b) Galpões Ferroviários/ Anexos Mecânicos ¾ Localização: Rua Pe. Mororó com Rua Aprendizes Marinheiros ¾ Proprietário: METROFOR ¾ Uso Atual: Oficinas de manutenção de carros PIDNER e locomotivas. ¾ Histórico da Construção e Reformas: Construídos posteriormente à Estação Central da Estrada de Ferro de Baturité, inaugurada em julho de 1880, os anexos mecânicos cumprem a função de espaço para reparo de peças e vagões e a manutenção dos trens. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recurso ¾ Os Anexos Mecânicos fazem parte do projeto Estação Bienal encampado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com recursos do Tesouro do Estado e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Lei Jereissati). A extensa área na qual se encontram os Anexos Mecânicos poderá abrigar alguns equipamentos (Pinacoteca do Estado, Biblioteca das Artes, Núcleo das Artes) que adensarão o complexo cultural instaurado pelo Projeto Estação Bienal, o Corredor da Rua João Moreira e o Centro Cultural Dragão do Mar. Além disso, os Anexos Mecânicos localizam-se fronteiriçamente ao Cemitério São João Batista, inaugurado em 1866, que comporta um acervo inestimável de edificações tumulares neoclássicas de meados do século XIX e estatuárias Art Nouveau do início do século XX. O complexo histórico e arquitetônico que liga ininterruptamente Centro Cultural Dragão do Mar, Corredor da Rua João Moreira, Estação Ferroviária João Felipe (Galpões e Anexos), Praça Castro Carreira e Cemitério São João Batista guarda significativa importância para a história da cidade e evidente potencial turístico. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual. c) Praça da Estação/ Restauração do Entorno Estação João Felipe ¾ Localização: Ruas General Sampaio, 24 de Maio, Dr.João Moreira – Centro (defronte à Estação Ferroviária João Felipe) ¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza ¾ Uso atual: Praça/Lazer/Terminal de ônibus ¾ Histórico da Construção e Reformas: A praça Castro Carreira (Praça da Estação) está situada no local onde antes se encontrava o Campo D’Amélia (1830) – espaço utilizado para treinamento das tropas coloniais, depois imperiais, e também local para a prática das cavalhadas e torneios hípicos da argolinha. Em 1882, O Campo D’Amélia passou a denominar-se Praça Senador Carreira. Em 1890, em razão de situar-se às margens da via-férrea, recebe o nome de Praça da Via-Férrea. Somente em 1932, na gestão do prefeito Raimundo Girão recebe o atual nome de Praça Castro Carreira. Contudo, desde a construção da Estrada de Ferro de Baturité, o local recebeu o nome popular de Praça da Estação, reforçando a sua intensa articulação com as edificações da Estação Ferroviária João Felipe. Em 1900 foi inaugurada, no centro da Praça, a estátua do General Sampaio, que posteriormente (1966) foi transferida para a frente da 10ª Companhia de Guarda à Avenida Bezerra de Menezes, e hoje se encontra realçando o pátio de entrada da 10ª Região Militar (Forte Nossa Senhora da Assunção). ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recurso: A praça Castro Carreira constitui espaço aberto, faz parte do complexo histórico e arquitetônico composto pela Estação Ferroviária João Felipe e finaliza o Corredor da Rua 37 João Moreira, no sentido Leste-Oeste, integrando-se plenamente aos projetos previstos tanto para a Estação Ferroviária, Galpões e Anexos Mecânicos (Estação Bienal) quanto para o Corredor da Rua João Moreira. d) Santa Casa de Misericórdia Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: R. Barão do Rio Branco, s/nº – Centro. ¾ Proprietário: Irmandade Beneficente da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza. ¾ Uso atual: Hospital (está inserido em roteiro de city tour). Figura PAT 34. Santa Casa de Misericórdia ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi iniciada em 1847 e concluída em 1861. Pertencia à Irmandade da Misericórdia. Em 1932, deu-se a inauguração de sua fachada principal, voltada para a Rua Barão do Rio Branco. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: O edifício sofreu ação do Projeto Fortaleza Histórica (subvencionado pelo Fundo Estadual de Cultura), com recomposição formal das fachadas e tratamento cromático. Prevê-se valorização do visual noturno, com instalação de iluminação especialmente adaptada para tal fim. Essa edificação é parte de um conjunto de significativa importância histórica e arquitetônica para a cidade, onde teve início a urbanização de Fortaleza, que compreende todo o corredor da Rua João Moreira. A intervenção já realizada deu uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. A nova iluminação noturna prevista embelezará e valorizará ainda mais a área. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual e municipal e) Associação Comercial do Ceará (antigo Hotel de France e, posteriormente, Palace Hotel) ¾ Localização: R. Dr. João Moreira, nº 207 – Centro. ¾ Proprietário: Particular. ¾ Uso atual: Associação comercial (está inserido em roteiro de city tour). ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação construída na última década do século XIX. Passou por ampliações em 1925 e 1940. Sediou, dentre outros, o Hotel de France (começo do século XX) e o Palace Hotel (meados do século). 38 Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: - O prédio está incluído na segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica, supervisionado pelo DEPAC, e passará por obras de limpeza das fachadas, novo tratamento cromático e valorização do visual noturno, por meio de projeto luminotécnico. Essa intervenção, aguardando apenas execução, propõe recomposição formal de fachadas e tratamento cromático de treze edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado (custo estimado em US$ 347.826,08). Existe uma Figura PAT 35. Associação Comercial proposta do SENAC (Serviço Nacional de do Ceará Aprendizagem Comercial) para instalar, no referido prédio, o Memorial do Comerciante Cearense. A proposta consta de um préorçamento, objetivos e justificativa ligados ao turismo cultural urbano, sem discriminação das fontes de recurso. Prevê, dentre outros: salões para exposição de diversas tipologias de acervo relacionadas à história do comércio cearense, além de banco de dados; restaurante-escola do SENAC (dotado de mezanino para apresentações musicais); loja de lembranças e presentes; espaço para capacitação profissional e estágio supervisionado (guias turísticos, recepcionistas, cozinheiros etc.). Essa edificação é parte de um conjunto de significativa importância histórica e arquitetônica para a cidade, onde teve início a urbanização de Fortaleza, que compreende todo o corredor da Rua João Moreira. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. A nova iluminação noturna prevista embelezará e valorizará ainda mais a área. A proposta do SENAC dará uma nova função de uso a edificação, plenamente compatível e digna, contribuindo para sua efetiva preservação. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual f) Forte de Nossa Senhora da Assunção ¾ Localização: Av. Alberto Nepomuceno, s/nº – Centro. ¾ Proprietário: Comando da 10ª Região Militar. ¾ Uso atual: Centro Administrativo do Exército/Museu General Sampaio (está inserido em roteiro de city tour). ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação está erguida no mesmo local no qual foi erigido o forte holandês Schoonenborch (iniciado em 1649), em torno do qual formou-se o povoado que daria origem à cidade de Fortaleza. Suas feições atuais derivam, em boa 39 Autor: José Maurício de Paula Abreu medida, do projeto elaborado pelo engenheiro Silva Paulet, finalizado na década de 1820, incluindo a técnica de construção em alvenaria de pedra. Figura PAT 36. Forte Nossa Senhora da Assunção ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: O edifício passou por ação do Projeto Fortaleza Histórica, com recomposição formal das fachadas e tratamento cromático. Prevê-se valorização do visual noturno, com instalação de iluminação especialmente adaptada para tal fim. Essa edificação é parte de um conjunto de significativa importância histórica e arquitetônica para a cidade, onde teve início a urbanização de Fortaleza, que compreende todo o corredor da Rua João Moreira. A intervenção já realizada deu uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. A iluminação com fiação subterrânea foi implementada no final de 2002 e deu maior visibilidade ao conjunto das edificações que compõem a rua João Moreira. A segunda fase do projeto Fortaleza Histórica pretende aprofundar a etapa inicial de restauração com uma ampla pesquisa histórica e iconográfica da edificação, além de prospecção em alvenaria e pintura. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual e municipal Autor: José Maurício de Paula Abreu g) Praça da Sé ¾ Localização: Praça da Sé – Centro (defronte a Catedral Metropolitana de Fortaleza). ¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza. ¾ Uso atual: Praça/Lazer. Figura PAT 37. Praça da Sé ¾ Histórico da construção e reformas: O logradouro faz parte do núcleo histórico em que se constituiu a vila da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, nos primórdios do século 40 XVIII. Nessa praça (antiga Praça do Conselho, depois Praça da Matriz) foi construído o pelourinho (símbolo da emancipação política) e em um de seus lados ficava a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Fortaleza, hoje desaparecida. À sua frente, situava-se a igreja matriz de Fortaleza, derrubada nos princípios do século XIX e substituída pela velha catedral, também destruída (1850-1938) para dar lugar à Catedral Metropolitana. Atualmente, parte da praça agrega terreno adjacente em que fora construído o fórum Clóvis Beviláqua, hoje demolido. Abriga também um monumento ao imperador Pedro II, instalado em 1913. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: A ampliação da Praça da Sé, com recursos do Tesouro do Estado e instalação de uma fonte d’água, valorizou o entorno histórico no qual teve início a urbanização de Fortaleza, garantiu maior circulação de ar e trouxe visibilidade ao monumento de Pedro II (em processo de tombamento pela municipalidade). ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual Autor: José Maurício de Paula Abreu h) Teatro Carlos Câmara ¾ Localização: R. Dr. Moreira, nº 471– Centro. João ¾ Proprietário: Governo do Estado do Ceará. ¾ Uso atual: Fechado (encontra-se no roteiro de city tour, sem ser apresentado). Figura PAT 38. Teatro Carlos Câmara ¾ Histórico da construção e reformas: Sem levantamento sistemático. Em processo de pesquisa. O teatro está desativado há alguns anos e suas condições físicas são bastante precárias. Por falta de manutenção, perdeu parte do teto e os móveis foram destruídos pela ação conjunta de intempéries e cupins. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: O edifício está incluído no Projeto Fortaleza Histórica, custeado pelo Fundo Estadual de Cultura (Governo do Estado), e receberá algumas intervenções, como recomposição formal das fachadas e tratamento cromático. Prevê-se valorização do visual noturno, com instalação de iluminação especialmente adaptada para esse fim. Tais iniciativas, contudo, devem ser complementadas, com recursos por angariar mediante a reabertura do teatro e a recuperação da função cultural que outrora desempenhou. Intenção de tombamento: esfera estadual. Devido ao estado de conservação precário em que se encontra, essa edificação precisa de intervenção imediata, garantindo-lhe, assim, sua existência. 41 i) Hotel Central (Núcleo da FEBEM) ¾ Localização: Av. Alberto Nepomuceno, nº 339 – Centro. ¾ Proprietário: Particular. ¾ Uso atual: Escola de formação profissional/Restaurante. ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi construída, provavelmente, no final do século XIX e início do XX. Anteriormente, ali funcionou o Hotel Central e, em seguida, o Departamento de Estatística e a CODAGRO. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Autor: José Maurício de Paula Abreu Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. O custo é estimado em US$ 60.869,56. A edificação é de inestimável valor histórico, sendo um dos únicos remanescentes da arquitetura antiga na área. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. ¾ Intenção estadual de tombamento: esfera Figura PAT 39. Hotel Central (Núcleo da FEBEM) j) Seminário da Prainha Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: Av. D Manuel, nº 3 – Centro. ¾ Proprietário: Fortaleza. Arquidiocese de ¾ Uso atual: Instituto Superior de Teologia (está inserido em roteiro de city tour). Figura PAT 40. Seminário da Prainha 42 ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi construída na década de 1860. “O prédio foi construído para um colégio de órfãs, em 1863, mas em 1864, durante a construção, foi convertido em seminário, sendo inaugurado com o venerando D. Luís Antônio dos Santos à frente de seu destino” (AZEVEDO, 1991, p. 39). Em 1894, o prédio sofreu um desabamento parcial, sendo reformado. Originalmente seminário, hoje abriga o Instituto de Ciências Religiosas (ICRE) para formação de leigos e o Instituto TeológicoPastoral (ITEP) para formação de religiosos. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Estima-se, neste prédio, um custo de US$ 57.169,36. A edificação é parte de um conjunto de grande importância histórica para a cidade de Fortaleza, compreendendo além dessa edificação a Igreja do Seminário, o Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor, a Biblioteca Pública Menezes Pimentel, além das antigas casas comerciais, incorporadas no Centro Cultural Dragão do Mar. Além do mais, é lugar de passagem de um grande fluxo de turistas que procuram o CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual l) Casa de Juvenal Galeno Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: R. General Sampaio, nº 1128 – Centro. ¾ Proprietário: Particular (em sistema de comodato com o Estado do Ceará). ¾ Uso atual: reuniões. Biblioteca/Sala de Figura PAT 41. Casa de Juvenal Galeno ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação, construída em 1887, pertenceu ao poeta Juvenal Galeno (1836-1891). A casa foi palco de famosos saraus literários, reunindo artistas e intelectuais de grande expressão na vida cultural de Fortaleza nas primeiras décadas do século XX. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Para o conjunto de intervenções nesse 43 bem imóvel, que incluem reparos estruturais, o custo é estimado em US$ 3.112,80. Essa edificação localiza-se no coração do centro histórico da cidade, possuindo uma indiscutível importância histórica e cultural. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual Autor: José Maurício de Paula Abreu m) Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Prainha ¾ Localização: Av. Tabosa, s/nº – Centro. ¾ Proprietário: Fortaleza. Monsenhor Arquidiocese de ¾ Uso atual: Culto religioso. Figura PAT 42. Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Prainha ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação teve sua pedra fundamental lançada em 1839, e a primeira missa foi celebrada em 08.12.1841, dia da padroeira. Antônio Joaquim Batista de Castro, propositor da obra, fazia parte do Conselho da Irmandade que alavancou a construção do templo, cuja conclusão ocorreu apenas 50 anos depois. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. A edificação é parte de um conjunto de grande importância histórica para a cidade de Fortaleza, compreendendo além dessa edificação, o Seminário da Prainha, o Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor, a Biblioteca Pública Menezes Pimentel, além das antigas casas comerciais, incorporadas ao Centro Cultural Dragão do Mar. Além do mais, é lugar de passagem de um grande fluxo de turistas que procuram o CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual n) Instituto do Ceará (Palacete Jeremias Arruda) ¾ Localização: R. Barão do Rio Branco, nº 1594 – Centro. ¾ Proprietário: Instituto Histórico do Ceará. 44 ¾ Uso atual: Instituto Histórico do Ceará. Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação é um solar do início do século XX, construído em 1921 para residência do sr. Jeremias Arruda, depois incorporado aos bens da família Gentil. Em diferentes épocas, ali se instalaram, dentre outros, a Chefatura de Polícia do Estado e o Ginásio Municipal. Reformado e ampliado em 1995, desde 1966 o prédio sedia o Instituto Histórico. Figura PAT 43. Instituto do Ceará (Palacete Jeremias Arruda) ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Edificação inserida no projeto Fortaleza Histórica, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, visando as seguintes ações: recuperação das fachadas, pintura externa e interna, reforma do forro e do teto e revisão das instalações elétrica, hidráulica e sanitária, com substituição do encanamento e da fiação desgastados pelo tempo. A edificação é parte de um importante conjunto histórico e arquitetônico de Fortaleza, compreendido, além desse prédio, pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo e pela Farmácia dos Merceeiros. Possui ainda grande importância cultural. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, conservando-a e valorizando-a, e ressaltando seus elementos arquitetônicos. Essas medidas poderão incentivar o fluxo de turistas por essa área, até então desprezada por esse segmento. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual. o) Igreja de Nossa Senhora do Carmo ¾ Localização: Av. Duque de Caxias, s/nº– Centro. ¾ Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza. ¾ Uso atual: Culto religioso. 45 Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Histórico da construção e reformas: No local onde hoje se encontra a Igreja do Carmo, estava uma modesta capela iniciada em 1850, então sob invocação de Nossa Senhora do Livramento. Sob os cuidados da Associação de Nossa Senhora do Carmo, efetuou-se construção da atual igreja, inaugurada em 25.03.1906. No teto da capela do altar-mor encontra-se uma tela restaurada do pintor Ramos Cotoco, figura representativa da boemia intelectual de Fortaleza de fins do século XIX e início do século XX. Não obstante ser o templo dedicado a N. S. do Carmo, há em seu adro uma estátua de N. S. da Paz (1921) fabricada em Paris e erigida por iniciativa de particulares. Figura PAT 44. Igreja de Nossa Senhora do Carmo ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Nesta igreja, o custo estimado é de US$ 27.178,63. A edificação é parte de um importante conjunto histórico arquitetônico de Fortaleza, compreendendo, além desse prédio, o Palacete Jeremias Arruda e a Farmácia dos Merceeiros. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, conservando-a e valorizando-a, ressaltando seus elementos arquitetônicos. Essas medidas poderão incentivar o fluxo de turistas por essa área, até então desprezada por esse segmento. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual p) Praça do Carmo ¾ Localização: Av. Duque de Caxias, Ruas Major Facundo, Barão do Rio Branco, Clarindo de Queiroz – Centro. ¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza ¾ Uso Atual: Praça/lazer/ manifestações religiosas/ manifestações políticas. ¾ Histórico da Construção e Reformas: Sua história está ligada à igreja que se situa no centro da Praça, por isso mesmo algumas de suas denominações variavam de acordo com o santo de devoção em destaque no referido templo religioso. Antes de 1890, chamava-se Praça do Livramento em homenagem a N. S. do Livramento, cuja capela foi iniciada em 1850. Depois dessa data chamou-se por seis meses Praça do Livramento, voltando, em 1891, para o nome de N. S. do Livramento. Somente em 1922, com a retirada da imagem de N. S. do Livramento e a aposição da imagem de N. S. do Carmo, recebe a denominação desta última invocação da mãe de Cristo – Praça de N. S. do 46 Carmo. Nesse mesmo ano passaria a chamar-se Praça Gonçalves Ledo até 1932, quando finalmente, na gestão do prefeito Raimundo Girão, ganha o nome oficial de Praça do Carmo. ¾ Avaliação de restauro e manutenção com fonte de recurso. A praça do Carmo constitui espaço arborizado de significativa circulação dos habitantes da cidade, compondo importante conjunto histórico arquitetônico, de meados do século XIX e primórdios do XX, formado pelo Palacete Jeremias Arruda (atual Instituto do Ceará), Associação dos Merceeiros e a própria Igreja do Carmo. Este logradouro requer imediatas obras de restauro que possibilitem conectá-lo de forma harmônica aos edifícios citados. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para edificação, conservando-a e valorizando-a (custo estimado em US$ 65.000,00). Tais medidas poderão incentivar o fluxo de turistas nessa área até então desprezada por esse segmento. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual q) Associação dos Merceeiros ¾ Localização: R. Floriano Peixoto, nº 1236 – Centro. ¾ Proprietário: Associação dos Merceeiros. ¾ Uso atual: Associação dos Merceeiros/Farmácia dos Merceeiros/Assistência Médica. Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação concluída em fins da década de 1920, para servir como sede própria da Associação dos Merceeiros, fundada em 1914. O objetivo da associação era reunir e proteger os pequenos comerciantes acossados pelo impacto econômico da Primeira Guerra Mundial. A referida instituição já acolheu em suas dependências: banco, caixa de beneficência e assistência médica, dentária e judiciária, a última ainda em funcionamento. Figura PAT 45. Associação dos Merceeiros ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. (custo estimado de US$ 16.136,34). A edificação é parte de um importante conjunto histórico arquitetônico de Fortaleza, compreendendo, além desse prédio, o Palacete Jeremias Arruda e a Igreja de 47 Nossa Senhora do Carmo. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, conservando-a, valorizando-a e ressaltando seus elementos arquitetônicos Essas medidas poderão incentivar o fluxo de turistas nessa área até então desprezada por esse segmento. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual Autor: José Maurício de Paula Abreu r) Palácio do Comércio ¾ Localização: Praça Valdemar Falcão, s/nº – Centro. ¾ Proprietário: Particular. ¾ Uso atual: Livraria/Agência bancária/Escritórios. Figura PAT 46. Palácio do Comércio ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação inaugurada no começo dos anos 40, em estilo art déco. O prédio situa-se no que outrora foi a parte frontal do Mercado de Ferro, na antiga Praça Carolina (atual Valdemar Falcão). Recebeu, em reforma subseqüente, o acréscimo de um pavimento. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Custo estimado das obras na respectiva edificação: US$ 76.880,99. Essa edificação é parte de um importante conjunto histórico arquitetônico de Fortaleza, composto pelo antigo Palacete Senador Alencar, pela Igreja do Rosário, pela Praça do General Tibúrcio e pelo antigo Palácio da Luz. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, conservando-a e valorizando-a. Essas medidas poderão estimular o aumento do fluxo de turistas nessa área até então pouco utilizada por esse segmento. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual. s) Palacete Thomaz Pompeu ¾ Localização: Av. Francisco Sá, s/nº – Jacarecanga. ¾ Proprietário: Governo do Estado do Ceará. ¾ Uso atual: Em processo de definição. 48 Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação provavelmente erigida nas primeiras décadas do século XX, para servir de residência a Thomaz Pompeu Sobrinho, intelectual cearense de grande proeminência, engenheiro de formação, com estudos sobre história das secas e etnografia indígena, Presidente do Instituto do Ceará durante vários anos. ¾ Figura PAT 47. Palacete Thomaz Pompeu ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: A casa foi restaurada em 2002, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, do Governo do Estado do Ceará. Existe projeto, custeado pelo Tesouro do Estado (Fundo Estadual de Cultura), para instalar. no prédio. uma Escola de Artes e Ofícios para capacitação profissional de adolescentes oriundos de famílias com baixa renda. A área onde está localizada essa edificação foi, outrora, moradia das elites da capital. Hoje é uma das poucas edificações que testemunham esse período, merecendo as ações já implementadas e por implementar, propostas pelo DEPAC. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual t) Antiga Alfândega Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: Av. Pessoa Anta, s/nº - Praia de Iracema. ¾ Proprietário: Caixa Econômica Federal. ¾ Uso atual: Agência bancária (encontra-se no roteiro de city tour). Figura PAT 48. Antiga Alfândega ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação inaugurada em 1893. Passou por reformas substanciais em 1941 e 1945, com a construção do pavimento superior, quando passou a sediar a Receita Federal. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Não há projetos em curso ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual 49 u) Monumento/Mausoléu Marechal Humberto de Alencar Castello Branco Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: Av. Barão de Studart, s/nº – Aldeota (contíguo ao Palácio da Abolição, antiga sede do Executivo estadual). ¾ Proprietário: Governo do Estado do Ceará. ¾ Uso atual: Ornamento/Memorial (é apresentado em city tour). Figura PAT 49. Monumento/Mausoléu Marechal Humberto de Alencar Castello Branco ¾ Histórico da construção e reformas: Edificação iniciada em maio de 1970 e concluída em julho de 1972, momento em que se deu o traslado dos restos mortais do Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (primeiro presidente do regime militar, falecido em acidente aéreo) e de sua esposa Argentina Viana Castello Branco. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há um projeto elaborado com recursos do Tesouro do Estado (tendo como fontes financiadoras para sua execução o sobredito Tesouro e o Ministério do Esporte e Turismo), ainda sem detalhamento das fontes financiadoras para sua execução, que consta da recuperação dos elementos originais do monumento, tratamento cromático, recomposição de fachadas, restauro e conservação do prédio, além da necessidade de reformas nas instalações elétrica e hidráulica. Prevê, também, uma nova exposição, substituindo a anterior, hoje reduzida a poucos painéis que servem de suporte a textos. O projeto pretende o incremento desse local de visitação mediante inclusão de outros materiais, a exemplo de reproduções de fotografias, documentos e objetos pessoais do respectivo oficial. (Estimativa de custo: US$ 152.173.,91). O local já é contemplado em roteiros turísticos, sendo as ações propostas importantes no sentido de dinamizar o uso da edificação e conservá-la. Autor: José Maurício de Paula Abreu v) Entorno do Centro Cultural Dragão do Mar ¾ Localização: Praça da Sé – Centro (defronte à Catedral Metropolitana de Fortaleza). ¾ Proprietário: O quadro na seqüência mostra a lista de proprietários dos imóveis que se encontram no entorno do Centro Cultural. Figura PAT 50. Entorno do Centro Cultural Dragão do Mar 50 ENDEREÇO Rua Pessoa Anta, 217 Rua Pessoa Anta, 218 Rua Pessoa Anta, s/nº Rua Pessoa Anta, s/nº Rua Pessoa Anta, 287 Rua Dragão do Mar, 6 Rua Dragão do Mar, 10 Rua Dragão do Mar, 14 Rua Dragão do Mar, 22 Rua Dragão do Mar, 30 Rua Dragão do Mar, 72 Rua Dragão do Mar, 80 Rua Dragão do Mar, 92 Rua Dragão do Mar, 100 Rua Dragão do Mar, 108 Rua Dragão do Mar, 160 Rua Dragão do Mar, 198 Rua Dragão do Mar, 207 Rua Dragão do Mar, 212/218 Rua Dragão do Mar, 221 Rua Dragão do Mar, 230 Rua José Avelino, 86 Rua José Avelino, 227/237/247/257 Rua José Avelino, 293 Rua José Avelino, 299 Rua José Avelino, 303/309/313 Rua José Avelino, 349 Rua José Avelino, 367 Rua José Avelino, 387 Rua José Avelino, 475 Rua José Avelino, 480 Rua José Avelino, 495 Rua José Avelino, 508 Rua José Avelino, 518 Rua Boris, 90 Rua Boris, 197 Rua Almirante Tamandaré, 15/19 Rua Almirante Jaceguai, 51 Rua Almirante Jaceguai, 61 Rua Almirante Jaceguai, 71 Rua Almirante Jaceguai, 81 PROPRIETÁRIO Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda. Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda. Secretaria da Fazenda (Governo estadual) Secretaria da Fazenda (Governo estadual) Patrimônio da União Joanci Linhares Saladanha Joanci Linhares Saladanha Joanci Linhares Saladanha Joanci Linhares Saladanha Espólio de Mário Cabral Gomes Exportação Cearense Ltda. Francisco de Assis Philomeno Gomes Clovis Barreira Fontinele Acrísio Moreira da Rocha Acrísio Moreira da Rocha Capitania dos Portos Espólio de Jorge Furtado Leite Comércio e Engenharia Ltda. Cia. Nortista de exportação e indústria CONAB Cia. Nacional de abastecimento BIC Arrendamento Mercantil S/A João Berckmans Cavalcante Costa Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda. Rose Aimèe Dummar Ary Augusto Baltazar Sabóia Espólio de Mário Gabel Gomes Exportadora Cearense Ltda. Clóvis Barreira Fontenele Acrísio Moreira da Rocha Espólio de Jorge Furtado Leite José Alves Lopes Espólio de Jorge Furtado Leite Ciª Nortista de Exportação e Indústria Cia. Nortista de Exportação e Indústria Casa Boris – Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda. José Walmir de Aquino Acrísio Moreira da Rocha Paulo Roberto de Carvalho André Lima de Carvalho Cláudio Henrique C. Saraiva Câmara Imobiliária João Gentil S/A Figura PAT 51. Quadro da relação de bens do entorno do Centro Cultural Dragão do Mar ¾ Uso atual: Restaurantes/Oficinas e galerias de arte (é apresentado em city tour). ¾ Histórico da construção e reformas: O Departamento de Patrimônio Cultural do Estado prevê, para fins de tombamento, a área que circunscreve o Centro Dragão do Mar. 51 Essa iniciativa configura o tombamento por mancha, ou seja, por irradiação do impacto provocado em virtude da instalação do Centro Cultural. A respectiva área, do ponto de vista histórico, é de suma relevância para a cidade, pois no começo do século XX perfazia o comércio de importação e exportação nas imediações do antigo porto. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: No final da década de 1990, realizou-se o Projeto Cores da Cidade (ligado à recomposição formal de fachadas e tratamento cromático), compreendendo edificações próximas ao Centro Cultural Dragão do Mar, de modo a valorizar e a dinamizar a área em questão. Os recursos provieram, em sua quase totalidade, do Tesouro do Estado e pequena parcela de incentivos de alguns proprietários, embora no princípio devessem contar com subvenções da Fundação Roberto Marinho e das Tintas Ypiranga. Passados alguns anos de sua implantação, percebem-se algumas debilidades do projeto, como sua ênfase em questões ornamentais, sem previsão do uso e disciplina de ocupação do respectivo entorno. Tal iniciativa, contudo, fomentou a ampliação de um tratamento diferenciado das edificações, abrangendo quarteirões contíguos a seu núcleo original, agora sob a alçada do DEPAC, no Projeto Fortaleza Histórica, que prevê, além da recuperação de fachadas, implantação e renovação do mobiliário urbano, projeto luminotécnico de valorização dos prédios, pavimentação de pistas de rolamento e passeios, bem como tratamento paisagístico das áreas livres. O conjunto é de indiscutível importância histórica, tendo sido valorizada com as intervenções nas fachadas de algumas edificações, bem como com sua incorporação à área do CCDM. As ações previstas pelo DEPAC, com certeza, são necessárias para complementar a valorização e aproveitamento da área, inclusive para o turismo. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual x) Rua José Avelino/Entorno Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar ¾ Localização: Rua José Avelino ¾ Proprietários: ver quadro acima referente ao entorno do Centro Cultural Dragão do Mar ¾ Uso atual: restaurantes, oficinas, clubes noturnos e galerias de arte (apresentada em city tour). ¾ Histórico da construção e reformas: O DEPAC (Departamento de Patrimônio Cultural do Estado) prevê, para fins de tombamento, a área que circunscreve o Dragão do Mar. Essa iniciativa configura o tombamento por mancha, ou seja, por irradiação do impacto provocado em virtude da instalação do Centro Cultural. A respectiva área, do ponto de vista histórico, é de suma relevância para a cidade, pois no começo do séc. XX perfazia o comércio de importação e exportação nas imediações do antigo porto. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: No final da década de 1990, realizou-se o Projeto Cores da Cidade (ligado à recomposição formal de fachadas e tratamento cromático), compreendendo edificações próximas ao Centro Cultural Dragão do Mar, de modo a valorizar e a dinamizar a área em questão. Os recursos provieram, em sua quase totalidade, do Tesouro do Estado e pequena parcela de incentivos de alguns proprietários, embora no princípio devessem contar com subvenções da Fundação Roberto Marinho e das Tintas Ypiranga. Passados alguns anos de sua implantação, percebem-se algumas debilidades do projeto, como sua ênfase em questões ornamentais, sem previsão do uso e disciplina de ocupação do respectivo entorno. Tal iniciativa, contudo, fomentou a ampliação de um tratamento 52 diferenciado das edificações, abrangendo quarteirões contíguos a seu núcleo original, agora sob a alçada do DEPAC, no Projeto Fortaleza Histórica, que prevê, além da recuperação de fachadas, implantação e renovação do mobiliário urbano, projeto luminotécnico de valorização dos prédios, pavimentação de pistas de rolamento e passeios, bem como tratamento paisagístico das áreas livres. O conjunto é de indiscutível importância histórica, tendo sido valorizado com as intervenções nas fachadas de algumas edificações, bem como com sua incorporação à área do CCDM. As ações previstas pelo DEPAC, com certeza, são necessárias para complementar a valorização e aproveitamento da área, inclusive para o turismo. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual z) Rua Adolfo Caminha /Entorno da Usina de Força e Luz Light and Power ¾ Localização: Rua Adolfo Caminha ¾ Proprietário: ausência de dados no DEPAC. ¾ Uso atual: Depósitos, armazéns, comércios, repartições públicas ¾ Histórico da construção e reformas: A Rua Adolfo Caminha compreende parte principal do Entorno da Usina de Força e Luz Light & Power, cujo edifício está associado à história do abastecimento de energia elétrica implantado na cidade de Fortaleza em 1914. Nas circunvizinhanças da rua Adolfo Caminha podem ser observados vestígios de trilhos que possivelmente foram utilizados no transporte de água marinha para resfriar os condensadores da Usina. Em maio de 1954, a Usina de Força e Luz é substituída pela Companhia de Eletrificação de Fortaleza (SERVILUZ), que passa a ser gerida pelo poder público municipal. Deve-se, contudo, fazer distinção entre a sede administrativa da Usina (localizada à rua Dr. João Moreira com Floriano Peixoto) e os galpões da Usina propriamente dita. A rua Adolfo Caminha, por situar-se nas proximidades do Forte de Nossa Senhora da Assunção, Passeio Público e Centro Cultural Dragão do Mar, permite sua inclusão no Projeto Fortaleza Histórica, eliminando dessa maneira o hiato na ligação entre as áreas citadas. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: O DEPAC (Departamento de Patrimônio Cultural do Estado) prevê, para fins de tombamento, a área que circunscreve a antiga Usina de Força e Luz Light & Power (projeto estimado em US$ 75.000,00). Saliente-se que os galpões que abrigavam a Usina foram vendidos para particulares e encontram-se em fase de demolição para a construção de um clube noturno. ¾ Intenção de tombamento: esfera estadual Intenção de tombamento municipal a) Teatro São José/Círculo Operário ¾ Localização: R. Rufino de Alencar, nº 362 – Centro. ¾ Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza. ¾ Uso atual: Teatro/Museu do Maracatu/Centro de convivência de idosos (encontra-se no roteiro de city tour). 53 ¾ Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi erigida em 1915 e funcionou como espaço de encontros e reuniões dos trabalhadores filiados ao Círculo Operário Católico São José. Passou por reforma na década de 1990, sendo reabertos o teatro e o museu. Figura PAT 52. Teatro São José / Círculo Operário ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica) aguardando execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado (estimativa de custo: US$ 46.739,21) A edificação é parte de um conjunto de grande importância histórica para a cidade de Fortaleza, compreendendo, além dessa edificação, a Igreja e o Seminário da Prainha, o Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor e a Biblioteca Pública Menezes Pimentel, além das antigas casas comerciais incorporadas no Centro Cultural Dragão do Mar. Além do mais, é lugar de passagem de um grande fluxo de turistas que procuram o CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e ressaltando seus aspectos arquitetônicos. ¾ Intenção de tombamento: esfera municipal. Autor: José Maurício de Paula Abreu b) Mercado dos Pinhões ¾ Localização: Praça Visconde de Pelotas, s/nº – Aldeota. ¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza. ¾ Uso atual: Centro de artesanato/Espaço cultural. Figura PAT 53. Mercado dos Pinhões 54 ¾ Histórico da construção e reformas: A edificação é parte da estrutura metálica importada da Europa para abrigar o Mercado de Ferro, inaugurado em 1897, na Praça da Carolina (atual Waldemar Falcão), e considerado um marco na arquitetura local, pela novidade do material empregado e por seu enquadramento nas normas de higiene e salubridade pública do período. Quando se desativou o mercado, em 1937, fragmentos de sua estrutura foram transferidos para a Praça Paula Pessoa (Mercado São Sebastião) e para a Aldeota (Mercado dos Pinhões). O dito mercado foi restaurado na década de 1990, com instalação de boxes para venda de artesanato e artigos variados. Parte de sua capacidade instalada mantém-se ociosa. ¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos: O SENAC, juntamente com a Prefeitura Municipal de Fortaleza e a Secretaria de Agricultura Irrigada do Estado do Ceará, propõe a realização de uma feira de flores e artesanato, além de: - promoção de cursos de capacitação (arranjos florais, jardinagem, paisagismo etc.); - realização de eventos de natureza cultural no mercado e seu entorno; - promoção de festivais relacionados à atividade da floricultura; - criação de um pólo gastronômico no entorno do mercado. A edificação possui relevância histórica/arquitetônica e as novas funções de uso propostas pelo SENAC poderão dinamizar sua utilização pelo segmento turístico. ¾ Intenção de tombamento: esfera municipal c) Casa do Estudante do Ceará Autor: José Maurício de Paula Abreu ¾ Localização: R. Nogueira Acióli, nº 440 – Aldeota. ¾ Proprietário: Instituição Casa do Estudante do Ceará. ¾ Uso atual: Residência de estudantes (na maioria, egressos do interior). ¾ Histórico da construção e reformas: Sem levantamento sistemático. Em processo de pesquisa. ¾ Avaliação de projetos de restauro manutenção com fontes de recursos: Não há projetos em curso. ¾ Intenção de tombamento: esfera municipal Figura PAT 54. Casa do Estudante do Ceará 55 e