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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO
DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS
LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO
Ijuí – RS
Agosto – 2011
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LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO
VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO
DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
como um dos requisitos para a obtenção do
título de Engenheiro Agrônomo, Curso de
Agronomia do Departamento de Estudos
Agrários da Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
Orientadora: Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde
Coorientador: Prof. MSc. Nilvo Basso
Ijuí – RS
Estado do Rio Grande do Sul – Brasil 2011
Agosto – 2011
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TERMO DE APROVAÇÃO
LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO
VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO
DE ANÁLISES DE SOLOS NO NOROESTE DO RS
Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Agronomia da Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, defendido perante a banca abaixo subscrita.
__________________________________________
Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde
DEAg/UNIJUÍ – Orientadora
__________________________________________
Prof. MSc. Nilvo Basso – Coorientador
DEAg/UNIJUÍ
Ijuí, 2 de agosto de 2011
3
Aos meus pais, Luis Antonio Albiero e Irani
Maciel Albiero.
A minha esposa, Aline Bernat, e a minha filha
Ana Luiza Bernat Albiero.
A todos que fizeram parte e me apoiaram
durante a minha jornada acadêmica.
4
AGRADECIMENTOS
Especialmente a Deus, que me iluminou e me deu
sabedoria para alcançar esta conquista, perante todos
os desafios que passei.
À Universidade Regional do Noroeste do Estado do
Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, que, por sua vez,
possibilitou a minha graduação em Agronomia.
Ao Departamento de Estudos Agrários, professores e
funcionários que fizeram parte da minha formação
acadêmica no decorrer do curso.
Aos meus orientadores, Leonir Terezinha Uhde e
Nilvo Basso, que muitas vezes me deram boas
orientações, sempre muito dedicados.
Às funcionárias do Laboratório de Solos da UNIJUÍ,
Raquel Fraga Battaglin e Fátima Rosane Schukuel
Klein.
Aos meus pais que sempre estiveram do meu lado,
me dando oportunidades de fazer muitas coisas para
que minha formação fosse boa, além do grande
esforço que fizeram para possibilitar a minha
formação em um curso de nível superior.
À minha esposa Aline Bernat, que sempre esteve do
meu lado, e que foi companheira de todas as formas
na minha graduação e, a minha filha, Ana Luiza
Bernat Albiero.
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VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE
SOLOS NO NOROESTE DO RS
Autor: LUIS HENRIQUE MACIEL ALBIERO
Orientadora: Profª. Drª. Leonir Terezinha Uhde
Coorientador: Prof. MSc. Nilvo Basso
RESUMO
Este trabalho objetivou estudar a viabilidade da instalação e funcionamento de um laboratório
de análises de solos no município de Santo Ângelo – RS, acoplado a uma empresa prestadora
de serviços na área da agricultura. Foram analisados diversos aspectos: mercado, a parte
técnica, econômica e financeira de um laboratório de análise de solo, e ainda o tempo
necessário para amortizar os investimentos. O estudo seguiu todos os passos e procedimentos
metodológicos previstos na área da elaboração e análise de projetos. A instalação de um
laboratório de solos segundo o estudo tem um investimento previsto de R$ 142.418,00.
Estimou-se uma demanda anual no primeiro ano de 1000 amostras, no segundo 2000, no
terceiro 3000, no quarto 4000 no quinto 5000, no sexto de 6000 e no sétimo e oitavo ano 7000
amostras por ano. A demanda atinge uma capacidade de 7000 análises gerando uma receita de
R$ 120.593,71 no último ano trabalhando com uma demanda alta. Computando-se todos os
custos operacionais de análises, para os patamares previstos de análise e de preços cobrados
pelo serviço, concluiu-se que o empreendimento é totalmente viável do ponto de vista
econômico e financeiro apresentando alta rentabilidade sobre o capital investido. Salienta-se,
contudo a necessidade de um melhor refinamento das referências e coeficientes adotados e
uma pesquisa de mercado visando dimensionar melhor a demanda regional.
Palavras-Chave: projeto de investimento, viabilidade e empreendedorismo.
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Relação de Clientes, Quantidade de Amostras de Solo por Cliente ........................ 32
Tabela 2: Descrição dos Equipamentos e Mobiliários ............................................................ 34
Tabela 3: Porcentagem de Análises Básicas e Completas ....................................................... 36
Tabela 4: Previsão de Receita Bruta ........................................................................................ 38
Tabela 5: Previsão de Custos Variáveis .................................................................................. 39
Tabela 6: Avaliação Econômica em R$ .................................................................................. 40
Tabela 7: Avaliação da Rentabilidade do Investimento .......................................................... 41
Tabela 8: Financiamento Saldo de Caixa em R$ ..................................................................... 42
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Foto da Fachada Frontal da Empresa ....................................................................... 25
Figura 2: Laboratório de Solos da UNIJUÍ ............................................................................. 26
Figura 3: Sala Destinada ao Laboratório de Solos .................................................................. 33
Figura 4: Planta Baixa do Laboratório de Solos ...................................................................... 34
Figura 5: Fluxograma de um Laboratório de Solo, desde o Recebimento da Amostra até a
Expedição de Laudos de Análise de Solo ................................................................................ 35
Figura 6: Número de Amostras Básicas e Completas Realizadas por Mês, no Laboratório
de Solos da UNIJUÍ (2011) ..................................................................................................... 37
Figura 7: Percentual de Análises Básicas e Completas ........................................................... 37
Figura 8: Renda Líquida/Ano Prevista para 8 Anos ................................................................ 40
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LISTA DE APÊNDICES
Apêndice A: Equipamentos do Laboratório, suas Quantidades, Respectivos Valores, Vida
Útil e sua Depreciação ............................................................................................................. 47
Apêndice B: Custos Fixos ....................................................................................................... 48
Apêndice C: Custos Variáveis ................................................................................................. 49
Apêndice D: Custo de Oportunidade do Projeto (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR) ..... 50
Apêndice E: Avaliação Econômica ......................................................................................... 51
Apêndice F: Rentabilidade do Projeto ..................................................................................... 52
Apêndice G: Financiamento do Projeto ................................................................................... 53
Apêndice H: Juros Financiamento ........................................................................................... 54
Apêndice I: Reagentes para Realização 1000 de Análises ...................................................... 55
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 11
1 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ...............................................................................
1.1 Importância da Utilização da Análise de Solos na Agricultura ......................................
1.2 Análises de Solos Básicas e Complementares ................................................................
1.2.1 Diagnóstico da Fertilidade do Solo (Análise Básica) ............................................
1.2.2 Diagnóstico da Disponibilidade de Enxofre e de Micronutrientes ........................
1.2.3 Controle de Qualidade das Análises ......................................................................
1.3 Desenvolvimento da Ciência Administrativa .................................................................
1.4 Administração/Intervenção por Projetos ........................................................................
1.5 Planejamento e Projetos ..................................................................................................
1.5.1 Fases do Projeto .....................................................................................................
1.5.1.1 Preparação do Projeto .................................................................................
1.5.1.2 Elaboração do Projeto .................................................................................
1.5.1.3 Implantação e Acompanhamento do Projeto ..............................................
1.5.2 Etapas de Elaboração do Projeto ............................................................................
1.5.2.1 Diagnóstico e Justificativa do Projeto ........................................................
1.5.2.2 Estudo de Mercado no Projeto ...................................................................
1.5.2.3 Localização do Projeto ...............................................................................
1.5.2.4 Tamanho do Projeto ...................................................................................
1.5.3 Engenharia do Projeto ............................................................................................
1.5.4 Orçamento e Avaliação de Projetos .......................................................................
1.5.5 Ângulos de Análise do Projeto ...............................................................................
1.6 Descrição da Empresa que Visa Efetuar o Investimento ................................................
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2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO .........................................................................
2.1 Fase 1 ..............................................................................................................................
2.2 Fase 2 ..............................................................................................................................
2.3 Fase 3 ..............................................................................................................................
2.4 Fase 4 ..............................................................................................................................
2.5 Avaliação Econômica .....................................................................................................
2.6 Avaliação da Rentabilidade de Projetos .........................................................................
2.7 Financiamento e Saldo Final de Caixa do Projeto ..........................................................
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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................................... 31
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3.1 Caracterização do Projeto ...............................................................................................
3.1.1 Diagnóstico e Perspectivas de Mercado ................................................................
3.1.2 Estrutura e Funcionamento do Laboratório de Solo .............................................
3.1.3 Orçamento do Projeto ...........................................................................................
3.2 Avaliação do Projeto .......................................................................................................
3.2.1 Avaliação Econômica do Projeto ..........................................................................
3.2.2 Avaliação da Rentabilidade do Investimento ........................................................
3.2.3 Financiamento Saldo de Caixa ..............................................................................
3.2.4 Sensibilidade .........................................................................................................
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39
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CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 43
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................ 45
APÊNDICES .......................................................................................................................... 46
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INTRODUÇÃO
Este trabalho destinou-se ao estudo da viabilidade da implantação de um laboratório
de análises de solos, no município de Santo Ângelo, no Estado de Rio Grande do Sul. Foi
realizado um estudo envolvendo os aspectos técnicos, econômicos, financeiros do
empreendimento, a partir de cálculos da renda comercial dos serviços, do retorno sobre o
investimento e de um plano de financiamento para verificar a viabilidade econômica e a
capacidade de pagamento do projeto. Para elaborar a parte técnica do laboratório foi feito um
estágio no Laboratório de Solos da UNIJUÍ para obter informações, como dimensionamento
do negócio, equipamentos necessários para instalação, informações relativas ao processo de
análises, bem como a avaliação dos custos de manutenção.
A realização desse estudo ocorreu a partir da perspectiva de agregação de mais uma
atividade na estrutura e funcionamento da empresa LASSUL - Laboratório de Análises de
Sementes e Comércio de Insumos LTDA, com sede no município de Santo Ângelo – RS, o
que facilitou o estudo, pois a mesma estava interessada em efetuar de fato a implantação do
Laboratório de Análises de Solos, para melhor atender seus clientes, pois acredita que esse é
um mercado promissor.
O setor de agronegócio vem crescendo cada vez mais no Brasil, correspondendo a
33% do produto interno bruto (PIB) nacional, 42% das exportações totais e 37% dos
empregos locais. Consequentemente, ocorrendo a geração de demanda de serviços
relacionados à agricultura, por exemplo, a análise de solo, análises de sementes, projetos de
irrigação, venda de insumos, como outras prestações de serviços.
A análise de solo auxilia engenheiros agrônomos e agricultores, a ter uma percepção
dos principais problemas do solo relacionados ao manejo químico das áreas agrícolas para
ajustar as recomendações de calagem e adubação de acordo com as necessidades de cada
sistema de cultivo (sucessão cultural e o itinerário técnico). Esse procedimento é importante
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para todas as culturas, devido à grande diversidade de ambientes, solos e condições de
manejo. Consequentemente há situações diferenciadas de fertilidade do solo.
O balanço dos nutrientes constitui um importante instrumento para a tomada de
decisões relativas à adoção de novas técnicas e manejos agropecuários, com potencial para
economizar insumos e aumentar a eficiência dos mesmos, reduzindo custos em sistemas de
produção, possibilitando a construção de indicadores que permitem a intervenção no sistema
produtivo, visando melhorar a eficiência.
Atrelada à diminuição e racionalização da utilização de insumos, a análise de solo para
fins de recomendação de calagem e adubação, constitui a base dos trabalhos realizados
atualmente na agricultura de precisa. O número de amostras coletadas para análise nesse
sistema é muito maior do que na amostragem feita tradicionalmente. As deficiências no solo
são mapeadas e, a partir destes mapas, é feita a aplicação de calcário e de adubo, onde
somente é utilizado o necessário.
Dessa forma, a agricultura vem se especializando, necessitando da utilização de novas
tecnologias no campo. Com isso, o mercado de trabalho na área de prestação de serviços à
agricultura está em crescimento e necessitando de empresas prestadoras de serviço.
Este trabalho objetivou estudar a viabilidade da instalação e funcionamento de um
laboratório de análises de solos no município de Santo Ângelo-RS, acoplado a uma empresa
prestadora de serviços na área da agricultura. Foram analisados diversos aspectos: mercado, a
parte técnica, econômica e financeira de um laboratório de análise de solo, e ainda o tempo
necessário para amortizar os investimentos.
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1 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
1.1 Importância da Utilização da Análise de Solos na Agricultura
A análise de solo, de acordo com Raij et al. (2001), é a análise química mais usada na
agricultura. Embora não se tenha estatísticas recentes, o último dado disponível indicava que
mais de 700 mil amostras de solos foram analisadas em 1989, podendo-se presumir que esse
número, anualmente no Brasil, já tenha atingido um milhão, comparando-se com valores de 3
a 4 milhões de amostras por ano, nos Estados Unidos, ou 300 mil amostras na pequena
Holanda. Esses dados podem aumentar ainda mais. Afinal, é apenas uma amostra por ano para
cerca de 60 hectares cultivados, sem contar as pastagens.
A análise de solo é feita para a avaliação da reação do solo e da disponibilidade de
nutrientes para as plantas. Serve, assim, para a prescrição de corretivos e fertilizantes. O
Brasil consome mais de 5 milhões de toneladas de nutrientes por ano dos chamados NPK,
com o que o agricultor investe o equivalente a 0,5% do PIB. Parece muito, mas, ao observar
que a China consome mais de 30 milhões de toneladas de nutrientes para 90 milhões de
hectares cultivados, percebe-se uma diferença importante. O mundo todo consome 150
milhões de toneladas. O Brasil produz 80 milhões de toneladas de grãos, em relação à China,
que produz 500 milhões. Há muito espaço para o incremento do número de análises de solo,
considerando a perspectiva de utilizar a quantidade de calcário e adubo ajustados para cada
sistema de cultivo.
Além dos aspectos quantitativos, de grande importância, surgiram, recentemente,
outros fatos relevantes relacionados à análise de solo para fins de recomendação de adubação,
em função das preocupações ambientais, a fim de prevenir o excesso de nutrientes que
poderão contaminar o solo e os recursos hídricos. A agricultura de precisão, ao buscar as
diferenças entre sítios e mapear a heterogeneidade do solo de áreas homogêneas, introduz
nova e fascinante alternativa de manejo da adubação. A busca da sanidade das culturas e da
qualidade dos produtos também depende da nutrição adequada como um dos importantes
fatores de racionalização.
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1.2 Análises de Solos Básicas e Complementares
As análises de solo efetuadas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são
denominadas de análises básicas, para fins de diagnóstico da fertilidade do solo e análises
complementares, para fins de diagnóstico da disponibilidade de enxofre e de micronutrientes,
(Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Comissão de Química e Fertilidade do Solo, 2004).
As quais foram estudadas para a elaboração do projeto de instalação e funcionamento de um
laboratório de solo.
1.2.1 Diagnóstico da Fertilidade do Solo (Análise Básica)
A uniformização de metodologia analítica é essencial para a correta interpretação dos
resultados. As seguintes determinações compõem a análise básica (ou de rotina) e são feitas
pelos laboratórios integrantes da Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido
Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (ROLAS), tais como teor de
argila, pH do solo, necessidade de calcário (determinada pelo Método SMP), acidez potencial
(H+Al), fósforo extraível pelo método Mehlich-1, potássio extraível, matéria orgânica, cálcio,
magnésio e alumínio trocavéis.
1.2.2 Diagnóstico da Disponibilidade de Enxofre e de Micronutrientes
Alguns laboratórios determinam os teores de enxofre e de micronutrientes: boro (B),
manganês (Mn), cobre (Cu), zinco (Zn) e ferro (Fe).
A análise completa compreende a análise básica acrescido das determinações de
enxofre e de micronutrientes. A análise química completa do solo é realizada quando o cliente
deseja uma informação mais detalhada dos parâmetros analíticos relacionados à fertilidade do
solo e à nutrição das plantas.
Para efetuar as análises básicas acrescidas das complementares, seguem-se as
metodologias propostas por Tedesco (1995).
1.2.3 Controle de Qualidade das Análises
Segundo a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (2011), o programa de controle de
qualidade foi implantado em 1972, com análises esporádicas de algumas amostras padrão e a
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partir de 1986, este programa passou a ser conduzido pela Embrapa Trigo, tornando-se
sistemático desde então.
Entre 1987 até 1999 o programa foi executado mediante o uso de um software monousuário, com envio mensal de relatórios. A partir de 2000 foi desenvolvido um sistema para a
Internet. Desde 1987 são analisadas quatro amostras de solo por mês, por cada laboratório
integrante da ROLAS, visando monitorar a exatidão analítica dos resultados. Em 1994 foi
instituído o selo de qualidade que é deferido, anualmente, aos laboratórios que atingem certo
grau de exatidão.
Esse controle da qualidade de análises de solo é feito nos estados do RS e SC. Os
resultados das determinações (análises básica e de enxofre e micronutrientes) são analisados
estatisticamente. Os laboratórios que apresentam resultados com elevado patrão de qualidade
e exatidão recebem o selo anual de qualidade que é afixado ao laudo da análise.
O selo de qualidade atualmente pode ser um fator determinante para entrar no
mercado, pois é um selo que dá a garantia de que o laboratório de solos se enquadra nos
parâmetros determinados pela ROLAS (Rede Oficial de Laboratórios de Análises de Solos) a
qual já está garantindo e aferindo os resultados a muito tempo o que aumenta mais ainda a
confiabilidade dos laudos.
Agricultura de precisão como uma possibilidade de incremento da demanda de
análises de solos.
A constatação de que as lavouras apresentam manchas de produtividade altas e outras
mais baixas, em uma determinada área, levam a crer que isso não pode mais ser tratado de
forma homogênea. Para isso, estão sendo desenvolvidas ferramentas para investigação da
variabilidade.
Segundo Gape (2010), uma das ferramentas da agricultura de precisão é a amostragem
de solo, que passa a ser feita para identificar as características do solo com um grau de
detalhamento maior. É necessário que se tenha uma quantidade de informação suficiente para
identificar a variabilidade espacial de cada componente da fertilidade da textura do solo. A
meta é a obtenção de mapas de solo, em que cada mapa representa a variabilidade de um
desses componentes. Para isso, é preciso que haja um procedimento especial de amostragem,
fazendo a localização de pontos em células ou quadriculas de mesmo tamanho, a partir de
coordenadas geográficas usando Global Position System (GPS).
Na amostragem em grid, a possibilidade de mecanização e automação do processo de
coleta de amostras induz a adoção de quadriculadas regulares, com amostras no centro de
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cada célula. É o método mais prático, pois se percorre linhas retas ao longo da lavoura, o que
garante maior produtividade na tarefa de coletar amostras de solo.
Ao observar baixas produtividades em mapas de colheita, a tendência natural é atribuir
a culpa, em primeira instância, à fertilidade do solo. Porém, evidencia-se que outros fatores
locais podem ter maior influência sobre a geração de mapas de produtividade do que a própria
fertilidade do solo.
Inclui-se aí a topografia, a drenagem da água, a profundidade e textura do solo a
armazenagem de água, a compactação e muitos outros.
1.3 Desenvolvimento da Ciência Administrativa
Segundo Lima et al. (2005), a ciência administrativa é o campo do conhecimento
humano que se ocupa do estudo da administração desenvolvida nas organizações em geral e
nas empresas em particular. Por conseguinte, a base de estudo dessa área de conhecimento são
as organizações e o seu objetivo é a ação ou processo administrativo que ocorre nessas
organizações. Ainda assim, não existe organização sem administração e é dentro das
organizações que a administração é exercida.
Um trabalho acadêmico da natureza de um estudo de viabilidade pode ser enquadrado
do ponto de vista teórico na área da ciência administrativa, onde foi produzido um vasto
referencial teórico-metodológico em planejamento e projetos. Em se tratando de um estudo
envolvendo uma organização rural pode ser inserido também numa das vertentes da ciência
administrativa que é a administração rural.
O desenvolvimento da administração rural é resultado de um longo processo de
evolução, marcado pelas influências do meio e da época em que ela se desenvolveu. Sabe-se
que o coroamento da administração como ciência aconteceu sob a égide do racionalismo e no
contexto dinâmico da Revolução Industrial. Com a industrialização, criaram-se as condições
para a implantação das modernas organizações com seus próprios desafios em termos de
administração (LIMA et al., 2005).
A administração na sua forma simples e geral se caracteriza como uma atividade
exclusivamente humana, contingente e situacional, que se desenvolve no interior de uma
organização e consiste em um processo contínuo e integrado de decisão e ação sobre a
utilização racional de recursos, tendo em vista determinados objetivos e um conjunto de
condicionantes decorrentes das características dos próprios recursos e do meio físico,
econômico e social, na qual a organização e o agente atuam (LIMA et al., 2005).
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A ciência administrativa sempre está em um infinito desenvolvimento, pois sempre há
o que melhorar aperfeiçoar e mudar, sendo que na atualidade a administração a partir de
projetos se firma cada vez mais no mundo empresarial.
1.4 Administração/Intervenção por Projetos
A administração/intervenção por projetos visa desenvolver a gestão através da análise
formal, facilitando a tomada de decisão estratégica por parte do administrador, e subsidiando
o processo decisório nas questões táticas e operacionais numa perspectiva de execução do
projeto.
Valeriano (2001, p. 92) enfatiza a importância da administração/intervenção por
projetos na afirmação a seguir:
A administração/intervenção por projetos consiste em identificar problemas da
organização como passíveis de serem resolvidos como se fossem projetos, podendo
empregar, assim, todas as ferramentas e processos desenvolvidos e de eficiência
comprovada em situações de extrema complexidade.
A importância da administração/intervenção por projetos se estende de forma
agressiva para empresas que estão em constantes mudanças, ou estão em ambiente instável e
de transformações. Neste sentido, as tomadas de decisões necessitam ser rápidas e
fundamentadas em informações coerentes e atualizadas, ou seja, baseadas em um projeto. O
projeto, por sua vez está ligado ao campo do planejamento sendo este uma das principais
áreas e funções administrativas de qualquer tipo de organização.
1.5 Planejamento e Projetos
O planejamento consiste num processo organizado e sistematizado, através do qual se
procura utilizar melhor e mais eficientemente os recursos disponíveis, com a finalidade de
alcançar objetivos e metas estabelecidas em determinado prazo.
Já o projeto pode ser definido como um instrumental técnico-administrativo elaborado
através de procedimento lógico e racional, que permite avaliar e decidir sobre as alternativas
de investimento e os efeitos em termos de rentabilidade e eficiência econômica e financeira,
bem como, os impactos do ponto de vista social e ambiental.
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1.5.1 Fases do Projeto
A elaboração de projetos é baseada em três diferentes fundamentos: um Sistema
Econômico, a Administração e o Planejamento. Antes de tudo, a elaboração de qualquer tipo
de projetos deve ser primeiramente planejada. O projeto deve ser baseado em um sistema
econômico que seja bem administrado, independentemente do tamanho do negócio. Incluem
no sistema econômico os fatores de produção, os agentes produtivos (empreendedores), as
unidades produtivas (empresas), e a Base humana (consumidores).
O projeto possui três fases: a preparação, a elaboração e a implantação e
acompanhamento do projeto.
1.5.1.1 Preparação do Projeto
O projeto começa com a identificação de um problema a ser resolvido ou com uma
oportunidade de negócio a ser aproveitada. É a partir daí que surge a idéia de investir uma
certa quantidade de capital na produção de um certo bem ou serviço ou na modernização de
algum setor da organização. Começa-se por caracterizar preliminarmente o produto, bem ou
serviço.
Inicia-se, assim, um estudo superficial, a partir do qual se podem traçar tendências
gerais de procura potencial.
A engenharia pode iniciar seus estudos preliminares que permitem o conhecimento do
nível tecnológico disponível e das necessidades de estruturas de funcionamento necessárias ao
empreendimento projetado.
Com esses dados provisórios, determina-se de forma ainda preliminar, o tamanho, os
custos e receitas e planos de financiamento do empreendimento.
A fase de preparação do projeto termina com uma conclusão sobre a pré-viabilidade
do empreendimento, suspendendo-se o estudo caso o projeto não satisfaça os objetivos da
atividade, ou então se inicia a fase seguinte que consiste na elaboração do projeto
propriamente dita.
Tanto na preparação como na fase de elaboração do projeto, é necessário decidir a
cada momento se é necessário gastar mais tempo, esforço e dinheiro em realizar estudos mais
refinados que reduzem as incertezas em torno do futuro empreendimento.
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1.5.1.2 Elaboração do Projeto
Envolve estudos mais aprofundados sobre cada etapa da preparação, inicia-se pelo
diagnóstico e justificativa do projeto que consiste na caracterização do problema a ser
equacionado ou da oportunidade de negócio a ser aproveitada.
Com base no diagnóstico da situação que envolve o projeto, estabelecem-se os
objetivos e as metas que se deseja alcançar com o empreendimento e com o projeto.
O passo seguinte envolve um rigoroso estudo de mercado cuja finalidade principal é
dimensionar a demanda do produto ou serviço a ser ofertado. O estudo mercadológico
também deve determinar o passo seguinte que se refere à definição da localização e do
tamanho do empreendimento.
Na engenharia do projeto aparecem os estudos da estrutura e do funcionamento do
empreendimento que envolve desde as edificações até o itinerário técnico do processo
produtivo.
Com base no estudo do mercado e da engenharia, elabora-se um orçamento detalhado
com a previsão da necessidade de investimento, de custos e de receitas com o
empreendimento.
O orçamento serve de referência para a avaliação econômica e para a análise da
viabilidade do projeto encerrando assim a fase de elaboração.
1.5.1.3 Implantação e Acompanhamento do Projeto
Constitui na implantação e na operacionalização propriamente dita do projeto ou do
plano de negócios desenvolvidos. Tendo em vista os objetivos e as metas estabelecidas, a
implantação e o acompanhamento se constituem em fase importante na medida em que
permitem identificar possíveis erros e a sua correção.
1.5.2 Etapas de Elaboração do Projeto
1.5.2.1 Diagnóstico e Justificativa do Projeto
Entende-se por projeto qualquer ação guiada de maneira racional, organizada e com
objetivos definidos. Em termos econômicos, projeto é uma estrutura de investimento, em que
se aplicam recursos durante um período de tempo, visando a benefícios futuros.
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A justificativa do projeto deve responder ao problema que está se tentando resolver ou
oportunidade que o projeto busca solucionar. Deve-se realizar um diagnóstico da situação
atual para identificar os possíveis problemas, oportunidades e necessidades. O projeto deve
compreender os processos de desenvolvimento nos diferentes campos da realidade, ou seja,
econômico, técnico, político e social.
Há três dimensões básicas que devem ser compreendidas:
-
temporal: o momento presente, porém resgatando o passado recente;
-
espacial: a abrangência, em termos de área de interesse;
-
grupal: indivíduos ou grupo envolvido.
Deve haver uma ligação entre o projeto e o problema no diagnóstico. Somente assim o
projeto estará voltado para solucionar um problema ou aproveitar uma oportunidade
claramente definida, e somente se o problema estiver claramente identificado pode-se esperar
uma intervenção eficiente na realidade.
1.5.2.2 Estudo de Mercado no Projeto
Segundo Buarque (1991), a finalidade básica do estudo de mercado é analisar a
quantidade, o preço e quem pagarão pelo serviço prestado pela empresa.
O estudo de mercado é a primeira etapa a elaboração de projetos, através da qual é
determinada a necessidade de um bem ou serviço que se pretende ofertar. O estudo de
mercado é determinante das demais etapas da elaboração, pois de nada adiantaria continuar
com os estudos se, do ponto de vista do mercado, o empreendimento mostrar-se inviável.
O estudo de mercado é um instrumento fundamental para a determinação do tamanho
e da capacidade de trabalho do projeto, além dos aspectos de localização. É também
necessário analisar dados do passado, observar o comportamento no presente e projetar
tendências.
Além disso, o estudo de mercado busca reunir informações e conhecimentos para
dimensionar a demanda atual e futura (potencial) do bem ou do serviço em análise, bem como
identificar os principais fatores que influenciam ou determinam essa procura e o
estabelecimento do preço do bem ou serviço.
21
1.5.2.3 Localização do Projeto
A localização de um projeto é a situação espacial da parte física do investimento, não
existindo, entretanto, uma solução científica para determinar a sua melhor localização, mas
somente uma solução prática, em que são feitas comparações entre as variáveis disponíveis.
O estudo do projeto deve definir claramente qual será a melhor localização possível
para o empreendimento. Evidentemente, a melhor localização será a que permitir aumentar a
demanda e ao mesmo tempo reduzir os custos necessários a essa produção, elevando assim ao
máximo os benefícios líquidos dos projetos (BUARQUE, 1991).
De forma geral, o projeto pode ser localizado espacialmente em relação ao mercado do
serviço, ou em relação à fonte de insumos, ou independentemente de ambos. Seja qual for à
localização, estão envolvidos no processo os custos de transferência e de aquisição de
insumos e fatores.
Custos de aquisição de insumos e fatores relacionam-se com o grau de dificuldade em
se conseguir mão-de-obra, energia, instalações, comunicação e outros fatores necessários ao
processo de trabalho.
A escolha da localização mais adequada deve visar à obtenção da taxa máxima de
lucro, se tratar de um investimento privado, ou do custo unitário mínimo, se o investimento
for considerado do ponto de vista social. A melhor localização será a que permitir aumentar a
demanda e ao mesmo tempo reduzir os custos necessários para este processo, elevando assim
ao máximo os benefícios líquidos do projeto.
Considerando a empresa e a sua posição no espaço geográfico, sabe-se que para ela
convergem quantidades de insumos, que lá são utilizados e transformados em dados, de lá
saem os laudos para o consumidor.
O custo de fluxo de insumos em direção à unidade do produto implica numa elevação
dos custos de trabalho, o que provoca uma redução no nível de benefícios expressos em
termos monetários.
1.5.2.4 Tamanho do Projeto
Segundo Buarque (1991), o tamanho ótimo de um projeto deve ser “no seu máximo,
pela capacidade de absorção do mercado, e, no seu mínimo, pela inexistência de tecnologias
que produzam abaixo de certo nível, combinando isso com as possibilidades empresariais e
locais”.
22
O tamanho do projeto é a capacidade de trabalho durante um determinado período de
tempo que se considera normal para as características e o tipo de projeto em estudo. O
tamanho não pode ser menor do que o tamanho mínimo econômico do projeto, nem deve ser
maior do que a demanda permitida pelo dinamismo do mercado.
Dada à inter-relação que deve existir entre as diferentes etapas do projeto a
determinação do tamanho é definida a partir da análise das demais etapas do projeto. Assim, é
importante considerar os fatores de mercado, financiamento, economia, matéria-prima e mãode-obra.
Os aspectos limitantes do tamanho dos projetos são a existência de mercado
consumidor e, principalmente a existência de linhas de financiamentos para o projeto, pois a
quantidade de recursos disponíveis determina até onde se pode projetar a produção.
De outra parte, é importante considerar as fontes de recursos e o seu volume, pois
podem ter origem em recursos próprios ou de empréstimos. Apesar de obter todo o volume de
crédito, é necessário considerar o custo deste capital, já que em muitos casos isto pode tornar
inviável um projeto, dado o seu rendimento econômico pode não ser suficiente para cobrir os
compromissos assumidos.
1.5.3 Engenharia do Projeto
Por engenharia do projeto entende-se a descrição e a quantificação do processo físico
de produção, independentemente do setor do projeto em estudo.
Cada setor produtivo e cada projeto apresentam características próprias de engenharia.
Isto obriga os técnicos a utilizarem diferentes metodologias e diferentes formas de
apresentação da engenharia conforme o projeto. Entretanto, em geral, essas metodologias
seguem um processo que consiste basicamente em quatro etapas:
1. ensaios e investigações preliminares;
2. seleção e especificação dos processos e dos equipamentos (seleção da tecnologia);
3. projeto de constrição civil e infra-estrutura;
4. análise dos rendimentos.
Para que estas etapas sejam apresentadas de uma maneira clara e completa o estudo da
engenhariam deverá conter:
a) descrição do processo de análises;
b) definição dos equipamentos e da infra-estrutura necessários;
c) quantificação de todas as variáveis envolvidas no processo de análises de solos.
23
Na verdade, um projeto nada mais é do que um sistema concebido de forma integrada.
Este sistema está constituído por um conjunto de fatores fixos que serve de base para a
combinação de fatores variáveis, através das etapas sucessivas de um fluxo ou processo, com
vistas à obtenção de um determinado produto ou serviço.
O objetivo do estudo da engenharia do projeto é definir e especificar tecnicamente os
elementos que compõem esse sistema – e as respectivas inter-relações de forma
suficientemente detalhada e precisa que permita a montagem e o funcionamento do
laboratório de análise de solos.
De um modo geral, a definição dessa parte técnica do projeto está associada à
participação de outros profissionais no processo de elaboração de um plano de investimento;
todavia, existe uma inter-relação muito estreita entre os aspectos técnicos e econômicos,
sendo de todo conveniente um intercâmbio de informações entre engenheiros e economistas e
técnicos especializados, ao longo do processo de aproximações sucessivas em que consiste a
elaboração de um projeto (HOLANDA, 1975).
1.5.4 Orçamento e Avaliação de Projetos
É o detalhamento preciso de todos os itens previstos para a execução do futuro
empreendimento e tem como objetivo estimar o valor do investimento, dos custos e da receita
do Projeto. Trata-se de um levantamento físico e monetário do empreendimento (terrenos,
prédios, máquinas, equipamentos, veículos) do consumo intermediário (insumos, matériaprima, produtos, energia e serviços), além da necessidade de mão-de-obra, do pagamento de
impostos, taxas e de juros de financiamentos. Com essas informações sistematizadas é
possível passar para a avaliação do Projeto.
1.5.5 Ângulos de Análise do Projeto
Os projetos devem ser analisados e estudados a partir dos fundamentos gerais do
projeto, ou seja, nos fundamentos técnicos, mercadológicos, econômicos, financeiros, sociais,
ambientais, legais e administrativos.
Os ângulos de estudo técnicos envolvem o sistema do processo produtivo, da
tecnologia, das estruturas, máquinas e equipamentos, e dos recursos humanos. Os ângulos de
estudo mercadológicos são as estruturas de mercado, abrangência, concorrência, pessoas
físicas (clientes), canais de comercialização e estratégias de mercado.
24
A questão econômica de análise deve ser observada nos custos, receitas e resultados,
ou seja, margem bruta e renda líquida. Nesse ponto está o resumo econômico e a partir dele
pode ser observado se o projeto realmente é viável economicamente. Quanto à questão
financeira, os pontos estudados devem ser o investimento do projeto, as linhas de
financiamento disponíveis, o fluxo financeiro e a rentabilidade do negócio.
Também deve ser analisada a questão social, ou seja, os postos de trabalho, o valor
agregado, e os impostos diretos e indiretos. Os fatores ambientais também devem ter
importância, analisando se o empreendimento irá causar algum impacto ambiental, sendo que
este deve ser cuidadosamente estudado. Caso haja algum impacto ambiental, deve-se estudar
alguma forma de diminuí-lo, objetivando assim menores danos ao ambiente.
A questão de legalidade envolve questões legislativas, ou seja, legislação fiscal,
legislação trabalhista e leis. Estes pontos também são de extrema importância para o projeto,
pois todos os processos do projeto devem ser regulamentados através de normas e leis. E por
fim, a questão administrativa, que analisa as estruturas de cargos, salários e funções
administrativas, para que o projeto possa ter um desenvolvimento de forma organizada e bem
administrada.
1.6 Descrição da Empresa que Visa Efetuar o Investimento
A empresa LASSUL já existe no mercado há 18 anos, é uma empresa oriunda da
antiga APASSUL (Associação de Produtores de Sementes do Sul), a qual foi privatizada no
ano de 1991 e a partir deste ano o empreendedor, buscou fechar parcerias com seus clientes de
modo que consiga manter um patamar elevado de número de amostras por ano. Atualmente a
empresa encontra-se bem posicionada no mercado, pois efetua análises para clientes de várias
regiões do país não trabalhando somente no estado do Rio Grande do Sul.
Atualmente, a empresa se encontra com sete funcionários mais o dono e responsável
técnico Luis Antonio Albiero e possui uma estrutura com equipamentos de elevada tecnologia
para efetuar análises de sementes com maior precisão possível a fim de prestar um serviço de
elevada qualidade.
Os serviços atualmente prestados pela LASSUL são: Análises de Sementes, venda de
alguns insumos e também a classificação de produtos vegetais, figura 1.
25
Figura 1: Foto da Fachada Frontal da Empresa
Fonte: LASSUL
Através dos dados levantados, objetivou-se conhecer um pouco mais sobre a empresa
a qual tem interesse em montar um laboratório de solos particular na região noroeste do
estado do Rio Grande do Sul
26
2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
O referencial metodológico define as estratégias de execução do trabalho, mostrando o
planejamento, as técnicas e os procedimentos usados para a realização do mesmo.
A metodologia seguiu um processo que constituiu basicamente em quatro etapas:
1. ensaios e investigações preliminares;
2. seleção e especificação dos processos e dos equipamentos (Seleção da Tecnologia);
3. projeto do laboratório e infra-estrutura;
4. análise dos rendimentos.
2.1 Fase 1
A fase 1, foi realizada na forma de pesquisas em bibliografia especializada e também
de consultas junto de fornecedores e empresas do ramo. A pesquisa bibliográfica envolveu
consultas em livros, artigos científicos, revistas ou outros artigos que contenham material
sobre o tema proposto. A coleta de dados foi através de entrevistas com órgãos e pessoas que
trabalham no setor de análises de solos. O principal embasamento da fase 1 foi o estágio
realizado no laboratório de solos da UNIJUÍ, onde foi levantada todas as dúvidas com relação
ao laboratório de solos, pois nesse estágio foi possível vivenciar o funcionamento de um
laboratório de análises de solos, figura 2.
Figura 2: Laboratório de Solos da UNIJUÍ
27
Ainda, na fase 1 constituiu-se o estudo de mercado, onde ele foi basicamente feito na
cidade de Santo Ângelo – RS. Pois foi feito através de entrevistas pessoais geralmente quando
os clientes efetuavam visitas a empresa o que abrangeu algumas empresas da região noroeste.
2.2 Fase 2
A fase 2 foi quando foi feita a seleção e especificação dos processos e dos
equipamentos utilizados no laboratório, que foi levantado a partir dos equipamentos do
laboratório de solos da UNIJUÍ e foram orçados equipamentos novos de elevada qualidade, e
montagem dos devidos equipamentos com as devidas exigências.
2.3 Fase 3
A fase 3 foi feito basicamente o levantamento do espaço físico do laboratório, e
verificado a necessidade de efetuar reformas nas salas em questão ou se seria necessário
efetuar apenas melhorias e também efetuar o desenho do laboratório propriamente dito.
O estudo teve como base a elaboração do projeto de um laboratório de análises de
solos no município de Santo Ângelo. O município de Santo Ângelo encontra-se situado na
região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. O laboratório será implantado em uma
empresa, pré-estabelecida no mercado e com espaço físico livre para implantação do mesmo.
2.4 Fase 4
A fase 4 se tratou da reunião de todos os dados acumulados pelas fases 1, 2 e 3 e a
partir destes dados foi dimensionado o laboratório para atender o mercado de forma adequada
e que não onerasse tanto a empresa e após efetuar a projeção foi então efetuado os cálculos
de análise de viabilidade do empreendimento, baseado nos passos e procedimentos
encontrados em BUARQUE (1991), os quais são descritos a seguir.
2.5 Avaliação Econômica
Para a análise econômica do empreendimento foram adotadas as seguintes medidas de
cálculo:
28
- RECEITA BRUTA (RB): é o valor anual referente à quantia de análises básicas e
completas que serão efetuadas no Projeto.
PROCEDIMENTO: RB = quantidade prevista de análises x preço
- MARGEM BRUTA (MB): a MB além de ser uma técnica de análise que mostra a
eficiência econômica do empreendimento indica o grau de intensificação de um sistema.
Serve também para comparar o desempenho econômico de diferentes atividades.
PROCEDIMENTO
MB Global do Projeto = Receita Bruta (RB) – Custos Variáveis (CV)
- RENDA LÍQUIDA (RL): representa o resultado econômico líquido do Projeto,
sendo, portanto, a parte do valor bruto a ser gerado no projeto que sobrará para remunerar o
empresário proponente.
PROCEDIMENTO: RL = Margem Bruta (MB) – Custo Fixo (CF)
- FLUXO ECONÔMICO DO PROJETO (Flec): representa a contribuição anual do
projeto em termos de disponibilidade monetária (saldo de caixa) sendo representado pelo
valor da Renda Líquida anual acrescida do valor anual da depreciação do capital fixo.
PROCEDIMENTO: Flec = Renda Líquida (RL) + Depreciação (D)
- FLUXO FINANCEIRO (FF) = fluxo econômico descontado o valor do investimento
inicial.
2.6 Avaliação da Rentabilidade de Projetos
Na análise da rentabilidade do capital investido utilizaram-se as seguintes técnicas:
- VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL): trata-se da atualização dos valores
projetados no futuro para os dias atuais. Sobre o fluxo econômico anual projetado aplica-se
uma taxa de atualização (desconto) equivalente a remuneração do capital investido. Esta taxa
de atualização deve corresponder ao custo de oportunidade do capital.
PROCEDIMENTO: VPL=Flec/(1+txremk)^n, onde:
Flec = Fluxo econômico
Txremk = taxa de remuneração do capital
^n = elevado ao expoente número de nos
– TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR): a TIR representa a rentabilidade do capital
investido evidenciando, portanto, o ganho anual (taxa de juro) com a aplicação do capital no
projeto. Serve para comparar diferentes projetos entre si e compará-los com a rentabilidade
geral possível na economia (custo de oportunidade do capital).
29
PROCEDIMENTO: para encontrar a TIR utilizou-se a mesma fórmula do cálculo do
VPL, alterando-se apenas a taxa, ou seja, quando o VPL apresentar um saldo positivo deve-se
utilizar taxas crescentes na fórmula até que este saldo fique igual a zero. Quando o saldo do
VPL for negativo devem-se empregar taxas decrescentes até o momento em que este for igual
a zero.
PERÍODO DE RETORNO DO CAPITAL (PRK): representa o tempo (nº de anos)
necessário para a recuperação do capital investido, isto é, quanto tempo levará para retornar o
dinheiro investido no projeto.
PROCEDIMENTO: a forma mais simples de se obter o PRK, aproximado, é ir
acumulando o valor do fluxo econômico do projeto, isto é, adiciona-se a contribuição anual ao
valor inicial (negativo) sendo que no ano em que este se tornar positivo o capital estará
recuperado.
2.7 Financiamento e Saldo Final de Caixa do Projeto
No projeto foi efetuado o financiamento de 50% do valor orçado no projeto e a partir
deste financiamento foram analisados os seguintes parâmetros:
- AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL (AM): trata-se da devolução do montante de
dinheiro financiado ao banco credor conforme as condições de pagamento pré-estabelecidas
como: sistema de amortização (valor constante ou não) prazos, carência, número de parcelas.
PROCEDIMENTO: Valor Financiado/nº de anos ou parcelas.
- JUROS (J): é o custo financeiro cobrado pelo agente credor referente a remuneração
do dinheiro tomado emprestado segundo uma taxa pré-estabelecida.
PROCEDIMENTO: Juros = Valor do débito (capital) x taxa de juro do período
- PRESTAÇÃO (P): é o montante e cada parcela a ser pago ao agente credor,
incluindo o valor do capital e os acréscimos correspondentes ao juro.
PROCEDIMENTO: Prestação = Amortização + Juros
- SALDO DEVEDOR (SD): é o valor da dívida que resta pagar após cada amortização
do capital.
PROCEDIMENTO: Saldo Devedor = Capital – Amortização
- SALDO FINAL DE CAIXA (S F C): representa o saldo final de caixa do projeto, ou
seja, o valor anual disponível em caixa após efetuar pagamento de todos os encargos
previstos na execução do orçamento do projeto.
30
PROCEDIMENTO: SFC = Renda Líquida + Depreciação anual – Prestação Ou Fluxo
Econômico – Prestação.
31
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Caracterização do Projeto
O projeto engloba todas as etapas e procedimentos que um laboratório de solos deve
ter para fazer uma análise de boa qualidade. A essência desse projeto é a necessidade de
implantar um novo laboratório de solos na região noroeste, onde há carência de laboratórios
de solos.
3.1.1 Diagnóstico e Perspectivas de Mercado
A empresa que já possui um laboratório de análise de sementes, com esse laboratório
de solos, visa aumentar a sua capacidade de atender com eficiência um público formado por
produtores dessa região que se dedicam à produção de grãos e de diferentes espécies de
animais. Com esse projeto, é possível visualizar a real necessidade deste laboratório de solos,
pois a empresa percebeu que poderia se tratar de um mercado emergente e, assim, poderia
executar o projeto da melhor maneira.
A necessidade do laboratório de solos é cada vez maior em toda e qualquer região que
depende da agricultura em pequena, média ou larga escala, pois tem um custo beneficio
elevado, pois além de evitar o desperdício de adubos, a análise é muito utilizada nas agências
financeiras para os produtores obterem financiamentos. O laboratório terá como público alvo
agricultores em geral, e, para isso, se deterá a atendê-los individualmente, conforme suas
necessidades.
O laboratório de solos foi projetado para analisar até 7000 amostras por ano.
As condições de mercado para o laboratório de solos são promissoras, pois não existe
em Santo Ângelo e na região da fronteira este tipo de empreendimento, e a empresa já possui
um elevado número de clientes, que já utilizam o serviço do laboratório de sementes. A cada
ano, ocorre um aumento significativo pela procura de análises de solos. Esse laboratório pode
tomar, futuramente, uma decisão estratégica de, juntamente com outras instituições,
desenvolver e alavancar um sistema integração ou sistema cooperado, o qual já é utilizado no
laboratório de sementes, onde empresas parceiras ganham descontos diferenciados nos
serviços prestados. Essa possibilidade é direcionada a uma das duas áreas a serem adotadas,
32
as quais têm as melhores condições nessa região, que são os projetos para financiamento e
ainda, considerando o aumento de demanda de análises de solo para atender a agricultura de
precisão, os quais estão aumentando bastante a demanda.
Para se ter uma melhor idéia de como está o mercado para o serviço da análise de
solos, foi feita uma pesquisa com empresas que realizam projetos, financiamentos
agropecuários e agricultura de precisão, que já são clientes da empresa e que irão utilizar
esses serviços. Como resultado, obteve-se o número de análises que são encaminhadas para
laboratórios de outras regiões. Nesse sentido, as empresas citadas acreditam que um
laboratório de solos em Santo Ângelo facilitaria, devido à sua localização em relação a sua
região de abrangência. Na tabela 1 são apresentadas algumas empresas que se interessam pelo
serviço, os municípios onde essas estão localizadas e as previsões de número de amostras que
poderiam ser enviadas para o futuro laboratório de solos.
Tabela 1: Relação de Clientes, Quantidade de Amostras de Solo por Cliente
Clientes
Agrobrás
Agropecuária Giruá
Casa do Compadre
Cotrisa
Câmera
Agro Futura
Agrotec
Terraplan
Aplan
Sindicato Rural Roque Gonzales
Sindicato Rural de Santo Ângelo
Emater
Total
Procedência
Santo Ângelo
Giruá
Giruá
Santo Ângelo
Santa Rosa
Santo Ângelo
Santo Ângelo
Santo Ângelo
Santo Ângelo
Roque Gonzales
Santo Ângelo
Santo Ângelo
Volume de Análises
1000
500
250
500
500
500
200
170
100
80
30
70
3900
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
3.1.2 Estrutura e Funcionamento do Laboratório de Solo
A planta do prédio completo consiste em uma área de 300 m² e a área destinada ao
laboratório de solos é de 80 m². A localização desse laboratório é no município de Santo
Ângelo, região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
33
As construções do laboratório começam pela área do empreendimento que tem uma
dimensão de 300 metros quadrados, o qual é todo de alvenaria e uma garagem de 130 metros
quadrado. O espaço qual será utilizado não necessita de reformas ou construções, pois já foi
projetada para a montagem de um laboratório que no caso era de patologia o qual não foi
montado e a sala ficou sem uso.
A sala que compõe o complexo de laboratório tem uma área de 60 metros quadrados e
é todo feito em alvenaria. O prédio é dividido em partes, contendo: escritório, recebimento
das amostras, protocolo das amostras, centro de processamento de dados. A sala onde se
encontrará a maioria dos equipamentos terá 60 m², na qual serão feitas as determinações com
aparelhos que necessitem de um local com temperatura adequada e de maior sensibilidade.
Também terá as bancadas para os processos de preparo, diluição e leitura das amostras. A
outra sala será de 20 m², onde será montada a estufa para secagem, prateleiras para
armazenagem e implantação do moinho para solos, procedendo-se a moagem de solos.
Para o escritório, ou o centro de processamento de dados e o recebimento das
amostras, será utilizado o mesmo do laboratório de sementes com o tamanho de 20 m², o qual
utilizará a mesma mão-de-obra para realizar o trabalho burocrático e fazer os de laudos, como
também serão utilizados os mesmos equipamentos de escritório.
A planta do laboratório de solos prevê equipamentos novos, os quais podem ser vistos
na Tabela 2 e no Apêndice A, destinados exclusivamente à análise de solos. Os equipamentos
serão instalados de acordo com as normas da ROLAS (Rede Oficial de Laboratórios de
Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina) e
que, ao mesmo tempo, tenham um layout correto para que durante o funcionamento do
laboratório tenha a melhor adequação a uma linha de procedimentos, conforme figura 3.
Figura 3: Sala Destinada ao Laboratório de Solos
Fonte: LASSUL
34
Computador
Figura 4: Planta Baixa do Laboratório de Solos
Tabela 2: Descrição dos Equipamentos e Mobiliários
Itens
Qtde
Fornecedor
Utilização
Computador
1
Supridata
Digitalizaçao de Laudos
Impressora
1
Supridata
Climatizador
1
Climasul
Impressão de laudos
Manter temperatura adequada para os
equipamentos
Grades para armazenagem de amostras
3
Casarim Màquinas
Armazenagem de amostras
Pia em aço inox tramontina
2
Tramontina
Lavagem de vidrarias
Espectrofotômetro Uv/vis
3
J.LAB
Determinações
Moinho de Solo TE-330
1
TECNAL
Moer solos para diluição
Fotômetro de chama
1
SP Labor
Determinações
pHmetro de bancada
1
Jprolab
Determinação de ph
Mesa agitadora orbital para análise de solos
1
Marconi
Homogenizaçao de solos
Bureta digital
1
SP Labor
Preparo de Análises
Balança analítica eletrônica
1
Jcm
Pesagem de reagentes
Balança semi-analítica eletrônica
1
Jcm
Pesagem de amostras
Macropipetadores
4
Aprolab
Preparo de análises
Banho maria grande
1
Alquim
Preparo de análises
Capela de PVC
Micropipetador
2
Atmos
Exaustão de gases
1
Aprolab
Preparo de análises
Micropipetador
2
Aprolab
Preparo de análises
Bloco digestor de proteína
2
Alquim
Preparo de análises
Vidraria
1
Alquim
Dissolucão e preparo de reagentes
Chapa aquecedora
1
Alquim
Preparo de análises
Deionizador de água
1
Jprolab
Água deionizada para análises
Agitador magnético
2
Jprolab
Misturador de reagentes
Destilador de água
1
Jprolab
Agua destilada para análises
Escrivaninha com gavetas
1
Casarim Maquinas
Revisão de Laudos
Cadeiras
3
Casarim Maquinas
Marca Cavaletti
Bancadas de trabalho
3
Piaia
Realizaçao dos procedimentos
Construção da estufa ventilada para solos
1
Madelar Construtora
Efetuar o processo de secagem das amostras
Construção da capela exaustora de gases
1
Madelar Construtora
Exaustão de gases
Espectrofotometro de absorção atômica
1
Aa9000 labnova
Determinaçao de nutrientes
Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ.
35
As amostras de solo são recebidas em uma central de recebimentos, onde é
protocolado e preenchido um formulário com as principais informações desde sobre o cliente
e das respectivas áreas nas quais foram efetuadas as amostragens de solo, após as amostras
são encaminhadas para o laboratório, a qual passará por diversas etapas do preparo da amostra
e do processo de análise.
Inicialmente as amostras são encaixotadas e depois colocadas em estufa a 50oC, na
qual irão permanecer por um período de 48 horas para a secagem do mesmo e após isso é
feito o processo de moagem do solo. Na sequência para algumas determinações, o solo é
preparado a partir de uma medida calibrada para diminuir o tempo e não precisar sempre
medir a massa e são utilizadas soluções extratoras especificas para cada tipo de determinação
encontrado no Apêndice I. Após esse procedimento algumas amostras são colocadas na mesa
homogenizadora com exceção da determinação de pH do solo e do índice SMP.
Cada tipo de determinação requer um determinado equipamento, por exemplo,
espectro fotômetro de absorção atômica (EAA) para as determinações de Cálcio, magnésio,
cobre, zinco, manganês. A partir da realização das determinações, os resultados analíticos são
analisados pelo responsável técnico do Laboratório de Solos, após são emitidos os laudos de
análise de solos (Figura 4).
Recebimento
Secagem/
moagem
Preparo
da
amostra
Mesa agitadora
exceto SMP e
Expedição de
laudos de
análise de solo.
Análise dos
resultados
pH
Determinações
Figura 5: Fluxograma de um Laboratório de Solo, desde o Recebimento da Amostra até
a Expedição de Laudos de Análise de Solo
Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ
3.1.3 Orçamento do Projeto
Todos os itens necessários para a implantação do laboratório somam um investimento
da ordem de R$ 148.418,00. Esse montante é, basicamente, formado pelos equipamentos
específicos. O detalhamento de cada componente do investimento aparece especificado no
Apêndice A.
36
Para o orçamento da receita, estabeleceram-se três períodos diferentes, de acordo com
a capacidade de análises e com o comportamento do mercado. O primeiro período
compreende o ano 1 ao 2, onde estipulou-se operar com uma capacidade abaixo do potencial,
devido aos fatores de adaptação do empreendimento, tais como a entrada no mercado,
aceitação do novo serviço, concorrência, entre outros fatores e desafios que uma empresa
nova se depara. Já no segundo período, o qual vai do ano 3 ao 6, começa-se a elevar o número
de análises gradativamente para, então, no terceiro período, que vai do ano 7 ao 8, as análises
atinjam sua capacidade máxima.
A exploração gradativa da capacidade de trabalho do laboratório é praticamente uma
atitude natural, pois é mais fácil e seguro o laboratório se moldar ao comportamento do
mercado consumidor, assumindo, então, melhor os seus riscos calculados.
Durante a pesquisa foi possível obter junto a UNIJUÍ dados de 10 anos do seu
laboratório de solos, para uma média da quantidade de análises de solos que são realizadas,
anualmente, e a porcentagem de análises básicas e completas. Com base nessas informações
foi dimensionada a quantidade de análises por ano e também estimada melhor a receita bruta
com dados mais embasados na realidade. A tabela 3 e as Figuras 6 e 7 mostra os números
referentes às análises realizadas no laboratório da UNIJUÍ.
Tabela 3: Porcentagem de Análises Básicas e Completas
BÁSICA
MÊS
COMPLETA
(básica + S+Cu, Zn e Mn)
TOTAL
(argila, pH, SMP, P, K, MO, Al, Ca e Mg)
Janeiro
34
38
72
Fevereiro
80
44
124
Março
38
157
195
Abril
272
335
607
Maio
267
321
588
Junho
142
226
368
Julho
230
472
702
Agosto
261
348
610
Setembro
84
118
202
Outubro
42
49
91
Novembro
44
78
122
Dezembro
9
32
41
1503
2218
3721
59,61%
100,00%
Total
%
40,39%
Fonte: Laboratório de Solos da UNIJUÍ.
37
Figura 6: Número de Amostras Básicas e Completas Realizadas por
Mês, no Laboratório de Solos da UNIJUÍ (2011)
Figura 7: Percentual de Análises Básicas e Completas
Fonte: Laboratório de Solos UNIJUÍ (2011)
38
A partir destes dados, adotou-se como critério para o cálculo da receita do
empreendimento, 60% do montante das análises de solos completas e 40% do montante das
análises básicas.
De acordo com consulta feita em empresas que atuam no setor, estabeleceu-se um
valor médio de R$ 28,00 por análise básica e R$ 30,00 por análise completa. A quantidade de
amostras efetuada nos oito anos citados anteriormente e a projeção de receita bruta podem ser
conferidas na Tabela 4.
Tabela 4: Previsão de Receita Bruta
Anos
1
2
3
4
5
6
7
8
Número de Amostras
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
7000
Receita Bruta (R$)
29.200,00
58.400,00
87.600,00
116.800,00
146.000,00
175.200,00
204.400,00
204.400,00
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
A receita, no primeiro ano, ficou em um montante de R$ R$ 29.200,00, no segundo R$
58.400,00, no terceiro R$ 87.600,00, no quarto R$ 116.800,00, no quinto R$ 146.000,00, no
sexto 175.200,00 e no sétimo e oitavo estabilizou em R$ 204.400,00. Esses valores que
representam a receita encontram-se juntamente com seus específicos períodos e número de
análises efetuadas na Tabela 4.
Ao colocar em funcionamento as atividades do laboratório de solos, surge uma série
de despesas que podem sofrer variações conforme a quantidade de amostras, as quais são
consideradas
como
custos
variáveis.
Conforme
informações
obtidas
junto
aos
empreendimentos do ramo e no laboratório de solos da UNIJUÍ, levantaram-se todos os tipos
de custos variáveis, os quais podem ser conferidos detalhadamente no Apêndice C.
39
Tabela 5: Previsão de Custos Variáveis
Ano
1
2
3
4
5
6
7
8
Custo Variável (R$)
4.756,61
6.513,23
8.269,84
10.026,45
11.783,07
13.539,68
15.296,29
15.296,29
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
Durante o funcionamento do laboratório, tem também as despesas que não variam
denominadas de custos fixos. Estes custos independem da quantidade respeitando certa escala
de oferta. Conforme a pesquisa de campo para as dimensões propostas no Projeto não é
necessário prever mudanças no custo fixo ao longo dos 8 anos projetados. Assim, o custo fixo
ficou igual do ano 1 ao 8, sendo estimado um valor de R$ 68.510,00 por ano. Todos os custos
fixos definidos para o funcionamento desse empreendimento foram levantados através de
pesquisas em laboratórios da região e podem ser vistos detalhadamente nos Apêndice B.
3.2 Avaliação do Projeto
3.2.1 Avaliação Econômica do Projeto
Com base em informações obtidas em levantamento a campo, juntamente com
empresas e entidades que desempenham a mesma atividade e foram calculadas neste projeto
conforme todas as etapas descritas acima se chegaram ao quadro da avaliação econômica
conforme Tabela 6. Esse quadro traz as informações dos anos de atividade no qual o projeto
foi calculado, os valores da receita bruta, custo variável, margem bruta, custo fixo, custo total,
renda líquida e renda líquida mensal.
A receita bruta é o resultado do valor total adquirido com a prestação de serviços sem
sofrer descontos ou acréscimos. A margem bruta é a diferença da receita bruta menos o custo
variável. O custo total e a soma do custo variável mais o custo fixo. A renda líquida é a
diferença da renda bruta menos o custo total.
Na Tabela 6, é apresentada a avaliação econômica, verifica-se que a renda líquida, a
partir do terceiro período, é muito boa, ou seja, ela quase atinge o valor do investimento
inicial em apenas um ano. Dessa forma, verifica-se que o projeto é viável, figura 8.
40
Tabela 6: Avaliação Econômica em R$
Anos
No de
Análises
Preço
Análise
Comp.
Preço
Análise
Básica
Receita
Custo
Variável
Margem
Bruta
Custo Fixo
Custo Total
Renda Liquida
1
1000
30,00
28,00
29.200,00
4.756,61
24.443,39
68.510,00
73.266,61
- 44.066,61
2
2000
30,00
28,00
58.400,00
6.513,23
51.886,77
68.510,00
75.023,23
- 16.623,23
3
3000
30,00
28,00
87.600,00
8.269,84
79.330,16
68.510,00
76.779,84
10.820,16
4
4000
30,00
28,00
116.800,00
10.026,45
106.773,55
68.510,00
78.536,45
38.263,55
5
5000
30,00
28,00
146.000,00
11.783,07
134.216,93
68.510,00
80.293,07
65.706,93
6
6000
30,00
28,00
175.200,00
13.539,68
161.660,32
68.510,00
82.049,68
93.150,32
7
7000
30,00
28,00
204.400,00
15.296,29
189.103,71
68.510,00
83.806,29
120.593,71
8
7000
30,00
28,00
204.400,00
15.296,29
189.103,71
68.510,00
83.806,29
120.593,71
1.022.000,0
85.481,47
936.518,53
548.080,00
633.561,47
388.438,53
Totais
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
Figura 8: Renda Líquida/Ano Prevista para 8 Anos
3.2.2 Avaliação da Rentabilidade do Investimento
A taxa interna de retorno (TIR), conforme o Apêndice D., é de 17,00% ao ano. Com
esse índice, o investimento é atrativo, pois supera o custo de oportunidade do capital,
estabelecido em 12% ao ano.
O período de retorno de capital (PRK) desse empreendimento ficou no 6º ano Tabela 7
e Apêndice F, ano o qual demonstra um retorno relativamente rápido considerando o longo
ciclo de vida útil de laboratório de solos.
Isso significa que o projeto se paga no sexto ano e, assim, começa acumular riqueza
pelos próximos anos, possibilitando a evolução e a melhoria do empreendimento.
41
Tabela 7: Avaliação da Rentabilidade do Investimento
Anos
Fluxo
Econômico (R$)
Fluxo Financeiro
(R$)
V.P.L (R$)
T.I.R (R$)
P.R.K (R$)
0
0,00
- 142.418,00
-142.418,00
-142.418,00
- 142.418,00
1
- 38.291,84
- 180.709,84
- 34.189,14
-32.726,42
- 180.709,84
2
- 10.848,45
- 191.558,29
- 8.648,32
-7.924,14
- 191.558,29
3
16.594,93
- 174.963,36
11.811,95
10.359,83
- 174.963,36
4
44.038,32
- 130.925,04
27.987,15
23.496,34
- 130.925,04
5
71.481,71
- 59.443,33
40.560,64
32.595,43
- 59.443,33
6
98.925,09
39.481,76
50.118,53
38.553,23
39.481,76
7
126.368,48
165.850,24
57.162,68
42.090,63
8
126.368,48
292.218,72
51.038,11
35.973,09
TOTAL
R$ 496.309,19
R$ 53.423,59
R$ 0,00
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
3.2.3 Financiamento Saldo de Caixa
Para fins de financiar esse empreendimento, foram levantadas informações sobre
financiamentos juntamente aos órgãos competentes e, desta maneira, realizou-se os cálculos
que chegaram a resultados expressos na Tabela 8.
Com a taxa de juros imposta pelo agente financiador, de 6,5% o que pode ser
verificado no Apêndice H, com um ano de carência para pagamento da primeira parcela, os
cálculos demonstraram que, ao final dos oito anos do projeto, o total de juros pago será de R$
18.278,00, o que não significa muito se comparados aos R$ 92.412,37 do saldo final de caixa,
conforme se pode verificar na Tabela 8. Como visto no primeiro e segundo ano de
funcionamento do laboratório não será possível efetuar o pagamento do financiamento, dessa
forma será necessário à empresa injetar um capital no primeiro ano de R$ 42.920,42 e no
segundo ano de R$ 29.718,84 e no terceiro ano R$ 1.225,35 dessa forma a partir do quarto
ano o laboratório já consegue pagar o financiamento e ainda sobrarão recursos.
42
Tabela 8: Financiamento Saldo de Caixa em R$
Anos
Valor
Amortização
Juros
Prestação
Saldo
Devedor
Fluxo liquído caixa
0
71.209,00
0
0
0
71.209,00
0
1
71.209,00
-
4.628,59
4.628,59
71.209,00
-
42.920,42
2
71.209,00
14.241,80
4.628,59
18.870,39
56.967,20
-
29.718,84
3
55.515,20
14.241,80
3.608,49
17.850,29
41.273,40
-
1.255,35
4
41.636,40
14.241,80
2.706,37
16.948,17
27.394,60
27.090,15
5
27.757,60
14.241,80
1.804,24
16.046,04
13.515,80
55.435,66
6
13.878,80
14.241,80
902,12
15.143,92
-
83.781,17
Totais
0
71.209,00
18278,39
89487,39
92.412,37
Fonte: Dados da pesquisa (2011).
3.2.4 Sensibilidade
A sensibilidade foi usada como uma ferramenta onde foi avaliada a situação
econômica do laboratório em duas diferentes situações, uma em que o laboratório está com
sua demanda normal, obtendo uma boa aceitação no mercado sem nem um tipo de problema.
Já na segunda situação foi simulada uma situação como se o laboratório estivesse trabalhando
em apenas 70% da sua capacidade máxima, ou seja, como se ele tivesse efetuando análises
apenas para financiamentos e correção de solos, e assim mesmo o projeto demonstrou ser
viável com uma boa sobra de capital para a empresa.
43
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A região noroeste do Rio Grande do Sul tem sua economia em grande parte baseada
no setor agropecuário, onde verifica-se também a presença de algumas indústrias que fazem o
beneficiamento dos produtos agrícolas. É estrategicamente cercada por uma boa malha
rodoviária. e composta por vários pequenos e médios municípios produtores onde atuam
inúmeras empresas de assistência técnica, agricultura de precisão e cooperativas.
O estudo demonstrou que a implantação de um laboratório de solos em Santo Ângelo
pode se constituir num empreendimento viável considerando o potencial de demanda por
esses serviços. Se as previsões orçamentárias tanto de investimento como de receitas e custos
se confirmarem, o empreendimento de um laboratório de solos é viável gerando valores de
renda líquida elevados para os padrões da região.
Com tamanho desempenho econômico tem-se um bom retorno sobre o capital
investido demonstrado pela taxa interna de retorno, justificada pelo valor relativamente baixo
do investimento frente ao valor elevado do fluxo econômico a partir do terceiro ano de
funcionamento.
Para que o laboratório consiga pagar seus custos já no primeiro ano necessitaria de
uma demanda de aproximadamente 3.500 análises o que pode ser impossível tendo em vista a
grande vantagem em relação à concorrência devido a gama de clientes já existente no
laboratório de sementes que abrange várias regiões do Estado e do país, facilitando o contato
com os produtores para, assim, conquistar clientes e ganhar espaço no mercado. Além disso, é
fundamental a utilização de estratégias de marketing, negociação de preços e visitas a clientes
que necessitam deste serviço.
A realização desse estudo foi de grande importância para a consolidação do
aprendizado na área de planejamento e projetos agropecuários, onde cada etapa pode ser
desenvolvida e todos os objetivos foram alcançados. Para a empresa o estudo trouxe
44
contribuições importantes e poderá ser muito útil no momento de analisar e decidir sobre a
implantação do empreendimento. Para tanto, se recomenda o aprofundamento do estudo
visando torná-lo mais consistente no que se refere às referências técnicas usadas e,
principalmente, no que tange ao dimensionamento correto do mercado.
45
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUARQUE, C. Avaliação econômica de projetos. Rio de Janeiro: Campus, 1991.
COSTA, P. H. S.; ATTIE, E. V. Análise de projetos de investimento. 3. ed. Rio de Janeiro:
Fundação Getúlio Vargas, 1990. 377p.
GAPE – GRUPO DE APOIO À PESQUISA E EXTENSÃO. Amostragem de solo.
Disponível em: <http://www.gape-esalq.com.br/>. Acesso em: 10 dez. 2010.
HOLANDA, N. Planejamento e projeto. 2. ed. São Paulo: Difel-Forum, 1975.
LIMA, A. P. et al. Administração da unidade de produção familiar: modalidades de
trabalho com agricultores. 3. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. 224p.
RAIJ, B. V. et al. Análise química para avaliação da fertilidade de solos tropicais.
Campinas: Instituto Agronômico, 2001. 285p.
SBCS – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Rolas: histórico do processo
de
criação
do
selo
das
rolas.
Disponível
em:
<http://www.sbcsnrs.org.br/index.php?secao=rolas>. Acesso em: 15 fev. 2011.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Núcleo Regional Sul. Comissão de
Química e de Fertilidade do Solo – RS/SC. Manual de adubação e de calagem para os
estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10. ed. Porto Alegre, 2004. 400p.
TEDESCO, M. J. et al. Análises de solos, plantas e outros materiais. 2. ed. Porto Alegre:
UFRGS/Departamento de Solos, 1995. 174p.
VALERIANO, D. L. Gerenciamento estratégico e administração por projetos. São Paulo:
Makron Books, 2001. 108p.
46
APÊNDICES
47
Apêndice A: Equipamentos do Laboratório, suas Quantidades, Respectivos Valores,
Vida Útil e sua Depreciação
Itens
Quantidade Fornecedor
Preço (R$)
Total (R$)
Vida
útil
Depreciação
(R$)
Computador
1
Supridata
1.500,00
1.500,00
5
240,00
Impressora
1
Supridata
299,00
299,00
5
47,84
Climatizador
Grades para
armazenagem
de amostras
Pia em aço inox
tramontina
Espectrofotômetro
Uv/vis
1
Climasul
1.000,00
1.000,00
15
53,33
3
Casarim
Maquinas
100,00
300,00
20
12,00
2
Tramontina
99,00
198,00
20
7,92
3
J.LAB
2.450,00
7.350,00
20
294,00
Moinho de Solo TE-330
1
TECNAL
3.255,00
3.255,00
15
173,60
Fotômetro de chama
1
SP Labor
7.500,00
7.500,00
20
300,00
pH metro de bancada
Mesa agitadora orbital
para análise de solos
1
JProlab
550,00
550,00
10
44,00
1
Marconi
6.000,00
6.000,00
30
160,00
Bureta digital
Balança analítica
eletrônica
Balança semi-analítica
eletrônica
1
SP Labor
2.100,00
2.100,00
30
56,00
1
JCM
2.400,00
2.400,00
15
128,00
1
JCM
1.500,00
1.500,00
15
80,00
Macropipetadores
4
Aprolab
219,00
876,00
10
70,08
Banho maria grande
1
Alquim
1.600,00
1.600,00
30
42,67
Capela de pvc
Micropipetador
2
Atmos
1.600,00
3.200,00
10
256,00
1
Aprolab
135,00
135,00
30
3,60
Micropipetador
Bloco digestor de
proteína
2
Aprolab
150,00
300,00
30
8,00
2
Alquim
3.600,00
7.200,00
15
384,00
Vidraria
1
Alquim
5.000,00
5.000,00
20
200,00
Chapa aquecedora
1
Alquim
925,00
925,00
30
24,67
Deionizador de água
1
JProlab
800,00
800,00
15
42,67
Agitador magnético
2
JProlab
450,00
900,00
20
36,00
Destilador de água
Escrivaninha com
Gavetas
1
2.000,00
2.000,00
20
80,00
450,00
450,00
15
24,00
Cadeiras Cavaletti
3
JProlab
Casarim
Maquinas
Casarim
Maquinas
60,00
180,00
15
9,60
Bancadas de trabalho
Construção da estufa
ventilada
para solos
Construção da capela
exaustora de gases
Espectrofotometro de
absorção atômica
3
Piaia
1.000,00
3.000,00
10
240,00
3.500,00
3.500,00
50
56,00
4.000,00
4.000,00
10
320,00
74.400,00
74.400,00
R$
142.418,00
25
2.380,80
1
1
1
1
Madelar
Construtora
Madelar
Construtora
AA9000
Labnova
Total
R$ 5.774,77
48
Apêndice B: Custos Fixos
Custos Fixos
Pagamento do Técnico
Pagamento do Funcionário
Pagamento do Funcionário
Encargos Sociais
Energia elétrica
Internet
Telefone
Água
Contador
Aluguel
Total
Mensal (R$)
3.060,00
545,00
545,00
400,00
100,00
100,00
100,00
80,00
200,00
200,00
Total (R$)
39.780,00
7.085,00
7.085,00
5.200,00
1.200,00
1.200,00
1.200,00
960,00
2.400,00
2.400,00
68.510,00
49
Apêndice C: Custos Variáveis
Custos Variáveis
Custo dos reagentes para uma análise completa
Custo dos reagentes para uma análise básica
Manutenção dos aparelhos
Aferição dos aparelhos
Valor Total (R$)
Valor (R$)
1,81
1,68
2.000,00
1.000,00
3.000,00
50
Apêndice D: Custo de Oportunidade do Projeto (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR)
Taxa
VPL
TIR
PRK
Percentual
12%
17,02%
6° ano
51
Apêndice E: Avaliação Econômica
Anos
Número
de
Análises
Preço
Análise
Completa
(R$)
Preço
Análise
Básica
(R$)
1
1000
30,00
28,00
29.200,00
4.756,61
24.443,39
68.510,00
73.266,61
2
2000
30,00
28,00
58.400,00
6.513,23
51.886,77
68.510,00
75.023,23
Rend Liq
(R$)
44.066,61
16.623,23
3
3000
30,00
28,00
87.600,00
8.269,84
79.330,16
68.510,00
76.779,84
10.820,16
4
4000
30,00
28,00
116.800,00
10.026,45 106.773,55
68.510,00
78.536,45
38.263,55
5
5000
30,00
28,00
146.000,00
11.783,07 134.216,93
68.510,00
80.293,07
65.706,93
6
6000
30,00
28,00
175.200,00
13.539,68 161.660,32
68.510,00
82.049,68
93.150,32
7
7000
30,00
28,00
204.400,00
15.296,29 189.103,71
68.510,00
83.806,29 120.593,71
8
7000
30,00
28,00
204.400,00
15.296,29 189.103,71
68.510,00
83.806,29 120.593,71
1.022.000,00
85.481,47 936.518,53
548.080,00
633.561,47 388.438,53
Totais
Receita
(R$)
Custo
Variável
(R$)
Margem
Bruta
(R$)
Custo Fixo
(R$)
Custo Total
(R$)
52
Apêndice F: Rentabilidade do Projeto
Anos
Fluxo
Econômico
(R$)
Fluxo
Financeiro
(R$)
V.P.L (R$)
TIR (R$)
PRK (R$)
0
0,00
-142.418,00
-142.418,00
-142.418,00
-142.418,00
1
-38.291,84
-180.709,84
-34.189,14
-32726,42913
-180.709,84
2
-10.848,45
-191.558,29
-8.648,32
-7924,148289
-191.558,29
3
16.594,93
-174.963,36
11.811,95
10359,831
-174.963,36
4
44.038,32
-130.925,04
27.987,15
23496,3437
-130.925,04
5
71.481,71
- 59.443,33
40.560,64
32595,43955
-59.443,33
6
98.925,09
39.481,76
50.118,53
38553,23122
39.481,76
7
126.368,48
165.850,24
57.162,68
42090,63343
165.850,24
8
126.368,48
292.218,72
51.038,11
35973,09853
292.218,72
TOTAL
496.309,19
53.423,59
0,00
53
Apêndice G: Financiamento do Projeto
Anos
Valor
(R$)
Amortização
(R$)
Juros (R$)
Prestação
(R$)
Saldo
Devedor (R$)
Fl Liq Cx
(R$)
0
71.209,00
0
0
0
71.209,00
1
71.209,00
-
4.628,59
4.628,59
71.209,00
2
71.209,00
14.241,80
4.628,59
18.870,39
56.967,20
3
55.515,20
14.241,80
3.608,49
17.850,29
41.273,40
0
42.920,42
29.718,84
1.255,35
4
41.636,40
14.241,80
2.706,37
16.948,17
27.394,60
27.090,15
5
27.757,60
14.241,80
1.804,24
16.046,04
13.515,80
55.435,66
6
13.878,80
14.241,80
902,12
15.143,92
-
83.781,17
Totais
0
71.209,00
18278,39
89487,39
92.412,37
54
Apêndice H: Juros Financiamento
JUROS
6,50%
55
Apêndice I: Reagentes para Realização 1000 de Análises
1. Determinação do índice SMP
Solução SMP
Reagente
p-nitrofenol [11] g
Trietalonamina [06] Ml
Cromato de potássio [21] g
Acetato de cálcio [23] g
Cloreto de cálcio [42] g
Quantidade
19,18
26
31,57
10,53
557,89
2. Determinação do pH
Cloreto de potássio (para o eletrodo)
Reagente
Quantidade
Cloreto de potássio [22] g
224
NaOH 1,0mol/L e HCl 1,0mol/L (para ajustar a solução SMP)
Reagente
Quantidade
Hidróxido de sódio [24] g
40
Acido clorídrico [02] mL
43
Preço
15,48
0,049
0,184
0,076
0,038
Total
296,9064
1,274
5,80888
0,80028
2,19982
Preço
Total
0,024
5,376
Preço
Total
0,052
0,01
2,08
0,43
3. Para avaliação de P e K
Solução PA
Reagente
Ácido clorídrico [02] ml
Ácido sulfúrico [03] ml
Quantidade
244
42
0,01
0,031
Solução PB
Reagente
Molibdato de amônio [09] g
Ácido clorídrico [02] g
Quantidade
23,03
429
Preço
Total
0,61
0,01
14,0483
4,29
Solução PC
Reagente
Quantidade
Ácido 1-amino 2-naftol 4-sulfônico [28] g
5,21
Sulfito de sódio [25] g
10,42
Metabissulfito de sódio [26]g
Padrões de trabalho
Reagente
Cloreto de potássio [22] g
304,36
Cloreto de sódio [19]g
Fosfato de potássio monobásico [38] g
Quantidade
1
3
3
22
0,024
0,024
0,024
0,0151
0,054
56
4. Para avaliação de matéria orgânica do solo
Solução sulfocrômica
Reagente
Ácido sulfúrico [03] ml
Quantidade
4277
Preço
Total
0,031
132,587
2292,3
0,11
252,153
Quantidade
102,77
Preço
0,052
Total
5,34404
Dicromato de sódio [17] g
5. Para avaliação da Argila do solo
Hidróxido de sódio
Reagente
Hidróxido de sódio [24] g
6. Para avaliação alumínio, cálcio, magnésio, manganês no solo
Cloreto de potássio
Reagente
Quantidade
Preço
Total
Cloreto de potássio [22] g
Azul de bromotimol
Reagente
Hidróxido de sódio [24] g
Azul de bromotimol [29] g
3730
0,024
89,52
Quantidade
6,4
1
Preço
0,052
Total
0,3328
3,12
3,12
Preço
Total
0,052
0,026
Preço
Total
0,53
14,363
0,01
8,35
Preço
Total
Hidróxido de sódio
Reagente
Quantidade
Hidróxido de sódio [24] g
0,5
Cloreto de estrôncio em HCl 0.3%
Reagente
Quantidade
Cloreto de estrôncio [42] g
27,1
Ácido clorídrico [02] ml
835
Padronização de HCl e NaOH
Reagente
Quantidade
Verde de bromocresol [34] g
0,33
9,8
3,234
Vermelho de metila [33] g
0,165
0,84
0,1386
Etanol 95% [01] ml
1500
0,0089
13,35
Acido bórico [12] g
20
0,036
0,72
TRIS [27] g
0,7
0,4
0,28
Preço
Total
0,01
0,25
0,23
0,0414
0,03588
0,05376618
Padrões de trabalho
Reagente
Quantidade
Ácido clorídrico [02] ml
25
Magnésio metálico [53] g
Carbonato de cálcio [43] g
0,18
1,4985
57
Gás Acetileno
1
680
680
Total
1682,225306
Preço dos Reagentes de 1 análise
Básica
7. Para avaliação de Zinco e cobre no solo
Solução HCl
Reagente
Ácido clorídrico [02] ml
Padrões de trabalho
Reagente
Acido nítrico [04] ml
Zinco metálico g
Cobre metálico g
1,682225306
Quantidade
334
Preço
Quantidade
25
0,5
1
Preço
8. Para avaliação de Enxofre no solo
Solução ácido nítrico: ácido perclórico
Reagente
Quantidade
Àcido nítrico [04] ml
1500
Ácido perclórico [08] ml
500
Gelatina em cloreto de bário
Reagente
Quantidade
Gelatina comercial [58] g
Cloreto de bário [45] g
6
20
0,01
Total
3,34
0,021
0,23
0,23
Total
0,525
0,115
0,23
Preço
Total
0,021
31,5
0,153
76,5
Preço
0,6
0,068
Total
3,6
1,36
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luis henrique maciel albiero - Biblioteca Digital da UNIJUÍ