UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
Apresentamos a segunda edição do informativo do curso de Engenharia de Produção da EEIMVR-UFF, elaborado e
editado pelos novos alunos que ingressaram no primeiro semestre de 2010. O informativo nasceu da idéia de se criar
uma maior integração entre os estudantes e a coordenação do curso e apresenta diversas matérias e notícias
relacionadas à vida acadêmica.
Aproveitamos a oportunidade para apresentar o site do Departamento de Engenharia de Produção cujo link é:
http://www.vep.uff.br/
O site é aberto a todos aqueles que quiserem se cadastrar para ter acesso a todas as informações e notícias
relacionadas ao curso e as disciplinas oferecidas pelos professores do departamento, o site possui diversas
informações no que se referem a eventos nacionais e internacionais, edições anteriores de Jornais e Informativos da
UFF e outras entidades e outras informações relevantes no mundo acadêmico.
Ser engenheiro é ser membro ativo da sociedade, é contribuir todos os dias para a melhoria de qualidade de vida
das populações, para os avanços do progresso do país, para a criação de riqueza e competitividade. Esperamos que
de alguma forma a Universidade contribua na formação dos estudantes neste sentido e a coordenação do curso se
coloca a disposição para receber sugestões e críticas e está engajada em realizar o que há de melhor para o curso
com a finalidade de fazer diferença na vida de vocês e, quem sabe, trazer novos rumos às suas vidas.
Salete Souza de Oliveira
Coordenadora do Curso de Engenharia de Produção
AINDA NESTA EDIÇÃO...
EVENTOS
PULSO
DIRETÓRIO ACADÊMICO
ATLÉTICA
MINI BAJA
FEC
1
Mensagem da Cleide
Desejo a todos os alunos, ingressantes deste
semestre, no Curso de Engenharia de Produção,
sucesso na realização desta nova etapa de suas
vidas. Aconselho que tenham bastante dedicação
nos estudos e espero que todo o esforço seja
brilhantemente recompensado ao final do curso.
Coloco-me a disposição para ajudá-los, dentro do
que for possível no meio acadêmico. Uma dica
importante é que estejam sempre atualizados sobre
as informações da nossa Universidade, através do
seu site, leiam o Regulamento dos cursos de
graduação da UFF, para colocarem-se a par das
normas vigentes e, aproveitem bastante a vida
universitária; será uma experiência que vocês
lembrarão por toda a vida.
Atenciosamente
Cleide Cristina de Oliveira
Assistente de Administração
Um Relato de Quem já
Vivenciou esses Anos
Entrevista com a ex-aluna de engenharia de
produção da EEIMVR Aline Alves dos Santos
Engenheiros
no
Papel
(E.P.)Trabalha
atualmente? Onde e em qual empresa?
Aline Alves - Atualmente estou trabalhando na
Cimento Tupi S.A, fábrica de Volta Redonda, local
onde fiz estágio por 1 ano e 6 meses.
E.P.- Ter estudado na UFF foi um diferencial na
obtenção do seu emprego? Por quê?
Aline- Acredito que sim. Todos vêem a UFF como
uma universidade renomada que possui um ótimo
conteúdo disciplinar e corpo docente. Além disso, as
pessoas que lá estudaram e atualmente ocupam
posições gerenciais nas empresas geralmente dão
preferência aos alunos e companheiros da mesma
universidade.
E.P.- O que você acha que deve ser mudado na
UFF de modo que a melhore?
Aline- Acredito que as principais mudanças
necessárias já estejam sendo providenciadas. Hoje,
há a necessidade grande de maior espaço físico e
infra-estrutura para os alunos. Especialmente para o
curso de Produção, acredito que há falta de
computadores e softwares especializados, que são
de grande utilidade na área.
Acredito ainda que a Universidade pudesse investir
mais na interação com empresas e comunidade,
desenvolvendo mais pesquisas em parceria com as
indústrias regionais e promovendo eventos culturais
e educacionais para a população em geral, sempre
envolvendo o corpo discente no desenvolvimento
destes.
E.P.- Qual foi a maior dificuldade encontrada ao
longo do curso?
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UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
Aline- Acredito que tenha sido conciliar o tempo.
Sou um pouco desorganizada e tenho a mania de
deixar tudo para a última hora, então acabava
sofrendo um pouco para conseguir realizar todas as
tarefas da Universidade, estágio e vida pessoal.
E.P.- Encontrou dificuldades em obter estágio?
Aline- Graças a Deus não. Logo quando comecei a
procurar consegui um estágio em uma consultoria de
Volta Redonda e pouco tempo após, apareceu uma
oportunidade na Tupi.
E.P.- Você pretende se especializar em alguma
área?
AlineAtualmente
estou
cursando
uma
especialização em Gestão de Projetos na UERJ. A
partir daí pretendo continuar me especializando seja
por outra pós-graduação, MBA ou mestrado, pois
não dá pra parar de estudar visto que o mercado de
trabalho é muito concorrido. Além disto, eu realmente
gosto de aprender coisas novas.
Como Passar em um
Concurso Público
Um ex-aluno da nossa escola, Tiago Capobiango
Machado, que acabou de passar em um famoso
concurso público de engenharia de produção,
escreveu uma matéria para o jornal da UFF a nosso
pedido, veja o que ele tem a dizer:
Cursei Engenharia de Produção na UFF de Volta
Redonda. Deixo nesta matéria minhas experiências
e considerações sobre o tema.
Já trabalhei em uma empresa privada da região sul
fluminense e hoje atuo como técnico, concursado,
numa empresa pública em Macaé-RJ, onde passarei
ao cargo de engenheiro júnior devido ao êxito no
concurso deste ano.
Pude observar durante minha experiência em
empresa pública e privada que a postura das
mesmas em relação aos empregados é bastante
diferente. No setor privado, a todo o momento o
funcionário precisa provar sua capacidade, o motivo
pelo qual a empresa precisa mantê-lo. A vaga não é
sua, você só a está ocupando. Defino a sensação
como se estivesse morando de favor na casa de
alguém.
Já no setor público, a sensação é diferente a partir
do momento que se é aprovado: a vaga é sua, foi
conquistada. É como fazer parte de uma grande
família e contribuir para o sucesso da empresa,
onde cada um tem seu lugar. Ao contrário do que
alguns podem pensar, a maioria dos funcionários
estão dispostos e motivados ao trabalho, uma vez
que não precisam anular sua vida pessoal. Pude
observar que a estabilidade faz as pessoas se
sentirem bem e ter mais qualidade de vida. Uma boa
empresa pública, também costuma pagar salários
acima da média de mercado para funcionários
juniores, sem falar dos benefícios. Se você está
lendo esse artigo e se interessa em fazer concursos,
independente do período que esteja cursando, siga
minhas dicas:
Não espere o edital ser divulgado ou chegar ao final
da faculdade para saber sobre os assuntos. Leia os
editais, analise quais matérias são cobradas
sucessivamente, veja as provas de concursos
anteriores, etc. Assim, você terá uma direção para
absorver ao máximo as disciplinas que cairão nas
provas e que a Universidade lhe oferece; será útil
também na hora de escolher as disciplinas optativas.
Além disso, você perceberá as matérias que são
suas fraquezas e buscar materiais sobre o assunto.
Quando o edital do concurso sair, você já deve ter
lido parte da matéria. Sendo assim, é só estudar e
esperar
para
ver
o
resultado.
Boa Sorte!
Ações do Diretório
Acadêmico 17 de julho DADJ
“O Diretório Acadêmico Dezessete de Julho é o órgão na
Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta
Redonda que representa os alunos.
A atual gestão, Chapa Integração, quer ir além. Criar
projetos de extensão, novos meios de comunicação e
representatividade são alguns dos objetivos desta
gestão, sem esquecer os motivos principais que nos
fizeram ser eleitos pela comunidade.
Queremos integrar, unir os alunos em torno de um
objetivo: ter uma Escola de Engenharia cada vez melhor
e mais acolhedora. Projetos como a Rádio Web cria
mais um elo de divulgação da vida acadêmica da UFF
em Volta Redonda, cada vez mais pulsante. O prévestibular popular, previsto para ter início no segundo
semestre de 2010, será nossa resposta à sociedade, um
projeto de extensão que possibilitará o ingresso em uma
Universidade pública a muitos alunos carentes. E tem
mais. O DADJ quer propor projetos que beneficiarão a
todos, como incentivar os professores a adotarem o PET
(Programa de Ensino Tutorial), divulgar a UFF em
empresas, propor uma feira de estágios e criar
atividades culturais.
Dessa forma, queremos não só representar os alunos
nos colegiados e auxiliá-los em momentos de
adversidade, mas criar uma nova representação
estudantil, pautada na formulação de idéias e projetos,
que ajudarão nossos dirigentes a entender nossos
anseios e necessidades.
O Diretório Acadêmico, por fim, saúda a todos os
calouros responsáveis por esse jornal, e que seus dias
nesta escola sejam inesquecíveis, com a conquista de
muitas amizades e sucessos!”
Diretório Acadêmico Dezessete de Julho
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UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
O Projeto Social
Próximo + Próximo
O Projeto Social existente na nossa Universidade foi
criado, e se mantém com um único objetivo: Dar
melhores condições aos alunos UFF para que
necessidades financeiras não interrompam sua vida
acadêmica.
O Projeto Social fornece auxílio para transporte,
dentro e fora de Volta Redonda, alimentação e xerox
de material para as aulas, nesses quase 7(sete)
anos de existência o Projeto já ajudou a formar
muitos engenheiros, administradores, bacharéis e
sobretudo formou cidadãos.
Financeiramente, o Projeto se mantém com eventos
e mensalidades, nos eventos fica claro a entrega
dos que compõe o Projeto. Em meados de abril, o
Projeto Social realizou o seu 3º evento no
Umuarama, um Luau, com direito a telão exibindo o
jogo da libertadores, DJ, comidas típicas, e
agradável ambiente para todos os presentes, que
eram desde calouros e veteranos, a professores e
famílias inteiras.
O projeto conta atualmente com 17 membros
efetivos e 10 que ajudam nas festas, somados aos
cerca de 120 que já passaram pelo Projeto. Há uma
média de sete alunos ajudados por período,
diferentemente do começo no qual era apenas um. A
ajuda se estende em média por 3(três) anos e meio,
que é quando os alunos conseguem estágio. Os
dados dos alunos ajudados, são mantidos em sigilo.
O que chama a atenção é que o Projeto Social é
formado por alunos dispostos a ajudar alunos,e é
composto pela seguinte estrutura: o conselho, que
está acima de tudo com decisões tomadas em
consenso de toda a equipe. Abaixo do Conselho
estão as coordenadorias: administrativa, geral e
financeira. Abaixo estão as diretorias: de tortas, de
marketing, de eventos, e de mensalidades. Por
último o Apoio, membros que ajudam, porém, não
podem se comprometer com responsabilidades
relacionadas aos cargos.
O Projeto segue um estatuto que vem sofrendo
mudanças para se tornar cada vez mais justo e
imparcial. Tais características se notam no sistema
de seleção criterioso feito para decidir quais serão os
ajudados, onde se estuda o caso do aluno, a renda
familiar e o auxílio requerido. O C.R. (coeficiente de
rendimento) não é um critério julgado na seleção.
Mas o projeto tem por objetivo colaborar com quem
realmente quer se formar e passa por dificuldades.
O Projeto Social vem conquistando seu espaço, mas
ainda necessita de muita coisa. Doações e alunos
que estejam interessados em participar do projeto
são bem-vindas. O projeto não faz distinção entre
calouros e veteranos, e está disposto a ajudar a
todos.
O projeto busca conseguir o seu CNPJ (Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica), para que possa
conseguir apoio de empresas que exigem esse
cadastro para que possam formalizar colaborações.
O Projeto conta com uma sala própria que usa pra
guardar seus materiais. A sala ainda não atende
todas as necessidades do Projeto, porém é um bom
auxílio. As reuniões são realizadas, às sextas-feiras,
às 18h, na sala N4A, e são abertas a toda
comunidade em geral.
Avisos da Associação Atlética
XVII de Julho
Eventos esportivos de 2010 na UFF
I) Réveillon Calouroso com Open Bar
Foi o 1º Réveillon Calouroso com cerveja liberada
promovido
pela
atlética
que
reuniu
aproximadamente 600 pessoas.
Haverá outro Réveillon para os calouros do 2º
semestre de 2010 e também está previsto open
bar. A festa será em 12/08/10.
II) Jogos Internos Adilson Positivo
Modalidades: Futsal Masculino, Vôlei em dupla
masculino e feminino, basquete masculino,
campeonato de winning eleven...
Haverá futsal entre professores e calouros da
UFF, os jogos serão de 07 a 12 de junho.
A festa de encerramento dos jogos será no
Apallosa dia 21 de agosto.
III) Cobertura dos Jogos da Copa do Mundo
A atlética fará a cobertura dos jogos da Copa do
Mundo no Clube Umuarama, neste evento haverá
a presença da bateria da UFF , um grande telão e
cerveja barata.
IV)
Jogos Itajubá nos dias 11, 12 e 13 de
junho
Modalidades:
Futsal,
Vôlei,
basquete,
natação...
V) Desafio MedFoa x UFF nos dias 19 e 20
de agosto
Festa de encerramento no
Apallosa em 21 de agosto.
VI) Jogos de bar em Outubro
Pôquer, truco, e outros
Os jogos provavelmente serão na
Agenda Acadêmica 2010.
Divulgação dos horários de treinamento:
-Basquete – Segunda e Quarta, às 19:30, na Quadra da
60
-Futsal (feminino) – Quarta, às 12:30, na Quadra da 60
-Handball – Quarta, às 18:30, na Quadra da 60
-Vôlei (feminino) – Sexta, às 12:30, no Clube Recreio
-Vôlei (masculino) – Quarta, às 21:00, no Clube Recreio
-Futebol – Sexta, às 14:00, local a definir
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UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
-Rugby – Sábado e Domingo, às 16:00, na Volta Grande
Entrevista com a Equipe do
Minibaja - VR Baja
E.P. - Quando e por que surgiu a idéia de realizar
o projeto do baja?
Equipe Minibaja - Em 2006, um pequeno número de
alunos do Curso de Engenharia Mecânica, teve o
sonho de trazer o maior Projeto Extracurricular das
Universidades Brasileiras para a UFF de Volta
Redonda, tendo em vista a grande importância do
projeto para a formação dos futuros engenheiros e a
oportunidade de se aplicar na prática a teoria
aprendida
em
sala
de
aula.
E.P.- Como foi o início do projeto? Quais foram
as dificuldades? Quais professores apoiaram?
E.M - O início do Projeto foi marcado por muita
garra, determinação e trabalho em equipe. As
maiores dificuldades foram a inexperiência,
adequação do projeto ao regulamento, construção
do protótipo (devido a falta de ferramentas e
máquinas adequadas). Os primeiros Professores a
apoiar o projeto foram Alexandre Silva e Sérgio
Sodré.
E.P.- Quais competições o Baja já participou e
como foram os resultados?
E.M - Participamos de três Competições Nacionais e
uma Competição Regional, sendo os resultados mais
expressivos:
-Competição Baja SAE Nacional – 2007 –
Equipe Revelação
-Competição Baja SAE Nacional – 2009 –
Melhor Projeto Teórico do Estado do Rio de
Janeiro
-Competição Baja SAE Regional - 2009 – 1º
Lugar BUMP TRACK
2ª Melhor Equipe do Estado do Rio de
Janeiro
5º Lugar na Prova de Conforto
E.P.- Atualmente, como está composta a equipe?
Quantos integrantes?
E.M - A Equipe é composta atualmente por 18
membros que atuam em sete áreas distintas e são
elas: Gerenciamento de Projeto, Marketing e
Captação de Recursos, Estrutura e Carenagem,
Transmissão, Direção e Suspensão, Freios, Sistema
Elétrico e de Telecomunicações.
E.P.- Quais são os planos para o futuro do
projeto?
E.M - A Equipe VR BAJA, vem dando grandes
passos, e cada vez apresenta-se mais estruturada.
Possuímos hoje, 02 computadores com softwares
voltados para o projeto e internet, que foram
disponibilizados pelo Professor Jayme Gouvêa. Mais
de R$7.000,00 de ferramentas e maquinários foram
adquiridos pela Direção da Escola (Diretor Sérgio
Sodré) e encaminhados para a Oficina da Equipe,
além da realização de obras de melhoria. Hoje a
oficina se encontra em totais condições de trabalho.
O Professor Adauto Martins orientador da Equipe VR
BAJA, adquiriu 14 exemplares de livros, ligados a
todas as áreas do Projeto Baja. Abdicamos da
Competição Nacional – 2010, e focamos nosso
trabalho em desenvolver um forte projeto, e como
conseqüência um veículo bastante competitivo, que
irá participar da Competição Baja SAE Regional 2010 e Baja SAE Nacional – 2011.
O Projeto
apresenta-se em constante desenvolvimento, graças
a uma Equipe forte, compromissada e determinada.
Para o futuro desejamos e lutamos por um lugar no
pódio.
Áreas de Atuação do
Engenheiro de Produção
Entrevista com o Professor Nilson Brandalise sobre
as principais áreas de atuação do Engenheiro de
Produção e o mercado de trabalho.
E.P.- Em que setores da economia trabalham um
engenheiro de produção?
Nilson
Brandalise - Pode-se trabalhar em todos os setores,
o primário (extrativismo, agropecuária), no
secundário (empresas em geral) e no terciário
(elaborando
projetos,
pesquisas
etc.).
E.P.- Qual a diferença entre engenharia de
produção e administração de empresas?
Nilson- O Engenheiro de Produção se especifica no
estudo da ciência exata, já o administrador na
ciência
social
aplicada.
E.P.- Qual é a área específica de conhecimento
de
um
engenheiro
de
produção?
Nilson- Voltada para a produção em si. Aplicando a
área das exatas nos problemas existentes.
E.P.- O que faz, especificamente, um engenheiro
de produção?
Nilson- De modo
geral, é o calculista da produção, com o auxílio da
matemática, economia, administração e de outros
meios
que
se
disponibiliza.
E.P.- Como está o mercado para os engenheiros
de
produção?
Nilson- Há um campo muito vasto nessa área, logo
muitas oportunidades, pois essa profissão abrange
variados
processos
de
trabalho.
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UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
E.P.- Quais são as principais áreas de atuação do
engenheiro de produção?
Nilson- O
engenheiro de produção pode atuar em diversas
áreas, como: linha de montagem, projetos,
consultorias, pesquisas, até mesmo em ONGs etc.
E.P.- Há boas oportunidades de emprego em
todas as áreas?O mercado de trabalho está em
crescimento?
Nilson- Sim, desde que seja um bom profissional
sempre haverá oportunidades. Sim, o mercado de
trabalho está em crescimento, mesmo com a crise
que
tivemos
há
pouco
tempo.
E.P.- Há oportunidades de emprego no
exterior?Quais os principais países que oferecem
as vagas?
NilsonAtualmente, nos países desenvolvidos houve uma
redução, por causa da crise, mas com os países
menos desenvolvidos, há uma taxa considerável de
contratos internacionais. Nesse momento, os países
da
África,
América
do
Sul
e
Central.
E.P.- Como se dá o trabalho do engenheiro de
produção na docência?E a atuação como
pesquisador?
Nilson- Nas Universidades, tendo certos títulos,
você pode trabalhar meio-período ou um período
integral, há bastante responsabilidade envolvida.
A atuação como pesquisador lhe requer tempo para
congressos, apresentação de trabalhos, ou seja,
para se tornar pesquisador deve haver uma enorme
dedicação.
E.P.- Fora
do Brasil, como é visto o curso de engenharia de
Produção?
Nilson- Produção é
um problema mundial, todas as empresas buscam
perfeição, logo o curso é bem visto em qualquer
lugar. Existem outros países que possui esse curso.
E.P. - Em sua opinião, quais das áreas onde a
Engenharia de Produção atua possui mais
carência na região e no Brasil? Por quê?
Nilson- A carência varia muito, de estado para
estado, mas existe a falta de engenheiros no
mercado de trabalho, não só os de produção.
E.P.- Os engenheiros de Produção têm seu ramo
de atuação com as fronteiras bem definidas ou
se misturam aos gerentes e diretores de fábricas
e afins, no apoio, supervisão, e até atuação como
um deles?
Nilson- Isso depende do tamanho da
empresa, se for uma de porte grande normalmente
tem-se sua área específica, e de porte pequeno,
como pequenas e micro empresas o trabalhador, na
maioria das vezes, se mistura com outros tipos de
atuações.
A origem da Engenharia de
Produção
Os primeiros Engenheiros de Produção surgiram nos
EUA entre 1882 e 1912, com o nascimento da
produção em massa, difundida por Henry Ford. Os
Engenheiros de Produção passaram a exercer papel
fundamental no processo produtivo, uma vez que a
eles competiam a idealização e a regência de todas
as atividades produtivas dos trabalhadores no chão
de fábrica visando a obtenção do produto final.
Com a evolução dos sistemas produtivos, o
Engenheiro de Produção foi se adequando às
demandas impostas pela sociedade capitalista ao
longo dessa linha do tempo. Hoje, a preocupação do
Engenheiro de Produção não é centrada somente na
gestão e na otimização dos processos produtivos,
objetivando continuamente ganho em produtividade,
mas também no mercado de consumo, na logística
empresarial, no avanço tecnológico, na qualidade
dos produtos e serviços, no impacto ambiental e
social de se produzir, na competitividade
internacional, e principalmente no foco no cliente e
no negócio.
A Fundação Euclides da
Cunha
A Fundação Euclides da Cunha de Apoio
Institucional à UFF (FEC) é uma instituição de Direito
Privado criada em 19 de novembro de 1997, com a
missão de dar apoio à Universidade Federal
Fluminense (UFF), credenciada junto aos Ministérios
da Educação e da Ciência e Tecnologia,
encontrando-se
regularmente
registrada
na
Provedoria das Fundações do Ministério Público do
Estado do Rio de Janeiro. Tendo iniciado suas
atividades em 1999, a FEC tem promovido, nos
diversos segmentos da sociedade, o estreitamento
do acesso à produção acadêmica, científica e
extensionista da UFF em diversas áreas do
conhecimento humano, através de convênios,
contratos e outras formas de parceria com
instituições públicas e privadas. Como parceira
constante da UFF, a FEC atende às demandas da
sociedade recorrendo à competência intelectual e à
infra-estrutura já instalada desta Universidade,
atuando como interface junto às entidades e
agências de financiamento e fomento à pesquisa,
sejam elas públicas ou privadas, nacionais ou
internacionais. Realiza ainda ações inerentes ao
levantamento de oportunidades, à assessoria na
elaboração de projetos de pesquisa e de propostas
de prestação de serviços, à negociação de
convênios e contratos e ao gerenciamento
administrativo-financeiro de recursos. A carteira de
clientes da FEC é formada por inúmeras instituições
de expressão e reconhecimento, dentre as quais:
Ministério da Educação, Ministério da Cultura,
Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da
Saúde, Petrobras, Finep, Anvisa, Eletrobrás,
Governos Estaduais e Prefeituras Municipais,
Universidades Federais, Estaduais e Particulares,
Instituições Internacionais como o Programa das
6
UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a
ONU. Os clientes da Fundação abrangem empresas
da área de energia, telecomunicações, tecnologia de
alimentos, petróleo, educação, entre outras. Estamos
também organizando e realizando concursos
públicos para todas as áreas do conhecimento.
Quando eu e o professor Fontana decidimos aceitar
o convite do Magnífico Reitor da Universidade
Federal Fluminense, Professor Roberto Salles, para
assumir a direção da Fundação Euclides da Cunha,
assumimos também o compromisso de fazer uma
gestão simples, com total transparência e voltada
para os interesses das duas instituições porque
não é possível dissociar uma da outra. Sabíamos
que administrar uma empresa de complexidade
singular, como a Fundação, ia exigir muito dos seus
gestores porque, embora a FEC tenha autonomia
para tomar as decisões que lhe são pertinentes, não
podemos esquecer que ela nasceu da UFF e não é
conveniente para qualquer das duas, o “rompimento
do cordão umbilical”. Não podemos esquecer que
somos uma empresa alimentada pelos projetos
captados pelos professores e que nos são dados a
administrar, portanto, nosso relacionamento com os
coordenadores desses projetos deve admitir que
eles são os nossos melhores clientes. Assim,
implantamos uma administração transparente e
incentivadora, para que os demais professores da
UFF também possam buscar recursos para
alavancar seus projetos. A verba orçamentária das
universidades precisa ser complementada com verba
suplementar dos órgãos de fomento como CNPq,
Faperj, Finep, etc. e a FEC, através da sua gerência
de projetos, pode captar esses recursos disponíveis.
Atualmente estamos empenhados em buscar novas
formas de captação de recursos. Estamos
capacitados para realizar concursos públicos de
qualquer natureza, em qualquer ponto do país,
desde a contratação e elaboração do edital, até a
homologação final.
Mensagem do professor
“Finalizando, quero dizer do respeito que temos
pelos senhores coordenadores de projetos,
professores, e por toda a comunidade acadêmica,
incluindo aí os alunos e por todos aqueles que,
ombreando conosco, vestem a camisa da FEC/UFF,
deixando aqui nosso convite para que nos visitem
quando desejarem.”
Um forte abraço,
Professor José dos Santos Pereira, Diretor
Financeiro, professor da UFF e ex-coordenador do
curso de Engenharia de produção da EEIMVR-UFF.
Áreas de Pesquisa em que o
Engenheiro de Produção
Atua
A pesquisa em Engenharia de Produção se
desenvolve de forma similar a das outras
Engenharias e outros cursos. De forma individual ou
em grupos de pesquisa, os profissionais trabalham
em uma das áreas de seu interesse seja em
ou
em
algum
trabalhos
de
aplicação
desenvolvimento teórico específico.
A ABEPRO (Associação Brasileira de Engenharia de
Produção) é uma instituição representativa dos
docentes, discentes e profissionais de Engenharia de
Produção e propõe uma divisão das áreas da
Engenharia de Produção em: Engenharia de
Operações e Processos da Produção, Logística,
Pesquisa Operacional, Engenharia da Qualidade,
Engenharia do Produto, Engenharia Organizacional,
Engenharia Econômica, Engenharia do Trabalho,
Engenharia da Sustentabilidade, Educação em
Engenharia de Produção. Os trabalhos de pesquisa
podem abranger não uma, mas várias das áreas
anteriormente mencionadas.
A divulgação dos trabalhos desenvolvidos se dá em
diferentes planos, têm-se relatórios de pesquisa,
comunicações técnicas, congressos (simpósios,
encontros), periódicos nacionais e internacionais,
entre outros. O grau de dificuldade na publicação
dos trabalhos de pesquisa depende do nível da
publicação ou do congresso. No Brasil, o congresso
organizado pela ABEPRO é o ENEGEP – Encontro
Nacional em Engenharia de Produção – com
periodicidade anual e que abrange trabalhos de
todas as áreas da Engenharia de Produção, outros
são mais específicos tais como o SBPO – Simpósio
Brasileiro de Pesquisa Operacional, entre outros que
envolvem áreas específicas da Engenharia de
Produção e congressos regionais.
Para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa
conta-se com as instituições de fomento no Brasil:
CAPES, CNPq, FINEP e órgãos de apoio à pesquisa
estaduais, no Estado do Rio de Janeiro a FAPERJ.
Nessas instituições podem-se submeter projetos de
pesquisa e solicitar apoio financeiro para as
atividades a serem desenvolvidas (incluídos
equipamentos e até infra-estrutura) e para
participação em congressos e simpósios. Na
Universidade Federal Fluminense conta-se com a
PROPP – Pró Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação
e Inovação, que oferece apoio financeiro para
pesquisadores individuais e grupos de pesquisa.
Para os alunos de graduação interessados na
pesquisa existem várias oportunidades. O primeiro
passo é procurar um professor orientador de uma
área
ou
assunto
do
seu
interesse.
O
desenvolvimento dos trabalhos se dá, na maior parte
7
UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
dos casos, em um período de um ano. Este trabalho
pode ser com bolsa ou não. Para se obter bolsas de
iniciação científica conta-se com vários caminhos.
Na UFF, a PROPP todo ano abre inscrição para
bolsas PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação Científica, em que deve se submeter um
projeto de trabalho. A duração da bolsa é de um ano,
o início dos trabalhos é em julho, com
obrigatoriedade do aluno apresentar o resultado do
seu trabalho na semana da Agenda Acadêmica da
UFF. Outras oportunidades de bolsa são dadas pela
FAPERJ. Também tem-se as bolsas do CNPq que
são solicitadas por professores pesquisadores de
CNPq a partir do nível II. Os detalhes para
solicitação de bolsas encontram-se nos editais
divulgados pelas instituições de fomento já
mencionadas. De qualquer forma, os alunos devem
ter currículos cadastrados na base de dados Lattes
para poder participar, e no caso das bolsas PIBIC o
aluno deve ter no mínimo um CR de 6,0.
Deve-se destacar a importância da divulgação dos
trabalhos de pesquisa, seja em congressos ou em
publicações científicas como parte do trabalho que
fornece a oportunidade de obter auxílios financeiros
de pesquisa posteriores, e bolsas de mestrado,
doutorado, ou outras oportunidades fora do país.
Professora Lidia Angulo Meza, Chefe do
Departamento de Engenharia de Produção
Mensagem do Coordenador
de Estágio do Curso de
Engenharia de Produção
O estágio é caracterizado pela realização de
atividades de aprendizagem social, profissional e
cultural, proporcionadas a estudantes pela
participação em situações reais de vida e de trabalho
em seu meio, realizadas na comunidade em geral,
ou junto a pessoa jurídica de direito público ou
privado, sob responsabilidade da Coordenadoria
Geral de Estágios da UFF, respeitada a legislação
em vigor.
A atividade de estágio é de natureza exclusivamente
discente e tem como finalidade o seu
aprimoramento, com vistas à preparação profissional
dos
alunos
regularmente
inscritos
em
disciplinas/atividades.
Os estágios serão caracterizados, segundo a sua
vinculação com os Cursos de Graduação desta
Universidade, da seguinte forma:
a)
b)
Estágio Curricular Obrigatório(160h)
– Aquele previsto nos currículos dos
Cursos
de
Graduação
e
regulamentados
por
instrumento
aprovado pelo Colegiado de Curso
correspondente, sendo considerado
atividade obrigatória;
Estágio curricular NÃO obrigatório –
Aquele
que
não
estiver
obrigatoriamente
previsto
nos
currículos dos cursos de graduação,
devendo ser regulamentado pelo
Colegiado do Curso correspondente.
Só estarão aptos ao estágio os alunos que estiverem
inscritos em pelo menos uma disciplina/atividade no
semestre vigente, que estejam a partir do 5º período
com todos os créditos anteriores concluídos.
O estágio curricular Não obrigatório deverá ter carga
horária preferencialmente de 20(vinte) horas por
semana, não podendo ultrapassar 30(trinta) horas por
semana.
Professor Christian Vargas Carneiro – Coordenador em
Exercício de julho de 2010 a Março de 2011,
Coordenador de Estágio
Como estudar Física
A atividade engenharia é, basicamente, tratar de
problemas
físicos,
em
qualquer
área.
A engenharia, a grosso modo, aplica conceitos na
solução de problemas e demandas da sociedade. No
caso da engenharia de produção, que tem um viés mais
de gestão, você precisa de conhecimentos técnicos para
gerir um seguimento. A física na engenharia fornece o
conhecimento científico necessário para se aplicar,
produzir ou gerir tecnologias. Não é a toa que o CREA
exige uma carga horária mínima para reconhecer um
curso de engenharia. Um engenheiro aplica física no seu
dia-a-dia. Reconhecer isto ó o primeiro passo para ser
um grande engenheiro.
A reprovação é maior na Física I, ministrada nos
primeiros períodos. Creio que isto se deve a mudança de
paradigma de estudo. O ritmo de estudo no ensino
superior é muito mais intenso que no ensino médio. É
necessário que o aluno compreenda os conceitos para
aplicar, assim será na sua profissão. Ele tem que
reconhecer e resolver um problema. Isto não é feito
decorando fórmulas, é preciso que haja uma
reformulação no pensamento. Eu vejo muita dificuldade
em visualização tridimensional, o que para um
engenheiro é fundamental.
O que vemos é que falta estudo e qualidade de estudo.
A maioria dos atendimentos que damos fora da sala é
para resolver algum exercício e não para tirar dúvidas.
Também ocorre concentração de estudo nos períodos
de prova, o que é altamente prejudicial ao aprendizado.
Você pode até passar, mas aprenderá menos do que
fazer um programa de estudo.
Sobre a qualidade de estudo eu vejo que muitos alunos
repetem e decoram exercícios já feitos sem
compreender o que estão fazendo e, pior, muitos deles
feitos de forma errada.
Para um bom desempenho, é preciso ter disciplina. O
melhor caminho é montar um programa de estudo para
dar no mínimo uma hora de estudo para cada hora de
aula ministrada. Estudar primeiro a parte conceitual,
entendê-la através de exemplos e exercícios resolvidos
e
resolver
outros.
Há uma lenda em torno de professores de física que
gostam de torturar os alunos, que se satisfazem com
reprovações em massa. Sinceramente é muito triste e
8
UFF - Volta Redonda, 02 de Junho de 2010
frustrante ver, no final do período, um índice de
reprovação maior de 50%. Os níveis das provas de
física, em geral, pois elas são feitas em banca, não está
distante do que é dado em sala e, mais ainda, não se
pode baixar o nível da prova, vocês estão em um curso
de engenharia de uma Universidade Federal.
Professor José Huguenin
Pulso Consultoria - uma
Empresa dentro da UFF
A Empresa Júnior (Pulso Consultoria), fundada em
2004, é uma associação civil sem fins lucrativos
constituída por estudantes dos cursos de Engenharia
e Administração do PUVR. Tem o objetivo de
proporcionar aos estudantes aplicação prática dos
conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula,
desenvolver
o
espírito
crítico,
analítico
e
empreendedor dos alunos preparando-os para o
mercado de trabalho. Para isso desenvolve projetos
de consultoria e assessoria a empresas da região
contando com a orientação de professores
qualificados.
Nesses 6 anos de existência, a Pulso realizou diversos
projetos, dentre eles 6 para a Votorantim do qual 5
foram aceitos, e outros novos projetos estão em
andamento, tais como:
Projeto Cantina da UFF
Objetivo de melhorar a organização interna, o
gerenciamento do empreendimento e a qualidade dos
serviços, proporcionando maior satisfação tanto da
comunidade acadêmica quanto dos responsáveis pela
Cantina.
Projeto Fábrica de Acetileno
Este projeto, em andamento, tem por finalidade
estudar a viabilidade econômica de uma Fábrica de
Acetileno e Oxigênio a ser instalada na cidade de
Valença-RJ, bem como elaborar um Plano de
Negócios e definir o melhor Arranjo Físico para maior
eficácia do processo produtivo e redução de custos
operacionais,este é um dos maiores projetos
desenvolvido até hoje pela empresa,e terá duração
média de 5 a 6 meses.
Eventos
ENEGEP – Encontro Nacional de Engenharia
de Produção
Tema: "Maturidade e desafios da Engenharia de
Produção: Competitividade das empresas, condições de
trabalho, meio ambiente."
Data: 12, 13, 14 e 15 de outubro de 2010.
Local: UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
• A realização do XXX Encontro Nacional de
Engenharia de Produção (ENEGEP) tem como
principal objetivo ampliar o intercâmbio de
informações
e
idéias
entre
profissionais,
pesquisadores, professores e estudantes. O
encontro promove a ampla difusão das técnicas de
Engenharia
de
Produção,
visando
ao
fortalecimento dos setores de manufatura e
serviços. Na atualidade, tal desenvolvimento é
orientado pelos princípios do desenvolvimento
sustentável.
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