ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO Dados Estatísticos e Econômicos de 2012 Brasília-DF, 18 de outubro de 2013 2 DIRETORIA Diretor-Presidente Marcelo Pacheco dos Guaranys Diretor de Operações de Aeronaves Carlos Eduardo Pellegrino Diretor de Regulação Econômica Ricardo Sérgio Maia Bezerra Diretor de Aeronavegabilidade Claudio Passos Simão Diretor de Infraestrutura Aeroportuária Rubens Carlos Vieira EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL Superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE Danielle Pinho Soares Alcântara Crema Gerente de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC Cristian Vieira dos Reis Servidores Carlos César Gadelha Dantas Cleujanio Silva Cruz Elenjuce Ferreira Dias Valentin Felipe Soares Luduvice Felemon Gomes Boaventura Frederico Alves Silva Ribeiro Flávia Macedo Rocha Guilherme Gontijo Adame Jonas Ernandes Salvador Jose Humberto Borges Junior Laís Macedo Facó Alencar Marcos Rogério dos Santos Murilo Sakai Rafael Oliveira de Castro Alves Thiago Juntolli Vilhena Vitor Caixeta Santos Secretária Waleska dos Santos Cabral Estagiários Carla Lanay Ferreira Fernandes Danniel Ferreira Leite Jaqueline Lopes Gonçalves Juliana Marques Oliveira Laís Lira Kanashiro Duarte Lorrene Gomes da Silva Maysa Silva Cordeiro Michelle da Silva Pereira Raíra Veloso de Souza Thalita Gonçalves Ferreira Apoio Assessoria de Comunicação Social – ASCOM Superintendência de Tecnologia da Informação – STI ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO Dados Estatísticos e Econômicos de 2012 ENDEREÇO Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado – SRE Gerência de Análise Estatística e Acompanhamento de Mercado – GEAC Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote C Edifício Parque da Cidade Corporate, Torre A, 5º andar CEP 70308-200, Brasília/DF, Brasil Contatos: www.anac.gov.br/faleanac, 0800 725 4445 É permitida a reprodução do conteúdo deste Anuário, desde que mencionada a fonte: Anuário do Transporte Aéreo 2012, volume único, 1ª edição, Agência Nacional de Aviação Civil. Todas as informações monetárias estão expressas em reais, salvo indicação em contrário. Não são citadas as fontes das figuras, dos quadros e das tabelas de autoria da Agência Nacional de Aviação Civil. As informações divulgadas estão sujeitas a alterações. Brasília-DF, 18 de outubro de 2013. APRESENTAÇÃO O setor da aviação civil destaca-se mundialmente por sua tradição nos processos de coleta, processamento e divulgação de dados e informações. Diversas instituições públicas e privadas ao redor do mundo coletam e divulgam dados sobre o setor aéreo desde o início do século XX, mantendo séries temporais com razoáveis níveis de consistência e buscando padronizar conceitos e metodologias de apuração, com vistas a permitir a comparação entre os dados coletados em países diversos. Nesse sentido, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) – da qual o Brasil é um dos 191 países-membros – mantém, desde 1947, um programa para a coleta, o processamento, a análise e a disseminação de dados estatísticos da aviação civil. A OACI é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 1944, durante a Conferência de Aviação Civil Internacional ocorrida na cidade de Chicago, Estados Unidos, em que 52 países assinaram uma Convenção de Aviação Civil Internacional, conhecida como Convenção de Chicago. Desde então, a Organização tem sido responsável por estabelecer padrões, normas e procedimentos internacionais para a aviação civil, nos campos de segurança operacional, segurança contra atos de interferência ilícita, eficiência, regularidade e proteção ambiental. Logo, as informações coletadas do transporte aéreo revelam-se de extrema importância para o bom desempenho das atividades de análise, planejamento e desenvolvimento de estudos, que têm contribuído substancialmente para a evolução e modernização do setor. Tradicionalmente, os dados são utilizados para subsidiar o processo legislativo, a elaboração de políticas públicas e o processo regulatório que abrange o setor, assim como para o planejamento de investimentos e a tomada de diversas decisões estratégicas no campo mercadológico, como a prospecção de mercado, as ações concorrenciais e o planejamento de frota e de infraestrutura aeroportuária e de navegação aérea. O Anuário do Transporte Aéreo foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1972, pelo então Departamento de Aviação Civil (DAC) do Comando da Aeronáutica, órgão responsável, à época, pela regulação do setor aéreo. No entanto, anteriormente ao Anuário, diversos relatórios que apresentavam informações e séries temporais com os dados estatísticos e econômicos do setor já eram publicados. Com o advento da Lei n° 11.182/2005, o Anuário do Transporte Aéreo constitui uma publicação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entidade da Administração 5 Pública Federal Indireta submetida ao regime autárquico especial, caracterizado por independência administrativa, autonomia financeira, ausência de subordinação hierárquica e mandato fixo de seus dirigentes, que atuam em regime de colegiado. A Agência atua como autoridade de aviação civil vinculada à Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República e tem as atribuições de regular e fiscalizar as atividades de aviação civil e de infraestrutura aeroportuária, nos termos das políticas estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo. Para tal, deve adotar as medidas necessárias ao atendimento do interesse público e ao desenvolvimento da aviação civil. A elaboração e a divulgação de estudos sobre as condições de mercado inserem-se entre as competências legais desta instituição e foram regimentalmente conferidas à Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado (SRE), conforme a Resolução ANAC n° 110/2009 e suas alterações. O Anuário do Transporte Aéreo de 2012 apresenta dados provenientes das operações domésticas e internacionais das empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que prestam serviços no Brasil, tais como: passageiros e cargas transportados; oferta e demanda; aproveitamento das aeronaves; participação de mercado; atrasos e cancelamentos; frota de aeronaves; pessoal por categoria; aeroportos utilizados; receitas, custos e despesas; resultado líquido do exercício; indicadores de liquidez, rentabilidade, endividamento e situação líquida patrimonial; tarifas aéreas domésticas comercializadas; entre outros. As informações apresentadas são apuradas com base em dados periodicamente registrados pelas empresas aéreas na ANAC, nos termos da regulamentação vigente. Os dados são submetidos a críticas, validações e procedimentos de auditoria pela Agência, no intuito de alcançar o maior nível de consistência possível. Assim, os dados estão sujeitos a revisões, correções e alterações e podem apresentar diferenças em relação àqueles divulgados em versões anteriores do Anuário. Assim, o documento é constituído de um sumário executivo e de oito capítulos: 1. Cenário Macroeconômico; 2. Estrutura das Empresas Aéreas; 3. Oferta de Transporte Aéreo; 4. Demanda por Transporte Aéreo; 5. Aproveitamento das Aeronaves; 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos; 7. Tarifas Aéreas Domésticas; e 8. Aspectos Econômico-Financeiros. 6 Espera-se que as informações apresentadas no Anuário do Transporte Aéreo ampliem o conhecimento da sociedade brasileira e subsidiem a realização de pesquisas, estudos e análises mais abrangentes sobre o setor. Os dados do transporte aéreo também estão disponíveis na seção “Dados e Estatísticas” no site da ANAC na internet: www.anac.gov.br. Reclamações, denúncias, sugestões, críticas e elogios relacionados ao Anuário do Transporte Aéreo podem ser registrados no sistema Fale com a ANAC, acessível por meio da página da Agência na internet ou do telefone 0800 725 4445. Boa leitura! Superintendência de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado 7 SUMÁRIO EXECUTIVO A evolução do transporte aéreo no Brasil nos últimos dez anos A demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros foi recorde em 2012 e mais do que triplicou nos últimos dez anos, em termos de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), com alta de 234% entre os anos de 2003 e 2012 e com crescimento médio de 14,35% ao ano no período. A demanda no mercado internacional para voos com origem ou destino no Brasil, por sua vez, mais do que dobrou no mesmo período, com alta de 128% e crescimento médio de 9,59% ao ano. No mesmo período, o crescimento médio da economia brasileira foi de 3,85% ao ano e o da população foi de 1% ao ano. Em outras palavras, o crescimento médio anual do transporte aéreo doméstico representou mais de 3,5 vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e mais de 14 vezes o crescimento da população. A quantidade de carga paga transportada no mercado doméstico, em toneladas, registrou crescimento médio de 4,6% ao ano nos últimos dez anos, com incremento de 50% desde 2003. No mercado internacional, o crescimento médio foi de 6,5% ao ano nos últimos dez anos, com 76% de aumento na quantidade de carga paga transportada. A oferta de transporte aéreo de passageiros no país também foi recorde em 2012, em termos de assentos-quilômetros ofertados (ASK), considerando o somatório de ambos os mercados doméstico e internacional, e a quantidade de voos foi superior a 1 milhão (1,126 milhões de voos realizados), a exemplo do que ocorreu em 2011 quando este expressivo número foi alcançado pela primeira vez (com 1,091 milhões de voos). A quantidade de passageiros pagos transportados – que foi de 37,2 milhões em 2003 – superou a importante marca de 100 milhões em 2012, tendo sido 88,7 milhões de passageiros pagos transportados em voos domésticos e 18,5 milhões em voos internacionais com origem ou destino no Brasil. O número alcançado em 2012 representou uma proporção de 55 passageiros transportados no modal aéreo para cada 100 habitantes no Brasil, enquanto que em 2003 essa mesma proporção foi de 21 para 100. O aproveitamento médio das aeronaves em voos domésticos alcançou o seu maior nível em dez anos, em termos de RPK/ASK, com taxa de 72,9% em 2012, o que representou melhora de 21,5% em relação a 2003, que registrou taxa de 60%. No mercado internacional, a taxa foi de 79,6% em 2012 e de 75,6% em 2003, com melhora de 5,31%. O percentual de atrasos superiores a 60 minutos e o percentual de cancelamentos de voos atingiram o seu menor nível desde 2003, tendo sido de 3,68% do total de etapas de voos realizadas e de 7,49% do total de etapas de voos previstas em 2012, respectivamente. Isto representou redução de expressivos 30,8% para o percentual de atrasos e de 68% para o percentual de cancelamentos. Ou seja, os cancelamentos de 8 voos reduziram a menos de um terço nos últimos dez anos. Por sua vez, o percentual de atrasos superiores a 30 minutos foi de 11% em 2012 e também em 2003. A Tarifa Aérea Média Doméstica registrou redução de 42,77% desde 2002, que foi o ano subsequente ao início do regime de liberdade tarifária no mercado doméstico, tendo passado de R$ 515,17 em 2002 para R$ 294,83 em 2012, em valores reais deflacionados até dezembro de 2012. O Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico – que correspondente ao valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado em razão dos serviços de transporte aéreo público regular – caiu a mais da metade no mesmo período, com redução superior a 56,38%. Em 2012, a maioria dos assentos das aeronaves (65,3%) foram comercializados com tarifas inferiores a R$ 300,00 e 13,16% daqueles com tarifas inferiores a R$ 100,00. Em 2002, esses percentuais foram de apenas 22,86% e de 0,05%, respectivamente, ou seja, a maioria dos assentos das aeronaves (77,14%) foram comercializados com tarifas superiores a R$ 300,00. Tarifas superiores a R$ 1.500,00 foram responsáveis por 0,38% do total de assentos comercializados em 2012, enquanto que em 2002 esse percentual foi praticamente 4 vezes maior, de 1,50%. Pode-se destacar entre os principais fatores contribuintes para o crescimento do transporte aéreo nos últimos dez anos: o crescimento da economia brasileira; a distribuição de renda no país; e a concorrência no setor. A concorrência tem como principais pilares a liberdade tarifária – vigente desde 2001 no mercado doméstico e ratificada pela Lei nº 11.182/2005 – e a liberdade de oferta, que foi instituída em 2005 por essa mesma lei. Hoje, qualquer linha aérea pode ser operada por qualquer empresa concessionária interessada – desde que observada a capacidade de infraestrutura aeroportuária e a prestação de serviço adequado – e as tarifas aéreas oscilam de acordo com as condições de mercado (oferta, demanda, custos e concorrência, entre outros fatores). A evolução do setor nos últimos dez anos evidencia que o ambiente de livre concorrência no setor tende a estimular a inovação, a otimização de custos, a melhoria da eficiência, a modicidade tarifária e a manutenção da oferta em níveis compatíveis com o crescimento da demanda. 9 A evolução do transporte aéreo no Brasil em 2012 O transporte aéreo desenvolveu-se em um cenário de desaceleração da economia brasileira em 2012, cujo PIB registrou crescimento de 0,90%, que foi inferior ao crescimento de 2,70% verificado no ano imediatamente anterior e de 7,50% em 2010. O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional – que afeta diretamente o custo com combustível de aviação, cuja representatividade foi de quase 40% do total de custos e despesas de voo em 2012 – vem mantendo a sua valorização histórica, tendo passado de US$ 29.95 em dezembro de 2003, para US$ 74.88 em dezembro de 2009 e para US$ 101.17 em dezembro de 2012 (ou seja, mais do que triplicou no período, com alta de 237%), tendo se mantido acima dos US$ 100.00 na maior parte dos meses do último ano e atingido pico de US$ 117.79 no mês de março. Tal comportamento foi similar ao ocorrido em 2011.1 A taxa de câmbio do Real em relação ao Dólar – que afeta diretamente mais da metade total de custos e despesas de voo, especialmente o combustível, o arrendamento, a manutenção e o seguro de aeronaves – registrou tendência de queda no período de janeiro de 2003 (R$ 3,5258) até julho de 2011 (quando atingiu o seu menor patamar, de R$ 1,5563). No entanto, a tendência se inverteu desde então, tendo a taxa atingido R$ 1,8758 em dezembro de 2011 e alcançado R$ 2,0435 em dezembro de 2012, após ter registrado pico de R$ 2,1074 no mês de novembro (alta de 8,94% entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012).2 A elevação dos custos do setor pressionou o valor das tarifas aéreas, tendo sido registrada alta de 0,84% na Tarifa Aérea Média Doméstica de 2012 em relação a 2011 e de 0,35% no Yield Tarifa Aéreo Médio Doméstico. Assim, a desaceleração da economia e a elevação dos custos do setor, diante da alta do preço do barril do petróleo e do Dólar, podem ter sido os principais fatores que ocasionaram a desaceleração da demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros em 2012, que registrou crescimento de 6,8%, após ter registrado 15,9% em 2011 e 23,82% em 2010. A demanda internacional registrou crescimento de 4,44% em 2012, após ter registrado 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Apesar da desaceleração, a demanda do transporte aéreo de passageiros atingiu o seu maior nível nos últimos dez anos em ambos os mercados doméstico e internacional. A quantidade de carga paga transportada em 2012 foi de 376,8 mil toneladas no mercado doméstico, tendo registrado variação negativa de 8,6% em relação ao ano anterior. No mercado internacional, a quantidade de carga paga transportada alcançou o 1 2 Preço médio do barril de petróleo, considerando Brent, WTI e Dubai, obtida da série POILAPSP, que é mantida pelo Fundo Monetário Internacional. Dados da taxa de câmbio tiveram como fonte a série “3696 - Taxa de câmbio - Livre - Dólar americano (venda) - Fim de período – mensal”, que é mantida pelo Banco Central do Brasil. 10 seu maior nível desde 2003, com 718,7 toneladas em 2012, o que representou alta de 1,13% em relação a 2011. A oferta de transporte aéreo de passageiros, por sua vez, apesar de recorde, acompanhou a desaceleração da demanda, tendo registrado 2,7% de crescimento em 2012 no mercado doméstico, após 13% em 2011 e 19,3% em 2010. No mercado internacional, a oferta registrou crescimento de 5,13% em 2012, após ter registrado 9,72% em 2011 e 25,52% em 2010. A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos (RPK/ASK) foi o melhor em dez anos, tendo alcançado 72,9% em 2012, o que representou melhora de 3,8% em relação à registrada em 2011. No mercado internacional, o aproveitamento das aeronaves passou de 80,1% em 2011 para 79,6% em 2012, redução de 0,62%. As empresas que mais se destacaram em aproveitamento das aeronaves em voos domésticos em 2012 foram a Avianca (79,4%) e a Azul (79,2%). No mercado internacional, o Grupo Tam registrou aproveitamento de 81,3% e a Gol registrou 64,2%. A liderança no mercado doméstico em termos de demanda (RPK) manteve-se com o Grupo Tam, com 40,3% de participação em 2012, seguido pela Gol, com 33,9% e pela Azul com 10%. A Gol teve reduzida em 9,36% a sua participação no mercado doméstico em relação ao ano de 2011, enquanto que o Grupo Tam manteve-se praticamente estável e a Azul registrou crescimento de 16,27% em sua fatia de mercado. As empresas que mais se destacaram em crescimento da demanda doméstica de passageiros em 2012 foram a Avianca, com 82,26%, e a Trip, com 47,15%. A Webjet teve a suas operações encerradas em 23 de novembro, em continuidade à sua incorporação pela Gol, e a Trip teve a comercialização de bilhetes de passagem para os seus voos assumida pela Azul em dezembro. No mercado internacional, o Grupo Tam e a Gol representaram praticamente a totalidade das operações entre as empresas aéreas concessionárias brasileiras, com participação de 89,44% e de 10,32%, respectivamente. Os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos, de atrasos superiores a 60 minutos e de cancelamentos foram de 11%, 3,7% e 7,5% em 2012, respectivamente, o que representou redução de 20%, 24% e 6% em relação àqueles mesmos percentuais registrados em 2011. O faturamento em receitas de voo do setor em 2012 foi da ordem de 27,8 bilhões de reais, o que representou crescimento de 11,6% em relação a 2011. O principal item das receitas de voo foi a receita de passagens, com participação de 86,35%, seguido das receitas de cargas, que representaram 6,70%. 11 O total de custos e despesas de voo cresceu 20% em 2012 quando comparado a 2011, tendo alcançado a cifra de 31,3 bilhões de reais. O combustível de aeronaves mantevese como principal item de custos e despesas de voo em 2012, com participação de 38,49%, tendo registrado crescimento de 6,5% em relação à sua participação em 2011. A representatividade deste item teve alta de 29% em relação àquela verificada em 2009, que foi de 29,84%. O segundo item mais representativo em 2012 foram os custos com arrendamento, seguro e manutenção de aeronaves (14,05%) e custos com tripulação (11,46%). O resultado financeiro do setor, que é composto, principalmente, por ganhos e perdas decorrentes de variação cambial, juros de empréstimos/financiamentos e por ganhos e perdas com instrumentos financeiros, foi negativo em 1,685 bilhões de reais em 2012, o que representou uma melhora de 8,5% em relação àquele registrado em 2011, que foi negativo em 1,841 bilhões de reais. Assim, o setor encerrou o exercício social de 2012 com um prejuízo líquido da ordem de 3,464 bilhões de reais (o que considera, ainda, as receitas, custos e despesas das demais atividades operacionais da empresa, além dos serviços aéreos), correspondente a uma margem líquida negativa de 0,12. Em 2011, o setor já havia registrado um prejuízo de 1,593 bilhões de reais. O prejuízo líquido de 2012 foi composto, ainda, por um EBIT negativo de 2,395 bilhões de reais, com margem EBIT negativa de 8,4%. Em 2011, o EBIT foi negativo da ordem de 0,075 bilhões de reais, correspondente a uma margem EBIT negativa de 0,3%. O prejuízo nos últimos dois exercícios sociais encerrados, impactou a situação líquida patrimonial da indústria, que ainda assim manteve-se positiva em 65 milhões de reais em 2012. Este indicador foi de 3,335 bilhões de reais em 2011. O índice de liquidez corrente das empresas do setor apresentou deterioração em 2012 (0,52) quando comparado com 2011 (0,83). O índice de liquidez geral teve o mesmo comportamento, com 0,36 em 2012 e 0,46 em 2011. Diante do cenário adverso em que se desenvolveu o transporte aéreo em 2012, caracterizado pela desaceleração da economia e da demanda por transporte aéreo e pela elevação do custo dos seus insumos essenciais, verificou-se que a indústria adotou diversas medidas justificadas pela necessidade de recuperação da rentabilidade do negócio e de assegurar a continuidade e a expansão dos serviços. Entre elas, destacamse a reestruturação da oferta, a melhoria do aproveitamento das aeronaves (RPK/ASK), a otimização de custos e despesas operacionais e a adequação do nível tarifário nos meses de alta temporada, já que nos períodos de baixa temporada constatou-se redução de tarifas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esta última medida é aquela mais sensível e cujo resultado é limitado pela elasticidade-preço da demanda do transporte aéreo. 12 ÍNDICE SEÇÃO 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO...................................................................... 27 Introdução.............................................................................................................28 Produto Interno Bruto e População ...................................................................29 Taxa de Câmbio ...................................................................................................30 Combustível ..........................................................................................................31 SEÇÃO 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS AÉREAS............................................................ 32 Introdução.............................................................................................................33 Pessoal ................................................................................................................... 35 Frota ...................................................................................................................... 37 SEÇÃO 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO .................................................................. 39 Indústria ................................................................................................................40 Voos Realizados ...................................................................................................................... 40 Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 42 Mercado Doméstico .............................................................................................. 43 Voos Realizados ...................................................................................................................... 44 Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 49 Aeroportos Utilizados ............................................................................................................. 53 Mercado Internacional ........................................................................................ 60 Voos Realizados ...................................................................................................................... 61 Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 67 SEÇÃO 4. DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO ........................................................... 71 Indústria ................................................................................................................72 Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 72 Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 73 Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 74 Mercado Doméstico .............................................................................................. 75 Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 76 Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 89 Carga Paga Transportada ........................................................................................................ 92 Mercado Internacional ........................................................................................ 96 Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 97 Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) .......................................................... 102 Carga Paga Transportada ...................................................................................................... 105 SEÇÃO 5. APROVEITAMENTO DAS AERONAVES .......................................................... 110 Indústria ..............................................................................................................111 RPK/ASK ................................................................................................................................ 111 13 Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível ............................................................................... 113 Mercado Doméstico ............................................................................................ 114 RPK/ASK ................................................................................................................................ 114 Mercado Internacional ...................................................................................... 116 RPK/ASK ................................................................................................................................ 116 SEÇÃO 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS E CANCELAMENTOS ....................................... 118 Introdução...........................................................................................................119 Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos .................................120 Atrasos e Cancelamentos por Rota ...................................................................123 SEÇÃO 7. TARIFAS AÉREAS DOMÉSTICAS .................................................................. 128 Introdução...........................................................................................................129 Tarifa Aérea Doméstica Real ............................................................................130 Yield Tarifa Aérea Doméstico Real ..................................................................133 SEÇÃO 8. ASPECTOS ECONÔMICO-FINANCEIROS ...................................................... 136 Introdução...........................................................................................................137 Resultado Líquido .............................................................................................. 138 EBIT .................................................................................................................... 139 Indicadores de Rentabilidade............................................................................141 Margem Bruta ....................................................................................................................... 141 Margem Líquida .................................................................................................................... 143 Margem EBIT ........................................................................................................................ 145 Receitas de Voo ...................................................................................................147 Custos e Despesas de Voo .................................................................................. 150 Resultado Financeiro ......................................................................................... 153 Situação Patrimonial.......................................................................................... 154 Situação Líquida Patrimonial ................................................................................................ 154 Indicadores de Liquidez ........................................................................................................ 155 Indicadores de Alavancagem Financeira .............................................................................. 158 Grau de Endividamento ........................................................................................................ 161 Indicadores de Desempenho Específicos do Setor ..........................................164 RASK e CASK .......................................................................................................................... 164 RATK e CATK ......................................................................................................................... 168 ANEXO A. GLOSSÁRIO ................................................................................................. 171 ANEXO B. LISTA DE ABREVIATURAS ........................................................................... 175 ANEXO C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES ............................. 177 ANEXO D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS.................................... 179 14 ANEXO E. LEGISLAÇÃO BÁSICA .................................................................................. 186 15 LISTA DE FIGURAS Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012 .............................. 29 Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012 ......................................... 29 Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012 ............................... 30 Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai e WTI), 2003 a 2012 ....................................................................................................... 31 Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012 .................................................................................................................... 35 Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012 ........................................................................................................................................ 35 Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012 .................................................................................................. 36 Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012 ................................................................................................................................ 36 Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012 ............................................................................................................................. 37 Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas aéreas brasileiras, 2012 ................................................................................................... 38 Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 ....................................................................................................................... 40 Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012 ............................................................................ 41 Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2012 .................................................................. 41 Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 ...... 42 Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012 ................................................................................................ 42 Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012 .......... 44 Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004-2012 .................................................................................................... 44 Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 45 Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 45 16 Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 46 Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens – mercado doméstico, 2012 ............................................................................................... 46 Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico, 2012 ................................................................................................................................ 47 Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 48 Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010* ............................................................................................. 48 Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012 ........................................................................................................................................ 49 Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................. 49 Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................................................................ 50 Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 50 Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico, 2012 ................................................................................................................................ 51 Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 51 Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam – mercado doméstico, 2012 ............................................................................................ 52 Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul e Avianca – mercado doméstico, 2012 ........................................................................... 52 Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não regulares – por Unidade da Federação, 2012 ................................................................. 53 Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012 .................... 54 Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012 .................. 55 Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012 ........................... 56 Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012 ........... 57 Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012........................ 58 Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012 .. 59 Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a 2012 ................................................................................................................................ 61 17 Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 ............................................................................... 61 Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 62 Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 ......................................................................... 62 Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 62 Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63 Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa ................................................. 63 Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos realizados – mercado internacional, 2012 ...................................................................... 64 Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores empresas com relação a 2011– mercado internacional .................................................. 64 Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por continente, 2011 e 2012 .................................................................................................. 65 Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................................ 66 Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012 ........................ 67 Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .................................................................................................................... 67 Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................... 68 Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa......................................................................................... 68 Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa......................................................................................... 69 Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK – mercado internacional, 2012........................................................................................ 69 Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional......................................................................................... 70 Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012 72 18 Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados, doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 72 Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 ......................................................... 73 Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ............................... 73 Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 74 Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ......................................................................... 74 Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2003-2012 .................................................................................................... 76 Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................... 76 Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 ................................................................... 77 Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população brasileira, 2003 a 2012.................................................................................................... 77 Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2012 ..................................................................... 78 Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 .................................................................... 78 Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de passageiros) – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 78 Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 79 Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico, 2012 ................................................................................................................................ 79 Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010* .......................................................................................... 80 Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 80 Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sudeste – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 81 Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Nordeste – mercado doméstico, 2012............................................................................. 82 19 Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Centro-Oeste – mercado doméstico, 2012 ...................................................................... 83 Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sul – mercado doméstico, 2012...................................................................................... 84 Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Norte – mercado doméstico, 2012 .................................................................................. 85 Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 86 Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano anterior por aeroporto – mercado doméstico, 2012 ........................................................ 87 Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2011 e 2012 .................................................................................................. 88 Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ............................ 89 Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................................................................ 89 Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 90 Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao ano anterior, 2004 a 2012 ............................................................................................... 90 Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico, 2011 e 2012 .................................................................................................................... 91 Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................................................. 91 Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2003 a 2012 .................................................................................................................... 92 Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2004 a 2012 .................................................................................................. 92 Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga transportada – mercado doméstico, 2012 ....................................................................... 93 Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 .............................................................................. 93 Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2012 ................................................................................................................................ 94 Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico, 2012 ................................................................................................................................ 95 20 Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2003 a 2012.............................................................................................. 97 Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .............................................................. 97 Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 .......................................... 98 Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional, por nacionalidade da empresa........................ 98 Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa...................... 99 Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2012 ................................... 99 Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 pelas quatro maiores empresas – mercado internacional ..................... 100 Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países – por continente, 2011 e 2012 ......................................................................................... 100 Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012 ............................................................................ 101 Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012 ...................... 102 Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 .................................................................................................................. 102 Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012 ................................................................................................. 103 Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103 Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa....................................................................................... 103 Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK – mercado internacional, 2012...................................................................................... 104 Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional....................................................................................... 104 Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 105 Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das empresas – mercado internacional, 2003 a 2012 .......................................................... 105 21 Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional....................................................................................... 106 Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional....................................................................................... 106 Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2012 ................................................................. 107 Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional................................. 107 Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por continente – mercado internacional, 2012 .................................................................... 108 Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais destinos internacionais – mercado internacional, 2012 ................................................ 109 Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 ....................................................................... 111 Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 ....................................................... 112 Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2012 ................................................................... 112 Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) .......................... 113 Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por configuração da aeronave – empresas brasileiras, 2011 e 2012 ............................ 113 Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 ................................................................................................ 114 Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 ................................................................................................ 114 Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 ............................................................................................. 115 Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ................................................................ 115 Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado internacional, 2003 a 2012............................................................................................ 116 Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2012......................................................................................... 116 Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) ............................................................ 117 22 Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a 2012 .............................................................................................................................. 120 Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano anterior, 2003 a 2012 .................................................................................................... 121 Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012 ... 121 Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2012 ................................................................................ 122 Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 ............ 124 Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 125 Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012........ 126 Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012 ...................................................................................................................................... 127 Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012 ................... 130 Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior, 2003 a 2012 .................................................................................................................. 131 Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012 ........................................................................................ 131 Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa doméstica real ............................................................................................................... 132 Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012 ......... 133 Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano anterior, 2002 a 2012 .................................................................................................... 134 Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012 ................................................................................. 134 Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield tarifa doméstica real...................................................................................................... 135 Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012 ............................................................... 138 Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012......................................... 139 Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012 ........................................ 140 Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 141 Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 142 Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012 .............................................. 143 Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012 ............................................. 144 Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012 ................................................. 145 23 Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012 ................................................ 146 Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ....................... 147 Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012........................................... 148 Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012 ............................. 148 Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012 .............. 149 Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 .. 149 Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012 ........ 150 Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 .................................................................................................... 150 Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012 ......... 151 Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a 2012 .............................................................................................................................. 151 Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2009 a 2012 .................................................................................................................. 152 Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012..... 152 Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 ............. 153 Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 ......... 153 Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012. 154 Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 ...................................................................................................................................... 155 Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012............................... 156 Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012 .............................. 156 Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012 .................................... 157 Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012 ................................... 158 Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da indústria, 2009 a 2012 .................................................................................................. 159 Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por empresa, 2009 a 2012 ................................................................................................... 159 Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012 ................... 160 Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012 ................... 160 Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012 ................................. 161 Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012 ................................ 162 Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012 ................... 162 24 Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012 ............... 163 Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 165 Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 165 Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012........................................... 166 Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .......................................... 166 Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 ............... 167 Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 .............. 167 Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 168 Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 169 Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 .......................................... 169 Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 ......................................... 170 25 LISTA DE TABELAS Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012 .............................................................................................................. 38 26 Seção 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO Esta seção apresenta o comportamento, nos últimos dez anos, das principais variáveis macroeconômicas que afetam diretamente o setor de transporte aéreo: Produto Interno Bruto brasileiro; taxa de câmbio; e preço do barril de petróleo. 27 Seção 1 – Cenário Macroeconômico Introdução Para uma melhor compreensão da situação operacional e financeira do transporte aéreo, faz-se necessário apresentar o contexto em que está inserido. Para tanto, é evidenciado nesta seção o comportamento nos últimos dez anos das principais variáveis macroeconômicas que afetam diretamente o setor. Os custos com combustível (que representaram aproximadamente 38% do total de custos e despesas de voo das empresas aéreas em 2012) e com arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves (13,2%), por exemplo, são diretamente influenciados pela variação do preço do barril de petróleo e pela flutuação da taxa de câmbio (R$/US$). ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Produto Interno Bruto e População O Produto Interno Bruto – PIB é uma das mais importantes variáveis para mensurar o crescimento de uma economia. Nesse sentido, o efeito renda, associado ao preço dos serviços, constitui um dos principais fatores que explicam o crescimento do transporte aéreo. No ano de 2012, em comparação a 2011, o PIB brasileiro cresceu 0,87%, o que representou uma desaceleração em relação ao crescimento dos dois anos anteriores e à taxa média anual de crescimento de 3,85% verificada desde 2003. Já a população brasileira cresceu a uma taxa média de 1,06% ao ano no mesmo período. Figura 1.1: Variação anual do PIB brasileiro (%), de 2003 a 2012 8% 7,5% 7% Variação Percentual PIB (%) 6,1% 5,7% 6% 5,2% 5% 4,0% 4% 3,2% 2,7% 3% 2% 1,1% 0,9% 1% 0% -0,3% -1% 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Milhões de habitantes Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2003 a 2012 200 196,5 194,9 193,3 195 191,5 189,6 190 187,6 185,6 183,4 185 181,1 180 178,7 175 170 165 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 29 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 1 – Cenário Macroeconômico Taxa de Câmbio No período de 2003 a julho de 2011 verificou-se uma tendência de desvalorização da moeda norte americana em relação ao Real, com alta em 2009. A partir de agosto de 2011, iniciou-se uma oscilação com tendência de valorização. Em 2012, o Dólar registrou valorização de 8,94% frente ao Real, quando comparada a cotação de final de período de dezembro em relação à do mesmo mês do ano anterior. A moeda americana iniciou o ano de 2012 em forte queda, atingindo a cotação de 1,71 no fechamento do mês de fevereiro. Seguiu-se, então, período de forte alta, tendo encerrado o ano em 2,04. Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2003 a 2012 4 3,5 Taxa de Câmbio R$/US$ 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Fonte: Sistema de Informações do Banco Central do Brasil – Sisbacen (PTAX-800). 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Combustível O preço médio do barril do petróleo (que considera os tipos: Brent, Dubai e West Texas Intermediate – WTI) manteve em 2012 o mesmo patamar alcançado em 2011, oscilando em torno de US$ 100,00, acima do dobro do registrado em janeiro de 2009, quando era de US$ 43.91. O pico, registrado em março de 2012, foi de US$ 117,79, tendo o barril finalizado o ano a uma cotação de US$ 101,17. Nos últimos dez anos, verificou-se alta de 237% em relação à cotação de dezembro de 2003, que foi de US$ 29.95. Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai e WTI), 2003 a 2012 140 Preço Médio do Barril de Petróleo (US$) 120 100 80 60 40 20 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: Fundo Monetário Internacional – FMI. Além 31 disso Seção 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS AÉREAS A seção 2 apresenta um panorama sobre as principais empresas brasileiras de transporte aéreo, contemplando a composição do seu quadro de pessoal e da sua frota. Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas Introdução O mercado aéreo brasileiro encontra-se sob o regime de livre concorrência, havendo liberdade para que as empresas entrem no mercado e ofertem serviços de transporte de passageiros e carga em quaisquer linhas aéreas, observada exclusivamente a capacidade operacional de cada aeroporto e as normas regulamentares de prestação de serviço adequado expedidas pela ANAC, nos termos do art. 48 da Lei nº 11.182/2005. Dezenove empresas brasileiras prestaram serviços de transporte aéreo no ano de 2012, sendo que três realizaram exclusivamente operações de carga. Já as estrangeiras somaram 75 empresas operando em 2012, com 29 atuando apenas no mercado de transporte de carga. Entre as empresas brasileiras, destacaram-se seis empresas que alcançaram, individualmente, mais de 2% de participação no mercado doméstico (em termos de RPK) e que juntas representaram 98% dos passageiros transportados neste segmento. São elas: Gol, Tam, Azul, Trip, Avianca e Webjet. Já entre as exclusivamente cargueiras, destacou-se a empresa Absa, que transportou 22,8% do total da carga paga no mercado doméstico. Segue abaixo uma breve descrição de cada uma dessas principais empresas aéreas brasileiras: Gol A empresa iniciou suas operações no ano de 2001 e alcançou, ao final de 2012, participação de 34% no mercado doméstico de passageiros e de 10% no mercado internacional de passageiros entre as empresas brasileiras, em termos de RPK. A empresa foi responsável, ainda, por 27% da carga paga doméstica transportada em 2012. Operou em 57 aeroportos em todos os estados brasileiros e em 21 aeroportos no exterior, com uma frota de 126 aeronaves, com capacidade entre 141 e 185 passageiros. Seu quadro de pessoal contou, no período, com mais de 16 mil funcionários, entre estes aproximadamente 1.500 pilotos e co-pilotos e 3.200 comissários. Sua receita de voo foi de 7,6 bilhões de reais em 2012. Tam Operando voos regulares desde a década de 70, a empresa manteve-se no ano de 2012 na posição de líder dos mercados doméstico e internacional de passageiros entre as empresas aéreas brasileiras, com 40% e 89% do RPK, respectivamente. A empresa foi responsável, ainda, por 42% da carga paga doméstica transportada em 2012. Realizou operações em 46 aeroportos brasileiros em todos os estados e em 24 aeroportos em 14 outros países. A sua frota foi composta de 158 aeronaves, com capacidade entre 144 e 360 passageiros. Seu quadro de funcionários contou com mais de 29 mil funcionários, entre estes aproximadamente 2.300 pilotos e co-pilotos e 5.900 comissários. Sua receita de voo foi de 12,2 bilhões de reais. A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional apresentadas à agência para adequar a classificação dos valores ao disposto na regulamentação vigente. 33 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012 Azul A Azul iniciou suas operações em dezembro de 2008 e foi responsável por 10% do RPK doméstico em 2012, quando realizou operações em 61 aeroportos brasileiros em todos os estados, com exceção de Roraima. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da carga paga doméstica transportada em 2012. Contou, em dezembro de 2012, com uma frota de 61 aeronaves com capacidade entre 66 e 118 passageiros. Seu quadro de pessoal contava com aproximadamente cinco mil funcionários, entre estes, 780 pilotos e co-pilotos e 980 comissários. Sua receita de voo foi de 2,6 bilhões de reais. Trip A Trip Linhas Aéreas atua no mercado desde o ano de 1998, com foco na aviação regional. Em 2012, a empresa registrou participação de 4,5% no mercado doméstico de passageiros em termos de RPK e atuou em 105 aeroportos brasileiros em todos os estados. A empresa foi responsável, ainda, por 1% da carga paga doméstica transportada em 2012. Finalizou o ano com uma frota de 69 aeronaves, com configuração variando entre 45 e 118 assentos de passageiros. Contou com aproximadamente 3.600 funcionários em 2012, dos quais, 661 pilotos e co-pilotos e 701 comissários. Sua receita de voo foi de 1,6 bilhões de reais em 2012. Em continuidade ao plano de incorporação da Trip pela Azul, em 1º de dezembro de 2012, as vendas de passagens para os seus voos passaram a ser realizados por aquela. Avianca A Avianca está presente no mercado brasileiro desde 1998, quando ainda se chamava Oceanair. Em 2012, a empresa alcançou participação de 5,4% no mercado doméstico de passageiros em termos de RPK e atuou em 27 aeroportos brasileiros. A empresa foi responsável, ainda, por 4% da carga paga doméstica transportada em 2012. Finalizou o ano com uma frota de 32 aeronaves, com configuração variando entre 30 e 158 assentos de passageiros. Contou com aproximadamente 3.200 funcionários, dos quais, 335 eram pilotos e co-pilotos e 549 comissários. Sua receita de voo foi de 1,3 bilhões de reais. Webjet A Webjet iniciou suas operações em 2005 e foi responsável por 4,8% do RPK doméstico em 2012. A empresa foi responsável, ainda, por 0,5% da carga paga doméstica transportada em 2012. Realizou operações em 23 aeroportos brasileiros e contou com uma frota de 31 aeronaves, com capacidade de 148 a 185 passageiros, ao final de 2012. Seu quadro de pessoal contava com aproximadamente mil funcionários, dentre estes 265 pilotos e co-pilotos e 439 comissários. Sua receita de voo foi de 933 milhões de reais em 2012. A empresa teve as suas operações incorporadas pela Gol em 23 de novembro de 2012. Absa A Absa é a maior empresa brasileira exclusivamente cargueira, atuando desde 1995 e tendo sido responsável por 22,8% da carga paga transportada em 2012. Realizou operações em 18 aeroportos brasileiros com uma frota de 5 aeronaves, cada uma com capacidade para 52 toneladas de carga útil. Empregou 406 funcionários em 2012, sendo 75 pilotos. Sua receita de voo foi de 817 milhões de reais. 34 Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas Pessoal Nota-se que houve pouca alteração no número e na composição do quadro de pessoal das empresas aéreas brasileiras de 2012 em relação ao ano anterior, com pilotos e copilotos representando aproximadamente 10% do total e comissários 19%. Analisando-se o número de empregados por aeronave, tem-se um indicativo de eficiência operacional das empresas do setor. Este valor depende também do tipo de operação (passageiro, carga, regional, internacional etc.). Considerando as empresas brasileiras, o setor teve uma pequena melhora nesse índice, passando de 126 em 2011 para 118. Abaixo, é apresentado o índice por empresa, além do índice de pilotos e copilotos por mil decolagens e do percentual de pilotos em relação ao quadro total de empregados das empresas. Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012 100% 90% 80% 14.987 17.392 25.425 25.537 70% 60% Outras 13.256 Pessoal de Tráfego e Vendas 13.676 50% 40% 8.655 9.151 Pessoal de Manutenção e Revisão Auxiliares de Voo 7.074 6.998 8.255 8.023 20% 9.157 11.856 12.366 11.996 10% 126 4.733 154 5.814 596 6.394 42 6.371 2009 2010 2011 2012 30% 0% Demais Tripulantes Técnicos Pilotos e Co-pilotos Figura 2.2: Percentual de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012 10,4% 41,8% 0,1% 19,6% Pilotos e Co-pilotos Demais Tripulantes Técnicos Auxiliares de Voo Pessoal de Manutenção e Revisão 13,1% Pessoal de Tráfego e Vendas Outras 15,0% 35 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012 Figura 2.3: Percentual de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012 30,5% 28,3% 27,2% 30,4% 27,8% 24,8% 24,0% 18,7% 18,3% 18,9%18,5% 18,2% 16,5% 15,0% 17,7% 16,5% 14,8% 13,7% 11,0% 10,3% 10,0% 9,4% Azul Gol 10,4% 10,4% 8,0% 8,1% NHT Avianca Passaredo Rio Sete 2011 Tam Trip Total Absa Webjet Indústria 6,1 6,5 6,2 Webjet Indústria 2012 Figura 2.4: Número de pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2011 e 2012 16,3 15,2 15,3 12,2 6,5 7,6 7,2 6,0 6,4 6,0 5,1 5,0 3,5 3,2 Azul 8,0 Gol NHT 4,7 4,2 Avianca Passaredo Rio 2011 36 5,7 5,3 Sete 5,6 4,8 Tam 2012 7,2 6,8 Trip Total Absa Seção 2 - Estrutura das Empresas Aéreas Frota Ao final de 2012, a frota das empresas brasileiras atingiu 518 aviões, um acréscimo de 2% em relação ao número apresentado em dezembro de 2011. Aeronaves com capacidade entre 101 e 150 assentos de passageiros representaram 31,47%, enquanto aquelas com capacidade de 151 a 200 assentos representaram 36,87%. A Boeing foi a líder em quantidade de aeronaves operadas por empresas brasileiras no país em 2012, com 36,10% do total, seguida da Airbus, com 31,85%. A Embraer foi a terceira fabricante com mais aeronaves em operação no Brasil em 2012, com 14,48% de participação. Figura 2.5: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2009 a 2012 100% 90% 80% 4 7 10 14 3 7 12 14 2 6 11 14 5 5 14 30 45 45 67 49 67 56 75 70% McD. Douglas 60% Cessna 125 145 50% 166 165 LET Fokker ATR 40% Embraer Airbus 30% Boeing 177 20% 176 180 187 2010 2011 2012 10% 0% 2009 37 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO AÉREO - 2012 Tabela 2.1: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012 Tam Gol Trip Azul Avianca Webjet Total Rio Sete Passaredo Absa NHT Abaeté TOTAL Airbus 147 0 0 0 18 0 0 0 0 0 0 0 0 165 Boeing 11 126 0 0 0 31 6 8 0 0 5 0 0 187 Embraer 0 0 25 46 0 0 0 0 2 0 0 0 2 75 ATR 0 0 44 15 0 0 2 0 0 6 0 0 0 67 Fokker 0 0 0 0 14 0 0 0 0 0 0 0 0 14 Cessna 0 0 0 0 0 0 0 0 5 0 0 0 0 5 LET 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 0 5 Total geral 158 126 69 61 32 31 8 8 7 6 5 5 2 518 Figura 2.6: Percentual de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas aéreas brasileiras, 2012 0,19% 1,54% 3,67% 6,18% 6,76% 0 (cargueiros) 13,32% Até 50 51 a 100 36,87% 101 - 150 151 - 200 201 - 250 31,47% 251 - 300 acima de 300 38 Seção 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO A seção 3 ilustra os dados sobre a evolução da oferta de serviços de transporte aéreo pelas empresas brasileiras e estrangeiras que operam no Brasil, em termos de quantidade de voos realizados, assentos-quilômetros ofertados (ASK) e aeroportos utilizados. 39 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Indústria A oferta de transporte aéreo manteve, em 2012, o comportamento de crescimento que vem sendo observado desde 2005. Foram realizados 1,13 milhões de voos por empresas brasileiras e estrangeiras, considerando operações domésticas e internacionais, o que representou um aumento de 84,4% nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a tendência de crescimento, intensificou-se a desaceleração verificada em 2011, quando foi registrado crescimento de 13,92%, após a alta de 15,91% em 2010. Em 2012, o crescimento foi de 3,26%. O comportamento mês a mês mostra a diminuição progressiva do crescimento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, com aumento acima de 11% em janeiro e fevereiro e uma redução de 7,13% nos voos realizados em dezembro. Do ponto de vista de assentos-quilômetros oferecidos (ASK), o comportamento é bem semelhante, com um crescimento de 4,05% em 2012, após 11,19% em 2011 e 22,68% em 2010. Voos Realizados Milhares de Voos Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 1.200 1.091 1.000 1.126 957 +84,4% 826 800 723 611 600 638 2003 2004 2005 600 755 665 400 200 2006 Doméstico 40 2007 2008 Internacional 2009 2010 2011 2012 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012 18% 15,91% 16% 13,92% 14% 12% 10% 9,32% 8,64% 8% 6,24% 6% 4,54% 4,29% 3,26% 4% 2% 0% -2% -1,68% -4% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2012 15,00% 11,34% 11,62% 10,00% 8,30% 7,99% 6,38% 5,14% 5,00% 3,21% 2,07% 0,00% -1,33% -0,75% -5,00% -5,01% -7,13% -10,00% JAN 41 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2003-2012 300 256 250 230 +139% Bilhões de ASK 266 200 188 176 156 150 133 111 136 118 100 50 2003 2004 2005 2006 Doméstico 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Internacional Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004-2012 25,00% 22,68% 20,00% 14,56% 15,00% 12,90% 12,80% 11,19% 10,00% 6,71% 5,84% 4,05% 5,00% 2,35% 0,00% 2004 42 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Mercado Doméstico Em 2012, o mercado doméstico atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos, atingindo a marca de 989 mil voos realizados. Entretanto, apresentou uma forte desaceleração neste indicador. Após apresentar um crescimento de 13,8% no número de voos em 2011, o aumento em 2012 foi de 3,4%. Na avaliação mês a mês, o ano de 2012 iniciou com um aumento de 12% em janeiro e fevereiro, em relação aos respectivos meses de 2011, seguindo-se uma consistente desaceleração deste crescimento até agosto. A partir de setembro, o mercado doméstico, como um todo, passou a apresentar redução no número de decolagens, culminando com 7,55% menos voos em dezembro de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de 2,75% em 2012, após um crescimento de 13,01% em 2011 e de 19,32% em 2010. Tal desaceleração em 2012 foi resultado de uma redução na oferta por três das maiores companhias brasileiras, Tam, Gol e Webjet, responsáveis por 62% dos voos domésticos realizados, associada, por outro lado, a um aumento na quantidade de voos das empresas Trip, Azul e Avianca, que somadas foram responsáveis por 32% das decolagens de etapas domésticas. No acumulado do ano, Tam, Gol e Webjet combinadas realizaram 3,7% menos voos, enquanto Trip, Azul e Avianca somadas aumentaram seu número de voos domésticos em 31,2%. Tam e Gol foram responsáveis por 40% e 35% da oferta em ASK no ano de 2012, respectivamente. A oferta da Tam manteve-se praticamente estável em relação a 2011, apresentando um aumento de 0,8%, enquanto a Gol teve registrada uma redução de 5,31% neste indicador. Trip, Azul e Avianca somaram 19% da oferta de assentosquilômetros no ano, com todas as três apresentando aumento no volume de ASK. A Avianca teve a maior variação, aumentando sua oferta em 82,26%, no comparativo com 2011. O crescimento somado das três foi de 42,3%. Observando-se os dados mês a mês, nota-se uma redução em torno de 10% entre junho e dezembro na oferta da Gol e, no caso da Tam, de 5% entre setembro e dezembro. Já Trip, Azul e Avianca mantiveram crescimento em todos os meses do ano, comparando ao mesmo mês do ano anterior, mas desacelerando ao longo do ano. Com relação ao tráfego em aeroportos, os 20 maiores abrigaram 82,6% das decolagens de voos domésticos. Destes, sete encontram-se na Região Sudeste, quatro na Região Nordeste, quatro na Região Centro-Oeste, três na Região Sul e dois na Região Norte. Os dois aeroportos com maior número de decolagens foram os de Guarulhos e Congonhas, respectivamente, que juntos representaram 22,1% das decolagens em etapas domésticas de voos. Sob o aspecto geográfico, todas as regiões apresentaram um pequeno aumento no número de decolagens domésticas, sendo que a Região Sudeste apresentou um crescimento maior que as demais. Como conseqüência, a Região Sudeste foi a única que apresentou aumento na sua participação no número de decolagens, saindo de 46,25% em 2011 para 47,49% em 2012. Um total de 142 aeroportos recebeu voos regulares e não-regulares em 2012. O estado com o maior número de aeródromos utilizados foi o Amazonas, com 16, seguido por Minas Gerais (15), São Paulo (14) e Pará (12). 43 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 A Trip foi a empresa com maior número de aeroportos utilizados em 2012, com 102. A Azul foi a segunda, atendendo 61 localidades, e foi a que apresentou o maior crescimento, tendo aumentado o número de aeroportos utilizados em 35,6%. Voos Realizados Milhares de Voos Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2003-2012 1.200 956 1.000 841 +85% 800 535 517 2003 2004 600 989 723 549 575 2005 2006 620 647 2007 2008 400 200 2009 2010 2011 2012 Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004-2012 20% 16,27% 13,76% 15% 11,77% 10% 7,88% 6,25% 4,65% 5% 4,34% 3,44% 0% -5% -3,34% 2004 44 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 15% 12,08% 11,92% 10% 8,63% 8,73% 6,90% 4,45% 5% 4,12% 2,81% 0% -1,08% -0,88% -5% -5,88% -7,55% -10% JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Figura 3.9: Participação das sete maiores empresas no número de voos – mercado doméstico, 2012 2% 4% 5% 5% 29% Gol TAM 13% 989.137 voos Trip Azul Avianca Webjet 14% Passaredo 28% 45 Outras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – Por empresa – mercado doméstico, 2012 40,73% 33,24% 22,67% -2,68% -2,76% -14,83% -14,89% -21,72% Gol TAM Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens – mercado doméstico, 2012 SBGR 11,8% SBSP 10,3% SBBR 9,9% SBGL 7,7% SBCF 7,2% SBRJ 6,7% SBKP 6,5% SBSV 5,9% SBCT 5,1% SBPA 4,4% SBRF 4,2% SBFZ 3,3% SBBE 2,6% SBVT 2,5% SBGO 2,3% SBFL 2,3% SBEG 2,3% SBCY 2,2% SBNT 1,4% SBSL 1,2% Outros 27,4% 0% 5% 46 10% 15% 20% 25% 30% Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.12: Quantidade de decolagens por Região (milhares) – mercado doméstico, 2012 81,7 173,1 129,1 469,7 135,4 47 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.13: Quantidade de decolagens por mil de habitantes, por Região – mercado doméstico, 2012 10 8,95 Decolagens / Milhar de habitantes 9 8 7 5,76 5,54 6 4,88 5 4 3,12 3 2 1 0 CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL Figura 3.14: Quantidade de decolagens para cada mil R$ em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010* 1,0 0,89 Decolagens / Milhar de R$ em PÌB 0,9 0,8 0,74 0,7 0,62 0,6 0,5 0,42 0,42 SUDESTE SUL 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE *Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE 48 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.15: Percentual de decolagens por Região – mercado doméstico, 2011 e 2012 13,69% 13,84% SUL 47,49% 46,25% SUDESTE 2012 8,26% 8,46% NORTE 2011 17,50% 17,94% NORDESTE 13,06% 13,51% CENTRO-OESTE Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) Figura 3.16: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 140 120 119 2011 2012 103 +175% Bilhões de ASK 116 100 86 75 80 67 60 43 45 2003 2004 51 57 40 20 - 49 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.17: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 25% 19,3% 20% 18,0% 14,6% 15% 13,2% 12,6% 13,0% 11,4% 10% 5% 3,5% 2,7% 0% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 3.18: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 20% 15,1% 15% 12,3% 10% 7,0% 7,2% 5,0% 5% 4,3% 2,1% 0,6% 0% -2,1% -2,1% -5% -5,7% -7,4% -10% JAN 50 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.19: Participação das sete maiores empresas no ASK – mercado doméstico, 2012 0% 5% 1% 5% 9% Gol 35% TAM 5% Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras 40% Figura 3.20: Variação do ASK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 100% 82,3% 80% 60% 41,1% 40% 27,9% 20% 0,8% 0% -20% -5,3% -5,7% -21,3% -40% -60% Gol 51 TAM Trip Azul Avianca Webjet Passaredo -52,8% Outras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.21: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Gol e Tam – mercado doméstico, 2012 15% 10% 5% 0% GOL Tam -5% -10% -15% Figura 3.22: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Trip, Azul e Avianca – mercado doméstico, 2012 120% 100% 80% 60% 40% 20% 0% Trip 52 Azul Avianca Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Aeroportos Utilizados Figura 3.23: Quantidade de aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não regulares – por Unidade da Federação, 2012 53 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.24: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sudeste, 2012 TOTAL - SP 247.273 SBGR - SP 91.331 SBSP - SP 80.315 SBKP - SP 50.831 SBRP - SP 9.446 SBSR - SP 5.001 SBAE - SP 2.290 SBDN - SP 2.233 SBAU - SP 2.032 SBSJ - SP 1.797 SBML - SP 1.459 SJTC - SP 532 SDVG - SP 3 SDCO - SP 2 SBYS - SP 1 TOTAL - RJ 114.042 SBGL - RJ 59.622 SBRJ - RJ 51.783 SBME - RJ 1.151 SBCP - RJ 1.083 SBCB - RJ 236 SDRS - RJ 167 TOTAL - MG 88.865 SBCF - MG 56.126 SBBH - MG 8.232 SBUL - MG 7.669 SBIP - MG 3.987 SBMK - MG 3.467 SBUR - MG 2.288 SBGV - MG 1.966 SBJF - MG 1.925 SBAX - MG 1.315 SBVG - MG 815 SBZM - MG 641 SNPD - MG 219 SNJR - MG 160 SNDT - MG 54 SBPC - MG 1 TOTAL - ES 19.595 SBVT - ES 19.595 54 Região Sudeste 469.775 decolagens Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.25: Decolagens por estado e aeroporto – Região Nordeste, 2012 TOTAL - BA 59.130 SBSV - BA 45.986 SBPS - BA 5.460 SBIL - BA 4.087 SBQV - BA SNBR - BA 2.544 828 SBLE - BA 106 SBTC - BA 100 SNGI - BA 19 TOTAL - PE 36.107 SBRF - PE SBPL - PE SBFN - PE 32.576 2.313 1.218 TOTAL - CE 28.770 SBFZ - CE SBJU - CE 25.740 3.030 TOTAL - MA 11.716 SBSL - MA SBIZ - MA 9.552 2.164 TOTAL - RN 10.976 SBNT - RN 10.976 TOTAL - SE 8.265 SBAR - SE 8.265 TOTAL - AL 7.257 SBMO - AL 7.257 TOTAL - PB 5.736 SBJP - PB SBKG - PB 5.101 635 TOTAL - PI 5.182 SBTE - PI 5.182 55 Região Nordeste 173.139 decolagens ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – Região Sul, 2012 TOTAL - PR 62.633 SBCT - PR 39.487 SBLO - PR 7.582 SBFI - PR 7.550 SBMG - PR 5.632 SBCA - PR SSFB - PR 2.174 208 TOTAL - RS 40.458 SBPA - RS 34.434 SBCX - RS 1.426 SJRG - RS 1.015 SBSM - RS 946 SBPK - RS 880 SBPF - RS 776 SSER - RS 386 SBNM - RS 327 SBUG - RS 224 SSZR - RS 44 Região Sul 135.370 decolagens TOTAL - SC 32.279 SBFL - SC 18.141 SBNF - SC 7.389 SBJV - SC 3.473 SBCH - SC 1.928 SBCM - SC 677 SSJA - SC 392 SBCD - SC 229 SSCK - SC 50 56 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – Região Centro-Oeste, 2012 TOTAL - DF 76.755 SBBR - DF 76.755 TOTAL - MT 21.438 SBCY - MT 17.197 SWRD - MT 1.486 SWSI - MT 1.430 SBAT - MT 867 SWFX - MT 309 SJHG - MT 146 SWHP - MT 1 SNXL - MT 1 SBBW - MT 1 Região Centro-Oeste 129.151 decolagens TOTAL - GO 19.466 SBGO - GO 18.202 SBCN - GO 514 SWLC - GO 500 SWIQ - GO 250 TOTAL - MS 11.492 SBCG - MS 10.343 SBDO - MS 392 SBCR - MS 357 SSDO - MS 249 SBDB - MS 151 57 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – Região Norte, 2012 TOTAL - PA 37.679 SBBE - PA 19.944 SBMA - PA 5.091 SBSN - PA 4.135 SBHT - PA 2.630 SBCJ - PA 2.147 SBIH - PA 832 SDOW - PA 797 SBTB - PA 611 SBTU - PA 505 SNDC - PA 492 SBMD - PA 285 SBAA - PA 210 TOTAL - AM 23.050 SBEG - AM 17.581 SBUY - AM 1.397 SBTF - AM 1.105 SBTT - AM 597 SWPI - AM 473 SWKO - AM 453 SBUA - AM 218 SWBC - AM 215 SWEI - AM 209 SWLB - AM 203 SWHT - AM 203 SWTP - AM 107 SWOB - AM 104 SDCG - AM 104 SWCA - AM 74 SBMY - AM 7 Região Norte 81.702 decolagens TOTAL - RO 10.111 SBPV - RO 7.194 SBJI - RO 1.307 SBVH - RO 836 SSKW - RO 774 TOTAL - TO 4.736 SBPJ - TO 3.878 SWGN - TO 509 SWGI - TO 349 TOTAL - AC 2.794 SBRB - AC SBCZ - AC SDSC - AC 2.401 391 2 TOTAL - AP 2.185 SBMQ - AP 2.179 SBOI - AP 5 SNBA - AP 1 TOTAL - RR 1.147 SBBV - RR 1.147 58 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.29: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2011 e 2012 102 Trip 96 61 Azul 45 57 57 Gol 51 Passaredo 70 46 48 Tam 26 26 Avianca 23 22 Wejet 19 2011 22 20 Sete NHT 16 19 Absa 16 17 15 16 Rio 15 Pantanal 31 Team 3 Abaeté 2 3 59 2012 23 Total 8 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Mercado Internacional Em 2012, o mercado internacional atingiu o maior nível de oferta dos últimos 10 anos, ultrapassando os 137 mil voos realizados. Entretanto, o crescimento do número de voos em 2012, de 2%, foi significativamente menor do que aquele registrado nos últimos dois anos, de 13,45% em 2010 e de 15,08% em 2011. Na avaliação mês a mês, nota-se que durante o primeiro semestre houve crescimento em todos os meses no número de voos internacionais em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a partir de julho, observa-se que a oferta decresceu em torno de 3% a 4% na maioria dos meses, com pequeno crescimento apenas em outubro e novembro. Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se um aumento de 5,13% em 2012, após um crescimento de 9,72% em 2011 e de 25,52% em 2010. As empresas brasileiras foram responsáveis por 29,7% dos voos internacionais, após uma participação de 30,9% em 2011. Isto se deve a uma redução de 2,0% na quantidade de voos ofertados pelas nacionais e um aumento de 3,8% nos voos operados pelas estrangeiras. Tam e Gol somadas foram responsáveis por 95% dos voos internacionais operados por empresas brasileiras. Considerando todas as empresas brasileiras e estrangeiras, as duas maiores brasileiras tiveram 17,6% e 10,7% de participação na oferta de voos em 2012, respectivamente. Em seguida, aparecem as empresas estrangeiras American Airlines (6,2% dos voos) e Tap Portugal (5,2%). As quatro tiveram aumento no número de voos internacionais em 2012, sendo o maior crescimento da American Airlines (13,8%) e o menor da Gol (0,5%). Ao se avaliar o ASK, a participação da Tam sobe para 19,7%, enquanto a da Gol recua para 2,9%. O continente com o maior número de voos com origem ou destino no Brasil foi a America do Sul, seguido de America do Norte e Europa. Entretanto, a América do Sul foi o único continente que apresentou redução neste indicador. Considerando os países individualmente, o maior volume de voos se concentrou entre Brasil e Estados Unidos, sendo a Argentina o segundo destino com mais voos. 60 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Voos Realizados Milhares de Voos Figura 3.30: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2003 a 2012 160 140 135,1 137,8 2011 2012 +80,0% 117,4 120 103,3 100 84,0 89,2 91,0 2005 2006 109,1 103,5 76,4 80 60 40 20 - 2003 2004 2007 2008 2009 2010 Figura 3.31: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 20% 15,1% 15% 13,5% 13,4% 9,9% 10% 6,2% 5,7% 5% 2,1% 2,0% 0% -5% -5,2% -10% 2004 61 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.32: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 12% 10,2% 9,6% 10% 8% 6,3% 6,1% 6% 4% 2,9% 2,7% 1,5% 2% 0,2% 0% -2% -4% -3,1% -3,2% -3,2% -4,1% -6% JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Milhares de Voos Figura 3.33: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 120 93,3 100 78,0 80 65,1 64,3 60 44,7 40 96,8 31,7 49,7 53,6 35,6 34,3 63,2 57,5 39,0 33,5 44,1 40,2 39,3 41,8 40,9 20 2003 2004 2005 2006 2007 Empresas Brasileiras 2008 2009 2010 2011 2012 Empresas Estrangeiras Figura 3.34: Percentual de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2003 a 2012 58,5% 59,2% 41,5% 40,8% 2003 2004 62 60,1% 63,2% 62,3% 59,6% 39,9% 36,8% 37,7% 40,4% 2005 2006 2007 2008 61,1% 66,5% 69,1% 70,3% 38,9% 33,5% 30,9% 29,7% 2009 2010 2011 2012 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.35: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 140% 116,7% 120% 100% 80% 60% 40% 29,1% 20% 0% Brasileiras Estrangeiras Figura 3.36: Variação do número de voos realizados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 5% 3,8% 4% 3% 2% 1% 0% -1% -2% -2,0% -3% Brasileiras 63 Estrangeiras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.37: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de voos realizados – mercado internacional, 2012 17,6% Tam 10,7% Gol Demais Brasileiras 1,5% 58,9% 5,2% Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras 6,2% Figura 3.38: Variação na quantidade de voos realizados em 2012 pelas quatro maiores empresas com relação a 2011– mercado internacional 16% 13,8% 14% 12% 10% 8% 6% 4% 3,1% 3,0% 1,9% 2% 0,5% 0% Tam 64 Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.39: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e outros países, por continente, 2011 e 2012 54,84 58,40 América do Sul 27,50 24,85 América do Norte 26,02 25,56 Europa 2012 8,53 6,56 América Central 2011 2,20 1,72 Ásia 2,90 2,48 Áfria 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 Milhares de Voos 65 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.40: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012 26,78 ESTADOS UNIDOS 24,13 25,78 25,55 ARGENTINA 8,58 URUGUAI 10,96 7,11 6,96 PORTUGAL 6,55 PANAMÁ 4,67 6,52 6,59 BRASIL 5,83 5,75 CHILE 4,10 4,65 FRANÇA 3,82 4,15 ESPANHA 3,65 3,21 ALEMANHA 2012 3,37 PERU 5,05 2011 3,00 2,99 PARAGUAI 3,39 3,35 COLÔMBIA REINO UNIDO 2,39 2,21 ITÁLIA 2,37 2,04 MÉXICO 1,64 1,45 BOLÍVIA 1,60 1,69 VENEZUELA 1,80 1,72 1,47 0,73 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 1,21 0,84 HOLANDA - 5 10 15 20 25 30 Milhares de Voos 66 Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) Bilhões de ASK Figura 3.41: Evolução do ASK – mercado internacional, 2003 a 2012 160 147,7 140,4 140 +116,6% 128,0 120 100 80 68,2 102,0 2008 2009 88,8 82,7 79,2 2005 2006 73,2 101,1 60 40 20 2003 2004 2007 2010 2011 2012 Figura 3.42: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 30% 25,52% 25% 20% 13,88% 13,09% 15% 12,08% 9,72% 10% 7,33% 5,13% 5% 0,87% 0% -5% -4,27% -10% 2004 67 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Bilhões de ASK Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012 114,2 120 107,0 97,0 100 73,6 73,3 80 65,5 60 52,3 40,8 40 27,4 57,0 44,5 28,7 30,4 22,3 23,3 27,8 28,4 31,0 33,4 33,4 20 - 2003 2004 2005 2006 2007 Empresas Brasileiras 2008 2009 2010 2011 2012 Empresas Estrangeiras Figura 3.44: Variação do ASK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 200% 179,8% 180% 160% 140% 120% 100% 80% 60% 40% 22,2% 20% 0% Brasileiras 68 Estrangeiras Seção 3 – Oferta de transporte aéreo Figura 3.45: Variação do ASK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 8% 6,7% 7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0% 0,0% -1% Brasileiras Estrangeiras Figura 3.46: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de ASK – mercado internacional, 2012 19,7% 2,9% 0,1% Tam Gol 9,0% 59,8% Demais Brasileiras Tap Portugal 8,6% American Airlines Demais Estrangeiras 69 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 3.47: Variação do ASK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional 14% 12,7% 12% 10% 8% 6,5% 6% 3,2% 4% 2,2% 2% 0% -2% -4% -4,9% -6% Tam 70 Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras Seção 4. DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO A seção 4 apresenta os dados referentes à demanda por transporte aéreo, em termos de passageiros pagos transportados, passageiros-quilômetros transportados transportada. (RPK) pagos e carga paga ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Indústria O mercado de transporte aéreo atingiu um marco histórico: rompeu a barreira dos 100 milhões de passageiros pagos transportados. Em 2012, contabilizando-se os voos domésticos e internacionais, foram transportados 107,2 milhões de passageiros pagos, por empresas brasileiras e estrangeiras. Este número representou um aumento de 188% nos últimos 10 anos. Apesar de ter mantido a tendência de crescimento, o mercado vem desacelerando desde 2010, quando atingiu o pico de 22,65% de crescimento no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior, tendo registrado alta de 16,86% em 2011 e de 7,24% em 2012. Do ponto de vista de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), o comportamento foi bem semelhante, com um crescimento em 2012 de 5,43%. O crescimento em 2011 foi de 12,49% e o de 2010 foi de 29,82%. A quantidade de carga paga transportada cresceu 65,96% nos últimos dez anos, com retração de 2,44% em 2012, após crescimento de 12,67% em 2011 e de 38,78% em 2010. Passageiros Pagos Transportados Milhões de Passageiros Pagos Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados, 2003 a 2012 120 107,2 99,9 100 85,5 +188% 80 69,7 60 49,1 37,2 40 54,0 63,5 59,7 41,2 20 2003 2004 2005 2006 2007 Doméstico 2008 2009 2010 2011 2012 Internacional Figura 4.2: Variação anual da quantidade de passageiros pagos transportados, doméstico e internacional, 2004 a 2012 25% 22,65% 19,20% 20% 16,86% 15% 10,77% 9,95% 10,49% 9,76% 10% 7,24% 6,45% 5% 0% 2004 72 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) Figura 4.3: Evolução da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 250 Bilhões de RPK 200 +163% 150 113 118 102 100 57 52 50 66 65 71 79 76 57 26 29 35 41 46 50 2003 2004 2005 2006 2007 Doméstico 2008 70 81 87 2010 2011 2012 - 2009 Internacional Figura 4.4: Variação anual da quantidade de passageiros-quilômetros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 35% 29,82% 30% 25% 20% 16,37% 15% 12,49% 11,47% 10,27% 10,41% 10% 5,43% 4,81% 3,49% 5% 0% 2004 73 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Carga Paga Transportada Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 1.200 1.122 +65,96% Milhares de Toneladas 1.000 733 755 787 2004 2005 2006 800 819 1.095 996 830 718 660 600 400 200 2003 Doméstico 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Internacional Figura 4.6: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 50% 38,78% 40% 30% 20% 12,67% 11,12% 10% 2,98% 4,20% 4,12% 1,33% 0% -2,44% -10% -13,52% -20% 2004 74 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Mercado Doméstico Após 10 anos consecutivos de crescimento, o número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em 2012 foi de 88,7 milhões, maior valor desde o início da série histórica. Tendo atingido a maior taxa de crescimento em 2010 (23,10%). A partir de então, o ritmo de crescimento desacelerou, mas ainda apresentou alta de 17,11% em 2011 e 8,03% em 2012, mesmo ante à redução na oferta de voos neste último ano. Na avaliação mês a mês, observa-se crescimento em todos os meses, em relação aos respectivos meses de 2011, tendo sido superior a 10% em janeiro, fevereiro e junho, e inferior a 5% apenas em março e dezembro. Fevereiro foi o mês que apresentou a maior taxa de crescimento (13,79%) e dezembro a menor (2,88%), em termos de passageiros pagos transportados. A empresa que mais transportou passageiros pagos domésticos em 2012 foi a Tam (35,2% do total), seguida muito de perto pela Gol (34,6% do total). Entretanto, a Gol apresentou um número de passageiros pagos transportados estável em relação a 2011, com redução de 0,22%, enquanto a Tam obteve um aumento de 6,31% neste indicador. Azul, Trip, Avianca e Webjet somaram 28,4% dos passageiros domésticos transportados, destas apenas a Webjet apresentou redução na comparação com o ano anterior. O maior crescimento percentual foi da Avianca, com um incremento de 52,78%. Já em números absolutos, o maior aumento foi da Azul, que transportou 2,60 milhões de passageiros a mais, seguida pela Tam, com 1,85 milhões de passageiros a mais. O crescimento do mercado doméstico em 2012 foi de 6,8% em termos de passageirosquilômetros pagos transportados (RPK). O indicador registrou alta de 15,9% em 2011 e de 23,8% em 2010. Quanto à participação de mercado das empresas, em termos de RPK, a Gol apresentou uma redução de 37,4% em 2011 para 33,9% em 2012, enquanto a parcela da Tam permaneceu praticamente estável (40,0% em 2011 e 40,3% em 2012). As demais companhias, combinadas, passaram de 22,6% do RPK em 2011 para 25,8% em 2012, crescimento de 14,2% na participação. A Região brasileira que concentrou a maior parte dos embarques de passageiros pagos foi o Sudeste, com 43,1 milhões de passageiros (48,7%). Em seguida vieram as regiões Nordeste com 16,8 milhões (19,0%), Centro-Oeste com 11,9 milhões (13,4%) e Sul com 11,4 milhões (12,9%). A Região com o menor número de passageiros pagos embarcados em 2012 no mercado doméstico foi a Norte, com 5,4 milhões (6,06%). Quando considerada a quantidade de embarques em relação à população de cada Região, Centro-Oeste destacou-se com 83 embarques para cada 100 habitantes em 2012, seguida pela Sudeste (53/100), Sul (41/100), Norte (36/100) e Nordeste (30/100). Ao confrontar a quantidade de passageiros pagos embarcados nas aeronaves com o PIB de cada Região, tem-se que a Centro-Oeste figurou com a maior proporção em 2012, com 64 embarques para cada R$ 1.000,00 de PIB gerado, seguida da Nordeste (com 59 embarques), Norte (com 55 embarques), Sudeste (com 35 embarques) e Sul (com 32 embarques). Os 20 maiores aeroportos em quantidade de passageiros pagos abrigaram 85% dos embarques e desembarques em voos domésticos. Todos registraram crescimento na movimentação de passageiros em 2012, com destaque para Viracopos-SP (18%). 75 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 O mercado doméstico de carga paga transportada registrou retração de 8,6% em 2012, após haver crescido 14,5% em 2011 e 42,55% em 2010. Tam alcançou participação de 41,7% em 2012 neste mercado, seguida da Gol com 27,4% e Absa com 22,8%. No entanto, a Avianca destacou-se com crescimento de 26,7% na quantidade de carga paga transportada em 2012. Todas as 10 principais rotas da carga em 2012 envolveram o aeroporto de Guarulhos em São Paulo, sendo que a principal rota foi Manaus/São Paulo-Guarulhos/Manaus (com mais de 74 mil toneladas). Passageiros Pagos Transportados Milhões de Passageiros Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2003-2012 100 88,7 90 82,1 80 70,1 +205% 70 56,9 60 47,4 50 49,9 43,2 38,7 40 32,1 29,1 30 20 10 - 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 25% 23,10% 20,69% 20% 17,11% 14,04% 15% 11,51% 10,17% 9,72% 10% 8,03% 5,42% 5% 0% 2004 76 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 16% 13,79% 14% 12% 11,23% 10,58% 10% 9,26% 8,14% 8% 7,09% 8,53% 8,07% 7,19% 6,86% 6% 3,99% 4% 2,88% 2% 0% JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Milhões Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos e da população brasileira, 2003 a 2012 250 200 178,7 181,1 183,4 185,6 187,6 191,5 189,6 193,3 194,9 196,5 150 100 82,1 88,7 70,1 50 29,1 32,1 38,7 43,2 47,4 56,9 49,9 0 2003 2004 2005 2006 2007 Passageiros Domésticos Pagos 77 2008 2009 População 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.11: Participação das sete maiores empresas em passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2012 1,0% 0,8% 5,3% 5,3% Tam 6,4% Gol 35,2% Azul 11,4% 88.665.102 passageiros Trip Avianca Webjet Passaredo Outras 34,6% Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 60% 52,78% 45,31% 50% 40% 34,53% 30% 20% 6,31% 10% 0% -10% -0,22% -11,92% -20% -14,37% -30% -32,66% -40% Gol Tam Azul Trip Avianca Webjet Passaredo Outras Figura 4.13: Aumento no número de passageiros pagos transportados (milhões de passageiros) – mercado doméstico, 2012 Azul 2,60 Tam 1,85 Trip 1,77 Avianca 1,62 78 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por Região brasileira – mercado doméstico, 2012 5,4 16,8 11,9 43,1 11,4 Figura 4.15: Quantidade de embarques por habitante, por Região – mercado doméstico, 2012 0,90 0,83 0,80 Embarques/Habitantes 0,70 0,60 0,53 0,50 0,41 0,36 0,40 0,30 0,30 0,20 0,10 0,00 CENTRO-OESTE 79 NORDESTE NORTE SUDESTE SUL ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.16: Quantidade de embarques por milhar de reais em PIB gerado, por Região – mercado doméstico, 2010* Embarques / Milhar de R$ em PÌB 70,0 63,81 58,97 60,0 54,90 50,0 40,0 35,20 32,32 30,0 20,0 10,0 0,0 CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL *Dados de PIB anual por estados após 2010 ainda não divulgados pelo IBGE Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por Região – mercado doméstico, 2012 12,91% 13,43% 88.665.102 passageiros 18,95% CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE 6,06% 48,65% 80 SUL Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sudeste – mercado doméstico, 2012 TOTAL-SP 24.229.584 SBGR-SP 10.204.265 SBSP-SP 8.443.606 SBKP-SP 4.236.456 SBRP-SP 552.118 SBSR-SP 362.810 SBDN-SP 139.725 SBSJ-SP 85.372 SBAU-SP 75.134 SBAE-SP 44.676 SBML-SP 43.580 SJTC-SP 41.842 TOTAL-RJ 10.963.025 SBGL-RJ 6.433.156 SBRJ-RJ 4.487.991 SBCP-RJ 18.086 SBME-RJ 16.467 SBCB-RJ 6.556 SDRS-RJ 769 TOTAL-MG 6.230.758 SBCF-MG SBUL-MG 4.968.271 482.277 SBBH-MG 263.978 SBMK-MG 155.916 SBIP-MG 109.438 SBUR-MG 80.331 SBJF-MG 52.975 SBGV-MG 45.810 SBZM-MG 32.131 SBAX-MG 19.919 SBVG-MG 15.436 SNPD-MG 2.505 SNJR-MG 1.467 SNDT-MG 261 SBPC-MG 43 TOTAL-ES 1.715.676 SBVT-ES 1.715.676 81 Região Sudeste 43.139.043 passageiros pagos embarcados ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Nordeste – mercado doméstico, 2012 TOTAL-BA 5.415.327 SBSV-BA 4.424.450 SBPS-BA 596.096 SBIL-BA SBQV-BA 254.761 101.775 SNBR-BA 25.319 SBTC-BA 8.996 SBLE-BA 3.843 SNGI-BA 87 TOTAL-PE 3.433.205 SBRF-PE SBPL-PE SBFN-PE 3.125.679 228.195 79.331 TOTAL-CE 2.996.386 SBFZ-CE SBJU-CE 2.778.890 217.496 TOTAL-RN 1.226.674 SBNT-RN 1.226.674 TOTAL-MA 1.101.441 SBSL-MA SBIZ-MA 955.253 146.188 TOTAL-AL 829.290 SBMO-AL 829.290 TOTAL-PB 668.608 SBJP-PB SBKG-PB 607.618 60.990 TOTAL-SE 642.171 SBAR-SE 642.171 TOTAL-PI 489.540 SBTE-PI 489.540 82 Região Nordeste 16.802.642 passageiros pagos embarcados Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Centro-Oeste – mercado doméstico, 2012 TOTAL-DF 8.106.711 SBBR-DF 8.106.711 TOTAL-GO 1.479.384 SBGO-GO 1.414.474 SBCN-GO 55.387 SWLC-GO 9.188 SWIQ-GO 335 TOTAL-MT 1.458.914 SBCY-MT 1.329.791 SWSI-MT 54.675 SWRD-MT 36.765 SBAT-MT 36.691 SWFX-MT 570 SJHG-MT 395 SBBW-MT 27 Região Centro-Oeste 11.904.681 passageiros pagos embarcados TOTAL-MS 859.672 SBCG-MS 825.940 SBCR-MS 14.966 SBDO-MS 9.244 SBDB-MS 4.974 SSDO-MS 4.548 83 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Sul – mercado doméstico, 2012 TOTAL-PR 5.173.036 SBCT-PR 3.378.943 SBFI-PR 801.727 SBLO-PR 532.182 SBMG-PR SBCA-PR SSFB-PR 374.068 85.319 797 TOTAL-RS 3.839.751 SBPA-RS SBCX-RS 3.669.715 127.943 SBPF-RS 25.208 SJRG-RS 7.299 SBSM-RS 3.015 SBPK-RS 2.441 SBNM-RS 1.615 SBUG-RS 1.290 SSER-RS 1.010 SSZR-RS 215 Região Sul 11.448.849 passageiros pagos embarcados TOTAL-SC 2.436.062 SBFL-SC 1.514.484 SBNF-SC 591.019 SBJV-SC SBCH-SC SBCM-SC 206.875 105.391 16.697 SSJA-SC 1.056 SSCK-SC 293 SBCD-SC 247 84 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e Unidade da Federação – Região Norte – mercado doméstico, 2012 TOTAL-PA 2.201.034 SBBE-PA 1.599.450 SBSN-PA 233.561 SBMA-PA 182.996 SBHT-PA 73.393 SBCJ-PA SBIH-PA 60.582 18.684 SBTB-PA 11.516 SBTU-PA 9.404 SDOW-PA 4.476 SBMD-PA 4.434 SNDC-PA 2.274 SBAA-PA 264 TOTAL-AM 1.655.559 SBEG-AM SBUY-AM 1.481.311 57.907 SBTF-AM 30.898 SWPI-AM 23.333 SBTT-AM 20.925 SWKO-AM 14.213 SBUA-AM 6.136 SWEI-AM 5.786 SWLB-AM 5.151 SWCA-AM 2.709 SWBC-AM 1.830 SDCG-AM 1.803 SWHT-AM 1.454 SWTP-AM 1.154 SWOB-AM 949 Região Norte 5.369.887 passageiros pagos TOTAL-RO 604.868 SBPV-RO 516.319 SBJI-RO 58.891 SSKW-RO 14.841 SBVH-RO 14.817 TOTAL-TO 284.001 SBPJ-TO SWGN-TO SWGI-TO 276.602 7.031 368 TOTAL-AP 271.687 SBMQ-AP 271.656 SNBA-AP 31 TOTAL-AC SBRB-AC SBCZ-AC 202.160 175.968 26.192 TOTAL-RR 150.578 SBBV-RR 150.578 85 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado doméstico, 2012 SBGR 13,52% SBSP 11,18% SBBR 10,74% SBGL 8,52% SBCF 6,58% SBRJ 5,94% SBSV 5,86% SBKP 5,61% SBPA 4,86% SBCT 4,48% SBRF 4,14% SBFZ 3,68% SBVT 2,27% SBBE 2,12% SBFL 2,01% SBEG 1,96% SBGO 1,87% SBCY 1,76% SBNT 1,62% SBSL 1,27% Outros 17,44% 0% 2% 86 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% 18% 20% Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.24: Variação no número de embarques e desembarques em relação ao ano anterior por aeroporto – mercado doméstico, 2012 20% 18% 16% 14% 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% 87 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2011 e 2012 São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) São Paulo (Guarulhos) - Salvador Brasília - São Paulo (Congonhas) Recife - São Paulo (Guarulhos) São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas) Porto Alegre - São Paulo (Congonhas) Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) Curitiba - São Paulo (Congonhas) Porto Alegre - Rio de Janeiro (Galeão) Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos) São Paulo (Guarulhos) - Brasília Brasília - Belo Horizonte (Confins) Rio de Janeiro (Santos Dumont) - Brasília São Paulo (Guarulhos) - Curitiba Campinas - Rio de Janeiro (Galeão) Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos) Rio de Janeiro (Galeão) - Recife Belo Horizonte (Confins) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 Milhões de passageiros pagos 2012 Considerando passageiros viajando em ambos os sentidos. 88 2011 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) Bilhões de RPK Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2003 a 2012 100 90 80 +234% 70 60 50 40 30 20 10 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 30% 23,8% 25% 20,5% 20% 15,9% 15,4% 15% 14,4% 12,9% 11,9% 10% 8,4% 6,8% 5% 0% 2004 89 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 13,33% 14% 12% 11,27% 10% 7,88% 7,87% 8% 7,65% 6,76% 7,22% 6,71% 5,68% 6% 5,02% 4% 2,36% 2% 1,27% 0% JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao ano anterior, 2004 a 2012 30% 23,8% 25% 20,5% 20% 15,9% 15,4% 15% 14,4% 12,9% 11,9% 8,4% 10% 6,1% 5,7% 5% 1,3% 3,2% 1,3% 4,0% 1,2% 1,1% 7,5% 6,8% 5,2% 1,1% 1,0% 0,9% 2,7% 0,9% 0,9% 0,8% 2011 2012 0% -0,3% -5% 2004 2005 2006 2007 RPK Doméstico 90 2008 PIB 2009 População 2010 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.30: Participação das seis maiores empresas no RPK – mercado doméstico, 2011 e 2012 1,2% 5,9% 2,6% 6,0% 2,1% 1,9% 4,4% 2,5% 3,7% 1,5% 2,1% 5,5% 3,1% 1,1% 4,8% 8,6% 10,0% 5,4% 3,2% 4,5% 40,4% Outras 39,7% 37,4% Webjet 33,9% Avianca Azul Trip Gol TAM 45,5% 42,5% 40,0% 40,3% 2009 2010 2011 2012 Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 82,26% 47,15% 25,00% 7,66% -3,21% -7,64% -20,15% -50,57% Gol TAM 91 Trip Azul Avianca Webjet Passaredo Outras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Carga Paga Transportada Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2003 a 2012 450 412,2 400 376,8 360,0 +49,76% Milhares de Toneladas 350 300 273,2 278,4 279,8 275,6 281,1 252,5 251,6 250 200 150 100 50 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga transportada – mercado doméstico, 2004 a 2012 50% 42,55% 40% 30% 20% 10% 14,51% 8,62% 1,90% 1,99% 0,49% 0% -1,48% -10% -8,60% -10,17% -20% 2004 92 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.34: Participação das quatro principais empresas em termos de carga paga transportada – mercado doméstico, 2012 3,9% 4,1% 22,8% 41,7% Tam Gol Absa Avianca Demais Empresas 27,4% Figura 4.35: Variação da carga paga transportada com relação ao ano anterior – por empresa – mercado doméstico, 2012 40% 26,7% 30% 20% 10% 3,1% 1,0% 0% -10% -10,3% -20% -30% -40% -50% -60% -61,6% -70% Tam 93 Gol Absa Avianca Demais Empresas ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.36: Carga paga transportada nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2012 Manaus - São Paulo (Guarulhos) 38,28 São Paulo (Guarulhos) - Manaus 35,77 São Paulo (Guarulhos) - Recife 13,55 Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 10,29 São Paulo (Congonhas) - Brasília 8,48 São Paulo (Guarulhos) - Salvador 8,14 São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 7,42 Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 5,03 São Paulo (Guarulhos) - Brasília 4,35 Recife - São Paulo (Guarulhos) 4,28 Recife - Fortaleza 4,19 Manaus - Brasília 4,01 Belém - Manaus 3,90 São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegra 3,74 São Paulo (Guarulhos) - Rio de Janeiro (Galeão) 3,62 Brasília - São Paulo (Congonhas) 3,52 São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 3,38 Belém - Macapá 3,28 Brasília - Manaus 3,25 Brasília - Belém 3,03 - 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Milhares de Toneladas 94 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.37: Carga paga despachada por Unidade da Federação – mercado doméstico, 2012 São Paulo 130,7 Amazonas 50,9 Distrito Federal 37,2 Ceará 26,7 Rio de Janeiro 25,2 Pará 18,9 Pernambuco 16,1 Rio Grande do Sul 11,0 Bahia 10,9 Paraná 8,9 Minas Gerais 6,9 Espírito Santo 5,9 Santa Catarina 4,7 Goiás 4,6 Rio Grande do Norte 3,9 Maranhão 3,9 Mato Grosso 2,3 Mato Grosso do Sul 1,5 Rondônia 1,3 Tocantins 1,2 Piauí 1,0 Paraíba 1,0 Alagoas 0,9 Sergipe 0,5 Amapá 0,4 Acre 0,3 Roraima 0,2 - 20 40 60 80 100 120 140 160 Milhares de Toneladas 95 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Mercado Internacional O ano de 2012 também registrou o maior número de passageiros pagos transportados em voos internacionais com origem ou destino no Brasil dos últimos dez anos: 18,5 milhões. De modo semelhante ao mercado doméstico, apesar de crescente, a demanda vem desacelerando desde 2011, tendo crescido 3,59% em 2012, após crescimento de 15,77% em 2011 e 20,67% em 2010. Comparando-se o desempenho das empresas brasileiras e estrangeiras, temos que as estrangeiras tiveram um crescimento mais expressivo na última década, transportando 174,6% mais passageiros pagos em 2012 com relação a 2003, frente a um crescimento de 67,1% das brasileiras. Comparando-se com o desempenho em 2011, o aumento foi de 5,2% em passageiros pagos transportados por empresas estrangeiras e de 0,3% no caso das brasileiras. As quatro principais empresas atuantes neste mercado foram Tam, Gol, Tap e American Airlines, responsáveis por 47,4% dos passageiros pagos transportados. As demais empresas estrangeiras responderam por 52,4% e as demais brasileiras por 0,2%. Entre as quatro maiores, a Tam se destacou com 22,7% dos passageiros pagos transportados, seguida pela Tap, com 8,5%. Já na variação em relação a 2011, o maior crescimento foi da American Airlines, que transportou 9,5% mais passageiros pagos. Europa, América do Sul e América do Norte foram os continentes que registraram a maior quantidade de passageiros pagos transportados em voos internacionais com origem ou destino no Brasil em 2012, com 5,81 milhões, 5,76 milhões e 4,45 milhões, respectivamente. Estados Unidos (4,3 milhões), Argentina (2,81 milhões) e Portugal (1,57 milhões) foram os países com a maior movimentação de passageiros com o Brasil em 2012. Em termos de RPK, mercado internacional de voos com origem ou destino no Brasil cresceu 4,44% em 2012, 10,13% em 2011 e 34,28% em 2010. Em 2012, a demanda internacional em RPK alcançou o maior nível dos últimos dez anos. A Tam registrou 20,1% de participação nesse mercado, frente a 9,5% da Tap, 8,7% da American Airlines e 2,3% da Gol. As demais empresas estrangeiras somadas registram 59% de participação em 2012. Enquanto Gol teve reduzida em 2,5% a sua demanda em RPK no mercado internacional, Tam registrou alta de 1,9% e a American Airlines destacou-se com crescimento de 7,9%. A quantidade de carga paga transportada em 2012 no transporte aéreo internacional com origem ou destino no Brasil foi recorde em relação aos últimos dez anos, com 718,7 mil toneladas e crescimento de 76% em relação a 2003. O crescimento em relação a 2011 foi de 1,13%. A Tam foi a empresa com maior participação nesse mercado, com 12,3%, seguida da Absa, (7,5%), e da Atlas (7,1%). América do Norte, Europa e América do Sul foram os continentes com maior movimentação de carga paga com o Brasil em 2012, com 267 mil, 247 mil e 95 mil toneladas transportadas, respectivamente. Estados Unidos, Alemanha e Holanda foram os principais países de destino, com 262 mil, 68 mil e 35 mil toneladas de carga paga transportada. 96 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Passageiros Pagos Transportados Milhões de Passageiros Pagos Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2003 a 2012 20 17,9 18,5 18 16 15,4 +129% 13,6 14 12,8 12,3 12 10,4 10,8 2005 2006 9,1 10 8,1 8 6 4 2 2003 2004 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 25% 20,7% 20% 15,8% 15% 12,9% 13,9% 13,5% 10,4% 10% 4,2% 5% 3,6% 0% -5% -5,9% -10% 2004 97 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Milhões de Passageiros Pagos Figura 4.40: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional – por nacionalidade da empresa, 2003 a 2012 14 12,1 12,7 12 10,1 10 8,6 8,8 8,3 7,3 8 6,1 6 4 4,6 5,3 3,5 3,8 2003 2004 4,3 3,6 3,8 2006 2007 5,3 4,8 4,4 2008 2009 5,8 5,8 2011 2012 2 2005 Empresas Brasileiras 2010 Empresas Estrangeiras Figura 4.41: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional, por nacionalidade da empresa 200% 174,6% 180% 160% 140% 120% 100% 80% 67,1% 60% 40% 20% 0% Brasileiras 98 Estrangeiras Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 6% 5,2% 5% 4% 3% 2% 1% 0,3% 0% Brasileiras Estrangeiras Figura 4.43: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2012 23% Tam Gol 8% 52% Demais Brasileiras Tap Portugal American Airlines 9% 0% 8% 99 Demais Estrangeiras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.44: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados em 2012 com relação a 2011 pelas quatro maiores empresas – mercado internacional 10% 9,5% 9% 8% 7% 6% 5,0% 5% 4% 3% 2,6% 2,5% 2% 1,2% 1% 0% Tam Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras Figura 4.45: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países – por continente, 2011 e 2012 5,81 5,56 Europa 5,76 América do Sul 6,06 4,45 América do Norte 4,03 1,09 América Central 0,82 0,47 0,42 Ásia 0,31 0,30 Áfria 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 Milhões de Passageiros 2012 2011 *Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos. 100 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2011 e 2012 4,30 ESTADOS UNIDOS 3,88 2,81 2,84 ARGENTINA 1,57 1,53 PORTUGAL 0,96 1,01 FRANÇA CHILE 0,89 0,85 ESPANHA 0,79 0,85 ALEMANHA 0,83 0,75 URUGUAI 0,71 0,82 0,72 0,53 PANAMÁ 0,59 0,51 REINO UNIDO 2012 0,36 0,54 PERU 2011 0,48 0,44 ITÁLIA COLÔMBIA 0,32 0,32 PARAGUAI 0,31 0,32 HOLANDA 0,34 0,24 MÉXICO 0,28 0,23 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 0,29 0,18 ÁFRICA DO SUL 0,19 0,19 BOLÍVIA 0,19 0,19 CANADÁ 0,16 0,15 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 Milhões de Passageiros *Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos. 101 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) Bilhões de RPK Figura 4.47: Evolução do RPK – mercado internacional, 2003 a 2012 140 112,6 120 102,2 +128,1% 100 80 60 51,5 117,5 65,5 64,9 2005 2006 78,8 76,1 2008 2009 70,5 57,3 40 20 2003 2004 2007 2010 2011 2012 Figura 4.48: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2004 a 2012 40% 34,28% 35% 30% 25% 20% 15% 14,28% 11,68% 11,23% 10,13% 8,63% 10% 4,44% 5% 0% -0,88% -5% -3,39% -10% 2004 102 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Bilhões de RPK Figura 4.49: Evolução do RPK – mercado internacional – por nacionalidade das empresas, 2003 a 2012 100 86,2 90 78,5 80 70 55,7 60 59,3 56,5 48,7 50 42,1 40 30 91,1 30,9 20,7 35,5 23,4 21,9 16,3 20 14,8 19,5 19,6 23,7 26,4 26,4 10 2003 2004 2005 2006 2007 Empresas Brasileiras 2008 2009 2010 2011 2012 Empresas Estrangeiras Figura 4.50: Variação do RPK em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 250% 195,3% 200% 150% 100% 50% 27,8% 0% Brasileiras Estrangeiras Figura 4.51: Variação do RPK em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional – por nacionalidade da empresa 5,7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0,3% 0% Brasileiras 103 Estrangeiras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.52: Participação de mercado das quatro maiores empresas em termos de RPK – mercado internacional, 2012 20% 2% 0% 10% Tam Gol Demais Brasileiras Tap Portugal 59% American Airlines 9% Demais Estrangeiras Figura 4.53: Variação do RPK das quatro maiores empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional 10% 7,9% 8% 5,7% 6% 3,7% 4% 1,9% 2% 0% -2% -2,5% -4% Tam 104 Gol Tap Portugal American Airlines Demais Estrangeiras Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Carga Paga Transportada Figura 4.54: Evolução da quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2003 a 2012 800 Milhares de Toneladas 700 600 543,8 500 400 710,7 718,7 2011 2012 636,6 460,2 476,9 507,3 2005 2006 549,2 465,6 408,5 300 200 100 0 2003 2004 2007 Empresas Brasileiras 2008 2009 2010 Empresas Estrangeiras Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga transportada por nacionalidade das empresas – mercado internacional, 2003 a 2012 700 Milhares de Toneladas 600 572 550 548 500 416 382 400 300 200 151 296 282 257 178 181 366 318 189 162 160 133 99 88 2009 2010 100 147 0 2003 2004 2005 2006 2007 Empresas Brasileiras 105 2008 Empresas Estrangeiras 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.56: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2003 – mercado internacional 140% 122,4% 120% 100% 80% 60% 40% 20% 0% -3,0% -20% Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga transportada em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional 6% 3,9% 4% 2% 0% -2% -4% -6% -8% -8,5% -10% Empresas Brasileiras 106 Empresas Estrangeiras Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.58: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga transportada – mercado internacional, 2012 12,3% Tam Absa 7,7% Atlas 41,1% German Cargo 7,1% Fedex American Airlines 5,4% Centurion Ups 5,2% Tap 5,1% 3,7% 3,9% 4,1% Emirates 4,5% Demais Empresas Figura 4.59: Variação da quantidade de carga paga trasportada pelas principais empresas em 2012 com relação a 2011 – mercado internacional 660% 573,1% 560% 460% 360% 260% 160% 60% -40% 10,7% -2,1% Tam 107 -12,6% Absa Atlas 4,4% -20,4% German Cargo -8,2% Fedex -3,2% American Airlines Ups -15,5% Tap Emirates -7,3% Demais Empresas ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 4.60: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais países, por continente – mercado internacional, 2012 267 AMÉRICA DO NORTE 248 247 EUROPA 265 95 99 AMÉRICA DO SUL 2012 22 ÁSIA 22 AMÉRICA CENTRAL 31 7 7 ÁFRICA - *Considerando-se voos nos dois sentidos 108 2011 14 50 100 150 200 250 300 Milhares de Toneladas Milhares Seção 4 – Demanda por Transporte Aéreo Figura 4.61: Quantidade de carga paga transportada entre Brasil e demais 20 principais destinos internacionais – mercado internacional, 2012 262 ESTADOS UNIDOS 243 68 65 ALEMANHA HOLANDA 35 30 ARGENTINA 31 35 31 FRANÇA 41 28 33 PORTUGAL 22 22 COLÔMBIA ESPANHA 20 26 MÉXICO 20 26 19 17 CHILE 19 LUXEMBURGO 30 REINO UNIDO 17 14 ITÁLIA 16 14 2012 2011 11 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 4 8 7 SUÍÇA CANADÁ 5 5 PERU 5 7 TURQUIA 5 4 QUATAR 4 5 ÁFRICA DO SUL 4 5 - 50 100 150 200 250 300 Milhares de Toneladas *Considerando-se voos nos dois sentidos 109 Seção 5. APROVEITAMENTO DAS AERONAVES Nesta seção são apresentados os dados referentes ao aproveitamento das aeronaves pelas empresas brasileiras, por meio de dois indicadores: RPK sobre ASK e Horas Voadas por Dia Disponível. 110 Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves Indústria Considerando-se os mercados doméstico e internacional de passageiros, o aproveitamento das aeronaves em termos de RPK/ASK apresentou melhora de 1,3% em 2012 com relação a 2011, alcançando o segundo maior nível já registrado nos últimos dez anos. O aproveitamento RPK/ASK das aeronaves melhorou 10% desde 2003. Em termos de horas voadas por dia disponível das aeronaves, a média das empresas brasileiras foi de 10 horas em 2012. As duas maiores companhias, Tam e Gol, apresentaram o melhor aproveitamento neste quesito, com 11,5 e 11,4 horas voadas por aeronave-dia disponível, em média. Analisando-se por capacidade das aeronaves, observa-se que, em média, as aeronaves maiores apresentam-se com uma utilização maior. RPK/ASK Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados doméstico e internacional, 2003 a 2012 100% 90% 80% 69,6% 73,3% 75,5% 2004 2005 77,3% 74,4% 72,8% 70,6% 2007 2008 2009 74,8% 75,6% 76,6% 2010 2011 2012 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 2003 111 2006 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2004 a 2012 8% 6% 5,82% 5,32% 4% 3,07% 2,40% 2% 1,17% 1,33% 2011 2012 0% -2% -2,12% -3,02% -4% -3,75% -6% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Figura 5.3: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2012 8% 5,94% 6% 3,75% 4% 2,33% 2% 3,62% 3,22% 1,89% 1,28% 1,08% Jul Ago 0% -0,11% -2% -0,92% -1,52% -4% Jan 112 Fev -3,33% Mar Abr Mai Jun Set Out Nov Dez Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) 18 15,3 16 13,3 14 12 11,8 11,5 12,1 11,4 10,6 10,9 10,2 10 8,6 9,4 9,2 8 8,4 8,2 7,7 10,0 7,3 6,7 6 4 2 0 Tam Gol Azul Absa Avianca Passaredo Trip Webjet Indústria Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível, por configuração da aeronave – empresas brasileiras, 2011 e 2012 16 14,2 13,5 14 12,5 11,2 12 10,6 13,1 12,4 11,2 10 8,4 8 6 7,8 6,1 5,7 4,7 5,4 4 2 0 0 (cargueiros) Até 50 51 a 100 101 - 150 2011 113 2012 151 - 200 201 - 250 acima de 300 Assentos de Passageiros Instalados ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Mercado Doméstico No mercado doméstico, o aproveitamento das aeronaves em voos domésticos em termos de RPK/ASK alcançou em 2012 o seu maior valor em dez anos, com uma taxa de 72,9%. Essa taxa representou melhora de 21,5% com relação a 2003 e de 3,96% comparando com 2011. Os primeiros quatro meses do ano apresentaram redução no aproveitamento doméstico. A partir de maio, observa-se um aumento que se intensifica. Entre as principais empresas brasileiras, Avianca e Azul registraram as maiores taxas de aproveitamento em voos domésticos (79,4% e 79,2%, respectivamente). RPK/ASK Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado doméstico, 2003 a 2012 100% 90% 80% 70% 60,0% 64,9% 69,5% 70,9% 2005 2006 66,0% 65,9% 68,4% 70,2% 72,9% 67,8% 2007 2008 2009 2010 2011 2012 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 2003 2004 Figura 5.7: Variação do aproveitamento com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2004 a 2012 10% 8,15% 8% 7,00% 6% 3,96% 3,79% 4% 2,57% 1,98% 2% 0% -0,14% -2% -2,64% -4% -4,32% -6% 2004 114 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves Figura 5.8: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2012 15,0% 13,7% 12,5% 10,5% 10,0% 10,0% 9,0% 6,7% 7,5% 5,6% 6,1% Jul Ago 5,0% 2,5% 0,7% 0,0% -2,5% -5,0% -1,5% -2,0% -3,9% -5,3% -7,5% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Set Out Nov Dez Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado doméstico, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) 90% 79,4% 79,4% 81,1% 79,2% 80% 73,7% 74,8% 73,2% 69,0% 70% 68,9% 70,4% 65,2% 68,0% 67,0% 68,0% 61,5% 64,4% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Avianca 115 Azul Tam Webjet Gol Trip Passaredo Outras ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Mercado Internacional Diferentemente do que ocorreu no mercado doméstico, a taxa de aproveitamento das aeronaves no mercado internacional em 2012 (79,6%) registrou queda de 0,62% com relação ao ano anterior. Ainda assim, a taxa representou melhora de 5,29% em relação a 2003. Entre as quatro maiores empresas do segmento, a portuguesa Tap e a brasileira Tam apresentaram as maiores taxa de aproveitamento em voos internacionais com origem ou destino no Brasil, com taxas de 83,4% e 81,3%, respectivamente. RPK/ASK Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado internacional, 2003 a 2012 100% 90% 80% 75,6% 78,4% 79,2% 2004 2005 82,0% 79,5% 77,9% 79,8% 80,1% 79,6% 2010 2011 2012 74,6% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 2003 2006 2007 2008 2009 Figura 5.11: Variação do aproveitamento com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2012 6% 4,74% 5% 4% 3% 2% 1% 1,38% 0,29% 0,20% 0,08% 0% -1% -0,51% -2% -1,31% -1,56% -2,00% -2,13% -3% -2,43% -3,13% -4% Jan 116 Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Seção 5 – Aproveitamento das Aeronaves Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado internacional, 2011 (esquerda) e 2012 (direita) 100% 90% 83,4% 83,0% 81,5% 81,3% 84,3% 80,7% 79,6% 79,1% 80% 70% 64,2% 62,6% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Tap 117 Tam American Airlines Gol Demais Empresas Seção 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS E CANCELAMENTOS Nesta seção apresentam-se os percentuais de atrasos e de cancelamentos dos voos regulares, tanto em etapas domésticas quanto internacionais. 118 Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos Introdução A metodologia adotada para a apuração e a divulgação dos percentuais de atrasos e cancelamentos de voos está estabelecida na Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro de 2012, e pela Portaria ANAC nº 1.096/SRE, de 1º de junho de 2012. As informações de atrasos e cancelamentos de voos são apuradas com base nos dados dos voos autorizados pela ANAC e registrados em Horário de Transporte – HOTRAN, regulamentado pela Instrução de Aviação Civil – IAC 1223, e dos Boletins de Alteração de Voos – BAV que são registrados na ANAC pelas empresas aéreas em periodicidade aproximadamente semanal, em cumprimento à IAC 1504. Assim, o percentual de cancelamentos é apurado com base na quantidade de etapas de voo canceladas sobre o total de etapas de voo previstas. Já o percentual de atrasos é apurado com base na quantidade de etapas de voo atrasadas sobre o total de etapas de voo realizadas (que são as previstas menos as canceladas). Ressalta-se que os atrasos e cancelamentos de voos podem ser ocasionados por motivos diversos que afetam os serviços aéreos, entre eles as condições meteorológicas, de segurança operacional, de tráfego aéreo, aeroportuárias, operacionais das empresas aéreas e outros. De modo a dispor de uma visão mais ampla do comportamento dos voos, serão computadas, no presente capítulo, as etapas de todas as naturezas. Faz-se oportuno mencionar que, de acordo com a Resolução ANAC nº 218/2012, desde junho de 2012, as empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que exploram os serviços de transporte aéreo regular de passageiros no Brasil, doméstico e internacional, estão obrigadas a disponibilizar ao adquirente do bilhete de passagem, na fase inicial do processo de comercialização e em todos os canais de vendas, as informações sobre os percentuais históricos de atrasos e de cancelamentos de cada etapa dos voos ofertados. Os dados devem corresponder àqueles mensalmente apurados e divulgados na página da ANAC na internet (http://www2.anac.gov.br/percentuaisdeatraso). Em linhas gerais, os percentuais de atrasos e cancelamentos representam o comportamento histórico dos voos, independentemente dos motivos que os ocasionaram, e visam: I - a divulgação das características dos serviços ofertados; e II - a transparência nas relações de consumo. 119 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos No ano de 2012, houve uma diminuição mais acentuada nos percentuais de atrasos e cancelamentos de voos do que a observada em 2011. O índice de cancelamentos foi de 7,5% dos voos programados (6% menor que no ano anterior), o de atrasos superiores a 30 minutos foi de 11,0% (20% menor) e o de atrasos superiores a 60 minutos foi de 3,7% (redução de 24%). Na análise mensal, o mês de junho de 2012 apresentou os maiores percentuais (9,9% de cancelamentos, 14,9% de atrasos superiores a 30 minutos e 5,4% de atrasos superiores a 60 minutos), enquanto o mês de agosto apresentou o menores percentuais (4,9% de cancelamentos, 6,7% de atrasos superiores a 30 minutos e 2,0% de atrasos superiores a 60 minutos). Todos os meses registraram redução nos percentuais de atrasos em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já para os percentuais de cancelamentos, os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro apresentaram aumento, e todos os outros meses registraram redução. Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por ano, 2003 a 2012 35% 30,0% 30% 25% 23,4% 20% 15% 11,0% 14,1% 11,1% 14,0% 13,0% 19,6% 20,3% 15,9% 16,2% 13,9% 9,7% 9,4% 10% 5,3% 4,8% 5,4% 2003 2004 2005 17,1% 10,8% 9,0% 6,7% 4,2% 5% 13,7% 11,0% 8,4% 8,0% 5,2% 4,8% 2010 2011 7,5% 3,7% 0% 2006 Cancelamentos 120 2007 2008 Atrasos > 30 min 2009 Atrasos > 60 min 2012 Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atraso e Cancelamento com relação ao ano anterior, 2003 a 2012 100% 75% 80% 53% 60% 40% 40% 20% 72% 26% 12% 23% 29% 25% 27% 1% 0% -40% -60% -40% -43% -52% -58% -80% 2004 -7% -8% -10% -8% -20% 2005 2006 2007 Cancelamentos 2008 -6% -20% -24% 2011 2012 -37% -38% 2009 Atrasos > 30 min -4%-1%-7% 2010 Atrasos > 60 min Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atraso e Cancelamento – por mês, 2012 16% 14,9% 13,8% 13,5% 14% 11,8% 12% 10,3% 10,0% 11,1% 9,9% 9,5% 10% 8,7% 9,9% 8% 8,1% 6% 7,8% 7,7% 7,4% 5,4% 5,0% 3,5% 2% 3,3% 9,8% 6,7% 8,7% 6,2% 4% 11,2% 4,5% 4,1% 7,3% 6,1% 5,9% 4,9% 3,2% 2,9% 3,4% 3,7% Out Nov 3,2% 2,0% 0% Jan Fev Mar Abr Cancelamentos 121 Mai Jun Jul Atrasos > 30 min Ago Set Atrasos > 60 min Dez ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2012 50% 38% 40% 30% 20% 7% 10% 8% 6% 0% -2% -10% -20% -30% -40% -50% -31% -41%-39% -3% -4% -5% -8% -9% -8% -13% -12% -13% -13% -15% -16% -13% -19% -14% -18% -22% -27% -4% -7% -10% -16% -28% -29% -33% -46% -46% -44% -60% Jan Fev Mar Abr Cancelamentos 122 Mai Jun Jul Atrasos > 30 min Ago Set Atrasos > 60 min Out Nov Dez Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos Atrasos e Cancelamentos por Rota Analisando-se as 20 principais rotas domésticas em 2012 (considerando-se o número de passageiros transportados), os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos ficaram entre 7,1% (Congonhas/Santos Dumont) e 15,0% (Galeão/Salvador). Os atrasos superiores a 60 minutos, por sua vez, variaram entre 2,0% (Fortaleza/Guarulhos) e 4,1% (Galeão/Salvador). A rota Santos Dumont/Congonhas registrou o maior percentual de cancelamentos em linhas domésticas, 12,5%, enquanto a rota Guarulhos/Recife teve o menor índice, com 4,0% dos voos cancelados. Nos voos internacionais com origem ou destino no Brasil, também considerando as 20 maiores rotas em número de passageiros transportados, a maior proporção de atrasos superiores a 30 minutos ocorreu na rota Galeão/Paris (23,9%). Quando analisado o percentual de atrasos superiores a 60 minutos, o maior valor foi registrado na Miami/Guarulhos, com 11,2%. O menor valor para ambos os indicadores foi registrado na rota Frankfurt/Guarulhos (com 7% e 1,8%, respectivamente). O maior percentual de cancelamentos em voos internacionais foi registrado na rota Guarulhos/Santiago (12,8%), enquanto Guarulhos/Frankfurt foi novamente a mais regular, com apenas 1% de voos cancelados. 123 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 6.5: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 15,0% Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador 4,1% 14,6% Brasília - São Paulo (Congonhas) 4,0% 13,0% Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) 3,6% 12,3% Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas) 2,7% 12,2% Porto Alegre - São Paulo (Congonhas) 3,3% 12,1% São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre 3,7% 12,0% Curitiba - São Paulo (Congonhas) 3,6% 11,5% São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre 3,0% 11,3% São Paulo (Congonhas) - Brasília 2,5% 11,0% Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas) 3,2% 10,7% São Paulo (Guarulhos) - Recife 2,7% 10,7% São Paulo (Guarulhos) - Salvador 3,0% 9,5% Salvador - São Paulo (Guarulhos) 2,5% 9,4% Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 3,1% 9,1% São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 2,1% 9,1% São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 3,8% 8,7% São Paulo (Congonhas) - Curitiba 2,6% 7,8% Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 2,0% 7,4% Recife - São Paulo (Guarulhos) 2,0% 7,1% São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) 2,3% 0% 2% Atrasos > 30 min 124 4% 6% Atrasos > 60 min 8% 10% 12% 14% 16% Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos Figura 6.6: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2012 Rio de Janeiro (Santos Dumont) - São Paulo (Congonhas) 12,5% São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont) 12,4% Curitiba - São Paulo (Congonhas) 9,3% São Paulo (Congonhas) - Curitiba 8,6% Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) 8,1% Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador 7,4% Salvador - São Paulo (Guarulhos) 6,9% Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 6,8% São Paulo (Guarulhos) - Salvador 6,5% Brasília - São Paulo (Congonhas) 6,5% Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Congonhas) 6,2% São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 5,9% Porto Alegre - São Paulo (Congonhas) 5,3% São Paulo (Congonhas) - Brasília 5,3% São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza 5,2% São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre 5,0% Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 4,8% São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre 4,3% Recife - São Paulo (Guarulhos) 4,1% São Paulo (Guarulhos) - Recife 4,0% 0% 2% 4% Cancelamentos 125 6% 8% 10% 12% 14% ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Figura 6.7: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2012 23,9% Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle) 9,0% 21,8% Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão) 7,5% 21,8% Miami - São Paulo (Guarulhos) 11,2% 20,9% Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos) 6,2% 16,7% São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque) 8,8% 16,7% Nova York - São Paulo (Guarulhos) 8,2% 15,7% São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle) 5,9% 14,5% São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras) 5,8% 14,0% Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos) 7,1% 13,5% São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt 4,4% 13,4% São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza) 5,0% 12,4% São Paulo (Guarulhos) - Santiago 6,9% 12,2% Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza) 3,3% 11,6% Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão) 3,8% 10,8% Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos) 4,7% 10,6% São Paulo (Guarulhos) - Nova York 4,5% 10,0% Santiago - São Paulo (Guarulhos) 3,3% 9,6% Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos) 3,8% 8,6% São Paulo (Guarulhos) - Miami 3,4% 7,0% Frankfurt - São Paulo (Guarulhos) 1,8% 0% 5% Atrasos > 30 min 126 10% Atrasos > 60 min 15% 20% 25% 30% Seção 6 – Percentuais de Atrasos e Cancelamentos Figura 6.8: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2012 São Paulo (Guarulhos) - Santiago 12,8% Buenos Aires (Aeroparque) - São Paulo (Guarulhos) 11,9% São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Aeroparque) 11,8% Santiago - São Paulo (Guarulhos) 11,3% Paris (Charles De Gaulle) - Rio de Janeiro (Galeão) 7,5% Rio de Janeiro (Galeão) - Paris (Charles De Gaulle) 7,1% Madri (Bajaras) - São Paulo (Guarulhos) 5,2% São Paulo (Guarulhos) - Madri (Bajaras) 4,5% Buenos Aires (Ezeiza) - Rio de Janeiro (Galeão) 4,3% Buenos Aires (Ezeiza) - São Paulo (Guarulhos) 4,3% São Paulo (Guarulhos) - Buenos Aires (Ezeiza) 3,9% Rio de Janeiro (Galeão) - Buenos Aires (Ezeiza) 2,5% Paris (Charles De Gaulle) - São Paulo (Guarulhos) 2,5% São Paulo (Guarulhos) - Nova York 2,1% São Paulo (Guarulhos) - Paris (Charles De Gaulle) 2,0% Nova York - São Paulo (Guarulhos) 1,9% Miami - São Paulo (Guarulhos) 1,6% São Paulo (Guarulhos) - Miami 1,4% Frankfurt - São Paulo (Guarulhos) 1,1% São Paulo (Guarulhos) - Frankfurt 1,0% 0% 2% 4% Cancelamentos 127 6% 8% 10% 12% 14% Seção 7. TARIFAS AÉREAS DOMÉSTICAS Esta seção apresenta dados referentes à evolução do Yield Tarifa Aérea Médio e da Tarifa Aérea Média do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, assim como da distribuição dos assentos comercializados conforme os intervalos de tarifas. 128 Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas Introdução O registro, a fiscalização e a publicidade das tarifas aéreas domésticas no Brasil se encontram regulamentados pela Resolução nº 140/2010 e pela Portaria ANAC nº 804/SRE/2010, que substituíram a Portaria DAC nº 447/DGAC, de 13/5/2004, e a Portaria DAC nº 1.282/DGAC, de 21/12/2004 (vigentes até 30/6/2010). Conforme a regulamentação em vigor, os dados são mensalmente registrados na Agência pelas empresas brasileiras regulares de transporte de passageiros. Após um período de 10 anos de forte redução das tarifas aéreas domésticas, crescimento da oferta, da demanda e do aproveitamento das aeronaves, o setor vem passando por ajustes na estrutura de oferta e de tarifas desde o segundo semestre de 2011. Tais ajustes têm sido ocasionados por um conjunto de fatores – em especial, a desaceleração econômica, a alta do preço do barril de petróleo e a valorização do Dólar em relação ao Real – que impactam diretamente nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves. Tais custos representaram mais da metade dos custos e despesas totais de voo da indústria em 2012. O preço médio do barril de petróleo, que tem registrado crescimento histórico, com oscilações, alcançou US$ 101,17 em dezembro de 2012, o que representou alta de 35% em relação a dezembro de 2009 e de 262,75% em relação a dezembro de 2002. A taxa de câmbio (Real/Dólar) vem registrando desvalorização da moeda nacional desde julho de 2011, quando a cotação foi de 1,56, tendo alcançado 2,04 em dezembro/2012. A oscilação da taxa de câmbio e do preço do barril de petróleo gera incerteza, desfavorece o planejamento do setor e ocasiona custos adicionais com instrumentos financeiros de proteção adotados pelas empresas para mitigar os correspondentes riscos e perdas. O setor vem registrando prejuízos bilionários desde 2011 e os ajustes de oferta e de tarifas que têm sido realizados pela própria indústria representam uma adequação ao novo cenário, com vistas a recuperar a rentabilidade e assegurar a continuidade e a segurança dos serviços. Informações mais detalhadas sobre as tarifas aéreas podem ser encontradas no Relatório de Tarifas Aéreas Domésticas, disponível na seção Dados e Estatísticas do site da ANAC na internet. 129 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Tarifa Aérea Doméstica Real A Tarifa Aérea Média Doméstica comercializada em 2012 no transporte regular de passageiros foi apurada no valor de R$_294,83, expresso em termos reais, com atualização pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até dezembro/2012. Esse valor representou alta de 0,84% em relação a 2011 e foi 42,77% inferior em relação ao apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados em 2012 (65,27%) correspondeu a tarifas aéreas domésticas inferiores a R$ 300,00. Em 2002, o percentual de tarifas comercializadas abaixo desse valor foi de apenas 22,86%. Verifica-se, ainda, que assentos comercializados com tarifas inferiores a R$ 100,00 representaram 13,16% do total em 2012, enquanto que em 2002 era praticamente nula a comercialização de assentos abaixo desse valor. Tarifas superiores a R$ 1.500,00 representaram 0,38% do total em 2012, contra 1,5% em 2002. O comportamento das tarifas aéreas verificado em 2012 foi foi muito similar ao de 2011. Em 2012, os meses de janeiro, fevereiro, março, julho, novembro e dezembro registraram alta de tarifas em relação aos respectivos meses de 2011, enquanto que os demais meses, notadamente de baixa temporada, registraram redução. A maior alta de tarifas foi registrada no mês de dezembro (15,2%), enquanto o mês de setembro registrou a maior redução (8,9%). Figura 7.1: Evolução da tarifa aérea média doméstica real, 2002 a 2012 700,00 600,00 500,00 515,17 R$ 400,00 294,83 300,00 292,38 200,00 100,00 0,00 2002 130 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas Figura 7.2: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao ano anterior, 2003 a 2012 50% 37,8% 40% 30% 20% 10,6% 5,0% 10% 0,8% 0% -3,8% -10% -6,8% -8,5% -20% -18,2% -30% -26,8% -27,8% -40% 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 7.3: Variação da tarifa aérea média doméstica real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012 20% 15,2% 13,9% 15% 8,0% 10% 3,1% 5% 4,5% 2,8% 2,0% 7,8% 4,4% 2,4% 0% -0,5% -1,4% -2,9% -3,7% -6,6% -10% -10,3% -12,6% -15% -20% -8,7%-7,7% -7,7% -8,4%-8,4% -8,9% -12,6% -17,6% -18,8% -20,5% -25% -30% -0,2% -1,0% -5% -19,0% -19,0% -22,4% -23,9% -24,8% -27,8% -28,4% 131 2012 Dez Nov Set Out Ago Jul Jun Abr Mai Mar Jan Fev Dez Nov Set Out Jul 2011 Ago Jun Abr Mai Mar Jan Fev Dez Out Nov Set Jul 2010 Ago Jun Abr Mai Mar Jan Fev -35% ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de tarifa doméstica real 35% 30,84% 30% 21,27% 19,04%17,84% 25% 20% 13,78% 15% 10% 5% 17,56% 13,16% 5,30% 0,05% 0% 12,52% 7,59% 7,36% 4,89% 3,15% 2,09% 2012 132 5,59% 3,17% 2,81% 1,97% 1,64% 1,50% 1,01% 0,94% 0,40% 1,47% 1,02% 0,62% 0,40% 0,29% 0,19% 0,13%0,38% 2011 2002 Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas Yield Tarifa Aérea Doméstico Real Em 2012, o Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real comercializado foi apurado no valor de R$ 0,37107. O valor representou alta de 0,35% em relação a 2011 e menos da metade do valor apurado para o ano de 2002. A maioria dos assentos comercializados em 2012 (57,85%) correspondeu a valores de Yield Tarifa Aérea Doméstico inferiores a R$ 0,30 por quilômetro voado em 2012. Em 2002, apenas 3,45% dos assentos foram comercializados com yield abaixo desse valor. Assentos comercializados com yields inferiores a R$ 0,10 por quilômetro voado representaram 7,74% do total em 2012, enquanto que em 2002 era praticamente nula a quantidade de assentos comercializados com yield abaixo de R$ 0,20/km. Yields superiores a R$ 1,50/km representaram 2,19% do total de assentos comercializados em 2012, ao passo que em 2002 essa proporção era de 7,52%. O comportamento do valor do quilômetro voado em 2012 foi muito similar ao de 2011. A oscilação do Yield Tarifa Aérea Médio do transporte regular de passageiros nos meses de 2012 foi semelhante à que ocorreu com a Tarifa Aérea Média. Figura 7.5: Evolução do yield tarifa aérea médio doméstico real, 2002 a 2012 1,00 0,90 0,80 0,85070 0,70 R$ 0,60 0,50 0,37107 0,40 0,36977 0,30 0,20 0,10 0,00 2002 133 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 7.6: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao ano anterior, 2002 a 2012 36,4% 40% 30% 20% 9,9% 10% 0,4% 0% -1,1% -10% -5,8% -8,7% -10,3% -20% -30% -27,7% -27,6% -27,5% 2009 2010 -40% 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2011 2012 Figura 7.7: Variação do yield tarifa aérea médio doméstico real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2010 a 2012 20% 15,7% 14,1% 9,8% 10% 5,6%4,3% 0,5% 6,4% 3,2%4,1% 0% -0,3% -1,0% -2,6% -3,5% -10% -7,9% -8,4% -12,7% -15,3% -20% -18,2% 2010 134 -23,6% -27,7% Dez Nov Set Out Jul 2012 Ago Jun Abr Mai Mar Jan Fev Dez Nov Set Out Jul 2011 Ago Jun Abr Mai Jan Fev -32,0% Dez Out Nov -29,5% -30,6% Set Jul Abr Mai Mar Jan Fev -40% Ago -32,7% -35,1% -22,0% -22,4% -22,4% -24,6% Mar -21,2% -23,3% -26,6% Jun -30% -8,5% -10,3% -10,9% -14,6% Seção 7 – Tarifas Aéreas Domésticas Figura 7.8: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de yield tarifa doméstica real 28,17% 30% 25% 21,94% 20% 15% 10,24% 13,36% 8,24% 10% 11,13% 11,85% 10,01% 8,54% 7,74% 5% 0% 5,81% 4,37% 5,69% 0,00% 0,16% 7,54% 6,36% 8,40% 3,68% 3,29% 5,46% 4,73% 2,27% 2,46% 1,85% 1,22% 0,97% 0,78% 0,60% 0,52% 0,43% 2,19% 2012 135 2011 2002 Seção 8. ASPECTOS ECONÔMICOFINANCEIROS Nesta seção, serão apresentados dados das demonstrações contábeis e dos relatórios econômico-financeiros principais concessionárias empresas dos das brasileiras serviços de transporte aéreo público, a fim de propiciar ao leitor uma breve visão da evolução dos seus principais aspectos econômico-financeiros. 136 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Introdução As demonstrações contábeis e os relatórios econômico-financeiros são amplamente utilizados para o acompanhamento do desempenho das empresas, especialmente sob os aspectos de rentabilidade, eficiência operacional, liquidez, alavancagem, geração de caixa, situação líquida patrimonial, entre outros. As informações apresentadas foram apuradas com base nos dados periodicamente registrados na ANAC pelas empresas aéreas brasileiras, nos termos da Portaria nº 1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004. Nesta seção, daremos destaque aos dados das sete maiores empresas brasileiras de transporte aéreo de passageiros e das três maiores empresas aéreas brasileiras exclusivamente cargueiras. Os dados da indústria compreendem todas as empresas brasileiras de transporte aéreo e consideram tanto a operação doméstica quanto internacional. Destaca-se que as demonstrações contábeis apresentadas pelas empresas aéreas foram ajustadas e padronizadas para possibilitar a comparabilidade. 137 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Resultado Líquido As empresas brasileiras concessionárias dos serviços de transporte aéreo encerraram o exercício social de 2012 com um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. No ano anterior, 2011, o setor registrou um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhões. O principal item de receita de voo das empresas em 2012 foram as passagens, com 86,35%, enquanto que o principal item de custos e despesas foi o combustível de aeronaves, com participação de 38,49%. A representatividade deste custo registrou alta de 30% desde 2009, principalmente em razão da valorização do barril de petróleo. As receitas de voo cresceram 11,58% em 2012, ao passo que as despesas e custos de voo cresceram 20%. O resultado financeiro negativo, da ordem de 1,685 bilhões de reais, também contribuiu para o prejuízo do exercício em 2012. Após dois anos consecutivos de prejuízo, a indústria encerrou o ano de 2012 com situação patrimonial positiva de 65,1 milhões de reais, contra 3,3 bilhões de reais em 2011. Figura 8.1: Resultado Líquido, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet 2012 (1.315.496) (1.333.033) (143.733) (101.991) (237.020) (10.652) 2011 (56.665) (88.757) (89.358) (47.560) Tam Gol 1.000.000 1.500.000 Absa Rio Total (285.911) 635 (13.338) (4.546) (241.984) 2.092 (20.429) (4.635) (422.537) (518.274) 2010 590.001 292.463 (96.256) 15.117 19.948 (10.309) 7.988 1.896 5.587 1.286 2009 1.253.719 725.684 (149.815) (72.127) 28.447 1.666 (80.786) (2.058) (3.476) 2.238 138 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros EBIT O Earnings Before Interest and Taxes – EBIT representa o lucro antes do resultado financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido). O EBIT reflete o quanto uma empresa obteve de lucro se só fossem consideradas as operações realizadas pelas atividades fim da empresa. É, portanto, a diferença entre as receitas operacionais e os custos e as despesas operacionais, sem a inclusão de receitas ou despesas financeiras, por exemplo. Figura 8.2: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 (2.395.321) (75.425) Indústria 1.411.237 207.577 (3.000.000) (2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) Indústria 2012 (2.395.321) 2011 (75.425) 2010 1.411.237 2009 207.577 139 - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.3: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (1.200.000)(1.000.000) (800.000) (600.000) (400.000) (200.000) - 200.000 400.000 600.000 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa 2012 (944.892) (971.543) (48.387) (50.554) (108.824) (35.417) (248.173) 2011 556.713 (246.647) 20.182 (40.432) (51.699) (46.720) (168.268) 2010 777.386 716.176 (51.888) (60.260) 61.690 (3.272) 33.011 2009 197.690 422.485 (138.231) (70.012) 14.780 3.288 (81.013) 140 800.000 1.000.000 Rio Total 3.855 (2.033) 5.737 1.448 (26.661) 6.490 (301) 4.750 2.112 (10.745) (3.915) 3.737 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Indicadores de Rentabilidade Os indicadores de rentabilidade indicam quanto da Receita uma empresa conseguiu transformar em lucro. Margem Bruta A Margem Bruta representa a proporção do resultado alcançado pela empresa em relação à sua receita líquida, quando deduzidos os custos dos serviços prestados. Quanto mais alto este indicador, mais favorável à empresa. A Margem Bruta é calculada dividindo o Lucro Bruto (Receita Líquida menos o Custo dos Serviços Prestados) pela Receita Líquida. Figura 8.4: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,05 0,10 0,15 Indústria 2012 0,01 2011 0,18 2010 0,23 2009 0,21 141 0,20 0,25 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.5: Margem Bruta por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (0,20) (0,15) (0,10) (0,05) - 0,05 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip 2012 (0,06) 0,05 0,15 0,10 2011 0,27 0,12 0,16 0,10 2010 0,28 0,22 0,13 2009 0,26 0,22 (0,06) 142 0,10 0,15 0,20 Passaredo Webjet Absa 0,09 0,06 (0,13) 0,04 (0,02) (0,08) 0,12 0,15 0,16 0,05 0,16 0,16 0,25 0,30 0,35 Rio Total 0,06 0,05 0,11 0,06 (0,06) 0,10 0,16 0,07 0,23 0,15 (0,01) 0,04 0,24 0,14 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Margem Líquida A Margem Líquida, por sua vez, indica a proporção do resultado líquido alcançado pela empresa em relação à sua Receita Líquida, quando deduzidos todos os Custos, Despesas, Resultado Financeiro, Impostos e Contribuições. É calculada por meio da seguinte fórmula: Margens líquidas negativas indicam que a empresa registrou prejuízo no período. Figura 8.6: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2012 Indústria (0,15) (0,10) (0,05) Indústria 2012 (0,12) 2011 (0,06) 2010 0,03 2009 0,08 143 0,05 0,10 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.7: Margem Líquida por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (0,60) (0,50) (0,40) (0,30) (0,20) (0,10) - 0,10 0,20 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 (0,10) (0,19) (0,06) (0,08) (0,15) (0,05) (0,31) 0,00 (0,06) (0,03) 2011 (0,03) (0,07) (0,03) (0,11) (0,08) (0,20) (0,27) 0,00 (0,13) (0,03) 2010 0,05 0,04 (0,11) 0,03 0,03 (0,05) 0,01 0,00 0,06 0,01 2009 0,13 0,12 (0,40) (0,17) 0,07 0,02 (0,17) (0,01) (0,50) 0,02 144 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Margem EBIT A Margem EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) representa a proporção do lucro antes do resultado financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido) em relação à receita líquida e é calculada pela seguinte fórmula: Figura 8.8: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2012 Indústria -10,0% -8,0% -6,0% -4,0% -2,0% 0,0% Indústria 2012 -8,4% 2011 -0,3% 2010 6,3% 2009 1,1% 145 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.9: Margem EBIT por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam -60,0% -50,0% -40,0% -30,0% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% Rio Total Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa 2012 -7,2% -13,5% -1,9% -3,8% -6,9% -17,4% -26,7% 0,5% -1,0% 4,0% 2011 4,4% -3,4% 1,2% -4,9% -4,9% -19,3% -18,9% 0,2% -17,3% 4,6% 2010 6,9% 10,3% -6,0% -10,5% 8,6% -1,7% 4,3% -0,1% 5,3% 1,6% 2009 2,1% 7,0% -36,7% -17,0% 3,4% 3,2% -17,1% -2,8% -56,0% 3,1% 146 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Receitas de Voo A Receita de Voo, extraída do Demonstrativo do Relatório Operacional, compreende as receitas obtidas pelas empresas diretamente com a prestação de serviços de transporte aéreo, (venda de passagens, frete de voos não regulares, transporte de carga e malote postal, etc.). Figura 8.10: Receita de Voo (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 Indústria 2012 27.776.754 2011 24.894.716 2010 21.387.048 2009 16.964.763 A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente. 147 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.11: Receita de Voo (R$ 1.000,00), 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000 Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 12.174.518 7.624.695 2.550.175 1.319.911 1.572.181 203.941 933.499 817.345 231.052 144.817 2011 11.516.534 7.188.275 1.717.029 833.628 1.077.313 241.521 890.518 616.024 154.391 142.120 2010 10.288.872 6.915.530 868.998 576.442 722.359 195.600 763.537 519.364 60.971 132.215 2009 5.837.202 376.590 419.159 432.561 101.170 472.894 199.590 - 122.523 Tam 8.604.372 Figura 8.12: Composição das Receitas de Voo da indústria, 2012 1,07% 1,17% 4,71% 6,70% Passagens Fretamento Mala Postal e Rede Postal Noturna Carga 86,35% 148 Outros Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Bilhões de R$ Figura 8.13: Evolução da receita de voo – por tipo de receita, 2009 a 2012 30 25 20 2009 15 2010 2011 10 2012 5 Passagens Fretamento Mala Postal e Rede Postal Noturna Carga Outros Figura 8.14: Variação da receita de voo com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 30% 26,07% 25% 20% 16,40% 15% 11,58% 10% 5% 0% 2010 149 2011 2012 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Custos e Despesas de Voo A Composição dos Custos e das Despesas de Voo também foi extraída do Demonstrativo do Relatório Operacional. Ressalta-se a relevância dos custos com combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que juntas representaram, em 2011, aproximadamente 47% dos Custos e das Despesas de Voo das empresas. Bilhões de R$ Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo da indústria, 2009 a 2012 35 31,33 30 26,09 25 21,37 20 2009 18,16 2010 15 2011 2012 10 5 Indústria Figura 8.16: Variação dos custos e despesas de voo da indústria com relação ao ano anterior, 2010 a 2012 25% 22% 20% 20% 18% 15% 10% 5% 0% 2010 2011 2012 A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente. 150 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.17: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2012 Custo com Tripulação 7,40% 11,46% Custo com Combustíveis 10,25% Custo com Depreciação de Equipamentos de Voo 8,73% Custo com Arrendamento, Manutenção e Seguro das Aeronaves 3,42% Custo com Tarifas Aeroportuárias 38,49% Custo com Tarifas de Navegação Aérea 2,35% 14,05% Custos Indiretos Despesas Administrativas Gerais 3,85% Outras Despesas Operacionais Bilhões de R$ Figura 8.18: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a 2012 14 12 10 8 2009 6 2010 2011 4 2012 2 0 Custo com Tripulação 151 Custo com Custo com Custo com Custo com Combustíveis Depreciação de Arrendamento, Tarifas Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias de Voo Seguro das Aeronaves Custo com Tarifas de Navegação Aérea Custos Indiretos Despesas Outras Administrativas Despesas Gerais Operacionais ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.19: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2009 a 2012 45% 40% 35% 30% 25% 2009 20% 2010 15% 2011 10% 2012 5% 0% Custo com Tripulação Custo com Custo com Custo com Custo com Combustíveis Depreciação de Arrendamento, Tarifas Equipamentos Manutenção e Aeroportuárias de Voo Seguro das Aeronaves Custo com Tarifas de Navegação Aérea Custos Indiretos Despesas Outras Administrativas Despesas Gerais Operacionais Bilhões de R$ Figura 8.20: Evolução dos custos e despesas de voo – por empresa, 2009 a 2012 16 14 12 10 8 2009 6 2010 2011 4 2012 2 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa 2009 9.420.062 5.698.776 514.782.6 490.821.6 425.899.0 106.035.4 534.391.5 189.972.7 Rio Total 113.849.4 2010 10.758.78 6.317.748 920.859.8 636.703.0 681.218.8 200.183.9 705.742.8 538.095.1 52.770.47 122.473.6 2011 11.965.18 7.386.254 1.696.851 874.060.3 1.176.686 289.964.7 1.058.787 651.094.9 179.051.0 138.311.4 2012 14.004.75 8.776.655 2.598.562 1.370.465 1.681.004 261.633.0 1.178.399 852.501.2 260.255.1 139.076.1 152 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Resultado Financeiro O resultado financeiro compreende os ganhos e perdas com variação cambial e instrumentos financeiros, juros de empréstimos e financiamentos entre outras operações. Figura 8.21: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 Indústria (2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 Indústria 2012 (1.685.262,75) 2011 (1.840.844,67) 2010 (234.642,19) 2009 1.800.837,55 Figura 8.22: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 (867.550,0 (439.153,0 (95.346,00 (59.035,00 (128.196,0 (14.272,98 (37.738,00 (2.383,00) (11.274,00 (14.268,33 2011 (1.019.716 (499.940,0 (76.847,00 (48.325,00 (91.995,00 (18.569,00 (46.714,00 1.270,00 (5.232,00) (11.124,47 2010 207.626,00 (240.835,0 (44.368,00 (23.724,00 (48.800,00 (9.209,00) (35.119,00 3.425,00 (1.818,00) - 2009 1.693.582, 169.135,00 (11.584,00 (2.114,84) 17.772,00 (1.622,00) 227,00 8.687,00 439,00 181,15 Tam 153 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Situação Patrimonial Situação Líquida Patrimonial A Situação Líquida Patrimonial representa a diferença entre os ativos da empresa e as suas dívidas. Em outras palavras, trata-se do resultado entre os bens + recebíveis e as dívidas, de curto e longo prazo. Caso os ativos superem os passivos, a Situação Líquida Patrimonial é positiva, do contrário, é negativa (também denominada de Passivo a Descoberto). Figura 8.23: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 Indústria 2012 65.091,33 2011 3.335.333,99 2010 4.706.439,56 2009 3.863.065,88 154 3.000.000 3.500.000 4.000.000 4.500.000 5.000.000 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.24: Situação Líquida Patrimonial (R$ 1.000,00) – por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (500.000) - 500.000 1.000.000 Gol Azul Avianca Brasil Trip 2012 255.162,00 750.293,00 (226.426,0 14.444,00 2011 1.465.678, 2.072.640, (75.452,00 29.672,00 2010 1.879.110, 2.718.229, (1.188,00) 2009 1.274.232, 2.417.133, 98.257,00 Tam 1.500.000 2.000.000 Passaredo Webjet Absa (305.414,0 61.821,23 (335.494,0 73.258,00 134.294,00 (197.983,0 94.066,00 149.870,00 11.339,00 1.298,00 112.012,00 11.729,00 2.500.000 3.000.000 Rio Total 6.917,00 9.346,44 10.124,69 6.214,00 16.488,00 16.499,51 (999,00) 4.036,00 13.752,00 23.863,21 (13.487,00 2.171,00 4.730,00 26.206,33 Indicadores de Liquidez As informações para o cálculo dos indicadores de liquidez foram apuradas com base nos dados do Balanço Patrimonial anual, demonstração contábil que evidência a posição patrimonial da empresa e que é apresentada à ANAC pelas empresas aéreas brasileiras. Os indicadores de liquidez têm por finalidade medir os recursos disponíveis em relação às dívidas no momento do encerramento das demonstrações contábeis. O Índice de Liquidez Corrente – ILC refere-se à relação existente entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante. Seu resultado representa quantos reais a empresa dispõe em recursos de curto prazo para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo. O ILC foi calculado dividindo o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante. 155 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.25: Índice Liquidez Corrente da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80 0,90 Indústria 2012 0,52 2011 0,83 2010 0,79 2009 0,73 Figura 8.26: Índice Liquidez Corrente por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 0,58 0,42 0,65 0,75 0,36 0,34 0,34 1,01 1,14 1,11 2011 0,84 0,84 0,89 0,73 0,89 0,55 0,83 1,02 0,61 1,04 2010 0,59 1,51 0,50 0,77 0,97 0,69 0,89 0,88 0,89 0,82 2009 0,60 1,06 1,00 0,65 0,74 0,58 0,58 0,94 0,63 0,73 156 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros O Índice de Liquidez Geral – ILG, por sua vez, indica a proporção entre as dívidas com terceiros, de curto e de longo prazo, e os recursos e os créditos disponíveis ou realizáveis no curto e no longo prazo. Foi utilizada a seguinte fórmula para o cálculo do ILG: Figura 8.27: Índice Liquidez Geral da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,10 0,20 0,30 Indústria 2012 0,36 2011 0,46 2010 0,47 2009 0,48 157 0,40 0,50 0,60 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.28: Índice Liquidez Geral por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 0,30 0,42 0,51 0,52 0,25 0,46 0,21 1,01 0,84 0,57 2011 0,34 0,66 0,41 0,78 0,41 0,65 0,55 1,01 0,90 0,56 2010 0,29 0,75 0,30 0,93 0,38 0,67 0,74 0,98 0,94 0,58 2009 0,32 0,74 0,56 0,63 0,27 0,67 0,63 0,95 0,80 0,55 Indicadores de Alavancagem Financeira A alavancagem financeira está associada à intensidade com a qual a empresa utiliza recursos de terceiros para financiar as suas operações ao invés de recursos dos sócios. A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo da Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais: 158 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.29: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 Indústria 2012 1,00 2011 0,88 2010 0,80 2009 0,82 Figura 8.30: Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 0,50 1,00 1,50 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 0,98 0,90 1,12 0,98 1,27 0,80 4,29 0,95 0,91 0,93 2011 0,89 0,77 1,05 0,94 0,94 0,55 1,46 0,95 0,82 0,84 2010 0,85 0,67 1,00 0,71 0,83 0,89 1,00 0,95 0,74 0,79 2009 0,89 0,68 0,82 0,99 0,85 0,80 1,04 0,98 0,57 0,78 159 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 O Multiplicador de Capital Próprio sugere quanto uma empresa se alavancou em determinado período, em outras palavras, significa a proporção existente entre os ativos totais e o patrimônio próprio de determinada empresa. A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Multiplicador de Capital Próprio: Figura 8.31: Multiplicador de capital próprio da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 350,00 400,00 450,00 Indústria 2012 394,50 2011 8,18 2010 5,10 2009 5,63 Figura 8.32: Multiplicador de capital próprio por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (800) (700) (600) (500) Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 52,71 10,31 (8,24) 44,05 (3,70) 5,09 (0,30) 19,50 11,03 13,35 2011 9,52 4,40 (18,37) 16,73 16,15 2,23 (2,17) 20,15 5,54 6,33 2010 6,57 3,02 (709,38) 3,51 5,73 9,36 (420,07) 21,17 3,86 4,72 2009 9,00 3,12 5,47 97,81 6,61 5,09 (23,46) 40,41 2,34 4,58 160 (400) (300) (200) (100) - 100 200 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Grau de Endividamento O Grau de Endividamento representa o quanto uma empresa utilizou de capital de terceiros para cada real de capital próprio e demonstra a estrutura de capital de uma empresa do ponto de vista do nível de endividamento. A seguinte fórmula foi utilizada para o cálculo do Grau de Endividamento: Figura 8.33: Grau de endividamento da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 Indústria 2012 393,50 2011 7,18 2010 4,10 2009 4,63 161 300,00 350,00 400,00 450,00 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.34: Grau de endividamento por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam (800,00) (700,00) (600,00) (500,00) (400,00) (300,00) (200,00) (100,00) - 100,00 200,00 Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 9,31 (9,24) 43,05 (4,70) 4,09 (1,30) 18,50 10,03 12,35 3,40 (19,37) 15,73 15,15 1,23 (3,17) 19,15 4,54 5,33 5,57 2,02 (710,38) 2,51 4,73 8,36 (421,07) 20,17 2,86 3,72 8,00 2,12 4,47 96,81 5,61 4,09 (24,46) 39,41 1,34 3,58 Tam Gol 2012 51,71 2011 8,52 2010 2009 Figura 8.35: Grau de endividamento ajustado da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Indústria 2012 3,94 2011 3,70 2010 2,54 2009 2,18 162 3,00 3,50 4,00 4,50 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.36: Grau de endividamento ajustado – por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio 2012 11,26 2,09 8,61 0,73 8,54 1,27 1,19 18,50 1,79 6,48 2011 6,61 2,19 5,60 0,61 6,14 0,84 2,84 30,10 1,78 14,66 2010 4,24 1,53 3,24 0,31 - 3,17 2,29 21,05 3,94 14,78 2009 3,54 1,27 1,67 0,19 3,51 1,58 1,93 21,95 0,41 3,91 163 Total ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Indicadores de Desempenho Específicos do Setor Os indicadores Revenue per Available Seat Kilometer – RASK e Cost per Available Seat Kilometer – CASK (Receita por Assento Quilômetro Ofertado e Custo por Assento Quilômetro Ofertado, respectivamente) devem ser analisados em conjunto, pois representam o resultado das operações por unidade de oferta de serviço de transporte aéreo de passageiros (ASK). Abaixo também é apresentado o RASK Passagem Aérea, no qual se consideram apenas as receitas obtidas com a venda de bilhetes aéreos. Empresas que transportam exclusivamente carga, não apresentam estes indicadores. Já os indicadores Revenue per Available Ton Kilometer – RATK e Cost per Available Ton Kilometer – CATK (Receita por Tonelada Quilômetro Ofertada e Custo por Tonelada Quilômetro Ofertada, respectivamente) consideram a oferta geral de serviços (passageiros, carga, serviço postal, etc.). Ressalta-se que os indicadores apresentados nesta seção não devem ser confundidos com outros divulgados pelo mercado, em razão de possíveis diferenças na metodologia de cálculo. RASK e CASK Para o cálculo do RASK, do CASK e do RASK Passagem Aérea, foram utilizadas as seguintes fórmulas: A empresa Gol Linhas Aéreas está revisando as informações do Demonstrativo do Relatório Operacional apresentadas à agência em razão da classificação dos dados definida na regulamentação vigente. 164 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.37: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 Indústria 0,000 0,020 0,040 0,060 0,080 0,100 0,120 0,140 0,160 0,180 0,200 Indústria 2012 0,182 2011 0,166 2010 0,160 2009 0,148 Figura 8.38: RASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam 0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet 2012 0,256 0,182 0,232 0,225 0,275 0,296 0,164 2011 0,244 0,162 0,200 0,259 0,266 0,276 0,148 2010 0,233 0,166 0,171 0,237 0,291 0,303 0,139 2009 0,217 0,168 0,143 0,209 0,308 0,299 0,126 165 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.39: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 Indústria 0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 Indústria 2012 0,205 2011 0,175 2010 0,160 2009 0,159 Figura 8.40: CASK (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam 0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 0,400 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet 2012 0,294 0,209 0,236 0,233 0,294 0,380 0,207 2011 0,253 0,167 0,197 0,271 0,290 0,332 0,176 2010 0,244 0,152 0,181 0,262 0,275 0,311 0,129 2009 0,238 0,164 0,196 0,244 0,303 0,313 0,143 166 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.41: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2012 Indústria 0,000 0,020 0,040 0,060 0,080 0,100 0,120 0,140 0,160 0,180 Indústria 2012 0,154 2011 0,141 2010 0,136 2009 0,127 Figura 8.42: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2009 a 2012 Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam 0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet 2012 0,236 0,158 0,209 0,210 0,172 0,287 0,144 2011 0,217 0,143 0,181 0,239 0,235 0,260 0,130 2010 0,205 0,146 0,155 0,211 0,267 0,294 0,126 2009 0,191 0,149 0,133 0,185 0,289 0,297 0,118 167 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 RATK e CATK Para o cálculo do RATK e do CATK foram utilizadas as seguintes fórmulas: Figura 8.43: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 Indústria 1,15 1,20 1,25 1,30 1,35 Indústria 2012 1,48 2011 1,38 2010 1,34 2009 1,28 168 1,40 1,45 1,50 Seção 8 – Aspectos Econômico-Financeiros Figura 8.44: RATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 1,21 1,76 1,81 1,95 2,51 2,79 1,57 1,15 1,26 2,35 2011 1,20 1,60 1,46 2,03 2,43 2,55 1,44 0,88 1,01 3,78 2010 1,17 1,60 1,31 2,19 2,26 2,57 1,29 0,99 0,91 10,56 2009 1,08 1,98 1,30 1,52 3,02 2,40 0,77 0,43 - 4,76 0,80 1,00 Figura 8.45: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2012 Indústria - 0,20 0,40 0,60 Indústria 2012 1,67 2011 1,45 2010 1,34 2009 1,37 169 1,20 1,40 1,60 1,80 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO - 2012 Figura 8.46: CATK (R$/ATK) por empresa, 2009 a 2012 Total Rio Absa Webjet Passaredo Trip Avianca Brasil Azul Gol Tam - 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 Tam Gol Azul Avianca Brasil Trip Passaredo Webjet Absa Rio Total 2012 1,39 2,02 1,84 2,02 2,69 3,58 1,98 1,20 1,41 2,26 2011 1,25 1,64 1,44 2,13 2,65 3,06 1,71 0,93 1,17 3,68 2010 1,22 1,47 1,39 2,42 2,13 2,63 1,19 1,02 0,79 9,78 2009 1,18 1,93 1,78 1,79 2,98 2,51 0,87 0,41 - 4,43 170 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Anexo A. GLOSSÁRIO As definições têm o objetivo exclusivo de contribuir para a compreensão geral dos conceitos descritos neste Anuário. Assentos Ofertados – número de assentos disponíveis em cada etapa de voo, de acordo com a configuração da aeronave na execução da etapa. Assento Quilômetro Ofertado (ASK) – representa, em linhas gerais, a oferta de transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, o número de assentos ofertados pela distância da etapa em quilômetros. Bagagem Livre (Franqueada) – total de bagagem transportada dentro dos limites acordados entre a empresa aérea e o passageiro (franquia), expressa em quilogramas. Carga Grátis – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que não tenham gerado receitas diretas ou indiretas para a empresa aérea. Carga Paga – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que tenham gerado receitas diretas ou indiretas para a empresa aérea. Correio (Mala Postal) – somatório de objetos transportados de rede postal em cada trecho de voo realizado, expresso em quilogramas. Distância da Etapa – distância, expressa em quilômetros, entre os aeródromos de origem e destino da etapa, considerando a curvatura do planeta Terra. Etapa Básica – etapa identificada pelo par de aeródromos de decolagem e de pouso subsequente de um voo, independentemente de onde tenha sido realizado o embarque ou o desembarque do objeto de transporte (pessoas ou cargas) desse voo. É a etapa de voo com foco no movimento de passageiros e carga entre um pouso e uma decolagem. Etapa Combinada – etapa identificada pelo par de aeródromos de origem e de destino de um voo, independentemente da passagem desse voo por aeródromos intermediários. 171 Anexo A. Glossário É a etapa de voo vista com foco no objeto de transporte embarcado no aeródromo de origem e desembarcado no aeródromo destino. Etapa Média de Voo – etapa calculada pela divisão da distância total percorrida, expressa em quilômetros, pelo número de etapas básicas realizadas. Etapa Não Regular – operação remunerada de natureza extraordinária, não regular, de transporte de passageiros, carga, mala postal ou misto, entre duas ou mais localidades. Exemplos: etapa extra, fretamento e charter. Etapa Não Remunerada ou Improdutiva – operação não remunerada realizada pela empresa aérea. Exemplos: voos de reposicionamento de aeronaves, traslados, instrução, treinamento, experiência, teste e manutenção. Etapa Regular – operação remunerada de transporte de passageiros, carga, mala postal ou misto, entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, por meio do qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário, equipamento e frequência previstos em HOTRAN. Excesso de Bagagem – total de bagagem que excede os limites acordados entre a empresa aérea e o passageiro (franquia), expresso em quilogramas. Horas Voadas – medida calculada pelo tempo de voo. O horário de partida e parada da aeronave é apurado pelo critério do calço e descalço, conhecido internacionalmente pela expressão block-to-block. HOTRAN Eletrônico – sistema que armazena os dados dos voos regulares aprovados pela ANAC. Índice de Aproveitamento – também conhecido como “taxa de aproveitamento”, é a razão entre a demanda e a oferta de transporte aéreo. É obtido pela divisão do Passageiro Quilômetro Pago Transportado (ou Tonelada Quilômetro Utilizada Paga) pelo Assento Quilômetro Ofertado (ou Tonelada Quilômetro Ofertada). Esse índice é conhecido internacionalmente como Load Factor. 172 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Movimento de Aeronave – calculado pela quantidade de decolagens e aterrissagens de uma aeronave em um aeroporto. Para efeito do tráfego de aeroportos, a chegada e a saída de uma aeronave devem ser contadas como dois movimentos. Participação de Mercado – representa o quanto uma empresa tem de participação em um dado mercado. Também conhecido como market share ou fatia de mercado. Passageiros Grátis – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público, mas que não geram receita, com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo. Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam gratuitamente, as que se valem dos descontos de funcionários das empresas aéreas e seus agentes, os funcionários de empresas aéreas que viajam a negócios pela própria empresa e os tripulantes ou quem estiver ocupando assento destinado a estes. Passageiros Pagos – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público e que geram receita com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo. Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam em virtude de ofertas promocionais, as que se valem dos programas de fidelização de clientes e dos descontos concedidos pelas empresas, as que viajam com tarifas preferenciais, as que compram passagem no balcão ou por meio do site de empresa de transporte aéreo e as que compram passagem em agências de viagem. Passageiro Quilômetro Pago Transportado (RPK) – representa, em linhas gerais, a demanda por transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, a quantidade de passageiros pagos transportados pela quantidade de quilômetros voados (1 passageiro-quilômetro é o mesmo que 1 passageiro que voou 1 quilômetro). Payload Capacity – capacidade total de peso na aeronave, expressa em quilogramas, disponível para efetuar o transporte de passageiros, carga e correio. Quilômetros Voados – distância percorrida pela aeronave durante o voo. Tonelada Quilômetro Ofertada (ATK) – representa, em linhas gerais, a oferta de transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, a capacidade total de peso na aeronave (Payload Capacity) pela distância da etapa. A 173 Anexo A. Glossário unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1 quilômetro. Tonelada Quilômetro Utilizada Paga (RTK) – representa, em linhas gerais, a demanda por transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, o peso pagante transportado pela distância da etapa. No Brasil adota-se a média de 75 quilos para cada passageiro transportado, já incluída a bagagem de mão. A unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1 quilômetro. Onde: Bagagem = Bagagem Livre + Excesso de Bagagem; d = Distância da etapa em quilômetros. Voo Charter – voo realizado para execução de um contrato de transporte aéreo, celebrado com pessoa física ou jurídica no qual é permitida a tomada de passageiros ou cargas estranhas ao afretador, mediante comercialização aberta ao público. É um serviço de transporte aéreo não regular. Voo Extra – voo realizado, eventualmente, para atender excessos esporádicos de demanda em voo regular, ou então, para atender a uma demanda específica, envolvendo a ligação de localidades não servidas por linha aérea regular. É um serviço de transporte aéreo não regular. Voo de Fretamento – voo realizado para execução de um contrato de transporte com pessoa física ou jurídica, sem tomar passageiros ou carga estranhos ao afretador. É um serviço de transporte aéreo não regular. Voo Regular – voo entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, pela qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário, equipamento e frequência registrados em HOTRAN Eletrônico e aprovado pela ANAC. Todas 174 as outras situações são consideradas como voos não regulares. ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Anexo B. LISTA DE ABREVIATURAS ANAC Agência Nacional de Aviação Civil ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ASK Available Seat Kilometer (Assento Quilômetro Ofertado) ATK Available Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Ofertada) CADE Conselho Administrativo de Defesa Econômica CASK Cost per Available Seat Kilometer (Custo dos Serviços Prestados por Assento Quilômetro Ofertado) CATK Cost per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro Ofertada) BAV Boletim de Alteração de Voo DAC Departamento de Aviação Civil EBIT Earnings Before Interest and Taxes FMI Fundo Monetário Internacional HHI Índice Herfindahl-Hirschman HOTRAN Horário de Transporte IAC Instrução de Aviação Civil IATA Associação Internacional de Transporte Aéreo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IEO Índice de Eficiência Operacional ILC Índice de Liquidez Corrente ILG Índice de Liquidez Geral 175 Anexo B – Lista de Abreviaturas ILI Índice de Liquidez Imediata IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo Ipea Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada OACI Organização da Aviação Civil Internacional PIB Produto interno Bruto NOSAI Norma de Serviço Aéreo Internacional RASK Revenue per Available Seat Kilometer (Receita por Assento Quilômetro Ofertado) RATK Revenue per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro Ofertada) RPK Revenue Passenger Kilometer (Passageiro Quilômetro Transportado) RTK Revenue Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Utilizada Paga) SARIMA Seasonal Autoregressive Integrated Moving Average Selic Sistema Especial de Liquidação e Custódia SINTAC Sistema Integrado de Informações da Aviação Civil Sisbacen Sistema de Informações do Banco Central do Brasil VRA Voo Regular Ativo WTI West Texas Intermediate 176 Pago ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Anexo C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES Designador OACI Nome da Empresa AAL AMERICAN AIRLINES INC. (Estados Unidos) ABJ ABAETÉ Linhas Aéreas S/A (Brasil) AZU AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A (Brasil) GEC LUFTHANSA CARGO AG. (Alemanha) GLO VRG Linhas Aéreas S/A (GOL) (Brasil) GTI ATLAS AIR INC. (Estados Unidos) MEL MEGA Linhas Aéreas Ltda. (Brasil) MSQ META Mesquita Transportes Aéreos Ltda. (Brasil) MST MASTER TOP Linhas Aéreas S/A (Brasil) NHG NHT Linhas Aéreas Ltda. (Brasil) NRA NOAR Linhas Aéreas S/A (Brasil) ONE OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome de fantasia: AVIANCA) (Brasil) PLY PUMA AIR Linhas Aéreas Ltda. (Brasil) PTB PASSAREDO Transportes Aéreos Ltda. (Brasil) PTN PANTANAL Linhas Aéreas S/A (Brasil) RIO RIO Linhas Aéreas S/A (Brasil) SBA SOL Linhas Aéreas Ltda. (Brasil) SLX SETE Linhas Aéreas Ltda. (Brasil) 177 Anexo C – Lista de Siglas de Empresas Aéreas Regulares Designador OACI Nome da Empresa TAM TAM Linhas Aéreas S/A (Brasil) TAP TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES AS. (nome de fantasia: TAP AIR PORTUGAL) (Portugal) TIB TRIP - Linhas Aéreas S/A (Brasil) TIM Transportes Especiais Aéreos e Malotes Ltda. (nome de fantasia: TEAM - Brasil) (Brasil) TTL TOTAL Linhas Aéreas S/A (Brasil) TUS ABSA Aerolinhas Brasileiras S/A (Brasil) UPS UPS – UNITED PARCEL SERVICES CO. (Estados Unidos) VLO VARIG Logística S/A (nome de fantasia: VARIG LOG.) (Brasil) WEB 178 WEBJET Linhas Aéreas S/A (Brasil) ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 Anexo D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS Designador Nome da Empresa OACI Município SBAA Conceição Do Araguaia Conceição Do Araguaia-PA SBAE Bauru/Arealva Arealva-SP SBAR Santa Maria Aracaju-SE SBAT Deputado Benedito Santiago Alta Floresta-MT SBAU Estadual Dario Guarita Araçatuba-SP SBAX Romeu Zema Araxá-MG SBBE Val De Cans Belém-PA SBBH Pampulha - Carlos Drummond De Andrade Belo Horizonte-MG SBBR Presidente Juscelino Kubitschek Brasília-DF SBBV Atlas Brasil Cantanhede Boa Vista-RR SBBW Barra Do Garças Barra Do Garças-MT SBCA Adalberto Mendes Da Silva Cascavel-PR SBCB Cabo Frio Cabo Frio-RJ SBCD Carlos Alberto Da Costa Neves Caçador-SC SBCF Tancredo Neves Confins-MG SBCG Campo Grande Campo Grande-MS SBCH Serafin Enoss Bertaso Chapecó-SC SBCJ Carajás Parauapebas-PA SBCM Diomício Freitas Forquilhinha-SC SBCN Nelson Rodrigues Guimarães Caldas Novas-GO SBCP Bartolomeu Lisandro Campos Dos Goytacazes-RJ 179 Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros SBCR Corumbá Corumbá-MS SBCT Afonso Pena São José Dos Pinhais-PR SBCX Regional Hugo Cantergiani Caxias Do Sul-RS SBCY Marechal Rondon Várzea Grande-MT SBCZ Cruzeiro Do Sul Cruzeiro Do Sul-AC SBDB Bonito Bonito-MS SBDN Presidente Prudente Presidente Prudente-SP SBDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS SBEG Eduardo Gomes Manaus-AM SBFI Cataratas Foz Do Iguaçu-PR SBFL Hercílio Luz Florianópolis-SC SBFN Fernando De Noronha Fernando De Noronha-PE SBFZ Fortaleza-CE SBGL Pinto Martins Aeroporto Internacional Do Rio De Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim SBGO Santa Genoveva Goiânia-GO SBGR Guarulhos - Governador André Franco Montoro Guarulhos-SP SBGV Coronel Altino Machado Governador Valadares-MG SBHT Altamira Altamira-PA SBIH Itaituba Itaituba-PA SBIL Bahia - Jorge Amado Ilhéus-BA SBIP Usiminas Santana Do Paraíso-MG SBIZ Prefeito Renato Moreira Imperatriz-MA SBJF Francisco De Assis Juiz De Fora-MG SBJI Ji-Paraná Ji-Paraná-RO 180 Rio De Janeiro-RJ ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 SBJP Presidente Castro Pinto Bayeux-PB SBJR Jacarepaguá/Rj - Roberto Marinho Rio De Janeiro-RJ SBJU Orlando Bezerra De Menezes Juazeiro Do Norte-CE SBJV Lauro Carneiro De Loyola Joinville-SC SBKG Presidente João Suassuna Campina Grande-PB SBKP Viracopos Campinas-SP SBLE Horácio De Mattos Lençóis-BA SBLO Governador José Richa Londrina-PR SBMA Marabá Marabá-PA SBMD Monte Dourado Almeirim-PA SBME Macaé Macaé-RJ SBMG Regional De Maringá - Sílvio Name Júnior Maringá-PR SBMK Mário Ribeiro Montes Claros-MG SBML Frank Miloye Milenkovich Marília-SP SBMO Zumbi Dos Palmares Rio Largo-AL SBMQ Macapá Macapá-AP SBMY Manicoré Manicoré-AM SBNF Ministro Victor Konder Navegantes-SC SBNM Santo Ângelo Santo Ângelo-RS SBNT Augusto Severo Parnamirim-RN SBOI Oiapoque Oiapoque-AP SBPA Salgado Filho Porto Alegre-RS SBPC Embaixador Walther Moreira Salles Poços De Caldas-MG SBPF Lauro Kurtz Passo Fundo-RS 181 Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros SBPJ Brigadeiro Lysias Rodrigues Palmas-TO SBPK Pelotas Pelotas-RS SBPL Senador Nilo Coelho Petrolina-PE SBPS Porto Seguro Porto Seguro-BA SBPV Governador Jorge Teixeira De Oliveira Porto Velho-RO SBQV Vitória Da Conquista Vitória Da Conquista-BA SBRB Plácido De Castro Sena Madureira-AC SBRF Guararapes - Gilberto Freyre Recife-PE SBRJ Santos Dumont Rio De Janeiro-RJ SBRP Leite Lopes Ribeirão Preto-SP SBSJ Professor Urbano Ernesto Stumpf São José Dos Campos-SP SBSL Marechal Cunha Machado São Luís-MA SBSM Santa Maria Santa Maria-RS SBSN Maestro Wilson Fonseca Santarém-PA SBSP Congonhas São Paulo-SP SBSR Professor Eriberto Manoel Reino São José Do Rio Preto-SP SBSV Deputado Luís Eduardo Magalhães Salvador-BA SBTB Trombetas Oriximiná-PA SBTC Hotel Transamérica Una-BA SBTE Senador Petrônio Portella Teresina-PI SBTF Tefé Tefé-AM SBTR Torres Torres-RS SBTT Tabatinga Tabatinga-AM SBTU Tucuruí Tucuruí-PA 182 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 SBUA São Gabriel Da Cachoeira São Gabriel Da Cachoeira-AM SBUG Rubem Berta Uruguaiana-RS SBUL Tenente-Coronel Aviador César Bombonato Uberlândia-MG SBUR Mário De Almeida Franco Uberaba-MG SBUY Urucu Coari-AM SBVG Major Brigadeiro Trompowsky Varginha-MG SBVH Brigadeiro Camarão Vilhena-RO SBVT Eurico De Aguiar Salles Vitória-ES SBYS Campo Fontenelle/Academia Da Força Aérea Pirassununga-SP SBZM Regional Da Zona Da Mata Goianá-MG SDCG Senadora Eunice Michiles São Paulo De Olivença-AM SDCO Sorocaba Sorocaba-SP SDOW Ourilândia Do Norte Ourilândia Do Norte-PA SDRS Resende Resende-RJ SDSC Mário Pereira Lopes São Carlos-SP SDTK Parati Parati-RJ SDVG Domingos Pignatari Votuporanga-SP SIMK Tenente Lund Presetto Franca-SP SIXE Aeroclube De Eldorado Do Sul Eldorado Do Sul-RS SJHG Confresa Confresa-MT SJRG Rio Grande Rio Grande-RS SJTC Moussa Nakhl Tobias Arealva-SP SNBA Asa Branca Tartarugalzinho-AP SNBR Barreiras Barreiras-BA 183 Anexo D - Lista de Siglas de Aeródromos Brasileiros SNDC Redenção Redenção-PA SNDT Diamantina Diamantina-MG SNGI Guanambi Guanambi-BA SNJR São João Del Rei São João Del Rei-MG SNPD Patos De Minas Patos De Minas-MG SNRU Oscar Laranjeiras Caruaru-PE SNSW Soure Soure-PA SNXL Primavera Querência-MT SSCK Olavo Cecco Rigon Concórdia-SC SSDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS SSER Erechim Erechim-RS SSFB Aeroporto Paulo Abdala Francisco Beltrão-PR SSIJ Ijuí Ijuí-RS SSJA Santa Terezinha Joaçaba-SC SSKW Cacoal Cacoal-RO SSZR Santa Rosa Santa Rosa-RS SWBC Barcelos Barcelos-AM SWCA Carauari Carauari-AM SWEI Eirunepé Eirunepé-AM SWFX São Félix Do Araguaia São Félix Do Araguaia-MT SWGI Gurupi Gurupi-TO SWGN Araguaína Araguaína-TO SWGP Palmeiras De Goiás Palmeiras De Goiás-GO SWHG Aeroporto De Santa Helena Do Goiás Santa Helena Do Goiás-GO 184 ANUÁRIO DO TRANSPORTE AÉREO – 2012 SWHP Fazenda Olho Dagua Água Boa-MT SWHT Francisco Correa Da Cruz Humaitá-AM SWIQ Minaçu Minaçu-GO SWKO Coari Coari-AM SWLB Lábrea Lábrea-AM SWLC General Leite De Castro Rio Verde-GO SWOB Fonte Boa Fonte Boa-AM SWPI Júlio Bélem Parintins-AM SWRD Rondonópolis Rondonópolis-MT SWSI Presidente João Batista Figueiredo Sinop-MT SWTP Tapuruquara Santa Isabel Do Rio Negro-AM 185 Anexo E – Legislação Básica Anexo E. LEGISLAÇÃO BÁSICA Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica. Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, e dá outras providências IAC 1223, de 30 de abril de 2000 – Confecção e aprovação de Horário de Transporte – HOTRAN. IAC 1224, de 30 de abril de 2000 – Alterações em voos regulares e realização de voos não-regulares. IAC 1502, de 30 de junho de 1999 – Cálculo dos índices de regularidade, de pontualidade e de eficiência operacional. IAC 1504, de 30 de abril de 2000 – Procedimentos para o registro de alterações em voos de empresas de transporte aéreo regular. Portaria nº 1.334/SSA, de 30 de dezembro de 2004 – Instruções relativas ao plano de contas das empresas de transporte aéreo regular. Resolução ANAC nº 16, 27 de fevereiro de 2008 – Altera os valores máximos de desconto para as tarifas aéreas internacionais, com origem no Brasil e destino nos países da América do Sul. Resolução ANAC nº 83, 22 de abril de 2009 – Altera a política tarifária para voos internacionais regulares com origem no Brasil. Resolução ANAC nº 140, 9 de março de 2010 – Registro de tarifas referentes aos serviços de transporte aéreo regular. Portaria ANAC nº 804/SRE, de 21 de maio de 2010 – Procedimentos para o registro das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte aéreo doméstico regular de passageiros. Portaria ANAC nº 1.887/SRE, de 25 de outubro de 2010 – Procedimentos para o registro das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte aéreo internacional regular de passageiros. Portaria ANAC nº 274/SRE, de 14 de fevereiro de 2011 – Altera a Portaria nº 804/SRE, de 21 de maio de 2010. 186 RELATÓRIO ANUAL DE ACOMPANHAMENTO DO MERCADO AÉREO – 2012 Resolução ANAC nº 191, de 16 de junho de 2011 – Fornecimento de dados estatísticos relativos aos serviços de transporte aéreo público. Portaria ANAC nº 1.189/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para fornecimento dos dados estatísticos das empresas brasileiras de transporte aéreo público regular e não regular, exceto as de táxi-aéreo. Portaria ANAC nº 1.190/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para fornecimento dos dados estatísticos das empresas estrangeiras de transporte aéreo público regular e não regular que operam no Brasil, exceto as de táxi-aéreo. Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro de 2012 – Estabelece procedimentos para divulgação de percentuais de atrasos e cancelamentos de voos do transporte aéreo público regular de passageiros. Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, e dá outras providências Todas disponíveis em: http://www2.anac.gov.br/biblioteca/biblioteca2.asp 187 188