b) Galpões Ferroviários/ Anexos Mecânicos
¾ Localização: Rua Pe. Mororó com Rua Aprendizes Marinheiros
¾ Proprietário: METROFOR
¾ Uso Atual: Oficinas de manutenção de carros PIDNER e locomotivas.
¾ Histórico da Construção e Reformas: Construídos posteriormente à Estação Central da
Estrada de Ferro de Baturité, inaugurada em julho de 1880, os anexos mecânicos
cumprem a função de espaço para reparo de peças e vagões e a manutenção dos trens.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recurso
¾ Os Anexos Mecânicos fazem parte do projeto Estação Bienal encampado pela Secretaria
da Cultura do Estado do Ceará, com recursos do Tesouro do Estado e da Lei Estadual de
Incentivo à Cultura (Lei Jereissati). A extensa área na qual se encontram os Anexos
Mecânicos poderá abrigar alguns equipamentos (Pinacoteca do Estado, Biblioteca das
Artes, Núcleo das Artes) que adensarão o complexo cultural instaurado pelo Projeto
Estação Bienal, o Corredor da Rua João Moreira e o Centro Cultural Dragão do Mar.
Além disso, os Anexos Mecânicos localizam-se fronteiriçamente ao Cemitério São João
Batista, inaugurado em 1866, que comporta um acervo inestimável de edificações
tumulares neoclássicas de meados do século XIX e estatuárias Art Nouveau do início do
século XX. O complexo histórico e arquitetônico que liga ininterruptamente Centro
Cultural Dragão do Mar, Corredor da Rua João Moreira, Estação Ferroviária João Felipe
(Galpões e Anexos), Praça Castro Carreira e Cemitério São João Batista guarda
significativa importância para a história da cidade e evidente potencial turístico.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual.
c) Praça da Estação/ Restauração do Entorno Estação João Felipe
¾ Localização: Ruas General Sampaio, 24 de Maio, Dr.João Moreira – Centro (defronte à
Estação Ferroviária João Felipe)
¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza
¾ Uso atual: Praça/Lazer/Terminal de ônibus
¾ Histórico da Construção e Reformas: A praça Castro Carreira (Praça da Estação) está
situada no local onde antes se encontrava o Campo D’Amélia (1830) – espaço utilizado
para treinamento das tropas coloniais, depois imperiais, e também local para a prática
das cavalhadas e torneios hípicos da argolinha. Em 1882, O Campo D’Amélia passou a
denominar-se Praça Senador Carreira. Em 1890, em razão de situar-se às margens da
via-férrea, recebe o nome de Praça da Via-Férrea. Somente em 1932, na gestão do
prefeito Raimundo Girão recebe o atual nome de Praça Castro Carreira. Contudo, desde
a construção da Estrada de Ferro de Baturité, o local recebeu o nome popular de Praça
da Estação, reforçando a sua intensa articulação com as edificações da Estação
Ferroviária João Felipe. Em 1900 foi inaugurada, no centro da Praça, a estátua do
General Sampaio, que posteriormente (1966) foi transferida para a frente da 10ª
Companhia de Guarda à Avenida Bezerra de Menezes, e hoje se encontra realçando o
pátio de entrada da 10ª Região Militar (Forte Nossa Senhora da Assunção).
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recurso:
A praça Castro Carreira constitui espaço aberto, faz parte do complexo histórico e
arquitetônico composto pela Estação Ferroviária João Felipe e finaliza o Corredor da Rua
37
João Moreira, no sentido Leste-Oeste, integrando-se plenamente aos projetos previstos
tanto para a Estação Ferroviária, Galpões e Anexos Mecânicos (Estação Bienal) quanto
para o Corredor da Rua João Moreira.
d) Santa Casa de Misericórdia
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: R. Barão do Rio
Branco, s/nº – Centro.
¾ Proprietário:
Irmandade
Beneficente da Santa Casa da
Misericórdia de Fortaleza.
¾ Uso atual: Hospital (está
inserido em roteiro de city
tour).
Figura PAT 34. Santa Casa de
Misericórdia
¾ Histórico da construção e
reformas: A edificação foi
iniciada em 1847 e concluída
em
1861.
Pertencia
à
Irmandade da Misericórdia.
Em
1932,
deu-se
a
inauguração de sua fachada
principal, voltada para a Rua
Barão do Rio Branco.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
O edifício sofreu ação do Projeto Fortaleza Histórica (subvencionado pelo Fundo Estadual de
Cultura), com recomposição formal das fachadas e tratamento cromático. Prevê-se
valorização do visual noturno, com instalação de iluminação especialmente adaptada para tal
fim. Essa edificação é parte de um conjunto de significativa importância histórica e
arquitetônica para a cidade, onde teve início a urbanização de Fortaleza, que compreende
todo o corredor da Rua João Moreira. A intervenção já realizada deu uma nova feição para a
edificação em questão, valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. A nova
iluminação noturna prevista embelezará e valorizará ainda mais a área.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual e municipal
e) Associação Comercial do Ceará (antigo Hotel de France e, posteriormente,
Palace Hotel)
¾ Localização: R. Dr. João Moreira, nº 207 – Centro.
¾ Proprietário: Particular.
¾ Uso atual: Associação comercial (está inserido em roteiro de city tour).
¾ Histórico da construção e reformas: Edificação construída na última década do século
XIX. Passou por ampliações em 1925 e 1940. Sediou, dentre outros, o Hotel de France
(começo do século XX) e o Palace Hotel (meados do século).
38
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
-
O prédio está incluído na segunda etapa
do
Projeto
Fortaleza
Histórica,
supervisionado pelo DEPAC, e passará por
obras de limpeza das fachadas, novo
tratamento cromático e valorização do
visual noturno, por meio de projeto
luminotécnico.
Essa
intervenção,
aguardando apenas execução, propõe
recomposição formal de fachadas e
tratamento cromático de treze edificações,
incluindo o prédio em questão, com
recursos do Ministério do Esporte e
Turismo e do Governo do Estado (custo
estimado em US$ 347.826,08). Existe uma
Figura PAT 35. Associação Comercial
proposta do SENAC (Serviço Nacional de
do Ceará
Aprendizagem Comercial) para instalar, no
referido prédio, o Memorial do Comerciante
Cearense. A proposta consta de um préorçamento, objetivos e justificativa ligados
ao
turismo
cultural
urbano,
sem
discriminação das fontes de recurso. Prevê,
dentre outros:
salões para exposição de diversas tipologias de acervo relacionadas à história do
comércio cearense, além de banco de dados;
restaurante-escola do SENAC (dotado de mezanino para apresentações musicais);
loja de lembranças e presentes;
espaço para capacitação profissional e estágio supervisionado (guias turísticos,
recepcionistas, cozinheiros etc.).
Essa edificação é parte de um conjunto de significativa importância histórica e
arquitetônica para a cidade, onde teve início a urbanização de Fortaleza, que
compreende todo o corredor da Rua João Moreira. A intervenção proposta pelo DEPAC,
se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e
ressaltando sua beleza arquitetônica. A nova iluminação noturna prevista embelezará e
valorizará ainda mais a área. A proposta do SENAC dará uma nova função de uso a
edificação, plenamente compatível e digna, contribuindo para sua efetiva preservação.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
f) Forte de Nossa Senhora da Assunção
¾ Localização: Av. Alberto Nepomuceno, s/nº – Centro.
¾ Proprietário: Comando da 10ª Região Militar.
¾ Uso atual: Centro Administrativo do Exército/Museu General Sampaio (está inserido em
roteiro de city tour).
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação está erguida no mesmo local no qual foi
erigido o forte holandês Schoonenborch (iniciado em 1649), em torno do qual formou-se o
povoado que daria origem à cidade de Fortaleza. Suas feições atuais derivam, em boa
39
Autor: José Maurício de Paula Abreu
medida, do projeto elaborado pelo engenheiro Silva Paulet, finalizado na década de 1820,
incluindo a técnica de construção em alvenaria de pedra.
Figura PAT 36. Forte Nossa Senhora da Assunção
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
O edifício passou por ação do Projeto Fortaleza Histórica, com recomposição formal das
fachadas e tratamento cromático. Prevê-se valorização do visual noturno, com instalação
de iluminação especialmente adaptada para tal fim. Essa edificação é parte de um
conjunto de significativa importância histórica e arquitetônica para a cidade, onde teve
início a urbanização de Fortaleza, que compreende todo o corredor da Rua João Moreira.
A intervenção já realizada deu uma nova feição para a edificação em questão,
valorizando-a e ressaltando sua beleza arquitetônica. A iluminação com fiação
subterrânea foi implementada no final de 2002 e deu maior visibilidade ao conjunto das
edificações que compõem a rua João Moreira. A segunda fase do projeto Fortaleza
Histórica pretende aprofundar a etapa inicial de restauração com uma ampla pesquisa
histórica e iconográfica da edificação, além de prospecção em alvenaria e pintura.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual e municipal
Autor: José Maurício de Paula Abreu
g) Praça da Sé
¾ Localização: Praça da Sé –
Centro (defronte a Catedral
Metropolitana de Fortaleza).
¾ Proprietário: Prefeitura Municipal
de Fortaleza.
¾ Uso atual: Praça/Lazer.
Figura PAT 37. Praça da Sé
¾ Histórico da construção e reformas: O logradouro faz parte do núcleo histórico em que se
constituiu a vila da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, nos primórdios do século
40
XVIII. Nessa praça (antiga Praça do Conselho, depois Praça da Matriz) foi construído o
pelourinho (símbolo da emancipação política) e em um de seus lados ficava a antiga
Casa de Câmara e Cadeia de Fortaleza, hoje desaparecida. À sua frente, situava-se a
igreja matriz de Fortaleza, derrubada nos princípios do século XIX e substituída pela
velha catedral, também destruída (1850-1938) para dar lugar à Catedral Metropolitana.
Atualmente, parte da praça agrega terreno adjacente em que fora construído o fórum
Clóvis Beviláqua, hoje demolido. Abriga também um monumento ao imperador Pedro II,
instalado em 1913.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
A ampliação da Praça da Sé, com recursos do Tesouro do Estado e instalação de uma
fonte d’água, valorizou o entorno histórico no qual teve início a urbanização de Fortaleza,
garantiu maior circulação de ar e trouxe visibilidade ao monumento de Pedro II (em
processo de tombamento pela municipalidade).
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
Autor: José Maurício de Paula Abreu
h) Teatro Carlos Câmara
¾ Localização:
R.
Dr.
Moreira, nº 471– Centro.
João
¾ Proprietário: Governo do Estado
do Ceará.
¾ Uso atual: Fechado (encontra-se
no roteiro de city tour, sem ser
apresentado).
Figura PAT 38. Teatro Carlos Câmara
¾ Histórico da construção e reformas: Sem levantamento sistemático. Em processo de
pesquisa. O teatro está desativado há alguns anos e suas condições físicas são bastante
precárias. Por falta de manutenção, perdeu parte do teto e os móveis foram destruídos
pela ação conjunta de intempéries e cupins.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
O edifício está incluído no Projeto Fortaleza Histórica, custeado pelo Fundo Estadual de
Cultura (Governo do Estado), e receberá algumas intervenções, como recomposição
formal das fachadas e tratamento cromático. Prevê-se valorização do visual noturno, com
instalação de iluminação especialmente adaptada para esse fim. Tais iniciativas, contudo,
devem ser complementadas, com recursos por angariar mediante a reabertura do teatro
e a recuperação da função cultural que outrora desempenhou.
Intenção de tombamento: esfera estadual. Devido ao estado de conservação precário em
que se encontra, essa edificação precisa de intervenção imediata, garantindo-lhe, assim,
sua existência.
41
i) Hotel Central (Núcleo da FEBEM)
¾ Localização: Av. Alberto Nepomuceno, nº 339 – Centro.
¾ Proprietário: Particular.
¾ Uso atual: Escola de formação profissional/Restaurante.
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi construída, provavelmente, no final do
século XIX e início do XX. Anteriormente, ali funcionou o Hotel Central e, em seguida, o
Departamento de Estatística e a CODAGRO.
¾ Avaliação de projetos de restauro e
manutenção com fontes de recursos:
Autor: José Maurício de Paula Abreu
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto
Fortaleza Histórica), aguardando execução, cujo
escopo reside na recomposição formal de
fachadas e no tratamento cromático de 13
edificações, incluindo o prédio em questão, com
recursos do Ministério do Esporte e Turismo e do
Governo do Estado. O custo é estimado em US$
60.869,56. A edificação é de inestimável valor
histórico, sendo um dos únicos remanescentes
da arquitetura antiga na área. A intervenção
proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma
nova feição para a edificação em questão,
valorizando-a e ressaltando sua beleza
arquitetônica.
¾ Intenção
estadual
de
tombamento:
esfera
Figura PAT 39. Hotel Central
(Núcleo da FEBEM)
j) Seminário da Prainha
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: Av. D Manuel, nº 3
– Centro.
¾ Proprietário:
Fortaleza.
Arquidiocese
de
¾ Uso atual: Instituto Superior de
Teologia (está inserido em
roteiro de city tour).
Figura PAT 40. Seminário da Prainha
42
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação foi construída na década de 1860. “O
prédio foi construído para um colégio de órfãs, em 1863, mas em 1864, durante a
construção, foi convertido em seminário, sendo inaugurado com o venerando D. Luís
Antônio dos Santos à frente de seu destino” (AZEVEDO, 1991, p. 39). Em 1894, o prédio
sofreu um desabamento parcial, sendo reformado. Originalmente seminário, hoje abriga o
Instituto de Ciências Religiosas (ICRE) para formação de leigos e o Instituto TeológicoPastoral (ITEP) para formação de religiosos.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério
do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Estima-se, neste prédio, um custo de
US$ 57.169,36. A edificação é parte de um conjunto de grande importância histórica para
a cidade de Fortaleza, compreendendo além dessa edificação a Igreja do Seminário, o
Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor, a Biblioteca Pública Menezes Pimentel,
além das antigas casas comerciais, incorporadas no Centro Cultural Dragão do Mar.
Além do mais, é lugar de passagem de um grande fluxo de turistas que procuram o
CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A intervenção proposta pelo
DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a
e ressaltando sua beleza arquitetônica.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
l) Casa de Juvenal Galeno
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: R. General Sampaio,
nº 1128 – Centro.
¾ Proprietário:
Particular
(em
sistema de comodato com o
Estado do Ceará).
¾ Uso atual:
reuniões.
Biblioteca/Sala
de
Figura PAT 41. Casa de Juvenal Galeno
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação, construída em 1887, pertenceu ao poeta
Juvenal Galeno (1836-1891). A casa foi palco de famosos saraus literários, reunindo
artistas e intelectuais de grande expressão na vida cultural de Fortaleza nas primeiras
décadas do século XX.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério
do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Para o conjunto de intervenções nesse
43
bem imóvel, que incluem reparos estruturais, o custo é estimado em US$ 3.112,80. Essa
edificação localiza-se no coração do centro histórico da cidade, possuindo uma
indiscutível importância histórica e cultural. A intervenção proposta pelo DEPAC, se
realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a e
ressaltando sua beleza arquitetônica.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
Autor: José Maurício de Paula Abreu
m) Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Prainha
¾ Localização:
Av.
Tabosa, s/nº – Centro.
¾ Proprietário:
Fortaleza.
Monsenhor
Arquidiocese
de
¾ Uso atual: Culto religioso.
Figura PAT 42. Igreja de Nossa Senhora
da Conceição da Prainha
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação teve sua pedra fundamental lançada em
1839, e a primeira missa foi celebrada em 08.12.1841, dia da padroeira. Antônio Joaquim
Batista de Castro, propositor da obra, fazia parte do Conselho da Irmandade que
alavancou a construção do templo, cuja conclusão ocorreu apenas 50 anos depois.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com recursos do Ministério
do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. A edificação é parte de um conjunto de
grande importância histórica para a cidade de Fortaleza, compreendendo além dessa
edificação, o Seminário da Prainha, o Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor, a
Biblioteca Pública Menezes Pimentel, além das antigas casas comerciais, incorporadas
ao Centro Cultural Dragão do Mar. Além do mais, é lugar de passagem de um grande
fluxo de turistas que procuram o CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor
Tabosa. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a
edificação em questão, valorizando-a.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
n) Instituto do Ceará (Palacete Jeremias Arruda)
¾ Localização: R. Barão do Rio Branco, nº 1594 – Centro.
¾ Proprietário: Instituto Histórico do Ceará.
44
¾ Uso atual: Instituto Histórico do Ceará.
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação é um solar do início do século XX,
construído em 1921 para residência do sr. Jeremias Arruda, depois incorporado aos bens
da família Gentil. Em diferentes épocas, ali se instalaram, dentre outros, a Chefatura de
Polícia do Estado e o Ginásio Municipal. Reformado e ampliado em 1995, desde 1966 o
prédio sedia o Instituto Histórico.
Figura PAT 43. Instituto do Ceará (Palacete Jeremias Arruda)
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Edificação inserida no projeto Fortaleza Histórica, com recursos do Fundo Estadual de
Cultura, visando as seguintes ações: recuperação das fachadas, pintura externa e
interna, reforma do forro e do teto e revisão das instalações elétrica, hidráulica e
sanitária, com substituição do encanamento e da fiação desgastados pelo tempo. A
edificação é parte de um importante conjunto histórico e arquitetônico de Fortaleza,
compreendido, além desse prédio, pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo e pela
Farmácia dos Merceeiros. Possui ainda grande importância cultural. A intervenção
proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão,
conservando-a e valorizando-a, e ressaltando seus elementos arquitetônicos. Essas
medidas poderão incentivar o fluxo de turistas por essa área, até então desprezada por
esse segmento.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual.
o) Igreja de Nossa Senhora do Carmo
¾ Localização: Av. Duque de Caxias, s/nº– Centro.
¾ Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza.
¾ Uso atual: Culto religioso.
45
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Histórico da construção e reformas: No local onde
hoje se encontra a Igreja do Carmo, estava uma
modesta capela iniciada em 1850, então sob
invocação de Nossa Senhora do Livramento. Sob
os cuidados da Associação de Nossa Senhora do
Carmo, efetuou-se construção da atual igreja,
inaugurada em 25.03.1906. No teto da capela do
altar-mor encontra-se uma tela restaurada do
pintor Ramos Cotoco, figura representativa da
boemia intelectual de Fortaleza de fins do século
XIX e início do século XX. Não obstante ser o
templo dedicado a N. S. do Carmo, há em seu
adro uma estátua de N. S. da Paz (1921) fabricada
em Paris e erigida por iniciativa de particulares.
Figura PAT 44. Igreja de Nossa
Senhora do Carmo
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do
Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Nesta igreja, o custo estimado
é de US$ 27.178,63. A edificação é parte de um importante conjunto histórico
arquitetônico de Fortaleza, compreendendo, além desse prédio, o Palacete Jeremias
Arruda e a Farmácia dos Merceeiros. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada,
dará uma nova feição para a edificação em questão, conservando-a e valorizando-a,
ressaltando seus elementos arquitetônicos. Essas medidas poderão incentivar o fluxo de
turistas por essa área, até então desprezada por esse segmento.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
p) Praça do Carmo
¾ Localização: Av. Duque de Caxias, Ruas Major Facundo, Barão do Rio Branco, Clarindo
de Queiroz – Centro.
¾ Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza
¾ Uso Atual: Praça/lazer/ manifestações religiosas/ manifestações políticas.
¾ Histórico da Construção e Reformas: Sua história está ligada à igreja que se situa no
centro da Praça, por isso mesmo algumas de suas denominações variavam de acordo
com o santo de devoção em destaque no referido templo religioso. Antes de 1890,
chamava-se Praça do Livramento em homenagem a N. S. do Livramento, cuja capela foi
iniciada em 1850. Depois dessa data chamou-se por seis meses Praça do Livramento,
voltando, em 1891, para o nome de N. S. do Livramento. Somente em 1922, com a
retirada da imagem de N. S. do Livramento e a aposição da imagem de N. S. do Carmo,
recebe a denominação desta última invocação da mãe de Cristo – Praça de N. S. do
46
Carmo. Nesse mesmo ano passaria a chamar-se Praça Gonçalves Ledo até 1932,
quando finalmente, na gestão do prefeito Raimundo Girão, ganha o nome oficial de Praça
do Carmo.
¾ Avaliação de restauro e manutenção com fonte de recurso.
A praça do Carmo constitui espaço arborizado de significativa circulação dos habitantes
da cidade, compondo importante conjunto histórico arquitetônico, de meados do século
XIX e primórdios do XX, formado pelo Palacete Jeremias Arruda (atual Instituto do
Ceará), Associação dos Merceeiros e a própria Igreja do Carmo. Este logradouro requer
imediatas obras de restauro que possibilitem conectá-lo de forma harmônica aos edifícios
citados. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para
edificação, conservando-a e valorizando-a (custo estimado em US$ 65.000,00). Tais
medidas poderão incentivar o fluxo de turistas nessa área até então desprezada por esse
segmento.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
q) Associação dos Merceeiros
¾ Localização: R. Floriano Peixoto, nº 1236 – Centro.
¾ Proprietário: Associação dos Merceeiros.
¾ Uso atual: Associação dos Merceeiros/Farmácia dos Merceeiros/Assistência Médica.
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Histórico da construção e reformas: Edificação concluída em fins da década de 1920,
para servir como sede própria da Associação dos Merceeiros, fundada em 1914. O
objetivo da associação era reunir e proteger os pequenos comerciantes acossados pelo
impacto econômico da Primeira Guerra Mundial. A referida instituição já acolheu em
suas dependências: banco, caixa de beneficência e assistência médica, dentária e
judiciária, a última ainda em funcionamento.
Figura PAT 45. Associação dos Merceeiros
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do
Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. (custo estimado de US$
16.136,34). A edificação é parte de um importante conjunto histórico arquitetônico de
Fortaleza, compreendendo, além desse prédio, o Palacete Jeremias Arruda e a Igreja de
47
Nossa Senhora do Carmo. A intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma
nova feição para a edificação em questão, conservando-a, valorizando-a e ressaltando
seus elementos arquitetônicos Essas medidas poderão incentivar o fluxo de turistas
nessa área até então desprezada por esse segmento.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
Autor: José Maurício de Paula Abreu
r) Palácio do Comércio
¾ Localização: Praça Valdemar
Falcão, s/nº – Centro.
¾ Proprietário: Particular.
¾ Uso atual: Livraria/Agência
bancária/Escritórios.
Figura PAT 46. Palácio do Comércio
¾ Histórico da construção e reformas: Edificação inaugurada no começo dos anos 40, em
estilo art déco. O prédio situa-se no que outrora foi a parte frontal do Mercado de Ferro,
na antiga Praça Carolina (atual Valdemar Falcão). Recebeu, em reforma subseqüente,
o acréscimo de um pavimento.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica), aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do
Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado. Custo estimado das obras na
respectiva edificação: US$ 76.880,99. Essa edificação é parte de um importante conjunto
histórico arquitetônico de Fortaleza, composto pelo antigo Palacete Senador Alencar,
pela Igreja do Rosário, pela Praça do General Tibúrcio e pelo antigo Palácio da Luz. A
intervenção proposta pelo DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação
em questão, conservando-a e valorizando-a. Essas medidas poderão estimular o
aumento do fluxo de turistas nessa área até então pouco utilizada por esse segmento.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual.
s) Palacete Thomaz Pompeu
¾ Localização: Av. Francisco Sá, s/nº – Jacarecanga.
¾ Proprietário: Governo do Estado do Ceará.
¾ Uso atual: Em processo de definição.
48
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Histórico da construção e
reformas:
Edificação
provavelmente erigida nas
primeiras décadas do século
XX, para servir de residência
a Thomaz Pompeu Sobrinho,
intelectual
cearense
de
grande
proeminência,
engenheiro de formação, com
estudos sobre história das
secas e etnografia indígena,
Presidente do Instituto do
Ceará durante vários anos.
¾ Figura PAT 47. Palacete Thomaz Pompeu
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
A casa foi restaurada em 2002, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, do Governo
do Estado do Ceará. Existe projeto, custeado pelo Tesouro do Estado (Fundo Estadual
de Cultura), para instalar. no prédio. uma Escola de Artes e Ofícios para capacitação
profissional de adolescentes oriundos de famílias com baixa renda. A área onde está
localizada essa edificação foi, outrora, moradia das elites da capital. Hoje é uma das
poucas edificações que testemunham esse período, merecendo as ações já
implementadas e por implementar, propostas pelo DEPAC.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
t) Antiga Alfândega
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: Av. Pessoa Anta,
s/nº - Praia de Iracema.
¾ Proprietário: Caixa Econômica
Federal.
¾ Uso atual: Agência bancária
(encontra-se no roteiro de city
tour).
Figura PAT 48. Antiga Alfândega
¾ Histórico da construção e
reformas: Edificação inaugurada
em 1893. Passou por reformas
substanciais em 1941 e 1945,
com a construção do pavimento
superior, quando passou a
sediar a Receita Federal.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Não há projetos em curso
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
49
u) Monumento/Mausoléu Marechal Humberto de Alencar Castello Branco
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: Av. Barão de Studart,
s/nº – Aldeota (contíguo ao Palácio
da Abolição, antiga sede do
Executivo estadual).
¾ Proprietário: Governo do Estado do
Ceará.
¾ Uso atual: Ornamento/Memorial (é
apresentado em city tour).
Figura PAT 49. Monumento/Mausoléu
Marechal Humberto de Alencar Castello
Branco
¾ Histórico da construção e reformas:
Edificação iniciada em maio de
1970 e concluída em julho de 1972,
momento em que se deu o traslado
dos restos mortais do Marechal
Humberto de Alencar Castello
Branco (primeiro presidente do
regime militar, falecido em acidente
aéreo) e de sua esposa Argentina
Viana Castello Branco.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há um projeto elaborado com recursos do Tesouro do Estado (tendo como fontes
financiadoras para sua execução o sobredito Tesouro e o Ministério do Esporte e Turismo),
ainda sem detalhamento das fontes financiadoras para sua execução, que consta da
recuperação dos elementos originais do monumento, tratamento cromático, recomposição de
fachadas, restauro e conservação do prédio, além da necessidade de reformas nas
instalações elétrica e hidráulica. Prevê, também, uma nova exposição, substituindo a
anterior, hoje reduzida a poucos painéis que servem de suporte a textos. O projeto pretende
o incremento desse local de visitação mediante inclusão de outros materiais, a exemplo de
reproduções de fotografias, documentos e objetos pessoais do respectivo oficial. (Estimativa
de custo: US$ 152.173.,91). O local já é contemplado em roteiros turísticos, sendo as ações
propostas importantes no sentido de dinamizar o uso da edificação e conservá-la.
Autor: José Maurício de Paula Abreu
v) Entorno do Centro Cultural Dragão do Mar
¾ Localização: Praça da Sé –
Centro (defronte à Catedral
Metropolitana de Fortaleza).
¾ Proprietário:
O
quadro
na
seqüência mostra a lista de
proprietários dos imóveis que se
encontram no entorno do Centro
Cultural.
Figura PAT 50. Entorno do Centro Cultural
Dragão do Mar
50
ENDEREÇO
Rua Pessoa Anta, 217
Rua Pessoa Anta, 218
Rua Pessoa Anta, s/nº
Rua Pessoa Anta, s/nº
Rua Pessoa Anta, 287
Rua Dragão do Mar, 6
Rua Dragão do Mar, 10
Rua Dragão do Mar, 14
Rua Dragão do Mar, 22
Rua Dragão do Mar, 30
Rua Dragão do Mar, 72
Rua Dragão do Mar, 80
Rua Dragão do Mar, 92
Rua Dragão do Mar, 100
Rua Dragão do Mar, 108
Rua Dragão do Mar, 160
Rua Dragão do Mar, 198
Rua Dragão do Mar, 207
Rua Dragão do Mar, 212/218
Rua Dragão do Mar, 221
Rua Dragão do Mar, 230
Rua José Avelino, 86
Rua José Avelino, 227/237/247/257
Rua José Avelino, 293
Rua José Avelino, 299
Rua José Avelino, 303/309/313
Rua José Avelino, 349
Rua José Avelino, 367
Rua José Avelino, 387
Rua José Avelino, 475
Rua José Avelino, 480
Rua José Avelino, 495
Rua José Avelino, 508
Rua José Avelino, 518
Rua Boris, 90
Rua Boris, 197
Rua Almirante Tamandaré, 15/19
Rua Almirante Jaceguai, 51
Rua Almirante Jaceguai, 61
Rua Almirante Jaceguai, 71
Rua Almirante Jaceguai, 81
PROPRIETÁRIO
Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda.
Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda.
Secretaria da Fazenda (Governo estadual)
Secretaria da Fazenda (Governo estadual)
Patrimônio da União
Joanci Linhares Saladanha
Joanci Linhares Saladanha
Joanci Linhares Saladanha
Joanci Linhares Saladanha
Espólio de Mário Cabral Gomes
Exportação Cearense Ltda.
Francisco de Assis Philomeno Gomes
Clovis Barreira Fontinele
Acrísio Moreira da Rocha
Acrísio Moreira da Rocha
Capitania dos Portos
Espólio de Jorge Furtado Leite
Comércio e Engenharia Ltda.
Cia. Nortista de exportação e indústria
CONAB Cia. Nacional de abastecimento
BIC Arrendamento Mercantil S/A
João Berckmans Cavalcante Costa
Imobiliária Boris e Fréres & Companhia Ltda.
Rose Aimèe Dummar Ary
Augusto Baltazar Sabóia
Espólio de Mário Gabel Gomes
Exportadora Cearense Ltda.
Clóvis Barreira Fontenele
Acrísio Moreira da Rocha
Espólio de Jorge Furtado Leite
José Alves Lopes
Espólio de Jorge Furtado Leite
Ciª Nortista de Exportação e Indústria
Cia. Nortista de Exportação e Indústria
Casa Boris – Imobiliária Boris e Fréres &
Companhia Ltda.
José Walmir de Aquino
Acrísio Moreira da Rocha
Paulo Roberto de Carvalho
André Lima de Carvalho
Cláudio Henrique C. Saraiva Câmara
Imobiliária João Gentil S/A
Figura PAT 51. Quadro da relação de bens do entorno do Centro Cultural Dragão do Mar
¾ Uso atual: Restaurantes/Oficinas e galerias de arte (é apresentado em city tour).
¾ Histórico da construção e reformas: O Departamento de Patrimônio Cultural do Estado
prevê, para fins de tombamento, a área que circunscreve o Centro Dragão do Mar.
51
Essa iniciativa configura o tombamento por mancha, ou seja, por irradiação do impacto
provocado em virtude da instalação do Centro Cultural. A respectiva área, do ponto de
vista histórico, é de suma relevância para a cidade, pois no começo do século XX
perfazia o comércio de importação e exportação nas imediações do antigo porto.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
No final da década de 1990, realizou-se o Projeto Cores da Cidade (ligado à
recomposição formal de fachadas e tratamento cromático), compreendendo edificações
próximas ao Centro Cultural Dragão do Mar, de modo a valorizar e a dinamizar a área em
questão. Os recursos provieram, em sua quase totalidade, do Tesouro do Estado e
pequena parcela de incentivos de alguns proprietários, embora no princípio devessem
contar com subvenções da Fundação Roberto Marinho e das Tintas Ypiranga. Passados
alguns anos de sua implantação, percebem-se algumas debilidades do projeto, como sua
ênfase em questões ornamentais, sem previsão do uso e disciplina de ocupação do
respectivo entorno. Tal iniciativa, contudo, fomentou a ampliação de um tratamento
diferenciado das edificações, abrangendo quarteirões contíguos a seu núcleo original,
agora sob a alçada do DEPAC, no Projeto Fortaleza Histórica, que prevê, além da
recuperação de fachadas, implantação e renovação do mobiliário urbano, projeto
luminotécnico de valorização dos prédios, pavimentação de pistas de rolamento e
passeios, bem como tratamento paisagístico das áreas livres. O conjunto é de indiscutível
importância histórica, tendo sido valorizada com as intervenções nas fachadas de
algumas edificações, bem como com sua incorporação à área do CCDM. As ações
previstas pelo DEPAC, com certeza, são necessárias para complementar a valorização e
aproveitamento da área, inclusive para o turismo.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
x) Rua José Avelino/Entorno Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar
¾ Localização: Rua José Avelino
¾ Proprietários: ver quadro acima referente ao entorno do Centro Cultural Dragão do Mar
¾ Uso atual: restaurantes, oficinas, clubes noturnos e galerias de arte (apresentada em city
tour).
¾ Histórico da construção e reformas: O DEPAC (Departamento de Patrimônio Cultural do
Estado) prevê, para fins de tombamento, a área que circunscreve o Dragão do Mar. Essa
iniciativa configura o tombamento por mancha, ou seja, por irradiação do impacto
provocado em virtude da instalação do Centro Cultural. A respectiva área, do ponto de
vista histórico, é de suma relevância para a cidade, pois no começo do séc. XX perfazia o
comércio de importação e exportação nas imediações do antigo porto.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
No final da década de 1990, realizou-se o Projeto Cores da Cidade (ligado à
recomposição formal de fachadas e tratamento cromático), compreendendo edificações
próximas ao Centro Cultural Dragão do Mar, de modo a valorizar e a dinamizar a área em
questão. Os recursos provieram, em sua quase totalidade, do Tesouro do Estado e
pequena parcela de incentivos de alguns proprietários, embora no princípio devessem
contar com subvenções da Fundação Roberto Marinho e das Tintas Ypiranga. Passados
alguns anos de sua implantação, percebem-se algumas debilidades do projeto, como sua
ênfase em questões ornamentais, sem previsão do uso e disciplina de ocupação do
respectivo entorno. Tal iniciativa, contudo, fomentou a ampliação de um tratamento
52
diferenciado das edificações, abrangendo quarteirões contíguos a seu núcleo original,
agora sob a alçada do DEPAC, no Projeto Fortaleza Histórica, que prevê, além da
recuperação de fachadas, implantação e renovação do mobiliário urbano, projeto
luminotécnico de valorização dos prédios, pavimentação de pistas de rolamento e
passeios, bem como tratamento paisagístico das áreas livres. O conjunto é de indiscutível
importância histórica, tendo sido valorizado com as intervenções nas fachadas de
algumas edificações, bem como com sua incorporação à área do CCDM. As ações
previstas pelo DEPAC, com certeza, são necessárias para complementar a valorização e
aproveitamento da área, inclusive para o turismo.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
z) Rua Adolfo Caminha /Entorno da Usina de Força e Luz Light and Power
¾ Localização: Rua Adolfo Caminha
¾ Proprietário: ausência de dados no DEPAC.
¾ Uso atual: Depósitos, armazéns, comércios, repartições públicas
¾ Histórico da construção e reformas: A Rua Adolfo Caminha compreende parte principal
do Entorno da Usina de Força e Luz Light & Power, cujo edifício está associado à história
do abastecimento de energia elétrica implantado na cidade de Fortaleza em 1914. Nas
circunvizinhanças da rua Adolfo Caminha podem ser observados vestígios de trilhos que
possivelmente foram utilizados no transporte de água marinha para resfriar os
condensadores da Usina. Em maio de 1954, a Usina de Força e Luz é substituída pela
Companhia de Eletrificação de Fortaleza (SERVILUZ), que passa a ser gerida pelo poder
público municipal. Deve-se, contudo, fazer distinção entre a sede administrativa da Usina
(localizada à rua Dr. João Moreira com Floriano Peixoto) e os galpões da Usina
propriamente dita. A rua Adolfo Caminha, por situar-se nas proximidades do Forte de
Nossa Senhora da Assunção, Passeio Público e Centro Cultural Dragão do Mar, permite
sua inclusão no Projeto Fortaleza Histórica, eliminando dessa maneira o hiato na ligação
entre as áreas citadas.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
O DEPAC (Departamento de Patrimônio Cultural do Estado) prevê, para fins de
tombamento, a área que circunscreve a antiga Usina de Força e Luz Light & Power
(projeto estimado em US$ 75.000,00). Saliente-se que os galpões que abrigavam a Usina
foram vendidos para particulares e encontram-se em fase de demolição para a
construção de um clube noturno.
¾ Intenção de tombamento: esfera estadual
Intenção de tombamento municipal
a) Teatro São José/Círculo Operário
¾ Localização: R. Rufino de Alencar, nº 362 – Centro.
¾ Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza.
¾ Uso atual: Teatro/Museu do Maracatu/Centro de convivência de idosos (encontra-se no
roteiro de city tour).
53
¾
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Histórico da construção e
reformas: A edificação foi
erigida em 1915 e funcionou
como espaço de encontros e
reuniões dos trabalhadores
filiados ao Círculo Operário
Católico São José. Passou
por reforma na década de
1990, sendo reabertos o
teatro e o museu.
Figura PAT 52. Teatro São José /
Círculo Operário
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
Há projeto elaborado (segunda etapa do Projeto Fortaleza Histórica) aguardando
execução, cujo escopo reside na recomposição formal de fachadas e no tratamento
cromático de 13 edificações, incluindo o prédio em questão, com contrapartida do
Ministério do Esporte e Turismo e do Governo do Estado (estimativa de custo: US$
46.739,21) A edificação é parte de um conjunto de grande importância histórica para a
cidade de Fortaleza, compreendendo, além dessa edificação, a Igreja e o Seminário da
Prainha, o Teatro São José, a Praça do Cristo Redentor e a Biblioteca Pública Menezes
Pimentel, além das antigas casas comerciais incorporadas no Centro Cultural Dragão do
Mar. Além do mais, é lugar de passagem de um grande fluxo de turistas que procuram o
CCDM ou o pólo comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A intervenção proposta pelo
DEPAC, se realizada, dará uma nova feição para a edificação em questão, valorizando-a
e ressaltando seus aspectos arquitetônicos.
¾ Intenção de tombamento: esfera municipal.
Autor: José Maurício de Paula Abreu
b) Mercado dos Pinhões
¾ Localização: Praça Visconde
de Pelotas, s/nº – Aldeota.
¾ Proprietário:
Prefeitura
Municipal de Fortaleza.
¾ Uso
atual:
Centro
de
artesanato/Espaço cultural.
Figura PAT 53. Mercado dos Pinhões
54
¾ Histórico da construção e reformas: A edificação é parte da estrutura metálica
importada da Europa para abrigar o Mercado de Ferro, inaugurado em 1897, na Praça
da Carolina (atual Waldemar Falcão), e considerado um marco na arquitetura local,
pela novidade do material empregado e por seu enquadramento nas normas de higiene
e salubridade pública do período. Quando se desativou o mercado, em 1937,
fragmentos de sua estrutura foram transferidos para a Praça Paula Pessoa (Mercado
São Sebastião) e para a Aldeota (Mercado dos Pinhões). O dito mercado foi restaurado
na década de 1990, com instalação de boxes para venda de artesanato e artigos
variados. Parte de sua capacidade instalada mantém-se ociosa.
¾ Avaliação de projetos de restauro e manutenção com fontes de recursos:
O SENAC, juntamente com a Prefeitura Municipal de Fortaleza e a Secretaria de
Agricultura Irrigada do Estado do Ceará, propõe a realização de uma feira de flores e
artesanato, além de:
- promoção de cursos de capacitação (arranjos florais, jardinagem, paisagismo etc.);
- realização de eventos de natureza cultural no mercado e seu entorno;
- promoção de festivais relacionados à atividade da floricultura;
- criação de um pólo gastronômico no entorno do mercado. A edificação possui
relevância histórica/arquitetônica e as novas funções de uso propostas pelo SENAC
poderão dinamizar sua utilização pelo segmento turístico.
¾ Intenção de tombamento: esfera municipal
c) Casa do Estudante do Ceará
Autor: José Maurício de Paula Abreu
¾ Localização: R. Nogueira Acióli, nº 440 –
Aldeota.
¾ Proprietário: Instituição Casa do Estudante
do Ceará.
¾ Uso atual: Residência de estudantes (na
maioria, egressos do interior).
¾ Histórico da construção e reformas: Sem
levantamento sistemático. Em processo de
pesquisa.
¾ Avaliação de projetos de restauro
manutenção com fontes de recursos:
Não há projetos em curso.
¾ Intenção de tombamento: esfera municipal
Figura PAT 54. Casa do Estudante do
Ceará
55
e
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Análise do patrimônio histórico