UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Química Química: Educação, Ciência e Tecnologia DE 19 a 23/11/2012 ANAIS E RESUMOS TAMEN AR DE A TO DE P ISSN 2317-1510 Q UI M IC São Cristóvão/2012 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE Prof. Dr. Ângelo Roberto Antoniolli Reitor Prof. Dr. André Mauricio C. de Souza Vice-reitor Eduardo Oliveira Freire Diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire Chefe do Departamento de Química Prof.ª Msc. Djalma Andrade Coordenadora do Grupo de Estudo em Educação Química COMISSÕES 1) Comissão Organizadora: Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire – Coordenador Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima – Vice-coordenador 2) Comissão Científica Profa. Dra. Eliana Midori Sussuchi – Coordenação Prof. Dr. Antônio Reinaldo Cestari Profa. Msc. Djalma Andrade Profa. Dra. Edinéia Tavares Lopes Prof. Msc. Erivanildo Lopes da Silva Prof. Msc. Fábio Adriano Santos da Silva Prof. Msc. Giovanni Gomes Lessa Profa. Dra. Iara de Fátima Gimenez Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre Prof. Dr. Marcelo Leite dos Santos Prof. Dr. Marcelo Rodrigues Oliveira Profa. Dra. Marlene Rios Melo Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares Prof. Dr. Mozart Neves Ramos Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi Prof. Dr. Péricles Barreto Alves Prof. Dr. Renato Canha Ambrosio Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire 3) Comissão de Infra-estrutura: Profa. Dra. Viviane Felicíssimo Profa. Dra. Elaine Cristina Nogueira Lopes de Lima Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva Barreiros 4) Comissão de Patrocínio Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire 5) Comissão de Divulgação Prof. Dr. Marcelo Leite dos Santos Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre Profa. Dra. Samísia Maria Fernandes Machado Mestrando Gladston dos Santos 6) Comissão de Inscrição Profa. Dra. Lisiane dos Santos Freitas 7) Comissão de Certificados Profa. Dra. Marizeth Libório Barreiros Prof. Dr. Nivan Bezerra da Costa Júnior Assicleide da Silva Brito 8) Coordenação das Oficinas Temáticas Profa. Msc. Djalma Andrade Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima SUMÁRIO Apresentação 06 Programação 07 Palestras 16 Minicursos/Oficinas 21 Comunicações Orais 33 Apresentações em Painéis 61 APRESENTAÇÃO A Química é uma ciência que possibilita a compreensão dos vários fenômenos naturais e artificiais que ocorrem em nosso cotidiano. O conhecimento em Química deve possibilitar não apenas a construção e compreensão de conhecimentos específicos característicos dessa área, como também as múltiplas relações entre ciência, tecnologia, sociedade e meio-ambiente. Dessa forma, necessitamos contemplar uma formação profissional que contemple uma ética para uma civilização tecnológica de uma sociedade em mutação. Nesta perspectiva e identificando a relevante função social da Química e do ensino de Química, apresentamos uma proposta que vem implementar um espaço de discussão e intercâmbio educacional, científico e tecnológico. Visando a formação de profissionais comprometidos com esta sociedade em processo de mudanças. Para tanto o evento propiciará atividades envolvendo a Educação Básica (professores e alunos), a formação inicial, a pesquisa na área de ensino e em Química e o desenvolvimento científico e tecnológico sustentável. Numa perspectiva de mostrar que essa integração possibilita a formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento científico e tecnológico em harmonia com as questões, politicas, econômica, sociais e ambientais. O momento será de reflexão sobre as pesquisas desenvolvidas por profissionais da área, professores e orientandos, tanto da graduação quanto da pós-graduação. Considerando que tais investigações envolvem não somente a síntese de novos materiais, a otimização de modelos científicos, a busca por rotas sintéticas menos impactantes tanto socialmente quanto ambientalmente, mas também a compreensão da função social do ensino de Química e do papel do Químico neste contexto. Assim, o evento constará de palestras, oficinas temáticas, mesasredondas, mini-cursos, comunicação oral e na forma de painéis, buscando aproximar as ações acadêmicas com o desenvolvimento científico e tecnológico. Nesse contexto o evento se justifica como um espaço de discussão e intercâmbio de experiências entre os profissionais da área acadêmica e tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e educacional do estado. Além, de possibilitar aos alunos dos cursos de graduação das diversas Instituições de Ensino Superior, atendimento de um dos componentes curriculares da formação inicial que são as atividades complementares. Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire Coordenador do IV ENSEQ PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO Dia 19/11/2012 – Segunda-feira HORÁRIO ATIVIDADE LOCAL 13:10/14:00 h Palestra: Os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Química e a importância da Química para a sociedade. Auditório da Didática VI Palestrante: Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire (UFS) OFICINAS TEMÁTICAS 14:30/17:00 h 17:00/18:00 h Oficina Temática 01: Sala 3 Oficina Temática 02: Sala 4 Oficina Temática 03: Sala 5 Oficina Temática 04: Sala 6 Oficina Temática 05: Sala 7 Oficina Temática 06: Sala 8 Oficina Temática 07: Sala 9 Oficina Temática 08: Sala 10 Oficina Temática 09: Sala 11 Oficina Temática 10: Sala 12 Oficina Temática 11: Sala 13 INTERVALO OFICINAS TEMÁTICAS 18:00/21:00 h Didática V Didática V Oficina Temática 01: Sala 3 Oficina Temática 02: Sala 4 Oficina Temática 03: Sala 5 Oficina Temática 04: Sala 6 Oficina Temática 05: Sala 7 Dia 20/11/2012 – Terça-feira HORÁRIO 9:30/13:00 h 13:00/15:00 h ATIVIDADE ENTREGA DE CREDENCIAMENTO MATERIAL LOCAL E Didática V MINICURSOS Didática V MC2 – Estudo Estrutural de T iossemicarbazonas e Oximas com Atividade Farmacológica. Sala 3 Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS) 13:00/15:00 h MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde Pública. Sala 4 Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior (UFPE) MC6 – Avaliação da contaminação de metais traço em sedimentos. Sala 5 Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de A. Passos (UFS) MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de petróleo, derivados e biocombustíveis. Sala 6 Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr (UFS) MC10 – Análise e processamento de dados unidimensionais de ressonância magnética nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre C. Lab. de Informática no Depart. de Computação Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) MC12 – Criação de Aplicativos educacionais para Smarthpones e Tablets: motivações, desafios e perspectivas. Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio (UFS) Sala 7 MC14 - Determinação do teor de açúcares totais em amostras de banana utilizando espectrofotometria de absorção molecular. Sala 8 Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE) 15:00/16:00 h INTERVALO 16:00/16:30 h ABERTURA Autoridades constituídas Auditório da Didática V CONFERÊNCIA DE ABERTURA 16:30/18:30 h Conferência de Abertura: A importância da Química no nosso cotidiano Auditório da Didática V Palestrante: Prof. Dr. Antonio Salvio Mangrich (UFPR) 18:30/19:30 h COFEE BREAK 20:00/22:00 h MINICURSOS Didática V MC1 - Das implicações tecnológicas a crise ambiental: A importância da educação ambiental para o ensino de Química Sala 3 Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga (IFBA) 20:00/22:00 h MC9 – Uso de Recursos Computacionais no Ensino de Bioquímica Sala 5 Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M. Raimundo da Rocha (UFS) MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em Química Sala 6 Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE) MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas possibilidades. Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira (CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C. Sala 8 Queiroz (UERJ) Dia 21/11/2012 – Quarta-feira HORÁRIO ATIVIDADE LOCAL 13:00/15:00 h MINICURSOS Didática V MC2 – Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas e Oximas com Atividade Farmacológica. Sala 3 Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS) MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde Pública. Sala 4 Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior (UFPE) MC6 – Avaliação da contaminação de metais traço em sedimentos. Sala 5 Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de A. Passos (UFS) MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de Sala 6 petróleo, derivados e biocombustíveis. Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr (UFS) MC10 – Análise e processamento de dados Lab. de Informática unidimensionais de ressonância magnética no Depart. de nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre Computação C. Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) MC12 – Criação de Aplicativos educacionais para Smarthpones e Tablets: motivações, desafios e perspectivas. Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio (UFS) Sala 7 MC14 - Determinação do teor de açúcares totais em amostras de banana utilizando espectrofotometria de absorção molecular. Sala 8 Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE) 15:00/15:30 h INTERVALO 15:30/17:00 h PALESTRA Didática V P1– Alcalóides: Química e Convivência com a Humanidade Sala 101 Palestrante: Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva Barreiros (DQI/UFS) 17:00/18:00 h INTERVALO 18:00/20:00 h MESA REDONDA Didática V MR1– A Química no estado de Sergipe: da Pesquisa Básica à Inovação. Sala 101 Membros: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Junior (UFS); Prof. Dr. Nivan Bezerra da Costa Junior (UFS); Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) e Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS) Coordenador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire MR2– Como formar melhor profissionais de Química no estado de Sergipe: Estratégias para serem adotadas do ensino básico até a Pósgraduação. Membros: Prof.ª Msc. Djalma UFS/Campus São Cristóvão. Sala 102 Andrade Prof.ª Dr.ª Luciane Pimenta Cruz Romão – NPGQ/UFS. Prof. Hélio Magno do Nascimento dos Santos – SEED Coordenação: Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima UFS/Campus São Cristóvão. 20:00/22:00 h MINICURSOS Didática V MC1 - Das implicações tecnológicas a crise ambiental: A importância da educação ambiental para o ensino de Química Sala 3 Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga (IFBA) MC9 – Uso de Recursos Computacionais no Sala 5 Ensino de Bioquímica Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M. Raimundo da Rocha (UFS) MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em Sala 6 Química Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE) MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas Sala 8 possibilidades. Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira (CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C. Queiroz (UERJ) Dia 22/11/2012 – Quinta-feira HORÁRIO 13:00/15:00 h ATIVIDADE LOCAL MINICURSOS Didática V MC2 – Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas e Oximas com Atividade Farmacológica. Sala 3 Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS) 13:00/15:00 h MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde Pública. Sala 4 Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior (UFPE) MC6 – Avaliação da contaminação de metais traço em sedimentos. Sala 5 Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de Andrade Passos (UFS) MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de petróleo, derivados e biocombustíveis. Sala 6 Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr (UFS) MC10 – Análise e processamento de dados unidimensionais de ressonância magnética nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre C. Lab. de Informática no Depart. de Computação Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) MC12 – Criação de Aplicativos educacionais para Smarthpones e Tablets: motivações, desafios e perspectivas. Sala 7 Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio (UFS) MC14 - Determinação do teor de açúcares totais em amostras de banana utilizando espectrofotometria de absorção molecular. Sala 8 Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE) 15:00/15:30 INTERVALO 15:30/17:00 h PALESTRA Didática V P2 – A Química Bioinorgânica desenvolvimento científico e tecnológico Sala 101 Palestrante: Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi (UNICAMP-SP) 17:00/18:00 INTERVALO 18:00/20:00 h APRESENTAÇÃO DOS PAINÉIS (DQI) Corredor do DQI 20:00/22:00 h MINICURSOS Didática V MC1 - Das implicações tecnológicas a crise ambiental: A importância da educação ambiental para o ensino de Química Sala 3 20:00/22:00 Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga (IFBA) MC9 – Uso de Recursos Computacionais no Ensino de Bioquímica Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M. Raimundo da Rocha (UFS) MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em Química Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE) MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas possibilidades. Sala 4 Sala 5 Sala 7 Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira (CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C. Queiroz (UERJ) Dia 23/11/2012 – Sexta-feira HORÁRIO 13:30/15:30 ATIVIDADE LOCAL APRESENTAÇÃO ORAL Didática V Eixo Temático IV (Ensino de Química) Sala 101 Eixo Temático IV (Ensino de Química) Sala 102 Eixo Temático IV (Ensino de Química) Sala 103 Eixo Temático IV e V ( Química Analítica) Sala 104 15:30/16:00 INTERVALO 16:00/17:30 PALESTRA DE ENCERRAMENTO Didática V Formação de professores de Química e a importância do ensino de Química para o desenvolvimento da sociedade. Sala 101 Palestrante: Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (UFG) 17:30/18:00 Entrega da placa comemorativa “Dr. Bragança“ aos Químicos homenageados Sala 101 PALESTRAS TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA QUÍMICA NO NOSSO COTIDIANO Antonio S. Mangrich (DQ/UFPR; DQ/UFS, INCT/CNPq E&A) Resumo: Na palestra trataremos das moléculas químicas envolvidas com as nossas necessidades diárias, desde a nossa alimentação, higiene pessoal, meios de transporte, até as pílulas anticoncepcionais. Falaremos da inter-relação dessas necessidades, como da escolha dos alimentos para que funcionem como verdadeiros remédios. Mostraremos modos eficientes de apresentar a Química para os nossos estudantes: as estruturas atômicas e moleculares somente são apresentadas quando os estudantes sentirem necessidade de conhecê-las para compreenderem suas atividades em função de suas estruturas. Aprenderemos a admirar a Química e nos surpreenderemos com as incríveis nuances dessa disciplina. Somos, nós próprios, exemplos fantásticos de atividades químicas. Na introdução da palestra falaremos dos primórdios dos conhecimentos químicos e da sua evolução ao longo da história da vida sobre a terra. Faremos perguntas interessantes, como a que trata de quais moléculas surgiram primeiro, os ácidos nucleicos (DNA) ou as proteínas. Estamos pensando em escrever um livro para o ensino médio tratando dos materiais que vamos apresentar durante a palestra e, por isso, gostaríamos de discuti-lo com os interessados. Apresentaremos ainda alguns dos resultados das pesquisas de nossos estudantes de IC, mestrado e doutorado e da importância da pesquisa no desenvolvimento e ensino da Química. TÍTULO: A Química Bioinorgânica: contribuições para o desenvolvimento científico e tecnológico Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi (Departamento de Química Inorgânica - Instituto de Química – UNICAMP) Resumo: Complexos metálicos têm sido utilizados em medicina, no mundo todo, no diagnóstico e no tratamento de várias doenças. A diversidade de compostos inorgânicos e suas aplicações medicinais abrangem, por exemplo, o tratamento do câncer e da artrite, agentes antimicrobianos e inibidores enzimáticos. O conhecimento estrutural e a compreensão dos mecanismos de ação farmacológica destes compostos são de fundamental importância no desenvolvimento de novos fármacos mais eficientes e seguros ao organismo humano. Neste seminário, serão apresentados alguns aspectos gerais sobre a Química Bioinorgânica, a qual é uma disciplina de destaque na interface entre a química e a biologia, bem como sua contribuição científica e tecnológica em diversas áreas do conhecimento. Também serão apresentados os mais recentes resultados obtidos em nosso grupo de pesquisas na preparação de complexos metálicos, sobretudo de Pt(II), Ag(I) e Au(I), como potenciais agentes antibacterianos e antitumorais. TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA E A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE QUÍMICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE. Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (Universidade Federal de Góias/UFG) RESUMO: Para o desenvolvimento do país é cada vez mais urgente e premente a formação adequada de professores de química. No entanto, em um cenário de desvalorização da docência em nível fundamental e médio e até mesmo em nível superior, faz-se necessário um direcionamento de nossas ações para que possamos resgatar a importância da formação do professor. Esse é o profissional responsável pelo ensino de química para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres para uma melhor ação na sociedade. Será ele, que por meio do saber de conteúdo relacionado a química, pode transformar a sociedade em que vivemos, seja em relação ao contexto da ciência química em nosso dia a dia, seja na descrição de fenômenos da natureza, da indústria, da vida que desmistifiquem o ensino de ciência como um todo. Além disso, temos ainda que discutir que tipo de professor queremos formar e que tipo de ensino de química pretendemos ministrar, considerando todo o histórico de vida, estudantil e profissional do sujeito que escolhe a profissão docente. Esses aspectos não são de modo algum, antagônicos, são na verdade, complementares. Dentro dessa ideia, a discussão dos saberes necessários a docência, é importante no que tange a sociedade em que estamos inseridos. Não temos respostas prontas, mas discussões sobre o tipo de público que nossos professores terão nos próximos anos, bem como a necessidade de inovação de nossas aulas, seja em nível médio ou superior, discussão essa que se faz cada vez mais presente e urgente. Finalmente, pretendemos ainda discutir que tipo de conhecimento químico deve ser de fato estudado em nível médio de ensino e de que forma essa nova visão frente às transformações pela qual passa a sociedade podem influenciar a formação de professores de química em todo o Brasil, sem deixar de lado os fatores sociais, políticos e econômicos relacionados à temática. TÍTULO: ALCALÓIDES - QUÍMICA E CONVIVÊNCIA COM A HUMANIDADE Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva Barreiros (DQI/UFS) RESUMO: Por séculos a humanidade têm feito uso de substâncias de origem vegetal para os mais diversos fins. Dentre elas, destacam-se os alcalóides, substâncias provenientes do metabolismo secundário das plantas, e que devido a sua distribuição ampla e diferentes atividades no organismo, têm sido de longe as mais utilizadas, e as que mais afetaram a história da humanidade. Os alcalóides já causaram guerras, como a guerra do ópio na china motivada pela morfina, ou mais recentemente a guerra entre as FARC e o governo da Colômbia, financiada pela cocaína. Já estimularam revoluções, como a cafeína que estimulou os debates que levaram à revolução francesa, ou levaram à acusações de bruxaria na idade média. Seu uso já foi ritualístico por curandeiros e xamãns do mundo inteiro, medicinal e recreacional. Quando suas estruturas começaram a ser elucidadas, passaram a ser importantes modelos farmacológicos, como a cocaína que serviu de modelo para a benzocaína, xilocaína, e outras de mesma classe, devido ao seu efeito anestésico local, ou a atropina que devido ao seu efeito midriático serviu de base para a tropinamida, utilizada nos exames oftalmicos para a dilatação da pupila. Nos dias atuais, apenas dois alcalóides puros tem o seu uso socialmente aceito: A cafeína, que estimula a nossa produtividade e impulsionou a revolução industrial, e que está presente em nosso dia a dia em mais locais do que imaginamos, como no café, chá preto, chá verde, chá branco, chá mate, nos refrigerantes de cola (coca-cola, pepsi) ou de guaraná, no chocolate, sucos de cacau e cupuaçu, e na nova moda dos energéticos como Red Bull, Flying Horse e Burn. E a nicotina, presente no tabaco, e que tem viciado a humanidade desde as grandes navegações. Primeiro cheirada na forma de rapé e posteriormente fumada na forma de cigarros, charutos e cachimbos. Seus efeitos calmantes seduziram a humanidade, mas seus malefícios identificados no século XX têm levado a várias restrições a seu consumo. Para o bem ou para o mal, os alcalóides continuarão a conviver com a humanidade, e a afetar a sua história. MINICURSOS/ OFICINAS MC 1: Das implicações tecnológicas a crise ambiental: A importância da educação ambiental para o ensino de Química Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga (IFBA) O referido mini-curso tem por objetivo trazer à baila as discussões dos fundamentos epistemofilosóficos que foram sendo construídos historicamente pelas sociedades. E daí, tentar entender, baseado nas categorias de discursos e racionalidade, quais foram os fundamentos filosóficos que procuram buscar justificar o porquê do homem a chegar a esse contexto? E pelo qual tem se difundido e anunciada uma “Crise Ambiental”. Com base na categoria de racionalidade, que segundo Leff (2010), “são as formas de compreender e atuar no mundo”, iremos construir uma conjuntura histórica na iniciativa de tentar entender como a evolução da ciência, da tecnologia e da sociedade atingiram tal situação, se fazendo hoje necessário a somação de esforços de diversas agências governamentais ou não, com o intuito de procurar apresentar rumos e soluções que possam combater essa anunciada crise. Sendo assim uma das soluções, que vendo sendo proposta para a superação, dede o ano de 1972 é apostar em iniciativa na educação para que essas promovam a formação de cidadão que tenha uma nova racionalidade sobre o mundo, e daí as ações humanas venham com o tempo diminuir os seus impactos provocados no mundo. O que se procura defender não é uma educação somente ambiental, mas sim uma educação socioambiental, é vislumbrar que essas intervenções, não apresentam somente impactos sobre a natureza, mas observar e analisar criticamente os diversos impactos sobre toda a sociedade que possam ser visualizados. Sendo a Química, uma das ciências propulsoras para o crescimento do mundo contemporâneo, se faz necessário uma investigação dos pontos positivos e negativos que estão associados ao desenvolvimento da mesma ao longo da história da humanidade. E assim, é de extrema importância à oportunidade de se formar professores de Química, como uma visão ampliada das discussões associadas às questões dessa crise. Geralmente os profissionais da Química; licenciados, tecnólogos e bacharelados tem na academia a oportunidade de discutir os problemas ambientais, porém a proposta desse mini-curso é garantir um espaço discursivo na perspectiva de entender de modo não ingênuo os engendramentos históricos que levaram o homem a tal situação, e daí propor ações que possam se desenvolvidas em sala de aula, como iniciativas de levar o homem a um lugar que nós permita superar essa crise. MC2: Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas e Oximas com Atividade Farmacológica. Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS). O mini-curso é divido em três partes. Inicialmente são apresentados alguns fundamentos da química do estado sólido e da química estrutural, incluindo interações inter e intramoleculares, que são indispensáveis ao entendimento do tema do mini-curso. Posteriormente é feita uma abordagem sobre a química das tiossemicarbazonas e oximas. Nessa abordagem são discutidos os métodos de obtenção, são apresentados alguns exemplos importantes da literatura e também é tratada a atividade farmacológica dessas espécies químicas, levando-se em conta a relação entre estrutura química e atividade farmacológica dessas espécies químicas. São apresentados os resultados do estudo estrutural de algumas tiossemicarbazonas e oximas derivadas de grupos orgânicos estratégicos, como o aloxan, o sulfono e a isatina e também são apresentados dois complexos, um com metal essencial (sódio) e outro com metal pesado (cádmio). As estruturas no estado sólido são apresentadas e discutidas em função das interações intra e intermoleculares e da formação de redes cristalinas mono, bi e tridimensionais, além da formação de polímeros de ligações de hidrogênio. Finalmente é feito um estudo de caso com a 5-bromoisatina-3tiossemicarbazona, uma espécie química que foi obtida primeiramente em 1952 e que teve suas atividades farmacológicas contra malária e contra o Tripanossoma cruzi somente em 2003 investigadas. Somente em 2011 a estrutura cristalina/molecular da 5-bromoisatina-3-tiossemicarbazona foi elucidada via difração de raios-X em monocristal. Esse histórico, juntamente com os dados da elucidação estrutural e toda interpretação da espécie química no estado sólido encerra o mini-curso. MC 6: Avaliação da contaminação de metais traço em sedimentos. Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de Andrade Passos (UFS) Os sedimentos são formados por camadas de partículas minerais e orgânicas com granulometria muito fina que cobrem o fundo dos rios, lagos, reservatórios, estuários e oceanos. Representam cerca de 99% dos contaminantes lançados nesses corpos d’água. Existem vários métodos que podem ser empregados para a avaliação da toxicidade de poluentes ou grupos de poluentes nos sedimentos. Um dos métodos utilizados para a medida de poluentes é a determinação da concentração desses na água intersticial. A determinação da concentração do sulfeto solúvel em ácido e os metais que são extraídos logo após a retirada do sulfeto também vem sendo bastante empregado pela literatura especializada. Outra ferramenta utilizada para a avaliação da toxicidade de sedimentos por poluentes é o Guia de Qualidade de Sedimentos (GQS) do inglês “Sediment Quality Guidelines (SQG)”, que foi estabelecido para sedimentos dos Estados Unidos e é empregado em estudo de qualidade de sedimento em todo o mundo. MC 8: CG 2D: uma breve revisão na análise do petróleo, derivados e biocombustíveis Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr (UFS) Em se tratando de fonte energética, os combustíveis fósseis baseados no petróleo dominam pela sua grande gama de possibilidades e aplicações. Por outro lado, a preocupação pelo impacto causado pelo seu uso tem se tornado crescente, alavancando a busca por fontes alternativas de combustíveis, baseados em fontes renováveis, o que deu origem as diversas classes de biocombustíveis. Em consonância com a utilização de combustíveis fósseis, e do desenvolvimento e aplicações de novos biocombustíveis, também acompanhou o desenvolvimento de técnicas analíticas capazes de auxiliar na caracterização química destas misturas complexas, que são estes os casos. A Cromatografia a gás Bidimensional Abrangente (CG x CG) é uma destas técnicas, na qual é possível separar centenas de compostos de uma mistura, identificálos e quantificá-los. Neste mini-curso trataremos de uma abordagem em relação ao desenvolvimento da técnica, e de como está configurado um sistema Bidimensional Abrangente e qual sua relação e vantagem com o sistema Multidimensional. Abordaremos sua aplicação na caracterização de Petróleo baseado nas principais classes de compostos como as Parafinas, Isoparafinas, Olefinas, Aromáticos e Naftênicos, além de alguns exemplos envolvendo biomarcadores. Na área de biocombustíveis, abordaremos principalmente o biodiesel (1ª geração) e o bio-óleo (2ª geração) e suas caracterizações por CG x CG. Em todos os casos teremos um embasamento explorando as matérias-primas e processos para a obtenção dos biocombustíveis, já que o primeiro passo para a aplicação de uma técnica avançada e termos o mínimo de conhecimento do que temos e o que queremos elucidar. MC 9: Uso de recursos computacionais para o ensino de Bioquímica Ministrante: Jorge A. M. R. Rocha (DFS/UFS) A compreensão conceitual em Química é difícil devido ao fato de que a maior parte dos fenômenos estudados nestas ciências ocorre a nível microscópico. O formato exclusivamente textual em que são apresentados os conteúdos e as atividades de ensino leva a um envolvimento e participação superficiais do aluno que provém de um meio social em que a comunicação e a informação em formato áudio visual são amplamente usadas e bem aceitas. Várias abordagens pedagógicas no ensino de Química têm sido sugeridas para explicar e explorar fenômenos, processos e idéias abstratas, dentre as quais tem se destacado o uso de simulações computacionais e de ferramentas de modelizações. Estas abordagens têm grande importância, pelo fato da Química ser uma ciência que se constrói a partir da exploração do invisível e intocável. Nas décadas passadas, os únicos meios disponíveis para os educadores consistiam em representações pictóricas, esquemáticas, com uso do quadro negro ou figuras, ou modelos estáticos de plástico. Atualmente os professores dispõem de ferramentas áudio visuais que proporcionam visualização de representações de modelos estáticos e dinâmicos tridimensionais. Neste sentido, os softwares de Química Computacional de visualização, simulação e de modelização, são de grande utilidade para que os educadores proporcionem condições para que os alunos desenvolvam a compreensão conceitual dos estudos desenvolvidos em Química e Bioquímica. O uso dos instrumentos da Química Computacional no ensino é favorecido pela existência de uma vasta rede computacional instalada nas escolas públicas estaduais e o surgimento de programas gratuitos ou de baixo custo que auxiliam no aprimoramento das aulas. Alguns softwares educativos disponíveis no mercado, ou disponíveis gratuitamente na Internet, auxiliam aos alunos a raciocinarem a respeito de certos fenômenos químicos através de simulações, manipulações e visualização de dados no computador, facilitando a assimilação dos conteúdos de Química, de uma forma mais dinâmica e contextualizada. As disciplinas de Química, Bioquímica e Biologia Molecular têm sido favorecidas pelo surgimento de novos softwares, nos últimos anos. Serão feitas demonstrações de softwares de tabela periódica com explorações de facilidades: símbolos e propriedade dos elementos químicos, distribuições eletrônicas, eletro-afinidades e raios atômicos; a utilização de softwares para visualização de moléculas, identificação de átomos, determinação de distâncias inter-atômicas, comprimento e ângulos de ligações de moléculas, e visualização de proteínas. MC10: Análise e processamento de dados unidimensionais de ressonância magnética nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre-C (Mestrelab Research) Ministrante: Prof. Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) O MestRe-C (Mestrelab Research) é um software útil e compacto que representa o estado da arte para o processamento, visualização e análise de dados de Ressonância Magnética Nuclear uni- e bidimensional (RMN 1D e 2D) de alta resolução, combinada com uma robusta interface gráfica que explora totalmente o poder e a flexibilidade na elucidação estrutural de moléculas orgânicas. O programa prevê uma variedade de conversões facilitada para a maioria dos formatos dos espectrômetros modernos e inclui todos os processamentos convencionais, exibindo e plotando as capacidades de um programa de RMN, como também as técnicas de processamento mais avançadas. O programa permite fundamentalmente ao usuário manipular qualquer espectro de RMN permitindo uma análise detalhada associada à interpretação do mesmo, sem a necessidade de impressão, uma vez que todas as informações necessárias podem ser obtidas diretamente do programa. Com isso os espectros podem ser facilmente interpretados (sinais, integrações, multiplicidades e outros). O software é ideal para usuários iniciantes e experientes em virtude da facilidade de manuseio e aprendizado. Pelo exposto, a proposta do minicurso é fazer com que usuários das técnicas de RMN 1D e 2D e possam obter informações espectrais de forma mais eficiente através do manuseio (processamento e interpretação) correto do programa de processamento de dados Mestre-C (Mestrelab Research). A aquisição desse conhecimento será um facilitador para a resolução de problemas de elucidação estrutural desde moléculas simples até a mais complexas. MC 11: Estratégias de ensino/aprendizagem em química. Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes Ferreira (IFS - Campus Itabaiana/SE) Um dos dilemas que afligem os professores e pesquisadores da área de ensino de Química, e até mesmo de outras áreas, é a falta de motivação dos alunos e, consequentemente, a sua não participação nas atividades realizadas em sala de aula. Com a finalidade de dinamizar o processo de ensino-aprendizagem e minimizar a precária qualidade de ensino, especialmente em escolas públicas, os professores têm feito uso de diversos recursos didáticos, tais como materiais alternativos e jogos didáticos, para envolver e motivar os alunos. No entanto, é fundamental que seu uso esteja atrelado a objetivos bem definidos para que a promoção de aprendizagem em Química seja significativa. O minicurso propõe uma abordagem teórica com enfoque nas definições, na importância e na aplicação de alguns recursos didáticos. Em seguida, serão apresentadas propostas de diferentes alternativas metodológicas, tais como: softwares, atividades lúdicas e experimentação, que poderão ser adaptadas e usadas em relação a conceitos químicos diversos. Com isso pretende-se alcançar a abertura de um espaço fecundo de discussões que gerem sugestões de modificações e criação de novas propostas de atividades metodológicas. O minicurso foi organizado para licenciandos em Química e professores de Química ou áreas afins interessados em trocar experiências e aperfeiçoar técnicas de motivação, ensino e avaliação. MC 12: Criação de Aplicativos educacionais para smartphones e tablets: motivações, desafios e perspectivas. Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio (UFS) Os dispositivos móveis (tablets e smartphones) estão se tornando cada vez mais comuns em nosso cotidiano. Com frequência nos deparamos com alunos usando smartphones para os mais diversos motivos, exceto estudo. De fato esses dispositivos encantam a juventude pelo seu design e pela forma com que os usuários interagem com os aplicativos através de telas sensíveis ao toque. Este curso fará uma breve abordagem do uso de smartphones e tablets em educação, apresentando suas potencialidades e limitações. Como a plataforma Android é destaque no segmento de dispositivos móveis, serão apresentadas as etapas de criação de um aplicativo simples para dispositivos que usam Android. MC 15: A abordagem CTS-ARTE e suas possibilidades Ministrante: Dra. Glória R. P. C. Queiroz (UERJ) e Roberto Dalmo V. L. de Oliveira (IFS/RJ) A distância entre a cultura humanística e a científico-tecnológica é uma barreira a ser superada pela Educação em Ciências e, como uma proposta viável, buscamos a elaboração de práticas que permitam a convergência dessas culturas. A relação entre Ciência, Tecnologia e Sociedade pode ser explorada através de um contato íntimo com a Arte, uma vez que ela é uma expressão de sua época, fruto de discussões políticas, sociais, além de apresentar um extremo potencial para a motivação e engajamento dos estudantes. Dessa forma, o minicurso busca estabelecer as bases teórico-metodológicas das práticas CTSARTE a partir das etapas 1) é escolhido um tema social a partir de uma relação com a Arte; 2) uma Tecnologia é introduzida; 3) estuda-se a Ciência e sua relação com a Tecnologia e a Sociedade; 4) a questão social é rediscutida; 5) é proposto aos estudantes que elaborem um produto final científicoartístico. Além de apresentar projetos já concluídos com artes plásticas (Vik Muniz, Van Gogh, Portinari) e literatura (Fernando Pessoa, João Batista Melo, Jorge Amado), será buscada a construção coletiva de novos projetos. OFICINAS TEMÁTICAS Público-alvo: alunos da Educação Básica OFICINAS TEMÁTICAS Ministrantes Oficina Temática 01: Água: a fonte de vida mais Fernanda dos Santos/ Brenda Santos abundante na natureza (PIBID) Silva Oficina Temática 02: A utilização do extrato de José Renan Felix dos Santos/Michel repolho roxo para identificar “substâncias” ácidas e Fernandes da Conceição Fonseca básicas presentes em nosso cotidiano Oficina Temática 03: Estudo dos Gases da Josenildo Cabral da Silva/ André Luis Santos/ Fábio dos Santos Atmosfera e o Efeito Estufa Oficina Temática 04: Pressão Atmosférica: você sabe como funciona e como tirar proveito dela? Oficina Temática 05: Água do mar: mistura de sais e Jéssica Aline Santos Lemos/ Leyliane Santana Gois Ramon Alves dos Santos/ Maiara Fernanda Souza Pinto água como separar? (PIBID) Oficina Temática 06: A Química Forense: o que faz Rosianne Pereira Silva, Thaís Campos Gomes, Adriana Santos um perito técnico? (PIBID) Oficina Temática 07: Acidez estomacal como tema gerador no ensino de ácidos e bases (PIBID) Silná Maria Batinga Cardoso/Joedna Vieira Barreto Oficina Temática 08: Teoria ácido-base: chuva ácida Suelaine dos Santos Souza/ (PIBID) Anderson de Oliveira Santos Oficina Temática 09: Dando adeus às infecções Tamires Santos Rosa/ Larissa com o álcool gel Cristina Soares Felix (PIBID) Oficina Temática 10: Medicamentos industrializados: instrumento para o ensino de oxido- José Raimundo Santos de Jesus/ Jadson Luan dos Santos redução (PIBID) Oficina Temática 11: Por Que As Micro-Ondas Jeisivânia de Souza Teles/ Rosângela Cozinham Os Alimentos? Santos Lima/Marisa da Silva Santos OFICINAS TEMÁTICAS Público-alvo: Alunos da graduação em Química (bacharelado e licenciatura) e professores da Educação Básica. OFICINAS TEMÁTICAS Ministrantes Oficina Temática 01: Biocombustíveis de 2ª geração: a Roberta Menezes Santos conversão da biomassa em novos produtos Lidiane Correia dos Santos NPGQ - UFS Oficina Temática 02: Átomo: O que é isto? Anderson de Oliveira Santos Suelaine dos Santos Souza Bolsistas PIBID/QUÍMICA/UFS Oficina Temática 03: Conscientização alimentar e nutricional: ferramenta para compreensão das propriedades dos elementos químicos Jadson Luan dos Santos José Raimundo Santos de Jesus Bolsistas PIBID/QUÍMICA/UFS Oficina Temática 04: A utilização de textos científicos Ana Carla Oliveira Santos / como uma possibilidade do aprimoramento dos modelos Tatiana Santos Andrade mentais Oficina Temática 05: Ensino com pesquisa: estratégia à favor da aprendizagem de Química na escola NPGECIMA -UFS Fábio Adriano Santos da Silva (UEFS) COMUNICAÇÕES ORAIS Ensino de Química – Apresentação Oral Data: 23/11/2012 Horário: 13:30 – 15:30 h. Autor principal Título do trabalho Local 1 Roberto Dalmo Varallo Lima de Oliveira (PG)*, Glória Regina Pessoa Campello Queiroz (PQ) Poesia Ambiental de João Batista Melo: Poeta popular que tem muito a ensinar/ Veio do sertão ao Rio/ Pra sua cultura divulgar Didática V – sala 101 2 Maiara Fernanda Souza Pinto (IC)*, José Isael da Costa Andrade, Fernanda dos Santos (IC), João Paulo Mendonça Lima(PQ), Djalma Andrade (PG) QUALIDADE DA ÁGUA SANITÁRIA: UM TEMA ESTRUTURANTE PARA COMPREENDER O PROCESSO DE TITULAÇÃO Didática V – sala 101 3 Jadson Luan dos Santos (IC)*, José Raimundo Santos de Jesus (IC), Ramon Alves dos Santos (IC), João Paulo Mendonça Lima(PQ), Djalma Andrade (PQ) Oficinas Temáticas: Criando condições para mudar as concepções dos alunos do 1º ano do Ensino Médio sobre o aprender Química Didática V – sala 101 4 *Gladston dos Santos (PG); Eliana Midori Sussuchi (PQ) Contribuições da experimentação nas aulas de estágios na formação inicial dos futuros professores de Química Didática V – sala 101 5 Assicleide da Silva Brito (PG)* Maria Batista Lima (PQ), Edinéia Tavares Lopes(PQ). Identidade docente: Visões de Ser Professor/a e Ser um/a bom/boa Professor/a dos/as acadêmicos/as de duas licenciaturas – UFS/ITA Didática V – sala 101 6 Jicelia Adne Freire Moraes*, 1 Faculdade Pio Décimo (IC), Josevânia Teixeira Guedes, 1 Faculdade Pio Décimo (PQ), Lenalda Dias dos Santos, 1 Faculdade Pio Décimo (PQ) Didática V – sala 101 A Leitura das Fichas de Segurança, em relação ao manuseio de Produtos Químicos cotidianos em aulas de Química 7 Ellen Mayane Souza Lima* (IC), Ana Alice Santana Lima Dias (IC), Juvenal Carolino da Silva Filho (PQ), Iramaia Corrêa Bellin (PQ) Análise sobre a utilização da Internet como ferramenta na prática docente dos professores do curso de Química do Campus de Itabaiana. Didática V – sala 101 8 Alyson Passos Ferreira de Jesus* (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ) As ideias acerca do Ser Professor e da docência dos acadêmicos do curso de Licenciatura Plena em Química do Campus Professor Alberto Carvalho – UFS Didática V – sala 102 9 *Rosianne Pereira Silva (IC), João Paulo Mendonça Lima (PQ). A participação em atividades de pesquisa e extensão ofertadas pelo curso de Licenciatura em Química: o que pensam os licenciandos. Didática V – sala 102 10 Suellen Janaina Cunha* (FM), Maria Clara Pinto Cruz (PQ), Lenalda Dias dos Santos (PQ), Ângelo F. Pitanga (PQ) O ENSINO DE CINÉTICA QUÍMICA POR MEIO DE ATIVIDADE EXPERIMENTAL UTILIZANDO VITAMINA C Didática V – sala 102 11 Joeliton C. Silva* (PG), Gladston dos Santos (PG), Rosângela S. de Lima e Maria B. Lima (PQ). CONTRIBUIÇÃO DA TEORIA SEMIÓTICA PEIRCEANA NA ANÁLISE DAS IMAGENS CONTIDAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA Didática V – sala 102 12 João Paulo Mendonça Lima (PQ), Eliana Midori Sussuchi (PQ), Acácio Alexandre Pagan (PQ). A Matriz Curricular de um curso de Licenciatura em Química do Nordeste Brasileiro após adequação as Diretrizes Curriculares (2002) Didática V – sala 102 13 Ieda de Oliveira Costa* (IC), Amanda Soares Ribeiro (IC), Marlene Rios Melo (PQ), Thaise Marques Reis (IC) As concepções dos professores de ciências sobre o ensino CTS. Didática V – sala 102 14 Nayara S. Melo (IC)*, Josevânia T. Guedes (PQ), Lenalda D. dos Santos (PQ) 15 Thaise Marques Reis* (IC); Marlene Rios Melo (PQ). Didática V – sala 102 Oficina de jogos lúdicos na formação de professores no Ensino de Química Análise de dissertações de licenciandos de Química da UFS Didática V – sala 103 sobre o Ensino CTS 16 Thaise Marques Reis*(IC); Marlene Rios Melo (PQ). Avaliação do Comprometimento Sócio-Ambiental na aplicação dos projetos elaborados pelos licenciandos de Química licenciatura da UFS Didática V – sala 103 17 *Anderson de Oliveira Santos (IC), Rosianne Pereira Silva1(IC), Djalma Andrade (PQ), João Paulo Mendonça Lima (PQ). Dificuldades e motivações de aprendizagem em Química investigadas em ações do Programa de Iniciação a Docência (PIBID/UFS/Química) Didática V – sala 103 18 Maria Clara P. Cruz* (PQ), Lenalda D. dos Santos (PQ), Josevânia T. Guedes (PQ), Ângelo F. Pitanga* (PQ) Incorporação da flecha do tempo nos conceitos de termodinâmica para a graduação: Uma ação metodológica Didática V – sala 103 19 Ana Alice Santana Lima Dias (IC) *, Joseane de Andrade Santana (IC), Cléber Thiers da Silva Nunes (IC), Erivanildo Lopes da Silva (PQ) Investigando o Trabalho de Mendeleev-Meyer para a Construção da Tabela Periódica: Uma Análise nos Livros Didáticos do PNLD 2012 Didática V – sala 103 20 Ângelo F. Pitanga (PQ), Maria C.P. Cruz (PQ), Suellen J. Cunha (IC), Wendel M. Ferreira (PQ). Pigmentos naturais: uma abordagem contextualizada num curso de química orgânica experimental Didática V – sala 103 Especificar a Área do trabalho (4 ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Poesia Ambiental de João Batista Melo: Poeta popular que tem muito a ensinar/ Veio do sertão ao Rio/ Pra sua cultura divulgar Roberto Dalmo Varallo Lima de Oliveira (PG)*, Glória Regina Pessoa Campello Queiroz (PQ) [email protected] 1, Programa de Pós-Graduação em Ciência Tecnologia e Educação CEFET/RJ Av. Maracanã 229 – Maracanã CEP:20271-110 Rio de Janeiro - RJ - Brasil 2 UERJ- Instituto de Física Armando Dias Tavares- DAFT/DFNAE Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã - Cep: 20550-013. Palavras Chave: CTS-ARTE, Educação Ambiental, Literatura de Cordel Introdução A proposta de abordagem CTS-ARTE, segundo Oliveira, Queiroz, (2012)¹ busca uma opção teóricometodológica a partir de uma adaptação da sequência proposta por Aikenhead (1994)². A figura 1 pode ser lida e é seguida através das seguintes etapas indicadas pela seta: 1) é escolhido um tema social a partir de uma relação com a arte; 2) uma tecnologia é introduzida; 3) estuda-se a ciência e sua relação com tecnologia e sociedade; 4) a questão social é rediscutida; 5) é proposto aos estudantes que elaborem um produto final científicoartístico. Ao analisar seus cordéis temos em “A falta d’água no mundo” o trecho “Se é vazamento na rua/ denuncie faça um ofício/ telefone pra empresa/ avise do desperdício/ evite que aquela farra/ entre no código de barra/ e resulte em sacrifício [...] Recuperar nossas águas/ é nosso grande dever/ e convido a juventude/ para lutar e vencer”. Em seu cordel “O pré-sal a rolinha e os gaviões” temos “Essa posição histórica/ pra todos nós é legal/ lutar pela nossa vida/ é defender o Pré-Sal”. Outros trechos mostram as relações de poder existentes na sociedade em muitas instâncias. Em “O gemido da Lagoa” temos “Essa ideia corrosiva/ que só visava vantagem/ dá mais cabedal a poucos/ e pra muitos só miragem”. Em “O menino que virou rio” temos “Há o homem quando atinge/ seu mais alto objetivo/ se recosta no poder/ fica mole e pensativo/ sem perceber tá entrando/ num processo regressivo” É possível perceber que essa convergência possibilita explorar durante as aulas de ciência a necessidade da compreensão pública dos problemas ambientais e de uma ação democrática que envolva a participação social, questões indispensáveis à uma EA crítica. Figura 1: Sequência CTS-ARTE Conclusões João Batista Melo, nascido em Itabaianinha, em Sergipe, residente de Niterói, Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) possui cordéis com a temática Educação Ambiental (EA). Nosso objetivo neste trabalho foi estabelecer convergência da perspectiva de EA crítica, caracterizada pola defesa do amplo desenvolvimento das liberdades e possibilidades humanas e não humanas, com um entendimento da democracia como pré-requisito para a construção de uma sustentabilidade plural e a certeza na participação social como indispensável à democracia, entre outras questões (Lima 2011), com sua obra literária, mostrando uma possibilidade de interação com literatura de cordel em sala de aula de ciências. Resultados e Discussão A convergência entre a poesia popular de João Batista Melo e a proposta de uma EA crítica nos mostra uma via de possibilidades para abordagem CTS-ARTE. Com isso está sendo feito o trabalho de monografia intitulado “Uma abordagem CTS-ARTE no estudo das Estações de Tratamento de Esgoto: uma prática no Ensino Fundamental” no qual a professora/estagiária utiliza-se do cordel “A falta d’agua no mundo” em sua prática. --------------------------------------1 Oliveira, R. D. V. L.; Queiroz, G, R. P. C. Projeto Ciência e Arte em uma perspectiva CTS- O lixo extraordinário. Anais do III Seminário Iíbero-amerciano CTS. Madrid. 2012. 2 Aikenhead, G. What is STS science teaching? in Solomon, j. Aikenhead, G. STS education: international perspectives on reform. Teachers College Press. 1994. ³Lima, G. F. da Costa. Crise ambiental, educação e cidadania: os desafios da sustentabilidade emancipatória. In Educação Ambiental repensando o espaço da cidadania. Loureiro, C. F.; Layerargues, P. P.; Castro, R. S. (orgs). São Paulo, Cortez, 2011 . IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos QUALIDADE DA ÁGUA SANITÁRIA: UM TEMA ESTRUTURANTE PARA COMPREENDER O PROCESSO DE TITULAÇÃO 1 1 Maiara Fernanda Souza Pinto (IC) *, José Isael da Costa Andrade, Fernanda dos Santos (IC) , João Paulo Mendonça 1 1.*. Lima(PQ) , Djalma Andrade (PG) E-mail: [email protected]. 1 Departamento de Química - Universidade Federal de Sergipe – Av. Marechal Rondon, s/n – Jardim Rosa Elze – CEP 49100-000 – São Cristóvão/SE. Palavras Chave: Oficinas temáticas, produtos de limpeza, concentração. Introdução A falta de contextualização do ensino de química colabora para a má aceitação e compreensão da disciplina. Para Gaia et al (2008) o ensino contextualizado é motivador do aprendizado. Ele prende a atenção dos estudantes e facilita a articulação de raciocínio através da relação dos conceitos trabalhados com outros já conhecidos ou já observados na natureza e no dia-a-dia relacionados à suas vidas. A contextualização e a experimentação proporcionadas pelas oficinas temáticas permitem a criação de um ambiente favorável para interações dialógicas entre o professor-alunos e alunos-alunos e possibilita os alunos manifestarem suas ideias, dificuldades conceituais e visões de mundo. Esta pesquisa engloba as ações do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à DocênciaPIBID/CAPES/UFS/Química/Campus de São Cristóvão, na escola e relata as atividades desenvolvidas com a oficina temática Qualidade da água sanitária: um tema estruturante para compreender o processo de titulação, aplicada a 24 alunos da 2ª série do ensino médio de duas escolas da rede pública de ensino, na cidade de Aracaju/SE. A oficina teve por objetivo alertar para os perigos do uso de produtos clandestinos de limpeza e como utilizar o processo de titulação para identificar a qualidade de um produto. Utilizou-se como ferramentas metodológicas: texto, jogos didáticos e experimento. Neste trabalho destacamos as interações ocorridas durante aplicação do texto e jogo didático. Na coleta de dados valorizou-se o momento da discussão dos alunos, seus registros e as observações dos pesquisadores. O texto “ECOLUNA – Produtos de limpeza „piratas‟ trazem riscos à saúde” foi utilizado como instrumento facilitador para a contextualização e compreensão da legislação estabelecida pela ANVISA. Resultados e Discussão 1)Da identificação das concepções interpretativas do texto pelos alunos através dos questionamentos: Quais as possíveis consequências da utilização dos produtos piratas? Todos (100,0%) consideram prejudiciais à saúde e ao meio ambiente e destes 4,41% a roupa. A água sanitária é utilizada para limpeza e também para desinfetar alimentos como frutas, verduras. Por que é necessário que a concentração do hipoclorito deve está entre 2,0 a 2,5%? Para 54,2% dos pesquisados essa é a concentração para garantir a eficácia/finalidade do produto; os demais associaram a eficácia (25,0%), norma (8,3%), adulteração (8,3%) e 3,9% saúde. Durante a discussão do texto houve necessidade de intervenção do professor considerando as dificuldades de compreensão e interpretação das ideias do texto. Para Freire (1987) aprender a ler e escrever, alfabetizar-se é, antes de tudo, aprender a ler o mundo, a compreender o seu contexto. Umas das possibilidades de estimulá-los a compreender seu contexto é a utilização de textos envolvendo o cotidiano. 2)Do jogo didático – caça palavras – os alunos deveriam encontrar as palavras: ácido, base titulante, titulado, concentração, bureta e amido. Não houve dificuldade de encontrar as palavras, mas persistem dificuldades da elaboração dos significados e conceitos. Para 89,5% foi motivador aprender através do jogo e 91,7% consideram que o jogo auxilia na compreensão e fixação de conteúdos ensinados. Conclusões Da análise dos dados e das observações pode-se considerar que a realização de atividades em temas contextualizados é motivador, desenvolve a reflexão tornando os conteúdos químicos mais objetivo e significativo, permitido a construção de uma visão de mundo menos fragmentada e mais articulada aos processos que envolvem o indivíduo como participante de uma sociedade em constante modificação. A utilização de metodologias diversificadas favorece o interesse dos alunos e auxiliam na formação conceitual. Agradecimentos Ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência-PIBID/CAPES pela concessão das bolsas. Aos alunos das escolas envolvidas. _______________ Gaia, A.M, Zambam, D.M.; Axahoshi, L.H; Martorano, S.A.A; Marcondes, M.E.R. Aprendizagem de conceitos químicos e desenvolvimento de atitudes cidadãs: o uso de oficina temática para alunos do Ensino Médio. XIV ENEQ. Julho, 2008. Freire, P. Pedagogia do Oprimido. 32 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Oficinas Temáticas: Criando condições para mudar as concepções dos alunos do 1º ano do Ensino Médio sobre o aprender Química 1 1 1 Jadson Luan dos Santos (IC) *, José Raimundo Santos de Jesus (IC) , Ramon Alves dos Santos (IC) , João Paulo 1 Mendonça Lima(PQ) , Djalma Andrade (PQ) 1 Departamento de Química - Universidade Federal de Sergipe – Av. Marechal Rondon, s/n – Jardim Rosa Elze – CEP 49100-000 – São Cristóvão/SE. *E-mail: [email protected] Palavras Chave: Oficinas temáticas, concepções, ensino médio. Introdução O trabalho com enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) tem como meta principal desenvolver no aprendiz a capacidade de refletir sobre fatos atuais e relevantes, como a relação imediata entre o consumismo e a degradação dos recursos naturais. Dessa forma, os estudantes podem julgar com fundamentos as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da própria escola e tomar decisões autônomas, enquanto indivíduos e cidadãos (BRASIL, 1999). No contexto do Programa institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID/CAPES/UFS/Química/Campus de São Cristóvão, buscou-se desenvolver atividades baseadas em inovações pedagógicas com o intuito de redimensionar o ensino e contemplar ações características do modelo CTS. Esta pesquisa faz parte de um projeto maior que engloba as ações do PIBID/UFS/Química/Campus de São Cristóvão, desenvolvidas em três escolas da rede pública de ensino de Aracaju-SE, com 130 alunos do 1º ano do ensino médio. Utilizou-se como ferramentas metodológicas: o vídeo didático, a experimentação e o jogo de didático. Neste trabalho relatam-se as concepções dos alunos sobre as atividades desenvolvidas com o objetivo de validar as oficinas temáticas realizadas. Os instrumentos de coleta foram os questionamentos: A partir do trabalho apresentado nas oficinas você considera importante aprender Química? Por quê? Existe alguma atividade realizada na oficina que despertou mais seu interesse? Por quê? Os dados foram analisados após a leitura das respostas dos alunos e estas passaram a se constituir indicadores para elaboração e organização das categorias. [...]”, mas sim levar o aluno a construir conhecimento, é a ação do aluno sobre o meio, baseado na sua percepção, que leva ao conhecimento. Isso se reflete na fala “Sim, porque com a química aprendemos sobre o que acontece com nosso cotidiano”. Com (22,22%) a categoria “experimentação” pode ser justificada pela forma como foi estruturada. Nas atividades experimentais as situações discutidas foram contextualizadas e problematizadas para que o trabalho desenvolvido não tivesse um caráter meramente ilustrativo. A categoria “cotidiano”, (39,27%) deve-se ao fato dos temas geradores estarem relacionados ao contexto social da clientela, levando-a a observar a abrangência da química na sociedade. As categorias “interesse” e “motivação” (6.06% e 5,05% respectivamente) estão associadas à diversidade de materiais e recursos didáticos empregados. Da questão: Existe alguma atividade realizada na oficina que despertou mais seu interesse? Por quê? Houve uma preferência pela “experimentação”, com uma frequência de (94,04%) confirmando a ideia manifestada pelos alunos de que a atividade experimental é uma estratégia para auxiliar a compreensão dos conhecimentos teóricos. Conclusões Da análise, constatamos que ensinar Química através das oficinas temáticas promove a descomplexificação das teorias, quando elas são inseridas em contextos que propiciem uma interação mais efetiva entre o modelo teórico e o fenomenológico, em estudo. Outra questão importante foi perceber que a diversidade de estratégias estimulam os alunos a se envolverem completamente naquilo que estão realizando. Resultados e Discussão Agradecimentos Para a primeira questão as categorias foram: “aprendizagem”, “experimentação”, “cotidiano (faz parte da vida)”, “interesse (desperta o interesse)” e “motivação”. Para a segunda questão as categorias foram: “experimentação”, “jogo didático”. Para a terceira foram: “motivação” e “aprendizagem”. Da questão: A partir do trabalho apresentado nas oficinas você considera importante aprender Química? Por quê? Para a categoria “aprendizagem” (27,27%) podemos relacioná-la a intervenção do professor como mediador do processo de ensino e aprendizagem. Segundo Piaget (1988) "O objetivo da educação intelectual não é saber repetir ou conservar verdades acabadas Ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência-PIBID/CAPES pela concessão das bolsas. Aos alunos das escolas envolvidas. _______________________________________________ Brasil, Ministério da Educação (MEC), Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC/Semtec, 1999. MARCONDES, M. E. R. Proposições metodológicas para o ensino de química: oficinas temáticas para a aprendizagem da ciência e o desenvolvimento da cidadania. Em Extensão, Uberlândia, 68 V. 7, 2008. PIAGET, Jean. Para onde vai a educação? Trad. Ivette Braga. 17ª ed. RJ: José Olympio, 2005. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Contribuições da experimentação nas aulas de estágios na formação inicial dos futuros professores de Química * 1 Gladston dos Santos (PG) ; Eliana Midori Sussuchi (PQ) 2 *[email protected] 1 Universidade Federal de Sergipe Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana – SE. Núcleo de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Matemática - NPGECIMA. 2 Universidade Federal de Sergipe Campus Professor José Aloísio de Campos, São Cristovão – SE. Av. Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000. Núcleo de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Matemática NPGECIMA. Palavras Chave: Experimentação, Formação de Professores, Ensino de Química. Introdução Para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, são necessárias algumas metodologias tal como as atividades experimentais, a qual permite que os alunos sintam-se estimulados a frequentarem, a participarem das aulas, realizando assim as atividades em conjunto com o professor, possibilitando desta forma uma participação. A experimentação no ensino de Química constitui um recurso pedagógico importante que pode auxiliar na construção de conceitos. O papel da experimentação no ensino de Química pode ser 1-2 uma proposta na formação do futuro cidadão . A pesquisa foi realizada com a aplicação de um questionário com dez perguntas abertas a 21 alunos concludentes do curso de Química Licenciatura da Universidade Federal de Sergipe Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana - SE. O questionário buscou analisar a relação da vivência acadêmica dos concludentes no desempenho das atividades a partir dos estágios. Momento este, que os mesmos vivenciaram a realidade da escola, tendo como ponto investigado o uso da experimentação como metodologia para o desenvolvimento das aulas, visto que esta metodologia contribui para o processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho tem por objetivo identificar as concepções de um grupo de formandos em Química Licenciatura sobre o uso da experimentação no ensino de Química nas aulas de estágios e identificar de que forma esta contribuiu para a sua formação inicial. Resultados e Discussão O estágio supervisionado é visto como ambiente onde os acadêmicos usam para poder desenvolver suas práticas pedagógicas onde necessita ser compreendido como um campo de conhecimento e de produção de saberes, e não somente como uma atividade prática instrumental. No momento de realização dos estágios algumas metodologias são consideradas prioritárias (Gráfico 1), para que o estagiário (futuro professor) possa usá-la como suporte para o desenvolvimento de suas aulas, não se apoiando somente no livro didático fornecido pela escola segundo o que foi observado nas entrevistas. Gráfico 1: : Quais metodologias você considera mais importante para o processo de ensino e aprendizagem em Química? A aproximação do aprendiz com o objeto de estudo químico, via experimentação no desenvolvimento das aulas, constitui um recurso pedagógico importante que pode auxiliar na construção de 3 conceitos . Conclusões Não basta somente uma formação inicial é preciso que haja continuidade no processo para que os profissionais possam estar aptos a desenvolverem aulas bem como utilizar das metodologias que o Ensino de Química oferece, uma destas é a experimentação, considerada como eficiente na aprendizagem, quando desenvolvida de forma relacionada com a teoria no processo de construção do conceito. Agradecimentos Aos entrevistados. ______________________ 1 FARIAS, C. R. de O. e FREITAS, D. de. Educação ambiental e relações CTS: Uma perspectiva integradora. Ciência e Ensino, Vol. 1, número especial, 2007. 2 MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de química: professores pesquisadores. Ijuí: Ed. Unijuí, 2000. 3 FERREIRA, L. H. HARTWIG, D. R. e OLIVEIRA, R. C. de. Ensino Experimental de Química: Uma Abordagem Investigativa Contextualizada. Química Nova na Escola. v. 32, n. 2, 2010. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( 4. Ensino de Química ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Identidade docente: Visões de Ser Professor/a e Ser um/a bom/boa Professor/a dos/as acadêmicos/as de duas licenciaturas – UFS/ITA. 1 1 Assicleide da Silva Brito (PG)* [email protected], Maria Batista Lima (PQ), Edinéia 1 Tavares Lopes (PQ). 1 Universidade Federal de Sergipe – SE. Palavras Chave: ser professor, identidade docente, licenciatura em Química, licenciatura em Física. Introdução A pesquisa sobre a construção da identidade docente, precisa ser constantemente debatido pelos professores e pesquisadores da área, visto que a necessidade de melhoria da qualificação dos educadores é cada vez mais urgente para o enfrentamento dos atuais desafios da prática docente e da profissão de professor atualmente. 1 Reforçando essas discussões Tardif (2002) apresenta que um postulado central tem conduzido as pesquisas sobre conhecimento de professores/as, que inclui os saberes, o saber-fazer, as competências e as habilidades que os ajudam no trabalho do ambiente escolar. A partir das discussões sobre a formação de professores/as é que temos desenvolvidos alguns estudos sobre a formação de professores/as na busca de aprofundar a relação dos saberes que compõe a construção da identidade docente. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar as visões de ser professor/a e ser bom/boa professor/a dos/as acadêmicos/as do curso de Licenciatura em Química (CLPQ/UFS-ITA) e em Física (CLPF/UFS-ITA) ao ingressarem nos cursos. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário com perguntas sobre o perfil e sobre ser professor. Em 2006, foram 38 acadêmicos/as do CLPQ/UFS-ITA, e em 2007 foram 41 acadêmicos/as do CLPF/UFS-ITA informantes da pesquisa. Resultados e Discussão Nas análises os dados foram organizados em eixos e categorias criados a partir das respostas dos/as informantes. Neles foram observados que em ambos os cursos que as visões dos/as acadêmicos/as sobre Ser Professor/a estão relacionadas ao eixo Pedagógico/Didático, no qual se apresentam visões do ser professor que estão diretamente ligadas a sua prática. Nesse caso, com ações voltadas a “transmissão de conhecimentos” e ser possuidor do “conhecimento específico”, com maior frequência. Ainda citaram, com menor frequência, a possibilidade de “troca dos conhecimentos” com os/as alunos/as, o/a professor/a que traz “preocupações com a sua prática”, com a “interação professor aluno” e busca “relacionar teoria com a prática”. É interessante destacar também a presença do ser professor/a como “mediador, educador e orientador”, que apesar de ter uma baixa frequência em relação à “transmissão dos conhecimentos”. Uma diferença nas visões de ser professor/a dos informantes desses dois cursos foi que os/as acadêmicos/as de Licenciatura em Física apresentaram uma visão do ser professor/a voltada para o incentivo à carreira docente, segundo os/as informantes do curso de Física o/a professor/a precisa se preocupar com suas ações em sala de aula, pois será espelho para outros/as alunos/as que queiram ser professor/a, além de, também buscar incentivar seus/as alunos/as na carreira docente. Nas visões sobre ser bom/boa professor/a observou-se que os/as acadêmicos/as de Licenciatura em química o ‘saber fazer’ da atividade do/a professor/a estava presente com maior frequência em suas visões. Aspectos também voltados ao eixo Pedagógico-didático, do bom/boa professor/a “transmissor do conhecimento” e “possuidor desse conhecimento específico”. Já, na Licenciatura em Física, os/as acadêmicos/as citaram com maior frequência o bom/boa professor/as de Física que se preocupa com o desenvolvimento das suas aulas, “aulas dinâmicas, interativas e divertidas”. Em seguida, um bom/boa professor/as que busca transmitir os conhecimentos e explicar a matéria de forma coerente. No desenvolvimento da atividade docente, incluem-se os saberes sobre os métodos utilizados em sala de aula e também, a relação entre professor e aluno de amizade que vai além do contexto escolar. Conclusões Observou-se que a maioria possuem visões relacionadas ao/a professor/a que é transmissor de conhecimento, ao ingressarem no curso de formação docente. No entanto, para outros/as entrevistados/as pode-se observar um ser professor que teve possuir preocupações, no seu trabalho, que vão além do contexto escolar, pois também têm importância na formação de cidadãos e no seu papel para a sociedade. ___________________________ 1 TARDIF, M. Os professores enquanto sujeitos do conhecimento. In:______. Saberes docentes e formação profissional. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. 227 – 244. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos A Leitura das Fichas de Segurança, em relação ao manuseio de Produtos Químicos cotidianos em aulas de Química 1 1 Jicelia Adne Freire Moraes*, Faculdade Pio Décimo (IC), Josevânia Teixeira Guedes, Faculdade Pio 1 Décimo (PQ), Lenalda Dias dos Santos, Faculdade Pio Décimo (PQ), Maria Clara Pinto Cruz, 1 Faculdade Pio Décimo (PQ) [email protected]; Palavras Chave: Contextualização, ensino significativo, química Introdução Ao se fazer uso, em ambiente escolar ou não escolar, de manipulação de produtos químicos, é imprescindível atentar para as Fichas de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ’s), instrumentos que possuem informações sobre o produto manipulado, como dados físico-químicos e de segurança pessoal e ambiental. Por carência de informações relacionadas aos riscos referentes ao porte de produtos químicos, torna-se necessário a adoção de novas metodologias em salas de aula, a fim de minimizar possíveis acidentes que podem ser causados quanto à utilização de produtos químicos. Lemos et al (2000) mostram que a nãocontextualização da química no ambiente escolar pode ser responsável pelo alto nível de rejeição do estudo desta ciência pelos alunos, dificultando o processo de ensino e de aprendizagem. A contextualização é uma via que possibilita a fundamentação teórica do que está sendo ensinado no decorrer das aulas, permitindo a inserção da realidade dos alunos buscando um sentido dentro 1 da das disciplina . Esta pesquisa vislumbra conscientizar a comunidade escolar acerca dos riscos relacionados à manipulação de produtos químicos em geral, buscando promover entre os estudantes situações de aprendizagens significativas através da leitura e interpretação dos dados apresentados nas fichas de produtos químicos, bem como dos rótulos, partindo-se dos produtos utilizados costumeiramente no ambiente familiar. Resultados e Discussão A contextualização segundo Ferreira, Hartwig e 2 Oliveira (2010, p. 101) apontam que “no ensino por investigação, os alunos são colocados em situação de realizar pequenas pesquisas, combinando simultaneamente conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais” a partir de fatos cotidianos como fator essencial no processo de evolução conceitual dos alunos. Para a execução deste trabalho, a turma de Ensino Médio foi dividida em grupos para fazer a análise e leitura de FISPQ’s de produtos químicos utilizados no cotidiano, a escolha das fichas baseou-se em um questionário aplicado em sala, ante, exposição do assunto Elemento Químico e Tabela Periódica, onde foi questionado qual o produto químico os alunos possuíam em suas casas, após respostas, levantouse as fichas, em um segundo momento, foram realizadas as leituras apontando composições químicas, substâncias tóxicas, riscos (caso existissem). Após leitura, foram aplicados questionários a fim de nivelar os conhecimentos prévios e os adquiridos cujas análises apontaram que os alunos desta instituição, possuem formação adequada para fazer uso das FISPQ’s como ferramenta didática, uma vez que ferramenta didática é todo o recurso que pode ser utilizado pelos docentes, a fim de dinamizar os assuntos abordados, e, os formandos da instituição, após aplicação do referido trabalho, souberam utilizar a ferramenta, a ficha do produto ou seu rótulo, juntamente ao assunto químico. Conclusões A obtenção de Fichas de Segurança de Produtos Químicos tornou-se possível juntamente com o fornecedor do produto químico. Após entrevistas, confirmou-se que a maioria dos entrevistados, em sua maioria, donas de casa, optam que as informações de segurança sejam oferecidas nos rótulos dos produtos químicos que são utilizados costumeiramente em suas casas, como xampus, detergentes entre outros, uma vez que para estes produtos torna-se inviável o fornecimento de fichas informativas. Levando-se a sala de aula, o ato da leitura das fichas de segurança de produtos químicos aperfeiçoa a linguagem formal, na interpretação de dados e contextualiza o cotidiano dos alunos aos assuntos químicos, como no caso da apresentação da definição de elemento químico, concentração, facilitando a aprendizagem, tornando o processo de ensino e de aprendizagem mais significativa.__________________________________________ 1 LIMA, J. F. L.; PINA, M. S. L.; BARBOSA, R. M. N.; JÓFILI, Z. M. S. Contextualização no ensino de cinética química. Química Nova na Escola. n° 11, maio, 2000. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc11/v11a06.pdf> Acesso em 07 set. 2012. 2 FERREIRA, L. H.; Hartwig, D. R. e OLIVEIRA, R. C. Ensino Experimental de Química: Uma Abordagem Investigativa Contextualizada. Química Nova na Escola. Vol. 32, n° 2, maio, 2010. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_2/08-PE5207.pdf. Acesso em 07 set. 2012. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Ensino de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Análise sobre a utilização da Internet como ferramenta na prática docente dos professores do curso de Química do Campus de Itabaiana. * 1 1 Ellen Mayane Souza Lima (IC) , Ana Alice Santana Lima Dias (IC) , Juvenal Carolino da Silva Filho 1 1 (PQ) , Iramaia Corrêa Bellin (PQ) *[email protected] 1 Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química. Palavras Chave: Química, Internet e Prática docente. Introdução A utilização da internet por grande parte da comunidade acadêmica dinamizou a busca e a divulgação do conhecimento. No Brasil, não foi diferente e a acessibilidade digital, para domínio público, foi liberada na década de 1990. Recentes estatísticas apontam para cerca de 79,9 milhões de internautas tendo acesso a rede e à divulgação do conhecimento, levando o país a ocupar o quinto lugar no ranking mundial de número de pessoas conectadas à Internet. A Internet pode consistir de uma importante ferramenta de ensino e aprendizagem, que projeta novas formas de divulgar/produzir informações e conhecimentos de diversas áreas, especialmente em Ensino. Sendo assim, a inserção da Internet na educação provocou um avanço significativo na forma de ensinar e aprender, pois as novas tecnologias acopladas à internet promoveram atividades de apoio ao ensino, por exemplo, nos acessos aos textos, softwares educacionais, entre outros, utilizando-os como mais um instrumento que contribui para a relação professor-aluno. Esse trabalho tem como objetivo analisar o perfil dos professores de um curso de Química em relação ao uso da Internet, como um recurso didáticotecnológico em sua prática docente na aquisição e divulgação do conhecimento científico. Resultados e Discussão O trabalho foi desenvolvido durante o mês de maio do ano de 2012, com os professores do curso de Licenciatura em Química, da Universidade Federal de Sergipe – Campus Professor Alberto Carvalho. Foi aplicado um questionário, visando tecer as vantagens e desvantagens sobre o uso da Internet como recurso didático-tecnológico da mediação pedagógica e tecer o perfil dos professores em relação ao uso da web, tais como, se eles utilizavam a internet para a divulgação de material acadêmico e como isso ocorria (redes sociais, e-mails, etc.) Segundo Cachapuz (2005), o uso da Internet é recomendado, por reconhecemos as possibilidades de utilização da Internet como recurso pedagógico atraente que, a partir da colaboração do professor no espaço escolar, pode oferecer contribuições relevantes ao processo de ensino-aprendizagem. Através dos resultados foi possível perceber que os professores utilizam a Internet diariamente, sendo que tal acesso ocorre no Campus Universitário, isso corrobora com a interatividade da relação professoraluno durante o período letivo. Podemos também destacar que os professores utilizam a Internet para divulgação de materiais acadêmicos, consistindo em grande parte de aulas, textos, listas de exercícios e artigos científicos. Há também a utilização do site do departamento e também site pessoal para a divulgação destes materiais. Entretanto, tal prática possui prós e contras, sendo que o quadro abaixo mostra as vantagens e desvantagens na utilização da Internet como auxilio da aprendizagem dos alunos. Tabela 1. Vantagens e desvantagens da utilização da internet. Vantagens Ampliação dos conhecimentos Acesso a materiais didáticos Acesso a informações e referencias bibliográficas Desvantagens Plágios Informações errôneas Perda de tempo nas redes sociais Os docentes mostram uma grande preocupação com a questão de plágios e informações erradas obtidas pelos alunos, o que pode comprometer o seu nível de aprendizado. Entretanto, a facilidade de divulgação dos materiais e acesso as informações justificam o uso de tal ferramenta, pois Moran (2003) traz a ideia de que a utilização da internet contribui para o desenvolvimento da intuição, flexibilidade mental e adaptação a ritmos diferentes, o mesmo ainda cita em contraposição à ideia levantada anteriormente que o acesso à internet promove a facilidade de dispersão (há informações que distraem e poucos acrescentam, mas ocupam tempo de navegação). Conclusões O uso da internet têm reconhecidas potencialidades para o ensino das Ciências em geral e para o ensino da Química em particular. Os resultados desta pesquisa mostraram que a internet possui um papel significativo no planejamento e prática docente, pois o professor deve ser informador, orientador e gerenciador de pesquisa e comunicação dentro e fora da sala de aula. Agradecimentos __________ CACHAPUZ, A. et al. A necessária renovação do ensino das ciências. São Paulo: Cortez, 2005. MORAN, J. M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 7 ed. São Paulo: Papirus, 2003 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Ensino de Química (EQ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos As ideias acerca do Ser Professor e da docência dos acadêmicos do curso de Licenciatura Plena em Química do Campus Professor Alberto Carvalho – UFS 1* Alyson Passos Ferreira de Jesus (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ) *[email protected] Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química – Campus Professor Alberto Carvalho Itabaiana SE 49500000 Palavras Chave: docência, ser professor, química. Introdução Estudos apontam que as ideias sobre “ser professor” se formam antes do indivíduo adentrar a 1,2,3 universidade . Entretanto, nem sempre essas concepções são modificadas ou reconhecidas, mesmo após o curso de licenciatura e com isso, tais ideias acabam sendo reproduzidas em sala de 2,3,4 aula . O presente trabalho buscou conhecer as representações acerca das ideias do “ser professor” e da docência dos acadêmicos ingressantes no semestre 2012/2 do curso de Licenciatura em Química do Campus Professor Alberto Carvalho. A 5 metodologia usada foi a pesquisa qualitativa e os dados foram interpretados através da análise de 6 conteúdo aos moldes de Bardin . A coleta de dados foi realizada através de questionário aplicado junto a 19, dos 50 alunos ingressantes. Resultados e Discussão A partir das respostas do questionário, verificamos que a maioria dos alunos informantes que ingressou no curso nesse período é do sexo feminino e que esses alunos são, em sua maioria, jovens que não trabalham e concluíram o Ensino Médio próximo ao ano em que fizeram o vestibular. As respostas referentes à opção pelo curso evidenciam que os informantes definem sua escolha através da identificação/afinidade com a área da química. Há alunos que justificam sua escolha pelo curso de Licenciatura em Química, baseados na idealização da área, essa idealização se apresenta no desejo que o aluno tem de trabalhar em laboratório. Os alunos baseiam suas expectativas em relação ao curso na aprendizagem que será possibilitada através do mesmo, demonstrando interesse em conhecer cada vez mais a área escolhida. Outros esperam pelas aulas experimentais e poucos expressam como primeira resposta a vontade de ser professor. Entretanto, mesmo o desejo de ser professor não sendo o principal motivo pela escolha da licenciatura, a maioria responde que deseja se tornar professor após a conclusão do curso. Quanto às ideias sobre o “ser professor”, constatamos que alguns desses alunos trazem consigo concepções iniciais que o fazem idealizar a profissão ou mesmo o futuro dentro da profissão. Outros acabam associando o “ser professor” como alguém que passa seus conhecimentos, isso nos leva a inferir que são ideias associadas ao modelo tradicional de ensino. Observamos ainda, que há alunos que apontam que ser professor é uma questão de dom, onde alguns nascem com esse dom e outros tentam “aprendê-lo” com o tempo. Conclusões Através dessa pesquisa, observamos que os alunos trazem consigo concepções simplistas acerca da profissão docente. Vários autores apontam que é importante romper essas ideias inicias, através de pesquisa e ações que identifiquem, problematizem e permitam a reconstrução dessas ideias. Daremos continuidade à pesquisa através da realização de entrevistas. Agradecimentos Ao Programa Especial de Inclusão em Iniciação Científica da Universidade Federal de Sergipe. Ao PRODOCENCIA – QUÍMICA/Campus Prof. Alberto Carvalho – UFS ______________________ 1 Maldaner, O. A. A pesquisa como perspectiva de Formação Continuada do Professor de Química. Revista Química Nova, vol. 22, n.2. São Paulo Mar./Abril. 1999. 2 Quadros, A. L. et al. Os professores que tivemos e a formação da nossa identidade como docentes: um encontro com nossa memória. Ensaio pesq. Educ. Ciência, Belo Horizonte, vol. 7, n. 1, ago. 2005. Disponível em: <http: ufmg.br/ensaio>. Acesso em: 25 de mai. 2010. 3 Lopes, E. T. A construção identidade na docência em Química. In: Gomes, C. M. S.; Ennes, M. A.. (Org.). Identidades: teoria e pratica. Aracaju – Editora: UFS, 2008, v. 1, p. 140-152. 4 Echeverria, A. R.; Zanon, L. B. (Orgs.) Formação Superior em Química no Brasil: Práticas e Fundamentos Curriculares. Ijuí, RS – Editora: Unijuí, 2010. 5 Ludke, M. & Andre, M. E. D. A. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas, Editora: Pedagógica e Universitária, 1986. 6 Bardin, L. Análise de Conteúdo Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa, Portugal: Editora Edições 70, Março 2009, p. 61-68. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos A participação em atividades de pesquisa e extensão ofertadas pelo curso de Licenciatura em Química: o que pensam os licenciandos. 1 1 *Rosianne Pereira Silva (IC), João Paulo Mendonça Lima (PQ). [email protected] 1) Universidade Federal de Sergipe - Av Marechal Rondon, s/n-Jardim Rosa Elze -CEP 49100-000 São Cristóvão-SE. Palavras Chave: Licenciatura em química, ensino de química, Pesquisa em Ensino de Química. Introdução A pesquisa em ensino de Química está consolidada e em expansão. Atividades de pesquisa sobre o ensino e aprendizagem em Química são justificadas pela necessidade de formar professores comprometidos e que entendam a necessidade da integração dos conhecimentos químicos e o contexto social em todos os níveis de escolarização. A pesquisa em ensino contribui para superação de visões simplistas sobre a prática pedagógica docente, pois estimula a reflexão e produção de conhecimento sobre o trabalho desenvolvido pelo 1 docente . O envolvimento em atividades de pesquisa em ensino de Química é um tabu a ser quebrado nos cursos de formação inicial de professores, uma vez que parte considerável dos formadores que atuam em cursos de licenciatura não tiveram contato com esta prática durante sua graduação e pósgraduação, sendo levados a tornarem-se 2 especialistas em suas áreas de atuação científica . A necessidade de estímulo a pesquisa sobre o ensino e de divulgação dos resultados destas investigações em atividades de extensão (congressos, encontros, seminários) durante a formação inicial, nos fizeram buscar respostas sobre os motivos que levam 26 alunos matriculados na disciplina Pesquisa em Ensino de Química I do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Sergipe/Campus José Aloísio de Campos a participarem deste tipo de atividade durante a formação inicial. Os dados foram coletados no início da disciplina no período 2012/1, através da aplicação de um questionário com questões abertas e analisadas através do referencial 3 teórico de Bardin (1977) . Resultados e Discussão Os dados iniciais permitiram identificar algumas características do perfil dos participantes. Os sujeitos da pesquisa têm em média entre 18 e 33 anos, estudaram em sua maioria somente em escola pública (46,15%) e (61,54%) dos discentes exercem algum trabalho. Com relação aos motivos para participação dos discentes em atividades de pesquisa e extensão foram construídas categorias e distribuídas em duas dimensões: “Motivos para participar das atividades ofertadas pelo curso” e “Motivos para não participar das atividades ofertadas pelo curso”, para cada uma das dimensões foram construídas cinco categorias como apresentado na tabela abaixo. Tabela 1. Principais Motivos para participar ou não de atividades ofertadas pelo curso. Dimensão Categorias Temáticas Motivos para 1. Busca/Produção de participar das conhecimento (9); 2. atividades ofertadas Identificação de estratégias de pelo curso. ensino (5); 3. Preocupação com a formação (6); 4. Solução de problemas sociais (4); 5. Influência do curso (2) Motivos para não participar das atividades ofertadas pelo curso. 1. Falta de interesse (2); 2. Oportunidade (2); 3. Necessidade financeira (2); 4. Adaptação às normas acadêmicas (1); 5. Falta de tempo (19) Apresentam-se como principais motivos para participar a busca ou produção de conhecimento, identificação de estratégias de ensino, preocupação com a formação, solução de problemas sociais e influência do curso. O que nos leva a refletir sobre o porquê, dos licenciandos considerarem importante a participação nestas atividades e mesmo assim não participarem. Com relação aos motivos para não participar identificamos: falta de interesse, necessidade financeira, oportunidade, adaptação às normas acadêmicas e principalmente à falta de tempo. Conclusões Observamos que poucos são os alunos que participam de atividades ofertadas pelo curso. Dentre as limitações para não participar destaca-se a falta de tempo dos alunos, e pouco envolvimento dos formadores em ações de pesquisa sobre o ensino e extensão. Agradecimentos Aos alunos de Pesquisa I, 2012/1. ______________________ 1 LIMA, J.P.M. Formação do professor reflexivo/pesquisador em um curso de licenciatura em química do Nordeste brasileiro: limites e possibilidades. Dissertação de Mestrado, São Cristóvão, 2011. 2 SCHNETZLER, R. P. Apontamentos Sobre a História do Ensino de Química no Brasil. In: SANTOS, W.L.P; MALDANER, O.A. (orgs.). Ensino de Química em Foco. Ijuí: Unijuí, 2010. 3 BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Tradução L.A. Reto, A. Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. (EDUCAÇÃO) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos O ENSINO DE CINÉTICA QUÍMICA POR MEIO DE ATIVIDADE EXPERIMENTAL UTILIZANDO VITAMINA C 1 1 1 Suellen Janaina Cunha* (FM), Maria Clara Pinto Cruz (PQ) , Lenalda Dias dos Santos (PQ) , Ângelo F. Pitanga2 (PQ) 1) Faculdade Pio Décimo* - [email protected] 2) Instituto de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA) Palavras Chave: Atividade experimental, Cinética química, Vitamina C. Introdução Faz parte da realidade educacional brasileira a ausência de laboratórios equipados que possibilitem a realização de atividades experimentais, contudo a falta deste espaço não deve ser caracterizado como uma desculpa para a não realização das mesmas, uma vez que qualquer ambiente da escola inclusive a sala de aula pode ser aprimorado e utilizado como substituto do laboratório para a realização de diversas práticas utilizando materiais baratos e de fácil acesso, aproximado assim os conteúdos abordados a realidade dos alunos. Portanto, é totalmente possível que o professor durante a abordagem teórica de determinado conteúdo execute a atividade experimental desenvolvendo uma articulação 1 coerente entre a teoria e a pratica . Com base nesta perspectiva o presente trabalho tem objetivo de apresentar o desenvolvimento metodológico de uma atividade contextualiza sobre a importância da vitamina C, na iniciativa de gerar discussões a respeito dos conteúdos de Cinética Química. DESCRIÇÃO METODOLÓGICA Para o primeiro momento, utilizou-se a aplicação de um pré-teste envolvendo um tema social utilizando para contextualizar o conteúdo químico: cinética química em uma visão do cotidiano, seguido de um texto informativo contendo a apresentação do mesmo, no caso o ácido ascórbico (vitamina C). No segundo momento houve a realização de uma atividade prática experimental a fim de identificar vitamina C em produtos que estão completamente acessíveis aos alunos. No terceiro momento o tema químico (cinética química) foi introduzido de maneira totalmente contextualizada, utilizando para tal o experimento que objetiva identificar quais são os fatores que interferem na velocidade de uma reação, Por fim, uma aula dialógica os alunos expressarão as suas opiniões sobre a metodologia trabalhada e os conteúdos abordados, demonstrando que houve uma facilidade maior em aprender química. Dai então, houve a aplicação de um pós-teste. Resultados e Discussão Na primeira atividade experimental os alunos aprenderam que é possível identificar a presença de vitamina C em diversos sucos, sem fazer uso de reagente e/ou laboratórios equipados. Na segunda atividade os discentes aprenderam quais são os fatores que influenciam na velocidade de uma reação, pois o questionário de sondagem demonstrou que 87% dos entrevistados já sabiam que é possível manipular as reações, mas não conheciam ao certo quais são os fatores que possibilitam a ocorrência dessa variação de velocidade. O desenvolvimento do trabalho em equipe proporcionou uma maior interação e uma troca de informações entre os colegas de classe. Sem dúvida, essa metodologia aplicada foi uma forma extremamente importante para que a pesquisa se tornasse proveitosa, ou seja, atrativa e interessante ao alunado. A diferença de resultados foi que no préteste os alunos decoraram o conceito abordado pela professora da disciplina uma aula anterior ao início da aplicação deste projeto, já no pós-teste os alunos se tornaram capazes de criar conceitos subjetivos, porém corretos do significado de cinética química, uma vez que ao realizar uma reação química, os químicos se preocupam com dois fatores: a velocidade com que a reação se dá e a extensão em que a reação é favorecida. A análise da 7° questão demonstra que 100% dos alunos afirmam que as reações podem ser manipuladas e diferentemente do pré-teste que eles não sabiam justificar os alunos apresentaram justificativas contextualizadas. Entre essas justificativas destacam-se: “Quando minha mãe quer acelerar o cozimento do feijão ou da carne ela coloca na panela de pressão” “Pra lavar as panelas de gordura da minha casa, eu coloco água e levo para o fogo, pois com o aumento da temperatura a reação se torna mais rápida, eliminando mais facilmente a gordura” Conclusões Os resultados da pesquisa demonstraram que houve eficácia das atividades realizadas, a partir delas foi possível alcançar uma aprendizagem significativa, os alunos conseguiram ser autor da sua própria história, elaborando um novo pensamento em relação aos fenômenos estudados. 1. SILVA, Roberto da, SANTOS, Wildson Luís Pereira da; MALDANER, Otávio Aloísio. Ensino de Química em Foco: experimentar sem medo de errar. Editora Unijuí, Ijuí, 2010, p. 230-261. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. ted by trial version, http://www.pdf-convert.com IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) ( Ensino de Química ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos CONTRIBUIÇÃO DA TEORIA SEMIÓTICA PEIRCEANA NA ANÁLISE DAS IMAGENS CONTIDAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA 1* 2 3 3 Joeliton C. Silva (PG), Gladston dos Santos (PG), Rosângela S. de Lima e Maria B. Lima (PQ). 1,2,3e4 Universidade Federal de Sergipe – Campus Universitário Professor José Aloísio de Campos, Av. Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000 - São Cristóvão/SE Núcleo de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Matemática - NPGECIMA. *[email protected] Palavras Chave: Ensino de Química, semiótica e livro didático. Introdução Este trabalho levanta alguns questionamentos e discussões a respeito do papel e da importância das imagens no processo dialético de ensinoaprendizagem dos conceitos químicos. Tais imagens, características, natureza e diversidade, aliadas as suas formas de construção, à maneira com que são interpretadas e transformadas devem ser consideradas como parte integrante dos conteúdos a aprender nas aulas de ciências. A ênfase desse trabalho se centrou em discutir a implicação e evolução da linguagem representacional, mais especificamente aquela atrelada às imagens contidas em livros didáticos de Química, com base nas categorias fenomenológicas da semiótica idealizada e desenvolvida pelo lógicofilósofo-matemático Charles Sanders Peirce, a chamada semiótica peirceana. Resultados e Discussão É praticamente indiscutível que o nosso modo de se relacionar com o mundo seja mediado por variadas linguagens e representações. No caso particular da Química, o uso da linguagem e das representações mostra como o conhecimento químico está sendo produzido. A semiótica, como forma de ciência que estuda todas as linguagens possíveis, traz contribuições extremamente importantes para se entender como a linguagem é desempenhada nas ações humanas. Pelo fato de a Química utilizar uma linguagem escrita e falada tão relacionada com o uso de simbologias exclusivas ou compartilhadas por outras áreas das ciências exatas, é importante a utilização de uma abordagem que considere explicitamente o papel da mediação dos signos linguísticos na constituição do conhecimento humano, em especial nos processos de 1 significação . O campo de estudo e de aplicações da Semiótica no âmbito do ensino de Química pode ser percebido ou no fato da importância dos signos na compreensão dos entes químicos, ou pelo fato de que os conceitos químicos não se encontram 2 independente das representações . Com base na semiótica peirceana, existe a proposição de que o ensino deva partir de três capacidades: a) a de identificar, comparar e contrastar qualidades; b) a de executar análises e c) a de interpretar 3 apropriadamente o significado dos signos . Em uma análise do ponto de vista da semiótica peirceana, a ilustração apresentada nos livros pode representar, para o estudante, o percepto, porta de entrada de todo conceito. Tal construto apresenta a potencialidade de deixar naquele que percebe um “hábito imaginativo poderoso”, na figura da memória do percepto, a qual permite, inclusive, a reprodução de modificações do que foi inicialmente percebido. A conversão desse percepto em interpretante lógico, no entanto, depende das condições de seu desenvolvimento. Conclusões Pelo que vimos, ainda de forma muito genérica, é possível pensar em abordagens de ensino e aprendizagem e na crítica do livro didático por meio das categorias universais de propostas por Peirce e de suas taxonomias decorrentes. Dessa forma parece pertinente a abordagem de novas teorias de análise de livros didáticos capazes de possibilitar uma reflexão, também, acerca das imagens desses materiais amplamente usados nas aulas de Química no Ensino Médio, já que estes são os principais instrumentos utilizados por professores e alunos no âmbito escolar. Agradecimentos À professora Maria Batista Lima pela oportunidade das discussões nas aulas de Fundamentos de currículo e avaliação escolar (NPGECIMA/2012-1). ______________________ 1 GOIS, J.; GIORDAN, M. Semiótica na Química: a teoria dos signos de Peirce para compreender a representação. Química Nova na Escola, nº7, p.34-42, 2007. 2 WARTHA, E. J.; RESENDE, D. B. Os níveis de representação no ensino de química e as categorias da semiótica de Peirce. Investigações em Ensino de Ciências – V16(2), pp. 275-290, 2011. 3 CONSTANTINO, G. A. Análise semiótica da introdução à geometria do livro de 5ª série da coleção: idéias e relações. Dissertação de mestrado – Universidade do Sul de Santa Catarina – Santa Catarina: 2003. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos A Matriz Curricular de um curso de Licenciatura em Química do Nordeste Brasileiro após adequação as Diretrizes Curriculares (2002) 1 João Paulo Mendonça Lima (PQ), Eliana Midori Sussuchi (PQ), Acácio Alexandre Pagan (PQ). * [email protected] * Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. José Aloísio de Campos – São Cristóvão/SE. Av: Marechal Rondon, s/n. Palavras Chave: Racionalidade Técnica, Formação de professores, matriz curricular. Introdução Os cursos de Licenciatura surgiram no Brasil, no século XX (AYRES, 2005), tendo estes características de Bacharelado, visto que os currículos possuíam o modelo 3+1. O licenciando tinha, durante sua graduação, no período de três anos, disciplinas técnicas e características de um curso de Bacharelado, e um ano com as disciplinas voltadas para a prática pedagógica. Esse modelo concebe o professor como técnico e está fundamentado no paradigma da racionalidade técnica, fruto do “positivismo, que prevaleceu ao longo de todo o século XX, servindo de referência para a educação e socialização dos profissionais em geral e dos docentes em particular” (GÓMEZ, 1997, p. 96). As limitações impostas por modelos de formação pautados na Racionalidade Técnica e as mudanças ocorridas na legislação brasileira após aprovação de novas Diretrizes Curriculares para formação de professores (2002), gerou a necessidade de modificações e adequações nas matrizes curriculares dos cursos de licenciatura. Buscamos através da análise das modificações ocorrida na matriz curricular de um curso de licenciatura em Química de uma universidade do Nordeste Brasileiro, identificar como as mudanças ocorridas em seu currículo vêm contribuindo para superação de problemas provocados pela Racionalidade Técnica, tais como: formação de concepções simplistas sobre o processo de ensino e aprendizagem; o distanciamento existente entre escolas e universidade; pesquisa e ensino; teoria e prática. Resultados e Discussão O trabalho nos permitiu identificar algumas das principais mudanças como: 1. Aumento da carga horária do curso e das disciplinas de prática pedagógica; 2. Incorporação dessas disciplinas ao longo de todo o currículo; 3. Antecipação de algumas disciplinas e dos estágios supervisionados, que ocorriam apenas no final do curso através da disciplina “Prática do Ensino de Química”; 4. Maior contato com as escolas, influenciado principalmente pela antecipação e aumento do número de estágios; 5. Tentativa de superação do modelo (3+1). As disciplinas de prática pedagógica incluídas na proposta foram: Temas estruturadores para o ensino de Química (TEQ) I, II, III e IV; Metodologia para o ensino de Química (MEQ); Ferramentas computacionais para o ensino de Química (FCEQ) e Estágio supervisionado em ensino de Química (ESEQ) I, II, III e IV. Disciplina Período Carga horária TEQ I 3º 30 horas MEQ 3º 60 horas TEQ II 4º 60 horas ESEQ I 5º 90 horas TEQ III 5º 60 horas FCEQ 5º 60 horas ESEQ II 6º 90 horas TEQ IV 6º 60 horas ESEQ III 7º 90 horas ESEQ IV 8º 150 horas Tabela 1. Disciplinas de prática pedagógica introduzidas na matriz curricular implantada no período 2006/1. Conclusões A matriz curricular implantada após adequação as novas Diretrizes Curriculares (2002), mostra possibilidades da superação de um modelo de curso com características de bacharelado, possibilitando dessa forma a superação de uma visão simplista sobre a atividade docente, fruto do modelo da racionalidade técnica. Além, de permitir ao licenciando maior contato com a escola e com investigações sobre o ensino e aprendizagem de Química. AYRES, A.C.M. As tensões entre a licenciatura e o bacharelado: a formação dos professores de biologia como território contestado. In: SELLES, S.E; M.; AMORIM, A.C. Ensino de biologia: conhecimentos e valores em disputa. Niterói: Eduff, 2005. GÓMEZ, A.P. O Pensamento Prático do Professor: A Formação do Professor como Profissional Reflexivo. In: NÓVOA, A. (org.). Os Professores e a Sua Formação. 2. ed. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1997. BRASIL. Resolução CNE/CP Nº 1. Diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores da Educação Básica em nível superior, cursos de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 18 de fevereiro de 2002. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos As concepções dos professores de ciências sobre o ensino CTS. 1* 2 3 Ieda de Oliveira Costa (IC), Amanda Soares Ribeiro (IC), Marlene Rios Melo (PQ), Thaise Marques 4 Reis (IC) 1* Universidade Federal de Sergipe. [email protected] 2 Universidade federal de Sergipe 3 Universidade Federal de Sergipe 4 Universidade Federal de Sergipe Palavras Chave: concepções CTS de professores atuantes, enfoque curricular CTS. Introdução As pesquisas envolvendo a abordagem curricular Ciência – Tecnologia – Sociedade (CTS) vêm sendo objeto de estudos há algumas décadas e teve maior respaldo quando se agravou a problemática ambiental. Para conscientizar e informar a sociedade sobre tal problema os pesquisadores constatam que é fundamental a mudança de paradigma, sendo necessária a inserção da ênfase CTS nos currículos da educação básica e no ensino superior. Auler e Delizoicov (2006) verificaram no estudo das compreensões de professores de Ciências sobre a interação C-T-S, a ausência do papel da ciência e tecnologia na sociedade pelos docentes e enfatizam a necessidade de investigações sobre concepções relativas à suposta neutralidade da ciência e tecnologia, uma vez que contradições presentes no pensar dos professores podem dificultar uma compreensão mais crítica sobre as interações CTS. Miranda e Freitas (2008) relataram que um dos principais fatores que provocam a dificuldade na compreensão da abordagem CTS pelos professores é a formação deficitária, que não abrange conteúdos e procedimentos sobre a Natureza da Ciência e da Tecnologia. O objetivo dessa pesquisa foi levantar as concepções sobre C-T-S e as múltiplas relações entre essas três variáveis de três professores atuantes e licenciados pela UFS (Universidade Federal de Sergipe), dois de química e um de biologia. Os mesmos são formados em épocas distintas: há 25, 15 e 6 anos. Este trabalho utilizou como instrumento de coleta de dados um questionário semiestruturado com 11 questões, sendo este uma adaptação do questionário estruturado VOSTS (Views on ScienceTechnology-Society) elaborado por Aikenhead et al (1989). Foram abordadas na pesquisa algumas dimensões do questionário VOSTS tais como: definição da Ciência e tecnologia; relações entre Ciência e Tecnologia; a interrelação entre ciência tecnologia e sociedade. Resultados e Discussão A análise das respostas permitiu categorizar as concepções dos professores. As categorias encontradas podem ser sistematizadas da seguinte forma: 1- instrumentalização da tecnologia, onde esta é entendida apenas como maquinário relacionados à informática, não como processo. 2 idealismo da ciência e tecnologia, as ações cidadã estão no discurso falado, mas não nas ações diárias; 3- a não contemplação da sociedade de risco (Beck,2010), ou seja, os professores acreditam em tecnologia isentas de riscos e outras absolutamente impactantes; 4- submissão da sociedade no poder de decisão, já que os professores delegam ao governo a tomada de decisão (Aikenhead et al 1989) sobre questões técnico-cientificas. Conclusões Essas categorias nos permite concluir que a educação CTS na UFS não foi discutida, já que os professores são formados em épocas distintas e, no entanto as suas concepções sobre C-T-S se assemelham. Isso marca a necessidade da inserção curricular CTS nos cursos superiores. Esperamos implantar e atuar em cursos de formação inicial e continuada, através da utilização dos indicadores de comprometimento sócio – ambiental (Melo, 2010), como orientadores na produção de projetos de ensino de ciências que contemple aspectos tais como: o fortalecimento da ideia de ciência como uma construção humana, suscetível às influências da sociedade; a construção de uma visão menos instrumental e mais influente da tecnologia no que se refere à produção do conhecimento científico; considerar os processos químicos como uma tecnologia; a contemplação de uma Sociedade de Risco e que, portanto cabe aos professores alfabetizar cientificamente (Chassot, 2010) seus alunos, para que estes possam decidir a que riscos estão dispostos a se submeter perante os avanços tecnológicos. Agradecimentos Aos professores pesquisados que se dispuseram a nos oferecer os dados para essa pesquisa. A professora Marlene Rios Melo. ______________________ 1 Aikenhead, G. S., Ryan, A.G. & Fleming, R.W. Views on science-technology society (form CDN.mc.5). Saskatoon, Canada, S7N OWO: Department of Curriculum Studies, University of Saskatchewan,1989. Disponível em: http://www.usask.ca/education/people/aikenhead/vosts.pdf. Acessado: em: 05 dez. 2011. 2 Auler, D. Delizoicov, D. Ciência- tecnologia- Sociedade relações estabelecidas por professores de ciências. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias. 5 (2). 3 BECK, U. Sociedade de risco – Rumo a uma outra modernidade. Tradução de Sebastião nascimento. São Paulo: Ed. 34, 2010. 4 Chassot, A. I. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 5. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2010. 5 Melo, M. R. Uma metodologia de ensino voltada para as questões sócio-ambientais. Tese de doutorado. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2010. 6 Miranda, E. M; Freitas, D. A compreensão dos professores sobre as interações CTS evidenciadas pelo questionário VOSTS e entrevista. Revista de Educação em Ciência e Tecnologia. 1 (3), 79-99, nov. 2008. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( FP ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Oficina de jogos lúdicos na formação de professores no Ensino de Química 1 Nayara S. Melo (IC)*, Josevânia T. Guedes (PQ) , Lenalda D. dos Santos (PQ) 2 [email protected] Palavras Chave: oficina, formação de professor, ensino/aprendizagem. Introdução Para o ser humano, a aprendizagem é tão importante quanto o desenvolvimento social, e o jogo constitui uma ferramenta pedagógica que também promove o desenvolvimento cognitivo e social do ser. A oficina temática possibilita a produção de instrumentos didáticos pedagógicos sendo considerada essencial para o educando. Para CUNHA(2004) Os jogos são indicados como um tipo de recurso didático educativo que podem ser utilizado em momentos distintos, como na apresentação de um conteúdo, ilustração de aspectos relevantes ao conteúdo, como revisão ou síntese de conceitos importantes e avaliação de conteúdos já desenvolvidos. Diante do exposto, esse trabalho tinha como objetivo confeccionar jogos lúdicos para a formação de futuros docentes de Química e aprendizagem do aluno. O mesmo foi desenvolvido em 4 de Abril a 30 de Maio de 2012, sobre a orientação da professora Josevânia Teixeira Guedes com um total de 25 graduandos do curso de licenciatura em Química da Faculdade Pio Décimo. Resultados e Discussão O desenvolvimento deste trabalho foi com base de um questionário que os docentes deveria responder relacionadas o uso de jogos no Ensino de Química e se essa metodologia ajuda no processo de ensinoaprendizagem. Concepção de um dos docentes sobre o uso de jogos lúdicos no Ensino de Química. [D10] “ A utilização dos jogos lúdicos no ensino de Química facilita o processo de ensino e aprendizagem permitindo a dinamização dos conteúdos aprendendo de forma mais facilitadora e encantadora.” Abaixo esta um dos gráficos retirados da coleta de dados dos docentes sobre qual turma utilizaria os jogos lúdicos. 13% 1º 2º 14% 3º 73% Gráfico1: Qual a turma do Ensino Médio o docente utilizaria mais o jogo e atividades lúdicas e porque ? Com base deste gráfico 14% dos docentes responderam que utilizaria no 3º do Ensino Médio devido os alunos estarem cansados e facilitaria para o seu entendimento os outros 13% utilizaria no 2º do Ensino Médio devido os assuntos serem mais difícil devido os cálculos e os 73% dos docentes aplicariam no 1º ano do Ensino Médio seria o primeiro contato do aluno com a disciplina de Química vendo de forma mais dinâmica e contextualizada. Conclusões Assim entendemos que para a formação de professores de Química no contexto da lucidade como apoio no processo de ensino e aprendizagem representa um avanço nas formas de interação entre professor e aluno, bem como na variedade de jogos que podem ser utilizados no processo de educação. Sem dúvidas os recursos lúdicos são indispensáveis, mas desde que os mesmos possam ser entendidos e explorados com ênfase na criatividade e na metamorfose Agradecimentos A todos alunos e professores do LAPICEQ. ______________________ 1 CUNHA, M. B. Jogos de Química: Desenvolvendo habilidades e socializando o grupo. Eneq 028- 2004. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Análise de dissertações de licenciandos de Química da UFS sobre o Ensino CTS. 1* 1 Thaise Marques Reis (IC); Marlene Rios Melo (PQ). 1 Universidade Federal de Sergipe. *[email protected] Palavras Chave: Leitura, escrita, CTS. Introdução Poucas pesquisas estão sendo realizadas a fim de identificar o grau de compreensão de leitura de professores e graduandos (licenciandos), mesmo todos tendo conhecimento que estes necessitam de um nível de compreensão aceitável, visto que são responsáveis (ou futuros responsáveis) pela formação dos alunos. Levando em consideração vários problemas ainda encontrados na formação de professores, este trabalho buscar identificar quais as concepções que um grupo de licenciandos apresenta em suas dissertações após leituras de artigos científicos, aulas expositivas e questionamentos sobre o enfoque CTS (Ciência- tecnologia e sociedade), além de investigar como está a produção textual dos mesmos. A pesquisa foi qualitativa e ocorreu nas aulas de Estágio Supervisionado no Ensino de Química I da UFS, com o acompanhamento das aulas e análise posterior das dissertações elaboradas pelos licenciandos. Essa análise resultou no estabelecimento das seguintes categorias: Concepção simplista sobre o ensino CTS, Concepção apropriada do ensino CTS e Concepção contraditória sobre o ensino CTS. Analisamos também quais os processos de produção textual destes licenciandos, considerando os diferentes tipos de repetições levantadas por Orlandi (2004): repetição empírica, a repetição formal e a repetição histórica. Resultados e Discussão Nas análises das dissertações foram percebidas algumas concepções sobre o entendimento sobre o ensino CTS, que são: Concepção simplista sobre o ensino CTS, Concepção apropriada do ensino CTS e Concepção contraditória sobre o ensino CTS. Concepção simplista sobre o ensino CTS: mostra uma compreensão sobre o que engloba o ensino CTS de forma vaga, superficial, não abrangendo seu significado real. Concepção apropriada do ensino CTS: esclarece os pontos importantes deste ensino, seus objetivos, abordagens e dificuldades na sua implementação e expõe uma real compreensão de toda a sua complexidade. Concepção contraditória sobre o ensino CTS: leva em consideração, que em alguns momentos o sujeito se contradiz, não deixando claro qual sua real interpretação sobre o ensino CTS, equivocandose em algumas colocações e não deixando claro o seu entendimento sobre o tema. Ao mesmo tempo foram analisados os diferentes tipos de repetições levantados por Orlandi (2004). A repetição que mais ocorreu foi a formal, e a mais desejada é a histórica. Conclusões Muitos dos licenciandos ainda precisam exercitar a reflexão diante do ensino CTS, visto que alguns ainda evidenciam uma visão simplista ou contraditória deste ensino. Mas muitos deles também conseguiram fazer novas colocações e questionamento, demonstrando que conseguiram se apoderar da repetição histórica e ao mesmo tempo desenvolvendo uma concepção apropriada do ensino CTS. Algumas dissertações tinham os três tipos de repetição citada por Orlandi (2004), e outras apenas duas, ou uma, o que mostra um desenvolvimento da escrita dos mesmos, que além de tentar reproduzir o que leram, mostram que conseguiram produzir textos com características de autoria, ou seja, uma compreensão de fato e não uma repetição de termos memorizados. A atividade proposta pela professora da turma foi satisfatória, pois grande parte da turma conseguiu desenvolver sua dissertação de forma clara e coesa sobre o enfoque CTS mostrando sua complexidade, mesmo que em alguns momentos estes se apoderando da repetição formal. Na continuidade do trabalho, pretendemos analisar a capacidade de autoria após leitura e discussão de textos contendo conhecimento científico específico da química, possibilitando um diagnóstico das dificuldades conceituais. Agradecimentos Aos licenciandos colaboradores desta pesquisa. ________________________ 1 ORLANDI, E. P. Interpretação: autoria, leituras e efeitos do trabalho simbólico. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2004. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Avaliação do Comprometimento Socioambiental na aplicação dos projetos elaborados pelos licenciandos de Química Licenciatura da UFS 1* 1 Thaise Marques Reis (IC); Marlene Rios Melo (PQ). 1Universidade Federal de Sergipe. *[email protected] Palavras Chave: Indicadores de comprometimento Socioambiental, formação de professores, ensino de química. Introdução O ensino CTSA (Ciência-TecnologiaSociedade-Ambiente) propõe uma ênfase curricular onde a ciência seja ensinada de forma a ocorrer uma relação entre a tecnologia, sociedade e o ambiente, ou seja, um ensino científico visando a formação da cidadania e a capacidade de tomada de decisão em uma sociedade tão envolvida com as questões tecnocientíficas. No entanto, a implementação dessa ênfase curricular nas escolas enfrenta diversos problemas, como a falta de material didático, a compreensão das reais propostas tanto pelos professores como pelas instituições de ensino, etc. Mas um dos pontos mais críticos está relacionado com a formação de professores capacitados a elaborar e mediar propostas de ensino com essa ênfase curricular. Em função de tais problemas, após o acompanhamento de dois semestres de estágios supervisionados na Universidade Federal de Sergipe, tomamos como objetivo de nossa pesquisa avaliar o nível de compreensão da ênfase curricular CTSA durante a mediação didática de projetos de ensino de química por duas duplas de licenciandos em uma escola pública de ensino médio da cidade de Aracaju. Nossos dados foram coletados a partir da transcrição das falas dos licenciandos, nossos sujeitos de pesquisa, durante as aulas, com posterior análise do discurso, caracterizando a pesquisa como qualitativa. Essa avaliação utilizou como instrumento de análise os Indicadores de Comprometimento Socioambiental (MELO, 2010) explicitados a seguir: I1 - Reconhecer os conceitos químicos envolvidos na tecnologia química; I2 - Reconhecer os impactos ambientais e sociais causados pela tecnologia química; I3 - Relacionar os conceitos químicos com as questões socioambientais, inerentes às tecnologias químicas de forma articulada; I4 Buscar pelo conhecimento de tecnologias verdes, mesmo idealizando-as; I5 - Reconhecer que as soluções para os problemas ambientais vão além das tecnologias verdes, assumindo que toda tecnologia é poluente; I6 - Reconhecer a responsabilidade que compete a cada indivíduo, principalmente com um consumo responsável; I7 Reconhecer a responsabilidade do professor através do comprometimento com uma atuação ética e com as questões ambientais; I8 - Planejar o ensino de forma a privilegiar a relação com as questões ambientais; I9 - Planejar o ensino de forma a privilegiar a relação com as questões sociais; I10 Planejar os experimentos didáticos reduzindo sistematicamente os impactos ambientais. O indicador inicial faz referência ao conhecimento científico envolvido nos projetos. Do segundo ao quinto indicador, caracteriza-se a busca por contemplar questões socioambientais de forma inter-relacionadas com as questões tecnocientíficas. E os indicadores restantes englobam o comprometimento subjetivo do licenciando na mediação de seus projetos de ensino. Resultados e Discussão A análise dos discursos, utilizando com instrumento de análise os indicadores de comprometimento socioambiental, obtida da transcrição das aulas ministradas nas escolas públicas apontou que a mediação pelos licenciandos dos projetos de ensino contemplou uma abordagem superficial dos conceitos químicos (Ciência), contemplado pelo I1 e um planejamento dos experimentos com baixo impacto ambiental (I10). No entanto os indicadores de I2 a I9 estiveram ausentes, demonstrando grande dificuldade em relacionar a Ciência com as outras variáveis (Tecnologia-Sociedade-Ambiente), e praticamente nenhum envolvimento subjetivo com as questões socioambientais. Conclusões Nossa hipótese é de que a dificuldade dos licenciandos em relacionar o conhecimento científico no contexto socioambiental ocorreu, pois esse conhecimento não foi apreendido, mas sim memorizado, com consequente incapacidade de interrelacionar com as outras variáveis. E ainda, essa mudança de paradigma envolve uma grande resistência já que esses licenciandos foram expostos durante toda sua vida escolar a um modelo de ensino onde o conhecimento científico é ensinado fora do seu contexto socioambiental, exigindo persistência e formação de professores reflexivos, capacitados a avaliar sua própria atuação. _____________________________________ MELO, M. R. Elaboração e análise de uma metodologia de ensino voltada para as questões sócio-ambientais na formação de professores de Química. Tese de doutorado. FE – USP. São Paulo, 2010. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho Ensino de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Dificuldades e motivações de aprendizagem em Química investigadas em ações do Programa de Iniciação a Docência (PIBID/UFS/Química) 1 *Anderson de Oliveira Santos (IC), Rosianne Pereira Silva (IC), Djalma Andrade (PQ), João Paulo Mendonça Lima (PQ). *[email protected], 1 Campus Professor Aloísio de Campos - Universidade Federal de Sergipe - São Cristóvão-SE Palavras Chave: Ensino de Química, Oficinas Temáticas, Estratégias de Ensino. Introdução Estudantes do ensino médio geralmente apresentam dificuldades em aprender e compreender alguns conceitos científicos, especialmente os que fazem parte de disciplinas que compõem as ciências 1 exatas . A disciplina química é vista como pouco interessante pelo aluno, sendo às vezes 2 considerada como bicho de sete cabeças mesmo esta ciência apresentando um corpo de conhecimentos que pode contribuir para o desenvolvimento do senso crítico e para compreensão de fenômenos que ocorrem no cotidiano, seja natural ou artificial. É importante o planejamento de ações que garantam perspectivas de ensino inovadoras com apresentação e discussão dos conteúdos químicos articulados ao contexto social. Uma ferramenta metodológica que vem sendo usada com objetivo de promover o desenvolvimento conceitual e a tomada de decisões 3 são as oficinas temáticas . A realização destas oficinas podem ainda motivar os alunos a despertarem o interesse pela Ciência. O presente trabalho buscou identificar as dificuldades e motivações citadas por noventa e cinco alunos da primeira série do ensino médio da rede estadual de ensino do município de Aracaju/SE no processo de aprendizagem em Química. A coleta de dados ocorreu através da aplicação de questionários abertos, após a participação destes alunos em apresentações de oficinas temáticas ministradas por bolsistas do Programa de Iniciação a Docência (PIBID). Resultados e Discussão Construímos cinco categorias sobre os motivos apresentados pelos alunos para as dificuldades de aprendizagem em Química, que estão representadas na Figura 1. Dificuldades de aprendizagem em Química. Foi observado que os alunos justificam a maior dificuldade por conta da falta de “base matemática (BM)” (54,4%). Boa parte dos discentes (17,4%) citam a “complexidade dos conteúdos” químicos (CC). Outro grupo (13,1%) menciona a “metodologia dos professores (MP)” como motivo para as dificuldades. Alguns (8,7%) indicam o seu próprio “déficit de atenção” (DA) e uma pequena parte (6,5%) “dificuldades de interpretação” (DI). Podemos observar que parte considerável dos problemas existentes no processo de ensino e aprendizagem em Química, pode estar relacionado ao acúmulo de limitações presentes em outras etapas e disciplinas que fazem parte do currículo escolar, como identificado no caso das dificuldades em realizar cálculos matemáticos. Quando questionados sobre a motivação para aprender química, (84,8%) dos alunos afirmam sentir-se motivados, e justificam este interesse após terem o contato com a apresentação das oficinas temáticas, tendo em vista a sua abordagem diferenciada. Um pequeno número (13,6 %) afirma não se sentir motivado e 1,6% dos estudantes não opinaram. Conclusões Neste trabalho podemos perceber que a apresentação das oficinas temáticas contribuem para motivar os alunos na aprendizagem em Química e que a maioria das dificuldades de aprendizagem estão relacionadas não ao caráter abstrato ou a algumas especificidades desta ciência, mas, especialmente a limitações em outras áreas do conhecimento e na forma como o professor aborda os conteúdos químicos. Agradecimentos Aos alunos e professores participantes das oficinas. Aos bolsistas do PIBID e a CAPES. 1 MALDANER, O.A; PIEDADE, M.C.T. Repensando a Química. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 1, maio 1995. 2 MORTIMER, E.F; MACHADO, A.H. Química. São Paulo: Scipione, 2007. 3 MARCONDES, Mª. E.R. Proposições Metodológicas para o Ensino de Química: oficinas temáticas para a aprendizagem da ciência e o desenvolvimento da cidadania. Em Extensão, Uberlândia, V.7, 2008. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) (Ensino de Química) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Incorporação da flecha do tempo nos conceitos de termodinâmica para a graduação: Uma ação metodológica 1 1 1 Maria Clara P. Cruz* (PQ), Lenalda D. dos Santos (PQ), Josevânia T. Guedes (PQ), Ângelo F. 2* Pitanga (PQ) 1) Faculdade Pio Décimo* - [email protected] 2) Instituto de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA) Palavras Chave: entropia, flecha do tempo, ensino de Química. Introdução A Química é uma ciência vivenciada no cotidiano de qualquer pessoa. Os professores são constantemente desafiados a estarem buscando novas abordagens de seus conteúdos a fim de desenvolver a alfabetização científica e a cidadania. Ciente disto, a noção subjetiva do sentido do tempo, a flecha psicológica do tempo, é determinada dentro do nosso cérebro pela flecha termodinâmica, que é a entropia. A desordem aumenta com o tempo, este dá o sentido em que a 1 desordem aumenta . Por exemplo, o envelhecimento e desgaste de objetos. Portanto, há uma continuada necessidade de que as ciências possam ser não apenas medianamente entendida por todos, mas, e principalmente facilitadora do estar fazendo parte do 2 mundo . O objetivo, então, foi introduzir uma estratégia de ensino de termodinâmica para os alunos de graduação visando à incorporação da flecha do tempo no ensino da entropia, aproximando as ciências ao cotidiano dos alunos. A metodologia consistiu em ministrar aulas de Termodinâmica tradicional e Termodinâmica sob esta nova temática, em duas turmas do curso de Engenharia de Produção da Faculdade de Negócios de Sergipe em 2010/2, e em seguida um questionário foi proposto a fim de investigar a aceitação dos alunos. Resultados e Discussão Os resultados evidenciaram que em torno de 90 % da turma da noite e 78% da turma da manhã preferiram a abordagem temática que aborda a entropia como a flecha do tempo, conforme figura 1. 22,22 10,53 Não Sim 0 Quando perguntados sobre como o envelhecimento pode ser encarado termodinamicamente? Algumas respostas foram: “O envelhecimento é algo espontâneo, que as pessoas adquirem com o passar do tempo, querendo ou não, ou seja, a termodinâmica está presente no cotidiano das pessoas” “irreversível e aumenta a desordem do organismo” “Com crescente desordem até chegar ao caos” “com o aumento da desordem do organismo e com o avanço do tempo as alterações são irreversíveis” Outra questão interessante foi se os alunos conseguem perceber a flecha do tempo, a entropia, na vida. Os resultados foram: “Sim. Pelas minhas fotos de infância, juventude e hoje pelo espelho.” “Quanto mais o tempo passa, eu envelheço, células do meu corpo estão morrendo e é irreversível” “Sim. O crescimento diário de minha filha” “A morte” Foi possível associar irreversibilidade a processos naturais, onde a entropia atua como uma flecha mostrando a direção do tempo, indo da ordem ao caos. Conclusões A importância desta nova abordagem reside no fato de aproximar os conteúdos científicos da termodinâmica com o cotidiano dos alunos. Não que se deixe de discutir à ferramenta matemática que fundamenta os conceitos estudados, mas que se procure ir além da análise hermética matemática, alcançando objetivos de fazer parte do mundo no entendimento dos conceitos relacionados com a termodinâmica no cotidiano dos alunos. . Agradecimentos Ao LAPICEQ Faculdade Pio Décimo - Aracaju SE. 77,78 89,47 50 100 Manhã Noite . ____________________ 1 HAWKING, S. W. Breve história do tempo. Tradução de Ribeiro da Fonseca. Lisboa: Editora Gradiva, 1996 2 CHASSOT, A. Educação Consciência. 2. Ed. Santa Cruz do Sul: Edunisc, p.35, 2007. Figura 1 – Análise da Preferência da termodinâmica com a temática da entropia como a flecha do tempo. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Ensino de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Investigando o Trabalho de Mendeleev-Meyer para a Construção da Tabela Periódica: Uma Análise nos Livros Didáticos do PNLD 2012. Ana Alice Santana Lima Dias (IC) *, Joseane de Andrade Santana (IC), Cléber Thiers da Silva Nunes (IC), Erivanildo Lopes da Silva (PQ) *[email protected] Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química. Av. Vereador Olímpio Grande s/n, 49500-000 Itabaiana, SE. Palavras Chave: Tabela Periódica, Mendeleev, Meyer e Livros Didáticos. Introdução Por volta do séc. XVIII já haviam sido descobertos cerca de 30 elementos químicos sendo que diversos cientistas já discutiam as similaridades existentes entre alguns elementos. Com intuito de organizar os elementos foram propostos diferentes arranjos para classificá-los. Surgem, então, as primeiras versões da Tabela Periódica (TP), fruto da participação ativa de cientistas para fornecer explicação satisfatória aos fatos que eram observados, chegando-se à TP atual. A literatura evidencia as contribuições e avanços na produção da TP por parte de Mendeleev e Meyer, os mesmos simultaneamente se detiveram ao estudo da periodicidade de propriedades dos elementos químicos em função das massas dos átomos, sendo que Mendeleev veio a ganhar destaque por alcançar um grau de precisão em seus estudos, capaz de prever propriedades de elementos ainda não descobertos¹. Neste trabalho buscamos investigar as contribuições de Mendeleev e Meyer, na construção da TP nos livros de Química indicados pelo Guia do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2012. Resultados e Discussão As obras utilizadas como objeto de estudo são demonstradas na Tabela 1: Tabela 1. Livros listados no PNLD 2012. Título do livro / Categorias: Sigla Química na Abord. do Cotid. 4ed. (Peruzzo e Canto) LD1 Química: Meio Ambie., Cidad. e Tec. (Reis) LD2 Química (Mortimer e Machado) LD3 Química Cidadã (Santos e Mól) LD4 Ser Protagonista Química (Lisboa) LD5 A partir da análise do conteúdo TP nos LDs do PNLD (2012), buscou-se observar textos, imagens e boxes apresentados no decorrer do capítulo. Foram utilizados como critérios de categorização as contribuições de outros cientistas; citação ou não de Meyer; e debates entre Mendeleev e Meyer A partir da Figura 1 é possível identificar que, com exceção da obra LD2, os LDs traz uma abordagem da TP sem que haja a menção da continuidade e/ou contribuições de trabalhos anteriores à Mendeleev e Meyer. A discussão entre Mendeleev e Meyer retratando as contribuições dos dois cientistas para a organização dos elementos é vista nos LDs 1, 4 e 5, pois em maior ou menor grau abordam algum debate dos dois cientistas em suas obras. No LD3 Meyer não é citado, contudo o mérito da organização da TP é dado à Mendeleev. Figura 1: Categorização dos livros listados no PNLD 2012. O LD2 apresenta uma abordagem expressiva quanto à história da TP, ressaltando que é o único livro dos examinados que apresenta contribuições de outros estudiosos na formação da TP. Praticamente os livros avaliados ressaltam que Mendeleev teve maior prestígio em seus estudos, se comparados com Meyer e os demais cientistas. Conclusões Os LDs de Química do PNLD (2012) apresentam uma abordagem da TP baseada em sequência cronológica. Sendo que as discussões da época pouco são evidenciadas. Nestes não há ligação entre a TP de Mendeleev e Meyer com os demais cientistas citados nas obras. Agradecimentos Ao Prof. Edson José Wartha. ____________________ LISBOA, J. C. F. ser Protagonista. São Paulo: edições sm, v. 1, 2010. MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química. São Paulo: scipione, v. 1, 2011. PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. D. Química na abordagem do cotidiano. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, v. 1, 2010. REIS, M. Química: Meio ambiente, Cidadania e Tecnologia. São Paulo: FTD, v. 1, 2010. SANTOS, W.; MÓL, G. Química Cidadã. São Paulo: nova geração, v. 1, 2010. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; CHAGAS, A. P. ALGUNS ASPECTOS HISTÓRICOS DA CLASSIFICALÇÃO PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS. QUÍMICA NOVA, São Paulo, 20, n. 1, Janeiro/Fevereiro 1997. 103-117. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Ensino de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Pigmentos naturais: uma abordagem contextualizada num curso de química orgânica experimental 1 2 2 3 Ângelo F. Pitanga (PQ) , Maria C.P. Cruz (PQ) , Suellen J. Cunha (IC) , Wendel M. Ferreira (PQ) . 1 – Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA) – *[email protected] 2 – Faculdade Pio Décimo (FPD) 3 - Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação de Sergipe (IFS) Palavras Chave: Racionalidade Prática, Contextualização, Pigmentos Naturais, Experimentação, Introdução A iniciativa de utilizar o tema de pigmentos naturais em aulas de Química Orgânica Experimental, pode se justificar pela necessidade da importância de aproximar a Química com o cotidiano dos estudantes, proporcionando a percepção de que alimentos são fontes de corantes empregados nas indústrias alimentícias e de tintas, e assim relacionálos com os estudos das estruturas dos compostos, os tipos de ligações e as propriedades físicoquímicas dos corantes extraídos, despertando o interesse pela pesquisa e a aprendizagem mais eficaz, reconstruindo e construindo conceitos científicos juntamente com o entendimento de suas implicações na sociedade, meio ambiente e na economia. Essa inciativa teve como objetivo promover uma formação de professores, numa perspectiva teórica conhecida como modelo de racionalidade prática; de acordo com essa teoria, “a prática é um momento de criar, refletir e discutir, em que os conhecimentos pré-existentes são modificados e aprimorados cientificamente e não somente um ambiente para a reprodução de um conhecimento com base científica” (Pereira 1999, p. 113). Assim esta pesquisa objetiva, a partir de uma metodologia contextualizada e diversificada, promover uma formação inicial diferenciada dos graduandos com o intuito de incentivar o espírito investigativo, criatividade e acima de tudo iniciativa para buscar alternativas que possam facilitar o processo de aprendizagem como forma de garantir a qualidade do ensino de Química. Resultados e Discussão A seguir encontram-se as discussões dos resultados obtidos em uma das questões do pré e pós-teste das 10 que foram usadas na pesquisa. O primeiro item do exercício de sondagem enuncia “O que são carotenóides?”. No pré-teste, o Gráfico 1 apresenta que 80% dos alunos responderam parcialmente correto e delimitaram-se em dizer que os carotenóides dão cor aos alimentos, observe a resposta do aluno I: “São pigmentos encontrados nos legumes e frutos de cor alaranjada (amarelada).” No pós-teste verifica-se uma diferença no comportamento dos alunos, nota-se que eles começam a se expressar, pois nenhum deles deixou de responder a este item, e dentre estes 60% acertaram parcialmente, pois apesar de não responderem totalmente, apresentaram uma melhora significativa na elaboração das respostas; e 20% obtiveram sucesso em suas respostas. A seguir tem-se uma das respostas corretas de um aluno A obtidas no pós-teste: “São compostos naturais e pigmentos orgânicos encontrados nas plantas superiores e microorganismos, algas e fungos”. São essenciais para a vida e nenhum animal pode sintetizar, por isso deve ser ingerido na dieta alimentar. Responderam correto 80% Responderam errado 60% 40% 20% 0% Não responderam Parcialmente correto Gráfico 1: Dados obtidos dos alunos sobre o que são carotenóides. Conclusões Conclui-se então que uma atividade contextualizada partindo de um tema gerador pode garantir aos alunos dos cursos de licenciatura, uma formação mais completa, baseando-se nas perspectivas de racionalidade prática, observou-se durante sua aplicação um comportamento diferenciado dos alunos, e com isso as respostas encontradas e bem como o grau de participação dos alunos refletem diretamente para um indicativo de sucesso do projeto proposto. Agradecimentos Agradeço a todos colaboradores da FPD. ______________________________________________ 1- PEREIRA, J. E. D. As licenciaturas e as novas políticas educacionais para a formação docente. Educação & sociedade, ano XX, nº 68, Dezembro/99. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Química Analítica – Apresentação Oral Data: 23/11/2012 Horário: 13:30 – 15:30 h. Autor principal Título do trabalho ORAL/POSTER 1 Mércia V. da Silva1 (IC)*, Lukas G.G.V. Santos (IC), Marcelo R. Alexandre (PQ) Distribuição Anual de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos no Baixo Estuário do Rio Sergipe) Didática V – sala 104 2 Jandyson Machado Santos (PG)*, Luana Oliveira dos Santos (PG), Alberto Wisniewski Jr (PQ) Avaliação de Óleos Brutos da Estação Petrobras Oiteirinhos II, CarmópolisSE, por Cromatografia Gasosa Bidimensional Abrangente Didática V – sala 104 3 Fernanda Faro Silva (IC)*, Luana Oliveira dos Santos (PG), Jandyson Machado Santos (PG), Alberto Wisniewski Jr (PQ). Análise Cromatográfica Bidimensional Abrangente de bio-óleo obtido Didática V – sala 104 através da pirólise da planta Nymphaea IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Química Analítica Ambiental Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Distribuição Anual de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos no Baixo Estuário do Rio Sergipe 1 1 1 Mércia V. da Silva (IC)*, Lukas G.G.V. Santos (IC), Marcelo R. Alexandre (PQ) 1 Departamento de Química, Universidade Federal de Sergipe. * [email protected] Palavras-chave: HPAs, Sedimento, CG-MS, Rio Sergipe. Introdução Os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) constituem um grupo de compostos orgânicos que apresentam dois ou mais anéis aromáticos condensados. Essas substâncias estão amplamente distribuídas no ar, na água e são facilmente 1 adsorvidas aos sedimentos. Sua formação pode ser atribuída à combustão incompleta a altas temperaturas, que podem ser naturais (erupções vulcânicas, incêndios florestais) ou antropogênica (exaustão de motores a diesel e gasolina, fumaça de 2 cigarro ou processos industriais). Por serem potencialmente tóxicos ao meio ambiente e ao ser humano e por seus efeitos adversos, há uma evidente necessidade do monitoramento desses compostos nos mais diversos ecossistemas. Deste modo, o presente estudo objetiva avaliar a distribuição espaço-temporal de 16 HPAs considerados poluentes prioritários pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA-US) na porção sedimentar do baixo estuário do Rio Sergipe. Resultados e Discussão O preparo das amostras de sedimento envolveu a extração em ultrassom, fracionamento e limpeza do extrato utilizando uma coluna empacotada com 2g de sílica gel (70 - 230 mesh) e 1g de alumina neutra. Os HPAs foram analisados por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrômetro de Massas (CGMS). O modo de monitoramento de íons selecionados (SIM) foi utilizado para a análise dos 16 HPAs prioritários. As amostras foram coletadas em três pontos no estuário do Rio Sergipe, ponto P1 (10°57’33,91”S; 37°3’12,06”O), ponto P2 (10°53’34,07”S; 37°2’53,67”O) e ponto P3 (10°51’42,94”S; 37°3’10,57”O). No período compreendido entre outubro de 2011 a agosto de 2012 foram realizadas onze coletas. Todos os 16 HPAs que são regulados pelo EPA-US foram observados. O ponto P3 apresentou valores significativamente maiores de HPAs em relação aos demais pontos (Figura 1). Foram obtidas razões 3 diagnósticas para identificar as fontes de emissão de HPAs nos sedimentos. Os pontos P2 e P3 apresentaram razões de Fluoranteno e Pireno (Flt/Flt+Pir) > 0,40, Benzo (α) Antraceno e Criseno (BaA/Cri) > 0,35 e para o Indeno (1,2,3,c-d) Perileno e Benzo (g,h,i) Perileno (InP/InP + BghiP) > 0,50. Esses valores são indicativos de aporte petrogênico e pirolítico nessas áreas. Para o ponto P1 não ficou evidente a fonte de contaminação devido aos baixos valores encontrados. Figura 1: Distribuição anual total de HPAs no ponto P3. Conclusões Os níveis de HPAs no ponto P3 aumentaram significativamente no mês de abril, onde há o início do período chuvoso na região e que pode ser uma das causas desse incremento, devido principalmente à lixiviação dos mesmos para o rio. Neste ponto, o Fluoranteno e o Pireno apresentaram maiores concentrações. As razões estimadas para a origem dos HPAs apontam para uma maior contribuição petrogênica e pirolítica para os pontos P2 e P3, o que é justificável pelos tipos de atividades antrópicas desenvolvidas nestas regiões. Agradecimentos A CAPES, ao CNPq e a UFS pelas bolsas concedidas e a Vanéssia e Shalana pelas coletas. ______________________ 1 SANTOS, A.S.O dos. (Dissertação de Mestrado) Estudo comparativo entre extração soxhlet e ultra-som para determinação de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos em sedimentos do estuário do rio Sergipe por cromatografia a gás acoplada à espectrometria de massas. UFS, 2011. 2 CAVALCANTE, R. M.; et al. Utilização da extração em fase sólida (spe) na determinação de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos em matrizes aquosas ambientais. Química Nova, v. 30, n. 3, p. 560-564. 2007. 3 YUNKER, Mark B.; et al. PAHs in the Fraser River basin: a critical appraisal of PAH ratios as indicators of PAH source and composition. Organic Geochemistry, v. 33, p. 489–515, 2002. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (QUÍMICA ANALÍTICA) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Avaliação de Óleos Brutos da Estação Petrobras Oiteirinhos II, Carmópolis-SE, por Cromatografia Gasosa Bidimensional Abrangente 1 1 Jandyson Machado Santos (PG) *, Luana Oliveira dos Santos (PG) , Alberto Wisniewski Jr (PQ) *[email protected] 1 1 Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos Poluentes (LCP). Departamento de Química. Universidade Federal de Sergipe. Av. Marechal Rondon, s/n. Jardim Rosa Elze. São Cristóvão/SE. Tel: (079) 2105-6654. Palavras Chave: CGxCG, Petróleo Introdução Óleos Brutos (Petróleo) são constituídos por mistura complexa de hidrocarbonetos e outros compostos contendo heteroátomos que variam de pequenos a 1 grandes compostos voláteis e alguns não voláteis. Uma das técnicas analíticas promissoras na caracterização de amostras petroquímicas é a cromatografia gasosa bidimensional abrangente (CGxCG). Com ênfase na análise de hidrocarbonetos de óleos brutos, como característica principal, a CGxCG pode ser aplicada pois aumenta significativamente o poder de resolução a partir da ligação entre duas colunas com diferentes fases estacionárias por meio de um 2 modulador. Este trabalho objetiva aplicar a CGxCG como técnica para caracterização de quatro amostras de óleos brutos coletados na estação Oiteirinhos II, pertencente a UO-SEAL (Unidade de Operações de Exploração e Produção de Sergipe e Alagoas) da Petrobras localizada na cidade de Carmópolis/SE. Resultados e Discussão As amostras foram obtidas em 4 linhas de óleo bruto que dão entrada na estação de Oiteirinhos II e foram denominadas para este trabalho de CEOL 1, CEOL 2, CEOL 3 e CEOL 4. O sistema CGxCG-DIC empregado foi um LECO/Agilent 7890A equipado com um forno secundário e modulador de duplo estágio operando com N2 líquido. A aquisição e o processamento de dados foram realizados com o software ChromaTOF 4.34. O conjunto de colunas CG consiste de HP-5ms (30 m x 0,25 mm i.d., 0,25 µm) na primeira dimensão e uma DB-17 (1,5 m x 0,1 mm i.d., 0,1 µm) na segunda dimensão. As condições para a primeira dimensão foram: Modo Split (1:20) com injeção de 1,0 µL a 290 °C, com Hidrogênio como gás de arraste a uma taxa -1 constante de 1 mL min . A programação da temperatura do forno primário foi: 70 °C (1 min), -1 rampa de 20 °C min até 170 °C, rampa de 2 °C -1 min até 300 °C (10 min). A programação da temperatura do forno secundário foi: 80 °C (1 min), -1 rampa de 20 °C min até 180 °C, rampa de 2 °C -1 min até 300 °C (15 min). O período de modulação foi de 8 s, com 2 s de duração do pulso quente e 2 s do pulso frio, entre os estágios. A Figura 1 apresenta o fingerprinting para a amostra de óleo bruto CEOL 1. Figura 1. CGxCG-DIC do óleo CEOL 1 em 2D No cromatograma (Fig. 1) está identificada a série homóloga de n-alcanos (parafínicos), constituídos de n-C10 a n-C35, e a identificação dos isoprenóides pristano e fitano. Características semelhantes da distribuição de n-alcanos se repetem em todos os quatros óleos em estudo. Está evidenciada também a classificação de biomarcadores clássicos de petróleo, com presença de: terpanos tri-, tetra- e pentacíclicos (Hopanos), esteranos, perfil observado em todas as amostras estudadas. Conclusões Neste trabalho, problemas enfrentados na CG convencional, como coeluição, que dificultam a identificação e caracterização das classes de hidrocarbonetos estudados, foram otimizados pela aplicação da CGxCG. Apesar de características físicas diferentes, as 4 amostras estudadas apresentaram perfis cromatográficos semelhantes. Agradecimentos CNPQ, UO-SEAL, PETROBRAS, UFS ______________________ 1 AGUIAR, A.; JÚNIOR, A. I. S.; AZEVEDO, D. A.; NETO, F. R. A.. Fuel, 89, 2760-2768, 2010. 2 VENTURA, G. T. RAGHURAMAN, B. NELSON, R. K. MULLINS, O. C.; REDDY, C. M.. Organic Chemistry, 41, 1026-1035, 2010. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Química Analítica) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Análise Cromatográfica Bidimensional Abrangente de bio-óleo obtido através da pirólise da planta Nymphaea 1 1 1 Fernanda Faro Silva (IC)*, Luana Oliveira dos Santos (PG), Jandyson Machado Santos (PG), 1 Alberto Wisniewski Jr (PQ). *[email protected] 1 Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos Poluentes (LCP). Departamento de Química. Universidade Federal de Sergipe. Av. Marechal Rondon, s/n. Jardim Rosa Elze. São Cristovão/SE. Tel.: (79) 2105-6654. Palavras Chave: Bio-óleo, Bidimensional Introdução O desenvolvimento de produtos da biomassa pode ser uma alternativa à curto prazo para a complementação de derivados fósseis. Bio-óleos produzidos por pirólise rápida da biomassa lignocelulósica tem provado ser uma promissora fonte de energia renovável. Este trabalho apresenta a análise do bio-óleo obtido através da micropirólise rápida (500 ºC) da planta aquática do gênero Nymphaea. O bio-óleo foi analisado por cromatografia em fase gasosa bidimensional abrangente (CG x CG), utilizando um detector de ionização de chama, a fim de obter um fingerprint do produto. O objetivo do trabalho é avaliar a eficiência da Cromatografia Gasosa Bidimensional Abrangente em comparação à monodimensional, na elucidação da composição química desta classe de biocombustível. Resultados e Discussão Devido à natureza complexa dos bio-óleos é necessário um melhoramento nas análises cromatográficas. Na figura 1 está apresentado o Cromatograma de íons totais (TIC) do bio-óleo eluído com THF e derivatizado com MSTFA. (x10,000,000) 8.0 TIC Na figura 2 está apresentado o TIC da CG/EM e o cromatograma na forma do diagrama de cores em duas dimensões do bio-óleo eluído com THF e derivatizado com MSTFA. (a) (b) Figura 2: (a) TIC em 1D, (b) Superfície em 2D Na área destacada observa-se que houve a coeluição de compostos, fica claro o aumento de sensibilidade proporcionado pela CG x CG, onde só era possível observar apenas um composto na análise em 1D, agora, em duas dimensões observase claramente a sobreposição de picos. Algumas vantagens observadas são: aumento da capacidade de pico, seletividade, detectabilidade e estruturação do espaço bidimensional consumindo tempo de análise igual ao da cromatografia 3 monodimensional . Conclusões Este trabalho demonstra claramente vantagens do uso de CG x CG para a quantificação de compostos presentes no bio-óleo, a fim de obter-se resultados mais confiáveis do que os fornecidos por 1D, especialmente para misturas complexas. 7.0 6.0 5.0 4.0 3.0 2.0 1.0 12.5 15.0 17.5 20.0 22.5 25.0 27.5 30.0 Agradecimentos Figura 1: TIC do bio-óleo em 1D A determinação de alguns compostos em uma dimensão pode ser prejudicada em função da coeluição com interferentes, prejudicando o processo 1 de detecção e identificação . Para solucionar esse problema pode-se utilizar a subtração de espectros, utilizando a Cromatogradia Gasosa aclopada ao Espectrômetro de Massas, porém não é claro o suficiente para proporcionar a identificação dos analitos de interesse. Uma técnica alternativa é a 2 utilização da CG x CG . PIIC/COPES/UFS/CNPq ______________________ 1 Hegazi, A. H., Andersson, J. T. Energ. Fuel 2007, 21, 3375-3384. Machado, M. E., Determinação de compostos orgânicos sulfurados em carvão e petróleo por Cromatografia Gasosa Monodimensional e Bidimensional Abrangente. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011. 3 Faccini, C. S., Vecchia, I. D., Camarão, E. B., Lima, N., Zini, C. A. (2012); Caracterização de Bio-óleo obtido de resíduo de processo Kraft utilizando Cromatografia Gasosa monodimensional e bidimensional abrangente com detector de espectrometria de massas. O Papel, vol 73, p.65-7. 2 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. PAINÉIS Ensino de Química – Apresentação em Painel Data: 22/11/2012 Horário: 18 – 20 h. Autor principal Título do trabalho Local 1 Iva S. de Jesus* (IC), Fabiane B. Nogueira (IC), Edson E. Silva (IC), Fabiana R. dos Santos (PQ) O Jogo o Elemento que Liga como Recurso Didático no Ensino de Ligações Químicas Departamento de Química 2 Adriano Souza Messias, Acacio Militão de Oliveira, Ângelo Pitanga, Wendel Menezes O Uso de Imagens como instrumento de ensino nas aulas de química Departamento de Química 3 Patrícia Lima, Graziela Gonçalves, Rosanne Albuquerque e Francisco Lopez. UMA PROPOSTA DE ENSINO CONTEXTUALIZADO COM O TEMA REAÇÕES QUÍMICAS DESENVOLVIDO NO ÂMBITO PIBID-IFS Departamento de Química 4 Maria Elane M. Santos*(IC), Regiane de J. Lima (IC), Maria Aline N. Santos (IC), Miguel Juraci Bonfim (FM), Edinéia T. Lopes (PQ).* PIBID QUIMICA - ITABAIANA: um olhar inicial sobre o Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz Departamento de Química 5 Aline Nunes Santos (IC)*, Maria Camila de Lima Brito (IC), Lidiane Santos Gama (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ) Relato de Experiências vivenciadas pelo PIBID/QUI/ITA no Colégio Murilo Braga Departamento de Química 6 *Gabriela Ferreira dos Santos (IC), Ewerton Santos (IC), Valdirene Santos Silva (FM), Rosanne Pinto de Albuquerque Melo(PQ), Francisco Luiz Gumes Lopes (PQ) Proposta de nova experimentação para o ensino de eletroquímica Departamento de Química 7 Diego Andrade Vasconcelos* (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ) O ensino das Ciências Naturais no nono ano do Ensino Fundamental em algumas escolas públicas de Itabaiana. Departamento de Química 8 Robertina Matias, Rosanne Albuquerque RÓTULOS DE ALIMENTOS COMO RECURSO PEDAGÓGICOS PARA O ENSINO DE QUÍMICA ORGÂNICA Departamento de Química 9 Angélica Tavares dos Santos*(IC), Élvia Shaynan da Conceição Costa(IC), Laís Costa Meneses(IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ). Relatos de Experiências vivenciadas no PIBID/QUI/ITA Departamento de Química 10 Alex Oliveira Simões*, (IC), Leonardo Nascimento Barreto, (IC), João Paulo Mendonça Lima, (PQ) Trabalhos publicados sobre formação continuada de professores no Colóquio Internacional de Educação: breve caracterização. Departamento de Química 11 Angélica Tavares dos Santos* (IC), Ana Paula Gebelein Gervasio (PQ) Determinação de metais pesados em águas por Eletroforese Capilar de Zona: proposta metodológica de ensino de química Departamento de Química 12 Nayara S. Melo* (IC); Josevânia T. Guedes (PQ); Lenalda D. dos Santos(PQ); Marcelo Alexandre B. dos Santos (IC) Concepções de Licenciados em Química sobre o uso de vídeos em sala de aula partindo de sua confecção na sua formação inicial Departamento de Química 13 Jeisivânia de Souza Teles (IC)*, Roberta Menezes Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ). A Eletroforese Capilar de Zona no Curso de Licenciatura em Química Departamento de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Ensino de Química Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos O Jogo o Elemento que Liga como Recurso Didático no Ensino de Ligações Químicas 1 1 1 Iva S. de Jesus¹* (IC), Fabiane B. Nogueira (IC), Edson E. Silva (IC), Fabiana R. dos Santos (PQ) Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) do Centro de Formação de Professores (CFP) do curso de licenciatura em Química, Rodovia Amargosa-Brejões km 02 s/nº, CEP: 45300-000, Amargosa, Bahia, Brasil. E-mail: [email protected] Palavras Chave: Química, Lúdico, jogos. O interesse é algo, sobretudo, pessoal e imaterial, onde o mesmo assunto ou objeto pode gerar diferentes interesses, o que indica possibilidades práticas ilimitadas de motivação de uma pessoa¹. O uso do lúdico em sala de aula é uma forma de despertar o interesse intrínseco do ser humano, uma vez que pode motivá-lo à busca por soluções nas atividades propostas. Os jogos educativos devem ser considerados como métodos ativos no ensino e na aprendizagem das ciências; eles tornam o aprendizado mais fácil e divertido, produzem motivação entre os estudantes e desenvolvem destrezas com atividades significativas². Nessa perspectiva, este trabalho teve por finalidade avaliar a função do lúdico no ensino de Química. Neste contexto foi criado o jogo “O elemento que liga” com o objetivo de dinamizar o ensino de Ligações Químicas. interesse em participar da atividade e demonstrando que a competição criada naturalmente foi um fator motivador. 80 Antes da Experimentação Após a Experimentação 70 60 Porcentagem Introdução 50 40 30 20 10 0 Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo Excelente Figura 1: Opinião dos Alunos Sobre o Seu Conhecimento em Ligações Químicas. Excelente Ótimo Bom Resultados e Discussão A atividade prática proposta (o jogo) foi aplicada em uma turma do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Pedro Calmon, no município de Amargosa/BA. Na ocasião da pesquisa, o conceito de Ligações Químicas já havia sido trabalho em sala de aula. Com o intuito de averiguar o desempenho e satisfação dos alunos frente ao jogo, aplicaram-se questionários antes e após a atividade. A Figura 1 apresenta, sob o ponto de vista do discente, a sua evolução própria evolução, em termos qualitativos, a partir da atividade lúdica proposta para a aprendizagem do conceito. A Figura 2 apresenta a comparação das respostas dos alunos (obtidas por questionários) referentes ao assunto “Ligações Químicas” antes e após a atividade lúdica. Foi perceptível a melhora no desempenho dos estudantes acerca do assunto. Podendo-se inferir que a utilização do lúdico pode ser uma alternativa viável em sala de aula, auxiliando a aprendizagem no que se refere à manipulação efetiva do conceito. O jogo despertou um espírito competitivo nos alunos confirmando o Regular Ruim Péssimo Depois da Experimentação Antes da Experimentação 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 Porcentagem Figura 2: Avaliação da Atividade Lúdica. Conclusões O jogo incentiva a participação do aluno como construtor do próprio conhecimento e valoriza a interação do aprendiz com os colegas e com o professor. Agradecimentos Agradecemos o Colégio Estadual Pedro Calmon. ______________________ ¹Oliveira, A. S.; Soares, M. H. F. B. Júri Químico: Uma atividade lúdica para discutir conceitos químicos. Química Nova na Escola. 2005, 18-24. ²Mariscal, A. J. F.; Iglesias, M. J. C. Soletrando o Br-As-I-L com Símbolos químicos. Química Nova na Escola. 2009, 31-36. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos UMA PROPOSTA DE ENSINO CONTEXTUALIZADO UTILIZANDO A TÉCNICA DE COMPOSTAGEM, DESENVOLVIDA NO ÂMBITO PIBID-IFS 1 2 Patrícia de Lima Silva , Graziela Gonçalves Moura , Rosanne Pinto de 2 2 Albuquerque Melo e Francisco Luiz Gumes Lopez 1 2 Estudante de graduação (IC) pelo Instituto Pesquisadores (PQ) [email protected] Federal de Sergipe, Palavras Chave: compostagem, reações químicas, ensino contextualizado Introdução Resultados e Discussão É observável que o ensino de Química não é uma tarefa fácil. Mas por que ensinar e aprender Química? Na maioria das vezes, os alunos não veem sentido na disciplina e acreditam que seu estudo exige apenas a memorização de conceitos e fórmulas. Nessa visão, o professor tem o papel principal no processo de ensino e aprendizagem, e, por isso, diversas metodologias vêm sendo desenvolvidas e empregadas como recurso para auxiliar o ensino de química, a fim de despertar o interesse dos alunos e produzir uma aprendizagem significativa. O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) com o apoio da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no 9º ano da Escola Estadual Professora Glorita Portugal, localizada no conjunto Eduardo Gomes, no Bairro Roza Ele em São Cristóvão/SE. O principal objetivo foi trabalhar o conteúdo químico "Reações Químicas”, através de uma proposta interdisciplinar e contextualizada, tendo a “Compostagem” como tema gerador. Sendo assim, foi proposta aos alunos a elaboração de uma composteira no interior da escola. Para a confecção da composteira, os alunos utilizaram diversos restos de frutas (maçã, banana, mamão, melão, abacaxi) e misturaram à terra preta. Inicialmente foi aplicado um questionário de concepções prévias, estruturado com questões relacionadas a tipos de reações químicas, bem como, as reações que acontecem no cotidiano dos alunos e em seguida, os seguintes temas foram discutidos: o conceito de lixo orgânico; a técnica e a importância da compostagem; a importância dos fertilizantes; o conceito e os tipos de reações químicas; as reações que acontecem durante a técnica de compostagem. Para a discussão dos temas, foram utilizados slides, textos e vídeos. Dando sequência à montagem da composteira, que foi criada apenas uma (01) para todo o grupo de alunos envolvido, que ao final, foi utilizada para plantar diversas mudas de hortaliças. Analisando as respostas dos alunos do questionário de conhecimentos prévios, foi possível observar, a falta de um conhecimento científico por parte dos mesmos sobre o conteúdo de reações químicas (conceito, tipos de reações, reações que acontecem no nosso dia a dia). Após todo o processo prático e conceitual, o mesmo questionário foi aplicado, sendo observadas respostas mais coerentes, além de um maior empenho e motivação em responder os exercícios. Conclusões Foi possível observar uma grande participação dos alunos nas atividades propostas, bem como, uma grande interatividade durante a I Mostra Científica realizada na escola. A técnica da compostagem mostrou ser uma ferramenta útil na aprendizagem significativa, além de colaborar com a conscientização dos alunos sobre a importância do reaproveitamento de materiais orgânicos. Agradecimentos Agradecemos ao apoio da Capes, ao Instituto Federal de Sergipe, a Escola Parceira Colégio Estadual Professora Glorita Portugal, aos orientadores: Rosanne Pinto de Albuquerque Melo, Francisco Luiz Gumes Lopez, Graziela Gonçalves Moura e a Supervisora Sandra Suely e aos alunos do 9ºano. ______________________ 1 Peruzzo, Francisco Miragaia,1947- Química na abordagem do cotidiano/Francisco Miragaia Peruzzo,Eduardo Leite do Canto.- 3.ed.São Paulo: Moderna,2003. 2 Química nova na escola. 3 Hess,Sônia – Experimentos de química com materiais domésticos/ Sônia Hess;São Paulo:Moderna,1997. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Formação de Professor IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos PIBID QUIMICA - ITABAIANA: um olhar inicial sobre o Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz 1 1 1 Maria Elane M. Santos *(IC), Regiane de J. Lima (IC), Maria Aline N. Santos (IC), Miguel Juraci 2 1 Bonfim (FM), Edinéia T. Lopes (PQ).* E-mail: [email protected] 1 2 Universidade Federal de Sergipe Campus professor Alberto Carvalho. Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz. Palavras Chave: PIBID QUÍMICA, Ensino Médio, Formação de Professor, Realidade Escolar, observação, ação. Introdução Este trabalho apresenta a proposta do PIBID 1 Química – UFS/Itabaiana que está em desenvolvimento no Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz (CEDTQ), localizado na cidade de Moita Bonita/SE. Apresenta também dados iniciais sobre essa unidade escolar. A proposta do PIBID para esse colégio contempla inicialmente a observação e, em segundo momento, a intervenção na realidade escolar. Resultados e Discussão Primeiras observações sobre a realidade escolar: A observação compreende um estudo da realidade escolar do Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz (CEDTQ), contemplando aspectos qualitativos e quantitativos. Em 2012, foram matriculados nesse colégio 427 alunos, dentre 1 os quais 240 são oriundos da zona rural . O fato de mais da metade dos alunos matriculados serem da zona rural nos levou a refletir acerca de uma proposta que atendesse esse contexto. Em relação ao IDEB, a escola apresentou um aumento significativo: saiu de 2,6, em 2007, para 4,1 em 2 2011 . Em relação ao espaço físico, constatamos que o colégio tem uma estrutura que atende as necessidades dos alunos de modo satisfatório, pois, além de ter uma estrutura comum às escolas estaduais, dispõe de uma Biblioteca, de um Laboratório de Informática e de um Laboratório de Ciências. A Biblioteca contém um acervo básico com diversos livros e vídeos. No Laboratório de Informática, há 27 computadores com acesso à internet. O Laboratório de Ciências possui uma estrutura que atende as especificidades do Ensino Médio e do Ensino Fundamental. Percebemos que os laboratórios efetivamente são utilizados pelos alunos, destacando que o Laboratório de Ciências é utilizado somente com o acompanhamento do professor. O supervisor do PIBID/UFS é o único professor dessa disciplina na escola. Ele é licenciado em Química e tem especialização em 1 O referido projeto tem como referência a iniciação a docência, com a proposta de aperfeiçoar a formação do professor intercalando o ensino e a pesquisa. Metodologias para o Ensino de Ciências na Educação Básica. A escola desenvolve diversos projetos, tais como Gincana Literária, Music Festival e Consciência Negra. No mês de outubro de 2012, será iniciado o Projeto “Química e Meio Ambiente” com o objetivo de estudar a qualidade da água e do solo da região. A nosso ver, esse projeto é importante, já que nos povoados onde a maioria dos alunos moram, é comum haver o consumo de água dos açudes. Esse consumo pode trazer riscos à saúde das pessoas que bebem a água, pois nesses açudes há a lavagem de animais e para lá correm águas oriundas de terras onde são utilizados 4 indiscriminadamente defensivos agrícolas . A proposta do PIBID-QUÍMICA/ITA (estudo da realidade escolar e intervenção): A partir de reuniões com equipe diretiva, professor de Química da Escola, coordenadora do PIBIDQUÍMICA/ITA e bolsistas, foram definidas as atividades a serem desenvolvidas neste ano letivo. Essas atividades estão vinculadas ao Projeto “Química e o meio Ambiente” e serão desenvolvidas juntamente com os professores de Química e de Geografia nas duas turmas do Primeiro Ano do Ensino Médio Regular, visando a realizar análises de amostras de água e de solo de açudes da região. Sobre o estudo da realidade escolar, estamos realizando, ainda, um diagnóstico da relação que alunos, ex-alunos, pais de alunos, professores e comunidade mantêm com a escola. Posteriormente, produziremos um documentário. Conclusões A partir dos dados iniciais aqui apresentados, observamos que, na escola, há uma boa estrutura física, que possibilitará o desenvolvimento das ações do projeto em questão. Em relação à proposta do PIBID, percebemos a importância de não levar propostas prontas para a escola, mas trabalhar a partir de sua realidade. Agradecimentos CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCENCIA ______________________ 1 Brasil. Livro de registros do Educacenso. 2012. 2 Brasil. IDEB, Resultados e Metas. 2012 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Ensino de Química IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Relato de Experiências vivenciadas pelo PIBID/QUI/ITA no Colégio Murilo Braga 1 1 1 Aline Nunes Santos (IC)*, Maria Camila de Lima Brito (IC), Lidiane Santos Gama (IC), ,Edinéia 1 Tavares Lopes (PQ).*[email protected] 1 Universidade Federal de Sergipe Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Química, Campus Prof. Alberto Carvalho, Itabaiana, SE, 49500000. Palavras Chave: PIBID, Formação Inicial, Ensino de Química Introdução O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência da área de QUIMICA da UFS de Itabaiana (PIBID/QUIMICA-UFS/ITA) e o Programa de Consolidação das Licenciaturas da área de Química (PRODOCÊNCIA-Lic, em Química) visam elevar a qualidade da formação dos acadêmicos do Curso de Lic.em Química do Campus Itabaiana-UFS. Com essa finalidade são desenvolvidas ações em seis colégios estaduais sergipanos, dentre eles, o Colégio Estadual Murilo Braga, situado na cidade de Itabaiana-SE. Este trabalho tem como objetivos: apresentar dados do Colégio Estadual Murilo Braga e apresentar e refletir algumas atividades desenvolvidas nesse colégio. Resultados e Discussão A escola e os professoresde Química: No ano de 2012, encontra-se, aproximadamente, 1800 alunos matriculados nesse colégio. O colégio atende o Ensino fundamental, Ensino Médio, Ensino Inovador e Cursinho Pré-Vestibular. Constatamos que esse colégio tem uma boa estrutura física básica, que possibilita o desenvolvimento de diversas práticas educativas. Os quatro professores de Química do colégio são formados em Lic, em Química pela UFS. Um deles possui pós-graduação em Gestão Escolar e mestrado em Química. O outro possui especialização, mestrado e doutorado em áreas voltadas a Química e a Tecnologia. Três deles exercem a profissão de professor há mais de dez anos. Atividades desenvolvidas na edição PIBID/QUIUFS/ITA (2009 – 2010): As atividades desenvolvidas contemplaram as sequências didáticas, as oficinas e a participação no Projeto Ensino Médio Inovador. No âmbito do Projeto Ensino Médio Inovador foi desenvolvido o projeto “Feira de Itabaiana: aspectos sociais, culturais e ambientais”. Contou com a participação dos professores de Geografia, Filosofia, História e Português. Nessa ação percebemos dificuldade na participação dos professores de Química, justificada 1 pela falta de tempo e pouca afinidade com oprojeto . Sobre o ano letivo 2012: Durante os dois primeiros meses de 2012 realizamos estudos acerca da formação de professores e metodologias de ensino. A partir do mês de março realizamos reuniões com os supervisores PIBID e uma professora de Química. Essas reuniões foram realizadas com o objetivo de apresentar e discutir a proposta a ser desenvolvida no ano letivo. No início do mês de abril realizamos algumas observações das aulas de uma professora e do supervisor PIBID. Após uma extensa e conflituosa negociação com o governo a rede estadual entrou de greve e permaneceu pelos meses de abril a julho. No mês de Maio os professores UFS também entraram em greve. O PIBID/UFS-ITABAIANA realizou no dia 13 de agosto um seminário em que, com a participação de representantes do Sindicato dos Professores de Sergipe, foram discutidas questões acerca do movimento docente. Após esse período de greve foi feito um novo planejamento das ações com a participação da equipe diretiva da escola, coordenador PIBID/QUIUFS/ITA, supervisores PIBID do colégio, bolsistas e voluntários. As ações propostas contemplarão a realização de oficinas no âmbito do Projeto Ensino Médio Inovador. O tema das oficinas é “A química na cozinha”. A metodologia de realização das oficinas terá como eixo metodológico a 2 problematização e contextualização dos conteúdos . Conclusões Com este trabalho foi possível percebermos a importância das atividades desenvolvidas no decorrer da formação inicial para a docência. Visto que estas possibilitaram vivenciar o futuro espaço de trabalho, com suas dificuldades e possibilidades. Agradecimentos CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCÊNCIA. __________________________________________ 1 Curtis, M. D.; Shiu, K.; Butler, W. M. e Huffmann, J. C. J. Am. Chem. Soc.1986, 108, 3335. (A Feira de Itabaiana como TemaProblema:Ensino de Conteúdos Químicos e Formação do Futuro Professor; Projeto Feira de Itabaiana: Relatos de umaAtividade esuas Contribuições para a Formação do Futuro Professor) 2 Curtis, M. D.; Shiu, K.; Butler, W. M. e Huffmann, J. C. J. Am. Chem. Soc.1986, 108, 3335.Aprendizagem de conceitos químicos e desenvolvimento de atitudescidadãs: O uso de oficinas temáticas para alunos do ensino médio. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (EQ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Proposta de nova experimentação para o ensino de eletroquímica *Gabriela Ferreira dos Santos¹ (IC), Ewerton Santos1 (IC), Valdirene Santos Silva 2 (FM), Rosanne Pinto de Albuquerque Melo1, Francisco Luiz Gumes Lopes1 1 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Aracaju-SE. Colégio Estadual Presidente Costa e Silva. Aracaju-SE. [email protected] Palavras Chave: eletroquímica, estratégias de ensino e aprendizagem . Introdução A experimentação vem sendo uma alternativa significativa no ensino de ciências, tendo em vista sua importância na complementação da aprendizagem dos conteúdos de química tratados no ensino médio, além de ser peça chave na comprovação cientifica. Buscou-se com este trabalho uma proposta experimental para o estudo de eletroquímica, tendo como base a pilha de Leclanché também chamada de pilha seca ou pilha comum. Esta prática foi realizada pelos bolsistas do projeto PIBID do IFS com os alunos do ensino médio do colégio Estadual Presidente Costa e Silva, Aracaju-SE, com o objetivo de desenvolver nos discente o senso crítico e investigativo. Figura 1. Experimento e alunos participantes do projeto Conclusões Resultados e Discussão Para o experimento utilizou-se duas placas de zinco uma de 10 cm x 10 cm e outra de 5 cm x 5 cm, algodão, grafite 0.9 mm, multímetro, jacarés, cola quente, fita crepe, dióxido de manganês, e para substituir o Cloreto de Amônio utilizou-se o sumo de limão. Esta prática foi reproduzida pelos alunos participantes do projeto, seguindo o roteiro experimental desenvolvido pelos bolsistas. Ao final da prática os alunos puderam observar a reprodução da Pilha de Leclanché e realizar o estudo de oxi-redução, além de aprimorar o conhecimento prévio e construir o conceito científico. De acordo com Maldaner, 1999, deve-se, no ensino de química, (...) incluir demonstrações feitas pelo professor, experimentos para confirmação de informações já dadas, cuja interpretação leve à elaboração de conceitos entre outros1, considerando assim, o ensino experimental um subsidio relevante no processo de ensinoaprendizagem. Fugindo da corriqueira organização de alguns currículos que fazem dos conteúdos pacotes lacrados sem possibilitar uma aprendizagem significativa, a atividade desenvolvida possibilitou uma melhor compreensão pelos alunos do funcionamento da pilha de Leclanché e das reações envolvidas. Agradecimentos Os autores agradecem o apoio da CAPES pela concessão das bolsas ofertadas pelo PIBID. ______________________ 1 MALDANER, O. A.; Química. Nova 1999, 22, 289. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (EQ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos O ensino das Ciências Naturais no Nono ano do Ensino Fundamental em algumas escolas públicas de Itabaiana. * Diego Andrade Vasconcelos (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ) *quí[email protected] Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química Campus Prof. Alberto Carvalho Itabaiana SE 49500000 Palavras Chave: Ensino de Ciências, Ensino de Ciências no nono ano, PCN. Introdução O Ensino de Ciências Naturais no Ensino Fundamental (EF) tem sido uma problemática apontada em diversos estudos acerca da Educação 1 em Ciências . Esses estudos refletem que esse ensino tem sido desenvolvido, na maioria das vezes, de forma inadequada. Atualmente, o Ensino de Ciências tem sido realizado nas escolas de um modo mais teórico e reprodutivo do que prático, pois, geralmente, são apenas reproduzidos textos do livro didático e elaboradas questões relacionadas 2 ao tema do dia . Não é levado em consideração a bagagem cultural e os conhecimentos prévios dos alunos acerca do tema estudado. Assim, o presente trabalho buscou investigar como está ocorrendo o Ensino de Ciências no Nono Ano do Ensino Fundamental em duas escolas, sendo uma estadual e outra municipal, do município de Itabaiana-SE. Essa investigação adota como referencial metodológico a pesquisa qualitativa. Para a coleta de dados foram utilizados diferentes instrumentos, como: análise documental, questionários e observação. A análise documental foi realizada com documentos fornecidos pela DRE-03/SEED-SE e SEMEC/ITABAINAA. Esses registram dados acerca da quantidade de docentes por escola e suas respectivas formações acadêmicas. O questionário foi aplicado a dois professores de Ciências do Nono Ano de duas escolas públicas. As observações foram realizadas nas duas escolas públicas selecionadas para a pesquisa. Nessas observações foram identificados os materiais didáticos utilizados pelos professores e como se dava as suas aulas de Ciências. Resultados e Discussão Em relação ao perfil dos professores que atuam nas escolas, constatou-se que são dezessete docentes que ministram aulas de Ciências do Nono Ano nas escolas públicas de Itabaiana, sendo treze nas escolas estaduais e quatro nas escolas municipais. Observou-se que nas escolas da rede estadual todos os professores são efetivos e nas escolas da rede municipal existe apenas um contratado. Sobre o ensino dos conhecimentos de Ciências Naturais constatou-se, a partir da fala dos professores, que o Ensino de Ciências ocorre de maneira fragmentada, sendo ensinado Física e Química em semestres diferentes, não efetivando, assim, o caráter interdisciplinar das Ciências Naturais. A nosso ver isso não contribui para alcançar os objetivos traçados para Ensino de Ciências no Nono Ano, tanto no que diz respeito aos documentos oficiais, quanto ao que as pesquisas apontam sobre esse ensino. Foi identificado também que não é levado em consideração os conhecimentos prévios dos alunos, o que pode ocasionar uma formação deficiente do aluno em Ciências. Conclusões Constatou-se que o Ensino de Ciências no Nono Ano ocorre de maneira fragmentada em Química e Física. Tal ensino pode estar relacionado à formação disciplinar pela qual esses professores passaram. Constatamos também que nesse processo de ensino e aprendizagem não é levado em consideração os conhecimentos prévios dos alunos. Por fim, consideramos que a formação dos docentes é um ponto chave quando se discute a melhoria do Ensino de Ciências, pois essa capacitação fornecerá conhecimentos e habilidades que possibilitarão o ensino contextualizado e problematizado dos conteúdos químicos, físicos e biológicos no contexto interdisciplinar das Ciências Naturais. Ensino esse que priorize a formação do aluno para ser um cidadão atuante na sociedade. Agradecimentos POSGRAP/PROEST/UFS _____________________ 1 CHASSOT, A. I. Catalisando transformações na educação. 3ª. ed. Ijuí, Unijuí, 1995. 2 AZAMBUJA, L. A. da S. Ensino fundamental e ciências naturais analogias e percepções importantes. IV Fórum de educação e diversidade: Diferentes, (des)iguais e desconetados. Disponível em <<need.unemat.br/4_forum/artigos/lucimar.pdf>> acessado em 10 de janeiro de 2012. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos RÓTULOS DE ALIMENTOS COMO RECURSO PEDAGÓGICOS PARA O ENSINO DE QUÍMICA ORGÂNICA Robertina Matias1, RosanneAlbuquerque2 1. Estudante de graduação (IC) pelo Instituto Federal de Sergipe, 2. Pesquisadora (PQ): Rosanne Albuquerque Pinto de Melo, “[email protected]” Palavras Chave: Funções Orgânicas, Introdução O principal objetivo deste trabalho é oferecer uma educação diferenciada, que atende não só o conteúdo escolar, mas ensina a química relacionada com a interpretação dos rotúlos de alimentos, aliás, este tem sido um papel da escola nos últimos anos, pois alimentação inadequada é um dos maiores vilões da qualidade de vida, pois além de estar associada a doenças orgânicas tradicionais como o infarto, é responsável por males como o estresse. Com este tema, trabalhamos o conceito de funções orgânicas, dando ênfase a compostos saturados e insaturados, bem como isomeria cis e trans, com os alunos do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Professora Glorita Portugal no conjunto Eduardo Gomes, Bairro Roza Elze, São Cristovão-Sergipe. Este projeto vem colaborarar com a aprendizagm dos alunos diante deste tema, uma vez que é um grande desafio para os alunos do nível médio, saberem diferenciar as funções orgânicas, bem como interpretá-las. Resultados e Discussão Primeiramente foi aplicado um questionário socioeconômico contendo dez perguntas, com interesse de conhecer melhor os alunos (faixa etária, profissão que pretende seguir, atividades de lazer, disciplina preferida, etc). Dos alunos que formam a turma do 3º ano do colégio estadual Glorita Portugal, situado na rua 64, conjunto Eduardo Gomes, 74% são do sexo masculino e 87% se encontram na faixa etária dos 17 anos. Em seguida, foi feita uma leitura do texto "Você sabe o que está comendo?" (http://www.anvisa.gov.br/alimentos/rotulos/manu al_consumidor.pd), com o intuito de despertar nos alunos, o hábito de ler a tabela de rotulagem nutricional, dos alimentos que consomem,assim como, o interesse de ter hábitos alimentares saudáveis. Após a leitura, foi discutido com os alunos as informações contidas nos rótulos dos alimentos, tais como: teor de gordura saturada, insaturada, gorduras cis e trans. Rótulos de Alimentos, Química Orgânica Inicialmente, foram escolhidos rótulos de óleos e margarinas de diversas marcas, inclusive light, e através de recursos como slides, textos e vídeos, foi explicada a diferença entre estes dois alimentos, bem como as suas vantagens e desvantagens no seu consumo. O foco incial deste projeto, foi a percepção por parte dos alunos, do valor energético de cada alimento, bem como, serem capazes de diferenciar gorduras saturadas e insaturadas, além de isomeria cis e trans. Através de dinâmica de grupo, os alunos levaram embalagens de vários alimentos, dando sequência a uma discussão em sala de aula, observando uma grande participação e interatividade dos alunos nas atividades. Conclusões O material aplicado na escola estadual professora Glorita Portugal pode ser considerado significativo, visto que foi possível propor e conscientizar os alunos sobre hábitos alimentares saudáveis, havendo uma grande participação e empolgação, além do que 80% dos alunos foram capazes de diferenciar compostos orgânicos saturados e insaturados, bem como identificar o tipo de isomeria presente nos compostos insaturados, fato este que não foi observado antes das aulas utilizando os rótulos de alimentos como ferramenta pedagógica para o ensino de química orgânica. Agradecimentos Agradecemos ao apoio da Fapitec (Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe), Pibic (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica), ao IFS (Instituto Federal de Sergipe), a Escola Parceira (Colégio Estadual Professora Glorita Portugal), a orientadora Profª Rosanne Pinto de Albuquerque Melo, a Supervisora Profª Sandra Suely e aos Alunos do 3º ano. _____________________ 1-KINALSTKI, A.C. e ZANON, L.D. O leite como tema organizador de aprendizagem de Química no ensino fundamental. Química Nova na Escola, n, 6, p. 15-19, 1997. 2- LUTFI, M. Cotidiano e educação em química, ljui: Unijui, 1988. 3- SANTOS, W.L.P. e SCHNETZLER, R.P. Educação em química: compromisso com a cidadania. 3 ed. Ijui: Ed. Unijui, 2003. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Relatos de Experiências vivenciadas no PIBID/QUI/ITA Angélica Tavares dos Santos*(IC), Élvia Shaynan da Conceição Costa(IC), Laís Costa Meneses(IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ). *[email protected] Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Química, Campus Prof. Alberto Carvalho, Itabaiana, SE, 49500000. Palavras Chave: PIBID/QUÍMICA/UFS, relatos, reflexões. Introdução O PIBID-QUIMICA/UFS-ITABAIANA desenvolve, desde agosto de 2012, ações em seis colégios estaduais no Agreste e no Sertão sergipanos. No Colégio Estadual Eduardo Silveira, localizado no município de Itabaiana, as propostas são desenvolvidas desde o início desse ano letivo. A proposta do PIBID-QUÍMICA/UFS-ITABAIANA compreende ações de observação e intervenção, a partir da constituição de um grupo formado pelo supervisor PIBID na escola, coordenador de área e bolsistas e voluntários PIBID-QUÍMICA e PRODOCÊNCIA-Subprojeto Licenciatura em Química. Esse trabalho tem como objetivos apresentar dados acerca dessa realidade escolar e apresentar e refletir a proposta em realização nesse colégio. Resultados e Discussão Dados iniciais acerca da realidade escolar: O colégio está localizado entre o centro e a periferia da cidade de Itabaiana. A maioria dos alunos provém da zona rural. O colégio tem uma boa estrutura física. Funciona nos turnos matutino e vespertino, atendendo o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Proposta do PIBID: A proposta do PIBID foi apresentada pela coordenação de área, supervisor PIBID, bolsistas e voluntários logo no início do ano letivo em uma reunião com equipe diretiva e professor de Química. Foi proposto um período de observação da realidade escolar e, após construção da proposta a partir das observações e discussão com o professor da disciplina. Para isso participamos da Semana de Planejamento do Ano Letivo. Essa atividade foi muito proveitosa, pois pudemos conhecer os problemas, as estratégias de superação e as metas da escola, bem como as preocupações dos professores. Foi possível pensar sobre os desafios que enfrentaremos em nossa prática docente. Foi evidenciada nas falas a importância da participação dos pais na vida escolar dos seus filhos. Alguns professores relataram que somente os pais dos alunos “disciplinados” se fazem presentes nas reuniões. Há um entendimento que o envolvimento dos pais é uma importante estratégia 1 para a melhoria na educação . 1 O colégio conquistou no ano de 2009 o Prêmio Gestão, numa seleção com 170 escolas inscritas e oito selecionadas. Primeira reunião com o professor de química do Colégio - O professor colocou, com muita tranquilidade, a preocupação com o cumprimento do cronograma da disciplina, particularmente, em relação “ao cumprimento dos conteúdos”. Em suas falas, fez uma reflexão sobre sua formação, a qual, segundo ele, era tradicional, priorizando mais a quantidade de conteúdos, do que a adoção de novas metodologias de ensino. Observamos nas falas do professor que este não se coloca como “dono do saber” e nem demonstra a visão de que a formação do professor termina na licenciatura. O movimento docente: Após uma extensa e conflituosa negociação com o governo - em que os professores da rede estadual de ensino de Sergipe não tiveram suas reivindicações atendidas e ainda 2 culminando com perdas de direitos conquistados -, a rede estadual de educação entrou de greve e permaneceu por dois meses. Continuidade das ações: Após o período das greves (professores estaduais e professores federais) fizemos um novo planejamento das ações. Foi decidido, conjuntamente, pela execução de atividades que se relacionem de forma mais significativa às aulas ministradas pelo professor. Essas atividades didáticas contemplam ações voltadas à proposição, realização e avaliação de atividades que contemplem a contextualização e problematização dos conteúdos previstos no planejamento do professor. Tais atividades são planejadas com a contribuição do supervisor PIBID. Conclusões Essas atividades reforçam nosso entendimento de que o estabelecimento de uma relação de confiança entre a equipe do PIBID e os professores das escolas é uma ação fundamental para possibilitar a formação de um grupo de colaboração para a execução da proposta. Nesse grupo pretende-se que as ações, visando à formação inicial e continuada do professor, sejam desenvolvidas em estreita parceria, com vista ao estabelecimento de um diálogo entre os diferentes saberes docentes. Agradecimentos CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCÊNCIA Projeto Político Pedagógico do C. E. Eduardo Silveira, 2009. 2 O PIBID/UFS-ITABAIANA realizou em agosto um Seminário com representantes do Sindicato dos Professores de Sergipe, em que foram discutidas essas questões. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Ensino de Química) Trabalhos publicados sobre formação continuada de professores no Colóquio Internacional de Educação: breve caracterização. * 1 2 Alex Oliveira Simões , UFS (IC), Leonardo Nascimento Barreto, UFS (IC), João Paulo Mendonça 3 Lima, UFS (PQ) * e-mail: [email protected] Departamento de química, Universidade Federal de Sergipe, AV Marechal Rondon s/n CEP 49100-000, São Cristóvão-SE / Brasil Palavras Chave: Formação continuada, professor, Colóquio Introdução A formação continuada de professores (FCP) tem sido assunto relevante nos últimos dez anos. Fato evidenciado pela diversidade de trabalhos escritos e publicados sobre a temática Kronbauer e Simonato (2008). A necessidade de constante aprimoramento da prática pedagógica e melhoria da qualidade da Educação Básica brasileira justificam os esforços em torno da necessidade da refletir e pesquisar sobre o trabalho do professor em projetos de formação inicial e continuada, especialmente porque a reflexão e investigação de questões envolvendo o ensino e aprendizagem são vistas como possibilidade de formar professores reflexivos/pesquisadores (LIMA,2011). Observando à importância da (FCP) apresentamos resultados de uma revisão de literatura sobre trabalhos científicos publicados no Colóquio Internacional “Educação e Contemporaneidade”. O evento reúne centenas e até milhares de trabalhos produzidos no Brasil e em outros países, além de facilitar a comunicação de pesquisas realizadas no contexto de Sergipe, pois o Colóquio acontece na Universidade Federal deste estado. Foram analisadas as publicações de 2007, 2008, 2009 e 2011. Além de identificar os trabalhos apresentamos uma breve caracterização. Resultados e Discussão A pesquisa possibilitou a identificação de doze trabalhos sobre (FCP). No Quadro (1) observamos que maior parte dos trabalhos fazem referência a pesquisas realizadas em municípios sergipanos (4). Este número esta associado ao local da realização do evento São Cristóvão/SE. E mostra a preocupação de pesquisadores do estado com a temática, além de verificarmos a relevância do Colóquio para divulgação de resultados de pesquisa em educação realizadas em Sergipe e de outros estados brasileiros. Sobre as características dos trabalhos analisados observamos que: a) Três trabalhos não apresentam a metodologia e instrumentos de coleta; b) Um apresenta como metodologia o método dialético; c) Três tratam-se de pesquisa documental e de campo; d) Um é classificado como pesquisa exploratória; e) Um utiliza entrevistas e observação; f) Dois entrevista semi-estruturada; g E um apresenta relato de experiência. É significativo o número de trabalhos que não expõe a metodologia e os instrumentos de coleta de dados, o que mostra certa fragilidade metodológica nos trabalhos apresentados e publicados. Outra questão interessante é que os sujeitos de pesquisa são sempre professores da Educação Básica, o que evidencia a carência na realização de pesquisas que tratem da (FCP) que atuam no Ensino Superior. Foi possível também identificar a qual modalidade de ensino os trabalhos sobre (FCP) faziam referência e os locais onde as pesquisas foram realizadas. Quadro 1: Modalidade de ensino/Local da pesquisa Modalidade de Nº. de ensino trabalhos Local EJA (Educação de 3 NI / 1 Jovens e Adultos) 4 Estância/SE Todos os níveis (Tecnologia) 1 NI 3 Aracaju/SE Séries Iniciais (1ª e 4º) 4 / 1 NI Biologia 1 Recife/PE Português Matemática (3º ciclo / anos finais do fundamental 1 Mato Grosso Matemática Ensino. Feira de Fundamental 1 Santana/BA NI. Não identificado Conclusões Os resultados da pesquisa revelam fragilidades na metodologia dos trabalhos apresentados e publicados no Colóquio Internacional de Educação. Além, do baixo número de trabalhos relacionados a (FCP) em áreas científicas, como: Química e Física. Não só em investigações ocorridas no estado de Sergipe, como em outros (Quadro 1). Esta discussão inicial nos motiva a buscar respostas sobre projetos de (FCP) existentes no contexto sergipano. __________________________________________ KRONBAUER, C. G; SIMONATO, F. Formação de Professores Abordagem Contemporâneas. São Paulo: Paulinas, 2008. LIMA, J.P.M. Formação do professor reflexivo/pesquisador em um curso de licenciatura em química do Nordeste brasileiro: limites e possibilidades. Dissertação de Mestrado, São Cristóvão, 2011. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (ensino de química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Determinação de metais pesados em águas por Eletroforese Capilar de Zona: proposta metodológica de ensino de química Angélica Tavares dos Santos* (IC) e Ana Paula Gebelein Gervasio (PQ) *[email protected] Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química Campus Prof. Alberto Carvalho Itabaiana SE 49500000 Palavras Chave: açude, metais, análise, preparo de amostras, eletroforese capilar de zona. Introdução O açude Cajueiro é público e situado na cidade de Ribeirópolis - SE, com capacidade de 920.000,00m³, que atualmente serve como despejo do esgoto da cidade sem prévio tratamento. Pessoas que utilizam a água do açude podem ter sérios problemas de saúde, o que é agravado com o aumento da quantidade de metal presente na água. Considerando esse problema ambiental, neste trabalho, propôs-se uma metodologia para analisar metais em água do açude empregando a técnica Eletroforese Capilar de Zona (ECZ). O trabalho fora desenvolvido com alunos do Curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho. Para o desenvolvimento das aulas, a análise de água e determinação de cromo trivalente e hexavalente foram propostas, destacando a importância da etapa de pré-tratamento das amostras sobre a análise química além da escolha do método para que a análise tenha sucesso. As disciplinas obrigatórias de química analítica abordam o tema superficialmente, assim, esta proposta experimental, ministrada em disciplina de Tópicos Especiais em Química Analítica III, mostrará aos alunos a importância da metodologia analítica para o sucesso da análise. Resultados e Discussão A disciplina de Tópicos contém 15 créditos teóricos e 15 práticos. A disciplina aborda a análise química empregando a técnica eletroforese capilar de zona. Os conceitos envolvendo a técnica são discutidos durante todo o curso, tanto em sala de aula como em laboratório. Os alunos iniciam o curso montando o sistema eletroforético em laboratório, aprendem como preparar o capilar de sílica fundida e soluções para obter curva analítica de calibração, uma vez que a partir da análise química pode ser feita determinação de compostos químicos em uma amostra. A ECZ explora o deslocamento de partículas ou moléculas ionizadas que migram sob o efeito de um campo elétrico, essas estão dispersas em um eletrólito condutor. A ECZ compreende um sistema de detecção UV, uma fonte de alta voltagem e um sistema de aquisição de dados. Para obter o contato elétrico e promover a eletrólise, o sistema empregou dois eletrodos de platina, que também fechavam o circuito elétrico através de dois reservatórios que são preenchidos com a solução de separação, neste caso, uma solução tampão. Uma vez montado o sistema, os discentes acionaram a fonte de alta voltagem conectada aos eletrodos para que ocorresse a migração de íons dentro da coluna. A diferença entre tamanho e carga dos diferentes íons define o tempo de migração de cada espécie dentro da coluna, ou seja, as mobilidades dos íons. A estratégia química empregando a adição de ácido etilenodiaminotetraacético (EDTA) à solução contendo Cr(III) mostrou que tanto Cr(III) como Cr(VI) podem ser separados em uma única análise. Além disso, a influência da voltagem e corrente elétrica envolvidos mostraram o quanto a técnica é influenciada por esses dois parâmetros. Conclusões Durante todo o curso, os alunos mostraram criatividade em relação às aulas práticas, o que auxiliou de maneira significativa o processo de aprendizagem. A disciplina permitiu o contato dos alunos com os diversos problemas abordados durante as aulas de química analítica que são: 1- a importância da etapa de preparo de amostras, sequência analítica e metodologia experimental. 2- entender melhor todos os processos que envolvem a análise química, enfatizando também a coleta e o preparo da amostra. 3- entender a importância da determinação do teor total de metais. 4- melhorar seu conhecimento sobre metodologias analíticas e suas importâncias, além de aproveitar melhor as aulas práticas. Além disso, a técnica eletroforese capilar de zona, mostrou boa eficiência de separação das espécies. A geração de resíduos por análise, que era ínfima, também pôde ser discutido durante as análises. Agradecimentos CAPES, CNPq, UFS, FAPITEC KRUG, F. J. Métodos de preparo de amostras: fundamentos sobre preparo de amostras orgânicas e inorgânicas para análise elementar, 1ª Ed., Piracicaba, 2008. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho ( Ensino ) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Concepções de Licenciados em Química sobre o uso de vídeos em sala de aula partindo de sua confecção na sua formação inicial 1 1 2 Nayara S. Melo* (IC) ; Josevânia T. Guedes (PQ) ; Lenalda D. dos Santos(PQ) ; Marcelo Alexandre B. 3 dos Santos (IC) 1) Laboratório de Pesquisa e Investigação em Ciências e Ensino de Química (LAPICEQ) - Faculdade Pio Décimo- Aracaju- SE. Av. Tancredo Neves, 5555 [email protected] Palavras Chave: Vídeos, ensino-aprendizagem e professor Introdução A ampliação da revolução tecnológica vivenciada atualmente, somada às possibilidades de sua utilização e a consequente facilidade de aquisição do conhecimento através do impacto apresentado pela tecnologia dentro do processo educacional, exige novos procedimentos didáticos a serem aplicados em sala de aula a fim de aproximar o aprendente do processo de ensino e de aprendizagem. Na atualidade, um dos grandes desafios no ensino de química é buscar diferentes estratégias para que o aluno adquira não somente o máximo de conhecimentos acerca dos conteúdos químicos, mas também que o mesmo atinja as competências e habilidades necessárias para sua formação como cidadão, num contexto social e tecnológico. Nesse sentido que é de relevância os futuros docentes de Química dinamizar suas aulas através de recursos didáticos jogos, experimentos e o uso de vídeos, mas desde que desenvolva de uma forma significante no intuito do processo e aprendizagem. Para Marcelino-Jr. e cols. (2004), o uso do vídeo em sala de aula pode ter um impacto inicial maior que um livro ou uma aula expositiva por permitir a associação da atividade escolar a um conceito de entretenimento, e que, quando utilizado de forma correta, exerce função motivadora, informativa, conceitual, investigadora, lúdica, metalinguística e atitudinal. Diante do exposto, esta pesquisa tem por objetivo conhecer as opiniões dos futuros licenciados em Química sobre a importância da utilização do vídeo na sala de aula como recurso auxiliar ao ensino e aprendizagem e sua relevância em algumas dificuldades de serem empregados na sala de aula. questionário cuja análise mostra que 80% dos docentes entendem que o vídeo deve ser utilizado em sala de aula como um recurso didático e que é recomendável para qualquer professor, independente da atuação profissional docente, pois esse recurso facilita o processo de ensino e de aprendizagem por ser bem diversificado, entretanto para se obter a construção do conhecimento do discente como resultado da boa utilização do vídeo em sala de aula, o professor deve utilizá-lo atendendo a objetivos predeterminados acerca do conteúdo programático que esteja trabalhando dentro do espaço escolar. Um filme citado por 90% dos docentes é The Simpsons por um porco de estimação e o descarte inadequado de fezes em um rio e os 10% Os Sem Floresta No ambiente escolar, pode-se utilizar qualquer recurso didático que objetive diversificar as aulas, principalmente, de química, uma vez que boa parte de alunos conceitua a Química como uma disciplina difícil compreensão. Sendo assim os recursos didáticos é todo material utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto para serem aplicados pelo professor o seu aluno. (BRITO,2001) Conclusões O vídeo pode se tornar uma forte ferramenta educacional para os professores. É importante o docente planejar sua atividade com antecedência, não se tornando apenas uma mera reprodução pura de vídeo. Além disso, o vídeo proporciona o desenvolvimento de várias habilidades e competências, provocando reflexões produtivas desenvolvidas na sala de aula. Agradecimentos A todos os alunos, professores e colaboradores do LAPICEQ Resultados e Discussão O desenvolvimento deste estudo buscou saber a opinião dos alunos de licenciatura em Química sobre a utilização de vídeos em sala de aula. O instrumento de coleta de dados utilizado foi um ______________________ 1 MARCELINO-JR., C.A.C.; BARBOSA, R.M.N.; CAMPOS, A.F.; LEÃO, M.B.C.; Química Nova Escola, Pg,160Vol. 33, N° 3, AGOSTO 2011 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) (ensino de química) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos A Eletroforese Capilar de Zona no Curso de Licenciatura em Química Jeisivânia de Souza Teles (IC)*, Roberta Menezes Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ). [email protected] Palavras Chave: soluções, mobilidade de íons, eletroforese capilar de zona, metodologia de ensino Introdução A aplicação da diferença de potencial é utilizada em algumas técnicas para identificar espécies químicas, como por exemplo, a eletroforese capilar que é um método analítico que emprega a diferença de potencial e a corrente elétrica gerada para promover o deslocamento de partículas ou moléculas ionizadas sob o efeito do campo elétrico1. Este trabalho visa estudar as mobilidades dos íons presentes em uma solução visto que é de suma importância no ramo da química. A disciplina Tópicos Especiais em Química Analítica III, ministrada para o curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Sergipe, Campus de Itabaiana, propôs um estudo sobre mobilidade iônica através de uma técnica empregada em química analítica, a eletroforese capilar de zona. Ao término da disciplina, os alunos foram incentivados a responder um questionário contendo questões envolvendo o tema estudado. Resultados e Discussão Durante a disciplina, os alunos receberam 15 aulas práticas para complementar os conhecimentos aprendidos em 15 aulas teóricas. Introduziu-se o conceito teórico sobre a técnica, relacionando as suas principais aplicações em química analítica. O sistema eletroforético utilizado consistiu em uma fonte de alta tensão para aplicar uma diferença de potencial, dois eletrodos de platina imersos em reservatórios contendo solução tampão, detector UV conectado a um sistema de aquisição de dados e o capilar de sílica fundida. As separações eletroforéticas ocorrem no capilar devido às diferentes mobilidades iônica das espécies. Esta diferença, por sua vez, esta relacionada à razão carga/raio da espécie. Após a injeção de uma dada espécie dentro da coluna, o tempo para que a espécie atinja o detector é chamado de tempo de migração. A dissociação da sílica é fundamental para a formação do fluxo eletroosmótico dentro do capilar, o que possibilita a migração de cátions, ânions e neutros pela coluna. A otimização dos parâmetros eletroforéticos é fundamental para propor uma determinação quantitativa. Durante as aulas, os alunos também estudaram o tempo requerido de injeção e modo de injeção, influência da voltagem, concentração e pH da solução de separação, adição de inversor de fluxo eletroosmótico. Para comparar tempos de migração e a influência de alguns parâmetros, os alunos prepararam e empregaram soluções contendo os flavonóides rutina (C27H30O16.H2O, MM=610,52g.mol1 ) e quercetina (C15H10O7.2H2O, MM=338,26g.mol-1). Os resultados, na forma de eletroferograma, foram adquiridos pelo software de aquisição de dados, e foram tratados por métodos estatísticos. A injeção das soluções ocorreu no polo positivo e mostrou que a rutina migra com menor tempo que a quercetina. Os 13 alunos responderem o questionário contendo sete questões sobre eletroforese capilar de zona. As questões abordaram desde a compreensão sobre íons em solução até a influência do comprimento do capilar sobre a separação. De acordo com as respostas, 31% dos alunos mostraram dificuldades em relacionar a migração com a intensidade do potencial aplicado. Todos os alunos entenderam que maior a massa menor seria a velocidade de migração. Mas nenhum discutiu a influência da razão carga/massa dos analitos sobre o tempo de migração, Quando questionados sobre a análise empregando colunas de 50 e 80cm, apenas dois alunos escreveram que o tamanho da coluna não influencia o tempo de migração. Conclusões A técnica estudada mostrou-se eficiente para estudar mobilidade de íons em solução, bem como os conceitos envolvidos sobre a eletroforese capilar. Além de mostrar ao aluno que a escolha da técnica analítica é importante para o desenvolvimento da química verde. A análise química empregando eletroforese capilar gera pouco resíduo e emprega pouco volume de amostra (nL), o que a difere significativamente de outras técnicas analíticas. Quanto ao questionário, os alunos mostraram-se competentes sobre o tema, não havendo respostas incongruentes aos temas discutidos. Agradecimentos CNPq, UFS, FAPITEC-SE. Tavares, M.F. M. Quím. Nova, 1996, 19,173. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Química Analítica – Apresentação em Painel Data: 22/11/2012 Horário: 18 – 20 h. Autor principal Título do trabalho Local 1 Marisa S. Santos (IC)*, Jeisivânia S. Teles (IC), Roberta M. Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ) Análise química de frutas: determinação de ácidos orgânicos por Eletroforese Capilar de Zona Departamento de Química 2 Ellen Mayane Souza Lima* (IC), Crislayne da Silva Nascimento (IC), Iramaia Corrêa Bellin (PQ). Interação entre a espécie metálica Cu2+ em turfa coletada no Parque Nacional Serra de Itabaiana/SE. Departamento de Química Especificar a Área do trabalho (química analítica) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Análise química de frutas: determinação de ácidos orgânicos por Eletroforese Capilar de Zona Marisa S. Santos (IC)*, Jeisivânia S. Teles (IC), Roberta M. Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ) *[email protected] Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química. Av. Vereador Olímpio Grande s/n, 49500-000 Itabaiana, SE Palavras Chave: ácido cítrico, ácido ascórbico, frutas, CZE Introdução Os ácidos orgânicos presentes em várias frutas influenciam o sabor, odor, cor, estabilidade e a manutenção da qualidade dessas frutas, além de serem fortes agentes antioxidantes. Considerando isso, e a necessidade de se conhecer a composição química de algumas frutas consumidas na região nordeste do país, o presente trabalho propõe uma metodologia empregando eletroforese capilar de zona (CZE) para quantificar ácidos orgânicos em amostras de sucos de mangaba (Hancornia speciosa), seriguela (Spondias purpúrea), jambo vermelho (S. malaccense) e jabuticaba (Myrciara cauliflora). Resultados e Discussão Previamente às análises em sucos de frutas, fora realizado estudo da influência do diâmetro interno do capilar variando-se o mesmo entre 50, 75 e 100µm, mantendo-se o comprimento total de 58,5cm e comprimento efetivo de 24cm. De acordo com os estudos, o resultado obtido com o capilar de 75µm mostrou melhor precisão considerando altura de sinal e tempo de migração. O sistema eletroforético de análise empregou um detector UV/Vis e uma fonte de alta voltagem. A solução de separação continha 100mmol.L-1 de H3BO3 pH= 10,00 e 0,5mmol.L-1 CTAB, e voltagem de separação de 8kV (I=36µA). Estabelecidos esses parâmetros, foram feitas injeções hidrodinâmicas por gravidade a 4,50cm de altura durante 15s. As frutas foram adquiridas em comércios de Aracaju e Itabaiana. Na etapa de preparo das amostras, as frutas foram lavadas com água de torneira e água destilada. Para extrair os sucos, as frutas foram espremidas diretamente sobre peneira convencional até a extração máxima do suco, em seguida, os sucos foram filtrados com uso de papel de filtro quantitativo. Foram empregados 108g do suco de seriguela, 191g de suco de mangaba, 94g de suco de jabuticaba e 24g de suco de jambo. Previamente às análises, procedeu-se a diluição dos sucos. Para determinar o ácido cítrico, as diluições foram: 10,00 mL de extrato de seriguela diluídos em 100,00mL de água destilada; 10,00mL de extrato de mangaba diluídos em 50,00mL de água destilada; 0,50mL de extrato de jabuticaba diluídos em 5,00mL de água destilada; 1,00mL de extrato de jambo diluídos em 5,00mL de água destilada. O ácido ascórbico fora encontrado somente na mangaba e seriguela, sendo que sua determinação empregou as seguintes diluições: 10,00mL de extrato de seriguela diluídos em 25,00mL de água destilada e 10,00mL de extrato de mangaba diluídos em 50,00mL de água destilada. A identificação dos compostos fora baseada no tempo de migração sendo empregadas soluções de referência que foram preparadas por diluições a partir das soluções estoque dos respectivos ácidos. A quantificação empregou curva analítica e foram realizados testes de recuperação. A partir dos resultados obtidos, pôde-se verificar que o método mostrara-se adequado e a linearidade fora mantida entre 0,1000 a 0,2600g.100mL-1 para determinar o ácido cítrico em jabuticaba (r=0,9907) e em jambo (r=0,9718), e entre 0,0600 e 0,2200g.100mL-1 para determinar o ácido cítrico em seriguela (r=0,9877) e mangaba (r=0,9877). Para determinar o L-aa em mangaba e seriguela, a linearidade fora mantida entre 0,0050 e 0,0250g.100mL-1 (r=0,9990). O desvio padrão relativo para altura de sinal fora <5% para os ácidos estudados (n=3). As recuperações dos ácidos variaram entre 86,2 e 103,9%. Tabela 1: Concentração dos ácidos nos sucos de frutas (mol.L-1) (média±desvio padrão). Fruta Ácido cítrico L-aa Jabuticaba 6,02.10-2 ± 5,4.10-3 3,47.10-2 ± 1,7.10-3 7,22.10-2 ± 1,6.10-3 1,12.10-2 ± 2,4.10-3 n.d Jambo Seriguela Mangaba n.d 2,21.10-3 ± 0,00.10-3 2,52.10-3 ± 0,00.10-3 Conclusões O método proposto mostrara-se adequado e eficiente para quantificar ácido cítrico e ascórbico em frutas. O desvio padrão relativo (n=3) para altura de sinal fora menor que 5%. O tempo de análise fora menor que 6min associado à uma boa resolução dos picos. A técnica ainda permitiu diminuir o efluente gerado, uma vez que o volume de amostra utilizado fora menor que 10nL. Agradecimentos FAPITEC, UFS, CNPq IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Especificar a Área do trabalho (Química Analítica) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Interação entre a espécie metálica Cu2+ em turfa coletada no Parque Nacional Serra de Itabaiana/SE. 1 1 1 Ellen Mayane Souza Lima* (IC) , Crislayne da Silva Nascimento (IC) , Iramaia Corrêa Bellin (PQ) . *[email protected] 1 Departamento de Química, Universidade Federal de Sergipe Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana-SE. Palavras Chave: Turfa, interação metálica, íons cobre. Introdução A turfa é um sedimento orgânico recente, formado a partir da decomposição parcial da matéria vegetal em um ambiente úmido, ácido e de pouca 1 oxigenação . Além disso, a interação entre turfa e 2+ íons Cu pode ocorrer por meio de: (a) uma ligação formada por uma molécula de água; (b) uma atração eletrostática entre metal e o grupo COO ; (c) uma ligação coordenada com um grupo doador de elétron e (d) formação de uma estrutura quelante (anel), por intermédio dos sítios COO e OH 2 fenólico . Desse modo, este trabalho teve como objetivo o melhor entendimento da capacidade de 2+ complexação entre turfa e a espécie metálica Cu através do estudo da influência de alguns parâmetros, tais como: pH, tempo de contato e quantidade de turfa das amostras coletadas no Parque Nacional Serra de Itabaiana/SE. Resultados e Discussão A Tabela 1 apresenta os resultados das razões atômicas C/H, C/N e C/O das amostras de turfa coletadas na região do Parque Nacional da Serra de Itabaiana-SE. capacidade de adsorção da turfa tratada com ácido -1 clorídrico 0,1 mol L e com água. A Figura 1 apresenta os gráficos de estudo cinético da complexação de cobre por amostras de turfa coletadas na profundidade 0-20 cm na região do Parque Nacional da Serra de Itabaiana-SE, em função da variação dos valores de pH e massa de turfa. (a) (b) Figura 1: Complexação de cobre por turfa em função (a) do pH e (b) da massa de turfa. Condições: 250 mL de solução padrão de cobre 0,5 mg.L-1 em pH 3,0; 5,0; e 7,0 (a) e em pH 5,0 (b). Profundidade. (cm) C/N C/H 0-20 14,6 0,58 3,7 20-40 15,7 0,71 1,1 A complexação de cobre pela turfa em função da variação de pH, ocorre com alta capacidade de adsorção, tanto na turfa tratada com água, como a tratada com ácido clorídrico. Não foi observada diferenças significativas na complexação de cobre nos diferentes pHs estudados. O tempo de equilíbrio estabelecido nas condições experimentais foi obtido em aproximadamente 60 min. Foi observado que o aumento da massa de turfa pouco influenciou na complexação da espécie metálica cobre. 40-60 21,6 0,65 1,1 Conclusões Tabela 1: Razões atômicas C/N, C/H, C/O das amostras de turfa coletadas na região do Parque Nacional da Serra de ItabaianaSE. Razão atômica C/O A razão atômica C/N é um indicativo do grau de decomposição ou humificação da matéria orgânica. Foi verificado que a razão C/N para profundidade 020 cm possui menor valor, indicando baixa decomposição. Nas demais profundidades foi observado aumento da razão C/N, indicando um maior grau de decomposição em amostras coletadas em profundidade mais elevadas. O efeito da variação do tempo, da massa e do pH na complexação das espécies metálicas pela turfa são parâmetros importantes para a avaliação da afinidade dos metais pelos sítios da turfa, bem como, para a verificação de sua máxima capacidade de complexação. Desta forma, analisou-se a A turfa estudada apresentou um alto teor de matéria orgânica e alta razão atômica C/N em perfis mais profundos indicando uma matéria orgânica mais decomposta e humificada. Quanto à complexação 2+ da espécie metálica Cu pela turfa, esta mostrou-se como um bom complexante, independente da quantidade de massa utilizada e do pH. Agradecimentos Ao PIIC. ____________________ 1 PETRONI, S. L. G.; PIRES, M. A. F.; Adsorção de Zinco e Cádmio em Colunas de Turfa. Química Nova, v. 23, n. 4, p. 477- 481, 2000. 2 PETRONI,S. L. G.; Avaliação cinética e de equilíbrio do processo de adsorção dos íons dos metais cadmio, cobre e níquel em turfa. 2004. (Tese de Doutorado em Ciências na Área de Tecnologia NuclearAplicações). Ipen, Universidade de São Paulo, 2004. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Química Inorgânica – Apresentação em Painel Data: 22/11/2012 Horário: 18 – 20 h. 1 Autor principal Título do trabalho Local Uine L. Oliveira (IC) *¹, Jorge F. S. Menezes (PQ) ¹, Aluísio M. Fonseca (PQ)¹, Regilany P. Colares (PQ)¹ Atividade antioxidante e síntese de novos complexos de lantanídeos do tipo: Ln(βdicetona)3.2L Departamento de Química Inorgânica IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Atividade antioxidante e síntese de novos complexos de lantanídeos do tipo: Ln(β-dicetona)3.2L Uine L. Oliveira (IC) *¹, Jorge F. S. Menezes (PQ) ¹, Aluísio M. Fonseca (PQ)¹, Regilany P. Colares (PQ)¹ *[email protected] 1 Centro de Formação de Professores-CFP-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia UFRB - Amargosa-BA/ CEP:45300-000 Brasil 3+ Palavras Chave: Atividade antioxidante, DPPH, Ln , complexos. Introdução Nos últimos anos tem sido consideravelmente interessante procurar por fontes antioxidantes sintéticas e naturais, as quais tem mostrado grande proteção contra processos de oxidação. Os compostos antioxidantes se mostram como inibidores da propagação de reações de radicais livres protegendo o corpo humano de doenças. Pesquisas em atividade biológica de complexos metálicos mostram resultados promissores por causa da sua potencial ação terapêutica e antioxidante. Os sistemas utilizados para o ensaio 3+ foram Ln(β-dicetona)3.2L, onde [(Ln = Eu, Tb e Dy); (L= H2O e DBSO- dibenzil sulfóxido) e (βdicetona = PTA-1,1,1-Trifluoro-5,5-dimetil-2,4hexanodiona, BTFA4,4,4-Trifluoro-1-fenil-1,3butanodiona e TFAA-1,1,1-Trifluoro-2,4pentanodiona)]. No trabalho em questão o potencial antioxidante do ligante e dos complexos de lantanídeos foi determinado pela capacidade de sequestrar o radical estável 1,1-difenil-2-picrilhidrazil (DPPH)[1,2]. O método determina o poder de sequestro de radicais e antioxidante, em variadas concentrações, medido através da diminuição da absorbância do DPPH a 520nm. Tal diminuição é decorrente da mudança de coloração da solução quando esta doa um hidrogênio para formar uma molécula estável de DPPH. Resultados e Discussão A concentração dos compostos que exibiram uma inibição de 50% (IC50) foi calculada a partir de dos resultados de I%[I=(1-Absamostra/Absbranco)x100%] em função da concentração da amostra. Os resultados mostraram que o efeito inibitório dos compostos testados é dependente da concentração e aumenta o sequestro de radicais livres à medida que aumenta a concentração das amostras. Na análise do ensaio foi observado que amostras de Dy(TFAA)3.2DBSO e Eu(TFAA)3.2H2O tiveram melhores resultados, podendo ser consideradas como antioxidantes “padrão ouro”. Tabela 1. Atividade antioxidante dos complexos de lantanídeos. Amostras IC50 (µM) Tb(PTA)3.2H2O 1.2x10 -4 Eu(PTA)3.2DBSO 2.0x10 -5 Eu(PTA)3.2H2O 9.4x10 -6 Eu(BTFA)3.2DBSO 7.4x10 -6 Tb(PTA)3.2DBSO 1.8x10 -4 Tb(TFAA)3.2DBSO 2.1x10 -6 Dy(TFAA)3.2DBSO 9.9x10 Eu(TFAA)3.2H2O 1.5x10 -12 -9 Os resultados sugerem que a atividade antioxidante esteja relacionada com o centro metálico, já que os ligantes são diferentes e a βdicetona(TFAA) utilizada com outros metais não obtiveram resultados semelhantes. Conclusões Os resultados da atividade antioxidante dos complexos de lantanídeos testados mostraram que a atividade depende da concentração. Todos os compostos exibiram capacidade de sequestrar radicais livres nas várias concentrações comparando controle. Entretanto ainda são necessárias mais análises para entender precisamente o mecanismo de ação antioxidante. Agradecimentos Aos órgãos de fomento CNPq e FAPESB. _____________________ 1 A. M. Fonseca, A. M. C. Bizerra, J. S. N. Souza, F. J. Q. Monte, M. C. F. Oliveira, M. C. Mattos, G. A. Cordell, R. Braz-Filho, T. L. G. Lemos, Rev. Bras. Farmacogn. 19 (2009) 193. 2 P. N. Bandeira, A. M. Fonseca, S. M. O. Costa, M. U. D. S. Lins, O. D. L. Pessoa, F. J. Q. Monte, N. A. P. Nogueira, T. L. G. Lemos, Nat. Prod. Commun. 1 (2006) 117. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Química Orgânica – Apresentação em Painel Data: 22/11/2012 Horário: 18 – 20 h. Autor principal Título do trabalho 1 Iva S. de Jesus¹* (IC), Redução de Compostos Fabiane B. Nogueira1 (IC), 1 Aluísio M. da Fonseca (PQ), Carbonílicos: os talos de mamoeiro (Carica papaya) como reagente José Gilberto silva1 (PQ) biocatalisador 2 Rosanne Pinto de Albuquerque Melo (PQ)¹, Alexandre Oigres Almeida Pereira¹, Anna Carolline Melo Santos (TM)¹, Antônio César Rodrigues Oliveira Júnior (TM)¹, Bruno Lucena dos Santos (TM)¹*, Gabriel Davi Brandão Arcanjo¹, Raíssa Stefany Batista dos Santos (TM)¹ Extração e Quantificação de Licopeno: uma proposta interdisciplinar para alunos do ensino médio Local Departamento de Química Departamento de Química Química Orgânica IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Redução de Compostos Carbonílicos: os talos de mamoeiro (Carica papaya) como reagente biocatalisador 1 1 1 Iva S. de Jesus¹* (IC), Fabiane B. Nogueira (IC), Aluísio M. da Fonseca (PQ), José Gilberto silva (PQ) Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) do Centro de Formação de Professores (CFP) do curso de licenciatura em Química, Rodovia Amargosa-Brejões km 02 s/nº, CEP: 45300-000, Amargosa, Bahia, Brasil. E-mail: [email protected] Palavras Chave: Carica papaya, cetonas, biorredução. Introdução Os termos biocatálise ou biotransformação, de maneira geral, abrangem os processos em que um catalisador biológico é utilizado para a conversão de um substrato em um número limitado de etapas 1 enzimáticas. O mamoeiro (Carica papaya) é da família Caricaceae, seu fruto, conhecido como “mamão”, contém compostos biologicamente 2 ativos. O presente trabalho tem por finalidade verificar o potencial biotecnológico das enzimas encontradas em amostras de talos de mamoeiro, bem como, a utilização de células imobilizadas a fim de realizar inúmeras reações, pois as mesmas podem ser reutilizadas, otimizando o processo reacional. Resultados e Discussão 1a Fig.1. (1a) Enzimas imobilizadas dos talos de mamoeiro (EITM) incorporadas nas esferas de poliacrilamida hidradata; (1b) EITM incorporadas nas esferas de poliacrilamida secas. H3C HO 3 Usando metodologia adaptada de literatura, foram utilizados como substrato: acetofenona (1) e benzaldeido (2), em que os mesmos foram biotransformados em seus respectivos álcoois (Esquema 1), utilizando as células íntegras dos talos do mamoeiro (CITM). Para as células imobilizadas, imobilizou-se as enzimas dos talos-demamoeiro com poliacrilamida em meio aquoso (Figura 1a), logo após a secagem das esferas (figura 1b), foram utilizados 200 mg de linalol, 148 mg de anidrido acético, 20 mL de hexano e 100 mg de esferas imobilizadas e secas (Esquema 2) sob agitação de 150 rpm, à temperatura de 30°C, durante 72 horas de reação. Análise dos produtos foi feita baseada inicialmente em técnica de cromatografia de camada delgada com placa cromatográfica G60 com indicador de fluorescência, possibilitando parcialmente suas identificações de acordo com as diferenças de fator de retenção dos compostos carbonilados e seus respectivos álcoois. A quantificação também foi realizada por CG-EM e 1 RMN H. O OH R 1 R=H 2 R=CH3 CITM R 1' 2' Esquema 1: Borredução dos compostos carbonílicos. 1b CH3 O EITM anidrido acético hexano CH3 O CH3 CH3 CH3 H2C H2C linalol CH3 acetato de linaloíla Esquema 2: Acetilação do Linalol Conclusões Das células íntegras, foi possível realizar duas reações com resultados que comprovaram sua eficácia, são estes o rendimento do produto formado pela reação com o benzaldeído, com 25% do álcool benzílico e da acetofenona, com 13% do referido álcool. Para as células imobilizadas foi possível obter relativo resultado com reação de acetilação. As enzimas encontradas nos talos de mamoeiro foram incorporadas uma matriz polimérica de poliacrilamida, com a finalidade de fornecer maior estabilidade, facilitar a recuperação e reutilização desses catalisadores, o seu rendimento foi 21,2% de acetato de linaloíla. ______________________ 1 Oliveira, L. G.; Mantovani, S. M.; Trans. Bio.: contribuições e perspectivas - Quim. Nova 2009, Vol. 32, No. 3, 745-756. 2 Silva, J. A. T.; Rashid, Z.; Nhut, D. T.; Sivakumar, D.; Gera, A.; Souza, M. T.; Tennant, P. F.; Papaya (Carica papaya L.) Bio. and Biotec. 2007, Tree and Forestry Science and Biotechnology, Global Science Books. 3 Fonseca, A. M.; Monte, F. J. Q.; Oliveira, M. C. F.; Mattos, M. C.; Cordell, G. A.; Braz-Filho, R.; Lemos, T. L. G., J. Molec. Catal. B: Enzym., 2009, 57, 78. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Química Orgânica IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Extração e Quantificação de Licopeno: uma proposta interdisciplinar para alunos do ensino médio Alexandre Oigres Almeida Pereira (TM)¹, Anna Carolline Melo Santos (TM)¹, Antônio César Rodrigues Oliveira Júnior (TM)¹, Bruno Lucena dos Santos (TM)¹*, Gabriel Davi Brandão Arcanjo (TM)¹, Raíssa Stefany Batista dos Santos (TM)¹, Rosanne Pinto de Albuquerque Melo (PQ)¹ *[email protected] ¹ Coordenadoria de Química, Instituto Federal de Sergipe, Aracaju, SE, 49055-260 Palavras Chave: licopeno, espectrofotometria, antioxidante. Introdução O licopeno possui fórmula molecular C40H56, de peso molecular igual a 536g/mol, não possuindo atividade provitamina A. É o pigmento presente na goiaba, melancia, tomate, dentre outros alimentos. Possui diversos campos de estudo em doenças cancerígenas, em especial câncer de próstata e o câncer de pulmão em usuários de nicotina e tabaco. Pesquisas mostram que esse carotenoide protege biomoléculas celulares importantes tais como lipídeos, lipoproteínas, proteínas e DNA. Estudos in vitro demonstram uma habilidade duas vezes maior do licopeno em sequestrar o oxigênio singlete quando comparado ao β- caroteno e dez vezes maior quando comparado ao α- tocoferol, por conta 1,2 da proporcionalidade das duplas conjugadas . Figura 1. Gráficos de concentração do licopeno em diferentes frutas para seu respectivo pedúnculo, polpa in natura e esta em processo de aquecimento. licopeno Conclusões Resultados e Discussão Foram selecionadas frutas para extração através da maceração, utilizando-se almofariz e pistilo, com acetona e logo após uma partição em éter de petróleo. Foram macerados individualmente o pedúnculo e a polpa in natura, sendo a mesma aquecidas em 5’, 15’ e 30’ em banho-maria. Em seguida, o material macerado foi levado à filtração para a distinção entre a fase orgânica da inorgânica. As análises foram feitas a partir do método de espectrofotometria UV-VIS. O experimento foi realizado em triplicata com leitura no espectrofotômetro a uma faixa de 503nm. . A equação da reta y = 59364 x - 252,33 da curva padrão do licopeno foi obtida a partir de Waechter et al³. As bandas características na região de 503 nm confirmou a presença do licopeno nas amostras analisadas. As frutas utilizadas que demonstraram teores de licopeno são considerados alimentos funcionais, podendo os mesmos serem utilizados como nutracêuticos. Dessa forma, podem ser quimiopreventivos com relação a doenças cancerígenas, com ênfase para o câncer de próstata e pulmão, assim como problemas cardiovasculares. Agradecimentos Agradecemos ao CNPq e FAPITEC pela bolsa concedida. ______________________ 1 Zeraik, M. L.; Yariwake, J. H. Química Nova. 2008, 31, 1259. Cerqueira, F. M.; de Medeiros, M. H. G.; Augusto, O.; Química Nova. 2007,30, 441 ³ Waechter, F.; Charão, M.F.; Baierle, M.; Garcia, S.C. Lume UFRGS. 2011, 27, 221. 2 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. Físico-Química – Apresentação em Painel Data: 22/11/2012 Horário: 18 – 20 h. Autor principal Título do trabalho Local 1 Edna da S. Machado* (PG), Nailton M. Rodrigues (PG), Aloisio de J. Santana (PG), Thatiana S. Santos (PG), Edvonaldo F. e Silva (PG), Viviane C. Felicíssimo (PQ), Nivan B. da C. Júnior (PQ). Estudo teórico do Metacrilato de Metila (MMA) utilizando métodos abinitio e Semiempírico Departamento de Química 2 Nailton M. Rodrigues* (PG), Edna da S. Machado (PG), Ricardo O. Freire (PQ) Design Teórico de um Transportador de Elétrons para Aplicação em OLEDs Departamento de Química 3 Nailton M. Rodrigues* (PG), Nivan B. da Costa Jr. (PQ), Ricardo O. Freire (PQ) Avaliação do Poder de Predição dos Métodos Semiempírcios AM1, PM3 e PM6 Aplicados às Redes Híbridas de Coordenação Contendo Metais de Transição Departamento de Química Especificar a Área do trabalho (Físico-Química) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Estudo teórico do Metacrilato de Metila (MMA) utilizando métodos abinitio e Semiempírico. Edna da S. Machado* (PG), Nailton M. Rodrigues (PG), Aloisio de J. Santana (PG), Thatiana S. Santos (PG), Edvonaldo F. e Silva (PG), Viviane C. Felicíssimo (PQ), Nivan B. da C. Júnior (PQ). *[email protected] Departamento de Química, UFS, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil Palavras Chave: MMA, ab initio, Semi-empírico Introdução Compostos acrilatos são conhecidos por apresentarem isomerismo rotacional com estruturas cis e trans, exibindo conformações energeticamente 1 mais estáveis que outras . Um acrilato bastante conhecido é o metacrilato de metila (MMA), termoplástico de grande importância na engenharia, caracterizado por sua semelhança ao vidro, resistente a agentes atmosféricos além de 2,3 apresentar uma excelente transparência . Diante do exposto, este trabalho pretende estudar as diferentes propriedades advindas destas conformações, para a molécula de MMA, mostrando qual destas é a mais estável utilizando diferentes métodos teóricos computacionais, como os métodos ab initio- Hartree-Fock e DFT, e semi-empíricosAM1 (Austin Model 1), PM3( Parametric Model 3), PM6 (Parametric Model 6), PM7 (Parametric Model 7), RM1 (Recife Model 1). Os cálculos em nível ab initio foram executados no programa GAMESS com um conjunto de bases 6-311++G**, no cálculo DFT foi utilizado o funcional B3LYP. Em relação aos cálculos semi-empíricos foi utilizado um pacote computacional MOPAC2009. Como forma de avaliar qual o método descreve melhor a geometria, foi medido o ângulo diedro O10C6C3C4 (veja Tab. 1 para o Tc), o qual é responsável pela rotação que gera as duas conformações estruturais. Desta forma, foi encontrado o melhor acordo para o método AM1 (0,827) quando comparado com o valor experimental. Método AM1 PM3 PM6 PM7 RM1 HF DFT Tabela 1. Valores do ângulo diedro O10C6C3C4 para a conformação Tc. No cálculo das frequências vibracionais realizados para o Tc e Cc com o método AM1, DFT e HF, bem como os valores de momento dipolo, potenciais de ionização vertical e adiabático, foram obtidos resultados esperados condizentes aos dados experimentais, entretanto os resultados obtidos com o DFT foram superiores a todos os outros. Resultados e Discussão Em nossos resultados obtivemos para todos os métodos que a conformação de menor energia é Tc (Fig. 1). Ângulo de diedro (O10C6C3C4) 0.827 71.304 37.741 36.158 35.714 0.000 0.000 Conclusões Foi possível constatar utilizando os métodos semiempíricos e ab initio, que o confôrmero trans da molécula de MMA possui maior estabilidade. Os resultados calculados utilizando o método AM1 são comparáveis com resultados obtidos para o método DFT, mostrando que com a devida escolha os métodos semiempíricos conseguem calcular propriedades de moléculas de forma eficiente com um custo computacional reduzido. Agradecimentos (a) (b) Figura 1. Conformações do MMA: (a) Cc (b) Tc. CAPES e CNPQ. ______________________ 1 Baker, B.L et al. J. Mol. Struc. 1995. 356, 95-104. Lee, L.H.; Chen, W. C.Chem. of Mat. 2001, 22, 3005-3013. 3 Du, W. et al. J. of Sol-gel and Tech. 2005, 34, 227-231. 2 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) (Físico Química) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Design Teórico de um Transportador de Elétrons para Aplicação em OLEDs. * Nailton M. Rodrigues (PG), Edna da S. Machado (PG), Ricardo O. Freire (PQ) Universidade Federal de Sergipe *[email protected] Palavras Chave: OLED, Transportador de elétrons, semiempírico Introdução OLEDs são dispositivos eletroluminescentes geralmente formados por três ou mais camadas distintas [1]. A otimização das propriedades dos materiais utilizados nestas camadas constituintes é de grande interesse. A injeção de elétrons em um orbital LUMO (lowest unoccupied molecular orbital) com alta energia da camada transportadora de elétrons (CTE) possibilita a transferência de energia para uma camada emissora que possua um alto valor de energia de LUMO, que a depender de algumas características pode formar um éxciton com decaimento mais energético. Uma das alternativas para este aprimoramento é o uso de ferramentas computacionais que possibilitem simular mudanças estruturais que resultem em um aumento da energia do LUMO da molécula utilizada. O uso de métodos semiempíricos proporciona resultados com exatidão satisfatória e com tempo de processamento pequeno quando comparado ao DFT. Resultados e Discussão No presente estudo, foram feitas substituições no ALQ3 (tri-8-hidroxi-quinolato de alumino) contido na figura 1, com componentes da tabela 1. Tabela 1. Substituições realizadas no AlQ3. Estrutura 1 2 3 4 5 6 7 8 Posição dos substituintes P1 P2 P3 Cl NO2 COOH Cl NO2 H Cl CH3 COOH Cl CH3 H N(CH3)2 NO2 COOH N(CH3)2 NO2 H N(CH3)2 CH3 COOH N(CH3)2 CH3 H Comparações realizadas entre os métodos semiempíricos AM1, PM3, PM6 e o PM7, mostraram que a estrutura do AlQ3 foi melhor descrita pelo método PM7, pois possibilitou no poliedro de coordenação erros mais próximos aos do DFT que os demais. Entre as novas estruturas, apenas a estrutura numero 8 possui um maior valor de energia do LUMO que o AlQ3. Por meio de interpretação geométrica ficou claro que a substituição por grupos doadores de elétrons favorece um aumento da energia do orbital desocupado de menor energia (LUMO), e que o mesmo esta mais localizado entre o oxigênio e o grupo N(CH3)2 que é um forte doador. Conclusões O presente estudo sugere uma estratégia de como melhorar uma propriedade de interesse explorada nas camadas transportadoras de elétrons. A substituição por grupos doadores de elétrons como o N(CH3)2, CH3 e H, favorecem a formação de um LUMO com um valor mais alto de energia. Agradecimentos CNPQ e CAPES. ______________________ 1 Figura 1. Pontos de modificação no AlQ3 para o isômero C3. H. Yersin.; A. F. Rausch.; R. Czerwienic.; Thomas Hofbeck.; T. Fischer., Coordination Chemistry Reviews. 2011, 255, 2652 2 . L. S. Hung.; C. H. Chen,. Materials Science and Enginnring R. 2002, 39, 143. IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012. (FÍSICO QUÍMICA) IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ) Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos Avaliação do Poder de Predição dos Métodos Semiempírcios AM1, PM3 e PM6 Aplicados às Redes Híbridas de Coordenação Contendo Metais de Transição. * Nailton M. Rodrigues (PG), Nivan B. da Costa Jr. (PQ), Ricardo O. Freire (PQ) Universidade Federal de Sergipe *[email protected] Palavras Chave: MOF, Periodicidade, Métodos semiempírico. Nos últimos anos, o número de trabalhos envolvendo Redes Híbridas de Coordenação ou como também são conhecidas: MOFs (Metal Organic Framework) cresceu consideravelmente [1]. Dentre esses trabalhos, um grande número de aplicações tem sido propostas, dentre elas o uso em catalise, como molde para síntese de nanotubos de carbono, nanorastreadores fotônicos, no armazenamento e transporte de gás e como carreadores de fármacos. Formas de investigar estas estruturas e interpretar suas propriedades é um ponto chave para a aplicação destas estruturas. Neste aspecto, o uso de ferramentas computacionais para previsão estrutural e compreensão de propriedades eletrônicas por meio da mecânica quântica pode ser considerada uma excelente estratégia. Para tanto, tais métodos devem ser capazes de prever propriedades estruturais com alta exatidão quando comparados com resultados experimentais. Neste ínterim, os métodos semiempíricos podem ser candidatos naturais para serem aplicados, uma vez que as MOFs são sólidos com célula unitária contendo centenas de átomos. Assim, o presente estudo busca avaliar a capacidade de previsão estrutural de MOFs utilizando os métodos semiempíricos AM1, PM3 e PM6. médias obtidas com o AM1 e o PM3 foram 0,0428 e 0,0581 respectivamente. A segunda etapa deste estudo consistiu na avaliação de 29 estruturas com os seguintes íons metálicos: Mn, Fe, Co, Ni, Cu, Y, Ag, Cd. Neste caso, apenas o método PM6 foi aplicado uma vez que é o único que se encontra parametrizado para estes metais. O resultado em termos de erro RMSM pode ser visto na figura 1. 0,12 0,11 0,10 0,09 0,08 0,07 RMSM Introdução 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 Mn Fe Co Ni Cu Y Ag Cd Figura 1. RMS médio (RMSM) obtidos com o método PM6. Conforme a figura 1, podemos observar que o maior erro (abaixo de 0,08 Å) foi obtido para a descrição das três MOFs que possuem o cobalto como centro metálico e os erros médios obtidos para as demais ficaram abaixo de 0,07 Å, ou seja, uma excelente concordância entre as estruturas calculadas e experimentais [2]. Resultados e Discussão Neste estudo 14 MOFs contendo como centro metálico um íon de metal de transição (Al, Zn, Pb, Hg) foram completamente otimizadas com os métodos AM1, PM3 e PM6 utilizando condições periódicas por meio do programa MOPAC2009. A sobreposição das estruturas calculadas e cristalográficas foi realizada e o RMS calculado para cada estrutura otimizada com cada um dos três métodos citados. Os resultados demonstraram que o PM6 foi o melhor entre eles, com um erro médio, para todos os metais estudados, igual a 0,0286. As 0,06 Conclusões A partir dos resultados obtidos é possível observar que o método semiempírico PM6 apresentou a melhor descrição estrutural entre os métodos analisados. Agradecimentos CAPES e CNPQ ______________________ 1 2 S. Natarajan.; P. Mahata, Chemical Society Reviews 2009, 38, 2304 J. J. P. Stewart, J. Mol Model 2008, 14, 499 IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.