Estudo revela que 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras em 2009
Agência Brasil - DF - SAÚDE - 25/11/2010
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Um estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) revela
que cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras brasileiras
em 2009.
O levantamento foi apresentado hoje (25) durante a assinatura, pelo Ministério da Saúde, de
um acordo de cooperação que prorroga por três anos o Fórum da Alimentação Saudável.
De acordo com a Abia, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a
meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em
alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.
As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Organização Pan-Americana
da Saúde (Opas). A Abia representa 70% do setor produtivo nacional.
Foram avaliadas 12 categorias de alimentos que incluem snacks, massas instantâneas,
sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, biscoitos e bolos,
além de margarinas e cremes vegetais.
As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual
do teor de sódio em alimentos processados. A expectativa é que, até 2020, o consumo de
sal em todo o país seja reduzido em 50%.
De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de altas taxas de gorduras trans e de sal
aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e acidente
vascular cerebral (AVC).
No Brasil, um terço das crianças entre 5 e 9 anos apresenta excesso de peso. Entre adultos,
o percentual chega a 50%. Além disso, 24,4% da população adulta em capitais brasileiras
foram diagnosticados como hipertensos e 5,8%, como diabéticos.
Edição: Juliana Andrade
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Estudo revela que 230 mil toneladas de gordura trans