JORNAL
ACRIOESTE
Barreiras-Bahia, mai/jun/2010
ANO 02
-
Nº 09
Demonstrando o fortalecimento
da pecuária regional, diversas
fazendas do Oeste da Bahia
têm realizado Dias de Campo,
Leilões e Feiras de Gado.
Municípios como Cotegipe,
Wanderley, Muquém do São
Francisco, Angical e Barreiras
passam a exercer papel
fundamental na melhoria do
rebanho regional. Do início do
ano até agora, fazendas desses
municípios têm ofertado ao
mercado animais com genética
superior, e o mais importante,
totalmente adaptados ao clima e
solo do Oeste da Bahia.
Foto divulgação Adab
Foto divulgação Frijoa
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Foto Leilão Japaranduba
Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado
tornam-se presentes no Oeste da Bahia
Anemia Infecciosa Equina afeta
animais do Oeste da Bahia
Muquém do São Francisco
terá frigorífico regional
A Anemia Infecciosa Equina é um problema grave e tem atingido os animais do Oeste da Bahia por
ser uma região de vales, principalmente com lugares
onde tem muito alagadiço e vazante. 800 casos na
região já foram detectados.
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Localizado na região Oeste da Bahia, distante
729 Km de Salvador, o município de Muquém do
São Francisco, detentor de grande parte do rebanho
bovino do além São Francisco, terá um moderno frigorífico para atender a demanda regional.
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Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109
ANO 02 - Nº 09
Acrioeste promoveu shopping de
animais na Bahia Farm Show
mais para cria, recria e engorda (corte), 20 touros registrados e 40 vacas e
novilhas de linhagem leiteira.
Todos os animais são oriundos de
criações extensivas (a campo), pois
refletem a realidade da pecuária praticada no Oeste, e não terão problemas
Fotos Washington Luiz
Pela primeira vez, a Associação
dos Criadores de Gado do Oeste da
Bahia (Acrioeste) realizou o Shopping
de Gado Acrioeste Bahia Farm Show,
na área de pecuária do Complexo, nos
dias 3 e 4 de junho durante a feira.
Estiveram expostos cerca de 120 ani-
de adaptabilidade quando seguirem
para propriedades dos criadores que
os adquirirem. O Evento contou com
a participação de alguns dos grandes
criadores da região Oeste da Bahia.
Também foi montado junto aos currais um estande, onde foi coordenada
a comercialização dos animais, pela
empresa leiloeira, Terço Leilões, de
Salvador.
De acordo com o presidente da
Acrioeste, Ricardo Barata, o objetivo
da feira de animais foi disponibilizar
uma vitrine do gado que há na região e
conseguir realizar bons negócios com
o público, fortalecendo assim a pecuária no Oeste.
EXPEDIENTE
Os animais ficaram expostos nos currais da
Bahia Farm Show
Índice de vacinação contra
aftosa foi satisfatório
O rebanho total da região Oeste do
Estado é 989.713 cabeças, e um total
de 22.297 criadores nos 21 municípios
onde a Agência Estadual de Defesa
Agropecuária da Bahia (Adab) atua.
O município de Barreiras tem um rebanho de 84.678 cabeças, o maior da
região está em Wanderley com 100.862
cabeças, seguindo por Muquém do São
Francisco, São Desidério e Riachão das
Neves. Cerca de 85% dos criadores fizeram a declaração na Adab. A campanha de vacinação contra a febre aftosa
foi antecipada esse ano para beneficiar
os criadores da Zona Tampão.
Começou no dia 15 de abril, finalizando no dia 31 maio. “A partir do
dia 01 de junho continuamos a vacinar,
mas o criador que não fez no período
da campanha, irá pagar multa por não
seguir calendário”, informa João Pacheco Cavalcante Filho, gerente técni-
co regional Adab em Barreiras.
Ainda informa que o valor da multa
é R$ 53,00 por cabeça, além da multa
por não ter declarado, no valor de R$
160,00. Há dois períodos de vacina da
febre aftosa, sendo em maio e novembro. Esse ano, segundo Pacheco em
novembro pretende-se vacinar somente animais abaixo de dois anos para
redução dos custos e facilitar para os
criadores.
A meta é vacinar 100% do rebanho. No ano passado foi alcançado
97% de cobertura, esse ano, até o mês
de maio, 85% do rebanho da região
foi imunizado.
Há onze anos que não há caso de febre aftosa na Bahia, o que contribui para
o desenvolvimento da pecuária e possibilita o crescimento do rebanho. Para
Pacheco, a expectativa de crescimento
para região é de um milhão de cabeças.
DIRETORIA ACRIOESTE
GESTÃO 2007 – 2011
Ricardo Simões Barata
Presidente
Jaime Arnoldo Cappellesso
Vice–Presidente
Otávio Mariani Wanderley Filho
Diretor Secretário
Mário Josino Meirelles
Diretor Secretário Adjunto
Hermes Domingos Leite Simões
Diretor Financeiro
Carlos Augusto Barbosa Nogueira
Diretor Financeiro Adjunto
Antonio Balbino de Carvalho Neto
Diretor de Eventos
Manoel Messias de Souza Oliveira
Diretor de Eventos Adjunto
CONSELHO CONSULTIVO
César Lucena Borges
Eduardo Antônio Parera Sá
Ferrúcio Fontes Santoro
Getúlio Cardoso Reis
Humberto Duder Peixoto
Humberto Santa Cruz
Jorge Luiz Closs
José Antônio da Silva Costa
José Humberto Romeiro
Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira
Mario César Mascarenhas
Nelson Pineda
Neuci Adalton Vigna
Ronaldo Ausone Lupinacci
CONSELHO EDITORIAL
Jorgiana Lopes - Secretária Executiva
Alcides Viana - Revisão e edição de textos
Ricardo Simões Barata - Aprovação final
Eduardo Lena - Jornalista responsável e
editoração eletrônica - DRT/BA 447-3 BA
www.acrioeste.org.br
e-mail: [email protected]
Ano 02 - Nº 09 - mai/jun/2010
Tiragem: 1.000 exemplares
Av. Ahylon Macêdo, 11, Barreiras - BA - CEP. 47.806-180
Fone/Fax: (77) 3611-5027
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Anemia Infecciosa Equina afeta animais do Oeste da Bahia
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siderados vetores da doença. Todas as
fazendas à beira do rio têm grande possibilidade de ter a doença. Também temos o homem que entra no ambiente
e faz a transmissão quando utiliza um
arreio no animal positivo e depois usa
em um animal sadio. Há também transmissão quando se reutiliza a agulha”.
O gerente técnico regional da Adab,
João Pacheco Cavalcante Filho, também afirma que em toda a região Oeste
existem muitos focos da doença, principalmente nos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia,
na região ribeirinha e em todos os lugares onde tem alagadiços. “Nós ativamos mais o trabalho em toda a região,
sacrificando os animais soropositivos,
depois há uma equipe que faz a eliminação dos focos. Quando detectamos
um animal com a doença, fazemos o
exame em todos os demais animais da
fazenda”.
Pacheco reconhece que a equipe
de trabalho ainda é pequena para atender toda a região, o que dificulta o trabalho de combate da doença. “Temos
ainda uma quantidade de pessoal pequena para a quantidade de endemias
que temos, a demanda é muito grande de anemia infecciosa e nem sempre conseguimos atender todos os casos”, informa.
A anemia infecciosa é uma doença que acomete equídeos (burros, ca-
valos, mulas, zebra, entre outros),
de qualquer raça, sexo e idade. O vírus uma vez instalado no organismo
do animal, nele permanece por toda
a vida mesmo quando não manifestar sintomas. É conhecida também
como febre dos pântanos, porque
nas áreas pantanosas a população de
insetos hematófagos, vetores naturais da natureza é muito grande e os
animais ficam mais expostos à contaminação. É uma doença essencialmente crônica embora possa se apresentar em fases hiperaguda, aguda e
subaguda. A sintomatologia caracteriza-se por episódios febris, perda de
peso, debilidade progressiva, mucosa ictéricas e edemas subcutâneos,
uma vez infectado, o animal tornase portador permanente.
A doença também é mais comum
em terrenos baixos e mal drenados
ou em zonas úmidas muito florestadas. É feita principalmente por insetos sugadores (moscas e mosquitos). Já foram também comprovadas
as transmissões congênitas (placentária), pelo leite (aleitamento), pelo
sêmen (acasalamento) e pelo soroimune. A mucosa nasal e oral, intactas ou feridas, podem ser portas de
entrada do vírus. O uso sem assepsia de material cirúrgico, por pessoas não-habilitadas, também aumenta
a probabilidade da infestação.
Foto divulgação Adab
A Anemia Infecciosa Equina
tem atingido os animais do Oeste da
Bahia por ser uma região de vales,
principalmente com lugares onde
tem muito alagadiço e vazante. De
acordo com Sérgio Ricardo Silveira
Barreto, diretor de equinos da Acrioeste, a doença tem sido um problema
grave, pois apenas em uma fazenda
do município de Cotegipe, houve
perda de 100% do rebanho por causa da doença. De julho do ano passado até janeiro desse ano foram detectados 800 casos na região, destes,
60% foram sacrificados. “É preciso
uma força tarefa para fazer controle
e eliminar os animais doentes, pois
ainda há muita resistência por parte
de alguns criadores que não querem
sacrificar os animais, mas é necessário o sacrifício, pois um animal doente pode contaminar todo o rebanho”, informa o diretor.
Conforme o médico veterinário do Centro de Zoonoses de Barreiras, Antonio Luiz Pedrosa, a doença tem se espalhado por causa da
falta de conscientização. “O governo precisa investir mais na educação, utilizando os órgãos competentes para desenvolver trabalhos,
como a busca ativa, fazer palestras
nas agrovilas e falar mais sobre a
doença, principalmente para os produtores rurais. Todos precisam ter
informações sobre a anemia infecciosa”. Ainda diz que apesar da anemia não ser uma zoonose, foi estabelecida uma relação de cooperação
com a Agência Estadual de Defesa
Agropecuária da Bahia (Adab) para
apoiar e ajudar no trabalho de conscientização e combate da doença, já
que é de responsabilidade do Ministério da Agricultura coordenar o
programa.
Antonio Luiz explica que a doença é o resultado de uma infecção
em um animal sadio através do vírus da família retrovirida e ataca todos os equídeos. “A doença tem relação com o fator ambiental, lugares
onde tem muito alagadiço, e apresenta uma série de habitat de alguns animais hematófagos, como a
muriçoca e a mutuca, que são con-
Para combater a Anemia Infecciosa, os animais soropositivos são sacrificados
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ANO 02 - Nº 09
Localizado na região Oeste da
Bahia, distante 729 Km de Salvador, o município de Muquém do
São Francisco, detentor de grande
parte do rebanho bovino do além
São Francisco, terá um moderno
frigorífico para atender a demanda
regional.
Num empreendimento do pecuarista Jaime Oliveira do Amor, o
Frijoa deverá custar ao proprietário
aproximadamente R$ 10 milhões,
gerando depois de pronto, 125 empregos diretos e outros 500 indiretos. O local escolhido para a instalação do frigorífico foi a Fazenda
Pixaim, às margens da BA 161,
sentido Ibotirama/Barra, a três Km
do entroncamento com a BR 242.
Com data prevista para iniciar
as atividades em fevereiro de 2011,
o frigorífico terá capacidade de
abater 500 animais/dia, entre bovinos, caprinos, ovinos e suínos.
Com mais de 30 anos dedicado a
pecuária regional e investimentos
em confinamento de bovinos em
Muquém, o pecuarista conta com
um plantel superior a 50 mil cabeças de gado.
A região em que Muquém está
inserida compreende mais de 20
municípios e é detentora de um rebanho superior a 800 mil cabeça de
gado, que devido a inexistência de
abatedouros e frigoríficos, enfren-
Foto divulgação Frijoa
Muquém do São Francisco terá frigorífico regional
O local onde será edificado o frigorífico Frijoa já foi escolhido pelo proprietário
ta sérios problemas para cumprir a
portaria 304 do Ministério da Agricultura, que regulamenta o abate de
bovino, caprinos e ovinos. A ideia
do proprietário é abranger vários
municípios, entre os principais estão: Irecê, Xique Xique, Morpará, Ibotirama, Paratinga, Sítio do
Mato, Wanderley, Cotegipe, Buritirama, Muquém do São Francisco,
Mansidão e Brejolândia.
Além do empreendimento pecuário na região, o empresário é proprietários de outras fazendas no litoral Norte do Estado e na região Sul
da Bahia, onde cria mais de 12 mil
suínos, no município de Itabuna.
Segundo Jaime do Amor, o foco
principal do frigorífico será prestar
serviços de abate para os pecuaristas
dos municípios vizinhos. “Estamos
colaborando com a saúde pública
regional ao evitar que as pessoas
continuem consumindo carne proveniente de abate clandestino. Nosso próximo passo será, em parceria
com a Adab e o Ministério Público,
promover reuniões de conscientização junto aos proprietários de
açougues desses municípios. Para
facilitar, estaremos praticando preços diferenciados, condizentes com
a realidade regional”, concluiu o
empresário rural.
Oeste ganhará 4 novos abatedouros municipais
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), assinou,
na última terça-feira (20), termo de
compromisso para construção de
unidades frigoríficas de abate. Os
novos abatedouros serão construídos nos municípios de Santa Rita
de Cássia, Barra, Mansidão e Bom
Jesus da Lapa e vão se somar aos
30 existentes, ampliando o combate ao abate clandestino, garantindo
carne saudável e de qualidade na
mesa do consumidor.
Os novos frigoríficos deverão ser
geridos por cooperativas, com a participação de pecuaristas, das prefeituras e de marchantes, a exemplo do
que já acontece com o abatedouro de
Pintada.
Com planta padrão desenvolvida
pela Seagri, os abatedouros são modulares e terão capacidade para abater
de 30 até 100 animais por dia. O projeto está sendo executado com parceria dos ministérios da Agricultura e do
Desenvolvimento Agrário.
A planta padrão está à disposição, gratuitamente, das prefeituras, e acessível também à
iniciativa privada. O principal
objetivo dessa medida inovadora,
e já referenciada pelo Ministério
da Agricultura, é criar micro pólos de abate, fortalecer as cadeias
produtivas regionais, melhorar a
qualidade da carne, combater o
abate clandestino no estado, além
da gerar emprego e renda para a
população.
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1º Dia de Campo da Fazenda Agroeste
Localizada na divisa dos municípios de Santa Rita de Cássia e
Mansidão, região Oeste da Bahia,
distante 208 Km de Barreiras, a Fazenda Agroeste realizará no próximo dia 21 de agosto, o 1º Dia de
Campo Fazenda Agroeste.
Organizado pela Oeste Pecuária,
Timac Agro e Fazenda Agroeste,
o Dia de Campo tem por objetivo
mostrar aos pecuaristas da região
os resultados positivos obtidos em
pastagem sob regime de adubação.
“A adubação em pastagem é rentável e traz resultados positivos para
o criador. Precisamos verticalizar
Foto divulgação Adab
a
produtividade nas áreas já
disponíveis com
pastagens”, disse Adelar Geller,
proprietário da
Fazenda Agroeste.
Segundo ele,
a adubação ajuda
na recuperação
de pastagens degradadas,
melhora a taxa de
ocupação nos piquetes e evita o
desmatamento de novas áreas para
ampliação do plantel.
A dificuldade em conseguir
autorizações de supressão vegetal
junto aos órgãos ambientais, também tem sido um fomentador na
busca de melhoria de produtividade nas áreas já existentes. O criador
precisa ter consciência que já não
há mais espaço para a pecuária extensiva e que somente o empresário rural sobreviverá neste mercado
cada vez mais competitivo.
Durante o Dia de Campo os participantes poderão assistir palestras
sobre assuntos de grande interesse dos pecuaristas.
Jocilene Alves Barbosa, Especialista em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria; Pós Graduanda em Gestão Sustentável de Recursos Naturais do Cerrado falará sobre as ‘Práticas ambientais implantadas na Fazenda Agroeste’;
Nelson Pineda, Eng. Químico e agropecuarista nos Estados de São
Paulo e Bahia – Membro da Câmara Setorial da Carne Bovina do Estado da Bahia abordará o tema ‘Genética: Insumo de Produtividade’;
Adriano Lupinacci, Eng. Agrônomo da Profissional Assessoria e
Consultoria em Agronegócios, discorrerá sobre o tema ‘Transformando
capim em dinheiro’;
Ney Conti, Médico Veterinário, ministrará palestra sobre a ‘Genética Aplicada na Fazenda Agroeste’;
Vivalmi de A. Cerqueira - Eng. Agrônomo - Timac Agro terá por
tema ‘Por que adubar pastagens’;
Luiz Acácio Amorim Neto, Eng. Agrônomo e analista técnico rural
do Banco do Brasil falará sobre ‘Linhas de crédito do Banco do Brasil
para a pecuária’.
Cotações Médias Boi Gordo Primeiro Semestre 2010
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Foto Eduardo Lena
Programação
Adelar Geller, proprietário da Fazenda
Agroeste
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Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado
tornam-se presentes no Oeste da Bahia
paternidade por DNA, 1500 Bezerros selecionados (Nelore e Cruzamentos) e 200 Bezerras foram a leilão, animais superiores aptos a gerar
resultados econômicos positivos, todos oriundo de um sério trabalho que
utiliza as mais modernas tecnologias
em pecuária e agricultura.
Localizada na zona rural de Angical, a fazenda Lagoinha foi palco
de uma feira de touros Nelores. Na
oportunidade, criadores e pecuaristas
da região conferiram os 26 exemplares elite ofertados por Manoel Messias, proprietário da fazenda.
Conhecida nacionalmente para
qualidade de seu rebanho, a Fazenda
Paredão, de propriedade de Nelson e
Claudia Pineda, localizada em Wanderley/BA, sediou o 2º Dia de Campo
e Feira de Negócios (Manejo estratégico no início do verão). Na programação, palestras que abordaram
vários temas, entre eles, a Mineralização correta como fator primordial
da preparação da seca e pastagens
bem formadas e manejadas como fator de aumento da taxa de lotação.
Entre os Leilões mais importantes e esperados do vale estava o da
Fazenda Japaranduba, município de
Muquém do São Francisco. Tradicionalmente realizado no mês de julho,
com transmissão ao vivo pelo canal
Terra Viva, o leilão ofertou 250 touros Nelores e Nelore Mocho PO, 150
matrizes Nelore e Nelore Mocho PO
e 2500 bezerros Nelore e cruzamento industrial. O evento reuniu pecuaristas de vários estados brasileiros,
ávidos em adquirir a grande oferta
de genética melhorada do grupo Paranhos.
Eventos como esses comprovam
que a pecuária do vale vem se consolidando em bases sólidas. A oferta de
terras com preços atrativos, com solos encorpados, são opções que têm
despertado o interesse de criadores
de outros pólos pecuários do Brasil.
Foto Leilão Japaranduba
Demonstrando o fortalecimento
da pecuária regional, diversas fazendas do Oeste da Bahia têm realizado
Dias de Campo, Leilões e Feiras de
Gado. Municípios como Cotegipe,
Wanderley, Muquém do São Francisco, Angical e Barreiras passam a
exercer papel fundamental na melhoria do rebanho regional. Do início do
ano até agora, fazendas desses municípios têm ofertado ao mercado animais com genética superior, e o mais
importante, totalmente adaptados ao
clima e solo do Oeste da Bahia.
A Confidência Agropecuária realizou no município de Cotegipe, a 4ª
edição da Feira de Gado. O evento
contou com a participação de outros
expositores. Criadores da região puderam ver de perto e adquirir exemplares de touros, novilhas e cavalos.
Também em Cotegipe, aconteceu o 16º Leilão e Dia de Campo da
Fazenda Jacarezinho Terra Nova. 70
touros CEIP Reserva, com teste de
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Fotos Eduardo Lena
Eduardo Salles,
secretário de
Agricultura da
Bahia, no Leilão
do Cavalo Manga
Larga Machador,
no tatersal da
Expobarreiras
Secretário Eduardo Salles prestigiou Leilão
da Acrioeste na 28ª Expobarreiras
O Secretário Estadual de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, visitou a 28ª Expobarreiras e após percorrer vários estandes, prestigiou o
grande leilão de cavalos Manga Larga Marchador promovido pela Associação de Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste).
Na oportunidade falou sobre o término da zona tampão, uma injustiça
que exclui mais de 15 mil criadores
e um rebanho superior a 250 mil animais da comercialização do Estado.
“Com a zona tampão existem duas
Bahias, a que pode e a que não pode
comercializar”, disse o secretário, enfatizando que os governos da Bahia
e do Piauí já se reuniram com o Ministério da Agricultura para extinguir
‘essa famigerada zona tampão’.
Eduardo Salles parabenizou os
fiscais agropecuários regionais da
Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) que atuam na
zona tampão pelo índice alcançado na
última etapa de vacinação contra Aftosa. “Vocês fiscais, em parceria com
criadores e prefeituras dos municípios que fazem parte da zona tampão
estão de parabéns por terem batido
recorde histórico de vacinação, atingido o percentual de 99,6% de cobertura vacinal. Com esses números em
mãos, vamos até Brasília exigir do
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Governo Federal que antecipe a data
do término da zona tampão previsto
para o mês de novembro”.
De acordo com Salles, é inadmissível que uma área de exclusão tenha
atingido 99,6% de cobertura vacinal
e a regional como um todo tenha batido o recorde histórico de nove anos,
com 98% de animais imunizados, e a
união continue protelando por mais
tempo a exclusão da zona tampão.
“Além disso, vamos entrar com um
pedido junto ao Ministério para que
na próxima campanha os pecuaristas
só necessitem vacinar animais até 24
meses e em 2012, se o departamento
técnico da Adab achar viável, excluir
de uma vez por toda a vacinação do
calendário baiano”, afirmou.
Ricardo Barata, presidente da
Acrioeste, agradeceu a presença de
Eduardo Salles e dos expositores e
relembrou uma frase dita pelo secretário durante uma visita que ele fez
a Salvador, de que seu gabinete não
tinha chave nem tranca para os produtores do Oeste da Bahia. “Isso é a
mais pura verdade. Sempre que solicitamos uma audiência com o secretário somos bem atendidos e as reivindicações e pleitos dos criadores
da região são analisados com carinho
e o resultado está aí, a zona tampão
está com os dias contados”.
Com Ricardo Barata, presidente da Acrioeste, o secretário de Agricultura discutiu
demandas do setor
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ANO 02 - Nº 09
A meta do Governo do Estado
da Bahia é extinguir a Zona Tampão até novembro desse ano. Os
benefícios são inúmeros com o fim
da Zona Tampão, entre eles a inserção de 9.238 criadores em 9.265
propriedades, com um rebanho de
aproximadamente 253 mil animais
em processo de comercialização
em toda a Bahia, sendo 50% desses números na região Oeste do
Estado. A Zona Tampão tem uma
área total de 58.201 Km², com
uma população bovina de 253.071,
e conta com seis barreiras fixas e
três móveis.
De acordo com o gerente técnico
regional da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab),
João Pacheco Cavalcante Filho, a
Zona Tampão compreende a região
intermediária entre duas áreas epidemiologicamente distintas, com a
finalidade de impedir o trânsito de
susceptíveis, evitando assim a reintrodução do agente infeccioso na
área livre.
“Na Bahia, a Zona Tam pão é
composta por oito municípios: Formosa do Rio Preto, Santa Rita de
Cássia, Campo Alegre de Lourdes,
Remanso, Casa Nova, Buritirama,
Pilão Arcado e Mansidão. Toda Zona
é classificada como Médio Risco ou
BR – 3. Nós intensificamos o trabalho de defesa sanitária animal na
Zona Tampão, para atender o setor
produtivo e as exigências sanitárias
Fotos divulgação
Extinção da Zona Tampão irá beneficiar
criadores em toda a Bahia
internacionais”, afirma o gerente.
Dentre as atividades realizadas
pela Adab, está o cadastramento minucioso de propriedades, proprietários e rebanhos de toda a região
na divisa do estado da Bahia com
o Piauí e na região que liga a Zona
Tampão Área Livre. Há também o
monitoramento sorológico de todos
os animais que se dirigem à área
livre, a fiscalização móvel intensificada em toda a região, com aquisição do sistema de fiscalização volante via satélite, monitoramento de
todos os animais suscetíveis que se
destinam a outras regiões de igual
status sanitário (BR - 3) ou inferior
(BR – 4), além de outras.
Ainda segundo Pacheco, não justifica mais ter a Zona Tampão. “Ela
foi feita para acabar em dois anos,
mas já tem dez anos que existe”.
Funcionando como um tipo de escudo que protege uma zona livre de aftosa de uma área de risco, o objetivo
é isolar a área livre de possível entrada de animais, produtos ou materiais
infectados. “O problema são aqueles
que possuem seus rebanhos vacinados e com qualidade para terem o
trânsito livre, pois sofrem prejuízos
apenas por estarem dentro da Zona
Tampão, prejudicando a comercialização desses animais, desvalorizando todo o rebanho, a propriedade e
toda a economia”.
A proposta do término da Zona
Tampão é a inclusão em área livre
de 8.731 Km² , com 30.294 bovinos
e 853 propriedades.
FAZENDAS PARCEIRAS
EMPRESAS PARCEIRAS
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