Lesão de Alto Grau Quando o tratamento destrutivo pode ser uma boa opção? Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Maria José de Camargo 15/08/15 20 min CERVIX www.cervixcolposcopia.com.br Estudos durante a última década têm demonstrado impacto dos tratamentos excisionais sobre a fertilidade: Parto prematuro Baixo peso ao nascer 15/08/15 The risk of preterm birth following treatment for precancerous changes in the cervix: a systematic review and meta-analysis FJ Bruinsma,a MA Quinnb. www.bjog.org March 2011. Tratamento Excisionais: conização por lâmina fria, laser e EZT (LLETZ, CAF) Destrutivos (ablatives): criocauterização, vaporização por laser, diatermia radical, “cold coagulation. 15/08/15 Objetivo do tratamento destrutivo da lesão precursora do câncer do colo do útero: destruir a zona de transformação atípica do colo uterino, onde se localiza a doença intraepitelial escamosa. 15/08/15 Histórico das técnicas destrutivas q Eletrocauterização q eletrodo em bola ou espátula que se tornava aquecido e vermelho ( 200˚ a 800˚C) com a passagem da corrente q Início do século XX: tratamento de “cervicite crônica”, “erosão” q Baixa eficácia terapêutica para o tratamento das NICs • 15/08/15 Richart and Sciarra, 1968; Deigan, 1986; Wright, Richart, Firenczy, 1992 TRATAMENTOS DESTRUTIVOS DAS LESÕES PRECURSORAS A destruição da Zona de Transformação deve ter uma profundidade de 7 mm para atingir a base das glândulas Anderson , Hartley, 1980; Jordan, 1985 15/08/15 Zona de Transformação com epitélio displásico: orifícios glandulares espessados e pontilhado. Cartier, 1974 Tratamentos destrutivos para a Neoplasia Intraepitelial Cervical q Cold coagulation “coagulação a frio” q 15/08/15 Semm, 1966: eletrocoagulação a 50˚ – 70˚C q Cold coagulation “ coagulação a frio” q q Critérios para tratamento q Colposcopia com multiplas biópsias (2-4) q ZT totalmente visualizada q Nenhuma suspeita de microinvasão ou AIS q Ausência de tratamento prévio da ZT Eficácia terapêutica q Abordagem ver e tratar , para NIC I e NIC II com 95% sucesso terapêutico q Sucesso terapêutico descrito ≥ 90% para tratamento NIC II e NIC III q 15/08/15 Duncan, 1995; Williams,1993; Smart,1987; Farquarson,1987 15/08/15 Conclusões dos autores Críticas Catherine Sauvaget, Richard Muwonge, Rengaswamy Sankaranarayanan M Kyrgiou, M Arbyn, E Paraskevaidis • • • Taxas de cura para NIC na “cold coagulation” são comparáveis a outros métodos destrutivos ou excisionais • “Cold coagulation” é indicada para todos os graus de NIC • • • 15/08/15 Método seguro, rápido e aceitável. Mais relevante para uso em locais com recursos limitados Revisão sistemática incluiu apenas estudos observacionais Nenhum estudo em países em desenvolvimento Impacto obstétrico ainda não bem estudado Destruições extensas X destruições menores Eletrocoagulação Diatérmica 15/08/15 Radical Diathermy, descrita em 1971 Eletrocoagulação difusa da ZT + inserção de um eletrodo em agulha repetidas vezes até a profundidade de 7 mm Chanen descreveu um sucesso terapêutico de 98% em 2990 pacientes tratadas, com 2/3 delas apresentando NIC III (seguimento de 12 meses a 10 anos) Criocauterização Crisp, 1967 Congelamento do epitélio cervical a -20˚C Cristalização e ruptura das células Várias sondas Congelamento em 2 tempos (Creasman, 1973) Gás: óxido nitroso – ponto máximo de congelamento -90 ˚C dióxido de carbono - 60 ˚C 15/08/15 COLPOSCOPY AND TREATMENT OF CERVICAL INTRAEPITHELIAL NEOPLASIA: A BEGINNER'S MANUAL, Edited by J.W. Sellors and R. Sankaranarayanan Criocauterização Critérios de seleção para tratamento • Lesão ectocervical (zona de transformação)sem extensão endocervical e/ou vaginal 15/08/15 Colposcopy and Treatment of Cervical Intraepithelial Neoplasia: A Beginners’ Manual. John W. Sellors, M.D. R. Sankaranarayanan, M.D. IARC (International Agency for Research on Cancer) Criocauterização v Sucesso terapêutico v fatores: v Tamanho da lesão v Gravidade v Localização v Tipo de v Duplo 15/08/15 sonda utilizada congelamento v Complicações v Raras: (3 e 9 h mais difícil tratamento) VIA e crioterapia • Proposta para locais com poucos recursos • Exame e tratamento em consulta única • Inspeção visual do colo uterino após aplicação do ácido acético 5% • Mulher deve preencher os critérios de seleção para tratamento: • 15/08/15 • DOENÇA ECTOCERVICAL • SEM SINAIS DE INVASÃO Menor custo em função de abordagem única e da tecnologia utilizada Ablação por laser LASER: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation feixe paralelo de luz , comprimento uniforme de ondas Mais utilizado: laser de dióxido de carbono 15/08/15Monaghan, 1995 Ablação por laser Critérios para tratamento v v Colposcopia prévia v Zona de transformação completamente visível v Sem suspeita para invasão ou microinvasão v Ausência de doença glandular v Complicações 15/08/15 v Dor durante o procedimento v Sangramento pós-operatório v Infecção TRATAMENTOS DESTRUTIVOS DAS LESÕES PRECURSORAS Cauterização por laser comparada com excisão eletrocirúrgica Doença residual Meta-análise de 3 ensaios clínicos ( Alvarez 1994 ; Dey 2002 ; Mitchell 1998 ), 911 participantes: pequena diferença no risco de doença residual RR 1.15, 95% (CI 0.59 to 2.25) Surgery for cervical intraepithelial neoplasia . Martin-Hirsch Pierre PL, Paraskevaidis Evangelos, Bryant Andrew, Dickinson Heather O, Keep Sarah L . Cochrane Database of Systematic Reviews, Issue 07, 2012 15/08/15 Criocauterização X Cauterização por laser (Laser ablation) • • Meta-análise de 6 ensaios clínicos randomizados, incluindo 935 participantes. ( Berget 1987 ; Jobson 1984 ; Kirwan 1985 ; Kwikkel 1985 ; Mitchell 1998 ; Townsend 1983 ) Sem diferenças significativas entre os dois tratamentos (RR 1.13, 95% CI 0.73 to 1.76) 15/08/15 Criocauterização X Cauterização por laser Não há diferenças em termos de doença residual • • • 15/08/15 Criocauterização apresenta melhor resultado quando feita em dois tempos e deveria ser usada desta forma. A cauterização por laser parece ser mais eficaz no tratamento da NIC III, porém com resultados sem diferenças estatisticamente significantes. Não foi observada diferença no tratamento das NIC I e NIC II, entre as duas técnicas. Criocauterização X Cauterização por laser (Laser ablation) • Efeitos colaterais: • • 15/08/15 Na cauterização por laser foram menos observados: • Reações vasomotoras • Secreção vaginal fétida no pós-operatório Não houve diferença em relação a outros efeitos colaterais avaliados, embora dor e sangramento per-operatório parecem ser mais frequentes na cauterização por laser Evidência extraida dos 29 ensaios clínicos • Não há técnica cirúrgica superior para o tratamento das NIC. • A crioterapia parece ser um tratamento efetivo para doença de baixo grau, mas não para a de alto grau. • A escolha do tratamento para as lesões ectocervicais deve ser baseada no custo / efetividade. • Os tratamentos excisionais permitem avaliação histológica mais confiável do que as biópsias dirigidas pela colposcopia obtidas 15/08/15 antes dos tratamentos destrutivos TRATAMENTOS DESTRUTIVOS DAS LESÕES PRECURSORAS Critérios de seleção para técnicas destrutivas q Colposcopia criteriosa q Comprovação histológica de NIC (biópsia) q ZT completamente visível incluindo toda a lesão q Ausência de doença glandular q Sem suspeita citológica ou colposcópica de invasão ou m icroinvasão q Critérios rígidos para uso do equipamento: crio, laser, etc. q Colpocitologia endocervical negativa ( ou curetagem endocervical, onde utilizada) 15/08/15 TRATAMENTOS DESTRUTIVOS DAS LESÕES PRECURSORAS A destruição da Zona de Transformação deve ter uma profundidade de 7 mm para atingir a base das glândulas Anderson , Hartley, 1980; Jordan, 1985 15/08/15 Zona de Transformação com epitélio displásico: orifícios glandulares espessados e pontilhado. Cartier, 1974 ZT e tipos de excisão Tratamentos destrutivos Excisão tipo 1 15/08/15 Excisão tipo 2 Excisão tipo 3 (cone) A Federação Internacional de Colposcopia e Patologia Cervical (IFCPC) em colaboração com a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC) convidam: Curso de colposcopia à distancia AULAS TEÓRICAS: site IFCPC Curso prático: FIOCRUZ – Instituto Fernandes Figueira (Rio de Janeiro, Brasil) UFF - Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brasil) USP – Universidade de São Paulo (São Paulo, Brasil) UFPR – Universidade Federal do Paraná (Paraná, Brasil) 15/08/15 Curso de colposcopia à distancia IFCPC / ABPTGIC Objetivos Prover formação básica para início da prática da colposcopia ao ginecologista. Capacitar ginecologistas, que já tenham uma formação básica em colposcopia para diagnosticar e tratar a mulher portadora de doença prémaligna do colo uterino e do trato genital. 15/08/15 Estimular a formação de centros de diagnóstico e tratamento em patologia