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REMOÇÃO DE BRÁQUETES ORTODÔNTICOS CERÂMICOS COM LASER
REMOÇÃO DE BRÁQUETES
ORTODÔNTICOS CERÂMICOS COM LASER
LASER DEBONDING CERAMIC
ORTHODONTICS BRACKETS
Anael Carlos RODRIGUES *
_________________________________________
* Formado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da UFRJ em 1974. Especialista em
Ortodontia e Ortopedia Facial, Ortopedia Funcional dos Maxilares e Radiologia Bucal.
Professor e um dos fundadores dos cursos de especialização em Ortodontida da ABO-VR,
desde 1975, e da CIODONTO-ORTOGEO de São José dos Campos há seis anos. Professor de
Ortopedia Funcional dos Maxilares na CIODONTO-ORTOGEO de São José dos Campos.
Atualmente concluindo curso de mestrado em Bioengenharia na área de lasers na UNIVAP São
José dos Campos. É Ten-Cel dentista da Aeronáutica. Membro Titular Efetivo da Academia
Tiradentes de Odontologia (ATO).
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REMOÇÃO DE BRÁQUETES ORTODÔNTICOS CERÂMICOS COM LASER
RESUMO
Remover bráquetes é um procedimento rotineiro em Ortodontia, mas
exige atenção, principalmente na descolagem de bráquetes cerâmicos por apresentarem
maior risco de injúrias aos dentes. Podem ocorrer trincas ou fraturas do esmalte ou
mesmo os bráquetes se partirem dificultando a remoção do remanescente aderido ao
dente e comprometendo os resultados. Nesta abordagem, são apresentadas, discutidas e
comparadas técnicas diferentes de descolagem de bráquetes cerâmicos com laser, alguns
tipos de laser utilizados, os cuidados a serem tomados na remoção e os protocolos dos
diversos lasers para a remoção dos bráquetes em segurança e sem riscos.
ABSTRACT
Remove brackets is a routine procedure in orthodontics, but requires
attention, especially on take-off of ceramic brackets because they have a higher risk of
injuries to the teeth. Cracks or fractures can occur enamel or even leave the brackets are
hindering the removal of remaining adhered to the tooth and compromising results. In
this approach, are presented, discussed and compared different techniques of debonding
of ceramic laser, some types of laser used, care should be taken when removing and
protocols of various lasers for the removal of brackets safely and without risk.
Unitermos: Descolagem; Ortodontia; Remoção de Bráquetes.
Uniterms: Takeoff; Orthodontics; Brackets removal.
INTRODUÇÃO
O primeiro trabalho científico sobre a colagem direta de bráquetes em
dentes, com resina epóxica, deu o primeiro passo de uma técnica que evoluiu
rapidamente, tornando-se um procedimento rotineiro do tratamento ortodôntico
(NEWMAN, 1965).
Entretanto, segundo A remoção de bráquetes ortodônticos colados pode
provocar lesões irreversíveis ao esmalte dental do tipo trincas ou fraturas, se não forem
tomados os cuidados necessários (HIRAYAMA; MARTINS; PICOSSE et al., 2001).
Com bráquetes metálicos, a remoção é mais simples, porque a base do
bráquete se deforma com a tensão do alicate para remover bráquetes e o acessório se
descola (CHEVITARESE 2005).
Todos os procedimentos utilizados para remover bráquetes transmitem
carga para a superfície do esmalte e podem provocar danos permanentes (BENNETT;
SHEN; WALDRON, 1984).
O risco é maior quando descolamos bráquetes cerâmicos, porque são
tracionados pelo alicate de polipropileno, sem que se deformem e nem sempre são
seguidas
as
recomendações
do
fabricante
(THEODORAKOPOULOU;
SADOWSKY; JACOBSON et al., 2004).
Se por um lado os bráquetes cerâmicos permitem excelente estética, uma
das maiores restrições à sua utilização deriva da grande possibilidade de fratura do
esmalte na remoção. A translucidez destes acessórios aumenta a eficiência da colagem,
mas favorece a quebra por aumento da coesão (CHEVITARESE, 2005).
O emprego do laser afasta o risco e encoraja o uso de bráquetes
cerâmicos. Isto interessa aos fabricantes de bráquetes de cerâmica porque elimina um
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fator negativo destes acessórios e interessa aos profissionais porque afasta,
definitivamente, o problema da fratura, quando removemos bráquetes cerâmicos.
A fratura ocorre por inadequação do método para remover os bráquetes
cerâmicos o que pode ser resolvido com alguns tipos de laser (ABDUL-KADER;
IBRAHIM, 1999; AZZEH; FELDON, 2003; MERCADANTE; MARTINS; VILLA
et al., 2003 e HAYAKAWA, 2005).
O objetivo deste trabalho é demonstrar que a utilização de laser como
auxílio para remover bráquetes cerâmicos, permite fazê-lo em segurança, sem o risco de
fraturas.
MATERIAL E MÉTODO
Neste estudo são apresentadas e discutidas questões relevantes sobre a
descolagem de bráquetes de cerâmica utilizados no tratamento ortodôntico, os riscos de
fraturas e outras injúrias aos tecidos dentários durante o procedimento de remoção e
como evitar que ocorram. Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem de
vinte publicações sobre as intervenções com laser na remoção, analisadas, discutidas e
comparadas aos métodos convencionais como solução para impedir as lesões aos
tecidos dentários.
REVISTA DA LITERATURA
Durante os anos 80 e no início dos anos 90, o uso de lasers foi
introduzido na Odontologia, à medida que foram sendo aprovados pela Food and
Drug Administration (FDA). Os ortodontistas encontraram várias utilizações para
o laser, incluindo o descolamento de bráquetes de cerâmica. A energia do laser
degrada o adesivo utilizado para colar os bráquetes. Deste modo, forças menores
são utilizadas para o descolamento, reduzindo o risco de danos ao esmalte.
Entretanto, o calor produzido pelos lasers também é capaz de lesar a polpa. A
combinação correta do tipo de laser, da resina de colagem e do bráquete podem
minimizar os riscos, tornando a remoção mais eficiente.
A eficiência do laser de CO2 associado com a pistola de polipropileno
LODI (Lift-of debracketing instrument) na remoção de bráquetes cerâmicos. O trabalho
concluiu que a técnica facilita a descolagem reduzindo o risco de danos ao esmalte se
comparada com a remoção mecânica com a pistola (HIRAYAMA; MARTINS;
PICOSSE et al., 2001).
Revisão da literatura sobre a remoção de bráquetes cerâmicos com laser
foi realizada, sendo apresentados os mecanismos para a remoção com laser. O tempo de
exposição ao laser para a remoção do bráquete, os efeitos sobre a polpa dental, tempo de
aplicação, a descolagem do bráquete e, as diferenças na descolagem decorrentes do
emprego dos diversos agentes de união utilizados na colagem dos acessórios, foram
verificadas (AZZEH; FELDON, 2003).
O comportamento dos lasers de CO2 (dióxido de carbono) e Nd-YAG foi
estudado. Variaram o tempo e a intensidade de exposição para estabelecerem
protocolos de utilização, além da influência da utilização de bráquetes de BIS-GMA
(Bisfenol A Glicidil), 4-META-MMA (metilmetacrilato) poli ou mono cristalino
(STROBL; BAHNS; WILLHAM et al., 1992; TOCCHIO; WILLIAMS; MAYER
et al., 1993; OBATA, 1995 e MA; MARANGONI; FLINT, 1997).
Foram descritos três métodos com os quais é possível diminuir a adesão
das resinas: amolecimento térmico, quando o laser aquece a resina até seu
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REMOÇÃO DE BRÁQUETES ORTODÔNTICOS CERÂMICOS COM LASER
amolecimento e o bráquete se descola por ação gravitacional; aquecimento rápido
quando a resina é vaporizada em decorrência do aquecimento súbito provocado pelo
laser, antes mesmo de amolecer e, o desarranjo molecular que ocorre quando a alta
energia do feixe de laser interage com o material adesivo que absorve rapidamente a
energia do laser causando a decomposição do material (TOCCHIO; WILLIAMS;
MAYER et al., 1993).
O amolecimento da resina por aquecimento e contração do material, foi
descrito, decorrente da diferença entre o coeficiente de contração térmica do bráquete e
da resina explicando assim a ação do laser na remoção do bráquete (MIMURA;
DEGUCHI; OBATA et al., 1995).
As resinas compostas do tipo MMA (metilmetacrilato) necessitam de
menores exposições ao laser do que as resinas de BIS-GMA. Força menor também é
necessária para descolar um bráquete fixado com resina do tipo MMA após a aplicação
do laser, entretanto os dois tipos de material podem ser removidos sem que haja danos
ao esmalte dentário (TOCCHIO; WILLIAMS; MAYER et al., 1993 e MIMURA;
DEGUCHI; OBATA et al., 1995).
Os bráquetes monocristalinos (safira) descolam com menores doses de
laser que os policristalinos (STROBL; BAHNS; WILLHAM et al., 1992 e
TOCCHIO; WILLIAMS; MAYER et al., 1993).
Foi concluído que o laser de CO2 super-pulso produz grande quantidade
de energia em curto espaço de tempo necessitando menor tempo de aplicação para a
remoção do bráquete do que o laser de CO2 que apresenta pulsos de ondas contínuas
com milissegundos de duração (OBATA, 1995).
A força para remover o bráquete é menor quando a remoção é feita
imediatamente após a aplicação do laser. Intervalos de tempo, mesmo de um minuto
após a aplicação do laser, acarretaram valores significativamente maiores da força
aplicada que os autores atribuíram à ressolidificação do adesivo (ABDUL-KADER;
IBRAHIM, 1999).
A eficiência do laser de Nd: YAG (neodímio) foi verificada na
descolagem das resinas Super-Bond da Sun Medical à base de 4-META-MMA e da
resina Transbond da Unitek à base de BIS-GMA. Os bráquetes utilizados foram o
Inspire-Shofu do tipo mono cristalino e o Clarity da 3M Unitek, poli cristalino. O nível
de potência do laser foi de 1,0 J (joule), 2,0 J e 3,0 J. Aferiram as variações térmicas no
interior da câmara pulpar. Empregando-se os lasers de CO2 ocorre aquecimento do
bráquete e a resina é amolecida de forma indireta. Com o laser Nd: YAG ocorre baixa
absorção pela cerâmica do bráquete e o laser atua diretamente sobre a resina.
Concluíram que com 2,0 J ou 3,0 J de potência o laser de Nd: YAG é excelente
ferramenta para diminuir ou eliminar a adesão do bráquete ao dente atuando diretamente
sobre a resina. Com 2,0 J os bráquetes monocristalinos exibem decréscimo
significativo de força se comparados aos policristalinos e que independentemente da
intensidade do laser os diferentes tipos de adesivos não alteram o resultado. Houve
pequena variação da temperatura no interior da câmara pulpar que não ultrapassou 5,1o
Celsius, dentro do limite de segurança (HAYAKAWA, 2005).
Foram estabelecidos conceitos para a remoção de bráquetes cerâmicos
utilizando lasers, e concluíram que a remoção de bráquetes cerâmicos com lasers
solicita menores níveis de força, menor risco de fratura do esmalte ou do bráquete e
diminuição do tempo de trabalho; que a ação do laser de CO2 super-pulso é superior a
do laser de CO2 de pulso normal; que as resinas MMA (metilmetacrilato) são
preferíveis; que os bráquetes do tipo monocristalinos são preferíveis aos policristalinos;
a remoção dos bráquetes deve ocorrer imediatamente após a aplicação do laser (1 min);
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que haverá baixo risco de lesões pulpares se o laser de CO2 super-pulso for aplicado
com 2 W (watts) de potência por até 4 segundos, o laser de CO2 (10.600 nm com 3 W
por 3 segundos e o laser de CO2 pulso normal com 18 W por 2 segundos (AZZEH;
FELDON, 2003).
Polpas de pré molares humanos, extraídos por motivação ortodôntica,
cujos bráquetes cerâmicos foram descolados com laser de CO2 irradiados por 2
segundos com potências de 10, 14 e 18 watts in vivo foram avaliadas. As polpas foram
analisadas considerando-se o intervalo de 7, 14 e 21 dias entre a irradiação laser de CO2
e a data da extração. Constataram que a polpa não sofreu reações inflamatórias ou
degenerativas irreversíveis, mas havia evidências de defesa com reparação na
histofisiologia tecidual a partir de 14 dias após a irradiação com o laser
(MERCADANTE; MARTINS; VILLA et al., 2003).
Com o propósito de determinarem o laser apropriado para descolar
bráquetes cerâmicos e investigarem se a elevação de temperatura provoca injúrias ao
dente, foi utilizado laser de diodo pulsado Tm: YAP, Nd: YAG e GaAs laser diodo com
comprimentos de onda de 1997 nm, 1444 nm e 0, 808 nm, respectivamente. A
possibilidade de removerem bráquetes com o uso de um laser foi investigada
simultaneamente com o aquecimento do dente. O resultado indicou que lasers diodo
Tm: YAP ou Nd: YAG, com comprimentos de onda de 1997 nm e 1444 nm,
respectivamente, são boas opções para remover bráquetes cerâmicos com potência de 1
W durante 60 segundos (JELINKOVÁ; SULC; DOSTALOVÁ et al., 2008).
DISCUSSÃO
Com o surgimento dos bráquetes estéticos de cerâmica, na década de 80,
surgiu um novo problema, a possibilidade dos bráquetes cerâmicos provocar danos ao
esmalte dental durante sua remoção. Na tentativa de resolverem este problema, os
pesquisadores investigaram fontes de calor capazes de amolecer a resina de colagem
diminuindo a força de tração e cisalhamento durante a descolagem, reduzindo ou
eliminando o risco de fraturas do esmalte dentário. Num primeiro momento, foram
utilizados diversos aparelhos geradores de calor como os aparelhos eletrotérmicos,
entretanto a dificuldade de utilização afastou essa possibilidade. À medida que os
aparelhos emissores de lasers foram sendo autorizados pela F.D.A., os lasers surgiram
como fonte alternativa de calor, porque são mais precisos na aplicação do calor sobre a
área de descolagem. Embora ainda existam poucos trabalhos sobre o assunto, já é
possível concluir que alguns tipos de laser são eficientes na descolagem dos bráquetes
cerâmicos seguindo-se perfeitamente os protocolos da utilização.
Desde a primeira colagem de bráquetes (NEWMAN, 1965) até os dias
atuais, houve grande evolução nos sistemas adesivos e nos bráquetes tornando segura e
confiável a colagem.
No início, os bráquetes se soltavam com frequência
(REYNOLDS, 1975).
Entretanto, a força de coesão dos novos sistemas de colagem é capaz de
causar danos ao esmalte durante a remoção acidental ou profissional, o que justifica os
estudos (JEIROUDI, 1991).
A união entre o bráquete e o dente ocorre por embricamento mecânico ao
esmalte, por forças de coesão do esmalte, adesão entre esmalte e adesivo, coesão da
resina, adesão da resina com o bráquete, e força de coesão do bráquete (KATONA,
1997).
A conformação e o tratamento dado à base do bráquete, pelo fabricante,
provocam diferenças estatisticamente significantes nas forças de resistência mecânica.
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Sobre a utilização dos diversos tipos de laser para remover bráquetes nenhum dos
autores relata lesões de polpa ou dos tecidos duros do dente. Divergem apenas sobre os
protocolos segundo o tipo de luz utilizada. São unânimes em afirmar que os riscos
tendem a zero desde que seguidos os protocolos (SEEMA; SHARMA-SAYAL;
EMILE et al., 2003).
O laser de CO2 associado à pistola de polipropileno LODI (Lift-of
debracketing instrument) facilita a remoção de bráquetes cerâmicos e evita os riscos de
danos ao esmalte (HIRAYAMA; MARTINS; PICOSSE et al., 2001).
Foi concluído que a remoção de bráquetes cerâmicos com laser gera
forças menores, risco menor de fratura do esmalte e do bráquete e reduz o tempo de
trabalho. Houve pequenas variações no tempo de aplicação para a descolagem segundo
o agente de união utilizado nos bráquetes, mas não houve riscos consideráveis
(AZZEH; FELDON, 2003).
O comportamento de lasers de CO2 e YAG foi estudado variando o
tempo e a intensidade de exposição, para estabelecerem protocolos de utilização e a
influência da utilização de bráquetes cerâmicos poli ou monocristalinos ou ainda
bráquetes colados com resina MMA ou BIS-GMA, sem diferenças significantes
(STROBL; BAHNS; WILLHAM et al., 1992; TOCCHIO; WILLIAMS; MAYER
et al., 1993; OBATA, 1995 e MA; MARANGONI; FLINT, 1997).
Três métodos com os quais é possível diminuir a adesão das resinas
foram descritos, como o amolecimento térmico, quando o laser aquece a resina até o
seu amolecimento, o aquecimento rápido quando a resina é vaporizada em decorrência
do aquecimento súbito provocado pelo laser, antes mesmo de amolecer e o desarranjo
molecular quando a alta energia do feixe de laser interage com o material adesivo que
absorve rapidamente a energia do laser causando a decomposição do material, quando
há maior risco (TOCCHIO; WILLIAMS; MAYER et al., 1993).
O amolecimento da resina por aquecimento e contração do material
decorrente da diferença entre o coeficiente de contração térmica do bráquete e da resina,
durante a remoção com laser foi descrito (MIMURA; DEGUCHI; OBATA et al.,
1995). A força para remover o bráquete é menor quando a remoção é feita
imediatamente após a aplicação do laser, até 1 minuto. Remoções realizadas depois de
um minuto após o término da aplicação do laser apresentaram valores maiores de força
porque o material adesivo se resolidificava (ABDUL-KADER; IBRAHIM, 1999).
Foi concluído que o laser de CO2, irradiado sobre bráquetes cerâmicos,
nas potências de 10, 14 e 18 watts, por 2 segundos, foi eficiente para provocar o
amolecimento da resina e facilitar a remoção dos bráquetes; que a irradiação com laser
de CO2, sobre bráquetes cerâmicos colados, em dentes humanos sadios, nas potências e
tempo descritos não desencadeou reações pulpares inflamatórias ou degenerativas
irreversíveis; que o aumento da potência de irradiação do laser não resultou em
alterações significativas na polpa nos primeiros sete dias após a aplicação; que com o
aumento do período entre a aplicação do laser de CO2 e a análise histomorfológica das
polpas, ficaram evidentes as reparações teciduais (MERCADANTE; MARTINS;
VILLA et al., 2003).
O laser de Nd: YAG foi empregado na descolagem das resinas SuperBond (Sun Medical) à base de 4-META-MMA e da resina Transbond da Unitek à base
de BIS-GMA. Empregando-se os lasers de CO2 ocorre aquecimento do bráquete e a
resina é amolecida de forma indireta. Com o laser Nd: YAG ocorre baixa absorção pela
cerâmica do bráquete e o laser atua diretamente sobre a resina. Ocorreu pequena
variação da temperatura no interior da câmara pulpar que não ultrapassou 5,1o Celsius
(HAYAKAWA, 2005).
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Foram estabelecidos os conceitos para a remoção segura de bráquetes
sem injúrias aos tecidos dentários (AZZEH; FELDON, 2003).
Foram aplicados três tipos de laser na descolagem de bráquetes
cerâmicos e verificaram a eficiência de cada um deles e se a elevação de temperatura
pode provocar injúrias ao dente. Utilizaram laser de diodo Tm: YAP, Nd: YAG e laser
de diodo Ga-As com comprimentos de onda de 1997 nm, 1444 nm e 0, 808 nm,
respectivamente. A possibilidade destes lasers removerem os bráquetes cerâmicos foi
investigada simultaneamente com o aquecimento do dente. O resultado indicou que
lasers diodo Tm: YAP ou Nd: YAG, com comprimentos de onda de 1997 nm e 1444
nm, respectivamente, são boas opções para remover bráquetes cerâmicos com potência
de 1 W durante 60 segundos e que o laser de diodo Ga-As com 8,808 nm não descolou
os bráquetes (JELINKOVÁ; SULC; DOSTALOVÁ et al., 2008).
CONCLUSÕES
A remoção de bráquetes cerâmicos pode causar lesões irreversíveis ao
esmalte dentário. Uma descolagem eficiente e segura depende de conhecimento dos
métodos de colagem, do material empregado para colar, dos bráquetes cerâmicos e do
tipo de laser e do seu emprego. De uma maneira geral, os lasers experimentados foram
eficientes na remoção de bráquetes e não houve lesão ao esmalte ou à polpa. Há
variações no tipo de laser, nas potências utilizadas e no tempo de aplicação, segundo os
autores, mas não há conflitos. O laser propicia diminuição ou eliminação da força de
tração e cisalhamento permitindo procedimentos de descolagem seguros e confiáveis.
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