FESTIVAL FLAMENCO DE LISBOA/PORTO 2013
“A voz sublime de Carmen Linares e a homenagem a Carmen Amaya,
uma das mais inspiradoras bailarinas de sempre”
Recuemos até à primeira metade do século XIX, imaginemos as ruas do bairro cigano de
Somorrostro, em Barcelona… A rua foi o primeiro de muitos palcos para Carmen Amaya. Nasceu
há 100 anos esta bailarina ou bailaora (assim se chamam as bailarinas de Flamenco), que
revolucionou a arte de dançar Flamenco, promovendo-a como ninguém, na Europa e no
continente americano…
Já era tempo de o Festival Flamenco de Lisboa prestar a devida homenagem a esta exímia
bailarina, que continua a inspirar sucessivas gerações de profissionais. Reviveremos o espírito
que edificou a sua arte, através do espetáculo “El Tablao de Carmen”, no CCB, que este ano
acolhe os espetáculos do Festival Flamenco de Lisboa.
Carmen é também o nome de uma das mais consagradas vozes do flamenco da atualidade:
Carmen Linares. Uma voz ímpar, que regressa ao CCB, onde atuou em 2012, no festival “Dias da
Música”, para um concerto no Grande Auditório. “Remembranzas” (recordações) é o mote para
um espetáculo que viaja por uma carreira de mais de quatro décadas e revisita alguns dos
nomes de proa da poesia espanhola.
A sexta edição do Festival Flamenco, que decorre entre 4 a 7 de junho, em Lisboa, reserva
espaço para um debate, que cruza o Flamenco e o Fado numa mesa redonda (6 junho), reunindo
especialistas dos dois géneros musicais ibéricos.
No mesmo dia, cruzaremos Portugal e Espanha à mesa também no Hotel Altis, juntando a arte
do chefe residente Carlos Marques e do seu sub chefe, Rui Silva, com a dos chefes espanhóis
Patrice Porcher e Mateo Porcher. À degustação das iguarias preparadas pelos chefes, aliaremos
a performance de Bailarinos da Escola Flamenca, liderada pela bailarina Alejandra Gutkin.
Haverá ainda um workshop de Guitarra Flamenca no CCB, com o Guitarrista Marco Alonso, (6
junho), bem como duas masterclasses de Linguagem e Flamenco - Enrique Morente, “O Grande
Adaptador”, orientadas por José Manuel Gamboa e Carlos Álvarez de Sotomayor y Reina,
respetivamente a 4 de junho e 14 de novembro.
O Festival de Flamenco estende-se este ano também ao Porto, que acolherá, no dia 4 de julho,
um concerto clássico de Cante Jondo com Pedro Cintas e Juan Manuel Moreno, no auditório da
Biblioteca Almeida Garrett.
A Associação Flamenco Atlântico, que organiza o Festival, reafirma o seu compromisso com a
cidadania e a arte. Dentro do critério artístico que tem inspirado todas as edições do Festival,
pretende-se divulgar e celebrar o Flamenco. Queremos sublinhar a dimensão atlântica deste
Festival, que apresenta artistas acarinhados à escala mundial, e que planeia ultrapassar a
fronteira ibérica…
1
Carta do diretor do Festival Flamenco de Lisboa
“Recordar Carmen Amaya e celebrar o Flamenco com Carmen Linares”
Permito-me reproduzir um texto do meu inesquecível amigo José António Galicia, que é para
mim uma fonte de inspiração, relativo ao seu espetáculo “Recuerdos de Carmen Amaya”
(Recordações de Carmen Amaya), realizado no teatro Pavón de Madrid, a 14 de novembro de
1985, com a colaboração de Enrique Morente, Cañizares, La Tolea, entre outros, e que me
deixou uma marca inesquecível.
“ Este concerto é um percurso por uma geografia musical, que Carmen Amaya conheceu bem no
seu caminhar pelas Américas do Norte e do Sul, onde contatou com as músicas do mundo,
deixando, o Flamenco como uma esteira, que anos depois se fundiria com o jazz e com a música
livre.”
José António Galicia
Estas palavras e este espetáculo inspiram a VI edição do Festival Flamenco de Lisboa. Deixo, por
isso, o meu agradecimento a José António Galicia.
À Bailaora Carmen Amaya devemos uma revolução no Flamenco. Conhecida como “La
Capitana”, Carmen Amaya foi igualmente a primeira grande embaixadora do Flamenco nas
Américas. Em homenagem a esta grande bailarina, apresentaremos no CCB “El Tablao de Carma
Amaya”, um espetáculo que trará a Lisboa alguns dos melhores bailarinos de Flamenco da
atualidade.
Se Carmen Amaya foi a primeira grande embaixadora do baile flamenco, Carmen Linares é
inegavelmente uma das atuais embaixadoras do cante flamenco. Por isso é com muita honra
que a temos como cabeça de cartaz desta VI edição do Festival Flamenco de Lisboa. Um ano
depois de ter brilhado nos “Dias da Música”, Carmen Linares regressa ao CCB, desta vez para um
concerto no Grande Auditório.
Uma palavra também de agradecimento aos responsáveis e profissionais do CCB, que
prontamente se uniram à organização deste festival. Esta casa, que assinala este ano o seu 20º
aniversário, é também a nossa casa nesta VI edição do Festival Flamenco de Lisboa.
Resta-me ainda agradecer a todos os parceiros, patrocinadores e colaboradores que tornam
possível erguer este festival.
Não esperamos menos do que convocar a alma, que é a promessa de sempre que o Flamenco
materializa…
Francisco Carvajal, diretor do Festival Flamenco de Lisboa/Porto.
2
PROGRAMA DO FESTIVAL
4 junho
18h30 - Abertura do festival, no Instituto Cervantes de Lisboa.
19h00 – Masterclass Linguagem e Flamenco: Enrique Morente, “O Grande adaptador”, com José
Manuel Gamboa, no Instituto Cervantes.
5 junho
21h00 - Concerto: Carmen Linares - “Remembranzas”, no Grande Auditório do CCB.
6 junho
17h30 - Workshop de Guitarra Flamenca com Marco Alonso, no CCB.
19h00 - Mesa redonda: “Fado e Flamenco - Patrimónios Imateriais da Humanidade”, na sala Luís
Freitas Branco, no CCB.
20h00 - Jantar Ibérico com performance da Escola Flamenca, no restaurante Grill D. Fernando,
no Hotel Altis (Rua Castilho, em Lisboa).
7 junho
21h00 – Espetáculo de Dança e Canto: “El Tablao de Carmen”, no pequeno auditório do CCB.
4 julho
20h00 - Apresentação do Festival Flamenco do Porto, em colaboração com o Instituto
Cervantes, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett.
20h30 - Concerto Clássico de Cante Jondo: Pedro Cintas & Juan Manuel Moreno, no Auditório da
Biblioteca Almeida Garrett.
14 novembro
19h00 - Masterclass Linguagem e Flamenco: Enrique Morente, “O Grande adaptador”, com
Carlos Alvarez de Sotomayor, no Instituto Cervantes.
3
PROGRAMA DETALHADO DO FESTIVAL
CARMEN LINARES - “REMEMBRANZAS”
5 junho – 21h00: Grande Auditório do CCB
Quantos se emocionaram já com Carmen Linares?
“Cantaora”. Assim se intitula um dos discos da que é indiscutivelmente uma das maiores
Cantaoras da atualidade. Portugal, que já aplaudiu Carmen Linares no ano passado, num
espetáculo integrado no festival “Dias da Música”, poderá agora assistir a um concerto que faz a
retrospetiva de uma prestigiosa carreira. A Cantora regressa ao CCB para apresentar no Grande
Auditório o espetáculo “Remembranzas” (recordações). Emoção garantida num recital que
carrega as memórias de mais de quarenta anos de carreira, dedicados à paixão pelo cante
flamenco e à sua aprendizagem.
“Remembranzas” foi editado em disco-livro na altura em que foi atribuído a Carmen Linares o
prémio “A toda uma vida”, em 2011, pela Academia de Música espanhola – o reconhecimento
da sua maestria, da sua valentia profissional e do seu contributo de qualidade para a evolução
positiva da condição feminina na arte do flamenco ao longo dos anos.
Através de Carmen Linares, reencontramos alguns dos grandes da poesia espanhola como Juan
Ramón Jiménez, Federico García Lorca, Miguel Hernández e José Luis Ortiz Nuevo.
Em Lisboa, apresentará onze “Remembranzas” para manter vivo o acervo do Flamenco, ao ritmo
de cantiñas, bulerias e soleá, tarantas e malagueñas.
A cantora nasceu em Linares (Jaén), em 1951, e é uma das artistas de Flamenco mais aclamadas
e com maior projeção internacional. Aprendeu com artistas veteranos como Pepe Matrona,
Fosforito e Juan Varea, nos tablaos madrilenos de Torres Bermejas e Café de Chinitas. Partilhou
o palco com Camarón, Enrique Morente e os irmãos Habichuela, entre outros.
Sem dúvida o flamenco cresceu com Carmen Linares.
Prémios:
- Prémio da Academia de Música a Toda una Vida (2011)
- Medalha de Ouro das Bellas Artes (2006)
- Prémio Nacional de Música (2001)
- Medalha de Prata da Junta da Andaluzia (1998)
Discografía:
- “Remembranzas” (Salobre, 2011)
- “Raíces y Alas” (Salobre, 2008)
- “Un ramito de locura” (Universal, 2002)
- “Antología de la mujer en el cante” (Universal, 1996)
4
Mesa Redonda: “FADO E FLAMENCO - Patrimónios Imateriais da
Humanidade”
6 junho – 19h00: Sala Luís Freitas Branco, no CCB
A UNESCO declarou em novembro de 2010 que o Flamenco é Património Imaterial da
Humanidade. Um ano depois, Portugal recebia a mesma distinção para o Fado.
O novo estatuto valorizou significativamente estes dois géneros musicais, numa perspetiva
nacional e internacional? Aumentou o seu reconhecimento?
Que dividendos retiram Portugal e Espanha destas formas de arte únicas?
Em que contribuem para a valorização das marcas Portugal e Espanha?
Que papel têm desempenhado o Fado e o Flamenco na divulgação e elevação da poesia ibérica?
Que pontos de contato podemos encontrar entre o Flamenco e o Fado?
Que leitura podemos fazer da fusão do Fado e do Flamenco com outros géneros musicais?
F de Fado e de Flamenco é também F de Futuro?
Questões possíveis num debate que juntará personalidades que elevam o nome do Fado e do
Flamenco ao nível que estes géneros musicais merecem: António Lagarto, José Manuel Gamboa,
Miguel Espín García, Nuno Pacheco e Pedro Félix.
António Lagarto - Cenógrafo, figurinista e artista plástico.
Formou-se no Royal College of Art e na St. Martin’s School of Art. Foi diretor do Teatro Nacional
D. Maria II, em 2004 e 2005 e subdirector entre 1989 e 1993. Dirigiu o Festival Internacional de
Teatro – FIT, Lisboa, de 1990 a 1995. O seu trabalho para teatro, dança, ballet e ópera, tem sido
apresentado nos Teatros Nacionais de São Carlos, D. Maria II e S. João, pela Companhia Nacional
de Bailado – cenários e figurinos de O Lago dos Cisnes, Giselle e A Bela Adormecida, e figurinos
de Romeu e Julieta –, no Ballet Gulbenkian – Presley ao Piano e Só Longe Daqui –, e
Interrogations para a London Contemporary Dance (Sadler's Wells - Londres), e teatros em Paris,
Madrid, São Paulo e Ópera de Turim. Criou os cenários de A Viúva Alegre, de Franz Léhar,
encenada por Jorge Lavelli, reposição na Ópera de Paris, em 2012. Entre os mais recentes
trabalhos destacam-se Dido e Aeneias, de Purcell (Fundação Gulbenkian), Don Giovanni, de
Mozart (T.N. São Carlos), Máquina de Somar, de Joshua Schmidt e Jason Loewith e Sonata de
Outono, de Ingmar Bergman. Criou para encenações de Fernanda Lapa, Maria Emília Correia,
Ricardo Pais – Fausto, Fernando, Fragmentos (Prémio Garrett 89 e Associação Portuguesas de
Críticos de Teatro 89 - melhor cenografia) –, Alain Ollivier, Jenny Killick, Nuno Carinhas, Cornélia
Géiser, João Grosso, Carlos Pimenta, Fernando Gomes e Cândida Vieira e coreografias de Robert
Cohan, Olga Roriz, Vasco Wellenkamp, Paulo Ribeiro, John Cranko e Mehmet Balkan. Entre 1975
e 1981, colaborou com o arquitecto inglês Nigel Coates. Foi distinguido também, entre outros,
com dois Prémios Se7e de Ouro. Expôs no Museu de Serralves, no Festival de Almada, nas
Experimenta Design de 1999 e 2005, no PoNTI 1999 (Porto), na Galeria Luís Serpa, na Alternativa
Zero e em galerias em Milão, Londres, Nova Iorque e Florença.
5
É presidente da Escola Superior de Teatro e Cinema, onde é docente da Licenciatura e do
Mestrado em Design de Cena e do Doutoramento em Artes. É vogal do Conselho Diretivo do
Centro Cultural de Belém.
José Manuel Gamboa - Jornalista, escritor, crítico, músico, compositor e produtor musical.
José Manuel Gamboa nasceu em Madrid em 1959. Licenciado em psicologia pela Universidade
Complutense de Madrid e titulado em psicologia industrial, pela Escola de Psicologia e
Psicotécnica de Madrid, dedicou-se sempre à música, nas mais diversas vertentes, sendo um dos
maiores especialistas em Flamenco da atualidade.
José Manuel Gamboa é responsável na Sociedade Geral de Autores e Editores (SGAE) pela
secção do Flamenco e produtor musical de Carmen Linares, tendo chegado a produzir também
álbuns de Enrique Morente, Gerardo Núñez e Salva del Real.
Este flamencólogo é autor de vários livros, como “Luis Maravilla. Por derecho”, em colaboração
com Miguel Espín, “Perico el del Lunar”, “Historia-guía del Nuevo Flamenco. El duende de
ahora”, em colaboração com Pedro Calvo, com quem ultima o “Guía Profesional del Flamenco”.
Coordenou também várias coleções, nomeadamente: “Cultura Jonda”, “El Flamenco es
Universal”, “El Flamenco Vive”, “Integral Camarón”, entre outras.
O seu curriculum jornalístico é também extenso, integrando a codireção, há treze anos, do
programa de rádio Madrid Flamenco (antes na Onda Madrid, agora na rádio SER) e a fundação
de uma revista tão fundamental nos estudos do flamenco como “La Caña”. Foi responsável pela
secção de flamenco do diário “La Razón”, colaborou, enquanto especialista em Flamenco, com
várias outras publicações, e foi guionista de vários documentários televisivos sobre Flamenco.
Miguel Espín Garcia - Jornalista, escritor e produtor musical.
Miguel Espín García nasceu em Ávila em 1947. Formou-se em filosofia na Universidade de
Salamanca. Em 1971 ingressou como repórter na TVE, onde desenvolveu numerosos programas
de divulgação do Flamenco, nomeadamente “Flamenco”, que obteve o prémio nacional da TVE
de melhor programa musical em 1977. Também coordenou a programação de flamenco dos
canais temáticos da TVE, entre 1993 a 2007, e dirigiu o documentário “La luz del flamenco” para
o canal ARTE.
Jurado habitual do Concurso Nacional de Arte Flamenco de Córdoba, é diretor e fundador da
Peña Flamenca Don Antonio Chacón de Ávila, criando e organizando as Jornadas Flamencas.
Entre outros eventos, organiza também o Festival Flamenco de Madrid, no Palácio dos
Deportos.
Colaborou na redação do Dicionário Enciclopédico de Flamenco, da TVE, e publicou, em
colaboração com Romualdo Molina, vários trabalhos sobre flamenco: “Juan Varea, un rey sin
corona”, “Pepe de la Matrona, una roca de cristal de roca”, “El año de Silverio”, “Bailar siempre
bailar: Pilar López” e “Flamenco de Ida y vuelta”. Publicou, igualmente, “Luis Maravilla, por
derecho”, em colaboração com José Manuel Gamboa.
Miguel Espín é também assessor e produtor musical dos discos “Canciones populares antiguas”
(1993), “Antología de la mujer en el cante” (1997), “Raíces y Alas” (2008) e Remembranzas”
(2011).
6
Nuno Pacheco – Jornalista.
Nasceu em Lisboa, a 15 de agosto de 1955. Iniciou-se no jornalismo em 1977, no semanário Voz
do Povo, onde foi chefe de redação. Integrou os quadros do semanário Expresso de 1981 a 1989
e foi co-fundador, em 1989, do diário PÚBLICO, primeiro como subdirector e hoje como
director-adjunto. Escreve desde 1992 com regularidade sobre música popular brasileira (área
em que se especializou), portuguesa e espanhola.
Pedro Félix – Investigador e professor.
Pedro Félix é investigador do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e
Dança da Universidade Nova de Lisboa (FCSH), desde 1997, e colabora com o Museu do Fado
desde 2005.
Na última década tem desenvolvido trabalho de terreno sobre grupos musicais em Portugal
(grupos que se reconhecem como pertencentes ao domínio do pop-rock), tecnologia, indústria
de edição de fonogramas, e património sonoro. Esse trabalho serviu de base para a elaboração
de vários artigos científicos, apoiar a coordenação da Enciclopédia da Música em Portugal no
Século XX, para a qual escreveu mais de 50 entradas (nos domínios do pop-rock e do fado), e a
sua tese de doutoramento sobre a prática musical em contextos de produção industrial, tendo
como terreno o grupo Xutos & Pontapés.
Integrou a equipa responsável pela elaboração da candidatura do Fado a Património Cultural
Imaterial da UNESCO, coordenando e desenvolvendo o trabalho de terreno. Atualmente cocoordena o programa de digitalização do espólio fonográfico do Museu do Fado. Desenvolve
atividade lectiva na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na área de métodos etnográficos e
epistemologia, quer do departamento de Ciências Musicais, quer na Pós-gradução em Estudos
de Música Popular.
7
“EL TABLAO DE CARMEN”
7 junho – 21h00: Pequeno Auditório do CCB
O Festival Flamenco de Lisboa não poderia deixar de homenagear a grande bailaora Carmen
Amaya, no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento. “El Tablao de Carmen”
recria no palco do CCB o ambiente da casa de espetáculos com o mesmo nome, que, em
Barcelona, imortaliza esta bailarina e “mantém viva a tradição do Flamenco mais autêntico”.
Nascida em 1913, no Somorrostro, o bairro cigano que existia no que é atualmente a Vila
Olímpica de Barcelona, Carmen Amaya teve a rua como escola de Flamenco. Sabe-se que
também cantava, porém o canto acabou por ser abafado pelos seus dotes de bailarina.
Carmen debutou em 1929 para o Rei Alfonso XIII, na inauguração do “Poble Espanyol de
Monjuic” (1929), uma das zonas mais carismáticas da capital da Catalunha. Construída para
acolher a Exposição Universal de Barcelona, esta zona mostra um pouco da variedade
arquitetónica de toda a Espanha. O Tablao de Carmen está situado nesta zona, no chamado
bairro andaluz.
Conhecida como “La Capitana”, Carmen Amaya foi pioneira na divulgação mundial desta arte.
Primeira bailarina de Flamenco a pisar um palco de Nova Iorque, Carmen conquistou o
reconhecimento do então presidente dos EUA Franklin Roosevelt, que lhe terá oferecido uma
valiosíssima manta de Manila.
A Carmen Amaya devemos uma revolução no baile flamenco. Continua a ser uma referência e a
inspirar as sucessivas gerações de bailaores.
Em palco estará o bailarino Manuel Jimenez - “Bartolo”, que é também o diretor artístico do
Tablao de Carmen. Através da sua dança, da elegância dos seus movimentos, expõe as maiores
virtudes da escola sevilhana: sentimento, raça, paixão e técnica.”.
“Bartolo” partilhará o palco com as vibrantes bailarinas Manuela Rios e Lucía Alvarez -“La
Piñona” e com o jovem e talentoso Miguel Fernandez - “Yiyo”.
O espetáculo conta ainda com o virtuoso guitarrista sevilhano Raúl - “El Perla” e com a maestria
do cantaor catalão Juan Fernandez - “Juaneke”.
8
Masterclass Linguagem e Flamenco: ENRIQUE MORENTE, “O GRANDE
ADAPTADOR”
4 junho – 19h00: Aula com José Manuel Gamboa, no Instituto Cervantes
14 novembro – 19h00: Aula com Miguel Espín Garcia, no Instituto Cervantes
Inscrições gratuitas.
José Manuel Gamboa - Jornalista, escritor, crítico, músico, compositor e produtor musical.
José Manuel Gamboa nasceu em Madrid em 1959. Licenciado em psicologia pela Universidade
Complutense de Madrid e titulado em psicologia industrial, pela Escola de Psicologia e
Psicotécnica de Madrid, dedicou-se sempre à música, nas mais diversas vertentes, sendo um dos
maiores especialistas em Flamenco da atualidade.
José Manuel Gamboa é responsável na Sociedade Geral de Autores e Editores (SGAE) pela
secção do Flamenco e produtor musical de Carmen Linares, tendo chegado a produzir também
álbuns de Enrique Morente, Gerardo Núñez e Salva del Real.
Este flamencólogo é autor de vários livros, como “Luis Maravilla. Por derecho”, em colaboração
com Miguel Espín, “Perico el del Lunar”, “Historia-guía del Nuevo Flamenco. El duende de
ahora”, em colaboração com Pedro Calvo, com quem ultima o “Guía Profesional del Flamenco”.
Coordenou também várias coleções, nomeadamente: “Cultura Jonda”, “El Flamenco es
Universal”, “El Flamenco Vive”, “Integral Camarón”, entre outras.
O seu curriculum jornalístico é também extenso, integrando a codireção, há treze anos, do
programa de rádio Madrid Flamenco (antes na Onda Madrid, agora na rádio SER) e a fundação
de uma revista tão fundamental nos estudos do flamenco como “La Caña”. Foi responsável pela
secção de flamenco do diário “La Razón”, colaborou, enquanto especialista em Flamenco, com
várias outras publicações, e foi guionista de vários documentários televisivos sobre Flamenco
Miguel Espín Garcia - Jornalista, escritor e produtor musical.
Miguel Espín García nasceu em Ávila em 1947. Formou-se em filosofia na Universidade de
Salamanca. Em 1971 ingressou como repórter na TVE, onde desenvolveu numerosos programas
de divulgação do Flamenco, nomeadamente “Flamenco”, que obteve o prémio nacional da TVE
de melhor programa musical em 1977. Também coordenou a programação de flamenco dos
canais temáticos da TVE, entre 1993 a 2007, e dirigiu o documentário “La luz del flamenco” para
o canal ARTE.
Jurado habitual do Concurso Nacional de Arte Flamenco de Córdoba, é diretor e fundador da
Peña Flamenca Don Antonio Chacón de Ávila, criando e organizando as Jornadas Flamencas.
Entre outros eventos, organiza também o Festival Flamenco de Madrid, no Palácio dos
Deportos.
Colaborou na redação do Dicionário Enciclopédico de Flamenco, da TVE, e publicou, em
colaboração com Romualdo Molina, vários trabalhos sobre flamenco: “Juan Varea, un rey sin
corona”, “Pepe de la Matrona, una roca de cristal de roca”, “El año de Silverio”, “Bailar siempre
bailar: Pilar López” e “Flamenco de Ida y vuelta”. Publicou, igualmente, “Luis Maravilla, por
derecho”, em colaboração com José Manuel Gamboa.
9
Miguel Espín é também assessor e produtor musical dos discos “Canciones populares antiguas”
(1993), “Antología de la mujer en el cante” (1997), “Raíces y Alas” (2008) e Remembranzas”
(2011).
Workshop de Guitarra Flamenca
6 junho - das 18h às 19h30: Aula com Marco Alonso, na sala SEGA, no CCB
- Compreensão da Guitarra Flamenca: teoria e prática.
- Estudo da técnica, estudo do ritmo e estudo da harmonia.
Informações e inscrições (15€): 964583739; [email protected]
Marco Alonso - Músico, guitarrista e compositor de Flamenco Moderno/Jazz
Fusion/Contemporânea.
Marco Alonso é um guitarrista de Flamenco moderno e um criador com um estilo guitarrístico
muito pessoal. Estudou com grandes mestres como Nilton Esteves, Fernando Neves, Jorge
Chainho, Manolo Sanlúcar, José António Rodriguez, Manolo Franco e Paco Serrano.
O primeiro álbum foi lançado no ano de 2009 e intitula-se "Tu Aroma, Tu Sabor". Toda a
composição, produção, arranjos, direção musical e artística e edição foram da responsabilidade
do autor.
O guitarrista e fundador do Marco Alonso Group, faz-se acompanhar de Helder Luís Pereira, na
Guitarra Eletroacústica/Sintetizador, Alaúde e Harmónica, de Xico Santos, no Baixo Eléctrico,
Gonçalo Santos, na Bateria e Percussão, e Lúcia Mourinho,
Marco Alonso participou no Festival de Flamenco de Lisboa de 2010, no Teatro Nacional S.
Carlos, no Festival de Flamenco de Lisboa de 2011, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, como
convidado especial da bailarina Alejandra Gutkin. No dia 12 de Outubro de 2012, a banda Marco
Alonso Group apresentou o seu trabalho num concerto memorável no Campo Pequeno em
Lisboa, integrado no Festival Flamenco de Lisboa 2012
“Busalik ” é o nome avançado para o próximo disco – um “trabalho que devolve e renova o
Flamenco, a Música Tradicional Portuguesa, o Jazz, a “World Music”, o Fado, a Bossa Nova, a
Música Clássica, Alternativa...”
10
Portugal e Espanha à mesa
6 de junho - 20h00: Jantar Ibérico no Restaurante Grill D. Fernando - Hotel Altis de Lisboa
No mesmo dia em que se debaterá o presente e o futuro do Fado e do Flamenco, numa mesa
redonda, no CCB, cruzaremos Portugal e Espanha também à mesa, mas do Restaurante Grill, no
Hotel Altis, juntando a arte do chefe residente Carlos Marques e do seu sub chefe, Rui Silva, com
a dos chefes espanhóis Patrice Porcher e Mateo Porcher.
À degustação das iguarias preparadas pelos chefes, aliaremos a performance da Escola
Flamenca, liderada pela bailarina Alejandra Gutkin.
O Chefe Carlos Marques trabalha no grupo Altis desde janeiro de 2010, tendo começado por
trabalhar no Altis Avenida Hotel. No início de 2013 assumiu as funções de Chefe Executivo do
Hotel Altis.
Do Currículo deste chefe fazem parte a direção da cozinha do Restaurante Espumanteria Bubbly
(Bairro Alto – Lisboa) e da cozinha do Restaurante Josefa D’Óbidos (Óbidos).
O sub-chefe Rui Silva, iniciou estas funções no Hotel Altis em março de 2013.
Antes dirigiu a cozinha do Hotel Golf Mar Termas do Vimeiro e foi sub-chefe dos restaurantes
Omnia e Verbasco Quinta da Marinha.
Patrice Porcher e Mateo Porcher são duas figuras destacadas da gastronomia do sul. O seu
grande amor é precisamente a cozinha mediterrânea. Nos seus objetivos imediatos destacam o
desejo de dar a conhecer as grandes possibilidades gastronômicas dos produtos da terra,
produtos tradicionais conhecidos pela maioria dos consumidores.
Em época de fusões dedicam-se a uma das mais naturais, a mistura da gastronomia marroquina
com a cozinha tradicional andaluza, unidas por uma bagagem comum.
O Restaurante Grill D. Fernando no Hotel Altis oferece-lhe uma das melhores vistas sobre Lisboa
enquanto aprecia sabores de excelência e uma cuidada seleção de vinhos.
11
FESTIVAL FLAMENCO TAMBÉM NO PORTO
Concerto Clássico de Cante Jondo com Pedro Cintas e Juan Manuel
Moreno
4 julho - 20h30: Auditório da Biblioteca Almeida Garrett
A apresentação do Festival Flamenco do Porto, em colaboração com o Instituto Cervantes, será
marcada pelo concerto clássico de “Cante Jondo”.
O cantor Pedro Cintas nasceu a 22 de Julho de 1976 em La Albuera (Badajoz) e seguiu as pisadas
do seu pai e do seu avô, também cantores.
Recebeu vários primeiros prémios, entre eles a “Silla de Oro”, em 2002, o Prémio Nacional no
Festival Nacional de Lo Ferro, em 2003, o Prémio Nacional “Jaleos y Tangos Estremeños” e o
Prémio de “Cantes Generales en los Santos de Maimona”, em 2004, venceu o Concurso Nacional
“Uva de Oro”, em Jumilla (Murcia), em 2005, o Concurso “Arcos de la Frontera”, em Cádiz, no
ano de 2004, e foi finalista do Concurso Nacional de Alegrias de Cádiz e concurso Nacional
António Mairena, em Sevilla, também em 2004, entre outros.
Pedro Cintas será acompanhado pelo guitarrista Juan Manuel Moreno.
12
Parceiros institucionais:








Câmara Municipal de Lisboa
Centro Cultural de Belém
Embaixada de Espanha em Portugal
Instituto Cervantes de Lisboa
Instituto Andaluz de Flamenco
Junta da Andaluzia
Junta da Extremadura
Turismo de Lisboa
Apoios e patrocínios:








Air Europa
Altis Hotéis
António Viñal
Escola Flamenca
Europcar
Lusofin
Media Capital
Mil Rosas
Media Partners:


Televisão: TVI
Rádio: M 80 e Rádio Comercial
13
Download

CARMEN LINARES, a “CANTAORA”