JORNAL ACRIOESTE Barreiras-Bahia, mai/jun/2010 ANO 02 - Nº 09 Demonstrando o fortalecimento da pecuária regional, diversas fazendas do Oeste da Bahia têm realizado Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado. Municípios como Cotegipe, Wanderley, Muquém do São Francisco, Angical e Barreiras passam a exercer papel fundamental na melhoria do rebanho regional. Do início do ano até agora, fazendas desses municípios têm ofertado ao mercado animais com genética superior, e o mais importante, totalmente adaptados ao clima e solo do Oeste da Bahia. Foto divulgação Adab Foto divulgação Frijoa Página 06 Foto Leilão Japaranduba Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado tornam-se presentes no Oeste da Bahia Anemia Infecciosa Equina afeta animais do Oeste da Bahia Muquém do São Francisco terá frigorífico regional A Anemia Infecciosa Equina é um problema grave e tem atingido os animais do Oeste da Bahia por ser uma região de vales, principalmente com lugares onde tem muito alagadiço e vazante. 800 casos na região já foram detectados. Página 03 Localizado na região Oeste da Bahia, distante 729 Km de Salvador, o município de Muquém do São Francisco, detentor de grande parte do rebanho bovino do além São Francisco, terá um moderno frigorífico para atender a demanda regional. Página 06 Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 Acrioeste promoveu shopping de animais na Bahia Farm Show mais para cria, recria e engorda (corte), 20 touros registrados e 40 vacas e novilhas de linhagem leiteira. Todos os animais são oriundos de criações extensivas (a campo), pois refletem a realidade da pecuária praticada no Oeste, e não terão problemas Fotos Washington Luiz Pela primeira vez, a Associação dos Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste) realizou o Shopping de Gado Acrioeste Bahia Farm Show, na área de pecuária do Complexo, nos dias 3 e 4 de junho durante a feira. Estiveram expostos cerca de 120 ani- de adaptabilidade quando seguirem para propriedades dos criadores que os adquirirem. O Evento contou com a participação de alguns dos grandes criadores da região Oeste da Bahia. Também foi montado junto aos currais um estande, onde foi coordenada a comercialização dos animais, pela empresa leiloeira, Terço Leilões, de Salvador. De acordo com o presidente da Acrioeste, Ricardo Barata, o objetivo da feira de animais foi disponibilizar uma vitrine do gado que há na região e conseguir realizar bons negócios com o público, fortalecendo assim a pecuária no Oeste. EXPEDIENTE Os animais ficaram expostos nos currais da Bahia Farm Show Índice de vacinação contra aftosa foi satisfatório O rebanho total da região Oeste do Estado é 989.713 cabeças, e um total de 22.297 criadores nos 21 municípios onde a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) atua. O município de Barreiras tem um rebanho de 84.678 cabeças, o maior da região está em Wanderley com 100.862 cabeças, seguindo por Muquém do São Francisco, São Desidério e Riachão das Neves. Cerca de 85% dos criadores fizeram a declaração na Adab. A campanha de vacinação contra a febre aftosa foi antecipada esse ano para beneficiar os criadores da Zona Tampão. Começou no dia 15 de abril, finalizando no dia 31 maio. “A partir do dia 01 de junho continuamos a vacinar, mas o criador que não fez no período da campanha, irá pagar multa por não seguir calendário”, informa João Pacheco Cavalcante Filho, gerente técni- co regional Adab em Barreiras. Ainda informa que o valor da multa é R$ 53,00 por cabeça, além da multa por não ter declarado, no valor de R$ 160,00. Há dois períodos de vacina da febre aftosa, sendo em maio e novembro. Esse ano, segundo Pacheco em novembro pretende-se vacinar somente animais abaixo de dois anos para redução dos custos e facilitar para os criadores. A meta é vacinar 100% do rebanho. No ano passado foi alcançado 97% de cobertura, esse ano, até o mês de maio, 85% do rebanho da região foi imunizado. Há onze anos que não há caso de febre aftosa na Bahia, o que contribui para o desenvolvimento da pecuária e possibilita o crescimento do rebanho. Para Pacheco, a expectativa de crescimento para região é de um milhão de cabeças. DIRETORIA ACRIOESTE GESTÃO 2007 – 2011 Ricardo Simões Barata Presidente Jaime Arnoldo Cappellesso Vice–Presidente Otávio Mariani Wanderley Filho Diretor Secretário Mário Josino Meirelles Diretor Secretário Adjunto Hermes Domingos Leite Simões Diretor Financeiro Carlos Augusto Barbosa Nogueira Diretor Financeiro Adjunto Antonio Balbino de Carvalho Neto Diretor de Eventos Manoel Messias de Souza Oliveira Diretor de Eventos Adjunto CONSELHO CONSULTIVO César Lucena Borges Eduardo Antônio Parera Sá Ferrúcio Fontes Santoro Getúlio Cardoso Reis Humberto Duder Peixoto Humberto Santa Cruz Jorge Luiz Closs José Antônio da Silva Costa José Humberto Romeiro Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira Mario César Mascarenhas Nelson Pineda Neuci Adalton Vigna Ronaldo Ausone Lupinacci CONSELHO EDITORIAL Jorgiana Lopes - Secretária Executiva Alcides Viana - Revisão e edição de textos Ricardo Simões Barata - Aprovação final Eduardo Lena - Jornalista responsável e editoração eletrônica - DRT/BA 447-3 BA www.acrioeste.org.br e-mail: [email protected] Ano 02 - Nº 09 - mai/jun/2010 Tiragem: 1.000 exemplares Av. Ahylon Macêdo, 11, Barreiras - BA - CEP. 47.806-180 Fone/Fax: (77) 3611-5027 02 Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 Anemia Infecciosa Equina afeta animais do Oeste da Bahia 03 siderados vetores da doença. Todas as fazendas à beira do rio têm grande possibilidade de ter a doença. Também temos o homem que entra no ambiente e faz a transmissão quando utiliza um arreio no animal positivo e depois usa em um animal sadio. Há também transmissão quando se reutiliza a agulha”. O gerente técnico regional da Adab, João Pacheco Cavalcante Filho, também afirma que em toda a região Oeste existem muitos focos da doença, principalmente nos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, na região ribeirinha e em todos os lugares onde tem alagadiços. “Nós ativamos mais o trabalho em toda a região, sacrificando os animais soropositivos, depois há uma equipe que faz a eliminação dos focos. Quando detectamos um animal com a doença, fazemos o exame em todos os demais animais da fazenda”. Pacheco reconhece que a equipe de trabalho ainda é pequena para atender toda a região, o que dificulta o trabalho de combate da doença. “Temos ainda uma quantidade de pessoal pequena para a quantidade de endemias que temos, a demanda é muito grande de anemia infecciosa e nem sempre conseguimos atender todos os casos”, informa. A anemia infecciosa é uma doença que acomete equídeos (burros, ca- valos, mulas, zebra, entre outros), de qualquer raça, sexo e idade. O vírus uma vez instalado no organismo do animal, nele permanece por toda a vida mesmo quando não manifestar sintomas. É conhecida também como febre dos pântanos, porque nas áreas pantanosas a população de insetos hematófagos, vetores naturais da natureza é muito grande e os animais ficam mais expostos à contaminação. É uma doença essencialmente crônica embora possa se apresentar em fases hiperaguda, aguda e subaguda. A sintomatologia caracteriza-se por episódios febris, perda de peso, debilidade progressiva, mucosa ictéricas e edemas subcutâneos, uma vez infectado, o animal tornase portador permanente. A doença também é mais comum em terrenos baixos e mal drenados ou em zonas úmidas muito florestadas. É feita principalmente por insetos sugadores (moscas e mosquitos). Já foram também comprovadas as transmissões congênitas (placentária), pelo leite (aleitamento), pelo sêmen (acasalamento) e pelo soroimune. A mucosa nasal e oral, intactas ou feridas, podem ser portas de entrada do vírus. O uso sem assepsia de material cirúrgico, por pessoas não-habilitadas, também aumenta a probabilidade da infestação. Foto divulgação Adab A Anemia Infecciosa Equina tem atingido os animais do Oeste da Bahia por ser uma região de vales, principalmente com lugares onde tem muito alagadiço e vazante. De acordo com Sérgio Ricardo Silveira Barreto, diretor de equinos da Acrioeste, a doença tem sido um problema grave, pois apenas em uma fazenda do município de Cotegipe, houve perda de 100% do rebanho por causa da doença. De julho do ano passado até janeiro desse ano foram detectados 800 casos na região, destes, 60% foram sacrificados. “É preciso uma força tarefa para fazer controle e eliminar os animais doentes, pois ainda há muita resistência por parte de alguns criadores que não querem sacrificar os animais, mas é necessário o sacrifício, pois um animal doente pode contaminar todo o rebanho”, informa o diretor. Conforme o médico veterinário do Centro de Zoonoses de Barreiras, Antonio Luiz Pedrosa, a doença tem se espalhado por causa da falta de conscientização. “O governo precisa investir mais na educação, utilizando os órgãos competentes para desenvolver trabalhos, como a busca ativa, fazer palestras nas agrovilas e falar mais sobre a doença, principalmente para os produtores rurais. Todos precisam ter informações sobre a anemia infecciosa”. Ainda diz que apesar da anemia não ser uma zoonose, foi estabelecida uma relação de cooperação com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) para apoiar e ajudar no trabalho de conscientização e combate da doença, já que é de responsabilidade do Ministério da Agricultura coordenar o programa. Antonio Luiz explica que a doença é o resultado de uma infecção em um animal sadio através do vírus da família retrovirida e ataca todos os equídeos. “A doença tem relação com o fator ambiental, lugares onde tem muito alagadiço, e apresenta uma série de habitat de alguns animais hematófagos, como a muriçoca e a mutuca, que são con- Para combater a Anemia Infecciosa, os animais soropositivos são sacrificados Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 Localizado na região Oeste da Bahia, distante 729 Km de Salvador, o município de Muquém do São Francisco, detentor de grande parte do rebanho bovino do além São Francisco, terá um moderno frigorífico para atender a demanda regional. Num empreendimento do pecuarista Jaime Oliveira do Amor, o Frijoa deverá custar ao proprietário aproximadamente R$ 10 milhões, gerando depois de pronto, 125 empregos diretos e outros 500 indiretos. O local escolhido para a instalação do frigorífico foi a Fazenda Pixaim, às margens da BA 161, sentido Ibotirama/Barra, a três Km do entroncamento com a BR 242. Com data prevista para iniciar as atividades em fevereiro de 2011, o frigorífico terá capacidade de abater 500 animais/dia, entre bovinos, caprinos, ovinos e suínos. Com mais de 30 anos dedicado a pecuária regional e investimentos em confinamento de bovinos em Muquém, o pecuarista conta com um plantel superior a 50 mil cabeças de gado. A região em que Muquém está inserida compreende mais de 20 municípios e é detentora de um rebanho superior a 800 mil cabeça de gado, que devido a inexistência de abatedouros e frigoríficos, enfren- Foto divulgação Frijoa Muquém do São Francisco terá frigorífico regional O local onde será edificado o frigorífico Frijoa já foi escolhido pelo proprietário ta sérios problemas para cumprir a portaria 304 do Ministério da Agricultura, que regulamenta o abate de bovino, caprinos e ovinos. A ideia do proprietário é abranger vários municípios, entre os principais estão: Irecê, Xique Xique, Morpará, Ibotirama, Paratinga, Sítio do Mato, Wanderley, Cotegipe, Buritirama, Muquém do São Francisco, Mansidão e Brejolândia. Além do empreendimento pecuário na região, o empresário é proprietários de outras fazendas no litoral Norte do Estado e na região Sul da Bahia, onde cria mais de 12 mil suínos, no município de Itabuna. Segundo Jaime do Amor, o foco principal do frigorífico será prestar serviços de abate para os pecuaristas dos municípios vizinhos. “Estamos colaborando com a saúde pública regional ao evitar que as pessoas continuem consumindo carne proveniente de abate clandestino. Nosso próximo passo será, em parceria com a Adab e o Ministério Público, promover reuniões de conscientização junto aos proprietários de açougues desses municípios. Para facilitar, estaremos praticando preços diferenciados, condizentes com a realidade regional”, concluiu o empresário rural. Oeste ganhará 4 novos abatedouros municipais A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), assinou, na última terça-feira (20), termo de compromisso para construção de unidades frigoríficas de abate. Os novos abatedouros serão construídos nos municípios de Santa Rita de Cássia, Barra, Mansidão e Bom Jesus da Lapa e vão se somar aos 30 existentes, ampliando o combate ao abate clandestino, garantindo carne saudável e de qualidade na mesa do consumidor. Os novos frigoríficos deverão ser geridos por cooperativas, com a participação de pecuaristas, das prefeituras e de marchantes, a exemplo do que já acontece com o abatedouro de Pintada. Com planta padrão desenvolvida pela Seagri, os abatedouros são modulares e terão capacidade para abater de 30 até 100 animais por dia. O projeto está sendo executado com parceria dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A planta padrão está à disposição, gratuitamente, das prefeituras, e acessível também à iniciativa privada. O principal objetivo dessa medida inovadora, e já referenciada pelo Ministério da Agricultura, é criar micro pólos de abate, fortalecer as cadeias produtivas regionais, melhorar a qualidade da carne, combater o abate clandestino no estado, além da gerar emprego e renda para a população. 04 Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 1º Dia de Campo da Fazenda Agroeste Localizada na divisa dos municípios de Santa Rita de Cássia e Mansidão, região Oeste da Bahia, distante 208 Km de Barreiras, a Fazenda Agroeste realizará no próximo dia 21 de agosto, o 1º Dia de Campo Fazenda Agroeste. Organizado pela Oeste Pecuária, Timac Agro e Fazenda Agroeste, o Dia de Campo tem por objetivo mostrar aos pecuaristas da região os resultados positivos obtidos em pastagem sob regime de adubação. “A adubação em pastagem é rentável e traz resultados positivos para o criador. Precisamos verticalizar Foto divulgação Adab a produtividade nas áreas já disponíveis com pastagens”, disse Adelar Geller, proprietário da Fazenda Agroeste. Segundo ele, a adubação ajuda na recuperação de pastagens degradadas, melhora a taxa de ocupação nos piquetes e evita o desmatamento de novas áreas para ampliação do plantel. A dificuldade em conseguir autorizações de supressão vegetal junto aos órgãos ambientais, também tem sido um fomentador na busca de melhoria de produtividade nas áreas já existentes. O criador precisa ter consciência que já não há mais espaço para a pecuária extensiva e que somente o empresário rural sobreviverá neste mercado cada vez mais competitivo. Durante o Dia de Campo os participantes poderão assistir palestras sobre assuntos de grande interesse dos pecuaristas. Jocilene Alves Barbosa, Especialista em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria; Pós Graduanda em Gestão Sustentável de Recursos Naturais do Cerrado falará sobre as ‘Práticas ambientais implantadas na Fazenda Agroeste’; Nelson Pineda, Eng. Químico e agropecuarista nos Estados de São Paulo e Bahia – Membro da Câmara Setorial da Carne Bovina do Estado da Bahia abordará o tema ‘Genética: Insumo de Produtividade’; Adriano Lupinacci, Eng. Agrônomo da Profissional Assessoria e Consultoria em Agronegócios, discorrerá sobre o tema ‘Transformando capim em dinheiro’; Ney Conti, Médico Veterinário, ministrará palestra sobre a ‘Genética Aplicada na Fazenda Agroeste’; Vivalmi de A. Cerqueira - Eng. Agrônomo - Timac Agro terá por tema ‘Por que adubar pastagens’; Luiz Acácio Amorim Neto, Eng. Agrônomo e analista técnico rural do Banco do Brasil falará sobre ‘Linhas de crédito do Banco do Brasil para a pecuária’. Cotações Médias Boi Gordo Primeiro Semestre 2010 05 Foto Eduardo Lena Programação Adelar Geller, proprietário da Fazenda Agroeste Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado tornam-se presentes no Oeste da Bahia paternidade por DNA, 1500 Bezerros selecionados (Nelore e Cruzamentos) e 200 Bezerras foram a leilão, animais superiores aptos a gerar resultados econômicos positivos, todos oriundo de um sério trabalho que utiliza as mais modernas tecnologias em pecuária e agricultura. Localizada na zona rural de Angical, a fazenda Lagoinha foi palco de uma feira de touros Nelores. Na oportunidade, criadores e pecuaristas da região conferiram os 26 exemplares elite ofertados por Manoel Messias, proprietário da fazenda. Conhecida nacionalmente para qualidade de seu rebanho, a Fazenda Paredão, de propriedade de Nelson e Claudia Pineda, localizada em Wanderley/BA, sediou o 2º Dia de Campo e Feira de Negócios (Manejo estratégico no início do verão). Na programação, palestras que abordaram vários temas, entre eles, a Mineralização correta como fator primordial da preparação da seca e pastagens bem formadas e manejadas como fator de aumento da taxa de lotação. Entre os Leilões mais importantes e esperados do vale estava o da Fazenda Japaranduba, município de Muquém do São Francisco. Tradicionalmente realizado no mês de julho, com transmissão ao vivo pelo canal Terra Viva, o leilão ofertou 250 touros Nelores e Nelore Mocho PO, 150 matrizes Nelore e Nelore Mocho PO e 2500 bezerros Nelore e cruzamento industrial. O evento reuniu pecuaristas de vários estados brasileiros, ávidos em adquirir a grande oferta de genética melhorada do grupo Paranhos. Eventos como esses comprovam que a pecuária do vale vem se consolidando em bases sólidas. A oferta de terras com preços atrativos, com solos encorpados, são opções que têm despertado o interesse de criadores de outros pólos pecuários do Brasil. Foto Leilão Japaranduba Demonstrando o fortalecimento da pecuária regional, diversas fazendas do Oeste da Bahia têm realizado Dias de Campo, Leilões e Feiras de Gado. Municípios como Cotegipe, Wanderley, Muquém do São Francisco, Angical e Barreiras passam a exercer papel fundamental na melhoria do rebanho regional. Do início do ano até agora, fazendas desses municípios têm ofertado ao mercado animais com genética superior, e o mais importante, totalmente adaptados ao clima e solo do Oeste da Bahia. A Confidência Agropecuária realizou no município de Cotegipe, a 4ª edição da Feira de Gado. O evento contou com a participação de outros expositores. Criadores da região puderam ver de perto e adquirir exemplares de touros, novilhas e cavalos. Também em Cotegipe, aconteceu o 16º Leilão e Dia de Campo da Fazenda Jacarezinho Terra Nova. 70 touros CEIP Reserva, com teste de 06 Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 Fotos Eduardo Lena Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia, no Leilão do Cavalo Manga Larga Machador, no tatersal da Expobarreiras Secretário Eduardo Salles prestigiou Leilão da Acrioeste na 28ª Expobarreiras O Secretário Estadual de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, visitou a 28ª Expobarreiras e após percorrer vários estandes, prestigiou o grande leilão de cavalos Manga Larga Marchador promovido pela Associação de Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste). Na oportunidade falou sobre o término da zona tampão, uma injustiça que exclui mais de 15 mil criadores e um rebanho superior a 250 mil animais da comercialização do Estado. “Com a zona tampão existem duas Bahias, a que pode e a que não pode comercializar”, disse o secretário, enfatizando que os governos da Bahia e do Piauí já se reuniram com o Ministério da Agricultura para extinguir ‘essa famigerada zona tampão’. Eduardo Salles parabenizou os fiscais agropecuários regionais da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) que atuam na zona tampão pelo índice alcançado na última etapa de vacinação contra Aftosa. “Vocês fiscais, em parceria com criadores e prefeituras dos municípios que fazem parte da zona tampão estão de parabéns por terem batido recorde histórico de vacinação, atingido o percentual de 99,6% de cobertura vacinal. Com esses números em mãos, vamos até Brasília exigir do 07 Governo Federal que antecipe a data do término da zona tampão previsto para o mês de novembro”. De acordo com Salles, é inadmissível que uma área de exclusão tenha atingido 99,6% de cobertura vacinal e a regional como um todo tenha batido o recorde histórico de nove anos, com 98% de animais imunizados, e a união continue protelando por mais tempo a exclusão da zona tampão. “Além disso, vamos entrar com um pedido junto ao Ministério para que na próxima campanha os pecuaristas só necessitem vacinar animais até 24 meses e em 2012, se o departamento técnico da Adab achar viável, excluir de uma vez por toda a vacinação do calendário baiano”, afirmou. Ricardo Barata, presidente da Acrioeste, agradeceu a presença de Eduardo Salles e dos expositores e relembrou uma frase dita pelo secretário durante uma visita que ele fez a Salvador, de que seu gabinete não tinha chave nem tranca para os produtores do Oeste da Bahia. “Isso é a mais pura verdade. Sempre que solicitamos uma audiência com o secretário somos bem atendidos e as reivindicações e pleitos dos criadores da região são analisados com carinho e o resultado está aí, a zona tampão está com os dias contados”. Com Ricardo Barata, presidente da Acrioeste, o secretário de Agricultura discutiu demandas do setor Jornal Acrioeste - Barreiras-Bahia, mai/jun/20109 ANO 02 - Nº 09 A meta do Governo do Estado da Bahia é extinguir a Zona Tampão até novembro desse ano. Os benefícios são inúmeros com o fim da Zona Tampão, entre eles a inserção de 9.238 criadores em 9.265 propriedades, com um rebanho de aproximadamente 253 mil animais em processo de comercialização em toda a Bahia, sendo 50% desses números na região Oeste do Estado. A Zona Tampão tem uma área total de 58.201 Km², com uma população bovina de 253.071, e conta com seis barreiras fixas e três móveis. De acordo com o gerente técnico regional da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), João Pacheco Cavalcante Filho, a Zona Tampão compreende a região intermediária entre duas áreas epidemiologicamente distintas, com a finalidade de impedir o trânsito de susceptíveis, evitando assim a reintrodução do agente infeccioso na área livre. “Na Bahia, a Zona Tam pão é composta por oito municípios: Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Campo Alegre de Lourdes, Remanso, Casa Nova, Buritirama, Pilão Arcado e Mansidão. Toda Zona é classificada como Médio Risco ou BR – 3. Nós intensificamos o trabalho de defesa sanitária animal na Zona Tampão, para atender o setor produtivo e as exigências sanitárias Fotos divulgação Extinção da Zona Tampão irá beneficiar criadores em toda a Bahia internacionais”, afirma o gerente. Dentre as atividades realizadas pela Adab, está o cadastramento minucioso de propriedades, proprietários e rebanhos de toda a região na divisa do estado da Bahia com o Piauí e na região que liga a Zona Tampão Área Livre. Há também o monitoramento sorológico de todos os animais que se dirigem à área livre, a fiscalização móvel intensificada em toda a região, com aquisição do sistema de fiscalização volante via satélite, monitoramento de todos os animais suscetíveis que se destinam a outras regiões de igual status sanitário (BR - 3) ou inferior (BR – 4), além de outras. Ainda segundo Pacheco, não justifica mais ter a Zona Tampão. “Ela foi feita para acabar em dois anos, mas já tem dez anos que existe”. Funcionando como um tipo de escudo que protege uma zona livre de aftosa de uma área de risco, o objetivo é isolar a área livre de possível entrada de animais, produtos ou materiais infectados. “O problema são aqueles que possuem seus rebanhos vacinados e com qualidade para terem o trânsito livre, pois sofrem prejuízos apenas por estarem dentro da Zona Tampão, prejudicando a comercialização desses animais, desvalorizando todo o rebanho, a propriedade e toda a economia”. A proposta do término da Zona Tampão é a inclusão em área livre de 8.731 Km² , com 30.294 bovinos e 853 propriedades. FAZENDAS PARCEIRAS EMPRESAS PARCEIRAS 08