Produtores rurais aprendem técnicas modernas e passam a ter lucro. PÁGINA 3
Jornal da
Cidade
Informativo mensal – Março de 2011 – Ano I - Nº 3 – www.sjc.sp.gov.br
Vida
saudável
Milhares de pessoas com mais de 60 anos deixam a
inatividade para recuperar a saúde e a alegria de viver
Páginas 6 e 7
MEIO
AMBIENTE
Lixo pode
gerar energia
r
Página 4 e 5
r
FUNDHAS
Blogs para
ler e educar
Página 10
2 | Jornal da Cidade | março de 2011
Passageiros de ônibus ganham novos abrigos
a cidade é sua
ueditorial
Vivendo
com mais
qualidade
Há pouco tempo, a população de
São José dos Campos crescia na base de
7% do ano. Famílias inteiras chegavam
em busca de oportunidades e a taxa de
natalidade era elevada. Nos últimos vinte anos, os conceitos de vida mudaram,
as famílias passaram a ter menos filhos,
a migração caiu. Hoje, o crescimento da
população é praticamente estável, na faixa de 1% ao ano. Somos pouco mais de
627 mil joseenses, natos e por opção.
De outro lado, os avanços da medicina
e a necessidade de viver de forma equilibrada prolongam a vida das pessoas.
Cresce o número de idosos, muitos deles
se aposentam, caem na inatividade e passam a correr os riscos da depressão e das
doenças típicas da idade. Essa população
merece ser tratada com prioridade, merece que sociedade lhe ofereça condições
para o envelhecimento ativo, com qualidade de vida e integração social.
O programa de atenção integral ao
idoso desenvolvido pela Prefeitura de
São José, tema da matéria de capa desta edição, é um exemplo para o país. Ele
...o governo municipal
procura vencer desafios
de hoje e ao mesmo
tempo criar soluções de
futuro, sustentáveis e com
qualidade garantida.
é reconhecido como um dos melhores
por contribuir para que milhares de pessoas redescubram na maturidade o seu
potencial e possam viver com a máxima
qualidade possível, com mente sã e corpo
sadio.
É exemplar também a atitude do governo ao se antecipar aos problemas que
poderão ocorrer nas próximas décadas,
como é o caso da destinação do lixo. A alternativa poderá ser a queima do lixo para
gerar energia elétrica, sem riscos para a
natureza, como fazem diversos países
desenvolvidos. É um caminho seguro, de
respeito à natureza e à cidadania.
Além desses assuntos, esta edição
tem muitos outros que, pela relevância e
pelos resultados alcançados, deixam claro
que o governo municipal procura vencer
desafios de hoje e ao mesmo tempo criar
soluções de futuro, sustentáveis e com
qualidade garantida.
Novos abrigos de passageiros de ônibus estão sendo instalados
na cidade. Eles ampliam o espaço disponível para embarque
e desembarque e proporcionam mais conforto para os usuários
do transporte coletivo em São José.
A água também
rola na internet
A página do Simisa
no site da Prefeitura
permite ao cidadão
saber tudo sobre
problemas, obras
e soluções no
abastecimento de
água em São José
Você abre a torneira e percebe
que a água está chegando sem
pressão e a qualquer momento
poderá faltar. Com razão, você
reclama, mas não faz ideia do
que causou esse problema. Pode
ser que haja uma falha no abastecimento na região onde você
mora, ou a concessionário teve
que suspender o fornecimento
para realizar uma obra, ou pode
ser que um vazamento repentino
tenha reduzido o estoque na caixa d’água da residência.
Para qualquer dessas situações, agora há um espaço na internet que oferece uma série de
informações úteis para enfrentar
situações desse tipo e, se for o
caso, para registrar reclamações
e obter esclarecimentos. Está
tudo na página do Simisa, o Sistema Municipal de Saneamento
Básico, que pode ser encontrado
no site da Prefeitura – www.sjc.
sp.gov.br.
É um canal direto para o envio de reclamações ou pedidos
de esclarecimentos diretamente
à Prefeitura, à Sabesp e ao Simisa
sobre problemas de saneamento
básico – água e esgotos. Basta
clicar no quadro à direita da tela,
abaixo do número do telefone de
emergência, e escolher o órgão
para o qual deseja enviar o recado. A comunicação fica registrada pelo cidadão, o que permite
cobrar soluções e providências
urgentes.
A qualquer momento, o mu-
Anote
n Numa casa, cada morador consome em média
150 litros de água por dia
n Uma torneira pingando desperdiça 46 litros de água
por dia, ou 1.380 litros por mês
n No chuveiro, o consumo é de dez litros de água por minuto
n Escovar os dentes com a torneira aberta gasta
80 litros de água
n Uma mangueira aberta por 15 minutos gasta 400
litros de água – dez baldes de 40 litros cada
nícipe pode verificar se há falhas
ou previsão de cortes no abastecimento. Para isto foi criado o
quadro ATENÇÃO, que fica no
lado direito da tela. Os avisos
têm atualização permanente, inclusive nos finais de semana e
feriados. E logo abaixo do texto,
clicando-se no Saiba +, é possível
verificar em que regiões há desabastecimento.
Além dos links relacionados
ao meio ambiente, há outros que
oferecem dicas de economia de
água, aproveitamento de águas
pluviais e maneiras de descobrir
vazamento na residência. Outro
item esclarece como o usuário
deve fazer para reclamar de erros
na medição do consumo ou no
valor da conta, para pedir a verificação do hidrômetro ou para
mudar a posição do cavalete.
O endereço do Simisa é
www.sjc.sp.gov.br/so/simisa
NÚMEROS DO SIMISA
São José dos Campos tem
166.023 ligações de água
151.690 ligações de esgotos
964,7 quilômetros de redes
de água
756,3
quilômetros de redes
de esgotos
LIGAÇÃO
GRATUITA
0800-0550195
É o telefone da Sabesp
para emergências
ou para solicitar
serviços
Jornal da Cidade
Informativo mensal da Prefeitura de São José dos Campos | Editado pela Secretaria de Governo | Coordenação editorial e
imagens: Departamento de Comunicação Social | Jornalista responsável: Andréa Martins | Cartas: Rua José de Alencar 123
Vila Santa Luzia | CEP 12209-530 – São José dos Campos - SP | Telefone: 55 (12) 3947-8235 |
E-mail: [email protected] | www.sjc.sp.gov.br
3 | Jornal da Cidade | março de 2011
CIT é reformado para atender melhor o turista
O Centro de Informações Turísticas que funciona no Espaço Mário Covas (Praça Afonso
Pena 29, centro) está renovado e com nova estrutura para atendimento aos turistas. Com
a reforma realizada, ficou mais amplo e confortável, está informatizado e com maior
número de linhas telefônicas. O CIT funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
a cidade é sua
Tempo de aprender
e de produzir lucros
Parceria entre a
Prefeitura e o Senar
promove cursos para
melhorar as técnicas
e o desempenho da
produção agropecuária
em São José
O produtor rural Júlio César dos
Santos não é de perder tempo. Ano
passado, fez o curso de cultivo orgânico de hortaliças e aplicou o conhecimento na plantação que mantém
em seu sítio no Recanto dos Tamoios,
região sudeste de São José. Resultado: em dezembro, colheu 150 quilos
de pimentão, 40 dúzias de alface, 30
dúzias de chicória e mais de 100 maços de cebolinha e rúcula. Vendeu
100% dos produtos e conseguiu R$
1 mil de lucro. “Estou iniciando a segunda produção, com outras variedades, e pretendo vender nas feiras de
produtos orgânicos”, diz ele.
Um vizinho de Júlio está no mesmo caminho, embora a trajetória dele
seja diferente. Francisco Donizetti fez
uma horta orgânica, antes de fazer o
curso. Resultado: não teve lucro na
atividade, mal conseguiu manter a família. “Agora a situação vai mudar e
tudo vai dar certo – diz ele cheio de
confiança – porque com esse curso eu
aprendi a cultivar novas variedades e
tenho mais noções sobre o mercado.”
Os dois são colegas no curso promovido pela Prefeitura, em parceria
com o Senar (Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural) e realizado na
Fazenda Ronda, em Eugênio de Melo.
São 88 horas de aulas teóricas e práticas sobre os conceitos da agricultura
orgânica, a importância ambiental e
o valor que esses produtos alcançam
no mercado – que é pelo menos 30%
acima do preço dos convencionais.
Francisco está certo de que, daqui pra
frente, vai ganhar mais e aumentar a
renda familiar, e Júlio vai incorporar o
tomate orgânico à sua produção.
Afinal, o tomate é a segunda hortaliça mais vendida nas feiras e nos supermercados – só perde para a alface.
Segundo Alexandre Delgado, especialista do Senar, muitos produtores de
orgânicos ainda não cultivam tomate,
e há uma boa procura pelo legume. u
uComo a produção orgânica é pe-
quena, o consumo maior é do tomate
convencional, que geralmente recebe
fortes doses de defensivos, inseticidas
e adubação química – diferente do
produto orgânico.
Durante o curso, os participantes também são orientados a atuar
de forma coletiva e se organizar em
associações para compra de insumos e venda de produtos, como
forma de baixar o custo da produção. Somente o processo de certificação de orgânicos, por exemplo,
custaria cerca de R$ 2 mil por ano
para cada agricultor. “Por meio das
associações de produtores, o custo
cai para aproximadamente R$ 300
por produtor” – informa Alexandre
Delgado.
Júlio César vendeu tudo que
plantou e começou a ter lucro
Anote
Números
O PRODER OFERECEU
85
cursos gratuitos para
produtores rurais em 2010
ratuitos
Cursos g ara março
ados p
program
)
9 ao dia 12
o ( do dia
),
ir
e
18
in
a
d
r
16
a
lJ
sica (de
á
b
a
r
u
5
lt
cu
21 a 2 ).
l Fruti
palha (de
m
e
to
a
n
nal de
l Artesa
ento artesa
m
a
ss
e
c
o
l Pr
29 a 31)
frutas (de
SÃO JOSÉ TEM
11.934
habitantes na zona rural,
segundo o Censo/2010
O MUNICÍPIO TEM
987
unidades de
produção agrícola
Francisco vai incluir o tomate
na sua produção
3941-3407
É o telefone do Senar
Diversificar também é a solução
para o produtor rural Marcos Masao. Ele perdeu toda a produção
de mel que começou quando ainda
não tinha qualquer experiência no
assunto. Mas tem fé que vai compensar o prejuízo com uma boa colheita neste ano. O otimismo dele
tem base: agora, ele tem conhecimento técnico, adquirido no curso
de apicultura que fez, gratuitamente, ministrado por especialistas do
Senar, em parceria com a Prefeitura.
“Estou com três caixas de abelhas, e uma delas já está produzindo; estou bastante animado com o
que estou aprendendo e vou vender todo o mel que produzir”, diz
Marcos. Agora ele também pensa
em incrementar a criação de codornas. “O sítio estava praticamente
parado, mas agora vai ficar produtivo”, promete. Ele é um dos 16
alunos do curso que começou em
fevereiro e será realizado ao longo
dos próximos meses no bairro Terra
Boa, na zona rural de São José dos
Campos.
Segundo o especialista em apicultura Bernardino Machado de Carvalho Júnior, do Senar, a extração de
mel é uma atividade promissora e
boa opção de geração de renda no
campo, uma vez que só a demanda
local já é bem maior que a produção
atual. “Há um grande potencial nos
pontos turísticos da região, e outra
opção é buscar parceria em projetos
como o da Universidade de Taubaté
(Unitau), que planeja captar o mel
de produtores cadastrados e enviar
para um entreposto em Campinas.”
4 | Jornal da Cidade | março de 2011
Zona leste tem nova ciclovia na Avenida Tancredo Neves
utome nota
Curso ensina técnicas
para cuidar de idosos
A Prefeitura e o Conselho Municipal
do Idoso estão oferecendo
treinamento gratuito para orientar
pessoas que precisam cuidar de
familiares idosos. O curso gratuito
será no final de março, mas não
é profissionalizante. As inscrições
devem ser feitas no Conselho
Municipal do Idoso, que funciona
na Casa do Idoso (Rua Euclides
Miragaia 508, centro). O curso
é realizado em nove encontros
sob orientação de profissionais
de saúde – médico, enfermeiro,
nutricionista, psicólogo, assistente
social, fisioterapeuta, terapeuta
ocupacional e professor de
educação física. Desde sua
implantação, em 2006, cerca de 200
pessoas já se formaram. Informações
pelo telefone 3909-8616.
u
Escolas municipais
poderão contratar 350
professores
A Prefeitura vai criar 350 cargos
de professores para as escolas
municipais, sendo na 250 para
Educação Infantil e turmas do 1º
ao 5º ano do Ensino Fundamental)
e 100 para turmas do 6º ao 9º
ano do Ensino Fundamental.
As vagas serão destinadas
a educadores aprovados no
concurso homologado em 2010,
que tem validade de dois anos,
prorrogáveis por mais dois. As
contratações atenderão cerca de
20 novas salas de aula criadas a
partir das reformas e ampliações
em 40 unidades educacionais. Na
Educação Infantil, foram criadas
1.800 vagas para crianças em
creches e pré-escolas nos últimos
dois anos.
Hospital Municipal
inicia novo grupo de
residência médica
Um grupo de 33 médicos iniciou
em fevereiro a residência médica no
Hospital Municipal. Eles atuam nas
especialidades de ortopedia, saúde
da família e comunidade, pediatria,
neurologia, clínica médica, cirurgia
geral, neurocirurgia, anestesiologia,
ginecologia e obstetrícia, UTI
neonatal, UTI pediátrica e UTI
adulto. A residência funciona
como uma pós-graduação – em
que o médico recém-formado se
especializa – e tem por objetivo
incentivar a pesquisa científica no
hospital. No final de janeiro, 17
médicos residentes finalizaram
as especializações nas áreas de
anestesiologia (4), cirurgia geral (4),
clínica médica (5), neurocirurgia (1)
e pediatria (3). Atualmente, a
unidade tem 69 médicos
residentes.
Energia que
vem do lixo
São José busca
tecnologias modernas
para processar o lixo
coletado na cidade sem
riscos para o ambiente
e sem comprometer
o orçamento do
município
Acomodar o lixo sem causar problemas ao ambiente é um desafio
para todas as cidades médias e grandes, no Brasil e no mundo. Somente
em São José, que tem pouco mais
de 627 mil habitantes, 220 mil toneladas de lixo são coletadas por ano e
depositadas num aterro sanitário que
ocupa 147 mil metros quadrados no
bairro Torrão de Ouro.
No ano passado, a Urbam, que ad-
ministra o sistema de limpeza pública,
conseguiu ampliar a vida útil do aterro por mais 12 anos, mas para isso foi
preciso desapropriar 140 casas próximas. Como a cidade não tem mais áreas disponíveis para aterros sanitários,
a Prefeitura decidiu buscar soluções
definitivas, que permitam dar destino
correto ao lixo, sem prejudicar o meio
ambiente e os moradores.
O primeiro passo foi realizar uma
parceria com a EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos), empresa ligada ao
BNDES e aos maiores bancos do país,
que se dispôs a fazer um investimento
de risco, sem custo para a Prefeitura:
ela elabora os projetos e prepara um
edital para atrair parceiros privados
dispostos a construir uma usina para
processar o lixo e gerar energia.
O investimento previsto é da ordem de R$ 200 milhões e será feito
por uma empresa escolhida por meio
de licitação, na forma de parceria público-privada (PPP). Segundo os estudos desenvolvidos até agora, essa usi-
na usaria um conjunto de tecnologias
modernas para executar a maior parte
das operações de tratamento e teria
capacidade para queimar 750 toneladas de lixo por dia.
A idéia é fazer a separação mecânica do lixo recolhido na cidade e dar o
destino correto a ele: a parte orgânica
iria para tratamento por um processo
chamado biodigestão (que produz o
biogás), e a parte mais seca e não reciclável seria queimada na usina. Os estudos demonstram que, depois desses
dois processos, o volume inicial de lixo
seria reduzido a 30% do total – é o que
iria para o aterro.
Nos dois casos, há geração de energia, com uso de tecnologias modernas
e seguras, conhecidas na Europa, no
Japão e nos Estados Unidos. Isso poderá aumentar a vida útil do aterro por
mais 40 anos e gerar 12 megawatts de
energia, o suficiente para abastecer
20% das casas cidade – cerca de 30 mil
residências. Essa energia poderá ser
vendida às concessionárias.
Aterro Sanitário
do Torrão
de Ouro tem
mais 12 anos
de vida útil
No Parque Industrial, um
espaço para a juventude
u
nossa cidade
Está pronta a ciclovia da Avenida Tancredo Neves, na região leste da cidade.
Funcionários da Secretaria de Serviços Municipais plantaram ali 4.500 metros
quadrados de grama esmeralda e pintaram as guias. A obra dá mais segurança aos
ciclistas, motoristas e pedestres, e contribui para redução de conflitos no trânsito.
Um espaço aberto às diversas manifestações
dos jovens, um centro que integre os serviços
e as atividades de interesse do público de 15 a
29 anos de idade, um lugar de convivência que
sirva para a juventude de São José dos Campos
como referência, polo de cultura, esporte, lazer e
formação para a vida. É isso que pretende ser o
Centro de Referência da Juventude (CRJ), que será
construído pela Prefeitura no local onde funciona
o Pavilhão de Exposições do Parque Industrial.
Maquete virtual do Centro de
Referência da Juventude
Joseense conquista prata em
torneio de jiu-jítsu na Polônia
O atleta joseense David Juliano Lemes, de 27 anos,
conquistou medalha de prata no Campeonato
Internacional de Jiu-Jítsu, disputado em Varsóvia,
na Polônia. A competição serviu como seletiva para
o Mundial, que será realizado nos Emirados Árabes
em abril. Na categoria até 74 kg, ele venceu as duas
eliminatórias, mas perdeu a final, contra o brasileiro
Elder Medeiros. David Juliano foi bronze no PanAmericano de Jiu-Jítsu Esportivo e vice-campeão
brasileiro por equipes.
5 | Jornal da Cidade | março de 2011
Coleta de lixo reciclável já atende toda a cidade
A coleta seletiva de lixo é feita agora em toda a cidade. Neste ano, foram incluídos no
programa 18 escolas municipais e estaduais, bibliotecas, espaços culturais e outros
prédios públicos em bairros que ainda não eram atendidos. O volume de lixo reciclável
coletado em São José é da ordem de 50 toneladas por dia.
Em busca de
tecnologias seguras
Em fevereiro, um grupo com dois
ambientalistas, três vereadores, dois
jornalistas e uma pesquisadora do
Inpe, além do secretário de Meio
Ambiente, esteve na Holanda e na
Bélgica visitando algumas das mais
modernas usinas do mundo de recuperação de energia a partir da queima
do lixo.
n PENSE NISTO
Anote
a
gias para
As tecnolo
nas
si
u
e
d
eração
p
o
e
o
ã
ç
ntadas
instala
rão aprese
se
s
a
ic
tr
lé
terme
ates com a
rios e deb
á
in
m
se
em
cialistas,
ão de espe
as
participaç
, lideranç
ões sociais
.
o
ã
ç
la
u
p
organizaç
e e a po
d
a
id
n
u
n
á
m
da co
io ser o
o seminár
ir
e
im
r
p
O
março.
dia 30 de
O que mais impressionou o grupo
foi a segurança das usinas. “As unidades têm bom controle das emissões,
tanto que cerca de dois terços das
instalações usinas são formados de
filtros de gases, e a temperatura de
queima do lixo acima de 800 graus
consegue destruir as substâncias tóxicas: o que sai pela chaminé é só vapor
d’água”, explica o secretário do Meio
Ambiente.
750
Caminho seguro,
solução limpa
É a quantidade de
lixo a ser queimada
na usina por dia
Todos os dias, os agentes de
limpeza recolhem 500 mil quilos
de lixo orgânico nas casas, no
comércio e nas indústrias de São
José dos Campos. Para evitar a
poluição do solo e dos córregos,
esse material é colocado no Aterro Sanitário, que fica no Torrão de
Ouro.
TONELADAS
Máquinas trabalham
no Aterro
Sanitário do
Torrão de Ouro
Para a pesquisadora do INPE Karla
Maria Longo, ficou claro que a proposta da EBP é boa para o Brasil. “Só
me preocupo com os cuidados que
devemos tomar para que a usina seja
adequada à nossa realidade e à nossa
legislação”, destaca.
Karla Longo diz que 75% dos
custos de implantação da usina se
referem ao sistema de queima do
lixo e 25% vão para a filtragem de
poluentes, mas na operação da usina
esses números se invertem: 75% para
manutenção dos filtros e controle dos
poluentes.
“A Prefeitura poderá garantir que
as empresas invistam em uma boa
operação e manutenção das usinas
com uma legislação rígida e um
controle permanente”, diz a pesquisadora.
O físico Délcio Rodrigues, que foi
membro do Greenpeace Internacional, acompanhou o grupo e também
está convencido de que uma usina
moderna e com mecanismos de
controle adequados proporciona uma
redução importante na emissão de
poluentes e é uma alternativa melhor
do que continuar enterrando o lixo.
Manter aterros sanitários é o pior
de tudo – diz ele. “Os aterros geram
impactos ambientais enormes, além
de serem uma ignorância econômica,
porque estamos jogando energia fora
todos os dias, e, se considerarmos o
preço do petróleo, isso é uma loucura.”
Unifesp terá novo campus
em área doada pela Prefeitura
A Prefeitura vai doar mais uma área para a
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
construir mais um campus e aumentar o número
de cursos e vagas oferecidas aos estudantes da
região. Atualmente, a universidade oferece os
cursos de Ciência da Computação e Matemática
Computacional, e neste ano abriu mais três
de Bacharelado em Ciência e Tecnologia,
Engenharia de Materiais e Engenharia Biomédica.
Até 2020, a Unifesp planeja ter 20 mil alunos.
O Lixo nosso de cada dia
Cada morador joseense produz
em média 956 gramas de lixo por
dia – somando o que produzem
pouco mais de 627 mil moradores,
a cidade gera 600 toneladas de lixo
diariamente. Desse total, cerca de
550 toneladas têm que ser enterradas todo dia, e esse volume só não
é maior porque São José tem uma
das melhores coletas seletivas do
País – 50 toneladas são de materiais recicláveis coletados nas residências, condomínios, comércios.
O Aterro Sanitário mantido pela
Urbam é considerado o melhor do
estado, e que segue os padrões
de qualidade determinados pela
Cetesb. Tem vida útil de mais 12
anos e, mesmo depois de desativado, será vigiado por mais10 a 15
anos para prevenir rompimentos
ou trincas que possam causar contaminação do solo ou da água que
fica no subsolo e garantir que não
haverá danos ambientais.
O lixo orgânico colocado no
u
Aterro Sanitário vai se decompondo e nesse processo libera
um líquido, o chorume – que é
recolhido e enviado para tratamento na Sabesp – e um gás, o
metano, que não deve ir para a
atmosfera, pois é 21 vezes mais
poluente que o gás carbônico. No
aterro, um sistema especial capta
o metano e leva para a Estação
de Biogás, que o transforma em
energia.
A coleta seletiva é feita em São
José há mais de 20 anos e agora
abrange toda a cidade. Os materiais provenientes dela seguem
para o Centro de Triagem, onde
173 funcionários separam 24 tipos
de materiais, como papel, plástico,
alumínio, vidro, metal e outros, que
são colocados em fardos e enviados para empresas de reciclagem.
Duas cooperativas – a Futura e
a São Vicente – atuam nessa separação e geram renda para mais de
cem pessoas e também terão suas
atividades ampliadas.
Audiência na região sul
reúne 200 moradores
Cerca de 200 pessoas participaram da décima
audiência pública, realizada em fevereiro na
Escola Municipal Marianita de Oliveira Pereira
Santos, na Avenida Andrômeda, zona sul da
cidade. Os moradores fizeram 102 perguntas
e a principal reivindicação foi a construção
de uma UBS no Bosque dos Eucaliptos. A
próxima audiência pública está marcada: 30
de março, na Escola Sebastiana Cobra, no
Jardim das Indústrias.
Imagine isso sendo feito diariamente: significa que, a cada
mês, é preciso enterrar uma
montanha com quase dois metros
e meio de altura e do tamanho de
um campo de futebol profissional.
E isso, após um longo trabalho de
compactação, e tudo feito com
técnicas apropriadas e rígida fiscalização dos órgãos ambientais.
O aterro sanitário de São José
tem apenas mais 12 anos de vida
útil. Depois disso, será preciso encontrar outro, longe das áreas de
proteção ambiental e das regiões
habitadas. Vai ficar cada vez mais
difícil achar lugar adequado.
Cada cidadão produz, em média, 956 gramas de lixo por dia.
Logo, cada um também pode ajudar na solução do problema, seja
separando o lixo em casa ou no
trabalho para facilitar a coleta seletiva, seja aproveitando melhor o
material reciclável.
Ao poder público, cabe pensar em termos estratégicos e agir
com visão de futuro. É isso que
a Prefeitura de São José está fazendo. Por isto convidou empresas privadas para participar de
uma solução de longo prazo para
a questão do lixo.
O caminho planejado é a
transformação do lixo em energia elétrica, que pode ser vendida
às concessionárias ou indústrias
de grande porte. Como é comum
hoje em diversos países desenvolvidos.
Com as tecnologias modernas,
essa tarefa pode ser realizada de
forma segura, sem poluição do
ambiente. Melhor ainda: uma usina de separação e incineração de
lixo reduzirá os riscos de danos
ao meio ambiente, e com muitas
vantagens em relação aos atuais
modelos de aterro sanitário.
É assim que São José dos
Campos vai enfrentar o desafio
do lixo. Com a população participando da solução, controlando o
desperdício e contribuindo com a
reciclagem, e o poder púbico adotando alternativas tecnológicas
maduras e sem risco de comprometer a qualidade de vida dos cidadãos.
6 | Jornal da Cidade | março de 2011
Concorrência para Arena de Esportes é reaberta
matéria de capa
ATENÇÃO AO IDOSO
Casa do Idoso tira
milhares de pessoas
da inatividade e
contribui para mudar
a vida de muita gente
com mais de 60 anos
A Prefeitura reabriu em fevereiro a concorrência pública para a construção
da Arena Municipal de Esportes. O processo ficou suspenso durante quase
dois meses, devido a denúncias enviadas ao Tribunal de Contas do Estado.
Todas as acusações foram julgadas improcedentes e a licitação foi reaberta.
Saúde
Comente esta notícia
[email protected]
Pouco depois da aposentadoria, o bioquímico Manoel Simões,
de 61 anos, pensou que “perderia
o chão”. Afinal, vira isso acontecer
com muita gente que, após décadas de trabalho, caiu na inatividade, no isolamento e na depressão.
Hoje, ele nem vê o tempo passar:
é frequentador assíduo da Casa
do Idoso de São José dos Campos, se envolve em diversas atividades, tem muitos amigos e uma
saúde de dar inveja.
Além da vitalidade e da disposição, Manoel ainda descobriu
habilidades que antes eram desconhecidas para ele. “Nunca imaginei que tivesse talento para artesanato e pintura, pois agora posso
dizer que sou um craque nesse assunto”, diz ele, feliz da vida com as
aulas de arte. E tem mais: sua voz
é uma das vinte masculinas que,
com as 60 femininas, compõem o
Coral da Casa do Idoso. De quebra, frequenta aulas de ioga e lian
gong, faz alongamentos e adora
jogos de mesa.
Morador do Jardim Bela Vista,
Manoel sempre recorre aos profissionais de saúde que atendem
os frequentadores da Casa. “Já fiz
tratamento odontológico, faço
exames, acompanho a pressão
e, em todas as atividades, eu fico
seguro porque sei que os enfermeiros e médicos estão aqui para
qualquer emergência.”
A Casa do Idoso mudou a vida
de muita gente. Ela foi construída
pela Prefeitura em 2007 e atende
cerca de 12 mil pessoas por mês,
oferecendo mais de 25 cursos e
oficinas – todas gratuitas -, atendimento médico e odontológico
preventivos, orientação e acompanhamento nas áreas de nutrição, fisioterapia, enfermagem e
Manoel
Simões enche
a agenda com
as atividades
oferecidas
pela Casa
não tem i
NÚMEROS
12 mil
pessoas são atendidas por mês
nas atividades da Casa do Idoso
62.436
É população idosa de São José,
segundo estimativa do IBGE
terapia ocupacional. Além de inúmeros programas de lazer, jogos e atividades físicas.
Esse trabalho da Prefeitura é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e levou São José ao
topo do ranking no Índice Futuridade,
que avalia a assistência, os serviços,
programas e as iniciativas dos municípios em benefício das pessoas com
mais 60 anos de idade. Entre as dez
maiores cidades do estado, São José
está em primeiro lugar em oferta de
qualidade de vida para os idosos, desde 2009.
A aposentada Neusa Gerardi, 67
anos, conhece bem essa história. Ela
frequenta a Casa do Idoso desde a
inauguração, participou de inúmeras
atividades e fez diversos cursos, entre
eles os de informática e capacitação
de lideranças. Mas o que ela mais valoriza são as amizades que construiu
nesse tempo.
“Os relacionamentos que formamos aqui são muito importantes para
nossas vidas” – diz ela. Neusa faz aulas de pintura em tela, exercícios diários de alongamento, participa das
oficinas de memória e conta com a
assistência de médicos, como o geriatra e o cardiologista, além da nutricionista que a ajuda no controle do peso.
“Quem não conhece a Casa do
Idoso não sabe o que está perdendo”,
conclui.
7 | Jornal da Cidade | março de 2011
Viaduto sobre a Dutra será duplicado neste ano
Mais dois gargalos viários da cidade estão com os dias contados. A Prefeitura
abriu a licitação para duplicar o viaduto do Parque Industrial, que liga o
Anel Viário ao centro da cidade. A obra deve custar cerca de R$ 9 milhões.
Passam por esse trecho 100 mil carros por dia.
Assistência integral
para uma vida saudável
na maturidade
As políticas públicas destinadas à
população idosa em São José dos Campos são
baseadas no princípio da atenção integral e
tem o objetivo de oferecer condições para que
as pessoas desfrutem de uma vida saudável na
fase de envelhecimento.
Para isto, são desenvolvidas ações em
diversas secretarias municipais nas áreas
de saúde, assistência e desenvolvimento
social, esportes e lazer, cultura, habitação e
transportes, entre outras.
Em todas as unidades básicas de saúde
há programas de atendimento a grupos
de hipertensos, diabéticos e asmáticos,
de terapia comunitária e de orientação,
prevenção e tratamento de doenças como
câncer e osteoporose, além de campanhas de
vacinação. Em cinco UBS e na Casa do Idoso,
há médicos geriatras.
Em 24 centros poliesportivos, foram
formados grupos de atividades esportivas com
orientação de profissionais especializados.
Os idosos também têm direito à passagem
gratuita nos ônibus urbanos (mediante
credenciamento), enquanto o Programa
Municipal de Habitação reserva 10% das casas
para esse público.
Anote
idade
Cidade vai ganhar mais três Casas do Idoso
Mais três unidades da Casa
do Idoso serão construídas pela
Prefeitura. A primeira, na região sul,
já está em obras e será entregue
no início do ano que vem. As
outras duas – no vista Verde e em
Santana – já estão com os terrenos
escolhidos e em fase de licitação da
obra.
Na região sul, o prédio
será erguido entre as avenidas
Andrômeda e Cidade Jardim. Terá
consultórios para médico, dentista,
nutricionista e assistente social, salas
para alfabetização, atendimento
ambulatorial, informática,
artes, recepção, avaliação física,
equipamentos, fisioterapia e
ginástica, além de auditório, espaço
multiuso, espaço contemplação, sala
de estar, refeitório e piscina.
O diferencial da nova Casa será
a implantação do Centro Dia, onde
idosos semidependentes poderão
permanecer no período diurno, com
assistência de técnicos treinados
para isto. O centro terá capacidade
para atender 80 pessoas por dia.
es da
ar das atividad
Para particip
rição e
sc
in
r
ze
basta fa
o,
os
Id
do
a
as
C
mentos:
seguintes docu
apresentar os
endereço
mprovantes de
identidade e co
nd
re imentos
teressado, de
icípio.
no nome do in
oradia no mun
m
de
po
m
te
e do
Euclides
o fica na Rua
A Casa do Idos
no centro.
Miragaia 508,
ne
ões pelo telefo
Mais informaç
3909-3900.
8 | Jornal da Cidade | março de 2011
Obra vai ampliar a passarela sobre a Benedito Matarazzo
nossa cidade
A Prefeitura está concluindo a licitação para a obra de prolongamento da travessia
sobre a Avenida Benedito Matarazzo, utilizada por pedestres no trajeto entre
o Jardim Aquarius e o Parque Industrial. A passarela de concreto armado
terá 2,80m de largura e 6m de altura e custará R$ 700 mil.
Uma cidade em
movimento
29.374
atendimentos foram
feitos nas academias ao
ar livre em janeiro
Instaladas em 16 praças e
poliesportivos, as academias ao
ar livre criam nova opção para
quem quer se exercitar com
segurança e orientação técnica
Quem vê essa mulher sorridente se
exercitando com tanta animação nem
imagina que Maria Aparecida dos Santos Schulze, de 52 anos, tem quatro pontes de safena, passou por três cirurgias e
ainda enfrentou um derrame na pleura, a
membrana que recobre o pulmão.
Cida, como é conhecida, curou-se das
fortes dores no peito, mas saiu do hospital com sequelas. Ela não recobrou a força
das mãos nem das pernas, e as dores a
deixavam louca. “Fiquei dependente do
meu marido para tudo, passávamos noites em claro, não havia remédio que me
ajudasse.”
Por fim, o médico recomendou que
tentasse praticar alguma atividade física,
mas nem ela acreditava que isso fosse
possível. Até o dia em que viu um grupo
de pessoas exercitando-se, com a orientação de uma professora, na academia ao
ar livre instalada pela Prefeitura na Praça
João Paulo 6º, na Vila Tatetuba, zona leste
da cidade.
Cida informou-se sobre a atividade e
tomou para si o desafio de deixar de ser
sedentária, ainda que tivesse que enfrentar mais algumas dores. “Comecei a usar
os aparelhos devagar, pedi ajuda dos
monitores e eles tiveram muita paciência comigo”, diz ela. Hoje, faz exercícios
todas as manhãs e incentiva as amigas a
acompanhá-la. “Voltei a ser uma pessoa
feliz”, declara.
Além de superar as dores, Cida recuperou a saúde, fez novas amizades, descobriu a vontade de viver. Agora, não
quer ficar parada nem um minuto sequer,
e sente que o marido e a família também
estão mais felizes. “Ninguém acreditava,
mas esses exercícios deram uma reviravolta na minha vida.”
Veja onde estão
as academias
ao ar livre
l
Jardim Souto, Praça 14 Bis
l Jardim do Lago, Avenida João
Rodolfo Castelli
l Jardim Satélite, Avenida
Cidade Jardim
Monte Castelo, Praça
Francisco Escobar
l
l Alto da Ponte, Centro
Comunitário João Paulo 1º
Bosque dos Eucaliptos, Área
Verde do Bosque
l
l
Santana, Parque da Cidade
l Jardim Cerejeiras, Centro
Poliesportivo
l
Vila Tatetuba, Praça Paulo 6º
l Jardim das Flores, Praça
Ronaldo Davoli
l Altos de Santana, Centro
Poliesportivo
l Novo Horizonte, Praça 1º de
Maio
l Jardim das Indústrias, Praça
Hélio Augusto de Souza
l Jardim Santa Inês, Rua
Ricardo Paiva Vieira
Vila São Benedito, Praça
Heróis de Alcântara
l
Muita gente vem seguindo o exemplo
da aposentada que mora no Conjunto Integração, na Vila Industrial. A academia
que ela frequenta registra mais de 2 mil
atendimentos mensais. Outras têm frequência ainda maior: a do Bosque dos Eucaliptos atende 4 mil por mês, enquanto no
Jardim Satélite e no Alto da Ponte a média
mensal é da ordem de 3.500.
l
Vila São Pedro, Praça Paraíba
Anote
à disposição
Os monitores estão
s academias
da
s
dos frequentadore
s.
do
río
pe
is
em do
10h, de
às
7h
s
da
ã:
nh
Pela ma
do.
ba
sá
segunda-feira a
de
h,
20
às
h
17
À tarde: das
.
ira
-fe
ta
sex
a
ira
segunda-fe
is
ma
ter
eciso
Para participar, é pr
.
de
ida
de 12 anos de
cia podem se
Pessoas com deficiên
os especiais.
elh
ar
ap
s
exercitar no
‘
Cida se exercita na
academia da Vila
Tatetuba: com
saúde e dignidade
No início o
processo de
recuperação da
dona Cida foi bem
difícil, mas hoje
ela é exemplo para
muitos de seus novos
amigos. Ela contagia
as pessoas com seu
exemplo de vida.”
Michele Nascimento
da Silva Oliveira,
professora de
Educação Física
São José terá 53
academias ao ar livre
A academia frequentada pela
Cida é uma das 16 já instaladas
pela Prefeitura em praças e centros poliesportivos – mais 8 estão
em construção, e no total serão
53 até o ano que vem. As academias ao ar livre já registram mais
de 120 mil atendimentos.
pla diagonal, pressão de pernas,
multiexercitador, esqui, simulador de caminhada e simulador
de cavalgada. Nas academias
para pessoas com deficiência, há
quatro aparelhos: supino, alongador, voador peitoral e dorsal e
rotação dupla vertical.
Além de equipamentos adequados, o programa Cidade em
Movimento, da Secretaria de
Esportes e Lazer, oferece monitores, que são professores de
Educação Física, para orientar
as atividades e os exercícios dos
frequentadores. Essas academias
são compostas por dez aparelhos
de ginástica: surf, remo, alongador, rotação vertical, rotação du-
Um painel instalado no local
orienta os frequentadores das
academias para o uso correto dos
equipamentos. Duas vezes ao dia,
em horários determinados, professores de educação física ficam
à disposição para monitorar os
exercícios, tendo em vista adaptálos às condições e necessidades
dos usuários e obter o melhor
rendimento possível.
9 | Jornal da Cidade | março de 2011
Duplicação do Viaduto Talin melhora acesso ao Anel Viário
nossa cidade
O Viaduto Talin recebeu mais oito vigas como parte das obras de duplicação da via, que
facilitará o acesso ao Anel Viário para motoristas procedentes da região da Vila Nair, Vila
São Bento e da Rodovia dos Tamoios. A obra é feita em parceria com o Governo
do Estado para as melhorias da ligação Dutra-Carvalho Pinto.
Pessoas com deficiência
terão centro de reabilitação
‘
“A deficiência é um
desafio que nos obriga
a brigar dia a dia pelos
nossos ideais. É uma cruz
que cabe a nós abraçá-la e
torná-la mais leve”.
Victor Augstroze,
19 anos, massoterapeuta
deficiente visual
‘
Concluído, o
centro começa a
receber móveis e
equipamentos
São José dos Campos é a quinta cidade do estado
a receber um centro de especializado no atendimento a pessoas com deficiência. É o Centro de Reabilitação Lucy Montoro, instalado na Vila Industrial, que
começa a receber equipamentos e logo será entregue à população. Trata-se de uma obra do governo
estadual, em parceria com a Prefeitura, e nela foram
investidos R$ 4,1 milhões.
As atividades do centro terão apoio técnico e operacional do Hospital das Clínicas de São Paulo e da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ali serão atendidas pessoas com deficiência física.
O órgão também cuidará de doenças que tenham o
potencial de incapacitar os portadores. A estimativa
é de 12 mil atendimentos por mês, beneficiando 39
cidades da região.
A equipe do centro terá médicos especialistas em
fisiatria, cardiologia, urologia e psiquiatria, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas,
terapeutas ocupacionais, educadores físicos, nutricionistas, fonoaudiólogos e dentistas. Os pacientes
terão acesso a órteses, próteses e cadeiras de rodas,
conforme a necessidade.
Outro diferencial da Rede Lucy Montoro é a uni-
Via Norte alivia
tráfego e beneficia
60 mil pessoas
A Via Norte, agora denominada Avenida
José Marcondes Pereira, já está aberta e
deverá receber diariamente 15 mil veículos
– cerca da metade dos veículos que, até
agora, utilizavam as avenidas Rui Barbosa
e Olivo Gomes. A obra vai beneficiar 60
mil moradores da zona norte e também
os habitantes do distrito de São Francisco
Xavier e de Monteiro Lobato.
dade móvel de reabilitação, um hospital sobre rodas,
com 15 metros de comprimento, totalmente adaptado
às pessoas com deficiência física. Nessa unidade, uma
equipe de profissionais de diversas áreas faz a avaliação
médica do paciente e a modelagem da órtese ou prótese. Ao retornar à cidade, a unidade traz os aparelhos
para prova e faz adaptações necessárias. As peças também são gratuitas.
Anote
mento:
elaciona
r
e
d
s
a
dic
em
Algumas
ma pessoa em
sar com u
u
r
q
e
v
a
n
r
a
co
P
o
.
lA
ixe-se
odas, aba
ando
r
lh
e
o
d
r
a
ca
ir
fi
e
cad
modo
do, é incô
o;
está senta
tempo tod a visual,
o
a
para cim
ê
defici nci
ssoas com
e
p
r
a
o que está
d
ju
l Ao a
ela saiba
a
r
a
p
u braço.
e
-s
e
ure em se
g
identifiqu
se
la
e
e
u
ente
e espere q
com defici
ocorrente
conversa
r
. Fale de
ia
la
ic
e
d
in
a
l Par
no braço
e
u
oa
q
to
u
o
que a pess
acene
nte, para
auditivo,
e
fr
e
d
e
.
a
ca
ar
bo
maneira cl movimento de sua
veja o
“O centro Lucy
Montoro será um
ganho importante, pois a
reabilitação é fundamental
para pessoas com
deficiência”.
Alexandre Martins
da Silva, universitário
e atleta
‘
“O acesso a
acompanhamento
psicológico e a tecnologias
de reabilitação são tão
importantes que podem
mudar a vida de quem tem
deficiência”.
Tancy Costa,
jornalista
‘
“A pessoa com
deficiência precisa de
atendimento diferenciado;
o Lucy Montoro é muito
bem vindo e vai ampliar
esse serviço”.
Maria Claudete da
Silveira, aposentada
10 | Jornal da Cidade | março de 2011
Ensino superior gratuito cresce 40% em São José
nossa cidade
A parceria entre a Prefeitura, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a
Faculdade de Tecnologia (Fatec) proporcionou a criação de 1.530 vagas por ano
em cursos superiores gratuitos e de reconhecida qualidade. Em relação ao ano
passado, quando havia 1.090 vagas, o aumento foi de 40%.
Diários de aprendiz
Fundhas adota o
uso de blogs como
ferramenta de incentivo
à aprendizagem e
integração social dos
alunos, familiares
e amigos
Caroline Benatti, a
blogueira também
ensina a fazer sites
Comente esta notícia
[email protected]
Carolline Benatti Trípoli, 17 anos,
aprendeu a fazer blogs por meio de
um curso oferecido pela Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), mas
achou que era muito pouco criar apenas um diário pessoal ao alcance de todos na rede internacional de computadores. Ela queria, na verdade, transmitir
alguma coisa, dividir conhecimentos,
e foi por isto que escolheu fazer uma
página na internet para ensinar como
desenvolver e alimentar um blog.
O blog da Carolline – Web por
Aprendiz (www.webporaprendiz.blogspot.com) – é dedicado a apresentar
a vivência da menina no mundo da
tecnologia, da educação e da profissão, que ela considera cada vez mais
interessante. A estudante usa o blog
para divulgar vídeos, notícias e principalmente dicas sobre programas utilizados no desenvolvimento de sites, inclusão de imagens, sons e animações,
entre outros recursos que ela descobre
no dia a dia.
O Web por Aprendiz também faz
parte de um verdadeiro banco de experiências instalado no site o Canteiro
de Projetos (www.canteirodeprojetos.
org.br), que é o portal educacional da
Fundhas e reúne os blogs das 23 unidades da instituição. Todo o conteúdo
é de livre utilização e pode ser aproveitado como ferramenta de estudos ou
material de pesquisa por alunos e professores da rede pública em São José
dos Campos.
São inúmeros projetos e experiências que, antes da publicação, foram
analisados pelas equipes de supervisão
técnica e pedagógica, com a finalidade
de garantir a qualidade e a seriedade
do material. Lá estão, por exemplo, um
blog voltado para a educação sexual, que exibe informações e responde
dúvidas dos usuários, principalmente
adolescentes.
Já o blog da Unidade Petrobras
traz vídeos realizados pelos alunos. As
adaptações da novela Roque Santeiro,
‘
Ao utilizar
os blogs, os alunos
discutem mais,
treinam a produção
de textos, a
participação coletiva
e a criatividade.”
Arlete Nogueira,
supervisora da Fundhas
Números
aprendizagem
8 mil
crianças e adolescentes
são atendidos pelos
programas da Fundhas
de Dias Gomes, e do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, por exemplo, foram gravadas no bairro Campos
de São José, com membros da comunidade atuando como atores. No mesmo
espaço, o internauta encontra a releitura da art pop, feita pelos estudantes.
O Caminhos do Saber é o blog
mantido pelo Centro de Recursos Didáticos da Fundhas, que, além das
notícias, apresenta projetos, textos referência e estudos. Já o Educom trata
de temas relacionados ao uso das técnicas de comunicação na educação, divulga seminários e congressos e é um
campeão de audiência: mais de 2.700
postagens e acessos de outros países,
como Estados Unidos, Canadá, Lituânia
e Alemanha.
Os blogs na Fundhas começaram
como estímulo ao uso da informática
na atividade escolar. Hoje, eles são um
poderoso instrumento de comunicação e informação, e até ajudam no relacionamento familiar. “Muitas pessoas
gostam de ver as novidades e mostrar
as fotografias para os familiares e amigos” – conta a assistente social Zilda
Regina de Souza. “E isso ajuda a elevar
a autoestima e a fazer amizades.”
sidera o uso do blog na educação
como “uma forma de aprender em
comunidade, pela convivência e pela
responsabilidade por aquilo que se
faz ou se pensa”. Ela observa que os
alunos ficam ansiosos para ver as atividades postadas e, com isto, se dedicam muito mais nos trabalhos propostos. “Eles discutem mais, treinam
a produção de textos, a participação
coletiva e a criatividade.”
Anote
A Fundhas é o maior
projeto social de São José
dos Campos e atende
crianças e adolescentes com
idade entre 7 e 18 anos e
provenientes de famílias de
baixa renda ou que vivem
em situação socialmente
vulnerável. Cabe à fundação
proporcionar e garantir os
serviços sociais básicos,
com apoio educacional,
alimentação, saúde, além
de orientação pedagógica
e encaminhamento
profissional.
A supervisora Arlete Nogueira con-
SAIBA MAIS www.canteirodeprojetos.org.br
11 | Jornal da Cidade | março de 2011
Promad quer unir sociedade joseense contra as drogas
Foi lançada a versão 2011 do Programa Municipal Antidrogas (Promad), durante evento
que reuniu 1.200 pessoas. O objetivo é unir diversos setores da sociedade na luta
contra as drogas. As campanhas serão reforçadas e vão ser realizados cursos para
formar 3 mil agentes de prevenção voluntários, em oito regiões da cidade.
nossa cidade
Um Sistema Nota 10
ufique sabendo
30.000
RESIDÊNCIAS
poderão receber
a energia gerada
pela queima de lixo
12.000
QUILÔMETROS
Conjuntos de equipamentos eletrônicos serão instalados em todas as 111
unidades da rede municipal de ensino até o final deste ano para registrar a presença e o desempenho dos alunos. É o Sistema Nota 10, que foi testado por quase um
ano em duas escolas e, a partir deste mês, será criado em mais quatro estabelecimentos de educação
infantil e quatro de ensino fundamental. Assim, pais e professores terão acesso direto aos boletins
com o controle de faltas, relatórios de acompanhamento dos alunos, avaliações e mensagens trocadas entre os professores e responsáveis pelos estudantes. Cada aluno terá um cartão magnético
com nome, data de nascimento, número do documento de identidade, foto e nome da escola, além do
código para que o equipamento instalado na unidade possa fazer a leitura dos dados.
Um bosque
Agora, além da caminhada, do passeio em
família, de saber um pouco mais sobre o valor
do patrimônio histórico e cultural, você tem
outra ótima razão para frequentar o Parque
Vicentina Aranha: o projeto Leitura no Bosque,
que será realizado todos os sábados, domingos e feriados – das 10h às 17h – a partir do
dia 12 de março.
O projeto da Fundação Cultural Cassiano Ricardo é para estimular o prazer de ler,
a qualquer tempo, em qualquer idade. O primeiro ponto de leitura está no local em que
funcionava o refeitório do antigo sanatório,
em frente à capela. São mais de 300 publicações, entre livros, gibis e periódicos. Há outros
pontos na varanda (com espreguiçadeiras) e
perto da capela (com pufes e mesas coloridas),
além de um quiosque para a troca de livros.
Não é preciso fazer inscrição nem pagamento. Basta chegar, informar o nome ao
4.000
TONELADAS
para ler e conhecer
Projeto da Fundação Cultural
Cassiano Ricardo empresta
livros e revistas a quem
quiser ler enquanto relaxa
nos parques da cidade
de ruas são varridas
mensalmente pelos
agentes de limpeza
É o volume de papel
reciclável recolhido
na cidade em 2010
600
TONELADAS
Anote
Aranha fica
O Parque Vicentina
Meirelles de
te
na Avenida Pruden
y-Anna.
Ad
la
Vi
Moraes 1.000,
Bosque
O projeto Leitura no
mingos
do
s,
do
ba
funciona aos sá
às 17h.
e feriados, das 10h
-7315
Informações: 3924
É o total do lixo
produzido todo
dia em São José
956
GRAMAS
É o volume médio de
lixo que cada joseense
produz diariamente
atendente, retirar um livro e escolher qualquer
parte do parque para se acomodar e desfrutar
da leitura. Você pode optar por um dos espaços do projeto, um banco de jardim, um gramado, a sombra de uma árvore. Para as crianças, um cantinho especial, bem colorido, com
muitos livros infantis e gibis.
A ideia é que o local também se transforme
em ponto de encontro de autores e artistas
locais, com apresentações de música, declamações de poesias, performances de teatro.
O projeto vai ser instalado também no Parque
da Cidade e no Parque Santos Dumont.
50
TONELADAS
É quantidade de lixo
reciclável recolhido
na cidade todo dia
12 | Jornal da Cidade | março de 2011
gente daqui
Vestido a caráter,
o jongueiro Laudeni
no Museu do Folclore
de São José
Laudeni de Souza
uperfil
Nasceu em Barra do Piraí (RJ)
Idade: 50 anos
Quatro filhos
Vive em São José há 9 anos
Profissão: operador de empilhadeira
Atividade: jongueiro
Missão: não deixar morrer
essa cultura
A missão
deste homem
é não deixar o
jongo acabar
Criador do único grupo
de jongueiros de São
José, ele luta pela
preservação da cultura
negra e valorização desse
ritmo afro-brasileiro
Criador do único grupo de jongueiros
de São José, ele luta pela preservação da
cultura negra e valorização desse ritmo
afro-brasileiro
Na casa de Laudeni de Souza, 50 anos,
todo mundo é bamba: lá, desde criancinha,
todo mundo canta, todo mundo jonga.
É uma tradição que vem dos tempos em
que antigas gerações da família trabalhavam como escravos em fazendas de café
do Vale do Paraíba fluminense. Naquela
época, nos dias santos, os fazendeiros
deixavam os negros se divertirem, como
faziam os antepassados deles no Congo
e em Angola.
Nas rodas de jongo os negros se reuniam em torno do fogo para cantar e decifrar “pontos”, numa espécie de jogo de
adivinhações ao ritmo das palmas, dos
tambores, atabaques e até cuícas. São
essas mesmas tradições que Laudeni
vem mantendo aqui, desde que escolheu São José como lugar definitivo para
viver e construir a vida, com a mulher e
os quatro filhos.
Ele nasceu em Barra do Piraí, cidade encravada na região que é berço do
jongo no sudeste. Foram ex-escravos
que levaram essa cultura para o Rio de
Janeiro e criaram, com as baianas, o ambiente em que se desenvolveu a dança
da umbigada (semba, para os africanos),
o samba de roda, o samba de terreiro,
o miudinho. Depois veio o samba de
enredo, guia das escolas no carnaval de
agora.
“Eu pratico jongo desde 6 anos de
idade e tudo que aprendi foi meu avô
e meu pai que me ensinaram, e eu con-
tinuo multiplicando o que sei. Lá na em
casa, até meu filho de 3 anos já dança e
canta jongo”, diz orgulhoso.
Laudeni é operador de empilhadeira,
está desempregado e, se pudesse, viveria do jongo. Ele veio pela primeira vez
a São José em 1997, quando conheceu
o Museu do Folclore, e passou a trocar
informações sobre a cultura negra. No
ano seguinte, trouxe um grupo de Barra do Piraí para se apresentar aqui. Três
anos depois, com a ajuda de um primo,
mudou-se com a família para São José –
eles moram no bairro Santa Inês.
Seu principal objetivo agora é não
deixar que este conhecimento morra.
“Nossa luta é constante e nem sempre
temos condições ou recursos suficientes, mas vamos continuar difundindo o
jongo em São José.” Ele criou o Grupo
de Jongo Mistura da Raça, abrigado na
ONG Celebreiros, na Vila Tatetuba, onde
realiza ensaios e oficinas.
Em 2009, o grupo recebeu o Prêmio
Culturas Populares – Mestra Dona Isabel, do Ministério da Cultura, com outras
134 iniciativas – havia 2.308 concorrentes de todo o Brasil. No ano passado,
promoveu o 1º Encontro de Jongueiros
do Vale, com representantes de Guaratinguetá, Piquete e Campinas. O evento
teve apoio de várias instituições, como a
Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
No carnaval deste ano, Laudeni foi
homenageado pelo Bloco Carnavalesco
Quilombo dos Palmares, da Vila Maria, e
apresentou-se ao público com o grupo
de jongo. “O Laudeni é uma personalidade da cultura negra na região e merece todas as homenagens do povo do
samba”, canta Ana Preta, a presidente do
bloco, que voltou neste ano ao carnaval
de rua de São José.
O precursor
do samba
Em Barra do Piraí e
outras cidades do Vale
do Paraíba fluminense,
a prática do jongo tem
mais de 200 anos. Ele
também era praticado
em fazendas de café da
região de Guaratinguetá, Taubaté e cidades
do Fundo do Vale do
Paraíba paulista.
No início do século 20, era o ritmo mais
tocado nos morros do
Rio de Janeiro. Inicialmente, limitava-se ao
meio familiar porque
era reprimido pela polícia. Aos poucos, foi
atraindo vizinhos e comunidades. Embalava
as festas na casa da
Tia Ciata e de outras
tias que promoviam as
rodas onde nasceu o
mais autêntico ritmo
brasileiro, o samba.
Atualmente, na região sudeste há 16 comunidades de jongueiros reconhecidas pelo
Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico
Nacional (Iphan). Em
2005, o jongo foi reconhecido pelo Iphan
como patrimônio cultural imaterial.
Em São José, a primeira e única comunidade de jongueiros
é o Grupo de Jongo
Mistura da Raça, que
tem cerca de 30 componentes, a maioria da
família de Laudeni de
Souza, que o criou em
2002.
“Quando vi São José pela primeira vez, me apaixonei pela cidade!”
Laudeni de Souza
Download

Jornal da - Prefeitura Municipal de São José dos Campos