A essência do conhecimento é,
tendo-o, aplicá-lo, não o tendo,
confessar a sua ignorância.
Confúcio, 451 a.c., filósofo chinês
Ano XV – nº 23
Maio 2011
edição quadrimestral
> INTERNACIONALIZAÇÃO
A economia portuguesa encontra-se, tal como as demais
economias mundiais, a atravessar um longo período de
expectativas continuadamente adiadas, obrigando os seus
agentes económicos a constantes tomadas de decisões, muitas
das vezes de sinal contrário, o que como balanço final pode
ser fatal a médio prazo.
Ora, é exactamente neste momento, se torna imperativo
internacionalizar a actividade, sejam elas PME ou grandes
empresas nacionais, que vêem em países terceiros o
instrumento necessário ao seu crescimento, consolidação e
projecção.
Tomada a decisão de internacionalizar, o "modus operandi" de
abordar o mercado acolhedor é fundamental, senão crucial,
para o sucesso da decisão. E aqui, os estudos e diagnóstico do
mercado, os constrangimentos legais, fiscais, administrativos e
logísticos, a comunicação, a comunidade onde se pretende
instalar com todas as diferenças culturais existentes, os
interesses aí instalados, e finalmente, mas não menos
importante, a escolha do parceiro local, que habitualmente
marca a diferença entre o sucesso e o seu contrário. A tudo
isto acrescem, programas, instrumentos e protocolos postos à
disposição do empresário, quer pela via institucional, nacional
ou internacional, quer pelas diversas associações empresariais
nacionais, ou do país acolhedor.
Desta forma a internacionalização de uma qualquer empresa,
passa pelo conhecimento, pela informação, pela cooperação,
pela promoção, pela transferência de I&D, pela parceria, pelo
investimento lato sensu no país que irá servir de instrumento
aos propósitos enunciados aquando da tomada de decisão:
mais e melhor mercado!
Portugal, como País europeu geograficamente considerado,
mas economicamente afastado dos mais exigentes mercados
globais, não levará a água ao seu moinho, porquanto os rios
correm da nascente para o mar e não o seu inverso, enquanto
não se capacitar que a sua mais-valia e diferenciação perante
terceiros, está naquilo que sempre fez e fê-lo bem.
Falamos obviamente, nos mercados que falam e trabalham em
português!
www.mercal.pt
> EDITORIAL
É com enorme orgulho que o informamos que esta é a vigésima
terceira edição da MERCALNEWS. Deste modo, e em jeito de
retrospectiva, ao longo destas vinte e três edições temos vindo
a transmitir-lhe algumas informações e notícias sobre a
actividade da Mercal e das novidades que pensamos ser de
utilidade para a sua empresa, bem como nos resultados de
algumas das nossas intervenções e que se materializaram em
casos que possam ser mais relevantes de ser mencionados.
Assim, e como esta edição não é excepção damos potencial
destaque à questão da internacionalização da actividade das
empresas, sejam elas PME ou grandes empresas nacionais, que
vêem em países terceiros o instrumento necessário ao seu
crescimento, consolidação e projecção.
A MERCAL tem vindo a apoiar várias empresas, nomeadamente
neste último quadrimestre, em diversas iniciativas
empresariais visando para as PME promotoras, a expansão dos
seus negócios ao nível internacional e do apoio à obtenção de
financiamento e de incentivos ao investimento.
No que refere a processos de Recuperação de Empresas, a
Mercal Consulting Group completou neste último trimestre a
reestruturação e viabilização de duas empresas industriais,
promovendo a sua recuperação e turnaround.
Nesta edição, focamos ainda o interesse nos investimentos em
Angola, previstos na alteração à lei de investimento privado,
que condiciona a obtenção de benefícios nas zonas
consideradas já na lei, aumentando o investimento para 1,0
milhões de USD.
Aproveitamos também para informar que a Mercal viu no
passado mês de Abril renovada a certificação do seu Sistema
de Gestão da Qualidade pela EN ISO 9001:2008. Esta acção vem
atestar o processo de melhoria continua registado ao nível dos
processos de negócio e de gestão da Mercal Consulting Group e
do seu comprometimento em continuar a adequar a sua
actividade à actual envolvente e das necessidades reveladas
pelos nossos parceiros e clientes, tendo por base a garantia na
qualidade dos serviços prestados.
João Ribeiro
Director-Geral da MERCAL
Falamos no cluster do mar, desde os transportes à reparação
naval, falamos da indústria dos moldes, do turismo e indústria
hoteleira, falamos das grandes obras de engenharia e
construção civil, falamos do ensino, falamos da indústria
extractiva.
Para o sucesso de tudo isto, tem Portugal uma mais valia, a
língua, por enquanto, instrumento fundamental nas relações
humanas.
Mas temos muito mais, temos mestria e arte de fazer bem,
falta-nos contudo o indispensável apoio institucional, que
sobra aos nossos concorrentes europeus, mas também nos
falta o espírito colectivo empresarial. Unidos movemos
montanhas, sozinhos seremos condenados ao insucesso. Como
é possível perdermos a favor deles?
O Brasil, é um gigante adormecido a Ocidente, sendo a China,
a Oriente, mas mesmo aqui, temos capacidade de
intervenção, mais difícil é certo, mas nada desprezível, desde
que devidamente apoiado. África é um continente ainda por
explorar onde quase tudo está por se fazer.
Torna-se assim imperativo nacional expandir para as
economias emergentes mas desta vez carregados de espírito
empreendedor e reivindicativo. As mentalidades de hoje são
já diferentes de há 20 ou mesmo 10 anos atrás. A democracia
aí implantada fez o resto. As populações começam a exigir dos
seus governantes melhores condições de vida, e com isso,
oportunidades de negócios em todas as áreas da actividade
económica. Torna-se a saída mais certa para o desemprego em
Portugal e em consequência para o aliviar das nossas contas
públicas.
Portugal já não tem espaço para um crescimento económico
sustentável nas próximas décadas pelo que a saída será
procurar mercados alternativos, rumar ao Brasil e a África,
continentes sobejamente por nós conhecidos. Primeira
vantagem competitiva, falam e sentem na mesma língua,
segunda vantagem, necessitam de quase tudo, não são
electivos, terceira vantagem, e finalmente não menos
importante é um regresso às origens de modo consentido,
aplaudido e desejado.
Pode dizer-se assim, que a internacionalização das economias
e das empresas em particular, apresenta-se como um tema
cada vez mais actual e continuamente renovado, suscitado por
profundas alterações no posicionamento dos países e das
condições em que as empresas, independentemente da sua
dimensão, têm de exercer a sua actividade.
> PROJECTOS EM DESENVOLVIMENTO
A Mercal no último quadrimestre apoiou diversas iniciativas
empresariais visando para as PME promotoras a expansão dos
seus negócios ao nível internacional e do apoio à obtenção de
financiamento e de incentivos ao investimento. Alguns destes
projectos estão ainda em fase de implementação.
Planos de Desenvolvimento Empresarial envolvendo o
financiamento da Internacionalização dos Negócios
- GOLFBÉLTICO - Gestão e Exploração de Campos de Golf,
Lda.
- PALEGESSOS, Lda.
- YAP - Soluções Globais Lda.
- AIRFREE - Produtos Electrónicos, Lda
- CORDEIRO & GARRELHAS, Lda.
- GAPRES – Gab. de Projectos, Engenharia e Serviços, SA.
- MECANOBLOC Portuguesa – Divisórias Amovíveis, Lda.
- ZILIAN INTERNACIONAL, S.A.
Projectos de Apoio à Investigação e Desenvolvimento
Tecnológico
- ONLYCONCEPT, Consultoria de Negócios e Tecnologias de
Informação, Lda.
Planos de Negócio e de Inovação Empresarial
- AIRFREE - Produtos Electrónicos, Lda.
- METAVIL - Empresa Transformadora Metalo Vidreira, Lda.
- NEOASFALTO - Comércio e Indústria de Aglomerados
Asfálticos, Lda.
- SITIOS - Serviços de Informação Turística, SA.
Projectos de apoio a Start-Ups e de Apoio ao
Empreendedorismo
- TEORES & CONTEUDOS, Lda.
Se a empresa se depara com algumas dessas dificuldades,
pode recorrer a soluções específicas para atacar a causa dos
problemas com que se vai deparar. Isso irá permitir que a sua
estratégia internacional alcance o sucesso desejado, bem
como os benefícios prometidos pela internacionalização.
Na Mercal Consulting Group são equacionadas todas as opções
relativas ao processo de internacionalização mais adequadas
para a empresa, desenvolvido e implementado o Plano de
Marketing de Exportação aos mais diferentes níveis, para que
a empresa possa fazer bem à primeira vez, ser bem sucedida e
- LETRAS NA RIBALTA, Lda.
Projectos de Modernização e Capacitação Agro-Industrial
e de Dinamização de Zonas Rurais
- CIPREIA - Formação e Mergulho Lda.
- EMERGOSOL - Produção e Serviços Agrícolas, Lda.
evitar custos desnecessários de aprendizagem com erros
registados frequentemente. Possibilitamos às PME uma
internacionalização rápida, devidamente estruturada para os
mercados-alvo considerados mais atractivos orientando-as
quanto ao tipo de produtos que deverá oferecer, qual a
política de preços mais ajustada, onde e como colocar os seus
produtos ou serviços e como dar-se a conhecer, obtendo
financiamento para as suas iniciativas.
Investir em Angola
Alteração da lei de investimento privado prevê
aumento do investimento mínimo para 1,0 milhões de
USD
Ficam abrangidos pela nova lei, os investimentos em Angola
superiores a um milhão de dólares americanos, que darão
direito a isenções fiscais e aduaneiras, após aprovação do
Ministério das Finanças, sendo que a ANIP perderá autonomia
nesta matéria. Todo o investimento abaixo deste valor será
considerado no quadro geral do investimento em Angola, que
obedece a legislação específica existente e a ser criada, como
a Lei de apoio às micro, pequenas e médias empresas
angolanas.
A grande novidade do diploma é aplicar-se a investimentos
externos e internos, cujo montante global corresponda ao
valor igual ou superior a 1,0 milhões de dólares americanos ou
o seu equivalente em moeda nacional no caso de ser
investimento interno. O regime de investimento privado
previsto no Projecto Lei só é aplicável aos projectos de
investimento realizados em território angolano e não é
aplicável aos investimentos realizados por pessoas colectivas
de Direito privado com 50% ou mais do seu capital social
detido pelo Estado ou por outra pessoa colectiva pública.
De referir que no âmbito do cumprimento destes requisitos
estão incluídos os consórcios, joint ventures e outras formas
relevantes de associação empresarial.
É estabelecida ainda na lei um limite mínimo do investimento
para o repatriamento de capitais, sendo permitido o
repatriamento proporcional de capitais gerados como lucros,
dividendos e afins, a partir das operações de investimento
externo, desde que este investimento atinja o limite mínimo,
por cada investidor, no montante já referido de 1,0 milhões
de dólares americanos. No que se refere à atribuição de
incentivos fiscais às operações de investimento, o País
continuará a estar organizado em torno das zonas de
desenvolvimento definidas e que na fixação do período de
duração dos mesmos, sendo analisado de forma continuada o
previsível impacto social e económico do investimento.
Fusões & Aquisições no Brasil
- FARINHA & TOMÉ, Lda.
- COOPERATIVA AGRICOLA DE BEJA E BRINCHES, C.R.L
- UCASUL - União de Cooperativas Agrícolas, U.C.R.L.
> RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS
A Mercal Consulting Group completou neste último trimestre a
reestruturação e viabilização de duas empresas industriais, uma
no sector da construção e outra nas artes gráficas, promovendo
a sua recuperação e turnaround.
Os serviços disponibilizados visaram apoiar os empresários na
consolidação e reestruturação do serviço da dívida de forma a
viabilizar os seus negócios, potencialmente insolventes, de
processos de falência, recuperando-as, conseguindo a
estabilidade financeira e operacional, através do simultâneo
desenvolvimento e implementação de programas de acção,
visando proporcionar a maximização de todos os parceiros
envolvidos, interesses dos credores e simultaneamente, os dos
empregados, gerentes ou administradores e dos proprietários do
capital.
Contacte connosco…temos a solução para o seu problema!
> TOME NOTA
RENOVADA A CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA
QUALIDADE DA MERCAL PELA NP EN ISO 9001:2008
A Mercal viu no passado mês de Abril renovada a certificação do
seu Sistema de Gestão da Qualidade pela EN ISO 9001: 2008.
Esta acção vem atestar o processo de melhoria continua
registado ao nível dos processos de negócio e de gestão da
Mercal Consulting Group e do seu comprometimento em
continuar a adequar a sua actividade à actual envolvente e das
necessidades reveladas pelos nossos parceiros e clientes, tendo
por base a garantia na qualidade dos serviços prestados.
Estamos bem e queremos com a sua colaboração,
melhorar ainda mais....ajude-nos! O seu contacto
interessa-nos...a sua opinião muito mais!
> NOTICIAS
Educação Empresarial – Conciliar a vida profissional com a vida
académica
Fusões e Aquisições registam recorde
O Brasil revela o melhor 1º Trimestre de operações de Fusões
e Aquisições (F&A), sendo considerado o melhor primeiro
trimestre em comparação com igual período de 2010,
registando-se um crescimento de 4%. O maior volume das
transacções registadas coube às empresas brasileiras em
processos de aquisição, sendo estas as que registam maior
volume. As empresas estrangeiras, que começaram a retomar
as actividades de F&A no ano passado, estão ainda a marcar
uma forte presença nas aquisições de operações brasileiras.
O Instituto da Empresa – Mercal tem estado a promover e
realizar cursos de formação em diferentes áreas, à medida das
necessidades dos quadros e gestores, das organizações, assim
como apoiar a promoção de estratégias de desenvolvimento
organizacional associados à implementação dos planos de
negócios que têm desenvolvido em diferentes sectores de
actividade.
Considerando o país de origem das empresas estrangeiras que
adquiriram companhias no Brasil, o destaque foi para as
empresas norte-americanas, seguidos pela França, Alemanha e
Reino Unido.
Em relação aos sectores, foi predominante o sector de
Tecnologias da Informação, seguido por Empresas de Serviços,
Imobiliário, telecomunicações sector de Alimentos e Bebidas.
Apesar de ter sido o primeiro trimestre mais forte, se
comparado com o quarto e último trimestre de 2010. O
resultado indica uma manutenção do cenário aquecido de F&A
no País. O primeiro trimestre costuma ser o mais fraco do ano
e apesar da redução de 14% em relação ao quarto trimestre de
2010, o recorde atingido nestes primeiros três meses apontam
para mais um ano de forte movimentação de Fusões e
Aquisições entre as empresas. O cenário interno favorável está
a fazer com que recaia no Brasil o investimento estrangeiro.
Além disso, a retomada dos IPO também poderá ser um factor
impulsionador para esta movimentação em 2011, tornando o
ano como referência em operações de F&A.
Mercal na China
CONFERENCIA ANUAL DA IMCN EM HONG KONG
De 17 a 23 de Maio será realizada a conferência anual da
nossa network internacional, a IMCN – Independent
Management Consultancies Network, visando sobretudo
reforçar a nossa presença no continente asiático em
particular na China, onde já temos sido extremamente
activos e os nossos associados e escritórios locais (em Hong
Kong, Pequim, Xangai, Macau) mostrado elevado dinamismo.
Esta necessidade de efectuar a reunião anual na China vem
no sentido de reforçar a actividade desenvolvida sobretudo
nesse mercado dada a necessidade e procura revelada pelos
nossos empresários, e do espaço europeu, em acentuar o
desenvolvimento de parcerias estratégicas e de capital nessa
região, sobretudo nalguns sectores de actividade,
tradicionalmente de mão-de-obra intensiva.
Nessa reunião estarão presentes entidades oficiais,
representantes da Invest Hong Kong, entre outras, de apoio
ao investimento, e serão ainda abordados e analisados os
trabalhos já efectuados na China, apresentando os recentes
case studies de forma a proporcionar um conhecimento maior
das especificidades do mercado em causa, das oportunidades
e obstáculos apresentados e assim se continuar no futuro a
estabelecer
as
melhores
práticas
de
apoio
à
internacionalização, promoção de parcerias estratégicas, de
natureza comercial e financeira, entre os nossos empresários
e os asiáticos.
De informar ainda que na reunião serão ainda abordados os
projectos actuais de Fusões & Aquisições, ao nível
internacional, sobretudo tendo em atenção as metodologias
mais adequadas a implementar no contexto da actual crise
financeira e subsequentes instrumentos financeiros.
Por outro lado, será decidida a integração no seio da IMCN,
de uma conceituada empresa de consultoria na Polónia de
forma a ser criada uma ampliada estrutura de apoio local
para as empresas que se queiram internacionalizar para esse
mercado, ou da Europa de Leste.
Tem sido considerável a aceitação que tem tido por parte dos
portugueses em vir a iniciar uma nova carreira, actualizar,
aprofundar e/ou complementar os seus conhecimentos e
competências em áreas específicas, ou simplesmente aprender
algo novo, estando o Instituto da Empresa a colmatar uma lacuna
de mercado, a criar uma oportunidade de diferenciação e a
atingir os objectivos de um abrangente público-alvo de quadros
empresariais.
O objectivo principal do Instituto da Empresa tem sido
proporcionar uma qualificação académica de qualidade superior
e internacionalmente reconhecida.
Estes cursos são realizados em parceria com algumas instituições
de ensino superior inglesas e permitem a certificação de
competências, realização de cursos especializados e de
qualificação académica, envolvendo programas de licenciatura,
MBA e Mestrados nomeadamente da Universidade de Bradford,
Wales, Sunderland, Birmingham, East London e Sheffield, entre
outras.
No âmbito da metodologia seguida pela Mercal-Consulting Group
existe um cuidado na promoção e adequação dos cursos aos seus
potenciais interessados e de proporcionar todo o apoio na
selecção dos cursos e Universidades para esse fim.
De referir que os cursos são realizados em regime b-learning, em
regime à distância e on-line.
Consulte o site www.institutodaempresa.com.pt ou
contacte-nos para saber como ajudá-lo.
SISTEMAS DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO
QREN I&DT
– Abertura de Concurso – 01-06-2011 a 15-09-2011
QREN Qualificação e Internacionalização
– Abertura de Concurso – 18-10-2011 a 16-12-2011
QREN Inovação e Empreendedorismo
– Abertura de Concurso – 30-11-2011 a 10-02-2012
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