0 UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO Ijuí – RS Agosto – 2011 1 LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como um dos requisitos para a obtenção do título de Engenheiro Agrônomo, Curso de Agronomia do Departamento de Estudos Agrários da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Orientadora: Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde Coorientador: Prof. MSc. Nilvo Basso Ijuí – RS Estado do Rio Grande do Sul – Brasil 2011 Agosto – 2011 2 TERMO DE APROVAÇÃO LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Agronomia da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, defendido perante a banca abaixo subscrita. __________________________________________ Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde DEAg/UNIJUÍ – Orientadora __________________________________________ Prof. MSc. Nilvo Basso – Coorientador DEAg/UNIJUÍ Ijuí, 2 de agosto de 2011 3 Aos meus pais, Luis Antonio Albiero e Irani Maciel Albiero. A minha esposa, Aline Bernat, e a minha filha Ana Luiza Bernat Albiero. A todos que fizeram parte e me apoiaram durante a minha jornada acadêmica. 4 AGRADECIMENTOS Especialmente a Deus, que me iluminou e me deu sabedoria para alcançar esta conquista, perante todos os desafios que passei. À Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, que, por sua vez, possibilitou a minha graduação em Agronomia. Ao Departamento de Estudos Agrários, professores e funcionários que fizeram parte da minha formação acadêmica no decorrer do curso. Aos meus orientadores, Leonir Terezinha Uhde e Nilvo Basso, que muitas vezes me deram boas orientações, sempre muito dedicados. Às funcionárias do Laboratório de Solos da UNIJUÍ, Raquel Fraga Battaglin e Fátima Rosane Schukuel Klein. Aos meus pais que sempre estiveram do meu lado, me dando oportunidades de fazer muitas coisas para que minha formação fosse boa, além do grande esforço que fizeram para possibilitar a minha formação em um curso de nível superior. À minha esposa Aline Bernat, que sempre esteve do meu lado, e que foi companheira de todas as formas na minha graduação e, a minha filha, Ana Luiza Bernat Albiero. 5 VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS Autor: LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO Orientadora: Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde Coorientador: Prof. MSc. Nilvo Basso RESUMO Este trabalho objetivou estudar a viabilidade da instalação e funcionamento de um laboratório de análises de solos no município de Santo Ângelo – RS, acoplado a uma empresa prestadora de serviços na área da agricultura. Foram analisados diversos aspectos: mercado, a parte técnica, econômica e financeira de um laboratório de análise de solo, e ainda o tempo necessário para amortizar os investimentos. O estudo seguiu todos os passos e procedimentos metodológicos previstos na área da elaboração e análise de projetos. A instalação de um laboratório de solos segundo o estudo tem um investimento previsto de R$ 142.418,00. Estimou-se uma demanda anual no primeiro ano de 1000 amostras, no segundo 2000, no terceiro 3000, no quarto 4000 no quinto 5000, no sexto de 6000 e no sétimo e oitavo ano 7000 amostras por ano. A demanda atinge uma capacidade de 7000 análises gerando uma receita de R$ 120.593,71 no último ano trabalhando com uma demanda alta. Computando-se todos os custos operacionais de análises, para os patamares previstos de análise e de preços cobrados pelo serviço, concluiu-se que o empreendimento é totalmente viável do ponto de vista econômico e financeiro apresentando alta rentabilidade sobre o capital investido. Salienta-se, contudo a necessidade de um melhor refinamento das referências e coeficientes adotados e uma pesquisa de mercado visando dimensionar melhor a demanda regional. Palavras-Chave: projeto de investimento, viabilidade e empreendedorismo. 6 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Relação de Clientes, Quantidade de Amostras de Solo por Cliente ........................ 32 Tabela 2: Descrição dos Equipamentos e Mobiliários ............................................................ 34 Tabela 3: Porcentagem de Análises Básicas e Completas ....................................................... 36 Tabela 4: Previsão de Receita Bruta ........................................................................................ 38 Tabela 5: Previsão de Custos Variáveis .................................................................................. 39 Tabela 6: Avaliação Econômica em R$ .................................................................................. 40 Tabela 7: Avaliação da Rentabilidade do Investimento .......................................................... 41 Tabela 8: Financiamento Saldo de Caixa em R$ ..................................................................... 42 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Foto da Fachada Frontal da Empresa ....................................................................... 25 Figura 2: Laboratório de Solos da UNIJUÍ ............................................................................. 26 Figura 3: Sala Destinada ao Laboratório de Solos .................................................................. 33 Figura 4: Planta Baixa do Laboratório de Solos ...................................................................... 34 Figura 5: Fluxograma de um Laboratório de Solo, desde o Recebimento da Amostra até a Expedição de Laudos de Análise de Solo ................................................................................ 35 Figura 6: Número de Amostras Básicas e Completas Realizadas por Mês, no Laboratório de Solos da UNIJUÍ (2011) ..................................................................................................... 37 Figura 7: Percentual de Análises Básicas e Completas ........................................................... 37 Figura 8: Renda Líquida/Ano Prevista para 8 Anos ................................................................ 40 8 LISTA DE APÊNDICES Apêndice A: Equipamentos do Laboratório, suas Quantidades, Respectivos Valores, Vida Útil e sua Depreciação ............................................................................................................. 47 Apêndice B: Custos Fixos ....................................................................................................... 48 Apêndice C: Custos Variáveis ................................................................................................. 49 Apêndice D: Custo de Oportunidade do Projeto (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR) ..... 50 Apêndice E: Avaliação Econômica ......................................................................................... 51 Apêndice F: Rentabilidade do Projeto ..................................................................................... 52 Apêndice G: Financiamento do Projeto ................................................................................... 53 Apêndice H: Juros Financiamento ........................................................................................... 54 Apêndice I: Reagentes para Realização 1000 de Análises ...................................................... 55 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 11 1 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ............................................................................... 1.1 Importância da Utilização da Análise de Solos na Agricultura ...................................... 1.2 Análises de Solos Básicas e Complementares ................................................................ 1.2.1 Diagnóstico da Fertilidade do Solo (Análise Básica) ............................................ 1.2.2 Diagnóstico da Disponibilidade de Enxofre e de Micronutrientes ........................ 1.2.3 Controle de Qualidade das Análises ...................................................................... 1.3 Desenvolvimento da Ciência Administrativa ................................................................. 1.4 Administração/Intervenção por Projetos ........................................................................ 1.5 Planejamento e Projetos .................................................................................................. 1.5.1 Fases do Projeto ..................................................................................................... 1.5.1.1 Preparação do Projeto ................................................................................. 1.5.1.2 Elaboração do Projeto ................................................................................. 1.5.1.3 Implantação e Acompanhamento do Projeto .............................................. 1.5.2 Etapas de Elaboração do Projeto ............................................................................ 1.5.2.1 Diagnóstico e Justificativa do Projeto ........................................................ 1.5.2.2 Estudo de Mercado no Projeto ................................................................... 1.5.2.3 Localização do Projeto ............................................................................... 1.5.2.4 Tamanho do Projeto ................................................................................... 1.5.3 Engenharia do Projeto ............................................................................................ 1.5.4 Orçamento e Avaliação de Projetos ....................................................................... 1.5.5 Ângulos de Análise do Projeto ............................................................................... 1.6 Descrição da Empresa que Visa Efetuar o Investimento ................................................ 13 13 14 14 14 14 16 17 17 18 18 19 19 19 19 20 21 21 22 23 23 24 2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO ......................................................................... 2.1 Fase 1 .............................................................................................................................. 2.2 Fase 2 .............................................................................................................................. 2.3 Fase 3 .............................................................................................................................. 2.4 Fase 4 .............................................................................................................................. 2.5 Avaliação Econômica ..................................................................................................... 2.6 Avaliação da Rentabilidade de Projetos ......................................................................... 2.7 Financiamento e Saldo Final de Caixa do Projeto .......................................................... 26 26 27 27 27 27 28 29 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................................... 31 10 3.1 Caracterização do Projeto ............................................................................................... 3.1.1 Diagnóstico e Perspectivas de Mercado ................................................................ 3.1.2 Estrutura e Funcionamento do Laboratório de Solo ............................................. 3.1.3 Orçamento do Projeto ........................................................................................... 3.2 Avaliação do Projeto ....................................................................................................... 3.2.1 Avaliação Econômica do Projeto .......................................................................... 3.2.2 Avaliação da Rentabilidade do Investimento ........................................................ 3.2.3 Financiamento Saldo de Caixa .............................................................................. 3.2.4 Sensibilidade ......................................................................................................... 31 31 32 35 39 39 40 41 42 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................ 45 APÊNDICES .......................................................................................................................... 46 11 INTRODUÇÃO Este trabalho destinou-se ao estudo da viabilidade da implantação de um laboratório de análises de solos, no município de Santo Ângelo, no Estado de Rio Grande do Sul. Foi realizado um estudo envolvendo os aspectos técnicos, econômicos, financeiros do empreendimento, a partir de cálculos da renda comercial dos serviços, do retorno sobre o investimento e de um plano de financiamento para verificar a viabilidade econômica e a capacidade de pagamento do projeto. Para elaborar a parte técnica do laboratório foi feito um estágio no Laboratório de Solos da UNIJUÍ para obter informações, como dimensionamento do negócio, equipamentos necessários para instalação, informações relativas ao processo de análises, bem como a avaliação dos custos de manutenção. A realização desse estudo ocorreu a partir da perspectiva de agregação de mais uma atividade na estrutura e funcionamento da empresa LASSUL - Laboratório de Análises de Sementes e Comércio de Insumos LTDA, com sede no município de Santo Ângelo – RS, o que facilitou o estudo, pois a mesma estava interessada em efetuar de fato a implantação do Laboratório de Análises de Solos, para melhor atender seus clientes, pois acredita que esse é um mercado promissor. O setor de agronegócio vem crescendo cada vez mais no Brasil, correspondendo a 33% do produto interno bruto (PIB) nacional, 42% das exportações totais e 37% dos empregos locais. Consequentemente, ocorrendo a geração de demanda de serviços relacionados à agricultura, por exemplo, a análise de solo, análises de sementes, projetos de irrigação, venda de insumos, como outras prestações de serviços. A análise de solo auxilia engenheiros agrônomos e agricultores, a ter uma percepção dos principais problemas do solo relacionados ao manejo químico das áreas agrícolas para ajustar as recomendações de calagem e adubação de acordo com as necessidades de cada sistema de cultivo (sucessão cultural e o itinerário técnico). Esse procedimento é importante 12 para todas as culturas, devido à grande diversidade de ambientes, solos e condições de manejo. Consequentemente há situações diferenciadas de fertilidade do solo. O balanço dos nutrientes constitui um importante instrumento para a tomada de decisões relativas à adoção de novas técnicas e manejos agropecuários, com potencial para economizar insumos e aumentar a eficiência dos mesmos, reduzindo custos em sistemas de produção, possibilitando a construção de indicadores que permitem a intervenção no sistema produtivo, visando melhorar a eficiência. Atrelada à diminuição e racionalização da utilização de insumos, a análise de solo para fins de recomendação de calagem e adubação, constitui a base dos trabalhos realizados atualmente na agricultura de precisa. O número de amostras coletadas para análise nesse sistema é muito maior do que na amostragem feita tradicionalmente. As deficiências no solo são mapeadas e, a partir destes mapas, é feita a aplicação de calcário e de adubo, onde somente é utilizado o necessário. Dessa forma, a agricultura vem se especializando, necessitando da utilização de novas tecnologias no campo. Com isso, o mercado de trabalho na área de prestação de serviços à agricultura está em crescimento e necessitando de empresas prestadoras de serviço. Este trabalho objetivou estudar a viabilidade da instalação e funcionamento de um laboratório de análises de solos no município de Santo Ângelo-RS, acoplado a uma empresa prestadora de serviços na área da agricultura. Foram analisados diversos aspectos: mercado, a parte técnica, econômica e financeira de um laboratório de análise de solo, e ainda o tempo necessário para amortizar os investimentos. 13 1 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 1.1 Importância da Utilização da Análise de Solos na Agricultura A análise de solo, de acordo com Raij et al. (2001), é a análise química mais usada na agricultura. Embora não se tenha estatísticas recentes, o último dado disponível indicava que mais de 700 mil amostras de solos foram analisadas em 1989, podendo-se presumir que esse número, anualmente no Brasil, já tenha atingido um milhão, comparando-se com valores de 3 a 4 milhões de amostras por ano, nos Estados Unidos, ou 300 mil amostras na pequena Holanda. Esses dados podem aumentar ainda mais. Afinal, é apenas uma amostra por ano para cerca de 60 hectares cultivados, sem contar as pastagens. A análise de solo é feita para a avaliação da reação do solo e da disponibilidade de nutrientes para as plantas. Serve, assim, para a prescrição de corretivos e fertilizantes. O Brasil consome mais de 5 milhões de toneladas de nutrientes por ano dos chamados NPK, com o que o agricultor investe o equivalente a 0,5% do PIB. Parece muito, mas, ao observar que a China consome mais de 30 milhões de toneladas de nutrientes para 90 milhões de hectares cultivados, percebe-se uma diferença importante. O mundo todo consome 150 milhões de toneladas. O Brasil produz 80 milhões de toneladas de grãos, em relação à China, que produz 500 milhões. Há muito espaço para o incremento do número de análises de solo, considerando a perspectiva de utilizar a quantidade de calcário e adubo ajustados para cada sistema de cultivo. Além dos aspectos quantitativos, de grande importância, surgiram, recentemente, outros fatos relevantes relacionados à análise de solo para fins de recomendação de adubação, em função das preocupações ambientais, a fim de prevenir o excesso de nutrientes que poderão contaminar o solo e os recursos hídricos. A agricultura de precisão, ao buscar as diferenças entre sítios e mapear a heterogeneidade do solo de áreas homogêneas, introduz nova e fascinante alternativa de manejo da adubação. A busca da sanidade das culturas e da qualidade dos produtos também depende da nutrição adequada como um dos importantes fatores de racionalização. 14 1.2 Análises de Solos Básicas e Complementares As análises de solo efetuadas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são denominadas de análises básicas, para fins de diagnóstico da fertilidade do solo e análises complementares, para fins de diagnóstico da disponibilidade de enxofre e de micronutrientes, (Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Comissão de Química e Fertilidade do Solo, 2004). As quais foram estudadas para a elaboração do projeto de instalação e funcionamento de um laboratório de solo. 1.2.1 Diagnóstico da Fertilidade do Solo (Análise Básica) A uniformização de metodologia analítica é essencial para a correta interpretação dos resultados. As seguintes determinações compõem a análise básica (ou de rotina) e são feitas pelos laboratórios integrantes da Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (ROLAS), tais como teor de argila, pH do solo, necessidade de calcário (determinada pelo Método SMP), acidez potencial (H+Al), fósforo extraível pelo método Mehlich-1, potássio extraível, matéria orgânica, cálcio, magnésio e alumínio trocavéis. 1.2.2 Diagnóstico da Disponibilidade de Enxofre e de Micronutrientes Alguns laboratórios determinam os teores de enxofre e de micronutrientes: boro (B), manganês (Mn), cobre (Cu), zinco (Zn) e ferro (Fe). A análise completa compreende a análise básica acrescido das determinações de enxofre e de micronutrientes. A análise química completa do solo é realizada quando o cliente deseja uma informação mais detalhada dos parâmetros analíticos relacionados à fertilidade do solo e à nutrição das plantas. Para efetuar as análises básicas acrescidas das complementares, seguem-se as metodologias propostas por Tedesco (1995). 1.2.3 Controle de Qualidade das Análises Segundo a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (2011), o programa de controle de qualidade foi implantado em 1972, com análises esporádicas de algumas amostras padrão e a 15 partir de 1986, este programa passou a ser conduzido pela Embrapa Trigo, tornando-se sistemático desde então. Entre 1987 até 1999 o programa foi executado mediante o uso de um software monousuário, com envio mensal de relatórios. A partir de 2000 foi desenvolvido um sistema para a Internet. Desde 1987 são analisadas quatro amostras de solo por mês, por cada laboratório integrante da ROLAS, visando monitorar a exatidão analítica dos resultados. Em 1994 foi instituído o selo de qualidade que é deferido, anualmente, aos laboratórios que atingem certo grau de exatidão. Esse controle da qualidade de análises de solo é feito nos estados do RS e SC. Os resultados das determinações (análises básica e de enxofre e micronutrientes) são analisados estatisticamente. Os laboratórios que apresentam resultados com elevado patrão de qualidade e exatidão recebem o selo anual de qualidade que é afixado ao laudo da análise. O selo de qualidade atualmente pode ser um fator determinante para entrar no mercado, pois é um selo que dá a garantia de que o laboratório de solos se enquadra nos parâmetros determinados pela ROLAS (Rede Oficial de Laboratórios de Análises de Solos) a qual já está garantindo e aferindo os resultados a muito tempo o que aumenta mais ainda a confiabilidade dos laudos. Agricultura de precisão como uma possibilidade de incremento da demanda de análises de solos. A constatação de que as lavouras apresentam manchas de produtividade altas e outras mais baixas, em uma determinada área, levam a crer que isso não pode mais ser tratado de forma homogênea. Para isso, estão sendo desenvolvidas ferramentas para investigação da variabilidade. Segundo Gape (2010), uma das ferramentas da agricultura de precisão é a amostragem de solo, que passa a ser feita para identificar as características do solo com um grau de detalhamento maior. É necessário que se tenha uma quantidade de informação suficiente para identificar a variabilidade espacial de cada componente da fertilidade da textura do solo. A meta é a obtenção de mapas de solo, em que cada mapa representa a variabilidade de um desses componentes. Para isso, é preciso que haja um procedimento especial de amostragem, fazendo a localização de pontos em células ou quadriculas de mesmo tamanho, a partir de coordenadas geográficas usando Global Position System (GPS). Na amostragem em grid, a possibilidade de mecanização e automação do processo de coleta de amostras induz a adoção de quadriculadas regulares, com amostras no centro de 16 cada célula. É o método mais prático, pois se percorre linhas retas ao longo da lavoura, o que garante maior produtividade na tarefa de coletar amostras de solo. Ao observar baixas produtividades em mapas de colheita, a tendência natural é atribuir a culpa, em primeira instância, à fertilidade do solo. Porém, evidencia-se que outros fatores locais podem ter maior influência sobre a geração de mapas de produtividade do que a própria fertilidade do solo. Inclui-se aí a topografia, a drenagem da água, a profundidade e textura do solo a armazenagem de água, a compactação e muitos outros. 1.3 Desenvolvimento da Ciência Administrativa Segundo Lima et al. (2005), a ciência administrativa é o campo do conhecimento humano que se ocupa do estudo da administração desenvolvida nas organizações em geral e nas empresas em particular. Por conseguinte, a base de estudo dessa área de conhecimento são as organizações e o seu objetivo é a ação ou processo administrativo que ocorre nessas organizações. Ainda assim, não existe organização sem administração e é dentro das organizações que a administração é exercida. Um trabalho acadêmico da natureza de um estudo de viabilidade pode ser enquadrado do ponto de vista teórico na área da ciência administrativa, onde foi produzido um vasto referencial teórico-metodológico em planejamento e projetos. Em se tratando de um estudo envolvendo uma organização rural pode ser inserido também numa das vertentes da ciência administrativa que é a administração rural. O desenvolvimento da administração rural é resultado de um longo processo de evolução, marcado pelas influências do meio e da época em que ela se desenvolveu. Sabe-se que o coroamento da administração como ciência aconteceu sob a égide do racionalismo e no contexto dinâmico da Revolução Industrial. Com a industrialização, criaram-se as condições para a implantação das modernas organizações com seus próprios desafios em termos de administração (LIMA et al., 2005). A administração na sua forma simples e geral se caracteriza como uma atividade exclusivamente humana, contingente e situacional, que se desenvolve no interior de uma organização e consiste em um processo contínuo e integrado de decisão e ação sobre a utilização racional de recursos, tendo em vista determinados objetivos e um conjunto de condicionantes decorrentes das características dos próprios recursos e do meio físico, econômico e social, na qual a organização e o agente atuam (LIMA et al., 2005). 17 A ciência administrativa sempre está em um infinito desenvolvimento, pois sempre há o que melhorar aperfeiçoar e mudar, sendo que na atualidade a administração a partir de projetos se firma cada vez mais no mundo empresarial. 1.4 Administração/Intervenção por Projetos A administração/intervenção por projetos visa desenvolver a gestão através da análise formal, facilitando a tomada de decisão estratégica por parte do administrador, e subsidiando o processo decisório nas questões táticas e operacionais numa perspectiva de execução do projeto. Valeriano (2001, p. 92) enfatiza a importância da administração/intervenção por projetos na afirmação a seguir: A administração/intervenção por projetos consiste em identificar problemas da organização como passíveis de serem resolvidos como se fossem projetos, podendo empregar, assim, todas as ferramentas e processos desenvolvidos e de eficiência comprovada em situações de extrema complexidade. A importância da administração/intervenção por projetos se estende de forma agressiva para empresas que estão em constantes mudanças, ou estão em ambiente instável e de transformações. Neste sentido, as tomadas de decisões necessitam ser rápidas e fundamentadas em informações coerentes e atualizadas, ou seja, baseadas em um projeto. O projeto, por sua vez está ligado ao campo do planejamento sendo este uma das principais áreas e funções administrativas de qualquer tipo de organização. 1.5 Planejamento e Projetos O planejamento consiste num processo organizado e sistematizado, através do qual se procura utilizar melhor e mais eficientemente os recursos disponíveis, com a finalidade de alcançar objetivos e metas estabelecidas em determinado prazo. Já o projeto pode ser definido como um instrumental técnico-administrativo elaborado através de procedimento lógico e racional, que permite avaliar e decidir sobre as alternativas de investimento e os efeitos em termos de rentabilidade e eficiência econômica e financeira, bem como, os impactos do ponto de vista social e ambiental. 18 1.5.1 Fases do Projeto A elaboração de projetos é baseada em três diferentes fundamentos: um Sistema Econômico, a Administração e o Planejamento. Antes de tudo, a elaboração de qualquer tipo de projetos deve ser primeiramente planejada. O projeto deve ser baseado em um sistema econômico que seja bem administrado, independentemente do tamanho do negócio. Incluem no sistema econômico os fatores de produção, os agentes produtivos (empreendedores), as unidades produtivas (empresas), e a Base humana (consumidores). O projeto possui três fases: a preparação, a elaboração e a implantação e acompanhamento do projeto. 1.5.1.1 Preparação do Projeto O projeto começa com a identificação de um problema a ser resolvido ou com uma oportunidade de negócio a ser aproveitada. É a partir daí que surge a idéia de investir uma certa quantidade de capital na produção de um certo bem ou serviço ou na modernização de algum setor da organização. Começa-se por caracterizar preliminarmente o produto, bem ou serviço. Inicia-se, assim, um estudo superficial, a partir do qual se podem traçar tendências gerais de procura potencial. A engenharia pode iniciar seus estudos preliminares que permitem o conhecimento do nível tecnológico disponível e das necessidades de estruturas de funcionamento necessárias ao empreendimento projetado. Com esses dados provisórios, determina-se de forma ainda preliminar, o tamanho, os custos e receitas e planos de financiamento do empreendimento. A fase de preparação do projeto termina com uma conclusão sobre a pré-viabilidade do empreendimento, suspendendo-se o estudo caso o projeto não satisfaça os objetivos da atividade, ou então se inicia a fase seguinte que consiste na elaboração do projeto propriamente dita. Tanto na preparação como na fase de elaboração do projeto, é necessário decidir a cada momento se é necessário gastar mais tempo, esforço e dinheiro em realizar estudos mais refinados que reduzem as incertezas em torno do futuro empreendimento. 19 1.5.1.2 Elaboração do Projeto Envolve estudos mais aprofundados sobre cada etapa da preparação, inicia-se pelo diagnóstico e justificativa do projeto que consiste na caracterização do problema a ser equacionado ou da oportunidade de negócio a ser aproveitada. Com base no diagnóstico da situação que envolve o projeto, estabelecem-se os objetivos e as metas que se deseja alcançar com o empreendimento e com o projeto. O passo seguinte envolve um rigoroso estudo de mercado cuja finalidade principal é dimensionar a demanda do produto ou serviço a ser ofertado. O estudo mercadológico também deve determinar o passo seguinte que se refere à definição da localização e do tamanho do empreendimento. Na engenharia do projeto aparecem os estudos da estrutura e do funcionamento do empreendimento que envolve desde as edificações até o itinerário técnico do processo produtivo. Com base no estudo do mercado e da engenharia, elabora-se um orçamento detalhado com a previsão da necessidade de investimento, de custos e de receitas com o empreendimento. O orçamento serve de referência para a avaliação econômica e para a análise da viabilidade do projeto encerrando assim a fase de elaboração. 1.5.1.3 Implantação e Acompanhamento do Projeto Constitui na implantação e na operacionalização propriamente dita do projeto ou do plano de negócios desenvolvidos. Tendo em vista os objetivos e as metas estabelecidas, a implantação e o acompanhamento se constituem em fase importante na medida em que permitem identificar possíveis erros e a sua correção. 1.5.2 Etapas de Elaboração do Projeto 1.5.2.1 Diagnóstico e Justificativa do Projeto Entende-se por projeto qualquer ação guiada de maneira racional, organizada e com objetivos definidos. Em termos econômicos, projeto é uma estrutura de investimento, em que se aplicam recursos durante um período de tempo, visando a benefícios futuros. 20 A justificativa do projeto deve responder ao problema que está se tentando resolver ou oportunidade que o projeto busca solucionar. Deve-se realizar um diagnóstico da situação atual para identificar os possíveis problemas, oportunidades e necessidades. O projeto deve compreender os processos de desenvolvimento nos diferentes campos da realidade, ou seja, econômico, técnico, político e social. Há três dimensões básicas que devem ser compreendidas: - temporal: o momento presente, porém resgatando o passado recente; - espacial: a abrangência, em termos de área de interesse; - grupal: indivíduos ou grupo envolvido. Deve haver uma ligação entre o projeto e o problema no diagnóstico. Somente assim o projeto estará voltado para solucionar um problema ou aproveitar uma oportunidade claramente definida, e somente se o problema estiver claramente identificado pode-se esperar uma intervenção eficiente na realidade. 1.5.2.2 Estudo de Mercado no Projeto Segundo Buarque (1991), a finalidade básica do estudo de mercado é analisar a quantidade, o preço e quem pagarão pelo serviço prestado pela empresa. O estudo de mercado é a primeira etapa a elaboração de projetos, através da qual é determinada a necessidade de um bem ou serviço que se pretende ofertar. O estudo de mercado é determinante das demais etapas da elaboração, pois de nada adiantaria continuar com os estudos se, do ponto de vista do mercado, o empreendimento mostrar-se inviável. O estudo de mercado é um instrumento fundamental para a determinação do tamanho e da capacidade de trabalho do projeto, além dos aspectos de localização. É também necessário analisar dados do passado, observar o comportamento no presente e projetar tendências. Além disso, o estudo de mercado busca reunir informações e conhecimentos para dimensionar a demanda atual e futura (potencial) do bem ou do serviço em análise, bem como identificar os principais fatores que influenciam ou determinam essa procura e o estabelecimento do preço do bem ou serviço. 21 1.5.2.3 Localização do Projeto A localização de um projeto é a situação espacial da parte física do investimento, não existindo, entretanto, uma solução científica para determinar a sua melhor localização, mas somente uma solução prática, em que são feitas comparações entre as variáveis disponíveis. O estudo do projeto deve definir claramente qual será a melhor localização possível para o empreendimento. Evidentemente, a melhor localização será a que permitir aumentar a demanda e ao mesmo tempo reduzir os custos necessários a essa produção, elevando assim ao máximo os benefícios líquidos dos projetos (BUARQUE, 1991). De forma geral, o projeto pode ser localizado espacialmente em relação ao mercado do serviço, ou em relação à fonte de insumos, ou independentemente de ambos. Seja qual for à localização, estão envolvidos no processo os custos de transferência e de aquisição de insumos e fatores. Custos de aquisição de insumos e fatores relacionam-se com o grau de dificuldade em se conseguir mão-de-obra, energia, instalações, comunicação e outros fatores necessários ao processo de trabalho. A escolha da localização mais adequada deve visar à obtenção da taxa máxima de lucro, se tratar de um investimento privado, ou do custo unitário mínimo, se o investimento for considerado do ponto de vista social. A melhor localização será a que permitir aumentar a demanda e ao mesmo tempo reduzir os custos necessários para este processo, elevando assim ao máximo os benefícios líquidos do projeto. Considerando a empresa e a sua posição no espaço geográfico, sabe-se que para ela convergem quantidades de insumos, que lá são utilizados e transformados em dados, de lá saem os laudos para o consumidor. O custo de fluxo de insumos em direção à unidade do produto implica numa elevação dos custos de trabalho, o que provoca uma redução no nível de benefícios expressos em termos monetários. 1.5.2.4 Tamanho do Projeto Segundo Buarque (1991), o tamanho ótimo de um projeto deve ser “no seu máximo, pela capacidade de absorção do mercado, e, no seu mínimo, pela inexistência de tecnologias que produzam abaixo de certo nível, combinando isso com as possibilidades empresariais e locais”. 22 O tamanho do projeto é a capacidade de trabalho durante um determinado período de tempo que se considera normal para as características e o tipo de projeto em estudo. O tamanho não pode ser menor do que o tamanho mínimo econômico do projeto, nem deve ser maior do que a demanda permitida pelo dinamismo do mercado. Dada à inter-relação que deve existir entre as diferentes etapas do projeto a determinação do tamanho é definida a partir da análise das demais etapas do projeto. Assim, é importante considerar os fatores de mercado, financiamento, economia, matéria-prima e mãode-obra. Os aspectos limitantes do tamanho dos projetos são a existência de mercado consumidor e, principalmente a existência de linhas de financiamentos para o projeto, pois a quantidade de recursos disponíveis determina até onde se pode projetar a produção. De outra parte, é importante considerar as fontes de recursos e o seu volume, pois podem ter origem em recursos próprios ou de empréstimos. Apesar de obter todo o volume de crédito, é necessário considerar o custo deste capital, já que em muitos casos isto pode tornar inviável um projeto, dado o seu rendimento econômico pode não ser suficiente para cobrir os compromissos assumidos. 1.5.3 Engenharia do Projeto Por engenharia do projeto entende-se a descrição e a quantificação do processo físico de produção, independentemente do setor do projeto em estudo. Cada setor produtivo e cada projeto apresentam características próprias de engenharia. Isto obriga os técnicos a utilizarem diferentes metodologias e diferentes formas de apresentação da engenharia conforme o projeto. Entretanto, em geral, essas metodologias seguem um processo que consiste basicamente em quatro etapas: 1. ensaios e investigações preliminares; 2. seleção e especificação dos processos e dos equipamentos (seleção da tecnologia); 3. projeto de constrição civil e infra-estrutura; 4. análise dos rendimentos. Para que estas etapas sejam apresentadas de uma maneira clara e completa o estudo da engenhariam deverá conter: a) descrição do processo de análises; b) definição dos equipamentos e da infra-estrutura necessários; c) quantificação de todas as variáveis envolvidas no processo de análises de solos. 23 Na verdade, um projeto nada mais é do que um sistema concebido de forma integrada. Este sistema está constituído por um conjunto de fatores fixos que serve de base para a combinação de fatores variáveis, através das etapas sucessivas de um fluxo ou processo, com vistas à obtenção de um determinado produto ou serviço. O objetivo do estudo da engenharia do projeto é definir e especificar tecnicamente os elementos que compõem esse sistema – e as respectivas inter-relações de forma suficientemente detalhada e precisa que permita a montagem e o funcionamento do laboratório de análise de solos. De um modo geral, a definição dessa parte técnica do projeto está associada à participação de outros profissionais no processo de elaboração de um plano de investimento; todavia, existe uma inter-relação muito estreita entre os aspectos técnicos e econômicos, sendo de todo conveniente um intercâmbio de informações entre engenheiros e economistas e técnicos especializados, ao longo do processo de aproximações sucessivas em que consiste a elaboração de um projeto (HOLANDA, 1975). 1.5.4 Orçamento e Avaliação de Projetos É o detalhamento preciso de todos os itens previstos para a execução do futuro empreendimento e tem como objetivo estimar o valor do investimento, dos custos e da receita do Projeto. Trata-se de um levantamento físico e monetário do empreendimento (terrenos, prédios, máquinas, equipamentos, veículos) do consumo intermediário (insumos, matériaprima, produtos, energia e serviços), além da necessidade de mão-de-obra, do pagamento de impostos, taxas e de juros de financiamentos. Com essas informações sistematizadas é possível passar para a avaliação do Projeto. 1.5.5 Ângulos de Análise do Projeto Os projetos devem ser analisados e estudados a partir dos fundamentos gerais do projeto, ou seja, nos fundamentos técnicos, mercadológicos, econômicos, financeiros, sociais, ambientais, legais e administrativos. Os ângulos de estudo técnicos envolvem o sistema do processo produtivo, da tecnologia, das estruturas, máquinas e equipamentos, e dos recursos humanos. Os ângulos de estudo mercadológicos são as estruturas de mercado, abrangência, concorrência, pessoas físicas (clientes), canais de comercialização e estratégias de mercado. 24 A questão econômica de análise deve ser observada nos custos, receitas e resultados, ou seja, margem bruta e renda líquida. Nesse ponto está o resumo econômico e a partir dele pode ser observado se o projeto realmente é viável economicamente. Quanto à questão financeira, os pontos estudados devem ser o investimento do projeto, as linhas de financiamento disponíveis, o fluxo financeiro e a rentabilidade do negócio. Também deve ser analisada a questão social, ou seja, os postos de trabalho, o valor agregado, e os impostos diretos e indiretos. Os fatores ambientais também devem ter importância, analisando se o empreendimento irá causar algum impacto ambiental, sendo que este deve ser cuidadosamente estudado. Caso haja algum impacto ambiental, deve-se estudar alguma forma de diminuí-lo, objetivando assim menores danos ao ambiente. A questão de legalidade envolve questões legislativas, ou seja, legislação fiscal, legislação trabalhista e leis. Estes pontos também são de extrema importância para o projeto, pois todos os processos do projeto devem ser regulamentados através de normas e leis. E por fim, a questão administrativa, que analisa as estruturas de cargos, salários e funções administrativas, para que o projeto possa ter um desenvolvimento de forma organizada e bem administrada. 1.6 Descrição da Empresa que Visa Efetuar o Investimento A empresa LASSUL já existe no mercado há 18 anos, é uma empresa oriunda da antiga APASSUL (Associação de Produtores de Sementes do Sul), a qual foi privatizada no ano de 1991 e a partir deste ano o empreendedor, buscou fechar parcerias com seus clientes de modo que consiga manter um patamar elevado de número de amostras por ano. Atualmente a empresa encontra-se bem posicionada no mercado, pois efetua análises para clientes de várias regiões do país não trabalhando somente no estado do Rio Grande do Sul. Atualmente, a empresa se encontra com sete funcionários mais o dono e responsável técnico Luis Antonio Albiero e possui uma estrutura com equipamentos de elevada tecnologia para efetuar análises de sementes com maior precisão possível a fim de prestar um serviço de elevada qualidade. Os serviços atualmente prestados pela LASSUL são: Análises de Sementes, venda de alguns insumos e também a classificação de produtos vegetais, figura 1. 25 Figura 1: Foto da Fachada Frontal da Empresa Fonte: LASSUL Através dos dados levantados, objetivou-se conhecer um pouco mais sobre a empresa a qual tem interesse em montar um laboratório de solos particular na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul 26 2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO O referencial metodológico define as estratégias de execução do trabalho, mostrando o planejamento, as técnicas e os procedimentos usados para a realização do mesmo. A metodologia seguiu um processo que constituiu basicamente em quatro etapas: 1. ensaios e investigações preliminares; 2. seleção e especificação dos processos e dos equipamentos (Seleção da Tecnologia); 3. projeto do laboratório e infra-estrutura; 4. análise dos rendimentos. 2.1 Fase 1 A fase 1, foi realizada na forma de pesquisas em bibliografia especializada e também de consultas junto de fornecedores e empresas do ramo. A pesquisa bibliográfica envolveu consultas em livros, artigos científicos, revistas ou outros artigos que contenham material sobre o tema proposto. A coleta de dados foi através de entrevistas com órgãos e pessoas que trabalham no setor de análises de solos. O principal embasamento da fase 1 foi o estágio realizado no laboratório de solos da UNIJUÍ, onde foi levantada todas as dúvidas com relação ao laboratório de solos, pois nesse estágio foi possível vivenciar o funcionamento de um laboratório de análises de solos, figura 2. Figura 2: Laboratório de Solos da UNIJUÍ 27 Ainda, na fase 1 constituiu-se o estudo de mercado, onde ele foi basicamente feito na cidade de Santo Ângelo – RS. Pois foi feito através de entrevistas pessoais geralmente quando os clientes efetuavam visitas a empresa o que abrangeu algumas empresas da região noroeste. 2.2 Fase 2 A fase 2 foi quando foi feita a seleção e especificação dos processos e dos equipamentos utilizados no laboratório, que foi levantado a partir dos equipamentos do laboratório de solos da UNIJUÍ e foram orçados equipamentos novos de elevada qualidade, e montagem dos devidos equipamentos com as devidas exigências. 2.3 Fase 3 A fase 3 foi feito basicamente o levantamento do espaço físico do laboratório, e verificado a necessidade de efetuar reformas nas salas em questão ou se seria necessário efetuar apenas melhorias e também efetuar o desenho do laboratório propriamente dito. O estudo teve como base a elaboração do projeto de um laboratório de análises de solos no município de Santo Ângelo. O município de Santo Ângelo encontra-se situado na região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. O laboratório será implantado em uma empresa, pré-estabelecida no mercado e com espaço físico livre para implantação do mesmo. 2.4 Fase 4 A fase 4 se tratou da reunião de todos os dados acumulados pelas fases 1, 2 e 3 e a partir destes dados foi dimensionado o laboratório para atender o mercado de forma adequada e que não onerasse tanto a empresa e após efetuar a projeção foi então efetuado os cálculos de análise de viabilidade do empreendimento, baseado nos passos e procedimentos encontrados em BUARQUE (1991), os quais são descritos a seguir. 2.5 Avaliação Econômica Para a análise econômica do empreendimento foram adotadas as seguintes medidas de cálculo: 28 - RECEITA BRUTA (RB): é o valor anual referente à quantia de análises básicas e completas que serão efetuadas no Projeto. PROCEDIMENTO: RB = quantidade prevista de análises x preço - MARGEM BRUTA (MB): a MB além de ser uma técnica de análise que mostra a eficiência econômica do empreendimento indica o grau de intensificação de um sistema. Serve também para comparar o desempenho econômico de diferentes atividades. PROCEDIMENTO MB Global do Projeto = Receita Bruta (RB) – Custos Variáveis (CV) - RENDA LÍQUIDA (RL): representa o resultado econômico líquido do Projeto, sendo, portanto, a parte do valor bruto a ser gerado no projeto que sobrará para remunerar o empresário proponente. PROCEDIMENTO: RL = Margem Bruta (MB) – Custo Fixo (CF) - FLUXO ECONÔMICO DO PROJETO (Flec): representa a contribuição anual do projeto em termos de disponibilidade monetária (saldo de caixa) sendo representado pelo valor da Renda Líquida anual acrescida do valor anual da depreciação do capital fixo. PROCEDIMENTO: Flec = Renda Líquida (RL) + Depreciação (D) - FLUXO FINANCEIRO (FF) = fluxo econômico descontado o valor do investimento inicial. 2.6 Avaliação da Rentabilidade de Projetos Na análise da rentabilidade do capital investido utilizaram-se as seguintes técnicas: - VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL): trata-se da atualização dos valores projetados no futuro para os dias atuais. Sobre o fluxo econômico anual projetado aplica-se uma taxa de atualização (desconto) equivalente a remuneração do capital investido. Esta taxa de atualização deve corresponder ao custo de oportunidade do capital. PROCEDIMENTO: VPL=Flec/(1+txremk)^n, onde: Flec = Fluxo econômico Txremk = taxa de remuneração do capital ^n = elevado ao expoente número de nos – TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR): a TIR representa a rentabilidade do capital investido evidenciando, portanto, o ganho anual (taxa de juro) com a aplicação do capital no projeto. Serve para comparar diferentes projetos entre si e compará-los com a rentabilidade geral possível na economia (custo de oportunidade do capital). 29 PROCEDIMENTO: para encontrar a TIR utilizou-se a mesma fórmula do cálculo do VPL, alterando-se apenas a taxa, ou seja, quando o VPL apresentar um saldo positivo deve-se utilizar taxas crescentes na fórmula até que este saldo fique igual a zero. Quando o saldo do VPL for negativo devem-se empregar taxas decrescentes até o momento em que este for igual a zero. PERÍODO DE RETORNO DO CAPITAL (PRK): representa o tempo (nº de anos) necessário para a recuperação do capital investido, isto é, quanto tempo levará para retornar o dinheiro investido no projeto. PROCEDIMENTO: a forma mais simples de se obter o PRK, aproximado, é ir acumulando o valor do fluxo econômico do projeto, isto é, adiciona-se a contribuição anual ao valor inicial (negativo) sendo que no ano em que este se tornar positivo o capital estará recuperado. 2.7 Financiamento e Saldo Final de Caixa do Projeto No projeto foi efetuado o financiamento de 50% do valor orçado no projeto e a partir deste financiamento foram analisados os seguintes parâmetros: - AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL (AM): trata-se da devolução do montante de dinheiro financiado ao banco credor conforme as condições de pagamento pré-estabelecidas como: sistema de amortização (valor constante ou não) prazos, carência, número de parcelas. PROCEDIMENTO: Valor Financiado/nº de anos ou parcelas. - JUROS (J): é o custo financeiro cobrado pelo agente credor referente a remuneração do dinheiro tomado emprestado segundo uma taxa pré-estabelecida. PROCEDIMENTO: Juros = Valor do débito (capital) x taxa de juro do período - PRESTAÇÃO (P): é o montante e cada parcela a ser pago ao agente credor, incluindo o valor do capital e os acréscimos correspondentes ao juro. PROCEDIMENTO: Prestação = Amortização + Juros - SALDO DEVEDOR (SD): é o valor da dívida que resta pagar após cada amortização do capital. PROCEDIMENTO: Saldo Devedor = Capital – Amortização - SALDO FINAL DE CAIXA (S F C): representa o saldo final de caixa do projeto, ou seja, o valor anual disponível em caixa após efetuar pagamento de todos os encargos previstos na execução do orçamento do projeto. 30 PROCEDIMENTO: SFC = Renda Líquida + Depreciação anual – Prestação Ou Fluxo Econômico – Prestação. 31 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Caracterização do Projeto O projeto engloba todas as etapas e procedimentos que um laboratório de solos deve ter para fazer uma análise de boa qualidade. A essência desse projeto é a necessidade de implantar um novo laboratório de solos na região noroeste, onde há carência de laboratórios de solos. 3.1.1 Diagnóstico e Perspectivas de Mercado A empresa que já possui um laboratório de análise de sementes, com esse laboratório de solos, visa aumentar a sua capacidade de atender com eficiência um público formado por produtores dessa região que se dedicam à produção de grãos e de diferentes espécies de animais. Com esse projeto, é possível visualizar a real necessidade deste laboratório de solos, pois a empresa percebeu que poderia se tratar de um mercado emergente e, assim, poderia executar o projeto da melhor maneira. A necessidade do laboratório de solos é cada vez maior em toda e qualquer região que depende da agricultura em pequena, média ou larga escala, pois tem um custo beneficio elevado, pois além de evitar o desperdício de adubos, a análise é muito utilizada nas agências financeiras para os produtores obterem financiamentos. O laboratório terá como público alvo agricultores em geral, e, para isso, se deterá a atendê-los individualmente, conforme suas necessidades. O laboratório de solos foi projetado para analisar até 7000 amostras por ano. As condições de mercado para o laboratório de solos são promissoras, pois não existe em Santo Ângelo e na região da fronteira este tipo de empreendimento, e a empresa já possui um elevado número de clientes, que já utilizam o serviço do laboratório de sementes. A cada ano, ocorre um aumento significativo pela procura de análises de solos. Esse laboratório pode tomar, futuramente, uma decisão estratégica de, juntamente com outras instituições, desenvolver e alavancar um sistema integração ou sistema cooperado, o qual já é utilizado no laboratório de sementes, onde empresas parceiras ganham descontos diferenciados nos serviços prestados. Essa possibilidade é direcionada a uma das duas áreas a serem adotadas, 32 as quais têm as melhores condições nessa região, que são os projetos para financiamento e ainda, considerando o aumento de demanda de análises de solo para atender a agricultura de precisão, os quais estão aumentando bastante a demanda. Para se ter uma melhor idéia de como está o mercado para o serviço da análise de solos, foi feita uma pesquisa com empresas que realizam projetos, financiamentos agropecuários e agricultura de precisão, que já são clientes da empresa e que irão utilizar esses serviços. Como resultado, obteve-se o número de análises que são encaminhadas para laboratórios de outras regiões. Nesse sentido, as empresas citadas acreditam que um laboratório de solos em Santo Ângelo facilitaria, devido à sua localização em relação a sua região de abrangência. Na tabela 1 são apresentadas algumas empresas que se interessam pelo serviço, os municípios onde essas estão localizadas e as previsões de número de amostras que poderiam ser enviadas para o futuro laboratório de solos. Tabela 1: Relação de Clientes, Quantidade de Amostras de Solo por Cliente Clientes Agrobrás Agropecuária Giruá Casa do Compadre Cotrisa Câmera Agro Futura Agrotec Terraplan Aplan Sindicato Rural Roque Gonzales Sindicato Rural de Santo Ângelo Emater Total Procedência Santo Ângelo Giruá Giruá Santo Ângelo Santa Rosa Santo Ângelo Santo Ângelo Santo Ângelo Santo Ângelo Roque Gonzales Santo Ângelo Santo Ângelo Volume de Análises 1000 500 250 500 500 500 200 170 100 80 30 70 3900 Fonte: Dados da pesquisa (2011). 3.1.2 Estrutura e Funcionamento do Laboratório de Solo A planta do prédio completo consiste em uma área de 300 m² e a área destinada ao laboratório de solos é de 80 m². A localização desse laboratório é no município de Santo Ângelo, região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. 33 As construções do laboratório começam pela área do empreendimento que tem uma dimensão de 300 metros quadrados, o qual é todo de alvenaria e uma garagem de 130 metros quadrado. O espaço qual será utilizado não necessita de reformas ou construções, pois já foi projetada para a montagem de um laboratório que no caso era de patologia o qual não foi montado e a sala ficou sem uso. A sala que compõe o complexo de laboratório tem uma área de 60 metros quadrados e é todo feito em alvenaria. O prédio é dividido em partes, contendo: escritório, recebimento das amostras, protocolo das amostras, centro de processamento de dados. A sala onde se encontrará a maioria dos equipamentos terá 60 m², na qual serão feitas as determinações com aparelhos que necessitem de um local com temperatura adequada e de maior sensibilidade. Também terá as bancadas para os processos de preparo, diluição e leitura das amostras. A outra sala será de 20 m², onde será montada a estufa para secagem, prateleiras para armazenagem e implantação do moinho para solos, procedendo-se a moagem de solos. Para o escritório, ou o centro de processamento de dados e o recebimento das amostras, será utilizado o mesmo do laboratório de sementes com o tamanho de 20 m², o qual utilizará a mesma mão-de-obra para realizar o trabalho burocrático e fazer os de laudos, como também serão utilizados os mesmos equipamentos de escritório. A planta do laboratório de solos prevê equipamentos novos, os quais podem ser vistos na Tabela 2 e no Apêndice A, destinados exclusivamente à análise de solos. Os equipamentos serão instalados de acordo com as normas da ROLAS (Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina) e que, ao mesmo tempo, tenham um layout correto para que durante o funcionamento do laboratório tenha a melhor adequação a uma linha de procedimentos, conforme figura 3. Figura 3: Sala Destinada ao Laboratório de Solos Fonte: LASSUL 34 Computador Figura 4: Planta Baixa do Laboratório de Solos Tabela 2: Descrição dos Equipamentos e Mobiliários Itens Qtde Fornecedor Utilização Computador 1 Supridata Digitalizaçao de Laudos Impressora 1 Supridata Climatizador 1 Climasul Impressão de laudos Manter temperatura adequada para os equipamentos Grades para armazenagem de amostras 3 Casarim Màquinas Armazenagem de amostras Pia em aço inox tramontina 2 Tramontina Lavagem de vidrarias Espectrofotômetro Uv/vis 3 J.LAB Determinações Moinho de Solo TE-330 1 TECNAL Moer solos para diluição Fotômetro de chama 1 SP Labor Determinações pHmetro de bancada 1 Jprolab Determinação de ph Mesa agitadora orbital para análise de solos 1 Marconi Homogenizaçao de solos Bureta digital 1 SP Labor Preparo de Análises Balança analítica eletrônica 1 Jcm Pesagem de reagentes Balança semi-analítica eletrônica 1 Jcm Pesagem de amostras Macropipetadores 4 Aprolab Preparo de análises Banho maria grande 1 Alquim Preparo de análises Capela de PVC Micropipetador 2 Atmos Exaustão de gases 1 Aprolab Preparo de análises Micropipetador 2 Aprolab Preparo de análises Bloco digestor de proteína 2 Alquim Preparo de análises Vidraria 1 Alquim Dissolucão e preparo de reagentes Chapa aquecedora 1 Alquim Preparo de análises Deionizador de água 1 Jprolab Água deionizada para análises Agitador magnético 2 Jprolab Misturador de reagentes Destilador de água 1 Jprolab Agua destilada para análises Escrivaninha com gavetas 1 Casarim Maquinas Revisão de Laudos Cadeiras 3 Casarim Maquinas Marca Cavaletti Bancadas de trabalho 3 Piaia Realizaçao dos procedimentos Construção da estufa ventilada para solos 1 Madelar Construtora Efetuar o processo de secagem das amostras Construção da capela exaustora de gases 1 Madelar Construtora Exaustão de gases Espectrofotometro de absorção atômica 1 Aa9000 labnova Determinaçao de nutrientes Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ. 35 As amostras de solo são recebidas em uma central de recebimentos, onde é protocolado e preenchido um formulário com as principais informações desde sobre o cliente e das respectivas áreas nas quais foram efetuadas as amostragens de solo, após as amostras são encaminhadas para o laboratório, a qual passará por diversas etapas do preparo da amostra e do processo de análise. Inicialmente as amostras são encaixotadas e depois colocadas em estufa a 50oC, na qual irão permanecer por um período de 48 horas para a secagem do mesmo e após isso é feito o processo de moagem do solo. Na sequência para algumas determinações, o solo é preparado a partir de uma medida calibrada para diminuir o tempo e não precisar sempre medir a massa e são utilizadas soluções extratoras especificas para cada tipo de determinação encontrado no Apêndice I. Após esse procedimento algumas amostras são colocadas na mesa homogenizadora com exceção da determinação de pH do solo e do índice SMP. Cada tipo de determinação requer um determinado equipamento, por exemplo, espectro fotômetro de absorção atômica (EAA) para as determinações de Cálcio, magnésio, cobre, zinco, manganês. A partir da realização das determinações, os resultados analíticos são analisados pelo responsável técnico do Laboratório de Solos, após são emitidos os laudos de análise de solos (Figura 4). Recebimento Secagem/ moagem Preparo da amostra Mesa agitadora exceto SMP e Expedição de laudos de análise de solo. Análise dos resultados pH Determinações Figura 5: Fluxograma de um Laboratório de Solo, desde o Recebimento da Amostra até a Expedição de Laudos de Análise de Solo Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ 3.1.3 Orçamento do Projeto Todos os itens necessários para a implantação do laboratório somam um investimento da ordem de R$ 148.418,00. Esse montante é, basicamente, formado pelos equipamentos específicos. O detalhamento de cada componente do investimento aparece especificado no Apêndice A. 36 Para o orçamento da receita, estabeleceram-se três períodos diferentes, de acordo com a capacidade de análises e com o comportamento do mercado. O primeiro período compreende o ano 1 ao 2, onde estipulou-se operar com uma capacidade abaixo do potencial, devido aos fatores de adaptação do empreendimento, tais como a entrada no mercado, aceitação do novo serviço, concorrência, entre outros fatores e desafios que uma empresa nova se depara. Já no segundo período, o qual vai do ano 3 ao 6, começa-se a elevar o número de análises gradativamente para, então, no terceiro período, que vai do ano 7 ao 8, as análises atinjam sua capacidade máxima. A exploração gradativa da capacidade de trabalho do laboratório é praticamente uma atitude natural, pois é mais fácil e seguro o laboratório se moldar ao comportamento do mercado consumidor, assumindo, então, melhor os seus riscos calculados. Durante a pesquisa foi possível obter junto a UNIJUÍ dados de 10 anos do seu laboratório de solos, para uma média da quantidade de análises de solos que são realizadas, anualmente, e a porcentagem de análises básicas e completas. Com base nessas informações foi dimensionada a quantidade de análises por ano e também estimada melhor a receita bruta com dados mais embasados na realidade. A tabela 3 e as Figuras 6 e 7 mostra os números referentes às análises realizadas no laboratório da UNIJUÍ. Tabela 3: Porcentagem de Análises Básicas e Completas BÁSICA MÊS COMPLETA (básica + S+Cu, Zn e Mn) TOTAL (argila, pH, SMP, P, K, MO, Al, Ca e Mg) Janeiro 34 38 72 Fevereiro 80 44 124 Março 38 157 195 Abril 272 335 607 Maio 267 321 588 Junho 142 226 368 Julho 230 472 702 Agosto 261 348 610 Setembro 84 118 202 Outubro 42 49 91 Novembro 44 78 122 Dezembro 9 32 41 1503 2218 3721 59,61% 100,00% Total % 40,39% Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ. 37 Figura 6: Número de Amostras Básicas e Completas Realizadas por Mês, no Laboratório de Solos da UNIJUÍ (2011) Figura 7: Percentual de Análises Básicas e Completas Fonte: Laboratório de Solos UNIJUÍ (2011) 38 A partir destes dados, adotou-se como critério para o cálculo da receita do empreendimento, 60% do montante das análises de solos completas e 40% do montante das análises básicas. De acordo com consulta feita em empresas que atuam no setor, estabeleceu-se um valor médio de R$ 28,00 por análise básica e R$ 30,00 por análise completa. A quantidade de amostras efetuada nos oito anos citados anteriormente e a projeção de receita bruta podem ser conferidas na Tabela 4. Tabela 4: Previsão de Receita Bruta Anos 1 2 3 4 5 6 7 8 Número de Amostras 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 7000 Receita Bruta (R$) 29.200,00 58.400,00 87.600,00 116.800,00 146.000,00 175.200,00 204.400,00 204.400,00 Fonte: Dados da pesquisa (2011). A receita, no primeiro ano, ficou em um montante de R$ R$ 29.200,00, no segundo R$ 58.400,00, no terceiro R$ 87.600,00, no quarto R$ 116.800,00, no quinto R$ 146.000,00, no sexto 175.200,00 e no sétimo e oitavo estabilizou em R$ 204.400,00. Esses valores que representam a receita encontram-se juntamente com seus específicos períodos e número de análises efetuadas na Tabela 4. Ao colocar em funcionamento as atividades do laboratório de solos, surge uma série de despesas que podem sofrer variações conforme a quantidade de amostras, as quais são consideradas como custos variáveis. Conforme informações obtidas junto aos empreendimentos do ramo e no laboratório de solos da UNIJUÍ, levantaram-se todos os tipos de custos variáveis, os quais podem ser conferidos detalhadamente no Apêndice C. 39 Tabela 5: Previsão de Custos Variáveis Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Variável (R$) 4.756,61 6.513,23 8.269,84 10.026,45 11.783,07 13.539,68 15.296,29 15.296,29 Fonte: Dados da pesquisa (2011). Durante o funcionamento do laboratório, tem também as despesas que não variam denominadas de custos fixos. Estes custos independem da quantidade respeitando certa escala de oferta. Conforme a pesquisa de campo para as dimensões propostas no Projeto não é necessário prever mudanças no custo fixo ao longo dos 8 anos projetados. Assim, o custo fixo ficou igual do ano 1 ao 8, sendo estimado um valor de R$ 68.510,00 por ano. Todos os custos fixos definidos para o funcionamento desse empreendimento foram levantados através de pesquisas em laboratórios da região e podem ser vistos detalhadamente nos Apêndice B. 3.2 Avaliação do Projeto 3.2.1 Avaliação Econômica do Projeto Com base em informações obtidas em levantamento a campo, juntamente com empresas e entidades que desempenham a mesma atividade e foram calculadas neste projeto conforme todas as etapas descritas acima se chegaram ao quadro da avaliação econômica conforme Tabela 6. Esse quadro traz as informações dos anos de atividade no qual o projeto foi calculado, os valores da receita bruta, custo variável, margem bruta, custo fixo, custo total, renda líquida e renda líquida mensal. A receita bruta é o resultado do valor total adquirido com a prestação de serviços sem sofrer descontos ou acréscimos. A margem bruta é a diferença da receita bruta menos o custo variável. O custo total e a soma do custo variável mais o custo fixo. A renda líquida é a diferença da renda bruta menos o custo total. Na Tabela 6, é apresentada a avaliação econômica, verifica-se que a renda líquida, a partir do terceiro período, é muito boa, ou seja, ela quase atinge o valor do investimento inicial em apenas um ano. Dessa forma, verifica-se que o projeto é viável, figura 8. 40 Tabela 6: Avaliação Econômica em R$ Anos No de Análises Preço Análise Comp. Preço Análise Básica Receita Custo Variável Margem Bruta Custo Fixo Custo Total Renda Liquida 1 1000 30,00 28,00 29.200,00 4.756,61 24.443,39 68.510,00 73.266,61 - 44.066,61 2 2000 30,00 28,00 58.400,00 6.513,23 51.886,77 68.510,00 75.023,23 - 16.623,23 3 3000 30,00 28,00 87.600,00 8.269,84 79.330,16 68.510,00 76.779,84 10.820,16 4 4000 30,00 28,00 116.800,00 10.026,45 106.773,55 68.510,00 78.536,45 38.263,55 5 5000 30,00 28,00 146.000,00 11.783,07 134.216,93 68.510,00 80.293,07 65.706,93 6 6000 30,00 28,00 175.200,00 13.539,68 161.660,32 68.510,00 82.049,68 93.150,32 7 7000 30,00 28,00 204.400,00 15.296,29 189.103,71 68.510,00 83.806,29 120.593,71 8 7000 30,00 28,00 204.400,00 15.296,29 189.103,71 68.510,00 83.806,29 120.593,71 1.022.000,0 85.481,47 936.518,53 548.080,00 633.561,47 388.438,53 Totais Fonte: Dados da pesquisa (2011). Figura 8: Renda Líquida/Ano Prevista para 8 Anos 3.2.2 Avaliação da Rentabilidade do Investimento A taxa interna de retorno (TIR), conforme o Apêndice D., é de 17,00% ao ano. Com esse índice, o investimento é atrativo, pois supera o custo de oportunidade do capital, estabelecido em 12% ao ano. O período de retorno de capital (PRK) desse empreendimento ficou no 6º ano Tabela 7 e Apêndice F, ano o qual demonstra um retorno relativamente rápido considerando o longo ciclo de vida útil de laboratório de solos. Isso significa que o projeto se paga no sexto ano e, assim, começa acumular riqueza pelos próximos anos, possibilitando a evolução e a melhoria do empreendimento. 41 Tabela 7: Avaliação da Rentabilidade do Investimento Anos Fluxo Econômico (R$) Fluxo Financeiro (R$) V.P.L (R$) T.I.R (R$) P.R.K (R$) 0 0,00 - 142.418,00 -142.418,00 -142.418,00 - 142.418,00 1 - 38.291,84 - 180.709,84 - 34.189,14 -32.726,42 - 180.709,84 2 - 10.848,45 - 191.558,29 - 8.648,32 -7.924,14 - 191.558,29 3 16.594,93 - 174.963,36 11.811,95 10.359,83 - 174.963,36 4 44.038,32 - 130.925,04 27.987,15 23.496,34 - 130.925,04 5 71.481,71 - 59.443,33 40.560,64 32.595,43 - 59.443,33 6 98.925,09 39.481,76 50.118,53 38.553,23 39.481,76 7 126.368,48 165.850,24 57.162,68 42.090,63 8 126.368,48 292.218,72 51.038,11 35.973,09 TOTAL R$ 496.309,19 R$ 53.423,59 R$ 0,00 Fonte: Dados da pesquisa (2011). 3.2.3 Financiamento Saldo de Caixa Para fins de financiar esse empreendimento, foram levantadas informações sobre financiamentos juntamente aos órgãos competentes e, desta maneira, realizou-se os cálculos que chegaram a resultados expressos na Tabela 8. Com a taxa de juros imposta pelo agente financiador, de 6,5% o que pode ser verificado no Apêndice H, com um ano de carência para pagamento da primeira parcela, os cálculos demonstraram que, ao final dos oito anos do projeto, o total de juros pago será de R$ 18.278,00, o que não significa muito se comparados aos R$ 92.412,37 do saldo final de caixa, conforme se pode verificar na Tabela 8. Como visto no primeiro e segundo ano de funcionamento do laboratório não será possível efetuar o pagamento do financiamento, dessa forma será necessário à empresa injetar um capital no primeiro ano de R$ 42.920,42 e no segundo ano de R$ 29.718,84 e no terceiro ano R$ 1.225,35 dessa forma a partir do quarto ano o laboratório já consegue pagar o financiamento e ainda sobrarão recursos. 42 Tabela 8: Financiamento Saldo de Caixa em R$ Anos Valor Amortização Juros Prestação Saldo Devedor Fluxo liquído caixa 0 71.209,00 0 0 0 71.209,00 0 1 71.209,00 - 4.628,59 4.628,59 71.209,00 - 42.920,42 2 71.209,00 14.241,80 4.628,59 18.870,39 56.967,20 - 29.718,84 3 55.515,20 14.241,80 3.608,49 17.850,29 41.273,40 - 1.255,35 4 41.636,40 14.241,80 2.706,37 16.948,17 27.394,60 27.090,15 5 27.757,60 14.241,80 1.804,24 16.046,04 13.515,80 55.435,66 6 13.878,80 14.241,80 902,12 15.143,92 - 83.781,17 Totais 0 71.209,00 18278,39 89487,39 92.412,37 Fonte: Dados da pesquisa (2011). 3.2.4 Sensibilidade A sensibilidade foi usada como uma ferramenta onde foi avaliada a situação econômica do laboratório em duas diferentes situações, uma em que o laboratório está com sua demanda normal, obtendo uma boa aceitação no mercado sem nem um tipo de problema. Já na segunda situação foi simulada uma situação como se o laboratório estivesse trabalhando em apenas 70% da sua capacidade máxima, ou seja, como se ele tivesse efetuando análises apenas para financiamentos e correção de solos, e assim mesmo o projeto demonstrou ser viável com uma boa sobra de capital para a empresa. 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS A região noroeste do Rio Grande do Sul tem sua economia em grande parte baseada no setor agropecuário, onde verifica-se também a presença de algumas indústrias que fazem o beneficiamento dos produtos agrícolas. É estrategicamente cercada por uma boa malha rodoviária. e composta por vários pequenos e médios municípios produtores onde atuam inúmeras empresas de assistência técnica, agricultura de precisão e cooperativas. O estudo demonstrou que a implantação de um laboratório de solos em Santo Ângelo pode se constituir num empreendimento viável considerando o potencial de demanda por esses serviços. Se as previsões orçamentárias tanto de investimento como de receitas e custos se confirmarem, o empreendimento de um laboratório de solos é viável gerando valores de renda líquida elevados para os padrões da região. Com tamanho desempenho econômico tem-se um bom retorno sobre o capital investido demonstrado pela taxa interna de retorno, justificada pelo valor relativamente baixo do investimento frente ao valor elevado do fluxo econômico a partir do terceiro ano de funcionamento. Para que o laboratório consiga pagar seus custos já no primeiro ano necessitaria de uma demanda de aproximadamente 3.500 análises o que pode ser impossível tendo em vista a grande vantagem em relação à concorrência devido a gama de clientes já existente no laboratório de sementes que abrange várias regiões do Estado e do país, facilitando o contato com os produtores para, assim, conquistar clientes e ganhar espaço no mercado. Além disso, é fundamental a utilização de estratégias de marketing, negociação de preços e visitas a clientes que necessitam deste serviço. A realização desse estudo foi de grande importância para a consolidação do aprendizado na área de planejamento e projetos agropecuários, onde cada etapa pode ser desenvolvida e todos os objetivos foram alcançados. Para a empresa o estudo trouxe 44 contribuições importantes e poderá ser muito útil no momento de analisar e decidir sobre a implantação do empreendimento. Para tanto, se recomenda o aprofundamento do estudo visando torná-lo mais consistente no que se refere às referências técnicas usadas e, principalmente, no que tange ao dimensionamento correto do mercado. 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BUARQUE, C. Avaliação econômica de projetos. Rio de Janeiro: Campus, 1991. COSTA, P. H. S.; ATTIE, E. V. Análise de projetos de investimento. 3. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1990. 377p. GAPE – GRUPO DE APOIO À PESQUISA E EXTENSÃO. Amostragem de solo. Disponível em: <http://www.gape-esalq.com.br/>. Acesso em: 10 dez. 2010. HOLANDA, N. Planejamento e projeto. 2. ed. São Paulo: Difel-Forum, 1975. LIMA, A. P. et al. Administração da unidade de produção familiar: modalidades de trabalho com agricultores. 3. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. 224p. RAIJ, B. V. et al. Análise química para avaliação da fertilidade de solos tropicais. Campinas: Instituto Agronômico, 2001. 285p. SBCS – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Rolas: histórico do processo de criação do selo das rolas. Disponível em: <http://www.sbcsnrs.org.br/index.php?secao=rolas>. Acesso em: 15 fev. 2011. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Núcleo Regional Sul. Comissão de Química e de Fertilidade do Solo – RS/SC. Manual de adubação e de calagem para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10. ed. Porto Alegre, 2004. 400p. TEDESCO, M. J. et al. Análises de solos, plantas e outros materiais. 2. ed. Porto Alegre: UFRGS/Departamento de Solos, 1995. 174p. VALERIANO, D. L. Gerenciamento estratégico e administração por projetos. São Paulo: Makron Books, 2001. 108p. 46 APÊNDICES 47 Apêndice A: Equipamentos do Laboratório, suas Quantidades, Respectivos Valores, Vida Útil e sua Depreciação Itens Quantidade Fornecedor Preço (R$) Total (R$) Vida útil Depreciação (R$) Computador 1 Supridata 1.500,00 1.500,00 5 240,00 Impressora 1 Supridata 299,00 299,00 5 47,84 Climatizador Grades para armazenagem de amostras Pia em aço inox tramontina Espectrofotômetro Uv/vis 1 Climasul 1.000,00 1.000,00 15 53,33 3 Casarim Maquinas 100,00 300,00 20 12,00 2 Tramontina 99,00 198,00 20 7,92 3 J.LAB 2.450,00 7.350,00 20 294,00 Moinho de Solo TE-330 1 TECNAL 3.255,00 3.255,00 15 173,60 Fotômetro de chama 1 SP Labor 7.500,00 7.500,00 20 300,00 pH metro de bancada Mesa agitadora orbital para análise de solos 1 JProlab 550,00 550,00 10 44,00 1 Marconi 6.000,00 6.000,00 30 160,00 Bureta digital Balança analítica eletrônica Balança semi-analítica eletrônica 1 SP Labor 2.100,00 2.100,00 30 56,00 1 JCM 2.400,00 2.400,00 15 128,00 1 JCM 1.500,00 1.500,00 15 80,00 Macropipetadores 4 Aprolab 219,00 876,00 10 70,08 Banho maria grande 1 Alquim 1.600,00 1.600,00 30 42,67 Capela de pvc Micropipetador 2 Atmos 1.600,00 3.200,00 10 256,00 1 Aprolab 135,00 135,00 30 3,60 Micropipetador Bloco digestor de proteína 2 Aprolab 150,00 300,00 30 8,00 2 Alquim 3.600,00 7.200,00 15 384,00 Vidraria 1 Alquim 5.000,00 5.000,00 20 200,00 Chapa aquecedora 1 Alquim 925,00 925,00 30 24,67 Deionizador de água 1 JProlab 800,00 800,00 15 42,67 Agitador magnético 2 JProlab 450,00 900,00 20 36,00 Destilador de água Escrivaninha com Gavetas 1 2.000,00 2.000,00 20 80,00 450,00 450,00 15 24,00 Cadeiras Cavaletti 3 JProlab Casarim Maquinas Casarim Maquinas 60,00 180,00 15 9,60 Bancadas de trabalho Construção da estufa ventilada para solos Construção da capela exaustora de gases Espectrofotometro de absorção atômica 3 Piaia 1.000,00 3.000,00 10 240,00 3.500,00 3.500,00 50 56,00 4.000,00 4.000,00 10 320,00 74.400,00 74.400,00 R$ 142.418,00 25 2.380,80 1 1 1 1 Madelar Construtora Madelar Construtora AA9000 Labnova Total R$ 5.774,77 48 Apêndice B: Custos Fixos Custos Fixos Pagamento do Técnico Pagamento do Funcionário Pagamento do Funcionário Encargos Sociais Energia elétrica Internet Telefone Água Contador Aluguel Total Mensal (R$) 3.060,00 545,00 545,00 400,00 100,00 100,00 100,00 80,00 200,00 200,00 Total (R$) 39.780,00 7.085,00 7.085,00 5.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 960,00 2.400,00 2.400,00 68.510,00 49 Apêndice C: Custos Variáveis Custos Variáveis Custo dos reagentes para uma análise completa Custo dos reagentes para uma análise básica Manutenção dos aparelhos Aferição dos aparelhos Valor Total (R$) Valor (R$) 1,81 1,68 2.000,00 1.000,00 3.000,00 50 Apêndice D: Custo de Oportunidade do Projeto (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR) Taxa VPL TIR PRK Percentual 12% 17,02% 6° ano 51 Apêndice E: Avaliação Econômica Anos Número de Análises Preço Análise Completa (R$) Preço Análise Básica (R$) 1 1000 30,00 28,00 29.200,00 4.756,61 24.443,39 68.510,00 73.266,61 2 2000 30,00 28,00 58.400,00 6.513,23 51.886,77 68.510,00 75.023,23 Rend Liq (R$) 44.066,61 16.623,23 3 3000 30,00 28,00 87.600,00 8.269,84 79.330,16 68.510,00 76.779,84 10.820,16 4 4000 30,00 28,00 116.800,00 10.026,45 106.773,55 68.510,00 78.536,45 38.263,55 5 5000 30,00 28,00 146.000,00 11.783,07 134.216,93 68.510,00 80.293,07 65.706,93 6 6000 30,00 28,00 175.200,00 13.539,68 161.660,32 68.510,00 82.049,68 93.150,32 7 7000 30,00 28,00 204.400,00 15.296,29 189.103,71 68.510,00 83.806,29 120.593,71 8 7000 30,00 28,00 204.400,00 15.296,29 189.103,71 68.510,00 83.806,29 120.593,71 1.022.000,00 85.481,47 936.518,53 548.080,00 633.561,47 388.438,53 Totais Receita (R$) Custo Variável (R$) Margem Bruta (R$) Custo Fixo (R$) Custo Total (R$) 52 Apêndice F: Rentabilidade do Projeto Anos Fluxo Econômico (R$) Fluxo Financeiro (R$) V.P.L (R$) TIR (R$) PRK (R$) 0 0,00 -142.418,00 -142.418,00 -142.418,00 -142.418,00 1 -38.291,84 -180.709,84 -34.189,14 -32726,42913 -180.709,84 2 -10.848,45 -191.558,29 -8.648,32 -7924,148289 -191.558,29 3 16.594,93 -174.963,36 11.811,95 10359,831 -174.963,36 4 44.038,32 -130.925,04 27.987,15 23496,3437 -130.925,04 5 71.481,71 - 59.443,33 40.560,64 32595,43955 -59.443,33 6 98.925,09 39.481,76 50.118,53 38553,23122 39.481,76 7 126.368,48 165.850,24 57.162,68 42090,63343 165.850,24 8 126.368,48 292.218,72 51.038,11 35973,09853 292.218,72 TOTAL 496.309,19 53.423,59 0,00 53 Apêndice G: Financiamento do Projeto Anos Valor (R$) Amortização (R$) Juros (R$) Prestação (R$) Saldo Devedor (R$) Fl Liq Cx (R$) 0 71.209,00 0 0 0 71.209,00 1 71.209,00 - 4.628,59 4.628,59 71.209,00 2 71.209,00 14.241,80 4.628,59 18.870,39 56.967,20 3 55.515,20 14.241,80 3.608,49 17.850,29 41.273,40 0 42.920,42 29.718,84 1.255,35 4 41.636,40 14.241,80 2.706,37 16.948,17 27.394,60 27.090,15 5 27.757,60 14.241,80 1.804,24 16.046,04 13.515,80 55.435,66 6 13.878,80 14.241,80 902,12 15.143,92 - 83.781,17 Totais 0 71.209,00 18278,39 89487,39 92.412,37 54 Apêndice H: Juros Financiamento JUROS 6,50% 55 Apêndice I: Reagentes para Realização 1000 de Análises 1. Determinação do índice SMP Solução SMP Reagente p-nitrofenol [11] g Trietalonamina [06] Ml Cromato de potássio [21] g Acetato de cálcio [23] g Cloreto de cálcio [42] g Quantidade 19,18 26 31,57 10,53 557,89 2. Determinação do pH Cloreto de potássio (para o eletrodo) Reagente Quantidade Cloreto de potássio [22] g 224 NaOH 1,0mol/L e HCl 1,0mol/L (para ajustar a solução SMP) Reagente Quantidade Hidróxido de sódio [24] g 40 Acido clorídrico [02] mL 43 Preço 15,48 0,049 0,184 0,076 0,038 Total 296,9064 1,274 5,80888 0,80028 2,19982 Preço Total 0,024 5,376 Preço Total 0,052 0,01 2,08 0,43 3. Para avaliação de P e K Solução PA Reagente Ácido clorídrico [02] ml Ácido sulfúrico [03] ml Quantidade 244 42 0,01 0,031 Solução PB Reagente Molibdato de amônio [09] g Ácido clorídrico [02] g Quantidade 23,03 429 Preço Total 0,61 0,01 14,0483 4,29 Solução PC Reagente Quantidade Ácido 1-amino 2-naftol 4-sulfônico [28] g 5,21 Sulfito de sódio [25] g 10,42 Metabissulfito de sódio [26]g Padrões de trabalho Reagente Cloreto de potássio [22] g 304,36 Cloreto de sódio [19]g Fosfato de potássio monobásico [38] g Quantidade 1 3 3 22 0,024 0,024 0,024 0,0151 0,054 56 4. Para avaliação de matéria orgânica do solo Solução sulfocrômica Reagente Ácido sulfúrico [03] ml Quantidade 4277 Preço Total 0,031 132,587 2292,3 0,11 252,153 Quantidade 102,77 Preço 0,052 Total 5,34404 Dicromato de sódio [17] g 5. Para avaliação da Argila do solo Hidróxido de sódio Reagente Hidróxido de sódio [24] g 6. Para avaliação alumínio, cálcio, magnésio, manganês no solo Cloreto de potássio Reagente Quantidade Preço Total Cloreto de potássio [22] g Azul de bromotimol Reagente Hidróxido de sódio [24] g Azul de bromotimol [29] g 3730 0,024 89,52 Quantidade 6,4 1 Preço 0,052 Total 0,3328 3,12 3,12 Preço Total 0,052 0,026 Preço Total 0,53 14,363 0,01 8,35 Preço Total Hidróxido de sódio Reagente Quantidade Hidróxido de sódio [24] g 0,5 Cloreto de estrôncio em HCl 0.3% Reagente Quantidade Cloreto de estrôncio [42] g 27,1 Ácido clorídrico [02] ml 835 Padronização de HCl e NaOH Reagente Quantidade Verde de bromocresol [34] g 0,33 9,8 3,234 Vermelho de metila [33] g 0,165 0,84 0,1386 Etanol 95% [01] ml 1500 0,0089 13,35 Acido bórico [12] g 20 0,036 0,72 TRIS [27] g 0,7 0,4 0,28 Preço Total 0,01 0,25 0,23 0,0414 0,03588 0,05376618 Padrões de trabalho Reagente Quantidade Ácido clorídrico [02] ml 25 Magnésio metálico [53] g Carbonato de cálcio [43] g 0,18 1,4985 57 Gás Acetileno 1 680 680 Total 1682,225306 Preço dos Reagentes de 1 análise Básica 7. Para avaliação de Zinco e cobre no solo Solução HCl Reagente Ácido clorídrico [02] ml Padrões de trabalho Reagente Acido nítrico [04] ml Zinco metálico g Cobre metálico g 1,682225306 Quantidade 334 Preço Quantidade 25 0,5 1 Preço 8. Para avaliação de Enxofre no solo Solução ácido nítrico: ácido perclórico Reagente Quantidade Àcido nítrico [04] ml 1500 Ácido perclórico [08] ml 500 Gelatina em cloreto de bário Reagente Quantidade Gelatina comercial [58] g Cloreto de bário [45] g 6 20 0,01 Total 3,34 0,021 0,23 0,23 Total 0,525 0,115 0,23 Preço Total 0,021 31,5 0,153 76,5 Preço 0,6 0,068 Total 3,6 1,36