A Tecnologia & Inovação como Instrumentos para o Desenvolvimento Econômico do Amazonas – III
Nilson Pimentel (*)
Enquanto uns se preocupam como resgatar os municípios amazonenses da estagnação econômica que se
encontram, estudando e formulando estratégias para fomentar programas, projetos e ações inovativas que
melhor aproveitem dos potenciais que o Estado do Amazonas possui, tanto com novos processos tecnológicos
com inovações nos procedimentos de fluxos das ações que resultaram em maior agregação de valor ao produto
e/ou bem final, quanto com elaboração de projetos que comportam ações de desenvolvimento de atividades
produtivas que possibilitem fluxos ou processos produtivos que ordenem a manufatura de alguma matéria
prima ou recurso natural disponível em abundância.
Ou até mesmo estabeleça algum projeto que oportunize atrair investimentos estrangeiros diretos para
aproveitamento de algum potencial absoluto existente, como os minerais, o gás natural, o turismo, o pescado,
dentre outros.
E, ou algumas estratégias inovativas que estenda os recursos de P&D oriundos da lei de Informática em que se
submetem diversas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) aplicáveis específica e efetivamente em
projetos dentro do Estado do Amazonas e que beneficie processos produtivos e engenharia de produtos do
próprio PIM e oriundos dos recursos naturais regionais.
Contudo, o que vê e ouve nesses tempos de caça ao voto, inverdades, balelas, sofismas e revelações daquilo que
eles próprios deixam de fazer quando passaram por cargos eletivos.
Também os discursos vazios, como se os temas importantes para a sociedade se tenham esgotados. Verdadeira
lástima em que o cidadão atônito se vê impotente frente ao descaso em que foi colocado.
Para se tratarem de processos, fluxos e estratégias voltadas a desenvolvimento econômico regional requer, em
primeiro lugar, um ambiente e cenário macroeconômico favorável em seus requisitos de Politica Econômica,
como uma Política Industrial concorrente (a Politica de Incentivos Fiscais, por exemplo) e demais politicas
públicas especificas, que equacionem os desequilíbrios econômicos inter-regionais, ocorrências que se
constatam nos municípios de todas as nove sub-regiões amazonense, assim como, ter desenvolvidas estruturas
de sustentação econômica (tais como: logística portuária e aeroportuária, estradas, ferrovias, sistema adequado
de transportes de cargas e passageiros, balizamento das hidrovias, telecomunicações etc.) que permitam
integração com mercados internos e do exterior.
Tudo isso estar a requerer comprometimento do Governo Estadual e Federal com o desenvolvimento regional
do Amazonas que possibilite desencadear processos de sustentabilidade econômica para promoção e
reestruturação produtiva, não somente das atividades produtivas do PIM como de todas as atividades
econômicas desse hinterland em estagnação.
Entende-se que o agente Governo Estadual deva precisar com clareza de conhecimentos tecnológicos e inovação
que constituir uma nova capacidade produtiva e capacitação tecnológica nesse novo paradigma demanda tempo
para se obter algum resultado, ressaltando que essa Política Industrial e tecnológica de desenvolvimento
regional não pode ser tratada como paliativo para gerar seus efeitos imediatamente.
Como se sabe, as variáveis macroeconômicas podem ter seus impactos de curto prazo, mas essas Políticas,
principalmente de Incentivos Fiscais e de Atração de Investimentos Produtivos e até mesmo a capacitação
tecnológica produzem efeitos a médio e longo prazo, entretanto, se precisa urgentemente começar.
Todos sabem que a maior estratégia a ser estabelecida é a infraestrutura, inclusive a produção e distribuição de
energia, pois é o fator estratégico de maior grau nas atividades produtivas de todos os bens e serviços em
qualquer economia.
Por outro lado, no entendimento de alguns especialistas, outro fator estratégico é a inovação na gestão pública
do Amazonas, pois a configuração organizacional encontra-se inadequada com sistemas de gestão globalizados e
atualizados ao estado d’arte do globalized government management, em que essa nova Política de Gestão
Pública está atrelada ao comprometimento de resultados concretos em face da aplicação dos recursos públicos
em benefícios da sociedade, pois é o tema central que permitirá a mudança de patamar da estrutura produtiva
estadual para o desenvolvimento econômico regional.
Desta forma há de permitir a existência de sinergia entre as bases governamentais e empresarial, fundamental a
adaptação das políticas tecnológicas e inovativas (T&I) às características econômicas e às potencialidades
regionais do Amazonas.
Não mais adianta protelar essas decisões, com risco de comprometer, mais uma vez, o desenvolvimento regional
e condenar à desesperança as futuras gerações de amazonenses que apostam nesses próximos 50 anos do
projeto Zona Franca de Manaus (ZFM), levando às circunstâncias desfavoráveis aos potenciais investidores e a
redução dos projetos existentes implantados que permanecerão com suas atividades tecnológicas e inovativas
nesse mínimo existente.
Portanto, são desafios que o novo Governante estadual tem que trabalhar com as profundas mudanças vividas
nesse milênio, onde se coloca novas exigências quanto ao papel dos agentes econômicos, governamentais,
empresariais e da sociedade em geral, bem como se apresentam novas demandas para as políticas e
instrumentos de gestão, tanto públicos, como privados.
É premente a formulação de novas estratégias e novos projetos de desenvolvimento regional para lidar com os
desafios colocados, exigindo novos modelos e instrumentos institucionais, normativos e reguladores que sejam
capazes de dar soluções das questões que se apresentam frente às novas tendências.
O Amazonas dispõe grandes potencialidades absolutas capazes de capitalizar em seu favor os novos horizontes
futuros que se abrem nesse período de transformações, muito embora, ainda assim alguma coisa possa ser feita,
sempre com base em forte cooperação entre o setor público e o setor privado.
Ainda assim, seja recomendada a efetiva implementação dos novos projetos de desenvolvimento econômico
regional que fortaleça a articulação e sinergia entre as variáveis macroeconômicas e essa nova Política de
desenvolvimento econômica-social, industrial e de T&I, visando uma inserção mais competitiva e autônoma do
Amazonas no cenário nacional e internacional.
(*) Economista, Engenheiro e Administrador de empresas, com pós-graduação: MBA in Management (FGV), Engenharia Econômica
(UFRJ), Planejamento Estratégico (FGV), Consultoria Industrial (UNICAMP), Mestre em Economia (FGV), Doutorando na UNINI-Mx,
Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]
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