FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES ALFABETIZADORES: O DE ENSINO CIÊNCIAS NA ALFABETIZAÇÃO Grupo de Trabalho – Formação de Professores e Profissionalização Docente Agência Financiadora: SEDUC/MT Resumo O presente trabalho apresenta um relato de experiência resultante de uma formação realizada no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso – Cefapro de Rondonópolis, em agosto de 2012, intitulada “O Ensino de Ciências e a Alfabetização” para os professores alfabetizadores da rede estadual de ensino que participavam quinzenalmente do grupo de estudos: “Experiências bem sucedidas de Alfabetização”, realizado pelas professoras formadoras em alfabetização do Cefapro, cuja finalidade era reunir professores alfabetizadores a fim de que estes tivessem a oportunidade de discutir suas práticas pedagógicas, bem como socializar suas dificuldades visando possíveis intervenções da equipe de professores formadores das diversas áreas de conhecimento que compõem a equipe do Cefapro de Rondonópolis. Diante disto, foram diagnosticados pelas professoras alfabetizadoras que coordenavam o grupo, a partir de relatos, muitos entraves encontrados pelos alfabetizadores no desenvolvimento de seu trabalho na disciplina de Ciências, uma vez que a maioria desses focava mais nas disciplinas de língua portuguesa e matemática devido à falta de segurança necessária para se trabalhar com determinados conceitos científicos. A partir disso, fomos procurados enquanto professores que compõem o quadro de professores formadores da área de Ciências da Natureza, a fim de realizar uma formação com estes professores alfabetizadores dando ênfase na importância do ensino de Ciências na alfabetização, desconstrução e reconstrução de alguns conceitos científicos bem como algumas sugestões metodológicas para o planejamento do trabalho cotidiano do professor alfabetizador na disciplina de Ciências. Através dessa formação foi possível perceber a importância da formação continuada na vida e carreira docente do Professor, uma vez que esta tem se apresentado como uma saída possível para minimizar as lacunas deixadas pela formação inicial e tem contribuído para melhoria da prática do professor que consecutivamente tem promovido uma aprendizagem mais significativa aos seus discentes. Palavras-chave: Formação continuada. Prática pedagógica. Alfabetização científica. 14387 Introdução Professores devem estar em constante formação, ou seja, após a formação inicial se faz necessário que invistam em sua formação continuada, a fim de que esta possa possibilitar reflexão sobre a própria prática, pois para atender as necessidades dos discentes na contemporaneidade é indispensável à atualização constante do profissional em questão. Freire (1996, p. 92) preconiza que “o professor que não leve a sério sua formação, que não estude, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe”. Assim sendo, a formação de acordo com Nóvoa (1997, p. 25) “não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou de técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexidade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal”. Nas falas dos professores durante a formação, evidenciou-se que durante a graduação não houve um estudo mais aprofundado acerca dos conteúdos de Ciências a serem trabalhados posteriormente em sala de aula, neste sentido foi confirmado o fato de que o magistério não lhes deu suporte suficiente para trabalhar com a disciplina de modo a possibilitar um ensino aprendizagem de melhor qualidade. Nesta perspectiva, a formação inicial dos docentes não atendeu o processo de alfabetização científica, porém trabalhamos a partir do pressuposto de que toda formação docente se complementa na/com prática, pois Imbernón (2005, p. 61) “o professor é capaz de gerar conhecimento pedagógico em sua prática”. A partir da formação com estes professores, foi possível realizar uma profunda reflexão a partir das informações por eles fornecidas, que acabaram por suscitar a seguintes questões: será que os docentes buscam conhecer mais sobre os conceitos científicos para melhor ensinarem? E como propiciam uma prática transformadora? A graduação foi capaz de lhes dar subsídios necessários para ministrarem aulas com um bom conhecimento de todas as áreas de conhecimento? Segundo Imbernón (2005, p. 32) “a competência profissional, necessária em todo o processo educativo, será formada em última instância na interação que se estabelece entre os próprios professores, interagindo na prática de sua profissão”. No entanto para que isso ocorra de fato se faz necessário que a formação continuada seja entendida pelos professores como 14388 um importante caminho a ser percorrido no intuito de minimizar as dificuldades que surgem durante seu fazer pedagógico. Formação Continuada de Professores no estado de Mato Grosso Nas últimas décadas a melhoria da qualidade social da educação tem se apresentado como um desafio para os governos, instituições formadoras, profissionais da educação, entidades sindicais e sociedade. O que tem provocado um movimento coletivo no sentido de coadunação de ideias e ações capazes de promover melhorias na qualidade do ensino. Desse modo a formação continuada de professores tem se surgido como uma possibilidade de fortalecimento desse processo, o que tornam necessários investimentos e esforços por parte dos governos a fim de adotarem políticas públicas que priorizem a formação de seus profissionais. O Estado de Mato Grosso está localizado na região Centro Oeste do país, abrangendo 903 357 km² do território nacional, sendo habitados atualmente por 3.033.991 habitantes distribuídos em 141 municípios. Faz fronteiras com os estados Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins e com a Bolívia. Considerando o campo educacional, e mais precisamente no que diz respeito à educação básica, o estado de Mato Grosso adotou enquanto política educacional os Ciclos de Formação Humana para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio é organizado tanto com ensino regular quanto com às modalidades: Ensino Médio Integrado à Formação Profissional, Ensino Noturno Semestral e Ensino Médio Inovador, além de atender enquanto política de educação básica a Educação de Jovens e Adultos. Atualmente o Estado de Mato Grosso dispõe de 739 escolas que estão assim distribuídas: 473 localizadas na zona urbana, 202 na zona rural e 64 são escolas indígenas. Adota enquanto política e como princípio, a responsabilidade pela garantia da formação inicial e continuada dos profissionais da educação, entendendo que a formação continuada não é decorrente da necessidade de suprir as lacunas deixadas pela formação inicial tão pouco como uma atualização científica e ou didática, e sim como nos aponta Imbernón (2009, p. 49). 14389 “um conceito de formação que consiste em descobrir, organizar, fundamentar, revisar e construir a teoria. Se necessário, deve-se ajudar a remover o sentido pedagógico comum, recompor o equilíbrio entre os esquemas práticos predominantes e os esquemas que os sustentam. Esse conceito parte da base de que o profissional de educação é construtor de conhecimento pedagógico de forma individual e coletiva”. Para tanto, possui em sua organização os Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica, Cefapros, que foram criados no Estado de Mato Grosso em meados de 1997, a partir de um projeto originado na Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, em Rondonópolis-MT, em função de um grupo de professores que se reuniam para estudar, movidos pela necessidade formativa dos próprios colegas. Esse movimento coletivo ganhou tanta força que foi adotado pelo Estado como modelo de política para formação continuada de seus profissionais, com a finalidade primeira de desenvolver projetos de formação capazes de atingir os professores da rede pública de ensino. Sendo assim, em 1997 o estado de Mato Grosso formaliza através de Decreto os Cefapros, conforme afirma o documento intitulado em Mato Grosso (2010, p. 19) “Políticas de Formação dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso”, e oito anos após essa formalização, ou seja, em 2005 transformam os Cefapros em unidades administrativas da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso - SEDUC/MT através da Lei 8.405/2005, com a finalidade de acordo com Mato Grosso (2010, p.19). “desenvolver a formação continuada, o uso de novas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem e a inclusão digital de profissionais da rede” Atualmente existem quinze polos de Cefapros estrategicamente localizados em todo o estado de Mato Grosso. Esses polos são divididos em pequeno, médio e grande porte considerando a quantidade de municípios e escolas que atendem. Os profissionais que compõe o quadro destes Centros tem seu ingresso via seletivos realizados de tempos em tempos conforme demanda e especificidades e de qualificação. O polo de Cefapro em questão nesse relato é o de Rondonópolis, responsável pelo atendimento direto de oitenta escolas estaduais compreendendo quatorze municípios, e indiretamente as escolas municipais mediante cooperação técnica. Nesse Centro os professores formadores além de outras atribuições promovem a formação grupos de estudos abertos aos profissionais da educação da rede estadual de ensino a fim de promover reflexão da prática pedagógica cotidiana bem como propiciar a interação entre os pares. 14390 No ano de 2012 foi realizado no Cefapro de Rondonópolis um grupo de estudos coordenado pelas professoras alfabetizadoras Silvia Maria Cavalcante Silva Bezerra, Francileide Fontinelle Passos e Darcy Imaculada de Oliveira denominado Experiências bem sucedidas de Alfabetização, cuja finalidade era reunir professores alfabetizadores da rede estadual de ensino do município de Rondonópolis a fim de que estes tivessem a oportunidade de discutir suas práticas pedagógicas, bem como socializar suas dificuldades para possíveis intervenções da equipe de professores formadores do Cefapro. Diante disto, foi diagnosticado pelas coordenadoras do grupo que os professores alfabetizadores relatavam muitos entraves para se trabalhar com a disciplina de ciências uma vez que a maioria desses focava mais nas disciplinas de língua portuguesa e matemática. A partir desse diagnóstico realizado pelas coordenadoras do grupo de estudos fomos procurados enquanto professores que compõem o quadro de professores formadores da área de Ciências da Natureza a fim de realizar uma formação com os professores alfabetizadores que abordasse a importância do ensino de ciências na alfabetização, desconstrução e reconstrução de alguns conceitos científicos, bem como algumas sugestões metodológicas para o planejamento do trabalho cotidiano do professor alfabetizador na disciplina de Ciências. Enquanto professores formadores que compõe a área de Ciências da Natureza do Cefapro de Rondonópolis, coadunamos com Chassot (1995), quando afirma que a ciência não possui a verdade, mas aceita algumas verdades transitórias, em um cenário inacabado, onde seres humanos não são o centro da natureza, mas parte dela. Considerando que a disciplina de ciências durante a alfabetização abarca conceitos físico-químico-biológicos e tem como objeto de estudo o fenômeno da vida em toda sua diversidade de manifestações, acreditamos num ensino contextualizado que favoreça a interação dos sujeitos com a realidade social e natural. A importância da formação das professoras alfabetizadoras no ensino de Ciências A articulação dos conhecimentos da área de Ciências e dos vários saberes que foram historicamente construídos poderá ser mediada por situações problematizadoras e desafiadoras, adaptando a vivência ao processo de investigação científica. Nesta perspectiva, a convite do grupo de estudo “Experiências bem sucedidas de Alfabetização” desenvolvido no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da 14391 Educação Básica – Cefapro/polo de Rondonópolis pelas professoras formadoras Silvia Maria Cavalcante Silva Bezerra, Francileide Fontinelle Passos e Darcy Imaculada de Oliveira , realizamos uma formação em agosto de 2012 intitulada “O Ensino de Ciências e a Alfabetização” para os professores alfabetizadores da rede estadual de ensino que participavam quinzenalmente deste grupo. A necessidade desta formação surgiu a partir da observação das falas das participantes do grupo pelas formadoras da dificuldade em trabalhar os conteúdos da disciplina Ciências em sala de aula, pois os mesmos relatavam a não compreensão de alguns conceitos científicos, ou ainda quando trabalhados, muitas vezes esses conceitos eram abordados de forma equivocada e por esse motivo preferiam trabalhar as disciplinas de português e matemática, nas quais possuíam um domínio maior, ou seja, muitos professores priorizam ensinar aquilo que lhe é mais fácil se esquecendo de que deverá mediar a formação do aluno sem perder o sentido da transdiciplinaridade e interdisciplinaridade uma vez que deste modo o aluno adquire um conhecimento mais global. Neste sentido, a mediação do conhecimento através de conceitos ainda não amadurecidos por parte dos professores dos conteúdos de Ciências podem gerar como consequência um ensino pouco eficaz, que poderá até confundir os conhecimentos prévios dos discentes, Pedracini et al (2007, p. 301), preconiza que “parece evidente que o modo como o ensino é organizado e conduzido está sendo pouco eficaz em promover o desenvolvimento conceitual”. A partir desse diagnóstico preparamos uma formação na qual pretendíamos desmistificar alguns conceitos errôneos acerca da disciplina de Ciências com o intuito de apontar aos professores alfabetizadores possibilidades de planejamento para suas aulas considerando alguns passos importantes, tais como: Partir do cotidiano do aluno (realidade); Problematizar e contextualizar os conteúdos, propondo desafios e orientando a busca pela superação das dificuldades; Partir da concepção do professor enquanto mediador-investigador; Considerar que a intervenção não pode ser apenas um método de ensino; Adequar os conteúdos de modo a integrar as diversas áreas do conhecimento; Não fragmentar as disciplinas; Promover o pensar e agir de forma reflexiva; 14392 Promover a interação do aluno com o objeto de estudo; Trabalhar a noção de tempo, espaço e casualidade a partir do real (mesmo que o aluno se encontre na fase egocêntrica e anímica); Utilizar material concreto – permitir o contato do aluno com objetos, seres e fenômenos, considerando sempre sua realidade; Utilizar o erro como oportunidade de pesquisa; Partir da concepção de que o processo de avaliação deve valorizar o “fazer” do aluno. Após a explanação dos passos para o planejamento, instigamos os professores a fazerem uma reflexão do que é meio ambiente para eles que na grande maioria se referiram apenas a “Natureza” e de acordo com Lima; Silva, (1999) no Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais, Meio Ambiente é “Conjunto de fatores naturais, sociais e culturais que envolvem um indivíduo e com os quais ele interage, influenciando e sendo influenciado por eles”, ou seja não podemos deixar de entender que há diversos meio ambientes como: ambiente familiar, ambiente externo, ambiente virtual, entre outros. Ao prosseguirmos com a formação fizemos a seguinte indagação aos professores: qual é a diferença em utilizar o termo homem/Homem? E percebemos após um determinado tempo de discussão que não conseguiam entender a diferença, assim explicamos a eles que o termo Homem é utilizado para se referir aos seres humanos de maneira geral, algo que esta sendo contestado por feministas e homem aos seres humanos do sexo masculino. No decorrer da formação abordamos também alguns conceitos que são utilizados de forma muito generalista como o de classificação dos seres vivos como vertebrados e invertebrados cuja relação fazem de forma muito simplista, relacionando os seres vivos somente se possuem ou não coluna vertebral. Foi trabalhado também o conceito celular tão explorado de forma isolada do indivíduo, nesse caso ressaltamos a importância dessa relação para uma melhor compreensão do indivíduo em sua totalidade, importância de se conhecer as transformações que ocorrem no corpo humano em cada faixa etária. Nesse momento também introduzimos na discussão um tema muito polêmico ainda nos dias atuais, principalmente no trabalho com crianças, que é a sexualidade. Conforme as Orientações Curriculares do estado de Mato Grosso no primeiro e segundo ciclos se faz necessário que as crianças sejam acompanhadas através da mediação do professor no sentido de se relacionar socialmente respeitando a diversidade cultural, social e 14393 sexual, reconhecendo-se como sujeito integrante do meio e para isso preconiza o conhecimento da morfologia e fisiologia do corpo enquanto elemento que merece respeito e cuidados para que haja a manutenção da saúde física, social e mental. Trabalhamos também com o reforço da importância que se tem o trabalho com as tecnologias dentro da escola, pois este se apresenta atualmente como uma saída possível para o enfrentamento das condições muitas vezes distante daquilo que seria ideal para o trabalho pedagógico em algumas escolas. Nesse sentido ressaltamos como exemplo a instalação de programas nos computadores do laboratório de informática que permitem sua utilização como se fosse um microscópio, o que possibilita na utilização de um laboratório de ciências mesmo que este não faça parte da conjuntura física da escola. Utilizamos também nesse sentido a possibilidade de estímulo e maior exploração do conhecimento nessa área através dos objetos de aprendizagem que segundo Spinelli (2005, p.07), um objeto virtual de aprendizagem é “é um recurso digital reutilizável que auxilie na aprendizagem de algum conceito e, ao mesmo tempo, estimule o desenvolvimento de capacidades pessoais, como, por exemplo, imaginação e criatividade. Dessa forma, um objeto virtual de aprendizagem pode tanto contemplar um único conceito quanto englobar todo o corpo de uma teoria. Pode ainda compor um percurso didático, envolvendo um conjunto de atividades, focalizando apenas determinado aspecto do conteúdo envolvido, ou formando, com exclusividade, a metodologia adotada para determinado trabalho”. Abordamos também a respeito da importância da utilização das atividades lúdicas no desenvolvimento das aulas de ciências, pois de acordo com Kraemer (2010, p.1-3) “as atividades lúdicas são utilizadas desde a antiguidade” e para ela “brincando a criança e o adulto aprende a compreender o mundo em que vivem”. E por fim, foi possível notar através das falas dos professores que todas essas possibilidades mesmo até o momento, tidas como desconhecidas por parte dos alfabetizadores, se apresentaram como estratégias de melhoramento de suas práticas pedagógicas cotidiana, e para encerrarmos a formação entregamos uma ficha avaliativa e diagnóstica para cada participante, a fim de que eles avaliassem a importância desse tipo de formação para sua prática docente. A partir da leitura posterior deste instrumento ficou constatada a importância de se oferecer formações como estas, não somente de maneiras pontuais, ou seja, cursos de pequenas durações que nem sempre causam transformações na prática do professor, mas sim 14394 formações que sejam pensadas e planejadas a partir das reais necessidades dos professores, e para, além disso, que tragam consigo um bojo teórico capaz de promover reflexão sobre e na prática pedagógica do professor. Considerações Finais A partir da formação “O ensino de Ciências e a Alfabetização” foi possível concluir que a formação inicial dos professores pedagogos que participaram do Grupo de Estudos: “Experiências bem sucedidas de Alfabetização” ocorrida no Cefapro de Rondonópolis, foi capaz de fornecer subsídios suficientes para possibilitar um bom planejamento das aulas de Ciências de maneira a possibilitar uma ampliação da visão acerca dos conceitos científicos tão necessários à formação integral dos discentes. Porém diante disto foi possível concluir também a grande importância da formação continuada na vida e carreira docente do Professor, uma vez que esta tem se apresentado como uma saída possível para minimizar as lacunas deixadas pela formação inicial, pois além de possibilitar ao profissional uma expansão de seu campo visual quanto à sua atuação, também pode contribui muito para uma construção de aprendizagem mais significativa por parte dos discentes. REFERÊNCIAS CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. São Paulo, Moderna, 1995, 5 ed., 1994. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. IMBERNÓN, F. Formação Docente e Profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2005. IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2009. KRAEMER, Maria Luiza. Aprendendo com criatividade. Campinas-SP. Autores associados, 2010. LIMA-E-SILVA, P. P. et al. dicionário brasileiro de ciências ambientais. Rio de Janeiro: Thex, 1999. 14395 Mato Grosso. Secretaria de Estado de Educação. Orientações Curriculares: Área de Ciências da Natureza e Matemática: Educação Básica. /Mato Grosso – Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso. Cuiabá: Defanti, 2010. NÓVOA, A. (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997. PEDRACINI, V. D.; CORAZZA-NUNES, M. J.; GALUCH, M. T. B.; MOREIRA, A. L. O. R.; RIBEIRO, A. C. Ensino e aprendizagem de biologia no ensino médio e a apropriação do saber científico e biotecnológico. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciências, v. 6, nº 2, p. 299-309, 2007. SPINELLI, Walter. Os Objetos Virtuais de Aprendizagem: ação, criação e conhecimento. s/d. Disponível em:http://www.lapef.fe.usp.br/rived/textoscomplementares/textoImodulo5.pdf acesso em: 29 abr. 2013.