[campus] Raio-X da Universidade de Évora, a segunda instituição de ensino mais antiga do País. P. 8 [zoom] [acontece] [ganha!!] Professores receiam avalancha de despedimentos e reclamam garantias. P. 10/11 Entrevista com Joan as Police Woman, a aquecer o ambiente para o concerto de logo à noite. P. 13 Habituado a bilhetes à borla? Já sabes que o MU não falha! P. 2/12/13 MÓNICA MOITAS Director: Gonçalo Sousa Uva | Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006 | N.º 47 | SEMANAL | distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt Nuno Lopes Na ressaca de Alice MÓNICA MOITAS À conversa com o protagonista de Alice, a longa-metragem portuguesa candidata à nomeação para Melhor Filme Estrangeiro dos Óscares 2007. Ainda em exibição no Quarteto, em Lisboa. Momentos altos do concerto de MUSE, na passada quinta-feira. A entrevista imperdível em WWW.MUNDOUNIVERSITARIO.PT 2| 30 OUTUBRO 2006 Programa europeu Roots & Routes chega a Portugal Editorial Queres receber formação grátis? A menina fala português? Na Holanda, o Roots & Routes, programa financiado pela União Europeia, já existe há cinco anos. Este ano, expande-se para mais sete países europeus e Portugal está na lista. Abre-se assim a possibilidade de seleccionar jovens entre os 18 e os 35 anos e dar-lhes formação. Cultura urbana é o mote. | POR RAQUEL LOUÇÃ SILVA | [email protected] | Há cinco anos, uma associação holandesa começou a pôr em prática um projecto financiado por fundos europeus: promover workshops e master classes destinadas a jovens nas áreas de media, música e dança. O conceito do Roots & Routes tem sido um sucesso e 2006 é o ano em que dá o salto a caminho da internacionalização. Em Portugal, cabe à associação cultural Journeys pôr a máquina a mexer. Miguel Bello, fundador da Journeys há uma dezena de anos, esclarece: «o objectivo deste programa é ajudar pessoas que já tenham algum know-how e que estejam a precisar de um upgrade.» Para um colectivo que começou ainda nos tempos de faculdade «ligado à música electrónica/ urbana», garante, «estava na altura de ir além da organização de eventos e festas e virarmo-nos mais para a formação». É que saber de cultura urbana tem mais do que se lhe diga «do que simplesmente fazer o “yo” do hip- hop». | Como concorrer | Até 10 de Novembro, estão abertas as candidaturas para o workshop de media e até 20 para os de música e dança, pelo que se aconselha que os interessados vão a www.rootsenroutes.net, onde encontram informação pormenorizada sobre os procedimentos a tomar. Ganha!! Inscrição feita, vêm as audições, das quais só são apuradas mais ou menos quinze candidatos de cada área. E depois a parte melhor. Para além de receberem formação de nomes reconhecidos nas respectivas áreas, os seleccionados vão poder mostrar o que aprenderam em actuações ao vivo na capital lá para Dezembro. Para tal, «estamos a construir de raiz um festival de cultura urbana em Lisboa (que vai ter os formandos bem como pessoas de renome)», adianta Miguel Bello. Depois, para o ano, os seleccionados desta edição vão ainda ter oportunidade de ir a um workshop europeu onde estão os seleccionados de todos os países e onde também vão fazer actuações ao vivo. Um programa, uma oportunidade. Novo capítulo do plano tecnológico O MU tem 4 convites duplos para URSULA 1000 + THUNDERBALL, dia 03 de Novembro, no Clube Mercado, às 23h. Para concorreres responde à seguinte pergunta: Qual o nome do último álbum de Ursula 1000? Envia a resposta com o teu nome e BI para [email protected], até às 13 horas do dia 03 de Novembro. Os vencedores serão notificados por e-mail e a listagem publicada em http://mundouniversitário.blogspot.com. Para mais informações, consulta http://www.mundouniversitario.pt. Ganha!! Depois de celebrado o acordo com o MIT e a Universidade de Austin, no dia 27 foi assinado, em Aveiro, o programa de parceria que estabelece a colaboração entre o Estado português e a universidade norte-americana Carnegie Mellon (considerada uma das melhores escolas nas áreas da Informação e Gestão de Tecologia). O acordo prevê a realização de programas de formação avançada e que as instituições de ensino nacionais implicadas contratem professores e investigadores convidados para, durante os próximos cinco anos, trabalharem com equipas da Carnegie Mellon. Centrado nas Tecnologias de Informação e Comunicação, a colaboração faz parte do Plano Tecnológico gizado pelo Governo e implica a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, as Universidades de Lisboa, Aveiro, Algarve, Beira Interior, Católica e Nova de Lisboa e os Institutos Superior Técnico, Politécnico do Porto e de Soldadura e Qualidade. RLS O MU tem 4 convites duplos para FAT FREDDY, dia 02 de Novembro, no Clube Mercado, às 23h. Para concorreres responde à seguinte pergunta: Qual a nacionalidade dos FAT FREDDY? Envia a resposta com o teu nome e BI para [email protected], até às 13 horas do dia 02 de Novembro. Os vencedores serão notificados por e-mail e a listagem publicada em http://mundouniversitário.blogspot.com. Para mais informações, consulta http://www.mundouniversitario.pt. Recentemente, o meu núcleo de amizades ficou mais rico. Juntaram-se duas ilustres convidadas: uma vinda de Paris e outra de Lausanne. Em comum, o facto de serem filhas de emigrantes portugueses em França e Suíça, respectivamente, e de, depois de terem feito toda a sua formação em Sistemas Educativos diferentes do nosso, estarem há escassos anos a viver em Portugal. Aventuraram-se de canudo na mão e vieram conhecer melhor aquele que consideram verdadeiramente o seu país. Já por cá compraram casa, arranjaram emprego, fizeram amizades e até se apaixonaram. «Mas você fala português?», perguntavam-lhes recorrentemente durante o meio ano em que batalharam por emprego. «Sim, sim, falávamos em casa e tivemos aulas através do consulado» imagino-as a repetir já cansadas de tanta dúvida. Falo delas porque na passada quinta-feira o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) realizou uma conferência sobre A Integração dos Descendentes de Imigrantes no Sistema Educativo Português. Mais que pertinente, o debate da questão. Contudo, fez-me pensar que nunca se fala da também pouco fácil integração de filho de emigrante no mercado de trabalho nacional. Uma é licenciada em Ciências Sociais, a outra em Línguas (inglês e alemão) e o mestrado também consta no currículo de ambas. «Onde é que tirou o curso?» «Lá fora!» Mas o entusiasmo da resposta não coincidia com a expressão facial de quem a recebia. Já assisti algumas vezes às discussões sobre os porquês desta desconfiança e elas chegam sempre à mesma conclusão: «em Portugal, mais do que as tuas habilitações, o que interessa é o estabelecimento de ensino onde tiraste o curso...mas lá por não conhecerem o meu não quer dizer que eu não tenha capacidades, não é?». É nestas coisas que Bolonha pode fazer a diferença, ponho-me cá a pensar. Raquel Louçã Silva Chefe de Redacção [email protected] Ficha Técnica: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão; Francisco Pinto Barbosa; Gonçalo Sousa Uva | Gestor de projecto: Nuno Félix | Chefe de Redacção: Raquel Louçã Silva | Redacção: Diogo Torgal Ferreira, Lina Manso | Colaboradores: Geraldes Lino, Manuel Arnaut Martins, Mariana Seruya Cabral, Miguel Aragão, Mónica Moitas (fotografia) | Revisão: Piedade Góis | Projecto Gráfico: Sara del Rio | Paginação: Sónia Santos | Marketing: Ricardo Martins | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 416 92 10 | Fax: 21 416 92 27 | Tiragem: 34 000 | Periodicidade: semanal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646−1649. [ radar ] PUB 4 30 OUTUBRO 2006 [ poder à palavra ] VIDA MALVADA Vox pop Existe uma cultura do álcool entre os estudantes do ensino superior em Portugal? DIÁRIO DE UM ESTUDANTE MANUEL CORREIA (Soneca – um dos sete anões) 5.ª ano de Psicologia Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) de Lisboa O novo programa da regressada Maria Elisa de que se tem vindo a falar tanto, Os Grandes Portugueses, parece-me, acima de tudo, um desperdiçar de uma grande oportunidade. Primeiro, é mais do que óbvio (gritante mesmo) que o vencedor do programa só pode ser um. Acho difícil escapar ao (D)Eusébio como o grande português de entre todos os grandes portugueses. Não há hipótese... nem que seja devido àquela exibição contra a Coreia do Norte em 66. Em segundo lugar, acredito que o formato do programa poderia ter muito mais utilidade se a procura fosse, não dos lusos que mais tenham contribuído para o progresso e bem-estar da nação, mas sim os portugueses que mais contribuíram para o estado em que tudo isto esse encontra. Já tenho ouvido por aí (imprensa e blogosfera) alguns boatos de iniciativas nesse sentido. Ainda bem que assim é. Com efeito, seria muito mais pertinente saber quem são para os portugueses os “Os Piores Portugueses”. Afinal de contas, quem foram ou são os grandes enterras deste País que parecia prometer tanto? D. Sebastião? Pedro Santana Lopes? Carlos Secretário? Souto Moura? Oliveira Salazar? Como se pode ver, escolhas é o que não faltam. Num País em que a culpa morre cronicamente solteira, seria no mínimo interessante saber entre que personalidades os portugueses do novo milénio apontariam o dedo. País que não se olhe ao espelho criticamente não está no bom caminho. Gustavo Serra [email protected] http://vidamalvadadiariodeumestudante.blogspot.com NUNO REIS (Zé Povinho) 3.º ano de Filosofia Universidade da Beira Interior Acima de tudo, é uma questão de cultura portuguesa. Julgo que os rituais de iniciação, envolvendo o álcool não acontecem apenas nas latadas e afins: prolongam-se noutras situações de vida (exemplo de despedidas de solteiro, etc.). Contudo, é certo que o meio académico propicia o consumo. ANA SOARES (Branca de Neve) 4.º ano de Direito Universidade Nova de Lisboa Acho que o problema começa antes do ensino superior, mas não há dúvida de que muitos negócios da noite sobrevivem à custa da vida académica (sobretudo em alturas como a latada). Outro fenómeno preocupante é o patrocínio das semanas académicas por marcas de cervejas. Na minha faculdade, não sinto muito isso e diria que prevalece o divertimento sem excessos. Mas estando em Lisboa observo que na altura das praxes e da queima se sente mais esse ambiente de consumismo. Ana Soares, Artemiza Almada, Catarina Lemos, Cláudia Vaz, Helena Esteves Fachada degradada de Bolonha Dizem que os jovens são o futuro… Mas que futuro nos possibilitam? Bolonha entrou nas nossas vidas, qual convidado inesperado, e desde então as nossas legítimas expectativas foram roubadas. Legítimas expectativas porque entrámos para uma faculdade pública de qualidade reconhecida, com média superior a 17 e para um curso estruturado para 5 anos. De repente, tudo mudou! Já no quarto ano, fomos informados (e informação aqui é eufemismo) de que estávamos condenados a um curso reduzido, tudo indica que em nome de dúbias estatísticas a apresentar pela Universidade e pelo Ministério do Ensino Superior. Será como números que Portugal deve tratar os seus jovens?! Bolonha passou a ser palavra de ordem, sem preocupação se a qualidade dos cursos e o futuro dos inúmeros jovens eram postos em causa, em nome de uma conformidade europeia que assim estruturada será apenas aparente. A fachada degradada de Bolonha convive com a incerteza de inúmeros jovens, que, ouvindo diariamente um discurso de necessidade de produtividade, vêem o futuro ser-lhes delapidado. Não pedimos facilidades no ensino: apenas que nos seja dada a possibili- dade de concluir o curso em cinco anos, para o qual entrámos e no qual temos vindo a trabalhar, pois é possível haver uma concordância prática entre o regime agora existente e Bolonha, definindo-se um regime transitório que agora nos é negado. Somos alunas do quarto ano da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde nos ensinam que não é lícito nem goza de boa-fé quem altera as regras uma vez acordadas, levando à frustração de legítimas expectativas. Isso é o que nos ensinam, isso aprendemos, não é isso que vivemos na Faculdade. poder [email protected] Ataca ou contra-ataca! Envia a tua opinião sobre o que te apetecer. Nós publicamos! Não te esqueças de enviar: > artigo até 1500 caracteres > fotografia tipo-passe > nome da faculdade onde estudas PUB 6| 30 OUTUBRO 2006 [ vinte valores ] Nuno Lopes Um homem e o seu ofício É um daqueles casos em que não havia volta a dar. O seu destino era ser actor e a vontade dos deuses foi cumprida. Depois da brilhante interpretação no Alice, candidato português aos Óscares 07, com apenas 27 anos, o tímido Nuno Lopes parece ter atingido o tão almejado sucesso numa profissão que deixa a maioria pelo caminho. Aliás, é esse o seu grande medo: ter chegado cedo de mais ao top. | POR DIOGO TORGAL FERREIRA | [email protected] | | FOTOS| MÓNICA MOITAS Quando nasce a tua paixão pela representação? Foi quando eu tinha uns 15 anos. Por causa da minha timidez, sentia que tinha de arranjar alguma forma de comunicação com as pessoas. Comecei por pensar na pintura mas, como não tinha jeito, deixei a opção de lado. Depois veio a guitarra e o envolvimento numa banda. Era péssimo compositor, mas percebi que ao vivo conseguia uma boa interacção com o público. Depois fui a um sarau de ballet em que a minha irmã participava, onde também estava um grupo de alunos do António Feio « a apresentar um sketch. Vi aquilo e pensei logo que podia ser engraçado experimentar. Inscrevi-me nas aulas dele e compreendi que era aquilo que queria fazer, ou seja, nos meus últimos três anos de escola já sabia que era teatro que queria fazer. Nessa altura, enquanto todos os meus colegas estavam preocupados com as médias de entrada nos cursos, eu andava descontraído porque no Conservatório isso não tinha importância nenhuma. Como foi a aceitação dessa decisão em tua casa? Foi boa. Claro que houve alguma preocupação, até porque os meus pais preferiam que eu tirasse um curso e só depois experimentar teatro. Eu disse que não e concorri só para o Conservatório, onde acabei por entrar. Sem ser essa preocupação bem natural, sempre me apoiaram imenso e foram espectadores das coisas que eu ia fazendo desde o início. Cedo perceberam que eu tinha alguma inclinação para aquilo. Como te correu o curso no conservatório? Eu gostei muito do curso, mas o Conservatório sempre teve um problema: não te permite trabalhar profissionalmente durante o curso. Como eu comecei a trabalhar no Teatro da Cornucópia ao mesmo tempo que estava no curso, eles acabaram por me chumbar por faltas. O que realmente me interessava eram as aulas práticas, até porque as teóricas tu podes sempre compensar estudando por ti próprio. Estive por lá cinco anos sem terminar o curso, mas toda a experiência que obtive foi muito importante para mim. Comecei um regime de dormir apenas cerca de 3 a 4 horas por dia e comecei uma dieta de maçãs e galões que me fez emagrecer 10 quilos Como foram esses tempos na Cornucópia? Foi a minha verdadeira escola... foi onde aprendi a representar. O Conservatório deu-me noções técnicas e proporcionou-me experiências muito diferentes, mas foi na Cornucópia que aprendi a pegar num texto e a criar uma personagem. Ainda hoje é a minha casa. O teu primeiro trabalho mais mediático foi no Programa da Maria. Como surge essa oportunidade? Eu já tinha feito umas coisas na Cornucópia com teor mais cómico. A Ana Bola tinha ajudado nos ensaios de um desses espectáculos e, depois de me conhecer, convidou-me para participar num episódio do Sra. Ministra. Depois disso, por entre várias portas, chamaram-me para um casting do Programa da Maria e eu ganhei o lugar. Aliás, a minha carreira tem passado muito por castings... quase tudo o que fiz foi por esse meio, coisa que até me deixa orgulhoso. Depois do salto que dás com o Herman José, como foste parar ao Brasil e à Globo? Mais uma vez, foi através de casting. Eles queriam mesmo um actor português para a personagem do Murruga e, mais uma vez, tive a felicidade de conseguir o papel. Estive no Brasil um ano a fazer a novela e uma curta-metragem. « 30 OUTUBRO DE 2006 |7 [ vinte valores ] Achas que ajudaste a melhorar a imagem menos lisonjeira que os brasileiros possam ter dos portuguesas? Esse foi o meu maior orgulho ao ter participado na Esperança. Nem foi só por minha causa. A própria personagem foi criada de uma maneira que nunca se tinha feito em relação a personagens portuguesas. Era um herói romântico, milionário, cheio de carácter... mais do que o meu trabalho de actor, acho que a própria personagem foi muito relevante para isso. Com certeza tens noção que és um sex symbol por lá. Com a tua timidez, como lidaste com isso? Foi muito complicado... nada fácil. Aliás, foi tão difícil que nunca mais fiz televisão desde essa época. Hoje, até é uma coisa que evito. Se a maior parte dos actores procuram fama, eu posso dizer que já estive lá e num grau que em Portugal é impossível chegar. Até de guarda-costas tive de andar. Foi a única coisa má da minha experiência no Brasil. Houve uma altura em que nem sequer podia sair à rua. Quando regressei cheguei mesmo a pensar deixar de ser actor... se aquilo era o auge, eu não queria ter nada a ver com o assunto. Com a Esperança aparece um Nuno Lopes em registo dramático, deixando de lado a imagem de comediante. Querias provar que poderias fazer outros registos? O que me agrada na profissão de actor é justamente essa diversidade de trabalhos. Podes fazer um clássico, depois uma novela, depois cinema... é isso que « Nuno Lopes, o cinéfilo Um filme? Eu e Tu e Todos os que Conhecemos, de Miranda July. Um actor? Buster Keaton. Uma actriz? Gena Rowlands. Um realizador? Gus Van Sant ou Wong Kar-Wai. Uma citação cinematográfica? «Look at these hands. These fuckin’ hands. I was born with a girl's hands.» Jake (Robert de Niro) para o irmão Joey (Joe Pesci) em Raging Bull – O Toiro Enraivecido. somos bons amigos e até temos outro projecto juntos em mão. O filme é de uma violência inaudita. Também o foi a preparação física para o papel? Nós com o Alice não queríamos fazer um filme policial ou um melodrama. O pretendido era retratar a sensação de ausência e a obsessão do pai na procura da criança. A partir daí, percebi que a per- o filme, e logo à primeira conversa com ela a tua vida muda completamente. A coragem e a força dela fazem com que tudo o que tu digas seja superficial. Qualquer problema que tenhas, na perspectiva dela, não o é. Vocês esperavam o tremendo sucesso nacional e internacional que o filme teve e ainda está a ter? Não, acho que não. Acho apenas que PUB Quando regressei do Brasil cheguei a pensar deixar de ser actor... se aquilo era o auge, eu não queria ter nada a ver com o assunto Regressas do Brasil e depois de alguns trabalhos, surge a bomba Alice. Como isso aconteceu? Entre dois espectáculos que estava a preparar, acontece o casting da Alice, mais um (risos). Felizmente o Marco Martins [realizador do Alice] não me conhecia de todo como actor de televisão e acabou por me escolher. Na altura, muita gente que sabia do meu trabalho no Herman pensava que ele estava maluco ao seleccionar-me. Foi a minha primeira experiência em cinema como protagonista e correu muito bem. Hoje em dia, eu e o Marco sonagem tinha de ser mais velha do que eu. Além disso, havia que conseguir transmitir aquele cansaço do Mário [nome da personagem] que nem é tanto um cansaço físico, mas sim um cansaço não latente, algo subtil, mas sempre presente. Costumo dar a imagem de um peixe fora de água. Muitos dirão que está a morrer mas, do ponto de vista do peixe, ele está a tentar desesperadamente viver. Era isso que eu queria para o papel. Comecei então a dormir apenas cerca de 3 a 4 horas por dia, deixei crescer a barba e iniciei uma dieta de maçãs e galões que me fez emagrecer 10 quilos. E a nível psicológico? Foi pesado. Falei muito com a Filomena, mãe do João Pedro, que também desapareceu e que serviu de inspiração para « gosto. O meu objectivo nunca foi ser comediante, ou seja, os papéis que fui fazendo com a Maria Rueff e com o Herman eram mais umas experiências das muitas que gosto de fazer. E que sonhos profissionais gostarias ainda de realizar? Nesse tipo de questões, o meu maior medo é que o Alice tenha sido um dos meus pontos altos. Gostava que não fosse. Gostava de continuar a fazer filmes e colaborações como esse filme. Projectos que me permitam participar artisticamente na rodagem, no guião... não ser só um actor, mas sim uma parte activa da obra. todos nós sabíamos que estávamos a trabalhar numa coisa que nos ia deixar orgulhosos. O que andas a fazer actualmente e que projectos tens para o futuro imediato? Acabei de fazer um filme de um realizador chamado Paolo Marino Blanco, que vai estrear na Primavera. Agora já estou a trabalhar numa peça encenada pelo Marco Martins, com texto do José Luís Peixoto e com a participação da Beatriz Batarda e do Gonçalo Waddington. Entretanto, antes que essa peça esteja preparada, heide estrear o Júlio César do Shakespeare pela Cornucópia, mas apresentado no Teatro S. Luís. Será lá para Março. 8| 30 OUTUBRO 2006 [ campus ] CRISTINA BRÁZIO/FUNDAÇÃO LUIS MOLINA Universidade de Évora PRETO no BRANCO É a segunda instituição de ensino superior mais antiga do País. Criada em 1559 para servir o Sul de Portugal, enquanto a de Coimbra se destinava ao Norte, a Universidade de Évora ocupa hoje as mesmas instalações de há séculos (e entretanto, mais alguns edifícios). Um grande tesouro arquitectónico com altos custos de manutenção que não se compadecem face às reduções progressivas no Orçamento de Estado para o sector. | POR LINA MANSO | | [email protected] | João Taleço Vice-presidente da Associação Académica da Universidade de Évora Porque é que um aluno interessado em ingressar no ensino superior há-de querer entrar na Universidade de Évora em detrimento das restantes instituições? Porque apresenta um diversificado leque de licenciaturas e pós-graduações com boas perspectivas de inserção no mercado de trabalho; tem um excelente ambiente e tradição académica e é a única universidade pública que serve a região onde se insere, ou seja, o Alentejo. O que é que poderia ser melhor? Temos algumas infra-estruturas mal conservadas e/ ou inadequadas para aulas, falta material didáctico e acessos para pessoas com dificuldades motoras (nalguns casos, admitimos que as limitações arquitectónicas impedem a construção desses acessos). O que é que a Associação Académica da Universidade de Évora tem feito para integrar a instituição de ensino na cidade? Eu perguntaria antes o que é que temos feito para nos integrarmos na cidade. Para começar, habitamos nela e usamos os serviços ao dispor dos cidadãos. Depois, desenvolvemos parcerias com várias entidades de cariz social e agentes comerciais que fazem descontos aos estudantes e organizamos eventos culturais, desportivos e lúdicos. Estas actividades estão sempre abertas à comunidade. O essencial da UE ANO DE ABERTURA: 1559 (encerrou em 1759 com a expulsão dos jesuítas, tendo reaberto apenas em 1973). Ana Costa Freitas Vice-reitora da Universidade de Évora NÚMERO DE CURSOS: 32 formações de pri- meiro ciclo/ licenciaturas; 28 pós-graduações; 63 mestrados e dois programas de doutoramento. NÚMERO DE CURSOS REESTRUTURADOS: 4 (Economia, Gestão; Sociologia e Turismo). CORPO DOCENTE: 631 professores (incluindo 374 professores doutorados; 165 mestres e 55 licenciados). RECURSOS PEDAGÓGICOS: vários laborató- rios (Farmacologia e Toxicologia; Melhoramento e Biotecnologia Vegetal; Antropologia;Aquacultura;Biogeoquímica; Anatomia Patológica; Produtos Regionais; Arqueologia, etc.); núcleo de apoio aoestudante; refeitórios; bares; residências... SERVIÇOS DE APOIO: Loja Molina (com jor- nais, revistas e artigos promocionais da Universidade de Évora à venda); papelaria da associação académica e pavilhão gimnodesportivo. Porque é que um aluno interessado em ingressar no ensino superior há-de querer entrar na Universidade de Évora em detrimento das restantes instituições? Somos uma universidade dinâmica, com menos burocracia do que as situadas no litoral e onde há uma relativa facilidade em chegar aos órgãos de decisão. Temos ainda uma oferta de cursos muito variada, um espírito académico forte e o privilégio de estar numa cidade calma, bonita e histórica. O que é que poderia ser melhor? A disposição actual da universidade em Évora comporta mais gastos do que aquilo que seria desejável. Além dos edifícios serem antigos e por isso mesmo exigirem elevados custos de manutenção, o facto de alguns estarem separados aumenta os encargos com transportes dos alunos e comunicações. Uma das aspirações da reito- ria é a criação de um parque tecnológico nas imediações da cidade que mais tarde poderia ser aberto à vertente do ensino. Nessa senda, estamos à procura de financiamento na região. Isto porque não podemos contar com o dinheiro do Orçamento de Estado para o sector, já que é cada vez mais reduzido. Nem subir as propinas é justo, pois esse acréscimo deveria ser acompanhado por uma melhoria do ensino o que, sem investimento, não conseguimos fazer. O que é que a reitoria da Universidade de Évora tem feito para integrar a instituição de ensino na cidade? Há vários aspectos a salientar. Desenvolvemos iniciativas culturais como exposições, concertos e colóquios. A curto/ médio prazo pretendemos lançar cursos de formação ao longo da vida para a população em geral. E através das reitorias abertas, promovidas pelas câmaras municipais da região, fomentamos um contacto mais real com as empresas. Esta interacção com o tecido empresarial é muito importante a diversos níveis, incluindo no reforço da área da investigação. PUB 10 | 30 OUTUBRO 2006 [ zoom ] A recessão continua a fazer-se sentir e os docentes do ensino superior não lhe escapam Professores em xeque Desde os últimos meses que as dificuldades foram aumentando e o cenário para os docentes do sector parece cada vez mais negro. Agora, depois de se conhecer o Orçamento Geral do Estado e as respectivas verbas destinadas às instituições do ensino superior português, as coisas clarificaram-se. A crise parece estar definitivamente instalada. | POR DIOGO TORGAL FERREIRA | [email protected] | A vida não anda fácil para os docentes do ensino superior português. De facto, ao mesmo tempo que Portugal atravessa um dos seus momentos mais difíceis a nível económico e social no pós-25 de Abril, num sector fundamental como o ensino superior, surge um furacão denominado Pro- « cesso de Bolonha para complicar ainda mais um estado de coisas já de si melindroso. A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos no decorrer do corrente mês após a apresentação do Orçamento Geral do Estado para o ano de 2007. O documento magno das As verbas destinadas às instituições do ensino superior têm vindo a ser reduzidas Em busca de soluções No passado dia 31 de Julho, representantes da FENPROF e do SNESup entregaram no MCTES uma série de medidas administrativas e legislativas para enfrentar a situação de crise em que se encontra a classe dos docentes do ensino superior. De acordo com declarações de Paulo Peixoto (SNESup) ao MU, até agora o ministério da tutela não se mostrou susceptível de querer adoptar qualquer uma das sugestões. Aqui ficam as propostas: • Reformulação dos horários de trabalho docente e da forma de cálculo das necessidades de pessoal docente; • Adopção do princípio da não redução do financiamento das instituições, negociando com as que se encontrem em maiores dificuldades – programa para o reforço da qualificação dos docentes e para a adequação ao Processo de Bolonha; « • Adopção de uma forma de cálculo de efectivos que tenha em conta o apoio à formação, a mobilidade e a satisfação de compromissos das instituições; O Palácio das Laranjeiras, sede do MCTES, é o alvo de todas as críticas finanças públicas para o próximo ano prevê, em comparação com 2006, uma diminuição de 4,8 por cento nas verbas destinadas às instituições do ensino superior. Na opinião dos sindicatos do sector, é incontornável a vaga de despedimentos e de precariedade de emprego que já se tem desenhado de há uns meses para cá. Paulo Peixoto, presidente da direcção do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), não tem dúvidas que o agravamento da situação dos docentes se tem acentuado nos últi- • Adopção de medidas legislativas de carácter interpretativo com vista a evitar abusos na aplicação dos estatutos das carreiras; • Adopção de medidas legislativas com carácter transitório e até a revisão do estatuto de carreira com vista a reduzir a precariedade e incentivar a qualificação; • Igualização de direitos entre os docentes do ensino superior que fiquem colocados em situação de desemprego (por caducidade ou não renovação) e a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem. mos anos. «As verbas destinadas às instituições do ensino superior têm vindo a ser reduzidas e isso acaba por se traduzir numa elevada precarização do emprego dos docentes», explicou. Concretizando o que entende por precarização do emprego, Paulo Peixoto aclarou que «tem ocorrido um aumento acentuado de despedimentos e tem-se verificado uma série de ilegalidades por parte das instituições: redução dos salários dos docentes, aumento dos horários de trabalho ou contratos a prazo cada vez mais redu- 30 OUTUBRO 2006 | 11 [ zoom ] « ras vítimas serão os docentes mais jovens que, apesar de muitas vezes serem mais qualificados, sofrem as consequências de terem chegado mais tarde à profissão. Em relação à política governamental nesta matéria os sindicatos não se poupam a críticas. Para além das acusações de estar de costas voltadas para os professores, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), em especial o ministro Mariano Gago, tem sido alvo de fortes reparos sindicais. Alega-se falta de sensibilidade para a instabilidade profissional na classe e também a falta de qualquer resposta às diversas propostas sindicais (ver caixa) para evitar o agravamento da situação. O MU, com o objectivo de saber a posição do MCTES em relação a toda esta problemática e de dar oportunidade do contraditório a todas as alegações e críticas aqui formuladas pelos sindicatos, tentou insistentemente chegar ao contacto com algum responsável do Ministério. Até ao fecho da edição, não houve qualquer resposta. « zidos são alguns dos casos que têm sido potenciados pelas consecutivas reduções orçamentais». Num momento em que o Plano Tecnológico é um dos pontos da ordem do dia, torna-se difícil compreender para os líderes sindicais este enfraquecimento do investimento público nas universidades e politécnicos. Para Paulo Peixoto, os argumentos usados para justificar tal tendência são enganadores: «no contexto actual, fala-se muito da crise do ensino superior quase sempre associada à questão da redução da procura mas isso é um argumento falso.» Seguindo o raciocínio, «se analisarmos o ano corrente, o número de alunos aumentou significativamente, tanto na generalidade de candidaturas, tanto nos outros contingentes como por exemplo os candidatos maiores de 23 anos, estudantes estrangeiros ou alunos nos cursos de especialização tecnológica nos politécnicos», chegando à conclusão de que «a única coisa que não aumenta é mesmo a verba reservada às instituições que, só por si, mal chega para O cenário é particularmente grave no ensino politécnico pagar os salários dos docentes». A juntar a estas restrições financeiras, é de salientar o famoso Processo de Bolonha que, com as suas reformas profundas, na opinião generalizada dos sindicatos, tem sido utilizado de forma duvidosa. De acordo com comunicado oficial da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), muitas instituições universitárias e politécnicas «em vez de cumprirem as exigências do modelo pedagógico de Bolonha (ex: tutorias) têm avançado com despedimentos de docentes». De acordo com os sindicatos, a situação actual é dramática. Segundo comunicado oficial do SNESup, dá-se como inevitável a realização de despedimentos, arriscando-se mesmo previsões: cerca de mil professores nos próximos meses. «O cenário é particularmente grave no ensino politécnico porque 75 por cento dos seus docentes não estão nos quadros, ou seja, três quartos dos docentes não têm qualquer tipo de vínculo sólido à instituição onde leccionam», comentou Paulo Peixoto ao nosso jornal. Apesar das possíveis especificidades de cada ramo do ensino superior, tanto no sistema universitário como no sistema politécnico, o SNESup detecta uma tendência em comum: as primei- Entretanto, a FENPROF e o SNESup já discutiram entre si a possibilidade da marcação de uma greve geral em protesto contra o actual estado de coisas, mas as conversações ainda não passaram disso mesmo. «Neste momento, não há nada de concreto agendado», comentou o presidente do SNESup, sem deixar de referir que «é um cenário possível». Em números* Até 31 de Dezembro de 2005, os dados relativos aos docentes do ensino superior português a leccionar eram os seguintes: Ensino Superior Público Universitário: 14 700 • Ensino Superior Público Politécnico: 9331 Ensino Superior Particular, Cooperativo e Concordatário: • Universitário: 4156 • Politécnico e outros: 6785 Ensino Superior Militar e Policial: 593 (Fonte SNESup) «É uma actividade pela qual é preciso ter paixão» João Tiago Morais Antunes, assistente na Faculdade de Direito de Lisboa da Universidade Católica, é um bom exemplo das novas gerações de académicos em Portugal. Pessoas que ensinam ao mais alto grau científico, não por razões financeiras, mas por gosto. Como surgiu a possibilidade de seguires carreira académica? Eu comecei quando acabei o meu curso. Na altura recebi um convite para dar aulas e, como tinha curiosidade em experimentar o papel de professor, acabei por aceitar. Foi a maneira que encontrei de conciliar uma visão mais académica do Direito, em comparação com a visão prática proporcionada pela advocacia, actividade que sempre exerci e nunca abdiquei. Sempre me agradou a ideia de estar com um pé na universidade e outro no escritório e já lá vão quase 6 anos. É uma carreira financeiramente aliciante ou é um trabalho que exige acima de tudo amor à camisola? É uma actividade pela qual é preciso ter paixão. Se formos a ver bem as coisas, embora eu não seja pessimamente pago, é evidente que sou mal pago para o trabalho que tenho a preparar aulas, exames e tudo o que esta actividade envolve. Não estou na universidade para ganhar dinheiro até porque, se passasse as horas que dedico à vida académica no escritório a exercer, facturava muito mais. Como analisa a actual situação dos docentes do ensino superior? Com a crise e o Processo de Bolonha as coisas evidentemente que ficaram mais difíceis para os docentes. Os cursos estão mais pequenos, há menos propinas e tudo isso leva a uma série de consequências que em nada melhoram a nossa. Tudo está mais difícil no sector. Como vê o seu futuro na universidade? Desejo dar aulas por mais uns anos. É uma coisa que gosto muito de fazer, principalmente pelo contacto com as novas gerações, que acaba por ser muito gratificante. Vamos ver se consigo. PUB 12 | 30 OUTUBRO 2006 [ acontece ] AMIGOS DE CABECEIRA O sábio que queria mais Publicado pela primeira vez em 1985, na Turquia, A Cidadela Branca marca a ascensão de Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura 2006, no mercado internacional. De acordo com a contracapa da publicação – uma das duas traduzidas para português – trata-se de um «romance assombroso e intrigante, magnificamente bem escrito, contado com o mesmo poder encantatório de Sherazade». A acção desenrola-se no século XVII quando um jovem estudante italiano é capturado por piratas turcos. Torna-se depois escravo de um cientista que pretende absorver todos os seus conhecimentos adquiridos no Velho Continente. Contudo, mesmo após o rapaz lhe “ceder” o que aprendeu, o sábio não se contenta. Aobra de Pamuk (já comparado a autores como Proust, Kafka ou Umberto Eco) foi editada em mais de 40 países e valeu-lhe vários reconhecimentos públicos além do Nobel: ainda este ano, por exemplo, recebeu o Prémio Médicis para literatura estrangeira. Licenciado em Jornalismo, acabou por nunca exercer a profissão em prol da escrita literária. Uma aposta ganha. A SABER: GANHA!! Título: A Cidadela Branca Autor: Orhan Pamuk Editora: Editorial Presença Preço: 15 euros O MU não se esqueceu dos teus bilhetes! Desta vez, temos DUAS ENTRADAS DUPLAS para O Homem sem Adjectivos na Casa d’ Os Dias da Água (Lisboa, Saldanha), dia 5 de Novembro, às 22 horas. Para ganhares escreve “Eu quero ir ver O Homem sem Adjectivos”, com o teu nome e BI, para [email protected], até às 15 horas do dia 3 de Novembro. Os vencedores serão notificados por e-mail e a listagem publicada em http://mundouniversitario.blogspot.pt. A peça, encenada por Marcos Barbosa, está em exibição de 2 a 5 e de 7 a 12 de Novembro, às 22 horas. Exposição na Fnac Coimbra horrores e esperanças no Sri Lanka Fotos de O dia 26 de Dezembro de 2004 deixou um cunho trágico na História Mundial. Entre os países mais afectados, esteve o Sri Lanka, com 40 mil mortos confirmados. A exposição na galeria fotográfica da Fnac Coimbra recorda as consequências do tsunami e todo o trabalho de reconstrução desenvolvido pelas equipas dos Médicos do Mundo – Portugal. | POR LINA MANSO | [email protected] | João Aranha, Rosa Boal, Fabrice Demoulin e Armindo Figueiredo são os responsáveis, a título voluntário, pelas fotografias incluídas na exposição Sri Lanka – A emergência da mudança, baseada no livro homónimo. Uma publicação editada pela delegação portuguesa dos Médicos do Mundo, que se vai manter em Jaffna até finais de 2006. Segundo nota de imprensa, a missão de emergência humanitária abrangeu, ao longo de 2005, diversas actividades, nomeadamente o «apoio aos centros de deslocados, através da distribuição de kits de higiene e do desenvolvimento de clínicas móveis» e a «assistência ao Hospital de Point Pedro, através da distribuição de 25 toneladas de medicamentos, formação de 44% dos técnicos de saúde do estabelecimento e da reabilitação da estrutura hospitalar». Entretanto, já este ano, empenharam-se, por exemplo, na criação de dois centros de atendimento médico no distrito de Jaffna. Os cerca de 280 mil mortos contabilizados naquele que foi considerado o pior desastre natural das últimas décadas, não serão esquecidos. Como também se devem encetar todos os esforços para não apagar da memória o esforço de organizações independentes no amparo às vítimas e reconstrução dos países destruídos. Chapitô A Marca do Seio na Culturgest do Porto no metropolitano de Lisboa Até ao dia 20 de Janeiro de 2007, A Marca do Seio, de Francisco Tropa, vai estar em exibição na Galeria de Exposições da Culturgest no Porto (entrada gratuita). Numa instalação e dois filmes, aludindo a trabalhos anteriores e à história da arte, o artista invoca o «mistério da vida» e o «acto criativo». Francisco Tropa terminou o curso de Desenho e o curso avançado no Ar. Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde ainda hoje trabalha como professor no Departamento de Escultura. No princípio de Novembro, 25 megafotografias do Chapitô retratando 25 anos de história e intervenção em três áreas – social, formação e cultura – vão invadir 25 estações do Metropolitano de Lisboa. Ainda sem data nem hora marcadas, cinco “inauguradores oficiais” vão percorrer cinco estações durante cinco dias e fazer a apresentação informal da exposição. Os frequen- tadores assíduos daquele meio de transporte estão portanto avisados: a qualquer momento, o imprevisível pode acontecer. Mas além da exposição, um número da revista Cais inteiramente dedicado ao Chapitô assinala as suas “bodas de prata”. Para esta edição (a lançar na mesma altura), vários jornalistas familiarizados com aquela casa foram convidados a deixar o seu testemunho e ajudar a compreender o seu universo. 30 OUTUBRO 2006 | 13 [ acontece ] | Filme | JOAN AS POLICE WOMAN O Ilusionista «Acredito na divindade de cada pessoa» Já tocou com nomes como Lou Reed, Nick Cave ou Scissor Sisters e diz que só sabe escrever e cantar sobre emoções. As suas, pois claro. Em palco com mais dois elementos, Ben (bateria) e Rainy (baixo e voz), Joan promete tocar piano, agarrar-se à guitarra e cantar, cantar... O concerto de apresentação do seu segundo disco, The Real World, é hoje à noite, no Santiago Alquimista, em Lisboa. Vale a pena conhecê-la. | POR RAQUEL LOUÇÃ SILVA | [email protected] | Até ao final do ano, estás em digressão na Europa. Há uma diferença entre tocar aqui e nos EUA? Acho que em geral o público europeu sabe um pouco mais sobre música e é muito entusiasta. Isso faz com que seja bom estar aqui (risos). Como é que te preparas para estar tanto tempo fora de casa? Estou acostumada a estar fora... só tenho é de ter a certeza de que a renda é paga e de que alguém vai tomar conta das plantas. Estar em digressão é inspirador? Porquê? Sim, é fantástico. Gosto mesmo muito de viajar, o que torna as coisas muito mais fáceis. E adoro ir a países diferentes... agora mesmo estivemos em Belgrado, na Sérvia e, como nunca tinha estado lá, nem em nenhum sítio ali por perto, foi muito inspirador. Conhecer pessoas de diferentes partes do mundo é... fantástico! Não há nada como isso. GANHA!! Hoje vais tocar aqui em Lisboa, num espaço com uma atmosfera muito íntima. Actuar neste tipo de ambiente é imperativo ou os grandes festivais de Verão ao ar livre também te agradam? Gosto mais de tocar em espaços íntimos, porque gosto de sentir o bom ambiente das pessoas que vêm ao espectáculo....falar com elas. No entanto, devo dizer que considero excelentes esse tipo de festivais. O facto de escreveres sobre emoções significa que só escreves sobre ti própria? Sim, não tenho mais nada sobre o que possa escrever. Só posso escrever de acordo com a minha perspectiva porque eu sou só eu (risos). O que pode acontecer é haver outra pessoa que se identifique. O ano passado, estiveste em Portugal e tocaste com Rufus Waynright. Qual foi a ideia que levaste do público português? O espectáculo foi maravilhoso. As pessoas respondem muito bem e foram fantásticas para mim. Além do mais, acho Portugal lindíssimo. Só estive em Lisboa e no Porto, mas achei que são duas cidades lindíssimas. Numa palavra, como é que definirias este The Real Life? Verdadeiro. Qual é o teu maior talento? Escrever, cantar ou tocar? Não sei se podemos falar de um grande talento. Eu escrevo e toco canções que são verdadeiras e honestas e tento cantá-las para ajudar as outras pessoas. Sinto que, se cantar honestamente sobre emoções, consigo causar impacto nos outros. O MU tem 5 entradas single para assistires hoje, às 22 h, ao concerto de Joan as Police Woman, no Santiago Alquimista, em Lisboa. Para ganhares só tens de responder acertadamente à seguinte questão: Do que é que Joan mais gosta de falar nas letras das suas canções? Envia a resposta com o teu nome e BI para [email protected], até às 15 horas. Apressa-te! Os vencedores serão notificados por e-mail e a listagem publicada em http://mundouniversitário.blogspot.pt. Há quem compare a tua voz a Nina Simone. Queres comentar? O facto é que não posso controlar o que os media dizem sobre mim (seja bom ou mau). É uma honra incrível, mas Nina Simone é alguém que eu idolatro, portanto, não vou preocupar-me em corresponder a esse título. Vou fazer sempre o melhor que posso, só isso. Já tiveste o privilégio de tocar para Dalai Lama. Foi emocionante? Acima de tudo, estava preocupada com o facto de ele poder não estar a apreciar. Depois, quando o conheci, senti-me bastante lisonjeada, porque tem uma presença muito forte. És religiosa, acreditas em Deus? Não pertenço a nenhuma organização religiosa. Sinto que cada um de nós é Deus. Não acredito num tipo que está no céu a julgar as pessoas, mas acredito na divindade de cada pessoa, por isso sim, nessa perspectiva, acredito em Deus. Acreditas na Humanidade, é isso? Sim, sem dúvida Desvios inconvenientes. O filme de Neil Burger tem o grave defeito de não se centrar onde devia. Ao ter como veículo a história de amor entre um mágico (Norton) e uma aristocrata (Biel) na Viena do fim do século XVIII, o realizador perde-se em pormenores de intriga e mistério de pouquíssimo interesse, para se desviar do que realmente importa: o medo que sempre houve entre o homem moderno daquilo que não consegue dar explicação cabal. A ameaça que, em alguns momentos do filme, o ilusionista parece constituir para os poderes instalados de uma sociedade ultra-racionalista seria o verdadeiro foco de interesse num filme que, para além de desperdiçar talentos fantásticos, parece insistentemente virar a câmara para o irrelevante. | Ficha técnica | Realização: Neil Burger. Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel. Nota MU: 11 valores! | Disco | Platinum Weird Make Believe 13 valores! Primeiro esclarecimento: o historial e o regresso desta banda supostamente criada nos anos 70 são fictícios. Adoptando a táctica dos Gnarls Barkley e outros, o duo composto por Dave Stewart (ex-Eurythmics) e Kara DioGuardi (umas das grandes pop hitmakers da actualidade) decidiram embarcar num novo projecto, ficcionando todo um passado do duo. Independentemente desse pequeno grande pormenor, convém dizer que Make Believe é um disco ferozmente pop. Vindo de quem vem não admira. Tanto Stewart como DioGuardi, embora com pouco brilhantismo, demonstram que dominam os cânones do género como poucos, construindo um álbum com produção absolutamente imaculada e com 4 ou 5 potenciais singles. Sem rasgos, mas de uma competência assinalável. 14 | 30 OUTUBRO 2006 [ lifestyle ] VESTE A personagem! MODA. Nunca a moda de Inverno foi tão divertida. O fio condutor é a sofisticação que permite encarnar vários personagens. Mia Farrow é referência dos novos penteados andróginos. Na maquilhagem, arbitramos um glamouroso combate de protagonismo entre olhos intensos e bocas sensuais. Tudo para que te divirtas a vestir o personagem. POR MANUEL ARNAUT MARTINS | [email protected] | MAC | MAC Dominadora «Durante o dia ela é uma La Dolce Vita Na vida existem bons momentos que tatuam a nossa memória. Os italianos são exímios em criar esses tempos de lazer que fazem parte do que chamam, com o seu sotaque delicioso, «la dolce vita». O cenário tem de ser perfeito e relaxante. A companhia dos amigos e um copo de vinho que rega uma paisagem fantástica como o Lago di Como. A brisa faz com que os cabelos dancem suavemente em volta da cara, e obriga a fechar mais um botão do casaco. Há calma e um silêncio que apenas é quebrado pelo riso das vozes que nos rodeiam. Sendo os olhos o espelho da alma, é neles que podemos ver reflectido este clima de alegria e muito glamour. Assim se explica por que a tendência La Dolce Vita tem como foco principal os olhos. Esta é considerada por Mónica Bessone, relações públicas da MAC, como sendo uma das mais fortes para este Inverno, e que vem sublinhar o ambiente de sofisticação que se vai viver nesta estação. Sofisticação e muito glamour, uma vez que as musas deste look são as grandes divas do cinema italiano, como Sophia Loren. Os olhos devem ser intensos e profundamente delineados com a ajuda do lápis Technacolour, que permite um contorno preciso e de longa duração. A boca mais apagada, mas nem por isso esquecida, com um toque inesperado de cor e uma textura moderna. Uma viagem pelo brilho dos anos 60, com o toque de actualidade essencial para as jovens universitárias cosmopolitas. professora primária e durante a noite é uma dominadora». É assim que Terry Barber, Pro Senior Artist da MAC, explica a tendência a que chama Lip Strict. Angelina Jolie, em Mr. and Mrs. Smith dá o mote: quando o sol brilha é a esposa perfeita e de noite uma dominadora assassina armada de bustiers de vinil. Na maquilhagem que inspira este visual, o foco é a boca. Encarnada e apaixonada, que explode de uma pele que se quer imaculada. Uma paixão controlada, pois os limites devem ser precisos e o acabamento opaco. É um facto que este Inverno está repleto de personagens inspiradoras. Por isso, não podíamos deixar de referir a embaixatriz da beleza gótica suavizada. Para ilustrar este look ninguém melhor que a mulher que emergiu de pin-up a ícone de moda e mulher de rock star, Dita Von Teese. «Os Homens Preferem as Loiras, mas Casam-se Com as Morenas» Terá esta frase batida influenciado as passerelles? Não sabemos, mas podemos constatar que as morenas voltaram em força este Inverno. Os cortes são extremamente curtos e muito boyish. A moda está cada vez mais andrógina, por isso as manequins cortaram os seus cabelos inspiradas em Mia Farrow no filme Rosemary´s Baby. Outra influência foi o Punk Rock e o estilo Rockabilly, mas com um toque de sofisticação, uma das principais linhas orientadoras da moda de Inverno. Contrastando com estes looks mais de rua foram observadas referências vitorianas, onde penteados mais elaborados foram enriquecidos com pormenores como laços ou rendas. 30 OUTUBRO 2006 |15 [ sexualidade ] Programa de rádio Vidas Alternativas «Para todos os protestantes sexuais» «Um programa muito pouco católico para todos os protestantes sexuais». Vidas Alternativas, da autoria de António Serzedelo, ex-presidente da Opus Gay, é presença assídua em quatro rádios universitárias. | POR LINA MANSO | [email protected] | Uma entrevista a propósito de um encontro ibérico em Cáceres, onde se contrapuseram as visões da homossexualidade em Espanha e em Portugal; outra a um rapaz da freguesia de Olhadas (Figueira da Foz), “forçado” a vir para a capital perante as manifestações homofóbicas de que foi vítima; ou simplesmente uma conversa com um artista guineense sobre a música do seu país, são alguns dos temas abordados no programa desta semana. De sete em sete dias, o Vidas Alternativas renova a sua missão, com o mesmo empenho colocado no anterior. Queremos «habituar o País à diversidade e a lutar contra a exclusão social de minorias geralmente discriminadas», defende António Serzedelo, mentor do projecto nascido há seis anos na entretanto extinta Rádio Voxx. | No ar em Lisboa, Coimbra, Algarve e Minho | Nessa série inicial – o programa já vai na terceira – «transmitíamos em directo e havia um grande feedback do público», recordou António. Mas a estação acabou por ser encerrada. Há um ano, entraram na rádio Seixal. «Só que chegou uma altura em que não tínhamos dinheiro para pagar o aluguer daquela hora.» Depois de muitos contactos, os alunos do Instituto Superior Técnico (da Universidade Técnica de Lisboa), mostraram-se interessados. A que hoje é designada por Rádio Zero passou então a integrar o programa na sua grelha. Outras lhe seguiram as pisadas. Actualmente, Vidas Alternativas é difundido na Rádio Zero, Rádio Universitária de Coimbra, Rádio Universitária do Algarve, Rádio Universitária do Minho, Rádio Hertz (Tomar), Rádio Guadiana (Vila Real de Santo António) e Rádio Clube de Matosinhos. Nesta terceira série, existem diversas rubricas entregues a associações «geralmente muito fechadas» [como a Associação contra a Exclusão e pelo Desenvolvimento (ACED)], e que têm aqui uma hipótese de se dar a conhecer. «A intenção é mostrar que, apesar de algumas diferenças, somos todos iguais, com as mesmas qualidades e defeitos», diz António. E, para passar a mensagem, nada melhor do que difundir o programa por ainda mais estações. «Incluindo universitárias», frisa o ex-presidente da Opus Gay. PUB 16 | 30 OUTUBRO 2006 [ salada russa ] | Cantinho dos Media | | Blogosfera | Os Grandes Portugueses Fidelidade, o que é? Acabei de ver a Maria Elisa, talvez a mais pequena das portuguesas, apresentar um novo concurso da RTP em que se pretende escolher o maior de entre eles. Antes que escolham o D. Afonso Henriques (ou até, sei lá, o Marques Mendes) faço questão de revelar aos nossos amáveis leitores em quem votei no concurso dos GRANDES PORTUGUESES: Um blogger vai para a cama com uma blogger – um acto solitário do qual até vagamente se arrepende algum tempo depois. No entanto, nunca chega a tirar o link para o blog dela. Isso, na blogosfera, é fidelidade. Helena in http://tristes-topicos.blogspot.com Segunda-feira, Outubro 23, 2006 Acerca da corrupção Apetece-me agora parafraseá-lo: «Enterrem-se os vivos, e cuide-se dos mortos.» É já tempo... Diz-se que todas as pessoas têm um preço. O meu é um euro por cada chinês vivo (em causas importantes desconto os funcionários do PCC) e um filme pornográfico que nunca tenha visto. Até hoje, mantenho-me incorruptível e já houve quem conseguisse arranjar a massa. Santiago in http://contanatura.weblog.com.pt Sexta-feira, Outubro 20, 2006 Statler in http://marretas.blogspot.com Quinta-feira, Outubro 19, 2006 Do interesse da prova à prova de interesse Jornal de Notícias de 19 de Out 2006 Quando a entrevistadora o confronta com a suspeita que paira sobre as pressões políticas e a autocensura na informação da RTP, Luís Marinho "lembra-se" de dizer que "isso tem de ser provado". Já quando afirma que é na redacção da RTP que se faz jornalismo mais livre e menos dependente de interesses, "esquece-se" da prova. O que fica provado, afinal? Américo de Sousa in h t t p : / / w w w. r e t o r i c a pt.blogspot.com Terça-feira, Outubro 24, 2006 | Passatempos | Sudoku Palavras cruzadas A Critério está em pleno processo de evolução. Em conversa com Gonçalo Rosas, responsável pela revista dos alunos da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (UCP) do Porto, descobrimos que pretende criar uma associação para a suportar juridicamente. Outro objectivo é voltar a distribuí-la na UCP de Lisboa. | POR LINA MANSO | | [email protected] | Ano de estreia? Estreou-se há 25 anos, mas apenas há dois está em formato de revista. Apesar de ter nascido como projecto da associação de estudantes, desvinculou-se dela este ano. Periodicidade? Semestral. Esta publicação já teve muitos altos e baixos. Chegou, inclusive, a ser distribuída com uma periodicidade mais reduzida, nas faculdades de Direito dos quatro centros regionais da UCP. Preço? Um euro. Tiragem? Cerca de 600 exemplares. Distribuição? É distribuída na nossa faculdade e nas sociedades de advogados do Porto (além de ser entregue aos colaboradores). Gostaríamos de a repor na UCP de Lisboa ainda este ano. Equipa? Na equipa fixa somos 10 (todos alunos dos 2.º e 3.º anos de Direito da UCP do Porto). A direcção ainda é interina. Linha editorial? Estamos a trabalhar no estatuto editorial da revista (antigamente imperava apenas o bom senso dos jornalistas). Domos. 8 - Orate. Óleo. 9 - Raia. Ru. Xis. 10 - Orei. Atro. 11 4 - Mesa. Távoa. 5 - Sabor. Ais. 6 - Ag. Limar. Ai. 7 - Vem. VERTICAIS: 1 - Cela. Marta. 2 - Aras. Para. 3 - Lar. Ca. Cibo. Oiro. 11 - Oásis. SOS. Má. Tramou. 8 - Arca. Rol. AC. 9 - Raiva. Sexta. 10 - Bóia. Maior. 4 - As. Sal. Tara. 5 - Cabide. És. 6 - Pá. Omo. Ri. 7 HORIZONTAIS: 1 - Cal. Pavor. 2 - Eram. Gera. 3 - Lares. PALAVRAS CRUZADAS Meras. Caos. SUDOKU Soluções HORIZONTAIS: 1- Nome vulgar do óxido de cálcio. Temor. 2 - Existiram. Produz. 3 Deuses protectores do lar e da família, entre os antigos Romanos. Que excede outro em grandeza, número, espaço, extensão, duração e intensidade. 4 - Aquelas. Chiste (fig.). Falha (fig.). 5 - Móvel ou pequena armação em que se pendura roupa, chapéus, etc. Existes. 6 - A parte mais larga da enxada. Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de ombro. Sorri. 7 - Perversa. Enredou. 8 - Cofre. Relação. Antes de Cristo (abrev.). 9 - Aversão. Uma das três horas canónicas, entre a terça e a nona, na liturgia católica. 10 - Objecto de material flutuante, usado cingido ao corpo, para os iniciados na natação. O m. q. ouro. 11 - Espaço coberto de vegetação no meio de um deserto. Sinal radiotelegráfico internacional para pedir socorro. VERTICAIS: 1 - Aposento de frades ou freiras nos conventos. Género de mamíferos carnívoros, da família dos mustelídeos. 2 – Altar cristão (pl.). Em direcção a. 3 – Face inferior do pão. Cálcio (s. q.). Pedacinho de qualquer coisa (fam.). 4 - Móvel, normalmente de madeira, sobre que se come, escreve, etc. Távola. 5 - Paladar. Gemidos. 6 Prata (s. q.). Temperar com limão e azeite. Grito aflitivo. 7 - Chega. Parte superior de um edifício, que forma cúpula de base circular ou poligonal, zimbório (pl.). 8 - Pessoa louca. Substância gordurosa e inflamável, líquida à temperatura normal, solúvel num similar mas insolúvel na água, extraída a partir de certas plantas ou sementes. 9 Fronteira. Ruténio (s. q.). Nome da letra X. 10 - Declamei. Tenebroso. 11 - Líquido medicamentoso proveniente da destilação do zimbro (pl.). Grande desordem. Cavalos-de-batalha? Antes de mais, devo dizer que é uma revista de carácter humanista e não fala exclusivamente de Direito. Vou-lhe dar um exemplo: uma das secções mais importantes, a “Portucalem” – para a qual estamos a negociar uma entrevista com o presidente da Câmara Municipal – debate a cidade. Mas é evidente que o Processo de Bolonha será um tema incontornável no próximo número da Critério, a sair em Novembro (vamos até publicar uma sondagem aos alunos nessa matéria). 30 OUTUBRO 2006 | 17 [ 5.ª dimensão ] [ JOGOS ] Ver a dobrar PS2 | The Sims2: Pets Os melhores amigos dos Sims Os animais de estimação dos nossos animais de estimação chegaram à 128 bits da Sony. As doses de paciência e perseverança são agora requeridas a dobrar. Ão, ão…. Miauuuuuuuu!!!! | POR MIGUEL ARAGÃO | [email protected] | Como se já não bastasse, termos de andar a recolher o lixo que a nossa criatura espalhava pelo chão depois de comer, vemo-nos agora obrigados a limpar todas as porcarias que as criaturas das nossas criaturas se entretêm a espalhar por onde quer que passem. Felizmente, nem tudo, como os fãs desta série da Electronic Arts bem sabem, são mal-cheirosas obrigações. | Escolher a família feliz | À imagem dos seus predecessores, a versão de Pets para as consolas permite começar por escolher entre uma família predefinida (tipo velha com gatos ou casal com cães) e a nossa própria linhagem. Desde o número de pessoas que queremos que façam parte da nossa família ao formato das orelhas e à raça do animal de estimação, nada escapa a este modo de criação de personagens dos Sims. | Viver com a família feliz | Depois, avançamos para a criação de dois fundamentais atributos, responsáveis por muito do que passaremos a fazer durante a acção: Personalidade e Aspiração. Ao nascimento da nossa selecta família, segue-se a já muitas vezes vista e por muitos conhecida acção. Desta vez, porém, tudo parece mais fácil, a começar no controlo de toda a acção, o que poderá já não satisfazer os mais acostumados a estas andanças. Dos bichos, como não podia deixar de ser, chega-nos muito do que melhor este título tem para oferecer: ora cantam, ora fazem habilidades. É claro que os novos protagonistas tornam tudo um bocadinho mais complicado, a não ser que optemos por tratá-los como parte da mobília e não nos faça diferença vê-los deprimidos e a dormirem mergulhados em poças dos seus próprios dejectos. | Passear com a família feliz | Outro dos aspectos mais engraçados do jogo é a possibilidade de levarmos os nossos melhores amigos ao largo da cidade. Quanto mais gastarmos numa determinada loja, mais ela cresce e nos oferece outros produtos, sendo que o dinheiro utilizado para investir nas criaturas não provém do nosso trabalho, mas antes de recompensas pelo tempo que despendemos com eles em casa (ainda que possamos transformar os simoleons em pet cash, no multibanco mais próximo de nós). As inovações de Pets são bem-vindas e no geral resultam quase na perfeição. Pena é que sejam tão poucas, a ponto de desconfiarmos que já não conseguem satisfazer os fãs mais hardcore destas adoráveis criaturas. Mas o pacote, principalmente para quem nunca pôs as mãos nos Sims, vale bem a pena e é, pelo menos para nós, um excelente investimento. Nota MU: 15 valores! A Chip7, empresa de comercialização de material informático, apresenta o entretenimento ideal para grandes viagens: o Leitor de DVD Portátil INOVIX IDP – 780 DS (DUO ecrã Duplo). Este equipamento inclui dois ecrãs Inovix TFT de sete polegadas, com um formato 16:9 panorâmico, incluindo ainda um comando à distância. O leitor de DVD possui igualmente protecção antichoque e colunas estéreo incorporadas em cada LCD. Compatível com Divx, DVD, CD, CD-RW, DVD-RW, DVD+RW e MP3, apresenta ainda carregador de isqueiro, bolsa de transporte e fitas para colocar os ecrãs no carro. PVP| 249 euros Para a parede, a ver se aprendem! Aqui fica uma excelente alternativa para quem não tem tempo ou paciência para tratar de bichos, nem dos virtuais, tipo Sims. Estes Wall Pets prometem ser uns meninos bonitos e não fazer asneiras. Depois sempre podem dizer que os trouxeram de Gorongosa ou outra treta qualquer do género e que, não só os embalsamaram como lhes deram um tratamento de pelúcia. Quem é que vai duvidar? www.iwantoneofthose.com PUB 18 | 30 OUTUBRO 2006 [ bar aberto ] Uma tradição à moda do Norte No Norte é que se concretizam os grandes rituais nacionais. No dia 19 de Outubro, o MU foi espreitar o mítico FEUPcaffé, o evento mais emblemático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. E acham que um convívio por ano lhes enche as medidas? Qual quê! De quinze em quinze dias, lá estão batidos os futuros-engenheiros no bar dos alunos da escola, a beber tudo menos café. Qualquer motivo serve para fugir à fatídica rotina diária de um estudante… | POR MARIANA SERUYA CABRAL | [email protected] | | FOTOS JOÃO COSTA FERREIRA | Se queres ver a festa da tua faculdade ou politécnico catapultada para a fama, arma-te em paparazzi e envia as fotos para [email protected]. Nós publicamos! 30 OUTUBRO 2006 | 19 [ bd ] Espaço coordenado por Geraldes Lino, http://divulgandobd.blogspot.com PUB 25 MAIO 2004