1 Faculdade PROMOVE Gabriela Queiroz Oliveira Borges EFEITO DA LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE NA OSSEOINTEGRAÇÃO Uberlândia MG 2013 2 Gabriela Queiroz Oliveira Borges EFEITO DA LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE NA OSSEOINTEGRAÇÃO Trabalho de conclusão de curso de Especialização em Implantodontia da Faculdade PROMOVE – Unidade Uberlândia. Orientador: Sérgio Pacheco Oliveira Jr. Uberlândia MG 2013 3 Gabriela Queiroz Oliveira Borges EFEITO DA LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE NA OSSEOINTEGRAÇÃO Trabalho de conclusão de curso de Especialização em Implantodontia da Faculdade PROMOVE – Unidade Uberlândia. Banca Examinadora Prof. Dr. Jose Carlos Kiyoshi Kurashige Prof. Dr. Noroel Rosa da Silva Júnior Prof. Dr. Sergio Pacheco Oliveira Júnior Uberlândia, 02 de março de 2013. 4 DEDICATÓRIA Dedico esta monografia a Deus que ilumina sempre o meu caminho. O que seria de mim sem a fé que eu tenho nele! Aos meus pais e irmãos que me deram muito apoio em todos os momentos da minha vida. Ao meu marido que esteve sempre ao meu lado e nunca mediu esforços para o meu crescimento. Ao meu filho que veio completar a minha vida durante este curso de especialização e me dar mais vontade de seguir em frente por um futuro melhor. Aos meus professores que me ensinaram que por mais que achamos que o nosso conhecimento já está bem profundo, estamos enganados, pois o conhecimento é algo que está sempre se renovando. Obrigada a todos por tudo! 5 EPÍGRAFE "A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." [ Albert Einstein ] 6 RESUMO A Implantodontia vem assumindo cada vez mais uma posição de destaque no âmbito da Odontologia e sua interação com outras especialidades é uma realidade. Desde o surgimento da terapia a laser de baixa potência, centrada principalmente na cicatrização de feridas tanto em tecidos moles como em duros, muitos trabalhos vêm sendo realizados visando estudar o efeito bioestimulante que esta luz exerce sobre os tecidos. Na Implantodontia, a energia a laser é empregada com a finalidade de se obter reparação mais rápida, contribuindo para o fenômeno de osseointegração em menor espaço de tempo e um pós-operatório praticamente isento de dor e com resposta inflamatória não prejudicial ao processo de cicatrização. Terapias com laser de baixa potência vêm sendo utilizadas como coadjuvantes na prática odontológica, inclusive na implantodontia, tendo em vista o seu potencial de acelerar a reparação de tecido ósseo peri-implantar além de biomodular os processos inflamatórios. Entretanto, é necessário que os parâmetros de irradiação do laser sejam esclarecidos a fim de se obter os melhores resultados desta terapia. O objetivo desde estudo é avaliar as diferentes aplicações da laserterapia na Implantodontia, através de uma revisão bibliográfica. PALAVRAS-CHAVE: Implantodontia. Laserterapia. Osseointegração. 7 ABSTRACT The Implant is assuming an increasingly prominent position within the Dentistry and its interaction with other specialties is a reality. Since the advent of laser therapy low power focused mainly on wound healing in both soft tissues such as in hard, many studies have been conducted to study the biostimulating effect that light has on tissues. In Implantology, the laser energy is used in order to obtain faster repair, contributing to the phenomenon of osseointegration in the shortest time and postoperative virtually free of pain and inflammatory response not detrimental to the healing process. Therapies with low power laser have been used as adjuvants in dental practice, including in implantology, in view of its potential to accelerate the repair of periimplant bone tissue beyond biomodular inflammatory processes. However, it is necessary that the laser irradiation parameters are clarified in order to obtain the best results of this therapy. The objective of this study is to evaluate the different applications of laser therapy in implantology, through a literature review. KEYWORDS: Implantology. Laser therapy. Osseointegration. 8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 9 2. REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................................ 10 2.1 Reparo ósseo .............................................................................................................................. 12 2.2. Implantes osseointegráveis ........................................................................................................ 13 2.3 Interação do laser com os tecidos biológicos .............................................................................. 13 2.4. Mecanismos de ação do laser .................................................................................................... 14 2.5. Laser de baixa intensidade ......................................................................................................... 15 2.6. Terapia à Laser em baixa intensidade em implantes .................................................................. 16 3. PROPOSIÇÃO ................................................................................................................................. 21 4. DISCUSSÃO ................................................................................................................................... 22 5. CONCLUSÃO ................................................................................................................................. 24 6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ............................................................................................. 25 9 1. INTRODUÇÃO Os implantes osseointegráveis tem sido uma alternativa para reabilitação da função mastigatória, fonação e estética em casos de perda dentária. O sucesso desses implantes depende de uma adequada osseointegração que se caracteriza por aposição íntima de osso neoformado na superfície do implante observada ao microscópio e que é mantida quando esse implante é submetido a cargas funcionais. O processo de osseointegraçao requer um período variável de tempo antes da instalação da prótese e colocação desta em função. Com objetivo de diminuir o tempo de espera para osseointegração vêm sendo propostas várias alternativas de tratamento, que vão desde o emprego de implantes com superfícies modificadas até a utilização da terapia com laser de baixa potência. A fotobiomodulação, promovida pelo laser de baixa intensidade, apresenta efeitos significativos na cicatrização de tecido ósseo sugerindo maior formação óssea em espaço menor de tempo. Acredita-se que o laser é capaz de acelerar o processo de integração do titâneo devido a uma biomodulação positiva do processo de reparação do tecido ósseo periimplantar. Na odontologia os lasers produzem diversos efeitos positivos como redução de edema, alívio da dor, redução da hiperemia nos processos inflamatórios, ativação da microcirculação, produção de novos capilares, estímulo ao crescimento e à regeneração celular, redução de tempo cirúrgico e principalmente redução no tempo de recuperação nas complicações pós-operatórias. Este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos do laser em baixa intensidade sobre os processos biológicos que se seguem à instalação de implantes osteointegráveis. 10 2. REVISÃO DE LITERATURA As primeiras pesquisas utilizando a laserterapia em baixa intensidade foram executadas em 1966 por Endre Mester, que realizou experimentos in vitro observando o comportamento celular após a irradiação com potências reduzidas (MORALES, 2006). O laser terapêutico, como agente acelerador do processo de reparação óssea, vem sendo estudado desde o século passado, mais precisamente a partir da década de 1980 (GENOVESE, 2007). Na Implantodontia, o laser apresentou grandes possibilidades terapêuticas, devido aos efeitos positivos demonstrados em pesquisas como: aceleração no reparo ósseo e conseqüente diminuição do tempo de espera para colocação da supra-estrutura; redução da dor e da inflamação, reduzindo o desconforto do paciente (GERBI; PINHEIRO, JUNIOR, 2007; GENOVESE, 2007). A busca constante do equilíbrio biopsicossocial pelo ser humano requer a inserção de novas e eficazes terapias que adentram no moderno e amplo campo da odontologia. Assim, novas pesquisas com a tecnologia laser indicam novas formas e técnicas do seu uso pelo cirurgião-dentista. Os fundamentos físicos e a interação dessa luz com os tecidos são conhecimentos que devem ser esclarecidos e dominados pelo cirurgião-dentista, possibilitando diferentes pesquisas e consolidando a laserterapia como opção terapêutica na clínica odontológica. (CAVALCANTI, TM et al., 2011) A radiação laser interage com a matéria viva por meio dos processos ópticos de reflexão, transmissão, espalhamento e absorção. A porção de luz que penetra no tecido é dividida em uma parte que será absorvida, outra parte que será espalhada e ainda outra que será transmitida. Quando a luz é absorvida, a energia entregue irá provocar efeitos fotoquímicos, fototérmicos, fotoablativos, ablação induzida por plasma e ainda fotodisrupção. Para que haja efeito clínico é necessário que a luz seja absorvida pelo tecido. A profundidade de penetração da energia do laser nos tecidos depende da absorção e da dispersão. (CAVALCANTI, TM et al., 2011) 11 Os efeitos e os mecanismos de ação da luz laser são complexos e alvos de inúmeras pesquisas com vistas a um melhor delineamento de suas formas de aplicação e indicações. Diversos fatores e variáveis modificam o efeito dos lasers nos tecidos. Esses fatores estão relacionados com as propriedades ópticas (coeficiente de reflexão, absorção e espalhamento) e com as propriedades térmicas (condutibilidade térmica e capacidade térmica) do tecido, além do comprimento de onda, da energia aplicada, da potência pico, da área focalizada e do tempo de exposição à luz laser. (CAVALCANTI, TM et al., 2011) O tratamento que utiliza laser de baixa intensidade é baseado em ações fotoquímicas, fotofísicas e/ou fotobiológicas nas células e nos tecidos. Quando administrado em dose adequada, pode estimular certas funções celulares (RIBEIRO; ZEZZEL, 2003). O laser de baixa potência pode ser utilizado, dentro dos parâmetros adequados, como auxiliar aos tratamentos convencionais na área de Implantodontia, como biomodulador (diminuição da dor e do edema, aceleração da reparação tecidual) ou na terapia fotodinâmica para redução bacteriana no tratamento das periimplantites. (MAROTTI, J; NETO, P.T.; WEINGART, D., 2008) O laser de baixa intensidade vem sendo utilizado como terapia coadjuvante em várias especialidades odontológicas. Suas principais indicações incluem redução da inflamação, analgesia e indução da reparação tecidual. (FRIGGI, et al., 2011 apud HENRIQUES et al., 2010) Apesar dos relatos contraditórios sobre o efeito da luz laser na proliferação celular, estudos demostram que doses e comprimentos de onda apropriados da luz laser são terapeuticamente benéficos na reparação tecidual. Vem sendo postulado por diversos autores que o efeito promovido pelo laser depende da dose aplicada, além disso, existe uma especificidade do tecido com relação ao comprimento de onda. Para que a laserterapia seja utilizada como modalidade terapêutica confiável, é necessário utilizar adequadamente: a dose, o comprimento de onda e a densidade de energia segundo os efeitos e objetivos propostos para cada caso a ser tratado. (FRIGGI, et al., 2011 apud HENRIQUES et al., 2010) 12 O processo de osseointegração de implantes colocados na tíbia de coelhos sofre alteração quando a região é irradiada com laser, em relação ao tempo necessário para que o fenômeno da osseoingração ocorra sem irradiação. Os resultados da análise estatística da freqüência de ressonância e os resultados obtidos para o torque de remoção mostraram diferenças estatisticamente significantes onde o torque nos implantes irradiados apresentaram valores de remoção bem maiores. Com os resultados obtidos concluiu que os implantes instalados que sofreram irradiação com lasers tiveram melhor grau de osseointegração. (BLAY, 2001) Para entendermos melhor o efeito da laserterapia de baixa intensidade na osseointegração faremos um estudo sobre reparo ósseo, implantes osseointegráveis, interação do laser com os tecidos biológicos, mecanismos de ação do laser, laser de baixa intensidade, e terapia à Laser em baixa intensidade em implantes. 2.1 Reparo ósseo O osso, a despeito de ser um dos tecidos mais duros do corpo humano, é biologicamente um tecido altamente plástico. Os processos de modelação e remodelação óssea são processos distintos na reparação óssea (PENHA, P.S 2009, apud GARG, 2004). O processo de remodelação óssea é uma ação seqüencial e conjugada realizada por odontoblastos e odontoclastos. É um processo cíclico que usualmente mantém a condição do osso, sem mudar o tamanho ou formato dos ossos, removendo a porção de osso velho e substituindo-o por novo osso (PENHA, P.S 2009, apud GARG, 2004). O processo de remodelação óssea pode ser definido como o processo central que ajuda a manter a matriz óssea e adapta a mesma às cargas funcionais, o que é necessário para atingir os estágios finais do processo de osseointegração (PENHA, P.S 2009, apud WATZEK, 2004). 13 Penha, P.S (2009) apud Sennerby (2001) caracterizou o processo de reparo ósseo, relacionando-o posteriormente ao processo de osseointegração dos implantes. 2.2. Implantes osseointegráveis Branemark et al. em 1969 acrescentou à clínica uma nova modalidade de tratamento para reabilitar regiões edêntulas quando descreveu, pela primeira vez, os implantes osseointegrados. A partir desse momento foi postulado que um implante osseointegrado é caracterizado pela aposição direta de osso sobre a superfície de titânio do implante, sem a evidência de uma camada de tecido conjuntivo entre o osso e o implante. Esse tecido ósseo, ao redor da superfície do implante, apresenta características normais de osso vivo, com osteócitos e canais (PENHA, P.S 2009, apud ALBREKTSSON, 1993). 2.3 Interação do laser com os tecidos biológicos A energia da luz laser interage de quatro modos quando atinge o tecido. O feixe laser sobre reflexão, transmissão, absorção e espalhamento, sendo a absorção o processo mais importante. Estas interações acontecem em conjunto, e a proporção em que cada uma delas se dá depende da composição dos sistemas biológicos no nível químico e molecular e das características da luz incidente (MORALES, 2006). A energia a laser de baixa intensidade estimula a produção de ATP mitocondrial aumentando a velocidade de reparação tecidual. O efeito analgésico provém do 14 aumento da β-endorfina e a diminuição da prostaglandina, que também irá provocar uma diminuição do processo inflamatório. A ação antiedematosa causada pelo feixe laser se manifesta pelo estimulo à microcirculação e pelo efeito fibrinolítico (GENOVESE, 2007). A interação entre o laser e os tecidos biológicos varia segundo as propriedades de absorção, reflexão, transmissão ou espalhamento. A absorção de energia depende das características físico-químicas do tecido alvo e do comprimento de onda do laser (PENHA, P.S 2009 apud MISERENDINO; PICK, 1995). Considerando o espectro eletromagnético, os comprimentos de onda mais empregados para realizar a laserterapia em baixa intensidade estão na faixa do vermelho (630 a 700 nm) que, por penetrar menos no tecido biológico, é indicado para lesões superficiais e do infravermelho (700 a 904 nm), que é mais penetrante, é o comprimento de onda de eleição quando se busca atingir profundidades maiores no tecido-alvo. (MORALES, 2006). 2.4. Mecanismos de ação do laser A luz visível emitindo em 633 nm (vermelha) é absorvida pelos citocromosoxidase e flavoproteínas causando oxidação de NAD (difosfato de adenosina) e mudando o estado de oxirredução da mitocôndria e do citoplasma. Essa mudança de transporte de elétrons na cadeia respiratória gera aumento na força próton motora, no potencial elétrico da membrana mitocrondrial, na acidez do citoplasma e na quantidade de ATP endocelular (MORALES, 2006). Com relação a luz infravermelha, ocorrem mudanças fotofísicas na membrana celular gerando o mesmo efeito para aumento da permeablidade de íons Ca++, e o resultado final será o mesmo. Os íons Ca++ são mensageiros intracelulares em muitos sistemas de transdução sinalizadas (PENHA, P.S 2009 apud SMITH, T.A., 1991). 15 2.5. Laser de baixa intensidade Os lasers de baixa intensidade são os mais empregados na Odontologia, e eles são divididos em vários grupos, tais como: Hélio-Neônio, Argônio, Arseneto de Gálio e Alumínio. O laser de Hélio-Neônio é emitido em vários comprimentos de onda, sendo o mais comum o de 632,8 nm, apresentando uma série de indicações nas áreas biomédicas devido ao seu efeito bioestimulante. O laser de Arseneto de Gálio e Alumínio é um tipo de semicondutor, seu comprimento de onda de emissão é na faixa de 830 nm, portanto, além de ter um efeito bioestimulante, pode atingir grande profundidade de penetração nos tecidos (MORALES, 2006). Segundo Penha, P.S (2009) apud Hode e Tuner (2006), alguns parâmetros técnicos devem ser levados em consideração para utilização dos lasers.. Parâmetros relacionados com o equipamento utilizado como: tipo de Laser, comprimento de onda, características do feixe laser, sistema de entrega, modo de emissão do feixe de luz e calibração do instrumento. Dentro dos parâmetros de tratamento estão: tecido alvo, área a ser tratada, modo de aplicação, dose aplicada, densidade de potência na área tratada, distância do feixe à superfície do tecido, número de sessões e freqüência destas. Os parâmetros médicos abrangem: descrição da amostra, critérios de inclusão e exclusão, medicação administrada pré, trans e pós-tratamento, combinação de outros métodos terapêuticos e período de acompanhamento. É importante conhecer a potência média do laser para calcular a dose a ser administrada. A densidade de potência ou intensidade ou taxa de fluência é a potência de saída de luz, por unidade de área, que é medida geralmente por W/cm². Já a densidade de energia, dose ou fluência são o parâmetro mais importante para observar os resultados obtidos com esta terapêutica, que é medida geralmente em J/cm². (RIBEIRO, M.S; ZEZELL, D.M 2004). Os efeitos estimulativos da luz laser em tecidos biológicos dependem, no mínimo, de quatro parâmetros além do comprimento de onda de luz: a intensidade limiar da luz, a secção transversal do feixe, o tempo total de irradiação e a densidade de energia (PENHA, P.S 2009 apud SOMER, A. P et al., 2001). 16 A terapia com laser de baixa intensidade tem muitas apliações, como por exemplo: aceleração dos processos de cicatrização, aceleração de remodelação e reparo ósseo, restabelecimento da função neural após injúria, normalização da função hormonal, estimulação da liberação de endorfina e regulação do sistema imunológico (PENHA, P.S 2009 apud WALSH, 1997). A maioria das respostas biológicas diante do laser de baixa potência ocorre entre as doses de 1,0 e 10 J/cm². (PENHA, P.S 2009 apud REDY G.K, 2004). 2.6. Terapia à Laser em baixa intensidade em implantes BLAY, A. (2001) avaliou o processo de osseointegração de 120 implantes inseridos na tíbia de 30 coelhos através do torque de remoção e da análise da freqüência de ressonância. Os implantes foram instalados com torque de 40 Ncm2, tendo sua estabilidade inicial também monitorada através do analisador de freqüência de ressonância. Os coelhos foram então divididos em três grupos: um controle e dois de teste. Um dos grupos teste foi irradiado com um laser infravermelho (830nm) e o outro grupo com um laser na faixa do visível (680 nm). Foram realizadas 10 sessões de irradiação, com intervalos de 48 horas entre elas, sendo a primeira no pós-operatório imediato. A densidade de energia da irradiação foi de 4 J/cm² por ponto, sendo dois pontos de cada lado da tíbia. Os grupos, então, foram avaliados quanto ao torque de remoção e à freqüência de ressonância dos implantes, após os períodos de três e seis semanas. Os resultados da freqüência de ressonância indicaram que para os dois grupos de laser houve diferença significante entre os valores de freqüência no momento da instalação dos implantes e os valores obtidos para três e seis semanas. Por sua vez, os resultados obtidos para o torque de remoção entre os três grupos mostraram a diferença estatisticamente significante após o período de seis semanas, sendo que os grupos 17 irradiados apresentaram valores de torque de remoção bem maiores, em média, que o grupo controle. Os grupos irradiados com laser tiveram melhor grau de osseointegração. (BLAY, A., 2001) Penha, P.S 2009 apud Dortbudak, et al. (2002), examinaram efeito do laser em baixa potência nos osteócitos e na reabsorção óssea em lugares implantados de cinco camundongos machos. Foram feitas quatro perfurações em cada crista ilíaca. Os locais do lado esquerdo foram irradiados (690 nm) por um minuto com 6 J e 100 mW após a colocação de quatro implantes Frialit-2 Synchro. Cinco dias depois o osso foi removido em bloco e avaliado histomorfometricamente. O estudo mostrou que a viabilidade do osteócito foi significativamente maior no grupo irradiado do que no grupo controle, portanto, os autores concluiram que essa terapia pode trazer efeitos benéficos na osseointegração de implantes, porém observaram que a taxa de reabsorção óssea não foi afetada pela radiação laser. Castilho Filho (2003) avaliou biomecanicamente a influência da irradiação laser em baixa intensidade no processo de reparação óssea após cirurgia de colocação de 66 implantes de titânio em tíbias de 33 coelhos. Cada animal recebeu dois implantes, um em cada tíbia, e foram divididos em três grupos, de acordo com o período de remoção de implante (14, 21 e 42 dias). Uma das tíbias foi irradiada por 10 segundos com o laser GaAIAs (780 nm), emitindo uma densidade de energia de 7,5J/cm². As irradiações foram realizadas em quatro pontos a cada 48 horas, por um período de 14 dias. Foram registrados os valores para o torque de remoção dos implantes em cada grupo. Os grupos irradiados de 21 e 42 dias após o início da irradiação apresentaram médias de valores de torque de remoção superiores aos seus respectivos controles, sendo esta diferença estatisticamente significante. Carvalho (2007) realizou um estudo experimental colocando implantes dentais do sistema PPMM em cães com o objetivo de avaliar clínica e histologicamente, através de microscopia eletrônica de varredura, a eficácia do uso de laser diodo com comprimento de onda de 830 nm e dose de 3J/cm² na cicatrização óssea após a colocação de implantes dentais nas tíbias de cães. Dez cães de ambos os sexos, com peso médio de 14kg foram usados nesse estudo e divididos em dois grupos. 18 Os animais foram irradiados três vezes por semana durante duas semanas e sacrificados após 45 dias de implantados. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que acima de 45 dias não se é possível detectar macroscopicamente diferenças entre tecido ósseo perimplantar irradiado e não irradiado. Entretanto, a microscopia eletrônica de varredura mostrou que existiram diferenças em relação à estrutura e organização óssea e na vascularização da interface implante/osso, tendo os tecidos irradiados um osso mais desenvolvido no terço superior e médio e arranjo lamelar mais denso e compacto na interface titânio/osso e, portanto melhor qualidade de cicatrização óssea. (CARVALHO, 2007) Penha, P.S (2009) apud Guzardella et al. (2003) estudaram os efeitos da aplicação do laser em baixa potência GaAIAs (780 nm, 300 J/cm², 1 W, emissão pulsada) na osseointegração de implantes. Foram colocados implantes cilíndricos de hidroxiapatita no fêmur direito e esquerdo de doze coelhos. O fêmur esquerdo de todos os coelhos foi irradiado no pós-operatório imediato e após cinco dias consecutivos por 10 minutos e os fêmures direitos serviram como controle. Os autores observaram um maior índice de afinidade entre osso/implante, como também como uma diferença significativa na microdureza do osso no grupo irradiado quando comparado ao grupo controle. Penha, P.S (2009) apud Khadra, M. et al (2005) investigou se a laserterapia em baixa potência teria um potencial de melhorar a interação do implante de titânio. Verificou que a laserterapia em baixa potência estimulou a força mecânica na interface osso/implante após um período de 8 semanas de cicatrização. Análises minerais e histomorfométricas mostraram que o grupo irradiado apresentava maior contato osso/implante que o grupo controle. Penha, P.S (2009) apud Matsumoto, H et al. (2000), estudaram a irradiação eletromagnética pulsada em osso peri-implantar de 45 coelhos visando favorecer o crescimento ósseo. Os autores realizaram aplicações de 4 ou 8 horas por dia. Os animais foram sacrificados com uma, duas ou quatro semanas e foi realizada análise microscópica. Os resultados mostraram que a maior formação óssea peri-implantar ocorreu com duas semanas nos implantes irradiados. 19 As lesões da peri-implantite são caracterizadas por inflamação da gengiva, migração apical do epitélio juncional e exposição das roscas do implante ao ambiente oral, gerando bolsas periimplantares. Se não tratada apropriamente, a peri-implantite pode levar à reabsorção óssea e conseqüente perda do implante. Ainda não há indicação na literatura de um tratamento efetivo para a periimplantite. O laser de baixa potência surge como um coadjuvante objetivando acelerar o processo de reparação, diminuir os sinais da inflamação e viabilizar a neoformação óssea. (MAROTTI, J.; PIGOZZO, M.N.; NAKAMAE, A.E.M.; TORTAMANO, P.; LAGANÁ, D.C.; CAMPOS, T.N., 2008) A terapia fotodinâmica, por meio da associação da luz vermelha do laser com o corante azul de metileno, irá promover a redução bacteriana, sendo uma importante ferramenta, aliada a terapia convencional, no tratamento da periimplantite. (MAROTTI et al., 2008) A laserterapia em baixa potência apresenta grande eficiência terapêutica. Os principais efeitos desse tratamento se baseiam na capacidade antiinflamatória e antiálgica, resultando em um pós-operatório de melhor qualidade. Atuando principalmente na bioestimulação dos processos cicatriciais. O laser em baixa potência pode regular os primeiros passos do contato celular com a superfície do titânio. A utilização do laser em baixa potência com doses entre 1,5 e 3 J/cm² pode modular a atividade celular em interação com o implante, consequentemente melhorando a cicatrização tecidual. (PENHA, P.S 2009) Em estudo feito para avaliar a osseointegração de implantes cilíndricos lisos, colocados em tíbias de coelhos, submetidos ou não à irradiação com laser de baixa intensidade (AsGaAl), foi verificado que existe diferença significativa inter-grupos em relação ao fator isolado tempo. Os valores do torque de remoção dos implantes lisos no período de 30 dias são superiores ao período de 16 dias, independentemente da aplicação de laser. (PENHA, P.S 2009 apud MEYER, KRM et al 2011) O efeito da radiação do laser diodo de AsGaAl foi avaliado em culturas osteogênicas derivadas do osso alveolar humano cultivadas sobre discos de titânio. Os resultados indicaram que o laser estimula a expressão do fenótipo osteoblástico em células cultivadas sobre titânio, sugerindo possíveis benefícios no processo de 20 osseointegração. Apesar dos efeitos benéficos predominantes não se pode descartar que a radiação laser afetou negativamente as culturas, apontando a necessidade de mais estudos avaliando mais extensivamente seus efeitos antes de se estabelecer sua verdadeira contribuição à Implantadontia. (PETRI, A.D 2008) Ao analisar os protocolos de irradiação em implantodontia de diferentes empresas de laser a fim de esclarecer seus parâmetros, observa-se que os equipamentos emitem radiação com comprimento de onda de 780 a 980 nm. O laser mais utilizado em estudos de bioestimulação óssea é o laser de AsGaAl com comprimento de onda de 830 nm , porque tal comprimento de onda é mais eficaz em tecidos mineralizados e em regiões mais profundas, o que foi demonstrado em estudos que apresentaram resultados positivos. (PENHA, P.S 2009) Após análise e verificação dos protocolos de aplicação do laser na implantodontia foi possível concluir o seguinte: Os lasers mais utilizados em odontologia com finalidades terapêuticas apresentamse na região do espectro eletromagnético entre o vermelho e o infravermelho; Os comprimentos de onda variam entre 660 a 980 nm; Existe uma variação de emissão de potência entre 40 e 100 mW; As doses de energia variam de 2,6 a 12 J/ por ponto de aplicação, sendo que 4 pontos de 4 J são capazes de bioestimular o tecido ósseo peri-implantar; As aplicações de laser devem ser realizadas a cada 48 horas, iniciando-se no pósoperatório imediato, e estendendo-se por 2 a 4 semanas; A fim de se obter o efeito biomodulador da laserterapia na implantodontia, é imprescindível o conhecimento adequado das propriedades e características do laser. (FRIGGI, T.R et al 2011) 21 3. PROPOSIÇÃO Este trabalho teve por objetivo revisar a literatura referente ao emprego do laser de baixa intensidade na terapia com implantes osteointegráveis. 22 4. DISCUSSÃO A osteogênese, durante a fase de reparo ósseo, pode ser estimulada nos seus estágios iniciais pela aplicação do laser de baixa potência, que promove uma bioestimulação tecidual, a qual resulta na abreviação de tempo do reparo ósseo (CARVALHO et al., 2002). As regiões adjacentes aos implantes que foram irradiadas pelos lasers de baixa potência apresentaram um reparo ósseo mais organizado e mais adiantado, no período inicial do reparo, do que aquelas que não receberam o estímulo do laser de baixa potência, sugerindo que o laser de baixa potência favorece o processo de reparo ósseo durante os seus estágios iniciais. (PENHA, P.S 2009 apud GUZZARDELLA, G.A et al., 2002). A pesquisa realizada por Blay, A. (2001), comparou no mesmo estudo dois diferentes comprimentos de onda do laser de diodo (690 e 830 nm). Os autores instalaram implantes em tíbias de coelhos e bioestimularam com os lasers de diodo, seus resultados mostraram que ambos os lasers proporcionaram um melhor grau de osseointegração quando comparados com o grupo que não recebeu a terapia de laser em baixa potência. Os lasers de baixa potência são absorvidos pelos tecidos e promovem efeitos bioquímicos, bioelétricos, bioenergéticos em nível celular (CARVALHO et al., 2002). Os lasers de baixa potência parecem atuar como bioestimuladores dos fatores de indução óssea, quimiotaxia, proliferação e trofismo celular e da microcirculação local. Apresentam também alguns benefícios para a modulação da reação inflamatória, tais como liberação de beta-endorfinas e controle da enzima prostaglandina (LOPES, L.A; BRUGNERA, A.J. 1998) A terapia a laser em baixa potência age em tecidos e células que sofreram algum tipo de injúria, especificamente nos fotorreceptores das mitocôndrias. Ocorre aumento da energia e metabolismo celular, através do aumento da síntese do ATP celular (KARU, T 1998). 23 O laser também estimula a proliferação celular a partir da ativação do DNA, da síntese de proteínas e de enzimas (PENHA, P.S 2009 apud ANDREU M.I.G.; ZALDÍVAR, C.V 1996) A terapia a laser em baixa potência, favorece a proliferação de fibroblastos e osteoblastos, produz aumento acentuado do depósito de tecido osteóide; aumento da síntese do colágeno; níveis aumentado de enzimas como fosfatase alcalina, quando aplicado durante as fases iniciais do reparo ósseo (PENHA, P.S 2009 apud DORTBUDAK, O. et al 2000). O laser de diodo no comprimento de onda de 830 nm tem um papel biomodulador na remodulação óssea, aumentando tanto o número de osteoblastos como dos osteoclastos (PENHA, P.S 2009 apud KAWASAKI; SHIMIZU, 2000). Relatos utilizando laser de baixa potência He-Ne mostraram ação positiva na osteogênese e na biomodulação de defeitos ósseos provocados em roedores, como, aumento significativo da vascularização local, aumento do número de osteoblastos e osteoclastos (PENHA, P.S 2009 apud TRELLES, et al 1987) O laser de baixa potência He-Ne promove proliferação e maturação de osteoblastos humanos, in vitro, com aumento dos níveis das enzimas fosfatase alcalina, osteopontina, sialoproteína óssea (PENHA, P.S 2009 apud STEIN et al., 2005). O laser de baixa potência parece agir melhor na reparação tecidual, durante as fases iniciais, través do estímulo da proliferação de células osteoprogenitoras, osteoblastos, osteoclastos, fibroblastos e células endoteliais e na liberação de fatores de crescimento. A neoformação óssea, por sua vez, depende da microcirculação local, da proliferação celular, e ainda, da liberação de fatores crescimento e indutores, para que ocorra dentro dos padrões de normalidade (PENHA, P.S 2009 apud SCHENK, 1996). Mais estudos na área de laserterapia de baixa potência são necessários para esclarecer qual o melhor comprimento de onda para bioestimulação do reparo do tecido ósseo, bem como, a melhor dose de aplicação e o intervalo de tempo das aplicações. 24 5. CONCLUSÃO A laserterapia em baixa potência apresenta grande eficiência terapêutica. Os principais efeitos desse tratamento estão na capacidade antiinflamatória, antiálgica, resultando em um pós-operatório de melhor qualidade. Atuando principalmente na bioestimulação dos processos cicatriciais. O laser de baixa potência é considerado uma opção de tratamento promissora, de fácil manejo e aceitação por parte dos profissionais e pacientes, além de ser um método de tratamento não invasivo, ao contrário de outros métodos bioestimuladores, que precisam ser cirurgicamente instalados na área receptora. A terapia a laser em baixa potência pode promover a reparação e a mineralização óssea, dessa maneira pode ser proveitoso clinicamente na formação óssea de defeitos esqueléticos, podendo também ser utilizado como um tratamento adicional na aceleração da osseointegração de implantes. O laser em baixa potência pode regular os primeiros passos do contato celular com a superfície do titânio. A utilização do laser em baixa potência com doses entre 1,5 e 3 J/cm² pode modular a atividade celular em interação com o implante, consequentemente melhorando a cicatrização tecidual e, finalmente,o sucesso do implante. 25 6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BLAY, ALBERTO. 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