diferenciadas.”
Blends de Aditivos
48 | Paint&pintura | Outubro 2014
da Clariant, os blends de aditivos facilitam o trabalho do
formulador, que já recebe um produto previamente formulado e não precisa mais tentar descobrir a melhor proporção entre os produtos. “Além disso, a linha de blends
Hostavin traz como benefício a redução de inventário, ou
seja, trabalha-se com uma única matéria-prima ao invés
de várias. A Clariant tem como estratégia a inovação.
Nossas formulações buscam otimizar a proporção entre
os produtos e, com isso, atingir a melhor performance
possível em estabilização à luz, cuja exigência é cada vez
maior no mercado de tintas e vernizes.”
Para Ailton Ribeiro, gerente de campo - Divisão Industrial
da Alcolina, os blends promovem melhor eficácia no
processo, melhoria no produto final acabado e redução
de custos. “Os estudos permitem que estas tecnologias
não tenham mais a chamada contra indicação, assim
a medição do resultado é bem mais interessante e de
fácil análise do usuário. Normalmente você atende a necessidade básica e tem um acréscimo ou um bônus que
são os benefícios secundários, ou seja, o formulador vai
substituir um item que já é obrigado a utilizar colocando
em seu lugar algo que atende inicialmente a necessidade
e que tem algumas outras vantagens extras ao processo
e produto. Cito aqui, como exemplo, o nosso umectante
que, além de um custo excelente, é ecologicamente correto e auxilia na dispersão; assim devem atuar os blends.”
Braidott, da BASF, destaca que a principal vantagem
é a redução de matéria-prima em estoque, números
Marlon Braidott, consultor de serviços
técnicos da BASF
de SKUs cadastrados
na empresa, além da
garantia de usar um
produto que possui a
mistura correta para
um melhor resultado.
“A redução de produto
em estoque traz, entre
outras coisas, a economia de frete, ou seja, a
redução do tempo de
fabricação da tinta.”
Adriano Petrone, diretor da filial Nordeste da Wana Química,
Ailton Ribeiro, gerente de campo ressalta que os blends
Divisão Industrial da Alcolina
proporcionam ganho
em produtividade (menos itens para pesagem e adição),
maior repetitividade nos lotes do produto, evitando possíveis
retrabalho. “Além dessas vantagens, existem outras indiretas,
como, por exemplo, a logística dos aditivos, na qual elimina-se
grande quantidades de embalagens; valor de frete, pois com
o blend se faz uma concentração de ativos maior, reduzindo
o volume de aditivo.”
Braidott, da BASF, observa que as indústrias de tintas utilizam
em suas formulações alguns dos principais tipos de blends de
aditivos. “Os antioxidantes primários e secundários, e absorvedores de UV com HALS, são exemplos de blends utilizados
nas formulações de tintas. A BASF possui em seu portfólio de
aditivos de performance blends de antioxidantes e blends de
protetores de UV, que oferecem uma performance excelente
pela sinergia entre seus componentes”, garante.
Atualmente, os blends são direcionados no ganho de performance dos aditivos 3 em 1, ou seja, aqueles que possuem
três ou mais propriedades num único aditivo. “É o caso do
surfactante com propriedades desaerantes e dispersantes.
Alguns slurries são produzidos com a incorporação de vários
aditivos dispersos num só sistema, deixando ao usuário final
somente a incorporação na resina base. Outra importante
aplicação de blend de aditivos é o mix para cura UV, com nivelante, absorvedor e HALS em monômeros reativos; além disso,
no uso de aditivos multifuncionais, que auxiliam na reação
química (aceleração da reação dos monômeros livres - crosslink), encorpamento (espessamento químico) e resistência à
Aurélio Rocha, gerentegeral para América
Latina da BYK
Paint&pintura | Outubro 2014 | 49
Sustentabilidade
Para um revestimento mais moderno cada vez se utilizará aditivos não contaminantes,
ou seja, que não ofereçam efeitos colaterais indesejados. “Os aditivos
podem ser considerados
como remédios necessários na proporção exata,
mas um veneno se mal
utilizados”, alerta Russo,
da Adexim-Comexim.
Graziani, da Air Products,
Blends de Aditivos
hidrólise do filme seco. A especialidade da Polystell é a busca
da inovação com a tecnologia dos novos materiais químicos,
para trazer mais confiabilidade e performance ao produto do
usuário final”, anuncia Silva.
A Clariant BU Additives trabalha exclusivamente com blends
de estabilizantes à luz, que são mesclas de absorvedores de
luz UV combinados com HALS em distintos tipos e proporções.
“Nossa marca comercial deste segmento de mercado é a linha
Hostavin, composta por vários tipos de estabilizantes à luz para
atender os mais diferenciados tipos de aplicação no mercado
de tintas e vernizes. Estas combinações da linha Hostavin
evoluem cada vez mais no mercado, tanto para tintas base
água como base solvente”, informa Ghidetti.
Russo, da Adexim-Comexim, divulga que, necessariamente
para um bom acabamento, as tintas, qualquer que seja o tipo
de resina ou aplicações, necessitam dos agentes de fluxo
acrílicos, isentos de silicone, para oferecer um resultado de
alto nível sem efeitos colaterais indesejáveis. “Não se deve
contaminar demais uma formulação para não ter um resultado
que, às vezes, pode ser desastroso.”
Graziani, da Air Products, comenta que os blends mais procurados pelas indústrias são os aditivos que aumentam o
desempenho da tinta. “Os aditivos que proporcionam maior
cobertura da superfície (parede ou carro) são um bom exemplo, uma tinta decorativa com aditivos que facilmente recobre
a parede é percebida como uma boa tinta.”
Blends de Aditivos
50 | Paint&pintura | Outubro 2014
destaca que, muitas
vezes, os blends, assim como os aditivos
isoladamente, respeitam normas nacionais e internacionais
de VOC, toxicidade,
contato indireto com
comida etc. “Além disso, a adição de aditivos, permite diminuir
a adição de materiais
largamente utilizados
Paulo Ghidetti, coordenador de baixa performance
técnico da BU Additivies para (comumente com perAmérica Latina da Clariant fil toxicológico desfavorável), evitando o
desperdício de dinheiro e exposição do trabalhador ao
produto químico.”
Não só em blends, mas a linha da Alcolina é ampla em
produtos sustentáveis. “Temos orgulho de trabalhar com
esta bandeira e na causa sustentável, e sempre acessível
também ao nosso parceiro de menor poder financeiro.
Temos linhas bastante aceitas pelo mercado, pois na
contramão dos sustentáveis de alto valor apresentamos
tecnologias acessíveis a todos e sempre de alto rendimento”, garante Ribeiro.
Braidott, da BASF, destaca como sustentabilidade nesse
mercado as vantagens, como redução no uso de embalagens e seu descarte, e redução de tempo de fabricação
de tintas. “Esses são exemplos de sustentabilidade obtida
com o uso de blends.”
Para Silva, da Polystell, em relação à sustentabilidade,
os blends de aditivos trazem benefícios a médio e a
longo prazo. “A necessidade imediata é a otimização
da produção, mas a tendência de sustentabilidade e do
desenvolvimento constante obriga os fabricantes de
aditivos a buscar soluções inovadoras e amigáveis ao
meio ambiente, garantindo os benefícios para ambos.”
Desafio
Na opinião de Petrone, da Wana Química, esse mercado
tem um longo caminho a percorrer, porém é uma necessidade de diferenciação para as empresas fornecedoras
de aditivos. “É um grande desafio para os fornecedores de
aditivos e para as empresas. Existem restrições em alguns
casos, pois algumas empresas podem se sentir ‘engessadas’
quanto à formulação, mas existem benefícios quando feito
um desenvolvimento específico para o cliente.”
Para Graziani, da Air Products, os blends caminham no sentido
de complementar uma característica positiva de um aditivo. “A
Air Products, por exemplo, tem um antiespumante que é efetivo e multifuncional, que funciona muito bem em diferentes
tipos de formulações e aplicações. Este produto, dependendo
da temperatura ambiente, é uma pasta ou sólido, o que pode
criar uma dificuldade na produção de tintas. Assim, comercializamos em solução com diferentes solventes. Desta forma, o
cliente tem a facilidade de utilizá-lo e escolher qual o solvente
mais compatível com a formulação dele.”
Graziani ainda divulga que de, um modo geral, as empresas
buscam soluções inovadoras com custo competitivo. “E os
blends de aditivos proporcionam isso às empresas de tintas
que os utilizam.”
De acordo com Ribeiro, da Alcolina, os fabricantes têm apresentado diversas opções de blends de aditivos para o mercado
de tintas e revestimentos. “Na verdade, chegamos a uma
enchente de produtos com a finalidade de atender as várias
necessidades dos usuários. Assim, acaba gerando dúvidas e até
desconfiança na aplicação. Ao nascer o projeto e, em seguida,
o produto, deve ser melhor explorado para que, ao entrar na
formulação, não haja surpresas desagradáveis. Quando isso
ocorre, o produto que realmente atende ao que se propõe
também cai no descrédito. Sofremos esse descrédito quando
lançamos nossos alcalinizantes, pois o mercado tinha experiência ruim com produtos de concorrentes, e colocamos um
produto que, além da proposta de substituir o hidróxido de
Wildon Lopes Silva, diretor-geral da Polystell
Blends de Aditivos
amônia, ajuda na formação do filme com lavabilidade e potencialização, diminuindo
a porcentagem dos espessantes à formulação e isento de cheiro. E conseguimos,
mas com muita insistência e trabalho”, afirma Ribeiro.
As indústrias de tintas têm aderido a essa tecnologia, conforme Ribeiro, inclusive com
solicitações de novos desenvolvimentos. “Um estudo amplo e criterioso do assunto
deve ocorrer para que possamos atender a necessidade ou solicitação na íntegra.
As indústrias de tintas e revestimentos estão bem abertas e dispostas a conhecer
as novas tecnologias blends que, principalmente, melhoram o visual, tiram odores
e embelezam as tintas e revestimentos. Comparo a aceitação dos blends à mesma
aceitação e procura aos produtos sustentáveis”, avalia.
Em contrapartida, Aurélio Rocha, gerente-geral para América Latina da BYK, afirma
que, na realidade, não existem blends de aditivos. “Para a BYK isto é uma verdadeira
utopia que não condiz com tintas de qualidade. Como poderia um químico formulador usar um só aditivo que tenha efeitos, por exemplo, dispersante de pigmento,
umectante de pigmento, nivelante e antiespumante? Tecnicamente, isso é impossível.
Além disso, os químicos formuladores sabem que um blend pronto de aditivos não
funciona. Não é como, por exemplo, um blend de solventes. Como já falamos, o aditivo é algo muito especial na formulação da tinta e cada um deles dá uma qualificação
ou característica própria para a tinta, portanto, não há como aderir a essa ideia.”
Adriano Petrone, diretor da Filial
Nordeste da Wana Química
Paint&pintura | Outubro 2014 | 51
Blends de Aditivos
Linha de Produtos
Adexim-Comexim
A Adexim-Comexim possui uma série de aditivos, tanto para tintas líquidas como para tintas em pó. “A maioria desses
produtos é à base acrílica para sistemas base água, solvente ou tinta em pó. Representamos empresas, como a Estron
(EUA), Glass Flake (Inglaterra) e Worlee (Alemanha), com excelentes resultados, uma vez que todas as empresas de maiores
níveis conhecem ou já têm nas formulações originais esses produtos. Nossa empresa é especialista em agentes de fluxo
para todas as linhas e também em flocos de vidro que funcionam como anticorrosivos na indústria de tintas, além de serem
usados em revestimentos antiaderentes”, informa Russo.
52 | Paint&pintura | Outubro 2014
Air Products
A Air Products tem um antiespumante efetivo e multifuncional. “Esse produto funciona muito bem em diferentes tipos
de formulações e aplicações, que dependendo da temperatura ambiente, é uma pasta ou sólido. Comercializamos em
solução com diferentes solventes. Temos também um blend de aditivo para dispersão de pigmento com a capacidade de
molhar superfície dos cristais, facilitar a moagem de pigmento e estabilizar a dispersão, resultando em ‘shelf life’ maior da
dispersão de pigmentos”, destaca Graziani.
Alcolina
A Alcolina possui uma série de blends, como biocidas de dupla e tripla ação, alcalinizantes, que diminuem o uso dos espessantes, umectante com ação dispersante, antiespumante nivelador de superfície e resina extender que diminui o uso
das resinas convencionais e do dióxido de titânio. “A Alcolina tem trabalhado forte em customizar tecnologia (produtos,
serviços e blends) de acordo com a necessidade do cliente, assim temos uma maior fidelização de nossos parceiros. Por
isso, temos em nossa linha: antiespumantes com ação nivelante - AA 4415, AA 4415 S e AE 4426 A; umectantes com ação
dispersante - UM 3000 T e UM 5000 T; biocidas de dupla e tripla ação - BFC 5151 T, BF 5056 T e AT e BFA 5058 T e AT; alcalinizantes que diminuem consumo de espessantes - LN 3330, LN 3350 e LN 3355; e resina extender que diminui o uso das
resinas convencionais e do dióxido de titânio - RA 1000”, divulga Ribeiro.
BASF
A BASF disponibiliza para o mercado blends de aditivos antioxidantes na linha Irganox B, uma mistura de antioxidante
primário (Phenol) com antioxidante secundário (phosphite), além de produtos como Irganox B 215 e Irganox B 225, que
também são exemplos de blends. “Além dos antioxidantes, a BASF produz blends de absorvedores de UV e HALS, que
fazem parte da série Tinuvin 5000. Essa linha conta com blends de benzotriazol ou triazina com HALS, oferecendo em um
único produto uma combinação de aditivos para proteção dos revestimentos contra a degradação causada pelo UV. Vale
destacar também os produtos Tinuvin 5151 e Tinuvin5251, que são aplicados em tintas para OEM, repintura e industriais”,
destaca Braidott.
Polystell
A Polystell tem disponíveis os aditivos da linha
verde que, de modo geral, são aditivos blends, e
outros especiais que trazem vantagens competitivas ao mercado usuário de acordo com a aplicação
e necessidade específica. “Nossas linhas Polytio
(substituto parcial do dióxido de titânio), Polyclean
(aditivo bactericida e fungicida à base de nanopartículas de prata) e o Polyumec 51016 - quelato
de titânio (crosslinker espessante químicos para
tintas imobiliárias) são alguns exemplos que estão
disponibilizados para os fabricantes de tintas”,
ressalta Silva.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 53
Wana Química
A Wana Química disponibiliza em seu portfólio a
linha Wanpré GTXM e Wanpré TIN. “Trata-se de
blends de aditivos para massas, texturas e grafiatos (GTXM) e tintas econômicas/standard (TIN), na
qual dentro da composição, temos surfactantes,
dispersantes, preservantes, antiespumantes, espessantes e resinas. É um blend muito interessante.
A fabricação de uma massa corrida, por exemplo,
tem cerca de 8 a 12 matérias-primas e um processo
de fabricação de aproximadamente 1 hora, dependendo o tamanho do lote. Com o uso do Wanpre
GTXM, esse tempo de fabricação pode cair em 30%,
além de minimizar os erros de pesagem, gerando
maior repetitividade dos lotes. Disponibilizamos
aos nossos clientes um produto específico para
sua formulação e, se necessário, suporte técnico
para adequação do blend na formulação, quando
solicitado”, garante Petrone.
Blends de Aditivos
Clariant
Os principais blends de aditivos da Clariant são:
Hostavin 3212 liq.; Hostavin TB 01 liq.; Hostavin TB
02 liq (todos para aplicações em base solvente;
e Hostavin 3225-2 disp. (para aplicações em base
água). “A linha de blends Hostavin é constituída
por soluções prontas quando se necessita de
formulações com alta solidez ao intemperismo”,
informa Ghidetti.
indústria em destaque
54 | Paint&pintura | Outubro 2014
Focada em dispersões
Especializada e focada 24 horas na dispersão de pigmentos, a Sintequímica consegue
oferecer ao mercado diversas opções de cores sem a utilização de produtos
perigosos
Lucélia Monfardini
C
ompletando seus 60 anos, a Sintequímica iniciou as atividades na cidade
de Olinda (PE), onde trouxe para o
mercado brasileiro as dispersões de
pigmentos. Fundada pelos irmãos Hilton e
Aécio Duarte, que tiveram a ideia de levar
as dispersões para a região, que na época
era um grande polo da indústria têxtil e não
havia produção local, todos os produtos
eram importados.
“O Aécio, que infelizmente faleceu há pouco
tempo, foi o ‘pai do pigmento’ no Brasil. Ele
trabalhou na SunChemical e teve a excelente
iniciativa de trazer para o nosso país a tecnologia de dispersão de pigmentos dos Estados Unidos. Durante três
décadas os fundadores realizaram esse trabalho, porém
o mercado têxtil da região acabou migrando para o Sul,
assim a empresa foi adquirida por um grupo paulista,
chamado Primatex, que tinha muitas tecnologias para
a indústria têxtil, mas não produzia dispersões”, conta
Marcelo Amaral Leite de Macedo, diretor comercial.
As empresas, Sintequímica e Primatex, ficaram juntas
por vários anos, mas foi inevitável a separação societária.
A fabricação da Sintequímica continuou em Recife e se
expandiu também para São Paulo, com estoques locais,
suporte técnico e comercial. “Em 2011, adquirimos este espaço
em Caieiras (SP), onde começamos a produzir. Hoje, tudo foi
trazido para São Paulo, e não temos mais a unidade de Olinda.
Mas temos um apoiador logístico que atende os clientes da
região. A Sintequímica é líder no mercado têxtil, com larga
vantagem na primeira posição”, destaca Macedo.
Setor de tintas
A Sintequímica, a princípio, atuava somente no setor têxtil,
mas no final dos anos 90 identificou uma grande demanda de
dispersão pigmentária para o mercado de tintas. “A tecnologia
é a mesma, o que muda é apenas o pigmento e a qualidade
técnica, mas a moagem é igual. Muitos clientes pediam alternativas de produtos e acabamos atendendo esse
mercado. Embora a fabricação seja similar, desenvolvemos departamentos separados para atender os dois
segmentos, ou seja, cada um tem seus departamentos
de marketing, vendas e laboratórios. Lançamos a linha
que tem o seu catálogo e até controle de qualidade
próprio, com cerca de 90 opções. Hoje, estamos entre
os três principais fabricantes e distribuidores da linha
no mercado. Exportamos também para América Latina,
Caribe, América Central, entre outros”, ressalta Macedo.
Macedo, sócio e diretor comercial da Sintequímica
enxuta e presente em praticamente todo o país, com
técnicos especializados”, destaca Macedo.
As certificações também são prioridades na Sintequímica, que possui sistema de gestão de qualidade segundo
a norma ISO 9001 e a certificação de sistema de gestão
ambiental, a norma ISO 14001, na fábrica em Caieiras.
Investimentos
O último investimento da empresa foi na construção de
um galpão. “Aumentamos nossa capacidade em 20% e
criamos uma área nova de escritório. Com 7.500 metros
de área construída, os investimentos na empresa ainda
não terminaram, pois ainda vamos fazer um refeitório
novo e também um depósito. Até o final do ano e início
do próximo as obras estarão prontas”, revela Macedo.
e-COLORgy
O programa e-COLORgy, da Sintequímica, foi criado a partir de metas que a empresa deseja atingir. “Não trabalhar
com produtos perigosos é uma meta alcançada. Outra questão importante foi a redução
de água, pois as dispersões de pigmentos
utilizam muita água. Por isso, realizamos um
plano interno de aumento da capacidade produtiva, eliminando a necessidade de lavagem.
Inclusive, adquirimos um moinho para cada
cor, eliminando a lavagem dos equipamentos.
Conseguimos reduzir em 70% o uso da água,
além de também ter diminuição na energia
elétrica”, comemora Macedo.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 55
Diferenciais
O grande diferencial da Sintequímica é a tecnologia, pois é uma
empresa experiente e equipada com novos equipamentos. “A
nossa tecnologia própria não é somente em moagem física,
que garante 90%, mas garantimos 100% de moagem usando
outros processos. Além de limpeza de cor, temos aversão às
matérias-primas sujas, às vezes, o comprador envia produtos sujos, o que não aprovamos de forma alguma”, garante
Macedo.
A empresa também se destaca no atendimento ao cliente.
“Somos especialistas em dispersões. Atendemos os clientes
com muita agilidade, e muitas vezes, até no mesmo dia. Alguns
clientes pequenos não possuem espectrofotômetro, por isso
fazemos o banco de dados aqui. Oferecemos formulação
usando as cores Sinterdye, que são dispersões de pigmentos
orgânicos e inorgânicos em meio aquoso contendo umectantes e dispersantes, atendendo todas as necessidades de cores
dos clientes. Temos muita agilidade no atendimento, estrutura
indústria em destaque
A forte atuação da empresa está nos mercados de tintas
imobiliárias e gráficas à base de água. “Não fazemos
nada base solvente. A Sintequímica tem um plano de
sustentabilidade que chama e-COLORgy, na qual não
utilizamos produto perigoso. Também acreditamos que
o solvente está em queda e não apostamos nessa tecnologia. Na nossa fábrica tem 0% de produto perigoso. Por
isso, como a maioria do mercado base água é gráfico e
imobiliário, atuamos bastante nesses dois setores. Mas
claro que sempre chegam demandas pontuais em mercados como o de látex para bexiga”, informa Macedo,
acrescentando que a Sintequímica tem capacidade de
Marcelo Amaral Leite de Macedo, diretor comercial, e José Clarindo de
produção de duas mil toneladas/ano.
Panorama Setorial - Tintas Imobiliárias
56 | Paint&pintura | Outubro 2014
Estudo ganha referência e
reconhecimento no mercado
Importantes empresas do mercado de tintas confirmam
a relevância do “Panorama setorial - Tintas imobiliárias”
e de sua contribuição no planejamento estratégico e
de marketing de seus negócios
Lucélia Monfardini
L
ançado este ano, o “Panorama setorial - Tintas imobiliárias”, publicado pela Agnelo Editora, já é considerado
referência em dados e estatísticas do setor de tintas para
grandes empresas do mercado.
O estudo, inédito, traz informações sobre os setores de tintas
do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, com dados estatísticos
levantados por especialistas do próprio setor contratados
pela Agnelo Editora.
A publicação reúne também toda a evolução do mercado
brasileiro de tintas – volume e faturamento – de 2006 a 2013,
além de mostrar as características de cada mercado regional
(Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), como tamanho, consumo per capita e preço médio. Outro item abordado
é o mercado brasileiro por canal de distribuição, com dados
como característica, crescimento e evolução desses canais
(lojas de tintas, lojas de materiais de construção e home centers).
O “Panorama setorial - Tintas imobiliárias” mostra ainda dados do
mercado por segmento qualitativo (volume e faturamento), com
a participação dos concorrentes e crescimentos regionais, além de
evolução do mix de produto por região geográfica, participação de
mercado por concorrente, participação dos principais concorrentes
por região e por canal de distribuição.
Outras informações importantes sobre o perfil do consumidor,
como quem compra tinta, quem influencia na compra, quem aplica
tinta por classe social e quem escolhe a cor, também podem ser
conferidas no estudo.
Esse trabalho completo e de alta complexidade se traduz numa
ferramenta indispensável com informações importantes que vão
influenciar na tomada de decisões e contribuir para o planejamento
estratégico das empresas na região.
Confira o depoimento de importantes empresas que adquiriram o “Panorama setorial - Tintas imobiliárias”:
BASF/Suvinil
“O mercado de tintas decorativas no Brasil ainda tem poucos estudos e informações. O Panorama Setorial da Paint & Pintura
nos ajuda a preencher esta lacuna, por meio de dados relevantes a respeito do segmento. Na BASF, utilizamos o conteúdo como
complemento das nossas pesquisas, para um melhor entendimento do mercado e desenvolvimento da nossa estratégia”.
Marco Fúlvio, gerente de marketing da Suvinil
Cristal
“Como o estudo inclui outros mercados, além do Brasil, como Argentina, Chile e Uruguai, ele nos
dá uma visão mais abrangente do setor no mercado de tintas imobiliárias no Mercosul. Os dados
estatísticos abrangentes nos proporcionaram um importante banco de dados, tornando-se uma
ferramenta de trabalho-chave para nossas análises, avaliações e para a tomada de decisões e de
planejamento estratégico. Como fornecedor de matéria-prima chave para esse mercado, para
nós o estudo será muito bem aproveitado. Além disso, a Cristal, como empresa de atuação global,
desenvolve estratégias globais de marketing seguindo as estratégias e objetivos da empresa. O
Panorama setorial - Tintas imobiliárias nos ajudará no desenvolvimento das estratégias para o Mercosul, pois temos estratégias globais com foco local. Em nosso caso, nos ajudará na identificação de
oportunidades para os produtos e serviços globais que disponibilizaremos na nossa região, servindo
de orientação para maior penetração, desenvolvimento de mercado e de crescimento de vendas.”
Carlo Piergallini, TS & MKT - Latin America da Cristal
Solvay
“Esse estudo mapeia o mercado de tintas de forma clara, atualizando informações importantes do segmento de tintas
imobiliárias no Brasil e em outros países da região. Mostra também a situação por região no Brasil. Essas informações possibilitam um conhecimento mais amplo, completo e atualizado do mercado, constituindo uma ferramenta muito útil para
todos que atuam nesse segmento. Todas as informações apresentadas nesse estudo são importantes na análise e tomada
de decisões relativas às ações de marketing e canais de distribuição. Servem também como base para gerenciamento de
linha de produtos.”
Katia Braga, diretora regional de mercado da Solvay
Thor
“Recebi o exemplar e apenas o folheei, neste momento. Será um material de consulta
muito valioso para a nossa equipe. Gostaria, em nome da Thor Brasil, de parabenizar a
Agnelo Editora pelo resultado desse trabalho, que julgo excelente, tanto na forma como,
principalmente, no conteúdo. Trata-se de um estudo de grande conteúdo, não obstante,
apresentado de forma direta, sucinta, objetiva e certamente muito útil para esse nosso
momento da empresa no Brasil e região da América do Sul. Só me resta aplaudi-los. Bravo!”
Ridnei Brenna, diretor-geral da Thor Brasil.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 57
Tintas Hidracor
“O Panorama setorial - Tintas imobiliárias surge como estudo de extrema relevância para a compreensão da evolução
do mercado de tintas. O segmento é carente de informações e ter um documento escrito por profissionais experientes
e com fontes seguras reforça sua credibilidade. A pesquisa de mercado ainda é um instrumento caro para a maioria das
empresas, entretanto os direcionamentos tomados a partir de seus dados corroboram para a elevação da lucratividade da
marca e ajudam a todo o setor a acompanhar e entender a trajetória do mercado. Além disso, o diferencial do ‘Panorama
setorial’ é não se limitar a apresentar apenas números de como evoluíram os volumes e os faturamentos das marcas de
tintas, mas apresentar como o consumidor e principais players se comportaram ao longo do período. As marcas que adquiriram a publicação saem na frente ao se preocupar com planejamento, etapa fundamental para evitar grandes desvios
de foco e objetivo. Planejar pautado em dados concretos, inclusive do cenário da concorrência, possibilita assertividade
e um melhor preparo para o futuro.”
Mário Matos, coordenador de marketing da Tintas Hidracor
Panorama Setorial - Tintas Imobiliárias
D’Altomare
“Trata-se de um estudo com maior detalhamento do que o usual para um importante
segmento de tintas, de forma que nos auxilia na confirmação e adição de informações
importantes na montagem de cenários para os próximos anos. O material presente no
estudo fornece condições para uma melhor compreensão e visão a respeito de regiões e clientes potenciais, que podem se beneficiar das especialidades e serviços que a
D’Altomare oferece ao mercado de tintas imobiliárias. É um mercado ainda com muito
espaço para desenvolvimentos e aprimoramentos tecnológicos nas formulações.”
Luis Claudio Machado, novos negócios da D’Altomare
Embalagens Plásticas
58 | Paint&pintura | Outubro 2014
Inovadoras em tecnologia, formatos,
tamanhos e impressão
Cada vez mais o mercado de embalagens plásticas vem investindo em produtos
diferenciados em tecnologia, segurança, qualidade, moldes mais modernos,
e design de embalagens mais bonitos e coloridos, para chamar a atenção do
consumidor final
Lucélia Monfardini
Anunc_IPEL_Institucional.pdf 1 21/08/2013 17:05:48
Priscila Marques, gerente comercial da Groupack
Paint&pintura | Outubro 2014 | 59
Utilização e suas vantagens
Apesar de ainda existirem algumas limitações para o armazenamento de determinados produtos, o que não faltam são benefícios quando se utiliza a embalagem plástica no mercado
de tintas. A tecnologia do plástico oferece ao mercado uma infinidade de opções novas para
Embalagens Plásticas
A
s empresas produtoras de embalagens plásticas vêm cada vez mais se preocupando
e buscando inovações em seus produtos, com o objetivo de atender as necessidades
do mercado brasileiro de tintas. Devido a tantos investimentos e inovações, esse tipo
de embalagem está se tornando muito mais atraente para os fabricantes de tintas e,
principalmente, para o consumidor final.
De acordo com Marcus Zippinotti, diretor regional da Bomix, hoje, mais de 60% do mercado
mundial usa as embalagens plásticas para o segmento de tintas. No Brasil essa mudança já está
em curso, pois diversas empresas do setor de tintas já estão ou têm projetos para o uso do
plástico. “Veremos em pouco tempo as embalagens plásticas substituindo o metal com grandes vantagens para o consumidor. A Bomix, maior produtora de baldes plásticos da América
Latina, vem desenvolvendo e aprimorando cada vez mais seus produtos para esse mercado,
visando dar mais confiança ao produtor de tintas quanto ao desempenho e abastecimento.”
A Groupack também vem se preparado para atender às necessidades do mercado nacional e
também do internacional. “Investimos em qualidade, pesquisas, normas ABNT e certificações,
e oferecemos produtos de qualidade assegurada para mercado de tintas. Nos últimos anos,
aumentou a exigência dos consumidores brasileiros e das empresas que utilizam as tintas em
seus produtos e serviços. Os fabricantes de tintas e seus fornecedores de embalagens, consequentemente, investem em moldes para embalagens mais modernas, de fácil manuseio e
seguras. O efeito é direto e consistente sobre a economia e as vendas de tintas, contribuindo
para que toda a cadeia produtiva cresça, evoluindo no rumo do desenvolvimento com sustentabilidade”, declara Priscila Marques, gerente comercial.
Para Zippinotti, da Bomix, a maior deficiência do setor de embalagens plásticas para tintas,
mais especificamente, o balde plástico, sempre foi a decoração das embalagens. “Essa última
barreira foi rompida por meio de grandes investimentos realizados em novas tecnologias de
impressão, em especial o IML (in mold label). A aquisição de injetoras elétricas de última geração
e robôs de altíssima precisão resultaram em ganhos de produtividade com uma melhor qualidade de acabamento e, consequentemente, menor custo. Aliam-se a todas essas evoluções
os investimentos em moldes mais modernos, com novos formatos, em especial, os baldes
retangulares. Tanta evolução em um curtíssimo espaço de tempo ofertou mais diversidade
ao mercado, com novos formatos, novo design, novas impressões, cores diferentes etc. Podemos afirmar que o grande desafio para os próximos anos está nas equipes de marketing
das empresas, que agora podem explorar todo o seu potencial de criatividade, o que sempre
foi o grande diferencial do mercado brasileiro.”
Embalagens Plásticas
60 | Paint&pintura | Outubro 2014
um desenvolvimento com muito mais agilidade e criatividade.
“Qualquer projeto novo, por mais arrojado que possa ser, se
torna realidade em 6 a 9 meses, muito diferente de outros
tipos de embalagens, que despendem de muito mais tempo
e investimentos bem maiores. Já está comprovado por meio
de pesquisas realizadas pelos próprios fabricantes de tintas
que a preferência do consumidor final é pelas embalagens
plásticas. Não só pela nova apresentação visual mais bonita
e atraente, mas principalmente pela sua reutilização nos
ambientes domésticos sem riscos de acidentes com cortes
e contaminação por ferrugem, o que normalmente ocorre
com as embalagens metálicas”, explica Zippinotti, da Bomix.
Outro ponto importante foi oferecer ao mercado, num curtíssimo espaço de tempo, o desenvolvimento de novos formatos e
tamanhos bem mais ergonômicos (leves e práticos) voltados,
em especial, ao público feminino, que é cada vez mais presente
nos pontos de venda, como lojas de tintas e home centers.
“O maior e mais importante benefício que uma embalagem
plástica pode oferecer aos seus clientes é única: a tinta na
embalagem plástica vende mais”, afirma Zippinotti.
Já Priscila, da Groupack, ressalta que os baldes industriais são
100% recicláveis. “Além disso, não amassam, não enferrujam,
têm segurança no lacre, possibilidade de reutilização para
outras aplicações, redução de espaço e custo no transporte
e armazenamento e ainda têm a possibilidade de decorações
personalizadas.”
Novidades: formatos, tamanhos e impressão
Os investimentos são grandes em inovações, novos formatos, tamanhos diferenciados e impressão cada vez mais
sofisticada, permitindo uma embalagem mais decorada
e bonita. A Groupack, por exemplo, lançou um pote de 1
litro, possibilitando quantidade adequada de produto para
pequenos reparos. “Com essa embalagem, o consumidor
adquire o produto na quantidade necessária, evitando perda
da validade e desperdícios. Quanto à impressão, temos possibilidade de gravações em silk screen, heat transfer, rotulagem
e a impressão in mold label;
inclusive a Groupack foi
pioneira nessa modalidade.
Trata-se de uma tendência
que vem se expandindo em
vários segmentos. As emba-
Bomix
lagens se comunicam com
o consumidor e agregam
valor ao produto envazado.
A decoração in mold label
é reconhecida como a melhor decoração; qualidade
superior e sem limites do
número de cores”, destaca
Priscila.
Estão previstos para os
próximos meses muitos lançamentos da Bomix, com
novos formatos e novas
tecnologias, em especial,
os projetos exclusivos desenvolvidos em parceria
com clientes grandes e pe- Marcus Zippinotti, diretor regional
da Bomix
quenos, “porém, exigentes,
com grande visão de mercado, que buscam um diferencial significativo sem necessariamente
estar atrelado a uma redução de custo. A inovação é o grande
desafio e exigência do mercado”, ressalta Zippinotti.
A Bomix também conta com um parque gráfico completo, onde
oferece desde a impressão em dry off set, hit transfer digital (HTD),
até a impressão de altíssima qualidade fotográfica in mold label
(IML). “Nossa visão é que a evolução trazida pela tecnologia dos
rótulos em IML deverá perdurar por muitos anos e não vislumbramos nenhuma mudança substancial para um futuro próximo, a
não ser sua própria evolução tecnológica, com novos substratos
(plástico e papel) e novas impressões, como a metalizada e a 3D”,
informa Zippinotti.
Segurança e qualidade
Itens essenciais para uma embalagem plástica ser reconhecida
no mercado de tintas são a segurança e a qualidade, pois sem
essas características não existe um produto inovador, mesmo que
tenha boa aparência, formatos e tamanhos diferenciados etc. “As
matérias-primas no Brasil são específicas para injeção de baldes
plásticos e foram desenvolvidas em parceria com o nosso principal
fornecedor. Somente com matérias-primas específicas desenvolvidas com a mais alta tecnologia é que foi possível chegarmos a novos
formatos, cada vez mais modernos, porém mais leves, sem perder
suas características de segurança e robustez, contribuindo assim
de forma significativa nas questões ecológicas”, revela Zippinotti,
da Bomix.
No que diz respeito às medidas adotadas pela Groupack, hoje a
empresa enfatiza insistentemente para que seus clientes testem
as embalagens plásticas nas mesmas condições que utilizam as
suas embalagens atuais. “Achamos que no Brasil isso é mais um
problema cultural do que propriamente de segurança e qualidade;
Tendências ambientais
As ações das empresas produtoras de embalagens plásticas ligadas às
tendências de sustentabilidade e meio ambiente estão presentes em
todos os aspectos da fabricação, como na produção, armazenagem,
distribuição e produto final.
“Se levarmos em consideração que em 10 anos, apenas uma de nossas
embalagens teve seu peso reduzido em mais de 400g, resguardando seu desempenho e segurança, podemos afirmar que retiramos
do meio ambiente uma quantidade significativa de resíduo sólido,
transportando com segurança a mesma quantidade de produtos.
Nos últimos anos, a Bomix direcionou seus investimentos em novas
tecnologias que permitissem a criação de embalagens cada
vez mais leves e eficientes para o seu propósito. Os conceitos
relacionados à eficiência e resistência das embalagens evoluíram
mais rápido do que muitas pessoas pudessem perceber. Já os
novos tamanhos e formatos permitiram apresentar ao público
consumidor embalagens cada vez mais adaptadas para a sua reutilização em ambiente doméstico ou descarte de forma correta,
atendendo às exigências da nova Política Nacional de Resíduos
Sólidos, cuja coalizão setorial sempre teve nosso apoio desde o
início de suas discussões realizadas pela Associação Brasileira da
Indústria do Plástico (Abiplast)”, conta Zippinotti.
No que diz respeito às tendências ambientais, a Groupack tem
capacidade para abastecer o mercado sem causar danos ambientais. “A nossa produção é a mais limpa possível, não criamos nenhum passivo ambiental, temos um sistema de armazenamento
limpo e o fato de nossas embalagens serem encaixadas umas
dentro das outras também possibilita uma menor emissão de
poluentes. Na distribuição transportamos uma quantidade superior a dez vezes mais à embalagem metálica num mesmo modal.
E por fim, estamos formando uma cooperativa com a Abiplast e
outras instituições, na qual vamos unir esforços para atendermos
a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Logística Reversa, já que
o nosso produto é 100% reciclável”, destaca Priscila.
Embalagens Plásticas
se observarem bem, as embalagens, além de atenderem as normas
em vigor no país, são iguais ou semelhantes às embalagens fabricadas nos países que têm um consumo de baldes plásticos para tinta
superior ao consumo de baldes metálicos. Antes se falava que a
impressão era muito inferior e não mostrava bem o produto; hoje
temos o in mold label, por isso, superamos este argumento. Além
disso, o mercado agora oferece o balde quadrado e o mercado
continua preferindo mais os baldes metálicos do que os de plástico,
ou seja, temos boa impressão e formatos anatômicos diferentes.
Acredito que daqui para frente é uma questão de adaptação”,
informa Priscila.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 61
investimentos
62 | Paint&pintura | Outubro 2014
Sinteplast investe no mercado brasileiro
Sinteplast tem como meta expandir sua atuação no mercado brasileiro. Com fábrica
no Rio de Janeiro, empresa já planeja sua entrada em São Paulo e Minas Gerais
E
mpresa argentina especializada em tintas decorativas, automotivas, em pó e industrial, a Sinteplast
investiu US$ 38 milhões na fábrica localizada em
Ezeiza, na Argentina, nos últimos dez anos. Além
disso, US$ 8 milhões foram investidos na fábrica de tintas
base água. A empresa não tem a intenção de se expandir
somente na Argentina, quer crescer na América Latina.
Desde 1999 a Sinteplast criou no Rio de Janeiro uma
fábrica, porém a partir deste ano intensificou as ações
para ganhar representatividade. “Na Argentina, somos
líderes no mercado; a intenção é ter o mesmo tamanho
no Brasil também. Os produtos que iniciamos no Brasil
têm qualidade indiscutível. Acreditamos tanto no produto
que damos por escrito o certificado de garantia de cinco
anos”, destaca Gabriel Rodríguez, diretor-geral do Grupo
Sinteplast.
Atualmente, a empresa está no Rio de Janeiro e inicia sua
entrada em São Paulo e Espírito Santo. “Nossa ideia é
começar este ano o trabalho em Minas Gerais, e até o final
do ano, estarmos presentes em toda a Região Sudeste”,
revela Rodríguez.
O objetivo da Sinteplast é introduzir uma nova marca no
Brasil. Os diretores querem mudar a forma de usar impermeabilizantes. “No Brasil, a impermeabilização é algo
relacionado à construção, para nós, está ligada à proteção
e decoração, pois ao pintar a fachada de um edifício está se
protegendo contra umidade e ainda está se decorando”,
afirma Rodríguez, observando que na Europa, Argentina
e Estados Unidos a impermeabilização é indiscutível nas
construções, indiferentemente do porte da obra. Tanto que, de
forma preventiva, os consumidores sempre escolhem produtos
que pintem a superfície e impermeabilizem ao mesmo tempo.
Já no Brasil, ele nota que não há essa preocupação. “Assim, as
tintas e os impermeabilizantes são hoje apresentados em espaços
separados nas lojas e até vendidos em canais diferentes, sendo
que um dos desafios é apresentar produtos que desempenhem
o papel de decorar e impermeabilizar”, explica Rodríguez.
Dentro da linha de decoração e impermeabilização, a Sinteplast
trouxe ao mercado nacional soluções de proteção, decoração e
impermeabilização. “São produtos de alto desempenho, fáceis
de aplicar, que aderem às mais diferentes superfícies, com propriedade elastomérica para evitar e tratar microfissuras e que
possuem uma boa opção de cores prontas. Essa é a linha de
produtos inovadores da marca Recubriplast”, conta o diretor.
Já para superfícies horizontais, como lajes e telhados, a empresa
trouxe o Recubriplast Telhados & Lajes e o Recubriplast Fibratto.
“O primeiro é um impermeabilizante acrílico super premium que
alcança, em média, o dobro de rendimento dos produtos concorrentes e oferece cinco anos
de garantia com entrega
de certificado por escrito.
Já o Fibratto é um impermeabilizante acrílico com
fibras sintéticas em sua
composição e que dispensa o uso do véu estrutura-
Mercado brasileiro
O grupo nasceu na Argentina, em 1958; atualmente está presente em toda a América Latina, com fábricas na Bolívia, Uruguai
e Brasil. Aqui, a Sinteplast iniciou os negócios em 1999, mas a
partir de 2013 decidiu efetivamente investir e ampliar a participação de mercado.
Rodríguez conta que não poderia deixar de fazer isso, pelo
tamanho, perfil e potencial do mercado brasileiro. “O mercado
brasileiro é gigante. Quatro ou cinco vezes maior que o mercado
argentino. Maior que os mercados de Bolívia, Paraguai e Uruguai
juntos. Vejo grande potencial de compra. Apesar do tamanho do
Gabriel Rodríguez, diretor-geral do Grupo Sinteplast
investimentos
dor. Gera economia de tempo e material, além de ter rendimento
50% superior, consumindo 1,5kg por metro quadrado”, destaca
Rodríguez. Para superfícies verticais, a Sinteplast oferece o Recubriplast Paredes e Muros, que promete selar, pintar, decorar e
impermeabilizar. “É uma tinta acrílica que impermeabiliza ou um
impermeabilizante que pinta? Ambos. Atende as duas definições,
pois desempenha com alta qualidade todas as funções.”
mercado brasileiro, a concorrência acompanha o ritmo, o
que não amedronta Rodríguez. “Os mesmos concorrentes
que estão no Brasil também estão na Argentina e estamos
lidando com eles há 50 anos. Concorrência tem em todos
os mercados e países, com diferentes tipos de participação, não existe mercado sem concorrência. Sabemos que
precisamos nos diferenciar.”
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eventos
Fórum Abrafati 2014 traz perspectivas
para o setor
Evento contou com a participação de importantes especialistas e lideranças
setoriais, que deram uma visão mais clara sobre o futuro da cadeia de tintas
Lucélia Monfardini
A
64 | Paint&pintura | Outubro 2014
9ª edição do Fórum Abrafati, realizada no dia 27 de
agosto, no Clube Transatlântico, em São Paulo, foi
uma oportunidade única de conhecer as avaliações
relevantes sobre a situação atual e futura do setor e
do País. “Neste momento de incertezas no campo político
e econômico, é fundamental debater os cenários futuros e
conhecer os desafios a serem enfrentados, para planejar
ações, identificar oportunidades e decidir as estratégias a
serem seguidas. Por isso, o fórum é um programa obrigatório para quem ocupa posições de destaque no setor”,
afirmou Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati,
que foi responsável pela abertura e mediação do evento.
O evento contou com a participação de importantes especialistas, como Míriam Leitão, jornalista econômica, que
falou sobre a conjuntura e as perspectivas pós-eleições. “O
Brasil está passando por uma conjuntura econômica difícil.
Está carregando o peso dos erros recentes. Nos últimos 20
anos, o Brasil enfrentou e superou situações e crises que
pareciam insuperáveis. Então, porque o Brasil não superaria
um momento como este de incertezas”, declarou Míriam.
No encontro marcaram presenças também representantes
de importantes entidades, como Claudio Conz, presidente
da Anamaco, que abordou os cenários da construção
civil sob a ótica do varejo. Durante sua palestra, Conz afirmou
que a qualificação de mão de obra e o treinamento devem ser
realizados constantemente. “Quanto ao crescimento do setor
da construção civil, existe uma previsão de 8,8% para 2014”. Já
Walter Cover, presidente da Abramat, tratou sobre o mesmo
setor, com a visão dos fabricantes de materiais. “Prevemos um
crescimento para o varejo da ordem de 1% a 3%. Porém, existem
medidas que podem alavancar o setor, como incentivo de crédito
(compulsório), incentivo ao crédito imobiliário, MCMV em ritmo
mais intenso, Construcard / Construcard 10 anos / Construcard
20 anos, redução do pessimismo dos agentes econômicos etc.”
O fórum contou com um importante painel – “Para onde vai a
indústria de tintas?” – no qual três executivos de fabricantes de
tintas – Carlos Santa Cruz, presidente da PPG; Freddy Carrillo,
presidente da Sherwin-Williams; e Marcelo Cenacchi, diretor-geral da Renner Sayerlack – analisaram o mercado. Na ocasião,
Carrillo falou sobre a importância da cadeia como um todo no
comprometimento com a sustentabilidade todos os dias. “As
megatendências são resumidas em globalização, saúde e bem-estar, funcionalidade e performance, e cuidados com o meio
ambiente. O objetivo da Sherwin-Williams é reduzir ativamente
a pegada ecológica.”
Em seguida, Santa Cruz falou sobre os três pilares mais importanDilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati; Marcelo Cenacchi, tes da empresa. “Nossos três pilares são: inovação, sustentabilidiretor-geral da Renner Sayerlack; Carlos Santa Cruz, presidente da dade e liderança em cores. Quanto às megatendências, podemos
PPG; e Freddy Carrillo, presidente da Sherwin-Williams
Walter Cover, presidente
da Abramat
Claudio Conz, presidente da
Anamaco
Dilson Ferreira, presidenteexecutivo da Abrafati
Paint&pintura | Outubro 2014 | 65
Míriam Leitão, jornalista
econômica
queda acentuada, chegando ao mesmo nível de 2010, com
um expressivo crescimento das formulações base água.
“Os desafios do mercado automotivo são: queda de 12% a
15% na produção, custos em alta, ameaça com a produção
do México, exportação para Argentina, acesso ao crédito,
e a indústria de autopeças. Porém, o setor apresenta boas
oportunidades, como a expectativa de 5 milhões de unidades até 2020; investimentos na ordem de 27 bilhões de
euros, e desenvolvimentos de produtos.”
No setor de tintas decorativas, a expectativa é de um
crescimento instável, mas com excelentes perspectivas.
“O mercado apresentará grandes desafios, como crise de
confiança do consumidor, taxa de câmbio / juros, custo operacional / inflação, novos parâmetros de qualidade, custo /
disponibilidade mão de obra, lançamento de imóveis novos,
e PNRS. Já as oportunidades se concentrarão nas qualificações de mão de obra, campanha de incentivos ao consumo,
introdução de produtos super premium, inovação, elemento
de decoração e representatividade”, destacou Lacerda.
Já o setor de repintura é um mercado em transformação
para melhor. “Os desafios são: menos acidentes, telemetria,
tecnologia embarcada, responsabilidade, idade média da
frota, qualidade / seguros / normatização técnica, e VOCs.
Mas, também tem importantes fatores de oportunidades,
como profissionalização, lojas / redes especializadas, foco:
produtividade & custo-benefício, novas tecnologias com
qualidade, frotistas, idade média da frota, e legislação”,
informou Lacerda.
Lacerda ainda destacou que a grande missão da Abrafati
é promover o desenvolvimento sustentável do setor de
tintas. “Temos como meta promover o consumo de tintas,
qualidade e performance, aumento da eficiência, redução
de custos, e trabalho integrado com cadeia de produção e
distribuição.”
Como no último ano, também foi realizada a pesquisa interativa dataFATI, na qual os participantes registraram suas
opiniões sobre o setor e a economia brasileira. Uma das
perguntas foi com relação à expectativa de crescimento
do mercado para este ano, e a previsão da grande maioria
foi em torno de 0% a 1%. Já as expectativas para 2015, entre
os participantes do evento, foram mais otimistas: a maioria
estimou um crescimento entre 1% e 2%.
Ainda na pesquisa junto aos participantes, 48% acreditam
que a nova presidente do Brasil será Marina Silva. A título
de curiosidade, no Fórum Abrafati do ano passado, a mesma
pesquisa foi feita, e os participantes também indicaram a
vitória de Marina Silva, porém com um percentual de 29%.
eventos
destacar: energia (preocupação com a energia está direcionada a
uma evolução), proteção dos ativos, segurança, meio ambiente
(selo verde), experiência do cliente / consumidor”.
Já Cenacchi afirmou que o Brasil tem perdido a competitividade
na indústria de tintas por diversos fatores: “Infelizmente, nosso
setor sofre com a carga tributária e trabalhista; custos internos logísticos; infraestrutura inadequada, custo do capital; burocracia e
exigências legais; custos de automação ainda elevados; legislação
trabalhista (pouca flexibilidade nas relações trabalhistas); custos
duplicados (transporte, segurança, energia e saúde; inflação e
indexação de salários”. Ele ainda opinou que a grande tendência
global é a sustentabilidade: “As tendências tecnológicas são
produtos UV, base água, e UVBA.”
A última palestra foi realizada por Antonio Carlos Lacerda, presidente do conselho diretivo da Abrafati, que mostrou o impacto
do cenário econômico no mercado de tintas. As previsões para
o setor automotivo, para os próximos 12 meses, apontam uma
eventos
Feitintas mostra tendências
e inovações do setor
A Feitintas 2014 reuniu mais de 40 expositores no
Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo
66 | Paint&pintura | Outubro 2014
A
9ª edição da Feitintas - Feira da Indústria de Tintas,
Vernizes e Produtos Correlatos, realizada de 10 a 13 de
setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São
Paulo, teve como objetivo impulsionar e profissionalizar ainda mais segmento. Dentre os diferenciais desta edição
destacou-se a parceria entre o Sindicato da Indústria de Tintas
e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp), realizador do
evento, e o Grupo Cipa Fiera Milano, um dos maiores promotores de feiras de negócio do País.
Em quatro dias o evento proporcionou o encontro da cadeia,
que fatura anualmente cerca de US$ 4,8 bilhões, e o debate
sobre novas tecnologias, soluções inteligentes e inovações
sustentáveis. Com mais de 40 expositores, a feira reuniu
fabricantes de tintas e vernizes dos segmentos imobiliário,
industrial e repintura automotiva; fabricantes de impermeabilizantes; indústrias de equipamentos; abrasivos, adesivos,
acessórios e ferramentas para pintura; equipamentos de
proteção individual e fornecedores de matérias-primas e
embalagens.
Durante a abertura da feira, Narciso Moreira Preto, diretor
do Sitivesp, ressaltou a importância da sinergia entre todos
os elos da cadeia produtiva da construção civil. “Depois de
oito edições solo, estamos realizando, pela primeira vez, a
Feitintas simultaneamente à Fesqua. Esta 9ª edição inicia um
novo ciclo muito promissor”, avaliou o executivo.
O diretor internacional da Fiera Milano, Fabio Aromatici,
também presente na abertura, acrescentou: “Estamos muito
orgulhosos de promover no Brasil uma grande feira para o
mercado da construção civil. O empenho da Fiera Milano é
olhar e ouvir o que o mercado brasileiro demanda e juntos
construirmos um caminho com soluções inovadoras”. Já
o diretor-geral do Grupo Cipa Fiera Milano, Marco Antonio
Mastrandonakis ressaltou que a realização das feiras simultaneamente foi um projeto bem planejado, visando à
convergência de interesses de todos os participantes, tanto
expositores quanto visitantes.
Tendências
Além das atualizações em produtos e lançamentos, os visi-
tantes tiveram a chance de assistir a diversos eventos gratuitos nos
auditórios da feira, vislumbrando o que há de mais novo e atual no
segmento. As palestras proporcionaram conhecimento e troca de
informações relevantes para os profissionais da área.
Destaque das conferências, o professor italiano Mario Bisson
falou sobre novas tendências e conceitos, apontando a cor como
um elemento-chave do design. Bisson trouxe para o público que
acompanhou o fórum “Tendências de Cores”, o conhecimento da
conceituada Escola de Design Politécnica de Milão, para mostrar,
através da “linguagem da cor”, o que é micro e macrotendência.
Para ele, cor é um conceito de design, pois tem capacidade de diferenciar as coisas, interferindo na percepção e decisão de escolha.
“Sem cor não há significado. Somos seres sensitivos, por isso, se
houver uma única cor, ou a ausência dela, não seremos capazes de
reconhecer a diferença entre os materiais”, argumenta.
Ao final da apresentação, os convidados Elizabeth Wey, colorista
e designer de interiores, responsável pela edição da cartela do
Comitê Brasileiro de Cores do Cecal; João Carlos Oliveira Cesar,
arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
(FAU) da USP; o consultor da Rainbow Brasil, Marcos Ziravello
Quindice, e as designers da montadora Ford, Leticia Bonjiorno e
Luciana Bullentini, debateram o junto à plateia.
Numa parceria com a Abrafati, Artesp e Sincomavi, os profissionais
também puderam participar de encontros entre fabricantes e
revendedores de tintas, que abordaram questões relacionadas à
sustentabilidade, programas de treinamento aos pintores e perspectivas do mercado varejista de material de construção. Ainda,
um ciclo de palestras da Anver - Associação Italiana das Empresas
da Pintura Industrial e Tratamento das Superfícies, discutiu a
preparação das superfícies, aplicação de tintas industriais em pó e
líquidas, e o tratamento de superfícies focadas em metais, plásticos,
alumínio, madeira e vidro. Outros eventos voltados aos segmentos
de repintura e complementos automotivos, com palestras técnicas sobre as novas tecnologias e tendências dentro das oficinas,
também fizeram parte da programação.
Veículos antigos
A organização não governamental
Clube do Carro Antigo, formada por
colecionadores de relíquias automo-
tivas, exibiu na Feitintas alguns modelos de automóveis das
décadas de 60, 70 e 80.
A ONG é responsável pela implantação do 1º Curso de Restauração de Veículos Antigos do Brasil, que tem o objetivo
de capacitar jovens de baixa renda na profissão de mecânica,
funilaria e pintura de veículos. O curso tem duração de cinco
anos e possui módulos específicos para cada etapa do processo de restauração automotiva.
eventos
Cores
A 9ª Feitintas exibiu com exclusividade os 15 tons que estarão
em alta no próximo ano com a
exposição V Arte, Cor & Design
Industrial – Suas Cores para
2015. São 15 tonalidades selecionadas por meio de um intenso
processo de pesquisa, extraídas
de um grupo de 37 contidas na
cartela Cecal 2015 - Centro de
Narciso Moreira Preto, diretor Estudos da Cor para a América
do Sitivesp Latina, criado pelo Comitê Brasileiro de Cores (CBC).
Durante a mostra, os visitantes conheceram as cores aplicadas em
objetos do dia a dia e em diversas matérias-primas como madeira,
aço, revestimentos de fachada, fibra de vidro e resina, mostrando
a fidelidade das cores em diferentes materiais e as tintas para
cada segmento. As cores 2015 são:
sulferino, tomate, fada, royal, moca,
mostarda, linho, tangerina, pérola,
ônix, lavanda, girassol, caribe, acácia
e vanilla.
Sinergia na cadeia da construção civil
Além da 10ª edição da Fesqua - Feira Internacional de Esquadrias, Ferragens e Componentes, simultaneamente à Feitintas
foram realizadas as feiras Arctech - Feira Internacional de
Tecnologias para Arquitetura e Urbanismo; Expo Serralheria Feira Regional de Equipamentos e Serviços para Serralheiros;
H&T Expo - Feira Internacional de Ferragem e Ferramenta;
Tecno Fachadas - Salão de Tecnologia e Acabamento de Fachadas e Vitech - Feira Internacional do Vidro. Em conjunto
com as feiras paralelas, o evento
recebeu público profissional de 35
mil visitantes.
Feitintas 2016
A próxima edição da Feitintas já
tem data marcada. O evento será
realizado de 21 a 24 de setembro
de 2016, no Centro de Exposições
Imigrantes, em São Paulo.
Paint&pintura | Outubro 2014 | 67
eventos
Fórum Paint & Pintura encerrará sua grade
deste ano na cidade de Goiânia (GO)
Devido ao grande sucesso das edições anteriores, o Fórum Paint & Pintura de Tecnologia
e Gestão em Tintas será realizado novamente em Goiânia (GO), no dia 9 de outubro
68 | Paint&pintura | Outubro 2014
P
ela terceira vez, o Fórum Paint & Pintura de Tecnologia
e Gestão em Tintas chega à Região Centro-Oeste, no dia
9 de outubro, no Castro’s Park Hotel, em Goiânia (GO).
O evento teve em suas duas primeiras edições recorde
de público e já está definitivament no calendário de eventos
da Agnelo Editora.
O primeiro encontro, no dia 29 de junho de 2011, contou com
230 inscritos, sendo 160 profissionais de 50 indústrias de tintas
da região, e teve a participação de 180 pessoas do setor de
tintas e revestimentos. Já o segundo, que ocorreu no dia 14 de
junho de 2012, teve mais de 160 inscritos, e foi transferido para
um local mais amplo e com melhor infraestrutura para receber
os profissionais da indústria de tintas da região.
O evento deste ano já promete ser outro sucesso, com uma
grade especial de palestras de importantes empresas do setor
de tintas. São elas: Ashland apresentará o tema “Tecnologia
em agentes para controle de espuma”; Cabot abordará os
“Fundamentos da sílica pirogênica com foco na aplicação de
tintas”; Lonza com o tema “Preservantes e aditivos Lonza queremos fazer parte de sua solução”; Coatex apresentará a
palestra “Modificadores reológicos”; Evonik - “Antiespumante
e desairantes Tego - Eficiência e Sustentabilidade”; Iguatu - “Resinas alquídicas”; Imerys do Brasil - “Aditivos Minerais de Performance”; Intertank - “IBC’s de aço inox - Segurança, economia
e legislação”; Oxiteno - “Explorando o conceito de compostos
orgânicos voláteis (VOC) em tintas decorativas”; quantiQ - “Otimização de formulações através do uso de hidroxietilcelulose”.
O evento será encerrado com a palestra “Mercado brasileiro de
tintas: Um breve cenário de 2013, perspectivas para 2020”, que
Patrocínio Platina
será ministrada por Francisco Racz, da Racz Consultoria. A palestra
abordará os dados do mercado brasileiro de tintas de 2013 segmentado, com a evolução dos últimos anos. A evolução do mercado é
relacionada a fatores macroeconômicos, sobretudo com a evolução
do poder de consumo. Uma projeção para os mercado relevantes do
Brasil em 2020 será apresentada.
Região Centro-Oeste
A Região Centro-Oeste conta hoje com cerca de 50 indústrias de
tintas e vem despontando com um grande polo industrial, gerando
crescimento e oportunidades de negócios, além de viver intenso
processo de crescimento na construção civil, como condomínios
residenciais e comerciais, shoppings centers etc.
Goiânia sofreu um acelerado crescimento populacional desde a década de 60, atingindo um milhão de habitantes cerca de 60 anos depois
de sua fundação. É a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste,
sendo superada apenas por Brasília. Situa-se no Planalto Central e é
um importante polo econômico da região, sendo considerada um
centro estratégico para áreas como indústria, medicina, moda e
agricultura.
Este evento será o último fórum realizado no ano de 2014. Mas a
Agnelo Editora já preparou uma nova grade de eventos para 2015, da
qual farão parte as mais importantes regiões do Brasil.
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Patrocínio ouro
Paint&pintura | Outubro 2014 | 69
A Divisão de Tintas da BASF recebeu o prêmio da PSA Peugeot
Citroën por seu e-coat catódico CathoGuard 800. Esse produto
é aplicado no corpo do veículo com a finalidade de proteger
contra a corrosão. O benefício especial que ele oferece à PSA é
a economia potencial de custos.
Ao conceder esse prêmio, a montadora francesa está homenageando não só o produto CathoGuard 800, mas também o
comprometimento da BASF. “Como o principal fornecedor da
PSA, estamos muito satisfeitos e orgulhosos em receber este
prêmio. Isso mostra o reconhecimento do poder da BASF para
criar produtos inovadores, de alta qualidade, que diminuem custos e estão disponíveis mundialmente. O prêmio também confirma a estreita parceria que existe entre a BASF e a PSA”,
diz Laurent Vaucenat, gerente de contas global Renault/Nissan e PSA da BASF. A divisão de revestimentos da BASF já foi
premiada com o título de fornecedor principal da PSA em 2012.
O e-coat catódico é a primeira camada do sistema
de pintura. O CathoGuard 800 está em alta, como
uma alternativa aos e-coats convencionais que
muitas vezes incorporam estanho. O CathoGuard
800 também tem um baixo teor de solvente e economiza material, devido à sua elevada eficiência.
Além disso, esta tecnologia é muito adequada para
os processos integrados de pintura que dispensam
aplicação do primer.
O Grupo PSA se beneficia desta tecnologia inovadora para a produção de 500 mil veículos por ano.
Muitas das grandes montadoras também introduziram o CathoGuard 800 em suas operações globais
nos últimos anos.
O Grupo PSA teve uma série de boas razões para
introduzir o produto da BASF. “Conseguimos economizar mais de 10% em materiais e energia usando o
CathoGuard 800 no e-coating catódico”, diz Frédéric
Delbecque, gerente de contas PSA na BASF. “Há
uma menor necessidade para o retrabalho graças a
aplicação uniforme da camada de proteção contra
a corrosão e a sua alta qualidade. Isto acelera o
processo de produção. A superfície perfeitamente
lisa atende às necessidades de nossos clientes do
setor automotivo.”
latin america and world news
BASF recebe prêmio de melhor
fornecedor da PSA Peugeot Citroën
70 | Paint&pintura | Outubro 2014
latin america and world news
Dow Corning investe em soluções de alto desempenho em tintas base aquosa
A legislação e as tendências de consumo continuam estimulando a procura por tintas imobiliárias, tintas para impressão e revestimentos
com tecnologias base água. A indústria de tintas se esforça para atender a esta demanda, e o segredo do sucesso é oferecer benefícios
de alto desempenho sem impactar a facilidade de uso nem aumentar os custos.
Segundo a Paint & Coatings Industry Magazine, dominaram o mercado em 2013 com uma participação de 52% em termos de peso e de
40% em dólares.
Os formuladores e fabricantes estão tirando vantagem do crescimento desse mercado com a ajuda dos aditivos à base de silício da marca
Dow Corning, que oferecem múltiplos benefícios e resolvem problemas de processamento, além de minimizarem possíveis impactos
negativos nas propriedades das tintas.
O aditivo Dow Corning 52 ilustra o argumento. Desenvolvido para personalizar o deslizamento e aumentar a resistência a riscos e à abrasão em tintas base água para madeira, o produto também oferece resistência à aglomeração, aumenta a lixabilidade e proporciona uma
boa sensação ao toque. Além disso, traz esses benefícios sem impacto na capacidade de repintura, adesão entre demãos, resistência
à água ou dureza superficial da tinta seca.
Fácil de incorporar em sistemas de base aquosa, o aditivo Dow Corning é muito eficaz com níveis reduzidos de adição quando utilizado
sozinho ou em conjunto com emulsões de cera. Por isso, trata-se de uma solução econômica para uma grande variedade de formulações de
tintas, incluindo tintas para madeira e industriais, para ambientes internos e externos, tintas para impressão e vernizes de sobreimpressão.
“Trabalhamos em estreita colaboração com nossos clientes para garantir que entendamos muito bem suas necessidades e desafios,” disse
Chris Wall, líder mundial do segmento de revestimentos da Dow Corning. “Isso nos possibilita concentrar nossa especialização em silicones
e capacidades de inovação nas áreas que têm a maior relevância para eles - e o maior impacto possível em seu sucesso no mercado.”
Busca por materiais sustentáveis deve ampliar participação da
embalagem metálica no mercado
Depois de amargar um período de declínio na produção industrial, superado nas últimas
décadas por produtos de custo inferior, como o plástico e o cartão laminado, o mercado de
embalagens metálicas vivencia uma nova expectativa de crescimento, aquecido pela ampliação
da demanda por produtos manufaturados mais sustentáveis. A opinião é do presidente do
Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais (Siniem) e da International Packaging
Association (IPA), Antonio Carlos Teixeira Álvares, também CEO da Brasilata, líder na fabricação
de latas de aço no País.
Até então restrita nas gôndolas dos supermercados a setores como o de bebidas, em que há
supremacia no uso de latas para assegurar a qualidade do produto, a embalagem metálica vinha sofrendo forte concorrência em
função de fatores como o custo superior do transporte, responsável por encarecer o preço das unidades. Mas essa lógica tende a
se inverter, em razão dos benefícios associados ao meio ambiente, acredita Teixeira.
“A condição do metal como material permanente está se tornando uma vantagem competitiva que possibilita não só recuperação
como a expansão do market share das embalagens metálicas”, afirma o CEO da Brasilata.
Além de propiciar maior proteção ao produto manufaturado, a embalagem de lata atende aos principais preceitos de sustentabilidade. “Os metais são infinitamente recicláveis, ao passo que a reciclagem do plástico e do cartão laminado é muito mais difícil, e só
é possível com a degradação do material original, no processo conhecido como down cycling”, explica o executivo.
Criado por Anders Linde, secretário-geral da Metal Packaging Europe (MPE), o conceito de material permanente se fundamenta
no fato de que o metal, além de renovável, é um elemento químico que permanece para sempre no planeta. “E ser permanente é
muito mais amigável à natureza do que ser apenas renovável”, conclui Teixeira.
Essa aposta num futuro mais sustentável estimulou os fabricantes locais de latas metálicas a investir na criação da Associação Prolata
Reciclagem, voltada para o reaproveitamento dos recipientes de aço após o consumo. De acordo com Teixeira, a entidade vem
obtendo resultados significativos, e já registra os primeiros casos de substituição de outras embalagens do mercado por latas de aço.
A AkzoNobel lançou a pedra fundamental de sua nova fábrica de tintas imobiliárias em Chengdu, capital da província chinesa de Sichuan.
A fábrica faz parte de um investimento de €50 milhões na construção de instalações de produção de tintas em pó e tintas imobiliárias.
Localizada no Parque Industrial de Qionglai Yang’na, a nova unidade - a quarta fábrica de tintas decorativas da empresa na China - ocupa
uma área de 55 mil metros. A inauguração da primeira fase está marcada para 2016, com operação total prevista para até 2017. “Nosso
investimento nesta nova fábrica é mais uma prova de nosso compromisso contínuo com a China, que é um de nossos mercados mais
importantes estrategicamente. A abertura desta nova fábrica também dá mais impulso às nossas ambições de crescimento orgânico,
além de nos possibilitar continuar ampliando nossa capacidade de produção na Ásia”, declara Ton Büchner, presidente da AkzoNobel.
Ruud Joosten, membro do comitê executivo da AkzoNobel responsável por tintas imobiliárias, acrescentou: “Aumentar ainda mais
nossa presença na China apoiará nossas ambições de crescimento e possibilitará que trabalhemos com maior proximidade aos nossos
clientes na região. Existe muita demanda por nossos produtos, e vamos continuar inovando para atender às crescentes necessidades
do mercado.”
Oferecendo cerca de 100 oportunidades de emprego ao mercado local, a nova fábrica atenderá aos mais altos padrões de sustentabilidade e de saúde, segurança e meio ambiente. Projetada para ser equipada com o que existe de mais moderno em instalações de
produção, ela fabricará e comercializará na China a linha completa de tintas imobiliárias da AkzoNobel.
Além de construir a nova fábrica, a empresa também vai fazer doação para ajudar a financiar a criação de dez “Centros Adream”, em
Qionglai. Esses centros se destinam a melhorar a qualidade da educação das crianças - um dos principais focos da iniciativa Human
Cities (ou “Cidades Humanas”) da AkzoNobel, que foi lançada em junho. “Damos muita importância para nossa participação nas
comunidades onde atuamos”, explicou Lin Liangqi, presidente da AkzoNobel China e diretor administrativo da divisão Tintas Imobiliárias da empresa na China e no norte da Ásia. “Contribuir com a educação de jovens na região, portanto, será tão importante quanto
aumentar nossa capacidade de produção com a nova fábrica e oferecer mais valor aos nossos clientes na China.”
latin america and world news
AkzoNobel lança pedra fundamental de fábrica de tintas
imobiliárias na China
Solazyme amplia acordo de desenvolvimento
conjunto com a AkzoNobel
Paint&pintura | Outubro 2014 | 71
Única produtora de óleos de microalgas do mundo, considerados os mais sustentáveis que
existem, a Solazyme acaba de ampliar seu acordo de desenvolvimento conjunto com a AkzoNobel, produtora de tintas e revestimentos. A empresa é uma das principais produtoras de
químicos especiais do mundo. A expansão do contrato fechado em 2013 prevê o desenvolvimento de produtos, além dos termos-chave para um acordo de fornecimento plurianual de
até 10 mil toneladas de óleos renováveis personalizados de microalgas por ano.
O óleo de microalgas da Solazyme desenvolvido para um novo surfactante poderá substituir
tanto produtos químicos derivados do petróleo quanto aqueles provenientes de óleo de palma. O produto foi concebido para ter um melhor desempenho funcional e ambiental, além
de um melhor custo benefício. “A AkzoNobel é líder em sustentabilidade há muitos anos.
Essa parceria ampliada marca um importante passo no relacionamento das duas empresas
e reforça a importância que damos ao desenvolvimento de produtos sustentáveis de alta
performance”, afirma Jonathan Wolfson, CEO da Solazyme.
Jonathan Wolfson, CEO da Solazyme
“O acordo mostra que cumprimos completamente nossas estratégias e compromissos de
parceria”, reforça Peter Nieuwenhuizen, diretor de inovação e parcerias da AkzoNobel. Para o executivo, a Solazyme ajuda a alavancar
a estratégia de sustentabilidade da empresa com desenvolvimento de produtos mais sustentáveis para os clientes e para o mundo.
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