PROCESSO DE SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO DA FMU/SP- INGRESSO 2º SEMESTRE DE 2012. O Coordenador do Curso de Mestrado em Direito da Sociedade da Informação da FMU/SP, em face de determinação do Presidente do Complexo Educacional FMU, ouvido o Colegiado, e nos termos Regimentais, torna pública as instruções para o processo de seleção de candidatos ao Programa, para o período letivo que terá início em 06 de agosto de 2012, objetivando o preenchimento de vagas conforme disponibilidade dos orientadores do programa. 1. DAS INSCRIÇÕES: 1.1. As inscrições poderão ser feitas no período compreendido entre 28 de maio a 21 de junho, das 9h às 12h30 e das 14h30 às 16h, na Secretaria do Curso de Mestrado em Direito, à Avenida Liberdade, 749, bloco B, 7º andar, São Paulo - SP. 1.2. A inscrição somente será aceita mediante a apresentação de todos os documentos listados abaixo: I - formulário de inscrição que deverá ser retirado na Secretaria do Mestrado e devidamente preenchido e pagamento da taxa; II - cópia autenticada do diploma de Bacharel em Direito; III - cópia autenticada do histórico escolar do curso de graduação; IV - curriculum vitae, no padrão da Plataforma LATTES/CNPq (aqueles que não possuem, criar o currículo no www.cnpq.br); V - cópia autenticada da cédula de Identidade e CPF; VI - cópia autenticada da certidão de nascimento ou casamento; VII - Anteprojeto de Pesquisa; IX - uma foto 3x4, obrigatoriamente colada na ficha de inscrição. 1.3. O candidato que estiver no último semestre do curso de graduação em Direito, desde que a conclusão se efetive antes da data da matrícula no Programa de PósGraduação em Direito da Sociedade da Informação do UNIFMU, poderá concorrer ao processo seletivo com inscrição condicionada. 1.4. O candidato com inscrição condicionada deverá apresentar no ato da matrícula a comprovação da conclusão do curso de graduação em Direito, sem o que perderá a vaga. 2. DO EXAME DE SELEÇÃO O exame de seleção para o Mestrado constará de: I - prova dissertativa de conhecimento jurídico, sobre os temas objeto do programa; II - prova de conhecimento de língua estrangeira, escolhida pelo candidato dentre as opções inglês, francês, italiano, alemão ou espanhol; III - entrevista com avaliação do curriculum vitae na versão lattes dos candidatos; IV - avaliação do anteprojeto de pesquisa. As provas a que se referem os itens I e II terão caráter eliminatório, exigindo-se, para a aprovação, a nota mínima 7,0 (sete). As demais etapas do exame de seleção terão caráter classificatório. A prova escrita é destinada a avaliar a capacidade do candidato de expressar-se sobre a matéria objeto programa de mestrado. A prova terá duração máxima de 03 (três) horas, não sendo permitida a consulta às obras ou qualquer outro material, nem o uso de qualquer outro recurso. A prova deverá ser redigida conforme o seguinte roteiro: (1) introdução; (2) desenvolvimento com a identificação dos tópicos mais relevantes; (3) considerações finais ou conclusões. A prova de conhecimento de língua estrangeira consistirá na versão escrita, para a língua portuguesa, de um texto do idioma escolhido pelo candidato. A prova terá a duração máxima de 02 (duas) horas. É permitida a consulta de dicionário da língua objeto da prova. A entrevista com avaliação do curriculum lattes e a avaliação do anteprojeto de pesquisa será efetuada, em único dia, perante professores da linha eleita pelo candidato por ocasião de sua inscrição. 3. DA ENTREVISTA E AVALIAÇÃO DO PROJETO A entrevista considerará: a) produção acadêmica e atividade profissional; b) potencialidades para a realização de pesquisa e estudos avançados; c) cultura jurídica; d) avaliação do pré projeto Os critérios de análise do conteúdo do projeto são: a) aderência ao Programa e à linha de pesquisa escolhida pelo candidato no ato da inscrição; b) pertinência da bibliografia quanto ao objeto, justificativa e problematização; c) capacidade de contextualização teórico e metodológica dos tópicos envolvidos; d) capacidade de redação: clareza e consistência; e) capacidade de pensamento autônomo e crítico; f) relevância da proposta de pesquisa para o avanço do conhecimento na área de concentração do programa. A defesa oral do Projeto será avaliada de acordo com os seguintes critérios: a) articulação clara do tema e domínio do objeto durante a exposição do conteúdo do projeto; b) capacidade de esclarecer as questões levantadas; c) capacidade de articular e defender a consistência do Projeto; d) potencial de crescimento acadêmico do candidato. 4. DOS CRITÉRIOS PARA A CLASSIFICAÇÃO FINAL 4.1. As notas obtidas na prova escrita, língua estrangeira, na entrevista incluindo projeto de pesquisa serão somadas e divididas por 3 (três), obtendo-se a média final do candidato. 4.2. Os candidatos aprovados serão classificados obedecido o limite de vagas conforme disponibilidade dos orientadores do programa. 4.3. No caso de igualdade de notas, será considerado aprovado para a vaga existente, o candidato que obtiver nota superior na prova escrita, e, permanecendo o empate, serão utilizados os seguintes critérios para a classificação: 1º) produção acadêmica; 2º) experiência no exercício da docência universitária; 3º) realização e desempenho em curso de pós-graduação lato sensu; 4º) participação e desempenho em cursos de extensão ou de aperfeiçoamento. Persistindo ainda o empate, a decisão final será de competência da Comissão de Seleção, de cuja decisão não caberá recurso. 4.4. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Seleção. 5. PROGRAMA E BIBLIOGRAFIA Parte Geral 1. Transformações na dicotomia Público e Privado na sociedade da informação. Os conceitos de Público e Privado. Constituição Federal de 1988 e os direitos constitucionais meta individuais: os direito difusos e os direitos coletivos. Reconstruindo as fronteiras entre a vida pública e a vida privada na sociedade da informação. O surgimento do público não-estatal e o seu papel nas relações coletivas. 2. Sociedade da Informação: coexistência do pensamento jurídico moderno e tradicional. Pós-modernidade? Pensamento jurídico tradicional. Pensamento jurídico moderno. Evolucionismo social. Etnocentrismo. Sociedade da Informação: pensamento jurídico pós-moderno? 3. Contextualização teórica sobre a sociedade da Informação. O que compõe a Sociedade da Informação. Fronteiras conceituais entre informação, comunicação e mídia.Tutela jurídica do meio ambiente digital. 4. A constitucionalização do direito na denominada sociedade pósindustrial. A influência da globalização sobre o processo constitucional ocidental. Normas formal e materialmente constitucionais. A valorização da pessoa em face da Carta Magna e seus direitos e garantias fundamentais. A adoção de principiologias constitucionais sobre o direito infraconstitucional. Previsão constitucional de princípios de direito infraconstitucional. Importância da interpretação harmônica dos princípios constitucionais aplicáveis ao direito positivo. A relevância do conhecimento nas relações jurídicas. Segunda parte. Da aplicabilidade da principiologia constitucional no âmbito dos direitos difusos e coletivos. Bibliografia BARBOSA, Marco Antonio. Direito Antropológico e Terras Indígenas no Brasil. São Paulo: Fapesp/Plêaide, 2001. BRASIL. MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Sociedade da Informação no Brasil - Livro Verde. Brasília: setembro, 2000. CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede: a era da informação, economia, sociedade e cultura. v. 1, 8ª edição. São Paulo: Editora Paz e Terra. 2005. DUPAS, Gilberto. Ética e poder na sociedade da informação. São Paulo: UNESP, 2000, 2ª ed. rev. e ampliada. FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. O Direito de Antena em face do Direito Ambiental Brasileiro. Editora Fiuza, 2009. ______________________________ Curso de Direito Ambiental Brasileiro. Editora Saraiva, 13ª edição, 2012. _______________________________ Princípios do Direito Processual Ambiental. Editora Saraiva 2012. ______________________________ Estatuto da Cidade Comentado - Lei do Meio Ambiente Artificial. Editora Revista dos Tribunais, 2010. _____________________________Meio Ambiente Cultural E Internet: o Potencial das Tecnologias da Comunicação Para a Sustentabilidade na Sociedade da Informação, in www.saraivajur.com.br ______________ Meio @mbiente Digit@l na Sociedade da Informação e sua Tutela Jurídica Vinculada ao Direito Ambiental Brasileiro, in www.saraivajur.com.br PAESANI, Liliana Minardi (org.). Direito na Sociedade da Informação. São Paulo: Editora Atlas, 2007. ______________________________. Direito de Informática: comercialização e desenvolvimento internacional do software. 6ª Edição, São Paulo: Editora Atlas, 2008. SENISE LISBOA, Roberto. Manual de direito civil, V.1, capítulos 1, 3 e 4. 5a edição. São Paulo: Saraiva, 2009. Linha 1 - Teoria da Relação Jurídica na Sociedade da Informação 1. O direito à informação como direito fundamental e como direito précontratual, contratual e pós-contratual. O direito à informação como direito fundamental. O acesso à informação e seus limites. O dever ao sigilo. A inadequação da informação e a responsabilidade pré-contratual. A inadequação da informação e a responsabilidade contratual (in contrahendo). A inadequação da informação e a responsabilidade pós-contratual (post factum finitum). 2. O padrão dogmático da nova empresarialidade na sociedade da informação. Problemáticas relacionadas à empresa em ambiente informacional. Características e conseqüências da integração das novas tecnologias na atividade empresarial. 3. Sociedade da Informação e sistemas de proteção do direito do Autor no espaço virtual. A sociedade da Informação e o espaço virtual. A diluição da autoria no espaço virtual. Obra coletiva no espaço virtual. O espaço virtual e a questão da proteção autoral nos contratos de trabalho e de prestação de serviços. Proteção com base nas regras de concorrência. Proteção pela propriedade industrial: patente de invenção. 4. Políticas públicas relacionadas à informática. O Livro Verde. Sociedade da Informação no Brasil. Bibliografia GANDELMAN, Henrique. De Gutemberg à Internet: Direitos Autorais na Era Digital. 4a ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. LORENZETTI, Ricardo. Comércio eletrônico. In: LUCCA, Newton de; SIMÃO FILHO, Adalberto (Coords.). Direito & internet – aspectos jurídicos relevantes. São Paulo: Quartier Latin, 2008. LUCCA, Newton de. Títulos e contratos eletrônicos: o advento da informática e seu impacto no mundo jurídico. In: LUCCA, Newton de; SIMÃO FILHO, Adalberto (Coords.). Direito & internet – aspectos jurídicos relevantes. São Paulo: Quartier Latin, 2008. PAESANI, Liliana Minardi (org.). Direito na Sociedade da Informação. São Paulo: Editora Atlas, 2007. _________________________. Direito de informática. São Paulo: Atlas, 2008. SENISE LISBOA, Roberto Senise. Responsabilidade civil nas relações de consumo. São Paulo: RT, 2ª edição, 2007. SIMÃO FILHO, Adalberto. Nova Empresarialidade. Revista FMU Direito. Ano XVII, n25, pp.11-51. São Paulo. 2003. Linha 2 – Decisão jurídica e monopólio do Estado 1. A exigência do devido processo legal. Breve estudo sobre o desenvolvimento histórico-constitucional do princípio em tela. A informação em tempo real e a moderna contextualização do devido processo legal. A dinâmica do processo e o preceito constitucional da celeridade processual (EC 45/2004). 2. A Jurisdição Constitucional na Era do Conhecimento. Tribunal Constitucional e a Sociedade da Informação. Jurisdição Constitucional e Processo Objetivo. 3. Jurisdição, Estado e Sociedade da Informação. Evolução e Conceito. O problema da aplicação da tecnologia à realidade processual: o advento do processo telemático. A informática jurídica: de gestão (ofimática), de registros (documental) e de decisão (metadocumental). 4. Solução de conflitos na sociedade da informação. Autocomposição (acordo, transação, conciliação, renúncia e desistência) e heterocomposição (jurisdição e arbitragem). Diferença entre mediação e arbitragem. Mediação judicial e extrajudicial. Arbitragem eletrônica. Bibliografia COSTA JR., Paulo José da. O direito de estar só. 4ª edição. São Paulo: RT, 2007. GARCEZ, José Maria Rossani (coord.). A arbitragem na era da globalização. 2ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 1999. GOMES, Luiz Flávio; e BIANCHINI, Alice. O direito penal na era da globalização. São Paulo, RT, 2002. PAESANI, Liliana Minardi (org.). Direito na Sociedade da Informação. São Paulo: Editora Atlas, 2007. ROSSINI, Augusto Eduardo de Souza. Informática, Telemática e Direito Penal. São Paulo: Memória Jurídica, 2004. RULLI JUNIOR, ANTONIO. Universalidade da Jurisdição. São Paulo: Editora Oliveira Mendes, 1998. SIQUEIRA JUNIOR, Paulo Hamilton. Direito processual constitucional. São Paulo: Saraiva, 2009. 6. CALENDÁRIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO As provas serão realizadas na Casa Metropolitana do Direito, Avenida Liberdade 749 – 7º andar 28 de maio de 2012 a das 9h00 às 12h30 e Inscrições: 21 de junho de 2012 das 14h30 às 16h00 Prova escrita: 25/06 das 9h00 às 12h00 Prova de língua estrangeira: 26/06/2012 das 9h00 às 11h00 Entrevista: 27/06/2012, em ordem alfabética dos classificados a partir das 9h00. Matrícula: Tesouraria da Instituição – Rua Taguá, 150 no período de 02 a 10 de julho de 2012 7. COMISSÃO DE SELEÇÃO A comissão de seleção é composta pelos professores do Programa de Mestrado em Direito da Sociedade da Informação da FMU. 8. DISPOSIÇÕES FINAIS Os candidatos não selecionados para o Programa de Mestrado no presente processo seletivo deverão retirar os documentos apresentados no ato da inscrição, pessoalmente ou por procuração, na secretaria do curso. No prazo de 30 dias, após a divulgação do resultado da seleção, o material será descartado. São Paulo, 10 de maio de 2012.