Aprendendo a trabalhar com o GNU/Linux – Ubuntu 7.10 José Humberto da Silva Soares – CB-UEPB – CG-PB 1. - Objetivo A seguinte oficina visa oferecer aos seus participantes as informações necessárias para se aventurarem no mundo do software de código aberto, encabeçado pelo GNU/Linux, e por outros tantos, que juntos permitem que os seus usuários tenham acesso ao melhor que a tecnologia pode oferecer, além de promover o compartilhamento de conhecimento, das pessoas e comunidades que desenvolvem esses projetos, por um bem em comum, que beneficia a todos que os utilizam. Os participantes desta atividade poderão ver que um computador equipado com GNU/Linux pode atender as suas necessidades, por vezes de maneira mais satisfatória do que os sistemas que se utilizam de programas proprietários e extremamente onerosos. Esta oficina procura aproveitar a experiência anterior do usuário na compreensão do que está ou estará fazendo durante o seu aprendizado, o tornando aos poucos independe dos softwares que utiliza, pois compreenderá o que está desenvolvendo. 2. - Coleta de Experiências A oficina começa com uma pequena entrevista, onde todas as pessoas envolvidas contarão qual a sua experiência com o computador, quais programas usa, tem acesso à Internet, e se trabalha ou não com alguma coisa que use a informática. Essas entrevistas são necessárias para que o ministrante da oficina possa atender a maioria das necessidades de todos, pelo menos. 3. - Entendendo o que é Software, Sistemas Operacionais e exemplos conhecidos, e Distribuição e Acesso de programas. 3.1 – Conceito de Software Software, ou simplesmente programa de computador (ou só programa), é um conjunto de instruções que ordenam ao computador que faça várias atividades, de modo a alcançar algum objetivo, como um programa tocador de som diz ao computador que mande sinais elétricos às caixas de som de sua máquina, que você entende como uma música, por exemplo. O que você pode tocar do computador é apenas um “saco” de peças mecânicas, elétricas e eletrônicas (maioria). Um programa é o que dá utilidade a esse conjunto, pois dá comandos que ora acionam uma parte, ora outra, e no fim a união de todos produziu alguma coisa boa. Imagine uma orquestra. Cada músico é muito especifico na sua função, mas são parados. Mas quando o maestro (software) usa a sua batuta (comandos) vai chamando 1, 2, 3, vários ou todos os músicos, onde o conjunto maestro+músicos permite que você ouça uma bela sinfonia, principalmente se seus nervos são sensíveis. :-). Como vimos que cada músico tem tem uma função, cada programa tem uma aplicação/utilidade. Os mais conhecidos que temos são: • Softwares Básicos: são aqueles que permitem que o computador funcione, controlando as suas atividades e, quando possível, procuram prevenir ou resolver problemas que ocorrem com a máquina. Dessa categoria temos os sistemas operacionais (daqui a pouco) e os utilitários (idem). • Softwares Aplicativos: são muito específicos em sua função, ou seja, fazem alguma tarefa dada por seu usuário, alguma coisa que ele solicitou. São muito mais numerosos do que os básicos. Temos como exemplos: − Processadores de Texto - criação e edição de texto com figuras, de maneira completa; − − − − Programas Gráficos – criação e edição de imagens. Se dividem em programas de desenho e de edição de imagens Multimídia – trabalham com arquivos de áudio e vídeo. Desses, temos subdivisões como Tocadores, Editores, Captura; Aplicações Comerciais ou Financeiras – Trabalham com dados sobre compra, venda e administração de contas; Entre outros. O que temos nos ater é que existem muitos programas que fazem simplesmente a mesma coisa, só que diferente. :-). Dessa maneira, você pode ficar com preocupação de não está usando um Word da vida, mas saiba que existem inúmeros programas que fazem a mesma coisa que ele, e cria dados compartíveis com ele. Então isso significa que você ainda pode fazer aquela sua cartinha caprichada para a pessoa de que gosta, sem maiores problemas. ;-). 3.2 – Sistema Operacional 3.2.1 – Entendendo o que é um Sistema Operacional Você está usando o seu computador no seu momento de folga, conversando via mensagens instantâneas com aquela pessoa que recebeu sua carta, usando um programa. Em outro, está vendo uma página na Internet, falando um time que canta de galo venceu mais uma partida, sobre outro que vive fugindo dos caçadores... Os times não importam. Imagine o seguinte: os dois programas que você está usando trabalham sozinhos ou usam outros programas para poderem realizar as suas atividades? Acontece que o computador é um burro velho, que só recebe ordens dos programas. Mas se cada vez que um programinha precisar usar o computador for executado, ele teria que dá todas as ordens de como a máquina tinha de fazer, para que o seu usuário acesse a Internet. Ou seja, você vai puxar a carroça? E se tiver carga nela, considerando que vazia já é pesada? São muitas partes da máquina para um programa só... Cada um teria que ser carregado um a um, ou seja, a mesma coisa de trocar um cartucho de um vídeo game antigo. Lento, bem lento. No inicio da informática tínhamos esse jeito de resolver as coisas, mas com o avançar da tecnologia foi criado uma coisa chamada Sistema Operacional (SO). O que é? Consiste basicamente de um conjunto de programas, que cuidam de gerenciar as atividades que o computador pode realizar. Para isso, cada um cuida de uma parte do computador, e ambos trocam informações, para que possam realizam uma tarefa dada, tarefa essa ordenada pela interface, que é o meio que o SO oferece ao usuário e os programas do computador para dá comandos ou receber o resultado do processamento de alguma coisa. Aqui quem puxa a carroça é: um animal ou um motor, que recebe as suas ordens. Chegar no destino é o resultado do trabalho conjunto entre você e o que puxa a carroça. Imagine o seguinte, imaginando que você use o Windows: Você sabe que ele é uma coisa, aquela coisa que você usa para poder fazer alguma coisa com o computador, onde você abre os seus programas favoritos. Se você “sente”, pelo menos, o que é o Windows, então parabéns: você sabe o que é um Sistema Operacional. Perceba que SO é um tipo de Software, o que significa que existe tantos e tantos outros, que fazem a mesma coisa, mas de maneira diferente. No nosso caso, além do Windows, temos o MacOS, o Unix, e o nosso foco de estudo, o GNU/Linux, ou Linux, para os íntimos. :-). 3.2.2 – Partes de um SO Um Sistema Operacional é formado por muitos programas, mas para facilitar a nossa vida, ele é organizado/dividido em 4 partes básicas: Núcleo; Programas de sistema e utilitários; Interface; Aplicativos O núcleo é o cérebro, o “miolo” do Sistema Operacional. É quem conversa diretamente com os componentes do computador, os controlando e gerencia as atividades dos programas do SO. No Linux, é conhecido por Kernel. Ele de fato é o Linux, o resto são programas necessários para que funcione. Programas de sistema e utilitários são aqueles que são gerenciados pelo núcleo. Temos programas que controlam a memória, os discos, as placas, etc. O núcleo só faz intermediar a conversa entre um programa desse com o hardware, e controlando essa conversa. Os utilitários têm como função levantar informações sobre o estado do sistema e realizar tarefas de prevenção e correção de problemas, que o computador esteja tendo. No contexto do Linux, essa parte se chama GNU. Essa diferença e por conseqüência o nome GNU/Linux, pois foram dois projetos de software de código aberto desenvolvidos por grupos diferentes, mas que precisaram um do outro, e a junção dos projetos deu origem a esse nome duplo. Detalhes na parte de Licenças. Já a interface é a “cara” que o Sistema Operacional nos mostra, onde dizemos o que o computador tem que fazer, e o SO traduz isso em instruções, que executadas retornam o resultado da operação, que aparece na interface, mostrando ao usuário que a sua tarefa foi executada. Os aplicativos trabalham em cima do SO, se utilizando da interface para mandar o SO executar as suas instruções. Dessa maneira, o computador vai atendendo às necessidades do usuário de acordo com os programas que são instalados e usados para fazer as sua tarefas. 3.2.3 – Recursos Dizemos recursos, se referindo as características que um certo Sistema Operacional tem para facilitar ao máximo a vida do usuário, sem esquecer de garantir que suas informações não sejam perdidas, ou como vai aproveitar a capacidade de processamento oferecido pela máquina. É muita coisa, mas só vamos dá uma olhada em algumas, pois facilitará a compreensão de como o Linux trabalha. Vejamos lá: Estabilidade: significa o quanto estável é um sistema, se trava ou não, o sistema todo ou só um programa, etc. O Linux é tido estável, pois apresenta menos travamentos do que o Windows, e caso um programa trave, só ele fica assim. O resto do sistema continua funcionado. Multitarefa: significa que um sistema operacional pode executar várias tarefas ao mesmo tempo. Isso significa que você pode ter aberto vários programas ao mesmo tempo. O Linux tem esse recurso, mas aproveitando melhor os recursos do sistema. Segurança: se refere aos recursos de proteção de dados que o SO tem, o que evita que o usuário perca dados, seja por acidente, ataques de invasores de sistema, vírus, entre outros. Essas perdas ocorrem por causa de politicas de proteção ruins ou por defeitos em programas (bugs). O Linux é dito bastante seguro pois, como é desenvolvido por uma grande comunidade, os bugs são achados rapidamente e logo corrigidos, o que evitar ataques nessas brechas. Multiusuário: um SO pode (ou não) permitir que vários usuários tenham acesso a um mesmo computador, sem que ocorra problemas com isso, pois um esquema de acesso é usado, onde cada um tem seu espaço de armazenamento próprio, onde os outros não tem acesso. Para aumentar ainda mais a segurança, há para cada usuário um nível de acesso. Os mais conhecidos são o usuário comum e o superusuário. O comum só pode criar/alterar/apagar dados na sua pasta pessoal. Já o Super pode tudo, acessando os dados dos demais, e até apagar todo o sistema. No Linux, vemos esse esquema, onde o superusuário é chamado de root (raiz). Por isso, se recomenda que para as tarefas comuns, o usuário simples seja usado, e o root para a configuração do sistema. Permissões: dizem o que pode ser alterado ou não no sistema. Junto com o o esquema de usuários, evita que eles façam tarefas perigosas ao sistema. No caso, se um usuário comum abrir sem querer um vírus, ele só vai no máximo afetar as coisas desse usuário. O vírus não poderá afetar outras partes do SO por causa das permissões de acesso. Um dos grandes destaques do Linux é o de usar esse controle de acesso, o que contribui para a sua estabilidade. Interface: praticamente todos os SOs possuem uma, visual ou não. É por onde você “usa” o computador, dando ordens para que alguma coisa seja feita. Temos dois tipos de interface visual: ■ Modo Texto (CLI): Aqui se tem uma tela aguardando que palavras sejam digitadas. Essa palavras são os comandos, e a tela faz parte de um programa chamado interpretador de comandos. O uso é simples: digite um comando, e pressione a tecla enter, que uma ação será executada. Exemplo: Prompt de Comando, DOS, Bash. ■ Modo Gráfico (GUI): Em vez de uma tela simples, temos figuras (objetos) que fazem a mesma coisa que os comandos. Geralmente, um objeto executa o mesmo que dezenas ou centenas de comandos. São mais intuitivos de usar, permitindo que o usuário ganhe tempo. Exemplo: Interface do Windows, Xwindow. No Linux, temos a presença dos dois, na forma do Bash, que é um interpretador de comandos, e pelo XWindow (Xfree86 ou X.Org), que é o gerador de interface gráfica do sistema. Em uso, deixa o Linux muito semelhante ao Windows, chegando a confundir os usuários deste, pensando que é o tal. Junto com o Xwindow, temos os gerenciadores de Janelas, que tornam a interface do X mais intuitiva, pois personalizam botões, janelas, área de trabalho, ícones, etc. Atualmente, alguns deles são conhecidos como ambientes gráfico, pois além de personalizarem, instalam um conjunto de aplicativos e de utilitários. Os mais conhecidos são o KDE e o GNOME. 3.3 – Distribuição e Acesso de Software 3.3.1 – Licenças Para se adquirir um programa, é preciso que seja regulado por uma licença. Uma licença é um documento que diz que a pessoa que conseguir aquela cópia do programa tem que seguir certas regras para ter direito de utilizá-la. Isso no contexto original. Neste caso, o verdadeiro dono do programa é que o desenvolveu, e dá autorizações para que outros o utilizem. Esse conceito não é bem aplicado em todos os casos, pois várias Licenças definem conteúdos muito permissivos ou não. Vejamos os principais tipos de licenças: Proprietária: define que o usuário só tem direito de usar um programa para o seu uso, limita o nº de instalações em outras máquinas ou proíbe totalmente, e que no máximo uma cópia de backup da mídia deve ser feita, e não compartilhada. O programa vem sem código fonte, e o dono do programa é na verdade o seu produtor, detentor de seus direitos e do código. Geralmente, são pagos. Uma das licenças que mais utiliza é a BSD, que, apesar de ser projetada para projetos de código aberto, permite que um programa siga sem seu código, ou seja, não seja disponibilizado; Pública: ao contrário da anterior, o programa tem que oferecer o código fonte (conjunto de instruções, na forma de palavras, que dizem como será um programa, quando transformados no tal) de maneira aberta, para qualquer pessoa que desejar. É dado o direito de copiar, alterar, e redistribuir novamente o programa, bem como de utilizá-lo de maneira indiscriminada, sem ferir a lei. Cria assim um ambiente para o compartilhamento de informações, criando um bem em comum. O software assim passa a ser de todos. Geralmente custam pouco ou teoricamente nada. Como exemplo, temos a GPL e a Creative Commons. Gratuita: Meio termo. O programa não custa nenhum dinheiro, mas não tem código fonte aberto. 3.3.2 – Acesso 3.3.2.1 – O que é instalação? É o processo de instalar um programa no computador, de modo que passe a oferecer seus recursos ao usuário. Não tinha aquele programa, instalei (o inclui na máquina) e posso utilizá-lo para o que precisar. 3.3.2.2 – Mídias Um programa pode ser adquirido através de um arquivo de instalação, baixado da Internet, através de um pacotes de arquivos (um arquivos que tem outros em seu interior), criado do código fonte, através de uma mídia de armazenamento, como um CDROM ou DVDROM, pendrive, disquete, entre outros. Quando é comprado, geralmente vem com um CDROM ou DVD, junto com o documento de sua licença. Quando é de código aberto, geralmente a fonte é a Internet. 3.3.2.3 – Distribuições Uma distribuição GNU/Linux é um conjunto formado por um kernel, programas de sistema, utilitários, aplicativos e configurações, que tornam o sistema adequado para uma certa aplicação, como: uma distribuição feita para ser fácil, para segurança, para montar um servidor, entre outras. Além disso, é construída para ser executada de uma certa maneira, de acordo com a situação, como: rodar o sistema operacional GNU/Linux direto de um CD/DVD, via disquete, rede, etc, ou instalada via alguns desses métodos. Uma distribuição (distro, um apelido) pode ser feita por um ou mais usuários, na forma de comunidade, onde, por o código do sistema ser livre, pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades. Por isso, temos tantas distros, mais de 200, ativas. Cada uma é indicada para uma certa aplicação, pois os desenvolvedores as constroem de acordo com a necessidade que têm. Entre as principais que temos, existentes hoje em dia, temos: Debian: Uma das mais tradicionais e antigas, é muito conhecida por utilizar programas testados e comprovados, considerados estáveis. Por essa característica, foi e é utilizada como base em várias outras, como o Ubuntu, Kurumin e Kalango. Além disso, o seu gerenciador de pacotes é unificado e completo, o APT, baixando os programas da Internet. A base do sistema só utiliza programas de código aberto, salvo alguns firmwares (programas utilizados para ativar certos dispositivos). Não prima pela facilidade, exigindo um certo conhecimento sobre sua configuração e operação. Está na versão 4, chamada Debian 4 Etch; Slackware: uma das primeiras distribuições, lançada em 1993, é a que mais se aproxima do estilo do Unix, por exigir que tudo seja configurado manualmente, via arquivos de configuração. Aproveita melhor os recursos do computador, por não carregar muitos programas, apenas o mínimo necessário. Está na versão 12. Ubuntu: baseada no Debian, é uma das mais conhecidas, pois é voltada para os usuários iniciantes no sistema. Utiliza o ambiente Gnome. Utiliza como gerenciador de pacotes o APT, como o Debian, mas utiliza o Synaptic, uma interface gráfica para ele, tornando a instalação, atualização e remoção de programas muito mais acessível. Também sua base é composta por programas de código aberto, salvo também alguns firmwares. Cada versão é lançada de 6 em 6 meses. Possui o diferencial de permitir a encomenda de CDs gratuitos, para a casa da pessoa que fez a sua solicitação. O site para isso é: http://shipit.ubuntu.com. Faça o cadastro completo, informando endereço completo, cidade, cep, estado e país. Possui 4 distribuições irmãs: Kubuntu – Mesma base do Ubuntu original, mas utiliza como ambiente gráfico o KDE; Edubuntu – Versão do Ubuntu voltada para propósitos educacionais. Inclui muitos programas educacionais, e permite que um laboratório de informática seja montado, bastando uma máquina de boa configuração (servidor), e outras mais básicas ou antigas (clientes), que serão os terminais; Xubuntu: diferente das outras, usa o ambiente XFCE como interface padrão. Por consumir menos recursos da máquina, é indicada para computadores menos recentes; Gobuntu: ao contrário das outras, é uma versão do Ubuntu que só e somente só utiliza programas de código aberto, geralmente baseados na GPL. Nem mesmo os firmwares de código fechado entram. Todas as versões do Ubuntu estão na versão 7.10 Gutsy Gibbon (Gibão Valente). 4 – GNU/Linux 4.1 - História do Linux Vamos conhecer um pouco sobre a história do Linux. Ele não apareceu do nada, como alguns podem pensar. É o resultado de um trabalho iniciado a um bom tempo, mais especificamente em 1984, quando uma fundação foi criada, junto com um projeto, diga-se, bastante ambicioso: Desenvolver todo um sistema operacional do zero, baseado no desenho de um SO considerado “testado e comprovado”: o Unix, que naquele tempo era visto como o sistema mais estável e seguro da época. Anos depois, já em 1991, o projeto foi concluído com a contribuição de uma pequena parte do SO, mas que é imprescindível para o seu funcionamento, o kernel (núcleo). Veremos a seguir mais detalhes sobre eles. 4.1.1 – Projeto GNU Iniciado em 1984, o Projeto GNU é um das atividades desenvolvidas pela Fundação do Software Livre (Free Software Foundation), a famosa FSF, criada também em 1984, por Richard Stallman, que na época era programador do MIT. Descontente com a prática usada no desenvolvimento de softwares, onde os seus programadores tinham que assinar contratos, para que os direitos do código fonte passassem para a empresa contratante, e proibindo a sua distribuição junto com o programa, impedindo que outras pessoas o modifiquem para as suas necessidades, Stallman criou dispositivos legais, como as licenças e direitos de cópia, que garantissem a liberdade de copiar, modificar e distribuir o código fonte e os programas sem proibições. Entre eles, temos: Licença GNU GPL – Usada em softwares, permite a livre distribuição, cópia e alteração de seu código fonte; Licença GNU LGPL – Usada em bibliotecas de software; Licença GNU FDL – Usada em documentações (livros, artigos, revistas e outros textos) Copyleft – Um dos pilares das licenças, é inverso ao copyright, garantindo assim o direito de copiar o material sob a sua guarda, desde que o nome do autor seja divulgado junto. O projeto consiste no desenvolvimento de todo um sistema operacional de código aberto, chamado GNU (GNU's is not Unix – GNU não é Unix), baseado em um já existe, considerado sólido e estável, o Unix, mas a única semelhança entre eles seria no desenho, pois teria que ser totalmente livre, o que o Unix não era. Contou com a participação de muitos programadores, de várias partes do mundo, que contribuíram e muito para a consolidação do projeto, sem cobrar nada por isso, só pelo prazer de trabalhar com uma tecnologia livre A questão do kernel foi porque usaram um desenho bem moderno para o seu desenvimento, pensado que ganhariam tempo, mas o que se revelou um embaraço sem tamanho... Atualmente, é conhecido como GNU HURD, que funciona razoavelmente, ainda um pouco longe da estabilidade. O kernel adotado pela comunidade para completar o GNU foi o seguinte: 4.1.2 – Kernel Linux Em 1991, um estudante da Universidade de Helsinque, Filândia, trabalhava, como os seus colegas, no curso de Ciências em Computação, com sistemas Unix. Mas as máquinas que trabalhavam com esses sistemas, bem como eles, eram muito caros, o que invibializava a sua aquisição por eles. Um de seus professores, Andrei Tannenbaun, desenvolveu uma versão minimalista do sistema, chamado Minix (Mini Unix), que poderia ser usada em computadores mais simples, como um PC. O estudante, chamado Linus Torvalds, descontente com os recursos fracos do Mini, e sem condições de adquirir os Unix comerciais, começou a desenvolver o núcleo de um. Recebeu contribuições de outros colegas e de alguns professores, trabalhou bastante no código, e acabou com o mais parecido com um kernel Unix, sem usar uma só linha de seu código. Em um grupo de noticias (um dos meios de comunicação da época), divulgou, em um grupo de usuários de Minix, que estava trabalhando em um projeto de um kernel baseado no Minix, onde estava disponibilizando todo o código fonte até então desenvolvido, para que qualquer o usasse e modificasse de acordo com as necessidades. Em pouco tempo, muitos usuários começaram a enviar para Linus modificações (chamadas na língua de programação de patch – pedaço, remendo) do seu kernel, corrigindo bugs e acrescentando novos recursos. Como meio de garantir a liberdade de acesso aos códigos e sua livre alteração, ele usou a licença GPL para o kernel. Ele o chamou inicialmente de Freax, mas por pressão dos outros desenvolvedores e de seus amigos de Linux, que vem a ser a junção de Linus+Unix. Os programadores, bem como Linus também, utilizaram muitos programas do projeto GNU para que o kernel Linux pudesse funcionar. Nesse meio, acabou ocorrendo o surgimento de um novo Sistema Operacional, da união entre o GNU e o Linux, chamado de GNU/Linux. Muitos consideram que Linux é todo o SO, mas corresponde a apenas uma parte do sistema, o núcleo (kernel). 4. - Usando o GNU/Linux O GNU/Linux conta com dois tipos de interface: uma modo texto (comandos) e outra modo gráfico (usando janelas, a lá Windows). Estudaremos agora como é a interface gráfica, para nos acostumar com o sistema. Quem já usou ou usa Windows não terá muitas dificuldades. Se brincar, vai achar as janelas no GNU/Linux mais acessíveis e práticas. Você verá! 4.1 – Entrando no sistema Como vimos lá atrás, o Linux usa o esquema de usuários, o que significa que um nome de usuário e uma senha, como o esquema pede, devem ser informados. Quando o sistema termina de iniciar, uma tela surge, solicitando que você digite (ou escolha) um nome de usuário cadastrado no sistema (no campo Username ou Nome de Usuário). Veja a figura abaixo: Depois, tecle Enter, e outra tela exige a senha de acesso (Password ou Senha) desse usuário. Digitea (só aparece asteriscos ou nada) e tecle Enter de novo. Se tudo foi digitado corretamente, o sistema vai lhe dá o acesso a ele, lhe mostrado uma interface de uso, no mundo Windows (e Linux também. Claro!) de Área de Trabalho. Conhecem? :-) 4.2 – A Área de Trabalho Tendo entrado no sistema, você está diante da área de trabalho do GNU/Linux, no caso a disponibilizada pelo Gnome (cada gerenciador de janelas/ambiente disponibiliza o seu). Em uma vista de raspão, pouca coisa lembra o Windows, só os ícones e uma dos painéis (barras). Mas, olhando bem, você começará a ver muitas coisas semelhantes ou parecidas com a área do Windows. É operada por teclado e mouse (tipo clique, arraste e use), como no outro sistema, Vejamos abaixo uma captura de tela (screenshot), “uma foto”, da área do Gnome: 4.2.1 - Conhecendo melhor a área de trabalho Para você utilizá-la, você precisa de um pouquinho de paciência, para ir localizando as semelhanças. Vamos facilitar as coisas, mostrando cada parte, junto com figuras: Painel Superior – É de onde você tem acesso aos programas instalados no computador, acessa seus dados, configura o sistema, tem o relógio, um botão de saída da área de trabalho e outros recursos. Tem muitas das funções da barra de tarefas do Windows, chegando em alguns casos a até fazer quase tudo que ela. Tem como partes: Menu Aplicações – Neste são acessíveis os programas instalados no computador, como no Menu Iniciar, mas todos separados por categoria (Tipo: Abrindo Aplicações, você ver o nome do submenu Internet (Adivinha onde o navegador Web está?). Veja abaixo: Menu Locais – Concentra o acesso as pastas e unidades de armazenamento do computador. Aqui você acessa a sua pasta pessoal, acessa uma espécie de Meus Documentos, chamado de Documentos, Minhas Imagens como Imagens, Minhas Músicas como Músicas, Meu Computador como Computador, e outros, como os documentos recentemente abertos. Cada item presente nesse meu está disponível no Windows, mas de forma ligeiramente diferente, mas com a mesma função. Menu Sistema – É aqui onde estão disponíveis os programas de personalização e utilitários do sistema. Equivale a Configurações do Menu Iniciar, na prática. Possui dois submenus de destaque: ■ Preferências – Tem opções de personalização do sistema, como troca de plano de fundo, proteção de tela, cores, etc. ■ Administração – Contém utilitários de configuração do sistema, como de usuários, data hora, impressoras, instalação de programas, etc. Ícones de Acesso rápido – contém atalhos para abrir programas com um clique. Semelhante a barra Iniciar Rapidamente do Windows, vizinha ao menu Iniciar. Plano de Fundo – É o fundo da área de trabalho, o famoso papel de parede. Você pode usar uma figura ou uma cor ou combinação de cores para preenchê-lo. Assim como no Windows, com um clique direito em qualquer ponto limpo dele abre um menu, que oferece algumas operações, como a de alterar o próprio plano de fundo. As outras opções lembram do menu aberto assim no Windows e trabalham de forma parecida. Painel Inferior – Localizada na parte abaixo da tela, basicamente é onde as janelas dos programas colocam botões de acesso, que nem a barra de tarefas do Windows, ficando as janelas lá escondidas quando minimalizadas, e podem ser maximizadas. Contém também um botão que minimaliza todos os programas abertos, um alternador de áreas de trabalho (você pode ter mais de uma área de trabalho aberta quase ao mesmo tempo, alternando entre elas com esses botões. Abra um programa na que você está, clique no segundo botão da dupla. O programa desaparece, pois você abriu outra área de trabalho. Clique no primeiro botão e veja o programa reaparecer. Você voltou para onde estava). O último ícone é da Lixeira. Ícones – Assim como na maioria dos SOs, têm como função servirem de atalho rápido para abrir algum programa ou recurso do computador, como um arquivo, pasta ou um disco, por exemplo. Estão presentes em muitas partes do sistema, mas vamos nos focar aqui nos que aparecem na área de trabalho, geralmente na parte esquerda da mesma. Têm também o nome de Lançadores (Gnome). 4.2.2 – Abrindo um programa e conhecendo a sua janela Basicamente, quem já usou um programa na interface gráfica já se deparou com uma janela. No GNU/Linux, não é diferente. Aqui, ele usa um desenho (Gnome) muito semelhante as janelas do Windows. Vamos comprovar isso: Vá para o menu Aplicações, acesse Acessórios e clique em Editor de Texto. Você abriu seu primeiro programa no Linux (parabéns). Nesta janela, veja que temos, como no Windows, barra de título, de menus, ferramentas, botões de minimizar, maximizar/restaurar e fechar a janela (na direita), e na esquerda um ícone, que clicado abre um menu de operações da janela (mover, minimizar, maximizar, fechar e outras), além de uma barra de abas, o que permite que você abra vários arquivos em uma só janela. Um clique em uma aba acessa aquele arquivo dentro dela. Diversão: quando chegarem em casa (ou onde der), entre no Windows, abra o parente do Gedit, o Bloco de Notas, e veja se não tem também um ícone desse na barra de título, justamente na sua parte esquerda. Um clique abre um menu muito semelhante ao que você viu no Gedit, com opções iguais ou quase. 4.2.3 – Conhecendo mais programas do menu Aplicações Além do editor de texto Gedit, na área de trabalho você pode ter acesso a mais aplicativos, disponíveis no menu Aplicações. Vejamos alguns exemplos: Calculadora – Tem a mesma função da Calculadora do Windows, ou seja, o de realizar cálculos matemáticos, como uma simples calculadora eletrônica que você compra em uma loja. Adicionar/Remover Aplicações – Trabalha de maneira parecida com o Adicionar/Remover Programas, do Windows. A diferença entre eles, entre outras, é que, além de mostrar uma lista de programas já instalados no computador (prontos para serem removidos ou reinstalados), separados por categoria, também incluir a lista de outros passíveis de serem instalados, que exige apenas que um seja escolhido, dado o comando de instalação e iniciado o download de seus arquivos da Internet. Você só tem que esperar que termine o processo e desfrutar de seu novo programa, que pode criar um ícone de acesso no meu Aplicações ou em Sistema. Dicionário – Mostra o significado das palavras, ou seja, trabalha como um dicionário comum. Busca as palavras na Internet. Gimp – Programa para criação e, principalmente, edição de imagens. É similar em recursos ao Photoshop, apesar de terem interfaces diferentes. Mozilla Firefox – Programa utilizado para navegação e acesso à Internet. Funciona do mesmo jeito do que o Internet Explorer. 4.3 – Usando melhor o teclado e o mouse na Interface Gráfica 4.3.1 – Mouse O uso do mouse no ambiente gráfico do GNU/Linux é praticamente igual que no Windows, onde um ou vários cliques fazem alguma coisa, e o arrastar e soltar é utilizado para mover itens como ícones de programas, arquivos, pastas e outros, janelas, barras, etc. Vejamos aqui algumas considerações sobre a função de cada botão do mouse: Botão Esquerdo: é utilizado para clicar em itens da área de trabalho, para que executem alguma coisa, ou clicar e segurar alguma coisa para ser arrastar alguma coisa, de um ponto para outro. Funciona do mesmo jeito que no Windows; Botão Central (ou do meio): no Windows praticamente não é utilizado, salvo em alguns programas, mas no Linux tem a função de colar textos. Para isso, basta selecionar um trecho (ou todo) de um texto presente em uma janela, e seguir para o local onde o texto será colado. Lá, posicione o cursor do mouse no local desejado e dê um clique com o botão central (os que usam uma rodinha no lugar, basta usá-la como um botão. Surpresa? O botão central está abaixo dela!). Veja que o texto será colado, do mesmo jeito se utilizasse copiar e colar (Ctrl+C e Ctrl+V). Legal? Além disso, é usado para mover objetos e para mover janelas para trás das demais, apenas com um clique na sua barra de título com ele; Botão Direito: quando você clicar alguma coisa com ele (selecionada ou não), um menu suspenso será aberto. Exemplo. Clique com o botão direito do mouse no plano de fundo, livre de objetos, e veja surgir um menu suspenso, que tem, entre outras coisas, uma opção para alterar justamente o plano de fundo. Funcionamento igual ao do Windows. O arrastar é do mesmo jeito que no Windows: Clique com o botão esquerdo do mouse em alguma coisa (um ícone da área de trabalho), e sem soltá-lo, arraste para um local qualquer, diferente do qual estava. Agora solte o botão. Você verá que o objeto foi para onde o arrastou (neste caso, pode ser que volte... Não se preocupe com isso. Tudo certo. Foi uma demonstração de uma arrastar de mouse). Serve também para selecionar alguma coisa, como texto. Sobre os estilos de clique esquerdo, um clique seleciona, um duplo aciona alguma coisa (abre um programa). O direito e o central funcionam geralmente com um clique, para realizar as suas funções. Essas regras valem para o ambiente Gnome. 4.3.2 – Teclado O teclado funciona do mesmo jeito que no Windows, com exceção de algumas teclas, no caso as teclas Win e, em certos casos, a Popup (Menu Suspenso – a lá botão direito do mouse – no Gnome do Ubuntu funciona). Isso é uma configuração padrão. É possível configurar o sistema para utilizá-las também. Vamos nos ater aos atalhos de teclado, para ganharmos tempo em algumas tarefas (veja que uma, duas ou mais tecladas têm que ser pressionadas ao mesmo tempo para fazer alguma coisa. Do mesmo jeito que no Windows): Área de Trabalho: Alt+F1: Abre o menu Aplicações, onde você pode usar as setas de direção para caminhar entre os itens e submenus. Pressione Enter para ativar a opção selecionada. Uma espécie de tecla Win, que abre o mene Iniciar; Alt+F2: Abre a janela Executar Aplicação, onde você pode digitar um comando que abra um programa. Trabalha similar ao Executar do Windows, que pode ser aberto com Win+R; Alt+Tab: Alterna entre janelas, ou seja, vai passando de janela em janela. Aquela que for a que você quer, basta soltar as teclas. Ajuste fino: Pressione Alt, toque Tab, em uma telinha vai aparecer, mostrando as janelas abertas no momento. Sem soltar Alt, vá tocando em Tab, até que o programa desejado seja focado. A que for a sua, solte as teclas. Funciona de jeito semelhante em outros sistemas. Caminha da esquerda para a direita; Shift+Alt+Tab: trabalha ao contrário do Alt+Tab, caminhando da direita para a esquerda. Ajuste fino: o Tab continua sendo tocado, mas você vai segurar o Shift+Alt; Ctrl+Alt+D: Minimiza todas as janelas. O mesmo que Win+D; Ctrl+Alt+Teclas de setas: Alterna entre as áreas de trabalho, de acordo com a seta usada; Print Screen: Captura uma tela. Funciona melhor do que no Windows, pois abre um programa que controla a captura, selecionado o local que a imagem será salva e o seu nome. Captura a tela inteira; Alt+Print Screen: Em vez de capturar uma tela toda, pega apenas a janela ativa no momento (Em frente das demais, e a cor da barra de título é mais forte do que as outras); Atalhos em uso dentro de janelas: Ctrl+C: serve para realizar copia de dados, na área de transferência (memória temporária). Como no Windows; Ctrl+X: serve para recortar (mover ou arrancar) os dados, para a área de transferência (memória temporária). Idem; Ctrl+V: Pega os dados guardados na área de transferência (copiados ou movidos) e os colocar no local desejado. Idem. F1: Abre a ajuda do programa (uma janela com texto explicando como usar alguma coisa, com riqueza de detalhes). Idem; Alt+F4: Fecha a janela atual ou que está em foco. Idem; Alt+F5: Desfaz a maximização da janela atual, se estiver sido maximizada; Alt+F7: Permite que a janela seja movida. Após pressionar esse atalho, a janela pode ser arrastada com o mouse ou com as teclas de setas. Clique com o mouse ou pressione qualquer tecla do teclado para desativar o seu movimento; Ctrl+Z: Desfaz uma ação feita em um programa. Nem todos os programas funcionam com o recurso. Mesmo do Windows; Ctrl+Y: Refaz uma ação desfeita. Em alguns programas do Windows também o usam, ou usam Ctrl+R; Alt+F8: Ativa o redimensionamento da janela em foco. Pressione esse atalho, e você poderá redimensionar a janela tanto com o mouse quanto com as teclas seta. Clique o mouse ou pressione qualquer tecla para desativar o redimensionamento; Alt+F9: Minimiza a janela atual; Alt+F10: Maximiza a janela atual; Alt+barra de espaço: Abre o menu da janela selecionada. O menu da janela permite que você execute ações sobre a janela, como minimizar, mover entre espaços de trabalho, e fechar. Está disponível em um ícone na ponta extrema esquerda da barra de título (Lembrase?); Ctrl+N: Cria um novo documento ou janela; Ctrl+S: Salva um arquivo que esteja sendo editado no momento; Teclas de setas ou Tab: Move uma seleção entre os objetos da janela ou até da área de trabalho; Enter ou barra de espaço: Ativa ou escolhe o item que tem a seleção; Shift+F10: Abre o menu de contexto (suspenso) para o item selecionado, que nem o botão direito do mouse; Esc: Fecha um menu sem selecionar um item, cancela uma operação de arrastar, fecha uma caixa de diálogo (uma pequena janela que avisa ou pede confirmação de alguma ação), ou até cancela alguma ação. 4.4 – Personalizando a Área de Trabalho e Outras Configurações Simples Veremos agora quais são as opções que a interface gráfica do Linux oferece para personalizar a área de trabalho, deixando mais ao seu gosto. A maioria das configurações no ambiente Gnome são do tipo “Altere e Veja o Resultado”, de imediato, não necessitando de confirmar o processo antes. Basta clicar no botão fechar quando terminar. Vejamos lá o que podemos mexer: 4.4.1 – Plano de Fundo Presente no Menu Sistema > Preferências> Aparência, a aba Plano de Fundo, disponível na janela aberta, permite configurar o plano de fundo que a área de trabalho está usando no momento. Uma lista de imagens disponíveis é mostrada, mas, através do botão adicionar, é possível qualquer outra, salva em alguma pasta de seu computador. Oferece um controle de como a imagem vai aparecer na área de trabalho, se ampliada, centralizada ou lado a lado. Além disso, em vez de usar imagens, você pode usar uma só cor (sólida), ou usar um degradê de cores (transição de duas ou mais cores). Basta escolher as cores desejadas. Clique em Fechar quando terminar. Você também pode acessar a configuração do Plano de Fundo clicando com o botão direito do mouse em um ponto livre do próprio plano de fundo, na área de trabalho. No menu que surgir, escolha Alterar Plano de Fundo, a lá Windows. 4.4.2 – Proteção de tela Presente no Menu Sistema > Preferências> Proteção de Tela, permite a configuração da Proteção de Tela em uso, ou escolher alguma outra. Oferece uma lista de várias, separadas por categoria. Permite visualizar a proteção de tela escolhida, ajustar se será mostrada quando o computador estiver ocioso, o tempo de ociosidade para isso (usa uma barrinha de ajuste para isso), e se a tela será travada em uma tentativa de tirar a proteção de tela (mexer do mouse ou um toque em uma tecla), exigindo o nome de usuário e senha usados para entrar no sistema. Oferece um atalho para a Janela Gerenciamento de Energia, onde ajustes de economia de energia estão disponíveis, como quando o monitor vai se desligar quando o sistema não estiver sendo usando, entre outros. Veja abaixo como é a visualização de uma Proteção de Tela. Contém até botões para alternar entre outras proteções de tela e para fechar a visualização. 4.4.3 – Relógio e Calendário O relógio do sistema está visível no painel superior da área de trabalho, onde data e hora aparecem abreviados. Um clique em cima dele abre o calendário do mês atual. É configurável através do menu Sistema > Administração > Data e Hora, onde fuso horário, atualização automática ou não, ajuste da hora, dia, mês e ano estão disponíveis. 4.4.4 – Aparência Vimos a pouco o uso da Janela Aparência, para o Plano de Fundo. Vamos conhecer agora as configurações disponíveis em suas outras abas: Tema – permite o uso de um tema pré-definido, ou personalizado, para alterar toda a aparência de todo o visual dos objetos da área de trabalho, como cores, estilos e tamanho de janelas e de textos (fonte), plano de fundo, efeitos gráficos, entre outros. Nessa aba, uma lista de temas é mostrada, mas é possível adicionar outros, através do botão Instalar, alterar um existe, no botão Personalizar, e clicar em Salvar Como (Save As) para salválo como outro tema. Fontes – altera as fontes (estilos de caractere) dos textos exibidos nas janelas e nos objetos da área de trabalho. Entre outros. 4.4.5 - Som O ícone de volume do sistema está ao lado do relógio, no painel da área de trabalho. Possui um controle de ajuste, para aumentar ou diminuir o volume. O seu ajuste abre com um clique em cima de seu ícone. Semelhante ao do Windows. A janela de Preferências de Som está no menu Sistema > Preferências > Som, onde configurações dos dispositivos de som estão disponíveis, da Campanhia do Sistema (um som que é ouvido quando algum erro ou alerta aparece), e a configuração dos sons utilizados nos eventos de sistema (aqui dá para configurar que uma música de rock seja tocada quando você entrar no sistema...). 4.4.6 – Mouse Permite personalizar as configurações do mouse em uso, como a ativação do modo canhoto (troca de esquerdo para direito e direito para esquerdo), velocidade do duplo clique e do arrastar e soltar do mouse, bem como o da sensibilidade e aceleração do movimento do ponteiro. 4.3.3.6 – Resolução de Tela Aqui você pode alterar a resolução(tamanho da tela) da área de trabalho, a taxa de atualização do monitor, a posição da tela (para monitores que podem ser rotacionados). 4.4.7 – Informações de Hardware Este utilitário mostra todas as informações sobre os dispositivos (componentes) instalados no seu computador, bem como os programas controladores (drivers) de cada um. Aqui é um bom local para começar a conhecer o seu computador. 4.5 – Gerenciando os seus dados Nesta parte estudaremos como o Linux organiza as informações em seu computador, como os dispositivos são nomeados, o gerenciador de arquivos e operações sobre diretórios (pastas) e arquivos. 4.5.1 – Sistemas de Arquivos Um sistema de arquivos uma estrutura de informações que dizem como os dados serão armazenados em algum dispositivo para esse fim. É comparável a uma biblioteca, onde há varias prateleiras, prontas para receber livros. Um sistema de arquivos procura trabalhar assim, onde ele em si é uma biblioteca, as estruturas de armazenamento são as prateleiras, e os dados armazenados nessas estruturas (arquivos e pastas) são os livros. Um arquivo é um meio de guardar alguma informação. São comparáveis a pacotes, que têm alguma coisa dentro deles. Uma pasta (diretório) serve para armazenar arquivos variados e outras pastas. É como se fosse a caixa que tem dentro dela os pacotes (arquivos), e quem sabe também outras caixas menores (pastas). 4.5.2 – Árvore de diretórios do Linux Como todo sistema operacional, o GNU/Linux organiza os dados de acordo com a sua utilidade para o sistema. Isso são regras adotadas, para facilitar a vida de quem precisar trabalhar com eles. Ou seja, no nosso caso, arquivos e pastas são separados por categoria. No local onde o Linux esteja instalado (no disco rígido, por exemplo), nós temos um conjunto de diretórios, dos mais variados nomes, que dizem o que tem neles armazenado. Vejamos uma parte deles: /bin – diretório responsável por armazenar programas de sistema, usados principalmente na inicialização do sistema (carregamento); /etc – armazena arquivos de configuração (são arquivos de texto que contêm dados dos programas instalados no computador, que dizem como eles devem se comportar. Por exemplo, um arquivo desses diz ao seu programa que mostre a sua barra de título da cor vermelha); /usr (Unix System Resources – Recursos do Sistema Unix) – é onde a maior parte dos programas instalados em seu computador estão. Tudo o que é necessário para que um programa rode está aqui. O seu conteúdo é composto principalmente por arquivos executáveis (diga-se programas em forma de arquivos) e suas bibliotecas; /home – é o local onde as pastas pessoais das pessoas (usuários) que usam o sistema se encontram. Todo tipo de dado que o usuário cria, modifica, copia, armazena, etc., estão aqui. Nenhum usuário pode ter acesso aos dados dos outros. Apenas um usuário tem poder para isso, no caso o usuário root, que é aquele que pode fazer tudo no sistema, até apagá-lo totalmente. Por isso, ele é mais usado para realizar instalação de programas, configurações gerais, entre outros. Lembra o Documents and Settings, do Windows, localizado no C:\; /boot – contém informações necessárias para inicializar o Linux; /opt – programas extras. Você deve está se perguntando: o Linux não tem o C:? Tem um semelhante, chamado de root (raiz). Você o verá assim: /, ou seja, uma barra normal. Caso digite um / em uma barra de endereço do Gerenciador de arquivos, você irá para o topo da árvore de diretórios do sistema, onde todos os diretórios de que falamos estarão visíveis. Você viu uma / nos diretórios de que falamos? É justamente isso: o / diz que eles estão dentro dele! Uma coisa assim: /home/irix, significa que é um caminho, para se chegar a pasta irix, localizada dentro de home, que por sua vez está dentro do /. O primeiro / (no início do caminho) é a raiz. Os demais são para separar os outros nomes. 4.5.3 – Arquivo Binário e de Texto Os sistemas que seguem o padrão POSIX (padrão da IEEE que diz como um sistema Unix tem que ser, para seguir o padrão), como o Linux, possuem dois tipos de arquivo: arquivo binário e arquivo de texto. O binário é aquele que tem como conteúdo um conjunto de bits, inicialmente apenas compreensíveis para o computador. Desses, temos: imagens, programas (executáveis), vídeos, som, etc. Já o de texto contêm apenas palavras, que podem ser compreendidas pelo ser humano. Temos como exemplo os arquivos txt, de configuração, certas imagens vetoriais (imagens armazenadas como equações matemáticas), entre outros. 4.5.4 – Partições É a divisão virtual de uma unidade de armazenamento, como o disco rígido, de maneira que é como se você pudesse ter vários discos, um para cada uso desejado. Assim, o espaço de armazenamento pode ser dividido em partes, de modo os dados de cada uma fiquem separados das demais. Por exemplo, um disco de 90 GB vai ter seu espaço particionado (dividido) em 3, um de 30 GB cada. Então, eu posso armazenar vídeos em um, arquivos de música em outro, e o terceiro para o resto. Ou posso também não dividir, e criar toda uma partição de 90 GB. A necessidade de ter uma ou mais partições é porque assim você diz até quanto do disco pode ser usado para armazenamento de dados (infelizmente, para algumas pessoas, é preciso fazer isso. :-)) Pergunta: qual a utilidade disso? Simples: para que você possa instalar mais de um Sistema Operacional em uma só máquina, pois cada um precisa ter o seu espaço (partição) só para si. Ou você vai comprar um computador para cada sistema que queira usar? Ou apagar o que já está instalado. Também é interessante para quem faz cópia de segurança de dados (arquivos em uma partição diferente do sistema, minimiza a sua perda), entre outros casos. O processo de dividir uma unidade em partições é chamado de particionamento. Agora, para que a partição possa ser usada, é preciso que seja “arrumada” antes. Com quem? Com o sistema de arquivos, que diz que aquela partição está pronta para ser usada, para armazenar dados. Esse processo de gravar um sistema de arquivos é chamado de formatação. Os dispositivos de armazenamento, no Linux, são nomeados da seguinte forma, bem como as suas partições (pode ser que a interface gráfica os mostre com outros nomes mais acessíveis): hdxn: é usado mais para discos rigidos (IDE). O “x” é uma letra, que diz se o dispositivo é o primeiro, segundo, terceiro..., do sistema. É usada uma letra minúscula. Ex.: hda (primeiro disco rígido IDE), hdc (terceiro). O “n” se refere a uma das partições do disco. Ex.: hda1 (primeiro disco rígido IDE, partição 1), hdb2 (segundo disco rígido IDE, partição 2). sdxn: para discos rígidos SATA ou SCSI. Ex.: sda1, sdb3. Em alguns casos, pode ser que certos dispositivos, como os pendrives ou cartões de memória, sejam reconhecidos na forma sdx. Ex.: sda, sdb,sdc. fdn: usado para disquetes. Ex.: fd0 hdx: representa também dispositivos IDE, mas no caso das mídias ópticas, como CDROM e DVDROM e suas variantes. Ex.: hdc, hdd. 4.5.5 – Usando o gerenciador de Arquivos O gerenciador de arquivos, do Gnome, que trabalha do mesmo jeito que o Windows Explorer, é chamado de Nautilus. Ele é bastante integrado com a área de trabalho, de maneira que os ícones dela estão armazenados dentro de uma pasta chamada de Desktop (área de trabalho, em inglês). No menu Locais, temos acesso rápido as principais pastas do sistema, e cada uma é aberta justamente no Nautilus. Vamos conhecê-lo um pouco? Vejamos aqui, abrindo a sua pasta pessoal (Menu Locais > Pasta Pessoal): Analisando a janela do Gerenciador de Arquivos Nautilus, temos o seguinte: Barra de título, com o nome do diretório atualmente aberto; Barra de menus, com funções variadas, como criar arquivos/pastas, alterar disposição dos arquivos, modo de visão, etc; Barra de Ferramentas, com atalhos para as funções mais utilizadas; Barra de localização, onde você digita o caminho para chegar a um lugar onde tenha arquivos/pastas, ou até clica em botões, que fazem o mesmo efeito (há um botão ao lado dessa barra que muda o modo de fazer isso: para texto ou botões). Também tem alguns ícones para alterar a visualização dos arquivo e pastas, como aumentar o tamanho de seus ícones, ou mostrá-los na forma de uma lista; Uma parte onde os diretórios mais usados, e as unidades de armazenamento, estão disponíveis, além da Lixeira. Se comporta como uma árvore de diretórios (mudando o seu modo pode de fato ficar como uma), onde é possível alternar mais rapidamente entre as pastas do sistema. Dica: o ícone Sistema de Arquivo, na verdade, é o /, ou seja, o seu Linux está instalado lá. Os outros ícones apontam para locais que estão também lá. São só atalhos... :-). Uma área maior, onde o conteúdo de uma pasta é mostrado. Usando o menu Arquivo ou o botão direito dentro da parte das pastas e arquivos, é possível criar um arquivo ou pasta. Além disso, com o botão direito do mouse, ou com o menu Editar, certas operações ficam disponíveis, como cópia, recorte, cola, excluir, renomear, dos arquivos e diretórios desejados (desde que as permissões deixem!). Como foi lembrado, a Lixeira está acessível na área de trabalho e dentro do Nautilus, onde arquivos excluídos podem ser deletados de vez (um a um ou esvaziando tudo) ou restaurados de volta aos seus lugares. Ressalvas: Apesar de terem alguns nomes diferentes, na barra de menu há opções similares as do Explorer. Ex.: Menu Ver – Menu Exibir, Marcadores – Favoritos, Recarregar – Atualizar, entre outros. 4.6 – Conhecendo o Modo Texto do Linux Acabamos de conhecer o modo de Janelas do GNU/Linux, onde pudemos tirar as nossas dúvidas quanto as suas diferenças e semelhanças com a interface gráfica do Windows. Vamos ver agora um outro tipo de interface, o modo texto, onde a operação do sistema é através do teclado (é possível usar o mouse também, mas nem todas as distribuições do Linux o configuram por padrão). O seu visual é tipo uma tela preta, com letras brancas, verdes ou de outras cores. A maioria do que é comandado ou visto é na forma de palavras, por isso o nome modo texto (de comando, célula de caractere ou de caracteres). Temos duas formas de ter acesso a esse modo. Via um programa, chamado de emulador de terminal, que permite o uso do terminal (sinônimo para modo texto), que é acessível na interface gráfica, ou indo para o modo texto puro. Vamos lá! 4.6.1 – Emulador de Terminal É um programa, disponível na área de trabalho, que permite que você use os comandos da linha de comando e faça outras operações. Ele não é o modo texto real (). Permite a operação de quase tudo o que poderia ser feito no terminal puro, fora as configurações que envolvam operações com certos programas em uso, como o Xwindow (lembra que você está trabalhando com o Emulador em cima dele?), quando vai instalar drivers para ele. É equivalente ao Prompt de Comando do Windows. Os mais conhecidos e usados no Linux são: gnome-terminal (o nosso caso), konsole, xterm. Vejamos uma janela do gnome-terminal, na figura abaixo: 4.6.2 – Modo Texto Puro É o modo texto de fato, onde é feito login (usuário e senha), para se ter acesso ao prompt (local onde os comandos são digitados). O prompt no visual é assim: nomedousuario@nomedocomputador:~$ Vamos entender o que é isso: o nomedousuario é o nome de usuário que você usou para entrar no sistema. O @ significa “está em”. O nomedocomputador é o nome que o computador (o sistema no caso) tem. É usado para dá nome ao computador, caso entre em uma rede (a sua identidade, no caso). O simbolo depois dos dois pontos (:), o que no caso é um ~, diz qual é o diretório aberto atualmente, pois o terminal trabalha principalmente se referenciando com diretórios, ou seja, o usuário sempre está dentro de algum diretório, o que é mostrado logo depois dos dois pontos. E o cifrão ($) diz qual o nível do usuário, no caso ele é comum. Se fosse o administrador do sistema (root), que tem autoridade sobre todo o sistema, teria um jogo da velha (#) no lugar do $. Vamos ver um exemplo de um prompt, e como lê-lo: root@ubuntu:~# Lendo: usuário root, que existe (está) no computador ubuntu, está dentro de sua pasta pessoal (que é /root, diferente dos demais, que têm diretórios em /home), e é o administrador do sistema, visto pelo # presente no prompt. Se você observou bem a janela do emulador de terminal, pôde ver que um prompt de mesmo desenho é visível dentro da janela. Temos alguns atalhos de teclado para o modo texto: Ctrl+L – Limpa toda a tela, deixando apenas uma linha, a do prompt de comando (o que foi feito antes continua funcionando normal); Shift+Page Up - “Rola” a tela do terminal, para cima; Shit+Page Down - “Rola” a tela do terminal, para baixo; Tab – digite parte de um comando, e toque Tab. A palavra do comando será completada, ou uma lista, caso o Tab não complete (e talvez você ouça um bip) o toque de novo, de comandos que começam com aquele texto. Ex: cl, Tab, clear. Setas esquerda e direta do teclado – caminham entre as letras de um comando que está sendo digitado; Setas Para Cima e Para Baixo do teclado – Para cima mostra, um a um, os comandos usados antes. Para Baixo desce, até o “início” do prompt (sem nada). 4.6.3 – Usando comandos Agora, vamos começar a brincar de verdade! :-). Antes, vamos entender algumas coisas. O prompt é o local onde são digitados os comandos. Um comando é uma palavra, em inglês, geralmente, que diz qual a operação que o sistema tem que fazer. Dependendo dele, um comando pode receber parâmetros, que são mais palavras (ou só letras), que dizem ao comando como ele deve fazer uma certa operação e sobre o que. Exemplo: um comando para mostrar as pastas dentro do seu diretório pessoal, recebe um parâmetro para que mostre apenas as pastas que iniciam com a letra “a”. Um comando é usado assim: digitá-o e tecle Enter, para executá-lo. A outra coisa é que na interface do modo texto há um programa, chamado de interpretador de comandos, que é responsável por receber os comandos dados pelo usuário, e convertê-los em instruções, a ser feitas pelo sistema, e mostrar o resultado (a ação desejada) ao usuário. Aquela tela preta faz parte dele. O nome do interpretador de comando usado em quase todas as distribuições é chamado de Bash (Bourne Again Shell). Temos outros, menos usados que o Bash, como: csh, python, perl, ksh, entre outros. Veremos agora alguns comandos do terminal, para que possamos fazer algumas operações simples: ls (list - listar): mostra, na tela, o conteúdo do diretórios aberto atualmente. Ex.: lindrix@ubuntu:~$ ls Documentos Imagens Músicas Vídeos O comando ls está mostrando o conteúdo do diretório pessoal do usuário lindrix. Com opções: ls -l: mostrar m forma de lista; ls -a: mostrar tudo (com arquivos e pastas ocultos); ls -R: mostra todo o conteúdo das pastas envolvidas, na tela. cd (change directory – Escolher diretório) – permite que você entre no diretório desejado. Para isso, digite “cd /caminho/do/diretorio” (sem aspas). Você pode informar o caminho todo (absoluto), ou entrar referenciando o que você tenha aberto (relativo): Ex.: lindrix@ubuntu:~$ cd /usr/bin lindrix@ubuntu:/usr/bin$ Você entrou na pasta bin, que fica em usr, que por sua vez está localizada no /, usando um caminho completo (absoluto). lindrix@ubuntu:~$ cd Documentos lindrix@ubuntu:~/Documentos$ Você entrou na pasta Documentos, que está dentro da pasta aberta atualmente (veja que é a pasta pessoal de lindrix. Viu o ~?), usando parte de um caminho (relativo), se relação à pasta que estava aberta no momento. Com opções: cd ~: entra na pasta pessoal do usuário (a sua); cd ..: sobe um nível, ou seja, se uma pasta Documentos está dentro da pasta lindrix, e você está dentro de Documentos, esse comando vai fazê-lo subir para a lindrix, que é dita pasta pai da pasta Documentos, pois Documentos está dentro de lindrix: pasta lindrix | |------> pasta Documentos pwd: mostra o diretório em que você está atualmente: lindrix@ubuntu:~$ pwd /home/lindrix clear: limpa a tela, deixando só o prompt. A mesma função do atalho Ctrl+L; cp: copia arquivos. Com a opção -r, copia arquivos e pastas com conteúdo (recursividade): lindrix@ubuntu:~$ cp texto.txt Documentos/ lindrix@ubuntu:~$ cp -r pasta1 Imagens/ mv: tem dupla função. Serve para mover arquivos ou diretórios (usa -r, se tiver conteúdo), de um lugar para outro, ou para renomeá-los. Acontece que na verdade que o arquivo ou pasta é movido para o mesmo local, mas com o nome mudado, para o que foi informado: lindrix@ubuntu:~$ mv verbo.jpg Imagens/ Movendo o arquivo verbo.jpg para a pasta Imagens. lindrix@ubuntu:~$ mv thefinalcountdown.mp3 acontagemregressivafinal.mp3 Renomeando o arquivo thefinalcountdown.mp3 para acontagemregressivafinal.mp3 rm – apaga arquivos. Com rm -rf apaga tudo o que estiver no seu diretório atual, sem fazer perguntas. ■ rm -i: pede para confirmar a exclusão. Use y (sim) ou n (não); ■ rm -f: impede que a pergunta de confirmar exclusão seja feita. Ou seja, diz sim para tudo; ■ rm -r: apaga diretórios com conteúdo. lindrix@ubuntu:~$ rm texto.txt Deseja apagar “texto.txt”: y Arquivo deletado. lindrix@ubuntu:~$ rm -rf texto1.txt Arquivo deletado sem confirmação. Cuidado! cat: mostra o conteúdo de um arquivo. Tipo um visualizador, mas só de texto lindrix@ubuntu:~$ cat texto2.txt Eu sou usuário de Linux tac: o mesmo de cat, mas mostrando ao contrário (linhas); logout: sai do seu prompt (desloga), e volta para o login. O mesmo que sair; halt ou shutdown -h now: desligar o computador (só para o root); reboot ou shutdown -r now: reiniciar o computador (só para o root). Serve também Ctrl+Alt+Del(delete); touch nomedoarquivo: cria um arquivo vazio, com o nome nomedoarquivo; Outros (o ministrante pode sugerir alguns). Observações: Um arquivo ou pasta oculto sempre é começado por ponto (.), ou seja, para ocultar um arquivo ou pasta, basta renomeá-lo, acrescentando o ponto antes de seu nome. No uso de ls ou cd, o símbolo ./ se refere ao diretório atualmente aberto (onde você está), ../ o diretório onde o que está aberto está guardado (o diretório pai); 4.6.4 – Alternado entre o modo texto e o modo gráfico Para você ir do modo gráfico para o modo texto, basta pressionar Ctrl+Alt+F1. Se não tiver prompt, veja se pede login. Informe nome de usuário, Enter, e digite a sua senha. Veja que ela não aparece visualmente, mas o sistema a está recebendo. Enter. Login feito e prompt acessível. Terminado, saia com logout, e pressione Ctrl+Alt+F7, que volta para a interface gráfica. 4.6.5 – Abrindo programas da interface gráfica através de comandos Essa vale para o emulador de terminal, ou a janela Executar Aplicação. Cada programa acessível pela área de trabalho tem um comando, que na verdade é o usado dentro dos menus e ícones de atalho, para carregá-los. Vejamos alguns: gedit: - abre o editor de texto Gedit; firefox ou firefox-bin: abre o navegador Mozilla Firefox; nautilus: abre o gerenciador de arquivos Nautilus; gnome-terminal: abre o emulador de terminal do Gnome; xterm: abre o emulador de terminal Xterm; amule: abre o programa P2P Amule; Entre outros (sugestões no ministrante) 5 – Trabalhando com aplicativos no Linux Toda distribuição conta com um conjunto de programas variados, de modo a atender as mais variadas necessidades. Mas alguns são muito utilizados, e têm muitos recursos, visando a atender a maioria dos usuários. Vejamos agora alguns dos principais aplicativos disponíveis para o GNU/Linux: 5.1 – Open/BrOffice É o principal pacote de escritório de código aberto, disponível para muitos sistemas, como Linux, Windows, MacOS e outros. Tem muitos dos recursos encontrados no Microsoft Office, além de ter uma interface muito semelhante a dele, além de abrir arquivos criados no outro. O OpenOffice está disponível em muitos idiomas, até no nosso, Português Brasileiro. O grupo responsável por sua tradução é o BrOffice.org, chamado assim por problemas de direitos autorais, pois a marca OpenOffice no Brasil é de uma empresa. A versão do programa do grupo é chamada de BrOffice. Tem como um dos recursos inovadores a inclusão da exportação para PDF dos arquivos produzidos, o que está disponível na maioria dos programas do pacote. Na exportação, é possível configurar várias coisas, como se terá ou não compressão nas imagens, uso de senha ou não, disposição, modo de apresentação, entre outros. Está disponível em qualquer programa no meu Arquivo > Exportar como PDF. Além desse, temos a exportação (Arquivo > Exportar) como Latex, MediaWiki, entre outros. Outro destaque é a possibilidade de abrir/salvar arquivos para Word, Excel e PowerPoint. É composto por muitos programas, onde cada um é especifico para cada aplicação. Vejamos alguns deles: 5.1.1 – Open/BrOffice Writer É um processador de texto, o equivalente do Word. Trabalha com alinhamento de textos, inserção de imagens, tabelas, figuras pré-definidas, copia, recorte e cola, corretor gramático, entre outros. A sua interface é muito semelhante a do Word, com barras de menu, ferramentas, formatação, réguas, caixas de ferramentas e área de edição. Vejamos como é a janela do programa: Algumas diferenças e semelhanças sutis entre o Writer e o Word: Uso de atalhos de teclado: os atalhos do Writer são baseados nos nomes em Inglês das funções. O Word geralmente usa os atalhos baseados na língua do país, salvo alguns atalhos. Exemplos de atalhos do Writer: Ctrl+A: seleciona todo o texto; ■ Ctrl+S: Salva o arquivo; ■ Ctrl+Shift+S: Abre a janela Salvar Como; ■ Ctrl+E: Centraliza texto; ■ Ctrl+R: Alinha à direita (Right); ■ Ctrl+L: Alinha à esquerda (Left); ■ Ctrl+J: Justifica o texto; ■ Ctrl+B: Negrito (Bold); ■ Ctrl+I: Itálico; ■ Ctrl+U: Sublinhado (Underline); ■ F1: abre a ajuda do programa. ■ F2: abre/fecha a barra de formulas; ■ F6: Alterna o foco da seleção entre a barra de menu, a de ferramentas, formatação, por outras barras incluídas, voltando para a área de edição; ■ F7: Abre a correção automática do texto; ■ F10: Coloca o foco da seleção na barra de menus; As barras podem ser arrastadas para outras posições; Permite a inclusão de outros tipos de objetos, como planilhas, sons e vídeos. Incluir um tocador de som e vídeo para os arquivos Multimídia incluídos ou externos. Abre arquivos do Word, como doc, rtf e docx (Microsoft Office 2007), via plugin (um programa que permite a inclusão de novos recursos em outro maior. São ■ externos a ele.) 5.1.2 – Open/BrOffice Calc Programa de Planilhas do pacote, é o mais próximo de código aberto do Excel, em interface, funções e recursos. Não possui todas as funcionalidades dele, mas tem as mais usadas. Vejamos uma janela do Calc: Abre os arquivos xls, csv e outros, do Excel e de outros programas. 5.1.3 – Open/BrOffice Impress É utilizado para construção de apresentações (Slides). Tem funções semelhantes ao do PowerPoint, podendo fazer muita coisa que o outro faz. A sua tela é a seguinte: Possuir algumas diferenças e semelhanças sutis em relação ao PowerPoint, como: A inclusão de planos de fundo é indireta. É necessário que a galeria de imagens seja alimentada antes, com as figuras desejadas. Geralmente, o passo a passo é assim: no Impress, vá no menu Formatar > Área. Na janela aberta, clique na aba Bitmaps. Veja que uma lista de imagens pré-incluídas na galeria estão disponíveis. Clique no Botão Importar. Navegue nas pastas, até encontrar a imagem desejada (você terá que adicionar uma a uma...). Escolhida a imagem, selecione-a e clique em Abrir. Confirme com Ok, para deixar a imagem com o nome dela próprio, ou digite um melhor, clicando depois em Ok. Veja que na lista a sua imagem está inclusa. Use novamente o Importar, para mais imagens, ou saia clicando em Ok. As imagens agora estão disponíveis na galeria. Agora, vamos colocar um plano de fundo em um certo slide: Na área central, onde o slide aparece em sua totalidade, clique com o botão direito em cima dele. Um menu aparece. Siga nele por Slide, e no submenu clique em Configurações de Página. Na janela que surgir, siga para a aba Plano de Fundo. Lá, na lista preenchimento, você tem várias possibilidades de preenchimento: Cor (uma cor), Gradiente (várias, misturadas), preenchimento (estilos) e Bitmap. Escolha Bitmap. Veja que a lista da galeria de imagens aparece. Procure pelas imagens que você incluiu anteriormente, e a selecione. Na seção Tamanho, você tem controle de como a imagem vai ser distribuída no slide. Em Original, a imagem fica com o seu tamanho real. Em Relativo, ela é ajustada para o tamanho do slide. Pode ser que ajustes como largura e altura estejam disponíveis (se Original e Relativo estiverem desmarcados, ou só Relativo marcado), onde é possível usar largura e altura mais precisas. Por fim, clique em Ok. Se aparecer uma caixa perguntando para incluir o plano de fundo em todos os slides, responda não, para que a imagem fique só no slide atual. O sim coloca-a em todos. Possui suporte a efeitos de transição ou de animações, onde tem que configurar as ocasiões onde serão ativados. Sons só funcionam no slide onde estão, não tocando por toda a apresentação. É dividido em três painéis: Slides (lista de miniaturas de slides); Área de Edição, onde o slide é modificado, e inclui modos de visualização (Normal, Estruturas de Tópicos, Notas, Folheto e Classificador de Slides); e Tarefas, onde controle de páginas mestre, estilos (Layouts), animações personalizadas e transição estão acessíveis. 5.2 – Mozilla Firefox Programa de navegação em páginas de Internet, disponível para Linux, Windows e outros. É o principal concorrente do Internet Explorer, da Microsoft. Tem como pontos fortes: Segurança: como é desenvolvido por uma comunidade de código aberto, bugs são corrigidos rapidamente, o que evita invasões por vírus ou crackers; Uso de abas: em uma mesma janela, podem estarem abertas varias abas, cada uma com uma página aberta. Cada uma tem o foco da barra de endereço, dos botões da barra de ferramentas e do campo de busca; Uso de extensões: se as funções do Firefox são poucas, basta instalar uma extensão, para ter acesso as novas funções. Geralmente, a instalação é facilima, bastando acessar a página da Internet onde tem extensões para baixar, clicar no botão de instalação, que irá ativar o gerenciador de extensões do programa (que vai baixá-la e instalá-la), e na janela aberta esperar que o botão de instalação ficar ativo, clicar nele, e fechar e reabrir o navegador. As funcionalidades da nova extensão estarão disponíveis. Cada extensão é especifica para cada uso; Suporte a capas: do mesmo jeito que as extensões, o Firefox pode ser personalizado visualmente com temas, as capas, para deixar a sua interface ainda mais agradável as suas necessidades; Recuperação em caso de falhas: caso o navegador trave, caia ou outra coisa o tire do ar, da próxima vez que você o abrir, ele oferecerá para reabrir a sessão anterior, ou começar com uma nova, com direito a reentrar no email diretamente; Recuperação de abas fechadas: no menu Histórico, em Reabrir Aba, você pode abrir de novo aquela aba fechada por engano; Campo de Busca: ao lado da barra de endereço, há um campo de busca, que serve de atalho para buscar nas principais páginas de busca. Em uma lista, permite a troca do sistema de Busca, por Google (padrão), Yahoo!, Wikipédia, entre outros. Novos sistemas de busca podem ser adicionados, via um mecanismo similar ao das extensões; A fundação Mozilla, quem o desenvolve, mantém um site que possui extensões, capas, dicionários e outras adições para o navegador. Comece aqui: http://ptbr.www.mozilla.com/pt-BR/firefox/customize/. Vejamos uma janela do Mozilla Firefox: 6 – Dicas de pesquisa (o ministrante irá falar de sites, uso de mecanismos de buscas e outras ferramentas para se aprofundar mais no GNU/Linux e levantar dados sobre outros temas, cujos materiais estejam principalmente disponíveis sobre Licenças abertas.) 7 – Aviso de licença: Este documento está liberado sob a GPLv2, que permite a cópia, modificação e redistribuição deste trabalho, desde que todos os envolvidos tenham os seus nomes citados. Uma cópia da licença está abaixo: GNU General Public License: This program is free software; you can redistribute it and/or modify it under the terms of the GNU General Public License as published by the Free Software Foundation; either version 2 of the License, or (at your option) any later version. This program is distributed in the hope that it will be useful, but WITHOUT ANY WARRANTY; without even the implied warranty of MERCHANTABILITY or FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE. See the GNU General Public License for more details. You should have received a copy of the GNU General Public License along with this program; if not, write to the Free Software Foundation, Inc., 675 Mass Ave, Cambridge, MA 02139, USA.