UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Departamento de Química
Química: Educação, Ciência e Tecnologia
DE 19 a 23/11/2012
ANAIS E RESUMOS
TAMEN
AR
DE
A
TO
DE
P
ISSN 2317-1510
Q UI M IC
São Cristóvão/2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Prof. Dr. Ângelo Roberto Antoniolli
Reitor
Prof. Dr. André Mauricio C. de Souza
Vice-reitor
Eduardo Oliveira Freire
Diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
Chefe do Departamento de Química
Prof.ª Msc. Djalma Andrade
Coordenadora do Grupo de Estudo em Educação Química
COMISSÕES
1) Comissão Organizadora:
Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire – Coordenador
Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima – Vice-coordenador
2) Comissão Científica
Profa. Dra. Eliana Midori Sussuchi – Coordenação
Prof. Dr. Antônio Reinaldo Cestari
Profa. Msc. Djalma Andrade
Profa. Dra. Edinéia Tavares Lopes
Prof. Msc. Erivanildo Lopes da Silva
Prof. Msc. Fábio Adriano Santos da Silva
Prof. Msc. Giovanni Gomes Lessa
Profa. Dra. Iara de Fátima Gimenez
Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima
Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre
Prof. Dr. Marcelo Leite dos Santos
Prof. Dr. Marcelo Rodrigues Oliveira
Profa. Dra. Marlene Rios Melo
Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares
Prof. Dr. Mozart Neves Ramos
Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi
Prof. Dr. Péricles Barreto Alves
Prof. Dr. Renato Canha Ambrosio
Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
3) Comissão de Infra-estrutura:
Profa. Dra. Viviane Felicíssimo
Profa. Dra. Elaine Cristina Nogueira Lopes de Lima
Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva Barreiros
4) Comissão de Patrocínio
Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima
Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
5) Comissão de Divulgação
Prof. Dr. Marcelo Leite dos Santos
Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre
Profa. Dra. Samísia Maria Fernandes Machado
Mestrando Gladston dos Santos
6) Comissão de Inscrição
Profa. Dra. Lisiane dos Santos Freitas
7) Comissão de Certificados
Profa. Dra. Marizeth Libório Barreiros
Prof. Dr. Nivan Bezerra da Costa Júnior
Assicleide da Silva Brito
8) Coordenação das Oficinas Temáticas
Profa. Msc. Djalma Andrade
Prof. Msc. João Paulo Mendonça Lima
SUMÁRIO
Apresentação
06
Programação
07
Palestras
16
Minicursos/Oficinas
21
Comunicações Orais
33
Apresentações em Painéis
61
APRESENTAÇÃO
A Química é uma ciência que possibilita a compreensão dos vários fenômenos naturais e artificiais que
ocorrem em nosso cotidiano. O conhecimento em Química deve possibilitar não apenas a construção e
compreensão de conhecimentos específicos característicos dessa área, como também as múltiplas relações
entre ciência, tecnologia, sociedade e meio-ambiente. Dessa forma, necessitamos contemplar uma
formação profissional que contemple uma ética para uma civilização tecnológica de uma sociedade em
mutação. Nesta perspectiva e identificando a relevante função social da Química e do ensino de Química,
apresentamos uma proposta que vem implementar um espaço de discussão e intercâmbio educacional,
científico e tecnológico. Visando a formação de profissionais comprometidos com esta sociedade em
processo de mudanças. Para tanto o evento propiciará atividades envolvendo a Educação Básica
(professores e alunos), a formação inicial, a pesquisa na área de ensino e em Química e o
desenvolvimento científico e tecnológico sustentável. Numa perspectiva de mostrar que essa integração
possibilita a formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento científico e tecnológico
em harmonia com as questões, politicas, econômica, sociais e ambientais. O momento será de reflexão
sobre as pesquisas desenvolvidas por profissionais da área, professores e orientandos, tanto da graduação
quanto da pós-graduação. Considerando que tais investigações envolvem não somente a síntese de novos
materiais, a otimização de modelos científicos, a busca por rotas sintéticas menos impactantes tanto
socialmente quanto ambientalmente, mas também a compreensão da função social do ensino de Química
e do papel do Químico neste contexto. Assim, o evento constará de palestras, oficinas temáticas, mesasredondas, mini-cursos, comunicação oral e na forma de painéis, buscando aproximar as ações acadêmicas
com o desenvolvimento científico e tecnológico. Nesse contexto o evento se justifica como um espaço de
discussão e intercâmbio de experiências entre os profissionais da área acadêmica e tecnológica,
contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e educacional do estado. Além, de
possibilitar aos alunos dos cursos de graduação das diversas Instituições de Ensino Superior, atendimento
de um dos componentes curriculares da formação inicial que são as atividades complementares.
Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
Coordenador do IV ENSEQ
PROGRAMAÇÃO
PROGRAMAÇÃO
Dia 19/11/2012 – Segunda-feira
HORÁRIO
ATIVIDADE
LOCAL
13:10/14:00 h
Palestra: Os cursos de Licenciatura e
Bacharelado em Química e a importância da
Química para a sociedade.
Auditório da
Didática VI
Palestrante: Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
(UFS)
OFICINAS TEMÁTICAS
14:30/17:00 h
17:00/18:00 h
Oficina Temática 01:
Sala 3
Oficina Temática 02:
Sala 4
Oficina Temática 03:
Sala 5
Oficina Temática 04:
Sala 6
Oficina Temática 05:
Sala 7
Oficina Temática 06:
Sala 8
Oficina Temática 07:
Sala 9
Oficina Temática 08:
Sala 10
Oficina Temática 09:
Sala 11
Oficina Temática 10:
Sala 12
Oficina Temática 11:
Sala 13
INTERVALO
OFICINAS TEMÁTICAS
18:00/21:00 h
Didática V
Didática V
Oficina Temática 01:
Sala 3
Oficina Temática 02:
Sala 4
Oficina Temática 03:
Sala 5
Oficina Temática 04:
Sala 6
Oficina Temática 05:
Sala 7
Dia 20/11/2012 – Terça-feira
HORÁRIO
9:30/13:00 h
13:00/15:00 h
ATIVIDADE
ENTREGA
DE
CREDENCIAMENTO
MATERIAL
LOCAL
E
Didática V
MINICURSOS
Didática V
MC2
–
Estudo
Estrutural
de
T
iossemicarbazonas e Oximas com Atividade
Farmacológica.
Sala 3
Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira
(UFS)
13:00/15:00 h
MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a
Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e
Saúde Pública.
Sala 4
Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior
(UFPE)
MC6 – Avaliação da contaminação de metais
traço em sedimentos.
Sala 5
Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de A. Passos
(UFS)
MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de
petróleo, derivados e biocombustíveis.
Sala 6
Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr
(UFS)
MC10 – Análise e processamento de dados
unidimensionais de ressonância magnética
nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre
C.
Lab. de
Informática no
Depart. de
Computação
Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS)
MC12 – Criação de Aplicativos educacionais
para Smarthpones e Tablets: motivações,
desafios e perspectivas.
Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio
(UFS)
Sala 7
MC14 - Determinação do teor de açúcares totais
em
amostras
de
banana
utilizando
espectrofotometria de absorção molecular.
Sala 8
Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE)
15:00/16:00 h
INTERVALO
16:00/16:30 h
ABERTURA
Autoridades constituídas
Auditório da
Didática V
CONFERÊNCIA DE ABERTURA
16:30/18:30 h
Conferência de Abertura: A importância da
Química no nosso cotidiano
Auditório da
Didática V
Palestrante: Prof. Dr. Antonio Salvio Mangrich
(UFPR)
18:30/19:30 h
COFEE BREAK
20:00/22:00 h
MINICURSOS
Didática V
MC1 - Das implicações tecnológicas a crise
ambiental: A importância da educação ambiental
para o ensino de Química
Sala 3
Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga
(IFBA)
20:00/22:00 h
MC9 – Uso de Recursos Computacionais no
Ensino de Bioquímica
Sala 5
Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M.
Raimundo da Rocha (UFS)
MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em
Química
Sala 6
Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes
Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE)
MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas
possibilidades.
Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira
(CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C.
Sala 8
Queiroz (UERJ)
Dia 21/11/2012 – Quarta-feira
HORÁRIO
ATIVIDADE
LOCAL
13:00/15:00 h
MINICURSOS
Didática V
MC2 – Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas
e Oximas com Atividade Farmacológica.
Sala 3
Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira
(UFS)
MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a
Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e
Saúde Pública.
Sala 4
Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior
(UFPE)
MC6 – Avaliação da contaminação de metais
traço em sedimentos.
Sala 5
Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de A. Passos
(UFS)
MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de Sala 6
petróleo, derivados e biocombustíveis.
Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr
(UFS)
MC10 – Análise e processamento de dados Lab. de Informática
unidimensionais de ressonância magnética no
Depart.
de
nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre Computação
C.
Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS)
MC12 – Criação de Aplicativos educacionais
para Smarthpones e Tablets: motivações,
desafios e perspectivas.
Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio
(UFS)
Sala 7
MC14 - Determinação do teor de açúcares totais
em
amostras
de
banana
utilizando
espectrofotometria de absorção molecular.
Sala 8
Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE)
15:00/15:30 h
INTERVALO
15:30/17:00 h
PALESTRA
Didática V
P1– Alcalóides: Química e Convivência com
a Humanidade
Sala 101
Palestrante: Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva
Barreiros (DQI/UFS)
17:00/18:00 h
INTERVALO
18:00/20:00 h
MESA REDONDA
Didática V
MR1– A Química no estado de Sergipe: da
Pesquisa Básica à Inovação.
Sala 101
Membros: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Junior
(UFS); Prof. Dr. Nivan Bezerra da Costa Junior
(UFS); Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS) e
Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS)
Coordenador: Prof. Dr. Ricardo Oliveira Freire
MR2– Como formar melhor profissionais de
Química no estado de Sergipe: Estratégias para
serem adotadas do ensino básico até a Pósgraduação.
Membros: Prof.ª Msc. Djalma
UFS/Campus São Cristóvão.
Sala 102
Andrade
Prof.ª Dr.ª Luciane Pimenta Cruz Romão –
NPGQ/UFS.
Prof. Hélio Magno do Nascimento dos Santos –
SEED
Coordenação: Prof. Msc. João Paulo Mendonça
Lima UFS/Campus São Cristóvão.
20:00/22:00 h
MINICURSOS
Didática V
MC1 - Das implicações tecnológicas a crise
ambiental: A importância da educação ambiental
para o ensino de Química
Sala 3
Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga
(IFBA)
MC9 – Uso de Recursos Computacionais no Sala 5
Ensino de Bioquímica
Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M.
Raimundo da Rocha (UFS)
MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em Sala 6
Química
Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes
Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE)
MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas Sala 8
possibilidades.
Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira
(CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C.
Queiroz (UERJ)
Dia 22/11/2012 – Quinta-feira
HORÁRIO
13:00/15:00 h
ATIVIDADE
LOCAL
MINICURSOS
Didática V
MC2 – Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas
e Oximas com Atividade Farmacológica.
Sala 3
Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira
(UFS)
13:00/15:00 h
MC4 – Polímeros de Coordenação: Do Design a
Aplicação em Segurança, Meio Ambiente e
Saúde Pública.
Sala 4
Ministrante: Prof. Dr. Severino Alves Junior
(UFPE)
MC6 – Avaliação da contaminação de metais
traço em sedimentos.
Sala 5
Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de Andrade
Passos (UFS)
MC8 - CG 2D: uma breve revisão na análise de
petróleo, derivados e biocombustíveis.
Sala 6
Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr
(UFS)
MC10 – Análise e processamento de dados
unidimensionais de ressonância magnética
nuclear (RMN) com auxílio do software Mestre
C.
Lab. de
Informática no
Depart. de
Computação
Ministrante: Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS)
MC12 – Criação de Aplicativos educacionais
para Smarthpones e Tablets: motivações,
desafios e perspectivas.
Sala 7
Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio
(UFS)
MC14 - Determinação do teor de açúcares totais
em
amostras
de
banana
utilizando
espectrofotometria de absorção molecular.
Sala 8
Ministrante: Bruno T. Cardoso (EMBRAPASE)
15:00/15:30
INTERVALO
15:30/17:00 h
PALESTRA
Didática V
P2 – A Química Bioinorgânica desenvolvimento
científico e tecnológico
Sala 101
Palestrante: Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi
(UNICAMP-SP)
17:00/18:00
INTERVALO
18:00/20:00 h
APRESENTAÇÃO DOS PAINÉIS (DQI)
Corredor do DQI
20:00/22:00 h
MINICURSOS
Didática V
MC1 - Das implicações tecnológicas a crise
ambiental: A importância da educação ambiental
para o ensino de Química
Sala 3
20:00/22:00
Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga
(IFBA)
MC9 – Uso de Recursos Computacionais no
Ensino de Bioquímica
Ministrante: Prof. Dr. Jorge Alberto M.
Raimundo da Rocha (UFS)
MC11 – Estratégias de Ensino/aprendizagem em
Química
Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes
Ferreira (IFS – Campus Itabaiana – SE)
MC15 – A abordagem CTS-ARTE e suas
possibilidades.
Sala 4
Sala 5
Sala 7
Ministrantes: Roberto D. V. L. de Oliveira
(CEFET/RJ) e Profa. Dra. Glória Regina P. C.
Queiroz (UERJ)
Dia 23/11/2012 – Sexta-feira
HORÁRIO
13:30/15:30
ATIVIDADE
LOCAL
APRESENTAÇÃO ORAL
Didática V
Eixo Temático IV (Ensino de Química)
Sala 101
Eixo Temático IV (Ensino de Química)
Sala 102
Eixo Temático IV (Ensino de Química)
Sala 103
Eixo Temático IV e V ( Química Analítica)
Sala 104
15:30/16:00
INTERVALO
16:00/17:30
PALESTRA DE ENCERRAMENTO
Didática V
Formação de professores de Química e a
importância do ensino de Química para o
desenvolvimento da sociedade.
Sala 101
Palestrante: Prof. Dr. Márlon Herbert Flora
Barbosa Soares (UFG)
17:30/18:00
Entrega da placa comemorativa
“Dr. Bragança“ aos Químicos homenageados
Sala 101
PALESTRAS
TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA QUÍMICA NO NOSSO COTIDIANO
Antonio S. Mangrich (DQ/UFPR; DQ/UFS, INCT/CNPq E&A)
Resumo: Na palestra trataremos das moléculas químicas envolvidas com as nossas necessidades diárias,
desde a nossa alimentação, higiene pessoal, meios de transporte, até as pílulas anticoncepcionais.
Falaremos da inter-relação dessas necessidades, como da escolha dos alimentos para que funcionem como
verdadeiros remédios. Mostraremos modos eficientes de apresentar a Química para os nossos estudantes:
as estruturas atômicas e moleculares somente são apresentadas quando os estudantes sentirem
necessidade de conhecê-las para compreenderem suas atividades em função de suas estruturas.
Aprenderemos a admirar a Química e nos surpreenderemos com as incríveis nuances dessa disciplina.
Somos, nós próprios, exemplos fantásticos de atividades químicas.
Na introdução da palestra falaremos dos primórdios dos conhecimentos químicos e da sua
evolução ao longo da história da vida sobre a terra. Faremos perguntas interessantes, como a que trata de
quais moléculas surgiram primeiro, os ácidos nucleicos (DNA) ou as proteínas.
Estamos pensando em escrever um livro para o ensino médio tratando dos materiais que vamos
apresentar durante a palestra e, por isso, gostaríamos de discuti-lo com os interessados.
Apresentaremos ainda alguns dos resultados das pesquisas de nossos estudantes de IC, mestrado
e doutorado e da importância da pesquisa no desenvolvimento e ensino da Química.
TÍTULO: A Química Bioinorgânica: contribuições para o desenvolvimento científico e tecnológico
Prof. Dr. Pedro Paulo Corbi (Departamento de Química Inorgânica - Instituto de Química –
UNICAMP)
Resumo: Complexos metálicos têm sido utilizados em medicina, no mundo todo, no diagnóstico e no
tratamento de várias doenças. A diversidade de compostos inorgânicos e suas aplicações medicinais
abrangem, por exemplo, o tratamento do câncer e da artrite, agentes antimicrobianos e inibidores
enzimáticos. O conhecimento estrutural e a compreensão dos mecanismos de ação farmacológica destes
compostos são de fundamental importância no desenvolvimento de novos fármacos mais eficientes e
seguros ao organismo humano. Neste seminário, serão apresentados alguns aspectos gerais sobre a
Química Bioinorgânica, a qual é uma disciplina de destaque na interface entre a química e a biologia, bem
como sua contribuição científica e tecnológica em diversas áreas do conhecimento. Também serão
apresentados os mais recentes resultados obtidos em nosso grupo de pesquisas na preparação de
complexos metálicos, sobretudo de Pt(II), Ag(I) e Au(I), como potenciais agentes antibacterianos e
antitumorais.
TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA E A IMPORTÂNCIA DO ENSINO
DE QUÍMICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE.
Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (Universidade Federal de Góias/UFG)
RESUMO: Para o desenvolvimento do país é cada vez mais urgente e premente a formação adequada de
professores de química. No entanto, em um cenário de desvalorização da docência em nível fundamental
e médio e até mesmo em nível superior, faz-se necessário um direcionamento de nossas ações para que
possamos resgatar a importância da formação do professor. Esse é o profissional responsável pelo ensino
de química para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres para uma melhor ação na
sociedade. Será ele, que por meio do saber de conteúdo relacionado a química, pode transformar a
sociedade em que vivemos, seja em relação ao contexto da ciência química em nosso dia a dia, seja na
descrição de fenômenos da natureza, da indústria, da vida que desmistifiquem o ensino de ciência como
um todo. Além disso, temos ainda que discutir que tipo de professor queremos formar e que tipo de
ensino de química pretendemos ministrar, considerando todo o histórico de vida, estudantil e profissional
do sujeito que escolhe a profissão docente. Esses aspectos não são de modo algum, antagônicos, são na
verdade, complementares. Dentro dessa ideia, a discussão dos saberes necessários a docência, é
importante no que tange a sociedade em que estamos inseridos. Não temos respostas prontas, mas
discussões sobre o tipo de público que nossos professores terão nos próximos anos, bem como a
necessidade de inovação de nossas aulas, seja em nível médio ou superior, discussão essa que se faz cada
vez mais presente e urgente. Finalmente, pretendemos ainda discutir que tipo de conhecimento químico
deve ser de fato estudado em nível médio de ensino e de que forma essa nova visão frente às
transformações pela qual passa a sociedade podem influenciar a formação de professores de química em
todo o Brasil, sem deixar de lado os fatores sociais, políticos e econômicos relacionados à temática.
TÍTULO: ALCALÓIDES - QUÍMICA E CONVIVÊNCIA COM A HUMANIDADE
Prof. Dr. André Luís Bacelar Silva Barreiros (DQI/UFS)
RESUMO: Por séculos a humanidade têm feito uso de substâncias de origem vegetal para os mais
diversos fins. Dentre elas, destacam-se os alcalóides, substâncias provenientes do metabolismo
secundário das plantas, e que devido a sua distribuição ampla e diferentes atividades no organismo, têm
sido de longe as mais utilizadas, e as que mais afetaram a história da humanidade. Os alcalóides já
causaram guerras, como a guerra do ópio na china motivada pela morfina, ou mais recentemente a guerra
entre as FARC e o governo da Colômbia, financiada pela cocaína. Já estimularam revoluções, como a
cafeína que estimulou os debates que levaram à revolução francesa, ou levaram à acusações de bruxaria
na idade média. Seu uso já foi ritualístico por curandeiros e xamãns do mundo inteiro, medicinal e
recreacional. Quando suas estruturas começaram a ser elucidadas, passaram a ser importantes modelos
farmacológicos, como a cocaína que serviu de modelo para a benzocaína, xilocaína, e outras de mesma
classe, devido ao seu efeito anestésico local, ou a atropina que devido ao seu efeito midriático serviu de
base para a tropinamida, utilizada nos exames oftalmicos para a dilatação da pupila. Nos dias atuais,
apenas dois alcalóides puros tem o seu uso socialmente aceito: A cafeína, que estimula a nossa
produtividade e impulsionou a revolução industrial, e que está presente em nosso dia a dia em mais locais
do que imaginamos, como no café, chá preto, chá verde, chá branco, chá mate, nos refrigerantes de cola
(coca-cola, pepsi) ou de guaraná, no chocolate, sucos de cacau e cupuaçu, e na nova moda dos energéticos
como Red Bull, Flying Horse e Burn. E a nicotina, presente no tabaco, e que tem viciado a humanidade
desde as grandes navegações. Primeiro cheirada na forma de rapé e posteriormente fumada na forma de
cigarros, charutos e cachimbos. Seus efeitos calmantes seduziram a humanidade, mas seus malefícios
identificados no século XX têm levado a várias restrições a seu consumo. Para o bem ou para o mal, os
alcalóides continuarão a conviver com a humanidade, e a afetar a sua história.
MINICURSOS/
OFICINAS
MC 1: Das implicações tecnológicas a crise ambiental: A importância da educação ambiental para
o ensino de Química
Ministrante: Prof. Msc. Ângelo F. Pitanga (IFBA)
O referido mini-curso tem por objetivo trazer à baila as discussões dos fundamentos epistemofilosóficos que foram sendo construídos historicamente pelas sociedades. E daí, tentar entender, baseado
nas categorias de discursos e racionalidade, quais foram os fundamentos filosóficos que procuram buscar
justificar o porquê do homem a chegar a esse contexto? E pelo qual tem se difundido e anunciada uma
“Crise Ambiental”.
Com base na categoria de racionalidade, que segundo Leff (2010), “são as formas de compreender
e atuar no mundo”, iremos construir uma conjuntura histórica na iniciativa de tentar entender como a
evolução da ciência, da tecnologia e da sociedade atingiram tal situação, se fazendo hoje necessário a
somação de esforços de diversas agências governamentais ou não, com o intuito de procurar apresentar
rumos e soluções que possam combater essa anunciada crise.
Sendo assim uma das soluções, que vendo sendo proposta para a superação, dede o ano de 1972 é
apostar em iniciativa na educação para que essas promovam a formação de cidadão que tenha uma nova
racionalidade sobre o mundo, e daí as ações humanas venham com o tempo diminuir os seus impactos
provocados no mundo.
O que se procura defender não é uma educação somente ambiental, mas sim uma educação
socioambiental, é vislumbrar que essas intervenções, não apresentam somente impactos sobre a natureza,
mas observar e analisar criticamente os diversos impactos sobre toda a sociedade que possam ser
visualizados.
Sendo a Química, uma das ciências propulsoras para o crescimento do mundo contemporâneo, se
faz necessário uma investigação dos pontos positivos e negativos que estão associados ao
desenvolvimento da mesma ao longo da história da humanidade. E assim, é de extrema importância à
oportunidade de se formar professores de Química, como uma visão ampliada das discussões associadas
às questões dessa crise. Geralmente os profissionais da Química; licenciados, tecnólogos e bacharelados
tem na academia a oportunidade de discutir os problemas ambientais, porém a proposta desse mini-curso
é garantir um espaço discursivo na perspectiva de entender de modo não ingênuo os engendramentos
históricos que levaram o homem a tal situação, e daí propor ações que possam se desenvolvidas em sala
de aula, como iniciativas de levar o homem a um lugar que nós permita superar essa crise.
MC2: Estudo Estrutural de Tiossemicarbazonas e Oximas com Atividade Farmacológica.
Ministrante: Prof. Dr. Adriano Bof de Oliveira (UFS).
O mini-curso é divido em três partes. Inicialmente são apresentados alguns fundamentos da química do
estado sólido e da química estrutural, incluindo interações inter e intramoleculares, que são indispensáveis
ao entendimento do tema do mini-curso. Posteriormente é feita uma abordagem sobre a química das
tiossemicarbazonas e oximas. Nessa abordagem são discutidos os métodos de obtenção, são apresentados
alguns exemplos importantes da literatura e também é tratada a atividade farmacológica dessas espécies
químicas, levando-se em conta a relação entre estrutura química e atividade farmacológica dessas
espécies químicas. São apresentados os resultados do estudo estrutural de algumas tiossemicarbazonas e
oximas derivadas de grupos orgânicos estratégicos, como o aloxan, o sulfono e a isatina e também são
apresentados dois complexos, um com metal essencial (sódio) e outro com metal pesado (cádmio). As
estruturas no estado sólido são apresentadas e discutidas em função das interações intra e
intermoleculares e da formação de redes cristalinas mono, bi e tridimensionais, além da formação de
polímeros de ligações de hidrogênio. Finalmente é feito um estudo de caso com a 5-bromoisatina-3tiossemicarbazona, uma espécie química que foi obtida primeiramente em 1952 e que teve suas atividades
farmacológicas contra malária e contra o Tripanossoma cruzi somente em 2003 investigadas. Somente em
2011 a estrutura cristalina/molecular da 5-bromoisatina-3-tiossemicarbazona foi elucidada via difração de
raios-X em monocristal. Esse histórico, juntamente com os dados da elucidação estrutural e toda
interpretação da espécie química no estado sólido encerra o mini-curso.
MC 6: Avaliação da contaminação de metais traço em sedimentos.
Ministrante: Profa. Dra. Elisângela de Andrade Passos (UFS)
Os sedimentos são formados por camadas de partículas minerais e orgânicas com granulometria muito
fina que cobrem o fundo dos rios, lagos, reservatórios, estuários e oceanos. Representam cerca de 99%
dos contaminantes lançados nesses corpos d’água. Existem vários métodos que podem ser empregados
para a avaliação da toxicidade de poluentes ou grupos de poluentes nos sedimentos. Um dos métodos
utilizados para a medida de poluentes é a determinação da concentração desses na água intersticial. A
determinação da concentração do sulfeto solúvel em ácido e os metais que são extraídos logo após a
retirada do sulfeto também vem sendo bastante empregado pela literatura especializada. Outra ferramenta
utilizada para a avaliação da toxicidade de sedimentos por poluentes é o Guia de Qualidade de
Sedimentos (GQS) do inglês “Sediment Quality Guidelines (SQG)”, que foi estabelecido para sedimentos
dos Estados Unidos e é empregado em estudo de qualidade de sedimento em todo o mundo.
MC 8: CG 2D: uma breve revisão na análise do petróleo, derivados e biocombustíveis
Ministrante: Prof. Dr. Alberto Wisniewski Jr (UFS)
Em se tratando de fonte energética, os combustíveis fósseis baseados no petróleo dominam pela sua
grande gama de possibilidades e aplicações. Por outro lado, a preocupação pelo impacto causado pelo seu
uso tem se tornado crescente, alavancando a busca por fontes alternativas de combustíveis, baseados em
fontes renováveis, o que deu origem as diversas classes de biocombustíveis. Em consonância com a
utilização de combustíveis fósseis, e do desenvolvimento e aplicações de novos biocombustíveis, também
acompanhou o desenvolvimento de técnicas analíticas capazes de auxiliar na caracterização química
destas misturas complexas, que são estes os casos. A Cromatografia a gás Bidimensional Abrangente (CG
x CG) é uma destas técnicas, na qual é possível separar centenas de compostos de uma mistura, identificálos e quantificá-los. Neste mini-curso trataremos de uma abordagem em relação ao desenvolvimento da
técnica, e de como está configurado um sistema Bidimensional Abrangente e qual sua relação e vantagem
com o sistema Multidimensional. Abordaremos sua aplicação na caracterização de Petróleo baseado nas
principais classes de compostos como as Parafinas, Isoparafinas, Olefinas, Aromáticos e Naftênicos, além
de alguns exemplos envolvendo biomarcadores. Na área de biocombustíveis, abordaremos principalmente
o biodiesel (1ª geração) e o bio-óleo (2ª geração) e suas caracterizações por CG x CG. Em todos os casos
teremos um embasamento explorando as matérias-primas e processos para a obtenção dos
biocombustíveis, já que o primeiro passo para a aplicação de uma técnica avançada e termos o mínimo de
conhecimento do que temos e o que queremos elucidar.
MC 9: Uso de recursos computacionais para o ensino de Bioquímica
Ministrante: Jorge A. M. R. Rocha (DFS/UFS)
A compreensão conceitual em Química é difícil devido ao fato de que a maior parte dos
fenômenos estudados nestas ciências ocorre a nível microscópico. O formato exclusivamente textual em
que são apresentados os conteúdos e as atividades de ensino leva a um envolvimento e participação
superficiais do aluno que provém de um meio social em que a comunicação e a informação em formato
áudio visual são amplamente usadas e bem aceitas. Várias abordagens pedagógicas no ensino de Química
têm sido sugeridas para explicar e explorar fenômenos, processos e idéias abstratas, dentre as quais tem se
destacado o uso de simulações computacionais e de ferramentas de modelizações. Estas abordagens têm
grande importância, pelo fato da Química ser uma ciência que se constrói a partir da exploração do
invisível e intocável. Nas décadas passadas, os únicos meios disponíveis para os educadores consistiam
em representações pictóricas, esquemáticas, com uso do quadro negro ou figuras, ou modelos estáticos de
plástico. Atualmente os professores dispõem de ferramentas áudio visuais que proporcionam visualização
de representações de modelos estáticos e dinâmicos tridimensionais. Neste sentido, os softwares de
Química Computacional de visualização, simulação e de modelização, são de grande utilidade para que os
educadores proporcionem condições para que os alunos desenvolvam a compreensão conceitual dos
estudos desenvolvidos em Química e Bioquímica. O uso dos instrumentos da Química Computacional no
ensino é favorecido pela existência de uma vasta rede computacional instalada nas escolas públicas
estaduais e o surgimento de programas gratuitos ou de baixo custo que auxiliam no aprimoramento das
aulas. Alguns softwares educativos disponíveis no mercado, ou disponíveis gratuitamente na Internet,
auxiliam aos alunos a raciocinarem a respeito de certos fenômenos químicos através de simulações,
manipulações e visualização de dados no computador, facilitando a assimilação dos conteúdos de
Química, de uma forma mais dinâmica e contextualizada. As disciplinas de Química, Bioquímica e
Biologia Molecular têm sido favorecidas pelo surgimento de novos softwares, nos últimos anos. Serão
feitas demonstrações de softwares de tabela periódica com explorações de facilidades: símbolos e
propriedade dos elementos químicos, distribuições eletrônicas, eletro-afinidades e raios atômicos; a
utilização de softwares para visualização de moléculas, identificação de átomos, determinação de
distâncias inter-atômicas, comprimento e ângulos de ligações de moléculas, e visualização de proteínas.
MC10: Análise e processamento de dados unidimensionais de ressonância magnética nuclear
(RMN) com auxílio do software Mestre-C (Mestrelab Research)
Ministrante: Prof. Dr. Emmanoel Vilaça Costa (UFS)
O MestRe-C (Mestrelab Research) é um software útil e compacto que representa o estado da arte para o
processamento, visualização e análise de dados de Ressonância Magnética Nuclear uni- e bidimensional
(RMN 1D e 2D) de alta resolução, combinada com uma robusta interface gráfica que explora totalmente o
poder e a flexibilidade na elucidação estrutural de moléculas orgânicas. O programa prevê uma variedade
de conversões facilitada para a maioria dos formatos dos espectrômetros modernos e inclui todos os
processamentos convencionais, exibindo e plotando as capacidades de um programa de RMN, como
também as técnicas de processamento mais avançadas. O programa permite fundamentalmente ao usuário
manipular qualquer espectro de RMN permitindo uma análise detalhada associada à interpretação do
mesmo, sem a necessidade de impressão, uma vez que todas as informações necessárias podem ser
obtidas diretamente do programa. Com isso os espectros podem ser facilmente interpretados (sinais,
integrações, multiplicidades e outros). O software é ideal para usuários iniciantes e experientes em virtude
da facilidade de manuseio e aprendizado. Pelo exposto, a proposta do minicurso é fazer com que usuários
das técnicas de RMN 1D e 2D e possam obter informações espectrais de forma mais eficiente através do
manuseio (processamento e interpretação) correto do programa de processamento de dados Mestre-C
(Mestrelab Research). A aquisição desse conhecimento será um facilitador para a resolução de problemas
de elucidação estrutural desde moléculas simples até a mais complexas.
MC 11: Estratégias de ensino/aprendizagem em química.
Ministrante: Prof. Msc. Wendel Menezes Ferreira (IFS - Campus Itabaiana/SE)
Um dos dilemas que afligem os professores e pesquisadores da área de ensino de Química, e até
mesmo de outras áreas, é a falta de motivação dos alunos e, consequentemente, a sua não participação nas
atividades realizadas em sala de aula. Com a finalidade de dinamizar o processo de ensino-aprendizagem
e minimizar a precária qualidade de ensino, especialmente em escolas públicas, os professores têm feito
uso de diversos recursos didáticos, tais como materiais alternativos e jogos didáticos, para envolver e
motivar os alunos. No entanto, é fundamental que seu uso esteja atrelado a objetivos bem definidos para
que a promoção de aprendizagem em Química seja significativa. O minicurso propõe uma abordagem
teórica com enfoque nas definições, na importância e na aplicação de alguns recursos didáticos. Em
seguida, serão apresentadas propostas de diferentes alternativas metodológicas, tais como: softwares,
atividades lúdicas e experimentação, que poderão ser adaptadas e usadas em relação a conceitos químicos
diversos. Com isso pretende-se alcançar a abertura de um espaço fecundo de discussões que gerem
sugestões de modificações e criação de novas propostas de atividades metodológicas. O minicurso foi
organizado para licenciandos em Química e professores de Química ou áreas afins interessados em trocar
experiências e aperfeiçoar técnicas de motivação, ensino e avaliação.
MC 12: Criação de Aplicativos educacionais para smartphones e tablets: motivações, desafios e
perspectivas.
Ministrante: Prof. Dr. Renato C. Ambrosio (UFS)
Os dispositivos móveis (tablets e smartphones) estão se tornando cada vez mais comuns em nosso
cotidiano. Com frequência nos deparamos com alunos usando smartphones para os mais diversos
motivos, exceto estudo. De fato esses dispositivos encantam a juventude pelo seu design e pela forma
com que os usuários interagem com os aplicativos através de telas sensíveis ao toque. Este curso fará uma
breve abordagem do uso de smartphones e tablets em educação, apresentando suas potencialidades e
limitações. Como a plataforma Android é destaque no segmento de dispositivos móveis, serão
apresentadas as etapas de criação de um aplicativo simples para dispositivos que usam Android.
MC 15: A abordagem CTS-ARTE e suas possibilidades
Ministrante: Dra. Glória R. P. C. Queiroz (UERJ) e Roberto Dalmo V. L. de Oliveira (IFS/RJ)
A distância entre a cultura humanística e a científico-tecnológica é uma barreira a ser superada pela
Educação em Ciências e, como uma proposta viável, buscamos a elaboração de práticas que permitam a
convergência dessas culturas. A relação entre Ciência, Tecnologia e Sociedade pode ser explorada através
de um contato íntimo com a Arte, uma vez que ela é uma expressão de sua época, fruto de discussões
políticas, sociais, além de apresentar um extremo potencial para a motivação e engajamento dos
estudantes. Dessa forma, o minicurso busca estabelecer as bases teórico-metodológicas das práticas CTSARTE a partir das etapas 1) é escolhido um tema social a partir de uma relação com a Arte; 2) uma
Tecnologia é introduzida; 3) estuda-se a Ciência e sua relação com a Tecnologia e a Sociedade; 4) a
questão social é rediscutida; 5) é proposto aos estudantes que elaborem um produto final científicoartístico. Além de apresentar projetos já concluídos com artes plásticas (Vik Muniz, Van Gogh, Portinari)
e literatura (Fernando Pessoa, João Batista Melo, Jorge Amado), será buscada a construção coletiva de
novos projetos.
OFICINAS TEMÁTICAS
Público-alvo: alunos da Educação Básica
OFICINAS TEMÁTICAS
Ministrantes
Oficina Temática 01: Água: a fonte de vida mais
Fernanda dos Santos/ Brenda Santos
abundante na natureza (PIBID)
Silva
Oficina Temática 02: A utilização do extrato de
José Renan Felix dos Santos/Michel
repolho roxo para identificar “substâncias” ácidas e
Fernandes da Conceição Fonseca
básicas presentes em nosso cotidiano
Oficina Temática 03: Estudo dos Gases da
Josenildo Cabral da Silva/ André
Luis Santos/ Fábio dos Santos
Atmosfera e o Efeito Estufa
Oficina Temática 04: Pressão Atmosférica: você
sabe como funciona e como tirar proveito dela?
Oficina Temática 05: Água do mar: mistura de sais e
Jéssica Aline Santos Lemos/
Leyliane Santana Gois
Ramon Alves dos Santos/ Maiara
Fernanda Souza Pinto
água como separar? (PIBID)
Oficina Temática 06: A Química Forense: o que faz
Rosianne Pereira Silva, Thaís
Campos Gomes, Adriana Santos
um perito técnico? (PIBID)
Oficina Temática 07: Acidez estomacal como tema
gerador no ensino de ácidos e bases (PIBID)
Silná Maria Batinga Cardoso/Joedna
Vieira Barreto
Oficina Temática 08: Teoria ácido-base: chuva ácida
Suelaine dos Santos Souza/
(PIBID)
Anderson de Oliveira Santos
Oficina Temática 09: Dando adeus às infecções
Tamires Santos Rosa/ Larissa
com o álcool gel
Cristina Soares Felix
(PIBID)
Oficina
Temática
10:
Medicamentos
industrializados: instrumento para o ensino de oxido-
José Raimundo Santos de Jesus/
Jadson Luan dos Santos
redução (PIBID)
Oficina Temática 11: Por Que As Micro-Ondas Jeisivânia de Souza Teles/ Rosângela
Cozinham Os Alimentos?
Santos Lima/Marisa da Silva Santos
OFICINAS TEMÁTICAS
Público-alvo: Alunos da graduação em Química (bacharelado e licenciatura) e professores
da Educação Básica.
OFICINAS TEMÁTICAS
Ministrantes
Oficina Temática 01: Biocombustíveis de 2ª geração: a
Roberta Menezes Santos
conversão da biomassa em novos produtos
Lidiane Correia dos Santos
NPGQ - UFS
Oficina Temática 02: Átomo: O que é isto?
Anderson de Oliveira Santos
Suelaine dos Santos Souza
Bolsistas
PIBID/QUÍMICA/UFS
Oficina Temática 03: Conscientização alimentar e
nutricional:
ferramenta
para
compreensão
das propriedades dos elementos químicos
Jadson Luan dos Santos
José Raimundo Santos de Jesus
Bolsistas
PIBID/QUÍMICA/UFS
Oficina Temática 04: A utilização de textos científicos
Ana Carla Oliveira Santos /
como uma possibilidade do aprimoramento dos modelos
Tatiana Santos Andrade
mentais
Oficina Temática 05: Ensino com pesquisa: estratégia à
favor da aprendizagem de Química na escola
NPGECIMA -UFS
Fábio Adriano Santos da Silva
(UEFS)
COMUNICAÇÕES
ORAIS
Ensino de Química – Apresentação Oral
Data: 23/11/2012
Horário: 13:30 – 15:30 h.
Autor principal
Título do trabalho
Local
1
Roberto Dalmo Varallo Lima
de Oliveira (PG)*, Glória
Regina Pessoa Campello
Queiroz (PQ)
Poesia Ambiental de João Batista
Melo: Poeta popular que tem
muito a ensinar/ Veio do sertão ao
Rio/ Pra sua cultura divulgar
Didática V – sala 101
2
Maiara Fernanda Souza Pinto
(IC)*, José Isael da Costa
Andrade, Fernanda dos Santos
(IC), João Paulo Mendonça
Lima(PQ), Djalma Andrade
(PG)
QUALIDADE DA ÁGUA
SANITÁRIA: UM TEMA
ESTRUTURANTE PARA
COMPREENDER O PROCESSO
DE TITULAÇÃO
Didática V – sala 101
3
Jadson Luan dos Santos (IC)*,
José Raimundo Santos de Jesus
(IC), Ramon Alves dos Santos
(IC), João Paulo Mendonça
Lima(PQ), Djalma Andrade
(PQ)
Oficinas Temáticas: Criando
condições para mudar as
concepções dos alunos do 1º ano
do Ensino Médio sobre o aprender
Química
Didática V – sala 101
4
*Gladston dos Santos (PG);
Eliana Midori Sussuchi (PQ)
Contribuições da experimentação
nas aulas de estágios na formação
inicial dos futuros professores de
Química
Didática V – sala 101
5
Assicleide da Silva Brito (PG)*
Maria Batista Lima (PQ),
Edinéia Tavares Lopes(PQ).
Identidade docente: Visões de Ser
Professor/a e Ser um/a bom/boa
Professor/a dos/as acadêmicos/as
de duas licenciaturas – UFS/ITA
Didática V – sala 101
6
Jicelia Adne Freire Moraes*,
1
Faculdade Pio Décimo (IC),
Josevânia Teixeira Guedes,
1
Faculdade Pio Décimo (PQ),
Lenalda Dias dos Santos,
1
Faculdade Pio Décimo (PQ)
Didática V – sala 101
A Leitura das Fichas de
Segurança, em relação ao
manuseio de Produtos Químicos
cotidianos em aulas de Química
7
Ellen Mayane Souza Lima*
(IC), Ana Alice Santana Lima
Dias (IC), Juvenal Carolino da
Silva Filho (PQ), Iramaia
Corrêa Bellin (PQ)
Análise sobre a utilização da
Internet como ferramenta na
prática docente dos professores do
curso de Química do Campus de
Itabaiana.
Didática V – sala 101
8
Alyson Passos Ferreira de
Jesus* (IC), Edinéia Tavares
Lopes (PQ)
As ideias acerca do Ser Professor e
da docência dos acadêmicos do
curso de Licenciatura Plena em
Química do Campus Professor
Alberto Carvalho – UFS
Didática V – sala 102
9
*Rosianne Pereira Silva (IC),
João Paulo Mendonça Lima
(PQ).
A participação em atividades de
pesquisa e extensão ofertadas pelo
curso de Licenciatura em Química:
o que pensam os licenciandos.
Didática V – sala 102
10
Suellen Janaina Cunha* (FM),
Maria Clara Pinto Cruz (PQ),
Lenalda Dias dos Santos (PQ),
Ângelo F. Pitanga (PQ)
O ENSINO DE CINÉTICA
QUÍMICA POR MEIO DE
ATIVIDADE EXPERIMENTAL
UTILIZANDO VITAMINA C
Didática V – sala 102
11
Joeliton C. Silva* (PG),
Gladston dos Santos (PG),
Rosângela S. de Lima e Maria
B. Lima (PQ).
CONTRIBUIÇÃO DA TEORIA
SEMIÓTICA PEIRCEANA NA
ANÁLISE DAS IMAGENS
CONTIDAS EM LIVROS
DIDÁTICOS DE QUÍMICA
Didática V – sala 102
12
João Paulo Mendonça Lima
(PQ), Eliana Midori Sussuchi
(PQ), Acácio Alexandre Pagan
(PQ).
A Matriz Curricular de um curso
de Licenciatura em Química do
Nordeste Brasileiro após
adequação as Diretrizes
Curriculares (2002)
Didática V – sala 102
13
Ieda de Oliveira Costa* (IC),
Amanda Soares Ribeiro (IC),
Marlene Rios Melo (PQ),
Thaise Marques Reis (IC)
As concepções dos professores de
ciências sobre o ensino CTS.
Didática V – sala 102
14
Nayara S. Melo (IC)*,
Josevânia T. Guedes (PQ),
Lenalda D. dos Santos (PQ)
15
Thaise Marques Reis* (IC);
Marlene Rios Melo (PQ).
Didática V – sala 102
Oficina de jogos lúdicos na
formação de professores no Ensino
de Química
Análise de dissertações de
licenciandos de Química da UFS
Didática V – sala 103
sobre o Ensino CTS
16
Thaise Marques Reis*(IC);
Marlene Rios Melo (PQ).
Avaliação do Comprometimento
Sócio-Ambiental na aplicação dos
projetos elaborados pelos
licenciandos de Química
licenciatura da UFS
Didática V – sala 103
17
*Anderson de Oliveira Santos
(IC), Rosianne Pereira
Silva1(IC), Djalma Andrade
(PQ), João Paulo Mendonça
Lima (PQ).
Dificuldades e motivações de
aprendizagem em Química
investigadas em ações do
Programa de Iniciação a Docência
(PIBID/UFS/Química)
Didática V – sala 103
18
Maria Clara P. Cruz* (PQ),
Lenalda D. dos Santos (PQ),
Josevânia T. Guedes (PQ),
Ângelo F. Pitanga* (PQ)
Incorporação da flecha do tempo
nos conceitos de termodinâmica
para a graduação: Uma ação
metodológica
Didática V – sala 103
19
Ana Alice Santana Lima Dias
(IC) *, Joseane de Andrade
Santana (IC), Cléber Thiers da
Silva Nunes (IC), Erivanildo
Lopes da Silva (PQ)
Investigando o Trabalho de
Mendeleev-Meyer para a
Construção da Tabela Periódica:
Uma Análise nos Livros Didáticos
do PNLD 2012
Didática V – sala 103
20
Ângelo F. Pitanga (PQ), Maria
C.P. Cruz (PQ), Suellen J.
Cunha (IC), Wendel M.
Ferreira (PQ).
Pigmentos naturais: uma
abordagem contextualizada num
curso de química orgânica
experimental
Didática V – sala 103
Especificar a Área do trabalho
(4 )
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Poesia Ambiental de João Batista Melo: Poeta popular que tem muito a
ensinar/ Veio do sertão ao Rio/ Pra sua cultura divulgar
Roberto Dalmo Varallo Lima de Oliveira (PG)*, Glória Regina Pessoa Campello Queiroz (PQ)
[email protected]
1,
Programa de Pós-Graduação em Ciência Tecnologia e Educação CEFET/RJ Av. Maracanã 229 – Maracanã
CEP:20271-110 Rio de Janeiro - RJ - Brasil
2
UERJ- Instituto de Física Armando Dias Tavares- DAFT/DFNAE Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã - Cep:
20550-013.
Palavras Chave: CTS-ARTE, Educação Ambiental, Literatura de Cordel
Introdução
A proposta de abordagem CTS-ARTE, segundo
Oliveira, Queiroz, (2012)¹ busca uma opção teóricometodológica a partir de uma adaptação da
sequência proposta por Aikenhead (1994)². A figura
1 pode ser lida e é seguida através das seguintes
etapas indicadas pela seta: 1) é escolhido um tema
social a partir de uma relação com a arte; 2) uma
tecnologia é introduzida; 3) estuda-se a ciência e
sua relação com tecnologia e sociedade; 4) a
questão social é rediscutida; 5) é proposto aos
estudantes que elaborem um produto final científicoartístico.
Ao analisar seus cordéis temos em “A falta d’água
no mundo” o trecho “Se é vazamento na rua/
denuncie faça um ofício/ telefone pra empresa/
avise do desperdício/ evite que aquela farra/ entre
no código de barra/ e resulte em sacrifício [...]
Recuperar nossas águas/ é nosso grande dever/ e
convido a juventude/ para lutar e vencer”. Em seu
cordel “O pré-sal a rolinha e os gaviões” temos
“Essa posição histórica/ pra todos nós é legal/ lutar
pela nossa vida/ é defender o Pré-Sal”. Outros
trechos mostram as relações de poder existentes na
sociedade em muitas instâncias. Em “O gemido da
Lagoa” temos “Essa ideia corrosiva/ que só visava
vantagem/ dá mais cabedal a poucos/ e pra muitos
só miragem”. Em “O menino que virou rio” temos
“Há o homem quando atinge/ seu mais alto objetivo/
se recosta no poder/ fica mole e pensativo/ sem
perceber tá entrando/ num processo regressivo”
É possível perceber que essa convergência
possibilita explorar durante as aulas de ciência a
necessidade da compreensão pública dos
problemas ambientais e de uma ação democrática
que envolva a participação social, questões
indispensáveis à uma EA crítica.
Figura 1: Sequência CTS-ARTE
Conclusões
João Batista Melo, nascido em Itabaianinha, em
Sergipe, residente de Niterói, Rio de Janeiro e
membro da Academia Brasileira de Literatura de
Cordel (ABLC) possui cordéis com a temática
Educação Ambiental (EA). Nosso objetivo neste
trabalho foi estabelecer convergência da perspectiva
de EA crítica, caracterizada pola defesa do amplo
desenvolvimento das liberdades e possibilidades
humanas e não humanas, com um entendimento da
democracia como pré-requisito para a construção de
uma sustentabilidade plural e a certeza na
participação
social
como
indispensável
à
democracia, entre outras questões (Lima 2011),
com sua obra literária, mostrando uma possibilidade
de interação com literatura de cordel em sala de
aula de ciências.
Resultados e Discussão
A convergência entre a poesia popular de João
Batista Melo e a proposta de uma EA crítica nos
mostra uma via de possibilidades para abordagem
CTS-ARTE. Com isso está sendo feito o trabalho de
monografia intitulado “Uma abordagem CTS-ARTE
no estudo das Estações de Tratamento de Esgoto:
uma prática no Ensino Fundamental” no qual a
professora/estagiária utiliza-se do cordel “A falta
d’agua no mundo” em sua prática.
--------------------------------------1
Oliveira, R. D. V. L.; Queiroz, G, R. P. C. Projeto Ciência e Arte em
uma perspectiva CTS- O lixo extraordinário. Anais do III Seminário
Iíbero-amerciano CTS. Madrid. 2012.
2
Aikenhead, G. What is STS science teaching? in Solomon, j.
Aikenhead, G. STS education: international perspectives on reform.
Teachers College Press. 1994.
³Lima, G. F. da Costa. Crise ambiental, educação e cidadania: os
desafios da sustentabilidade emancipatória. In Educação Ambiental
repensando o espaço da cidadania. Loureiro, C. F.; Layerargues, P. P.;
Castro, R. S. (orgs). São Paulo, Cortez, 2011 .
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
QUALIDADE DA ÁGUA SANITÁRIA: UM TEMA ESTRUTURANTE PARA
COMPREENDER O PROCESSO DE TITULAÇÃO
1
1
Maiara Fernanda Souza Pinto (IC) *, José Isael da Costa Andrade, Fernanda dos Santos (IC) , João Paulo Mendonça
1
1.*.
Lima(PQ) , Djalma Andrade (PG) E-mail: [email protected].
1
Departamento de Química - Universidade Federal de Sergipe – Av. Marechal Rondon, s/n – Jardim Rosa Elze –
CEP 49100-000 – São Cristóvão/SE.
Palavras Chave: Oficinas temáticas, produtos de limpeza, concentração.
Introdução
A falta de contextualização do ensino de química
colabora para a má aceitação e compreensão da
disciplina. Para Gaia et al (2008) o ensino
contextualizado é motivador do aprendizado. Ele
prende a atenção dos estudantes e facilita a
articulação de raciocínio através da relação dos
conceitos trabalhados com outros já conhecidos ou
já observados na natureza e no dia-a-dia
relacionados à suas vidas.
A
contextualização
e
a
experimentação
proporcionadas pelas oficinas temáticas permitem a
criação de um ambiente favorável para interações
dialógicas entre o professor-alunos e alunos-alunos
e possibilita os alunos manifestarem suas ideias,
dificuldades conceituais e visões de mundo.
Esta pesquisa engloba as ações do Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à DocênciaPIBID/CAPES/UFS/Química/Campus
de
São
Cristóvão, na escola e relata as atividades
desenvolvidas com a oficina temática Qualidade da
água sanitária: um tema estruturante para
compreender o processo de titulação, aplicada a 24
alunos da 2ª série do ensino médio de duas escolas
da rede pública de ensino, na cidade de Aracaju/SE.
A oficina teve por objetivo alertar para os perigos do
uso de produtos clandestinos de limpeza e como
utilizar o processo de titulação para identificar a
qualidade de um produto. Utilizou-se como
ferramentas metodológicas: texto, jogos didáticos e
experimento. Neste trabalho destacamos as
interações ocorridas durante aplicação do texto e
jogo didático.
Na coleta de dados valorizou-se o momento da
discussão dos alunos, seus registros e as
observações
dos
pesquisadores.
O
texto
“ECOLUNA – Produtos de limpeza „piratas‟ trazem
riscos à saúde” foi utilizado como instrumento
facilitador para a contextualização e compreensão
da legislação estabelecida pela ANVISA.
Resultados e Discussão
1)Da identificação das concepções interpretativas do
texto pelos alunos através dos questionamentos:
Quais as possíveis consequências da utilização dos
produtos piratas?
Todos (100,0%) consideram prejudiciais à saúde e
ao meio ambiente e destes 4,41% a roupa.
A água sanitária é utilizada para limpeza e também
para desinfetar alimentos como frutas, verduras. Por
que é necessário que a concentração do hipoclorito
deve está entre 2,0 a 2,5%?
Para 54,2% dos pesquisados essa é a concentração
para garantir a eficácia/finalidade do produto; os
demais associaram a eficácia (25,0%), norma
(8,3%), adulteração (8,3%) e 3,9% saúde. Durante a
discussão do texto houve necessidade de
intervenção do professor considerando as
dificuldades de compreensão e interpretação das
ideias do texto. Para Freire (1987) aprender a ler e
escrever, alfabetizar-se é, antes de tudo, aprender a
ler o mundo, a compreender o seu contexto. Umas
das possibilidades de estimulá-los a compreender
seu contexto é a utilização de textos envolvendo o
cotidiano.
2)Do jogo didático – caça palavras – os alunos
deveriam encontrar as palavras: ácido, base
titulante, titulado, concentração, bureta e amido. Não
houve dificuldade de encontrar as palavras, mas
persistem
dificuldades
da
elaboração
dos
significados e conceitos. Para 89,5% foi motivador
aprender através do jogo e 91,7% consideram que o
jogo auxilia na compreensão e fixação de conteúdos
ensinados.
Conclusões
Da análise dos dados e das observações pode-se
considerar que a realização de atividades em temas
contextualizados é motivador, desenvolve a reflexão
tornando os conteúdos químicos mais objetivo e
significativo, permitido a construção de uma visão de
mundo menos fragmentada e mais articulada aos
processos que envolvem o indivíduo como
participante de uma sociedade em constante
modificação.
A utilização de metodologias
diversificadas favorece o interesse dos alunos e
auxiliam na formação conceitual.
Agradecimentos
Ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência-PIBID/CAPES pela concessão das bolsas.
Aos
alunos
das
escolas
envolvidas.
_______________
Gaia, A.M, Zambam, D.M.; Axahoshi, L.H; Martorano, S.A.A;
Marcondes, M.E.R. Aprendizagem de conceitos químicos e
desenvolvimento de atitudes cidadãs: o uso de oficina temática
para alunos do Ensino Médio. XIV ENEQ. Julho, 2008.
Freire, P. Pedagogia do Oprimido. 32 ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Oficinas Temáticas: Criando condições para mudar as concepções dos
alunos do 1º ano do Ensino Médio sobre o aprender Química
1
1
1
Jadson Luan dos Santos (IC) *, José Raimundo Santos de Jesus (IC) , Ramon Alves dos Santos (IC) , João Paulo
1
Mendonça Lima(PQ) , Djalma Andrade (PQ)
1
Departamento de Química - Universidade Federal de Sergipe – Av. Marechal Rondon, s/n – Jardim Rosa Elze – CEP
49100-000 – São Cristóvão/SE. *E-mail: [email protected]
Palavras Chave: Oficinas temáticas, concepções, ensino médio.
Introdução
O trabalho com enfoque Ciência, Tecnologia e
Sociedade (CTS) tem como meta principal
desenvolver no aprendiz a capacidade de refletir
sobre fatos atuais e relevantes, como a relação
imediata entre o consumismo e a degradação dos
recursos naturais. Dessa forma, os estudantes
podem julgar com fundamentos as informações
advindas da tradição cultural, da mídia e da própria
escola e tomar decisões autônomas, enquanto
indivíduos e cidadãos (BRASIL, 1999). No contexto
do Programa institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência - PIBID/CAPES/UFS/Química/Campus de
São Cristóvão, buscou-se desenvolver atividades
baseadas em inovações pedagógicas com o intuito
de redimensionar o ensino e contemplar ações
características do modelo CTS.
Esta pesquisa faz parte de um projeto maior que
engloba as ações do PIBID/UFS/Química/Campus
de São Cristóvão, desenvolvidas em três escolas da
rede pública de ensino de Aracaju-SE, com 130
alunos do 1º ano do ensino médio. Utilizou-se como
ferramentas metodológicas: o vídeo didático, a
experimentação e o jogo de didático. Neste trabalho
relatam-se as concepções dos alunos sobre as
atividades desenvolvidas com o objetivo de validar
as oficinas temáticas realizadas. Os instrumentos de
coleta foram os questionamentos: A partir do
trabalho apresentado nas oficinas você considera
importante aprender Química? Por quê? Existe
alguma atividade realizada na oficina que despertou
mais seu interesse? Por quê? Os dados foram
analisados após a leitura das respostas dos alunos
e estas passaram a se constituir indicadores para
elaboração e organização das categorias.
[...]”, mas sim levar o aluno a construir
conhecimento, é a ação do aluno sobre o meio,
baseado na sua percepção, que leva ao
conhecimento. Isso se reflete na fala “Sim, porque
com a química aprendemos sobre o que acontece
com nosso cotidiano”. Com (22,22%) a categoria
“experimentação” pode ser justificada pela forma
como foi estruturada. Nas atividades experimentais
as situações discutidas foram contextualizadas e
problematizadas para que o trabalho desenvolvido
não tivesse um caráter meramente ilustrativo. A
categoria “cotidiano”, (39,27%) deve-se ao fato dos
temas geradores estarem relacionados ao contexto
social da clientela, levando-a a observar a
abrangência da química na sociedade. As
categorias “interesse” e “motivação” (6.06% e 5,05%
respectivamente) estão associadas à diversidade de
materiais e recursos didáticos empregados.
Da questão: Existe alguma atividade realizada na
oficina que despertou mais seu interesse? Por quê?
Houve uma preferência pela “experimentação”, com
uma frequência de (94,04%) confirmando a ideia
manifestada pelos alunos de que a atividade
experimental é uma estratégia para auxiliar a
compreensão dos conhecimentos teóricos.
Conclusões
Da análise, constatamos que ensinar Química
através das oficinas temáticas promove a
descomplexificação das teorias, quando elas são
inseridas em contextos que propiciem uma interação
mais efetiva entre o modelo teórico e o
fenomenológico, em estudo. Outra questão
importante foi perceber que a diversidade de
estratégias estimulam os alunos a se envolverem
completamente naquilo que estão realizando.
Resultados e Discussão
Agradecimentos
Para a primeira questão as categorias foram:
“aprendizagem”, “experimentação”, “cotidiano (faz
parte da vida)”, “interesse (desperta o interesse)” e
“motivação”. Para a segunda questão as categorias
foram: “experimentação”, “jogo didático”. Para a
terceira foram: “motivação” e “aprendizagem”.
Da questão: A partir do trabalho apresentado nas
oficinas você considera importante aprender
Química?
Por
quê?
Para
a
categoria
“aprendizagem” (27,27%) podemos relacioná-la a
intervenção do professor como mediador do
processo de ensino e aprendizagem. Segundo
Piaget (1988) "O objetivo da educação intelectual
não é saber repetir ou conservar verdades acabadas
Ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência-PIBID/CAPES pela concessão das bolsas.
Aos alunos das escolas envolvidas.
_______________________________________________
Brasil, Ministério da Educação (MEC), Secretaria de Educação
Média e Tecnológica (Semtec). Parâmetros Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC/Semtec, 1999.
MARCONDES, M. E. R. Proposições metodológicas para o
ensino de química: oficinas temáticas para a aprendizagem da
ciência e o desenvolvimento da cidadania. Em Extensão,
Uberlândia, 68 V. 7, 2008.
PIAGET, Jean. Para onde vai a educação? Trad. Ivette Braga.
17ª ed. RJ: José Olympio, 2005.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Contribuições da experimentação nas aulas de estágios na
formação inicial dos futuros professores de Química
*
1
Gladston dos Santos (PG) ; Eliana Midori Sussuchi (PQ)
2
*[email protected]
1
Universidade Federal de Sergipe Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana – SE. Núcleo de Pós Graduação em
Ensino de Ciências e Matemática - NPGECIMA.
2
Universidade Federal de Sergipe Campus Professor José Aloísio de Campos, São Cristovão – SE. Av. Marechal
Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000. Núcleo de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Matemática NPGECIMA.
Palavras Chave: Experimentação, Formação de Professores, Ensino de Química.
Introdução
Para o desenvolvimento do ensino e da
aprendizagem,
são
necessárias
algumas
metodologias tal como as atividades experimentais,
a qual permite que os alunos sintam-se estimulados
a frequentarem, a participarem das aulas, realizando
assim as atividades em conjunto com o professor,
possibilitando desta forma uma participação. A
experimentação no ensino de Química constitui um
recurso pedagógico importante que pode auxiliar na
construção
de
conceitos.
O
papel
da
experimentação no ensino de Química pode ser
1-2
uma proposta na formação do futuro cidadão .
A pesquisa foi realizada com a aplicação de um
questionário com dez perguntas abertas a 21 alunos
concludentes do curso de Química
Licenciatura
da Universidade Federal de Sergipe Campus
Professor Alberto Carvalho, Itabaiana - SE. O
questionário buscou analisar a relação da vivência
acadêmica dos concludentes no desempenho das
atividades a partir dos estágios. Momento este, que
os mesmos vivenciaram a realidade da escola,
tendo como ponto investigado o uso da
experimentação como metodologia para o
desenvolvimento das aulas, visto que esta
metodologia contribui para o processo de ensino e
aprendizagem.
Este trabalho tem por objetivo identificar as
concepções de um grupo de formandos em Química
Licenciatura sobre o uso da experimentação no
ensino de Química nas aulas de estágios e
identificar de que forma esta contribuiu para a sua
formação inicial.
Resultados e Discussão
O estágio supervisionado é visto como ambiente
onde os acadêmicos usam para poder desenvolver
suas práticas pedagógicas onde necessita ser
compreendido como um campo de conhecimento e
de produção de saberes, e não somente como uma
atividade prática instrumental. No momento de
realização dos estágios algumas metodologias são
consideradas prioritárias (Gráfico 1), para que o
estagiário (futuro professor) possa usá-la como
suporte para o desenvolvimento de suas aulas, não
se apoiando somente no livro didático fornecido pela
escola segundo o que foi observado nas entrevistas.
Gráfico 1: : Quais metodologias você considera mais
importante para o processo de ensino e aprendizagem
em Química?
A aproximação do aprendiz com o objeto de estudo
químico, via experimentação no desenvolvimento
das aulas, constitui um recurso pedagógico
importante que pode auxiliar na construção de
3
conceitos .
Conclusões
Não basta somente uma formação inicial é preciso
que haja continuidade no processo para que os
profissionais possam estar aptos a desenvolverem
aulas bem como utilizar das metodologias que o
Ensino de Química oferece, uma destas é a
experimentação, considerada como eficiente na
aprendizagem, quando desenvolvida de forma
relacionada com a teoria no processo de construção
do conceito.
Agradecimentos
Aos entrevistados.
______________________
1
FARIAS, C. R. de O. e FREITAS, D. de. Educação ambiental
e relações CTS: Uma perspectiva integradora. Ciência e Ensino,
Vol. 1, número especial, 2007.
2
MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de
professores de química: professores pesquisadores. Ijuí: Ed.
Unijuí, 2000.
3
FERREIRA, L. H. HARTWIG, D. R. e OLIVEIRA, R. C. de.
Ensino Experimental de Química: Uma Abordagem Investigativa
Contextualizada. Química Nova na Escola. v. 32, n. 2, 2010.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
( 4. Ensino de Química )
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Identidade docente: Visões de Ser Professor/a e Ser um/a bom/boa
Professor/a dos/as acadêmicos/as de duas licenciaturas – UFS/ITA.
1
1
Assicleide da Silva Brito (PG)* [email protected], Maria Batista Lima (PQ), Edinéia
1
Tavares Lopes (PQ).
1
Universidade Federal de Sergipe – SE.
Palavras Chave: ser professor, identidade docente, licenciatura em Química, licenciatura em Física.
Introdução
A pesquisa sobre a construção da identidade
docente, precisa ser constantemente debatido pelos
professores e pesquisadores da área, visto que a
necessidade de melhoria da qualificação dos
educadores é cada vez mais urgente para o
enfrentamento dos atuais desafios da prática
docente e da profissão de professor atualmente.
1
Reforçando essas discussões Tardif (2002)
apresenta que um postulado central tem conduzido
as
pesquisas
sobre
conhecimento
de
professores/as, que inclui os saberes, o saber-fazer,
as competências e as habilidades que os ajudam no
trabalho do ambiente escolar.
A partir das discussões sobre a formação de
professores/as é que temos desenvolvidos alguns
estudos sobre a formação de professores/as na
busca de aprofundar a relação dos saberes que
compõe a construção da identidade docente.
Sendo assim, o presente trabalho tem como
objetivo apresentar as visões de ser professor/a e
ser bom/boa professor/a dos/as acadêmicos/as do
curso de Licenciatura em Química (CLPQ/UFS-ITA)
e em Física (CLPF/UFS-ITA) ao ingressarem nos
cursos. A coleta de dados foi realizada por meio de
um questionário com perguntas sobre o perfil e
sobre ser professor. Em 2006, foram 38
acadêmicos/as do CLPQ/UFS-ITA, e em 2007 foram
41 acadêmicos/as do CLPF/UFS-ITA informantes da
pesquisa.
Resultados e Discussão
Nas análises os dados foram organizados em
eixos e categorias criados a partir das respostas
dos/as informantes. Neles foram observados que
em ambos os cursos que as visões dos/as
acadêmicos/as sobre Ser Professor/a estão
relacionadas ao eixo Pedagógico/Didático, no qual
se apresentam visões do ser professor que estão
diretamente ligadas a sua prática. Nesse caso, com
ações voltadas a “transmissão de conhecimentos” e
ser possuidor do “conhecimento específico”, com
maior frequência. Ainda citaram, com menor
frequência, a possibilidade de “troca dos
conhecimentos”
com
os/as
alunos/as,
o/a
professor/a que traz “preocupações com a sua
prática”, com a “interação professor aluno” e busca
“relacionar teoria com a prática”. É interessante
destacar também a presença do ser professor/a
como “mediador, educador e orientador”, que apesar
de ter uma baixa frequência em relação à
“transmissão dos conhecimentos”.
Uma diferença nas visões de ser professor/a dos
informantes desses dois cursos foi que os/as
acadêmicos/as
de
Licenciatura
em
Física
apresentaram uma visão do ser professor/a voltada
para o incentivo à carreira docente, segundo os/as
informantes do curso de Física o/a professor/a
precisa se preocupar com suas ações em sala de
aula, pois será espelho para outros/as alunos/as que
queiram ser professor/a, além de, também buscar
incentivar seus/as alunos/as na carreira docente.
Nas visões sobre ser bom/boa professor/a
observou-se
que
os/as
acadêmicos/as
de
Licenciatura em química o ‘saber fazer’ da atividade
do/a professor/a estava presente com maior
frequência em suas visões. Aspectos também
voltados ao eixo Pedagógico-didático, do bom/boa
professor/a “transmissor do conhecimento” e
“possuidor desse conhecimento específico”. Já, na
Licenciatura em Física, os/as acadêmicos/as
citaram com maior frequência o bom/boa
professor/as de Física que se preocupa com o
desenvolvimento das suas aulas, “aulas dinâmicas,
interativas e divertidas”. Em seguida, um bom/boa
professor/as que busca transmitir os conhecimentos
e explicar a matéria de forma coerente. No
desenvolvimento da atividade docente, incluem-se
os saberes sobre os métodos utilizados em sala de
aula e também, a relação entre professor e aluno de
amizade que vai além do contexto escolar.
Conclusões
Observou-se que a maioria possuem visões
relacionadas ao/a professor/a que é transmissor de
conhecimento, ao ingressarem no curso de
formação docente. No entanto, para outros/as
entrevistados/as pode-se observar um ser professor
que teve possuir preocupações, no seu trabalho,
que vão além do contexto escolar, pois também têm
importância na formação de cidadãos e no seu
papel para a sociedade.
___________________________
1
TARDIF, M. Os professores enquanto sujeitos do conhecimento.
In:______. Saberes docentes e formação profissional. 5. ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. 227 – 244.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(
)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
A Leitura das Fichas de Segurança, em relação ao manuseio de
Produtos Químicos cotidianos em aulas de Química
1
1
Jicelia Adne Freire Moraes*, Faculdade Pio Décimo (IC), Josevânia Teixeira Guedes, Faculdade Pio
1
Décimo (PQ), Lenalda Dias dos Santos, Faculdade Pio Décimo (PQ), Maria Clara Pinto Cruz,
1
Faculdade Pio Décimo (PQ)
[email protected];
Palavras Chave: Contextualização, ensino significativo, química
Introdução
Ao se fazer uso, em ambiente escolar ou não
escolar, de manipulação de produtos químicos, é
imprescindível atentar para as Fichas de Segurança
de Produtos Químicos (FISPQ’s), instrumentos que
possuem informações sobre o produto manipulado,
como dados físico-químicos e de segurança pessoal
e ambiental. Por carência de informações
relacionadas aos riscos referentes ao porte de
produtos químicos, torna-se necessário a adoção de
novas metodologias em salas de aula, a fim de
minimizar possíveis acidentes que podem ser
causados quanto à utilização de produtos químicos.
Lemos et al (2000) mostram que a nãocontextualização da química no ambiente escolar
pode ser responsável pelo alto nível de rejeição do
estudo desta ciência pelos alunos, dificultando o
processo de ensino e de aprendizagem.
A
contextualização é uma via que possibilita a
fundamentação teórica do que está sendo ensinado
no decorrer das aulas, permitindo a inserção da
realidade dos alunos buscando um sentido dentro
1
da das disciplina . Esta pesquisa vislumbra
conscientizar a comunidade escolar acerca dos
riscos relacionados à manipulação de produtos
químicos em geral, buscando promover entre os
estudantes
situações
de
aprendizagens
significativas através da leitura e interpretação dos
dados apresentados nas fichas de produtos
químicos, bem como dos rótulos, partindo-se dos
produtos utilizados costumeiramente no ambiente
familiar.
Resultados e Discussão
A contextualização segundo Ferreira, Hartwig e
2
Oliveira (2010, p. 101) apontam que “no ensino por
investigação, os alunos são colocados em situação
de realizar pequenas
pesquisas, combinando
simultaneamente
conteúdos
conceituais,
procedimentais e atitudinais” a partir de fatos
cotidianos como fator essencial no processo de
evolução conceitual dos alunos. Para a execução
deste trabalho, a turma de Ensino Médio foi dividida
em grupos para fazer a análise e leitura de FISPQ’s
de produtos químicos utilizados no cotidiano, a
escolha das fichas baseou-se em um questionário
aplicado em sala, ante, exposição do assunto
Elemento Químico e Tabela Periódica, onde foi
questionado qual o produto químico os alunos
possuíam em suas casas, após respostas, levantouse as fichas, em um segundo momento, foram
realizadas as leituras apontando composições
químicas, substâncias tóxicas, riscos (caso
existissem).
Após
leitura,
foram
aplicados
questionários a fim de nivelar os conhecimentos
prévios e os adquiridos cujas análises apontaram
que os alunos desta instituição, possuem formação
adequada para fazer uso das FISPQ’s como
ferramenta didática, uma vez que ferramenta
didática é todo o recurso que pode ser utilizado
pelos docentes, a fim de dinamizar os assuntos
abordados, e, os formandos da instituição, após
aplicação do referido trabalho, souberam utilizar a
ferramenta, a ficha do produto ou seu rótulo,
juntamente ao assunto químico.
Conclusões
A obtenção de Fichas de Segurança de Produtos
Químicos tornou-se possível juntamente com o
fornecedor do produto químico. Após entrevistas,
confirmou-se que a maioria dos entrevistados, em
sua maioria, donas de casa, optam que as
informações de segurança sejam oferecidas nos
rótulos dos produtos químicos que são utilizados
costumeiramente em suas casas, como xampus,
detergentes entre outros, uma vez que para estes
produtos torna-se inviável o fornecimento de fichas
informativas. Levando-se a sala de aula, o ato da
leitura das fichas de segurança de produtos
químicos aperfeiçoa a linguagem formal, na
interpretação de dados e contextualiza o cotidiano
dos alunos aos assuntos químicos, como no caso
da apresentação da definição de elemento químico,
concentração, facilitando a aprendizagem, tornando
o processo de ensino e de aprendizagem mais
significativa.__________________________________________
1
LIMA, J. F. L.; PINA, M. S. L.; BARBOSA, R. M. N.; JÓFILI, Z. M.
S. Contextualização no ensino de cinética química. Química Nova na
Escola.
n°
11,
maio,
2000.
Disponível
em:
<http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc11/v11a06.pdf> Acesso em 07 set.
2012.
2
FERREIRA, L. H.; Hartwig, D. R. e OLIVEIRA, R. C. Ensino
Experimental de Química: Uma Abordagem Investigativa
Contextualizada. Química Nova na Escola. Vol. 32, n° 2, maio, 2010.
Disponível
em:
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_2/08-PE5207.pdf. Acesso em 07 set. 2012.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Ensino de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Análise sobre a utilização da Internet como ferramenta na prática
docente dos professores do curso de Química do Campus de Itabaiana.
*
1
1
Ellen Mayane Souza Lima (IC) , Ana Alice Santana Lima Dias (IC) , Juvenal Carolino da Silva Filho
1
1
(PQ) , Iramaia Corrêa Bellin (PQ) *[email protected]
1
Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química.
Palavras Chave: Química, Internet e Prática docente.
Introdução
A utilização da internet por grande parte da
comunidade acadêmica dinamizou a busca e a
divulgação do conhecimento. No Brasil, não foi
diferente e a acessibilidade digital, para domínio
público, foi liberada na década de 1990. Recentes
estatísticas apontam para cerca de 79,9 milhões de
internautas tendo acesso a rede e à divulgação do
conhecimento, levando o país a ocupar o quinto
lugar no ranking mundial de número de pessoas
conectadas à Internet.
A Internet pode consistir de uma importante
ferramenta de ensino e aprendizagem, que projeta
novas formas de divulgar/produzir informações e
conhecimentos de diversas áreas, especialmente
em Ensino. Sendo assim, a inserção da Internet na
educação provocou um avanço significativo na
forma de ensinar e aprender, pois as novas
tecnologias acopladas à internet promoveram
atividades de apoio ao ensino, por exemplo, nos
acessos aos textos, softwares educacionais, entre
outros, utilizando-os como mais um instrumento que
contribui para a relação professor-aluno. Esse
trabalho tem como objetivo analisar o perfil dos
professores de um curso de Química em relação ao
uso da Internet, como um recurso didáticotecnológico em sua prática docente na aquisição e
divulgação do conhecimento científico.
Resultados e Discussão
O trabalho foi desenvolvido durante o mês de maio
do ano de 2012, com os professores do curso de
Licenciatura em Química, da Universidade Federal
de Sergipe – Campus Professor Alberto Carvalho.
Foi aplicado um questionário, visando tecer as
vantagens e desvantagens sobre o uso da Internet
como recurso didático-tecnológico da mediação
pedagógica e tecer o perfil dos professores em
relação ao uso da web, tais como, se eles utilizavam
a internet para a divulgação de material acadêmico
e como isso ocorria (redes sociais, e-mails, etc.)
Segundo Cachapuz (2005), o uso da Internet é
recomendado, por reconhecemos as possibilidades
de utilização da Internet como recurso pedagógico
atraente que, a partir da colaboração do professor
no espaço escolar, pode oferecer contribuições
relevantes ao processo de ensino-aprendizagem.
Através dos resultados foi possível perceber que os
professores utilizam a Internet diariamente, sendo
que tal acesso ocorre no Campus Universitário, isso
corrobora com a interatividade da relação professoraluno durante o período letivo. Podemos também
destacar que os professores utilizam a Internet para
divulgação de materiais acadêmicos, consistindo em
grande parte de aulas, textos, listas de exercícios e
artigos científicos. Há também a utilização do site do
departamento e também site pessoal para a
divulgação destes materiais. Entretanto, tal prática
possui prós e contras, sendo que o quadro abaixo
mostra as vantagens e desvantagens na utilização
da Internet como auxilio da aprendizagem dos
alunos.
Tabela 1. Vantagens e desvantagens da utilização da internet.
Vantagens
Ampliação dos
conhecimentos
Acesso a materiais
didáticos
Acesso a informações e
referencias bibliográficas
Desvantagens
Plágios
Informações errôneas
Perda de tempo nas redes
sociais
Os docentes mostram uma grande preocupação
com a questão de plágios e informações erradas
obtidas pelos alunos, o que pode comprometer o
seu nível de aprendizado. Entretanto, a facilidade de
divulgação dos materiais e acesso as informações
justificam o uso de tal ferramenta, pois Moran (2003)
traz a ideia de que a utilização da internet contribui
para o desenvolvimento da intuição, flexibilidade
mental e adaptação a ritmos diferentes, o mesmo
ainda cita em contraposição à ideia levantada
anteriormente que o acesso à internet promove a
facilidade de dispersão (há informações que
distraem e poucos acrescentam, mas ocupam
tempo de navegação).
Conclusões
O uso da internet têm reconhecidas potencialidades
para o ensino das Ciências em geral e para o ensino
da Química em particular. Os resultados desta
pesquisa mostraram que a internet possui um papel
significativo no planejamento e prática docente, pois
o professor deve ser informador, orientador e
gerenciador de pesquisa e comunicação dentro e
fora da sala de aula.
Agradecimentos
__________
CACHAPUZ, A. et al. A necessária renovação do ensino das ciências.
São Paulo: Cortez, 2005.
MORAN, J. M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, M. A. Novas
tecnologias e mediação pedagógica. 7 ed. São Paulo: Papirus, 2003
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Ensino de Química (EQ)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
As ideias acerca do Ser Professor e da docência dos acadêmicos do
curso de Licenciatura Plena em Química do Campus Professor Alberto
Carvalho – UFS
1*
Alyson Passos Ferreira de Jesus (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ)
*[email protected]
Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química – Campus Professor Alberto Carvalho Itabaiana SE
49500000
Palavras Chave: docência, ser professor, química.
Introdução
Estudos apontam que as ideias sobre “ser
professor” se formam antes do indivíduo adentrar a
1,2,3
universidade . Entretanto, nem sempre essas
concepções são modificadas ou reconhecidas,
mesmo após o curso de licenciatura e com isso, tais
ideias acabam sendo reproduzidas em sala de
2,3,4
aula . O presente trabalho buscou conhecer as
representações acerca das ideias do “ser professor”
e da docência dos acadêmicos ingressantes no
semestre 2012/2 do curso de Licenciatura em
Química do Campus Professor Alberto Carvalho. A
5
metodologia usada foi a pesquisa qualitativa e os
dados foram interpretados através da análise de
6
conteúdo aos moldes de Bardin . A coleta de dados
foi realizada através de questionário aplicado junto
a 19, dos 50 alunos ingressantes.
Resultados e Discussão
A partir das respostas do questionário, verificamos
que a maioria dos alunos informantes que ingressou
no curso nesse período é do sexo feminino e que
esses alunos são, em sua maioria, jovens que não
trabalham e concluíram o Ensino Médio próximo ao
ano em que fizeram o vestibular. As respostas
referentes à opção pelo curso evidenciam que os
informantes definem sua escolha através da
identificação/afinidade com a área da química. Há
alunos que justificam sua escolha pelo curso de
Licenciatura em Química, baseados na idealização
da área, essa idealização se apresenta no desejo
que o aluno tem de trabalhar em laboratório. Os
alunos baseiam suas expectativas em relação ao
curso na aprendizagem que será possibilitada
através do mesmo, demonstrando interesse em
conhecer cada vez mais a área escolhida. Outros
esperam pelas aulas experimentais e poucos
expressam como primeira resposta a vontade de
ser professor. Entretanto, mesmo o desejo de ser
professor não sendo o principal motivo pela escolha
da licenciatura, a maioria responde que deseja se
tornar professor após a conclusão do curso. Quanto
às ideias sobre o “ser professor”, constatamos que
alguns desses alunos trazem consigo concepções
iniciais que o fazem idealizar a profissão ou mesmo
o futuro dentro da profissão. Outros acabam
associando o “ser professor” como alguém que
passa seus conhecimentos, isso nos leva a inferir
que são ideias associadas ao modelo tradicional de
ensino. Observamos ainda, que há alunos que
apontam que ser professor é uma questão de dom,
onde alguns nascem com esse dom e outros tentam
“aprendê-lo” com o tempo.
Conclusões
Através dessa pesquisa, observamos que os alunos
trazem consigo concepções simplistas acerca da
profissão docente. Vários autores apontam que é
importante romper essas ideias inicias, através de
pesquisa e ações que identifiquem, problematizem
e permitam a reconstrução dessas ideias. Daremos
continuidade à pesquisa através da realização de
entrevistas.
Agradecimentos
Ao Programa Especial de Inclusão em Iniciação
Científica da Universidade Federal de Sergipe.
Ao PRODOCENCIA – QUÍMICA/Campus Prof.
Alberto Carvalho – UFS
______________________
1
Maldaner, O. A. A pesquisa como perspectiva de Formação
Continuada do Professor de Química. Revista Química Nova, vol. 22,
n.2. São Paulo Mar./Abril. 1999.
2
Quadros, A. L. et al. Os professores que tivemos e a formação da nossa
identidade como docentes: um encontro com nossa memória. Ensaio
pesq. Educ. Ciência, Belo Horizonte, vol. 7, n. 1, ago. 2005. Disponível
em: <http: ufmg.br/ensaio>. Acesso em: 25 de mai. 2010.
3
Lopes, E. T. A construção identidade na docência em Química. In:
Gomes, C. M. S.; Ennes, M. A.. (Org.). Identidades: teoria e pratica.
Aracaju – Editora: UFS, 2008, v. 1, p. 140-152.
4
Echeverria, A. R.; Zanon, L. B. (Orgs.) Formação Superior em Química
no Brasil: Práticas e Fundamentos Curriculares. Ijuí, RS – Editora:
Unijuí, 2010.
5
Ludke, M. & Andre, M. E. D. A. Pesquisa em Educação: Abordagens
Qualitativas, Editora: Pedagógica e Universitária, 1986.
6
Bardin, L. Análise de Conteúdo Tradução de Luís Antero Reto e
Augusto Pinheiro. Lisboa, Portugal: Editora Edições 70, Março 2009, p.
61-68.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
A participação em atividades de pesquisa e extensão ofertadas pelo
curso de Licenciatura em Química: o que pensam os licenciandos.
1
1
*Rosianne Pereira Silva (IC), João Paulo Mendonça Lima (PQ).
[email protected]
1) Universidade Federal de Sergipe - Av Marechal Rondon, s/n-Jardim Rosa Elze -CEP 49100-000 São Cristóvão-SE.
Palavras Chave: Licenciatura em química, ensino de química, Pesquisa em Ensino de Química.
Introdução
A pesquisa em ensino de Química está consolidada
e em expansão. Atividades de pesquisa sobre o
ensino e aprendizagem em Química são justificadas
pela
necessidade
de
formar
professores
comprometidos e que entendam a necessidade da
integração dos conhecimentos químicos e o
contexto social em todos os níveis de escolarização.
A pesquisa em ensino contribui para superação de
visões simplistas sobre a prática pedagógica
docente, pois estimula a reflexão e produção de
conhecimento sobre o trabalho desenvolvido pelo
1
docente .
O envolvimento em atividades de pesquisa em
ensino de Química é um tabu a ser quebrado nos
cursos de formação inicial de professores, uma vez
que parte considerável dos formadores que atuam
em cursos de licenciatura não tiveram contato com
esta prática durante sua graduação e pósgraduação,
sendo
levados
a
tornarem-se
2
especialistas em suas áreas de atuação científica .
A necessidade de estímulo a pesquisa sobre o
ensino e de divulgação dos resultados destas
investigações
em
atividades
de
extensão
(congressos, encontros, seminários) durante a
formação inicial, nos fizeram buscar respostas sobre
os motivos que levam 26 alunos matriculados na
disciplina Pesquisa em Ensino de Química I do
curso de Licenciatura em Química da Universidade
Federal de Sergipe/Campus José Aloísio de
Campos a participarem deste tipo de atividade
durante a formação inicial. Os dados foram
coletados no início da disciplina no período 2012/1,
através da aplicação de um questionário com
questões abertas e analisadas através do referencial
3
teórico de Bardin (1977) .
Resultados e Discussão
Os dados iniciais permitiram identificar algumas
características do perfil dos participantes.
Os
sujeitos da pesquisa têm em média entre 18 e 33
anos, estudaram em sua maioria somente em
escola pública (46,15%) e (61,54%) dos discentes
exercem algum trabalho. Com relação aos motivos
para participação dos discentes em atividades de
pesquisa e extensão foram construídas categorias e
distribuídas em duas dimensões: “Motivos para
participar das atividades ofertadas pelo curso” e
“Motivos para não participar das atividades ofertadas
pelo curso”, para cada uma das dimensões foram
construídas cinco categorias como apresentado na
tabela abaixo.
Tabela 1. Principais Motivos para participar ou não
de atividades ofertadas pelo curso.
Dimensão
Categorias
Temáticas
Motivos
para 1.
Busca/Produção
de
participar
das conhecimento
(9);
2.
atividades ofertadas Identificação de estratégias de
pelo curso.
ensino (5); 3. Preocupação com
a formação (6); 4. Solução de
problemas
sociais
(4);
5.
Influência do curso (2)
Motivos para não
participar
das
atividades ofertadas
pelo curso.
1. Falta de interesse (2); 2.
Oportunidade
(2);
3.
Necessidade financeira (2);
4.
Adaptação
às
normas
acadêmicas (1); 5. Falta de
tempo (19)
Apresentam-se como principais motivos para
participar a busca ou produção de conhecimento,
identificação de estratégias de ensino, preocupação
com a formação, solução de problemas sociais e
influência do curso. O que nos leva a refletir sobre o
porquê, dos licenciandos considerarem importante a
participação nestas atividades e mesmo assim não
participarem. Com relação aos motivos para não
participar identificamos: falta de interesse,
necessidade financeira, oportunidade, adaptação às
normas acadêmicas e principalmente à falta de
tempo.
Conclusões
Observamos que poucos são os alunos que
participam de atividades ofertadas pelo curso.
Dentre as limitações para não participar destaca-se
a falta de tempo dos alunos, e pouco envolvimento
dos formadores em ações de pesquisa sobre o
ensino e extensão.
Agradecimentos
Aos alunos de Pesquisa I, 2012/1.
______________________
1
LIMA, J.P.M. Formação do professor reflexivo/pesquisador em um
curso de licenciatura em química do Nordeste brasileiro: limites e
possibilidades. Dissertação de Mestrado, São Cristóvão, 2011.
2
SCHNETZLER, R. P. Apontamentos Sobre a História do Ensino de
Química no Brasil. In: SANTOS, W.L.P; MALDANER, O.A. (orgs.).
Ensino de Química em Foco. Ijuí: Unijuí, 2010.
3
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Tradução L.A. Reto, A. Pinheiro.
Lisboa: Edições 70, 1977.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
(EDUCAÇÃO)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
O ENSINO DE CINÉTICA QUÍMICA POR MEIO DE ATIVIDADE
EXPERIMENTAL UTILIZANDO VITAMINA C
1
1
1
Suellen Janaina Cunha* (FM), Maria Clara Pinto Cruz (PQ) , Lenalda Dias dos Santos (PQ) ,
Ângelo F. Pitanga2 (PQ)
1) Faculdade Pio Décimo* - [email protected]
2) Instituto de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA)
Palavras Chave: Atividade experimental, Cinética química, Vitamina C.
Introdução
Faz parte da realidade educacional
brasileira a ausência de laboratórios equipados que
possibilitem
a
realização
de
atividades
experimentais, contudo a falta deste espaço não
deve ser caracterizado como uma desculpa para a
não realização das mesmas, uma vez que qualquer
ambiente da escola inclusive a sala de aula pode ser
aprimorado e utilizado como substituto do laboratório
para a realização de diversas práticas utilizando
materiais baratos e de fácil acesso, aproximado
assim os conteúdos abordados a realidade dos
alunos. Portanto, é totalmente possível que o
professor durante a abordagem teórica de
determinado conteúdo execute a atividade
experimental desenvolvendo uma articulação
1
coerente entre a teoria e a pratica . Com base nesta
perspectiva o presente trabalho tem objetivo de
apresentar o desenvolvimento metodológico de uma
atividade contextualiza sobre a importância da
vitamina C, na iniciativa de gerar discussões a
respeito dos conteúdos de Cinética Química.
DESCRIÇÃO METODOLÓGICA
Para o primeiro momento, utilizou-se a
aplicação de um pré-teste envolvendo um tema
social utilizando para contextualizar o conteúdo
químico: cinética química em uma visão do
cotidiano, seguido de um texto informativo contendo
a apresentação do mesmo, no caso o ácido
ascórbico (vitamina C).
No segundo momento houve a realização
de uma atividade prática experimental a fim de
identificar vitamina C em produtos que estão
completamente acessíveis aos alunos.
No terceiro momento o tema químico
(cinética química) foi introduzido de maneira
totalmente contextualizada, utilizando para tal o
experimento que objetiva identificar quais são os
fatores que interferem na velocidade de uma reação,
Por fim, uma aula dialógica os alunos expressarão
as suas opiniões sobre a metodologia trabalhada e
os conteúdos abordados, demonstrando que houve
uma facilidade maior em aprender química. Dai
então, houve a aplicação de um pós-teste.
Resultados e Discussão
Na primeira atividade experimental os
alunos aprenderam que é possível identificar a
presença de vitamina C em diversos sucos, sem
fazer uso de reagente e/ou laboratórios equipados.
Na segunda atividade os discentes aprenderam
quais são os fatores que influenciam na velocidade
de uma reação, pois o questionário de sondagem
demonstrou que 87% dos entrevistados já sabiam
que é possível manipular as reações, mas não
conheciam ao certo quais são os fatores que
possibilitam a ocorrência dessa variação de
velocidade. O desenvolvimento do trabalho em
equipe proporcionou uma maior interação e uma
troca de informações entre os colegas de classe.
Sem dúvida, essa metodologia aplicada foi uma
forma extremamente importante para que a
pesquisa se tornasse proveitosa, ou seja, atrativa e
interessante ao alunado.
A diferença de resultados foi que no préteste os alunos decoraram o conceito abordado pela
professora da disciplina uma aula anterior ao início
da aplicação deste projeto, já no pós-teste os alunos
se tornaram capazes de criar conceitos subjetivos,
porém corretos do significado de cinética química,
uma vez que ao realizar uma reação química, os
químicos se preocupam com dois fatores: a
velocidade com que a reação se dá e a extensão em
que a reação é favorecida. A análise da 7° questão
demonstra que 100% dos alunos afirmam que as
reações podem ser manipuladas e diferentemente
do pré-teste que eles não sabiam justificar os alunos
apresentaram justificativas contextualizadas. Entre
essas justificativas destacam-se:
“Quando minha mãe quer acelerar o cozimento
do feijão ou da carne ela coloca na panela de
pressão”
“Pra lavar as panelas de gordura da minha casa,
eu coloco água e levo para o fogo, pois com o
aumento da temperatura a reação se torna mais
rápida, eliminando mais facilmente a gordura”
Conclusões
Os resultados da pesquisa demonstraram que
houve eficácia das atividades realizadas, a partir
delas foi possível alcançar uma aprendizagem
significativa, os alunos conseguiram ser autor da
sua própria história, elaborando um novo
pensamento em relação aos fenômenos estudados.
1. SILVA, Roberto da, SANTOS, Wildson Luís Pereira da;
MALDANER, Otávio Aloísio. Ensino de Química em Foco:
experimentar sem medo de errar. Editora Unijuí, Ijuí, 2010, p.
230-261.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
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IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
( Ensino de Química )
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
CONTRIBUIÇÃO DA TEORIA SEMIÓTICA PEIRCEANA NA ANÁLISE
DAS IMAGENS CONTIDAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA
1*
2
3
3
Joeliton C. Silva (PG), Gladston dos Santos (PG), Rosângela S. de Lima e Maria B. Lima (PQ).
1,2,3e4
Universidade Federal de Sergipe – Campus Universitário Professor José Aloísio de Campos, Av.
Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000 - São Cristóvão/SE Núcleo de Pós Graduação
em Ensino de Ciências e Matemática - NPGECIMA.
*[email protected]
Palavras Chave: Ensino de Química, semiótica e livro didático.
Introdução
Este trabalho levanta alguns questionamentos e
discussões a respeito do papel e da importância das
imagens no processo dialético de ensinoaprendizagem dos conceitos químicos. Tais
imagens, características, natureza e diversidade,
aliadas as suas formas de construção, à maneira
com que são interpretadas e transformadas devem
ser consideradas como parte integrante dos
conteúdos a aprender nas aulas de ciências. A
ênfase desse trabalho se centrou em discutir a
implicação
e
evolução
da
linguagem
representacional, mais especificamente aquela
atrelada às imagens contidas em livros didáticos de
Química, com base nas categorias fenomenológicas
da semiótica idealizada e desenvolvida pelo lógicofilósofo-matemático Charles Sanders Peirce, a
chamada semiótica peirceana.
Resultados e Discussão
É praticamente indiscutível que o nosso modo de se
relacionar com o mundo seja mediado por variadas
linguagens e representações. No caso particular da
Química, o uso da linguagem e das representações
mostra como o conhecimento químico está sendo
produzido. A semiótica, como forma de ciência que
estuda todas as linguagens possíveis, traz
contribuições extremamente importantes para se
entender como a linguagem é desempenhada nas
ações humanas. Pelo fato de a Química utilizar uma
linguagem escrita e falada tão relacionada com o
uso de simbologias exclusivas ou compartilhadas
por outras áreas das ciências exatas, é importante a
utilização de uma abordagem que considere
explicitamente o papel da mediação dos signos
linguísticos na constituição do conhecimento
humano, em especial nos processos de
1
significação . O campo de estudo e de aplicações
da Semiótica no âmbito do ensino de Química pode
ser percebido ou no fato da importância dos signos
na compreensão dos entes químicos, ou pelo fato
de que os conceitos químicos não se encontram
2
independente das representações . Com base na
semiótica peirceana, existe a proposição de que o
ensino deva partir de três capacidades: a) a de
identificar, comparar e contrastar qualidades; b) a
de executar análises e c) a de interpretar
3
apropriadamente o significado dos signos . Em uma
análise do ponto de vista da semiótica peirceana, a
ilustração apresentada nos livros pode representar,
para o estudante, o percepto, porta de entrada de
todo conceito. Tal construto apresenta a
potencialidade de deixar naquele que percebe um
“hábito imaginativo poderoso”, na figura da memória
do percepto, a qual permite, inclusive, a reprodução
de modificações do que foi inicialmente percebido. A
conversão desse percepto em interpretante lógico,
no entanto, depende das condições de seu
desenvolvimento.
Conclusões
Pelo que vimos, ainda de forma muito genérica, é
possível pensar em abordagens de ensino e
aprendizagem e na crítica do livro didático por meio
das categorias universais de propostas por Peirce e
de suas taxonomias decorrentes.
Dessa forma parece pertinente a abordagem de
novas teorias de análise de livros didáticos capazes
de possibilitar uma reflexão, também, acerca das
imagens desses materiais amplamente usados nas
aulas de Química no Ensino Médio, já que estes são
os principais instrumentos utilizados por professores
e alunos no âmbito escolar.
Agradecimentos
À professora Maria Batista Lima pela oportunidade
das discussões nas aulas de Fundamentos de
currículo e avaliação escolar (NPGECIMA/2012-1).
______________________
1
GOIS, J.; GIORDAN, M. Semiótica na Química: a teoria dos signos
de Peirce para compreender a representação. Química Nova na Escola,
nº7, p.34-42, 2007.
2
WARTHA, E. J.; RESENDE, D. B. Os níveis de representação no
ensino de química e as categorias da semiótica de Peirce. Investigações
em Ensino de Ciências – V16(2), pp. 275-290, 2011.
3
CONSTANTINO, G. A. Análise semiótica da introdução à geometria
do livro de 5ª série da coleção: idéias e relações. Dissertação de
mestrado – Universidade do Sul de Santa Catarina – Santa Catarina:
2003.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
A Matriz Curricular de um curso de Licenciatura em Química do
Nordeste Brasileiro após adequação as Diretrizes Curriculares (2002)
1
João Paulo Mendonça Lima (PQ), Eliana Midori Sussuchi (PQ), Acácio Alexandre Pagan (PQ).
*
[email protected]
*
Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. José Aloísio de Campos – São Cristóvão/SE. Av: Marechal Rondon,
s/n.
Palavras Chave: Racionalidade Técnica, Formação de professores, matriz curricular.
Introdução
Os cursos de Licenciatura surgiram no Brasil, no
século
XX
(AYRES,
2005),
tendo
estes
características de Bacharelado, visto que os
currículos possuíam o modelo 3+1. O licenciando
tinha, durante sua graduação, no período de três
anos, disciplinas técnicas e características de um
curso de Bacharelado, e um ano com as disciplinas
voltadas para a prática pedagógica. Esse modelo
concebe o professor como técnico e está
fundamentado no paradigma da racionalidade
técnica, fruto do “positivismo, que prevaleceu ao
longo de todo o século XX, servindo de referência
para a educação e socialização dos profissionais em
geral e dos docentes em particular” (GÓMEZ, 1997,
p. 96). As limitações impostas por modelos de
formação pautados na Racionalidade Técnica e as
mudanças ocorridas na legislação brasileira após
aprovação de novas Diretrizes Curriculares para
formação de professores (2002), gerou a
necessidade de modificações e adequações nas
matrizes curriculares dos cursos de licenciatura.
Buscamos através da análise das modificações
ocorrida na matriz curricular de um curso de
licenciatura em Química de uma universidade do
Nordeste Brasileiro, identificar como as mudanças
ocorridas em seu currículo vêm contribuindo para
superação de problemas provocados pela
Racionalidade Técnica, tais como: formação de
concepções simplistas sobre o processo de ensino e
aprendizagem; o distanciamento existente entre
escolas e universidade; pesquisa e ensino; teoria e
prática.
Resultados e Discussão
O trabalho nos permitiu identificar algumas das
principais mudanças como: 1. Aumento da carga
horária do curso e das disciplinas de prática
pedagógica; 2. Incorporação dessas disciplinas ao
longo de todo o currículo; 3. Antecipação de
algumas disciplinas e dos estágios supervisionados,
que ocorriam apenas no final do curso através da
disciplina “Prática do Ensino de Química”; 4. Maior
contato com as escolas, influenciado principalmente
pela antecipação e aumento do número de estágios;
5. Tentativa de superação do modelo (3+1). As
disciplinas de prática pedagógica incluídas na
proposta foram: Temas estruturadores para o ensino
de Química (TEQ) I, II, III e IV; Metodologia para o
ensino
de
Química
(MEQ);
Ferramentas
computacionais para o ensino de Química (FCEQ) e
Estágio supervisionado em ensino de Química
(ESEQ) I, II, III e IV.
Disciplina
Período
Carga horária
TEQ I
3º
30 horas
MEQ
3º
60 horas
TEQ II
4º
60 horas
ESEQ I
5º
90 horas
TEQ III
5º
60 horas
FCEQ
5º
60 horas
ESEQ II
6º
90 horas
TEQ IV
6º
60 horas
ESEQ III
7º
90 horas
ESEQ IV
8º
150 horas
Tabela 1. Disciplinas de prática pedagógica
introduzidas na matriz curricular implantada no
período 2006/1.
Conclusões
A matriz curricular implantada após adequação as
novas Diretrizes Curriculares (2002), mostra
possibilidades da superação de um modelo de curso
com características de bacharelado, possibilitando
dessa forma a superação de uma visão simplista
sobre a atividade docente, fruto do modelo da
racionalidade técnica. Além, de permitir ao
licenciando maior contato com a escola e com
investigações sobre o ensino e aprendizagem de
Química.
AYRES, A.C.M. As tensões entre a licenciatura e o bacharelado: a
formação dos professores de biologia como território contestado. In:
SELLES, S.E; M.; AMORIM, A.C. Ensino de biologia:
conhecimentos e valores em disputa. Niterói: Eduff, 2005.
GÓMEZ, A.P. O Pensamento Prático do Professor: A Formação do
Professor como Profissional Reflexivo. In: NÓVOA, A. (org.). Os
Professores e a Sua Formação. 2. ed. Lisboa: Publicações Dom
Quixote, 1997.
BRASIL. Resolução CNE/CP Nº 1. Diretrizes curriculares nacionais
para a formação de professores da Educação Básica em nível
superior, cursos de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF,
18 de fevereiro de 2002.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
As concepções dos professores de ciências sobre o ensino CTS.
1*
2
3
Ieda de Oliveira Costa (IC), Amanda Soares Ribeiro (IC), Marlene Rios Melo (PQ), Thaise Marques
4
Reis (IC)
1* Universidade Federal de Sergipe. [email protected]
2 Universidade federal de Sergipe
3 Universidade Federal de Sergipe
4 Universidade Federal de Sergipe
Palavras Chave: concepções CTS de professores atuantes, enfoque curricular CTS.
Introdução
As pesquisas envolvendo a abordagem curricular
Ciência – Tecnologia – Sociedade (CTS) vêm sendo
objeto de estudos há algumas décadas e teve maior
respaldo quando se agravou a problemática
ambiental. Para conscientizar e informar a
sociedade sobre tal problema os pesquisadores
constatam que é fundamental a mudança de
paradigma, sendo necessária a inserção da ênfase
CTS nos currículos da educação básica e no ensino
superior.
Auler e Delizoicov (2006) verificaram no estudo das
compreensões de professores de Ciências sobre a
interação C-T-S, a ausência do papel da ciência e
tecnologia na sociedade pelos docentes e enfatizam
a necessidade de investigações sobre concepções
relativas à suposta neutralidade da ciência e
tecnologia, uma vez que contradições presentes no
pensar dos professores podem dificultar uma
compreensão mais crítica sobre as interações CTS.
Miranda e Freitas (2008) relataram que um dos
principais fatores que provocam a dificuldade na
compreensão da abordagem CTS pelos professores
é a formação deficitária, que não abrange conteúdos
e procedimentos sobre a Natureza da Ciência e da
Tecnologia.
O objetivo dessa pesquisa foi levantar as
concepções sobre C-T-S e as múltiplas relações
entre essas três variáveis de três professores
atuantes e licenciados pela UFS (Universidade
Federal de Sergipe), dois de química e um de
biologia. Os mesmos são formados em épocas
distintas: há 25, 15 e 6 anos.
Este trabalho utilizou como instrumento de coleta de
dados um questionário semiestruturado com 11
questões, sendo este uma adaptação do
questionário estruturado VOSTS (Views on ScienceTechnology-Society) elaborado por Aikenhead et al
(1989). Foram abordadas na pesquisa algumas
dimensões do questionário VOSTS tais como:
definição da Ciência e tecnologia; relações entre
Ciência e Tecnologia; a interrelação entre ciência
tecnologia e sociedade.
Resultados e Discussão
A análise das respostas permitiu categorizar as
concepções dos professores. As categorias
encontradas podem ser sistematizadas da seguinte
forma: 1- instrumentalização da tecnologia, onde
esta é entendida apenas como maquinário
relacionados à informática, não como processo. 2 idealismo da ciência e tecnologia, as ações
cidadã estão no discurso falado, mas não nas ações
diárias; 3- a não contemplação da sociedade de
risco (Beck,2010), ou seja, os professores
acreditam em tecnologia isentas de riscos e outras
absolutamente impactantes; 4- submissão da
sociedade no poder de decisão, já que os
professores delegam ao governo a tomada de
decisão (Aikenhead et al 1989) sobre questões
técnico-cientificas.
Conclusões
Essas categorias nos permite concluir que a
educação CTS na UFS não foi discutida, já que os
professores são formados em épocas distintas e, no
entanto as suas concepções sobre C-T-S se
assemelham. Isso marca a necessidade da inserção
curricular CTS nos cursos superiores. Esperamos
implantar e atuar em cursos de formação inicial e
continuada, através da utilização dos indicadores de
comprometimento sócio – ambiental (Melo, 2010),
como orientadores na produção de projetos de
ensino de ciências que contemple aspectos tais
como: o fortalecimento da ideia de ciência como
uma construção humana, suscetível às influências
da sociedade; a construção de uma visão menos
instrumental e mais influente da tecnologia no que
se refere à produção do conhecimento científico;
considerar os processos químicos como uma
tecnologia; a contemplação de uma Sociedade de
Risco e que, portanto cabe aos professores
alfabetizar cientificamente (Chassot, 2010) seus
alunos, para que estes possam decidir a que riscos
estão dispostos a se submeter perante os avanços
tecnológicos.
Agradecimentos
Aos professores pesquisados que se dispuseram a
nos oferecer os dados para essa pesquisa. A
professora Marlene Rios Melo.
______________________
1
Aikenhead, G. S., Ryan, A.G. & Fleming, R.W. Views on
science-technology society (form CDN.mc.5). Saskatoon,
Canada, S7N OWO: Department of Curriculum Studies,
University
of
Saskatchewan,1989.
Disponível
em:
http://www.usask.ca/education/people/aikenhead/vosts.pdf.
Acessado: em: 05 dez. 2011.
2
Auler, D. Delizoicov, D. Ciência- tecnologia- Sociedade relações
estabelecidas por professores de ciências. Revista Electrónica
de Enseñanza de las Ciencias. 5 (2).
3
BECK, U. Sociedade de risco – Rumo a uma outra
modernidade. Tradução de Sebastião nascimento. São Paulo:
Ed. 34, 2010.
4
Chassot, A. I. Alfabetização científica: questões e desafios para
a educação. 5. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2010.
5
Melo, M. R. Uma metodologia de ensino voltada para as
questões sócio-ambientais. Tese de doutorado. Faculdade de
Educação, Universidade de São Paulo, 2010.
6
Miranda, E. M; Freitas, D. A compreensão dos professores
sobre as interações CTS evidenciadas pelo questionário VOSTS
e entrevista. Revista de Educação em Ciência e Tecnologia. 1
(3), 79-99, nov. 2008.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(
FP
)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Oficina de jogos lúdicos na formação de professores no Ensino de
Química
1
Nayara S. Melo (IC)*, Josevânia T. Guedes (PQ) , Lenalda D. dos Santos (PQ)
2
[email protected]
Palavras Chave: oficina, formação de professor, ensino/aprendizagem.
Introdução
Para o ser humano, a aprendizagem é tão
importante quanto o desenvolvimento social, e o
jogo constitui uma ferramenta pedagógica que
também promove o desenvolvimento cognitivo e
social do ser.
A oficina temática possibilita a produção de
instrumentos
didáticos
pedagógicos
sendo
considerada essencial para o educando.
Para CUNHA(2004) Os jogos são indicados como
um tipo de recurso didático educativo que podem
ser utilizado em momentos distintos, como na
apresentação de um conteúdo, ilustração de
aspectos relevantes ao conteúdo, como revisão ou
síntese de conceitos importantes e avaliação de
conteúdos já desenvolvidos.
Diante do exposto, esse trabalho tinha como
objetivo confeccionar jogos lúdicos para a formação
de futuros docentes de Química e aprendizagem do
aluno. O mesmo foi desenvolvido em 4 de Abril a 30
de Maio de 2012, sobre a orientação da professora
Josevânia Teixeira Guedes com um total de 25
graduandos do curso de licenciatura em Química da
Faculdade Pio Décimo.
Resultados e Discussão
O desenvolvimento deste trabalho foi com base de
um questionário que os docentes deveria responder
relacionadas o uso de jogos no Ensino de Química e
se essa metodologia ajuda no processo de ensinoaprendizagem.
Concepção de um dos docentes sobre o uso de
jogos lúdicos no Ensino de Química.
[D10] “ A utilização dos jogos lúdicos no ensino de
Química facilita o processo de ensino e
aprendizagem permitindo a dinamização dos
conteúdos aprendendo de forma mais facilitadora e
encantadora.”
Abaixo esta um dos gráficos retirados da coleta de
dados dos docentes sobre qual turma utilizaria os
jogos lúdicos.
13%
1º
2º
14%
3º
73%
Gráfico1: Qual a turma do Ensino Médio o docente
utilizaria mais o jogo e atividades lúdicas e porque ?
Com base deste gráfico 14% dos docentes
responderam que utilizaria no 3º do Ensino Médio
devido os alunos estarem cansados e facilitaria para
o seu entendimento os outros 13% utilizaria no 2º do
Ensino Médio devido os assuntos serem mais difícil
devido os cálculos e os 73% dos docentes
aplicariam no 1º ano do Ensino Médio seria o
primeiro contato do aluno com a disciplina de
Química vendo de forma mais dinâmica e
contextualizada.
Conclusões
Assim entendemos que para a formação de
professores de Química no contexto da lucidade
como apoio no processo de ensino e aprendizagem
representa um avanço nas formas de interação
entre professor e aluno, bem como na variedade de
jogos que podem ser utilizados no processo de
educação. Sem dúvidas os recursos lúdicos são
indispensáveis, mas desde que os mesmos possam
ser entendidos e explorados com ênfase na
criatividade e na metamorfose
Agradecimentos
A todos alunos e professores do LAPICEQ.
______________________
1
CUNHA, M. B. Jogos de Química: Desenvolvendo
habilidades e socializando o grupo. Eneq 028- 2004.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Análise de dissertações de licenciandos de Química da UFS sobre o
Ensino CTS.
1*
1
Thaise Marques Reis (IC); Marlene Rios Melo (PQ).
1
Universidade Federal de Sergipe. *[email protected]
Palavras Chave: Leitura, escrita, CTS.
Introdução
Poucas pesquisas estão sendo realizadas a
fim de identificar o grau de compreensão de leitura
de professores e graduandos (licenciandos), mesmo
todos tendo conhecimento que estes necessitam de
um nível de compreensão aceitável, visto que são
responsáveis (ou futuros responsáveis) pela
formação dos alunos.
Levando em consideração vários problemas
ainda encontrados na formação de professores, este
trabalho buscar identificar quais as concepções que
um grupo de licenciandos apresenta em suas
dissertações após leituras de artigos científicos,
aulas expositivas e questionamentos sobre o
enfoque CTS (Ciência- tecnologia e sociedade),
além de investigar como está a produção textual dos
mesmos.
A pesquisa foi qualitativa e ocorreu nas
aulas de Estágio Supervisionado no Ensino de
Química I da UFS, com o acompanhamento das
aulas e análise posterior das dissertações
elaboradas pelos licenciandos. Essa análise resultou
no estabelecimento das seguintes categorias:
Concepção simplista sobre o ensino CTS,
Concepção apropriada do ensino CTS e Concepção
contraditória sobre o ensino CTS. Analisamos
também quais os processos de produção textual
destes licenciandos, considerando os diferentes
tipos de repetições levantadas por Orlandi (2004):
repetição empírica, a repetição formal e a repetição
histórica.
Resultados e Discussão
Nas análises das dissertações foram
percebidas
algumas
concepções
sobre
o
entendimento sobre o ensino CTS, que são:
Concepção simplista sobre o ensino CTS,
Concepção apropriada do ensino CTS e
Concepção contraditória sobre o ensino CTS.
Concepção simplista sobre o ensino
CTS: mostra uma compreensão sobre o que
engloba o ensino CTS de forma vaga, superficial,
não abrangendo seu significado real.
Concepção apropriada do ensino CTS:
esclarece os pontos importantes deste ensino, seus
objetivos, abordagens e dificuldades na sua
implementação e expõe uma real compreensão de
toda a sua complexidade.
Concepção contraditória sobre o ensino CTS:
leva em consideração, que em alguns momentos o
sujeito se contradiz, não deixando claro qual sua
real interpretação sobre o ensino CTS, equivocandose em algumas colocações e não deixando claro o
seu entendimento sobre o tema.
Ao mesmo tempo foram analisados os
diferentes tipos de repetições levantados por Orlandi
(2004). A repetição que mais ocorreu foi a formal, e
a mais desejada é a histórica.
Conclusões
Muitos dos licenciandos ainda precisam
exercitar a reflexão diante do ensino CTS, visto que
alguns ainda evidenciam uma visão simplista ou
contraditória deste ensino. Mas muitos deles
também conseguiram fazer novas colocações e
questionamento, demonstrando que conseguiram se
apoderar da repetição histórica e ao mesmo tempo
desenvolvendo uma concepção apropriada do
ensino CTS.
Algumas dissertações tinham os três tipos
de repetição citada por Orlandi (2004), e outras
apenas duas, ou uma, o que mostra um
desenvolvimento da escrita dos mesmos, que além
de tentar reproduzir o que leram, mostram que
conseguiram produzir textos com características de
autoria, ou seja, uma compreensão de fato e não
uma repetição de termos memorizados. A atividade
proposta pela professora da turma foi satisfatória,
pois grande parte da turma conseguiu desenvolver
sua dissertação de forma clara e coesa sobre o
enfoque CTS mostrando sua complexidade, mesmo
que em alguns momentos estes se apoderando da
repetição formal.
Na continuidade do trabalho, pretendemos
analisar a capacidade de autoria após leitura e
discussão de textos contendo conhecimento
científico específico da química, possibilitando um
diagnóstico das dificuldades conceituais.
Agradecimentos
Aos licenciandos colaboradores desta pesquisa.
________________________
1
ORLANDI, E. P. Interpretação: autoria, leituras e efeitos do
trabalho simbólico. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Avaliação do Comprometimento Socioambiental na aplicação dos
projetos elaborados pelos licenciandos de Química Licenciatura da UFS
1*
1
Thaise Marques Reis (IC); Marlene Rios Melo (PQ).
1Universidade Federal de Sergipe. *[email protected]
Palavras Chave: Indicadores de comprometimento Socioambiental, formação de professores, ensino de química.
Introdução
O ensino CTSA (Ciência-TecnologiaSociedade-Ambiente) propõe uma ênfase curricular
onde a ciência seja ensinada de forma a ocorrer
uma relação entre a tecnologia, sociedade e o
ambiente, ou seja, um ensino científico visando a
formação da cidadania e a capacidade de tomada
de decisão em uma sociedade tão envolvida com
as questões tecnocientíficas. No entanto, a
implementação dessa ênfase curricular nas escolas
enfrenta diversos problemas, como a falta de
material didático, a compreensão das reais
propostas tanto pelos professores como pelas
instituições de ensino, etc. Mas um dos pontos mais
críticos está relacionado com a formação de
professores capacitados a elaborar e mediar
propostas de ensino com essa ênfase curricular.
Em função de tais problemas, após o
acompanhamento de dois semestres de estágios
supervisionados na Universidade Federal de
Sergipe, tomamos como objetivo de nossa
pesquisa avaliar o nível de compreensão da
ênfase curricular CTSA durante a mediação didática
de projetos de ensino de química por duas duplas
de licenciandos em uma escola pública de ensino
médio da cidade de Aracaju. Nossos dados foram
coletados a partir da transcrição das falas dos
licenciandos, nossos sujeitos de pesquisa, durante
as aulas, com posterior análise do discurso,
caracterizando a pesquisa como qualitativa.
Essa avaliação utilizou como instrumento
de análise os Indicadores de Comprometimento
Socioambiental (MELO, 2010) explicitados a seguir:
I1 - Reconhecer os conceitos químicos envolvidos
na tecnologia química; I2 - Reconhecer os impactos
ambientais e sociais causados pela tecnologia
química; I3 - Relacionar os conceitos químicos com
as questões socioambientais, inerentes às
tecnologias químicas de forma articulada; I4 Buscar pelo conhecimento de tecnologias verdes,
mesmo idealizando-as; I5 - Reconhecer que as
soluções para os problemas ambientais vão além
das tecnologias verdes, assumindo que toda
tecnologia é poluente; I6 - Reconhecer a
responsabilidade que compete a cada indivíduo,
principalmente com um consumo responsável; I7 Reconhecer a responsabilidade do professor
através do comprometimento com uma atuação
ética e com as questões ambientais; I8 - Planejar o
ensino de forma a privilegiar a relação com as
questões ambientais; I9 - Planejar o ensino de forma
a privilegiar a relação com as questões sociais; I10 Planejar os experimentos didáticos reduzindo
sistematicamente os impactos ambientais.
O indicador inicial faz referência ao
conhecimento científico envolvido nos projetos. Do
segundo ao quinto indicador, caracteriza-se a busca
por contemplar questões socioambientais de forma
inter-relacionadas com as questões tecnocientíficas.
E os indicadores restantes englobam o
comprometimento subjetivo do licenciando na
mediação de seus projetos de ensino.
Resultados e Discussão
A análise dos discursos, utilizando com
instrumento de análise os indicadores de
comprometimento socioambiental, obtida da
transcrição das aulas ministradas nas escolas
públicas apontou que a mediação pelos
licenciandos dos projetos de ensino contemplou
uma abordagem superficial dos conceitos químicos
(Ciência), contemplado pelo I1 e um planejamento
dos experimentos com baixo impacto ambiental
(I10). No entanto os indicadores de I2 a I9 estiveram
ausentes, demonstrando grande dificuldade em
relacionar a Ciência com as outras variáveis
(Tecnologia-Sociedade-Ambiente), e praticamente
nenhum envolvimento subjetivo com as questões
socioambientais.
Conclusões
Nossa hipótese é de que a dificuldade dos
licenciandos em relacionar o conhecimento
científico no contexto socioambiental ocorreu, pois
esse conhecimento não foi apreendido, mas sim
memorizado, com consequente incapacidade de
interrelacionar com as outras variáveis. E ainda,
essa mudança de paradigma envolve uma grande
resistência já que esses licenciandos foram
expostos durante toda sua vida escolar a um
modelo de ensino onde o conhecimento científico é
ensinado fora do seu contexto socioambiental,
exigindo persistência e formação de professores
reflexivos, capacitados a avaliar sua própria
atuação.
_____________________________________
MELO, M. R. Elaboração e análise de uma metodologia de ensino voltada
para as questões sócio-ambientais na formação de professores de Química.
Tese de doutorado. FE – USP. São Paulo, 2010.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
Ensino de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Dificuldades e motivações de aprendizagem em Química investigadas
em ações do Programa de Iniciação a Docência (PIBID/UFS/Química)
1
*Anderson de Oliveira Santos (IC), Rosianne Pereira Silva (IC), Djalma Andrade (PQ), João Paulo
Mendonça Lima (PQ).
*[email protected],
1
Campus Professor Aloísio de Campos - Universidade Federal de Sergipe - São Cristóvão-SE
Palavras Chave: Ensino de Química, Oficinas Temáticas, Estratégias de Ensino.
Introdução
Estudantes do ensino médio geralmente apresentam
dificuldades em aprender e compreender alguns
conceitos científicos, especialmente os que fazem
parte de disciplinas que compõem as ciências
1
exatas . A disciplina química é vista como pouco
interessante pelo aluno, sendo às vezes
2
considerada como bicho de sete cabeças mesmo
esta ciência apresentando um corpo de
conhecimentos que pode contribuir para o
desenvolvimento do senso crítico e para
compreensão de fenômenos que ocorrem no
cotidiano, seja natural ou artificial. É importante o
planejamento de ações que garantam perspectivas
de ensino inovadoras com apresentação e
discussão dos conteúdos químicos articulados ao
contexto social. Uma ferramenta metodológica que
vem sendo usada com objetivo de promover o
desenvolvimento conceitual e a tomada de decisões
3
são as oficinas temáticas . A realização destas
oficinas podem ainda motivar os alunos a
despertarem o interesse pela Ciência. O presente
trabalho buscou identificar as dificuldades e
motivações citadas por noventa e cinco alunos da
primeira série do ensino médio da rede estadual de
ensino do município de Aracaju/SE no processo de
aprendizagem em Química. A coleta de dados
ocorreu através da aplicação de questionários
abertos, após a participação destes alunos em
apresentações de oficinas temáticas ministradas por
bolsistas do Programa de Iniciação a Docência
(PIBID).
Resultados e Discussão
Construímos cinco categorias sobre os motivos
apresentados pelos alunos para as dificuldades de
aprendizagem
em
Química,
que
estão
representadas na Figura 1. Dificuldades de
aprendizagem em Química.
Foi observado que os alunos justificam a maior
dificuldade por conta da falta de “base matemática
(BM)” (54,4%). Boa parte dos discentes (17,4%)
citam a “complexidade dos conteúdos” químicos
(CC). Outro grupo (13,1%) menciona a “metodologia
dos professores (MP)” como motivo para as
dificuldades. Alguns (8,7%) indicam o seu próprio
“déficit de atenção” (DA) e uma pequena parte
(6,5%) “dificuldades de interpretação” (DI). Podemos
observar que parte considerável dos problemas
existentes no processo de ensino e aprendizagem
em Química, pode estar relacionado ao acúmulo de
limitações presentes em outras etapas e disciplinas
que fazem parte do currículo escolar, como
identificado no caso das dificuldades em realizar
cálculos matemáticos.
Quando questionados sobre a motivação para
aprender química, (84,8%) dos alunos afirmam
sentir-se motivados, e justificam este interesse após
terem o contato com a apresentação das oficinas
temáticas, tendo em vista a sua abordagem
diferenciada. Um pequeno número (13,6 %) afirma
não se sentir motivado e 1,6% dos estudantes não
opinaram.
Conclusões
Neste trabalho podemos perceber que a
apresentação das oficinas temáticas contribuem
para motivar os alunos na aprendizagem em
Química e que a maioria das dificuldades de
aprendizagem estão relacionadas não ao caráter
abstrato ou a algumas especificidades desta ciência,
mas, especialmente a limitações em outras áreas do
conhecimento e na forma como o professor aborda
os conteúdos químicos.
Agradecimentos
Aos alunos e professores participantes das oficinas.
Aos bolsistas do PIBID e a CAPES.
1
MALDANER, O.A; PIEDADE, M.C.T. Repensando a Química.
Química Nova na Escola, São Paulo, n. 1, maio 1995.
2
MORTIMER, E.F; MACHADO, A.H. Química. São Paulo: Scipione,
2007.
3
MARCONDES, Mª. E.R. Proposições Metodológicas para o Ensino de
Química: oficinas temáticas para a aprendizagem da ciência e o
desenvolvimento da cidadania. Em Extensão, Uberlândia, V.7, 2008.
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São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
(Ensino de Química)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Incorporação da flecha do tempo nos conceitos de termodinâmica para
a graduação: Uma ação metodológica
1
1
1
Maria Clara P. Cruz* (PQ), Lenalda D. dos Santos (PQ), Josevânia T. Guedes (PQ), Ângelo F.
2*
Pitanga (PQ)
1) Faculdade Pio Décimo* - [email protected]
2) Instituto de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA)
Palavras Chave: entropia, flecha do tempo, ensino de Química.
Introdução
A Química é uma ciência vivenciada no
cotidiano de qualquer pessoa. Os professores são
constantemente desafiados a estarem buscando
novas abordagens de seus conteúdos a fim de
desenvolver a alfabetização científica e a cidadania.
Ciente disto, a noção subjetiva do sentido
do tempo, a flecha psicológica do tempo, é
determinada dentro do nosso cérebro pela flecha
termodinâmica, que é a entropia. A desordem
aumenta com o tempo, este dá o sentido em que a
1
desordem
aumenta .
Por
exemplo,
o
envelhecimento e desgaste de objetos.
Portanto, há uma continuada necessidade
de que as ciências possam ser não apenas
medianamente entendida por todos, mas, e
principalmente facilitadora do estar fazendo parte do
2
mundo .
O objetivo, então, foi introduzir uma
estratégia de ensino de termodinâmica para os
alunos de graduação visando à incorporação da
flecha do tempo no ensino da entropia, aproximando
as ciências ao cotidiano dos alunos.
A metodologia consistiu em ministrar aulas
de Termodinâmica tradicional e Termodinâmica sob
esta nova temática, em duas turmas do curso de
Engenharia de Produção da Faculdade de Negócios
de Sergipe em 2010/2, e em seguida um
questionário foi proposto a fim de investigar a
aceitação dos alunos.
Resultados e Discussão
Os resultados evidenciaram que em torno
de 90 % da turma da noite e 78% da turma da
manhã preferiram a abordagem temática que
aborda a entropia como a flecha do tempo,
conforme figura 1.
22,22
10,53
Não
Sim
0
Quando perguntados sobre como o
envelhecimento
pode
ser
encarado
termodinamicamente? Algumas respostas foram:
“O envelhecimento é algo espontâneo, que as
pessoas adquirem com o passar do tempo,
querendo ou não, ou seja, a termodinâmica está
presente no cotidiano das pessoas”
“irreversível e aumenta a desordem do organismo”
“Com crescente desordem até chegar ao caos”
“com o aumento da desordem do organismo e com
o avanço do tempo as alterações são irreversíveis”
Outra questão interessante foi se os alunos
conseguem perceber a flecha do tempo, a entropia,
na vida. Os resultados foram:
“Sim. Pelas minhas fotos de infância, juventude e
hoje pelo espelho.”
“Quanto mais o tempo passa, eu envelheço, células
do meu corpo estão morrendo e é irreversível”
“Sim. O crescimento diário de minha filha”
“A morte”
Foi possível associar irreversibilidade a
processos naturais, onde a entropia atua como uma
flecha mostrando a direção do tempo, indo da
ordem ao caos.
Conclusões
A importância desta nova abordagem reside
no fato de aproximar os conteúdos científicos da
termodinâmica com o cotidiano dos alunos. Não que
se deixe de discutir à ferramenta matemática que
fundamenta os conceitos estudados, mas que se
procure ir além da análise hermética matemática,
alcançando objetivos de fazer parte do mundo no
entendimento dos conceitos relacionados com a
termodinâmica no cotidiano dos alunos. .
Agradecimentos
Ao LAPICEQ Faculdade Pio Décimo - Aracaju SE.
77,78
89,47
50
100
Manhã
Noite
. ____________________
1 HAWKING, S. W. Breve história do tempo. Tradução de Ribeiro da
Fonseca. Lisboa: Editora Gradiva, 1996
2 CHASSOT, A. Educação Consciência. 2. Ed. Santa Cruz do
Sul: Edunisc, p.35, 2007.
Figura 1 – Análise da Preferência da termodinâmica
com a temática da entropia como a flecha do tempo.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Ensino de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Investigando o Trabalho de Mendeleev-Meyer para a Construção da
Tabela Periódica: Uma Análise nos Livros Didáticos do PNLD 2012.
Ana Alice Santana Lima Dias (IC) *, Joseane de Andrade Santana (IC), Cléber Thiers da Silva Nunes
(IC), Erivanildo Lopes da Silva (PQ) *[email protected]
Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química. Av. Vereador Olímpio
Grande s/n, 49500-000 Itabaiana, SE.
Palavras Chave: Tabela Periódica, Mendeleev, Meyer e Livros Didáticos.
Introdução
Por volta do séc. XVIII já haviam sido descobertos
cerca de 30 elementos químicos sendo que diversos
cientistas já discutiam as similaridades existentes
entre alguns elementos. Com intuito de organizar os
elementos foram propostos diferentes arranjos para
classificá-los. Surgem, então, as primeiras versões
da Tabela Periódica (TP), fruto da participação ativa
de cientistas para fornecer explicação satisfatória
aos fatos que eram observados, chegando-se à TP
atual.
A literatura evidencia as contribuições e avanços na
produção da TP por parte de Mendeleev e Meyer, os
mesmos simultaneamente se detiveram ao estudo
da periodicidade de propriedades dos elementos
químicos em função das massas dos átomos, sendo
que Mendeleev veio a ganhar destaque por alcançar
um grau de precisão em seus estudos, capaz de
prever propriedades de elementos ainda não
descobertos¹.
Neste trabalho buscamos investigar as contribuições
de Mendeleev e Meyer, na construção da TP nos
livros de Química indicados pelo Guia do Programa
Nacional do Livro Didático (PNLD) 2012.
Resultados e Discussão
As obras utilizadas como objeto de estudo são
demonstradas na Tabela 1:
Tabela 1. Livros listados no PNLD 2012.
Título do livro / Categorias:
Sigla
Química na Abord. do Cotid. 4ed. (Peruzzo e Canto) LD1
Química: Meio Ambie., Cidad. e Tec. (Reis)
LD2
Química (Mortimer e Machado)
LD3
Química Cidadã (Santos e Mól)
LD4
Ser Protagonista Química (Lisboa)
LD5
A partir da análise do conteúdo TP nos LDs do
PNLD (2012), buscou-se observar textos, imagens e
boxes apresentados no decorrer do capítulo. Foram
utilizados como critérios de categorização as
contribuições de outros cientistas; citação ou não de
Meyer; e debates entre Mendeleev e Meyer
A partir da Figura 1 é possível identificar que, com
exceção da obra LD2, os LDs traz uma abordagem
da TP sem que haja a menção da continuidade e/ou
contribuições de trabalhos anteriores à Mendeleev e
Meyer.
A discussão entre Mendeleev e Meyer retratando as
contribuições dos dois cientistas para a organização
dos elementos é vista nos LDs 1, 4 e 5, pois em
maior ou menor grau abordam algum debate dos
dois cientistas em suas obras. No LD3 Meyer não é
citado, contudo o mérito da organização da TP é
dado à Mendeleev.
Figura 1: Categorização dos livros listados no PNLD 2012.
O LD2 apresenta uma abordagem expressiva
quanto à história da TP, ressaltando que é o único
livro dos examinados que apresenta contribuições
de outros estudiosos na formação da TP.
Praticamente os livros avaliados ressaltam que
Mendeleev teve maior prestígio em seus estudos, se
comparados com Meyer e os demais cientistas.
Conclusões
Os LDs de Química do PNLD (2012) apresentam
uma abordagem da TP baseada em sequência
cronológica. Sendo que as discussões da época
pouco são evidenciadas. Nestes não há ligação
entre a TP de Mendeleev e Meyer com os demais
cientistas citados nas obras.
Agradecimentos
Ao Prof. Edson José Wartha.
____________________
LISBOA, J. C. F. ser Protagonista. São Paulo: edições sm, v. 1, 2010.
MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química. São Paulo: scipione,
v. 1, 2011.
PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. D. Química na abordagem do
cotidiano. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, v. 1, 2010.
REIS, M. Química: Meio ambiente, Cidadania e Tecnologia. São
Paulo: FTD, v. 1, 2010.
SANTOS, W.; MÓL, G. Química Cidadã. São Paulo: nova geração, v.
1, 2010.
TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; CHAGAS, A. P. ALGUNS
ASPECTOS HISTÓRICOS DA CLASSIFICALÇÃO PERIÓDICA DOS
ELEMENTOS QUÍMICOS. QUÍMICA NOVA, São Paulo, 20, n. 1,
Janeiro/Fevereiro 1997. 103-117.
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São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Ensino de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Pigmentos naturais: uma abordagem contextualizada num curso de
química orgânica experimental
1
2
2
3
Ângelo F. Pitanga (PQ) , Maria C.P. Cruz (PQ) , Suellen J. Cunha (IC) , Wendel M. Ferreira (PQ) .
1 – Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação da Bahia (IFBA) – *[email protected]
2 – Faculdade Pio Décimo (FPD)
3 - Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação de Sergipe (IFS)
Palavras Chave: Racionalidade Prática, Contextualização, Pigmentos Naturais, Experimentação,
Introdução
A iniciativa de utilizar o tema de pigmentos
naturais em aulas de Química Orgânica
Experimental, pode se justificar pela necessidade da
importância de aproximar a Química com o cotidiano
dos estudantes, proporcionando a percepção de que
alimentos são fontes de corantes empregados nas
indústrias alimentícias e de tintas, e assim relacionálos com os estudos das estruturas dos compostos,
os tipos de ligações e as propriedades físicoquímicas dos corantes extraídos, despertando o
interesse pela pesquisa e a aprendizagem mais
eficaz, reconstruindo e construindo conceitos
científicos juntamente com o entendimento de suas
implicações na sociedade, meio ambiente e na
economia.
Essa inciativa teve como objetivo promover
uma formação de professores, numa perspectiva
teórica conhecida como modelo de racionalidade
prática; de acordo com essa teoria, “a prática é um
momento de criar, refletir e discutir, em que os
conhecimentos pré-existentes são modificados e
aprimorados cientificamente e não somente um
ambiente para a reprodução de um conhecimento
com base científica” (Pereira 1999, p. 113).
Assim esta pesquisa objetiva, a partir de
uma metodologia contextualizada e diversificada,
promover uma formação inicial diferenciada dos
graduandos com o intuito de incentivar o espírito
investigativo, criatividade e acima de tudo iniciativa
para buscar alternativas que possam facilitar o
processo de aprendizagem como forma de garantir
a qualidade do ensino de Química.
Resultados e Discussão
A seguir encontram-se as discussões dos
resultados obtidos em uma das questões do pré e
pós-teste das 10 que foram usadas na pesquisa.
O primeiro item do exercício de sondagem
enuncia “O que são carotenóides?”. No pré-teste, o
Gráfico 1 apresenta que 80% dos alunos
responderam parcialmente correto e delimitaram-se
em dizer que os carotenóides dão cor aos alimentos,
observe a resposta do aluno I:
“São pigmentos encontrados nos legumes e
frutos de cor alaranjada (amarelada).”
No pós-teste verifica-se uma diferença no
comportamento dos alunos, nota-se que eles
começam a se expressar, pois nenhum deles deixou
de responder a este item, e dentre estes 60%
acertaram parcialmente, pois apesar de não
responderem
totalmente, apresentaram
uma
melhora significativa na elaboração das respostas; e
20% obtiveram sucesso em suas respostas.
A seguir tem-se uma das respostas
corretas de um aluno A obtidas no pós-teste:
“São compostos naturais e pigmentos orgânicos
encontrados nas plantas superiores e microorganismos,
algas e fungos”. São essenciais para a vida e nenhum
animal pode sintetizar, por isso deve ser ingerido na dieta
alimentar.
Responderam
correto
80%
Responderam
errado
60%
40%
20%
0%
Não
responderam
Parcialmente
correto
Gráfico 1: Dados obtidos dos alunos sobre o que são
carotenóides.
Conclusões
Conclui-se então que uma atividade
contextualizada partindo de um tema gerador pode
garantir aos alunos dos cursos de licenciatura, uma
formação mais completa, baseando-se nas
perspectivas de racionalidade prática, observou-se
durante sua aplicação um comportamento
diferenciado dos alunos, e com isso as respostas
encontradas e bem como o grau de participação dos
alunos refletem diretamente para um indicativo de
sucesso do projeto proposto.
Agradecimentos
Agradeço a todos colaboradores da FPD.
______________________________________________
1- PEREIRA, J. E. D. As licenciaturas e as novas políticas
educacionais para a formação docente. Educação & sociedade,
ano XX, nº 68, Dezembro/99.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Química Analítica – Apresentação Oral
Data: 23/11/2012
Horário: 13:30 – 15:30 h.
Autor principal
Título do trabalho
ORAL/POSTER
1
Mércia V. da Silva1
(IC)*, Lukas G.G.V.
Santos (IC), Marcelo R.
Alexandre (PQ)
Distribuição Anual de Hidrocarbonetos
Policíclicos Aromáticos no Baixo
Estuário do Rio Sergipe)
Didática V – sala 104
2
Jandyson Machado
Santos (PG)*, Luana
Oliveira dos Santos (PG),
Alberto Wisniewski Jr
(PQ)
Avaliação de Óleos Brutos da Estação
Petrobras Oiteirinhos II, CarmópolisSE, por Cromatografia Gasosa
Bidimensional Abrangente
Didática V – sala 104
3
Fernanda Faro Silva
(IC)*, Luana Oliveira dos
Santos (PG), Jandyson
Machado Santos (PG),
Alberto Wisniewski Jr
(PQ).
Análise Cromatográfica Bidimensional
Abrangente de bio-óleo obtido
Didática V – sala 104
através da pirólise da planta Nymphaea
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Química Analítica Ambiental
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Distribuição Anual de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos no
Baixo Estuário do Rio Sergipe
1
1
1
Mércia V. da Silva (IC)*, Lukas G.G.V. Santos (IC), Marcelo R. Alexandre (PQ)
1
Departamento de Química, Universidade Federal de Sergipe.
* [email protected]
Palavras-chave: HPAs, Sedimento, CG-MS, Rio Sergipe.
Introdução
Os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs)
constituem um grupo de compostos orgânicos que
apresentam dois ou mais anéis aromáticos
condensados. Essas substâncias estão amplamente
distribuídas no ar, na água e são facilmente
1
adsorvidas aos sedimentos. Sua formação pode ser
atribuída à combustão incompleta a altas
temperaturas, que podem ser naturais (erupções
vulcânicas, incêndios florestais) ou antropogênica
(exaustão de motores a diesel e gasolina, fumaça de
2
cigarro ou processos industriais). Por serem
potencialmente tóxicos ao meio ambiente e ao ser
humano e por seus efeitos adversos, há uma
evidente necessidade do monitoramento desses
compostos nos mais diversos ecossistemas.
Deste modo, o presente estudo objetiva avaliar a
distribuição
espaço-temporal
de
16
HPAs
considerados poluentes prioritários pela Agência de
Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA-US)
na porção sedimentar do baixo estuário do Rio
Sergipe.
Resultados e Discussão
O preparo das amostras de sedimento envolveu a
extração em ultrassom, fracionamento e limpeza do
extrato utilizando uma coluna empacotada com 2g
de sílica gel (70 - 230 mesh) e 1g de alumina neutra.
Os HPAs foram analisados por Cromatografia
Gasosa acoplada a Espectrômetro de Massas (CGMS). O modo de monitoramento de íons
selecionados (SIM) foi utilizado para a análise dos
16 HPAs prioritários. As amostras foram coletadas
em três pontos no estuário do Rio Sergipe, ponto P1
(10°57’33,91”S;
37°3’12,06”O),
ponto
P2
(10°53’34,07”S;
37°2’53,67”O)
e
ponto
P3
(10°51’42,94”S;
37°3’10,57”O).
No
período
compreendido entre outubro de 2011 a agosto de
2012 foram realizadas onze coletas. Todos os 16
HPAs que são regulados pelo EPA-US foram
observados. O ponto P3 apresentou valores
significativamente maiores de HPAs em relação aos
demais pontos (Figura 1). Foram obtidas razões
3
diagnósticas para identificar as fontes de emissão
de HPAs nos sedimentos. Os pontos P2 e P3
apresentaram razões de Fluoranteno e Pireno
(Flt/Flt+Pir) > 0,40, Benzo (α) Antraceno e Criseno
(BaA/Cri) > 0,35 e para o Indeno (1,2,3,c-d) Perileno
e Benzo (g,h,i) Perileno (InP/InP + BghiP) > 0,50.
Esses valores são indicativos de aporte petrogênico
e pirolítico nessas áreas. Para o ponto P1 não ficou
evidente a fonte de contaminação devido aos baixos
valores encontrados.
Figura 1: Distribuição anual total de HPAs no ponto
P3.
Conclusões
Os níveis de HPAs no ponto P3 aumentaram
significativamente no mês de abril, onde há o início
do período chuvoso na região e que pode ser uma
das
causas
desse
incremento,
devido
principalmente à lixiviação dos mesmos para o rio.
Neste ponto, o Fluoranteno e o Pireno apresentaram
maiores concentrações. As razões estimadas para a
origem dos HPAs apontam para uma maior
contribuição petrogênica e pirolítica para os pontos
P2 e P3, o que é justificável pelos tipos de
atividades antrópicas desenvolvidas nestas regiões.
Agradecimentos
A CAPES, ao CNPq e a UFS pelas bolsas
concedidas e a Vanéssia e Shalana pelas coletas.
______________________
1
SANTOS, A.S.O dos. (Dissertação de Mestrado) Estudo comparativo
entre extração soxhlet e ultra-som para determinação de
Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos em sedimentos do estuário do
rio Sergipe por cromatografia a gás acoplada à espectrometria de
massas. UFS, 2011.
2
CAVALCANTE, R. M.; et al. Utilização da extração em fase sólida
(spe) na determinação de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos em
matrizes aquosas ambientais. Química Nova, v. 30, n. 3, p. 560-564.
2007.
3
YUNKER, Mark B.; et al. PAHs in the Fraser River basin: a critical
appraisal of PAH ratios as indicators of PAH source and composition.
Organic Geochemistry, v. 33, p. 489–515, 2002.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(QUÍMICA ANALÍTICA)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Avaliação de Óleos Brutos da Estação Petrobras Oiteirinhos II,
Carmópolis-SE, por Cromatografia Gasosa Bidimensional Abrangente
1
1
Jandyson Machado Santos (PG) *, Luana Oliveira dos Santos (PG) , Alberto Wisniewski Jr (PQ)
*[email protected]
1
1
Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos Poluentes (LCP). Departamento de Química. Universidade Federal
de Sergipe. Av. Marechal Rondon, s/n. Jardim Rosa Elze. São Cristóvão/SE. Tel: (079) 2105-6654.
Palavras Chave: CGxCG, Petróleo
Introdução
Óleos Brutos (Petróleo) são constituídos por mistura
complexa de hidrocarbonetos e outros compostos
contendo heteroátomos que variam de pequenos a
1
grandes compostos voláteis e alguns não voláteis.
Uma das técnicas analíticas promissoras na
caracterização de amostras petroquímicas é a
cromatografia gasosa bidimensional abrangente
(CGxCG).
Com
ênfase
na
análise
de
hidrocarbonetos
de
óleos
brutos,
como
característica principal, a CGxCG pode ser aplicada
pois aumenta significativamente o poder de
resolução a partir da ligação entre duas colunas
com diferentes fases estacionárias por meio de um
2
modulador. Este trabalho objetiva aplicar a CGxCG
como técnica para caracterização de quatro
amostras de óleos brutos coletados na estação
Oiteirinhos II, pertencente a UO-SEAL (Unidade de
Operações de Exploração e Produção de Sergipe e
Alagoas) da Petrobras localizada na cidade de
Carmópolis/SE.
Resultados e Discussão
As amostras foram obtidas em 4 linhas de óleo
bruto que dão entrada na estação de Oiteirinhos II e
foram denominadas para este trabalho de CEOL 1,
CEOL 2, CEOL 3 e CEOL 4. O sistema CGxCG-DIC
empregado foi um LECO/Agilent 7890A equipado
com um forno secundário e modulador de duplo
estágio operando com N2 líquido. A aquisição e o
processamento de dados foram realizados com o
software ChromaTOF 4.34. O conjunto de colunas
CG consiste de HP-5ms (30 m x 0,25 mm i.d., 0,25
µm) na primeira dimensão e uma DB-17 (1,5 m x 0,1
mm i.d., 0,1 µm) na segunda dimensão. As
condições para a primeira dimensão foram: Modo
Split (1:20) com injeção de 1,0 µL a 290 °C, com
Hidrogênio como gás de arraste a uma taxa
-1
constante de 1 mL min . A programação da
temperatura do forno primário foi: 70 °C (1 min),
-1
rampa de 20 °C min até 170 °C, rampa de 2 °C
-1
min até 300 °C (10 min). A programação da
temperatura do forno secundário foi: 80 °C (1 min),
-1
rampa de 20 °C min até 180 °C, rampa de 2 °C
-1
min até 300 °C (15 min). O período de modulação
foi de 8 s, com 2 s de duração do pulso quente e 2 s
do pulso frio, entre os estágios. A Figura 1
apresenta o fingerprinting para a amostra de óleo
bruto CEOL 1.
Figura 1. CGxCG-DIC do óleo CEOL 1 em 2D
No cromatograma (Fig. 1) está identificada a série
homóloga de n-alcanos (parafínicos), constituídos
de n-C10 a n-C35, e a identificação dos isoprenóides
pristano e fitano. Características semelhantes da
distribuição de n-alcanos se repetem em todos os
quatros óleos em estudo. Está evidenciada também
a classificação de biomarcadores clássicos de
petróleo, com presença de: terpanos tri-, tetra- e
pentacíclicos (Hopanos), esteranos, perfil observado
em todas as amostras estudadas.
Conclusões
Neste trabalho, problemas enfrentados na CG
convencional, como coeluição, que dificultam a
identificação e caracterização das classes de
hidrocarbonetos estudados, foram otimizados pela
aplicação da CGxCG. Apesar de características
físicas diferentes, as 4 amostras estudadas
apresentaram perfis cromatográficos semelhantes.
Agradecimentos
CNPQ, UO-SEAL, PETROBRAS, UFS
______________________
1
AGUIAR, A.; JÚNIOR, A. I. S.; AZEVEDO, D. A.; NETO, F. R. A..
Fuel, 89, 2760-2768, 2010.
2
VENTURA, G. T. RAGHURAMAN, B. NELSON, R. K. MULLINS,
O. C.; REDDY, C. M.. Organic Chemistry, 41, 1026-1035, 2010.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Química Analítica)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Análise Cromatográfica Bidimensional Abrangente de bio-óleo obtido
através da pirólise da planta Nymphaea
1
1
1
Fernanda Faro Silva (IC)*, Luana Oliveira dos Santos (PG), Jandyson Machado Santos (PG),
1
Alberto Wisniewski Jr (PQ). *[email protected]
1
Laboratório de Análise de Compostos Orgânicos Poluentes (LCP). Departamento de Química. Universidade Federal
de Sergipe. Av. Marechal Rondon, s/n. Jardim Rosa Elze. São Cristovão/SE. Tel.: (79) 2105-6654.
Palavras Chave: Bio-óleo, Bidimensional
Introdução
O desenvolvimento de produtos da biomassa
pode ser uma alternativa à curto prazo para a
complementação de derivados fósseis. Bio-óleos
produzidos por pirólise rápida da biomassa
lignocelulósica tem provado ser uma promissora
fonte de energia renovável. Este trabalho apresenta
a análise do bio-óleo obtido através da micropirólise
rápida (500 ºC) da planta aquática do gênero
Nymphaea. O bio-óleo foi analisado por
cromatografia em fase gasosa bidimensional
abrangente (CG x CG), utilizando um detector de
ionização de chama, a fim de obter um fingerprint do
produto. O objetivo do trabalho é avaliar a eficiência
da
Cromatografia
Gasosa
Bidimensional
Abrangente em comparação à monodimensional, na
elucidação da composição química desta classe de
biocombustível.
Resultados e Discussão
Devido à natureza complexa dos bio-óleos é
necessário um melhoramento nas análises
cromatográficas. Na figura 1 está apresentado o
Cromatograma de íons totais (TIC) do bio-óleo
eluído com THF e derivatizado com MSTFA.
(x10,000,000)
8.0 TIC
Na figura 2 está apresentado o TIC da CG/EM e o
cromatograma na forma do diagrama de cores em
duas dimensões do bio-óleo eluído com THF e
derivatizado com MSTFA.
(a)
(b)
Figura 2: (a) TIC em 1D, (b) Superfície em 2D
Na área destacada observa-se que houve a coeluição de compostos, fica claro o aumento de
sensibilidade proporcionado pela CG x CG, onde só
era possível observar apenas um composto na
análise em 1D, agora, em duas dimensões observase claramente a sobreposição de picos.
Algumas vantagens observadas são: aumento da
capacidade de pico, seletividade, detectabilidade e
estruturação do espaço bidimensional consumindo
tempo de análise igual ao da cromatografia
3
monodimensional .
Conclusões
Este trabalho demonstra claramente vantagens
do uso de CG x CG para a quantificação de
compostos presentes no bio-óleo, a fim de obter-se
resultados mais confiáveis do que os fornecidos por
1D, especialmente para misturas complexas.
7.0
6.0
5.0
4.0
3.0
2.0
1.0
12.5
15.0
17.5
20.0
22.5
25.0
27.5
30.0
Agradecimentos
Figura 1: TIC do bio-óleo em 1D
A determinação de alguns compostos em uma
dimensão pode ser prejudicada em função da coeluição com interferentes, prejudicando o processo
1
de detecção e identificação . Para solucionar esse
problema pode-se utilizar a subtração de espectros,
utilizando a Cromatogradia Gasosa aclopada ao
Espectrômetro de Massas, porém não é claro o
suficiente para proporcionar a identificação dos
analitos de interesse. Uma técnica alternativa é a
2
utilização da CG x CG .
PIIC/COPES/UFS/CNPq
______________________
1
Hegazi, A. H., Andersson, J. T. Energ. Fuel 2007, 21, 3375-3384.
Machado, M. E., Determinação de compostos orgânicos sulfurados em
carvão e petróleo por Cromatografia Gasosa Monodimensional e
Bidimensional Abrangente. Tese de Doutorado. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.
3
Faccini, C. S., Vecchia, I. D., Camarão, E. B., Lima, N., Zini, C. A.
(2012); Caracterização de Bio-óleo obtido de resíduo de processo Kraft
utilizando Cromatografia Gasosa monodimensional e bidimensional
abrangente com detector de espectrometria de massas. O Papel, vol 73,
p.65-7.
2
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
PAINÉIS
Ensino de Química – Apresentação em Painel
Data: 22/11/2012
Horário: 18 – 20 h.
Autor principal
Título do trabalho
Local
1
Iva S. de Jesus* (IC), Fabiane
B. Nogueira (IC), Edson E.
Silva (IC), Fabiana R. dos
Santos (PQ)
O Jogo o Elemento que Liga como
Recurso Didático no Ensino de
Ligações Químicas
Departamento de Química
2
Adriano Souza Messias, Acacio
Militão de Oliveira, Ângelo
Pitanga, Wendel Menezes
O Uso de Imagens como
instrumento de ensino nas aulas de
química
Departamento de Química
3
Patrícia Lima, Graziela
Gonçalves, Rosanne
Albuquerque e Francisco
Lopez.
UMA PROPOSTA DE ENSINO
CONTEXTUALIZADO COM O
TEMA REAÇÕES QUÍMICAS
DESENVOLVIDO NO ÂMBITO
PIBID-IFS
Departamento de Química
4
Maria Elane M. Santos*(IC),
Regiane de J. Lima (IC), Maria
Aline N. Santos (IC), Miguel
Juraci Bonfim (FM), Edinéia T.
Lopes (PQ).*
PIBID QUIMICA - ITABAIANA:
um olhar inicial sobre o Colégio
Estadual Djenal Tavares de
Queiroz
Departamento de Química
5
Aline Nunes Santos (IC)*,
Maria Camila de Lima Brito
(IC), Lidiane Santos Gama
(IC), Edinéia Tavares Lopes
(PQ)
Relato de Experiências
vivenciadas pelo PIBID/QUI/ITA
no Colégio Murilo Braga
Departamento de Química
6
*Gabriela Ferreira dos Santos
(IC), Ewerton Santos (IC),
Valdirene Santos Silva (FM),
Rosanne Pinto de Albuquerque
Melo(PQ), Francisco Luiz
Gumes Lopes (PQ)
Proposta de nova experimentação
para o ensino de eletroquímica
Departamento de Química
7
Diego Andrade Vasconcelos*
(IC), Edinéia Tavares Lopes
(PQ)
O ensino das Ciências Naturais no
nono ano do Ensino Fundamental
em algumas escolas públicas de
Itabaiana.
Departamento de Química
8
Robertina Matias, Rosanne
Albuquerque
RÓTULOS DE ALIMENTOS
COMO RECURSO
PEDAGÓGICOS PARA O
ENSINO DE QUÍMICA
ORGÂNICA
Departamento de Química
9
Angélica Tavares dos
Santos*(IC), Élvia Shaynan da
Conceição Costa(IC), Laís
Costa Meneses(IC), Edinéia
Tavares Lopes (PQ).
Relatos de Experiências
vivenciadas no PIBID/QUI/ITA
Departamento de Química
10
Alex Oliveira Simões*, (IC),
Leonardo Nascimento Barreto,
(IC), João Paulo Mendonça
Lima, (PQ)
Trabalhos publicados sobre
formação continuada de
professores no Colóquio
Internacional de Educação: breve
caracterização.
Departamento de Química
11
Angélica Tavares dos Santos*
(IC), Ana Paula Gebelein
Gervasio (PQ)
Determinação de metais pesados
em águas por Eletroforese Capilar
de Zona: proposta metodológica
de ensino de química
Departamento de Química
12
Nayara S. Melo* (IC);
Josevânia T. Guedes (PQ);
Lenalda D. dos Santos(PQ);
Marcelo Alexandre B. dos
Santos (IC)
Concepções de Licenciados em
Química sobre o uso de vídeos em
sala de aula partindo de sua
confecção na sua formação inicial
Departamento de Química
13
Jeisivânia de Souza Teles
(IC)*, Roberta Menezes Santos
(IC) e Ana Paula G. Gervasio
(PQ).
A Eletroforese Capilar de Zona no
Curso de Licenciatura em Química
Departamento de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Ensino de Química
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
O Jogo o Elemento que Liga como Recurso Didático no Ensino de
Ligações Químicas
1
1
1
Iva S. de Jesus¹* (IC), Fabiane B. Nogueira (IC), Edson E. Silva (IC), Fabiana R. dos Santos (PQ)
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) do Centro de Formação de Professores (CFP) do curso de
licenciatura em Química, Rodovia Amargosa-Brejões km 02 s/nº, CEP: 45300-000, Amargosa, Bahia, Brasil.
E-mail: [email protected]
Palavras Chave: Química, Lúdico, jogos.
O interesse é algo, sobretudo, pessoal e imaterial,
onde o mesmo assunto ou objeto pode gerar
diferentes interesses, o que indica possibilidades
práticas ilimitadas de motivação de uma pessoa¹. O
uso do lúdico em sala de aula é uma forma de
despertar o interesse intrínseco do ser humano,
uma vez que pode motivá-lo à busca por soluções
nas atividades propostas. Os jogos educativos
devem ser considerados como métodos ativos no
ensino e na aprendizagem das ciências; eles tornam
o aprendizado mais fácil e divertido, produzem
motivação entre os estudantes e desenvolvem
destrezas com atividades significativas². Nessa
perspectiva, este trabalho teve por finalidade avaliar
a função do lúdico no ensino de Química. Neste
contexto foi criado o jogo “O elemento que liga” com
o objetivo de dinamizar o ensino de Ligações
Químicas.
interesse em participar da atividade e demonstrando
que a competição criada naturalmente foi um fator
motivador.
80
Antes da Experimentação
Após a Experimentação
70
60
Porcentagem
Introdução
50
40
30
20
10
0
Péssimo Ruim
Regular
Bom
Ótimo Excelente
Figura 1: Opinião dos Alunos Sobre o Seu
Conhecimento em Ligações Químicas.
Excelente
Ótimo
Bom
Resultados e Discussão
A atividade prática proposta (o jogo) foi aplicada em
uma turma do 3° ano do Ensino Médio do Colégio
Estadual Pedro Calmon, no município de
Amargosa/BA. Na ocasião da pesquisa, o conceito
de Ligações Químicas já havia sido trabalho em
sala de aula. Com o intuito de averiguar o
desempenho e satisfação dos alunos frente ao jogo,
aplicaram-se questionários antes e após a atividade.
A Figura 1 apresenta, sob o ponto de vista do
discente, a sua evolução própria evolução, em
termos qualitativos, a partir da atividade lúdica
proposta para a aprendizagem do conceito.
A Figura 2 apresenta a comparação das respostas
dos alunos (obtidas por questionários) referentes ao
assunto “Ligações Químicas” antes e após a
atividade lúdica. Foi perceptível a melhora no
desempenho dos estudantes acerca do assunto.
Podendo-se inferir que a utilização do lúdico pode
ser uma alternativa viável em sala de aula,
auxiliando a aprendizagem no que se refere à
manipulação efetiva do conceito. O jogo despertou
um espírito competitivo nos alunos confirmando o
Regular
Ruim
Péssimo
Depois da Experimentação
Antes da Experimentação
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80
Porcentagem
Figura 2: Avaliação da Atividade Lúdica.
Conclusões
O jogo incentiva a participação do aluno como
construtor do próprio conhecimento e valoriza a
interação do aprendiz com os colegas e com o
professor.
Agradecimentos
Agradecemos o Colégio Estadual Pedro Calmon.
______________________
¹Oliveira, A. S.; Soares, M. H. F. B. Júri Químico: Uma atividade lúdica
para discutir conceitos químicos. Química Nova na Escola. 2005,
18-24.
²Mariscal, A. J. F.; Iglesias, M. J. C. Soletrando o Br-As-I-L com
Símbolos químicos. Química Nova na Escola. 2009, 31-36.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(
)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
UMA PROPOSTA DE ENSINO CONTEXTUALIZADO UTILIZANDO A TÉCNICA DE COMPOSTAGEM,
DESENVOLVIDA NO ÂMBITO PIBID-IFS
1
2
Patrícia de Lima Silva , Graziela Gonçalves Moura , Rosanne Pinto de
2
2
Albuquerque Melo e Francisco Luiz Gumes Lopez
1
2
Estudante de graduação (IC) pelo Instituto
Pesquisadores (PQ) [email protected]
Federal
de
Sergipe,
Palavras Chave: compostagem, reações químicas, ensino contextualizado
Introdução
Resultados e Discussão
É observável que o ensino de Química não é uma
tarefa fácil. Mas por que ensinar e aprender
Química? Na maioria das vezes, os alunos não
veem sentido na disciplina e acreditam que seu
estudo exige apenas a memorização de conceitos e
fórmulas. Nessa visão, o professor tem o papel
principal no processo de ensino e aprendizagem, e,
por isso, diversas metodologias vêm sendo
desenvolvidas e empregadas como recurso para
auxiliar o ensino de química, a fim de despertar o
interesse dos alunos e produzir uma aprendizagem
significativa.
O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito do
PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação
à Docência) com o apoio da CAPES (Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior),
no 9º ano da Escola Estadual Professora Glorita
Portugal, localizada no conjunto Eduardo Gomes, no
Bairro Roza Ele em São Cristóvão/SE.
O principal objetivo foi trabalhar o conteúdo
químico "Reações Químicas”, através de uma
proposta interdisciplinar e contextualizada, tendo a
“Compostagem” como tema gerador. Sendo assim,
foi proposta aos alunos a elaboração de uma
composteira no interior da escola.
Para a confecção da composteira, os alunos
utilizaram diversos restos de frutas (maçã, banana,
mamão, melão, abacaxi) e misturaram à terra preta.
Inicialmente foi aplicado um questionário de
concepções prévias, estruturado com questões
relacionadas a tipos de reações químicas, bem
como, as reações que acontecem no cotidiano dos
alunos e em seguida, os seguintes temas foram
discutidos:
o conceito de lixo orgânico; a
técnica e a importância da compostagem;
a
importância dos fertilizantes; o conceito e os tipos de
reações químicas; as reações que acontecem
durante a técnica de compostagem. Para a
discussão dos temas, foram utilizados slides, textos
e vídeos.
Dando sequência à montagem da composteira,
que foi criada apenas uma (01) para todo o grupo de
alunos envolvido, que ao final, foi utilizada para
plantar diversas mudas de hortaliças.
Analisando as respostas dos alunos do questionário
de conhecimentos prévios, foi possível observar, a
falta de um conhecimento científico por parte dos
mesmos sobre o conteúdo de reações químicas
(conceito, tipos de reações, reações que acontecem
no nosso dia a dia).
Após todo o processo prático e conceitual, o mesmo
questionário foi aplicado, sendo observadas
respostas mais coerentes, além de um maior
empenho e motivação em responder os exercícios.
Conclusões
Foi possível observar uma grande participação
dos alunos nas atividades propostas, bem como,
uma grande interatividade durante a I Mostra
Científica realizada na escola.
A técnica da compostagem mostrou ser uma
ferramenta útil na aprendizagem significativa, além
de colaborar com a conscientização dos alunos
sobre a importância do reaproveitamento de
materiais orgânicos.
Agradecimentos
Agradecemos ao apoio da Capes, ao Instituto
Federal de Sergipe, a Escola Parceira Colégio
Estadual
Professora
Glorita
Portugal,
aos
orientadores: Rosanne Pinto de Albuquerque Melo,
Francisco Luiz Gumes Lopez, Graziela Gonçalves
Moura e a Supervisora Sandra Suely e aos alunos
do 9ºano.
______________________
1
Peruzzo, Francisco Miragaia,1947- Química na abordagem do
cotidiano/Francisco Miragaia Peruzzo,Eduardo Leite do Canto.- 3.ed.São Paulo: Moderna,2003.
2
Química nova na escola.
3
Hess,Sônia – Experimentos de química com materiais domésticos/
Sônia Hess;São Paulo:Moderna,1997.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Formação de Professor
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
PIBID QUIMICA - ITABAIANA: um olhar inicial sobre o Colégio Estadual
Djenal Tavares de Queiroz
1
1
1
Maria Elane M. Santos *(IC), Regiane de J. Lima (IC), Maria Aline N. Santos (IC), Miguel Juraci
2
1
Bonfim (FM), Edinéia T. Lopes (PQ).* E-mail: [email protected]
1
2
Universidade Federal de Sergipe Campus professor Alberto Carvalho. Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz.
Palavras Chave: PIBID QUÍMICA, Ensino Médio, Formação de Professor, Realidade Escolar, observação, ação.
Introdução
Este trabalho apresenta a proposta do PIBID
1
Química
– UFS/Itabaiana
que está em
desenvolvimento no Colégio Estadual Djenal
Tavares de Queiroz (CEDTQ), localizado na cidade
de Moita Bonita/SE. Apresenta também dados
iniciais sobre essa unidade escolar. A proposta do
PIBID para esse colégio contempla inicialmente a
observação e, em segundo momento, a intervenção
na realidade escolar.
Resultados e Discussão
Primeiras observações sobre a realidade
escolar: A observação compreende um estudo da
realidade escolar do Colégio Estadual Djenal
Tavares de Queiroz (CEDTQ), contemplando
aspectos qualitativos e quantitativos. Em 2012,
foram matriculados nesse colégio 427 alunos, dentre
1
os quais 240 são oriundos da zona rural . O fato de
mais da metade dos alunos matriculados serem da
zona rural nos levou a refletir acerca de uma
proposta que atendesse esse contexto. Em relação
ao IDEB, a escola apresentou um aumento
significativo: saiu de 2,6, em 2007, para 4,1 em
2
2011 . Em relação ao espaço físico, constatamos
que o colégio tem uma estrutura que atende as
necessidades dos alunos de modo satisfatório, pois,
além de ter uma estrutura comum às escolas
estaduais, dispõe de uma Biblioteca, de um
Laboratório de Informática e de um Laboratório de
Ciências. A Biblioteca contém um acervo básico
com diversos livros e vídeos. No Laboratório de
Informática, há 27 computadores com acesso à
internet. O Laboratório de Ciências possui uma
estrutura que atende as especificidades do Ensino
Médio e do Ensino Fundamental. Percebemos que
os laboratórios efetivamente são utilizados pelos
alunos, destacando que o Laboratório de Ciências é
utilizado somente com o acompanhamento do
professor. O supervisor do PIBID/UFS é o único
professor dessa disciplina na escola. Ele é
licenciado em Química e tem especialização em
1
O referido projeto tem como referência a iniciação a docência, com a
proposta de aperfeiçoar a formação do professor intercalando o ensino
e a pesquisa.
Metodologias para o Ensino de Ciências na
Educação Básica.
A escola desenvolve diversos projetos, tais como
Gincana Literária, Music Festival e Consciência
Negra. No mês de outubro de 2012, será iniciado o
Projeto “Química e Meio Ambiente” com o objetivo
de estudar a qualidade da água e do solo da região.
A nosso ver, esse projeto é importante, já que nos
povoados onde a maioria dos alunos moram, é
comum haver o consumo de água dos açudes. Esse
consumo pode trazer riscos à saúde das pessoas
que bebem a água, pois nesses açudes há a
lavagem de animais e para lá correm águas
oriundas
de
terras
onde
são
utilizados
4
indiscriminadamente defensivos agrícolas .
A proposta do PIBID-QUÍMICA/ITA (estudo da
realidade escolar e intervenção):
A partir de reuniões com equipe diretiva, professor
de Química da Escola, coordenadora do PIBIDQUÍMICA/ITA e bolsistas, foram definidas as
atividades a serem desenvolvidas neste ano letivo.
Essas atividades estão vinculadas ao Projeto
“Química e o meio Ambiente” e serão desenvolvidas
juntamente com os professores de Química e de
Geografia nas duas turmas do Primeiro Ano do
Ensino Médio Regular, visando a realizar análises de
amostras de água e de solo de açudes da região.
Sobre o estudo da realidade escolar, estamos
realizando, ainda, um diagnóstico da relação que
alunos, ex-alunos, pais de alunos, professores e
comunidade mantêm com a escola. Posteriormente,
produziremos um documentário.
Conclusões
A partir dos dados iniciais aqui apresentados,
observamos que, na escola, há uma boa estrutura
física, que possibilitará o desenvolvimento das
ações do projeto em questão.
Em relação à
proposta do PIBID, percebemos a importância de
não levar propostas prontas para a escola, mas
trabalhar a partir de sua realidade.
Agradecimentos
CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCENCIA
______________________
1
Brasil. Livro de registros do Educacenso. 2012.
2 Brasil. IDEB, Resultados e Metas. 2012
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Ensino de Química
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Relato de Experiências vivenciadas pelo PIBID/QUI/ITA no Colégio
Murilo Braga
1
1
1
Aline Nunes Santos (IC)*, Maria Camila de Lima Brito (IC), Lidiane Santos Gama (IC), ,Edinéia
1
Tavares Lopes (PQ).*[email protected]
1
Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Química, Campus Prof. Alberto Carvalho, Itabaiana, SE, 49500000.
Palavras Chave: PIBID, Formação Inicial, Ensino de Química
Introdução
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a
Docência da área de QUIMICA da UFS de Itabaiana
(PIBID/QUIMICA-UFS/ITA) e o Programa de
Consolidação das Licenciaturas da área de Química
(PRODOCÊNCIA-Lic, em Química) visam elevar a
qualidade da formação dos acadêmicos do Curso
de Lic.em Química do Campus Itabaiana-UFS. Com
essa finalidade são desenvolvidas ações em seis
colégios estaduais sergipanos, dentre eles, o
Colégio Estadual Murilo Braga, situado na cidade de
Itabaiana-SE. Este trabalho tem como objetivos:
apresentar dados do Colégio Estadual Murilo Braga
e apresentar e refletir algumas atividades
desenvolvidas nesse colégio.
Resultados e Discussão
A escola e os professoresde Química: No ano de
2012, encontra-se, aproximadamente, 1800 alunos
matriculados nesse colégio. O colégio atende o
Ensino fundamental, Ensino Médio, Ensino Inovador
e Cursinho Pré-Vestibular. Constatamos que esse
colégio tem uma boa estrutura física básica, que
possibilita o desenvolvimento de diversas práticas
educativas. Os quatro professores de Química do
colégio são formados em Lic, em Química pela
UFS. Um deles possui pós-graduação em Gestão
Escolar e mestrado em Química. O outro possui
especialização, mestrado e doutorado em áreas
voltadas a Química e a Tecnologia. Três deles
exercem a profissão de professor há mais de dez
anos.
Atividades desenvolvidas na edição PIBID/QUIUFS/ITA
(2009
–
2010):
As
atividades
desenvolvidas
contemplaram
as
sequências
didáticas, as oficinas e a participação no Projeto
Ensino Médio Inovador. No âmbito do Projeto
Ensino Médio Inovador foi desenvolvido o projeto
“Feira de Itabaiana: aspectos sociais, culturais e
ambientais”. Contou com a participação dos
professores de Geografia, Filosofia, História e
Português. Nessa ação percebemos dificuldade na
participação dos professores de Química, justificada
1
pela falta de tempo e pouca afinidade com oprojeto .
Sobre o ano letivo 2012: Durante os dois primeiros
meses de 2012 realizamos estudos acerca da
formação de professores e metodologias de ensino.
A partir do mês de março realizamos reuniões com
os supervisores PIBID e uma professora de
Química. Essas reuniões foram realizadas com o
objetivo de apresentar e discutir a proposta a ser
desenvolvida no ano letivo. No início do mês de abril
realizamos algumas observações das aulas de uma
professora e do supervisor PIBID.
Após uma extensa e conflituosa negociação com o
governo a rede estadual entrou de greve e
permaneceu pelos meses de abril a julho. No mês
de Maio os professores UFS também entraram em
greve. O PIBID/UFS-ITABAIANA realizou no dia 13
de agosto um seminário em que, com a participação
de representantes do Sindicato dos Professores de
Sergipe, foram discutidas questões acerca do
movimento docente.
Após esse período de greve foi feito um novo
planejamento das ações com a participação da
equipe diretiva da escola, coordenador PIBID/QUIUFS/ITA, supervisores PIBID do colégio, bolsistas e
voluntários. As ações propostas contemplarão a
realização de oficinas no âmbito do Projeto Ensino
Médio Inovador. O tema das oficinas é “A química
na cozinha”. A metodologia de realização das
oficinas
terá
como eixo
metodológico
a
2
problematização e contextualização dos conteúdos .
Conclusões
Com este trabalho foi possível percebermos a
importância das atividades desenvolvidas no
decorrer da formação inicial para a docência. Visto
que estas possibilitaram vivenciar o futuro espaço
de trabalho, com suas dificuldades e possibilidades.
Agradecimentos
CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCÊNCIA.
__________________________________________
1
Curtis, M. D.; Shiu, K.; Butler, W. M. e Huffmann, J. C. J. Am. Chem.
Soc.1986, 108, 3335. (A Feira de Itabaiana como TemaProblema:Ensino de Conteúdos Químicos e Formação do Futuro
Professor; Projeto Feira de Itabaiana: Relatos de umaAtividade
esuas Contribuições para a Formação do Futuro Professor)
2
Curtis, M. D.; Shiu, K.; Butler, W. M. e Huffmann, J. C. J. Am.
Chem. Soc.1986, 108, 3335.Aprendizagem de conceitos químicos e
desenvolvimento de atitudescidadãs: O uso de oficinas temáticas
para alunos do ensino médio.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(EQ)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Proposta de nova experimentação para o ensino de eletroquímica
*Gabriela Ferreira dos Santos¹ (IC), Ewerton Santos1 (IC), Valdirene Santos Silva 2 (FM), Rosanne
Pinto de Albuquerque Melo1, Francisco Luiz Gumes Lopes1
1
2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Aracaju-SE.
Colégio Estadual Presidente Costa e Silva. Aracaju-SE.
[email protected]
Palavras Chave: eletroquímica, estratégias de ensino e aprendizagem .
Introdução
A experimentação vem sendo uma
alternativa significativa no ensino de ciências, tendo
em vista sua importância na complementação da
aprendizagem dos conteúdos de química tratados
no ensino médio, além de ser peça chave na
comprovação cientifica.
Buscou-se com este trabalho uma proposta
experimental para o estudo de eletroquímica, tendo
como base a pilha de Leclanché também chamada
de pilha seca ou pilha comum.
Esta prática foi realizada pelos bolsistas do
projeto PIBID do IFS com os alunos do ensino
médio do colégio Estadual Presidente Costa e Silva,
Aracaju-SE, com o objetivo de desenvolver nos
discente o senso crítico e investigativo.
Figura 1. Experimento e alunos participantes do
projeto
Conclusões
Resultados e Discussão
Para o experimento utilizou-se duas placas de
zinco uma de 10 cm x 10 cm e outra de 5 cm x 5
cm, algodão, grafite 0.9 mm, multímetro, jacarés,
cola quente, fita crepe, dióxido de manganês, e para
substituir o Cloreto de Amônio utilizou-se o sumo de
limão. Esta prática foi reproduzida pelos alunos
participantes do projeto, seguindo o roteiro
experimental desenvolvido pelos bolsistas. Ao final
da prática os alunos puderam observar a
reprodução da Pilha de Leclanché e realizar o
estudo de oxi-redução, além de aprimorar o
conhecimento prévio e construir o conceito
científico. De acordo com Maldaner, 1999, deve-se,
no ensino de química, (...) incluir demonstrações
feitas
pelo
professor,
experimentos
para
confirmação de informações já dadas, cuja
interpretação leve à elaboração de conceitos entre
outros1, considerando assim, o ensino experimental
um subsidio relevante no processo de ensinoaprendizagem.
Fugindo da corriqueira organização de alguns
currículos que fazem dos conteúdos pacotes
lacrados sem possibilitar uma aprendizagem
significativa, a atividade desenvolvida possibilitou
uma melhor compreensão pelos alunos do
funcionamento da pilha de Leclanché e das reações
envolvidas.
Agradecimentos
Os autores agradecem o apoio da CAPES pela
concessão das bolsas ofertadas pelo PIBID.
______________________
1
MALDANER, O. A.; Química. Nova 1999, 22, 289.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(EQ)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
O ensino das Ciências Naturais no Nono ano do Ensino Fundamental
em algumas escolas públicas de Itabaiana.
*
Diego Andrade Vasconcelos (IC), Edinéia Tavares Lopes (PQ)
*quí[email protected]
Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química Campus Prof. Alberto Carvalho Itabaiana SE 49500000
Palavras Chave: Ensino de Ciências, Ensino de Ciências no nono ano, PCN.
Introdução
O Ensino de Ciências Naturais no Ensino
Fundamental (EF) tem sido uma problemática
apontada em diversos estudos acerca da Educação
1
em Ciências . Esses estudos refletem que esse
ensino tem sido desenvolvido, na maioria das
vezes, de forma inadequada. Atualmente, o Ensino
de Ciências tem sido realizado nas escolas de um
modo mais teórico e reprodutivo do que prático,
pois, geralmente, são apenas reproduzidos textos
do livro didático e elaboradas questões relacionadas
2
ao tema do dia . Não é levado em consideração a
bagagem cultural e os conhecimentos prévios dos
alunos acerca do tema estudado. Assim, o presente
trabalho buscou investigar como está ocorrendo o
Ensino de Ciências no Nono Ano do Ensino
Fundamental em duas escolas, sendo uma estadual
e outra municipal, do município de Itabaiana-SE.
Essa
investigação
adota
como
referencial
metodológico a pesquisa qualitativa. Para a coleta
de dados foram utilizados diferentes instrumentos,
como: análise documental, questionários e
observação. A análise documental foi realizada com
documentos fornecidos pela DRE-03/SEED-SE e
SEMEC/ITABAINAA. Esses registram dados acerca
da quantidade de docentes por escola e suas
respectivas formações acadêmicas. O questionário
foi aplicado a dois professores de Ciências do Nono
Ano de duas escolas públicas. As observações
foram realizadas nas duas escolas públicas
selecionadas para a pesquisa. Nessas observações
foram identificados os materiais didáticos utilizados
pelos professores e como se dava as suas aulas de
Ciências.
Resultados e Discussão
Em relação ao perfil dos professores que atuam nas
escolas, constatou-se que são dezessete docentes
que ministram aulas de Ciências do Nono Ano nas
escolas públicas de Itabaiana, sendo treze nas
escolas estaduais e quatro nas escolas municipais.
Observou-se que nas escolas da rede estadual
todos os professores são efetivos e nas escolas da
rede municipal existe apenas um contratado. Sobre
o ensino dos conhecimentos de Ciências Naturais
constatou-se, a partir da fala dos professores, que o
Ensino de Ciências ocorre de maneira fragmentada,
sendo ensinado Física e Química em semestres
diferentes, não efetivando, assim, o caráter
interdisciplinar das Ciências Naturais. A nosso ver
isso não contribui para alcançar os objetivos
traçados para Ensino de Ciências no Nono Ano,
tanto no que diz respeito aos documentos oficiais,
quanto ao que as pesquisas apontam sobre esse
ensino. Foi identificado também que não é levado
em consideração os conhecimentos prévios dos
alunos, o que pode ocasionar uma formação
deficiente do aluno em Ciências.
Conclusões
Constatou-se que o Ensino de Ciências no Nono
Ano ocorre de maneira fragmentada em Química e
Física. Tal ensino pode estar relacionado à
formação disciplinar pela qual esses professores
passaram. Constatamos também que nesse
processo de ensino e aprendizagem não é levado
em consideração os conhecimentos prévios dos
alunos. Por fim, consideramos que a formação dos
docentes é um ponto chave quando se discute a
melhoria do Ensino de Ciências, pois essa
capacitação fornecerá conhecimentos e habilidades
que possibilitarão o ensino contextualizado e
problematizado dos conteúdos químicos, físicos e
biológicos no contexto interdisciplinar das Ciências
Naturais. Ensino esse que priorize a formação do
aluno para ser um cidadão atuante na sociedade.
Agradecimentos
POSGRAP/PROEST/UFS
_____________________
1
CHASSOT, A. I. Catalisando transformações na educação. 3ª. ed.
Ijuí, Unijuí, 1995.
2
AZAMBUJA, L. A. da S. Ensino fundamental e ciências naturais
analogias e percepções importantes. IV Fórum de educação e
diversidade: Diferentes, (des)iguais e desconetados. Disponível em
<<need.unemat.br/4_forum/artigos/lucimar.pdf>> acessado em 10 de
janeiro de 2012.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(
)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
RÓTULOS DE ALIMENTOS COMO RECURSO PEDAGÓGICOS PARA O
ENSINO DE QUÍMICA ORGÂNICA
Robertina Matias1, RosanneAlbuquerque2
1. Estudante de graduação (IC) pelo Instituto Federal de Sergipe,
2. Pesquisadora (PQ): Rosanne Albuquerque Pinto de Melo, “[email protected]”
Palavras
Chave:
Funções
Orgânicas,
Introdução
O principal objetivo deste trabalho é oferecer
uma educação diferenciada, que atende não só o
conteúdo escolar, mas ensina
a química
relacionada com a interpretação dos rotúlos de
alimentos, aliás, este tem sido um papel da
escola nos últimos anos, pois alimentação
inadequada é um dos maiores vilões da
qualidade de vida, pois além de estar associada
a doenças orgânicas tradicionais como o infarto,
é responsável por males como o estresse.
Com este tema, trabalhamos o conceito de
funções orgânicas, dando ênfase a compostos
saturados e insaturados, bem como isomeria cis
e trans, com os alunos do 3º ano do ensino
médio do Colégio Estadual Professora Glorita
Portugal no conjunto Eduardo Gomes, Bairro
Roza Elze, São Cristovão-Sergipe. Este projeto
vem colaborarar com a aprendizagm dos alunos
diante deste tema, uma vez que é um grande
desafio para os alunos do nível médio, saberem
diferenciar as funções orgânicas, bem como
interpretá-las.
Resultados e Discussão
Primeiramente foi aplicado um questionário
socioeconômico contendo dez perguntas, com
interesse de conhecer melhor os alunos (faixa
etária, profissão que pretende seguir, atividades
de lazer, disciplina preferida, etc). Dos alunos
que formam a turma do 3º ano do colégio
estadual Glorita Portugal, situado na rua 64,
conjunto Eduardo Gomes, 74% são do sexo
masculino e 87% se encontram na faixa etária
dos 17 anos.
Em seguida, foi feita uma leitura do texto
"Você
sabe
o
que
está
comendo?"
(http://www.anvisa.gov.br/alimentos/rotulos/manu
al_consumidor.pd), com o intuito de despertar
nos alunos, o hábito de ler a tabela de rotulagem
nutricional, dos alimentos que consomem,assim
como, o interesse de ter hábitos alimentares
saudáveis. Após a leitura, foi discutido com os
alunos as informações contidas nos rótulos dos
alimentos, tais como: teor de gordura saturada,
insaturada, gorduras cis e trans.
Rótulos
de
Alimentos,
Química
Orgânica
Inicialmente, foram escolhidos rótulos de óleos
e margarinas de diversas marcas, inclusive light,
e através de recursos como slides, textos e
vídeos, foi explicada a diferença entre estes dois
alimentos, bem como as suas vantagens e
desvantagens no seu consumo.
O foco incial deste projeto, foi a percepção por
parte dos alunos, do valor energético de cada
alimento, bem como, serem capazes de
diferenciar gorduras saturadas e insaturadas,
além de isomeria cis e trans.
Através de dinâmica de grupo, os alunos
levaram embalagens de vários alimentos, dando
sequência a uma discussão em sala de aula,
observando uma grande participação e
interatividade dos alunos nas atividades.
Conclusões
O material aplicado na escola estadual
professora Glorita Portugal pode ser considerado
significativo, visto que foi possível propor e
conscientizar os alunos sobre hábitos alimentares
saudáveis, havendo uma grande participação e
empolgação, além do que 80% dos alunos foram
capazes de diferenciar compostos orgânicos
saturados e insaturados, bem como identificar o
tipo de isomeria presente nos compostos
insaturados, fato este que não foi observado
antes das aulas utilizando os rótulos de alimentos
como ferramenta pedagógica para o ensino de
química orgânica.
Agradecimentos
Agradecemos ao apoio da Fapitec (Fundação de
Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica do
Estado de Sergipe), Pibic (Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação Científica), ao IFS (Instituto
Federal de Sergipe), a Escola Parceira (Colégio
Estadual Professora Glorita Portugal), a
orientadora Profª Rosanne Pinto de Albuquerque
Melo, a Supervisora Profª Sandra Suely e aos
Alunos do 3º ano.
_____________________
1-KINALSTKI, A.C. e ZANON, L.D. O leite como tema organizador de aprendizagem de Química no ensino fundamental. Química Nova na Escola, n,
6, p. 15-19, 1997. 2- LUTFI, M. Cotidiano e educação em química, ljui: Unijui, 1988. 3- SANTOS, W.L.P. e SCHNETZLER, R.P. Educação em
química: compromisso com a cidadania. 3 ed. Ijui: Ed. Unijui, 2003.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Relatos de Experiências vivenciadas no PIBID/QUI/ITA
Angélica Tavares dos Santos*(IC), Élvia Shaynan da Conceição Costa(IC), Laís Costa Meneses(IC),
Edinéia Tavares Lopes (PQ).
*[email protected]
Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Química, Campus Prof. Alberto Carvalho, Itabaiana, SE, 49500000.
Palavras Chave: PIBID/QUÍMICA/UFS, relatos, reflexões.
Introdução
O PIBID-QUIMICA/UFS-ITABAIANA desenvolve,
desde agosto de 2012, ações em seis colégios
estaduais no Agreste e no Sertão sergipanos. No
Colégio Estadual Eduardo Silveira, localizado no
município de Itabaiana, as propostas são
desenvolvidas desde o início desse ano letivo. A
proposta
do
PIBID-QUÍMICA/UFS-ITABAIANA
compreende ações de observação e intervenção, a
partir da constituição de um grupo formado pelo
supervisor PIBID na escola, coordenador de área e
bolsistas
e
voluntários
PIBID-QUÍMICA
e
PRODOCÊNCIA-Subprojeto
Licenciatura
em
Química. Esse trabalho tem como objetivos
apresentar dados acerca dessa realidade escolar e
apresentar e refletir a proposta em realização nesse
colégio.
Resultados e Discussão
Dados iniciais acerca da realidade escolar: O
colégio está localizado entre o centro e a periferia da
cidade de Itabaiana. A maioria dos alunos provém
da zona rural. O colégio tem uma boa estrutura
física. Funciona nos turnos matutino e vespertino,
atendendo o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
Proposta do PIBID: A proposta do PIBID foi
apresentada pela coordenação de área, supervisor
PIBID, bolsistas e voluntários logo no início do ano
letivo em uma reunião com equipe diretiva e
professor de Química. Foi proposto um período de
observação da realidade escolar e, após construção
da proposta a partir das observações e discussão
com o professor da disciplina. Para isso
participamos da Semana de Planejamento do Ano
Letivo. Essa atividade foi muito proveitosa, pois
pudemos conhecer os problemas, as estratégias de
superação e as metas da escola, bem como as
preocupações dos professores. Foi possível pensar
sobre os desafios que enfrentaremos em nossa
prática docente. Foi evidenciada nas falas a
importância da participação dos pais na vida escolar
dos seus filhos. Alguns professores relataram que
somente os pais dos alunos “disciplinados” se fazem
presentes nas reuniões. Há um entendimento que o
envolvimento dos pais é uma importante estratégia
1
para a melhoria na educação .
1
O colégio conquistou no ano de 2009 o Prêmio Gestão, numa
seleção com 170 escolas inscritas e oito selecionadas.
Primeira reunião com o professor de química do
Colégio - O professor colocou, com muita
tranquilidade, a preocupação com o cumprimento do
cronograma da disciplina, particularmente, em
relação “ao cumprimento dos conteúdos”. Em suas
falas, fez uma reflexão sobre sua formação, a qual,
segundo ele, era tradicional, priorizando mais a
quantidade de conteúdos, do que a adoção de
novas metodologias de ensino. Observamos nas
falas do professor que este não se coloca como
“dono do saber” e nem demonstra a visão de que a
formação do professor termina na licenciatura.
O movimento docente: Após uma extensa e
conflituosa negociação com o governo - em que os
professores da rede estadual de ensino de Sergipe
não tiveram suas reivindicações atendidas e ainda
2
culminando com perdas de direitos conquistados -,
a rede estadual de educação entrou de greve e
permaneceu por dois meses.
Continuidade das ações: Após o período das
greves (professores estaduais e professores
federais) fizemos um novo planejamento das ações.
Foi decidido, conjuntamente, pela execução de
atividades que se relacionem de forma mais
significativa às aulas ministradas pelo professor.
Essas atividades didáticas contemplam ações
voltadas à proposição, realização e avaliação de
atividades que contemplem a contextualização e
problematização dos conteúdos previstos no
planejamento do professor. Tais atividades são
planejadas com a contribuição do supervisor PIBID.
Conclusões
Essas atividades reforçam nosso entendimento de
que o estabelecimento de uma relação de confiança
entre a equipe do PIBID e os professores das
escolas é uma ação fundamental para possibilitar a
formação de um grupo de colaboração para a
execução da proposta. Nesse grupo pretende-se
que as ações, visando à formação inicial e
continuada do professor, sejam desenvolvidas em
estreita parceria, com vista ao estabelecimento de
um diálogo entre os diferentes saberes docentes.
Agradecimentos
CAPES/PIBID e CAPES/PRODOCÊNCIA
Projeto Político Pedagógico do C. E. Eduardo Silveira, 2009.
2
O PIBID/UFS-ITABAIANA realizou em agosto um Seminário com
representantes do Sindicato dos Professores de Sergipe, em que foram
discutidas essas questões.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Ensino de Química)
Trabalhos publicados sobre formação continuada de professores no
Colóquio Internacional de Educação: breve caracterização.
*
1
2
Alex Oliveira Simões , UFS (IC), Leonardo Nascimento Barreto, UFS (IC), João Paulo Mendonça
3
Lima, UFS (PQ)
*
e-mail: [email protected]
Departamento de química, Universidade Federal de Sergipe, AV Marechal Rondon s/n CEP 49100-000, São Cristóvão-SE / Brasil
Palavras Chave: Formação continuada, professor, Colóquio
Introdução
A formação continuada de professores (FCP) tem
sido assunto relevante nos últimos dez anos. Fato
evidenciado pela diversidade de trabalhos escritos e
publicados sobre a temática Kronbauer e Simonato
(2008). A necessidade de constante aprimoramento
da prática pedagógica e melhoria da qualidade da
Educação Básica brasileira justificam os esforços
em torno da necessidade da refletir e pesquisar
sobre o trabalho do professor em projetos de
formação inicial e continuada, especialmente porque
a reflexão e investigação de questões envolvendo o
ensino e aprendizagem são vistas como
possibilidade
de
formar
professores
reflexivos/pesquisadores (LIMA,2011). Observando
à importância da (FCP) apresentamos resultados de
uma revisão de literatura sobre trabalhos científicos
publicados no Colóquio Internacional “Educação e
Contemporaneidade”. O evento reúne centenas e
até milhares de trabalhos produzidos no Brasil e em
outros países, além de facilitar a comunicação de
pesquisas realizadas no contexto de Sergipe, pois o
Colóquio acontece na Universidade Federal deste
estado. Foram analisadas as publicações de 2007,
2008, 2009 e 2011. Além de identificar os trabalhos
apresentamos uma breve caracterização.
Resultados e Discussão
A pesquisa possibilitou a identificação de doze
trabalhos sobre (FCP). No Quadro (1) observamos
que maior parte dos trabalhos fazem referência a
pesquisas realizadas em municípios sergipanos (4).
Este número esta associado ao local da realização
do evento São Cristóvão/SE. E mostra a
preocupação de pesquisadores do estado com a
temática, além de verificarmos a relevância do
Colóquio para divulgação de resultados de pesquisa
em educação realizadas em Sergipe e de outros
estados brasileiros.
Sobre as características dos trabalhos analisados
observamos que:
a)
Três
trabalhos
não
apresentam
a
metodologia e instrumentos de coleta;
b)
Um apresenta como metodologia o método
dialético;
c)
Três tratam-se de pesquisa documental e de
campo;
d)
Um
é
classificado
como
pesquisa
exploratória;
e) Um utiliza entrevistas e observação;
f) Dois entrevista semi-estruturada;
g E um apresenta relato de experiência.
É significativo o número de trabalhos que não expõe
a metodologia e os instrumentos de coleta de
dados, o que mostra certa fragilidade metodológica
nos trabalhos apresentados e publicados. Outra
questão interessante é que os sujeitos de pesquisa
são sempre professores da Educação Básica, o que
evidencia a carência na realização de pesquisas
que tratem da (FCP) que atuam no Ensino Superior.
Foi possível também identificar a qual modalidade
de ensino os trabalhos sobre (FCP) faziam
referência e os locais onde as pesquisas foram
realizadas.
Quadro 1: Modalidade de ensino/Local da
pesquisa
Modalidade de
Nº. de
ensino
trabalhos
Local
EJA (Educação de
3 NI / 1
Jovens e Adultos)
4
Estância/SE
Todos
os
níveis
(Tecnologia)
1
NI
3 Aracaju/SE
Séries Iniciais (1ª e 4º) 4
/ 1 NI
Biologia
1
Recife/PE
Português Matemática
(3º ciclo / anos finais
do fundamental
1
Mato Grosso
Matemática
Ensino.
Feira
de
Fundamental
1
Santana/BA
NI. Não identificado
Conclusões
Os resultados da pesquisa revelam fragilidades na
metodologia dos trabalhos apresentados e
publicados no Colóquio Internacional de Educação.
Além, do baixo número de trabalhos relacionados a
(FCP) em áreas científicas, como: Química e Física.
Não só em investigações ocorridas no estado de
Sergipe, como em outros (Quadro 1). Esta
discussão inicial nos motiva a buscar respostas
sobre projetos de (FCP) existentes no contexto
sergipano.
__________________________________________
KRONBAUER, C. G; SIMONATO, F. Formação de Professores
Abordagem Contemporâneas. São Paulo: Paulinas, 2008.
LIMA, J.P.M. Formação do professor reflexivo/pesquisador em um
curso de licenciatura em química do Nordeste brasileiro: limites e
possibilidades. Dissertação de Mestrado, São Cristóvão, 2011.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(ensino de química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Determinação de metais pesados em águas por Eletroforese Capilar de
Zona: proposta metodológica de ensino de química
Angélica Tavares dos Santos* (IC) e Ana Paula Gebelein Gervasio (PQ)
*[email protected]
Universidade Federal de Sergipe Departamento de Química Campus Prof. Alberto Carvalho Itabaiana SE 49500000
Palavras Chave: açude, metais, análise, preparo de amostras, eletroforese capilar de zona.
Introdução
O açude Cajueiro é público e situado na cidade de
Ribeirópolis - SE, com capacidade de 920.000,00m³,
que atualmente serve como despejo do esgoto da
cidade sem prévio tratamento. Pessoas que utilizam
a água do açude podem ter sérios problemas de
saúde, o que é agravado com o aumento da
quantidade de metal presente na água.
Considerando esse problema ambiental, neste
trabalho, propôs-se uma metodologia para analisar
metais em água do açude empregando a técnica
Eletroforese Capilar de Zona (ECZ). O trabalho fora
desenvolvido com alunos do Curso de Licenciatura
em Química da Universidade Federal de Sergipe,
Campus
Prof. Alberto
Carvalho.
Para
o
desenvolvimento das aulas, a análise de água e
determinação de cromo trivalente e hexavalente
foram propostas, destacando a importância da etapa
de pré-tratamento das amostras sobre a análise
química além da escolha do método para que a
análise tenha sucesso. As disciplinas obrigatórias de
química analítica abordam o tema superficialmente,
assim, esta proposta experimental, ministrada em
disciplina de Tópicos Especiais em Química
Analítica III, mostrará aos alunos a importância da
metodologia analítica para o sucesso da análise.
Resultados e Discussão
A disciplina de Tópicos contém 15 créditos teóricos
e 15 práticos. A disciplina aborda a análise química
empregando a técnica eletroforese capilar de zona.
Os conceitos envolvendo a técnica são discutidos
durante todo o curso, tanto em sala de aula como
em laboratório. Os alunos iniciam o curso montando
o sistema eletroforético em laboratório, aprendem
como preparar o capilar de sílica fundida e soluções
para obter curva analítica de calibração, uma vez
que a partir da análise química pode ser feita
determinação de compostos químicos em uma
amostra. A ECZ explora o deslocamento de
partículas ou moléculas ionizadas que migram sob o
efeito de um campo elétrico, essas estão dispersas
em um eletrólito condutor. A ECZ compreende um
sistema de detecção UV, uma fonte de alta voltagem
e um sistema de aquisição de dados. Para obter o
contato elétrico e promover a eletrólise, o sistema
empregou dois eletrodos de platina, que também
fechavam o circuito elétrico através de dois
reservatórios que são preenchidos com a solução de
separação, neste caso, uma solução tampão. Uma
vez montado o sistema, os discentes acionaram a
fonte de alta voltagem conectada aos eletrodos para
que ocorresse a migração de íons dentro da coluna.
A diferença entre tamanho e carga dos diferentes
íons define o tempo de migração de cada espécie
dentro da coluna, ou seja, as mobilidades dos íons.
A estratégia química empregando a adição de ácido
etilenodiaminotetraacético
(EDTA)
à
solução
contendo Cr(III) mostrou que tanto Cr(III) como
Cr(VI) podem ser separados em uma única análise.
Além disso, a influência da voltagem e corrente
elétrica envolvidos mostraram o quanto a técnica é
influenciada por esses dois parâmetros.
Conclusões
Durante todo o curso, os alunos mostraram
criatividade em relação às aulas práticas, o que
auxiliou de maneira significativa o processo de
aprendizagem.
A disciplina permitiu o contato dos alunos com os
diversos problemas abordados durante as aulas de
química analítica que são:
1- a importância da etapa de preparo de amostras,
sequência analítica e metodologia experimental.
2- entender melhor todos os processos que
envolvem a análise química, enfatizando também a
coleta e o preparo da amostra.
3- entender a importância da determinação do teor
total de metais.
4- melhorar seu conhecimento sobre metodologias
analíticas e suas importâncias, além de aproveitar
melhor as aulas práticas.
Além disso, a técnica eletroforese capilar de zona,
mostrou boa eficiência de separação das espécies.
A geração de resíduos por análise, que era ínfima,
também pôde ser discutido durante as análises.
Agradecimentos
CAPES, CNPq, UFS, FAPITEC
KRUG, F. J. Métodos de preparo de amostras:
fundamentos sobre preparo de amostras orgânicas e
inorgânicas para análise elementar, 1ª Ed., Piracicaba,
2008.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
( Ensino
)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Concepções de Licenciados em Química sobre o uso de vídeos em sala
de aula partindo de sua confecção na sua formação inicial
1
1
2
Nayara S. Melo* (IC) ; Josevânia T. Guedes (PQ) ; Lenalda D. dos Santos(PQ) ; Marcelo Alexandre B.
3
dos Santos (IC)
1) Laboratório de Pesquisa e Investigação em Ciências e Ensino de Química (LAPICEQ) - Faculdade Pio
Décimo- Aracaju- SE. Av. Tancredo Neves, 5555
[email protected]
Palavras Chave: Vídeos, ensino-aprendizagem e professor
Introdução
A ampliação da revolução tecnológica vivenciada
atualmente, somada às possibilidades de sua
utilização e a consequente facilidade de aquisição
do conhecimento através do impacto apresentado
pela tecnologia dentro do processo educacional,
exige novos procedimentos didáticos a serem
aplicados em sala de aula a fim de aproximar o
aprendente do processo de ensino e de
aprendizagem.
Na atualidade, um dos grandes desafios no ensino
de química é buscar diferentes estratégias para que
o aluno adquira não somente o máximo de
conhecimentos acerca dos conteúdos químicos,
mas também que o mesmo atinja as competências
e habilidades necessárias para sua formação como
cidadão, num contexto social e tecnológico. Nesse
sentido que é de relevância os futuros docentes de
Química dinamizar suas aulas através de recursos
didáticos jogos, experimentos e o uso de vídeos,
mas desde que desenvolva de uma forma
significante no intuito do processo e aprendizagem.
Para Marcelino-Jr. e cols. (2004), o uso do vídeo em
sala de aula pode ter um impacto inicial maior que
um livro ou uma aula expositiva por permitir a
associação da atividade escolar a um conceito de
entretenimento, e que, quando utilizado de forma
correta, exerce função motivadora, informativa,
conceitual, investigadora, lúdica, metalinguística e
atitudinal.
Diante do exposto, esta pesquisa tem por objetivo
conhecer as opiniões dos futuros licenciados em
Química sobre a importância da utilização do vídeo
na sala de aula como recurso auxiliar ao ensino e
aprendizagem e sua relevância em algumas
dificuldades de serem empregados na sala de aula.
questionário cuja análise mostra que 80% dos
docentes entendem que o vídeo deve ser utilizado
em sala de aula como um recurso didático e que é
recomendável
para
qualquer
professor,
independente da atuação profissional docente, pois
esse recurso facilita o processo de ensino e de
aprendizagem por ser bem diversificado, entretanto
para se obter a construção do conhecimento do
discente como resultado da boa utilização do vídeo
em sala de aula, o professor deve utilizá-lo
atendendo a objetivos predeterminados acerca do
conteúdo programático que esteja trabalhando
dentro do espaço escolar. Um filme citado por 90%
dos docentes é The Simpsons por um porco de
estimação e o descarte inadequado de fezes em um
rio e os 10% Os Sem Floresta
No ambiente escolar, pode-se utilizar qualquer
recurso didático que objetive diversificar as aulas,
principalmente, de química, uma vez que boa parte
de alunos conceitua a Química como uma disciplina
difícil compreensão.
Sendo assim os recursos didáticos é todo material
utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do
conteúdo proposto para serem aplicados pelo
professor o seu aluno. (BRITO,2001)
Conclusões
O vídeo pode se tornar uma forte ferramenta
educacional para os professores. É importante o
docente planejar sua atividade com antecedência,
não se tornando apenas uma mera reprodução pura
de vídeo. Além disso, o vídeo proporciona o
desenvolvimento
de
várias
habilidades
e
competências, provocando reflexões produtivas
desenvolvidas na sala de aula.
Agradecimentos
A todos os alunos, professores e colaboradores
do LAPICEQ
Resultados e Discussão
O desenvolvimento deste estudo buscou saber a
opinião dos alunos de licenciatura em Química
sobre a utilização de vídeos em sala de aula. O
instrumento de coleta de dados utilizado foi um
______________________
1
MARCELINO-JR., C.A.C.; BARBOSA,
R.M.N.; CAMPOS, A.F.; LEÃO, M.B.C.; Química Nova Escola,
Pg,160Vol. 33, N° 3, AGOSTO 2011
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
(ensino de química)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
A Eletroforese Capilar de Zona no Curso de Licenciatura em Química
Jeisivânia de Souza Teles (IC)*, Roberta Menezes Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ).
[email protected]
Palavras Chave: soluções, mobilidade de íons, eletroforese capilar de zona, metodologia de ensino
Introdução
A aplicação da diferença de potencial é utilizada em
algumas técnicas para identificar espécies químicas,
como por exemplo, a eletroforese capilar que é um
método analítico que emprega a diferença de
potencial e a corrente elétrica gerada para promover
o deslocamento de partículas ou moléculas
ionizadas sob o efeito do campo elétrico1. Este
trabalho visa estudar as mobilidades dos íons
presentes em uma solução visto que é de suma
importância no ramo da química. A disciplina
Tópicos Especiais em Química Analítica III,
ministrada para o curso de Licenciatura em Química
da Universidade Federal de Sergipe, Campus de
Itabaiana, propôs um estudo sobre mobilidade
iônica através de uma técnica empregada em
química analítica, a eletroforese capilar de zona. Ao
término da disciplina, os alunos foram incentivados
a responder um questionário contendo questões
envolvendo o tema estudado.
Resultados e Discussão
Durante a disciplina, os alunos receberam 15 aulas
práticas para complementar os conhecimentos
aprendidos em 15 aulas teóricas. Introduziu-se o
conceito teórico sobre a técnica, relacionando as
suas principais aplicações em química analítica. O
sistema eletroforético utilizado consistiu em uma
fonte de alta tensão para aplicar uma diferença de
potencial, dois eletrodos de platina imersos em
reservatórios contendo solução tampão, detector UV
conectado a um sistema de aquisição de dados e o
capilar de sílica fundida. As separações
eletroforéticas ocorrem no capilar devido às
diferentes mobilidades iônica das espécies. Esta
diferença, por sua vez, esta relacionada à razão
carga/raio da espécie. Após a injeção de uma dada
espécie dentro da coluna, o tempo para que a
espécie atinja o detector é chamado de tempo de
migração. A dissociação da sílica é fundamental
para a formação do fluxo eletroosmótico dentro do
capilar, o que possibilita a migração de cátions,
ânions e neutros pela coluna. A otimização dos
parâmetros eletroforéticos é fundamental para
propor uma determinação quantitativa. Durante as
aulas, os alunos também estudaram o tempo
requerido de injeção e modo de injeção, influência
da voltagem, concentração e pH da solução de
separação,
adição
de
inversor
de
fluxo
eletroosmótico. Para comparar tempos de migração
e a influência de alguns parâmetros, os alunos
prepararam e empregaram soluções contendo os
flavonóides rutina (C27H30O16.H2O, MM=610,52g.mol1
) e quercetina (C15H10O7.2H2O, MM=338,26g.mol-1).
Os resultados, na forma de eletroferograma, foram
adquiridos pelo software de aquisição de dados, e
foram tratados por métodos estatísticos. A injeção
das soluções ocorreu no polo positivo e mostrou
que a rutina migra com menor tempo que a
quercetina.
Os 13 alunos responderem o questionário contendo
sete questões sobre eletroforese capilar de zona. As
questões abordaram desde a compreensão sobre
íons em solução até a influência do comprimento do
capilar sobre a separação. De acordo com as
respostas, 31% dos alunos mostraram dificuldades
em relacionar a migração com a intensidade do
potencial aplicado. Todos os alunos entenderam que
maior a massa menor seria a velocidade de
migração. Mas nenhum discutiu a influência da
razão carga/massa dos analitos sobre o tempo de
migração, Quando questionados sobre a análise
empregando colunas de 50 e 80cm, apenas dois
alunos escreveram que o tamanho da coluna não
influencia o tempo de migração.
Conclusões
A técnica estudada mostrou-se eficiente para
estudar mobilidade de íons em solução, bem como
os conceitos envolvidos sobre a eletroforese capilar.
Além de mostrar ao aluno que a escolha da técnica
analítica é importante para o desenvolvimento da
química verde. A análise química empregando
eletroforese capilar gera pouco resíduo e emprega
pouco volume de amostra (nL), o que a difere
significativamente de outras técnicas analíticas.
Quanto ao questionário, os alunos mostraram-se
competentes sobre o tema, não havendo respostas
incongruentes aos temas discutidos.
Agradecimentos
CNPq, UFS, FAPITEC-SE.
Tavares, M.F. M. Quím. Nova, 1996, 19,173.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Química Analítica – Apresentação em Painel
Data: 22/11/2012
Horário: 18 – 20 h.
Autor principal
Título do trabalho
Local
1
Marisa S. Santos (IC)*,
Jeisivânia S. Teles (IC),
Roberta M. Santos (IC) e
Ana Paula G. Gervasio
(PQ)
Análise química de frutas:
determinação de ácidos orgânicos por
Eletroforese Capilar de Zona
Departamento de Química
2
Ellen Mayane Souza
Lima* (IC), Crislayne da
Silva Nascimento (IC),
Iramaia Corrêa Bellin
(PQ).
Interação entre a espécie metálica
Cu2+ em turfa coletada no Parque
Nacional Serra de Itabaiana/SE.
Departamento de Química
Especificar a Área do trabalho
(química analítica)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Análise química de frutas: determinação de ácidos orgânicos por
Eletroforese Capilar de Zona
Marisa S. Santos (IC)*, Jeisivânia S. Teles (IC), Roberta M. Santos (IC) e Ana Paula G. Gervasio (PQ)
*[email protected]
Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, Departamento de Química. Av. Vereador Olímpio
Grande s/n, 49500-000 Itabaiana, SE
Palavras Chave: ácido cítrico, ácido ascórbico, frutas, CZE
Introdução
Os ácidos orgânicos presentes em várias frutas
influenciam o sabor, odor, cor, estabilidade e a
manutenção da qualidade dessas frutas, além de
serem fortes agentes antioxidantes. Considerando
isso, e a necessidade de se conhecer a composição
química de algumas frutas consumidas na região
nordeste do país, o presente trabalho propõe uma
metodologia empregando eletroforese capilar de
zona (CZE) para quantificar ácidos orgânicos em
amostras de sucos de mangaba (Hancornia
speciosa), seriguela (Spondias purpúrea), jambo
vermelho (S. malaccense) e jabuticaba (Myrciara
cauliflora).
Resultados e Discussão
Previamente às análises em sucos de frutas, fora
realizado estudo da influência do diâmetro interno do
capilar variando-se o mesmo entre 50, 75 e 100µm,
mantendo-se o comprimento total de 58,5cm e
comprimento efetivo de 24cm. De acordo com os
estudos, o resultado obtido com o capilar de 75µm
mostrou melhor precisão considerando altura de
sinal e tempo de migração. O sistema eletroforético
de análise empregou um detector UV/Vis e uma
fonte de alta voltagem. A solução de separação
continha 100mmol.L-1 de H3BO3 pH= 10,00 e
0,5mmol.L-1 CTAB, e voltagem de separação de 8kV
(I=36µA). Estabelecidos esses parâmetros, foram
feitas injeções hidrodinâmicas por gravidade a
4,50cm de altura durante 15s. As frutas foram
adquiridas em comércios de Aracaju e Itabaiana. Na
etapa de preparo das amostras, as frutas foram
lavadas com água de torneira e água destilada. Para
extrair os sucos, as frutas foram espremidas
diretamente sobre peneira convencional até a
extração máxima do suco, em seguida, os sucos
foram filtrados com uso de papel de filtro
quantitativo. Foram empregados 108g do suco de
seriguela, 191g de suco de mangaba, 94g de suco
de jabuticaba e 24g de suco de jambo. Previamente
às análises, procedeu-se a diluição dos sucos. Para
determinar o ácido cítrico, as diluições foram: 10,00
mL de extrato de seriguela diluídos em 100,00mL de
água destilada; 10,00mL de extrato de mangaba
diluídos em 50,00mL de água destilada; 0,50mL de
extrato de jabuticaba diluídos em 5,00mL de água
destilada; 1,00mL de extrato de jambo diluídos em
5,00mL de água destilada. O ácido ascórbico fora
encontrado somente na mangaba e seriguela, sendo
que sua determinação empregou as seguintes
diluições: 10,00mL de extrato de seriguela diluídos
em 25,00mL de água destilada e 10,00mL de extrato
de mangaba diluídos em 50,00mL de água
destilada. A identificação dos compostos fora
baseada no tempo de migração sendo empregadas
soluções de referência que foram preparadas por
diluições a partir das soluções estoque dos
respectivos ácidos. A quantificação empregou curva
analítica e foram realizados testes de recuperação.
A partir dos resultados obtidos, pôde-se verificar que
o método mostrara-se adequado e a linearidade fora
mantida entre 0,1000 a 0,2600g.100mL-1 para
determinar o ácido cítrico em jabuticaba (r=0,9907)
e em jambo (r=0,9718), e entre 0,0600 e
0,2200g.100mL-1 para determinar o ácido cítrico em
seriguela (r=0,9877) e mangaba (r=0,9877). Para
determinar o L-aa em mangaba e seriguela, a
linearidade fora mantida entre 0,0050 e
0,0250g.100mL-1 (r=0,9990). O desvio padrão
relativo para altura de sinal fora <5% para os ácidos
estudados (n=3). As recuperações dos ácidos
variaram entre 86,2 e 103,9%.
Tabela 1: Concentração dos ácidos nos sucos de
frutas (mol.L-1) (média±desvio padrão).
Fruta
Ácido cítrico
L-aa
Jabuticaba
6,02.10-2 ±
5,4.10-3
3,47.10-2 ±
1,7.10-3
7,22.10-2 ±
1,6.10-3
1,12.10-2 ±
2,4.10-3
n.d
Jambo
Seriguela
Mangaba
n.d
2,21.10-3 ±
0,00.10-3
2,52.10-3 ±
0,00.10-3
Conclusões
O método proposto mostrara-se adequado e
eficiente para quantificar ácido cítrico e ascórbico
em frutas. O desvio padrão relativo (n=3) para altura
de sinal fora menor que 5%. O tempo de análise
fora menor que 6min associado à uma boa
resolução dos picos. A técnica ainda permitiu
diminuir o efluente gerado, uma vez que o volume
de amostra utilizado fora menor que 10nL.
Agradecimentos
FAPITEC, UFS, CNPq
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Especificar a Área do trabalho
(Química Analítica)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Interação entre a espécie metálica Cu2+ em turfa coletada no Parque
Nacional Serra de Itabaiana/SE.
1
1
1
Ellen Mayane Souza Lima* (IC) , Crislayne da Silva Nascimento (IC) , Iramaia Corrêa Bellin (PQ) .
*[email protected]
1
Departamento de Química, Universidade Federal de Sergipe Campus Professor Alberto Carvalho, Itabaiana-SE.
Palavras Chave: Turfa, interação metálica, íons cobre.
Introdução
A turfa é um sedimento orgânico recente, formado a
partir da decomposição parcial da matéria vegetal
em um ambiente úmido, ácido e de pouca
1
oxigenação . Além disso, a interação entre turfa e
2+
íons Cu pode ocorrer por meio de: (a) uma ligação
formada por uma molécula de água; (b) uma atração
eletrostática entre metal e o grupo COO ; (c) uma
ligação coordenada com um grupo doador de
elétron e (d) formação de uma estrutura quelante
(anel), por intermédio dos sítios COO e OH
2
fenólico . Desse modo, este trabalho teve como
objetivo o melhor entendimento da capacidade de
2+
complexação entre turfa e a espécie metálica Cu
através do estudo da influência de alguns
parâmetros, tais como: pH, tempo de contato e
quantidade de turfa das amostras coletadas no
Parque Nacional Serra de Itabaiana/SE.
Resultados e Discussão
A Tabela 1 apresenta os resultados das razões
atômicas C/H, C/N e C/O das amostras de turfa
coletadas na região do Parque Nacional da Serra de
Itabaiana-SE.
capacidade de adsorção da turfa tratada com ácido
-1
clorídrico 0,1 mol L e com água.
A Figura 1 apresenta os gráficos de estudo cinético
da complexação de cobre por amostras de turfa
coletadas na profundidade 0-20 cm na região do
Parque Nacional da Serra de Itabaiana-SE, em
função da variação dos valores de pH e massa de
turfa.
(a)
(b)
Figura 1: Complexação de cobre por turfa em função (a) do pH e
(b) da massa de turfa. Condições: 250 mL de solução padrão de
cobre 0,5 mg.L-1 em pH 3,0; 5,0; e 7,0 (a) e em pH 5,0 (b).
Profundidade.
(cm)
C/N
C/H
0-20
14,6
0,58
3,7
20-40
15,7
0,71
1,1
A complexação de cobre pela turfa em função da
variação de pH, ocorre com alta capacidade de
adsorção, tanto na turfa tratada com água, como a
tratada com ácido clorídrico. Não foi observada
diferenças significativas na complexação de cobre
nos diferentes pHs estudados. O tempo de equilíbrio
estabelecido nas condições experimentais foi obtido
em aproximadamente 60 min.
Foi observado que o aumento da massa de turfa
pouco influenciou na complexação da espécie
metálica cobre.
40-60
21,6
0,65
1,1
Conclusões
Tabela 1: Razões atômicas C/N, C/H, C/O das amostras de turfa
coletadas na região do Parque Nacional da Serra de ItabaianaSE.
Razão atômica
C/O
A razão atômica C/N é um indicativo do grau de
decomposição ou humificação da matéria orgânica.
Foi verificado que a razão C/N para profundidade 020 cm possui menor valor, indicando baixa
decomposição. Nas demais profundidades foi
observado aumento da razão C/N, indicando um
maior grau de decomposição em amostras
coletadas em profundidade mais elevadas.
O efeito da variação do tempo, da massa e do pH
na complexação das espécies metálicas pela turfa
são parâmetros importantes para a avaliação da
afinidade dos metais pelos sítios da turfa, bem
como, para a verificação de sua máxima capacidade
de complexação. Desta forma, analisou-se a
A turfa estudada apresentou um alto teor de matéria
orgânica e alta razão atômica C/N em perfis mais
profundos indicando uma matéria orgânica mais
decomposta e humificada. Quanto à complexação
2+
da espécie metálica Cu pela turfa, esta mostrou-se
como um bom complexante, independente da
quantidade de massa utilizada e do pH.
Agradecimentos
Ao PIIC.
____________________
1
PETRONI, S. L. G.; PIRES, M. A. F.; Adsorção de Zinco e Cádmio
em Colunas de Turfa. Química Nova, v. 23, n. 4, p. 477- 481, 2000.
2
PETRONI,S. L. G.; Avaliação cinética e de equilíbrio do processo
de adsorção dos íons dos metais cadmio, cobre e níquel em turfa.
2004. (Tese de Doutorado em Ciências na Área de Tecnologia NuclearAplicações). Ipen, Universidade de São Paulo, 2004.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Química Inorgânica – Apresentação em Painel
Data: 22/11/2012
Horário: 18 – 20 h.
1
Autor principal
Título do trabalho
Local
Uine L. Oliveira (IC) *¹,
Jorge F. S. Menezes (PQ) ¹,
Aluísio M. Fonseca (PQ)¹,
Regilany P. Colares (PQ)¹
Atividade antioxidante e síntese
de novos complexos de
lantanídeos do tipo: Ln(βdicetona)3.2L
Departamento de Química
Inorgânica
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Atividade antioxidante e síntese de novos complexos de lantanídeos do
tipo: Ln(β-dicetona)3.2L
Uine L. Oliveira (IC) *¹, Jorge F. S. Menezes (PQ) ¹, Aluísio M. Fonseca (PQ)¹, Regilany P. Colares
(PQ)¹ *[email protected]
1
Centro de Formação de Professores-CFP-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia UFRB - Amargosa-BA/
CEP:45300-000 Brasil
3+
Palavras Chave: Atividade antioxidante, DPPH, Ln , complexos.
Introdução
Nos últimos anos tem sido consideravelmente
interessante procurar por fontes antioxidantes
sintéticas e naturais, as quais tem mostrado grande
proteção contra processos de oxidação. Os
compostos antioxidantes se mostram como
inibidores da propagação de reações de radicais
livres protegendo o corpo humano de doenças.
Pesquisas em atividade biológica de complexos
metálicos mostram resultados promissores por
causa da sua potencial ação terapêutica e
antioxidante. Os sistemas utilizados para o ensaio
3+
foram Ln(β-dicetona)3.2L, onde [(Ln = Eu, Tb e
Dy); (L= H2O e DBSO- dibenzil sulfóxido) e (βdicetona =
PTA-1,1,1-Trifluoro-5,5-dimetil-2,4hexanodiona,
BTFA4,4,4-Trifluoro-1-fenil-1,3butanodiona
e
TFAA-1,1,1-Trifluoro-2,4pentanodiona)]. No trabalho em questão o potencial
antioxidante do ligante e dos complexos de
lantanídeos foi determinado pela capacidade de
sequestrar o radical estável 1,1-difenil-2-picrilhidrazil
(DPPH)[1,2]. O método determina o poder de
sequestro de radicais e antioxidante, em variadas
concentrações, medido através da diminuição da
absorbância do DPPH a 520nm. Tal diminuição é
decorrente da mudança de coloração da solução
quando esta doa um hidrogênio para formar uma
molécula estável de DPPH.
Resultados e Discussão
A concentração dos compostos que exibiram uma
inibição de 50% (IC50) foi calculada a partir de dos
resultados de I%[I=(1-Absamostra/Absbranco)x100%] em
função da concentração da amostra. Os resultados
mostraram que o efeito inibitório dos compostos
testados é dependente da concentração e aumenta
o sequestro de radicais livres à medida que aumenta
a concentração das amostras. Na análise do ensaio
foi observado que amostras de Dy(TFAA)3.2DBSO e
Eu(TFAA)3.2H2O tiveram melhores resultados,
podendo ser consideradas como antioxidantes
“padrão ouro”.
Tabela 1. Atividade antioxidante dos complexos de
lantanídeos.
Amostras
IC50 (µM)
Tb(PTA)3.2H2O
1.2x10
-4
Eu(PTA)3.2DBSO
2.0x10
-5
Eu(PTA)3.2H2O
9.4x10
-6
Eu(BTFA)3.2DBSO
7.4x10
-6
Tb(PTA)3.2DBSO
1.8x10
-4
Tb(TFAA)3.2DBSO
2.1x10
-6
Dy(TFAA)3.2DBSO
9.9x10
Eu(TFAA)3.2H2O
1.5x10
-12
-9
Os resultados sugerem que a atividade
antioxidante esteja relacionada com o centro
metálico, já que os ligantes são diferentes e a βdicetona(TFAA) utilizada com outros metais não
obtiveram resultados semelhantes.
Conclusões
Os resultados da atividade antioxidante dos
complexos de lantanídeos testados mostraram que
a atividade depende da concentração. Todos os
compostos exibiram capacidade de sequestrar
radicais
livres
nas
várias
concentrações
comparando controle. Entretanto ainda são
necessárias
mais
análises
para
entender
precisamente o mecanismo de ação antioxidante.
Agradecimentos
Aos órgãos de fomento CNPq e FAPESB.
_____________________
1
A. M. Fonseca, A. M. C. Bizerra, J. S. N. Souza, F. J. Q. Monte, M. C.
F. Oliveira, M. C. Mattos, G. A.
Cordell, R. Braz-Filho, T. L. G.
Lemos, Rev. Bras. Farmacogn. 19 (2009) 193.
2
P. N. Bandeira, A. M. Fonseca, S. M. O. Costa, M. U. D. S. Lins, O.
D. L. Pessoa, F. J. Q. Monte, N. A. P. Nogueira, T. L. G. Lemos, Nat.
Prod. Commun. 1 (2006) 117.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Química Orgânica – Apresentação em Painel
Data: 22/11/2012
Horário: 18 – 20 h.
Autor principal
Título do trabalho
1
Iva S. de Jesus¹* (IC),
Redução de Compostos
Fabiane B. Nogueira1 (IC),
1
Aluísio M. da Fonseca (PQ), Carbonílicos: os talos de mamoeiro
(Carica papaya) como reagente
José Gilberto silva1 (PQ)
biocatalisador
2
Rosanne Pinto de
Albuquerque Melo (PQ)¹,
Alexandre Oigres Almeida
Pereira¹, Anna Carolline
Melo Santos (TM)¹, Antônio
César Rodrigues Oliveira
Júnior (TM)¹, Bruno Lucena
dos Santos (TM)¹*, Gabriel
Davi Brandão Arcanjo¹,
Raíssa Stefany Batista dos
Santos (TM)¹
Extração e Quantificação de
Licopeno: uma proposta
interdisciplinar para alunos do
ensino médio

Local
Departamento de Química
Departamento de Química
Química Orgânica
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Redução de Compostos Carbonílicos: os talos de mamoeiro (Carica
papaya) como reagente biocatalisador
1
1
1
Iva S. de Jesus¹* (IC), Fabiane B. Nogueira (IC), Aluísio M. da Fonseca (PQ), José Gilberto silva (PQ)
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) do Centro de Formação de Professores (CFP) do curso de
licenciatura em Química, Rodovia Amargosa-Brejões km 02 s/nº, CEP: 45300-000, Amargosa, Bahia, Brasil.
E-mail: [email protected]
Palavras Chave: Carica papaya, cetonas, biorredução.
Introdução
Os termos biocatálise ou biotransformação, de
maneira geral, abrangem os processos em que um
catalisador biológico é utilizado para a conversão de
um substrato em um número limitado de etapas
1
enzimáticas. O mamoeiro (Carica papaya) é da
família Caricaceae, seu fruto, conhecido como
“mamão”, contém compostos biologicamente
2
ativos. O presente trabalho tem por finalidade
verificar o potencial biotecnológico das enzimas
encontradas em amostras de talos de mamoeiro,
bem como, a utilização de células imobilizadas a fim
de realizar inúmeras reações, pois as mesmas
podem ser reutilizadas, otimizando o processo
reacional.
Resultados e Discussão
1a
Fig.1. (1a) Enzimas imobilizadas dos talos de mamoeiro (EITM)
incorporadas nas esferas de poliacrilamida hidradata; (1b) EITM
incorporadas nas esferas de poliacrilamida secas.
H3C
HO
3
Usando metodologia adaptada de literatura, foram
utilizados como substrato: acetofenona (1) e
benzaldeido (2), em que os mesmos foram
biotransformados em seus respectivos álcoois
(Esquema 1), utilizando as células íntegras dos
talos do mamoeiro (CITM). Para as células
imobilizadas, imobilizou-se as enzimas dos talos-demamoeiro com poliacrilamida em meio aquoso
(Figura 1a), logo após a secagem das esferas
(figura 1b), foram utilizados 200 mg de linalol, 148
mg de anidrido acético, 20 mL de hexano e 100 mg
de esferas imobilizadas e secas (Esquema 2) sob
agitação de 150 rpm, à temperatura de 30°C,
durante 72 horas de reação. Análise dos produtos
foi feita baseada inicialmente em técnica de
cromatografia de camada delgada com placa
cromatográfica G60 com indicador de fluorescência,
possibilitando parcialmente suas identificações de
acordo com as diferenças de fator de retenção dos
compostos carbonilados e seus respectivos álcoois.
A quantificação também foi realizada por CG-EM e
1
RMN H.
O
OH
R
1 R=H
2 R=CH3
CITM
R
1'
2'
Esquema 1: Borredução dos compostos carbonílicos.
1b
CH3
O
EITM
anidrido acético
hexano
CH3
O
CH3
CH3
CH3
H2C
H2C
linalol
CH3
acetato de linaloíla
Esquema 2: Acetilação do Linalol
Conclusões
Das células íntegras, foi possível realizar duas
reações com resultados que comprovaram sua
eficácia, são estes o rendimento do produto formado
pela reação com o benzaldeído, com 25% do álcool
benzílico e da acetofenona, com 13% do referido
álcool. Para as células imobilizadas foi possível
obter relativo resultado com reação de acetilação.
As enzimas encontradas nos talos de mamoeiro
foram incorporadas uma matriz polimérica de
poliacrilamida, com a finalidade de fornecer maior
estabilidade, facilitar a recuperação e reutilização
desses catalisadores, o seu rendimento foi 21,2%
de acetato de linaloíla.
______________________
1
Oliveira, L. G.; Mantovani, S. M.; Trans. Bio.: contribuições e
perspectivas - Quim. Nova 2009, Vol. 32, No. 3, 745-756.
2
Silva, J. A. T.; Rashid, Z.; Nhut, D. T.; Sivakumar, D.; Gera, A.;
Souza, M. T.; Tennant, P. F.; Papaya (Carica papaya L.) Bio. and
Biotec. 2007, Tree and Forestry Science and Biotechnology, Global
Science Books.
3
Fonseca, A. M.; Monte, F. J. Q.; Oliveira, M. C. F.; Mattos, M. C.;
Cordell, G. A.; Braz-Filho, R.; Lemos, T. L. G., J. Molec. Catal. B:
Enzym., 2009, 57, 78.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Química Orgânica
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Extração e Quantificação de Licopeno: uma proposta interdisciplinar para
alunos do ensino médio

Alexandre Oigres Almeida Pereira (TM)¹, Anna Carolline Melo Santos (TM)¹, Antônio César Rodrigues
Oliveira Júnior (TM)¹, Bruno Lucena dos Santos (TM)¹*, Gabriel Davi Brandão Arcanjo (TM)¹, Raíssa
Stefany Batista dos Santos (TM)¹, Rosanne Pinto de Albuquerque Melo (PQ)¹
*[email protected]
¹ Coordenadoria de Química, Instituto Federal de Sergipe, Aracaju, SE, 49055-260
Palavras Chave: licopeno, espectrofotometria, antioxidante.
Introdução
O licopeno possui fórmula molecular C40H56, de peso
molecular igual a 536g/mol, não possuindo atividade
provitamina A. É o pigmento presente na goiaba,
melancia, tomate, dentre outros alimentos. Possui
diversos campos de estudo em doenças
cancerígenas, em especial câncer de próstata e o
câncer de pulmão em usuários de nicotina e tabaco.
Pesquisas mostram que esse carotenoide protege
biomoléculas celulares importantes tais como
lipídeos, lipoproteínas, proteínas e DNA. Estudos in
vitro demonstram uma habilidade duas vezes maior
do licopeno em sequestrar o oxigênio singlete
quando comparado ao β- caroteno e dez vezes
maior quando comparado ao α- tocoferol, por conta
1,2
da proporcionalidade das duplas conjugadas .
Figura 1. Gráficos de concentração do licopeno em
diferentes frutas para seu respectivo pedúnculo,
polpa in natura e esta em processo de aquecimento.
licopeno
Conclusões
Resultados e Discussão
Foram selecionadas frutas para extração através
da maceração, utilizando-se almofariz e pistilo, com
acetona e logo após uma partição em éter de
petróleo. Foram macerados individualmente o
pedúnculo e a polpa in natura, sendo a mesma
aquecidas em 5’, 15’ e 30’ em banho-maria. Em
seguida, o material macerado foi levado à filtração
para a distinção entre a fase orgânica da
inorgânica. As análises foram feitas a partir do
método de espectrofotometria UV-VIS. O
experimento foi realizado em triplicata com leitura
no espectrofotômetro a uma faixa de 503nm. . A
equação da reta y = 59364 x - 252,33 da curva
padrão do licopeno foi obtida a partir de Waechter
et al³.
As bandas características na região de 503 nm
confirmou a presença do licopeno nas amostras
analisadas. As frutas utilizadas que demonstraram
teores de licopeno são considerados alimentos
funcionais, podendo os mesmos serem utilizados
como nutracêuticos. Dessa forma, podem ser
quimiopreventivos com
relação a doenças
cancerígenas, com ênfase para o câncer de próstata
e pulmão, assim como problemas cardiovasculares.
Agradecimentos
Agradecemos ao CNPq e FAPITEC pela bolsa
concedida.
______________________
1
Zeraik, M. L.; Yariwake, J. H. Química Nova. 2008, 31, 1259.
Cerqueira, F. M.; de Medeiros, M. H. G.; Augusto, O.; Química Nova.
2007,30, 441
³ Waechter, F.; Charão, M.F.; Baierle, M.; Garcia, S.C. Lume UFRGS.
2011, 27, 221.
2
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
Físico-Química – Apresentação em Painel
Data: 22/11/2012
Horário: 18 – 20 h.
Autor principal
Título do trabalho
Local
1
Edna da S. Machado*
(PG), Nailton M. Rodrigues
(PG), Aloisio de J. Santana
(PG), Thatiana S. Santos
(PG), Edvonaldo F. e Silva
(PG), Viviane C.
Felicíssimo (PQ), Nivan B.
da C. Júnior (PQ).
Estudo teórico do Metacrilato de
Metila (MMA) utilizando métodos abinitio e Semiempírico
Departamento de Química
2
Nailton M. Rodrigues*
(PG), Edna da S. Machado
(PG), Ricardo O. Freire
(PQ)
Design Teórico de um Transportador
de Elétrons para Aplicação em OLEDs
Departamento de Química
3
Nailton M. Rodrigues*
(PG), Nivan B. da Costa Jr.
(PQ), Ricardo O. Freire
(PQ)
Avaliação do Poder de Predição dos
Métodos Semiempírcios AM1, PM3 e
PM6 Aplicados às Redes Híbridas de
Coordenação Contendo Metais de
Transição
Departamento de Química
Especificar a Área do trabalho
(Físico-Química)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Estudo teórico do Metacrilato de Metila (MMA) utilizando métodos abinitio e Semiempírico.
Edna da S. Machado* (PG), Nailton M. Rodrigues (PG), Aloisio de J. Santana (PG), Thatiana S. Santos
(PG), Edvonaldo F. e Silva (PG), Viviane C. Felicíssimo (PQ), Nivan B. da C. Júnior (PQ).
*[email protected]
Departamento de Química, UFS, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil
Palavras Chave: MMA, ab initio, Semi-empírico
Introdução
Compostos
acrilatos
são
conhecidos
por
apresentarem isomerismo rotacional com estruturas
cis e trans, exibindo conformações energeticamente
1
mais estáveis que outras . Um acrilato bastante
conhecido é o metacrilato de metila (MMA),
termoplástico de grande importância na engenharia,
caracterizado por sua semelhança ao vidro,
resistente a agentes atmosféricos além de
2,3
apresentar uma excelente transparência . Diante
do exposto, este trabalho pretende estudar as
diferentes
propriedades
advindas
destas
conformações, para a molécula de MMA, mostrando
qual destas é a mais estável utilizando diferentes
métodos teóricos computacionais, como os métodos
ab initio- Hartree-Fock e DFT, e semi-empíricosAM1 (Austin Model 1), PM3( Parametric Model 3),
PM6 (Parametric Model 6), PM7 (Parametric Model
7), RM1 (Recife Model 1). Os cálculos em nível ab
initio foram executados no programa GAMESS com
um conjunto de bases 6-311++G**, no cálculo DFT
foi utilizado o funcional B3LYP. Em relação aos
cálculos semi-empíricos foi utilizado um pacote
computacional MOPAC2009.
Como forma de avaliar qual o método descreve
melhor a geometria, foi medido o ângulo diedro
O10C6C3C4 (veja Tab. 1 para o Tc), o qual é
responsável pela rotação que gera as duas
conformações estruturais. Desta forma, foi
encontrado o melhor acordo para o método AM1
(0,827) quando comparado com o valor
experimental.
Método
AM1
PM3
PM6
PM7
RM1
HF
DFT
Tabela 1. Valores do ângulo diedro O10C6C3C4 para a
conformação Tc.
No cálculo das frequências vibracionais realizados
para o Tc e Cc com o método AM1, DFT e HF, bem
como os valores de momento dipolo, potenciais de
ionização vertical e adiabático, foram obtidos
resultados esperados condizentes aos dados
experimentais, entretanto os resultados obtidos com
o DFT foram superiores a todos os outros.
Resultados e Discussão
Em nossos resultados obtivemos para todos os
métodos que a conformação de menor energia é Tc
(Fig. 1).
Ângulo de diedro (O10C6C3C4)
0.827
71.304
37.741
36.158
35.714
0.000
0.000
Conclusões
Foi possível constatar utilizando os métodos semiempíricos e ab initio, que o confôrmero trans da
molécula de MMA possui maior estabilidade. Os
resultados calculados utilizando o método AM1 são
comparáveis com resultados obtidos para o método
DFT, mostrando que com a devida escolha os
métodos
semiempíricos conseguem
calcular
propriedades de moléculas de forma eficiente com
um custo computacional reduzido.
Agradecimentos
(a)
(b)
Figura 1. Conformações do MMA: (a) Cc (b) Tc.
CAPES e CNPQ.
______________________
1
Baker, B.L et al. J. Mol. Struc. 1995. 356, 95-104.
Lee, L.H.; Chen, W. C.Chem. of Mat. 2001, 22, 3005-3013.
3
Du, W. et al. J. of Sol-gel and Tech. 2005, 34, 227-231.
2
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
(Físico Química)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Design Teórico de um Transportador de Elétrons para Aplicação em
OLEDs.
*
Nailton M. Rodrigues (PG), Edna da S. Machado (PG), Ricardo O. Freire (PQ)
Universidade Federal de Sergipe
*[email protected]
Palavras Chave: OLED, Transportador de elétrons, semiempírico
Introdução
OLEDs são dispositivos eletroluminescentes
geralmente formados por três ou mais camadas
distintas [1].
A otimização das propriedades dos materiais
utilizados nestas camadas constituintes é de grande
interesse. A injeção de elétrons em um orbital LUMO
(lowest unoccupied molecular orbital) com alta
energia da camada transportadora de elétrons
(CTE) possibilita a transferência de energia para
uma camada emissora que possua um alto valor de
energia de LUMO, que a depender de algumas
características pode formar um éxciton com
decaimento mais energético.
Uma das alternativas para este aprimoramento é
o uso de ferramentas computacionais que
possibilitem simular mudanças estruturais que
resultem em um aumento da energia do LUMO da
molécula utilizada.
O uso de métodos semiempíricos proporciona
resultados com exatidão satisfatória e com tempo de
processamento pequeno quando comparado ao
DFT.
Resultados e Discussão
No presente estudo, foram feitas substituições no
ALQ3 (tri-8-hidroxi-quinolato de alumino) contido na
figura 1, com componentes da tabela 1.
Tabela 1. Substituições realizadas no AlQ3.
Estrutura
1
2
3
4
5
6
7
8
Posição dos substituintes
P1
P2
P3
Cl
NO2
COOH
Cl
NO2
H
Cl
CH3
COOH
Cl
CH3
H
N(CH3)2
NO2
COOH
N(CH3)2
NO2
H
N(CH3)2
CH3
COOH
N(CH3)2
CH3
H
Comparações realizadas entre os métodos
semiempíricos AM1, PM3, PM6 e o PM7, mostraram
que a estrutura do AlQ3 foi melhor descrita pelo
método PM7, pois possibilitou no poliedro de
coordenação erros mais próximos aos do DFT que
os demais.
Entre as novas estruturas, apenas a estrutura
numero 8 possui um maior valor de energia do
LUMO que o AlQ3. Por meio de interpretação
geométrica ficou claro que a substituição por grupos
doadores de elétrons favorece um aumento da
energia do orbital desocupado de menor energia
(LUMO), e que o mesmo esta mais localizado entre
o oxigênio e o grupo N(CH3)2 que é um forte doador.
Conclusões
O presente estudo sugere uma estratégia de
como melhorar uma propriedade de interesse
explorada nas camadas transportadoras de elétrons.
A substituição por grupos doadores de elétrons
como o N(CH3)2, CH3 e H, favorecem a formação de
um LUMO com um valor mais alto de energia.
Agradecimentos
CNPQ e CAPES.
______________________
1
Figura 1. Pontos de modificação no AlQ3 para o
isômero C3.
H. Yersin.; A. F. Rausch.; R. Czerwienic.; Thomas Hofbeck.; T.
Fischer., Coordination Chemistry Reviews. 2011, 255, 2652
2
. L. S. Hung.; C. H. Chen,. Materials Science and Enginnring R.
2002, 39, 143.
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
(FÍSICO QUÍMICA)
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ)
Departamento de Química – UFS/Campus José Aloísio de Campos
Avaliação do Poder de Predição dos Métodos Semiempírcios AM1, PM3
e PM6 Aplicados às Redes Híbridas de Coordenação Contendo Metais
de Transição.
*
Nailton M. Rodrigues (PG), Nivan B. da Costa Jr. (PQ), Ricardo O. Freire (PQ)
Universidade Federal de Sergipe
*[email protected]
Palavras Chave: MOF, Periodicidade, Métodos semiempírico.
Nos últimos anos, o número de trabalhos
envolvendo Redes Híbridas de Coordenação ou
como também são conhecidas: MOFs (Metal
Organic Framework) cresceu consideravelmente [1].
Dentre esses trabalhos, um grande número de
aplicações tem sido propostas, dentre elas o uso em
catalise, como molde para síntese de nanotubos de
carbono,
nanorastreadores
fotônicos,
no
armazenamento e transporte de gás e como
carreadores de fármacos.
Formas de investigar estas estruturas e
interpretar suas propriedades é um ponto chave
para a aplicação destas estruturas.
Neste aspecto, o uso de ferramentas
computacionais
para
previsão
estrutural e
compreensão de propriedades eletrônicas por meio
da mecânica quântica pode ser considerada uma
excelente estratégia. Para tanto, tais métodos
devem ser capazes de prever propriedades
estruturais com alta exatidão quando comparados
com resultados experimentais.
Neste ínterim, os métodos semiempíricos podem
ser candidatos naturais para serem aplicados, uma
vez que as MOFs são sólidos com célula unitária
contendo centenas de átomos. Assim, o presente
estudo busca avaliar a capacidade de previsão
estrutural de MOFs utilizando os métodos
semiempíricos AM1, PM3 e PM6.
médias obtidas com o AM1 e o PM3 foram 0,0428 e
0,0581 respectivamente.
A segunda etapa deste estudo consistiu na
avaliação de 29 estruturas com os seguintes íons
metálicos: Mn, Fe, Co, Ni, Cu, Y, Ag, Cd. Neste
caso, apenas o método PM6 foi aplicado uma vez
que é o único que se encontra parametrizado para
estes metais. O resultado em termos de erro RMSM
pode ser visto na figura 1.
0,12
0,11
0,10
0,09
0,08
0,07
RMSM
Introdução
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0,00
Mn
Fe
Co
Ni
Cu
Y
Ag
Cd
Figura 1. RMS médio (RMSM) obtidos com o
método PM6.
Conforme a figura 1, podemos observar que o
maior erro (abaixo de 0,08 Å) foi obtido para a
descrição das três MOFs que possuem o cobalto
como centro metálico e os erros médios obtidos
para as demais ficaram abaixo de 0,07 Å, ou seja,
uma excelente concordância entre as estruturas
calculadas e experimentais [2].
Resultados e Discussão
Neste estudo 14 MOFs contendo como centro
metálico um íon de metal de transição (Al, Zn, Pb,
Hg) foram completamente otimizadas com os
métodos AM1, PM3 e PM6 utilizando condições
periódicas por meio do programa MOPAC2009.
A sobreposição das estruturas calculadas e
cristalográficas foi realizada e o RMS calculado para
cada estrutura otimizada com cada um dos três
métodos citados. Os resultados demonstraram que
o PM6 foi o melhor entre eles, com um erro médio,
para todos os metais estudados, igual a 0,0286. As
0,06
Conclusões
A partir dos resultados obtidos é possível
observar que o método semiempírico PM6
apresentou a melhor descrição estrutural entre os
métodos analisados.
Agradecimentos
CAPES e CNPQ
______________________
1
2
S. Natarajan.; P. Mahata, Chemical Society Reviews 2009, 38, 2304
J. J. P. Stewart, J. Mol Model 2008, 14, 499
IV Encontro Sergipano de Química (ENSEQ): Temática: Química, Educação, Ciência e Tecnologia
São Cristóvão, SE, Brasil – 19 a 23 de novembro de 2012.
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