Ionó foros:
Mododeaçã o,tiposediferenças
A descoberta de compostos que controlam o metabolismo, aumentando a
eficiência de utilização de alimentos e proporcionando uma maior produção animal,
deu origem a uma nova classe de substâncias denominadas de aditivos alimentares. O
ministério da Agricultura define aditivo como substância intencionalmente adicionada
ao alimento com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar suas
propriedades, desde que não prejudique seu valor nutritivo.
Os ionóforos são aditivos amplamente utilizados nas dietas de bovinos de corte
e de leite, que proporcionam melhorias significativas no desempenho dos animais. No
Brasil, os principais ionóforos utilizados são a Monensina, a Salinomicina e a
Lasalocida, todos disponíveis na linha de produtos da Minerthal.
São antimicrobianos que inibem seletivamente o crescimento de
microrganismos. Em geral, eles alteram o fluxo de íons monovalentes pela membrana
das bactérias gram-positivas causando sua lise, e consequentemente, proporcionando
alteração da fermentação e dos produtos da digestão microbiana.
Todas as bactérias existentes, incluindo as ruminais, são classificadas em dois
grandes grupos: gram-positivas e gram-negativas. A diferença no modo de ação dos
ionóforos nesses microrganismos se deve à diferença entre as membranas celulares
das bactérias dos dois grupos. As gram-negativas possuem uma parede celular e uma
membrana externa de proteção com canais (orifícios que ligam o meio intracelular ao
extracelular). Já as bactérias gram-positivas apresentam apenas uma membrana
porosa, não seletiva, sendo mais sensíveis à ação dos ionóforos.
As bactérias ruminais tem fatores de resistência presentes na estrutura da
parede celular, e esta é responsável por regular o balanço químico entre o meio
interno e externo da célula, mantido por um mecanismo chamado de bomba iônica. O
ionóforo, ao se ligar ao cátion de maior afinidade, transporta-o através da membrana
celular para dentro da bactéria. E esta, por meio do mecanismo da bomba iônica, na
tentativa de manter sua osmolaridade, utiliza sua energia, de forma excessiva, até
deprimir suas reservas, o que afeta o crescimento das bactérias gram-positivas e
favorece o das gram-negativas.
Os diferentes ionóforos têm modo de ação comum, com pequenas diferenças,
como a especificidade por cátions e a capacidade de atingir determinadas
concentrações ruminais. Cada ionóforo é capaz de se ligar, conforme seu tamanho,
com um cátion apropriado. A monensina tem forte preferência por sódio e não se liga
a íons bivalentes, enquanto que a salinomicina tem maior afinidade por potássio, mas
tem pouca afinidade por íons bivalentes. A lasalocida tem afinidade por cátions
bivalentes em adição aos cátions monovalentes, sódio e potássio.
O mecanismo de ação dos ionóforos, então, se dá primeiramente pela
alteração na microbiota ruminal que, consequentemente, leva a um segundo
mecanismo de ação, definido como sistêmico, que afeta a resposta animal, incluindo
melhora do metabolismo energético e proteico. O incremento da participação de
bactérias gram-negativas no rúmen altera os produtos finais da fermentação, pelo
aumento da proporção de propionato e pela redução das proporções de acetato e
butirato. Os benefícios da ação biológica dos ionóforos aos bovinos incluem aumento
da eficiência do metabolismo energético e proteico das bactérias ruminais e do animal
e diminuição de desordens digestivas resultantes da fermentação ruminal anormal.
Efeitos provocados pelo uso de ionóforo
Aumento da produção de propionato
Redução da produção de acetato
Aumento da relação propionato/acetato
Redução da produção de metano
Redução da degradação proteica no rúmen
Melhor aproveitamento da proteína no intestino
Redução do “turnover” ruminal
Redução da produção de lactato
pH ruminal mais elevado
Em dietas de alto grão, redução de consumo
Em dietas de baixo grão, aumento de consumo ou não alteração
Diminuição da concentração ruminal de amônia
Em dietas de alto grão, manutenção do ganho de peso e melhoria da conversão alimentar
Em dietas de baixo grão, aumento do ganho de peso
Estabilização de consumo ao longo do dia
De forma geral, independente dos efeitos de ganho de peso ou no consumo de
matéria seca, a utilização de ionóforos proporciona um aumento de aproximadamente
7% na conversão alimentar e, consequentemente, aumento da receita líquida por
hectare.
Em diversos estudos, verificou-se que em dietas com altas proporções de
volumosos, entre 80 e 90%, com a adição de 30 ppm de monensina, ocorre um
aumento significativo de ganho de peso, na ordem de 14%. O consumo de matéria
seca apresenta pequenos aumentos (3%), com isso a melhoria na conversão alimentar
é muito expressiva, sendo de 15% em média.
A salinomicina apresenta resultados semelhantes à monensina, porém em
doses menores, ao redor de 12 ppm. A salinomicina é mais tóxica que a monensina.
Já a lasalocida também apresenta resultados semelhantes. Ao ser comparada
com a monensina, apresenta como vantagens maior palatabilidade e menor toxidez,
além de resultar em uma menor queda na ingestão de alimentos em dietas com alta
energia.
Esses aditivos trazem diversas vantagens e, com a estratégia de suplementação
correta, podem maximizar a eficiência produtiva da propriedade. A Minerthal traz
diversos produtos com esses aditivos, garantindo o melhor produto para todos os tipos
de dieta, categoria animal e nível de produção.
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Ionóforos: Modo de ação, tipos e diferenças