A ANTROPOLOGIA DA PERFORMANCE E A FESTA DE MÚSICA
ELETRÔNICA
Fernando Augusto Violin
Prof. Celso Vianna Bezerra de Menezes (Orientador)
RESUMO
Os eventos de música eletrônica contemporâneos denominam-se festas
rave. As raves são festas de música eletrônica que duram mais de 12
horas e se realizam longe dos centros urbanos. Originalmente do estado
de Goa, na Índia, foi na região de Trancoso, na Bahia, que começou a
cena das raves no Brasil. Seus personagens são, normalmente, jovens
entre 18 e 30 anos de idade, de diferentes estilos de vida. Nessas festas,
nas quais se misturam diferentes estilos de vida, há um objetivo comum:
o de curtir a festa e a música eletrônica, através de um sentimento de
bem-estar denominado de vibe entre os participantes. Entendendo-se que
os eventos rituais são momentos excepcionais da vida social de uma
sociedade por expressarem os conflitos sociais de uma forma
dramatizada, torna-se relevante caracterizar os eventos de música
eletrônica em Londrina fazendo parte do fenômeno mundial das festas
rave que dramatizam, através de um cenário simbólico, um contexto
diferente do cotidiano de seus personagens.
Palavras-chave: ritual, festas rave, música eletrônica.
762
Introdução
Entendendo-se
que
os
eventos
rituais
são
momentos
excepcionais da vida social de uma sociedade e por expressarem os
conflitos culturais de uma forma dramatizada (TURNER, 1974, 2005),
torna-se relevante caracterizar os eventos de música eletrônica em
Londrina fazendo parte do fenômeno mundial das festas rave, o que
proporciona uma forma de relação entre seus participantes num contexto
fora
do
cotidiano.
relevantes
no
Esses
mundo
festivais
todo
por
tornaram-se
fatores
que
fenômenos
se
ligam
às
sociais
suas
excentricidades como reunir em grandes eventos mais de 20 mil pessoas
movendo-se ao som da música eletrônica.
Assim, um conhecimento construído numa relação próxima e de
dentro desses eventos, orientado por reflexões teóricas antropológicas,
pode trazer uma perspectiva diferente de se pensar sobre os eventos de
música eletrônica daquelas formadas através da divulgação pelas mídias
que, frequentemente, somente os revelam quando há casos de apreensão
de drogas, por exemplo, ou quando acontece algo que seja conflituoso
com alguma norma ou lei. Aqui, observa-se a singularidade do significado
do evento e a cultura recriada e produzida pelos freqüentadores que vão
às festas eletrônicas à procura de algo diferente das outras.
Neste artigo, propõe-se evidenciar a música eletrônica e a dança
como dois elementos que sintonizam a relação dos participantes das rave
através dos estudos científicos de alguns autores contemporâneos. A
partir da relação entre a música e a dança, observam-se as festas rave
como
eventos
excepcionais
do
cotidiano
de
seus
participantes
relacionando-as ao pensamento de Victor W. Turner (1974, 2005) sobre
os eventos rituais.
763
Para a compreensão do universo cultural das rave, o pesquisador
mergulha nesse contexto e vivencia as emoções que fazem parte desse
mundo. Ao mesmo tempo, deve manter uma relação de estranhamento e
distanciamento com o objeto para que possa refletir sobre ele. Para
conhecer sobre os eventos, os textos e fontes de informação da internet
foram consultados. Através dela pode-se ter um contato com os eventos
que serão realizados, assim como supostos freqüentadores que se reúnem
na rede de relacionamento virtual orkut (www.orkut.com) através de uma
comunidade virtual da festa em que todas as informações necessárias
para freqüentá-las estão disponíveis.
A partir da internet como uma fonte de coleta de dados, a
pesquisa torna-se espaço para a reflexão do mundo virtual como um
campo de estudo de relacionamento entre grupos, em que algumas
reelaborações de conceitos antropológicos devem ser pensadas, como o
de
“campo”
e
a interação
entre
o
pesquisador
e
o
pesquisado.
(DORNELLES, 2004)
O surgimento de uma nova cena
As rave são festas de música eletrônica que duram mais de 12
horas e são realizadas longe dos centros urbanos. Durante os anos 1970,
o movimento hippie norte-americano sofreu fortes repressões por grande
parte da sociedade tradicional, principalmente quanto ao uso deliberado
de drogas sintéticas como o LSD, fazendo com que essas pessoas
migrassem para outras regiões do planeta expandindo a cultura hippie
pelo mundo. Na Índia, em Goa, nessa época, havia uma tolerância maior
às diversidades culturais e a região recebia estrangeiros do mundo todo
que se encontravam onde uma cultura espiritualizada era vivenciada por
adeptos aos ideais hippies, antropólogos, músicos e místicos celebrando
suas festas em lugares de paisagens naturais, ao som do rock psicodélico.
Nos anos de 1980, a música eletrônica oriunda da Europa foi introduzida
764
nesse meio, mesclando-se com a psicodelia e a espiritualidade da cultura
da região. Junto com essas festas em Goa, que logo se espalham pelo
mundo, surge o estilo musical psy-trance, o mais tocado nos eventos de
música eletrônica durante anos, que se caracteriza pela batida rítmica
entre 135 e 165 bpm (batidas por minuto) e uma melodia composta com
de sintetizadores e programas musicais digitalizados que permitem ao DJ
produzir músicas interminavelmente. No Brasil, foi na região de Trancoso,
na Bahia, que começou a cena das festas rave, quando no final da década
de 1980 recebeu estrangeiros que freqüentavam essas festas em outros
lugares do mundo e vieram para o Brasil em busca de paisagens naturais
belas para a realização dos eventos. Na década seguinte, apareciam as
primeiras festas no estado de São Paulo, popularizando-se pelo país no
final do século XX e começo do XXI, reunindo nos festivais mais de 20 mil
pessoas que ocorriam ao longo do ano nas principais metrópoles do país.
(CAVALCANTI, 2005)
A cena de um ritual festivo
Um autor que se destaca na análise da música eletrônica é Julián
Jaramillo-Arango (2005) que em sua tese de doutorado, Homens,
Máquinas e Homens-Máquina: O surgimento da música eletrônica (2005),
examina o surgimento da música eletrônica no começo da década de
1980. Arango faz um estudo histórico sobre o entorno tecnológico da
música no século XX e sobre o desenvolvimento de ferramentas fabricadas
de forma industrializadas resultando no processo social de incorporação
dessas tecnologias. Seu trabalho ajuda a pensar o processo histórico do
surgimento da música eletrônica, bem como a forma como novas
tecnologias foram incorporadas ao processo social e à música, resultando,
hoje em dia, numa nova maneira de vivenciar a música e um transe
coletivo.
765
Tiago
Coutinho
Cavalcanti
(2005),
na
sua
dissertação
de
mestrado extremamente detalhada do universo das festas rave, O êxtase
urbano: Símbolos e Performances dos festivais de música eletrônica
(2005), apresenta como objeto de pesquisa os festivais de música
eletrônica fruto de dados etnográficos recolhidos durante dois anos. Neste
trabalho, o foco no corpo é o fio condutor da pesquisa, pois é através dele
que os indivíduos atingem o estado esperado de êxtase durante a festa:
O “jogo de sentidos” trabalha com os
diferentes sentidos humano a fim de
harmonizar
e
tornar
inteligíveis
e
experimentáveis os elementos simbólicos que
ressaltam o caráter experiencial do evento. A
música estimula a audição com sons
repetitivos e não convencionais. O lugar e a
decoração trabalham a visão do participante e
o consumo de psicoativos ordena este “jogo de
sentidos”
interligando
elementos
aparentemente incompatíveis num “jogo de
percepções”. Este particular uso do corpo
coincide
ainda
com
movimentos
de
propagação do individualismo e da expansão
da lógica econômica em contextos pósmodernos. (2005, p. 4)
Seu estudo mostra o quanto o universo simbólico criado pelos
eventos de música eletrônica age sobre a pessoa frequentadora, mais
precisamente sobre seus sentidos. É através das sensações corporais que
as pessoas experimentam um estado diferente da mente e da realidade,
seja no uso de psicoativos sintéticos como o LSD e o ecstazy, ou na
interação com a música eletrônica.
Como dito anteriormente, as festas rave são aquelas que duram
mais de 12 horas e se realizam longe do perímetro urbano, embora seus
atores sejam jovens urbanos impulsionados pela música eletrônica. Seus
personagens são, normalmente, jovens de 18 a 30 anos de idade com
diferentes estilos de vida. Nas festas, as diferenças convergem para um
766
objetivo comum: o de curtir a festa e a música eletrônica, através de um
sentimento de bem estar denominado de vibe347 entre os personagens.
Para a curtição, diversos elementos simbólicos são sintetizados
dentro do espaço da festa de forma a integrar o fenômeno numa cultura
que se moldou através de fragmentos culturais de diferentes lugares do
mundo. Assim, encontra-se na decoração da festa, nas camisetas e nas
tatuagens dos freqüentadores figuras de deuses indianos que lembram o
contexto em que surgiu esse tipo de festa (Índia).
A dança caracteriza-se pelo ato coletivo no espaço entre a música
eletrônica com a pista de dança, ocupada pelas pessoas, embora ocorram
danças individuais, ou em grupos, espalhados pelo local da festa. A pista
de dança é formada por um espaço onde o DJ fica em cima de um palco
com suas aparelhagens eletrônicas de frente para o público que se
aglomera na frente do palco o mais perto possível para dançar e assistir
ao live (apresentação do artista DJ). Essa estrutura do espaço é
encontrada nas antigas casas noturnas européias onde tocavam música
disco, apontada por alguns pesquisadores da música eletrônica como um
dos primeiros estilos musicais a usar uma tecnologia eletrônica na
composição sonora348. Vale lembrar, também, os grandes festivais de rock
psicodélico realizados na década de 1960 nos Estados Unidos que atraiam
milhares de pessoas na frente de um palco onde bandas musicais se
apresentavam. O Woodstock, realizado em 1969, é o maior exemplo
desse fenômeno que espalhou para o mundo a cultura do
rock
pisicodélico. Porém, nas rave em questão, a música eletrônica é tocada
em lugares abertos em contato com a natureza e o público dança embaixo
de uma tenda.
347
Vibe é uma categoria nativa das rave para uma experiência desejada na festa. É expressão de comunhão, um
compartilhar de boas sensações e emoções entre os participantes. (ABREU, 2007, p. 7)
348
Para maiores detalhes sobre a tecnologia eletrônica na produção musical ver Arango (2005), Ferreira (2008) e
Gohn (2007).
767
A dança, nesse lugar, é livre. Cada pessoa dança da maneira que
quiser e manifesta através do corpo a sua curtição. Além de ser motivada
pela música eletrônica, a dança é, na maioria das vezes, sustentada pelo
uso de psicoativos químicos como o LSD (os chamados “doces”) e o
ecstasy (denominados de “balas”) produzidos através de uma tecnologia
química que sintetiza a substância química num papel com figuras
psicodélicas, no LSD, e num comprimido contendo uma marca desenhada
no ecstasy. As figuras nos “doces” e as marcas nas “balas” servem para
informar o tipo que caracteriza aquele psicoativo. Nota-se, também, o uso
de maconha, consumida quase sempre em grupos de duas ou mais
pessoas. Essas drogas, dentro desse contexto, junto com a música e a
dança,
simbolizam
o
objetivo
comum
de
seus
freqüentadores
ao
proporcionar aos usuários momentos de prazer, êxtases ou simplesmente
curtição. Assim, muitas vezes, a dança é marcada por um transe que se
mantém através das viagens provocadas pelos psicoativos como também
“impulsionada pela corrente elétrica” da música eletrônica.
Pedro Peixoto Ferreira expõe seu pensamento sobre a música
eletrônica em Algumas considerações sobre o estudo das relações entre
música eletrônica e xamanismo (2005) e em Transe Maquínico: Quando
som e movimento se encontram na música eletrônica de pista (2008). De
maneira geral, seu estudo analisa a música eletrônica de pista e examina
um fenômeno observado nas casas noturnas. Seu objeto de estudo não é
propriamente as pessoas ou a música, mas sim a relação entre elas, a
relação entre som (música) e movimento (dança). Para ele, a música
eletrônica de pista é desenvolvida pela necessidade do movimento, assim,
desde os anos de 1970, quando começaram a aparecer os primeiros
sintetizadores eletrônicos, os DJS tinham nas mãos ferramentas para
produzir um estilo de música que se adaptava ao movimento dançante
das casas noturnas.
768
Segundo esse autor, hoje em dia, essa relação entre música
eletrônica e dança cria um tipo de “transe-maquínico” quando o som
captura o movimento da dança e a dança de um corpo coletivo de pessoas
se transforma num “coletivo-sonoro-motor” (FERREIRA, 2005, 2008).
O trabalho de Ferreira propõe a análise de um fenômeno com o
uso de novos conceitos. Apesar de analisar o fenômeno de pista, dentro
das boates noturnas, não há muita diferença com o que acontece nas
rave. Nos eventos de música eletrônica, o mesmo fenômeno “maquínico”
acontece. Pessoas se embalam nas danças motivadas pela música
eletrônica, alcançando um tipo de “transe-maquínico” ininterrupto.
Carolina de Camargo Abreu349 (2007) sugere que a festa rave
possa ser vista como um teatro do ritual, segundo a perspectiva sugerida
de Victor Turner sobre um ritual:
Conforme caracteriza Turner (1982), os rituais
que
predominam
em
sociedades
préindustriais estão associados a ritmos cíclicos,
biológicos e sócio-estruturais, e integram-se
centralmente
ao
processo
social
total,
produzindo símbolos que evocam significados
intelectuais e emotivos comuns a todos os
membros do grupo. Em sociedades onde a
esfera do trabalho separa-se da atividade
ritual, tal como nas sociedades industriais,
surge a esfera do lazer como campo
privilegiado para os processos liminares de
produção simbólica. Na esfera do lazer ou
entretenimento, marginal às arenas centrais
da economia e política, a liminariedade –
caracterizada nesse contexto por Turner como
liminóide – se dá por manifestações plurais,
fragmentárias, e experimentais que ocorrem
nas interfaces e interstícios do conjunto de
instituições centrais. Essas manifestações já
349
ABREU, Carolina de Camargo. Experiência trance da rave: entre o espetáculo e o ritual. São Paulo, 2007.
Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São
Paulo. (versão preliminar formato FAPESP)
769
não têm a obrigatoriedade típica dos rituais,
mas caracterizam-se como atividades de
adesão voluntária, optativa e individual.
(2007, p. 4)
Abreu (2007) evidencia a dança na rave como a linguagem
universal de comunicação, atuação e produção de sentido privilegiada
que, sustentada pelos impulsos elétricos da música eletrônica e pelo
incentivo de psicoativos químicos, torna-se coletiva e “bomba” a energia
para a transcendência a outros universos paralelos.
No dia 21 de Junho de 2009, foi realizado no sítio Lima, em
Londrina, o evento de música eletrônica Adrenaline presenciado pelo autor
como um participante. Observou-se que havia uma variedade de pessoas
comportando-se de maneira diferente, mas ao mesmo tempo unidas em
busca de um objetivo, o de alcançar o êxtase e um estado alterado da
mente e do corpo através das suas performances. Estas se caracterizavam
pelas danças com movimentos corporais repetitivos, malabarismos e
saltos de um bungee jump improvisado para a festa. Essas performances,
da maioria das pessoas presentes, eram acompanhadas pelo uso de
psicoativos químicos e da maconha.
Os eventos de música eletrônica em Londrina caracterizando-se
como parte do fenômeno mundial das festas rave, pode ser pensado como
em Abreu (2007), onde esses eventos apresentam características rituais
contemporâneas na esfera do lazer e rompem com a normalidade do
cotidiano, sendo “um teatro do ritual” em que a música e a dança
praticadas pelos indivíduos presentes são símbolos que ressaltam sua
cultura.
A teoria da Antropologia da Performance nos ajuda a entender o
fenômeno contemporâneo das festas rave como eventos que transcendem
o cotidiano e apresentam-se exclusivos, fora do tempo.
770
Victor W. Turner (1974, 2005), antropólogo, analisa os rituais do
povo Ndembu do noroeste da África explorando as estruturas simbólicas e
seus
aspectos
semânticos.
No
livro
O
Processo
Ritual
(1974),
o
antropólogo trabalha com conceitos que, para ele, caracterizam fases num
ritual, como o de liminaridade. Esse conceito visa explicar de que forma
um evento ritual caracteriza-se por um momento excepcional da estrutura
social de uma sociedade estando à margem das normas e ordens
tradicionais da sociedade (TURNER, 1974).
Turner assim define a liminaridade:
Os atributos de liminaridade, ou de personae
(pessoas) liminares são necessariamente
ambíguos, uma vez que esta condição e estas
pessoas furtam-se ou escapam à rede de
classificações que normalmente determinam a
localização de estados e posições num espaço
cultural. As entidades liminares não se situam
aqui nem lá; estão no meio e entre as
posições atribuídas e ordenadas pela lei, pelos
costumes, convenções e cerimonial. Seus
atributos
ambíguos
e
indeterminados
exprimem-se por uma rica variedade de
símbolos, naquelas várias sociedades que
ritualizam as transições sociais e culturais.
Assim, a liminaridade freqüentemente é
comparada à morte, ao estar no útero, à
invisibilidade, à escuridão, à bissexualidade, às
regiões selvagens e a um eclipse do sol ou da
lua. (1974, p.117)
A partir desses conceitos e da idéia de Abreu (2007), entende-se
que as festas rave em Londrina possam sugerir um momento excepcional
do cotidiano dos seus participantes proporcionando momentos de êxtase e
prazer coletivo num ritual festivo de lazer que, por sua vez, depende da
realização de empresas de eventos interessadas no mercado econômico
que as festas geram. Dessa forma, para experimentar as sensações que o
771
universo das rave proporciona, os participantes devem pagar por sua
entrada na festa, bem como aquilo que consomem durante ela toda.
Por fim, entendemos que o mundo das festas rave torna-se palco
de festividade dançante e experiências ligadas à música eletrônica que,
até chegar como ela é nos dias de hoje, passou por um processo que
acompanhou o desenvolvimento de novas tecnologias. Esses eventos
envolvem diversos elementos simbólicos que excitam os sentidos como a
dança e a música eletrônica, fazendo seus participantes experimentarem
uma realidade alternativa de sensações no atual contexto sócio-cultural.
As considerações deste artigo, considerações provisórias pois que refletem
o estágio inicial de nossa pesquisa, visam a refletir sobre os próximos
festivais de música eletrônica na cidade de Londrina e região nos anos de
2010 e 2011.
772
Referências bibliográficas
ABREU, Carolina de Camargo. Experiência trance da rave: entre o
espetáculo e o ritual. São Paulo, 2007. Projeto de pesquisa apresentado
ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade
de São Paulo.
ARANGO, Julián Jaramillo. Homens, Máquinas e Homens-Máquina: O
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Universidade Estadual de Campinas, 2005.
CAVALCANTI, Tiago Coutinho. O êxtase urbano: símbolos e performances
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DORNELLES, Jonatas. Antropologia e internet: quando o “campo” é a
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FERREIRA, Pedro Peixoto. Algumas considerações sobre o estudo das
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Transformações Indígenas, UFRJ, Rio de Janeiro, 2005.
___________________. Transe Maquínico: Quando som e movimento se
encontram na música eletrônica de pista. Horizontes Antropológicos, n.29,
Porto Alegre, 2008, p. 189-215.
GOHN, Daniel. Aspectos Tecnológicos da Experiência Musical. Músicahodie,
Vol. 7- nº 2, 2007, p. 11-27.
TURNER, Victor. O processo ritual. Petrópolis: Vozes, 1974.
_____________. Floresta de símbolos. Niterói: Editora UFF, 2005.
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a antropologia da performance e a festa de música eletrônica