1 Revista Canavieiros - Maio de 2013 2 Revista Canavieiros - Maio de 2013 Editorial A 3 Expectativas superadas na Agrishow 2013 editoria “Feiras & Eventos” deste mês é sobre a Agrishow 2013 - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada em Ribeirão Preto, de 29 de abril a 03 de maio. Com público recorde, edição que comemorou os 20 anos de realização da feira, movimentou R$ 2,6 bilhões. E dando continuidade a reportagem, a editoria “Novas Tecnologias” mostra as novidades em máquinas e equipamentos lançados na feira. Entre os destaques deste ano estão as empresas CASE IH, Jacto, Valtra, New Holland, Massey Fergusson, John Deere, Krone e Stara. Ainda aproveitando as informações obtidas na feira, a Revista Canavieiros entrevistou o empresário Maurílio Biagi Filho, presidente da Agrishow. Para ele, a feira é uma grande vitrine do que está acontecendo atualmente no setor. Quando questionado sobre o futuro sucroenergético, Biagi foi claro ao afirmar que o setor está sem horizontes e sem regras claras para voltar a investir. A revista de maio também está “recheada” de artigos e informações técnicas. Além da coluna “Caipirinha” do professor Marcos Fava Neves, a editoria “Ponto de Vista” conta com os seguintes artigos: SOS Etanol!, assinado pela empresária e presidente do Sindicanalcool (Sindicato das Indústrias de Cana-de-açúcar e Álcool dos Estados do Maranhão e Pará), Cíntia Cristina Ticianeli; O sucesso no relacionamento entre usinas e fornecedores de cana, assinado por Luiz Albino Barbosa (bacharel em Relações Internacionais pela FAAP, Mestre em Agroenergia pela Esalq-USP/ Embrapa/FGV associado ao Nupri-USP, e Coordenador do Centro de Inteligência em Agronegócios da PwC) e Aline Helen (graduada em Biologia pela USP, Pós-graduada em Gestão Ambiental pela UFSCar e Consultora Sênior do Centro de Serviços em Agronegócio da PwC); e Uma locomotiva chamada Agronegócio, assinado pela diretora presidente da Biocana (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Energia), Leila Monteiro Alencar de Souza. Na parte técnica, os artigos são: Fechamento da safra 2012/2013, assinado por Thiago de Andrade Silva - Gestor de Planejamento, Controle e Topografia da Canaoeste; Preços Médios da Tonelada de Cana para Pagamento da safra 2012/2013 assinado por Alessandra Durigan - Gestora Técnica Departamento Técnico Canaoeste; Gustavo de Almeida Nogueira - Gestor Operacional Depar- tamento Técnico Canaoeste; Luiz Carlos Tasso Júnior - Diretor da Canaoeste e Thiago de Andrade Silva - Gestor de Planejamento, Controle e Topografia da Canaoeste. Também está publicado o artigo Colheita Mecanizada: uma realidade para o setor, assinado pelo engenheiro agrônomo João Francisco Antonio Maciel – Canaoeste Ituverava, com o apoio de Alessandra Durigan, Gestora Técnica da Canaoeste. O advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, assina a coluna “Assuntos Legais” e neste mês, ele escreveu sobre o CAR - Cadastro Ambiental Rural paulista que está em fase de implantação. A Revista Canavieiros de maio também conta com as informações e notícias do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, onde os 50 anos da Copercana estão sendo retratados na Reportagem de Capa com depoimentos de cooperados pioneiros na fundação da cooperativa. Além disso, o leitor poderá conferir as reportagens de Destaque, as Informações Setoriais e previsões climáticas divulgadas pelo consultor, Oswaldo Alonso e, também, encontrar dicas de leitura e português. Boa leitura! Conselho Editorial RC Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues, Fernanda Clariano, Murilo Sicchieri e Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3300 - Ramal: 2008 [email protected] Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Tiragem DESTA EDIçÃO: 21.000 exemplares Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo ISSN: 1982-1530 Revista Canavieiros - Maio de 2013 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred. As matérias assinadas e informes publicitários são de responsabilidade de seus autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Augusto Zanini, 1591 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-550 Fone: (16) 3946 3300 - (ramal 2190) [email protected] www.revistacanavieiros.com.br www.twitter.com/canavieiros www.facebook.com/RevistaCanavieiros Revista Canavieiros - Maio de 2013 4 Revista Canavieiros - Maio de 2013 5 Ano VII - Edição 83 - Maio de 2013 - Circulação: Mensal Índice: Capa - 16 Copercana comemora 50 anos Com o slogan “tudo de bom da cana”, cooperativa realiza várias ações para celebrar o aniversário E mais: Coluna Caipirinha .................página 10 05 - Entrevista Maurílio Biagi Filho Empresário e presidente da Agrishow “Não temos uma matriz energética, não temos horizontes” Ponto de Vista I .................página 12 Ponto de Vista II .................página 14 Feiras & Eventos .................página 28 08 - Artigo Cíntia Cristina Ticianeli empresária e presidente do Sindicanalcool SOS Etanol! 20 - Notícias Copercana - Projeto Amendoim Copercana, soja e milho – resultados e estimativas 21 - Notícias Canaoeste - Canaoeste realiza reuniões técnicas em filiais - Gestores da Canaoeste - Regularização cadastral dos associados 26 - Notícias Sicoob Cocred - Balancete Mensal Novas Tecnologias .................página 31 Destaque - Canal Rural .................página 34 Destaque - ABAG .................página 35 Informações Setoriais .................página 36 Assuntos Legais .................página 38 Artigo Técnico I .................página 40 Artigo Técnico II .................página 50 46 - Safra Classificados .................página 52 Fechamento da safra 2012/2013 Este trabalho tem como objetivo apresentar os dados obtidos quinzenalmente na Safra 2012/2013, em comparação com os obtidos na Safra 2011/2012. Agende-se .................página 53 Cultura .................página 54 Revista Canavieiros - Maio de 2013 6 Entrevista “Não temos uma matriz energética, não temos horizontes” A frase acima é do empresário Maurílio Biagi Filho, presidente da Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada em Ribeirão Preto, de 29 de abril a 03 de maio. Para ele, a Agrishow é uma grande vitrine do que está acontecendo atualmente no setor e traz grandes benefícios para a cidade de Ribeirão Preto e região. Quando questionado sobre o futuro sucroenergético, Biagi foi claro ao afirmar que o setor está sem horizontes e sem regras claras para voltar a investir. Acompanhe a entrevista que o empresário concedeu exclusivamente à Canavieiros durante a feira. Maurílio Biagi Filho Carla Rodrigues so prevaleceu, tanto que a atividade está rodando. Acredito que existe certa implicância com relação à cana-de-açúcar, que é algo que eu nunca entendi muito bem, talvez se deva ao sucesso da cultura. Revista Canavieiros: Os prazos legais para a eliminação da prática da queima (firmados no Protocolo Agroambiental), está chegando ao fim. O senhor acredita que os produtores estão preparados para a era da mecanização? Maurílio: Eu acredito que a queima da cana nunca terá fim, já que o volume é muito grande e sempre estaremos correndo o risco de ocorrer imprevistos e acidentes. A nossa maior preocupação são os pequenos produtores. Quando chegar 2014, se o bom senso prevalecer, e eu acredito que vá, pois o governo do Estado de São Paulo apoia esta atividade, algum ajuste será feito com sucesso para que estes produtores não sofram tanto com a transição da queima para a mecanização. Revista Canavieiros: As exigências em relação a preservação ao meio ambiente, de alguma forma, prejudicam a atividade rural? Maurílio: Toda exigência em relação ao meio ambiente é benéfica, porém existem alguns exageros, até na própria questão da queima da cana. Há municípios proibindo a queima e isso não é algo que se possa fazer, existe um acordo a ser cumprido. Durante todo esse período, o meio ambiente “atropelou” essa questão de queima, mas felizmente o bom sen- Revista Canavieiros - Maio de 2013 Revista Canavieiros: Em 2008 iniciou-se uma grande crise econômica mundial que atingiu o setor e até hoje sofremos resquícios dela. O que falta para o setor voltar a crescer? Maurílio: O setor está sem horizontes. O nosso problema foi que desde o momento em que o álcool quebrou a paridade econômica com a gasolina, e não importa de que lado, o fato é econômico. A partir daquele momento tínhamos que ter acendido uma luz vermelha e trabalhar em cima disso, não com medidas como esta paliativa que foi tomada recentemente. Toda desoneração fiscal é muito bem vinda. O governo tinha tanta “dor na consciência”, que é a primeira vez que vejo o governo desonerar e dizer que o setor produtivo irá ficar com toda essa desoneração, o que não é verdade também, porque sabemos que alguma coisa será repassada para o consumidor. Acredito que não voltaremos a ter investimentos no setor enquanto não tivermos uma regra clara. Não temos uma matriz energética, não temos horizontes. Quando se vai construir uma usina, é importante ter um horizonte de 20 anos pela frente, que era o que tínhamos no passado, quando o preço do etanol era tão inferior ao da gasolina, tínhamos um espaço tão grande, que este espaço demorou 35 anos para ser ocupado. 7 Todo ano, temos um custo adicional, ou seja, um aumento de custo que é inerente a atividade, reajuste de mão de obra, aumento dos insumos, e não temos uma deflação. Ano a ano foi encarecendo, fazendo com que chegássemos num ponto em que o etanol não é competitivo com a gasolina O etanol é um combustível muito melhor que a gasolina, ou seja, quando é colocado qualquer quantidade de etanol na gasolina, há uma melhora na qualidade e na emissão dos gases de efeito estufa. Este é um produto que tem que ser olhado de outra maneira e o álcool carburante que só existe no Brasil, precisa de uma política pública a fim de que ele possa conviver junto com a gasolina para que o consumidor brasileiro continue a ter essa opção. Revista Canavieiros: Como o setor pode reagir perante o fechamento das usinas? Maurílio: As entidades precisam ter uma preocupação política. Efetivamente o governo diminuiu o PIS/COFINS diminuiu os juros, deu continuidade no pré-investimento agrícola e passou a mistura de etanol na gasolina para 25%. São medidas importantes, mas não suficientes. Desde antes de 2008, quando ficou claro que estávamos investindo sem retorno suficiente para suportar os investimentos, 50 usinas já fecharam até agora. Desta maneira, os profissionais que estão trabalhando precisam estar muito equilibrados, pois ninguém está ganhando dinheiro. As margens de balanço das usinas têm sido pequenas e não temos esclarecido isso com o governo pessoalmente, temos que criticar quando for necessário e elogiar também quando medidas são tomadas. Revista Canavieiros: O que podemos esperar da próxima safra? Maurílio: A safra é recorde porque todo mundo quis assim. Dentro da linha para você diminuir custos, uma das coisas que podem ser feitas, é a unidade produzir dentro da sua capacidade industrial. Se você tem capacidade de moer 1 milhão de toneladas e está moendo apenas 600 mil toneladas, seu custo é muito maior. Se você passa a moer 1 milhão, seus custos fixos são os mesmos e você consegue diminuí-los. Então, aquele produtor que plantou e renovou seu canavial, vai atingir a capacidade de produção. Vai sobrar um pouco, o que é ótimo, porque será uma sobra técnica muito boa. Agora a produção vai ficar estagnada por aí. Recentemente foi inaugurada uma usina e as notícias de investimentos são pequenas, estão investindo para fazer açúcar. Nós precisávamos usar mais este mix que temos de etanol e açúcar, mas de comum acordo com o governo. Este é um jogo bom que possamos fazer no mercado internacional, diminuindo a produção de açúcar, aumentando a de etanol, aumentando a mistura, mas precisava ter uma comunhão completa entre setor produtivo e o governo. Revista Canavieiros: Fale um pouco sobre os 20 anos de Agrishow. Maurílio: A Agrishow começou como todas as feiras, pequena e cresceu, che- gou nos seus primeiros 20 anos, com um sucesso enorme e recorde histórico de público. Esses 20 primeiros anos, são uma linha divisória para a Agrishow. Com os 30 anos concedidos vamos começar a fazer investimentos definitivos e as entidades proprietárias da feira vão construir sua sede. Neste ano também, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que está sempre presente na feira, está comemorando 40 anos. É o maior instituto de pesquisa da América Latina, talvez um dos maiores do mundo, que propiciou ao país esse crescimento enorme, esse avanço, essa expansão da fronteira agrícola do Brasil, através de pesquisas de novas variedades. Essa feira tem o objetivo de reunir pequenos, médios e grandes agricultores, de todas as culturas, com o intuito de levar até eles novos conhecimentos e tecnologias. É o momento que eles estão tomando conhecimento dos lançamentos das empresas, que prezam as suas máquinas e implementos para lançar na Agrishow. É um grande encontro de reciclagem do setor. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 8 Artigo SOS Etanol! *Cíntia Cristina Ticianeli A té quando iremos conseguir conviver com o contrassenso que dirige a cabeça de nossos governantes em relação à política de preços de combustíveis no Brasil? Para nossa surpresa, esta política não existe. Como conseguimos continuar concebendo que o país, líder da tecnologia em combustíveis renováveis a partir da biomassa, que, há três décadas criou o mais importante Programa de Combustíveis renováveis do mundo, o Proálcool, assista, sem qualquer iniciativa positiva por parte da opinião pública, o declínio em sua produção, o fechamento de inúmeras unidades produtivas, a perda de inúmeros empregos e acima de tudo, os efeitos negativos ao meio ambiente? Como podemos entender a estratégia de crescimento baseado no consumo, estimulando a renda para aquisição de carros flex, que hoje abastecem em quase sua totalidade com gasolina, combustível este que não produzimos com suficiência dentro do Brasil desde 2011 e que desde então, tem levado a Petrobras a importar e ainda para piorar, a um preço mais caro do que o preço de venda no país? O que aconteceu que as nossas refinarias não conseguiram ser concluídas dentro dos prazos inicialmente previstos? Como o governo obriga a vender gasolina e diesel abaixo do preço do mercado internacional, o preço médio da refinaria necessário para garantir a remuneração da empresa, não é atingido, gerando problemas de fluxo de caixa para a Petrobras. Desta forma, importar gasolina e vender o produto no mercado doméstico abaixo das cotações internacionais traz perda dupla para a Petrobras. Será que não demos importância demasiada para o projeto do pré-sal que dista ainda possivelmente algumas décadas para sua maturidade, enquanto temos problemas de autossuficiência energética, no curtíssimo prazo, trazen- do enormes prejuízos à nação e ainda, impondo um custo altíssimo ao meio ambiente e as nossas gerações futuras? Segundo informações da companhia, o atual déficit de 300 mil barris/dia de gasolina e diesel deverá perdurar pelo menos até 2020, prazo estimado para que todas as novas unidades de refino entrem em operação. Com muito pouco do que a Petrobras destinou ao pré-sal, poderíamos ter hoje centenas de outras Itaipus feitas a partir da biomassa, jorrando combustível limpo e orgulhando uma nação de estar corretamente posicionada em relação aos seus verdadeiros propósitos de políticas nacionais, com eficácia de longo prazo e acima de tudo, racionais sob o ponto de vista econômico e sustentável. Devemos lembrar que os investimentos de uma empresa, como é o caso da Petrobras, vem da confiança de seus investidores nas perspectivas de seus resultados no longo prazo. Sem esta confiança, sem reduzirmos as incertezas políticas e regulatórias para mantermos os níveis de investimento da Petrobras, ou seja, sem esta perspectiva de longo prazo, dificilmente haverá interesse da iniciativa privada em compartilhar os projetos da Petrobras, sobretudo na área de refino. O mundo caminha de forma inteligente na busca de combustíveis renováveis, cada um ao seu modo, ao seu tempo, e com uma forte e direcionada política nacional de substituição de combustíveis fosseis pelos renováveis. Por que há 15 anos éramos os líderes na produção de etanol e em pouco mais do que uma década, os americanos já produzem quase o triplo do que produzimos, a partir do milho que concorre severamente com a política alimentar? Por que os americanos são mais competentes? Será que os americanos têm mais terra e clima favoráveis à produção de biomassa do que nós temos? A resposta é que não somente porque visão é sinônimo de competência, Revista Canavieiros - Maio de 2013 Cíntia Cristina Ticianeli mas acima de tudo porque os americanos são obstinados por políticas de longo prazo, por políticas que tragam segurança a uma nação, eles têm visão e praticam os projetos que trazem benefícios a população ao longo do tempo. Entendem que a política energética é uma política de segurança nacional, muito estratégica e que por isso, precisa ser analisada com enorme prioridade pelos governantes. E política de longo prazo se faz com governança comprometida com o futuro de uma nação, que tem um projeto acima de tudo econômico em bases sustentáveis. E por que nunca conseguimos fazer o mesmo? Será pelo imediatismo? Ou será pelo capricho, pela teimosia, ou pela falta de competência nossa mesmo? Muito se tem discutido sobre sustentabilidade. De qual sustentabilidade estamos falando? De mantermos uma política de congelamento de preços de gasolina para mantermos a política inflacionária sob controle? De estimularmos a aquisição de carros concordando que os mesmos sejam abastecidos à gasolina e fortalecendo a tese de que os preços do etanol não são competitivos com os da gasolina e por isso, estimulando o consumo de um combustível fóssil? Ontem ainda vimos, logo após a conclusão da Rio + 20, um compromisso 9 mundial de tributar combustíveis fosseis. O que fizemos no dia seguinte? Desoneramos o preço da gasolina.... E o etanol? Este não pode ser subsidiado! Ouvimos que o Governo não quer dar subsídio aos usineiros. É certo que a ideia de um subsídio declarado não cabe muito bem desde que vivemos o cenário de abertura de mercado. Precisamos entender que os usineiros, sejam do Centro-sul, sejam do Norte/Nordeste, não precisam de subsídios, basta que o Governo devolva ao setor a enorme renda que transfere anualmente de dentro da porteira das usinas, para as Distribuidoras, em uma política de preços que, para manter os preços controlados e buscando manter o déficit de 20% dos preços internos em relação aos preços internacionais, o produtor não é adequadamente remunerado. O produtor de etanol tem então, um teto para sua remuneração, assume todos os riscos da produção, e quando vai vender o produto final, tem uma trava que não deixa que o seu preço real seja exercido na comercialização. Um tanto quanto injusto este critério. Mas vejam, os produtores não têm teto para os seus custos de produção. Não temos teto para preços dos salários, para preços de insumos agrícolas (grande parte deles atrelado ao dólar e assim também sujeitos a política flutuante do câmbio), para preços de prestação de serviços e por fim para a carga tributária, o incansável algoz da produção brasileira. E então o que podemos esperar de um setor altamente capital intensivo, altamente mão de obra intensivo e ao qual, além de uma política extremamente severa de encargos e impostos, lhe é imposto um nível de exigências legais, ambientais, civis e trabalhistas para produzir, empregar? Na outra ponta, estamos sendo severamente cobrados a pagar nossos impostos, nossos encargos. E para dificultar ainda mais, onde está a nossa contrapartida? Onde estão os investimentos em infraestrutura, em saúde e educação aos nossos empregados? Quando o governo aparelha sua máquina para fiscalizar produtores, certamente não os enxerga como seus grandes aliados seja quando produz resultados positivos na balança comercial, seja quando gera empregos, particularmente em inúmeros Estados com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que produzem em regiões sem alternativa de emprego para uma população. O governo lembrou muito do setor quando esteve nas rodas de negócios externas fazendo propaganda do quanto produz, do quanto emprega, do quanto gera de renda e do quanto orgulha nosso Brasil por ter uma política de combustíveis renováveis à frente de seu tempo! Mas na prática, este controle de preços só tem uma verdade, o total desestímulo à produção. Quem ainda salva a produção de etanol no país são produtores muito corajosos, persistentes, são uns heróis realmente. Aliás, produzir neste país está realmente virando questão de heroísmo. Todos os dias, temos que acordar para provar o óbvio. De 100, temos 99 motivos que desmotivam continuar acreditando e produzindo, e talvez um para continuar lutando. Por outro lado, somos de certa forma pacíficos, um pouco acomodados, desunidos. E é em nossa fraqueza que reside então a fortaleza do governo para lidar como lida com o produtor. Assistimos a toda esta epopeia calados, com medo de falar, fazemos pouca propaganda do quanto somos bons, e realmente somos muito bons. E não estamos aqui clamando por reconhecimento, somente entendendo que somos parte de uma política de enorme contrassenso para não dizer ignorante. E entendemos que juntos, vamos sempre mais longe, mais distantes, queremos parceria, nada diferente disso. Queremos um diálogo uníssono, um diálogo em que todos ganham. Temos que olhar para o futuro de nossos filhos, eles são o futuro desta nação. E o que eles podem esperar? Podemos dizer a eles que somos um país petroleiro? Com base em qual fundamento? Filhos que viram seus pais e netos, que viram seus avós sustentarem o discurso de que somos um país rico, de que aqui se plantando dá, de que uma nação é rica pelo que produz. E o quão bom foi para este país estes inúmeros filhos que herdaram esta filosofia, e de seus pais esta formação do campo, da vontade de produzir etanol, açúcar, de se trancafiar nas veias desta imensidão de terras contínuas que temos, excelentes para produzir. Mas como conseguimos manter esta visão de determinação e de estímulo para as gerações futuras se o governo parece cada vez mais nos escutar menos? E o que dizer então para as futuras gerações, que buscam um caminho para trilhar a vida, seu futuro, e sua confiança no futuro de um país melhor? Não temos encontrado nenhum outro fundamento, a não ser o de dizer que estamos inseridos em um modelo que trabalha com um projeto que não valoriza a produção do setor sucroalcooleiro. Quando vemos muitos países muito menores e com mínimas vocações para a produção de açúcar e etanol, vemos que estes menores fazem de um limão, uma limonada e nós, estamos esmagando limões em termos de apoio justo à quem produz no campo. Temos interesse em voltar a sermos lideranças na produção de etanol para o mundo após 2020, elevando a nossa produção dos atuais 20 bilhões de litros para 60 bilhões de litros, aumentando a nossa moagem de cana dos atuais 600 milhões de toneladas para 1,3 bilhões de toneladas. De termos no mínimo mais umas 150 unidades produtoras empregando mão de obra, cogerando energia, gerando renda e contribuindo para o meio ambiente. Mas precisamos recuperar a nossa competitividade. Precisa estar sempre muito claro para todos nós que qualquer intervenção no mercado de gasolina interfere no etanol, pois os dois estão intimamente ligados pelo consumo! Para o consumidor e para os distribuidores, é um mercado que está funcionando, mas é claro que, em uma visão macro da economia, há enormes distorções que prejudicam a Petrobras e os produtores de etanol. Temos feito muito bem a nossa parte considerando a enorme pedra que carregamos em nossas costas que é esta política mascarada de manter os preços da gasolina controlados e ainda, subsidiados. E aí vai a pergunta do milhão: quem paga esta conta? Temos que decidir o que queremos ser e ter para o futuro de nossas gerações. * empresária e presidente do Sindicanalcool (Sindicato das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Álcool dos Estados do Maranhão e Pará)RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 10 E Coluna Caipirinha De Fornecedores a Produtores Integrados de Cana (PIC) feitos da Macroeconomia: diversos economistas estão fazendo prognósticos... negativos... Nosso crescimento está muito baixo. A expansão no primeiro trimestre ficou aquém do esperado. É o setor manufatureiro principalmente que não consegue reagir, e um dos fatores de maior impacto é o custo do trabalho, que cresceu acima da produtividade. Ligado ao custo do trabalho... Mas o agro vai bem... Em abril o desempenho da balança comercial do agro surpreendeu positivamente pela alavancada e excelente desempenho. As exportações do agro (US$ 9,65 bilhões) se comparadas com o mesmo período de 2012 (US$ 7,03 bi), aumentaram incríveis 37,3%. O saldo na balança do agro de abril é de US$ 8,21 bi, um valor 43,9% superior a abril de 2012. O valor exportado acumulado no ano (US$ 30,2 bilhões), por sua vez, aumentou (14,6%) quando comparado com o mesmo período de 2012 (US$ 26,4 bilhões), contribuindo para um saldo positivo acumulado no ano de US$ 24,5 bilhões (17,6% maior que o mesmo período em 2012). Falta de Oportunidades ou Excesso de Impunidades: confesso que não consigo entender as pessoas que acham que o problema da crescente criminalidade no Brasil é a falta de oportunidade. O Brasil está praticamente a pleno emprego, recentemente estive em uma empresa que tenta contratar 60 pessoas registradas para um período, na nossa região, e não encontra. Como então dizer que é falta de oportunidade? O que temos sim é excesso de impunidade, que vem desde lá de cima e reflete no comportamento da população. Sinto que parte do Brasil está passando por um processo que chamo de “vagabundização”. O negócio é ficar pendurado. O problema mais sério que tenho sentido em parte do país é o da laborfobia (aversão ao trabalho). Precisamos mudar os valores. Pessoas Canavieiras (homenagem do mês): Este mês queria fazer uma homenagem especial ao Hermínio Jacon e seu maravilhoso trabalho pelo setor e pela ASCANA (Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê) de Lençóis Paulista. Aprendizado de Viagem: tive oportunidade de fazer uma palestra em Lima (Peru). O Peru vem crescendo 7% ao ano, apresenta uma série de desafios, mas um desenvolvimento incrível. Lima é uma cidade muito interessante, incrivelmente não chove nada, apesar de ser ao lado do mar. Dois bairros são muito bonitos, Miraflores e San Isidro. A culinária é hoje referência mundial, seu centro histórico é emocionante e lembrar tudo o que este país já passou em termos de Governos, grupos terroristas, é de se tirar o chapéu. Cana: a colheita vem progredindo bem, o clima ajudando. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar) soltou a projeção de safra, com a perspectiva de produção de 589,6 milhões de toneladas no Centro-Sul. Com uma safra mais alcooleira, devem ser produzidos no ciclo 13/14 cerca de 11,2 bilhões de litros de anidro, 14,17 bilhões de litros de hidratado e 35,5 milhões de toneladas de açúcar. As perspectivas para o açúcar não têm sido boas. Continuam os preços estagnados e com isto os reflexos no preço do ATR são muito ruins. Para o etanol, um ligeiro aumento da gasolina, que poderia até ser uma elevação da CIDE (Contribuição de Intervenção no Dominio Econômico) por quatro a cinco meses daria uma boa aliviada. O etanol ficaria competitivo, a frota flex consumiria em grande volume e com isto os preços do açúcar subiriam, além de aliviar mais ainda as importações de gasolina. Se os 19 milhões de carros flex no Brasil resolverem abastecer uma única semana com etanol (50 litros) sabe o que aconteceria? Consomem 118 mil hectares de cana em uma semana ou consomem 9,5 milhões de toneladas de cana em uma semana... Olha que loucura. Pena que o Revista Canavieiros - Maio de 2013 Marcos Fava Neves Governo não consiga entender uma estratégia onde todo o setor e o próprio país se beneficiaria. Aliás, outra coisa que me incomoda. O etanol está R$ 1,15 na Usina enquanto finalizo a coluna e R$ 2,00 nos postos de Ribeirão Preto. Uma incrível diferença de 85 centavos. ORPLANA (Associação dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil): Fica meu registro ao admirável Manoel Ortolan, que será o presidente da ORPLANA nos próximos três anos, acompanhado do Pedro Lorenzetti. Dupla de primeira, tenho certeza que continuarão fazendo um ótimo trabalho. Meus parabéns também ao Ismael Perina pela dedicação neste período, investimento de tempo, viagens em prol do setor. Ismael é um craque da bola da cana, exceto pela opção futebolística, que tem trazido muitos dissabores ao amigo Ismael. Dentro das modernizações de nomes, lanço aqui uma ideia que já venho dizendo nas palestras. O álcool mudou para etanol, a usina está mudando para central energética, por que não mudarmos de fornecedor para produtor integrado, mostrando já a nova cara de modernidade que deve ter o produtor de cana, trabalhando integrado em redes, com alta tecnologia e controle de custos? Fica aqui registrada a sugestão, passar a cha- 11 mar de produtor integrado de cana (PIC). Vida nos EUA: Este mês queria mostrar a vocês uma bomba de etanol nos EUA, o chamado E85. Vejam que interessante. Ela tem um chamativo que evoca para o milho. Fica lançada a ideia de decorarmos as bombas de etanol nos postos do Brasil da mesma forma, com um design verde, pró cana. Eu também trabalharia para que uma regulamentação obrigasse a comunicação das emissões de CO2 por litro nas bombas, embaixo da identidade de cada combustível. Assim a questão ambiental também vai passando aos consumidores. Haja limão: finalmente o Governo atendeu a uma reivindicação de quatro anos para remoção do PIS e COFINS ao etanol. Mais uma que deu certo. Agora o foco deve ser em redução do ICMS nos Estados e uma ação tributária em cima do setor de bens de capital para que os necessários investimentos voltem. Um plano de longo prazo para o etanol, com sua missão na matriz energética brasileira em 2020, 2025 acho que podemos esquecer por parte do Governo. MARCOS FAVA NEVES é professor titular de planejamento e estratégia na FEA/USP Campus Ribeirão Preto e coordenador científico do Markestrat.Em 2013 é Professor Visitante Internacional da Purdue University. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 12 Ponto de Vista I O sucesso no relacionamento entre usinas e fornecedores de cana Luiz Albino Barbosa¹ e Aline Helen2 A concorrência por áreas para o cultivo de cana-de-açúcar vem se tornando cada vez maior devido à necessidade de aumento da produção, proximidade entre as usinas, menor disponibilidade de áreas com viabilidade agrícola e a expansão das cidades. Para se ter uma ideia, apenas no Sul de Goiás, mesmo com o aumento da produtividade, estima-se que será necessária a expansão de mais de 500 mil hectares de cana para atingir a meta de moagem de todas as usinas da região nos próximos anos. Isso só será realizado através de planejamento estratégico aliado a um bom modelo de expansão de cada usina. Este modelo deve considerar quatro temas: 1) Relacionamento com parceiros; 2) Aquisição de novas áreas; 3) Cooperação e relacionamento com outras usinas; 4) Gestão de portfólio de fornecedores de cana. Luiz Albino Barbosa Aline Helen campo. Embora necessária, essa modificação estrutural burocratizou a comunicação com o fornecedor. Esta comunicação passou a ser feita com uma área ou pessoa específica, muitas vezes, sem conhecimento técnico necessário e sem poder de decisão dentro da empresa. Falaremos aqui do tema de gestão dos fornecedores de cana. De acordo com informações da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o setor conta hoje com 70 mil fornecedores, responsáveis por cerca de 30% da cana processada no país. A nova perspectiva para o relacionamento entre usinas e seus fornecedores deve considerar mais do que a negociação do preço a ser pago pela cana. Esse relacionamento deve estar alinhado com as necessidades de produção da usina e expectativas dos seus fornecedores. cumprimento dos contratos; - A verificação do cumprimento das leis aplicáveis no campo, especialmente nos âmbitos trabalhista e ambiental, principais alvos de fiscalização no campo e, sob os quais a usina tem responsabilidade compartilhada com os fornecedores, podendo ser autuada e comprometer sua imagem perante a opinião pública. Diante desse cenário, a necessidade de um relacionamento próximo com os fornecedores tornou-se estratégica para as usinas. Esse relacionamento sofreu mudanças significativas nos últimos anos. No passado, a característica familiar das usinas facilitava a comunicação entre a indústria e o campo. Muitas vezes a negociação se dava entre o produtor rural e o dono da usina e, em alguns casos, nem contrato havia. Isso mesmo! O contrato era firmado “no fio do bigode”, ou seja, na base da confiança. Para as usinas, a segurança do fornecimento de cana-de-açúcar é a principal preocupação. A quantidade de cana a ser adquirida de seus fornecedores, parceiros e arrendatários, é o primeiro passo da usina na busca por garantir o suprimento de cana necessário. A partir dessa definição, é realizado o mapeamento das áreas de expansão e contato com os atuais e os potenciais fornecedores. Veio a profissionalização que formalizou os acordos e setorizou a usina de acordo com as demandas vindas do O outro tema importante a ser considerado é a segurança jurídica, a qual compreende: - A verificação documental das terras do fornecedor; - O estabelecimento e análise de Revista Canavieiros - Maio de 2013 Os fornecedores de cana, por sua vez, buscam apoio técnico, financiamento, transparência na forma de cálculo e, claro, um bom valor por sua cana. A remuneração da cana envolve a negociação do valor pago por tonelada, modelo de contrato, valor do CCT (corte, carregamento e transporte) e condições de pagamento. Nota-se que a criação do Consecana (Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo) foi um grande avanço na relação comercial entre usinas e fornecedores, pois possibilitou um consenso sobre a forma de cálculo do preço a ser pago pela cana. A metodologia Consecana é utilizada na maior parte dos acordos comerciais de cana do país e apoiada pelas entidades de classe de usinas e fornecedores. 13 Vemos, portanto, que as necessidades de usinas e fornecedores se complementam e que é possível encontrar uma solução “ganha-ganha” para ambos. De um lado temos a usina buscando aumentar a área de atuação e sua produção e, de outro, produtores rurais querendo apoio para produzir mais e com mais qualidade para obter uma boa remuneração. No entanto, para alcançar o sucesso no relacionamento “Usina vs. Fornecedor” não existe receita pronta. O que existe são iniciativas pioneiras de algumas usinas e consultorias com o objetivo de melhorar o relacionamento e atrair novos fornecedores. Algumas boas práticas no relacionamento “Usina vs. Fornecedor”: - Canal aberto de relacionamento com equipe exclusiva de atendimento ao fornecedor; - Financiamento por parte da usina e análise de crédito do fornecedor; - Modelagem personalizada do contrato de fornecimento de acordo com as possibilidades da usina e do fornecedor; - Integração no planejamento agrícola de ambos; -P alestras técnicas e de mercado; - Eventos de integração. Todas as iniciativas dependem de um canal de comunicação aberto. Apenas assim será possível o sucesso desta relação e assegurar que ambos atinjam seu principal objetivo: o aumento da produção e produtividade agrícola. ¹ Bacharel em Relações Internacionais pela FAAP, Mestre em Agroenergia pela Esalq-USP/Embrapa/FGV associado ao Nupri-USP, e Coordenador do Centro de Inteligência em Agronegócios da PwC. ² Graduada em Biologia pela USP, Pós-graduada em Gestão Ambiental pela UFSCar e Consultora Sênior do Centro de Serviços em Agronegócio da PwC.RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 14 Ponto de Vista II Uma locomotiva chamada Agronegócio O *Leila Monteiro Alencar de Souza agronegócio está presente no nosso dia a dia, quer seja na alimentação, nas roupas ou no combustível dos meios de transporte e das indústrias. Um segmento econômico que impulsiona o desenvolvimento e projeta o Brasil além-fronteiras. Os números comprovam a força que o meio rural possui. As atividades ligadas ao campo, principalmente a agricultura e a pecuária, são responsáveis por 25% de toda a riqueza produzida no território brasileiro. As exportações do agronegócio avançam, promovendo a geração de riqueza e também de oportunidades de trabalho, já que o setor emprega um terço dos trabalhadores brasileiros com carteira assinada. E, cada vez mais, o agro brasileiro assume importância internacional. Especialistas estimam que, até 2020, a demanda mundial por alimentos terá um acréscimo de 20% e o Brasil será responsável por atender 40% destas necessidades. Isto em função do potencial de terras a ser explorado e das técnicas desenvolvidas para aumentar a produtividade, preservando, ao mesmo tempo, o meio ambiente. Dentro deste contexto, o setor sucroenergético se destaca já que é detentor do mais bem sucedido programa de combustível alternativo do planeta: o etanol proveniente da cana-de-açúcar. Além de ser mais competitivo do que os combustíveis de origem fóssil, o etanol, em todo o seu ciclo de produção, reduz em até 90% a emissão de gases causadores do efeito estufa, se comparado a outras fontes de energia. Não é demais enfatizar a extensa contribuição da agroindústria canavieira para os diversos segmentos da economia; além de gerar milhares de empregos, desenvolvimento sustentável, riquezas e divisas para centenas de municípios, ainda cumpre uma extensa agenda de compromissos socioambientais. Também desempenha um expressivo e estratégico papel na matriz energética brasileira. É, ainda, o único setor agroindustrial que tem domí- nio pleno de tecnologia, nos campos agrícola e industrial, com uma ampla grade de inovações possíveis de serem implantadas. Potenciais pesquisas progridem no sentido de dar um novo salto de produtividade. O Brasil tem terra disponível para expandir o cultivo da cana com equilíbrio entre o avanço na produção de alimentos e matéria-prima e a preservação dos recursos naturais. O setor sucroenergético já deu o exemplo de que isso é perfeitamente possível com a criação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, que fornece subsídios técnicos para formulação de políticas públicas visando a expansão e produção sustentáveis da cultura no território brasileiro. Enfim, exemplos de uma produção sustentável não faltam. Entretanto, as empresas sucroenergéticas continuam esbarrando em velhos problemas como a alta carga tributária, ausência de mão de obra qualificada e a falta de investimentos em logística para escoamento da produção. O modelo do sistema modal brasileiro ainda é um obstáculo a ser vencido. As nossas malhas rodoviária e ferroviária, a curto prazo, não terão mais condições de promover a distribuição logística de um setor que representa 20% das riquezas geradas pelo agronegócio, com estimativa de crescimento. Atualmente, existem, no Brasil, projetos de construção de sistemas multimodais que incluem alcooldutos. A ideia é que estes dutos liguem as regiões produtoras aos grandes centros consumidores e aos portos, reduzindo os custos com o transporte rodoviário do etanol. Uma medida que contribuirá também com a preservação ambiental, já que com menos veículos nas estradas as emissões de gás carbônico serão reduzidas. Outro desafio é a obtenção de novos investimentos e incentivos para retomar a produtividade perdida nas últimas duas temporadas, a fim de diluir os custos fixos e para obter ganhos com a escala na produção. A meta é recuperar a média histórica Revista Canavieiros - Maio de 2013 Leila Monteiro Alencar de Souza de toneladas colhidas por hectare. E para isso, também será preciso contar com um clima mais estável durante toda a safra. Enfim, a agroindústria canavieira vem, ao longo dos anos, demonstrando que reúne condições necessárias para voltar a investir, ampliando a produção e ocupando a capacidade ociosa nas usinas com a finalidade de obter ganhos de eficiência e escala. E todo este resultado será consequência de um binômio que inclui investimentos do setor privado aliado à criação de políticas públicas claras que permitam um planejamento de longo prazo. Esta combinação é, extremamente, necessária a fim de obter os recursos para investir em pesquisas, novas variedades, capacitação e gestão de pessoas, projetos e programas de inovação e tecnologias que permitam o aumento da produtividade no campo. O que se almeja é aumentar ainda mais a competitividade do etanol brasileiro nos mercados nacional e internacional com bons resultados para a balança comercial do país. É fundamental manter uma atenção a este setor que já mostrou ao mundo sua força, dissemina as boas práticas e, de forma equilibrada, amplia o debate sobre o crescimento sustentável, além de valorizar os profissionais ligados ao campo. São eles que ajudam a alimentar a população mundial, preservam os recursos naturais e que movimentam esta potente máquina chamada agronegócio. *diretora presidente da Biocana (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Energia) 15 Revista Canavieiros - Maio de 2013 1616 Matéria de Capa Copercana comemora 50 anos Com o slogan “tudo de bom da cana”, cooperativa realiza várias ações para celebrar o aniversário Carla Rossini H á 50 anos, no dia 19 de maio de 1963, agricultores canavieiros se uniram para fundar uma cooperativa. O objetivo do grupo era promover a mais ampla defesa de seus interesses econômicos, através do fornecimento de produtos agropecuários, das vendas em comum da produção e da prestação de serviços agrícolas. Assim nasceu a Copercana – Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo. Graças ao esforço de seus presidentes e diretores e, também, o apoio dos cooperados, hoje a Copercana é considerada um modelo de cooperativismo rural que serve de referência não apenas para o Brasil, mas para o mundo. É uma demonstração de pujança e seriedade, que busca a permanente evolução tecnológica do agronegócio brasileiro. Para celebrar os 50 anos da cooperativa, várias ações de marketing estão sendo realizadas. Além de um vídeo institucional sobre a cooperativa, também foram criados dois comerciais que estão sendo transmitidos em canais de TV e rádio. Como a cooperativa possui veículos próprios para comunicação com os cooperados e também colaboradores, reportagens especiais sobre as cinco décadas de existência estão sendo divulgadas. A cerimônia oficial de comemoração aos 50 anos da cooperativa será realizada durante a feira Agronegócios Copercana, que ocorrerá de 26 a 28 de junho no Clube de Campo Vale do Sol. “É motivo de muito orgulho ser o presidente da Copercana no seu aniversário de 50 anos. A nossa cooperativa é forte, sólida e cumpri o seu papel cooperativista com rigor, dando todo suporte e apoio aos seus cooperados. Quero aproveitar a oportunidade e agradecer aos nossos diretores, gerentes e colaboradores que trabalham com muita seriedade para a Copercana ser referência em todas as cidades em que está inserida. Agradeço também aos cooperados que acreditam e confiam no nosso trabalho à frente da cooperativa”. Antonio Eduardo Tonielo – Presidente da Copercana desde 1.999 Sobre a Copercana Atualmente, os mais de seis mil cooperados têm à sua disposição uma gama de produtos e serviços para facilitar o dia a dia do campo. A cooperativa ainda conta com aproximadamente 1.400 colaboradores que estão aptos a atender os cooperados com excelência. Revista Canavieiros - Maio de 2013 17 Áreas de Atuação: Matriz em Sertãozinho e 15 filiais: Campo Florido, Cravinhos, Descalvado, Frutal, Jaboticabal, Ituverava, Morro Agudo, Pitangueiras, Pontal, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Rosa de Viterbo, Serrana e Severínia. Além dessas, ainda possui três escritórios regionais nas cidades de Barretos, Orindiúva e Viradouro. Magazine 11 lojas (Cravinhos, Descalvado, Ituverava, Jaboticabal, Morro Agudo, Pitangueiras, Pontal, Serrana, Sertãozinho, Severínia e Campo Florido). Produtos disponíveis: produtos para casa, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, artigos para cama, mesa e banho, além de uma linha de presentes. Lojas de Supermercados: Jaboticabal, Sertãozinho, Pontal, Pitangueiras e Serrana. Postos de Combustíveis Três postos (Pitangueiras, Pontal e Sertãozinho). Lojas de Ferragem: São 13 lojas no Estado de São Paulo e duas lojas em Minas Gerais (Cravinhos, Descalvado, Ituverava, Morro Agudo, Pitangueiras, Pontal, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Rosa de Viterbo, Serrana, Sertãozinho, Severínia, Campo Florido e Frutal). Produtos disponíveis para lavoura: sementes, corretivos, fertilizantes, adubos foliares, ferragens, defensivos, produtos veterinários, selaria, máquinas e peças para implementos. Copercana Seguros (Sertãozinho, Barretos, Batatais, Cajuru, Cravinhos, Franca, Marília, Morro Agudo, Pitangueiras, Pontal, Santa Rosa de Viterbo, Serrana, Severínia, Uberaba e Viradouro). * seguro automóveis, caminhões e motos; * seguro para frota de veículos; * seguro de vida individual e empresarial; * seguro residencial; * seguro de equipamentos agrícolas: tratores, carregadeiras e colheitadeiras de cana; * seguro canavial; * seguro colheita garantida para milho, soja e amendoim; * seguro multi-risco rural para sítios e fazendas; * seguro de vida em grupo; * seguro empresarial; * seguro para aeronave (RETA). Loja de automotivo *pneus de carga: linha rodoviário e canavieiro. *linhas de lubrificantes: linha pesada e linha leve. *filtros de combustíveis: linha pesada e linha leve. Auto Center (Sertãozinho) Criado para a manutenção de veículos, como carros camionetes e vans, o estabelecimento prestará serviços como: alinhamento, balanceamento, freios, suspensão, montagem, venda de pneus, baterias, pastilha, molas, venda e troca de escapamentos, amortecedores, alinhamento de faróis, entre outros serviços, além de um atendimento de primeira. Revista Canavieiros - Maio de 2013 18 Prestação de Serviços Uname – Unidade de Grãos da Copercana * aplicação de corretivos de solo (calcário e gesso); * realização de toda logística na distribuição dos produtos entre filiais e vendas diretamente; * entrega de defensivos, veneno, implemento e semente. Projeto Amendoim Copercana * proporcionar aos cooperados, a assistência técnica necessária para o controle de pragas e doenças e ervas-daninhas. * parcerias junto aos Municípios de Bebedouro, Herculândia, Morro Agudo, além de Sertãozinho, para que o cooperado possa dispor de mais facilidades na entrega dos grãos, garantindo qualidade, redução de perdas e segurança. Laboratório de Solos *análise de Solos; * análise de Micronutrientes; * análise de Fertilizantes; * análise de Corretivos; *análises de Vinhaça. Comércio Eletrônico Capril Comercial * venda de corretivo; * venda de máquinas e implementos agrícolas que atendem as necessidades das lavouras de amendoim, milho, soja e cana; * vendas de sementes de amendoim, milho e soja. Departamento Técnico * assistência no projeto de amendoim e soja. * armazenamento e distribuição de defensivos comercializados pela cooperativa. Recebimento de grãos * armazenamento/comercialização de soja, milho e amendoim. * capacidade = 24 mil toneladas de soja e milho. * capacidade= 1. 800.000 / sacas de amendoim. * criação de ovinos; * venda e comercialização de matrizes e reprodutores; * é um confinamento voltado para os cooperados que criam ovinos na região; * comercialização da carne para o próprio supermercado Copercana; * ainda há a comercialização da mudas nativas e frutíferas. Atividades do Centro de Distribuição * recebimento de mercadorias; * armazenamento; * distribuição / reposição para ponto de venda destas mercadorias; Revista Canavieiros - Maio de 2013 O Comércio Eletrônico Copercana é responsável pelas vendas online dos produtos oferecidos pela Copercana. No site www.lojascopercana.com.br o cliente encontra os mesmos produtos que estão disponíveis nas lojas de ferragens, magazine e automotivo. Departamento Comercial Agrícola * compra e venda de defensivos agrícolas e fertilizantes; * acompanhamento das vendas e visitas, junto aos RTV’s de campo, no cumprimento de suas metas; * atendimento aos cooperados interessados nos produtos e condições oferecidas pela Copercana; * cotação de fertilizantes junto às empresas, para repasse aos cooperados; * atendimento aos representantes comerciais, das empresas parceiras da Copercana (multinacionais do mercado agrícola). 19 Pedro Guidi 78 anos “Desde o começo quando as atividades eram, em Piracicaba eu já participava e passado o tempo veio para Sertãozinho. A cooperativa foi fundada para facilitar a vida dos agricultores que na época eram menores e, portanto mais difícil para comprar, porém, com o intermédio da cooperativa tornou-se bem melhor e mais fácil. Participei de várias reuniões, onde a cooperativa discutia muito sobre os interesses de fornecedores de cana e usinas, tínhamos dificuldades com as usinas na questão do pagamento de cana e a cooperativa sempre lutou a favor dos fornecedores. Antigamente a Copercana era uma espécie de escritório, como não tinha um armazém, tudo era realizado diretamente. A cooperativa nos arrumava o adubo e entregava direto nas propriedades porque não tinha um depósito. Conforme o cooperado ia precisando, os serviços eram ampliados. Hoje está bem mais fácil para o produtor adquirir seus produtos e serviços através do financiamento, onde o juro agrícola é de 5,6% e ainda pode ir direto à Sicoob Cocred, mas antigamente, o juro era mais alto e a cooperativa era quem ia até o banco e fazia o intermédio para os fornecedores. A Copercana ajudou muito no desenvolvimento da agricultura e além da cana, ajudou no desenvolvimento do amendoim, pois no período em que a terra fica parada, muitos produtores fazem a rotação de cultura plantando amendoim”. Celso Ortolan 78 anos “Trabalhei como diretor na área comercial por quatro anos. Apesar de a loja ser bem pequena na época, vendíamos adubos, venenos e inseticidas. Me lembro que o posto de combustível de Sertãozinho era o único da cooperativa, e agora eu sei que tem vários postos espalhados pela região. Naquela época, o Fernandes dos Reis brigava direto com os usineiros a favor dos fornecedores de cana e ele sempre conseguia resultados. Hoje moro na cidade de Pimenta, em Minas Gerais, e pouco vou à Sertãozinho, mas das últimas vezes que fui, pude ver o quanto a cooperativa cresceu. É bacana ver esse progresso da Copercana e saber que a cidade também vem se desenvolvendo junto”, afirmou Celso. Homenagem: Arlindo Antonio Sicchieri Após um ano na presidência da cooperativa, o Sr. Silvio Borsari solicitou afastamento do cargo em 1964, sendo eleito como seu sucessor e segundo presidente da cooperativa, o Sr. Arlindo Antonio Sicchieri, que ocupou este cargo até 1968. Revista Canavieiros - Maio de 2013 20 Notícias Copercana Projeto Amendoim Copercana, soja e milho – resultados e estimativas P *Augusto César Strini Paixão erto de terminar sua oitava safra, o Projeto Amendoim Copercana safra 2012/2013 atingiu seus objetivos de recebimento. A Copercana através da Uname - Unidade de Grãos, deverá receber cerca de dois milhões de sacas de seus produtores participantes do Projeto, cerca de 100 mil sacas a mais de sua estimativa inicial e 10% a mais que a safra 2011/2012. A área total plantada do Projeto foi de cerca de 11 mil hectares distribuídos nas regiões de Ribeirão Preto, Marília, Tupaciguara – MG, Aporé - GO e Paracatu – MG. No decorrer do ciclo da cultura não houve falta de chuvas, o manejo de pragas e doenças foi realizado de forma adequada pelos produtores, de tal forma que poderíamos ter obtido uma safra recorde de produção, se não tivesse ocor- rido um período de chuvas anormal no mês de abril, fato este que proporcionou perdas que em alguns casos chegou a 30%. Mesmo com esse problema, a produtividade média do Projeto foi superior a 175 sacas por hectare, o que foi plenamente satisfatório. Para a próxima safra, os objetivos do Departamento Técnico de Grãos da Copercana são: realização de experimentos visando capacitar os técnicos para orientar melhor os produtores, manter ou até mesmo aumentar a produtividade média do Projeto, fator este muito importante para que os produtores tenham uma rentabilidade satisfatória com a cultura do amendoim, através da parceria com o IAC (Instituto Agronômico), de Campinas, continuar a desenvolver novas variedades buscando satisfazer nossos produtores quanto à produtividade e controle de doenças, bem como possam ser melhores utilizadas em áreas de rotação com a cana-de-açúcar e reivindicar junto às empresas produtoras de defensivos, um número maior de produtos registrados para a cultura, o que lamentavelmente tem diminuído a cada safra. Outro fato relevante foi o recebimento Revista Canavieiros - Maio de 2013 Augusto César Strini Paixão de soja e milho pela cooperativa no segundo ano do projeto, onde as expectativas de recebimento foram plenamente realizadas. Com relação à soja, foram recebidas cerca de 300 mil sacas, cerca de 30% a mais que a safra passada. Com a cultura do milho, o recebimento foi de cerca de 140 mil sacas, 15% a mais que a safra 2011/2012. Em nome da diretoria da Copercana, gostaria de agradecer a todos que participaram - cooperados e funcionários - as expectativas foram cumpridas. *gerente da Uname – Unidade de Grãos da Copercana RC 21 Notícias Canaoeste Canaoeste realiza reuniões técnicas em filiais Com o apoio de empresas parceiras e institutos de pesquisas, Canaoeste reuniu associados para difundir conhecimentos sobre a cultura da cana-de-açúcar Carla Rodrigues C Viradouro om o avanço de novas tecnologias, a cultura da cana-de-açúcar exige cada vez mais prática de aprimoramento e acompanhamento da evolução, e assim saber aproveitar ao máximo a capacidade de produção dos canaviais brasileiros. Durante os meses de abril e maio, a Canaoeste em parceria com algumas empresas e institutos de pesquisas, realizou reuniões técnicas em suas filiais para os associados com o objetivo de levar informações e novos conhecimentos aos produtores. Bebedouro Ituverava A Canaoeste com o apoio da empresa Stoller, promoveu no dia 17 de abril, uma reunião técnica com o tema “Uso de Micronutrientes e Bioreguladores na Cultura da Cana-de-açúcar” para associados da região, reunindo 40 pessoas. O encontro sobre variedades realizado pela Canaoeste em parceria com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), IAC (Instituto Agronômico), UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e Syngenta, realizado no dia 11 de abril, promoveu aos associados e convidados palestras técnicas sobre variedades de cana-de-açúcar. O evento também contou a participação das usinas da região, como Junqueira, Alta Mogiana e Buriti, reunindo aproximadamente 60 pessoas. Pontal Em parceria com a Copercana, Dupont e IAC, a Canaoeste realizou no dia 16 de abril, reunião técnica que contou com a participação de aproximadamente 50 associados. O Professor Carlos Alberto Mathias Azania ministrou palestra sobre o “Manejo e Controle de Plantas Daninhas”. Com o apoio da empresa Syngenta, a Canaoeste promoveu no dia 25 de abril, reunião técnica sobre o tema “Ferrugens da Cultura da Cana-de-Açúcar” e contou com a participação de 90 associados. Morro Agudo Cravinhos Em parceria com a Dupont e o IAC (Instituto Agronômico), a Canaoeste realizou no dia 18 de abril, reunião técnica sobre o “Manejo e Controle de Ervas Daninhas na Cultura da Cana-de-Açúcar”, reunindo aproximadamente 50 pessoas. Os palestrantes foram o professor Carlos Alberto Mathias Azania (IAC) e o Élcio Daroz (Dupont). Em parceria com a Basf, a Canaoeste realizou no dia 14 de maio, reunião técnica sobre o “Manejo e Controle de Ervas Daninhas na Cultura da Cana-de-Açúcar”, ministrado pelo pesquisador do IAC, Carlos Alberto Mathias Azania e também a apresentação do novo produto da Basf, Heat, realizada pelo representante da empresa, Mauro Cottas. O evento reuniu aproximadamente 30 associados. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 22 Notícias Canaoeste Gestores da Canaoeste Letícia Meloni Pignata gestora do departamento de Marketing da Canaoeste O Departamento de Marketing da Canaoeste tem como principal objetivo atender à entidade para melhoria e bem estar na receptividade dos associados, agir como um guia e liderar os outros departamentos e profissionais no desenvolvimento, produção, execução e suprimento de produtos/serviços e informações, nas questões relacionadas com planejamento da imagem interna e externa da associação juntamente com os demais departamentos, vitais da organização. O Departamento de Marketing busca e desenvolve novos meios e ferramentas, para que haja a melhor integração entre a associação e o associado. Os objetivos e as diretrizes estabelecidas pelo Departamento de Marketing estão alinhados com a visão, missão e valores da Associação. O alto escalão administrativo deve se envolver e estimular a cooperação de todos os departamentos na implantação do plano estratégico, entregando uma mensagem consistente em todos os canais de comunicação. O Departamento de Marketing utiliza-se de quatro princípios básicos: 1. Pesquisar e analisar o mercado, onde a associação está inserida. 2. Planejar e escrever o plano estratégico de Marketing, junto aos demais departamentos. 3. Implantar o plano estratégico de Marketing. 4. Avaliar e mensurar os resultados. Anúncios: Visando fortalecer a “marca” e a imagem da Associação, são criados anúncios institucionais, que mensalmente são veiculados na Revista Canavieiros e Cred Notícias (veículos da própria), assim como sazonalmente saem publicados em diversos meios de comunicação, tais como jornais e revistas, de diversas cidades, onde a empresa atua. Brindes: Todo associado gosta de sentir especial e lembrado. É pensando nisso que a associação se dedica na escolha certa de brindes. Desde a escolha, assim como a verificação da qualidade e atendimento à necessidade, custos até o recebimento, conferência é realizada pelo Marketing. Comunicação Visual: Para melhor recepcionar os associados, a matriz da Canaoeste, assim como todas as demais filiais passam por modernizações de fachadas, padronizações e atualizações na comunicação visual, tanto interna quanto externa. Eventos: Inaugurações e reinaugurações das filiais, Feiras de Agronegócios em Sertãozinho e Região, Dia de Campo, Encontro de Produtores - organização, criação de convites, cartazes e toda a divulgação. Publicação Editora Canaoeste: Anualmente é publicado o Livro “Relatório de Fechamento das Unidades Produtoras da Safra”, com intuito de apresentar aos associados, um balanço das atividades e de como foi o ano para o setor. CD personalizados com trabalhos realizados, ou parceria para distribuir informações a todos. O Departamento de Marketing participa de todas as etapas, desde a diagramação, passando pelos orçamentos até a conclusão e entrega. Juliano Bortoloti Advogado – gestor jurídico Assessorar a entidade nas questões administrativas internas, assim como prestar assistência aos seus associados em diversas áreas do direito, destacando-se a Ambiental, a Agrária, a Fundiária, a Possessória, a Trabalhista, a Cível e a Comercial, desde que tenham relação para com sua atividade. Trabalho preventivo na orientação de rotinas, bem como a defesa da associação nas questões trabalhistas, fiscais e tributárias e perante os diversos órgãos públicos. Orientação e defesa da associação nas questões cíveis (cobrança e execução contra unidades industriais e associados inadimplentes). Orientação, defesa e fiscalização do Hospital Netto Campello, sobre a legalidade dos seus diversos procedimentos. Orientação ao departamento técnico e de planejamento da entidade para balizar os procedimentos de obtenção do PEQ (Plano de Eliminação de Queima), Protocolo Agro Ambiental – onde é responsável técnico pelo plano de ação -, CAR (Cadastro Ambiental Rural) e PRA (Programa de Regularização Ambiental), instituídos pelo novo Código Florestal. Realização de Projetos de Licenciamentos Ambientais perante os órgãos públicos (Outorga d’água, Reserva Legal, Corte de árvores isoladas, Plano de Aplicação de Vinhaça, Supressão de vegetação Intervenção em APP, RegularizaRevista Canavieiros - Maio de 2013 23 ção de Auto de Infração / Advertências Ambientais, regularização de várzea, Elaboração do PEQ - Plano de Eliminação da Queima da Palha de Cana de Açúcar, junto ao Departamento Topográfico, etc.). Defesa dos associados nas questões ambientais, ligadas à sua produção rural, notadamente em ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público, ações penais ajuizadas pela Justiça Pública, execuções fiscais da Fazenda Pública e autos de infração da Polícia Ambiental, CETESB, DAEE e IBAMA. Elaboração de laudos técnicos a serem utilizados pelos associados em procedimentos administrativos, processos judiciais cíveis e criminais e, também, para balizar a relação com terceiros. Acompanhamento de associados perante delegacias de polícia, promotorias de justiça e juízos de direito para assessorá-los nas questões relativas a sua atividade rural. Confecção a e análise de contratos de fornecimento e/ou compra e venda de cana-de-açúcar, contratos de comodato, parceria agrícola e arrendamento rural celebrados entre os associados e/ou destes com as unidades industriais, alertando-lhes sobre possíveis problemas e sugerindo-lhes as devidas alterações. Defesa dos interesses dos associados perante as indústrias (usinas e destilarias) referentes ao fornecimento e/ou compra e venda de cana-de-açúcar e sobre questões relativas ao não recebimento do produto e do seu preço, assim como dos valores pactuados em contratos de parceria e arrendamento rural com as indústrias e, inclusive, promove as medidas judiciais cabíveis. Carla Rossini Gestora de Comunicação O Departamento de Comunicação / Assessoria de Imprensa tem como principal objetivo promover a Canaoeste através da sua imagem e relação com seus públicos – interno e externo. É o responsável por imprimir a missão da organização em tudo o que diga respeito ao seu negócio. Também é dever do Departamento de Comunicação, desenvolver meios e ferramentas (sites, revista e informativos) para que a comunicação entre a associação e o associado consiga ser alcançada de forma clara e objetiva. Produtos e Serviços desenvolvidos pelo Departamento de Comunicação: Revista Canavieiros: Lançada em julho de 2006 a Canavieiros funciona como um informativo do sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred com o objetivo de estreitar a relação com os cooperados, associados e profissionais ligados ao setor sucroenergético. Site Revista Canavieiros: A manutenção e atualização do site da Revista Canavieiros é realizado diariamente pelo Departamento de Comunicação, para que o internauta encontre notícias atualizadas do setor, preços e eventos. Ainda no site da Revista o internauta pode ter acesso a todas as edições da Revista Canavieiros e seus colunistas. Site Canaoeste: Assim como o site da Revista, o site da Canaoeste é abastecido diariamente pelo Departamento de Comunicação, com informações atualizadas sobre a associação e também de seus departamentos, além de notícias do setor. Informe Canaoeste: O Informe Canaoeste é um veículo mensal, produzido com notícias internas da associação, de interesse dos associados. Eventos: O Departamento de Comunicação é responsável pela organização e cobertura de eventos que envolvam a Canaoeste com as seguintes tarefas: - elaboração de release (quando o convite do evento se estender à imprensa); - elaboração de projetos e briefing organizacional; - organização do protocolo de autoridades presentes; - contratação de palestrantes/profissionais do setor; - contratação de serviços para desenvolver os materiais necessários e brindes; - elaboração de pronunciamento da presidência/diretoria; - captação de imagens; - divulgação do evento; - cobertura jornalística. Serviços Internos - É de responsabilidade do Departamento de Comunicação a elaboração de artigos e palestras da presidência/diretoria quando solicitados; - O departamento de Comunicação também é responsável pela elaboração e desenvolvimento de comunicados internos para facilitar a relação entre os colaboradores; - Cabe ao Departamento de Comunicação, o atendimento a imprensa em geral, acompanhamento de entrevistas e a clipagem de todas as mídias de comunicação que contêm notícias e informações sobre a associação; - Assim como os outros departamentos, a Comunicação também realiza o preenchimento das atividades diárias, através da agenda eletrônica. Revista Canavieiros - Maio de 2013 24 Notícias Canaoeste Regularização cadastral dos associados P rezado (a) associado (a), Em função do PEQ (Plano de Eliminação Gradativa da Queima da Palha da Cana-de-Açúcar) e do CAR (Cadastro Ambiental Rural), é de suma importância que seja realizada a regularização cadastral de todos os fornecedores associados à Canaoeste. Desta maneira, através das secretárias de nossas filiais, se faz necessária a atualização das documentações que comprovem a filiação à Associação, para que esta possa representá-lo(a) junto a Secretaria do Meio Ambiente de acordo com as novas exigências. Para isso é imprescindível que o associado tenha em mãos todos os documentos das propriedades e procure nossas secretárias nas filiais correspondentes, para a realização do procedimento. O prazo para a adequação destas pendências cadastrais é até o dia 28 de junho (sexta-feira). Vale lembrar que nossas secretárias também entrarão em contato para providenciar o agendamento da visita do topógrafo para a aferição de área necessária para o CAR. Em razão dessa necessidade, solicitamos a colaboração quando assim solicitado. Filiais Cravinhos Sertãozinho Morro Agudo Pitangueiras Pontal Serrana Severínia Viradouro Barretos Bebedouro Ituverava Endereço Rua Manoel G. Santos, 1599 Rua Dr. Pio Dufles, 532 Rua Padre Mansueto, 153 Rua Ceará, 1170 Rua 7 de Setembro, 164 Avenida Habib Jábali, 355 Avenida Nelo Calisse, 267 Praça Major Joaquim, 219 Avenida Engº Necker Carvalho de Camargo, 2135 Avenida Raul Furquim, 1181 Rua Miguel Moisés, 896 TelefoneResponsável (16) 3951-9400 Elaine (16) 3946-3316 Regiane (16) 3851-7000 Aline (16) 3952-9802 Tatiane (16) 3953-9200 Gislene (16) 3987-9300 Carla (17) 3817-3100 Narrimann (17) 3392-4041 Juliana (17) 3323-3366 Silvana (17) 3342-4454 Mariah (16) 3729-8100 Denise ASSOCIAÇÃO DOS PLANTADORES DE CANA DO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO RUA DR. PIO DUFLES, 532 - TELEFONE: (16) 3946-3300 - FAX (16) 3946-3305 CAIXA POSTAL: 142 - www.canaoeste.com.br - CEP 14170-680 SERTÃOZINHO - ESTADO DE SÃO ´PAULO Revista Canavieiros - Maio de 2013 25 Revista Canavieiros - Maio de 2013 26 Notícias Sicoob Cocred Balancete Mensal - (prazos segregados) Cooperativa De Crédito Dos Produtores Rurais e Empresários do Interior Paulista - Balancete Mensal (Prazos Segregados) - Abril/2013 - “valores em milhares de reais” Revista Canavieiros - Maio de 2013 27 Revista Canavieiros - Maio de 2013 28 Feiras & Eventos Agrishow 2013 supera expectativas Com público recorde, edição que comemorou os 20 anos de realização da feira, movimentou R$ 2,6 bilhões Carla Rodrigues e Fernanda Clariano A agricultura é responsável por 30% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, para isso é de suma importância que o setor produtivo busque por novas tecnologias e serviços de crédito que atendam as suas necessidades. Foi em busca disso que produtores rurais de todos os elos do agronegócio visitaram a 20ª Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada em Ribeirão Preto, de 29 de abril a 03 de maio. Para a cerimônia de abertura oficial da feira, deputados federais e estaduais, secretários, autoridades e lideranças do setor estiveram presentes para prestigiar uma das maiores feiras agrícolas mundial. Entre as autoridades, estiveram o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, os ministros da Agricultura Pecuária e Abastecimento do Estado e do Desenvolvimento Agrário, Antônio Andrade e Pepe Vargas, respectivamente, a Secretária de Agricultura do Estado, Mônika Bergamaschi, o líder de Governo na Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz, o presidente do sistema Faesp-Senar, Fábio Meirelles e a prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera. Em seu discurso, o governador destacou o comprometimento do Estado com o agronegócio. “A agricultura é a base da nossa economia, que no momento de perda de competitividade do Brasil, de preocupação macroeconômica, é a agricultura que, de novo, faz toda a diferença, que agrega valor e distribui renda”. Alckmin aproveitou o momento para assinar o Seguro Rural, que paga metade do valor do prêmio e neste ano se estenderá para suínos e aves. Também falou sobre o aumento dos programas Pró-Trator com juros zero, que atinge desde pequenos tratores até aqueles cabinados e o Pró-Implemento para o financiamento de máquinas. Além disso, o governador destacou a redução Revista Canavieiros - Maio de 2013 Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do etanol de 25 para 12%. “O Brasil é um exemplo para o mundo, de energia limpa, energia renovável. Recentemente passamos a mistura do etanol para 25% na composição da 29 Ministro da Agricultura, Antônio Andrade gasolina. Em breve iremos inaugurar a dutovia entre Ribeirão Preto até Paulínia, que vai melhorar a logística e reduzir custos do setor sucroalcooleiro”, afirmou Alckmin. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse que a ampliação da estrutura de armazenagem será a prioridade do Plano Agrícola 2013/2014. A falta de espaço para a colheita vem sendo enfrentada do Nordeste ao Sul do país, agravando a pressão sobre a estrutura de transporte. “Vamos lançar um plano nacional de armazenagem, com juros mais baixos e maiores prazos de pagamento e de carência”, assegurou. Andrade ainda disse durante seu pronunciamento que a safra 2013/2014 será novamente recorde, a projeção é para mais de 184 milhões de toneladas de grãos. “É preciso garantir renda ao agricultor e, por isso, teremos um plano de safra mais amplo e efetivo”, concluiu. Ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues Presidente da Agrishow, Maurílio Biagi Filho A falta de investimentos em logística foi comentada pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Para ele a agricultura vive um momento positivo no país no que diz respeito a custo de produção, tecnologia, conquistas de mercados e um momento negativo do ponto de vista logístico. “A logística é um problema que está parado há 20 anos, enquanto isso, a agricultura cresceu, explodiu na produção e a logística não acompanhou. Foram 20 anos sem investimentos, e agora é necessário que seja feito alguma coisa. O governo, mesmo que timidamente, está fazendo alguns gestos positivos como a questão das concessões para infraestrutura e também a política dos portos, mas os resultados demoram a aparecer. Infelizmente, ainda teremos alguns anos de apagão logístico”. gi Filho. Para ele, a Agrishow é uma grande vitrine do que está acontecendo atualmente no setor. Ele destacou os benefícios da feira para a cidade de Ribeirão Preto e região, como um aumento na economia de R$ 150 milhões antes, durante e depois do evento. Assim como em 2012, neste ano o cargo de presidente da Agrishow foi ocupado pelo empresário Maurílio BiaForam realizadas mais de 800 demonstrações de campo “Este evento é na verdade um grande encontro entre pequenos, médios e grandes agricultores. Recebemos produtores de todas as culturas e de pecuária também, que vêm até aqui para se reciclarem e adquirirem novos conhecimentos”, disse Biagi. Durante os cinco dias de feira, 150 mil pessoas visitaram a Agrishow e conferiram de perto os 790 expositores dentro de uma área de 440 mil m², gerando cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Para realizar as mais de 800 demonstrações de campo, foram destinados 100 hectares, que foram utilizados para máquinas estacionárias, hortifruticultura, pulverização, preparo de solo, plantio, colheita, forrageira de milho, cana e capim, colhedora de forragem, fenação, manejo anima, soja, sorgo e tecnologias diversas. Para facilitar o acesso, assim como nos anos anteriores, a estrutura da feira foi setorizada, dividindo a área em fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas, insumos, ferramentas, veículos, associações de classe, instituições financeiras, centros de pesqui- Revista Canavieiros - Maio de 2013 30 Feiras & Eventos ocasião representando o presidente da feira, Maurílio Biagi Filho, o vice-presidente da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), Francisco Matturro e o gerente-geral, José Danhesi Júnior – anunciaram o volume de R$ 2,6 bilhões de negócios realizados durante os cinco dias, um crescimento entre 15 e 16% em relação à edição anterior. Coletiva de encerramento com os dirigentes da feira – gerente-geral, José Danhesi Júnior, vice-presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), João Carlos Marchesan e o vice-presidente da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), Francisco Matturro sa e universidades. A área também foi regionalizada por segmentos: agricultura de precisão, irrigação, armazenagem, ferramentas, ônibus/transporte/ transbordo, montadoras, máquinas para construção, pneus, pecuária e sementes/ defensivos/adubos. Além disso, várias melhorias foram realizadas em infraestrutura neste ano, totalizando investimentos de mais de R$ 1,2 milhão, como: reservatório de 300 mil litros, renovação de 20 mil m² de grama em diversas áreas de exposição, calçamento de mais de 1000 m², melhorias e ampliação nos sistemas de distribuição de água, esgoto e energia elétrica, implementação de traslados com ônibus padrão e implementação de variedades nas praças de alimentação. Para os próximos anos, com a segurança do espaço da Agrishow por mais 30 anos, serão investidos cerca de R$ 15 milhões. Na coletiva de encerramento, os dirigentes da feira – o vice-presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), João Carlos Marchesan, na João Carlos Marchesan enfatizou a qualidade dos agricultores que passaram pela feira. “Os produtores estão focados em busca de inovação tecnológica e sabem que podem encontrar isso aqui na Agrishow”, disse. De acordo com Marchesan, os pulverizadores autopropelidos e as plantadeiras de grande porte foram os grandes destaques da feira. A Agrishow é uma realização da ABAG, Abimaq, ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e SRB (Sociedade Rural Brasileira). A Revista Canavieiros também esteve presente na 20ª Agrishow pelo sexto ano consecutivo, buscando novidades em tecnologias para o agronegócios. O objetivo da participação é ter conhecimento para informar os leitores dos principais destaques da feira, através de informações precisas e de credibilidade. O estande da Revista Canavieiros foi visitado pelo gerente do departamento de compras da Copercana, Ricardo Meloni, pelo assessor das diretorias do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, Manoel Sérgio Sicchieri e pelo gerente financeiro da Copercana e Canaoeste, Giovanni Rossanez RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 31 Novas Tecnologias Agrishow 2013: sucesso em novidades Edição que marcou os 20 anos de feira contou com diversos lançamentos de máquinas e produtos Fernanda Clariano e Carla Rodrigues A agricultura brasileira vive um momento de recordes de produção em razão do aumento de produtividade e a 20ª Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada em Ribeirão Preto, de 29 de abril a 03 de maio, se consolida como a maior e principal vitrine do que há de mais moderno em tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio. O avanço da mecanização no setor sucroenergético e os preços valorizados das principais commodities do agronegócio têm estimulado as empresas de máquinas agrícolas a investirem em tecnologia e em produtos adaptados às necessidades de cada cultura. Confira! Case IH Entre os destaques deste ano, a CaseIH levou para a feira, sua nova colhedora de cana A4000, modelo 2013. O modelo chega ao mercado com uma série de melhorias, garantindo maior qualidade da matéria-prima e aumento na capacidade produtiva do equipamento. As novidades incluem upgrade no sistema de alimentação da máquina, com a inserção de divisores de linha externos, despontador como pratos reunidores, uma nova concepção no sistema hidráulico, com maior fluxo, aumentando o sistema de transporte através dos rolos transportadores, um motor mais potente no exaustor primário, que amplia a capacidade de limpeza. Outra novidade da Case IH para revolucionar o mercado de colheita de cana-de-açúcar na América Latina é a colhedora de cana de espaçamento variável da nova série A8800 Multi Row. Projetada para atender à crescente demanda por redução de custos operacionais, a nova Multi Row possui um exclusivo e patenteado sistema de divisores de linha, que tem como característica a flexibilidade de atender a colheita em diferentes espaçamentos e pode ser ajustado de acordo com as necessidades do produtor. Jacto A Jacto levou para a feira, a adubadora Uniport 3000 NPK para a cultura canavieira e o JSS, sensor de fertilidade de solos. A Uniport 3000 NPK, ganha mais tecnologia e capacidade operacional, possibilitando a aplicação de fertilizantes em dez linhas simultaneamente. Agora, a mesma precisão e qualidade de aplicação reconhecida pelo mercado canavieiro, poderão ser aplicadas nas culturas de algodão e grãos com a nova versão do Uniport 3000 NPK com 15 linhas, alcançando produtividades de 220 ha/dia. Com um vão de 1,25 metros, permite aplicações mais tardias e facilidade de calibração e ajuste da dosagem. O resultado é produtividade e economia. “Em relação ao modelo anterior de nove linhas, este aumento para dez linhas JSS (Jacto Soil Sensor) proporciona uma capacidade operacional 8% maior e com maior facilidade de operação, pois a barra fica centralizada na máquina, com cinco bocais do lado esquerdo e cinco do lado direito”, explica o gerente de Produto da Linha de Pulverizadores Automotrizes e Adubadores da Jacto, Wanderson Tosta. Ainda com foco em inovação e na melhoria contínua de seus produtos e serviços a Jacto apresentou na feira, o JSS (Jacto Soil Sensor), um novo conceito em análise de solo para soluções em Agricultura de Precisão. O novo sensor faz a correção da refletância da luz do solo com as análises químicas e, por meio de uma calibração, cria mapas de recomendação de aplicação de fertilizante. “Baseado nas amostras analisadas em laboratórios, geramos uma calibração para as informações coletadas pelo sensor, que nos permitirá estimar mapas com resolução muito maior que as práticas atuais. Com a validação dos mapas medi- Revista Canavieiros - Maio de 2013 32 Novas Tecnologias dos (baseado nas análises de laboratório) e estimados (baseado na leitura contínua do sensor), o processo de análise de solo se torna mais rápido e econômico”, explana o coordenador de Projetos de Adubação, Denis Yukio Sakamura. Valtra A Valtra apresentou aos visitantes da Agrishow, os novos tratores da nova linha BH Geração III, incluindo cabine, sistema hidráulico, design que, além de moderno e arrojado, melhora muito o raio de giro das máquinas. Os exclusivos modelos fazem parte da linha que chega para ampliar as opções de potência, entre eles, o trator BH 135i (137cv), com motor de quatro cilindros turbo-intercooler, opção para o agricultor que necessita ter em sua propriedade, máquinas para desempenhar as mais variadas funções e atividades. Também integram a família da Geração III os novos tratores BH200 (200cv) e o BH210i (210cv). As novidades apresentadas na Agrishow estarão disponíveis ao mercado no segundo semestre deste ano. “Os três lançamentos são equipados com motor AGCO Power 420DSA, 620DS e 620DSA que trabalham com Diesel ou Biodiesel B100, ou seja, até 100% de Biodiesel. Possuem ainda intercooler que baixa a temperatura de admissão, melhorando a eficiência na combustão, resultando em economia no consumo e baixos níveis de emissões de poluentes”, explica o supervisor de marketing de produto trator Valtra, Winston Quintas. New Holland A New Holland expôs as colheitadeiras CR9090 e CR5080, que chegam ao mercado brasileiro para atender os mais exigentes produtores, sejam de grandes ou pequenas propriedades. O destaque ficou com a CR9090, produzida na Europa e disponível no país como a maior colheitadeira. Ela é equipada com um motor de 13 litros, o qual possui um novo sistema de controle de emissões pós-combustão, garantindo mais força e menos consumo. Com potência de 530cv, a colhedeira apresenta capacidade suficiente para plataformas de até 45 pés, apta a suportar cargas de 12.500 litros de grãos e um sistema opti spread (controle na cabine de direção e amplitude da distribuição de resíduos nos 45 pés). A colheitadeira CR5080 é a menor máquina com sistema de duplo rotor do mercado, que deve atender bem os produtores de grãos. A colheitadeira possui tanque graneleiro de 7.050 litros e, nas condições ideais, a máquina opera com plataformas de 20 e 25 pés. É um equipamento que serve de porta de entrada para os produtores que possuem áreas menores e querem deixar de utilizar o sistema convencional de debulha e aderir ao duplo rotor. Destaque ainda na Agrishow o trator modelo T7, que tem o menor custo operacional e consumo de combustível com sistemas inteligentes que permitem o aumento de potência; o trator modelo TL, que vem com novo capô e design; e o Pulverizador Defensor SP2500, máquina com predisposição para itens da agricultura de precisão, como piloto automático, recursos de corte de seção e principalmente o sistema de injeção direta. Massey Fergusson A Massey Ferguson segue inovando e mostrou na Agrishow uma linha completa de soluções com equipamentos que revolucionam o conceito de precisão no cultivo das principais culturas brasileiras. O Auto Guide 3000, sistema de direcionamento automático, chega como um avanço das ferramentas já conhecidas no mercado. O piloto automático oferece até três níveis de precisão: submétrico, até 30 cm de pre- Revista Canavieiros - Maio de 2013 cisão entre as passadas; decimétrico, 10 cm de precisão na passada; e por fim o centimétrico que por meio de sinal RTK consegue uma precisão de até 2,5cm na passagem dos equipamentos. Os comandos são executados em uma tela touchscreen de 12,1 polegadas. “O Auto Guide 3000 eleva os ganhos do produtor de duas maneiras: melhora a qualidade das operações realizadas na lavoura e rendimento das máquinas”, explica o coordenador de marketing de soluções em tecnologia avançada Massey Ferguson, Niumar Dutra Aurélio. A série de tratores MF 8600, chega mais uma vez a Ribeirão Preto com os maiores e mais modernos modelos. Dotados de tecnologia de ponta, MF 8670 e MF 8690 de 320cv e 370cv, respectivamente, são os primeiros no Brasil a serem equipados com a transmissão CVT (Dyna-VT), o mesmo conceito que leva conforto e economia de combustível aos carros mais modernos vendidos no mercado. Os tratores contam com piloto automático de série e função DTM, que aperfeiçoa o desempenho durante o trabalho, gerando economia de combustível. Os visitantes também puderam conferir a colheitadeira mais versátil do mercado a MF32 SR, habilitada tanto para a cultura de arroz quanto para grãos como soja, milho, e trigo. Equipada com um sistema híbrido de processamento, a máquina conta com dois rotores responsáveis pela separação, que substituem a convencional saca-palha aumentando a capacidade de colheita. “A MF32 SR amplia em até 40% o trabalho, reduzindo os níveis de perdas totais da colheita a quase zero”, ressalta o gerente de marketing do produto colheitadeiras da Massey Ferguson, Roberto Ruppenthal. 33 John Deere máquina tem capacidade diária de enfardamento de 250 fardos de 650 kg, com dimensoes de 1,20 x 0,9 x 2,4m (largura x altura x comprimento). “Esta máquina geralmente é destinada para produção de biomassa, podendo ser usada para enfardamento de qualquer cultivar, mas o sistema de picagem é muito indicado para a palhada de cana”, esclarece o representante do departamento de Marketing da Krone, Wesley Logstadt. Cristiano Trevisan A John Deere também apostou na mecanização do setor canavieiro e apresentou durante a feira, a versão 2013 da colhedora de cana 3520. O que mais chama atenção nesta maquina nova é que agora ela tem controles eletrônicos para operá-la. Também conta com novos displays, que auxiliam o operador a fazer suas configurações, como por exemplo, ajustar a rotação e a performance da máquina em função do tipo do canavial. Para um canavial forte, o operador pode ajustar a máquina na função mais potente, com mais velocidade de extrator. Já para um canavial fraco, ele pode colocar menos velocidade, e com isso consegue economizar combustível. Outra coisa importante é que agora o operador tem o nível de gestão e o líder da frente tem outro nível de gestão. Isso significa que o operador pode tomar algumas decisões, mas a maior parte delas fica com o gestor. Por exemplo, a velocidade máxima de colheita é decidida pelo gestor. Às vezes se anda muito rápido, colhendo cana e destruindo o canavial, ou seja, a cana é colhida, mas o canavial e a soqueira, que precisa estar no chão e boa para o próximo ano, é destruída. A vantagem é que com estes novos controles eletrônicos, é possível então limitar algumas operações do operador e ter uma colheita mais uniforme. Essa evolução da máquina foi nos dois modelos da colhedora de cana, então todas as maquina produzidas a partir de 2013 já vem com estas evoluções eletrônicas. “A John Deere está sempre evoluindo, todo ano tem novidade em colhedora de cana porque temos um contato muito grande com as usinas e as usinas também estão mudando o sistema de colheita delas, então sempre visitamos clientes e sabemos deles do que mais precisam, e assim vamos atualizando as máquinas novas”, diz o gerente de produtos da John Deere, Cristiano Trevisan. Stara Krone A assessora comercial Nícole Stapelbroek Trennepohl e o diretor industrial Átila Stapelbroek Trennepohl A Krone, empresa líder mundial no segmento de fenação, apresentou novidades em enfardadeiras. A enfardadeira Big Pack é de origem alemã e começou a ser aplicada no Brasil há um ano e meio. Ela tem capacidade para fazer o fardo com 25% a mais de densidade e o grande benefício é que ela já leva a palhada da cana picada para a usina, aumentando em muito a vantagem em logística e produtividade. Ou seja, é possível evitar que um material fique parado na usina, fazendo com que este material chegue pronto para ser queimado na geração de bioenergia. Cada Durante a 20ª edição da Agrishow, a empresa Stara anunciou o novo projeto em parceria com a empresa italiana Argo Tractors, que irá resultar no lançamento de um novo produto, a linha de máquinas agrícolas Stara. Segundo o diretor industrial da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, esta parceria é um divisor de águas para a empresa, que fabrica somente implementos. Este novo projeto permitirá que a empresa disponibilize ao mercado tratores com alta tecnologia, desenvolvida no Brasil, também possibilitando a Argo Tractors, acesso a sua tecnologia de Agricultura de Precisão. “O benefício disso é poder fortalecer nossas concessionárias, que é muito importante para rede e sem dúvida colocar a Stara em outro patamar, com outra visualização pelos produtores e clientes. Vamos iniciar este projeto com um modelo de 105 cavalos de potência que vai atender produtores médios e pequenos, mas logo em seguida prevendo já ampliar essa linha, teremos uma linha completa desde o pequeno produtor até o grande produtor do Centro-oeste brasileiro”, explica Trennepohl. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 34 Destaque I Presidente da Canaoeste participa de debate do Canal Rural Ao lado de lideranças do setor, Manoel Ortolan discutiu sobre os impactos da mecanização Carla Rodrigues D urante a Agrishow 2013, realizada de 29 de abril a 03 de maio, o presidente da Canaoeste e Orplana, Manoel Ortolan, participou de um debate no estande do Canal Rural. O tema discutido foi sobre os impactos da mecanização na cultura da cana. Participaram do debate, a diretora do IEA (Instituto de Economia Agrícola), Marli Dias Mascarenhas Oliveira, o presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), Cesário Ramalho e o presidente da Fetaesp (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo), Braz Albertini. Para abrir os trabalhos, a diretora do IEA realizou a apresentação de uma palestra sobre as “Mudanças ocorridas no sistema de produção decorrentes do incremento da mecanização e dos impactos ambientais na cultura da Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e Orplana João Batista Olivi (Canal Rural), Manoel Ortolan (Canaoeste e Orplana), Cesário Ramalho (SRB), Braz Albertini (Fetaesp) e Marli Dias Mascarenhas Oliveira (IEA) cana-de-açúcar”. Em sua apresentação, Mascarenhas levou informações importantes sobre os índices de mecanização nos canaviais brasileiros, fim da queima e soluções para modificar o atual cenário dos trabalhadores colocando-os em um patamar mais alto. Braz Albertini defendeu a ideia de encontrar soluções para todas as classes, realizando investimentos em extensão rural através de orientações viabilizando as usinas e os trabalhadores. “Concordo que precisamos preservar o meio ambiente, mas também a vida e os nossos trabalhadores que serão prejudicados com a mecanização. É de grande importância a realização de processo de qualificação para estes trabalhadores”. numa posição onde o empresário possa ter viabilidade para investir. Enquanto isso não acontece, é importante que os produtores busquem por novas alternativas que os façam crescer, como a atividade de grãos”, disse Ortolan. Durante o debate, Ortolan falou sobre a situação do setor, que hoje não é das melhores. Desde a crise, iniciada em 2008, ocorreu uma desestruturação no setor, que desencadeou outros problemas, como clima, falta de investimentos nos canaviais e velocidade baixa de crescimento. Já com a chegada da mecanização, houve redução da mão de obra e fechamento de unidades produtoras. Além disso, o governo tirou a competitividade do etanol, prejudicando a todos. “É preciso colocar o etanol Para que nenhuma classe do setor seja prejudicada, Ramalho defendeu que é necessária a criação de regras claras e políticas públicas. Para ele, preservar o meio ambiente e desempregar trabalhadores não é a forma correta de resolver o problema. “A cana-de-açúcar tem muita importância no campo, gerou renda e postos de trabalho. O Brasil não foi sério ao tratar da questão ambiental/ mecanização, desempregou pessoas e não teve foco para investimento”, criticou Ramalho. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 O público presente participou da discussão fazendo perguntas aos debatedores 35 Destaque II ABAG/Ribeirão Preto divulga resultado de pesquisa realizada com a população urbana sobre o agronegócio O agronegócio passou a ser visto como orgulho nacional, 83% das pessoas já ouviram falar do agronegócio e 96% conseguem correlacioná-lo a outros setores da economia. Fernanda Clariano N o dia 19 de abril, a ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), reuniu a imprensa em sua sede para apresentar os resultados da pesquisa realizada sobre,“A percepção dos moradores da zona urbana da região de Ribeirão Preto sobre o Agronegócio brasileiro”, que incluiu quatro cidades da região: Araraquara, Franca, Ribeirão Preto e São Carlos; um complemento a uma grande pesquisa de opinião pública feita pela ABAG, com levantamento realizado nas 12 capitais brasileiras, entre 15 de dezembro 2012 e 15 de janeiro de 2013. Apresentaram os trabalhos: a diretora executiva da ABAG, Patrícia Milan, o diretor geral do IPESO (Instituto de Pesquisa),Victor Trujillo, que coordenou a pesquisa e o professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), José Luiz Tejon. Um dos principais objetivos da pesquisa foi de saber o quanto a população urbana percebia o agronegócio como importante ou não, e em que dimensão. Para a diretora executiva da ABAG/RP, Patrícia Milan, pesquisa de opinião de percepção do agronegócio não é uma novidade na ABAG/RP, que antes mesmo de começar as suas atividades, realizou uma pesquisa de opinião da sociedade sobre o agronegócio. “Nessa pesquisa, uma das coisas que a gente pôde constatar é que o produtor rural não aparecia entre as mais importantes profissões que existia na região sendo que, em 2000 já existia a Agrishow, o setor era importante economicamente e gerava emprego da mesma forma. Após essa pesquisa, o que a gente constatou através dos resultados é que o agronegócio passou a ser visto como orgulho nacional, passou a ser visto como um setor campeão no mundo, 83% das pessoas já Patrícia Milan, diretora executiva da ABAG Victor Trujillo, diretor geral da IPESO e José Luiz Tejon, professor da ESPM ouviram falar do agronegócio e 96% conseguem correlacioná-lo a outros setores da economia e quase 100% percebem o agro como economia importante para o país. O produtor rural agora aparece em quarto lugar como a profissão de maior importância na região. O agronegócio cresceu e eu acredito que o trabalho da Abag de Ribeirão Preto fez diferença neste processo”, afirmou Patrícia. foi a ótima imagem do agronegócio. “A pesquisa mostrou que o cidadão, o morador seja da região de Ribeirão Preto, principalmente dos grandes centros urbanos, possuem uma imagem bem otimista e importante para o setor na medida em uma parcela significativa da população desconhece o setor, desconhece o significado do que é agronegócio e quem conhece tem uma imagem boa”, disse Trujillo. O coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM, José Luiz Tejon, lembrou que a pesquisa da ABAG/ESPM também revelou que, na comparação com outros setores da economia, o agronegócio ficou em quinto colocado no quesito “orgulho do brasileiro”, mas que nas regiões Centro-Oeste e Nordeste ele apareceu em segundo lugar nesse conceito. “O Centro-Oeste representa hoje a região brasileira que mais consciência tem sobre o agronegócio, enquanto o Sudeste é o menos informado sobre o tema, levando à conclusão de que o agronegócio exibe contrastes: é respeitado e valorizado pela população urbana, mas distante e desconhecido”, observou Tejon. Ainda de acordo com Patrícia Milan, “a ABAG Ribeirão Preto, inovou, foi pioneira, apostou na comunicação e na educação e acertou. Agora é hora de continuar nesse processo de comunicação e temos vários desafios, um deles é essa nova geração que vem aí, que está conectada em diversas outras mídias e a nossa forma de comunicação precisa estar atenta às mudanças no setor e no comportamento da sociedade. Dados os resultados dessa pesquisa, agora é hora de absorvermos todas essas informações, analisar com cuidado e traçar então as nossas novas diretrizes. A gente já consegue identificar novas segmentações na sociedade para poder comunicar qual a forma a ser utilizada para melhorar essa percepção sobre o agro na sociedade. O que eu posso dizer é que, apostar na educação continua sendo o caminho”, concluiu Patrícia. RC Para diretor geral do IPESO, Victor Trujillo, o surpreendente nessa pesquisa Revista Canavieiros - Maio de 2013 36 Informações Setoriais Chuvas de abril de 2013 e previsões climáticas para junho e julho Chuvas anotadas ao final do mês de abril de 2013. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Consultor A média das chuvas anotadas durante abril de 2013 (78mm), foi praticamente igual à das normais climáticas dos locais observados (76mm). Significativos volumes de chuvas, acima das respectivas médias históricas, foram observados na Fazenda Santa Rita, Unidade Biosev MB e Usina Batatais. P or motivo de força maior, o dano em provedor do sistema de dados do Departamento de Climatologia do IAC-Campinas, não permitiram que mapas temáticos de DAAS (Disponibilidade de Água Armazenada no Solo) fossem disponiblizados a tempo desta Edição da Revista Canavieiros. Dados e mapas serão fornecidos para a próxima Edição - Feira de Agronegócios Copercana. A partir desta edição, contar-se-á com considerações da Gestora Técnica, Engª Agrª Alessandra Durigan, que se propõe a focar as principais e recentes tecnologias para todas as fases de produção de cana. Também, contar com o trabalho diário de coleta de dados de chuvas em todos os Escritórios Regionais Canaoeste, que já têm sido disponibilizados em seu site. Tal como os demais dados habituais de chuvas (Quadro 1 acima), serão publicadas as somas e médias mensais destas informações (Vide Quadro 2). Pode, até, ser considerado como retrabalho. Entretanto, as somas mensais e respectivas médias históricas de chuvas constantes do Quadro 1, cobrem toda área de abrangência-filiados Canaoeste; enquanto que os dos Escritórios Regionais serão sem- pre dados diários (disponibilizados no site) de locais próximos e, mesmo, destes Escritórios. Revista Canavieiros - Maio de 2013 Para subsidiar planejamentos futuros, a Canaoeste resume o prognóstico climático de consenso entre 37 INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de junho e julho de 2013, conforme ilustrado no Mapa 1. Mapa 1:- Adaptação CANAOESTE ao Prognóstico de Consenso entre INMET-INPE para o bimestre junho e julho de 2013. • Para estes meses as temperaturas poderão ser próximas das respectivas médias históricas para toda região Centro Sul do Brasil. Entretanto, mesmo sem previsão de ocorrências de temperaturas mínimas extremas, poderão haver incursões de massas frias nas regiões Sul, Sudeste e no Estado do Mato Grosso do Sul; • O consenso INMET-INPE assinala também que, em (quase) toda área sucroenergética da região Centro Sul, as chuvas poderão oscilar com iguais probabilidades para as três categorias, ou seja, entre acima a abaixo das correspondentes normais climáticas. Exceto na faixa oeste da região Sul, onde estão previstas chuvas abaixo das médias históricas. • Para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, tendo como referência o Centro de Cana-Apta IAC, as médias históricas de chuvas de junho e julho, respectivamente, são de 28 e 21mm. Os diversos modelos climáticos utilizados pela SOMAR Meteorologia permitem prever que, além das chuvas deste início de junho, elas poderão ocorrer também entre final de junho, início de julho e em período longo entre meados de julho e início de agosto. Estes mesmos modelos apontam que ventos (canais) poderão bloquear entradas de massas mais in- Acesse nosso site: www.revistacanavieiros.com.br tensas de frio na área sucroenergética da região Centro-Sul. Alessandra Durigam, analisando o período de plantio deste ano, pode notar que os produtores atrasaram esta operação devido as chuvas que ocorreram em março e até meados de abril. Mas, a satisfatória disponibilidade de água no solo, encorajou a continuidade de plantio. Deve-se ressaltar que, para o plantio de 18 meses, o período mais indicado para região Centro-Sul é de janeiro a março, mas na maioria dos anos os plantios tem se estendido até abril. Entretanto, para as áreas canavieiras na região de abrangência da Canaoeste, que tem experimentado estiagem durante os meses de inverno (julho a setembro), os plantios mais precoces (antes do final de fevereiro) tem sofrido fortes estresses, com os entrenós já expostos se encarretelando que, mesmo após o retorno das chuvas na primavera, tem atrasado a retomada de crescimento dos canaviais. Por segurança dos cerca de R$ 5.000,00 investidos nesta operação, os plantios a partir de meados de abril torna-se indispensável a irrigação. Deve-se, ainda, considerar que as temperaturas mais baixas, principalmente as noturnas, podem comprometer a germinação das plantas. O emprego de fungicidas e estimuladores de enraizamento e brotação, tem mostrado que são importantes aliados nestes meses de condições menos favoráveis à (intensidade e velocidade) de germinação. Estes prognósticos serão revisados nas edições seguintes da Revista Canavieiros. Previsões ou fatos climáticos relevantes serão noticiados em www.canaoeste.com.br e www.revistacanavieros.com.br. Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos mais próximos ou através do Fale Conosco Canaoeste. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 38 Assuntos Legais CAR - Cadastro Ambiental Rural paulista em fase de implantação Juliano Bortoloti N o último dia 09 de maio, em reunião ocorrida na Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, com a participação da Secretária da Agricultura, Mônika Bergamaschi e do Secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, juntamente com seus assessores, foi apresentado o CAR – Cadastro Ambiental Rural paulista, instituído pela Lei Federal n. 12.651/2012 (novo Código Florestal). Na reunião teve a participação de representantes do setor produtivo do agronegócio, entidades de classe do meio rural e industrial e de instituições financeiras. Como já dito aqui neste espaço, o CAR será um cadastro eletrônico (internet) obrigatório que todo proprietário/possuidor rural terá que fazer de seu imóvel rural, visando adequá-lo às disposições do novo Código Florestal De acordo com o que foi passado pelo Governo Estadual, inicialmente se implantará o CAR para, após, este instituir-se o PRA (Programa de Regularização Ambiental) de acordo com as peculiaridades do Estado, o que norteará a regularização dos imóveis rurais obedecendo ao que determina o Novo Código Florestal. Voltando ao CAR, ficou demonstrado tratar-se de um sistema desenvolvido pelo Governo, nos moldes da “declaração anual do imposto de renda”, ou seja, um modelo “auto-declaratório”, que deverá ser preenchido com diver- sas informações do imóvel (perímetro, área de preservação permanente, nascentes, cursos d’água, remanescente vegetal nativo, reserva legal de 20%, áreas consolidadas, etc.) pelo proprietário/possuidor rural e/ou seu procurador diretamente em um sítio eletrônico que será disponibilizado até o final do mês de maio de 2013, segundo propagado na referida reunião. No Estado de São Paulo há estimativa de cadastro de mais de 300.000 (trezentas mil) propriedades rurais, no prazo máximo de um ano, através do sítio eletrônico, com “Login” e Senha para cada Declarante, ressaltando que uma vez preenchidos os dados estes poderão ser retificados em caso de erro. Pelo sistema mostrado, poder-se-á proceder ao cadastro de várias propriedades/posses rurais através de entidade de classe, consultores independentes e empresas especializadas, sem exceção, via de consequência, o próprio proprietário/possuidor rural. Os dados básicos para se efetuar o referido cadastro são: nome do imóvel rural; endereço; nº de matrícula; dados do prestador das informações; se o imóvel é próprio ou de terceiros (arrendamento, parceria, comodato, etc); perímetro do imóvel rural, através de levantamento georreferenciado ou um simples desenho (feito com o “mouse” do computador) da propriedade na imagem que o próprio sistema disponibilizará, onde é de bom alvitre informar as servidões, os cursos d’água, nascentes, remanescente de vegetação nativa, sede, área inaproveitável; área de preservação permanente consolidada (utilizada desde antes de julho de 2008). O próprio sistema, de posse de tais informações, emitirá um protocolo que comprova a inscrição do imóvel rural no CAR e, ato contínuo, procederá uma Revista Canavieiros - Maio de 2013 Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste análise espacial do que foi informado e, encontrando alguma incongruência, notificará o declarante para se manifestar, Disponibilizado o sistema do CAR, portanto, terá o proprietário/possuidor rural o prazo de 1 (um) ano para a inscrição, sob pena de, não o fazendo, sofrer as penalidades legais, tais como: recusa de financiamentos públicos e privados, impossibilidade de licenciamento ambiental da propriedade, ações judiciais promovidas pelo Ministério Público, etc. Até a instauração do PRA, o proprietário não pode ser considerado inadimplente Na aludida reunião, os Secretários de Estado reconheceram haver controvérsias na aplicação da lei por parte dos órgãos de controle, dizendo, porém, que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) está finalizando estudos para harmonizar e uniformizar a forma de conduta que referidos órgãos públicos deverão ter em relação ao novo Código Florestal, diminuindo, com isso, a insegurança jurídica. Por fim, cabe agora aos proprietários/possuidores rurais praticarem a “lição de casa”, levantando dados de seus imóveis para possibilitar a inscrição do CAR e, assim, atingirem a legalidade de seu imóvel rural perante os órgãos públicos e privados, o que permitirá, sem dúvida alguma, a continuidade de sua atividade rural. RC 39 Revista Canavieiros - Maio de 2013 40 Artigo Técnico I Preços médios da tonelada de cana para pagamento Safra 2012/2013 Alessandra Durigan Gestora Técnica Departamento Técnico Canaoeste Luiz Carlos Tasso Júnior Diretor da Canaoeste Gustavo de Almeida Nogueira Gestor Operacional Departamento Técnico Canaoeste A Safra 2012/2013 foi seguida dos impactos negativos em produtividade e qualidade resultantes dos efeitos climáticos adversos ocorridos na Safra 2011/2012, porém a possibilidade de falta de matéria-prima estava favorecendo o mercado SPOT o que se inverteu após chuvas ocorridas no mês de junho. Apesar de haver a sensação de falta de matéria-prima, havia também a preocupação de ficar cana sem colher. Isso ocorreu porque no início da Safra ocorreram muitos períodos com chuva, inviabilizando a colheita. Os pre- Thiago de Andrade Silva Gerente de Planejamento, Controle e Topografia da Canaoeste ços não foram satisfatórios como na Safra 2011/2012, pois apesar de não termos excedente de matéria-prima, tivemos os preços “controlados” pelo mercado de açúcar, etanol e também da gasolina. O valor em R$/kg ATR, o fechamento para a safra 2012/13 foi de R$ 0,4728 para o estado de São Paulo, contra R$ 0,5018 da safra anterior, ou seja, um decréscimo próximo de 5,8%. A Tabela 1 traz a quantidade de cana e o teor médio de ATR entre os valores do ATR de fechamento da Safra Tabela 1 – Entrega de cana por associados Canaoeste na safra 2012/2013 e preços de fechamento do ATR por região. Revista Canavieiros - Maio de 2013 2012/2013 de acordo com os mix de produção de cada Unidade Industrial. Embora a região 2 tenha tido a maior média no preço médio por tonelada de cana de açúcar, teve sua média aumentada devido ao resultado do Grupo Bazan e Toniello. Na Tabela 2, observa-se o ranking entre as Unidades Industriais em função do valor do ATR de fechamento, em R$ por kg (Mix de Produção Industrial) e seu percentual de variação entre o valor de fechamento CONSECANA-SP. Tabela 2 - Classificação das unidades industriais em função do valor do ATR de fechamento 41 As Unidades que mais se destacaram em relação ao valor do kg de ATR pago aos fornecedores, foram: Bazan, Bela Vista e Pitangueiras, pois todas tiveram um diferencial acima de 4% em relação à média do estado. Tabela 3 - Classificação das unidades industriais em função do preço médio da tonelada de cana de açúcar Vale ressaltar que todas as Unidades Industriais que tiveram seu fechamento abaixo da média do estado, R$ 0,4728/kg de ATR, corrigiram espontaneamente para a média do estado e muitas Unidades Industriais dão subsídios a seus Fornecedores. Outro fator importante que compõe o preço da tonelada de cana paga ao fornecedor envolve a questão da qualidade da matéria prima, para que o valor seja formado, partindo disso a tabela 3 apresenta o ranking das Unidades Industriais em função do preço médio da tonelada de cana para pagamento. Nesta tabela encontra-se outro perfil, pois este valor é resultado da multiplicação do valor do ATR, expresso em R$/kg de ATR, pelo teor de ATR médio, expressa em kg/t. As Unidades Industriais que tiveram o maior preço médio da tonelada de cana paga aos fornecedores foram as Unidades: Bela Vista, Bazan, Santa Inês, Virálcool e Pitangueiras. Pode-se notar que embora algumas unidades estivessem em posições inferiores no ranking do mix de fechamento (Tabela 2), melhoraram seu índice em função da qualidade média de teor de ATR. Conforme Tabela 4 contendo todas as Unidades Industriais da região de abrangência da Canaoeste mostra que as sete Unidades Industriais que mais remuneraram foram: Bela Vista (Grupo Bazan), Bazan (Grupo Bazan), Destilaria Santa Inês (Grupo Toniello), Virálcool (Grupo Toniello), Pitangueiras Açúcar e Álcool, Junqueira (Grupo Raízen) e Carolo; e, as sete Unidades Industriais que menos remuTabela 4 – Unidades industriais da região de abrangência da Canaoeste neraram foram: Vertente (Grupo Guarani), Buriti (Grupo Pedra), Santa Elisa (Grupo BIOSEV), Continental (Grupo BIOSEV), Severínia (Grupo Guarani), Vale do Rosário (Grupo BIOSEV) e Cruz Alta (Grupo Guarani). Nesta safra os fornecedores associados da Canaoeste forneceram cerca de 9,7 milhões de toneladas de cana com teor médio de 137,25 kg de ATR e valor médio do ATR de R$ 0,4805, contraindo um preço médio de R$ 65,97 por tonelada. Esta classificação resultou dos valores em kg de ATR/t e R$/kg de ATR. As sete Unidades Industriais com maior valor do kg do ATR foram: Bela Vista e Bazan (Grupo Bazan), Pitangueiras, Usina Virálcool e Destilaria Santa Inês (Grupo Toniello), Carolo e Santo Antonio (Grupo Balbo); enquanto que as Unidades Industriais com menor valor do kg do ATR foram: Grupo Pedra, Vertente e Mandu (Grupo Guarani), Junqueira (Grupo Raízen), as quais pagaram pelo MIX de produção e comercialização do estado de São Paulo. Revista Canavieiros - Maio de 2013 42 Artigo Técnico I Perfil de Produção das sete Unidades Industriais que mais remuneraram - A Unidade Bela Vista tem o perfil de produção mais voltado para açúcar branco e etanol anidro e hidratado, posicionando esta com o primeiro maior valor do kg do ATR da região da Canaoeste, ou seja, R$ 0,4976, e com 142,46 kg de ATR, resultando em R$ 70,89/t. - A Unidade Bazan tem o perfil de produção mais voltado para açúcar branco e etanol anidro e hidratado, posicionando esta com o segundo maior valor do kg do ATR da região da Canaoeste, ou seja, R$ 0,4976 e com 140,14 kg de ATR, resultando em R$ 69,73/t. - A Destilaria Santa Inês tem o perfil de produção voltado para etanol hidratado, posicionando esta com o terceiro maior valor do kg do ATR da região da Canaoeste, ou seja, R$ 0,4869 e com 140,11 kg de ATR, resultando em R$ 68,22/t. - A Unidade Virálcool tem o perfil de produção mais voltado para açúcar branco e etanol anidro, posicionando esta, com o quarto maior valor do kg do ATR da região da CANAOESTE, ou seja, R$ 0,4869 e com 139,97 kg de ATR, resultando em R$ 68,15/t. - A Pitangueiras Açúcar e Álcool tem o perfil de produção mais voltado para açúcar branco e etanol anidro e hidratado, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4937 e com 138,01 kg de ATR, resultando em R$ 68,14/t. - A Unidade Junqueira (Grupo Raízen) com o valor do kg do ATR, R$ 0,4728 e 141,61 kg de ATR, resultando em R$ 66,95/t. - A Unidade Carolo tem o perfil de produção mais voltado para açúcar branco e etanol hidratado, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4839 e com 137,18 kg de ATR, resultando em R$ 66,38/t. Perfil de Produção das sete Unidades Industriais que menos remuneraram - A Unidade Vertente (Grupo Guarani) tem o perfil de produção mais voltado para açúcar VHP, e etanol hidratado e anidro, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4728 e 130,31 kg de ATR, resultando em R$ 61,61/t. - A Unidade Buriti tem o perfil de produção voltado para etanol hidratado e anidro, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4728 e com 131,41 kg de ATR, resultando em R$ 62,13/t. - A Unidade Santa Elisa tem o perfil de produção mais voltado para açúOs Grupos, Toniello e Bazan, efetuaram os pagamentos dos seus Fornecedores respectivamente, pelo mix de produção da Unidade Virálcool e Unidade Bela Vista, ou seja, pelo maior valor do kg do ATR entre suas Unidades. Isso possibilitou que o Fornecedor fosse melhor remunerado, viabilizando utilizar esse rendimento extra na renovação dos canaviais, no cultivo da cana, melhorando assim seus resultados econômicos e produtivos. O Grupo Balbo tem procurado trazer o mix desfavorável da Unidade São Francisco pelo valor do kg do ATR médio do Estado de São Paulo. car VHP e etanol hidratado e anidro, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4738 e 132,93 kg de ATR, resultando em R$ 62,98/t. - A Unidade Continental tem o perfil de produção voltado para açúcar VHP, e etanol hidratado, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4738 e 133,58 kg de ATR, resultando em R$ 63,29 / t. - A Unidade Severínia (Grupo Guarani) tem o perfil de produção mais voltado para açúcar Branco, e etanol hidratado e anidro, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4743 e 134,07 kg de ATR, resultando em R$ 63,59/t. - A Unidade Vale do Rosário tem o perfil de produção voltado para açúcar branco e VHP, e etanol anidro e hidratado, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4738 e 134,28 kg de ATR, resultando em R$ 63,62/t. - A Unidade Cruz Alta tem o perfil de produção mais voltado para açúcar VHP, e etanol hidratado, com o valor do kg do ATR, R$ 0,4743 e 134,71 kg de ATR, resultando em R$ 63,89/t. Gráfico 1 - preço médio por tonelada de cana de açucar da unidade industrial x custo de produção fonte: custo de produção da Orplana - safra 2012/2013 Tabela 5 - custo de produção Fonte: Custo de Produção da Orplana - Safra 2012/2013 Revista Canavieiros - Maio de 2013 Observa-se no Gráfico 1 que, com exceção das Unidades Bazan, Bela Vista, Pitangueiras, Virálcool e Destilaria Santa Inês, o preço médio da tonelada paga ao Fornecedor de todas as demais Unidades Industriais não remuneraram o Custo Total. 43 Na Tabela 6, é apresentada a diferença, em ordem decrescente, entre o preço médio da tonelada de cana de açúcar e o Custo de Produção da Orplana (Tabela 5), nas Unidades industriais da área de abrangência da Canaoeste. Tabela 6 - preço médio por tonelada de cana de açucar da unidade industrial x custo de produção Pode-se destacar que o melhor resultado foi verificado na Unidade Bela Vista, onde o preço médio ficou 2,94% acima do Custo Total. Ao contrário o pior resultado foi obtido na Unidade Vertente, onde o preço médio por tonelada ficou 6,34% abaixo do Custo Total. A Canaoeste é imparcial em todo conteúdo publicado neste artigo, não agindo assim de forma tendenciosa afim de favorecer qualquer Unidade Industrial. Fonte: Custo de Produção da Orplana - Safra 2012/2013 Gráficos de cana entregue e qualidade da cana de fornecedor e cana própria por unidade industrial que aplicou o ATR relativo Acompanhe a Revista Canavieiros nas redes sociais: www.facebook.com/revistacanavieiros www.twitter.com/canavieiros www.revistacanaveiros.com.br Revista Canavieiros - Maio de 2013 44 Revista Canavieiros - Maio de 2013 Artigo Técnico I RC 45 Revista Canavieiros - Maio de 2013 46 Safra Fechamento da safra 2012/2013 E ste trabalho tem como objetivo apresentar os dados obtidos quinzenalmente na safra 2012/2013, em comparação com os obtidos na safra 2011/2012. ATabela 1 contém o ATR médio acumulado (kg/tonelada)desta safra 2012/2013, em comparação com o obtido na safra 2011/2012, sendo que o ATR desta safra ficou 2,81 Kg abaixo do obtido na safra 2011/2012. Tabela 1 –ATR (kg/t) médio da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste nas safras2011/2012e 2012/2013 As tabelas 2 e 3, mostram detalhes da qualidade tecnológica da matéria-prima nas safras 2011/2012 e 2012/2013, respectivamente. Tabela 2 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste, na safra 2011/2012. Thiago de Andrade Silva Gestor de Planejamento, Controle e Topografia da Canaoeste O Gráfico 1 mostra o comportamento do BRIX do caldo da safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. Tabela 3 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste na safra 2012/2013 O BRIX do caldo da safra 2012/2013 ficou abaixo, no período da segunda quinzena de maio à primeira de novembro, em relação à safra 2011/2012, sendo de forma mais acentuada da segunda quinzena de julho à primeira quinzena de outubro, se equiparando na segunda quinzena de novembro. Nos demais períodos ficou acima com acentuação no mês de abril. Na média o BRIX do caldo da safra 2012/2013 (19,04%) foi 3% inferior ao da safra 2011/2012 (19,63%). No Gráfico 2 pode-se verificar o comportamento da POL do caldo na safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. Pode-se observar que a POL do caldo apresentou comportamento parecido do BRIX do Caldo. Gráfico 1 – BRIX do caldo obtido nas safras 2012/2013 e 2011/2012 Revista Canavieiros - Maio de 2013 Gráfico 2 – POL do caldo obtida nas safras 2012/2013 e 2011/2012 47 Gráfico 3 – pureza do caldo obtida nas safras 2012/2013 e 2011/2012 Gráfico 4 – Comparativo das Médias de fibra da cana Gráfico 5 – POL da cana obtida nas safras 2012/2013 e 2011/2012 Gráfico 6 – ATR obtido nas safras 2012/2013 e 2011/2012 Revista Canavieiros - Maio de 2013 48 O Gráfico 3 mostra o comportamento da pureza do caldo na safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. A pureza do caldo da safra 2012/2013 ficou igualada em relação a obtida na safra 2011/2012 no período de junho à setembro, ficando acima no restante da safra, com maior acentuação no mês de abril. No Gráfico 4, encontra-se o comportamento da fibra da cana na safra 2012/2013 em comparação com a da safra 2011/2012. De modo geral, a fibra da cana na safra 2012/2013 ficou abaixo da obtida na safra 2011/2012, com exceção da primeira quinzena de maio, ficando bem abaixo no período de julho à novembro e primeira quinzena de abril. Na média a fibra da cana da safra 2012/2013 (12,56%) foi 1,8% inferior à da safra 2011/2012 (12,79%). O Gráfico 5 contém o comportamento da POL da cana na safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. A POL da cana obtida na safra 2012/2013ficou muito abaixo daquela obtida na safra 2011/2012 em todas as quinzenas, sendo a diferença mais acentuada na segunda quinzena de julho e mês de agosto, exceto em Safra abril, primeira quinzena de maio, segunda quinzena de outubro e segunda quinzena de novembro, tendo ficado acima nessas quinzenas. Na média a POL da cana da safra 2012/2013 (13,89%) foi 2% inferior à da safra 2011/2012 (14,17%). No Gráfico 6 pode-se observar o comportamento do ATR na safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. Como o ATR é calculado a partir da POL e do ARC da cana, observa-se um comportamento semelhante ao da POL da Cana, por apresentar maior participação no teor de ATR. Na média o ATR da safra 2012/2013 (138,82 kg/t) foi 2% inferior ao da safra 2011/2012 (141,63 kg/t). O Gráfico 7 mostra o comportamento daprecipitação pluviométrica(mm de chuva) registrada na Safra 2012/2013 em comparação com a Safra 2011/2012. A precipitação pluviométrica média ficou acima dos valores observados em 2011, nos meses de janeiro, maio, junho e julho de 2012, sendo que nos meses de maio, junho e julho a precipitação pluviométrica ficou muito acima, quando comparada com a de 2011; Nos meses de fevereiro, março, abril, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro a precipitação pluviométrica desta safra ficou abaixo daquela observada em 2011, de forma mais Gráfico 7 –Precipitação pluviométrica (mm de chuva) registrada nas safras 2012/2013 e 2011/2012 Revista Canavieiros - Maio de 2013 acentuada nos meses de fevereiro, março, outubro e novembro e com menor acentuação em abril e dezembro. O Gráfico 8 contém o comportamento da precipitação pluviométrica acumulada por trimestre na safra 2012/2013 em comparação com a safra 2011/2012. Em 2012, observa-se um volume de chuva muito abaixo no primeiro trimestre e quarto trimestre e muito acima no segundo trimestre, se comparado aos volumes médios de 2011. O terceiro trimestre, praticamente se igualou ao volume médio observado em 2010. O déficit hídrico observado na safra 2012/2013 se assemelha com o ocorrido na safra 2010/2011, porém há uma expectativa de melhora na produtividade para a safra 2013/2014, levando em conta que mesmo com precipitação pluviométrica inferior à da safra 2011/2012, não houveram prejuízos causados a partir de efeitos climáticos como geadas, ventos fortes, entre outros que ocorreram na safra 2011/2012. A precipitação pluviométrica na safra 2012/2013 ocorreu em momentos importantes para o desenvolvimento vegetativo da cana-de-açúcar, porém com grande volume no mês de junho que contribuiu para a queda da qualidade da matéria-prima e mudança do cenário de venda SPOT. Todas as condições fez com que o ATR médio ficasse 1,98% (2,81 kg/t) abaixo do obtido na safra 2011/2012. RC Gráfico 8 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) por Trimestre, nas safras 2012/2013 e 2011/2012 49 Revista Canavieiros - Maio de 2013 50 Artigo Técnico II Colheita Mecanizada: uma realidade para o setor Engenheiro Agrônomo João Francisco Antonio Maciel – Canaoeste Ituverava, com o apoio de Alessandra Durigan, gestora técnica da Canaoeste A tendendo a exigências sociais e ambientais, a colheita mecanizada é atualmente uma prática que solidifica a sustentabilidade da cultura de cana-de-açúcar. Com as leis de eliminação gradual da queima, proibição definitiva em 2014 em propriedades com áreas superiores a 150 hectares e em 2017, em propriedades com áreas inferiores a 150 hectares, a mecanização é irreversível devido a inviabilidade do corte manual da cana crua pelos custos altíssimos de mão de obra. Para a colheita mecanizada obter sucesso, é importante que a operação seja realizada de maneira que não comprometa a produtividade agrícola e a qualidade da matéria-prima. Problemas decorrentes de pisoteio na linha de cana, provocando muitas vezes falhas de brotação, arranquio de soqueira, redução de vigor, compactação do solo, são ainda muito comum nos canaviais e dependem de adaptações e investimentos em equipamentos e treinamento de equipes. Vários fatores devem ser considerados: sistematização da área, características varietais, homogeneidade do canavial, qualidade da operação, maquinários envolvidos, treinamento de equipes, entre outros. A sistematização é a etapa mais importante e envolve a preparação inicial do terreno. São retirados os tocos, pedras e restos de materiais estranhos realizando o nivelamento da área, dimensionados o formato e comprimento dos talhões, locação de estradas e carreadores, sistemas conservacionistas e planejamento de sulcação. Portanto, a sistematização da área para a colheita mecanizada deve ter grande atenção, pois dela depende uma colheita bem sucedida. A transição da colheita manual para colheita mecanizada acarretou além de mudanças e adaptações ao processo de colheita, consequências como perdas altas de matéria-prima que podem chegar de 10 a 15 toneladas por hectare em Agrônomo João Francisco Antonio Maciel Agrônomo da Canaoeste de Ituverava casos extremos e, o aumento das impurezas minerais e vegetais na indústria. Na cana crua a quantidade de matéria vegetal (ponteiros, palha e folhas verdes) é bem maior quando comparado a cana queimada. Perdas na colheita mecanizada As perdas podem ser classificadas em visíveis e invisíveis. As perdas visíveis podem ser vistas no campo na forma de cana inteira, cana ponta, toletes, tocos, pedaços de cana e lascas. São facilmente identificadas, coletadas e quantificadas. Valores aceitáveis são próximos a 3 toneladas/ha. As invisíveis (caldo, serragem, pequenos estilhaços) envolvem o processamento interno da cana na colhedora provenientes de impactos mecânicos do sistema de corte, picagem, transporte e limpeza. Perdas visíveis As perdas visíveis são associadas às características da área a ser colhida que são: varietais (produtividade, tombamento, teor de fibra, comprimento do palmito, quantidade de palha, isoporização, etc.), preparação da área (padronização, comprimento da área, sistematização, qualidade do cultivo, quebra lombos etc.) e a própria operação de colheita que envolve desde a capaci- Revista Canavieiros - Maio de 2013 51 tação profissional da equipe envolvida até a colhedora (modelos, velocidade de operação, altura de corte, manutenção, altura da carga, sincronismo com reboque ou caminhão, situação dos equipamentos como exaustores, facas de corte, base, rolo picador). A quantificação das perdas é uma ferramenta importante para subsidiar e garantir a qualidade do processo de colheita. Permite a correção de falhas operacionais e humanas e também a redução de custos diante de um cenário onde se encontra altos índices de preços de CCT (corte, carregamento e transportes). Existem várias metodologias de amostragem para a quantificação de perdas visíveis. Os materiais são separados no campo em áreas (m²) previamente estabelecidas, são classificados em toco, cana inteira, cana ponta, toletes, lascas e pedaços e posteriormente é realizada a pesagem e o cálculo, obtendo assim, os índices de perdas expres- sos em porcentagem (%) ou tonelada de cana por hectare (ton/ha). Impurezas minerais e vegetais A cana-de-açúcar colhida mecanicamente e levada para as usinas apresenta materiais indesejáveis denominados de impurezas. Podem ser de origem mineral ou vegetal. A presença desse tipo de material prejudica o processo de fabricação de açúcar e etanol. Interferi significativamente na qualidade final do produto, causa desgastes de equipamentos e aumentos dos custos de produção. A impureza mineral é composta de pedras e terra. Já a vegetal é composta de palhas, folhas verdes e ponteiros oriundos da matéria-prima. A impureza vegetal causa um menor peso de carga e perda de eficiência na extração de caldo na indústria, interferindo, principalmente na qualidade da matéria-prima (teor de sacarose). As impurezas também são quantificadas e apresentadas percentualmente ou em quilo/tonelada de cana colhida, também com o objetivo de dar suporte para a melhora contínua do processo de colheita. Conclusões A colheita mecanizada é um sistema integrado que quando bem conduzido e monitorado apresenta ótimos resultados e atende as exigências legais e ambientais do setor. Para otimização dos custos e garantia da qualidade da matéria-prima devemos estar atentos as perdas e as impurezas decorrentes do processo. A Canaoeste, através do seu Departamento Técnico, orienta os seus associados através de suporte técnico nas áreas de mecanização (plantio e colheita) e novas tecnologias (agricultura de precisão). Os interessados podem procurar o engenheiro agrônomo André Volpe da filial de Bebedouro para obter informações. O objetivo é auxiliar os associados no esclarecimento de dúvidas e acompanhamentos diários no campo, a fim de assegurar a rentabilidade de suas lavouras. RC Revista Canavieiros - Maio de 2013 52 VENDE-SE ou TROCA-SE - Trator JOHN DEERE 7210-J com apenas 600 horas, pronto para GPS, piloto automático e kit de freio. Tratar com João Carlos pelos telefones: (16) 3957-1254/ (16) 9137-8389/ (17) 33437203/ (17) 8178-1963. VENDEM-SE - Fazenda de 750 alqueires, localizada em Araçatuba a 10 quilômetros da rodovia Rondon. Topografia 100% plana, toda mecanizada, com 600 alqueires de cana, arendamento 55 toneladas alqueire ano. Possui cede com casa de caseiro e piscina. Valor: R$ 55.000,00 o alqueire. - Fazenda de 286 alqueires, localizada em Araçatuba a 10 quilômetros de usina, com 200 alqueires de cana arrendada e 30 alqueires de cana própria. Possui casa de caseiro, barracão, curral, confinamento e pasto; topografia 100%. Valor: R$ 55.000,00 o alqueire. - 500 alqueires em cana própria, localizados na beira da pista Euclides da Cunha a 8 km da cidade, próxima a usina. Valor: R$ 75.000,00 o alqueire. Valor total: R$ 37.500.000,00. - 252 alqueires em cana, localizados na região de Jales. Valor: R$ 55.000,00 o alqueire. Valor total: R$ 13.860.000,00. - Fazenda com 100 alqueires na região de Paulo de Faria, sendo aproximadamente 93 alqueires agricultáveis. Está em lavoura de soja. Valor: R$ 65.000,00 o alqueire. - Fazenda com 131 alqueires localizada em Araraquara, sendo 116 alqueires para plantio de cana; fornecer/ arrendar para Usina Santa Cruz. Valor: R$ 75.000,00 o alqueire. - Fazenda com 100 alqueires na região de Rincão/SP, sendo 80 alqueires em cana própria, boa localização, topografia plana, solo misto de cultura, 20 alqueires de reserva e APP’s. Valor: R$ 9.000.000,00. - Fazenda com 84 alqueires na região de Rincão, sendo toda em cana própria. Valor: R$ 7.500.000,00. - Fazenda com 365 alqueires na região de Araraquara (883 ha), sendo 292 alqueires (707 ha) (livre de carreadores) em cana própria. Valor: R$ 75.000,00 o alqueire. - 107 alqueires na região de Rincão, com aproximadamente 85 alqueires em cana. Valor: R$ 9.000.000,00. - 11 alqueires em São José da Bela Vista e planta 09 alqueires de cana. Valor: R$1.000.000,00. - 203 alqueires na região de Serrana e planta 160 alqueires de cana. Valor: R$ 75.000,00 o alqueire. - 115 alqueires na região de Viradouro e planta 96 alqueires; renda de 60 t/ ano. Valor: R$ 85.000,00 o alqueire. Tratar com Amaral ou Wilson pelos telefones: (16) 9174-8183/9739-9340/ 8217-1255. VENDEM-SE - VW 15180/08, comboio para lubrificante e abastecimento, Gascom, 6.000 l; - VW 16170bt/95 comboio para lubrificante e abastecimento, Gascom, 4.000 l; - VW 26260/08, tanque de água com 20.000 l, Gascom, pipa bombeiro; - VW 13180/06, tanque de água com 10.000 l, pipa bombeiro; - VW 26260/08, basculante de 12m³; - VW 26260/06, batoneira de 8m³; - VW 26260/08, no chassi, com 44.000 km originais; - MB LA 1418/98, no chassi e 4x4; - MB L 2214/88, tanque de água com 14.000 l, Gascom, pipa bombeiro; - MB L 2318/94, tanque de água com 16.000 l, pipa bombeiro; - MB 2428/02, 6x4, tanque de água com 18.000 l, pipa bombeiro; - MB L 2013/75, 6x2, munk madal, mod. 10.000; - Ford F 12000/99, tanque de água com 10.000 l, pipa bombeiro; - Ford F 11000/92, tanque de água com 9.000 l, pipa bombeiro; - Ford Cargo 1317/07, 4x2, munk cng, mod. 20.000; - Ford Cargo 2622e/09, no chassi, 79.000 km original; - Munk Hincol mod. 43.000; - Munk Hincol mod. 31.000; - Munk HG mod. 20.000; - Munk Masal mod. 12.000; - Caçamba Basculante de 12m³; - Carroceria madeira e ferro fachinni 6.50x2.50; - Caçamba Basculante de 5m³; - Baú para caminhão toco e truck. Tratar com Alexandre Monteiro pelos telefones: (16) 3945-1250 / 97669243 oi / 7813-3866 id 96*81149 nextel ou pelo e-mail: trecaminhoes@ yahoo.com.br. VENDEM-SE - 01 lança de carregar bag de laranja para ser acoplada na carregadeira Santal Master 1200; - 01 carregadeira de cana Santal Master 1200 com trator Massey 290, 4x4 e ano 2004. Tratar pelo telefone (17) 9141-2290 ou pelo e-mail: [email protected]. Viradouro/SP. VENDEM-SE - 01 transformador de 45 KVA . Valor: R$ 1.500,00; - A Revista Canavieiros não se responsabiliza pelos anúncios constantes em nosso Classificados, que são de responsabilidade exclusiva de cada anunciante. Cabe ao consumidor assegurar-se de que o negócio é idôneo antes de realizar qualquer transação. - A Revista Canavieiros não realiza intermediação das vendas e compras, trocas ou qualquer tipo de transação feita pelos leitores, tratando-se de serviço exclusivamente de disponibilização de mídia para divulgação. A transação é feita diretamente entre as partes interessadas. Revista Canavieiros - Maio de 2013 53 - Arame farpado usado; - Telha francesa usada; - Cabo de alumínio para alta tensão usado. Valor: R$ 6,00/kg; - Braços para iluminação usados; - Apartamento no Guarujá, localizado na praia de Astúrias, com quatro suítes, três salas, copa, cozinha, quarto de empregada, piscina na sacada do apartamento e quatro vagas na garagem. Possui também área comum com piscina aquecida, salão de jogos e festa, churrasqueira, quadra e sauna. Valor: R$ 1.500.000,00; - 01 arado Iveca de quatro hastes. Valor: R$ 2.500,00; - 01 gaiola de cana para plantio. Valor: R$ 2.500,00; - 01 arado Massey Fergusson de quatro bacias. Valor: R$ 1.500,00; - 01 caminhão MB 2215, ano 86, traçado e com caçamba. Valor: R$ 65.000,00; Tratar com Wilson pelo telefone (17) 9739-2000 – Viradouro/SP. VENDEM-SE - Silagem de milho disponível para uso, feita em janeiro de 2013; - 01 égua mangalarga bem mansa de sela; Tratar com Júnior pelo telefone (17) 9124-9217 – Viradouro/SP. VENDE-SE - Trator de esteira caterpillar D4E 1985. Rodante 0km e revisado. Tratar com Rodrigo pelos telefones: (11) 2361-7424 / (11) 98319-9913 ou pelo e-mail: [email protected] Santa Rita do Passa Quatro/SP. VENDE-SE - Mudas de seringueira dos clones RRIM 600 e PR 255, clones de alta produção de látex, com um lançamento (esporinha) ou lançamento maduro. Semente/cavalo utilizado: gt l. Local: Orindiúva/SP. Viveiro de Mudas credenciado no RENASEM Nº SP 14225/2013. VENDEM-SE - 02 carrocerias de ferro de oito metros para plantio de cana, ano 2000 e 2008; - 01 carroceria de ferro cana inteira, marca Fachini com cabos de aço e cambão, ano 2000; - 01 moto bomba elétrica de 15 HP. Valor: R$ 800,00; - 01 moto bomba de alta pressão saída de três e saída com duas. Adaptada em motor com carrinho; - 02 rolos compactadores para serem adaptados em escalificadores (sem uso); - 04 cambões para descarga de cana inteira de sete e dez metros com ou sem cabos de aço; - 01 carreta de duas rodas para 2.000 kilos; - 01 fiação de alta tensão de cabos de alumínio; - 01 geladeira semi-nova adaptável para ônibus (elétrica ou a bateria) para serviços rurais; - 02 balcões de quatro metros sendo um com 30 gavetas de 30x40 cm e outro com prateleiras internas com portas de correr com ótimo acabamento. Tratar com Marcus ou Nelson pelos telefones: (17) 3281-5120 ou (17) 8158-999. Eventos de Junho 2013 Expocafé Início do Evento: 12/06/13 Término do Evento: 14/06/13 Promoção: EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais Local: Fazenda Experimental da EPAMIG Endereço: Rodovia Três Pontas/Santana da Vargem – km 06 Mais informações: www.expocafe.com.br ISSCT Congress 28ª Exposição e Congresso de Tecnologia Sucroenergética Início do Evento: 24/06/13 Término do Evento: 27/06/13 Promoção: Reed Exhibitions Alcantara Machado Local: Transamérica Expo Center – São Paulo/SP Mais informações: www.issct2013.com.br 9ª Feira Agronegócios Copercana Início do evento: 26/06/13 Término do evento: 28/06/13 Horário: das 10h às 18h Local: Clube de Campo Vale do Sol Endereço: Rodovia Atílio Balbo, km 331 – Sertãozinho/SP Mais informações: www.agronegocioscopercana.com.br Acesse nosso site: www.revistacanavieiros.com.br Revista Canavieiros - Maio de 2013 54 “General Álvaro Tavares Carmo” A gricuLtura no BrasIL dO Século XXI Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “O conhecimento fala, mas a sabedoria escuta.” J.Hendrix 1) Se Maria “dispor” de tempo... Hum... Maria precisa de tempo para estudar o Português! Renata Sborgia O correto é: dispuser. Regra fácil: não se conjuga a forma regular dos verbos derivados de ter, vir e pôr. 2) Pedro fará um “mini-curso” de Português. ...e com urgência! O correto é: minicurso - sem hífen Regra fácil: Segundo a Nova Ortografia, as palavras formadas pelo prefixo mini apresentam hífen nos seguintes casos: “AGRICULTURA DO BRASIL DO SÉCULO XXI é o mais completo panorama do moderno ciclo produtivo da agricultura brasileira e combina de maneira bem orquestrada dois olhares distintos: um, analítico-sistêmico, do cientista e escritor Evaristo Eduardo de Miranda, e outro, um retrato visual garimpado na Pulsar Imagens, do fotógrafo Delfim Martins. Complementado por imagens de satélite state os art. A obra aproxima o público urbano das complexidades do campo e, ao mesmo tempo, revela a nova identidade do setor agrícola nos primeiros anos do século XXI.” Referência: MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Agricultura no Brasil do Século XXI. Pesquisa e texto Evaristo Eduardo de Miranda; fotografia Pulsar Imagens; apresentação Roberto Rodrigues. São Paulo: Metalivros, 2013. a) diante de palavra iniciada por H Ex.: mini-hotel b) quando a segunda palavra se inicia com a letra (I) - a mesma letra com que o prefixo mini termina Ex.: mini-instrumento Fora isso, as palavras formadas pelo prefixo mini não apresentam hífen. Obs.: se a segunda palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Ex.: minissaia 3) Quantas letras passa a ter o nosso alfabeto? Segunda a Nova Grafia, passa a ter 26 letras, com reinteração oficial do K,W e Y, que nunca deixaram de ser usados. Curiosidade: As letras K,W,Y são consideradas consoantes ou vogais??? a) o Y é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como i e mantém esse som nas palavras em que é usado, como em ioga. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com y passa a ser grafada com (i) - como em iene, moeda japonesa b) o K corresponde, em português, ao som do (c) ou (qu) - como vemos em Kuait, sendo considerado consoante c) já o W deve ser empregado de acordo com sua pronúncia na língua original, isto é, ora com som de (u), quando de origem inglesa (caso de web). Com isso, a letra W é considerada consoante ou vogal, conforme o uso Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste. [email protected] www.facebook.com/BibliotecaCanaoeste Fone: (16) 3524-2453 Rua Frederico Ozanan, nº842 Sertãozinho-SP Revista Canavieiros - Maio de 2013 Coluna mensal * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria. 55 Revista Canavieiros - Maio de 2013 56 Revista Canavieiros - Maio de 2013