O
ANO 19 - Nº 444
1
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VERBO
A serviço da
evangelização
SEGUNDA QUINZENA DE NOVEMBRO DE 2015
DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP
CAMPANHA DIOCESANA DO DÍZIMO
DÍZIMO: EXPRESSÃO DE AMOR E
GRATIDÃO A DEUS
“Melquisedeque, rei de Salém,
trouxe pão e vinho e, como sacerdote
de Deus Altíssimo, abençoou Abrão,
dizendo: “Bendito seja Abraão pelo
Deus Altíssimo, criador do céu e da
terra. Bendito seja o Deus altíssimo,
que entregou os teus inimigos em
tuas mãos!” E Abrão entregou-lhe o
dízimo de tudo” (Gn 14, 18-20). Cada
vez mais os católicos se conscientizam
da importância do dízimo e das ofertas. Nesta edição você leitor poderá
conferir o verdadeiro significado do
dízimo, justo e verdadeiramente cristão, conhecendo alguns aspectos de
sua história. O dízimo é uma ferramenta importante para o nosso crescimento no exercício da fé, pois nos
permite transformar em ato concreto
todo nosso desejo de crescimento
espiritual e desapego das coisas materiais.
Páginas 2,3,6 e 7
FOTO: ESSENCE FILMS
Paróquia Santa Gertrudes
celebra Jubileu de Prata
Mais de mil fiéis católicos pertencentes à comunidade de Santa Gertrudes reuniram-se para celebrar o
seu Jubileu de Prata paroquial. O
Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa,
presidiu a solene Eucaristia, no dia 18
de novembro, na Igreja Matriz, no
FJardim Santa Gertrudes, em Jundiaí.
Página 11
Igreja celebra
Cristo Rei do Universo
Página 11
Diocese investiga
fenômeno atribuído a
padre Jordan
Página 12
O Verbo
Editorial
“De graça recebestes,
de graça deveis dar” (Mt 10,8)
Pe. Márcio Felipe de Souza Alves
Editor-chefe
T
ema de destaque desta
edição é a Campanha
Diocesana do Dízimo
2015, abraçada por algumas
paróquias da Diocese de Jundiaí. Exposto o tema, surge
um questionamento: frente à
crise econômica que o país
está enfrentando, qual é a
finalidade de uma Campanha
do Dízimo, se os fiéis de
nossas comunidades vivem
concretamente em suas casas
os efeitos dessa crise?
É um questionamento
muito válido. Entretanto,
vale lembrar que a finalidade
primeira desta Campanha é
espalhar o amor e a gratidão
a Deus por toda a Diocese.
A arrecadação do dinheiro é
uma consequência.
Pois bem, caro leitor, eis
o motivo pelo qual podemos
concluir que, se tudo é de
Deus, e, se tudo d’Ele recebemos, não podemos ter outra
atitude a não ser retribuir a Ele
com a nossa gratidão, nosso
serviço, nosso dízimo, enfim,
se for preciso, com a nossa
própria vida por tudo o que
Ele tem realizado em nós.
Diante dos feitos que Deus
realiza em favor do gênero humano, o salmista se questiona:
“Que retribuirei ao Senhor por
todo bem que me deu?” (Sl
115,12). Retribuir ao Senhor
não quer dizer fazer com
Ele uma troca. Ao contrário,
reconhecendo que Deus é o
Senhor de tudo e de todos, as
paróquias da Diocese de Jundiaí, através desta campanha,
querem suscitar no coração
dos diocesanos a importância
de assumir a comunidade
como a casa comum, onde
todos são responsáveis, como
nos ensina o Papa Francisco
em sua carta encíclica Laudato Si.
É preciso ainda vencer
algumas barreiras, como por
exemplo, a consciência muito
presente na vida dos nossos
povos: a “bendita” teologia
da prosperidade, ou da “retribuição”. “Dou a Deus, porque
Ele vai me dar algo. Pago o
dízimo, porque a minha vida
e da minha família vai ser
próspera”.
Diretor Responsável
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano
Diretores Fundadores
Dom Roberto Pinarello de Almeida
Dom Amaury Castanho
(In memoriam)
Editor-chefe
Pe. Márcio Felipe de Souza Alves
Coordenador Administrativo
Rodrigo Santana
2
Essa mentalidade tem
feito cada vez mais com que
os nossos fiéis se afastem da
Igreja, pois quando não são
atendidos em seu pedido,
se revoltam contra Deus,
ou mudam de religião, pois
acabam vendo na Igreja um
comércio que vende o produto que vai satisfazer os que
vêm ao encontro de Deus.
A Igreja não é um comércio, muito menos o lugar para que nos sintamos
bem. Igreja, comunidade dos
batizados, é um lugar privilegiado de encontro com
o ressuscitado, que anima
a comunidade, que garante
a sua presença frente aos
desafios da vida e, portanto,
não podemos vir a Ele em
busca de nossas necessidades pessoais.
Ser Igreja exige do ser
humano a disponibilidade
de estar sempre ao dispor do
Senhor, que não garante uma
vida de facilidades.
O dízimo é a experiência
concreta da partilha. Não é
uma troca. É a confiança no
Deus fiel, que nos permite
doar, devolver a Ele, o que
d’Ele recebemos. A Campanha Diocesana do Dízimo
quer trazer a todas as paróquias essa beleza: unidos
podemos mais. Sozinhos
nada podemos fazer.
Jornalista Responsável
Rua Roberto Mange, 400 - AnhangaDiácono Pedro Fávaro Jr. - MTB 11.659 baú - Cx. Postal 21
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www.dj.org.br
Designer: Guilherme Monico
O VERBO
ANO 19 - Nº 444
2ª quinzena de novembro de 2015
Redação: Cúria Diocesana
Impressão
Lauda Editora Consultoria e Comunicações Ltda.
Publicação oficial autorizada pela
Diocese de Jundiaí. Registrado sob o
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
nº 88.757, Lei 6015/73. Autorizadas
transcrições desde que mencionada a
fonte. Os artigos são de responsabilidade de seus autores. Podem ser enviados com antecedência à Redação
que, todavia, não abre mão de editá-los. O ideal é que sejam enviados à
redação por e-mail ou em CD-ROM.
A tiragem desta edição é de 15.300
exemplares e a circulação abrange as
66 paróquias e comunidades das cidades de Cabreúva, Cajamar, Campo
Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí,
Louveira, Pirapora do Bom Jesus,
Salto, Santana de Parnaíba e Várzea
Paulista.
O VERBO
Palavra do Pastor
Dízimo: Compromisso de amor e fé
Esta viúva pobre, “da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver” (Mc 12,44b).
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano
P
rezados irmãos e irmãs
da Igreja de Deus que
se faz presente na Diocese de Jundiaí:
Pela segunda vez a Diocese de Jundiaí lança, no mês
de novembro, a Campanha
de Conscientização sobre o
Dízimo com o tema: “Dízimo: Compromisso de Amor
e Fé”.
Por que mais uma Campanha de Conscientização
sobre o Dízimo? Porque é
pelo dízimo e pelas ofertas
que a Diocese e as nossas paróquias sustentam a sua ação
evangelizadora. Realmente,
a ação evangelizadora exige
novos investimentos, pois
quanto mais a Igreja assume
e aprofunda a sua missão de
evangelizar, tanto mais ela
necessita de que seus membros sejam fieis e generosos
na contribuição do dízimo.
Neste momento de graça
extraordinária que vive a
querida e amada Igreja de
Jundiaí, com o Projeto das
Santas Missões Populares,
os católicos das nossas paróquias e comunidades não
podem ficar restritos ao seu
“mundinho”, fechados em
seus “cantos” e acomodados
em seus interesses pessoais
e imediatos. Esta é a hora
O VERBO
de conversão, de bênção, de
tornar nossa Igreja, como o
Papa Francisco tem insistido,
uma Igreja em permanente e
definitiva saída missionária.
É para isso que ela precisa
de mais investimentos para a
sua obra missionária e evangelizadora.
Queridas irmãs e irmãos
diocesanos: tenho certeza
de que a questão do dízimo
tem muito a que ver com o
uso que fazemos do dinheiro
e dos bens materiais. Por si,
o dinheiro não é bom e nem
mau. É o nosso coração, isto
é, todo o nosso ser que decide se o dinheiro que está
à nossa disposição é usado
para o bem ou para o mal.
Portanto, o uso do dinheiro
está em nossas mãos, sob a
nossa responsabilidade.
Jesus não condenou o uso
do dinheiro e dos bens, mas
sim o seu endeusamento, que
faz com que nós nos tornemos escravos do dinheiro,
adorando-o como “o bezerro
de ouro” (cf. Ex 32). Jesus,
que viveu uma vida pobre e
“não tinha onde repousar a
cabeça” (cf. Mt 8,20), para
anunciar o Evangelho, precisava de recursos materiais.
Lc 8,3 faz referência a muitas mulheres que ajudavam
Jesus e seu grupo de discípulos, com seus bens. Um dos
apóstolos, Judas Iscariotes,
cuidava da “bolsa” e dos
bens que ajudavam a financiar o ministério de Jesus (cf.
Jo 12,6), o mesmo Judas que
roubava o que se depositava
naquela “bolsa” e acabou
caindo na armadilha do poder do dinheiro, vendendo o
Mestre por trinta moedas de
prata (cf. Mt 26,15).
Entre tantas passagens
evangélicas que se referem
ao uso do dinheiro e dos
bens materiais, quero des-
tacar aquela na qual Jesus
elogia a verdadeira atitude
religiosa da viúva pobre que
fazia a sua oferta ao Templo
(cf. Mc 12,41-44). Enquanto muitos ricos depositavam
grandes somas de dinheiro,
a viúva pobre ofertou apenas
duas pequenas moedas, que
valiam uns poucos centavos.
Na verdade, ela “ofereceu
tudo o que tinha para viver”,
enquanto que os ricos davam
do que tinham de sobra, isto
é, do que não lhes fazia falta
de forma alguma. Queridas
irmãs e irmãos diocesanos:
dízimo não é oferta de sobra,
mas “Compromisso de Amor
e Fé” para com Deus e a comunidade.
A oferta livre e generosa
do dízimo não nos faz
ceder à tentação do poder
do dinheiro; ao contrário,
o dinheiro torna-se forma
de edificar e fortalecer a
solidariedade, um
“Compromisso de Amor e
Fé” para com Deus e
a comunidade.
O Papa Francisco várias
vezes tem denunciado, com
todas as suas forças, o poder do dinheiro que discrimina, escraviza e corrompe.
O dinheiro deve estar a serviço das pessoas e do bem
comum, principalmente dos
mais fracos e necessitados, e
não as pessoas a serviço do
dinheiro. “O dinheiro deve
servir, e não governar! Eu
amo a todos, ricos e pobres;
mas tenho o dever de recordar ao rico, em nome de
Cristo, que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo”
(16/05/2013). “Aqueles que
querem enriquecer caem na
tentação do engano de muitos desejos insensatos e prejudiciais, que fazem com que
os homens se afoguem na
ruína e na perdição... É o poder do dinheiro que nos faz
desviar da fé pura. Priva-nos
da fé, debilita-a, e acabamos
por perdê-la... Os primeiros
Padres da Igreja diziam uma
palavra forte: o dinheiro é
esterco do diabo. É assim,
porque nos torna idólatras e
adoece a nossa mente com o
orgulho, tornando-nos maníacos de questões ociosas e
afasta-nos da fé. Corrompe”
(20/09/2013). Sim, queridas
irmãs e irmãos diocesanos:
a oferta livre e generosa do
dízimo não nos faz ceder à
tentação do poder do dinheiro; ao contrário, o dinheiro
torna-se forma de edificar e
fortalecer a solidariedade,
um “Compromisso de Amor
e Fé” para com Deus e a comunidade.
No ano passado, na 52ª
Assembleia Geral da CNBB
(Aparecida − SP, 30/04 a
09/05), nós, os Bispos do
Brasil, aprovamos um documento intitulado: Comunidade de Comunidades: uma
nova Paróquia – A Conversão Pastoral da Paróquia
(Documentos da CNBB, nº
100). As nossas Paróquias
precisam ser renovadas urgentemente, para que se
passe de “uma pastoral de
mera conservação para uma
pastoral decididamente missionária”, como já afirmava
o Documento de Aparecida
(n. 370). Uma das maneiras
de realizar esta tão sonhada
e necessária “conversão pastoral das nossas Paróquias” é
justamente o fortalecimento
da Pastoral do Dízimo, como
os nossos Bispos afirmam no
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
referido documento: “É muito importante que a implantação do dízimo garanta o seu
sentido comunitário: ‘Deus
ama a quem dá com alegria’
(2Cor 9,7). É a alegria de
doar com liberdade e consciência de ser um sinal de
partilha. Evite-se, entretanto,
o sentido de taxa ou mensalidade e a ideia de retribuição, segundo a qual é preciso
doar para receber a bênção”
(n. 288).
O“Dízimo: Compromisso de
Amor e Fé”, enquanto
gesto amoroso e
corresponsável, possibilitará
que a renovação pastoral da
nossa Diocese e das nossas
Paróquias aconteça
verdadeira e plenamente.
Queridas irmãs e irmãos
diocesanos: é muito difícil,
senão impossível, formar
discípulos missionários do
Senhor Jesus sem investimentos: em pessoas, formação, subsídios, estruturas,
entre outros. A Diocese bem
como as nossas Paróquias
precisam, nessa hora mais
do que em outras, de que os
dizimistas sejam fiéis e generosos em suas contribuições.
Deste modo, o “Dízimo:
Compromisso de Amor e
Fé”, enquanto gesto amoroso
e corresponsável, possibilitará que a renovação pastoral
da nossa Diocese e das nossas Paróquias aconteça verdadeira e plenamente.
Sejamos todos dizimistas
conscientes e responsáveis. A
todos eles e aos que ajudam
na Pastoral do Dízimo, abençoo.
3
O Verbo
Voz de Roma
A Força do Reino de Cristo é o amor
“A realeza de Jesus não nos oprime, mas nos liberta das nossas fraquezas e misérias, encorajando-nos a seguir os caminhos do bem, da
reconciliação e do perdão”. Papa Francisco, na Festa de Cristo Rei.
Políticos se reúnem na
Cúria para refletir sobre
“Cidades Sustentáveis”
Q
ueridos irmãos e irmãs,
neste último domingo do ano litúrgico, celebramos a Solenidade de
Nosso Senhor Jesus Cristo, o Rei do Universo. O
Evangelho de hoje nos faz
contemplar Jesus quando
se apresenta a Pilatos como
rei de um reino que “não é
deste mundo” (Jo 18:36).
Isto não significa que Cristo
é rei de outro mundo, mas
que é rei de outra maneira.
É uma contraposição entre
duas lógicas. A lógica mundana apoiada na ambição
e na competição combate
com as armas do medo, da
chantagem e da manipulação das consciências. A
lógica do Evangelho, a de
Jesus, ao invés, expressa na
humildade e na gratuidade,
afirma-se
silenciosamente, mas eficazmente com a
força da verdade. Os reinos
deste mundo, por vezes, são
erguidos sobre a prepotência, a rivalidade, a opressão;
o reino de Cristo é um “reino de justiça, de amor e de
paz”.
Quando Jesus se revelou
como rei? Na Cruz! Quem
olha para a cruz de Cristo
não pode deixar de ver a
surpreendente gratuidade do
amor. Alguém pode dizer:
“Mas, padre, isto foi uma
falência”! Mas é justamente na falência do pecado – o
pecado é uma falência – na
falência das ambições humanas, que está o triunfo
da Cruz, ali está a gratuidade do amor. Na falência
da Cruz se vê o amor, este
amor que é gratuito, que Jesus nos dá. Falar de potên-
4
cia e de força para o cristão,
significa fazer referência ao
poder da Cruz e à força do
amor de Jesus. No Calvário,
os circunstantes e os líderes
ridicularizam Jesus pregado
na cruz e lançam o desafio:
“Salva-te a ti mesmo, e desce
da cruz” (Mc 15,30).
Mas paradoxalmente a
verdade de Jesus é aquela que em tom de zombaria
seus adversários lançam sobre Ele: “não pode salvar-se
a si mesmo!” (v 31). Se Jesus
tivesse descido da cruz, teria
cedido à tentação do príncipe
deste mundo, ao invés, Ele
não salva a si mesmo justamente para poder salvar os
outros, porque deu a sua vida
por nós, por cada um de nós.
Dizer: “Jesus deu a vida pelo
mundo” é verdadeiro, mas
é mais belo dizer: “Jesus
deu a sua vida por mim”. E
hoje aqui na praça, cada um
de nós diga em seu coração:
“Deu a vida por mim”, para
salvar cada um de nós dos
nossos pecados.
Quem entendeu isto?
Entendeu bem um dos dois
malfeitores que foram crucificados com Ele, conhecido
como o “bom ladrão”, que
suplica: “Jesus, lembra-te de
mim, quando entrares no teu
reino” (Lc 23,42). Ele era um
malfeitor, era um corrupto
que foi condenado à morte
por causa da brutalidade que
cometeu na vida. Mas ele
viu na atitude de Jesus, na
humildade de Jesus o amor.
Esta é a força do reino de
Cristo: o amor. A força de
Reino de Cristo é o amor,
por isso, a realeza de Jesus
não nos oprime, mas nos liberta das nossas fraquezas e
misérias, encorajando-nos a
seguir os caminhos do bem,
da reconciliação e do perdão.
Olhemos para a cruz de
Jesus, olhemos para a cruz
do bom ladrão e digamos
todos juntos aquilo que
disse o bom ladrão: “Jesus,
lembra-te de mim, quando
entrares no teu reino”. Pedir
a Jesus, quando nos encontramos frágeis, pecadores,
derrotados, para nos guardar e dizer: “O Senhor está
ai. Não se esqueça de mim”.
Diante de tantas dilacerações no mundo e das demasiadas feridas na carne dos
homens, peçamos a Nossa
Senhora que nos ampare no
nosso esforço para imitar
Jesus, nosso rei, tornando
presente o seu reino com
gestos de ternura, de compreensão e de misericórdia.
Desejo a todos um bom
domingo. Por favor, não se
esqueçam de rezar por mim.
Papa Francisco
Fonte: zenit.org
Agentes políticos de toda a região estiveram na Cúria Diocesana para a discussão do
tema “Cidades Sustentáveis”.
Dom Vicente Costa acolheu prefeitos, deputados,
presidentes de Câmaras e
vereadores das 11 cidades
que formam a Diocese de
Jundiaí, no encontro semestral, promovido pela
Pastoral Fé e Política, que
teve por tema “Cidades
Sustentáveis”. “Cada vez
mais a sociedade traz questões para a Igreja e nós
tratamos de apresentá-las
aos políticos”, disse ele, ao
iniciar o evento, na Cúria
Diocesana, dia 16 de novembro. Foi o segundo encontro de 2015. O primeiro
foi em maio, quando foram
debatidas a reforma política e eleições limpas. Américo Sampaio, educador em Direitos Humanos e assessor da Secretaria
Executiva da “Rede Nossa
São Paulo” e do Programa Cidades Sustentáveis,
coordenou a reflexão e o
debate. Para ele, “precisamos avançar essa pauta
por conta dos recursos naturais, e o que chamamos
de modelo de consumo, de
produção é fundamental
que esse debate aconteça
nas cidades, pois é nela que
a vida acontece”, explicou.
“O programa ainda encontra resistência de prefeitos
que não acreditam nessa
mudança de cultura, porém, a maioria que conhece, fica empolgado e quer
participar para construir a
gestão com um outro conceito”, completou. Ao final
da palestra, os participantes puderam partilhar as
ações que já desenvolvem
em suas cidades.
O educador Américo Sampaio destaca a resistência do programa, de prefeitos que não
acreditam na mudança de cultura.
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº444
O VERBO
O Verbo
Bispo dedica altar da Capela de Nossa Senhora das
Graças e deposita relíquia de São João Paulo II
O
Bispo Diocesano,
Dom Vicente Costa,
presidiu missa que
marcou a dedicação do altar
da capela e a entronização
da relíquia na Comunidade
Nossa Senhora das Graças,
da Paróquia São Francisco
de Assis, em Campo Limpo
Paulista.
“É tradição da Igreja
sempre realizar cerimônia
de dedicação do altar, que
deve ser de pedra e deve
ter a relíquia de algum santo. Dom Vicente escolheu
o dia 24 de novembro por
ser uma data próxima do
dia de Nossa Senhora das
Graças”, explica o pároco,
padre Adeilson Rodrigues
dos Santos.
Para a ocasião, o ministro e coordenador da comunidade, Adeildo Nogueira
A Capela de Nossa Senhora das Graças ficou repleta de fiéis.
da Silva, teve a iniciativa de
solicitar a relíquia de São
João Paulo II. “Por ser um
santo atual, que tanto amou
a Virgem Maria, e que a
maioria dos fiéis conheceu,
pensamos ser a relíquia
mais indicada. A comunidade se enche de ardor por
isso”, afirma o pároco.
O processo para a chegada da relíquia foi breve.
“Fizemos contato com a
Casa dos Santos, que fica
em Roma. Foi exigida uma
carta minha assinada pelo
bispo. Enviamos e vinte
dias depois recebemos um
fio de cabelo de São João
Paulo II”, detalhou o padre
Padre Adeílson recebe relíquia vinda de Roma, um fio de cabelo de
São João Paulo II.
Adeilson.
A missa foi acompanhada por cerca de 300 fiéis e
pelos diáconos permanentes Manoel Messias Silva e
Paulo Morais de Oliveira.
Afrodescendentes celebram Zumbi dos Palmares
A Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, recebeu fiéis vindos de
várias regiões da Diocese
para a Missa Afro, presidida por Dom Vicente Costa,
Bispo Diocesano, e concelebrada pelo vigário geral,
padre João Estêvão da Silva. A celebração foi realizada no dia 19 de novembro,
em ação de graças pelo Dia
da Consciência Negra, comemorado dia 20. A história do Brasil, marcada pela
escravidão, foi lembrada
com pedidos de igualdade e
de paz na sociedade. A primeira leitura, do Livro dos
Macabeus 4,36-37.52-59
foi proclamada pelo prefeito da cidade Pedro Bigardi
O VERBO
(PCdoB). A procissão com
a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi realizada
ao som da canção “Maria,
Maria”, entoada pelo Coral
Afro 28 de Setembro.
A Missa Afro, organizada pelo Círculo Palmarino,
abriu oficialmente a Virada Negra, promovida pela
Coordenadoria
Especial
de Políticas Públicas para
a Promoção da Igualdade
Racial. Já em Louveira, na
Paróquia Sagrado Coração
de Jesus, a missa em ação
de graças pelo Dia da Consciência Negra foi presidida,
no dia 20, pelo padre José
Renilton Fontes e concelebrada pelo padre João
Benedito Pires das Neves,
FOTO: DORIVAL PINHEIRO FILHO
Missa em ação de graças pelo Dia da Consciência Negra foi celebrada por Dom Vicente na Catedral.
pároco local. Um dos momentos marcantes da celebração foi a encenação feita
pelas crianças mostrando a
luta de Zumbi dos Palmares
pela liberdade e retratando
que a humanidade continua
escrava. “São inúmeras as
FOTO: JASSO SOUZA
Os padres João Benedito (à esquerda) e José Renilton (ao centro) com irmãs missionárias, após celebração em Louveira.
formas atuais de escravidão, das drogas à tecnologia, e precisamos nos libertar delas através do amor
de Deus”, reflete Márcia
Leme, que contribuiu com
a organização e cantou no
coral da missa. Além dos
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
paroquianos, um grupo de
capoeira, um bloco carnavalesco e outros movimentos de Louveira foram convidados e participaram da
celebração.
Textos desta página:
COMpasso Comunicação
5
O Verbo
Dízimo uma questão de fidelidade e amor a Deus e a Igreja
N
a Diocese de Jundiaí,
pelo segundo ano
consecutivo,
uma
campanha publicitária foi desenvolvida para intensificar o
trabalho de conscientização
sobre o Dízimo nas paróquias.
O tema de 2015 é “Dízimo:
Compromisso de amor e fé”
e tem por finalidade conscientizar a respeito do dever dizimal, principalmente àqueles
que fazem parte da comunidade, são engajados e ainda não
são dizimistas.
Para este ano, a estratégia
é levar as pessoas a fazerem
a experiência, em primeiro
lugar ,como sendo um desafio
pessoal de conversão e depois, num segundo momento,
a sua fidelização” declara o
assessor diocesano da Pastoral do Dízimo, diácono Húdele Fabrício da Silva.
O Santuário Nacional de
Aparecida sediou entre os
dias 30 de outubro e 2 de novembro, o Seminário Nacional da Pastoral do Dízimo.
Representantes da Pastoral do
Dízimo de todos os regionais
da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB) se
reuniram no Centro de Even-
Um pouco da história
tos Padre Vitor Coelho de Almeida. A Diocese de Jundiaí
esteve representada pelo coordenador e assessor diocesano da Pastoral do Dízimo,
Marcos Bueno e diácono Húdele Fabrício, respectivamente.
A proposta do encontro foi
discutir o futuro da Pastoral
do Dízimo abordando temas
como a implantação, promoção e manutenção do Dízimo
na Igreja.
O Arcebispo de Salvador
e vice-presidente da CNBB,
Dom Murilo Krieger, falou
sobre o principal objetivo do
seminário e destacou a importância da Pastoral do Dízimo.
Segundo o Arcebispo, durante a 52ª Assembleia Geral da
Conferência, realizada em
2014, houve um momento de
reflexão sobre a unidade entre
os grupos do Dízimo das diferentes dioceses. Na ocasião,
outros bispos manifestaram
interesse em pensar novas
metodologias para a Pastoral.
A ideia é ter no Brasil
“uma linguagem comum, uma
metodologia própria, semelhante em todas as dioceses,
um ‘caminhar juntos’, porque
tem muita experiência rica no
Dízimo”, explica.
“O dízimo é a melhor maneira de a pessoa mostrar: ‘eu
sou católico, eu participo da
minha comunidade, eu ajudo na manutenção da minha
comunidade, ajudo a olhar
pelos os pobres, a cuidar daquilo que é necessário para o
culto divino, para a evangelização’. Mas a Igreja, durante
muitos séculos, buscou sobreviver por meio de festas,
de quermesses, de rifas, mas
tudo isso está superado”, considera Dom Murilo.
As conclusões tiradas no
encontro deverão ser publicadas em um novo documento
da CNBB.
Dinheiro que garante a missão da Igreja
Para melhor compreensão do destino do dízimo
e das ofertas, é necessário
lembrar que a Igreja é comunidade de fé, culto e caridade.
Segundo o Apóstolo Paulo, a fé vem da preparação.
Para ajudar as pessoas a darem uma resposta à fé e para
se manter viva esta resposta
nas pessoas que entram na
6
comunidade, a Igreja precisa anunciar o Evangelho.
O anúncio do Evangelho às
pessoas que não despertaram
para a fé em Cristo é a ação
missionária. A animação da
fé das pessoas que já deram
seu sim a Cristo e integram
a comunidade é a ação pastoral. Para realizar sua ação
missionária e pastoral, a Igreja precisa de recursos, tanto
para formar evangelizadores
quanto para material de evangelização. É a dimensão missionária do dízimo.
Como comunidade de culto, a Igreja celebra o louvor
a Deus. Precisa de um lugar
para que a comunidade celebre e de meios diversos para
realizar as celebrações. É a
dimensão religiosa do dízimo.
Como comunidade de caridade, a Igreja deve realizar a
promoção humana. A promoção humana vai além do dar
coisas, procura conhecer as
causas da pobreza e desenvolver ações para eliminá-las. É
a dimensão social do dízimo.
Para evangelizar, para
celebrar o culto agradável
a Deus, para promover a caridade, a Igreja precisa de
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
uma infra-estrutura mínima:
templo, casa paroquial com
residência dos padres, secretaria, funcionários, salas
para catequese e reuniões,
equipamentos e demais necessidades.
O dízimo voluntário, generoso e consciente é a colaboração de cada família com
a Igreja para ela continuar
sua missão.
Na história do Dízimo entre os cristãos, podem-se distinguir 3 fases:
1ª - até o século V; Embora a legislação sagrada dos
judeus impusesse a Israel a
prática do dízimo, entre os
cristãos dos primeiros séculos
prevalecia a consciência de
que o Evangelho havia levado
à consumação as obrigações
rituais e disciplinares da Lei
de Moisés, colocando o definitivo em lugar do provisório.
Os pastores da Igreja, portanto, não pensaram, a princípio
em impor aos cristãos o pagamento do dízimo. Todavia, a
antiga literatura cristã registra
exortações dirigidas pelas autoridades eclesiásticas aos fiéis, no sentido de oferecerem
algo de seus haveres ou das
primícias de suas colheitas
aos ministros do Senhor e aos
irmãos necessitados, a fim de
sustentá-los. Tais obrigações
procederiam da caridade do
povo de Deus e não de uma
imposição propriamente jurídica. O total das diversas contribuições (dízimos, primícias
e outras oferendas) dos fiéis
para a Igreja, equivale, geralmente, a um terço das rendas
de cada cristão; dar a metade
das mesmas não seria exagerado. Até o século V os documentos eclesiásticos apelam
para a generosidade dos fiéis
e supõem certa correspondência da parte dos mesmos no
tocante ao sustento da Igreja,
dos ministros do culto e dos
irmãos. Todavia, não se encontra menção de sanção ou
de penas canônicas para quem
se subtraia às oblações praticadas na Igreja.
2ª – Do século VI à Revolução Francesa (1789)
O VERBO
ta. Tanto no Antigo Testamento como na história da Igreja
de Cristo, sempre vigorou o
critério dessa variada adaptação aos tempos.
A praxe de contribuir para
cobrir as necessidades da Igreja ia se difundindo no Ocidente. Havia, porém, exceções da
parte dos contribuintes. Em
vista disto, os Concílios foram
intervindo nesse setor. Na Europa do século VI, as invasões
bárbaras, a queda do Império
Romano havia acarretado o
caos e a insegurança entre as
populações. Daí a necessidade
de que os bispos despertassem
mais vivamente os fiéis para
participarem dos interesses de
subsistência das suas comunidades.
3ª – A partir da Revolução
Francesa (1789)
No século XVIII, o Dízimo
havia caído no franco desagrado dos fiéis cristãos. Já quase
não preenchia as suas finalidades. Com efeito, destinado
a atender as paróquias e ao seu
clero, os Dízimos, em sua maior
parte, iam beneficiar o alto clero e instituições estranhas ao
serviço paroquial. Os grandes
arrecadadores de dízimos eram
prósperos, ao passo que vultoso
número de presbíteros recebia
uma “côngrua” insuficiente.
Em suma, as quantias arrecadadas não eram devidamente
aplicadas aos fins estipulados
pela legislação eclesiástica e
civil.
Motivos que
justificam a prática
do Dízimo
1. A história desse costume
dá-nos a ver que o Dízimo foi
na literatura patrística, justificado pelas premissas lançadas
nos livros do Antigo Testamento. A terra e todos os bens naturais pertencem ao Senhor. Em
consequência, uma parte desses bens deve periodicamente
reverter a Deus.
2. O cristão reconhece o
domínio universal do Criador
sobre todas as criaturas; dele
procedem todos os bens e a ele
devem ser dirigidos. Esse domínio universal do Senhor se
estende, sem dúvida, aos bens
materiais. Assim, os cristãos
mantiveram a consciência de
que deveriam exprimir sua dependência e reverência a Jesus,
mediante a oblação de dádivas
naturais ou monetárias. Estas
serviriam ao sustento do culto
sagrado, dos respectivos ministros e dos irmãos indigentes.
Através dos primeiros séculos,
verificou-se que o cumprimento de tal obrigação era negligenciado. Em consequência, os
concílios regionais, a partir do
século VI, foram impondo, sob
sanção, a práticas dos dízimos.
3. A prestação de contribuições aos serviços do culto e
dos irmãos vem a ser também
o testemunho, dado ao mundo,
de que os cristãos reconhecem
sentido social e comunitário
dos bens a eles confiados.
4. Mediante as suas contribuições materiais, os cristãos
atestam também a sua consciência de que são membros
vivos do povo de Deus e corresponsáveis pela missão que
Cristo confiou à sua Igreja.
5. É justo e conveniente que
a autoridade eclesiástica regulamente esse dever natural e
cristão. Evidentemente, a regulamentação desse dever varia
com os tempos e a eles se adap-
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
No Brasil, inicialmente,
no tempo da colônia e Império, vigorava a contribuição
do Dízimo, cobrado e em
parte administrado pelo Estado, então oficialmente unido
à Igreja. Quando do advento
da República se deu a separação de Igreja e Estado, viu-se
a Igreja privada dos recursos
materiais ordinários para o
cumprimento de sua missão
evangelizadora. Daí ter tomado maior vulto e importância o
processo que, de modo geral,
até hoje vigora, de se exigirem
dos fiéis, por ocasião dos serviços religiosos, contribuições
determinadas, ditas “taxas, espórtulas e coletas”.
Entre os anos de 1969 e
1972, a Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB)
iniciou um estudo sobre o Dízimo, oferecendo às Dioceses
um Plano para a Implantação
do Dízimo em âmbito Nacional, mas só em 1974 iniciaram
as atividades de implantação
nos Regionais.
Em 1975, a CNBB lança
o Documento 8, que é, até os
dias atuais de utilidade para
as Dioceses, paróquias e comunidades. Nas últimas décadas muito tem se refletido e
investido no reavivamento da
prática.
Na Diocese de Jundiaí,
a Pastoral do Dízimo atua na
propagação, implantação e
acompanhamento das Campanhas anuais do Dízimo.
(Trechos do Documento
8 – Estudos da CNBB).
7
Igreja na Diocese
Agentes da Pascom se reúnem no
Santuário Nossa Senhora Aparecida
P
ropagar a palavra de
Deus e evangelizar
pelo uso dos meios de
comunicação é um dos objetivos da Pastoral da Comunicação (Pascom) e foi assunto do
encontro realizado na manhã
de sábado, dia 14 de novembro, na Paróquia – Santuário
Diocesano Nossa Senhora
Aparecida, em Jundiaí.
Padre Márcio Felipe de
Souza Alves, assessor da Pascom Diocesana desde fevereiro de 2015, e 35 agentes
da Pastoral estiveram reunidos para falar sobre o papel
do comunicador cristão, trazer perspectivas e projetos
para o próximo ano, além de
refletirem sobre o trabalho
que desenvolvem em suas
paróquias. “Demos o primeiro passo e, a partir de agora,
caminharemos juntos nessa
missão”, afirma padre Márcio
Para decidir as ações do ano que vem e avaliar o que foi realizado este ano, 35 agentes
da Pascom se encontraram em Jundiaí.
Felipe.
Renato Braz Gomes, agente da Pascom da Paróquia São
Paulo Apóstolo, em Cajamar,
avaliou o encontro como uma
injeção de ânimo. “Foi muito
bom ouvir que podemos ser
agentes de mudança em nossas paróquias, tendo como
missão transmitir a palavra de
Deus. Precisamos deixar que
a imagem de Cristo transpareça em nossas ações e não nos
vangloriarmos por aquilo que
Renato Braz Gomes
fazemos”, explicou. O próximo encontro está previsto
para acontecer no primeiro
trimestre de 2016.
Novo Horizonte recebe Dom Vicente de braços abertos
Entre os dias 12 e 15 de
novembro, a Paróquia Nossa
Senhora Aparecida, localizada no Jardim Novo Horizonte em Jundiaí, recebeu a
Visita Pastoral Missionária
do Bispo Diocesano, Dom
Vicente Costa.
Um almoço foi servido
para recepcionar o Bispo,
que em seguida partiu para
conhecer o bairro e as quatro comunidades: Nossa Senhora do Carmo, São Judas
Tadeu, São Paulo e São João
Paulo II.
Nos quatro dias, Dom Vicente presidiu missa e o pároco, padre Adriano Ferreira Rodrigues, concelebrou.
“Ele ficou agradecido pela
enorme dedicação dos paroquianos e também os incentivou a continuar a missão
em comunidade”, conta o
presbítero.
8
Na programação da visita, aconteceram encontros com ministro extraordinários da comunhão,
catequistas e membros dos
conselhos da Ação Evangelizadora, e de Economia e
Administração. Além disso,
Dom Vicente visitou e abençoou entidades assistenciais,
famílias carentes e idosos,
principalmente, aqueles que
não tinham condições de ir
até a Igreja. “Cerca de 500
pessoas tiveram contato pessoal com o Bispo”, contabiliza o pároco.
Na sexta-feira, dia 13, a
Comunidade Missionária da
Trindade e a Comunidade
Filhos da Esperança, a qual
cuida da reabilitação de dependentes químicos, ambas
no Bairro Bom Jardim, em
Jundiaí, receberam Dom
Vicente. “A visita foi muito
Irmãs da Comunidade Missionária da Trindade receberam Dom
Vicente e padre Adriano.
Os assistidos da Comunidade Filhos da Esperança, que fica no
Bairro Bom Jardim, acolheram o Pastor da Diocese.
aguardada por aqueles que
estão passando por reabilitação. Ter o pastor tão próximo é muito significativo
para eles”, agradece padre
“Durante as visitas, cerca de 500 pessoas tiveram contato pessoal com o Bispo”, contabiliza o pároco , padre Adriano.
Adriano.
A Visita Pastoral Missionária a Paróquia Nossa
Senhora Aparecida terminou
com missa na Comunidade
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
São Judas Tadeu, no bairro
do Poste, na manhã do domingo, dia 15.
Textos desta página:
COMpasso Comunicação
O VERBO
O Verbo
Espiritualidade
Laudato Si, capítulo 6: Educação e espiritualidade
Pe. Enéas de Camargo Bête
C
aros amigos, retornamos ao resumo
da Encíclica Laudato Si do Papa Francisco.
No sexto capítulo, dedicado à “Educação e espiritualidade ecológicas”,
o Pontífice convida-nos a
apostar em outro estilo de
vida, numa educação para
a aliança entre a humanidade e o meio ambiente e
para uma conversão ecológica, pois, como cristãos
sabemos que por conta
da ressurreição de Cristo a glorificação da cria-
ção está associada à nossa:
“Com efeito, o mundo criado aguarda ansiosamente a
manifestação dos filhos de
Deus. Pois as criaturas foram sujeitas à vaidade, não
voluntariamente, mas pela
vontade daquele que as sujeitou, na esperança de serem também elas libertadas
do cativeiro da corrupção
para participarem da liberdade gloriosa dos filhos de
Deus. Pois sabemos que
toda a criação até agora
geme e sente dores de parto. E não somente ela, mas
também nós que temos as
primícias do Espírito gememos dentro de nós mesmos, aguardando a adoção,
a redenção de nosso corpo”
(Rm 8,18-23).
O Papa, convencido de
que qualquer mudança requer motivação e educação,
propõe algumas linhas de
amadurecimento humano
inspirado no tesouro da experiência espiritual cristã.
A mudança para os cristãos deve fazer cumprir a
nova evangelização numa
transformação do ambiente
(pessoa-próximo-criação):
“Muitas coisas devem reajustar o próprio rumo, mas
antes de tudo é a humanidade que precisa de mudar.
Falta a consciência duma
origem comum, duma recíproca pertença e dum futuro
partilhado por todos. Esta
consciência basilar permitiria o desenvolvimento de
novas convicções, atitudes
e estilos de vida. Surge,
assim, um grande desafio
cultural, espiritual e educativo que implicará longos
processos de regeneração”
(Papa Francisco. Laudato
Si, §202).
Viver a vocação de ser
protetores da obra de Deus
é uma parte essencial de
uma vida virtuosa e não é
um aspecto secundário de
uma experiência cristã. Esta
consciência básica permite
o desenvolvimento de novas convicções, atitudes e
modos de vida, pois a preocupação com o meio ambiente abre as pessoas para
questões profundas, que só
a fé pode dar uma resposta
satisfatória. O Papa sustenta assim, que a educação
ambiental deve preparar-se para dar um salto para
o mistério de Fé, onde
uma ética ecológica adquire o seu significado mais
profundo tendo como raiz
Deus criador, providente e
salvador.
Essa ecologia integral
deve também ser realizada
por simples gestos cotidianos que quebram a lógica
da violência, da exploração
e do egoísmo. Os santos são
testemunhas disso. Assim,
além de citar várias vezes
São Francisco, a encíclica
recorda igualmente São
Bento, Santa Teresa de
Lisieux e o Beato Charles
de Foucauld como paradigmas cristãos diante do
respeito à criação.
Enfim, o texto papal
nos impulsiona a “tomar a
nosso cargo esta casa que
nos foi confiada, sabendo
que aquilo de bom que há
nela será assumido na festa do céu. Juntamente com
todas as criaturas, caminhamos nesta terra à procura de Deus, porque, se o
mundo tem um princípio e
foi criado, procura quem
o criou, procura quem lhe
deu início, aquele que é o
seu Criador. Caminhemos
cantando; que as nossas
lutas e a nossa preocupação por este planeta não
nos tirem a alegria da esperança” (§244).
Irmãs Concepcionistas recebem Visita Canônica
No último dia 5 de novembro, o Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa,
esteve em Visita Canônica
às Irmãs Concepcionistas
do Convento Nossa Senhora das Mercês, na cidade de
Itu. Nesta comunidade de
vida contemplativa vivem
10 monjas que abnegaram
tudo para se consagrarem
plenamente a Cristo através
de uma vida austera e silenciosa. Acompanhou nesta
visita o assessor Diocesano
da Vida Religiosa, padre
Alberto Simionato, como
também o padre Fernando
Augusto Meira, pároco da
Paróquia São Luis Gonzaga.
O VERBO
Este foi um momento
muito significativo para as
monjas, recorda a Madre
Maria Angélica, pois pela
primeira vez Dom Vicente
se fez presente nesta comunidade. Acolher o Bispo é
acolher o próprio Cristo. A
visita de Dom Vicente simboliza primeiramente a comunhão entre o Convento
e a Diocese, pois, mesmo
sendo de vida contemplativa, as monjas não estão
isoladas da realidade da
Diocese, mas como exortou
o Papa Francisco às Monjas
Clarissas em Assis, no dia 4
outubro de 2013: “As religiosas de clausura são chamadas a ter uma grande hu-
manidade, uma humanidade
como aquela da Mãe-Igreja;
humanas, para compreender
todas as realidades da vida,
para ser pessoas que sabem
entender os problemas humanos, que sabem perdoar,
que sabem rezar ao Senhor
pelas pessoas”. Estar em
um claustro, recordou Dom
Vicente: “é deixar o mundo,
mas não se esquecer que as
suas orações são preciosas
e necessárias para aqueles
que estão no mundo”.
O Pastor da Diocese
exortou as religiosas a viverem uma “perfeita co-
Dom Vicente e padres visitaram as Irmãs Concepcionistas, em Itu.
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
munhão espiritual e missionária”, pois a vida contemplativa significa uma
força espiritual na Diocese,
a decisão de recolherem-se
em contemplação não significa que estão isoladas do
mundo, mas procuram viver
mais profundamente a vida
de oração e contemplação.
A Visita Canônica do Bispo consiste em conhecer a
vida das monjas e através
de conversas particulares
com cada religiosa, deixar
sua palavra de Pastor e Pai
Espiritual.
Colaboração:
Padre Alberto Simionato
9
Igreja na Diocese
Calendário Diocesano da Ação Evangelizadora
1º a 13 de Dezembro de 2015
DATA
HORA
9h
1º
19h30
1º/12
PARTICIPANTES
LOCAL
Reunião Extraordinária Geral dos Presbíteros
Dom Vicente e padres
Cúria Diocesana - Jundiaí
Encer. da Escola Dioc. Bíblico-Cateq. São José de Anchieta
Dom Vicenete Costa
Cúria Diocesana - Jundiaí
20h
Reunião do Cons.Reg. da Ação Evangel. Ampliado – Reg. Past. 4
Membros
Paróquia Santa Rita de Cássia - Jundiaí
3/12
20h
Missa em Ação de Graças no Centro Catequético Diocesano –
Núcleo Teológico Dom Gabriel Paulino Bueno Couto
Alunos e Convidados
Paróquia Santo Antônio - Jundiaí
4 a 6/12
18h
28º Reencontro Israel – Movimento Israel
Convidados
Casa do Senhor - Campo Limpo Paulista
4 a 6/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia Nossa Senhora da Alegria - Cajamar
4 a 6/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Campo Limpo Paulista
4 a 6/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia São Francisco de Assis - Várzea Paulista
4/12
7h30
Visita ao Seminário São José
Dom Vicente Costa
Seminário São José - Várzea Paulista
4/12
19h30
Missa em Ação de Graças no Centro Catequético Diocesano –
Núcleo Teológico Maria, Sede de Sabedoria
Alunos e Convidados
Paróquia Nossa Senhora da Piedade - Várzea Paulista
5/12
8h
Encontro Vocacional Diocesano
Vocacionados
Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro - Jundiaí
5/12
9h
Encontro de Atualização dos Diáconos Permanentes
Diáconos e Esposas
Cúria Diocesana - Jundiaí
5/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia Jesus de Nazaré - Cabreúva
5 a 6/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia Beato Frederico Ozanam Jundiaí - Jundiaí
5 a 6/12
-
Retiro Missionário Paroquial
-
Paróquia São José - Jundiaí
6/12
10h
Missa do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Convidados
Catedral Nossa Senhora do Desterro - Jundiaí
6/12
7h30
Festa Reg. em Louvor a Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Vicentinos e Convidados
Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus - Jundiaí
6/12
9h
Celebração do Sacramento da Crisma
Crismandos e Povo
Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Jundiaí
6/12
19h
Celebração do Sacramento da Crisma
Crismandos e Povo
Paróquia São João Batista - Jundiaí
8/12
20h
Reunião do Conselho Regional da Ação Evangelizadora da
Região Pastoral 5 – Avaliação das Visitas Pastorais
Membros
Paróquia São José - Jundiaí
8/12
20h
Missa em Ação de Graças no Centro Catequético Diocesano –
Núcleo Teológico Santo Agostinho
Alunos e Convidados
Paróquia Santa Ana - Santana de Parnaíba
8/12
9h
Manhã de Espiritualidade – Movimento Regnum Christi
Convidados
Aprendizado “Dom José Gaspar” - Jundiaí
9/12
9h
Encontro do Bispo com padres e pastores
Dom Vicente Costa
a definir
11/12
19h30
Ordenação Diaconal André A. Monteiro e Celso R. João
Povo
Paróquia-Santuário Dioc. Nossa Senhora Aparecida - Jundiaí
12/12
8h30
Reunião do Cons. Dioc. da Ação Evangelizadora Ampliado
Membros
Cúria Diocesana - Jundiaí
12/12
20h
Celebração do Sacramento da Crisma
Crismandos e Povo
Paróquia Sagrada Família – Itu
13/12
8h30
Profissão de Votos - Missão Belém
Povo
Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Jundiaí
13/12
15h
Celebração do Sacramento da Crisma
Crismandos e Povo
Paróquia Santo Antônio - Várzea Paulista
13/12
18h30
Abertura da Porta Santa
Povo
Catedral Nossa Senhora do Desterro - Jundiaí
14/12
19h30
Envio de Jovens da Renovação Carismática Católica
Dom Vicente Costa
Catedral Nossa Senhora do Desterro - Jundiaí
14/12
20h
Penitencial por ocasião do Jubileu da Misericórdia
Dom Vicente Costa
Catedral Nossa Senhora do Desterro - Jundiaí
10
1º
ATIVIDADE
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
O VERBO
Igreja na Diocese
Paróquia Santa Gertrudes celebra
Jubileu de Prata
A
Diocese de Jundiaí
está em festa, pois
entre os dias 13 e
22 de novembro, a Paróquia
Santa Gertrudes, no Jardim
Santa Gertrudes em Jundiaí,
realizou Novena em comemoração a Festa da Padroeira. Vários padres convidados participaram dos momentos celebrativos.
No dia 18 de novembro, a
comunidade comemorou os
seus 25 anos de existência.
Centenas de fiéis e devotos
de Santa Gertrudes vieram
ouvir a Palavra de Deus na
missa, que foi presidida pelo
Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, que falou aos
fiéis sobre a padroeira Santa
Gertrudes, que foi modelo de santidade, caridade e
amor: “​ É hora de nos empenhar para que a igreja cresça, uma igreja de missionários de Jesus, vamos olhar
para o futuro com esperança, confiança, por que Deus
nos acompanha”, finalizou o
Pastor da Diocese.
O pároco, padre Wagner
Ferreira Pereira, NDS, agradeceu os presentes e manifestou a sua gratidão aos diáconos, agentes de pastorais
e movimentos, e aos párocos
que marcaram a história da
comunidade. São eles: padres João Lúcio do Prado
Neto, Edélcio Ferreira Neto,
Antônio Carlos Gonçalves e
Magnaldo Vicente da Silva,
NDS.
“Celebrar os 25 anos de
história de nossa comunidade paroquial, é poder celebrar a vida de cada irmão
e irmã que abraçaram esta
paróquia como a nossa casa
comum”, reforçou o presbítero.
Após a celebração da
Eucaristia, Dom Vicente, os
padres, diáconos e fiéis se
confraternizaram no salão
paroquial.
Texto e fotos:
Renato dos Santos
A comunidade paroquial se reuniu para celebrar os 25 anos de Instalação da Paróquia Santa Gertrudes.
Aos fiéis e devotos o BIspo Diocesano, Dom Vicente, disse que
“é hora de nos empenhar para que a igreja cresça, uma igreja
de missionários de Jesus”.
Padre Wagner afirmou que “celebrar 25 anos de história é
poder celebrar a vida de cada irmão e irmã que tornou essa
paróquia a nossa casa comum”.
Solenidade de Cristo Rei encerra ano litúrgico
Nos dias 21 e 22 de novembro, nas paróquias do
mundo todo, foi celebrada
a festa de Cristo Rei, a qual
encerra o ano litúrgico.
Na Paróquia Jesus de Nazaré, em Cabreúva, a missa
festiva foi celebrada às 9h
do domingo, pelo pároco,
padre João Brito Campos.
“Além de ser Cristo Rei,
ainda foi o encerramento da
nossa novena, a qual atraiu
muitos fiéis. Foi magnífico”,
comemora.
Segundo padre João, a
principal motivação da festa
foi unir todas as comunidaO VERBO
des da Igreja. “Essa comunhão é importante para a
partilha de valores e a homenagem a Jesus, nosso caminho, verdade e vida, o qual
nos chama a sermos seus
missionários”, explica.
Na ocasião, a Paróquia
também inaugurou o salão
de festas que estava em reforma e que agora tem capacidade para receber 500
pessoas.
As missas da novena, iniciada no dia 13 de novembro, foram presididas por
padres convidados, na sequência: Flávio Lima da Silva,
Na Paróquia Jesus de Nazaré, em Cabreúva, a Solenidade de Cristo Rei finalizou a
novena e foi presidida pelo padre João Brito.
SDS, vindo de São Paulo;
Leandro Megeto; Ivan de
Oliveira; João Estevão da
Silva; Lúcio Carlos Savieto; João Batista dos Santos;
Geraldo da Cruz Bicudo de
Almeida; Robinson Adolfo
Veronezze, OSA; e Alberto
Simionato.
Já na Paróquia Cristo
Rei, em Salto, a comemoração teve tríduo entre os
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
dias 18 e 20 de novembro.
No dia 22, missa e procissão
marcaram a festa litúrgica.
Centenas de pessoas estiveram reunidas na comemoração social. Diversos prêmios foram sorteados.
A Paróquia ainda continua em festa no fim de semana dos dias 28 e 29 de
novembro, quando acontece
uma cavalgada em direção à
comunidade Nossa Senhora das Neves e almoço com
leilão.
COMpasso Comunicação
11
Igreja na Diocese
Bispo constitui tribunal para investigar graça
atribuída a padre Jordan
O
Bispo de Jundiaí,
Dom Vicente Costa, instituiu um
tribunal diocesano para o
qual nomeou padres e leigos a fim de abrir processo diocesano para investigar fato extraordinário
atribuído à intercessão de
padre João Batista Jordan,
mais tarde padre Francisco Maria da Cruz Jordan,
fundador da Sociedade do
Divino Salvador, SDS, em
1881. O tribunal deve escutar todos os envolvidos
com o assunto, parentes,
amigos ou médicos além
de realizar exames médicos.
O caso ocorreu em
2014. Um casal de salvatorianos esperava a chegada da filha quando foi
surpreendido pela notícia
de que o bebê seria portador de nanismo. Procurou
ajuda médica e o caso foi
encaminhado para diagnósticos mais detalhados.
Descobriu-se também que
a mãe estava com um tumor na placenta e tanto
ela quanto a bebê corriam
risco de morte. Diante da
enfermidade, o casal rezou pedindo a intercessão
do fundador dos salvatorianos. A partir de decisão
médica, o parto, que seria
em outubro do ano passado, foi adiantado para 8
de setembro, data em que
se celebra a natividade de
Maria e a morte do padre
Jordan, ocorrida em 1918.
A criança nasceu sem a
displasia óssea predita e
não foi encontrado tumor
na mãe, contrariando diag-
12
nósticos e exames.
A partir do fenômeno,
tido como milagre pela
família, o fato foi comunicado à Sociedade Divino
Salvador. Foram juntados
laudos médicos e todas as
conclusões indicaram não
haver explicações científicas para o ocorrido.
Seguindo o processo de
comprovação necessária,
no mês de setembro, Dom
Vicente recebeu o postulador oficial da causa, padre
Adam Teneta, SDS, vindo de Roma, que o informou oficialmente sobre os
acontecimentos.
Para o tribunal diocesano que examinará o
assunto, o bispo nomeou
padre Paulo Eduardo Ferreira de Souza, juiz delegado; padre Adriano Ferreira Rodrigues, promotor
de justiça; Márcia Simão
Miranda Lima, notária;
Rita Solange Rodrigues,
notária adjunta; e doutor
Eurico Alonço Malagoli,
médico pericial. Da parte
dos salvatorianos, o postulador oficial da causa, padre Adam, nomeou como
vice-postulador da causa,
na Diocese, o padre Francisco Sydney de Macedo
Gonçalves, SDS.
Cautelas no
processo
Antes de se decretar
uma graça alcançada como
milagre a Igreja tem alguns
cuidados. “É necessário
que a cura seja instantânea - logo que se pede -,
duradoura e sem sequelas,
O tribunal é composto por dois padres e três leigos. Eles vão entrevistar envolvidos e colher exames para continuidade de processo
de comprovação do milagre.
Pe. Francisco Maria da Cruz Jordan, SDS.
O Bispo Diocesano assina Decreto para constituição do tribunal.
sem explicação científica
e que tenha sido atendida
pela intercessão de apenas
um candidato: no caso, que
os pais tenham rezado pedindo o auxílio apenas de
padre Jordan”, esclarece o
vice postulador. Para ele, é
uma alegria poder acompanhar um caso como esse de
perto, mas é necessário ter
cautela e oração de todos,
principalmente, dos salvatorianos. “Esse é um início
de processo, muitas etapas
ainda precisam ser concluídas até a comprovação. A
última palavra é do Papa”,
explica.
COMpasso Comunicação
Dom Vicente faz juramento no tribunal, para inquérito diocesano.
2ª QUINZENA - NOVEMBRO/2015 - Nº 444
O VERBO
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DÍZIMO: EXPRESSÃO DE AMOR E