RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2001 1. GOMES, ANDRÉA. M. & GUIMARÃES, MICHELE S. Análise comportamental da atuação do Psicólogo com crianças portadoras de paralisia cerebral. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Amílcar Rosádio Soto/ Luís Guilherme Coelho Mola RESUMO A criança portadora de paralisia cerebral apresenta deficiências físicas, resultantes de uma ou mais lesões cerebrais. O quadro pode apresentar patologias associadas, como: déficits sensoriais, perceptuais, cognitivos e intelectuais. Neste contexto, a criança portadora de paralisia cerebral pode apresentar prejuízos em seu desenvolvimento global (adaptativo, motor, linguagem e pessoal-social). A presença de uma criança portadora da paralisia cerebral numa família gera sentimentos conflitantes o que altera aspectos de dinâmica familiar e influência no desenvolvimento global da criança. Com base nisso, este estudo teve por objetivo fornecer uma análise apoiada em uma revisão de literatura e embasada na abordagem comportamental, dos procedimentos usualmente utilizados pelo psicólogo no tratamento de crianças portadoras de paralisia cerebral. Através de uma revisão teórica, este trabalho conclui que a atuação do psicólogo junto ao portador de paralisia cerebral e sua família deve ser feito de modo precoce para que assim haja estimulação das potencialidades desta criança nos períodos de maturação, visando promover qualidade de vida à criança e à família. 2. BLEFARI, SANDRA. R. & SILVA, LETÍCIA S. Conseqüências da ingestão abusiva de álcool com início na adolescência. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: André Luís Jonas Banca: Amílcar Rosádio Soto/ Luís Antonio Gomes Lima RESUMO O objetivo em pesquisar sobre o adolescente e sua relação abusiva com o álcool, despertou-se pelo interesse em estar compreendendo o que leva um adolescente a beber, e, principalmente quais as conseqüências que este vício proporciona ao mesmo. No desenvolvimento deste trabalho, propiciamos ao leitor, um entendimento sobre o conceito da adolescência e suas características, bem como sobre o processo de construção de identidade; uma vez que é possivelmente nessa fase, que o jovem interessa-se pela ingestão de álcool, sem refletir sobre as conseqüências que esta substância pode causar-lhe. Esta pesquisa foi realizada com base em um levantamento bibliográfico. Portanto, utilizamos como fontes: livros, Internet, monografias e apostilas. Tendo por base as leituras realizadas e também nossas experiências como estagiárias-terapeutas, do Núcleo de Psicologia Comportamental Cognitiva, verificamos que fatores sociais, familiares e psicológicos, levam o adolescente a procurar prazer, extroversão, resolução de problemas, entre outros aspectos, através da ingestão do álcool. Após a realização deste trabalho, consideramos que seria muito importante que houvesse, cada vez mais, equipes multidisciplinares, para trabalhar na prevenção da ingestão do álcool, estabelecendo um bem-estar para o próprio adolescente, e, para as pessoas que convivem com o mesmo. 2 3. FIGUEIREDO, MARIA D. L. A arte de sorrir. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Carla Witter/ Ana Maria Haddad Baptista RESUMO Alguns autores influentes afirmam que o sorriso e riso são graus diferentes de um mesmo fenômeno. Nas primeiras semanas de vida os bebês apresentam sorrisos reflexos e são independentes do grau de familiaridade destes. A partir da terceira semana o sorriso passa a ser eliciado por estimulação externa. Os estímulos auditivos ocorrem do desenvolvimento aos estímulos visuais. O riso aparece depois do sorriso. Darwin defendia a idéia que as primeiras ações expressivas exibidas pelo homem são inatas, porém outros autores afirmam que as expressões faciais são socialmente aprendidas e, por isso, apresentam extrema variação individual e cultural. O tema a arte de sorrir é apresentado neste trabalho a partir de idéias reflexivas de alguns autores, com também pelos significados contidos nas descrições das respostas que os professores do 5º ano do curso de Psicologia de uma Universidade particular atribuíram ao sorriso na comunicação interpessoal. As respostas dos professores são organizadas em categorias de aproximação e de afastamento. Para analisar o sorriso é fundamental a inserção do contexto em que ele ocorre. 4. ROSA, ANDRÉIA & SILVA, RENATA V. Mada: Um estudo sobre a Associação Mulheres que Amam Demais Anônimas. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Carla Witter/ Raphael Cangelli Filho RESUMO O presente estudo visa apresentar o funcionamento da Associação MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas), freqüentada por mulheres com idade média de 30 anos, classe social e estado civil diversificados. O grupo realiza três reuniões semanais, com o objetivo de trabalhar a recuperação de mulheres que apresentam relacionamentos destrutivos. Considerando as observações realizadas em reunião, pode-se enfocar que os temas mais discutidos são os conflitos nas relações familiares e a baixa auto-estima, questões que apontam como causadoras do sofrimento que apresentam atualmente em seus relacionamentos amorosos. A partir dos dados obtidos, entende-se que o trabalho realizado pela Associação é funcional, no sentido de aliviar o sofrimento vivenciado naquele momento, porém, o sistema utilizado transfere o foco de dependência. Sendo assim, as mulheres passam a questionar seus novos relacionamentos para torná-los saudáveis, mas tornam-se dependentes do grupo. 5. LOYOLA, NATÁLIA M. & SILVA, DANIELA F. Sexo: Mas, afinal, o que é o sexo para os adolescentes? Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Luís Alfredo Lilienthal/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Sensibilizadas por um caso de gravidez na adolescência e por considerarmos que esta constitui uma possível conseqüência de um comportamento sexual indevido, objetivou-se no presente trabalho, compreender como o sexo tem sido visto pelos adolescentes da sociedade contemporânea. Convidamos o leitor a percorrer a complexidade do que é o adolescer, apresentando seu conceito e características bem como o desenvolvimento da sexualidade e histórico da educação sexual. Realizamos este estudo com base em um levantamento bibliográfico. Foram, 3 portanto, consultados livros sobre a adolescência e desenvolvimento do papel sexual, e uma literatura mais específica, como a gravidez na adolescência. Por intermédio das leituras realizadas e experiências como estagiáriasterapeutas na Clínica de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu, consideramos que inúmeros fatores influenciam a forma do adolescente pensar em sexo, entre os quais, as crenças e valores morais transmitidos pela família; a série de mudanças provenientes da puberdade; a educação sexual que recebem; os meios de comunicação e outras questões sociais e culturais. Constatamos também que a gravidez na adolescência, bem como as outras conseqüências do ato sexual impensado, devem ser consideradas como o ápice de um problema bem maior que as antecedem, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, ou seja, que o problema da jovem gestante se inicia tão logo venha a constatação da gravidez. Portanto, a família e a sociedade como um todo, devem se conscientizar que esta é uma questão importante sendo fundamental repensar sobre seus preconceitos e crenças, e assumir a necessidade de promover a educação sexual compromissada de modo que a incidência de situações de risco com relação ao sexo tendam a diminuir; a saber, que o diálogo e a informação continuam a ser as melhores saídas. 6. DAMO, FABÍOLA & SOARES, TATIANA S. Adolescência e Drogas: Uma Compreensão desta Relação. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Armando Rezende Neto/ Valéria Ribeiro Linard RESUMO O objetivo deste trabalho foi abordar a relação do adolescente com a droga, analisando os fatores que influenciam no seu uso. A adolescência é vida com uma fase entre a infância e a vida adulta, marcada por grandes mudanças físicas e psicológicas. O adolescente está em busca de sua aceitação no grupo, do par ideal, de uma profissão, das respostas, soluções, de si mesmo e da sua identidade. Porém, em busca vem acompanhada de incertezas que o deixam inseguro e angustiado. Por estar muito vulnerável a pressões, sofrimentos, prazeres e valores, o adolescente pode ver a droga como algo mágico que traz solução para os seus problemas, aliviando a aflição e a angústia e também dando força e prazer. Por "droga" entendemos tudo o que é utilizado para amenizar a dor, baixar a ansiedade, diminuir as frustrações, aumentar a segurança e a fantasia. O adolescente pode procurar a droga por vários motivos: curiosidade, pressão do grupo, angústia e alegria. O grupo é importante para o adolescente, pois como ele compartilha seus desejos, inquietudes, temores, experiências e interesses comuns. A imitação e repetição de ações e atividades garantem a aceitação no grupo. O sentimento de pertencer ao grupo faz parte do crescimento do adolescente e o grupo o acolhe bem com seus conflitos. Entre os adolescentes, no ritual da aceitação, não é necessária muita conversa. O contato é simples, repetitivo e de identificação. Seja qual for à situação referente às drogas, é importante verificar a forma com se procede, quais os caminhos a percorrer, qual é o papel e a função das pessoas e profissionais envolvidos com o adolescente. Perguntar e dialogar são atitudes de base frente aos adolescentes com problemas de drogas. Nenhum dependente químico pode curar a si mesmo, é necessário ajudá-los para que desejem a cura, através da compreensão, da confiança, de um diálogo sincero e sem censuras. 7. AMARAL, ROSELI A. C. & MAKI, KARINA. Maturescência: Implicações na auto-imagem. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Anete Aparecida Farina/ Sylvia van Enk Meira RESUMO Alguns estudos discutem a imagem que a sociedade tem do idoso e sobre a imagem que ele tem de si mesmo. O presente estudo procurou investigar as possíveis implicações na auto-imagem do idoso, bem como sua relação com esta fase da vida. Para tanto, estudaram-se dois sujeitos do sexo feminino e dois do sexo masculino, sendo estes integrantes de um asilo mantido por instituição religiosa, situada no litoral de São Paulo, e dois sujeitos do sexo feminino e dois do sexo masculino, integrantes de uma Universidade, para a terceira idade, situada na cidade de 4 São Paulo; de faixa etária entre cinqüenta e oito e oitenta e sete anos de idade. Foram investigados seus relatos sobre a concepção de serem idosos. A avaliação dos resultados demonstrou que, apesar de haver influências do meio em que estão inseridos, o fator que se mostrou predominante para a concepção da auto-imagem destes indivíduos, foi o das características individuais. 8. BRANCO, JONAS C. Adoção: O uso da fantasia como instrumento de abertura de conversação. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Liz Verônica Versilo Luisi/ Raphael Cangelli Filho RESUMO A adoção é uma prática antiga na história da humanidade, mas ainda é cercada de mitos e preconceitos que dificultam a aceitação dessa opção como forma de maternidade e paternidade. A família visando proporcionar proteção a ela e ao filho adotado pode instaurar o segredo familiar evitando falar de adoção e sobre a forma como a criança se tornou filho. Manter o segredo além de dispensar uma carga alta de energia e gerar ansiedade nas relações, influencia negativamente na formação de identidade da criança fragmentando sua narrativa de vida. Embora cercada de mitos de abandono, as pesquisas sobre adoção mostram que a vida da criança e da família após a revelação, mesmo que tardia, não apresenta mudanças negativas no comportamento individual e ou relacional, nem tampouco os filhos optaram por sua família biológica. Pela pesquisa bibliográfica realizada, não se registrou um consenso entre os autores sobre a hora da revelação; no entanto, há coincidência na posição de que falar sobre adoção deve ser feito de forma contínua, levando-se em conta o grau de compreensão da criança. Optou-se pelo uso da fantasia como instrumento de abertura de conversação, por oferecer através de um contexto alterado, condições da criança falar dos seus sentimentos, através da sua identificação com os personagens. 9. SILVA, LUCIANA R. & SOUZA, LOURIETE R. A utilização de técnicas comportamentais na modificação do comportamento em crianças autistas. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2001. Orientador: André Luís Jonas Banca: Armando Rezende Neto/ Amílcar Rosádio Soto RESUMO A modificação de comportamento em crianças autistas tem sido objeto de estudo na área da psicologia comportamental, a fim de promover uma melhor qualidade de vida para essas crianças. A presente pesquisa teve por objetivo, através de levantamento bibliográfico verificar as possibilidades que as crianças autistas possuem para se adequar ao meio através da utilização destas técnicas. As técnicas abordadas no presente estudo foram: 1) TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficiências relacionadas à Comunicação); método elaborado após intensa observação comportamental dos indivíduos com deficiências tanto relacionadas ao autismo quanto à comunicação em diferentes settings e frente a diferentes estímulos; 2) o método CABAS (Compreensive Aplication of Behavior Analysis to Schooling), no qual o ensino é individual e tem como regra revisar o comportamento da criança continuamente através de técnicas de registro; e 3) um estudo recente sobre a equivalêcia de estímulos como base para a emergência de novos intraverbais, que procurou mostrar como emergem discriminações condicionais novas após o ensino de algumas poucas discriminações. Desta forma, através dessa breve revisão, pode-se concluir que as técnicas comportamentais citadas objetivam provocar mudanças no repertório comportamental da criança, de maneira a reduzir os déficits e excessos comportamentais marcantes através do controle de estímulos. 5 6 RESUMO DOS TCC’s. DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2002 10. CARDOSO, SELMA G. N. & SILVA, ROSELI T. Adolescência e os transtornos alimentares: uma compreensão desta relação. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luís Jonas/ Táki Athanássios Cordás RESUMO Este trabalho tem, por objetivo, abordar os transtornos alimentares e, em especial, a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, com base na Teoria Comportamental-Cognitiva, que prioriza os eventos cognitivos na geração dos problemas pessoais e transtornos psiquiátricos. Os transtornos alimentares têm recebido muita atenção dos meios de comunicação nos últimos anos, em parte pela importância do tema, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano, e em parte por atingir pessoas do mundo da moda, das artes e dos esportes (modelos, bailarinas e atletas). A grande maioria dos que sofrem os transtornos alimentares – mais de 90% - são adolescentes e mulheres jovens, por estarem numa época da vida em que a manutenção de uma forma física “ideal” é um valor muito cultivado. A nossa cultura ratifica e apóia estes conceitos. Estar magro é uma condição para aceitação, reconhecimento e sucesso. Na tentativa de atingir a meta de estar magro a qualquer custo, as pessoas fazem regimes muito rigorosos, aos quais os especialistas atribuem um papel fundamental no desencadeamento dos transtornos alimentares. As conseqüências destes transtornos podem ser muito graves e 1 em cada 10 casos termina, em parte, por parada cardíaca, desnutrição ou suicídio. 11. AMENDOLA, LETÍCIA. Adoção e seus segredos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Armando Rezende Neto/ Raphael Cangelli Filho RESUMO A adoção é uma prática antiga encontrada em várias citações de história da humanidade. No Brasil é uma prática também antiga, porém ainda existem mitos e tabus permeando e dificultando as relações entre pais e filhos adotivos. Para muitos pais, a fertilidade é uma benção e a esterilidade uma maldição. Prêmio ou castigo é transmitido de geração para geração por meio de mitos. A infertilidade no casal frustra os desejos e expectativas que foram criados dentro de um padrão de crenças adquiridas pelo casal em suas famílias de origem. A família, com o objetivo de proporcionar uma dupla proteção a ela e ao filho adotado, pode instaurar o segredo familiar evitando falar da adoção, e sobre a forma como a criança se tornou filho. Manter o segredo, além de dispender uma carga alta de energia e gerar ansiedade nas relações, influencia negativamente na formação da identidade da criança, fragmentando sua narrativa de vida. Pela pesquisa realizada, não se registrou um consenso entre os autores sobre a hora da revelação; no entanto, há coincidência na posição de que falar sobre adoção deve ser feito continuamente, ser construída junto da relação diária com a criança, levando-se em conta o seu nível se compreensão. 7 12. BALTHAZAR, ANDREZA & RODRIGUES, CLAUDIA .F. Síndrome do Pânico O Fantasma do Medo. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Amílcar Rosádio Soto/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este trabalho apresenta abordagens teóricas no âmbito da psiquiatria, neurologia e psicologia cognitiva, para explicar a origem da Síndrome do Pânico, seus sintomas e possíveis modos de tratamento. Através da análise teórica, concluise que a Síndrome do Pânico é de causa múltipla, ou seja, há um distúrbio nos mediadores químicos, e é descrita pela abordagem psiquiátrica, por ser um transtorno de ansiedade e por sua sintomatologia difusa. Um dos tratamentos indicados e que se mostra eficaz para a Síndrome do Pânico é terapia cognitiva, acompanhada de tratamento farmacológico, pois possibilita, ao portador, menor possibilidade de recaída. 13. PAES, SANDRA M. & RINALDI, SOLANGE. Adolescência e Maconha: Onde começa esta relação? Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Sylvia van Enk Meira/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este trabalho foi realizado com base na Teoria Cognitiva e foi dividido em três capítulos: Drogas, Adolescência e Prevenção. Em cada um deles buscamos informações esclarecedoras, para apresentá-las e discuti-las de forma que fiquem claras para todos que queiram saber mais sobre o assunto. O objetivo do nosso trabalho é o de estudar onde se inicia a relação do Adolescente e da Maconha, visando, principalmente, os motivos que os levam a procurá-la, podendo ser usado, também, como base para um trabalho preventivo, pois traz informações importantes para sabermos como podemos fazer para diminuir o risco de um adolescente envolver-se com a maconha. 14. COSTA, INGRID L. A. & TRINDADE, LOUIZIANE C. Da união à separação: por que o relacionamento de alguns casais que vivem maritalmente não dá certo? Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Sylvia van Enk Meira/ Liz Verônica V. Luisi RESUMO O trabalho realizado é um estudo sobre por que o relacionamento de alguns casais que vivem maritalmente não dá certo, tendo como principal objetivo levantar possíveis relações existentes entre o término do relacionamento e as condições dadas pela sociedade atual. Para este estudo utilizou-se a abordagem fenomenológica como orientação teórica. Foram entrevistados seis sujeitos de ambos os sexos, moradores da Capital de São Paulo, com idade entre 25 a 50 anos, que viveram maritalmente por no mínimo dois anos e que estivessem separados por no mínimo dois anos, utilizando-nos de entrevistas abertas, individuais, deixando o sujeito livre para contar a história de sua união. Os dados desta pesquisa foram avaliados de forma qualitativa, na qual os pesquisadores atuaram como variável interveniente, entrando em contato com a experiência do entrevistado de maneira participativa. Os dados nos permitiram avaliar questões relacionadas com o início de um relacionamento, as implicações da decisão, bem como os motivos que podem levar à separação, permitindo-nos avaliar o papel da terapia de casal nessa relação. Concluímos que não existe regra, mas uma série de circunstâncias que podem potencialmente determinar o sucesso ou o insucesso da união. 8 15. PINHO, VANESSA.& PIVISAN, BIANCA A. T. O conceito de imagem corporal em estudantes universitários. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: André Luís Jonas Banca: Paola Espósito de Moraes Almeida/ Simone Mancini Castilho RESUMO Uma das maneiras que o indivíduo tem para pensar em si é através da imagem de seu próprio corpo. Segundo Castilho (2001), a identidade humana é inseparável de seu substrato e o modo com que as pessoas vivem neste substrato determinam sua forma de existir no mundo. O presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de distorção da imagem corporal em estudantes universitários. Foi utilizado um questionário aberto com 34 questões, que relaciona o nível de distorção da imagem corporal com o índice de massa corporal obtido junto a população diferente, atendida em clínicas, ou seja, em pacientes não hospitalizados. Foi constatado que de acordo com os padrões do índice de massa corporal, mulheres em sua maioria, ou seja, N=54 mesmo estando com o peso adequado apresentam leve, moderada ou grave distorção da Imagem Corporal e através da classificação obtida no Questionário de Imagem Corporal mulheres em sua maioria, ou seja, N=74 apresentam uma insatisfação com o corpo, mesmo estando com o peso adequado. Já entre os homens, N=61 mesmo apresentando sobrepeso e obesidade não distorcem a imagem corporal. O que indica que o contexto cultural influencia principalmente no comportamento feminino, criando pressões para que a mulher tente se adequar a determinados padrões de beleza. 16. KALIL, ADRIANA F. & WAAGE, RENATA. Critérios de escolhas de parceiros em estudantes universitários. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: André Luís Jonas Banca: Luís Guilherme Coelho Mola/ Simone Mancini Castilho RESUMO Diante da necessidade de atrair, e serem atraídos, os homens e as mulheres estabelecem critérios particulares de escolhas de seus parceiros. Nosso objetivo foi levantar quais eram os critérios utilizados, por universitários, na busca de um parceiro. Os sujeitos foram estudantes universitários da Universidade São Judas Tadeu. Foram aplicados 100 questionários, sendo 50 para o sexo masculino e 50 para o sexo feminino. Os resultados foram analisados quantitativamente, buscando conhecer as diferenças de critérios de escolha de parceiro entre homens e mulheres. Com base nesses dados, conclui-se que os locais utilizados para a busca de parceiros são semelhantes entre os homens e as mulheres. Com relação à condição social, os mesmos interesses discutidos, influência da profissão dos parceiros, questões impeditivas como deficiências e doenças, aos vícios, as características raciais, religiosas e o estado civil do parceiro, ambos os sexos tiveram respostas semelhantes. De acordo com a classe característica psicológica os sujeitos de ambos os sexos apontaram as mesmas categorias, já na classe características físicas, houve uma diferenciação entre os homens e as mulheres. Referente às características culturais, os sujeitos colaram respostas semelhantes, o que se confirma com o nível de instrução exigido do parceiro, ou seja, cultos, com instrução mínima superior. Já com relação ao comportamento sexual houve diferença entre os sexos pelos estilos de respostas. Outra questão que diferenciou nas respostas de ambos os sexos foi na questão de idade, sendo que os homens preferem parceiras mais novas e as mulheres preferem parceiros mais velhos. Com esses dados, pode-se dizer que a maioria dos critérios é utilizada para ambos os sexos. 9 17. NUNES, NELSON. Mercado de Trabalho: Tornando-se Obsoleto. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Ana Zahira Bassit/ Anete Aparecida Farina/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Através dos tempos, em algum momento da vida do homem, em particular na do trabalhador, este foi considerado obsoleto. Em virtude de fenômenos como a globalização e o neoliberalismo que este processo de obsolescência passou a aconteça cada vez mais cedo na vida do trabalhador, trazendo conseqüências cujas causas e efeitos são aqui discutidas. Para auxiliar a analise destas conseqüências, foram entrevistados oito indivíduos de faixa etária entre 45 e 75 anos, com intervalos de dez anos, dividido igualmente entre sexo feminino e masculino. A avaliação dos resultados demonstrou que, o sentimento de obsolescência está presente em cada um dos entrevistados, gerando outros sentimentos, como medo do futuro, arrependimento por atitudes não tomadas no passado, como reciclagem e atualização, descrédito em relação às ações governamentais, principalmente nos campos econômicos e sociais. Felizmente em cada um deles, resta ainda um sentimento de esperança, de que em algum lugar no futuro a dignidade de cada um seja respeitada e todos com indivíduos, trabalhadores e cidadãos valorizados. 18. ARAUJO, SHEYLA S. A relação do pai de família desempregado com seu meio. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Ana Zahira Bassit/ Sylvia van Enk Meira/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ RESUMO O presente estudo tem como objetivo verificar, através do discurso de chefes de família, desempregados, como fica sua relação com o seu meio social primário no momento de desemprego. Foram entrevistados cinco chefes de família que se encontravam desempregados há pelo menos seis meses. Como instrumento de investigação foram utilizadas entrevistas semi-dirigidas, que foram gravadas em fita cassete. Todas as entrevistas foram transcritas na íntegra e analisadas qualitativamente. Constatou-se que o momento de desemprego causa algumas alterações dentro do grupo social primário, principalmente nos primeiros meses de desemprego, que é quando ocorrem as principais mudanças, principalmente no aspecto financeiro. Pode-se perceber que os desempregados buscam suas forças na família, ou seja, este grupo é a principal fonte de incentivo contra o sentimento de impotência, exclusão e inferioridade. Este estudo revelou que a falta de emprego está ligada a aspectos muito além da “falta de dinheiro”, pois não é o desemprego em si, mas o sofrimento que ele gera, que envolve mudanças na vida de quem está desempregado. 19. MERCES, NEURI P. Paternidade e a sua importância na formação do filho. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Luís Alfredo Lilienthal/ Vera Lúcia G. Beres RESUMO Este trabalho teve por este objetivo aprofundar o conhecimento acerca da relevância da figura paterna na formação da identidade da criança, atendendo inicialmente `a demanda de um usuário do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade São Judas Tadeu. A pesquisa bibliográfica evidenciou a existência de poucas referências sobre o tema. Nesse estudo buscou-se focalizar teoricamente os aspectos afetivos, sociais e cognitivos do desenvolvimento infantil, a importância do papel da figura de autoridade na construção da auto-imagem infantil, assim como os possíveis reflexos que esta ausência acarreta na vida de relações da criança. Apesar de não ser este um estudo conclusivo pode- 10 se evidenciar que a participação da figura paterna, que não necessariamente seja a do pai biológico, é requerida, valorizada e, portanto reconhecida como fundamental na formação da identidade de um filho. 20. BAPTISTA, ELETÍCIA L. & BOTACIN, WILMA M. A. Agressividade física e brincadeiras na instituição da Polícia Mirim: Um estudo sobre o desenvolvimento infantil. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, 2002. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Anete Aparecida Farina/ Carla Witter/ Liz Verônica V. Luisi RESUMO O presente estudo teve por objetivo verificar os comportamentos de agressividade física nas interações entre crianças de sete anos de idade, atendendo a uma demanda do corpo docente da Instituição. Inicialmente, para a clarificação da demanda foram realizadas entrevistas com a direção da Instituição, e com base nos dados obtidos, realizou-se três observações: a primeira, em situação de atividade livre, no pátio da Instituição, a segunda no refeitório, horário do almoço e a terceira, em atividade dirigida pela professora, festa junina. Posteriormente, foi elaborado um questionário composto por cinco questões, o qual foi aplicado entre cinco professoras e quatro funcionários da Instituição com a finalidade de identificar o significado atribuído dos comportamentos nomeados como agressividade nas interações infantis. Conclui-se que a agressividade física faz parte do desenvolvimento infantil e que nas brincadeiras utilizam o próprio corpo como instrumento de interação entre eles. 21. SILVA, ANA N. S. & ZANCHETTA, FLAVIA. Estudo de Caso: O Enfoque Terapêutico Cognitivo na Co-Morbidade Depressão e Ansiedade. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2002. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Ângela Mª Regis Cavalcanti Brasil/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Este trabalho teve como objetivo, investigar as características de um provável quadro Depressivo e Transtornos de Ansiedade Generalizada, bem como a terapêutica para essa patologia, a partir de um referencial cognitivo. A necessidade de nos aprofundarmos no estudo de um caso clínico surgiu mediante o primeiro atendimento em Plantão Psicológico, e a necessidade em compreender as dificuldades apresentadas por uma usuária por nós atendida no Centro de Psicologia Aplicada. O atendimento teve duração de dois meses, tendo sido interrompido por normas da Instituição. Nós, estagiárias terapeutas, não estávamos de acordo com a interrupção do atendimento naquele momento visto a boa recuperação da usuária. Desde o início de nossa formação acadêmica ouvíamos falar sobre Depressão e Ansiedade, porém não tínhamos, até então, contato com estas patologias. Ao pesquisarmos sobre o assunto, pudemos compreender que depressão refere-se a um quadro de sofrimento psicológico que geralmente começa com uma tristeza, podendo chegar a um grave prejuízo na vida do indivíduo; porém, é importante lembrar que depressão é tratável. Em relação à ansiedade, pode-se dizer que é considerada como um "estado emocional", e é mais inespecífica. Geralmente os indivíduos sentem medos e não conseguem relaxar. Concluímos que a usuária, tendo possibilidade de continuar o acompanhamento psicológico, criará ferramentas para lidar com suas dificuldades atingindo, assim, sua melhora. 11 12 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2003 22. RODRIGUES, LILIAN S. & SGROTT, TATIANA. A relação com crianças portadoras de Síndrome de Down: Uma análise do relato de mães. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: André Luís Jonas Banca: Simone Mancini Castilho/ Sylvia van Enk Meira Resumo O presente estudo teve por objetivo verificar, através de entrevistas realizadas com mães de portadores de Síndrome de Down como ocorre a percepção do problema, a busca de apoio ou cuidados, a relação familiar, e a convivência direta com a mãe no que se refere ao tratamento e criação, autonomia e treino de habilidades, preconceitos e futuro. Foram entrevistadas cinco mães, sendo que um pai esteve presente durante a realização de uma das entrevistas, viabilizou-se como instrumento um questionário com cinco questões abertas. As entrevistas foram gravadas e transcritas para garantir a fidedignidade das informações. Após análise verificamos que o apoio e os cuidados através da estimulação, convívio, uma relação familiar satisfatória contribuirão para um melhor desenvolvimento das habilidades do portador da Síndrome de Down. 23. REALI, KARINA A. & SOUSA, CAROLINE P. A questão dos limites na formação da criança. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Luis Antônio Gomes Lima/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho teve o propósito de pesquisar e refletir sobre a questão dos limites, e de compreender a dificuldade dos pais em estabelecê-los com os filhos, buscando recursos para uma possível atuação preventiva junto às famílias. Foi realizada uma pesquisa, com seis mães de famílias residentes nas Zonas Leste e Sul da cidade de São Paulo, com filhos na faixa etária de 3 a 7 anos. O material utilizado foi um roteiro de entrevista semi-dirigida. Os resultados das conversações mantidas com as mães indicaram que a impossibilidade da garantia do controle sobre o comportamento da criança leva, muitas vezes, as mães a atitudes extremas, não percebendo freqüentemente seus próprios limites, e desencadeando sanções com as quais elas próprias não concordam. Os dados das entrevistas indicam também uma consciência da importância do estabelecimento dos limites das crianças frente às demandas do mundo atual. Entende-se que estabelecer limites de forma mais coerente está relacionado também à compreensão do estágio de desenvolvimento cognitivo da criança por parte dos adultos, e, nesse sentido, considera-se relevante um trabalho junto aos pais para auxiliá-los a criar um espaço de conversação que envolva a escuta entre eles e seus filhos. 13 24 ABREU, SIVANA P. & BARBOSA, MARIA SHIRLEI G. Considerações sobre os aspectos BioPsicológicos na Relação Mãe-Feto. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Simone Mancini Castilho/ Ângela Mª Regis Cavalcanti Brasil RESUMO Esta pesquisa constou de uma breve revisão da bibliografia existente sobre o tema das relações materno-filiais na fase intra-uterina. Partiu-se do pressuposto que as trocas bio-psicológicas que ocorrem neste período refletem na formação do vínculo afetivo, visto que desde a concepção e durante a vida-uterina, o ser em desenvolvimento mantém uma relação de dependência com sua mãe. À medida que o feto vai evoluindo, começa adquirir neurofisiológica, tornando-se capaz de registrar e dar significado às emoções e aos sentimentos maternos, essa comunicação se processa pelos movimentos do bebê no útero materno, sendo percebidos pela mãe que responde a eles bio-psicologicamente, numa interação contínua mãe-feto, onde se estabelece a formação do vinculo positivo e negativo. Dentro desta perspectiva o nosso trabalho buscou reunir elementos que possam servir de suporte para a atuação preventiva junto a casais grávidos e gestantes. Daí a necessidade de dar continuidade a este trabalho de pesquisa sobre este tema, para proporcionar informações e considerações relevantes que influenciam na relação mãefeto, visto que não há material suficiente para maior aprofundamento, pois a Psicologia Fetal é uma área de pesquisa muito recente. 25. COSTA, DEBORA P. & TINONIN, CHEILA C. Padrões de comportamento do adolescente paulista: normas e regras. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Carla Witter/ Luís Alfredo Lilienthal RESUMO O objetivo desta pesquisa foi de conhecer qual a importância do comportamento de burlar regras para o adolescente paulista de diferentes classes sociais. A partir do método de pesquisa qualitativa, elaboramos uma entrevista semidirigida, abordando temas como relações familiares, regras impostas pelos pais e pela sociedade, grupos de referência e transgressões. Como sujeitos, entrevistamos dez adolescentes entre quinze e dezessete anos de idade, sendo dois de cada classe social previamente definida, não levando em conta o sexo e o nível de escolaridade. Não incluímos neste estudo, adolescentes infratores com pendências perante a lei. Pudemos concluir que todos os adolescentes entrevistados burlam regras, independente de classes sociais. A família tem grande importância na forma como o adolescente questiona as regras impostas. Todos os entrevistados questionam seus pais e, mesmo havendo diálogo entre eles, sentem necessidade de burlar algumas normas. Entendemos que o comportamento de burlar regras, dependendo da conseqüência que ele trás à família e à sociedade, contribui para que o adolescente adquira responsabilidade pelos seus atos e aprenda a manter uma postura crítica diante da sociedade em que está inserido. 14 26. GARCIA, GISLAINE Q. & BARBIERI, GRAZIELLA B. A Família diante do paciente deprimido: o enfoque cognitivo. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Ângela Mª Regis Cavalcanti Brasil/ Sylvia van Enk Meira RESUMO Este trabalho teve como objetivo, estudar o conceito da síndrome depressiva, seu tipos, possíveis, causas e terapêuticas disponíveis, além de abordar a importância do apoio familiar no tratamento do paciente com depressão. Através das entrevistas realizadas pôde-se ilustrar o sofrimento do paciente deprimindo, de que forma a família fica envolvida neste processo e quais são os recursos necessários para que a mesma possa auxiliá-lo. Como conclusão observou-se a importância do suporte familiar no tratamento da depressão e a necessidade de existirem grupos de ajuda ou associações que ofereçam informação sobre a depressão para pacientes e familiares. 27. MENEZES, IVAN L.B. & PINTO, SONIA .R .S. O papel da atividade remunerada para adolescentes de família de baixa renda. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2003. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Raphael Cangelli Filho/ Sylvia van Enk Meira RESUMO O trabalho realizado é um estudo sobre o papel da atividade remunerada na vida de adolescentes de baixa renda, buscando compreender a influência que esta atividade exerce no desenvolvimento da fase adolescente e sobre as vivências peculiares de cada entrevistado. Para este estudo utilizou-se a abordagem fenomenológica como orientação teórica, embora autores de outras abordagens teóricas tenham sido citados neste trabalho. Foram entrevistados cinco voluntários do sexo masculino, com idade entre dezessete e vinte e dois anos, residentes na Capital de São Paulo, e que exerceram uma atividade remunerada, recebendo por esta uma remuneração igual ou inferior a um salário mínimo vigente no País. Utilizamos entrevistas abertas e individuais, de maneira que pudéssemos compreender e apreender fenomenologicamente a história dos entrevistados. Os dados da pesquisa foram avaliados de maneira qualitativa, na qual os pesquisadores atuaram como uma variável interveniente, entrando em contato com a experiência do entrevistando de maneira participativa. Os dados coletados permitiram uma maior compreensão do contexto biopsicossociocultural dos adolescentes pertencentes à família de baixa renda e do significado que o papel da atividade remunerada têm em suas vivências peculiares. Concluímos que o papel de integrante ativo na renda familiar é considerado como satisfatório para o desenvolvimento do adolescente quando este adquire, em virtude desta experiência, uma maturação biopsicossociocultural. Desta forma, a transição para a fase adulta é propiciada por um desenvolvimento e crescimento psicossocial. 15 28. MORAES, FÁTIMA A. & AFANASIEV, KELLI C. C. Além da Rivalidade entre os times de futebol: Uma compreensão sobre a violência entre adolescentes participantes de torcidas organizadas de futebol. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, 2003. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luís Jonas/ Sylvia van Enk Meira RESUMO Este trabalho teve como objetivo, refletir sobre o comportamento agressivo dos adolescentes que participam de Torcidas Organizadas e sua relação com o ambiente familiar e fatores externos como drogas e mídia. Para tanto, foram entrevistados 07 (sete) adolescentes participantes da Torcida Organizada do São Paulo Futebol Clube, denominada Torcida Independente. As entrevistas foram realizadas na própria sede da torcida. A coleta de dados foi realizada, utilizando-se um roteiro de questões, composto por itens que buscavam responder aos objetivos do estudo. Foram estabelecidos dois eixos de análise, que diziam respeito à violência entre os adolescentes participantes de torcidas organizadas e relação com família e outros fatores. A partir dos dados coletados, pode-se considerar que o adolescente procura a torcida organizada, com o intuito de encontrar-se em um lugar onde é aceito e respeitado pelos companheiros, onde pode demonstrar sua força e poder e onde também pode demonstrar sua agressividade, através de atos violentos, contra os adversários. A família, o uso de drogas, a mídia e a classe social do adolescente, são fatores que podem contribuir para essa violência, principalmente a família que é o primeiro modelo do indivíduo. Palavras chaves: adolescentes, torcidas organizadas, violência. 29. D’ANDRETTA, PATRÍCIA.& FELICE, ELIANA. A atuação do Psicólogo na Unidade de Terapia Intensiva. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, 2003. Orientador: Ângela Mª Regis Cavalcanti Brasil Banca: André Luís Jonas/ Simone Mancini Castilho RESUMO O presente estudo tem por objetivo conhecer a atuação do psicólogo em Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.), dentro de uma instituição hospitalar junto à equipe multidisciplinar no atendimento de pacientes e familiares. A importância desse trabalho junto à criança internada tanto quanto aos familiares que acompanham, geram angústias e conflitos em decorrência da fase de desenvolvimento em que se encontra, sendo necessário cuidados à nível físico e emocional, além de informações orientações aos responsáveis. Foi realizado um levantamento bibliográfico a respeito do tema objetivando um aprofundamento sobre o trabalho do psicólogo na área da saúde, pois a especialização hospitalar é relativamente recente no mercado de trabalho deste profissional, principalmente como intensivista, ou seja, suas funções e atribuições dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva no complexo hospitalar. Observamos que esse profissional tem como principal tarefa atender às necessidades do enfermo e da família, buscando minimizar o sofrimento causado pela hospitalização. A partir da conotação negativa que o termo U.T.I. é conhecido socialmente, acreditamos que cabe ao psicólogo, além dos seus conhecimentos teóricos e técnicos, humanizar as relações empreendidas no trabalho. 16 17 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2004 30. ANDRADE, CRISTIANE C. & SILVA, ÉRICA S. Compulsão sexual na visão comportamental: Um estudo com integrantes do DASA - Dependentes de Amor e Sexo Anônimos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este presente trabalho objetivou entrevistar integrantes do grupo DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) a fim de realizar um estudo sobre compulsão sexual em uma abordagem comportamental, levantar suas características e conseqüências, assim como as dificuldades encontradas pelos mesmos diante desta dependência, os tratamentos propostos e as vantagens e desvantagens de participar do grupo, no que se refere ao processo de recuperação. Foram entrevistados dois participantes do sexo masculino que apresentavam sintomas de compulsão sexual. As entrevistas se realizaram em locais públicos na cidade de São Paulo com duração média aproximada de 60 minutos para cada voluntário. O instrumento utilizado foi dividido em duas partes, sendo a primeira uma ficha de caracterização contendo dados da identificação do sujeito e duas questões de cunho pessoal abordando sobre a Instituição DASA e a segunda composta pelo próprio roteiro de entrevista que apresentou 13 perguntas semi-dirigidas que teve o intuito de verificar, entre outras questões, como ocorreu o processo de dependência, qual a freqüência do comportamento sexual, que tipo de pensamentos estavam relacionados com o ato compulsivo, as principais dificuldades encontradas pela existência da compulsão, a procura por tratamento psicológico e/ou psiquiátrico, bem como sobre o funcionamento da Irmandade no processo de recuperação. Tendo como base a revisão bibliográfica e as entrevistas obtidas, pôde-se concluir que o comportamento sexual passa a ser considerado disfuncional quando o sujeito não consegue controlar os seus impulsos, quando há uma perda desordenada de tempo relacionada à experiência sexual, negligência de atividades sociais importantes em função deste comportamento, assim como a presença de outros tipos de comportamentos (voyeurismo; sexo exibicionista; fantasiosos) que interligados também caracterizam a dependência, e que a prática do ato compulsivo apresenta conseqüências reforçadoras imediatas, mas que em longo prazo acarretam conseqüências punitivas. Em relação às dificuldades apresentadas frente a esta compulsão foram encontradas: a perda de produtividade no trabalho, isolamento do convívio social, prejuízo afetivo e financeiro. Foi visto também que o sexo não necessariamente está relacionado com outras compulsões, assim como, que o aparecimento da compulsão sexual não está associada ao contexto familiar do dependente. Sobre a eficácia dos tratamentos propostos, encontra-se o uso de medicamentos juntamente com a psicoterapia individual quanto em grupo. E por fim, como as reuniões propostas pela Irmandade, são vistas pelos integrantes como um processo de identificação onde há possibilidades de trocas de experiências e acolhimento. 31. ANDRÉ, BEATRIZ & CAMPOS, VANESSA T. BELEZA E AUTO-ESTIMA. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Fábio Salzano/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO A beleza, nos dias atuais, vem sendo uma questão bastante discutida. As pessoas, em conseqüência do padrão imposto pela sociedade, acabam se sentindo insatisfeitas com seu próprio corpo e buscando alternativas para modificá-lo.Essa modificação nem sempre acontece de uma forma saudável, podendo causar alguns transtornos relacionados à imagem corporal. O objetivo deste trabalho é fazer uma reflexão sobre como a auto-estima pode estar relacionada à insatisfação das pessoas com relação ao seu corpo, na busca pelo ideal de beleza. Para refletir sobre este tema, foram utilizadas referências bibliográficas, e a partir disso conclui-se que é necessário que a auto-estima do indivíduo esteja fortalecida para que o mesmo possa enfrentar sem grandes obstáculos as cobranças impostas pelo padrão de beleza. 18 32. GONÇALVES, MARCELO; MALDONADO, CRISTINA A. & ROCHA, TATIANA G. Um olhar através da canção popular brasileira sobre os comportamentos dos jovens a partir da década de 60 até os dias atuais. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Annie Dymetman/ Arilson Pereira da Silva RESUMO Este presente trabalho visou compreender os comportamentos dos jovens através de sua articulação social, imersos nos movimentos: estudantis das décadas de 60 e 70, “Diretas Já!” da década de 80, “Caras-Pintadas” da década de 90 e ONG´s dos dias atuais. Para isso utilizamos algumas canções expoentes do cancioneiro popular brasileiro, de cada tempo histórico, dos anos 60 aos dias atuais. Participou desta pesquisa um total de 08 (oito) participantes. Sendo que na primeira fase, foram entrevistados 03 (três) participantes com formação universitária em música e no segundo momento da pesquisa, entrevistamos 04 (quatro) participantes que tinham idades entre 17 a 25 anos nas décadas de 60, 70, 80 e 90, e que também tenham participado dos seus respectivos movimentos sócio-político-histórico. E um participante que nos dias atuais tenha entre 17 e 25 anos e participe de alguma ONG. O trabalho foi norteado pela abordagem Fenomenológica-Existencial, realizando-se uma pesquisa qualitativa que leva em conta a vivência dos participantes na investigação e a sua relação com os pesquisadores. As entrevistas realizadas com os participantes do primeiro momento partiram de duas perguntas, e uma única pergunta foi para os participantes do segundo momento. Ainda no segundo momento da pesquisa, os participantes foram expostos às canções tidas como expoentes de cada época, que foram escolhidas pelos participantes do primeiro momento. Concluímos que o jovem imerso nos movimentos sócio-político-históricos flui ao longo da história, num movimento dialético, ou seja, mudam a sociedade e conseqüentemente sofrem com essas mudanças. 33. MINORELLI, PRISCILA & PAIVA, CAMILA F. Transtorno obsessivo-compulsivo: um estudo de caso. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Denis Roberto Zamignani/ Sylvia van Enk Meira RESUMO O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um tipo de Transtorno Ansioso que consiste na combinação de obsessões e compulsões. Obsessões são pensamentos, idéias ou sensações intrusivas que levam a um aumento na ansiedade, estes pensamentos geralmente são preocupações sobre germes e medo de contaminação, medos de prejudicar ou ofender pessoas ou preocupações de violar normas sociais. Compulsões são comportamentos, como lavar as mãos, organizar, verificar, entre outros, ou são atos mentais conscientes como: orar, contar, repetir palavras em silêncio e outros. Ambos são repetitivos e recorrentes, tem a finalidade de diminuem a ansiedade. A prevalência no período de vida na população geral está em torno de 2,5, considerado hoje um dos diagnósticos psiquiátricos mais freqüentes. Estudos indicam a associação da terapia comportamental e a farmacoterapia com o uso de serotonina e inibidores seletivos de recaptação de serotonina como tratamentos de primeira linha para os sintomas obsessivocompulsivos. Este estudo tem como objetivo estudar as principais características do Transtorno ObsessivoCompulsivo e apresentar um caso clínico de uma criança de dez anos de idade que ilustre os aspectos teóricos do TOC e a Técnica de Exposição e Prevenção de Respostas (EPR) que foi empregada como o principal recurso terapêutico. A intervenção da EPR neste caso foi eficiente no tratamento do TOC, podendo verificar que o participante respondeu ao tratamento, aprendeu a discriminar sus sintomatologia e extinguiu quase por completo suas compulsões. O controle e redução do comportamento compulsivo foram conquistados com a adesão ao tratamento, pois o participante e familiares cumpriram com o contrato terapêutico, o que proporcionou ao participante e sua família uma melhor qualidade de vida. 19 34. FERRAZ, MAYRA A. G. & MURBACH, TATIANA F. “Meu filho tem AIDS”: uma análise da relação dos pais com o filho soropositivo. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, 2004. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Arilson Pereira da Silva/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Este trabalho teve como propósito analisar e compreender sob o enfoque da teoria cognitiva-comportamental, os comportamentos e sentimentos dos pais em relação ao filho portador do HIV positivo. A pesquisa dividiu-se em cinco fases, compreendendo inicialmente a pesquisa bibliográfica sobre o tema escolhido; a seguir, o contato com a Instituição GAVI – Grupo de Apoio à Vida; a terceira fase foram feitos os contatos com os participantes; na fase subseqüente foram realizadas as entrevistas e na quinta e última fase, foi feita a análise qualitativa dos dados coletados. Para a integridade do conteúdo deste trabalho foi necessária a realização de entrevistas semi-dirigidas com base num roteiro previamente elaborado. Foram participantes da pesquisa, quatro pais de portadores do HIV positivo; uma das entrevistas foi realizada na Instituição e as demais na residência do portador. As entrevistas foram autorizadas pela Instituição, de acordo com a disponibilidade dos voluntários. No relato de todos os participantes pôde-se identificar o sofrimento dos pais diante da impotência para promover o alívio e o bem-estar do filho, o que desencadeia sentimentos ambivalentes, sendo vista a morte, por alguns dos participantes, como promotora de um certo alívio para ambas as partes, tanto do aspecto da dor que o doente vem sentindo, quanto na responsabilidade de cuidar do filho doente. As limitações impostas pela SIDA/AIDS afetam o grupo familiar e em especial os pais, foco de nossa pesquisa, que precisam se adaptar às necessidades do membro doente; para isso utilizam novos recursos de enfrentamento, buscando substituir a real doença por outra, frente a amigos e parentes, e, às vezes isolam o doente do convívio social, para que o mesmo não seja exposto a situações constrangedoras. A questão do preconceito pode ser observada no relato de todos os participantes; esse foi sentido pelos mesmos entre amigos, vizinhos e até entre os próprios familiares. As principais necessidades identificadas na análise dos dados colhidos juntos aos pais são: a oportunidade de trocarem experiências com outros pais; através da fala e da escuta, identificar seus pensamentos (cognições) e sentimentos relativos ao momento que estão vivendo e fornecer suporte para o alívio da ansiedade. Acreditamos também na importância da criação de grupos de apoio para que sejam abordados temas que venham de encontro às suas demandas e acreditamos também que seja importante que todos participem de terapias em grupo, com o intuito de alívio da ansiedade, proximidade do paciente com os pais e suporte dos mesmos aos filhos doentes. 35. IWASHITA, KUNIHARU & MIRANDA, LUCIANA B. “RELIGIÃO, METACONTINGÊNCIAS E COERÇÃO: Uma análise comportamental dos pecados capitais”. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: André Luís Jonas Banca: Joana Singer Vernes/ Denise Cristina Hardt Pires RESUMO Este trabalho teve como objetivo analisar os pecados capitais do ponto de vista da psicologia comportamental, considerando-os não primeiramente como regras de conduta religiosa, mas como sendo metacontingências, no sentido de que essas regras emitidas por determinada agência religiosa, ligadas ao modelo de seleção por conseqüências, podem ser consideradas práticas culturais determinadas por conseqüências, e que podem também ter evoluído por processos de seleção, a fim de que a vida do grupo ou da sociedade torne-se possível. A pesquisa revelou que os pecados capitais, enquanto regras de conduta, contêm aspectos de coerção e de controle do comportamento e essa coerção ou controle exercido por parte de alguma agência religiosa, deve ser compreendido dentro dos processos que ocorrem dentro da cultura, com propósitos que podem ser muito variados, com o intuito de tornar possível a convivência no seio do grupo. Soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça, são considerados comportamentos inadequados, por violarem determinadas regras de conduta dessa convivência. 20 36. MARTINS, ROBERTA & ANDRADE, VIVIANE M. Aspectos familiares de adolescentes com Anorexia Nervosa. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Táki A. Cordás /Sylvia van Enk Meira RESUMO Este trabalho tem, por objetivo, estudar sobre os aspectos familiares de adolescentes com Anorexia Nervosa. Este transtorno alimentar acomete principalmente as mulheres jovens (90% dos casos ocorrem em mulheres e apenas 10% dos casos ocorrem em homens) e tem seu princípio na adolescência, pois é neste período que a cultura e a sociedade tem mais influência sobre o comportamento e as atitudes que o jovem adota para se identificar e se sentir pertencente a um grupo. A família e a mídia também podem ajudar a propagar a cultura do corpo magro e estabelecer padrões de beleza do qual o ideal é se ter uma forma física esguia. Ser e estar magro passaram a ser algumas condições de aceitação, sucesso e beleza em nossa sociedade, e para atingir este objetivo, muitas pessoas fazem regimes e dietas rigorosas, além de exercícios físicos intensos. As conseqüências que estes comportamentos podem ter são graves e que em alguns casos termina com uma parada cardíaca, desnutrição ou suicídio. 37. BELLO, MONIQUE & NIGRO, SABRINA N. Violência de gênero: estudo de uma amostra de periódicos nacionais. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: André Luís Jonas Banca: Carla Witter/ Joana Singer Vernes RESUMO Este estudo teve como objetivo fazer uma análise da produção científica em periódicos nacionais sobre a violência de gênero contra a mulher. Foram utilizados artigos referentes ao tema e levantada uma discussão em cima do mesmo. Ela é considerada um fenômeno presente em todas as sociedades, culturas e classes sociais. A violência contra a mulher pode ser apresentada em diversas situações: físicas, sexuais ou psicológicas contida por pessoas próximas ou não. O estudo foi dividido em: violência propriamente dita (psicológica, física e de gênero); violência doméstica e violência sexual. Pudemos observar que ela continua trazendo seqüelas para as mulheres de um modo geral e que a omissão destas frente ao problema continua persistindo, devido ao medo, insegurança, falta de consciência e de informação e também porque a maioria dos agressores é, na verdade, seus parceiros. As mulheres vítimas de violência, muitas vezes, não conseguem perceber o ato do agressor como violência, principalmente quando a mesma é psicológica e não há danos físicos e visíveis; sendo este tipo o mais difícil de ser detectado e denunciado. Um fator agravante são as más condições ou até mesmo a falta de estrutura nas delegacias e instituições de saúde. Na literatura existente, ficou claro que poucas vezes realiza-se uma intervenção para a resolução da problemática, procurando apenas fazer um levantamento de dados referente ao assunto. 21 38. ARAÚJO NETA, LUZIA & DIN, LILIAN B. “Conflitos, por que tê-los? – Um estudo sobre a importância dos conflitos vividos na adolescência para o desenvolvimento sadio”. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Ênio Brito Pinto/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho é um estudo sobre os conflitos que ocorrem na adolescência, tendo como principal objetivo verificar a função que estes exercem na vida de um adolescente. Para este estudo foi utilizada a abordagem fenomenológicaexistencial como orientação teórica. Como participantes de nossa amostra foram utilizados seis adolescentes de ambos os sexos, moradores da Capital de São Paulo, com idade entre 12 a 18 anos, de classe média e que estudam. Utilizamos entrevistas abertas, individuais. O procedimento para realização da entrevista foi a análise dos dados coletados utilizando como referencial teórico a abordagem fenomenológica-existencial, sendo que uma das condições necessárias para realizar uma pesquisa fenomenológica-existencial relaciona-se a maneira como se consegue o material de estudo, sendo este composto de relatos espontâneos e sinceros do adolescente em relação a sua vida. Assim, os dados desta pesquisa foram avaliados de forma qualitativa nos permitindo avaliar questões relacionadas com a funcionalidade dos conflitos e os motivos que podem levar a eles, bem como avaliar as intervenções possíveis ao psicólogo nestes conflitos. Concluímos que os conflitos vividos pelos adolescentes surgem a partir das diversas mudanças e transformações biológicas, físicas, psicológicas, sociais e de comportamentos, que fazem com que eles, muitas vezes, se sintam inseguros e perdidos com o que estão vivendo. Pensamos que quando o adolescente passa por situações que não sabe como lidar, ocorre dúvidas, inquietações e questionamentos que fazem com que não saiba o que fazer, que decisão tomar e qual caminho seguir. Acreditamos que a função dos conflitos vividos na adolescência não tem uma conotação negativa, pelo contrário, são os conflitos que também levam o jovem a um crescimento e desenvolvimento de sua identidade de maneira única e saudável. 39. LOPES, TATIANE R. & ARAGÓN, VERÔNICA B. Qualidade de Vida na Terceira Idade. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ Mirian N. Soncini RESUMO É certo que na velhice a condição física é mais delicada e há uma maior susceptibilidade ao adoecimento, mas isso não implica, necessariamente, um prejuízo na qualidade de vida. Com base nas experiências de sucesso e fracasso ao longo da vida, bem como nas expectativas, em relação ao futuro e a si próprio, os indivíduos são capazes de ajustar seus projetos de vida, de acordo com as condições presentes, especialmente quando os indivíduos estão empenhados no alcance de metas significativas de vida e na manutenção do bem-estar psicológico. A proposta deste trabalho é observar aspectos da qualidade de vida na terceira idade e da prevenção de doenças na maturidade, para isso além das bibliografias pesquisadas, foi aplicado um questionário para um grupo de alunos do curso de maturidade da Universidade São Judas Tadeu. A pesquisa nos leva a pensar a velhice de uma maneira mais positiva, sem preconceitos da sociedade e do próprio idoso, ou seja, uma valorização social da velhice, e também nos remete a uma reflexão sobre a importância de se manter ativo e em convívio social, para acrescentar à vida do idoso novos amigos, disposição, humor e otimismo. 22 40. NUNCIARONI, TELMA C. S. & TONON, JULIANA M. Psicoterapia cognitiva e a elaboração do luto infantil. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Amilton Martins dos Santos/ Luís Alfredo Lilienthal RESUMO Este trabalho tem por finalidade compreender aspectos ligados a experiência do luto vivida por crianças, buscando conhecer o processo do luto elaborado e não elaborado e suas conseqüências no desenvolvimento infantil. Trata-se de uma pesquisa que compreendeu um levantamento bibliográfico sobre o tema e entrevistas semi-dirigidas com dois psicólogos, que atuam numa abordagem cognitivista, e que realizaram atendimentos psicoterapêuticos com crianças com histórico de luto. A análise qualitativa dos dados coletados nas entrevistas indicou que as crianças expressam através de suas atitudes seus medos, dúvidas e a necessidade de se assegurarem de que não sofrerão outras perdas, foi analisado também qual a importância da família processo terapêutico, a importância do acompanhamento psicológico em situações de luto. 41. AMARAL, SUELI S. ; CALLAMARI, FREDERICO B. & MELO, LEILA P. Recursos da abordagem Comportamental-Cognitiva no tratamento de depressão infantil. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Sylvia van Enk Meira Banca: Raphael Cangelli Filho/ Simone Mancini Castilho RESUMO A depressão tornou-se um termo popular que pode indicar um estado de desânimo, insatisfação ou tristeza. Entretanto, quando nos deparamos com uma criança com diagnóstico de depressão, observamos danos cognitivos, fisiológicos e comportamentais. Esta pesquisa buscou o conhecimento das técnicas e/ou recursos da abordagem comportamental cognitiva utilizados no tratamento de depressão infantil. Participaram desta pesquisa seis psicólogas da área clínica, que adotam como referencial teórico a abordagem Comportamental-Cognitiva no tratamento de depressão infantil. As entrevistas foram gravadas em áudio com a anuência dos participantes e estruturadas de forma semi-dirigida para permitir uma conversação mais fluida. A análise qualitativa dos dados, identifica os motivos da escolha, utilização e eficácia avaliada pelo próprio profissional. 42. SILVA, ANDRÉIA T. & SILVA, MARIANA G. Maturidade: Relação entre a qualidade de vida e políticas sociais. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ Rodrigo G. de Oliveira RESUMO Com o presente estudo, buscamos esclarecer algumas questões ligadas à qualidade de vida na terceira idade e ao aproveitamento, pelos idosos, dos direitos que, em teoria, lhes são oferecidos através de recursos públicos. Um dos objetivos foi investigar se, na prática, estas políticas criadas em benefício dos idosos estão sendo cumpridas. Para este estudo, utilizou-se a abordagem fenomenológica como orientação teórica. Foram entrevistados seis idosos, de ambos os sexos, sendo dois homens e quatro mulheres, com idades iguais ou superiores a sessenta anos. Empregamos entrevistas abertas, individuais, deixando o indivíduo livre para expor suas percepções em relação ao tema proposto. Os dados dessa pesquisa foram avaliados de forma qualitativa, de modo que pudemos abarcar um contingente significativo de experiências dos participantes. A pesquisa nos permitiu concluir que dificuldades 23 financeiras, bem como políticas sociais pouco eficientes (nem sempre disponíveis à população idosa, sobretudo, à mais carente) são fatores que interferem de maneira prejudicial na qualidade de vida dos idosos. 43. AMARAL, ROGÉRIO H. Inclusiva-mente: Deficiência Mental, Família e Inclusão Social. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Marcelo Gomes/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Este trabalho busca compreender as relações existentes nas famílias com crianças com deficiência mental, e como essas relações influenciam o processo de Inclusão Social. Partindo do principio que a noção de deficiência está baseada na concepção de homem que cada cultura apresenta, em um dado momento histórico, isso se reflete no tratamento que se dá ao deficiente, desde a exterminação, até a inclusão plena de direitos nos dias atuais. O conceito de normalidade, portanto, é histórico, dependendo da cultura, e do período em que está inserido. Neste sentido, uma deficiência, mesmo de caráter orgânico, acaba se revestindo de um juízo social, pelas conseqüências que podem provocar na vida cotidiana. Ou seja, é a partir da exclusão, resultado da reação da sociedade frente ao diferente, que se discute a plena aceitação da deficiência. Portanto compreender como o sistema familiar se constitui, e como ele pode ser influenciado por sistemas mais amplos com os quais interage é fundamental, uma vez que ela representa o primeiro universo de relações sociais da criança, proporcionando um ambiente propício para seu desenvolvimento e aceitação. Concluo, afirmando que a família é o grande agente socializador, na medida em que atua como mediadora da relação entre o grupo social em que está inserida e seu filho, podendo promover uma verdadeira mudança de olhar sobre a deficiência mental. 44. VENTURIN, PAULA C. PROANNAS – Um estilo de vida ou uma ameaça à vida? Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Maria Olímpia Jabur Saikali/ Sylvia van Enk Meira RESUMO A adolescência é marcada por mudanças tanto físicas quanto psicológicas, que fazem com que o adolescente vivencie um período de incertezas e de questionamentos para com seus amigos, pais, seus próprios ideais e principalmente com seu próprio corpo, motivados pela insegurança em serem aceitos pelo outro e agirem corretamente. Neste período, este se afasta das questões familiares e aproxima-se mais dos amigos, com os quais se identifica devido ao fato de estarem experienciando “problemas” semelhantes e falando a “mesma língua”. A anorexia nervosa se caracteriza pela perda de peso, conseqüência da diminuição da quantidade de alimentos ingeridos, devido ao temor de ganhar peso, temor este que sofre influência e é reforçado pelos padrões de beleza divulgados pela mídia, que fazem culto ao corpo perfeito e magro. Têm sido divulgados pelos meios de comunicação, sites desenvolvidos por adolescentes enaltecendo a doença, e valorizando suas características, são os sites Proannas. Esse trabalho teve, portanto, como objetivo fazer um levantamento do conteúdo exposto em nove endereços desses sites, buscando identificar a forma como a anorexia nervosa é divulgada pelas adolescentes e como elas transmitem suas idéias, experiências e “hábitos” alimentares. 24 45. REIS, SIRLENE C. & SIMÕES, CINDY A. S. A Falibilidade Humana: o erro médico e suas conseqüências psicológicas e legais. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2004. Orientador: Ângela Mª Regis Cavalcanti Brasil Banca: José Ribeiro Chagas/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO O presente estudo pretende conhecer o posicionamento dos médicos profissionais perante o erro e entender as implicações emocionais quando de sua ocorrências. Neste sentido, apresentamos reflexões sobre o sofrimento vivido pelo medico, bem como sua conduta no decorrer desse processo. Com o objetivo de compreender os fatores que podem contribuir para o erro médico e como se estabelece na relação médico-paciente, foram analisados depoimentos de quatro profissionais médicos, dois do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idade entre quarenta e quarenta e cinco anos, exercendo a profissão há ao menos dez anos, gravados em áudio e transcritos literalmente. Os dados coletados foram analisados qualitativamente, sob cinco eixos temáticos: aspectos que circunscrevem o erro médico; aspectos da formação acadêmica do médico; aspectos jurídicos; ação civil, ação dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina; mídia-indústria do erro médico; aspectos da relação médico-paciente diante do erro. Os resultados obtidos indicam que todo médico é falível e apresenta dificuldades em falar principalmente sobre os aspectos emocionais que envolvem esta questão. Em vários momentos, os participantes demonstram culpa por não conseguir salvar o paciente, ao atribuir a si poderes que não tem. Falar sobre este assunto está diretamente relacionado ao medo de ser julgado e de perder o direito de exercer a Medicina. A boa relação médico-paciente contribui na compreensão do erro medico e do insucesso de procedimento. A reflexão sobre o erro na classe media poderá contribuir para a diminuição dos casos de erro. E isso acontecerá apenas quando a classe medica entender e assumir que o erro faz parte da condição humana. 25 26 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2005 46. AHLF, ERICA M. S; FERNANDES, JANAÍNA F. & SILVA, JULIANA G. Relação da família com adolescentes homossexuais do sexo masculino. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Denis Roberto Zamignani/ Maria Olímpia J. Saikali RESUMO Este trabalho traz as dificuldades encontradas na relação da família com filhos adolescentes homossexuais do sexo masculino. O mesmo visa, através de levantamento bibliográfico, a compreensão da família, suas relações com filhos adolescentes, famílias com filhos homossexuais, homossexualidade, adolescência e sexualidade. Aborda a problemática da adolescência e suas interações com a família e a sociedade, além da forma como os adolescentes se apropriam dos valores e normas impostos por figuras representativas de autoridade. O tema central é a questão da homossexualidade e como os jovens se apropriam da mesma, bem como as dificuldades de lidar com o preconceito e a falta de informação da sociedade e da família. Existe a problemática da sexualidade na escola, tema que, quando abordado, propaga a homogeneidade e não engloba a questão da diferença. São exploradas também as razões pelas quais as famílias têm extrema dificuldade de lidar com a homossexualidade de seus filhos, uma vez que seus valores foram construídos sobre os conceitos rígidos de uma moral muitas vezes baseada na religiosidade cristã e ditadura militar, onde a homogeneidade favorece o controle e a manipulação, e tudo o que é diferente é visto como “anormal”, “doentio” e uma afronta à sociedade. Como fatores que prejudicam a aceitação da família podemos citar: formação de estereótipos, medo da violência, preconceito, promiscuidade na homossexualidade masculina, questões de gênero, falta de sentimentos e falta de leis que regulamentam a união. Alguns pais optam por não aceitar, outros preferem não falar sobre o tema e existem também as famílias que aceitam a sexualidade de seus filhos. Diante dos fatores citados, a aceitação dependerá dos repertórios, crenças e valores das famílias, mas fica evidente que, diante de tantos fatores agravantes, as dificuldades são passíveis de compreensão. 47. JOFRE, CLAUDILENE L. P. & ZANON, DÉBORA V. A importância da psicoterapia em pacientes com depressão pós-parto. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti Banca: Niédja Figueiredo Leitão/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este trabalho teve como objetivo conhecer melhor a depressão pós-parto e reconhecer a importância do trabalho psicoterápico com pacientes portadoras da patologia. No primeiro momento procuramos conceituar a depressão de uma maneira geral, para depois conceituarmos especificamente a depressão pós-parto e suas categorias. Buscamos abordar, também, os aspectos relacionados ao diagnóstico e ao tratamento da doença, contemplando a ciência médica e enfatizando abordagens psicológicas: Psicodinâmica, Interpessoal, e, com um maior enfoque, a Cognitiva Comportamental. Para atingir o objetivo por nós proposto neste trabalho, realizamos uma pesquisa teórica que não se restringisse apenas à área da psicologia, mas englobando também a área médica (Psiquiatria), cujos dados teóricos mostraram o quão importante é o tratamento psicoterápico em pacientes com Depressão Pós-Parto. 27 48. FONSECA, MARINA M. & VIÑA, VIVIAN C. Um estudo sobre como profissionais da saúde poderiam lidar com a morte de seus pacientes. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Enio Britto Pinto/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este trabalho tem como objetivo proporcionar a discussão sobre como os profissionais da saúde poderiam lidar com a morte de seus pacientes e fornecer informações a todos aqueles interessados na dinâmica profissional-paciente. Propõe também a conscientização da equipe de saúde diante da necessidade de abarcar o tema morte, com o intuito de aceitá-la como um fato inevitável, que acarreta em crescimento pessoal e profissional. Ante as informações obtidas durante a elaboração do trabalho, nota-se a semelhança entre as citações dos autores que abordam a repercussão da morte entre as pessoas próximas ao falecido. Entretanto, esta tem diferentes representações dependendo da faixa etária, da gravidade da doença ou da morte ter sido repentina. Outro aspecto relevante refere-se à formação do profissional da saúde e à questão da sua exposição no ambiente de trabalho. Apresentamos a necessidade de uma relação mais humanizada, não apenas focada na função fisiológica. No tocante a essa relação, foi exposto o manejo do profissional ao comunicar ao paciente e seus familiares o diagnóstico e as mudanças frente a este (limitações e cuidados visando qualidade de vida). Pode-se concluir que os profissionais da saúde frente à morte tendem a comportar-se de acordo com o ambiente em que estão inseridos. Ou seja, o profissional no contexto hospitalar apresenta indícios de a morte, aparentemente, ser uma realidade que não os abala emocionalmente, por terem-na como um fato rotineiro em sua vivência profissional. Diante dessa afirmação, coloca-se em discussão a possibilidade do profissional não se permitir entrar em contato com aspectos pessoais que o incomodam, gerando um acúmulo de sofrimentos e frustrações. Não podendo expressá-los, na maioria das vezes, permite-se que este se torne um fator estressante em seu dia-a-dia. 49. MACHADO, TÂNIA Y. & SANTOS, ALINE S. R. Relação Terapêutica: Avaliação da percepção e dos sentimentos do cliente e terapeuta. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denise Cristina Hardt Pires/ Roberto Alves Banaco RESUMO No presente trabalho o objetivo foi avaliar a relação-terapêutica, através da percepção e sentimento do terapeuta e do cliente em diferentes momentos do processo terapêutico. A literatura científica considera a relação terapêutica como sendo de vital importância para o bom desenvolvimento da terapia, a importância do estabelecimento de vínculo, da generalização dos comportamentos aprendidos, do estabelecimento dos objetivos e dos resultados obtidos na terapia. Foram aplicados questionários que avaliavam a percepção e o sentimento do terapeuta (alunos em formação e aprimorandos) e do cliente no término de cada sessão, na qual cada um respondeu ao seu questionário, que foi devidamente guardado e lacrado, sem que um tivesse acesso às respostas do outro. A pesquisa revelou que há uma ligação entre bons resultados no processo terapêutico com uma boa relação entre terapeuta e cliente, e com a análise dos questionários foi possível verificar que houve correlação nos sentimentos e percepção dos terapeutas e clientes, em 6 sessões. O fato de ser um aprimorando (profissional já formado) não torna a sessão mais proveitosa do que a de um estagiário-terapeuta (aluno em graduação), uma vez que isso depende do cliente, da queixa e do caso. 28 50. FETTER, KARLA S. & SANCHEZ, JÉSSICA. Mastectomia: impactos e implicações psicológicas causadas nas mulheres. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Denise Cristina Hardt Pires/ Dora Sampaio Góes RESUMO Com o intuito de conhecer os impactos psicológicos causados pela mastectomia e por alguns dos principais tratamentos adjuvantes em mulheres com diagnóstico de câncer de mama, procurou-se compreender cada uma das etapas percorridas por essas pacientes, os efeitos físicos e, conseqüentemente psicológicos, que vão acarretar toda uma mudança de vida, desde a rotina diária até seus sentimentos e comportamento. Após a confirmação do diagnóstico de um câncer de mama e da necessidade de uma mastectomia, a mulher é submetida a uma série de tratamentos, químio e radioterápicos, que auxilia na cura da doença. No entanto, a cirurgia e seus respectivos tratamentos, desestruturam física e psiquicamente, comprometendo sua auto-imagem, sua feminilidade e perspectivas de futuro. Conta-se, também, em alguns casos, com o recurso de uma reconstrução mamária que permite à mulher enxergar a possibilidade de retomada de uma auto-imagem positiva e da valorização de sua feminilidade. 51. ABELING, ISABEL M. M. Aspectos psicossociais da anorexia nervosa. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ Raphael Cangelli Filho RESUMO A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por um medo exagerado de engordar, pela grande necessidade de perda de peso e ausência do ciclo menstrual. Pacientes com este transtorno têm sua imagem corporal distorcida e vêem-se “gordas”, mesmo estando abaixo do peso ou desnutridas. Ocorre mais no sexo feminino e o início é por volta dos 13 anos. Os fatores psicossocial e cultural têm influenciado na propagação e estabelecimento dos padrões de beleza das mulheres. Objetivo deste trabalho é estudar alguns destes aspectos na anorexia nervosa. Para as mulheres, principalmente, o corpo magro é sinônimo de aceitação, sucesso e poder. No entanto, para se tornar magro, tudo se torna válido, desde tomar remédios sem prescrição médica, deixar de comer, vomitar, realizar excesso de exercícios físicos, lipoaspiração e cirurgia bariátrica. As conseqüências destes comportamentos podem ser graves e são aqui abordadas. 29 52. COSTA, EDNA M.; MARTINS, ITAMARA S. & MARONEZ, MARENY. Uma reflexão sobre o processo do envelhecimento humano. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2005. Orientador: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti Banca: Gilberto Maurício Cabral Filho/ Regina Garcia do Nascimento RESUMO Considerando-se que a média de vida do ser humano veio se prolongando nas últimas décadas, e que buscar viver bem nessa fase da vida é quase uma obrigação, haja vista as inúmeras atividades oferecidas hoje para que o idoso se mantenha saudável tanto física como psiquicamente, buscamos neste trabalho mostrar como as pessoas, ao envelhecerem, dispõem de diversas atividades para enfrentar o envelhecimento. Os novos tempos têm oferecido inúmeros benefícios, que lhes permitem um envelhecimento mais saudável, e esse novo padrão, distante das perspectivas de uma velhice como sinônimo de doenças e solidão, tem permitido que, ao se chegar à maturidade, as sementes do passado continuem germinando, e o processo do envelhecer humano possa ser vivido com nova perspectiva: com alegria e desejo de viver a plenitude da fase madura. Para atingir os objetivos acima propostos, realizamos uma pesquisa teórica buscando conhecer melhor as atividades que contribuem para o bem-estar geral do idoso. Os dados teóricos mostraram que o idoso não é velho, mas, sim, um ser mais vivido, e que as pessoas que desejam ou que podem usufruir dos benefícios hoje existentes para melhorar suas condições de vida têm como resultado um maior bem-estar geral e em decorrência uma melhor qualidade de vida na maturidade. 53. OLIVEIRA, CRISTINA A. & VASQUES, THAIS C. P. O cuidador familiar do portador de Alzheimer. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Carla Witter/ Fernando Carlos Santaella Megale RESUMO A doença de Alzheimer é atualmente uma das formas mais comuns de demência entre idosos. É uma doença crônica e progressiva, de etiologia desconhecida que compromete habilidades como pensar, memorizar, raciocinar, além de causar prejuízo da linguagem, atenção e reconhecimento visual. Atinge mais mulheres do que homens, sendo mais comum após os 65 anos de idade. O tratamento visa aliviar os sintomas e sofrimento do paciente e ajudar os familiares. O objetivo desse trabalho foi verificar através de um levantamento bibliográfico nas áreas de Medicina e Psicologia, a forma como os psicólogos podem ajudar o(s) cuidador(es) familiar(es) do portador da doença de Alzheimer. Técnicas psicológicas podem ser utilizadas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, dentre elas: modificação comportamental, terapia de orientação da realidade, terapia da validação, terapia da reminiscência e terapia ocupacional. Os autores pesquisados ressaltam a importância de um tratamento psicológico voltado ao(s) cuidador(es) familiar(es) que passam a enfrentar dificuldades emocionais e econômicas, além de desgaste físico. As dúvidas, incertezas, responsabilidades e inversão de papéis geram no(s) cuidador(es) familiar(es), conflito, angústia e sobrecarga emocional. O psicólogo desempenha papel fundamental na terapêutica do(s) cuidador(es) familiar(es) do portador de Alzheimer. 30 54. OLIVEIRA, JOSÉ M. S. & PACHIONE, RENATA A. B. A depressão em pacientes oncológicos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: Luís Alfredo Lilienthal/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho é um estudo teórico sobre o impacto que o diagnóstico do câncer pode provocar na vida das pessoas. Investigam-se as principais características do câncer, descrevendo desde o seu surgimento até quais as formas de prevenção e as peculiaridades dos tratamentos, entre outros. Também são retratados: a incidência da depressão nos pacientes oncológicos, e como esse transtorno do humor pode ser subdiagnosticado, ao ser considerado uma tristeza normal diante da doença. Nota-se que, muitas vezes, a depressão provoca o agravamento do estado clínico do paciente, compromete a adesão ao tratamento e, conseqüentemente, o prognóstico. O trabalho discute ainda qual o papel do psicólogo inserido na área da saúde ou, especificamente, na Psiconcologia, como esses profissionais podem auxiliar e melhorar a qualidade de vida das pessoas, além de minimizar os fatores de riscos que podem facilitar o surgimento do câncer, bem como garantir para aqueles que já foram diagnosticados o tratamento adequado e o apoio social necessário para o enfrentamento da doença, diante do contexto sócio-cultural do país. 55. FERNANDES, ANDERSON V.; FREITAS, LUCIANA T. F. & LEIROS, JOYCE F. Aspectos psicológicos do Câncer de Mama. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luís Jonas/ Amilton Martins dos Santos RESUMO A partir de um levantamento bibliográfico o presente trabalho exibe um panorama social e psicológico da adaptação da mulher frente ao diagnóstico de câncer de mama, a dificuldade em lidar com os traumas das mudanças da imagem corporal, geradores quase sempre de sentimentos de inferioridade, baixa auto-estima, rejeição e, até mesmo, isolamento do contexto sócio-familiar. O câncer traz incorporado em si a idéia de morte, o que provoca uma ansiedade que pode ser reprimida ou enfrentada, elaborada, ou até reaproveitada em beneficio próprio. Ao tomar conhecimento do diagnóstico presumível de câncer a paciente pode apresentar várias reações, como temor pelo câncer e a mutilação cirúrgica de um órgão que revela a estética e a sexualidade feminina, sendo que mais da metade dos pacientes apresentam algum sintoma psiquiátrico, especialmente depressão e ansiedade, e também implicações ao cônjuge. O trabalho discute também as dimensões da psiconcologia, assim como os aspectos psicológicos advindos do câncer de mama. 31 56. COSTA, FERNANDA A. & PEDRO, MICHELE R. Transtorno Alimentar em pessoas do sexo masculino: revisão bibliográfica. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Raphael Cangelli Filho Co-Orientador: Carla Witter Banca: Fátima Vasques/ Simone Mancini Castilho RESUMO Este trabalho tem por objetivo verificar os estudos realizados nos últimos anos sobre Transtorno Alimentar, em específico, anorexia nervosa e bulimia nervosa em pessoas do sexo masculino. Para tanto, foi analisada a produção cientifica do Banco de Teses da CAPES, de 1999 a 2003, sendo levantados 62 resumos sobre transtorno alimentar. O material foi analisado e categorizado em relação ao nível de produção (Mestrado ou Doutorado), distribuição por instituição de ensino, por palavra chave, ano e área de conhecimento (Psicologia, Psiquiatria, etc). Os resultados obtidos mesclaram 74% de estudos no Mestrado e 26 no Doutorado, 28% de trabalho sobre transtorno alimentar, 24% de pesquisas no ano de 2003 e 26% de estudos na Psiquiatria e 25% na Psicologia. A falta de informação dos profissionais dificulta o diagnóstico, atrasa o tratamento e aumenta as complicações clínicas no tratamento de pacientes masculinos. O número de Transtorno Alimentar em homens vem aumentado, pois estão cada vez mais desejando o corpo perfeito, devido a influencia da mídia e a cobrança da sociedade que valoriza o físico. O tratamento no gênero masculino e feminino tem a mesma eficácia, quando há participação de equipes multidisciplinares, a fim de promover saúde às necessidades humanas. 57. BAPTISTA, JOYCE E. S. & ALMEIDA, THAYS E. Anorexia Nervosa: Implicações na Adolescência. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Carla Witter / Fernando Carlos Santaella Megale RESUMO Este trabalho tem por objetivo estudar os transtornos alimentares em especial a Anorexia Nervosa e suas implicações na adolescência. A Anorexia Nervosa é caracterizada por uma perda excessiva de peso que provém de uma diminuição rigorosa na ingestão de alimentos por medo intenso de ganho de peso. Ser magro e bonito passa a ser quesito principal para obter sucesso. Dietas severas, exercícios em excesso e métodos purgativos fazem parte do “ritual”, na busca do ideal de beleza. A importância dada à imagem corporal é atualmente evidenciada em todos os meios de comunicação, através da propagação de uma “Cultura da Magreza” e “Beleza a qualquer custo” sendo os adolescentes os principais atingidos. Através de imagens quase inatingíveis de modelos, artistas e atletas, há uma influência na formação da identidade do adolescente, que fica vinculada e dependente das condições de beleza, sucesso e aceitação frente ao grupo no qual se inclui. 32 58. CARVALHO, ALINE & HENRIQUE, CAMILA T. As intervenções do terapeuta e sua relação com os estados internos relatados pelo cliente e terapeuta. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Joana Singer Vernes RESUMO A relação terapêutica é formada pela interação entre o terapeuta e o cliente, envolvendo as características pessoais de ambos, que podem facilitar ou dificultar a construção do vínculo terapêutico. Na psicoterapia de análise comportamental, o terapeuta exerce um papel reforçador que pode causar mudanças comportamentais no cliente, através da interação verbal que ocorre no contexto clínico. Porém, neste contexto, estudos fazem-se necessários, uma vez que durante a psicoterapia não só o terapeuta exerce controle sob os comportamentos do cliente, mas, também, o cliente exerce controle sob os comportamentos do terapeuta, o que pode impactar nos estados internos de ambos. Sendo assim, a presente pesquisa teve por objetivo, analisar as intervenções do terapeuta e sua relação com os sentimentos relatados tanto pelo terapeuta quanto pelo cliente em sessões terapêuticas da abordagem comportamental. A pesquisa contou com a participação de quatro terapeutas e quatro clientes do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade São Judas Tadeu, sendo que destes quatro terapeutas, dois foram estagiáriosterapeutas (alunos que ainda estavam em formação) e dois foram aprimorandos (alunos que se formaram no ano de 2004). Para a coleta de dados, ao término de cada sessão tanto o terapeuta quanto o cliente responderam a um questionário que consistiu em duas etapas: a primeira etapa era uma avaliação da sessão e a segunda, uma avaliação dos sentimentos associados à sessão. Além dos dados obtidos através dos questionários, todas as sessões terapêuticas foram gravadas em áudio e transcritas na íntegra, sendo que, posteriormente as verbalizações do terapeuta foram analisadas com o objetivo de observar a ocorrência das mesmas, a fim de ser relacionado o efeito das intervenções pretendidas pelo terapeuta e seu impacto sob os sentimentos do cliente e do terapeuta. Após os resultados obtidos, concluímos que parece não ser possível afirmar que haja relação direta entre a sessão e os comportamentos encobertos do terapeuta e do cliente após a mesma. Esses comportamentos encobertos podem estar, e freqüentemente estão sob controle de outras variáveis, além das presentes na sessão de terapia, tais como a história de aprendizagem e as contingências de manutenção. 59. OLIVEIRA, PEDRO D. & SANTOS, LETÍCIA S. Depressão na adolescência e a Formação de Vínculos Afetivos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luís Jonas/ Rodrigo Sampaio RESUMO O presente estudo teve como objetivo verificar a prevalência de depressão na adolescência e a formação de vínculos afetivos a partir de publicações científicas sobre o tema e da literatura existente. Foi realizada uma pesquisa de levantamento bibliográfico através de periódicos de psicologia indexados em bases de dados nacionais da PSYCINFO, APA, INDEX-PSI, LILACS e SCIELO. Dos dados obtidos foi possível evidenciar que o histórico de estabelecimento formação e ruptura dos vínculos afetivos na infância, exercem importante influência na manifestação de sintomas depressivos na adolescência, assim como para a manifestação de outros distúrbios. Com relação a participação dos pais na terapia, apontamos a terapia familiar como importante recurso para o processo terapêutico. No âmbito da psicologia, o que podemos verificar com este estudo, é que ainda são poucas as pesquisas publicadas sobre o tema, considerando as publicações apresentadas na área da psiquiatria. Isto nos leva a reflexão da importância do psicólogo enquanto pesquisador, se engajar no estudo destes temas, para que a partir dos conhecimentos científicos que possuir, propor alternativas e conquistar o seu espaço juntamente com as equipes médicas, como participante-ativo na elaboração de condutas terapêuticas para o tratamento destes transtornos. Desta forma, acreditamos que a nossa atuação será vista pela medicina psiquiátrica como parte integradora, importante e necessária para a melhora do processo depressivo do adolescente. 33 60. ALMEIDA, VIVIANE A. & FERREIRINHA, FABÍOLA R. S. Comportamento Suicida: uma visão biopsicossocial. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti Banca: Flávio Del Matto Faria/ Gilberto Maurício Cabral Filho RESUMO Com o presente estudo, buscamos fazer um levantamento de quais os fenômenos que podem estar correlacionados às causas do suicídio. Partimos do pressuposto de que o comportamento suicida tem várias causas subjacentes as quais são complexas e interagem entre si. Dessa forma, foram objetivos deste trabalho: identificar as possíveis causas do suicídio bem como, levantar as diferentes formas de prevenção para este ato. Para atingir os objetivos por nós propostos, realizamos uma pesquisa teórica que não se restringisse a apenas uma área das ciências humanas e tampouco a uma única abordagem da ciência psicológica, adotando para tanto, uma perspectiva biopsicossociocultural. Sem a pretensão de aprofundamento nas diversas teorias existentes a respeito do tema, procuramos dar primazia aos autores da abordagem cognitivo-comportamental por ser esta a nossa área de formação. Os dados teóricos mostraram que o tema suicídio gera ainda muitas controvérsias e embora existam discordâncias teóricas entre os autores que fundamentaram este trabalho, em essência, todos visam compreender as razões pelas quais o indivíduo busca a própria morte. Vale ressaltar que, enquanto para alguns autores as motivações para o suicídio originam-se no mundo interno do indivíduo, para outros suas motivações encontram-se no seu mundo externo, ou seja, no ambiente (família e sociedade de modo geral) e, para outros ainda, estas motivações podem ser encontradas tanto no mundo interno como no mundo externo do sujeito, ou até mesmo em sua pré-disposição genética. 61. CHILOTTI, FERNANDA E. & LEITE, MARCELA M. Relação terapêutica na abordagem comportamental: Aspectos teóricos e metodológicos da produção científica. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: André Luís Jonas Banca: Carla Witter/ Nicodemos Batista Borges RESUMO Ao se falar em terapia, o cenário que se delineia são encontros periódicos de duas ou mais pessoas, onde se faz necessário e desejável o estabelecimento de uma relação de confiança que tenha como objetivo principal que o cliente seja beneficiado e que o terapeuta esteja preocupado e aberto em aceitar o que o cliente trouxer. A literatura destaca que a terapia tem por objetivo auxiliar o cliente a se perceber, conhecer suas características e entender seus comportamentos. Ajuda o cliente a entender o motivo de ser como é e como se tornou tal pessoa e visa minimizar o sofrer do cliente por meio de estratégias para diminuir a disfunção do mesmo e, talvez, mudar o comportamento deste, tornando-o mais funcional em suas relações. Esse estudo teve como objetivo fazer um levantamento da produção científica sobre relação terapeuta-cliente na abordagem Comportamental, procurando relacionar os aspectos teóricos e metodológicos e visando proporcionar um panorama geral sobre o tema. Para tanto foi feito um levantamento da produção científica sobre Relação Terapêutica. Pesquisou-se as referências existentes na literatura quanto à relação terapeuta-cliente na abordagem comportamental nas fontes: PsycInfo Database Record, CATAL, COLESP, BIBLIO, PRODUF, TUFSCAR, Teses e Dissertações BVS, DEDALUS, PUC e SABER e, na coleção de livros, Sobre Comportamento e Cognição (ESETEC). Após a realização desse levantamento, concluiu-se que a literatura existente sobre o assunto é repetitiva, o que poderia ser explicado pela dificuldade de se realizar pesquisa em clínica, dada a natureza e a dificuldade de controle das variáveis envolvidas no processo terapêutico. Apesar de nos últimos anos a produção científica ter aumentado, ainda se faz necessário à realização de pesquisas que procurem desenvolver delineamentos controlados para uma maior compreensão científica da relação terapêutica. 34 62. ARRUDA, DANIELE & BARIÃO, LÍDIA. Pesquisa exploratória da relação terapêutica com adolescentes. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Enio Britto Pinto/ Luís Alfredo Lilienthal RESUMO O presente trabalho é um levantamento bibliográfico sobre a relação terapêutica com adolescentes. Em nossa pesquisa tivemos dificuldades em encontrar temas relacionados especificamente à relação terapêutica direcionada ao adolescente. Por ser uma fase com características próprias, que misturam aspectos psicológicos, biológicos e sociais, o atendimento na clínica terapêutica também é específico para esta fase. Não podemos dizer que a relação terapêutica mantida com adolescentes no setting terapêutico seja igual em atendimentos com crianças e adultos. De maneira geral, a relação terapêutica pode se igualar em alguns pontos, mas existem características específicas neste atendimento ao adolescente que diferem das demais fases. O estudo foi norteado pela abordagem cognitivocomportamental da qual o terapeuta buscará integrar a história do cliente e seus problemas atuais de uma maneira diferenciada, que lhe permitirá desenvolver estratégias específicas para lidar com as dificuldades apresentadas na busca da ajuda psicológica. Com relação ao tema proposto neste levantamento bibliográfico, sugere-se que outras pesquisas sejam realizadas, pois, sentiu-se uma grande dificuldade de encontrar material relacionado especificamente sobre relação terapêutica com adolescente. 63. MORAES, CARLA F. & ZAMPIERI, JULIANA Z. A atuação do psicólogo no tratamento de pacientes oncológicos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luís Jonas/ Amilton Martins dos Santos RESUMO O estudo referido, tem como objetivo abordar a importância do psicólogo e seu papel fundamental para a promoção da saúde, principalmente no que diz respeito aos pacientes oncológicos. O trabalho mostra o surgimento de uma nova possibilidade de atuação aderida pelo profissional da saúde, que diz respeito à humanização das instituições hospitalares; tendo o enfoque na necessidade de se trabalhar com uma equipe multidisciplinar interativa, a qual visa o bem estar do paciente em todos os aspectos, sendo estes, físicos, psíquicos e sociais. A importância desse estudo se dá, devido à relevância da abordagem, a qual traz a temática Psiconcologia, como sendo recente e emergente na área da saúde, necessitando do desenvolvimento de estudos, pesquisas e aprimoramentos, para que assim ocorra a formação de profissionais adequados, capazes de lidar com a demanda específica destes pacientes. Desta forma, foi considerado neste trabalho para melhor entendimento do leitor, alguns aspectos do câncer, sendo abordado desde a história e importância social da doença, até a atuação do psicólogo para possibilitar o bem estar dos pacientes, da família destes, sem deixar de considerar também, o suporte oferecido pelos psicólogos aos cuidadores (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros). Para a concretização do estudo em questão, foram pesquisados diversificados autores, cada qual com sua linha teórica, possibilitando desta maneira, uma reflexão ampla sobre a Psiconcologia no Brasil e sobre a função do psicólogo, não apenas na reabilitação e promoção da saúde, mas sim ao que se refere à melhoria da qualidade de vida do paciente. Contudo, a pretensão foi explorar um tema de interesse para o profissional da saúde e principalmente possibilitar a reflexão deste, enquanto colaborador e atuante para minimizar o sofrimento humano. 35 64. BALDIVIA, FERNANDA M. & SOUZA, MONALIZA V. A avaliação da sessão terapêutica e sua relação com as intervenções do terapeuta. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Joana Singer Vernes RESUMO A pesquisa tem como objetivo analisar as respostas dadas pelo cliente e pelo terapeuta, utilizando a Parte 1 (Avaliação da Sessão) do questionário de Stiles (1980). Participaram dessa pesquisa dois terapeutas (aprimorandos), dois estagiários terapeutas (alunos do 5º ano de Psicologia) e quatro clientes do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade São Judas Tadeu. Ao término de cada sessão, tanto terapeuta quanto cliente respondeu a um questionário que consiste em duas etapas: a primeira parte foi uma avaliação da sessão e a segunda, uma avaliação dos sentimentos associados à sessão. As sessões foram gravadas e transcritas e posteriormente as verbalizações do terapeuta e do cliente foram analisadas com o objetivo de observar a ocorrência das mesmas. Independentemente da técnica ou da teoria utilizada para buscar a mudança de comportamento, o que é muito significativo, é a relação interpessoal entre cliente e terapeuta, onde cada um é influenciado pelas sugestões e reforçadores que o outro emite e pelo comportamento que é apresentado como reação. Ambos influenciam-se com relação às próprias percepções e avaliações do relato dos problemas. A partir daí, percebemos a importância de se identificar as contingências envolvidas para analisarmos uma relação terapêutica, e, com isso, percebermos as variáveis que atuam neste contexto terapêutico, beneficiando assim, a prática clínica e auxiliando para aprendizagem de novos terapeutas. 65. ARALDI, SANDRA & MARTINS, THAIS C. A interação verbal Terapeuta-Cliente: Categorização e Análise da fala de terapeutas formandos e recém-formados. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Roberto Alves Banaco RESUMO O estudo da interação verbal entre terapeuta e cliente, há muito vem sendo estudado pela análise aplicada do comportamento, dada a sua natureza de reforçamento social, ou seja, a situação clínica proporciona um ambiente no qual as verbalizações de terapeuta e cliente atuam como antecedentes e conseqüentes para o comportamento verbal do outro. O presente trabalho propôs-se a analisar o desenvolvimento das intervenções terapêuticas à cada sessão e a diferenciação destas de acordo com o grau de formação dos terapeutas, com o intuito de identificar a influência das variáveis “grau de formação” e “número de sessões” na atuação de cada terapeuta. O método utilizado consistiu na gravação em áudio de sessões de atendimento realizadas por dois terapeutas formandos e dois terapeutas recém formados. As sessões foram transcritas na íntegra e categorizadas, por dois juizes tecnicamente capacitados, através do sistema de Categorização do Comportamento Verbal Vocal do Terapeuta (CCVVT), desenvolvido por Zamignani (2005). Os resultados mostraram que existem diversas variáveis que podem controlar a emissão de comportamentos verbais vocais do terapeuta, como as características da abordagem comportamental (os comportamentos do terapeuta respondem aos comportamentos do cliente); a natureza do caso; o tipo de formação oferecida; o fato dos terapeutas estarem sob controle institucional e de supervisão e as características da história de vida do terapeuta. Além disso, a categorização dos comportamentos verbais vocais do cliente poderia fornecer maiores dados explicativos acerca da incidência das categorias do comportamento verbal vocal do terapeuta. O presente estudo não encerra as possibilidades de melhor compreensão das atuações dos terapeutas formandos e recém formados, mas sim, dá margem para novas possibilidades de estudos acerca do tema, para o aprimoramento na formação de novos profissionais. 36 66. PEREIRA, KELLY R. B. & SILVA, ANGELA L. Obesidade na Adolescência: A Importância da Autoestima. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Simone Mancini Castilho Banca: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ Raphael Cangelli Filho RESUMO A adolescência é uma fase marcada por transformações e conflitos na vida do jovem. Na adolescência o indivíduo está em busca de sua própria identidade e tenta se enquadrar em um grupo que possua características semelhantes às suas. A obesidade está crescendo assustadoramente em todo o mundo tornando-se um problema de saúde mundial, atingindo pessoas de todas as idades, inclusive os adolescentes. A sociedade impõe que o magro é bonito, discriminando e excluindo os obesos e ignorando os reais motivos que os levaram à obesidade. O objetivo deste trabalho é mostrar como a auto-estima pode estar relacionada à insatisfação dos adolescentes com sua aparência física, isolando-os das pessoas e fazendo com que não sintam motivação para buscar tratamento adequado, prejudicando, assim, sua saúde e sua qualidade de vida. O adolescente obeso, insatisfeito com seu corpo, possui uma baixa auto-estima. Para refletir sobre esse tema, foram utilizadas referências bibliográficas, e a partir disso concluiuse que é necessário que a auto-estima do adolescente obeso seja fortalecida para que o mesmo possa lidar com a cobrança da sociedade e uma vida mais saudável. 67. COUTINHO, ADALTO & SCARPITTA, CAROLINA. Abuso e dependência do álcool em adolescentes: uma revisão e análise dos tipos de intervenções. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2005. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Eroy Aparecida Silva/ Flávio Del Matto Faria RESUMO O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica e análise dos tipos de tratamentos adotados ao adolescente alcoolista. Esta pesquisa foi realizada com base em levantamento bibliográfico, em que utilizamos livros, revistas científicas e artigos científicos divulgados na Internet no período de 2000 a 2004, além de tese de mestrado e trabalhos de conclusão de curso. As pesquisas demonstram que a adolescência é uma fase de risco para o contato com o álcool ou outras drogas, pois é a fase onde o sujeito busca autonomia fora do âmbito familiar, além de ser marcada por inseguranças e incertezas. Por ser muito vulnerável a pressões, prazeres e decisões, o adolescente pode descobrir na droga ou no álcool a solução para essas questões, obtendo prazer a alívio. A família nesse ponto de insegurança e incertezas do adolescente se apresenta como a base norteadora e como porto seguro, pois é na família que o adolescente busca sua primeira referência, a família facilita a busca da independência. Portanto, a comunicação entre os membros da família é a base mais segura para a independência do adolescente. As pesquisas apontam que os adolescentes envolvidos com drogas apresentam melhores resultados em sua recuperação com a participação da família no tratamento. Não existe um tratamento melhor que o outro, existe sim, pacientes que adaptam-se melhor a um do que a outro. Porém, para que um tratamento tenha êxito, é primordial a participação e colaboração da família. 37 38 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2006 68. GONÇALVES, REGINA APARECIDA; & SILVA, RÚBIA M.. A importância da mídia no padrão de beleza feminino. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luís Jonas/ Margareth de Melo Ferreira Reis RESUMO A mídia nos dias atuais vem sendo uma questão bastante discutida. Ela manipula variáveis para que exerça influência sobre seus telespectadores. Temas como o padrão de beleza, são freqüentemente abordados pelos veículos de comunicação e alguns estudos garantem que de acordo com as passagens históricas, esse perfil sofreu e sofre alterações, até os dias atuais - sobretudo o padrão de beleza feminino. Acompanhando essa dinâmica, muitas pessoas acabam se sentindo insatisfeitas com o seu próprio corpo, buscando alternativas para modificá-lo. Essas alternativas nem sempre são saudáveis, podendo causar alguns transtornos psiquiátricos relacionados à insatisfação e a distorção de imagem corporal. O objetivo desse trabalho é fazer uma reflexão sobre a importância do papel da mídia no padrão de beleza feminino. Para refletir sobre esse tema, foram utilizadas referências bibliográficas, e a partir disso concluise que, mais importante que tratar os transtornos, seria fazer um trabalho preventivo de conscientização crítica a respeito dos ideais padronizados que são absorvidos como verdadeiros pelo indivíduo e por conta disso, podem ter conseqüências drásticas. 69. RABELLO, KADYNE M. & SUZUKI, SIMONE M.. Síndrome de Asperger: um estudo exploratório. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: Flávio Del Matto Faria/ Fábio Pinato Sato RESUMO A síndrome de Asperger foi oficialmente reconhecida no Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Desordens Mentais (DSM IV), pela primeira vez na quarta edição, publicada em 1994. Por ser considerada relativamente nova, ainda há poucas referências a respeito deste assunto aqui no Brasil e isso, pode ser um fato significante para novas pesquisas. A síndrome de Asperger é descrita pela maioria dos autores como um transtorno com prejuízo qualitativo na interação social, repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. A principal diferença com o autismo é a ausência de atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem. O objetivo deste trabalho é o de obter maiores conhecimentos sobre a síndrome e seus aspectos clínicos, diagnóstico, evolução e possibilidades de tratamento e acompanhamento. 39 70. CARVALHO, DANIEL ; TEODOZIO, ELAINE PRISCILA & ALENCAR, FERNANDA M.. Transtorno da compulsão alimentar periódica: uma leitura cognitivo-comportamental. Trabalho de conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luís Jonas/ Fátima Vasques RESUMO O presente trabalho foi construído com base em um levantamento bibliográfico cujo tema retrata o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) sendo este um transtorno alimentar caracterizado pela grande ingestão de alimentos de forma descontrolada, culminando em sentimentos de culpa pelo indivíduo. O fato de não haver qualquer manifestação de purgação e/ou ações compensatórias (como exercícios físicos e jejuns) após o episódio de compulsão alimentar, caracterizam este transtorno. O estudo foi norteado pela abordagem cognitivo-comportamental, a qual é apresentada e descrita em seus conceitos básicos tendo algumas de suas técnicas relacionadas à temática. Com relação ao tema proposto neste levantamento bibliográfico, sugere-se que outras pesquisas sejam realizadas propiciando maior divulgação tanto em relação aos transtornos alimentares de maneira geral quanto ao TCAP junto à população. 71. MATT, EMERSON LUIS & CAPECHI, PAULA LETÍCIA. O que é TOC. O que não é TOC: Como os alunos do 4º ano de Psicologia caracterizam o Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Patrícia Gouveia Ferraz Banca: Denis Roberto Zamignani/ Maria Cecília Labate RESUMO Ascaracterísticas essenciais do transtorno obsessivo-compulsivo são obsessões – idéias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes, vivenciadas como intrusivo-inadequadas pelo indivíduo e causam acentuada ansiedade ou sofrimento, ou compulsões recorrentes - comportamentos repetidos ou atos mentais cuja finalidade é prevenir/reduzir a ansiedade ou sofrimento, suficientemente graves a ponto de consumirem tempo (consomem mais de uma hora por dia) e causam sofrimento acentuado ou prejuízo significativo. Durante o curso do transtorno, o indivíduo reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Isto não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (uso de drogas ou medicamentos), ou de uma condição médica geral. O presente trabalho teve por objetivos compreender como os alunos do 4º ano de Psicologia caracterizam o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, averiguar o conteúdo assimilado pelos mesmos após o curso oficial sobre o tema e aprofundar o conhecimento dos autores sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Através da aplicação de um questionário contendo 10 questões abertas sobre a caracterização do Transtorno Obsessivo-Compulsivo foi selecionada uma amostra de 20 participantes, pertencentes ao 4º ano de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu. A partir dos resultados obtidos podemos dizem que as respostas dos participantes sobre o tema em questão em sua maioria encontram-se incompletas no que se refere a exemplos de compulsões e obsessões no Transtorno Obsessivo-Compulsivo, porém, ao tratar-se de sua caracterização, os participantes possuem o conhecimento básico para sua descrição notando-se nas análises a falta de conteúdo para maior explicação, bem como linguagem formal sobre o assunto. A análise dos resultados nos proporciona sugerir uma revisão da grade curricular do curso de Psicologia, pois a partir das colocações dos alunos acerca das perguntas 09 e 10 do questionário podemos entender que o curso oficial sobre o tema dá-se de forma breve não esclarecendo itens básicos para a compreensão da caracterização do TOC e seus sintomas, esta mudança sugere a extensão da matéria de Psicopatologia para os anos seguintes ao 3º ano. Contudo, também podemos considerar que o conhecimento insuficiente referente ao TOC deve-se em alguns casos a falta de interesse do aluno em buscar informações complementares sobre assunto. 40 72. GOMES, FLÁVIA P. & SILVA, GISELE M.. Estresse em atletas do futebol juvenil. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Marcelo de Almeida Buriti Banca: Evandro Carlos Remonti/ Carla Witter RESUMO Fatores emocionais são de fundamental importância quando falamos em Psicologia do Esporte e, considerando que as atividades físicas realizadas pelos atletas são cada vez mais intensas visando um desempenho perfeito desses profissionais, nos propusemos à estudar o estresse o qual pode ser intensificado com as pressões dos clubes para a busca de um resultado positivo tanto individual quanto grupal, além é claro, dos fatores psicológicos presentes em cada grupo. Desta forma, o objetivo do nosso trabalho foi verificar o nível do estresse em atletas de futebol da categoria juvenil. Para tanto, foi aplicado em 67 atletas, de três clubes esportivos (Estado de São Paulo), com faixa etária entre 16 e 17 anos, o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp – ISSL (2000), que é composto de três fases, sendo: sintomas experienciados pelos atletas nas últimas 24 horas, na última semana e nos últimos trinta dias. No período da realização da pesquisa as três equipes participavam de competições nacionais, enquanto uma delas, preparava-se, em paralelo, para uma competição internacional. Através do levantamento estatístico realizado com base no Coeficiente de Correlação de Spearman e o Qui-Quadrado, os resultados demonstraram que embora haja diferenças entre os níveis de estresse físico e psicológico entre uma equipe e outra, todas as equipes encontravam-se entre as fases de alerta e resistência do estresse, considerando que os sintomas esperados para denotação da fase de exaustão, não foram encontrados de maneira significativa. 73. LIMA, MATEUS N. & LOPES, RENATA T.. A avaliação da sessão terapêutica em diferentes abordagens: análise da percepção e sentimentos do terapeuta e do cliente. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Patrícia Gouveia Ferraz RESUMO A sessão de psicoterapia é um evento que permite análise sob vários aspectos. Assim, no contexto psicoterapêutico estabelecido através do contato entre terapeuta e cliente, um fator relevante é a relação interpessoal derivada desse contato. Esta relação terapêutica necessita ser entendida no quanto encerra em si mesma uma variável no processo de ajuda ao cliente. Nesta perspectiva, a análise funcional do comportamento é um dos instrumentos mais valiosos para a prática clínica, pois a partir dela torna-se possível o levantamento correto dos dados necessários para o entendimento da demanda e para a proposta de intervenção. A presente pesquisa teve por objetivo avaliar a sessão terapêutica em diferentes abordagens, realizando uma análise da percepção e sentimentos do terapeuta e do cliente acerca do processo terapêutico, investigando de que forma a interação verbal - o comportamento verbal do terapeuta e do cliente – interfere na avaliação que os mesmos fazem da sessão e de seus sentimentos despertados nesta. Para tanto, foram aplicados questionários com o terapeuta e com o cliente, com o objetivo de investigar sua percepção sobre a sessão e os sentimentos despertados por essa. As sessões foram gravadas e transcritas na íntegra, e os seus conteúdos foram associados às categorias de comportamentos verbais do terapeuta e do cliente utilizadas neste estudo. Posteriormente essas categorias foram relacionadas às avaliações procedidas. Os resultados foram que o terapeuta comportamental considerou suas respostas, quanto à avaliação de sessão, dentro da faixa positiva e, seu cliente dentro da faixa positiva/média. Em relação à avaliação de sentimentos, o terapeuta comportamental avaliou da mesma forma como avaliou as sessões, ou seja, na faixa positiva e seu cliente apresentou uma avalição média. No que se referiu à abordagem psicodinâmica, terapeuta e cliente avaliaram as sessões e os sentimentos despertados durante as mesmas dentro da faixa média de avaliação. Concluiu-se que, manejar comportamentos clinicamente relevantes, possibilita analisar a relação terapêutica e os sentimentos afetados no terapeuta e no cliente e; que a interação verbal, quando ocorrida através da variação de comportamentos do terapeuta e do cliente, entre as categorias estudadas, proporciona uma melhor avaliação da sessão e dos sentimentos despertados nesta, no contexto 41 da relação terapêutica. Novos estudos devem ser realizados no sentido de determinar a influência do comportamento verbal do cliente sobre o comportamento do terapeuta. 74. DIAS, WEYLA F. A influência do líder organizacional sobre o grupo: uma revisão bibliográfica. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Patrícia Gouveia Ferraz Banca: Arilson Pereira da Silva/ Hélio Salles Gentil RESUMO Em decorrência das mudanças que abrangem as organizações nos últimos tempos faz-se necessário conhecer os fatores e variáveis que atuam sobre o comportamento organizacional, bem como a relação estabelecida entre o líder e o grupo de liderados e as formas de condução de uma equipe. Desenvolveu-se um estudo para conhecer como os componentes do grupo, líder e liderados, vivenciam e percebem determinados comportamentos ou formas de ação no ambiente de trabalho e quais seus efeitos sobre sua relação com o próprio trabalho. Para tanto, foi adotada como metodologia de trabalho a pesquisa bibliográfica baseada na análise da literatura publicada em livros, revistas, publicações avulsas, dissertações, imprensa escrita e eletrônica disponibilizada na Internet, abordando temas como: líder, liderança, grupo e influência. Assim, com base em tudo que foi lido e percebido podemos dizer que não somente o líder, mas outras variáveis presentes no ambiente de trabalho influenciam tanto de forma positiva quanto negativa as pessoas no interior da organização de tipo formal, ocasionando uma mudança de comportamento e interação da equipe. 75. BRITO, KELLI T. S. & PAULINO, PRISCILA G. Cuidando de quem cuida: aspectos psicológicos do cuidador. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: Ana Zahira Bassit/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO Este trabalho teve o propósito de investigar os aspectos psicológicos do cuidador, assim como a sobrecarga física e psicológica, e os custos acarretados pela atividade de cuidar. Foi realizado um estudo teórico embasado em significativas pesquisas a respeito do tema abordado. Tais pesquisas evidenciaram que, para que a tarefa de cuidar seja bem desenvolvida, é preciso que o cuidador esteja saudável física e emocionalmente, pois caso contrário, poderá influenciar negativamente o tratamento do familiar doente, além de trazer conseqüências para sua própria vida, como depressão, ansiedade, isolamento social, entre outros fatores. Destacou-se ainda o perfil dos cuidadores e as funções desenvolvidas por eles no ambiente doméstico. Considerando a importância do bem-estar físico e emocional do cuidador, foi relevante destacar alguns pontos que pudessem amenizar o seu sofrimento, como os programas de apoio às famílias e às pessoas que cumprem a função de cuidar. Assim, entende-se que medidas preventivas contra os agravos à saúde do cuidador são necessárias, para melhorar a qualidade de vida daquele que dispensa seus cuidados ao familiar doente, e conseqüentemente, do ser cuidado. 42 76. BARROS, CRISTIANE L. & CARDOSO, VIVIAN LÚCIA. Fobia Social: avaliação e tratamento na abordagem cognitivo-comportamental. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luís Jonas/ Raphael Cangelli Filho RESUMO O presente trabalho é um estudo teórico sobre a Fobia Social, sua avaliação e possibilidades de tratamento na abordagem cognitivo-comportamental. A Fobia Social caracteriza-se por ansiedade clinicamente significativa provocada pela exposição a certos tipos de situações sociais ou de desempenho, frequentemente levando ao comportamento de esquiva. A Fobia Social é muitas vezes confundida com timidez e é caracterizada por medo irracional e persistente, que faz com que o indivíduo evite situações em que haja o contato social, acarretando sofrimento e prejuízo à sua vida. A partir de sua definição e avaliação, o presente trabalho procurou apresentar algumas possibilidades de tratamento para o transtorno fóbico social. Os tratamentos mais utilizados para a fobia social são a psicoterapia na abordagem Cognitivo-Comportamental e o Tratamento Farmacológico. Na abordagem Comportamental pode-se citar técnicas como dessensibilização, o treinamento de habilidades sociais e a exposição ao vivo, já na abordagem Cognitiva técnicas como terapia em grupo, e reestruturação cognitiva são citadas. Dependendo do paciente, as técnicas podem ser utilizadas em conjunto ou isoladamente. É importante dizer que a análise funcional do comportamento deve preceder qualquer intervenção e o paciente deve estar envolvido com seu tratamento, atendendo às solicitações do terapeuta e às diversas orientações. 77. FANTES, KATIA & MORENA, LUANA S. Depressão no idoso: tratamento cognitivo-comportamental. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: Maria Esmeralda Mineu Zamlutti/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho teve como objetivo identificar os tratamentos na abordagem cognitivo-comportamental da depressão no idoso. Reportando-nos ao idoso, pode-se dizer que está passando por alterações biopsicosociais, dentre elas a questão de perda de amigos e familiares, doenças e aposentadoria. Sobretudo, a depressão é uma doença que abrange uma grande parcela da população, recebendo uma atenção de diversos profissionais da área da saúde. A depressão no idoso se apresenta de forma peculiar, com predomínio de queixas de sintomas somáticos sobre os psicológicos. Nessa população, entretanto, há um fator de risco importante ao surgimento da doença, além de co-morbidades específicas. O tratamento da depressão no idoso é feito com tratamento farmacológico, que pode considerar a eletroconvulsoterapia como um recurso para pacientes que não respondem a medicação, e tratamento psicoterápico. A terapia cognitivo-comportamental é uma prática que aparece nas pesquisas como tendo o melhor resultado no tratamento da depressão, inclusive em idoso. A avaliação deve ser feita com entrevistas e escalas para identificação da doença, bem como os sintomas e ideações suicidas, que é algo comum em idosos e deprimidos. Finalmente, acredita-se com este trabalho a importância da formação de profissionais instruídos a prestar um serviço especializado a população idosa com quadro de depressão, utilizando-se de técnicas e instrumentos durante o tratamento. 43 78. FERREIRA, GIULYENE APARECIDA M. & RODRIGUES, KAROLINE S. Revisão teórica sobre a Síndrome de Münchausen. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Patrícia Gouveia Ferraz Banca: Laura Barião da Fonseca/ Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO A Síndrome de Münchausen é um transtorno psiquiátrico, no qual o paciente causa, provoca ou simula sintomas de doenças em si próprio ou em terceiros. Tem como objetivo assumir o papel de doente e obter cuidados dos médicos, conseguir atenção dos familiares ou até mesmo se afastar de problemas pessoais. A Síndrome de Münchausen por procuração ou indireta, ocorre quando, o indivíduo que quase sempre é a mãe, produz, fabrica, simula ou inventa de maneira intencional sintomas em seu filho, fazendo com que este seja considerado como doente. Os atos, apesar de serem compulsivos, são voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. O objetivo deste trabalho é o de estudar as características desta síndrome, através de um caso ilustrativo e realizar uma comparação com a literatura pesquisada. Diante do caso apresentado, propusemos possíveis intervenções com base na abordagem cognitiva que podem favorecer no tratamento de pacientes portadores da síndrome. Concluímos a pesquisa com a certeza de que as crianças vítimas de maus-tratos, bem como os agressores sofrem muito prejuízo no seu desenvolvimento. Por isso, sugerimos mais pesquisas que envolvam a análise das variáveis presentes no contexto terapêutico, de forma a poder entender como se dá esse processo, influindo positivamente na atuação terapêutica. 79. LOPES, HALINA A. & ROCHA, VANESSA F. Relação Terapêutica: a produção científica na abordagem comportamental. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: André Luís Jonas Banca: Carla Witter/ Nicodemos Batista Borges RESUMO A relação terapêutica é caracterizada por atitudes de empatia, disponibilidade para ajudar e ser ajudado, vínculo afetivo, relação de confiança e respeito. Cada um no seu papel, cliente e terapeuta precisam sentir-se parceiros nessa caminhada que chamamos psicoterapia. O presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento da produção científica sobre Relação Terapêutica dentro da abordagem comportamental publicada até outubro de 2006 nas bases de dados Psychinfo®, BVS e CAPES. Os dados encontrados foram classificados com o objetivo de compará-los quanto: ao ano de produção, idioma, meio de divulgação, ou seja, fonte impressa ou digital, por tipo de publicação (dissertação, tese, livro e artigo científico), método utilizado na pesquisa e por palavra-chave. Os dados obtidos indicaram que a grande maioria da produção científica se concentra na base de dados Psychinfo®, é prevalente na língua inglesa, a maior parte está publicada em artigos científicos e houve uma crescente evolução na pesquisa sobre o tema ao longo das décadas. Os resultados do presente estudo fornecem informações acerca das pesquisas realizadas sobre a relação terapêutica na abordagem comportamental na área acadêmica, de tal forma que indicaram as tendências apresentadas pelos pesquisadores e clínicos-pesquisadores. Apesar do grande número de resultados obtidos, os mesmos devem ser interpretados com cautela, tendo em vista que foram obtidos a partir de três bases de dados, que, embora sejam de extrema confiabilidade e reconhecidas pela comunidade acadêmica e científica, não representam a totalidade das pesquisas realizadas. O presente estudo não é definitivo e não representa uma avaliação do estado-da-arte sobre relação terapêutica na abordagem comportamental, e, dessa forma, apontamos para a necessidade de novos estudos sobre o tema. 44 80. CARVALHO, ANA PAULA S. & ALMEIDA, CAMILA P. Cuidados paliativos: a atuação do psicólogo com pacientes oncológicos terminais. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luís Jonas/ Patrícia Gouveia Ferraz RESUMO Este trabalho é um estudo teórico sobre a atuação do psicólogo na fase terminal do paciente oncológico. Investigamse os conceitos e características do câncer, assim como suas causas e tratamentos. Também é verificado a trajetória da psicologia na saúde e o surgimento da psico-oncologia, retratando o papel do psicólogo oncológico nas etapas da doença, atuando de forma a ajudar o paciente a adaptar-se as mudanças, lidar com suas limitações, compreender sua doença e trabalhar suas questões. O trabalho discute como assunto principal os cuidados paliativos, considerando seu surgimento e seu conceito, mostrando entre outros aspectos, a diferença entre prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida restante ao paciente, este último sendo o objetivo dos cuidados paliativos. Outros aspectos abordados são a relação médico-paciente, a intervenção psicológica nesta fase, o papel da família, a dor e o sofrimento existentes tanto no paciente quanto nos cuidadores e o processo de luto, que não restringe-se apenas aos familiares, mas também aos profissionais que estiveram envolvidos nos cuidados ao paciente. 81. ACUNZO, FERNANDA DE OLIVEIRA. Crimes Passionais: Várias Facetas. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Patrícia Gouveia Ferraz/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Esta pesquisa teve como objetivo investigar o quê leva um indivíduo a cometer um crime passional, avaliar os conflitos nos relacionamentos afetivos e/ou sexuais que findaram em homicídios, propondo uma análise crítica acerca do ciúme normal e patológico. Foram estudados os assassinatos de Ângela Diniz por Doca Street (1976); de Daniella Peres por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz (1992); de Sandra Gomide por Antonio Marcos Pimenta Neves (2000). Com base em informações obtidas através de livros, jornais e revistas sobre os crimes, o intuito foi o de ampliar as questões acerca do estado do assassino no momento do crime e os possíveis motivos que o levaram a cometê-lo. Os estudos e pesquisas realizadas remeteram a constatação de que o crime passional deriva de um desequilíbrio emocional que acomete o indivíduo, mesmo que momentaneamente, provocado por um sentimento de ciúme que ultrapassou os limites suportáveis. Os motivos que levam um indivíduo a cometer um crime passional variam de caso para caso, de pessoa para pessoa, mas ainda que distintos ou mesmo que desconhecidos, sabe-se que é sempre movido por um sentimento destrutivo, baseado no egocentrismo e em sua origem há sempre um sentimento de inferioridade, desprezo, desonra, exclusão por outro alguém. Além, de apresentar-se proveniente do desejo de exclusividade e propriedade sobre o amor de determinada pessoa. Assim, pode-se concluir que a paixão, sentimento motivador que denota um crime passional, é crônica, obsessiva, irracional e nada tem a ver com amor, que é um sentimento nobre de preservação e cuidado para com o outro e com a relação. 45 82. BARROS, ANDRÉIA ROBERTA DE & BISTOCCHI, ARLETE. A fala do cliente em diferentes abordagens: categorização e análise das relações funcionais. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denise Cristina Hardt Pires/ Denis Roberto Zamignani RESUMO Os estudos feitos pela análise aplicada do comportamento acerca da interação verbal entre terapeuta e cliente, vêm contribuindo para ampliar a compreensão das contingências envolvidas dentro do contexto clínico. Desse ponto de vista, o terapeuta trabalha dentro do Contexto terapêutico de forma a facilitar o cliente a descrever contingências que estejam operando, tanto nas relações terapeuta-cliente quanto ao grau de consciência que o cliente possui nas suas relações no ambiente natural. O presente trabalho procurou avaliar as falas de clientes submetidos a processo psicoterápico em duas abordagens teóricas distintas - comportamental e psicodinâmica de forma a procurar identificar os possíveis efeitos dos mesmos sobre o comportamento verbal do cliente. Para tanto, o método utilizado constituiu na gravação em áudio de sessões de atendimento realizadas por estagiários-terapeutas que foram selecionados entre os alunos das disciplinas que possuíam atendimento com adultos na abordagem comportamental (Terapia de Adulto - TA) e na abordagem psicodinâmica (Técnicas de Psicoterapia de Adulto) no quinto ano do curso de Psicologia. As sessões foram transcritas na íntegra e as falas foram categorizadas, através do sistema de Categorias de Comportamento Verbal Vocal do Cliente (CCVVC) desenvolvido por Zamignani (2006). As categorizações foram analisadas pela sua freqüência de ocorrência por sessão, entre sessões e entre abordagens. Concluímos que algumas categorias ocorrem em maior ou menor grau, dependendo da abordagem utilizada, pois as falas dos clientes submetidos aos processos psicoterápicos tendem a responder tanto as concepções teóricas do terapeuta quanto às influências determinadas pelos tipos de intervenção. Isso parece indicar a necessidade de observação e análise das características pessoais do terapeuta que, no contexto terapêutico, decorrem por influência da condução do mesmo. Assim, no controle de variáveis presentes na relação entre terapeuta e cliente, há de ser considerada a abordagem teórica e o repertório de comportamentos do terapeuta, na forma como este entende e conduz os atendimentos e, sua influência sobre o comportamento do cliente e o resultado da sessão; buscando, dessa forma, aprimorar o controle de estímulos aos quais o cliente é exposto neste contexto. A presente pesquisa não esgota a necessidade de se fazer maiores estudos sobre o tema e também sobre as outras variáveis que interferem no processo terapêutico. 83. RUBBA, GISELE APARECIDA & LEITE, JULIANA PALONE. As Intervenções Do Terapeuta Em Diferentes Abordagens: Categorização E Análise Das Relações Funcionais. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: André Luís Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani/ Joana Singer Vernes RESUMO A análise e a categorização da fala do terapeuta têm sido pesquisadas por diversos profissionais da Psicologia que atuam na área clínica; de forma a determinar padrões de intervenção que possam resultar em uma prática mais eficaz para o processo terapêutico e também para o bem-estar do cliente. A relação terapêutica é formada pela interação verbal entre o terapeuta e o cliente que, além de envolver características pessoais de ambos, envolvem aspectos relacionados à abordagem teórica e ao método utilizados pelo terapeuta. O presente trabalho teve como objetivo categorizar e analisar o comportamento verbal vocal do terapeuta nas abordagens Comportamental e Psicodinâmica a fim de verificar as variações do mesmo existentes entre as sessões de cada terapeuta e também entre abordagens. O método utilizado consistiu na gravação em áudio de sessões de atendimento realizadas por dois terapeutas formandos nas abordagens Comportamental e Psicodinâmica. As sessões foram transcritas na íntegra e categorizadas, através do sistema de Categorização do Comportamento Verbal Vocal do Terapeuta (CCVVT), desenvolvido por Zamignani (2006). Foram encontradas diferenças na incidência de freqüência mais expressivamente nas categorias Solicitação de Relato/SRE, Empatia/EMP e Informação/INF, que tiveram incidência maior na abordagem Comportamental. Na 46 abordagem Psicodinâmica as categorias mais incidentes foram Solicitação de Relato/SRE, Interpretação/INT e Recomendação/REC. Os resultados obtidos sugerem as variações das diversas variáveis podem interferir no comportamento verbal vocal do terapeuta, dentre elas as características das abordagens e a natureza do caso. Esses dados parecem indicar que no controle das variáveis presentes na relação entre terapeuta e cliente, há de ser considerada a abordagem teórica e o repertório de comportamentos do terapeuta, na forma como este entende e conduz os atendimentos e, sua influência sobre o comportamento do cliente e o resultado da sessão; buscando, dessa forma, aprimorar o controle de estímulos aos quais o cliente é exposto neste contexto. Dessa forma, identificar e prever as possíveis respostas emitidas pelo cliente, na sessão e fora dela, possibilita ao terapeuta planejar a emissão de conseqüências adequadas às respostas do cliente. A pesquisa apresentada reflete a importância da relação terapêutica na avaliação do comportamento verbal do terapeuta, pois facilita ao mesmo compreender e identificar a que contingências está respondendo dentro da sessão, de forma a evoluir o seu grau de compreensão acerca das suas intervenções e dos seus possíveis efeitos sobre o cliente. Este trabalho não encerra as possibilidades de novas pesquisas sobre a atuação dos terapeutas formandos em diferentes abordagens, mas sugere novas possibilidades de estudos sobre o tema. 84. MATHEUS, CAROLINA F.; PINTO, CARLA ELISABETE & AVILA, VANESSA A. Um estudo sobre tentativas de suicídio na adolescência. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2006. Orientador: Luís Alfredo Lilienthal Banca: Flávio Del Matto Faria/ Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho procura discutir, a partir de achados na bibliografia, a questão do suicídio na adolescência. Primeiramente busca definir o que é adolescência, abordando as questões psicológicas envolvidas neste período e as implicações atreladas à esta fase da vida do indivíduo, como a família e a sociedade contemporânea. Retratamos o conceito de suicídio e os possíveis fatores que podem desencadeá-lo nos adolescentes. Abordamos também a depressão que é uma das principais causas que levam os jovens à tentativa de suicídio. Nosso objetivo é compreender quais os aspectos do desenvolvimento nesta fase podem desencadear este tipo de comportamento. 47 48 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2007 85. REIS, QUÊNIA S. & TOBIAS, SARA R. Ansiedade do cliente frente ao processo terapêutico. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientadora: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luis Jonas / Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho teve como objetivo realizar um estudo teórico sobre a ansiedade do indivíduo que busca psicoterapia. O levantamento da literatura mostrou que a ansiedade é uma emoção, que todos os seres humanos sentem, porém em intensidades diversas, e são apresentadas no meio externo de diferentes maneiras. Quando o cliente apresenta ansiedade frente ao processo terapêutico, o mesmo mostra que necessita de uma orientação e quer relatar ao terapeuta os seus problemas, esperando que ele fale algo que o conforte. Como parte do trabalho foi apresentado que a psicoterapia é realizada em diversas abordagens teóricas, para ser usada como base do trabalho do terapeuta e com isso levar seu cliente ao autoconhecimento e crescimento. Dentro do processo terapêutico, o psicólogo deve realizar um vínculo com seu cliente, com o objetivo de transmitir segurança, conforto, empatia, mostrando que ele compreende seu sofrimento e quer ajudá-lo. Uma das funções do terapeuta é acolher o seu cliente, entender a queixa trazida e os sentimentos que estão envolvidos sobre ele. Este trabalho poderá ser importante aos profissionais para que entendam que no processo terapêutico há uma ansiedade por parte do cliente frente ao que seu terapeuta irá proporcionar a ele. 86. SANTOS, ALEXANDRE P. & ANDRADE, CAMILA M. Adesão ao tratamento no Transtorno do Humor Bipolar: Análise de uma amostra da literatura. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientador: Denis Roberto Zamignani Banca: André Luis Jonas / Joana Singer Vermes RESUMO Este trabalho buscou investigar quais os aspectos relevantes na questão da adesão ao tratamento no Transtorno do Humor Bipolar (THB). Foi realizada uma sistematização de artigos da literatura sobre ambos os temas. Foram selecionados para este estudo capítulos de livros de duas séries de ampla difusão e manuais de psicologia cognitivo-comportamental, além de artigos publicados em conhecidas revistas da área. Algumas das constatações a que se chegou neste trabalho são as de que o cliente com THB, em geral, tem uma linha de base deficitária de comportamentos de adesão, de que há a necessidade de atenção clínica personalizada a cada cliente. A literatura aponta ainda que é fundamental que o grupo formado pela família/pessoas significativas seja envolvido tanto quanto possível no tratamento e que seja feita a educação destes, assim como do cliente sobre a doença e suas implicações e sobre indicadores de alternações na polaridade do humor. O estudo da literatura permitiu também a discussão sobre a necessária multidisciplinaridade e conseqüente complexidade do tratamento de clientes com THB e o fato de que esta mesma complexidade é um dos principais fatores responsáveis pela pobre adesão. 49 87. GULIZIA, GABRIELA & MORAIS, MARIANA C. S. Separação Conjugal: conseqüências psicológicas nas crianças. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientadora: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luis Jonas / Maria Esmeralda Mineu Zamlutti RESUMO O presente trabalho é um estudo teórico sobre a separação conjugal e as possíveis conseqüências psicológicas nos filhos. A separação conjugal pode acarretar conseqüências no desenvolvimento psicológico da criança, fazendo com que seu repertório comportamental seja delimitado, e assim desencadear medos, insegurança e inabilidade social que refletirão, possivelmente, no seu contato com o meio no futuro. Antes mesmo que a separação/divórcio ocorra, todos os familiares vivenciam muitas situações, geralmente com sofrimento. O trabalho aborda os temas relacionados à separação conjugal, tais como o casamento e suas peculiaridades, o nascimento do primeiro filho, as crises conjugais, a decisão da separação, a necessidade do outro de dividir sua vida com alguém, o divórcio e as possíveis conseqüências no desenvolvimento psicológico dos filhos, não só durante o processo de separação/divórcio, como também nos anos que sucedem. E, finalmente este trabalho apresenta como o psicólogo pode atuar e auxiliar a família neste período. 88. PEREIRA, LINDSEI C. & RONCOLATO, MÔNICA A. O papel do Acompanhante Terapêutico no tratamento do Transtorno do Humor Bipolar. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientador: Denis Roberto Zamignani Banca: André Luis Jonas / Roberta Kovac RESUMO O objetivo deste trabalho foi investigar o papel do acompanhante terapêutico no atendimento de casos de transtorno do humor bipolar. Para tanto, foram pesquisados textos que abordam o transtorno em manuais psiquiátricos, periódicos e livros. Uma ficha para sistematização dos dados relevantes foi elaborada, apontando diversos fatores tais como a etiologia/instalação e desencadeantes, as variáveis mantenedoras do problema, os repertórios alvo de intervenção, as condições facilitadoras do tratamento/melhora e as estratégias de intervenção e recomendações para prevenção de recaídas e de suicídio. Cada fator foi organizado em categorias de registro e os dados referentes a cada categoria foram sistematizados em categorias de análise, de modo a identificar fatores relacionados à intervenção do acompanhante terapêutico. Os resultados foram discutidos tendo em vista as principais funções do acompanhante terapêutico: coleta de dados; a mediação entre o cliente, a família e a equipe terapêutica; o auxílio na aplicação de procedimentos e o suporte ao cliente no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e na execução de tarefas complexas. 89. BILÓ, CAMILA L. & OLIVEIRA, BRUNA V. Transtornos Alimentares em Homens: uma revisão literária. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientador: Raphael Cangelli Filho Banca: André Luis Jonas / Fábio Pinato Sato RESUMO 50 O presente trabalho foi construído com base no levantamento bibliográfico cujo tema retrata os Transtornos Alimentares em Homens, no período de 2001-2006. Inicialmente os Transtornos Alimentares foram descritos em ambos os sexos, especificando os quadros diagnósticos, epidemiologias, etiologias e tratamentos da Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e Transtorno do Comer Compulsivo á partir de publicações feitas posteriores á 2001. No mesmo período, abordou-se, o assunto primordial da pesquisa, a doença no sexo masculino, especificando aspectos históricos, etiológicos, epidemiológicos e tratamentos. Alguns temas relacionados ao assunto também foram levantados e discutidos, como por exemplo, Transtornos Dismóficos (Muscular e Corporal) e a relação dos Transtornos Alimentares com a adolescência. Consideramos que mesmo este Transtorno ocorrendo de forma multi-causal, o fator que mais se destaca é a mídia, que possibilita que as pessoas tenham dificuldade de aceitação da própria imagem. Com isso, a importância da multidisciplinaridade na caracterização dos sintomas mostra o quanto é indispensável que se aumentem os estudos realizados sobre o assunto, com o intuito de diminuírem as falhas advindas de falta de estudos diagnósticos necessários para se evitar as buscas por tratamentos inadequados. 90. SANTOS, FERNANDA C. Compra por impulso e transtorno de controle dos impulsos: um modelo de análise funcional, intervenção e prevenção de recaída para o transtorno do comprar compulsivo. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientador: André Luis Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani / Fábio Parucker RESUMO Diversas áreas do conhecimento, como a economia e o marketing, buscaram explicar o comportamento do consumidor a partir de sua abordagem de atuação. A psicologia contribuiu para diversos estudos que buscavam entender o comportamento de escolha do consumidor. Estudos realizados na abordagem da análise experimental do comportamento indicaram que os construtos hipotéticos da psicologia cognitiva seriam insuficientes para explicar o comportamento do consumidor e propões uma análise com base no controle ambiental sobre o comportamento de consumo. Um fator de relevante importância encontrado na literatura consultada, foi a compra por impulso. Este tipo de comportamento de compra foge aos critérios que definem o comportamento de escolha do consumidor como um processo racional de análise entre custo e benefício. A partir de uma abordagem clínica, este tipo de comportamento de compra pode ser encontrado em um transtorno classificado pelo DSM – IV como Transtornos de Controle dos Impulsos, onde o indivíduo apresenta falha na tentativa de resistir a executar um determinado impulso que é danoso para si mesmo e para os outros e, experimenta sensação de prazer ao realizá-lo. O comprar compulsivo, ou oniomania, é considerado um transtorno de controle dos impulsos. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre o comportamento do consumidor, especificamente sobre a compra por impulso, tendo como embasamento teórico o referencial da análise experimental do comportamento, estabelecer uma relação com o transtorno de controle dos impulsos, comprar compulsivo e propor um modelo de análise funcional, intervenção e prevenção de recaída para o comprar compulsivo. 91. HADAD, NATÁLIA C. & LÍPOLIS, CLAUDIA C. A formação do Vínculo Terapêutico: Estratégias utilizadas na relação Terapeuta-Cliente. Trabalho de conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2007. Orientador: André Luis Jonas Banca: Denis Roberto Zamignani / Nicodemos Batista Borges RESUMO A relação terapêutica está presente em todas as abordagens de terapia existentes, apesar de ser analisada e entendida de maneiras distintas pelas abordagens teóricas. A relação terapêutica poderia ser entendida como a interação existente entre terapeuta e cliente; as trocas existentes no ambiente que se estabelece entre ambos e as mudanças que esta relação provoca no terapeuta e também no cliente. O presente trabalho foi realizado a 51 fim de se obter um maior entendimento de como ocorre e qual é a importância da formação do vínculo entre terapeuta e cliente. Através das consultas bibliográficas realizadas acerca do tema foi possível constatar que até meados da década de 70, a relação terapêutica não foi muito estudada e tampouco priorizada por profissionais e pesquisadores da abordagem comportamental. No entanto, desde então, as pesquisas mostraram um crescimento significativo, são mais abrangentes e passaram a reconhecer a relação terapêutica como instrumento de trabalho e como variável determinante para o sucesso do processo terapêutico. A revisão de literatura indica que a relação terapêutica é de grande relevância no andamento do processo terapêutico, que tem como uma de suas principais funções proporcionar o desenvolvimento do repertório comportamental a fim de capacitar o cliente a agir diferente. Adicionalmente, para que essa relação seja também responsável pelo avanço do processo terapêutico, o terapeuta precisa estar atento aos próprios comportamentos, ou seja, quanto mais espontânea e natural for a postura do terapeuta melhor será a interação dele com o cliente, e por conseqüência, mais mudanças serão observadas. Para tanto, segundo a literatura, existem técnicas que visam facilitar essa interação tais como a observação, o acolhimento, o ouvir e a empatia. Buscou-se no presente estudo maiores esclarecimentos da função desta relação no processo terapêutico como um todo e os resultados desta interação nas mudanças de repertório comportamental do cliente bem como do terapeuta. Sugere-se que outras pesquisas sejam realizadas acerca do tema propiciando uma melhor definição das variáveis que o determinam e, conseqüentemente, um maior conhecimento sobre o mesmo. 52 52 RESUMO DOS TCC’s DO NÚCLEO CLÍNICA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 2008 92. ANDRADE, ALINE G. & LESSA, TAIANA G. Considerações sobre a medida de resultados na pesquisa clínica de psicologia. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadores: Yara Claro Nico e Denis Roberto Zamignani Banca: Roberto Alves Banaco e Carla Witter RESUMO Ao longo da História da Psicoterapia surgiram críticas com relação à sua eficácia, gerando a necessidade de comprová-la para que esta fosse validada como uma forma de tratamento. Foram então desenvolvidas diversas linhas de pesquisas, além de estudos comparativos entre técnicas e abordagens desta ciência, que ficaram conhecidos como Pesquisas de Resultado. Frente à conclusão de que psicoterapia é eficaz e a comprovação de que existiam benefícios para os pacientes submetidos a ela, uma nova etapa se iniciou, onde o foco estava em verificar o que funciona ao longo do tratamento e suas conseqüências, o que foi denominado Pesquisas de Processo. A partir deste momento tornou-se possível avaliar resultado em psicoterapia como parte do processo terapêutico. O presente trabalho teve como objetivo retomar a História das Pesquisas de Resultado, apresentar o conceito de Pesquisa de Processo e a partir disso identificar métodos disponíveis para medir o efeito da psicoterapia. Há uma diversidade de possibilidades no que diz respeito à avaliação de resultados na prática clínica, porém é de extrema importância identificar as variáveis envolvidas neste processo para que a medida ideal seja realizada. Tais variáveis dizem respeito a características dos instrumentos, do paciente e do próprio terapeuta. A fim de facilitar este processo apresentamos métodos de medida levando em conta: se o constructo a ser medido é geral ou específico, se as informações em relação à queixa são públicas ou privadas, se as características levantadas são estáveis ou transitórias, se o instrumento faz acesso de forma direta ou indireta além do formato dos instrumentos. Foram apresentados e discutidos alguns dos instrumentos disponíveis para avaliação na prática clínica. 93. BASTOS, RENATA L. A. & SILVA, VINÍCIUS I. Humanização no contexto hospitalar da oncologia: uma visão comportamental. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadora: Denise Cristina Hardt Pires Banca: André Luis Jonas e Raphael Cangelli Filho RESUMO Este trabalho descreve alguns tópicos de pesquisa em Humanização Hospitalar no contexto da oncologia, embasado na teoria comportamental. Visa discutir a importância de projetos nesta área e, principalmente, o papel e a atuação do psicólogo nas instituições como agente provedor de meios que minimizem o sofrimento causado pela hospitalização, necessária para o tratamento do câncer, e intervenção adequada para melhor manejo das contingências que causam comportamentos que trazem prejuízos psicossociais, decorrentes neste processo. Dentro dos aspectos discutidos no trabalho, deve-se destacar com relevância que o psicólogo necessita ter um bom embasamento teórico, como também conhecimento ampliado da doença, do prognóstico e do tratamento, para que contribua e apóie a equipe médica da qual fará parte no contexto hospitalar. Além disto, deve também reforçar o resgate da dignidade humana e reconhecer no outro sua própria condição de homem. Esse se torna o grande desafio para os projetos de humanização no hospital. 53 94. ESCABORA, ANGÉLICA S. & SILVESTRE, LEANDRO A. S. Um estudo dos instrumentos para avaliação da aliança terapêutica na pesquisa clinica. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadores: Yara Claro Nico e Denis Roberto Zamignani Banca: Roberto Alves Banaco e Ana Lúcia Gatti RESUMO Pesquisas sobre a prática da psicoterapia têm sido conduzidas, visando compreender diferentes aspectos da relação constituída entre terapeuta e cliente os processos de mudança nela envolvidos. Inúmeras variáveis contribuem para um resultado satisfatório da psicoterapia, o que inclui a relação afetiva estabelecida. O objetivo do presente estudo foi avaliar alguns dos aspectos referentes a seis dos instrumentos desenvolvidos para a avaliação da Aliança Terapêutica: Inventário de Aliança de Trabalho (WAI); Escala de Aliança Psicoterápica da Califórnia na versão do paciente (CALPAS - P); Questionário de Avaliação da Sessão (SEQ); Inventário de Relacionamento (RI); Sistema de Avaliação da Aliança Terapêutica (TARS); Escala do Processo Psicoterápico de Vanderbilt (VPPS). De maneira geral, as metodologias empregadas para tal análise associam de alguma forma comportamentos referentes à afetividade entre terapeuta e cliente e à diminuição de sintomas ou situações que geram no cliente algum sofrimento. A maioria dos estudos propõe a medida a partir de diferentes perspectivas – paciente, terapeuta e/ou um observador. O estudo pôde concluir que a Aliança Terapêutica é uma definição específica para um conjunto de variáveis da relação de influência recíproca terapeuta-cliente, compreendida de forma diferente de acordo com diferentes perspectivas teóricas, o que justifica a diversidade metodológica. 95. MERLO, ÉRIKA. F. & VALE, RAFAEL. Incidência de Sintomas Obsessivos e Compulsivos em Graduandos. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadora: Denise Cristina Hardt Pires Banca: Denis Roberto Zamignani e Fábio Pinato Sato RESUMO O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma patologia psiquiátrica que se caracteriza pela presença de sintomas obsessivos e compulsivos. Objetivou–se com esta pesquisa identificar os sintomas de TOC em graduandos de Universidades privadas da grande São Paulo, identificar a presença de sintomas obsessivos compulsivos e comparar os resultados entre os gêneros. Participaram 40 mulheres com média de idade de 21 anos e 40 homens com média de idade de 23 anos. Para a coleta de dados, foi apresentada a adaptação da Lista Yale-Brown com mais de 50 exemplos, e aplicada a Escala Yale-Brown para sintomas obsessivos e compulsivos, versão adulto, da qual os resultados foram comparados a Escala de Avaliação Global. Para fins de comparação foram utilizados o Quiquadrado e a Correlação de Spearman. As médias das questões individuais, de 1 a 10, obtiveram escores ≤ 1 no sexo feminino e escores que oscilaram em torno do 1 no sexo masculino, portanto a grande maioria se enquadrou em um nível leve em cada questão. Verificam-se correlações estatisticamente significantes, observa-se que tanto para o sexo masculino (r o = 0,34 e r c = 0,30) e feminino (r o = 0,53 e r c = 0,30) houve a mesma correlação referentes aos pensamentos obsessivos, entre as questões 1 e 3, ou seja, quanto mais tempo se ocupam com pensamentos obsessivos, mais sofrem com esses pensamentos.Quanto à correlação entre as respostas referentes aos comportamentos compulsivos evidencia–se a mesma correlação nas questões 7 e 9, quanto maior é a interferência provocado pelos comportamentos compulsivos, maior é a resistência a esses comportamentos tanto em homens (r o = 0,40 e r c = 0,30) quanto em mulheres (r o = 0,61 e r c = 0,30). Na média da soma total geral das questões, segundo a Y-BOCS, os homens têm um comportamento obsessivo compulsivo intenso, com 10,6 e ± 5,39, as mulheres obtiveram um comportamento obsessivo compulsivo clínico, 7,7 e ± 3,89 segundo a Escala de Avaliação Global. Apesar da superioridade masculina em 80% das questões e de uma diferença de quase 3 pontos na média total geral, 54 não houve diferença estatisticamente significativa entre homens e mulheres. Mesmo observando índices relevantes, não é possível inferir ou refutar a existência de possíveis portadores de TOC na amostra, visto que é necessária a utilização de outros instrumentos e uma avaliação clínica para o diagnóstico. Entretanto os resultados deste trabalho não podem ser desprezados, pois o índice total geral encontrado foi alto para uma população de graduandos sem diagnóstico prévio. 96. GOUVÊA, SIMONE & OLIBONI, VALÉRIA M. Trabalho e nível de estresse entre universitários: análise comparativa. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadores: Marcelo de Almeida Buriti e Carla Witter Banca: Roseli Ferreira da Lage e Geraldina Porto Witter RESUMO O estresse é gerado pela tensão que o organismo sofre ao sair do estado de equilíbrio, e vem sendo ultimamente alvo de estudos com maior freqüência, especialmente no âmbito profissional. Com base nessas premissas, objetivou-se, com a presente pesquisa, identificar e comparar o nível de estresse em estudantes universitários, bem como os sintomas neles prevalecentes. Nesse sentido, foram submetidos a estudo 77 alunos de graduação de uma universidade privada da cidade de São Paulo, das três áreas do conhecimento (exatas, humanas e saúde), sendo que, dentre eles, 40 trabalham paralelamente aos estudos (GA), e 37 somente estudam (GB). Como instrumento de verificação foi aplicado o Inventário de Sintomas de Stress de Lipp (ISSL). Os resultados, quanto à área do conhecimento de GA, indicam que 32,5% pertencem à área de Humanas, 37,5% à de Exatas e 30% à de Saúde χ o 2 = 0,35 χ c 2 = 5,99, de GB 51,37% de Humanas, 24,32 Exatas e Saúde χ o 2 = 5,40 χ c 2 = 5,99 o que mostra que não houve diferença estatisticamente significante. Quanto ao estresse, os dados obtidos sugerem que, mesmo não estando expostos aos estressores do ambiente profissional, 54% dos alunos que somente estudam estão estressados, e, destes, 15% se encontram em fase de quase-exaustão, ao passo que 50% dos que trabalham mostraram-se estressados e nenhum deles apresentou-se em uma fase posterior à de resistência o r o =0,50 e r c = 0,81, demonstrando que não houve correlação estatisticamente significante entre os grupos quanto à fase do estresse. Para GA, 56,52% dos sintomas são psicológicos o χ o 2 = 0,39 e χ c 2 = 3,84; para GB, os dados revelam prevalência de 80% dos sintomas físicos, e, no total, 60,46% também para sintomas físicos o χ o 2 = 1,88 e χ c 2 = 3,84, o que indica que, tanto para GA, GB e no total, não existe diferença estatisticamente significante. Entre os sintomas experimentados pelos participantes no último mês, os dados mostram que, para manifestações físicas, a mais presente em GA é a mudança extrema de apetite χ o 2 = 10,06 e χ c 2 = 11,07, e, em GB, insônia e náuseas χ o 2 = 24,38 χ c 2 = 11,07. Dos sintomas psicológicos para GA, é o cansaço excessivo χ o 2 = 31,55 χ c 2 = 18,31 e GB angústia/ansiedade diária χ o 2 = 8,94 χ c 2 = 16,92. Pode-se concluir, assim, que o estresse e os sintomas manifestados estão diretamente associados ao ambiente em que o jovem está inserido, seja ele acadêmico ou profissional, pois, a todo momento responsabilidades novas lhe são impostas e sua adaptação nem sempre as acompanham na mesma velocidade. 97. ACCIARITO, ANA C. S., FERREIRA, JACQUELINE P. & AQUINO, MILENA P. Análise da Produção Científica sobre Fobia Social: enfoque analítico-comportamental. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadoras: Lívia Ferreira Godinho Aureliano e Carla Witter Banca: André Luis Jonas e Fábio Pinato Sato RESUMO A fobia social é um transtorno psiquiátrico que é acompanhado por ansiedade intensa em situações sociais e de desempenho, levando ao sofrimento e perdas de oportunidades. O objetivo geral do trabalho foi levantar e analisar, 55 por meio de uma análise de produção científica, quais as pesquisas realizadas e publicadas na base de dados da SciELO (Scientific Library onLine), da CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Ensino Superior) e da PEPSIC (Periodic Eletronic in Psychology) sobre fobia social. Os objetivos específicos analisaram as seguintes variáveis: autoria; tipo de estudo; tipo de análise dos dados; tipo de delineamento de pesquisa; método; temas abordados e áreas de conhecimento. Ao todo na base de dados SciELO foram utilizados 30 resumos dos artigos referente a fobia social, na CAPES 18 resumos de dissertações e teses e na base de dados da PEPSIC apenas 6 resumos de artigos. Para a análise de dados utilizou-se um tratamento estatístico descritivo e inferencial com a aplicação do qui-quadrado. Os resultados indicaram um equilíbrio quanto a autoria feminina e masculina (χ2 o = 0,03 para χ2 c = 3,84 sendo n.g.l. = 1 e n.sig.= 0,05) com predomínio significante da autoria múltipla (o χ2 o = 78 para χ2 c = 3,84). Além disso, que 72,22% dos tipos de artigos eram pesquisas de campo, seguida de teórica e descritiva que somam juntas 27,78%, sendo a análise de dados predominantemente qualitativa (42,60%) e o delineamento correlacional (55,56%). No que se refere ao método, observou-se que a maioria dos participantes é fóbico social adulto (27,60%) e os materiais utilizados para coleta de dados foram: inventário (20,25%) e anamnese e entrevista (17,72%). Quanto aos temas abordados nas pesquisas, a categoria tratamento aparece como a mais pesquisada com 35%, a relação da fobia social com outras patologias obteve 26,66% e a validação de material, 18,34%. As áreas de conhecimento que mais pesquisaram sobre a fobia social foram a Psiquiatria, com 66,66%, seguida da Psicologia, com 19,30% e as outras áreas da saúde, somam um total de 14,04%. Os resultados indicam que é necessário um maior número de produção científica na área de Psicologia principalmente no que se refere à abordagem analíticocomportamental. 98. CAMPS, GUSTAVO. P. Um panorama neuro-comportamental sobre a etiologia do pânico. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadores: Yara Claro Nico e Denis Roberto Zamignani Banca: Fábio Pinato Sato e Denise Cristina Hardt Pires RESUMO Segundo descobertas recentes, estruturas subcorticais específicas como amígdala, matéria cinzenta peri-aquedutal, núcleo mediano da rafe, septo e o hipocampo, fazem parte dos circuitos cerebrais que integram as respostas emocionais. Entretanto, elementos de ordem ambiental também participam na manifestação de tais respostas. A estimulação aversiva do organismo desencadeia reações diferenciadas segundo a intensidade e proximidade do estímulo. Logo, compreende-se que diferentes contingências sejam de controle aversivo ou reforçamento positivo, operam sobre regiões diferentes do cérebro. O presente trabalho tem por objetivo promover uma integração teórica entre os princípios analítico-comportamentais e modelos neurocientíficos de explicação da ansiedade e do transtorno do pânico, posto que a natureza funcional dos elementos presentes em cada contingência sustenta-se em leis comportamentais. É discutido o papel das operações estabelecedoras na eclosão dos ataques de pânico, em seu nível biológico de análise, buscando traçar paralelos entre eventos ambientais e fisiológicos. A análise da literatura cientifica indica que a conotação afetiva de cada estímulo seria atribuída pela amígdala após uma história de pareamento associativo, hipótese que coloca essa estrutura como alvo central do fenômeno comportamental recém citado. Condições de vulnerabilidade ou hipersensibilidade fisiológica do sistema nervoso autônomo a determinados estímulos também emergem da explicação como operações estabelecedoras, porém, filogeneticamente determinadas. Nesse sentido, os três níveis de seleção do comportamento são abordados com o intuito de delimitar o grau de pertinência de cada um deles na configuração do transtorno em questão. 99. SAMPAIO, MIRIAN. A. & SOUZA, MÁRCIA. E. F. A mídia e a supervalorização da beleza corporal: Uma análise das revistas femininas. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2008. Orientadores: Ricardo Franklin Ferreira e Raphael Cangelli Filho Banca: Lucilena Vagostello e Denis Roberto Zamignani 56 RESUMO Ao longo dos séculos, a beleza teve diversas representações e significados. As mulheres foram as que mais aderiram às modificações corporais e tentaram se adequar a cada padrão de beleza vigente em suas respectivas épocas. A mídia, por sua vez, ocupou um espaço de poder, influenciando nesta busca incessante por um corpo ideal. Este presente trabalho teve como objetivo analisar as mensagens que a mídia veicula associadas à supervalorização da beleza corporal feminina. Foram utilizadas três revistas femininas de circulação nacional: Boa Forma, Corpo a Corpo e Nova/Cosmopolitan. Para análise destas foram selecionadas algumas categorias como tipo físico, cabelo, cor de pele e recursos de beleza utilizados para modificar a aparência. Concluiu-se que a mídia desempenha um papel fundamental na beleza feminina, pois, através das propagandas e reportagens voltadas às mudanças corporais, as mulheres adotam hábitos de consumo de produtos que prometem atingir o padrão de beleza “desejado” e alternando seu corpo. 100. MARQUES, TAYANE M.; PAÇO, BEATRIZ M. & SOUZA, RODRIGO A. A Influência da Espiritualidade no Tratamento Oncológico. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadores: Ricardo Franklin Ferreira e Raphael Cangelli Filho Banca: Carina Pirró Alves Guimarães e Yara Claro Nico RESUMO Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células e, socialmente, se relaciona a um simbolismo de ameaça à vida e é associado à morte e o morrer. É possível buscar na espiritualidade respostas para aflições e sofrimentos desencadeados por tal adoecimento. O objetivo da pesquisa foi verificar a influência da espiritualidade no tratamento oncológico, abordando variáveis tais como: a influência do diagnóstico, adesão ao tratamento e recurso de enfrentamento. Os dados obtidos através da aplicação de questionário em 20 pacientes nos mostram, de modo geral, um leve aumento da espiritualidade posterior ao diagnóstico, sendo possível utilizá-la como recurso de enfrentamento. Quanto a sua influência, observa-se que pode favorecer a adesão, aceitação e enfrentamento. Pôde-se concluir que a espiritualidade influencia de forma direta e indireta no tratamento oncológico, proporcionando alterações cognitivas e comportamentais, propiciando possibilidade do aumento da qualidade de vida. Mediante tal influência, validar o aspecto espiritual do homem é reconhecer o ser humano em sua totalidade. 101. MISKOLCZI, JULIANA F. & BUSTOS, MARINA F. P. Comportamento do Consumidor sob o enfoque Analítico-Comportamental: uma breve revisão bibliográfica. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadora: Lívia Ferreira Godinho Aureliano Banca: André Luis Jonas e Carla Witter RESUMO A busca por um melhor entendimento das variáveis que determinam o comportamento do consumidor tem sido um tema estudado por diversas áreas de atuação, desde os profissionais de marketing, administradores, economistas e psicólogos. O comportamento de comprar tem mobilizado muitos profissionais, fato este que gerou diversos estudos voltados a este tema, tais como comportamento de escolha, importância da marca, o processo de compra, comportamento de consumo, dentre outras. O comportamento de compra do consumidor é influenciado principalmente por características culturais, pessoais e psicológicas. Estas são levadas em consideração quando a 57 organização pretende aumentar seu quadro de opiniões favoráveis para o comportamento de consumir. Foi abordado também qual o trabalho nas organizações referente ao consumidor, quais os meios que estas encontram para descobrir quais os principais estímulos que podem ser usados no ponto de venda para atrair o consumidor. Desta maneira, o objetivo deste estudo foi realizar um breve levantamento bibliográfico de pesquisas realizadas na área de psicologia do consumidor, segundo o enfoque da abordagem analítico-comportamental. Foram analisadas quatro dissertações extraídas do banco de dados da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo que têm como conteúdo o comportamento do consumidor, analisando o comportamento de escolha, quais os fatores importantes para a decisão de compra e outras vertentes desse tema. A partir desse levantamento buscou-se identificar como o comportamento do consumidor é definido nestas pesquisas, quais são os objetivos das pesquisas, quais os procedimentos utilizados para estudar essa temática e as principais conclusões. 102. ASTETE, MARTIN G. W. & COLOMINA, SOLANGE B. Estudo de coaching de adultos como campo de especialização da Psicologia. Trabalho de Conclusão do Curso de Psicologia. Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008. Orientadora: Lívia Ferreira Godinho Aureliano Banca: Carmem Lúcia Arruda Rittner e Arilson Pereira da Silva RESUMO A pesquisa procurou as bases teóricas e técnicas usadas pelos profissionais que exercem processos de coaching em adultos no Brasil a fim de ajudar na reflexão de se e como pode ser estruturado como um campo de especialização da Psicologia. Foram encontrados os procedimentos utilizados pelos coaches, as perspectivas de profissionalização universitária, fundamentações éticas e os principais problemas que enfrentam. Os resultados mostram que no Brasil a profissão está em estágio inicial. A maioria dos participantes não conhece ou está atualizada a respeito de construtos teóricos confiáveis que podem dar suporte ao coaching e aplicam técnicas aprendidas ou desenvolvidas por eles mesmos. No parecer dos pesquisadores a formação e as atividades de atualização são, para essa maioria, insuficientes para que o atendimento adequado aos clientes, tanto no conteúdo, processos e códigos de ética. Conclui-se que o coaching, quando bem feito, contribui de maneira relevante para que os clientes possam desenvolver novos potenciais de realização, substituindo ou mudando comportamentos para alcançar suas metas de vida ou profissionais. Pode se constituir como um campo de especialização da Psicologia se: 1º. O Psicólogo coach aprende a lidar com pessoas sem queixas psicológicas declaradas, que desejam evoluir de estados toleráveis para estados positivos mais acentuados de bem estar ou desempenho, com o foco saindo das psicopatologias para os estados de sanidade e 2º. O Psicólogo coach entende o campo de trabalho ou de vida do cliente. 58