DEMANDA, OFERTA E
EQUILÍBRIO DE MERCADO
DEMANDA, OFERTA E
EQUILÍBRIO DE MERCADO
 UTILIDADE – Alicerce para análise da demanda
de bens. Representa o grau de satisfação
quando se adquire um bem.
 Teoria valor-trabalho (Malthus, Adam Smith,
David Ricardo, Karl Marx) – Valor de um bem
está do lado da oferta, onde a mão de obra era
o fator de produção básico e determinava o
custo da mercadoria.
 Teoria valor-utilidade – Valor de um bem se
forma do lado da demanda, pela satisfação que
o bem representa para o consumidor.
VALOR UTILIDADE
 Permitiu distinguir o valor de uso e valor
de troca.
1. Valor de Uso – é a utilidade que ele
representa para o consumidor.
2. Valor de troca – forma o preço no
mercado, pelo encontro da oferta e da
demanda do bem.
UTILIDADE TOTAL E MARGINAL
 Utilidade total – aumento da satisfação com
o aumento do consumo do bem.
 Utilidade Marginal – Satisfação adicional
(margem), tende a diminuir ao passo que
se consome mais um bem, até chegar a
saturação.
 Exemplo: paradoxo da água e diamante.
1. A água tem grande utilidade total e baixa
utilidade marginal (é abundante).
2. O diamante tem grande utilidade marginal
(escassez)
DEMANDA DE MERCADO
CONCEITO
É a quantidade de certo bem ou serviço que
os consumidores desejam adquirir em
determinado período de tempo.
DEMANDA DE MERCADO
Lei geral da Demanda
Relação inversamente proporcional entre
quantidade procurada e o preço do bem.
(COETERES PARIBUS)
ESCALA DE PROCURA DO BEM
“X”
ALTERNATIVAS
DE PREÇO ($)
1,00
QUANTIDADE
DEMANDADA
3,00
9.000
6,00
6.000
8,00
4.000
10,00
2.000
11.000
CURVA DE PROCURA DO
BEM “X”
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
2.000 4.000
6.000 8.000 10.000 12.000 14.000
ANÁLISE DA CURVA DE DEMANDA
A escala de procura revelam preferências
dos consumidores.
Estão maximizando sua utilidade ou grau
de satisfação do produto.
Curva se inclina de cima para baixo.
Quantidade procurada varia inversamente
ao preço, coeteris paribus.
CURVA DE DEMANDA
NEGATIVAMENTE INCLINADA DEVIDO:
Efeito Substituição: exemplo, se o preço
da caixa de fósforo aumentasse, o que
aconteceria com a demanda por isqueiros,
coeteris paribus?
Efeito renda: Exemplo ( se o preço do
carro aumenta – coeteris paribus, renda
do consumidor e preços de outros bens
constantes – o consumo da gasolina
diminui)
OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A
DEMANDA
Preço;
Renda;
Preço de bens substitutos;
Preço de bens complementares e;
Preferências ou hábitos dos
consumidores.
CLASSE DE BENS
Bem Normal – A renda do consumidor
aumenta a demanda também aumenta.
Bem inferior – Um consumidor fica mais
rico, diminui o consumo de carne de
segunda.
Bem de consumo Saciado – a demanda
não é influenciada pela renda (Arroz,
farinha, sal).
DISTINÇÃO ENTRE DEMANDA E
QUANTIDADE DEMANDADA
P
• Demanda – Toda
curva.
• Quantidade
demandada – Ponto
específico.
P1
B
A
P0
D
Q1
Q0
Q
ALTERAÇÃO DA DEMANDA
P
P
1
P
0
D1
D0
Q1
Q0 Q3
Q2
Q
ANÁLISE DO GRÁFICO
A curva de procura se desloca (em virtude das
variações da renda ou de outras variáveis, que
não preço do bem), temos uma mudança na
demanda (não da quantidade demandada)
Antes do aumento da renda
Após o aumento da renda
• Ao preço P0, o consumidor pode
comprar Q0
• Ao mesmo preço P0, o consumidor
pode comprar Q2
• Ao preço P1, o consumidor pode
comprar Q1
• Ao mesmo preço P1, o consumidor
pode comprar Q3
OFERTA DE MERCADO
CONCEITO
VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS
PRODUTORES DESEJAM OFERECER
AO MERCADO EM DETERMINADO
PERÍODO DE TEMPO.
DO QUE A OFERTA DEPENDE?
Preço;
Custo de fatores de produção;
Metas dos empresários.
LEI GERAL DA OFERTA
A função oferta mostra uma correlação
direta entre quantidade ofertada e nível de
preços, coeteris paribus.
ESCALA DE OFERTA
PREÇO ($)
1,00
QUANTIDADE
OFERTADA
1.000
3,00
3.000
6,00
6.000
8,00
8.000
10,00
10.000
CURVA DE OFERTA DO BEM
“X”
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
2.000 4.000 6.000 8.00010.000 12.00014.000
OFERTA
X
CUSTO DOS FATORES DE
PRODUÇÃO
Inversamente proporcional.
Exemplo: Aumento de salários ou custo
das matérias primas deve provocar,
coeteris paribus, uma retração da oferta
do produto.
OFERTA
E
NÍVEL DE CONHECIMENTO
TECNOLÓGICO
É diretamente proporcional.
Melhorias da produtividade aumenta a
oferta.
OFERTA E QUANTIDADE OFERTADA
Oferta é referente à escala (toda curva).
Quantidade ofertada é referente a um
ponto específico da curva de oferta.
(a ) Aumento na qua ntid ad e oferta da
P
O
P1
P0
Q0
Q1
(b ) Diminuiçã o da oferta
P
P0
O1
O0
P
P0
Q
(c) Aumento d a oferta
O0
O1
EQUILÍBRIO DE MERCADO
Interação das curvas de demanda e de
oferta determina o preço e a quantidade
de equilíbrio de um bem ou serviço
em um dado mercado
OFERTA E DEMANDA O BEM X
Quantidade
Quantidade demanda
Preço ($)
Procurada
Ofertada
1,00
11.000
1.000
3,00
9.000
3.000
6,00
6.000
6.000
8,00
4.000
8.000
10,00
2.000
10.000
Excesso de procura (escassez de
oferta)
Excesso de procura (escassez de
oferta)
Equilíbrio entre oferta e procura
Excesso de oferta (escassez de
procura)
Excesso de oferta (escassez de
procura)
EQUILÍBRIO DE MERCADO
P
12,00
O
10,00
8,00
B
6,00
E
4,00
A
2,00
D
2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 Q
PONTO “E “
PONTO DE EQUILÍBRIO.
Preço e quantidade atendem às
aspirações dos consumidores e
produtores sumultaneamente.
DESEQUILÍBRIO
Escassez – quantidade ofertada abaixo do
ponto E. (provoca elevação dos preços).
Excesso ou Excedente de Produção –
Acúmulo de estoques, alta competição e
diminuição dos preços.
Quando há competição de ofertantes e
consumidores, a tendência do mercado é
aproximar do ponto de equilíbrio.
UM NOVO PONTO DE
EQUILÍBRIO
Preç o
d o b em x
O
B
P1
A
P0
D0
Q0
D1
Q1
Qua ntid a d e
d o b em x
ANÁLISE DO NOVO PONTO
O bem X é um bem normal, não inferior.
Ponto E inicial é P0 e Q0 (ponto A).
Aumento de renda irá pressionar aumento
de demanda. (excesso de demanda
provoca escassez do produto e assim seu
preço)
Curva de demanda muda de D0 para D1.
Novo ponto de equilíbrio (ponto B).
DESLOCAMENTO DA
CURVA DE OFERTA
Imagine diminuição do preço da matéria
prima usadas na produção de um bem.
Exemplifique em 15 minutos através de
um gráfico o deslocamento do ponto de
Equilíbrio.
INTERFERÊNCIA DO GOVERNO NO
EQUILÍBRIO DE MERCADO
1.
2.
3.
4.
5.
O governo intervém na formação
de preços de mercado através:
Fixação de impostos;
Subsídios;
Critérios de reajusta do salário mínimo;
Fixa preços mínimos ou máximos
(tabelamento) e;
Congela preços e salários.
ESTABELECIMENTO DE IMPOSTOS

1.
2.

Impostos indiretos – Incidentes sobre o consumo ou
vendas. ( Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) ou IPI – Imposto sobre Produtos
Industrializados); dentre os indiretos...
Imposto específico – valor fixo ou valor unitário.
(Exemplo: imposto de R$1,00 sobre c
ada
lâmpada vendida);
Imposto ad valorem – Percentual (alíquota) sobre o
valor da venda. (Exemplo – alíquota de 10% de IPI
sobre o valor do carro vendido).
Impostos diretos – Incidentes sobre a renda e o
patrimônio (IR e IPTU)
POLÍTICA DE PREÇOS MÍNIMOS NA
AGRICULTURA
 Dá garantia de preços ao produtor agrícola.
 Proteger contra as flutuações de preços.
 Garante renda agrícola.
 Governo antes do plantio garante um preço que
pagará após colheita.
 Se os preços de mercado forem maiores que o
preços do governo o produtores vendem ao
mercado.
 Se o preço do governo for maior que no
mercado o produtor vende ao governo.
 O governo usa o excedente de produção como
estoque regulador para momentos
subsequentes.
FIXAÇÃO DO PREÇO MÍNIMO
P
O
Exc ed ente
Pmín
Subsíd io
Pcons
D
Q’0
Q0
Q
ALTERNATIVAS DO GOVERNO
Comprar o excedente (Qo menos Qó) ao
preço mínimo (Política de compras);
Pagar subsídio no preço (Política de
subsídios). O governo banca a diferença
entre Pmín – Pcons.
ELASTICIDADE
CONCEITO
Reflete o grau de reação ou sensibilidade
de uma variável quando ocorrem
alterações de outra variável, coeteris
paribus.
ELASTICIDADE PARA
EMPRESAS E PLANEJAENTO
MACROECONÔMICO
EMPRESAS
 Pode ser feita a previsão de vendas;
 Reação dos consumidores em face das alterações nos
preços, concorrentes e salários.
PLANEJAMENTO MACROECONÔMICO
 Saber do impacto da desvalorização de 30% sobre o
saldo da balança comercial.
 Sensibilidade dos investimentos privados;
 Alteração na tributação;
 Taxa de juros.
ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA
 É a variação percentual na quantidade do bem
X em relação a uma variação percentual em seu
preço, coeteris paribus.
EpD = Variação percentual em Qd
Variação percentual em P
Lembrete: Variação entre o preço e quantidade
demandada é sempre negativa. O sinal
negativo não deverá ser problema.
EXEMPLO
 P0 = preço inicial = R$ 20,00
 P1 = preço final = R$ 16,00
 Q0 = quantidade demandada, ao preço Q0 = 30
 Q1 = quantidade demandada, ao preço Q1 = 39
Cálculo da variação de preço:
P1 - P0 = -4 = -0,2 ou -20%
P0
20
Cálculo da variação da demanda:
Q1 - Q0 = 9 = 0,3 ou 30%
Q0
30
EXEMPLO (continuação)
 Então
EpD = Variação percentual em Qd = +30% = -1.5
Variação percentual em P
-20%
Ou EpD = 1,5
Ou seja, em uma queda de 20% no preço, a
quantidade demandada aumenta em 1,5 vez os
20%, os 30%. Produto com grande
sensibilidade.
DEMANDA ELÁSTICA
 Demanda Elástica – Variação da quantidade
demandada supera a variação do preço. Ou, há
grande sensibilidade da quantidade demandada
à variação de preço.
EpD > 1
Exemplo: EpD = 1,5 ou -1,5 (demanda elástica,
grande sensibilidade da quantidade demandada
à variação de preço)
DEMANDA INELÁSTICA
Ocorre quando uma variação percentual
no preço provoca uma variação percentual
relativamente menor nas quantidades
procuradas, coeteris paribus.
EpD < 1
Exemplo: EpD = 0,5 ou -0,5 (demanda
inelástica, os consumidores reagem pouco
nas variações de preço do produto)
DEMANDA DE
ELASTICIDADE-PREÇO UNITÁRIA
EpD = 1,0 ou -1,0
As variações percentuais no preço e na
quantidade são da mesma magnitude.
FATORES QUE INFLUENCIAM O GRAU DE
ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA
 Disponibilidade de bens substitutos – Quanto
mais bens substitutos mais elástica será a
demanda.
 Essecialidade do bem – Se o bem for essencial,
será pouco sensível à variação de preço.
(Demanda inelástica)
 Importância do bem, quanto seu gasto no
orçamento do consumidor. Exemplo: a carne
terá sua elasticidade maior que o fósforo, pois a
pessoa tende gastar mais com a carne do que
com o fósforo.
ELASTICIDADE NUM PONTO FIXO OU
PONTO MÉDIO (CÁLCULO)
 Elasticidade num ponto fixo: Cálculo da elasticidade
apenas para um dado preço e quantidade demandada.
Exemplo anterior.
 Elasticidade no ponto médio (ou no arco): agora
considera as médias de preços e quantidades.
Exemplo:
ΔQd
9
média de Qo e Q1 =
ΔP
34,5
-4
= -0,26 = -1,18
0,22
18
A demanda é elástica entre os preços R$20,00 e R$16,00
(a quantidade damandada varia 1,18 vezes a variação
de preços do produto).
média de Po e P1
RELAÇÃO ENTRE RECEITA TOTAL DO
PRODUTOR E GRAU DE ELASTICIDADE
RT = P x Q
RT = Receita total (gasto total dos consumidores)
P = Preço Unitário
Q = Quantidade vendida
 Demanda Elástica – Redução do preço acarreta no
aumento da receita, ou aumento do preço acarreta
redução da receita.
 Demanda Inelástica – Redução do preço acarreta no
redução da receita, ou aumento do preço acarreta
aumento da receita.
 Demanda de elasticidade unitária – Aumento ou redução
no preço afetam a receita total.
INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA E
ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA
 As empresas recolhem impostos aos
cofres do governo;
 Parte do imposto recolhido pelas
empresas são repassadas para o
consumidor final;
1. Demanda inelástica – maior será
proporção do imposto repassado ao
consumidor.
2. Demanda elástica – Menor será a
proporção do imposto repassado ao
consumidor.
ELASTICIDADE RENDA DA DEMANDA
ER = Variação percentual na quantidade demandada
Variação percentual na renda do consumidor
 Elasticidade renda da demanda negativa (bem inferior),
aumento da renda leva a redução do consumo de um
bem.
 Elasticidade renda da demanda positiva, mas menor que
1 (bem normal), aumento da renda leva o aumento do
consumo de um bem.
 Elasticidade renda da demanda positiva e maior que 1
(bem superior), o aumento da renda leva o aumento
mais que proporcional do consumo desse bem.
ELASTICIDADE PREÇO CRUZADA DA
DEMANDA
Exy = Variação percentual na quantidade demandada de um bem X
Variação percentual no preço de um bem Y
 Se X e Y forem substitutos, Exy será positiva. Aumento
do preço do guaraná eleva a quantidade demandada de
soda.
 Se X e Y forem complementares, Exy será negativa.
Aumento no preço carro eleva a quantidade demandada
de gasolina.
ELASTICIDADE PREÇO DA OFERTA
ER = Variação percentual na quantidade ofertada
Variação percentual do preço do bem
 O resultado da elasticidade será positivo – correlação do
preço e oferta é direta.
 Quanto maior o preço, maior a quantidade ofertada
(coeteris paribus).
 Não é um raciocínio muito difundido.
 É mais estuda por produtos agrícolas, apontando uma
das causas da inflação. (corrente estruturalista).
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Aula 3 – Demanda-Oferta e Equilíbrio de Mercado