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O ESTADO DO MARANHÃO · SÃO LUÍS, 4 de novembro de 2014 - terça-feira
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Tábua de marés do Porto do Itaqui
Itaqui aumentará capacidade
de exportação de soja em 2015
Terminal maranhense, que integra o chamado Arco Norte, precisará atender a uma demanda maior no próximo ano;
previsão é de aumento de 7,3% na produtividade do Brasil em relação à safra 2013/2014; portos terão função estratégica
capacidade de exportação de soja do Arco
Norte, que inclui os
portos do Itaqui (MA), Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Vila
do Conde (PA), Salvador (BA),
Ilhéus (BA), aumentará em 6
milhões de toneladas, facilitando dessa maneira o escoamento, devido à proximidade da
área da produção. Isso contribui para a redução do custo
logístico na exportação e para
reduzir a pressão nos portos do
Sul e Sudeste do país.
A estimativa de produção e
exportação de soja para 2015 é
otimista. A previsão é de 92,4
milhões de toneladas, o que
representa o aumento de 7,3%
na produtividade em relação à
safra 2013/2014. Já a exportação
deve crescer 4,3% a mais que a
safra anterior, alcançando 62,5
milhões de toneladas. Diante
desta previsão, o Grupo de Trabalho (GT) para a Gestão do Escoamento da Safra, criado pela
portaria Interministerial n° 231
de 2013, reunido na quinta-feira
(30) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa), mapeou as principais
rotas do fluxo de exportação.
Para o secretário-executivo do
Mapa, Gerardo Fontelles, a capacidade operacional dos portos
deverá atender esta demanda,
mesmo com a previsão de crescimento de produção e exportação.
"Dois fatores determinantes para
alcançarmos este volume de produção, o que a previsão nos mostra, são principalmente o clima e
o preço no mercado internacional", explicou.
A
Mais
Durante as próximas semanas, representantes do Grupo de Trabalho
(GT) para Gestão do Escoamento da Safra vão visitar os portos do Arco Norte para dimensionar a capacidade operacional dos terminais,
como medida balizadora do planejamento e da estruturação dos corredores de exportação para a safra 2014/15 e verificar se os terminais estão preparados para suportar esse deslocamento para a região Norte. A próxima reunião do GT será em dezembro deste ano.
O GT coordenado pelo Mapa
planeja monitorar os fluxos da soja e do milho, aperfeiçoando as
medidas implementadas no
acompanhamento da safra
2013/14, quando os diversos
problemas até então existentes
foram minimizados. A identificação dos pontos de estrangulamento permite ao GT adoção de
medidas para a solução dos problemas.
Para manter os bons resultados de escoamento no Porto
de Santos e Paranaguá, o agendamento na recepção rodoviária será mantido e aperfeiçoado. Este processo implementado no Porto de Santos,
com a participação dos terminais privados, reordenou o
fluxo de tráfico urbano e das
vias de acesso aos portos, solucionando o problema de congestionamento que se registrava no passado. Em Santos, a
novidade para 2015 será o chip
e antena instalados para o rastreamento dos caminhões.
Integração - O GT, além de
representantes do Mapa, é formado também por representantes do Ministério dos Trans-
portes (MT), da Secretaria Especial de Portos (SEP), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), da Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL)
e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
O objetivo do grupo é monitorar a movimentação de grãos
desde as regiões produtoras até
os portos e terminais de destino.
Outra missão importante do GT
é identificar os principais gargalos existentes nos mais importantes eixos de transportes que
compõem os corredores logísticos e propor alternativas de escoamento.
Em 2013, um dos objetivos específicos principais na formação
desse grupo foi a integração dos
órgãos. "Foi graças a esse trabalho em conjunto que obtivemos
os resultados de êxito no escoamento da safra de grãos, principalmente soja. O Mapa se sente
orgulhoso em participar deste trabalho em parceria com tantas organizações importantes", afirma
Fontelles.
Biaman Prado
Rebocador utilizado em serviço de praticagem no Porto do Itaqui; serviço garante maior segurança
Cinco Zonas de Praticagem
estão em consulta pública
Contribuições podem
ser enviadas até o dia 5
de dezembro; objetivo é
regular preço do serviço
BRASÍLIA -A Comissão Nacional
para Assuntos de Praticagem
(CNAP) colocou em Consulta Pública as Tabelas de Preços Máximos por Manobra dos Serviços de
Praticagem de cinco Zonas de Praticagem (ZP): ZP 8, ZP 10, ZP 11,
ZP 13 e ZP 19. Por meio da Consulta Pública nº 4, as contribuições
podem ser enviadas até as 18h do
dia 5 de dezembro em um dos
modelos apresentados, para o correio eletrônico [email protected].
A ZP 8 é referente a áreas no
Porto de Cabedelo (PB), a ZP 10
abrange áreas dos Portos de Porto de Jaraguá (AL), Porto de Salgema(AL) e Fundeio Anvisa. A ZP 11
inclui áreas do Porto de Aracaju
(SE), Barra dos Coqueiros (SE)
além do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB). A ZP 13 fica
no Porto de Ilhéus (BA) e a ZP 19
no Porto do Rio Grande (RS).
Encerrado o prazo da consulta e após análise das contribuições, a CNAP, composta por representantes da Secretaria de Portos
(SEP), dos ministérios da Defesa,
da Fazenda, dos Transportes e da
Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq), produzirá
um relatório final a ser encaminhado à Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, para que
esta, por meio de Portaria, faça a
homologação das tabelas de preços máximos.
Ao propor a fixação de um teto para a remuneração do serviço
de praticagem - que compreende
o conjunto de atividades profissionais de assessoria ao Comandante, requeridas por força de peculiaridades locais que dificultem
a livre e segura movimentação da
embarcação - a CNAP atende ao
disposto no Artigo 1º do Decreto
7.860/2012, que determina à Comissão propor metodologia de regulação de preços; preços máximos do serviço e medidas para o
aperfeiçoamento da regulação do
serviço de praticagem.
Praticagem - A praticagem é regulada pela Lei de Segurança da
Navegação (9.537/1997). A atividade é baseada no conhecimento dos acidentes e pontos característicos da área onde é desenvolvida - trechos da costa, portos, estuários de rios, em baías, lagos,
rios, terminais e canais onde há
tráfego de navios. Este serviço proporciona maior eficiência e segurança à navegação e garante proteção à sociedade e a preservação
do meio ambiente.
O prático é o profissional especializado que possui experiência
e conhecimentos técnicos de navegação e de condução e manobra de navios, bem como das particularidades locais, correntes e variações de marés, ventos reinantes e limitações dos pontos de
acostagem e os perigos submersos. Ele assessora o comandante
na condução segura do navio em
áreas de navegação restrita ou sensíveis para o meio ambiente.
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Itaqui aumentará capacidade de exportação de soja