ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO
Dados Estatísticos e Econômicos de 2012
Brasília-DF, 18 de outubro de 2013
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DIRETORIA
Diretor-Presidente
Marcelo Pacheco dos Guaranys
Diretor de Operações de Aeronaves
Carlos Eduardo Pellegrino
Diretor de Regulação Econômica
Ricardo Sérgio Maia Bezerra
Diretor de Aeronavegabilidade
Claudio Passos Simão
Diretor de Infraestrutura Aeroportuária
Rubens Carlos Vieira
EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL
Superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE
Danielle Pinho Soares Alcântara Crema
Gerente de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC
Cristian Vieira dos Reis
Servidores
Carlos César Gadelha Dantas
Cleujanio Silva Cruz
Elenjuce Ferreira Dias Valentin
Felipe Soares Luduvice
Felemon Gomes Boaventura
Frederico Alves Silva Ribeiro
Flávia Macedo Rocha
Guilherme Gontijo Adame
Jonas Ernandes Salvador
Jose Humberto Borges Junior
Laís Macedo Facó Alencar
Marcos Rogério dos Santos
Murilo Sakai
Rafael Oliveira de Castro Alves
Thiago Juntolli Vilhena
Vitor Caixeta Santos
Secretária
Waleska dos Santos Cabral
Estagiários
Carla Lanay Ferreira Fernandes
Danniel Ferreira Leite
Jaqueline Lopes Gonçalves
Juliana Marques Oliveira
Laís Lira Kanashiro Duarte
Lorrene Gomes da Silva
Maysa Silva Cordeiro
Michelle da Silva Pereira
Raíra Veloso de Souza
Thalita Gonçalves Ferreira
Apoio
Assessoria de Comunicação Social – ASCOM
Superintendência de Tecnologia da Informação – STI
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO
Dados Estatísticos e Econômicos de 2012
ENDEREÇO
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC
Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE
Gerência de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC
Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote C
Edifício Parque da Cidade Corporate, Torre A, 5º andar
CEP 70308-200, Brasília/DF, Brasil
Contatos: www.anac.gov.br/faleanac, 0800 725 4445
É permitida a reprodução do conteúdo deste Anuário, desde que mencionada a fonte:
Anuário do Transporte Aéreo 2012, volume único, 1ª edição, Agência Nacional de
Aviação Civil.
Todas as informações monetárias estão expressas em reais, salvo indicação em
contrário.
Não são citadas as fontes das figuras, dos quadros e das tabelas de autoria da Agência
Nacional de Aviação Civil.
As informações divulgadas estão sujeitas a alterações.
Brasília-DF, 18 de outubro de 2013.
APRESENTAÇÃO
O setor da aviação civil destaca-se mundialmente por sua tradição nos processos de
coleta, processamento e divulgação de dados e informações. Diversas instituições
públicas e privadas ao redor do mundo coletam e divulgam dados sobre o setor aéreo
desde o início do século XX, mantendo séries temporais com razoáveis níveis de
consistência e buscando padronizar conceitos e metodologias de apuração, com vistas a
permitir a comparação entre os dados coletados em países diversos.
Nesse sentido, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) – da qual o Brasil
é um dos 191 países-membros – mantém, desde 1947, um programa para a coleta, o
processamento, a análise e a disseminação de dados estatísticos da aviação civil.
A OACI é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), criada
em 1944, durante a Conferência de Aviação Civil Internacional ocorrida na cidade de
Chicago, Estados Unidos, em que 52 países assinaram uma Convenção de Aviação
Civil Internacional, conhecida como Convenção de Chicago. Desde então, a
Organização tem sido responsável por estabelecer padrões, normas e procedimentos
internacionais para a aviação civil, nos campos de segurança operacional, segurança
contra atos de interferência ilícita, eficiência, regularidade e proteção ambiental.
Logo, as informações coletadas do transporte aéreo revelam-se de extrema importância
para o bom desempenho das atividades de análise, planejamento e desenvolvimento de
estudos, que têm contribuído substancialmente para a evolução e modernização do
setor. Tradicionalmente, os dados são utilizados para subsidiar o processo legislativo, a
elaboração de políticas públicas e o processo regulatório que abrange o setor, assim
como para o planejamento de investimentos e a tomada de diversas decisões estratégicas
no campo mercadológico, como a prospecção de mercado, as ações concorrenciais e o
planejamento de frota e de infraestrutura aeroportuária e de navegação aérea.
O Anuário do Transporte Aéreo foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1972, pelo
então Departamento de Aviação Civil (DAC) do Comando da Aeronáutica, órgão
responsável, à época, pela regulação do setor aéreo. No entanto, anteriormente ao
Anuário, diversos relatórios que apresentavam informações e séries temporais com os
dados estatísticos e econômicos do setor já eram publicados.
Com o advento da Lei n° 11.182/2005, o Anuário do Transporte Aéreo constitui uma
publicação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entidade da Administração
5
Pública Federal Indireta submetida ao regime autárquico especial, caracterizado por
independência administrativa, autonomia financeira, ausência de subordinação
hierárquica e mandato fixo de seus dirigentes, que atuam em regime de colegiado.
A Agência atua como autoridade de aviação civil vinculada à Secretaria de Aviação
Civil da Presidência da República e tem as atribuições de regular e fiscalizar as
atividades de aviação civil e de infraestrutura aeroportuária, nos termos das políticas
estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo. Para tal, deve adotar as medidas
necessárias ao atendimento do interesse público e ao desenvolvimento da aviação civil.
A elaboração e a divulgação de estudos sobre as condições de mercado inserem-se entre
as competências legais desta instituição e foram regimentalmente conferidas à
Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado (SRE),
conforme a Resolução ANAC n° 110/2009 e suas alterações.
O Anuário do Transporte Aéreo de 2012 apresenta dados provenientes das operações
domésticas e internacionais das empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que prestam
serviços no Brasil, tais como: passageiros e cargas transportados; oferta e demanda;
aproveitamento das aeronaves; participação de mercado; atrasos e cancelamentos; frota
de aeronaves; pessoal por categoria; aeroportos utilizados; receitas, custos e despesas;
resultado líquido do exercício; indicadores de liquidez, rentabilidade, endividamento e
situação líquida patrimonial; tarifas aéreas domésticas comercializadas; entre outros.
As informações apresentadas são apuradas com base em dados periodicamente
registrados pelas empresas aéreas na ANAC, nos termos da regulamentação vigente. Os
dados são submetidos a críticas, validações e procedimentos de auditoria pela Agência,
no intuito de alcançar o maior nível de consistência possível. Assim, os dados estão
sujeitos a revisões, correções e alterações e podem apresentar diferenças em relação
àqueles divulgados em versões anteriores do Anuário.
Assim, o documento é constituído de um sumário executivo e de oito capítulos: 1.
Cenário Macroeconômico; 2. Estrutura das Empresas Aéreas; 3. Oferta de Transporte
Aéreo; 4. Demanda por Transporte Aéreo; 5. Aproveitamento das Aeronaves; 6.
Percentuais de Atrasos e Cancelamentos; 7. Tarifas Aéreas Domésticas; e 8. Aspectos
Econômico-Financeiros.
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Espera-se que as informações apresentadas no Anuário do Transporte Aéreo ampliem o
conhecimento da sociedade brasileira e subsidiem a realização de pesquisas, estudos e
análises mais abrangentes sobre o setor.
Os dados do transporte aéreo também estão disponíveis na seção “Dados e Estatísticas”
no site da ANAC na internet: www.anac.gov.br.
Reclamações, denúncias, sugestões, críticas e elogios relacionados ao Anuário do
Transporte Aéreo podem ser registrados no sistema Fale com a ANAC, acessível por
meio da página da Agência na internet ou do telefone 0800 725 4445.
Boa leitura!
Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado
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SUMÁRIO EXECUTIVO
A evolução do transporte aéreo no Brasil nos últimos dez anos
A demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros foi recorde em 2012 e mais do
que triplicou nos últimos dez anos, em termos de passageiros-quilômetros pagos
transportados (RPK), com alta de 234% entre os anos de 2003 e 2012 e com
crescimento médio de 14,35% ao ano no período. A demanda no mercado internacional
para voos com origem ou destino no Brasil, por sua vez, mais do que dobrou no mesmo
período, com alta de 128% e crescimento médio de 9,59% ao ano. No mesmo período, o
crescimento médio da economia brasileira foi de 3,85% ao ano e o da população foi de
1% ao ano. Em outras palavras, o crescimento médio anual do transporte aéreo
doméstico representou mais de 3,5 vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro e mais de 14 vezes o crescimento da população.
A quantidade de carga paga transportada no mercado doméstico, em toneladas, registrou
crescimento médio de 4,6% ao ano nos últimos dez anos, com incremento de 50% desde
2003. No mercado internacional, o crescimento médio foi de 6,5% ao ano nos últimos
dez anos, com 76% de aumento na quantidade de carga paga transportada.
A oferta de transporte aéreo de passageiros no país também foi recorde em 2012, em
termos de assentos-quilômetros ofertados (ASK), considerando o somatório de ambos
os mercados doméstico e internacional, e a quantidade de voos foi superior a 1 milhão
(1,126 milhões de voos realizados), a exemplo do que ocorreu em 2011 quando este
expressivo número foi alcançado pela primeira vez (com 1,091 milhões de voos).
A quantidade de passageiros pagos transportados – que foi de 37,2 milhões em 2003 –
superou a importante marca de 100 milhões em 2012, tendo sido 88,7 milhões de
passageiros pagos transportados em voos domésticos e 18,5 milhões em voos
internacionais com origem ou destino no Brasil. O número alcançado em 2012
representou uma proporção de 55 passageiros transportados no modal aéreo para cada
100 habitantes no Brasil, enquanto que em 2003 essa mesma proporção foi de 21 para
100.
O aproveitamento médio das aeronaves em voos domésticos alcançou o seu maior nível
em dez anos, em termos de RPK/ASK, com taxa de 72,9% em 2012, o que representou
melhora de 21,5% em relação a 2003, que registrou taxa de 60%. No mercado
internacional, a taxa foi de 79,6% em 2012 e de 75,6% em 2003, com melhora de
5,31%.
O percentual de atrasos superiores a 60 minutos e o percentual de cancelamentos de
voos atingiram o seu menor nível desde 2003, tendo sido de 3,68% do total de etapas de
voos realizadas e de 7,49% do total de etapas de voos previstas em 2012,
respectivamente. Isto representou redução de expressivos 30,8% para o percentual de
atrasos e de 68% para o percentual de cancelamentos. Ou seja, os cancelamentos de
8
voos reduziram a menos de um terço nos últimos dez anos. Por sua vez, o percentual de
atrasos superiores a 30 minutos foi de 11% em 2012 e também em 2003.
A Tarifa Aérea Média Doméstica registrou redução de 42,77% desde 2002, que foi o
ano subsequente ao início do regime de liberdade tarifária no mercado doméstico, tendo
passado de R$ 515,17 em 2002 para R$ 294,83 em 2012, em valores reais deflacionados
até dezembro de 2012. O Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico – que correspondente ao
valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado em razão dos serviços de
transporte aéreo público regular – caiu a mais da metade no mesmo período, com
redução superior a 56,38%. Em 2012, a maioria dos assentos das aeronaves (65,3%)
foram comercializados com tarifas inferiores a R$ 300,00 e 13,16% daqueles com
tarifas inferiores a R$ 100,00. Em 2002, esses percentuais foram de apenas 22,86% e de
0,05%, respectivamente, ou seja, a maioria dos assentos das aeronaves (77,14%) foram
comercializados com tarifas superiores a R$ 300,00. Tarifas superiores a R$ 1.500,00
foram responsáveis por 0,38% do total de assentos comercializados em 2012, enquanto
que em 2002 esse percentual foi praticamente 4 vezes maior, de 1,50%.
Pode-se destacar entre os principais fatores contribuintes para o crescimento do
transporte aéreo nos últimos dez anos: o crescimento da economia brasileira; a
distribuição de renda no país; e a concorrência no setor.
A concorrência tem como principais pilares a liberdade tarifária – vigente desde 2001
no mercado doméstico e ratificada pela Lei nº 11.182/2005 – e a liberdade de oferta,
que foi instituída em 2005 por essa mesma lei.
Hoje, qualquer linha aérea pode ser operada por qualquer empresa concessionária
interessada – desde que observada a capacidade de infraestrutura aeroportuária e a
prestação de serviço adequado – e as tarifas aéreas oscilam de acordo com as condições
de mercado (oferta, demanda, custos e concorrência, entre outros fatores).
A evolução do setor nos últimos dez anos evidencia que o ambiente de livre
concorrência no setor tende a estimular a inovação, a otimização de custos, a melhoria
da eficiência, a modicidade tarifária e a manutenção da oferta em níveis compatíveis
com o crescimento da demanda.
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A evolução do transporte aéreo no Brasil em 2012
O transporte aéreo desenvolveu-se em um cenário de desaceleração da economia
brasileira em 2012, cujo PIB registrou crescimento de 0,90%, que foi inferior ao
crescimento de 2,70% verificado no ano imediatamente anterior e de 7,50% em 2010.
O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional – que afeta diretamente o
custo com combustível de aviação, cuja representatividade foi de quase 40% do total de
custos e despesas de voo em 2012 – vem mantendo a sua valorização histórica, tendo
passado de US$ 29.95 em dezembro de 2003, para US$ 74.88 em dezembro de 2009 e
para US$ 101.17 em dezembro de 2012 (ou seja, mais do que triplicou no período, com
alta de 237%), tendo se mantido acima dos US$ 100.00 na maior parte dos meses do
último ano e atingido pico de US$ 117.79 no mês de março. Tal comportamento foi
similar ao ocorrido em 2011.1
A taxa de câmbio do Real em relação ao Dólar – que afeta diretamente mais da metade
total de custos e despesas de voo, especialmente o combustível, o arrendamento, a
manutenção e o seguro de aeronaves – registrou tendência de queda no período de
janeiro de 2003 (R$ 3,5258) até julho de 2011 (quando atingiu o seu menor patamar, de
R$ 1,5563). No entanto, a tendência se inverteu desde então, tendo a taxa atingido R$
1,8758 em dezembro de 2011 e alcançado R$ 2,0435 em dezembro de 2012, após ter
registrado pico de R$ 2,1074 no mês de novembro (alta de 8,94% entre dezembro de
2011 e dezembro de 2012).2
A elevação dos custos do setor pressionou o valor das tarifas aéreas, tendo sido
registrada alta de 0,84% na Tarifa Aérea Média Doméstica de 2012 em relação a 2011 e
de 0,35% no Yield Tarifa Aéreo Médio Doméstico.
Assim, a desaceleração da economia e a elevação dos custos do setor, diante da alta do
preço do barril do petróleo e do Dólar, podem ter sido os principais fatores que
ocasionaram a desaceleração da demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros
em 2012, que registrou crescimento de 6,8%, após ter registrado 15,9% em 2011 e
23,82% em 2010. A demanda internacional registrou crescimento de 4,44% em 2012,
após ter registrado 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Apesar da desaceleração, a
demanda do transporte aéreo de passageiros atingiu o seu maior nível nos últimos dez
anos em ambos os mercados doméstico e internacional.
A quantidade de carga paga transportada em 2012 foi de 376,8 mil toneladas no
mercado doméstico, tendo registrado variação negativa de 8,6% em relação ao ano
anterior. No mercado internacional, a quantidade de carga paga transportada alcançou o
1
2
Preço médio do barril de petróleo, considerando Brent, WTI e Dubai, obtida da série POILAPSP, que é
mantida pelo Fundo Monetário Internacional.
Dados da taxa de câmbio tiveram como fonte a série “3696 - Taxa de câmbio - Livre - Dólar americano
(venda) - Fim de período – mensal”, que é mantida pelo Banco Central do Brasil.
10
seu maior nível desde 2003, com 718,7 toneladas em 2012, o que representou alta de
1,13% em relação a 2011.
A oferta de transporte aéreo de passageiros, por sua vez, apesar de recorde, acompanhou
a desaceleração da demanda, tendo registrado 2,7% de crescimento em 2012 no
mercado doméstico, após 13% em 2011 e 19,3% em 2010. No mercado internacional, a
oferta registrou crescimento de 5,13% em 2012, após ter registrado 9,72% em 2011 e
25,52% em 2010.
A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos (RPK/ASK) foi o melhor
em dez anos, tendo alcançado 72,9% em 2012, o que representou melhora de 3,8% em
relação à registrada em 2011. No mercado internacional, o aproveitamento das
aeronaves passou de 80,1% em 2011 para 79,6% em 2012, redução de 0,62%. As
empresas que mais se destacaram em aproveitamento das aeronaves em voos
domésticos em 2012 foram a Avianca (79,4%) e a Azul (79,2%). No mercado
internacional, o Grupo Tam registrou aproveitamento de 81,3% e a Gol registrou
64,2%.
A liderança no mercado doméstico em termos de demanda (RPK) manteve-se com o
Grupo Tam, com 40,3% de participação em 2012, seguido pela Gol, com 33,9% e pela
Azul com 10%. A Gol teve reduzida em 9,36% a sua participação no mercado
doméstico em relação ao ano de 2011, enquanto que o Grupo Tam manteve-se
praticamente estável e a Azul registrou crescimento de 16,27% em sua fatia de mercado.
As empresas que mais se destacaram em crescimento da demanda doméstica de
passageiros em 2012 foram a Avianca, com 82,26%, e a Trip, com 47,15%. A Webjet
teve a suas operações encerradas em 23 de novembro, em continuidade à sua
incorporação pela Gol, e a Trip teve a comercialização de bilhetes de passagem para os
seus voos assumida pela Azul em dezembro.
No mercado internacional, o Grupo Tam e a Gol representaram praticamente a
totalidade das operações entre as empresas aéreas concessionárias brasileiras, com
participação de 89,44% e de 10,32%, respectivamente.
Os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos, de atrasos superiores a 60 minutos e
de cancelamentos foram de 11%, 3,7% e 7,5% em 2012, respectivamente, o que
representou redução de 20%, 24% e 6% em relação àqueles mesmos percentuais
registrados em 2011.
O faturamento em receitas de voo do setor em 2012 foi da ordem de 27,8 bilhões de
reais, o que representou crescimento de 11,6% em relação a 2011. O principal item das
receitas de voo foi a receita de passagens, com participação de 86,35%, seguido das
receitas de cargas, que representaram 6,70%.
11
O total de custos e despesas de voo cresceu 20% em 2012 quando comparado a 2011,
tendo alcançado a cifra de 31,3 bilhões de reais. O combustível de aeronaves mantevese como principal item de custos e despesas de voo em 2012, com participação de
38,49%, tendo registrado crescimento de 6,5% em relação à sua participação em 2011.
A representatividade deste item teve alta de 29% em relação àquela verificada em 2009,
que foi de 29,84%. O segundo item mais representativo em 2012 foram os custos com
arrendamento, seguro e manutenção de aeronaves (14,05%) e custos com tripulação
(11,46%).
O resultado financeiro do setor, que é composto, principalmente, por ganhos e perdas
decorrentes de variação cambial, juros de empréstimos/financiamentos e por ganhos e
perdas com instrumentos financeiros, foi negativo em 1,685 bilhões de reais em 2012, o
que representou uma melhora de 8,5% em relação àquele registrado em 2011, que foi
negativo em 1,841 bilhões de reais.
Assim, o setor encerrou o exercício social de 2012 com um prejuízo líquido da ordem
de 3,464 bilhões de reais (o que considera, ainda, as receitas, custos e despesas das
demais atividades operacionais da empresa, além dos serviços aéreos), correspondente a
uma margem líquida negativa de 0,12. Em 2011, o setor já havia registrado um prejuízo
de 1,593 bilhões de reais. O prejuízo líquido de 2012 foi composto, ainda, por um EBIT
negativo de 2,395 bilhões de reais, com margem EBIT negativa de 8,4%. Em 2011, o
EBIT foi negativo da ordem de 0,075 bilhões de reais, correspondente a uma margem
EBIT negativa de 0,3%.
O prejuízo nos últimos dois exercícios sociais encerrados, impactou a situação líquida
patrimonial da indústria, que ainda assim manteve-se positiva em 65 milhões de reais
em 2012. Este indicador foi de 3,335 bilhões de reais em 2011. O índice de liquidez
corrente das empresas do setor apresentou deterioração em 2012 (0,52) quando
comparado com 2011 (0,83). O índice de liquidez geral teve o mesmo comportamento,
com 0,36 em 2012 e 0,46 em 2011.
Diante do cenário adverso em que se desenvolveu o transporte aéreo em 2012,
caracterizado pela desaceleração da economia e da demanda por transporte aéreo e pela
elevação do custo dos seus insumos essenciais, verificou-se que a indústria adotou
diversas medidas justificadas pela necessidade de recuperação da rentabilidade do
negócio e de assegurar a continuidade e a expansão dos serviços. Entre elas, destacamse a reestruturação da oferta, a melhoria do aproveitamento das aeronaves (RPK/ASK),
a otimização de custos e despesas operacionais e a adequação do nível tarifário nos
meses de alta temporada, já que nos períodos de baixa temporada constatou-se redução
de tarifas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esta última medida é aquela mais
sensível e cujo resultado é limitado pela elasticidade-preço da demanda do transporte
aéreo.
12
ÍNDICE
SEÇÃO 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO...................................................................... 27
Introdução.............................................................................................................28
Produto Interno Bruto e População ...................................................................29
Taxa de Câmbio ...................................................................................................30
Combustível ..........................................................................................................31
SEÇÃO 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS AÉREAS............................................................ 32
Introdução.............................................................................................................33
Pessoal ................................................................................................................... 35
Frota ...................................................................................................................... 37
SEÇÃO 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO .................................................................. 39
Indústria ................................................................................................................40
Voos Realizados ...................................................................................................................... 40
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 42
Mercado Doméstico .............................................................................................. 43
Voos Realizados ...................................................................................................................... 44
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 49
Aeroportos Utilizados ............................................................................................................. 53
Mercado Internacional ........................................................................................ 60
Voos Realizados ...................................................................................................................... 61
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 67
SEÇÃO 4. DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO ........................................................... 71
Indústria ................................................................................................................72
Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 72
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 73
Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 74
Mercado Doméstico .............................................................................................. 75
Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 76
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 89
Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 92
Mercado Internacional ........................................................................................ 96
Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 97
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) .......................................................... 102
Carga Paga Transportada ...................................................................................................... 105
SEÇÃO 5. APROVEITAMENTO DAS AERONAVES .......................................................... 110
Indústria ..............................................................................................................111
RPK/ASK ................................................................................................................................ 111
13
Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível ............................................................................... 113
Mercado Doméstico ............................................................................................ 114
RPK/ASK ................................................................................................................................ 114
Mercado Internacional ...................................................................................... 116
RPK/ASK ................................................................................................................................ 116
SEÇÃO 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS E CANCELAMENTOS ....................................... 118
Introdução...........................................................................................................119
Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos .................................120
Atrasos e Cancelamentos por Rota ...................................................................123
SEÇÃO 7. TARIFAS AÉREAS DOMÉSTICAS .................................................................. 128
Introdução...........................................................................................................129
Tarifa Aérea Doméstica Real ............................................................................130
Yield Tarifa Aérea Doméstico Real ..................................................................133
SEÇÃO 8. ASPECTOS ECONÔMICO-FINANCEIROS ...................................................... 136
Introdução...........................................................................................................137
Resultado Líquido .............................................................................................. 138
EBIT .................................................................................................................... 139
Indicadores de Rentabilidade............................................................................141
Margem Bruta ....................................................................................................................... 141
Margem Líquida .................................................................................................................... 143
Margem EBIT ........................................................................................................................ 145
Receitas de Voo ...................................................................................................147
Custos e Despesas de Voo .................................................................................. 150
Resultado Financeiro ......................................................................................... 153
Situação Patrimonial.......................................................................................... 154
Situação Líquida Patrimonial ................................................................................................ 154
Indicadores de Liquidez ........................................................................................................ 155
Indicadores de Alavancagem Financeira .............................................................................. 158
Grau de Endividamento ........................................................................................................ 161
Indicadores de Desempenho Específicos do Setor ..........................................164
RASK e CASK .......................................................................................................................... 164
RATK e CATK ......................................................................................................................... 168
ANEXO A. GLOSSÁRIO ................................................................................................. 171
ANEXO B. LISTA DE ABREVIATURAS ........................................................................... 175
ANEXO C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES ............................. 177
ANEXO D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS.................................... 179
14
ANEXO E. LEGISLAÇÃO BÁSICA .................................................................................. 186
15
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012 .............................. 29
Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012 ......................................... 29
Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012 ............................... 30
Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai
e WTI), 2003 a 2012 ....................................................................................................... 31
Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras,
2009 a 2012 .................................................................................................................... 35
Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012
........................................................................................................................................ 35
Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas
brasileiras, 2011 e 2012 .................................................................................................. 36
Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e
2012 ................................................................................................................................ 36
Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009
a 2012 ............................................................................................................................. 37
Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas
aéreas brasileiras, 2012 ................................................................................................... 38
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional,
2003-2012 ....................................................................................................................... 40
Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados
doméstico e internacional, 2004-2012 ............................................................................ 41
Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercados doméstico e internacional, 2012 .................................................................. 41
Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 ...... 42
Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e
internacional, 2004-2012 ................................................................................................ 42
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012 .......... 44
Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2004-2012 .................................................................................................... 44
Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 45
Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 45
16
Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por
empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 46
Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens –
mercado doméstico, 2012 ............................................................................................... 46
Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 47
Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 48
Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região –
mercado doméstico, 2010* ............................................................................................. 48
Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012
........................................................................................................................................ 49
Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................. 49
Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a
2012 ................................................................................................................................ 50
Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 50
Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 51
Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 51
Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam
– mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 52
Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul
e Avianca – mercado doméstico, 2012 ........................................................................... 52
Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não
regulares – por Unidade da Federação, 2012 ................................................................. 53
Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012 .................... 54
Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012 .................. 55
Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012 ........................... 56
Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012 ........... 57
Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012........................ 58
Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012 .. 59
Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a
2012 ................................................................................................................................ 61
17
Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior –
mercado internacional, 2004 a 2012 ............................................................................... 61
Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano
anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 62
Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 ......................................................................... 62
Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 62
Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 –
mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63
Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 –
mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63
Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos
realizados – mercado internacional, 2012 ...................................................................... 64
Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores
empresas com relação a 2011– mercado internacional .................................................. 64
Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por
continente, 2011 e 2012 .................................................................................................. 65
Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos
internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................................ 66
Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012 ........................ 67
Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012 .................................................................................................................... 67
Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das
empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................... 68
Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa......................................................................................... 68
Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa......................................................................................... 69
Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK
– mercado internacional, 2012........................................................................................ 69
Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional......................................................................................... 70
Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012 72
18
Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados,
doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 72
Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados –
mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 ......................................................... 73
Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos
transportados – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ............................... 73
Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 74
Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados
doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 74
Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
doméstico, 2003-2012 .................................................................................................... 76
Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior –
mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................... 76
Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês
do ano anterior – mercado doméstico, 2012 ................................................................... 77
Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população
brasileira, 2003 a 2012.................................................................................................... 77
Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos
transportados – mercado doméstico, 2012 ..................................................................... 78
Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior
– por empresa – mercado doméstico, 2012 .................................................................... 78
Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de
passageiros) – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 78
Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 79
Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 79
Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região
– mercado doméstico, 2010* .......................................................................................... 80
Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 80
Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Sudeste – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 81
Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Nordeste – mercado doméstico, 2012............................................................................. 82
19
Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Centro-Oeste – mercado doméstico, 2012 ...................................................................... 83
Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Sul – mercado doméstico, 2012...................................................................................... 84
Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região
Norte – mercado doméstico, 2012 .................................................................................. 85
Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 86
Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano
anterior por aeroporto – mercado doméstico, 2012 ........................................................ 87
Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado
doméstico, 2011 e 2012 .................................................................................................. 88
Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................ 89
Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a
2012 ................................................................................................................................ 89
Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 90
Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao
ano anterior, 2004 a 2012 ............................................................................................... 90
Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico,
2011 e 2012 .................................................................................................................... 91
Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado
doméstico, 2012 .............................................................................................................. 91
Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico,
2003 a 2012 .................................................................................................................... 92
Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado
doméstico, 2004 a 2012 .................................................................................................. 92
Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga
transportada – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 93
Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por
empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 93
Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 94
Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico,
2012 ................................................................................................................................ 95
20
Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 97
Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano
anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 97
Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 .......................................... 98
Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2003 – mercado internacional, por nacionalidade da empresa........................ 98
Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa...................... 99
Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de
passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2012 ................................... 99
Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com
relação a 2011 pelas quatro maiores empresas – mercado internacional ..................... 100
Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países –
por continente, 2011 e 2012 ......................................................................................... 100
Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais
destinos internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................ 101
Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012 ...................... 102
Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012 .................................................................................................................. 102
Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das
empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................. 103
Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103
Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103
Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK
– mercado internacional, 2012...................................................................................... 104
Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional....................................................................................... 104
Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado
internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 105
Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das
empresas – mercado internacional, 2003 a 2012 .......................................................... 105
21
Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a
2003 – mercado internacional....................................................................................... 106
Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a
2011 – mercado internacional....................................................................................... 106
Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga
transportada – mercado internacional, 2012 ................................................................. 107
Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais
empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional................................. 107
Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por
continente – mercado internacional, 2012 .................................................................... 108
Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais
destinos internacionais – mercado internacional, 2012 ................................................ 109
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados
doméstico e internacional, 2003 a 2012 ....................................................................... 111
Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior –
mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ....................................................... 112
Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercados doméstico e internacional, 2012 ................................................................... 112
Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível,
por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) .......................... 113
Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível,
por configuração da aeronave – empresas brasileiras, 2011 e 2012 ............................ 113
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
doméstico, 2003 a 2012 ................................................................................................ 114
Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................................ 114
Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercado doméstico, 2012 ............................................................................................. 115
Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado
doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ................................................................ 115
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 116
Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior –
mercado internacional, 2012......................................................................................... 116
Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado
internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ............................................................ 117
22
Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a
2012 .............................................................................................................................. 120
Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano
anterior, 2003 a 2012 .................................................................................................... 121
Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012 ... 121
Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao
mesmo mês do ano anterior, 2012 ................................................................................ 122
Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 ............ 124
Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 125
Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012........ 126
Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012
...................................................................................................................................... 127
Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012 ................... 130
Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior,
2003 a 2012 .................................................................................................................. 131
Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês
do ano anterior, 2010 a 2012 ........................................................................................ 131
Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa
doméstica real ............................................................................................................... 132
Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012 ......... 133
Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano
anterior, 2002 a 2012 .................................................................................................... 134
Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo
mês do ano anterior, 2010 a 2012 ................................................................................. 134
Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield
tarifa doméstica real...................................................................................................... 135
Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012 ............................................................... 138
Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012......................................... 139
Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012 ........................................ 140
Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 141
Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 142
Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012 .............................................. 143
Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012 ............................................. 144
Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 145
23
Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 146
Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ....................... 147
Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012........................................... 148
Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012 ............................. 148
Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012 .............. 149
Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 .. 149
Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012 ........ 150
Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano
anterior, 2010 a 2012 .................................................................................................... 150
Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012 ......... 151
Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a
2012 .............................................................................................................................. 151
Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo,
2009 a 2012 .................................................................................................................. 152
Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012..... 152
Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ............. 153
Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 ......... 153
Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012. 154
Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012
...................................................................................................................................... 155
Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012............................... 156
Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012 .............................. 156
Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012 .................................... 157
Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012 ................................... 158
Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da
indústria, 2009 a 2012 .................................................................................................. 159
Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por
empresa, 2009 a 2012 ................................................................................................... 159
Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012 ................... 160
Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012 ................... 160
Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012 ................................. 161
Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012 ................................ 162
Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012 ................... 162
24
Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012 ............... 163
Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 165
Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 165
Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 166
Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 166
Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 ............... 167
Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .............. 167
Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 168
Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 169
Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 169
Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 170
25
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas
brasileiras, 2012 .............................................................................................................. 38
26
Seção 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO
Esta seção apresenta o comportamento,
nos últimos dez anos, das principais
variáveis macroeconômicas que afetam
diretamente o setor de transporte aéreo:
Produto Interno Bruto brasileiro; taxa de
câmbio; e preço do barril de petróleo.
27
Seção 1 – Cenário Macroeconômico
Introdução
Para uma melhor compreensão da situação operacional e financeira do transporte aéreo,
faz-se necessário apresentar o contexto em que está inserido. Para tanto, é evidenciado
nesta seção o comportamento nos últimos dez anos das principais variáveis
macroeconômicas que afetam diretamente o setor.
Os custos com combustível (que representaram aproximadamente 38% do total de
custos e despesas de voo das empresas aéreas em 2012) e com arrendamento,
manutenção e seguro de aeronaves (13,2%), por exemplo, são diretamente influenciados
pela variação do preço do barril de petróleo e pela flutuação da taxa de câmbio
(R$/US$).
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Produto Interno Bruto e População
O Produto Interno Bruto – PIB é uma das mais importantes variáveis para mensurar o
crescimento de uma economia. Nesse sentido, o efeito renda, associado ao preço dos
serviços, constitui um dos principais fatores que explicam o crescimento do transporte
aéreo. No ano de 2012, em comparação a 2011, o PIB brasileiro cresceu 0,87%, o que
representou uma desaceleração em relação ao crescimento dos dois anos anteriores e à
taxa média anual de crescimento de 3,85% verificada desde 2003. Já a população
brasileira cresceu a uma taxa média de 1,06% ao ano no mesmo período.
Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012
8%
7,5%
7%
Variação Percentual PIB (%)
6,1%
5,7%
6%
5,2%
5%
4,0%
4%
3,2%
2,7%
3%
2%
1,1%
0,9%
1%
0%
-0,3%
-1%
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Milhões de habitantes
Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012
200
196,5
194,9
193,3
195
191,5
189,6
190
187,6
185,6
183,4
185
181,1
180
178,7
175
170
165
2003
2004
2005
2006
2007
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
29
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 1 – Cenário Macroeconômico
Taxa de Câmbio
No período de 2003 a julho de 2011 verificou-se uma tendência de desvalorização da
moeda norte americana em relação ao Real, com alta em 2009. A partir de agosto de
2011, iniciou-se uma oscilação com tendência de valorização. Em 2012, o Dólar
registrou valorização de 8,94% frente ao Real, quando comparada a cotação de final de
período de dezembro em relação à do mesmo mês do ano anterior. A moeda americana
iniciou o ano de 2012 em forte queda, atingindo a cotação de 1,71 no fechamento do
mês de fevereiro. Seguiu-se, então, período de forte alta, tendo encerrado o ano em 2,04.
Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012
4
3,5
Taxa de Câmbio R$/US$
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Fonte: Sistema de Informações do Banco Central do Brasil – Sisbacen (PTAX-800).
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Combustível
O preço médio do barril do petróleo (que considera os tipos: Brent, Dubai e West Texas
Intermediate – WTI) manteve em 2012 o mesmo patamar alcançado em 2011, oscilando
em torno de US$ 100,00, acima do dobro do registrado em janeiro de 2009, quando era
de US$ 43.91. O pico, registrado em março de 2012, foi de US$ 117,79, tendo o barril
finalizado o ano a uma cotação de US$ 101,17. Nos últimos dez anos, verificou-se alta
de 237% em relação à cotação de dezembro de 2003, que foi de US$ 29.95.
Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai e WTI), 2003 a 2012
140
Preço Médio do Barril de Petróleo (US$)
120
100
80
60
40
20
0
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Fonte: Fundo Monetário Internacional – FMI.
Além
31
disso
Seção 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS
AÉREAS
A seção 2 apresenta um panorama sobre
as principais empresas brasileiras de
transporte
aéreo,
contemplando
a
composição do seu quadro de pessoal e da
sua frota.
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas
Introdução
O mercado aéreo brasileiro encontra-se sob o regime de livre concorrência, havendo
liberdade para que as empresas entrem no mercado e ofertem serviços de transporte de
passageiros e carga em quaisquer linhas aéreas, observada exclusivamente a capacidade
operacional de cada aeroporto e as normas regulamentares de prestação de serviço
adequado expedidas pela ANAC, nos termos do art. 48 da Lei nº 11.182/2005.
Dezenove empresas brasileiras prestaram serviços de transporte aéreo no ano de 2012,
sendo que três realizaram exclusivamente operações de carga. Já as estrangeiras
somaram 75 empresas operando em 2012, com 29 atuando apenas no mercado de
transporte de carga.
Entre as empresas brasileiras, destacaram-se seis empresas que alcançaram,
individualmente, mais de 2% de participação no mercado doméstico (em termos de
RPK) e que juntas representaram 98% dos passageiros transportados neste segmento.
São elas: Gol, Tam, Azul, Trip, Avianca e Webjet. Já entre as exclusivamente
cargueiras, destacou-se a empresa Absa, que transportou 22,8% do total da carga paga
no mercado doméstico.
Segue abaixo uma breve descrição de cada uma dessas principais empresas aéreas
brasileiras:
Gol
A empresa iniciou suas operações no ano de 2001 e alcançou, ao final de 2012,
participação de 34% no mercado doméstico de passageiros e de 10% no mercado
internacional de passageiros entre as empresas brasileiras, em termos de RPK. A
empresa foi responsável, ainda, por 27% da carga paga doméstica transportada em
2012. Operou em 57 aeroportos em todos os estados brasileiros e em 21 aeroportos no
exterior, com uma frota de 126 aeronaves, com capacidade entre 141 e 185 passageiros.
Seu quadro de pessoal contou, no período, com mais de 16 mil funcionários, entre estes
aproximadamente 1.500 pilotos e co-pilotos e 3.200 comissários. Sua receita de voo foi
de 7,6 bilhões de reais em 2012.
Tam
Operando voos regulares desde a década de 70, a empresa manteve-se no ano de 2012
na posição de líder dos mercados doméstico e internacional de passageiros entre as
empresas aéreas brasileiras, com 40% e 89% do RPK, respectivamente. A empresa foi
responsável, ainda, por 42% da carga paga doméstica transportada em 2012. Realizou
operações em 46 aeroportos brasileiros em todos os estados e em 24 aeroportos em 14
outros países. A sua frota foi composta de 158 aeronaves, com capacidade entre 144 e
360 passageiros. Seu quadro de funcionários contou com mais de 29 mil funcionários,
entre estes aproximadamente 2.300 pilotos e co-pilotos e 5.900 comissários. Sua receita
de voo foi de 12,2 bilhões de reais.

A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência para adequar a classificação dos valores ao disposto na regulamentação vigente.
33
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012
Azul
A Azul iniciou suas operações em dezembro de 2008 e foi responsável por 10% do RPK
doméstico em 2012, quando realizou operações em 61 aeroportos brasileiros em todos
os estados, com exceção de Roraima. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da
carga paga doméstica transportada em 2012. Contou, em dezembro de 2012, com uma
frota de 61 aeronaves com capacidade entre 66 e 118 passageiros. Seu quadro de
pessoal contava com aproximadamente cinco mil funcionários, entre estes, 780 pilotos e
co-pilotos e 980 comissários. Sua receita de voo foi de 2,6 bilhões de reais.
Trip
A Trip Linhas Aéreas atua no mercado desde o ano de 1998, com foco na aviação
regional. Em 2012, a empresa registrou participação de 4,5% no mercado doméstico de
passageiros em termos de RPK e atuou em 105 aeroportos brasileiros em todos os
estados. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da carga paga doméstica transportada
em 2012. Finalizou o ano com uma frota de 69 aeronaves, com configuração variando
entre 45 e 118 assentos de passageiros. Contou com aproximadamente 3.600
funcionários em 2012, dos quais, 661 pilotos e co-pilotos e 701 comissários. Sua receita
de voo foi de 1,6 bilhões de reais em 2012. Em continuidade ao plano de incorporação
da Trip pela Azul, em 1º de dezembro de 2012, as vendas de passagens para os seus
voos passaram a ser realizados por aquela.
Avianca
A Avianca está presente no mercado brasileiro desde 1998, quando ainda se chamava
Oceanair. Em 2012, a empresa alcançou participação de 5,4% no mercado doméstico de
passageiros em termos de RPK e atuou em 27 aeroportos brasileiros. A empresa foi
responsável, ainda, por 4% da carga paga doméstica transportada em 2012. Finalizou o
ano com uma frota de 32 aeronaves, com configuração variando entre 30 e 158 assentos
de passageiros. Contou com aproximadamente 3.200 funcionários, dos quais, 335 eram
pilotos e co-pilotos e 549 comissários. Sua receita de voo foi de 1,3 bilhões de reais.
Webjet
A Webjet iniciou suas operações em 2005 e foi responsável por 4,8% do RPK
doméstico em 2012. A empresa foi responsável, ainda, por 0,5% da carga paga
doméstica transportada em 2012. Realizou operações em 23 aeroportos brasileiros e
contou com uma frota de 31 aeronaves, com capacidade de 148 a 185 passageiros, ao
final de 2012. Seu quadro de pessoal contava com aproximadamente mil funcionários,
dentre estes 265 pilotos e co-pilotos e 439 comissários. Sua receita de voo foi de 933
milhões de reais em 2012. A empresa teve as suas operações incorporadas pela Gol em
23 de novembro de 2012.
Absa
A Absa é a maior empresa brasileira exclusivamente cargueira, atuando desde 1995 e
tendo sido responsável por 22,8% da carga paga transportada em 2012. Realizou
operações em 18 aeroportos brasileiros com uma frota de 5 aeronaves, cada uma com
capacidade para 52 toneladas de carga útil. Empregou 406 funcionários em 2012, sendo
75 pilotos. Sua receita de voo foi de 817 milhões de reais.
34
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas
Pessoal
Nota-se que houve pouca alteração no número e na composição do quadro de pessoal
das empresas aéreas brasileiras de 2012 em relação ao ano anterior, com pilotos e copilotos representando aproximadamente 10% do total e comissários 19%.
Analisando-se o número de empregados por aeronave, tem-se um indicativo de
eficiência operacional das empresas do setor. Este valor depende também do tipo de
operação (passageiro, carga, regional, internacional etc.). Considerando as empresas
brasileiras, o setor teve uma pequena melhora nesse índice, passando de 126 em 2011
para 118. Abaixo, é apresentado o índice por empresa, além do índice de pilotos e copilotos por mil decolagens e do percentual de pilotos em relação ao quadro total de
empregados das empresas.
Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012
100%
90%
80%
14.987
17.392
25.425
25.537
70%
60%
Outras
13.256
Pessoal de Tráfego e Vendas
13.676
50%
40%
8.655
9.151
Pessoal de Manutenção e Revisão
Auxiliares de Voo
7.074
6.998
8.255
8.023
20%
9.157
11.856
12.366
11.996
10%
126
4.733
154
5.814
596
6.394
42
6.371
2009
2010
2011
2012
30%
0%
Demais Tripulantes Técnicos
Pilotos e Co-pilotos
Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012
10,4%
41,8%
0,1%
19,6%
Pilotos e Co-pilotos
Demais Tripulantes Técnicos
Auxiliares de Voo
Pessoal de Manutenção e Revisão
13,1%
Pessoal de Tráfego e Vendas
Outras
15,0%
35
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012
Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012
30,5%
28,3%
27,2%
30,4%
27,8%
24,8%
24,0%
18,7%
18,3% 18,9%18,5%
18,2%
16,5%
15,0%
17,7%
16,5%
14,8%
13,7%
11,0%
10,3%
10,0%
9,4%
Azul
Gol
10,4% 10,4%
8,0% 8,1%
NHT
Avianca Passaredo
Rio
Sete
2011
Tam
Trip
Total
Absa
Webjet
Indústria
6,1
6,5 6,2
Webjet
Indústria
2012
Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012
16,3
15,2
15,3
12,2
6,5
7,6
7,2
6,0
6,4
6,0
5,1
5,0
3,5 3,2
Azul
8,0
Gol
NHT
4,7
4,2
Avianca Passaredo
Rio
2011
36
5,7
5,3
Sete
5,6
4,8
Tam
2012
7,2 6,8
Trip
Total
Absa
Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas
Frota
Ao final de 2012, a frota das empresas brasileiras atingiu 518 aviões, um acréscimo de
2% em relação ao número apresentado em dezembro de 2011. Aeronaves com
capacidade entre 101 e 150 assentos de passageiros representaram 31,47%, enquanto
aquelas com capacidade de 151 a 200 assentos representaram 36,87%. A Boeing foi a
líder em quantidade de aeronaves operadas por empresas brasileiras no país em 2012,
com 36,10% do total, seguida da Airbus, com 31,85%. A Embraer foi a terceira
fabricante com mais aeronaves em operação no Brasil em 2012, com 14,48% de
participação.
Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012
100%
90%
80%
4
7
10
14
3
7
12
14
2
6
11
14
5
5
14
30
45
45
67
49
67
56
75
70%
McD. Douglas
60%
Cessna
125
145
50%
166
165
LET
Fokker
ATR
40%
Embraer
Airbus
30%
Boeing
177
20%
176
180
187
2010
2011
2012
10%
0%
2009
37
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012
Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012
Tam
Gol
Trip
Azul
Avianca
Webjet
Total
Rio
Sete
Passaredo
Absa
NHT
Abaeté
TOTAL
Airbus
147
0
0
0
18
0
0
0
0
0
0
0
0
165
Boeing
11
126
0
0
0
31
6
8
0
0
5
0
0
187
Embraer
0
0
25
46
0
0
0
0
2
0
0
0
2
75
ATR
0
0
44
15
0
0
2
0
0
6
0
0
0
67
Fokker
0
0
0
0
14
0
0
0
0
0
0
0
0
14
Cessna
0
0
0
0
0
0
0
0
5
0
0
0
0
5
LET
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5
0
5
Total geral
158
126
69
61
32
31
8
8
7
6
5
5
2
518
Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas aéreas brasileiras, 2012
0,19%
1,54% 3,67%
6,18%
6,76%
0 (cargueiros)
13,32%
Até 50
51 a 100
36,87%
101 - 150
151 - 200
201 - 250
31,47%
251 - 300
acima de 300
38
Seção 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO
A seção 3 ilustra os dados sobre a
evolução da oferta de serviços de
transporte
aéreo
pelas
empresas
brasileiras e estrangeiras que operam no
Brasil, em termos de quantidade de voos
realizados,
assentos-quilômetros
ofertados (ASK) e aeroportos utilizados.
39
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Indústria
A oferta de transporte aéreo manteve, em 2012, o comportamento de crescimento que
vem sendo observado desde 2005. Foram realizados 1,13 milhões de voos por empresas
brasileiras e estrangeiras, considerando operações domésticas e internacionais, o que
representou um aumento de 84,4% nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a
tendência de crescimento, intensificou-se a desaceleração verificada em 2011, quando
foi registrado crescimento de 13,92%, após a alta de 15,91% em 2010. Em 2012, o
crescimento foi de 3,26%. O comportamento mês a mês mostra a diminuição
progressiva do crescimento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, com aumento
acima de 11% em janeiro e fevereiro e uma redução de 7,13% nos voos realizados em
dezembro.
Do ponto de vista de assentos-quilômetros oferecidos (ASK), o comportamento é bem
semelhante, com um crescimento de 4,05% em 2012, após 11,19% em 2011 e 22,68%
em 2010.
Voos Realizados
Milhares de Voos
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional, 2003-2012
1.200
1.091
1.000
1.126
957
+84,4%
826
800
723
611
600
638
2003
2004
2005
600
755
665
400
200
2006
Doméstico
40
2007
2008
Internacional
2009
2010
2011
2012
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012
18%
15,91%
16%
13,92%
14%
12%
10%
9,32%
8,64%
8%
6,24%
6%
4,54%
4,29%
3,26%
4%
2%
0%
-2%
-1,68%
-4%
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional,
2012
15,00%
11,34%
11,62%
10,00%
8,30%
7,99%
6,38%
5,14%
5,00%
3,21%
2,07%
0,00%
-1,33%
-0,75%
-5,00%
-5,01%
-7,13%
-10,00%
JAN
41
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)
Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012
300
256
250
230
+139%
Bilhões de ASK
266
200
188
176
156
150
133
111
136
118
100
50
2003
2004
2005
2006
Doméstico
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Internacional
Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012
25,00%
22,68%
20,00%
14,56%
15,00%
12,90%
12,80%
11,19%
10,00%
6,71%
5,84%
4,05%
5,00%
2,35%
0,00%
2004
42
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Mercado Doméstico
Em 2012, o mercado doméstico atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos,
atingindo a marca de 989 mil voos realizados. Entretanto, apresentou uma forte
desaceleração neste indicador. Após apresentar um crescimento de 13,8% no número de
voos em 2011, o aumento em 2012 foi de 3,4%. Na avaliação mês a mês, o ano de 2012
iniciou com um aumento de 12% em janeiro e fevereiro, em relação aos respectivos
meses de 2011, seguindo-se uma consistente desaceleração deste crescimento até
agosto. A partir de setembro, o mercado doméstico, como um todo, passou a apresentar
redução no número de decolagens, culminando com 7,55% menos voos em dezembro
de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de
2,75% em 2012, após um crescimento de 13,01% em 2011 e de 19,32% em 2010.
Tal desaceleração em 2012 foi resultado de uma redução na oferta por três das maiores
companhias brasileiras, Tam, Gol e Webjet, responsáveis por 62% dos voos domésticos
realizados, associada, por outro lado, a um aumento na quantidade de voos das empresas
Trip, Azul e Avianca, que somadas foram responsáveis por 32% das decolagens de
etapas domésticas. No acumulado do ano, Tam, Gol e Webjet combinadas realizaram
3,7% menos voos, enquanto Trip, Azul e Avianca somadas aumentaram seu número de
voos domésticos em 31,2%.
Tam e Gol foram responsáveis por 40% e 35% da oferta em ASK no ano de 2012,
respectivamente. A oferta da Tam manteve-se praticamente estável em relação a 2011,
apresentando um aumento de 0,8%, enquanto a Gol teve registrada uma redução de
5,31% neste indicador. Trip, Azul e Avianca somaram 19% da oferta de assentosquilômetros no ano, com todas as três apresentando aumento no volume de ASK. A
Avianca teve a maior variação, aumentando sua oferta em 82,26%, no comparativo com
2011. O crescimento somado das três foi de 42,3%.
Observando-se os dados mês a mês, nota-se uma redução em torno de 10% entre junho
e dezembro na oferta da Gol e, no caso da Tam, de 5% entre setembro e dezembro. Já
Trip, Azul e Avianca mantiveram crescimento em todos os meses do ano, comparando
ao mesmo mês do ano anterior, mas desacelerando ao longo do ano.
Com relação ao tráfego em aeroportos, os 20 maiores abrigaram 82,6% das decolagens
de voos domésticos. Destes, sete encontram-se na Região Sudeste, quatro na Região
Nordeste, quatro na Região Centro-Oeste, três na Região Sul e dois na Região Norte. Os
dois aeroportos com maior número de decolagens foram os de Guarulhos e Congonhas,
respectivamente, que juntos representaram 22,1% das decolagens em etapas domésticas
de voos.
Sob o aspecto geográfico, todas as regiões apresentaram um pequeno aumento no
número de decolagens domésticas, sendo que a Região Sudeste apresentou um
crescimento maior que as demais. Como conseqüência, a Região Sudeste foi a única que
apresentou aumento na sua participação no número de decolagens, saindo de 46,25%
em 2011 para 47,49% em 2012.
Um total de 142 aeroportos recebeu voos regulares e não-regulares em 2012. O estado
com o maior número de aeródromos utilizados foi o Amazonas, com 16, seguido por
Minas Gerais (15), São Paulo (14) e Pará (12).
43
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
A Trip foi a empresa com maior número de aeroportos utilizados em 2012, com 102. A
Azul foi a segunda, atendendo 61 localidades, e foi a que apresentou o maior
crescimento, tendo aumentado o número de aeroportos utilizados em 35,6%.
Voos Realizados
Milhares de Voos
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012
1.200
956
1.000
841
+85%
800
535
517
2003
2004
600
989
723
549
575
2005
2006
620
647
2007
2008
400
200
2009
2010
2011
2012
Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004-2012
20%
16,27%
13,76%
15%
11,77%
10%
7,88%
6,25%
4,65%
5%
4,34%
3,44%
0%
-5%
-3,34%
2004
44
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012
15%
12,08%
11,92%
10%
8,63%
8,73%
6,90%
4,45%
5%
4,12%
2,81%
0%
-1,08%
-0,88%
-5%
-5,88%
-7,55%
-10%
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado doméstico, 2012
2%
4%
5%
5%
29%
Gol
TAM
13%
989.137
voos
Trip
Azul
Avianca
Webjet
14%
Passaredo
28%
45
Outras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por empresa – mercado doméstico, 2012
40,73%
33,24%
22,67%
-2,68%
-2,76%
-14,83%
-14,89%
-21,72%
Gol
TAM
Trip
Azul
Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens – mercado doméstico, 2012
SBGR
11,8%
SBSP
10,3%
SBBR
9,9%
SBGL
7,7%
SBCF
7,2%
SBRJ
6,7%
SBKP
6,5%
SBSV
5,9%
SBCT
5,1%
SBPA
4,4%
SBRF
4,2%
SBFZ
3,3%
SBBE
2,6%
SBVT
2,5%
SBGO
2,3%
SBFL
2,3%
SBEG
2,3%
SBCY
2,2%
SBNT
1,4%
SBSL
1,2%
Outros
27,4%
0%
5%
46
10%
15%
20%
25%
30%
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico, 2012
81,7
173,1
129,1
469,7
135,4
47
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado doméstico, 2012
10
8,95
Decolagens / Milhar de habitantes
9
8
7
5,76
5,54
6
4,88
5
4
3,12
3
2
1
0
CENTRO-OESTE
NORDESTE
NORTE
SUDESTE
SUL
Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010*
1,0
0,89
Decolagens / Milhar de R$ em PÌB
0,9
0,8
0,74
0,7
0,62
0,6
0,5
0,42
0,42
SUDESTE
SUL
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
CENTRO-OESTE
NORDESTE
NORTE
*Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE
48
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012
13,69%
13,84%
SUL
47,49%
46,25%
SUDESTE
2012
8,26%
8,46%
NORTE
2011
17,50%
17,94%
NORDESTE
13,06%
13,51%
CENTRO-OESTE
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)
Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012
140
120
119
2011
2012
103
+175%
Bilhões de ASK
116
100
86
75
80
67
60
43
45
2003
2004
51
57
40
20
-
49
2005
2006
2007
2008
2009
2010
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012
25%
19,3%
20%
18,0%
14,6%
15%
13,2%
12,6%
13,0%
11,4%
10%
5%
3,5%
2,7%
0%
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012
20%
15,1%
15%
12,3%
10%
7,0%
7,2%
5,0%
5%
4,3%
2,1%
0,6%
0%
-2,1%
-2,1%
-5%
-5,7%
-7,4%
-10%
JAN
50
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico, 2012
0%
5%
1%
5%
9%
Gol
35%
TAM
5%
Trip
Azul
Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
40%
Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012
100%
82,3%
80%
60%
41,1%
40%
27,9%
20%
0,8%
0%
-20%
-5,3%
-5,7%
-21,3%
-40%
-60%
Gol
51
TAM
Trip
Azul
Avianca
Webjet
Passaredo
-52,8%
Outras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam – mercado doméstico,
2012
15%
10%
5%
0%
GOL
Tam
-5%
-10%
-15%
Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul e Avianca – mercado doméstico,
2012
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Trip
52
Azul
Avianca
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Aeroportos Utilizados
Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não regulares – por Unidade da Federação,
2012
53
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012
TOTAL - SP
247.273
SBGR - SP
91.331
SBSP - SP
80.315
SBKP - SP
50.831
SBRP - SP
9.446
SBSR - SP
5.001
SBAE - SP
2.290
SBDN - SP
2.233
SBAU - SP
2.032
SBSJ - SP
1.797
SBML - SP
1.459
SJTC - SP
532
SDVG - SP
3
SDCO - SP
2
SBYS - SP
1
TOTAL - RJ
114.042
SBGL - RJ
59.622
SBRJ - RJ
51.783
SBME - RJ
1.151
SBCP - RJ
1.083
SBCB - RJ
236
SDRS - RJ
167
TOTAL - MG
88.865
SBCF - MG
56.126
SBBH - MG
8.232
SBUL - MG
7.669
SBIP - MG
3.987
SBMK - MG
3.467
SBUR - MG
2.288
SBGV - MG
1.966
SBJF - MG
1.925
SBAX - MG
1.315
SBVG - MG
815
SBZM - MG
641
SNPD - MG
219
SNJR - MG
160
SNDT - MG
54
SBPC - MG
1
TOTAL - ES
19.595
SBVT - ES
19.595
54
Região
Sudeste
469.775
decolagens
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012
TOTAL - BA
59.130
SBSV - BA
45.986
SBPS - BA
5.460
SBIL - BA
4.087
SBQV - BA
SNBR - BA
2.544
828
SBLE - BA
106
SBTC - BA
100
SNGI - BA
19
TOTAL - PE
36.107
SBRF - PE
SBPL - PE
SBFN - PE
32.576
2.313
1.218
TOTAL - CE
28.770
SBFZ - CE
SBJU - CE
25.740
3.030
TOTAL - MA
11.716
SBSL - MA
SBIZ - MA
9.552
2.164
TOTAL - RN
10.976
SBNT - RN
10.976
TOTAL - SE
8.265
SBAR - SE
8.265
TOTAL - AL
7.257
SBMO - AL
7.257
TOTAL - PB
5.736
SBJP - PB
SBKG - PB
5.101
635
TOTAL - PI
5.182
SBTE - PI
5.182
55
Região
Nordeste
173.139
decolagens
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012
TOTAL - PR
62.633
SBCT - PR
39.487
SBLO - PR
7.582
SBFI - PR
7.550
SBMG - PR
5.632
SBCA - PR
SSFB - PR
2.174
208
TOTAL - RS
40.458
SBPA - RS
34.434
SBCX - RS
1.426
SJRG - RS
1.015
SBSM - RS
946
SBPK - RS
880
SBPF - RS
776
SSER - RS
386
SBNM - RS
327
SBUG - RS
224
SSZR - RS
44
Região Sul
135.370
decolagens
TOTAL - SC
32.279
SBFL - SC
18.141
SBNF - SC
7.389
SBJV - SC
3.473
SBCH - SC
1.928
SBCM - SC
677
SSJA - SC
392
SBCD - SC
229
SSCK - SC
50
56
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012
TOTAL - DF
76.755
SBBR - DF
76.755
TOTAL - MT
21.438
SBCY - MT
17.197
SWRD - MT
1.486
SWSI - MT
1.430
SBAT - MT
867
SWFX - MT
309
SJHG - MT
146
SWHP - MT
1
SNXL - MT
1
SBBW - MT
1
Região
Centro-Oeste
129.151
decolagens
TOTAL - GO
19.466
SBGO - GO
18.202
SBCN - GO
514
SWLC - GO
500
SWIQ - GO
250
TOTAL - MS
11.492
SBCG - MS
10.343
SBDO - MS
392
SBCR - MS
357
SSDO - MS
249
SBDB - MS
151
57
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012
TOTAL - PA
37.679
SBBE - PA
19.944
SBMA - PA
5.091
SBSN - PA
4.135
SBHT - PA
2.630
SBCJ - PA
2.147
SBIH - PA
832
SDOW - PA
797
SBTB - PA
611
SBTU - PA
505
SNDC - PA
492
SBMD - PA
285
SBAA - PA
210
TOTAL - AM
23.050
SBEG - AM
17.581
SBUY - AM
1.397
SBTF - AM
1.105
SBTT - AM
597
SWPI - AM
473
SWKO - AM
453
SBUA - AM
218
SWBC - AM
215
SWEI - AM
209
SWLB - AM
203
SWHT - AM
203
SWTP - AM
107
SWOB - AM
104
SDCG - AM
104
SWCA - AM
74
SBMY - AM
7
Região Norte
81.702
decolagens
TOTAL - RO
10.111
SBPV - RO
7.194
SBJI - RO
1.307
SBVH - RO
836
SSKW - RO
774
TOTAL - TO
4.736
SBPJ - TO
3.878
SWGN - TO
509
SWGI - TO
349
TOTAL - AC
2.794
SBRB - AC
SBCZ - AC
SDSC - AC
2.401
391
2
TOTAL - AP
2.185
SBMQ - AP
2.179
SBOI - AP
5
SNBA - AP
1
TOTAL - RR
1.147
SBBV - RR
1.147
58
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012
102
Trip
96
61
Azul
45
57
57
Gol
51
Passaredo
70
46
48
Tam
26
26
Avianca
23
22
Wejet
19
2011
22
20
Sete
NHT
16
19
Absa
16
17
15
16
Rio
15
Pantanal
31
Team
3
Abaeté
2
3
59
2012
23
Total
8
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Mercado Internacional
Em 2012, o mercado internacional atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos,
ultrapassando os 137 mil voos realizados. Entretanto, o crescimento do número de voos
em 2012, de 2%, foi significativamente menor do que aquele registrado nos últimos dois
anos, de 13,45% em 2010 e de 15,08% em 2011. Na avaliação mês a mês, nota-se que
durante o primeiro semestre houve crescimento em todos os meses no número de voos
internacionais em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a partir de julho, observa-se
que a oferta decresceu em torno de 3% a 4% na maioria dos meses, com pequeno
crescimento apenas em outubro e novembro.
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de
5,13% em 2012, após um crescimento de 9,72% em 2011 e de 25,52% em 2010.
As empresas brasileiras foram responsáveis por 29,7% dos voos internacionais, após
uma participação de 30,9% em 2011. Isto se deve a uma redução de 2,0% na quantidade
de voos ofertados pelas nacionais e um aumento de 3,8% nos voos operados pelas
estrangeiras.
Tam e Gol somadas foram responsáveis por 95% dos voos internacionais operados por
empresas brasileiras. Considerando todas as empresas brasileiras e estrangeiras, as duas
maiores brasileiras tiveram 17,6% e 10,7% de participação na oferta de voos em 2012,
respectivamente. Em seguida, aparecem as empresas estrangeiras American Airlines
(6,2% dos voos) e Tap Portugal (5,2%). As quatro tiveram aumento no número de voos
internacionais em 2012, sendo o maior crescimento da American Airlines (13,8%) e o
menor da Gol (0,5%).
Ao se avaliar o ASK, a participação da Tam sobe para 19,7%, enquanto a da Gol recua
para 2,9%.
O continente com o maior número de voos com origem ou destino no Brasil foi a
America do Sul, seguido de America do Norte e Europa. Entretanto, a América do Sul
foi o único continente que apresentou redução neste indicador. Considerando os países
individualmente, o maior volume de voos se concentrou entre Brasil e Estados Unidos,
sendo a Argentina o segundo destino com mais voos.
60
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Voos Realizados
Milhares de Voos
Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a 2012
160
140
135,1
137,8
2011
2012
+80,0%
117,4
120
103,3
100
84,0
89,2
91,0
2005
2006
109,1
103,5
76,4
80
60
40
20
-
2003
2004
2007
2008
2009
2010
Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012
20%
15,1%
15%
13,5%
13,4%
9,9%
10%
6,2%
5,7%
5%
2,1%
2,0%
0%
-5%
-5,2%
-10%
2004
61
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2004
a 2012
12%
10,2%
9,6%
10%
8%
6,3%
6,1%
6%
4%
2,9%
2,7%
1,5%
2%
0,2%
0%
-2%
-4%
-3,1%
-3,2%
-3,2%
-4,1%
-6%
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Milhares de Voos
Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012
120
93,3
100
78,0
80
65,1
64,3
60
44,7
40
96,8
31,7
49,7
53,6
35,6
34,3
63,2
57,5
39,0
33,5
44,1
40,2
39,3
41,8
40,9
20
2003
2004
2005
2006
2007
Empresas Brasileiras
2008
2009
2010
2011
2012
Empresas Estrangeiras
Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2003 a 2012
58,5%
59,2%
41,5%
40,8%
2003
2004
62
60,1%
63,2%
62,3%
59,6%
39,9%
36,8%
37,7%
40,4%
2005
2006
2007
2008
61,1%
66,5%
69,1%
70,3%
38,9%
33,5%
30,9%
29,7%
2009
2010
2011
2012
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa
140%
116,7%
120%
100%
80%
60%
40%
29,1%
20%
0%
Brasileiras
Estrangeiras
Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por
nacionalidade da empresa
5%
3,8%
4%
3%
2%
1%
0%
-1%
-2%
-2,0%
-3%
Brasileiras
63
Estrangeiras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos realizados – mercado internacional,
2012
17,6%
Tam
10,7%
Gol
Demais Brasileiras
1,5%
58,9%
5,2%
Tap Portugal
American Airlines
Demais Estrangeiras
6,2%
Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores empresas com relação a 2011– mercado
internacional
16%
13,8%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
3,1%
3,0%
1,9%
2%
0,5%
0%
Tam
64
Gol
Tap Portugal
American Airlines
Demais Estrangeiras
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por continente, 2011 e 2012
54,84
58,40
América do Sul
27,50
24,85
América do Norte
26,02
25,56
Europa
2012
8,53
6,56
América Central
2011
2,20
1,72
Ásia
2,90
2,48
Áfria
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
Milhares de Voos
65
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012
26,78
ESTADOS UNIDOS
24,13
25,78
25,55
ARGENTINA
8,58
URUGUAI
10,96
7,11
6,96
PORTUGAL
6,55
PANAMÁ
4,67
6,52
6,59
BRASIL
5,83
5,75
CHILE
4,10
4,65
FRANÇA
3,82
4,15
ESPANHA
3,65
3,21
ALEMANHA
2012
3,37
PERU
5,05
2011
3,00
2,99
PARAGUAI
3,39
3,35
COLÔMBIA
REINO UNIDO
2,39
2,21
ITÁLIA
2,37
2,04
MÉXICO
1,64
1,45
BOLÍVIA
1,60
1,69
VENEZUELA
1,80
1,72
1,47
0,73
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
1,21
0,84
HOLANDA
-
5
10
15
20
25
30
Milhares de Voos
66
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)
Bilhões de ASK
Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012
160
147,7
140,4
140
+116,6%
128,0
120
100
80
68,2
102,0
2008
2009
88,8
82,7
79,2
2005
2006
73,2
101,1
60
40
20
2003
2004
2007
2010
2011
2012
Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012
30%
25,52%
25%
20%
13,88%
13,09%
15%
12,08%
9,72%
10%
7,33%
5,13%
5%
0,87%
0%
-5%
-4,27%
-10%
2004
67
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Bilhões de ASK
Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012
114,2
120
107,0
97,0
100
73,6
73,3
80
65,5
60
52,3
40,8
40
27,4
57,0
44,5
28,7
30,4
22,3
23,3
27,8
28,4
31,0
33,4
33,4
20
-
2003
2004
2005
2006
2007
Empresas Brasileiras
2008
2009
2010
2011
2012
Empresas Estrangeiras
Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa
200%
179,8%
180%
160%
140%
120%
100%
80%
60%
40%
22,2%
20%
0%
Brasileiras
68
Estrangeiras
Seção 3 – Oferta de transporte aéreo
Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa
8%
6,7%
7%
6%
5%
4%
3%
2%
1%
0%
0,0%
-1%
Brasileiras
Estrangeiras
Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK – mercado internacional, 2012
19,7%
2,9%
0,1%
Tam
Gol
9,0%
59,8%
Demais Brasileiras
Tap Portugal
8,6%
American Airlines
Demais Estrangeiras
69
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional
14%
12,7%
12%
10%
8%
6,5%
6%
3,2%
4%
2,2%
2%
0%
-2%
-4%
-4,9%
-6%
Tam
70
Gol
Tap Portugal
American Airlines
Demais Estrangeiras
Seção 4. DEMANDA POR
TRANSPORTE AÉREO
A seção 4 apresenta os dados referentes à
demanda por transporte aéreo, em termos
de
passageiros
pagos
transportados,
passageiros-quilômetros
transportados
transportada.
(RPK)
pagos
e
carga
paga
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Indústria
O mercado de transporte aéreo atingiu um marco histórico: rompeu a barreira dos 100
milhões de passageiros pagos transportados. Em 2012, contabilizando-se os voos
domésticos e internacionais, foram transportados 107,2 milhões de passageiros pagos,
por empresas brasileiras e estrangeiras. Este número representou um aumento de 188%
nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a tendência de crescimento, o mercado vem
desacelerando desde 2010, quando atingiu o pico de 22,65% de crescimento no número
de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior, tendo registrado alta de
16,86% em 2011 e de 7,24% em 2012.
Do ponto de vista de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), o
comportamento foi bem semelhante, com um crescimento em 2012 de 5,43%. O
crescimento em 2011 foi de 12,49% e o de 2010 foi de 29,82%.
A quantidade de carga paga transportada cresceu 65,96% nos últimos dez anos, com
retração de 2,44% em 2012, após crescimento de 12,67% em 2011 e de 38,78% em
2010.
Passageiros Pagos Transportados
Milhões de Passageiros Pagos
Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012
120
107,2
99,9
100
85,5
+188%
80
69,7
60
49,1
37,2
40
54,0
63,5
59,7
41,2
20
2003
2004
2005
2006
2007
Doméstico
2008
2009
2010
2011
2012
Internacional
Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados, doméstico e internacional, 2004 a 2012
25%
22,65%
19,20%
20%
16,86%
15%
10,77%
9,95%
10,49%
9,76%
10%
7,24%
6,45%
5%
0%
2004
72
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)
Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional,
2003 a 2012
250
Bilhões de RPK
200
+163%
150
113
118
102
100
57
52
50
66
65
71
79
76
57
26
29
35
41
46
50
2003
2004
2005
2006
2007
Doméstico
2008
70
81
87
2010
2011
2012
-
2009
Internacional
Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e
internacional, 2004 a 2012
35%
29,82%
30%
25%
20%
16,37%
15%
12,49%
11,47%
10,27%
10,41%
10%
5,43%
4,81%
3,49%
5%
0%
2004
73
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Carga Paga Transportada
Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012
1.200
1.122
+65,96%
Milhares de Toneladas
1.000
733
755
787
2004
2005
2006
800
819
1.095
996
830
718
660
600
400
200
2003
Doméstico
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Internacional
Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012
50%
38,78%
40%
30%
20%
12,67%
11,12%
10%
2,98%
4,20%
4,12%
1,33%
0%
-2,44%
-10%
-13,52%
-20%
2004
74
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Mercado Doméstico
Após 10 anos consecutivos de crescimento, o número de passageiros pagos
transportados no mercado doméstico em 2012 foi de 88,7 milhões, maior valor desde o
início da série histórica. Tendo atingido a maior taxa de crescimento em 2010 (23,10%).
A partir de então, o ritmo de crescimento desacelerou, mas ainda apresentou alta de
17,11% em 2011 e 8,03% em 2012, mesmo ante à redução na oferta de voos neste
último ano. Na avaliação mês a mês, observa-se crescimento em todos os meses, em
relação aos respectivos meses de 2011, tendo sido superior a 10% em janeiro, fevereiro
e junho, e inferior a 5% apenas em março e dezembro. Fevereiro foi o mês que
apresentou a maior taxa de crescimento (13,79%) e dezembro a menor (2,88%), em
termos de passageiros pagos transportados.
A empresa que mais transportou passageiros pagos domésticos em 2012 foi a Tam
(35,2% do total), seguida muito de perto pela Gol (34,6% do total). Entretanto, a Gol
apresentou um número de passageiros pagos transportados estável em relação a 2011,
com redução de 0,22%, enquanto a Tam obteve um aumento de 6,31% neste indicador.
Azul, Trip, Avianca e Webjet somaram 28,4% dos passageiros domésticos
transportados, destas apenas a Webjet apresentou redução na comparação com o ano
anterior. O maior crescimento percentual foi da Avianca, com um incremento de
52,78%. Já em números absolutos, o maior aumento foi da Azul, que transportou 2,60
milhões de passageiros a mais, seguida pela Tam, com 1,85 milhões de passageiros a
mais.
O crescimento do mercado doméstico em 2012 foi de 6,8% em termos de passageirosquilômetros pagos transportados (RPK). O indicador registrou alta de 15,9% em 2011 e
de 23,8% em 2010.
Quanto à participação de mercado das empresas, em termos de RPK, a Gol apresentou
uma redução de 37,4% em 2011 para 33,9% em 2012, enquanto a parcela da Tam
permaneceu praticamente estável (40,0% em 2011 e 40,3% em 2012). As demais
companhias, combinadas, passaram de 22,6% do RPK em 2011 para 25,8% em 2012,
crescimento de 14,2% na participação.
A Região brasileira que concentrou a maior parte dos embarques de passageiros pagos
foi o Sudeste, com 43,1 milhões de passageiros (48,7%). Em seguida vieram as regiões
Nordeste com 16,8 milhões (19,0%), Centro-Oeste com 11,9 milhões (13,4%) e Sul
com 11,4 milhões (12,9%). A Região com o menor número de passageiros pagos
embarcados em 2012 no mercado doméstico foi a Norte, com 5,4 milhões (6,06%).
Quando considerada a quantidade de embarques em relação à população de cada
Região, Centro-Oeste destacou-se com 83 embarques para cada 100 habitantes em
2012, seguida pela Sudeste (53/100), Sul (41/100), Norte (36/100) e Nordeste (30/100).
Ao confrontar a quantidade de passageiros pagos embarcados nas aeronaves com o PIB
de cada Região, tem-se que a Centro-Oeste figurou com a maior proporção em 2012,
com 64 embarques para cada R$ 1.000,00 de PIB gerado, seguida da Nordeste (com 59
embarques), Norte (com 55 embarques), Sudeste (com 35 embarques) e Sul (com 32
embarques).
Os 20 maiores aeroportos em quantidade de passageiros pagos abrigaram 85% dos
embarques e desembarques em voos domésticos. Todos registraram crescimento na
movimentação de passageiros em 2012, com destaque para Viracopos-SP (18%).
75
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
O mercado doméstico de carga paga transportada registrou retração de 8,6% em 2012,
após haver crescido 14,5% em 2011 e 42,55% em 2010. Tam alcançou participação de
41,7% em 2012 neste mercado, seguida da Gol com 27,4% e Absa com 22,8%. No
entanto, a Avianca destacou-se com crescimento de 26,7% na quantidade de carga paga
transportada em 2012. Todas as 10 principais rotas da carga em 2012 envolveram o
aeroporto de Guarulhos em São Paulo, sendo que a principal rota foi Manaus/São
Paulo-Guarulhos/Manaus (com mais de 74 mil toneladas).
Passageiros Pagos Transportados
Milhões de Passageiros
Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2003-2012
100
88,7
90
82,1
80
70,1
+205%
70
56,9
60
47,4
50
49,9
43,2
38,7
40
32,1
29,1
30
20
10
-
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012
25%
23,10%
20,69%
20%
17,11%
14,04%
15%
11,51%
10,17%
9,72%
10%
8,03%
5,42%
5%
0%
2004
76
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico,
2012
16%
13,79%
14%
12%
11,23%
10,58%
10%
9,26%
8,14%
8%
7,09%
8,53%
8,07%
7,19%
6,86%
6%
3,99%
4%
2,88%
2%
0%
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Milhões
Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população brasileira, 2003 a 2012
250
200
178,7
181,1
183,4
185,6
187,6
191,5
189,6
193,3
194,9
196,5
150
100
82,1
88,7
70,1
50
29,1
32,1
38,7
43,2
47,4
56,9
49,9
0
2003
2004
2005
2006
2007
Passageiros Domésticos Pagos
77
2008
2009
População
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos transportados – mercado doméstico,
2012
1,0%
0,8%
5,3%
5,3%
Tam
6,4%
Gol
35,2%
Azul
11,4%
88.665.102
passageiros
Trip
Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
34,6%
Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico,
2012
60%
52,78%
45,31%
50%
40%
34,53%
30%
20%
6,31%
10%
0%
-10%
-0,22%
-11,92%
-20%
-14,37%
-30%
-32,66%
-40%
Gol
Tam
Azul
Trip
Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de passageiros) – mercado doméstico, 2012
Azul
2,60
Tam
1,85
Trip
1,77
Avianca
1,62
78
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado doméstico, 2012
5,4
16,8
11,9
43,1
11,4
Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico, 2012
0,90
0,83
0,80
Embarques/Habitantes
0,70
0,60
0,53
0,50
0,41
0,36
0,40
0,30
0,30
0,20
0,10
0,00
CENTRO-OESTE
79
NORDESTE
NORTE
SUDESTE
SUL
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010*
Embarques / Milhar de R$ em PÌB
70,0
63,81
58,97
60,0
54,90
50,0
40,0
35,20
32,32
30,0
20,0
10,0
0,0
CENTRO-OESTE
NORDESTE
NORTE
SUDESTE
SUL
*Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE
Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado doméstico, 2012
12,91%
13,43%
88.665.102
passageiros
18,95%
CENTRO-OESTE
NORDESTE
NORTE
SUDESTE
6,06%
48,65%
80
SUL
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sudeste – mercado doméstico, 2012
TOTAL-SP
24.229.584
SBGR-SP
10.204.265
SBSP-SP
8.443.606
SBKP-SP
4.236.456
SBRP-SP
552.118
SBSR-SP
362.810
SBDN-SP
139.725
SBSJ-SP
85.372
SBAU-SP
75.134
SBAE-SP
44.676
SBML-SP
43.580
SJTC-SP
41.842
TOTAL-RJ
10.963.025
SBGL-RJ
6.433.156
SBRJ-RJ
4.487.991
SBCP-RJ
18.086
SBME-RJ
16.467
SBCB-RJ
6.556
SDRS-RJ
769
TOTAL-MG
6.230.758
SBCF-MG
SBUL-MG
4.968.271
482.277
SBBH-MG
263.978
SBMK-MG
155.916
SBIP-MG
109.438
SBUR-MG
80.331
SBJF-MG
52.975
SBGV-MG
45.810
SBZM-MG
32.131
SBAX-MG
19.919
SBVG-MG
15.436
SNPD-MG
2.505
SNJR-MG
1.467
SNDT-MG
261
SBPC-MG
43
TOTAL-ES
1.715.676
SBVT-ES
1.715.676
81
Região Sudeste
43.139.043
passageiros pagos
embarcados
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Nordeste – mercado doméstico, 2012
TOTAL-BA
5.415.327
SBSV-BA
4.424.450
SBPS-BA
596.096
SBIL-BA
SBQV-BA
254.761
101.775
SNBR-BA
25.319
SBTC-BA
8.996
SBLE-BA
3.843
SNGI-BA
87
TOTAL-PE
3.433.205
SBRF-PE
SBPL-PE
SBFN-PE
3.125.679
228.195
79.331
TOTAL-CE
2.996.386
SBFZ-CE
SBJU-CE
2.778.890
217.496
TOTAL-RN
1.226.674
SBNT-RN
1.226.674
TOTAL-MA
1.101.441
SBSL-MA
SBIZ-MA
955.253
146.188
TOTAL-AL
829.290
SBMO-AL
829.290
TOTAL-PB
668.608
SBJP-PB
SBKG-PB
607.618
60.990
TOTAL-SE
642.171
SBAR-SE
642.171
TOTAL-PI
489.540
SBTE-PI
489.540
82
Região Nordeste
16.802.642
passageiros pagos
embarcados
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Centro-Oeste – mercado doméstico,
2012
TOTAL-DF
8.106.711
SBBR-DF
8.106.711
TOTAL-GO
1.479.384
SBGO-GO
1.414.474
SBCN-GO
55.387
SWLC-GO
9.188
SWIQ-GO
335
TOTAL-MT
1.458.914
SBCY-MT
1.329.791
SWSI-MT
54.675
SWRD-MT
36.765
SBAT-MT
36.691
SWFX-MT
570
SJHG-MT
395
SBBW-MT
27
Região Centro-Oeste
11.904.681
passageiros pagos
embarcados
TOTAL-MS
859.672
SBCG-MS
825.940
SBCR-MS
14.966
SBDO-MS
9.244
SBDB-MS
4.974
SSDO-MS
4.548
83
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sul – mercado doméstico, 2012
TOTAL-PR
5.173.036
SBCT-PR
3.378.943
SBFI-PR
801.727
SBLO-PR
532.182
SBMG-PR
SBCA-PR
SSFB-PR
374.068
85.319
797
TOTAL-RS
3.839.751
SBPA-RS
SBCX-RS
3.669.715
127.943
SBPF-RS
25.208
SJRG-RS
7.299
SBSM-RS
3.015
SBPK-RS
2.441
SBNM-RS
1.615
SBUG-RS
1.290
SSER-RS
1.010
SSZR-RS
215
Região Sul
11.448.849
passageiros pagos
embarcados
TOTAL-SC
2.436.062
SBFL-SC
1.514.484
SBNF-SC
591.019
SBJV-SC
SBCH-SC
SBCM-SC
206.875
105.391
16.697
SSJA-SC
1.056
SSCK-SC
293
SBCD-SC
247
84
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Norte – mercado doméstico, 2012
TOTAL-PA
2.201.034
SBBE-PA
1.599.450
SBSN-PA
233.561
SBMA-PA
182.996
SBHT-PA
73.393
SBCJ-PA
SBIH-PA
60.582
18.684
SBTB-PA
11.516
SBTU-PA
9.404
SDOW-PA
4.476
SBMD-PA
4.434
SNDC-PA
2.274
SBAA-PA
264
TOTAL-AM
1.655.559
SBEG-AM
SBUY-AM
1.481.311
57.907
SBTF-AM
30.898
SWPI-AM
23.333
SBTT-AM
20.925
SWKO-AM
14.213
SBUA-AM
6.136
SWEI-AM
5.786
SWLB-AM
5.151
SWCA-AM
2.709
SWBC-AM
1.830
SDCG-AM
1.803
SWHT-AM
1.454
SWTP-AM
1.154
SWOB-AM
949
Região Norte
5.369.887
passageiros pagos
TOTAL-RO
604.868
SBPV-RO
516.319
SBJI-RO
58.891
SSKW-RO
14.841
SBVH-RO
14.817
TOTAL-TO
284.001
SBPJ-TO
SWGN-TO
SWGI-TO
276.602
7.031
368
TOTAL-AP
271.687
SBMQ-AP
271.656
SNBA-AP
31
TOTAL-AC
SBRB-AC
SBCZ-AC
202.160
175.968
26.192
TOTAL-RR
150.578
SBBV-RR
150.578
85
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado doméstico, 2012
SBGR
13,52%
SBSP
11,18%
SBBR
10,74%
SBGL
8,52%
SBCF
6,58%
SBRJ
5,94%
SBSV
5,86%
SBKP
5,61%
SBPA
4,86%
SBCT
4,48%
SBRF
4,14%
SBFZ
3,68%
SBVT
2,27%
SBBE
2,12%
SBFL
2,01%
SBEG
1,96%
SBGO
1,87%
SBCY
1,76%
SBNT
1,62%
SBSL
1,27%
Outros
17,44%
0%
2%
86
4%
6%
8%
10%
12%
14%
16%
18%
20%
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano anterior por aeroporto – mercado
doméstico, 2012
20%
18%
16%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%
87
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2011 e 2012
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)
São Paulo (Guarulhos) - Salvador
Brasília - São Paulo (Congonhas)
Recife - São Paulo (Guarulhos)
São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas)
Porto Alegre - São Paulo (Congonhas)
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
Curitiba - São Paulo (Congonhas)
Porto Alegre - Rio de Janeiro (Galeão)
Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)
São Paulo (Guarulhos) - Brasília
Brasília - Belo Horizonte (Confins)
Rio de Janeiro (Santos Dumont) - Brasília
São Paulo (Guarulhos) - Curitiba
Campinas - Rio de Janeiro (Galeão)
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos)
Rio de Janeiro (Galeão) - Recife
Belo Horizonte (Confins) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
Milhões de passageiros pagos
2012
Considerando passageiros viajando em ambos os sentidos.
88
2011
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)
Bilhões de RPK
Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012
100
90
80
+234%
70
60
50
40
30
20
10
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012
30%
23,8%
25%
20,5%
20%
15,9%
15,4%
15%
14,4%
12,9%
11,9%
10%
8,4%
6,8%
5%
0%
2004
89
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012
13,33%
14%
12%
11,27%
10%
7,88%
7,87%
8%
7,65%
6,76%
7,22%
6,71%
5,68%
6%
5,02%
4%
2,36%
2%
1,27%
0%
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao ano anterior, 2004 a 2012
30%
23,8%
25%
20,5%
20%
15,9%
15,4%
15%
14,4%
12,9%
11,9%
8,4%
10%
6,1%
5,7%
5%
1,3%
3,2%
1,3%
4,0%
1,2%
1,1%
7,5%
6,8%
5,2%
1,1%
1,0%
0,9%
2,7%
0,9%
0,9% 0,8%
2011
2012
0%
-0,3%
-5%
2004
2005
2006
2007
RPK Doméstico
90
2008
PIB
2009
População
2010
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico, 2011 e 2012
1,2%
5,9%
2,6%
6,0%
2,1%
1,9%
4,4%
2,5%
3,7%
1,5%
2,1%
5,5%
3,1%
1,1%
4,8%
8,6%
10,0%
5,4%
3,2%
4,5%
40,4%
Outras
39,7%
37,4%
Webjet
33,9%
Avianca
Azul
Trip
Gol
TAM
45,5%
42,5%
40,0%
40,3%
2009
2010
2011
2012
Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012
82,26%
47,15%
25,00%
7,66%
-3,21%
-7,64%
-20,15%
-50,57%
Gol
TAM
91
Trip
Azul
Avianca
Webjet
Passaredo
Outras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Carga Paga Transportada
Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2003 a 2012
450
412,2
400
376,8
360,0
+49,76%
Milhares de Toneladas
350
300
273,2
278,4
279,8
275,6
281,1
252,5
251,6
250
200
150
100
50
0
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2004 a 2012
50%
42,55%
40%
30%
20%
10%
14,51%
8,62%
1,90%
1,99%
0,49%
0%
-1,48%
-10%
-8,60%
-10,17%
-20%
2004
92
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga transportada – mercado doméstico, 2012
3,9%
4,1%
22,8%
41,7%
Tam
Gol
Absa
Avianca
Demais Empresas
27,4%
Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012
40%
26,7%
30%
20%
10%
3,1%
1,0%
0%
-10%
-10,3%
-20%
-30%
-40%
-50%
-60%
-61,6%
-70%
Tam
93
Gol
Absa
Avianca
Demais Empresas
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2012
Manaus - São Paulo (Guarulhos)
38,28
São Paulo (Guarulhos) - Manaus
35,77
São Paulo (Guarulhos) - Recife
13,55
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
10,29
São Paulo (Congonhas) - Brasília
8,48
São Paulo (Guarulhos) - Salvador
8,14
São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
7,42
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
5,03
São Paulo (Guarulhos) - Brasília
4,35
Recife - São Paulo (Guarulhos)
4,28
Recife - Fortaleza
4,19
Manaus - Brasília
4,01
Belém - Manaus
3,90
São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegra
3,74
São Paulo (Guarulhos) - Rio de Janeiro (Galeão)
3,62
Brasília - São Paulo (Congonhas)
3,52
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
3,38
Belém - Macapá
3,28
Brasília - Manaus
3,25
Brasília - Belém
3,03
-
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Milhares de Toneladas
94
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico, 2012
São Paulo
130,7
Amazonas
50,9
Distrito Federal
37,2
Ceará
26,7
Rio de Janeiro
25,2
Pará
18,9
Pernambuco
16,1
Rio Grande do Sul
11,0
Bahia
10,9
Paraná
8,9
Minas Gerais
6,9
Espírito Santo
5,9
Santa Catarina
4,7
Goiás
4,6
Rio Grande do Norte
3,9
Maranhão
3,9
Mato Grosso
2,3
Mato Grosso do Sul
1,5
Rondônia
1,3
Tocantins
1,2
Piauí
1,0
Paraíba
1,0
Alagoas
0,9
Sergipe
0,5
Amapá
0,4
Acre
0,3
Roraima
0,2
-
20
40
60
80
100
120
140
160
Milhares de Toneladas
95
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Mercado Internacional
O ano de 2012 também registrou o maior número de passageiros pagos transportados
em voos internacionais com origem ou destino no Brasil dos últimos dez anos: 18,5
milhões. De modo semelhante ao mercado doméstico, apesar de crescente, a demanda
vem desacelerando desde 2011, tendo crescido 3,59% em 2012, após crescimento de
15,77% em 2011 e 20,67% em 2010.
Comparando-se o desempenho das empresas brasileiras e estrangeiras, temos que as
estrangeiras tiveram um crescimento mais expressivo na última década, transportando
174,6% mais passageiros pagos em 2012 com relação a 2003, frente a um crescimento
de 67,1% das brasileiras. Comparando-se com o desempenho em 2011, o aumento foi
de 5,2% em passageiros pagos transportados por empresas estrangeiras e de 0,3% no
caso das brasileiras.
As quatro principais empresas atuantes neste mercado foram Tam, Gol, Tap e American
Airlines, responsáveis por 47,4% dos passageiros pagos transportados. As demais
empresas estrangeiras responderam por 52,4% e as demais brasileiras por 0,2%. Entre
as quatro maiores, a Tam se destacou com 22,7% dos passageiros pagos transportados,
seguida pela Tap, com 8,5%. Já na variação em relação a 2011, o maior crescimento foi
da American Airlines, que transportou 9,5% mais passageiros pagos.
Europa, América do Sul e América do Norte foram os continentes que registraram a
maior quantidade de passageiros pagos transportados em voos internacionais com
origem ou destino no Brasil em 2012, com 5,81 milhões, 5,76 milhões e 4,45 milhões,
respectivamente. Estados Unidos (4,3 milhões), Argentina (2,81 milhões) e Portugal
(1,57 milhões) foram os países com a maior movimentação de passageiros com o Brasil
em 2012.
Em termos de RPK, mercado internacional de voos com origem ou destino no Brasil
cresceu 4,44% em 2012, 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Em 2012, a demanda
internacional em RPK alcançou o maior nível dos últimos dez anos. A Tam registrou
20,1% de participação nesse mercado, frente a 9,5% da Tap, 8,7% da American Airlines
e 2,3% da Gol. As demais empresas estrangeiras somadas registram 59% de
participação em 2012. Enquanto Gol teve reduzida em 2,5% a sua demanda em RPK no
mercado internacional, Tam registrou alta de 1,9% e a American Airlines destacou-se
com crescimento de 7,9%.
A quantidade de carga paga transportada em 2012 no transporte aéreo internacional com
origem ou destino no Brasil foi recorde em relação aos últimos dez anos, com 718,7 mil
toneladas e crescimento de 76% em relação a 2003. O crescimento em relação a 2011
foi de 1,13%. A Tam foi a empresa com maior participação nesse mercado, com 12,3%,
seguida da Absa, (7,5%), e da Atlas (7,1%). América do Norte, Europa e América do
Sul foram os continentes com maior movimentação de carga paga com o Brasil em
2012, com 267 mil, 247 mil e 95 mil toneladas transportadas, respectivamente. Estados
Unidos, Alemanha e Holanda foram os principais países de destino, com 262 mil, 68
mil e 35 mil toneladas de carga paga transportada.
96
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Passageiros Pagos Transportados
Milhões de Passageiros Pagos
Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2003 a 2012
20
17,9
18,5
18
16
15,4
+129%
13,6
14
12,8
12,3
12
10,4
10,8
2005
2006
9,1
10
8,1
8
6
4
2
2003
2004
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2004 a 2012
25%
20,7%
20%
15,8%
15%
12,9%
13,9%
13,5%
10,4%
10%
4,2%
5%
3,6%
0%
-5%
-5,9%
-10%
2004
97
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Milhões de Passageiros Pagos
Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional – por nacionalidade da
empresa, 2003 a 2012
14
12,1
12,7
12
10,1
10
8,6
8,8
8,3
7,3
8
6,1
6
4
4,6
5,3
3,5
3,8
2003
2004
4,3
3,6
3,8
2006
2007
5,3
4,8
4,4
2008
2009
5,8
5,8
2011
2012
2
2005
Empresas Brasileiras
2010
Empresas Estrangeiras
Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional,
por nacionalidade da empresa
200%
174,6%
180%
160%
140%
120%
100%
80%
67,1%
60%
40%
20%
0%
Brasileiras
98
Estrangeiras
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional –
por nacionalidade da empresa
6%
5,2%
5%
4%
3%
2%
1%
0,3%
0%
Brasileiras
Estrangeiras
Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2012
23%
Tam
Gol
8%
52%
Demais Brasileiras
Tap Portugal
American Airlines
9%
0%
8%
99
Demais Estrangeiras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 pelas quatro maiores
empresas – mercado internacional
10%
9,5%
9%
8%
7%
6%
5,0%
5%
4%
3%
2,6%
2,5%
2%
1,2%
1%
0%
Tam
Gol
Tap Portugal
American Airlines
Demais Estrangeiras
Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países – por continente, 2011 e 2012
5,81
5,56
Europa
5,76
América do Sul
6,06
4,45
América do Norte
4,03
1,09
América Central
0,82
0,47
0,42
Ásia
0,31
0,30
Áfria
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
Milhões de Passageiros
2012
2011
*Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos.
100
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012
4,30
ESTADOS UNIDOS
3,88
2,81
2,84
ARGENTINA
1,57
1,53
PORTUGAL
0,96
1,01
FRANÇA
CHILE
0,89
0,85
ESPANHA
0,79
0,85
ALEMANHA
0,83
0,75
URUGUAI
0,71
0,82
0,72
0,53
PANAMÁ
0,59
0,51
REINO UNIDO
2012
0,36
0,54
PERU
2011
0,48
0,44
ITÁLIA
COLÔMBIA
0,32
0,32
PARAGUAI
0,31
0,32
HOLANDA
0,34
0,24
MÉXICO
0,28
0,23
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
0,29
0,18
ÁFRICA DO SUL
0,19
0,19
BOLÍVIA
0,19
0,19
CANADÁ
0,16
0,15
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
Milhões de Passageiros
*Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos.
101
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)
Bilhões de RPK
Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012
140
112,6
120
102,2
+128,1%
100
80
60
51,5
117,5
65,5
64,9
2005
2006
78,8
76,1
2008
2009
70,5
57,3
40
20
2003
2004
2007
2010
2011
2012
Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012
40%
34,28%
35%
30%
25%
20%
15%
14,28%
11,68%
11,23%
10,13%
8,63%
10%
4,44%
5%
0%
-0,88%
-5%
-3,39%
-10%
2004
102
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Bilhões de RPK
Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012
100
86,2
90
78,5
80
70
55,7
60
59,3
56,5
48,7
50
42,1
40
30
91,1
30,9
20,7
35,5
23,4
21,9
16,3
20
14,8
19,5
19,6
23,7
26,4
26,4
10
2003
2004
2005
2006
2007
Empresas Brasileiras
2008
2009
2010
2011
2012
Empresas Estrangeiras
Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa
250%
195,3%
200%
150%
100%
50%
27,8%
0%
Brasileiras
Estrangeiras
Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa
5,7%
6%
5%
4%
3%
2%
1%
0,3%
0%
Brasileiras
103
Estrangeiras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK – mercado internacional, 2012
20%
2%
0%
10%
Tam
Gol
Demais Brasileiras
Tap Portugal
59%
American Airlines
9%
Demais Estrangeiras
Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional
10%
7,9%
8%
5,7%
6%
3,7%
4%
1,9%
2%
0%
-2%
-2,5%
-4%
Tam
104
Gol
Tap Portugal
American Airlines
Demais Estrangeiras
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Carga Paga Transportada
Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2003 a 2012
800
Milhares de Toneladas
700
600
543,8
500
400
710,7
718,7
2011
2012
636,6
460,2
476,9
507,3
2005
2006
549,2
465,6
408,5
300
200
100
0
2003
2004
2007
Empresas Brasileiras
2008
2009
2010
Empresas Estrangeiras
Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das empresas – mercado internacional,
2003 a 2012
700
Milhares de Toneladas
600
572
550
548
500
416
382
400
300
200
151
296
282
257
178
181
366
318
189
162
160
133
99
88
2009
2010
100
147
0
2003
2004
2005
2006
2007
Empresas Brasileiras
105
2008
Empresas Estrangeiras
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional
140%
122,4%
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
-3,0%
-20%
Empresas Brasileiras
Empresas Estrangeiras
Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional
6%
3,9%
4%
2%
0%
-2%
-4%
-6%
-8%
-8,5%
-10%
Empresas Brasileiras
106
Empresas Estrangeiras
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2012
12,3%
Tam
Absa
7,7%
Atlas
41,1%
German Cargo
7,1%
Fedex
American Airlines
5,4%
Centurion
Ups
5,2%
Tap
5,1%
3,7%
3,9%
4,1%
Emirates
4,5%
Demais Empresas
Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais empresas em 2012 com relação a 2011 –
mercado internacional
660%
573,1%
560%
460%
360%
260%
160%
60%
-40%
10,7%
-2,1%
Tam
107
-12,6%
Absa
Atlas
4,4%
-20,4%
German
Cargo
-8,2%
Fedex
-3,2%
American
Airlines
Ups
-15,5%
Tap
Emirates
-7,3%
Demais
Empresas
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por continente – mercado internacional,
2012
267
AMÉRICA DO NORTE
248
247
EUROPA
265
95
99
AMÉRICA DO SUL
2012
22
ÁSIA
22
AMÉRICA CENTRAL
31
7
7
ÁFRICA
-
*Considerando-se voos nos dois sentidos
108
2011
14
50
100
150
200
250
300
Milhares de Toneladas
Milhares
Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo
Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais destinos internacionais – mercado
internacional, 2012
262
ESTADOS UNIDOS
243
68
65
ALEMANHA
HOLANDA
35
30
ARGENTINA
31
35
31
FRANÇA
41
28
33
PORTUGAL
22
22
COLÔMBIA
ESPANHA
20
26
MÉXICO
20
26
19
17
CHILE
19
LUXEMBURGO
30
REINO UNIDO
17
14
ITÁLIA
16
14
2012
2011
11
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
4
8
7
SUÍÇA
CANADÁ
5
5
PERU
5
7
TURQUIA
5
4
QUATAR
4
5
ÁFRICA DO SUL
4
5
-
50
100
150
200
250
300
Milhares de Toneladas
*Considerando-se voos nos dois sentidos
109
Seção 5. APROVEITAMENTO DAS
AERONAVES
Nesta seção são apresentados os dados
referentes
ao
aproveitamento
das
aeronaves pelas empresas brasileiras, por
meio de dois indicadores: RPK sobre ASK
e Horas Voadas por Dia Disponível.
110
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves
Indústria
Considerando-se os mercados doméstico e internacional de passageiros, o
aproveitamento das aeronaves em termos de RPK/ASK apresentou melhora de 1,3% em
2012 com relação a 2011, alcançando o segundo maior nível já registrado nos últimos
dez anos. O aproveitamento RPK/ASK das aeronaves melhorou 10% desde 2003.
Em termos de horas voadas por dia disponível das aeronaves, a média das empresas
brasileiras foi de 10 horas em 2012. As duas maiores companhias, Tam e Gol,
apresentaram o melhor aproveitamento neste quesito, com 11,5 e 11,4 horas voadas por
aeronave-dia disponível, em média.
Analisando-se por capacidade das aeronaves, observa-se que, em média, as aeronaves
maiores apresentam-se com uma utilização maior.
RPK/ASK
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012
100%
90%
80%
69,6%
73,3%
75,5%
2004
2005
77,3%
74,4%
72,8%
70,6%
2007
2008
2009
74,8%
75,6%
76,6%
2010
2011
2012
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
2003
111
2006
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004 a
2012
8%
6%
5,82%
5,32%
4%
3,07%
2,40%
2%
1,17%
1,33%
2011
2012
0%
-2%
-2,12%
-3,02%
-4%
-3,75%
-6%
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional,
2012
8%
5,94%
6%
3,75%
4%
2,33%
2%
3,62%
3,22%
1,89%
1,28%
1,08%
Jul
Ago
0%
-0,11%
-2%
-0,92%
-1,52%
-4%
Jan
112
Fev
-3,33%
Mar
Abr
Mai
Jun
Set
Out
Nov
Dez
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves
Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível
Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por empresa – mercado
doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita)
18
15,3
16
13,3
14
12
11,8 11,5
12,1
11,4
10,6
10,9
10,2
10
8,6
9,4
9,2
8
8,4
8,2
7,7
10,0
7,3
6,7
6
4
2
0
Tam
Gol
Azul
Absa
Avianca
Passaredo
Trip
Webjet
Indústria
Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por configuração da aeronave –
empresas brasileiras, 2011 e 2012
16
14,2
13,5
14
12,5
11,2
12
10,6
13,1
12,4
11,2
10
8,4
8
6
7,8
6,1
5,7
4,7
5,4
4
2
0
0 (cargueiros)
Até 50
51 a 100
101 - 150
2011
113
2012
151 - 200
201 - 250
acima de 300
Assentos de Passageiros Instalados
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Mercado Doméstico
No mercado doméstico, o aproveitamento das aeronaves em voos domésticos em termos
de RPK/ASK alcançou em 2012 o seu maior valor em dez anos, com uma taxa de
72,9%. Essa taxa representou melhora de 21,5% com relação a 2003 e de 3,96%
comparando com 2011. Os primeiros quatro meses do ano apresentaram redução no
aproveitamento doméstico. A partir de maio, observa-se um aumento que se intensifica.
Entre as principais empresas brasileiras, Avianca e Azul registraram as maiores taxas de
aproveitamento em voos domésticos (79,4% e 79,2%, respectivamente).
RPK/ASK
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012
100%
90%
80%
70%
60,0%
64,9%
69,5%
70,9%
2005
2006
66,0%
65,9%
68,4%
70,2%
72,9%
67,8%
2007
2008
2009
2010
2011
2012
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
2003
2004
Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012
10%
8,15%
8%
7,00%
6%
3,96%
3,79%
4%
2,57%
1,98%
2%
0%
-0,14%
-2%
-2,64%
-4%
-4,32%
-6%
2004
114
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves
Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012
15,0%
13,7%
12,5%
10,5%
10,0%
10,0%
9,0%
6,7%
7,5%
5,6%
6,1%
Jul
Ago
5,0%
2,5%
0,7%
0,0%
-2,5%
-5,0%
-1,5%
-2,0%
-3,9%
-5,3%
-7,5%
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Set
Out
Nov
Dez
Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012
(direita)
90%
79,4% 79,4%
81,1% 79,2%
80%
73,7%
74,8% 73,2%
69,0%
70%
68,9% 70,4%
65,2%
68,0%
67,0% 68,0%
61,5%
64,4%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Avianca
115
Azul
Tam
Webjet
Gol
Trip
Passaredo
Outras
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Mercado Internacional
Diferentemente do que ocorreu no mercado doméstico, a taxa de aproveitamento das
aeronaves no mercado internacional em 2012 (79,6%) registrou queda de 0,62% com
relação ao ano anterior. Ainda assim, a taxa representou melhora de 5,29% em relação a
2003.
Entre as quatro maiores empresas do segmento, a portuguesa Tap e a brasileira Tam
apresentaram as maiores taxa de aproveitamento em voos internacionais com origem ou
destino no Brasil, com taxas de 83,4% e 81,3%, respectivamente.
RPK/ASK
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado internacional, 2003 a 2012
100%
90%
80%
75,6%
78,4%
79,2%
2004
2005
82,0%
79,5%
77,9%
79,8%
80,1%
79,6%
2010
2011
2012
74,6%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
2003
2006
2007
2008
2009
Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2012
6%
4,74%
5%
4%
3%
2%
1%
1,38%
0,29%
0,20%
0,08%
0%
-1%
-0,51%
-2%
-1,31%
-1,56%
-2,00%
-2,13%
-3%
-2,43%
-3,13%
-4%
Jan
116
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves
Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita)
100%
90%
83,4%
83,0%
81,5%
81,3%
84,3%
80,7%
79,6%
79,1%
80%
70%
64,2%
62,6%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Tap
117
Tam
American Airlines
Gol
Demais Empresas
Seção 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS
E CANCELAMENTOS
Nesta seção apresentam-se os percentuais
de atrasos e de cancelamentos dos voos
regulares, tanto em etapas domésticas
quanto internacionais.
118
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
Introdução
A metodologia adotada para a apuração e a divulgação dos percentuais de atrasos e
cancelamentos de voos está estabelecida na Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro
de 2012, e pela Portaria ANAC nº 1.096/SRE, de 1º de junho de 2012.
As informações de atrasos e cancelamentos de voos são apuradas com base nos dados
dos voos autorizados pela ANAC e registrados em Horário de Transporte – HOTRAN,
regulamentado pela Instrução de Aviação Civil – IAC 1223, e dos Boletins de Alteração
de Voos – BAV que são registrados na ANAC pelas empresas aéreas em periodicidade
aproximadamente semanal, em cumprimento à IAC 1504.
Assim, o percentual de cancelamentos é apurado com base na quantidade de etapas de
voo canceladas sobre o total de etapas de voo previstas. Já o percentual de atrasos é
apurado com base na quantidade de etapas de voo atrasadas sobre o total de etapas de
voo realizadas (que são as previstas menos as canceladas).
Ressalta-se que os atrasos e cancelamentos de voos podem ser ocasionados por motivos
diversos que afetam os serviços aéreos, entre eles as condições meteorológicas, de
segurança operacional, de tráfego aéreo, aeroportuárias, operacionais das empresas
aéreas e outros.
De modo a dispor de uma visão mais ampla do comportamento dos voos, serão
computadas, no presente capítulo, as etapas de todas as naturezas.
Faz-se oportuno mencionar que, de acordo com a Resolução ANAC nº 218/2012, desde
junho de 2012, as empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que exploram os serviços de
transporte aéreo regular de passageiros no Brasil, doméstico e internacional, estão
obrigadas a disponibilizar ao adquirente do bilhete de passagem, na fase inicial do
processo de comercialização e em todos os canais de vendas, as informações sobre os
percentuais históricos de atrasos e de cancelamentos de cada etapa dos voos ofertados.
Os dados devem corresponder àqueles mensalmente apurados e divulgados na página da
ANAC na internet (http://www2.anac.gov.br/percentuaisdeatraso).
Em linhas gerais, os percentuais de atrasos e cancelamentos representam o
comportamento histórico dos voos, independentemente dos motivos que os
ocasionaram, e visam:
I - a divulgação das características dos serviços ofertados; e
II - a transparência nas relações de consumo.
119
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
No ano de 2012, houve uma diminuição mais acentuada nos percentuais de atrasos e
cancelamentos de voos do que a observada em 2011. O índice de cancelamentos foi de
7,5% dos voos programados (6% menor que no ano anterior), o de atrasos superiores a
30 minutos foi de 11,0% (20% menor) e o de atrasos superiores a 60 minutos foi de
3,7% (redução de 24%).
Na análise mensal, o mês de junho de 2012 apresentou os maiores percentuais (9,9% de
cancelamentos, 14,9% de atrasos superiores a 30 minutos e 5,4% de atrasos superiores a
60 minutos), enquanto o mês de agosto apresentou o menores percentuais (4,9% de
cancelamentos, 6,7% de atrasos superiores a 30 minutos e 2,0% de atrasos superiores a
60 minutos). Todos os meses registraram redução nos percentuais de atrasos em relação
ao mesmo mês do ano anterior. Já para os percentuais de cancelamentos, os meses de
setembro, outubro, novembro e dezembro apresentaram aumento, e todos os outros
meses registraram redução.
Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a 2012
35%
30,0%
30%
25%
23,4%
20%
15%
11,0%
14,1%
11,1%
14,0%
13,0%
19,6%
20,3%
15,9%
16,2%
13,9%
9,7%
9,4%
10%
5,3%
4,8%
5,4%
2003
2004
2005
17,1%
10,8%
9,0%
6,7%
4,2%
5%
13,7%
11,0%
8,4%
8,0%
5,2%
4,8%
2010
2011
7,5%
3,7%
0%
2006
Cancelamentos
120
2007
2008
Atrasos > 30 min
2009
Atrasos > 60 min
2012
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano anterior, 2003 a 2012
100%
75%
80%
53%
60%
40%
40%
20%
72%
26%
12%
23%
29%
25%
27%
1%
0%
-40%
-60%
-40%
-43%
-52%
-58%
-80%
2004
-7%
-8%
-10% -8%
-20%
2005
2006
2007
Cancelamentos
2008
-6%
-20%
-24%
2011
2012
-37%
-38%
2009
Atrasos > 30 min
-4%-1%-7%
2010
Atrasos > 60 min
Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012
16%
14,9%
13,8%
13,5%
14%
11,8%
12%
10,3%
10,0%
11,1%
9,9%
9,5%
10%
8,7%
9,9%
8%
8,1%
6%
7,8%
7,7%
7,4%
5,4%
5,0%
3,5%
2%
3,3%
9,8%
6,7%
8,7%
6,2%
4%
11,2%
4,5%
4,1%
7,3%
6,1%
5,9%
4,9%
3,2%
2,9%
3,4%
3,7%
Out
Nov
3,2%
2,0%
0%
Jan
Fev
Mar
Abr
Cancelamentos
121
Mai
Jun
Jul
Atrasos > 30 min
Ago
Set
Atrasos > 60 min
Dez
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2012
50%
38%
40%
30%
20%
7%
10%
8%
6%
0%
-2%
-10%
-20%
-30%
-40%
-50%
-31%
-41%-39%
-3%
-4%
-5%
-8% -9%
-8%
-13%
-12%
-13%
-13%
-15%
-16%
-13%
-19% -14%
-18%
-22%
-27%
-4%
-7%
-10%
-16%
-28%
-29%
-33%
-46%
-46%
-44%
-60%
Jan
Fev
Mar
Abr
Cancelamentos
122
Mai
Jun
Jul
Atrasos > 30 min
Ago
Set
Atrasos > 60 min
Out
Nov
Dez
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
Atrasos e Cancelamentos por Rota
Analisando-se as 20 principais rotas domésticas em 2012 (considerando-se o número de
passageiros transportados), os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos ficaram
entre 7,1% (Congonhas/Santos Dumont) e 15,0% (Galeão/Salvador). Os atrasos
superiores a 60 minutos, por sua vez, variaram entre 2,0% (Fortaleza/Guarulhos) e 4,1%
(Galeão/Salvador). A rota Santos Dumont/Congonhas registrou o maior percentual de
cancelamentos em linhas domésticas, 12,5%, enquanto a rota Guarulhos/Recife teve o
menor índice, com 4,0% dos voos cancelados.
Nos voos internacionais com origem ou destino no Brasil, também considerando as 20
maiores rotas em número de passageiros transportados, a maior proporção de atrasos
superiores a 30 minutos ocorreu na rota Galeão/Paris (23,9%). Quando analisado o
percentual de atrasos superiores a 60 minutos, o maior valor foi registrado na
Miami/Guarulhos, com 11,2%. O menor valor para ambos os indicadores foi registrado
na rota Frankfurt/Guarulhos (com 7% e 1,8%, respectivamente).
O maior percentual de cancelamentos em voos internacionais foi registrado na rota
Guarulhos/Santiago (12,8%), enquanto Guarulhos/Frankfurt foi novamente a mais
regular, com apenas 1% de voos cancelados.
123
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012
15,0%
Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador
4,1%
14,6%
Brasília - São Paulo (Congonhas)
4,0%
13,0%
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
3,6%
12,3%
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas)
2,7%
12,2%
Porto Alegre - São Paulo (Congonhas)
3,3%
12,1%
São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre
3,7%
12,0%
Curitiba - São Paulo (Congonhas)
3,6%
11,5%
São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre
3,0%
11,3%
São Paulo (Congonhas) - Brasília
2,5%
11,0%
Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas)
3,2%
10,7%
São Paulo (Guarulhos) - Recife
2,7%
10,7%
São Paulo (Guarulhos) - Salvador
3,0%
9,5%
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
2,5%
9,4%
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
3,1%
9,1%
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
2,1%
9,1%
São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
3,8%
8,7%
São Paulo (Congonhas) - Curitiba
2,6%
7,8%
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
2,0%
7,4%
Recife - São Paulo (Guarulhos)
2,0%
7,1%
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)
2,3%
0%
2%
Atrasos > 30 min
124
4%
6%
Atrasos > 60 min
8%
10%
12%
14%
16%
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012
Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas)
12,5%
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont)
12,4%
Curitiba - São Paulo (Congonhas)
9,3%
São Paulo (Congonhas) - Curitiba
8,6%
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
8,1%
Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador
7,4%
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
6,9%
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
6,8%
São Paulo (Guarulhos) - Salvador
6,5%
Brasília - São Paulo (Congonhas)
6,5%
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas)
6,2%
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
5,9%
Porto Alegre - São Paulo (Congonhas)
5,3%
São Paulo (Congonhas) - Brasília
5,3%
São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
5,2%
São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre
5,0%
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
4,8%
São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre
4,3%
Recife - São Paulo (Guarulhos)
4,1%
São Paulo (Guarulhos) - Recife
4,0%
0%
2%
4%
Cancelamentos
125
6%
8%
10%
12%
14%
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012
23,9%
Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle)
9,0%
21,8%
Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão)
7,5%
21,8%
Miami - São Paulo (Guarulhos)
11,2%
20,9%
Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos)
6,2%
16,7%
São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque)
8,8%
16,7%
Nova York - São Paulo (Guarulhos)
8,2%
15,7%
São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle)
5,9%
14,5%
São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras)
5,8%
14,0%
Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos)
7,1%
13,5%
São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt
4,4%
13,4%
São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza)
5,0%
12,4%
São Paulo (Guarulhos) - Santiago
6,9%
12,2%
Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza)
3,3%
11,6%
Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão)
3,8%
10,8%
Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos)
4,7%
10,6%
São Paulo (Guarulhos) - Nova York
4,5%
10,0%
Santiago - São Paulo (Guarulhos)
3,3%
9,6%
Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos)
3,8%
8,6%
São Paulo (Guarulhos) - Miami
3,4%
7,0%
Frankfurt - São Paulo (Guarulhos)
1,8%
0%
5%
Atrasos > 30 min
126
10%
Atrasos > 60 min
15%
20%
25%
30%
Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos
Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012
São Paulo (Guarulhos) - Santiago
12,8%
Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos)
11,9%
São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque)
11,8%
Santiago - São Paulo (Guarulhos)
11,3%
Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão)
7,5%
Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle)
7,1%
Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos)
5,2%
São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras)
4,5%
Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão)
4,3%
Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos)
4,3%
São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza)
3,9%
Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza)
2,5%
Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos)
2,5%
São Paulo (Guarulhos) - Nova York
2,1%
São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle)
2,0%
Nova York - São Paulo (Guarulhos)
1,9%
Miami - São Paulo (Guarulhos)
1,6%
São Paulo (Guarulhos) - Miami
1,4%
Frankfurt - São Paulo (Guarulhos)
1,1%
São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt
1,0%
0%
2%
4%
Cancelamentos
127
6%
8%
10%
12%
14%
Seção 7. TARIFAS AÉREAS
DOMÉSTICAS
Esta seção apresenta dados referentes à
evolução do Yield Tarifa Aérea Médio e
da Tarifa Aérea Média do transporte
aéreo doméstico regular de passageiros,
assim como da distribuição dos assentos
comercializados conforme os intervalos
de tarifas.
128
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas
Introdução
O registro, a fiscalização e a publicidade das tarifas aéreas domésticas no Brasil se
encontram regulamentados pela Resolução nº 140/2010 e pela Portaria ANAC nº
804/SRE/2010, que substituíram a Portaria DAC nº 447/DGAC, de 13/5/2004, e a
Portaria DAC nº 1.282/DGAC, de 21/12/2004 (vigentes até 30/6/2010). Conforme a
regulamentação em vigor, os dados são mensalmente registrados na Agência pelas
empresas brasileiras regulares de transporte de passageiros.
Após um período de 10 anos de forte redução das tarifas aéreas domésticas, crescimento
da oferta, da demanda e do aproveitamento das aeronaves, o setor vem passando por
ajustes na estrutura de oferta e de tarifas desde o segundo semestre de 2011.
Tais ajustes têm sido ocasionados por um conjunto de fatores – em especial, a
desaceleração econômica, a alta do preço do barril de petróleo e a valorização do Dólar
em relação ao Real – que impactam diretamente nos custos de combustível,
arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves. Tais custos representaram mais da
metade dos custos e despesas totais de voo da indústria em 2012.
O preço médio do barril de petróleo, que tem registrado crescimento histórico, com
oscilações, alcançou US$ 101,17 em dezembro de 2012, o que representou alta de 35%
em relação a dezembro de 2009 e de 262,75% em relação a dezembro de 2002.
A taxa de câmbio (Real/Dólar) vem registrando desvalorização da moeda nacional
desde julho de 2011, quando a cotação foi de 1,56, tendo alcançado 2,04 em
dezembro/2012.
A oscilação da taxa de câmbio e do preço do barril de petróleo gera incerteza,
desfavorece o planejamento do setor e ocasiona custos adicionais com instrumentos
financeiros de proteção adotados pelas empresas para mitigar os correspondentes riscos
e perdas.
O setor vem registrando prejuízos bilionários desde 2011 e os ajustes de oferta e de
tarifas que têm sido realizados pela própria indústria representam uma adequação ao
novo cenário, com vistas a recuperar a rentabilidade e assegurar a continuidade e a
segurança dos serviços.
Informações mais detalhadas sobre as tarifas aéreas podem ser encontradas no Relatório
de Tarifas Aéreas Domésticas, disponível na seção Dados e Estatísticas do site da
ANAC na internet.
129
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Tarifa Aérea Doméstica Real
A Tarifa Aérea Média Doméstica comercializada em 2012 no transporte regular de
passageiros foi apurada no valor de R$_294,83, expresso em termos reais, com
atualização pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até dezembro/2012.
Esse valor representou alta de 0,84% em relação a 2011 e foi 42,77% inferior em
relação ao apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados em
2012 (65,27%) correspondeu a tarifas aéreas domésticas inferiores a R$ 300,00. Em
2002, o percentual de tarifas comercializadas abaixo desse valor foi de apenas 22,86%.
Verifica-se, ainda, que assentos comercializados com tarifas inferiores a R$ 100,00
representaram 13,16% do total em 2012, enquanto que em 2002 era praticamente nula a
comercialização de assentos abaixo desse valor. Tarifas superiores a R$ 1.500,00
representaram 0,38% do total em 2012, contra 1,5% em 2002. O comportamento das
tarifas aéreas verificado em 2012 foi foi muito similar ao de 2011.
Em 2012, os meses de janeiro, fevereiro, março, julho, novembro e dezembro
registraram alta de tarifas em relação aos respectivos meses de 2011, enquanto que os
demais meses, notadamente de baixa temporada, registraram redução. A maior alta de
tarifas foi registrada no mês de dezembro (15,2%), enquanto o mês de setembro
registrou a maior redução (8,9%).
Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012
700,00
600,00
500,00
515,17
R$
400,00
294,83
300,00
292,38
200,00
100,00
0,00
2002
130
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas
Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior, 2003 a 2012
50%
37,8%
40%
30%
20%
10,6%
5,0%
10%
0,8%
0%
-3,8%
-10%
-6,8%
-8,5%
-20%
-18,2%
-30%
-26,8%
-27,8%
-40%
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012
20%
15,2%
13,9%
15%
8,0%
10%
3,1%
5%
4,5%
2,8%
2,0%
7,8%
4,4%
2,4%
0%
-0,5%
-1,4%
-2,9%
-3,7%
-6,6%
-10%
-10,3%
-12,6%
-15%
-20%
-8,7%-7,7%
-7,7%
-8,4%-8,4%
-8,9%
-12,6%
-17,6%
-18,8%
-20,5%
-25%
-30%
-0,2%
-1,0%
-5%
-19,0%
-19,0%
-22,4%
-23,9%
-24,8%
-27,8%
-28,4%
131
2012
Dez
Nov
Set
Out
Ago
Jul
Jun
Abr
Mai
Mar
Jan
Fev
Dez
Nov
Set
Out
Jul
2011
Ago
Jun
Abr
Mai
Mar
Jan
Fev
Dez
Out
Nov
Set
Jul
2010
Ago
Jun
Abr
Mai
Mar
Jan
Fev
-35%
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa doméstica real
35%
30,84%
30%
21,27%
19,04%17,84%
25%
20%
13,78%
15%
10%
5%
17,56%
13,16%
5,30%
0,05%
0%
12,52%
7,59%
7,36%
4,89%
3,15% 2,09%
2012
132
5,59%
3,17% 2,81% 1,97%
1,64%
1,50%
1,01% 0,94% 0,40%
1,47% 1,02% 0,62% 0,40% 0,29% 0,19% 0,13%0,38%
2011
2002
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas
Yield Tarifa Aérea Doméstico Real
Em 2012, o Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real comercializado foi apurado no
valor de R$ 0,37107. O valor representou alta de 0,35% em relação a 2011 e menos da
metade do valor apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados
em 2012 (57,85%) correspondeu a valores de Yield Tarifa Aérea Doméstico inferiores a
R$ 0,30 por quilômetro voado em 2012. Em 2002, apenas 3,45% dos assentos foram
comercializados com yield abaixo desse valor. Assentos comercializados com yields
inferiores a R$ 0,10 por quilômetro voado representaram 7,74% do total em 2012,
enquanto que em 2002 era praticamente nula a quantidade de assentos comercializados
com yield abaixo de R$ 0,20/km. Yields superiores a R$ 1,50/km representaram 2,19%
do total de assentos comercializados em 2012, ao passo que em 2002 essa proporção era
de 7,52%. O comportamento do valor do quilômetro voado em 2012 foi muito similar
ao de 2011.
A oscilação do Yield Tarifa Aérea Médio do transporte regular de passageiros nos
meses de 2012 foi semelhante à que ocorreu com a Tarifa Aérea Média.
Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012
1,00
0,90
0,80
0,85070
0,70
R$
0,60
0,50
0,37107
0,40
0,36977
0,30
0,20
0,10
0,00
2002
133
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano anterior, 2002 a 2012
36,4%
40%
30%
20%
9,9%
10%
0,4%
0%
-1,1%
-10%
-5,8%
-8,7%
-10,3%
-20%
-30%
-27,7%
-27,6%
-27,5%
2009
2010
-40%
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2011
2012
Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012
20%
15,7%
14,1%
9,8%
10%
5,6%4,3%
0,5%
6,4%
3,2%4,1%
0%
-0,3%
-1,0%
-2,6%
-3,5%
-10%
-7,9%
-8,4%
-12,7%
-15,3%
-20%
-18,2%
2010
134
-23,6%
-27,7%
Dez
Nov
Set
Out
Jul
2012
Ago
Jun
Abr
Mai
Mar
Jan
Fev
Dez
Nov
Set
Out
Jul
2011
Ago
Jun
Abr
Mai
Jan
Fev
-32,0%
Dez
Out
Nov
-29,5%
-30,6%
Set
Jul
Abr
Mai
Mar
Jan
Fev
-40%
Ago
-32,7%
-35,1%
-22,0%
-22,4%
-22,4%
-24,6%
Mar
-21,2%
-23,3%
-26,6%
Jun
-30%
-8,5%
-10,3%
-10,9%
-14,6%
Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas
Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield tarifa doméstica real
28,17%
30%
25%
21,94%
20%
15%
10,24%
13,36%
8,24%
10%
11,13%
11,85%
10,01%
8,54%
7,74%
5%
0%
5,81%
4,37%
5,69%
0,00% 0,16%
7,54%
6,36%
8,40%
3,68%
3,29%
5,46%
4,73%
2,27%
2,46%
1,85% 1,22% 0,97% 0,78% 0,60% 0,52% 0,43% 2,19%
2012
135
2011
2002
Seção 8. ASPECTOS ECONÔMICOFINANCEIROS
Nesta seção, serão apresentados dados
das demonstrações contábeis e dos
relatórios
econômico-financeiros
principais
concessionárias
empresas
dos
das
brasileiras
serviços
de
transporte aéreo público, a fim de
propiciar ao leitor uma breve visão da
evolução dos seus principais aspectos
econômico-financeiros.
136
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Introdução
As demonstrações contábeis e os relatórios econômico-financeiros são amplamente
utilizados para o acompanhamento do desempenho das empresas, especialmente sob os
aspectos de rentabilidade, eficiência operacional, liquidez, alavancagem, geração de
caixa, situação líquida patrimonial, entre outros.
As informações apresentadas foram apuradas com base nos dados periodicamente
registrados na ANAC pelas empresas aéreas brasileiras, nos termos da Portaria nº
1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004.
Nesta seção, daremos destaque aos dados das sete maiores empresas brasileiras de
transporte aéreo de passageiros e das três maiores empresas aéreas brasileiras
exclusivamente cargueiras.
Os dados da indústria compreendem todas as empresas brasileiras de transporte aéreo e
consideram tanto a operação doméstica quanto internacional.
Destaca-se que as demonstrações contábeis apresentadas pelas empresas aéreas foram
ajustadas e padronizadas para possibilitar a comparabilidade.
137
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Resultado Líquido
As empresas brasileiras concessionárias dos serviços de transporte aéreo encerraram o
exercício social de 2012 com um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. No ano
anterior, 2011, o setor registrou um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhões.
O principal item de receita de voo das empresas em 2012 foram as passagens, com
86,35%, enquanto que o principal item de custos e despesas foi o combustível de
aeronaves, com participação de 38,49%. A representatividade deste custo registrou alta
de 30% desde 2009, principalmente em razão da valorização do barril de petróleo. As
receitas de voo cresceram 11,58% em 2012, ao passo que as despesas e custos de voo
cresceram 20%.
O resultado financeiro negativo, da ordem de 1,685 bilhões de reais, também contribuiu
para o prejuízo do exercício em 2012.
Após dois anos consecutivos de prejuízo, a indústria encerrou o ano de 2012 com
situação patrimonial positiva de 65,1 milhões de reais, contra 3,3 bilhões de reais em
2011.
Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(1.500.000)
(1.000.000)
(500.000)
-
500.000
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
2012 (1.315.496) (1.333.033)
(143.733)
(101.991)
(237.020)
(10.652)
2011
(56.665)
(88.757)
(89.358)
(47.560)
Tam
Gol
1.000.000
1.500.000
Absa
Rio
Total
(285.911)
635
(13.338)
(4.546)
(241.984)
2.092
(20.429)
(4.635)
(422.537)
(518.274)
2010
590.001
292.463
(96.256)
15.117
19.948
(10.309)
7.988
1.896
5.587
1.286
2009
1.253.719
725.684
(149.815)
(72.127)
28.447
1.666
(80.786)
(2.058)
(3.476)
2.238
138
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
EBIT
O Earnings Before Interest and Taxes – EBIT representa o lucro antes do resultado
financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido).
O EBIT reflete o quanto uma empresa obteve de lucro se só fossem consideradas as
operações realizadas pelas atividades fim da empresa. É, portanto, a diferença entre as
receitas operacionais e os custos e as despesas operacionais, sem a inclusão de receitas
ou despesas financeiras, por exemplo.
Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012
(2.395.321)
(75.425)
Indústria
1.411.237
207.577
(3.000.000) (2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000)
Indústria
2012
(2.395.321)
2011
(75.425)
2010
1.411.237
2009
207.577
139
-
500.000
1.000.000
1.500.000
2.000.000
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(1.200.000)(1.000.000) (800.000) (600.000) (400.000) (200.000)
-
200.000
400.000
600.000
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
2012
(944.892)
(971.543)
(48.387)
(50.554)
(108.824)
(35.417)
(248.173)
2011
556.713
(246.647)
20.182
(40.432)
(51.699)
(46.720)
(168.268)
2010
777.386
716.176
(51.888)
(60.260)
61.690
(3.272)
33.011
2009
197.690
422.485
(138.231)
(70.012)
14.780
3.288
(81.013)
140
800.000 1.000.000
Rio
Total
3.855
(2.033)
5.737
1.448
(26.661)
6.490
(301)
4.750
2.112
(10.745)
(3.915)
3.737
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade indicam quanto da Receita uma empresa conseguiu transformar
em lucro.
Margem Bruta
A Margem Bruta representa a proporção do resultado alcançado pela empresa em relação à sua
receita líquida, quando deduzidos os custos dos serviços prestados. Quanto mais alto este
indicador, mais favorável à empresa.
A Margem Bruta é calculada dividindo o Lucro Bruto (Receita Líquida menos o Custo dos
Serviços Prestados) pela Receita Líquida.
Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,05
0,10
0,15
Indústria
2012
0,01
2011
0,18
2010
0,23
2009
0,21
141
0,20
0,25
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(0,20)
(0,15)
(0,10)
(0,05)
-
0,05
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
2012
(0,06)
0,05
0,15
0,10
2011
0,27
0,12
0,16
0,10
2010
0,28
0,22
0,13
2009
0,26
0,22
(0,06)
142
0,10
0,15
0,20
Passaredo
Webjet
Absa
0,09
0,06
(0,13)
0,04
(0,02)
(0,08)
0,12
0,15
0,16
0,05
0,16
0,16
0,25
0,30
0,35
Rio
Total
0,06
0,05
0,11
0,06
(0,06)
0,10
0,16
0,07
0,23
0,15
(0,01)
0,04
0,24
0,14
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Margem Líquida
A Margem Líquida, por sua vez, indica a proporção do resultado líquido alcançado pela
empresa em relação à sua Receita Líquida, quando deduzidos todos os Custos,
Despesas, Resultado Financeiro, Impostos e Contribuições. É calculada por meio da
seguinte fórmula:
Margens líquidas negativas indicam que a empresa registrou prejuízo no período.
Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012
Indústria
(0,15)
(0,10)
(0,05)
Indústria
2012
(0,12)
2011
(0,06)
2010
0,03
2009
0,08
143
0,05
0,10
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(0,60)
(0,50)
(0,40)
(0,30)
(0,20)
(0,10)
-
0,10
0,20
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
(0,10)
(0,19)
(0,06)
(0,08)
(0,15)
(0,05)
(0,31)
0,00
(0,06)
(0,03)
2011
(0,03)
(0,07)
(0,03)
(0,11)
(0,08)
(0,20)
(0,27)
0,00
(0,13)
(0,03)
2010
0,05
0,04
(0,11)
0,03
0,03
(0,05)
0,01
0,00
0,06
0,01
2009
0,13
0,12
(0,40)
(0,17)
0,07
0,02
(0,17)
(0,01)
(0,50)
0,02
144
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Margem EBIT
A Margem EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) representa a proporção do lucro
antes do resultado financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o
lucro líquido) em relação à receita líquida e é calculada pela seguinte fórmula:
Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-10,0%
-8,0%
-6,0%
-4,0%
-2,0%
0,0%
Indústria
2012
-8,4%
2011
-0,3%
2010
6,3%
2009
1,1%
145
2,0%
4,0%
6,0%
8,0%
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-60,0%
-50,0%
-40,0%
-30,0%
-20,0%
-10,0%
0,0%
10,0%
20,0%
Rio
Total
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
2012
-7,2%
-13,5%
-1,9%
-3,8%
-6,9%
-17,4%
-26,7%
0,5%
-1,0%
4,0%
2011
4,4%
-3,4%
1,2%
-4,9%
-4,9%
-19,3%
-18,9%
0,2%
-17,3%
4,6%
2010
6,9%
10,3%
-6,0%
-10,5%
8,6%
-1,7%
4,3%
-0,1%
5,3%
1,6%
2009
2,1%
7,0%
-36,7%
-17,0%
3,4%
3,2%
-17,1%
-2,8%
-56,0%
3,1%
146
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Receitas de Voo
A Receita de Voo, extraída do Demonstrativo do Relatório Operacional, compreende as
receitas obtidas pelas empresas diretamente com a prestação de serviços de transporte
aéreo, (venda de passagens, frete de voos não regulares, transporte de carga e malote
postal, etc.).
Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
5.000.000
10.000.000
15.000.000
20.000.000
25.000.000
30.000.000
Indústria
2012
27.776.754
2011
24.894.716
2010
21.387.048
2009
16.964.763

A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.
147
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
2.000.000
4.000.000
6.000.000
8.000.000
10.000.000
12.000.000
14.000.000
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012 12.174.518
7.624.695
2.550.175
1.319.911
1.572.181
203.941
933.499
817.345
231.052
144.817
2011 11.516.534
7.188.275
1.717.029
833.628
1.077.313
241.521
890.518
616.024
154.391
142.120
2010 10.288.872
6.915.530
868.998
576.442
722.359
195.600
763.537
519.364
60.971
132.215
2009
5.837.202
376.590
419.159
432.561
101.170
472.894
199.590
-
122.523
Tam
8.604.372
Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012
1,07%
1,17%
4,71%
6,70%
Passagens
Fretamento
Mala Postal e Rede Postal Noturna
Carga
86,35%
148
Outros
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Bilhões de R$
Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012
30
25
20
2009
15
2010
2011
10
2012
5
Passagens
Fretamento
Mala Postal e Rede
Postal Noturna
Carga
Outros
Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012
30%
26,07%
25%
20%
16,40%
15%
11,58%
10%
5%
0%
2010
149
2011
2012
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Custos e Despesas de Voo
A Composição dos Custos e das Despesas de Voo também foi extraída do
Demonstrativo do Relatório Operacional. Ressalta-se a relevância dos custos com
combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que juntas
representaram, em 2011, aproximadamente 47% dos Custos e das Despesas de Voo das
empresas.
Bilhões de R$
Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012
35
31,33
30
26,09
25
21,37
20
2009
18,16
2010
15
2011
2012
10
5
Indústria
Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano anterior, 2010 a 2012
25%
22%
20%
20%
18%
15%
10%
5%
0%
2010

2011
2012
A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.
150
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012
Custo com Tripulação
7,40%
11,46%
Custo com Combustíveis
10,25%
Custo com Depreciação de Equipamentos de
Voo
8,73%
Custo com Arrendamento, Manutenção e Seguro
das Aeronaves
3,42%
Custo com Tarifas Aeroportuárias
38,49%
Custo com Tarifas de Navegação Aérea
2,35%
14,05%
Custos Indiretos
Despesas Administrativas Gerais
3,85%
Outras Despesas Operacionais
Bilhões de R$
Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a 2012
14
12
10
8
2009
6
2010
2011
4
2012
2
0
Custo com
Tripulação
151
Custo com
Custo com
Custo com
Custo com
Combustíveis Depreciação de Arrendamento,
Tarifas
Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias
de Voo
Seguro das
Aeronaves
Custo com
Tarifas de
Navegação
Aérea
Custos
Indiretos
Despesas
Outras
Administrativas Despesas
Gerais
Operacionais
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2009 a 2012
45%
40%
35%
30%
25%
2009
20%
2010
15%
2011
10%
2012
5%
0%
Custo com
Tripulação
Custo com
Custo com
Custo com
Custo com
Combustíveis Depreciação de Arrendamento,
Tarifas
Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias
de Voo
Seguro das
Aeronaves
Custo com
Tarifas de
Navegação
Aérea
Custos Indiretos
Despesas
Outras
Administrativas
Despesas
Gerais
Operacionais
Bilhões de R$
Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012
16
14
12
10
8
2009
6
2010
2011
4
2012
2
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
2009 9.420.062 5.698.776 514.782.6 490.821.6 425.899.0 106.035.4 534.391.5 189.972.7
Rio
Total
113.849.4
2010 10.758.78 6.317.748 920.859.8 636.703.0 681.218.8 200.183.9 705.742.8 538.095.1 52.770.47 122.473.6
2011 11.965.18 7.386.254 1.696.851 874.060.3 1.176.686 289.964.7 1.058.787 651.094.9 179.051.0 138.311.4
2012 14.004.75 8.776.655 2.598.562 1.370.465 1.681.004 261.633.0 1.178.399 852.501.2 260.255.1 139.076.1
152
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Resultado Financeiro
O resultado financeiro compreende os ganhos e perdas com variação cambial e
instrumentos financeiros, juros de empréstimos e financiamentos entre outras operações.
Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
(2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000)
-
500.000
1.000.000 1.500.000 2.000.000
Indústria
2012
(1.685.262,75)
2011
(1.840.844,67)
2010
(234.642,19)
2009
1.800.837,55
Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(1.500.000)
(1.000.000)
(500.000)
-
500.000
1.000.000
1.500.000
2.000.000
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012 (867.550,0
(439.153,0
(95.346,00
(59.035,00
(128.196,0
(14.272,98
(37.738,00
(2.383,00)
(11.274,00
(14.268,33
2011 (1.019.716
(499.940,0
(76.847,00
(48.325,00
(91.995,00
(18.569,00
(46.714,00
1.270,00
(5.232,00)
(11.124,47
2010 207.626,00
(240.835,0
(44.368,00
(23.724,00
(48.800,00
(9.209,00)
(35.119,00
3.425,00
(1.818,00)
-
2009 1.693.582,
169.135,00
(11.584,00
(2.114,84)
17.772,00
(1.622,00)
227,00
8.687,00
439,00
181,15
Tam
153
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Situação Patrimonial
Situação Líquida Patrimonial
A Situação Líquida Patrimonial representa a diferença entre os ativos da empresa e as
suas dívidas. Em outras palavras, trata-se do resultado entre os bens + recebíveis e as
dívidas, de curto e longo prazo. Caso os ativos superem os passivos, a Situação Líquida
Patrimonial é positiva, do contrário, é negativa (também denominada de Passivo a
Descoberto).
Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
500.000
1.000.000
1.500.000
2.000.000
2.500.000
Indústria
2012
65.091,33
2011
3.335.333,99
2010
4.706.439,56
2009
3.863.065,88
154
3.000.000
3.500.000
4.000.000
4.500.000
5.000.000
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(500.000)
-
500.000
1.000.000
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
2012 255.162,00
750.293,00
(226.426,0
14.444,00
2011 1.465.678,
2.072.640,
(75.452,00
29.672,00
2010 1.879.110,
2.718.229,
(1.188,00)
2009 1.274.232,
2.417.133,
98.257,00
Tam
1.500.000
2.000.000
Passaredo
Webjet
Absa
(305.414,0
61.821,23
(335.494,0
73.258,00
134.294,00
(197.983,0
94.066,00
149.870,00
11.339,00
1.298,00
112.012,00
11.729,00
2.500.000
3.000.000
Rio
Total
6.917,00
9.346,44
10.124,69
6.214,00
16.488,00
16.499,51
(999,00)
4.036,00
13.752,00
23.863,21
(13.487,00
2.171,00
4.730,00
26.206,33
Indicadores de Liquidez
As informações para o cálculo dos indicadores de liquidez foram apuradas com base nos dados do
Balanço Patrimonial anual, demonstração contábil que evidência a posição patrimonial da empresa
e que é apresentada à ANAC pelas empresas aéreas brasileiras.
Os indicadores de liquidez têm por finalidade medir os recursos disponíveis em relação às dívidas
no momento do encerramento das demonstrações contábeis.
O Índice de Liquidez Corrente – ILC refere-se à relação existente entre o Ativo Circulante e o
Passivo Circulante. Seu resultado representa quantos reais a empresa dispõe em recursos de curto
prazo para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo.
O ILC foi calculado dividindo o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante.
155
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,10
0,20
0,30
0,40
0,50
0,60
0,70
0,80
0,90
Indústria
2012
0,52
2011
0,83
2010
0,79
2009
0,73
Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
1,40
1,60
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
0,58
0,42
0,65
0,75
0,36
0,34
0,34
1,01
1,14
1,11
2011
0,84
0,84
0,89
0,73
0,89
0,55
0,83
1,02
0,61
1,04
2010
0,59
1,51
0,50
0,77
0,97
0,69
0,89
0,88
0,89
0,82
2009
0,60
1,06
1,00
0,65
0,74
0,58
0,58
0,94
0,63
0,73
156
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
O Índice de Liquidez Geral – ILG, por sua vez, indica a proporção entre as dívidas com
terceiros, de curto e de longo prazo, e os recursos e os créditos disponíveis ou
realizáveis no curto e no longo prazo.
Foi utilizada a seguinte fórmula para o cálculo do ILG:
Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,10
0,20
0,30
Indústria
2012
0,36
2011
0,46
2010
0,47
2009
0,48
157
0,40
0,50
0,60
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
0,30
0,42
0,51
0,52
0,25
0,46
0,21
1,01
0,84
0,57
2011
0,34
0,66
0,41
0,78
0,41
0,65
0,55
1,01
0,90
0,56
2010
0,29
0,75
0,30
0,93
0,38
0,67
0,74
0,98
0,94
0,58
2009
0,32
0,74
0,56
0,63
0,27
0,67
0,63
0,95
0,80
0,55
Indicadores de Alavancagem Financeira
A alavancagem financeira está associada à intensidade com a qual a empresa utiliza
recursos de terceiros para financiar as suas operações ao invés de recursos dos sócios.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo da Participação de Capitais de Terceiros
sobre os Recursos Totais:
158
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
Indústria
2012
1,00
2011
0,88
2010
0,80
2009
0,82
Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
0,50
1,00
1,50
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
0,98
0,90
1,12
0,98
1,27
0,80
4,29
0,95
0,91
0,93
2011
0,89
0,77
1,05
0,94
0,94
0,55
1,46
0,95
0,82
0,84
2010
0,85
0,67
1,00
0,71
0,83
0,89
1,00
0,95
0,74
0,79
2009
0,89
0,68
0,82
0,99
0,85
0,80
1,04
0,98
0,57
0,78
159
2,00
2,50
3,00
3,50
4,00
4,50
5,00
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
O Multiplicador de Capital Próprio sugere quanto uma empresa se alavancou em
determinado período, em outras palavras, significa a proporção existente entre os ativos
totais e o patrimônio próprio de determinada empresa.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Multiplicador de Capital Próprio:
Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
50,00
100,00
150,00
200,00
250,00
300,00
350,00
400,00
450,00
Indústria
2012
394,50
2011
8,18
2010
5,10
2009
5,63
Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(800)
(700)
(600)
(500)
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
52,71
10,31
(8,24)
44,05
(3,70)
5,09
(0,30)
19,50
11,03
13,35
2011
9,52
4,40
(18,37)
16,73
16,15
2,23
(2,17)
20,15
5,54
6,33
2010
6,57
3,02
(709,38)
3,51
5,73
9,36
(420,07)
21,17
3,86
4,72
2009
9,00
3,12
5,47
97,81
6,61
5,09
(23,46)
40,41
2,34
4,58
160
(400)
(300)
(200)
(100)
-
100
200
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Grau de Endividamento
O Grau de Endividamento representa o quanto uma empresa utilizou de capital de
terceiros para cada real de capital próprio e demonstra a estrutura de capital de uma
empresa do ponto de vista do nível de endividamento.
A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Grau de Endividamento:
Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
50,00
100,00
150,00
200,00
250,00
Indústria
2012
393,50
2011
7,18
2010
4,10
2009
4,63
161
300,00
350,00
400,00
450,00
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
(800,00)
(700,00)
(600,00)
(500,00)
(400,00)
(300,00)
(200,00)
(100,00)
-
100,00
200,00
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
9,31
(9,24)
43,05
(4,70)
4,09
(1,30)
18,50
10,03
12,35
3,40
(19,37)
15,73
15,15
1,23
(3,17)
19,15
4,54
5,33
5,57
2,02
(710,38)
2,51
4,73
8,36
(421,07)
20,17
2,86
3,72
8,00
2,12
4,47
96,81
5,61
4,09
(24,46)
39,41
1,34
3,58
Tam
Gol
2012
51,71
2011
8,52
2010
2009
Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
Indústria
2012
3,94
2011
3,70
2010
2,54
2009
2,18
162
3,00
3,50
4,00
4,50
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
2012
11,26
2,09
8,61
0,73
8,54
1,27
1,19
18,50
1,79
6,48
2011
6,61
2,19
5,60
0,61
6,14
0,84
2,84
30,10
1,78
14,66
2010
4,24
1,53
3,24
0,31
-
3,17
2,29
21,05
3,94
14,78
2009
3,54
1,27
1,67
0,19
3,51
1,58
1,93
21,95
0,41
3,91
163
Total
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Indicadores de Desempenho Específicos do Setor
Os indicadores Revenue per Available Seat Kilometer – RASK e Cost per Available
Seat Kilometer – CASK (Receita por Assento Quilômetro Ofertado e Custo por Assento
Quilômetro Ofertado, respectivamente) devem ser analisados em conjunto, pois
representam o resultado das operações por unidade de oferta de serviço de transporte
aéreo de passageiros (ASK). Abaixo também é apresentado o RASK Passagem Aérea,
no qual se consideram apenas as receitas obtidas com a venda de bilhetes aéreos.
Empresas que transportam exclusivamente carga, não apresentam estes indicadores.
Já os indicadores Revenue per Available Ton Kilometer – RATK e Cost per Available
Ton Kilometer – CATK (Receita por Tonelada Quilômetro Ofertada e Custo por
Tonelada Quilômetro Ofertada, respectivamente) consideram a oferta geral de serviços
(passageiros, carga, serviço postal, etc.).
Ressalta-se que os indicadores apresentados nesta seção não devem ser confundidos
com outros divulgados pelo mercado, em razão de possíveis diferenças na metodologia
de cálculo.
RASK e CASK
Para o cálculo do RASK, do CASK e do RASK Passagem Aérea, foram utilizadas as
seguintes fórmulas:

A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional
apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente.
164
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
0,000
0,020
0,040
0,060
0,080
0,100
0,120
0,140
0,160
0,180
0,200
Indústria
2012
0,182
2011
0,166
2010
0,160
2009
0,148
Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
0,000
0,050
0,100
0,150
0,200
0,250
0,300
0,350
Tam
Gol
Azul
Avianca Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
2012
0,256
0,182
0,232
0,225
0,275
0,296
0,164
2011
0,244
0,162
0,200
0,259
0,266
0,276
0,148
2010
0,233
0,166
0,171
0,237
0,291
0,303
0,139
2009
0,217
0,168
0,143
0,209
0,308
0,299
0,126
165
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
0,000
0,050
0,100
0,150
0,200
0,250
Indústria
2012
0,205
2011
0,175
2010
0,160
2009
0,159
Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
0,000
0,050
0,100
0,150
0,200
0,250
0,300
0,350
0,400
Tam
Gol
Azul
Avianca Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
2012
0,294
0,209
0,236
0,233
0,294
0,380
0,207
2011
0,253
0,167
0,197
0,271
0,290
0,332
0,176
2010
0,244
0,152
0,181
0,262
0,275
0,311
0,129
2009
0,238
0,164
0,196
0,244
0,303
0,313
0,143
166
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
0,000
0,020
0,040
0,060
0,080
0,100
0,120
0,140
0,160
0,180
Indústria
2012
0,154
2011
0,141
2010
0,136
2009
0,127
Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
0,000
0,050
0,100
0,150
0,200
0,250
0,300
0,350
Tam
Gol
Azul
Avianca Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
2012
0,236
0,158
0,209
0,210
0,172
0,287
0,144
2011
0,217
0,143
0,181
0,239
0,235
0,260
0,130
2010
0,205
0,146
0,155
0,211
0,267
0,294
0,126
2009
0,191
0,149
0,133
0,185
0,289
0,297
0,118
167
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
RATK e CATK
Para o cálculo do RATK e do CATK foram utilizadas as seguintes fórmulas:
Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
1,15
1,20
1,25
1,30
1,35
Indústria
2012
1,48
2011
1,38
2010
1,34
2009
1,28
168
1,40
1,45
1,50
Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros
Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
1,21
1,76
1,81
1,95
2,51
2,79
1,57
1,15
1,26
2,35
2011
1,20
1,60
1,46
2,03
2,43
2,55
1,44
0,88
1,01
3,78
2010
1,17
1,60
1,31
2,19
2,26
2,57
1,29
0,99
0,91
10,56
2009
1,08
1,98
1,30
1,52
3,02
2,40
0,77
0,43
-
4,76
0,80
1,00
Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012
Indústria
-
0,20
0,40
0,60
Indústria
2012
1,67
2011
1,45
2010
1,34
2009
1,37
169
1,20
1,40
1,60
1,80
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012
Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012
Total
Rio
Absa
Webjet
Passaredo
Trip
Avianca Brasil
Azul
Gol
Tam
-
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
Tam
Gol
Azul
Avianca
Brasil
Trip
Passaredo
Webjet
Absa
Rio
Total
2012
1,39
2,02
1,84
2,02
2,69
3,58
1,98
1,20
1,41
2,26
2011
1,25
1,64
1,44
2,13
2,65
3,06
1,71
0,93
1,17
3,68
2010
1,22
1,47
1,39
2,42
2,13
2,63
1,19
1,02
0,79
9,78
2009
1,18
1,93
1,78
1,79
2,98
2,51
0,87
0,41
-
4,43
170
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Anexo A. GLOSSÁRIO
As definições têm o objetivo exclusivo de contribuir para a compreensão geral
dos conceitos descritos neste Anuário.
Assentos Ofertados – número de assentos disponíveis em cada etapa de voo, de acordo
com a configuração da aeronave na execução da etapa.
Assento Quilômetro Ofertado (ASK) – representa, em linhas gerais, a oferta de
transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa
remunerada de voo, o número de assentos ofertados pela distância da etapa em
quilômetros.
Bagagem Livre (Franqueada) – total de bagagem transportada dentro dos limites
acordados entre a empresa aérea e o passageiro (franquia), expressa em quilogramas.
Carga Grátis – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que não tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.
Carga Paga – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.
Correio (Mala Postal) – somatório de objetos transportados de rede postal em cada
trecho de voo realizado, expresso em quilogramas.
Distância da Etapa – distância, expressa em quilômetros, entre os aeródromos de
origem e destino da etapa, considerando a curvatura do planeta Terra.
Etapa Básica – etapa identificada pelo par de aeródromos de decolagem e de pouso
subsequente de um voo, independentemente de onde tenha sido realizado o embarque
ou o desembarque do objeto de transporte (pessoas ou cargas) desse voo. É a etapa de
voo com foco no movimento de passageiros e carga entre um pouso e uma decolagem.
Etapa Combinada – etapa identificada pelo par de aeródromos de origem e de destino
de um voo, independentemente da passagem desse voo por aeródromos intermediários.
171
Anexo A. Glossário
É a etapa de voo vista com foco no objeto de transporte embarcado no aeródromo de
origem e desembarcado no aeródromo destino.
Etapa Média de Voo – etapa calculada pela divisão da distância total percorrida,
expressa em quilômetros, pelo número de etapas básicas realizadas.
Etapa Não Regular – operação remunerada de natureza extraordinária, não regular, de
transporte de passageiros, carga, mala postal ou misto, entre duas ou mais localidades.
Exemplos: etapa extra, fretamento e charter.
Etapa Não Remunerada ou Improdutiva – operação não remunerada realizada pela
empresa aérea. Exemplos: voos de reposicionamento de aeronaves, traslados, instrução,
treinamento, experiência, teste e manutenção.
Etapa Regular – operação remunerada de transporte de passageiros, carga, mala postal
ou misto, entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, por meio do
qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário,
equipamento e frequência previstos em HOTRAN.
Excesso de Bagagem – total de bagagem que excede os limites acordados entre a
empresa aérea e o passageiro (franquia), expresso em quilogramas.
Horas Voadas – medida calculada pelo tempo de voo. O horário de partida e parada da
aeronave é apurado pelo critério do calço e descalço, conhecido internacionalmente pela
expressão block-to-block.
HOTRAN Eletrônico – sistema que armazena os dados dos voos regulares aprovados
pela ANAC.
Índice de Aproveitamento – também conhecido como “taxa de aproveitamento”, é a
razão entre a demanda e a oferta de transporte aéreo. É obtido pela divisão do
Passageiro Quilômetro Pago Transportado (ou Tonelada Quilômetro Utilizada Paga)
pelo Assento Quilômetro Ofertado (ou Tonelada Quilômetro Ofertada). Esse índice é
conhecido internacionalmente como Load Factor.
172
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Movimento de Aeronave – calculado pela quantidade de decolagens e aterrissagens de
uma aeronave em um aeroporto. Para efeito do tráfego de aeroportos, a chegada e a
saída de uma aeronave devem ser contadas como dois movimentos.
Participação de Mercado – representa o quanto uma empresa tem de participação em
um dado mercado. Também conhecido como market share ou fatia de mercado.
Passageiros Grátis – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público,
mas que não geram receita, com a compra de assentos para a empresa de transporte
aéreo. Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam gratuitamente, as que se valem
dos descontos de funcionários das empresas aéreas e seus agentes, os funcionários de
empresas aéreas que viajam a negócios pela própria empresa e os tripulantes ou quem
estiver ocupando assento destinado a estes.
Passageiros Pagos – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público e
que geram receita com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo.
Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam em virtude de ofertas promocionais,
as que se valem dos programas de fidelização de clientes e dos descontos concedidos
pelas empresas, as que viajam com tarifas preferenciais, as que compram passagem no
balcão ou por meio do site de empresa de transporte aéreo e as que compram passagem
em agências de viagem.
Passageiro Quilômetro Pago Transportado (RPK) – representa, em linhas gerais, a
demanda por transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se,
em cada etapa remunerada de voo, a quantidade de passageiros pagos transportados pela
quantidade de quilômetros voados (1 passageiro-quilômetro é o mesmo que 1
passageiro que voou 1 quilômetro).
Payload Capacity – capacidade total de peso na aeronave, expressa em quilogramas,
disponível para efetuar o transporte de passageiros, carga e correio.
Quilômetros Voados – distância percorrida pela aeronave durante o voo.
Tonelada Quilômetro Ofertada (ATK) – representa, em linhas gerais, a oferta de
transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para
passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo,
a capacidade total de peso na aeronave (Payload Capacity) pela distância da etapa. A
173
Anexo A. Glossário
unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1
quilômetro.
Tonelada Quilômetro Utilizada Paga (RTK) – representa, em linhas gerais, a
demanda por transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as
toneladas para passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa
remunerada de voo, o peso pagante transportado pela distância da etapa. No Brasil
adota-se a média de 75 quilos para cada passageiro transportado, já incluída a bagagem
de mão. A unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada
transportada por 1 quilômetro.
Onde:
Bagagem = Bagagem Livre + Excesso de Bagagem;
d = Distância da etapa em quilômetros.
Voo Charter – voo realizado para execução de um contrato de transporte aéreo,
celebrado com pessoa física ou jurídica no qual é permitida a tomada de passageiros ou
cargas estranhas ao afretador, mediante comercialização aberta ao público. É um serviço
de transporte aéreo não regular.
Voo Extra – voo realizado, eventualmente, para atender excessos esporádicos de
demanda em voo regular, ou então, para atender a uma demanda específica, envolvendo
a ligação de localidades não servidas por linha aérea regular. É um serviço de transporte
aéreo não regular.
Voo de Fretamento – voo realizado para execução de um contrato de transporte com
pessoa física ou jurídica, sem tomar passageiros ou carga estranhos ao afretador. É um
serviço de transporte aéreo não regular.
Voo Regular – voo entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, pela
qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário,
equipamento e frequência registrados em HOTRAN Eletrônico e aprovado pela ANAC.
Todas
174
as
outras
situações
são
consideradas
como
voos
não
regulares.
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Anexo B. LISTA DE ABREVIATURAS
ANAC
Agência Nacional de Aviação Civil
ANP
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
ASK
Available Seat Kilometer (Assento Quilômetro Ofertado)
ATK
Available Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Ofertada)
CADE
Conselho Administrativo de Defesa Econômica
CASK
Cost per Available Seat Kilometer (Custo dos Serviços Prestados por
Assento Quilômetro Ofertado)
CATK
Cost per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro
Ofertada)
BAV
Boletim de Alteração de Voo
DAC
Departamento de Aviação Civil
EBIT
Earnings Before Interest and Taxes
FMI
Fundo Monetário Internacional
HHI
Índice Herfindahl-Hirschman
HOTRAN Horário de Transporte
IAC
Instrução de Aviação Civil
IATA
Associação Internacional de Transporte Aéreo
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IEO
Índice de Eficiência Operacional
ILC
Índice de Liquidez Corrente
ILG
Índice de Liquidez Geral
175
Anexo B – Lista de Abreviaturas
ILI
Índice de Liquidez Imediata
IPCA
Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Ipea
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
OACI
Organização da Aviação Civil Internacional
PIB
Produto interno Bruto
NOSAI
Norma de Serviço Aéreo Internacional
RASK
Revenue per Available Seat Kilometer (Receita por Assento
Quilômetro Ofertado)
RATK
Revenue per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada
Quilômetro Ofertada)
RPK
Revenue
Passenger
Kilometer
(Passageiro
Quilômetro
Transportado)
RTK
Revenue Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Utilizada Paga)
SARIMA
Seasonal Autoregressive Integrated Moving Average
Selic
Sistema Especial de Liquidação e Custódia
SINTAC
Sistema Integrado de Informações da Aviação Civil
Sisbacen
Sistema de Informações do Banco Central do Brasil
VRA
Voo Regular Ativo
WTI
West Texas Intermediate
176
Pago
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Anexo C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES
Designador OACI
Nome da Empresa
AAL
AMERICAN AIRLINES INC. (Estados Unidos)
ABJ
ABAETÉ Linhas Aéreas S/A (Brasil)
AZU
AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A (Brasil)
GEC
LUFTHANSA CARGO AG. (Alemanha)
GLO
VRG Linhas Aéreas S/A (GOL) (Brasil)
GTI
ATLAS AIR INC. (Estados Unidos)
MEL
MEGA Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)
MSQ
META Mesquita Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)
MST
MASTER TOP Linhas Aéreas S/A (Brasil)
NHG
NHT Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)
NRA
NOAR Linhas Aéreas S/A (Brasil)
ONE
OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome de fantasia:
AVIANCA) (Brasil)
PLY
PUMA AIR Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)
PTB
PASSAREDO Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)
PTN
PANTANAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)
RIO
RIO Linhas Aéreas S/A (Brasil)
SBA
SOL Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)
SLX
SETE Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)
177
Anexo C – Lista de Siglas de Empresas Aéreas Regulares
Designador OACI
Nome da Empresa
TAM
TAM Linhas Aéreas S/A (Brasil)
TAP
TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES AS. (nome de
fantasia: TAP AIR PORTUGAL) (Portugal)
TIB
TRIP - Linhas Aéreas S/A (Brasil)
TIM
Transportes Especiais Aéreos e Malotes Ltda. (nome de
fantasia: TEAM - Brasil) (Brasil)
TTL
TOTAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)
TUS
ABSA Aerolinhas Brasileiras S/A (Brasil)
UPS
UPS – UNITED PARCEL SERVICES CO. (Estados
Unidos)
VLO
VARIG Logística S/A (nome de fantasia: VARIG LOG.)
(Brasil)
WEB
178
WEBJET Linhas Aéreas S/A (Brasil)
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
Anexo D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS
Designador
Nome da Empresa
OACI
Município
SBAA
Conceição Do Araguaia
Conceição Do Araguaia-PA
SBAE
Bauru/Arealva
Arealva-SP
SBAR
Santa Maria
Aracaju-SE
SBAT
Deputado Benedito Santiago
Alta Floresta-MT
SBAU
Estadual Dario Guarita
Araçatuba-SP
SBAX
Romeu Zema
Araxá-MG
SBBE
Val De Cans
Belém-PA
SBBH
Pampulha - Carlos Drummond De Andrade
Belo Horizonte-MG
SBBR
Presidente Juscelino Kubitschek
Brasília-DF
SBBV
Atlas Brasil Cantanhede
Boa Vista-RR
SBBW
Barra Do Garças
Barra Do Garças-MT
SBCA
Adalberto Mendes Da Silva
Cascavel-PR
SBCB
Cabo Frio
Cabo Frio-RJ
SBCD
Carlos Alberto Da Costa Neves
Caçador-SC
SBCF
Tancredo Neves
Confins-MG
SBCG
Campo Grande
Campo Grande-MS
SBCH
Serafin Enoss Bertaso
Chapecó-SC
SBCJ
Carajás
Parauapebas-PA
SBCM
Diomício Freitas
Forquilhinha-SC
SBCN
Nelson Rodrigues Guimarães
Caldas Novas-GO
SBCP
Bartolomeu Lisandro
Campos Dos Goytacazes-RJ
179
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros
SBCR
Corumbá
Corumbá-MS
SBCT
Afonso Pena
São José Dos Pinhais-PR
SBCX
Regional Hugo Cantergiani
Caxias Do Sul-RS
SBCY
Marechal Rondon
Várzea Grande-MT
SBCZ
Cruzeiro Do Sul
Cruzeiro Do Sul-AC
SBDB
Bonito
Bonito-MS
SBDN
Presidente Prudente
Presidente Prudente-SP
SBDO
Municipal Francisco De Matos Pereira
Dourados-MS
SBEG
Eduardo Gomes
Manaus-AM
SBFI
Cataratas
Foz Do Iguaçu-PR
SBFL
Hercílio Luz
Florianópolis-SC
SBFN
Fernando De Noronha
Fernando De Noronha-PE
SBFZ
Fortaleza-CE
SBGL
Pinto Martins
Aeroporto Internacional Do Rio De
Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim
SBGO
Santa Genoveva
Goiânia-GO
SBGR
Guarulhos - Governador André Franco Montoro Guarulhos-SP
SBGV
Coronel Altino Machado
Governador Valadares-MG
SBHT
Altamira
Altamira-PA
SBIH
Itaituba
Itaituba-PA
SBIL
Bahia - Jorge Amado
Ilhéus-BA
SBIP
Usiminas
Santana Do Paraíso-MG
SBIZ
Prefeito Renato Moreira
Imperatriz-MA
SBJF
Francisco De Assis
Juiz De Fora-MG
SBJI
Ji-Paraná
Ji-Paraná-RO
180
Rio De Janeiro-RJ
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
SBJP
Presidente Castro Pinto
Bayeux-PB
SBJR
Jacarepaguá/Rj - Roberto Marinho
Rio De Janeiro-RJ
SBJU
Orlando Bezerra De Menezes
Juazeiro Do Norte-CE
SBJV
Lauro Carneiro De Loyola
Joinville-SC
SBKG
Presidente João Suassuna
Campina Grande-PB
SBKP
Viracopos
Campinas-SP
SBLE
Horácio De Mattos
Lençóis-BA
SBLO
Governador José Richa
Londrina-PR
SBMA
Marabá
Marabá-PA
SBMD
Monte Dourado
Almeirim-PA
SBME
Macaé
Macaé-RJ
SBMG
Regional De Maringá - Sílvio Name Júnior
Maringá-PR
SBMK
Mário Ribeiro
Montes Claros-MG
SBML
Frank Miloye Milenkovich
Marília-SP
SBMO
Zumbi Dos Palmares
Rio Largo-AL
SBMQ
Macapá
Macapá-AP
SBMY
Manicoré
Manicoré-AM
SBNF
Ministro Victor Konder
Navegantes-SC
SBNM
Santo Ângelo
Santo Ângelo-RS
SBNT
Augusto Severo
Parnamirim-RN
SBOI
Oiapoque
Oiapoque-AP
SBPA
Salgado Filho
Porto Alegre-RS
SBPC
Embaixador Walther Moreira Salles
Poços De Caldas-MG
SBPF
Lauro Kurtz
Passo Fundo-RS
181
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros
SBPJ
Brigadeiro Lysias Rodrigues
Palmas-TO
SBPK
Pelotas
Pelotas-RS
SBPL
Senador Nilo Coelho
Petrolina-PE
SBPS
Porto Seguro
Porto Seguro-BA
SBPV
Governador Jorge Teixeira De Oliveira
Porto Velho-RO
SBQV
Vitória Da Conquista
Vitória Da Conquista-BA
SBRB
Plácido De Castro
Sena Madureira-AC
SBRF
Guararapes - Gilberto Freyre
Recife-PE
SBRJ
Santos Dumont
Rio De Janeiro-RJ
SBRP
Leite Lopes
Ribeirão Preto-SP
SBSJ
Professor Urbano Ernesto Stumpf
São José Dos Campos-SP
SBSL
Marechal Cunha Machado
São Luís-MA
SBSM
Santa Maria
Santa Maria-RS
SBSN
Maestro Wilson Fonseca
Santarém-PA
SBSP
Congonhas
São Paulo-SP
SBSR
Professor Eriberto Manoel Reino
São José Do Rio Preto-SP
SBSV
Deputado Luís Eduardo Magalhães
Salvador-BA
SBTB
Trombetas
Oriximiná-PA
SBTC
Hotel Transamérica
Una-BA
SBTE
Senador Petrônio Portella
Teresina-PI
SBTF
Tefé
Tefé-AM
SBTR
Torres
Torres-RS
SBTT
Tabatinga
Tabatinga-AM
SBTU
Tucuruí
Tucuruí-PA
182
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
SBUA
São Gabriel Da Cachoeira
São Gabriel Da Cachoeira-AM
SBUG
Rubem Berta
Uruguaiana-RS
SBUL
Tenente-Coronel Aviador César Bombonato
Uberlândia-MG
SBUR
Mário De Almeida Franco
Uberaba-MG
SBUY
Urucu
Coari-AM
SBVG
Major Brigadeiro Trompowsky
Varginha-MG
SBVH
Brigadeiro Camarão
Vilhena-RO
SBVT
Eurico De Aguiar Salles
Vitória-ES
SBYS
Campo Fontenelle/Academia Da Força Aérea
Pirassununga-SP
SBZM
Regional Da Zona Da Mata
Goianá-MG
SDCG
Senadora Eunice Michiles
São Paulo De Olivença-AM
SDCO
Sorocaba
Sorocaba-SP
SDOW
Ourilândia Do Norte
Ourilândia Do Norte-PA
SDRS
Resende
Resende-RJ
SDSC
Mário Pereira Lopes
São Carlos-SP
SDTK
Parati
Parati-RJ
SDVG
Domingos Pignatari
Votuporanga-SP
SIMK
Tenente Lund Presetto
Franca-SP
SIXE
Aeroclube De Eldorado Do Sul
Eldorado Do Sul-RS
SJHG
Confresa
Confresa-MT
SJRG
Rio Grande
Rio Grande-RS
SJTC
Moussa Nakhl Tobias
Arealva-SP
SNBA
Asa Branca
Tartarugalzinho-AP
SNBR
Barreiras
Barreiras-BA
183
Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros
SNDC
Redenção
Redenção-PA
SNDT
Diamantina
Diamantina-MG
SNGI
Guanambi
Guanambi-BA
SNJR
São João Del Rei
São João Del Rei-MG
SNPD
Patos De Minas
Patos De Minas-MG
SNRU
Oscar Laranjeiras
Caruaru-PE
SNSW
Soure
Soure-PA
SNXL
Primavera
Querência-MT
SSCK
Olavo Cecco Rigon
Concórdia-SC
SSDO
Municipal Francisco De Matos Pereira
Dourados-MS
SSER
Erechim
Erechim-RS
SSFB
Aeroporto Paulo Abdala
Francisco Beltrão-PR
SSIJ
Ijuí
Ijuí-RS
SSJA
Santa Terezinha
Joaçaba-SC
SSKW
Cacoal
Cacoal-RO
SSZR
Santa Rosa
Santa Rosa-RS
SWBC
Barcelos
Barcelos-AM
SWCA
Carauari
Carauari-AM
SWEI
Eirunepé
Eirunepé-AM
SWFX
São Félix Do Araguaia
São Félix Do Araguaia-MT
SWGI
Gurupi
Gurupi-TO
SWGN
Araguaína
Araguaína-TO
SWGP
Palmeiras De Goiás
Palmeiras De Goiás-GO
SWHG
Aeroporto De Santa Helena Do Goiás
Santa Helena Do Goiás-GO
184
ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012
SWHP
Fazenda Olho Dagua
Água Boa-MT
SWHT
Francisco Correa Da Cruz
Humaitá-AM
SWIQ
Minaçu
Minaçu-GO
SWKO
Coari
Coari-AM
SWLB
Lábrea
Lábrea-AM
SWLC
General Leite De Castro
Rio Verde-GO
SWOB
Fonte Boa
Fonte Boa-AM
SWPI
Júlio Bélem
Parintins-AM
SWRD
Rondonópolis
Rondonópolis-MT
SWSI
Presidente João Batista Figueiredo
Sinop-MT
SWTP
Tapuruquara
Santa Isabel Do Rio Negro-AM
185
Anexo E – Legislação Básica
Anexo E. LEGISLAÇÃO BÁSICA
Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica.
Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil
– ANAC, e dá outras providências
IAC 1223, de 30 de abril de 2000 – Confecção e aprovação de Horário de Transporte –
HOTRAN.
IAC 1224, de 30 de abril de 2000 – Alterações em voos regulares e realização de voos
não-regulares.
IAC 1502, de 30 de junho de 1999 – Cálculo dos índices de regularidade, de
pontualidade e de eficiência operacional.
IAC 1504, de 30 de abril de 2000 – Procedimentos para o registro de alterações em
voos de empresas de transporte aéreo regular.
Portaria nº 1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004 – Instruções relativas ao plano de
contas das empresas de transporte aéreo regular.
Resolução ANAC nº 16, 27 de fevereiro de 2008 – Altera os valores máximos de
desconto para as tarifas aéreas internacionais, com origem no Brasil e destino nos países
da América do Sul.
Resolução ANAC nº 83, 22 de abril de 2009 – Altera a política tarifária para voos
internacionais regulares com origem no Brasil.
Resolução ANAC nº 140, 9 de março de 2010 – Registro de tarifas referentes aos
serviços de transporte aéreo regular.
Portaria ANAC nº 804/SRE, de 21 de maio de 2010 – Procedimentos para o registro
das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte aéreo
doméstico regular de passageiros.
Portaria ANAC nº 1.887/SRE, de 25 de outubro de 2010 – Procedimentos para o
registro das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte
aéreo internacional regular de passageiros.
Portaria ANAC nº 274/SRE, de 14 de fevereiro de 2011 – Altera a Portaria nº
804/SRE, de 21 de maio de 2010.
186
RELATÓRIO ANUAL DE ACOMPANHAMENTO DO MERCADO AÉREO – 2012
Resolução ANAC nº 191, de 16 de junho de 2011 – Fornecimento de dados
estatísticos relativos aos serviços de transporte aéreo público.
Portaria ANAC nº 1.189/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para
fornecimento dos dados estatísticos das empresas brasileiras de transporte aéreo público
regular e não regular, exceto as de táxi-aéreo.
Portaria ANAC nº 1.190/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para
fornecimento dos dados estatísticos das empresas estrangeiras de transporte aéreo
público regular e não regular que operam no Brasil, exceto as de táxi-aéreo.
Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro de 2012 – Estabelece procedimentos para
divulgação de percentuais de atrasos e cancelamentos de voos do transporte aéreo
público regular de passageiros.
Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil
– ANAC, e dá outras providências
Todas disponíveis em: http://www2.anac.gov.br/biblioteca/biblioteca2.asp
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ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO